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Série Vaga-Lume: 45 anos de história na literatura brasileira

A série, que ensinou diversas gerações de brasileiros a amar a literatura, traz reformulações e de olho em uma nova geração de leitores infanojuvenis

“O que me chamava a atenção naqueles livros, logo de cara, eram as capas coloridas, desenhos que já me faziam pegar um volume para ficar olhando e imaginando o que o livro ia falar daquela cena, ou onde ela estaria no decorrer da narrativa em questão. Das capas para o título instigante era um passo para atiçar a imaginação”.

O relato é do pedagogo Eduardo Jordão, de Americana, e mesmo se não fosse acompanhado do conteúdo visual desta página poderia fazer muitos leitores adinvinharem que trata da coleção Vaga-Lume, que chega aos 45 anos em 2018 com reformulação e atravessando geraçãoes de leitores infantojuvenis. A Vaga-Lume é uma das principais coleções da editora Ática, e atualmente conta com 53 títulos juvenis e 29 infantis. Dentre os títulos mais vendidos, segundo a empresa, estão “A Ilha Perdida”, de Maria José Dupré, e “O Escaravelho do Diabo”, de Lúcia Machado de Almeida, que foi adaptado para o cinema em 2016, com filmagens na região.

Eduardo Jordão, de Americana: pedagogo e fã da série de livros

Eduardo conta que, quando era garoto, obras do selo compunham a lista de leitura obrigatória de sua escola. Mas a obrigação não se transformava em fardo e sim um prazer. “Para essa fase infantojuvenil, marcada pelo imaginário e a fantasia, aqueles títulos eram bem curiosos. Por exemplo: ‘A Ilha Perdida’, ‘Um Cadpaver Ouve Rádio’, ‘O Rapto do Menino de Ouro’, ‘O Mistério da Cidade Fantasma’, e, talvez o mais emblemático deles, ‘O Escaravelho do Diabo’… E, para quem gostava de ficção-científica, havia vários livros sobre as aventuras de Xisto: ‘Xisto e o Pássaro Cósmico’… Enfim, era a mistura perfeita para se interessar e ler o livro”, recorda ele, que hoje tem 40 anos.

Apesar do início de sua imerção na leitura ter ocorrido com Xisto, ele lembra que foi seduzido por uma capa e um título da coleção quando nem sabia ler direito e viu a obra com sua irmã mais velha. Era “Zezinho, o Dono da Porquinha Preta”. “Eu tinha um avô que era caseiro numa chácara, lá criavam porcos e eu achava os filhotes de porcos bem legais, queria sempre trazer um para casa como bicho de estimação (risos)”, explica.

O pedagogo também acredita que o contato maior que a juventude teve com a cultura visual nos anos 1970, e ainda mais dos anos 1980, seja com desenhos animados ou revistas infantojuvenis, ajudou na disseminação da série literária.

A Ática informou ao LIBERAL que o último lançamento da Vaga-Lume ocorreu em 2013. O conselho editorial optou por começar a reformular a série, dando uma nova roupagem a ela, e para isso, foi preciso fazer um estudo de vendas e encomendar novo projeto gráfico. A retomada ocorreu em 2015.

Fonte: O Liberal

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