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Na era digital, livros físicos ainda são preferência de leitores

MARIANA CHECONI

Mesmo com a era digital e a tecnologia, que proporciona diversas maneiras de ler livros e histórias, algumas pessoas preferem o bom e velho livro de papel. Seja pela sensação que ele traz ou pelo conforto aos olhos, diversos motivos fazem com que as páginas não substituam as telas.

O jovem Gabriel Lima Alvares Nogueira conta que não abre mão dos livros físicos por conta da sensação que eles trazem. “Tocar as páginas e sentir o cheiro dos livros novos quando chegam em casa ou quando compro na livraria não tem preço. Gosto também dos detalhes de cada um, como a lombada, capa e contracapa. Além disso, gosto de sentir o peso dele nas mãos e pensar que em poucas gramas posso viajar para outro universo”, afirma.

Gabriel conta que seu gênero favorito é épico. “O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo e Hobbit são alguns dos meus preferidos”, revela.

Para a estudante de jornalismo Amanda Schnaider, a sensação do livro físico vai além do toque. “Ter ele em mãos parece que me faz mergulhar ainda mais na história. Meus gêneros favoritos são romance e ficção. Gosto bastante de histórias sobrenaturais e de aventuras, mas também as de amor, com drama envolvido. Um livro que junte todos esses gêneros conquista meu coração”, conta.

Não só pelo contato e pelo envolvimento nas histórias, mas também para admirá-los, os livros podem servir para decorar os ambientes. “Gosto de juntar todos os livros em uma estante no meu quarto e olhar para eles toda vez que passo. O problema é que tenho que manter a estante bem limpa para não atacar a minha rinite”, brinca Amanda.

A professora de literatura Priscila Lopes Polachini ressalta a importância da leitura para a formação das pessoas. Por isso, é importante incentivar logo na infância. “A bagagem literária é de extrema importância para a formação de jovens leitores. Auxilia no enriquecimento do vocabulário e na formulação da linguagem oral e escrita”, explica.
“Hoje em dia, estimular os jovens a ler é uma tarefa complexa, pois os meios eletrônicos atraem mais que um livro. O segredo está em oferecer uma leitura que instigue o novo leitor para a descoberta deste mundo maravilhoso”, completa.

Benefícios

Uma das vantagens da leitura para o cérebro é que melhora o funcionamento, pois ler aumenta as conexões neurais, fazendo com que o cérebro funcione melhor. É como fazer ginástica, só que para a cabeça.

Além disso, uma pesquisa da Universidade Emory, dos EUA, descobriu que ler afeta nosso cérebro como se realmente tivéssemos vivenciado os eventos sobre o qual estamos lendo.
Além disso, ainda estimula a criatividade, melhora a inteligência, refina a escrita e o vocabulário e também incita o senso crítico.

Quando lemos um livro em estilo romance, por exemplo, a capacidade de imaginar o cenário em que a ação se desenvolve, além da imagem física dos personagens, leva a criar um outro mundo dentro de nossas cabeças.

A leitura é um grande exercício para o cérebro, por isso, quanto mais se pratica a leitura, mais o cérebro é ativado. Todos os gêneros de leitura têm resultados similares.

Procura por livrarias cresce 8% no Natal

Para as livrarias, o Natal é uma das principais datas por conta da alta demanda de presentes, especialmente de amigo-secreto. De acordo com dados do índice Cielo do Varejo Ampliado ,o destaque do Natal de 2019 foram as livrarias. No levantamento, que compara o mesmo período do ano anterior, o segmento de livrarias, papelarias e afins teve um crescimento no Natal de 8%.

O diretor de Marketing, E-commerce e TI de uma livraria da cidade, Felipe Pavoni, conta que os três livros mais vendidos de 2019 foram ‘A Sutil Arte De Ligar O Foda-Se’, de Mark Manson; ‘O Poder da Autorresponsabilidade’, de Paulo Vieira; e ‘O Milagre Da Manhã’, de Elrod Hal. “Estes foram os três títulos mais vendidos no ano. Já os gêneros mais procurados em 2019 foram autoajuda, negócios, literatura, administração e direito. Também observamos um crescimento em vendas de livros infantis”, conta.

Pavoni ainda ressalta que as pessoas continuam consumindo os livros físicos. “Isso acontece mesmo entre os jovens, que já nasceram cercados de tecnologia. O hábito de leitura dos livros digitais é complementar ao livro físico. Identificamos que mais de 30% de clientes que compram um livro digital, adquirem o mesmo título também no formato físico. Acreditamos que as possibilidades digitais podem estimular a leitura pela praticidade e mobilidade, especialmente em um país como o Brasil, onde as pessoas podem levar muito tempo em deslocamentos urbanos – como casa e trabalho”, explica.

Fonte: Jornal de Jundiaí

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