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Competência Informacional

Curso – Como encontrar artigos científicos na internet

Os pesquisadores precisam de artigos científicos em texto completo, e precisam deles de forma conveniente, rápida e sem ter que pagar um valor exorbitante. O que devem fazer?

É uma situação infelizmente comum: ao pesquisar por um artigo científico específico, você encontra rapidamente seu título e resumo em um indexador acadêmico, tais como PubMed ou Web of Science. No entanto, quando você clica no link para o texto completo, um aviso em negrito informa educadamente que você precisa pagar um braço e um fígado (ou, mais tipicamente, entre 30 e 60 dólares) pelo acesso. Você acabou de se deparar com um paywall.

Para um pesquisador, as consequências de encontrar um paywall podem ser significativamente mais sérias do que simplesmente um encontro frustrante com o lado comercial da publicação acadêmica. Se um cientista é incapaz de acessar o texto completo de um artigo ou material em particular, então ele pode estar perdendo informação crucial para suas decisões sobre um estudo ou experimento. Para um pesquisador independente, a compra de assinaturas de periódicos ou de artigos individuais à la carte geralmente é proibitiva em termos de custos. Até mesmo um cientista com acesso a assinaturas institucionais e ferramentas de acesso, como o Portal Capes, pode descobrir que certos artigos simplesmente não estão disponíveis, mesmo depois de uma pesquisa exaustiva. Alternativamente, um pesquisador trabalhando sob um prazo curto pode determinar que o empréstimo entre bibliotecas, que dependendo da natureza da solicitação pode levar entre vários dias ou semanas, é muito lento.

Então quais são as opções? Neste curso trarei algumas estratégias que vão além dos métodos convencionais de acesso a artigos e livros, empréstimos entre bibliotecas e modalidades de comutação bibliográfica, apresentando ferramentas alternativas e redes informais, compatíveis com a cultura digital e a maneira como os pesquisadores acesso à web nos dias de hoje, que aumentam as chances de encontrar materiais científicos anteriormente indisponíveis, seja na biblioteca ou no portal capes.

O curso ficará aberto gratuitamente por 14 dias (a partir de hoje, dia 19 de março). Aproveite o tempo de quarentena e estude, atualize-se e aprenda a achar aquele artigo científico que rebate aqueeeeela mensagem de whatsapp.

Fonte: Class Cursos

Doutoranda da USP é nomeada embaixadora da Unesco

Beatrice Bonami representará a América Latina e Caribe no Programa de Alianças Global em Literacias de Mídia e Informação

A doutoranda Beatrice Bonami: objetivo é garantir aos cidadãos do continente competências em mídia e informação – Foto: Arquivo pessoal

“Em uma época com tantos dados disponíveis e tantas fontes de recursos, compete à educação ensinar aos seus aprendizes e educadores como lidar com esse contexto informacional”, afirma Beatrice Bonami, sobre a necessidade de aprendermos uma forma de produção de informação mais sustentável e saudável. É com esse pensamento que Beatrice, doutoranda da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, foi nomeada Youth Ambassador dos países da América Latina e Caribe pela Unesco no dia 15 de fevereiro passado. Em conjunto com Jerome Roodsam, do Haiti, ela irá representar e promover o Programa de Alianças Global em Literacias de Mídia e Informação (Gapmil). Beatrice é pesquisadora associada da Escola do Futuro da USP e atualmente executa a dupla titulação de seu doutorado no Instituto de Educação da University College London, na Inglaterra.

O Gapmil foi criado pela Unesco em 2013, na tentativa de promover uma cooperação internacional em torno de garantir que todos os cidadãos tenham acesso às competências em mídia e informação. “Em 2017 eu me envolvi com o Gapmil na área de pesquisa, produzindo materiais que abordavam Media and Information Literacy (MIL) e sua aplicação na América Latina, assunto que debati em minha dissertação de mestrado na USP”, conta Beatrice, que já esteve envolvida com educação diversas vezes e enxerga isso quase como uma missão, o que serviu de incentivo para que ela se candidatasse ao cargo.

Beatrice é pesquisadora associada da Escola do Futuro da USP – Foto: Arquivo pessoal

Mesmo já tendo participado do projeto anteriormente, Beatrice ressalta a diferença e suas responsabilidades como embaixadora. “Você deixa de ser somente investigador e passa a representar um conjunto geográfico com complexas estruturas sociais e culturais. Passei a ser porta-voz de países, projetos, ideias e pessoas”, diz a doutoranda. Ela foi selecionada com 12 outros embaixadores globais entre mais de 600 candidatos e ocupará o cargo até 2021. “Minha expectativa é entender em que o Gapmil pode contribuir para projetos latino-americanos de educação e o que os principais autores estão fazendo.”

Além desse diagnóstico regional, a ideia de Beatrice é promover uma interação entre todos os projetos e fortalecer o acesso às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Tudo isso considerando as péssimas posições desses países nos rankings de educação internacionais e, ainda, as dificuldades estruturais muito comuns em nações peninsulares, por exemplo, que não são devidamente amparadas pelos satélites em órbita.

“O principal desafio da América Latina é ser um continente extremamente populoso e diverso, tão contrastante a ponto de ser difícil realizar estudos comparados entre os países”, afirma Beatrice. Por isso também, de acordo com ela, é necessária a criação e manutenção de bons canais de comunicação capazes de manter a integração entre todos esses lugares. No entanto, ela diz que o financiamento desses projetos pode ser um desafio, já que boa parte dos países apresentam algum tipo de crise.

O principal desafio da América Latina é ser um continente extremamente populoso e diverso

Ainda segundo Beatrice, a importância da Media and Information Literacy, conceito cunhado pela Unesco, se mostra na medida em que ela potencializa o cidadão a ser protagonista do seu próprio contexto e um sujeito ativo em sua comunidade. Nesse sentido, ela diz: “Por mais que conflitos armados sejam presentes até hoje, a própria organização coloca que as literacias de mídia e educação são ‘uma batalha da mente’. E se a compreensão, os mal-entendidos ou a falta de entendimento dos provedores de mídia e informação começam na mente do ser humano, é ela que precisa ser empoderada”.

Fonte: Jornal da USP

Oficina – Educar na Era da Pós-Verdade: Workshop de Alfabetização Midiática e Informacional

A Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) deverá entrar, obrigatoriamente, no currículo das escolas brasileiras, como recomenda a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A BNCC inclui a educação midiática de diversas formas: nas competências básicas, há, entre os pressupostos, a inclusão de temas atuais, e, neles, a educação midiática. Nas competências gerais estão as competências do cidadão do século 21, que são, dentre outras: utilizar e criar tecnologias digitais de informação, disseminar informação, produzir conhecimento de forma protagonista e responsável, defender ideias e fazer análise crítica do que está sendo disponibilizado e compartilhado.

Muitos educadores desconhecem o que representa e não sabem como trabalhar com a alfabetização midiática, na prática. A proposta é explicitar os conceitos desse tema e aplicá-lo nas diferentes disciplinas disponíveis da grade curricular escolar.

Público-alvo: professores e coordenadores que atuam na Educação Básica (Educação Infantil a Ensino Médio)

Januária Cristina Alves é mestre em Comunicação Social pela Escola de Comunicações e Artes da USP, infoeducadora, educomunicadora, ex-roteirista do programa infantil “Bambalalão”, da TV Cultura/SP, ex-roteirista da Maurício de Sousa Produções, autora de mais de 50 livros infantojuvenis e duas vezes ganhadora do Prêmio Jabuti de Literatura Brasileira, na categoria de Livros Paradidáticos.

