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Gestão da Informação e do Conhecimento

Live QuartaàsQuatro vai debater papel das bibliotecas, leitura e gestão da informação na pós-pandemia

A próxima QuartaàsQuatro, live promovida semanalmente pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa do MCTI, acontece no dia 22/07, com transmissão ao vivo pelo YouTube.

O tema desta edição é “Informação e Infodemia na Pós-Pandemia: Biblioteca, Leitura e Gestão”, com a participação de Glòria Pérez-Salmerón (IFLA), Emir Suaiden (Unb) e Cecília Leite (Ibict).

A epidemia do novo coronavírus trouxe novos desafios informacionais. Durante o bate-papo, os participantes abordarão diversos temas como o problema das informações falsas e o papel das bibliotecas e da leitura no mundo pós-pandemia. “Acreditamos que a biblioteca, a leitura e a gestão são três pontos que a Ciência da Informação precisa estar atenta nesse contexto”, diz Cecília Leite, diretora do Ibict.

Acesse a matéria completa publicada pelo Ibict e conheça mais sobre a live e dos pesquisadores que participaram da mesma

eDoc Talks | Gestão da Informação em Saúde no cenário atual e no pós-pandemia

Inteligência artificial, gestão hospitalar, de prontuários digitais, gestão do conhecimento. Vamos falar de Saúde 4.0 no eDoc Talks?!

Mais de 1.800 profissionais já interagiram e participaram das 3 edições dos eDOCS Talks ao vivo no YouTube! Venha debater conosco!

Participe também do eDoc Saúde Online 2020 | Saiba mais em: http://edoconline.com.br/edoc-saude

Fonte: Edoc Online

Gestão da Informação no cenário atual é discutida no eDoc Talks

Texto por Lucas Guedes – Núcleo de Comunicação Social do Ibict

O pesquisador do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Thiago Rodrigues participou, nesta terça-feira (16/06), do eDoc Talks, evento online que discutiu a Gestão da Informação no cenário atual e pós-pandemia.

Mediado pelo consultor Marco Godinho, o encontro contou com a presença de Todeska Badke, diretora do programa de capacitação e treinamento eDoc; José Antônio Pereira do Nascimento, gerente de Documentação Técnica e Legal da Petrobras; e Otto Machado, CEO da Profits Consulting.

A partir do tema central, foram discutidos tópicos como inovação em engenharia, ferramentas de gestão documental, big data, assinatura digital, softwares corporativos de gestão, visualização e verificação online de documentos e comparação de revisão, entre outros.

Thiago falou sobre o papel da sustentabilidade no processo da inovação, da importância da comunicação como ponto de fluidez na troca de informações, do consumo de energia envolvido nos processos de digitalização e da transversalidade que une as palavras informação e sustentabilidade. “Não se promove o desenvolvimento sustentável se você não estiver muito bem amparado de informação”.

Segundo o pesquisador, um produto ou serviço pode ser considerado sustentável (ou não) a depender, principalmente, das dimensões econômicas, sociais e ambientais, ainda que aspectos culturais, políticos e espaciais também sejam levados em conta na hora de conceituar um produto ou serviço como sustentável.

Tais dimensões geram uma infinidade de dados que precisam ser levantados, armazenados, disponíveis e acessíveis. Nesse sentido, Thiago citou o exemplo do Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida de Produtos Brasileiros (SICV Brasil), criado pelo Ibict, que agrega inventários de produtos de economia nacional e que, por sua vez serão convertidos em impacto ambiental.

O eDoc Talks foi uma espécie de aquecimento para o eDOC Online Engenharia, primeiro evento no Brasil que o seguimento de Gestão da Informação fará sobre o assunto e que acontecerá o entre os dias 22 e 24 de julho de 2020. O evento é gratuito e as inscrições podem ser realizadas neste link.

Para assistir ao vídeo completo do evento, clique aqui.

Fonte: IBICT

A importância do conhecimento e da informação no contexto das transformações digitais

A inteligência competitiva estabelece uma estratégia para a empresa identificar o que se passa no ambiente de negócios do seu setor, e esse conhecimento dá aos executivos as condições de tomar atitudes que forneçam à empresa uma vantagem sobre seus concorrentes.

Texto por Rose Longo – FIAP MBA

Não podemos mais ignorar a imensa complexidade do mundo em que vivemos e, reconhecemos no conhecimento o único elemento capaz de reduzir os altos níveis de incerteza e de ansiedade existentes na sociedade atual. A proliferação das tecnologias digitais, a velocidade em que as mudanças ocorrem, as novas facetas do mundo do trabalho e as inúmeras profissões emergentes nos colocam em uma posição de questionarmos, o tempo todo, o que o futuro nos reserva. Neste sentido, acreditamos que a retenção e a adequada gestão do conhecimento é que irão gerar diferenciais competitivos para as instituições que passarão a ter mais oportunidades de inovar constantemente. Gerenciar o conhecimento corporativo é uma das partes mais importantes da gestão estratégica organizacional pois garante condições de sobrevivência com qualidade. No entanto não podemos esquecer que o conhecimento é construído coletivamente pelos colaboradores e estes precisam desenvolver competências específicas para terem condições de fortalecer o desempenho institucional e sobreviver neste contexto de profundas transformações.

Nos dias de hoje já é um fato aceito, quase que por unanimidade, que a sobrevivência efetiva das organizações, em face das condições de mudanças contínuas nos cenários nacionais e internacionais, só é possível se a organização tiver a capacidade de aprender a aprender e de se reinventar constantemente. Nas décadas anteriores, as empresas apostavam nas economias de escala, proficiência em vendas e marketing ou nos movimentos da qualidade e do foco no cliente para aumentar sua competitividade. Com o advento da tecnologia e o acesso a níveis mais sofisticados de informação estratégica, a qualidade deixou de ser um fator de diferenciação e tornou-se uma condição sine qua non para a sobrevivência das organizações em todos os ramos de atividade.

A inteligência competitiva estabelece uma estratégia para a empresa identificar o que se passa no ambiente de negócios do seu setor, e esse conhecimento dá aos executivos as condições de tomar atitudes que forneçam à empresa uma vantagem sobre seus concorrentes.

Nesse novo contexto, as organizações precisam tomar decisões de forma ágil e flexível, inovar constantemente, crescer de forma sustentável e fazer uso eficiente e eficaz da informação e de seu conhecimento. O Conhecimento é um ativo intangível que precisa ser gerenciado. Precisa ser desenvolvido, consolidado, retido, compartilhado e aplicado para que os colaboradores possam alinhar ações e resolver problemas com base nas experiências do passado e com novos insights do futuro.

Sendo a inovação o verdadeiro diferencial competitivo torna-se praticamente impossível proteger o patrimônio de uma organização sem cuidar também do seu conhecimento. A informação passa a ser considerada um empreendimento que agrega valor e riqueza.

A inovação das organizações depende de conhecimentos emergentes que ainda deverão ser construídos para dar conta das demandas do futuro. Isso exige dos líderes uma habilidade de observação mais atenta, aberta, generosa e precisa dos cenários; maior abertura e integração da mente, do coração e da vontade e explorar o futuro com protótipos construídos coletivamente que possibilitem rapidamente resultados práticos.

A era do conhecimento exige das organizações novas capacidades para assegurar o sucesso competitivo num cenário complexo. Para isso, a capacidade de mobilização e exploração dos ativos intangíveis como o conhecimento tornou-se muito mais decisiva do que investir em ativos físicos tangíveis e gerenciá-los.

No contexto em que vivemos, o mercado de trabalho passa a exigir profissionais cada vez mais qualificados e competentes para o desempenho das mais variadas funções. Esse profissional precisa ser flexível, criativo, motivado, inovador, competente nas relações interpessoais e criador de conhecimento, dentre outras características essenciais.

O mundo mudou e continuará mudando, e nós temos que nos adaptar para evoluir e fazer parte das transformações existentes. Possuir apenas competências técnicas e relacionais já não é mais suficiente.

As mudanças de hoje têm menos a ver com as tecnologias e mais a ver com as pessoas. O que de fato mobiliza o ser humano a fazer parte deste contexto? Como dizia Martin Luther King “Quem não tem uma causa pela qual morrer não tem motivo para viver”. Pessoas curiosas e com propósito têm condições de se transformarem continuamente. Qual é a nossa causa? Que competências e atitudes precisamos desenvolver para viver neste século com qualidade?

Precisamos não ter medo de tentar. Entender que o mundo digital é rápido, simples e eficiente. Aprender a otimizar o nosso tempo. Sermos responsáveis pela nossa própria transformação. Possuir escuta ativa e visão periférica ampliada. Ter vontade de compartilhar e co-criar. Aprender a trabalhar em grupo e construir conhecimentos de forma coletiva. Empatia é essencial.

Ainda não temos todas as respostas, porque as transformações não vão parar de acontecer e nós estaremos sempre no espaço da incerteza! Mas só depende de nós o caminho que vamos escolher e a jornada que iremos traçar, porque…. O conhecimento transforma!

