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Covid-19

Higienização de material bibliográfico e COVID-19: opinião de conservadores-restauradores

Texto da Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental

Face às recomendações nacionais e internacionais sobre procedimentos pós pandemia, a  Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental do CRB-8 identificou algumas recomendações divergentes, principalmente no que diz respeito a limpeza do livros. Uma corrente recomenda colocar em quarentena os livros que estão emprestados, e uma segunda corrente que recomenda a limpeza da capa dos mesmos com produtos de limpeza.

Para dirimir essa dúvida, durante os meses de junho e julho foram consultados conservadores-restauradores que gentilmente emitiram sua opinião para divulgação no Bob News Expresso para esclarecimento de dúvidas e fundamentação do trabalho em bibliotecas nesse período.

Acompanhe os depoimentos dos especialistas:

Castorina Augusta Madureira de Camargo, Especialista em Conservação de Acervos, Conservadora – Restauradora, Arquivo Edgard Leuenroth/IFCH/UNICAMP

Considerando esse novo cenário mundial que estamos enfrentando com a pandemia causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, precisamos levar em conta a saúde dos profissionais de biblioteconomia e pesquisadores. Tendo em vista a alta transmissão e gravidade do coronavírus, precisamos assegurar que os livros emprestados das bibliotecas não sejam mais um fator de transmissão. Diante disso, temos que pensar qual a melhor maneira de barrar esse contágio.

Deixo aqui meu ponto de vista, entre fazer a quarentena ou a desinfecção dos livros. Esclareço que a quarentena ainda é o melhor método e mais viável diante da nossa realidade. Precisamos analisar que o maior tempo de manuseio dos livros dá-se pelas capas, o mesmo é deixado em várias superfícies, então devemos considerar o material da capa do livro para estabelecer o tempo da quarentena, que vai alterar de livro para livro. A desinfecção pensada como uma possibilidade de diminuir o tempo da quarentena para livros muito procurados, pode trazer riscos e causar danos irreversíveis, sendo recomendado fazer este procedimento somente os profissionais conservadores e restauradores.

Fernanda Bredariol

Considerando os procedimentos de conservação preventiva para acervos bibliográficos a utilização dos produtos de limpeza não seria recomendada, por conterem um teor de acidez que podem ocasionar a acidificação e consequentemente a aceleração da degradação dos materiais, além de não garantir a higienização total da obra.

A quarentena seria uma recomendação mais adequada para as obras que retornam dos empréstimos, visto que o isolamento físico não dispõe de agentes de degradação para o acervo e ainda garante que as obras não serão um meio de transmissão do vírus. Enquanto o tempo de quarentena a ser adotado, aconselho seguir os resultados das pesquisas sobre a permanência do vírus nas superfícies, tendo em vista os diferentes materiais que compõe o acervo.

Francisca Caravellas, Montmartre Studio ‘Arte Conservação e Restauro de Bens Culturais

O mundo foi surpreendido pela Covid-19. Pouco ou nada sabemos a respeito desse inimigo invisível de um poder destrutivo jamais visto neste século. Infelizmente, o planeta parou em reverência a esse terrível mal. Não só na área médica, mas em toda estrutura humanística houve uma mudança drástica nos hábitos e costumes do homem moderno, bem como no âmbito da conservação preventiva de livros, papéis ou até mesmo no universo das esculturas.

O pensar do conservador e restaurador também sofreu mudanças. Esses profissionais começaram a divergir em seus posicionamentos e passaram a ter um ângulo mais abrangente na visão de como acondicionar ou mesmo higienizar uma obra. Como Conservadora e Restauradora acredito que a higienização das obras não seja o caminho mais adequado no momento. Sugiro submetê-las a quarentena, em uma embalagem plástica, de preferência a vácuo por de quinze dias, com margem de segurança de mais dez dias. Após esse período, a obra poderá ser manuseada e analisada por profissionais multidisciplinares que poderão emitir parecer a respeito.

Isis Baldini

É muito difícil expressar uma opinião de forma sucinta sobre um tema complexo e que envolve instituições com realidades distintas, seja em recursos humanos, técnicos e/ou financeiros. De modo geral, existem dois momentos em que a limpeza de livros e documentos será recomendada no pós-pandemia. A primeira será quando os profissionais voltarem às instituições. Devemos lembrar que os espaços ficaram fechados durante muito tempo e, por isso, não será necessário, neste primeiro momento pensar em COVID-19 no acervo, desde que este não tenha sido manuseado na quarentena, mas em fungos e bactérias que podem ter se proliferado nos ambientes e que, além de deteriorarem os materiais celulósicos, são danosos para a saúde humana. Desta forma, as primeiras providências seriam ventilar, desinfetar as áreas de trabalho e higienizar o acervo. Como esta higienização deva ser realizada dependerá de uma avaliação prévia do grau de comprometimento da coleção e dos recursos humanos e financeiros disponíveis.

A segunda será quando os livros e documentos voltarem a ser manuseados. Neste caso, para evitar a transmissão do COVID-19 pelo contato, independente da estrutura funcional da instituição, considero mais seguro que se faça a quarentena de 6 dias para folhas soltas e 14 dias para livros, conforme recomendado por instituições internacionais. Deve-se ter em mente que o livro é um objeto tridimensional, interativo, composto de vários materiais: papel, colas de origens diferentes, plásticos, tecidos, papelão, metal, etc.; cada qual com um tempo diferente de sobrevida do vírus em sua superfície. Não considero adequada a utilização de desinfetantes, inclusive álcool, porque nem todas as instituições possuem conservadores com conhecimento técnico sobre a resistência dos materiais e das tintas aos produtos. Além disso, executar um tratamento químico (folha a folha no caso do livro) a cada vez que um livro ou documento for manuseado poderá danificar sua estabilidade intrínseca, acelerando o processo de degradação e colocando em risco a integridade física e estrutural do bem a ser preservado. Devemos ter em mente que dificilmente voltaremos à normalidade que conhecemos e, por isso, temos que aproveitar este tempo para planejar a longo prazo os trabalhos no pós-pandemia, dentro da realidade de cada instituição.

Confira a opinião de mais conservadores restauradores

Como lidar com acervo bibliográfico durante o contágio pela COVID – 19, Edmar Moraes Gonçalves, Conservador-restaurador

Comentários sobre COVID-19 e procedimentos seguros para a preservação dos acervos, Fernanda Mokdessi Auada, Conservadora-restauradora autônoma

Como lidar com acervo bibliográfico durante o contágio pela COVID – 19

Edmar Moraes Gonçalves, Conservador-restaurador

Tem surgido muitos artigos sobre o assunto com várias correntes de pensamento que trata de desinfecção ou quarentena, com recomendações que variam de acordo com cada tipo de superfície. Especificamente falando de livros, segundo o blog da Biblioteca Nacional da Espanha (http://blog.bne.es/blog/como-actuar-con-los-libros-ante-el-riesgo-de-contagio-por-covid-19/), o vírus pode permanecer por vários dias nos livros, que inclui suportes como papel, plástico, couros ou pergaminho e para que não se corra risco de contaminação o ideal é não fazer nada, deixá-los em quarentena por até 14 dias, que é o mesmo tempo de quarentena para os humanos.

Ainda se tratando de acervos importantes do patrimônio cultural, como livros antigos devemos evitar a utilização de qualquer produto químico que possa provocar danos à suas encadernações.

Em caso de extrema necessidade, em que há a urgência de se ter ou dar acesso a uma obra que pode estar infectada pelo vírus, temos que adotar todos os protocolos de higienização. Essa higienização deverá ser feita por um profissional de conservação, que deverá estar paramentado com uso de Equipamento de Proteção Individual – EPI, como máscara cirúrgica, óculos, touca e guarda pó. E com a obra dentro de uma mesa de higienização com sucção ou em uma capela de exaustão, proceder a limpeza com trincha em todas as folhas da obra e da capa. Em um local bem arejado e sobre uma mesa, após limpá-la com uma flanela umedecida com álcool 70%, deixar a obra, já higienizada, aberta e em pé sob quarentena por 48 horas. Após esse período a obra poderá ser manuseada com uso de luvas de algodão e máscara, e depois poderão retornar a seus locais de origem.

Todo cuidado é pouco com esse vírus, que pouco conhecemos e, portanto na minha opinião o melhor é se precaver e aguardar a hora certa para manusear obras que não temos certeza se estão ou não infectadas pelo Covid-19. E devemos estar atentos às pesquisas e recomendações dos especialistas e instituições da área de patrimônio e preservação.

