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Leitura para compartilhar

Há quem pratique no ônibus ou no metrô; outros preferem o aconchego da cama, logo antes de dormir. Pra quem gosta mesmo, até o banheiro é lugar.

Estamos falando da leitura, claro!

Das primeiras inscrições até os e-books e e-readers, essa prática que acompanha a humanidade desde tempos imemoriais passou por diversas transformações, mas segue encantando leitores pelo mundo, geração após geração.

Mas o que será que torna a leitura tão essencial?

Para Marília “Gabi” Gabriela, apesar dos apelos da imagem e das tecnologias, a leitura é insubstituível e, mais do que nunca, precisa ser incentivada. “A literatura forma. Forma o raciocínio, a imaginação e mexe com a memória. Atribuo à leitura a capacidade de raciocínio que eu adquiri e mantenho de alguma forma, além da minha imaginação, que continua grande” – conta a jornalista, atriz e apresentadora.

Gabi, que esteve no Sesc Santo André para apresentar a peça Casa de Bonecas 2, baseada na obra de Henrik Ibsen, contou que aprendeu a ler aos 4 anos de idade e que em sua casa, ler era obrigação, desde a infância:

Acreditamos que o prazer da leitura fica ainda melhor quando compartilhado. Por isso, convidamos Gabi a participar da feira de troca de livros “Meu livro agora é seu” que acontece mensalmente na unidade. Apesar do ciúme que confessou ter dos livros, ela não só topou doar um exemplar de sua biblioteca, como entrou em contato com o autor para um depoimento exclusivo sobre o livro.

O título escolhido foi “O Ano em que Zumbi tomou o Rio”, do angolano José Eduardo Agualusa. Eis a cartinha que ele escreveu:

Escrevi “O ano em que Zumbi tomou o Rio” em Berlim, na Alemanha, numa residência literária, há 18 anos. Os dois anos anteriores vivi-os no Rio de Janeiro, muito intensamente, tentando compreender um país ao mesmo tempo tão próximo e tão afastado do meu. Concretamente: um país de clara matriz africana, maioritariamente habitado por afro-descendentes, mas no qual a população negra está quase ausente, senão totalmente ausente, dos centros de poder político e econômico. Naquela época o cenário que o livro retrata – uma guerra entre o asfalto e os morros, entre pobres e ricos, entre negros e brancos – parecia inverossímil ainda que justificada. Nunca imaginei que quase vinte anos depois, este tema continuasse não só atual, mas fosse ainda mais urgente do que  à epoca em que escrevi o livro. Ou seja: o Brasil não só avançou, em duas décadas, como tem vindo a recuar. Não falta muito para que realidade imite a ficção.

Agualusa
Jan/2019

 

Assim como o livro da Gabi ganhou outras mãos, centenas de títulos foram trocados no último fim de semana. Uma forma de manter a leitura viva e as ideias circulando!

>> Perdeu a troca do Sesc Santo André? Não se preocupe: tem sempre feiras nas unidades do Sesc. A próxima acontece no Sesc Osasco, no dia 10/02.  E, em Santo André, o projeto “Meu livro agora é seu” continua nos dias 23 e 24/02.
>>> Fora do Sesc, outras iniciativas também promovem o escambo literário, como a Biblioteca Mário de Andrade (em 19/02) e a ação Esqueça um livro, que incentiva leitores a “esquecerem” livros nos espaços públicos da cidade.

Para seguir lendo o ano inteiro: 

– As unidades do Sesc possuem Espaços de Leitura, abertos a todos, onde é possível consultar livros, quadrinhos, revistas e jornais.

– No estado, há 16 unidades com Bibliotecas que permitem o empréstimo de mais de 80 mil títulos para adultos e crianças, sobre temas e narrativas variadas (literatura brasileira e estrangeira, infantil e juvenil, HQ, artes, humanidades, saúde, meio ambiente), revistas especializadas e jornais diários. É possível fazer o cadastro com a Credencial Plena ou simplesmente um documento com foto e um comprovante de residência.

– As unidades do Belenzinho, Bom Retiro, Santo Amaro, Santo André e Sorocaba disponibilizam equipamentos de leitura para pessoas com deficiência visual [total ou parcial].

– Além disso, o Sesc SP tem ainda seis Bibliosesc, bibliotecas volantes com mais de 4.000 títulos cada uma, que visitam diversos bairros das regiões das unidades de Campo Limpo, Itaquera, Interlagos, Osasco, Santana e São Caetano.

Fonte: SESC São Paulo

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