A nova moeda do século 21 é representada por palavras como: Colaboração, Aprendizagem, Conhecimento, Criatividade e Inovação. Estas mesmas palavras descrevem as metodologias que possibilitam o adequado gerenciamento do ativo conhecimento. Indivíduos, times e organizações que realmente entendam a economia do conhecimento de forma global, e gerenciem seus ativos de conhecimento, sabiamente, serão os líderes do século XXI.

Para mais informações sobre o assunto, participe de nosso webinar gratuito, a ser realizado no dia 25 de junho, quinta-feira, às 10h, com a própria Dra. Rose Longo. Inscrições em https://register.gotowebinar.com/register/8187485156322007312?source=Blog+Post

Fonte: THOMSON REUTERS

Gestores digitais em ascensão

Utilização de redes sociais na comunicação com clientes faz crescer a demanda por profissionais especializados

Texto por Sidnei Santos de Oliveira

As redes sociais redefiniram a maneira como empresas e instituições se conectam com seus públicos. Responsável por organizar campanhas, mediar interações ou mesmo formular estratégias em cenários de grande concorrência, a gestão de mídias sociais passou a exigir de seus profissionais conhecimentos que vão além da produção e divulgação de conteúdos, envolvendo compreensão mais aprofundada sobre comércio eletrônico, análise de dados e de métricas sobre o comportamento dos consumidores nas redes.

De acordo com levantamento divulgado este ano pelo LinkedIn – rede social especializada em negócios e inserção profissional –, a carreira de gestor social está em primeiro lugar na lista das 15 ocupações com maior expansão desde 2015. A lista também traz outras nove atividades ligadas ao campo da tecnologia da informação, como engenharia de cibersegurança e engenharia de dados. Em resposta à crescente demanda por gestores de mídias sociais, começam a surgir programas de formação específicos para a área, tanto na graduação como na pós-graduação.

Requisitados para trabalhar em agências de comunicação e publicidade, departamentos de marketing, portais de comércio eletrônico e instituições de diferentes áreas, os gestores de mídias sociais também podem montar seus próprios negócios, oferecendo serviços que vão desde a formulação de estratégias de comunicação até a mediação de conflitos em comunidades digitais.

“Em casos de pandemia, como a provocada pelo novo coronavírus, torna-se ainda mais importante a formação adequada desses profissionais, que têm de se informar muito bem para repassar aos usuários das redes dados, por exemplo, de como se proteger de doenças e minimizar os efeitos da propagação de notícias falsas”, explica Carol Garcia, coordenadora do curso de mídias sociais digitais do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Desde 2015 a instituição oferece graduação tecnológica em gestão de mídias sociais. Com duração de dois anos, o curso reúne disciplinas teóricas e práticas como antropologia cultural, fotografia digital, web design, práticas de jornalismo on-line, neurociência e comportamento. “Criamos essa graduação a partir da percepção de que muitas empresas possuem em seus quadros pessoas formadas no ambiente de marketing tradicional, que conhecem muito sobre a própria empresa e seu público-alvo, mas não dominam as novas tecnologias”, explica Garcia.

Preocupadas em se aproximar de seus clientes, as organizações enxergam nas redes sociais um poderoso meio de interação, fazendo de seu uso uma ferramenta para traçar estratégias de mercado e identificar as necessidades dos consumidores.“É impossível pensar em uma empresa que consiga sobreviver atualmente fora do ambiente digital”, afirma Mitsuru Higuchi Yanaze, coordenador do curso de marketing digital da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Oferecido como curso de extensão na modalidade de ensino a distância (EaD), o programa reúne conteúdos como estratégias de redes sociais, ferramentas de Search Engine Optimization (SEO), comportamento do consumidor na web e ética e legislação aplicadas à internet. Com duração de três meses e direcionado para quem está realizando ou já possui uma graduação, o curso tem sido procurado por profissionais de marketing, comunicação e gestores empresariais.

Requisitos para gestão de mídias sociais

  1. Habilidade para produção de textos e imagens
  2. Capacidade para lidar com projetos simultâneos
  3. Conhecimento das características das diversas plataformas (Facebook, Instagram, Twitter, dentre outras)
  4. Saber fazer uso da análise de dados fornecida por serviços como o Google Analytics
  5. Conhecimento sobre marketing digital
  6. Rapidez na interação com usuários
  7. Criatividade na elaboração de campanhas e estratégias

Ao destacar a complexidade que envolve a gestão das mídias sociais, Yanaze lembra da necessidade de ir além do treinamento no uso de ferramentas e softwares, fazendo com que o aluno consiga, antes de tudo, interpretar os dados que irá utilizar. “Conhecer os modelos de análise permite que o profissional trabalhe com mais segurança frente à avalanche de dados que caracteriza o momento atual”, avalia.

Ciência nas redes

Amplamente utilizadas por empresas privadas, as redes sociais também servem como um meio de comunicação oficial de instituições de diversos segmentos. Presente nas principais plataformas, a USP, por exemplo, utiliza esses ambientes para divulgar notícias de cunho científico e informações institucionais de interesse público. “Fazemos entre 10 e 15 postagens diárias, sempre levando em conta o que está em pauta no momento”, afirma Denis Pacheco, responsável pela comunicação da universidade no Facebook, Twitter e LinkedIn.

Para produzir os conteúdos divulgados nos canais, Pacheco considera fundamental o conhecimento sobre softwares de edição de fotos e vídeos, bem como o uso de métricas e de inteligência analítica, que possibilitam mensurar o envolvimento dos usuários com as postagens, analisar e interpretar os dados gerados pelas redes. “Como cada mídia tem sua particularidade, é preciso elaborar materiais distintos”, explica.

A interação que se dá no âmbito das plataformas digitais tem atraído a atenção de pesquisadores interessados em compreender com mais profundidade o comportamento de consumidores que utilizam as redes. “A construção da imagem e da identidade de uma marca depende da estratégia que ela define para atuar nessas mídias”, observa Lucia Barros, professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp), que desde o ano passado vem investigando o ativismo de marcas nas redes sociais.

A partir da constatação de que as marcas hoje precisam se posicionar em relação a causas sociais, econômicas, políticas, ambientais, dentre outras, são comuns as dúvidas sobre como reagir a posturas indesejadas de clientes, como mensagens preconceituosas ou que disseminam ódio, por exemplo – e que, por serem acompanhadas por grande audiência, não podem ser simplesmente ignoradas. O estudo busca analisar os efeitos gerados por respostas institucionais a comentários controversos, em distintas temáticas. “Algumas empresas hoje se comunicam com seus clientes de forma antropomorfizada, ou seja, se comportam como se fossem um ser humano”, informa a pesquisadora. Exemplo dessa prática está na criação de personagens para realizar atendimento em sites e em redes sociais. “Essa postura costuma ser bem-aceita, pois os clientes enxergam a marca de forma mais humana e tendem a identificar-se mais com ela”, completa.

Barros ressalta que, apesar de muitas vezes ter autonomia para administrar conflitos dessa natureza, o gestor deve estar alinhado com as estratégias adotadas pela organização. “É preciso atenção para manter a unidade entre os diversos meios de comunicação. Não adianta a marca dizer uma coisa na televisão e agir de forma diferente nas redes sociais ou mesmo nos pontos de venda”, analisa.

Produzir conteúdos que, além de relevantes, sejam entendidos pelo público em geral se tornou um dos grandes desafios enfrentados pelos gestores de mídias sociais. “A produção escrita utilizada para comunicar socialmente deve estar atenta à questão do letramento digital dos usuários”, explica Marcelo El Khouri Buzato, professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (IEL-Unicamp). Se no passado as dificuldades de se relacionar com a tecnologia se concentravam no manuseio de aparelhos eletrônicos, hoje elas se expandem para a capacidade de interpretação crítica das mensagens, que pode variar de acordo com os diferentes níveis de letramento. “A reflexão sobre os efeitos e as funções do uso social das ferramentas pode ser decisiva na transposição dessas barreiras”, diz.

Mercados locais

A gestão de mídias sociais também tem sido valorizada no desenvolvimento de atividades produtivas em âmbitos regionais. Ao constatar a relevância da produção econômica e cultural da cidade de Caruaru, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) resolveu implantar, em 2015, o curso de comunicação social com ênfase em mídias sociais e produção cultural no Centro Acadêmico do Agreste (CAA-UFPE). Oferecido como bacharelado de quatro anos, o curso foi estruturado a partir de características da região, que reúne, em sua maioria, atividades da área têxtil, do setor moveleiro, da indústria de laticínios, além da produção de artesanatos. “Ao término da graduação, os profissionais saem preparados para inserir essa cadeia de arranjos produtivos na esfera da comunicação”, afirma Diego Gouveia, coordenador do curso. Com proposta de formação mais generalista, o curso da UFPE trabalha para que profissionais tenham maior domínio das distintas linguagens – como a produção de conteúdo em áudio e vídeo – do que sobre suportes específicos, como rádio e televisão. “Isso para que os alunos tenham uma visão mais empreendedora e não se limitem a procurar trabalho nos veículos de comunicação tradicionais”, avalia.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

Inteligência coletiva pode ser a chave para um mundo mais colaborativo

O compartilhamento dos saberes através da tecnologia indica um novo movimento social e você está participando ativamente disso. Entenda!

