Restauração

20° curso informativo de preservação de acervos bibliográficos e documentais

Curso Informativo de Preservação de Coleções Bibliográficas e Documentais
Data: 16/09/2019 a 19/09/2019
Estão abertas as inscrições para o 20° Curso Informativo de Preservação de Acervos Bibliográficos e Documentais, que ocorrerá no período de 16 a 19 de setembro.

INSCRIÇÕES

As vagas são limitadas.

FORMA DE PAGAMENTO

O depósito deverá ser feito em nome da Fundação Miguel de Cervantes, CNPJ 05.214.413/0001-92; Banco Santander, agência 3140, conta corrente 13.000.424-2.

Para confirmar a inscrição, o candidato deverá enviar o comprovante do depósito bancário e a ficha de inscrição preenchida para cursodepreservacao@bn.gov.br.

O evento conta com certificado de participação.

O evento é promovido pelo Centro de Processamento e Preservação – CPP e pela Coordenadoria de Preservação – COP da Biblioteca Nacional. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato nos números (21) 2220-1973, 2220-1906 e 3095-3830.

PROGRAMAÇÃO

16 de setembro

9h

Abertura oficial do 20º Curso Informativo de Preservação de Acervos

  • Helena Severo – Presidente da FBN
  • Maria Eduarda Marques – Diretora Executiva da FBN
  • Suely Dias – Coordenadora geral do Centro de Processamento e Preservação|CPP
9h15

O Plano de Gerenciamento de Riscos – uma ferramenta de conservação preventiva

  • Jayme Spinelli – Conservador, restaurador, coordenador de Preservação da Biblioteca Nacional. Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil – Fundação Getúlio Vargas. Pós-graduado em conservação e restauração de bens culturais pelo Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais, Escola de Belas Artes , Universidade Federal de Minas Gerais. Pós-graduado em Arqueologia pelo Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
10h35

O prédio da Biblioteca Nacional – ações na arquitetura

  • Luiz Antônio Lopes de Souza – Mestre em Arquitetura pelo Pro Arq./UFRJ – Chefe do Núcleo de Arquitetura da Fundação Biblioteca Nacional.
11h35

As mudanças climáticas na Biblioteca Nacional ao longo de 10 anos

Antônio Carlos dos Santos Oliveira – Graduado em Museologia pela UFRJ e Mestre em Arquitetura pela UFRJ. Doutorando no curso de Museologia e Patrimônio na UNIRIO. Consultor em controle climático para Museus e Bibliotecas. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia. Atualmente desenvolve o sistema “CONCLIMAWEB”: análise de risco para a ambiência museológica.

12h30 Almoço
14h

Química aplicada à conservação e à restauração de acervos documentais

  • Profa. Isabel Spitz – Fundadora e Educadora da ChimicArte Projetos Educacionais. Pesquisadora, Mestre em Química (PUC-Rio). Doutoranda em Química, UFRJ. Desenvolve pesquisa na área de Química, com ênfase em Química do Estado Sólido/Química Inorgânica, atuando principalmente nos seguintes temas: síntese inorgânica, reações no estado sólido, caracterização de materiais. Recebeu, em 2012, o Prêmio Marie Curie de Produções Científicas pelo trabalho Química e Arte: uma articulação mostrada através de mapas conceituais.
15h35

Palestra: O Plano Nacional de Microfilmagem de periódicos brasileiros

  • Vera Lúcia Garcia Menezes – Bibliotecária e Coordenadora de Microrreprodução da Biblioteca Nacional e do Plano Nacional de Periódicos Brasileiros.
16h35

Do daguerreotipo à imagem digital

  • Prof. Joaquim Marçal Ferreira de Andrade – Coordenador da Biblioteca Nacional Digital | BNDigital. Coordenou o projeto de resgate da coleção de fotografias doada pelo imperador D. Pedro II / hoje inscrita no Registro Internacional do Programa Memória do Mundo, da Unesco. Mestre em design e doutor em história social, é professor de fotografia da PUC-Rio e da UCAM. Curador de exposições, perito judicial em fotografia e artes gráficas, é autor de ensaios sobre a história da fotografia, das artes gráficas e do design.

