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Projetos de Incentivo a Leitura

Livros infantojuvenis são grafitados em muros de Brasília

Com a ideia de popularizar e democratizar a leitura, o escritor e redator publicitário Hugo Barros é responsável pelo projeto

Texto por Clara Ribeiro

Com a ideia de popularizar e democratizar a leitura, o escritor e redator publicitário Hugo Barros lançou seu primeiro livro, “O menino invisível” em um muro de Brasília. Só depois que teve a sua publicação em papel.

Interessante, não? Página por página foi grafitada pela artista Camilla Santos, que atende pelo nome artístico Siren, contando a história de forma colorida e totalmente diferente da convencional.

A ação deu tão certo que se tornou um projeto encabeçado por Barros. O “Livro de Rua” nasceu para dar espaço a outros títulos infantojuvenis nas ruas brasilienses.

“Não é apenas um livro grafitado na rua, são também os assuntos encontrados nela. Faz mais sentido quando você imprime na rua porque ela pode dar mais força para as histórias, como a adoção de animais ou bullying, por exemplo”, conta o autor.

Acesse a matéria completa publicada pelo Notícias Concursos e conheça mais sobre o projeto “Livro na Rua”

Variedades biblioteca de amparo lança projeto de entrega livros delivery

Os dez primeiros livros serão entregues na terça-feira,. dia 30 Foto: Divulgação

A Biblioteca Municipal “Carlos Ferreira”, em Amparo, lança na terça-feira (30) o projeto “Leitura em Casa”, que consiste na entrega de livros às pessoas cadastradas por meio do sistema delivery. O serviço fica disponível às terças-feiras e quintas-feiras, das 14h às 17h, e tem como objetivo estimular a leitura em tempos de isolamento social por conta do avanço do novo coronavírus.

De acordo com a bibliotecária Renata Pegoraro Soldateli, os interessados podem pedir os títulos e agendar a entrega por meio do telefone (19) 3807-2508 ou pela rede social Facebook, na página oficial da biblioteca encontrada no endereço www.facebook.com/biblioteca.carlosferreira.

Os pedidos serão atendidos por ordem de chegada. Um motorista devidamente identificado será o responsável pela entrega e por receber a devolução dos livros. O regulamento segue o mesmo do período pré-pandemia, com empréstimo válido por 10 dias e multa no valor R$ 1,50 a cada dia de atraso na devolução.

Cada pessoa pode solicitar no máximo uma unidade na categoria Literatura, até seis em obras infantis e dois das categorias infanto-juvenil, didáticos e paradidáticos. Todas as regras do projeto podem ser encontradas na página da biblioteca no Facebook.

Acesse a matéria completa publicada pela Rota das Águas  e conheça outros projetos desenvolvidos pela equipe da Biblioteca Municipal “Carlos Ferreira”.

Elas são crianças, negras e agitam a internet falando sobre livros

Ele tem 12 anos e é um dos grandes influenciadores do Instagram.

Adriel, um menino baiano e negro viu sua vida transformada da noite para o dia por conta de um ato de racismo.

Sua conta na rede social Instagram estava tímida e graças a ação dos seus seguidores, os milhares de compartilhamentos fez com que instagrammers renomados chegassem até ele e se tornassem parte da sua rede.

“É muita gente querendo o seu bem. E uma das melhores coisas é que você vai poder compartilhar o seu amor pelos livros para mais de 500 mil pessoas. Que outras crianças tomem você como exemplo e entendam o poder de transformação da leitura! A leitura é uma ferramenta incrível de empatia, Adriel, e você já aprendeu muito bem isso”, postou Pedro Pacífico (o @book.ster).

Tá ficando profissa!

No seu perfil do “insta” está escrito: “De Salvador para o mundo” e o jovem Adriel já ganhou uma assessoria, inclusive da sua mãe, para monitorar a conta e assim ele pode se dedicar mais à leitura.

Acervo pessoal do Instagram

Além disso, algumas celebridades como Gisele Bündchen enviaram elogios e mensagens de apoio.

Assistir aos seus vídeos no youtube é uma experiência gratificante.

Ele é uma simpatia em pessoa e as críticas literárias são apresentadas de forma bem espontânea e divertida. E ele não se intimida com alguns dos “tijolaços” que ele tem que ler, afinal, ler é a paixão da sua vida.

Para curtir e seguir as dicas literárias do Adriel, aqui vão os links:

https://www.instagram.com/livrosdodrii/

https://www.youtube.com/channel/UCM4QTjdg3G_rAEEVf0ijJEw

Denúncias de casos de injúria racial pela internet podem ser realizadas pelo Disk 100, serviço do Governo Federal que recebe denúncias de violação de direitos humanos. A denúncia também pode ser feita em delegacias comuns e especializadas em crimes raciais e delitos de intolerância.

Booktubers engajadas

Helena e Eduarda Ferreira são irmãs gêmeas que moraram no Morro da Providência, a primeira favela do Rio de Janeiro.

Um cenário marcado pela violência, que as obrigava ficar em casa.

O legal desta história é que a reclusão compulsória se transformou num grande projeto de estímulo à leitura e em 2015 elas criaram o “Pretinhas Leitoras”.

A explicação do nome não poderia ser mais clara e direta: “Porque a gente é preta e a gente lê”- diz Helena

As rodas de leitura com as crianças do Morro da Providência aconteciam na própria casa e se tornou a grande opção cultural contrapondo a escassez de tudo na favela.

Em 2018 o projeto deu um salto e elas criaram o canal no youtube “Pretinhas Leitoras”, que tem mais de 20 mil inscritos.

Mesmo com todo o poder de alcance da internet, estas meninas não abrem mão do contato olho no olho nos encontros mensais que realizam no Morro da Providência com as crianças para falar de livros e do enfrentamento do racismo nas escolas.

“Antigamente a gente não se aceitava como era por causa do nosso cabelo e nossa cor”, conta Eduarda, cuja biblioteca pessoal possui títulos como “Solta os cabelos”, ” Meu crespo é de rainha” e “Amoras”.

Para ela, que pretende fazer doutorado em literatura negra, os livros são uma forma de “incentivar pessoas negras a se amarem através de outras histórias.”

Helena também pretende seguir a carreira de professora e sonha com uma vida diferente para as crianças da região.

“Quero que elas tenham sonhos que possam realizar, que acessem a biblioteca e que tenham um lugar que possam se sentir seguras, sem tiroteio e violências.” – afirma.

Foto: acervo pessoal

Mãe e camerawoman

Elen Ferreira, a mãe das meninas, é professora dos primeiros anos da educação básica e pesquisadora sobre infância.

Ela diz que suas filhas não são excepcionais, apenas tiveram acesso e estímulo, mesmo morando numa comunidade que sequer tem pontos de cultura como uma biblioteca ou teatro.

“Nós temos crianças fadadas ao encarceramento domiciliar sem cometer delito nenhum. O país prepara infâncias negras e pobres para ficarem enclausuradas desde a mais tenra idade.”- afirma

Aos olhos da grande maioria dos moradores de comunidades, o sonho de trilhar uma carreira acadêmica, transformam Helena e Eduarda em “meninas prodígio”, mas para sua mãe são sonhos naturais, que toda criança poderia ter.

Elen também contribui para o canal dando ideias e filmando os vídeos com um celular. Apesar de um “certo sofrimento” pelos recursos técnicos escassos, os vídeos são postados e rendem centenas de comentários positivos.

“ Este projeto traz um senso de responsabilidade social muito grande na vida das minhas filhas e isto pra mim é extremamente importante.” – diz Elen

Conheça mais sobre estas “booktubers” aqui.

Fonte: Revista Ecos da Paz

Com bibliotecas fechadas, grupo distribui livros para crianças no Grajaú, na Zona Sul de SP

47 crianças participam de roda de leitura, que leva livros a moradores do bairro pela ONG Pagode 27.

Texto por Bernardo Bertoloto, SP1

“Pagode da 27” distribui livros nas casas de moradores do Grajaú

Durante a quarentena, com as escolas e bibliotecas fechadas, a ONG Pagode 27 começou a distribuir livros, máscaras e também cestas básicas na região do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo, onde possui uma residência cultural há 15 anos.

Na sede da organização também há uma biblioteca, mas como as reuniões do grupo agora são raras, a ONG passou a levar, uma vez por mês, os livros infantis para as crianças, que leem e devolvem para outra criança ter a mesma oportunidade.

Todas as crianças precisam relatar a história e dizer se gostaram e o que acharam dela.

Uma das 47 crianças que participa do projeto é Ketlyn, de 10 anos. Ela disse que teve um pouco de dificuldade, mas gostou.

Os voluntários da ONG também ganham presentes, com livros como mensagens.

“É emocionante, né, porque a nossa ideia de levar um livro pra criança e ela se empolgar com isso e emocionar ela, emociona a gente também”, disse um dos voluntários.

Fonte: G1

Biblioteca solidária: pessoas em situação de rua têm acesso a literatura em Florianópolis

Texto por Redação

Foto: Leonardo Souza/PMF

O serviço de abrigo provisório e temporário municipal Passarela da Cidadania, da Prefeitura de Florianópolis, atende em conjunto com voluntários do Somar Floripa e coletivos organizados denominado “Rede com a Rua” em média, nesta Pandemia, 300 pessoas diariamente. Além das 4 refeições diárias, pernoite, e higiene pessoal, o espaço oferece também uma pequena biblioteca para quem está acolhido. Os livros, que chegam por meio de doações, servem de combustível para amenizar os dias de isolamento por conta do novo Coronavírus.

Michele dos Santos tem 44 anos e está em situação de rua desde março. Ela utiliza os livros oferecidos na Passarela para conhecer mais sobre leis, e assuntos de espiritualidade. “Eu gosto muito de ler livros espíritas, livros sobre leis, eu gosto de tudo. É muito bom até para passar o tempo aqui”, comenta.

A população em geral, pode contribuir também com essa ação, doando livros, a entrega pode ser diretamente na Passarela da Cidadania, na parte inferior a Passarela do Samba Nego Quirido, no Centro de Florianópolis.

Acesse a matéria completa em Imagem da Ilha.

 

Biblioteca Cora Coralina e Casa de Cultura Itajaí recebem projeto de leitura digital para pessoas a partir de 60 anos

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A Biblioteca Pública Municipal Cora Coralina e a Casa de Cultura Itajaí, ambas de Campinas, recebem, até 4 de março, inscrições de interessados em participar do projeto “Clube de Leitura 6.0”. A iniciativa tem como objetivo oferecer leitura gratuita de livros digitais, rodas de conversas e sessões semanais de biblioterapia em grupo.

Os encontros serão de duas horas. Na primeira parte, as leituras, em voz alta ou individualmente, serão feitas nos tablets fornecidos pelo projeto, e na sequência, serão promovidas as rodas de conversa. Voluntários orientarão os participantes a manusear os aplicativos de leitura em tablets, celulares e computadores.

>> As inscrições são gratuitas, por ordem de chegada, para pessoas a partir de 60 anos. Caso exceda o número de dez vagas em cada unidade, os demais nomes serão colocados em lista de espera.

Encontros e Inscrições

>> Na Biblioteca Pública Municipal Cora Coralina, os encontros acontecerão às quintas, das 9h às 11h, a partir de 5 de março.

As inscrições poderão ser feitas pessoalmente na biblioteca (Espaço Cultural Maria Monteiro, Av. Cardeal Dom Agnelo Rossi, s/n – Vl Padre Anchieta), com Cleudiran Dias, pelo telefone (19) 3282.0024 ou ainda pelo e-mail biblioteca.coracoralina@campinas.sp.gov.br. Na inscrição deve constar o nome completo e o contato.

>> Na Casa de Cultura Itajaí, os encontros serão às quartas, das 14h às 16h, a partir de 4 de março.

Inscrições no próprio local, à Rua Benjamin Moloisi, nº 669 – Conjunto Habitacional Parque Itajaí, com Isabel ou Josefa, ou pelo telefone (19)3221.9312 ou ainda pelo e-mail casadeculturaitajai@campinas.sp.gov.br.

“Clube de Leitura 6.0” é um projeto do Observatório do Livro e da Leitura, de Ribeirão Preto. Em Campinas, tem o apoio da Coordenadoria Setorial de Bibliotecas e Coordenadoria de Ação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura.

Fonte: Portal da RMC

Ônibus-biblioteca leva sonhos e conhecimento para o extremo sul de São Paulo

Iniciativa, da líder comunitária Sônia Estela, conhecida no movimento sindical como Fumaça, e do coletivo Perifeminas, teve a ajuda e a solidariedade de dirigentes e funcionários do Sindicato e de moradores da região da Barragem

Leonardo Guandeline

Foto: Seeb-SP

Um convite ao conhecimento e a um mundo onde ainda é possível sonhar, mesmo com toda a ignorância dominante e as sucessivas tentativas de censura por parte de alguns governantes às artes. Na Barragem, periferia no extremo sul de São Paulo, a líder comunitária Sônia Estela, conhecida no movimento sindical como Fumaça, materializou, ao lado das irmãs Sidneia e Silvani, do coletivo Perifeminas, um sonho: o de democratizar no bairro, um dos mais pobres da capital paulista, o acesso à leitura.

Com a ajuda de moradores da região, a pracinha da Rua Dois agora tem uma biblioteca comunitária funcionando em um antigo ônibus revitalizado em esquema de mutirão. No entorno, vasos de flores feitos com pneus, ao lado de placas com alguns dizeres como “amizade”, “afeto” e “solidariedade”, embelezam a praça.

Dentro do veículo, porém, um novo colorido, o dos livros, reluz nos olhos principalmente dos mais novos. As obras, cerca de 400 neste primeiro momento, foram doadas em sua maioria por dirigentes e funcionários do Sindicato, em uma corrente de solidariedade, amor e socialização do conhecimento.

“Doar um livro é um gesto de amor. É um ato transformador, tanto para quem o faz quanto para os que recebem. Além do acesso ao conhecimento, a literatura nos permite sonhar, argumentar, contestar, mudar e revolucionar”, enfatiza Sônia Estela.

Além das doações de livros, a líder comunitária destaca o voluntariado dos vizinhos. “Foi uma corrente de amor ao próximo, de solidariedade, de esforço conjunto e de ajuda mútua. É uma melhoria para as pessoas, para a região, para o nosso crescimento enquanto ser humano. Diferentemente do “voluntariado” praticado por alguns bancos, como o do Santander, este tem um caráter social, de transformação, humanidade, entrega”, acrescenta.

No próximo dia 29, outro projeto parceiro do Sindicato, o CineB Solar, este sustentável e de democratização do acesso ao cinema nacional, estará na pracinha da Barragem exibindo o filme “Selvagem”, de Diego da Costa. Os convites para a sessão ao ar livre podem ser retirados com Silvani, no próprio ônibus-biblioteca.

Para que a biblioteca da Barragem continue a levar histórias e conhecimento para a região, toda a ajuda é bem-vinda. Bancários interessados em doar livros em bom estado podem fazê-lo diretamente a um dirigente do Sindicato (veja aqui os endereços e contatos das regionais) ou pessoalmente na Sede da entidade, na Rua São Bento, 413 (Edifício Martinelli), Centro.

“Aqui os livros censurados pelo governo de Rondônia; principalmente os escritos por Machado de Assis, Mário de Andrade, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca; são bem-vindos”, salienta Sônia Estela.

 Fonte: Spbancarios

Projeto em tramitação no Legislativo sugere Virada da Leitura

DA REDAÇÃODe autoria do vereador Eliseu Gabriel (PSB), o PL (Projeto de Lei) 209/2019, que tramita no Legislativo paulistano, sugere incluir no calendário oficial de eventos da cidade de São Paulo a Virada da Leitura.

A proposta pede que a Virada da Leitura seja realizada anualmente, no segundo final de semana do mês de abril. Com o objetivo de promover palestras, simpósios, concursos, gincanas, saraus e atividades lúdicas de incentivo a leitura.

O PL recomenda que o evento seja organizado pelas secretarias municipais de Cultura e de Educação. E também propõe firmar parceira com órgãos da sociedade civil, entidades governamentais e ONGs (Organizações Não Governamentais), além de instituições públicas e privadas.

O PL está em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo. Confira outros projetos apresentados pelo vereador aqui.

Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Rádio Senado disponibiliza podcasts com debates sobre obras literárias

 

Os debates sobre obras literárias do projeto Roda de Leitura, realizado mensalmente pela Biblioteca do Senado, agora estão disponíveis em podcasts produzidos pela Rádio Senado.

A Roda de Leitura é realizada sempre na última quinta-feira de cada mês, no saguão da Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, aberta a todos os que têm interesse em participar. Um convidado esmiúça a obra e a carreira de um autor específico, abrindo espaço para conversa com os demais presentes. Participam especialistas, consultores legislativos e demais servidores do Senado para conversar sobre publicações existentes no acervo.

A proposta, segundo Patrícia Coelho, coordenadora da Biblioteca, é oferecer novas possibilidades de interpretação para escritores e suas obras. Com os podcasts, mais pessoas poderão ter acesso ao projeto.

— A nossa intenção com o podcast é ampliar o acesso do programa a toda a população e não ficar restrito apenas a pessoas que têm condições de vir à biblioteca — ressaltou Patrícia.

Perenidade

A profundidade dos debates da Roda de Leitura chamou a atenção do jornalista Marco Antônio Reis, apresentador do Autores e Livros, programa semanal da Rádio Senado dedicado à literatura. Ele propôs então que, além da divulgação normal do evento, o conteúdo original dos debates fosse gravado na íntegra e transformado em podcast.

— A ideia é fazer com que esse conteúdo não se perca, até por se tratar de um debate de alto nível, travado por pessoas que entendem muito do assunto — acentuou Marco Antônio.

Os debates do Roda de Leitura são veiculados como episódios extras dos podcasts do programa Autores e Livros. Além deles, a Rádio Senado disponibiliza uma série de produtos nesse novo formato, desde junho.

Como acessar

Para ouvir o podcast do Roda de Leitura basta acessar os principais agregadores de conteúdo de áudio pela internet (Spotify, Deezer), e pesquisar pelo termo “autores e livros”.

Até agora duas edições do projeto foram ao ar. A primeira, “Moacyr Scliar — vida e obra”, com 63 minutos de duração, foi realizada originalmente em 26 de setembro. A conversa contou com a participação do senador Confúcio Moura (MDB-RO) e foi conduzida pelo servidor Osmar Farouck, chefe do Serviço de Pesquisa Parlamentar da Biblioteca.

A segunda edição em podcast é “O serviço público na obra de Machado e Tchekhov”, com 65 minutos, promovida em 31 de outubro e tendo à frente o consultor legislativo Luciano Póvoa.

Fonte: Agência Senado

Hospital de Ribeirão Preto lança projeto de incentivo à leitura

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Iniciativa da Santa Casa disponibiliza gratuitamente livros para pacientes, acompanhantes e colaboradores

O projeto, que é idealizado pelo superintendente da instituição, Dr. Marcelo Di Bonifacio, e conta com o apoio do setor de comunicação, consiste em duas estantes em formatos de árvores com livros infantis e adultos, que podem ser lidos gratuitamente pelos interessados.

“Esperamos que pacientes, acompanhantes e colaboradores possam usufruir do projeto, utilizá-los e indicá-los a outras pessoas, motivar e praticar a reprodução da leitura e do saber”.

Para a manutenção do projeto, o hospital aceita doações de livros, desde que estejam em bom estado de conservação.  Além disso, a Santa Casa acredita que a iniciativa pode dar nova vida à livros que ficam parados e sem uso nas prateleiras de casa.

Interessados em colaborar com o projeto, podem deixar as doações na recepção do prédio administrativo, localizado na Rua São Paulo, 600, no bairro Campos Elíseos.

Fonte: Revide

PLATAFORMA DIGITAL CONSEGUE AMPLIAR ÍNDICE DE LEITURA EM ESCOLAS

Texto por Jorge Marin

Um concurso literário digital chamado “Li, Gravei – Concurso de Booktubers”, realizado no primeiro semestre de 2019 pela plataforma de leitura Árvore de Livros, conseguiu a proeza de, durante um único mês, fazer com que alunos de diversas escolas do Brasil lessem mais de 1900 livros acessados por dispositivos eletrônicos, atingindo uma marca superior a 5 mil horas de leitura!

A proposta do concurso era que, via plataforma digital Árvore de Livros, os alunos dos anos finais do ensino fundamental e do nível médio se envolvessem na leitura de obras clássicas da literatura brasileira — de Machado de Assis a Marina Colasanti — e produzissem, em pequenas equipes, uma resenha em vídeo para o YouTube.

Ao promover a conexão entre esses diferentes formatos de linguagem sem sair do mundo digital, o preferido dos jovens, a Árvore de Livros busca atingir o objetivo de formar novos leitores nas escolas num momento em que o desempenho dos alunos brasileiros é considerado “estacionado” em leitura, matemática e cicências segundo os dados do Pisa 2018, exame internacional de educação promovido pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) cujos resultados foram divulgados no último dia 3 de dezembro.

A Árvore de Livros

Lançada em 2014, a Árvore de Livros é uma edtech, nome dado a empresas que desenvolvem e se utilizam da tecnologia para potencializar a aprendizagem. Reconhecendo que leitura é a atividade primordial no envolvimento do estudante com as diversas áreas do conhecimento, a empresa tem como premissa filosófica que “incentivar o hábito da leitura ajuda os alunos a terem sucesso acadêmico e a se tornarem cidadãos mais críticos e ativos na sociedade.”

A missão (ambiciosa) da “Árvore” é transformar a educação no Brasil por meio da formação de novos leitores.

Inspirada no lema “plantar leitura muda histórias!”, a plataforma mantém atualmente parceria com mais de 600 editoras, o que permite a disponibilização on-line de mais de 30 mil títulos divididos entre livros, jornais e revistas de todo o mundo. Mas o papel de biblioteca digital é pequeno para os objetivos da Árvore de Livros, que aposta numa equipe pedagógica de apoio a educadores, em relatórios individualizados de acompanhamento de leituras e em outros projetos similares ao vitorioso “Li, Gravei”.

Fonte: Mega Curioso

Livros expandem conhecimento das crianças, mas ainda são caros

Além de entreter e divertir, a prática melhora as habilidades sociais como como a concentração, o raciocínio lógico e o vocabulário

JOÃO FREITAS

Livros expandem conhecimento das crianças, mas ainda são caros

Ilustração

Imagine embarcar para uma outra realidade, conhecer personagens, lugares e histórias onde e quando quiser. Parece um truque de mágica, não é mesmo? Mas é exatamente isso que a leitura proporciona às pessoas. A prática, além de entreter e divertir, também expande conhecimentos e estimula a criatividade de crianças e adultos leitores.

Para os menores, a literatura possui uma importância ainda maior. Como estão em processo de crescimento, os livros contribuem positivamente para os pequenos no desenvolvimento de habilidades sociais, como a concentração, o raciocínio lógico, a imaginação, o vocabulário, entre outras.

Para falar sobre o tema, o Circuito Mato Grosso conversou com o historiador e produtor cultural Clóvis Matos. Ele, que é o idealizador do projeto Inclusão Literária, responsável pela entrega de livros nos locais mais isolados do Estado, destacou que a prática é essencial para formar cidadãos mais capacitados. “Toda a criança que tem o hábito de ler será uma pessoa diferenciada no futuro. A leitura faz com que as pessoas tenham maior capacidade de discutir e argumentar sobre diversos temas”.

No entanto, os negócios empresariais referentes ao mercado literário têm passado por sérios problemas. De acordo com um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), diversos produtos como brinquedos e eletrônicos registrarão o melhor desempenho, nos últimos seis anos, nas vendas para o Dia das Crianças. Em contrapartida, o segmento de livrarias e papelarias sofrerá forte queda e vai faturar 4,1% menos que na mesma data em 2018.

O índice vai de encontro a outras estatísticas nada animadoras para os aficionados por leitura. Conforme dados do Ministério do Trabalho, 21.083 livrarias fecharam as portas na última década. Além do mais, 30% da população admite nunca ter comprado um livro, aponta um estudo da Pesquisa Retratos da Leitura.

Clóvis acredita que fatores operacionais, como o elevado custo de produção dos livros, ajudam a explicar os números negativos. “O livro é um objeto caro e, mesmo sendo de fundamental importância para o conhecimento, as pessoas não enxergam dessa forma. O papel utilizado para confeccioná-lo tem um custo altíssimo, pois é voltado apenas para a exportação, o que faz com que ele seja cotado em dólar. Embora tenhamos um mercado gráfico muito bom, o valor para produzi-lo é o que encarece”.

O historiador ressalta que a família deve estimular o hábito de ler, principalmente nas crianças e nos adolescentes “Essa prática deve ser incentivada primeiramente em casa. É muito difícil alguém se tornar um leitor sem ter um exemplo no convívio próximo. Se os pais cultivam esse hábito, o interesse da criança será um processo natural”. Segundo Clóvis, as escolas também são cruciais no processode propagação literária. Ele explica que as instituições de ensino devem ter um planejamento para impulsionar a adesão pelo hábito. “Ficar preso unicamente ao material didático faz com que a leitura se torne chata. A leitura é algo inteligente, é uma troca de conhecimentos. Chato é ficar burro”.

Ele fez críticas ao Poder Público e afirma que os governantes têm a obrigação de criar mecanismos com o objetivo de difundir a literatura na sociedade. “O brasileiro não tem muitos acessos à literatura. E não se trata de interesse, garanto. Quando entrego livros nas áreas mais isoladas, o povo fica muito contente e diz que gostaria de ler, mas que não as obras não chegam nesses lugares. O que percebo é que quanto mais longe eu vou, mais as pessoas querem livros. E isso é papel do Estado, que deveria fazer programas para fomentar a cultura para essas pessoas”, frisou.

Amor pela literatura

Reconhecido nacionalmente por ser um dos maiores incentivadores da causa, Clóvis contou que a sua paixão pela leitura surgiu na infância, quando ainda morava em Iporá, município localizado no oeste do Estado de Goiás.

“Comecei a ter gosto pelo hábito quando tinha oito anos de idade, lendo gibis. Minha família tinha um hotel na cidade, que era muito pequena e não tinha uma livraria sequer. Mas mesmo assim, nós recebíamos muitas pessoas que passavam pela região e algumas delas deixavam quadrinhos, revistas e almanaques que me despertavam muito interesse”.

“Na época, também fui muito influenciado por um grupo de estudantes da Universidade de Brasília, que se hospedavam no hotel da minha família. Eles sabiam do meu interesse por literatura e traziam diversos livros. Com onze anos, já tinha lido Cem Anos de Solidão, do Gabriel Garcia Marquez. Desde então, nunca mais parei”.

Inclusão Literária

Com o passar do tempo, o que era hobby se transformou em um ambicioso projeto de fomento à leitura em Mato Grosso – o “Inclusão Literária”. Em quase 14 anos da iniciativa, Clóvis já distribuiu cerca de 140 mil livros, de forma gratuita, para moradores de, aproximadamente, 180 localidades do Brasil.

Ele conta que a inspiração veio no período em que prestava serviços para uma livraria. “Eu trabalhava no departamento de marketing da empresa e criei espaços dentro da loja para que os leitores pudessem ter acesso a trechos de obras literárias. A intenção era fazer com que os clientes lessem algumas páginas e comprassem os livros. Porém, elas terminavam a leitura após frequentarem a livraria por alguns dias e não levavam nada [risos]”.

“Então, eu percebi que se as pessoas com total facilidade de acesso não tinham dinheiro para comprar os livros, imagina quem mora na zona rural ou nas pequenas cidades do interior, que não tem uma livraria ou biblioteca por perto. Foi aí que coloquei quase três mil livros da minha biblioteca pessoal dentro de caixas e fui distribuir em uma escola, no distrito da Varginha [em Santo Antônio do Leverger – 36 km da Capital]”.

A rotina e a entrega do homem de 65 anos também chamam a atenção. Ele revelou que fica menos da metade dos meses em casa. “Quando passo mais de 10 dias aqui, já começo a ficar fissurado, procurando algum lugar para levar o meu trabalho [risos]”. Mas não pense que o período em casa é marcado apenas por descanso. “Estou sempre em busca de donativos, selecionando e catalogando livros para a execução do projeto. É um trabalho contínuo, direta ou indiretamente”.

