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Covid-19

2020 e covid-19: Breve reflexão á biblioteconomia e as bibliotecas jurídicas

(Imagem: Arte Migalhas)

“Na teoria, não há diferença entre teoria e prática. Mas, na prática tem” – Jan L.A van de Snepscheut

Texto por Jéssica Melissa Poquini

O ano de 2020 e a pandemia do Coronavírus trouxeram oportunidade de reflexão para os profissionais atuantes em bibliotecas jurídicas e ao mundo da Biblioteconomia em geral.

Procedimentos, condutas, métodos de trabalho, sistemas de gerenciamento de acervo, padronização e assuntos discutidos de forma morna tornaram-se objeto de fóruns, eventos on-line e grupos de estudos.

Alguns temas merecem ser lembrados e analisados com maior ênfase em 2021:

  • Política de indexação e controle de vocabulários controlados – Procedimento que deve ser seguido com padrões muito bem estabelecidos. Neste ponto, algumas mudanças de cenário estão ocorrendo de forma lenta, principalmente no quesito desenvolvimento de sistemas de gerenciamento de acervo. Não descarto aqui a importância do trabalho cotidiano e exaustivo do bibliotecário na tentativa de controlar o vocabulário de sua unidade de informação. Ferramentas como ontologias e web semântica precisam ser objeto de desenvolvimento constante por parte das principais empresas de software de bibliotecas. Sabemos tratar-se de um esforço multidisciplinar, equipe formada por profissionais diversos e alto investimento tecnológico. Todavia, gerenciamento de acervos inclui semânticas específicas.
  • Política de padronização descritiva de arquivos eletrônicos – Escritórios que possuem sistemas de gerenciamento de arquivos eletrônicos com permissão de acesso a todos os colaboradores devem estabelecer política de padronização a ser seguida por todos os níveis hierárquicos. Para ressaltar a importância deste procedimento, é necessário, sempre que oportuno, reforçar a divulgação de manuais e cartilhas aos colaboradores com as diretrizes descritivas de padronização, lembrando sua aplicação na prática; arquivos descritos com o mínimo de informações facilitam a recuperação e filtragem da informação.
  • Plataformas e livros digitais –   Assunto que tomou força com o cenário atual.  Tema que deve ser melhor trabalhado em várias esferas. O mercado editorial precisa investir mais em títulos digitais, plataformas especializadas em determinada ciência, sempre com respeito aos direitos autorais. Em bibliotecas jurídicas o assunto precisa ser discutido internamente. Frequentemente usuários questionam sobre determinado título estar disponível integralmente nas bases de dados da biblioteca. Estamos falando de respeito aos direitos autorais, e não ao fato da unidade de informação estar ou não adaptada às mudanças tecnológicas. Trata-se de um esforço em conjunto, bibliotecários com a missão de sempre estarem atentos às ferramentas que melhor atendam a organização e as lideranças da organização, assim como em melhor compreender os impactos legais e de responsabilidade.

A tão esperada mudança tecnológica que muitos almejam – e tantos outros temem – é um tema que não pode ser ignorado; está aí, mas não se trata somente da inércia profissional do bibliotecário ou dos produtos disponíveis no mercado. Escritórios especializados requerem ferramentas especializadas, esforço e mão de obra pensante especializadas. Enquanto os mercados jurídico e biblioteconômico tecnológico não se atentarem a este ponto, pouco avançaremos no que realmente é importante e oportuno mudar.

Que 2020 traga reflexão acerca das práticas adotadas e 2021 a oportunidade de discussão para melhorias, aprimoramento e revisão de procedimentos, condutas e métodos de trabalho, em um esforço coletivo.

Fonte: Migalhas

Duas grandes editoras lançam selos para publicar exclusivamente livros digitais

Como resposta ao crescimento do consumo de e-books por brasileiros, Saraiva Educação e Record colocam no mercado selos por onde publicarão títulos exclusivamente no formato digital

Texto por Leonardo Neto

Como resposta ao crescimento do consumo de e-books por brasileiros, Saraiva Educação e Record colocam no mercado selos por onde publicarão títulos exclusivamente no formato digital | ©Aleksandravicius / Shutterstock

No mês passado, a Bookwire Brasil analisou cerca de 1,6 milhão de registros para compor um relatório que mostra a dinâmica do mercado de e-books durante o período de pandemia. O consultor austríaco Rüdiger Wischenbart, responsável pelo estudo, concluiu: “Vimos que no Brasil a crise serviu de catalisador na aceleração de uma tendência já existente em direção à transformação digital. O mercado editorial digital no Brasil foi impactado de forma relevante pela pandemia da Covid-19”.

O relatório mostra que há crescimento relevante nas vendas entre o pré-isolamento e o isolamento, com um pico entre abril e maio. Mas mais importante do que isso: o crescimento se sustenta nos períodos seguintes, criando um patamar de vendas superior quando comparado a 2019.

Duas grandes editoras entenderam o recado e anunciam, nessa semana, o lançamento de selos voltados para publicar títulos inéditos exclusivamente no formato digital. A Record lança, nesta sexta-feira (11), o selo E-stante e a Saraiva Educação acaba de colocar no mercado o Expressa.

O E-stante Record seguirá a pluralidade temática dos vários selos do Grupo, publicando desde clássicos da literatura até livros de autoajuda. “Verificamos um aumento expressivo na venda de e-books durante a pandemia. Muito prático para quem está buscando opção de leitura sem sair de casa. Assim, tivemos a ideia de ampliar o nosso catálogo de e-books com novos títulos e criamos o selo E-stante”, explicou Sônia Machado, presidente do Grupo Editorial Record.

Leia a matéria completa publicada pelo Publishnews

Editoras apostam em feiras literárias físicas para formar leitores

Vendas on-lines se apresentaram como alternativa, mas eventos literários seguem como fundamentais recuperar mercado

Texto por Márcia Maria da Cruz

Ana Luísa Chafir, da editora Bem-te-vi, reconhece o momento delicado, mas também destaca o crescimento do mercado virtual

O mercado editorial brasileiro se movimenta para não ser engolido por empresas multinacionais e, durante a pandemia do novo coronavírus, busca se reinventar. A quarentena obrigou as livrarias a fechar as portas. Vendas on-lines se apresentaram como alternativa, mas eventos literários seguem como fundamentais para a formação de leitores. A Feira Literária de Tiradentes (Fliti), realizada no fim de novembro na cidade histórica mineira, demonstra a importância dos eventos presenciais. O contato do leitor com o livro de papel segue como experiência única.

Eventos como a Fliti apontam caminhos para a recuperação, como demonstra a participação das editoras Melhoramentos, Mandala Produções, Aquarius, Quixote+Do, Aletria, Bambolê e Bem-te-vi. Para muitas delas, foi a primeira, e única, feira presencial do ano.

“Feiras, como a de Tiradentes, privilegiam as editoras. A organização tem esse cuidado, mas, mesmo assim, imagina a luta que é nesse contexto chegar às pessoas”, afirma Luciana Tanure, editora da Quixote Do. Ela lembra que quando veio a pandemia, em março, a empresa havia acertado todos os contratos para a produção de livros, mas foi surpreendida. “Fechei os contratos em um cenário e tive que executá-los em outro. Pela primeira vez estou em déficit financeiro. Tenho de pagar gráfica, porque o papel acabou de aumentar.”

O cenário ficou ainda mais instável para as editoras, porque há apenas um fornecedor de papel no Brasil, diz Luciana, o que dificulta a negociação. A Fliti foi o primeiro evento presencial da Quixote Do. A pandemia impediu, por exemplo, a realização do Festival Livro na Rua (Flir), em Belo Horizonte, evento que teve de ser adiado. “Por causa do isolamento social, não realizamos o Flir, mas há planejamento para fazê-lo em 2021 com apoio internacional, da embaixada da França”, revela Luciana.

Leia a matéria completa publicada pelo Estado de Minas

Em tempos de Pandemia e Retomada das Bibliotecas Escolares, CRB-8 conversa com crianças e adolescentes com apoio de Bibliotecários, Educadora e YouTuber

Texto das Comissões Temporárias de Biblioteca Escolar e de Patrimônio Bibliográfico e Documental do CRB-8

Dialogar é antes de tudo respeitar o outro em seu lugar de fala. E como abrir um diálogo com as crianças e adolescentes em tempos de pandemia e retomada das bibliotecas escolares? Para tanto, uniram-se  as Comissões Temporárias de Patrimônio Bibliográfico e de Bibliotecas Escolares do CRB-8 com educadora, bibliotecários e bibliotecária-youtuber para cumprir uma tarefa intrigante: abrir diálogo com crianças e adolescentes “em mares nunca dantes navegados” de uma pandemia, em que um vírus poderoso, impactante e, por muitas vezes, fatal, ocupou a cena mundial.

Como dizia Paulo Freire: “O diálogo é o encontro entre os homens, mediatizados pelo mundo, para designá-lo. Se ao dizer suas palavras, ao chamar ao mundo, os homens o transformam, o diálogo impõe-se como o caminho pelo qual os homens encontram seu significado enquanto homens; o diálogo é, pois, uma necessidade existencial”  (1980, p.39).

E partindo da necessidade de diálogo com esse público, em um momento de mudanças, foi pensada uma websérie em que dois personagens infantis, Helena e Matheus falam sobre a necessidade de cuidados com as próprias saúdes e com os livros. A websérie foi pensada de forma a manter o universo lúdico e imagético que a leitura proporciona, levando uma mensagem leve e muito “responsável” para os pequenos leitores, e, por que não dizer também para seus pais e/ou cuidadores? Essa websérie está disponível no You Tube do CRB-8 e seu objetivo é compartilhar informações, em tempo de Covid-19, respeitando e ouvindo as entrelinhas das crianças com esclarecimentos e cuidados que devemos ter em relação a nossos livros pessoais e acervos das bibliotecas escolares.

E como dialogar com os adolescentes? Sabemos que, como os pequenos, são nativos digitais, ou seja, plugados na tecnologia, seu desenvolvimento social, cognitivo se dá em modo “on” com a tecnologia, seriam até difíceis de prender a atenção. Que tal alguém que conheça o caminho das pedras para compartilhar informações através de uma das plataformas mais acessadas nas redes sociais, o Youtube, porque precisamos não somente compartilhar, mas influenciar esse público com informações transmitidas em uma linguagem a que estejam acostumados.  E é o que está sendo idealizado. Em breve no Youtube do CRB-8 uma influenciadora digital estará dialogando com os adolescentes sobre a importância de cuidados pessoais e no contato com os livros na abertura das bibliotecas escolares.

Mas adolescentes leem? Sim,“Como professora de educação infantil, achei importante participar da websérie, levando uma mensagem leve e pedagógica aos educadores, bibliotecários e responsáveis para todos se unirem e se cuidarem.” leem, de acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 5ª edição, 2020, realizada com uma amostra nacional de 8.076  entrevistas em 208 municípios pelo Instituto Pro-Livro em parceria com Itaú Cultural, Ibope Inteligência. Segundo a pesquisa, os maiores percentuais de público leitor encontram-se entre os de 05 a 24 anos (FAILLA, p. 22), Justamente o período em que podemos considerar que esse público estaria estudando, seja em bibliotecas escolares, seja em universitárias. Então, vamos investir nesse diálogo, nesse momento, junto ao público infantojuvenil.

Para encerrar gostaríamos de dividir trechos de nossos encontros na construção desses diálogos, dando a todos a oportunidade de conhecerem os membros e colaboradores envolvidos.

Larissa Manfredi – Pedagoga

“Como professora de educação infantil, achei importante participar da websérie, levando uma mensagem leve e pedagógica aos educadores, bibliotecários e responsáveis para todos se unirem e se cuidarem.”

 

 

Valentina Manfredi – Bibliotecária, Contadora de Histórias, Diretora Técnica e Coordenadora da Comissão Temporária de Bibliotecas Escolares do CRB-8

“A ideia da criação da websérie Helena contra a Covid-19,  [foi concebida] usando como protagonista uma menina de 8 anos capaz de compartilhar informações para os colegas, professores e familiares, em suas casas, em tempo de Covid-19, respeitando e ouvindo as entrelinhas das crianças”

Silvana Stacco – Bibliotecária atuante na área escolar

“[Os vídeos] têm como objetivo esclarecer os cuidados e responsabilidades que devemos ter em cuidar dos nossos livros pessoais e dos acervos das bibliotecas. Foi recompensador participar das reuniões que produziram os vídeos, trazendo informações importantes, tanto para este momento de pandemia ou pós pandemia, para as bibliotecas escolares.”

 

Maria da Conceição Gomes Bernardo – Bibliotecária, Coordenadora das Comissões de Tomada de Contas e Integrante da Comissão Temporária de Patrimônio Histórico e Documental do CRB-8

Foram diversas reuniões virtuais, reflexões, decisões e muito aprendizado. Ser bibliotecária(o) é amar o conhecimento e sua divulgação. E como ignorar uma pandemia, que agrediu e ainda agride o Planeta e muitos de seus habitantes? Era urgente pensar nos profissionais, público e acervo das Bibliotecas e Centros de Documentação.  Foi a tarefa que empreendemos”.

Luciane de Queiroz Modesto Mietto – Bibliotecária, Integrante da Comissão Temporária de Bibliotecas Escolares do CRB-8

“Entrar no universo infantojuvenil para encontrar uma linguagem atraente e relevante para explicações atitudinais em tempos de Corona vírus sem nenhuma referência vivida em nosso passado foi uma tarefa intrigante, um esforço coletivo “em mares nunca dantes navegados” e que valeu um aprendizado positivo e útil a todos os integrantes do grupo”.

Rosaelena Scarpeline – Conselheira da Comissão de Ética e da Comissão Temporária de Patrimônio Histórico e Documental

“Centramos focos em três correntes: a contação de histórias, a precaução e segurança contra o inimigo comum, o Corona vírus e os cuidados com os livros. As reuniões foram muito ricas e o resultado foi um trabalho instrutivo, com uma linguagem simples e direta. As recomendações gerais para proteção pessoal, limpeza e cuidados com espaços compartilhados e orientação para a manipulação de livros para crianças e adolescentes saíram do papel e deram vida a nossa personagem [infantil] e sua família, buscando alcançar e informar um público amplo”.

Ricardo Pedro – Bibliotecário, atuante na área escolar

“Não há como negar que 2020 está sendo um ano de grandes desafios, por isso fazer parte de um grupo composto por tantos profissionais preocupados em defender e dignificar a profissão do bibliotecário tem sido uma experiência fantástica e enriquecedora!  Poder criar, compartilhar ideias, trocar experiências e sonhar junto são os eixos em torno do qual todas as atividades têm sido realizadas e ferramentas com as quais se pretende contribuir para que a Biblioteconomia esteja cada vez mais alinhada às necessidades de nosso tempo”.

 

Emília da Conceição Camargo – bibliotecária, colaboradora da Comissão de Divulgação e da Comissão Temporária de Bibliotecas Escolares

“Considerando a necessidade de diálogo para orientar o público infantojuvenil das bibliotecas escolares em relação aos cuidados necessários na reabertura das bibliotecas em tempos de Pandemia,  se encontraram membros do CRB-8 das Comissões Temporárias de Patrimônio Bibliográfico e Documental e de Bibliotecas Escolares, Educadora e YouTuber para definir formas de comunicação  com os pequenos leitores e adolescentes e conteúdos sobre a importância do cuidar, conservar e preservar a si mesmos e aos livros no relacionamento lúdico e imagético da leitura”.

Luciana Maria Napoleone – Bibliotecária, Coordenadora das Comissões Temporárias de Políticas Públicas para Bibliotecas e Bibliotecários e de Patrimônio Histórico e Documental; Integrante da Comissão de Fiscalização; e Colaboradora da Comissão de Divulgação do CRB-8

“Combinar as experiências e conhecimentos de preservação e conservação com os de contação de histórias e de abordagem de diferentes faixas etárias trouxe um resultado totalmente diferente – e melhor (!) – do que esperava. Refletir em grupo, escutar as impressões, opiniões e experiências de outras áreas, combinar as diferentes opiniões e experiências, construir uma ideia inteiramente nova a partir dessa combinação, essa é uma competência a ser desenvolvida e praticada por todas as áreas e de forma muito especial pelos bibliotecários, principalmente os bibliotecários escolares”.

Acervo online da Biblioteca Municipal de Mogi está disponível; veja como consultar

Prefeitura de Mogi das Cruzes

Está no ar o sistema de acervo online da Biblioteca Municipal Benedicto Sérvulo de Sant’Anna, em Mogi das Cruzes. Por meio dele, pesquisadores, educadores e comunidade em geral podem realizar pesquisas simples ou avançadas por assunto, título da obra ou nome do autor.

O acervo online está disponível para consulta pelo link biblioteca.pmmc.com.br.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Mogi das Cruzes, além de pesquisar o acervo, também é possível aos associados consultar reservas antigas ou ainda fazer a renovação de empréstimos, mediante inserção de código e senha.

A Biblioteca Municipal já retomou as atividades presenciais e funciona de terça a sábado, das 9h às 18h. Há, contudo, novos protocolos adotados, para combater a disseminação do novo coronavírus. Um deles é controle de permanência: cada pessoa poderá ficar no máximo por 3 horas no ambiente, exceto em situações em que não haja ocupação expressiva e o distanciamento mínimo esteja sendo respeitado.

As baias com computadores foram afastadas, portanto funcionará uma baia sim, uma não. O público também não terá mais acesso direto ao acervo. Assim, todos precisam solicitar aos atendentes e/ou bibliotecário a obra desejada e o profissional se encarregará de separá-la e entregá-la ao usuário. Após a devolução da obra para a Biblioteca, a mesma permanecerá por 24 horas em quarentena, antes de ser novamente disponibilizada a outros usuários.

Leia a matéria completa publicada pelo Notícias de Mogi

Biblioteca Municipal de Arujá volta a atender de forma parcial mediante agendamento

Atividade está restrita a empréstimo e devolução de livros, além do uso do Telecentro Comunitário.

A Biblioteca Municipal Alda Martins Soncini, em Arujá, retomou parcialmente o atendimento prestado à população. De acordo com a Prefeitura, o funcionamento está restrito a empréstimos e devoluções de livros, além do uso do Telecentro Comunitário.

Para ser atendido, no entanto, é necessário fazer agendamento. A regra vale mesmo para quem deseja apenas devolver um livro, por exemplo. O uso dos computadores só será liberado a uma quantidade limitada de pessoas, respeitando as medidas sanitárias para evitar a transmissão do coronavírus.

O espaço reabriu após o período de quarentena adotado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. No local é realizado o controle de temperatura, a higienização das mãos e a solicitação do uso de canetas e materiais próprios. O uso da máscara é obrigatório.

No local há medição de temperatura, higienização das mãos e uso obrigatório de máscara — Foto: Marli dos Reis/Prefeitura de Arujá

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Com pandemia, clubes de leitura precisaram se adaptar e até incluíram séries nas discussões

Criado em 2018, o grupo de leitura Vórtice Literário se adaptou à pandemia do novo coronavírus – Divulgação

Devido às medidas de biossegurança, os grupos foram para o ambiente on-line e viram surgir novos integrantes

Texto Naiane Mesquita

Ao contrário do que se podia imaginar no início da pandemia, a leitura ganhou mais espaço no cotidiano dos brasileiros com o passar do tempo, até mesmo entre aqueles que já tinham uma relação estreita com a literatura.

A jornalista Evelise Couto, coordenadora regional do projeto Leia Mulheres CG, explica que o grupo se reuniu presencialmente apenas duas vezes em 2020, mas que isso não foi motivo para diminuir o índice de leituras do ano. “A adaptação foi melhor do que imaginei. Este ano, fizemos apenas duas reuniões presenciais [fevereiro e março]. Todas as outras foram on-line e deram muito certo. Inclusive foram e ainda são um alívio para quem estava e ainda está fazendo o isolamento social certinho. Além do mais, ter uma meta de leitura ajudou bastante no período”, explica.  

O projeto, que vem de uma inspiração nacional, tem como meta ler obras apenas de escritoras, como uma forma de valorizar e reconhecer o talento feminino. Criado em julho de 2018, o grupo conseguiu manter o número de participantes e até agregou leitoras do interior do Estado, o que antes, com os encontros presenciais, não era possível. “Entraram novos membros, mas alguns membros antigos não se adaptaram ao modo on-line, então empatamos. A parte interessante é que temos participantes do interior do Estado, como Naviraí e Corumbá. A modalidade on-line abriu a possibilidade de pessoas de qualquer canto participarem das reuniões”, ressalta Evelise.

Além dos participantes, os encontros on-line acabaram se tornando um alívio em meio a toda a tensão que existe no ano de 2020. “Os encontros on-line, às vezes, estendem-se por horas, são mais longos que os presenciais. Tem sido uma espécie de compromisso social, então, além de falar da leitura, claro que acabamos também colocando a conversa em dia. O grupo fez nascer muitas amizades e afinidades”, conta a jornalista.  

Leia a matéria completa publicado pelo Correio do Estado

Plataforma de leitura gamificada estimula envolvimento dos alunos

A gamificação é uma ferramenta que utiliza elementos dos jogos para engajar e tornar os conteúdos didáticos mais atrativos. Nesse processo, a tecnologia é uma facilitadora, uma vez que possui linguagem familiar para a atual geração, viabiliza a interatividade e autonomia do aluno e, ainda, gera a possibilidade de personalização e coleta de dados.

Foto: Arquivo / DINO

Uma solução que utiliza a gamificação para potencializar o hábito de ler é a plataforma digital de leitura Árvore. No ambiente, os alunos têm a missão de salvar uma floresta, plantando novas árvores a partir de itens que conquistam com suas leituras. Assim, o estudante acompanha o progresso do seu cultivo e a ampliação de sua frequência e repertório de leitura, unindo aprendizagem e jogo. 

“Escolhemos a metáfora da floresta em crescimento para criar uma narrativa que engaje e represente o desenvolvimento do aluno como leitor. Nosso objetivo é promover e fortalecer o hábito da leitura, estimulando que o aluno leia um pouquinho todos os dias na plataforma”, explica Danielle Brants, Cofundadora e Gerente de Produto na Árvore.

Outro elemento de gamificação utilizado na Árvore é a Liga de Leitores, um campeonato de leitura entre os usuários. Dessa forma, é possível construir e manter o hábito de ler  através de elementos que mantenham o aluno entretido com desafios e missões. Danielle ainda destaca o quanto as informações disponibilizadas pela plataforma, a partir de relatórios, podem ajudar a personalizar a experiência e fazer com que o estudante seja o protagonista do seu próprio aprendizado: “A partir dos dados, é possível trazer novos desafios aos alunos que já evoluíram ou estímulos para aqueles que ainda enfrentam dificuldades”.

Leia a matéria completa publicada pelo Terra

As várias facetas e competências de um bibliotecário

Com o acontecimento da pandemia do Covid19, muitas áreas precisaram se reinventar. Nesse contexto, faz-se necessário pensar em como a biblioteconomia sofreu os impactos dessa crise e de que forma as várias facetas e competências dos profissionais da área podem contribuir para se adaptar aos novos cenários.

Para o vice-presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo, João de Pontes Junior, desde sempre, a biblioteconomia passou por fases em que se temia que algo inovador fosse extinguir a área. “Primeiro foi o computador, depois o CD-ROM, com suas bases de dados. Então veio a internet, com seus portais de busca e, depois, os E-books. Agora existem as famigeradas bibliotecas digitais. Mas o que o bibliotecário precisa sempre se lembrar é que para a informação estar em qualquer lugar, ela precisa estar bem estruturada e ser feita por um profissional de biblioteconomia, que vai organizar, classificar, catalogar e indexar a informação”, diz.

De acordo com o Gerente Bibliotecário do Portal de Periódicos Eletrônicos Científicos da UNICAMP, Gildenir Carolino dos Santos, os bibliotecários possuem habilidades únicas para organizar informações com a finalidade de encontrar fontes de informações. “Isso pode ajudar os editores e pesquisadores a compreender melhor as ferramentas que podem ser úteis para o contexto das solicitações de indexações em grandes agências nacionais e internacionais, no contexto necessário para garantir com exatidão e veracidade as informações para a indexação dos dados”, afirma.

Gildernir faz palestras sobre o assunto e destrincha todas as facetas e opções profissionais dentro da biblioteconomia, citando dez possibilidades. São elas: bibliotecário de unidade de informação, bibliotecário de base de dados, bibliotecário de bibliotecas digitais, bibliotecário de normas técnicas, editor, bibliotecário de indexação, bibliotecário de curadoria e preservação digital, bibliotecário de metadados, gestor de portais periódicos e bibliotecário de editoração científica.

Para ele, o profissional bibliotecário tem que investir em si mesmo ao longo do seu aprendizado e fazer vários papéis ao mesmo tempo, especialmente agora que estamos na era digital e na sociedade da informação e do conhecimento e, nesse exato momento, isso é ainda mais necessário com o marco da pandemia. “É preciso apostar no seu potencial para se tornar um editor bem sucedido, capaz de administrar, criar e inovar em publicações científicas eletrônicas para uma sociedade interessada na informação”, conclui.

Quem quiser saber mais sobre o tema, poderá acessar o canal do Youtube do CRB-8 SP e conferir a live realizada no dia 20 de outubro, ou clicar neste link:

Sobre o Conselho Federal de Biblioteconomia.

O Sistema CFB/CRB é composto pelo Conselho Federal de Biblioteconomia e pelos Conselhos Regionais de Biblioteconomia. O objetivo do Sistema CFB/CRB é atuar em prol da sociedade brasileira por meio da sua principal missão: fiscalizar o exercício profissional do bibliotecário, cuja operacionalização é feita pelos Conselhos Regionais. Para o Sistema CFB/CRB um país aparelhado com bibliotecas contribuirá na formação de cidadãos esclarecidos, críticos e participativos, condição sine qua non para o progresso de uma nação.

Fonte: SEGS

‘O mercado editorial digital no Brasil foi impactado de forma relevante pela pandemia da covid-19’

Constatação do consultor austríaco Rüdiger Wischenbart está no relatório ‘Digital consumer book barometer’ realizado em parceria com a Bookwire

Texto por Leonardo Neto

Para Marcelo Gioia, o que aconteceu em dois meses de pandemia demoraria dois anos em situações normais | © Vicenzo de Bernardo / Shutterstock

No fim de janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou que o mundo vivia uma pandemia. Um novo vírus se tornava motivo de um alarme global. Poucos meses depois, a doença já tinha atingido mais de um milhão de pessoas e o número de mortes é ainda hoje crescente. Sem um remédio eficaz e nem uma vacina, poucas medidas restaram se não o isolamento social. O comércio fechou as portas em boa parte do mundo. E o impacto disso na economia foi catastrófico. Essa trama, todos que viveram 2020 já conhecem.

Por aqui, o varejo tradicional de livros apresentou maior queda em abril, quando a Nielsen registrou tombo de 49% no faturamento de livrarias, supermercado e lojas de autoatendimento apurado com a venda de livros. Aos poucos, o setor vem se recuperando, como aponta o Painel do Varejo de Livros no Brasil.

Mas ainda restava pelo menos uma pergunta: “qual o impacto disso nas vendas de livros digitais?”. Tendo essa questão em mente, a Bookwire e o consultor austríaco Rüdiger Wischenbart criaram o Digital consumer book barometer, relatório que analisa a dinâmica do mercado de e-books em três períodos: pré-isolamento (29/12/2019 – 14/03/2020), durante o isolamento (15/03/2020 – 31/05/2020) e pós-isolamento (1º/06/2020 a 16/08/2020). Para o estudo, foram processados cerca de 1,6 milhão de registros.

Uma das principais conclusões é que há mudanças relevantes no comportamento do consumidor deste formato ao longo dos oito primeiros meses de 2020. Rüdiger explica: “Vimos que no Brasil a crise serviu de catalisador na aceleração de uma tendência já existente em direção à transformação digital. O mercado editorial digital no Brasil foi impactado de forma relevante pela pandemia da Covid-19”.

Leia a matéria completa publicada pelo Publishnews

“Bibliotecário lê livros por telefone a idosos em casas de repouso de cidade da Espanha”

“O projeto “Contos por telefone” foi idealizado por Juan Sobrino para que idosos continuassem ouvindo histórias mesmo à distância.| Foto: Reprodução/Facebook Ayuntamento Soto del Real”

“Juan Sobrino é bibliotecário na Biblioteca Municipal Pedro Lorenzo, em Soto del Real, Madri. Ele, juntamente com outros funcionários da instituição e voluntários, costuma ir a casas de repouso para ler aos idosos que nelas vivem. O programa de leitura nas casas existe desde 2015 e a rotina sempre foi selecionar um título interessante aos ouvintes e sentar-se ao lado deles para ler. Mas, com a pandemia, isso não foi mais possível.”

“Então, o que fazer para manter os idosos de Soto del Real entretidos nas casas de repouso, se não era mais possível ter contato físico com eles por conta das restrições? Foi aí que Juan teve a ideia de ler os livros por telefone e criou o Cuentos por teléfono. “Pensei nos idosos, que são os mais vulneráveis ​​à Covid-19 e que não podem sair de casa com frequência, e também naqueles que estão em lares de cuidado especial e não podem receber visitas de familiares ou amigos”, contou Juan em entrevista à prefeitura de Soto del Real.”

“E apesar de o momento não ser dos melhores, a pandemia trouxe um progresso: levar o programa de leituras para o telefone, melhorou a frequência com que ele acontece. Ao El País Juan contou que agora os idosos podem ouvir novas histórias uma vez por semana e não precisam mais esperar um mês. Além disso, foi feito um reforço para que cada voluntário fale sempre com a mesma pessoa. A intenção é criar um vínculo afetivo para que cada vez mais os voluntários saibam o que aquele idoso gosta de ouvir, acertando em cheio seus corações.”

Leia a matéria completa publicada pelo Sempre Família

Protocolos de Segurança Pós COVID-19 nas Bibliotecas – TOI 2020 Online

Este painel será apresentado no canal SophiA do YouTube, e fará parte da programação do TOI 2020, Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação, organizado pelo Prof. Francisco Carlos Paletta, da ECA/USP, em parceria com o SophiA Biblioteca.

O painel reunirá quatro renomadas instituições brasileiras que desenvolveram protocolos relativos aos cuidados com os usuários, colaboradores e acervos e como está a aplicação destes protocolos.

Os painelistas falarão sobre como as decisões foram tomadas em relação a quarentena do acervo, ajustes no espaço físico das bibliotecas, proteção definida aos funcionários, as principais fontes de referência consultadas e qual a resposta da instituição e dos usuários. Também será abordado como as bibliotecas mantiveram suas atividades durante a pandemia e quais serviços foram desenvolvidos em decorrência desta situação ímpar.

Atenção: emitiremos certificados para os inscritos que estiverem assistindo à transmissão ao vivo. Um link para solicitar seu certificado será disponibilizado durante a live, então fique atento!

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Data: 24/11/20, terça-feira

Horário: 10h00

Canal: do software SophiA, no Youtube

Mais informações e  inscrições: https://www.sophia.com.br/feiras-e-eventos/protocolos-de-seguranca-em-bibliotecas

Biblioteca pública retoma empréstimo de livros em Itapetininga:

Segundo a prefeitura, após a devolução, os livros são higienizados e passam por um período de quarentena de sete dias, evitando assim, possíveis contaminações pela Covid-19.

Biblioteca pública retoma empréstimo de livros em Itapetininga — Foto: Mike Adas/TV TEM

 

A biblioteca municipal Dr. Júlio Prestes de Albuquerque, em Itapetininga (SP), voltou a liberar empréstimos de livros. Não é necessário agendar horário para o atendimento.

Segundo a prefeitura, após a devolução, os livros são higienizados e passam por um período de quarentena de sete dias, evitando assim, possíveis contaminações pela Covid-19.

A biblioteca também oferece a possibilidade de acessar o acervo virtual, que tem mais de 30 mil exemplares de diversos gêneros literários.

Outras atividades da biblioteca, como troca de livros, Clube de Poesia e Lê no Ninho, oficinas e demais encontros serão retomadas posteriormente para oferecer mais segurança aos participantes.

O espaço funciona das 10h às 16h e fica na Rua Campos Salles, número 175 – Centro. Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone (15) 3272-3265 ou pelo Whatsapp (15) 99825-6949, entre 8h e 14h, de segunda a sexta-feira.

Leia a matéria completa publicada pelo site G1

BIBLIOTECAS DA PUC-CAMPINAS RETOMAM ATENDIMENTO PRESENCIAL VIA AGENDAMENTO ON-LINE

Além do catálogo LVMEN, a plataforma Teams auxilia no processo, concedendo também esclarecimentos aos estudantes

O Sistema de Bibliotecas e Informação da PUC-Campinas restabeleceu o atendimento para retirada e devoluções de materiais físicos, por meio de agendamento e consulta on-line. O serviço, paralisado desde a suspensão das atividades presenciais na Universidade, por conta da pandemia, utiliza o catálogo LVMEN para consulta e reserva das obras, além do chat do Teams para solução de eventuais dúvidas. Os atendimentos são feitos de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Para usufruir do serviço, o estudante deve acessar o catálogo LVMEN, pesquisando o título e conferindo a disponibilidade dos exemplares. Em seguida, deve clicar em solicitação de empréstimo. A plataforma pede alguns dados do usuário, tais como RA, unidade de ensino, e-mail e número de contato. Os horários de retirada podem variar de acordo com a demanda de cada biblioteca. Um tutorial com o passo a passo pode ser encontrado no QR code presente no banner, ou por meio do link http://bit.ly/se-sbi.

Segundo a coordenadora do SBI, Mirian Bezerra de Sousa, a plataforma Teams vem para reforçar o contato entre as bibliotecas e a Universidade. Será possível solicitar serviços como orientação à pesquisa, normas para trabalhos acadêmicos (ABNT, APA e Vancouver) e acesso às fontes de informação. “O chat do Teams é uma alternativa dinâmica ao tradicional e-mail, garantindo uma resposta imediata e a solução de qualquer dúvida”, explica a coordenadora.]

Leia a notícia completa publicada pela PUC Campinas

Isolamento social estimula leitura infantil

Múltiplas escolhas para promover o desenvolvimento

Texto por Marília Paiva

A pandemia de Covid-19 avançou pelo Brasil, obrigando grande parte da população ao isolamento social para conter a velocidade de disseminação da doença. A rotina foi modificada, as aulas, suspensas, e as crianças em casa sentem falta do ambiente escolar, do contato com os amigos e das atividades ao ar livre. O entretenimento dos pequenos desafia pais e responsáveis. É preciso investir no hábito da leitura como uma atividade extremamente benéfica ao desenvolvimento infantil e, mais ainda, em tempos de pandemia, como uma forma de ocupar o tempo ocioso.

A diversidade disponível de obras literárias infantis é enorme, desde as fantasiosas até as interativas, como brincadeiras e jogos. Quem não possui muitas obras em casa e tem o privilégio do acesso à internet pode acessar obras temporariamente disponíveis, gratuitamente, em sites de editoras e outras entidades. Um exemplo é a plataforma Kidsbook, do Itaú, oferecendo 13, sem necessidade de cadastro. Outro exemplo é a ONG Mais Diferenças com livros em formatos acessíveis (audiovisual, libras, Daisy e texto) a crianças com diferentes tipos de deficiência. Ao iniciar a leitura, o livro virtual ganha vida com animações e sons, inclui recursos como audiodescrição, chamando a atenção dos pequenos e tornando a leitura acessível e atraente. Os recursos auxiliam na promoção do interesse pelo material, principalmente entre meninos e meninas que ainda não desenvolveram esse hábito. As plataformas dispõem de títulos com histórias importantes e reais em linguagem apropriada, como “Malala, a Menina que Queria Ir para a Escola”, de Adriana Carranca, ou clássicos revisitados, como “O Alienista”, de Machado de Assis.

Quem tem livros guardados ou perdidos pela casa pode oferecer às crianças a experiência única do livro impresso, com peso, cheiro, formato e cores que atraem a humanidade há tanto tempo. Afinal, muitos podem ter em casa um livro comprado e nunca lido, um presente rejeitado, um livro querido que foi afastado do convívio pela correria do cotidiano.

Desde histórias leves até construções literárias mais complexas e sofisticadas, os livros infantis apresentam muitas escolhas para promover o desenvolvimento literário, cognitivo e interpretativo, afastando os pensamentos de um cotidiano tenso. A prática da leitura ajuda a combater o estresse. Uma pesquisa da Universidade de Sussex revelou que ler por apenas seis minutos reduz em até 68% os níveis de estresse.

Fonte: O Tempo

O papel dos bibliotecários no Dia Internacional da Biblioteca

Texto por Francisco Javier Leon Alvarez

Biblioteca Pública Municipal de La Orotava (Tenerife). (Fotografía: Francisco Javier León Álvarez)

Hoy escribo con sentimiento de causa desde mi puesto en la Biblioteca Pública Municipal de La Orotava (Tenerife, Canarias) y en relación al Día Internacional de la Biblioteca (24 de octubre). Probablemente, sé que habrá compañeros de profesión y ciudadanos que no compartan mi punto de vista por mi actitud crítica, pero, ahora mismo, expreso lo que siento y con lo que me identifico.

Aunque no lo parezca, dentro de algo más de tres meses se cumplirá el aniversario del primer caso de la COVID-19 en España. Por eso, mi intención es utilizar esta efeméride para lanzar un mensaje positivo, basado en la experiencia de quienes trabajamos en este sector profesional, aunque con realidades distintas, en función de cómo ha golpeado ese virus a cada municipio del país. Evidentemente, también se basa en la convivencia diaria con los usuarios y en sus demandas y planteamientos, que hacen más llevadera esta situación con el fin de avanzar y disfrutar de los servicios bibliotecarios.

En primer lugar, quiero agradecer a todos los que, durante estos últimos meses, han seguido confiando en el trabajo que hacemos en las bibliotecas públicas, a pesar de que muchas veces estamos limitados dentro de la heterogeneidad del sistema bibliotecario español, pero seguimos con el mismo espíritu de cumplir los principios básicos de acceso a la cultura en todas ellas.

A título personal, me reincorporé a mi puesto de trabajo tras el obligado confinamiento, utilizando guantes y mascarilla como medio de protección porque yo también era otro de los millones de españoles que, por primera vez, convivía con una pandemia de estas características y sin saber cómo evolucionaría, pese a que en Canarias no había golpeado tan duramente como en la Península.

Leia a matéria completa publicada pelo el.Diario.es

OMS e Wikipédia juntam-se para combater “pandemia de desinformação” sobre Covid-19

Colaboração tem o objetivo de disponibilizar “informação confiável sobre saúde pública”

Texto por Paulo Ricardo Pereira

“Partilhando conhecimento por um mundo mais saudável” / Fonte: Wikimedia Foundation

Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Fundação Wikimedia, entidade administradora da Wikipédia, anunciaram esta quinta-feira (22) uma colaboração para expandir o acesso do público às informações mais recentes e confiáveis sobre a Covid-19. A enciclopédia de livre acesso e participação comunitária tornar-se-á numa ferramenta contra a “pandemia de desinformação”.

Num momento em que os surtos de Covid-19 são cada vez mais recorrentes, com cidades como Paris ou Madrid com ordens decretadas de recolher obrigatório, a OMS refere, em comunicado, que a colaboração pretende disponibilizar “informação confiável sobre saúde pública”. A organização acrescenta ainda que a estabilidade social “depende de forma crescente da compreensão partilhada dos factos”.

É neste sentido, e tendo em conta que o vírus da Sars Cov 2 não é ainda totalmente compreendido pelas autoridades de saúde, o que provoca uma crescente onda de fake news e conteúdos infundados, que a colaboração se coloca como mais um instrumento de informação verificada. Através desta cooperação, “pessoas de todos os cantos do mundo vão poder aceder e partilhar infografias, vídeos, e outros conteúdos sobre saúde pública da OMS na Wikimedia Commons, uma biblioteca digital de imagens e conteúdos multimédia de livre acesso”. 

Leia a matéria completa publicada pelo Espalha Factos

Busca por livros aumenta nos presídios do estado de São Paulo

Crescimento no empréstimo de obras literárias demonstra interesse de reeducandos por conhecimento e remição de pena durante pandemia

Durante a pandemia de COVID-19, diversos reeducandos da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) têm apostado na leitura. Com um acervo de mais de 120 mil livros disponíveis nos estabelecimentos penais da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Metropolitana de São Paulo (Coremetro), a procura por obras literárias apresentou aumento nos últimos meses.

O crescimento ocorreu após a interrupção de atividades rotineiras nas unidades penais, visando evitar a disseminação da enfermidade no sistema prisional paulista. Na Penitenciária Feminina Sant’Ana (PFS), entre os meses de março e setembro deste ano, houve aumento na média de empréstimos de obras de 419 para 2.011 exemplares.

Protocolos

Vale lembrar que os protocolos sanitários da COVID-19 também são necessários para o empréstimo dos livros. As salas de leitura são frequentadas apenas pelos monitores reeducandos, as obras são escolhidas a partir de catálogo e, após a devolução, os livros são mantidos em “quarentena” por 72h antes de serem emprestados novamente.

Entre os reeducandos da Penitenciária I “José Parada Neto” e do Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, os títulos mais procurados estão “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, “Juízo Final”, de Sidney Sheldon, “Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”, de Marçal Aquino, “O Processo”, de Franz Kafka, entre outros.

Leia a matéria publicada pelo Governo do Estado de São Paulo

Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos reabrem

Texto por Estadão Conteúdo

A Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos estão voltando aos poucos à rotina. Nesta sexta-feira, 16, às 11h, elas abrem suas portas para o público depois de mais de sete meses fechadas como medida para conter o avanço do coronavírus.

O horário de funcionamento, por enquanto, é reduzido: de segunda a sexta, das 11h às 15h. Quando os parques (a Biblioteca de São Paulo fica no da Juventude) reabrirem nos finais de semana, elas voltarão ao esquema de funcionamento de antes – de terça a domingo. A capacidade de atendimento será de 25%, com as instalações sendo higienizadas com frequência, segundo a Poisis, que administra as duas bibliotecas da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

O público não poderá fazer duas coisas que eram permitidas antes: manusear o acervo e doar livros. Mas os usuários poderão consultar o catálogo de acervo; emprestar, devolver, renovar e reservar livros; fazer a carteirinha de sócio ou renovar o cadastro; usar os computadores por uma hora; usar a sala de games e a área de tecnologias assistivas; agendar um espaço mais reservado para ler ou estudar e inscrever-se para participar das sessões de acolhimento.

As atividades culturais, como os clubes de leitura, continuam sendo realizados online.

“Nesses sete meses em que ficamos com as portas fechadas, aprendemos muito sobre atendimento remoto. Mas também constatamos que há coisas que precisamos fazer presencialmente e que muitas pessoas, e muitos dos nossos usuários, não têm acesso à internet ou têm acesso a uma internet de baixa qualidade. Mesmo o que pode ser feito remotamente não é acessível para parte da população. A importância de abrir a biblioteca neste momento é poder atender esses públicos – pessoas carentes de bibliotecas, para quem os serviços presenciais oferecidos são importantes. A prioridade na nossa volta é atender esse público: estudantes que precisam de espaço para estudar, pessoas que precisam de acesso à internet, pessoas que precisam de livro”, diz Pierre Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras.

Quanto à segurança, ele reafirma que essa volta se dá com muitas restrições por causa da pandemia. “Preparamos nossas equipes e espaços para que as todos possam ter uma experiência segura dentro das bibliotecas, mas dependemos também de que as pessoas compreendam e respeitem os protocolos. Precisamos da cooperação de todos.”

Biblioteca de São Paulo

Av. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana

São Paulo

Tel. 2089-0800

Fonte: IstoÉ

Área de humanidades vai ganhar “escritório de pesquisa”

É o que planeja o novo diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Paulo Martins

Texto por Claudia Costa

Prédio que abriga os cursos de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Com cerca de 14 mil estudantes (incluindo os cursos de extensão universitária), 429 docentes e 295 funcionários, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) é uma das maiores unidades da USP. E, se esses números já impressionam, há ainda a estrutura física composta de seis prédios: Casa de Cultura Japonesa, Edifício Professor Eurípedes Simões de Paula (Geografia e História), Edifício de Filosofia e Ciências Sociais, Edifício Professor Antonio Candido (Letras), Biblioteca Florestan Fernandes e o Prédio da Administração. Além disso, abriga os únicos dois Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) de humanidades no Estado de São Paulo, financiados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Desde o dia 26 de setembro passado, a FFLCH tem um novo diretor, o professor Paulo Martins, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas, que já traçou um planejamento para os próximos cem dias de sua gestão. Segundo ele, o projeto prevê ações fundamentais. “A primeira delas é a constituição de um escritório de pesquisa, que irá atender não só os projetos ligados à Fapesp, mas também os diversos laboratórios e projetos individuais”, afirma Martins, acrescentando que esse escritório vai funcionar como um apoio de base aos pesquisadores. Ainda no âmbito da pesquisa, o diretor diz que foi constituída uma Comissão de Ética em Pesquisa, “algo inovador na área de humanidades dentro de uma universidade, e regulamentada pelo Conselho Nacional que trata da questão”.

O professor Paulo Martins, novo diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP – Foto: Cicero Wandemberg

Uma segunda ação, gerada pela pandemia de covid-19, é a adequação dos espaços físicos visando a uma possível volta gradual dos estudantes à Universidade, como aponta Martins. “Talvez isso demore um pouco ainda. Mesmo entrando na fase azul, há ainda um prazo para começar a voltar”, informa. Além disso, Martins lembra a questão da segurança: “É preciso elaborar um plano de retorno que seja acolhido por todos e efetivamente seguro”. Segundo ele, “nesses próximos meses e no início do ano que vem, os esforços serão centrados na adaptação e na formulação de protocolos específicos que atendam ao protocolo da Universidade, mas com adaptações às características desta faculdade gigante”.

Em terceiro lugar, Martins pretende dinamizar a participação dos colegiados do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) e da Congregação – tema tratado durante sua campanha eleitoral. “Nossa Congregação tem um número significativo de membros, que atualmente chega a cem integrantes, mas gostaríamos que a participação fosse mais efetiva”, espera Martins, citando um fato curioso: a pandemia já ocasionou uma melhora nessa dinâmica.

Outro ponto fundamental para Martins é estreitar as relações com funcionários e alunos. “Temos um histórico complexo dentro da faculdade, com uma comunidade acadêmica que se diferencia muito de outras unidades ligadas às exatas, biológicas e saúde, porque é muito questionadora e combativa. Precisamos construir um diálogo que seja efetivamente representativo e democrático”, afirma Martins, informando ainda que, na gestão anterior, da professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, em que o hoje diretor ocupou a vice-diretoria, esse era um trabalho que exercia cotidianamente, principalmente através do contato entre as entidades representativas como sindicatos e centros acadêmicos. “Todos devem estar do mesmo lado, enfrentando de forma igual os problemas que surgem na atualidade, indistintamente.”

“Um ponto fundamental é a constituição de cursos interdisciplinares e transdisciplinares, em que os alunos percorreriam todas as estruturas didáticas da faculdade.

Segundo Martins, a manutenção dos seis prédios que compõem a FFLCH, incluindo a Biblioteca Florestan Fernandes e a Casa de Cultura Japonesa, é algo “impressionante”. Ele afirma que já houve um grande avanço nessa questão na gestão da professora Maria Arminda, que segundo ele, era muito firme na manutenção e principalmente na conservação desses espaços. “Porém, há dois prédios que ainda merecem atenção, o prédio de Filosofia e Ciências Sociais e a própria Administração, que estão com planos de reformas das estruturas”, relata.

No aspecto acadêmico, “ponto nevrálgico e fundamental”, nas palavras de Martins, é a constituição de cursos interdisciplinares e transdisciplinares, em que os alunos percorreriam todas as estruturas didáticas da FFLCH. Alguns já estão em estudos, diz, citando três: Estudos Clássicos (que perpassaria as áreas de grego, latim, filosofia antiga, ciência ou pensamento político antigo, antropologia e história), Estudos Ibero-Americanos (literatura espanhola, filosofia, ciência política, antropologia e outras) e Estudo do Oriente Médio (árabe, hebraico, geopolítica e história). “Possivelmente, teremos um curso relacionado à questão da Inteligência Artificial. Esse curso seria uma forma de mostrar que a FFLCH, muito além de aspectos específicos das humanidades, tem também essa interface com a tecnologia”, informa.

