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Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias projeta expansão e novas ações em 2020

Expansão de políticas de incentivo em todo o país é um contraponto aos retrocessos e episódios de censura à leitura

Da Redação
Participação da Rede na Feira do Livro de Havana, em Cuba - Créditos: Divulgação

Participação da Rede na Feira do Livro de Havana, em Cuba / Divulgação

A Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) encerrou 2019 com o crescimento de suas atividades. Desde 2015, a rede atua na formação de leitores, na democratização do acesso à leitura e à cultura literária, com foco nas políticas públicas do livro e da leitura que contemplem as bibliotecas comunitárias. Com mais de 113 bibliotecas em 22 munícipios nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, a rede atende um público médio de 23 mil pessoas, sendo que mais da metade é de crianças e jovens com até 18 anos.

Um dos aspectos fundamentais para a expansão foi a participação em eventos literários pelo Brasil e outros países, como analisa Cleide Moura integrante do Conselho Gestor da RNBC “Em âmbito internacional, participamos da Feira do Livro de Havana, em Cuba, com integrantes da Rede Releitura em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco e a rede Beabah do Rio Grande do Sul, estivemos no evento Bibliotecas de Fronteira, que reuniu representantes do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, em Colon, Entre-Rios, Argentina. Foram eventos importantes para rompermos fronteiras e pontuar a luta de resistência da atuação das bibliotecas comunitárias do Brasil”.

Outra avanço alcançado foi no campo do registro e divulgação das experiências das bibliotecas comunitárias com o lançamento de três publicações: O Brasil que Lê, sobre a pesquisa inédita do universo das bibliotecas comunitárias e os dois cadernos da Coleção Entre-Redes: “Percursos Formativos: Saberes das Bibliotecas Comunitárias”, sistematizando as práticas de Comunicação e Articulação.

Apesar dos avanços internos , a rede também foi surpreendida com o simultâneo  retrocesso nas políticas públicas do livro e da leitura este ano, com o fim do Conselho Consultivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), além das ações de alerta ao crescimento das ações de censura em 2019, como o ocorrido na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, com episódios de perseguições a escritores e autores, e censura às temáticas voltadas às minorias sociais, como a sexualidade, gênero e religiões afro-brasileiras.

Por outro lado, foi criada a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Escrita, de iniciativa da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e do senador Jean Paul Prates (PT-RN), que hoje conta com mais de 200 deputados e senadores.

Em 2020, a rede pretende lançar seu primeiro curso na Plataforma de Ensino a Distância (EAD), na área do livro e da leitura. Outras ações previstas são campanhas de mobilização por políticas públicas voltadas ao livro, à leitura, educação e cultura, além da criação de conteúdos informativos sobre às políticas públicas e os direitos humanos. Já para a expansão da sua presença no país, a rede prevê a criação de um rede de bibliotecas em Brasília, o que permitirá colocar a região Centro-Oeste, no mapa de atuação. Uma das perspectivas é chegar ao Sul da Bahia. “Resistiremos com livros nas mãos, formando novos leitores e com mais Bibliotecas Comunitárias espalhadas pelo país.” afirmou Cleide.

Edição: Monyse Ravenna

Fonte: Brasil de Fato

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