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Ilustração e texto, num livro infantil, é como letra e música, defende Mauricio Negro em entrevista para a PNTV

PUBLISHNEWS, REDAÇÃO
O autor e ilustrador passou pela PublishNewsTV, falou sobre seus novos projetos e deu sua opinião sobre os mais diversos assuntos

A PublishNewsTV dessa semana recebeu o escritor e ilustrador Mauricio Negro. Diferente de muitas pessoas que estão sentindo na pele as consequências da crise do mercado livreiro, Mauricio garante que vive outro momento. “Nem sei o que estou fazendo aqui dando essa entrevista porque devia estar trabalhando”, brincou, dizendo ainda que nos dois últimos meses apareceram vários projetos para ocupar seu tempo. “Esses projetos têm vindo como uma luva, quando você chega nos 50 acontece essas coisas, começa a vir aqueles projetos que você sempre esperou e antes não veio”, comentou o ilustrador.O criador conta que começou sua carreira como designer gráfico produzindo diversos tipos de conteúdo, de capa de disco à campanha de outdoor, mas lembra que sua primeira encomenda foi justamente uma capa de livro. Depois de algum tempo, viu que trabalhar com livro era “mais legal” e passou também a escrever suas obras.

Sobre os novos projetos, ele comentou sobre a obra que homenageia o Brasil toca choro, série da TV Cultura que traça um panorama histórico do primeiro gênero da música urbana tipicamente brasileira. A obra será lançada este mês no Museu da Imagem e do Som (MIS). Outro livro que vem por aí é a antologia Nós, sobre a literatura indígena e que foi escrita por 10 autores de povos diferentes. O livro, ilustrado por Negro, sairá pela Companhia das Letrinhas.

A atual situação do mercado editorial também foi tema da conversa. Negro lembra que anos atrás tudo parecia mais fácil. “Tínhamos uma fartura de tudo, fartura de evento, de orçamento, era uma época muito boa”, comentou Mauricio, que ainda consegue ver o lado bom da crise. “A gente está sendo obrigado a se mexer”, analisou, contando que ele mesmo começou a fazer uma pós-graduação em gestão cultural para se atualizar.

Durante a conversa Negro contou ainda como se especializou na arte e cultura indígena – dando detalhes e apontando curiosidades sobre o assunto -, como acredita que a própria arte o escolheu, sobre as premiações de infantojuvenis, sobre lugar de fala e a questão dos direitos autorais para o ilustrador. “Vejo como uma questão em aberto para sempre, ela é imprecisa e uma conta que não fecha, que nem a questão da previdência”, brincou sobre o último assunto, que em sua opinião é um tema complexo e difícil de discutir.

No bate-papo descontraído, Mauricio Negro mostrou algumas de suas obras, conversou sobre outros temas e até entrou mais a fundo na expressão “não entendeu? Quer que eu desenhe?” explicando que muitas vezes o ilustrador desenha justamente para confundir, abrindo assim uma boa discussão sobre o tema.

No nosso programa mais curto, Talita Facchini continua com a arqueologia do PN e Luciana Melo mostrou um pouco da terceira edição da Feira Mística da editora Pensamento. Todos os nossos programas estão disponíveis no nosso canal no Youtube.

Fonte: PublishNews

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