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Dia Nacional da Biblioteca: o surgimento das bibliotecas no Brasil

Professora de Biblioteconomia da FESPSP, Maria das Mercês Apóstolo, comenta sobre a origem

Hoje, 9 de abril, é o Dia Nacional da Biblioteca, criado em 1980. Mas o surgimento da biblioteca no Brasil é muito mais antigo. Costuma-se situar o surgimento a partir de 1549, com a instalação do Governo Geral, em Salvador, na Bahia. Segundo a professora de Biblioteconomia da FESPSP, Maria das Mercês Apóstolo, “com esse aparato burocrático governamental é que começa, de fato, um arcabouço de sistema educacional no Brasil, organizado por diversas ordens religiosas”. Apesar disso, o acervo era pequeno, voltado apenas ao ensino religioso.

Rubens Borba de Moraes foi quem realizou um dos levantamentos mais completos sobre livros e bibliotecas no nosso período colonial. “Nesse período, a quantidade e circulação de livros entre nós era muito pequena, quase irrisória, visto que os materiais impressos tinham que vir importados de Portugal, pois não havia tipografia na Colônia, tecnologia que será introduzida no Brasil apenas em 1808, com a vinda da Família Real”, explica Mercês.

A partir do fim do século XVII e no início do século XVIII, principalmente em Minas Gerais, há registros de existência de uma significativa vida cultural, com a presença de várias bibliotecas particulares. Uma das mais representativas é a de D. Frei Domingos da Encarnação Pontenel, que era constituída por 1066 volumes, tanto de obras sacras quanto de ciências e de ilustração e a de Cláudio Manuel da Costa, com 383 volumes, quase todos de direito.

No século XIX, com a chegada de D. João VI e a implementação da Imprensa Régia, a leitura e os livros vão se ampliando junto a elite brasileira. “Várias bibliotecas vão surgindo, como o Gabinete Português de Leitura e a própria Biblioteca Real, hoje nossa Biblioteca Nacional”, afirma a professora.

“Os livros vão abrindo lugar na vida cotidiana das principais cidades brasileiras, com espaços no interior das casas abastadas, com mobiliário específico e cômodos especialmente reservados”, explica Mercês. Segundo a professora, grandes bibliotecas também são abertas ao público e se tornam espaços de discussão dos temas do momento, saraus de leitura e ponto de encontro de autores com suas obras e seus leitores.

Fonte: FESPSP

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