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Ciência da Informação

Tribunais trabalham para mudar a cultura digital interna e adequar à LGPD

Texto por Fernanda Valente

As bases de dados do Poder público dispõem de muitas informações pessoais que vão desde a data de nascimento até a placa do carro dos cidadãos. Com pouca cultura digital, grande parte dos tribunais brasileiros acaba de dar início aos trabalhos para implementar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em seus protocolos e garantir a privacidade, em especial, das pessoas identificadas nos processos. 

TSTJudiciário começa a rever protocolos internos e estruturar tratamento de dados

Em vigor desde setembro, a Lei 13.709/18 prevê um conjunto de normas que, na prática, exigem transparência da administração pública sobre o que é feito com os dados que detém. Como consequência, facilita a fiscalização contra possíveis abusos no uso e até compartilhamento desses dados.

Dentre tribunais superiores, regionais federais e estaduais apenas dois consideram que já estão adequados à LGPD: o Tribunal de Justiça de São Paulo e o de Minas Gerais. Ao menos 22 tribunais responderam ao levantamento da ConJur; todos já formaram grupos de trabalho com 6 a 30 servidores e magistrados empenhados para montar o projeto de implantação. 

As maiores dificuldades nos tribunais, em geral, tratam da mudança de cultura para reestruturação dos processos internos e a falta de diretrizes nacionais específicas para o Judiciário. Além disso, destacam: o volume de dados, a diversidade de sistemas, de resoluções e de fluxos de dados pessoais, e ainda a conformidade com a lei para documentos não estruturados.

Leia a matéria completa publicada pelo Conjur

Câmara realiza congresso internacional para discutir preservação da memória institucional

Participantes poderão interagir através do Portal e-Democracia e agregar conhecimentos por meio de minicursos que serão oferecidos. Inscrições já estão abertas.

A Câmara dos Deputados, por meio da Coordenação de Preservação de Conteúdos Informacionais do Centro de Documentação e Informação (Cobec/Cedi), realizará, nos dias 30 de novembro, 1º, 7 e 8 de dezembro, a partir das 9h, o Congresso Internacional de Preservação da Memória Institucional: estratégias para o século XXI.

As inscrições, gratuitas, começam nesta segunda-feira (9) e vão até 25 de novembro. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube e pelo portal e-Democracia, onde será permitida a participação mediante inscrição prévia por link de acesso a ser enviado aos inscritos.

O congresso, que contará com a participação de especialistas do Brasil, Chile, Portugal, Estados Unidos e Itália, irá discutir a aplicação de boas práticas e de estratégias ágeis, eficazes, inclusivas e democráticas na gestão da preservação digital e convencional.

O evento também tem como objetivo fortalecer o debate técnico e cientifico na área de preservação da memória institucional; contribuir para o desenvolvimento de políticas de preservação; estimular o aprimoramento de processos e práticas de preservação; divulgar acervos, políticas e práticas de preservação da Casa.

A Câmara dos Deputados conta com o apoio institucional do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União (TCU), do Superior Tribunal Militar (STM), do Ministério das Relações Exteriores e do Portal Rede Cariniana – Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) na realização do congresso.

Minicursos

Além do evento virtual, serão oferecidos minicursos que visam agregar mais conhecimento sobre os principais temas debatidos nos painéis, tais como: introdução às plataformas Archivemática e AtoM para a preservação digital; e como realizar diagnóstico de acervos para implementação da metodologia de Gerenciamento de Riscos em coleções de arquivos históricos, bibliotecas e museus.

A disponibilização deste conteúdo no canal da Câmara dos Deputados no YouTube  possibilitará aos participantes e posteriormente aos demais interessados a oportunidade de levar às suas instituições base técnica e qualificada para implantação ou aprimoramento de suas próprias práticas.

Para tirar dúvidas ou obter mais informações, os interessados podem entrar em contato por e-mail com a Coordenação de Preservação de Conteúdos Informacionais (Cobec/Cedi).

Fonte: Câmara dos Deputados

STF E CNJ FIRMAM ACORDO PARA COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

STF e CNJ firmam acordo para compartilhamento de informações bibliográficas

Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram, nesta segunda-feira (19), um termo de cooperação técnica para o intercâmbio de informações, conhecimentos específicos e base de dados com o objetivo de estruturar a biblioteca digital do CNJ. A cooperação técnico-científica entre as instituições possibilitará, também, o acesso dos servidores do Conselho ao acervo físico da biblioteca do Supremo e ao empréstimo de obras.

O secretário-geral do Tribunal, Pedro Felipe de Oliveira Santos, afirmou que, como funcionam sob a mesma gestão do ministro Luiz Fux, o Supremo e o CNJ precisam atuar em colaboração, unir esforços, economizar custos e atuar em sinergia em todos os aspectos possíveis. Ele anunciou que este é o primeiro de diversos termos de cooperação que serão assinados entre Supremo e CNJ para compartilhar recursos materiais, conhecimento e informações.

O secretário-geral do STF informou que, com a criação da Secretaria de Altos Estudos, Pesquisa e Gestão da Informação o Supremo tem desenvolvido um conjunto de ações e iniciativas para compartilhar e difundir conhecimento e informações da instituição. “Vamos sempre trabalhar de forma sinérgica, compartilhada, para que possamos potencializar essa difusão”, disse Pedro Santos.

Leia a matéria completa publicada pelo Jusdecisum

Livro da ECI reúne estudos com foco no leitor de gêneros diversos

Pesquisadores de grupo da pós-graduação publicam trabalhos orientados pela professora Lígia Dumont; prefácio é de Roger Chartier

Toda leitura, dos romances populares aos clássicos, é boa, e o contexto e a vivência de quem lê determinam, de forma decisiva, o sentido extraído. Essas são apenas algumas das convicções consolidadas ao longo da trajetória do Grupo de Pesquisa Informação e Leitura, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da UFMG. Formalizado no CNPq em 2007 e dedicado à investigação da introjeção do conhecimento por parte do leitor, o grupo acaba de publicar alguns de seus estudos no livro Leitor e leitura na Ciência da Informação, organizado pela professora Lígia Maria Moreira Dumont e editado pela Escola de Ciência da Informação (ECI) da UFMG.

O volume reúne trabalhos de ex-orientandos de Lígia, hoje pesquisadores, bibliotecários ou professores em instituições pelo Brasil. Segundo a organizadora do livro, que coordena o grupo Informação e Leitura, os oito capítulos da obra refletem a valorização de teorias que substanciam a visão do foco no leitor com base nos preceitos da Ciência da Informação. “Valorizamos também os diálogos com teorias e metodologias diversificadas, o que tem muito a ver com a complexidade do objeto de estudo”, afirma Lígia. Nas pesquisas do grupo, a ciência da informação conversa com teorias da recepção, sociologia das representações, etnometodologias, antropologia simbólica e história cultural, entre outros campos disciplinares.

Os autores tratam da experiência de grupos de leitores diversos, como amantes das histórias em quadrinhos, universitários que buscam conhecimento acadêmico e profissional, adolescentes beneficiados pela mediação da biblioteca da escola, crianças em situação de risco e frequentadores de bibliotecas públicas de Belo Horizonte e do Vale do Jequitinhonha.

Lígia Dumont ressalta que os interesses de seu grupo têm recaído, em boa parte, sobre os estratos sociais que mais precisam de leitura e conhecimento. Ao apresentar o livro, ela diz que as pesquisas têm em comum a certeza de que a leitura deve ser uma forma de garantir a todos o acesso à informação, o que é cidadania. “Os conhecimentos adquiridos, acrescidos de novas leituras, vão se modificando, se complementando e interagindo, a fim de transformar o ato de ler em uma ação verdadeiramente significativa”, escreve a organizadora.

Leia a matéria completa publicada pela UFMG

I Jornada Nacional de Humanidades Digitais – As Humanidades Digitais na Ciência da Informação

Apresentar à comunidade brasileira um pouco do estado da arte das Humanidades Digitais brasileiras sob a perspectiva dos cientistas da informação e compreendê-la como campo possível de estudos/investigação e crítica pela CI.

Participantes:

Edgar Bisset Alvarez (UFSC)

Moisés Rockembach (UFRGS)

Monica Marques Carvalho GallottI (UFRN)

Májory Karoline Fernandes de Oliveira Miranda (UFPE)

Mediação: Renan Marinho de Castro (CPDOC/FGV; LARHUD)

Fonte: LARHUD

Tecnologia permite acesso integral de deficientes visuais aos processos do STJ

O acesso de pessoas com deficiência ao mundo digital é um desafio. Atualmente, existem aplicativos que oferecem suporte a pessoas com vários tipos de deficiência, facilitando bastante a rotina desses grupos. Na semana em que se comemora o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência (21 de setembro), o Superior Tribunal de Justiça coloca ao alcance dos servidores, advogados e demais operadores do direito com deficiência visual a possibilidade de acessar 100% das peças processuais de seu acervo, graças à utilização de softwares baseados em OCR (Optical Character Recognition).