O custo anual do Inclusão Literária, segundo Matos, gira em torno de R$ 150 mil, contando os gastos com documentação, combustível e revisão dos veículos utilizados, alimentação, hospedagens e aquisição de novos livros. Para isso, ele conta com o apoio de patrocinadores, que ajudam a manter o projeto.

“Sou muito ajudado pela Energisa e pelo Shopping 3 Américas, que juntos cobrem 50% do projeto. Eu tenho que me virar para levantar mais fundos. Para isso, realizo eventos como feiras de livros, que são vendidos a preços populares. Contudo, é importante frisar que o objetivo é gerar renda para a manutenção do programa, que funciona a base de doações”.

A menos de três meses para a chegada do Natal, Clóvis se prepara para dar vida ao personagem mais famoso da época. O Papai Noel Pantaneiro, como é conhecido, conta que o ritmo de trabalho é intenso no fim do ano, mas que o resultado faz todo o empenho valer a pena.

“São 45 dias seguidos trabalhando como Papai Noel no shopping e nos meus projetos sociais. Nesse período, costumo receber muitos presentes doados pelas pessoas. Para se ter uma ideia, no ano passado entreguei quase 5 mil brinquedos e livros em mais de 40 comunidades do Pantanal. E a expectativa é ainda maior para esse ano”.

Clóvis Matos enfatiza que o Inclusão Literária e o Papai Noel Pantaneiro são projetos que o orgulham e que o motivam a seguir com as ações. “A maior felicidade é ver uma criança sorrir ao ganhar um presente ou ao pegar um livro. É um grande prazer ver as pessoas felizes e satisfeitas com o que eu faço. Trabalho por isso e pretendo continuar até quando a saúde permitir”.

Fonte: Circuito Mato Grosso

CRIAÇÃO DE “GELOTECAS” CONSCIENTIZA PESSOAS SOBRE A IMPORTÂNCIA DA LEITURA | LITERATURA

Projeto ‘Achei um Livro’ estimula leitura ‘espalhando’ livros no interior de SP

Texto por Gabriel Pietro
Por meio da campanha ‘Achei um Livro’, a Faculdade Salesiana Dom Bosco de Piracicaba visa incentivar  a leitura disponibilizando 200 livros espalhados em diferentes pontos das cidades de Piracicaba, Rio das Pedras e Charqueada, no interior de São Paulo.

Diversos exemplares de livros têm sido deixados em ônibus públicos, terminais, parques, praças e calçadas para que as pessoas possam ‘achá-los’ e se sintam instigadas a lê-los e compartilhá-los com outros possíveis leitores, seja emprestando ou doando o livro.

De acordo com uma pesquisa do Ibope em parceria com o Instituto Pró-Livro, 44% da população brasileira não lê e quase um terço jamais comprou um livro. Com esse cenário, incentivar a leitura é uma ação que precisa ser expandida, a começar por instituições de ensino, como a Faculdade Salesiana Dom Bosco.

Achei um Livro!

Segundo a vice-diretora da FSDB, Renata Ferro, o incentivo à leitura já é uma prática da Faculdade com seus alunos, e essa campanha foi realizada de forma interna, anteriormente. “A Faculdade trabalha a questão da leitura ao longo dos anos com os alunos, por meio de campanhas, sorteios e ações de conscientização. Resolvemos, então, levar esse hábito para além dos nossos muros, e estamos muito felizes com a possibilidade de tornar este projeto realidade”, afirma.

Na primeira página, a frase “Você achou um livro, ele é seu!” reforça que o exemplar é um presente especial, e que pode ser compartilhado. Os livros são de vários tipos, como infantis, específicos de profissões, romances, autoajuda, alguns livros de autoria dos próprios alunos da faculdade, e outros da Editora Salesiana.

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Fonte: Razões para Acreditar

Instalada em casarão tombado, livraria distribui clássicos pela cidade

Os paulistanos receberão minilivros com trechos de obras brasileiras conhecidas

Conhecido no mercado de cavalos como Comendador Laurinho, o empresário alugou e reformou o casarão tombado do Instituto de Física Teórica, na Bela Vista, em um investimento de 3 milhões de reais. O negócio e o Zel Café (que fica no andar de cima do imóvel) são tocados pela filha, Carol Megale, 32, e por Talita Camargo, 34, herdeira de Ivo Camargo, livreiro renomado. “Vendi a empresa da família em 2015 e, para não ‘enferrujar’, investi em uma livraria independente, para oferecer qualidade”, diz o empresário. Em 2020, Megale pretende abrir mais uma unidade do seu “combo café com livros” nos Jardins.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 25 de setembro de 2019, edição nº 2653.

Fonte: Veja São Paulo

Curso – Pedagogia dos Saraus: Teoria e Prática Literária e Educativa

MINISTRANTE: RODRIGO CIRÍACO (EDUCADOR, ESCRITOR)

SOBRE O CURSO: Espaços privilegiados de troca e produção poética e literária, os saraus e slams se configuraram como uma das principais manifestações orais e artísticas do início do século XXI. O curso propõe o estudo, reflexão e construção destas linguagens em espaços educativos, além de exercícios e provocações estéticas, poéticas e literárias.

PÚBLICO-ALVO: Prof. de Ensino Infantil e Fundamental I, Prof. de Ensino Fundamental II e Médio – Língua Portuguesa, Prof. Orientador de Sala de Leitura – todos com regência de classe nas EMEFs da DRE São Miguel

CARGA HORÁRIA: 20 horas presenciais

CRONOGRAMA: 09/09/2019 À 05/10/2019

TURMA 01: INÍCIO 09/09, as segundas, das 18h30 às 22h30 (CEU CURUÇÁ)
TURMA 02: INÍCIO 13/09, as sextas-feiras, das 08hs às 12hs (CEU SÃO CARLOS)
ENCERRAMENTO: 05/10, das 08hs às 12hs

CURSO COM CERTIFICAÇÃO, VÁLIDA PARA EVOLUÇÃO FUNCIONAL.

INFOS, INSCRIÇÕES: DIPED / DRE São Miguel: https://dipedmp.wixsite.com/meusite

Rodoviárias do país terão bibliotecas com empréstimo grátis de livros

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Com o objetivo de estimular o hábito da leitura, um grupo de empresas de transporte rodoviário se juntaram para desenvolver o projeto Bibliônibus. A iniciativa foi lançada hoje (28) em cerimônia na Rodoviária do Rio de Janeiro. Até o final de outubro, a meta é que pequenas bibliotecas estejam funcionando nas rodoviárias de pelo menos 20 cidades.Os livros serão emprestados gratuitamente. Os usuários poderão devolvê-los em qualquer biblioteca que integre o projeto, favorecendo a circulação das obras entre as diferentes cidades. As primeiras rodoviárias participantes são as do Rio de Janeiro, São Paulo (Terminal Tietê), Ribeirão Preto (SP), Guarulhos (SP), Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Brasília, Fortaleza e Teresina.Apoiado pela Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), o Bibliônibus envolve as empresas de viação Util, Sampaio, Real Expresso, Rápido Federal, Expresso Guanabara, Brisa e Motta. Elas cederão espaços em suas estruturas de atendimento ao usuário para a montagem das bibliotecas. A expectativa é de que o projeto cresça e chegue às rodoviárias de todas as capitais do país, já que em todas elas operam alguma dessas sete empresas.

Rio de Janeiro – A representante do conselho da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (ABRATI), Letícia Pineschi Kitagawa fala durante lançamento da Bibliônibus no Terminal Rodoviário do Rio. (Foto: Tomaz – Tomaz Silva/Agência Brasil

“Nesse momento, onde há na sociedade uma polarização muito grande em torno de temas políticos, religiosos e sociais, o hábito da leitura pode incrementar o diálogo. As pessoas, através dos livros, podem desenvolver a capacidade de debater as ideias com mais elegância, com mais gentileza e com mais objetividade. A socialização do conhecimento proporcionada pela leitura é uma ferramenta que transforma a vida das pessoas e as ajuda a compreender melhor a realidade em que elas vivem”, avalia Letícia Pineschi Kitagawa, gestora de marketing e conselheira da Abrati.

Ela explica que o acervo está sendo montado a partir da parceria com empresas, como a Livraria Leitura, e com pessoas físicas, como a escritora Heloísa Helena Perissé, que doou mil exemplares de suas obras. A qualquer tempo, os usuários que queiram estimular o compartilhamento dos livros também poderão fazer doações.

Rio de Janeiro – O escritor Robson Machado fala do seu livro Andar Invisível durante lançamento da Bibliônibus no Terminal Rodoviário do Rio. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil) – Tomaz Silva/Agência Brasil

O escritor e jornalista Robson Machado também disponibilizou exemplares de seu novo romance O Andar Invisível. No lançamento do Bibliônibus, ele antecipou ao público carioca trechos da obra que será apresentada na próxima semana durante uma sessão de autógrafos na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.

“O convite para participar do projeto veio e eu não pensei duas vezes em aceitar porque vejo como uma oportunidade de popularizar a literatura. É uma iniciativa onde o leitor não vai precisar pagar por um exemplar. Para nós, autores, quando escrevemos uma obra, mais do que o interesse comercial, o prazer da coisa é saber que ela de alguma forma chegou ao público e encantou alguém”, avaliou.

Redes sociais

O projeto irá explorar também as redes sociais, usando-as como instrumento para estimular o hábito da leitura. Os usuários do Bibliônibus serão convidados a publicarem vídeos lendo pequenos trechos de livros e recomendando obras. Quem acompanhou o lançamento da iniciativa aprovou a ideia. “A leitura traz muito conhecimento cultural para as pessoas e é importante que existam projetos como esse que ofereçam estímulo”, disse a estudante Chandra Medeiros.

Na visão de Catarina Malta, estudante e desenhista que participou da ilustração do banner da cerimônia de lançamento, o projeto é particularmente importante para os mais jovens. “Hoje se vive muito no meio da tecnologia e a gente acaba esquecendo um pouco de ler. Principalmente entre a nova geração que nasceu nesse mundo tecnológico, a leitura de livros é um hábito cada mais menos comum”, observou.

Fonte: Agência Brasil

Governo de SP abre edital para Espaço de Leitura e tira dinheiro público

Chamamento público fala em seleção de propostas “sem envolver a transferência de recursos financeiros estaduais”; programa é desenvolvido há dez anos com verba pública e já beneficiou 300 mil pessoas

Texto por Bia Reis

Atividade realizada no Espaço de Leitura, no Parque da Água Branca. Crédito: Divulgação

Fundo Social de São Paulo (Fussp), do governo paulista, abriu edital de chamamento público para renovar o atendimento do Espaço de Leitura, programa de promoção da leitura e da literatura que é desenvolvido há uma década no Parque da Água Branca, na zona oeste da capital, e já atendeu mais de 300 mil pessoas. Diferentemente dos outros dos anos, desta vez o governo não colocará dinheiro público para a manutenção do projeto. O edital fala em seleção de propostas “sem envolver a transferência de recursos financeiros estaduais”.

A continuidade do Espaço de Leitura está ameaçada desde o início do ano. O contrato do Fussp com o Instituto Nova União da Artes (NUA), que desenvolve as atividades no local, acabou em 22 de maio e não houve abertura de edital. Para que o serviço não parasse, esse contrato foi prorrogado por seis meses. Na época, o Fundo informou que um novo edital estava sendo elaborado e seria aberto no segundo semestre, o que ocorreu agora.

“A expectativa é de que o serviço que vem sendo prestado não seja interrompido. Com o novo edital (sem recursos públicos), há margem para ampliação do que já é realizado, que hoje fica restrito ao orçamento repassado. O organização que assumir o Espaço de Leitura poderá gastar o quanto quiser”, afirmou Francine Eugênio, chefe de gabinete do Fundo. De acordo com Francine, ao abrir o edital sem repasse de dinheiro público, o Fussp espera que a participação de organizações que já desenvolvem trabalhos semelhantes e precisam de local para realizá-las.

Segundo o edital, o Fundo selecionará uma entidade para desenvolver atividades educativas e culturais para crianças e capacitar e formar professores. A organização poderá usar o local e os bens móveis disponíveis. São descritos como objetivos específicos da parceria: (1) Disponibilizar e manter acervo variado de livros, revistas e publicações, com foco em literatura infantojuvenil para consulta e leitura dos usuários do projeto; (2) Disponibilizar um espaço adequadamente equipado para receber crianças e usuários do projeto, garantindo o acesso à leitura e à cultura, de forma participativa; (3) Aos sábados e domingos, oferecer ao público espontâneo atividades culturais, tais como: oficinas, narração de histórias, mediação de livros e apresentações musicais; (4) De quarta a sexta-feira, realizar atividades educativas de incentivo à leitura para grupos de crianças advindas de instituições educativas ou sociais, cadastradas ou não pelo Fussp; (5) Realizar formações sobre incentivo à leitura para professores e educadores das instituições sociais e educativas; (6) Demais atividades que contribuam para incentivar a leitura. Tudo isso já ocorre atualmente.

Atividade de leitura no Parque da Água Branca com alunos da rede pública. Crédito: Patrícia Macial

Para se ter uma ideia da dimensão do Espaço de Leitura, cerca de 800 livros são retirados e lidos todos os meses e uma média de 3 mil pessoas participam mensalmente das atividades educativas e culturais. Desde 2010, mais de 300 mil pessoas visitaram o Espaço, sendo 25 mil estudantes da rede pública e de instituições sociais. Mais de mil eventos foram realizados e 55 mil livros, retirados. Em 2017, o projeto foi finalista do prêmio Instituto Pró-Livro – Retratos da Leitura, e no ano passado a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo certificou o Espaço como um projeto Amigo da Educação, em razão de sua contribuição para a valorização dos educadores.

Além do Espaço de Leitura, o NUA manteve por anos no parque o Espaço de Convivência do Idoso (ECI) e o projeto Intergeracional, que atendia crianças e idosos. O contrato anual dos três programas, que tem 27 colaboradores no total, era de R$ 1,4 milhão. Com o prorrogamento em maio, o contrato havia tido corte de 30%. Com isso, o Intergeracional deixou de existir, o ECI, de funcionar às segundas-feiras e o Espaço de Leitura, de atender a rede publica.

Procurado, o NUA informou que aguardava a abertura do edital para avaliar a participação. “Porém, como toda organização da sociedade civil, o Instituto NUA não tem fins lucrativos e, sem repasse de recursos do Estado, é inviável a administração do Espaço de Leitura, que hoje é um projeto público”, afirmou Tatiana Fraga, idealizadora e diretora do Espaço.

Tatiana explicou que gostaria de inscrever o projeto em leis de incentivo fiscal e captar recursos, para ter condições de participar do chamamento. “No entanto, o prazo do edital não é suficiente para tomarmos essas medidas. Acreditamos que cabe ao governo, de uma forma ou outra, garantir a continuidade do projeto. Estamos abertos e interessados em buscar soluções conjuntas”, diz.

Fonte: Estadão

#VIAGEMLITERÁRIA: BIBLIOTECAS DO INTERIOR PAULISTA RECEBEM ESCRITORES DE LITERATURA FANTÁSTICA

#VIAGEMLITERÁRIA: BIBLIOTECAS DO INTERIOR PAULISTA RECEBEM ESCRITORES DE LITERATURA FANTÁSTICA

Programa Viagem Literária acontece entre os dias 9 de setembro e 2 de outubro, percorre 76 cidades e é destinado a todas as idades

A literatura fantástica e os principais autores desse gênero literário, no Brasil, têm encontro marcado, em setembro, com o público de 76 bibliotecas de cidades paulistas.  A iniciativa faz parte do programa Viagem Literária, promovido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) e realizado pela Organização Social SP Leituras.

Os escritores convidados são Ana Lúcia Merege, André Vianco, Affonso Solano, Bárbara Morais, Douglas MCT, Enéias Tavares, Eric Novello, Fábio Kabral, Felipe Castilho, Flávia Muniz, Giulia Moon, Helena Gomes, Jim Anotsu, Marcelo Amaral e Renata Ventura.

Em clima de conversa descontraída, os escritores – que desta vez falam de temáticas e enredos extraordinários – favorecem a aproximação dos cidadãos da leitura. A ação também promove a reciclagem do acervo, com a aquisição de obras dos escritores convidados, o que torna as bibliotecas culturalmente mais atraentes para suas comunidades.

Em sua 12ª edição, o programa busca estimular o prazer pela literatura e ampliar a frequência nas bibliotecas, além de disseminar o conhecimento. Este ano, o Viagem Literária itinerou pelo interior do estado com o módulo de Contação de Histórias, em maio. Agora, pela primeira vez, oferece ao público a oportunidade de um contato pessoal com os principais escritores e escritoras desse gênero literário no Brasil.

Este é um momento especial para trocar ideias, impressões e ampliar o interesse. Os livros dos autores escolhidos estão entre os mais vendidos e os mais emprestados nas bibliotecas brasileiras.

O Viagem Literária foi lançado em 2008 e, desde então, já passou por 217 municípios paulistas levando escritores, contadores, fábulas, mitos e lendas do folclore brasileiro e da literatura universal para mais de 330 mil cidadãos que vivem no Estado de São Paulo.

Veja a programação completa em www.viagemliteraria.org.br

Douglas MCT

9 de setembro (segunda-feira)

Dracena (SP) – 9h – Biblioteca Profª Nile Teresinha Arinos de Carvalho – Douglas MCT

Adamantina (SP) – 15h – Biblioteca Cônego João Baptista de Aquino – Douglas MCT

10 de setembro (terça-feira)

Osvaldo Cruz (SP) – 9h – Biblioteca Belmiro Borini ­- Douglas MCT

Tupã (SP) – 15h – Biblioteca Prof. Tobias Rodrigues – Douglas MCT

11 de setembro (quarta-feira)

Lutécia (SP) – 9h – Biblioteca Profª Maria Cecília da Silva Grohmann – Douglas MCT

Helena Gomes

9 de setembro (segunda-feira)

Santos (SP) – 9h – Biblioteca de Artes Cândido Portinari – Helena Gomes

Santo André (SP) – 15h – Biblioteca Nair Lacerda – Helena Gomes

10 de setembro (terça-feira)

Vargem Grande Paulista (SP) – 9h – Biblioteca Vereador Márcio Fernando – Helena Gomes

Itapevi (SP) – 15h – Biblioteca Monteiro Lobato – Helena Gomes

11 de setembro (quarta-feira)

Santana de Parnaíba (SP) – 9h – Biblioteca Jorge Amado – Helena Gomes

Flávia Muniz

11 de setembro (quarta-feira)

São Paulo (SP) – 10h – Biblioteca de São Paulo – Flávia Muniz

16 de setembro (segunda-feira)

Lins (SP) – 9h – Biblioteca Nicolau Zarvos – Flávia Muniz

Cafelândia (SP) – 15h – Biblioteca de Cafelândia – Flávia Muniz

17 de setembro (terça-feira)

Lençóis Paulista (SP) – 9h – Biblioteca Orígenes Lessa – Flávia Muniz

Macatuba (SP) – 15h – Biblioteca Carlos Drummond de Andrade – Flávia Muniz

18 de setembro (quarta-feira)

Jaú (SP) – 9h – Biblioteca Rubens do Amaral ­- Flávia Muniz

André Vianco

16 de setembro (segunda-feira)

Penápolis (SP) – 9h– Biblioteca Prof. Fausto Ribeiro de Barros – André Vianco

Ubarana (SP) – 15h – Biblioteca Emiliana Vilerá – André Vianco

17 de setembro (terça-feira)

Birigui (SP) – 9h – Biblioteca Dr. Nilo Peçanha – André Vianco

Araçatuba (SP) – 15h – Biblioteca Rubens do Amaral – André Vianco

18 de setembro (quarta-feira)

Itapura (SP) – 9h – Biblioteca de Itapura – André Vianco

25 de setembro (quarta-feira)

São Paulo (SP) – 10h – Biblioteca Parque Villa-Lobos – André Vianco

Renata Ventura

16 de setembro (segunda-feira)

Jundiaí (SP) – 9h – Biblioteca Prof. Nelson Foot – Renata Ventura

Várzea Paulista (SP) – 15h – Biblioteca Profª Zulmar Zuleika Turcato Maraccini – Renata Ventura

17 de setembro (terça-feira)

Itatiba (SP) – 9h – Biblioteca Francisco da Silveira Leme (Chico Leme) – Renata Ventura

Pinhalzinho (SP) – 15h – Biblioteca João Teixeira Gonçalves – Renata Ventura

18 de setembro (quarta-feira)

Mogi Mirim (SP) – 9h – Biblioteca de Mogi Mirim – Renata Ventura

Giulia Moon

23 de setembro (segunda-feira)

Cananéia (SP) – 9h – Biblioteca Eduardo Boechat Ramos – Giulia Moon

Iguape (SP) – 15h – Biblioteca de Iguape – Giulia Moon

24 de setembro (terça-feira)

Itariri (SP) – 9h – Biblioteca Athiê Jorge Curi – Giulia Moon

Itanhaém (SP) – 15h – Biblioteca Poeta Paulo Bomfim – Giulia Moon

25 de setembro (quarta-feira)

Praia Grande (SP) – 9h – Biblioteca Porto do Saber – Giulia Moon

Affonso Solano

23 de setembro (segunda-feira)

Franca (SP) – 9h – Biblioteca Dr. Américo Maciel de Castro Jr. – Affonso Solano

Buritizal (SP) – 15h – Biblioteca Alcyr Pistore – Affonso Solano

24 de setembro (terça-feira)

Sertãozinho (SP) – 9h – Biblioteca Profª Sônia Regina Mossin Garcia – Affonso Solano

Jardinópolis (SP) – 15h – Biblioteca Dr. João Baptista Berardo – Affonso Solano

25 de setembro (quarta-feira)

Ribeirão Preto (SP) – 9h – Biblioteca Guilherme de Almeida – Affonso Solano

Marcelo Amaral

23 de setembro (segunda-feira)

Ilhabela (SP) – 9h – Biblioteca Prefeita Nilce Signorini – Marcelo Amaral

Caraguatatuba (SP) – 15h – Biblioteca Afonso Schmidt – Marcelo Amaral

24 de setembro (terça-feira)

São Luiz do Paraitinga (SP) – 9h – Biblioteca Nelson Ferreira Pinto – Marcelo Amaral

Lagoinha (SP) – 15h – Biblioteca Maria Amenayde Ribeiro Leite – Marcelo Amaral

25 de setembro (quarta-feira)

Natividade da Serra (SP) – 9h – Biblioteca Pública Comunitária Ler é Preciso – Marcelo Amaral

Jim Anotsu

23 de setembro (segunda-feira)

Leme (SP) – 9h – Biblioteca Profª Carolina de Moura Hildebrand – Jim Anotsu

Porto Ferreira (SP) – 15h – Biblioteca Flávio da Silva Oliveira – Jim Anotsu

24 de setembro (terça-feira)

Américo Brasiliense (SP) – 9h – Biblioteca Profª. Alzira Dias de Toledo Piza – Jim Anotsu

Ibaté (SP) – 15h – Biblioteca Comendador Nello Morganti – Jim Anotsu

25 de setembro (quarta-feira)

Torrinha (SP) – 9h – Biblioteca Prof. Ismael Morato de Almeida Lara – Jim Anotsu

Felipe Castilho

23 de setembro (segunda-feira)

Ourinhos (SP) – 9h – Biblioteca Tristão de Athayde – Felipe Castilho

Fartura (SP) – 15h – Biblioteca Prof. Roberto Moreira – Felipe Castilho

24 de setembro (terça-feira)

Itaporanga (SP) – 9h – Biblioteca José Figueiredo de Castilho – Felipe Castilho

Itapeva (SP) – 15h – Biblioteca Profª Josina Vasques Ferrari – Felipe Castilho

25 de setembro (quarta-feira)

Barra do Chapéu (SP) – 9h – Biblioteca do Centro Público De Cultura, Desenvolvimento e Lazer – Felipe Castilho

Bárbara Morais

23 de setembro (segunda-feira)

Itu (SP) – 9h – Biblioteca Jardim Vitória – Bárbara Morais

Pilar do Sul (SP) – 15h – Biblioteca José de Alencar – Bárbara Morais

24 de setembro (terça-feira)

Alambari (SP) – 9h – Biblioteca Kelly Cristina Ramos – Bárbara Morais

Itapetininga (SP) – 15h – Biblioteca Dr. Júlio Prestes de Albuquerque – Bárbara Morais

25 de setembro (quarta-feira)

Pardinho (SP) – 9h – Biblioteca de Pardinho – Bárbara Morais

Ana Lúcia Merege

30 de setembro (segunda-feira)

Barretos (SP) – 9h – Biblioteca Affonso de Escragnolle Taunay – Ana Lúcia Merege

Colina (SP) – 15h – Biblioteca Elliz Vaz de Almeida – Ana Lúcia Merege

1 de outubro (terça-feira)

Bady Bassitt (SP) – 9h – Biblioteca Monteiro Lobato – Ana Lúcia Merege

Votuporanga (SP) – 15h – Biblioteca Castro Alves – Ana Lúcia Merege

2 de outubro (quarta-feira)

Estrela D’Oeste (SP) – 9h – Biblioteca Sebastião José da Silva Filho – Ana Lúcia Merege

Enéias Tavares

30 de setembro (segunda-feira)

Anhumas (SP) – 9h – Biblioteca de Anhumas – Enéias Tavares

Rancharia (SP) – 15h – Biblioteca Castro Alves – Enéias Tavares

1 de outubro (terça-feira)

Marília (SP) – 9h – Biblioteca João Mesquita Valença – Enéias Tavares

Garça (SP) – 15h – Biblioteca Dr. Rafael Paes de Barros – Enéias Tavares

2 de outubro (quarta-feira)

Tarumã (SP) – 9h – Biblioteca Anna Aparecida José de Brito – Enéias Tavares

Fábio Kabral

23 de setembro (segunda-feira)

Guaratinguetá (SP) – 9h – Biblioteca Dr. Diomar Pereira da Rocha – Fábio Kabral

Taubaté (SP) – 15h – Biblioteca Prof. José Jerônimo de Souza Filho – Fábio Kabral

24 de setembro (terça-feira)

Jacareí (SP) – 9h – Biblioteca Macedo Soares – Fábio Kabral

Guararema (SP) – 15h – Estação Literária Profª Maria de Lourdes Évora Camargo – Fábio Kabral

25 de setembro (quarta-feira)

Suzano (SP) – 9h – Biblioteca Profª Maria Eliza de Azevedo Cintra – Fábio Kabral

Eric Novello

23 de setembro (segunda-feira)

Rio Claro (SP) – 9h – Biblioteca Profª Maria Victoria Alem Jorge

Cordeirópolis (SP) – 15h – Biblioteca Profª Aita Bentivegna Dias

24 de setembro (terça-feira)

Limeira (SP) – 9h – Biblioteca Prof. João de Sousa Ferraz –

Santa Bárbara D’Oeste (SP) – 15h – Biblioteca Maria Aparecida de Almeida Nogueira –

25 de setembro (quarta-feira)

Monte Mor (SP) – 9h – Biblioteca José Maluf

Fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo

Projeto Mais que Obrigatórias lê e discute o livro ‘Quarto de despejo’, de Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus (Foto: Reprodução)

No próximo dia 25/8, domingo, das 16h às 18h, o projeto “Mais que Obrigatórias”, que acontece no Sesc Campinas, lê e discute o livro “Quarto de despejo”, de Carolina Maria de Jesus.

Com Mário Augusto Medeiros da Silva, sociólogo e pesquisador de literatura.

O livro, escrito em 1960, é considerado um marco da literatura negra e feminina no Brasil. Ele narra o cotidiano da autora nas comunidades pobres da cidade de São Paulo.

O evento “Mais que Obrigatórias” é constituído de atividades em diferentes formatos que abordam textos que compõem a lista dos livros indicados para as provas dos principais vestibulares do Estado.

A atividade acontece na Biblioteca e a entrada é gratuita. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Fonte: Carta Campinas

LEITURA NAS PRAÇAS MOSTRA QUE LER É PRAZEROSO E DIVERTIDO

Encantamento, fantasia e diversão. Com estas três palavra é possível definir, de forma simples, a grandiosidade o projeto Leitura nas Praças que chegou a quinta edição na sexta-feira, 9 de agosto. O evento organizado pela Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia de Taboão da Serra, levou ao Parque das Hortênsias e às Praças Dona Jô (Salete) e Luiz Gonzaga (Pirajuçara) atividades lúdicas para mostrar à população que ler é prazeroso e divertido. Ação deste ano contou com a participação direta de 59 escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental e mobilizou 15 mil pessoas.