Vista interna do prédio dos Departamentos de Geografia e História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O “cuidado e o trato” com a Biblioteca Florestan Fernandes também estão entre as prioridades do atual diretor. “A Biblioteca Florestan Fernandes é a maior biblioteca de humanidades da América Latina”, afirma Martins. A primeira ação, além da manutenção do prédio, que inclui pintura e troca de telhado, é colocar a biblioteca em um patamar internacional. Segundo Martins, para isso ele conta com a colaboração da coordenadora da biblioteca, Adriana Ferrari, que possui uma larga experiência na área. Ela foi diretora do Sibi (Sistema Integrado de Bibliotecas) da USP e atuou na Secretaria da Cultura do Estado, em iniciativas como a construção das bibliotecas do Carandiru e do Parque Villa-Lobos. “Adaptação de espaços, reorganização de acervos, atenção com a digitalização de teses e a própria digitalização do acervo, fundamental nas atuais circunstâncias, são os pontos principais”, afirma Martins.

Em relação à sociabilização, Martins cita a Comissão de Direitos Humanos da FFLCH. “Temos uma comissão muito ativa, e vamos contratar uma psicóloga, já que enfrentamos com tristeza alguns suicídios nos últimos quatro anos, e precisamos pensar mais seriamente nisso.” Outro objetivo de Martins é atingir as metas do Projeto Acadêmico, de cuja elaboração fez parte e com o qual tem grande afinidade. “Agora estamos em uma etapa de checagem das metas qualitativas e quantitativas que atingimos nesse primeiro ano de vigência do Projeto Acadêmico”, informa.

“Estamos absolutamente qualificados a participar ativamente do debate políticoNão para fazer política, mas para uma interferência política no mundo atual.”

“Queremos mostrar para a sociedade o que estamos fazendo em termos de pesquisa e divulgação científica”, diz Martins. Para ele, neste momento de “política obscurantista”, em que o governo “não ataca só as humanidades, mas a ciência de modo geral”, ninguém está imune ao seu negacionismo. “Haja vista a questão ambiental, a questão da educação, da saúde, ou seja, ele está aí para negar tudo aquilo que a população brasileira construiu de positivo”, afirma, e continua: “Nós tínhamos uma educação em ritmo ascendente, mas vemos que o governo federal leva ao sucateamento visível com o esvaziamento das agências de pesquisa Capes e CNPq”. Quando se trata das humanidades especificamente, segundo Martins, “há um total descontrole, desde que o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub lançou um movimento absolutamente desqualificado sobre as ciências humanas, em que refutava a filosofia e sociologia”. Para ele, “se não conseguimos valorizar aquilo que trata do humano, daquilo que é produção do intelecto humano, estamos diante do total caos”.

O diretor reitera que é preciso mostrar o que a FFLCH faz, e cita como exemplo o Centro de Estudos da Metrópole (CEM) – um dos Cepids financiados pela Fapesp -, que depois de 11 anos de existência acaba de ser aprovado para uma segunda fase. “É a maior base de dados do Brasil, que atende a todos os municípios e Estados, com mais de 600 aspectos estudados, envolvendo questões populacionais, ambientais e socioeconômicas para o estudo de políticas públicas.” Martins destaca ainda a participação da FFLCH no cenário político, algo tradicional da instituição, citando docentes dos seus departamentos que exerceram elevados cargos públicos – como o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o ex-secretário de Imprensa do governo federal André Singer. “Estamos absolutamente qualificados a participar ativamente do debate público. Não para fazer política, mas para uma interferência política no mundo atual.”

Fonte: Jornal da USP

Como usar a pandemia em favor da biblioteca

Texto por Liliana Giusti Serra

A pandemia do coronavírus (COVID-19) veio para transformar a vida de todo mundo. Nada e nem ninguém passou ileso, em escalas diversas. Ainda sem previsão do término da situação de pandemia, embora com a retomada de algumas atividades, pessoas e instituições estão se adaptando à nova realidade. Com as bibliotecas não é diferente.

No início da decretação da quarentena muitas atividades foram suspensas. Aos poucos, algumas ações foram voltando adaptadas. Mais de seis meses após o início deste período, é possível identificar se os ajustes feitos deram os resultados esperados e como voltar à normalidade adaptada daqui em diante.

Se por um lado o fechamento de bibliotecas diminuiu a oferta de serviços aos usuários, por outro, podemos encarar este período como uma oportunidade para realizar ações que nem sempre conseguimos fazer em tempos normais. Essa pausa do público presencial pode e deve ser aproveitada para realizar rotinas nos metadados da coleção, inventário e ações de preservação.

Grandes bibliotecas possuem equipes que podem se dedicar exclusivamente para o tratamento e manutenção do catálogo de autoridades e do bibliográfico. Em instituições menores, com equipe reduzida, normalmente todos fazem de tudo um pouco. Padronizar nomes de pessoas, entidades, eventos, títulos uniformes e assuntos é uma ação delicada e precisa ser feita com muito cuidado, principalmente quando as autoridades são trabalhadas, visto que as mudanças afetam diretamente o catálogo bibliográfico.

Leia a matéria completa publicada pela SophiA

Bibliotecas públicas recebem mais de 4 mil livros doados durante a quarentena

Texto por Joyce Souza da Conceição 

Quem voltar a frequentar a Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” e a Biblioteca Infantil Municipal “Renato Sêneca de Sá Fleury”, após a reabertura ao público, que ocorre nesta segunda-feira (5), será surpreendido com cerca de 4.300 novos volumes que agora ocupam as prateleiras dos espaços de leitura. Esses livros foram frutos de doações realizadas pelos munícipes durante a quarentena. Dentre eles estão romances, autoajuda, literatura infantil e juvenil e HQ’s.

As doações aconteceram de acordo com as normas de saúde pública adotadas no combate ao coronavírus. “Foi tudo tranquilo. As pessoas colaboraram trazendo em caixas e colocando no espaço destinado, com toda segurança”, comenta a bibliotecária da Biblioteca Municipal, Viviana Gomes dos Santos.

O projeto de arrecadação de livros, lançado em agosto, foi um sucesso segundo a bibliotecária. “Foi além das nossas expectativas, pois recebemos muitos livros novos que não tínhamos no acervo e que é de grande interesse do público”, completa Viviana.

Após o recebimento das doações, são separadas as obras que ficarão no acervo de cada uma das bibliotecas. As que ficarem, são higienizadas, recebem um carimbo, o número do tombo e uma classificação de acordo com o gênero literário dela, para só depois serem disponibilizadas para empréstimo. Os livros que não forem considerados aptos a integram o acervo, são oferecidos às bibliotecas escolares ou universitárias ou às entidades interessadas.

Quem tiver interesse em contribuir com o projeto, as doações devem ser feitas das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira. A Biblioteca Municipal conta com uma caixa branca em seu exterior, perto da área infantil e do parquinho, para que as doações de exemplares sejam feitas sem contato físico. O telefone da BMS estará disponível em caso de dúvidas: (15) 3228.1955. Já para doar livros na Biblioteca Infantil é necessário ligar no local e agendar um horário. O número é: (15) 3231-5723.

Fonte: Prefeitura de Sorocaba

¿Qué hay de los bibliotecarios en tiempos de pandemia?

En un entorno educativo crecientemente digital, los bibliotecarios necesitan reevaluar el criterio de habilidades necesarias para seguir ejerciendo.

Texto por Sofía García-Bullé

En 2016, Meredith Schwartz, editora en jefe del Library Journal, escribió un artículo sobre las habilidades que necesitarían los bibliotecarios para adaptarse a las necesidades del siglo XXI, entre ellas, colaboración, comunicación, buen trato con la gente, creatividad, innovación, pensamiento crítico, análisis de datos, flexibilidad, liderazgo, dominio de la mercadotecnia, administración de proyectos y manejo de tecnología. 

Esto fue mucho antes de que el surgimiento del COVID-19 instalara al mundo entero en una situación de aislamiento y medidas preventivas, además de plantear las preguntas, ¿esta lista de habilidades aún es relevante? ¿Cuántas de estas han aplicado las y los bibliotecarios? ¿Han tenido un impacto positivo en la comunidad educativa?

La biblioteca y la comunidad

Las bibliotecas estuvieron entre los espacios más impactados por el aislamiento mandatorio. Hoy en día, no sirven únicamente al propósito de prestar libros, se han vuelto espacios de desarrollo integral y aprendizaje alternativo.

Ahora, en tiempos de pandemia, las bibliotecas han tenido que dejar en segundo plano la función de ser meros repositorios de libros en favor de ofrecer espacios públicos que sirvan como refugio y cubran las necesidades básicas para los miembros de su comunidad. 

Lei a matéria completa publicada pelo Observatorio de Innovación Educativa

Adolescente baianas criam cabine para desinfectar livros e recebem prêmio em competição nacional de robótica

Estudantes criaram a proposta depois de perceberam que livros de bibliotecas deveriam ficar em ‘quarentena’ por 14 dias para novo empréstimo, por causa da Covid-19.

Cabine para desinfecção de livros — Foto: Arquivo Pessoal

Um grupo de estudantes de Candeias, região metropolitana de Salvador, foi uma das equipes premiadas no Desafio SESI de Robótica Covid-19. O objetivo era apresentar propostas inovadoras para o combate à doença e as jovens desenvolveram uma cabine de desinfecção de livros para bibliotecas.

O projeto de Ana Clara Freitas (13 anos), Jade Santos (13 anos), Natália Jesus (14 anos) e Wililane Barbosa (15 anos), que formaram a equipe “Robolife”, ficou entre os 39 melhores, dentre mais de 400 projetos enviados para o concurso. A proposta delas foi eleita a melhor na categoria “Pesquisa”. Elas são estudantes do 9º ano do ensino fundamental.

A ideia das jovens surgiu ao perceberem que livros de bibliotecas tem de passar por uma “quarentena” de catorze dias antes de ser emprestado novamente para outra pessoa. A medida adotada é para evitar a propagação do novo coronavírus.

No entanto, este procedimento atrasa a circulação dos livros. Por isso, as meninas idealizaram uma cabine que utiliza o ozônio como agente desinfetante. A invenção permite que os livros sejam disponibilizados, depois de apenas alguns minutos, sem colocar em risco os profissionais das bibliotecas e os leitores.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Covas assina protocolo para reabertura de museus, teatros e eventos na cidade de SP

Prefeitura só vai liberar retorno, no entanto, quando município avançar para a fase verde do plano estadual de flexibilização. Expectativa é que avanço aconteça na próxima reclassificação, marcada para 9 de outubro.

Texto por Marina Pinhoni e Vivian Souza

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), assinou no início da tarde desta quinta-feira (24) os protocolos de reabertura dos setores de cultura na cidade. As atividades incluem eventos, teatro, museus, exposições, circo e bibliotecas. O protocolo para abertura de cinemas já havia sido assinado.

Embora algumas atividades nesses setores já sejam autorizadas pelo governo estadual para regiões que estão há mais de 28 dias na fase amarela do Plano SP de flexibilização econômica, Covas afirmou que só vai liberar a reabertura quando o município avançar para a fase verde.

A expectativa da gestão municipal é de que a mudança para a fase mais permissiva aconteça na próxima reclassificação estadual, prevista para o dia 9 de outubro. Atualmente, todas as regiões de São Paulo estão na fase amarela.

As regras assinadas nesta quinta autorizam eventos para até 600 pessoas como convenções, seminários, workshops, palestras e feiras, mas as festas continuam temporariamente proibidas. Eventos para mais 600 pessoas precisarão de uma autorização especial da gestão municipal, mas o limite é para até 2 mil pessoas.

“Muito mais do que ter a prefeitura falando o que deve e o que não deve ser feito num momento de retomada, parte do segredo tem sido ouvir cada setor que a gente tem autorizado a reabertura pra dizer de que forma as regras de isolamento, de proteção as pessoas, aos clientes, aos funcionários devem ser observadas”, disse o prefeito.

Leia a matéria completa publicada pelo G1

Biblioteca Municipal reabre para empréstimos e devoluções de livros

Após seis meses com atendimento ao público suspenso devido à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), causador da covid-19, a Biblioteca Municipal Martinico Prado está reaberta para empréstimos e devoluções de livros.

O funcionamento do espaço público é das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, respeitando todos os protocolos de higiene e distanciamento social para o combate à covid-19. Os serviços internos, como ajustes do acervo e catalogação de materiais, estavam ocorrendo normalmente no local.

Os usuários não têm acesso ao interior da Biblioteca. Eles são atendidos pelos funcionários na porta do local, que fica do lado da Rua América, respeitando o distanciamento social e a obrigatoriedade de utilização de máscaras, tanto para os funcionários quanto para os leitores.

Segundo a direção, os livros devolvidos pelos usuários serão higienizados e ficarão em quarentena por 14 dias. Após esse prazo, eles estarão disponíveis para empréstimo novamente. No período de paralisação, 568 livros estavam em posse dos leitores da Biblioteca. Ao longo da quarentena, todos os exemplares foram renovados automaticamente, sem a cobrança de multas aos usuários.

Leia a matéria completa publicada pelo Notícias de Araras

As Bibliotecas públicas face à pandemia da COVID-19

Com a inviabilização de eventos presenciais, de forma a manter o distanciamento social, as bibliotecas adaptaram-se a novas realidades e reinventaram a disponibilização de eventos culturais

Texto por Anabela Anjos

Num contexto atípico e ectópico, em fase de pandemia, as bibliotecas públicas/municipais viram inicialmente os seus espaços encerrados.

Findo o estado de emergência, determinou o calendário do desconfinamento que as bibliotecas abrissem as suas portas, logo na primeira fase do plano nacional objetivando reinstituir alguma normalidade a estes tempos insólitos.

Enquanto organizações dinâmicas, as bibliotecas procuraram adaptar-se a esta nova conjuntura e paulatinamente implementaram medidas suplementares de higienização dos espaços, iniciaram a oferta de serviços mínimos, entregaram livros de forma inovadora, através de empréstimos domiciliários, em regime de take away, e aplicaram políticas de quarentena aos livros devolvidos.

Com a inviabilização de eventos presenciais, de forma a manter o distanciamento social, as bibliotecas adaptaram-se a novas realidades e reinventaram a disponibilização de eventos culturais. Investindo em novos conteúdos e serviços online, com a ajuda de plataformas digitais, as bibliotecas, em tempo de isolamento social, continuaram a cumprir a sua missão, mantiveram o contacto com os seus leitores, conquistaram novos públicos e possibilitaram o usufruto de algumas iniciativas a partir de casa.

Leia a matéria completa publicada pelo Postal

Procedimentos seguros na preservação de acervos é tema de artigo disponibilizado para o CRB-8

COVID-19 E PROCEDIMENTOS SEGUROS PARA A PRESERVAÇÃO DOS ACERVOS

Texto da Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental

A conservadora-restauradora autônoma Fernanda Auada a pedido do CRB-8 gentilmente elaborou um artigo estendido com indicações de procedimentos seguros de preservação durante a pandemia de Covid-19.

Confira o artigo na íntegra.

Veja como citar: AUADA, Fernanda. Covid-129 e procedimentos seguros para a preservação de acervos. BOBNEWS @Expresso, São Paulo, n.51, 16 a 31 ago. 2020. Disponível em http://www.crb8.org.br/wp-content/uploads/2020/09/ARTIGO-FE_AUADA-COVID-19_PROCEDIMENTOS_SEGUROS_PRESERVA%C3%87%C3%83O_ACERVOS.pdf. Acesso em: 31 ago.2020

Parceria Comissão de Bibliotecas Escolares e Comissão de Patrimônio Bibliográfico e Documental

Com a publicação dos protocolos para as Bibliotecas Escolares em razão da Covid-19, pela Comissão de Patrimônio Bibliográfico e Documental em junho/2020, nasceu uma parceria com a Comissão de Bibliotecas Escolares, para orientar as escolas na reabertura das Bibliotecas Escolares que estava previsto, a princípio, para agosto de 2020.

A ideia inicial foi a criação de uma live, repassando os cuidados com o atendimento, com os livros e o acolhimento dos alunos nas Bibliotecas, para que fosse feito um atendimento seguro para as crianças e adolescentes. Porém, com o adiamento do retorno às aulas e a não abertura das Bibliotecas Escolares, as duas comissões voltaram seus cuidados para as crianças e seus responsáveis, em suas casas, e suas relações com os livros, em tempo de Covid-19.

Assim nasceu a Webserie Helena contra o Covid-19, que nessa primeira live irá ensinar Cuidados com os livros.

Biblioteca Municipal de Mogi das Cruzes retoma serviços de atendimento ao público

Prefeitura de Mogi das Cruzes

Texto por Leandro Cesaroni

A Biblioteca Municipal Benedicto Sérvulo de Sant’Anna, em Mogi das Cruzes, retomou o atendimento aos munícipes, com serviços de entrega e recebimento de livros emprestados, mediante prévio agendamento.

Outra novidade é que também já está no ar o sistema de acervo online, que permite a pesquisadores, educadores e comunidade em geral a realização de pesquisas simples ou avançadas por assunto, título da obra ou nome do autor.

Quem já é cadastrado e deseja retirar alguma obra, deve fazer contato prévio, pelos telefones 4798-6986 ou 4798-6987. Já quem deseja se associar à Biblioteca também deve fazer contato telefônico e, no momento da inscrição, é necessário apresentar duas fotos 3 x 4, um documento de identidade e comprovante de residência atual.

O acervo online está disponível para consulta de todos os interessados. Além de pesquisar os livros disponíveis, também é possível aos associados consultar reservas antigas ou ainda fazer a renovação de empréstimos, mediante inserção de código e senha.

Leia a matéria completa publicada pelo site Notícias de Mogi.

Bibliotecas Públicas e equipamentos culturais de SMC na quarentena da Covid-19

As Bibliotecas Públicas e outros equipamentos culturais de SMC estão fechados. Veja informações dos trabalhos online e de informações de combate à pandemia do Covid-19.

As Bibliotecas Públicas, Pontos de Leitura, Bosques de Leitura e o Ônibus da Cultura do Sistema Municipal permanecerão fechadas por tempo indeterminado durante a pandemia.

A Prefeitura de São Paulo adotou medidas para evitar a proliferação do coronavírus (Covid-19) na cidade, e desde março anuncia informações sobre as medidas tomadas.

Entres essas medidas, estão o cancelamento de eventos do poder público, alvarás e autorizações emitidas para eventos privados que gerem qualquer tipo de aglomeração, além do fechamento de todos os equipamentos culturais municipais como Casas de Cultura, Teatros, Centros Culturais, Bibliotecas e as Salas de Cinema do Circuito SP Cine por tempo indeterminado.

Os equipamentos culturais se adequaram ao momento e muitos passaram a oferecer serviços online, por meio dos sites do Portal da Prefeitura e suas mídias sociais.

O site do Sistema Municipal de Bibliotecas divulga as programações online que ocorrem durante este período e direciona, por meio de link, para a mídia social – Facebook, Instagram, Youtube – onde acontecem as lives ou a gravação dos eventos.  Veja aqui a lista das midias sociais das bibliotecas de bairro, BibliotecasSP no Facebook, Instagram, Biblioteca Mário de Andrade Facebook, Youtube e Instagram, e do Centro Cultural São Paulo #ccspdecasa.

O novo coronavírus causa a doença respiratória denominada de COVID-19, responsável pela morte de milhares de pessoas em cinco continentes. A COVID-19 chegou ao Brasil no dia 26 de fevereiro.

Consulte o site da Secretaria de Saúde – Coronavirus para obter informações sobre a doença e das ações de SMS.

 A Secretaria de Relações Internacionais faz um levantamento internacional de recomendações e medidas adotadas para o enfrentamento da Covid-19 com a finalidade de contribuir para a formulação de projetos e ações de contenção que estão sendo aplicadas na cidade de São Paulo. O documento é atualizado semanalmente, acesse todas as edições do mapeamento de ações internacionais de enfrentamento ao coronavírus.

Controladoria Geral – Transparência COVID-19 – sados, legislação e informações específicas a respeito das medidas tomadas para o combate ao coronavirus.

Fonte: Prefeitura Municipal de São Paulo

Combate à desinformação pelas bibliotecas no cenário da pandemia do novo coronavírus

Por Marta Leandro da Mata

A biblioteca pode ser caracterizada como um centro de recursos e de aprendizagem, com a disponibilização de diversos tipos de materiais (impresso, eletrônico e virtuais) e oferecimento de variados serviços, que estarão em consonância com o tipo de biblioteca e a comunidade em que faz parte, visando a sanar as necessidades informacionais de seus usuários. Acrescenta-se que alguns produtos estão condicionados aos recursos destinados às bibliotecas.

Esses serviços compreendem ações de âmbito educacional, informacional e cultural, como, por exemplo, visita guiada, empréstimo entre bibliotecas, salas de leitura, apoio à normalização, empréstimo domiciliar, levantamento bibliográfico, empréstimo de equipamentos eletrônicos, treinamento de bases de dados, Rede Wireless, orientação na ficha catalográfica, hora do conto, clube de leitura, exposições artísticas e/ou de temáticas emergentes, café literário, serviço de referência, ações de competência em informação, entre outros.

É importante salientar que com a pandemia do novo coronavírus (COVID-19), as bibliotecas tiveram que se reinventar, isto é, criar novas abordagens no que diz respeito aos produtos, recursos e serviços fornecidos tradicionalmente, fazendo uso principalmente das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com ênfase nas mídias sociais e até mesmo nos recursos analógicos.

Neste sentido, destacam-se os serviços relacionados à competência em informação, mais especificamente, aos processos de avaliação de informação e de notícias falsas e/ou distorcidas, visando o combate à desinformação no que diz respeito ao novo coronavírus. Enfatiza-se que estes serviços podem contribuir para as questões no âmbito sanitário no Brasil, observando-se a difusão massiva de informações falsas e/ou distorcidas a este respeito, que têm provocado grande impacto por meio da manipulação da opinião da população, culminando com a ampliação de casos de contaminação do vírus no país.

Lei a matéria completa publicada no site InfoHome.

O que vai mudar na segurança da informação no cenário pós-coronavírus

Texto por Redação

Na medida em que o mundo planeja a retomada para a reabertura da economia, fica claro que nunca vamos voltar ao “normal” que conhecíamos antes. Os impactos da pandemia da covid-19 vão durar ainda muito tempo, mudando os negócios e a sociedade mesmo em um cenário pós-coronavírus.

Nos últimos meses marcados pela necessidade de isolamento social, os líderes e profissionais de segurança ficaram focados no combate a ameaças imediatas com o objetivo de proteger os funcionários para que não caíssem em campanhas de phishing e malware tendo o coronavírus como tema e para garantir a segurança do acesso remoto.

Agora, porém, os líderes de segurança precisam pensar em como a pandemia vai afetar as operações, os modelos de trabalho e as estratégias de segurança em longo prazo.

O grande número de demissões, o aumento do número de pessoas trabalhando de casa e o crescimento da contratação de freelancers e consultores, por exemplo, estão forçando as empresas a repensarem seus modelos de controle de acesso às informações. Há ainda outros aspectos que devem mudar para sempre em um cenário pós-coronavírus.

Leia a matéria completa publicada no site do Mundo Hacker.

Mesmo usado em Harvard, sistema Alma permitirá elo mais forte de bibliotecas com o ensino

Texto por Fabio Mazzitelli, da ACI Unesp

A Unesp é a primeira universidade do Brasil a implantar a plataforma Alma, uma nova geração de sistemas para bibliotecas, já desenvolvida para trabalhar com os conteúdos digitais, como e-books e videoaulas
Imagem: Divulgação

No caminho das tendências contemporâneas de revitalização dos espaços das bibliotecas, a Unesp põe em funcionamento nesta semana, a partir do dia 5, um novo sistema de gerenciamento dos serviços das 34 bibliotecas da Universidade, que permitirá o armazenamento em nuvem dos metadados de todo o acervo bibliográfico (impresso e eletrônico) e o acesso ao acervo digital.

Além de unificar o gerenciamento do acervo, a recém-adquirida plataforma Alma permite um controle maior sobre os processos de aquisição, catalogação e circulação (empréstimos) de livros físicos, digitais e outros tipos de conteúdo, simplifica o fluxo de trabalho dos bibliotecários e dos assistentes de bibliotecas e também abre caminho para uma aproximação mais forte das bibliotecas com o ensino e a pesquisa.

A plataforma Alma é a mesma utilizada pela Universidade de Harvard (EUA), uma das mais conceituadas do mundo, e constitui uma nova geração de sistemas para bibliotecas conhecida por Library Service Plataform (LSP), já desenvolvida para trabalhar com os conteúdos digitais, como e-books e videoaulas. O sistema anterior, Aleph, estava em uso na Unesp desde 1997.

“A biblioteca do Século 21 deixa de ser somente um espaço para abrigar prateleiras com materiais físicos para tornar-se um centro de recursos de aprendizagem e pesquisa. É uma reconceituação do espaço”, afirma Flávia Maria Bastos, coordenadora da Coordenadoria Geral de Bibliotecas da Unesp. “O sistema anterior, com o surgimento de muitos conteúdos digitais, dependia constantemente de atualizações e, em muitos casos, trabalhávamos com sistemas externos, como planilhas eletrônicas, para controlar assinaturas das bases de dados de e-books e periódicos em formato eletrônico. O (sistema) Alma permitirá fazer o gerenciamento dentro dele e, como simplifica o fluxo de trabalho, possibilitará que os bibliotecários se voltem para outros serviços, apoiando as novas demandas de ensino e de pesquisa”, diz Flávia Bastos.

Leia a matéria completa publicada pelo site da Unesp e saiba mais sobre esse serviço.

Modelo de digitalização ressalta novas maneiras de cultura, mas não dá conta da inclusão

Austeridade fiscal e ausência de políticas públicas exigem uma preparação do setor da cultura no pós-pandemia, com aspectos positivos e negativos

Texto por Sofia Aguiar

Medidas de prevenção para a entrada na Livraria Martins Fontes, em Santos. Foto: Sofia Aguiar/Jornal do Campus

“Quem nos salvou nessa quarentena? Não foi o Bolsonaro nem as políticas sanitárias”, questiona Jorge Freire, ator e produtor cultural, ao analisar o estilo de vida do brasileiro durante o período de isolamento social pelo novo coronavírus. A resposta para a pergunta destaca uma nova interpretação de cultura como sustento e refúgio durante a pandemia: “foram as lives”, responde o ator.

As novas medidas de isolamento tiraram um dos grandes pilares das expressões culturais: o contato social. Na paralisação de aglomerações e plateias, o setor enfrenta demissões, fechamentos de empresas e abandono de artistas que não têm como se manter. Na parte da política, a cultura é também alvo de abandono e falta de lideranças, como a destituição de Regina Duarte como ministra da Cultura sem respostas à movimentação dos artistas por medidas públicas para aliviar os efeitos crise.

Enquanto o suporte público não chega, o setor se organiza como pode para amenizar a situação. Sob a impossibilidade de contato, a nova agenda cultural se baseia na potencialização de um modo digital e utilização de tecnologia de informação e comunicação. No entanto, engana-se quem acredita que a vulnerabilidade do setor seja decorrente apenas da pandemia. Para Jorge, o mergulho no campo digital já era uma tendência nos últimos anos, principalmente pela crise enfrentada, mas que será potencializado. “As políticas de subsídio para que os grupos não fechem são voltados para o digital. Todos os lugares que fomentam cultura já estão atentos a essa nova plataforma”, analisa o produtor. 

Novos públicos

Rumores de que o coronavírus iria impactar drasticamente a cultura transformaram o início da pandemia em um momento de muita incerteza para a Companhia das Letras. Com uma produção baseada principalmente em lançamentos e venda de livros físicos, a visão era a mais pessimista possível. Marina Pastore, gerente de Projetos Digitais da empresa, comenta que, apesar do cenário, as novas formas de produzir conteúdo mostraram que “a crise é da livraria, não do livro”. Com ações como disponibilização de e-books grátis no início da pandemia e produção de lives, “o que estamos vendo é que o e-commerce conseguiu recuperar uma parte que foi perdida com o fechamento das livrarias físicas e que o e-book está tendo um crescimento muito grande”, aponta Marina.

Leia a matéria completa publicada no site do Jornal do Campus.

Higienização de material bibliográfico e COVID-19: opinião de conservadores-restauradores

Texto da Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental

Face às recomendações nacionais e internacionais sobre procedimentos pós pandemia, a  Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental do CRB-8 identificou algumas recomendações divergentes, principalmente no que diz respeito a limpeza do livros. Uma corrente recomenda colocar em quarentena os livros que estão emprestados, e uma segunda corrente que recomenda a limpeza da capa dos mesmos com produtos de limpeza.

Para dirimir essa dúvida, durante os meses de junho e julho foram consultados conservadores-restauradores que gentilmente emitiram sua opinião para divulgação no Bob News Expresso para esclarecimento de dúvidas e fundamentação do trabalho em bibliotecas nesse período.

Acompanhe os depoimentos dos especialistas:

Castorina Augusta Madureira de Camargo, Especialista em Conservação de Acervos, Conservadora – Restauradora, Arquivo Edgard Leuenroth/IFCH/UNICAMP

Considerando esse novo cenário mundial que estamos enfrentando com a pandemia causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, precisamos levar em conta a saúde dos profissionais de biblioteconomia e pesquisadores. Tendo em vista a alta transmissão e gravidade do coronavírus, precisamos assegurar que os livros emprestados das bibliotecas não sejam mais um fator de transmissão. Diante disso, temos que pensar qual a melhor maneira de barrar esse contágio.

Deixo aqui meu ponto de vista, entre fazer a quarentena ou a desinfecção dos livros. Esclareço que a quarentena ainda é o melhor método e mais viável diante da nossa realidade. Precisamos analisar que o maior tempo de manuseio dos livros dá-se pelas capas, o mesmo é deixado em várias superfícies, então devemos considerar o material da capa do livro para estabelecer o tempo da quarentena, que vai alterar de livro para livro. A desinfecção pensada como uma possibilidade de diminuir o tempo da quarentena para livros muito procurados, pode trazer riscos e causar danos irreversíveis, sendo recomendado fazer este procedimento somente os profissionais conservadores e restauradores.

Fernanda Bredariol

Considerando os procedimentos de conservação preventiva para acervos bibliográficos a utilização dos produtos de limpeza não seria recomendada, por conterem um teor de acidez que podem ocasionar a acidificação e consequentemente a aceleração da degradação dos materiais, além de não garantir a higienização total da obra.

A quarentena seria uma recomendação mais adequada para as obras que retornam dos empréstimos, visto que o isolamento físico não dispõe de agentes de degradação para o acervo e ainda garante que as obras não serão um meio de transmissão do vírus. Enquanto o tempo de quarentena a ser adotado, aconselho seguir os resultados das pesquisas sobre a permanência do vírus nas superfícies, tendo em vista os diferentes materiais que compõe o acervo.

Francisca Caravellas, Montmartre Studio ‘Arte Conservação e Restauro de Bens Culturais

O mundo foi surpreendido pela Covid-19. Pouco ou nada sabemos a respeito desse inimigo invisível de um poder destrutivo jamais visto neste século. Infelizmente, o planeta parou em reverência a esse terrível mal. Não só na área médica, mas em toda estrutura humanística houve uma mudança drástica nos hábitos e costumes do homem moderno, bem como no âmbito da conservação preventiva de livros, papéis ou até mesmo no universo das esculturas.

O pensar do conservador e restaurador também sofreu mudanças. Esses profissionais começaram a divergir em seus posicionamentos e passaram a ter um ângulo mais abrangente na visão de como acondicionar ou mesmo higienizar uma obra. Como Conservadora e Restauradora acredito que a higienização das obras não seja o caminho mais adequado no momento. Sugiro submetê-las a quarentena, em uma embalagem plástica, de preferência a vácuo por de quinze dias, com margem de segurança de mais dez dias. Após esse período, a obra poderá ser manuseada e analisada por profissionais multidisciplinares que poderão emitir parecer a respeito.

Isis Baldini

É muito difícil expressar uma opinião de forma sucinta sobre um tema complexo e que envolve instituições com realidades distintas, seja em recursos humanos, técnicos e/ou financeiros. De modo geral, existem dois momentos em que a limpeza de livros e documentos será recomendada no pós-pandemia. A primeira será quando os profissionais voltarem às instituições. Devemos lembrar que os espaços ficaram fechados durante muito tempo e, por isso, não será necessário, neste primeiro momento pensar em COVID-19 no acervo, desde que este não tenha sido manuseado na quarentena, mas em fungos e bactérias que podem ter se proliferado nos ambientes e que, além de deteriorarem os materiais celulósicos, são danosos para a saúde humana. Desta forma, as primeiras providências seriam ventilar, desinfetar as áreas de trabalho e higienizar o acervo. Como esta higienização deva ser realizada dependerá de uma avaliação prévia do grau de comprometimento da coleção e dos recursos humanos e financeiros disponíveis.

A segunda será quando os livros e documentos voltarem a ser manuseados. Neste caso, para evitar a transmissão do COVID-19 pelo contato, independente da estrutura funcional da instituição, considero mais seguro que se faça a quarentena de 6 dias para folhas soltas e 14 dias para livros, conforme recomendado por instituições internacionais. Deve-se ter em mente que o livro é um objeto tridimensional, interativo, composto de vários materiais: papel, colas de origens diferentes, plásticos, tecidos, papelão, metal, etc.; cada qual com um tempo diferente de sobrevida do vírus em sua superfície. Não considero adequada a utilização de desinfetantes, inclusive álcool, porque nem todas as instituições possuem conservadores com conhecimento técnico sobre a resistência dos materiais e das tintas aos produtos. Além disso, executar um tratamento químico (folha a folha no caso do livro) a cada vez que um livro ou documento for manuseado poderá danificar sua estabilidade intrínseca, acelerando o processo de degradação e colocando em risco a integridade física e estrutural do bem a ser preservado. Devemos ter em mente que dificilmente voltaremos à normalidade que conhecemos e, por isso, temos que aproveitar este tempo para planejar a longo prazo os trabalhos no pós-pandemia, dentro da realidade de cada instituição.

Confira a opinião de mais conservadores restauradores

Como lidar com acervo bibliográfico durante o contágio pela COVID – 19, Edmar Moraes Gonçalves, Conservador-restaurador

Comentários sobre COVID-19 e procedimentos seguros para a preservação dos acervos, Fernanda Mokdessi Auada, Conservadora-restauradora autônoma

Como lidar com acervo bibliográfico durante o contágio pela COVID – 19

Edmar Moraes Gonçalves, Conservador-restaurador

Tem surgido muitos artigos sobre o assunto com várias correntes de pensamento que trata de desinfecção ou quarentena, com recomendações que variam de acordo com cada tipo de superfície. Especificamente falando de livros, segundo o blog da Biblioteca Nacional da Espanha (http://blog.bne.es/blog/como-actuar-con-los-libros-ante-el-riesgo-de-contagio-por-covid-19/), o vírus pode permanecer por vários dias nos livros, que inclui suportes como papel, plástico, couros ou pergaminho e para que não se corra risco de contaminação o ideal é não fazer nada, deixá-los em quarentena por até 14 dias, que é o mesmo tempo de quarentena para os humanos.

Ainda se tratando de acervos importantes do patrimônio cultural, como livros antigos devemos evitar a utilização de qualquer produto químico que possa provocar danos à suas encadernações.

Em caso de extrema necessidade, em que há a urgência de se ter ou dar acesso a uma obra que pode estar infectada pelo vírus, temos que adotar todos os protocolos de higienização. Essa higienização deverá ser feita por um profissional de conservação, que deverá estar paramentado com uso de Equipamento de Proteção Individual – EPI, como máscara cirúrgica, óculos, touca e guarda pó. E com a obra dentro de uma mesa de higienização com sucção ou em uma capela de exaustão, proceder a limpeza com trincha em todas as folhas da obra e da capa. Em um local bem arejado e sobre uma mesa, após limpá-la com uma flanela umedecida com álcool 70%, deixar a obra, já higienizada, aberta e em pé sob quarentena por 48 horas. Após esse período a obra poderá ser manuseada com uso de luvas de algodão e máscara, e depois poderão retornar a seus locais de origem.

Todo cuidado é pouco com esse vírus, que pouco conhecemos e, portanto na minha opinião o melhor é se precaver e aguardar a hora certa para manusear obras que não temos certeza se estão ou não infectadas pelo Covid-19. E devemos estar atentos às pesquisas e recomendações dos especialistas e instituições da área de patrimônio e preservação.

Fonte bibliográfica

Acervos Arquivístico e bibliográfico

AMERICAN LIBRARIES. How to Sanitize Collections in a Pandemic. Disponível em: https://americanlibrariesmagazine.org/blogs/the-scoop/how-to-sanitize-collections-covid-19/

ARQUIVO CENTRAL DA UFJF. Covid-19 e arquivos a proteção de pessoas e acervos em tempos de pandemia. Disponível em: http://www.ufjf.br/arquivocentral/files/2020/05/COVID-19-E-ARQUIVOS-A-PROTE%C3%87%C3%83O-DE-PESSOAS-E-ACERVOS-EM-TEMPOS-DE-PANDEMIA-Arquivo-Central.pdf

BIBLIOTECA NACIONAL DA ESPANHA. Cómo actuar con los libros ante el riesgo de contagio por COVID -19. http://blog.bne.es/blog/como-actuar-con-los-libros-ante-el-riesgo-de-contagio-por-covid-19/

FIOCRUZ. ICICT. Rede de Bibliotecas Fiocruz. 10 medidas de prevenção para as bibliotecas da Fiocruz. Disponível em: https://www.icict.fiocruz.br/sites/www.icict.fiocruz.br/files/10%20MEDIDAS%20DE%20PREVENCAO%20PARA%20AS%20BIBLIOTECAS%20DA%20FIOCRUZ_revisado.pdf

INSTITUTE OF MUSEUM AND LIBRARY SERVICES. Mitigating COVID-19 When Managing Paper-Based, Circulating, and Other Types of Collections (Webinar). Disponível em: https://www.imls.gov/webinars/mitigating-covid-19-when-managing-paper-based-circulating-and-other-types-collections

LIBRARY OF CONGRESS. The Impact of Hand Sanitizers on Collection Materials. https://www.loc.gov/preservation/scientists/projects/sanitize.html.

THE NORTHEAST DOCUMENT CONSERVATION CENTER. Disinfecting Books and Other Collections. Disponível em: https://www.nedcc.org/free-resources/preservation-leaflets/3.-emergency-management/3.5-disinfecting-books

Confira a opinião de mais conservadores restauradores

Comentários sobre COVID-19 e procedimentos seguros para a preservação dos acervos, Fernanda Mokdessi Auada, Conservadora-restauradora autônoma

Higienização de material bibliográfico e COVID-19: opinião de conservadores-restauradores 

COMENTÁRIOS SOBRE COVID-19 E PROCEDIMENTOS SEGUROS PARA A PRESERVAÇÃO DOS ACERVOS

Texto por Dra. Fernanda Mokdessi Auada, Conservadora-restauradora autônoma

A pandemia de Covid-19 trouxe uma série de novos desafios a serem enfrentados pelas instituições detentoras de acervos como bibliotecas, arquivos e museus. Por tratar-se de um fenômeno recente, há pouco conhecimento a respeito do comportamento do vírus nestes ambientes e, das pesquisas existentes, nos deparamos com dados diversos e muitas vezes inconclusivos. Desta forma, ainda não há dados científicos comprovados sobre a viabilidade e permanência do COVID-19 nos objetos histórico-culturais, tampouco sobre a eficiência dos tratamentos de limpeza e desinfecção dos acervos.

Isto posto, deve-se considerar que no geral, quanto maior a eficiência desinfetante do método, maior o risco para a saúde e para os bens culturais. Caso seja inevitável recorrer à desinfecção, o tratamento deve sempre ser realizado por pessoal técnico especializado e qualificado para tal. Um conservador-restaurador que conheça as características e particularidades do acervo ou objeto a ser tratado deve participar das discussões para tomada de decisão.

A quarentena é a maneira mais segura, fácil e válida para impedir a transmissão indireta em qualquer um dos materiais que compõem as coleções sem o risco de danificá-los ao aplicar produtos cuja eficácia ainda é incerta. Os testes recentes do Projeto REALM em materiais específicos de biblioteca, e outros estudos, documentam uma atenuação do vírus SARS-CoV-2 apenas esperando 3 dias. Deve-se considerar que materiais específicos podem precisar de períodos de quarentena maiores. Portanto, em casos de incerteza ou desconhecimento dos materiais, uma quarentena de 7 dias é apropriada para qualquer item do acervo.

Tais obras com suspeita de contaminação devem ser isoladas em ambiente separado ou colocadas em bolsas plásticas fechadas, identificadas e datadas antes de retornar ao seu local de origem. Deve-se tomar cuidado para não criar microclima dentro das bolsas. Finalizada a quarentena, podem ser consultadas novamente sem risco, mas aconselha-se sempre o uso de máscaras e luvas e a higiene das mãos.

Um acervo não pode se tornar um vetor de risco. Portanto, diante da incerteza de saber se o vírus está viável, trabalha-se permanentemente com as referências de que o valor máximo são as vidas humanas e que a prevenção é o método mais eficiente de proteção.

Bibliografia

Balzer, Cass. ¿Cómo será la reapertura de las bibliotecas tras la pandemia? CRB-8 – Conselho Regional de Biblioteconomia – 8º Região, 24/04/2020 http://www.crb8.org.br/como-sera-la-reapertura-de-las-bibliotecas-tras-la-pandemia/ (acesso em 08/07/2020)

Canadian Conservation Institute (CCI). Caring for Heritage Collections during the COVID-19 Pandemic. CCI COVID-19 Task Force: Irene Karsten, Janet Kepkiewicz, Simon Lambert, Crystal Maitland and Tom Strang. Additional contributions by Evelyn Ayre and Roger Baird. 17/04/2020. https://www.canada.ca/en/conservation-institute/services/conservation-preservation-publications/canadian-conservation-institute-notes/caring-heritage-collections-covid19.html#a2  (acesso em 08/07/2020)

            Tradução para o português disponível em http://apoyonline.org/pt_BR/new-covid-19-updates/ (acesso em 08/07/2020)

Costa, Fernanda. Coronavírus – a atuação das bibliotecas hoje e o que podemos esperar do futuro. CRB-8 – Conselho Regional de Biblioteconomia – 8º Região, 30/04/2020.  http://www.crb8.org.br/coronavirus-a-atuacao-das-bibliotecas-hoje-e-o-que-podemos-esperar-do-futuro/ (acesso em 08/07/2020)

CRB-8. Atividades em Bibliotecas: limpeza, higienização e desinfecção. Conselho Regional de Biblioteconomia – 8º Região, 24/03/2020 http://www.crb8.org.br/atividades-em-bibliotecas-limpeza-higienizacao-e-desinfeccao/

Ewen, Lara. How to Sanitize Collections in a Pandemic. Conservators weigh in on the mysteries of materials handling during COVID-19. American Libraries Magazine. 27/03/2020.  https://americanlibrariesmagazine.org/blogs/the-scoop/how-to-sanitize-collections-covid-19/ (acesso em 08/07/2020)

            Tradução para o português por Chico de Paula: Como higienizar os acervos de bibliotecas durante uma pandemia? CRB-8 – Conselho Regional de Biblioteconomia – 8º Região,   06/06/2020 http://www.crb8.org.br/como-higienizar-os-acervos-de-bibliotecas-durante-uma-pandemia/ (acesso em 08/07/2020)

Kampf, D. Todt, S. Pfaender, E. Steinmann. Persistence of coronaviruses on inanimate surfaces and their inactivation with biocidal agents. Review. Journal of Hospital Infection 104 (2020) 246e251journal homepage: www.elsevier.com/locate/jhin (acesso em 08/07/2020)

ICOM. Conservation of museum collections. International Council of Museums, 2020. https://icom.museum/en/covid-19/resources/conservation-of-musem-collections/ (acesso em 08/07/2020)

ICOM-Br. Museus e o fim da quarentena: como garantir a segurança do público e das equipes. Conselho Internacional de Museus – Brasil, 14/05/2020. https://www.icom.org.br/?p=1920 (acesso em 08/07/2020)

IFLA. COVID-19 y el Sector Bibliotecário Global. Recursos clave para la respuesta de las bibliotecas a la pandemia del coronavirus. International Federation of Library Associations and Institutions, Última actualización : 23 junio 2020  https://www.ifla.org/ES/node/92983 (acesso em 08/07/2020)

            Tradução para o português por Lívia Aguiar Salomão: COVID-19 e o Setor de Bibliotecas em Termos Mundiais. Senado Federal. Abril/2020.  https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/571649/COVID-19_Biblioteca_IFLA.pdf?sequence=1&isAllowed=y (acesso em 08/07/2020)

Library of Congress (LC). Preservation Directorate.  The Impact of Hand Sanitizers on Collection Materials. https://www.loc.gov/preservation/scientists/projects/sanitize.html (acesso em 08/07/2020)

NEDCC. Preservation Leaflets. Emergency Management 3.5 Disinfecting Books and Other Collections. Notheast Document Conservation Center, Last updated: 26/07/2020 https://www.nedcc.org/free-resources/preservation-leaflets/3.-emergency-management/3.5-disinfecting-books (acesso em 08/07/2020)

Oury, A. Peut-on attraper le coronavirus avec des livres de la bibliothèque? AL-ActuaLitté, 03/03/2020 https://www.actualitte.com/article/monde-edition/peut-on-attraper-le-coronavirus-avec-des-livres-de-la-bibliotheque/99530 (acesso em 08/07/2020)

Quitral, Y. A. Bibliotecas frente a la pandemia COVID-19: fundamentos y acciones en Latinoamérica. Seminários Unirio: Gerenciamento de risco e biossegurança em bibliotecas e arquivos no contexto do COVID-19. 16/06/2020.

REopening Archives, Libraries, and Museums (REALM) Project. “Round 1 Test Results. https://www.webjunction.org/content/dam/WebJunction/Documents/webJunction/realm/test1-report.pdf (acesso em 08/07/2020)

Sanchez, Arsenio. Como proceder com os livros contra o risco de contágio da COVID-19. Tradução: Fernanda M. Auada. Blog de Biblioteca Nacional de España. 02/02/2020. http://blog.bne.es/wp-content/uploads/2020/04/Como-proceder-com-os-livros-contra-o-risco-de-contagio-da-COVID-19-BNE-2020.pdf (acesso em 08/07/2020)

Striegel, Mary. Covid-19, COVID-19 Conceitos Básicos: Desinfecção Patrimônio Cultural. Centro Nacional de Tecnologia e Treinamento para Preservação (NCPTT). April 6, 2020. https://www.ncptt.nps.gov/blog/covid-19-conceitos-basicos-desinfeccao-patrimonio-cultural/  (acesso em 08/07/2020)

Valentín, N. Fazio, A. T. Análisis de la incidencia del SARS-CoV-2 en bienes culturales. Sistemas de desinfección. Fundamentos y estrategias de control. Revisão https://www.ge-iic.com/wp-content/uploads/2020/05/COVID-Publicaci%C3%B3n-Nieves-Valent%C3%ADn-Alejandra-Fazio.pdf (acesso em 08/07/2020)

Confira a opinião de mais conservadores restauradores

Como lidar com acervo bibliográfico durante o contágio pela COVID – 19, Edmar Moraes Gonçalves, Conservador-restaurador

Higienização de material bibliográfico e COVID-19: opinião de conservadores-restauradores

Seminários UNIRIO e Simpósio de Preservação de Conservação de Acervo do TOI, informação especializada em conservação em tempos de pandemia

Texto da Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental

Logo no início da pandemia, a Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental do CRB-8 identificou a necessidade de acompanhar as demandas profissionais na área de preservação e conservação de acervos em período de pandemia. Ao mesmo tempo, avaliou a impossibilidade de realizar essa tarefa a contento isoladamente. Desde então, vem observando as iniciativas neste campo para realização de parcerias.

Uma dessas iniciativas, desde abril deste ano, foi o Núcleo Interdisciplinar sobre Preservação (NIP) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), que vem desenvolvendo duas atividades muito oportunas para os profissionais da área de biblioteconomia, documentação e arquivos, o Observatório de Opiniões e os Seminários UNIRIO.