Tecnologia permite acesso integral de deficientes visuais aos processos do STJ

A ministra Nancy Andrighi, que preside a Comissão de Acessibilidade e Inclusão, lembra que aqueles que estão no poder têm o dever de criar caminhos para proporcionar a igualdade de participação das pessoas com deficiência na vida em sociedade. “É um dever de todos nós, mas, principalmente, do STJ, que ousa usar o codinome de Tribunal da Cidadania”, afirma a magistrada.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ, Rodrigo Carvalho, os softwares de OCR (em português, Reconhecedores Óticos de Caracteres) são capazes de transformar uma imagem de texto em texto digital, permitindo que aplicativos leitores de tela transmitam o conteúdo digitalizado em voz sintetizada. “Sem o programa, seria muito difícil, para quem vive essa situação, ler o que está em uma imagem. Desde 2009, o STJ se preocupa com esse procedimento. Hoje, 100% das peças do tribunal estão adaptadas ao OCR”, afirmou.

Leia a matéria completa publicada pelo Consultor Jurídico

Ministério da Justiça apoia pesquisa sobre acessibilidade jurídica a deficientes visuais

Com a finalidade de garantir o pleno acesso à justiça e à cidadania e buscar um ambiente de atuação laboral inclusivo aos estudantes de direito e profissionais da área jurídica com deficiência visual, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por intermédio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), por intermédio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD), apoiam pesquisa da Rede de Acessibilidade Jurídica.

O objetivo é levantar as dificuldades enfrentadas por essas pessoas na utilização das diversas plataformas jurídicas do país e levar possíveis soluções de acessibilidade.

A pesquisa pretende colher as respostas e contribuições de estudantes de direito, bacharéis, servidores públicos, advogados e, ainda, de acadêmicos, pesquisadores ou profissionais de outras áreas que também necessitam utilizar as plataformas, desde que sejam pessoas com deficiência visual.

O acesso à justiça digital foi elencado como o quarto eixo de atuação da gestão do novo presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Luiz Fux.

Leia a matéria completa publicada pelo Consultor Jurídico

A ciência tem pressa: ‘Outra estação’ avalia implicações dos ‘preprints’

Publicação de estudos sem revisão de conteúdo ganhou impulso na pandemia, mas resultados desses trabalhos devem ser vistos com cautela

O medRxiv é um dos principais repositórios de ‘preprints’ sobre o coronavírus
Breno Benevides I Rádio UFMG Educativa

Nos últimos meses, resultados de várias pesquisas circulam pela internet com informações ou descobertas inéditas relacionadas ao novo coronavírus. Parte desses trabalhos, que tem alimentado a imprensa e até os grupos de WhatsApp, recebe o nome de preprints e ainda não foi publicada em periódicos científicos, mas já leva uma série de resultados ao público em velocidade sem precedentes na história da ciência. Os preprints ou pré-publicações são como manuscritos de uma pesquisa. Eles recebem esse nome porque ainda não passaram pela rigorosa avaliação feita por outros especialistas, à qual se submetem os artigos tradicionais.

A ausência de processos de revisão do conteúdo desperta críticas de parte da comunidade científica, já que muitos resultados ou informações dos preprints podem conter erros. Mas também há aqueles que defendem esse modelo, com base no argumento de que esses trabalhos aceleram a difusão de conclusões que podem ser úteis para o desenvolvimento de vacinas eo tratamento de doenças, por exemplo. Essa rapidez ganhou ainda mais importância com a situação de emergência sanitária provocada pela covid-19.

As vantagens e desvantagens dos preprints são debatidas no novo episódio do programa Outra estação, da Rádio UFMG Educativa. Foram entrevistados a pesquisadora do Laboratório de Estudos Avançados do Jornalismo e coordenadora da especialização em jornalismo científico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Germana Barata, o professor do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG Vasco Azevedo, o professor do Departamento de Sociologia da UFMG Yurij Castelfranchi, que também é coordenador da Especialização em Comunicação Pública da Ciência da UFMG, e o diretor do programa SciELO, Abel Packer.

Leia a matéria completa publicada pela Universidade Federal de Minas Gerais

Dezenas de revistas científicas ‘sumiram’ da internet, aponta estudo

Pesquisa acende alerta sobre o desafio de preservação de contribuições científicas registradas em revistas de acesso aberto

Texto por Victor Pinheiro

Ao menos 176 revistas científicas de acesso aberto desapareceram da internet entre os anos de 2000 e 2019, indica um novo estudo de pesquisadores da Finlândia e da Alemanha. A pesquisa, que foi divulgada no repositório de pré-publicações Arxiv, aponta que outros 900 títulos ‘inativos’ também estão em risco de sumir de plataformas digitais.

Para os autores, os resultados acendem um alerta sobre lacunas na preservação do conhecimento científico na era digital. O trabalho não analisa as razões pelas quais as revistas desaparecerem, nem a qualidade delas, mas aponta que mais da metade dos títulos estavam associados às ciências humanas. Também foram identificados periódicos sobre saúde, matemática e ciências naturais.

Os pesquisadores estudaram a presença dos títulos de acesso aberto no catálogo de plataformas de indexação bibliográficas, como o Directory of Open Access Journal (Diretório de Periódicos de Acesso Aberto, em tradução livre). Eles compararam a relação das revistas listadas durante os anos e identificaram as publicações que foram excluídas dos registros.

Em seguida, os cientistas procuraram por materiais de cada uma das revistas mapeadas na plataforma Archive.org. Controlado pela organização sem fins lucrativos Internet Archive, o site funciona como uma biblioteca digital que arquiva e preserva páginas web, das quais parte já não existe mais.

Leia a matéria completa publicada pelo Olhar Digital

Tribunal de Justiça de SP blinda informações e tem transparência sob dúvida

Texto por José Marques, Folhapress

ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 11.10.2019 – Fachada do Palácio da Justiça de São Paulo, sede do Tribunal de Justiça de São Paulo, na região central de São Paulo. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

Em meio a sucessivas polêmicas sobre a transparência dos gastos do Tribunal de Justiça de São Paulo, a corte publicou uma norma segundo a qual toda a informação gerada dentro do órgão deve ser considerada como seu patrimônio e deve ser protegida, sob a possibilidade de punições criminal, civil e administrativa.

A portaria, assinada pelo presidente Geraldo Pinheiro Franco e publicada no Diário da Justiça Eletrônico da última quarta-feira (26), atualiza a Política de Segurança da Informação (PSI) do tribunal.

A publicação da norma levantou questionamentos internos, tanto de servidores como da magistratura, sobre a probabilidade de ser utilizada para responsabilizar quem dá acesso a dados que o Judiciário paulista não divulga a jornalistas e pesquisadores.

Consultados pela reportagem, especialistas em transparência afirmam que é importante que o tribunal tenha diretrizes de segurança para dados pessoais e sigilosos que tramitam na corte.

No entanto, dizem que essas diretrizes deveriam estar subordinadas a uma política de transparência de informações, deixando claro que publicidade é a regra, e o sigilo, exceção -o que não identificaram nesse plano aprovado por Pinheiro Franco.

Leia a matéria completa em Yahoo Notícias

Bibliotecárias negras brasileira e colombiana produzem livro sobre epistemologias latino-americanas no campo biblioteconômico-informacional

Texto por Priscila Fevrier

Qual a incidência de estudos de mulheres negras em Biblioteconomia e Ciência da Informação? Quantas epistemólogas negras conhecemos e referenciamos no campo? Quais as reflexões epistêmicas que mulheres negras latino-americanas têm realizado para pensar bibliotecas, ensino e prática em bibliotecas?

Natália Duque Cardona, bibliotecária e docente da Universidade de Antioquia, e Franciéle Garcês, bibliotecária e pesquisadora de doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais, acabam de lançar a pré-encomenda do livro “Epistemologias Latino-americanas na Biblioteconomia e Ciência da Informação: contribuições da Colômbia e do Brasil”, publicado pelo Selo Nyota. O propósito da obra é apresentar discussões a respeito do significado da Biblioteconomia e Ciência da Informação na América Latina, a partir de reflexões e questões que incitem ao desenvolvimento epistemológico insurgente no campo, dando origem a uma “’epistemologia do sul’ que dê credibilidade às novas experiências sociais e contra-hegemônicas e aos pressupostos epistemológicos alternativos que estas experiências constroem e marcam.

O prefácio foi escrito pela Diretora da Escola Interamericana de Biblioteconomia da Universidade de Antioquia, Dorys Liliana Henao, e o livro foi elaborado com quatro capítulos, nos quais são abordadas reflexões críticas sobre interculturalidade no campo biblioteconômico-informacional, a dependência epistêmica e a colonialidade do saber na Biblioteconomia, os movimentos críticos contra-hegemônicos dentro da área, entre outros enfoques.

