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Digitalização

Tesouro da Biblioteca do mosteiro de Santa Escolástica digitalizado

Manuscrito da Divina Comédia

Mais de duzentos incunábulos, os livros impressos com tipos ou carácteres móveis das prensas mecânicas, da Biblioteca de Santa Escolástica em Subiaco, serão digitalizados. As obras são dos séculos XV e XVI

Texto por Vatican News

Os incunábulos, livros impressos com tipos ou caracteres móveis das prensas mecânicas, da Biblioteca de Santa Escolástica em Subiaco, serão digitalizados. Parte da catalogação dos 206 incunábulos, impressos entre a metade do século XV e o ano de 1500, pertenciam aos monges beneditinos de Subiaco. O projeto é coordenado e dirigido pela Biblioteca Nacional Central de Roma, em colaboração com o Consórcio Europeu de Bibliotecas e o Mosteiro Beneditino e será financiado pela Fundação Polonsky.

A iniciativa, organizada em módulos, concentra-se em pequenas coleções públicas, privadas e eclesiásticas, espalhadas pelo território italiano que conservam acervos de extraordinária preciosidade e raridade e requerem particular atenção para sua tutela, conservação e utilização.

Onze bibliotecas de mosteiros no projeto

Além do Mosteiro de Santa Escolástica a fase inicial do projeto contará com a participação das abadias de Santa Justina, Praglia, Montecassino, Farfa, S. Nilo em Grottaferrata, Casamari, a Certosa de Trisulti, a Abadia de Cava dei Tirreni e o Oratório dei Gerolamini de Nápoles. São as 11 bibliotecas anexadas aos monumentos nacionais que foram retidas no final do século XIX pelo Estado Italiano depois da lei de confisco e que agora pertencem ao Ministério dos Bens Culturais e Turismo.

Leitura obrigatória para os monges

No site do Mosteiro de Santa Escolástica, lê-se que desde a redação da “Regra” de São Bento, foi imposto aos monges “a leitura tanto privada quanto comunitária, principalmente em particulares momentos do ano litúrgico. Portanto era necessário um lugar para conservá-los, mas em Santa Escolásticas não ficou nenhum sinal desta prática”. No final de 1100, o abade João V, amante da cultura, criou um “Scriptorium” na estrutura, para o qual chamou miniaturistas de grande fama de mosteiros italianos e estrangeiros.

Entre as várias comissões recorda-se a do “Sacramentarium Sublacense”, hoje conservado junto da Biblioteca Vallicelliana de Roma. No final de 1300 a biblioteca de Santa Escolástica contava com 10 mil livros, muitos dos quais foram perdidos com o passar dos séculos. Em 1465 sob iniciativa de dois clérigos o Mosteiro tornou-se sede da primeira tipografia italiana e aqui em 29 de outubro foi impresso o primeiro livro italiano no chamado “estilo Subiaco”.

No século XIX os livros foram confiscados pelo Estado Italiano e, como outros bens do mosteiro, colocados em leilão. Depois Santa Escolástica tornou-se um Monumento nacional. Hoje é Biblioteca Estatal e conta com 100 mil livros, 3780 pergaminhos, 15 mil documentos do ano de 1500 em diante, 440 códigos manuscritos e mais de 200 incunábulos, dos quais apenas 3 impressos em Subiaco.

Os promotores da iniciativa

Quem são os promotores do projeto? O Consortium of European Research Libraries, é uma entidade de pesquisa para a criação de instrumentos para o estudo de livros antigos impressos e manuscritos, enquanto que a Fundação Polonski dedica-se em investir em programas filantrópicos com objetivos de conservação, valorização e livre utilização das heranças históricas e dos patrimônios culturais e ao democrático acesso ao conhecimento e ao saber. O projeto de digitalização dos incunábulos das bibliotecas monásticas na Itália foi encaminhado em 2018.

Fonte: Vatican News

Como digitalizar e eliminar documentos com base no novo Decreto 10.278/2020

Nos dias 22, 23 e 24 de Abril, eu Pablo Soledade, palestrante e consultor sênior na área de digitalização e gestão de documentos físicos e digitais, doutorando e mestre em Ciência da Informação, bacharel em Arquivologia, com mais de 20 anos de atuação em gestão documental, estarei realizando uma semana completamente focada em digitalização de documentos.

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Acervo digital: tendência versus ineficiência

A digitalização dos acervos nas empresas não é o futuro. É o presente. Até mesmo a pandemia da COVID-19 tem mostrado que é possível e preciso se valer de recursos eletrônicos e ferramentas online para garantir a continuidade dos mais diversos processos, independentemente do porte e do ramo de atividade do negócio em questão.

Enquanto a marcha rumo ao digital se mostra irreversível, a maneira como esse tipo de projeto vem sendo implementado inspira certa preocupação. Os requisitos básicos estão disponíveis: computadores e conexão à internet. O que falta são justamente grandes modelos, inteligíveis entre si, capazes de sistematizar o arquivamento digital.

Em outras palavras: se os acervos digitais são o futuro para o qual todos caminhamos, por que o presente ainda é tão caótico? O que está faltando para a desorganização preponderante hoje se tornar a gama de sistemas inteligentes que esperamos gerenciar?

A resposta começa justamente com uma forma de organizar a informação digital que seja ao mesmo tempo disciplinada, ordeira, e flexível, capaz de incluir os diversos itens que se mostram relevantes em um negócio. O sistema aplicado às ferramentas eletrônicas também deve conseguir comportar as inovações da empresa, que muitas vezes desafiam a ordem preestabelecida.

Para assegurar que um acervo digital chegue mais perto desse ideal, ao menos três cuidados são essenciais.

Em primeiro lugar, é preciso contar com mão de obra especializada. Profissionais da ciência da informação, arquivistas, bibliotecários em parceria com outros profissionais. Faz-se necessária muita noção de lógica e de experiência do usuário (ou UX, como a área é abreviada em inglês), gente que saiba operar os computadores e acervos de modo inspirado e sagaz. Ao lidar com arquivos, é fundamental não deixar o cérebro no “piloto automático”.

Em segundo lugar, devem-se testar as interfaces criadas para a organização da informação. Mais uma vez, a UX pode ajudar bastante. É preciso uma amostra representativa (de funcionários, ou de clientes, ou de ambos) para verificar se o sistema criado faz sentido, se é fácil de usar, se conta com vocabulário e recursos gráficos amplamente compreendidos — a famosa “intuitividade”.

Finalmente, é crucial investir em treinamentos e reciclagens. O tempo investido em ensinar, reforçar, e renovar a utilização do acervo digital é menor do que o tempo a ser gasto caso se mantenha o acervo desorganizado, ou caso um item esteja faltando e se revele urgentemente necessário. Entender essa parte é importante, porque é o que diferencia um trato amador de uma gestão profissional de arquivos corporativos.

Ainda não existe uma fórmula para tornar acervos digitais totalmente lógicos e intercomunicáveis. É o tipo de avanço que só virá com o tempo, por meio de tentativa e erro. Mas é, também, um caminho que passa pelos passos descritos acima.

Fonte: Redata

Digitalização e home office exigem que empresas do agro cuidem mais da segurança

Integridade, confidencialidade e disponibilidade são os três pilares de uma política de segurança da informação

ANTÔNIO CARLOS ORTIZ* E GUILHERME BELLOTTI**

gestao-no-agro-curso-milho-tecnologia (Foto: Shutterstock)

(Foto: Shutterstock)

As empresas do agronegócio, da mesma forma que todos os demais setores no Brasil, maximizaram o trabalho em casa para minimizar o risco de contaminação com o coronavírus – pandemia que paralisou a economia mundial no último mês. Isso traz um novo elemento de gestão de risco para a atividade agrícola: a segurança da informação.

A digitalização e o trabalho remoto em muitos outros setores já vinha avançando e, com eles, os problemas relacionados ao “cibercrime”. Cibercrime tem causados prejuízos bastante relevantes. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as perdas no mundo com falhas de segurança de informação somam aproximadamente US$ 1 trilhão ao ano.

Imagine se o sistema de folha de salários ou de controles bancários, por exemplo, sofre interferência de um “hacker”? E se seu histórico de informações detalhadas dos talhões plantados em milhares de hectares desaparecerem de sua base de dados?

Diante dessas ameaças, faz-se necessária uma política de segurança da informação (PSI) que tenha como premissa três principais pilares:

(1) Integridade da informação, ou seja, garantir que os dados sejam mantidos no estado original, visando protegê-los, no armazenamento ou na transmissão, contra alterações indevidas, intencionais ou acidentais;

(2) Confidencialidade, o que significa assegurar que o acesso à informação seja obtido somente por pessoas autorizadas;

(3) Disponibilidade, garantir que os usuários autorizados obtenham acesso ao banco de dados e aos ativos correspondentes sempre que necessário.

“A empresa precisa investir em infraestrutura e recursos para assegurar proteção e boa armazenagem da informação”

Uma vez estabelecida essa política de segurança, a empresa deve estimular e monitorar os funcionários e gestores para que tenham muita disciplina, aplicando boas práticas, seguindo diretrizes e resguardando a proteção da informação. Vale lembra de que nada adianta uma política bem feita sem a disciplina dos seus usuários.

Da mesma forma, a empresa precisa investir em infraestrutura e recursos para assegurar proteção e boa armazenagem da informação. Esse tema tornou-se importantíssimo atualmente e ficará ainda mais relevante com o tempo – na medida em que a agricultura se digitalizará mais e mais.

*Antônio Carlos Ortiz é associado sênior do Centrec Consulting Group

**Guilherme Bellotti é gerente de consultoria Agro do ItaúBBA

Fonte: Revista Globo Rural

Biblioteca Blanche Knopf, no Recife, amplia digitalização de seu raro acervo de humanidades

Texto por Emannuel Bento

Biblioteca no Edifício Dirceu Pessoa, em Apipucos, após reforma e ampliação. (Foto: Fundaj/Divulgação)

No porão de um chalé centenário na Avenida Rui Barbosa, um pequeno acervo levantado pelo historiador José Antônio Gonsalves de Mello, diretor do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais (primeiro nome da Fundação Joaquim Nabuco), dava início a uma das coleções de ciências sociais e humanidades mais ricas do Brasil. A Biblioteca Blanche Knopf, com 65 anos de história e atualmente localizada no campus Apipucos da Fundaj, na Zona Norte do Recife, conta com mais de 130 mil volumes, entre livros, obras raras, fascículos e periódicos. Recentemente, a instituição tem se preparado para intensificar o processo de digitalização dessa coleção, com o objetivo de democratizar e preservar ainda o patrimônio. Parte das obras ser acessadas pode ser acessada pelo link fundaj.gov.br/index.php/biblioteca.

Entre os destaques da Blanche Knopf, é possível encontrar o acervo da revista A Pilhéria, sobre o comportamento recifense na década de 1920, e os álbuns Artístico commercial e industrial do estado de Pernambuco (1925), de Manuel Rodrigues Folgueira, ou Pernambuco e seus arrabaldes (1951), de Gilberto Ferrez. Os visitantes ainda podem conhecer quatro mil cordéis e 340 títulos de histórias em quadrinhos.

Até que um volume considerável seja digitalizado, existe um processo árduo de trabalho realizado por profissionais especializados, além do suporte dos bibliotecários. Hoje, 9 de abril, quando é comemorado o Dia da Biblioteca, vale conhecer o processo e resgatar um pouco da história do equipamento.

Para manusear as obras raras é preciso usar luvas e máscara, disponibilizadas pela equipe. (Foto: Gabriel Melo/Esp. DP)

“As pessoas que visitam a biblioteca podem ter acesso às obras mais antigas usando máscaras e luvas, mas nós estamos pensando há algum tempo que não adianta ter um material excelente se muitas pessoas não têm acesso”, diz Nadja Tenório, coordenadora da Blanche Knopf há cinco anos. “Um novo projeto de digitalização já foi aprovado, mas estamos aguardando o fim da pandemia para dar início, provavelmente em junho. É um trabalho longo pela extensão do material, que precisa ser escaneado sem danificar as obras. É preciso levar em conta o tipo do papel e o ano de produção da obra. Quase como fotografar página a página, frente e verso. Um trabalho demorado, mas necessário.”

A digitalização vai começar pelas obras mais raras, cerca de 15 mil volumes. “Temos como critérios o assunto abordado, tendo em vista os mais pesquisados pelos usuários. As obras que já se encontram em domínio público poderão ser consultadas a partir do site da Fundaj, de qualquer lugar do mundo. Já as que a reprodução é vedada pelos direitos autorais, poderão ser consultadas digitalmente pelos usuários in loco na biblioteca.”

De acordo com a bibliotecária aposentada Lúcia Gaspar, coordenadora da Blanche Knopf entre 1991 a 2002, o equipamento foi uma das primeiras bibliotecas do Brasil a disponibilizar um catálogo online de suas coleções, ainda em 1997. “Aquilo que você tinha escondido no acervo passou a ficar disponível para o mundo todo. Com isso, recebíamos muitos pesquisadores estrangeiros que procuraram pelo livro com o número para pegar na estante. Eles olhavam do país em que estavam e vinham direto na fonte”, diz Gaspar, que recorda também do lançamento da Pesquisa Escolar Online, em 2002. Foi um site de compilações de textos didáticos de temas do Norte e Nordeste, como fatos históricos, folclore e personalidades. Algumas compilações contaram com tradução em espanhol e inglês.

