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Filmes de super-heróis faze crescer afeição por quadrinhos

FOLHAPRESS 

Quem hoje assiste aos seus super-heróis favoritos nos cinemas na atualidade muitas vezes nem se lembra de que aqueles personagens nasceram, na verdade, de rabiscos em páginas vendidas como revistas. “Capitã Marvel”, “Pantera Negra” e “Deadpool” são alguns dos filmes que ocuparam mais salas de cinemas nos últimos tempos “”sem falar de “Vingadores: Ultimato”, que, no Brasil, já é o mais visto da história.

Com lançamentos a cada bimestre do universo cinematográfico da Marvel e da DC, fica difícil não se interessar pelas revistas em quadrinhos, origens dessas histórias que conquistam novos fãs a cada dia.

“Acredito que o público crie um interesse maior pelos quadrinhos. Percebo as pessoas do meu círculo social lendo mais”, afirma a advogada mineira Natalia Freitas, 25, que atualmente tem uma coleção de mais de 150 HQs.

As histórias em quadrinhos não se restringem às telas do cinema. Elas também têm ganhado espaço nas plataformas de streaming. Foi o que aconteceu com “O Mundo Sombrio de Sabrina”, HQ que faz parte da Archie Comics desde os anos 1990 e se transformou em série da Netflix, em 2018.

“Esses lançamentos fizeram com que as vendas dos quadrinhos aumentassem. Assisti a vídeos com vendedores dizendo que a reposição de ‘Umbrella Academy’ era muito pequena, e após o lançamento da série, toda semana aparece alguém querendo comprar”, diz o estudante piracicabano Gabriel Mateuzzo, 20.

A tendência é mais forte entre aqueles que já tiveram a infância marcada por quadrinhos. Os jovens iniciam a leitura ainda pequenos, por exemplo, com as histórias de Mauricio de Sousa e da Turma da Mônica.

“Comecei pela Turma da Mônica quando tinha cerca de seis anos. Meus pais já consumiam, e minha mãe sempre me incentivou a ler porque dizia que a entrada para a leitura eram os quadrinhos”, conta Mateuzzo.

Com o tempo, ele parou de ler quadrinhos e migrou para sagas populares, como “Harry Potter” e “Percy Jackson”. Depois de um hiato, sem ler muitas HQs, Mateuzzo voltou ao hábito há cerca de dois anos com a compra de “Batman: Silêncio”. Hoje, já tem uma coleção de 40 exemplares, quase todos de super-heróis ou da série adulta “Vertigo”, da DC, que tem histórias mais breves como “Sandman”.

Para ele, a falta de organização e atrasos de lançamentos no Brasil são os entraves no mercado de quadrinhos. “O maior problema é o preço, que não acompanha a renda dos leitores. Com a crise econômica no Brasil, os valores dos quadrinhos só sobem. Pessoas que compravam todos os meses, gastando até R$ 200, hoje compram uma ou duas revistas”, conta.

Com lançamentos a cada bimestre, as histórias em quadrinhos ganham mais espaço nas plataformas de streaming


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