O lançamento está previsto para o início de novembro de 2020, a pré-encomenda do livro impresso (edição de impressão limitada) pode ser realizada até dia 10 de outubro de 2020. O sumário está disponível aqui: https://cutt.ly/tfIaf80 e o formulário de encomenda aqui: https://cutt.ly/dfFKitK

Instagram:@selonyota  site: https://www.nyota.com.br/

Consórcio BDJur oferece tutorial para tour virtual no portal de bibliotecas

O Consórcio BDJur – rede de bibliotecas digitais jurídicas – ganhou um novo recurso para facilitar as pesquisas na plataforma. Fruto de parceria entre a Biblioteca do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ministro Oscar Saraiva e a Coordenadoria de TV e Rádio do tribunal, o tutorial do consórcio permite um tour virtual no portal, apresentando as bibliotecas digitais participantes, os tipos de conteúdos disponíveis e as opções de pesquisa e acesso aos documentos.

Gerenciado pela Biblioteca do STJ, o Consórcio BDJur reúne, além da biblioteca digital do próprio órgão, acervos de outros órgãos do Poder Judiciário, das esferas federal e estadual – com destaque para a participação do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios –, e os acervos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Veja a matéria completa publicada pelo Superior Tribunal de Justiça e acesse o tutorial

Inteligência artificial a serviço da Justiça

Texto por Adriana Filizzola D’Urso

Surgida entre 1950 e 1960, em decorrência do desenvolvimento tecnológico, a inteligência artificial consiste em gerar mecanismos que reproduzam, através do computador, a capacidade da mente humana que permite pensar, evoluir, produzir e armazenar raciocínios, além de resolver problemas, com alto grau de eficiência, produtividade e rapidez.

Atualmente, a inteligência artificial é uma realidade revolucionária, fazendo parte do nosso cotidiano, se aprimorando cada vez mais e impactando a vida de todos. No mundo jurídico, não foi diferente. Tanto na advocacia, quanto nos órgãos do sistema de Justiça (que compreende o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e outros órgãos essenciais ao funcionamento da Justiça), a utilização da inteligência artificial é inexorável.

É no Supremo Tribunal Federal que encontramos o maior e mais complexo sistema de inteligência artificial do Poder Judiciário, apelidado de Victor, em homenagem a Victor Nunes Leal, que foi ministro do STF de 1960 a 1969. Foi ele também o principal responsável pela sistematização da jurisprudência do STF em súmulas, o que facilitou a aplicação dos precedentes judiciais aos casos julgados.

Acesse a matéria completa no Consultor Jurídico e compreenda como a inteligência artificial no campo jurídico

Métricas alternativas para uma ciência em rede: promessas, diálogos e limites

A Biblioteca de Ciências Humanas da Universidade Federal do Ceará e o Plurissaberes Podcast convidam todos e todas para mais uma live no canal da BCH/UFC!

‘Métricas alternativas para uma ciência em rede: promessas, diálogos e limites’ é o tema que será abordado pelos nossos convidados da semana: a Dra. Iara Vidal e o Dr. Fábio Castro Gouveia.

Mediação: Bibliotecária Izabel Lima dos Santos.

***Emitiremos declaração de participação***

Dia 10/07/2020 (sexta-feira), às 16h.

https://www.youtube.com/BibliotecadeCi%C3%AAnciasHumanasdaUFC

http://plurissaberes.podcloud.site

@bchufc (Instagram, Twitter e Facebook)

@plurissaberes (Instagram)

ClickJus: desafios e oportunidades das lawtechs para os serviços jurídicos

O “CodeX” da Universidade de Stanford aponta ecossistema internacional constituído por 1346 lawtechs.

Texto por Wilson Belchior

Não é novidade que a profissão jurídica está atravessando momento desafiador. As inovações são múltiplas, diferentes tipos de demandas surgem cada vez mais rapidamente, exige-se, por isso, adaptação e postura empreendedora. Somado a este cenário, observa-se crescimento de startups que oferecem soluções para aumentar a eficiência dos serviços entregues pelas sociedades de advogados e aperfeiçoar o setor público.

Evidências dessas transformações foram constatadas em relatório publicado neste ano pela Thomson Reuters e Universidade de Georgetown (“2020 Report on the State of the Legal Market”). As direções dessas mudanças referem-se às novas exigências dos clientes (mais eficiência e menor custo), crescimento de competidores não jurídicos (empresas que realizam pesquisas jurídicas, serviços de compliance, risco regulatório, revisão de documentos, e-discovery) e aumento da inovação nos escritórios de advocacia.

Este último elemento revela-se, segundo os resultados do relatório, na contratação de profissionais especializados; iniciativas direcionadas a melhorar a eficiência na entrega das demandas; terceirização de serviços; e uso expandido da tecnologia com o objetivo de melhorar o trabalho realizado por meio do desenvolvimento de softwares, introdução de consultoria na criação de soluções em tecnologia jurídica e serviços online para apoiar os clientes.

É, pois, na intersecção entre as necessidades de adaptação, inovação e aperfeiçoamento que as lawtechs encontram terreno fértil para sua expansão. No Brasil, particularmente, onde existe expressiva quantidade de dados jurídicos disponíveis em acesso público, multiplicam-se as soluções vocacionadas a reduzir o tempo dedicado a tarefas repetitivas. Fala-se, por isso, de análise preditiva, automação de documentos, organização de insights assertivos para tomada de decisões e gestão de riscos, monitoramento de dados, Online Dispute Resolution.

Acesse a matéria completa em Click Jus

Revista LexCult recebe submissão de trabalhos para “Dossiê Memória, História, Arquivos e Museus do Judiciário” até 31/7

O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), conhecido por ser um dos espaços mais democráticos na área cultural do estado do Rio de Janeiro, é reponsável pela revista eletrônica LexCult, que objetiva publicar textos inéditos de pesquisadores nacionais e estrangeiros nas áreas cultural, educacional e jurídica. A revista tem caráter interdisciplinar e aceita submissões de professores e pesquisadores ligados a programas de pós-graduação das mais variadas áreas do conhecimento, que se relacionem com a Cultura, Educação e o Direito.

Para a segunda edição do ano de 2020 (A edição será publicada até o dia 31/8), as inscrições para submissão de trabalhos com o tema “Dossiê Memória, História, Arquivos e Museus do Judiciário” estão abertas, são gratuitas e os interessados poderão enviar seus trabalhos até o dia 31 de julho no site da revista, no link: http://lexcultccjf.trf2.jus.br/index.php/LexCult/about/submissions

Acesse a matéria completa em Tribunal Regional Federal da 2ª Região e conheça os eixos temáticos e o prazo para a submissão de artigos

Inteligência artificial agiliza tramitação interna de processos do TCDF

Medida integra investimentos em tecnologia da Corte de Contas para auxiliar andamentos de documentos oficiais

Texto por Manoela Alcântara e Caio Barbieri

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) começará a usar, a partir desta quarta-feira (1º/07), uma ferramenta de inteligência artificial que será incorporada ao sistema eletrônico de processos da Corte. A ideia é agilizar a experiência dos usuários no trâmite das peças.

Desenvolvido pela Secretaria de Tecnologia de Informação do órgão, o Orbis utiliza técnicas de aprendizado de máquina (do inglês machine learning) para prever o fluxo mais provável dos processos dentro do e-TCDF. A ferramenta vem sendo testada em segundo plano desde o dia 5 de maio, com 80% de acerto.

Acesse a matéria completa em Metrópoles

Live promovida pelo TSE debate desinformação no processo eleitoral

Segundo bate-papo virtual da série “Diálogos Democráticos”, mediado pelo presidente do Tribunal, foi assistido por mais de 25 mil pessoas

Desinformação no processo eleitoral. Esse foi o tema da segunda live da série “Diálogos Democráticos”, transmitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (29), no canal da Corte no YouTube e em todas as suas redes sociais. A iniciativa reúne especialistas para um bate-papo virtual sobre temas relativos às eleições.

O debate desta segunda-feira, conduzido pelo presidente do Tribunal, ministro Luís Roberto Barroso, teve como convidados a jornalista Cristina Tardáguila, criadora da Agência Lupa; o biólogo e youtuber Atila Iamarino; e o deputado federal Felipe Rigoni (PSB-ES), um dos autores do projeto de lei de combate à desinformação na internet.

Durante a live, assistida por 25.350 pessoas, os convidados abordaram o fenômeno da desinformação no dia a dia da sociedade, com ênfase no impacto das notícias falsas nos processos democrático e eleitoral brasileiros, bem como na vida das pessoas.

A live é uma das ações do Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020, instituído pelo TSE em agosto de 2019 para combater os efeitos negativos provocados pelas informações falsas no processo eleitoral brasileiro. O programa conta com dezenas de instituições parceiras, entre partidos políticos e entidades públicas e privadas que buscam fortalecer a segurança da informação na internet.

Em seu discurso de posse, o ministro Barroso enfatizou o compromisso da Justiça Eleitoral em assegurar a democracia brasileira e a preocupação da Corte com campanhas de desinformação, de difamação e de ódio na internet. “As mídias sociais, as plataformas de internet, os veículos de imprensa e a própria sociedade são os principais atores no enfrentamento da desinformação”, disse o ministro.

