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Dados de Pesquisa

O direito à proteção de dados e a tutela da autodeterminação informativa

Por Marcus Vinicius Furtado Coêlho

“Não existem mais dados insignificantes”, essa foi a constatação precoce e cirúrgica do Tribunal Constitucional Alemão em 1983, em julgamento que marcaria um novo paradigma na tutela jurídica dos dados em todo o mundo.

Embora não se possa dizer que o direito à intimidade, à privacidade e ao sigilo de dados e comunicações pessoais sejam temas novos no debate jurídico, a velocidade das inovações tecnológicas e a importância crescente dos dados como um “ativo” fundamental na era da informação têm impulsionado a modernização do direito com vistas a assegurar, de forma ampla e efetiva, um direito fundamental à proteção de dados pessoais.

O livre desenvolvimento da personalidade impõe o asseguramento de uma série de garantias fundamentais no plano constitucional, entre as quais destaca-se o direito à autodeterminação de dados e informações pessoais. Essas informações podem ser definidas, na compreensão de Schertel[1], como sinais utilizados na comunicação, que servem para identificar uma pessoa e, quando assumem a forma impressa, transformam-se em dados pessoais.

A boa doutrina constitucional versa sobre a existência de um “(…) direito geral à autodeterminação informativa que se traduz, fundamentalmente, na faculdade de o particular determinar e controlar a utilização de seus dados”[3].

Nesse sentido, o direito à autodeterminação de dados ou informações permite que os sujeitos tenham liberdade para dispor sobre suas informações pessoais tais como registro de nascimento e casamento, passaporte, extratos bancários e telefônicos. Além disso, também impõe limites em face do legislador, visto que proíbe que as informações pessoais disponibilizadas perante o Estado sejam utilizadas para fins diversos daqueles previstos na legislação[4]. Dessa maneira, os indivíduos são capazes de determinar, autonomamente, a utilização das suas próprias informações e dados.

Foi essa a garantia constitucional firmada pelo Tribunal Constitucional Federal Alemão no bojo de Reclamações Constitucionais ajuizadas contra o recenseamento geral da população que fora determinado pela Lei do Censo de 1983. 

A Lei Alemã exigia que os dados sobre profissão, moradia e local de trabalho dos cidadãos fossem disponibilizados ao Estado para apurar o estágio de crescimento populacional, a distribuição espacial da população e características demográficas e sociais. Além disso, também autorizava o Estado comparar as informações concedidas pelos indivíduos com aquelas constantes nos registros públicos. O objetivo era preencher as lacunas informativas havidas nos órgãos públicos federais, estaduais e municipais para fins de execução administrativa[5].

Na brilhante decisão, o Tribunal asseverou que “hoje, com ajuda do processamento eletrônico de dados, informações detalhadas (…) de uma pessoa determinada (…) podem ser, do ponto de vista técnico, ilimitadamente armazenados e consultados a qualquer momento, a qualquer distância e em segundos”. “Além disso, podem ser combinados, sobretudo na estruturação de sistemas de informação integrados, com outros bancos de dados, formando um quadro da personalidade relativamente completo ou quase, sem que a pessoa atingida possa controlar suficientemente sua exatidão e seu uso. Com isso, ampliaram-se, de maneira até então desconhecida, as possibilidades de consulta e influência que podem atuar sobre o comportamento do indivíduo em função da pressão psíquica causada pela participação pública em suas informações privadas.

A autodeterminação individual pressupõe, porém — mesmo sob as condições da moderna tecnologia de processamento de informação —, que ao indivíduo está garantida a liberdade de decisão sobre ações a serem procedidas ou omitidas e, inclusive, a possibilidade de se comportar realmente conforme tal decisão. Quem não consegue determinar com suficiente segurança quais informações sobre sua pessoa são conhecidas (…) pode ser inibido substancialmente em sua liberdade de planejar ou decidir com autodeterminação. Uma ordem social e uma ordem jurídica que a sustente, nas quais cidadãos não sabem mais quem, o que, quando, e em que ocasião se sabe sobre eles, não seriam mais compatíveis com o direito de autodeterminação na informação.

A decisão histórica reconheceu, com base no direito geral da personalidade consagrado na Grundgesetz, a Constituição Alemã, que “o livre desenvolvimento da personalidade pressupõe, sob as modernas condições do processamento de dados, a proteção do indivíduo contra levantamento, armazenagem, uso e transmissão irrestritos de seus dados pessoais, assegurando, assim, a proteção à autodeterminação informativa”.

No Brasil, o direito à autodeterminação dos dados e informações pessoais encontra amparo na Carta de 1988 e na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O artigo 5º, inciso XII da Constituição Federal assegura que “é inviolável o sigilo de correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”. Bem assim, o artigo 2º, inciso II, da LGPD elenca a autodeterminação informativa como um dos fundamentos da proteção dos dados pessoais. O inciso X do art. 5º da Constituição, por seu turno, assegura a inviolabilidade da intimidade e da vida privada, da honra e da imagem das pessoas.

O Supremo Tribunal Federal, também em decisão histórica, teve a oportunidade de reconhecer a existência no ordenamento brasileiro do direito à autodeterminação informativa. O julgamento se deu em apreciação de medida cautelar no bojo da Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (ADI 6387) contra a Medida Provisória nº 954/2020.

O Partido da Social Democracia (PSDB), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido Comunista do Brasil (PCB) também ajuizaram ações no mesmo sentido, para questionar a constitucionalidade da Medida Provisória. (ADI 6388; 6389; 6390; 6393).

A MP impugnada determinava que as empresas de telecomunicações compartilhassem os dados como nome, telefone e endereço, de todos os seus usuários — cerca de 226 milhões de consumidores só de telefonia móvel[6] —  com a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE, para fins de pesquisas estatísticas, tendo em vista a situação de emergência de saúde pública decorrente do coronavírus.

A Ordem dos Advogados do Brasil arguiu a inconstitucionalidade da medida, tendo em vista a ausência dos requisitos da relevância e urgência, bem como a violação à dignidade da pessoa humana; à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas; ao sigilo dos dados e por ferimento ao princípio da proporcionalidade. Pleiteou, ainda, o reconhecimento da “presença no ordenamento constitucional brasileiro do direito fundamental à autodeterminação informativa, a ensejar tutela jurisdicional quando sua violação não for devidamente justificada por motivo suficiente, proporcional, necessário e adequado e com proteção efetiva do sigilo perante terceiros, com governança que inclua o Judiciário, o Ministério Público, a Advocacia e entidades da sociedade civil”.

Conforme asseverou a Ordem dos Advogados, a aludida Medida Provisória viola o sigilo de dados dos brasileiros e invade a privacidade e a intimidade de todos, sem a devida proteção quanto à segurança de manuseio, sem justificativa adequada, sem finalidade suficientemente especificada e sem garantir a manutenção do sigilo por uma Autoridade com credibilidade, representatividade e legitimidade, a exemplo daquela prevista pela Lei Geral de Proteção de Dados, Lei Federal 13.709, elaborada sob inspiração do Regulamento Europeu.

Além disso, arguiu que a Medida não apresentava, de forma transparente, qual seria a proteção dos cidadãos quanto ao uso adequado dos dados, não garantia a participação do Judiciário, do Ministério Público e da Advocacia, além de entidades da sociedade civil, na fiscalização quanto a tal uso; que a MP previa uma forma insegura de repasse de informações, por meio eletrônico e que também pretendia acessar os dados de todos os cidadãos brasileiros, quando a pesquisa por amostra de domicilio seria feita em reduzido número de residências.