17 de setembro

9h Conservação e restauração hoje

  • Profa. Maria Luiza Soares – Conservadora-restauradora, Especialista em Papel certificada pela ICCROM /Itália, Mestre em Ciência da Informação com concentração em Conservação e restauração pela Universidade de Colúmbia/USA, Doutora em conservação e restauração pela Universidade P. Valencia /Espanha. Profa. do Curso de conservação e restauração da Escola de Belas Artes da UFRJ.
10h

Análises científicas em artefatos do Patrimônio Histórico Nacional

  • Prof. Renato Pereira de Freitas – Graduado em física com mestrado e doutorado em física nuclear aplicada. Bolsista Jovem Cientista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ. Atua na análise de artefatos do patrimônio histórico cultural, empregando diferente técnicas físico-químicas de análise. Traduziu dezenas de trabalhos neste campo de pesquisa, apresentados em conferências e periódicos científicos nacionais e internacionais. Recentemente, retornou do estágio pós-doutoral no grupo Italiano MOLAB, onde atua realizando análises in situ por diferentes técnicas físico-químicas em acervos de museus europeus, tendo, nessa ocasião, trabalhado na análise científica de obras de arte conhecidas mundialmente como “O Grito” de Edvard Munch.
11h

Os metais e suas ligas e os bens culturais: preservação, conservação e restauração

  • Prof. Marcus Granato – Graduado, mestre e doutor em Engenharia Metalúrgica e de Materiais /UFRJ. É tecnologista sênior do Museu de Astronomia e Ciências Afins. É professor e vice-coordenador do curso de mestrado profissional em Preservação de Acervos da C&T (MAST) e do Programa de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) em Museologia e Patrimônio (UNIRIO/MAST). É editor científico do periódico eletrônico Museologia e Patrimônio; consultor ad-hoc do CNPq, da FAPESP, da CAPES, da CYTED, da FAPERJ e da Swiss National Science Foundation. Bolsista de produtividade 1C do CNPq e secretário do Comitê Internacional para Museus e Coleções Universitários (UMAC) do ICOM. Tem experiência na área de Museologia, com ênfase em conservação de objetos culturais metálicos e patrimônio cultural da ciência e da tecnologia.
12h Almoço
13h30

Apresentação de procedimentos de conservação e encadernação do acervo da Biblioteca Nacional

  • Gilvânia Faria de Lima – Conservadora-restauradora. Chefe do Centro de Conservação e Encadernação da Fundação Biblioteca Nacional. Mestre em Bens Culturais e Projetos e Sociais (CPDOC/FGV). Integrante da Câmara Técnica de Preservação de Documentos (Grupo de Segurança) do Conselho Nacional de Arquivos/CONARQ. Linhas de pesquisa: Conservação preventiva, preservação, exposição e memória de obras de arte sobre papel.
15h35

Apresentação de procedimentos de restauração de documentos e encadernação de livros raros do acervo da Biblioteca Nacional

  • Jandira Flaeschen – Mestrado e Especialização em Preservação de Acervos de Ciência e Tecnologia (MAST/2009 e 2017), graduada em Conservação e Restauração de Bens Culturais (Universidade Estácio de Sá/2007). Funcionária da Biblioteca Nacional desde 2010, atualmente, é Chefe do Laboratório de Restauração.

18 DE SETEMBRO

A turma será dividida em grupos para as visitas:

  • Grupo 1 – visitantes
  • Grupo 2 – Funcionários da Biblioteca Nacional
9h às 12h Visita técnica ao Centro de Conservação e Encadernação/CCE Grupo 1
12h às 13h30 Almoço
13h30 Visita técnica à seção do Laboratório de Restauração Grupo 1
17h Lançamento do livro técnico Encadernação flexível em pergaminho em obras restauradas na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, de Tatiana Ribeiro Christo, conservadora e restauradora.

19 DE SETEMBRO

9h às 12h Visitas à Coordenadoria de Microfolmagem e ao Laboratório de Digitalização Grupo 1
10h às 12h Visita ao CCE e ao Laboatório de Restauração Grupo 2
12h às 14h30 Almoço
14h30 às 16h Visitas à Coordenadoria de Microfilmagem e ao Laboratório de Digitalização Grupo 2

Informações complementares: O evento conta com certificado de participação. As inscrições para o evento estão abertas e as vagas são limitadas.