A crise desencadeada pela disseminação do novo coronavírus está gerando uma colaboração global inédita: cientistas e pesquisadores do mundo todo estão unindo esforços para alimentar bancos de dados coletivos, aperfeiçoar medicamentos para  a Covid-19 e encontrar uma vacina adequada.

Em outras frentes, engenheiros, designers, pesquisadores e empreendedores de várias áreas se engajam em laboratórios mundiais de fabricação digital, os chamados fablabs, para desenvolver tecnologia para produzir, em larga escala, respiradores artificiais, máscaras de proteção e outros materiais necessários para os profissionais da saúde, linha de frente no combate à pandemia.

A mobilização coletiva e interdisciplinar é talvez o exemplo mais concreto de que a humanidade está caminhando para um novo estágio de evolução cultural e social, a chamada inteligência coletiva. O conceito foi criado na metade dos anos 90 pelo sociólogo e filósofo francês Pierre Lévy, considerado um dos pensadores mais importantes da contemporaneidade.

Dedicado ao estudo da interação entre sociedade e tecnologias da informação, Lévy é entusiasta da internet como potencializadora de novas formas de construção colaborativa e democratização do conhecimento humano, que envolvem a participação dos indivíduos e a coordenação de suas diferentes habilidades.

Apesar do nome, a inteligência coletiva também faz referência a ações que mobilizam competências e habilidades individuais e enriquecem mutuamente a todos que participam desse movimento.

Saberes individuais, coletivos e compartilhados

A inteligência coletiva não surgiu com a internet e tampouco é algo exclusivo dos seres humanos, como descreveu Lévy em palestra realizada no Senac São Paulo, em 2014.  “Formigueiros, colmeias de abelhas, sociedades de mamíferos, pássaros e cardumes de peixes. Todos esses animais são capazes de coordenar a si mesmos quando enxergam, por exemplo, um perigo. Eles analisam o ambiente e resolvem o problema em conjunto”.

Mas os seres humanos têm algumas vantagens: a linguagem, o desenvolvimento e a apropriação de tecnologias complexas e de instituições sociais, legais, religiosas e econômicas. “A riqueza da inteligência coletiva humana é que cada membro da sociedade tem uma consciência pessoal, uma representação interna do funcionamento do todo e uma representação pessoal do seu papel no funcionamento desse todo”, explica o autor.

Assim, as conexões promovidas a partir da internet fazem com que todo mundo que está na rede seja capaz não só de aprender com os saberes já acumulados e disponíveis, mas também de ensinar, de agregar ainda mais valor e potência a essa construção coletiva.

“A maior parte da comunicação atual se dá através de uma memória comum. Nós transformamos essa memória. Toda vez que fazemos um tuíte ou adicionamos um post em nosso blog, nós transformamos a relação entre os dados em memória comum”, afirma Pierre Lévvy.

Para facilitar o entendimento, imagine que você está estudando um assunto qualquer. Um dos primeiros passos é buscar na internet por publicações, artigos e estudos já desenvolvidos sobre o tema. Quando você faz uma curadoria dessas informações e, por exemplo, posta uma frase que te chamou atenção nas suas redes sociais com uma hashtag, você ajudou a catalogar esse conteúdo e a expandir o alcance dele.

Assim, nos ambientes virtuais, a comunicação ocorre de todos para todos, a informação torna-se compartilhada e o armazenamento de informações torna-se cada vez mais descentralizado. É o que o autor chama de desterritorialização dos saberes. Se antes os saberes valorizados estavam nas bibliotecas e restrito a poucos, hoje está em todo lugar.

Inteligência Coletiva na educação

Durante palestra em Buenos Aires, na Argentina, organizada pela Organização de Estados Iberoamericanos (OEI), em 2015, Pierre Lévy falou sobre inteligência coletiva para educadores, destacando o papel desses profissionais para formar indivíduos autônomos que possam exercer bem seu papel na construção coletiva dos saberes.

“Nesse novo ambiente de comunicação, somos livres, somos empoderados como autores e, ao mesmo tempo, somos como bibliotecários quando colocamos hashtag ou tagueamos o conteúdo. Somos também críticos, escrevemos nossos comentários sobre músicas, filmes, livros, fotografia, etc. Há uma democratização da cultura crítica”, destaca Lévy.

Segundo o autor, é imprescindível que essa nova atuação individual na construção dos saberes coletivos seja feita a partir da reflexão e da consciência crítica. E a promoção desses mecanismos pode ser feita por educadores a partir do que o autor chama de uma nova forma de alfabetização.

“É preciso fornecer ferramentas intelectuais aos jovens para que eles construam autonomia, para que sejam capazes de trabalhar, aprender e construir suas vidas nesse novo ambiente”.

Na proposta de Lévy, essas ferramentas cognitivas passam pelo desenvolvimento de pesquisa a partir dos interesses dos indivíduos, a seleção e a diversificação criteriosa de fontes, a análise crítica de dados, a responsabilidade e a colaboração, por fim, a construção de uma memória e um saber coletivo.

“Vale dizer que a inteligência coletiva não é algo pronto. É como uma utopia, uma direção para uma evolução cultural da sociedade”, enfatiza o autor.

Fonte: Fundação Telefônica VIVO

Modelos de GC: SECI de Nonaka e Takeuchi

Texto por Juliana Pinheiro

​​Continuando a série de MODELOS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO, hoje vou apresentar o modelo de Nonaka e Takeuchi. Talvez este seja o modelo mais conhecido e disseminado nas organizações. Entendo que o motivo seja sua clareza ao ser representado em quadrantes com gráficos que esclarecem por si seu conteúdo.

O modelo sugerido em 1995 considera que o conhecimento é um processo de criação e está dividido entre conhecimentos tácito e explícito[1][i]. O conhecimento trazido pelos indivíduos e que faz parte da organização deve ser disseminado coletivamente. Tomando como referência os conhecimentos tácito e explícito, Nonaka e Takeuchi (2008) retomam os conceitos que propuseram em 1995[ii] sobre os quatro modos de conversão de conhecimento: socialização (S), externalização (E), combinação (C) e internalização (I) – SECI, os quais foram adotados por empresas japonesas para criação e manutenção de suas culturas organizacionais visando à GC.

Fonte: Nonaka e Takeuchi (2008)

Socialização é criar e compartilhar conhecimento tácito, a partir de experiência direta de indivíduo para indivíduo. Na prática, ocorreria por meio de atividades como dinâmicas no local de trabalho, sessões informais e brainstorms[i], interações com os clientes etc.

Externalização é articular conhecimento tácito por meio do diálogo e da reflexão, de indivíduo para grupo. Este seria o modo de conversão mais importante, por permitir a criação de novos conceitos.

Combinação é sistematizar e aplicar o conhecimento explícito e a informação, de grupo para organização. É neste ponto do processo de criação de conhecimento que surgiriam os primeiros protótipos e modelos reais.

Internalização é aprender e adquirir novo conhecimento tácito, de organização para indivíduo. Aqui as organizações passariam a vivenciar o resultado prático do novo conhecimento; ou seja, desenvolveriam um conhecimento operacional.​

Os mesmos autores afirmam que o conhecimento é criado apenas por indivíduos; ou seja, uma organização não pode criar conhecimento por si. Com isso, é importante que apoie e estimule atividades ou contextos geradores de conhecimento.​

A criação de conhecimento organizacional deve ser entendida como um processo que aculture conhecimento dos indivíduos no nível do grupo por meio do diálogo, discussão, compartilhamento de experiências, comunidades de prática (CoP’s)[ii] ou grupos de inovação.

Referências:

[1] Para Nonaka e Takeuchi (2008), conhecimento tácito é aquele difícil de ser codificado, ou seja, expresso por palavras, fruto das experiências pessoais. Já o conhecimento explícito é objetivo e mais simples de ser codificado, ou seja, formalizado com palavras, números e fórmulas, para ser transmitido rapidamente e em grande escala. Geralmente, é percebido como teórico e sua transmissão pode ser realizada muito formalmente.

[1] NONAKA, I; TAKEUCHI, H. The Knowledge-Creating Company: How Japanese Companies Create the Dynamics of Innovation. Oxford University Press. Nova Iorque, 1995.

[1] Brainstormings são encontros que estimulam a geração de ideias. Tudo pode, menos dizer não. É especialmente usado no início de uma reunião ou oficina para obter uma visão geral da experiência disponível ou ideias a serem construídas  (BOLLIGER, HARTMANN, et al., 2012).

[1] O conceito de comunidade de prática (CoP) foi criado por Etienne Wenger e pode ser entendido como um grupo de indivíduos que se reúnem periodicamente por possuírem um interesse comum no aprendizado e na aplicação de algo a ser melhorado ou inventado (TAKIMOTO, 2012).

Fonte: SBGC

Modelos de Gestão do Conhecimento

Texto por Juliana Pinheiro

Em 2017 concluí minha dissertação de mestrado voltada para a gestão do conhecimento no setor da construção civil. Propus um modelo com foco neste setor, mas antes estudei alguns modelos de GC para compreender os elementos que constituem cada um deles e de que forma tais elementos poderiam contribuir para o modelo proposto. Inicio hoje uma série de posts no blog da SBGC para falarmos sobre MODELOS DE GESTÃO DO CONHECIMENTO. Gostaria que esta discussão não acabasse por aqui. Quanto mais falarmos a respeito, mais evoluímos no tema e alcançamos novos patamares de como fazer GC.

