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O poder dos livros: escolhendo géneros

 Livros são verdadeiros portais para outras dimensões. Através deles podemos ir para o passado, futuro, nos aventurar por mares e oceanos, ir ao espaço e o que quer mais que a nossa mente permita. Através deles nós também rimos, choramos, nos colocamos na pele de personagens e torcemos por finais felizes. Quem nunca sentiu um vazio ao terminar de ler uma obra e se perguntou o que fazer depois?

Mas afinal, o que nos faz escolher um determinado livro e género? No Brasil, a literatura mais popular segue sendo a ficção, com as subdivisões infanto-juvenil e literatura estrangeira como uma das mais apreciadas, ainda que a última possa abranger muito mais que ficção, então não há completo consenso quanto a essa divisão. Ainda assim, um infográfico feito pela Innovare Pesquisa reafirma que os brasileiros têm mesmo preferência por literatura estrangeira, responsável por quase 8% das vendas, abrangendo a maioria dos livros infanto-juvenis, já que estes são em maior número estrangeiros também – a exemplo de Harry PotterCrepúsculoA Culpa é das Estrelas, etc. – lembrando que todos esses também viraram filmes.

No mundo, o género que é considerado o mais lido e está em constante ascensão é a autoajuda, segundo a Superinteressante. Ao que parece, o sucesso desses livros é porque eles se conectam directamente ao leitor, falando directamente com ele e servindo como um guia pessoal, conselheiro e/ou amigo, estabelecendo assim uma relação de confiança e intimidade. Não há um estudo específico sobre como os livros de auto-ajuda actuam no cérebro, mas alguns psicanalistas acreditam que as mensagens que eles transmitem funcionam da mesma forma que quando conversamos com alguém em quem confiamos ou que nos é querido, estimulando a parte do cérebro que é tanto responsável pelas nossas emoções quanto prazer.

Por outro lado, nem todas as pesquisas parecem ter resultados tão óbvios. Ao nos aproximarmos de géneros específicos, como, por exemplo, os de crime, podemos nos surpreender com os dados de que as mulheres são os que mais os consomem. Uma das explicações é que esse tipo de literatura faz com que suas leitoras se sintam mais seguras, e entendam como agir em situações que as coloquem sob a necessidade de se protegerem ou de reconhecerem quando estão sob perigo iminente. As mulheres também foram apontadas como tendo um grau maior de empatia com as personagens que sofrem algum tipo de abuso nas narrativas.

Apesar dos gostos pessoais, é válido também levantar a bandeira sobre como o mercado editorial influencia o gosto das pessoas, sendo responsável pelo marketing de muitos best-sellers e escolhendo quem merece maior destaque ou não. É, também, uma questão de negócios, que influencia na formação de jovens leitores. Mas, independentemente do género, a leitura é sempre bem-vinda e esse é o fato mais importante. Ano passado a revista Exame publicou que os brasileiros têm lido mais; 37% dos entrevistados disseram que a leitura de livros está entre as actividades de lazer, um aumento de seis pontos se comparados com o resultado de 2016. Outras adesões de bens culturais (cinema, peças teatrais) entraram na pesquisa, mas a adesão de livros ou e-books continua no topo da lista.

Fonte: Infocul.pt

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