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Livreiros debatem a livraria no mundo digital e buscam inspiração no varejo farmacêutico

PUBLISHNEWS, LEONARDO NETO, 29/08/2019
Confira como foi o primeiro dia da Convenção Nacional de Livrarias
Sérgio Mena Barreto - presidente da Abrafarma - falou como as farmácias se reinventaram e deu dicas para que as livrarias sigam no mesmo caminho | Immonem Barros

Sérgio Mena Barreto – presidente da Abrafarma – falou como as farmácias se reinventaram e deu dicas para que as livrarias sigam no mesmo caminho | Immonem Barros

Há que se tirar o chapéu para a organização desta edição da Convenção da Associação Nacional de Livrarias (ANL) que foi aberta oficialmente nesta quarta-feira e segue com a sua programação nesta quinta. A programação está realmente boa. Ontem, os livreiros e editores presentes tiveram a chance de ouvir de Sergio Mena Barreto, presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), como o seu segmento se reinventou e saltou de um faturamento de R$ 3 bilhões para R$ 51 bilhões.Ele mostrou como a automatização dos estoques; a dinamização da distribuição de medicamentos; a gestão colaborativa com fornecedores e as informações compartilhadas entre indústria, distribuidores e varejo ajudaram a expansão do negócio no Brasil. Foi uma aula. Sobre isso, o PublishNews conversou com Sérgio e a entrevista estará na próxima edição do Podcast, que vai ao ar na próxima segunda.

O nostálgico Roger Chartier defendeu as livrarias e os livros físicos | Immonem Barros

O nostálgico Roger Chartier defendeu as livrarias e os livros físicos | Immonem Barros

Outro destaque da programação desta quarta-feira foi a participação de Roger Chartier. Professor, acadêmico e grande pensador da história do livro também deu uma aula. Com português impecável mostrou estar antenado com o que acontece no Brasil. Começou, como não poderia deixar de ser, falando sobre o “momento dramático”, fazendo uma referência às queimadas na Floresta Amazônica, “a mais importante livraria e biblioteca cultural da humanidade”. Depois citou matérias recentes publicadas pelos principais veículos de comunicação do País a respeito da situação atual das livrarias brasileiras.Foi, a exemplo da palestra de Sérgio, uma aula. No sentido mais acadêmico da palavra. No cerne da sua apresentação, estavam as novas formas de leitura, o papel do livro impresso e a livraria no mundo digital. De certa forma, Chartier repetiu as ideias que apresentou no sexto Congresso do Livro Digital, em 2016, de que a revolução promovida pela tecnologia de hoje impacta de forma incisiva a economia do livro moldada no século 18 e até então não ameaçada.

A sua defesa do livro impresso versus a existência de uma sociedade digital parece datada. Experiências mundo afora já mostraram não uma dicotomia, mas uma coexistência entre o físico e o digital. Se é que ele existe, o apocalipse do livro físico foi adiado.

Chartier foi brilhante ao defender as livrarias de argamassa e tijolos. “[Elas são] uma instituição fundamental do espaço público de que necessita a nossas sociedades. [Elas] foram local de resistência contra o poder tirânico desde a Espanha de Franco até a Buenos Aires da ditadura militar. Hoje em dia, em nossos tempos da reescrita da história, de falsas verdades, as livrarias são um instrumento essencial de acesso ao saber”, disse. “Cada um de nós se lembra das livrarias onde encontrou livros que não buscava e que transformaram a sua existência. Cada um de nós se lembra dos livreiros atentos que foram seus guias na floresta dos títulos convertida, graças a eles, em um jardim de várias flores. Estas lembranças não devem se transformar em uma nostalgia de um passado desaparecido. Pelo contrário, fortalecem a defesa das livrarias”, finalizou.

A programação da Convenção segue nesta quinta-feira debatendo a situação econômica brasileira com o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e o próprio negócio do livro e seus modelos com nomes como Marcos Pereira (Sextante / SNEL), Samuel Seibel (Vila), Rui Campos (Travessa), Julio Cesar Cruz (Catavento), Marcus Teles (Leitura) Magda Krauss (Saber e Ler), Isaque Lerbak (Eldorado) e Henrique Nogueira (GfK).

Fonte: PUBLISHNEWS

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