​Desde a criação do termo GC, muitos modelos já foram apresentados por pesquisadores, consultores e organizações. Modelos ajudam na síntese de algo complexo. Auxiliam na simplificação e explicação de uma teoria. Neste sentido, modelos auxiliam na visualização e entendimento de alguns fenômenos que seriam difíceis de compreender devido à magnitude e à complexidade (MALAVSKI; LIMA; COSTA, 2010).

Para Kuriakose (2010), modelos de GC podem ser comparados segundo seis critérios: contexto; aplicabilidade; estágios; avaliação; validação e áreas-chaves.

  • Contexto: refere-se ao contexto em que cada modelo foi desenvolvido. Por exemplo, o modelo pode ter sido desenvolvido para um determinado setor, ou para uma determinada empresa, ou ser genérico.
  • Aplicabilidade: refere-se a que entidade cada modelo pode ser aplicado. Por exemplo: o modelo pode ser aplicado para qualquer empresa, ou somente para um determinado setor, ou para uma determinada empresa.
  • Estágios: refere-se à quantidade de estágios/etapas/camadas/critérios de cada modelo.
  • Avaliação: refere-se à indicação de uma metodologia específica para aplicação prática do modelo. Pode ser classificada como objetiva, quando a ferramenta é descrita no modelo; subjetiva, quando descreve como o modelo foi aplicado e seus resultados, mas não apresenta a ferramenta; ou, ainda, não indica nada.
  • Validação: indica a metodologia de validação do modelo, ou seja, indica como ele foi aplicado. Pode ser um estudo de caso, por exemplo.
  • Áreas-chaves: indica as áreas-chaves utilizadas por cada modelo.

Para Heisig (2009), o objetivo principal da GC é auxiliar uma organização a melhorar os processos relativos ao conhecimento existente e potencial. Para tanto, o tratamento sistemático do conhecimento no nível operacional de uma organização é um elemento central da GC e que é sintetizado em alguns modelos apresentados.

Heisig analisou 160 modelos de GC entre 2002 e 2003, quando pesquisou modelos existentes em publicações relevantes entre 1998 e 2003 com o termo “KM” (Knowledge Management) tanto no meio científico, quanto em organizações e em consultorias da área de GC.

A partir dos dados levantados, realizaram-se análises quantitativas e qualitativas. O resultado mostra que, apesar da ampla gama de termos utilizados nos modelos de GC, um consenso foi detectado em relação às categorias básicas usadas para descrever as atividades e os fatores críticos de sucesso relativos à GC.

A análise de Heisig sugere que um modelo de GC deve conter as seguintes atividades voltadas para o conhecimento: identificar, criar, armazenar, compartilhar e aplicar conhecimento. Como fatores críticos de sucesso: fatores humanos (cultura, pessoas e liderança); aspectos organizacionais (estrutura e processos); tecnologia da informação e gerenciamento de processos (estratégia e controle).

  • Fatores humanos (cultura, pessoas e liderança): o trabalho humano, bem como a colaboração e o comportamento baseiam-se na cultura (tanto organizacional quanto étnica, como a cultura regional/nacional). Assim, as atividades típicas de GC , como o compartilhamento de conhecimento, são fortemente influenciadas.
  • Aspectos organizacionais (estrutura e processos): os processos organizacionais também diferem dependendo da cultura organizacional e geográfica. É necessário coordenar processos de GC em organizações distribuídas e entre organizações com diferentes culturas organizacionais e étnicas.
  • Tecnologia da Informação: as infraestruturas tecnológicas também diferem em diferentes países. A aceitação de aplicativos também depende de preferências (por exemplo, como as tecnologias são aceitas, quais redes sociais são preferidas em um país)
  • Gerenciamento de processos (estratégia e controle): as práticas de gestão diferem também dependendo da cultura étnica e organizacional. Assim, é necessário alinhar estratégias de GC, bem como processos de gerenciamento correspondentes. É importante também controlar os resultados obtidos a partir da GC.

Além disso, há um consenso na literatura consultada por Heisig que uma implementação unilateral, considerando apenas um desses fatores, não corresponde ao sucesso da implementação da GC. A tarefa é organizar esses fatores de tal forma que as atividades de GC possam ser alcançadas de forma holística na organização. Para que estas atividades aconteçam, é necessário estimular práticas de GC dentro da organização.

Os modelos que vou apresentar nesta série apontam para elementos importantes que orientam diretrizes e práticas voltadas para GC das empresas. Desejo que este conteúdo lhe possibilite novos olhares!

Clique aqui e conheça o Modelo de Referência da SBGC

Fonte: SBGC

Gestão do Conhecimento de Bolso: Práticas e Ferramentas #1

Ao vivo em 2 dias
2 de abril 17:30

Gestão do Conhecimento de Bolso, é uma série de videos ao vivo sobre práticas e ferramentas de GC. A ideia é compartilhar experiências e vivências sobre implantação e gestão de práticas de gestão do conhecimento e ferramentas (tecnologias digitais) de suporte. Em cada episódio será discutida uma prática selecionada pela SBGC, os participantes também poderão indicar práticas para a produção de novos episódios. Cada episódio contará com a participação de convidados, praticantes de GC, para compartilharem suas experiências e aprendizados.

O primeiro episódio é sobre Comunidade de Prática e contará com a participação de Fernando Fukunaga (SBGC), Tania Ardo Moreira Pinto (SBGC), André Noronha (SBGC), José Eduardo Carara (Embraer), Juliana Lima (Promon Engenharia) e Thiago Ribeiro (Avibras).

Fonte: SBGC Nacional

Painel SBGC – Gestão do conhecimento pessoal e trabalho remoto

Uma conversa com três especialistas, Victor Alves (TechnipFMC), Raquel Balceiro (Petrobras) e Camila Pires (Rede Índigo), facilitada por André Saito e Renata Dalmaso (SBGC).

Na última semana, muitos passaram ao home office em tempo integral. Para complicar, notícias sobre a pandemia chegam a todo momento.

  • Como lidar com tanta informação?

  • Como separar o que realmente interessa?

  • Como buscar informação de qualidade?

  • Como organizar tudo e gerar insights?

  • Como aprofundar nosso entendimento?

  • Quem pode nos ajudar nisso?

  • Com quem conversar para trocar ideias?

  • Como conversar de forma construtiva?

  • Como decidir e agir com base em conhecimento?

Conheça a gestão do conhecimento pessoal e como as práticas de GC aplicadas ao nosso contexto individual pode nos ajudar a ser mais efetivos.

Fonte: André Saito

Live SBGC: Gestão do conhecimento pessoal e trabalho remoto

Live hoje, 27/03, às 13h no Youtube

https://www.youtube.com/watch?v=AcUEJ3f1Uck&feature=youtu.be&utm_campaign=live_sbgc_gestao_do_conhecimento_pessoal_e_trabalho_remoto&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

Uma conversa com três especialistas, Victor Alves (TechnipFMC), Raquel Balceiro (Petrobras) e Camila Pires (Rede Índigo), facilitada por André Saito e Renata Dalmaso (SBGC).

Na última semana, muitos passaram ao home office em tempo integral. Para complicar, notícias sobre a pandemia chegam a todo momento.

– Como lidar com tanta informação?
– Como separar o que realmente interessa?
– Como buscar informação de qualidade?
– Como organizar tudo e gerar insights?
– Como aprofundar nosso entendimento?
– Quem pode nos ajudar nisso?
– Com quem conversar para trocar ideias?
– Como conversar de forma construtiva?
– Como decidir e agir com base em conhecimento?

Venha conhecer a gestão do conhecimento pessoal e como as práticas de GC aplicadas em nosso contexto individual pode nos ajudar a ser mais efetivos.

O Coronavírus, O Home Office e a Gestão de Informação

Texto por Camila Denículi Vila Verde

Com a questão do Coronavírus, muitas empresas, pensando no bem estar de seus funcionários e de toda a comunidade, estão permitindo o trabalho de casa, reduzindo assim a exposição ao risco e a propagação da doença.

Muitas possuem uma maturidade na gestão de suas informações e seus processos, com sistemas e sistemáticas definidas para gerenciamento de documentos, fluxos de trabalho, gerenciamento de projetos e trabalho cooperativo. Com isso enfrentam com mais tranquilidade este momento.

Mas, conversando com amigos, percebo que algumas empresas não estão preparadas para esta realidade e estão passando por uma série de problemas nesta adaptação emergencial, que vão desde questões referentes ao acesso à rede da empresa, até o contato remoto entre membros da equipe. Algumas pessoas não encontram documentos dos quais precisam e perdem muito tempo na busca. Documentos são distribuídos por e-mail, muitas vezes em duplicidade. Atividades são delegadas por mensagens (e-mail e whatsapp) e não há controle e monitoramento de ciência, acesso, execução e pendências. Isso inviabiliza ou prejudica em muito os trabalhos de equipe e resulta numa incapacidade de monitoramento e gestão pela coordenação/gerência. Pode acarretar ainda em perda/falta de informações, acesso indevido (alerta de segurança da informação!) e uso de informações incorretas e/ou obsoletas. Há comprometimento de prazos e (mais) prejuízos.