Com muita criatividade, as tendas de cada escola viraram um mundo à parte, onde o lúcido pode ser vivenciado através de jogos, atividades variadas e contação de histórias. A EMI Santo Antônio, por exemplo, apresentou o Sítio do seu Lobato com diversas brincadeiras lúdicas para letramento. A EMEF Prof. Oscar Ramos Arantes montou uma praça dentro Parque das Hortênsias, com diversas opções de leitura como livros, revistas e até cordel. Já os alunos da EMEF Rachel de Queiroz declamaram diversas poesias, ao estilo Poetry Slam.

André Domingos Saraiva, fez questão de acompanhar a apresentação do coral da EMEF Rui Barbosa e a participação do filho, Enzo Nunes Saraiva. Emocionado, o morador do Jardim Record elogiou o evento e a escola. “Achei tudo uma maravilha e muito bacana a apresentação. Fiquei muito feliz em ver meu filho enturmado com os colegas, cantando”, disse. “Gosto muito do Rui Barbosa e acho que é uma das melhores escolas que ele já estudou”, afirmou André.

Apresentações diversas, como a de bateria e coral da EMEF Rui Barbosa, fizeram parte da programação do Leitura nas Praças 2019.

O secretário de Educação, Prof. João Medeiros, parabenizou as escolas e ressaltou que o Leitura nas Praças é mais que um evento. “A escola desempenha um papel importante na construção dos indivíduos e da sociedade. Realizar este projeto, que é uma aula pública, é extremamente gratificante, pois vemos não apenas o empenho das escolas, mas também a participação das famílias e o envolvimento das comunidades. Todos estão de parabéns por proporcionar encantamento e fascínio por mais um ano”, finalizou o secretário Prof. João Medeiros.

CONFIRA MAIS FOTOS:

Fonte: Prefeitura Municipal de Taboão da Serra

Itanhaém: senhora de 82 anos monta biblioteca na garagem de casa

Após quatro anos, a escritora teve sua estrutura ampliada: ganhou mais cores, mais prateleiras e mais livros

Texto por Elizeu Teixeira Filho

Dona Lydia da Silva Gonçalves e o estudante João Cauã de Souza da Silva, de 15 anosDona Lydia da Silva Gonçalves e o estudante João Cauã de Souza da Silva, de 15 anos. Foto: PMI

Aos 82 anos, a pedagoga Lydia da Silva Gonçalves começa a escrever novos capítulos de sua vida, hoje dedicados a uma ambiciosa missão: caçar leitores para a biblioteca comunitária construída na garagem de casa. Analfabeta por mais de seis décadas, a aposentada não tinha influência com as palavras. Para ela, os livros eram páginas em branco, decifradas em figuras e desenhos. “Comecei a viver aos 65 anos de idade”.

Em 2015, tudo era muito caseiro. Um espaço improvisado no quintal para abrigar os primeiros 500 livros, doados pela Biblioteca Municipal Poeta Paulo Bomfim e por amigos mais próximos. Após quatro anos, a garagem teve sua estrutura ampliada: ganhou mais cores, mais prateleiras e mais livros, hoje com 2 mil obras dos mais diferentes gêneros. Organizados, os exemplares são etiquetados e separados por gêneros. “Tem romance, tem crônicas, tem poemas, tem histórias, enfim, tem um pedaço do mundo nesta biblioteca”, conta feliz.

Ler se tornou sua principal viagem. Referência no bairro Estância Santa Cruz, região afastada da área central, a biblioteca da dona Lydia é o passaporte para novas descobertas. Exemplo disso é João Cauã de Souza da Silva, de 15 anos, um jovem que se divide entre os estudos e a leitura dos mais variados temas. “Conheci o ambiente passeando pela rua. Sempre gostei de frequentar a biblioteca, agora ainda mais porque está perto da minha casa”. Ele está ciente dos benefícios da leitura: “a melhor forma de ampliar o conhecimento e melhorar a desenvoltura é mergulhar no mundo das letras”.

Qualquer pessoa pode participar. É só chegar e entrar. As opções são as mais variadas: pode pegar emprestado, ler no lugar ou ouvir a contação de histórias na roda de conversa. Se estiver fechada, é só bater na porta. “Todos os dias mantenho horário das 8 às 19 horas. Após isso, é só me chamar que eu atendo sim”.

Trajetória

Caiçara de raiz, dona Lydia nasceu no bairro que reside até hoje. Aos 65 anos, ela conclui o Ensino Fundamental (Escola Municipal Professora Filomena Dias Apelian) e Médio (Escola Estadual Professora Jon Teodoresco) na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Não demorou a ingressar no curso de pedagogia e a publicar três livros, todos sobre a sua trajetória de vida. Prestes a realizar mais um sonho, a escritora concluirá este ano o curso de direito. A biblioteca fica na Rua Mogi das Cruzes, 310, no bairro Estância Santa Cruz.

POR: Comunicação da PMI

Fonte: Jornal SP Repórter

Dia do Escritor: SPTrans desenvolve o Programa “Livro na Faixa” há cinco anos como incentivo à leitura

Nesta quinta-feira, 25 de julho, é comemorado nacionalmente o Dia do Escritor, data que celebra a importância do profissional das letras e, com o intuito de estimular a leitura entre os passageiros do sistema, a SPTrans, gestora do transporte público na Cidade, desenvolve há cinco anos o Programa “Livro na Faixa”, criado pela Assessoria de Marketing.

As estantes com os livros estão disponíveis em 20 terminais de ônibus e são identificadas com o nome do programa, onde os usuários têm a oportunidade de doar e levar exemplares gratuitamente.

#pracegover foto da prateleira cheia de livros para a troca
Foto: Sidnei Santos

Para aproveitar os livros não é preciso ficar sócio, fazer inscrição ou ter carteirinha. Os passageiros podem escolher qualquer exemplar de seu interesse entre os disponíveis e levar para casa, de forma gratuita, ou deixar suas doações e, assim, contribuir para alimentar o projeto.

Vale ressaltar que as doações são importantes para manter a circulação de livros entre os usuários.  A recomendação é para que os exemplares doados sejam de literatura nacional ou estrangeira. Caso sejam muitos, a SPTrans concede autorização para entrada de automóvel nos terminais. O pedido deve ser feito pelo e-mail marketing@sptrans.com.br, que também recebe dúvidas e sugestões sobre o Programa.

Mais informações, acesse: http://www.sptrans.com.br/livro.

 

Saiba os Terminais que contam com as estantes do Livro na Faixa e compartilhe conhecimento:

A.E. Carvalho

Av. Imperador, nº 1.401

Amaral Gurgel

Rua Dr. Frederico Steidel, s/nº;

Bandeira

Praça da Bandeira;

Campo Limpo

Estrada do Campo Limpo, nº 3.401;

Capelinha

Estr. de Itapecerica, nº 3.158;

Carrão

Av. 19 de Janeiro, nº 884;

Cidade Tiradentes

Rua Sara Kubitschek, nº 165;

Grajaú

Rua Giovanni Bononcini, esq. c/ Av. D. Belmira Marin;

Guarapiranga

Estrada do M’Boi Mirim, nº 152;

Jardim Ângela

Estrada do M’Boi Mirim, nº 3.630;

Lapa

Praça Miguel Dell’Erba, nº 50;

Mercado

Av. do Estado, nº 3.350;

Parelheiros

Estrada da Colônia, nº 300;

Penha

Av. Cangaíba, nº 31;

Pinheiros

Rua Gilberto Sabino, nº 130;

Pirituba

Av. Dr. Felipe Pinel, nº 60;

Princesa Isabel

Alameda Glete, nº 433;

 

Santo Amaro

Av. Padre José Maria, nº 400;

 

Sapopemba/Teotônio Vilela

Av. Arquiteto Vilanova Artigas, s/nº

 

Vila Nova Cachoeirinha

Av. Inajar de Souza, s/nº

 

Assessoria de Imprensa – SPTrans

Fonte: SPTrans

Projeto estimula leitura em crianças e jovens de hospital da UFF

Projeto para estímulo da leitura no HUAP
Assessoria de Imprensa Universidade Federal Fluminense

Ideia que começou em 2017 expande-se e conquista pais e pacientes

Por Alana Gandra

O relato positivo das equipes médicas dos setores de psiquiatria e neurologia pediátricas garantiu a continuidade do projeto de estímulo à leitura para crianças e jovens que aguardam atendimento no Hospital Universitário Antonio Pedro (Huap), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ).O projeto foi iniciado em 2017 pela psiquiatra Valéria Pagnin, chefe do Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Huap e coordenadora da iniciativa, e sua parceira, a pedagoga e técnica em assuntos educacionais Lílian Silva. As duas começaram a ideia sem associação a nenhuma pesquisa.“É um projeto de extensão, de estímulo à leitura. O que a gente colheu de dados informalmente, com os médicos, é que as crianças entram para as consultas mais tranquilas”, explica Lílian. Ela acrescenta que as crianças e jovens ficam mais tranquilos e mais motivados: “Está dando supercerto. A gente está muito feliz com o projeto.”

Segundo Valéria, a leitura é uma maneira de a pessoa ver e interpretar o mundo em que vive. “E essa leitura precisa ultrapassar os limites da visão física e auditiva para ocupar também a ótica da fantasia”, ressalta.

Doações

Com base no interesse das crianças e adolescentes, muitos pais, mães e responsáveis pelos pacientes também começaram a ler os livros. Eles sentam-se nas cadeiras de leitura, pegam os livros e levam para casa. Uma das maiores preocupações de Valéria e Lílian é como poderão continuar alimentando as estantes. Elas não propõem uma biblioteca, em que a pessoa pega um livro emprestado e devolve. “A proposta é que o livro siga em frente. Por isso estou sempre agoniada, procurando mais doações”, declara Lílian.

Segundo a pedagoga, as bibliotecas populares municipais Cora Coralina e Anísio Teixeira, de Niterói, ajudam o projeto com doações de livros. “O projeto só sobrevive com a doação de livros”, afirma.

Projeto para estímulo da leitura no HUAP
Projeto depende de doações de livros para manter-se  – Assessoria de Imprensa Universidade Federal Fluminense
Levantamento

Até o fim do ano, será levantado o número de crianças e adolescentes beneficiados até agora pelo projeto. A iniciativa estendeu-se para os funcionários do hospital e as pessoas que fazem exames médicos. “O projeto acabou encantando outras pessoas”.

Também professora da rede municipal de ensino de Niterói, Lílian Silva revelou que, das 92 escolas municipais da cidade, só cinco têm bibliotecas escolares, apesar de a Lei 12.244/2010determinar que todas as escolas devem ter uma biblioteca. Segundo Lílian, as bibliotecas populares acabam dando um suporte necessário para atender a alunos e professores, além de oferecerem contação de histórias e várias atividades ligadas aos livros.

Voluntários

O projeto de estímulo à leitura da UFF está aberto à participação de voluntários para ler a crianças e para doações de livros. “Uma pessoa que goste de ler vai encantar a criança também”. As doações podem ser encaminhadas para o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Huap, no terceiro andar do prédio anexo do hospital. Segundo Lílian, muitos levam os livros para casa e retornam com outras obras, que colocam diretamente na estante: “Acho maravilhoso esse movimento”.

Os professores do ensino fundamental, vinculados à Rede Municipal de Ensino de Niterói, também são convidados a participar do projeto como ledores e contadores de histórias. Alunos do curso de medicina manifestaram interesse em participar, o que poderá ocorrer a partir do próximo semestre, como atividade extracurricular.

Valéria e Lílian querem acrescentar mais estantes ao projeto, mais livros e uma cobertura maior na recepção do hospital, onde pacientes da oncologia e ginecologia, entre outras especialidades, aguardam atendimento. “A gente quer encantar os adultos também com a leitura”, diz Lílian. Para isso, elas precisam de doações de estantes e de livros. A Associação dos Colaboradores do Huap é outro apoiador importante do projeto, doando mesas, cadeiras, livros e brinquedos para os pacientes crianças e jovens.

Edição: Wellton Máximo

Conheça a iniciativa que pretende facilitar o acesso aos livros para a comunidade negra

Doutoranda gaúcha cria projeto nacional para conectar quem precisa de uma obra a quem tem condições de doar

Texto por Iarema Soares

Winnie coloca um aviso no Twitter à procura de quem tenha disponibilidade de doar um livro
André Avila / Agência RBS

Se no Tinder – aplicativo de relacionamento — as pessoas escolhem seu pretendente, no “Tinder dos Livros”, iniciativa que conecta pessoas que precisam de determinadas obras com aquelas que têm condições financeiras de comprar uma, esse encontro é feito por Winnie Bueno, 31 anos, doutoranda em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A criadora do projeto é quem promove o match entre dois indivíduos que têm um interesse em comum, a literatura, e vontades que se complementam: dar e receber um livro. A iniciativa, criada em novembro de 2018, também tem uma peculiaridade que lhe confere um caráter ainda mais inclusivo: é voltada exclusivamente para a comunidade negra.

Pensada a partir de uma reflexão de Winnie sobre o comportamento das pessoas no Twitter, rede social na qual onde muitos se dizem atuantes na luta antirracista, a ideia nasceu com a proposta de transformar esse discurso em prática.

— Resolvi provocá-las a atuar de fato. O racismo impede que pessoas negras tenham acesso aos livros. Às vezes, fica difícil tirar R$ 50 do orçamento para comprar uma obra, porque pessoas negras têm urgências maiores. Ao doar um livro, a distância entre negros e literatura é diminuída, e a possibilidade de compartilhamento de saberes aumenta. 

Um estudo divulgado em abril deste ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), chamado Radar Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), mostrou que brancos receberam renda R$ 767,84 maior do que a população negra em 2017. Para alavancar a ideia, a doutoranda fez uso da sua visibilidade na rede social _  na qual tem mais de 23 mil seguidores, conquistados por meio da escrita de conteúdos sobre gênero, raça e classe.

E já deixou isso claro em uma postagem na qual avisou: “Antes que perguntem por que só pessoas negras podem solicitar, porque eu estou usando a minha visibilidade e o meu tempo para fazer isso, então, vou fazer para chegar em gente preta, porque o tempo, o Twitter e a disposição são meus e utilizo em prol da negritude”.

A dinâmica de funcionamento é simples: Winnie coloca um aviso na sua conta do Twitter (@winniebueno) à procura de quem tenha disponibilidade de comprar um livro. Quem está disposto a doar envia uma mensagem direta para o Twitter da doutoranda dizendo que tem disposição em comprar uma obra pra ajudar alguém. A pessoa que deseja receber um exemplar também manda uma mensagem direta para o perfil de Winnie na rede social, com os dados do livro de que precisa, endereço completo, com CEP para onde a obra deve ser enviada.

Minha família sempre teve condições de comprar livros. Eu não frequentava a biblioteca do meu colégio porque tinha obras em casa. Ou seja, minha experiência, como branca, é diferente da vivência da Lisiane, que é negra. E, se a gente não estiver atenta às problemáticas raciais, vai continuar reproduzindo e perpetuando desigualdades.

IZABEL BELLOC

Funcionária pública doadora de livros

A mensagem do solicitante é printada e colocada no inbox de quem se dispôs a fazer a doação. O doador então compra o livro e fica encarregado de fazer a entrega no endereço solicitado.

— É uma sensação muito boa ganhar algo novo. E o cheiro de livro novo, particularmente, é incrível. Às vezes, acontece de a pessoa ter livros legais e em bom estado em casa para doação, mas a ideia é fazer com que livros novos cheguem a quem precisa — diz Winnie, ressaltando que recebe diversas mensagens de agradecimentos:

— As pessoas postam fotos com os livros no Instagram e no Twitter. Elas ficam emocionadas, porque tem um elemento surpresa ali. Elas mandam o pedido, mas não sabem se vão receber, porque eu não aviso nada. Apenas printo a mensagem e encaminho para o doador. Tem sido divertido ver as reações.  

Gosto pelos livros incentivado pelos pais

Lisiane Pereira, 34 anos, moradora de Porto Alegre, foi contemplada duas vezes pelo Tinder dos Livros. A pedagoga recebeu, ao todo, cinco livros por meio da iniciativa. Ela soube do projeto pelo Twitter e, em dezembro passado, solicitou o envio de duas obras fundamentais para sua trajetória acadêmica como pós-graduanda em História e Cultura Afro-brasileira e Psicopedagogia da Uniasselvi.

O racismo impede que pessoas negras tenham acesso aos livros. Ao doar um livro, a distância entre negros e literatura é diminuída, e a possibilidade de compartilhamento de saberes aumenta.

WINNIE BUENO

Idealizadora do Tinder dos Livros

— Precisava ter o suporte bibliográfico para desenvolver minha pesquisa, agora, no final da pós-graduação. Fiquei muito feliz por ter recebido, porque é uma pessoa que nem te conhece que está te dando um presente, que é de interesse acadêmico, mas é um presente — relata Lisiane, que ganhou ainda outros três livros de uma doadora do Rio de Janeiro. 

Leitora desde os quatro anos, Lisiane utilizava a literatura como refúgio. Durante o ensino fundamental e médio, era frequentadora assídua da biblioteca da escola e amiga das bibliotecárias. O gosto pelos livros foi incentivado pelos pais. Antes dos 15 anos, já havia lido clássicos como A Mão e a Luva, de Machado de Assis, e Incidente em Antares, de Erico Verrisimo.

Winnie (centro) aproximou Lisiane (esquerda) e Izabel, que doou duas obras
André Ávila / Agencia RBS

— Meu pai dizia que os livros fazem com que a gente seja um devorador de mundos. Mas, além disso, acredito que a leitura me coloca em um lugar seguro, de acolhimento — avalia.

Izabel Belloc, 49 anos, funcionária pública e moradora da Capital, presenteou Lisiane com duas obras. Diferentemente da estudante que precisava ir até as bibliotecas para ler, ela conta que cresceu rodeada por livros.

— Minha família sempre teve condições de comprar livros. Eu não frequentava a biblioteca do meu colégio porque tinha obras em casa. Ou seja, minha experiência, como branca, é diferente da vivência da Lisiane, que é negra. E, se a gente não estiver atenta às problemáticas raciais, vai continuar reproduzindo e perpetuando desigualdades — observa Izabel, que ainda ajudou outras quatro pessoas pelo Tinder dos livros.

Mais de 500 livros doados em oito meses

Desde que começou a movimentar o envio de obras pelo Brasil, Winnie conseguiu promover a doação de mais de 500 livros. A cantora Maria Rita, o rapper Emicida e o gaúcho Thedy Corrêa, da banda Nenhum de Nós, estão entre os doadores do projeto. Além de fazer a ponte entre as partes interessadas, a doutoranda está coletando obras para a biblioteca comunitária do Quilombo Lemos, localizado no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. 

Para tentar acelerar a aproximação entre requerentes e doadores e aliviar a agenda, um aplicativo está sendo desenhado. Porém, ela acredita que o grande trunfo da ideia esteja justamente na conexão direta entre pessoas: 

— Essa ideia é simples, prática e gera conexão entre as pessoas. E é incrível perceber que um objeto simples, como um livro, torna-se um espaço de acolhimento, um lugar onde se torna possível para as pessoas negras rearticularem as próprias perspectivas sobre a violência sofrida. A escrita inscreve sua própria narrativa como um contraponto e possibilidade de autodefinição dessa população que é historicamente desumanizada — sentencia.

Fonte: GaúchaZH

TV Cultura lança projeto de incentivo à leitura em parceria com CBL e Fundação Padre Anchieta

Texto por Catia Mourão

Hoje aconteceu o lançamento de um projeto muito especial, o novo programa da TV Cultura, em parceria com a CBL e a Fundação Padre Anchieta.

O programa levará dicas de leitura para os telespectadores e nós, da Ler Editorial, não poderíamos ficar de fora dessa iniciativa tão importante para o mercado do livro. A queridíssima, Helena Andrade, estava lá, ao lado de Joyce Ribeiro, apresentadora do Jornal da Cultura, e registrou o momento.

Segundo o comunicado publicado pela CBL, o programa envolve dicas de entrevistas, spots da booktuber Taty Leite e uma plataforma de e-commerce na internet

O livro e a literatura passarão a ter lugar de destaque na TV Cultura. Ao longo da programação, serão dadas dicas de leitura pelos entrevistados e veiculados spots da jornalista e youtuber Taty Leite, hoje com 150 mil seguidores no seu canal Vá Ler um Livro.

A iniciativa integra o programa Livraria TV Cultura, desenvolvido a partir de parceria entre a Câmara Brasileira do Livro e Fundação Padre Anchieta, apresentado na manhã dessa sexta-feira (24.5).
“Esta é uma parceria inédita na forma e no conteúdo”, observou o presidente da Fundação Padre Anchieta, Marcos Mendonça. “Todos os setores envolvidos no mercado livreiro serão beneficiados, começando pelo autor. Mas o nosso foco principal é o leitor, principalmente novos leitores”, disse, lembrando da função Educativa da TV Cultura.

Uma vitrine de e-commerce www.livrariatvcultura.com.br já começou a ser construída para que os leitores possam adquirir os livros indicados.
Para a implementação, será selecionado um parceiro através de edital e Livrarias e distribuidoras interessadas em participar terão 30 dias para se inscrever. O edital será lançado na próxima segunda-feira (27.5) pelo site da Câmara Brasileira do Livro.

“Esta parceria é uma excelente oportunidade para colocar o livro e a leitura em evidência, o projeto é bastante inovador e dará muita visibilidade ao livro. Temos certeza do sucesso e esperamos atingir novos leitores”, destaca Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira do Livro.

As dicas de leitura poderão acontecer com entrevistados nos vários programas exibidos pela emissora. A ideia é que recomendem um livro que estão lendo ou que mais lhe agradou.

Os spots protagonizados por Taty Leite, ganhadora do Prêmio IPL – Retratos da Leitura, partirão de suas próprias resenhas. “Difundir as indicações e propiciar novas leituras para os leitores, é o intuito de todo o projeto “Livro em Pauta”, explica a booktuber. Além dos premiados do Jabuti, outros livros serão selecionados por um Comitê Consultivo que será criado em breve.

Todo o processo será acompanhado pela Unity Auditores Associados, desde o edital até a escolha dos títulos.

Fonte: Ler Editorial

Marília inaugura a primeira ‘Farmacinha da Leitura’

Secretaria Municipal da Cultura de Marília inaugurou, na última semana, o projeto Farmacinha da Leitura. A ideia é levar a leitura para dentro das unidades de saúde do município e proporcionar a quem aguarda por atendimento, momentos de descontração e contato com obras literárias.

Para colocar em prática o projeto, que já está em atividade na USF Palmital, a equipe se baseou no conceito da Biblioterapia, em que se trabalha a terapia através da leitura para que a pessoa beneficiada possa de alguma forma amenizar suas dores emocionais e físicas.

A unidade do bairro Palmital recebeu a doação dos livros e agora já tem espaço certo para que as pessoas que frequentam o local tenham acesso a boas doses de aventuras e fantasia, enquanto passam por tratamentos ou aguardam atendimento.

Para a chefe da Biblioteca Municipal, Janaína França de Melo, essa parceria entre a Secretaria da Cultura e a Secretaria da Saúde, também colabora para que a população conheça mais a fundo os serviços que a biblioteca oferece para a população.

Segundo Janaína, o projeto foi muito bem recebido pela equipe da Unidade de Saúde Palmital. Tanto o agente de saúde Marcos Antônio Bueno quanto a enfermeira Meriane Ferrarizi Chiari destacam a importância de dar continuidade ao projeto.

Estamos divulgando aos pacientes a existência da ‘Farmacinha da Leitura’ aqui no local. Assim, a população pode contar com mais cultura e distração enquanto cuida da saúde.” finaliza.

Quer saber tudo o que acontece na cidade? Confira mais notícias de Marília aqui.

Fonte: G1

Senac-SP distribui 15 mil livros e promove atividades sobre mulheres na literatura

‘Semana Senac de Leitura’ oferece palestras, bate-papos e oficinas com autoras em 60 unidades da rede; programação é gratuita.

 Por Amauri Terto

Reprodução/Instagram
Sarau com a slammer Mel Duarte é um dos destaques da programação. 


Mulheres na Literatura – Leitura e Escrita Que Transformam Vidas
é o tema da 4ª Semana Senac de Leitura, que levará encontros com autores, rodas de conversas, palestras e feiras de trocas de livros e gibis para 60 unidades da rede em todo o Estado de São Paulo.

A programação será realizada entre 22 e 27 de abril com entrada gratuita.

Um encontro entre as autoras Maria Vilani (mãe rapper Criolo), Jarid ArraesGoimar Dantas, com mediação de Bel Santos Mayer (coordenadora de projetos de fomento à leitura), dará início às atividades na segunda (22), às 15h, na Sede do Senac, localizada na Vila Buarque, no centro da capital paulista.

Entre os destaques da programação estão bate-papo sobre literatura trans com Amara Moira no Senac Tatuapé; oficina de preparo de sobremesas a partir da releitura de textos de Cora Coralina (1889-1985), com Fernanda Suzumura e Bárbara Meire, no Senac Penha; e sarau com a slammer e produtora cultural Mel Duarte no Senac Francisco Matarazzo.

No Senac Aclimação, Clara Barzaghi ministrará a palestra Espaço da Mulher no Mercado Editorial; e no Senac Itaquera haverá oficina de escrita com base na obra de Clarice Lispector ministradas por por Eliete de Oliveira. A programação completa com detalhes sobre inscrições estão disponíveis no portal do Senac. 

Livros e leituras no transporte público  

A fim de incentivar a participação do público na extensa programação, o Senac promove nesta quarta (10) e quinta (11) atividades em estações da CPTM, Metrô (Via Quatro) e EMTU, além da distribuição gratuita de 15 mil livros da Editora Senac São Paulo.

Contações de histórias e gincanas sobre grandes mulheres da literatura brasileira serão realizados por equipes da instituição nas estações de trem Pinheiros, Osasco e Palmeiras-Barra Funda (CPTM) e de metrô São Paulo Morumbi e Largo Treze (Via Quatro); nos terminais de ônibus Jabaquara, Santo André, Diadema, São Bernardo, Guarulhos (EMTU).

Estão programadas também ações no terminal Magalhães Teixeira, em Campinas e nas linhas intermunicipais e o VLT da Baixada Santista (EMTU).

As atividades ocorrerão ao longo do dia em diferentes horários.

No ano passado, o tema da Semana Senac de Leitura teve como tema livros que viraram filmes e séries. Em 2017, foram realizadas atividades relacionadas à literatura fantástica e HQ’s. No primeiro ano do evento, foram organizadas ações de leitura em parceria com o Instituto Rubem Alves.

Fonte: www.huffpostbrasil.com

Conheça a Geloteca, a biblioteca comunitária de taxista do São Geraldo

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Quem passa pelo ponto de táxi na Igreja São Geraldo, em Araraquara, já deve ter visto um eletrodoméstico que de cara nem deveria estar ali. É curioso por se tratar de uma geladeira (desligada, claro) repleta de livros e gibis. Na geração do digital o impresso ainda ganha destaque com a “Gelateca”, idealizada pelo taxista Marcelo César Silva, que, além de trazer e levar clientes com o seu carro, agora busca e traz livros também.

Fonte: ACidade ON

VIAGEM LITERÁRIA LEVA CONTADORES DE HISTÓRIAS PARA JORNADA EM BIBLIOTECAS PÚBLICAS DO INTERIOR PAULISTA

Programa acontece entre os dias 6 e 31 de maio, percorre 76 cidades e é destinado a todas as idades

A 12ª edição do Viagem Literária 2019 está começando. Com malas carregadas de personagens extraordinários e muita imaginação, 15 grupos de contação de histórias farão apresentações gratuitas itinerantes em bibliotecas de acesso público no território paulista, incluindo a capital.

Intensificar a troca de experiências entre os que produzem e fazem mediação de leitura é um dos objetivos do programa Viagem Literária, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado, realizado pela Organização Social SP Leituras por meio do SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo).

Dedicado a incentivar a formação de novos leitores e o prazer da leitura, o programa se vale de recursos criativos e instigantes que contribuem com a programação cultural de cada comunidade.