Data: 26/10/2019, das 09:00 às 17:30

Duração: 7 horas

Local: Escola Vera Cruz
Praça Profa. Emília Barbosa Lima, 51, Vila Madalena, São Paulo – SP

Mais informações: https://site.veracruz.edu.br/instituto/extensao/oficinas/educar-na-era-da-pos-verdade-workshop-de-alfabetizacao-midiatica-e-informacional/?fbclid=IwAR0AThKxIlh1HZ4UiZzi-HbQhtN7dLUISNhGyzCDKhmwFkljUwFNxFpcpNw

Dez dicas para fazer pesquisas científicas no Google Acadêmico

Por Ana Letícia Loubak, para o TechTudo

Google Acadêmico é uma ferramenta para pesquisa de artigos científicos. Ao oferecer uma busca mais precisa por referências bibliográficas, o buscador especializado do Google facilita a produção de trabalhos acadêmicos, TCCs, monografias e dissertações. Para conseguirem resultados ainda mais eficazes, os usuários podem aproveitar recursos como biblioteca virtual, gerador automático de referências e filtro de publicações por universidade. Confira, na lista a seguir, dez dicas para fazer pesquisas científicas no Google Acadêmico.

Google Acadêmico é ferramenta ideal para pesquisas científicas — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo

Google Acadêmico é ferramenta ideal para pesquisas científicas — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo

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1. Expanda a pesquisa com artigos relacionados

Expanda os resultados de pesquisa com a função "Artigos relacionados" do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Expanda os resultados de pesquisa com a função “Artigos relacionados” do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

O Google Acadêmico oferece um recurso que permite encontrar artigos semelhantes em cada resultado de busca. A função ajuda estudantes que têm poucas referências de pesquisa e querem encontrar materiais com diferentes pontos de vista sobre o mesmo assunto. Basta escolher a opção “Artigos relacionados” para ter acesso à lista de obras.

2. Busque artigos por período

Encontre artigos mais recentes com a busca por período do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Encontre artigos mais recentes com a busca por período do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Se você não quer correr o risco de produzir pesquisas desatualizadas, deve dar preferência a materiais recentes em sua busca. Para filtrar as publicações mais atuais, vá até o menu lateral esquerdo e defina as datas que atendem ao seu interesse na opção “Período específico”. O recurso também é útil para quem está produzindo estudos com um recorte temporal específico, por exemplo.

3. Adicione arquivos à biblioteca para ler mais tarde

Adicione publicações à biblioteca do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia LoubakAdicione publicações à biblioteca do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Adicione publicações à biblioteca do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Durante o processo de pesquisa, é comum que os acadêmicos se concentrem em catalogar fontes confiáveis em vez de ler cada artigo científico com atenção. Nesses casos, vale guardar as publicações na biblioteca do buscador e se dedicar a uma leitura atenta mais tarde. O recurso evita o download de vários arquivos para o computador e ainda facilita a organização dos materiais, uma vez que é possível classificá-los com marcadores personalizados. Para salvar os artigos, basta clicar no ícone de estrela.

4. Organize as referências

Google Acadêmico organiza as referências nas normas da ABNT — Foto: Reprodução/Ana Letícia LoubakGoogle Acadêmico organiza as referências nas normas da ABNT — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Google Acadêmico organiza as referências nas normas da ABNT — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Organizar as referências bibliográficas de uma pesquisa científica manualmente pode ser uma tarefa entediante, já que a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) exige a adequação a uma série de regras. Para facilitar a vida dos estudantes e pesquisadores, o Google Acadêmico traz um recurso capaz de elaborar as referências automaticamente. O procedimento não poderia ser mais simples: clique no ícone de aspas e veja a referência do artigo, tese, dissertação ou livro já dentro das normas da ABNT (NBR 6023).

5. Pesquise a palavra-chave entre aspas

Pesquise palavras-chave entre aspas para encontrar frases específicas no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Pesquise palavras-chave entre aspas para encontrar frases específicas no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

As aspas (“) ajudam a procurar frases ou citações específicas. Ao pesquisar uma expressão entre aspas, o buscador entende que você quer encontrar as palavras-chave exatamente naquela ordem, e não em uma outra disposição aleatória.

6. Encontre boas citações

Encontre citações no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Encontre citações no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Ao selecionar “Citado por”, logo abaixo do resultado, é possível consultar as publicações que citaram a obra e verificar quais trechos foram mencionados. Além de ajudar a encontrar novas referências, o recurso é uma maneira útil de identificar como outras pessoas estão usando determinada fonte de pesquisa.

7. Use o modo de pesquisa avançada

Pesquisa avançada do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia LoubakPesquisa avançada do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Pesquisa avançada do Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

A ferramenta de pesquisa avançada oferece filtros que ajudam a refinar os resultados. É possível não apenas buscar artigos por autor, data e local de publicação, como também excluir palavras ou restringir os resultados a frases específicas. O recurso é especialmente útil para pesquisadores que já têm o objeto de estudo melhor delimitado. Para acessá-lo, basta clicar nas três linhas horizontais ao lado do logotipo do Google Acadêmico, no canto superior esquerdo.

8. Filtre resultados de determinada universidade

Filtre resultados por universidade no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia LoubakFiltre resultados por universidade no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Filtre resultados por universidade no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Se você quer encontrar artigos produzidos por universidades de prestígio, como USP (Universidade de São Paulo), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Unicamp (Universidade de Campinas), pode restringir os resultados diretamente a partir da barra de pesquisa. Para isso, basta inserir o domínio de busca antes das palavras chave. Quem quer encontrar materiais produzidos por acadêmicos da UFRJ sobre jornalismo, por exemplo, deve pesquisar por “site: ufrj.br jornalismo” (sem aspas).

9. Crie alertas referentes aos seus interesses de pesquisa

Configure alertas no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia LoubakConfigure alertas no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Configure alertas no Google Acadêmico — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Quer se manter atualizado sobre o seu objeto de pesquisa? Configure um alerta para os assuntos de seu interesse e seja notificado sempre que um conteúdo novo for indexado ao Google Acadêmico. Para isso, basta acessar o menu lateral, pressionar “Criar alerta” e informar o e-mail pelo qual deseja receber as atualizações.

10. Instale o botão do Google Acadêmico

Botão do Google Acadêmico facilita transição entre pesquisas comuns e científicas — Foto: Reprodução/Ana Letícia LoubakBotão do Google Acadêmico facilita transição entre pesquisas comuns e científicas — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Botão do Google Acadêmico facilita transição entre pesquisas comuns e científicas — Foto: Reprodução/Ana Letícia Loubak

Uma extensão disponível para Chrome e Firefox facilita a transição entre pesquisas na web para o Google Acadêmico. Ao selecionar uma frase e clicar no botão do plugin, por exemplo, uma pequena janela é aberta e mostra três resultados no buscador científico. É possível baixar o botão do Google Acadêmico a partir da Chrome Web Store e da página de addons do Firefox.

Fonte: TechTudo

Cómo aprender a navegar con criterio por un mar de información

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La humanidad lleva siglos elaborando sistemas para almacenar la mayor cantidad de información posible, desde la escritura a las grandes bibliotecas o las potentes computadoras.

Internet ha cambiado esta tendencia radicalmente al poner al alcance de cada individuo cantidad ingente de información de manera sencilla. En este nuevo ecosistema ya no es importante almacenar la información, porque está accesible de manera sencilla, sino que lo importante es ahora saber encontrarla y saber manejarla con criterio.