Fonte bibliográfica

Acervos Arquivístico e bibliográfico

AMERICAN LIBRARIES. How to Sanitize Collections in a Pandemic. Disponível em: https://americanlibrariesmagazine.org/blogs/the-scoop/how-to-sanitize-collections-covid-19/

ARQUIVO CENTRAL DA UFJF. Covid-19 e arquivos a proteção de pessoas e acervos em tempos de pandemia. Disponível em: http://www.ufjf.br/arquivocentral/files/2020/05/COVID-19-E-ARQUIVOS-A-PROTE%C3%87%C3%83O-DE-PESSOAS-E-ACERVOS-EM-TEMPOS-DE-PANDEMIA-Arquivo-Central.pdf

BIBLIOTECA NACIONAL DA ESPANHA. Cómo actuar con los libros ante el riesgo de contagio por COVID -19. http://blog.bne.es/blog/como-actuar-con-los-libros-ante-el-riesgo-de-contagio-por-covid-19/

FIOCRUZ. ICICT. Rede de Bibliotecas Fiocruz. 10 medidas de prevenção para as bibliotecas da Fiocruz. Disponível em: https://www.icict.fiocruz.br/sites/www.icict.fiocruz.br/files/10%20MEDIDAS%20DE%20PREVENCAO%20PARA%20AS%20BIBLIOTECAS%20DA%20FIOCRUZ_revisado.pdf

INSTITUTE OF MUSEUM AND LIBRARY SERVICES. Mitigating COVID-19 When Managing Paper-Based, Circulating, and Other Types of Collections (Webinar). Disponível em: https://www.imls.gov/webinars/mitigating-covid-19-when-managing-paper-based-circulating-and-other-types-collections

LIBRARY OF CONGRESS. The Impact of Hand Sanitizers on Collection Materials. https://www.loc.gov/preservation/scientists/projects/sanitize.html.

THE NORTHEAST DOCUMENT CONSERVATION CENTER. Disinfecting Books and Other Collections. Disponível em: https://www.nedcc.org/free-resources/preservation-leaflets/3.-emergency-management/3.5-disinfecting-books

Confira a opinião de mais conservadores restauradores

Comentários sobre COVID-19 e procedimentos seguros para a preservação dos acervos, Fernanda Mokdessi Auada, Conservadora-restauradora autônoma

Higienização de material bibliográfico e COVID-19: opinião de conservadores-restauradores 

COMENTÁRIOS SOBRE COVID-19 E PROCEDIMENTOS SEGUROS PARA A PRESERVAÇÃO DOS ACERVOS

Texto por Dra. Fernanda Mokdessi Auada, Conservadora-restauradora autônoma

A pandemia de Covid-19 trouxe uma série de novos desafios a serem enfrentados pelas instituições detentoras de acervos como bibliotecas, arquivos e museus. Por tratar-se de um fenômeno recente, há pouco conhecimento a respeito do comportamento do vírus nestes ambientes e, das pesquisas existentes, nos deparamos com dados diversos e muitas vezes inconclusivos. Desta forma, ainda não há dados científicos comprovados sobre a viabilidade e permanência do COVID-19 nos objetos histórico-culturais, tampouco sobre a eficiência dos tratamentos de limpeza e desinfecção dos acervos.

Isto posto, deve-se considerar que no geral, quanto maior a eficiência desinfetante do método, maior o risco para a saúde e para os bens culturais. Caso seja inevitável recorrer à desinfecção, o tratamento deve sempre ser realizado por pessoal técnico especializado e qualificado para tal. Um conservador-restaurador que conheça as características e particularidades do acervo ou objeto a ser tratado deve participar das discussões para tomada de decisão.

A quarentena é a maneira mais segura, fácil e válida para impedir a transmissão indireta em qualquer um dos materiais que compõem as coleções sem o risco de danificá-los ao aplicar produtos cuja eficácia ainda é incerta. Os testes recentes do Projeto REALM em materiais específicos de biblioteca, e outros estudos, documentam uma atenuação do vírus SARS-CoV-2 apenas esperando 3 dias. Deve-se considerar que materiais específicos podem precisar de períodos de quarentena maiores. Portanto, em casos de incerteza ou desconhecimento dos materiais, uma quarentena de 7 dias é apropriada para qualquer item do acervo.

Tais obras com suspeita de contaminação devem ser isoladas em ambiente separado ou colocadas em bolsas plásticas fechadas, identificadas e datadas antes de retornar ao seu local de origem. Deve-se tomar cuidado para não criar microclima dentro das bolsas. Finalizada a quarentena, podem ser consultadas novamente sem risco, mas aconselha-se sempre o uso de máscaras e luvas e a higiene das mãos.

Um acervo não pode se tornar um vetor de risco. Portanto, diante da incerteza de saber se o vírus está viável, trabalha-se permanentemente com as referências de que o valor máximo são as vidas humanas e que a prevenção é o método mais eficiente de proteção.

Bibliografia

Balzer, Cass. ¿Cómo será la reapertura de las bibliotecas tras la pandemia? CRB-8 – Conselho Regional de Biblioteconomia – 8º Região, 24/04/2020 http://www.crb8.org.br/como-sera-la-reapertura-de-las-bibliotecas-tras-la-pandemia/ (acesso em 08/07/2020)

Canadian Conservation Institute (CCI). Caring for Heritage Collections during the COVID-19 Pandemic. CCI COVID-19 Task Force: Irene Karsten, Janet Kepkiewicz, Simon Lambert, Crystal Maitland and Tom Strang. Additional contributions by Evelyn Ayre and Roger Baird. 17/04/2020. https://www.canada.ca/en/conservation-institute/services/conservation-preservation-publications/canadian-conservation-institute-notes/caring-heritage-collections-covid19.html#a2  (acesso em 08/07/2020)

            Tradução para o português disponível em http://apoyonline.org/pt_BR/new-covid-19-updates/ (acesso em 08/07/2020)

Costa, Fernanda. Coronavírus – a atuação das bibliotecas hoje e o que podemos esperar do futuro. CRB-8 – Conselho Regional de Biblioteconomia – 8º Região, 30/04/2020.  http://www.crb8.org.br/coronavirus-a-atuacao-das-bibliotecas-hoje-e-o-que-podemos-esperar-do-futuro/ (acesso em 08/07/2020)

CRB-8. Atividades em Bibliotecas: limpeza, higienização e desinfecção. Conselho Regional de Biblioteconomia – 8º Região, 24/03/2020 http://www.crb8.org.br/atividades-em-bibliotecas-limpeza-higienizacao-e-desinfeccao/

Ewen, Lara. How to Sanitize Collections in a Pandemic. Conservators weigh in on the mysteries of materials handling during COVID-19. American Libraries Magazine. 27/03/2020.  https://americanlibrariesmagazine.org/blogs/the-scoop/how-to-sanitize-collections-covid-19/ (acesso em 08/07/2020)

            Tradução para o português por Chico de Paula: Como higienizar os acervos de bibliotecas durante uma pandemia? CRB-8 – Conselho Regional de Biblioteconomia – 8º Região,   06/06/2020 http://www.crb8.org.br/como-higienizar-os-acervos-de-bibliotecas-durante-uma-pandemia/ (acesso em 08/07/2020)

Kampf, D. Todt, S. Pfaender, E. Steinmann. Persistence of coronaviruses on inanimate surfaces and their inactivation with biocidal agents. Review. Journal of Hospital Infection 104 (2020) 246e251journal homepage: www.elsevier.com/locate/jhin (acesso em 08/07/2020)

ICOM. Conservation of museum collections. International Council of Museums, 2020. https://icom.museum/en/covid-19/resources/conservation-of-musem-collections/ (acesso em 08/07/2020)

ICOM-Br. Museus e o fim da quarentena: como garantir a segurança do público e das equipes. Conselho Internacional de Museus – Brasil, 14/05/2020. https://www.icom.org.br/?p=1920 (acesso em 08/07/2020)

IFLA. COVID-19 y el Sector Bibliotecário Global. Recursos clave para la respuesta de las bibliotecas a la pandemia del coronavirus. International Federation of Library Associations and Institutions, Última actualización : 23 junio 2020  https://www.ifla.org/ES/node/92983 (acesso em 08/07/2020)

            Tradução para o português por Lívia Aguiar Salomão: COVID-19 e o Setor de Bibliotecas em Termos Mundiais. Senado Federal. Abril/2020.  https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/571649/COVID-19_Biblioteca_IFLA.pdf?sequence=1&isAllowed=y (acesso em 08/07/2020)

Library of Congress (LC). Preservation Directorate.  The Impact of Hand Sanitizers on Collection Materials. https://www.loc.gov/preservation/scientists/projects/sanitize.html (acesso em 08/07/2020)

NEDCC. Preservation Leaflets. Emergency Management 3.5 Disinfecting Books and Other Collections. Notheast Document Conservation Center, Last updated: 26/07/2020 https://www.nedcc.org/free-resources/preservation-leaflets/3.-emergency-management/3.5-disinfecting-books (acesso em 08/07/2020)

Oury, A. Peut-on attraper le coronavirus avec des livres de la bibliothèque? AL-ActuaLitté, 03/03/2020 https://www.actualitte.com/article/monde-edition/peut-on-attraper-le-coronavirus-avec-des-livres-de-la-bibliotheque/99530 (acesso em 08/07/2020)

Quitral, Y. A. Bibliotecas frente a la pandemia COVID-19: fundamentos y acciones en Latinoamérica. Seminários Unirio: Gerenciamento de risco e biossegurança em bibliotecas e arquivos no contexto do COVID-19. 16/06/2020.