Da trágica enchente à grande coleção

 

Primeiro prédio da Biblioteca, na Avenida Rui Barbosa. (Foto: Fundaj/Divulgação)

Após o início através da coleção de José Antônio Gonsalves de Mello, o acervo começou a crescer quando a Fundação Joaquim Nabuco selou parcerias com organizações estrangeiras, visando aumentar o fluxo de cópias de folhetos e artigos de periódicos. Essa coleção só passou a ser considerada uma biblioteca em 1954, quando se mudou para Casa Forte, na sede do Instituto Joaquim Nabuco. O geógrafo e poeta Mauro Mota, um dos grandes intelectuais do Recife no século 20, assumiu como diretor do espaço. De acordo com um texto informativo da Fundaj, nessa época a biblioteca já recebia a visita de pesquisadores importantes, a exemplo do médico norte-americano Robert Briggs Watson (1903-1978).

Em 1975, uma enchente causada pela cheia do Rio Capibaribe, que marcou a história do Recife, danificou 90% do acervo da biblioteca. Foi esse episódio que estimulou a mudança do equipamento para o bairro de Apipucos, um local mais alto e com menos probabilidade de ser atingido pelas cheias do rio. No ano seguinte, a biblioteca recebeu uma doação generosa do editor norte-americano Alfred A. Knopf, que ficou tocado pela perda. Por isso, o espaço passou a se chamar Blanche Knopf, esposa do intelectual e especialista em edição de livros.

A biblioteca depois da cheia de 1975. (Foto: Fundaj/Divulgação)

Desde então, o acervo cresceu, agregando bibliotecas particulares de Joaquim Nabuco, Mauro Motta, Sylvio Rabello, Mário Souto Maior, Tadeu Rocha, José de Paiva Crespo e, a mais recente, a de Maximiano Campos. Além dos destaques citados no começo da reportagem, ainda existem obras raras como registros originais da Invasão Holandesa, datados do século 17, ou o livro Escrituras de escravos (1880), de Ernesto Augusto da Silva Freire. Por conta da conservação, esses tipos de volumes só podem ser consultados no espaço que, após a normalização do cotidiano, deve continuar preservando a memória de Pernambuco e do Nordeste.

Fonte: Diario de Pernambuco

Digitalización en una emergencia: uso justo / trato justo y cómo las bibliotecas se están adaptando a la pandemia

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Digitization in an Emergency: Fair Use/Fair Dealing and How Libraries Are Adapting to the Pandemic by Ryan Clough | ACRL, April 1, 2020

Texto completo

Al igual que todas las demás instituciones importantes que operan durante la pandemia de coronavirus, las bibliotecas de investigación se enfrentan a cambios repentinos y radicales en sus realidades diarias. El principal de estos desafíos es la pérdida casi total de acceso a libros en papel y otras existencias físicas de la biblioteca. A partir de hoy,  casi todos los  miembros de ARL en los Estados Unidos y Canadá han cerrado sus instalaciones físicas y han interrumpido o limitado severamente el acceso a las colecciones impresas. Lo mismo sucedesucede en la mayoría de los otros tipos de bibliotecas: tanto las bibliotecas públicas locales como las bibliotecas escolares están cerradas. Esta emergencia no tiene precedentes en los tiempos modernos, incluso en tiempos de guerra.

La emergencia actual en el acceso a la biblioteca llega en el peor momento posible, cuando gran parte de la sociedad y la vida diaria se mueven completamente en línea. Las redes de banda ancha se esfuerzan por el crecimiento masivo del tráfico. La demanda se está disparando para apoyar la erudición, el conocimiento y la cultura en forma digital, por todo tipo de razones:

  • A medida que las clases se imparten en línea, los profesores y los estudiantes necesitan acceso digital a los materiales del curso, que anteriormente se compartían o mostraban solo en un aula o se accedían a través  de las colecciones físicas de su biblioteca.
  • A medida que se cierran los laboratorios y se cancelan las conferencias, los investigadores confían completamente en la colaboración remota y las publicaciones y datos digitales, para que el progreso académico (y sus propias carreras) no se detengan.
  • Para evitar la soledad y mantener su tejido social, todo tipo de grupos comunitarios, desde organizaciones estudiantiles hasta clubes de lectura, congregaciones religiosas y activistas políticos, se reúnen en sesiones de video chat, que a menudo giran en torno a los medios compartidos.
  • Las pequeñas empresas, las familias y las personas están descubriendo cómo adaptarse a circunstancias desconocidas: haciendo desinfectantes de manos y máscaras quirúrgicas, atendiendo las necesidades de los ancianos y vecinos vulnerables recientemente aislados, reparando sus propios dispositivos electrónicos, y así sucesivamente.

En respuesta a estas exigencias sin precedentes, pueden ser necesarias soluciones más sistémicas y totalmente justificables bajo un uso justo y un trato justo. Esto incluye variantes de  préstamos digitales controlados (CDL), en los que los libros se escanean y se prestan en forma digital, prestándose solo de en uno y con los mismos límites de tiempo que se aplicarían al préstamo de sus copias físicas.

Independientemente de si uno cree o no que la Biblioteca Nacional de Emergencia está dentro del alcance del uso justo, la necesidad y la urgencia subyacentes son innegables. Muchos bibliotecarios individuales han respaldado la National Emergency Library (NEL) sobre esta base. Los principales grupos de presión para autores y editores han expresado  “indignación”  por la iniciativa, aunque algunos autores individuales han sido mucho  más  comprensivos.. Al reaccionar ante la NEL o cualquier otra medida de adaptación, esperamos que los propietarios de los derechos de autor tengan una visión completa y de espíritu público de la crisis actual. La pandemia no ha suspendido la ley de derechos de autor o los contratos, pero el enfoque colectivo debe seguir siendo encontrar soluciones a los desafíos prácticos más urgentes, para que se pueda mantener la enseñanza, el aprendizaje y la erudición en estos tiempos inciertos.

Fonte: Universo Abierto

O ARQUIVO NACIONAL E O VALOR LEGAL DO DOCUMENTO DIGITALIZADO

Para Neide de Sordi, presidente do AN, decreto recém editado preserva as boas práticas arquivísticas e a memória institucional da Administração Pública Federal

Artigo – Jota – Validade jurídica do documento digitalizado – Por Ana Amelia Menna Barreto

Imagem Notícia

Há muito o universo jurídico trafega na insegurança quanto a validade jurídica atribuída ao documento digitalizado, aliada a questionamentos quanto ao descarte do documento original produzido em meio físico.

No âmbito do processo judicial Informatizado a Lei 11.419/2006 dispôs no art. 11, § 3º, que cabe ao detentor do documento do original preservá-lo até o trânsito em julgado da sentença ou, quando admitida, até o final do prazo para interposição de ação rescisória. Se ficasse a cargo dos Tribunais a digitalização estipulava-se data limite para o detentor do documento físico retirá-lo em cartório, data a partir da qual seria eliminado o original.

Em 2012, a Lei 12.682 deliberou sobre a digitalização e o armazenamento em meio eletrônico de forma genérica, silente quanto a possibilidade de destruição do documento físico. De forma tímida a norma limitou-se a conceituar a digitalização, estipulando que esse processo deveria ser realizado de forma a manter a integridade, a autenticidade e, se necessário, a confidencialidade do documento digital, com o emprego de certificado digital emitido no âmbito da Infraestrutura de Chaves Pública Brasileira – ICP- Brasil. E, superficialmente mencionava a necessidade de proteção quanto ao acesso, uso, alteração, reprodução e destruição não autorizados.

Os tabeliães prestam o serviço de autenticação de documentos digitalizados, assinada digitalmente a certidão revestida de fé pública, atestando a autenticidade da cópia digitalizada. Nesse procedimento sempre foi necessária a apresentação do documento original registrado no suporte físico do papel para confronto do teor.

Em 2019, a chamada MP da liberdade econômica (881/2019) – convertida na Lei 13.874/2019 -, estabeleceu como essencial ao desenvolvimento e crescimento econômicos do País o direito de toda pessoa natural ou jurídica arquivar qualquer documento por meio digital. O documento digital foi equiparado ao documento em meio físico, para todos efeitos legais e para a comprovação de qualquer ato de direito público, deixando pendente a regulamentação dos requisitos técnicos a serem observados.

Foi ainda alterada a Lei 12.682/2012 para autorizar a destruição do documento original após a digitalização – se constatada a integridade do documento digital -, observada a legislação específica e após decorridos os respectivos prazos de decadência ou de prescrição.

A necessária regulamentação para descarte do documento original nasceu agora com o Decreto 10.278/2020, do último dia 18 de março. A fim de que os documentos digitalizados produzam os mesmos efeitos jurídicos do documento original, foram definidos os meios e técnicos requisitos para a digitalização de documentos públicos ou privados.

As novas disposições se aplicam aos documentos físicos digitalizados, produzidos por pessoas jurídicas de direito público interno, de direito privado ou por pessoas naturais.

O texto legal apresenta os conceitos de documento digitalizado, de metadados, de documento público e de integridade, elege a responsabilidade pela digitalização, elenca as condições de armazenamento de documentos digitalizados e trata da preservação de documentos com valor histórico.

Corretamente foi ratificada a necessidade do uso da assinatura digital padrão ICP-Brasil, tanto na digitalização que envolva entidades públicas, assim como nas relações entre particulares quando inexistente acordo prévio entre as partes.

O documento digitalizado quando destinado a comprovação de qualquer ato perante pessoa jurídica de direito público interno, deverá seguir os padrões técnicos e conter metadados mínimos, devidamente especificados nos anexos I e II do Decreto.

O grande rompimento de paradigma se extrai da destruição do documento físico após a digitalização que deve atender a tabela de temporalidade documental.

Para assegurar a indispensável segurança, os procedimentos e as tecnologias utilizados na digitalização de documentos físicos devem assegurar: a integridade e a confiabilidade do documento digitalizado; a rastreabilidade e a auditabilidade dos procedimentos; o emprego dos padrões técnicos de digitalização para garantir a qualidade da imagem, da legibilidade e do uso do documento digitalizado; além de atender aos requisitos de confidencialidade e interoperabilidade entre sistemas informatizados.

Diante dessa nova possibilidade de descarte do documento original recairá sobre o detentor do documento a responsabilidade legal por esse procedimento.

No passado tanto os prestadores de serviço de microfilmagem quanto os cartórios deveriam se registrar perante o Ministério da Justiça e se sujeitar à sua fiscalização (Decreto 1.799/96, revogado pelo Decreto 10.149/2019).

A segurança jurídica neste agora se dirige a indispensável comprovação de atendimento dos requisitos técnicos pelos prestadores de serviço de digitalização.

Fonte: Colégio Notarial RS

Webinar especial exclusivo em homenagem ao Dia do Bibliotecário

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La digitalización no puede con el libro

Pablo Rodríguez Canfranc

Amazon.es registra este Sant Jordi la mayor venta de ebooks de su historia

 

Hace ya más de diez años que el libro electrónico llegó al mercado y, sin embargo, su tasa de penetración sigue siendo muy reducida. Por alguna razón, no acabamos de aceptar desprendernos del tacto del papel y de la lectura a través de un objeto físico, con sus páginas y su portada.

Diversas son las razones para esto. Una encuesta a lectores realizada por We are testers, arrojó como principales factores de rechazo a los soportes digitales la costumbre y la inercia que tenemos de leer en medios tradicionales. Casi la mitad de los encuestados que prefieren el papel afirman que así disfrutan más del libro, y más de la quinta parte de los mismos, reconoce que les resulta difícil cambiar sus usos y costumbres de lectura.

Otro trabajo de campo realizado por la Universidad de Arizona, citado por la revista Futurity, aporta más luz sobre este tema. Un resultado muy curioso que aflora de él es que los participantes de los focus groups afirman no tener la sensación de propiedad completa sobre un libro digital, por ejemplo, al no poder copiar el archivo para poder leerlo en distintos dispositivos. A diferencia del libro publicado en papel, el electrónico no se puede prestar, regalar o revender, factores que limitan su valor, a juicio de los encuestados.

Un aspecto interesante que plantea es la relación sentimental que establecemos con el libro físico, que a menudo nos ayuda a expresar nuestra identidad. Los libros presentes en las estanterías de las casas dicen mucho sobre la personalidad y las inclinaciones del morador.

El formato papel nos llega a más sentidos que la vista. El olor de la tinta de un libro nuevo o el tacto de las páginas, establecen una experiencia sensorial que va más allá del mero texto, y esto es algo que el soporte digital no aporta.

Muchos de los participantes en el estudio afirmaron que al adquirir un ebook tienen la sensación de estar alquilándolo más que comprándolo. No genera sensación de propiedad.

Posiblemente, las cifras de ventas de lectores para libros electrónicos hayan crecido más llevadas por el impulso caprichoso de tener el último grito en tecnología, que por una necesidad real de los usuarios. Una de las principales críticas del sector editorial a este soporte es que no aporta prácticamente nada nuevo a la experiencia lectora; sus ventajas se reducen a que los títulos digitales son más baratos que los físicos y que se pueden almacenar muchos libros dentro del espacio reducido del dispositivo. Pero poco más.

Uno de los caminos que tiene el sector editorial para adaptarse al mundo digital es seguir los pasos de la música y el audiovisual, y crear plataformas de streaming de libros. De esta forma, igual que ocurre en Spotify y Netflix, el usuario paga una tarifa plana y tiene acceso a un voluminoso catálogo de títulos, que puede leer, pero no poseer.

Ya existen experiencias de bibliotecas digitales en este sentido, como Nubico, 24Symbols, Kindle Unlimited, o la que ha creado la startup española Odilo. Y, sin embargo, el mundo del libro presenta rasgos específicos que obstaculizan, de alguna forma, la posibilidad de ofrecer las obras como un servicio streaming.