Acesse a matéria completa publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral e saiba o que foi debatido em cada bloco da live. 

Diretrizes do Programa de Dados Abertos da Justiça Eleitoral do Tocantins são aprovadas pela Corte

Texto por Eva Bandeira (ASCOM/TRE-TO)

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) regulamentou, por meio da Resolução nº 475/2020, as diretrizes do Programa de Dados Abertos (PDA) no âmbito da Justiça Eleitoral do Tocantins. A medida visa atender aos princípios da publicidade, transparência e eficiência com a disponibilização de informações para a sociedade.

O PDA/TRE-TO constitui instrumento de planejamento e coordenação das ações de disponibilização de dados do Tribunal e é parte das iniciativas e projetos direcionados à transparência. A implementação das atividades previstas amplia a transparência dos atos de gestão do Tribunal, aperfeiçoa a divulgação de suas informações à sociedade e promove o controle social, coerente com uma visão ampla e de longo prazo focada na aproximação da instituição com a sociedade.

De acordo com o documento, o foco do processo de abertura de dados é o cidadão e, por isso, o objetivo maior é fornecer as informações que sejam relevantes à sociedade e promover a participação social. Para isso, além de identificar as informações de valor para o cidadão, a priorização da disponibilização das informações deve considerar prioritariamente os requerimentos de acesso à informação encaminhados pela sociedade por meio de canal de comunicação estabelecido pelo TRE-TO para esse propósito.

Acesse a matéria completa em O GIRASSOL e conheça mais sobre o programa de dados abertos do TRE-TO. 

Live: Por que as revistas demoram tanto para publicar meus artigos?

A publicação de um artigo de pesquisa pode levar muito tempo. Algumas vezes, dois anos ou mais. A impressão que se tem ao submetermos um artigo é, mais ou menos, como a de lançar uma garrafa em alto mar. Decisões editoriais aparentemente simples, como avaliações preliminares (desk review) para conferir se o artigo está dentro do escopo do periódico, ou mesmo se se trata de um artigo científico, não são tomadas com a rapidez exigida. Pareceres demoram para chegar. Por sua vez, editores lidam com centenas de papers ao ano, dezenas e dezenas de pareceristas e muitas vezes com a própria produção do artigo: revisão gramatical, normalização bibliográfica, redação de abstracts, reformulação de gráficos e tabelas etc.

Enfim, ninguém – editores e autores(as) – parece muito satisfeito com o fluxo editorial dos nossos periódicos. O que acontece? Como funciona um periódico acadêmico? E como ele deveria funcionar? Esse debate quer tratar dessas e de outras questões que envolvem o processo de comunicação científica colocadas pela comunidade.

Neste evento promovido pelo Laboratório de análise do Campo Científico (LaCC) da UFPR convidamos cinco editores(as):  Adrian Gurza Lavalle (Brazilian Political Science Review), Bruno Speck (Revista Brasileira de Ciências Sociais), Lucas Massimo (Revista de Sociologia e Política), Luiz Augusto Campos (Dados) e Rachel Meneguello (Opinião Pública).

O debate será transmitido ao vivo no dia 27 de junho às 18 horas.

Fonte: Editoria RSOCP

Internet das Coisas na medicina já atua no combate à covid-19 no Brasil

Parceria entre Hospital das Clínicas de SP e Carenet otimiza trabalho de profissionais da saúde com dados em tempo real e análise preditiva

Texto por Carla Matsu

Foto: Adobe Stock

A Internet das Coisas tem sido apontada como a grande protagonista que habilitará a Quarta Revolução Industrial mundo afora. Dispositivos no chão de fábrica alimentados com sensores e combinados à tecnologias como Inteligência Artificial já permitem o tipo de conhecimento e previsibilidade que aumentam a eficiência e mitigam erros. Na saúde, a Internet das Coisas Médicas, entretanto, ganha outra dimensão mais sensível: a própria vida humana.

Munidos de conectividade e inteligência, os dispositivos em hospitais à beira dos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) conseguem entregar a médicos e enfermeiros dados em tempo real para personalizar tratamentos e apoiar tomadas de decisão. Leve essa habilidade para um dos momentos mais críticos da saúde pública na história – a pandemia do novo coronavírus – e esta equação terá o potencial de melhorar não só o dia a dia nos corredores hospitalares, como aumentar as chances de recuperação de pacientes com covid-19.

Um dos casos de uso da Internet das Coisas Médica que tem se mostrado bem-sucedido no Brasil é uma parceria recente firmada entre a divisão de UTI Respiratória do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), o NETi – Núcleo Especializado em Tecnologia da Informação – HC e a healh tech Carenet. A colaboração, que se iniciou há cerca de dois meses, utiliza da plataforma Orchestra, solução de integração da Carenet, para automatizar certas atividades em UTIs.

Na prática, o software da Carenet consegue integrar sistemas de gestão de prontuários eletrônicos e equipamentos médicos. No caso do Hospital das Clínicas, a Orchestra integra dados do ventilador artificial, o tomógrafo de impedância elétrica (que monitora o pulmão de pacientes) e o monitor multiparamétrico (que colhe dados como atividade respiratória, batimentos cardíacos e saturação de oxigênio). Esses dados, então, são disponibilizados em um dashboard digital de forma automática por dispositivos móveis para as equipes de intensivistas. Este processo, segundo Fernando Paiva, VP de Customer Success & Digital Sales Transformation da Carenet, consegue otimizar aquilo que é burocrático e manual. “Com isso, o profissional consegue fazer um trabalho verdadeiramente assistencial ao paciente”, diz Paiva.

Esta tarefa manual de informar dados em um prontuário consome, segundo a healhtech, cerca de 33% do turno de um enfermeiro. Ao mesmo tempo, ao automatizar essa responsabilidade, consegue-se tirar da equação a possibilidade do erro humano. Essa operação manual, diz Paiva, tem uma margem de 20% a 30% de erro humano.

Acesse a matéria completa publicada pelo Computerworld

Live sobre “Guerras informacionais no contexto da pandemia de COVID-19”

Bate papo ao vivo no dia 09/05, no nosso canal do Instagram @webconcib, com a professora Maria Aparecida Moura. É Pós-doutora em Semiótica pela Maison de Sciences de I’ Homme, doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, mestre em Educação pela UFMG. Atualmente é professora titular na UFMG e desenvolve a pesquisa “interseccionalidade e Organização Social do Conhecimento”.

Fonte: webconcib

eDoc Talks | Gestão da Informação em Saúde no cenário atual e no pós-pandemia

Inteligência artificial, gestão hospitalar, de prontuários digitais, gestão do conhecimento. Vamos falar de Saúde 4.0 no eDoc Talks?!

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Fonte: Edoc Online

Relación de los bibliotecarios de enlace con los indicadores de impacto de la investigación

Miles, R.A., Konkiel, S. and Sutton, S., 2018. Scholarly Communication Librarians’ Relationship with Research Impact Indicators: An Analysis of a National Survey of Academic Librarians in the United States. Journal of Librarianship and Scholarly Communication, 6(1), p.eP2212. DOI: http://doi.org/10.7710/2162-3309.2212

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Con frecuencia se espera que los bibliotecarios universitarios, especialmente en el campo de la comunicación académica, comprendan e interactúen con los indicadores de impacto de la investigación. Sin embargo, gran parte de la literatura actual especula sobre cómo los bibliotecarios universitarios están utilizando e implementando indicadores de impacto de investigación en su práctica.

Este estudio analizó los resultados de una encuesta de 2015 realizada a más de 13,000 bibliotecarios universitarios en Estados Unidos. La encuesta se concentró en la familiaridad de los bibliotecarios universitarios y el uso de indicadores de impacto de la investigación.

Este estudio descubrió hallazgos relacionados con los diversos niveles de familiaridad de los bibliotecarios universitarios con los indicadores de impacto de la investigación y cómo implementan y usan los indicadores de impacto de la investigación en su desarrollo profesional y en sus tareas laborales en la biblioteca.

En general, los bibliotecarios uniuniversitarios con tareas regulares de apoyo a la comunicación académica tienden a tener mayores niveles de familiaridad con los indicadores de impacto de la investigación. En general, los bibliotecarios universitarios están más familiarizados con el recuento de citas y las estadísticas de uso y menos familiarizados con las métricas alternativas. Durante las consultas con el profesorado, es más probable que se aborden el Factor de impacto de la revista (JIF) y los recuentos de citas que el índice h del autor, las métricas alternativas, las medidas cualitativas y las revisiones de expertos por pares. Los resultados de la encuesta también apuntan a un creciente interés en la métrica alternativa entre los bibliotecarios académicos por su avance profesional.

Los bibliotecarios universitarios tienen el desafío constante de seguir el ritmo del panorama cambiante de las métricas de impacto de la investigación y los modelos de evaluación de la investigación. Al mantener el ritmo e implementar indicadores de impacto de la investigación en sus propias prácticas, los bibliotecarios académicos pueden proporcionar un servicio crucial a la comunidad académica en general.