REopening Archives, Libraries, and Museums (REALM) Project. “Round 1 Test Results. https://www.webjunction.org/content/dam/WebJunction/Documents/webJunction/realm/test1-report.pdf (acesso em 08/07/2020)

Sanchez, Arsenio. Como proceder com os livros contra o risco de contágio da COVID-19. Tradução: Fernanda M. Auada. Blog de Biblioteca Nacional de España. 02/02/2020. http://blog.bne.es/wp-content/uploads/2020/04/Como-proceder-com-os-livros-contra-o-risco-de-contagio-da-COVID-19-BNE-2020.pdf (acesso em 08/07/2020)

Striegel, Mary. Covid-19, COVID-19 Conceitos Básicos: Desinfecção Patrimônio Cultural. Centro Nacional de Tecnologia e Treinamento para Preservação (NCPTT). April 6, 2020. https://www.ncptt.nps.gov/blog/covid-19-conceitos-basicos-desinfeccao-patrimonio-cultural/  (acesso em 08/07/2020)

Valentín, N. Fazio, A. T. Análisis de la incidencia del SARS-CoV-2 en bienes culturales. Sistemas de desinfección. Fundamentos y estrategias de control. Revisão https://www.ge-iic.com/wp-content/uploads/2020/05/COVID-Publicaci%C3%B3n-Nieves-Valent%C3%ADn-Alejandra-Fazio.pdf (acesso em 08/07/2020)

Confira a opinião de mais conservadores restauradores

Como lidar com acervo bibliográfico durante o contágio pela COVID – 19, Edmar Moraes Gonçalves, Conservador-restaurador

Higienização de material bibliográfico e COVID-19: opinião de conservadores-restauradores

Seminários UNIRIO e Simpósio de Preservação de Conservação de Acervo do TOI, informação especializada em conservação em tempos de pandemia

Texto da Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental

Logo no início da pandemia, a Comissão Temporária de Patrimônio Bibliográfico e Documental do CRB-8 identificou a necessidade de acompanhar as demandas profissionais na área de preservação e conservação de acervos em período de pandemia. Ao mesmo tempo, avaliou a impossibilidade de realizar essa tarefa a contento isoladamente. Desde então, vem observando as iniciativas neste campo para realização de parcerias.

Uma dessas iniciativas, desde abril deste ano, foi o Núcleo Interdisciplinar sobre Preservação (NIP) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), que vem desenvolvendo duas atividades muito oportunas para os profissionais da área de biblioteconomia, documentação e arquivos, o Observatório de Opiniões e os Seminários UNIRIO.

O Núcleo está vinculado ao Laboratório Multidimensional de Estudos em Preservação de Documentos Arquivísticos e conta com a participação de quatro docentes: Profa. Brenda Rocco, Prof. Bruno Leite e Profa. Stefanie Freire, do Departamento de Arquivologia, e Prof. Fabiano Cataldo, do Departamento de Biblioteconomia.

O Observatório de Opiniões, interessado em monitorar as necessidades e demandas profissionais, postou a pergunta abaixo que continua disponível para colaborações. Convidamos a todos a partilharem sua opinião:

Você acha que os acervos em Arquivos e Bibliotecas estão mais sujeitos a riscos durante a pandemia de Covid-19? Quais?

Já os Seminários UNIRIO trazem uma série de palestras com especialistas em preservação e conservação. Yerko Andrés Quitral, bioquímico e palestrante internacional, inaugurou a série de palestras em 16 de junho. Na oportunidade, gentilmente antecipou a disponibilização de um artigo para colaborar com os estudos e fundamentaçãoprofissionais gestores de coleções bibliográficas e arquivísticas. Em 23 de julho, a palestra de José Pedersolli, do Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais – ICCROM, deu continuidade à série. . Links para a gravação das palestras e para o artigo no final deste texto.

Em 23 de julho, a palestra de José Pedersolli, do Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais – ICCROM, deu continuidade à série; e brevemente terá a gravação disponibilizada.

Para a palestra de 04 de agosto com Jandira Flaeschen, presidente da Associação Brasileira de Conservadores-Restauradores de Bens Culturais – ABRACOR e integrante da Biblioteca Nacional, foi firmada uma parceria com a Comissão Organizadora do VI Simpósio de Preservação e Organização de Acervo do TOI. Nesta data, será realizado o Simpósio do TOI na parte da manhã e, à tarde, o Seminário UNIRIO.

O VI Simpósio de Preservação e Organização de Acervo do TOI vem sendo preparado desde abril com a participação com participação da Comissão de Patrimônio. Pela convergência de interesses e dos temas discutidos, as organizações somaram esforços e trabalharam para a criação de  diálogo entre os eventos. Link para a inscrição nos eventos no final do texto.

A parceria para divulgação e apoio aos Seminários UNIRIO será mantida para as palestras seguintes, buscando a dar mais visibilidade aos eventos de informação especializada e de capacitação profissional neste momento desafiador enfrentado pelos profissionais de informação e pela humanidade.

Inscrições abertas

VI Simpósio Preservação e Conservação de Acervo – Biossegurança e Conservação de Livros e Documentos: Protocolos e Melhores Práticas. 04/08, das 9h às 13h

Seminários UNIRIO – Conservação Preventiva em Biblioteca e COVID-19: ações e reflexões, com Jandira Flaeschen. 04/08, das 15h às 16h30. Vagas limitadas

Palestras e artigos

Gravação da Webconferência “Contaminación permenante: invisibilidad de processos técnicos y riesgos de salud en personal de bibliotecas”, proferida por Yerko Andrés Quitral no dia 16 de junho de 2020, das 15h00 às 16h60. Clique aqui.

[ABNT] QUITRAL, Yerko Andrés. Bibliotecas frente a la pandemia COVID-19 : fundamentos y acciones en Latioamérica. 2020. Material elaborado para o  evento Seminários UNIRIO: Gerenciamento de risco e biossegurança em bibliotecas e arquivos no contexto do COVID-19

[APA] QUITRAL, Y. A. (2020 June 16). Bibliotecas frente a la pandemia COVID-19 : fundamentos y acciones. Rio de Janeiro: Seminários UNIRIO: Gerenciamento de risco.

Internet das Coisas na medicina já atua no combate à covid-19 no Brasil

Parceria entre Hospital das Clínicas de SP e Carenet otimiza trabalho de profissionais da saúde com dados em tempo real e análise preditiva

Texto por Carla Matsu

Foto: Adobe Stock

A Internet das Coisas tem sido apontada como a grande protagonista que habilitará a Quarta Revolução Industrial mundo afora. Dispositivos no chão de fábrica alimentados com sensores e combinados à tecnologias como Inteligência Artificial já permitem o tipo de conhecimento e previsibilidade que aumentam a eficiência e mitigam erros. Na saúde, a Internet das Coisas Médicas, entretanto, ganha outra dimensão mais sensível: a própria vida humana.

Munidos de conectividade e inteligência, os dispositivos em hospitais à beira dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) conseguem entregar a médicos e enfermeiros dados em tempo real para personalizar tratamentos e apoiar tomadas de decisão. Leve essa habilidade para um dos momentos mais críticos da saúde pública na história – a pandemia do novo coronavírus – e esta equação terá o potencial de melhorar não só o dia a dia nos corredores hospitalares, como aumentar as chances de recuperação de pacientes com covid-19.

Um dos casos de uso da Internet das Coisas Médica que tem se mostrado bem-sucedido no Brasil é uma parceria recente firmada entre a divisão de UTI Respiratória do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), o NETi – Núcleo Especializado em Tecnologia da Informação – HC e a healh tech Carenet. A colaboração, que se iniciou há cerca de dois meses, utiliza da plataforma Orchestra, solução de integração da Carenet, para automatizar certas atividades em UTIs.

Na prática, o software da Carenet consegue integrar sistemas de gestão de prontuários eletrônicos e equipamentos médicos. No caso do Hospital das Clínicas, a Orchestra integra dados do ventilador artificial, o tomógrafo de impedância elétrica (que monitora o pulmão de pacientes) e o monitor multiparamétrico (que colhe dados como atividade respiratória, batimentos cardíacos e saturação de oxigênio). Esses dados, então, são disponibilizados em um dashboard digital de forma automática por dispositivos móveis para as equipes de intensivistas. Este processo, segundo Fernando Paiva, VP de Customer Success & Digital Sales Transformation da Carenet, consegue otimizar aquilo que é burocrático e manual. “Com isso, o profissional consegue fazer um trabalho verdadeiramente assistencial ao paciente”, diz Paiva.

Esta tarefa manual de informar dados em um prontuário consome, segundo a healhtech, cerca de 33% do turno de um enfermeiro. Ao mesmo tempo, ao automatizar essa responsabilidade, consegue-se tirar da equação a possibilidade do erro humano. Essa operação manual, diz Paiva, tem uma margem de 20% a 30% de erro humano.

Acesse a matéria completa publicada pelo Computerworld

O impacto da COVID-19 nas bibliotecas: considerações sobre a segurança das pessoas e das coleções

Algumas bibliotecas já reabriram, outras estão cogitando reabrir e outras ainda não sabem quando isso irá acontecer, mas para todas o questionamento costuma ser o mesmo: o que devemos considerar sobre a COVID-19 em relação às pessoas que trabalham nas bibliotecas e às coleções?

Para esclarecer um pouco disso, convidamos o médico sanitarista Prof. Dr. José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres (Faculdade de Medicina USP) e a especialista em conservação e restauração de acervos bibliográficos, Norma Cassares (Arquivo Público de SP). Como debatedores, trouxemos Pierre Ruprecht (SP Leituras) e Rosaelena Scarpeline (CRB-8ª Região), sob a mediação de Adriana Ferrari (FEBAB).