Por una parte, resultaría muy difícil establecer un servicio gratuito sostenido con publicidad, como tiene Spotify. Aunque el consumidor de música acepta las interrupciones publicitarias como algo inevitable para poder disfrutar la gratuidad, sería impensable para muchos lectores el aceptar ser interpelados por anuncios durante la lectura.

El otro factor es que la industria editorial resiste y no ha vendido todavía sus catálogos en masa a las plataformas de streaming, a diferencia de las empresas de audiovisual, que han claudicado hace tiempo.

Fonte: CatalunyaPress

Projeto da UnB digitaliza trabalhos produzidos entre 1962 e 2006

O intuito é permitir que tanto a comunidade universitária quanto a população em geral tenha acesso às pesquisas realizadas por alunos de mestrado e doutorado

Caroline Cintra

Além de bibliotecários, o projeto conta com o apoio de bolsistas %u2014 alunos da UnB selecionados para receber bolsa remunerada(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Resgatar memórias e compartilhar conhecimento. Esses são os principais objetivos do novo projeto da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE-UnB), que pretende digitalizar todas as teses e dissertações defendidas desde a fundação da universidade, em 1962, até 2006, ano em que a entrega do trabalho digital tornou-se obrigatório. No período anterior, cerca de 15 mil trabalhos dos programas de pós-graduação foram apresentados. O intuito é permitir que tanto a comunidade universitária quanto a população em geral tenha acesso às pesquisas realizadas por alunos de mestrado e doutorado. Todo o material será disponibilizado gratuitamente em uma plataforma digital. (veja em Como acessar as teses e dissertações da UnB).

A diretoria da BCE separou um espaço com máquinas e scanners, que funciona como laboratório, para a realização do trabalho. Os equipamentos foram oferecidos pela administração da UnB, e o projeto ainda conta com recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), alcançados por meio da aprovação de um edital. “A biblioteca está atuando no mundo digital na divulgação desses conteúdos. A ideia é facilitar o acesso para as pessoas não precisarem vir pessoalmente e acessar tudo por um dispositivo de forma rápida, confortável e segura e, assim, terem mais conhecimento”, explica o diretor da BCE, professor Fernando César Lima Leite.
Todos os trabalhos terão versão com acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva. Até o momento, foram digitalizados materiais da Faculdade de Ciências da Computação. Estão em andamento as teses e dissertações da Faculdade de Comunicação e Faculdade de Engenharia. Ainda não há prazo para a finalização das digitalizações, mas a equipe está animada e esperançosa para que tudo seja divulgado o quanto antes. “O intuito é lançar a plataforma no início do semestre, em março, mas é bastante coisa. Vamos alimentando o site aos poucos. Temos digitalizado de nove a 10 trabalhos por dia, mas vai andar mais rápido, porque uma das máquinas que ganhamos digitaliza 90 páginas por minuto. Então, quanto mais rápido, melhor”, ressalta o professor.
Ele destaca que o projeto pretende beneficiar a comunidade como um todo. Além das teses e dissertações, há outro projeto de digitalização dos demais materiais reunidos na BCE, como partituras, obras raras e manuscritos medievais. “São pequenos tesouros reunidos no mundo físico e que as pessoas precisam ter conhecimento que existem. A ideia de digitalizar é colocar na internet para oferecer mais material para novas pesquisas”, diz Fernando.
A bibliotecária Sueli Assis é uma das integrantes da equipe que digitaliza os materiais. Ela conta que são analisados documento por documento para saber em qual máquina deve ser escaneado. “Parece ser um trabalho fácil, mas não é. Essa análise leva tempo. Depois, ainda editamos as folhas, tiramos a sujeira, os amassados, para que facilite a leitura no meio digital”.

Dedicação

Além de bibliotecários, o projeto conta com o apoio de bolsistas — alunos da UnB selecionados para receber bolsa remunerada. A estudante de museologia Ana Elvira Valadares, 20 anos, lembra que viu cartazes espalhados pela UnB com a proposta do projeto e se interessou. “Achei muito legal, porque é uma área em que quero atuar. Em ciência de informação, fiz alguns projetos com plataformas digitais novas que estão aplicando nos museus do país todo e vi nesse projeto uma boa oportunidade”, revela.
Ao todo, seis bolsistas foram escolhidos. Ana disse que não falta trabalho e que existe uma parceria entre todos. “Às vezes, um fica sem scanner e pede para o outro. Não falta coisa para fazer. O que me motiva todos os dias é saber que tem gente levando conhecimento para pessoas que não podem vir aqui. Por isso, tenho interesse em mexer com museologia digital”, conta a estudante.
Para o aluno de biblioteconomia Marcus Augusto Guedes, 19, a experiência também é uma oportunidade de mostrar a amplitude da UnB e os projetos realizados pela biblioteca. “Ela é tão grande. Isso que fazemos é apenas um pedaço do que a gente pode fazer para ajudar, ainda mais na área digital, que é o futuro. E nos dá uma base do que podemos fazer na profissão”, afirma.

Autorização

Apesar do trabalho gratificante para quem participa, durante o processo a equipe encontra algumas dificuldades, inclusive jurídicas. Para divulgar os trabalhos defendidos antes de 2006, é preciso a autorização do autor. “Precisa da assinatura de um termo. E, como faz muito tempo, precisamos que essa informação chegue a todos. Aqueles que defenderam antes desse ano devem entrar em contato conosco (veja em Como entrar em contato com a Biblioteca Central da UnB)”, informa a coordenadora da Gestão de Informação Digital (GID) da BCE, Patrícia Nunes.
Ela ressalta que muitos trabalhos não são divulgados na íntegra, porque parte das obras tem direito autoral. “Quem for ler vai saber que existe determinada informação ali, mas não vai ter acesso ao texto na íntegra. Isso acontece mais com os textos atuais. A gente dá essa opção de divulgar completamente ou parcialmente. Os mais antigos, acredito que serão divulgados completos”, diz Patrícia.

Como acessar as teses e dissertações defendidas na UnB

repositorio.unb.br
Como entrar em contato com a Biblioteca Central da UnB

Pelo e-mail projetodigitalizacaounb@bce.unb.br ou pelos telefone (61) 3107-2687
ou (61) 3107-2688

Digitalização facilita vida de autores na chegada de livros aos leitores

Tecnologia permite que os autores tenham mais autonomia e independência na hora de ver seu texto se tornar uma obra literária

Egle Cisterna

Da Redação

Com a tecnologia, autores ganham autonomia para ver seus livros publicados

Se, há dez anos, publicar um livro exigia toda uma peregrinação de escritores às editoras, muitas vezes não bem-sucedida, hoje, a tecnologia permite que os autores tenham mais autonomia e independência na hora de ver seu texto se tornar uma obra literária.

Para isso, existem diversas plataformas diferentes que possibilitam que, de forma prática, intuitiva e gratuita, a pessoa possa realizar o desejo de ter um livro e chegar aos leitores.

Uma das mais antigas no País é a do Clube dos Autores. A empresa conta com mais de 70 mil livros publicados e tem 40 obras novas por dia em sua plataforma.

“Hoje, o cenário é o melhor possível, por conta da crise no mercado editorial, que forçou as editoras a se repensarem. Antes, tínhamos editoras com grande controle e querendo cobrar dos autores. Isso não se sustentou e abriu espaço para a autopublicação”, explica Ricardo Almeida, fundador e CEO do Clube de Autores.

Apesar de toda a facilidade, Almeida afirma que não basta apenas conseguir publicar. É importante também que o livro chegue aos leitores. Para isso, o escritor tem que pensar além da história. “É preciso encarar o livro como um produto que vai para o mercado. É preciso revisar o texto, fazer uma capa bonita que desperte atenção e uma sinopse atrativa. Não é difícil, mas exige trabalho”, ensina.

Sucesso

No Clube dos Autores, o paulistano Thiago Fantinatti conseguiu colocar nas páginas de um livro o relato da viagem que fez de bicicleta, entre setembro de 2008 e novembro de 2009, passando por seis países da América do Sul. A aventura deu origem a Trilhando Sonhos, um dos títulos mais vendidos pela plataforma de autopublicação.

“Quando terminei de escrever o livro, não enviei o manuscrito e nem cogitei editoras tradicionais. Pesquisei pela internet e me interessei pelo modelo”, conta Fantinatti, que aponta como uma das vantagens não ter necessidade de se envolver com a operação logística do pagamento e da entrega do livro. “Já sobe o livro e sai vendendo”.

Ainda no Clube dos Autores, há a possibilidade do leitor comprar o livro digital ou a versão impressa, que é feita de acordo com a demanda do público.

Mais vendidos

A Amazon também tem sua ferramenta de publicação, a Kindle Direct Publishing (KDP), a plataforma mais popular no mundo. Entre os 100 livros mais vendidos pela multinacional, 30 deles vêm da autopublicação.

“Um autor autopublicável é, muitas vezes, um empreendedor. Uma dica que a gente dá é de ajudar na comunicação”, diz o gerente geral da Kindle Amazon Brasil, Alexandre Munhoz. Dependendo do tipo escolhido para publicação, a empresa paga até 70% dos royalties para o autor.

Hoje, a Amazon conta com mais de 100 mil títulos vindos do KDP. De acordo com Munhoz, um dos fatores que fez o número de obras aumentar foi a criação do Prêmio Kindle, que já está na quarta edição.

A vontade de publicar livros é tão grande que já existem mais de 40 plataformas e aplicativos com esta finalidade. Alguns, inclusive de editoras tradicionais, como o Escrytos, da Leya.

Fonte: A Tribuna

Digitalização de jornais é a salvação da memória

Publicações desde 1849 estão digitalizadas em projeto do Instituto Histórico e Geográfico de Santos

Governo Bolsonaro autoriza a queima de documentos originais, por Charlley Luz

O PL 7920, também conhecido como “PL da Queima de Arquivo”, da mesma forma que a MP, autorizava a destruição de documentos originais após a digitalização, desconsiderando os riscos de fraudes do processo de digitalização, além de ser economicamente errada.

Governo Bolsonaro autoriza a queima de documentos originais

por Charlley Luz

A Medida Provisória (MP) 881, chamada de “MP da Liberdade Econômica” ou “Declaração de Direitos de Liberdade Econômica”, trouxe a desregulamentação de uma série de instrumentos que garantiam a segurança jurídica em diversas relações, como trabalhistas e econômicas. Mas uma importante regulamentação foi pouco comentada. A MP881 aprovada pela Câmara e Senado também decidiu sobre a digitalização de documentos, projeto de lei que tramitava sob o número 7920/17 e que foi desconsiderado pelo governo.

O PL 7920, também conhecido como “PL da Queima de Arquivo”, da mesma forma que a MP, autorizava a destruição de documentos originais após a digitalização, desconsiderando os riscos de fraudes do processo de digitalização, além de ser economicamente errada. Isto porque estimula a impressão de documentos, ao invés da criação de documentos que já nasçam no ambiente digital.

O GGN prepara uma série de vídeos sobre a interferência dos EUA na Lava Jato e a indústria do compliance. Quer se aliar a nós? Acesse: www.catarse.me/LavaJatoLadoB

No Art. 3 da MP aprovada, no inciso X, é autorizado arquivar qualquer documento por meio de microfilme ou por meio digital, conforme técnica e requisitos estabelecidos em regulamento, hipótese em que se equiparará a documento físico para todos os efeitos legais e para a comprovação de qualquer ato de direito público.

Com este artigo, a MP que tratava só de documentos empresariais abarcou também os documentos públicos. Além disso, deixa em aberto a forma de regulamentação, principalmente em relação à técnica e requisitos que estão abertos a todo tipo de interpretação.

Assim a MP define que, para documentos particulares, a segurança jurídica se dará por qualquer meio de comprovação da autoria e integridade. E mais, é válido para a confidencialidade de documentos em forma eletrônica, desde que escolhido de comum acordo pelas partes ou aceito pela pessoa a quem for oposto o documento.  Porém a lei não define o que ocorre se houver reclamação em relação ao documento. Ou seja, a lei cria a insegurança jurídica na prática.

Outro erro básico da MP 881 é em relação à certificação da digitalização, que afirma que empregar o uso da certificação no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) terá garantia de integralidade, autenticidade e confidencialidade para documentos públicos e privados. A integridade não pode ser definida por um certificado, pois este diz respeito ao processo de scanner e não à produção do documento original. O mesmo ocorre com a autenticidade que só pode ser verificado com um original. O documento natodigital já conta com isto em seus metadados, mas o digitalizado não contém estas qualidades.

Para poder queimar os arquivos, foi necessário alterar uma série de leis já existentes, como forma de autorizar a eliminação de originais. Entre elas a Lei nº 12.682, de 9 de julho de 2012, que incorpora os documentos públicos ou privados, compostos por dados ou por imagens. Afirma, ainda que após a digitalização, constatada a integridade do documento digital nos termos estabelecidos no regulamento, o original poderá ser destruído, ressalvados os documentos de valor histórico, cuja preservação observará o disposto na legislação específica. Não existe hoje, na legislação brasileira, nada que defina o que é documento histórico.

Além disso, a MP tira do ministério da justiça (e do arquivo nacional) a prerrogativa de regulamentação. Esta passa ao ministério da Economia, por meio de ato do Secretário de Governo Digital da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, que estabelecerá os documentos cuja reprodução conterá código de autenticação verificável.

Outro ponto que a MP fez, foi jogar no colo do mercado de tecnologia a definição de metodologias e técnicas, em detrimento às pesquisas científicas realizadas nas universidades. A lei afirma que é lícita a reprodução de documento digital em papel que contiver mecanismo de verificação de integridade, na maneira e com a técnica definidas pelo mercado. Assim, além de transferir uma boa área de lucro nas definições de produtos tecnológicos, a lei que veio para diminuir os custos de impressão incentivará a impressão em papel dos documentos digitalizados, agora em cópias infinitas visto que basta ter a assinatura eletrônica para ser considerado verdadeiro.

