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Projeto da UFPE digitaliza cartas do Brasil Império e Colônia para acesso público

 

Foram analisadas e digitalizadas as 314 cartas manuscritas do primeiro volume de um total de oito. Foto: Divulgação.
Foram analisadas e digitalizadas as 314 cartas manuscritas do primeiro volume de um total de oito. Foto: Divulgação.

Documentos do período de 1818 a 1840 da administração pública do final do período colonial e dos primeiros quarenta anos do Império estão disponíveis para o público em geral graças a projeto desenvolvido por professores e estudantes da Universidade Federal de Pernambuco. Preservar, ressignificar e prover acesso público ao patrimônio documental postal brasileiro foi o objetivo do projeto Legado da Memória Postal, realizado pelo grupo de pesquisa Imago e Humanidades Digitais em parceria com o Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano/PE. A proposta foi identificar e tratar documentos deste período que constituem o Fundo do Correio Geral, do Arquivo Público, com a finalidade de dispô-los numa plataforma digital de acesso ao público em geral. Nesta época, o Rio de Janeiro era a sede da Administração Geral dos Correios e era por meio desse órgão que o Império se comunicava com o restante do território brasileiro para tratar de assuntos como envio de tropas e suprimentos, negociação de terras, ordens eclesiásticas e compra e venda de escravos.

O processo de curadoria, entretanto, vai além da digitalização das cartas. “O objetivo foi também planejar, executar e avaliar, de forma constante, tanto o ciclo completo do objeto digital, neste caso as cartas digitalizadas, quanto atuar com uma equipe multidisciplinar na conservação dos documentos originais. Este grupo, atualmente, é composto profissionaisdas áreas de Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia, Computação e Administração”, afirma Diego Salcedo, coordenador do grupo Imago e professor no Departamento de Ciência da Informação e no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, ambos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
O projeto também incluiu realização de duas oficinas de formação da equipe da pesquisa: Introdução à Paleografia, ministrado pelo historiador e paleógrafo Thiago Medeiros e Descrição de Documentos Arquivísticos e as Normas Vigentes no Brasil, ministrado pela professora Danielle Alves, do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Softwares facilitam a gestão dos documentos
Foram analisadas e digitalizadas as 314 cartas manuscritas do primeiro volume, de um total de oito. Para isso, o grupo utilizou dois softwares interligados que servem para a gestão e descrição de documentos arquivísticos e foram implementados pelo Arquivo Público em 2018. O ICA-AtoM é um aplicativo de código aberto baseado em padrões para a descrição arquivística num contexto multilíngue, para ambiente web de multiarquivos. Já o Archivematica é a interface de interação com o usuário. É um sistema gratuito de preservação digital de acesso aberto e que utiliza, por exemplo, o AtoM para gerenciar o conteúdo disponibilizado na web. “É um programa de código aberto que facilita o nosso trabalho por contar com parâmetros de descrição, todos eles baseado nas normas brasileiras e internacionais de descrição de documentos arquivísticos”, ressalta Salcedo.

O projeto pode ser acessado na página eletrônica (http://imagohd.me/memoriapostal) ou https://www.acervo.arquivopublico.pe.gov.br/index.php/correio-geral-volume-1

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