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Deputados e senadores lançam frente em defesa do livro e contra a censura

Frente Parlamentar Mista do Livro, da Leitura e da Escrita na Câmara dos Deputados conta com o apoio de mais de 200 parlamentares | Foto: Divulgação

Da Redação

Sob gritos de ‘censura nunca mais’, o Congresso Nacional instalou nesta terça-feira a Frente Parlamentar Mista do Livro, da Leitura e da Escrita. Proposta pela deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN), a iniciativa conta com o apoio de mais de 200 parlamentares.

O objetivo da Frente é propor, acompanhar e cobrar a implantação de leis já existentes que visam o fomento da leitura, a democratização do acesso à informação, a valorização dos profissionais bibliotecários e das bibliotecas públicas, escolares e comunitárias. Contudo, o lançamento dela foi marcado por pronunciamentos de condenação da censura imposta a um livro com temática LGBT na Bienal do Rio de Janeiro na última semana.

No evento, também foi realizada a leitura de um manifesto em defesa da liberdade de expressão nas artes, na escrita e na leitura e contra a censura, em que parlamentares repudiaram oficialmente os fatos recentes. “É mais um movimento no sentido de tornar o Brasil refém de um pensamento político difuso, reacionário, ultrapassado”, diz um trecho do documento.

Frente Parlamentar Mista do Livro, da Leitura e da Escrita na Câmara dos Deputados conta com o apoio de mais de 200 parlamentares | Foto: Divulgação

Presidente da Frente Parlamentar, a deputada Fernanda afirmou que o movimento ocorre em um momento em que se faz necessário reafirmar a luta contra a ameaça à liberdade de expressão e pelo respeito à diversidade e à pluralidade na literatura e nas artes no país. “Vivemos um tempo histórico em que a censura ameaça voltar. Não é um raio em céu azul”.

Ela destacou que a tentativa de cercear a liberdade de expressão vem se repetindo sistematicamente, com o recolhimento de livros didáticos pelo governo paulista e encerramento de uma exposição de charges críticas à Bolsonaro em Porto Alegre. “Este é um projeto autoritário que sabe que precisa acabar com pensamento crítico, precisa atacar a arte, a literatura e fazer como em outros momentos: queimar livros”.

Como a primeira bibliotecária deputada federal, Fernanda também lamentou a estatística de que quase metade da população se considera não-leitora. “A desigualdade social se reflete no nosso país na desigualdade informacional, na dificuldade de acesso à informação, ao livro, à educação às bibliotecas. Nós precisamos reverter esse quadro. Para o melhor exercício da cidadania, a luta pela democratização do acesso aos livros é fundamental, afinal eles abrem as portas para o mundo”.

Fonte: SUL21

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