En este contexto de sobreabundancia de contenidos por la extensión de las tecnologías y los medios electrónicos se hace importante la llamada alfabetización informacional (ALFIN), traducción más habitual del término inglés information literacy, que hace referencia a este acceso y manejo de la información.

Habilidades para tratar la información

Por alfabetización informacional entendemos el conjunto de habilidades que nos capacitan para pensar críticamente y hacer juicios equilibrados sobre cualquier información que se ponga delante de nosotros. Estar alfabetizados informacionalmente implica saber cuándo necesitamos información, dónde podemos encontrarla, cómo utilizarla y hacer todo esto de un modo crítico y eficaz.

Esta alfabetización se confunde en ocasiones con alfabetización digital, es decir, con los conocimientos necesarios para el uso de ordenadores y equipos digitales.

Pero la alfabetización informacional va más allá, pues incide también en el sentido crítico necesario para usar dicha información. Requiere evaluación de los resultados obtenidos, ética y responsabilidad para saber cómo usarlos, e incluso conocimiento de cómo comunicar y compartir lo que se ha encontrado.

¿Por qué es importante?

La alfabetización informacional podemos considerarla como un prerrequisito para participar eficazmente en la Sociedad de la Información. Se hace necesario que las personas sepan identificar qué fuentes de información son esenciales para aquello que necesitan y cuáles no.

No se trata solo de saber qué información necesitamos o qué tipos de información hay o cómo llegar a ella. Debemos ser conscientes también del amplio número de formatos en los que está (papel, digital, radio, películas…) y de las distintas localizaciones físicas y virtuales en las que se halla.

Pero lo verdaderamente importante es conocer la autenticidad y veracidad de lo encontrado, sin dejar a un lado aspectos como la corrección, el sesgo ideológico o si dicha información está completa y es actual.

Para ello son necesarias nuevas habilidades para trabajar la información, para analizarla, comprenderla y evaluarla, y construir así una nueva información que ahora ya podremos llamar “conocimiento”. Esto, evidentemente, tiene connotaciones éticas y se debe hacer de forma responsable.

Podemos decir que alfabetizar informacionalmente nos prepara para desenvolvernos en esta sociedad cambiante y para resolver los problemas que nos encontremos, nos empodera como ciudadanos para conformar nuestras opiniones de modo informado y para saber comunicarla.

Por todo ello, la alfabetización informacional no solo se considera una necesidad, sino que pasa a ser derecho básico de las personas y de su aprendizaje.

Se han desarrollado en los últimos años diferentes modelos para intentar sistematizar la actividad de alfabetización teniendo en cuenta los diferentes escenarios digitales y analógicos, así como los diferentes públicos.

Podemos hablar del Plan de los nueve pasos de Marland, uno de los primeros en aparecer, con sus nueve interrogantes y sus respectivas tareas. Más conocidos son el Modelo Big6 de Eisenberg y Berkowits o el de las Siete Caras de Alfabetización en Información de Bruce, sin olvidar los cuatro pasos del modelo de Gavilán. Todos tienen particularidades y todos aportan elementos comunes.

El modelo de las Tres Fases

En España, Durban propuso el modelo de las Tres Fases, que, en sintonía con las normas internacionales, pretende ser a la vez sistemático y globalizador. Esas tres fases son:

  1. Buscar la información. Se hace a partir del trabajo consciente de búsqueda de recursos y evaluando tanto los resultados como el propio proceso de búsqueda.
  2. Analizar y tratar la información. Es el paso en el que se organiza lo encontrado y se registra el contenido seleccionado. En esta fase podemos considerar que se transforma la información en conocimiento.
  3. Comunicar la información. Se difunde y comunica la nueva información elaborada. Se debe hacer con ética y responsabilidad, y aplicando los resultados correcta y eficazmente.

Esta estructuración de la alfabetización informacional amplía el alcance de las competencias de información general, poniendo el foco en la producción e intercambio de información en entornos digitales participativos.

Es una de las competencias del aprendizaje

En el mundo educativo se afronta la alfabetización informacional como parte de las competencias básicas de los nuevos currículos. En España, el tratamiento de la información y la competencia digital es una de las 7 competencias básicas del aprendizaje.

Dicha competencia también aparece entre las 8 competencias clave para el aprendizaje permanente del Marco de Referencia Europeo. En ambos casos, la competencia está ligada a ALFIN, al atender el aprendizaje y uso de diversas fuentes informativas y en diferentes soportes.

La información en la sociedad actual está en los libros, también en los medios audiovisuales y fundamentalmente en la red y en las tecnologías digitales. Las bibliotecas, las salas multimedia o los diferentes puntos de acceso a internet son los instrumentos de trabajo para adquirir esta competencia.

Memorizar contenidos ya no es tan importante en el proceso de aprendizaje, pues el contenido está accesible en la red. Lo importante ahora es saber buscar el contenido, manejarlo adecuadamente y saber interiorizarlo para crear el propio conocimiento.

Para abordar un crecimiento en esta alfabetización habría que afrontar los siguientes parámetros:

  • Formar en el tratamiento de la información en textos, libros y soporte papel.
  • Formar en el tratamiento de la información en la red, en medios digitales y electrónicos.
  • Capacitar en la comprensión de la información y su reorganización.
  • Aprender estrategias para la reelaboración de la información.

El papel de los nuevos medios sociales

La extensión del uso de herramientas digitales como blogs, wikis, redes sociales o plataformas de publicación abierta requiere incorporar estos elementos a los programas de alfabetización. Es fundamental el papel que tienen los nuevos medios sociales y comunidades digitales, pues se están generando tecnologías de colaboración innovadoras que están rehaciendo constantemente el concepto de alfabetización informacional.

Las habilidades informacionales de una persona que empezaron por saber leer son ahora solo el comienzo de un camino que requiere saber plantear una pregunta, saber buscar respuestas en la red, saber interpretar un texto encontrado, saber organizar una información, saber entenderla o saber cómo utilizarla para generar nuevo conocimiento.

Fonte: The Conversation US, Inc.

Um lembrete de que ‘fake news’ é um problema de alfabetização informacional – não é um problema de tecnologia

Fake news

De Kalev Leetaru

Sob a disseminação de todas as “notícias falsas”, informações erradas, desinformação, falsidades digitais e influência estrangeira está o fracasso da sociedade em ensinar aos seus cidadãos a alfabetização informacional: como pensar criticamente sobre o dilúvio de informações que os confrontam em nossa era digital moderna.

Em vez disso, a sociedade priorizou a velocidade em detrimento da precisão, o compartilhamento da leitura, o comentário sobre o entendimento. As crianças são ensinadas a regurgitar o que os outros lhes dizem e a confiar em assistentes digitais para curar o mundo, em vez de aprenderem a navegar por si mesmas na paisagem informacional.

As escolas não ensinam mais a triangulação de fontes, a arbitragem de conflitos, a separação do fato da opinião, o encadeamento de citações, a realização de pesquisas ou até mesmo o conceito básico de verificação e validação.

Em suma, deixamos de ensinar à sociedade como pensar sobre informações, deixando nossos cidadãos à deriva na natureza digital, cada vez mais saturados de falsidades, sem sequer uma bússola ou mapa para ajudá-los a encontrar o caminho para a segurança. A solução é ensinar aos cidadãos do mundo os fundamentos da alfabetização informacional.

É a verdade aceita do pessoal do Vale do Silício (Google, Facebook etc) que todo problema tem uma solução tecnológica.

Mais importante, aos olhos do Vale, todo problema pode ser resolvido exclusivamente por meio da tecnologia, sem exigir que a sociedade faça nada por conta própria. Alguns ajustes algorítmicos, algumas linhas extras de código e todos os problemas do mundo podem ser simplesmente codificados.