Por último, valerá apenas assinaturas eletrônicas pagas, não valem assinaturas definidas pelas instituições em seus sistemas próprios, visto que a lei diz que para documentos públicos será usada apenas certificação digital no padrão da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

Assim, o governo agora pode queimar documentos originais, pagar caro para digitalizar estes documentos e autenticar, pagar para imprimir de novo como previsto na MP881 e tudo regulado pelo mercado que vai definir preços e tecnologias com poder concedido por lei. Em época de Amazônia sendo queimada, o papel que vem das árvores volta a ser uma tecnologia de ponta do governo, que gastará muito mais com seu projeto esquizofrênico de digitalização.

*Charlley Luz é arquivologista, mestre em Ciência da Informação (ECA-USP) e coordenador dos cursos de pós-graduação em Gestão Arquivística, Gestão da Informação Digital e Gestão de Serviços da Informação na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

Fonte: Jornal GGN

Digitalização do acervo acadêmico: as instituições devem se preparar?

Não importa o número de alunos, quantos cursos de graduação são oferecidos, se as aulas são presenciais ou a distância

Carlos Alberto Ferraiuolo*

Foto: Shutterstock

Até abril de 2020 todas as Instituições de Ensino Superior (IES) deverão digitalizar todo os seus acervos acadêmicos (qualquer documento que tenha sido produzido ou recebido por instituições privadas ou públicas).

E o volume de arquivos (documentos financeiros, trabalhos acadêmicos, diplomas, entre outros) que devem ser armazenados e controlados não param de aumentar. De acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas), entre 2006 e 2016 houve um aumento de 62,8% no número de ingressantes em cursos de graduação no Brasil.

Rubens Oliveira Martins, chefe de gabinete da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, ressalta que, atualmente, somente na educação superior ainda são emitidos mais de um milhão de diplomas em papel. Não cumprir as regras da Portaria do MEC no. 315, de abril de 2018, que estabelece as normas para a migração obrigatória de todo o acervo acadêmico para o meio digital, pode levar as instituições a serem acusadas de irregularidade administrativa, sendo passíveis dos efeitos da legislação civil e penal.

Como atender aos requisitos da nova legislação

Desenvolver um programa de digitalização do acervo acadêmico e implantar um sistema de gestão documental faz parte do core de uma instituição de ensino superior? Não. Então a melhor estratégia para atender aos requisitos da Portaria é buscar ferramentas disponíveis no mercado, firmando parceria com uma empresa com experiência global e profissionais com amplo conhecimento do setor, que entendam os processos internos e obrigatoriedades legais.

Como o volume de documentos a serem migrados para o digital é muito alto, o projeto de digitalização do acervo acadêmico e de gestão documental pode se transformar em um grande desafio. Ou em uma vantagem competitiva.

A meta deve ser integrar dados, informações e arquivos distribuídos em todos os sistemas acadêmicos e no portal de alunos, com regras de indexação que possibilitem a fácil recuperação e de acesso robustas que garantam a segurança da informação. Além de atender aos requisitos da Portaria, a integração e indexação oferecem uma visibilidade capaz de transformar dados em insights e, assim, gerar inteligência de mercado.

O que esperar de um sistema de gestão documental

Segundo Carla Floriana Martins, MBA em Gestão Educacional, um eficiente sistema de gestão documental deve oferecer a capacidade de implantar um Repositório Institucional (RI) com as seguintes características:

– Oferecer em uma única interface o melhor da produção acadêmica da IES, proporcionando à comunidade científica material digital produzido localmente;

-Possuir alto desempenho, agilidade e produtividade para atender em tempo hábil às solicitações científicas e administrativas determinadas pelo MEC;

-Ser mais que uma ferramenta de armazenamento. É necessário estar adequada e adaptada para receber materiais digitais e promover estudos gráficos e bibliométricos que ajudem e auxiliem o gestor e o pesquisador em sua tomada de decisão;

-Possuir uma interface intuitiva e limpa, com fácil visualização e leitura das informações apresentadas durante a navegação;

– Navegar via lista de autores permitindo aos pesquisadores ter acesso rápido à produção institucional e científica em qualquer nível de controle de autoridade: autor, coautor, orientador, normalizador, entre outros;

-Permitir buscas específicas que facilitam e valorizam o entendimento do avaliador do MEC durante as visitas de verificação na IES;

– Utilizar algoritmos modernos, tais como “ferramentas de descoberta”, capazes de gerar inter-relações robustas a partir do uso do repositório.

Além disso, o sistema deve permitir o uso de certificação digital padrão ICP-Brasil, conforme disciplinada em lei, pelos responsáveis pela mantenedora e sua mantida, para garantir a autenticidade, a integridade e a validade jurídica do acervo. Como se vê, a digitalização do acervo acadêmico é um caminho sem volta. Resta saber como estará essa estrada: bem pavimentada, por onde “trafega” um projeto eficiente, ou repleta de buracos. Só depende de você.

*Carlos Alberto Ferraiuolo é diretor de Tecnologia e Inovação da Access

Fonte: IT FORUM

Projeto da UFPE digitaliza cartas do Brasil Império e Colônia para acesso público

Foram analisadas e digitalizadas as 314 cartas manuscritas do primeiro volume de um total de oito. Foto: Divulgação.

Documentos do período de 1818 a 1840 da administração pública do final do período colonial e dos primeiros quarenta anos do Império estão disponíveis para o público em geral graças a projeto desenvolvido por professores e estudantes da Universidade Federal de Pernambuco. Preservar, ressignificar e prover acesso público ao patrimônio documental postal brasileiro foi o objetivo do projeto Legado da Memória Postal, realizado pelo grupo de pesquisa Imago e Humanidades Digitais em parceria com o Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano/PE. A proposta foi identificar e tratar documentos deste período que constituem o Fundo do Correio Geral, do Arquivo Público, com a finalidade de dispô-los numa plataforma digital de acesso ao público em geral. Nesta época, o Rio de Janeiro era a sede da Administração Geral dos Correios e era por meio desse órgão que o Império se comunicava com o restante do território brasileiro para tratar de assuntos como envio de tropas e suprimentos, negociação de terras, ordens eclesiásticas e compra e venda de escravos.

O processo de curadoria, entretanto, vai além da digitalização das cartas. “O objetivo foi também planejar, executar e avaliar, de forma constante, tanto o ciclo completo do objeto digital, neste caso as cartas digitalizadas, quanto atuar com uma equipe multidisciplinar na conservação dos documentos originais. Este grupo, atualmente, é composto profissionaisdas áreas de Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia, Computação e Administração”, afirma Diego Salcedo, coordenador do grupo Imago e professor no Departamento de Ciência da Informação e no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, ambos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O projeto também incluiu realização de duas oficinas de formação da equipe da pesquisa: Introdução à Paleografia, ministrado pelo historiador e paleógrafo Thiago Medeiros e Descrição de Documentos Arquivísticos e as Normas Vigentes no Brasil, ministrado pela professora Danielle Alves, do Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

Softwares facilitam a gestão dos documentos

Foram analisadas e digitalizadas as 314 cartas manuscritas do primeiro volume, de um total de oito. Para isso, o grupo utilizou dois softwares interligados que servem para a gestão e descrição de documentos arquivísticos e foram implementados pelo Arquivo Público em 2018. O ICA-AtoM é um aplicativo de código aberto baseado em padrões para a descrição arquivística num contexto multilíngue, para ambiente web de multiarquivos. Já o Archivematica é a interface de interação com o usuário. É um sistema gratuito de preservação digital de acesso aberto e que utiliza, por exemplo, o AtoM para gerenciar o conteúdo disponibilizado na web. “É um programa de código aberto que facilita o nosso trabalho por contar com parâmetros de descrição, todos eles baseado nas normas brasileiras e internacionais de descrição de documentos arquivísticos”, ressalta Salcedo.

O projeto pode ser acessado na página eletrônica (http://imagohd.me/memoriapostal) ou https://www.acervo.arquivopublico.pe.gov.br/index.php/correio-geral-volume-1

Fonte: Diario de Pernambuco

Fapeal garante digitalização de acervo do periódico mais antigo da Ufal

Tárcila Cabral

A revista Leitura estará disponível para o público gratuitamente na internet

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) iniciou um projeto efetivo para salvaguardar informações científicas. A ideia surgiu quando o editor do periódico científico Leitura, Josefh Queiroz, sentiu a necessidade de migrar as informações dos exemplares para a plataforma de web. A partir disso, o professor da Universidade Federal de Alagoas procurou a equipe da Fapeal e fez a proposta de digitalizar todos os exemplares da mais antiga revista da Ufal.

A Fundação já possuía vínculo com as publicações dos Programas de Pós-graduação alagoanos, pois lançou em 2018 a 3ª edição do edital de Apoio à Editoração e Publicação de Periódicos Científicos, no qual a Leitura foi contemplada. O pesquisador propôs então uma parceria para a digitalização dos exemplares impressos, de 1987 a 2009, junto a Coordenadora do Arquivo da Fapeal, Rosaline Mota, e sua equipe.

“Em reunião com o presidente da Fapeal, professor Fábio Guedes, nós falamos sobre a iniciativa do fortalecimento dos programas de pós-graduação e do resgate da memória científica. Com a sua aprovação, o professor Josefh trouxe os materiais e nós pudemos dar início aos trabalhos”, explica a doutora em Ciência da Informação.

Garimpo

O editor da revista explica que este processo de compilação não foi nada fácil. Ele precisou garimpar 44 volumes que se encontravam apenas no formato impresso e nem todos estavam disponíveis na Biblioteca Central da Ufal.

“Nós temos mais ou menos 400 artigos que estavam limitados ao meio impresso e a gente pretende colocar novamente em circulação. Neles, os pesquisadores podem encontrar estudos textuais, teorias linguísticas, linguística e ensino, literatura, um leque amplo porque o conteúdo é interdisciplinar”, aborda o editor. A ideia do professor é promover o resgate dos volumes anteriores para divulgar estas pesquisas que ainda são citadas e possuem demanda, visto que tem contribuição acadêmica.

O processo da digitalização já foi iniciado. Ele está sendo conduzido pelo estudante do 8º período da graduação de Letras-Espanhol, Danilo Lins, que é o responsável pela captação das imagens. Tanto ele, quanto o editor Josefh Queiroz receberam o treinamento para compreender o método utilizado pelo arquivo da Fapeal. Neste momento o aluno já está digitalizando a 3ª revista, o que compreende aproximadamente em 30 artigos.

Os exemplares serão disponibilizados gradativamente no site da revista, mas os três volumes digitalizados já estão disponíveis. A previsão é que até junho todos os volumes estejam acessíveis no formato. A iniciativa deu tão certo que se transformou num projeto de extensão da Ufal, já que vincula professores, alunos e a equipe da Fapeal.

O sistema digital

De acordo com a cientista, antes da plataforma de web as revistas possuíam problemas rotineiros advindos principalmente de questões de logística financeira. Isto provocava o atraso nos exemplares porque era necessária verba para impressão, um patrocínio ou número específico de assinantes para subsidiar os modelos. No entanto atualmente, as informações têm acesso livre e compartilhado na internet, e o Brasil representa um dos países mais avançados na disponibilização dos textos científicos, segundo a acadêmica.

“É importante abordar que este formato do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) foi um projeto do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), que se tornou fundamental para a comunicação científica dos periódicos, pois fez com que o Brasil saísse dos periódicos impressos para o mundo digital”, explica Rosaline Mota.

De acordo com o professor da Pós-graduação em Letras, atualizar o site da revista também foi indispensável, já que ele funciona como uma vitrine para a comunidade acadêmica. O pesquisador cita que, mesmo que o projeto da memória da Leitura tenha outra finalidade de divulgação e promoção das pesquisas, ele acaba retroalimentando um ciclo e atraindo novos autores. A partir desta atualização, por exemplo, o número de artigos recebidos pela internet subiu de dois para 23 textos enviados em cerca de seis meses, ou seja, 10 vezes mais apenas com o incremento em parceria com a Fapeal.

Expectativas

Abordando o contexto dos programas de Pós-graduação o acadêmico espera que as outras revistas universitárias atentem para esta necessidade, mas, além disso, movimentem suas produções. “Como editor da revista Leitura meus maiores interesses é o impacto tanto local, por movimentar os alunos da própria pós-graduação, para que eles venham e citem o periódico, e fora também, no sentido de captar autores”, declara Josefh Queiroz.

Durante o mapeamento dos artigos, de imediato, o pesquisador já começou a indicá-los aos seus alunos que estavam desenvolvendo pesquisas, por alguns textos possuírem temáticas abordadas em trabalhos atuais. A proposta é atrair mais leitores no âmbito local, mas buscar que os próprios estudantes passem a citar as elaborações da pós-graduação, e seus estudos sejam publicados um dia da mesma forma.

Rosaline Mota frisa que pretende concluir esta parceria num evento voltado à comunidade acadêmica, divulgando os resultados e propondo novas ações com outros periódicos. Os leitores e estudiosos terão acesso aos conteúdos na íntegra, e os gestores dos PPGs poderão iniciar novas colaborações.

por Agência Alagoas

Fonte: Aqui Acontece

Simpósio “Experiências em digitalização de acervos: a cooperação como estratégia para ampliação do acesso”

Na próxima quinta-feira, 14 de março, a Casa de Oswaldo Cruz promove o simpósio Experiências em digitalização de acervos: a cooperação como estratégia para ampliação do acesso”. Desdobramento do acordo de cooperação firmado em 2017, entre a COC e o Science Museum Group (SMG), rede de cinco museus dedicados à história da ciência, medicina, tecnologia, indústria e mídia, em diferentes cidades do Reino Unido, o simpósio terá tradução simultânea e transmissão via web. O evento conta com o apoio do British Council, organização britânica que promove ações na área da cultura, educação, esportes e língua inglesa.

