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Inovação Em Bibliotecas

A biblioteca, nos dias de hoje, assiste a uma mudança de orientação, foco e perspectiva. Diante desse novo panorama, a inovação surge como elemento decisivo na gestão da biblioteca e deve ser entendida como um fator de sobrevivência. Os aspectos que justificam essa afirmação são muitos e variados. As tecnologias de informação criaram novos hábitos no comportamento informacional dos usuários, de modo que o acesso à informação deixou de estar indissociavelmente ligado aos recursos fornecidos pela biblioteca. O conceito de serviço tem sofrido importantes mudanças nas últimas décadas e criou expectativas e demandas por parte do usuário, que afetam, particularmente, no caso das bibliotecas, a facilidade de acesso ao documento original e o tempo de espera pelo serviço. Dessa forma, o sistema de financiamento das bibliotecas tem sofrido importantes alterações. As iniciativas de política cultural – que tinham no financiamento público sua principal fonte de renda, que, neste momento, está em redução – são forçadas a atender a uma maior demanda por serviços, com menos recursos.

Inovação nas Bibliotecas
Nesse contexto. Nos últimos anos. Tem havido acentuado interesse na ideia de inovação nas bibliotecas. Verificado não apenas no aumento de publicações e iniciativas científicas no domínio das bibliotecas públicas. Nacionais e universitárias. Mas também nos prêmios promovidos por várias entidades que reconhecem o papel da inovação. Alguns dos exemplos são – no caso do Brasil – o prêmio Boas Práticas e Inovação em Bibliotecas Públicas. Promovido, em 2014, pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN), por meio da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) e do Sistema de Biblioteca Pública Nacional (SNBP).

O que é inovação?
Uma inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado. Ou um processo. Ou um novo método de marketing. Ou um novo método organizacional nas práticas de negócios. Na organização do local de trabalho ou nas relações externas.

Rowley coloca a tônica na inovação como um “processo de múltiplas etapas pelas quais as organizações transformam ideias em novos ou aperfeiçoados produtos. Serviços ou processos, a fim de avançar com sucesso e competir e diferenciar-se em seu mercado”.

Em suma. Pequenas alterações. Modificações ou substituições estão excluídas do conceito. Da mesma forma. Também não são inovações ideias instituídas pela administração ou iniciativas aparentemente inovadoras. Que – apesar de bem-sucedidas em outras bibliotecas – não estão adaptadas, concebidas e planejadas a partir de realidade e operação específica da biblioteca em que são implantadas.

Esse ponto de vista sobre o que não é inovação impõe a cultura da organização como substrato e é um dos pilares no qual se baseia a gestão da inovação em bibliotecas.

Fonte: Biblioteca do Século XXI: desafios e perspectivas

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