Fonte: Universo Abierto

La universidad y sus revistas académicas: cinco hipótesis para una reflexión necesaria

Texto por Ciro Llueca[i]

Director de Biblioteca y Recursos de Aprendizaje

UOC

Palabras clave: ETHE, revistas científicas, gestión editorial, equipos editoriales, internacionalización

Introducción: lo que nos une

Poco importa si fue el Journal des sçavans el 5 de enero de 1665, o las Philosophical Transactions of the Royal Society, el 6 de marzo del mismo año, o si debemos esperar a 1731 para coronar a la primera revista con todos sus artículos revisados por pares, la  Medical Essays and Observations (Borrego, 2017). También puede ser circunstancial que señalemos a la primera revista académica en español, las Memorias académicas de la Real Sociedad de Medicina y demás Ciencias de Sevilla, en 1763 (Bartomeu et al., 2017). Y poco más que anecdótico resultaría destacar que la primera revista académica en digital, New Horizons in Adult Education, apareciera en 1987 (Alonso, 2017). O que podamos adjudicar la primera etiqueta de “Open access” a Psycoloquy en 1990 o a Surfaces en 1991 (Abadal, 2012).

A estos títulos les une en primer lugar y fundamentalmente su aspiración a convertirse en el registro social de invenciones e innovaciones que consta haber reivindicado Guédon (2001). Y en segundo lugar y nada desdeñable, que tienen tras su edición y su gestión instituciones de tipo diverso (universidades, asociaciones o sociedades profesionales, organismos de investigación, editoriales comerciales, administraciones públicas), que dan solidez institucional a la enorme apuesta académica que supone la publicación científica (Claudio-González; Villarroya, 2017), y que en mayor o menor medida acompañan con recursos humanos y materiales al personal académico, su principal impulsor, que dedica tiempo y generosidad a dirigir una revista académica. Sabemos que es difícil crear una revista, pero más difícil es mantenerla (Abadal, 2012). Porque esos recursos que atienden a una “serie de dimensiones que sobrepasan los conocimientos docentes y de investigación” (Repiso; Torres-Salinas; Aguaded, 2019) son, por supuesto, limitados y, más allá de ser limitados, deben ajustarse al nivel de prioridad que determina la institución que financia la revista.

La gestión editorial

Para conseguir este ajuste, en la UOC -una universidad joven y peculiar por su naturaleza, nacida digital-, hemos avanzado en la reflexión sobre el acompañamiento sostenido en la gestión de revistas científicas que brindamos a profesores e investigadores. Es un acompañamiento heterogéneo, con vocación de servicio a la estrategia institucional, que persigue la sostenibilidad del proyecto editorial, fomentar la calidad en el fondo y en la forma, y contribuir a proporcionar la máxima visibilidad.

El acompañamiento es heterogéneo, puesto que la universidad edita en solitario (es un ejemplo IDP: Revista de Internet, Derecho y Política) o bien coedita revistas junto a otras universidades (ETHE), o puede simplemente participar en comités editoriales (Internet Policy Review), y en cada uno de los supuestos el equipo de gestión debe mesurar su contribución, centrándose en lo que mejor puede aportar, de acuerdo con las necesidades de la dirección académica de la revista, ya sea ésta estrictamente científica o con carácter de divulgación.

Y todo ello con vocación de servicio a la estrategia institucional, como no podría ser de otro modo. La existencia del Plan de Conocimiento Abierto o la adhesión de la universidad a la declaración de San Francisco para impulsar cambios en la evaluación de la investigación forman parte de las razones de ser, también, de las revistas académicas que financia la universidad, por no hablar del Plan de Igualdad o de los esfuerzos por consolidar una universidad más global y más social.

Figura 1. Impacto y visibilidad de las revistas científicas de acceso abierto de la UOC (2019), infografía galardonada en CRECS 2019.

Finalmente, la gestión editorial de las revistas académicas procura una coordinación que garantiza la sostenibilidad del proyecto editorial, con iterativos esfuerzos para mejorar en la calidad de las publicaciones, tanto en aspectos formales como, en la medida de lo posible, en los relativos al valor de los contenidos y su visibilidad; tarea propia de argonautas, Hércules y Sísifos, como ha comparado Aliaga (2016).

Una reflexión necesaria

Decíamos que la reflexión ha sido un elemento permanente en los diferentes mandatos de los equipos de gobierno universitario, pero recientemente se ha concretado en una serie de hipótesis que han sido sometidas a la valoración de la Comisión de Investigación e Innovación, máximo órgano colegiado de asesoramiento al vicerrectorado de Planificación Estratégica e Investigación, donde tienen representación los académicos responsables de investigación de los Estudios de la UOC (facultades, en la terminología más habitual en España), así como el personal de gestión que los complementa. A las sesiones de trabajo se unieron, además, representantes de la dirección académica de las revistas y también personas expertas  del ámbito de la comunicación científica. Posiblemente hayan dado también sus frutos las sesiones precedentes del Seminario de Edición Científica, un evento creado en 2017 y en el que han participado generosamente Félix de Moya, Àlex López-Borrull, Mari Vállez, Aina Borràs, Ernest Abadal, Fernando Aguiar, e Isidro Aguillo, cuya crónica describió Corominas (2019).

Compartimos las hipótesis analizadas con el objetivo de contribuir a una reflexión más general de la publicación de revistas académicas, y también para someterlas al escrutinio público como criterio general de perfeccionamiento, de acuerdo con las tesis del sabio Oldenburg:

  1. Las revistas contribuyen y deben contribuir a la estrategia de la universidad.
  2. La profesionalización de las revistas comporta que las direcciones académicas se centren en aspectos estratégicos, y los equipos de gestión, en el resto.
  3. El reto importante, con la exigencia de sostenibilidad y de calidad, es la difusión.
  4. Es posible abordar una reflexión sobre los ámbitos en qué se deben centrar los esfuerzos.
  5. Al mismo tiempo, se debe definir el encaje de revistas divulgativas y otras herramientas de comunicación científica en el ecosistema de revistas.

Primera hipótesis: la contribución a la estrategia de la universidad

Entendemos que las revistas científicas contribuyen a la estrategia de la universidad, que en la UOC tiene entre sus funciones estatutarias “la creación, la transmisión y la difusión de la cultura y de los conocimientos científicos, humanísticos, técnicos y profesionales, y también la preparación para el ejercicio profesional” (UOC, 2014). Además, el Plan Estratégico vigente contiene tres ejes de trabajo específicos: promocionar la publicación de expertos/as internacionales en las revistas científicas propias; abrir el conocimiento de la universidad para convertirnos en referentes en Ciencia Abierta; y posicionar la universidad en debates, entidades y redes con influencia internacional (UOC, 2017).

El principal esfuerzo ha sido, pues, determinar qué indicadores contribuyen al cumplimiento de esta estrategia. Para cada revista académica se realiza el seguimiento del estado de indexación, desde los esenciales catálogos de bibliotecas y directorios, así como bases de datos generalistas y temáticas, hasta el Sello de Calidad FECYT, y la incorporación a Scopus, ESCI-WoS, y JCR-WoS. Cada revista presenta periódicamente un plan de indexación con acciones concretas, que permiten evaluar si se están llevando a cabo las acciones, independientemente del éxito de las mismas.

También en este ámbito se evalúa el nivel de coherencia con los ejes estratégicos ya descritos, con una mención explícita al valor de la contribución a la diplomacia científica de la universidad, gracias a las redes de autoría, revisión, membresía de los comités, y coedición institucional.

En parte, esta coherencia viene señalada por un protocolo institucional ad hoc (UOC, 2015), que persigue indisimuladamente una doble intención. La primera, marcar la hoja de ruta para las revistas ya existentes. La segunda, el establecimiento de unas reglas de juego efectivas para futuras iniciativas editoriales. No se aprueba la creación una nueva revista científica si no va a cumplir con los requisitos de aportación estratégica o con los criterios de calidad acordados.

Segunda hipótesis: estrategia y táctica con roles bien definidos

Si la difusión era un reto complejo, el reconocimiento a la aportación institucional del profesorado a las revistas académicas roza lo imposible. La cuestión claramente sobrepasa el ámbito de una o varias universidades, y la crítica al modelo de reconocimiento de la edición académica del profesorado, al menos en España, ha alcanzado el espacio público (Repiso, 2019; Gutiérrez-García, 2020). En esencia, para aquellos más ajenos al debate: en algunos países se reconoce explícitamente la participación en comités editoriales, en la dirección de revistas académicas, o en la evaluación de originales. Ya sea económicamente; o bien con méritos que ayuden a progresar o a mantener cierto nivel académico; o con compensación de horas de docencia, de investigación o de gestión. No es así en la mayoría, donde la participación en revistas académicas tiene, de facto, consideración de aportación altruista a la transferencia de conocimiento a la sociedad.