Como já ajudei várias empresas a se prepararem para este cenário digital e remoto, apoiando-as em seus processos de gestão de informação, deixo aqui uma contribuição com dicas simples, que podem ser aplicadas de imediato e que podem aliviar um pouco estas questões em empresas que estão passando por dificuldades neste momento:

1 – Crie uma planilha, listando todos os recursos de informação utilizados pela equipe (documentos, sistemas, planilhas etc) e atribua responsáveis (quem criou, quem atualiza, quem gerencia, quem dá acesso etc), data de última atualização, endereços (onde pode ser acessado fisicamente e virtualmente) e perfis de acesso (quem pode ter acesso às informações contidas nestes recursos (segurança da informação SEMPRE!);

2 – Mapeie projetos/jobs/processos e estruture uma planilha de apoio, com uma linha para cada projeto/job e colunas indicando responsáveis e etapas de execução, para que informações possam ser registradas, atualizadas e visualizadas pela equipe e coordenação. Assim todo mundo fica na mesma página.

3 – Estabeleça horários fixos para diálogos rápidos das equipes, preferencialmente ao início do dia, para que, mesmo que remotamente as pessoas se conectem, relatem um pouco sobre suas ações, deleguem, peçam ajuda, informem sobre status etc. É muito importante registrar as informações deste diálogo em atas de reunião dinâmicas, com ações objetivas, responsáveis, datas de entrega etc. Esta ata dinâmica também pode ser uma planilha, que deve ser revisitada rapidamente em cada diálogo diário para verificar pendências e necessidades de novas ações.

CUIDADO REDOBRADO COM A SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO EM CASA. Ao se afastar do notebook/computador, faça log off, guarde documentos em gavetas com chave, não deixe material e equipamentos da empresa espalhados pela casa. Ao descartar qualquer documento, triture ou rasgue bem os papéis!

ACORDE para a necessidade urgente de sistematizar adequadamente a gestão de informação da empresa e aproveite que alguns projetos talvez tenham que ficar em pausa neste momento e dedique esforço para estruturar a gestão documental, estabelecer sistemáticas de trabalho, avaliar sistemas de Gestão eletrônica de Documentos e Fluxos. Este planejamento pode ser feito de forma remota. Busque o apoio de uma consultoria especializada para ajudar a empresa neste processo. Uma visão externa com metodologia e melhores práticas é sempre bem vinda!

Fonte: Linkedin

Seu escritório conhece o que sabe? A gestão do conhecimento responde!

José Paulo Graciotti

Em escritórios de advocacia mais tradicionais tem-se a imagem de que gestão do conhecimento se resume à existência de um “minutário” com todas as minutas criadas e utilizadas, mas o conceito é muito mais abrangente!

A frase à primeira vista pode parecer sem sentido ou estúpida, mas tem o objetivo de chamar a atenção para um problema enorme que afeta a grande maioria das empresas e também escritórios de advocacia, principalmente aqueles maiores com várias filiais e um número grande de colaboradores.

Em outras palavras, podemos reformular das seguintes maneiras mais elaboradas:

  • A empresa sabe exatamente onde estão as informações relevantes para sua atividade?
  • Onde estão catalogados e armazenados o conhecimento, a experiência e o know-how acumulados ao longo do tempo?
  • Quem são e onde estão as pessoas que detêm conhecimento tácito em determinado assunto?
  • Quais são os dados internos e estatísticas externas relevantes ao negócio e como acessá-los?

 A frase “Data is the new Oil”, cunhada pelo matemático Clive Humby em 2006 foi reescrita e publicada pelo The Economist em 2017 como “The world’s most valuable resource is no longer oil, but data” e ambas retratam a importância atual da informação (em todos os sentidos).

Para se conseguir garimpar, cadastrar, indexar, armazenar e disponibilizar de modo facilmente acessível é necessária a adoção da cultura de Gestão do Conhecimento (KM em inglês) na empresa criando-se uma equipe multidisciplinar e envolvendo-se vários setores da empresa. Em escritórios de advocacia mais tradicionais tem-se a imagem de que gestão do conhecimento se resume à existência de um “minutário” com todas as minutas criadas e utilizadas, mas o conceito é muito mais abrangente!

A Gestão do Conhecimento envolve vários departamentos e um número grande de tipos de informação que devem ser identificadas, localizadas, catalogadas, indexadas e colocadas à disposição dos usuários de forma que seu acesso seja simples, intuitivo e ágil.

Lembremos sempre que escritório de advocacia vende basicamente conhecimento e que seu fator de produção são as pessoas e estas, por sua vez, não podem ser armazenadas sem custos (como uma matéria prima num deposito). Cabe então à gestão do conhecimento promover a disseminação deste último de modo a minimizar o tempo de acesso ao conhecimento prévio já produzido e armazenado e otimizando o tempo de produção de novos trabalhos. 

A figura acima mostra quais deverão ser os setores envolvidos no processo e quais podem/devem ser as informações perseguidas e catalogadas nesse processo de refinamentos sucessivos, como na figura ao lado.

Setores envolvidos:

1 – C-Suite. É a área responsável pela definição do direcionamento e objetivos da empresa de modo a nortear todo o processo, desde a identificação das informações até a sua utilização final.

2 – ERP. É a origem das informações financeiras e estatísticas de produtividade, rentabilidade, bem como de todos os dados numéricos internos.

3 – Juridico. É com certeza a parte mais importante no processo, pois é a grande produtora de conhecimento e a definidora da importância para sua utilização futura.

4 – CEDOC, ou Centro de Documentão. É também fator crítico no processo, pois é o crivo de toda a informação criada dentro da empresa e responsável pela crítica, catalogação deduplicação, indexação e publicação do conhecimento produzido.

5 – Recurso Humanos. É o responsável pela identificação das necessidades servindo de ponte entre o setor produtivo e o de gestão da documentação bem como o treinamento e motivação na utilização das ferramentas.

6 – Marketing. Responsável pela identificação das necessidades internas, tendências externas e garimpo de informações externas.

7 – Tecnologia. Com certeza é o coração de todo o processo fornecendo as ferramentas necessárias para todos os setores anteriores e em todos os processos envolvidos na identificação, na catalogação com a criação dos metadados necessários, na indexação correta das informações e principalmente na disponibilização fácil e intuitiva nos processos de busca e utilização.

Para que o processo seja efetivo, há a necessidade de se criar um fluxograma de trabalho, ou seja, definir quem são os geradores de conhecimento; quem definirá o tipo das informações importantes / relevantes a serem garimpada e quem serão os classificadores / verificadores (aqueles que farão a classificação e a verificarão da qualidade, a duplicidade e o interesse). Além disso como será feita a indexação e disponibilização fácil e intuitiva.

Resumindo: muito trabalho a fazer, mas os resultados no aumento eficiência e produtividade serão extraordinários!

Fonte: Migalhas

BIBLIEx gerencia projeto que abriga as bases de dados referentes à gestão de informação no Exército

O ano de 2020 marcou a chegada à Biblioteca do Exército (BIBLIEx) do Portfólio de Apoio à Gestão do Conhecimento EB Conhecer e da Rede de Bibliotecas Integradas do Exército (Rede BIE), oriundos da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx).

O EB Conhecer é um conjunto de plataformas digitais, livres e colaborativas, que abriga as bases de dados referentes à gestão de informação no Exército Brasileiro. Criado pelo Comando do Exército em 2019, tem como um dos seus objetivos aumentar a visibilidade das publicações da instituição e o acesso a elas, de forma aberta, em conformidade com a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação).

O EB Conhecer agrega as produções intelectuais, as publicações de periódicos, os produtos de eventos temáticos de interesse da Força Terrestre, o patrimônio histórico e cultural e os conceitos doutrinários, visando armazenar, organizar, gerenciar, preservar, recuperar e difundir, em formato digital,  o acervo produzido no âmbito do Exército e passível de integração com o meio civil.

O sistema está organizado em aplicativos com funções específicas para a gestão do conhecimento no âmbito do Exército Brasileiro, são eles: a Biblioteca Digital do Exército (BDEx), o Portal de Periódicos do Exército (EB Revistas), o Portal de Eventos do Exército (EB Eventos), o Acervo do Patrimônio Histórico e Cultural (EB Acervo), a Enciclopédia Colaborativa de Doutrina (Wikidout) e o Metabuscador (EBusca).

A intenção, ao criar o Portfólio, foi modernizar os meios de difusão dos trabalhos científicos do Exército com plataformas digitais open source (código aberto) que tiveram custo zero e, dessa forma, otimizaram a utilização de recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos, contribuindo para facilitar a pesquisa dos discentes e docentes das escolas do Sistema de Educação e Cultura do Exército (SECEx) e do público em geral.

A Rede BIE foi criada em 2012 com a finalidade de proporcionar a cooperação dos serviços técnicos entre as bibliotecas integrantes, prover o compartilhamento de informações (militares e especializadas) e facilitar para os usuários dessas bibliotecas o acesso às informações e aos seus acervos.

