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Maçãs Podres: o plágio na literatura, por Cintia Corina

A literatura é um campo que aos olhos do leigo funesto pode ser frutífero para o plágio; isto é para os desavisados, golpistas e frustrados


Imagem: Reprodução
Maçãs Podres

Por Cintia Corina

Os mestres não são tentados a violar um código: a honra.

A literatura é um campo que aos olhos do leigo funesto pode ser frutífero para o plágio; isto é para os desavisados, golpistas e frustrados que burlam a Lei dos Direitos Autorais, artigo 184 do Código Penal.

Milhares de livros. Milhares de ideias. Quem lembrará daquela estória, naquele livro, de um autor desconhecido no âmbito nacional ou internacional?

No caso do dramaturgo renomado Aguinaldo Silva, ele é vítima por parte de pessoas mal intencionadas. Na confiança, o escritor não desconfiou do embuste.

Primeiro foi o grupo do workshop ministrado por ele que o desrespeitou, dizendo do tal plágio, na qual o dramaturgo escreveu a novela O Sétimo Guardião, que hoje sabemos pela mídia que supostamente o enredo tem como base uma estória de um livro As Muralhas da Vida Eterna – Uma Metáfora Sobre o Tempo,  da escritora Barbara da Cunha Coelho Rastelli, que também acusa o autor de plágio.

Houve um curso de roteiro para TV Master Class ministrado pelo dramaturgo Aguinaldo Silva e um dos ex-alunos processou o autor por plágio e reivindica a co-autoria na novela O Sétimo Guardião.

Bem, é comum que escritores tenham uma ideia parecida ali e acolá. Eu já tive uma e foi cena que um seriado da Rede Globo exibiu, achei interessante, pois não conheço o autor ou sua equipe de roteiristas. No caso da novela, quem plagiou quem? O Silvio Cerceau plagiou a escritora Barbara Rastelli? Ou o autor Aguinaldo Silva foi meio leviano?

Devem ser ouvidos as partes acusadoras, pois é adverso o fato da escritora ser reconhecida relativamente em Teresópolis e dois dos alunos serem oriundos desta mesma cidade – sem conspirar, mas muita coincidência.

Plágios literários são muito mais comuns do que se imagina. Os aspirantes escritores temem em mostrar os seus próprios trabalhos no mercado de trabalho receando o plágio. Embora possa acontecer, é muito raro pois um grande autor não precisa deste tipo de artifício. Tudo se cria, compila e recria. No caso do livro Código Da Vinci, de Dan Brown, é uma compilação de quatro livros:

– A revelação dos Templários – Guardiães Secretos da Verdadeira Identidade de Cristo.

– A Mulher do Vaso de Alabastro – Maria Madalena e o Santo Graal.

– A Deusa nos Evangelhos- O resgate do Sagrado Feminino.

– O Santo Graal e a Linhagem Sagrada.

Outro caso americano, ocorrido em 2006: a corte francesa anulou a ação de acusação de plágio contra o autor George Clooney e a Warner Bros. A roteirista francesa Stephabie Vergniault pediu USD 2,5 milhões em danos. Ela acusou a produtora Section Eight de copiar fielmente a sua estória, mas o juiz alegou que os dois roteiros eram distintos e ela foi cobrada pelos custos legais dos acusados. O filme envolvido foi Syriana.

Os dois casos são semelhantes, e o que se aprende com isto é que infelizmente há surrupiadores frustrados que por não conseguirem ser atores, cismam que são escritores e desrespeitam os mestres que trabalham, enlouquecem por dias a fio, para apresentar um trabalho digno e inspirador.

O escritor é um plagiador nato por observar o cotidiano, as aspirações, as incertezas, a alegria de um povo, de uma vida, de um planeta que gera estórias interessantes a cada minuto.

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