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Coleção de clássicos da literatura foi embirão para Vaga-Lume

Editora fez ‘testes’ lançando experimentalmente “Coração de onça”, de Ofélia e Narbal Fontes, e “Éramos Seis”, de Maria José Dupré

Um dos criadores da série Vaga-Lume, Jiro Takahashi afirmou ao Liberal que a Editora Ática já publicava, desde 1969, a Série Bom Livro, de clássicos brasileiros e portugueses, voltada ao público infantil e juvenil. Dentro desta coleção, lançou experimentalmente “Coração de onça”, de Ofélia e Narbal Fontes, e “Éramos seis”, de Mari José Dupré, que tiveram o mesmo desmpenho dos clássicos e foram o mote para a criação da Vaga-Lume, que englobou autores contemporâneos e o mesmo tipo de público leitor.

Editor conta que “pré-estreia” da série teve início em 1969

“Para um trabalho de sensibilização interna da editora, criamos dois concursos internos: um para o nome da coleção e outro para o layout da série. Estabelecemos uma parceria duradoura com alguns grupos de professores para criar uma ponte segura com os estudantes e a prática de leitura extra-classe. Essa parceria implicava principalmente indicação e parecer de livros, e elaboração de suplementos de leitura, que vinham substituir as velhas fichas de leitura, com uma  proposta lúdica e interativa com os jovens”, detalhou Takahashi, que é mestre em Letras pela USP (Universidade de São Paulo).

Embora a Ática não divulgasse números, Jiro Takahashi estima que já tenham sido vendidos seis milhões de cópias de “A Ilha Perdida”, também de Maria José, um dos grandes sucessos da coleção, relançado no primeiro ano dela, em 1973 – inicialmente, a obra foi lançada em 1944, pela editora Brasiliense.

Depois foram chegando outros grandes autores, como Lúcia Machado de Almeida, Homero Homem, e outros novos, como jair Victória, Marçal Aquino, Luiz Puntel e José Maviael Monteiro, lista Takahashi. “Durante os anos 1980, o autor que teve os livros mais vendidos entre os jovens foi Marcos Rey, autor de ‘O Mistério do Cinco Estrelas’, ‘Um Cadáver Ouve Rádio’ e ‘O Rapto do Garoto de Ouro’, revela Takahashi.

Fonte: O Liberal

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