Durante a programação, uma mesa redonda vai reunir Miguel Arellano, coordenador da Rede Cariniana do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibicit), para abordar a experiência da rede de preservação digital de documentos eletrônicos no Brasil, e Adrian Hine, coordenador de digitalização de acervos do Science Museum Group, que vai compartilhar os desafios do processo de digitalização de mais de 300 mil itens desse acervo.

Em 2015, o SMG recebeu verba governamental para transferir mais de 300 mil itens do acervo instalado na Blythe House, em Londres, para o Centro Nacional de Acervos na cidade de Wilstshire, com o objetivo de melhores condições de armazenamento e ampliar o acesso à coleção. O fato gerou a oportunidade de promover a digitalização do acervo, que reúne itens relativos à ciência, informação e comunicação, tecnologia, engenharia e medicina, nas mais diversas formas – objetos frágeis, volumosos, pesados, perigosos – e tipos de armazenamento – estantes, gavetas, armários, caixas, montados na parede ou no teto.

Além do simpósio, durante a semana, Hine vai participar de reuniões e de uma série de visitas técnicas a diversos acervos sob a guarda da Fiocruz e de outras instituições localizadas no Rio de Janeiro. As atividades têm o objetivo de fornecer elementos para a revisão do Manual de Digitalização de Acervos da Fiocruz, parte integrante da Política de Preservação dos Acervos Científicos e Culturais da Fiocruz, publicada em 2018, que institucionaliza o projeto Preservo. O manual possui diretrizes que orientam, entre outras medidas, sobre procedimentos pré e pós digitalização, equipamentos, sistemas de armazenamento e classificação mais adequados às diferentes tipologias de acervo.

Para Marcos José Pinheiro, vice-diretor da COC, o evento demonstra a diversidade de ações possíveis a partir da cooperação estabelecida com o Science Museum Group. “Inicialmente pensada a partir da Requalificação do NAHM e da divulgação científica, a cooperação permite também intercâmbios de experiências em áreas como a de preservação do patrimônio cultural, de digitalização e de ampliação ao acesso a acervos.”

Preservo: Complexo de Acervos da Fiocruz

Institucionalizado em 2016, com a aprovação da Política de Preservação dos Acervos Científicos e Culturais da Fiocruz , o Preservo é coordenado pela Casa de Oswaldo Cruz (COC), e se constitui como um elo formulador, orientador, e consultivo para a conformação de uma rede interinstitucional entre as unidades que detêm acervos na Fiocruz. Para isso, estabelece políticas e infraestrutura para ampliação ao acesso e para a preservação e gestão do patrimônio científico e cultural na Fiocruz, com base no acesso à informação, na preservação e conservação da biodiversidade, na gestão da qualidade, na conservação preventiva, na conservação integrada, na gestão de riscos, na educação patrimonial, na pesquisa, e no desenvolvimento tecnológico.

Entre os acervos em processo de digitalização pelo Preservo estão o acervo de Obras Raras da Biblioteca de Manguinhos (século 17 ao 19) e parte da coleção entomológica de mais de cinco milhões de espécimes do Instituto Oswaldo Cruz, que deram origem à exposição Insetos Ilustrados, que ocupou o Castelo da Fiocruz até o início de 2019.

 

Simpósio: Experiências em digitalização de acervos: a cooperação como estratégia para ampliação do acesso

Dia: 14/3/2019
Horário: 9h30 às 12h30
Local: Salão de Conferências do CDHS, Fiocruz
Endereço: Av. Brasil, 4365, Manguinhos (RJ)

Programação

9h30 – Café da Manhã

10h – Mesa de abertura
Marcos José Pinheiro, coordenador do Preservo
Paulo Elian, diretor da Casa de Oswaldo Cruz
Cristiani Machado, Vice-presidência de Ensino, Informação e Comunicação
Representante do British Council

10h30 – Mesa redonda
Miguel Arellano (Ibict)
Adrian Hine (SMG)
Mediação: Rodrigo Ferrari (VPEIC)

11h45 – Debate com a plateia

12h30 – Encerramento

Revistas raras já estão disponíveis on-line

Giselle Beiguelman indica coleções como as das revistas “Camera Work” e “Realidade”

O leitor atento encontra na internet coleções de revistas sobre os mais variados assuntos. A artista e professora da FAU /USP, Giselle Beiguelman, orienta um percurso imperdível. “São coleções de edições antigas com temas que vão desde a arquitetura residencial modernista à coleção completa da revista Realidade, passando pela mítica revista Camera Work. Temos um mundo de coisas para comentar”, recomenda.

Segundo Beiguelman, a coleção de arquitetura residencial modernista está disponível no site US Modernist:  http://www.usmodernist.org. “Trata-se de um robusto banco de dados que disponibiliza mais de seis mil revistas em formato digital. O vasto acervo contempla edições dos EUA publicadas desde os anos 1920, e alguns títulos anteriores. Há desde publicações conhecidas como a American Architect e Arts & Architecture a uma série de títulos regionais e específicos.”

Beiguelman indica também a revista Camera Work: http://modjourn.org/render.php?view=mjp_object&id=CameraWorkCollection.

Publicada entre 1903 e 1917, é a primeira dedicada à fotografia como arte. Foi editada pelo fotógrafo e galerista Alfred Stieglitz, um dos nomes referenciais para a história das imagens técnicas. O designer da revista é o fotógrafo e pintor Edward Steichen, que seria, nos anos 1950, o primeiro diretor do Departamento de Fotografia do MoMA de Nova York.”

A professora orienta também a visita à Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP, que reúne 170 diferentes periódicos. Outra indicação é a Biblioteca Nacional, que disponibiliza ao público fartas coleções de revistas brasileiras. “Na Biblioteca Nacional, é possível acessar desde revistas de variedades, como Eu Sei Tudo, um almanaque publicado mensalmente de 1917 a 1955, até publicações jornalísticas que se tornaram importantes fontes históricas pelos seus aspectos gráficos, viés editorial e contribuição ao fotojornalismo, como as revistas O Cruzeiro, Manchete e Realidade. “Importante lembrar que a revista Realidade contou, de 1966 a 1971, com a atuação da incrível fotógrafa Claudia Andujar, com trabalhos em exposição no Instituto Moreira Salles.”

Para mais informações sobre o tema comentado, acessar: www.desvirtual.com. Ouça no link acima a íntegra da coluna Ouvir Imagens.

Fonte: Jornal da USP

Bibliotecas podem digitalizar livro sem autorização, decide corte europeia

Por Aline Pinheiro

O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que o direito dos autores pode ser flexibilizado em prol do compartilhamento do conhecimento. Por isso, uma biblioteca pode digitalizar uma obra mesmo contra a vontade do detentor dos direitos autorais e disponibilizar essa obra para o público. O documento digitalizado pode até ser impresso ou salvo em cartões de memória pelos leitores, mas, nesse caso, é necessário que seja paga uma quantia ao autor, como se a obra tivesse sido comprada.

A decisão da corte, anunciada recentemente, joga luzes sobre como as bibliotecas têm de se portar frente ao aumento da procura por livros digitais, os chamados e-books. Pelo entendimento firmado, ainda que a editora ofereça à biblioteca a obra digitalizada, esta pode recusar e fazer a sua própria digitalização.

O julgamento aconteceu num pedido de esclarecimentos feito pelo Tribunal Federal de Justiça da Alemanha. Lá, uma biblioteca se negou a adquirir a versão digital de determinados livros e decidiu escanear a obra para disponibilizar para os usuários em seus terminais de leitura. A editora não gostou e reclamou à Justiça, alegando ser a detentora dos direitos autorais.

Como regra geral, cabe ao autor o direito exclusivo de autorizar ou proibir a reprodução e comunicação das suas obras. A Diretiva 2001/29/CE do Parlamento Europeu, no entanto, prevê algumas exceções. Uma dessas exceções garante que as bibliotecas disponibilizem em computadores internos a obra para os leitores acessarem.

Ao analisar o conflito, o Tribunal de Justiça da União Europeia considerou que esse direito das bibliotecas também garante a elas que digitalizem obras sem consultar seus autores. Esses livros devem ficar disponíveis gratuitamente apenas em computadores internos. O tribunal avaliou que o leitor pode imprimir ou salvar partes da obra em um cartão de memórias. Mas, nesse caso, deve ser paga uma contrapartida ao detentor do direito autoral.

Clique aqui para ler a decisão.

Fonte: Consultor Jurídico

Aproximadamente nove mil cordéis estão sendo digitalizados

A Casa de Rui Barbosa está digitalizando aproximadamente nove mil cordéis. Até o momento, duas mil obras estão finalizadas, restando sete mil cordéis para serem escaneados ao longo de 2019. Ao fim dessa execução, obras com domínio público ficarão disponíveis onlines, as outras dependerão da aprovação de cordelistas ou familiares.

O acervo da Casa de Rui Barbosa é referência no resguardo da literatura de cordel. Na fundação há obras produzidas no início do século XX. Por exemplo, o exemplar de oito páginas do cordelista Francisco Chagas Batista, datado de 1905. Na obra do paraibano ele conta a vida do cangaceiro Antônio Silvino.

Justamente por isso nasceu a ideia de digitalizar todo o acervo da fundação. Inúmeros estudiosos, entusiastas da literatura brasileira, entre outros vão até a Casa de Rui Barbosa com finalidade de aprender e descobrir mais sobre a origem da literatura de cordel. Sendo assim, a fundação espera tornar o conteúdo ainda mais acessível, de tal maneira que até mesmo professores possam utilizar como material didático nas escolas.

Fundação Casa de Rui Barbosa

Fundação Casa de Rui Barbosa

A casa de Rui Barbosa surgiu em 1928 no Museu-Biblioteca. Anos depois, em 1966, a fundação foi juridicamente reconhecida pela lei federal, cabendo-se do dever de desenvolver a cultura, a pesquisa, o ensino, além da divulgação e do culto a obra de Rui Barbosa.

Dentre as inúmeras iniciativas, a principal foi a criação do Arquivo-Museu de Literatura Brasileira, que preserva documentos literários, iconografia, correspondência e originais de escritores brasileiros.

Fonte: EPÍLOGO

Governo quer preservar património literário português no Brasil

O secretário de Estado das Comunidades esteve recentemente ano Rio de Janeiro e em São Paulo.

No âmbito da deslocação do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas ao Brasil, procedeu-se também à homologação de um protocolo, no Rio de Janeiro, que visa a valorização do património literário e cultural de vários Gabinetes de Leitura portugueses no Brasil.

O acordo enquadra a cooperação entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros, através do Instituto Diplomático e o Ministério da Cultura, através da Biblioteca Nacional.

«Vamos realizar o levantamento das obras que temos hoje nos gabinetes de leitura de Belém do Pará, de Salvador da Baía e também de Recife. São entidades fundadas por cidadãos portugueses entre 1850 e 1865 e constituem notáveis exemplos da herança cultural portuguesa, tanto de cariz material como imaterial», afirmou José Luís Carneiro.

Os trabalhos serão levados a cabo por técnicos qualificados, que irão identificar as obras que não existem em Portugal, para efeitos de catalogação, classificação e, posteriormente, de digitalização.

Estima-se que estes três gabinetes de leitura reúnam no seu conjunto mais de 140 mil volumes. Entre este acervo bibliográfico estão muitos dos originais como um manuscrito de um capítulo do livro “A Cidade e as Serras” de Eça de Queiroz, mas também um manuscrito da única edição do livro “Urtigas” do escritor pernambucano Joaquim Maria Carneiro Vilela, assim como uma das coleções mais completas do mundo das obras de Camilo Castelo Branco, que inclui a primeira edição da obra “Amor de Perdição”.

Visita ao Mercado Municipal de São Paulo

José Luís Carneiro visitou o Mercado Municipal de São Paulo. A visita ocorreu a 25 de janeiro, data em que se comemorava o 86º aniversário daquele mercado.

Acompanhado por um agrupamento de música tradicional portuguesa, o governante visitou vários comerciantes portugueses e lusodescendentes que ali têm as suas lojas.

José Luís Carneiro contactou também o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que destacou a boa integração da comunidade portuguesa na sociedade paulista e a sua importância para o crescimento e desenvolvimento da cidade.

Fonte: Revista PORT.COM

Assinado protocolo para a digitalização de gabinetes de leitura portugueses

Os gabinetes de leitura portugueses de Belém do Pará, Salvador e Recife vão começar a ser digitalizados. Carneiro explica voto aos emigrantes.

O protocolo que enquadra legalmente o projecto do Governo português para a digitalização do acervo histórico, literário e documental dos gabinetes de leitura portugueses de Belém do Pará, de Salvador da Baía e Recife, no Brasil, é assinado este sábado, no Rio de Janeiro, na presença do secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, que promoveu e dinamizou este projecto e garantiu o seu financiamento pelos empresários da diáspora portuguesa, como o PÚBLICO noticiou.

O protocolo envolve o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Cultura. O MNE dá no terreno o apoio da embaixada e da rede consular, bem como assegura o financiamento obtido pelo Gabinete de Apoio ao Investidor da Diáspora, junto de empresários portugueses no estrangeiro e lusodescendentes. Ao Ministério da Cultura competirá garantir a equipa técnica que irá avaliar o espólio dos gabinetes e os meios para a sua digitalização, bem como fornecer às entidades brasileiras cópias digitalizadas de obras existentes na Biblioteca Nacional.