Infelizmente para os deterministas tecnológicos do Vale, isso está longe da verdade.

Infelizmente, essa mentalidade sobreviveu para impulsionar os esforços de “notícias falsas” de hoje.

Em vez de investir na alfabetização informacional, o Vale dobrou as soluções tecnológicas para combater falsidades digitais, concentrando-se em aproveitar legiões de “verificadores de fatos” e recorrendo a listas negras de sites e conteúdo, ajustes algorítmicos e outras correções rápidas que pouco fizeram contra a maré.

O problema é que a tecnologia só pode mitigar os sintomas, não pode abordar a causa subjacente das falsidades digitais: nossa suscetibilidade a acreditar cegamente no que lemos na Web e nossa falha em verificar e validar informações antes de compartilharmos ou agirmos sobre elas.

Por que um adolescente no porão na casa de de seus pais pode postar anonimamente uma declaração na mídia social falsamente atribuída a um chefe de Estado e fazer com que esse comentário se torne viral, se espalhe para a grande imprensa e até influencie o debate político internacional sem que ninguém a interrompa ou pergunte se existe um fragmento de verdade no que eles estão lendo?

Como é possível que os acadêmicos e cientistas de maior prestígio em instituições e universidades de pesquisa possam suspender sua descrença e acreditar cegamente que uma conta anônima no Twitter que alegue ser uma sociedade secreta “resistindo” a seu governo era tudo o que afirmava ser o mínimo de verificação? Mesmo com nossos risos sociais sobre aqueles que caem por golpes de e-mail do “príncipe nigeriano”, bastaram algumas contas anônimas no Twitter que alegavam ser colegas pesquisadores para começar a captar recursos dos pesquisadores mais respeitados do país que nunca pararam para perguntar se isso parecia um pouco suspeito.

Nos primórdios da Web, as sociedades ensinavam seus cidadãos a não acreditar em tudo que liam na Internet, a tratar todas as declarações como suspeitas e a não agir ou compartilhar informações sem verificá-las. Hoje, essas mesmas sociedades exercem enorme pressão sobre seus cidadãos para que acreditem em tudo o que vêem na Web e compartilhem o máximo que puderem, rejeitando qualquer informação contraditória que possam encontrar no processo.

O velho ditado “Não acredite que tudo que você lê na Internet” se tornou “Acredite em tudo na Web e compartilhe amplamente”.

Mesmo os nativos digitais que cresceram no mundo on-line saturado de informações não conseguem discernir melhor a credibilidade da informação ou mesmo compreender os conceitos mais básicos de separar a publicidade paga da reportagem jornalística objetiva.

Sugestões como a exigência de cursos de programação e de ciência de dados na escola certamente criariam mais cidadãos tecnicamente alfabetizados, mas isso não é o mesmo que alfabetização de dados e o tipo de pensamento crítico que requer. A capacidade de escrever código de computador não torna magicamente alguém mais resistente a falsidades digitais, assim como aprender uma nova linguagem humana faz pouco para ensinar alguém a realizar triangulação digital.

A alfabetização técnica é uma habilidade poderosa e importante em nossa sociedade cada vez mais impulsionada pela tecnologia, mas não é o mesmo que a alfabetização informacional e não ajudará na guerra contra “notícias falsas”.

Algoritmos podem ajudar os cidadãos a resolver o dilúvio de informações ao seu redor, identificando narrativas contestadas e fatos controversos, mas a tecnologia sozinha não é uma panacéia. Não existe um algoritmo mágico que possa eliminar todas as informações falsas e enganosas na Internet.

Para resolver verdadeiramente a questão das “notícias falsas”, devemos combinar a assistência tecnológica com o ensino dos nossos cidadãos para serem consumidores literatos do mundo à sua volta.

As sociedades devem ensinar seus filhos, desde tenra idade, a realizar pesquisas, compreender fontes, triangular informações, fazer triagem de narrativas contestadas e reconhecer a importância de onde as informações vêm, não apenas o que elas dizem.

Em suma, devemos ensinar a todos os nossos cidadãos como ser pesquisadores e cientistas quando se trata de consumir informações.

Mais importante, devemos enfatizar a verificação e validação sobre viralidade e velocidade.

Infelizmente, todos esses conceitos são diretamente antitéticos ao moderno mundo das mídias sociais, no qual a velocidade e a viralidade concedem fama e fortuna, enquanto a devida diligência e verificação produzem silêncio ou um dilúvio de discurso de ódio daqueles cujas falsas narrativas são combatidas.

Juntando tudo isso, resolver a epidemia de falsidades digitais não pode ser feito apenas por meio da tecnologia. Nenhum algoritmo mágico livrará a World Wide Web de suas narrativas falsas e enganosas, nem ensinará o público a programar qualquer impacto sobre sua capacidade de discernir a verdade da ficção.

Em vez disso, o grande desafio de hoje de combater “notícias falsas”, informações erradas, desinformação, falsidades digitais e influências estrangeiras exige uma solução muito humana. É preciso ensinar aos cidadãos da sociedade os fundamentos da alfabetização informacional e como pensar sobre as informações que eles consomem.

Mais importante ainda, será necessário navegar entre as contradições existenciais das plataformas de mídia social atuais obcecadas com velocidade e viralidade contra a verificação e a validação que formam a base do conhecimento da informação.

Uma sociedade mais alfabetizada em informação provavelmente traria danos econômicos consideráveis ​​para as plataformas sociais obcecadas por viralidade que fazem prosperar as falsidades digitais, o que significa que haverá uma resistência considerável do Vale do Silício a uma sociedade mais informada.

No final, a única maneira de realmente começar a combater a disseminação das falsidades digitais é entender que elas representam uma questão social e não tecnológica e voltar aos primórdios da Web quando ensinamos a sociedade a questionar o que lêem na Internet.

Fonte: Forte Forças Terrestres

Você já ouviu falar em letramento digital?

Por Cesar Martins* 

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal.
A aliança entre tecnologia e processo educativo é pauta de debate entre pedagogos, licenciados e outros profissionais da Educação preocupados em acompanhar a evolução da sociedade. Afinal, a geração atual de estudantes não conhece o mundo sem tecnologia ou internet, e cada vez mais suas experiências pessoais — e profissionais — dependem de um letramento digital.
O que é letramento digital? Para se entender a importância desse conceito no âmbito escolar, é necessário, primeiramente, compreendê-lo. Basicamente, ele deriva da noção de letramento já presente na educação brasileira desde 1980, mas que precisou ser aplicada ao mundo digital após o boom tecnológico vivenciado pela sociedade.
A palavra “letramento” nos remete a letras e ao processo de alfabetização (que visa à decodificação do código linguístico, ou seja, à compreensão de palavras e textos). Mas, para além de decodificar, as pessoas “letradas” compreendem o contexto das produções textuais. Sabem quando se usa cada gênero, de que forma se cria e interpreta discursos e quais são suas intenções comunicativas. Logo, o letramento é uma “leitura do mundo”, pois é o que permite entender as diversas situações comunicativas que nos rodeiam.
Esse conceito, então, quando acompanhado do adjetivo “digital”, refere-se à capacidade de compreender as situações de leitura e escrita que acontecem no contexto tecnológico.
Qual é a importância desse processo? Se um dos objetivos da escola é educar as pessoas para que saibam se comportar no mundo, é indispensável que os alunos adquiram a capacidade de usar e interpretar, apropriadamente, os recursos digitais.
A era tecnológica já está mais do que consolidada, levando-nos a depender desses recursos para diversas atividades cotidianas — com destaque para o mercado de trabalho, visto que as competências digitais são requisito fundamental para se conseguir um emprego.
Essa dependência da tecnologia é ainda mais forte se pensamos nas gerações que já nasceram nessa era, que não conhecem outra forma de vivenciar determinadas situações a não ser com a mediação de aparelhos digitais. Portanto, as crianças e adolescentes atuais precisam aprender a usar tais ferramentas e absorver todo o conteúdo ao qual estão expostas no mundo digital.
Aprender a usar o que a tecnologia tem a oferecer é importante, ainda, para criar um senso crítico nos estudantes. É cada vez mais fácil ter acesso a informações e solucionar dúvidas com uma simples consulta à internet. Mas, para isso, é imprescindível saber discernir entre conteúdos que têm embasamento e confiabilidade de conteúdos sem fundamento ou que tenham intenções de manipular as pessoas.
O letramento digital é uma estratégia educativa indispensável para garantir aos seus alunos uma formação alinhada com as práticas sociais contemporâneas e as oportunidades são tão numerosas quanto as ferramentas disponíveis.
* Cesar Martins é empreendedor serial na área de tecnologia e educação. Co-Fundador da Happy Code, maior rede de escolas de tecnologia e inovação para crianças e adolescentes do Brasil e Portugal, onde hoje atua como Diretor de Tecnologia e Inovação. 

