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Leitura garante benefícios como a redução do estresse e prevenção de demências

Muito além do prazer, o hábito de ler pode promover o bem-estar e a saúde

Biblioteca conta com acervo atualizado, espaços para estudo e acesso a bases de dados

Abrir um livro, respirar fundo, sentir o cheiro das páginas e mergulhar numa nova história não só acrescenta conhecimento. Segundo especialistas e estudos científicos, a leitura faz bem. Além de causar o bem-estar, melhora a saúde, previne demências, reduz o estresse e deixa o sono mais tranquilo.

Andrea Anacleto, professora de Neurologia da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), explica que esses favorecimentos são diferentes, dependendo da idade. Na infância, ler acrescenta: aumenta o vocabulário, dá visão de mundo. Depois, literalmente, além do desenvolvimento da criatividade, a leitura recicla o cérebro.

Uma pesquisa com participação brasileira mediu o impacto da alfabetização na mente. Foi constatado que as letras não trabalham apenas as áreas cerebrais relacionadas à linguagem codificada. Setores da fala e da visão também são trabalhadas, melhorando respostas e redefinindo funções cerebrais, diz a especialista.

“Ou seja, quanto maior for a comunicação entre as células nervosas, maior a capacidade de reciclar novas áreas para exercerem a função das comprometidas. Desta forma, retardamos até a manifestação de demências”, conta Anacleto. Ou seja, ler faz bem principalmente ao idoso. A inatividade cognitiva aumenta em 19% o risco de Alzheimer, segundo estudos da Universidade Federal de São Paulo.

Imersão

Quem gosta de ler sempre desconfia que o hábito promove mais que a mágica de perder a noção de tempo e espaço, mergulhando em outro universo. Tamires Gama Martins, de 29 anos, por exemplo, é auxiliar administrativa no Consulado Brasileiro em Milão. Lembra que o irmão mais velho que despertou nela gosto pelas páginas – mais ela é quem chama a atenção por levar livros para onde for.

“Lembro até hoje que o primeiro que li foi da série Vagalume. Além de ler muito na escola e na biblioteca municipal de Guarujá, quando meus pais iam fazer a compra do mês eu pegava um livro para passar o tempo e depois chorava para levar para casa”, ri ela, que tem fotos lendo em diversos pontos turísticos de viagens internacionais.

A diretora pedagógica do Centro Educacional Objetivo, Claudia Cafarella, conta o quanto é importante a família ser espelho. “Hoje se discute muito a questão da leitura na escola, pelo fato de os pais levarem uma vida sem tempo. Mas o estímulo é função de ambas as partes. Senão, como a criança terá vontade de ler?”.

Segundo ela, nunca é tarde para começar. Aos adolescentes com maior resistência às páginas de papel, ela dá dicas.

“Na primeira infância é mais fácil a criança se interessar. Você incentiva com teatro, contação de história, interpretação, música. Já o adolescente gosta muito de séries, então, livros desses assuntos são bos presentes. Outra questão é estimular com o texto em formato digital, já que eles estão sempre com o celular na mão. Mas o mais importante é que a leitura não seja imposta”, ensina.

Reduz o estresse

Anacleto conta que entre os mais de 9 mil estudos científicos relacionando leitura e bem-estar, há um que comprova que seis minutos de leitura diária são mais eficientes que a música para diminuir o estresse. “Outra ajuda que o livro dá é a dormir melhor – claro, se não for uma leitura na tela de um celular”.

Para Tamires, nem é preciso estimular mais. Ler é quase um vício. “Tenho certeza absoluta de que Literatura faz bem. Muitas vezes a Literatura me fez sonhar, me tira a tristeza, faz companhia e faz quebrar preconceitos, enxergando outras visões de mundo”.

Fonte: A TRIBUNA

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