Alertou, ainda, que na sociedade de informações atual, com o incremento cada vez maior da presença digital, ampliam-se sobremaneira os riscos de invasão à vida privada. “O mau uso de dados compartilhados pode servir à campanha de fake news e até mesmo de manipulação da vontade do eleitorado, comprometendo a liberdade democrática. Basta, para tanto, que os dados telefônicos e residenciais de todos os brasileiros caiam em mãos dispostas a tal fim”.

Embora o STF tenha proferido reiteradas decisões em proteção aos direitos de intimidade, privacidade, sigilo das comunicações, dos dados etc., ainda não se havia reconhecido expressamente a tutela constitucional do direito à autodeterminação informativa, a ser extraída diretamente do texto constitucional. Daí a relevância ímpar da decisão proferida pelo Plenário na ADI 6387, em referendo à decisão monocrática da ministra Rosa Weber, que suspendeu a eficácia da MP 954/2020.

Em sua excepcional decisão, a relatora, fazendo menção ao artigo The Right to Privacy, escrito pelos juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos Samuel D. Warren e Louis D. Brandeis consignou que ali “já se reconhecia que as mudanças políticas, sociais e econômicas demandam incessantemente o reconhecimento de novos direitos, razão pela qual necessário, de tempos em tempos, redefinir a exata natureza e extensão da proteção à privacidade do indivíduo. Independentemente do seu conteúdo, mutável com a evolução tecnológica e social, no entanto, permanece como denominador comum da privacidade e da autodeterminação o entendimento de que a privacidade somente pode ceder diante de justificativa consistente e legítima”.

A ministra asseverou que “decorrências dos direitos da personalidade, o respeito à privacidade e à autodeterminação informativa foram positivados, no art. 2º, I e II, da Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), como fundamentos específicos da disciplina da proteção de dados pessoais”.

Ressaltou que a Medida Provisória não delimitou o objeto da estatística a ser produzida, nem a finalidade específica, tampouco a amplitude. Igualmente não esclareceu a necessidade de disponibilização dos dados nem como serão efetivamente utilizados. A ministra enfatizou que: “ao não prever exigência alguma quanto a mecanismos e procedimentos para assegurar o sigilo, a higidez e, quando o caso, o anonimato dos dados compartilhados, a MP n. 954/2020 não satisfaz as exigências que exsurgem do texto constitucional no tocante à efetiva proteção de direitos fundamentais dos brasileiros”.

De forma ponderada, pontuou, ademais, que “não se subestima a gravidade do cenário de urgência decorrente da crise sanitária nem a necessidade de formulação de políticas públicas que demandam dados específicos para o desenho dos diversos quadros de enfrentamento. O seu combate, todavia, não pode legitimar o atropelo de garantias fundamentais consagradas na Constituição.

À luz dessas premissas, o Tribunal Pleno do STF referendou o entendimento da ministra relatora, vencido apenas o Ministro Marco Aurélio, proferindo uma decisão histórica ao reconhecer expressamente que a Constituição Federal de 1988 assegura aos brasileiros o direito à autodeterminação informativa, devendo o uso dos dados e informações pessoais ser controlado pelo próprio indivíduo, salvo quando a legislação estritamente determinar.

O julgamento proferido pela Suprema Corte é paradigmático por referendar não apenas uma proteção constitucional autônoma aos dados pessoais em si (e não apenas ao sigilo da comunicação destes), mas também por consagrar, no âmbito constitucional a autodeterminação informativa, citando, inclusive, a sua positivação na legislação infraconstitucional (LGPD).

Consoante aduziu o Tribunal alemão, “não há mais dados insignificantes”. Vivemos na era da informação. E, com ela, fenômenos novos como o “big data”, a pós-verdade, as redes sociais e as fake news. Se em outros períodos históricos o poder e a riqueza estavam na posse de terras e, após, na posse de bens de produção e do capital, hoje não há dúvidas de que detém poder aquele que detém mais informação, maior quantidade de dados.

Os dados são o ativo e o legado do século 21, da “Era da Informação”. Esse novo giro histórico requer do Estado a adequada e efetiva proteção dos cidadãos, da sua privacidade e da autodeterminação em relação aos seus dados pessoais. Constitui dever de um Estado Social e Democrático de Direito, garantidor da dignidade humana e de sua autodeterminação no campo informacional, livrar-nos de horizontes distópicos como aqueles imaginadas pelo escritor George Orwell, em sua obra “1984” ou na série televisiva “Black Mirror“.

Longe de se assumir uma postura ludista, de negação dos avanços tecnológicos, quando trabalhadores ingleses se organizaram para quebrar as máquinas, no início da Revolução Industrial, há que se assumir uma postura de incorporação da tecnologia e de reconhecimento da sua inexorabilidade e, por isso mesmo, a necessidade de ampliação do plexo de direitos e garantias que nos salvaguardem diante das mudanças da realidade social.

Novos dados de realidade exigem o reconhecimento de novos direitos e o alargamento das garantias jurídicas com vistas a tutelar, com a máxima efetividade, a autodeterminação das pessoas e, ao fim e ao cabo, o direito à dignidade humana. Na Era da Informação, inegável que o direito ao sigilo dos dados pessoais e à autodeterminação sobre eles seja constitutivo de um direito mais amplo da dignidade e da personalidade humanas. No centro da ordem constitucional estão o valor e a dignidade da pessoa que age com livre autodeterminação enquanto membro de uma sociedade igualmente livre.

[1] Advogado. Doutor em Direito pela Universidade de Salamanca. Presidente Nacional da OAB de 2013 a 2016.

[2] MENDES, Laura Schertel. Transparência e privacidade: violação e proteção da informação pessoal na sociedade de consumo. 2008. 156 f. Dissertação (Mestrado em Direito)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008.

[3] CANOTILHO, JJ Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. Coimbra. Ed. Almedina, 2003.

[4] PIEROTH, Bodo. SCHLINK, Bernhard. Direitos Fundamentais. São Paulo: Saraiva, IDP, 2012.

[5] MARTINS. Leonardo. Tribunal Constitucional Federal Alemão: decisões anotadas sobre direitos fundamentais. Volume 1: dignidade humana. Livre desenvolvimento da personalidade, direito fundamental à vida e à integridade física e igualdade. São Paulo: Konrad-Adenauer Stiftung – KAS. 2016. P. 56

[6] De acordo com informações da Anatel, havia em fevereiro no país 226,6 milhões de clientes de telefonia móvel e de 32,8 milhões de usuários da telefonia fixa.

Marcus Vinicius Furtado Coêlho é advogado, doutor em Direito pela Universidade de Salamanca (Espanha), ex-presidente do Conselho Federal da OAB e presidente da Comissão de Estudos Constitucionais da entidade.

Fonte: Revista Consultor Jurídico

USP e Fapesp criam repositório de informações clínicas para subsidiar pesquisas sobre covid-19

Plataforma conta com dados de 75 mil pacientes, 1,6 milhão de exames e 6,5 mil dados de desfecho; iniciativa também conta com participação do grupo Fleury e dos hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein

Texto por Elton Alisson, da Agência FAPESP

Pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa de todo o país passam, a partir de hoje (17/06) a ter acesso ao COVID-19 Data Sharing/BR, o primeiro repositório do país com dados demográficos e exames clínicos e laboratoriais anonimizados de pacientes que fizeram testes para COVID-19 em unidades laboratoriais e hospitais do Estado de São Paulo.