Transmissão via YouTube (https://youtu.be/LwEaeIVOjeQ) e Facebook (https://www.facebook.com/febab.federacao/videos/625849768025588/)

Pesquisa quer medir o impacto da pandemia nos setores cultural e criativo

Trabalhadores e empresas do setor editorial e livreiro também podem participar do estudo que coleta dados até o próximo dia 16

De acordo com estudo da Firjan/Senai, os setores cultural e criativo movimentaram R$ 171,5 bilhões e deram trabalho a 5,2 milhões de pessoas em 2018. Agora, afetados pelo isolamento social, empreendedores, artistas e trabalhadores desses setores veem-se diante de desafios variados, sabendo que, provavelmente serão os últimos a retomarem com atividades presenciais. Diante desse quadro, o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, o Sesc, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e a Representação no Brasil da Unesco uniram forças para colocar na rua uma pesquisa para avaliar o impacto do covid-19 nos setores cultural e criativo do Brasil. O objetivo é dimensionar os impactos de curto e médio prazo da pandemia, orientando o debate e a criação de saídas para a crise atual.

O sociólogo Rodrigo Correia do Amaral, um dos coordenadores da pesquisa, lembra que nos últimos 25 anos, o Brasil viveu uma profissionalização intensa do trabalho no setor cultural, impulsionado tanto pela ampliação do acesso ao ensino superior, como pelas políticas que distribuíram recursos para os círculos artísticos mais estabelecidos, associações e produtores independentes. Ele defende que o mercado relativamente forte criado sob esses estímulos (compras públicas, isenções tributárias, incentivos fiscais, editais etc.) estimulou os interessados a procurarem oficinas, cursos superiores e de pós voltados à produção e gestão cultural. “O maior perigo que a pandemia de Covid-19 coloca neste momento é a exclusão desse universo de pequenos empresários, profissionais e empreendedores individuais surgido neste processo”, explica.

Acesse a matéria completa publicada pelo PublishNews

Live sobre “Guerras informacionais no contexto da pandemia de COVID-19”

Bate papo ao vivo no dia 09/05, no nosso canal do Instagram @webconcib, com a professora Maria Aparecida Moura. É Pós-doutora em Semiótica pela Maison de Sciences de I’ Homme, doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, mestre em Educação pela UFMG. Atualmente é professora titular na UFMG e desenvolve a pesquisa “interseccionalidade e Organização Social do Conhecimento”.

Fonte: webconcib

¿Cómo desinfectar colecciones en una pandemia?

How to Sanitize Collections in a Pandemic: Conservators weigh in on the mysteries of materials handling during COVID-19 By Lara Ewen | American Libraries, June 1, 2020

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Mantener las bibliotecas seguras es importante tanto para los trabajadores como para los usuarios. Pero durante la actual pandemia de COVID-19, las preguntas sobre cómo hacerlo, especialmente en lo que respecta a materiales y superficies, tienen respuestas complicadas.

Es una situación sin precedentes. Los conservadores, que tienen experiencia en el diagnóstico y la reparación de daños de las colecciones, dicen que falta información histórica sobre la higienización de los materiales de la biblioteca. Además de un poco de evidencia anecdótica en un artículo de la Revista Smithsonian de 2019, hay muy pocos datos históricos disponibles, dice Evan Knight, especialista en conservación de la Junta de Comisionados de Bibliotecas de Massachusetts: “No hay nada publicado o compartido de epidemias anteriores”.

También es un desafío para filtrar a través de la evolución de la investigación. Un estudio realizado en enero en el Journal of Hospital Infection informó que los coronavirus similares al SARS-CoV-2, el responsable del COVID-19, pueden persistir en algunas superficies inanimadas (como metal, vidrio y plástico) hasta nueve días y en el papel hasta cuatro o cinco días. Mientras tanto, datos recientes de los Institutos Nacionales de Salud indican que el SARS-CoV-2 es detectable en aerosoles hasta tres horas, en el cobre hasta cuatro horas, y en el plástico y el acero inoxidable hasta quizás sólo dos o tres días.

La pandemia también presenta desafíos de naturaleza más filosófica. “Es difícil conciliar los requisitos de salud pública de esta pandemia con nuestra misión”, dice Jacob Nadal, director de preservación de la Biblioteca del Congreso (LC), que cerró al público el 12 de marzo y ha cancelado los eventos hasta el 1 de julio. “Es desgarrador ver cómo esta enfermedad nos obliga a dar un paso atrás exactamente en el momento en que íbamos Adar un paso adelante”.

El mejor desinfectante

Sin embargo, retroceder puede ser la mejor defensa contra una amenaza aún en desarrollo. El desinfectante más fácil, seguro y barato es el tiempo. “Esta pandemia es una situación única para la mayoría de los conservadores, así que no sabemos mucho sobre desinfectar en general, y este virus en particular”, dice Knight. “Nuestra opinión es que la profilaxis, o las medidas preventivas, son las mejores”.

Fletcher Durant, director de conservación y preservación de las Bibliotecas George A. Smathers de la Universidad de Florida en Gainesville, sugiere que todas las bibliotecas sigan la recomendación de la ALA del 17 de marzo de cerrar al público. “El aislamiento durante un mínimo de 24 horas, y preferiblemente 14 días, es el mejor desinfectante”, dice. “Es simplemente lo mejor y más seguro que nosotros como bibliotecarios podemos hacer en este momento.” Durant dice que se trata de proteger las bibliotecas así como al público. “Las bibliotecas podrían ser un foco de riesgo para la propagación de la enfermedad, lo que, más allá de los impactos directos sobre la salud, podría reducir la confianza del público en las bibliotecas”.

Eso también significa que las bibliotecas deben permanecer cerradas hasta que se elimine el riesgo de infección pública. “Seríamos los primeros en decir que no estamos equipados para hacer recomendaciones sobre virología, bacteriología o asuntos médicos”, dice Nadal. “Poner en cuarentena la viabilidad del virus es el mejor plan”.

Limpieza y desinfección

Algunas bibliotecas, sin embargo, tienen una misión que impide la cuarentena completa. LC, por ejemplo, sigue apoyando al Congreso durante en las sesiones, lo que requiere que parte del personal esté en el lugar. Otras bibliotecas mantienen servicios con préstamos de materiales en la acera. Eso significa que se justifican métodos de desinfección adicionales.

Las superficies internas duras, como las mesas, las manijas de las puertas, las cubiertas de los libros y los ordenadores, deben limpiarse profesionalmente. Los expertos también señalan que los auriculares de realidad virtual han sido señalados como un factor de riesgo, y las bibliotecas deberían suspender su uso. “Este es un momento para una precaución excepcional”, dice Nadal.

Todo el personal que trabaje en el lugar debe lavarse bien las manos, especialmente cuando manipule libros u otros objetos compartidos. “No hay estudios que respondan específicamente a la pregunta de cuán transmisible puede ser el coronavirus a partir de los materiales más comunes de la biblioteca, [como] el papel recubierto y no recubierto, la tela de los libros o las fundas de poliéster de los libros”, dice Nadal. “Tenemos que buscar información de alta calidad y evaluarla críticamente para determinar como aplicarla a nuestras preocupaciones particulares”

Evitar el daño

Knight dice que los bibliotecarios deben tener cuidado al usar disolventes de limpieza en los libros y otros materiales de biblioteca potencialmente frágiles. “No conozco ningún limpiador o desinfectante ‘menos dañino’, especialmente para cualquier objeto de evidente valor duradero”, dice, explicando que los riesgos para los libros sometidos a limpieza o desinfección acuosa incluyen daños por agua y bisagras y articulaciones debilitadas. “Los libros envueltos en poliéster o polietileno pueden limpiarse y desinfectarse más razonablemente, y las fuertes cubiertas de tela de buckram para encuadernación de bibliotecas probablemente también puedan soportar la limpieza mejorada”, añade. “Pero de nuevo, si uno está planeando limpiar y desinfectar las colecciones, incluso entre los volúmenes polícubiertos, deben entender y aceptar que habrá daños en la colección”.

Hay pruebas de que ciertos métodos pueden no ser eficaces de todos modos. “Las percepciones erróneas comunes pueden ser que rociar o limpiar el exterior de un volumen con Lysol, alcohol o lejía es suficiente para desnaturalizar el virus en todo el volumen”, dice Durant.

La luz ultravioleta (UV) también plantea un riesgo potencial para los materiales de colección debido a su alta intensidad. Y como es difícil confirmar que cada página ha sido expuesta a la luz, el esfuerzo podría resultar infructuoso. “La irradiación germicida UV ha demostrado ser generalmente efectiva a una exposición de 2-5 mili julios por centímetro cuadrado”, dice Durant. “Sin embargo, para que esta exposición sea efectiva, debe ser una exposición completa, [que es] algo que es casi imposible de lograr con libros encuadernados. Ciertamente no es tan efectivo como simplemente aislar los libros”.

Sin embargo, aunque las bibliotecas siguen aprendiendo nuevos procedimientos de preservación, ciertas constantes permanecen. “Este es un buen momento para pensar en el papel de las bibliotecas como guardianes de la memoria y la cultura”, dice Nadal. “Vamos a estar cerrados por un período de tiempo, y nuestra ética de servicio constante hará que esto sea doloroso. Mantener los materiales en cuarentena y fuera de circulación será frustrante. [Pero] somos guardianes de una larga historia, y nuestra principal obligación ahora es asegurarnos de que haya un largo futuro para el conocimiento registrado y la creatividad confiada a nuestro cuidado.”