Local

AUDITÓRIO MACHADO DE ASSIS

Rua México s/nRio de Janeiro, RJ20031-144

Faculdade de Direito restaura obra rara do século 17

Projeto de restauração e pesquisa histórica recuperou a “Opera Omnia” de Duns Escoto, datada de 1639

Texto por Claudia Costa

Além de ser restaurada, a edição da Opera Omnia, de Duns Escoto, datada de 1639, que faz parte do acervo da Faculdade de Direito da USP, foi submetida a processos químicos e físicos que comprovaram a procedência do papel e as técnicas de confecção dos 12 volumes da coleção – Foto: Divulgação/IF-USP

Possivelmente uma das únicas coleções completas do mundo, a Opera Omnia do filósofo e teólogo medieval João Duns Escoto (1265-1308), publicada em 1639 em 12 volumes, está sob a guarda da biblioteca da Faculdade de Direito da USP – o conjunto de livros da mesma edição encontrado no Canadá tem apenas cinco volumes, e outro, da biblioteca da Universidad Complutense de Madrid, seis. Antes em estado de conservação bastante comprometido – alguns volumes estavam infestados de micro-organismos e outros tinham muitas das folhas soltas –, a obra passou por um processo de recuperação, que incluiu uma pesquisa histórica sobre as técnicas adotadas em sua confecção.

Foram três anos desde a aprovação do projeto de reparação da obra, em 2016, até sua conclusão, em janeiro deste ano. Maria Lucia Beffa, chefe técnica da biblioteca da Faculdade de Direito da USP, explica que a política da biblioteca está baseada na mínima intervenção sobre as obras, ou seja, o restauro é feito apenas quando elas correm algum risco de perda, que era o caso da coleção de Duns Escoto. Segundo ela, na década de 30 foi criada uma sessão de encadernação na Faculdade de Direito que, muito provavelmente, fazia também restaurações com as técnicas da época. “Eu li nos relatórios que estavam restaurando os livros dentro das melhores técnicas, porém não dá para afirmar que esses livros não tenham sofrido intervenções anteriormente”, conta. Maria Lucia lembra que alguns dos 12 volumes apresentavam praticamente todas as folhas soltas, e outros nem dava para abrir. “O estado da obra, sua origem e valor histórico levaram à decisão por sua recuperação”, afirma.

Os volumes chegaram ao ateliê da restauradora Julita Azevedo, responsável pelo projeto de restauração da obra, com as páginas muito deterioradas – Foto: Juvenal Pereira

Segundo o professor José Carlos Estêvão, do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, essa coleção do século 17 é a primeira edição da obra completa de Duns Escoto. Estevão conta que ela foi adquirida pouco antes da fundação da Faculdade de Direito, ocorrida em 1827, quando o então governo provincial comprou toda a biblioteca do Convento dos Franciscanos, com cerca de 5 mil volumes – um número expressivo para a época –, que formaram o núcleo inicial da biblioteca da faculdade. Entre as obras adquiridas estava a a coleção do pensador medieval.

O túmulo de Duns Escoto na Catedral de Köln, na Alemanha – Foto: Roberto C. G. Castro

É uma edição muito bonita, com excelentes ilustrações. Era absolutamente necessário restaurá-la porque continua sendo muito importante para os estudos de História da Filosofia Medieval”, afirma Estevão, que leciona essa disciplina. Há cerca de dez anos, segundo ele, os alunos usavam essa edição da biblioteca da Faculdade de Direito, mas atualmente, para preservá-la, utilizam uma edição fac-similar do acervo da Biblioteca Florestan Fernandes da FFLCH. O professor ainda informa que há uma nova edição completa das obras de Duns Scoto, contendo de 25 a 30 volumes, sob coordenação da Editora do Vaticano. Parte dessa nova coleção está disponível na biblioteca da FFLCH.

Duns Escoto é um filósofo e teólogo da tradição escolástica, que deve ter nascido por volta de 1265 (a data é incerta) e morreu em 1308, sendo beatificado em março de 1993 pelo papa João Paulo II. “Duns Escoto era um franciscano que se opunha, na época, frontalmente aos dominicanos, e isso quer dizer que ele formulou uma filosofia fortemente oposta à de Tomás de Aquino”, explica o professor. Cada um tem enfoques totalmente diferentes sobre a relação entre a razão e a fé. “São extraordinariamente respeitosos da racionalidade filosófica segundo as concepções aristotélicas, prevalecentes naquele momento, na Idade Média latina”, diz Estêvão.