En nuestro caso, al mismo tiempo que intentamos influir en la dinámica universitaria de reconocimiento de méritos, e incluso en las políticas de ámbito estatal, hemos querido definir con claridad los roles de trabajo de los equipos que impulsan las revistas académicas. Y con todos los matices necesarios para una cuestión tan compleja, la apuesta está en separar la estrategia de la táctica de la práctica editorial.

Nuestro modelo ideal defiende que la dirección académica de las revistas se centre en dar coherencia a la línea editorial, al establecimiento y ejecución de los planes estratégicos; a la formación de los equipos editoriales y de la red de revisores; a la aprobación o descarte de los artículos propuestos y, también, a la construcción de la ya referida diplomacia científica, que en nuestro caso nos ha permitido tejer poderosas alianzas con otras instituciones, tanto locales como globales (por poner dos ejemplos: BID, coeditada con la Universitat de Barcelona; y Digithum, con la Universidad de Antioquia, Colombia). La voluntad internacionalizadora de la universidad tiene, en este aspecto, motivos para el orgullo: en la última década 3.276 académicos de 71 países participaron en las revistas académicas de la UOC.

Al mismo tiempo, la idea es que los equipos de gestión que acompañan a las revistas centren su actividad en garantizar los procesos operativos, incluyendo el cumplimiento del calendario, la sostenibilidad económica de los trabajos de producción editorial, que en nuestra institución están externalizados, y en aspectos cualitativos propios de cada equipo (indexación, por parte del equipo de Biblioteca; visibilidad por parte de Comunicación, aspectos legales por parte de Asesoría Jurídica, infraestructura tecnológica por parte de Tecnología, etc.), así como en asesorar para la toma de decisiones.

Tercera hipótesis: con la sostenibilidad y la calidad, el reto es la difusión

Cualquier universidad tiene recorrido en difusión de su investigación generada. Si exceptuamos las grandes instituciones reconocidas por los rankings, las universidades no suelen destacar a ojos del gran público por su capacidad de investigación. En el caso de una joven universidad que opera exclusivamente en Internet, el reto es todavía mayor. Y ello, pese a poner su foco en la confluencia entre sociedad y tecnología, un espacio que intenta dar respuesta a los desafíos del siglo XXI desde una perspectiva interdisciplinaria. Posiblemente, se requiere un relato que sitúe la investigación en la esencia de la universidad. Se necesita continuidad y visión de conjunto de las grandes acciones, al ser la mayor parte de acciones pequeñas y destinadas a públicos reducidos y no siempre segmentados. Deberían aumentarse los recursos destinados exclusivamente a la comunicación de la investigación, y mejorar la gobernanza en la toma de decisiones sobre comunicación de la investigación y la innovación. Nada que pueda sorprender a cualquier universidad del ámbito hispanohablante.

La aplicación del zoom del diagnóstico en las debilidades de las revistas académicas desvela que podrían estar más presentes en las acciones de comunicación de la investigación. No debemos  caer en la afirmación simplista que una mayor difusión puede solucionar todos nuestros males, y mucho menos cuando hay recorrido en la calidad de las revistas y en su indexación. Pero en la UOC, como ocurre en otras universidades, publicamos a expertos mundiales en nuestras cabeceras, y la difusión que somos capaces de realizar de estas colaboraciones puede mejorarse. Cuesta sacar provecho de esa interacción que se produce, desde cada revista académica, con la comunidad científica internacional.

Algunos ejemplos a vuelapluma lo pueden evidenciar. Darina Dicheva y Christo Dichev publicaron en ETHE un artículo de gran repercusión por su temática innovadora: la gamificación de la educación (Dichev; Dicheva, 2017): no consta comunicación pública al respecto. Søren Bro Pold, una autoridad de la estética digital, tiene publicado un artículo  en un monográfico sobre post-verdad en Artnodes en 2019 (Pold, 2019): tampoco realizamos acciones de comunicación sobre esta noticia, al margen de la que se hace en las redes sociales de la revista. Walther Bernecker o Daniel Kowalsky, primeras espadas de la historiografía reciente, han publicado en Dictatorships and Democracies en el último año (Bernecker, 2019; Kowalsky, 2019): la noticia de estas valiosas aportaciones tuvo un recorrido discreto. Un ejemplo adicional con resultado similar: Olga Sabido-Ramos, reconocida experta mundial en el estudio del cuerpo y los sentidos, ha publicado en Digithum un interesante texto sobre el concepto de la vergüenza, que no hemos sabido o podido situar al nivel de visibilidad que le podría corresponder en las redes sociales o en los medios de comunicación social (Sabido-Ramos, 2019).

Una oportunidad es la reciente aprobación de un plan institucional para la comunicación de la investigación y la innovación (UOC, 2019b), con cuatro objetivos bien delimitados: potenciar la imagen de la universidad como research university que genera nuevo conocimiento; situar esta comunicación el núcleo duro de la comunicación institucional, mediante una nueva estructura organizativa ad hoc; reforzar el prestigio institucional ante la comunidad científica; y dar visibilidad a la innovación social y tecnológica generada en la universidad. Un plan ambicioso para superar retos que no son menores, y en el que las revistas tienen acomodo e influencia. Insisto en rechazar que un refuerzo en la comunicación sea la única clave para solucionar el recorrido de nuestras publicaciones.

Cuarta hipótesis: ante recursos limitados, debemos priorizar

Que los recursos son limitados es más un epíteto que una obviedad. Y conjugar esta realidad con el deseo académico y con las numerosas oportunidades que pueden aparecer para crear nuevos proyectos editoriales, es complicado. Para ello, la UOC publicó un protocolo al que nos hemos referido (UOC, 2015), que definió una serie de criterios editoriales de apariencia básica, pero que han servido para establecer con claridad las reglas de juego.

En primer lugar, las revistas académicas que se impulsen en la universidad deben tener un foco temático que forme parte de los ámbitos de experiencia de la misma universidad, que en nuestro caso se inscribe en la convergencia de las tecnologías con el aprendizaje, con las transformaciones sociales y urbanas, la comunicación y el consumo digital propias de la sociedad del conocimiento; con la salud; y con los estudios de género, de cultura, de lengua y de arte.

Además, las revistas deben contar con un sistema de revisión por pares a doble ciego (double blind peer review), y deben publicar la lista anual de revisores.

En tercer lugar, las revistas tienen que asumir un compromiso de planificación para prever los contenidos con un año de antelación como mínimo, a fin de garantizar la puntualidad de la publicación en los meses establecidos. Esta periodicidad debe constar explícitamente en el portal web de la revista.

El cuarto criterio apunta a la necesidad de explorar y materializar el trabajo en colaboración con otras instituciones o revistas que aporten financiación.

En quinto lugar, las revistas deben ofrecer la descripción de cómo son, la exposición de su funcionamiento y de sus políticas, y sus metadatos, en las tres lenguas vehiculares de la universidad: catalán, español e inglés.

El protocolo regula también cuestiones relativas a los planes de gestión de cada revista (plan estratégico, plan de calidad, plan de comunicación, plan de visibilidad e indexación, plan de transparencia y responsabilidad social), a la gestión presupuestaria, al marco legal de aplicación (incluyendo aspectos éticos y de compromiso con el movimiento de Acceso Abierto), y a los órganos de gobierno.

En conclusión, el documento actúa como directriz institucional, dando seguridad a la propia universidad ante lo que debe sostener, y también al personal académico, sobre lo que debe garantizar en caso de aspirar a abrir una nueva cabecera, o mantener las ya existentes.

Quinta hipótesis: el ecosistema de la comunicación científica

En la clasificación que realizamos internamente, no referimos a revistas científicas cuando cumplen los criterios básicos ya mencionados en el apartado anterior, y a revistas divulgativas cuando cumplen uno o varios criterios, pero no todos, y especialmente cuando no contemplan el proceso de peer review, alma de la publicación científica. Pero lógicamente las cabeceras divulgativas (ComeIN, Mosaic, Oikonomics) contribuyen a la visibilidad y a la transferencia de conocimiento que se genera en la universidad, como también otras muchas herramientas de comunicación: páginas web de los proyectos de investigación; perfiles personales, grupales o institucionales en las redes sociales; redes sociales de las revistas, plataformas de divulgación de contenidos, etc.

La quinta hipótesis, pues, se centra en la definición del encaje de los esfuerzos comunicativos, implícitos o explícitos, que se generan en la universidad. Cuál es el soporte institucional que reciben, si es que deben recibirlo; y cuáles son sus aportaciones al ecosistema de la comunicación científica, en un contexto -no es preciso abundar en ello- en el que es importante el equilibro entre la libertad de cátedra y la acción dirigida institucionalmente. Nuevamente, es oportuno el plan de comunicación centrado en la investigación que se ha creado recientemente en la UOC, y puede contribuir a identificar buenas oportunidades en este ecosistema.

