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Profissão de bibliotecário é turbinada pela tecnologia

No Dia do Bibliotecário, confira como a carreira mudou ao longo dos anos e, hoje, oferece diversas oportunidades

Tatiane Calixto

Angela Maria, bibliotecária da Unimes, é apaixonada pela profissão (Alexsander Ferraz)

Um cidadão enfiado entre livros empoeirados, equilibrando os óculos na ponta do nariz e sempre pronto para pedir silêncio. Se essa é a imagem que vem à mente quando se fala em bibliotecário, é melhor realizar uma atualização no sistema.

A atividade de fato é antiga. E desde que as civilizações passaram e organizar o conhecimento em papel, a figura de alguém que ajudasse a preservar,organizar e facilitar o acesso a esse saber se fez necessária. No entanto, com a chegada da tecnologia muitas pessoas apostaram no fim da profissão. Erraram. A verdade é que o mundo digital ajudou a turbinar a carreira.

“As tecnologias de informação e comunicação permitem que as atividades de organização e estruturação da informação desenvolvidas pelos bibliotecários há décadas pudessem ser disponibilizadas de forma mais abrangentes nos catálogos online, nas bases de dados e nos sistemas interconectados na internet”, explica Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos, professora do curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo ela, os metadados (informações sobre os próprios dados) e sistemas padronizados com os quais a biblioteconomia trabalha representam os documentos e conteúdos que podem ser localizados com facilidade pelos buscadores, melhorando a recuperação e aprimorando os serviços de informação, além da experiência do usuário.

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Tiago Rodrigo Marçal Murakami, 39 anos, sabe bem sobre essa ponte que se estabeleceu entre a profissão e a teconologia. Ele se formou em biblioteconomia em 2006. Mas, inicialmente, a vontade era mesmo de fazer Computação. “Vindo de escola pública, achei que não iria passar emum curso tão concorrido na USP e fui em busca de outras opções”. E achou a de bibliotecário.

Ele, que já trabalhou em bibliotecas digitais, atua hoje na Biblioteca da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP). “Eu brinco que, muitas pessoas dizem que tem tuda na internet. Mas ninguém se pergunta quem colocou tudo isso lá”. Para ele, tem muito do trabalho do bibliotecário no conteúdo digital: desde a organização do acervo digital de bibliotecas e jornais até a a disponibilização sobre fontes confiáveis.

Hoje Tiago conhece bibliotecários que trabalham no e-commerce, classificando e organizando informações e ajudando a melhorar a experiência do usuário. E também nos arquivos de mídia ou com big data em empresas que lidam com volume grande de dados. “São várias atuações. Sem nunca menosprezar ad bibliotecas escolares e de universidade que é onde ajudamos a formar cidadãos mais críticos”.

E é nessa área que está Angela Maria Monteiro Barbosa. Formada em 1989 pela Universidade Federal da Paraíba, ela é bibliotecária na Biblioteca Central da Unimes, mas já atuou em bibliotecas escolares e também na Fundação de Arquivo e Memória de Santos (FAMS).

“Hoje, eu não trabalho mais com fichas e catálogos. O computador nos ajuda nesta gestão. E mesmo com o sistema de busca digital, a classificação de códigos precisa ser feita por nós. Mas mais do isso, continuamos dando sugestões, aconselhando as pessoas”.

Angela que sempre gostou de ler entende que a sua profissão, seja usando livros impresso no papel ou e-books, tem uma missão: desenvolver educacional e culturalmente os cidadões, auxiliando todos a buscar e encontrar conhecimento.

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Segundo a Catho, empresa especializada em anúncios de vagas de emprego, o bibliotecário tem como funções a análise, o controle e a organização de acervos, desde livros até o conteúdo on-line, entre outros. Assim, o perfil análitico e organizador se destaca. Porém, é crucial que o profissional busque aperfeiçoamento na área de tecnologia.

A faix salarial do técnico em Biblioteconomia é, em média, cerca R$ 2.500,00, de acordo com a Catho. Já o teto salarial fica em torno de R$ 6.500,00, levando em conta profissionais com carteira assinada em regime CLT.

Fonte: A TRIBUNA

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