Os três gabinetes são propriedade e portugueses ou lusodescendentes (e administrados por eles) e possuem importantes espólios literários e documentais, representando um acervo raro, a que se junta o Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Esta instituição já tem um projecto de recuperação e dinamização próprio, garantido pelo Estado português que participa na administração com poder de veto.

A deslocação do secretário de Estado das Comunidades ao Brasil tem ainda como objectivo divulgar as novas regras eleitorais aprovadas em Julho 2018 pela Assembleia da República que facilitam o exercício do direito de voto às comunidades portuguesas no estrangeiro. José Luís Carneiro realiza duas sessões públicas sobre o assunto sob o título de “Diálogos com as Comunidades: Leis Eleitorais + Participação”, uma realizou-se na sexta-feira em São Paulo, a segunda decorre este sábado ao princípio da tarde no Liceu Literário Português.

As mudanças introduzidas, como o PÚBLICO noticiou, determinam que o recenseamento eleitoral dos emigrantes passa a ser automático como o dos cidadãos em território nacional e feito através do registo do cartão de cidadão nos consulados. Preparada em conjunto pela secretária de Estado Adjunta da Administração Interna, Isabel Oneto, e pelo secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro, esta alteração fará, de acordo com os cálculos do executivo, aumentar em cerca de um milhão o número de potenciais votantes fora de Portugal. Para isso, o Governo está a preparar o aumento substancial do número de mesas de voto.

Fonte: PÚBLICO 

MinC lança edital para restauro e digitalização de conteúdos audiovisuais

Inscrições podem ser feitas até 26 de fevereiro. Investimento será de cerca de R$ 23,4 milhões

O Ministério da Cultura (MinC) lançou nesta sexta-feira (28) o edital de Restauro e Digitalização de Conteúdos Audiovisuais. Serão investidos R$ 23,375 milhões para projetos de recuperação de obras audiovisuais e de migração de suporte de origem da obra para formato digital. O edital completa uma série de editais lançados em 2018 no programa #AudiovisualGeraFuturo. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até 26 de fevereiro pelo endereço http://mapas.cultura.gov.br/.

Serão investidos até R$ 1,250 milhão em cada projeto de restauração selecionado, totalizando R$ 10 milhões. Já os projetos de digitalização receberão até R$ 750 mil, com investimento total de R$ 13,375 milhões.

Podem participar empresas do setor audiovisual com fins lucrativos que estejam classificadas como agentes econômicos brasileiros independentes pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), com registro regular. A proponente deverá comprovar a titularidade sobre as obras elencadas em seu projeto ou as devidas autorizações dos direitos morais e patrimoniais para os processamentos e finalidades propostos.

GT de Preservação

Será permitida a inscrição de apenas uma proposta por proponente ou grupo econômico. Não poderão ser inscritas propostas feitas por pessoas físicas, fundações, associações ou microempreendedores individuais (MEI).

Este ano, foi criado pelo Conselho Superior de Cinema o Grupo de Trabalho (GT) sobre Preservação, Digitalização e Difusão de Conteúdo Audiovisual, coordenado pelo Ministério da Cultura (MinC). Ao longo do ano, o grupo avaliou a situação da preservação audiovisual no País e o projeto de digitalização dos acervos audiovisuais das TV públicas brasileiras. O objetivo era produzir uma política pública de preservação para esse tipo de conteúdo, além de conciliar ações de formação profissional e difusão no setor.

A partir de um diagnóstico do setor, de acervos públicos e privados dispersos pelo país, o GT estabeleceu as ações de médio, curto e longo prazo em uma perspectiva de trabalho para os próximos dez anos.

Investimento recorde

O programa #AudiovisualGeraFuturo, que somente nas duas primeiras etapas disponibilizou R$ 551 milhões de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, é o maior programa de investimento feito pelo MinC no setor audiovisual. Somados aos recursos aprovados para o setor em 2018 pelo Comitê Gestor do FSA, o investimento deste ano para o audiovisual chegou a R$ 1,379 bilhão.

Os esclarecimentos de dúvidas sobre o processo seletivo podem ser feitas pelo endereço concurso.sav@cultura.gov.br.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

Fonte: Ministério da Cultura

Preservação e digitalização de acervos é desafio, dizem especialistas

EBC promove o Seminário Memória, Identidade e Futuro no Rio

Fernando Frazão/Agência Brasil

Texto por Vladimir Platonow

Em um mundo cada vez mais digital em que as telas e redes substituem o papel velozmente, o desafio de preservar o acervo analógico torna-se uma prioridade. Além de garantir e proteger a informação, a digitalização de obras de arte, peças literárias, jornais, revistas e toda a gama de documentos permite a divulgação e o acesso universal ao seu conteúdo.

O tema foi debatido hoje (13) no Seminário Memória, Identidade e Futuro, promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio, reunindo especialistas no assunto.

Para o secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República e presidente do Conselho de Administração da EBC, Márcio Freitas, a preservação do patrimônio garante ao país enxergar sua própria identidade.

Acervo da EBC é exibido no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio – Fernando Frazão/Agência Brasil

O país se enxerga por meio de sua história. Só percebe sua verdadeira face quando consegue ver o que significou no passado, se identifica e se compreende. É importante olhar para esses registros do passado. São eventos, personagens, matérias, registros radiofônicos, programas que fizeram sucesso. Eles expressam aquilo que se pensava, o modo como as pessoas se comportavam. É importante resgatar isso.”

No evento, o secretário de Comunicação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República e Conselho de Administração da EBC, Márcio Freitas, assinou o acordo de cooperação firmado pela empresa com a Fundação Getulio Vargas (FGV) visando a recuperação do seu acervo.

Memória

O coordenador de Comunicação e Informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Adauto Candido Soares, ressaltou a necessidade de dar acesso à memória por meio das redes digitais. “A Unesco trabalha com o conceito de sociedades do conhecimento, que pensam nas bases de dados que vieram de uma sociedade da informação e nas gerações futuras, no uso das novas tecnologias inclusivas. Mas a história precisa estar acessível em todas essas plataformas. A Unesco pensou nisso quando criou o programa Memória do Mundo, que é uma forma de estruturar o patrimônio documental da humanidade.”

A pesquisadora Rita Marques, especialista em preservação audiovisual, trabalha no setor há 35 anos e se preocupa com a garantia de acesso à informação nas diversas plataformas ao longo do tempo, com as mudanças tecnológicas. Segundo ela, o Brasil está atrasado na digitalização de acervos, comparado a outros países.

O Brasil está muito atrasado neste processo de digitalização das mídias analógicas, como fotografias e documentos, que começou no mundo a partir de 1994, quando a internet passou a atuar de uma forma mais ágil e as empresas iniciaram a digitalização do seu material. Nós ficamos para trás. Começamos a discutir isso a partir do ano 2000. Temos no mínimo 10 anos de atraso em relação aos países desenvolvidos. É uma corrida contra o tempo, contra a obsolescência dos equipamentos e a degradação dos materiais.”

Relevância

Segundo a pesquisadora Rita Marques, a EBC tem um acervo importantíssimo, principalmente em relação aos registros radiofônicos: “Aí está a história da comunicação de massa no Brasil, que começou com o rádio. Este material é de um valor inestimável e ele é recuperável. Na parte audiovisual também, pois nós temos uma escassez muito grande de imagens em movimento das décadas de 70 e 80, e a EBC tem este material.

O debate foi gravado e será transmitido pela TV Brasil durante o programa Sem Censura, mediado pela jornalista Vera Barros.

Veja galeria do acervo da EBC exibido no CCBB e do Seminário Memória, Identidade e Futuro.

Fonte: Agência Brasil

Jornada “Bibliotecas privadas e patrimônio bibliográfico: achegas e reflexões”

 

PALESTRA INAUGURAL

“Digitalização de livros raros e coleções especiais: critérios, segurança e difusão”

Dia 4 de setembro de 2018, às 16h

Prof. Dr. Fabiano Cataldo de Azevedo (UNIRIO)

Dia 5 de setembro de 2018.

08h às 8h30: Credenciamento.

08h30 às 9h: Mesa de abertura: autoridades do IGHB

9h às 13h: Mini-Curso “As histórias que cada exemplar de livro nos conta: marcas de propriedade, proveniência e dedicatórias”.

Ementa: o objetivo deste mini curso será apresentar e discutir as principais marcas que ao longo dos anos passam fazer parte de determinados exemplares de livros. Pretendemos categorizar sua importância como memória e fonte, evidenciando suas características narrativas e documentais. Procuraremos também evidenciar o diálogo que possuem as bibliotecas de origem e exortar a atenção que é necessário ter na biblioteca de destino, em caso de compras e doações.

Responsáveis: Prof. Dr. Fabiano Cataldo de Azevedo (UNIRIO) e Profa. Me. Stefanie Cavalcanti Freire (UNIRIO)

Mais informações: https://www.eventbrite.com.br/e/jornada-bibliotecas-privadas-e-patrimonio-bibliografico-achegas-e-reflexoes-tickets-49174281600

Gabinetes portugueses de leitura no Brasil preparam digitalização de obras

Em setembro chegará ao Brasil uma equipa de técnicos portugueses para identificar obras de maior valor para digitalizar nos gabinetes de Belém, Recife e Salvador.

Os gabinetes portugueses de leitura em Belém, Recife e Salvador vão avançar com uma digitalização de parte do seu acervo literário, cujo custo será financiado por empresários e investidores da diáspora, segundo indicou ao jornal “Público” o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro.

De acordo com o governante, “já em Setembro seguirá para o Brasil uma equipa de técnicos para identificar obras de maior valor que não estejam digitalizadas nos três gabinetes de leitura portugueses”.

O jornal não refere, contudo, quem serão os empresários que irão financiar este trabalho nem qual o montante de investimento necessário para o projeto.

Os gabinetes de leitura de Belém e de Salvador têm cerca de 40 mil livros cada um, enquanto o de Recife conta com 80 mil títulos. Entre as obras incluem-se “manuscritos e primeiras edições de grande parte dos mais importantes escritores portugueses, como Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco, além de documentos manuscritos e cartas de marear desde o tempo das descobertas”, destaca José Luís Carneiro.

A iniciativa da digitalização surgiu depois do incêndio que destruiu o espólio do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Um primeiro projeto avançou com a realização em abril último, na Embaixada de Portugal em Brasília, de uma reedição de “A arte da cozinha”, de João da Matta, de 1876.

Fonte: Portugal Digital

Parceria disponibiliza toda a coleção da revista Ciência e Cultura em formato digital

A revista teve seu primeiro número publicado em 1949, ano seguinte ao da criação da SBPC. Com a digitalização, as 456 edições e suplementos da revista podem ser consultados no site da Hemeroteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional

Uma parceria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) com a Hemeroteca Digital Brasileira, da Biblioteca Nacional, viabilizou a digitalização de toda a coleção da revista Ciência e Cultura. A revista teve seu primeiro número publicado em 1949, ano seguinte ao da criação da SBPC. Desde 2002, quando a revista passou a ser produzida no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, Labjor Unicamp, além da versão impressa, a Ciência e Cultura conta com uma versão digital no portal Scielo. Os números anteriores a 2002, no entanto, eram de difícil acesso. Com a digitalização, as 456 edições e suplementos da revista podem ser consultados no site: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/.

A revista é um marco para a institucionalização da ciência no País. De acordo com Carlos Vogt, editor chefe da revista, trata-se de “uma das publicações mais antigas e importantes para a grande virada que a ciência brasileira conhece a partir dos anos 1950”. Hoje a revista busca contribuir para o debate dos grandes temas científicos da atualidade e atrair a atenção, principalmente das novas gerações de pesquisadores, para uma reflexão continuada e sistemática sobre tais temas. De periodicidade trimestral, seu espaço editorial é dividido em quatro áreas: Núcleo temático, no qual são publicados artigos com diferentes enfoques sobre um tema específico; Artigos&ensaios, focados em temas da atualidade científica; Notícias, que fornece uma visão abrangente do que vai pelo mundo no universo da ciência e da cultura; e Expressões culturais, com artigos, críticas, reportagens sobre tendências em literatura, teatro, cinema, artes plásticas, música, televisão, novas mídias, etc.

De acordo com Vinícius Martins, coordenador da Hemeroteca Digital Brasileira, o processo de digitalização levou cerca de cinco meses, entre o levantamento dos números, digitalização e processamento das imagens para o reconhecimento do texto. “Digitalizamos a totalidade da coleção, todos os números e suplementos – são 456 edições, com cerca de 68 mil páginas”, disse. Boa parte dos números impressos já estava na Biblioteca Nacional. “Complementamos os que faltavam em nossa coleção com as edições pertencentes ao acervo do Centro de Memória da SBPC”, explicou Martins, sobre o trabalho do Centro de Memória Amélia Império Hamburger (CMAIH), inaugurado em 2017, na sede da SBPC, em São Paulo.

A Hemeroteca Digital Brasileira é um portal de periódicos nacionais. O acesso pela internet permite aos usuários consultar jornais, revistas e diversas publicações seriadas de qualquer lugar. “Uma das motivações para a criação da hemeroteca foi criar um repositório para periódicos científicos”, contou o físico Ildeu de Castro Moreira, atual presidente da SBPC e que foi um dos idealizadores desse projeto quando estava à frente do Departamento de Popularização e Difusão da C&T, do então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, entre 2004-2013. A viabilização do projeto contou com o financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos, (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que investiram recursos para aquisição das máquinas e desenvolvimento das ferramentas de busca. “Ainda há muitas coleções de periódicos de associações científicas disponíveis apenas na versão impressa. A Hemeroteca pode ajudar a disseminar esse conhecimento para um número maior de pessoas, além de contribuir para construir uma memória da ciência brasileira”, complementou.