Atualmente, essa rede reúne 37 bibliotecas, na sua maioria em estabelecimentos de ensino do Exército Brasileiro, e dispõe de um acervo de 430.000 títulos. Além disso, utiliza o Sistema Pergamum, desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), como software gerenciador e integra a Rede de Bibliotecas do Ministério da Defesa (REBIMD).

A vinda do EB Conhecer e da Rede BIE para a BIBLIEx veio agregar uma nova dimensão às atividades desenvolvidas pela Casa do Barão de Loreto: o gerenciamento de um sistema integrado de softwares que dará significativo suporte para a criação de conteúdos acadêmicos e irá permitir o acesso a informações essenciais para a produção científica dos integrantes dos estabelecimentos de ensino do Exército Brasileiro e do público em geral de maneira simples e ágil.

Com efeito, o Exército Brasileiro realiza, desde 2019, um grande esforço no sentido de divulgar esses novos recursos tecnológicos aos integrantes da Força Terrestre. Para isso, foram realizadas apresentações do EB Conhecer/Rede BIE em inúmeras escolas do SEDEx, bem como a participação do gerente do Portfólio em eventos da ciência da informação na Universidade de Barcelona, Espanha, onde também foi apresentado o EB Conhecer.

A participação de um militar do Exército Brasileiro em eventos no exterior e a apresentação do Portfólio de Apoio à Gestão do Conhecimento, como uma nova ferramenta à disposição dos integrantes da Força Terrestre e do público de maneira geral, tiveram por finalidade criar laços de comunicação entre o Exército e o meio acadêmico internacional e, dessa forma, projetar o nome da instituição e do Brasil no continente europeu.

Desse modo, a iniciativa de transferir o EB Conhecer e a Rede BIE para a BIBLIEx fortalece a aspiração do Exército Brasileiro de manter-se na vanguarda da gestão do conhecimento. A vinda da Biblioteca Digital do Exército e das demais plataformas dará à Casa do Barão de Loreto melhores condições de participar no aperfeiçoamento dos processos de pesquisa nas escolas da Força Terrestre, contribuindo para a busca da excelência do ensino, do nível médio ao superior, desde a formação até os altos estudos.

Fonte: DefesaNet

O que é Gestão da Informação, de Documentos e de Conhecimento?

Com a era digital, a gestão da informação e a do conhecimento ganham maior importância

Por Yuri da Cunha*

Você já deve ter ouvido estes três termos: Gestão da Informação, Gestão da Documentação e Gestão de Conhecimento. Mas eles são sinônimos? A resposta precisa é não. E por que vamos abordar a diferença entre eles? Porque a primeira e a terceira gestões citadas ganham mais importância com a era digital.

Começando por a mais popular e executada por quase todas as companhias, eficientemente ou não: a Gestão da Documentação. Em simples palavras, a ideia presente aqui é a avaliação do documento gerado e arquivá-lo, física ou digitalmente, de um modo correto. Tem importância destacada num contexto brasileiro devido às exigências normativas.

Excluindo-se os que são obrigatórios e dando um passinho à frente nessa ideia: num mundo tão dinâmico, quais são os documentos adicionais que devo elaborar? Qual a utilidade dele (serve apenas para um projeto em andamento ou terá serventia a posteriori)? A elaboração deve ser delegada especificamente a alguém ou deve ser compartilhada? Quanto tempo devo mantê-lo em meus arquivos?

Para dar maior eficiência administrativa e gerar inúmeros documentos que ninguém lerá, mas é “bom guardar tudo”, todas essas perguntas devem ser respondidas. Documentos podem ser uma importante fonte de informação (não a única!). Devemos destacar que “informação” apenas deve ser considerada como um dado tratado (ou um conjunto deles).

Dados transformados em informação podem ser encontrados em todas as atividades, das mais simples às mais complexas. Varia em abrangência, alcance e como é transmitida. Os dados estão em todos os lugares esperando serem recuperados e interpretados. A Gestão de Informação entra exatamente nesse momento.

Poderíamos mencionar que a gestão de informação possui as seguintes etapas: identificação das fontes; captura de dados, classificação de dados, processamento dos dados, transformando-os em informação, armazenamento da informação, distribuição e uso da informação, retroalimentação.

Com as ferramentas disponíveis no mercado, conseguimos constantemente capturar e processar mais dados. Entretanto, em qual informação devo prestar atenção? A Gestão de Informação estruturada possibilitará a você responder com maior exatidão, inclusive, com a retroalimentação de todo o processo, ajudará a identificar quais são os erros na captura.

Quanto isso vale? A informação é intangível por natureza, mas poderá ser a diferença entre a arrancada, a sobrevivência ou a falência de um negócio. Isso nos leva ao último tipo de gestão: “uma informação só se torna um conhecimento quanto o receptor realmente internaliza a mensagem transmitida”.

A informação poderá ser interpretada de diferentes maneiras, gerando conhecimentos distintos. E o conhecimento é o elemento mais complexo de tudo o que abordamos até aqui. Então, como conseguir gerenciar todo o conhecimento gerado por cada colaborador? Antes de tudo, é bom admitirmos: o compartilhamento de todo o conhecimento por uma pessoa é impossível.

Gestão do Conhecimento tem alguns objetivos, como: incentivar o crescimento da organização, pois “conhecimento pode gerar mais conhecimento”; minimizar os impactos da centralização de importantes conhecimentos em um indivíduo; permitir que mais colaboradores possam aprender, de modo mais eficiente; fazer com que a memória organizacional seja mantida de modo regrado e sistematizado, permitindo que a organização continue a crescer.

Conhecimentos podem ser externalizados em documentos, treinamentos, até em conversas no café. A “externalização” desse conhecimento do colaborador deve ser incentivada constantemente! E isso deve ser parte da cultura organizacional, visto que colaboradores têm medo de serem “descartados” após ensinarem praticamente tudo o que aprenderam ao longo dos anos.

Portanto, como a gestão do conhecimento será implementada no todo deve ser uma estratégia global na companhia! Por fim, queremos destacar um pensamento de extrema importância atualmente: pensem em como farão essas gestões e não “qual ferramenta vou aplicar para isso”.

Você poderá implementar a melhor ferramenta em nuvem para armazenar os documentos, mas ninguém os ler; você poderá contratar o melhor software para capturar e processar os dados sobre os seus clientes, mas não saber como transformá-los em informações úteis; você poderá pagar os melhores cursos de especializações para seus colaboradores, mas esses não compartilharem com a organização. Dessa maneira, deixemos um pouco o nosso vício em tecnologia de informação de lado e pensemos no “como” fazer.

*Yuri da Cunha é especialista de comércio exterior na eCOMEX – NSI, responsável pela conexão com a 4Comex, Aceleradora de startups de comércio exterior. Graduado em Gestão de Comércio Internacional e Mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Fonte: CIO

Curso online – Gestão do Conhecimento

curso online | parceria: itaú social

Organizações da sociedade civil (OSC) atuam em diversos segmentos mas têm ao menos uma característica comum: produzem conhecimento. Essa produção se dá por meio de textos, relatórios, pesquisas, aulas, vídeos, apostilas. E o conhecimento, em regra, é protegido pela propriedade intelectual.

Neste curso, vamos ter a oportunidade de compreender os principais mecanismos de proteção à produção intelectual, como direitos autorais e marcas. Vamos compreender e discutir os principais argumentos para que tais bens sejam protegidos, quais as consequências dessa regulação e como usar obras de terceiros sem que haja violação à lei.

Além disso, é fundamental compreendermos a importância de dar acesso ao conhecimento. Por isso, vamos nos dedicar também a tratar de mecanismos de licenciamento e estratégias para divulgar bens intelectuais produzidos no âmbito das OSC.

professor

Sérgio Branco

aulas

agenda 
  • 1º aula
    11/11/2019 – das 16 às 17h30
  • 2º aula
    12/11/2019 – das 16 às 17h30
  • 3º aula
    18/11/2019 – das 16 às 17h30
  • 4º aula
    19/11/2019 – das 16 às 17h30

aula 1

Por que proteger o conhecimento?

com Sérgio Branco

  • Introdução à propriedade intelectual;
  • Fundamentos dos direitos autorais e da propriedade industrial;
  • Argumentos para a proteção do conhecimento científico.

aula 2

O que proteger? Direitos autorais

com Sérgio Branco

  • Autoria, coautoria, obras protegidas, obras não protegidas;
  • Proteção às ideias e plágio. Direitos morais e patrimoniais;
  • Limitações aos direitos autorais.

aula 3

O que proteger? Propriedade Industrial

com Sérgio Branco

  • A estrutura da propriedade industrial em nossa lei;
  • Fundamentos para proteção de patentes, desenho industrial e marcas.

aula 4

Por que dar acesso ao conhecimento?

com Sérgio Branco

  • O uso autorizado de obras produzidas por terceiros;
  • Licenças públicas gerais, domínio público;
  • A importância de dar acesso ao conhecimento científico e estratégias para divulgação.

informações

público

  • gestor de OSC;
  • equipes técnicas e administrativas de OSC;
  • educadores sociais;
  • demais profissionais do terceiro setor.