O objetivo da plataforma é compartilhar informações clínicas de pacientes anonimizados para subsidiar pesquisas científicas sobre a doença nas diversas áreas de conhecimento.

A base de dados compartilhados é resultado de uma iniciativa da FAPESP, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), e já conta com a adesão de hospitais e unidades laboratoriais de atendimento a pacientes.

A parceria reúne, nesta primeira etapa, o Grupo Fleury e os hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein, que disponibilizaram informações, infraestrutura, tecnologias e recursos humanos próprios para viabilizar o compartilhamento de dados. A FAPESP está contatando outras instituições de atendimento a pacientes para compartilhar informações no repositório COVID-19 Data Sharing/BR.

Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP – Foto: Léo Ramos Chaves / Pesquisa Fapesp

“A ideia central da plataforma é subsidiar a pesquisa científica sobre a COVID-19 ao compartilhar dados que não seriam disponibilizados de outra forma, de modo a mobilizar a comunidade de cientistas da computação, matemáticos e analistas de informações, para que possam contribuir com novas ideias para o enfrentamento da atual epidemia da doença”, disse Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP, durante coletiva de imprensa on-line para o lançamento do repositório, realizada pela FAPESP.

O repositório abrigará, inicialmente, dados abertos e anonimizados de 75 mil pacientes, 6.500 dados de desfecho e um total de mais de 1,6 milhão de exames clínicos e laboratoriais realizados em todo o país pelo Grupo Fleury e na cidade de São Paulo pelos hospitais Sírio-Libanês e Israelita Albert Einstein desde novembro de 2019.

Ainda que o primeiro caso da doença no Brasil tenha sido registrado em fevereiro, pelo Hospital Albert Einstein, o período de cobertura dos dados permitirá que as pesquisas analisem o histórico de saúde dos pacientes, bem como busquem evidências de sintomas da COVID-19 em pacientes atendidos anteriormente. Novos dados serão inseridos pelo Grupo Fleury, Hospital Sírio-Libanês e Einstein regularmente.

O repositório disponibilizará três categorias de informação: dados demográficos (gênero, ano de nascimento e região de residência do paciente) e dados de exames clínicos e/ou laboratoriais, além de informações, quando disponíveis, sobre a movimentação do paciente, como internações, por exemplo, e desfecho dos casos, como recuperação ou óbitos. Em uma segunda etapa, o COVID-19 Data Sharing/BR abrigará também dados de imagens, como radiografias e tomografias.

“Em termos de valores, a obtenção desses dados por outros meios representaria um custo da ordem de centenas de milhões de reais. A gratuidade no acesso a essas informações será possível em razão da disponibilidade e generosidade dessas três instituições participantes da iniciativa”, disse Mello.

João Eduardo Ferreira, professor do Instituto de Matemática e Estatística e superintendente de Tecnologia da Informação da USP – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O lançamento do repositório tem um cronograma de três etapas. Uma versão pequena do conjunto de dados será inicialmente disponibilizada hoje (17/06) para um período-piloto de consultas. Dessa forma, a comunidade de pesquisa poderá baixar os dados e começar a analisá-los e visualizá-los usando técnicas de ciência de dados.

Até o dia 24 de junho, os grupos de pesquisa interessados poderão enviar dúvidas e comentários para os responsáveis pelo repositório COVID-19 Data Sharing/BR pelo e-mail covid19datasharing@fapesp.br. Esse feedback da comunidade durante o período-piloto será usado para melhorar as informações e a documentação do repositório. O conjunto inicial completo dos dados abertos e anonimizados será disponibilizado ao público a partir do dia 1º de julho.

“Neste primeiro momento iremos disponibilizar um conjunto de dados-piloto, para análise exploratória, para à medida que os analistas de dados comecem a usá-los sejam melhorados”, disse João Eduardo Ferreira, professor do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, participante do projeto.

Avanço na compreensão da doença

Edgar Rizzatti, diretor-executivo médico do Grupo Fleury – Foto: Reprodução/Grupo Fleury

O diretor-executivo médico do Grupo Fleury, Edgar Rizzatti, destacou que o repositório permitirá o acesso a dados para a realização de pesquisas não só pela comunidade científica, mas também para o desenvolvimento de soluções tecnológicas por empreendedores e startups.

“Desde o início da pandemia temos sido procurados por startups, pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa, em iniciativas isoladas ou em colaboração, interessados na disponibilização de dados anonimizados de pacientes com COVID-19 para o desenvolvimento de projetos de pesquisa ou para o desenvolvimento de estratégias em ciências de dados ou de algoritmos de inteligência artificial. Por isso, acredito que essa iniciativa pioneira permitirá um melhor entendimento da COVID-19”, afirmou.

Luiz Fernando Lima Reis, diretor de ensino e pesquisa do Sírio-Libanês – Foto: Divulgação/Finep

A opinião de Rizzatti é compartilhada por Luiz Fernando Lima Reis, diretor de ensino e pesquisa do Sírio-Libanês. “A base de dados possibilitará à comunidade científica ter acesso a dados que refletem a situação atual da epidemia de COVID-19 no Brasil e as características que a doença adquiriu no país, que só poderá ser combatida por meio de soluções baseadas em dados”, disse.

O pesquisador ressaltou o cuidado tomado pelo comitê gestor do repositório em garantir a anonimização de todos os dados dos pacientes, de forma a preservar suas identidades, e atender todas as exigências da Lei Geral de Proteção de Dados.

 

Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Albert Einstein – Foto: Reprodução/Albert Einstein

O diretor-superintendente de pesquisa da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Luiz Vicente Rizzo, ressaltou que o momento atual representa uma oportunidade para mostrar a pujança da pesquisa que também tem sido feita em instituições não governamentais voltadas ao combate da COVID-19.

“Temos hoje no Einstein 68 projetos de pesquisa em andamento relacionados à COVID-19, iniciados nos últimos seis meses, e mais 113 em vias de ser inicializado. Isso mostra que nós, como instituições não governamentais, temos um papel importante e podemos contribuir muito para a pesquisa no Estado de São Paulo e no país”, disse.

Origem do repositório

A ideia de criação do repositório COVID-19 Data Sharing/BR surgiu há pouco mais de um mês e foi concretizada rapidamente graças a outro projeto lançado pela FAPESP no final do ano passado, a Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo.

A rede, que levou quase três anos para ser desenvolvida, disponibiliza em uma plataforma aberta dados associados a pesquisas científicas desenvolvidas em todas as áreas de conhecimento por instituições de ensino superior e pesquisa públicas no Estado de São Paulo. A mesma plataforma abrigará também o repositório COVID-19 Data Sharing/BR.

Sylvio Canuto, pró-reitor de Pesquisa da USP – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O desenvolvimento da rede, que inclui um buscador de metadados, contou com o envolvimento das seis universidades públicas do Estado de São Paulo – USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) –, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Embrapa Informática Agropecuária (CNPTIA/Embrapa).

“O compartilhamento de dados é essencial para enfrentar uma situação como a que estamos vivendo agora e que deverá ser perene”, disse Sylvio Canuto, pró-reitor de pesquisa da USP.

Na avaliação de Cláudia Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Unicamp e participante do projeto, o repositório de dados será útil não só para pesquisas sobre COVID-19, mas também no futuro, para eventualmente orientar políticas públicas para evitar que situações como a atual voltem a acontecer ou minimizar os efeitos de futuras pandemias.

“O repositório reúne dados produzidos por brasileiros, que irão contribuir para a ciência mundial”, afirmou.