Recursos adicionales:

Fonte: Universo Abierto

Covid-19: desinfecção e bens culturais, as recomendações do Dicastério para a Cultura

“O patrimônio cultural é um bem não renovável”. Portanto, “toda ação que possa influenciar seu estado de conservação deve ser adequadamente conhecida, avaliada, documentada e acordada com os especialistas”.

Sensibilizar os responsáveis ​​pela custódia e gestão do patrimônio cultural ,para evitar possíveis danos causados ​​pelo uso inadequado de produtos desinfetantes ou pela aplicação de procedimentos incorretos por falta de conhecimento.

Esse é o objetivo das recomendações compartilhadas pelo Pontifício Conselho para a Cultura para fazer frente à situação provocada pela Covid-19 em relação à gestão, limpeza e desinfecção do patrimônio cultural. O documento pretende oferecer “indicações muito simples e necessárias para evitar danos irreversíveis aos objetos mais preciosos e delicados presentes em nossas igrejas”.

A desinfecção de ambientes, paramentos, vasos sagrados para o local de culto – especifica o Dicastério na apresentação do texto – é “necessária neste período de emergência sanitária”, mas de diversas partes chegaram relatórios sobre as intervenções efetuadas com “o uso de detergentes não adequados para objetos de arte e patrimônio cultural”.

Em particular, é feita referência ao uso de produtos corrosivos, como alvejantes, amoníaco e detergentes, que geram resíduos muito prejudiciais e, portanto, não devem ser utilizados em complexos monumentais, prédios históricos, sítios arqueológicos, objetos, bens móveis, tecidos e bordados, porque poderiam causar danos irreversíveis.

Neste sentido, a necessidade de oferecer um vademecum que, conforme especificado, não foi elaborado pelo Pontifício Conselho para a Cultura, mas é compartilhado por ele. A premissa é que “o patrimônio cultural é um bem não renovável”. Portanto, “toda ação que possa influenciar em seu estado de conservação deve ser adequadamente conhecida, avaliada, documentada e acordada com os especialistas”.

Recomenda-se “bom senso”: “o sabão é um bom desinfetante para a Covid-19”; portanto, em superfícies e pisos, é melhor usar “soluções hidro alcoólicas diluídas ou sabões neutros, sempre aplicados sob pressão controlada e sob a orientação de um técnico da conservação de bens culturais”.

Aos responsáveis ​​por tais operações, bem como a todos os que entram em contato com o patrimônio, sugere-se o uso de luvas, máscaras e roupas que possam ser lavadas após a operação de limpeza. O uso de fumigação e pulverização não são recomendados em bens imóveis.

Considerando que as igrejas e outros locais tenham ficado fechados por meses, é improvável que o vírus tenha sobrevivido nestes ambientes. Neste sentido, é sempre necessário “ventilar os espaços, tanto para a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos fiéis”, quanto “para a correta conservação do patrimônio cultural”.

Quanto aos bens móveis, quando houver suspeita de contaminação, sugere-se que sejam retirados ou delimitados em uma área inacessível por pelo menos até 14 dias.

Nunca desinfetar uma obra de arte, um objeto histórico ou um documento com álcool ou produtos de limpeza. Ao contrário de vários objetos sem interesse histórico, como grades, maçanetas, corrimãos, recomenda-se uma limpeza mais cuidadosa, prestando atenção para evitar o uso de substâncias que possam danificar acabamentos e superfícies. (PO)

Antes da reabertura das igrejas na Itália na Fase 2, Basílicas e igrejas foram sanitizadas e desinfectadas

Fonte: Vatican News

Conversa sobre Segurança de Acervos

A segurança de acervos é uma temática urgente em qualquer situação. Mas, com a reabertura pós-quarentena das bibliotecas, arquivos e museus, a preocupação com essa temática fica salientada.

Como proteger nossos colegas, frequentadores e o entorno? Como atuar ativamente na mitigação de riscos? Como incidir na conscientização sobre a riqueza patrimonial e histórica dos acervos e a necessidade de traçarmos estratégias para a sua preservação?

Perguntas como essas foram respondidas no dia 13 de maio as 16h, na união dos canais @bibliotecasmemoriais (Bibliotecária Patricia Oliveira) com o ótimo @preservabiblio (Bibliotecária Jullyana Araújo)

Nós entrevistamos a historiadora Solange Rocha.

Currículo Solange Rocha: Bacharel em História pela Universidade Santa Úrsula/USU, especializada em Restauração e Conservação de Bens Culturais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ, trabalhou no Arquivo Nacional, Museu Nacional de Belas Artes e, atualmente, no Museu de Astronomia e Ciências Afins. Coordenadora Geral do Projeto de elaboração da Política de Preservação de Acervos Institucionais e idealizadora, coordenadora e, atualmente, membro da comissão de elaboração do curso Segurança de Acervos Culturais/MAST. Participação no Projeto de Capacitação e Apoio à Implementação do Sistema Nacional de Arquivos do Estado-SNAE e do Acordo Geral de Cooperação entre a República de Moçambique e a República Federativa do Brasil, organizado e coordenado pelo Arquivo Nacional e a Agencia Brasileira de Cooperação. Com o intuito de disseminar o conhecimento em Segurança de Acervos criou um canal no youtube, objetivando passar o conhecimento adquirido na área de preservação e segurança patrimonial, o Preservação e segurança de acervos https://www.youtube.com/channel/UCsQn…

Minicurrículo Jullyana Araújo: Bibliotecária formada pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), mestranda em Preservação de Acervos de Ciência & Tecnologia, no MAST. Áreas de pesquisa: preservação; conservação preventiva; gestão de risco em bibliotecas. Insta da Bibliotecária Jullyana Araújo @preservabiblio

Minicurrículo Patricia Oliveira: Bibliotecária formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA), professora de história formada pela UNICSUL, mestranda em Ciências Sociais e Humanas da UFABC, bolsista Líder do Amanhã pela Fundação Alexander von Humboldt. Áreas de pesquisa: memória, história, coleções e gestão de bibliotecas. Redes sociais do canal Bibliotecas em memoriais: https://linktr.ee/bibliotecasmemoriais

Fonte: Bibliotecas em Memoriais

Bibliotecária da região faz vídeo criativo com mensagem de valorização da vida em tempos de pandemia

Tânia Cristina de Moura Silva que é bibliotecária da Biblioteca Pública Professor Luiz Balbino / DIVULGAÇÃO

Um vídeo postado pela bibliotecária, de Entre Rios de Minas, chamou a atenção pelo conteúdo e pela criatividade. Com um amplo conhecimento de literatura ela usou inúmeros títulos de livros para criar um texto de valorização da vida em tempos de pandemia.

“Querendo participar da Campanha #Viralizacultura, da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de nossa cidade procurei uma forma de criar uma mensagem positiva em meio a essa triste pandemia usando o meu material de trabalho e de amor, os livros”, disse a nossa reportagem, Tânia Cristina de Moura Silva que é bibliotecária da Biblioteca Pública Professor Luiz Balbino, onde desenvolve um grande trabalho a frente do órgão.

Formada em Biblioteconomia, hoje denominada Ciência da Informação, pela UFMG há mais de 25 anos, Tânia não nasceu em Entre Rios, mas sua família é originária da cidade. “Não sou nascida em Entre Rios mas meu coração sempre foi, crescemos aqui entre férias na casa de minha avó e na casa de tios na Zona Rural. Além de meu marido ser também filho da terra, nos conhecemos na Festa da Colheita, mais tradicional impossível”, disse.

Em junho fazem 3 anos que estou a frente da Biblioteca Pública Professor Luiz Balbino

Fonte: Correio de Minas

COVID-19: RECOMENDAÇÕES PARA SALVAGUARDA DE ACERVOS EM BIBLIOTECAS

A Covid-19 é transmissível principalmente por meio de gotículas de saliva, depois de tosse ou espirro e também com o contato com superfícies ou pessoas contaminadas (apertos de mãos, toques, etc.), seguindo de contato com a boca, nariz ou olhos.

O VÍRUS EM SUPERFÍCIES

  • É improvável que alguém possa infectar-se ao manusear, por exemplo, um livro de biblioteca[1]. No entanto, como essas gotículas e, portanto, o vírus, se deposita em superfícies, espera-se que as dos itens em acervos podem ser depósito do vírus, e por isso, transmissores. Dessa maneira, é cauteloso proceder como se confirmadamente tais itens fossem transmissores.
  • Estudos realizados até o momento mostram que o vírus da COVID-19 pode ficar em superfícies por vários dias. Para metal, vidro e plástico, estima-se até 9 dias; para papel estima-se de 4 a 5 dias; e para madeira até 4 dias. Foi verificado que, no geral, o vírus permanece em superfícies de 4 a 9 dias.
  • Dessa maneira, é aconselhado o isolamento de instituições detentoras de acervos – como bibliotecas, museus e também arquivos. Ou seja, a orientação é que elas permaneçam fechadas durante a pandemia e pelo menos até a eliminação do risco para o público, quando será possível, novamente, o mínimo de aglomeração.

LIMPEZA?