agenda

  • Aula 1

11/11/2019 – das 16h às 17h30

  • Aula 2

12/11/2019 – das 16h às 17h30

  • Aula 3

18/11/2019 – das 16h às 17h30

  • Aula 4

19/11/2019 – das 16h às 17h30

formato

Ao vivo em tempo real via plataforma interativa do ITS a ser disponibilizada aos alunos inscritos. As aulas também ficam gravadas para consulta dos matriculados por um período de até seis meses.

certificados

Emitimos certificados de conclusão para alunos que assistirem ​a ​75% das aulas ao vivo ou certificado de participação para alunos que assistirem ​a todas as aulas gravadas até 15 dias após o final do curso.

investimento

Este curso é gratuito.

inscrições

Gestão do Conhecimento

VI Seminário de Gestão da Informação e do Conhecimento da Rialide-BR

O evento tem por objetivo promover o compartilhamento de práticas de gestão da informação e do conhecimento entre as instituições financeiras que atuam com foco no desenvolvimento econômico e social, assim como entre as instituições convidadas. Na sua estrutura, o seminário conta com palestras e mesas temáticas – compostas por participantes da Rialide-BR, instituições e especialistas convidados.
Será fornecido certificado digital mediante preenchimento da lista de presença em até quinze dias após o evento.
Data: 12 e 13 de setembro de 2019
Local: Auditório Reginaldo Treiger –  Centro de Estudos do BNDES – Avenida República do Chile, 100, S1 (Mapa)
Cidade: Rio de Janeiro – RJ

Programa

12/09/2019 – TARDE

13h Credenciamento

14h Abertura: Representante do BNDES e Cristina Castillo (Alide)

14h30 Palestra 1 – Gestão do conhecimento e tendências / Martius Vicente Rodriguez y Rodriguez (Universidade Federal Fluminense – UFF)

15h20 Debate

15h40 Coffee-break

16h Mesa 1 – Práticas de Gestão da Informação e do Conhecimento na Rialide-BR

16h10 Apresentação 1 – ODS no Serviço Geológico do Brasil / Patricia Duringer Jacques (Serviço Geológico do Brasil – CPRM)

16h30 Apresentação 2 – Práticas de gestão da informação e do conhecimento no Sebrae Rio / Leandro Pacheco de Melo (Sebrae)

16h50 Apresentação 3 – DSI no BNDES / Caroline Brito (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES)

17h10 Debate

17h30 Encerramento

13/09/2019 – MANHÃ

9h Café de boas vindas

10h Palestra 2 – Assessoria técnica em revisões sistemáticas: estratégia busca, levantamento bibliográfico e citação / Rosana Evangelista Poderoso (Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP)

10h45 Debate

11h Mesa 2 – Práticas de Gestão da Informação e do Conhecimento em Saúde

11h10 Apresentação 4 – Tecnologia, informação e inovação para superar os desafios no tratamento e organização dos prontuários de pacientes do SAME/HUPAA/UFAL/EBSERH / Nelma Camelo de Araujo (Universidade Federal de Alagoas – UFAL)

11h30 Apresentação 5 – Base de dados LILACS: desafios e perspectivas da gestão da informação científica e técnica em saúde na América Latina e Caribe / Sueli Yano (Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde – Bireme)

11h50 Apresentação 6 – Gestão e acesso à produção científica e aos dados de pesquisa em saúde / Viviane Veiga (ICICT/Fiocruz)

12h10 Debate

12h30 Intervalo – Almoço

13/09/2019 – TARDE

14h Palestra 3 – Inteligência de dados no BNDES / Rodrigo Gama (BNDES)

14h45 Debate

15h Mesa 3 – Práticas de Inteligência Organizacional

15h10 Apresentação 7 – Plataformas de informações aplicadas a ações de fomento / Lucas Linhares (BNDES)

15h30 Apresentação 8 – Inteligência artificial em analytics: transformando big data em small data / Fábio Rios (Plugar Data Intelligence)

15h50 Apresentação 9 – Technology roadmap: ferramenta de planejamento estratégico para alinhar mercado-produto-tecnologia: estudos de casos / Suzana Borschiver (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)

16h10 Debate

16h30 Coffee-break

17h Palestra 4 – Gestão do conhecimento / Maurício Rodrigues (Escola de Contas e Gestão – ECG/TCE-RJ)

17h45 Debate

18h Encerramento

Sobre a ALIDE: a Associação Latinoamericana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (ALIDE) é o organismo internacional que representa as instituições que financiam o desenvolvimento na América Latina e no Caribe. Com cerca de 90 instituições membros, as atividades que promove têm por finalidade a coesão e o fortalecimento da ação e da participação das instituições financeiras no processo de desenvolvimento econômico e social da região.

Sobre a Rialide-BR: A Rialide-BR é a Seção Brasileira da Rede de Informação da Alide. Formalizada em 2015, a rede tem por objetivos explorar áreas de cooperação para a troca de informações, publicações, pesquisas e estudos, assim como identificação de tecnologia para a implementação de serviços de informação; organizar conferências e simpósios sobre temas de interesse na área de informação para promover a discussão e o intercâmbio de melhores práticas em gestão da informação; desenvolver e promover atividades de capacitação, a fim de melhorar a capacidade profissional e institucional dos profissionais das unidades de informação da Rialide-BR, mediante atualização e educação continuada; e manter intercâmbio de melhores práticas no campo da gestão da informação entre os membros da Rialide-BR, para criar conhecimento, levando a promover alianças estratégicas entre eles e seus clientes.

Clique aqui para fazer sua inscrição.

Mais informações: http://www.rialidebr.org/pt/eventos/seminario?fbclid=IwAR0CGKGQlNshmrmIFRw7uXELhSN8NccPBdxnwmlF4TAl8Bk7xAgbBVYhYxc

IX Encontro de Estudos sobre Ciência, Tecnologia e Gestão da Informação (ENEGI)

Você já conhece o ENEGI? O Encontro de Estudos sobre Ciência, Tecnologia e Gestão da Informação (ENEGI), é um evento anual realizado pela InFoco Consultoria Jr, empresa Júnior do Curso de Gestão da Informação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Este ano o ENEGI está com sua IX edição e com um tema super massa: Gestão da Informação, Estratégia e Inovação, e como em todas as edições, você pode submeter trabalhos científicos para o evento que conta com 5 Grupos Temáticos que permeiam a gestão da informação.

Para mais informações sobre o evento, palestras, grupos temáticos e calendário, você pode acessar o site: www.infocojr.org ou o instagram: @infococonsultoria

Conversando Sobre: Gestão da Informação Digital

Mesa-redonda realizada em 12 de março de 2019, na Biblioteca de São Paulo, em comemoração ao Dia do Bibliotecário.

O Iberbibliotecas, programa do CERLALC/UNESCO em prol do livro e leitura nos países ibéricos, em conjunto com a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), apoiados pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB), vinculado à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado lançaram o curso EAD gratuito Gestão da Informação Digital.

Voltado aos profissionaisde bibliotecas de acesso público, o curso é derivado a partir da experiência da FESPSP com a especialização de gestores de informação na área digital que desde 2013, vem fornecendo suporte conceitual e prático para que seus alunos possam planejar e gerir sistemas de informação digitais. Os alunos saem capacitados em gerenciar de maneira eficaz a informação, considerando todos os seus aspectos e elementos essenciais.

O curso de 40 horas é composto por cinco disciplinas de 8 horas, que apresentam técnicas e ferramentas de planejamento aos profissionais da informação, possui as seguintes disciplinas:

  • Os usuários e serviços de informação digital;

  • Mídias sociais para serviços de informação;

  • Fundamentos da arquitetura da informação;

  • Curadoria de conteúdo;

  • Direito autoral.

Mais informações:

eadgid@fespsp.org.br

www.eadgid.com.br

https://www.facebook.com/EADGIDGratuito/

Fonte: SisEB São Paulo

II Congresso de Gestão Estratégica da Informação, Empreendedorismo e Inovação

Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS

junho 17, 2019 – junho 19, 2019

O II Congresso de Gestão Estratégica da Informação, Empreendedorismo e Inovação (CGEI) ocorre de 17 a 19 de junho de 2019, em Porto Alegre, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Na programação do evento estão previstas conferências, sessões temáticas dirigidas e reuniões de pesquisadores. Além disso, é parte integrante do Congresso a realização do III Consórcio Mestral e Doutoral da Rede de Gestão da Informação e do Conhecimento (Rede GIC), onde mestrandos e doutorandos são convidados a apresentar seus projetos de pesquisa em andamento para avaliação de especialistas.

A submissão de trabalhos poderá ser feita até o dia 31 de março de 2019. A relação dos trabalhos aceitos será divulgada em fluxo contínuo aos autores até o dia 30 de abril.