O Núcleo está vinculado ao Laboratório Multidimensional de Estudos em Preservação de Documentos Arquivísticos e conta com a participação de quatro docentes: Profa. Brenda Rocco, Prof. Bruno Leite e Profa. Stefanie Freire, do Departamento de Arquivologia, e Prof. Fabiano Cataldo, do Departamento de Biblioteconomia.

O Observatório de Opiniões, interessado em monitorar as necessidades e demandas profissionais, postou a pergunta abaixo que continua disponível para colaborações. Convidamos a todos a partilharem sua opinião:

Você acha que os acervos em Arquivos e Bibliotecas estão mais sujeitos a riscos durante a pandemia de Covid-19? Quais?

Já os Seminários UNIRIO trazem uma série de palestras com especialistas em preservação e conservação. Yerko Andrés Quitral, bioquímico e palestrante internacional, inaugurou a série de palestras em 16 de junho. Na oportunidade, gentilmente antecipou a disponibilização de um artigo para colaborar com os estudos e fundamentaçãoprofissionais gestores de coleções bibliográficas e arquivísticas. Em 23 de julho, a palestra de José Pedersolli, do Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais – ICCROM, deu continuidade à série. . Links para a gravação das palestras e para o artigo no final deste texto.

Em 23 de julho, a palestra de José Pedersolli, do Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais – ICCROM, deu continuidade à série; e brevemente terá a gravação disponibilizada.

Para a palestra de 04 de agosto com Jandira Flaeschen, presidente da Associação Brasileira de Conservadores-Restauradores de Bens Culturais – ABRACOR e integrante da Biblioteca Nacional, foi firmada uma parceria com a Comissão Organizadora do VI Simpósio de Preservação e Organização de Acervo do TOI. Nesta data, será realizado o Simpósio do TOI na parte da manhã e, à tarde, o Seminário UNIRIO.

O VI Simpósio de Preservação e Organização de Acervo do TOI vem sendo preparado desde abril com a participação com participação da Comissão de Patrimônio. Pela convergência de interesses e dos temas discutidos, as organizações somaram esforços e trabalharam para a criação de  diálogo entre os eventos. Link para a inscrição nos eventos no final do texto.

A parceria para divulgação e apoio aos Seminários UNIRIO será mantida para as palestras seguintes, buscando a dar mais visibilidade aos eventos de informação especializada e de capacitação profissional neste momento desafiador enfrentado pelos profissionais de informação e pela humanidade.

Inscrições abertas

VI Simpósio Preservação e Conservação de Acervo – Biossegurança e Conservação de Livros e Documentos: Protocolos e Melhores Práticas. 04/08, das 9h às 13h

Seminários UNIRIO – Conservação Preventiva em Biblioteca e COVID-19: ações e reflexões, com Jandira Flaeschen. 04/08, das 15h às 16h30. Vagas limitadas

Palestras e artigos

Gravação da Webconferência “Contaminación permenante: invisibilidad de processos técnicos y riesgos de salud en personal de bibliotecas”, proferida por Yerko Andrés Quitral no dia 16 de junho de 2020, das 15h00 às 16h60. Clique aqui.

[ABNT] QUITRAL, Yerko Andrés. Bibliotecas frente a la pandemia COVID-19 : fundamentos y acciones en Latioamérica. 2020. Material elaborado para o  evento Seminários UNIRIO: Gerenciamento de risco e biossegurança em bibliotecas e arquivos no contexto do COVID-19

[APA] QUITRAL, Y. A. (2020 June 16). Bibliotecas frente a la pandemia COVID-19 : fundamentos y acciones. Rio de Janeiro: Seminários UNIRIO: Gerenciamento de risco.

Museus durante a pandemia é o tema abordado no V Encontro de Museus-Casas Literários

O evento, realizado a distância, reúne profissionais de diversas instituições para troca de experiências em tempos de pandemia

Casa Guilherme de Almeida
Crédito: André Hoff

A quinta edição do Encontro, promovido pela Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, equipamentos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerenciados pela Poiesis, será inteiramente on-line e gratuito.

“Dentro das Casas, pela internet” é o tema do evento que acontecerá em três dias seguidos, de quinta a sábado: dias 23 e 24 de julho, quinta e sexta-feira, das 18h às 20h, e dia 25, sábado, das 15h às 17h. Em três mesas-redondas realizadas a distância, profissionais de diversas instituições de São Paulo e de outros locais do país compartilharão suas experiências a partir da interrupção de atendimento presencial ao público, que impulsionaram a implementação de novas ações via internet, bem como suas perspectivas para o período de reabertura desses espaços ao público.

O encontro visa à participação de instituições com perfil de museu-casa que podem ser distinguidos como espaços focados em literatura, em âmbito nacional. Seu objetivo é promover a troca de experiências entre instituições fundamentalmente relacionadas a personalidades da literatura, por meio de profissionais a elas ligados, ou cujo campo de estudos se associe ao segmento.

Acesse a matéria completa publicada pelo ABC do ABC e confira as informações sobre a inscrição e a programação do evento

Moradores de Dracena podem solicitar empréstimo de livros pelo ‘Biblio Delivery’

Serviço foi criado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e os exemplares serão levados na casa das pessoas. Atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Por G1 Presidente Prudente

Moradores de Dracena podem solicitar o empréstimo de livros por telefone — Foto: Secretaria de Cultura de Dracena

Os moradores de Dracena vão poder manter o hábito de leitura mesmo durante a pandemia da Covid-19. O empréstimo de livros pode ser feito por meio do programa “Biblio Delivery”. O serviço foi criado pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

De acordo com a bibliotecária, Lauriele Martins Lopes, o objetivo do projeto é suprir a demanda de empréstimo de livros aos moradores. Ainda conforme o município, a Biblioteca Municipal levará os livros até a casa das pessoas, principalmente para quem for do grupo de risco.

Acesse a matéria publicada pelo G1 e conheça mais sobre o Programa “Biblio Delivery”

Revistas em revista: descontinuidades e sumiço

Texto por Fernando Barros

(Foto: Unsplash/Yunming Wang)

Quem acompanha o mercado de revistas já deve ter observado que muitas das publicações mensais tiveram sua circulação alterada em meio à pandemia do novo coronavírus. Modificação esta que tem sido bem difícil precisar se representa um reflexo dos impactos provocados pela crise de Covid-19 ou consequência de um processo de mudanças já em curso há algum tempo no mercado editorial.

Dos grandes grupos midiáticos até editoras independentes, de revistas consagradas a outras que vêm tateando às cegas ou lutando bravamente por seu espaço, o momento é de transformação. E nesse cenário de passar em revista as nossas publicações, há de tudo: descontinuidades, reposicionamentos, expansões e sumiços eventuais.

A Editora Globo, por exemplo, foi a primeira a suspender as versões impressas durante o período da pandemia. Em comunicado oficial, justificou a medida como uma forma de se adaptar à nova realidade e adequar temporariamente a linha de produção e entrega das suas publicações. Assim, pelo menos até julho, não circulam por aí as revistas Crescer, Autoesporte, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Casa Jardim e Globo Rural.

Do portfólio da editora, segue sendo impressa a feminina Marie Claire. No entanto, com periodicidade alterada para bimestral. A propósito, investir na circulação de edições a cada dois meses foi também a estratégia adotada por outras revistas para fazer frente a este período, como a Glamour e a GQ Brasil, ambas fruto da parceria editorial firmada entre a Globo e a Condé Nast.

Se algumas se tornaram bimestrais ou suspenderam sua circulação temporariamente, outras no entanto sumiram de vez. Alegando dificuldades econômicas do próprio mercado de mídia nos últimos tempos e o impacto da crise do novo coronavírus, a Editora Rocky Mountain comunicou o encerramento dos títulos Women’s Health e Runner’s World no país.

Acesse a matéria completa em Observatório da Imprensa

Biblioteca Municipal de Itaquá tem livros disponíveis para empréstimo diferenciado nesta quarentena

Você sabia que grandes obras literárias surgiram em tempos de quarentena? Exemplos disso são os grandes clássicos de William Shakespeare como Macbeth e Rei Liar. Que tal aproveitar o tempo livre em companhia de uma boa leitura?

Por questões de segurança é necessário realizar o agendamento por whatsapp (11)96818-6274 ou por e-mail biblioteca.municipalitaqua@gmail.com.

Através desses canais de comunicação você saberá  se o livro que deseja está disponível para empréstimo, evitando assim que sai de casa desnecessariamente.

É preciso levar documento de identidade e comprovante de endereço para fazer o cadastro e poder levar para casa os exemplares disponíveis. Assim como em outras repartições públicas é preciso utilizar máscaras e evitar levar crianças e idosos.

A Biblioteca está localizada na Avenida João Fernandes da Silva, 53, no bairro Vila Virgínia. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4754-2111 / 96818-6274

Fonte: Prefeitura Municipal de Itaquaquecetuba

Acessibilidade digital e comunicacional na pandemia

No Webinar da CM, o Grupo Padrão, a SMPED e o Movimento Web para Todos conduziram um debate urgente sobre a acessibilidade aos meios digitais

Texto por Eric Visintainer

Foto ilustrativa (Freepik)

Menos de um 1% dos sites no Brasil são acessíveis por pessoas com deficiência. Então, como garantir a acessibilidade digital e de comunicação para todos em tempos de distanciamento social e quais são as políticas públicas existentes para ampliar e melhorar a qualidade do acesso digital? Este foi o tema central de mais um webinar exclusivo da Consumidor Moderno.

A conversa contou com Cid Torquato, secretário municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SMPED), Simone Freire, CEO da Espiral Interativa e idealizadora do Movimento Web para Todos e Jacques Meir, diretor-executivo do Grupo Padrão.

Ações para acessibilidade nas plataformas digitais

”Tudo tem que ser para todos no Brasil e o digital também”, afirmou Torquato que também lembrou que a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência garante este direito. Hoje, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo possui um selo de acessibilidade digital para mostrar se um site é acessível ou não.

Freire abordou a necessidade de atenção necessária para os programadores e desenvolvedores de sites e aplicativos: “Temos apostado muito nos profissionais que trabalham com o desenvolvimento de sites e aplicativos para que eles tenham acesso a este conhecimento. Acessibilidade não é algo difícil, que precisa de uma certificação internacional. A informação circula na web há muito tempo”.  Ela ainda falou do diferencial competitivo que as empresas ganham, além da obediência a normas de compliance ao tornar um conteúdo acessível.

Acesse a matéria completa publicada pelo Consumidor Moderno e leia os principais tópicos discutidos no webinar. 

Variedades biblioteca de amparo lança projeto de entrega livros delivery

Os dez primeiros livros serão entregues na terça-feira,. dia 30 Foto: Divulgação

A Biblioteca Municipal “Carlos Ferreira”, em Amparo, lança na terça-feira (30) o projeto “Leitura em Casa”, que consiste na entrega de livros às pessoas cadastradas por meio do sistema delivery. O serviço fica disponível às terças-feiras e quintas-feiras, das 14h às 17h, e tem como objetivo estimular a leitura em tempos de isolamento social por conta do avanço do novo coronavírus.

De acordo com a bibliotecária Renata Pegoraro Soldateli, os interessados podem pedir os títulos e agendar a entrega por meio do telefone (19) 3807-2508 ou pela rede social Facebook, na página oficial da biblioteca encontrada no endereço www.facebook.com/biblioteca.carlosferreira.

Os pedidos serão atendidos por ordem de chegada. Um motorista devidamente identificado será o responsável pela entrega e por receber a devolução dos livros. O regulamento segue o mesmo do período pré-pandemia, com empréstimo válido por 10 dias e multa no valor R$ 1,50 a cada dia de atraso na devolução.

Cada pessoa pode solicitar no máximo uma unidade na categoria Literatura, até seis em obras infantis e dois das categorias infanto-juvenil, didáticos e paradidáticos. Todas as regras do projeto podem ser encontradas na página da biblioteca no Facebook.

Acesse a matéria completa publicada pela Rota das Águas  e conheça outros projetos desenvolvidos pela equipe da Biblioteca Municipal “Carlos Ferreira”.

Biblioteca Municipal de Mogi das Cruzes volta a oferecer empréstimo de livros a partir desta segunda-feira

PARA TODOS O acervo da Biblioteca Municipal Benedicto Sérvulo de Santana reúne 35 mil títulos de vários segmentos e atendem às pesquisas estudantis como a comunidade em geral com sua farta e diversificada literatura. (Foto: divulgação)

A partir de segunda-feira, dia 29, a Biblioteca Municipal Benedicto Sérvulo de Santana volta a emprestar livros mediante agendamento. A reserva poderá ser feita pelos telefones 4798-6986 e 4798-6987, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, ou a qualquer momento pelo email biblioteca.cultura@pmmc.com.br. A retirada dos títulos será de segunda a sexta, das 11 às 15 horas, exclusivamente no piso térreo do Centro Cultural de Mogi das Cruzes, e com restrições de acesso e obrigatoriedade do uso de máscaras.

O atendimento presencial e acesso à biblioteca foram interrompidos em março devido às restrições adotadas para reduzir os riscos de contaminação pelo novo Coronavírus.

Esta retomada do serviço de empréstimo, com as devidas ações de prevenção, é possível por conta da reclassificação de Mogi das Cruzes e demais cidades do Alto Tietê da fase 1-vermelha para a fase 2-laranja no Plano São Paulo, que permite a flexibilização da quarentena com a reabertura de setores comerciais e de serviços.

Acesse a matéria completa publicada pelo O Diário e entenda como será o serviço de empréstimo da biblioteca pública. 

Internet das Coisas na medicina já atua no combate à covid-19 no Brasil

Parceria entre Hospital das Clínicas de SP e Carenet otimiza trabalho de profissionais da saúde com dados em tempo real e análise preditiva

Texto por Carla Matsu

Foto: Adobe Stock

A Internet das Coisas tem sido apontada como a grande protagonista que habilitará a Quarta Revolução Industrial mundo afora. Dispositivos no chão de fábrica alimentados com sensores e combinados à tecnologias como Inteligência Artificial já permitem o tipo de conhecimento e previsibilidade que aumentam a eficiência e mitigam erros. Na saúde, a Internet das Coisas Médicas, entretanto, ganha outra dimensão mais sensível: a própria vida humana.

Munidos de conectividade e inteligência, os dispositivos em hospitais à beira dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) conseguem entregar a médicos e enfermeiros dados em tempo real para personalizar tratamentos e apoiar tomadas de decisão. Leve essa habilidade para um dos momentos mais críticos da saúde pública na história – a pandemia do novo coronavírus – e esta equação terá o potencial de melhorar não só o dia a dia nos corredores hospitalares, como aumentar as chances de recuperação de pacientes com covid-19.

Um dos casos de uso da Internet das Coisas Médica que tem se mostrado bem-sucedido no Brasil é uma parceria recente firmada entre a divisão de UTI Respiratória do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), o NETi – Núcleo Especializado em Tecnologia da Informação – HC e a healh tech Carenet. A colaboração, que se iniciou há cerca de dois meses, utiliza da plataforma Orchestra, solução de integração da Carenet, para automatizar certas atividades em UTIs.

Na prática, o software da Carenet consegue integrar sistemas de gestão de prontuários eletrônicos e equipamentos médicos. No caso do Hospital das Clínicas, a Orchestra integra dados do ventilador artificial, o tomógrafo de impedância elétrica (que monitora o pulmão de pacientes) e o monitor multiparamétrico (que colhe dados como atividade respiratória, batimentos cardíacos e saturação de oxigênio). Esses dados, então, são disponibilizados em um dashboard digital de forma automática por dispositivos móveis para as equipes de intensivistas. Este processo, segundo Fernando Paiva, VP de Customer Success & Digital Sales Transformation da Carenet, consegue otimizar aquilo que é burocrático e manual. “Com isso, o profissional consegue fazer um trabalho verdadeiramente assistencial ao paciente”, diz Paiva.

Esta tarefa manual de informar dados em um prontuário consome, segundo a healhtech, cerca de 33% do turno de um enfermeiro. Ao mesmo tempo, ao automatizar essa responsabilidade, consegue-se tirar da equação a possibilidade do erro humano. Essa operação manual, diz Paiva, tem uma margem de 20% a 30% de erro humano.

Acesse a matéria completa publicada pelo Computerworld

O impacto da COVID-19 nas bibliotecas: considerações sobre a segurança das pessoas e das coleções

Algumas bibliotecas já reabriram, outras estão cogitando reabrir e outras ainda não sabem quando isso irá acontecer, mas para todas o questionamento costuma ser o mesmo: o que devemos considerar sobre a COVID-19 em relação às pessoas que trabalham nas bibliotecas e às coleções?

Para esclarecer um pouco disso, convidamos o médico sanitarista Prof. Dr. José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres (Faculdade de Medicina USP) e a especialista em conservação e restauração de acervos bibliográficos, Norma Cassares (Arquivo Público de SP). Como debatedores, trouxemos Pierre Ruprecht (SP Leituras) e Rosaelena Scarpeline (CRB-8ª Região), sob a mediação de Adriana Ferrari (FEBAB).

Transmissão via YouTube (https://youtu.be/LwEaeIVOjeQ) e Facebook (https://www.facebook.com/febab.federacao/videos/625849768025588/)

Pesquisa quer medir o impacto da pandemia nos setores cultural e criativo

Trabalhadores e empresas do setor editorial e livreiro também podem participar do estudo que coleta dados até o próximo dia 16

De acordo com estudo da Firjan/Senai, os setores cultural e criativo movimentaram R$ 171,5 bilhões e deram trabalho a 5,2 milhões de pessoas em 2018. Agora, afetados pelo isolamento social, empreendedores, artistas e trabalhadores desses setores veem-se diante de desafios variados, sabendo que, provavelmente serão os últimos a retomarem com atividades presenciais. Diante desse quadro, o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, o Sesc, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e a Representação no Brasil da Unesco uniram forças para colocar na rua uma pesquisa para avaliar o impacto do covid-19 nos setores cultural e criativo do Brasil. O objetivo é dimensionar os impactos de curto e médio prazo da pandemia, orientando o debate e a criação de saídas para a crise atual.

O sociólogo Rodrigo Correia do Amaral, um dos coordenadores da pesquisa, lembra que nos últimos 25 anos, o Brasil viveu uma profissionalização intensa do trabalho no setor cultural, impulsionado tanto pela ampliação do acesso ao ensino superior, como pelas políticas que distribuíram recursos para os círculos artísticos mais estabelecidos, associações e produtores independentes. Ele defende que o mercado relativamente forte criado sob esses estímulos (compras públicas, isenções tributárias, incentivos fiscais, editais etc.) estimulou os interessados a procurarem oficinas, cursos superiores e de pós voltados à produção e gestão cultural. “O maior perigo que a pandemia de Covid-19 coloca neste momento é a exclusão desse universo de pequenos empresários, profissionais e empreendedores individuais surgido neste processo”, explica.

Acesse a matéria completa publicada pelo PublishNews

Live sobre “Guerras informacionais no contexto da pandemia de COVID-19”

Bate papo ao vivo no dia 09/05, no nosso canal do Instagram @webconcib, com a professora Maria Aparecida Moura. É Pós-doutora em Semiótica pela Maison de Sciences de I’ Homme, doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, mestre em Educação pela UFMG. Atualmente é professora titular na UFMG e desenvolve a pesquisa “interseccionalidade e Organização Social do Conhecimento”.

Fonte: webconcib

El Manifiesto de las bibliotecas universitarias del CSUC para acelerar la transformación digital en la educación superior

Las bibliotecas universitarias del Consorci de Serveis Universitaris de Catalunya (CSUC) han elaborado y hecho público un manifiesto en el que destacan la necesidad e importancia de acelerar la transformación digital en la educación superior. Las bibliotecas de las 13 universidades del consorcio (UB, UAB, UPC, UPF, UdL, UdG, URV, UOC, URL, UVic-UCC, UIC, UIB y UJI) manifiestan que «la transformación digital es una exigencia para nuestras instituciones que la crisis sanitaria que vivimos no ha hecho más que poner de relieve y acelerar».

La transformación digital exige organizar el ámbito de la prestación de servicios en consonancia con el nuevo entorno, con el fin de asegurar que la innovación tecnológica llegue de manera efectiva a todos los colectivos de la comunidad universitaria, sin fisuras ni roturas.

Con el objetivo de dar una respuesta eficiente a la situación actual es necesario que desde las bibliotecas se fomente una visión global que ayude a las universidades a dar un paso adelante en la transformación digital de la educación superior en todos sus aspectos. Además de disponer de una visión y una estrategia digital que dé no sólo respuesta a las necesidades emergentes derivadas de la crisis sanitaria sino también a los retos de la próxima década.

Acesse a matéria completa publicada por Julián Marquina e conheça os 10 projetos do Manifesto das Bibliotecas Universitárias do CSUC diante a COVID-19

A ‘volta’ das livrarias

No podcast dessa semana, ouvimos as livrarias que já reabriram as portas e as que decidiram esperar mais um pouco para voltar à ativa

Texto por Talita Facchini

No mês passado, as livrarias na Europa começaram a abrir as suas portas. Na ocasião, conversamos com Rui Campos, da Livraria da Travessa, para falar sobre a reabertura da sua loja em Lisboa. Na conversa, Rui contou que havia tido a melhor segunda-feira do ano. Duas semanas depois, também destacamos no PublishNews a abertura das livrarias em outros lugares, como na Nova Zelândia. Por lá, os números dos primeiros dias também foram animadores e os livreiros até compararam as vendas ao Natal.

Na última sexta-feira (19), o Brasil superou a marca de um milhão de casos. No entanto, dia 10 do mesmo mês, o governo de São Paulo anunciou que a Grande São Paulo, litoral e Vale do Ribeira poderiam abrir o comércio. Mas, mesmo estando há quase três meses com as portas fechadas, muitas livrarias decidiram ainda não abrir. No podcast dessa semana, ouvimos os dois lados: as livrarias que já estão abertas, para saber como tem sido essa volta ao trabalho, e as que decidiram esperar mais um pouco para reabrir. No meio disso, também ouvimos Bernardo Gurbanov, presidente da Associação Nacional de Livrarias e Ismael Borges, gestor da ferramenta Bookscan, que monitora o varejo de livros na Nielsen Brasil para ter uma visão mais técnica sobre o assunto e saber como o mercado editorial tem se comportado nos últimos meses, na questão dos números.

Rui Campos (Livraria da Travessa), Marcus Telles (Livraria Leitura), Paulo Henrique e Marcus Pedri (Livrarias Curitiba) e Roberta Paixão (Livraria Mandarina) participam desse episódio dando suas visões sobre as lojas que já voltaram a funcionar. Jézio Gutierre (Livraria Unesp) e Talita Camargo (Livraria do Comendador) fazem parte do time que ainda continuam com as portas fechadas.

As medidas tomadas para minimizar os riscos para funcionários e clientes, as mudanças no comportamento e hábito desses clientes e os resultados e expectativas de cada uma das livrarias foi o que procuramos saber nesse episódio. “É realmente complicada essa coisa da reabertura, porque ninguém sabe exatamente o que é definitivamente seguro e o que não é. O mundo inteiro sofre esse dilema. No Brasil parece clara a precipitação e a pressa em abrir, mas é esse confronto entre a necessidade da economia se sustentar minimamente e dos empreendimentos comerciais conseguirem sobreviver, pois afinal de contas, três fechados é uma coisa impensável”, analisou Rui Campos.

Acesse a matéria completa em PublishNews.

Clubes do livro ganham força em meio à pandemia

Modalidade conquistou adeptos durante a quarentena e é uma opção cômoda para manter o hábito de leitura em dia

Texto por Amanda Capuano 

No conforto do lar, leitores recebem kits literários escolhidos mensalmente por curadores  TAG/Instagram

A crise no mercado editorial brasileiro não é de hoje, e a pandemia do coronavírus deu à situação contornos ainda mais dramáticos com o fechamento das livrarias em todo o país. Diante deste cenário, os clubes de livros despontaram como uma alternativa cômoda para alimentar o hábito de leitura durante o confinamento, conquistando mais adeptos com uma premissa simples: os usuários desembolsam um valor mensal e recebem, no conforto do lar, um livro selecionado por curadores. A obra, usualmente, é entregue em uma caixinha acompanhada de brindes, que variam de chaveiros a um título adicional, a depender do clube e do pacote escolhido. 

Com planos a partir de 49,90 reais ao mês, o Intrínsecos, da editora Intrínseca, registrou um aumento de 117% em seus assinantes somente no mês de maio. Parte disso, é claro, deve-se à revelação de que o título de junho seria o lançamento antecipado de A Vida Mentirosa dos Adultos, aguardado romance de Elena Ferrante — que, para os demais leitores, só chega às livrarias em setembro. Mas sua ascensão é uma tendência desde o início da quarentena, e tem impacto para além das assinaturas. “É um crescimento geral do interesse. Tivemos um aumento nos assinantes mas vimos também um crescimento no número de seguidores nas redes sociais, no acesso aos nossos blogs e no tempo de permanência em nossos conteúdos”, relata Danielle Machado, editora-executiva da Intrínseca, que aponta a curadoria minuciosa como o grande diferencial da modalidade. 

Kit Intrínsecos ‘A Vida Mentirosa dos Adultos’, de Elena Ferrante Livros da Joe/Instagram

Quem também observou um aumento considerável na procura foi a TAG, que anotou um salto de 70% nas visitas ao site na comparação com o período pré-pandemia. Segundo o sócio Arthur Dambros, a maior procura pela literatura é um reflexo da fase de angústia e ansiedade que o mundo enfrenta, que leva à busca por hábitos mais saudáveis. Apesar disso, o período também impõe certa dificuldade de concentração, o que motivou a empresa a criar o Conexão TAG, um portal online destinado a reunir os assinantes para leituras conjuntas, e que compila vídeos de autores, capítulos em áudio, podcasts e materiais para download. “Num momento tão fragmentado como esse, os leitores gostam do contato que a gente proporciona. O clube não só facilita a vida como produto, mas também é uma espécie de aconchego diante de toda a incerteza”, analisa ele.

Acesse a matéria completa em VEJA e conheça mais sobre os clubes leitura mantidos por diversos setores do mercado editorial. 

Bibliotecária usa drones para fazer livros chegarem às crianças

Serviço será gratuito e visa facilitar o acesso a recursos educacionais, além de disseminar conhecimento

Texto por Redação

Drone (Foto: Pexels/Reprodução)

Com escolas e bibliotecas públicas fechadas devido à pandemia do novo coronavírus, uma bibliotecária encontrou uma solução para fazer com que as crianças continuem lendo — e de forma gratuita. Utilizando um drone, as entregas estão sendo feitas diretamente na porta dos destinatários, conforme diz o portal The GoodNewsNetwork.

Kelly Passek é bibliotecária do ensino médio, no distrito escolar de Montgomery County, no estado de Virgínia, Estados Unidos, e é uma das primeiras a adotar o serviço de entregas de artigos domésticos por meio de drones em sua cidade. O aparelho é um projeto piloto de uma empresa derivada do Google, a Wing, e já faz entregas de refeições e artigos de casa há algum tempo.

Vendo que a tecnologia poderia ser usadas em benefício das crianças, ela não teve dúvidas em propor a prática. “Acho que as crianças ficarão emocionadas ao saber que serão as primeiras do mundo a receber um livro da biblioteca por drone”, disse Kelly em entrevista ao jornal Washington Post.

Acesse a matéria completa em Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Biblioteca solidária: pessoas em situação de rua têm acesso a literatura em Florianópolis

 

Foto: Leonardo Souza/PMF

O serviço de abrigo provisório e temporário municipal Passarela da Cidadania, da Prefeitura de Florianópolis, atende em conjunto com voluntários do Somar Floripa e coletivos organizados denominado “Rede com a Rua” em média, nesta Pandemia, 300 pessoas diariamente. Além das 4 refeições diárias, pernoite, e higiene pessoal, o espaço oferece também uma pequena biblioteca para quem está acolhido. Os livros, que chegam por meio de doações, servem de combustível para amenizar os dias de isolamento por conta do novo Coronavírus.

Michele dos Santos tem 44 anos e está em situação de rua desde março. Ela utiliza os livros oferecidos na Passarela para conhecer mais sobre leis, e assuntos de espiritualidade. “Eu gosto muito de ler livros espíritas, livros sobre leis, eu gosto de tudo. É muito bom até para passar o tempo aqui”, comenta.

A população em geral, pode contribuir também com essa ação, doando livros, a entrega pode ser diretamente na Passarela da Cidadania, na parte inferior a Passarela do Samba Nego Quirido, no Centro de Florianópolis.

Acesse a matéria completa em Imagem da Ilha.

USP e Fapesp criam repositório de informações clínicas para subsidiar pesquisas sobre covid-19

Plataforma conta com dados de 75 mil pacientes, 1,6 milhão de exames e 6,5 mil dados de desfecho; iniciativa também conta com participação do grupo Fleury e dos hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein

Texto por Elton Alisson, da Agência FAPESP

Pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa de todo o país passam, a partir de hoje (17/06) a ter acesso ao COVID-19 Data Sharing/BR, o primeiro repositório do país com dados demográficos e exames clínicos e laboratoriais anonimizados de pacientes que fizeram testes para COVID-19 em unidades laboratoriais e hospitais do Estado de São Paulo.

O objetivo da plataforma é compartilhar informações clínicas de pacientes anonimizados para subsidiar pesquisas científicas sobre a doença nas diversas áreas de conhecimento.

A base de dados compartilhados é resultado de uma iniciativa da FAPESP, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), e já conta com a adesão de hospitais e unidades laboratoriais de atendimento a pacientes.

A parceria reúne, nesta primeira etapa, o Grupo Fleury e os hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein, que disponibilizaram informações, infraestrutura, tecnologias e recursos humanos próprios para viabilizar o compartilhamento de dados. A FAPESP está contatando outras instituições de atendimento a pacientes para compartilhar informações no repositório COVID-19 Data Sharing/BR.

Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP – Foto: Léo Ramos Chaves / Pesquisa Fapesp

“A ideia central da plataforma é subsidiar a pesquisa científica sobre a COVID-19 ao compartilhar dados que não seriam disponibilizados de outra forma, de modo a mobilizar a comunidade de cientistas da computação, matemáticos e analistas de informações, para que possam contribuir com novas ideias para o enfrentamento da atual epidemia da doença”, disse Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP, durante coletiva de imprensa on-line para o lançamento do repositório, realizada pela FAPESP.

O repositório abrigará, inicialmente, dados abertos e anonimizados de 75 mil pacientes, 6.500 dados de desfecho e um total de mais de 1,6 milhão de exames clínicos e laboratoriais realizados em todo o país pelo Grupo Fleury e na cidade de São Paulo pelos hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein desde novembro de 2019.

Ainda que o primeiro caso da doença no Brasil tenha sido registrado em fevereiro, pelo Hospital Albert Einstein, o período de cobertura dos dados permitirá que as pesquisas analisem o histórico de saúde dos pacientes, bem como busquem evidências de sintomas da COVID-19 em pacientes atendidos anteriormente. Novos dados serão inseridos pelo Grupo Fleury, Hospital Sírio-Libanês e Einstein regularmente.

O repositório disponibilizará três categorias de informação: dados demográficos (gênero, ano de nascimento e região de residência do paciente) e dados de exames clínicos e/ou laboratoriais, além de informações, quando disponíveis, sobre a movimentação do paciente, como internações, por exemplo, e desfecho dos casos, como recuperação ou óbitos. Em uma segunda etapa, o COVID-19 Data Sharing/BR abrigará também dados de imagens, como radiografias e tomografias.

“Em termos de valores, a obtenção desses dados por outros meios representaria um custo da ordem de centenas de milhões de reais. A gratuidade no acesso a essas informações será possível em razão da disponibilidade e generosidade dessas três instituições participantes da iniciativa”, disse Mello.

João Eduardo Ferreira, professor do Instituto de Matemática e Estatística e superintendente de Tecnologia da Informação da USP – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O lançamento do repositório tem um cronograma de três etapas. Uma versão pequena do conjunto de dados será inicialmente disponibilizada hoje (17/06) para um período-piloto de consultas. Dessa forma, a comunidade de pesquisa poderá baixar os dados e começar a analisá-los e visualizá-los usando técnicas de ciência de dados.

Até o dia 24 de junho, os grupos de pesquisa interessados poderão enviar dúvidas e comentários para os responsáveis pelo repositório COVID-19 Data Sharing/BR pelo e-mail covid19datasharing@fapesp.br. Esse feedback da comunidade durante o período-piloto será usado para melhorar as informações e a documentação do repositório. O conjunto inicial completo dos dados abertos e anonimizados será disponibilizado ao público a partir do dia 1º de julho.

“Neste primeiro momento iremos disponibilizar um conjunto de dados-piloto, para análise exploratória, para à medida que os analistas de dados comecem a usá-los sejam melhorados”, disse João Eduardo Ferreira, professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, participante do projeto.

Avanço na compreensão da doença

Edgar Rizzatti, diretor-executivo médico do Grupo Fleury – Foto: Reprodução/Grupo Fleury

O diretor-executivo médico do Grupo Fleury, Edgar Rizzatti, destacou que o repositório permitirá o acesso a dados para a realização de pesquisas não só pela comunidade científica, mas também para o desenvolvimento de soluções tecnológicas por empreendedores e startups.

“Desde o início da pandemia temos sido procurados por startups, pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa, em iniciativas isoladas ou em colaboração, interessados na disponibilização de dados anonimizados de pacientes com COVID-19 para o desenvolvimento de projetos de pesquisa ou para o desenvolvimento de estratégias em ciências de dados ou de algoritmos de inteligência artificial. Por isso, acredito que essa iniciativa pioneira permitirá um melhor entendimento da COVID-19”, afirmou.

Luiz Fernando Lima Reis, diretor de ensino e pesquisa do Sírio-Libanês – Foto: Divulgação/Finep

A opinião de Rizzatti é compartilhada por Luiz Fernando Lima Reis, diretor de ensino e pesquisa do Sírio-Libanês. “A base de dados possibilitará à comunidade científica ter acesso a dados que refletem a situação atual da epidemia de COVID-19 no Brasil e as características que a doença adquiriu no país, que só poderá ser combatida por meio de soluções baseadas em dados”, disse.

O pesquisador ressaltou o cuidado tomado pelo comitê gestor do repositório em garantir a anonimização de todos os dados dos pacientes, de forma a preservar suas identidades, e atender todas as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados.

 

Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Albert Einstein – Foto: Reprodução/Albert Einstein

O diretor-superintendente de pesquisa da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Luiz Vicente Rizzo, ressaltou que o momento atual representa uma oportunidade para mostrar a pujança da pesquisa que também tem sido feita em instituições não governamentais voltadas ao combate da COVID-19.

“Temos hoje no Einstein 68 projetos de pesquisa em andamento relacionados à COVID-19, iniciados nos últimos seis meses, e mais 113 em vias de ser inicializado. Isso mostra que nós, como instituições não governamentais, temos um papel importante e podemos contribuir muito para a pesquisa no Estado de São Paulo e no país”, disse.

Origem do repositório

A ideia de criação do repositório COVID-19 Data Sharing/BR surgiu há pouco mais de um mês e foi concretizada rapidamente graças a outro projeto lançado pela FAPESP no final do ano passado, a Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo.

A rede, que levou quase três anos para ser desenvolvida, disponibiliza em uma plataforma aberta dados associados a pesquisas científicas desenvolvidas em todas as áreas de conhecimento por instituições de ensino superior e pesquisa públicas no Estado de São Paulo. A mesma plataforma abrigará também o repositório COVID-19 Data Sharing/BR.

Sylvio Canuto, pró-reitor de Pesquisa da USP – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O desenvolvimento da rede, que inclui um buscador de metadados, contou com o envolvimento das seis universidades públicas do Estado de São Paulo – USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) –, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Embrapa Informática Agropecuária (CNPTIA/Embrapa).

“O compartilhamento de dados é essencial para enfrentar uma situação como a que estamos vivendo agora e que deverá ser perene”, disse Sylvio Canuto, pró-reitor de pesquisa da USP.

Na avaliação de Cláudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Unicamp e participante do projeto, o repositório de dados será útil não só para pesquisas sobre COVID-19, mas também no futuro, para eventualmente orientar políticas públicas para evitar que situações como a atual voltem a acontecer ou minimizar os efeitos de futuras pandemias.

“O repositório reúne dados produzidos por brasileiros, que irão contribuir para a ciência mundial”, afirmou.

Este texto foi originalmente publicado por Agência Fapesp de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Fonte: Jornal da USP

Biblioteca do STJ mantém serviços para o público durante a pandemia

​​A quarentena provocada pelo novo coronavírus dificultou o acesso a um insumo essencial para o mundo jurídico: informação. A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva continua desempenhando papel fundamental no apoio à prestação jurisdicional do Superior Tribunal de Justiça (STJ), além de auxiliar outras cortes, magistrados e operadores do direito em geral, pesquisadores e estudantes.

Segundo a coordenadora da biblioteca, Rosa Maria de Abreu, a pesquisa de doutrina e legislação é essencial para o trabalho dos julgadores, e os investimentos feitos em conteúdo digital e divulgação on-line se mostraram ainda mais úteis e eficientes neste momento de pandemia.

Com o fechamento de muitas bibliotecas jurídicas e universitárias, a biblioteca do STJ – que também está com o atendimento presencial suspenso – tem sido demandada por usuários de todo o país. Em grande parte, os pedidos vêm de magistrados de outros órgãos e de estudantes de pós-graduação interessados em acessar documentos específicos.

Diversidade de servi​​​ços

A quantidade de acessos à Biblioteca Digital Jurídica do STJ (BDJur) cresceu também por conta da solução de problemas na indexação de suas informações no buscador Google. Com a resolução do problema e o início da quarentena, o número médio de consultas mensais na BDJur passou de 230 mil para mais de 430 mil.

Para Rosa Maria de Abreu, o trabalho da biblioteca assumiu maior relevo na pandemia, pois o acesso ao acervo digital se tornou uma necessidade.

Entre os serviços oferecidos pela biblioteca está a Estante Virtual de Periódicos, que disponibiliza acesso a artigos de mais de cem revistas jurídicas, a e-books e outros conteúdos digitais, por meio de diversas bases de dados jurídicas contratadas – como HeinOnline, Proview, Revista dos Tribunais, Biblioteca Digital Saraiva, BID Forum e outras.

Os usuários podem encontrar também mídias de eventos e palestras que aconteceram no STJ, algumas abertas ao público em geral. Outro serviço mantido durante a pandemia é a publicação da série Bibliografias Selecionadas, que traz fontes de informação – como legislação e textos doutrinários – sobre temas diversos.

A Biblioteca Ministro Oscar Saraiva atende pelos e-mails atendimento.biblioteca@stj.jus.br e pesquisa.biblioteca@stj.jus.br, e também pelo telefone (61) 3319-9054.

Fonte: STJ

Bibliotecas do Senado e da Câmara promovem ‘live’ para divulgar acervos digitais

Texto por Comunicação Interna

Biblioteca do Senado está fechada fisicamente desde o início da pandemia. Evento on-line em parceria com a Biblioteca da Câmara possibilita que usuários continuem acessando o acervo pela internet
Roque de Sá/Agência Senado

As bibliotecas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados promoveram a primeira live da iniciativa Parlabiblio, que pretende apresentar ao público os serviços e produtos on-line disponíveis nas duas Casas legislativas. O evento reuniu, na quarta-feira (10), os bibliotecários Osmar Arouck, do Senado, e Raphael Cavalcante, da Câmara, para discutir os acervos virtuais disponíveis ao público.

Conforme Arouck, desde o início do isolamento social houve um crescimento de 97% na média mensal de 100 mil acessos da Biblioteca do Senado. Ele acredita que a variedade de itens à disposição das pessoas atraiu atenção para os meios digitais e a tendência é, mesmo após o fim da pandemia do novo coronavírus, isso se manter, avalia.

— Temos publicações digitalizadas por não mais terem direito autoral que impeçam essa transição, mas existem títulos com edições nossas que temos direito de veicular em meio digital apesar de serem recentes. Então há riqueza do que podemos divulgar a nossos usuários. A biblioteca está fechada fisicamente, mas muito ativa no papel que pode desempenhar, particularmente em relação ao Parlamento brasileiro — explicou o bibliotecário.Raphael Cavalcante afirmou que, no caso da Câmara dos Deputados, os campeões de procura são a Constituição Federal e o Regimento Interno da Casa, consultado não apenas pelos parlamentares e seus assessores, mas por estudantes de concursos públicos. Ele destaca, contudo, que o acervo digital conta com cerca de 600 obras consideradas raras e também valiosas para pesquisadores.

— É um material rico e com acesso possível nesses tempos de isolamento social preventivo. Outro volume muito acessado é o Prazer de Ler, da editora da Câmara, que disponibiliza clássicos da literatura em domínio público. Esse tipo de produto tem bastante procura — diz o servidor.

O conteúdo e as lives podem ser acompanhadas pelos canais @biblioteca.senado e @biblioteca.camara, no Instagram. O material ficará armazenado no IGTV dos perfis para ser consultado a qualquer momento.

Fonte: Agência Senado

Biblioteca Central disponibiliza minuta de plano de retorno às atividades presenciais

A Biblioteca Central, em consonância com os protocolos internacionais de trabalho que visam ao retorno, em segurança, das bibliotecas universitárias e considerando o esforço coletivo em que ora a comunidade da UNIRIO se encontra de acordo com os GTs que foram designados por meio da Portaria GR nº 388, vem tornar público seu planejamento para o retorno das atividades presenciais das Bibliotecas no período de pós-distanciamento social.

Este foi um trabalho realizado pela Direção do Sistema de Bibliotecas e debatido com todo o corpo técnico dos profissionais que atuam em nossas bibliotecas. Uma das muitas atividades do grupo desenvolvidas nesta quarentena. O documento é dividido em quatro eixos básicos e prevê a manutenção das atividades digitais desempenhadas e desenvolvidas durante o período de afastamento social provocado pela pandemia de COVID-19.

Fonte: UNIRIO

Virtualização, compartilhamento de espectro e inteligência artificial são tendências aceleradas pela covid-19

Texto por  Heloisa Paiva

Especialista diz que esse tripé tecnológico é responsável por manter o mundo em atividade, mesmo quando tudo parece paralisado

A pandemia do novo coronavírus exigiu medidas por vezes drásticas para conter a disseminação da doença. O Brasil agora ocupa a segunda posição no ranking, ficando atrás somente dos Estados Unidos em número de casos. Todos estão aprendendo a conviver com esta fase de incertezas, tentando movimentar a economia do jeito que é possível. O mundo aprendeu finalmente a trabalhar em home office e uma coisa é certa: o delivery de tecnologia está aumentando mais do que o previsto e deve ser responsável por adiantar várias tendências que caminhavam a passos lentos.

Dados da 31ª Pesquisa Anual do Uso de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil, divulgada no início deste mês pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelam que o Brasil registra 424 milhões de dispositivos digitais em uso atualmente, entre smartphones, tablets, notebooks e computadores – o que dá em média dois dispositivos por habitante. Mais da metade deles são celulares inteligentes. Mesmo antes da pandemia, o vídeo ocupava mais de 70% do conteúdo transmitido pela rede móvel. Isso aumentará exponencialmente no mundo pós-covid19 e sobrecarregará as redes móveis que não foram projetadas para lidar com essa carga.

Na opinião de Adriano Filadoro, diretor-presidente da Online Data Cloud , “a pandemia demonstrou a importância da prontidão digital, que permite que os negócios e a vida continuem de uma forma diferente, mas eficiente. Criar a infraestrutura necessária para apoiar um mundo digitalizado, além de incorporar as tendências que garantem competitividade nos negócios, é essencial para qualquer empresa. O que nós estamos vendo é o tripé que mantém a vida das pessoas assentado em bases tecnológicas. Ou seja, o trabalho deve estar o mais digitalizado possível, os estudos a distância têm de ser uma opção viável para todos o quanto antes e o entretenimento deve ser socorrido pela tecnologia enquanto aglomerações significarem risco aumentado para a disseminação da doença”.

Filadoro aponta TRÊS tendências que estão transformando rapidamente a realidade:

  1. Virtualização. “O volume de dados transmitidos aumentou muito durante a quarentena, levando as operadoras móveis a fazer com que a infraestrutura de rede seja capaz de suportar esse aumento. Como recursos físicos demandam altos investimentos, a virtualização vem se mostrando uma opção inteligente. A virtualização de RAN (Regional Area Network), por exemplo, vem sendo adotada por muitas operadoras de rede. O ganho de escalabilidade e elasticidade resulta numa rede mais eficiente e econômica. Além disso, a virtualização também pode ser empregada em rede aberta, abrindo caminho para a inovação. Outro ponto importante são os desktops virtuais. Essa solução permite ao colaborador acessar o ambiente da empresa com todas as aplicações existentes. É possível trabalhar remotamente como se estivesse na mesa de trabalho da empresa, com todos os dados necessários para dar continuidade às atividades de rotina. Quando o isolamento chegar ao fim, ainda assim é prudente deixar desktops em nuvem, para que sejam ativados em situações de emergência”.
  2. Compartilhamento de espectro. “Já se sabe que o compartilhamento de infraestrutura será fundamental para o bom desenvolvimento do 5G no país, incluindo postes, torres, dutos, condutos etc. Mas também o espectro deve ser compartilhado, maximizando sua utilização e ainda abrindo oportunidade para novos negócios. As tendências tecnológicas deixam claro que em um mundo pós-covid19 mais conteúdo será assistido e consumido em dispositivos móveis . As videoconferências caíram rapidamente no gosto das pessoas, principalmente porque eliminam o problema do deslocamento – tão complexo nas grandes cidades. Sendo assim, vão continuar a ser um recurso muito usado em reuniões, aulas online ou vídeos para entretenimento. Para evitar o congestionamento da rede e melhorar a experiência do usuário, as empresas vão aderir a um dos vários tipos de compartilhamento de espectro”.
  3. Inteligência Artificial. “A inteligência artificial e o aprendizado de máquina estão desempenhando um papel cada vez maior nas empresas. Quando a comunicação estiver sendo feita com auxílio desses sistemas, fazendo uso de espectro compartilhado, a carga será monitorada continuamente nas várias redes. Dependendo dos dados, do número de usuários e da carga da rede, a inteligência artificial pode contribuir na tomada de decisão quando se tem de escolher parâmetros ideais para fornecer conteúdo. Sendo assim, as redes podem decidir automaticamente mudar a transmissão de um espectro para outro em tempo real, melhorando bastante a experiência do usuário. Além disso, a inteligência artificial é capaz de transformar dados em conhecimento, levando à tomada de decisões mais assertivas e com mais chances de sucesso. As empresas que conseguem obter novos insights, monitorando o negócio a partir dos dados atuais, otimizando os processos e monetizando o conhecimento adquirido através da análise dos dados estão na vanguarda dos acontecimentos . É essa análise de dados, levada a um patamar mais elevado, que permitirá melhorar a experiência do cliente, agilizar operações e inovar em velocidade máxima”.

Fontes:

Adriano Filadoro, diretor-presidente da Online Data Cloud, empresa com 26 anos de atuação na indústria de TI. http://www.onlinedatacloud.com.br

http://abori.com.br/tecnologia-e-engenharia/pandemia-deve-acelerar-a-transformacao-digital-no-brasil-aponta-fgv/file:///Users/helo/Downloads/22-11-2016-qualcommmudancas-na-politica-deespectro.pdf  

Fonte: Segs

Elefante Letrado libera acesso a acervo de livros digitais para auxiliar escolas durante período de isolamento social

Texto  por  Guilherme Ricacheski

Com mais de 4 milhões de livros lidos, plataforma de incentivo a leitura coloca biblioteca com 579 títulos em português e 421 livros em inglês à disposição de alunos de todas as instituições de ensino.

Mostrando solidariedade em meio à pandemia da Covid-19, as empresas têm buscado fazer a sua parte para contribuir com a sociedade. É o caso do Elefante Letrado, plataforma de leitura digital fundada em 2013 com o propósito de promover a formação do hábito da leitura e o desenvolvimento da compreensão leitora em estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. A plataforma pode, ainda, ser utilizada na Educação Infantil.

Neste período de isolamento social, a empresa oferece, de forma gratuita, 30 dias de acesso a todas as funcionalidades da plataforma para as escolas utilizarem e indicarem aos seus alunos. Até o momento, o Elefante Letrado já doou mais de R$ 100 mil na distribuição gratuita do serviço para escolas de todo o Brasil.