  • Todos os especialistas e conservadores ouvidos nos artigos consultados são absolutamente contra a limpeza do acervo utilizando produtos como desinfetantes, cloros e álcool, seja em aerossol ou líquidos.
  • O motivo da não recomendação de limpeza é simples: tais produtos têm grande potencial para danificar livros e outras peças de valor, por vezes de maneira irreversível. Podem causar oxidação, dissolução de tintas, de anotações, desbotamento da cor, etc. É preferível isolar o acervo/a coleção/os itens por um período de tempo em que o vírus não sobreviva mais.
  • Utilizar raios UV também não é recomendado: podem causar forte oxidação e, no geral, não é possível o alcance em todos os “cantos” do item.
  • Objetos históricos, móveis e outras artes decorativas têm a mesma recomendação: sem limpeza agressiva e produtos químicos fortes sem saber quais serão as consequências a longo prazo e sem consultar um conservador-restaurador.
  • Para livros que possam ter estado em contato com o vírus, o desinfetante mais eficiente seria justamente não fazer nada – esperar e manter os livros em quarentena por pelo menos 14 dias. Evita-se duas coisas: a transmissão, e danificá-los com a aplicação de materiais de limpeza.
  • O recomendado é a limpeza apenas de áreas comuns e locais que muitos tocam, como maçanetas, mesas, cadeiras, bancadas, etc.
  • Na limpeza de superfícies e locais de uso comum recomenda-se o uso de luvas e, se possível, óculos de proteção. Devido à escassez desses EPIs no momento e à prioridade dos profissionais da saúde, caso a instituição esteja fechada, a limpeza deve ser feita quando for possível funcionar novamente.

MELHOR RECOMENDAÇÃO: ISOLAMENTO

  • O isolamento é a medida recomendada tanto durante quanto após a pandemia, no caso de devoluções de livros e outros, por exemplo. Durante, preserva-se a saúde dos trabalhadores e também do acervo; após, colocando livros devolvidosem quarentena, evita-se contágios desnecessários.
  • Falando do pós-pandemia, recomenda-se uma quarentena para todos os itens devolvidos às bibliotecas. Para manuseá-los para dentro e fora dessa quarentena, recomenda-se o uso de luvas que devem ser descartadas imediatamente após o manuseio, para que nada mais seja tocado. Após isso, lavar as mãos da maneira e pela quantidade de tempo recomendada pela Organização Mundial da Saúde.
  • Isolamento a nível de objeto, de item pode ser feito colocando-os em bolsas plásticas com zíper, tomando o cuidado de colocar uma etiqueta com a informação do objeto, a data de colocação na bolsa, e o motivo.
  • Caso um espaço para quarentena não seja possível, os itens podem ser colocados em bolsas/sacolas, que deverão ser lacradas por até 14 dias.
  • Os livros que tenham sido utilizados por pessoas doentes devem ser colocados em bolsas de plástico com fecho duplo. Uma vez com o livro dentro, é necessário limpar o exterior da bolsa com um produto de limpeza apropriado. Cuidado para que o produto não entre dentro da bolsa. Uma vez limpo, manter a bolsa em zona segura e isolada por 14 dias.
  • Atenção: Dependendo das próximas semanas, é recomendável checar se o acervo tem algum risco de vazamentos repentinos; infiltrações; roubos e/ou furtos e enchentes. Se possível, eleger uma pessoa para periodicamente ir checar o acervo.

SAIBA QUE…

  • No momento, o desinfetante, a limpeza mais barata, simples, segura e eficiente é o tempo.
  • Se for absolutamente necessário permanecer aberto, é prudente traçar um plano de funcionamento que não permita aglomerações e/ou muitos usuários ao mesmo tempo; que também não tenha muitos funcionários; uma equipe de limpeza deverá ser treinada para limpeza do espaço de forma a não danificar o acervo; livros e demais itens devolvidos deverão ser colocados em quarentena. O funcionamento terá de ser adaptado para o momento em questão.
  • Se existe o plano ou pensamento de limpar e/ou desinfetar coleções, durante ou após a pandemia, entenda e aceite que irão ocorrer danos e/ou perdas de material.
  • A Dr. Mary Striegel, do NCPTT, em vídeo sobre o assunto, caso fechar a instituição não seja uma opção, recomendou utilizar uma solução de sabão neutro e água com papel toalha para limpar superfícies e itens do acervo que possivelmente foram tocados pelo público. No entanto, é preciso cuidado com pinturas, detalhes pintados em tintas frágeis, finalizações sensíveis, e materiais que podem reagir à essa combinação.

[1] Como dito pela Dra. CaitlinPedati, diretora médica e epidemiologista do Departamento de Saúde Pública de Iowa, EUA.

*Baseado em artigos e postagens online do Coordinated Statewide Emergency Preparedness (EUA); American Libraries Magazine (EUA); Northeast Document Conservation Center (EUA); National Center for Preservation Technology and Training (EUA); State Library of Iowa (EUA), da Biblioteca Nacional da Espanha e da Secretaria de Saúde do Paraná (Brasil).

Compilado, traduzido e elaborado por Jullyana Araujo (PPACT/MAST).

Fonte: GIDJRJ

Como a pandemia de covid-19 impacta o mundo do trabalho

Texto por Amanda Ferreira Nunes de Lima

Crise causada pelo coronavírus traz à tona desafios sociais e políticos de um mercado de trabalho cada vez mais informal e baseado em tecnologias de comunicação 

Desde que os governos estaduais e o Ministério da Saúde passaram a recomendar a quarentena para mitigar a propagação da covid-19, muitas empresas e instituições públicas estão adotando o teletrabalho, também conhecido como home office. No caso de serviços essenciais que não podem ter atividades presenciais suspensas, equipes têm sido reduzidas e submetidas a rodízio e escalonamento.

Enquanto alguns empresários e governantes temem os efeitos da desaceleração das atividades econômicas, trabalhadores sentem a pressão de um contexto de crescente fragilização de  direitos, que a pandemia parece aprofundar. Um exemplo é a Medida Provisória 936/2020, publicada pelo governo federal em 1º de abril. O documento permite a suspensão do pagamento de até 100% dos salários, por um prazo de no máximo três meses. A compensação que o governo oferece ao trabalhador corresponde a uma porcentagem calculada sobre o seguro-desemprego a que ele teria direito, e não sobre o salário. Essa medida, portanto, coloca no horizonte de milhões de pessoas a possibilidade de uma grande perda em suas rendas.

“Em primeiro lugar, é preciso destacar que as medidas de isolamento social são necessárias, porque não existe cobertura de infraestrutura para atendimento – hospitais, leitos, médicos, respiradores – para muitas pessoas ao mesmo tempo.” A afirmação é da professora do Departamento de Comunicações e Artes, Roseli Figaro, que coordena o Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho (CPCT). Fundado em 2003, o CPCT se dedica a compreender como a comunicação e suas tecnologias se relacionam com as constantes transformações no mundo do trabalho e nos discursos associados a ele.

Se a situação é preocupante para aqueles com carteira assinada, trabalhadores autônomos e informais – como os entregadores de aplicativos de comida – se encontram em condições ainda mais difíceis. “Espremida no SUS, sem moradia adequada, sem saneamento básico, sem emprego decente, vivendo de bicos e do trabalho em empresas de plataforma, [a população mais pobre] não tem a quem recorrer. Se não trabalha, não ganha, não pode ficar doente, não pode recolher-se para a prevenção. É uma situação dramática, desumana, bárbara”. A docente enfatiza como a Reforma Trabalhista aprovada no mandato de Michel Temer e a política econômica do atual governo contribuem para o agravamento deste quadro, com o aumento do desemprego e da informalização do mercado de trabalho.

Outro fator que tem contribuído para o crescimento dos empregos informais é a expansão da chamada gig economy. O termo é usado para descrever um conjunto de formas alternativas de trabalho, de caráter autônomo e temporário, caracterizadas pela ausência de vínculo empregatício e pela frequente mediação de plataformas de serviços on-line, como aplicativos de entrega ou de transporte. Na gig economy, a maioria dos trabalhadores não tem acesso a vale-alimentação, férias remuneradas, décimo terceiro salário e seguridade social.

Em momentos como a atual crise causada pelo coronavírus, as consequências sociais desta ausência de direitos trabalhistas podem tomar proporções desastrosas, custando a saúde e até mesmo a vida de trabalhadores e suas famílias. Além disso, as mudanças nas formas e relações de trabalho durante a pandemia, como a MP 927/2020 demonstra, podem representar um risco para os direitos que trabalhadores formais ainda possuem. Segundo Figaro, a covid-19 traz ainda outros desafios sociais e políticos importantes, que têm a ver com o papel cada vez maior desempenhado pelas tecnologias de comunicação no trabalho e em outros âmbitos de nossas vidas.

Plataformas de serviços on-line como Uber Eats e Ifood estão por trás da expansão da gig economy. Imagem: Fluxo Marginal/ Instagram

As TICs e a intensificação da jornada de trabalho

TIC. Você pode ainda não conhecer essa sigla, mas sabe muito bem o que ela significa. As Tecnologias da Informação e da Comunicação estão presentes em nosso cotidiano na forma de redes, hardwares, aplicativos e plataformas que possibilitam o contato entre pessoas e a troca de informações para os mais diversos fins. Em tempos de distanciamento social, as TICs ganharam ainda mais protagonismo, sobretudo no mundo do trabalho.

Para quem trabalha em home office, internet e ferramentas como Whatsapp, Zoom e Hangouts são indispensáveis. Mas a conexão constante proporcionada por esses recursos, especialmente aqueles disponíveis no celular, pode tornar os limites entre trabalho, afazeres domésticos, vida pessoal e lazer menos definidos. Em um mundo pautado pela avalanche de informações e reações em rede, tudo é urgente, e quando menos se espera, uma demanda de trabalho que em outros tempos seria adiável pode se impor em pleno horário de descanso.