Digital Skills Index: Google divulga pesquisa pioneira sobre habilidades digitais no Brasil

Digital Skills Index: Google divulga pesquisa pioneira sobre habilidades digitais no Brasil 2
O Digital Skills Index é resultado de uma pesquisa pioneira e colaborativa, realizada pelo Google e a McKinsey, que investigou o nível de digitalização do brasileiro
 O Google lançou nessa segunda-feira (25) o Digital Skills Index (“Índice de Habilidades Digitais”, em tradução livre), durante evento para imprensa, na sua sede em São Paulo. O Índice é inédito e resultado de uma pesquisa colaborativa realizada pela empresa e a McKinsey & Company.

O estudo é o primeiro no Brasil e nas Américas e busca compreender o nível de digitalização dos brasileiros conectados, abordando quais são as competências dominadas, a diferença de maturidade entre grupos específicos e o que uma melhora nas habilidades digitais da população poderia significar para a economia do país.

A apresentação se desenvolveu em três eixos: o Índice de Habilidades Digitais; Oportunidades para um país mais digital; e Iniciativas para crescer digitalmente.

Digital Skills Index – Índice de Habilidades Digitais

Maria Helena Marinho, gerente de Marketing Insights do Google, explicou como a pesquisa surgiu. A empresa percebeu que não havia um estudo de referência sobre habilidades digitais nem no Brasil e nem em outros países do continente americano.

Querendo responder questões como “Quais são as competências digitais que os brasileiros mais dominam?” e “Onde estão as oportunidades de capacitação?”, a pesquisa começou em setembro de 2018.

De acordo com o Digital Skills Index do Google, o brasileiro tem vocação digital.

2.477 pessoas foram entrevistadas, entre 15 a 60 anos, das classes A até D, em 12 estados e 28 cidades brasileiras. As entrevistas investigavam 5 habilidades: Acesso,UsoSegurançaCultura digital e Criação. Cada habilidade recebeu uma nota de 0 a 5.

De acordo com o Google, o brasileiro tem vocação digital: 70% da população está conectada, 67% possui smartphone, e o consumo de vídeo online cresceu 135%. O Brasil tem o  maior watch time (tempo que o usuário passa assistindo a vídeos) de Youtube do mundo e é a  maior população online.

Acesso

Digital Skills Index Acesso

Na habilidade Acesso o estudo investigava os conhecimentos de hardware, software e navegação na internet. A nota dessa habilidade foi de 3,5.

Pontos positivos: ligar e desligar aparelhos, navegação.

Pontos negativos: comando de voz e configuração de software.

Uso

Digital Skills Index Uso

Já no Uso, o estudo investigava as transações, ter presença online, como perfis em redes sociais, boa navegação em qualquer site e buscar conteúdo de forma eficiente. A nota na habilidade foi 3,4.

Pontos positivos: mensagens e buscadores.

Pontos negativos: armazenamento de dados na nuvem (cloud) e transações online (e-commerce).

Segurança

Digital Skills Index Segurança

Noção de proteção de dados, avaliação de perigos online e distinção entre informações pessoais e compartilháveis, assim como entendimento de condutas adequadas no ambiente digital. A nota também foi de 3,4.

Pontos positivos: cuidados com dados pessoais e identificação de phishing.

Pontos negativos: identificação de sites seguros (e fontes de informação) e ameaças como malware.

Cultura digital

Digital Skills Index Cultura digital

Vocação exploratória, hábito de aprendizado por tentativa e erro, atualização constante em relação a novas tecnologias, disposição para resolver problemas e criatividade como combustível para progredir. A nota nesta habilidade foi 3,0.

Pontos positivos: aprender experimentando e acompanhamento de reviews de lançamentos.

Pontos negativos: tomada de riscos em novas tecnologias e cultura de aprendizagem por tentativa e erro.

Criação

Digital Skills Index Criação

Criação em diferentes mídias e apresentações a partir de programas de computador. Conhecimento de ferramentas de divulgação como SEO, entendimento avançado de analytics e programação. A nota foi a mais baixa entre todas as habilidades, apenas 1,8.

Pontos positivos: edição de vídeos e criação de apresentações.

Pontos negativos: Machine Learning e sistema de dados.

Média geral: 3,0 (em escala de 0 a 5).

Grupos com gap de digitalização, segundo Digital Skills Index do Google

O brasileiro começa aprendendo habilidades de acesso, depois começa a desenvolver competências relacionadas a uso e segurança, a partir disso começa ter uma cultura especifíca e só então passa a criar no ambiente digital.

digitalização tem repercussão direta sobre a renda e as oportunidades de desenvolvimento social do Brasil. A habilidade com a maior capacidade ter um impacto positivo na renda (Criação) é a mais deficitária entre os brasileiros, como mostra a pesquisa.

Impacto econômico e social

McKinsey & Company é uma empresa de consultoria empresarial estadunidense e colaborou com a pesquisa na análise da correlação entre renda e o índice de habilidades digitais.

Paula Castilho, sócia da Digital McKinsey, divisão da McKinsey & Company, apresentou os dados sobre renda. A pesquisa mostrou que todas as competências combinadas podem ter um impacto de até R$380,00 a mais na renda mensal, equivalente a quase 40% do salário mínimo. Porém, o impacto na renda difere para cada uma das 5 competências, sendo a Criação o maior diferencial positivo.

A capacitação das habilidades digitais transformam a participação da força de trabalho, reduzem o desemprego e aumentam a produtividade, podendo adicionar US$70 bilhões ao PIB até 2025 (caso haja investimentos para isso).

“Com a divulgação da pesquisa, a nossa expectativa é a percepção tanto do mercado, quanto de setores públicos e acadêmicos, da importância da capacitação digital e o seu impacto na economia e desenvolvimento do país. Os resultados apresentados reafirmam a relevância de iniciativas como o Cresça (do Google)”.

Maria Helena Marinho, gerente de marketing insights do Google

Iniciativas: Programa Cresça com o Google

Participantes do programa Cresça com o Google de 2018
Participantes do programa Cresça com o Google de 2018

Google usou de exemplo para “iniciativas para crescer digitalmente”, o seu programa Cresça com o Google, que começou em 2017 e já atendeu mais de 50 mil pessoas gratuitamente. O objetivo do programa é capacitar as habilidades digitais dos participantes, voltadas para carreira ou negócios próprios.