O Elefante Letrado está presente em 15 estados brasileiros e cinco países, Brasil, Estados Unidos, Holanda, Japão e Reino Unido. O acervo inclui obras de 214 autores, com 579 livros em português e 421 em inglês. Nomes como Ziraldo e Monteiro Lobato são encontrados na plataforma, que conta com uma curadoria especializada e livros nivelados de acordo com a fluência e a compreensão leitora.

A sócia-fundadora do Elefante Letrado, Scheila Vontobel, destaca a importância da ação em meio à situação atual: “A pandemia da Covid-19 é algo que atinge a população como um todo, por isso a decisão de estarmos à disposição das escolas e dos alunos, auxiliando-os a manter o hábito da leitura e seguir as atividades de aprendizagem durante este período”, afirma. “Acreditamos que essa gratuidade irá facilitar para que uma gama de escolas e estudantes possa conhecer o nosso trabalho e se beneficiar dos conteúdos que desenvolvemos com tanto comprometimento e cuidado”, completa.

Sobre o Elefante Letrado

A plataforma de leitura Elefante Letrado disponibiliza livros de diferentes gêneros textuais (contos, poesias, crônicas, fábulas, entre outros), classificados de acordo com níveis de proficiência do leitor. O estudante faz seu próprio percurso de leitura, escolhendo entre títulos variados e avançando nos diferentes níveis à medida que realiza os jogos de compressão leitora, que estão alinhados a descritores da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Com isso, os professores têm acesso, em tempo real, a relatórios de desempenho dos estudantes, permitindo que educadores e estudantes reflitam sobre o progresso nas diferentes habilidades de leitura. Os alunos também conseguem gravar as leituras e responder questões sobre as obras.

Fonte: Segs

Deficientes visuais relatam dificuldades com acessibilidade na internet, essencial neste período de isolamento

Navegar pelas redes sociais, acessar serviços e fazer uma compra, por exemplo, podem ser tarefas muito difíceis para essas pessoas, devido à falta de acessibilidade de páginas e sites.

Texto por Beatriz Andreoli e Cassio Andrade, Bom Dia Diário

Pessoas com deficiência visual têm dificuldades no mundo on-line

A internet tem sido uma grande aliada das pessoas neste período de isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus. Porém, nem todo o conteúdo on-line está disponível para usuários com deficiência visual, que, por conta disso, precisam buscar adaptações para também se inserirem nesse universo.

Para muitas pessoas, o mecanismo em uma rede social, por exemplo, é bem simples: basta arrastar a tela e, com dois toques, você consegue curtir uma foto. Atualmente, são muitas as pessoas conectadas em todo o planeta, mas muitas delas ainda encontram dificuldades de acessibilidade na internet.

“O contato para nós também está sendo pela internet. Nós precisamos do acesso remoto a outros espaços, serviços, produtos para podermos conciliar a questão do isolamento social e das relações sociais que precisamos estabelecer. Então a fuga tem sido a internet mesmo, mas a acessibilidade deixa muito a desejar em nosso acesso e em nosso pertencimento a esses espaços”, disse Luciane Maria Molina Barbosa, que é professora de audiodescrição.

Na pandemia, a rede social é, para muitos, a única maneira de conversar com outras pessoas. Não só isso, mas para consumir também.

“Esses dias mesmo fui ligar para uma perfumaria e não conseguia ter acesso ao telefone que estava na imagem. Eu comentei na postagem se poderiam me passar o número, e a mesma perfumaria respondeu que estava na imagem e que era só ver. Então as pessoas não têm muita consciência de que pessoas com deficiência visual também consomem informação, produtos, serviços, e que as mídias precisam estar preparadas. Não basta apenas a tecnologia”, relatou Luciane.

Áudio auxilia Luciane a ter acesso às informações presentes nas redes sociais — Foto: Reprodução/TV Diário

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no mundo, são 39 milhões de pessoas com algum grau de deficiência visual. Só no Brasil, são 6,5 milhões.

A grande reclamação dessas pessoas é que elas se sentem invisíveis. Por mais que a tecnologia e a inteligência artificial ajudem, elas não conseguem enxergar, com a mesma riqueza de detalhes, as fotos e os vídeos publicados nas redes sociais.

Algumas empresas têm adotado ferramentas para melhorar essa situação, e existe a famosa #PraCegoVer, por meio da qual é feita a descrição de uma foto, por exemplo, para que as pessoas com deficiência visual saibam, com detalhes, o que ela contém.

Edgar Jacques é consultor em audiodescrição e conta que nem sempre um site que é acessível é adaptado para um deficiente visual.

“As plataformas têm duas grandes dificuldades. Elas têm que ter o produto com acessibilidade, que é um filme, por exemplo, com audiodescrição. Mas, para você chegar nele, a plataforma em si precisa ser acessível. O leitor de tela tem que ser capaz de identificar cada passo do seu caminho até o produto. E, dentro do produto, tem que ser possível que a pessoa com deficiência consiga modificar o áudio, a legenda. Ela tem que ter todo o controle disponível para essa tecnologia, que é o leitor de tela”.

Marcos Rodrigues da Conceição também é deficiente visual e ainda está na fase inicial do contato com a tecnologia. Por enquanto, ele precisa da ajuda da filha ou da sobrinha para fazer algumas coisas. “Faltam lugares que nos ajudem a aprender. Aqui no Alto Tietê, são poucos lugares que têm associação que possam ensinar, por exemplo”.

Para avaliar a acessibilidade de sites brasileiros, o “Movimento Web para Todos” pesquisou 14 milhões de sites e mostrou que apenas 0,74% são totalmente acessíveis. Entre as falhas mais comuns estão os links. Entre os portais avaliados, 83,56% tinham esse tipo de problema em 2019. Neste ano, o número subiu para 93,65%.

“Eu imagino que a acessibilidade na internet, assim como no cinema, no teatro, na televisão, vai passar a ser vista como um direito essencial para aquele setor quando as empresas passarem a ver as pessoas com deficiência como consumidoras, quando tiverem ali em seus estudos, em seus planejamentos a pessoa com deficiência visual como uma consumidora em potencial”, opinou Edgar.

Fonte: G1

A infodemia e a desinformação em escritórios de advocacia em tempos de covid-19

Texto por Marcos Rogerio Gonçalves

Cabe às áreas de conhecimentos dos escritórios de advocacia (e empresariais) fazer a análise acurada dos conteúdos de informação e conhecimento, delineando todas as averiguações em suas minudências, para que possa chegar ao seu advogado, uma informação rigorosa e assertiva.

Infodemia é um termo cunhado e usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), muito em voga nos dias atuais, associado diretamente à pandemia do novo coronavírus (covid-19) e tem relação intrínseca com outros fenômenos, entre eles o fenômeno da desinformação.

Sendo o mundo jurídico ávido por novos conhecimentos, o advogado não se dissocia da informação, pois é esta o principal insumo do seu conhecimento. São, informação e conhecimento, palavras que não se distanciam da atuação do advogado, mas que podem trazer desinformação, se não forem imbuídas de valor (conhecimento de valor).

A infodemia pode ser definida em três aspectos básicos se dentro de um contexto específico. Assim, é (I) o excesso de informações sobre um determinado assunto que, pelo volume extremamente elevado, tem o poder de direcionar profissionais menos experientes a incorrer em desafortunadas decisões sobre um tema e, em decorrência, distorcer a verdade a ser seguida, e até as políticas que podem ser adotadas para combater conteúdos falsos (e.g.).

Ainda, conforme (II) a autoria, mesmo que seja incialmente de uma fonte primária, rapidamente pode perder sua essência, quando replicada no vasto mundo das redes sociais e da rede mundial de computadores (WWW), bem como quando distribuída nos diversos aplicativos de mensagens instantâneas, o que proporciona o fato das informações vagas, imprecisas e tendenciosas, dificultando o discernimento entre o que é verdadeiro e o falso (as Fake News).

Por último (III) tem relação direta com a autoridade da informação e, neste sentido, é o lado das versões (ou da guerra de versões). É a amalgama que se mostra, e tem forte ralação com a vertente das tendências e do seu uso, para criar outras notícias, para direcionar o leitor, ou usuário final, a pensar de tal maneira, de tal modo, e que, se não houver meios (filtros) pelos quais possa o usuário se distanciar e diferenciar o que é uma informação correta de uma falsa, muitos problemas podem advir da interpretação errada.

O impacto direto nas relações empresariais ocasionado por uma tomada de decisão equivocada, pode ser devastador para a vida profissional do advogado, o que pode ocorrer se ele for abastecido de informações com baixo valor, que contenham vícios. Então, o aconselhamento, passa a ser de “verdades-falsas”. As informações necessitam de um crivo antes de serem usadas, de ser tomada a decisão essencial à manutenção dos negócios. Esse é o uso-fim para os advogados, para sempre estar bem informados, serem os senhores da verdade para o seu cliente.

Os sistemas de informação e de apoio ao advogado não podem, jamais, passar adiante uma orientação com ruídos na comunicação, pelo contrário, devem o conhecimento comunicado ser emoldurados, amparados de cuidados a fim de não se desviarem do seu fim: trazer clareza e elucidar.

Torna-se primordial, assim, que os advogados não sejam tolhidos pela enxurrada de conhecimento resultante da mescla entre notícias falsas com as verdadeiras, que acarretam, certamente, em desinformação. Esta, que entendemos como o que vem sendo a principal fonte geradora de pânico, a essência da tomada de decisão equivocada, precipitada, e a causadora de danos irreparáveis.

Sabidamente, não se pode negar que conforme a velocidade que os boatos circulam, não é possível impor rigor de averiguar sua veracidade. Isso ocorre, por vezes, porque quem dissemina informações falsas, o faz eivado de maledicência, com fito a causar prejuízo, o faz nas sombras.

No sentido contrário, informações divulgadas de forma segura são cercadas por cuidados de checagens e amparadas no fundamento de opiniões diversas, por vezes, de notórias personalidades, em fontes reconhecidas pela boa governança e seriedade com a informação.

Fazendo um paralelo, com a realidade do mundo da advocacia, imaginemos um cenário no qual o excesso de informações geradas por fontes primárias e que são replicadas dentro das redes sociais, dos aplicativos de mensagens e de vários sites e blogs, acabam sendo alteradas e se tornam pouco confiáveis, pelo simples fato de que, em diversos casos, o emissor da informação republicada não é um especialista no assunto. Ou seja, o peso da autoridade varia de acordo com o conhecimento que tem sobre o assunto da discussão. Assim, quais são as fontes e como as classificamos como confiáveis, dentro de um sistema de informação para advogados, em tese?

(I) A fonte primária ou original, são os órgãos governamentais, estes relacionados nas 3 esperas da federação: são os ministérios, secretarias; os órgãos do Poder Judiciário, como os Tribunais; os órgãos do Poder Legislativo: as casas legislativas. Além, também, conceituam-se nesse rol os Institutos de Pesquisas, Associações e Organizações do Terceiro Setor;

(II) Fontes secundária têm intima relação com as fontes primárias, mas aqui podemos dizer que são o resultado, o documento (gravado ou transcrito) que se relaciona diretamente à fonte primária, que motiva (ou é o resultado) a discussão sobre determinado tema, assunto e que ensejou análises e novos documentos e/ou interpretações de terceiros;

(III) Fontes terciárias por sua vez, são aquelas que geralmente chegam aos usuários de forma mais facilmente legível, que têm nos termos utilizados os contornos interpretativos de linguagem mais popular e que se tem mais facilidade de propagação, em escala muito mais ampla, assim alcançando outras camadas da sociedade que não teriam, de outro modo, como acessar e interpretar as fontes primárias e secundárias.

Cabe às áreas de conhecimentos dos escritórios de advocacia (e empresariais) fazer a análise acurada dos conteúdos de informação e conhecimento, delineando todas as averiguações em suas minudências, para que possa chegar ao seu advogado – destino do seu trabalho – uma informação rigorosa e assertiva, preservando a integridade primária em sua essência. E, para que esse serviço de disseminação ocorra dentro de um contexto de normalidade, é necessário seguir alguns passos: conferir se a informação é mesmo da fonte original e se se mantém íntegra, e a própria confiabilidade de fonte original. Também, averiguar se a informação faz sentido (quando foi emitida, quem o fez e o contexto geral dela no momento da sua divulgação), pode ser o início. Entretanto, o esforço nesse sentido só será possível se o exercício diário do aprendizado for constante e ininterrupto.

Fonte: Migalhas

O que a COVID-19 nos ensinou até agora

Por Liliana Giusti Serra. Doutora em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Mestre em Ciência da Informação pela Escola de Comunicações e Artes na Universidade de São Paulo (ECA/USP, 2015). Especialista em Gerência de Sistemas (2008) e graduação em Biblioteconomia (1992) pela Fundação Escola Sociologia e Política de São Paulo (FaBCI/FESP). Profissional da informação dos sistemas SophiA Biblioteca e SophiA Acervo.

A pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19) alterou a rotina de todos. Com as bibliotecas não foi diferente. Do dia para noite, tivemos que aderir ao trabalho remoto, suspendendo as atividades presenciais e mudando bastante as rotinas de trabalho. Agora, com a possibilidade de retorno gradual das atividades, alguns ajustes são necessários para uma adaptação à nova realidade, preservando usuários, colaboradores e acervos.

Vários aspectos têm sido discutidos sobre as medidas necessárias para a reabertura. Bibliotecas estão criando protocolos para orientar usuários e colaboradores sobre os cuidados necessários, como higienização de espaços e recursos bibliográficos devolvidos.

Algumas novas funcionalidades foram desenvolvidas no SophiA Biblioteca e no Philos. Outras, já estavam presentes e revelaram sua pertinência neste momento de tantas incertezas. Algumas ações foram tomadas pelos clientes logo nos primeiros dias de isolamento social, como a operação em lote para alterar as datas de devolução, evitando a geração de multas e bloqueios aos usuários, impedidos de devolver as publicações emprestadas. Este recurso estava presente no SophiA Biblioteca e foi disponibilizado também no Philos, ajudando as bibliotecas escolares.

Outro aspecto que amadureceu bastante foi a disponibilização mais intensa de conteúdos digitais aos usuários. Seja contratando livros digitais ou usufruindo de recursos que foram disponibilizados gratuitamente por um período por fornecedores, ou seja, com o uso de obras em domínio público ou sob as licenças Creative Commons. Não temos dúvida que este é um movimento que veio para ficar e enriquece bastante os acervos das bibliotecas.

Em termos de novidades, está em desenvolvimento a funcionalidade de retenção programada, onde é definido que na devolução os recursos bibliográficos serão automaticamente colocados em quarentena, em período definido pela biblioteca, sem liberar reservas existentes. Após o término da quarentena estabelecida por tipo de material, os itens são liberados, notificando os usuários, caso existam reservas. Esta funcionalidade ajudará as bibliotecas no processo de reabertura dos acervos, sem expor colaboradores e usuários.

Muito tem sido discutido sobre os protocolos que devem ser adotados na devolução. Evidentemente vários fatores devem ser considerados, como tipo de suporte, seu estado físico, a área que receberá os recursos para quarentena etc. Os estudos disponíveis sobre o tempo de permanência do vírus em superfícies apresentam valores que variam de 2 a 15 dias para papéis. Sabemos que soluções líquidas ou em gel para desinfecção não são apropriadas para aplicação em livros e papéis em geral e orientações neste sentido devem ser passadas aos usuários.

Uma opção para diminuir a manipulação dos recursos bibliográficos é usar a funcionalidade de autoempréstimo do APP SophiA (disponível somente para o SophiA Biblioteca). Pelo APP SophiA o usuário pode fazer seu próprio empréstimo, por meio de leitura do código de barras do livro com a câmera do celular, diminuindo aglomerações no balcão de atendimento e o manuseio dos recursos entre colaboradores e usuários. A devolução pode ser feita em caixas para autodevolução (bookdrop), quando os itens devem ser separados do acervo em salas específicas para a quarentena, em local com acesso restrito a poucos colaboradores, devidamente protegidos por equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras, luvas e aventais. Este espaço deve se ventilado, porém não é recomendado o uso de ar condicionado e ventiladores.

Diversas instituições, clientes SophiA, estão preparando protocolos para a reabertura, onde são dadas orientações sobre higienização de espaços, tempo de quarentena definidos e demais cuidados que devem ser tomados (distância entre as pessoas, uso de salas de leitura, controle de quantidade de pessoas no espaço da biblioteca etc.). Felizmente estamos observando bastante compartilhamento de medidas de segurança e salvaguarda específicas para bibliotecas, divulgadas por instituições do mundo todo. Ao final deste texto, são disponibilizados links com algumas destas iniciativas.

No grupo de clientes SophiA no WhatsApp, foram divulgadas algumas iniciativas de protocolos de reabertura que foram elaborados por instituições como Unicamp, Biblioteca Nacional de Brasília (BNB), Unirio, UERJ, INATEL etc.

Estes materiais visam orientar colaboradores e usuários sobre formas para evitar a transmissão do vírus, os serviços que estão disponíveis, medidas de higiene, salvaguarda e manipulação do acervo, sinalização do ambiente, demarcação de distanciamento no chão, espaço para recebimento das devoluções, estabelecimento de prazos de quarentena de acordo com o tipo de suporte, instalação de escudos de acrílico nos balcões de atendimento etc.

As interações no grupo têm proporcionado uma boa troca de experiências entre bibliotecas de diversos segmentos, além da aproximação com nossos clientes, identificando aspectos que podem ser melhorados no SophiA para facilitar as atividades das bibliotecas neste período de tantas alterações nas rotinas.

A pandemia nos transformou. Algumas destas mudanças provavelmente vieram para ficar. Outras serão descontinuadas assim que o risco de contaminação estiver sob controle. Ninguém ficou indiferente a tudo isso e sair da zona de conforto é obrigatório. O estabelecimento de boas práticas para manipulação do acervo e outras medidas de higiene são positivas, obrigando-nos a repensar rotinas que estavam consolidadas. É um momento de aproximação, união e colaboração entre as pessoas e seus parceiros, construindo este novo normal juntos.

Alguns protocolos disponibilizados online:

UNICAMP: http://www.sbu.unicamp.br/sbu/wp-content/uploads/DiretrizesSBU_Retorno-atividades_COVID_239-ReuniaoColegiado.pdf

Rede de apoio: http://www.sbu.unicamp.br/sbu/atendimentovirtual/

Biblioteca Nacional de Brasília (BnB): http://www.bnb.df.gov.br/index.php/sala-de-imprensa/item/794-protocolo-covid-19-para-medidas-preventivas-a-covid-19-da-bnb

Para saber mais:

IFLA COVID-19 Conceitos básicos: desinfecção patrimônio cultural (vídeo com Mary Striegel)

https://www.ncptt.nps.gov/blog/covid-19-conceitos-basicos-desinfeccao-patrimonio-cultural/

São Paulo (Estado). Protocolos sanitários

https://www.saopaulo.sp.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/protocolo-intersetorial-v-07.pdf

CRB/8: Como higienizar os acervos de bibliotecas durante uma pandemia?

http://www.crb8.org.br/como-higienizar-os-acervos-de-bibliotecas-durante-uma-pandemia/

Bibliotecario: un blog de Edgardo Civallero: Bibliotecas, COVID-19 y desinfección: https://www.bibliotecario.org/2011/01/bibliotecas-covid-19-y-desinfeccion.html?fbclid=IwAR21xV_c65d7en5lZHOIP3k8dbIgN_yrPLbShmJ1FMeCHtQw-0K9SVf3hLo

Para participar do grupo de clientes SophiA Biblioteca e Philos no WhatsApp, fale com nossa equipe de Marketing: marketing@prima.com.br.

Fonte: SophiA

Rede de bibliotecas ajuda comunidades mineiras durante a pandemia; saiba como doar

Moradores em situação precária de BH, Sabará e Betim estão recebendo cestas básicas e cartões para alimentação

Texto por Ana Raquel Lelles

As famílias são ajudadas com livros e cestas básicas
(foto: Produtora Antenados)

A pandemia do novo coronavírus intensificou as desigualdades sociais. E observando essa situação, a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) criou uma campanha de apoio às comunidades brasileiras. A RNBC recolhe alimentos e itens de higiene pessoal e repassa as doações para as bibliotecas parceiras. Os interessados em ajudar podem doar os produtos ou uma quantia monetária na conta corrente de uma das instituições participantes.

Outro projeto que apoia as bibliotecas é o Itaú Social. De acordo com a mediadora de leitura Cleide Moura, a ação do banco disponibilizou R$ 443.250 para as bibliotecas comunitárias mineiras. Ela completa que esse valor foi distribuído conforme a quantidade de pessoas que são ajudadas em cada local. Esse dinheiro pode ser passado para as famílias no formato de um cartão Sodexo, conhecidos como “Cartões Auxílio Alimentação”, onde são creditados R$ 150 por mês num período de três meses. Entretanto, outras bibliotecas preferem investir esse dinheiro em cestas básicas.

As cestas básicas são montadas a partir de doações
(foto: Reprodução Livro Aberto )

Em Minas Gerais, a distribuição é feita com a ajuda da Rede de Bibliotecas “Sou Minas, Uai!”. O Estado de Minas conversou com representantes das bibliotecas comunitárias destas três cidades para saber como está sendo feito a distribuição das doações.

Sou de Minas, uai! e BH

A rede de bibliotecas comunitárias mineiras, Sou Minas, uai!, está ajudando famílias com dificuldades financeira durante a pandemia. Para isso, Daniela Praça, que trabalha na Comunicação da Rede, afirma que, a cada R$600 recebido por doações da RBNC, o dinheiro será repassado para as famílias. Ou seja, as bibliotecas vão receber de R$600 em R$ 600, conforme as doações. “Mas a primeira será a Livro Aberto, devido a necessidade do território no momento ser maior do que as outras reigões”, explica Daniela. “Esse valor será usado para comprar cestas frutas e legumes para 20 famílias da região de BH que perderam seus empregos”, comenta.

Além disso, segundo Daniela, a Sou Minas, Uai! já distribuiu o valor recebido do Itaú Social. “Esse valor foi dividido por sete bibliotecas comunitárias da rede, nos municípios de Sabará, Betim e Belo Horizonte. Cada uma definiu a quantidade de dinheiro e cartões que seriam dados por região”, contou.

Daniela explica que as famílias são cadastradas por meio de telefone para facilitar a organização. Em parceria com a biblioteca Livro Aberto, a Rede distribuiu 186 cartões alimentação, no valor de 150 reais, válidos por 3 meses. Além disso, 114 cestas básicas são distribuídas mensalmente para essas famílias.

A equipe da biblioteca Livro Aberto segue todas as recomendações da OMS ao entregar as doações
(foto: Reprodução Livro Aberto )

Apesar do cadastro já ter expirado, cerca de 300 famílias foram atendidas na região do Bairro Goiânia, em Belo Horizonte, e Alvorada, em Sabará. “Nesse tempo de pandemia, sabemos que muitas pessoas tiveram a sua vida mudada devido ao isolamento social, diminuição de trabalhos, rendas e desemprego. A literatura é um direito humano e nesse momento a literatura vai com alimentos, que também é um direito que não poderia neste momento ser negado a ninguém!”, comentou a equipe em um post no Facebook

Durante a pandemia, a rede de bibliotecas está ajudando em média 985 famílias. Em atividade desde 2010, a Rede Sou de Minas, Uai! é um coletivo de bibliotecas comunitárias localizadas em Belo Horizonte, Betim, Sabará e Santa Luzia. No total, são nove bibliotecas atuando em prol da democratização do acesso ao livro e à leitura em áreas de vulnerabilidade econômica e social das quatro cidades da Grande BH.

“Nossas ações são pautadas na garantia do direito humano à literatura, através de ações culturais. Estão estruturadas com espaços e acervos de qualidade, mediadores de leitura e bibliotecárias aptos a atender às necessidades dos usuários e dos espaços de leitura, que são funcionais e receptivos”, explica Daniela.

Betim

Em Betim, as comunidades atendidas foram as do entorno das bibliotecas, que estão situadas nos bairros São Caetano (Biblioteca Comunitária do GRIASC), Santa Lúcia (Biblioteca Comunitária do Salão do Encontro) e Santo Afonso (Biblioteca Comunitéria do Instituto Ramacrisna). Segundo, a mediadora Cleide, cada uma das bibliotecas ajuda uma quantidade diferente de pessoas.

“Por exemplo, a Biblioteca Comunitária do Instituto Ramacrisna ajuda 170 famílias. Já a Biblioteca Comunitária do GRIASC ajuda cerca de 80. A Biblioteca Comunitária do Salão do Encontro são quase 300”, comenta a mediadora.

Cleide explica que, em Betim, o dinheiro recebido do Itaú Social foi repassado para as bibliotecas em forma cartão Sodexo, o “Cartão Auxílio Alimentação”, com 150 reais para compras em junho, R$ 150 em julho e R$ 150 em agosto. “Porque assim a família pode comprar gás, leite e outros itens que não têm em cestas básicas”, comenta a mediadora.

Nos cartões auxilio alimentação são depositados R$ 150 para ajudar as famílias
(foto: Reprodução Livro Aberto )

O trabalho voluntário feito na cidade é pelos mediadores de leitura, articuladores e bibliotecária e responsável pela comunicação da Rede. “O trabalho de cadastramento de famílias e entregas é feito na rua, enquanto as reuniões de planejamento, relatórios e prestação de contas são feitas em home office”, conta Cleide.

Sabará

Em Sabará, na região metropolitana de BH, a Borrachalioteca ajuda as comunidades carentes da cidade. A equipe da biblioteca comunitária trabalha selecionando livros e divulgação de atividades culturais remotas. Túlio Damascena, mediador de leitura e coordenador da Borrachalioteca, conta que o trabalho da biblioteca comunitária é mais voltado para a cultura.

Durante a pandemia, a biblioteca comunitária está ajudando bastante as comunidades carentes. Segundo Túlio, a equipe procurou fechar parcerias com outras lideranças que já fazem trabalho comunitário para ajudar na organização da doações. “Elegemos seis lideranças e elas foram responsáveis por fazer o levantamento das famílias e depois cada uma dessas lideranças foram responsáveis por essa entrega, tanto do banco de alimentos, como o cartão, as fraldas e as cestas básicas”, explica. Além de receberem alimentos e uma quantia financeira, Tulio conta que cada família recebeu um kit de livro.

Durante a ajuda em Betim, a editora Lê estava presente na entrega das doações da Biblioteca Ramacrisna
(foto: Produtora Antenados)

Ele explica que, num primeiro momento, a campanha contou com apoio do Itaú Social, para as Redes de Bibliotecas que são apoiadas pelo programa Prazer em Ler. “Cada biblioteca vinculada a uma rede (são 11 no total) fez uma avaliação de quantas famílias poderia atender junto à comunidade em que as bibliotecas estão inseridas. Após esse primeiro contato as redes receberam recursos por meio de uma entidade proponente, que repassou a outras instituições”, explicou.

“As bibliotecas da Rede ‘Sou de Minas, uai!’ se mobilizaram e criaram estratégias para que o repasse fosse feito da melhor maneira”, comentou Túlio. Além do suporte do Itaú Social, a RNBC está arrecadando recursos para serem repassadas “para dar continuidade a esse trabalho”.

Segundo Damascena, as entregas das doações estão sendo feitas de duas maneiras: “o suporte do Itaú garantiu o atendimento das famílias por três meses e o recurso da campanha da RNBC está sendo distribuído à medida é captado”. A equipe distribui para as famílias o cartão alimentação, que fica em nome de um dos membros, cadastrada previamente, com o aporte de R$ 150 mensais por três meses. Além disso, algumas famílias estão recebendo cestas básicas e os produtos de higiene pessoal.

“O banco de alimentos, que já existia na comunidade do Bairro Cabral, que ficou comprometida pela chuva que castigou Sabará em janeiro, nesse caso fechamos uma parceria com um sacolão que fez preço de custo nos alimentos e de 15 em 15 dias as pessoas podem retirar nas dependências da biblioteca (Sala Son Salvador)”, conta Túlio. Ele comenta que as famílias terão apoio pelos meses de junho, julho e agosto

O mediador de leitura conta que cerca de 109 famílias foram ajudadas com o com o cartão alimentação desde o início do projeto. “Atendemos cerca de 130 com as cestas básicas, 5 com produtos de higiene pessoal, 50 famílias com o banco de alimentos”, conta Túlio. Os bairros ajudados são Caieira, Cabral, Adelmolândia, Rosário I e II, Roça Grande, Catita, Pompéu, Paciência, entre outros.

As bibliotecas tentam evitar a propagação do vírus durante a entrega
(foto: Reprodução Livro Aberto )

Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias

A Campanha de apoio às comunidades para distribuição de itens de higiene e alimentos é promovida pela Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) e deve continuar até o fim da pandemia. Minas Gerais já está na segunda fase da campanha, ou seja, na segunda vez que ocorre as doações no estado. Além de Minas, o projeto também atua em São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul e Pará.

Para ajudar, os doadores podem fazer depósito na conta-corrente de uma das instituições participantes da rede. “Todo o recurso arrecadado será usado para a compra de alimentos, material de higiene, gás e repasse direto, sendo distribuído de acordo com as necessidades de cada comunidade”, destacou Cris Lima, integrante da rede.

Além disso, os interessados podem doar cestas básicas e itens de higiene diretamente às redes de bibliotecas espalhadas pelo país. Em Minas Gerais, os podem ser entregues em Belo Horizonte, Sabará e Betim. Já nos outros estados, as entregas podem ser feitas em Belém e Ananindeua (PA), São Luiz, Fortaleza, Recife, Olinda (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE), Salvador, Nova Iguaçu (RJ), Duque de Caxias (RJ), Paraty (RJ), São Paulo, Guarulhos (SP), Mauá (SP), Porto Alegre, Cachoeirinha (RS), Eldorado do Sul (RS), e Esteio (RS).

A RNBC é um movimento pela democratização do acesso ao livro e às bibliotecas. São 119 bibliotecas em 22 municípios nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, que atendem um público médio de 30 mil famílias.

Para as doações em dinheiro:

ACESA – Associação Cultural Esportiva Social Amigos

CNPJ: 14.810.743/0001-31

Banco: Caixa econômica Federal

Agência: 0049

Conta corrente 14453 Dígito 5

Entre contas CEF: 003 conta 14453-5

Para as doações presenciais, confira os endereços das bibliotecas no site da RNBC

*Estagiária sob supervisão de Álvaro Duarte

O que é o coronavírus?

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Casos de COVID-19 em Minas Gerais

Clique para conferir número de pacientes infectados por município

Como a COVID-19 é transmitida?

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Fonte: Estado de Minas Gerais

Acervo da Biblioteca Municipal é organizado durante a pandemia do novo coronavírus

Desde o último dia 1º, funcionários do espaço público já separaram mais de 8 mil livros

Na Biblioteca Municipal, força-tarefa iniciou na última semana

Fechada ao público por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), a Biblioteca Municipal Martinico Prado passa por organização interna do acervo, realizada pelos funcionários do espaço público. A força-tarefa começou no último dia 1º.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, mais de oito mil livros provenientes de doações já foram separados. “Nosso trabalho aqui na Biblioteca não para, mesmo não havendo atendimento ao público, por causa da covid-19. Internamente, estamos separando livros que estavam encaixotados e que futuramente estarão disponíveis aos nossos leitores”, explicou a chefe de serviço da Biblioteca Municipal, Silmara Da Roz Eliseu.

Após a separação dos livros, haverá um processo de triagem de todos os materiais. “Todos os livros que estamos separando são importantes. Alguns exemplares serão doados a asilos, outros estarão disponíveis no pegue-leve da própria Biblioteca, entre outras formas de doações. Os títulos mais novos e repetidos serão guardados e farão parte do nosso acervo. Achamos muitas obras interessantes que estavam guardadas”, acrescentou Gustavo Grandini Bastos, bibliotecário municipal.

A Secretaria de Cultura reforça que, neste período de pandemia, a Biblioteca Municipal permanece fechada para o atendimento ao público. “Os livros emprestados antes da pandemia foram renovados automaticamente e as devoluções serão realizadas posteriormente”, finalizou a chefe de serviço.

Após separação, livros passam por triagem

Fonte: Secom/Prefeitura de Araras

Bibliotecas do Senado e da Câmara apresentam seus serviços pelo Instagram

Texto por Comunicação Interna

Biblioteca do Senado: mudanças de comportamento por conta da pandemia de covid-19 levaram instituição a buscar alternativas de oferecer acervo, produtos e serviços virtualmente
Roque de Sá/Agência Senado
Fonte: Agência Senado

“Um passeio pelas bibliotecas digitais da Câmara e do Senado” é o tema da transmissão ao vivo (live) que acontece na próxima quarta-feira (10), às 18h, patrocinada pelas bibliotecas das duas instituições. A iniciativa, chamada de Parlabiblio, promoverá a partir de agora eventos pela internet para apresentar à população os serviços, produtos e acervos disponíveis nas duas Casas Legislativas. As lives poderão ser acompanhadas pelos canais @biblioteca.senado  e @biblioteca.camara, no Instagram.

Esses eventos virtuais foram a forma que as bibliotecas encontraram para oferecer alternativas ao público diante das mudanças comportamentais provocadas pela pandemia da covid-19.

— A biblioteca é um organismo em constante desenvolvimento e que tem a capacidade de adaptar-se para promover acesso aos recursos informacionais nas atuais condições [de pandemia]. É um momento muito particular em que a biblioteca se sente chamada a contribuir nas ações para minimizar essa situação de desgaste e desconforto que o isolamento social causa na maioria da população — observa o bibliotecário Osmar Arouck, do Senado.

Além de apresentar o acervo, a iniciativa deve promover debates e leituras mediadas para seu público virtual.

Fonte: Agência Senado

AS TECNOLOGIAS DE GEOLOCALIZAÇÃO E CRISE EPIDEMIOLÓGICA: REFLEXÕES PARA UMA SOLUÇÃO CONCILIATÓRIA

Texto por Oscar Carlos Cidri Neto

Alex Mecabô – Mestrando em Direito das Relações Sociais na Universidade Federal do Paraná/UFPR. MBA em Gestão e Business Law pela FGV. Pesquisador do Grupo de Estudos em Direitos Autorais e Industriais – GEDAI/UFPR. E-mail: mecabo.alex@gmail.com

Alice de Perdigão Lana – Mestranda em Direito das Relações Sociais na Universidade Federal do Paraná/UFPR. Bolsista CAPES. Pesquisadora do Grupo de Estudos em Direitos Autorais e Industriais – GEDAI/UFPR e do Grupo Direito, Biotecnologia e Sociedade – BIOTEC/UFPR. E-mail: aliceplana@gmail.com

Natalí de Lima Santos – Pós-graduanda em Big Data e Comunicação. Especialista em Direito da Comunicação Digital. Bacharel em Biblioteconomia. Pesquisadora do Grupo de Estudos em Direitos Autorais e Industriais – GEDAI/UFPR. E-mail: santosnathlima@gmail.com

Revisão: Roberto Nelson Brasil Pompeo Filho

A COREIA DO SUL E A COLETA DE DADOS SIGILOSOS  NO COMBATE DO COVID-19

A solução da Coreia do Sul para controle do COVID-19, intensamente comentada nos veículos de notícias poucos meses atrás, já parece old news. O rastreamento por meio de aplicativos de celular, que coletavam dados detalhados (e às vezes sigilosos) dos cidadãos, como histórico de GPS[1], dividiu a opinião internacional.

Enquanto a maioria aplaudia o aumento da vigilância por um “bem maior” (a contenção da disseminação do Sars-Cov-2), especialistas da área da privacidade alertavam para os inúmeros possíveis efeitos deletérios de um controle tão amplo da vida de cada cidadão por parte do Estado.

Rapidamente, assim, a discussão se polarizou: saúde pública versus privacidade. Colocada dessa forma, a escolha parece fácil. A saúde pública, especialmente em tempos de pandemia, é uma prioridade geral; a privacidade, por outro lado, esse conceito tão abstrato e vilipendiado no século XXI, é facilmente deixada de lado. Mas será que realmente é necessário escolher um ou outro? As tecnologias de rastreamento, úteis para enfrentar a pandemia, não necessariamente demandam violações de privacidade em massa.

Conforme explica Mariana Valente, diretora do InternetLab, existem dois grandes sistemas[2]. O primeiro usa dados de geolocalização – informações de onde geograficamente o celular está ou esteve em determinado momento. Os celulares podem ser localizados por meio da triangulação de antenas. Quem destaca essa localização geralmente são as empresas de telecomunicação, mas as empresas de tecnologia, provedoras de serviços de internet, também coletam tais dados.

O  TRATAMENTO DOS DADOS NA TECNOLOGIA CONTACT TRACING

Os dados de geolocalização podem ser usados de forma agregada ou individualizada. Na forma agregada, os dados são vistos como conjunto, para fins estatísticos, servindo para o monitoramento de concentração – o que permite entender se as medidas de isolamento estão sendo eficazes. Não é possível ver exatamente o que cada indivíduo fez. Já na utilização de forma individualizada, os dados de geolocalização podem dar o trajeto minucioso de cada indivíduo.

Essas tecnologias não são adequadas para o contact tracing – rastrear com quem alguém potencialmente infectado teve contato. Elas não são precisas o suficiente, pois o contágio pressupõe uma proximidade de 2m. É possível articulá-la com outros dados (como compras em cartão de crédito) para aprimorar a precisão, como fez a Coreia do Sul, mas isso envolve uma coleta muito maior de dados – o que pode resultar em mais violações de privacidade.

O segundo sistema, que funciona para o contact tracing, se baseia no sinal de bluetooth de cada celular. Nesse caso, não é necessário saber a localização de cada pessoa – o que importa é a proximidade. O aplicativo, usando essa tecnologia, saberá quais dispositivos estiveram próximos. Aqui, a tecnologia ajuda pessoas contaminadas a notificar outras pessoas, com quem tiveram proximidade física, de seu exame positivo. Tal informação também pode ser útil para o desenvolvimento de políticas públicas.

AS HIPÓTESES DE VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE

A possível violação de privacidade vem justamente na forma como se lida com esses dados. Existem duas maneiras: a primeira é o modelo centralizado, pelo qual uma autoridade tem acesso a essas informações e aos identificadores dos usuários individuais. Essa informação pode gerar, em um bom cenário, um aviso da autoridade responsável de que a pessoa está infectada para as pessoas com quem ela entrou em contato.

No entanto, em países com tendências autoritárias, isso pode significar o envio de forças policiais para a casa de todos esses indivíduos, com objetivo de removê-los a força ou algo pior. Além do mais, isso daria à autoridade responsável pelo banco de dados a informação de que certas pessoas estiveram em contato em dado momento – algo aparentemente simples, mas que pode fornecer dados sensíveis, como o pertencimento a determinado grupo político ou religioso, ou mesmo casos extraconjugais.

O segundo modelo, descentralizado, depende de informações que ficam armazenadas no celular de cada pessoa, com um banco de dados menos robusto. Aqui, os identificadores de cada pessoa encontrada são anônimos, e a autoridade responsável não tem acesso à informação particular de cada indivíduo. Frise-se: a autoridade responsável pelo banco de dados não conta com dados de contato de cada usuário, que permitiriam sua identificação imediata.

A QUESTÃO DA PRIVACIDADE NA TECNOLOGIA UTILIZADA NO BRASIL PARA CONTROLE DA PANDEMIA

A temática é controversa. As medidas emergenciais de vigilância adotadas por alguns países demonstram o quão frágil é o direito à liberdade e privacidade. Em Israel, o governo autorizou – sem supervisão judicial e aprovação parlamentar – a Agência de Segurança a coletar os dados de celulares dos cidadãos e repassar ao Ministério da Saúde, de maneira que será possível alertar àqueles que possivelmente foram expostos ao vírus e monitorar os infectados. Porém, a Associação dos Direitos Civis já se manifestou, alegando ser uma medida inadequada, já que a tecnologia utilizada no processo de coleta é a mesma usada no rastreamento de combate ao terrorismo.[3]

Em sentido semelhante, utilizando recursos dispostos na Big Data, o Brasil também adotou ações para controlar a disseminação do Sars-Cov-2. Em São Paulo e Rio de Janeiro, os governos estaduais firmaram parcerias com as operadoras de telefonia, objetivando o acesso de dados de geolocalização para auxiliar no enfrentamento da doença.

O rastreamento, neste caso, é feito pelo sinal emitido pelas antenas do aparelho celular. Em seguida, são representados em “mapas de calor”, que indicarão maior ou menor concentração de pessoas em determinados locais e períodos.

Assim, seria possível identificar pontos de aglomerações, mapear o fluxo de pessoas nas principais vias da cidade e comprovar a eficácia das medidas de distanciamento social, a fim de evitar o crescimento acelerado da doença, como aconteceu em outros países.

De acordo com as operadoras de telefonia brasileiras, peças centrais deste modelo, os dados repassados são anonimizados e cumprem com a tutela de privacidade dos usuários.

No entanto, é certo que, além de não haver consentimento do titular dos dados para as finalidades pretendidas, há, também, deficiência na fundamentação que pavimentaria o reconhecimento da necessidade de implantação do monitoramento. Quais são os projetos estatais vinculados a este monitoramento? Qual a efetividade do rastreamento para o controle e dispersão das aglomerações? Qual a linha de tempo (nascimento e morte) dos dados pessoais coletados?

A ausência de um planejamento robusto que denote, em minúcias, os trajetos e pretensões repousadas sobre estes sistemas de monitoramento de geolocalização invalidam toda a pretensa boa intenção do administrador público de utilizar a tecnologia para fins de proteção à saúde e incolumidade pública.

Paralelamente, a prefeitura de Recife implementou um aplicativo próprio para monitorar a localização dos celulares, obter dados de deslocamento e acompanhar em quais locais as medidas de restrições estão sendo cumpridas.

Diferente de São Paulo e Rio de Janeiro, o município utilizará a tecnologia desenvolvida por uma startup que faz uso de triangulação de redes wi-fi e sensores de bússola dos smartphones – exatamente como dispõe o primeiro sistema anteriormente apresentado.

Além disso, a empresa coleta dados a partir de aplicativos de terceiros, que possuem, em suas políticas de privacidade, a autorização de transmissão de dados a parceiros comerciais, sobretudo para fins de marketing direcionado[4].

Neste modelo, o fundamento não se socorre na anonimização supostamente empreendida pelas empresas de telefonia, mas, sim, do pretenso consentimento do usuário a partir da (suposta) ciência das políticas de privacidade de determinados aplicativos de telefone.

Em ambos os modelos, no entanto, aproveita-se de uma lacuna deixada pela postergação de vigência da Lei Geral de Proteção de Dados, ignorando-se que a própria dinamização do direito à privacidade agasalha a necessidade de respeito à autodeterminação informativa. Corrobora, neste sentido, interessante acórdão proferido pelo STJ, já nos idos de 2010, debruçado sobre a veiculação indevida da imagem de um sujeito na internet, que concluiu: “com o desenvolvimento da tecnologia passando a ter um novo conceito de privacidade que corresponde ao direito que toda pessoa tem de dispor com exclusividade sobre as próprias informações, ou seja, o consentimento do interessado é o ponto de referência de todo o sistema de tutela da privacidade”[5].

Em verdade, o deslocamento do debate para a dualidade “proteção de dados versus saúde”, nuclear para a aceitação da implementação dos mecanismos de monitoramento de geolocalização no contexto de Sars-Cov-2, denota um certo desprestígio que a privacidade detém em contextos de massificação do cyberspace[6].

O discurso de proteção à vida, em um cenário de crise epidemiológica, é cômodo e superficial, mas desconsidera a existência de mecanismos tecnológicos aptos a resguardar, também, o direito à privacidade – ou, ao menos, reduzir os riscos de perfilização[7] indevida, monitoramento estatal excessivo e manipulação de massas.

O segundo sistema aqui apresentado, baseado nos sinais de bluetooth dos aparelhos celulares, quando formatado pelo modelo descentralizado, se alimenta de bancos de dados menos robustos e anonimizados (pelo menos de forma imediata).

A alocação de recursos e esforços governamentais para o monitoramento dos cidadãos, com fundamento na necessidade de dispersão das aglomerações, pode parecer louvável, mas exige um debate qualificado e que contemple, em igual medida, todos os direitos fundamentais envolvidos.

A coleta desmedida de dados pessoais, principalmente em ano eleitoral, acende o alerta acerca da desvirtuação das ferramentas tecnológicas para finalidades pouco republicanas e menos honrosas que a defesa da “saúde pública”.

REFERÊNCIAS:

[1] A Estratégia da Coreia do Sul de contenção da COVID-19. In: Boletim GEDAI abril de 2020 – Especial Coronavírus. Disponível em: https://www.gedai.com.br/a-estrategia-da-coreia-do-sul-de-contencao-da-covid-19/. Acesso em: 11 maio 2020.

[2] Podcast “Antivírus”. Ep. 04: “Geolocalização é vigilância?”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KkBfpTTKU7c&feature=youtu.be. Acesso em: 16 abr. 2020.

[3] Israel começa a monitorar celular de contaminados com coronavírus. Disponível em: https://noticias.r7.com/internacional/israel-comeca-a-monitorar-celular-de-contaminados-com-coronavirus-17032020. Acesso em: 14 maio 2020.

[4] Prefeitura do Recife coleta localização dos celulares para mapear isolamento social. Disponível em: https://teletime.com.br/25/03/2020/prefeitura-do-recife-coleta-localizacao-dos-celulares-para-mapear-isolamento-social/. Acesso em: 14 maio 2020.

[5] STJ. REsp 1.168.547/RJ. Rel. Min. Luis Felipe Salomão. J. 11.05.2010.

[6]“O cyberspace é um conceito transcendente às experiências da Internet, tendo não somente como panorama um meio de comunicação digital, mas um espaço que abrange uma nova forma de vida social e de cultura: a cybersociety”. (LIMA, Cíntia Rosa Pereira de; PEROLI, Kevin. Direito Digital: Compliance, Regulação e Governança. São Paulo: Quartier Latin, 2019. p. 23)

[7] “Esta técnica, conhecida como profiling, pode ser aplicada a indivíduos bem como estendida a grupos. Nela, os dados pessoais são tratados, com o auxílio de métodos estatísticos, inteligência artificial e outras mais, com o fim de obter uma metainformação, que consistiria numa síntese dos hábitos, preferências pessoais e outros registros da vida desta pessoa. O resultado pode ser utilizado para traçar um quadro de tendências das futuras decisões, comportamentos e destinos de uma pessoa ou grupo. A técnica pode ter várias aplicações desde, por exemplo, o controle de entrada em um determinado país pela alfândega […]bem como uma finalidade privada, como o envio seletivo de mensagens publicitárias de um produto apenas para seus potenciais compradores, dentre inumeráveis outras”. (DONEDA, Danilo. Da privacidade à proteção de dados pessoais. São Paulo: Renovar, 2006. p. 175)

Fonte: GEDAI

«El acceso abierto ya es imparable»: Entrevista a Uxía Gutiérrez, coordinadora de Bibliosaúde

Texto por Uxia Gutierrez

Entrevistamos a Uxía Gutiérrez, coordinadora de la biblioteca virtual Bibliosaúde, la red de cooperación integrada por las bibliotecas de los centros hospitalarios del Sistema Público de Salud de Galicia.

En un momento tan complicado para nuestros servicios de salud, apreciamos mucho su testimonio experto. Uxía Gutiérrez nos habla sobre su trabajo diario como bibliotecaria en Complexo Hospitalario Universitario de Ferrol, describiendo las particularidades de esta importante faceta de la documentación sanitaria. En la entrevista también nos avanza algunas de las primeras consecuencias visibles de la pandemia para nuestro entorno profesional.

(Archivoz) ¿Cómo llegaste a ser bibliotecaria en un hospital?

(Uxía Gutiérrez) Pues yo estudié en la Universidade de Santiago de Compostela, realicé la licenciatura de Geografía e Historia. Primero me especialicé en Arte, y posteriormente hice la especialidad de Archivística y Biblioteconomía en la misma universidad. En el año 1990 estaba trabajando como colaboradora en la biblioteca del Ateneo Ferrolán por las tardes y en una biblioteca escolar durante unos meses por las mañanas, y salió una convocatoria en el periódico en la que solicitaban personal para la biblioteca del Hospital Arquitecto Marcide. Me presenté, hice unas pruebas y entrevistas y así empecé a trabajar en una biblioteca de hospital. Posteriormente, en el 2005 el Servizo Galego de Saúde convocó oposiciones también para bibliotecarios y consolidé la plaza como personal estatutario.