“As TICs intensificam a jornada de trabalho e a expandem para a vida privada, não há mais espaço fora do trabalho. Tudo e todo o tempo é trabalho. Você não descansa. Isso traz danos para a saúde física e mental das pessoas”, comenta Figaro. Além do eventual impacto na privacidade e nas relações familiares do trabalhador, a forma como as tecnologias de comunicação estendem a jornada laboral traz ainda outro problema: fica difícil mensurar e remunerar devidamente o tempo dedicado ao trabalho fora do expediente regular.

Para a professora, essa nova relação com o trabalho e com o tempo representa uma verdadeira mudança cultural, que exigirá disciplina e reorganização por parte dos trabalhadores. “Todos os suportes que permitem a conexão para a comunicação demandam do sujeito uma adequada gestão de si para trabalhar, refazer normas de trabalho que antes eram presenciais. Há uma tensão para o desenvolvimento de novas rotinas para se implementar o trabalho”. Figaro ressalta também como esse contexto exige o desenvolvimento de novas habilidades para o uso das TICs, que impactam especialmente trabalhadores mais velhos e menos escolarizados.

O uso de recursos próprios do trabalhador, como computador, internet e energia elétrica é outra questão a ser considerada. A Consolidação das Leis do Trabalho prevê que esses e outros detalhes relativos ao home office devem ser negociados diretamente entre funcionário e empregador, ficando estabelecidos no contrato de trabalho. Falta, portanto, uma legislação mais específica. A forma com que as TICs utilizam os dados que produzimos ao trabalhar também carece de regulamentação.

O conceito de trabalho do consumidor

Figaro chama atenção para a grande quantidade de dados gerados a cada vez que usamos as TICs. “Tudo que você digita, fala, mostra no seu computador ou celular é um dado.” As várias plataformas que acessamos ao utilizar computadores e celulares recolhem inúmeras informações sobre hábitos de consumo e navegação nas redes. Além disso, é sabido que microfones e câmeras dos nossos dispositivos captam dados do que acontece ao redor. “Esse dado – em sentido figurado – se transforma numa montanha de dados, em uma mina, que será minerado, reorganizado e vendido com diferentes finalidades: desde publicidade até interesses políticos, como vimos recentemente com os casos do Brexit, eleições nos EUA e no Brasil.” Segundo a docente, essa infinidade de dados tem um valor tão grande quanto a falta de transparência sobre seu recolhimento.

Hoje, todos nós produzimos uma imensa quantidade de conteúdos para as gigantes da web, que lucram muito oferecendo pouca coisa em troca. Com um terço da população mundial em isolamento, as perspectivas do GAFAM (acrônimo para o grupo de empresas formado por Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft) nunca foram tão promissoras. A professora explica: “do trabalhador do Uber, da Amazon, (..) ao consumidor dos serviços online, ao usuário de Facebook etc., todos nós, em escalas diferentes de qualidade de informação, trabalhamos para as plataformas.” Chamado de “trabalho do consumidor” pela professora Ursula Huws, da Universidade Metropolitana de Londres, esse fenômeno evidencia a urgência de medidas para regular a coleta, o processamento e o fornecimento dos dados produzidos com o uso das TICs. Trata-se de mais um desafio para a manutenção de direitos individuais e coletivos em meio a transformações cada vez mais radicais nos conceitos de trabalho, consumo e mercadoria.

Ainda é incerto quanto tempo a pandemia e o distanciamento social devem durar. Também não é possível saber agora quais legados a crise deixará. Não sem um certo ceticismo, Figaro avalia que o atual momento pode ser um ponto de inflexão na forma como vemos nossas relações virtuais, com consequências que podem se estender para o plano concreto, o das relações sociais. “Sem dúvida, este é um momento de virada. Estamos premidos e não temos outra saída. O saldo positivo é o aprendizado. Talvez possamos nos organizar de forma mais solidária para podermos fazer as mudanças progressistas e humanistas de que necessitamos.” Dentre essas mudanças, a docente ressalta, está a superação de narrativas exploratórias (como a do “empreendedor de si”) e a reivindicação do trabalho decente.

Fonte: ECA/USP

Como higienizar os acervos de bibliotecas durante uma pandemia?

Especialistas analisam os mistérios do manuseio de materiais bibliográficos durante o período da Covid-19

Cómo desinfectar los libros de la biblioteca en una pandemia

Qué hacer y cómo desinfectar los libros de la biblioteca

El personal bibliotecario se encuentra en la difícil situación sobre qué hacer y cómo desinfectar los libros de la biblioteca. La respuesta no es fácil, incluso puede que no la haya. Es verdad que a finales del siglo XIX y principios del XX hubo otras situaciones similares, pero lamentablemente no se dejó constancia sobre el procedimiento llevado a cabo más allá de los baños en vapor, la desinfección con formaldehído, o incluso la incineración de los «libros infectados». Ahora bien, la revista American Libraries ha tratado este tema… y ha llegado a la conclusión de que el tiempo es el mejor desinfectante.

Mantener las bibliotecas seguras es importante tanto para los trabajadores como para los usuarios. Pero durante la actual pandemia de COVID-19, las preguntas sobre cómo hacerlo, en particular cuando se trata de materiales y superficies, tienen respuestas complicadas.

En dicho artículo se ha preguntado a varios conservadores y preservadores de colecciones bibliotecarias, los cuales han manifestado que la mejor medida preventiva llevada hasta ahora ha sido el cierre de las bibliotecas. Este tiempo de inactividad en la circulación de los libros hace que cualquier partícula portante de coronavirus (COVID-19) muera y no se propague a nadie. Más teniendo en cuenta que la vida del coronavirus en superficies como el papel o el cartón varía de las veinticuatro horas a los cuatro o cinco días.

Todo el personal que trabaje en el lugar [biblioteca] debe instituir un lavado de manos minucioso, especialmente cuando manipule libros o cualquier objeto compartido en la biblioteca. «No hay estudios que respondan específicamente a la pregunta de cuán transmisible puede ser el coronavirus a partir de los materiales más comunes de la biblioteca, [como] el papel recubierto y no recubierto, la tela de los libros o las fundas de poliéster», dice Jacob Nadal (Director de Conservación de la Library of Congress). «Tenemos que buscar información de alta calidad y evaluarla críticamente para determinar cuán bien se aplica a nuestras preocupaciones particulares».

También hay otros métodos que van más allá de la espera y requieren la acción. Eso sí, métodos que pueden dañar los libros si se hace un uso erróneo de ellos. El menos dañino de entre todos ellos sería la utilización de disolventes de limpieza. Los que más daños pueden ocasionar, sin asegurar que sea eficaz, son los desinfectantes, alcohol o lejía. Y la luz ultravioleta también representa un riesgo potencial para los materiales debido a su alta intensidad. Según comenta la COSTEP MA (Coordinated Statewide Emergency Preparedness) «no es aconsejable utilizar limpiadores líquidos o en aerosol en libros, papeles o impresiones sin encuadernar, o superficies pintadas»

«Vamos a estar cerrados por un período de tiempo, y nuestra ética de servicio constante hará que esto sea doloroso. Mantener los materiales en cuarentena y fuera de circulación será frustrante. [Pero] somos guardianes de una larga historia, y nuestra principal obligación ahora es asegurarnos de que haya un largo futuro para el conocimiento y la creatividad que se nos han encomendado», dice Nadal.

¿Qué hacer con los libros de la biblioteca que están en préstamo?

Ahora bien, no se dice nada sobre los libros que están en posesión de las personas y que una vez pasada esta situación volverán a las bibliotecas. Quizás la mejor medida para evitar la propagación y desinfectar los libros de la biblioteca sea tener en cuarentena durante una semana dichos libros. No es una práctica que se haya tenido en cuenta todavía, pero más vale prevenir. Según comenta el Sistema de Bibliotecas del Condado de Orange (California), «no desinfectamos libros u otros materiales prestados, ya que esta práctica no está actualmente recomendada por los Centros de Control de Enfermedades». Aunque la Biblioteca Estatal de Iowa comenta que «es poco probable que alguien pueda infectarse con COVID-19 al manipular un libro de la biblioteca. Las bibliotecas deben continuar limpiando las cubiertas de los libros de acetato y las cubiertas de los CDs y DVDs».

El Notheast Document Conservation Center (NEDCC) recomienda una cuarentena de 72 horas como la forma más segura y efectiva después de que los libros hayan sido manipulados por el personal de la biblioteca y por las personas usuarias. También comentan que el personal bibliotecario debe utilizar guantes y quitárselos una vez que haya hecho la manipulación de libro. Después de quitarse los guantes, el personal debe lavarse las manos.

El uso de desinfectantes líquidos es perjudicial para los materiales de la biblioteca y los archivos y no se recomienda. Tampoco se recomienda la exposición a rayos UV como medio de esterilización.

Y para finalizar, como bien decían los marcapáginas que las bibliotecas de las Misiones Pedagógicas, «cuando acabes tu trabajo, lávate las manos y coge el libro que has pedido en la Biblioteca».

¿Qué opinan las bibliotecas sobre la desinfección de los libros?