Este texto foi originalmente publicado por Agência Fapesp de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Fonte: Jornal da USP

Servicios relacionados con los datos de investigación por parte de las bibliotecas universitarias: mucho a ofrecer, mucho por formar

Texto por Alexandre López

Choice es una unidad editorial de la Association of College & Research Libraries (ACRL), una división de la American Library Association (ALA). Choice y ACRL ofrecen herramientas de desarrollo profesional de biblioteconomía, dentro de las cuales se incluyen seminarios, podcasts, libros blancos, ensayos bibliográficos y publicaciones digitales, pensados para formar y reforzar las habilidades de los bibliotecarios. En este caso, se trata de un informe liderado por la reconocida profesora Carol Tenopir juntamente con tres profesores más de diversas universidades de los Estados Unidos.

Tal y como describen ya desde el inicio, se trata de un estudio a través de encuestas que sirve para actualizar y comparar lo realizado el año 2012 y que fue reseñado en este mismo blog1 en 2013 por parte de Alicia García García y Fernanda Peset. Independientemente de los principales resultados que se mencionarán posteriormente, es siempre interesante el hecho de poder medir diferentes espacios temporales, para conseguir la perspectiva. Así como en 2012 los servicios de datos de investigación (RDS por sus siglas en inglés) se anunciaban como retos de futuro, este año ya no hablamos como entonces de un servicio añadido de mucho valor, sino como una necesidad inseparable del personal investigador y académico.

Para entender los cambios, recordemos dos comentarios finales que se hacían en aquella reseña:

«Los datos de investigación están empezando a reconocerse como una fuente de conocimiento propia e independiente de las publicaciones que pueden emplearse en la validación de los resultados de investigación publicados en artículos, para generar nuevo conocimiento y ser explotados de manera interdisciplinar.»

«(…) si la biblioteca no se involucra activamente en la prestación de estos servicios, es muy probable que sea otro departamento el que los proporcione, apartando a la biblioteca de su labor en el proceso de investigación; y por tanto perderían una oportunidad para dar servicio a un rango más amplio de agentes sociales interesados en la gestión de los datos.»

En ambas realidades entonces reseñadas, nos encontramos los retos de futuro en todos los diferentes ámbitos del ciclo de la investigación (diseño de la investigación, compilación de datos, análisis de resultados, extracción de resultados y conocimiento) donde los datos son una necesidad. 

Para hacer la investigación en 2019, las encuestas fueron enviadas a algunas de las instituciones que ya la completaron y se aumentó con las de la lista de contactos de la ACRL, unas 3.160 direcciones de las cuales respondieron alrededor del 6 %. Más allá de la representatividad de la muestra, desde mi punto de vista, el interés radica en las respuestas y en la configuración de los servicios que ofrecen las bibliotecas académicas. También se llevaron a cabo 27 entrevistas a personal de algunas de las instituciones que respondieron la encuesta. Así mismo, el nivel de detalle de las preguntas hace que, por ejemplo, muestre la mayor parte de resultados en función del tamaño de las instituciones o bien por tipo de instituciones.

El trabajo permite, pues, comprender el nivel de servicios que las bibliotecas académicas de los Estados Unidos están ofreciendo en relación a la gestión de datos de investigación. Hay que tener en cuenta que el incremento de obligaciones y requerimientos por parte de los financiadores (públicos y privados) también en aquel caso se convierten en la fuerza motriz, el punto de encaje entre la voluntad de ofrecer nuevos servicios y la necesidad por parte de los investigadores de apoyo para una forma de gestionar (y difundir) sus resultados.

Los principales resultados del estudio son:

  • La mayor parte de bibliotecas académicas ofrecen servicios de información/consulta alrededor de los RDS.

  • Las bibliotecas en universidades que forman parte del grupo de las doctoral universities (según la Carnegie Classification of Institutions of Higher Education las intensivas en investigación de calidad) son las que más ofrecen RDS de tipo informativo.

  • Aquellas bibliotecas que ofrecen servicios y asesoramiento técnico (technical/hands on) lo iniciaron en los últimos tres años. De nuevo, una visión y un debate interesante sobre si es el ámbito bibliotecario quien debe ofrecer este servicio, también en el sentido de la alfabetización en curación, gestión y preservación de datos por parte de su personal.

  • En el caso de los servicios de información, lo más habitual es ofrecer fuentes de apoyo, seguido de la creación de guías de apoyo a la gestión de datos.

    Figura 1. RDS de tipo informativo/consulta ofrecidos por las bibliotecas que respondieron la encuesta. Fuente: Informe reseñado
  • Uno de los servicios más populares en el asesoramiento técnico incluye la participación directa con investigadores en un proyecto o un equipo de trabajo. De alguna forma, enlaza con el rol de bibliotecario integrado en el ámbito de la investigación, ahora en el caso de los datos de investigación para poder participar ya desde el inicio del diseño de los experimentos con un uso más o menos intensivo de datos.

    Figura 2. RDS de tipo técnico ofrecidos por las bibliotecas que respondieron la encuesta. Fuente: Informe reseñado
  • Las instituciones de investigación ofrecen más apoyo técnico, mientras que todas las instituciones piensan en identificar datos y datasets que podrían añadirse a los respectivos repositorios. De forma lógica, las bibliotecas tienen un papel clave en esta identificación, ya sea para los repositorios institucionales como para los temáticos.

  • Todavía hay un 44 % de las bibliotecas que han respondido que no tienen RDS, o bien por falta de financiación, de tiempo, de interés por parte de los investigadores o por falta de personal.

  • Las bibliotecas más grandes son las que tienen más bibliotecarios o especialistas dedicados a los RDS.

  • La mayor parte de instituciones de investigación están contratando nuevo personal para responder a las necesidades crecientes de RDS.

    Figura 3. Liderazgo y responsabilidad principal para los planes y programas de RDS. Fuente: Informe reseñado

Los autores concluyen que el abanico de opciones y tipos de RDS es grande, y que no es necesario que la biblioteca deba ofrecer todos los servicios, sino que una buena evaluación de capacidades y recursos puede conducir a planificar RDS realistas y con sentido. Así, por ejemplo, un 40 % de las bibliotecas dicen que colaboran con otras unidades de sus campus, cuestión que me parece clave para tener aproximaciones globales a la gestión de datos de investigación incluyendo la visión legal, técnica y de descripción. En diversos de los datos se ofrece también la visión del 2012 para poder comparar.

Los dos únicos puntos débiles, desde mi punto de vista, serían que faltaría una visión sobre la formación que hacen las bibliotecas, así como utilizar la terminología FAIR (findable, accessible, interoperable, reusable). Así mismo, el papel de los repositorios y su capacidad para poder dar respuesta a las necesidades también hubiera sido relevante, como se ha podido ver en estudios como el de FAIRxFAIR del CSUC. Complementa perfectamente las encuestas que se llevan a cabo en investigadores, como las que llevan a cabo en Digital Science.

A modo de cierre, podemos decir que se trata de un informe interesante para:

  • Científicos en general con requerimientos y responsabilidades referentes a los planes de gestiones de datos de sus proyectos, dado que encontrarán el contexto de los servicios que pueden ofrecer los servicios bibliotecarios.

  • Bibliotecas universitarias y de centros de investigación que ya están ofreciendo (o deberían) muchos de estos servicios y que pueden encontrar buenas prácticas, así como tendencias de futuro. 

  • Profesionales de la información en general que entienden que la gestión de datos necesita de la colaboración entre los múltiples grupos de interés implicados. En este caso, los datos abiertos son los relativos a la investigación, pero su tratamiento, la necesidad de descripción y metadatos son comunes en múltiples ámbitos y administraciones.

