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"Para mim leitura é vida. É como se todos os dias eu estivesse vivendo uma coisa nova. Gosto de novidades, e o livro me traz isso" , Silvia Neves, 49 anos, professora (foto: Weber Sian / A Cidade)

Conheça o perfil do leitor em Ribeirão Preto

Pesquisa foi realizada pela Fundação Feira do Livro, em parceria com a UNAERP

Texto por Valeska Mateus

“Para mim leitura é vida. É como se todos os dias eu estivesse vivendo uma coisa nova. Gosto de novidades, e o livro me traz isso” , Silvia Neves, 49 anos, professora (foto: Weber Sian / A Cidade)

Ribeirão Preto tem um percentual de leitores maior que o do Brasil. Segundo a pesquisa Perfil do Leitor de Ribeirão Preto, feita pela Fundação do Livro e da Leitura de Ribeirão Preto em parceria com a Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto), 67% dos ribeirão-pretanos lêem, enquanto, no País, a média é de 56%.  

A maioria desse público é formada por mulheres (56,7%), adultos entre 20 e 69 anos (52,1%) e moradores na zona Oeste de Ribeirão, perfis em que a professora Sílvia Neves, de 49 anos, moradora no Jardim Paiva, se encaixa perfeitamente.  

Como 28,7% dos leitores entrevistados na pesquisa, também em Silvia o hábito da leitura foi incentivado, em primeiro lugar, pela família. Ela conta que começou a ser estimulada pela mãe na primeira infância. Ela nos fazia ler as receitas, porque era pré-alfabética e tinha dificuldade. Também sempre trazia livros e revistas da casa do seu patrão e nos obrigava a ler, conta. 

Apaixonada pela leitura desde então, a professora diz que chega a devorar quatro livros por mês – às vezes paralelamente -, com leituras todas as noites. Ainda participa da União dos Escritores Independentes de Ribeirão Preto, da Casa do Poeta e do Clube de Leitura da Fundação. 

Como para 64,3% dos entrevistados, o que mais estimula Silvia a ler livros é o tema ou assunto abordado. Por isso ela adora perder-se entre prateleiras de livrarias, lendo títulos e sinopses que possam interessá-la. Mas, diferente de 35,7% dos leitores da cidade, a professora não tem um gênero preferido.  

Para a presidente da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, Adriana Silva, é curioso que o maior número de leitores esteja na zona Oeste e não na Sul, onde o nível de escolaridade e o poder econômico tendem a ser maiores. Principalmente levando-se em consideração que o custo de um livro é um dos impedimentos relatados por entrevistados que não lêem (3,7%). 

Nas minhas primeiras impressões, esse resultado revela que há um desvio estatístico, por [a zona Oeste] ser a região de maior população da cidade, mexendo com o resultado macro. Uma segunda impressão é a ocupação [dos moradores da Sul] com outro tipo entretenimento, já que a classes de poder aquisitivo mais alto têm recursos para acessar outras fontes, como viagens e cinema, analisa Adriana.  

Metodologia segue a da pesquisa nacional 

A pesquisa seguiu a mesma metodologia da realizada em 2015, em âmbito nacional: Retrato da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pré-livro e Ibope Inteligência, em 2016.  

Foram entrevistados 600 moradores, entre 5 e mais de 70 anos de idade, em seis regiões de Ribeirão. Foi considerado como leitora a pessoa que leu ao menos um livro nos últimos três meses.  

Para Adriana, a pesquisa permite um aprendizado à Fundação e a quem trabalha com o incentivo na cidade. Não se propõe políticas públicas e nem outras atividades sem ter a compreensão dessa realidade e das demandas de Ribeirão Preto, afirma.  

Feira do Livro

Foi realizada também uma pesquisa específica com o público da 17ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, no ano passado. Neste universo, o índice de leitores sobe a 85,8% dos participantes. A presidente da Fundação comemora, nesta pesquisa, o crescimento da frequência de universitários, que representaram 49,8% dos participantes da última edição. A Feira era muito voltada a crianças e adultos. Há dois anos fazemos um trabalho de formação de leitores com as universidades e a pesquisa releva o resultado, diz Adriana.  

Alarmante 

Também segundo a pesquisa, o menor percentual de leitores ribeirão-pretanos está nas faixas etárias abaixo dos 30 anos, confirmando o que os estudiosos da Fundação do Livro já percebiam. Só não tínhamos índices, conta Adriana Silva. Quando criamos o projeto Combinando Palavras [de formação de professores e aluno leitor], foi com o foco de reverter isso. Desde a edição do ano passado da Feira Nacional do Livro migramos da difusão para formação por estarmos a par dessa realidade: de que é necessário formar jovens leitores. A pesquisa mostra que estamos no caminho certo, acrescenta.
Para a presidente da Fundação, essa faixa etária ainda estar abaixo do esperado em leitura é alarmante, já que é a base.

Fonte: A Cidade On

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