Em 2019, o programa ganha novos módulos para Jornalistas e Desenvolvedores. Além de Marketing Digital, que aborda conceitos como estratégia, websites, links patrocinados, mídias sociais, ferramentas e soluções digitais; Womenwill, focado no desenvolvimento pessoal e profissional das mulheres, como liderança feminina, técnicas de negociação, finanças pessoais, ferramentas e soluções digitais; e formação para professores e educadores, sobre segurança on-line e cidadania digital.

Seis cidades receberão os treinamentos do Google, a começar por Brasília, no dia 27 de março. Todas as informações com as datas e locais dos eventos estão disponíveis no site do evento e as inscrições serão abertas com um mês de antecedência

Google vai disponibilizar a pesquisa completa para download em breve.

Fonte: Showmetech

Competência Informacional na Biblioteca Escolar

No dia 25 de março acontece o Programa de Enriquecimento Curricular (PEC) da FaBCI, com a presença da ganhadora do Prêmio Laura Russo 2019 e ex-aluna da FESPSP, Isabela Moreira Martins.

Pós-graduanda em Literatura para Crianças e Jovens pelo Instituto Vera Cruz, ela falará sobre a competência informacional na biblioteca escolar.

O evento está marcado para às 18h, na sala 65. Para se inscrever, acesse www.fespsp.org.br/pagina/pec.

Educação midiática forma cidadão consciente, dizem especialistas

Texto por Ana Cristina Campos

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino básico incluiu entre as competências que o aluno deve ter a leitura crítica da informação que recebe por jornais, revistas, internet e redes sociais. Especialistas avaliam que foi um avanço a inclusão da educação midiática na BNCC, pois a escola poderá dar instrumentos para que o estudante possa se tornar um consumidor e produtor de conteúdo responsável.

No fim de 2017, o Ministério da Educação homologou a Base Nacional Comum Curricular do ensino infantil e fundamental e, no fim do ano passado, aprovou a BNCC do ensino médio. O documento estabelece o mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas do país, públicas e particulares.

A partir da base, os estados, as redes públicas de ensino e as escolas privadas deverão elaborar os currículos que serão de fato implementados nas salas de aula. Os novos currículos para o ensino básico estão em fase de elaboração pelos estados.

Habilidade

A base prevê, por exemplo, que o aluno do sexto ao nono ano do ensino fundamental desenvolva a habilidade de leitura e produção de textos jornalísticos em diferentes fontes, veículos e mídias, a autonomia e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos diversos, além de saber diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio.

A questão da confiabilidade da informação, da proliferação de fake news [notícias falsas], da manipulação de fatos e opiniões tem destaque e muitas das habilidades se relacionam com a comparação e análise de notícias em diferentes fontes e mídias, com análise de sites e serviços checadores de notícias […]”, diz um trecho do documento.

Para os estudantes do ensino médio, as habilidades preveem a ampliação do repertório de escolhas de fontes de informação e opinião, a comparação de informações sobre um fato em diferentes mídias, além do uso de procedimentos de checagem de fatos e fotos publicados para combater a proliferação de notícias falsas.

A base também recomenda que os alunos possam atuar de maneira ética e crítica na produção e compartilhamento de comentários, textos noticiosos e de opinião e memes nas redes sociais ou em outros ambientes digitais.

BNCC do ensino básico incluiu entre as competências que o aluno deve ter a leitura crítica da informação que recebe por jornais, revistas, internet e redes sociais – Arquivo/Tomaz Silva/Agência Brasil

Desafios

A presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, afirma que foi um significativo ganho colocar o tema da educação para a mídia na BNCC, pois significa que o campo jornalístico-midiático terá que ser abordado pelas escolas em âmbito nacional. No entanto, ela destacou que há ainda um longo trabalho pela frente para que a prática seja efetivamente adotada nos currículos.

Nunca foi tão necessário, nesse ambiente de tecnologia, educar para a mídia, para o consumo de informação. Se a criança e o adolescente desenvolvem senso crítico, a escola está contribuindo para a formação de cidadãos que podem exercer melhor sua liberdade de expressão”, diz Patrícia.

Educação midiática tem o papel de antídoto às fake news: você percebe que tem algo estranho, vai pesquisar outra fonte, e não simplesmente compra uma informação como verdade absoluta e a repassa para a frente”, acrescenta a especialista.

Segundo ela, são três os desafios atuais para a iniciativa chegar às salas de aula: disseminar o conceito da educação midiática, divulgando sua importância, formar os professores para que eles possam abordar o tema, e desenvolver a produção de conteúdos e materiais relevantes para serem usados na escola.

Alfabetização

O representante do Comitê Internacional da Aliança Global para Parcerias em Alfabetização de Mídia e Informação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) na América Latina e Caribe, Alexandre Sayad, lembra que o tema está incluído entre as competências a serem abordadas na disciplina de língua portuguesa.

O professor de língua portuguesa vai ter que colocar na sua aula. Mas nada impede outra disciplina abordar o tema. A questão da mídia é presente na vida das pessoas. Há uma tendência na educação, em geral, de se descompartimentalizar as disciplinas”, diz Sayad.

Segundo ele, atualmente há poucas escolas no Brasil que tratam do assunto em sala de aula. “Identificar a fonte de notícia é uma habilidade necessária no mundo hoje. É pela alfabetização midiática que você consegue separar o joio do trigo na mídia”.

Fonte: Agência Brasil

Desinformação e alfabetização midiática – uma parceria necessária

 

Elizabeth Saad – Foto: Arquivo pessoal da autora
As recentes eleições de 2018 no Brasil deixaram uma marca de impacto – as fake news. Notícias falsas passaram a ser o motivo e a justificativa para toda informação e todo ato que representasse o contraditório e o paradoxal de um dado emissor de mensagem.

É real que a produção e a disseminação de notícias falsas sejam um recurso utilizado por diferentes setores, grupos e indivíduos da sociedade com o intuito de criar tendenciamentos e distorções na formação de opinião coletiva ao sabor de interesses específicos. Mas uma fake news representa apenas a ponta de um enorme iceberg calcado num processo de desinformação e de omissão de informação que trafega pelo tecido social, num contexto muito mais amplo e estruturado, alimentando a ação social baseada em dados e fatos incompletos, errôneos e fabricados.

Todo esse processo de manipulação informativa não é novo, não é devido apenas às eleições, não é decorrente apenas da digitalização global e tem suas origens bem lá atrás na civilização, na Antiguidade. O que assistimos agora é uma incrível aceleração de sua disseminação por conta da disponibilidade de meios de informação e comunicação que agregam simultaneamente a mobilidade, a conexão à rede digital e a oferta de plataformas que facilitam a formação de grupos sociais para trocas e interações entre os participantes.

Falamos de um panorama complexo com uma sucessão de componentes que precisam ser entendidos em sua ação conjunta: os fluidos conceitos em torno de fake news/desinformação, a dinâmica das plataformas sociais digitais como operadoras da disseminação informativa, os aspectos socioantropológicos de uma sociedade conectada mas ainda arraigada a preceitos ancestrais, e o papel dos meios de comunicação formais (do jornalismo em especial) e das estruturas educativas como canais fundadores para sustentar a opinião coletiva. Um panorama de vida midiática (media life), parafraseando o pesquisador Mark Deuze.