1 García García, Alicia; Peset, Fernanda (2013). «Tres en uno, tres informes sobre la gestión de los datos de investigación». Blok de BiD, 04/09/2013.

Fonte: Blok de Bid

Fapesp lança Rede de Repositórios de Dados Científicos

Plataforma permite acesso aos dados gerados em pesquisas científicas de instituições de São Paulo e amplia visibilidade a estudos

Texto por Portal do Governo

Plataforma permite busca por instituição, autor, assunto, ano ou palavras-chave
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com apoio de universidades paulistas, desenvolveu uma ferramenta que permite acessar dados associados às pesquisas realizadas em todas as áreas do conhecimento no Estado de São Paulo. A Rede de Repositórios de Dados Científicos foi lançada em 16 de dezembro de 2019 e disponibiliza dados gerados em pesquisas científicas, independentemente de sua publicação em artigos científicos.

A plataforma envolve as seis universidades públicas do Estado de São Paulo: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); além do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Embrapa Informática Agropecuária (CNPTIA/Embrapa).

O portal foi desenvolvido pela USP e permite busca por instituição, autor, assunto, ano ou palavras-chave. A primeira versão da Rede disponibiliza por exemplo um banco de dados contendo toda a rede de drenagem da hidrografia brasileira sob a forma de grafos e um repositório de imagens de sintomas de doenças de plantas disponibilizado pelo CNPTIA-Embrapa.

Para o pesquisador que gerou os dados, a Rede de Repositórios aumenta a visibilidade da sua pesquisa, permitindo o seu compartilhamento e reuso em novas pesquisas.

“A ciência, entendida como um bem público, exige comunicação e o acesso aos resultados de projetos de pesquisas deve ser pleno, sem restrições, para que privilégios não sejam criados. A Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo vai dar conhecimento e acesso público não só aos pesquisadores, mas também para o contribuinte paulista que paga para que pesquisas sejam realizadas no Estado de São Paulo”, disse o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago.

Visibilidade e registro

O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, afirma que a Rede é mais uma ação relacionada à Ciência Aberta (Open Science, na versão em inglês), que tem o objetivo de ampliar a divulgação do conhecimento por meio de plataformas digitais.

“Iniciativas que buscam facilitar a integração e a colaboração entre pesquisadores têm dois resultados principais: o melhor progresso da ciência e a maior eficiência no uso de recursos que custeiam a pesquisa. A nova rede tem esse intuito. É uma iniciativa pioneira e bem sintonizada com as práticas de Open Science. Ela vai dar um grande impulso para o desenvolvimento científico do Estado de São Paulo”, afirma Cruz.

Para a integrante da Coordenação Adjunta da Fapesp para o Programa de Pesquisa em eScience e Data Science, Claudia Bauzer Medeiros, a iniciativa é pioneira na América Latina e amplia a visibilidade da ciência no Estado de São Paulo.

“Um Plano de Gestão de Dados faz parte das boas práticas de pesquisa, com o planejamento, desde o início de uma proposta, sobre quais dados serão produzidos e como serão gerenciados, compartilhados e preservados. Essa iniciativa é um avanço enorme. Evita que muitos dados importantes, seja pela qualidade, caráter histórico ou raridade, se percam”, diz Medeiros, que também é professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Fonte: Portal do Governo

FAPESP lança Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo

FAPESP lança Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo
 Iniciativa de compartilhamento de informações envolve as seis universidades públicas do estado, ITA e Embrapa e integra política de Open Science da Fundação, sendo pioneira na América Latina (foto: Felipe Maeda/Agência FAPESP)

Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – Projetos de pesquisa, além de novos conhecimentos, geram uma infinidade de dados que, se bem organizados, podem subsidiar novos estudos, originando ainda mais conhecimento.

Foi com base na maior eficiência no uso de informações de ciência que a FAPESP lançou em 16 de dezembro a Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo. A iniciativa vai disponibilizar, de modo organizado em uma plataforma aberta, dados associados às pesquisas desenvolvidas em todas as áreas do conhecimento no Estado de São Paulo.

A rede envolve as seis universidades públicas do Estado de São Paulo – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) –, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Embrapa Informática Agropecuária (CNPTIA/Embrapa).

A ciência, entendida como um bem público, exige comunicação e o acesso aos resultados de projetos de pesquisas deve ser pleno, sem restrições, para que privilégios não sejam criados. A Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo vai dar conhecimento e acesso público não só aos pesquisadores, mas também para o contribuinte paulista que paga para que pesquisas sejam realizadas no Estado de São Paulo”, disse o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago .

Por meio da plataforma será possível ter acesso aos dados gerados em pesquisas científicas, independentemente de sua publicação em artigos científicos. Para o pesquisador que gerou os dados, a Rede de Repositórios aumenta a visibilidade da sua pesquisa, permitindo o seu compartilhamento e reúso em novas pesquisas.

Entre os exemplos de dados que estão disponibilizados na primeira versão da Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo estão um banco de dados contendo toda a rede de drenagem da hidrografia brasileira sob a forma de grafos e um repositório de imagens de sintomas de doenças de plantas disponibilizado pelo CNPTIA-Embrapa.

Open Science

Iniciativas que buscam facilitar a integração e a colaboração entre pesquisadores têm dois resultados principais: o melhor progresso da ciência e a maior eficiência no uso de recursos que custeiam a pesquisa. A nova rede tem esse intuito. É uma iniciativa pioneira e bem sintonizada com as práticas de Open Science. Ela vai dar um grande impulso para o desenvolvimento científico do Estado de São Paulo”, disse Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

De acordo com Brito Cruz, a rede se associa a outras três iniciativas realizadas pela Fundação no âmbito de Open Science.

A primeira ocorreu em 1997, com a criação do Scientific Electronic Library Online ( SciELO ), plataforma que reúne periódicos brasileiros e estrangeiros de acesso aberto. A segunda, implementada em 2010, foi a recomendação de que toda pesquisa financiada com dinheiro público devesse ser publicada em periódicos de acesso aberto, de acesso gratuito. O resultado foi que, em 2018, o Brasil foi o país com o maior número de artigos científicos publicados em acesso aberto em todo o mundo.

A terceira iniciativa mencionada por Brito Cruz é o programa de equipamentos multiusuários que estimula o compartilhamento de equipamentos de alto custo entre diferentes laboratórios.

Buscador de metadados

Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas. Estamos lançando uma iniciativa pioneira na América Latina, que vai aumentar a visibilidade da ciência no Estado de São Paulo. A colaboração entre as instituições participantes para a criação desta rede começou em 2017 a partir da exigência, pela FAPESP, de um Plano de Gestão de Dados entre os anexos obrigatórios de propostas submetidas”, disse Claudia Bauzer Medeiros , professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e integrante da Coordenação Adjunta da FAPESP para o Programa de Pesquisa em eScience e Data Science.

Um Plano de Gestão de Dados faz parte das boas práticas de pesquisa, com o planejamento, desde o início de uma proposta, sobre quais dados serão produzidos e como serão gerenciados, compartilhados e preservados”, disse Medeiros.

Medeiros, coordenadora do Grupo de Trabalho que a FAPESP instituiu para a criação da Rede, destacou o grande trabalho realizado pelas instituições participantes.

Cada instituição desenvolveu o próprio repositório, criou grupos permanentes internos para sua gestão e trabalhou intensamente para que, ao final, todas pudessem se integrar. Esta integração é viabilizada por um portal único, que diariamente busca informações sobre os dados de cada instituição e disponibiliza essas informações [metadados] de forma integrada. O apoio institucional e o trabalho dos membros do grupo foram essenciais para chegarmos onde chegamos tão rapidamente”, disse.