Biblioteca Regional de Murcia

Desde la Biblioteca Regional de Murcia me comentan que unos días antes de la reincorporación de los empleados se hará una desinfección profunda de las instalaciones, depósitos y colecciones en salas públicas. En cuanto a la devolución de esos libros que están en préstamo, dicen que se optará por una cuarentena. Pasado dicho tiempo se revisarán los libros e incluso se tirarán los que estén más viejos.

Biblioteca Nacional de España

Hace un par de días, Arsenio Sánchez Hernampérez, experto del departamento de Preservación y Conservación de Fondos la Biblioteca Nacional de España, me comentó más sobre el tema de desinfectar los libros de la biblioteca. Ahora ha sido publicado su post en el Blog BNE. En él dice que es contrario a la desinfección ya que los productos que son efectivos en superficies duras o para desinfectar plásticos o la ropa son dañinos para el papel o las tintas y podrían causar oxidación e hidrólisis ácida de la celulosa, disolución de tintas de tampón y de las anotaciones en bolígrafo o rotulador, cambios de color en las tintas, etc. Dice que, al utilizar el agua como vehículo, son doblemente inapropiados ya que generan debilitamiento del soporte, deformaciones, y solubilización de los adhesivos de la encuadernación. Por otro lado, la esterilización con radiación UV causaría una fuerte oxidación en los soportes y sólo sería efectiva en las partes expuestas a la radiación, quedando sin desinfección las ocultas, especialmente en la zona de la costura en los libros encuadernados o en el interior de las solapas de las encuadernaciones rústicas modernas. Todas estas zonas son inaccesibles a la radiación UV y podrían retener carga viral durante horas. Por tanto, tampoco es viable su utilización. Termina diciendo que paradójicamente, la desinfección más efectiva sería no hacer nada salvo esperar y mantener los libros en una cuarentena durante 14 días.

«Los libros que han sido utilizados por personas enfermas deberán ser introducidos en una bolsa de plástico con doble autocierre. Se limpiará el exterior de la bolsa con un producto viricida (agua y lejía) con cuidado que la solución limpiadora no penetre al interior. Una vez limpio, se mantendrá en una zona segura durante 14 días. Una vez superada la cuarentena, el libro podrá volver a ser consultado sin riesgo».

Red de Bibliotecas Públicas de Castilla-La Mancha

Óscar Arroyo (Jefe de Servicio de Bibliotecas, Libro y Lectura de Castilla-La Mancha) me comenta que «desde siempre, los temas de higiene y desinfección de documentos no es algo ajeno a ningún bibliotecario que haya gestionado préstamos domiciliarios, pero la situación actual ha puesto este tema en el debate preferente de todas las bibliotecas».

Desde nuestro punto de vista práctico (tenemos en este momento miles de libros en las casas de los usuarios confinados), lo más prudente será establecer un nuevo periodo de cuarentena para los materiales que se vayan devolviendo. Estableceremos un protocolo claro de actuación que dé seguridad en primer lugar a los trabajadores que reciban las devoluciones, mediante la puesta a disposición de los necesarios equipos de autoprotección. En segundo lugar, se habilitarán espacios estancos donde almacenar los fondos devueltos durante el periodo de cuarentena y veremos las opciones de poder aislar aún más cada documento individual mediante el uso de bolsas de plástico desechables. Supongo que en nuestro sistema de gestión de la colección tendremos que crear también, un nuevo estado de los documentos «en cuarentena»…

Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: Julián Marquina

Atividades em Bibliotecas: limpeza, higienização e desinfecção

Considerando a necessidade de prevenção de doenças, especial atenção deve ser dada às atividades realizadas em ambientes de trabalho, incluindo as Bibliotecas. Algumas recomendações podem ser úteis. 

PROCEDIMENTOS GERAIS

  • Ao tossir ou espirrar, cubra o nariz e a boca com lenço descartável; descarte o lenço no lixo e lave as mãos; caso apresente sintomas de resfriado, evite contato com outras pessoas, permaneça em casa;
  • Evite aglomerações e ambientes fechados e mantenha distância social de ao menos um metro;
  • Procure manter os ambientes ventilados;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal, como canetas, lápis, copos, celular, etc.;
  • Mantenha as superfícies livres de adornos e os objetos de trabalho limpos;
  • Mantenha a higiene das mãos, rosto e cabelos;
  • Evite levar as mãos à boca e nariz antes de estarem limpas;
  • Antes de manusear objetos de uso compartilhado, lave suas mãos.

LIMPEZA GERAL

De acordo com matéria divulgada recentemente [1] com base em estudo publicado na revista científica “New England Journal of Medicine” [2] o coronavírus responsável pela doença Covid-19 consegue sobreviver até 3 dias em algumas superfícies, como plástico ou aço.

Nesse sentido, segundo a ANVISA [3], as pessoas responsáveis pela limpeza, gerenciamento de resíduos sólidos e efluentes sanitários devem manter os procedimentos operacionais padronizados (POP), incluindo o uso de EPI, descritos, atualizados e acessíveis;

  • Nunca varrer superfícies a seco, pois esse ato favorece a dispersão de microrganismos que são veiculados pelas partículas de pó. Se for necessário, deve ser utilizada a técnica de varredura úmida;
  • Limpar todas as superfícies de trabalho como mesas e balcões diariamente, bem como as superfícies potencialmente contaminadas, tais como cadeiras/ poltronas, corrimãos, maçanetas, apoios de braços, encostos, bandejas, interruptores de luz e ar, controles remotos, paredes adjacentes, portas e janelas, com produtos autorizados para este fim;
  • Não utilizar adornos (anéis, pulseiras, relógios, colares, piercing, brincos) durante a realização dos procedimentos de limpeza;
  • Manter os cabelos presos, barba feita ou aparada e protegida, unhas limpas e aparadas; Os calçados devem ser fechados e impermeáveis; Lembrar que o uso de luvas não substitui a higiene adequada das mãos com água e sabão; O uso de álcool gel 70% é pertinente após higiene adequada das mãos;
  • Friccionar as superfícies com pano embebido com água e detergente neutro ou enzimático, entre outros de igual ou superior eficiência; Após o procedimento de limpeza e desinfecção, nunca tocar desnecessariamente superfícies, equipamentos, utensílios ou materiais (tais como telefones, maçanetas, portas) enquanto estiver com luvas, para evitar a transferência de microrganismos para outros ambientes e pessoas;
  • Utilizar produtos saneantes devidamente regularizados na Anvisa;
  • Utilizar produto de limpeza ou desinfecção compatível com material do equipamento\superfície;
  • Lixeiras: Aplicar um desinfetante de uso geral, deixar agir por 30 minutos e depois enxaguar;
  • Panos de limpeza: a lavagem com sabão em pó e enxague é suficiente para eliminar o vírus dos tecidos, mas a água utilizada em baldes destinada a esse fim deve ser trocada com frequência.

HIGIENIZAÇÃO DE ACERVOS

Segundo Spinelli [4], a higienização refere-se à conservação preventiva dos acervos e “descreve a ação de eliminação das sujidades generalizadas que se encontram sobre os livros e os documentos e a eliminação de seus agentes agressores, […] objetivando, entre outros fatores, a permanência estética e estrutural dos documentos, atuando também como elemento de prevenção à saúde das pessoas envolvidas com estes acervos.” [4]

A higienização deve ser realizada por profissionais especializados, […] “que  devem passar por um treinamento específico quanto aos cuidados ao manusear os documentos, principalmente os mais frágeis que precisam de maiores cuidados e atenção, para que não ocorram riscos de novos danos, como também ter conhecimentos razoáveis para a identificação dos agentes nocivos, o que irá agilizar e facilitar a limpeza.” [4]

DESINFECÇÃO – Orientar os colaboradores a:

  • Utilizar produtos de limpeza compatíveis com as superfícies de trabalho, pisos e equipamentos, de modo a higienizá-los sem danificá-los; na falta de produtos específicos, utilizar solução de limpeza sendo uma(1) parte de água sanitária para nove (9) partes de água.

== REFERÊNCIAS ==

[1] VALADARES, Marcelo. Quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies? Estudo aponta que plástico e aço ampliam a sobrevida. G1 Notícias. Bem estar.  19 março 2020. Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/03/19/quanto-tempo-o-coronavirus-sobrevive-nas-superficies-estudo-aponta-que-plastico-e-aco-ampliam-a-sobrevida.ghtml Acesso em: 19 mar. 2020.

[2] VAN DOREMALEN, N. et al. Aerosol and Surface Stability of SARS-CoV-2 as Compared with SARS-CoV-1. The New England Journal of Medicine, Correspondence March 17, 2020. DOI: https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMc2004973 Disponível em: https://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMc2004973?articleTools=true

[3] ANVISA. PROCEDIMENTO: LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE AMBIENTES, EQUIPAMENTOS, UTENSÍLIOS POTENCIALMENTE CONTAMINADOS, GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E EFLUENTES SANITÁRIOS. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/5777769/PROCEDIMENTO+01+-+PLD-Residuo-Efluentes-/54d4b6eb-36a9-45d9-ba8b-49c648a5f375 Acesso em: 17 março 2020.

[4] SPINELLI, J. Recomendações para a higienização de acervos bibliográficos & documentais. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, 2010. Disponível em: https://www.bn.gov.br/sites/default/files/documentos/producao/recomendacao/recomendacoes-higienizacao-acervos-bibliograficos//recomendacoes_higienizacao_jaime.pdf Acesso em: 20 março 2020.

Fonte: AGUIA USP