Muito influenciado por Duns Escoto, Guilherme de Ockham, apesar de próximo das suas concepções, o criticou muito e construiu uma outra concepção filosófica bastante diversa e com uma importância histórica enorme”, continua o professor. No fim do século 14 e começo da Modernidade, pode-se dizer, segundo Estevão, que existe na escolástica medieval três filosofias: a de Tomás de Aquino, a de João Duns Escoto e a de Guilherme de Ockham. “Os três com concepções filosóficas que se afastam muito uma da outra, mas que são absolutamente determinantes para todo o desenvolvimento da filosofia posterior”, ressalta. Escoto tem também um impacto na filosofia contemporânea, diz o professor, citando o alemão Martin Heidegger e o francês Gilles Deleuze como dois grandes filósofos do século 20 que se dedicaram ao estudo de seu pensamento.

Processo de restauração

O projeto contemplava não só a recuperação da Opera Omnia de Duns Escoto, mas ia além, incluindo a pesquisa histórica sobre a manufatura dos livros. A conservadora e restauradora Julita Azevedo, responsável pelo trabalho, conta que, sabendo do valor histórico da obra, dividiu sua proposta – escolhida entre outros dois projetos – em dois eixos: a conservação e restauração dos livros e a pesquisa histórica sobre a manufatura dos volumes. A intenção era, principalmente, descobrir onde havia sido feito o papel usado no livro, quais eram as fibras desse papel e quais eram os elementos químicos das tintas usadas na impressão, visando a aprofundar o conhecimento referente às técnicas de confecção.

Primeiro, em seu ateliê, os volumes foram encaminhados para numeração das páginas e mapeamento dos cadernos, a fim de evitar problemas de ordenamento do material. Julita conta que, no material original, as folhas não foram numeradas (a sequência era marcada repetindo na página a última palavra da página anterior) e não havia capa – somente quase um século depois é que se fez a encadernação. Os livros foram então desmontados e higienizados folha por folha. Os bifólios (duas folhas unidas que, dobradas, vão formando o caderno) foram carcelados (a carcela é uma tira de papel japonês que é colada no centro do bifólio e serve para deixar o local mais resistente, pois é a área em que passa a linha da costura) e escaneados para recorte dos enxertos. Em seguida, foram restaurados com papel japonês, remontados e costurados seguindo a mesma técnica usada no passado, com cadarço de pergaminho, além do uso de uma cola neutra produzida pela própria Julita a partir de técnicas japonesas.

No ateliê da restauradora Julita Azevedo foi desenvolvido um novo processo de reconstituição do suporte através de uma máquina Scancut – Foto: Juvenal Pereira

Segundo Julita, a maior parte do tratamento foi realizada a seco. “Das mais de 5 mil folhas da coleção, apenas 2% foi submetida a um banho aquoso”, informa. A novidade, diz, está no desenvolvimento de um novo processo de reconstituição do suporte através da utilização de uma máquina Scancut. Muito utilizada em empresas de comunicação visual, essa máquina, de grandes dimensões, ganhou uma versão japonesa compacta para fins de produção artesanal, que serviu como um scanner que, além de copiar a imagem, depois de um trabalho no Photoshop, recortava o papel na forma exata para os enxertos da parte danificada das folhas. “O primeiro livro demorou seis meses para ficar pronto, e os demais levaram cerca de dois meses, agilizando o processo e com um resultado mais perfeito”, relata, lembrando que cada volume teve dificuldades peculiares para ser restaurado.

Dois volumes, que tinham maior nível de deterioração, foram enviados para o Centro de Tecnologia das Radiações (CTR) do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), a fim de serem submetidos à irradiação de cobalto para tratamento de desinfestação. Depois, foi feito um procedimento chamado análise de composição fibrosa, realizado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Três fragmentos do papel foram submetidos a uma avaliação segundo norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). As amostras foram desagregadas, colocadas sobre uma lâmina de microscópio e coloridas com reagente químico, permitindo a obtenção de fotomicrografias.

O resultado foi a comprovação da origem do papel, manufaturado com fibras provenientes do algodão, também conhecido como papel trappo. “Até o século 18, todos os papéis eram fabricados com restos de tecidos, como lençóis, cortinas e roupas. O material era enviado a moinhos e o papel era produzido a partir de fibras de algodão, linho ou cânhamo. Depois se desenvolveu o método para fabricação a partir da madeira”, explica Julita.

