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Livro registra as experiências dos moradores de BH com os espaços de leitura

Texto por Paulo Henrique Silva

Segundo a organizadora Cleide Fernandes, após a reabertura das bibliotecas será promovida uma exposição itinerante nos centros culturais da capital mineira

Quando se fala em espaço de leitura, o que vem logo à mente são as bibliotecas. Apesar de cumprirem um papel fundamental para a disseminação do interesse pelos livros, elas não são as únicas a entrar no imaginário da população, como prova “História Afetiva de Leitores e Bibliotecas em Belo Horizonte”, publicação que está sendo disponibilizada de forma gratuita.

Organizadora do livro ao lado de Fabíola Farias e Maria da Conceição Carvalho, a bibliotecária Cleide Fernandes ressalta o papel dos professores neste fomento. “A sala de aula é um importante espaço de acesso à leitura. Pelo depoimento das pessoas, estes professores que liam para os alunos ficaram gravados na memória afetiva de várias delas”, registra.

O livro traz relatos de 20 entrevistados com atuação na cena literária de BH, como a poetisa e professora Ana Elisa Ribeiro, a contadora de histórias Aline Cântia, o ilustrador Nelson Cruz e o ator Odilon Esteves, criador do projeto “Espalhemos Poesia”. Somam-se outros 42 depoimentos de pessoas anônimas, colhidos após solicitação nas redes sociais.

Apesar de o livro contemplar uma diversidade de regiões, Cleide salienta que não se trata de um mapeamento dos locais de maior acesso à leitura. “É complicado usar este termo porque nunca tivemos essa pretensão. Nossas escolhas foram baseadas em pessoas que, pela trajetória, poderiam ter algo a contribuir”, explica.

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Um comentário

  1. Entre os depoimentos de anonimos, Cleide afirma que ha relatos de origens muito diversas. “Tem historias que nos deixaram muito emocionadas, como a de uma senhorinha de quase 90 anos que fala de sua relacao com dona Etelvina ( No livro fica muito evidente a importancia da Biblioteca Publica Estadual de Minas Gerais, fundada em 1954 e localizada proximo a Praca da Liberdade. “Ela e citada por praticamente todos os entrevistados. Ha verdadeiras declaracoes de amor, tornando-se um simbolo de leitura na cidade”, afirma Cleide, orgulhosa da importancia da biblioteca onde trabalha.

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