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Covid-19: historiador discute produção de consensos na ciência

Como se constroem os consensos na ciência? Por que os cientistas e as instituições de pesquisa reveem suas posições? Qual o papel dos dados nesses processos e na tomada de decisões? O historiador Robert Wegner, pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), discute esta e outras questões relacionadas à pandemia neste vídeo da série especial Covid-19: o olhar dos historiadores da Fiocruz.

No começo de março, ainda não havia consenso absoluto entre as instituições de pesquisa do Brasil sobre a necessidade de isolamento social. […] Por volta da segunda semana de março […], a informação do que estava acontecendo na Itália foi crucial para que a Fiocruz e o Ministério da Saúde, orientados pela ciência, mudassem de posição em direção a um grande consenso em defesa do isolamento social”, explica.

Esse episódio sinaliza que as instituições de saúde são titubeantes? Pelo contrário, afirma o pesquisador. “Isso mostra que a ciência funciona como uma imensa rede e [que] informações provindas de uma localidade têm enorme impacto em outras e [contribuem] para a formação de um consenso global. Essa rede torna a ciência e suas instituições mais fortes”, analisa Robert Wegner, que também é professor do Programa de Pós-Graduação em História das Ciênias e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz.

Citando o filósofo austríaco Karl Popper, Wegner explica que o conhecimento científico é caracterizado pelo fato de poder ser revisto, submetido à prova e substituído. “A ciência ajuda a abrir nossas mentes para um conhecimento que está sempre sendo refeito por outros seres humanos. É na aparente fraqueza da ciência que repousa a sua força. É com ela que precisamos e devemos contar hoje”, defende. Confira o vídeo.

Fonte: Fiocruz

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