Leia a íntegra da notícia em https://www.archivozmagazine.org/es/uxia-gutierrez-bibliosaude-acceso-abierto/

Fonte: Archivoz

UFRB disponibiliza e-books gratuitos com temas sobre a pandemia do coronavírus

Texto por Renato Luz

A Comissão Local de Enfrentamento da CoVid-19 do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) divulga o e-book “Estratégias para profissionais de saúde manejarem a ansiedade dos usuários dos serviços de saúde na pandemia”. A obra, no formato e-book, objetiva ajudar os profissionais de saúde no enfrentamento à pandemia, e apresenta discussões sobre medo, ansiedade, e estratégias práticas de intervenção.

A iniciativa partiu do Serviço de Psicologia que adaptou textos da professora Jeane Sakya Campos Tavares e do estudante de medicina, Carlos Antônio Assis de Jesus Filho. A publicações está disponível para leitura online e download gratuito na página do CCS.

“Educação em Tempos de Covid19” – O livro “Educação em Tempos de Covid-19: reflexões e narrativas de pais e professores”, lançado pela Editora Dialética e Realidade, tem a contribuição do professor Eniel do Espírito Santo (CECULT) da UFRB. O docente escreveu em coautoria com a professora Sara Dias-Trindade (Universidade de Coimbra) o capítulo 19 denominado: “Educação a distância e educação remota emergencial: convergências e divergências”.

Segundo Eniel, a obra é uma  resposta imediata às transformações ocorridas num breve espaço de tempo, que alterou o status quo da atuação educacional de professores e pais. “O capítulo apresenta os principais fundamentos da educação a distância (EaD), correlacionando-os com a educação ou ensino remoto emergencial, mesmo considerando-se as limitações de se construir uma narrativa concomitante a sua construção”, afirmou.

O livro encontra-se disponível para download gratuitamente.

Fonte: UFRB

Mais conectados, livreiros avaliam impacto de quarentena e preparam reabertura

Texto por Maria Fernanda Rodrigues – Estadão Conteúdo

Quando for seguro sair de casa novamente, não vamos encontrar mais algumas lojas da Saraiva espalhadas por shoppings de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Canoas e São Caetano. Enfrentando a pior crise de sua história, que vem de antes mas foi agravada pela pandemia, a rede, que está em recuperação judicial, está fechando pelo menos 7 livrarias – mas esse número pode chegar a 19 num futuro próximo.

No mesmo barco, a Cultura acaba de apresentar um novo plano de recuperação e tenta negociar com editoras outra forma de voltar a ter crédito com elas e livros para vender, propondo dividir o pagamento na hora, o Split, com uma porcentagem extra para amortecer a dívida recente.

Enquanto as duas lidavam com seus problemas nesses dois meses, outras livrarias e redes usavam a criatividade para seguir vendendo, mesmo com as portas fechadas. Usaram WhatsApp, investiram no e-commerce, aprenderam a fazer marketing digital, ouviram o cliente. Alguns deram férias aos funcionários. Houve alguma demissão. E, embora os números não sejam animadores – segundo a Nielsen, o varejo registrou queda de 33% em maio, em relação a 2019, e acumula perdas de 13% em 2020 -, elas estão conseguindo, com mais ou menos dificuldade, passar por isso. E algumas até já se preparam para a reabertura.

Não há uma data certa para isso acontecer. A Associação Nacional de Livrarias está ouvindo seus associados para apresentar uma proposta para a prefeitura de São Paulo. Quando essa resposta sair, Alexandre Martins Fontes já estará com a sua Livraria Martins Fontes minimamente adaptada. Nesta semana, foram instalados escudos protetores nos caixas e adesivos no chão, demarcando um distanciamento seguro além de máscara para funcionários, álcool em gel. Tudo conforme manda o novo figurino.

Apesar disso, Martins Fontes não acredita que haverá um movimento minimamente parecido com o de antes do coronavírus, e continua apostando no e-commerce, que já era importante para a empresa, no serviço de televendas que criou agora e em marketplace (por exemplo, é possível comprar pela Amazon um livro que será vendido e entregue pela Martins Fontes). “A pandemia chegou para mudar para sempre a maneira como as pessoas consomem bens e serviços e confirmou a importância da tecnologia. Vamos investir mais do que nunca em infraestrutura logística, comunicação e marketing digital”, disse o livreiro que projetava faturar 30% do que havia sido previsto antes, mas que fechou abril e maio com 75%.

O que salvou a Leitura, a maior rede em número de lojas, foi o caixa anterior, principalmente, e as vendas online – e olha que, até o ano passado, a mineira nem tinha mais um e-commerce (a regra lá é não manter aberta uma loja deficitária por muito tempo, e o site era). Entre 20 de março e o final de abril, com as 73 lojas fechadas e atendimento só pelo e-commerce e delivery, a venda caiu 96%, diz Marcus Telles, sócio da rede. A Leitura demitiu 10% dos funcionários e, mesmo agora com o início da reabertura em algumas cidades, ele prevê demitir mais 10% de seus funcionários em julho – e diz que dará preferência a eles quando retomar as contratações em novembro. Os planos, porém, não foram desacelerados e a Leitura quer encerrar este ano estranho com 79 lojas (uma foi fechada mês passado).

E como foi a reabertura? “As duas lojas de rua de Belo Horizonte voltaram acima das expectativas e venderam quase igual a antes. As seis de Brasília recomeçaram faturando 60% do que seria o normal.”

Voltando para um cenário mais modesto e menos virtual. Samuel Seibel, dono da Livraria da Vila, disse que, por ser uma livraria de loja física, o impacto foi muito forte. “Nossa filosofia sempre foi a de criarmos uma relação pessoal com o cliente, indicando livros e trocando ideias. Por priorizar as lojas físicas, o e-commerce só foi lançado em dezembro. Janeiro e fevereiro serviram de teste sem saber o que viria pela frente. E, quando houve o fechamento das lojas, tínhamos pelo menos o site para vender”, comentou. O crescimento tem sido dia a dia, e as vendas online equivalem ao faturamento de uma pequena loja da rede, que já reabriu em Curitiba e em Londrina.

A Travessa também sofreu o baque. “Muito doloroso ver as lojas fechadas”, disse Rui Campos, que não demitiu, mas suspendeu contratos e reduziu jornada. Segundo ele, o site teve um incremento de 50% nas vendas e, somado ao televendas, a Travessa está faturando cerca de 20% do que faturaria em condições normais. Rui citou Vinicius de Moraes, que diz a vida é arte do encontro, e completou: “A Travessa é um espaço pensado para encontros. Do livro com o leitor e de pessoas que gostam de livros com pessoas que gostam de livros. Vai continuar a ser.”

A Blooks também aposta na livraria como ponto de encontro, e Elisa Ventura acha que os eventos não voltam tão cedo. Por outro lado, com algum investimento no site, as vendas online melhoraram – mas elas representam 10% do que vendiam nas lojas antes. A lição que fica? “Que é fundamental olhar melhor para o cliente, fazer um atendimento personalizado e atender demandas de regiões onde não há lojas físicas”, disse.

A Mandarina estava começando a entender o mercado quando teve que fechar as portas, sete meses depois da inauguração, em Pinheiros. De lá para cá, tem vendido pelo WhatsApp porque o e-commerce só começa a funcionar na semana que vem. “Conseguimos manter a receita para pagar as contas e aceitamos todas as ajudas. Fizemos parceria com Milton Hatoum, que assinou livros para os clientes; com a Companhia das Letras, que ofereceu linha de crédito para mantermos a folha; e com editoras menores, como a Nós, que destinou parte das vendas de abril para a livraria”, contou Roberta Paixão.

Muitas editoras estão tentando ajudar pequenas livrarias, mas existe uma sensação de que uma nova fase conturbada vai começar – com as editoras, receosas de novos calotes, endurecendo negociações. “A indústria vai precisar dar crédito para o varejo, embora ela já faça isso consignando os livros.

Esperávamos que a ajuda do governo chegasse com mais facilidade”, disse Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros. Há uma proposta de projeto de lei, do senador Jean Paul Prates, para ajudar o mercado durante o período de calamidade, mas ela nem sequer entrou na pauta. “Para o ecossistema do mercado editorial, a livraria é fundamental. Uma importante vitrine. O varejo online não dá conta da quantidade novos títulos”, afirmou Pereira.

“Torço muito para que esse processo de reabertura não tenha um soluço mais grave. O medo de todos é a segunda onda do coronavírus.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Bem Paraná

DIANTE DA PANDEMIA DO COVID19, DEGASE ESTIMULA JOVENS A PRÁTICA DA LEITURA

Texto por Paulo Araújo

Foto: Divulgação

Instituição capacita agentes de leitura para atuarem nos espaços socioeducativos

Nesse período de isolamento, a comunidade socioeducativa tem se debruçado sobre os mais variados projetos que sejam viáveis de implementar no sistema. Um dos mais eficientes, que garantem os protocolos preventivos à Covid-19, é a oferta de obras literárias aos adolescentes. No Centro de Atendimento Intensivo (CAI) Belford Roxo, o CAI Baixada, a bibliotecária Simone Barros tem aproveitado ainda mais o espaço de leitura reinaugurado esse ano com as mediações de leitura para os internos, que podem ser seguidas de debates sobre o texto lido em rodas de conversas ou mesmo estimular a criação de desenhos ou outros textos.

Já em Volta Redonda, os agentes Jorge Luís e André Peixoto implementaram no Centro de Socioeducação Irmã Asunción de La Gandara Ustara (Cense Ialgu) uma ação que incentiva o hábito da leitura no s jovens. “Independentemente da função que se exerce nessa comunidade é dever de todos zelar pela garantia dos direitos”, afirmam eles.

Na opinião do diretor-geral do Departamento Geral de Gestão Socioeducativa (Degase), Márcio Rocha, salas de leitura trazem a perspectiva de despertar nos adolescentes o interesse pelo conhecimento de algo novo. “Assim como a pandemia é algo incomum para nossas gerações, ler passou a ser uma prática exercida por poucos. Ter um espaço para a prática da leitura nesse momento de distanciamento entre as pessoas passou a ser algo muito importante”, salientou.

As atividades de estímulo à leitura dão continuidade ao trabalho desenvolvido nas salas de leitura no Cense Dom Bosco, EJLA e Cense Ilha, PACGC, Cense Volta Redonda e GCA, Cense Friburgo, Criaad São Gonçalo e Criaad Ilha, Cecel e Cai Belford Roxo. Onze unidades que foram inauguradas ou revitalizadas nos últimos meses, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

Empréstimo de livros nas unidades da capital

Adolescentes que estão em unidades na cidade do Rio podem solicitar à Divisão de Pedagogia (Diped) e à Biblioteca Claudio Tourinho Saraiva, na Ilha do Governador, o empréstimo de livros nas unidades, com o objetivo de lhes oferecer mais opções de atividades culturais durante este período de pandemia, quando há menor oferta de atividades.

“Estimular o gosto pela leitura é muito importante em qualquer fase da vida, no sentido em que ajuda a despertar a criatividade, aumentar o vocabulário, e melhorar a escrita, sobretudo na adolescência, que se trata de uma fase de transformação da vida em que a dificuldade de nomear o que se sente pode vir acompanhado de uma agressividade incontrolada e ou uma enfermidade”, explica Lilian Casimiro, uma das bibliotecárias da equipe.

Em sua opinião, em contextos de privação de liberdade, a atividade se torna essencial. “Além da leitura contribuir na redução do estresse e ansiedade, atua também como uma atividade de cultura e lazer para os adolescentes, principalmente nesses tempos de isolamento social”, conclui Lilian Casimiro.

Danielle Torres, também bibliotecária, enfatiza que a experiência de leitura é rica sob diversos aspectos: “sobretudo na abordagem de saúde mental, a atividade ajuda a amenizar o medo e a insegurança, sentimentos tão presentes em tempos de pandemia”, salientou, acrescentando que o servidor também pode manter o hábito de ler ou aproveitar o momento para começar. “ Criamos um ponto de leitura da biblioteca na recepção da Escola de Gestão Socioeducativa Paulo Freire”.

Formação de agentes facilitadores

A Biblioteca Degase não apenas oferece as obras, mas também disponibiliza uma formação de agentes facilitadores para atuarem em atividades culturais com uso dos recursos literários. Mesmo nesse momento de trabalho remoto, o operador socioeducativo interessado – seja ele agente, técnico, gestor ou voluntário – pode contar com essa ferramenta de capacitação à distância.

A Biblioteca preparou material e orientação a quem se dispuser a atuar nos ambientes de ressocialização; basta entrar em contato pelo e-mail biblioteca@novodegase.rj.gov.br e solicitar o material, que também conta com acompanhamento técnico. Essa capacitação, através da Escola de Gestão Socioeducativa Paulo Freire (ESGSE), certifica com horas para fim de progressão funcional.

Fonte: SOLIDÁRIO

Na Amazônia, as bibliotecas estão sendo incendiadas

A penetração do coronavírus ao longo do rio Tapajós, no Pará, está matando os anciãos dos povos tradicionais. Com eles, a doença leva embora história e memória

Texto por Bruna Rocha e Rosamaria Loures, em El País

“Saiba que no meu país, toda vez que um velho morre, uma biblioteca é incendiada”, disse o grande intelectual malinês Amadou Hampaté Bâ em 1962. A frase foi dita em resposta a um senador norte-americano que acusava africanos de serem “ingratos, analfabetos e ignorantes” em sessão do Conselho Executivo da UNESCO.

A formulação de Hampaté Bâ nos ajuda a compreender a importância do ancião para sociedades orais, que transmitem seu conhecimento e história a partir da palavra falada. O provérbio se aplica perfeitamente aos povos da floresta da Amazônia —sejam indígenas, ribeirinhos ou quilombolas— bem como todos os povos e comunidades tradicionais pelo Brasil que têm em seus velhos fontes de conhecimento, autoridade moral, orientação política e espiritual. São justamente esses alicerces que, por pertencerem ao principal grupo de risco da covid-19, estão entre os primeiros a morrer. E em série: estamos assistindo a um genocídio em tempo real.

Nos últimos dias, temos seguidamente recebido notícias que indicam a penetração do coronavírus ao longo do rio Tapajós, no oeste do Pará, inclusive no seu médio e alto curso, onde vive grande parte do povo Munduruku e os ribeirinhos de Montanha e Mangabal, que se autodenominam beiradeiros. Seis velhos Munduruku já faleceram. Jerônimo Manhuary (86 anos) em 10 de maio; Angélico Yori (76 anos) em 22 de maio; Raimundo Dace (70 anos) em 26 de maio; Vicente Saw (71 anos) em 1º de junho; Amâncio Ikõ (60 anos) em 02 de junho e Acelino Dace (77 anos) em 03 de junho.

A morte destes anciãos vai muito além da tragédia local e familiar. Como destacado em uma carta das Associações Munduruku: “Também nos preocupamos com a perda da nossa história, guardada e transmitida por nossos velhos, sábios e pajés, para quem o vírus é mais perigoso.” Os anciãos dessas comunidades representam seus repositórios de conhecimento sobre o território, a história do grupo, a fabricação de objetos e alimentos específicos, dentre outros.

Acabamos de saber que uma das principais referências para o povo Munduruku do médio Tapajós, Amâncio Ikõ Munduruku, não resistiu e faleceu hoje, 02 de junho. Estava desde sábado em uma UTI em Belém, sedado e intubado, respirando com auxílio de ventilação mecânica. Nascido em 1960 no alto rio Tapajós, chegou com a família em Itaituba no início da década de 1970. Sua história se mistura com a de Itaituba, que à época tinha apenas uma rua. Em ironia amarga, a família escolheu o local que se tornaria a Praia do Mangue por ele ser suficientemente próximo a um posto médico que poderia atender sua mãe. Além da luta pela saúde, a vida de Amâncio se caracterizou também pela luta por educação diferenciada, pelo território e pela identidade. Amâncio brigou pelo direito dos Munduruku poderem registrar seus nomes originais, e não nomes de brancos como obrigavam os cartórios, em suas carteiras de identidade. Com apoio de parceiros, fundou a Associação Pariri em 1996, que segue sendo fundamental na luta por direitos. Foi ele, ainda, que aconselhou o cacique Juarez Saw, que também deixou o alto Tapajós, a retomar parte do território ancestral Munduruku que hoje é a Terra Indígena Sawre Muybu/Daje Kapap Eïpi. “Meu pai é um grande guerreiro”, ressalta um de seus filhos, Ikõ Biatpu Munduruku. Ikõ temia que seu pai, como seu avô, morresse sozinho em Belém.

Apenas após grande insistência da família que Amâncio foi levado à Unidade de Pronto Atendimento de ambulância. Antes saudável, seu quadro se agravou rapidamente, apresentando insuficiência respiratória aguda, queda na saturação de oxigênio e comprometimento do pulmão. Como Itaituba, cidade de mais de 100 mil habitantes, possui apenas quatro leitos de UTI e todos estavam ocupados, uma solicitação de remoção aérea foi feita no dia 27 de maio. Amâncio apenas realizaria a viagem no dia 30, após ter sido intubado e reanimado manualmente até atingir um nível de saturação mínimo para poder sobreviver à viagem. Em áudio circulado pelo WhatsApp, uma médica intensivista que o atendeu denuncia a falta de equipamentos, insumos e materiais básicos. Em suas redes sociais, a assessoria de comunicação da Prefeitura do Município de Itaituba oferece outra versão, alegando que uma UTI aérea foi “imediatamente” disponibilizada para Amâncio, e que a solicitação de leito em Belém foi realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de Itaituba, ignorando a articulação fundamental da COIAB –Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira– para que isso ocorresse.

No alto Tapajós, a grande penetração do garimpo de ouro pode ser diretamente relacionada à rápida disseminação da covid-19. No dia 21 de maio, após uma reunião na aldeia Jacarezinho em que se discutiu a legalização do garimpo em terra indígena, os garimpeiros encorajaram Mundurukus de diversas aldeias próximas à cidade, inclusive crianças, a irem à cidade de Jacareacanga participar de uma carreata a favor do garimpo, contrariando os conselhos do pessoal da vigilância sanitária e do Distrito Sanitário Especial Indígena Tapajós. Isto contribuiu de forma decisiva para levar o vírus às aldeias, explicando porque o cacique Vicente, que sequer havia saído de sua aldeia, Sai Cinza, foi morto pela covid-19. Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) registraram que, em abril de 2020, a TI Munduruku figurou como a terra indígena mais desmatada do país, desmatamento esse intimamente associado ao avanço do garimpo.

Dispneico, com saturação de oxigênio em cerca de 60%, Martinho Borõ Munduruku está internado em isolamento no Hospital Municipal de Jacareacanga (onde não há leito de UTI). Nascido em 1943, morador da aldeia Caroçal Rio das Tropas e antigo cacique, é considerado um dos primeiros professores Munduruku, que alfabetizou muitas crianças e lutou pela educação e saúde. Grande historiador, conhece os cânticos Munduruku, e participava das assembleias promovidas pelo povo Munduruku, assim como de ações autônomas de fiscalização do território. Sempre preocupado em “contar as histórias dos antepassados para que as crianças saibam as histórias dos nossos avós,” trabalhou como relator da História dos Antigos Munduruku (1977-1979). Há mais de uma semana Martinho, que é diabético, começou a apresentar sintomas. Segundo relatos, o médico do Serviço Especial de Saúde Indígena que se encontrava na aldeia teria dito a quem apresenta sintomas parecidos com os da covid-19 que estariam com virose. Já com dificuldade de respirar, Martinho foi removido de avião até o hospital de Jacareacanga apenas na última sexta, 29 de maio. Lá, começou a ser tratado com hidroxicloroquina, o que piorou seu estado de saúde. Endossada pela Secretaria de Saúde do Pará, a aplicação deste tratamento pode ser feito mesmo em pacientes “no início de sintomas.” Considerando o quadro descrito pelo seu sobrinho, Jair Boro, que ao chegar em Jacareacanga o tio mal conseguia falar e a alta probabilidade de sua acompanhante não dominar a língua portuguesa, é de se perguntar até onde o “consentimento” dado pelo tratamento, tão enfatizado pelo Ministério da Saúde, seria válido.

Em Montanha e Mangabal, após uma grande luta contra grileiros que tentaram os expulsar violentamente de sua terra e que, em peças judiciais, os tacham de invasores, os beiradeiros tiveram uma parte de seu território histórico contemplado por um Projeto de Assentamento Agroextrativista em 2013. A decisão histórica foi embasada por amplo espectro de provas que incluíam registros feitos por viajantes desde o século XIX, antigos registros de batismo – e, fundamentalmente, pela memória coletiva do grupo, transmitida pelos mais velhos e alicerçada em marcos da paisagem. Uma das principais matriarcas dessa comunidade, Odila Braga dos Anjos forneceu relatos, fotografias e documentos que seriam fundamentais ao processo. Nascida em 1937 na localidade de Lajinha, dona Diloca, como é conhecida, tem onze irmãos e teve dez filhos no beiradão do Tapajós. É uma fonte de conhecimento sobre a história do grupo e sua intricada rede de parentesco. Agora, sua hipertensão preocupa filhos e netos mais do que nunca. Garimpeiros vivem aportando no porto da comunidade Sapucaia, onde vive dona Odila, para acessar a bica d’água que sai do morro. Não se sabe se andam armados. É possível que estejam contaminados. Conforme relatado por moradores do território, há confirmações de garimpeiros contaminados, com um caso que agora se encontra em uma UTI na cidade de Santarém.

Nos últimos 500 anos, a invasão dos territórios indígenas sempre veio acompanhada de surtos epidêmicos. A diferença agora se dá pela dimensão da degradação ambiental, sem igual, e pela rapidez do alastramento do vírus. Essa degradação está desfigurando paisagens que serviam como referências de memória para os povos da floresta que vivem no Tapajós. A chegada da covid-19 no médio e alto Tapajós agora aprofunda a degradação das singulares história e tradição destes territórios.

Uma comparação com a destruição ao patrimônio histórico e cultural gerada pelo incêndio do Museu Nacional em setembro de 2018 é possível, mas nem isso poderá abranger o abalo desestruturante e irreversível que está em curso para os povos da floresta, que frequentemente apresentam altos índices de comorbidades resultantes de processos desordenados de contato com a sociedade industrial, que incluem mudanças abruptas da dieta, atividades laborais insalubres e precariedade do atendimento à saúde.

Na ausência de equipamentos médicos para todos, basear a escolha sobre quem vive e quem morre a partir de parâmetros de idade, como tem sido discutido em contextos urbanos, ignora a centralidade dos anciãos para os povos da floresta. Jair Boro Munduruku, primeiro arqueólogo Munduruku formado pela Universidade Federal do Oeste do Pará, escreveu: “Os nossos anciãos têm grande conhecimento. Contam sobre acontecimentos envolvendo o nosso povo, sobre como as coisas eram feitas e porquê, assim como o que não poderia ser feito.” Foi o conhecimento dos anciãos que garantiu o reconhecimento territorial de diferentes povos da floresta, e que os informa sobre suas raízes. E não apenas eles: cada vez mais, pesquisadores de diferentes áreas têm consultado os anciãos locais sobre flora, fauna, história e um universo de informações. Agora, estas bibliotecas estão sendo incendiadas.

*Bruna Rocha é arqueóloga pela Universidade Federal do Oeste do Pará.

Rosamaria Loures é doutoranda em Antropologia na Universidade de Brasília.

Cacique Vicente Saw, morto em primeiro de junho por covid-19, cumprimenta o então Cacique Geral do povo Munduruku, Biboi, ao lado do futuro (e atual Cacique Geral, Arnaldo), em sua aldeia em fevereiro de 2013.VINICIUS HONORATO

Fonte: Blog Combate Racismo Ambiental

Companhia das Letras cria fundo para ajudar pequenas livrarias

Texto por Gabriela Glette

A pandemia do coronavírus não traz consequências “apenas” para o sistema de saúde, mas já está impactando vários setores da sociedade. Um deles é a economia, que promete uma desaceleração recorde e aumento considerável do desemprego. Para lutar contra isto, o Grupo Companhia das Letras anunciou a criação de um fundo de 400 mil reais para auxiliar as livrarias independentes que operam no mercado editorial brasileiro. Vale lembrar que as pequenas e médias empresas serão as mais prejudicadas na crise que já começa a se instalar.

O fundo destina-se exclusivamente ao auxílio na folha de pagamento dessas pequenas livrarias, para evitar o desemprego de muitos livreiros que dedicam a vida a uma das funções mais nobres que existem. Uma maneira eficaz de acabar com a burocracia e a lentidão dos processos, que têm impedido às pequenas livrarias o acesso aos créditos oferecidos pelo governo federal e pelos grandes bancos.

A partir de criação deste fundo, o grupo disponibilizou o CiaLog, que faz entregas do e-commerce das livrarias pequenas, criou um e-book gratuito orientando esses profissionais a atuar nas vendas online, e ainda renegociou dívidas das pequenas e médias livrarias.

Uma das editoras mais tradicionais do mercado editorial brasileiro, a Companhia das Letras reafirma sua fé no livro em seus diferentes formatos e acredita que, sem as pequenas as livrarias, a diversidade de opinião em um país que oficialmente despreza sua produção cultural ficam seriamente comprometida. Que iniciativa! A cultura nunca foi tão importante quanto agora!

Fonte: Hypeness

Editoras nos EUA processam o Internet Archive alegando pirataria

Texto por Rafael Rigues

Biblioteca digital Open Library oferece 1,4 milhão de títulos para empréstimo gratuito, com temas que vão de livros infantis a material de referência para cursos universitários

O projeto Internet Archive (IA) visa construir uma biblioteca digital com “acesso universal a todo conhecimento”, oferecendo materiais digitalizados como versões preservadas de sites (via Wayback Machine), software, jogos de videogame, músicas, filmes e milhões de livros.

Um dos projetos do Internet Archive é a Open Library, uma biblioteca online que em março, como resposta à epidemia de Covid-19, colocou no ar 1,4 milhão de títulos digitalizados pelo Internet Archive e obtidos na coleção de três bibliotecas parceiras do projeto.

O catálogo cobre os temas mais variados, de literatura infantil a material de referência para cursos universitários. Os livros podem ser emprestados gratuitamente e lidos por tempo limitado (duas semanas) em aparelhos compatíveis com o software Adobe Digital Editions, ou em uma janela no navegador.

Infelizmente, as grandes editoras nos EUA (Hachette Book Group, Inc., HarperCollins Publishers LLC, John Wiley & Sons, Inc. e Penguin Random House LLC) não gostaram da idéia, e estão processando o IA alegando infração de copyright. Segundo o processo, “a Open Library não é uma biblioteca, é um agregador não licenciado e site de pirataria”.

Página da Open Library. Fonte: Reprodução

As editoras afirmam que o IA está “engajado em infração proposital de copyright em larga escala. Sem nenhuma licença ou pagamento aos autores ou editoras, o IA escaneia livros impressos, envia estes livros escaneados aos seus servidores e distribui integralmente cópias digitais destes livros através de sites acessíveis ao público. Com apenas alguns cliques, qualquer usuário conectado à Internet pode baixar cópias digitais completas de livros que ainda estão protegidos por Copyright”.

O Internet Archive afirma que a Open Library é completamente legal, e cita o sistema Controlled Digital Lending (Empréstimo Digital Controlado), que limita a duração e quantidade de empréstimos, como evidência da legalidade do projeto. Segundo o IA, fora o fato de atuar na Internet a Open Library não é muito diferente de uma biblioteca física.

As editoras estão indo “direto para a jugular” do IA, alegando violação direta de direitos autorais para cada um dos trabalhos protegidos por copyright oferecidos pela biblioteca, pedindo o pagamento de US$ 150 mil (Quase R$ 800 mil) em danos por violação.

Multiplicando isso pelo número de livros no catálogo (1,4 milhão), chegamos à estonteante soma de US$ 210 bilhões, ou mais de R$ 1,1 trilhão. Se o IA “tentar fugir da responsabilidade” culpando seus próprios usuários por violação, o processo também alega violação secundária de direitos autorais.

“O réu é secundariamente responsável sob as teorias de responsabilidade contributiva, indução e responsabilidade indireta pela reprodução subjacente, distribuição, exibição pública e desempenho público das Obras dos Autores, bem como pela criação de derivados infratores das Obras dos Autores”, acrescenta.

Fonte: Olhar Digital

¿Cómo desinfectar colecciones en una pandemia?

How to Sanitize Collections in a Pandemic: Conservators weigh in on the mysteries of materials handling during COVID-19 By Lara Ewen | American Libraries, June 1, 2020

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Mantener las bibliotecas seguras es importante tanto para los trabajadores como para los usuarios. Pero durante la actual pandemia de COVID-19, las preguntas sobre cómo hacerlo, especialmente en lo que respecta a materiales y superficies, tienen respuestas complicadas.

Es una situación sin precedentes. Los conservadores, que tienen experiencia en el diagnóstico y la reparación de daños de las colecciones, dicen que falta información histórica sobre la higienización de los materiales de la biblioteca. Además de un poco de evidencia anecdótica en un artículo de la Revista Smithsonian de 2019, hay muy pocos datos históricos disponibles, dice Evan Knight, especialista en conservación de la Junta de Comisionados de Bibliotecas de Massachusetts: “No hay nada publicado o compartido de epidemias anteriores”.

También es un desafío para filtrar a través de la evolución de la investigación. Un estudio realizado en enero en el Journal of Hospital Infection informó que los coronavirus similares al SARS-CoV-2, el responsable del COVID-19, pueden persistir en algunas superficies inanimadas (como metal, vidrio y plástico) hasta nueve días y en el papel hasta cuatro o cinco días. Mientras tanto, datos recientes de los Institutos Nacionales de Salud indican que el SARS-CoV-2 es detectable en aerosoles hasta tres horas, en el cobre hasta cuatro horas, y en el plástico y el acero inoxidable hasta quizás sólo dos o tres días.

La pandemia también presenta desafíos de naturaleza más filosófica. “Es difícil conciliar los requisitos de salud pública de esta pandemia con nuestra misión”, dice Jacob Nadal, director de preservación de la Biblioteca del Congreso (LC), que cerró al público el 12 de marzo y ha cancelado los eventos hasta el 1 de julio. “Es desgarrador ver cómo esta enfermedad nos obliga a dar un paso atrás exactamente en el momento en que íbamos Adar un paso adelante”.

El mejor desinfectante

Sin embargo, retroceder puede ser la mejor defensa contra una amenaza aún en desarrollo. El desinfectante más fácil, seguro y barato es el tiempo. “Esta pandemia es una situación única para la mayoría de los conservadores, así que no sabemos mucho sobre desinfectar en general, y este virus en particular”, dice Knight. “Nuestra opinión es que la profilaxis, o las medidas preventivas, son las mejores”.

Fletcher Durant, director de conservación y preservación de las Bibliotecas George A. Smathers de la Universidad de Florida en Gainesville, sugiere que todas las bibliotecas sigan la recomendación de la ALA del 17 de marzo de cerrar al público. “El aislamiento durante un mínimo de 24 horas, y preferiblemente 14 días, es el mejor desinfectante”, dice. “Es simplemente lo mejor y más seguro que nosotros como bibliotecarios podemos hacer en este momento.” Durant dice que se trata de proteger las bibliotecas así como al público. “Las bibliotecas podrían ser un foco de riesgo para la propagación de la enfermedad, lo que, más allá de los impactos directos sobre la salud, podría reducir la confianza del público en las bibliotecas”.

Eso también significa que las bibliotecas deben permanecer cerradas hasta que se elimine el riesgo de infección pública. “Seríamos los primeros en decir que no estamos equipados para hacer recomendaciones sobre virología, bacteriología o asuntos médicos”, dice Nadal. “Poner en cuarentena la viabilidad del virus es el mejor plan”.

Limpieza y desinfección

Algunas bibliotecas, sin embargo, tienen una misión que impide la cuarentena completa. LC, por ejemplo, sigue apoyando al Congreso durante en las sesiones, lo que requiere que parte del personal esté en el lugar. Otras bibliotecas mantienen servicios con préstamos de materiales en la acera. Eso significa que se justifican métodos de desinfección adicionales.

Las superficies internas duras, como las mesas, las manijas de las puertas, las cubiertas de los libros y los ordenadores, deben limpiarse profesionalmente. Los expertos también señalan que los auriculares de realidad virtual han sido señalados como un factor de riesgo, y las bibliotecas deberían suspender su uso. “Este es un momento para una precaución excepcional”, dice Nadal.

Todo el personal que trabaje en el lugar debe lavarse bien las manos, especialmente cuando manipule libros u otros objetos compartidos. “No hay estudios que respondan específicamente a la pregunta de cuán transmisible puede ser el coronavirus a partir de los materiales más comunes de la biblioteca, [como] el papel recubierto y no recubierto, la tela de los libros o las fundas de poliéster de los libros”, dice Nadal. “Tenemos que buscar información de alta calidad y evaluarla críticamente para determinar como aplicarla a nuestras preocupaciones particulares”

Evitar el daño

Knight dice que los bibliotecarios deben tener cuidado al usar disolventes de limpieza en los libros y otros materiales de biblioteca potencialmente frágiles. “No conozco ningún limpiador o desinfectante ‘menos dañino’, especialmente para cualquier objeto de evidente valor duradero”, dice, explicando que los riesgos para los libros sometidos a limpieza o desinfección acuosa incluyen daños por agua y bisagras y articulaciones debilitadas. “Los libros envueltos en poliéster o polietileno pueden limpiarse y desinfectarse más razonablemente, y las fuertes cubiertas de tela de buckram para encuadernación de bibliotecas probablemente también puedan soportar la limpieza mejorada”, añade. “Pero de nuevo, si uno está planeando limpiar y desinfectar las colecciones, incluso entre los volúmenes polícubiertos, deben entender y aceptar que habrá daños en la colección”.

Hay pruebas de que ciertos métodos pueden no ser eficaces de todos modos. “Las percepciones erróneas comunes pueden ser que rociar o limpiar el exterior de un volumen con Lysol, alcohol o lejía es suficiente para desnaturalizar el virus en todo el volumen”, dice Durant.

La luz ultravioleta (UV) también plantea un riesgo potencial para los materiales de colección debido a su alta intensidad. Y como es difícil confirmar que cada página ha sido expuesta a la luz, el esfuerzo podría resultar infructuoso. “La irradiación germicida UV ha demostrado ser generalmente efectiva a una exposición de 2-5 mili julios por centímetro cuadrado”, dice Durant. “Sin embargo, para que esta exposición sea efectiva, debe ser una exposición completa, [que es] algo que es casi imposible de lograr con libros encuadernados. Ciertamente no es tan efectivo como simplemente aislar los libros”.

Sin embargo, aunque las bibliotecas siguen aprendiendo nuevos procedimientos de preservación, ciertas constantes permanecen. “Este es un buen momento para pensar en el papel de las bibliotecas como guardianes de la memoria y la cultura”, dice Nadal. “Vamos a estar cerrados por un período de tiempo, y nuestra ética de servicio constante hará que esto sea doloroso. Mantener los materiales en cuarentena y fuera de circulación será frustrante. [Pero] somos guardianes de una larga historia, y nuestra principal obligación ahora es asegurarnos de que haya un largo futuro para el conocimiento registrado y la creatividad confiada a nuestro cuidado.”

Recursos adicionales:

Fonte: Universo Abierto

Biblioteca digital de emergência é processada por violação de direitos autorais

Washington, 1 Jun 2020 (AFP) – Quatro grandes editoras apresentaram uma queixa nesta segunda-feira, nos Estados Unidos, contra uma biblioteca digital que oferece acesso gratuito a mais de 1 milhão de livros durante a pandemia.

A plataforma Internet Archive criou em março uma “biblioteca nacional de emergência”, oferecendo gratuitamente 1,4 milhão de livros digitais, em resposta ao fechamento de bibliotecas físicas durante a pandemia do novo coronavírus.

As editoras Hachette (grupo Lagardère), HarperCollins, John Wiley & Sons e Penguin Random House consideraram a iniciativa um ato de pirataria levado adiante sob o pretexto de interesse geral, e entraram com um processo por violação de direitos autorais.

“A Internet Archive comete e promove a violação de direitos autorais em larga escala” denunciou María Pallante, presidente da associação profissional de editoras americanas, à qual pertencem as quatro demandantes.

A Internet Archive, empresa californiana especializada em arquivos da web, afirma ter consultado bibliotecas públicas e acadêmicas, e que especialistas em copyright expressaram que a biblioteca de emergência operava dentro do marco legal, à luz do fechamento das bibliotecas físicas.

John Bergmayer, da associação de defesa do consumidor Public Knowledge, lamentou a apresentação da queixa. Segundo ele, a criação desta biblioteca digital gratuita se justificava durante a pandemia, uma vez que a maioria dos livros impressos se tornaram, de fato, inacessíveis.

“Pedimos a criação de uma lei que esclareça o direito das bibliotecas de colocar os livros impressos à disposição dos clientes por via eletrônica, para que possam ser úteis para os eleitores em tempos de emergência”, sugeriu Bergmayer.

“Não há diferença entre o que a Internet Archive faz e atirar um tijolo contra a vitrine de uma mercearia, distribuir os alimentos e, depois, felicitar-se por ter prestado um serviço ao público”, comparou Douglas Preston, da Authors Guild, organização profissional que representa os autores.

Fonte: UOL

Bibliotecas em todo o mundo se preparam para um novo normal

Em todo o mundo, muitos países começaram uma reabertura gradual da vida pública, na tentativa de devolver um senso de normalidade à vida dos cidadãos e diminuir o impacto econômico da pandemia global de Covid-19.

Na Coréia do Sul, o beisebol foi retomado, embora a temporada tenha começado com cinco semanas de atraso e as equipes estejam jogando em estádios vazios decorados com fotos de fãs mascarados.

Apesar de as restrições específicas implementadas e as que são levantadas variarem amplamente em todo o mundo, as bibliotecas estão lutando para descobrir o melhor curso de ação para retomar com segurança o fornecimento de serviços às suas comunidades. A Associação Australiana de Bibliotecas e Informações resume: “Reabrir não significa voltar ao modo como as coisas eram antes da COVID-19; isso significará implementar a abordagem “Novo normal” aos serviços da biblioteca.”

Bibliotecas não são de “baixo risco”

Após o repúdio dos bibliotecários, em 20 de abril, Johns Hopkins alterou seu relatório publicado anteriormente que originalmente classificava as bibliotecas como “de baixo risco” para reabertura. “Há uma percepção de que as bibliotecas ainda são esses templos silenciosos e austeros de conhecimento, mas realmente nos tornamos centros comunitários e locais de encontro”, referiu Peter Coyl, diretor da Biblioteca Pública Montclair em Nova Jersey, num recente artigo da Forbes sobre a mudança.

Isso não surpreende os bibliotecários, que receberam o adendo ao relatório John Hopkins, que afirma que “as bibliotecas que incorporam atividades sociais ou reuniões comunitárias em seus serviços devem se referir à categoria “centros comunitários” – uma categoria considerada de médio a alto risco, semelhante a restaurantes e lojas de varejo.

Conferência de imprensa com cadeiras afastadas a 6 pés de distância

Na Alemanha, a Biblioteca Pública de Bremen realizou uma conferência de imprensa com a CEO, Barbara Lison e a Vice-Ministra da Cultura, Carmen Emigholz, sobre a reabertura da biblioteca.

Coleta na calçada ou remota

Muitos restaurantes continuaram a atender clientes durante toda a pandemia, oferecendo coleta de pedidos on-line ou por telefone. A maioria das bibliotecas suspendeu todos os empréstimos de itens físicos, geralmente aprimorando suas coleções digitais para preencher a lacuna. No entanto, algumas bibliotecas ofereceram coleta na calçada, e muitos a consideram uma primeira fase de reabertura.

Na Colúmbia Britânica, a Biblioteca Pública de Vancouver permite que os usuários agendem um horário de coleta de reservas. Os usuários fornecem sua identificação através de uma janela e, em seguida, recuam para além de 1,5 m, enquanto os funcionários da biblioteca deixam uma sacola com os materiais solicitados do lado de fora da porta. Quando os materiais são devolvidos no alimentador de livros (bookdrop), os funcionários os deixam intocados por 72 horas como medida de segurança.

Obviamente, cada biblioteca precisará tomar as decisões que funcionem melhor para suas circunstâncias individuais, mas a bibliotecária australiana Jane Cowell publicou um artigo oferecendo dicas principais para bibliotecas que oferecem serviços limitados em uma pandemia.

Além disso, as soluções de coleta de reservas reduzem ainda mais o contato do usuário/equipe e ainda fornecem acesso a materiais da biblioteca física. A Ulsan Metropolitan City da Coréia do Sul tem usado os remoteLocker da bibliotheca para fornecer acesso a materiais físicos durante a pandemia. Um estudante universitário de Ulsan compartilhou um relato adorável de sua experiência de uso do serviço em seu blog pessoal.

A Biblioteca Pública de Mokpo, na Coréia do Sul, começou a oferecer coleta noturna de materiais por meio de remoteLockers, em janeiro, pouco antes do início da crise da Covid-19. “Ele permite que a biblioteca alcance mais pessoas locais e… contribui para a expansão da população de leitura da comunidade e a realização de uma cidade de leitura de livros”, referiu o Diretor Cheol-rock Oh.

Reabertura faseada dos edifícios das bibliotecas

Preocupações contínuas de distanciamento social significam que levará um tempo até que as bibliotecas sejam novamente os centros movimentados de atividade comunitária, cheios de histórias, clubes do livro e grupos de estudo. Ainda assim, como algumas empresas começam a reabrir com capacidade limitada, pode ser útil que as bibliotecas recebam dicas daquelas que começaram a reabrir à medida que determinam seu próprio processo para uma abordagem faseada.

Os varejistas estão usando contadores manuais ou tecnologia de contagem de pessoas para garantir que eles não excedam uma capacidade segura, enquanto usam marcações no solo para ajudar aqueles que estão na fila a manter uma distância segura uns dos outros. Medidas semelhantes estão sendo tomadas na Biblioteca Pública de Bremen, na Alemanha, que reabriu aos clientes em 4 de maio.

Sinalização nas escadas da biblioteca
Fila fora da biblioteca

Dentro das lojas, os corredores foram designados para tráfego unidirecional usando sinalização nos topos dos corredores e nos pisos. Restaurantes e cafeterias estão removendo móveis ou movendo-os para que os clientes fiquem a uma distância segura dos outros.

Na China, onde algumas bibliotecas começaram a abrir ao público, práticas similares estão em vigor. Na Biblioteca Pública de Xangai, os clientes usam a conta WeChat da biblioteca para reservar uma hora para pedir materiais. As visitas são limitadas a uma hora e os usuários não podem se sentar ou ler na biblioteca. Os materiais podem ser emprestados apenas da coleção geral do primeiro andar e a área infantil ainda não está aberta para uso. Dentro da biblioteca, diferentes rotas foram estabelecidas para emprestar e devolver itens.

Mulher na fila para biblioteca
Sinalização de biblioteca na mesa
Biblioteca de autosserviço mulher com criança
Distanciamento físico no café

Na Alemanha, as bibliotecas estão abrindo em cada estado. Algumas monitoram o número de usuários dentro da biblioteca exigindo que todos os usuários (inclusive crianças) usem uma cesta separada – as cestas são limitadas e permitem que a equipe veja rapidamente quantos usuários estão dentro da biblioteca. As áreas infantis e os espaços para reuniões de grupo estão fechados e todos os assentos foram removidos. Os clientes são incentivados a limitar suas visitas a 20 minutos (embora isso possa variar de biblioteca para biblioteca) e as instalações estão abertas apenas para emprestar e devolver itens.

A Associação Australiana de Bibliotecas e Informações publicou uma lista de controle muito útil descrevendo uma resposta gradual e bem pensada à reabertura que provavelmente será útil para todas as bibliotecas, independentemente da localização.

Proteção dos funcionários e usuários

Obviamente, um primeiro passo para proteger a saúde e o bem-estar dos funcionários e usuários é impedir o contato com aqueles que já estão doentes. Questionários de saúde e verificações de temperatura estão sendo amplamente utilizados na Ásia para rastrear visitantes antes de permitir a entrada em estabelecimentos. As normas sociais variam amplamente em todo o mundo, e as bibliotecas precisam ser sensíveis aos níveis de tolerância de suas próprias comunidades. No entanto, mesmo nos EUA, algumas empresas estão exigindo verificações de temperatura e EPI para os visitantes.

Uma vez dentro da biblioteca, deve ser tomado cuidado para limitar o contato entre funcionários e usuários. Além de fornecer à equipe máscaras e luvas, algumas instituições estão tomando precauções suplementares. Em Brandemburgo, Alemanha, as recomendações da Associação dos Museus de Brandemburgo incluem a construção de escudos de acrílico para as bilheterias, fornecendo desinfetante para os funcionários, recebendo cartões de crédito em vez de dinheiro e a limpeza regular das instalações. A Associação de Bibliotecas da Alemanha publicou recomendações para a reabertura de bibliotecas, assim como um grupo interassociativo de bibliotecários na França.

Distanciamento físico na biblioteca

Seções da biblioteca bloqueadas na área infantil

No entanto, ao contrário dos restaurantes e museus, que têm um número limitado de itens com toque elevado para desinfetar, as bibliotecas podem conter milhares de materiais, muitos dos quais não podem ser simplesmente limpos com desinfetante. Na China, muitas bibliotecas estão usando desinfetantes UV para desinfetar materiais após o retorno. Em outras partes do mundo, as bibliotecas estão desenvolvendo seus próprios protocolos – alguns com vários book drops estão usando um por dia e, em seguida, recuperam materiais após um período de espera de 72 horas. Outros estão configurando seus sistemas AMH para entregar itens devolvidos às caixas onde os materiais permanecem por um período de três dias antes de serem manuseados. As diretrizes francesas também recomendam uma quarentena de três dias para materiais de papel ou cartão, mas recomenda uma quarentena de 10 dias para aqueles com capas plásticas.

A Biblioteca Pública de Bremen, na Alemanha, fez uma parceria com uma companhia de teatro local para criar espaços de trabalho protegidos com acrílico para a equipe. Essa solução criativa significa que a biblioteca paga apenas pelos materiais, enquanto o trabalho é fornecido pelo teatro como parte de uma parceria de colaboração.

As bibliotecas com soluções de retorno automatizadas podem garantir que os retornos são atualizados nas contas dos usuários imediatamente, permitindo que eles evitem multas por atraso ou excedam os limites máximos de empréstimos enquanto esperam que os materiais sejam tocados com segurança.

Autoatendimento e serviço sem toque mais importantes do que nunca

Pré-Covid 73% dos compradores preferiram lidar com suas transações por meio de autoatendimento. Desde que a pandemia começou, 87% dos compradores de supermercado preferem fazer compras em lojas com opções robustas de autoatendimento sem toque.

Embora a ameaça desse vírus em particular termine, não há dúvida de que ele terá um impacto permanente nas percepções das pessoas sobre segurança e preferências por contato limitado. Na sequência da Covid-19, as tecnologias de bibliotecas de autoatendimento serão mais importantes do que nunca.

Para reduzir o risco para funcionários e usuários, as bibliotecas devem incentivar os usuários a emprestar e devolver itens por meio de quiosques de autoatendimento sempre que disponíveis, eliminando a necessidade de interação humana desnecessária. As estações de desinfetante para as mãos na saída automática podem reduzir a contaminação das superfícies; no entanto, os selfChecks da bibliotheca podem ser facilmente configurados para uma experiência completamente sem contato. Além disso, os usuários podem pedir materiais diretamente de seus próprios dispositivos móveis com o checkout cloudLibrary, reduzindo o medo ou a ansiedade dos usuários da biblioteca.

O futuro das bibliotecas é perfeitamente físico e digital

Não é necessário dizer que bibliotecários e funcionários da biblioteca demonstraram uma notável coragem, criatividade e resiliência durante essa crise. Sem o benefício de construções e materiais físicos, as bibliotecas continuaram a servir suas comunidades, oferecendo coleções digitais, clubes de livros em videoconferência, histórias gravadas e transmitidas, webinars e consultoria on-line.

