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Como enfrentar a quarentena com arte e cultura on-line

Texto por Leila Kiyomura

Martin Grossmann indica a plataforma Fórum Permanente, com uma seleção de ensaios e produções de arte

Uma jornada de arte e cultura on-line para o cotidiano desta quarentena é a proposta de Martin Grossmann em sua coluna Na Cultura o Centro Está em Toda Parte, na Rádio USP (clique e ouça o player acima). O professor indica a programação do Fórum Permanente, uma plataforma que se constitui de forma híbrida e simultânea, um museu laboratório, uma revista multimídia, biblioteca e um acervo multimídia único. “Esta é uma plataforma que foi lançada em 2003, em conjunto com o Instituto Goethe, que representa culturalmente a Alemanha em diferentes países e tem uma presença significativa no Brasil”, explica Grossmann. “O seu intuito inicial foi discutir, debater, criticar, questionar e colocar em cheque o museu de arte.”

O professor explica que, ao longo do tempo, o Fórum Permanente organizou eventos em parceria com as principais instituições culturais do País, formando um arquivo único que está disponível na plataforma. “Para vocês terem uma ideia da riqueza desse acervo, riqueza no sentido da diversidade, da pluralidade, nós temos um material multimídia de registros em vídeo dos eventos realizados, uma revista digital que é o Periódico Permanente, na sua oitava edição, uma coleção de livros disponíveis em pdf, entrevistas, propostas de artistas para virtualidade. Enfim, esse capital nos coloca sempre um desafio de organizar de uma forma mais intuitiva, mais crítica, para os navegantes da internet.”

Para este período de confinamento, o Fórum Permanente está apresentando a Jornada da Quarentena em três versões: “A primeira propõe o museu como zona de contato, através das ideias de James Clifford, intelectual norte-americano e um dos primeiros a pensar o museu como um lugar de debate e do confronto, destacando a multiculturalidade e a possibilidade de diferentes cosmologias integrando o mesmo espaço”, explica. “Na segunda, o foco é o trabalho da artista Ana Teixeira, que faz projeções nos prédios vizinhos ao seu, compartilhando suas ideias e questionando o viver em sociedade e também o viver só. A terceira jornada discute a memória e dever de lembrar.”

Fonte: Jornal da USP

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