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Ministério cria grupo para verificar condições de museus, bibliotecas e imóveis tombados

Por G1 — Brasília

Prédio histórico do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em chamas durante incêndio que destruiu em setembro de 2018 a maior parte de seu acervo — Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Quase cinco meses após o incêndio que destruiu o Museu Nacional, o governo federal criou nesta segunda-feira (28), por ordem do ministro da Cidadania, Osmar Terra, um grupo de trabalho para esquadrinhar as condições de museus, bibliotecas e imóveis tombados da União. O legado da Olimpíada do Rio de 2016 também será auditado pelos técnicos do governo.

O secretário especial de Cultura, Henrique Pires, informou que o grupo terá seis meses para mapear eventuais riscos ao patrimônio cultural e apresentar um plano de ação que já contenha sugestões orçamentárias para solucionar situações críticas que venham a ser identificadas ao longo da inspeção. A intenção, segundo o ministério, é garantir o funcionamento e a manutenção desses imóveis.

“Os bens culturais tombados têm enorme valor simbólico e referencial para o Brasil. Qualquer destruição de patrimônio é uma perda irreparável, não somente pelo valor financeiro, mas, principalmente, pelo valor simbólico”, enfatizou o secretário.

Dono de um acervo com cerca de 20 milhões de itens, o Museu Nacional viu a maior parte dos fósseis, múmias, registros históricos e obras de arte mantidos em suas dependências virarem cinzas em um incêndio em setembro do ano passado, durante o governo Michel Temer.

As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas, porém, especialistas apontaram após a tragédia que o prédio bicentenário estava em situação de penúria, com falta de manutenção e fiação elétrica exposta.

Apesar da importância histórica, o Museu Nacional foi afetado pela crise financeira da UFRJ e estava há pelo menos três anos funcionando com orçamento reduzido. A situação chegou ao ponto de o museu anunciar uma “vaquinha virtual” para arrecadar recursos junto ao público para reabrir a sala mais importante do acervo, onde ficava a instalação do dinossauro Dino Prata.

De acordo com o Ministério da Cidadania, o grupo de trabalho criado nesta segunda-feira será presidido pela Secretaria Executiva da pasta com coordenação técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Ministério da Cidadania é responsável pela administração direta de 30 museus federais. Além disso, a pasta gerencia dezenas de espaços culturais ligados à Fundação Nacional de Artes e ao Iphan, entre os quais a Biblioteca Nacional, do Rio de Janeiro.

Legado olímpico

Parque Olímpico do Rio foi palco dos jogos olímpicos de 2016 — Foto: Alexandre Macieira/Riotur

A assessoria do ministério afirmou que o Parque Olímpico da Barra da Tijuca e o Velódromo Olímpico, ambos no Rio, também serão alvo do Raio-X que será feito pelo grupo de trabalho.

Após o fim do evento internacional, o espaço que custou bilhões aos cofres públicos ficou em estado de abandono. Grande parte do legado olímpico continua sem uso.

De acordo com o Ministério da Cidadania, o governo pretende assegurar aos dois espaços que foram palco da Olimpíada de 2016 condições de segurança para que continuem funcionando com plena capacidade.

Fonte: G1

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