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CIRCUITO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES NO COLÉGIO MARUPIARA

No dia 22 de outubro de 2019, o Conselho Regional de Biblioteconomia da 8ª Região/SP e sua Comissão de Bibliotecas Escolares estiveram reunidos no Colégio Marupiara, a rua Evangelina, 1390, Jd. Têxtil, São Paulo, SP, apoiados pela Editora SM, para conhecer o trabalho de Ação Cultural em Bibliotecas nesse conceituado estabelecimento de ensino.

Tivemos em torno de 40 pessoas entre bibliotecários das zonas leste, sul, norte e oeste de São Paulo, além de estudantes de biblioteconomia, professores, coordenadores e diretores educacionais.

No início formaram grupos monitorados pela bibliotecária Rosa Cleide, da instituição de ensino  para conhecer o colégio, a  biblioteca e as iniciativas do planejamento dos trabalhos integrados de incentivo à leitura, visando o mais alto nível de eficiência na formação de leitores e o papel da biblioteca escolar como um espaço gerador de cultura e significados, entre equipe pedagógica apoiada pela bibliotecária.

Rosa Cleide explicou ainda que, a partir desse planejamento integrado, coube a biblioteca do colégio tornar-se o principal órgão promotor do livro e da literatura, integrando crianças, jovens, educadores e comunidade escolar. Passando a favorecer e a articular junto a equipe pedagógica a realização de um conjunto de ações literárias que hoje contemplam diretamente mais de 500 estudantes com idades entre 2 anos e seis meses a 16 anos, matriculados nas séries iniciais da educação infantil ao ensino médio. O público de adultos mobilizados com este trabalho de promoção literária está hoje estimado em mais de 1.500 pessoas, entre educadores, funcionários e familiares dos alunos.

Tudo é elaborado com base em ações metodológicas descritas numa linguagem simplificada, a partir de propostas completas, que incluem dicas de leituras, livros e autores, em sintonia com as multidisciplinaridades, este programa integrado de educação literária baseia-se na missão compartilhada de formar cidadãos críticos, leitores pensantes e uma geração que vá além do domínio da palavra.

Após a visita, nos reunimos para a abertura do evento com o Diretor Geral Armando Toshiharu Tachibana do colégio que falou que desde o início em 1999 a proposta pedagógica é valorizar a aprendizagem ativa, despertando a busca por meio da leitura e pesquisa, criando condições para que os alunos  descobriram as relações entre as diversas disciplinas, tornando-os cidadãos conscientes da diversidade cultural.

A presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia, 8ª região/SP, Regina Céli,  destacou a importância para o Conselho em apoiar os eventos em instituições como o Colégio Marupiara, que valorizam a leitura, a biblioteca escolar com o profissional  bibliotecário e da parceira entre este profissional e equipe pedagógica, acreditando que exemplos como este deve ser compartilhado com toda sociedade brasileira e ajudam a reforçar a Lei 12.244/10, que diz toda escola deve ter biblioteca com o profissional bibliotecário.

Em seguida, participamos da Prosa Literária com o tema Biblioteca Escolar como Espaço de Mediação e Leitura, com Lúcia Fidalgo, escritora, contadora de história, bibliotecária, mestre em educação e professora da Universidade Fluminense do Rio de Janeiro.

Lúcia Fidalgo durante a sua prosa  falou  sobre   a importância da mediação da leitura na biblioteca e para os bibliotecários, como: Por que devemos formar leitores em todas as bibliotecas? Mas antes de formar temos que nos transformar. Somos leitores? Pulamos página nos textos? Abandonamos com coragem certas leituras? Nosso corpo lê o texto por completo? Ler então não é apenas juntar letras, mas é dar sentido a ela.” Como seduzir os leitores para a leitura. Se a leitura é experiência de prazer e felicidade ….o que transmitir? Como falar de sentimentos. Orientou como contar histórias desde a escolha até como transmiti-las com o corpo e sempre expressar o prazer e a paixão pela história que está contando. Em seguida, autografou seus livros para as pessoas que os adquiriram.

A editora SM, apoiou o  evento,  doou vários livros infanto-juvenis para os presentes, além de proporcionar um gostoso coquetel.

Foi uma noite gratificante com esse intercâmbio profissional, educação continua, conhecimento de novos modelos colaborativos entre diretores, coordenadores, professores e bibliotecários agregando valores a educação brasileira, como consta nos depoimentos de alguns participantes:

“Para nós consultores de literatura é muito importante este contato com os bibliotecários, pois ninguém melhor do que eles para nós ajudarem nessa parceria literária.” (Karin Mirtes / Consultora Literária da Editora SM).

“Participar do Circuito de Bibliotecas Escolares tem sido uma experiência enriquecedora e de grande valia, para nós, estudantes de Biblioteconomia!

É sem dúvida, uma fonte de aprendizado e nos faz refletir muito sobre o nosso papel como futuros bibliotecários, e os desafios frente à uma biblioteca escolar inserida num cenário cada vez mais desafiador e inovador, onde não se deve perder o foco em criar condições de aprendizagem.

No 2º Encontro, que aconteceu no Colégio Marupiara, foi possível ver de perto o excelente trabalho desenvolvido pela bibliotecária Rosa Cleide Marques e a equipe pedagógica da instituição, nos ensinando  que é um trabalho árduo, mas é  prazeroso, resultando em excelentes frutos!

A transferência do conhecimento pelos bibliotecários participantes, durante esses encontros, é muito motivadora para nós, estudantes.

O que fica de lição, é que nem sempre encontraremos o cenário ideal, mas está em nossas mãos criar as condições, e aquilo que parecia impossível, torna-se realidade!”

(Valéria Festa – estudante do 4º semestre noturno de Biblioteconomia – UNIFAI)

“Participar do Circuito de Bibliotecas Escolares no Colégio Marupiara foi uma excelente oportunidade para conhecer, na prática, a atuação de como as escolas inserem as bibliotecas nas suas práticas pedagógicas. Encontros assim fortalecem e ampliam o diálogo sobre a importância das bibliotecas escolares para a sociedade. Além disso, foi maravilhoso o bate-papo com a Lúcia Fidalgo.” (Silvana Felipe Stacco – bibliotecária do Colégio Salesiano Sta. Terezinha – São Paulo)

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