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No Grajaú, primeira edição de Festa Literária consolida narrativa cultural da periferia

Até sábado, Flig celebra as diversas expressões artísticas e o trabalho de escritores da região do extremo sul da cidade de São Paulo
por Redação RBA publicado 20/03/2019 15h00
FLIG/REPRODUÇÃO
Festa Literária do Grajaú (Flig)

Evento ocorre em cinco CEus da região e no Centro Cultural do Grajaú com mesas de debates e shows

São Paulo – Teve início nessa terça-feira (19) a primeira edição da Festa Literária do Grajaú (Flig), evento que fomenta o trabalho de autores e artistas do extremo sul da cidade de São Paulo e incentiva a cultura do livro e da leitura. Até sábado (23), os Centros Educacionais Unificados (CEUs) da região, Vila Rubi, Cidade Dutra, Parelheiros, Navegantes e Três Lagos, além do Centro Cultural do Grajaú, serão sede de mesas de debates, oficinas, saraus, exposições, shows e encontros com escritores locais, como parte das atividades da festa, que é gratuita.

Organizada por uma rede de bibliotecárias e artistas, a Flig se soma a outras iniciativas culturais semelhantesque adentram na literatura a partir do ponto de vista do ser periférico, como a Festa Literária da Penha (FliPenha), na zona leste da capital paulista, inspiração para os agitadores culturais do Grajaú reivindicarem poder de fala e representação, como ressalta a bibliotecária Cíntia Mendes, uma das colaboradoras da Flig.  “Podemos fazer isso, nós temos esses talentos aqui para falar por nós”, explica.

“A partir do momento que você traz uma pessoa da comunidade para apresentar um livro, que ela publicou, você mostra que o sonho é possível, que não é tão difícil assim, a literatura é para todos. Meu vizinho fez, eu também posso fazer”, afirma Cíntia.

O encontro para a formação da rede que deu alcance à Flig é, por si só, um rompimento de bolhas ao aproximar as diversas expressões artísticas da periferia dos moradores locais. “Muita gente não sabia que o talento estava ao lado”, comenta a bibliotecária sobre o encontro potencializado pela própria literatura. “Ao mesmo tempo que você entende o próprio mundo e que tem essa representatividade na literatura, é importante também que ofereça e busque ler coisas diferentes para conhecer mais do mundo do outro.”

A partir ainda dessa valorização local, a primeira edição da Flig presta homenagem à ativista Adélia Prates, reconhecida na região do Grajaú pela atuação de combate à violência contra a mulher e pela luta de direitos que simboliza, de acordo com a organização, a força e a resiliência da comunidade mesmo diante das adversidades econômicas.

Confira a programação completa da Flig

 Programação Flig

Fonte: Rede Brasil Atual

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