A modo de conclusión

La presente deliberación se centra en la importancia que tienen para las revistas científicas los organismos que dan solidez institucional a la publicación científica, sumando sus recursos personales y económicos al personal académico que habitualmente dirige estos proyectos. Estos organismos -universidades habitualmente- deben poder reflexionar sobre la aportación de estas revistas en materia de transferencia de conocimiento, en diplomacia científica, y en generación de contenidos de calidad con la mayor visibilidad posible. En esta reflexión necesaria se abordan posibles hipótesis con la voluntad de contribuir a un sistema de revistas científicas más sólido y más estratégico, puesto que la creación de una revista académica es difícil, pero su continuidad y consolidación es todavía más complicada.

Referencias bibliográficas:

Abadal Falgueras, E. y Rius Alcaraz, L. (2006). Revistas científicas digitales: características e indicadores. International Journal of Educational Technology in Higher Education (ETHE), 3 (1). https://raco.cat/index.php/RUSC/article/view/49339

Abadal, E. (2012). Retos de las revistas en acceso abierto: cantidad, calidad y sostenibilidad económica. Hipertext.net, 10, http://www.upf.edu/hipertextnet/numero-10/retos-revistas-en-acceso-abierto.html

Aliaga, F. M. (2016, febrero, 12). Argonautas, Hércules y Sísifos: editores en los procesos de evaluación. Aula Magna 2.0. [Blog]. http://cuedespyd.hypotheses.org/1160

Alonso Gamboa, J. O. (2017). Transformación de las revistas académicas en la cultura digital actual. Revista digital universitaria, 18 (3). http://www.revista.unam.mx/vol.18/num3/art22/index.html

Bernecker, W. (2019). Alemania, la crisis europea de entreguerras y la Guerra Civil española. Dictatorships and Democracies, (7). http://doi.org/10.7238/dd.v0i7.3162

Borrego, Á. (2017). La revista científica: un breve recorrido histórico. Abadal, Ernest, ed. Revistas científicas: situación actual y retos de futuro. Barcelona: UB. http://diposit.ub.edu/dspace/handle/2445/117374

Claudio-González, M. G. y Villarroya, A. (2017). Los modelos de negocio de las revistas científicas en España. Abadal, Ernest, ed. Revistas científicas: situación actual y retos de futuro. Barcelona: UB. http://diposit.ub.edu/dspace/handle/2445/117374

Corominas, E. (2019). Las 10 claves del open access para las revistas científicas y algunas reflexiones sobre la evaluación de la producción científica. Aula Magna 2.0. [Blog]. http://cuedespyd.hypotheses.org/6590

Bartomeu Sánchez, J. R., Ferragud Domingo, C., Lucas, R. y Vidal Infer, A. Documentación y metodología en Ciencias de la Salud. Valencia: Nau, p. 88.

Dichev, C. y Dicheva, D. (2017). Gamifying education: what is known, what is believed and what remains uncertain: a critical review. ETHE, 14, 9. https://doi.org/10.1186/s41239-017-0042-5

Guédon, J. C. (2001). Beyond core journal and licenses: the paths to reform scientific publishing. ARL bimonthly report, 218.

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Kowalsky, D. (2019). Política exterior soviètica des de la guerra civil espanyola fins al Pacte Molotov-Ribbentrop, 1936-1939. Dictatorships & Democracies, 7. http://doi.org/10.7238/dd.v0i7.3168

Olmedo Moreno, E. M. (2020). El valor de las revistas científicas en épocas de crisis. Aula Magna 2.0. [Blog]. https://cuedespyd.hypotheses.org/8066

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Universitat Oberta de Catalunya (2019). Plan de acción Conocimiento Abierto: marco de actuación. Barcelona: UOC. http://hdl.handle.net/10609/99666

Universitat Oberta de Catalunya (2019b). Plan de Comunicación de la Investigación y la Innovación. Barcelona: UOC.

Cómo citar esta entrada:

Llueca, C. (2020). La universidad y sus revistas académicas: cinco hipótesis para una reflexión necesaria. Aula Magna 2.0. [Blog]. Recuperado de: https://cuedespyd.hypotheses.org/8280

[i] Ciro Llueca es director de Biblioteca y Recursos de Aprendizaje de la Universitat Oberta de Catalunya (UOC), área que incluye la gestión de las revistas académicas de la universidad, así como de la Editorial UOC. Es coordinador del Grupo de Repositorios de REBIUN (Red de Bibliotecas Universitarias Españolas); y coordinador del Grupo Bibliotecas y Propiedad Intelectual de FESABID (Federación Española de Sociedades de Archivística, Biblioteconomía, Documentación y Museística). Ha colaborado con universidades de América Latina y España.

Fonte: Aula Magna 2.0

Biblioteconomia negra no Brasil: por Franciéle Silva, ganhadora do primeiro lugar do GT6 do Enancib 2019

Texto por Patrícia Osandón – Núcleo de Comunicação Social do Ibict

A partir de inquietações sobre a ausência das questões étnico-raciais dentro dos cursos de Biblioteconomia no Brasil, Franciéle Carneiro Garcês da Silva lançou um questionamento: como promover a inserção da temática africana e afro-brasileira no ensino de Biblioteconomia? O questionamento vem acompanhando os estudos de Franciele desde a graduação, realizada na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Após a graduação, Franciéle Silva prosseguiu os estudos e tornou-se mestre pelo Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI), desenvolvido por meio de convênio entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Atualmente, a pesquisadora é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Os estudos de Franciéle Silva foram reconhecidos durante a 20ª edição do Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (Enancib), principal evento da área no Brasil, que aconteceu em 2019. A comunicação “Biblioteconomia negra brasileira: caminhos, lutas e transformação”, orientada pelo professor Gustavo Saldanha (PPGCI/Ibict/UFRJ), conquistou o primeiro lugar do GT6 (Informação, Educação e Trabalho).

Em entrevista para o site do Ibict, a pesquisadora conta sobre a importância da presença das questões étnico-raciais nos cursos de Biblioteconomia e detalha sua história com a Ciência da Informação. Confira!

Ibict: Conte um pouco da sua trajetória e o que motivou seu estudo?

Franciéle Silva: Eu sou uma mulher negra. Venho do estado do Rio Grande do Sul, da zona rural, lá no extremo sul do país. Como mulher negra, eu sempre passei por muitas situações de racismo dentro das minhas relações não só familiares, mas também de trabalho e nos estudos. Em 2013, ingressei na graduação no curso de Biblioteconomia da Universidade do Estado de Santa Catarina, quando passei a participar do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB), onde aprendi muitas coisas relacionada às questões étnico-raciais.

Foram quatro anos de formação nas questões étnico-raciais, mas percebi que no meu curso isso não era uma coisa que prevalecia. Nós não tínhamos abordagens das questões étnico-raciais nas disciplinas e foi isso que me levou a fazer o primeiro estudo da minha carreira, que foi meu trabalho de conclusão de curso. Nesse trabalho de conclusão, eu entrevistei docentes buscando entender qual era a importância da inserção das questões étnico-raciais para eles, além da história e da cultura afro-brasileira na formação bibliotecária, e se tinham conhecimento de instrumentos normativos sobre isso.

Tenho o entendimento de que o preconceito nasce de um pré-conceito criado a partir daquilo que a gente tem da história que as pessoas contam, da classificação que as pessoas fazem. A gente precisa formar pessoas para entender que todo mundo faz parte do grupo de seres humanos. Somos diferentes e diversos, então cada um tem uma característica, um fenótipo, um pertencimento étnico-racial.

A partir da graduação, eu consegui então ter uma análise local do que os professores consideravam importante e da intersecção entre questões étnico-raciais e o ensino. Quando fui analisar a estrutura do curso, ele não tinha disciplinas específicas sobre isso, mesmo os professores considerando isso muito importante. Eles desconheciam os instrumentos normativos e uma parte dos entrevistados justificou também que, por serem disciplinas mais tecnológicas, não era possível inserir as questões étnico-raciais.

Então, a partir daí, foi possível ter uma percepção maior de como a docência está construída e que, muitas vezes, ela pode sim perpetuar alguns preconceitos. Porque se não se aborda isso dentro da formação, como é que você vai conscientizar os estudantes sobre como olhar para aquela comunidade que vem desde a pós-abolição sofrendo com várias desigualdades?

Ibict: Depois da graduação, quais foram os próximos passos na sua pesquisa com a Biblioteconomia e as questões étnico-raciais?

Franciéle Silva: No mestrado, a partir desse recorte local, eu ampliei a pesquisa. No PPGCI/Ibict/UFRJ, eu tive a sorte de contar com a orientação do professor Gustavo Saldanha e foi partir daí que ele me mostrou algumas outras concepções teóricas, alguns outros movimentos. Conheci o movimento da Black Librarianship, dos Estados Unidos.

Como nos Estados Unidos as pessoas afro-americanas tiveram um período de segregação racial, no qual muitas pessoas não conseguiram acessar as bibliotecas, elas começaram a lutar para serem graduadas em Biblioteconomia, para estarem nesses espaços como bibliotecários* e para levarem informação às populações afro-americanas e transformarem a sociedade por meio do acesso à biblioteca, à leitura e ao livro.

Ibict: Qual a importância de discutir sobre a Biblioteconomia negra brasileira?

