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“Classe C é leitora e compradora de livros”, diz coordenadora da Pesquisa Retratos da Leitura

Zoara Failla participa, ao lado de Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, de edição especial do Podcast do PublishNews

O Instituto Pró-Livro e o Itaú Cultural divulgam, na próxima segunda-feira (14), os resultados da Pesquisa Retratos da Leitura, o mais completo estudo sobre os hábitos de leitura do brasileiro. O Podcast do PublishNews dessa semana recebeu Zoara Failla, coordenadora da pesquisa, para falar sobre um aspecto do estudo que muito interessa aos editores e livreiros: os hábitos de compra dos leitores brasileiros. O episódio teve ainda a participação de Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

O primeiro dado importante apontado por Zoara é que caiu o número de brasileiros que compraram pelo menos um livro nos últimos três meses. Se no estudo de 2015, 30% responderam sim a esta pergunta, na edição e 2019, este índice caiu para 27%. Extrapolando estes números, o Ibope Inteligência, responsável pela condução do estudo, conclui que apenas 52 milhões de brasileiros compraram pelo menos um livro no período indicado na pergunta. Zoara analisa que, ao olhar para outros dados da pesquisa, percebe-se que houve incremento importante do número de pessoas com nível superior e das classes A e B, – potenciais compradores de livros – que passaram a dedicar mais do seu tempo livre acessando a internet e redes sociais. “É possível que essa redução se explique pelo fato de esse pessoal estar lendo menos. Tem menos leitores nestes segmentos e isso certamente irá impactar no percentual de compradores de livros”, disse.

A compra é a principal forma de acesso ao livro. A maioria dos brasileiros (41%) continua acessando o livro por meio de compras em livrarias físicas ou em lojas virtuais. Uma parcela importante (25%) disse que ganham os livros que leem de presente. O acesso pelas bibliotecas se manteve estável entre 2015 e 2019.

Na hora de escolher um livro para a compra, o brasileiro continua levando em conta, em primeiro lugar, o tema ou assunto. O título do livro ganhou destaque na pesquisa de 2019. Se em 2015, este fator era importante para apenas 17% dos respondentes; agora, 31% deles julgaram importante o título, que é mais relevante na hora de escolher um livro do que o nome do autor (27%). O preço vem em quarto lugar.

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