Por conta da aceleração vigente e do decorrente protagonismo da desinformação mundo afora, diferentes instituições acadêmicas e de pesquisa têm buscado ordenar a diversidade de conceitos que giram em torno das fake news. O Reuters Institute for Journalism, em parceria com a Oxford University, o projeto First Draft, liderado pela pesquisadora Claire Wardle e apoiado por um consórcio de instituições midiáticas, pesquisadores da Unesco, os brasileiros Projor e Projeto Comprova, entre as principais fontes, apesar dos esforços, não apresentam conceitos unificados sobre o tema.

Recorremos à ideia de desordem informativa proposta por Claire Wardle, na qual informações que alimentam a desordem variam num espectro de intenções do falso para o danoso, no qual omissões de informações geram na audiência cognições enganosas; a desinformação leva a conteúdos manipulados ou fabricados propositalmente baseados em falsos contextos; e a informação danosa objetiva o surgimento de discursos de ódio, assédios e vazamentos.

Não por acaso vivenciamos a desordem informativa em nosso ambiente sociopolítico.

Quase sintomático, atribui-se a “culpa” às plataformas sociais digitais como ambientes propícios e facilitadores à promoção da desordem informativa. Não apenas, apesar do impacto que têm Facebook, WhatsApp, YouTube e Twitter, dentre os principais, em nosso cotidiano.

Os números dizem muito. Dados de outubro de 2018 da ComScore indicam que o Brasil, com sua população de quase 211 milhões de cidadãos, é o quinto país em usuários de smartphones, com 43% da população conectada e em mobilidade. YouTube, Facebook, Twitter e WhatApp são as plataformas mais utilizadas, com destaque para o WhatsApp, que teve um crescimento duplicado nos últimos três anos, tendo atualmente quase 100 milhões de usuários no Brasil. Importante ressaltar que o WhatsApp é a plataforma menos transparente em termos de mensuração por sua característica de criptografia das mensagens e de conexão desintermediada entre os participantes.

Temos, portanto, um campo fértil para o surgimento de todo tipo de desordem informativa já que o suporte digital disponível facilita o processo com o uso de propagação algorítmica paga das mensagens, uso de perfis robotizados e alcance amplo à rede.

E por que cidadãos conectados dão mais crédito à informação do parente ou do amigo que participa de seus grupos no WhatsApp do que à informação verificada e credível que circula pelos canais midiáticos e legitimados de uma sociedade?

Aqui poderíamos abrir um enorme leque de discussões uma vez que no mundo midiatizado a noção da liberdade de expressão é alavancada pelas plataformas sociais e pelos serviços digitais. Constituem-se num espaço de autocomunicação do indivíduo para a massa de outros conectados, seja por meio de exposição voluntária da vida privada nos blogs, postagens no Facebook e selfies no Instagram, seja por meio da exposição involuntária de sua identidade e dados, por exemplo, ao preencher um cadastro, ao conectar-se num espaço de comércio eletrônico ou ao usar o internet banking.

Tais ambientes que privilegiam, ao mesmo tempo, uma autorrealização emocional com o ato deliberado de exposição do privado, combinado com a necessidade típica de rapidez e facilitação de serviços oferecida pela rede digital. É mais fácil, rápido e acolhedor saber de uma notícia que é validada por pares similares em cultura e pensamento do grupo de WhatsApp, do que recorrer a uma determinada marca jornalística cujo acesso em mobilidade conectada não é tão instantâneo e nem sempre compactua com as crenças e valores de indivíduos e seu grupo.

Novamente sintomático atribuir a “culpa” aos meios jornalísticos e a outros canais midiáticos que, por não oferecerem a instantaneidade de acesso associada à conexão emocional de pertencimento, acabam num papel de vilania que não lhes cabe.

Não é bem assim!

A imagem do jornalismo e o processo de produção informativa contemporâneos são fatores que precisam ser considerados. O espírito coletivo provocado pelo livre discurso digital de que “qualquer pessoa pode ser um jornalista” oferece meios de propagação informativa que não percorrem o cânone legitimado de apuração, veracidade, precisão e verificação do campo. Estamos diante de uma diferença de ritmos de produção quando a ontologia formal do jornalismo colide com um fluxo digitalizado de informações não comprometidas com precisões, verificações e transparências. Também estamos diante de uma diferença de propósitos e posicionamentos institucionais: de um lado as organizações jornalísticas estruturadas em modelos de negócio rígidos e pouco focadas nos ambientes onde sua audiência trafega – as plataformas sociais; e de outro, websites e redes privadas anônimos criados para espalhar desinformação que não necessitam seguir o processo formal e que se utilizam com destreza das funcionalidades oferecidas pela rede digital para propagação e alcance da audiência.

Diferentes pesquisadores indicam que a propagação de qualquer informação nas plataformas digitais ocorre num formato de ondas. A questão é como elas se originam e evoluem. A ontologia do jornalismo exige um processo longo e estruturado de propagação da notícia, que muitas vezes não inclui o monitoramento de plataformas sociais e de websites da deep web. Até que ela chegue à audiência são necessárias etapas claras e precisas de apuração, verificação, redação, checagem e publicação – uma espécie de onda que vai se avolumando à medida em que a maré sobe. A informação que circula fora desse processo origina-se em ambientes digitais anônimos, grupos fechados ou controlados e comunidades conspiratórias, indo direto para as plataformas sociais digitais, gerando todo tipo de burburinho, numa espécie de tsunami surpreendente.

Diante disso, é importante questionar e agir sobre o papel das instituições sociais legítimas e, em nosso caso, sobre o papel do campo jornalístico – seja representado pelas organizações midiáticas, seja pela pesquisa e formação acadêmica que sustentam o campo.

Se tivéssemos que traduzir caminhos num único termo seria a media literacy – a alfabetização ou literacia midiática. Em todos os níveis, da educação básica às redações jornalísticas, passando por diversos outros grupos sociais, pois a evolução das possibilidades de interação, conexão e comunicação digitais ocorre num ritmo próprio e não paralelo aos processos formais de educação e de trabalho, tais possibilidades criam, também, um status de liberdade de expressão que ultrapassa a discussão sobre quem produz informação e ruma para quem tem acesso e controle da informação nas sociedades.

Temos por posição que educação e treinamento em fluxo contínuo são formas que podem aproximar as diferenças que hoje presenciamos – níveis de cognição, de acesso e uso de funcionalidades digitais, pensamento crítico e reflexivo, e de engajamento cidadão.

Ainda há muito por fazer.

Fonte: Jornal da USP

O Papel de Profissionais de Biblioteconomia Para A Competência Crítica Em Informação

A Teoria Crítica, que influencia diretamente a Pedagogia Crítica, tem na atualidade, segundo Elmborg (2012), congruência com a filosofia da biblioteca. Mas ele pergunta como essa filosofia, de fato, se desempenha nos papéis que profissionais de Biblioteconomia assumem na educação dos estudantes? Para o autor, uma maneira de enquadrar, é pensar como a Biblioteconomia pode ser vista como uma forma de viver e praticar estudos críticos. Para ele, a resposta é o desenvolvimento de Competência Crítica em Informação.

Atuação Educadora

Elmborg (2012), influenciado pela da pedagogia crítica, especialmente com base nos estudos do educador brasileiro Paulo Freire, convida-nos a refletir sobre o quão problemática a relação ensino-aprendizagem pode ser quando não são levados em consideração os conflitos culturais e sociais que moldam nosso imaginário sobre o papel da escola e da biblioteca escolar. O autor atenta para a incipiente produção bibliográfica sobre o tema nos EUA e destaca a importância da atuação educadora por parte de bibliotecárias e bibliotecários.

