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Rede Social como ferramenta de trabalho

Texto por Berenice Neubhaher e Fabiola Aparecida Vizentim

A primeira rede social surgiu em 1997 e se chamava SixDegrees. Nela, os usuários podiam criar uma página de perfil e adicionar amigos. Ela se manteve ativa até 2001 e no seu auge atingiu 3,5 milhões de usuários ativos.

A SixDegrees não marcou presença no Brasil. A primeira grande rede social a fazer um sucesso estrondoso por aqui foi o Orkut em 2004. Ele chegou a ter mais de 80 milhões de usuários, só perdendo espaço para o Facebook que começou a dominar o nosso país alguns anos depois.

E quando falamos em redes sociais, no mundo mais digital de todas as épocas, imediatamente lembramos dos sites como Facebook, Twitter e LinkedIn ou aplicativos como Snapchat e Instagram, que de alguma forma intuitivamente sabemos qual o público que acessa e qual a finalidade. Outros exemplos são: Flickr, Whatsapp, Google+, etc.

Grande número de bibliotecas utilizam as redes sociais para divulgar seus serviços e interagir com seu público. Nas boas práticas de utilização, exemplificamos a Biblioteca Pública de Nova York, que lançou em 2018, o projeto InstaNovel, uma série de publicações no Stories do Instagram que consiste basicamente no ato de liberar livros inteiros (que estão em domínio público) em partes para serem lidos nas redes sociais.

Outra forma diferenciada de utilização de prestação de serviço por rede social é realizada pela Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD) da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) que lançou em 2017 a “Bia”, sua assistente virtual. A Bia é um chatbot para o Facebook Messenger que atua respondendo perguntas dos usuários como horários e dias de funcionamento, informações gerais da biblioteca, facilita operações como renovações de livros, avisos de reservas liberadas, avisos de livros que precisam ser devolvidos, etc.

Já a Biblioteca da PUCRS publica no seu Twitter entre outros assuntos, exemplos práticos de como elaborar referências bibliográficas e vídeos do Youtube de como localizar materiais nas estantes, tornando lúdico a árdua tarefa de educar o usuário.

Caso inovador de crowdsourcing vem da Inglaterra, a Biblioteca Britânica disponibiliza imagens de sua coleção de obras de domínio público digitalizada, agora atingindo a cifra de um milhão de imagens na plataforma Flickr. Lá foi adotado a indexação com colaboração de pessoas voluntárias selecionadas e cadastradas, a tecnologia amplia as possibilidades de interatividade.

Hoje, vem ganhando espaço na comunicação o WhatsApp, rede social de mensagens instantâneas, que já ganhou exemplos de referência bibliográfica. Praticamente todo mundo que tem smartphone utiliza, criando uma poderosa fonte de comunicação. As Bibliotecas UFU (Universidade Federal de Uberlândia) aderiram às funcionalidades do WhatsApp Business para automatizar, organizar e responder rapidamente as mensagens dos usuários e assim melhorar o atendimento on-line.

A facilidade de divulgação para grandes grupos de usuários com baixo custo, noticiar em redes sociais que atingem um público qualificado, fácil mensuração do resultado, recebendo informação em tempo real, são vantagens significativas sobre as atividades tradicionais manuais.

Em geral, o uso das redes sociais segue um padrão simples: você cria um perfil para a biblioteca e não para um usuário no Facebook, LinkedIn ou qualquer outra rede social. O importante é ter um planejamento, um foco para utilização. Qual seu objetivo? Reforçar a marca, ter fãs, ter um canal de comunicação com a comunidade de atuação, etc. Também é importante criar rotina de publicação e gerar leads (captação de consumidor/usuário).

Monitoramento e análise são outros pontos de atenção, definir as métricas vai possibilitar uma avaliação de melhores práticas.

Nós, bibliotecários, devemos ficar atentos às tendências apresentadas acima, essas práticas são recursos que aproximam a biblioteca desse atual público digital dominado por imagens (fotos, vídeos e gifs). Se utilizarmos propostas criativas, as redes sociais podem se tornar aliadas da escrita e da leitura.

Acreditamos também que o ponto forte do uso de redes sociais é a interatividade. A comunicação não deve ser unilateral, a biblioteca deve sempre fomentar o diálogo, envolver o usuário, torná-lo protagonista desse relacionamento. Assim, as possibilidades serão infinitas e todos os processos e atividades da biblioteca serão beneficiados com essa ferramenta de trabalho.

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4 comentários

  1. Parabens Berenice,
    não sabia do uso whatsApp da UFU e da
    Bia PUC que deve facilitar em MUITO OS ALUNOS
    Tem muita coisa acontecendo em paralelo ao nosso cotidiano. –

  2. Parabéns Berenice! Não sou bibliotecária mas o texto me prendeu e não consegui parar de lê-lo até chegar ao final. Sucesso!

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