Outra série de estudos foi realizada no Instituto de Física da USP, para descobrir os elementos químicos presentes no papel e na tinta. Esses estudos ainda estão em fase de conclusão. Finalmente, através de uma pesquisa acerca da filigrana ou marca d’água contida em várias folhas dos livros, foi possível descobrir o moinho papeleiro onde o papel foi produzido. A obra é proveniente de um pólo de impressão do século 17, na cidade de Lyon, na França, pertencente a Laurent Durand. Descobriu-se ainda, na leitura dos volumes, que o editor foi Lucas Wadding, um franciscano e grande conhecedor da obra de João Duns Escoto, e, através de pesquisas, que o moinho de papel pertencia à família Lebé, localizado na cidade de Troyes, a cerca de 300 quilômetros de Lyon.

Quanto mais você conhece da obra, melhor você consegue restaurá-la”, afirma Julita, que ainda confeccionou uma caixa em linho para acomodar cada volume, com uma etiqueta em pergaminho escrita em nanquim. “Agora vai durar mais 400 anos”, brinca a restauradora. Para Maria Lucia Beffa, chefe técnica da Biblioteca da Faculdade de Direito, a análise de todos os elementos (papel, tinta, fibra e filigrana) comprova o seu valor histórico e ajuda a conhecer melhor a coleção, que está novamente disponível para consultas de pesquisadores e interessados na obra.

Os volumes, depois de prontos, foram acondicionados em caixas confeccionadas com linho e identificados com etiquetas escritas em nanquim – Foto: Juvenal Pereira

Fonte: Jornal da USP

ENCADERNAÇÃO JAPONESA COM CAIXA

O curso será dedicado à prática de Técnicas Tradicionais de Encadernação Japonesa, onde o aluno aprenderá quatro estruturas diferentes: quatro furos, Kangxi, casco de tartaruga e formato de folha.  Também será confeccionada uma caixa para acondicionar as estruturas realizadas.

• ❉ •    LocalOTSP (Oficina Tipográfica de São Paulo), localizada na Escola Senai Theobaldo De Nigris – Rua Bresser, 2315 – Mooca, São Paulo – SP (próximo ao Metrô Bresser). Há estacionamento Gratuito.

• ❉ •   Curso sujeito à formação de turma! Inscreva-se, realize o pagamento para garantir a sua vaga e aguarde nosso contato para confirmação da turma.

Data:
07/05 à 09/05


Dia da semana:
3ª, 4ª e 5ª feira (7, 8 e 9 de maio de 2019)

Horário:
19h às 22h

Carga Horária:
9 horas

Pré-requisito:
Não há

Material:
Todo o material está incluso, os participantes receberão dicas de fornecedores para adquirir tecidos para revestimentos mais personalizados

Investimento:

R$250,00 / R$225,00 (Associados ABER) | Forma de pagamento disponível: em boleto ou cartão de crédito com parcelamento em até 6x sem juros via Pagseguro.

Fonte: www.aber.org.br

MinC lança edital para restauro e digitalização de conteúdos audiovisuais

Inscrições podem ser feitas até 26 de fevereiro. Investimento será de cerca de R$ 23,4 milhões

O Ministério da Cultura (MinC) lançou nesta sexta-feira (28) o edital de Restauro e Digitalização de Conteúdos Audiovisuais. Serão investidos R$ 23,375 milhões para projetos de recuperação de obras audiovisuais e de migração de suporte de origem da obra para formato digital. O edital completa uma série de editais lançados em 2018 no programa #AudiovisualGeraFuturo. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 26 de fevereiro pelo endereço http://mapas.cultura.gov.br/.

Serão investidos até R$ 1,250 milhão em cada projeto de restauração selecionado, totalizando R$ 10 milhões. Já os projetos de digitalização receberão até R$ 750 mil, com investimento total de R$ 13,375 milhões.

Podem participar empresas do setor audiovisual com fins lucrativos que estejam classificadas como agentes econômicos brasileiros independentes pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), com registro regular. A proponente deverá comprovar a titularidade sobre as obras elencadas em seu projeto ou as devidas autorizações dos direitos morais e patrimoniais para os processamentos e finalidades propostos.

GT de Preservação

Será permitida a inscrição de apenas uma proposta por proponente ou grupo econômico. Não poderão ser inscritas propostas feitas por pessoas físicas, fundações, associações ou microempreendedores individuais (MEI).

Este ano, foi criado pelo Conselho Superior de Cinema o Grupo de Trabalho (GT) sobre Preservação, Digitalização e Difusão de Conteúdo Audiovisual, coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC). Ao longo do ano, o grupo avaliou a situação da preservação audiovisual no País e o projeto de digitalização dos acervos audiovisuais das TV públicas brasileiras. O objetivo era produzir uma política pública de preservação para esse tipo de conteúdo, além de conciliar ações de formação profissional e difusão no setor.