No dia 8 de abril acontece a realização do módulo inicial da 12ª edição, no auditório da Biblioteca de São Paulo (Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana). Este encontro presencial é exclusivo para as 76 cidades selecionadas que sediarão o Viagem Literária. Nele, os participantes poderão receber informações e esclarecer dúvidas sobre as atividades que serão realizadas nas bibliotecas dos municípios.

Entre os contadores de histórias e grupos convidados estão A Fabulosa Companhia, A Hora da História, Ademir Apparício Júnior, Ateliê Teatro, Cia. Bisclof, Cia. De Teatro Nóis na Mala, Cia. do Liquidificador, Cia. Ih, Contei!, Cia. Malas Portam, Mapinguary, Cia. Pé do Ouvido, Heidi Monezzi, Kiara Terra, Mágicas Pirilampos e Os Fabulistas.

O Viagem Literária foi lançado em 2008 e, desde então, já passou por 195 municípios paulistas levando escritores, contadores, fábulas, mitos e lendas do folclore brasileiro e da literatura universal para mais de 300 mil cidadãos que vivem no Estado de São Paulo.

Confira a programação completa desta que é a 12ª edição do programa:

6 de maio (segunda-feira)

Ilhabela (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Prefeita Nilce Signorini – Cia. De Teatro Nóis da Mala

Torrinha (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Ismael Morato de Almeida Lara – Cia. Malas Portam

Ourinhos (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Tristão de Athayde – Cia. Mapinguary

7 de maio (terça-feira)

Caraguatatuba (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Afonso Schmidt ­- Cia. de Teatro Nóis na Mala

Ibaté (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Comendador Nello Morganti – Cia. Malas Portam

Fartura (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Prof. Roberto Moreira – Cia. Mapinguary

8 de maio (quarta-feira)

Natividade da Serra (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Pública Comunitária Ler é Preciso – Cia. de Teatro Nóis na Mala

Américo Brasiliense (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª. Alzira Dias de Toledo Piza – Cia. Malas Portam

Itaporanga (SP) – 9h e 14h – Biblioteca José Figueiredo de Castilho – Cia. Mapinguary

9 de maio (quinta-feira)

São Luiz do Paraitinga (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Nelson Ferreira Pinto – Cia. de Teatro Nóis na Mala

Porto Ferreira (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Flávio da Silva Oliveira – Cia. Malas Portam

Itapeva (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª Josina Vasques Ferrari – Cia. Mapinguary

10 de maio (sexta-feira)

Lagoinha (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Maria Amenayde Ribeiro Leite – Cia. de Teatro Nóis na Mala

Leme (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª Carolina de Moura Hildebrand – Cia. Malas Portam

Barra do Chapéu (SP) – 9h e 14h – Biblioteca do Centro Público De Cultura, Desenvolvimento e Lazer – Cia. Mapinguary

13 de maio (segunda-feira)

Cananéia (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Eduardo Boechat Ramos – A Fabulosa Companhia

Lins (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Nicolau Zarvos – Ateliê Teatro

Itu (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Jardim Vitória – Cia. Pé do Ouvido

Mogi Mirim (SP) – 9h e 14h – Biblioteca de Mogi Mirim – Heidi Monezzi

14 de maio (terça-feira)

Iguape (SP) – 9h e 14h – Biblioteca de Iguape – A Fabulosa Companhia

Cafelândia (SP) – 9h e 14h – Biblioteca de Cafelândia – Ateliê Teatro

São Paulo (SP) – 10h e 15h – Biblioteca de São Paulo – Cia. Bisclof

Pilar do Sul (SP) – 9h e 14h – Biblioteca José de Alencar – Cia. Pé do Ouvido

Pinhalzinho (SP) – 9h e 14h – Biblioteca João Teixeira Gonçalves – Heidi Monezzi

15 de maio (quarta-feira)

Itariri (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Athiê Jorge Curi – A Fabulosa Companhia

Lençóis Paulista (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Orígenes Lessa – Ateliê Teatro

Alambari (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Kelly Cristina Ramos ­- Cia. Pé do Ouvido

Itatiba (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Francisco da Silveira Leme – Heidi Monezzi

16 de maio (quinta-feira)

Itanhaém (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Poeta Paulo Bomfim – A Fabulosa Companhia

Macatuba (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Carlos Drummond de Andrade – Ateliê Teatro

Itapetininga (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Dr. Júlio Prestes de Albuquerque – Cia. Pé do Ouvido

Jundiaí (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Prof. Nelson Foot – Heidi Monezzi

17 de maio (sexta-feira)

Praia Grande (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Porto do Saber – A Fabulosa Companhia

Jaú (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Rubens do Amaral – Ateliê Teatro

Pardinho (SP) – 9h e 14h – Biblioteca de Pardinho – Cia. Pé do Ouvido

Várzea Paulista (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª Zulmar Zuleika Turcato Maraccini – Heidi Monezzi

 20 de maio (segunda-feira)

Dracena (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª Nile Teresinha Arinos de Carvalho – Cia. Bisclof

Estrela D’Oeste (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Sebastião José da Silva Filho – Kiara Terra

Guaratinguetá (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Dr. Diomar Pereira da Rocha – Mágicas Pirilampos

Rio Claro (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª Maria Victoria Alem Jorge – Os Fabulistas

21 de maio (terça-feira)

Adamantina (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Cônego João Baptista de Aquino – Cia. Bisclof

São Paulo (SP) – 10h e 15h – Biblioteca Parque Villa-Lobos – Cia. do Liquidificador

Votuporanga (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Castro Alves – Kiara Terra

Taubaté (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Prof. José Jerônimo de Souza Filho – Mágicas Pirilampos

Cordeirópolis (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª Aita Bentivegna Dias – Os Fabulistas

22 de maio (quarta-feira)

Osvaldo Cruz (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Belmiro Borini – Cia. Bisclof

Bady Bassitt (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Monteiro Lobato – Kiara Terra

Jacareí (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Macedo Soares – Mágicas Pirilampos

Limeira (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Prof. João de Sousa Ferraz – Os Fabulistas

23 de maio (quinta-feira)

Tupã (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Prof. Tobias Rodrigues – Cia. Bisclof

Barretos (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Affonso de Escragnolle Taunay – Kiara Terra

Guararema (SP) – 9h e 14h – Estação Literária Profª Maria de Lourdes Évora Camargo – Mágicas Pirilampos

Santa Bárbara D’Oeste (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Maria Aparecida de Almeida Nogueira – Os Fabulistas

24 de maio (sexta-feira)

Lutécia (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª Maria Cecília da Silva Grohmann – Cia. Bisclof

Colina (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Elliz Vaz de Almeida – Kiara Terra

Suzano (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª Maria Eliza de Azevedo Cintra – Mágicas Pirilampos

Monte Mor (SP) – 9h e 14h – Biblioteca José Maluf – Os Fabulistas

27 de maio (segunda-feira)

Itapura (SP) – 9h e 14h – Biblioteca de Itapura – Ademir Apparício Júnior

Buritizal (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Alcyr Pistore – A Hora da História

Santos (SP) – 9h e 14h – Biblioteca de Artes Cândido Portinari – Cia. do Liquidificador

Anhumas (SP) – 9h e 14h – Biblioteca de Anhumas – Cia. Ih, Contei!

28 de maio (terça-feira) 

Araçatuba (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Rubens do Amaral – Ademir Apparício Júnior

Franca (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Dr. Américo Maciel de Castro Jr. – A Hora da História

Santo André (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Nair Lacerda – Cia. do Liquidificador

Rancharia (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Castro Alves – Cia. Ih, Contei!

29 de maio (quarta-feira) 

Birigui (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Dr. Nilo Peçanha – Ademir Apparício Júnior

Jardinópolis (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Dr. João Baptista Berardo – A Hora da História

Vargem Grande Paulista (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Vereador Márcio Fernando – Cia. do Liquidificador

Tarumã (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Anna Aparecida José de Brito – Cia. Ih, Contei!

30 de maio (quinta-feira)

Penápolis (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Prof. Fausto Ribeiro de Barros – Ademir Apparício Júnior

Sertãozinho (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Profª Sônia Regina Mossin Garcia – A Hora da História

Itapevi (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Monteiro Lobato – Cia. do Liquidificador

Marília (SP) – 9h e 14h – Biblioteca João Mesquita Valença – Cia. Ih, Contei!

31 de maio (sexta-feira)

Ubarana (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Emiliana Vilerá – Ademir Apparício Júnior

Ribeirão Preto (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Guilherme de Almeida – A Hora da História

Santana de Parnaíba (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Jorge Amado – Cia. do Liquidificador

Garça (SP) – 9h e 14h – Biblioteca Dr. Rafael Paes de Barros – Cia. Ih, Contei!

Fonte: www.cultura.sp.gov.br

Campanha em Limeira arrecada livros para doação ao Centro de Detenção Provisória

Limeira faz arrecadação de livros para doação ao Centro de Detenção Provisória
Limeira faz arrecadação de livros para doação ao Centro de Detenção Provisória

A Prefeitura de Limeira (SP) iniciou nesta segunda-feira (1º) uma campanha de doação de livros para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade. Quem quiser ajudar, pode deixar as obras em sete pontos de coleta.

Segundo a presidência do Centro de Promoção Social Municipal (Ceprosom), o objetivo é levar conhecimento e cultura para ajudar na reinserção social dos detentos através da leitura, que é uma ferramenta de transformação.

Campanha arrecada livros para o Centro de Detenção Provisória de Limeira — Foto: Reprodução/EPTV
Campanha arrecada livros para o Centro de Detenção Provisória de Limeira — Foto: Reprodução/EPTV

O supervisor técnico do CDP, Marcelo Rodrigo Queiroz Correa, conta que o local dispõe de uma biblioteca com 610 exemplares, mas explica que a demanda dos detentos pelos livros é grande, com pelo menos 240 empréstimos por mês.

A proposta da campanha é incrementar o acervo e, além disso, a ideia é que a unidade possa implementar o “Programa de Incentivo à Leitura – Lendo a Liberdade” da Secretaria Da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo.

O CDP de Limeira foi inaugurado em abril do ano passado, e atualmente, abriga 1.375 detentos.

Os livros, em bom estado de conservação, podem ser doados até o dia 22 de abril. Veja os pontos de coleta:

  • Prefeitura de Limeira – Rua Prefeito Dr. Alberto Ferreira, 179 – Centro
  • Ceprosom – Av. Campinas, 115 – Cidade Jardim
  • Biblioteca Pedagógica – Rua Dr. José Botelho Veloso, S/Nº – Vila São João
  • Biblioteca Municipal Professor João de Sousa Ferraz – Rua Dr. José Botelho Veloso, S/Nº – Vila São João
  • Câmara de Limeira – R. Pedro Zaccaria, 70
  • Fórum Spencer Vampré – Rua Boa Morte, 661 – Centro
  • Novo Fórum Cível – Via Antonio Cruañes Filho, S/Nº (Anel Viário)

Fonte: G1

Grupo transforma geladeiras em estantes de livros para estimular a leitura em Águas da Prata

Por Brenda Bento

 
Grupo Prata Florida pede doações de geladeiras para reforma — Foto: Arquivo Pessoal
Grupo Prata Florida pede doações de geladeiras para reforma — Foto: Arquivo Pessoal
Geladeiras sem uso têm sido transformadas em espaços que disponibilizam gratuitamente livros para os moradores de Águas da Prata (SP). Essa é a ideia do Grupo Prata Florinda que se inspirou ao ver algo parecido no metrô em São Paulo.

Até agora já foram produzidas três geladeiras culturais, disse Ana Maria Costa Mancini Grings, uma das diretoras do grupo que existe desde maio de 2016.

Após a pintura e decoração, a geladeiras recebem cerca de 30 livros. Uma delas fica em frente à Escola Professor Timotheo Silva, a outra está em frente ao pronto-socorro e a terceira foi colocada em frente à unidade de saúde do bairro Cascata.

Grupo Prata Florida já disponibilizou três geladeiras culturais em Águas da Prata — Foto: Arquivo Pessoal
Grupo Prata Florida já disponibilizou três geladeiras culturais em Águas da Prata — Foto: Arquivo Pessoal

“A aceitação foi maravilhosa. Nesses pontos tem TV, mas os livros trazem um conforto maior”, disse Ana. Segundo ela, a intenção é instalar mais geladeiras culturais em outros pontos da cidade, como no terminal rodoviário.

Ana explicou que a geladeira fica disponível 24 horas e qualquer pessoa pode pegar um livro ou trocar. Doações são bem-vindas.

A dona de casa Camila Zuleika Medeiros Bordon levou nove livros para doar na geladeira que fica no pronto-socorro. “Achei que foi uma ideia muito boa porque no hospital as pessoas ficam aguardando pelas consultas e a geladeira estando ali incentiva a leitura”, disse.

Outros projetos

Prata Florida recicla latões de lixo para estimular a limpeza em Águas da Prata — Foto: Arquivo Pessoal
Prata Florida recicla latões de lixo para estimular a limpeza em Águas da Prata — Foto: Arquivo Pessoal

Além das geladeiras culturais, o grupo Prata Florida realiza pinturas em latões de lixo para estimular a limpeza. Ao menos 13 já foram disponibilizados em pontos estratégicos da cidade.

O grupo utiliza material reciclável para a produção e conta com doações de tinta e pincéis. “Ou compramos rateando o valor entre os voluntários, mas a pintura é feita por nós”, disse a diretora.

Segundo ela, a intenção é que os projetos sejam permanentes, pois é de extrema importância estimular a leitura e também conscientizar a população sobre o uso das lixeiras.

O Prata Florida também já construiu um jardim aberto em um terreno baldio. “O dono cedeu o local, fizemos um grafite com a ajuda de um voluntário, ganhamos umas plantinhas e montamos o jardim”, explicou a diretora.

Segundo a Ana, recentemente o grupo recebeu a doação de um vagão de trem. O grupo ainda vai decidir o que será feito.

Sob supervisão de Fabio Rodrigues, do G1 São Carlos e Araraquara.

Fonte: g1.globo.com

Iniciativa premiada estimula a leitura em Piracaia (SP)

Cidade já conta com 12 minibibliotecas em pontos de ônibus

Texto por Eduardo Ritschel

Cidade já conta com 12 minibibliotecas em pontos de ônibus

Com cerca de 25 mil habitantes, a cidade de Piracaia está localizada a 89 quilômetros de distância da capital paulista. Fundada como povoado em 1817, Piracaia se tornou uma das rotas ecológicas mais bonitas do estado, localizada na Serra da Mantiqueira, com suas lindas cachoeiras, montanhas e trilhas, ótimas para a prática de caminhadas, passeios de bike ou até mesmo a cavalo.

Mas desde 2014, a cidade guarda outra surpresa para quem circula nas suas ruas e se utiliza do sistema público de transporte. Minibibliotecas foram instaladas nos pontos de ônibus com acesso livre aos livros, gratuito e sem burocracia.

Chamado de Piracaia na Leitura, o projeto é uma iniciativa de baixo investimento e rica em experiências, bom exemplo para outras cidades que querem envolver a comunidade em ações culturais. E já rendeu prêmios para seus idealizadores. Em 2017, a iniciativa foi um dos quatro projetos brasileiros vencedores do 5º Concurso de Ajudas do Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas), que tem apoio do Ministério da Cultura (MinC) e da UNESCO. Em 2018, venceu o Prêmio “Retratos da Leitura no Brasil”, oferecido pela Câmara Brasileira do Livro.

O Projeto conta com 12 minibibliotecas instaladas nas zonas urbana e rural, além de uma sala de leitura no Terminal Rodoviário da cidade. Todo o trabalho de seleção e manutenção das minibibliotecas é realizado por voluntários, inclusive a doação do acervo, que conta com obras de escritores locais, nacionais e estrangeiros.

Segundo a idealizadora do projeto, a professora, pós–doutora em ciência da informação Amanda Leal, há uma demanda grande da população por ações culturais e especialmente na área da leitura: “Pra gente, foi maravilhoso conquistar esses prêmios, pois conseguimos envolver ainda mais pessoas da cidade e região nas ações culturais”, descreve.

O recurso do Prêmio Ajudas permitiu acompanhar 30 jovens, no período de outubro de 2017 a janeiro de 2018, e formá-los como agentes culturais do município, com idades entre 16 e 26 anos. Eles tornaram-se colaboradores na seleção dos livros e organização das minibibliotecas nos diferentes bairros, divulgadores das ações do projeto e desenvolveram atividades culturais na cidade, como saraus em parques e praças.

Apesar da “descrença” inicial de algumas pessoas na viabilidade e continuidade do projeto, Amanda comemora: “O mais bacana é ver como muitos moradores de Piracaia se mobilizaram e estão ajudando a manter as minibibliotecas, cuidando dos livros e revistas que estão à disposição de outras tantas pessoas que nunca tinham acessado uma biblioteca”.

As “Manhãs de Histórias” também são realizadas pela equipe do Projeto, uma vez por mês no Parque Ecológico da cidade, com muita leitura, contação de histórias, música e poesia – um programa cultural para todas as idades.

Pegue emprestado, leia sem pressa e devolva na casinha”

Com o slogan ‘pegue emprestado, leia sem pressa e devolva na casinha’, o projeto foi criado pensando na dificuldade que muitas pessoas têm no acesso aos livros. Nos pontos de ônibus a circulação de pessoas é grande, assim, fica mais fácil o alcance às obras”, explicou Amanda. “Para tornar-se leitor, as pessoas precisam ter acesso à diversidade dos livros – vários gêneros, estilos e usos, e também em momentos variados do seu dia, fazendo uso da leitura para desenvolvimento intelectual, profissional, além de uma ótima opção de lazer”, finaliza.

Só tenho à agradecer aos idealizadores do Piracaia na Leitura por terem permitido que a Prefeitura apoie essa iniciativa. A repercussão do projeto é tão positiva que estudamos meios para expandi-lo e apoiar mais ações voltadas ao incentivo da leitura”, acrescentou o prefeito Silvino Cintra.

Serviço

Manhãs de histórias

Realizado todo último domingo do mês no Parque Ecológico da cidade (próxima atividade no dia 31 de março). Não há limite de pessoas para a atividade. Eles fazem parceria com um grupo de slow food e, entre as leituras e contações de história, os participantes fazem um piquenique compartilhado.

Centro Cultural Walter Puccinelli

O projeto Piracaia na Leitura conta com uma sala dentro do Centro Cultural Walter Puccinelli. No local, eles recebem doação de livros. O Centro está localizado na Praça Julio Mesquita, 138. Fica aberto de segunda à sexta-feira, das 8 às 16h. Mais informações podem ser obtidas no email piracaianaleitura@gmail.com.

Facebook do projeto: www.facebook.com/piracaianaleitura/

Fonte: SRZD

“Espaço em Obra” é destaque do Clube de Leitura da Casa Amarela

Livro do professor da USP Guilherme Wisnik será debatido a partir deste sábado, em São Paulo

Espaço em Obra, de Guilherme Wisnik e Julio Mariutti, será tema de debate no Clube de Leitura da Casa Amarela – Foto: Reprodução

Os desafios do urbanismo e as relações entre arte e arquitetura serão discutidos a partir deste sábado, dia 16, no Clube de Leitura, evento promovido pela Casa Amarela da Vila Romana, em São Paulo. Nele, o destaque será o livro Espaço em Obra (Edições Sesc), do professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP Guilherme Wisnik – colunista da Rádio USP – e do designer Julio Mariutti. A entrada é grátis.

Serão realizadas duas leituras de artigos presentes no livro, uma neste sábado, dia 16, e outra no dia 13 de abril, sempre às 16 horas. Com mediação da professora Cibele Lopresti Costa, doutora em Literatura Portuguesa pela USP e idealizadora do evento, o Clube de Leitura terá a participação do sociólogo Leonardo Mello e Silva, professor do Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, e da pesquisadora Ros Mari Zenha, mestre em Geografia Urbana pela USP e pesquisadora do Centro de Tecnologia do Ambiente Construído do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo.

Cartaz do evento, clique para ampliar

Originalmente publicados entre 2012 e 2016 na revista Bamboo, os 42 artigos escritos por Guilherme Wisnik ganharam concepção visual do designer gráfico Julio Mariutti, parceiros também no periódico. No livro, eles retomam o diálogo semiótico entre texto e imagem da revista e ainda acrescentam cinco artigos inéditos. Segundo Wisnik, é muito mais do que uma coletânea de artigos. “Trata-se de uma particular conversa entre as formas ensaística e gráfica. Formas e conteúdos em diálogo. Ambos têm, aqui, um caráter autoral”, escreve na apresentação da obra.

Espaço em Obra discute a convergência entre arquitetura, cidade e arte no mundo, com ênfase no contexto latino-americano, mostrando o que há de essencial na arquitetura: promover espaços privilegiados de acolhimento ao público a partir de novas possibilidades construtivas. A partir de perfis analíticos de cidades, artistas, arquitetos e estúdios do Brasil e do mundo, Wisnik e Mariutti discutem questões atuais da arquitetura e alternativas urbanísticas sustentáveis. Há, por exemplo, reflexões sobre Lina Bo Bardi, Hélio Oiticica, Herzog & De Meuron e sobre o Plano Diretor Estratégico de São Paulo.

O título Espaço em Obra é baseado no livro O Espaço Moderno, de Alberto Tassinari, e, segundo Wisnik, uma expressão que denota um ambiente em permanente estado de construção, como um canteiro de obras arquitetônico. “Contestando a recorrente valoração negativa do espaço moderno – a destruição do naturalismo ilusionista –, Tassinari desenvolveu um conceito positivo, que denomina de ‘espaço em obra’”, escreve Wisnik. Ele completa: “Pareceu-me inspirador para o espaço de uma coluna crítica e para sua tradução em livro, com autoria compartilhada. Um lugar de disponibilidade, que deseja estimular o surgimento de outras obras”.

O Clube de Leitura da Casa Amarela, que apresentará o livro Espaço em Obra, de Guilherme Wisnik e Julio Mariutti, acontecerá neste sábado, dia 16, e no dia 13 de abril, sempre às 16 horas, na Casa Amarela (Rua Camilo, 955, Vila Romana, em São Paulo). Entrada grátis.  

Fonte: Jornal da USP

Ônibus de São José dos Campos vira biblioteca sobre rodas

(Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa)

A Expresso Maringá, empresa responsável por parte do transporte coletivo de São José dos Campos, adotou uma iniciativa cultural em seus ônibus: as empresa montou uma biblioteca móvel dentro de alguns veículos, com diversos livros que podem ser lidos durante os percursos ou levados para casa pelos passageiros.

A iniciativa, batizada de “Cultura no Ônibus”, começou com seis ônibus, em linhas rotativas, mas a meta da Expresso Maringá é ampliar a biblioteca sobre rodas para 15 carros até o final do ano.

As estantes são feitas de pano e ficam instaladas próximas ao cobrador de cada ônibus, que é responsável por anotar o número do livro que foi retirado e, se houver, alguma devolução ou doação, também registrar essa movimentação. Os títulos são diversos, de romances a livros infantis. Alguns são clássicos, como “Pequeno Príncipe”, de Saint-Exupéry, “Arte da Guerra”, de Sun Tzu, ou “Dom Casmurro”, de Machado de Assis. Outros populares, como as revistas da “Turma da Mônica”, de Mauricio de Souza.

Para compor a biblioteca, a Expresso Maringá compra livros em sebos ou recebe doações de passageiros e funcionários da empresa. Chegando à sede da empresa, os livros e revistas são catalogados e recebem uma etiqueta de “venda proibida”.

(Foto: divulgação/Assessoria de Imprensa)

Para o diretor da empresa, Marcos Lacerda, o objetivo do projeto é aproximar a literatura do passageiro. “Nós queremos despertar o interesse da população, que não tem tanto costume de ler”, disse. Para Lacerda, os livros também ajudam a tornar a viagem mais agradável e produtiva.

Quem quiser fazer doações para o projeto “Cultura nos Ônibus”, basta entregar o exemplar na garagem da Expresso Maringá, localizada na avenida George Eastman, 1481, Residencial 31 de Março, ou, ao embarcar em um dos ônibus incluso na ação, simplesmente colocar um livro no suporte para que outras pessoas tenham acesso a ele. Embarque nessa ideia.

Fonte: Vale News

Leitura voluntária estimula estudantes de escolas públicas em SP

Fernando Moraes/Folhapress
Imagem: Fernando Moraes/Folhapress

Da Agência Brasil

O Programa Myra tem incentivado a leitura entre estudantes de escolas públicas em São Paulo. Com a ajuda de voluntários, os jovens desenvolvem atividades em encontro semanais.

A professora de português Carmen Silvia Machado dos Santos Bueno, do quinto ano da Escola Estadual Alfredo Paulino, na zona oeste da capital paulista, conta que os alunos ficaram mais seguros e começaram a participar mais de atividades coletivas. Pelo segundo ano, a escola fará parte do programa.

“Eram alunos que tinham um acúmulo de defasagem, principalmente relacionadas à habilidade de leitura e interpretação de texto. Por isso, eles também tinham baixa autoestima, então o comportamento era como se eles estivessem à margem do grupo”, contou. A Fundação SM, que promove o programa pelo terceiro ano na escola, seleciona alunos com dificuldade na leitura.

Após esse processo, há conversas para o envolvimento da família e do jovem com o objetivo de motivar essa participação no programa. Nenhum estudante é obrigado a participar. Carmen relatou que dificilmente aqueles alunos selecionados se engajavam em algum projeto e que eles não tinham segurança para opinar durante as aulas.

“Com a participação no Programa Myra, a autoestima deles foi sendo fortalecida e eles começaram a ter uma participação mais efetiva no grupo, então eu fui vendo alunos que já levantavam a mão para ler respostas, que davam opiniões de uma maneira mais convicta, que pediam para ler pequenos trechos de texto. Isso ajudou no sentido de resgatar a autoestima. E junto com esse resgate da autoestima veio a confiança e, da confiança, veio a melhora da proficiência”, avalia a professora.

As atividades de leitura são feitas individualmente. “O atendimento individualizado facilita a construção e manutenção do vínculo afetivo e auxilia nessa questão [da autoestima], a criança vai criando uma certa intimidade e vai perdendo a vergonha e vai construindo a confiança que ela necessita para superar as dificuldades.”

VOLUNTÁRIOS

Para participar, os voluntários podem se inscrever no site do programa até hoje. Neste ano, fazem parte do programa a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Coronel Ary Gomes (no Jardim Andaraí); EMEF Cacilda Becker (no Jabaquara); EMEF Desembargador Amorim Lima (na Vila Gomes); e EE Alfredo Paulino (no Alto da Lapa).

Segundo a voluntária Renata Augusto Ferreira, 42 anos – que participou no ano passado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Coronel Ary Gomes, no bairro Jardim Andaraí, já se candidatou novamente -, o projeto é enriquecedor tanto para o estudante quanto para o voluntário.

“Comecei a imaginar que isso nunca foi feito comigo quando eu era criança e eu gostaria de que alguém tivesse esse olhar pra mim, de preparar um texto, um livro para ler pra mim. Fico imaginando quanto seria rico se eu, quando criança, tivesse tido isso. Eu só fui me interessar mais pelos livros a partir da adolescência por causa do teatro”, disse.

Ela relatou que pode acompanhar a evolução no interesse pela leitura em um aluno de dez anos. “[É uma satisfação] quando em uma sessão a criança traz um livro que ela pegou na biblioteca e ela nunca tinha feito isso. Em um outro momento, quando ele pediu para levar o livro pra casa porque ele queria ler com a mãe dele, porque ele nunca tinha lido com a mãe dele.”

Ela lembrou ainda que o menino anotava em um caderno todas as palavras que ele passou a conhecer a partir das leituras que fizeram juntos. “A gente pesquisava a palavra juntos e ele falou: ‘Essa é a minha coleção de palavras’. É lindo esse interesse pela leitura.”

MODELO REPLICÁVEL

A diretora da Fundação SM, que promove o programa, Pilar Lacerda, contou que qualquer um pode ter acesso à tecnologia social do projeto e replicar em outras escolas, inclusive de outras regiões do país. “A gente cede o material, faz a formação dos voluntários e essas pessoas tocam. Essa é a forma de chegar a mais escolas. A ideia é que o programa ganhe escala com iniciativas locais.”