O portal – um buscador de metadados  – foi desenvolvido pela USP e permite busca por instituição, autor, assunto, ano ou palavras-chave. “Essa iniciativa é um avanço enorme. Evita que muitos dados importantes, seja pela qualidade, caráter histórico ou raridade, se percam. Estamos trabalhando também na questão cultural sobre a importância de gerar esses dados”, disse Medeiros.

Participaram da cerimônia de lançamento da Rede de Repositórios Sylvio Roberto Accioly Canuto , pró-reitor de Pesquisa da USP; Maria do Carmo Kersnowsky, da UFABC; Munir Skaf , Pró-Reitor de Pesquisa da UNICAMP; Carlos Frederico de Oliveira Graeff , pró-reitor de Pesquisa da UNESP; Maryangela Geimba de Lima , do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); João Batista Fernandes , pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); Lia Rita Azeredo Bittencourt , pró-reitora de Pesquisa da Unifesp; Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá , chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária (CPTIA/Embrapa).

Todos apresentaram como suas instituições estão desenvolvendo seus repositórios e a importância da rede para as pesquisas nelas realizadas.

Fonte: Agência FAPESP

Ciência Aberta e a Gestão de Dados de Pesquisa: Iniciativas USP e FAPESP

Biblioteca do Instituto de Matemática e Estatísticae o Sistema Integrado de Bibliotecas da USP têm a honra de convidá-lo(a) para o “Workshop Ciência Aberta e a Gestão de Dados de Pesquisa: Iniciativas USP e FAPESP” a ser realizado no Instituto de Matemática e Estatística.

A Ciência Aberta é um movimento internacional de prática científica que valoriza a disponibilização das informações científicas e com isso propicia a ampla comunicação e difusão das pesquisas à sociedade. O objetivo do evento é promover o debate sobre gestão, compartilhamento e abertura de dados para pesquisa, como forma de estimular a colaboração entre pesquisadores e também a evolução do conhecimento científico.

A gestão de dados de pesquisa e os repositórios asseguram que conjuntos de dados produzidos por pesquisadores individuais ou grupos de pesquisa possam ser compartilhados e também reaproveitados em outras pesquisas, com transparência e reprodutibilidade.

Portanto, aproveite a oportunidade para saber mais e debater sobre esse assunto tão atual e importante assistindo as palestras dos conceituados professores e pesquisadores Dr. Roberto Marcondes Cesar Junior e Dra. Fátima L. S. Nunes, com a mediação da Chefe Técnica da Divisão de Gestão de Desenvolvimento e Inovação do SIBiUSP, Dra. Elisabeth Adriana Dudziak.

Data: 03 de abril de 2019
Horário: 14h30 – 16h30
Local: Auditório Jacy Monteiro – Térreo
Instituto de Matemática e Estatística
Rua do Matão, 1010 – Cidade Universitária – Butantã
05508-090 – São Paulo – SP
O evento é gratuito e aberto a todos os interessados. Serão emitidos certificados de participação.

Liaison Librarians: ¿Que son los bibliotecarios de enlace?

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Cada vez es más frecuente encontrar en la literatura profesional el término liaison librarians, especialmente cuando se trata de determinados temas como el papel profesional del bibliotecarios en las Humanidades Digitales, Apoyo a la Investigación o en la Gestión de Datos de Investigación (RDM). la tarea fundamental del bibliotecario de enlace tiene que ver con el nuevo desempeño profesional en respuesta de las últimas tendencias en bibliotecas universitarias.

El término bibliotecario de enlace tiene una amplia variedad de perspectivas, incluyendo aquellas más cercanas que pueden usar diferentes terminos y matices como son “bibliotecario temático”, “Asesor bibliotecario” “bibliotecario departamental” y/o “bibliotecario integrado

Las bibliotecas universitarias existen dentro del contexto de sus instituciones específicas y comparten con estas entornos políticos, sociales y normativos más amplios. En este contexto cada vez con más frecuencia hablamos de las partes interesada​​s​ o socios colaboradores (del inglés stakeholder) en referencia a una persona, organización o empresa que tiene un interés común en una empresa u organización. Las partes interesadas pueden ser los trabajadores de esa organización, sus accionistas, los clientes, los proveedores de bienes y servicios, proveedores de capital, las organizaciones civiles y gubernamentales que se encuentren vinculadas a la misma. En este sentido el bibliotecario de enlace responde a este perfil de socio colaborador interno.

Un bibliotecario de enlace sobrepasa y amplia las funciones tradicionales de la profesión para participar en iniciativas de colaboración con el personal académico y administrativo. La biblioteconomía de enlace implica generalmente a bibliotecarios individuales que asumen la responsabilidad de apoyar a los grupos con los que se relacionan en todas las áreas principales de la biblioteconomía (formación, gestión de colecciones y servicios de referencia) y también a menudo involucra componente de “extensión”. Principalmente el bibliotecario de enlace se centran en la colaboración con el académico para conectarse mejor con los investigadores, y apoyar y de manera más intensa su trabajo académico, siendo el principal punto de contacto de un alumno o de un investigador con la biblioteca. Los bibliotecarios de enlace pueden asistir al investigador en y tareas tales como:

  • Consejos para encontrar información y pedagogía digital

  • Ayuda en el uso de recursos (bases de datos, gestores de referencias, servicios de información.. )

  • Obtener cualquier consulta sobre la biblioteca

  • Apoyo a las tareas de investigación

  • Minería de datos y de textos

  • Producción académica digital

  • Curación de contenidos, perservación, metadatos

En el caso de las Humanidades Digitales, esta área implica el trabajo de equipos de investigación en espacios o centros de colaboración. Los miembros del equipo podrían incluir a investigadores y profesores de múltiples disciplinas, bibliotecarios, científicos de datos y expertos en preservación, tecnólogos con experiencia en métodos críticos de computación e informática y estudiantes universitarios. Esto permite a los investigadores analizar nuevas cuestiones sobre la experiencia humana a una escala y alcance sin precedentes, fomentando una investigación altamente interdisciplinaria, involucrando a equipos de disciplinas que tradicionalmente no han interactuado con estudiosos de las humanidades, aportando visibilidad a la forma en que los humanistas piensan y trabajan.

A medida que las Humanidades Digitales (DH) evolucionan, el papel de las bibliotecas y bibliotecarios que trabajan en este campo continúa desarrollándose. Por lo general, su trabajo exige comunicarse con los departamentos, ofrecer referencias bibliográficas y ayudar en el desarrollo de la investigación en una variedad de formatos, ofrecer novedades, tendencias y manejo de colecciones. De este modo, estas nuevas funciones pueden requerir del aprendizaje de nuevas habilidades; así, los especialistas en la materia que trabajan en el campo de las humanidades se ven abocados a asumir nuevos roles como resultado del interés por las humanidades digitales, incluyendo temas relativos el valor del acceso abierto, el trabajo con formatos y herramientas sostenibles, archivos y teoría archivística, intercambio de datos, ética de la información, metadatos, publicación digital, evaluación, uso de datos y lo relativo a visibilidad de la información científica.

En lo relativo a la formación, la biblioteconomía de enlace no aboga por el abandono de los conocimientos básicos sobre la información, ni de ninguno de los otros elementos esenciales de la caja de herramientas del bibliotecario, si no que promueve activamente el desarrollo y la extensión de nuevas habilidades para participar de una manera más activa con la comunidad académica.