A partir de um diagnóstico do setor, de acervos públicos e privados dispersos pelo país, o GT estabeleceu as ações de médio, curto e longo prazo em uma perspectiva de trabalho para os próximos dez anos.

Investimento recorde

O programa #AudiovisualGeraFuturo, que somente nas duas primeiras etapas disponibilizou R$ 551 milhões de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, é o maior programa de investimento feito pelo MinC no setor audiovisual. Somados aos recursos aprovados para o setor em 2018 pelo Comitê Gestor do FSA, o investimento deste ano para o audiovisual chegou a R$ 1,379 bilhão.

Os esclarecimentos de dúvidas sobre o processo seletivo podem ser feitas pelo endereço concurso.sav@cultura.gov.br.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Fonte: Ministério da Cultura

Manuales de Bibliotecas para la Conservación y Restauración de Libros

Compartimos 6 manuales que sin duda nos ayudarán a cuidar mejor nuestros preciados libros.

Si bien es cierto que la restauración y conservación es una especialidad que debe estudiarse en centros universitarios calificados, mucha de la experiencia de los restauradores ha sida plasmada en manuales y guías para facilitar la conservación y restauración de grandes volúmenes, sobre todo los depositados en Bibliotecas Nacionales.

Hay que comentar que estos manuales están preparados por instituciones nacionales como Archivos y Bibliotecas, incluso por la UNESCO, debido al bajo número de restauradores existentes se crean estos manuales dirigidos a personal técnico o de oficina para capacitarlos. Es por ello que en todos encontrarán material de altísima calidad.

* La Preservación y restauración de documentos y libros en papel:

Un estudio del RAMP con directrices del Programa General de Información y UNISIST Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura, UNESCO.

Ver este documento: click aquí

* Método de Conservación de libros en la Biblioteca Nacional de Venezuela:

Un manual de procedimientos del Centro Nacional de Conservación Documental.

Ver este documento: click aquí

* Restauración de Novae Coelestium:

Conservando un libro raro y valioso, de Paula Carolina León Bravo.

Ver este documento: click aquí

* Manual de pequeños reparos em livros:

Robert J. Milevski. ío de Janeiro, Projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos.

Ver este documento: click aquí

* Preservación y reparación básica de libros en bibliotecas: “Más cuidados, menos reparaciones”:

Curso dirigido a los empleados de la Biblioteca Central de la Universidad Politécnica de Valencia.

Ver este documento: click aquí

* Reparación de libros bajo parámetros de conservación:

Un manual de enseñanza para el taller de conservación para reparación de papel y libros
Archivo Nacional de Cuba, La Habana, Cuba.

Ver este documento: click aquí

Fonte: SOY BIBLIOTECARIO

BATE-PAPO | Processos e tecnologias em restauros litográficos

Mesa de discussão sobre processos e tecnologias em restauros litográficos com Helena de Barros, Miriam Tolpolar e Silvio Barreto Campello, com mediação de Solange Ferraz de Lima, curadora da exposição “Papéis Efêmeros: Memórias Gráficas do Cotidiano”.

Helena de Barros é doutora em design, designer e professora de design gráfico, colecionista de impressos efêmeros e pesquisadora de técnicas de impressão de imagens e cromolitografia brasileira.

Miriam Tolpolar é artista plástica, professora de Litografia, autora do livro “Memória da Litografia: pedras raras” da Livraria do Globo. Realiza pesquisas técnicas e conceituais relacionadas à memória, identidade e repetição e investigação em suportes pouco convencionais.

Silvio Barreto Campello é professor de Design Gráfico desde 1991 e pesquisador nos campos do Design e Aprendizagem e da Memória Gráfica Brasileira. É organizador do livro Imagens Comerciais de Pernambuco: ensaios sobre os efêmeros da Guaianases.

Solange Ferraz de Lima é diretora do Museu Paulista, historiadora pela Universidade de São Paulo e pesquisadora da Cultural Material e Cultura Visual.

Serviço:

29/6, das 14h às 16h

Auditório do Museu do Ipiranga (Av. Nazaré, 268, Ipiranga, S. Paulo/SP)

Informações: 2065 8075

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/617190038658666/

Site: http://mp.usp.br/chamadas/bate-papo-processos-e-tecnologias-em-restauros-litograficos