Além de desenvolver a capacidade dos estudantes e ajudar na melhora do desempenho escolar, Pilar destaca a importância de envolver a comunidade. “Ao melhorar a capacidade leitora das crianças e dos adolescentes, a gente também tem um segundo ganho com o programa, que é envolver a comunidade, lembrando do slogan da educação integral: é preciso toda uma aldeia para educar uma criança”, disse.

Fonte: UOL Educação

Prefeitura apoia inciativa que promove o acesso à leitura

Por meio do projeto Piracaia na Leitura, foram instaladas diversas minibibliotecas em pontos de ônibus das zonas urbana e rural. É só escolher um livro e levar para casa. E devolver em bom estado!

Ao todo, são 12 minibibliotecas com obras de escritores locais, nacionais e estrangeiros. “A iniciativa é uma excelente opção para pessoas que moram distante da biblioteca ou não podem comprar livros”, disse a leitora e moradora da cidade, Andréia Teixeira. “Só tenho à agradecer aos idealizadores do Piracaia na Leitura, entre eles à Amanda Oliveira, por ter permitido que a Prefeitura apoie essa iniciativa. A repercussão do Projeto tem sido tão positiva que estudamos meios para expandí-lo e apoiar mais ações voltadas ao incentivo da leitura”, acrescentou o prefeito Silvino Cintra.

Com o slogan ‘pegue emprestado, leia sem pressa e devolva na casinha’, o projeto foi criado pensando na dificuldade que muitas pessoas têm no acesso aos livros. Nos pontos de ônibus a circulação de pessoas é grande, assim, fica mais fácil o alcance às obras”, finalizou uma das idealizadoras do projeto, Amanda Leal de Oliveira.

A prática constante da leitura desenvolve o senso crítico, a criação de valores e o desenvolvimento intelectual e profissional, além de ser uma ótima opção de lazer.

Fonte: Prefeitura de Piracaia

Na era de tecnologia, livros resistem na preferência de parte da população

Biblioteca do Centro Cultural de Mogi das Cruzes — Foto: Maiara Barbosa/G1

Apesar da praticidade e custo mais baixo dos livros digitais, os impressos ainda continuam encantando e apresentando um novo universo a quem se dedica a folhear as páginas.

Apenas em Mogi das Cruzes são cerca de 900 pessoas que passam a cada mês na biblioteca em busca do empréstimo de livros.

Entre eles está Vera Lúcia de Paiva Miranda, de 64 anos, tem um cadastro antigo na biblioteca. Ela conta que, no mínimo, pega três livros por mês. “Eu pego um livro e entrego um livro. Pego outro e devolvo e assim vai.”

O acervo da biblioteca conta com aproximadamente 45 mil títulos, entre romances, teóricos e infantis. Os livros espíritas de Zibia Gasparetto são os preferidos de Vera, mas ela também gosta de procurar títulos que contem sobre culturas diferentes para poder “viajar através das palavras”, como ela mesmo diz.

Além disso, ela ensinou o hábito da leitura para a filha e a neta. “É importante manter a mente aberta”, completa.

Aprendizado através dos livros

Virgínia, primeira à esquerda, ajudou a fundar biblioteca comunitária no bairro Novo Horizonte — Foto: Virgínia Santos/Arquivo Pessoal

Já para a jovem Virgínia Santos, de 16 anos, os livros revelaram um novo mundo. Moradora do bairro Novo Horizonte, região periférica de Mogi das Cruzes, ela descobriu nas páginas dos livros histórias de ficção científica e até um novo idioma: o russo.

O interesse para a leitura veio com o tempo. Quando era mais nova, Virginia não chegava até o final de uma edição. Foi então que se apaixonou por livros de Sherlock Holmes. “Eu li e me apaixonei, ai comecei a ler sem parar”, conta.

A adolescente conta que devorava um livro a cada semana, mas quando ingressou no ensino médio em tempo integral precisou diminuir o ritmo de leitura por causa dos estudos.

Mesmo assim, na sua rotina ela ainda encontra tempo para o trabalho voluntário em uma biblioteca, leituras e até mesmo para o aprendizado de russo. “Ouvi uma música de uma banda russa e pensei: nossa que diferente. Acabei pesquisando por livros de gramática e assisto vídeos no Youtube. No começo foi bem difícil, mas já faz três anos que eu estou estudando e consigo entender bem o idioma.”

A preferência pelo idioma fez com que muita gente ficasse surpresa e Virgínia conta que chegou a pensar em desistir. “Eu fiquei frustrada porque algumas coisas não entravam na cabeça. Mas, por meio de um site de aprendizado, conversei com um russo e ele me incentivou a continuar”, conta.

A paixão pelos livros de Virgínia só cresceu e, desde então, ela conta com uma minibiblioteca com cerca de 60 livros, além de infinitos PDFs de obras disponibilizadas em bibliotecas públicas online.

Para não ficar distante dos livros, Virgínia também é voluntária há quatro anos na Missão Intensidade, ONG que realiza trabalhos sociais com os moradores do bairro do Novo Horizonte, em Mogi das Cruzes. Ela participa de atividades como rodas de conversas com os jovens.

Livros em Movimento

Livros viajam pelas linhas de ônibus de Mogi — Foto: Reprodução/TV Diário

Já que livro não deve ficar parado, uma das empresas que opera o transporte público de Mogi colocou os exemplares para viajar nas linhas da cidade.

Os passageiros, durante a viagem, podem escolher um livro para ler e, se quiserem, podem até levar o exemplar para casa, mas depois devem devolver no ônibus.

Além da compra de livros no início da ação, a empresa também recebeu doações. Os ônibus que contam com a “biblioteca” estão identificados visualmente. Ao todo, são cerca de 500 livros no acervo.

Quem quiser colaborar com a iniciativa, pode entregar as doações em caixas identificadas nos terminais de ônibus da cidade.

Espaço infantil da biblioteca do Centro Cultural de Mogi das Cruzes — Foto: Maiara Barbosa/G1

Parceria com Museu de Arte Sacra incentiva leitura em estação de metrô

Homem l? livro sentado em poltrona da sala de leitura do Museu de Arte Sacra na esta??o Tiradentes do Metr?
O Senac Tiradentes disponibilizou cerca de 600 livros na estação Tiradentes da Linha 1-Azul do Metrô, na região central da capital paulista.
As publicações podem ser acessadas no espaço de leitura que integra a sala que o Museu de Arte Sacra possui na estação, com livre acesso aos usuários do local de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas.
Os visitantes podem ler no próprio espaço ou levar um livro por vez, sem a necessidade de realização de cadastros ou empréstimos. Os títulos abordam cultura geral, assuntos contemporâneos sobre a sociedade e sobre a cidade de São Paulo.
Além de prever a inclusão semestral de novas publicações no catálogo, o espaço de leitura também contará com uma mediação de leitura por mês até abril, conduzida pela equipe da biblioteca do Senac Tiradentes.
“O livro é um potente instrumento de poder e acredito que esse projeto na comunidade levará leitores a refletirem cada vez mais sobre si mesmos, sobre os outros e sobre o mundo”, afirma Adriana Rafael, bibliotecária do Senac Tiradentes.
Cláudio Oliveira, bibliotecário do Museu de Arte Sacra, também destaca a parceria. “A ação é de grande importância para manter o espaço ativo e incentivar o hábito de leitura do público visitante. Além de estimular esse desejo pela leitura, também faz os usuários do Metrô pararem um pouquinho para apreciar e, até mesmo, levar um livro de que tenha gostado”.

A estação Tiradentes do Metrô está localizada na avenida Tiradentes, número 551.

Conheça também os cursos com inscrições abertas no Senac Tiradentes.

Amantes da leitura se reúnem para compartilhar experiências

Leitores assíduos do Livro,Prosa & Cia no Famigliare.

Grupo tem encontros mensais abertos ao público em restaurante de Ribeirão Preto

Há um ano e meio um grupo de funcionários da USP realiza encontros descontraídos e regados a um bom café. O motivo é a troca de informações sobre o tema de livros que acabaram de ler. Esse é o compromisso mensal dos integrantes do Clube de Leitura “Livro, Prosa & Cia” que agora abrem espaço para mais cadeiras, xícaras e novos leitores.

A ideia de criar o Clube surgiu, conta Ana Letícia Brunelli de Moraes, funcionária da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), após a realização de um curso oferecido em maio de 2017 pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP aos funcionários de Ribeirão Preto.

Proficiência na leitura e competência na escrita: práticas contextualizadas para o desenvolvimento profissional foi ministrado pela professora Maria Helena da Nóbrega, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP de São Paulo. O objetivo era desenvolver habilidades para as linguagens verbais e não verbais, valorizando a escrita e a capacidade de ler o mundo.

Entre as atividades desenvolvidas pelo curso, a da leitura de um livro que deveria ser apresentado em forma de opinião aos demais colegas “chamou a atenção dos participantes que decidiram continuá-la”, mesmo após o término do curso.

Assim, desde 2017, alguns dos funcionários da USP se encontram todos os meses para estimular a leitura, trocar livros e outras práticas culturais. Apesar de inspirado pela atividade do curso, o Clube de Leitura “Livro, Prosa & Cia”  trabalha, incentivando a leitura por temas, “ao invés de um livro único”, explica Ana Letícia.

Os temas são definidos pelos próprios integrantes do Clube, democraticamente pelo voto, e cada participante escolhe para ler um título de sua preferência, desde que relacionado ao tema. Na data marcada, eles se encontram para o bate-papo, inspirados pela leitura. “Acreditamos que, dessa forma, criamos um grupo mais aberto para diferentes interesses e gostos”, diz Ana Letícia.

Hoje com 10 integrantes assíduos, vindos das Unidades do Campus de Ribeirão Preto, o Clube de Leitura está aberto para a participação de qualquer interessado, ligado ou não à USP. E, para irem se preparando, o Clube informa datas e temas dos próximos encontros: 26 de janeiro – “Livros Clássicos”; 23 de fevereiro – “Mês Stephen King” e 23 de março – “Livros LGBTQ+”.

Os encontros são públicos, sempre no último sábado do mês, às 15 horas, na Familiare Empório Gourmet, Avenida Nove de Julho, 298, Jardim Sumaré, Ribeirão Preto. Para mais informações sobre o tema do mês, acesse o facebook e o instagram do clube.

Por: Vitória Junqueira

Fonte: Universidade de São Paulo – Campus Ribeirão Preto

Shopping Anália Franco inaugura Cantinho da Leitura colaborativo

Localizado no piso Acácia, o ambiente conta com uma estante de livros para adultos e, do outro lado, uma estante repleta de obras infantis. Dessa forma, pessoas de todas as idades poderão se entreter e ler novos títulos.Extremamente acolhedor, o local ainda conta com sofás, pufes, tapetes e muitas mensagens que incentivam não só a leitura, mas também a doação de novas obras.

Como o espaço é colaborativo, é esperado que, ao retirar um livro da estante para levar para casa, o leitor doe um exemplar já lido para que o Cantinho sempre tenha novas opções. Com isso, o empreendimento pretende incentivar o conhecimento e a prática de leitura aos mais jovens e reunir toda a família para momentos de muito lazer e cultura.

Cantinho da Leitura
Shopping Anália Franco – Piso Acácia
Av. Regente Feijó, 1.739 – Tatuapé – São Paulo
Tel: (11) 4003-4133
Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 10h às 22 h, e aos domingos e feriados, das 14h às 20h.

http://www.shoppinganaliafranco.com.br
http://www.facebook.com/shoppinganaliafranco
http://www.twitter.com/analiafranco
http://www.instagram.com/analiafranco

Estacionamento
Convencional: Até 3 horas – R$ 9,00 / Demais (por hora) + R$1,00
VIP: Até 2 horas – R$ 18,00 / Demais (por hora) +R$ 5,00
Motos: Cada período de 4h – R$ 3,00

Fonte: Viva Tatuapé

‘Tinder dos livros’: app promove interação e trocas de experiências e obras entre leitores

Leia_me” funciona como rede social e permite o compartilhamento de livros entre os usuários.

Por Camilla Resende

Equipe desenvolveu aplicativo para conectar leitores — Foto: Aluan Henrique Alves Cabral

Sabe aquele livro pegando pó na estante? E se você pudesse trocar ele por outro que ainda não leu e ainda conhecer pessoas no processo? É o que busca um aplicativo desenvolvido por leitores e programadores de Poços de Caldas, no Sul de Minas. Chamado de ‘Leia_me’, a ideia do app é que os usuários possam compartilhar suas experiências literárias e ainda emprestar ou trocar as obras que estão paradas em casa.

A ideia do aplicativo surgiu em 2017, quando a Organização Não Governamental Casa da Árvore participou de um programa de inovação em bibliotecas e conseguiu captar recursos para investir no desenvolvimento. Depois de uma pesquisa feita com leitores, Aluísio Cavalcante, designer de inovação da ONG, percebeu que os amantes da literatura desejam compartilhar suas experiências de leitura.

Além da troca de informações, outra aposta do Leia_me é incentivar que os leitores compartilhem as obras de seus acervos pessoais, como ressalta Aluísio.

O aplicativo vem no intuito de ser uma ponte para fazer circular o universo informal do mundo literário, que são os livros particulares. As pessoas têm muito o que trocar, o que emprestar e o que doar de livros que estão em suas estantes.”

Os primeiros usuários serão cadastrados como beta, ou seja, participaram também do desenvolvimento do aplicativo. Ao utilizar o Leia_me, eles são convidados a listar suas obras preferidas, marcar os livros que desejam ler e a parte dos próprios acervos que desejarem emprestar, trocar, doar ou vender.

Para Rodrigo José de Souza Silva, analista e desenvolvedor do aplicativo, que também diz er apaixonado por literatura, as trocas entre os usuários têm grande potencial.

O retorno que a gente pode ter encurtando o caminho entre um leitor e outro para poder pegar um livro emprestado, ou trocar uma ideia, é incrível. Com o aplicativo eu posso estar no sofá de casa e encontro outra pessoa com um estilo literário diferente do meu e posso trocar ideias com ela. Uma pessoa pode convencer a outra a expandir os seus horizontes. É um impacto social muito grande por aproximar as pessoas.”

Planos futuros

O Leia_me é um aplicativo gratuito disponível para os celulares do sistema Android. O download pode ser feito na loja de aplicativos oficial dos aparelhos. Apesar de ser novidade, não faltam planos para o futuro.

É um aplicativo gratuito, mas vamos desenvolver um modelo de negócio que gere receita, que seja um negócio de impacto social que promove transformações no contato com a leitura e que também gera receita para que isso contribua com os outros projetos de inovação em biblioteca e formação de leitores da ONG”, explica Aluísio Cavalcante.

Para divulgar o aplicativo, a equipe de desenvolvedores pretende mostrar a ideia em feiras literárias em 2019. Há também a busca por parceiros comerciais para que o modelo de negócio cresça e amadureça.

Lançamento

O evento está marcado para às 17h no Espaço Naya, 444, no Centro de Poços de Caldas. A entrada é gratuita, mas tem vagas limitadas. Os interessados devem se inscrever no site oficial.

Fonte: G1

Ação distribui livros em terminais de ônibus de São Paulo a partir desta quarta

Cem mil exemplares de dez obras da literatura universal serão distribuídos em quiosques de cinco terminais de ônibus
Ação distribui livros em terminais de ônibus de São Paulo a partir desta quarta.  Foto: Reprodução
Com o objetivo de estimular a leitura entre usuários de transporte público, a Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a SPTrans, promove, a partir desta quarta-feira (5), o projeto De Mão em Mão. Nele, cem mil exemplares de dez obras da literatura universal serão distribuídos em quiosques de cinco terminais de ônibus da cidade: Sacomã, Santo Amaro, Parque Dom Pedro, Terminal Bandeira e Cachoeirinha. (Consultar serviço abaixo) 

O público escolhe o livro de sua preferência com o compromisso de, terminada a leitura, passá-lo para outra pessoa. Dessa forma, a obra circula de mão em mão. A distribuição continuará nos terminais, nos mesmos dias da semana, enquanto durarem os estoques. A ação acontece em dois horários: das 7h às 10h e das 17h às 20h. As obras selecionadas são livros que há décadas divertem as pessoas, tendo passado por inúmeras gerações: O Cão dos Baskerville, de Arthur Conan Doyle; A Máquina do Tempo, H. G. Wells; A Ilha do Tesouro, de Robert Louis Stevenson; Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe; Viagem ao Centro da Terra, de Júlio Verne; O Ladrão de Casaca, de Maurice Leblanc; O Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde; A Volta do Parafuso, de Henry James; O Estranho Caso do Doutor Jekyll e do Senhor Hyde, de Robert Louis Stevenson; e O Fantasma de Canterville, de Oscar Wilde.

Serviço:

De segunda a sexta, das 7h às 10h e das 17h às 20h

Segunda-feira: Terminal Bandeira – Praça da Bandeira, Centro

Terça-feira: Terminal Vila Nova Cachoeirinha – Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte

Quarta-feira: Terminal Sacomã – Sacomã, Zona Sul

Quinta-feira: Terminal Santo Amaro – Santo Amaro, Zona Sul

Sexta-feira: Terminal Parque Dom Pedro – Centro

Geladeira é reaproveitada e vira prateleira de livros em Santos

‘Geloteca’ é abastecida a cada 15 dias com livros infantis e para adultos.

Por G1 Santos

Geladeira vira prateleira de livros em escola municipal de Santos — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

Uma escola municipal de Santos, no litoral de São Paulo, encontrou uma boa utilidade para uma geladeira que seria descartada. Ela se transformou em uma ‘geloteca’, que é uma prateleira de livros aberta à comunidade. O objetivo da iniciativa é incentivar os pais a lerem, cada vez mais, para os seus filhos.

O antigo eletrodoméstico está à disposição do público na Escola Municipal Cely de Moura Negrini ( (Praça Professor José Oliveira Lopes, 62, no Rádio Clube). A geloteca contém diversos livros para crianças e adultos.

Quem idealizou o projeto foi a bibliotecária da Secretaria de Educação, Cristina Zinezi. Ela explica que o perfil de cada geloteca é traçado de acordo com o público que frequenta a escola. Na parte do freezer estão os títulos para os adultos. Na parte de baixo, onde é mais acessível, ficam os livros infantis.

De acordo com a Prefeitura de Santos, a bibliotecária conta que desde a inauguração da prateleira mais de 80% dos livros já foram embora na escola pioneira do projeto. Por isso, o equipamento é abastecida a cada 15 dias. Ela ainda comemora a instalação de mais uma geloteca, na escola Pedro Crescenti (Av. Brigadeiro Faria Lima s/nº, no Rádio Clube), mas pede doações de geladeiras.

Quem puder ajudar doando uma geladeira pode entrar em contato com a Sebibli, pelo telefone 3224-1497.

Geladeira vira prateleira de livros em escola municipal de Santos — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santos

Fonte: G1

Para presidente da CBL, falta de leitura favorece notícias falsas

Luís Antonio Torelli é o responsável pela 60ª edição do Prêmio Jabuti

Na noite do próximo dia 8 de novembro, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, será realizada a 60ª edição do Prêmio Jabuti – considerado o principal reconhecimento e a mais tradicional honraria aos livros e aos escritores no Brasil.

A realização de um evento literário por seis décadas no país é um marco. De acordo com a pesquisa Retrato da Leitura, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. O Banco Mundial estima, com base no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que os estudantes brasileiros podem demorar mais de dois séculos e meio para ter a mesma proficiência em leitura dos alunos dos países ricos. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o mercado editorial encolheu 21% entre 2006 e 2017.

O primeiro Prêmio Jabuti, entregue em 1959, foi concedido para a obra “Gabriela Cravo e Canela”, do escritor Jorge Amado que, anos antes, na ditadura do Estado Novo (1937-1945), teve seus livros queimados em praça pública. A obra do escritor baiano foi o primeiro livro lido pelo menino Luís Antonio Torelli, hoje editor e presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade responsável pelo Prêmio Jabuti.

Em entrevista à Agência Brasil, Torelli falou sobre a premiação, a importância da leitura para a sociedade e sugeriu a ampliação de iniciativas que tenham como foco as bibliotecas. “Num país com poucas livrarias e com pouco acesso ao livro, fica quase impossível ter um programa de formação de leitores se as pessoas não têm onde buscar o livro. As bibliotecas cumprem essa lacuna. Não é só construir. Precisa de um acervo que convide e que seja atraente”, afirmou.

O especialista destacou ainda a importância da leitura e do conhecimento para o combate à disseminação de notícias falsas (fake news). “As pessoas formam opinião sem checar o que recebem, a origem dos dados ou quem é que está publicando. Quando você tem um pouco de conteúdo, proporcionado pela leitura, vê que aquilo não tem nenhum fundamento.”

Veja abaixo os principais trechos da entrevista concedida pelo especialista à Agência Brasil:

Agência Brasil: O que destaca nesta 60ª edição do Prêmio Jabuti?

Luís Antonio Torelli: O prêmio sofreu uma série de mudanças com a intenção de acompanhar o mercado editorial, os interesses dos leitores, e para que continue tendo a relevância que sempre teve. Juntos com o curador, Luiz Armando Bagolin [do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (USP)], fizemos uma condensação das categorias [eram 29, agora são 18]. Outra novidade é que não é mais preciso mandar os livros físicos para cá, pode ser feito por meio eletrônico (em arquivo PDF). Isso era um impedimento para que pequenas editoras e autores pudessem participar, por causa dos custos de postagem. Com isso, conseguimos ter este ano sete autores independentes finalistas do Jabuti. Conseguimos uma valoração maior para o prêmio. O Livro do Ano terá o prêmio de R$ 100 mil, era R$ 35 mil, além dos R$ 5 mil para cada finalista. Agora, concorrem ao grande prêmio aqueles que estejam no eixo literatura ou no eixo ensaios. A festa de premiação vai ser mais dinâmica e mais rápida.

Agência Brasil: Em 60 anos, o prêmio conseguiu acompanhar as mudanças na literatura brasileira, estar na vanguarda e reconhecer novos talentos?

Torelli: A ideia é dar visibilidade aos nossos autores e mostrar a nossa produção literária. O Prêmio Jabuti contempla isso porque tem amplitude maior do que outras premiações. Com as mudanças, ficará mais fácil dar oportunidades a novos talentos em todas as categorias. Qualquer editora com título selecionado faz questão de declarar que o autor é um indicado ou vencedor do Jabuti.

Agência Brasil: No exterior, quem mais se interessa por livros brasileiros?

Torelli: Na Feira de Frankfurt [Alemanha], encerrada no último dia 15, nos chamou muito a atenção a quantidade de chineses que foram ao netmaker que promovemos. Foram 48 editoras chinesas, dos mais variados tipos, procurando títulos brasileiros. Os alemães têm um interesse bastante grande na nossa produção. Os árabes, também. E ainda, o pessoal da América do Sul com quem fazemos um contraponto. Na Feira de Guadalajara [México, em novembro e dezembro de 2017], nós recebemos a visita de um grupo de bibliotecários norte-americanos que compraram muitos livros em português sobre o folclore brasileiro, sobre candomblé.

Agência Brasil: Durante esses 60 anos do Prêmio Jabuti, o Brasil se transformou do ponto de vista econômico e social. Por que ainda lemos pouco?

Torelli: A gente nunca colocou a educação e a leitura como metas do Estado. A sociedade trata a leitura como algo escravizante. Lembro desde minha época na escola que a relação com o livro é uma cobrança. Outro problema grave é que nossos professores leem muito pouco, também não têm o hábito da leitura. Não se cria nas universidades métodos e formas para que o professor consiga colocar o livro em sala de aula de maneira agradável. As aulas de literatura são chatas, desculpe a expressão. Eles não têm esse foco.

Agência Brasil: O que é o projeto Itinerários da Leitura da CBL?

Torelli: Na Bienal do Livro de São Paulo de 2018, nós lançamos o projeto Itinerários da Leitura. Uma iniciativa para apoiar o professor a estimular a leitura em sala de aula desde a infância, para formar o leitor de forma mais contundente e mais rápida. É na idade escolar que é mais possível criar o hábito de ler. Depois da influência da mãe em casa, é o professor na escola a principal figura para incentivar a leitura. O projeto está no nosso site. A intenção é que o documento sirva de referência para iniciativas de estímulo à leitura. Vamos ver se conseguimos levar a ideia ao Ministério da Educação no próximo governo.

Agência Brasil: Que importância tem estimular o hábito de ler?

Torelli: A leitura é transformadora. Não dá para falar em educação sem falar em leitura e vice-versa. Os testes internacionais de ciência, matemática e leitura mostram o Brasil lá na rabeira. As provas mostram claramente que os nossos alunos não conseguem interpretar um texto simples. Isso é falta de treinamento de leitura. É coisa que o país precisava se preocupar bastante. Eu, sinceramente, não escutei no discurso dos nossos presidenciáveis nenhuma referência a isso.

Agência Brasil: O senhor teria alguma sugestão ao próximo presidente da República ou ao ministro da Educação?

Torelli: Se eu pudesse fazer alguma recomendação para o próximo governo seria olhar mais atentamente para as bibliotecas. Num país com poucas livrarias e com pouco acesso ao livro, fica quase impossível ter um programa de formação de leitores se as pessoas não têm onde buscar o livro. As bibliotecas cumprem essa lacuna. Minha humilde sugestão ao próximo governo é ‘vamos olhar mais para as bibliotecas’. Não é só construir. Precisa de um acervo que convide e que seja atraente.

Agência Brasil: A falta do hábito de leitura favorece a circulação de notícias falsas?

Torelli: Pesa muito. A leitura te dá conhecimento e conteúdo. Na Bienal do Livro, dizíamos ‘venha fazer um download do conhecimento’. Quando você lê um livro para se aprofundar em um tema ou para passar o tempo sabe que as obras têm DNA, o ISBN [International Standard Book Number], uma editora, um autor conhecido. Essas notícias que lemos no WhatsApp muitas vezes não têm autoria, não têm fonte confiável. Não é apenas ler, mas saber o que está lendo. A gente está vendo isso nessas eleições. Verdadeiras barbaridades. As pessoas formam opinião sem checar o que recebem, a origem dos dados ou quem é que está publicando. Quando você tem um pouco de conteúdo, proporcionado pela leitura, vê que aquilo não tem nenhum fundamento.

Agência Brasil: Junto com as notícias falsas também circula intolerância. Há intolerância contra os livros?

Torelli: Não é só contra os livros, mas intolerância de forma geral. Pela facilidade que há para publicar pelas mídias sociais, há opinião para tudo, às vezes, com base em absurdos. Quando vejo alguma coisa estranha sobre os candidatos pergunto: ‘mas você leu isso?’. A resposta costuma ser ‘não li, mas ouvi a respeito’. A intolerância com livros é coisa que precisamos ficar muito atentos. O livro é quem nos traz o conhecimento, a informação. Você compra o que você quiser e lê o que quiser. O Estado não tem que ter esse tipo de interferência. Por que o Estado tem que dizer o que eu posso e o que eu não posso ler? A liberdade de expressão é fundamental. Nenhum país cresce, nenhum povo evolui com qualquer restrição a isso. O livro materializa a liberdade de expressão.

Fonte: Agência Brasil

E se a sua biblioteca privada fosse de todos nós?

Chama-se BiblioSol e é uma das propostas em votação no Orçamento Participativo Portugal. A ideia é simples – abrir as bibliotecas privadas ao usufruto público – e nasceu de uma constatação de Renato Soeiro: “A quantidade de livros que podiam ser tão úteis e que passam a vida fechados nas estantes…”.

A ideia surgiu (não só, mas também) porque Renato Soeiro sabe muito bem o que é ter uma grande biblioteca em casa e sabe muito bem o quanto ela poderia ser útil se mais pessoas, além de si e dos seus próximos, tivessem acesso ao que contém. A ideia surgiu porque Renato sabe que não está sozinho. “A quantidade de livros que há na casa das pessoas que podiam ser tão úteis e que passam a vida fechados nas estantes…”, lamenta ao PÚBLICO. Para esta ideia, que ganhou o nome BiblioSol – Rede Cooperativa de Leitores e é agora candidata ao Orçamento Participativo de Portugal, instrumento cuja votação decorre on-lineaté 30 de Setembro, contribuiu outra constatação: “Tanta gente, nomeadamente estudantes, tem de fazer longos percursos até uma biblioteca para ler o livro que pretende quando, se calhar, tem a morar ao lado uma pessoa que lho emprestava.”