À medida que as bibliotecas de todo o mundo começam a reabrir, essas novas formas virtuais de conexão e comunicação se tornarão uma parte cada vez mais importante do ambiente das bibliotecas.

Enquanto os usuários estão se adaptando rapidamente aos ambientes virtuais de vida e trabalho, eles ainda desejam conexões humanas e experiências familiares pessoais. As bibliotecas devem atrair usuários com serviços perfeitamente físicos e digitais. A bibliotheca espera fazer parceria e ajudar bibliotecas de todo o mundo a transformar essa interrupção em uma oportunidade de reimaginar o uso futuro de suas bibliotecas.

Fonte: bibliotheca

NOVAS ORIENTAÇÕES A BIBLIOTECAS PÚBLICAS E COMUNITÁRIAS COVID-19

Reiterando o respeito à autonomia dos entes da Federação,  a Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas compartilha novas orientações com o objetivo primordial de preservar a saúde pública e o bem-estar da população, bem como de sugerir cuidados com todos os profissionais que trabalham nesses equipamentos.

No que diz respeito especificamente às bibliotecas do Ministério da Cidadania, o OFÍCIO CIRCULAR Nº 2/2020/SE/MC, de 16 de abril, determinou para os próximos 30 dias a suspensão do “acesso do público externo a bibliotecas, auditórios e outros espaços de uso coletivos nas dependências do Ministério”, ampliando o prazo de ofício circular anterior.

Em atenção a medidas de salvaguarda do acervo e de recomendações de conduta frente ao quadro da pandemia mundial do Covid-19, esta Coordenação-Geral  disponibiliza informações sobre material coletado com os Coordenadores dos Sistemas Estaduais e do Distrito Federal de Bibliotecas Públicas, baseados em recomendações da Organização Mundial da Saúde, dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia, da International Federation of Library Associations e em publicações técnicas reconhecidas da área de biblioteconomia:

  1. Atividades em bibliotecas: limpeza, higienização e desinfecção. Orientações produzidas pela Agência USP de gestão da informação acadêmica da Universidade de São Paulo. http://www.aguia.usp.br/noticias/atividades-em-bibliotecas-limpeza-higienizacao-e-desinfeccao/
  2. Como higienizar os acervos de bibliotecas durante uma pandemia? Artigo da Revista Biblioo no qual especialistas analisam os mistérios do manuseio de materiais bibliográficos durante o período da COVID-19. https://biblioo.cartacapital.com.br/como-higienizar-os-acervos-de-bibliotecas-durante-uma-pandemia/
  3. COVID-19: orientações práticas para salvaguarda de acervos em bibliotecas. http://www.crb8.org.br/covid-19-recomendacoes-para-salvaguarda-de-acervos-em-bibliotecas/
  4. Mais do que nunca manter o ambiente da biblioteca e o acervo higienizados será fundamental para a boa saúde da equipe e dos leitores. Artigo (p.15) com procedimentos de higienização de acervos publicado pelo projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos. http://arqsp.org.br/wp-content/uploads/2017/08/1_9.pdf
  5. Sete medidas a serem consideradas para criar um protocolo de ação ao reabrir as bibliotecas, artigo de Julián Marquina. https://drive.google.com/file/d/1V0dI6zatznStmngBVRAkTjL8x1Q6CWJB/view
  6. Manter os usuários informados sobre os cuidados será vital para a contenção do vírus. Usem cartazes e informações de fontes confiáveis, como os do Ministério da Saúde. https://www.saude.gov.br/campanhas/46452-coronavirus
  7. Persistência do coronavírus no ambiente: como evitar transmissão indireta por superfícies? https://pebmed.com.br/persistencia-do-coronavirus-no-ambiente-como-evitar-transmissao-indireta-por-superficies/
  8. Preparação das bibliotecas ante ao coronavírus: saiba como sua unidade de informação pode proceder. http://abdf.org.br/gidj/noticias/item/46-preoparacao-bibliotecas-corona-virus
  9. Ofício do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas com orientações a bibliotecas públicas e comunitárias COVID-19. http://snbp.cultura.gov.br/orientacoes-a-bibliotecas-publicas-e-comunitarias-covid-19/
  10. Coronavírus e resíduos sólidos: como lidar com a questão em tempos de pandemia. Deve-se tomar bastante cuidado com os resíduos sólidos gerados nas bibliotecas que podem estar contaminados. http://www.ibict.br/sala-de-imprensa/noticias/item/2112-coronavirus-e-residuos-solidos-como-lidar-com-a-questao-em-tempos-de-pandemia
  11. Com o objetivo de combater as mensagens falsas e reforçar as fontes confiáveis e seguras, a biblioteca do Senado lançou um guia de fontes primárias de informação sobre a pandemia da COVID-19. http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/570174/Coronavirus_COVID-19_Fontes_primarias.pdf?sequence=9&isAllowed=y
  12. Para manter as pessoas informadas sobre as atitudes de prevenção contra a COVID-19, a Fiocruz disponibiliza materiais que podem ser compartilhados no Facebook, WhatsApp e no Instagram. São materiais produzidos pela campanha de comunicação Se liga no Corona!, que tem como foco a prevenção da doença considerando as condições de vida e habitação de populações em situação de vulnerabilidade socioambiental. https://portal.fiocruz.br/se-liga-no-corona; http://mareonline.com.br/

Fonte: SNBP

Inteligência coletiva pode ser a chave para um mundo mais colaborativo

O compartilhamento dos saberes através da tecnologia indica um novo movimento social e você está participando ativamente disso. Entenda!

A crise desencadeada pela disseminação do novo coronavírus está gerando uma colaboração global inédita: cientistas e pesquisadores do mundo todo estão unindo esforços para alimentar bancos de dados coletivos, aperfeiçoar medicamentos para  a Covid-19 e encontrar uma vacina adequada.

Em outras frentes, engenheiros, designers, pesquisadores e empreendedores de várias áreas se engajam em laboratórios mundiais de fabricação digital, os chamados fablabs, para desenvolver tecnologia para produzir, em larga escala, respiradores artificiais, máscaras de proteção e outros materiais necessários para os profissionais da saúde, linha de frente no combate à pandemia.

A mobilização coletiva e interdisciplinar é talvez o exemplo mais concreto de que a humanidade está caminhando para um novo estágio de evolução cultural e social, a chamada inteligência coletiva. O conceito foi criado na metade dos anos 90 pelo sociólogo e filósofo francês Pierre Lévy, considerado um dos pensadores mais importantes da contemporaneidade.

Dedicado ao estudo da interação entre sociedade e tecnologias da informação, Lévy é entusiasta da internet como potencializadora de novas formas de construção colaborativa e democratização do conhecimento humano, que envolvem a participação dos indivíduos e a coordenação de suas diferentes habilidades.

Apesar do nome, a inteligência coletiva também faz referência a ações que mobilizam competências e habilidades individuais e enriquecem mutuamente a todos que participam desse movimento.

Saberes individuais, coletivos e compartilhados

A inteligência coletiva não surgiu com a internet e tampouco é algo exclusivo dos seres humanos, como descreveu Lévy em palestra realizada no Senac São Paulo, em 2014.  “Formigueiros, colmeias de abelhas, sociedades de mamíferos, pássaros e cardumes de peixes. Todos esses animais são capazes de coordenar a si mesmos quando enxergam, por exemplo, um perigo. Eles analisam o ambiente e resolvem o problema em conjunto”.

Mas os seres humanos têm algumas vantagens: a linguagem, o desenvolvimento e a apropriação de tecnologias complexas e de instituições sociais, legais, religiosas e econômicas. “A riqueza da inteligência coletiva humana é que cada membro da sociedade tem uma consciência pessoal, uma representação interna do funcionamento do todo e uma representação pessoal do seu papel no funcionamento desse todo”, explica o autor.

Assim, as conexões promovidas a partir da internet fazem com que todo mundo que está na rede seja capaz não só de aprender com os saberes já acumulados e disponíveis, mas também de ensinar, de agregar ainda mais valor e potência a essa construção coletiva.

“A maior parte da comunicação atual se dá através de uma memória comum. Nós transformamos essa memória. Toda vez que fazemos um tuíte ou adicionamos um post em nosso blog, nós transformamos a relação entre os dados em memória comum”, afirma Pierre Lévvy.

Para facilitar o entendimento, imagine que você está estudando um assunto qualquer. Um dos primeiros passos é buscar na internet por publicações, artigos e estudos já desenvolvidos sobre o tema. Quando você faz uma curadoria dessas informações e, por exemplo, posta uma frase que te chamou atenção nas suas redes sociais com uma hashtag, você ajudou a catalogar esse conteúdo e a expandir o alcance dele.

Assim, nos ambientes virtuais, a comunicação ocorre de todos para todos, a informação torna-se compartilhada e o armazenamento de informações torna-se cada vez mais descentralizado. É o que o autor chama de desterritorialização dos saberes. Se antes os saberes valorizados estavam nas bibliotecas e restrito a poucos, hoje está em todo lugar.

Inteligência Coletiva na educação

Durante palestra em Buenos Aires, na Argentina, organizada pela Organização de Estados Iberoamericanos (OEI), em 2015, Pierre Lévy falou sobre inteligência coletiva para educadores, destacando o papel desses profissionais para formar indivíduos autônomos que possam exercer bem seu papel na construção coletiva dos saberes.

“Nesse novo ambiente de comunicação, somos livres, somos empoderados como autores e, ao mesmo tempo, somos como bibliotecários quando colocamos hashtag ou tagueamos o conteúdo. Somos também críticos, escrevemos nossos comentários sobre músicas, filmes, livros, fotografia, etc. Há uma democratização da cultura crítica”, destaca Lévy.

Segundo o autor, é imprescindível que essa nova atuação individual na construção dos saberes coletivos seja feita a partir da reflexão e da consciência crítica. E a promoção desses mecanismos pode ser feita por educadores a partir do que o autor chama de uma nova forma de alfabetização.

“É preciso fornecer ferramentas intelectuais aos jovens para que eles construam autonomia, para que sejam capazes de trabalhar, aprender e construir suas vidas nesse novo ambiente”.

Na proposta de Lévy, essas ferramentas cognitivas passam pelo desenvolvimento de pesquisa a partir dos interesses dos indivíduos, a seleção e a diversificação criteriosa de fontes, a análise crítica de dados, a responsabilidade e a colaboração, por fim, a construção de uma memória e um saber coletivo.

“Vale dizer que a inteligência coletiva não é algo pronto. É como uma utopia, uma direção para uma evolução cultural da sociedade”, enfatiza o autor.

Fonte: Fundação Telefônica VIVO

Bibliotecas de Ilhabela ampliam uso de ferramentas digitais durante a quarentena

As Bibliotecas Municipais, importantes equipamentos culturais públicos do município, tem recebido investimento da Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Cultura, no uso das ferramentas digitais durante a quarentena.

Apesar estarem com o atendimento presencial suspenso, as unidades aproveitaram o momento para buscar alternativas para prestar alguns serviços como: dicas de leitura, livros gratuitos para baixar, indicação e divulgação de lives de contação de histórias, encontros com autores, divulgação de vídeos informativos e mais recentemente, a publicação digital e gratuita do livro Antologia Literária, resultado dos dois concursos literários realizados no ano passado, que conta com mais de 200 nomes inscritos.

Premiação dos Concursos Literários

A equipe de funcionários da biblioteca realizou nesse mês, a premiação dos vencedores do Concurso de Poesia, com a entrega dos troféus nas residências, em razão do Decreto 8.030/2020, que cancelou a cerimônia de premiação. Os vencedores, que já haviam recebido o valor do prêmio no mês de abril, foram contemplados com o troféu que simboliza o reconhecimento do talento e da valorização da arte e cultura por parte da prefeitura.

Ponto MIS Ilhabela

Outra ação importante é a continuidade do programa Ponto MIS, uma parceria do município com o a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, através do Museu da Imagem e do Som, que a Biblioteca recebe há anos e que foi renovada em 2020, com novo formato, por conta da quarentena. Através do site do Ponto MIS os espectadores podem participar do Bate-papo de cinema, se inscrevendo para assistir a um filme em horário marcado e depois participar de um bate papo virtual com personalidades importantes do audiovisual.

Todas as informações do Ponto MIS Ilhabela são divulgadas no perfil do Instagram https://www.instagram.com/pontosmisilhabela/ e no site da Prefeitura.

Oficinas Culturais

Outra parceria importante que Biblioteca manteve é com o programa Oficinas Culturais, também com Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, através da Poiesis Organização Social de Cultura. Nesta semana de maio iniciou as primeiras atividades on-line do Programa Oficinas Culturais no Interior. As atividades presenciais do Programa Oficinas Culturais no Interior e estas serão retomadas quando houver liberação por parte dos órgãos competentes.

Site e perfil do Instagram

Todas as ações divulgadas ficam disponíveis no perfil da biblioteca no Instagram, que pode ser acessado pelo link: https://www.instagram.com/bibliotecadeilhabela/. Lá são publicadas diariamente dicas de leitura, sites para baixar livros gratuitamente, eventos literários e conteúdo de interesse cultural variado para adultos e crianças. O site com um breve histórico da biblioteca é o https://www.ilhabela.sp.gov.br/servicos/biblioteca/ e de lá também é possível acessar o catálogo físico das bibliotecas, sem necessidade de ser usuário matriculado.

Fonte: Tudoem Ilhabela

A importância da leitura em tempos de isolamento

Além de ser uma forma de explorar o mundo sem sair de casa, ler também alivia o estresse e nos deixa mais feliz. Confira algumas histórias inspiradoras

Texto por Sistema Fecomércio

A psicóloga do Sesc Fortaleza, Telma Fernandes, explica que, diante do atual momento, muitos estão desenvolvendo um nível alto de estresse. Para a profissional, uma das sugestões para as pessoas lidarem melhor com a situação é ler. — Foto: Pixabay

A rápida propagação do Novo Coronavírus (COVID-19) levou o mundo inteiro a adotar medidas preventivas de isolamento social. Nesse período, é fundamental ficar em casa para conter o avanço da doença, assim como enfrentar os riscos para quem trabalha em serviços essenciais, o que tem gerado impactos na vida das pessoas. A mudança da rotina de casa, dos filhos e do trabalho, as incertezas sobre o presente e o futuro, o bombardeio de informações, o medo, enfim, são apenas alguns dilemas enfrentados pela maioria da população neste período de pandemia e isolamento social.

Além dos cuidados essenciais com higienização e alimentação, o atual momento exige uma atenção especial para nós mesmos, uma vez que a falta de conhecimento e de uma solução imediata gera um aumento de ansiedade, insegurança, estresse, tristeza e outros sentimentos. Só para se ter uma ideia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou algumas ações com o objetivo de amenizar os impactos negativos da pandemia, como escrever e, principalmente, ler. Neste momento, os livros têm sido ótimos companheiros de quarentena.

“A leitura é a minha grande paixão, logo, nesse momento, mais do que nunca, reconheço o poder que o livro tem, pois abre portas à reflexão, é um suporte de autoconhecimento. Não tenho dúvidas de que ler, neste momento, é o que eu mais tenho feito para viver melhor o isolamento”, relata Ivana Chaves, assistente de biblioteca do BiblioSesc.

Para ela, os livros são poderosos aliados para a nossa saúde mental e felicidade, mesmo em tempos de pandemia, uma vez que o hábito da leitura ajuda a avaliar novas perspectivas ou respostas, o que funciona inclusive como um alívio, pois nos permite desbravar os desafios enfrentados pelos personagens nas narrativas. “Outro ponto consolador é o fato de que a leitura faz com que o leitor perceba que ele não está sozinho na vivência de suas adversidades”, pontua.

Ivana Chaves não é a única que encontra nos livros um conforto neste momento de incertezas e desafios. O universitário Quintino Barbosa, de Sobral, também está aproveitando a quarentena para colocar a leitura em dia. “Minha relação com a leitura é, com certeza, um casamento estável, de amor e compromisso. Nesse período, tenho mergulhado ainda mais no mundo da literatura e da arte como um tudo”, declara. Desde o início do isolamento, ele já leu “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, “Tieta do Agreste”, de Jorge Amado, dentre outros clássicos, além de livros de contos e poesia. “Para mim, é uma rica fonte de divertimento e conhecimento“, destaca.

Literatura faz bem à saúde

A psicóloga do Sesc Fortaleza, Telma Fernandes, explica que, diante do atual momento, muitos estão desenvolvendo um nível alto de estresse. Para a profissional, uma das sugestões para as pessoas lidarem melhor com a situação é ler. Relaxamento muscular, meditação, ativação da memória e promoção da empatia são apenas alguns dos benefícios de uma boa leitura. “A dica é escolher livros com temas e assuntos que você se identifica, que prenda a sua atenção e faça você mergulhar no contexto, transformando-se, assim, em mais um personagem da história”, afirma.

A outra sugestão para aliviar a tensão é escrever. Conforme ressalta a psicóloga, adotar uma rotina de anotações diárias sobre nossas emoções alivia os sentimentos, ajuda a processar as angústias e organiza os pensamentos. “As anotações podem ser feitas em poucas linhas. Relate, busque formas de entender, aceitar e trabalhar suas emoções”, orienta.

É o que Quintino costuma fazer, mas, no seu caso, seus relatos vêm em forma de contos e poesias. “Escrever é uma das atividades que mais gosto de fazer, é minha sina realmente. Ler, escrever, ouvir música, desenhar, pensar, enfim tudo isso me ajuda a me manter tranquilo e entretido”, ressalta.

A arte de se aproximar

O BiblioSesc é a unidade móvel de biblioteca do Sesc que oferece à comunidade de Fortaleza, bem como da região Metropolitana, o livre acesso às estantes, através de um cadastro gratuito feito com um documento de identificação e um comprovante de endereço. A ideia é possibilitar o empréstimo de livros e revistas gratuitamente, pelo prazo de catorze dias, mesmo prazo em que as visitas ocorrem, ou seja, de catorze em catorze dias.

No entanto, por conta da pandemia, as visitas do BiblioSesc foram suspensas temporariamente, mas isso não significa que boas iniciativas não estejam chegando aos ávidos leitores. O vínculo, explica Ivana Chaves, segue por meio do WhatsApp, ferramenta que tem sido uma ponte para o envio de sugestões de livros, cursos online, bem como arquivos de obras virtuais disponibilizadas gratuitamente, links de lives literárias, dicas de vídeos e curiosidades sobre o universo da leitura.

“Foi a alternativa que encontramos para amenizar o impacto do isolamento em nossas vidas, além de ajudar a superar a saudade que sentimos dos nossos encontros. Os grupos que criamos são espaços de trocas literárias, que ajudam a fidelizar nosso contato com os leitores e amenizar a ansiedade deles”, afirma.

E é assim, mantendo a leitura em dia, que pessoas como Quintino e Ivana seguem na esperança por dias melhores. Como a bibliotecária costuma dizer, precisa-se, mais do que nunca, semear livros para nos aproximar, da vida e dos outros, chegar perto, estar junto, mesmo durante o isolamento social. “E quando tudo isso passar, e você avistar um belo caminhão, com aplicações adesivas nos tons azul, branco e amarelo, já sabe do seu semear. Portanto, em breve, todos vão poder nos procurar para colocar o papo e as reservas em dia. O abraço está garantido, além de livros à mão cheia, claro”, conclui Ivana Chaves, saudosa, mas cheia de esperança em dias melhores.

Fonte: G1

SP Leituras traz atividades online durante a pandemia

Texto por Agência Brasil

Com o fechamento das bibliotecas públicas, a SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura –, organização social sem fins lucrativos, traz uma série de atividades online, como conversas com escritores, curso de literatura pré-vestibular, oficinas de empreendedorismo, entre outras.

Para quem está se preparando para um dos maiores vestibulares do país (Fuvest), há o  curso preparatório para resolver questões que envolvem conhecimento das obras da Fuvest 2021. Indicado para pessoas acima de 16 anos, o curso busca ampliar, para esses jovens, o leque de conhecimento das obras clássicas de maneira lúdica, crítica, construindo e desconstruindo conceitos sobre as narrativas para compreendê-las e assimilá-las com propriedade. O curso é oferecido às terças e quintas até o dia 25 deste mês, das 15h às 17h30.

Com carga horária de 22 horas e meia, o curso é ministrado por Naiara Costa, professora de literatura e escrita criativa em cursinhos pré-vestibular, com mais de 11 anos de experiência, por meio da Plataforma Zoom Meeting. As inscrições podem ser feitas no link www.bsp.org.br

Verifique as datas em que os livros serão abordados:

02/06 - Quincas Borba, de Machado de Assis

04/06 - Angústia, de Graciliano Ramos

9/06 - Claro Enigma, Carlos Drummond de Andrade

16/06 - Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meireles

18/06 - Campo Geral, Guimarães Rosa

23/06 - Mayombe, Pepetela

25/06 - Nove Noites, Bernardo Carvalho

Segundas Intenções Online

Convidada da nova edição do Segundas Intenções Online da Biblioteca de São Paulo (BSP), a cearense Jarid Arraes se destaca entre os escritores nordestinos da tradição do cordel e da poesia por imprimir mais urbanidade, mais diversidade e mais contemporaneidade às histórias que conta.

O bate-papo com ela, que será transmitido na página da BSP ocorre hoje (1º), das 19h às 20h, e terá a mediação do crítico Manuel da Costa Pinto. Não é necessário fazer inscrição.

Natural de Juazeiro do Norte, Jarid aprendeu a ler em casa, antes de ir para a escola. Filha de pai cordelista e mãe professora, desde pequena mergulhou na leitura de poetas como Carlos Drummond de Andrade e Augusto dos Anjos. Mais tarde, quando descobriu os livros de Conceição Evaristo, soube que podia também escrever suas próprias poesias e cordéis.

A bibliografia de Jarid tem o premiado Redemoinho em dia quente, ganhador do Prêmio APCA de Literatura na categoria contos, e Heroínas brasileiras em 15 cordéis. Morando em São Paulo desde 2014, ela cuida do Clube de Escrita para Mulheres e é curadora do selo Ferina, da Pólen Livros.

Crítica literária

A oficina online Críticas sem Crise: da Poesia à Prosa está na programação de junho da BVL, com encontros marcados para os sábados, dias 6, 13, 20 e 27 de junho, sempre das 14h às 17h. A proposta é que os participantes aprendam e apliquem técnicas, a partir da leitura de textos de escritoras brasileiras contemporâneas, para a criação de resenhas. A atividade, indicada para maiores de 18 anos, faz parte do projeto Literatura Brasileira Contemporânea no Século 21, realizado em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As inscrições para a oficina foram abertas em dia 15 de maio.

Ao final do curso, as resenhas resultantes das aulas podem ser publicadas em blog da iniciativa. Carina Carvalho, que comandará essa oficina, tem como objetivo contribuir para que cada um possa compartilhar sua voz e postura crítica nos textos criados durante os encontros.

Carina é poeta, trabalha com edição e revisão de materiais didáticos e de aprendizagem socioemocional, além de mestra em Estudos Literários pela Unifesp. Ela assina a série poética Ensaio para sair de casa, que integrou a coletânea do 2º Prêmio Ufes de Literatura e é autora dos livros de poemas Marambaia, Passiflora e Corpo Clareira.

Lê no Ninho

O Lê no Ninho é uma opção de programa em família para que os pais reproduzam ou recriem com os pequenos, buscando encantá-los com a leitura, as histórias e até com a música.

Para contribuir e transformar o confinamento em um momento de estabelecer novos laços e memórias em família, a BSP preparou um tutorial para realizar, em casa, que é feito na biblioteca nas manhãs dos fins de semana, reunindo pais, cuidadores e filhos.

Com esse objetivo, toda semana, sempre aos domingos às 11h, conteúdos exclusivos serão disponibilizados no facebook da BSP.

A inspiração pode vir também de vídeos, disponibilizados semanalmente nas redes sociais. A ideia é estimular o contato com a leitura em crianças entre 6 meses e 4 anos, por meio de experiências lúdicas com os livros.

Fonte: Isto É Dinheiro

Clube do Livro de Itapetininga realiza encontro online

Evento será no próximo sábado (6) e contará com uma conversa entre os participantes sobre a obra literária ‘Frankestein’, de Mary Shelley.

Texto por G1 Itapetininga e Região

Clube do Livro de Itapetininga realiza encontro online — Foto: Reprodução/Street View

Por conta da pandemia de coronavírus e do distanciamento social, a biblioteca de Itapetininga (SP) realizará, através do Clube do Livro, um encontro virtual no próximo sábado (6).

Durante o evento haverá uma conversa entre os participantes sobre a obra literária “Frankestein”, de Mary Shelley. O livro pode ser baixado gratuitamente através deste link.

O bate-papo acontecerá através do Google Meet, às 16h. Para participar é necessário comentar na publicação do Facebook e entrar em contato com a administração da página para receber o link de acesso.

Fonte: G1 Itapetininga e Região

Incentivar crianças a ler pode deixar a quarentena mais leve

Para a professora Elaine Assolini, a leitura, além de entreter, acalma e ajuda a explicar o mundo para os pequenos

Texto por Flavia Coltri

A mudança de rotina causada pela quarentena tende a deixar as pessoas mais ansiosas, apavoradas e até mesmo entediadas. As crianças não estão livres desses sentimentos e, por conta disso, muitos pais buscam atividades que possam tornar o período um pouco mais suave para os pequenos.

Segundo a professora Elaine Assolini, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, a leitura é uma ótima opção de ocupação para as crianças. Ela explica que ler durante a quarentena pode acalmar e ajudar a explicar o mundo e também o que está acontecendo no momento.

Elaine destaca que os livros não devem ser deixados de lado com o fim do isolamento social, pois são fundamentais para a educação nessa faixa etária. “Crianças que leem não caem nas armadilhas do funcionamento ideológico da linguagem, portanto, serão cidadãos críticos, sujeitos que vão discutir o mundo à sua volta.”

A leitura de obras clássicas é sempre bem-vinda. A professora indica alguns nomes e obras da literatura brasileira como Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, Ou Isto ou Aquilo, de Cecília Meireles, e O Menino Maluquinho, de Ziraldo, entre outros clássicos infantis.

Fonte: Jornal da USP

COMO MOSTRAR NOSSAS BIBLIOTECAS E OS SEUS ACERVOS DURANTE A QUARENTENA?

Algumas experiências das instituições alemãs são especialmente importantes para que os profissionais saibam como proceder nesse momento

Texto por Patrícia Oliveira

As bibliotecas em memoriais são bastante especiais, pois elas lidam tanto com a lembrança e a carga simbólica das instituições em que estão inseridas, quanto com a produção e a elaboração artística, probatória ou teórica sobre os memoriais e os fatos relacionados a eles. Elas trazem consigo, muitas das vezes, a autenticidade de materiais originais e relatos de sobreviventes, e também as fases e transformações interpretativas dos fatos ali vividos, sendo um ambiente por excelência, de convivência, debate e aprendizado constante.

Os eventos que motivam a criação desses memoriais exigem a sua elaboração através da visitação constante aos temas que eles carregam, e essa é apenas uma das diversas razões que justificam a criação de acervos bibliográficos e arquivísticos nesses locais, como uma nova camada de informação histórica.

Entretanto, em um momento bastante atípico no mundo, com o impedimento voluntário ou compulsório de visitação a memoriais, as bibliotecas dessas instituições seriam fundamentalmente afetadas, desde que não ativassem também formas de transmitir seus conteúdos, serviços e acervos para um público que não vai poder visitá-las durante esse intervalo.

A utilização de hashtags como #Closedbutopen (fechadas mas abertas), #MuseumFromHome (museu a partir de casa), #BibliothekenSindDa (bibliotecas estão aqui) é importante por atuar dentro das redes sociais e gerar interação a partir de seus assuntos em destaque, além de dar a chance de através de uma hashtag ou um reposting, aparecer para públicos que não as conheciam.

Mas, meu desejo com esse texto é exatamente apresentar algumas ideias que encontrei por aqui, na Alemanha, onde realizo estágio na Fundação Alexander von Humboldt, dentro das próprias instituições, e que me ajudam a pensar o como fazer, a partir de nossas atuais demandas, possibilidades técnicas em trabalho não presencial, e porque não, também o nosso desejo para o futuro próximo de mostrar ao público formas de explorarem todo o nosso potencial como acervos e serviços, seja física ou remotamente.

VOCÊ PRECISA DE NOSSO ACERVO PARA GERAR CONTEÚDO DE QUALIDADE? CONVITE PARA UTILIZAÇÃO DOS ACERVOS PARA FINALIDADES EDUCATIVAS E CULTURAIS

A produção de conteúdo para internet por terceiros, seja em formato de blogs, vídeos, postagens no instagram e twitter, pode ser excelente ferramenta de divulgação dos temas dos memoriais para diferentes públicos, principalmente aquele que não terá acesso físico ao local de memória. Ou mesmo com o fechamentos das escolas, momento em que muitas atividades de ensino e aprendizagem estão sendo ministradas online, a disponibilização de material referenciado com qualidade e licença de utilização aberta para fins educativos não comerciais, é uma boa medida para apoiar a divulgação dos memoriais, da memória dos locais e do trabalho dos profissionais de acervo e subsidiar o desenvolvimento de materiais com qualidade.

Eu recomendo aqui o projeto piloto Mauer Fotos, da Fundação Muro de Berlim (Gedenkstatte Berliner Mauer), que está disponibilizando, pela primeira vez, documentos originais que registram todo o período de duração do Muro, e com o diferencial de serem fotos de acervo também de particulares, trazendo uma ampla gama de aspectos do cotidiano de como o Muro foi uma das feridas da cidade por 28 anos. A sugestão do Memorial é que os utilizadores indiquem a fonte e o fotógrafo a partir do princípio “Use, compartilhe, participe” (“Nutzen, Teilen, Mitmachen”).

O que eu adoro nesse projeto, além de ter acesso a registros muito especiais e inéditos e utilizar um material que eu sei que teve um trabalho prévio de pesquisa e checagem por profissionais qualificados, é poder também contribuir com dados adicionais sobre as fotos, e dessa forma interagir e colaborar na construção da precisão da informação.

NÓS SENTIMOS SUA FALTA! SAIBA MAIS SOBRE A BIBLIOTECA QUE VOCÊ PODERÁ (RE)VISITAR!  CONVITE PARA VISITAR O ESPAÇO FÍSICO

Um ponto que me chama muito a atenção na comunicação das bibliotecas aqui em boa parte das redes sociais é o tom mais familiar e próximo. Por exemplo, desde que o lockdown foi forçando o fechamento ao público dessas instituições, eu vejo pelo menos uma, duas postagens das bibliotecas dizendo que sentem falta dos frequentadores #Wirvermisseneuch (nós sentimos sua falta), e fotos das prateleiras sem visitas, das cadeiras vazias e do silêncio nos corredores.

Esse tipo de mensagem, além de indicar quem é afinal o protagonista que demanda nossas ações, coleções e serviços, também abre mais um espaço de interação entre a biblioteca e a comunidade, para convidar os seus membros a visitarem seus acervos ao vivo, em breve. Nos comentários, os usuários podem tirar dúvidas acerca do fechamento, da entrega de materiais, do atraso e até de novos empréstimos, para quando os serviços estabilizarem.

Também é o momento que é possível mostrar tudo aquilo que está disponível no seu espaço físico quando a quarentena acabar, e deixar um ar de saudade e/ou de boas-vindas para a sua biblioteca, principalmente porque muitas das bibliotecas memoriais são apenas bibliotecas de referência. Esse é o exemplo do vídeo da Biblioteca do Topografia do Terror. O Bibliotecário Florian apresenta de forma muito amigável e concisa, o que a biblioteca pode oferecer quando estiver reaberta.

VOCÊ CONHECE NOSSA COLEÇÃO? QUE TAL UTILIZAR OS NOSSOS GUIAS NA NOSSA MEDIATECA?  CONVITE PARA CONHECER A PRODUÇÃO

Nas bibliotecas memoriais, o catálogo é uma forma de memória acessível: ela complementa a produção de conteúdo acerca do tema dos memoriais, e manifesta a nossa produção de sistematização, indexação e classificação deles. É uma outra possibilidade de acessar a memória para além dos artefatos e dos lugares autênticos. Os guias podem ser desde os mais convencionais, onde em formato texto nós apresentamos nossas coleções, ou mesmo em formatos que envolvam outros tipos de conteúdo complementar, além do material de arquivo e bibliográfico, como fotografias, vídeos, testemunhos em áudio, filmes.

Para esse exemplo, eu quero apresentar a Biblioteca de Mídia da STASI (Stasi-Mediathek), que apresenta acervos que destacam o modo de operação, estrutura, métodos e desenvolvimento do Ministério de Segurança do Estado da Alemanha.

É um ótimo modelo de como apresentar as informações gerais de forma cronológica em formato de linha do tempo, e com adições a coleções temáticas, como a “Operação Pantera Negra” envolvendo três membros do partido em uma troca tiros em Ramstein, ou a hercúlea operação para um show de 15 minutos do roqueiro Udo Lindenberg em 1983 na República Democrática da Alemanha (antiga Alemanha Oriental),  ou até a conexão da polícia secreta e as ações durante os “Jogos Olímpicos de 1972”.

VOCÊ PRECISA DE AJUDA? PRODUÇÃO DE MATERIAL DE SUPORTE À PESQUISA

Não somente quando o usuário nos procura no balcão, mas quando ele ainda está no processo de levantamento de fontes de pesquisa, os manuais de procedimentos, as FAQs podem estar no ar para dar mais informações sobre o que e o como é possível encontrar em nossos acervos e nossos serviços o que se está buscando. Na impossibilidade da visita física, ou no atendimento remoto imediato, esses guias são o primeiro acesso às nossas possibilidades como espaço de informação.

Aqui na Alemanha eu encontrei um lindo exemplo, feito pela equipe do NS-Dokumentationszentrums der Stadt Köln (NS – DOK Koln). Nessa biblioteca, o público é bastante variado: funcionários da casa, imprensa, alunos da educação básica e ensino superior, pesquisadores e também público infanto-juvenil, devido a oferta robusta de programação para esse público no Memorial. No site, é possível encontrar uma animação sobre como fazer uma pesquisa sobre o Nacional-Socialismo. O vídeo tem a linguagem bastante acessível, e mostra o passo a passo das etapas da pesquisa, envolvendo os aspectos de organização de tempo, sugestão de procedimentos de busca e apresentação de um checklist elaborado pela equipe.

Esses são apenas alguns exemplos de como mobilizar o público para conhecer melhor, ou pela primeira vez, os nossos espaços e também o nosso trabalho em bibliotecas. Claro que aqui ou meu recorte engloba iniciativas de bibliotecas em memoriais com temática sensível, e isso envolve problemas de ordem legal, como a disponibilização de materiais com identificação pessoal, conteúdos que sem a devida contextualização poderiam ser manipulados para utilização inadequada na internet, ou mesmo imagens e depoimentos com alta carga de violência e emoção.

Entretanto, mesmo com essas questões, as instituições discutiram e apresentaram saídas com soluções simples, que podem ter significativo impacto positivo em interações com os usuários, estando eles dentro ou fora das paredes de nossas bibliotecas. E na sua biblioteca, centro de documentação e arquivo, qual tipo de iniciativa você adotou ou deseja adotar? Quais são as suas principais dificuldades em tomar alguma iniciativa? Vamos pensar juntos?

Fonte: REVISTA BIBLIOO

Las recomendaciones de REBIUN para la reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas

La Red de Bibliotecas Universitarias Españolas (REBIUN) ha creado y publicado un documento con una serie de recomendaciones para la reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas. El objetivo de estas recomendaciones es servir como un documento base de referencia y guía para que las bibliotecas puedan desarrollar e implementar sus propios planes de vuelta a la presencialidad. Comentar que en dicho documento se especifican detalladamente todos y cada uno de los elementos y servicios a tener en cuenta para hacer una reapertura segura para las personas, además de los medios para seguir ofreciendo el servicio vía online.

Desde la puesta en marcha por parte de las autoridades gubernamentales de las medidas que progresivamente se han adoptado para evitar la propagación del virus COVID-19, la Universidad ha modificado su funcionamiento, servicios y procedimientos con el objetivo de no interrumpir la docencia y mantener su actividad académica por medios telemáticos. Se plantean ahora unas recomendaciones dirigidas de forma específica a las bibliotecas que forman parte de la red con el objetivo de que sean un documento base que pueda servir de referencia y guía a las bibliotecas para desarrollar e implementar sus propios planes de vuelta a la presencialidad.

Entre los principios generales de las «Recomendaciones REBIUN para un protocolo sobre reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas» cabe destacar el desarrollo de medidas que garanticen la seguridad de los trabajadores y de los usuarios, la necesidad del distanciamiento social y la buena conducta de los usuarios para contener la pandemia, la evaluación y revisión continua de las medidas con el objetivo de adaptarlas,  y el inicio de la actividad presencial de las bibliotecas universitarias condicionado a la presencialidad de la comunidad universitaria en el campus.

Antes de compartir los puntos más destacados de esta propuesta de protocolo de actuación para la reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas, y que bien resumen desde REBIUN, comentar que es un excelente trabajo. Quizás de los más extensos y detallados de todos los que he visto hasta ahora. Y, cómo no, agradecer la mención que me hacen en dicho documento por el post que escribí a principios de abril: 7 medidas a tener en cuenta para crear un protocolo de actuación ante la apertura de las bibliotecas.

  1. Preparación inicial de las bibliotecas universitarias y científicas

Del personal

  • Valoración en cada momento del grado de presencialidad estrictamente necesario en relación a los servicios y tareas a desarrollar.
  • Posponer la vuelta a la presencialidad del personal en situación de riesgo.
  • Adopción de medidas organizativas: teletrabajo, redistribución de tareas y establecimiento de turnos.
  • Información y participación del personal en la elaboración de los planes de reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas.
  • Información de las medidas y normas de higiene, así como de procedimientos a seguir que garanticen el establecimiento de un entorno de trabajo seguro.
  • Organizar la entrada/salida al trabajo de forma escalonada.

De las instalaciones

  • Zonas de trabajo individualizadas o bien separadas con mamparas y manteniendo la distancia social especialmente en los mostradores de préstamo.
  • Zonas internas de trabajo (despachos): en general se evitará la presencia de más de una persona por despacho, cuando esto no sea posible, se mantendrá una distancia de, al menos, 2 metros por persona.
  • Individualizar el espacio de trabajo: mobiliarios, sillas, etc. Si no es posible individualizar equipos, al menos teclado y ratón.
  • Ventilación de espacios preferentemente de forma natural.
  • Establecimiento de circuitos de entrada y salida y de circulación por los edificios (escaleras de subida y bajada, circulación por la izquierda, derecha, etc.)
  • Refuerzo de la desinfección de las instalaciones y superficies de trabajo, así como las de uso por parte de los usuarios una vez que llegue el momento de apertura de las salas.

De los procesos

  • Potenciar el teletrabajo en aquellas unidades en las que no sea imprescindible una presencialidad: adquisiciones, catalogación, circulación.
  • Ordenación de salas y depósitos: colocación de fondos desinfectados realizando la tarea de forma individual y con mascarilla y guantes.
  • Concentración de procesos que forman parte de un mismo flujo de trabajo para que participen el mínimo número de personas posible.
  • Evitar reuniones presenciales y reparto de documentos impresos para las mismas.
  • Suprimir reuniones informales en zona de café y/o descanso.
  • Se evitará el desplazamiento del personal dentro de las instalaciones, o entre unas áreas de trabajo y otras y evitar el uso de ascensores.
  1. Puesta en marcha de los servicios en las bibliotecas universitarias y científicas

Medidas en las que prevalece el distanciamiento social con los usuarios y desinfección de equipamiento

  • Marcado de los puestos de lectura.
  • Control de aforo y circuitos de circulación de personas.
  • Restricción de acceso a zonas en las que no sea posible controlar distanciamiento social (salas de trabajo).
  • Formación de forma virtual.
  • Medidas de desinfección e higiene de los puestos de lectura.
  • Uso de mamparas en zonas de atención a usuarios y atención directa con guantes y mascarilla.
  • Señalización de puntos de espera manteniendo distanciamiento social.
  • Restricción de acceso (mediante señalización) a las zonas de libre acceso a los fondos bibliográficos.
  • Establecimiento de sistemas de préstamo previa petición (al menos en las primeras fases).
  • Retirada de equipamiento informático de uso público y restablecimiento progresivo según la evolución.
  • Disponibilidad de gel hidroalcohólico para manipular las máquinas de autopréstamo, llegado el caso.

Servicio de préstamo

Devolución de documentos

  • Contemplar acciones progresivas para la devolución de materiales, evitando la presencia masiva en las bibliotecas (al menos 15 días de plazo a partir de la fecha de vencimiento final de devolución).
  • Mediante datos estadísticos de préstamo, planificar las devoluciones estableciendo días o franjas concretas.
  • Reflejar en los sistemas de gestión a efectos informativos el estado de “ejemplar en cuarentena”.
  • Eliminar las sanciones a aquellos usuarios que les venció el préstamo unos días antes del cierre.
  • Aplicación del periodo de cuarentena a ordenadores, periféricos, DVDs…
  • Evitar el contacto bibliotecario-usuario en el momento de la devolución.
  • Facilitar la devolución de materiales a estudiantes Erasmus o residentes en otras localidades

Cuarentena de materiales

  • Establecer un circuito propio para los materiales que pasen a estar en cuarentena.
  • Habilitar un espacio físico diferenciado para materiales en cuarentena (libros, paquetería…).
  • Habilitar un protocolo de desinfección para materiales que lo permitan (materiales con superficies plásticas).
  • Establecer un período de 10 días para la cuarentena de materiales.
  • Manipulación del fondo de forma segura (guantes, mascarilla).
  • Identificar la fecha de depósito en cuarentena y ubicar el fondo en entorno seguro cerrado (bolsas de plástico, cajas de cartón o estanterías específicas para ello).
  • El uso de máquinas para la desinfección de fondo bibliográfico daña los materiales. Dada su inversión, se recomienda su uso si se van a incorporar como un procedimiento habitual del tratamiento documental más allá de este período concreto.
  • Los documentos que ingresan en la biblioteca vía adquisiciones tienen que pasar por el circuito establecido para la cuarentena.

Reestablecimiento del servicio de préstamo

  • Incorporar para el préstamo materiales disponibles en libre acceso con garantías de desinfección.
  • Ajustar los tiempos establecidos para las reservas incorporando los 10 días establecidos para la cuarentena.
  • Evitar préstamo de libros en papel cuando exista en la biblioteca versión electrónica.
  • Solicitar a los docentes que incluyan en sus bibliografías recomendadas títulos disponibles en versión electrónica.
  • Establecer un servicio de préstamo con cita previa (fase inicial) o bien controlar las aglomeraciones.
  • Fijar un punto de entrega y recogida único en la biblioteca de los materiales en préstamo para evitar el contacto físico.
  • Ampliar los plazos de préstamo para los periodos de corta duración.
  • Aminorar las sanciones.
  • Para personas con factor de riesgo y movilidad reducida, establecer un servicio de préstamo por mensajería.
  • Disponer de gel hidroalcohólico en la zona de máquinas de autopréstamo cuando se estime su restablecimiento.
  1. Información y sensibilización

Objetivo. Generar confianza para todos: la biblioteca un espacio seguro. Implicación de todos para hacer de la biblioteca un espacio seguro.

Información a los usuarios

  • Sobre medidas higiénicas y sanitarias para el correcto uso de los servicios y expuesta en zonas de entrada y de paso obligado.
  • Sobre el aforo, limitación y nuevas formas de uso de los servicios disponibles.
  • Señalética para el distanciamiento social, puestos de lectura a emplear, zonas o servicios restringidos.

Información al personal

  • Medidas adoptadas para garantizar la seguridad.
  • Nuevos procedimientos implementados para un entorno seguro.
  • Participación en el plan de reanudación de los servicios de biblioteca.

Medios

  • Imagen de campaña, eslogan y señalética diferenciada.
  • Soporte impreso y redes sociales, página web.
  • Canalizando dudas, sugerencias, etc… por parte de los usuarios.
  1. La biblioteca digital. Servicios y contenidos digitales
  • Priorizar la adquisición de contenido electrónico sobre papel, especialmente en bibliografía recomendada, así como las plataformas de préstamo electrónico.
  • Desarrollar servicios de digitalización conforme a lo establecido en la legislación en materia de derechos de autor.
  • Dirigir consultas y trámites con la biblioteca a un entorno digital (chat, pregunte al bibliotecario, formularios…)
  • Consolidar la oferta de cursos de formación on-line, incorporando nuevas herramientas que permitan una mayor interacción con los usuarios (videoconferencia, agregación de archivos…)
  • Producir nuevos materiales formativos y guías de contenidos dirigidos a los alumnos.
  • Impulsar el papel de la biblioteca en el desarrollo de la Ciencia abierta (repositorio institucional).
Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: Julián Marquina

Livros em quarentena, agendamentos e atendimento na porta: como a Biblioteca Pública de Porto Alegre retomou seus trabalhos

Espaço cultural foi autorizado a reabrir após o último decreto da prefeitura da Capital

Livros devolvidos não irão diretamente para as prateleiras da biblioteca Josué Guimarães
Lauro Alves / Agencia RBS

Texto por Marina Pagno

Caminhar a passos lentos pelos corredores, passar mais de uma vez entre as estantes empilhadas de livros, tocá-los e escolhê-los com as próprias mãos são atitudes corriqueiras e bem pessoais de quem frequenta bibliotecas. Esse cenário, porém, teve de ser modificado na Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, em Porto Alegre, que retomou seus trabalhos na manhã desta segunda-feira (25) com outra rotina e trazendo novas experiências para funcionários e leitores.

O “novo normal” da biblioteca se dá com atendimentos na porta e retiradas e devoluções de livros por agendamento. Desde a semana passada, quando a prefeitura autorizou a reabertura de bibliotecas e museus na Capital, a equipe da Josué Guimarães começou a entrar em contato com quem ficou com livros em casa enquanto o local estava fechado, além de organizar o espaço para recebê-los.

— Estamos priorizando os usuários da biblioteca que estão com livros em casa para devolver, combinando horários para que venham até aqui fazer a devolução e para que mandem por e-mail, de forma antecipada, os títulos que querem retirar — explica a diretora Renata Borges.

Apenas funcionários da Biblioteca Pública podem acessar os livros do acervo. Para bloquear a entrada, foi colocada uma mesa em frente à porta de vidro, transformando o espaço no novo ambiente de devolução e retirada dos volumes. Renata conta que, por isso, prefere dizer que os atendimentos foram retomados e não que a biblioteca reabriu as portas.

— As pessoas não vão poder chegar aqui e escolher como antigamente — diz.

Os agendamentos

Para combinar a devolução ou a retirada de livros, o contato deve ser feito pelo e-mail bibliot@portoalegre.rs.gov.br. A partir daí, a equipe agenda um dia e um horário que fique bom para o usuário e para o local, já que ocorre apenas um atendimento por vez. O telefone (51) 3289-8078 também está disponível para fazer os agendamentos. Esse, inclusive, foi o canal usado pelo aposentado Carl Ernst Conrad Hofmeister, o primeiro leitor a chegar à porta da biblioteca na manhã desta segunda.

— Eu liguei na sexta-feira (22), me atenderam e marcaram para que eu fosse hoje (segunda), às 10h. Entreguei meus livros na porta e eles já haviam selecionado outros livros que eu havia pedido ainda na sexta — conta o leitor de 83 anos.

Carl Ernst Conrad Hofmeister, 83 anos, devolveu e retirou livros na porta da biblioteca
Lauro Alves / Agencia RBS

Hofmeister devolveu dois livros da biblioteca, que deveriam ter sido deixados no local ainda em 30 de março, mas que ficaram estacionados em sua casa por conta das restrições provocadas pelo coronavírus. Ele aproveitou a viagem e pegou mais três exemplares.

— Para quem gosta de ler, é bom essa reabertura, porque cinema está fechado, teatro está fechado, então é um bom entretenimento — diz, sobre a retomada do funcionamento do local que contribui com seus hábitos de leitura há cinco anos.

Catálogo online e curadoria

Se o usuário não pode entrar na biblioteca, como escolher novas obras para leitura? O caminho recomendado é a consulta no catálogo online que engloba todas as bibliotecas geridas pela prefeitura da Capital. Por ele, dá para conferir os títulos disponíveis no acervo da Josué Guimarães e solicitar os exemplares por agendamento. Para acessar, é só clicar aqui.

