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Como os portais de conhecimento médico auxiliam na tomada de decisão clínica

conhecimento médico

Ferramentas podem otimizar custos, manter profissionais atualizados e evitar erros de procedimento

Os portais de conhecimento médico são ferramentas de comunicação que levam conteúdo, informação e atualização aos profissionais de saúde e, sobretudo, focam em ajudar na promoção da segurança do paciente. O objetivo é amparar a decisão clínica, tornando-a mais eficiente e, consequentemente, melhorando a eficiência operacional. 

Esses recursos – que sistematizam informações médicas baseadas em evidências científicas –  permitem, entre outras coisas, otimizar o uso de medicamentos, melhorar a efetividade de tratamentos, além de evitar erros de procedimento, graças ao acesso às pesquisas globais, informações atualizadas sobre fármacos e a emissão de alertas quando atrelados ao prontuário eletrônico do paciente.

Alexandre Erik Costa, gerente de contas da MV, explica como portais como Wolter Kluwers Health (que inclui as soluções Lexicomp e UpToDate), Clinical Key e Micromedex, entre outros, auxiliam na tomada de decisão clínica e na gestão hospitalar.

Os principais resultados esperados aparecem na sequência.

  • Acesso a pesquisas atualizadas: os portais de conhecimento médico se baseiam em dois tipos de soluções de apoio à decisão clínica. Uma delas dá acesso a pesquisas científicas atualizadas sobre doenças e tratamentos Por exemplo: um médico que está com um caso de microcefalia em mãos poderá acessar uma base de dados de estudos científicos que mostrará as pesquisas mais recentes sobre o assunto, assim como os tratamentos mais difundidos.  “O médico consegue fazer muito rapidamente uma pesquisa sobre o caso clínico que ele está estudando. Consegue pesquisar não somente dados básicos sobre a doença, como também informações atualizadas dos últimos trabalhos publicados sobre a enfermidade”, explica Costa.
  • Dados sobre remédios e interação medicamentosa: a base de fármacos é a ferramenta pela qual o profissional de saúde pode ter detalhes sobre os medicamentos prescritos e suas reações adversas e toxicologia. Por meio dela, é possível analisar a administração e dosagens adequadas para diferentes casos, ter acesso a advertências e precauções, bem como avaliar o conteúdo clínico, tais como diretrizes de prática clínica e a compatibilidade com a base de dados da farmácia clínica. A solução ainda detalha as interações medicamentosas – droga a droga, droga alimento, droga via de aplicação, droga idade, droga sexo -, além de indicar se a medicação prescrita pode ser administrada com outra e se vai causar reação adversa ou não.
  • Criação de indicadores:  para o gestor, trabalhar com portais de conhecimento médico é uma forma de criar indicadores hospitalares que servirão de referência para a assistência e, com isso, ganhar tempo em decisões estratégicas. “O primeiro impacto da informatização dos sistemas é operacional, mas como todas as informações de alertas são salvas e gravadas no sistema, o gestor pode criar indicadores clínicos relacionados aos alertas, de forma que ele possa treinar melhor a equipe. A princípio, indiretamente, ele pode criar visões e indicadores baseados nesses alertas e, a partir disso, tomar decisões que melhorem processos”, diz Costa.
  • Alertas do prontuário eletrônico: como são muitos os tipos de interações, o importante é que elas apareçam em formas de alertas quando sincronizadas com o prontuário eletrônico do paciente (PEP), para se ganhar tempo e eficiência na hora do atendimento. Para Costa, integrar esses bancos de dados com o prontuário eletrônico do paciente ajuda, sobretudo, o médico e o gestor a economizar tempo na hora de adotar um diagnóstico e um tratamento do paciente. “Em vez de o médico ir atrás da informação, o sistema já traz informação quando o sistema identificar que existe algum tipo de interação. A própria fornecedora é a responsável por alimentar e manter as bases. Com toda essa base integrada ao prontuário eletrônico, o médico tem ações bem simples a partir dos alertas enviados pelo PEP”, afirma.
  • Menos erros médicos: o cruzamento dos bancos de dados com o PEP aumenta a chance de se evitar erros médicos na administração de medicamentos ou de promover reações adversas perigosas. Isso porque todos os profissionais envolvidos terão acesso a todas as informações em mãos para tomar a melhor decisão. Pode-se, então, manter o tratamento usando outra droga, em virtude das consequências. Caso o hospital trabalhe com a farmácia clínica, ela vai conseguir visualizar os alertas vindos do PEP e a justificativa do médico para aquela prescrição. Ele tem essa segurança”, afirma Costa. A farmácia hospitalar também consegue observar os alertas e entender por que o médico –  mesmo com o alerta das informações, tanto da base de fármacos quanto de conhecimento, disponíveis no sistema –  optou por seguir informações e prescrever determinados fármacos.

Entenda como funcionam os portais

A empresa holandesa Wolter Kluwers Health fornece os dois tipos de soluções: a base de pesquisa UpToDate, que oferece informações e estudos mais recentes sobre diversos diagnósticos; e a Lexicomp, a base de fármacos que fornece dados sobre medicamentos de forma geral, além das interações medicamentosas. Tais informações podem ser acessadas online, em smartphones e tablets, e através da integração com EHRs (Eletronic Health Records ou registros eletrônicos de saúde)e outros sistemas de informações clínicas.

Outra ferramenta, a ClinicalKey, da Elsevier (editora de literatura médica), mantém uma base de dados de pesquisas, livros e periódicos médicos para consulta, nos mesmos moldes citados acima, sem, no entanto, uma base de fármacos.

Já a Micromedex, solução da norte-americana Truven Health Analytics, tem funcionalidades bastante abrangentes. Ela é a fornecedora de informações médico-científicas, de medicamentos, toxicologia e exames, integradas ao Sistema de Informatização Hospitalar (SIH), baseadas em uma extensa fonte de conhecimento e de interações. Por meio da ferramenta também é possível monitorar os diversos tipos de interações medicamentosas e ainda a possibilidade de vigilância em tempo real dos pacientes em risco.

Fonte: MV

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