A BiblioSol, explica Renato Soeiro, um dos proponentes, com César Silva, deste projecto (os dois tinham propostas semelhantes, que acabaram fundidas), pretende funcionar como uma rede através da qual as bibliotecas e os arquivos privados do país poderão abrir-se à comunidade, “sem prejuízo da propriedade e do usufruto do proprietário”.

O método idealizado para pôr a BiblioSol em prática é da maior simplicidade. Cada proprietário, assim o deseje, inscreve a sua biblioteca na rede, deixando o seu contacto e a sua morada e disponibilizando-se a ser abordado por leitores, também eles inscritos na rede, e devidamente autenticados para protecção dos espólios, em busca de obras ou áreas de saber específicas. Dessa forma, eliminam-se distâncias – “no fundo, é aquele velho projecto das bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, que levavam os livros a casa das pessoas” –, abre-se um rico e diversificado património privado à comunidade – “há espalhadas pelas vilas e aldeias, principalmente nas velhas casas senhoriais, colecções fantásticas de livros antigos que estão ali perdidos e que acabam por não servir para rigorosamente nada” – e, pormenor muito importante para Renato Soeiro, abrem-se portas a uma relação de proximidade, humanizada, entre o leitor e este novo bibliotecário.

Alguém que está a fazer um estudo sobre uma qualquer temática descobre na rede quem tem os livros que lhe interessam e põe-se em contacto. Quem empresta pode introduzi-lo ao livro, sugerir outras obras, fazer aconselhamento na investigação”, ilustra Renato Soeiro: “Permite uma relação que pode ser engraçada nos dois sentidos”, acrescenta este homem de 65 anos, morador em Francelos, Vila Nova de Gaia. Está a pensar, por exemplo, num velho professor jubilado que passa o seu saber a um jovem estudante e imagina este a retribuir, dando conta ao velho professor das novidades da área na qual aquele trabalhou toda a sua vida.

O apoio estatal solicitado na candidatura ao Orçamento Participativo de Portugal é de 70 mil euros e será canalizado para a criação do site que agregará a rede idealizada por Renato Soeiro e César Silva e para o apoio técnico posterior indispensável à catalogação das bibliotecas privadas aderentes, um esforço que os proponentes imaginam coordenado com a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

Além das vantagens já elencadas, garantia-se assim uma outra. Há algumas semanas, na sua crónica semanal no PÚBLICO, escrevia Pacheco Pereira: “Livros são uma das coisas que nos nossos dias têm mais probabilidade de ir parar ao lixo. Não exagero, é mesmo assim. As razões são cada vez mais habituais: despejos ou mudanças de casa sob a pressão das novas rendas e leis do inquilinato, e as novas casas por sua vez não têm espaço para os livros, divórcios, falecimentos, e ‘os meus filhos não se interessam por isto’”. Ora, com a rede instalada e a informação sobre os conteúdos destas bibliotecas publicamente disponível, Estado ou privados poderiam investir na preservação de acervos de relevo quando desaparecerem os seus proprietários. Renato Soeiro tem em casa, por exemplo, uma vasta colecção de filosofia e epistemologia reunida pelo professor Armando de Castro (1918-1999) que não encontrara lugar quer junto da família, quer na biblioteca da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, baptizada com o nome do advogado e economista. “Como me dava muito bem com ele, telefonaram-me e lá fui. Trouxe uma carrinha cheia do chão ao tecto com todos os livros dele de filosofia e epistemologia, com os seus apontamentos a lápis, o que é delicioso. É bom que se ponha à disposição de quem quiser.” Este é ponto fulcral.

“O que mais ninguém tem”

A história da biblioteca especializada de Armando de Castro, numa área que não se lhe associaria automaticamente, tem-na Renato Soeiro repetida, com outros nomes e noutros âmbitos. A sua biblioteca e arquivo, que se dedicará agora a “arrumar e catalogar, depois de anos de acumulação”, inclui abundante documentação sobre o movimento estudantil durante a vigência do Estado Novo, o que motivou, de resto, permutas com a Ephemera de Pacheco Pereira. Inclui também o material que foi recolhendo nos anos em que trabalhou no Parlamento Europeu em Bruxelas, enquanto membro do secretariado político do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Nórdica Verde e da Comissão Executiva do Partido da Esquerda Europeia, ou enquanto coordenador europeu da Esquerda Anti-Capitalista Europeia. “Às vezes os arquivos até são mais importantes do que os livros. Os livros são produzidos em grandes quantidades, os arquivos, os papéis, são mais perecíveis”, assinala.

Como em tudo, claro que há excepções. E a de que o proponente da BiblioSol nos fala exemplifica na perfeição o que se pode ganhar com as bibliotecas privadas que se pretende abrir. Durante alguns anos, Renato Soeiro criava com um escritor e poeta uns “livrinhos” especiais, em edição reduzidíssima e não comercial, que ambos distribuíam aos amigos no Natal. Algures em Dezembro, o poeta e escritor corria as ruas do Porto, pela noite, e deixava a obra exclusiva, com inéditos da sua autoria, nas caixas de correio das amizades contempladas. “O engraçado é que, certa vez, num programa de televisão de balanço literário de fim de ano, o [professor e ensaísta] Arnaldo Saraiva disse que um dos melhores livros do ano era um desses livrinhos que fazíamos. Gerou-se uma enorme confusão porque as pessoas iam às livrarias, procuravam e ninguém encontrava o raio do livro.”

O escritor era Manuel António Pina (1943-2012) e os “livrinhos” encontram-se na biblioteca de Renato Soeiro. Talvez um dia, se a BiblioSol se tornar realidade, um jovem estudioso da obra de Pina lhos requisite. Este poderá depois encaminhá-lo para uma raridade chamado La Nuit, pequena edição de 95 exemplares, em francês, que o autor de Cuidados Intensivos imprimiu com Renato Soeiro para oferecer numa feira do livro de Bordéus. Poderá mostrar-lhe mais ainda. “Além de ter sido muito meu amigo, [Manuel António Pina] é alguém com quem trabalhei numa actividade que não está divulgada, a de publicitário. Como todos os grandes poetas, também trabalhou uns anos em publicidade.” Juntos, criaram campanhas para a Apple, por exemplo, e Renato Soeiro guardou mais do que as memórias das “divertidas sessões nocturnas de criação publicitária”, de que dará conta, em Setembro, em conferência que apresentará na próxima Feira do Livro do Porto. “Tenho os apontamentos de tudo isso, dos textos, dos manuscritos, caixas e caixas de arquivos. Os livros muita gente terá, isto de certeza que mais ninguém tem.”

A BiblioSol quer justamente que não se perca o “que mais ninguém tem”. Para que todos tenham acesso às riquezas do património que tantos guardam entre portas. Para que a cadeia do conhecimento se propague, de leitor para leitor.

Fonte: ÍPSILON

Máquina que troca livros de literatura estará em Campinas de 7 a 9 de agosto

Entre os dia 7 a 9 de agosto, entre 10h e 18h, os campineiros poderão trocar livros antigos por novos na van da “A Incrível Máquina de Livros”, que ficará estacionada no Largo do Rosário, no centro da cidade.

Quem quiser participar, basta levar um livro novo ou usado em boas condições (não pode estar rasgado ou riscado), insere na máquina e aperta um dos dois botões disponíveis: adulto ou infantil. Automaticamente, a máquina fica com o livro e entrega um novo para o participante..

Cada participante pode colocar até três livros. Vale lembrar também que os livros inseridos na máquina serão futuramente trocados com outras pessoas e por isso não serão aceitos gibis, livros didáticos ou técnicos.

A máquina tem a capacidade de transformar mil livros por dia. São centenas de títulos disponíveis, como clássicos da literatura mundial e brasileira, escritoras infantis de sucesso como Eva Furnari e Ana Maria Machado, além das obras dos autores indicados ao Pêmio Jabuti. Os livros transformados, que podem ser novos ou usados, sempre são uma surpresa.

“A Incrível Máquina de Livros” rodou 15 mil quilômetros passando por 21 cidades em 13 estados brasileiros e já trocou mais de 30 mil livros. O projeto é uma iniciativa do Infinito Cultural em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e patrocínio do papel Pólen. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Serviço

Projeto “A Incrível Máquina de Livros”

Quando: 7 a 9 de agosto, terça a quinta, das 10h às 18h

Onde: Largo do Rosário – Centro. Campinas.

Participação gratuita.

Fonte: Carta Campinas

No dia do Escritor, campanha incentiva a leitura em todo país

Para participar, só precisa “esquecer” um livro em um espaço público da sua cidade

Texto por Educa Mais Brasil

No dia do Escritor, campanha incentiva a leitura em todo país (foto: Educa Mais Brasil)

Sabe aquele livro legal que está há meses parado na sua estante? Porque não desapegar e fazer a diferença na vida de alguém? Você pode deixá-lo no ponto de ônibus, dentro do metrô, naquele restaurante que você frequenta todos os dias ou em qualquer outro ponto da cidade. Com essa iniciativa você vai estar aderindo a campanha “Esqueça um livro e Espalhe conhecimento”, que acontece hoje (25.07) em várias capitais do país e tem o objetivo de disseminar o conhecimento e incentivar a leitura.

O projeto começou em abril de 2013, em São Paulo, pela iniciativa individual do jornalista Felipe Brandão. A ideia é inspirada no conceito de BookCrossing, criado nos EUA no começo dos anos 2000 e combina leitura e urbanidade. Hoje, a campanha possui voluntários em todo Brasil e já se tornou de domínio público. O que torna o projeto ainda mais especial é que ele ocorre no Dia Nacional do Escritor, data criada para homenagear aqueles que se dedicam às palavras escritas.

Para participar é muito simples, basta “esquecer” um livro em espaços públicos, escrever um recadinho para que a pessoa que o encontre entenda o projeto e, com essa pequena atitude, espalhar conhecimento por aí. A sugestão é que se escreva mensagens como: “Ei, você achou esse livro! Agora ele é seu” ou “Que tal ler esse livro e depois incentivar que outra pessoa faça o mesmo?”.

Em Salvador, a Fundação Gregório de Mattos (FGM), por meio da Gerência de Bibliotecas, Livros e Leitura, participa pela segunda vez desse projeto. Segundo Patricia Lins, da assessoria de comunicação da FGM, a arrecadação de livros estava sendo feita desde junho. “Ao todo, conseguimos arrecadar 3 mil exemplares”, contabiliza Lins. Dentre os volumes “esquecidos” estarão livros do Selo João Ubaldo Ribeiro, publicados pela própria Fundação, além dos que foram coletados com parceiros e entre os seus colaboradores.

Já em Cuiabá, duas das mais antigas entidades culturais e de preservação intelectual do estado participam da iniciativa este ano, dando ainda mais importância e amplitude ao evento. As entidades são o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHGMT) e da Academia Mato-grossense de Letras (AML). Os membros do instituto e da AML foram convidados a levarem dois ou três livros casa para que fossem “esquecidos” no Palácio da Instrução na capital.

A estudante de Medicina Veterinária Bruna Daltro não conhecia a ação, mas ficou muito animada em saber que existe um projeto como esse. “Eu acharia muito interessante se encontrasse um livro na rua e com um bilhetinho como esse”. Segundo ela, desapegar de alguns livros é algo comum e emprestá-los a amigos mais ainda. “Eu tenho em média uns 20 livros. Adoro ler. É uma forma de me divertir e conhecer outras culturas”, define a estudante.

Não é só Salvador e Cuiabá participam da ação. O projeto acontece em várias cidades do Brasil e, a cada ano, seu alcance só faz aumentar. Tudo isso é possível porque a divulgação acontece especialmente via Whatsapp. O importante é desapegar e compartilhar conhecimento com o mundo. E, para ações tão especiais como essa, toda contribuição é bem-vinda.

Fonte: Estado de Minas

MinC anuncia investimentos literatura e museus

Serão investidos quase R$ 9 milhões em literatura, bibliotecas e museus (Foto: Arquivo Infonet)

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lançou, nesta terça-feira (3), o Programa Leitura Gera Futuro (#leituragerafuturo), que prevê investimento de R$ 6 milhões em três editais, voltados para a criação de bibliotecas digitais, a realização de feiras literárias e a publicação de livros com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil. No mesmo evento, o ministro e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Marcelo Araujo, lançaram a 4ª edição do Prêmio de Modernização de Museus, que vai garantir R$ 2,8 milhões em prêmios para iniciativas de modernização e preservação do patrimônio museológico brasileiro.

No total, serão quase R$ 9 milhões investidos em setores até então carentes de recursos. Os editais serão publicados no Diário Oficial da União até sexta-feira (6) e ficarão disponíveis para consulta no portal do Ministério da Cultura (MinC) – www.minc.gov.br. Desde 2015, o Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC não lançava editais.

“Estamos cumprindo um compromisso assumido e retomando uma agenda que é fundamental para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade. Um dos diferenciais do programa #leituragerafuturo é que queremos fomentar a criação de  bibliotecas digitais, espaços contemporâneos de estímulo à leitura e acesso a livros por meios digitais”, ressaltou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Ele também destacou a importância do Prêmio de Modernização de Museus. “É uma forma de valorizar iniciativas modelo de preservação de nossos acervos museológicos. Nas edições anteriores, os valores dos prêmios variavam de R$ 10 mil a R$ 50 mil. A 4ª edição passa a oferecer premiação de R$ 100 mil, o que faz desse prêmio um dos maiores da área de museus em todo o território nacional”, afirmou. De acordo com o presidente do Ibram, Marcelo Araujo, o edital “representa a retomada de uma iniciativa importantíssima que responde à Política Nacional de Museus e oferece uma oportunidade de consolidação para as instituições museológicas brasileiras”.

Livro, leitura e bibliotecas

Em sintonia com as novas tecnologias, o edital Bibliotecas Digitais destinará R$ 2 milhões (R$ 100 mil por prêmio) para fomentar a criação do conceito de biblioteca digital em vinte bibliotecas públicas estaduais ou municipais do país. O edital prevê a aquisição de leitores de livros digitais (e-readers) e de licenças e direitos para acesso digital a conteúdos e livros, além de ações de modernização e adequação da estrutura, tornando os espaços mais atrativos. Conforme previsto na modalidade de convênios, a contrapartida de cada biblioteca será de 20%, podendo ser comprovada em bens e serviços adicionados.

Em outra frente, o MinC vai aportar R$ 3 milhões para 17 ações literárias no país, como feiras, jornadas e bienais, entre outros. Três projetos receberão R$ 400 mil cada; quatro, R$ 200 mil cada; e dez, R$ 100 mil cada. Podem concorrer entidades privadas sem fins lucrativos. Um dos pré-requisitos para inscrição do projeto é que o evento já tenha sido realizado pelo menos uma vez. Receberão pontuação extra feiras que sejam acessíveis para pessoas com deficiência e as que promovam intercâmbio literário com outros países
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Outro edital lançado pelo ministro nesta terça-feira garante R$ 1 milhão em prêmios para obras literárias com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil, comemorados em 2022. Serão premiadas 25 obras no valor de R$ 40 mil cada. Podem concorrer pessoas físicas brasileiras ou naturalizadas, com obras inéditas.

Modernização de museus

O MinC, por meio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), vai distribuir 28 prêmios de R$ 100 mil cada, totalizando R$ 2,8 milhões, para iniciativas bem-sucedidas de modernização e preservação do patrimônio museológico implementadas por instituições museológicas ou por mantenedores de museus, no período de 2015 a 2018.

Os prêmios poderão ser utilizados no desenvolvimento de pelo menos uma das seguintes iniciativas: ações e estudos estratégicos para a modernização de instituição museológica, inclusive gestão e sustentabilidade; manutenção das ações/programações museológicas regulares; setor educativo; exposições; preservação e digitalização de acervos museológicos; atividade editorial e curatorial em instituição museológica; capacitação de funcionários e gestores para atividades específicas no campo museológico; reforma, reaparelhamento e modernização de museus (infraestrutura); adaptação de espaços para acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida e pessoas com deficiência; ações de difusão, divulgação e promoção institucional; e ações para prevenção de riscos ao patrimônio museológico (implementação de plano de gestão de riscos, plano de emergência, plano de segurança para intervenções em bens imóveis).

Fonte: Infonet

Literatura ambulante disponível nas ruas de Ribeirão Preto

Projeto cultural que recebe livros doados e devolve uma nova leitura para o doador passa três dias em Ribeirão Preto antes de seguir para outras cidades do País

A Máquina de Livros:Troca de livros pode ser feita até o final da tarde de hoje, na praça XV de Novembro, no Centro de Ribeirão Preto (foto: Matheus Urenha / A Cidade)

Até o fim da tarde de hoje, a Praça XV de Novembro é ponto de encontro para os apaixonados por livros que querem ampliar o repertório de leitura. Rodando 15 mil quilômetros e passando por 21 cidades em 13 estados brasileiros, o projeto “A Incrível Máquina de Livros” traz a proposta de leitura consciente, onde o leitor doa um livro para o carro ambulante, e este lhe entrega aleatoriamente um novo livro.  

O projeto surgiu da parceria da agência Infinito Cultural com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) em 2012, durante a Bienal do Livro de São Paulo. Um protótipo da máquina foi criado para testar sua viabilidade, mas somente cinco anos depois é que aconteceu a primeira temporada em algumas cidades do interior paulista. Este ano, devido a patrocínio, teve temporada nacional.

Valorização do livro  

“Em um mundo cada vez mais conectado e digital, é de extrema importância trazer a relevância dos livros na educação e formação, de uma forma leve e descontraída. A proposta é trabalhar o lúdico e despertar o interesse pela leitura a partir da valorização do objeto livro” explica Fauze Jibran, integrante da agência Infinito Cultural e idealizador do projeto.  

Gratuita e aberta à participação de qualquer pessoa, a máquina recebe livros de categoria adulta e infantil, com um limite de três livros por pessoa. Como serão repassados a outros doadores, não são aceitos gibis, livros didáticos e obras técnicas.  

Seguindo viagem por Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Blumenau (SC), Curitiba (PR), Londrina (PR), São Paulo, Guarulhos, Campinas, Barueri e São Bernardo do Campo (SP), a boa repercussão do projeto traz a sensação de dever cumprido. “Ver a participação e engajamento de tantas pessoas é acreditar que projetos culturais trazem inúmeros benefícios à sociedade.   

Recebemos muitas manifestações de apoio, de pessoas que vão até a máquina e participam efetivamente do projeto”, comemora Fauze.  

Presente na cidade desde domingo (24), o grande objetivo é fazer com que aconteçam temporadas frequentes por todo o País. “É nosso grande sonho. O Brasil ainda tem mais de cinco mil cidades que poderiam receber o projeto”, observa Fauze. (Bruna Zanatto, com supervisão de Angelo Davanço) 

“O maior intuito é atrair a atenção das pessoas para a importância da leitura e do objeto livro. Num país que investe muito pouco em projetos de literatura, resgatar o prazer de ler de uma forma moderna e lúdica é fundamental. Até agora ultrapassamos todas nossas expectativas. A passagem da máquina pelas cidades foi um sucesso” (Fauze Jibran
Idealizador do projeto) 

Fonte: A CidadeON/Ribeirão Preto

Marília divulga a programação da 9ª edição do Projeto Janela Literária

Evento será realizado neste sábado (9), das 9h às 13h. Entrada é gratuita.

Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Cultura, vai promover neste sábado (9), a 9ª edição do Projeto Janela Literária, das 9h às 13h, na Biblioteca Municipal “João Mesquita Valença”.

A programação desta edição conta com várias atrações, como a I Feira de Troca de Livros, 10º Encontro de Escritores Marilienses, contação de histórias e a exposição “Coleção Tátil de Maquetes das Catedrais do Mundo”, além de oficina de xadrez com o ex-árbitro auxiliar da Confederação Brasileira – Felipe Brene.

A chefe da biblioteca, Rosane Fagotti Voss, convida a população a prestigiar mais uma edição do Janela Literária. “Vamos ter muitas atrações e certamente a população ficará satisfeita. A entrada é gratuita e a nossa biblioteca está à disposição de todos.”

Rosane Fagotti destacou a I Feira de Troca de Livros. “Teremos estandes no calçadão em frente da biblioteca. Você pode trocar um livro por outro livro, ou um livro por dois gibis, ou ainda um livro por um brinquedo. Serão mais de 500 títulos em ótimo estado de conservação que estarão disponibilizados para troca”, disse.

Serviço

9ª edição da Janela Literária:

Data: 9 de junho.

Horário: 8h30 às 13h.

Local: Biblioteca Municipal “João Mesquita Valença” – Rua São Luiz, 1295, centro.

Fonte: G1 – Bauru e Marília

Três mil livros infantis serão distribuídos de graça em SP e RJ

Preços e informações apuradas em 21/05/18 e sujeitas a mudança sem aviso prévio.

Ter acesso à leitura de livros é muito importante para o desenvolvimento cognitivo dos pequenos. Com o intuito de promover a leitura e facilitar o acesso à cultura, a partir desta segunda-feira (21) a Saraiva, uma das maiores redes varejistas de educação, cultura e entretenimento, espalha pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro mais de três mil títulos infantis.

As obras estarão disponíveis gratuitamente nos ninhos de livros, pequeninas bibliotecas colaborativas em formato de casinhas de passarinhos, espalhados em mais de 40 pontos da capital paulista e carioca. Nos espaços, você que tem livros em casa também pode deixar uma obra para outra pessoa. Com isso, será possível continuar o ciclo de trocas de livros.

Grandes clássicos da literatura infantil vão fazer parte dos títulos disponíveis. Entre eles obras como Chapeuzinho VermelhoPinóquioPeter PanBranca de Neve e outros títulos, como Bailarinas Encantadoras, As Fadas, O Grande Livro da Fazenda, Os piratas barulhentos, entre outros.

“Acreditamos no poder transformador dos livros e por isso continuamos a investir no incentivo à leitura e em mais acesso à cultura e educação. Em mais de um ano e meio de projeto com a Saraiva, passaram mais de 615 mil livros pelos ninhos, trocados e compartilhados por diferentes perfis de leitores”, diz Sabrina Sakakura, gerente de marca e comunicação da Saraiva.

Ninhos de Livros estão espalhados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Créditos: divulgação

Ao passar por um dos ninhos de livros, você poderá conferir de perto a nova identidade visual do projeto. Com o novo layout, as casinhas ganharam traços personalizados que remetem as duas cidades onde os ninhos estão alocados, como uma forma de homenageá-las. Para a cidade de São Paulo, o layout tem referências mais urbanas que remetem ao grafite com desenhos de prédios. Já no Rio de Janeiro, a nova identidade faz referência ao mar, com ondas.

“Cada local escolhido das cidades gera uma interação nova e diferente com os ninhos, pois cada comunidade tem um perfil próprio, como, por exemplo, no Arpoador, onde há uma troca intensa de livros em outras línguas, ou no Beco do Batman que tem uma troca maior por biografias e livros de filosofia. A cada feedback positivo e maior envolvimento do público, o projeto ganha mais força e nos inspira a continuar investindo, cada vez mais, no incentivo à leitura”, completa Sabrina.

Os ninhos de livros também podem ser encontrados nas estações de trem da SuperVia, no Rio de Janeiro. A parceria fechada em agosto do ano passado contempla as estações Central do Brasil, São Cristóvão, Maracanã, Madureira e Nova Iguaçu e tem gerado bons resultados, com uma rotatividade constante. Em média, são trocados 30 livros por dia em cada ninho totalizando, aproximadamente, em torno de 50 mil títulos desde o inicio da parceria.

Clique aqui e confira onde encontrar um ninho de livros mais perto de você.

Fonte: Catraca Livre

Em São Paulo, ONU Mulheres promove amanhã sua 1ª caça aos livros sobre igualdade de gênero

A estação Vila Prudente, do metrô de São Paulo, será palco amanhã (25), às 14h, da primeira caça aos livros promovida pela ONU Mulheres no Brasil. Participantes terão uma hora para encontrar uma das 150 cópias do livro “Malala: a menina que queria ir para a escola”, da brasileira Adriana Carranca. Desses volumes, 30 trazem um cupom para a troca por mais uma obra, escolhida e autografada por atrizes e personalidades brasileiras e estrangeiras, como a britânica Emma Watson, embaixadora da Boa Vontade da agência das Nações Unidas.

Atriz Emma Watson esconde livros no metrô de Londres. Imagem de novembro de 2016. Foto: Instagram/Emma Watson

A estação Vila Prudente, do metrô de São Paulo, será palco amanhã (25), às 14h, da primeira caça aos livros promovida pela ONU Mulheres no Brasil. Participantes terão uma hora para encontrar uma das 150 cópias do livro “Malala: a menina que queria ir para a escola”, da brasileira Adriana Carranca. Desses volumes, 30 trazem um cupom para a troca por mais uma obra, escolhida e autografada por atrizes e personalidades, como a britânica Emma Watson, embaixadora da Boa Vontade da agência das Nações Unidas.

A ação do organismo internacional visa incentivar a leitura de obras escritas por mulheres e que abordem igualdade de gênero, raça e etnia. A inciativa foi inspirada no clube de leitura online de Watson, chamado “Nossa estante compartilhada” (do inglês, “Our Shared Shelf”). Famosa por interpretar a Hermione da série Harry Potter, a atriz enviou para o Brasil um volume assinado do livro “A Cor Púrpura”, de Alice Walker.

A caça aos livros da agência das Nações Unidas leva o nome do Movimento ElesPorElas (HeForShe, em inglês), criado pela ONU para trazer homens e meninos para a luta pelo fim das desigualdades de gênero. O projeto está aberto para receber apoio de qualquer pessoa, sejam homens ou mulheres. Com o jogo no metrô de São Paulo, o organismo internacional espera envolver mais jovens no movimento.

Queremos incentivar cada vez mais a leitura de livros sobre mulheres inspiradoras e sobre a igualdade de gênero, em especial entre jovens, pois a leitura é uma fonte poderosa de conhecimento e empoderamento. A literatura feminista é capaz de nos trazer novas perspectivas, de transformar a nossa maneira de pensar, de nos fornecer novas referências de representatividade, e de eliminar preconceitos, de modo a inspirar os leitores e leitoras a se tornarem conscientes de comportamentos preconceituosos e que discriminam e se tornarem agentes da mudança para a igualdade de gênero”, disse Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

Atrizes e apresentadoras brasileiras também apoiam caça aos livros

As integrantes do elenco do Canal GNT, Astrid Fontenelle, Bela Gil, Fernanda Rodrigues, Gaby Amarantos, Helena Rizzo, Mariana Weickert, Micaela Goes, Mônica Martelli e Pitty também deram sua contribuição para a caça aos livros, selecionando obras para as sortudas e sortudos que acharem os cupons premiados.

Outros títulos foram escolhidos por Camila Pitanga, embaixadora da ONU Mulheres no Brasil, Taís Araújo e Kenia Maria, defensoras dos Direitos das Mulheres Negras da agência das Nações Unidas, e Juliana Paes, defensora para a Prevenção e a Eliminação da Violência contra as Mulheres. A diretora-executiva da Mauricio de Sousa Produções, Mônica Sousa, e a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, também mandaram volumes para a competição.

A Caça aos Livros ElesPorElas HeForShe é realizada em parceria com o Metrô de São Paulo e com o apoio das empresas Atento, Avon, Canal GNT e Heads Propaganda.

Confira abaixo as obras que foram escolhidas e doadas pelas personalidades apoiadoras da ação:

Malala, a menina que queria ir para a escola

Adriana Carranca

A cor púrpura

Alice Walker

A princesa salva a si mesma neste livro

Amanda Lovelace

Um defeito de cor

Ana Maria Gonçalves

Mulheres, Raça e Classe

Angela Davis

Mônica Força

Bianca Pinheiro

Sejamos todos feministas

Chimamanda Adichie

Para educar crianças feministas

Chimamanda Adichie

A hora da estrela

Clarice Lispector

Mulheres que correm com os lobos

Clarissa Pinkola Estés

Ponciá Vicêncio

Conceição Evaristo

Olhos d’água

Conceição Evaristo

A amiga genial

Elena Ferrante

Vivendo minha vida

Emma Goldman

Histórias de ninar para garotas rebeldes Vol. 1 e 2

Francesca Cavallo e Elena Favilli

Lute como uma garota

Laura Barcella e Fernanda Lopes

O Conto da Aia

Margaret Atwood

As cientistas: 50 mulheres que mudaram o mundo

Rachel Ignotofsky

Fome

Roxane Gay

O segundo sexo

Simone de Beauvoir

Um teto todo seu

Virginia Woolf


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Para informações à imprensa, contatar:
Amanda Talamonte
Coordenadora do Movimento ElesPorElas HeForShe
ONU Mulheres Brasil
Email: amanda.talamonte@unwomen.org

Fonte: ONU BR

Projeto de incentivo a leitura inscreve hospitais para doação de livros

Estão abertas as inscrições para o projeto Dose de Leitura, que promove a doação de livros para hospitais de todo o país, com o objetivo de incentivar o hábito da leitura e levar entretenimento para pacientes, acompanhantes e visitantes das unidades de saúde.