Notícias

Onde ficar e comer em Porto Alegre

A Comissão Organizadora local já disponibilizou dicas de locais para hospedagem e alimentação em Porto Alegre nas datas dos evento. Confira no menu Acomodações.
Publicado: 2019-04-03

Trabalhos aceitos serão disponibilizados em fluxo contínuo

A relação de trabalhos aceitos para apresentação no II CGEI será disponibilizada em fluxo contínuo, conforme forem sendo concluídas as avaliações dos pareceristas. Confira em Apresentações os trabalhos já aceitos.
Publicado: 2019-04-03 Mais…

Pagamento de inscrições do 1º lote poderá ser feito até 10/5

O prazo para pagamento do primeiro lote de inscrições, com descontos, também foi prorrogado até o dia 10 de maio.
Publicado: 2019-04-02 Mais…

Prazo de Submissões: PRORROGADO

O prazo de submissões foi estendido até 10 de Maio.
Publicado: 2019-03-26

Reunião da Rede e Consórcios Mestral e Doutoral

Dia 17/06 na UFRGS: Programação Preliminar
Publicado: 2019-03-13 Mais…

NOVA SESSÃO DIRIGIDA: Informação, Direito e Inovação

A Gestão da Informação em Direito e o Novo Marco Legal da Ciência e da Tecnologia

 

Publicado: 2019-02-27 Mais…

NOVA SESSÃO DIRIGIDA: Acessibilidade e Tecnologia Assistiva em Unidades de Informação

O II CGEI terá uma nova Sessão Dirigida:Acessibilidade e Tecnologia Assistiva em Unidades de Informação.

Fonte: eventos.ufpr.br

Como ocorre a passagem do conhecimento nas organizações

Por Fernando Zaidan

Olá Pessoal,

primeiramente, gostaria de desejar-lhes um novo ano de muita saúde para enfrentar os novos desafios e que os projetos sejam realizados.

No artigo anterior falamos um pouco do conhecimento Tácito e Explícito (se não leram ainda, aqui está o link: https://www.itforum365.com.br/categoria-colunas/gestao-conhecimento-organizacional/nova-coluna-gestao-do-conhecimento/.

Um dos grandes desafios organizacionais é a passagem entre estes dois tipos de conhecimento. Para que isto seja feito de forma suave, assertiva e com resultados competitivos para as empresas, deparamos com o que ficou conhecido como Espiral do Conhecimento dos autores Nonaka e Takeuchi (referência abaixo).

Precisamos falar sobre isto neste post!

A Espiral do Conhecimento é direcionada pela intenção das organizações em relação a suas metas, assumindo a forma de estratégia dentro de um contexto organizacional. Na obra destes autores, a criação do conhecimento organizacional é uma interação contínua, dinâmica e cíclica, entre o conhecimento tácito e o conhecimento explícito. Tal interação é moldada pelas mudanças entre diferentes modos de conversão, que são a socialização, a externalização, a internalização e a combinação.

Esses quatros modos constituem o motor do processo de criação do conhecimento. Três desses quatro tipos de conversão do conhecimento – socialização, combinação e internalização – foram tratados sob várias perspectivas na teoria organizacional. Por exemplo, a sociali­zação liga-se às teorias dos processos de grupo e da cultura organi­zacional, a combinação tem suas raízes no processamento de infor­mações e a internalização está intimamente relacionada com o aprendizado organizacional.

Já a externalização é a chave para a criação do conhecimento, pois elabora conceitos novos e explícitos a partir do conhecimento tácito. Observa-se, portanto, a possibilidade de retenção da informação e do conhecimento na externalização, quando o conhecimento tácito é articulado em conceitos explícitos, expressos em forma de metáforas, analogias, conceitos, hipóteses ou modelos, utilizando, inclusive, ferramentas de Tecnologia da Informação para o armazenamento do conhecimento retido e posteriormente disseminado.

Resumindo:

  • Socialização: com a socialização (passagem do conhecimento tácito para o tácito) inicia-se a espiral com o processo de compartilhamento de experiên­cias a partir da criação do conhecimento tácito, como modelos mentais ou habilidades técnicas compartilhadas. Os indivíduos podem adquirir conhecimento tácito diretamente de outros. No contexto dos negócios, o treinamento prático utiliza este princípio.
  • Externalização: é um processo de articulação do conhecimento tácito em conceitos explícitos. O modo de externalização da conversão do conhecimento é visto no processo de criação do conceito e é instigado pelo diálogo, treinamentos, aulas ou reflexões coletivas.
  • Combinação: esse modo de conversão do conhecimento envolve a combinação de conjuntos diferentes de conhecimentos ex­plícitos, como documentos (físicos ou digitais), produtos, formulários, procedimentos, dentre outros.
  • Internalização: finda o ciclo da espiral com o processo de incorporação do conhecimento explícito no conhecimento tácito do indivíduo. A leitura ou estudo de um material (físico ou digital) é o exemplo mais clássico. Finda-se um ciclo da espiral e dá-se início a um novo ciclo com a socialização.

Como podemos ver, se conseguirmos colocar em prática a passagem do conhecimento utilizando os conceitos da espiral do conhecimento, com certeza as organizações terão muito mais valor agregado em seus processos, bem como no capital humano dos seus colaboradores, e o conhecimento não se diluirá ao longo do tempo.

No próximo post daremos continuidade ao assunto.

Abraço,

Zaidan

Referências

NONAKA, I.; TAKEUCHI, H. Criação de conhecimento na empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. 3. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.

ZAIDAN, FERNANDO H. Retenção do conhecimento no processo de desenvolvimento de sistemas. Saarbrücken – Alemanha: Novas Edições Acadêmicas, 2017.

Fonte: IT FORUM

Curso de Gestão da Informação Digital

APRESENTAÇÃO DO CURSO

O curso de capacitação foi inspirado na experiência bem sucedida da FESPSP na realização do curso de pós-graduação lato sensu de mesmo nome, Gestão da Informação Digital, que desde 2013 vem fornecendo suporte conceitual e prático para que seus alunos possam planejar e implantar ambientes digitais capazes de gerenciar de maneira eficaz a informação digital.

Como o advento da internet e dos impactos sociais e econômicos que a informação digital vem causando, destaca-se a necessidade de capacitar os profissionais da informação para o perfeito entendimento do complexo processo de gestão da informação digital. Desde a geração ao uso desta, em todas as suas etapas. Isto inclui um entendimento cllaro do papel das novas tecnologias de informação e comunicação.

A realidade digital vem surpreendendo as bibliotecas.

Com um mercado digital acelerado, onde novas ferramentas e metodologias são criadas rapidamente, tornou-se necessário o desenvolvimento de novas competências para que os bibliotecários identifiquem soluções eficazes para serem aplicadas em suas rotinas.

Neste contexto, surge o Curso de Capacitação em Gestão da Informação Digital, que tem como foco a apresentação de ferramentas e formas de aplicação da gestão da informação digital nas bibliotecas de acesso público de São Paulo e do país. É de grande relevância que os profissionais que atuam nestas bibliotecas incorpporem a competência digital em sua reallidade e prática profissional, principalmente porque atuam em ambiente de acesso público.

O cuso proposto trabalhará as ferramentas e fórmulas de gestão diversificadas, e discutirá as formas de priorização dos instrumentos que facilitem o acesso e a comunicação de bibliotecas por meio de mídias digitais e redes tecnológicas.

VAGAS LIMITADAS!

Mais informações e pré-inscrições: https://eadgid.com.br/?fbclid=IwAR1RpQO5twwP_8PZygVHk8SEvA7S8LxGFrG6Y6D4HsKcQntBLw1riNdJKLg

KM Brasil 2018 – Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento

São Paulo sediará mais uma vez o KM Brasil –  Congresso Brasileiro de Gestão do Conhecimento.

Tema: A evolução da gestão na era do conhecimento

De 18 a 20 de setembro de 2018
Matsubara Hotel
Rua Coronel Oscar Porto, 836 – Paraíso, São Paulo – SP

O Congresso, considerado o maior evento da América Latina no tema, congrega toda a comunidade de gestão do conhecimento: profissionais, consultores, pesquisadores e professores dos setores privados, governo e terceiro setor e lhes dá acesso aos melhores casos de GC, trabalhos científicos e painéis de discussão.

30% de desconto para os bibliotecários que utilizarem o cupom de desconto criado para o parceiro (Código de desconto – CRB-30)

Mais informações: http://www.kmbrasil.org/

TOI IV – I Simpósio Informação Corporativa e Gestão do Conhecimento

INFORMAÇÃO, CONHECIMENTO E INTELIGÊNCIA COMPETITIVA

Evento GRATUITO – VAGAS LIMITADAS – CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO USP

Inscrição 

OBJETIVO
O Simpósio busca debater com especialistas, pesquisadores, empresas e profissionais, o que o campo da Informação tem a oferecer às organizações. Como as empresas controlam o fluxo de informação, como é organizada e como é disseminada. As duas abordagens permitirão detectar os pontos de convergências associados à Gestão do Conhecimento e Inteligência Competitiva e os sistemas de tomada de decisão organizacional.

PÚBLICO ALVO
O I SIMPÓSIO INFORMAÇÃO CORPORATIVA E GESTÃO DO CONHECIMENTO tem como foco profissionais da informação, pesquisadores, estudantes, empresas, startups, executivos, gestores, analistas, especialistas e consultores que atuam na área de gestão e organização da informação e do conhecimento como elementos essências da Inteligência Estratégica para tomada de decisão.

LOCAL
USP – Biblioteca Brasiliana Guita e José Midlin – Auditório István Jancsó
Dia – 17 de maio de 2018
Horário – 14h às 17h

Mais informações: http://www.toiomtid.com.br/toi-iv-i-simposio-informacao-corporativa/