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“A cidadania, em nosso entendimento, inclui o direito à memória”: Entrevista com Aldair Rodrigues, Diretor Adjunto do Arquivo Edgard Leuenroth

Texto: Edgard LeuenrothEntrevista com o Professor Dr. Aldair Rodrigues, Diretor Adjunto do Arquivo Edgard Leuenroth (AEL) da Universidade Estadual de Campinas/SP (UNICAMP), sobre o apoio do IBERARQUIVOS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Arquivos Ibero-Americanos) para realização do Projeto: “Existimos! Contra o silêncio e o esquecimento – pela preservação e difusão dos conjuntos documentais do AEL”.

(ARCHIVOZ): Prezado Professor Aldair, é um prazer entrevistá-lo. Antes de falarmos sobre o Projeto Existimos, gostaríamos que nos apresentasse o AEL, suas características e principais objetivos.

(Aldair Rodrigues): Fundado em 1974, a partir da aquisição do conjunto documental reunido por Edgard Leuenroth (1881-1968) – pensador anarquista, militante das causas operárias, linotipista, arquivista e jornalista por ofício e paixão – hoje o AEL constitui um dos maiores acervos sobre movimentos sociais do Brasil. São 120 conjuntos documentais organizados em 2.900 metros lineares. Desse universo, 60 mil itens são fotografias. A partir de 2013, o arquivo passou por um intenso processo de digitalização, com a criação do AEL Digit@l[i], o que lhe rendeu aproximadamente 60 TB (sessenta terabytes) em arquivos de imagens.

O acervo físico é constituído por 13 mil títulos de periódicos; 25 mil livros; 12 mil rolos de microfilmes; 60 mil fotografias; 7.000 folhetos; 2.200 cartazes; 1.086 discos; 1.140 postais; 1.442 fitas de áudio em cassete; 322 fitas de áudio em rolo, 873 fitas de vídeo; 624 partituras; 312 películas cinematográficas; 284 mapas; 39 plantas. Esse material permite uma ampla compreensão da formação do movimento operário e sindical no país. Aborda a repressão e resistência à ditadura militar, o processo de reabertura política, os movimentos artísticos diversos, como o Teatro Oficina, os movimentos sociais em geral e ainda os movimentos sociais recentes, a partir da década de 1980, com os fundos LGBT+[ii].

Fonte: Acesse a entrevista completa no site da Archivoz

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