As instituições interessadas devem entrar em contato pelo site do grupo Projetos de Leitura ou pelos telefones (11) 2743-9491 / 2743-8400 / 95272-9775.

Os 13 hospitais contemplados nesta edição vão receber um carrinho expositor e 200 exemplares de livros do autor Laé Souza, que trazem crônicas curtas, humor e sátira voltados aos públicos juvenil e adulto.

Com a participação de funcionários da instituição, o carrinho expositor, que funciona como uma biblioteca ambulante, circula pelo hospital disponibilizando os livros para leitura aos pacientes e visitantes. O projeto já foi aplicado em unidades da Bahia, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Fonte: A Tarde

O caminho para a liberdade: conheça o projeto que leva livros para presas

Projeto recolhe obras literárias para serem doadas a detentas. O primeiro acervo será distribuído esta semana. O objetivo, agora, é ampliar a proposta e criar mecanismos para que essas mulheres tenham novas perspectivas ao sair da prisão

O bibliotecário Cristian Brayner é o idealizador da iniciativa: literatura tem vocação universal e transita livremente
(foto: Ed Alves/CB/D.A Press )

A liberdade e a distância dos julgamentos são algumas das características do ambiente que a literatura pode proporcionar. É por meio da criação desse clima que um projeto pretende ajudar as detentas do Presídio Feminino de Brasília, a Colmeia — com um olhar desprendido de princípios, mas focado na educação. De várias regiões de Brasília e até mesmo de Recife e da Bahia vieram mais de 172 obras literárias doadas para a iniciativa. O acervo, previsto para chegar à unidade de detenção esta semana, tem como objetivo contribuir para muito mais do que apenas a remição de pena das presidiárias.

Idealizador do projeto, o bibliotecário e doutor em literatura Cristian Brayner, 40 anos, conta que a ideia surgiu a partir da publicação em uma rede social de duas pessoas que arrecadavam livros para serem distribuídos às detentas. O objetivo, agora, é ampliar a proposta e criar mecanismos para que essas mulheres tenham novas perspectivas ao sair da prisão e retornar ao ambiente familiar. “As obras servirão de pontapé inicial para uma política pública séria. Sei que lá (no presídio) existe uma biblioteca, mas precisamos entender a necessidade da comunidade e dar circulação para esses textos”, explica.

O livro, segundo o bibliotecário, é um instrumento cultural de fácil circulação no sistema prisional, o que deve impulsionar o projeto. O objetivo no longo prazo é vinculá-lo às secretarias de Educação e de Segurança Pública e buscar o apoio de instituições de ensino superior públicas e privadas. Na avaliação de Bayner, a literatura tem vocação universal e, por isso, transita livremente. “Temos uma limitação de produtos culturais em presídios, até mesmo por questões de segurança. Mas, com uma obra literária, podemos tocar essas mulheres para sempre.”

Mudança

Inserir a literatura no cotidiano das detentas pode representar uma quebra de paradigma. O sentimento de culpa pelas pessoas que as esperam do lado de fora, como filhos e outros familiares, acaba inibindo a vontade de estudar. “A leitura pode ajudar a amenizar o sentimento de solidão, pode ampliar perspectivas e mostrar outras vidas e mundos possíveis, uma vez que permite a quem lê a oportunidade de, a partir de diferentes gêneros literários, conhecer e imaginar experiências diferentes das suas”, comenta a professora de língua portuguesa Gina Vieira Ponte de Albuquerque, especialista em educação a distância e em desenvolvimento humano, educação e inclusão escolar.

“Ler liberta a imaginação e estimula a criatividade. Quando lemos, aprofundamos o nosso nível de autoconhecimento e fortalecemos a nossa consciência crítica, porque, a partir da leitura, conseguimos elaborar emoções e sentimentos que, normalmente, temos dificuldades para nomear”, detalha a professora.

A diretora executiva da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), Dilma Imai, considera que a literatura dentro do cárcere funciona para impulsionar as detentas. “Esse tipo de ação trabalha até mesmo a autoestima. Temos muitos depoimentos de pessoas que foram presas e passaram a reconhecer a importância da leitura”, destaca. A Funap é responsável pela ressocialização, qualificação profissional e empregabilidade de presas no Distrito Federal, onde há cerca de 700 mulheres encarceradas e aproximadamente 16 mil homens, segundo a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF).

Para saber mais 

Redução de pena

Ler pode reduzir o tempo de pena dos detentos dos regimes fechado e semiaberto. A decisão está em vigor desde 2016, autorizada pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. De acordo com a portaria, a cada livro lido, o detento poderá ter remição de quatro dias. É preciso apresentar uma resenha sobre o assunto abordado no texto perante uma banca. As normas preveem que o preso terá o prazo de 21 a 30 dias para terminar de ler a obra. A cada ano, o infrator pode reduzir até 48 dias da condenação.

Participe 

Saiba como doar

Telefone: (61) 98193-8688

E-mail: crijol@gmail.com

Texto por Walder Galvão

Fonte: Correio Braziliense

Conheça as iniciativas do Governo Paulista para incentivar a arte literária

Secretaria da Cultura do Estado mantém vários programas que proporcionam oportunidades aos interessados em literatura

A literatura é uma arte capaz de transmitir diversos ensinamentos e emoções. Além de expressar múltiplas perspectivas de uma realidade recriada, a prática também nos permite adquirir conhecimento e sabedoria, de modo a fortalecer o crescimento pessoal e intelectual. Em apoio a essa atividade, a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo mantém vários programas que proporcionam oportunidades aos interessados na arte literária.

Voltado especificamente ao gênero de romance, o Prêmio São Paulo de Literatura foi criado em 2008 e, desde então, é realizado anualmente. O objetivo é valorizar a criação literária em língua portuguesa e estimular novos autores. Assim, cada edição tem como foco a produção literária do ano anterior.

Categorias

Composto por duas categorias, concorrem ao “Melhor Livro do Ano” os autores que já tenham publicado romances anteriormente. A categoria “Melhor Livro do Ano: Autor Estreante” é destinada a escritores novatos no gênero, mesmo que já tenham publicado livros de contos, poesia e reportagens, entre outros.

Obrigatoriamente, as obras devem ser em modelo impresso e a primeira edição mundial deve ter sido lançada no Brasil. Na competição, inicialmente, o júri, composto por dez especialistas do meio literário, faz a seleção de dez finalistas em cada categoria. Depois dessa etapa, com cinco integrantes, cabe ao júri final a escolha de apenas um vencedor para cada categoria.

O Prêmio São Paulo de Literatura oferece R$ 200 mil para o ganhador da categoria “Melhor Livro do Ano”. Já para o vencedor do “Melhor Livro do Ano: Autor Estreante”, o prêmio é dividido para escritores com até e mais de 40 anos: cada um leva para casa a quantia de R$ 100 mil.

Em 2017, houve 201 romances concorrentes, dos quais 98 na categoria “Melhor Livro do Ano” e 103 autores estreantes. Os finalistas foram Maria Valéria Rezende, com a obra denominada “Outros Cantos”, na categoria “Melhor Livro do Ano”, Franklin Carvalho, com o livro “Céus e Terra”, estreante com mais de 40 anos, e Maurício de Almeida, com o exemplar “A Instrução da Noite”, estreante abaixo de 40 anos.

Casa das Rosas

Composta pelo estudo e propagação da poesia e da literatura, a Casa das Rosas promove eventos culturais com uma intensa programação de atividades. O espaço realiza oficinas de criação e crítica literárias, palestras, ciclos de debates, exposições, apresentações literárias e musicais, saraus, lançamentos de livros, performances e apresentações teatrais, entre outras práticas.

Com aproximadamente 20 mil volumes, o acervo, denominado Espaço da Palavra, tem acesso livre para leitores cadastrados. Os livros podem retirados em até dois volumes por vez, com direito à renovação, desde que não haja reserva da obra. No ano de 2017, o museu recebeu mais de 239,5 mil pessoas.

Casa Guilherme de Almeida

A Casa Guilherme de Almeida, além de ser o primeiro museu-casa biográfico e literário da cidade de São Paulo, também é composta por um acervo de móveis, peças decorativas e objetos de arte, como livros, quadros e utensílios que foram colecionados pelo poeta e pela esposa. Inaugurado em 1979, o espaço teve um público de mais de 11,6 mil pessoas em 2017.

Marcada por contações de histórias e encontros com escritores consagrados, o programa Viagem Literária desenvolve atividades significativas anualmente, sempre no segundo semestre do ano. Criado em 2008 e reestruturado em 2012, o programa é executado em três módulos.

Na primeira fase, contadores de histórias se apresentam em todos os municípios participantes. Na segunda fase do projeto, ocorrem encontros entre escritores e público, geralmente nas bibliotecas de cada cidade. Na terceira fase, oferecida uma capacitação, em São Paulo, aos funcionários das bibliotecas municipais. Na 10ª edição, em 2017, o Viagem Literária percorreu 90 municípios e contou com 340 atividades.

ProAc Editais

Para descentralizar o acesso da população à arte, o ProAc Editais apoia financeiramente projetos artísticos, selecionados por meio de editais, para estimular a circulação de espetáculos e a produção em cidades do interior e litoral de São Paulo.

Lançados anualmente, os editais funcionam como concursos, nos quais as iniciativas inscritas são avaliadas por uma comissão composta por especialistas do segmento escolhido, podendo ser nas áreas de expressões culturais, tais como, teatro, dança, música, literatura, circo, artes cênicas para crianças, festivais de arte, audiovisual, museus, diversidade e artes visuais.

Os selecionados recebem prêmios em dinheiro, pré-estabelecidos nos editais. Os grupos beneficiados pelo ProAC devem obrigatoriamente oferecer contrapartidas sociais, na forma, por exemplo, de exibição de espetáculos a preços populares ou gratuitos.

Assim, o programa também promove o acesso da população à produção artística regional. Criado em 2009, o ProAc Editais recebeu um total de 5.218 projetos inscritos e selecionou 416 projetos.

Biblioteca de São Paulo

Contribuir para o incentivo à leitura e aproximar o universo dos livros de públicos diversificados é um dos objetivos da Biblioteca de São Paulo. Além de tentar seguir o conceito de “biblioteca viva”, assim como a Biblioteca Villa-Lobos, o acervo é diversificado e acessível justamente para contribuir para que todos tenham acesso à leitura e à cultura.

Com uma programação cultural que inclui palestras, contação de histórias, cursos, oficinas, discussões sobre temas literários, intervenções teatrais, apresentações musicais, cursos diversos e brincadeiras, a Biblioteca de São Paulo também contará com uma Oficina de Escrita Criativa: Tecendo Palavras – Entre a Memória e a Ficção, com o escritor Marcelo Maluf, em 18 e 25 de abril, das 14h às 18h.

A oficina apresentará autores e obras que mergulham nesse universo e, a partir dessa premissa, proporá aos participantes que também produzam textos ficcionais e memoriais. A ação é indicada para visitantes a partir de 16 anos e as inscrições podem ser realizadas pelo site da biblioteca.

Fonte: SP Notícias

Caravana da Leitura ocorre em Itu no dia 5 de abril

Projeto estará na Praça da Matriz.

Caravana da Leitura conta com livros com preços simbólicos de R$2

No dia 5 de abril (quinta-feira), a Caravana da Leitura estará na Praça Padre Miguel (Matriz), das 9h30 às 17h. O projeto, realizado pelo Grupo Projetos de Leitura, aprovado pelo Ministério da Cultura, ocorre em Itu com o apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

A Caravana da Leitura percorre cidades brasileiras desde 2004 oferecendo livros para o público infantil, juvenil e adulto, pelo valor simbólico de R$2, com exemplares que apresentam histórias do cotidiano em uma linguagem bem-humorada e pontuada por reflexões.

Aos amantes da literatura, a atividade oferece uma ótima oportunidade para rechear a estante e saciar o desejo de boa cultura. “Buscamos quebrar o estigma de que o brasileiro não gosta de ler. Temos leitores sim, o que falta é oportunidade e acessibilidade aos livros para que as pessoas descubram o prazer da leitura”, diz Laé de Souza, idealizador do projeto.

Para a realização das atividades, uma tenda é montada em praça pública com a exposição de livros. Como em uma feira livre, as pessoas podem circular, pegar os livros, ler, comprar e obter orientações de uma equipe multidisciplinar que auxilia os leitores na escolha das obras. A ideia da tenda é aproximar as pessoas de forma livre e sem compromisso, permitindo que elas se sintam parte integrante desse grande movimento em prol da leitura.

Fonte: Itu Cultura

Mulheres trocam serviços domésticos por leituras na periferia

A ideia da Coletiva ELAS é apresentar trechos e obras feministas a donas de casa da zona norte de SP

Créditos: Reprodução / Coletiva ELAS
O Coletiva ELAS é um grupo artístico liderado pela atriz Rafaela Castro

Já imaginou a moeda de troca de um serviço ser a leitura de um trecho de uma obra literária? Essa é a proposta do jogo performático “Cuidando da Casa”, da Coletiva ELAS, em que o grupo artístico liderado pela atriz Rafaela Castro oferece às donas de casa da zona norte de São Paulo um dia de trabalhos domésticos, como lavagem de roupa, limpeza da casa ou até mesmo preparação de comida.

A ideia da iniciativa é fazer com que as mulheres que vivem na região do Jaraguá, zona norte da cidade, tenham acesso e leiam trechos e obras feministas, enquanto as atrizes fazem o trabalho doméstico.

O jogo cênico da Coletiva ELAS faz parte do projeto M.U.L.H.E.R, contemplado pelo Programa Municipal de Valorização de Iniciativas Culturais – VAI, que visa misturar a ficção e a realidade de duas atrizes periféricas com as histórias de vida tecidas em conjunto com mulheresparticipantes da ação.

Durante todo o processo, as atrizes vão fazer provocações às mulheres, questionando-as sobre o conteúdo lido. Estas, por sua vez, podem interromper a atriz que está trabalhando para sanar dúvidas sobre a leitura também. O encontro não possui tempo limite, sendo encerrado sempre com o fim de um dos motores da ação: ou quando o texto acaba, ou quando o serviço acaba. Para finalizar a imersão, as atrizes vão coletar depoimentos em vídeo das donas de casa sobre a experiência vivida por elas.

A partir dessa ação, a Coletiva produzirá uma performance cênica baseada na vivência com essas mulheres e irá apresentá-la na EMEF Brigadeiro Henrique Raymundo Dyott Fontenelle e no CEU Pêra Marmelo, em 12 sessões gratuitas e abertas ao público geral. O processo criativo tem orientações da artista convidada Mônica Rodrigues, que fará a preparação vocal do elenco. As apresentações estão previstas para acontecer em junho de 2018, mas ainda não há datas fechadas.

Além da performance cênica, o grupo produzirá um fanzine como forma de registro do trabalho. O impresso será distribuído após o término das apresentações e serão deixados alguns exemplares em equipamentos públicos.

Fonte: Catraca Livre

Sarau dos Médicos Escritores acontece nesta quarta-feira (7) em Ribeirão Preto

Encontro é comandado pelo médico e escritor, Nelson Jacintho, e reúne grupo de amigos que apresentam suas próprias produções literárias e de outros autores …

Ribeirão Preto, 06 de março de 2018 – Nesta quarta-feira, 7 de março, acontece mais uma edição do Sarau dos Médicos Escritores. O terceiro encontro de 2018 acontece na sede da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto (Rua Prof. Mariano Siqueira, 81) e reúne um grupo de amigos, amantes da literatura, das artes e autores locais que apresentam diversas interpretações de obras literárias. Aberto à população e com participação gratuita, o Sarau dos Médicos tem ainda o objetivo de estimular os participantes a escreverem suas próprias obras para juntos interpretá-las. O encontro acontece das 20 às 22 horas. 

O encontro é coordenado pelo médico Nelson Jacintho, coordenador de publicações da Fundação, que já foi presidente da Academia Ribeirãopretana de Letras e traz no currículo 13 livros editados. “Temos o propósito de disseminar a leitura e buscamos, a cada encontro, receber novas pessoas”, comenta. 

O Sarau dos Médicos Escritores é aberto à população e a participação é gratuita. Acontece toda primeira quarta-feira do mês, na sede da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto (Rua Prof. Mariano Siqueira, 81), em Ribeirão Preto (SP), sempre das 20h às 22 horas. 

Sobre a Fundação 

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país, realizada tradicionalmente no mês de junho. Com uma trajetória sólida e projeção nacional e internacional, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do Proac. 

Informações para a Imprensa: 

Verbo Nostro Comunicação Planejada – (16) 3632-6202 / 3610-8659 

Jornalistas responsáveis: Luciana Grili, Andréa Berzotti, Valter Jossi Wagner 

Colaboração: Juliana Castro e Alessandra Rotolo

Fonte: Pautas Incorporativas

Projetos incentivam a leitura ao enviar e-mail com contos literários

Contém um Conto e Leia Brasileiros se propõem a romper a barreira que separa os escritores do público. Internet é aliada fundamental dessas duas iniciativas

por Alexandre de Paula

Imagine abrir, diariamente, a caixa de entrada do e-mail e, no lugar de centenas de spams, encontrar textos e trechos literários de autores consagrados e até de novatos. Duas iniciativas no país – Contém um Conto e Leia Brasileiros – podem proporcionar isso.

Criado pela Companhia das Letras, o programa Contém um Conto se inspirou na Season of Stories (temporada de histórias, em tradução literal), realizada no exterior pela Penguin Random House – braço internacional do grupo do qual o selo Alfaguara e a Companhia das Letras fazem parte.

O projeto deles divulgou histórias incríveis. Isso me fez pensar no quanto nós aqui também tínhamos alguns autores maravilhosos, com livros de contos vencedores de prêmios e sucesso de crítica, mas que nem sempre conseguem chegar aos leitores da forma que queremos”, explica Luara França, editora do selo Alfaguara, uma das responsáveis pela iniciativa.

A partir daí, construiu-se de maneira mais sólida a ideia de enviar um conto diretamente aos leitores por e-mail. A princípio, foram escolhidos textos de livros lançados pelo grupo editorial. “A seleção não teve um tema nem nada desse tipo. A única coisa em comum entre eles é a capacidade de entretenimento e a superqualidade literária”, explica.

A ideia também é tentar popularizar o conto, tido como difícil por muitos leitores. “O conto costuma ser visto como um gênero quase para iniciados. É comum ouvir pessoas dizendo que não gostam de lê-los. A ideia é mostrar a pluralidade dessa forma literária, por isso os textos escolhidos terão temas bastante diversos”, comenta.

De acordo com Luara, nada impede que, posteriormente, o projeto receba textos diferentes dos selecionados nesta edição. “Talvez, no futuro, algum conto inédito entre no projeto, mas também sem limitações. O que nós buscamos, o que mais nos interessa, é a diversidade da experiência humana”, reforça.

DIÁLOGO 

Organizador do Leia Brasileiros, o escritor Giovanni Arceno quer incentivar o diálogo sobre a literatura brasileira e divulgar autores que muita gente jamais leria ou nem sequer teria interesse em conhecer. “Encontrei essa possibilidade na newsletter. Meu principal indicador de sucesso é o crescimento orgânico de inscritos e o número de comentários que recebo diariamente”, diz.

Em setembro de 2016, Giovanni começou a enviar, de segunda a sexta-feira, trechos de obras literárias que considerava impactantes. Tentava, por meio deles, provocar o leitor a conhecer os respectivos escritores.

Essa é a minha forma de apresentar a literatura. Não preciso revelar a experiência completa, posso dar só um soco de 700 caracteres no leitor. Se ele gosta de apanhar – literariamente falando –, assim como eu vai atrás do resto”, sustenta.

Giovanni acredita que iniciativas assim podem angariar público para a literatura brasileira. O projeto já conta com 6,2 mil seguidores. “É um teatro cheio de gente falando pra mim que comprou livros por minha causa, que está disposta a tirar 10 minutinhos do seu dia para ler o que pesquisei e selecionei pra elas. Com mais 10 Leia Brasileiros, a gente enche o Maracanã”, aposta.

Para Giovanni Arceno, a literatura brasileira deveria ser menos excludente. “Temos que criar mais conexões com as pessoas, respeitar o tempo e o ritmo de cada leitor, seus gostos. Com uma ideia dessas na mão, é praticamente minha obrigação transmitir esse sentimento a quem topa seguir meu projeto”, conclui.

INSCREVA-SE

Para receber os textos via e-mail, é necessário o leitor se inscrever em contemumconto. strikingly.com e www.leiabrasileiros.com.br

Texto por: Alexandre de Paula

Fonte: Estado de Minas

Malas Portam Histórias

Cia. Malas Portam

L – Livre para todos os públicos

Mais do que estimular a leitura, o encontro literário, promovido pela Cia. Malas Portam retoma, por meio de atividades totalmente lúdicas, a importância da contação de histórias para o desenvolvimento da criança. Será uma divertida viagem por muitos contos, trava-línguas, parlendas e cantigas populares. Cheia de surpresas, a Mala Pot-pourri, aquela que carrega um pouco de cada uma das outras malas, é quem começa a jornada entre os mundos e as histórias fantásticas, que se desenrolam com o contar do narrador.

Entre cheiros doces e aventuras que se misturam, o espetáculo acontece no Espaço Cafeteria, um ambiente lúdico para as crianças e agradável para os país e familiares. A atração é resultado da parceria entre o SESI-SP e a SESI-SP Editora. Os interessados têm acesso livre e não precisam reservar ingressos.

Contação de Histórias, Infantil, 45 min.

Informações:

CENTRO CULTURAL FIESP
Local:
Espaço Cafeteria. Avenida Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp)

Data: 24 de fevereiro, Sábado, às 10h30

Fonte: SESI-SP

Bibliometro: Chile abre los primeros puntos de autopréstamo de libros digitales en el metro

Bibliometro de Chile

http://www.bibliometro.cl/

BP Digital dibam

http://www.bpdigital.cl/opac

Este nuevo servicio, es un espacio de lectura con modernos dispensadores de libros que funcionan bajo la modalidad de autopréstamo. Además cuenta con paneles de libros digitales, de descarga gratuita para celulares y tablets a través de la BPDigital, en los que se puede acceder a más de 25 mil títulos. Para acceder a ellos, los usuarios sólo deben escanear el código QR o descargar la app de la Biblioteca Pública Digital (BPDigital), disponible para iOS y Android. 

El primer Bibliometro digital de Santiago de Chile ha agregado tres nuevos puntos de préstamo de libros digitales a los 20 puntos existentes en la red de préstamo de libros impresos con máquinas expendedoras, que desde su creación en 1996 ha prestado más de cinco millones de libros a más de 55 mil usuarios activos.

Las estaciones Inés de Suárez, Nuñoa y Cerrillos en la Línea 6 del Metro ahora disponen de nuevos puntos de préstamo con máquinas expendedoras de libros, bajo la modalidad de autopréstamo. Los nuevos espacios de lectura incluyen descargas de libros digitales para teléfonos móviles y tabletas mediante el escaneo de códigos QR.

Cada dispensador permite a los lectores elegir entre 16 títulos, con 10 copias cada uno, y su reemplazo se llevará a cabo a medida que se ordenan los libros. Para utilizar el servicio es necesario estar registrado como miembro del servicio, lo que les da la posibilidad de hacer hasta 7 préstamos por 14 días renovables en cualquier otro punto del Bibliometro.

Entre la oferta de títulos disponibles en el Bibliometro se encuentran grandes exponentes de literatura juvenil, escuela, novelas chilenas y extranjeras. La colección bibliográfica es preferiblemente recreativa, básicamente porque uno de los objetivos fundamentales del programa es promover el gusto por la lectura entre una población que lee poco. Así es como los grandes autores nacionales e internacionales estarán disponibles para todos.

Fonte: Universo Abierto

Sesc Sorocaba realiza atividades que visam o incentivo à leitura

Neste mês, o Sesc realiza atividades de incentivo à leitura. Uma delas é o Clube da Leitura que ocorre neste sábado (3) e no dia 17, às 16h, na biblioteca da unidade. O tema dos encontros será “Palavras de J.R.R. Tolkien”, com coordenação da crítica literária Francine Ramos. O objetivo é conhecer, refletir e discutir as obras de John Ronald Reuel Tolkien, conhecido internacionalmente por J.R.R. Tolkien (1892-1973). 

Ele foi um premiado escritor, professor universitário e filólogo britânico, nascido na África. Recebeu o título de doutor em Letras e Filologia pela Universidade de Liège e Dublin, em 1954, e é autor das famosas obras “O Hobbit”, “O senhor dos anéis” e “O Silmarillion”. Os encontros são gratuitos e a classificação etária é 12 anos. 

Já neste domingo (4) e no dia 18, às 15h, os músicos e atores Guga Cacilhas e Niel Braga apresentam o espetáculo “De repente, arte e poesia”, por vários espaços da unidade. A dupla de artistas percorre os espaços ao som dos pandeiros e canções. Dançam, cantam, recitam poesias, interagem com o público. A cada novo encontro, um novo mote, uma nova música e novos versos. As apresentações são gratuitas e livres para todos os públicos. 

O Sesc fica na rua Barão de Piratininga, 555.

Fonte: Jornal Cruzeiro

Sesc Ipiranga lança projeto de literatura ‘Heroínas Reais’

Evento revelará trajetória de mulheres revolucionárias no País

Texto Miriam Gimenes

A literatura feminina não é uma realidade recente na Cultura brasileira. A fim de mostrar isso, o Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822), a partir do dia 3, dá inicio a uma programação de literatura que revela o protagonismo de mulheres que marcaram época por meio da escrita. Ao evento, que traz um paronama histórico desde o século 16 até os dias atuais, deu-se o nome de Heroinas Reais.  Serão bate-papos, oficinas, show, mediação de leitura e contação de história, trazendo grandes nomes da literatura feminina que, por meio da escrita ou da ilustração, deixaram sua marca e promoveram o debate a partir da ótica da mulher.

O primeiro item da programação, que vai do dia 3 de fevereiro – às 17h – a 3 de março, será a contação de Histórias de Heroínas Reais, feito pelo Coletivo Cafuzas, dedicado a pesquisar as culturas indígenas, africanas e afro-brasileiras com foco nas narrativas orais e escritas. O encontro é na Praça do Livro.

Nas mesas de bate-papo e mediação de leitura as convidadas expõem um pouco da sua trajetória, discutem sobre o papel da mulher na história brasileira e traçam perspectivas sobre o futuro da literatura feminina. Uma delas é a escritora Clara Averbuck, que tem sete livros publicados e obras adaptadas para cinema e teatro, que fala dia 18, às 15h. A programação completa está no site sescsp.org.br/ipiranga .

Fonte: Diário do Grande ABC

Panini lança campanha da Turma da Mônica para estimular leitura dos clássicos gibis

A Turma da Mônica, maior sucesso editorial em quadrinhos no Brasil das últimas três décadas, inicia o ano em grande estilo com uma campanha, realizada pela PANINI, em todo o território nacional. Os mais famosos personagens de Mauricio de Sousa e suas aventuras no Bairro Limoeiro ganham espaço nobre em campanha de alto impacto e visibilidade que abrangerá pontos de venda, TV aberta e por assinatura, anúncios das revistas MSP e estações de Metrô. Sob o mote “Diversão em Quadrinhos”, a ação busca aproximar ainda mais os leitores das histórias impressas da Turminha e, assim, aumentar o contato com os personagens.

Os fãs da publicação também podem encontrar a Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão nos metrôs da cidade de São Paulo. Painéis nas estações Pinheiros, Paulista e República da linha amarela ostentam a campanha em cores vibrantes. Na estação luz, o filme da Turminha, com duração de 15 segundos, é exibido em grandes formatos e ainda no led circular fixado bem no centro do local. A transmissão continua a acontecer nos monitores internos dos vagões das linhas amarela, vermelha, verde e azul.

