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Descoberto manuscrito que pode alterar a lenda do Rei Artur

Fragmentos de nova versão de “A História de Merlim” foram encontrados por acaso na biblioteca da Universidade de Bristol. Manuscritos contam pormenores diferentes da lenda arturiana.

Universidade de Bristol

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Sete fragmentos escritos à mão que contam parte da lenda do Rei Artur foram encontrados numa das coleções especiais da biblioteca da Universidade de Bristol. A descoberta é relevante porque os manuscritos têm pequenos pormenores que divergem da história mais conhecida da lenda do antigo rei de Camelot — o que significa que esta é uma descoberta potencialmente histórica para os estudos arturianos.

“Estamos muito ansiosos para descobrir mais”, declarou Leah Tether, da Sociedade Internacional Arturiana, citada pela BBC. Os manuscritos foram encontrados por acaso, dentro de um livro de um autor francês do século XV, sem qualquer relação com a história do Rei Artur. De acordo com o The Guardian, os textos estão escritos em francês antigo e relatam a história da batalha de Trèbes, em que Merlim inspira e motiva as tropas do Rei Artur. Os especialistas pensam que esta será uma versão alternativa da Estoire de Merlin (A História de Merlim).

Entre esta versão e as outras já conhecidas foram agora encontradas diferenças “subtis, mas significativas”, nas palavras dos especialistas. Em concreto, as personagens que lideram as quatro divisões do exército de Artur são diferentes. Para além disso, explica o Guardian, na maioria das versões o inimigo de Artur, o rei Claudas, é ferido na coxa durante a batalha; nesta versão, não se explica em pormenor a origem do ferimento. Isto significa, segundo o jornal, que podemos estar perante uma interpretação diferente deste excerto, já que os “ferimentos em zonas acima do joelho são muitas vezes usados como metáforas para a impotência ou a castração”.

“Estes fragmentos da história de Merlim são um achado extraordinariamento entusiasmante, que podem ter implicações para o estudo não só deste texto, mas de outros textos relacionados que moldaram a nossa interpretação moderna da lenda arturiana”, explica Tether.

Os fragmentos, que correspondem a cerca de 20 páginas, estão algo danificados, o que significa que ainda demorará algum tempo a serem inteiramente decifrados. “O tempo e a pesquisa irão revelar que outros segredos podem estes fragmentos revelar sobre as lendas de Artur, Merlim e do Santo Graal”, resumiu a investigadora Tether.

Fonte: OBSERVADOR

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