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Diretora fala sobre os desafios e projetos do Instituto de Estudos Brasileiros

A cerimônia de posse da nova diretoria foi realizada no auditório do IEB, no dia 21 de março

[Da esq. p/ dir.] A vice-diretora Flavia Camargo Toni, a diretora Diana Gonçalves Vidal, o vice-reitor Antonio Carlos Hernandes, o secretário-geral Pedro Vitoriano de Oliveira e o reitor Vahan Agopyan – Foto: Cecília Bastos/USP Imagem

Em uma cerimônia que lotou o auditório do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), Diana Gonçalves Vidal e Flavia Camargo Toni tomaram posse, respectivamente, como as novas diretora e vice-diretora.À frente do instituto até 2022, Diana iniciou seu discurso falando sobre a história do IEB e a importância de seu variado acervo que possui, entre suas raridades, livros dos séculos XV e XVIII; obras de artistas plásticos renomados como Anita Malfatti e Portinari; e arquivos pessoais de grandes intelectuais brasileiros.

“Prestes a completar 60 anos de idade, o IEB mantém seu vigor, graças à atuação de seus docentes e funcionários. É seu engajamento e seriedade que dá solidez às ações de guarda e externalização aqui empreendidas. Elas não se resumem ao tratamento do acervo, por si só uma tarefa imensa, mas desdobram-se em projetos de pesquisa, curadoria de exposições no Brasil e no exterior, cursos optativos de graduação abertos a todos os alunos da USP, programa de pós-graduação em nível de mestrado, além de publicações acadêmicas, nas quais incluo a Revista do IEB e os Cadernos do IEB, e a divulgação ampla à sociedade por meio das mídias sociais”, afirmou.

A diretora também descreveu os principais desafios e projetos para o instituto nos próximos anos, entre eles, a disponibilização do espaço expositivo Marta Rossetti Batista, que ainda precisa ser equipado; o restauro e higienização dos livros da biblioteca; a constante manutenção e segurança do acervo; a intensificação do contato com outros centros e institutos de estudos brasileiros espalhados pelo mundo, com o propósito de criar uma rede institucional; a renovação e a ampliação da Biblioteca Digital; e as atividades comemorativas relativas ao bicentenário da Independência e ao centenário da Semana de 1922.

“Todas estas ações convergem para nosso objetivo de potencializar a inserção social e acadêmica do IEB, seja por meio da circulação de membros da comunidade uspiana e da sociedade em geral no prédio, visando à investigação científica ou à frequência a exposições, eventos e cursos; seja pela consulta remota ao nosso acervo e à produção intelectual aqui gerada; seja pela transparência das atividades administrativas; seja ainda pela consolidação das parcerias internacionais. Desse modo, acreditamos cumprir com a responsabilidade social da Universidade de produção e disseminação do saber, de preservação da memória e de externalização da cultura paulista e brasileira”, concluiu Diana.

Generosidade

O reitor Vahan Agopyan iniciou seu discurso agradecendo a dedicação das novas diretoras que aceitaram a tarefa de conduzir o IEB pelos próximos quatro anos, e também a generosidade das famílias que, por meio de doações ou comodato, enriquecem ainda mais esse incomparável acervo.

“O IEB é um exemplo muito claro da importância dos institutos especializados na estrutura da nossa Universidade. É uma instituição multidisciplinar, focada em um tema, que possibilita o trabalho conjunto de pesquisadores de diversas áreas, complementando e aprofundando o estudo”, afirmou o dirigente.

Agopyan também elogiou a gestão anterior, de Sandra Margarida Nitrini e Paulo Teixeira Iumatti, que comandaram a mudança do instituto para a sua nova sede, no Espaço Brasiliana. “Finalmente, o IEB está sediado em um ambiente com instalações adequadas. Com certeza, a partir de agora o instituto poderá divulgar melhor suas atividades, compartilhando com a comunidade e todos os interessados esse belíssimo acervo”, disse.

O evento foi prestigiado por dirigentes da Universidade, pesquisadores, servidores técnicos e administrativos, e representantes de entidades ligadas ao patrimônio cultural – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Centro multidisciplinar

Criado por Sérgio Buarque de Holanda, em 1962, o Instituto de Estudos Brasileiros é um centro multidisciplinar de pesquisas e documentação sobre a história e as culturas do Brasil. Tem como desafio fundador a reflexão sobre a sociedade brasileira, envolvendo a articulação de diferentes áreas das humanidades.

O IEB tem sob sua responsabilidade a guarda e a manutenção de um acervo excepcional, formado por um expressivo conjunto de fundos pessoais – constituídos em vida por artistas e intelectuais brasileiros –, e que está distribuído entre a Biblioteca, que guarda 250 mil volumes e possui raridades como obras dos séculos XV e XVIII; a Coleção de Artes Visuais, com mais de 8 mil peças de artistas de renome como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari e Lasar Segall; e o Arquivo, que acolhe em torno de 500 mil documentos, pertencentes aos arquivos pessoais de Caio Prado Junior, Mário de Andrade, Graciliano Ramos, Camargo Guarnieri, Antônio de Alcântara Machado, Aracy Abreu Amaral, Fernando de Azevedo, Manuel Correia, Waldisa Russio, Milton Santos, Antonio Candido, Celso Furtado, Paul Singer, Olivier Toni e Inezita Barroso.

Manuscritos originais de nomes decisivos para nossa cultura, livros raros e obras de arte formam um conjunto de caráter único, que recebe periodicamente novas aquisições, seja através de doação ou por meio de compra.

Fonte: Jornal da USP

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