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Museus e ambientes digitais são tema de seminário de pesquisa no Museu da Vida

omo os profissionais de museus e da divulgação científica vêm realizando pesquisas em ambientes digitais? Como essas pesquisas têm alimentado as práticas museais? O universo digital é riquíssimo e oferece muitas possibilidades a instituições culturais e científicas. É preciso estudar, pesquisar e, claro, fazer conexões! Em um momento de revoluções tecnológicas, refletir sobre estes temas e trocar ideias é uma forma de incentivar o debate, a pesquisa e a prática.

Por isso, que tal vir debater conosco e compartilhar experiências?

Fique ligado: no dia 14 de outubro, das 9h30 às 16h30, o Museu da Vida irá realizar o II Seminário de Metodologias de Pesquisa em Museus, com o tema “Museus e ambientes digitais: pesquisas e aplicações”. O encontro está sendo organizado pelo Núcleo de Estudos de Público e de Avaliação em Museus (Nepam), do Museu da Vida, e contará com pesquisadores nacionais e estrangeiros, além de profissionais que trabalham na interface entre tecnologia, ciência e arte. O seminário é voltado para profissionais e estudantes das áreas de museus, divulgação científica, sistemas de informação, comunicação, design de conteúdo e demais interessados nos temas do evento.

“No seminário, será possível entrar em contato com estudos em redes sociais voltados para a divulgação científica, bem como experiências com deep learning (aprendizagem profunda de máquinas) e inteligência artificial no espaço museal. A proposta é buscar refletir sobre o impacto das novas tecnologias no mundo contemporâneo”, explica Denise Studart, pesquisadora do Nepam e coordenadora do evento.

Acompanhe a programação e divulgue para seus amigos!

9h30 às 10h15 | Mesa de Abertura
. Magali Romero Sá, vice-diretora de Pesquisa e Educação da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)
. Alessandro Batista, chefe do Museu da Vida (COC/Fiocruz)
. Vanessa F. Guimarães, coordenadora do Núcleo de Estudos de Público e Avaliação em Museus (MV/COC/Fiocruz)

10h20 às 11h | 1ª Conferência
“Metodologias de Pesquisa Qualitativa em Ambientes Digitais” – Tiago Coutinho, sociólogo e professor da UFRJ
A partir de cursos ministrados sobre metodologia qualitativa em ambientes digitais, analisando a produção massiva de dados e os diferentes ambientes digitais produzidos pela internet, colocam-se inúmeras questões para as continuidades e/ou rupturas com os métodos de pesquisa chamados tradicionais. A conferência tem como objetivo ressaltar as diversas características de estudos no mundo digital. Captação de dados, amostragem, mensuração e ética serão alguns pontos abordados nesta apresentação, com exemplos da área de divulgação científica.

11h às 12h10 | Apresentação de pesquisas sobre “Museus, Patrimônio Digital e Divulgação Científica em Mídias Sociais e na Web”
“Museus na Internet” – Luisa Rocha, museóloga e professora da UNIRIO
Do uso das tecnologias ao mundo digital, os museus virtuais enfrentam a necessidade de gerar políticas, estratégias e estruturas para o universo digital capazes de estabelecer diálogos com a sociedade. As tecnologias a serviço do patrimônio digital disponibilizam uma quantidade significativa de recursos para fins documentais, de pesquisa e comunicação, subsidiando ações educativas e de entretenimento.
. “Interatividade na divulgação científica nas redes” – Diego Bevillaqua, assessor científico da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz)
Na apresentação, serão detalhadas algumas pesquisas específicas realizadas em blogs de divulgação científica, redes sociais, revistas digitais e aplicativos de museus como exemplo de um olhar sobre as formas como essas mídias têm incorporado as questões de interatividade.
“Museus e centros de ciência latino-americanos no Facebook” – Fabio Gouveia, pesquisador do Núcleo de Estudos de Público e Avaliação em Museus (MV/COC)
Partindo do campo de análise em redes sociais e a partir de um levantamento no Facebook com métodos digitais, será abordada como se configura a interrelação entre os museus/centros de ciência latino-americanos associados à RedPOP e também a relação com os respectivos seguidores dessas páginas.

12h10 às 12h50 | Debate com o conferencista e os palestrantes da manhã
Mediação: Fernanda Marques, jornalista e coordenadora do Núcleo de Mídias e Diálogo com o Público (MV/COC)

12h50 às 13h50: Intervalo para o brunch (no foyer do Museu)

14h às 14h40 | 2ª Conferência 
“Potencial e desafios da inteligência artificial e das novas técnicas de aprendizagem profunda de máquina (deep learning) para a criação de conteúdos” – Jean-Pierre Briot, diretor de Pesquisa, Centre Nacional de la Recherche Scientifique/CNRS (França)
A conferência irá focar na atual revolução da geração de conteúdo artístico por meio de técnicas de “aprendizagem profunda”. Jean-Pierre Briot fará uma breve introdução sobre o que é inteligência artificial (IA) e depois irá discorrer sobre como funciona a aprendizagem-máquina com redes neurais artificiais, dando exemplos na geração de pinturas, músicas e fotos, e mostrando experiências interessantes com o uso de IA em museus. A conferência será feita em português.

14h45 às 15h45 | Experiências com o uso de inteligência artificial em museus e na arte
“IRIS+, inteligência artificial e engajamento com os visitantes no Museu do Amanhã” – Leonardo Menezes, gerente de Conteúdo, Museu do Amanhã
A experiência IRIS+ é uma parceria entre o Museu do Amanhã e a IBM para captar a opinião do público a partir da mensagem “que amanhã queremos construir”, uma das perguntas norteadoras da Exposição Principal do Museu. Durante a conversa, a assistente digital IRIS pergunta ao visitante sobre suas principais preocupações. As respostas obtidas por meio desse aplicativo de inteligência artificial vêm norteando a programação do Museu e apoiando a área de pesquisa em diversas questões.
“Tota Machina, uma instigante interseção entre arte e inteligência artificial” – Katia Wille, artista plástica
Na individual “Das tripas coração”, da artista Katia Wille, obras de arte percebem a presença do visitante antes mesmo dele ver a obra e se relacionam com ele. A ideia é estabelecer uma simbiose sensorial entre obra de arte e espectador. Para que isso seja possível, a artista desenvolveu – em parceria inédita com a Microsoft – um conceito de máquinas cognitivas integradas ao ambiente, iniciativa pioneira em uma exposição de arte no Brasil.

15h50 às 16h30 | Debate com o conferencista e os palestrantes da tarde
Mediação: Denise Studart, Núcleo de Estudos de Público e Avaliação em Museus (MV/COC)

Serviço:
MUSEUS E AMBIENTES DIGITAIS: PESQUISAS E APLICAÇÕES
EVENTO GRATUITO

II Seminário de Metodologias de Pesquisa em Museus, Nepam (MV/COC)
Data: 14 de outubro de 2019, segunda-feira
Horário: 9h30 às 16h30
Local: Auditório do Museu da Vida, Fiocruz (Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro)
Não é necessário fazer inscrição prévia.

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