A digitalização da Ciência e Cultura confirma esse papel, já que boa parte da história da instituição está documentada justamente nas páginas da revista. “É uma forma de recuperar e preservar a história da instituição”, disse Áurea Gil, historiadora da SBPC, que coordena o Centro de Memória Amélia Império Hamburger, da SBPC.

A consulta da revista Ciência e Cultura na Hemeroteca Digital pode ser feita por título, período, edição, local de publicação e palavra, acessando este link. “A busca por palavras é possível devido à utilização da tecnologia de Reconhecimento Ótico de Caracteres (Optical Character Recognition – OCR), que proporciona aos pesquisadores maior alcance na pesquisa textual em periódicos. Todo o texto reconhecível é indexado e pode ser recuperado”, explicou Martins. Outra vantagem do portal é que o usuário pode também imprimir em casa as páginas desejadas.

Acesse e consulte todo o acervo: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

Texto por Patricia Mariuzzo

Fonte: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Congresso na USP debate desafios da digitalização da informação

Para professor da ECA, é preciso preparar esses profissionais para o mercado de trabalho do futuro

O IV Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP reúne pesquisadores, estudantes e profissionais da área de ciência da informação, como biblioteconomia, arqueologia e museologia, com a finalidade de promover a reflexão e o diálogo em torno desses temas emergentes. Francisco Paletta, professor e pesquisador do Departamento de Informação e Cultura da ECA e líder do Grupo de Pesquisa CNPq sobre o Observatório do Mercado de Trabalho do Profissional da Informação e Documentação, falou sobre o evento.

Para o professor, com 1920 inscritos até então e 60 palestrantes, o evento se consolida este ano. “Isso demonstra a assertividade em escolher temas que interessam a toda a comunidade USP que está envolvida com o desafio de organizar, gerenciar, digitalizar, disponibilizar a informação e o conhecimento produzido na USP, nós o devolvemos para a sociedade nessa troca muito rica”, comenta Francisco Paletta.

Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Ele comenta que, atualmente, vivemos a 4ª Revolução Industrial, que aconteceu muito rapidamente, se comparada às anteriores, e traz uma demanda por novas competências na formação do profissional, independente da sua área de atuação. A inserção tecnológica está presente em todas as áreas do setor produtivo. Portanto, não podemos deixar de olhar para os requisitos do futuro no mercado de trabalho e as inovações que precisam ser implementadas dentro da sala de aula e na Universidade.

Entre os temas que serão abordados no evento estão: gestão da informação e do conhecimento, tecnologia e sistemas de informação, biblioteca e repositório digital, digitalização de documentos, conservação e preservação da informação, curadoria digital, ética da informação, humanidades digitais, big data, ciência de dados, internet das coisas e inteligência artificial. Mais informações podem ser consultados no site do IV Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação.

Jornal da USP no Ar, uma parceria do Instituto de Estudos Avançados, Faculdade de Medicina e Rádio USP, busca aprofundar temas nacionais e internacionais de maior repercussão e é veiculado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 9h30, com apresentação de Roxane Ré.
Você pode sintonizar a 
Rádio USP em São Paulo FM 93.7, em Ribeirão Preto FM 107.9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular. Você pode ouvir a entrevista completa no player acima.

Fonte: Jornal da USP

Sociedade Humanitária lança campanha para digitalizar acervo santista

Objetivo é levantar R$ 80 mil para proteger o material, atualmente armazenado em pastas

Sergio Willians mostra pastas com exemplares de jornais dos séculos 19 e 20 (Foto: Nirley Sena/AT)

São cerca de 20 mil páginas de um material que guarda a história de Santos, mas se esfarela com o tempo. Para preservar todo o patrimônio guardado nos jornais do acervo da Sociedade Humanitária dos Empregados no Comércio de Santos, foi lançada uma campanha de financiamento coletivo.

Quem lidera a ação é o historiador e diretor cultural da instituição, o jornalista Sergio Willians – colaborador de A Tribuna na seção quinzenal Era uma Vez… Santos. Segundo ele, serão necessários cerca de R$ 80 mil para contratar uma empresa especializada, que já digitalizou milhões de páginas da Hemeroteca Digital Brasileira, da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.

Se a gente não preservar o que está escrito, o papel, vai chegar uma hora em que vai esfarelar. São muitos jornais, livros e revistas. Inclusive um que separei, do dia 26 de janeiro de 1939, quando Santos fez 100 anos e foi elevada à categoria de Cidade. Foi nesse dia que se inaugurou o Paço Municipal. Na página seguinte, está o vagão 48 da São Paulo Railway, nas primeiras visitas a Santos e, olha, uma foto que eu estava procurando da fábrica da Antarctica onde hoje é a Unip, na Vila Mathias”, folheava Willians.

Ele explica que, após a digitalização, o arquivo em papel será mantido. No entanto, o processo é importante para eternizar os arquivos e compartilhar informações com pesquisadores de qualquer lugar pela internet.

Quem pesquisa consegue ter a dimensão da dificuldade que é encontrar as coisas. Informação é muito valiosa para contar nossa história. Aqui tem revista e livro europeus, por exemplo, que nem na Europa tem mais, por causa das guerras”, lembra o jornalista, que quer conseguir da iniciativa privada e da sociedade a ajuda necessária para o projeto.

Em vez de envolver o Poder Público, vou tentar envolver a sociedade. Hoje, o Memória Santista (página que mantém na internet) tem 13 mil seguidores que gostam de saber curiosidades de Santos. A doação mínima mensal é de R$ 2,00. Se cada um dos seguidores der dois míseros reais por mês, em quatro meses teremos o valor para digitalizar o que se tenta há décadas. Mesmo que eu leve um ano, quero que a coisa aconteça”, explica. A campanha não tem data para terminar.

Como ajudar

Para contribuir com o projeto, basta acessar https://apoia.se/memoriasantista. Lá, é possível escolher valores mensais entre R$ 2,00 e R$ 100,00 por mês e conhecer um pouco mais do projeto.

Quem participar terá em troca algum tipo de benefício, como o nome dentro do blog como apoiador, livros como presentes e, até, artigos publicados sobre qualquer assunto escolhido como recompensa no blog Memória Santista.

É possível escolher o débito automático no cartão de crédito ou a impressão de boletos bancários como forma de pagamento.

Sociedade Humanitária pretende recuperar e alugar salão,
para digitalizar livros com a renda (Foto: Nirley Sena/AT)

Reforma na sede

Mas nem só de digitalização se revive o passado. A própria sede Humanitária é um convite para mergulhar na história santista. Considerada a primeira entidade de assistencialismo do Brasil, ainda tem muito a mostrar e planos para atrair quem quer lembrar o passado.

O presidente da instituição, Manoel Rodrigues Guino, conta que “todo mundo tem uma história para contar de lá (a instituição), ou porque o avô se casou lá ou os pais se conheceram ali. Lá estava a elite da Cidade”, conta.

Ali dentro, é fácil perceber porque há tanta saudade e vontade de reformar. Apesar de construído para ajudar funcionários com educação, saúde e cultura, o prédio recebeu festas e muitos bailes santistas, principalmente na década de 1950. O salão, em estilo art déco, com suas linhas retas, está em reforma para reabertura e locação. Faltam restauração do piso, instalação de sistema de ar condicionado e teto de gesso.

Lá também há memórias ainda mais antigas, como o acervo da maior biblioteca de Santos, que remonta a 1879, ainda na época do Império. São centenas de títulos de vários países – muitos doados pelo médico Silvério Fontes, que fez carreira em Santos. Num segundo momento, tudo deve ser também digitalizado, mas com o dinheiro obtido com a locação do espaço.

Quem visitar o local também pode conhecer não só esse majestoso prédio, o salão e os livros, mas também a sala onde Martins Fontes, o filho de Silvério Fontes, atendia como médico da Sociedade Humanitária. Aliás, seu consultório está praticamente intacto, conservado como na época em que atendia.

Ainda não há data para reinaugurar o salão, mas, segundo o presidente, a pretensão é chamar descendentes de quem ajudou a construir a história da Sociedade Humanitária. “Tenho a lista de quem contribuiu. Devemos pegar os netos, filhos, para participar da festa”, adianta Guino.

Para quem quiser visitá-la, a instituição fica aberta de segunda a sexta-feira, em horário comercial. 

Texto por Sheila Almeida

Fonte: A Tribuna

UFSCar digitaliza acervo de jornais raros do século XIX

Foto: Matheus Mazini Ramos/CCS/UFSCar

A Unidade Especial de Informação e Memória (UEIM) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está digitalizando um acervo de jornais raros de São Carlos e região, publicados no século XIX, para facilitar o acesso de pesquisadores e outras pessoas interessadas a esse material, que já é muito consultado. “São várias as pesquisas realizadas, por exemplo sobre a utilização das propagandas e das fotografias na época, além de temas específicos, como, por exemplo, a escravidão. Para facilitar esse acesso e, também, preservar o material, a digitalização sempre foi um sonho”, conta Ricardo Biscalchin, bibliotecário da UEIM que está responsável pelo processo, realizado também pelo estagiário Bruno Rafael Caldeira, estudante do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da UFSCar.

O acervo de jornais antigos foi descoberto em 2010, guardado em um armário vindo do antigo Arquivo Histórico Contemporâneo da UFSCar, que, como a UEIM, era vinculado ao Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH) da Universidade e deu origem à Unidade em 1997. Há exemplares dos jornais A Cidade, Cidade de São Carlos, Correio de São Carlos, A Opinião, São Carlos do Pinhal e Ordem e Progresso, dentre outros. O exemplar mais antigo é da Tribuna de São Carlos, de 1877, e o acervo conta também com o raríssimo periódico socialista intitulado O Lutador. No material, há várias curiosidades, como os anúncios de contratação de “orchestra para festas, theatros, concertos, soirées, etc.” e de venda de um “carro de praça […] bem conservado, com uma parelha de cavallos baios, por preço commodo”; a crítica da apresentação da “Companhia Dramatica dos Pygmeus”, formada por artistas com nanismo; piadas e charges, dentre outras.

Biscalchin conta como a digitalização se tornou possível no final do ano passado, com a doação à Unidade de um scanner de grande formato. O equipamento foi adquirido com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para realização da pesquisa de doutorado de Carla Cristina Wrbieta Ferezin, sob orientação de João Roberto Martins Filho, ex-Coordenador da UEIM. Após o término da pesquisa, realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciência Política (PPGPol) da UFSCar, Ferezin e Martins Filho fizeram a doação.

“Nós agora estamos realizando a higienização, a digitalização e a indexação do material. Embora muitos exemplares estejam em ótimo estado considerando sua idade, outros têm fragmentos que precisam ser remontados, o que deixa o processo mais moroso. Depois, o próximo passo é a decisão sobre o formato de disponibilização, em repositório ou estrutura semelhante”, explica Biscalchin. Até lá, quem se interessar pode entrar em contato com a UEIM pelo telefone (16) 3351-9609 ou pelo e-mail ricardob@ufscar.br. Mais informações estão também no site da Unidade, em www.ueim.ufscar.br.

Fonte: São Carlos Agora

Periódicos dos séculos 19 e 20 são digitalizados em Santa Catarina

O jornal mais antigo em circulação em Santa Catarina, “Correio do Povo”, teve o primeiro lote da digitalização entregue na semana passada

PAULO CLÓVIS SCHMITZ

Alzemi Machado contribuiu com a tarefa de digitalizar jornais antigos – Marco Santiago/ND

Em tom de ameaça, um dono de terras de Jaraguá do Sul proibia, em anúncio publicado no “Correio do Povo” de 8 de janeiro de 1921, que invadissem sua propriedade, ranchos e plantações. “Armei laços e mundéos e não me responsabiliso [grafia da época] por qualquer dano causado” era a frase que concluía o reclame. Esta é apenas uma das preciosidades que os jornais de um século atrás traziam em suas páginas, onde se mesclavam notas locais, anúncios de açougues e remédios, textos de fundo político-partidário e até sonetos que abriam a capa, ao lado de notícias sobre um terremoto na Albânia ou os milhares de refugiados famintos que perambulavam pela Europa depois do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Quem tem a tarefa de digitalizar jornais antigos pode topar com esse tipo de conteúdo e, se for um interessado por cultura e história, deliciar-se com descobertas relativas ao modo de pensar, agir, comportar-se socialmente ou comprar brigas com os desafetos e adversários daqueles anos – bem diferente e ao mesmo tempo semelhante à guerra surda das nossas redes sociais. É o caso do bibliotecário Alzemi Machado, 32 anos de serviços prestados ao governo e responsável, com uma pequena equipe da Biblioteca Pública do Estado, pela digitalização de 36 mil edições de periódicos catarinenses dos séculos 19 e 20. As 220 mil páginas já salvas e arquivadas são o resultado de muitas jornadas – em cinco horas, até 800 arquivos podem ser transferidos para o formato digital. Assim vem ganhando forma e corpo a Hemeroteca Digital Catarinense, acessível a todos os interessados pelo seu site oficial.

O “Correio do Povo”, o mais antigo jornal em circulação no Estado (foi criado em 1919), teve o primeiro lote da digitalização entregue na semana passada na cidade de Jaraguá do Sul. Até o início dos anos de 1940, período do Estado Novo, quando começou a perseguição aos descendentes de alemães, o periódico tinha um suplemento na língua de Goethe e parte dos anúncios também voltados aos que falavam predominantemente o idioma dos imigrantes. “Este jornal teve e tem grande importância, porque traz a memória da cidade e região, com aspectos de sua economia, política e cultura”, diz Machado. O mesmo vem sendo feito, no momento, com o “Correio do Norte”, criado em 1947 em Canoinhas, com o “Correio Lageano”, de Lages, e com “O Estado” e “A Gazeta”, de Florianópolis.

