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Ilustradores brasileiros se unem para explicar coronavírus aos pequenos

Criado em tempo recorde pela educadora Mônica Correia Baptista em conjunto com onze ilustradores, livro explica com delicadeza o que é o coronavírus e como as crianças podem se cuidar

ISABELLA VON HAYDIN COM VANESSA LIMA, DO HOME OFFICE

Carta às meninas e aos meninos em tempos de COVID-19 (Foto: Divulgação)
Carta às meninas e aos meninos em tempos de COVID-19 (Foto: Divulgação)

Com os impactos do coronavírus, muitos pais se perguntam: como falar com as crianças sobre o que está acontecendo? Quais palavras usar para explicar que, devido a uma pandemia, não se pode mais ir à escola e nem visitar os amigos e os avós? Para ajudar, ilustradores brasileiros se reuniram e criaram o livro Carta às meninas e aos meninos em tempos de Covid-19.

Arquitetada pela pedagoga Mônica Correia Baptista, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a obra foi inspirada na Carta para los niños y ninãs en este momento de crisis, feito pela educadora chilena Isidora Lobo e pela ilustradora Carla Infante para instruir os pequenos de forma delicada sobre o que estava acontecendo por lá em 2019, quando medidas econômicas do governo geraram uma onda de protestos no país. “Esta carta tinha me tocado muito pelo carinho, pela potência da linguagem para quem precisa de uma mediação para compreender. Até que veio a tragédia do coronavírus e, na minha vivência como mãe, tia e avó, pensei em como é difícil para as crianças verem essa situação e compreenderem. Então, me inspirei nela”, diz a educadora.

Em formato de carta, a narrativa conta de forma delicada o que vem acontecendo no mundo, o que é o coronavírus e o que as crianças podem fazer para se proteger. As páginas trazem até dicas para o novo cotidiano. O intuito do projeto é ter uma distribuição gratuíta para atingir o máximo de pessoas possível. A obra está disponível em PDF e pode ser vista e compartilhada aqui. A ideia é criar também versões em inglês, espanhol e também com audiodescrição, para acolher também crianças deficientes visuais.

Ilustração de Alexandre Rampazo (Foto: Divulgação)
Ilustração de Alexandre Rampazo (Foto: Divulgação)

A obra conta com a participação de onze ilustradores, cada um responsável por uma página. Chama atenção também o tempo recorde em que foi produzida: menos de 5 dias. Alexandre Rampazo [vencedor do Troféu Monteiro Lobato de Literatura Infantil de 2019, concedido por CRESCER], responsável pela figura da super-heroína, conta que pensou na imaginação alimentando o real.

Mônica também atua no Fórum Mineiro de Educação Infantil (FMEI) e no Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Infância (NEPEI) e conta que os órgãos estão sempre muito atentos para levar em conta o protagonismo infantil. “As crianças não são sujeitos passivos e submissos, que só veem o mundo pela tradução. Essa concepção de infância nos obriga a pensar em produtos culturais que visam esse protagonismo, essa inteligência. Então trazemos a verdade, não escondemos que é um momento difícil. Elas percebem com muita força”, completa.

Fonte: Revista Crescer

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