La tarea y el desempeño del bibliotecario de enlace, en lo que se refiere a la gestión programática de modelos, conlleva la gestión y evaluación del trabajo de cada bibliotecario de enlace para mejorar la capacidad y eficiencia de este servicio. Este proceso de construcción de relaciones y colaboración toma tiempo, pero los beneficios de trabajar en estrecha colaboración con docentes e investigadores es crucial para el éxito de la institución.

En esencia el bibliotecario de enlace demuestra el potencial del papel de enlace y enfatiza la necesidad de flexibilidad, imaginación e iniciativa en aquellos que ocupan estos puestos. La investigación necesita que los especialistas en la materia y enlaces (bibliotecarios) establezcan un fuerte compromiso para generar servicios de valor.

Fonte: Universo Abierto

Plataforma reúne 400 bancos de dados para uso por pesquisadores

Site fundado em 2003 pelo professor e sociólogo Brasilio Sallum facilita o acesso a informações e pesquisas para cientistas políticos e sociais
Por Paulo Marcondes

O Consórcio de Informações Sociais (CIS) está trabalhando na captação de bancos de dados junto à comunidade acadêmica. Pesquisadores e laboratórios podem submeter dados de trabalhos produzidos durante a criação de teses, dissertações, iniciações científicas, etc.

A ideia da plataforma, vinculada aos departamentos de Sociologia e Ciência Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, é gerar um intercâmbio de informações com pesquisas qualitativas e quantitativas em diversos campos das Ciências Sociais e áreas relacionadas.

Dentro do CIS, o usuário pode encontrar dados e materiais de pesquisa sobre desigualdade de gênero, violência, eleições, arte e cultura, direitos humanos, descriminalização de drogas, entre outros temas. É possível também observar variáveis, como idade, sexo e até mesmo cruzar essas informações. Os questionários usados na pesquisa e sua abrangência, além de outros materiais metodológicos, são disponibilizados pelo site.

A plataforma pode facilitar o trabalho de pesquisadores. “A ideia por trás do CIS é de que os dados produzidos pela comunidade acadêmica são subaproveitados: o pesquisador produz, faz alguns artigos, às vezes escreve um livro e isso nunca mais é usado. A ideia é que tornando esses dados públicos, eles possam ser usados por outros pesquisadores. O CIS existe para corrigir essa deficiência”, explica Edison Bertoncelo, coordenador do CIS e professor do Departamento de Sociologia da FFLCH.

A plataforma surgiu em 2003, fundada pelo professor Brasilio Sallum Jr., do Departamento de Sociologia da FFLCH, que se inspirou no Inter-Universitary Consortium for Political and Social Research (ICPSR), criado pela Universidade de Michigan nos anos de 1960.

Atualmente com mais de 400 bancos de dados, os professores Gustavo Venturi, do Departamento de Sociologia, Glauco Peres e Lorena Barberia, do Departamento de Ciência Política, fazem parte da coordenação do CIS.

Recentemente, uma parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi firmada e dados de duas pesquisas estão disponíveis no CIS: Percepção sobre violência sexual e atendimento a mulheres vítimas nas instituições policiais, de agosto de 2016 e Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil, de março de 2017. Os dois estudos tiveram colaboração do Instituto DataFolha.

Desafios

“Nós temos um problema para captar banco de dados. Mobilizamos as nossas redes e incentivamos as pessoas a doarem seu banco, no entanto, isso não é institucionalizado no Brasil. Em outros lugares do mundo, na Inglaterra, por exemplo, uma vez que a pessoa recebe uma bolsa de pesquisa, em contrapartida, ela precisa compartilhar os dados com algum banco”, conta Edison.

Como muitos sociólogos ainda têm dificuldades para manejar dados quantitativos, a plataforma também disponibiliza uma série de vídeos no Youtube ensinando o pesquisador a construir bancos com os programas mais comuns. Além desse conteúdo, o site também aponta para tutoriais de outras pessoas.

O conteúdo disponibilizado é gratuito. Para ter acesso ao material disponível, é necessário um cadastro que pode ser feito clicando aqui. Caso haja alguma dúvida no momento de enviar o seu banco de dados, há um manual explicando todo o processo.

Mais informações: (11) 3091-2066, e-mail contato.cis@usp.br e site www.cis.org.br

Fonte: USP/FFLCH

Google lança nova ferramenta de busca para dados científicos

Plataforma Dataset Search foi desenhada para facilitar o acesso a conjuntos de dados dispersos em milhares de repositórios.

Texto por Fábio de Castro

Voltada especialmente para a comunidade acadêmica, uma nova ferramenta de busca lançada pela Google promete facilitar o acesso de pesquisadores a conjuntos de dados científicos que atualmente estão pulverizados em milhares de repositórios online mantidos por instituições de pesquisa.

Lançada em setembro, a ferramenta, chamada Dataset Search, ajuda pesquisadores a encontrar facilmente os dados completos de estudos disponíveis em repositórios dos mais variados tipos – como sites de editoras, agências governamentais e instituições de pesquisa, em bibliotecas digitais e em páginas pessoais de cientistas, por exemplo.

A empresa já havia lançado um serviço voltado para a comunidade científica, o Google Scholar – em português Google Acadêmico –, que é uma ferramenta de busca de artigos e relatórios de pesquisa. Havia demanda, porém, para um sistema de busca específico para dados, já que, segundo a empresa, “no mundo atual, cientistas de muitas disciplinas e um número crescente de jornalistas vivem e respiram dados” e eles estão dispersos na internet.

Bons resultados

A nova ferramenta será de grande importância para a ciência, especialmente em áreas que utilizam grandes volumes de dados, segundo o professor Marcelo Finger, chefe do Departamento de Ciências da Computação do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da Universidade de São Paulo (USP).

“É surpreendente que a Google, que lida com um público da ordem de bilhões de usuários, lance mais uma ferramenta voltada para a comunidade científica, que é um público numericamente limitado. Mas ela será sem dúvida muito importante para a comunidade”, disse Finger.

Convidado por Direto da Ciência para testar o Dataset Search, Finger – que é um dos coordenadores da área de Ciência e Engenharia da Computação da Fapesp – considerou a ferramenta útil para aumentar a disponibilidade de dados.

“Fiquei bem impressionado e cheguei a recomendar para um aluno. Ainda há algumas limitações – notei, por exemplo, que quando se faz uma busca só aparecem os dez primeiros resultados. Mas, do ponto de vista científico, para quem desenvolve trabalhos com bases em dados, já é muito útil. A disponibilidade de dados é fundamental para a ciência, porque permite elevar o grau de reprodutibilidade das pesquisas”, disse Finger.

Maior disponibilidade de dados

O pesquisador diz acreditar que o Dataset Search crescerá rapidamente. “Quem possui dados de pesquisa em um repositório, ou é responsável por uma biblioteca de dados online, vai se interessar por tornar seus dados mais disponíveis e por indexá-los na ferramenta”, afirmou.

Natasha Noy, pesquisadora em inteligência artificial da Google, divulgou que a empresa estimulará fornecedores de dados a adotarem o padrão aberto desenvolvido pela empresa para descrever as informações relacionadas a seus dados, aos metadados e à própria instituição que os produziu.

“Desenvolvemos diretrizes para que os fornecedores de conjuntos de dados descrevam seus dados de uma forma que o Google possa entender melhor o conteúdo das páginas: quem criou, quando foi publicado, como os dados foram coletados, quais são os termos de uso, etc.”, disse a pesquisadora no Blog da Google.