Licenciatura em Biblioteconomia

Trazendo essa perspectiva para o contexto brasileiro, reconhece-se a formação da licenciatura em Biblioteconomia, como a que mais adequa a perspectiva do autor no que se refere a atuação de profissionais de Biblioteconomia na relação ensino-aprendizagem. Destaca-se a importância destes profissionais uma vez que toda a formação Biblioteconômica é atrelada à didática, à Filosofia da Educação e à dinâmica e organização escolar (UNIRIO, 2009). O autor recomenda que profissionais de Biblioteconomia questionem-se não só sobre o conceito e bases filosóficas que fundamentam a Competência Crítica em Informação, mas também reflitam sobre o que podem fazer tanto para o desenvolvimento da área, como na sua atuação na sociedade.

Estimular o pensamento crítico

Pensamento crítico: nuvem de palavras-chave

 

A “Competência crítica em informação existe em uma relação entre pessoas e informação mais do que uma coisa identificável por si só” (ELMBORG, 2012, p. 78). Elmborg defendeu a transição da Competência em Informação, mais tecnicista, para uma mais crítica, mais rica e mais centrada no humano. Profissionais de Biblioteconomia que se envolvem com a perspectiva crítica e humanista no seu fazer no mundo como profissional, colaboram com a cidadania de seus usuários estimulando o pensamento crítico e trabalhando a Competência Crítica em Informação destes.

A percepção deste profissional a respeito das condições econômicas, sociais e culturais que incidem sobre a informação e o usuário, bem como as dimensões aqui citadas da própria informação, são fundamentais para que sua mediação com o usuário seja adequada, estimulante e crítica. Elmborg (2012) confronta a felicidade ante uma consciência crítica, “a consciência de que os confortos materiais e a felicidade dependem, em diferentes circunstâncias, daqueles que ainda precisam “fazer” e daqueles que talvez nunca façam”7 (ELMBORG, 2012, p. 78). A consciência das discrepâncias sociais e dos condicionantes que atingem os indivíduos os empurrando mais para cima ou engessando mais abaixo, constitui um problema fundamental para educadores, profissionais de Biblioteconomia e pesquisadores da área. Como o autor coloca, “Uma vez que estamos despertados para a questão, não podemos “desquestionar” isso”8 (ELMBORG, 2012, p. 78).

Competência Crítica em Informação

A Competência Crítica em Informação leva em consideração os fatores socioeconômicos e culturais do usuário e não apenas a eficiente busca e uso da informação de maneira tecnicista. É preciso perguntar para quem e para o quê essa informação é útil. A/O bibliotecária/o acadêmica/o, como todas as outras partes interessadas, que não leva em conta a dimensão crítica, se mantém a uma distância da usuária(o)o/estudante. Apenas avalia seu progresso em relação à Competência em Informação, usando a vareta de medição dos padrões, o que se considera ser uma replicação do produtivismo capitalista hegemônico.

Nesse aspecto, profissionais de Biblioteconomia, especialmente com formação em licenciatura, que abraçam o fazer crítico, procuram quebrar o ciclo da educação bancária e incorporar o pensamento de Freire de que homens e mulheres são seres conscientes, capazes de romper a ideia determinista e modificar suas histórias. Emprestando a teoria de Freire, o contato com a informação é então focado em atos de cognição e não em mera transferência. A relação entre profissional de Biblioteconomia e estudantes deixa de ser vertical e distante para assumir uma relação dialógica, que desenvolve uma práxis crítica, reposicionando assim, usuária(o)/estudante em uma “consciência crítica” emancipatória (FREIRE, 1987).

Para ler o artigo na íntegra clique AQUI.

Fonte: Portal do Bibliotecário

Porque a competência em informação promove prática e não status

Neste artigo a professora da UFRJ, Marianna Zattar, destaca que competência em informação se refere a um modo de prática informacional que considera a crítica e a ética

A noção de competência em informação tem como referência a information literacy e o bibliotecário americano Paul Zurkowski, com a publicação do relatório The Information service environment relationships and priorities em 1974.

Nos últimos 40 anos muitas mudanças aconteceram nos estudos e práticas da área e, como forma de delimitação do ponto de vista apresentado aqui, indica-se que a preferência pelo termo competência em informação (CoInfo) para tradução na língua portuguesa é uma escolha que considera os documentos como a Declaração de Maceió sobre competência em informação, o Manifesto de Florianópolis sobre competência em informação e as populações vulneráveis e a Carta de Marília elaborados pela comunidade biblioteconômica em eventos nacionais como o Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD) e nos Seminários sobre competência em informação e também nos Seminários de competência em informação do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (Enancib), que em 2018 terá sua quinta edição no pós-evento.

Além disso, essa opção dialoga com a indicação da United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco) no documento que apresenta um panorama do tema em diferentes países, o Overview of Information Literacy Resources Worldwide. Desse modo, é possível encontrar documentos com outras traduções, o que reflete os diferentes olhares para o tema.

Sobre o termo é importante ressaltar que nos últimos anos há um movimento a favor da inserção da mídia de modo explícito e, por isso, há a possibilidade de identificação de um termo com natureza sinônima: Media and Information Literacy (MIL) ou competência em mídia e em informação.

Em síntese, pode-se dizer que a competência em informação ou a competência em mídia e em informação referem-se à promoção da crítica e da ética nas dinâmicas informacionais em diferentes mídias para o exercício da cidadania a partir da educação.

O bibliotecário americano Paul Zurkowski foi um dos precursores das discussões sobre competência em informação. Foto: reprodução / YouTube

Instituições como a International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), a American Library Association (ALA) e a Federação Brasileira das Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (Febab) vêm promovendo estudos e ações sobre o tema na biblioteconomia e na ciência da informação com a criação de documentos, publicação de pesquisas e relatos de experiência, grupos de trabalho e organização de eventos sobre o tema.

De modo mais abrangente, também pode-se apontar a Unesco, a Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD) e a United Nations (ONU) no engajamento/ advocacy para o desenvolvimento de tais experiências de modo a impulsionar os direitos humanos universais e das liberdades fundamentais ao garantir o acesso à informação e a liberdade de expressão.

DO STATUS À PRÁTICA

Para a comunidade da biblioteconomia as experiências podem ser relacionadas à promoção da competência em informação de uma comunidade de aprendizagem ou às experiências de aprendizagem que um (a) bibliotecário (a) pode desenvolver para sua própria competência em informação.

Para fortalecer a promoção da competência em informação, indica-se a Proclamação (Presidential Proclamation National Information Literacy Awareness Month) de Barack Obama sobre competência em informação e o relatório (Final report of the High Level Expert Group on Fake News and Online Disinformation) da Comissão Europeia em que a competência em informação surge como alternativa para um cenário de hiperinformação (excesso de informação) e de desinformação (informação falsa) em que o (a) bibliotecário (a) é parte das dinâmicas.

Seja qual for o tipo de experiência, torna-se essencial considerar que a competência em informação é uma construção coletiva em determinado contexto. Desse modo, não há espaço para protagonismo na medida em que todos (as) que constituem uma comunidade são solidários, ou seja, compartilham direitos ou obrigações.

Por fim, há que se considerar que não há “atestado” ou “certificação” que confere a um sujeito (a) o título de competente em informação, pois trata-se de um modo de prática informacional que considera a crítica e a ética. Os projetos de competência em informação não formam pessoas competentes em informação, pois eles promovem uma prática e não um status.

Fonte: AGÊNCIA BIBLIOO – PUBLICAÇÕES E COMUNICAÇÃO