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Faculdade de Direito da USP terá projeto ousado para nova biblioteca

Floriano de Azevedo Marques destaca que o projeto será acompanhado por órgãos de preservação do patrimônio público histórico

A Faculdade de Direto da USP teve ratificado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo o acordo entre o Ministério Público e o Grupo CCR, que contempla uma doação de R$ 17 milhões destinada à construção da nova biblioteca. “Essa é uma importante decisão [sobre os recursos] que vai permitir que a Faculdade de Direito da USP consiga avançar nas obras de construção do novo edifício da faculdade. Esse edifício é muito esperado e cobrado, creio que, com essa homologação, uma parte significativa do que é necessário já estará viabilizada”, comemora Floriano de Azevedo Marques, professor do Departamento de Direito do Estado e diretor da FD da USP.

Sendo um patrimônio cultural do Estado de São Paulo e do País, contando com o maior acervo de livros jurídicos do Brasil, há obras raras em meio a tantas outras preciosidades. São livros trazidos pela Família Real Portuguesa, com sinete da biblioteca de Portugal. O projeto foi concebido por um professor aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Paulo Bruna, também responsável pelo projeto da biblioteca da FD da USP em Ribeirão Preto. “É um projeto maravilhoso, moderno, atual e compatível com a tradição e, ao mesmo tempo, com a modernidade que se quer em uma biblioteca.”

Permitindo a ampliação de áreas para estudos dos alunos da Faculdade de Direito, maior otimização de espaços e preservação de um acervo com centenas de milhares de livros, o projeto vai ser acompanhado por órgãos de preservação do patrimônio público histórico. O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) já está ciente da obra, além do próprio MP, que viabilizou o acordo para essa doação. “Estamos avançando para conseguir novas doações. A ideia é que a nova biblioteca seja construída totalmente com recursos fora da USP. Além de doações para a construção da obra física, firmamos parceria com a Google, que vai digitalizar todo acervo de disponibilidade pública, inclusive livros raros.”

“Serão dois anos [para a biblioteca ficar pronta], não só compreendendo o processo de aprovação do projeto, que já está avançado nos órgãos do município e de patrimônios, [mas também] a licitação da contratação de empresa da construção e a própria obra em si. O projeto do professor Paulo Bruna tem a vantagem de ser uma obra de execução rápida.”

Ouça a entrevista completa no player acima.

Fonte: Jornal da USP

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