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Digitalização e home office exigem que empresas do agro cuidem mais da segurança

Integridade, confidencialidade e disponibilidade são os três pilares de uma política de segurança da informação

ANTÔNIO CARLOS ORTIZ* E GUILHERME BELLOTTI**

gestao-no-agro-curso-milho-tecnologia (Foto: Shutterstock)

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As empresas do agronegócio, da mesma forma que todos os demais setores no Brasil, maximizaram o trabalho em casa para minimizar o risco de contaminação com o coronavírus – pandemia que paralisou a economia mundial no último mês. Isso traz um novo elemento de gestão de risco para a atividade agrícola: a segurança da informação.

A digitalização e o trabalho remoto em muitos outros setores já vinha avançando e, com eles, os problemas relacionados ao “cibercrime”. Cibercrime tem causados prejuízos bastante relevantes. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as perdas no mundo com falhas de segurança de informação somam aproximadamente US$ 1 trilhão ao ano.

Imagine se o sistema de folha de salários ou de controles bancários, por exemplo, sofre interferência de um “hacker”? E se seu histórico de informações detalhadas dos talhões plantados em milhares de hectares desaparecerem de sua base de dados?

Diante dessas ameaças, faz-se necessária uma política de segurança da informação (PSI) que tenha como premissa três principais pilares:

(1) Integridade da informação, ou seja, garantir que os dados sejam mantidos no estado original, visando protegê-los, no armazenamento ou na transmissão, contra alterações indevidas, intencionais ou acidentais;

(2) Confidencialidade, o que significa assegurar que o acesso à informação seja obtido somente por pessoas autorizadas;

(3) Disponibilidade, garantir que os usuários autorizados obtenham acesso ao banco de dados e aos ativos correspondentes sempre que necessário.

“A empresa precisa investir em infraestrutura e recursos para assegurar proteção e boa armazenagem da informação”

Uma vez estabelecida essa política de segurança, a empresa deve estimular e monitorar os funcionários e gestores para que tenham muita disciplina, aplicando boas práticas, seguindo diretrizes e resguardando a proteção da informação. Vale lembra de que nada adianta uma política bem feita sem a disciplina dos seus usuários.

Da mesma forma, a empresa precisa investir em infraestrutura e recursos para assegurar proteção e boa armazenagem da informação. Esse tema tornou-se importantíssimo atualmente e ficará ainda mais relevante com o tempo – na medida em que a agricultura se digitalizará mais e mais.

*Antônio Carlos Ortiz é associado sênior do Centrec Consulting Group

**Guilherme Bellotti é gerente de consultoria Agro do ItaúBBA

Fonte: Revista Globo Rural

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