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Sabia que o Carandiru deu lugar a uma premiada biblioteca?

Conheça a Biblioteca de São Paulo, considerada uma das quatro melhores do mundo

O famoso presídio Carandiru deu lugar à bela e premiada Biblioteca de São Paulo (BSP), que possui um acervo de 43 mil obras (foto: Angelo José Perosa/Governo de SP/Divulgação e Daniel Ducci/Aflalo-Gasperini Arquitetos/Divulgação)

No dia 2 de outubro de 1992, os brasileiros ficaram chocados com o desfecho da rebelião que ocorreu na penitenciária Carandiru, na cidade de São Paulo (SP): a invasão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, liderada pelo coronel Ubiratan Guimarães, acabou causando a morte de 111 detentos. A tragédia, além de ficar marcada na história do Brasil, também foi imortalizada na obra Estação Carandiru (1999), do médico e escritor Drauzio Varella, que inspirou o filme de mesmo nome, lançado em 2003 e estrelado por Rodrigo Santoro, Wagner Moura e Lázaro Ramos. O que muitos não sabem é que a Casa de Detenção de São Paulo, nome oficial do presídio, que tinha nove pavilhões, depois que foi desativada em 2002, e demolida pouco depois, deu lugar à Biblioteca de São Paulo (BSP).

Agora, durante a Feira do Livro de Londres, na Inglaterra, realizada entre os dias 10 e 12 de abril, a biblioteca paulista, que tem pouco mais de oito anos de existência, foi escolhida como uma das quatro melhores do mundo em 2018. Ela foi a única participante não europeia entre as quatro melhores. A BSP concorreu com bibliotecas de Oslo, na Noruega; Aarhus, na Dinamarca; e Riga, na Letônia. A Biblioteca Nacional da Letônia foi considerada a vencedora.

“O simples fato de estarmos entre os finalistas deste prêmio, junto com outras três bibliotecas extraordinárias, é o reconhecimento internacional do trabalho feito ao longo desses anos para oferecer à população uma biblioteca cidadã, aberta à diversidade e focada no público e nas comunidades a que serve”, comenta Pierre André Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras, entidade que administra a BSP, em entrevista para a agência russa de notícias Sputnik.

Para concorrer a essa honraria, a equipe da BSP enviou um material de candidatura que, segundo seus representantes, destacou os diferenciais do projeto e das atividades diárias “que transformaram a área onde anteriormente existia a Casa de Detenção em uma praça cultural, local de acolhimento e descobertas”. De acordo com eles, a instituição está “calcada no conceito de biblioteca viva” e “tem seu foco na valorização das pessoas, nos seus saberes e na troca de experiências”.

“Eu avalio que a missão está sendo cumprida e, todos os dias, a gente trabalha um pouquinho mais nesse sentido”, de deixar para trás o estigma da violência que marcou a região onde a BSP foi instalada.

A Biblioteca de São Paulo foi projetada pelo escritório Aflalo/Gasperini Arquitetos e possui quatro mil m² que oferecem um acervo de 43 mil títulos, entre livros, revistas, jornais, jogos eletrônicos, filmes e CDs.

Confira outras imagens da BSP:

(foto: Daniel Ducci/Aflalo-Gasperini Arquitetos/Divulgação)
(foto: Daniel Ducci/Aflalo-Gasperini Arquitetos/Divulgação)
(foto: Daniel Ducci/Aflalo-Gasperini Arquitetos/Divulgação)

Texto por João Paulo Martins

Fonte: Revista Encontro

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