Quem não tem muita habilidade ou acesso à internet conta com a ajuda dos funcionários, que fazem uma espécie de curadoria sugerindo livros com base nas últimas obras retiradas pelo usuário ou perguntando para eles, na hora do agendamento, seus gostos de leitura do momento.

— É um trabalho que a gente já fazia antes, mas muito mais cegamente do que agora. A gente acaba tendo que intermediar o acesso ao acervo com mais frequência do que antes — explica a diretora Renata Borges.

Quarentena

Outra mudança significativa na Biblioteca Pública Municipal se refere à chegada dos livros. Todas as obras que retornam ao local são colocadas em quarentena, isoladas por 14 dias em uma caixa para evitar possíveis contaminações. Após o período, os livros são higienizados na parte externa e retornam para as prateleiras.

— Não temos como higienizar página por página, então esse é o melhor jeito de evitar possíveis transmissões, ficar um período grande isolado. E aqui dentro só manuseamos os livros com máscaras e luvas — diz Renata, sobre os cuidados entre os funcionários.

Nas redes sociais, a biblioteca também está ativa no Instagram, no Twitter e no YouTube, onde há postagens para que os usuários mantenham a ligação com a literatura mesmo nesse período de menos contato físico.

— A gente sentiu a importância da biblioteca nesse período em que ficou fechada. Muita gente nos ligou na semana passada querendo saber dos atendimentos, tivemos muitos retornos positivos, é isso que está pesando agora — conclui Renata.

Outros espaços reabrem

Além da Biblioteca Pública Municipal, o Museu Joaquim José Felizardo e o Arquivo Público Municipal também reabriram as portas nesta segunda, com restrições e horários reduzidos.

As pinacotecas, previstas para retomar as atividades nesta semana, tiveram uma mudança na programação. A Ruben Berta está recebendo agendamentos para receber visitantes a partir de 2 de junho. Já a Aldo Locatelli permanecerá fechada até segunda ordem.

Confira, abaixo, os novos horários e as restrições em cada local:

Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães

Atendimento presencial mediante agendamento para empréstimos e devoluções, com limitação de uma pessoa por vez.

Horário: das 9h às 15h, de segunda a sexta.

Consulta local e acesso ao acervo seguem suspensos.

Informações e agendamentos pelo e-mail bibliot@portoalegre.rs.gov.br.

Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

Jardim aberto e exposições com acesso limitado a duas pessoas por sala.

Horário: das 13h às 17h, de segunda a sexta.

Atendimento a pesquisadores do acervo fotográfico mediante agendamento, pelo telefone (51) 3289-8276 ou pelo e-mail karina.santos@portoalegre.rs.gov.br.

Agendamento de pesquisa para os demais acervos pelo e-mail museu@smc.prefpoa.com.br.

O agendamento de grupos segue suspenso.

Arquivo Histórico Municipal Moysés Vellinho

Atendimento presencial mediante agendamento com limitação de uma pessoa por turno.

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h, de segunda a sexta. Entre 11h e 13h, será realizada higienização da sala de pesquisa.

Pesquisador deverá levar seus Equipamentos de Proteção Individual (luvas e máscara).

Informações e agendamentos pelo telefone (51) 3289-8282 ou 3289-8278 ou pelo e-mail arquivohistorico@smc.prefpoa.com.br.

Pinacoteca Ruben Berta

Atendimento a visitantes e pesquisadores ao acervo e exposições mediante agendamento pelo telefone (51) 3289-8292 ou pelo e-mail acervo@portoalegre.rs.gov.br.

Horário: terças e quintas, das 13h às 17h.

O agendamento de grupos segue suspenso.

Centro de Documentação e Memória – Cinemateca Capitólio

Atendimento presencial mediante agendamento, com limitação de uma pessoa por hora.

Horário: das 9h às 15h, de segunda a sexta.

Pesquisador deverá levar seus Equipamentos de Proteção Individual (luvas e máscara).

Informações e agendamentos pelos telefones (51)3289-7464 e 3289-7469 e pelo e-mail pesquisacapitolio@gmail.com.

Fonte: GaúchaZH

Biblioteca é contemplada com equipamentos para acessibilidade

Texto por Anderson Mendes

Biblioteca Municipal conta atualmente conta com cerca de 29 mil títulos. Foto: Divulgação

A Biblioteca Municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo, será contemplada com equipamentos de tecnologia assistida, voltados para uso do público com deficiência visual.

A conquista chega por intermédio do concurso “São Paulo + Inclusão Bibliotecas” responsável por selecionar projetos de bibliotecas públicas interessadas em receber os equipamentos, ligado ao governo estadual, e que contou com a participação de Mogi Mirim.

O município conquistou a terceira colocação no concurso, que premiou somente dez cidades de todo o Estado de São Paulo. A Biblioteca receberá nos próximos meses kits com scanner leitor, linha braile e computador.

O concurso é promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, através de convênio firmado com o Fundo de Interesses Difusos (FID) da Secretaria de Justiça e Cidadania.

As cidades interessadas deveriam elaborar um projeto indicando como pretendiam aprimorar os serviços bibliotecários para as pessoas com deficiência e qual estratégia seria utilizada para divulgação das novas ações para a comunidade cega.

Um dos objetivos é garantir o acesso desse público, equiparando as oportunidades das pessoas com e sem deficiência aos bens culturais. No Estado, os equipamentos já estão instalados em bibliotecas de 62 municípios.

O município se inscreveu em fevereiro para o programa, que era um desejo nosso enquanto secretaria. É mais uma conquista importante para a Biblioteca Municipal de Mogi Mirim, estamos colaborando para a inclusão e acessibilidade, oferecendo a Cultura para todo o público”, festejou o secretário de Cultura e Turismo, Marquinhos Dias.

Não foi divulgado prazo para a chegada do equipamento à Biblioteca, que atualmente conta com cerca de 29 mil títulos.

O espaço permanece fechado ao público, em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). (Da Redação)

Fonte: O Popular

Las recomendaciones generales para una reapertura segura de la actividad presencial en los archivos

El Grupo de Responsables de Archivos de las Comunidades y Ciudades Autónomas han elaborado el documento «Recomendaciones generales para una reapertura segura de la actividad presencial en los archivos». El objetivo de dicho documento es consensuar unas recomendaciones generales para llevar a cabo una reapertura segura de los archivos y posibilitar un marco general de referencia adaptable a cada archivo independientemente de su titularidad (pública o privada).

Bajo el título Recomendaciones generales para una reapertura segura de la actividad presencial en los archivos, este documento, adoptado el 12 de mayo de 2020, se ha gestado en dos reuniones virtuales (5 y 12 de mayo) impulsadas por la Subdirección General de Archivos y Gestión Documental de la Comunidad de Madrid que ha reunido a los responsables autonómicos de archivos de Asturias, Cantabria, Castilla y León, Castilla – La Mancha, Cataluña, Ceuta, Comunidad Valenciana, Extremadura, Galicia, La Rioja, Madrid, Murcia, Navarra y País Vasco, junto con los del Ministerio de Cultura y Deporte.

Mucho he hablado de las condiciones, medidas y recomendaciones para la reapertura de las bibliotecas, pero no hay que olvidar que los primeros del sector que tuvieron que reabrir sus puertas fueron los archivos. Estos lo hicieron, en mayor o menor medida, en la Fase 0 de desescalada según la Orden SND/388/2020.

Documento conjunto para consensuar la reapertura segura de los archivos

Tal y como comenta la noticia publicada dentro de la página web de los Archivos de la Comunidad de Madrid, las recomendaciones establecidas en el documento se organizan en dos direcciones que deberán tenerse en cuenta antes o después de la reapertura de la actividad presencial en el archivo.

Antes de la reapertura de la actividad presencial en el archivo, habría que tener en cuenta desde conocer la normativa vigente a raíz de la declaración del estado de alarma hasta realizar un manual con las medidas a adoptar en el archivo para que todo el personal archivero las conozca. También es interesante destacar la planificación de la reincorporación progresiva, el impulso y mantenimiento del teletrabajo, adoptar las medidas de seguridad recomendadas, hacer acopio de equipos de protección individual (EPIs) y de productos higiénicos, incluir los documentos en circulación en una cuarentena de 10 días, planificar sistemas de cita previa

Tras la apertura de la actividad presencial en el archivo, habría que tener en cuenta una serie de recomendaciones en relación con los servicios presenciales y trabajos internos. Como, por ejemplo, hacer solicitudes de consulta mediante cita previa, informar a los usuarios de las medidas extraordinarias, limitar el aforo y pedir que las personas vayan con mascarilla a los archivos, señalizar e informar, en la medida de lo posible difundir y realizar copias digitales de los documentos, expedir certificados y copias auténticas preferentemente por sede electrónica, mantener la cuarentena de 10 días de los documentos, aplazar la devolución de préstamos vigentes, suspender temporalmente las transferencias de documentación a los archivos, mantener la distancia de seguridad de 2 metros entre personas, suspender todas las actividades culturales…  

Fonte: Julian Marquina

Museus e o fim da quarentena: como garantir a segurança do público e das equipes

À medida que as quarentenas terminam gradualmente em várias regiões e países, os museus precisam revisar e atualizar seus protocolos de segurança sanitária para reabrir adequadamente. Embora as regulamentações nacionais variem dependendo da evolução específica da pandemia da COVID-19, existem algumas medidas básicas que podem ser tomadas para proteger a saúde dos visitantes e da equipe

PREPARAÇÃO PARA A CHEGADA DO PÚBLICO

  • Definir o número máximo de visitantes permitidos no museu e informar ao público sobre o assunto.

  • Definir o número máximo de visitantes por sala de exposição e informar ao público (é recomendável definir um número máximo de pessoas por metro quadrado para permitir uma distância de segurança de 1,5 m entre cada visitante).

  • Determinar o tempo médio de visita para estabelecer intervalos de tempo.

  • Considerar a reabertura gradual das exposições.

  • Na medida do possível, estabelecer um sistema de reserva (online, por telefone e/ou email). Se possível, criar um sistema de bilheteria on-line.

  • Considere o horário de funcionamento estendido.

  • Considere horários de funcionamento dedicados a determinados grupos (por exemplo, maiores de 65 anos de idade).

  • Negar acesso a pessoas que apresentam sintomas da doença.

  • Notificar o público sobre restrições relacionadas ao contexto no website da instituição (se houver) e antes de entrar no museu.

ACESSO PÚBLICO – ADAPTANDO O FLUXO DE VISITANTES

  • Evitar ou gerenciar filas nas entradas e balcões.

  • Fazer marcações no solo para as filas, de modo a garantir que a distância recomendada de 1,5 m entre os visitantes seja mantida.

  • Garantir a distância entre os visitantes e os balcões de recepção, possivelmente instalando vidro para proteger funcionários e visitantes.

  • Fechar os guarda-volumes que requeiram a presença de funcionários para evitar manuseio e contato desnecessários (os armários podem permanecer disponíveis se forem desinfetados regularmente entre os usos).

  • Garantir a manutenção de fluxos separados de entrada e saída e orientar o percurso nas salas de forma unidirecional (se possível).

  • Visitas guiadas e atividades educativas podem ser oferecidas se a distância de segurança entre os participantes for respeitada.  Definir intervalos de tempo específicos para visitas em grupo e restringir seu tamanho.

  • Aberturas de áreas comerciais comuns (lanchonete, livraria, lojas) estão sujeitas a regulamentos nacionais específicos.

ACESSO PÚBLICO – FORTALECIMENTO DAS MEDIDAS DE SAÚDE

  • Instalar dispositivos com desinfetante para as mãos na entrada do museu e fornecer sinalização de alerta para incentivar os visitantes a respeitar as medidas de saúde em vigor.

  • Garantir que os visitantes tenham acesso aos banheiros (permitindo que lavem as mãos com sabão e água e dando preferência a material higiênico descartável).  Adaptar esse acesso às regras de distanciamento social em vigor (marcação no chão, etc.).

  • Garantir que os dispositivos, tais como audioguias, fones de ouvido e outros equipamentos similares que requerem manuseio sejam sistematicamente desinfetados após cada utilização.

  • Instalações para deficientes e dispositivos educativos com botões de controle devem ser limpos frequentemente com desinfetantes.

  • As portas internas deverão permanecer abertas (se possível). Caso contrário, elas devem ser desinfetadas toda vez que forem usadas.

PESSOAL DE RECEPÇÃO E SEGURANÇA

  • A equipe de segurança deve estar presente na recepção e nas salas do museu para garantir não apenas que haja distância suficiente entre o visitante e as obras em exibição, mas também para garantir que haja distância suficiente entre os próprios visitantes. Se necessário, para garantir a segurança das obras e visitantes, as equipes podem ser complementadas por pessoal adicional.

  • Fornecer aos funcionários dispositivos de proteção adequados (proteção de caixa registradora, máscaras, desinfetantes), condição obrigatória para abertura ao público.

MEDIDAS DE LIMPEZA E CONSERVAÇÃO

NO ESCRITÓRIO

  • Considerar a adaptação sustentável dos planos de emergência.

  • Estender empréstimos para minimizar movimentação, manuseio e transporte.

  • Áreas acessíveis às equipes serão limpas de acordo com as diretrizes nacionais.

  • Equipamentos usados por vários membros da equipe precisarão ser desinfetados regularmente. Na ausência de padrões de desinfecção, este equipamento não deve ser usado.

  • Os funcionários limparão seu local de trabalho diariamente com toalhas à base de álcool ou toalhas de papel, independentemente do serviço de limpeza em vigor.

  • Qualquer funcionário cuja atividade não exija presença no local continuará trabalhando em casa e de acordo com os regulamentos nacionais.

Finalmente, recomenda-se que os museus que não estiverem em posição de atender a essas medidas estendam seus fechamentos temporários.

Acesse: ICOM_protocolo_de_reabertura

Fonte: ICOM Brasil

BIBLIOTECAS Y SISTEMA EDUCATIVO POST COVID 19

Al escribir estas líneas, soy plenamente consciente de la gravedad de la situación de crisis sanitaria provocada por las consecuencias de la pandemia por el COVID 19  que padece nuestro país, y el resto del mundo. Ante esta situación es preciso adoptar decisiones que nos lleven a afrontar un futuro incierto en todos los sentidos.

Las autoridades sanitarias y docentes están planificando  el inicio del próximo curso 20-21, intentando que se den las mejores circunstancias sanitarias para toda la comunidad educativa, y que el curso, si no hay retroceso, y vuelta al confinamiento, se desarrolle de la manera más adecuada y eficaz.

Todo correcto en este sentido. Agradecemos y valoramos la antelación en la planificación y deseamos los mejores resultados.

Una de las medidas que se anuncian como posibles, y casi inevitables para conseguir el mayor distanciamiento social es la utilización de todos los espacios posibles para el uso educativo, y se especifican gimnasios, bibliotecas, salones de actos o salas de multimedia.

En principio, nada que objetar, pues, como decía el clásico; “salux publica, suprema lex”.

Esto no es óbice para que nuevamente volvamos a un asunto que desde siempre nos preocupa en la Federación ANABAD, como es la debilidad, dentro del sistema docente, del subsistema de bibliotecas educativas.

En el estado de confinamiento en que aún nos encontramos, ha quedado de manifiesto la importancia de las bibliotecas en todo el sistema educativo, desde el nivel preescolar al postgrado universitario. De haber existido un buen sistema de bibliotecas educativas, éstas habrían sido las responsables de facilitar a toda la comunidad educativa (alumnado, profesorado, y, en los niveles más elementales, madres y padres) los materiales necesarios y precisos para  llevar a cabo la importante función docente y discente.

Cada centro docente debe disponer de un adecuado servicio bibliotecario. En cada caso se decidirá cuál sea el modelo que más convenga; biblioteca central, de aula, de departamento, ese no es el caso.

Las bibliotecas universitarias, irregularmente desarrolladas en nuestro país, más o menos ofrecen una situación estable, aunque sin duda reclaman, y nosotros reclamamos para ellas, mayor atención, y mejores recursos.

Sin embargo, las bibliotecas de los centros de enseñanza elemental y media, presentan hoy muchos problemas:

El primer aspecto que deseo destacar, es la falta de un cuerpo profesional de personal bibliotecario educativo, y, por supuesto, de una adecuada especialización en las facultades y escuelas de biblioteconomía.

En la mayoría de los centros de estos niveles educativos, las bibliotecas no están atendidas por personal técnicamente cualificado. En muchas ocasiones, se trata de profesorado en periodo  de prejubilación, que suele carecer de la formación precisa casi siempre, y en muchos casos de la dosis de “vocación profesional” necesaria.

A partir de la inexistencia de este necesario personal bibliotecario, podemos asegurar que propiamente las bibliotecas educativas en las enseñanzas medias y básicas, en sentido estricto no existen, pues una biblioteca educativa necesita imprescindiblemente de la presencia de personal bibliotecario. O, en todo caso, si admitimos que en esta circunstancia existen, están claramente en precario.

En este estado lamentable, en muchos centros estas bibliotecas educativas se verán mermadas, y su actividad en claro y  evidente estado de crisis permanente.

A la vez que se establecen medidas de recuperación económica y social, (también de empleo) se deberá tener en cuenta entre las prioridades, las bibliotecas de centros educativos.

Al tiempo hay que ver estas bibliotecas junto al desarrollo de los servicios de bibliotecas municipales.

Ante la eminente precariedad de las bibliotecas educativas, se hace más evidente el reforzamiento de los servicios de biblioteca municipales. Ellas son, como tantas veces hemos repetido, la célula básica del desarrollo cultural comunitario.

La biblioteca como centro de información, como espacio para el estudio, como lugar para el trabajo cooperativo, como institución para el ocio cultural y el desarrollo personal, en la escuela, en el instituto, en la universidad, en el municipio, también como promotoras de toda suerte de acciones de difusión cultural, se nos presentan ahora más que nunca como  instituciones indispensables. Démosles a ellas todo nuestro apoyo.

22 de mayo de 2.020

José María Nogales Herrera

Presidente

Federación ANABAD

Fonte: Anabad

Covid-19: desinfecção e bens culturais, as recomendações do Dicastério para a Cultura

“O patrimônio cultural é um bem não renovável”. Portanto, “toda ação que possa influenciar seu estado de conservação deve ser adequadamente conhecida, avaliada, documentada e acordada com os especialistas”.

Sensibilizar os responsáveis ​​pela custódia e gestão do patrimônio cultural ,para evitar possíveis danos causados ​​pelo uso inadequado de produtos desinfetantes ou pela aplicação de procedimentos incorretos por falta de conhecimento.

Esse é o objetivo das recomendações compartilhadas pelo Pontifício Conselho para a Cultura para fazer frente à situação provocada pela Covid-19 em relação à gestão, limpeza e desinfecção do patrimônio cultural. O documento pretende oferecer “indicações muito simples e necessárias para evitar danos irreversíveis aos objetos mais preciosos e delicados presentes em nossas igrejas”.

A desinfecção de ambientes, paramentos, vasos sagrados para o local de culto – especifica o Dicastério na apresentação do texto – é “necessária neste período de emergência sanitária”, mas de diversas partes chegaram relatórios sobre as intervenções efetuadas com “o uso de detergentes não adequados para objetos de arte e patrimônio cultural”.

Em particular, é feita referência ao uso de produtos corrosivos, como alvejantes, amoníaco e detergentes, que geram resíduos muito prejudiciais e, portanto, não devem ser utilizados em complexos monumentais, prédios históricos, sítios arqueológicos, objetos, bens móveis, tecidos e bordados, porque poderiam causar danos irreversíveis.

Neste sentido, a necessidade de oferecer um vademecum que, conforme especificado, não foi elaborado pelo Pontifício Conselho para a Cultura, mas é compartilhado por ele. A premissa é que “o patrimônio cultural é um bem não renovável”. Portanto, “toda ação que possa influenciar em seu estado de conservação deve ser adequadamente conhecida, avaliada, documentada e acordada com os especialistas”.

Recomenda-se “bom senso”: “o sabão é um bom desinfetante para a Covid-19”; portanto, em superfícies e pisos, é melhor usar “soluções hidro alcoólicas diluídas ou sabões neutros, sempre aplicados sob pressão controlada e sob a orientação de um técnico da conservação de bens culturais”.

Aos responsáveis ​​por tais operações, bem como a todos os que entram em contato com o patrimônio, sugere-se o uso de luvas, máscaras e roupas que possam ser lavadas após a operação de limpeza. O uso de fumigação e pulverização não são recomendados em bens imóveis.

Considerando que as igrejas e outros locais tenham ficado fechados por meses, é improvável que o vírus tenha sobrevivido nestes ambientes. Neste sentido, é sempre necessário “ventilar os espaços, tanto para a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos fiéis”, quanto “para a correta conservação do patrimônio cultural”.

Quanto aos bens móveis, quando houver suspeita de contaminação, sugere-se que sejam retirados ou delimitados em uma área inacessível por pelo menos até 14 dias.

Nunca desinfetar uma obra de arte, um objeto histórico ou um documento com álcool ou produtos de limpeza. Ao contrário de vários objetos sem interesse histórico, como grades, maçanetas, corrimãos, recomenda-se uma limpeza mais cuidadosa, prestando atenção para evitar o uso de substâncias que possam danificar acabamentos e superfícies. (PO)

Antes da reabertura das igrejas na Itália na Fase 2, Basílicas e igrejas foram sanitizadas e desinfectadas

Fonte: Vatican News

Todas las recomendaciones del Ministerio de Cultura para la reapertura de las bibliotecas públicas en Fase 0, 1 y 2

La Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria ha actualizado el documento que elaboró hace unos días con las recomendaciones para la reapertura de las bibliotecas en Fase 1. En este nuevo documento se incluyen las medidas para reabrir las bibliotecas públicas en territorios en Fase 0 y en Fase 2, además de las recomendaciones para aquellas que están en Fase 1.

Las recomendaciones han sido elaboradas por la Dirección General del Libro y Fomento de la Lectura a través de la Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria. En su preparación se han tenido en cuenta las recomendaciones internacionales de buenas prácticas de manipulación de libros y otros materiales en bibliotecas durante la crisis de la COVID‐19, y se ha escuchado a la Biblioteca Nacional de España y a la Comisión Permanente del Consejo de Cooperación Bibliotecaria.

Comentar que se recogen en las Fases 0 y 1, principalmente y de forma general, las actividades de préstamo y devolución de obras e información bibliográfica y bibliotecaria. En la Fase 2 se recogen, además de las acciones permitidas en Fase 0 y 1, las actividades de consulta en sala con aforo reducido y medidas extraordinarias de limpieza y desinfección, así como el préstamo interbibliotecario.

En ambas fases no podrán llevarse a cabo actividades culturales, de estudio en sala o de préstamo interbibliotecario. Tampoco se podrá hacer uso de los ordenadores y medios informáticos de las bibliotecas destinados para el uso público de los ciudadanos, así como de catálogos de acceso público en línea o catálogos en fichas de la biblioteca.

Sin embargo, en su caso, en la Biblioteca Nacional de España y en las bibliotecas especializadas o con fondos antiguos, únicos o excluidos de préstamo, se podrá permitir la consulta de publicaciones excluidas de préstamo domiciliario con reducción de aforo y sólo en los casos en que se considere necesario. Esta consulta estará restringida a fondos antiguos, especiales, únicos o excluidos de préstamo domiciliario por otros motivos.

La Dirección General del Libro y Fomento de la Lectura, a través de la Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria, ha elaborado las siguientes recomendaciones con el objetivo facilitar la reapertura de servicios bibliotecarios al público en las Fases 0, 1 y 2, basándose en lo establecido en las siguientes órdenes del Ministerio de Sanidad:

– Orden SND/388/2020, de 3 de mayo, por la que se establecen las condiciones para la apertura al público, realización de actividades y prestación de servicios en los archivos, de cualquier titularidad y gestión.

– Orden SND/399/2020, de 9 de mayo, para la flexibilización de determinadas restricciones de ámbito nacional, establecidas tras la declaración del estado de alarma en aplicación de la fase 1 del Plan para la transición hacia una nueva normalidad.

– Orden SND/414/2020, de 16 de mayo, para la flexibilización de determinadas restricciones de ámbito nacional establecidas tras la declaración del estado de alarma en aplicación de la fase 2 del Plan para la transición hacia una nueva normalidad.

Cartel con recomendaciones y servicios ante la reapertura de las bibliotecas

Es especialmente interesante el cartel que han elaborado para la reapertura de las bibliotecas en Fase 0 y en Fase 1. Por un lado, se señalan las recomendaciones para un uso responsable de las bibliotecas y, por otro lado, se identifican tanto los servicios que están disponibles como los no lo están en dichas fases de desescalada.

Fonte: Julian Marquina

Portal Domínio Público é a opção para encontrar obras literárias em período de pandemia

Com bibliotecas fechadas devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Portal Domínio Público é uma opção para os internautas encontrarem obras literárias. No site www.dominiopublico.gov.br, administrado pelo MEC (Ministério da Educação), há uma biblioteca digital onde estão disponibilizados livros de autores consagrados como Machado de Assis, Eça de Queirós, Júlio Verne, Goethe, entre outros.

Além de romances, o Portal criado em 2004 também conta com poesias, ensaios, peças de teatro, livros em outros idiomas (inglês, espanhol, alemão e francês), materiais acadêmicos, exemplares para profissionais, obras infantis, músicas, mapas e fotografias.

Em decorrência da covid-19, a Biblioteca Municipal Martinico Prado continua fechada ao público. Por isso, indicamos um site repleto de materiais para acesso legal, simples e com muitas possibilidades a quem adora livros”, comentou Gustavo Grandini Bastos, bibliotecário municipal.

Seções que podem ser encontradas na Biblioteca Digital

  • A seção “Machado de Assis” com a apresentação da obra completa do grande escritor brasileiro, por exemplo, “Quincas Borba”, obra exigida para o vestibular da Fuvest, “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

  • Para os vestibulandos da USP e da Unicamp: além de “Quincas Borba” (Fuvest), também encontramos “A relíquia”, de Eça de Queirós (Fuvest), “A falência”, de Julia Almeida (Unicamp) e “O Ateneu”, de Raul Pompéia (Unicamp).

  • Clássicos da literatura mundial, como “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, “O Primo Basílio”, de Eça de Queirós, “Fausto”, de Goethe e “A Volta ao Mundo em 80 dias”, de Julio Verne.

  • Clássicos da literatura brasileira, como “Diva”, “Iracema”, “Lucíola” e “Senhora”, de José de Alencar, “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida e “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto.

  • Poesias – A biblioteca conta com obras dos heterônimos de Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac.

  • Livros em outros idiomas – “Macbeth”, de Shakespeare e “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, entre outros autores

  • Materiais acadêmicos, livros para os profissionais da Educação, obras infantis, músicas, mapas e fotografias.

Fonte: Notícias de Araras

A importância da qualidade da informação jurídica em tempos de pandemia

Texto por Kellen dos Santos Georgetti

Todas as decisões diante da pandemia são baseadas em um conjunto de informações, que, se que tiverem a ausência de qualidade, não irão produzir decisões pertinentes e precisas para os resultados esperados.

Informações precisas e fidedignas são nossos principais subsídios contra o covid-19, ao mesmo tempo estas informações atualizadas sobre a doença deram um impulso decisivo em diversas áreas, gerando repercussões e provocando impactos legais.

Nesse contexto, todas as decisões diante da pandemia são baseadas em um conjunto de informações, que, se que tiverem a ausência de qualidade, não irão produzir decisões pertinentes e precisas para os resultados esperados.

Na área jurídica não é diferente, sua dimensão política, judicial e estratégica resulta em processos decisórios nos escritórios, sendo necessário privilegiar alguns aspectos importantes da qualidade da informação como: assimilar, utilizar e aplicar, para compreender as alternativas de adaptação às mudanças atuais.

Diante dessa nova conjuntura de inseguranças e incertezas causadas pelo covid-19, ocorrem implicações jurídicas que precisam de informações relevantes nas diversas relações sociais e empresariais.

No cenário atual, são inúmeras as repercussões legislativas, judiciais e econômicas pautadas na análise informacional sobre o covid-19. Até o momento os Legislativos estaduais e municipais apresentaram, em conjunto, mais proposições do que a Câmara dos Deputados (com 1.146 propostas) e o Senado (com 304 propostas). (GRAÇA, A.; BRITO, D; LARANJEIRA, A, 2020).1

No âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Godinho afirmou que, desde o início da pandemia, 242 processos administrativos envolvendo alguma questão relacionada à propagação da covid-19 foram apresentados ao CNJ.2

As publicações em sites jurídicos também demonstram um vasto volume sobre o assunto, no site Migalhas, ao realizarmos uma busca sobre os termos relacionados à pandemia, temos os seguintes resultados: 891 sobre o Coronavírus e 761 para tema covid-19. (MIGALHAS,2020)3

Nesse contexto, a qualidade da informação atua para identificar o ambiente e delimitar os usuários destas informações, com propósito de possibilitar alternativas razoáveis e possíveis para estabelecer ações especificas.

Temos então, a necessidade de avaliação do produto da informação, considerando-se o conteúdo da mensagem, ou seja, a qualidade está associada à dependência de utilização por usuários particulares em ocasiões particulares

Esta qualidade é ressaltada por Wang e Strong (1996)4 que consideram a qualidade informacional com um termo substituível por qualidade de dados, sendo esta, a característica de dados adequados ao uso. De modo que, qualidade informacional sendo empregada de forma coerente, compreende o território jurídico de uma decisão ou proposta legislativa para formular estratégias de atuação na defesa e auxiliar os clientes a lidarem com as incertezas do cenário atual.

Na Ciência da Informação alguns aspectos devem ser observados para quem detém, busca e compartilha informações. Esta dinâmica também deve ser respeitada para entender a qualidade da informação jurídica.

Estes atributos são destacados por Otelo (2006):5

  • Abrangência

  • Acessibilidade

  • Atualidade

  • Confiabilidade

  • Precisão

  • Objetividade

  • Validade

Tais atributos enfatizam a novidade, valor, redução de tempo, credibilidade e integridade para que os advogados estudem o problema e estabeleçam ações estratégicas, além de contribuir para identificar as soluções mais adequadas a cada caso concreto, com o menor impacto possível aos diversos interesses envolvidos.

Isto porque no dinamismo da conjuntura atual a qualidade das informações é relevante para mitigar riscos e subsidiar os novos desafios jurídicos, pois opõem-se à obsolescência através do valor intrínseco e relevância objetiva, sendo sua função de uso subsidiar os tomadores de decisão.

Desta forma, a qualidade informacional deve ser considerada como um dos principais alicerces para redução de incertezas diante da nova dinâmica do mercado jurídico, à medida que ela contribui para identificar desafios, riscos e outras oportunidades relevantes.

1 GRAÇA, A.; BRITO, D; LARANJEIRA, A. Assembleias e câmaras já apresentaram mais de 2.000 projetos para a crise de COVID-19.

2 CONSULTOR JURÍDICO.CNJ já editou 25 normas para adequar atividade judicial durante epidemia.

3 MIGALHAS. Disponível clicando aqui  Acesso em: 20 maio 2020

4 WANG. R. Y; STRONG, D.M. Beyond accuracy. what data quality means to data consumers. Journal of Management Infration System, Spring 1996, v.12, n4, p.5-34, Spring 1996 Disponível clicando aquiAcesso em: 10 maio 2020

5 OTELO, R. R. Percepção da qualidade da informação. Ciência da Informação., Brasília, v. 35, n. 1, p. 57-62, jan./abr. 2006.Disponível clicando aqui. Acesso em: 9 maio 2020

Fonte: Migalhas

TAG cria projeto para divulgar pequenas livrarias durante a pandemia

Projeto procura ajudar na divulgação virtual e na criação de uma plataforma colaborativa

Livraria divulgada no projeto, a Banca Tatuí, no centro de São Paulo, precisou se reinventar para a venda on-line | Foto: Cecilia Schiavo / Divulgação / CP

Texto por Camila Souza

Portas fechadas, sentimento de incerteza, ruas vazias e comerciantes preocupados. Esse é o cenário visto no mundo nos últimos meses devido à pandemia do novo coronavírus. Em um momento tão difícil, é necessário encontrar soluções para manter os negócios funcionando, o que, para as pequenas livrarias, pode ser um desafio. Pensando nisso, a TAG, um dos maiores clubes de assinatura de livros do Brasil, lançou um projeto chamado “#PequenasGrandesLivrarias”.

A ideia é divulgar 30 livrarias independentes de todo o país que se adaptaram ao formato de venda on-line para conseguir manter sua estrutura física. A divulgação será feita durante 30 dias no Instagram do clube, que conta com um público de mais de meio milhão de seguidores. Também integra o projeto uma lista colaborativa criada em uma plataforma on-line, na qual os leitores podem incluir outras indicações de livrarias.

A campanha foi lançada no Dia Mundial do Livro, 23 de abril. A analista de conteúdo da TAG, Luise Spieweck, explica que a ideia surgiu de uma preocupação com a situação do mercado editorial durante a pandemia. “Para nós, apoiar as livrarias significa também apoiar, indiretamente, os editores. A gente valoriza bastante esses agentes do mercado do livro, que são fundamentais para a TAG e para a leitura. Então, com esse projeto queremos ajudar um pouco da forma que a gente consegue.” A escolha das livrarias que serão divulgadas no Instagram é feita com base na lista colaborativa, dando espaço para diversas regiões do país.

Livraria Taverna, localizada no centro de Porto Alegre, foi uma das participantes do projeto da TAG. André Günther, um dos responsáveis, conta que a Taverna começou no ambiente virtual, mas depois de inaugurar a loja física, as vendas on-line ficaram em segundo plano. “Parece que voltamos para o começo, precisamos olhar para o ambiente virtual como uma prioridade.” Para a equipe da livraria, o que mais faz falta é o contato com os leitores. “O site tem nos ajudado bastante, mas não é o mesmo que estar com a livraria aberta. Sentimos falta da relação com as pessoas, porque no nosso trabalho tem muita troca e conversa”, explica André. Ele enfatiza a importância de projetos de apoio. “As pessoas poderiam estar comprando de grandes monopólios e as livrarias independentes poderiam ser esquecidas nesse momento. Estamos surpresos com a quantidade de leitores que nos procuram e a gente sabe que isso vem de estímulo de ações como as da TAG.”

Outra livraria divulgada no projeto é a Banca Tatuí, localizada no centro de São Paulo. Apesar de já trabalhar no ambiente virtual, a equipe precisou se reinventar e desenvolver estratégias para a venda on-line. “Lançamos a campanha ‘Tatuí em Casa’, oferecemos descontos, fizemos entregas grátis para as vendas de abril e um sorteio de três kits de editoras. Foram pequenas ações para manter a loja virtual ativa”, explica Cecilia Arbolave, responsável pela banca. Ela destaca que neste momento é importante que os agentes do mercado literário estejam unidos. “Temos que pensar que estamos todos juntos, editores, livreiros e autores. Quanto mais ações tiverem para a gente se ajudar, é melhor. Temos muito apoio de pessoas que estão nos divulgando, comprando livros para contribuir e isso é muito bonito, é uma rede que vai se formando”, explica Cecilia.

Os livros, mais do que nunca, se mostram essenciais. É tempo de se refugiar nas suas histórias e contribuir com as pequenas livrarias que lutam para sobreviver a esse período difícil. Para conhecer e divulgar outras livrarias independentes, basta acessar a lista colaborativa criada pela TAG em parceria com a Editora Todavia.

* Sob a supervisão do editor Luiz Gonzaga Lopes

Fonte: Correio do Povo

Diálogo de Bibliotecas en Cuarentena “Educación a Distancia. Estrategias, implicaciones y recursos.”

Un panel de profesionales abordarán, desde distintas ópticas los desafíos de la educación a distancia. ¿Cuáles han sido las ejecutorias y estrategias del Sistema Educativo Dominicano?, ¿Qué implicaciones -sociales, tecnológicas, informacionales- impactan la educación virtual?. Estas y muchas otras interrogantes estarán en la mesa de reflexión de la Biblioteca Juan Bosch, ¡No te lo pierdas!.

Con nosotros :

Mariel Santos Mora // Directora Regional (07) MINERD

María Elizabeth Rodríguez // Investigadora y maestra EUA.

Claudia Olivarría // Coordinadora General Biblioteca Escolar Futuro , Chile.

Wandy Reyes // Consultor en Negocios y Tecnologías. RD.

Dirigido por Aida Montero Morales // Directora Biblioteca Juan Bosch , FUNGLODE

Fonte: Biblioteca Juan Bosch Institución

Desafios das bibliotecas comunitárias na pandemia

Devido à pandemia do novo coronavírus, nove bibliotecas comunitárias fecharam as portas temporariamente. Para manter as bibliotecas funcionando, foi criado uma campanha de financiamento coletivo (Foto: Reprodução/Rede Social Livro Livre Curió)

As bibliotecas comunitárias surgem a partir de iniciativas institucionais, como de ONGs, igrejas ou associações de bairros, mas também podem surgir de iniciativas individuais de uma ou mais pessoas físicas. Raphael Rodrigues, estudante do curso de Filosofia na Universidade Estadual do Ceará (UECE) e criador da Biblioteca Viva, localizada no Barroso, explica a importância dessas bibliotecas de iniciativa popular para a sociedade:

“A importância das bibliotecas é de que elas são um modo de intervenção do espaço público. Elas são um equipamento necessário, como a gente pode ver, justamente pra tentar resolver um problema que a gente vê que é muito comum, que é o problema da acessibilidade aos livros. Principalmente nas periferias pras pessoas que não tem poder aquisitivo – a gente sabe que livro no Brasil é caro e pra muita gente já é um problema adquirir livros -, ela se torna ainda mais necessária.”

Roda de Conversa sobre Depressão e Suicídio, realizada na Biblioteca Viva, que contou com a participação do psicólogo Évio Giani (Foto: Arquivo Pessoal)

Raphael conta que, no primeiro mês da Biblioteca Viva, 54 livros foram emprestados. Três anos depois, esse número cresceu e, hoje, a biblioteca empresta em média 600 livros por mês. Já a Biblioteca Comunitária Livro Livre Curió, que funciona dentro da residência do poeta Talles Azigon, conta com um acervo com mais de 500 livros e recebe mais de 800 visitas ao mês:

“A Livro Livre Curió, que já existe há mais de 2 anos na comunidade, tem um público médio de 800 a 1000 visitas por mês. A maioria dessas visitas são de crianças que estão no período escolar, ou seja, de 5 a 14 anos. Também temos bastante fluxo de jovens e também alguns idosos da comunidade. A maioria das pessoas que são atendidas são da comunidade do Curió, e o Curió está entre os menores IDHs de Fortaleza.”

Raphael Rodrigues, que também atua como captador de recursos na Biblioteca Viva, revela a mudança que ele percebe no ambiente em que este equipamento cultural está localizado:

“A gente passou a notar que a biblioteca promove outras formas de viver, de pensar, de agir, de se relacionar com o mundo. A perda desse espaço significaria uma perda de perspectiva porque a gente sabe que, principalmente para bairros de periferia, há um grande problema de perspectiva do que a gente consegue, do que a gente pode, devido às dificuldades de infraestrutura dos locais.”

Devido à pandemia do novo coronavírus, as bibliotecas Viva e Livro Livre Curió fecharam suas portas temporariamente. Além delas, outras 7 bibliotecas de iniciativa popular de fortaleza passam pela mesma situação. São elas: Biblioteca Popular Papoco de Ideias (Pan Americano); Biblioteca da Filó (Jangurussu); Narcoteca (Pirambu); Biblioteca Bate Palmas (Conjunto Palmeiras); Biblioteca Comunitária Okupação (Antônio Bezerra); Biblioteca Quintal Cultural (Grande Bom Jardim); e Biblioteca Viva a Palavra (Serrinha).

A Livro Livre Curió nasceu no dia 31 de Março de 2018, na casa da Dona Ritinha (mãe de Talle Azigon), que é manicure, depiladora e mediadora de leituras na comunidade do Curió, em Fortaleza (Foto: Arquivo Pessoal)

Esses equipamentos culturais já passavam por problemas, pois não conseguiam arrecadar dinheiro suficiente para pagar aluguel, água e luz. Mas com a chegada da Covid-19, a situação apenas se agravou. Talles Azigon alerta para o prejuízo que o fechamento definitivo desses equipamentos pode causar:

“Caso essas bibliotecas venham a fechar devido a todos os desdobramentos do coronavírus, a gente tem um impacto muito negativo. Imagina só todas essas comunidades que foram citadas, elas são ausentes de equipamentos culturais, ausentes de equipamentos sociais. Então o morador e a moradora desses bairros têm, além da biblioteca, pouquíssimos espaços onde ela pode ter acesso a informação e conhecimento. Então a gente já tem uma desigualdade muito grande, não só econômica mas também uma desigualdade de acesso à informação na cidade de Fortaleza. Com a extinção, com o fechamento dessas bibliotecas esse abismo torna-se cada vez maior.”

Para manter as bibliotecas funcionando, foi criado uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Sympla. Você pode contribuir até o final do mês de maio.

Reportagem de Mariana Bueno com orientação de Carolina Areal e Igor Vieira

Fonte: Radio Universitária

Debate: Bibliotecas em tempos de crise

No final de 2019, a Comissária europeia para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, num evento sobre literacias para o Séc. XXI desafiou uma plateia de bibliotecários com as seguintes questões:

Que problema das vossas comunidades podem ajudar a resolver? Como é que as vossas bibliotecas podem ajudar os europeus na sua vida?

Numa altura em que as bibliotecas em todo o mundo foram surpreendidas com a epidemia do COVID-19, tendo sido forçadas a encerrar portas e a rapidamente repensar a sua relação com a comunidade, ficou exposto de forma mais vincada as suas fragilidades e a sua capacidade de reagir rapidamente para continuarem a cumprir a sua missão. Afastadas da sua relação com o público na sua vertente tradicional, a do acesso à leitura, algumas bibliotecas puseram em marcha alternativas oferecendo serviços limitados via Internet ou procuraram recriar a sua função na comunidade.

Num futuro que se apresenta incerto para as bibliotecas de que forma esta experiência pode fazer-nos repensar sobre o seu papel? Como transformar este desafio numa oportunidade de tornar as bibliotecas mais úteis e relevantes para a sua comunidade? Que problemas podemos antever para as comunidades no futuro próximo e de que forma poderão as bibliotecas contribuir para a recuperação social?

Fonte: Associação Portuguesa BAD

“Diálogo bibliotecas en cuarentena. Creatividad y compromiso: Pilares para el desarrollo de servicios frente al COVID 19”.

Con la moderación de Aida Montero, directora de la Biblioteca Juan Bosch, participarán en el panel #ENVIVO Loida García Febo, consultora Internacional de Bibliotecas; Madeline Peña, de la LAPL en español – Biblioteca Pública de Los Ángeles, e Isabel Espinal, de la UMass Amherst Libraries.

Fonte: Biblioteca Juan Bosch Institución

Um a cada quatro vídeos sobre covid-19 no YouTube tem informação enganosa

Texto por Lucas Agrela

Estudo mostra que vídeos têm informações erradas ou que podem ser mal interpretadas

YouTube: vídeos com informações imprecisas estão entre os mais assistidos no site (Getty Images/Reprodução)

Um a cada quatro vídeos mais vistos no YouTube sobre a doença covid-19, causada pelo novo coronavírus, contém informações enganosas ou imprecisas. É isso que indica um novo estudo publicado no periódico BMJ Global Health, uma das mais influentes e conceituadas publicações sobre medicina no mundo.

Os pesquisadores alertam para os riscos que as informações imprecisas levam à população global, especialmente porque o alcance desses conteúdos às pessoas é maior do que em outras pandemias, como na gripe H1N1.

Foram considerados no estudo 69 vídeos, em inglês, que foram os mais vistos em 21 de março deste ano. Os conteúdos tiveram quase 260.000 visualizações.

As informações enganosas ou imprecisas mais comuns nos vídeos do YouTube são sobre empresas farmacêuticas que já têm a cura para a covid-19, mas se recusam a liberá-la, variantes mais letais do novo coronavírus, entre outras teorias conspiratórias que não têm embasamento em pesquisas científicas de universidades renomadas ou órgãos oficiais de saúde pública.

Para os pesquisadores, apesar de as redes sociais e a internet como um todo serem benéficos em muitos casos, elas também têm potencial para causar danos. Os cientistas afirmam que os conteúdos de fontes respeitadas e oficiais de informação não têm o merecido alcance ao público na internet.

Fonte: Mundo Bibliotecário

Seminário Internacional debateu ética em informação em tempos de pandemia.

Texto por Carolina Cunha

No dia 14 de maio, o grupo de pesquisa Estudos Críticos em Informação, Tecnologia e Organização Social (Escritos/Ibict) realizou seu terceiro seminário. O evento, que pela primeira vez aconteceu de forma remota, foi realizado em comemoração aos 50 anos do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI/IBICT-UFRJ).

O seminário contou com a participação dos palestrantes Rafael Capurro (Universidade de Mídia de Stuttgart, Alemanha), Miguel Ángel Pérez Álvarez (Universidade Nacional Autônoma do México) Sarita Albagli e Arthur Coelho Bezerra, ambos do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

Os palestrantes discutiram os diferentes aspectos da ética em informação no cenário da pandemia de Covid-19. “Com a pandemia, surgem novas formas de monitoramento social e de controle. A circulação e compartilhamento desses dados enfrenta uma série de dimensões éticas”, explica Arthur Coelho Bezerra, pesquisador titular da Coordenação de Ensino e Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação do Ibict (COEPE/Ibict) e líder do grupo de pesquisa Escritos.

Segundo Bezerra, a pandemia trouxe mudanças e levou ao uso de instrumentos de vigilância de dados pessoais para monitorar o comportamento da população, na tentativa de mitigar o contágio do vírus. Como exemplo, o pesquisador citou mecanismos de vigilância digital em massa que foram usados em diferentes países como o uso da biometria, dados georreferenciados e o controle da temperatura corporal.

Para o pesquisador, o controle de dados pessoais pode ser positivo ou negativo. “A vigilância pode ser usada para o controle epidêmico e evitar que a doença se espalhe. Mas ao mesmo tempo, também pode ser usada para um controle ruim: que pode ser feito por terceiros, como empresas e o Estado”, diz Bezerra.

A pesquisadora Sarita Albagli abordou a importância da ciência aberta para que a comunidade cientifica tenha acesso a dados e chegue mais rápido no desenvolvimento de soluções científicas. “A gente prefere entender a pandemia como um acontecimento. Que possivelmente vai acentuar elementos e forças que estão presentes e ao mesmo tempo abrir novas e não previsíveis forças para a construção desse futuro”, avalia.

Albagli abordou a ciência aberta como um ecossistema híbrido que poderia ampliar a quantidade e a qualidade na produção de conhecimento científico. Como exemplos de iniciativas, ela citou o aumento da publicação de artigos pré-print, a aberturas de dados de pesquisa e iniciativas de ciência cidadã que podem contribuir para encontrar vacinas, medicamentos e tecnologias que possam combater essa epidemia.

O filósofo Miguel Ángel Pérez Álvarez falou sobre as implicações éticas do monitoramento de dados e da inteligência artificial no cotidiano. Álvarez citou o exemplo do México, que implementou sistemas de identificação por câmeras para mapear aspectos da mobilidade da população. “Estamos dispostos a renunciar nossa privacidade para não passarmos uma situação de risco? ”, pergunta o professor.  Para ele, essa situação inédita da pandemia nos leva a repensar a nossa existência e a nossa relação de uns com os outros e com a informação.

Capurro, filósofo uruguaio, fez uma reflexão crítica sobre a existência do vírus e os atuais desafios informacionais, como as fake news em um mundo globalizado. “A forma de ser dos vírus muda em um mundo digitalmente globalizado. Existe uma correlação entre os danos que um vírus pode causar local e globalmente e os causados pelas fake news digitais”, diz o pensador. Ele defende a educação como algo necessário para combater a desinformação e o fenômeno da infodemia. Capurro também sugere mudanças na relação dos seres humanos com a natureza como uma das reflexões possíveis sobre esses tempos.