Jornais com fortes vinculações políticas

Uma passada de olhos pelo material do “Correio do Povo” no site da hemeroteca permite descobrir, por exemplo, que já em 1930 havia reclamações com o elevado preço da gasolina – “hoje, um artigo de primeira necessidade”, segundo o periódico. Aquele, aliás, foi um ano atípico, cheio, quando Getúlio Vargas marchou sobre o palácio do Catete, no Rio de Janeiro, e destituiu o presidente Washington Luís. Os jornais locais, quase sempre ligados a agremiações políticas, repercutiam esses acontecimentos, carregando nas tintas de acordo com os interesses dos grupos que representavam.

36 mil edições de periódicos catarinenses já foram digitalizadas pela hemeroteca – Marco Santiago/ND

Acusava-se os adversários por “intrigas e falsidades”, alimentando as refregas locais em que os principais partidos (UDN/União Democrática Nacional e PSD/Partido Social Democrático) se digladiavam nas câmaras e nas urnas. Foi com um discreto tom de regozijo que o “Correio” noticiou o julgamento de Luiz Carlos Prestes, Pedro Ernesto e João Mangabeira, “cabeças do comunismo no paiz”, na edição de 15 de maio de 1937.

Em Canoinhas, o “Correio do Norte” publicou um texto de capa com jeito de editorial em que defendia os udenistas contra um veículo concorrente a que chamou de “folhetim fascista”. O PSD, dizia a matéria, era “aliado dos comunistas”, uma acusação que não combinava com a vocação governista do partido de Nereu Ramos. O mesmo jornal criticou, na edição de 2 de maio de 1950, o governo do Estado por descumprir a palavra empenhada de auxiliar financeiramente o ginásio de Canoinhas, ao mesmo tempo em que “malbaratava o dinheiro público” ao conceder CR$ 30.000,00 a uma companhia de comédias que passou por Florianópolis.

O porteiro que salvou o acervo

A digitalização de jornais extintos ou ainda em circulação é o único programa que aproxima a Biblioteca Pública do Estado dos catarinenses que não residem na Grande Florianópolis. “Ela é confundida com uma biblioteca municipal, e esta é a primeira ação estadualizada da instituição”, diz o bibliotecário Alzemi Machado. Fruto de parceria com o IDCH (Instituto de Documentação e Investigação em Ciências Humanas), da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), a Hemeroteca Digital Catarinense trabalha desde novembro de 2013 no armazenamento e disponibilização de títulos para consulta pública – hoje, eles já são 815. Relatório recente mostra que no segundo semestre de 2017 o site foi acessado por pessoas de 164 cidades do Estado e por 150 estrangeiros de 22 países diferentes.

O bibliotecário exibe um exemplar original do periódico “Correio do Povo” – Marco Santiago/ND

Jornais do século 19, como o pioneiro “O Catharinense”, de 1831, “Regeneração” (1868/1883) e “O Moleque” (1885), assim como “A Republica”, importante veículo do Partido Liberal Catarinense que circulou entre 1889 e 1937, podem ser consultados mediante busca pelo título do periódico ou pela cidade em que estavam sediados. O mesmo vale para o atualíssimo “Zero”, do curso de Jornalismo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), criado em 1982. Um convênio permitiu que a série “Blumenau em Cadernos”, lançada em 1957, tivesse a digitalização autorizada. A um clique está também “O Clarão”, jornal anticlerical que circulou entre 1911 e 1918 e que se autodefinia como “um órgão de combate legalmente constituído”.

Alzemi Machado se interessou muito pela história de um porteiro da Biblioteca Pública chamado João Crisóstomo Paiva, que no final da década de 1920 se mobilizou para impedir que o então diretor acabasse com a coleção de jornais do século 19 em posse da casa. Primo de Joaquim Gomes de Oliveira e Paiva (o arcipreste Paiva), ele conseguiu evitar o fim do precioso material, no que contou com a ajuda, entre outros, do professor e historiador José Boiteux, fundador e ex-presidente do IHGSC (Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina). Aposentando como amanuense arquivista em 1938, ele foi porteiro da biblioteca durante 23 anos e era citado pelo escritor Carlos da Costa Pereira, diretor da instituição nas décadas de 1940 e 1950, como o responsável pela salvação do acervo.

Um caderninho com fatos relevantes

Mesmo diminuta, a equipe da Hemeroteca Digital Catarinense quer ir além da digitalização do próprio acervo e de outros que sejam oferecidos por terceiros. Neste sentido, busca empresas, pessoas físicas e instituições detentoras de patrimônios editoriais e patrimoniais de periódicos para que disponibilizem esse material, garantindo a sua conservação. O trabalho é longo, árduo, braçal, expondo os profissionais ao contato com a acidez e as patologias do papel. O mais importante jornal de Santa Catarina, “O Estado” está digitalizado de 1915, ano de sua criação, até 1955, faltando o longo período até 2008, quando deixou de circular. Em compensação, 98% dos jornais de século 19 estão digitalizados e disponíveis para consulta, pesquisa e transferência de arquivos.

Jornais como “O Moleque” (1885) foram transportados para o mundo digital por meio da digitalização – Marco Santiago/ND

Também são metas da equipe publicar um catálogo ilustrativo do acervo de periódicos raros da Biblioteca Pública do Estado e realizar uma exposição com capas de jornais manuscritos e escolares já editados em Santa Catarina. Em setembro, em Lages, vai acontecer o 1º Seminário Estadual da Hemeroteca Digital Catarinense.

Alzemi Machado tem o hábito de anotar as coisas que mais chamam a sua atenção, mesmo sem tempo para se deter na leitura de cada página que digitaliza. Em seu caderninho estão, por exemplo, datas em que fatos relevantes foram noticiados, como a inauguração do cine São José, em Florianópolis, em 1954, e a abertura da célebre Confeitaria do Chiquinho, na rua Felipe Schmidt, na primeira década do século 20. “Pelos jornais, podemos saber como eram as cidades muitos anos atrás, totalmente horizontais, as alterações da arquitetura urbana, os tipos de vestuário, as modas e os valores de épocas diferentes”, diz o bibliotecário. Também chamou sua atenção que há jornais em que os exemplares publicados durante os primeiros anos da ditadura não fazem parte do acervo da biblioteca.

Fonte: Notícias do Dia

Quais os entraves na digitalização de acervos no Brasil

Texto por Camilo Rocha

Em bibliotecas e museus, benefícios educacionais e de preservação da memória com versões on-line esbarram em questões jurídicas e financeiras

ARQUIVO NACIONAL, SITUADO NO RIO DE JANEIRO, INAUGUROU FERRAMENTA DE BUSCA PARA VERSÃO DIGITAL DE SEU ACERVO

Existem escritos raros de Guimarães Rosa que não podem aparecer na Brasiliana, a biblioteca digital da USP (Universidade de São Paulo), por questões legais de direitos autorais. Na Cinemateca Brasileira, o original do filme “A hora e a vez de Augusto Matraga” (1965), com Leonardo Villar, se deteriora porque os herdeiros do cineasta não conseguem chegar a um acordo a respeito de quanto cobrar para permitir a digitalização da obra.

São apenas dois exemplos dos entraves enfrentados por instituições de memória brasileiras quando tentam digitalizar seus acervos. Os casos foram citados em uma reportagem de 2010 do jornal O Estado de S. Paulo e aparecem no livro “Memórias digitais”, lançado em 2018 pelo CTS (Centro de Tecnologia e Sociedade) da FGV-Rio (Faculdade Getúlio Vargas).

O livro resultou de workshops realizados em 2014 pelo CTS com profissionais brasileiros e da América Latina da área (alguns dos quais contribuem com artigos). A coletânea de textos aborda aspectos como tecnologia, legislação, políticas institucionais e financiamento.

Suponha que seja um livro que esteja corroendo na biblioteca. O bibliotecário fica numa sinuca, pois não tem certeza jurídica para agir” Bruna Castanheira de Freitas Pesquisadora do CTS (FGV-Rio) e organizadora do livro “Memórias Digitais”

Em paralelo, foi realizada uma pesquisa para tentar quantificar o estado de digitalização dos acervos brasileiros. Embora os dados ainda estejam sendo analisados, a organizadora do livro e pesquisadora do CTS, Bruna Castanheira de Freitas, explicou que os museus são as instituições com a digitalização em estado mais incipiente.

Já os acervos nacionais, locais como o Arquivo Histórico do Exército e o Arquivo Noronha Santos, ambos no Rio de Janeiro, são a categoria de instituição com o processo de digitalização mais adiantado. O próprio Arquivo Nacional inaugurou em setembro de 2017 uma nova ferramenta de busca para pesquisa em seu acervo.

Por que digitalizar

Para Castanheira, a digitalização atende a dois objetivos principais: a preservação de obras, que em estado físico original ficam sujeitas à ação do tempo, e a democratização do acesso aos acervos, ao torná-los disponíveis na internet.

A pesquisadora lembra que muitos brasileiros moram longe de museus ou não têm condições financeiras de comprar um ingresso. Segundo o levantamento do CTS, a maior parte dos museus fica nas regiões Sul e Sudeste do país.

É obrigatório que museus, bibliotecas e arquivos se juntem a instituições educacionais para abraçar [a digitalização]”, disse Wayne Clough, em entrevista de 2013, quando era secretário do Instituto Smithsonian, nos Estados Unidos, entidade de pesquisa e museus administrada pelo governo americano.

Quais os obstáculos jurídicos

No Brasil, lacunas na Lei dos Direitos Autorais, de 1998, deixam administradores de acervos em situação de insegurança jurídica quando o assunto é digitalização. De acordo com a lei atual, apenas criar uma versão digital de uma obra sem a devida permissão do proprietário é proibido. “Seria entendido como pirataria na lei atual”, explicou Castanheira ao Nexo.

Em muitos casos, não é possível localizar o titular dos direitos de um livro ou foto antiga, gerando o que se chama de “obra órfã”. O livro cita dados de 2009 de que, apenas no Museu de História Nacional de Londres, 20% dos cerca de 1 milhão de livros e 25% dos cerca de 500 mil itens da coleção eram de propriedade desconhecida.

Para a pesquisadora, a lei deveria determinar procedimentos para os profissionais das instituições de memória nesses casos, “para provar que tentou encontrar o dono da obra, mas não conseguiu. Suponha que seja um livro que esteja corroendo na biblioteca. O bibliotecário fica numa sinuca, pois não tem certeza jurídica para agir”.

De acordo com o livro “Memórias digitais”, o custos de armazenamento de “matrizes” digitais de um filme chegam a ser 11 vezes maiores que os de manter originais em película

A legislação deveria ser modificada para contemplar a digitalização “para fins de conservação”, abrindo neste caso uma exceção nos direitos autorais, na opinião de Castanheira.

Para ela, não se vê no momento nenhuma iniciativa no legislativo federal de discussão destes temas. Ações do Ministério da Cultura de digitalização dos acervos culturais, como a plataforma Tainacan, que ajudaria na busca por obras, encontram-se paralisadas.

Dinheiro e tecnologia

A mão de obra, o tempo e a tecnologia que a digitalização de um grande acervo exige torna o processo custoso. Mas a manutenção também pode sair cara, às vezes mais do que a preservação do original físico. De acordo com o livro “Memórias digitais”, o custos de armazenamento de “matrizes” digitais de um filme chegam a ser 11 vezes maiores que os de manter originais em película.

Há também custos de atualização de plataforma e ferramentas de uso do público da internet, que podem ficar defasadas com o passar dos anos. Um exemplo evidente são sites pensados para a navegação em computador que não contemplaram o aumento ou navegação exclusiva por celular de muitos usuários brasileiros. Como resultado, sites mais antigos podem não funcionar na tela menor.

O livro defende o desenvolvimento de plataformas de software livre (programas que podem ser copiados, alterados e distribuídos gratuitamente), fáceis de serem adaptadas por diversas instituições e que favorecem a integração entre acervos digitais, inclusive facilitando a busca por obras. Como exemplo bem-sucedido, a coletânea cita o software Corisco, desenvolvido para a Biblioteca Brasiliana, que depois foi adaptado para o Instituto Hercule Florence (IHF), que gerencia acervos de imagens do início da fotografia no Brasil.

Texto por: Camilo Rocha

Fonte: Nexo

A maior biblioteca de magia e ocultismo digitaliza seu acervo

 

 

 

 

 

A biblioteca Ritman, de Amsterdã, na Holanda, também chamada de Bibliotheca Philosophica Hermetica, já disponibiliza online 1617 livros. A ação é parte do projeto educacional conhecido como “Hermetically Open”, que teve o auxílio de uma doação de Dan Brown, autor de O Código Da Vinci.

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A instituição é um dos maiores arquivos do mundo de livros de ocultismo, magia e feitiçaria. Com mais de 20 mil volumes no seu interior, o recinto é, sem dúvida, um paraíso para os amantes das ciências ocultas. Lá, é possível encontrar verdadeiras pérolas do Hermetismo, como a primeira versão impressa da Sefirot, ou Árvore da Vida da Cabala, de 1561; a primeira tradução ao inglês das obras de Jakob Böhme; um Corpus Hermeticum confeccionado em 1472; ou um exemplar do famoso A Expulsão da Besta Triunfante, de Giordano Bruno, impresso em 1584.

Em breve, mais obras serão disponibilizadas no site da biblioteca.

Fonte: Open Culture

Fonte: History