Para agregar mais glamour à campanha, os filmes estão inseridos em canais de TV aberta e a cabo. Emissoras como SBT, TV CULTURA, DISNEY (SD E HD – MUNDO DISNEY NO SBT), CARTOON, BOOMERANG e GLOOB entram na brincadeira e divulgam a clássica turma. O filme e a campanha gráfica utilizam fundos divertidos e coloridos, com os personagens e suas tradicionais onomatopeias (POF, SOC, CABRUM e outras). As mensagens remetem ao contexto de aventura, confusão e gargalhadas, em revistas que divertem e ensinam. Os cartazes e filmes para a TV trazem estampados as edições número 33 das aventuras da Turma da Mônica e seus amigos, que já podem ser encontradas em bancas e revistarias de todo o país.

Uma pesquisa executada pelo Datafolha aponta que 85% dos brasileiros concordam que os gibis da Turma da Mônica incentivam a leitura de livros de modo geral. 80% consideram que as revistas em quadrinhos têm um papel importante na alfabetização das crianças no Brasil e 64% concordam que os gibis da Turma da Mônica ajudaram seus filhos a aprender a ler.

*Pesquisa do Datafolha realizada de 7 a 9 de março de 2017, com 2.100 entrevistas, distribuídas em 130 municípios brasileiros, com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Turma da Mônica

A história entre a Turma da Mônica, seu criador Mauricio de Sousa e a PANINI, iniciada em 2007, é considerada uma das mais expressivas parcerias editoriais do mundo, pelos benefícios gerados tanto para o público leitor de quadrinhos como para o mercado infanto-juvenil nos últimos anos no Brasil. Unindo a expertise da editora multinacional à genialidade das obras do estúdio Mauricio de Sousa, grandes lançamentos tiveram enorme repercussão e se tornaram marcos no segmento, a partir das histórias clássicas da Turma da Mônica.

Entre eles, um dos momentos mais antológicos para Mônica e sua turma: o lançamento da revista Turma da Mônica Jovem, em que os personagens outrora eternamente crianças finalmente crescem e se tornam adolescentes (2008). Um fenômeno sem precedentes que tomou conta das bancas, colégios, shoppings, rodas de conversas e onde quer que jovens estivessem leitores reunidos. Também fazem parte da trajetória de sucesso da parceria o lançamento da coleção que comemorou os 50 anos da carreira de Mauricio de Sousa (2009), em que Mônica e sua turma ganharam releituras executadas por outros artistas brasileiros, culminando no lançamento do selo Graphic MSP (2012), que dá continuidade ao projeto. Muitos outros títulos integram a excelente fase da personagem nos últimos anos e seus desdobramentos, como a volta da revista do Pelezinho (2012), a revista Mônica nº 500 (2011), as miniaturas colecionáveis Gogo´s de todos os personagens (2011), as coleções históricas (2007), as revistas da Turma da Mônica em inglês e espanhol (2014), o reinício da numeração dos quadrinhos para uma nova geração de leitores (2015) e a coleção Clássicos do Cinema (2017).

Mauricio de Sousa

Iniciou sua carreira como ilustrador na região de Mogi das Cruzes, próximo de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), escrevendo reportagens policiais. Em 1959 criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir daí vieram, Cebolinha, Cascão, Mônica, e tantos outros. Em 1970, lançou a revista Mônica. Depois de passar pela Editora Abril e Editora Globo, assinou contrato com a multinacional italiana Panini.

Sobre a Mauricio de Sousa Produções – A Mauricio de Sousa Produções (MSP) é uma empresa que produz histórias em quadrinhos no Brasil há mais de 56 anos e é responsável por uma das marcas mais admiradas do país, a Turma da Mônica. Na área editorial, a empresa alcançou o número de mais de 300 títulos até hoje, e detém mais de 80% do mercado de histórias em quadrinhos do Brasil. A companhia é responsável pela criação de 400 personagens, que já venderam mais 1 bilhão de revistas, responsáveis pela alfabetização informal de milhões de brasileiros. A MSP investe em tradição com inovação e produz conteúdos disponíveis em várias plataformas com a mais alta tecnologia, aliando educação, cultura e entretenimento. No licenciamento, a MSP trabalha com uma média de 150 empresas que utilizam seus personagens em mais de 3 mil produtos.

Sobre a PANINI – O Grupo Panini, fundado há mais de 50 anos em Modena – Itália, com subsidiárias em países da Europa, Estados Unidos e América Latina, é líder mundial no setor de colecionáveis e a multinacional líder na publicação de quadrinhos, revistas para crianças e mangás na Europa e América Latina com exportação para mais de 110 países. Publica desde 1961 álbuns de figurinhas de futebol e adquiriu direitos exclusivos para as coleções oficiais da Copa do Mundo FIFA – Rússia 2018.

Fonte: Portallos

Pernacoteca – A Encantadora Biblioteca Sobre Pernas

Foto: Yuri de Francco

Pernacoteca é uma biblioteca sobre pernas que viaja o mundo convidando as pessoas a conhecer melhor o universo dos livros. Criada com o objetivo de atingir pessoas de todas as idades e fazer novos leitores com uma abordagem que pode se apresentar em forma de poesia, narração de histórias, teatro de animação e outras formas literárias.

Para abrir os trabalhos do Bibliosesc em 2018, projeto de incentivo à leitura que oferece gratuitamente o empréstimo e consulta de livros, jornais e revistas em uma biblioteca móvel, a Pernacoteca fará uma intervenção literária contando histórias, apresentando os livros, autores e autoras, animando e despertando o público para o prazer e encanto que a leitura proporciona.

Datas, horários e locais: 

30/01/2018, das 12h30 às 13h30 – Externo – Poupa Tempo Taboão da Serra
31/01/2018, das 14h às 15h – CCA Raio de Sol
01/02/2018, das 12h30 às 13h30 – Praça da Matriz, em Cotia
06/02/2018, das 12h30 às 13h30 – Centro Cultural Parque Pirajussara, em Embu das Artes
07/02/2018, das 14h às 15h – CCA Jardim Comercial
08/02/2018, das 12h30 às 13h30 – Praça Ivan Braga de Oliveira, em Embu-Guaçu

Fonte: SESC SP

Literatura dia e noite

Marcele Tonelli

Bauru oferece boas opções de contato com a literatura em vários bairros, seja por meio de grupos literários itinerantes ou de espaços nas bibliotecas municipais

Grupo Cevadas Literárias.
Valdemir Mesquita, Arthur Monteiro Jr., Sinuhe LP, Cris Dezeiro, Ana Maria Machado, Meriza Alcides, MAria Cristina Oliveira, Mariana Alcarria, Fernanda Garcia, Rafaela Farias, Mônica Paes, Nathália Silva, Bruno Emanuel, José Renato Garrete e Patrícia Lima.
Foto de: Aceituno Jr.

Arte de compor escritos em prosa ou versos, a literatura é capaz de desenvolver nos leitores posição reflexiva e ativa diante da realidade. Mais restrita ao ambiente acadêmico antigamente, ela se popularizou por completo. Em Bauru, a literatura está presente não só nas escolas e bibliotecas e durante o dia, mas também em rodas de conversa e saraus à noite. Até na mesa do bar ela tem sido o assunto principal de um clube de leitura recém-formado. Nesta e nas próximas páginas, o JC traz exemplos de boas e gratuitas opções de contato com este universo na cidade.

CEVADAS LITERÁRIAS

Sarau Versos no Canto: Silvia Barduzzi (em memória), Maria José Ursolini, Lázaro Carneiro, Mariluci Pimentel, Mariangela Seabra, Edilaine Dantas, Jessica Mariah; atrás: Rosana Maria Souza e Reginaldo Furtado
Crédito: Divulgação

É no anoitecer que o trio composto por Patrícia Lima, 31 anos, formada em Letras, Bruno Emmanuel Sanches, 33 anos, formado em Ciências Sociais, e o psicólogo José Renato Garrote Teodoro, 39 anos, entra em ação. Desde maio do ano passado, eles coordenam um clube de leitura em Bauru, o Cevadas Literárias.

Como o próprio nome já indica, a informalidade é a regra da casa. Uma vez por mês, eles organizam encontros em diferentes bares da cidade para debater obras nacionais e estrangeiras. “É como um tipo de resistência ao academicismo. Queremos aproximar a literatura das pessoas, de uma forma humanizada, independentemente do que sejam e de onde elas estejam. E o ambiente do bar ajuda a quebrar essa formalidade”, explica Patrícia.

‘É SÓ CHEGAR’

Mesmo sem ler a obra indicada é possível participar do encontro. “Nada é obrigatório aqui, é só chegar”, diz Bruno, acrescentando que a ideia surgiu da paixão pela literatura e do desejo em levá-la para a noite boêmia bauruense. “Não realizamos saraus, como os clubes literários”, diferencia.

Expressão Poética: Joelma Marino, Eric Schmitt, Ana Maria Barbosa Machado, Daniel Rodrigo Mello, Regina Ramos, Criz Deziró e Mariluci Genovez
Crédito: Malavolta Jr./JC Imagens

Na última terça-feira, o Cevadas Literárias realizou seu 7.º encontro, o primeiro deste ano, no Bar da Rosa, na região da Vila Universitária. A obra em pauta foi “Capitães de Areia”, de Jorge Amado. Cerca de 20 pessoas, entre jovens e adultos, participaram.

Outros títulos como “Azul Corvo”, de Adriana Lisboa e “O Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, já foram temas. As obras são escolhidas por meio de enquetes criadas na página do “Cevadas Literárias” no Facebook. É por lá, também, que o trio divulga as datas das reuniões. O próximo será 20 de fevereiro e a obra será “O Aleph”, de Jorge Luis Borges, às 20h, no Bar da Rosa.

Clubes literários têm atividades a todo vapor

Grupo Cevadas Literárias.
Na foto: Cris Dezeiro, Ana Maria Machado, Valdemir Mesquita, Mônica Paes, Fernanda Garcia, Mariana Alcarria, Nathália Silva, Bruno Emanuel, José Renato Garrete, Patricia Lima, Arthur Monteiro Jr. e Sinuhe LP.
Crédito: Aceituno Jr.

Além do Cevadas, outros dois grupos abertos são responsáveis por difundir a literatura por Bauru nos últimos anos: o Sarau Versos no Canto e o Expressão Poética. Formado há 5 anos, o Sarau Versos no Canto, coordenado, atualmente, por Maria José Ursolini, reúne talentos do mundo arte que ainda não possuem renome e que desejam compartilhar aquilo que produzem. Mensalmente, o grupo se apresenta no Teatro Municipal, bares noturnos, clubes, escolas e em pontos públicos de Bauru.

De sertanejo raiz ao sarau inclusivo, o grupo resgata os saraus comuns no século 19 com um toque de modernidade. “Uma novidade é o uso do realejo, um instrumento musical à manivela, marco antigo da cultura literária”, comenta Ursolini.

A 1.ª apresentação prevista para 2018 será em 16 março, às 20h, no Teatro Municipal. Para participar ou para mais informações ligue: (14) 98139- 0815 (Maria José).

EXPRESSÃO POÉTICA

Com início em 1999, o Expressão Poética também tem como objetivo difundir a literatura, além de divulgar poesias. Em sua trajetória, o grupo já se apresentou em saraus no Sesc, em projetos universitários, em bares noturnos, escolas públicas e particulares e até em uma sorveteria em Bauru.

Para o 1.º semestre de 2018, está prevista uma oficina de formação para reciclagem das produções e dos escritores. “Em maio, teremos o Festival Internacional Palabra En El Mundo em Bauru”, projeta Ana Maria Barbosa Machado, atual coordenadora.

A primeira apresentação do ano será em 24 de fevereiro, às 15h, no Bosque da Comunidade. Para participar do grupo ou para mais informações (14) 99664- 5143 (Ana Maria).

ABLetras em clima de jubileu de prata 

Membros da ABLetras durante posse da diretoria, presidida por Rosa Leda, em 2016
Crédito: Divulgação

Em 8 de julho, a Academia Bauruense de Letras (ABLetras) completa 25 anos. No mesmo mês ocorre a posse do novo presidente da entidade Eron Veríssimo Gimenes, que assume o cargo ocupado até então por Rosa Leda Gabrielli.

A entidade aceita a participação apenas de escritores, que têm as publicações submetidas à avaliação. Os eventos promovidos pela ABLetras, contudo, são abertos. Às terças-feiras, das 9h às 11h, na Estação Ferroviária, ocorre a Oficina da Palavra, que objetiva ensinar pessoas a como refinar textos. Sempre ao último sábado do mês, a entidade também promove palestras e apresentações musicais no local.

No Geisel, biblioteca vira ponto de encontro 

Biblioteca Ramal conta com mais de 100 sócios entre crianças, adultos e idosos, que frequentam as atividades do local quase diariamente

“Graças ao esforço da Neli, essa é uma biblioteca viva”, diz Patrícia Nakano
Crédito: Malavolta Jr.

Das sete bibliotecas ramais de Bauru, a do Núcleo Geisel é a que mais tem chamado a atenção nos últimos anos. Isso porque o local, de tão ativo, acabou se tornando ponto de encontro para crianças, jovens, adultos e idosos moradores tanto do Geisel quanto das imediações. Com mais de 100 sócios cadastrados, a unidade, coordenada pela agente cultural Neli Maria Fonseca Viotto, 50 anos, é frequentada diariamente por dezenas de pessoas, das 8h às 17h, e oferece um leque de atividades para o público.

Há quatro anos à frente dos trabalhos por lá, Neli, única funcionária do local, não para um minuto, seja em períodos escolares ou férias. Além da rotina de empréstimos e devoluções da biblioteca, que possui mais de 3 mil exemplares, ela atua ainda como contadora de histórias, professora nas oficinas de artesanatos, além de cuidar das crianças que frequentam a unidade, da qual também é responsável pela limpeza.

Acervo da Biblioteca Ramal do Geisel conta com mais de 3 mil exemplares; Neli Viotto cuida da rotina de empréstimos e devoluções e de todas as outras atividades realizadas no local
Crédito: Fotos: Malavolta Jr.

“Até chá da tarde ela faz e oferece para todos. Graças ao esforço da Neli, essa é uma biblioteca viva. E, por isso, está sempre lotada”, comenta Patrícia Nakano, 43 anos,moradora do Jardim Carolina. “Meus filhos sempre estão por aqui e isso é um alívio para mim, porque esse ambiente, além de cultural, é mágico”, acrescenta.

Marco Aurélio Octaviano, chefe da divisão de bibliotecas do município confirma. “A Neli tem um perfil diferenciado e tornou o lugar uma referência. Estamos tentando, através de cursos, cativar e motivar funcionários das outras bibliotecas também.”

‘LUGAR PREFERIDO’

Decorada de forma lúdica com bonecos e desenhos artesanais, a Biblioteca Ramal do Geisel abriga sala de leitura, de contação de histórias, brinquedoteca, de curso de teatro e espaços com oficina de fuxico e até de pintura e crochê. É um local que mexe com o imaginário de qualquer pessoa.

“Aqui é o meu lugar preferido, eu leio, brinco, faço novos amigos”, comenta Guilherme Souza Junior, de 11 anos. “Venho para cá quase todos os dias nas férias. Este lugar nos dá outras opções de diversão, que não ficar o dia todo no celular ou computador. Adoro me vestir e fazer shows para as crianças”, acrescenta Mariana Arques, de 11 anos.

Neli Viotto, agente cultural da Biblioteca Ramal do Geisel, cuida da rotina de empréstimos e devoluções da biblioteca e de todas as outras atividades realizadas no local

‘SEGUNDA CASA’

Além das atividades culturais, recreativas e educacionais com os frequentadores assíduos, a unidade tem parceria com duas escolas no bairro.

“Brinco que aqui é minha segunda casa e eles são os meus filhos. Amo esse lugar, a semana passa voando. Será triste quando me aposentar no ano que vem”, finaliza Neli.

“Meus filhos sempre estão por aqui e isso é um alívio para mim, porque esse ambiente, além de cultural, é mágico”, disse Patrícia Nakano, moradora do Jardim Carolina.

Aulas de pintura e crochê 

Rebeca Yohana Souza, Cleuza Maria André e Rafaela Letícia de Souza durante a oficina de fuxico, que acontece na Biblioteca Ramal Geisel durante a semana
Crédito: Malavolta Jr.

Mais do que espaço de desenvolvimento da leitura, escrita e imaginação, a Biblioteca Ramal Geisel também é local de aprender crochê, produção de bonecas de fuxico e pintura em tecido.

Todas as terças-feiras e quartas-feiras, das 14h às 17h, dezenas de mulheres se reúnem no quintal do imóvel para ensinar e aprimorar técnicas na confecção de peças artesanais.

“Trocamos experiências, jogamos conversa fora e comemoramos as aniversariantes do mês com festinha e tudo”, comenta Margarida Freitas, 57 anos, que frequenta o espaço há oito anos para aulas de crochê.

“As aulas de pintura e esse ambiente repleto de crianças me ajudaram a sair da depressão. É muito bonito o trabalho feito aqui, com certeza, tira muitas crianças da rua”, cita Cleusa Maria André, de 70 anos, que há três anos frequenta as aulas de pintura.

Quer participar?

As aulas de crochê e bonecas de fuxico acontecem de terça-feira, das 14h às 17h. As aulas de pintura ocorrem de quarta-feira, no mesmo horário. 

Brechó solidário

Além de todas as atividades durante a semana, a Biblioteca Ramal do Geisel abre todo segundo sábado do mês, das 9h às 15h, para brechós solidários. Neste dia, o local recebe e oferece doações de roupas e livros. E a brinquedoteca permanece aberta durante o evento.

Cidade tem acervo com 62 mil títulos 

A literatura nacional mais emprestada é “Vidas Secas”, seguida por títulos esttrangeiros do escritor Nicholas Sparks

Diretor da divisão de bibliotecas municipais, Marco Aurélio Octaviano mostra as obras literárias mais emprestadas na cidade atualmente
Crédito: Malavolta Jr.

A divisão de bibliotecas municipais possui, atualmente, um acervo de 62.463 títulos e 82.191 exemplares, distribuídos entre a Biblioteca Central Rodrigues de Abreu e as sete Ramais, que são as existentes em alguns bairros da cidade. Mais movimentada de todas, a unidade central, que fica lotada no Teatro Municipal, registra 1,2 mil empréstimos de livros por mês, sendo que o título mais queridinho dos leitores, curiosamente, é o “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Na sequência, aparecem os títulos estrangeiros, responsáveis por 60% do total de empréstimos. As obras do escritor Nicholas Sparks, por exemplo “O melhor de mim”, são as preferidas.

“Temos vários livros exemplares, mesmo assim é difícil o dia em que eles não estão emprestados”, detalha Marco Aurélio Octaviano, diretor da divisão de bibliotecas municipais.

Mais movimentada de todas, a Biblioteca Rodrigues de Abreu, que fica lotada no Teatro Municipal, registra 1,2 mil empréstimos de livros por mês
Crédito: Malavolta Jr.

30% JOVENS

Atualmente, 30% do público que frequenta a biblioteca Central é formado por jovens e o restante se divide entre adultos, idosos e crianças.

“A tecnologia diminuiu a procura por enciclopédias físicas nos últimos anos, mas, por outro lado, aumentou a busca por títulos da literatura”, ressalta Marco.

Há dois anos, a ala infantil foi reformada, ainda assim registra menor frequência do que a Biblioteca Ramal do Geisel. Também na unidade Central, a Gibiteca, que possui sozinha 15 mil exemplares, foi uma das repartições mais frequentadas por lá, mas permanece inativa há 3 anos por problemas decorrentes da infestação de cupins.

Ala infantil da Biblioteca Central Rodrigues de Abreu, no Teatro Municipal, espaço foi reformado há dois anos; Gibiteca segue desativada
Crédito: Malavalta Jr.

“Ela foi reformada recentemente, e parte equipamentos e mobiliários já foi adquirida, mas ainda faltam pinturas e lâmpadas”, frisa Marco.

OUTROS PROJETOS

Além das unidades fixas, a Secretaria Municipal de Cultura oferece durante todo o ano atividades como contação de histórias e oficinas lúdicas aos alunos da rede municipal, estadual e privada. A pasta disponibiliza um servidor que vai diretamente às escolas para realizar essas atividades com as crianças.

E O BIBLIÔNIBUS?

Antigamente, Bauru contava com um Bibliônibus, uma espécie de biblioteca itinerante, que percorria bairros da cidade e estacionava em eventos como forma de ampliar o acesso à literatura. Em 2007, o veículo foi reformulado e voltou à ativa com 1,2 mil livros e quase 2 mil sócios cadastrados, mas em 2010 o projeto acabou desativado. “Temos a ideia de montar uma banca volante de trocas de livros, mas é apenas uma proposta por enquanto”, finaliza Marco.

SERVIÇO

Qualquer cidadão pode emprestar livros nas bibliotecas municipais. O máximo é de 4 livros por 20 dias, sendo possível renovar a permanência por mais 15 dias.

Fonte: Jornal da Cidade

Artistas defendem união dos saraus em encontro na zona leste

Foto: Matheus de Sousa/Agência Mural/Folhapress

A cidade esteve em festa. Às 14h, enquanto Paula Fernandes se apresentava no Vale do Anhangabaú, na quinta-feira (25), entre outros atos no centro da capital pelo aniversário de 464 anos, o poeta Germano Gonçalves, 64, abria os trabalhos do 1º Encontro de Saraus da Zona Leste.

Nós estamos na resistência”, afirma Germano. “Dia 25 de janeiro será histórico para os saraus da ZL, lembrado como momento de construção da nossa cultura como periferia”.

Com a presença de dez coletivos, o ato no Centro de Cultura São Rafael serviu para buscar unir os diversos grupos em ações pela região.

Estamos na busca de germinar algo maior. Uma rede, uma cooperativa, algo que una os saraus para que possamos atuar juntos e se fortalecer. Precisamos começar com quem está perto.” diz o bibliotecário Carlos Otelac, 36, um dos idealizadores do encontro.

A importância de fazer um ato no dia do aniversário da capital também na zona leste não foi por acaso. “Hoje rola muita coisa, mas tudo concentrado no centro. Há eventos nas periferias também, mas e depois? Como fica a situação desses coletivos ao longo do ano?”, explica o educador Danylo Paulo.

Participaram grupos de várias regiões como o Movimento Ocuparte (Parque do Carmo), Sarau da Resistência Preta (Cidade Tiradentes), Sarau do Seu Camilo (São Mateus), FemiSistahs (Itaquera), Sarau do Vale (Iguatemi), Sarau do Urbanista Concreto (São Rafael), Sarau Feminilitudes (Itaquera/ Cid. Tiradentes), Sarau Poesia Pulsa (São Mateus), e Sarau Tem Coragem (Itaquera).

Apesar do ato no dia do aniversário da capital, a celebração não foi a pauta principal do encontro. “Eu não comemoro o aniversário de São Paulo. Minha cidade é São Mateus e meu bairro é o São Rafael”, afirma Miguel Arcanjo, 68, aposentado e morador há 50 anos do bairro.

Ele viu o cartaz na rua e decidiu participar. “Trouxe minha neta de sete anos. É importante para ela conhecer as coisas. Saber o que é uma dança, uma poesia. Para quando ela crescer saber o que é liberdade.”

Miguel e sua neta não eram os únicos. Cerca de 100 pessoas assistiram as declamações de poesia, shows, contação de histórias, pintura facial e brincadeiras.

OUTRA ANIVERSARIANTE

Em meio as atividades foi cantado um “parabéns pra você”, mas não para São Paulo. Era aniversário de 32 anos da grafiteira Patrícia Riska.

Eu já não costumo comemorar o aniversário de São Paulo. Como é o meu também dou esse dia de folga pra mim e não faço nada. Só dessa vez que vim participar do evento e agregar com as artes que faço junto com minha amiga Tihna Curtis que produz fanzine”, conta.

Além de Patrícia, o dia 25 de janeiro também é importante para Mateus Muradas, 27, contador financeiro e poeta. “É um feriado, mas não é uma data que faz sentido pra mim. É o aniversário de três anos da Ocuparte também. Pois fora isso não me representa”, diz.

Eu amo São Paulo porque ela é feita de pessoas, mas o aniversário representa uma estrutura de poder. Os paulistanos das periferias não têm nada a ver com essa ideia de locomotiva do país”.

Entre os poetas, a estudante universitária Midria da Silva Pereira, 18, reverbera o que o 1º Encontro de saraus da ZL deseja de presente pelos 464 da capital paulista.

São Paulo é aquariana 
E todo dia 25 de janeiro eu lhe amo um pouco mais
Mais eu peço, eu imploro
Pra que a relação do povo com essa cidade mude, se remolde e deixe de cair na mesmice do molde de…
Trabalho no centro, não vivo o centro, moro na periferia, durmo na periferia, não vivo a periferia, não vivo
Revolucionária em toda medida como uma boa aquariana
Eu peço à essa cidade
Eu quero que o meu bairro não seja mais um bairro-dormitório!
Eu quero que ali tenha vida
Seja noite, seja dia
Porque eu quero viver São Paulo
Eu quero dar a nossa cara à ela
E se for necessário a gente dá a cara a tapa
Pra que essa cidade seja sempre mais nossa
E menos deles

Matheus de Souza é correspondente de São Matheus
matheusdesousa.mural@gmail.com

Fonte: Blog Mural

Núcleo de Contadores de Histórias da Fundação do Livro e Leitura promove o 1º encontro de 2018

Ribeirão Preto (SP), 24 de janeiro de 2017 – Acontece neste sábado (27), das 9h às 12h, o primeiro encontro do Núcleo de Contadores de Histórias da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto. A atividade é gratuita e acontece na sede da Fundação, que fica na Rua Professor Mariano Siqueira, 81, no Jardim América, em Ribeirão Preto.

Com a coordenação da atriz Míriam Fontana, o grupo pretende discutir o que foi produzido em 2017 e planos para as atividades de 2018. \”Neste ano, que acontece a 18ª Feira Nacional do Livro, pretendemos trazer vários assuntos novos e discutir que rumos iremos adotar e ainda como utilizar as redes sociais para disseminar as atividades do Núcleo de Contadores de Histórias\”, explica Míriam.

Núcleo de Contadores de Histórias

A atividade faz parte do Plano Anual da Fundação do Livro e Leitura e conta com incentivo à cultura por meio do Programa de Ação Cultural – ProAC. O núcleo se reúne para fomentar experiências, contação de histórias e planejamento para a sequência de atividades programadas. Os encontros acontecem uma vez por mês.

Segundo a coordenadora Míriam Fontana, a cada encontro o grupo vivencia situações que permeiam o ofício do contador de histórias e possibilitam a percepção dos fios da contação, do ouvinte e das histórias. “É uma grande trama, uma grande troca, um jogo envolvente que sempre nos modifica, nos transforma”, conclui.

Sobre a Fundação

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Trata-se de uma evolução da antiga Fundação Feira do Livro, criada em 2004, especialmente para realizar a Feira Nacional do Livro da cidade. Hoje, é considerada a segunda maior feira a céu aberto do país, realizada tradicionalmente no mês de junho.

Com uma trajetória sólida e projeção nacional e internacional, a entidade ganhou experiência e, atualmente, além da Feira, realiza muitos outros projetos ligados ao universo do livro e da leitura com calendário de atividade durante todo o ano. A Fundação se mantém com o apoio de mantenedores e patrocinadores, com recursos diretos e advindos das leis de incentivo, em especial do Pronac e do Proac.


SERVIÇO:
O que : 1º Encontro de 2018 do Núcleo de Contadores de Histórias da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto
Data: 27 de janeiro de 2018
Horário: 9h às 12h
Local: Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto
Endereço: Rua Professor Mariano Siqueira, 81, no Jardim América.
Informações: (16) 3911-1050
OBS – Atividade gratuita 

Atendimento à Imprensa:
Verbo Nostro Comunicação Planejada – (16) 3632-6202 / 3610-8659
Jornalistas responsáveis: Luciana Grili (16) 99152 2707, Valter Jossi Wagner (16) 99152 2700 e Andréa Berzotti (16) 99138 6185
Colaboração: Juliana Castro e Alessandra Rotolo 

Fonte: Pautas Incorporativa