“Notei que, além de dar acesso aos conjuntos de dados, a ferramenta também indica artigos da literatura científica que mencionam, utilizam, ou descrevem esses dados. Acredito que será de grande utilidade em todas as áreas do conhecimento – biologia, linguística, física, oceanografia e assim por diante. Minha área de pesquisas, em processamento de linguagem natural, vai se beneficiar muitíssimo”, afirmou Finger.

Segundo Natasha Noy, a ferramenta foi lançada com foco em dados de ciência ambiental, ciências sociais e de pesquisa governamental, mas a quantidade de conjuntos de dados disponível aumentará continuamente à medida que o serviço se torne mais popular.

“Esse tipo de busca tem sido um sonho para muitos pesquisadores nas comunidades de dados abertos de ciência”, disse ao blog da Google o chefe da área de dados da agência Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), Ed Kearns.

“Para a NOAA, cuja missão inclui o compartilhamento de nossos dados com outros cientistas, essa ferramenta é chave para que tornemos nossas informações mais acessíveis para uma comunidade de pesquisadores cada vez maior”, disse Kerns.

Na imagem acima, sede da Google em Mountain View, na California, Estados Unidos. Foto: Noah Loverbear, sob licença Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported.

Fonte: Direto da Ciência

Seminário Gestão de Dados de Pesquisa Unifesp e UFABC

A Coordenadoria da Rede de Bibliotecas e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do ABC (UFABC) convidam os pesquisadores, docentes, discentes e técnicos administrativos a participarem do debate sobre as boas práticas na gestão de dados de pesquisa.

O encontro visa debater em comunidade os novos rumos da gestão dos dados de pesquisa para se criar uma cultura institucional de curadoria dos dados de pesquisa, além de discutir o valor do dado coletado e não armazenado adequadamente e o reuso destes dados.

Serviço:
I Seminário Gestão de Dados de Pesquisa Unifesp e UFABC
Datas e horário: 27/08, das 8h30 às 16h, e 29/08, das 9h às 17h
Local: Anfiteatro da Reitoria da Universidade Federal de São Paulo
End.: Rua Sena Madureira, 1.500 – térreo, Vila Clementino, São Paulo/SP
Programação e inscrição

Gestão de dados é desafio para a pesquisa

Na rapidez dos nossos dias digitais a gestão de dados tem sido um desafio, especialmente em empresas de pesquisa, como a Embrapa. O tema foi debatido no dia 12 de junho na Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), no workshop ‘Gestão de dados de pesquisa: princípios, desafios e oportunidades’.

Iniciativas anteriores na Embrapa e os projetos especiais GoviE e Transformação Digital, desde a última década, têm dado atenção ao assunto. “A mudança é grande, em algumas instituições na Europa cadernos de laboratório, por exemplo, já são abertos em tempo real”, revela a bibliotecária da Embrapa Solos, Claudia Delaia.

Atualmente, o dado é tão valioso quanto o resultado do trabalho do qual ele faz parte, é um ativo. A mesma informação pode servir e ser analisada em diferentes áreas do conhecimento. Se, por um lado, isso facilita a disseminação da informação, também traz algum risco. “Ainda não temos tecnologias que nos assegurem a rastreabilidade do dado e por onde ele circula”, diz Delaia.

E vale lembrar que a produção da informação não vem de graça. Custa dinheiro mandar o cientista para o campo: são gastos com equipamento, alimentação, deslocamento e dedicação dos especialistas.

E a pressão por disponibilização do resultado das pesquisas também vem das editoras. Alguns periódicos científicos só publicam artigos mediante a assinatura de termo de liberação de dados. “E, algumas vezes, essa disponibilização poder entrar em conflito com as regras da Embrapa, se não for tomado o devido cuidado”, lembra Claudia.

No evento do dia 12 foi demonstrado, pelo professor da Universidade de Twente (Holanda), Luiz Olavo Bonino, um conjunto de tecnologias e soluções criadas para facilitar a criação, publicação, indexação de dados e metadados FAIR (informação acessível, reutilizável, interoperacional e fácil de achar).

Novo tempo para o bibliotecário

Numa instituição como a Embrapa, um dos profissionais mais qualificados para trabalhar com essa informação em movimento é o bibliotecário, como apontam artigos científicos. O profissional que atua nas bibliotecas possui experiência e formação na gestão da informação, que vai desde o tratamento da informação e na atribuição de metadados até a sua disponibilização. Mas não é o único, são necessários profissionais em tecnologia da informação, semântica, ontologias etc.

O interesse pelo tema despertou a atenção da academia. No Rio de Janeiro, a UNIRIO (parceira da Embrapa Solos na realização do Workshop), passou a oferecer um curso de mestrado profissional em gestão de dados de pesquisa aberto a profissionais de várias áreas, não apenas da biblioteconomia, que está com edital aberto.

O workshop ‘Gestão de dados de pesquisa: princípios, desafios e oportunidades’ foi transmitido para todos os centros de pesquisa da Embrapa e contou com apoio da Embrapa Informática Agropecuária e Embrapa Territorial, ambas de Campinas, e da Secretaria de Desenvolvimento Institucional (Brasília) da Embrapa. Estavam conectadas 11 Unidades da Embrapa, com mais de 100 pessoas assistindo via internet e no auditório.

Texto por Carlos Dias

Fonte: Grupo Cultivar

Palestra: Gestão de Dados de Pesquisa: o que os Bibliotecários (e as Bibliotecas) tem a ver com isso?

O objetivo do evento é mostrar e valorizar o importante papel do bibliotecário frente às novas tecnologias, a gestão dos dados de pesquisa e o apoio ao pesquisador na prestação de serviços nas bibliotecas das instituições universitárias. 

Elisabeth Adriana Dudziak: Doutora em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da USP (2007). Mestre em Ciência da Informação pela ECA-USP (2001), Bacharel em Biblioteconomia pela ECA-USP (1984). Professora Titular da Universidade Paulista – UNIP no Instituto de Ciências Humanas. Chefe Técnica da Divisão de Gestão de Desenvolvimento e Inovação (DGDI) do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP.

Inscrições Gratuitas pelo Link: https://goo.gl/forms/GndJJuFxvKPiZf0b2

Assista a palestra ao vivo pelo link: webconferencia.sead.ufscar.br/eventos
(Obs: O link estará disponível apenas no dia e horário reservado.)

Evento com certificado de participação.

Fonte: Dia do Bibliotecário

Seminário de Gestão de Dados de Pesquisa e Boas Práticas para o Desenvolvimento da Ciência

Dia: 9 de março de 2018
Local: São Paulo – SP

Evento em Comemoração ao Dia do Bibliotecário

O universo da ciência está em constante e avassaladora expansão. Para manter a integridade, a eficiência e a reprodutibilidade das pesquisas, pesquisadores, bibliotecários, universidades, financiadores e editores devem garantir que os dados relevantes relacionados aos resultados e às publicações geradas pelas pesquisas estejam organizados, armazenados, preservados e acessíveis, permitindo sua verificação e eventual reutilização.

Objetivos: 

Discutir os diferentes aspectos que envolvem boas práticas e a gestão de dados de pesquisa do ponto de vista do pesquisador e da universidade

Explorar o ecossistema da comunicação científica, considerando o envolvimento de financiadores e editores de publicações científicas

Evidenciar o papel do bibliotecário e das bibliotecas no suporte à gestão de dados de pesquisa
ApoioDot.Lib – ORCID – ITMS

O evento será transmitido pelo IPTV da USP. Link em breve.