O seminário pode ser assistido na íntegra no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=fJNLf5VBov4

Fonte: Ibcit

Museu de ciências lança vídeos analisando diversos aspectos da pandemia

Toda segunda-feira, no YouTube, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) traz discussões sobre o novo coronavírus, avaliando efeitos políticos e de saúde pública

Em meio à pandemia do novo coronavírus, precisamos dar ouvidos aos cientistas e pesquisadores para entendermos melhor o atual cenário. Por isso, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), no Rio de Janeiro, desenvolveu um projeto no YouTube chamado de Ciência e Cultura em Tempos de Pandemia para tratar de assuntos relevantes e atualizados relacionados ao Sars-CoV-2.

Todas as segundas-feiras, um vídeo novo vai ao ar. Esta é mais uma atividade do Mast em Casa, iniciativa do museu que reúne ações para levar conteúdo e conhecimento às pessoas neste período de isolamento social.

Nos vídeos, são discutidos os efeitos políticos e sociais da pandemia de Covid-19, as formas de contágio e como combater e brecar o avanço da doença.

O primeiro vídeo da série conta com a presença de Luiz Ramiro, cientista político e professor na Universidade Federal Fluminense (UFF), que aponta erros e acertos no combate à disseminação do vírus.

Em outro episódio, Josiane Carvalho Guilherme, mais conhecida como Josi Ticuna, coordenadora do Projeto Piloto de Agrovida-Naãne Arü Mã’u – Terra e Vida, discute a doença sob a ótica de aldeias e populações indígenas — assim como Priscila Faulhaber, doutora em ciências sociais, retoma o assunto em vídeo publicado nesta semana.

Os vídeos são curtos, com cerca de 3 minutos cada, visando estimular a reflexão sobre este momento que vem modificando drasticamente a rotina de todos ao redor do mundo. Assista a playlist do canal do Mast no Youtube:

Fonte: Revista Galileu

Impulsionados pela quarentena, e-books ganham popularidade inédita

Texto por Amanda Capuano

Os livros digitais caíram nas graças do público e se tornaram alternativa para manter o hábito de leitura durante o confinamento

Alternativa: E-books ganham nova popularidade na pandemia Jens Büttner/Getty Images

O coronavírus pode ter obrigado as livrarias a fechar as portas, mas a fome dos leitores por novas histórias continua — e as telas dos smartphones e de e-readers tornaram-se aliadas para manter o hábito de leitura durante o confinamento. Segundo um levantamento da Bookwire, que distribui e-books para cerca de 550 editoras no Brasil, o consumo de livros digitais deu um salto durante a quarentena.

Entre meados de março e o início de abril, a empresa distribuiu 9,5 milhões de exemplares digitais, entre pagos e gratuitos. O número corresponde a 80% do volume comercializado durante todo o ano de 2019 – período já considerado acima da média pelo diretor Marcelo Gioia. Tamanho crescimento pode ser explicado pelas promoções em massa das editoras, que passaram a disponibilizar e-books com preços muito reduzidos, e até mesmo gratuitos, no início do confinamento. “As ações durante a pandemia formaram novos leitores digitais, que passaram a consumir o formato neste primeiro momento”, explica Gioia.

Uma das estratégias adotadas pelas editoras é o Digital First, um termo “chique” que, na verdade, descreve algo bem simples: lançar a versão digital antes do título físico. A ação foi um dos caminhos seguidos pela editora Planeta para driblar a crise. Colo, Por Favor! Reflexões em Tempos de Isolamento, de Fabrício Carpinejar, e Você É Ansioso? Reflexões Contra o Medo, de Luiz Felipe Pondé, estão disponíveis em e-book e serão lançados posteriormente em papel. Já a obra o Autocontrole em Tempos de Estresse, de Augusto Cury, e a coleção O Mundo Pela Janela de Casa — que reúne contos inéditos ligados ao isolamento social — chegarão ao leitor exclusivamente em formato digital. O resultado foi um crescimento de 106% em relação a arrecadação prevista para abril com os e-books.

Além de ser uma alternativa logisticamente mais confortável em meio a pandemia, os livros digitais também são um meio de fomentar a leitura no confinamento. Nesse sentido, as promoções são essenciais para atrair o leitor para o formato. A Rocco fornece mensalmente uma lista de trinta títulos digitais sem custo. Na segunda quinzena de março, a Sextante chegou a distribuir 1,2 milhão de e-books gratuitos. “O plano é trazer o leitor para o ambiente digital. O e-book tem facilidades, principalmente em relação a portabilidade e agilidade”, analisa Marcos Pereira, dono e co-fundador da Sextante.

A um clique de distância

Quando o leitor busca um livro na internet, ele pode manter sua paixão pelo papel e receber o título físico em casa. Porém, com a pandemia, que afetou a logística da distribuição de algumas lojas, o dinamismo dos e-books, que chegam ao comprador de imediato, é uma vantagem e tanto. O preço reduzido também é um atrativo à parte em um cenário econômico conturbado. “Por mais que os livros físicos ainda sejam entregues, ficou tudo mais complexo. O e-book, em geral, é mais barato, e uma alternativa econômica diante de tanta gente enfrentando dificuldades financeiras com a renda reduzida”, analisa Cassiano Elek Machado, diretor editorial da Planeta.

Espera-se que o mercado editorial pós-pandemia mude drasticamente. Segundo dados da Bookwire, mesmo com a diminuição das gratuidades e ofertas em maio, as duas primeiras semanas do mês registraram três vezes mais vendas digitais do que o mesmo período do ano anterior. É difícil prever o que vai acontecer, mas os números são um indicativo de que os livros digitais podem cair nas graças do leitor mesmo com o fim da quarentena. Para Machado, tudo é uma questão de hábito, e a leitura de livros digitais durante esse período provavelmente terá impacto na maneira como a literatura será consumida no futuro. “Quando a pessoa cria um hábito novo, ela tende a seguir com ele. Os livros digitais tem vantagens importantes, uma vez que se aprende a operar nesse formato, as pessoas passam a consumi-lo mais.”

Fonte: Veja

Especialistas debatem impactos da pandemia na área de Informática

Professores do Centro Paula Souza (CPS) analisam a produção de jogos digitais, segurança da informação e desenvolvimento de aplicativos

Crédito: Depositphotos/ABCdoABC

Ainda é cedo para desenhar com clareza o futuro pós-pandemia, mas é muito provável que a vida se transforme profundamente após um dos episódios mais impactantes da história recente da humanidade. Para debater os reflexos dessa crise, o Centro Paula Souza (CPS) lança a série Transformações do mercado de trabalho, que vai apresentar as apostas de especialistas para as novas configurações das atividades profissionais. Nesta primeira matéria, o tema é Informática.

Para o  professor do curso de Jogos Digitais da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Carapicuíba Álvaro Gabriele, a área de games é uma das poucas que estão sendo muito beneficiadas pela crise sanitária. “O mercado está bem aquecido, o número de downloads vem aumentando”, afirma. “Tem muita gente aproveitando para jogar.”

Além da produção de jogos em si, Gabriele vislumbra outras oportunidades para os profissionais com essa formação. “Haverá grande demanda por reuniões e eventos em ambientes virtuais”, acredita. Segundo ele, existe a possibilidade de trabalhar com a criação do espaço tridimensional e também com gamificação. “Numa feira, por exemplo, você poderia ter pontuação e prêmios durante a participação do público.”

O educador destaca outro aspecto importante que o trabalho a distância trouxe para quem atua no ramo digital, que  também é válido para os profissionais de todas as áreas. “O mercado já valorizava as soft skills, conhecidas como habilidades comportamentais”, conta. “O trabalho remoto, porém, faz com que se valorize ainda mais a capacidade de atuar em equipe, a criatividade e a empatia para se relacionar a distância.” Neste vídeo, Gabriele fala um pouco mais sobre as soft skills.

Plano de Continuidade de Negócios

Abordando outro aspecto, a coordenadora da área de Segurança da Informação da Fatec São Caetano, Edna Mataruco Duarte, diz que a pandemia expôs o fato de que muitas empresas não haviam feito o dever de casa e se preocupado com seu Plano de Continuidade de Negócios e Resposta a Incidentes, acionado, geralmente, em situações como enchentes, falta de energia elétrica ou greves. “É o que garante a continuidade de processos críticos, aqueles que, se pararem, farão a empresa perder muito dinheiro.”

A área de Tecnologia é uma das que devem fazer parte desse plano, a depender do ramo de atuação da empresa e das intempéries às quais ela possa estar sujeita. “Vejo que uma ou outra já começa a fazer esse plano”, afirma. “Mas o foco das empresas agora é sobreviver.”

Edna acredita que a preocupação com segurança deve aumentar bastante no cenário em que vivemos. “Como vamos garantir que não haverá vazamento de informações, por exemplo?”

Outra atividade com tendência a ser valorizada é o desenvolvimento de aplicativos e softwares para atender às necessidades criadas pelo trabalho remoto: ponto eletrônico, gestão de horários e projetos, entre outros. “São ferramentas que dão suporte ao home office”, explica o coordenador de projetos do eixo de Informação e Comunicação, Carlos Eduardo Ribeiro, do Centro de Capacitação do CPS.

O educador lembra de outro setor que deve ter alta demanda, a de Telecomunicações. “É preciso dar acesso a famílias inteiras que estão acessando a internet ao mesmo tempo”, avalia. “Acredito que assim que passar esse momento mais crítico, a parte de infraestrutura será totalmente renovada.” Segundo Ribeiro, haverá uma procura muito grande por profissionais com essa especialização. “Sem a pandemia já faltavam especialistas nessa área.”

Cursos

As unidades do CPS oferecem uma série de cursos na área de Informática. Nas Escolas Técnicas Estaduais (Etecs), as opções são as habilitações técnicas de Desenvolvimento de Sistemas, Informática, Informática para a Internet, Manutenção e Suporte em Informática, Programação de Jogos Digitais, Redes de Computadores e Telecomunicações. Já nas Fatecs, é possível fazer os cursos superiores tecnológicos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados, Big Data no Agronegócio, Ciência de Dados, Design de Mídias Digitais, Geoprocessamento, Gestão de Tecnologia da Informação, Informática para Negócios, Jogos Digitais, Redes de Computadores, Segurança da Informação e Sistemas para Internet.

Fonte: ABC do ABC

‘Podemos afirmar que a tendência é que o livro digital tenha mais peso nos nossos hábitos de leitura’

Texto por Lorenzo Herrero

Em entrevista ao PublishNews, CEO de distribuidora de conteúdos digitais da Espanha, fala sobre o impacto do coronavírus no mercado

Arantza Larrauri é CEO da Libranda, distribuidora de conteúdos digitais da Espanha | © Linkedin da profissional

A pandemia mudou os hábitos de lazer em todo o mundo. O livro está se tornando um aliado e companheiro fiel nos dias de hoje, quando reuniões com amigos ou espetáculos estão proibidos. No entanto, o leitor encontrou as livrarias fechadas. O aumento da leitura no formato digital já vinha sendo confirmado em relatórios, como o Informe del Libro Digital, publicado em 2019. O documento é realizado pela Libranda, distribuidora de conteúdos digitais da Espanha. Muita coisa mudou desde a publicação, por isso, Lorenzo Herrero, editor do PublishNews em Espanhol resolveu atualizar esse assunto com Arantza Larrauri, CEO da Libranda.

PublishNews em Espanhol – Como o coronavírus está afetando o mercado espanhol de livros digitais?

Arantza Larrauri – A terrível pandemia da covid-19 e o consequente confinamento em que estamos imersos favoreceram naturalmente o consumo de entretenimento digital, bem como a leitura digital, tanto do ponto de vista da demanda quanto da oferta.

Do ponto de vista da demanda nessas semanas de confinamento, detectamos um crescimento nas vendas de livros digitais de mais de 130% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Entradas em bibliotecas digitais e empréstimos digitais também se multiplicaram. Houve também um aumento significativo no número de novos usuários, em algumas dessas plataformas o número de usuários cresceu cinco vezes e o tempo que os leitores passam lendo nessas plataformas também aumentou.

Do ponto de vista da oferta, detectamos um interesse crescente em dar o salto digital por parte dos editores que não tinham ainda começado a digitalizar seus catálogos e por aquelas livrarias que ainda não estavam oferecendo a seus clientes a possibilidade de adquirir conteúdo em formato digital a partir do seu e-commerce.

PNES – O livro digital em espanhol, de acordo com o seu relatório, cresce 12%, mas podemos saber se esse crescimento se deve a um aumento na compra daqueles que já leem digitalmente ou se o livro digital está alcançando mais leitores todos os dias?

AL – Muito provavelmente, esse crescimento de 12,5% em 2019 é devido a uma mistura de ambos os efeitos. A proporção exata de um e outro efeito é conhecida pelas plataformas que prestam o serviço ao usuário final (a plataforma de vendas, a assinatura ou a biblioteca digital), pois sabem quantos novos leitores se registram e começam a ler digitalmente em suas plataformas.

Infelizmente, a Libranda não tem essa informação. Entretanto, podemos dizer que acreditamos que o crescimento é uma consequência de ambos os efeitos, porque as próprias plataformas de bibliotecas digitais, de vendas e de assinaturas nos falam de uma constante evolução ascendente no número de leitores que registram e ativam seus serviços. Um exemplo disso é o aumento no número de usuários ativos do serviço de empréstimo digital eBiblio em 2019 vs. 2018 que o Ministério da Cultura [da Espanha] tornou público, que foi de 36%.

PNES – Qual é o peso desse aumento no grande número de ofertas dos editores na compra desses livros em formato digital durante esse período?

AL – Como em qualquer mercado, as políticas de estímulo à oferta e à demanda são recompensadas, dando frutos. De fato, no mundo dos livros digitais, ofertas e promoções de preços são feitas naturalmente todos os dias, e se em tempos de confinamento houve mais dessa modalidade de oferta, me parece uma resposta lógica, porque em circunstâncias excepcionais é compreensível que também haja respostas excepcionais.

De qualquer forma, não creio que essa tenha sido a principal razão pela qual estamos experimentando um crescimento tão extraordinário nessas semanas.

Penso que o principal motivo foi a situação de confinamento em nossas casas, que teve o duplo efeito de tornar impossível a compra de livros de outras maneiras e de aumentar o tempo disponível para a leitura de muitas pessoas.

Uma pista do que aponto no ponto anterior é dada pelo fato de os registros terem sido multiplicados por cinco em algumas plataformas de assinatura de livros (sem ter alterado a taxa de assinatura) e os registros em bibliotecas públicas digitais terem se multiplicado. Nesses casos, a alta não implica em nenhum custo associado, nem agora no confinamento nem antes dele).

Estou confiante de que muitas das pessoas que descobriram a leitura digital como resultado da situação extraordinária que estamos enfrentando tiveram uma experiência agradável de leitura e decidem continuar gostando no futuro.

PNES – Como você acha que isso afetará a atração de leitores para o mundo digital através de obras gratuitas ou com um desconto significativo? Estamos atraindo leitores para o formato digital ou pode ter um efeito negativo a longo prazo?

AL – Eu acho que – como em qualquer mercado que tem um comportamento racional -, os agentes que oferecem um produto sabem qual o preço que devem definir (neste caso, os livros) para serem competitivos no mercado, para poder satisfazer os clientes já por sua vez, sejam sustentáveis como empresas.

Com base nessa crença no comportamento racional, as ações que estão sendo tomadas para atrair novos leitores para o mundo digital parecem legítimas e corretas para mim, e não acho que elas tenham algum efeito negativo.

PNES – Onde está o futuro do livro digital: plataformas de assinatura, empréstimos para bibliotecas ou vendas individuais?

AL – Bem, também nesse sentido, acho que no futuro prevalecerá a diversidade de maneiras de acessar o livro digital. E quando falo sobre o futuro, falo um ou dois anos, porque hoje, em um ambiente tão imprevisível e mutável quanto aquele em que vivemos, um ou dois anos é um longo prazo!

Em nosso relatório, refletimos o peso de cada um desses canais e modelos de negócios em 2019 em todo o mundo e por território. No ano passado, o maior peso foi detido pelas vendas unitárias com 89,9%, seguido pela assinatura com 5,8% e pelas bibliotecas públicas com 4,3%.

É possível que essa tendência continue nos próximos anos, mas, sem dúvidas, o crescimento será muito relevante na assinatura e também no empréstimo digital.

De fato, em países como o nosso, Espanha, ambos os modelos de negócios têm um peso acima da média. A assinatura teve uma participação de 8,5% na Espanha em 2019 (com um crescimento de 20%) e o empréstimo digital uma participação de 5,1% (com um crescimento de 34%).

PNES – O que você acha que o coronavírus significa para o mercado de livros digitais?

AL – Será uma oportunidade para mais pessoas descobrirem, apreciarem e apreciarem suas virtudes.

PNES – Como o vírus afetou sua vida profissional até agora?

AL – Para mim, ajudou a confirmar mais uma vez que a equipe humana que constitui a empresa em que trabalho é extraordinária: sempre demonstrou maturidade, coragem, unidade e capacidade de agir para enfrentar circunstâncias difíceis.

Por outro lado, em um nível prático, a tarefa de combinar o ambiente de trabalho com a esfera doméstica e familiar é pelo menos curiosa: videoconferências de trabalho, videoconferências das aulas da escola de minhas filhas, recepção de pacotes, passeios com o cachorro, passeios ao supermercado, etc. Tudo ao mesmo tempo e no mesmo espaço. De uma maneira ou de outra, estamos todos aprendendo a ser malabaristas hoje em dia!

Fonte: Publishnews

Conversa sobre Segurança de Acervos

A segurança de acervos é uma temática urgente em qualquer situação. Mas, com a reabertura pós-quarentena das bibliotecas, arquivos e museus, a preocupação com essa temática fica salientada.

Como proteger nossos colegas, frequentadores e o entorno? Como atuar ativamente na mitigação de riscos? Como incidir na conscientização sobre a riqueza patrimonial e histórica dos acervos e a necessidade de traçarmos estratégias para a sua preservação?

Perguntas como essas foram respondidas no dia 13 de maio as 16h, na união dos canais @bibliotecasmemoriais (Bibliotecária Patricia Oliveira) com o ótimo @preservabiblio (Bibliotecária Jullyana Araújo)

Nós entrevistamos a historiadora Solange Rocha.

Currículo Solange Rocha: Bacharel em História pela Universidade Santa Úrsula/USU, especializada em Restauração e Conservação de Bens Culturais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ, trabalhou no Arquivo Nacional, Museu Nacional de Belas Artes e, atualmente, no Museu de Astronomia e Ciências Afins. Coordenadora Geral do Projeto de elaboração da Política de Preservação de Acervos Institucionais e idealizadora, coordenadora e, atualmente, membro da comissão de elaboração do curso Segurança de Acervos Culturais/MAST. Participação no Projeto de Capacitação e Apoio à Implementação do Sistema Nacional de Arquivos do Estado-SNAE e do Acordo Geral de Cooperação entre a República de Moçambique e a República Federativa do Brasil, organizado e coordenado pelo Arquivo Nacional e a Agencia Brasileira de Cooperação. Com o intuito de disseminar o conhecimento em Segurança de Acervos criou um canal no youtube, objetivando passar o conhecimento adquirido na área de preservação e segurança patrimonial, o Preservação e segurança de acervos https://www.youtube.com/channel/UCsQn…

Minicurrículo Jullyana Araújo: Bibliotecária formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), mestranda em Preservação de Acervos de Ciência & Tecnologia, no MAST. Áreas de pesquisa: preservação; conservação preventiva; gestão de risco em bibliotecas. Insta da Bibliotecária Jullyana Araújo @preservabiblio

Minicurrículo Patricia Oliveira: Bibliotecária formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA), professora de história formada pela UNICSUL, mestranda em Ciências Sociais e Humanas da UFABC, bolsista Líder do Amanhã pela Fundação Alexander von Humboldt. Áreas de pesquisa: memória, história, coleções e gestão de bibliotecas. Redes sociais do canal Bibliotecas em memoriais: https://linktr.ee/bibliotecasmemoriais

Fonte: Bibliotecas em Memoriais

Leitura tecnológica

Hábito se beneficia da transformação digital

Texto por Marília Paiva

A pandemia do novo coronavírus interferiu profundamente no cotidiano de milhares de pessoas no mundo. A tecnologia se tornou muito importante nesse período de isolamento social, pois encurta distâncias com a comunicação entre familiares e amigos, proporcionando momentos de diversão com atividades recreativas.

Muitas pessoas aproveitam para investir na leitura, dando uma chance a livros guardados, enquanto outros apostam em versões digitais. Mais do que nunca, as ferramentas tecnológicas e as bibliotecas, vistas como rivais, atuam em conjunto na promoção dos hábitos de leitura.

A imersão cada vez maior da população no uso de eletrônicos levou muitos a apostaram que era apenas uma questão de tempo para o hábito de leitura de livros impressos ser extinto. E, assim como as cartas se transformaram em mensagens de texto e visitas a amigos em ligações por telefone, o livro seria esquecido. Felizmente, não foi o que aconteceu.

Os equipamentos eletrônicos se tornaram também ferramentas de leitura, propiciando conforto ao usuário e algumas vantagens: os e-books podem ser acessados do próprio celular ou computador; alguns aparelhos, como o Kindle, ainda apresentam diversas opções de tela, permitindo até mesmo redução de brilho, para parecer uma página impressa. No fim das contas, muitos utilizam o livro físico e as versões digitais.

Com o isolamento social e a impossibilidade de visitar as bibliotecas, a tecnologia cumpre um papel fundamental de continuar permitindo o hábito da leitura, durante a reclusão. A leitura de livros, sobretudo de literatura, pode ajudar a acalmar a mente, já que, com tantas notícias reais e ruins sendo bombardeadas em todas as mídias, é normal algumas pessoas sofrerem com a ansiedade e a preocupação.

A leitura propicia uma viagem a outros mundos, a outras experiências, incentivando a imaginação, distraindo dos problemas da vida real, ou até mesmo ensinando sobre a experiência da humanidade em outros momentos difíceis. As bibliotecas, mesmo fechadas, também cumprem um importante papel com livros digitais gratuitos, selecionando e divulgando pesquisas e dados relevantes sobre a Covid-19, fazendo contação de histórias para crianças e orientando seus usuários sobre acesso a benefícios emergenciais etc.

O leitor contemporâneo, com acesso à Internet, tem possibilidade de fazer escolhas de forma mais prática, podendo selecionar a obra, como e onde vai ler, inclusive, acessando um acervo imenso de livros digitais de acesso livre e gratuito. Outra vantagem desse tipo de livro é a acessibilidade, uma vez que existem audiolivros e opções de aumento de tamanho da fonte, que permitem a inclusão de pessoas com deficiência visual, garantindo a inserção dessa parcela da população no ambiente literário.

Fonte: O Tempo

Como a pandemia aumenta os riscos cibernéticos – e como empresas podem se proteger

Falta de sistemas de segurança de informação e uso de redes por pessoas sem treinamento adequado estão entre os fatores de risco; com trabalho remoto, perigos se intensificam

Texto por Paulo de Tarso Andrade Bastos Filho

Esforços imediatos devem ser direcionados à segurança do funcionamento das redes (Foto: Mika Baumeister/Unsplash)

Analisando as tendências para 2020, alguns elementos se confirmam com bastante força, impulsionados pelo aumento exponencial da utilização da internet para fins de trabalho remoto, comércio online e comunicação pessoal e profissional, devido à pandemia que se abateu sobre o mundo, situação catastrófica que ninguém previu.

Seu impacto mais negativo, além das óbvias questões humanas e sanitárias, foi justamente o crescimento ainda mais relevante dos crimes cibernéticos, principalmente devido à utilização maciça da rede por pessoas sem treinamento adequado, e geralmente atuando em ambientes corporativos ainda sem a devida implantação de um sistema de segurança da informação.

Entretanto, também se constata impacto cultural desejável, com o mercado e a população em geral mais atentos a possíveis abusos do Direito à Privacidade e às ferramentas para mitigar a indevida exposição dos dados pessoais.

Estamos inseridos em momento muito volátil, sem certeza quanto a como e quando será a retomada das atividades corporativas presenciais. Sendo assim, os esforços imediatos devem ser direcionados à segurança do funcionamento das redes.

Tanto o Congresso Nacional quanto o Poder Executivo estão buscando atrasar os efeitos da Lei Geral de Proteção de Dados, muito embora ainda não esteja claro qual das iniciativas será adotada como norma de fato, há certeza quanto à necessidade de garantir às empresas tempo adicional para se adequarem às obrigações e demandas da LGPD.

Enquanto a Medida Provisória n° 959/20 adia a vigência da LGPD para maio de 2021, o Projeto de Lei n° 1.179/20 posterga a vigência da LGPD para janeiro de 2021, e mesmo com toda turbulência na relação entre Executivo e Legislativo, podemos assumir que esse prazo permitirá que as empresas tenham oportunidade de se preparar melhor para cumprir com as demandas normativas já existentes, assim como antecipar as prováveis demandas regulatórias da futura Agência Nacional de Proteção de Dados.

Com esse cenário, de extensão do prazo para adaptação à LGPD, devemos adotar uma postura que pareça mais oportuna para as empresas enfrentarem o cenário de incertezas, tendo como objetivo a necessidade de se precaver para riscos cada vez maiores.

Riscos cibernéticos durante a pandemia

Antes mesmo dos acontecimentos de 2020, já sofríamos demais na mão dos criminosos cibernéticos, que criam por ano em torno de 120 milhões de tipos de malwares. Na última década tivemos ataques de espionagem industrial a empresas da Europa e da América do Norte, pela organização criminosa conhecida como Dragonfly, e também ataques ramsonware propagados pela ameaça WannaCry, que vitimou entidades privadas e públicas. Recentemente tivemos ameaças que exploraram vulnerabilidades de hardware, entre elas o malware conhecido como Spectre.

Na medida em que a pandemia força o mercado a explorar cada vez mais o trabalho remoto, expandindo de maneira improvisada suas capacidades de TI, é importante ressaltar que as empresas já se encontravam despreparadas para os riscos cibernéticos, agravados agora pela pandemia. De acordo com levantamento realizado pela Consultoria Mckinsey, apenas 16% das empresas no mercado norte-americano se encontram preparadas para lidar com os riscos cibernéticos da atualidade, e as brasileiras infelizmente se encontram ainda menos preparadas. Aliados aos riscos conhecidos, surgem novos desafios a cada segundo, já que os criminosos estão em constante busca de fragilidades em cada sistema.

As empresas em média precisam de mais de 100 dias para identificar um ataque bem sucedido contra seu sistema. Sendo assim, estão cada vez mais vulneráveis, devido ao aumento do trabalho remoto que envolve toda a rede. A expectativa do mercado era que no final de 2020 haveria 30 bilhões de equipamentos de operação com Internet das Coisas (IoT), e com a pandemia essa evolução tecnológica já está se acelerando, expondo significativamente fraquezas que podem ser facilmente exploradas, por exemplo, em ataques de negação de serviço distribuída (denial-of-service).

Entre esses riscos, há um em especial que considero dos mais importantes, que se materializa quando as empresas tratam ameaças cibernéticas como uma questão meramente técnica, que poderia ser resolvida de forma isolada por seu departamento de TI. Na verdade, as ameaças cibernéticas são e devem ser encaradas como uma questão de gestão de riscos, e a administração corporativa poderá enfrentar adequadamente essa realidade apenas quando se organizar para dar prioridade à sua estrutura digital.

A governança corporativa colaborativa como ferramenta para segurança cibernética

Logo, os riscos cibernéticos devem ser encarados como um problema de todos empresários  e colaboradores, sendo considerados desde a constituição das empresas e priorizados nos modelos de negócio, numa cultura pela segurança cibernética, principalmente para enfrentar as novas ameaças trazidas neste contexto de pandemia.

Com todas as pessoas operando em rede, cresce o potencial elo a ser explorado por criminosos. Portanto, não adianta apenas investir em capacidade técnica. Sem treinamento aos usuários, um sofisticado firewall seria inútil contra a maioria das ameaças que geram dano efetivo, levando as pessoas a caírem em ataques de phishing, que dependem de colaboração passiva ou ativa da vítima.

A empresa EQUIFAX, por exemplo, sofreu em 2017 um ataque que permitiu a criminosos roubar dados de milhões de americanos. Nesse caso foi necessário envolvimento multilateral de vários entes públicos e privados para conseguir recuperar a segurança do sistema, e a empresa agora lida com multas a pagar e com processos judiciais daquelas pessoas prejudicadas por golpes com seus dados pessoais.

Considerando que uma crise como essa prejudica a disposição para gastos e investimentos, o foco da empresa deve ser no planejamento cuidadoso, levando em conta todos os stakeholders, para evitar possíveis ameaças.

A Oportunidade Trazida pela Medida Provisória n° 959/20 e o Projeto de Lei n° 1.179/20

Apesar da suspensão dos efeitos da LGPD até 2021, a adequação aos Princípios Gerais de Proteção de Dados trará necessariamente às empresas maior segurança cibernética, pois para cumprir as normas as empresas que manuseiam dados pessoais devem tomar medidas tecnicamente razoáveis para proteger os mesmos de indevido acesso, utilização ou divulgação.

Olhando o lado positivo, apesar da crise humanitária e sanitária que nos afeta, o prazo concedido pelas iniciativas concorrentes do Legislativo e o Executivo traz algum alento para o empresário, que pode usar esse período extra para se inteirar sobre quão preparada sua organização realmente se encontra frente aos riscos cibernéticos que se avolumam.

As empresas devem definir quais bens devem ser protegidos, e inventariar os pontos de acesso à rede da empresa que podem vulnerabilizar esses bens, para então adotar a postura de envolver, senão toda a empresa, todas as pessoas que tenham acesso a essas informações e dados, capacitando-as com treinamento adequado e, assim, evitando fragilidades do sistema.
O trabalho remoto já é uma realidade, independentemente de quando a humanidade vencerá o COVID19, e cada vez mais existirão pontos de acesso conectados às redes das empresas, e, portanto, ameaças a seus bens. Cabe a elas priorizar as iniciativas de colaboração como caminho para se preparar coletivamente para os riscos cibernéticos e outros que virão.

* Paulo de Tarso Andrade Bastos Filho é advogado especialista em compliance, que atua na implementação de programas de governança nas áreas de tratamento de dados pessoais, livre concorrência , tributário e anticorrupção.

Fonte: Revista PEGN

A Biblioteca na pandemia

Você sabia que, mesmo nesse período de atividades presenciais suspensas devido à pandemia de Covid-19, a equipe da Biblioteca está mantendo diversos serviços?

Isso mesmo! Além de atividades técnicas que podem ser realizadas remotamente, estamos:

Atendendo usuários online, pelo chat e por e-mail;
Recebendo demandas de solicitações de artigos;
Apoiando no acesso às informações online (artigos e e-books);
Ajudando e tirando dúvidas sobre normalização;
Ministrando e divulgando treinamentos online;
Elaborando fichas catalográficas de TCC, dissertação e tese;
Emitindo declarações de não-débito (para agendamento de defesas);
Tirando as suas dúvidas!

Fonte: Unicamp

AS BIBLIOTECAS TERÃO UMA APARÊNCIA MUITO DIFERENTE QUANDO REABRIREM

O medo da transmissão viral por meio de livros e outros materiais pode reduzir drasticamente os empréstimos tradicionais, e as bibliotecas vêm diminuindo o tamanho de suas coleções impressas há anos

Enquanto os estabelecimentos nos Estados Unidos se preparam para reabrir após o encerramento da pandemia, empresas e organizações terão que reconfigurar modelos de serviços para envolver o público com segurança. Bibliotecas públicas não estão isentas deste mandato. Estas estão fechadas em todo o país, mas muitas oferecem atividades de contação de histórias on-line e outras atividades no lugar de serviços presenciais.

É difícil imaginar todos os serviços de biblioteca digitalizados. Os computadores de acesso público tornaram-se parte integrante dos serviços de biblioteca; algumas unidades de tamanho médio na região metropolitana de Washington, por exemplo, têm até 60 computadores disponíveis ao público, e cada uma delas geralmente é ocupado em poucos minutos após a abertura da biblioteca.

Na maioria dos lugares, no entanto, os computadores estão separados apenas por alguns centímetros, impossibilitando um distanciamento social seguro. Para manter cerca de 1m80s entre os usuários dos computadores, as bibliotecas terão que reduzir o número de equipamentos ou diminuir o espaço dedicado a livros, revistas e mesas e cadeiras para espalhar as máquinas.

O medo da transmissão viral por meio de livros e outros materiais pode reduzir drasticamente os empréstimos tradicionais, e as bibliotecas vêm diminuindo o tamanho de suas coleções impressas há anos; a pandemia pode dar às bibliotecas o ímpeto para levar essa tendência ainda mais longe. Muitos usuários da biblioteca preferem impressos ao invés de e-books e formatos digitais, mas o medo de contágio pode alterar isso significativamente.

Os tempos das histórias e os grupos de discussão de livros oferecem desafios adicionais. Uma biblioteca com um auditório ou uma grande sala de reunião pode oferecer uma história e estimular que pais e filhos mantenham o distanciamento social. O mesmo vale para grupos de discussão de livros. Mas as atividades que exigem uma interação social mais próxima – por exemplo, jogos de tabuleiro e ajuda com a lição de casa – teriam que ser reduzidas. Lugares menores podem precisar cancelar essas atividades ou reconfigurar seus interiores.

Em toda crise financeira, as bibliotecas estão entre os primeiros órgãos públicos a enfrentar cortes no orçamento. Os governos locais já estão financeiramente sem recursos e alguns lugares já disponibilizaram funcionários da biblioteca para atividades em outras repartições. Um equívoco comum entre alguns governantes é que as bibliotecas são um serviço não essencial.

Nos bairros de baixa renda, no entanto, os computadores da biblioteca são a única conexão à Internet para muitos residentes. O fechamento de uma unidade privaria as pessoas e dificultaria a solicitação de subsídios de desemprego, a procura de emprego ou o acesso a serviços sociais.

Como as bibliotecas sobreviveram a esse período difícil dependerá das prioridades que estabelecerem; tornar-se acessível – e indispensável – compensará o downsizing (redução de pessoal ou redução de custos) que está por vir. Eles também têm a obrigação de fornecer acesso à Internet e ao computador em bairros desfavorecidos.

O “novo normal” tornou-se um dos clichês mais sobrecarregados de trabalho dos últimos meses. Ninguém sabe como será o novo normal, mas, para as bibliotecas públicas, suspeito que as mudanças sejam significativas. Uma coisa eu tenho certeza: muitos de nós mal podemos esperar que nossas bibliotecas reabram!

Fonte: Biblioo Carta Capital

O efeito da covid no livro digital

Texto por Leonardo Neto

Nos 49 primeiros dias de isolamento, a Bookwire distribuiu 9,5 milhões de unidades de livros digitais. Isso é quase 80% de tudo o que foi distribuído em 2019.

Muitos apostaram no crescimento das vendas de livros digitais nesse momento de pandemia, em que as lojas físicas estão fechadas. E ele veio. Em entrevista exclusiva ao PublishNews, Marcelo Gioia, CEO da Bookwire no Brasil, declarou que entre os dias 9 de março e 26 de abril, a distribuidora entregou a clientes finais 9,5 milhões de unidades de livros digitais. “Para se poder fazer uma comparação, em 2019 – o melhor ano em performance da Bookwire, que apresentou crescimento de 57% em faturamento em relação a 2018 – distribuímos um pouco menos que 12 milhões de unidades de e-books no ano inteiro. Cerca de 25 a 30 mil unidades todo dia. E nessa crise, em 49 ou 50 dias, foram distribuídos esses 9,5 milhões, 190 mil unidades de e-books todo dia nesse período”, disse.

PublishNews – O Painel do Varejo de Livros feito pela Nielsen e pelo SNEL publicado na semana passada mostrou que a venda de livros físicos em livrarias caiu quase 50% desde o fechamento das lojas de tijolo e argamassa. Com a dificuldade de acessar as livrarias, o leitor brasileiro buscou os livros digitais?

Marcelo Gioia – Sim, o leitor brasileiro reagiu de forma bastante imediata e passou a consumir muito mais livro digital. A Bookwire representa uma importante fatia do mercado. Atualmente servimos cerca de 550 editoras na distribuição de e-books e audiobooks. Isto para dizer que enxergamos um corte significativo do mercado digital, uma fotografia bastante completa da situação de todo o mercado. Desde que começamos a vivenciar mais de perto essa crise da covid-19, passamos a monitorar as curvas de unidades distribuídas (gratuitas e pagas) e receita semanalmente e o crescimento de ambas foi e está sendo muito vigoroso.

PN – Você consegue quantificar esse aumento?

MG – Do início do isolamento na maioria das cidades até final de abril – de 09 de março a 26 de abril para ser mais preciso – a Bookwire distribuiu 9,5 milhões de unidades de e-books, entre gratuitos e pagos. Para se poder fazer uma comparação, em 2019 – o melhor ano em performance da Bookwire, que apresentou crescimento de 57% em faturamento em relação a 2018 – distribuímos um pouco menos que 12 milhões de unidades de e-books no ano inteiro. Cerca de 25 a 30 mil unidades todo dia. E nessa crise, em 49 ou 50 dias, foram distribuídos esses 9,5 milhões, 190 mil unidades de e-books todo dia nesse período.

PN – A que você credita esse aumento?

MG – Algumas razões: a primeira, a mais óbvia, uma limitação de acesso ao livro físico. Mesmo com iniciativas belíssimas de livreiros independentes com atendimento proativo e entregas criativas e um agudo crescimento no e-commerce, o digital foi o porto mais seguro e mais imediato de leitores que queriam se precaver e se abastecer para o período da quarentena. A segunda razão foi uma reação ágil, qualidade inerente ao digital, e super engenhosa de muitas editoras que já nos primeiros dias criaram ações promocionais, muitas com entrega de livros a custo zero e outras com descontos muito agressivos com o claro objetivo de servir aos leitores que passariam a viver confinados e precisavam de cultura e conteúdo para ser consumido. A terceira é o crescimento consolidado e consistente do formato digital com espaço ainda para crescer por aqui.

PN – O leitor de livros digitais brasileiros busca algum gênero específico?

MG – Um busca por conteúdo religioso, filosofia, desenvolvimento pessoal, um retorno interessante à literatura clássica e em um segundo momento ficção.

PN – O ano passado foi muito importante para os audiolivros no Brasil, uma vez que aportaram aqui mais duas plataformas internacionais (Storytel e Kobo) e uma nacional nasceu para brigar por esse consumidor. Você consegue fazer um panorama de como esse formato tem se comportado desde então, apontando não só o crescimento nas vendas, mas também na disponibilidade de catálogo?

MG – Ótima pergunta. O audiobook está em franco crescimento e também obteve crescimento durante as semanas da crise, mas exatamente por não ter, ainda, um catálogo de tamanho comparativo aos de e-books e de livros impressos, apresentou curvas mais modestas, mas já apresenta um crescimento de 160% em vendas no modelo à la carte, ao menos na nossa experiência.

PN – O leitor-ouvinte brasileiro procura por um gênero específico quando quer ouvir um audiolivro?

MG – Negócios, desenvolvimento pessoal, religiosos … não nessa ordem.

PN – E quando ele vai buscar um audiolivro, qual o modelo é o preferido? O modelo de subscrição ou o a la carte?

MG – À la carte na maior parte dos casos, assinatura na sequência. Mas o que apresenta maior crescimento são os audiolivros distribuídos nas plataformas de streaming como Spotify, Deeezer e outras.

PN – Você acredita que esse aumento nas vendas se sustentará ao longo do tempo, passada a pandemia? Em outras palavras, é um crescimento circunstancial ou ele veio para se manter, mesmo depois de suspensas as medidas de isolamento social?

MG – Essa é a grande questão. Não sei o que o futuro trará, mas os sinais são alvissareiros. Nas semanas seguintes do pico do isolamento, entre o final de abril e os primeiros dias de maio, as promoções encolheram. Há menos desconto agressivos e menor quantidade de e-books e audiobooks a custo zero. Isso diminuiu bastante o número de unidade distribuídas diariamente para cerca de 140 mil unidades vendidas todos os dias, mas as métricas de unidades pagas e receita parecem estar encontrando um novo platô de curva. Hoje claramente existem mais leitores digitais do que tínhamos em fevereiro, por exemplo, e os leitores que já eram digitais ou multiformato passaram a consumir mais digital. Temos visto uma consolidação de um pouco mais de quatro vezes em termos de unidades distribuídas e 2,7 vezes o faturamento das últimas quatro semanas (semanas 16 a 19), ou seja um aumento em receita de 174% quando comparamos as mesmas semanas de 2019. Pessoalmente creio que mudaremos sim de platô, talvez em números um pouco mais acomodados quando a referência são números tão surreais quanto vimos acontecer no pico do isolamento, mas tudo dependerá do impacto macroeconômico da crise que se avizinha e do poder e criatividade do mundo editorial de continuar servindo e produzindo conteúdo a seus leitores.

Fonte: Publish News

Clube do livro: encontro deste mês será online

Devido à pandemia do novo coronavírus, o Clube do Livro, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Biblioteca Municipal, será realizado de modo online neste mês. O livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, será discutido pela plataforma Google Meet sábado (16), a partir das 15h30.

Para participar do encontro é simples. Basta logar a conta de e-mail do gmail, acessar o site – https://meet.google.com/, clicar em “digite o código da reunião”, digitar kzf-nzvd-mtr, clicar em “participar” e aguardar a aprovação para entrar na sala on-line. Os internautas participam de bate-papo durante a atividade.

“O Clube do Livro foi uma grata surpresa. A cada edição, reunimos mais participantes. E, por esse motivo, iremos continuar com as reuniões, mesmo neste período de isolamento social. Vidas Secas é um expoente da nossa literatura”, comentou Gustavo Grandini Bastos, bibliotecário municipal.

Fonte: Notícias de Araras

Mostre seu trabalho no Mural de Serviços

Texto da Comissão de Fiscalização do CRB8

Já temos alguns trabalhos de colegas bibliotecários publicados no Mural de serviços:

Minicurso “Normalizando o Trabalho Acadêmico” – UFSCar – Campus Sorocaba

http://www.crb8.org.br/mural-de-servicos-minicurso-normalizando-o-trabalho-academico /

Projeto “Abraço Literário” envia contos e poesias em período de isolamento social – Biblioteca do IFSP – Jacareí

http://www.crb8.org.br/mural-de-servicos-projeto-abraco-literario-envia-contos-e-poesias-em-periodo-de-isolamento-social/ 

Tarefas da Biblioteca da Unifai http://www.crb8.org.br/mural-de-servicos-tarefas-da-biblioteca-do-unifai/ 

Existem muitos trabalhos excelentes realizados em bibliotecas mas não são divulgados”, comenta a fiscal do CRB-8, Ruth Nunes. E você, que trabalho vem realizando? Processamento técnico, gestão do tratamento da informação, divulgação de serviços, capacitação de usuários, incentivo à leitura? 

Envie notícia já existente sobre o serviço de sua biblioteca, ou escreva um texto de até uma lauda com seu nome completo, número de CRB-8, e link para o serviço a ser divulgado

No assunto do e-mail indicar “Mural de Serviços” e envie para crb8@crb8.org.br 

Certificação Digital, Segurança da Informação e as Transformações Impostas pela Pandemia

Texto por Fernanda Sauer 

A certificação digital não é exatamente uma novidade, mas, como tudo ligado à tecnologia, evoluiu, ganhou mais adeptos e visibilidade com a promulgação da Lei 13.709 de 14 de agosto de 2018 – Lei Geral e Proteção de Dados (LGPD)

Fernanda Sauer – Sócia do escritório Villemor Amaral e Presidente da Comissão de Direito Digital do IAB

O certificado digital funciona como uma identidade virtual que permite a identificação segura e inequívoca de uma mensagem ou transação virtual, assinada pela autoridade certificadora que associa o titular da transação a um par de chaves criptográficas.

A assinatura digital identifica o remetente de uma mensagem eletrônica ou documento, possuindo autenticidade, integridade e confiabilidade.

A tecnologia aplicada permite a verificação da autoria do documento e estabelece a intangibilidade de seu conteúdo, na medida em que qualquer mínima alteração compromete a integridade do documento e torna inválida a assinatura.

Dessa forma, a assinatura digital é mais do que uma simples assinatura digitalizada, mas também uma ferramenta que garante a integridade do documento.

O uso de certificado digital permite maior agilidade, segurança e redução de custos nas transações, pois possibilita que processos e negócios que se davam burocrática e presencial e, por vezes, com uma quantidade considerável de papel, possam se dar integralmente pela via eletrônica e a qualquer distância.

A certificação digital, hoje, tem aplicação na assinatura de contratos e documentos digitais; processos judiciais e administrativos por meio eletrônico; assinatura da declaração de renda e serviços prestados pela Secretaria da Receita Federal; obtenção e envio de documentos cartorários; transações com instituições financeiras e até mesmo receitas médicas vêm sendo assinadas digitalmente via certificado (o que será cada vez mais comum após a aprovação do exercício da telemedicina).

Entre os advogados, principalmente aqueles que lidam com processos judiciais e administrativos eletrônicos, o certificado digital passou a ser indispensável, visto que a Lei do Processo Eletrônico – Lei 11.416/2006 – exige o certificado para assinatura de documentos e petições, através de chip criptográfico instalado em uma mídia removível (formatoA3),  que conhecemos como “token”.

Desde abril desse ano, os advogados podem emitir e renovar seus certificados à distância, de acordo com a resolução nº 170 do Comitê Gestor da ICP-Brasil. Não é possível hoje praticar a advocacia contenciosa sem o certificado e a tendência é de que mesmo para atividade de advocacia consultiva e para transmissão segura de documentos o seu uso tenderá a ser amplamente difundido.

Do ponto de vista legal e regulatório, foi a  Medida Provisória nº 2.200-2/2001 responsável pela criação do sistema nacional de certificação digital, conhecido como ICP-Brasil (Infraestrutura de chaves públicas brasileira) para garantir a autenticidade, integridade e validade jurídica de documentos em formato eletrônico, das aplicações de suporte e habilitadas que utilizem certificados digitais, bem como para a realização de transações eletrônicas seguras.

Integram a estrutura hierárquica da ICP-Brasil: Gestora de Políticas, Certificadora Raiz e Certificadoras e de Registro.

Há um Comitê Gestor, ao qual as autoridades são submetidas, vinculado à Casa Civil da Presidência da República e a quem cabe estabelecer a política e normas técnicas para credenciamento das autoridades certificadoras e registradoras em todos os níveis da cadeia de certificação, além de controlar a execução das políticas públicas relacionadas à ICP-Brasil, inclusive nos aspectos de normatização e procedimentos administrativos, técnicos, jurídicos e de segurança.

O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) exerce a função de Autoridade Certificadora Raiz da ICP-Brasil, sendo responsável pela execução das políticas de certificados e de normas técnicas e operacionais aprovadas pelo Comitê Gestor para o credenciamento das autoridades certificadoras e registradoras. Caberá às certificadoras a emissão, expedição, distribuição e gerenciamento dos certificados digitais, que uma vez emitidos, vinculam pares de chaves criptográficas a um titular (pessoa física ou jurídica).

Ao contexto legal anterior, somou-se, recentemente, a LGPD, promulgada em agosto 2018,que exige daqueles que tratam dados pessoais a implementação das melhores práticas na gestão de informação. A nova lei estabelece uma nova cultura em relação à segurança da informação, transparência, privacidade e proteção de dados pessoais, cujo descumprimento pode levar a multas de até R$ 50 milhões.

No cenário da entrada em vigor da LGPD, o certificado digital será um importante aliado na implementação das boas práticas na gestão e segurança da informação, pois provê garantias e proteção aos envolvidos na transação ou mera comunicação (autenticidade da assinatura do remetente, intangibilidade do conteúdo da informação transmitida etc.)

Por fim é relevante notar que, como consequência da pandemia, empresas dos mais variados ramos de negócios, inclusive escritórios de advocacia, estão revendo suas formas de atuar à distância, utilizando e investindo massivamente em tecnologia, ao mesmo tempo em que organizam a redução de suas estruturas físicas e fechamento de filiais.

Nesse contexto,a utilização da certificação digital é um caminho sem volta, pois cumpre com o fim de dar agilidade às transações à distância garantindo a segurança da informação transmitida e se alinhando não só à legislação interna como internacional.

*O Instituto dos Advogados Brasileiros é a instituição jurídica mais antiga das Américas. https://www.iasp.org.br

Fonte: CRYPTOID