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Nova Museologia cria memoriais antirracistas no Brasil e no mundo

Estátua de Cristóvão Colombo é removida de parque em Chicago
Imagem: KAMIL KRZACZYNSKI/REUTERS

Texto por Marcos Ferreira dos Santos – Colaboração para o TAB

O ano de 2020 será lembrado, entre outras reviravoltas históricas, pela ação espontânea da pessoas — muitas delas, jovens e brancas — derrubando a estátua do traficante de escravizados Edward Colston (1636-1721) em Bristol, na Inglaterra, no mês de junho. Parte da onda mundial de protestos antirracistas provocada pela morte de George Floyd, o monumento lançado ao mar gerou muitas polêmicas. Dentre elas, a discussão se o ato seria legítimo ou excessivo, e de, em se agindo diferente, qual seria a proposta.

Para Mário Chagas, diretor do Museu da República no Rio de Janeiro, “a guerra de imagens faz parte da História da Humanidade”, e derrubar a estátua seria natural. Já para a historiadora Lilia Schwarcz, professora da USP (Universidade de São Paulo), a destruição deve se dar só como última opção. “Algumas memórias precisam ser preservadas, mesmo que criticamente”, diz ao TAB.

Chagas, que é poeta, lembra que nenhum patrimônio se preserva sem uma relação de amor e afeto. Schwarcz, que é escritora, aponta para o sentido de “estar afetado” da palavra afeto. “Se a população já está afetada por alguns monumentos fortes, no coração das cidades, a posição deve ser de, às vezes, deslocá-los. Colocá-los em museus e, quando isto não é possível, antes de chegar na última opção, fazer sim intervenções críticas”.

Voltaremos às intervenções críticas. Por ora, é importante ressaltar um consenso entre os especialistas. “Precisamos erguer muitos monumentos do povo preto: para João Cândido, André Rebouças, Luiz Gama, Abdias do Nascimento, para as mulheres, todos; para os povos originários”, propõe Chagas. “Precisamos sim de monumentos para negros, mulheres, indígenas e população LGBTQ+”, completa Schwarcz.

Leia a matéria completa no site da UOL.

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