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Conheça a pesquisa sobre bibliotecas prisionais vencedora de prêmio nacional

Dissertação de mestranda da UFS abordou estímulo à leitura em bibliotecas prisionais

Trabalho foi desenvolvido no Prefem. Fotos: Divulgação/Paulo Fernades Júnior

Texto por Abel Victor

Até janeiro de 2018, tudo levava a crer que Raquel Gonçalves iria enveredar pelo tema da biblioteca escolar no mestrado. Ela, além de se interessar pelo assunto, já atuava na área. Mas um convite da orientadora Germana Araujo mudou o curso da pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação da Universidade Federal de Sergipe (PPGCI/UFS).

Germana perguntou o que a então orientanda achava de realizar um trabalho no Presídio Feminino de Sergipe (Prefem), localizado em Nossa Senhora do Socorro, onde a docente colabora com o projeto Odara, que oferece capacitações às internas. Foi uma surpresa para Raquel que nunca tinha entrado em um presídio e cogitado o tema. Isso até a primeira visita, quando “se apaixonou pela causa” e observou que a biblioteca da unidade “ precisava ser utilizada, ser explorada”.

Foi, a partir daí, que surgiu a ideia de criar um projeto de intervenção para ampliar o uso da biblioteca do Prefem através de dinâmicas culturais, como clubes de leitura e exibição de curtas-metragens. Para isso, Gonçalves analisou o espaço e mapeou os temas que interessavam as internas.

“A gente via que tinha uma utilização da biblioteca, mas sempre com os mesmos livros. Lá, o empréstimo funciona da seguinte forma: você solicita o livro através de uma folha que vai passando de cela em cela e uma responsável pela biblioteca pega esses livros e leva até a essas internas. Então, assim, havia uma repetição de livros, sempre pedindo os mesmos livros, porque era por recomendação”, explica.

“Então, o nosso trabalho tinha o intuito de dinamizar o uso, que elas pudessem utilizar livros que nunca foram emprestados, sobre assuntos de temáticas sobre o feminismo, maternidade, violência doméstica, direito da mulher e vários outros assim que não eram explorados. Aí, através das dinâmicas culturais, a gente conseguiu fazer uma ponte entre curtas-metragens e os livros”, complementa.

Leia a matéria completa publicada pela Universidade Federal de Sergipe

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