Franciéle Silva: Hoje, o meu intuito é que as pessoas negras sejam também reconhecidas como produtoras de conhecimento, como pessoas que estão refletindo, pesquisando e publicando dentro da área não só com viés étnico-racial, mas sobre todas as outras áreas que compõem a Biblioteconomia. Muitas vezes, se você pergunta para as pessoas se elas conhecem um intelectual bibliotecário negro, a maioria não conhece. Então, o intuito de fortalecer esse movimento da Biblioteconomia negra é mostrar quem produz conhecimento e projetos e quem faz ações dentro da biblioteca com viés étnico-racial, refletindo como tornar aquela biblioteca um lugar de representatividade dessa população.

É preciso mudar a biblioteca como sendo um lugar da elite e para elite, ou seja, somente quem faz parte da elite é que deveria estar nesse espaço. A biblioteca deve acolher a todas as pessoas e representá-las. Então, nesse sentido, a Biblioteconomia vem para demonstrar que existem ações, pesquisas e intelectuais dentro do Brasil que estão refletindo sobre questões étnico-raciais e que também há pessoas negras que estão fazendo pesquisas, mas não só pesquisas. A gente também está atuando em prol da questão das políticas de cotas – há pessoas que estão dentro de vários movimentos civis, em todos os espaços. Então, acredito que estudar a Biblioteconomia Negra e promover a sua visibilidade seria uma forma de reconhecer aquelas pessoas que muitas vezes estão “invisibilizadas” porque são bibliotecárias negras.

Ibict: Como pensar uma Biblioteconomia Negra partindo do princípio que a história das produções intelectuais (e da administração dessas produções) foi, em grande parte, construída por homens brancos?

Franciéle Silva: O intuito de reconhecer e de pensar a Biblioteconomia Negra é mostrar que essa intelectualidade existe e que, sim, há uma epistemicídio, que é a supressão, a invisibilidade desse conhecimento que é produzido por pessoas negras. Hoje, nós temos uma gama de livros que têm sido elaborados e produzidos por bibliotecários negros e pensados sobre as questões étnico-raciais. Reconhecer que esses bibliotecários negros estão contribuindo para a construção de uma Biblioteconomia diversa, representativa, antirracista, afro-diaspórica, é importante para desconstruir esse pensamento de que somente o homem branco produz ciência.

A gente tem que desconstruir essa questão relacionada de ver o homem branco nesse lugar de cientista e descolonizar essa Biblioteconomia que ainda é eurocentrada e americanizada. Ou seja, a gente só olha para fora e tenta colocar aquilo que eles produzem dentro do Brasil sem pensar outras realidades que fazem parte do contexto brasileiro e que são muito específicas. Por exemplo, a gente tem que pensar que hoje nós temos alguns impeditivos que fazem com que a população negra ainda esteja em um espaço de desigualdade, tanto educacional quanto financeiro e político.

Quantos de nós estamos representados dentro do Congresso Nacional ou de outros espaços? Quando a gente analisa essa representatividade dessa população, ela não está lá nesses passos de tomada de decisão e de poder, inclusive na ciência. Quando a gente vai olhar palestras, publicações de livros, a maioria dessas publicações é feita por pessoas brancas e quando nós reivindicamos o nosso lugar, o nosso protagonismo, nós somos até taxados de pessoas radicais, mas o movimento da Biblioteconomia Negra não exclui a produção científica feita por pessoas não negras. Ao contrário, é parte dessa produção científica que também está refletindo sobre questões fundamentais para a humanidade.

Ibict: Quais os caminhos para ampliar discussões democráticas sobre racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância?

Franciéle Silva: Para mudar a situação que nós temos hoje – infelizmente muito negativa de muitos retrocessos dentro das políticas públicas, é preciso formar pessoas. Os cursos de Biblioteconomia devem ser modificados para a inserção das questões étnico-raciais, e outras também, como as de gênero, por exemplo. Como é que a gente vai capacitar bibliotecários para serem sensíveis a essas causas se dentro dos nossos meios, os nossos profissionais que estão formando pessoas não estão conscientes de que isso é importante?

Muitas vezes, os docentes também podem propagar um pensamento meritocrático, ou seja, é como se colocasse população negra e branca no mesmo lugar, quando a gente sabe que não é isso: a população negra está em desigualdade desde que o país começou. Os profissionais que formam os bibliotecários têm uma responsabilidade muito forte nesse sentido.

O professor tem que lutar para ter questões relacionadas às humanidades dentro dos projetos político-pedagógicos. Deve fazer parte da nossa profissão, da nossa consciência ético-política enquanto profissionais. Nós temos que trazer representatividade e ajudar na criação de identidade dessas populações, do conhecimento dos aspectos sócio-históricos que nos construíram enquanto população brasileira e, principalmente, mostrar o outro lado que não esse que é hegemônico.

Para ler o trabalho “Biblioteconomia negra brasileira: caminhos, lutas e transformação”, clique aqui.

* Nesta entrevista, quando ler a palavra “bibliotecário”, leia-se bibliotecário ou bibliotecária.

Fonte: IBICT

Lawtechs e novas ferramentas despertam interesse do mercado jurídico na quarentena

Texto por Rafa Santos

Setor das lawtechs despertou interesse de escritórios durante a epidemia de Covid

A tecnologia tem modificado a economia e as relações de trabalho. E a Justiça não é imune a esse movimento. Soluções tecnológicas já fazem parte do vocabulário corriqueiro de operadores do Direito nos tribunais e escritórios de advocacia.

E o cenário imposto pela pandemia de Covid-19 no Brasil teve como aspecto secundário minar resistências aos produtos e serviços oferecidos pelas lawtechs. O diagnóstico é de Daniel Marques, diretor-executivo da Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L).

A grosso modo, termo lawtech ou legaltech usa-se para nomear startups que criam produtos e serviços de base tecnológica para melhorar o setor jurídico. Numa definição mais ampla, são empresas que desenvolvem soluções que facilitam a rotina dos advogados e operadores de direito.

Marques acredita que essa resistência em relação ao setor que representa é própria da sociedade como um todo diante do novo. “Em um mundo hiperconectado, que vive a ‘4ª revolução industrial’, as novas tecnologias são essenciais para que o Direito possa atender de modo mais simples, ágil e eficaz as necessidades dos clientes. O cenário imposto pela pandemia acelerou o futuro e mostrou como as novas tecnologias estão aí para ajudar”, defende.

A AB2L publicou recentemente um levantamento sobre o impacto da Covid-19 no mercado de lawtechs. A pesquisa foi feita em parceria com o Cesa (Centro de Estudos das Sociedades de Advogados) e teve a participação de 649 escritórios de advocacia.

“Ficou bem claro que os escritórios que já possuíam legaltechs ou que contrataram tiveram um impacto negativo menor na pandemia. Em alguns, a demanda aumentou”, argumenta.

Fonte: AB2L/Cesa

NO JUDICIÁRIO

Marques aponta que a pandemia também ajudou a acelerar a adoção do uso de ferramentas tecnológicas no Poder Judiciário. A tendência, no entanto, não é nova. Em outubro do ano passado, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, fez questão de ressaltar a tecnologia no Seminário das Altas Cortes do Brics. “O nosso objetivo maior é o contínuo aprimoramento tecnológico voltado à promoção da segurança jurídica e de uma prestação jurisdicional célere e efetiva para o cidadão”, afirmou na ocasião.

Importantes operadores do direito, como o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, entretanto, enxergam com ressalvas a tão propagada revolução tecnológica no Judiciário. Em entrevista à TV ConJur, o advogado afirmou que, apesar dos investimentos, a tecnologia produziu pouco efeito de produtividade no Judiciário na vida real do cidadão.

AQUECIMENTO E MORTALIDADE

Um dos sinais do aquecimento do mercado de lawtechs foi a joint venture formada pela Elaw e Impacta, que passam a oferecer de forma conjunta soluções de automação e digitalização de operações como inteligência artificial, big data, business intelligence, analytics e jurimetria (estatística aplicada ao Direito).

Guilherme Bordon, CEO da Elaw, explica que, apesar dos aspectos negativos da pandemia na economia, o setor está aquecido. “Notamos o aumento da procura pelos nosso serviços e de utilização da nossa ferramenta. A pandemia também vai mudar ainda mais a cultura dos escritórios, já que ter um sistema com os processos arquivados na nuvem se tornará cada dia mais necessário’, explica.

Bordon acredita que o mercado está preparado para o aumento da demanda, mas que simplesmente a procura por soluções tecnológicas não é garantia de sucesso para ninguém. “Devemos ver a abertura de novas empresas. Algumas não vão se adaptar e vão fechar depois de um ano e outras vão se consolidar”, explica.

Essa dinâmica de abertura seguida de fechamentos é típica de um mercado de inovação. Segundo Daniel Marques, o número de fechamentos de lawtechs ainda não foi levantando, mas é parecido com o das startups.

LIMITES E SOLUÇÕES INTERNAS

Estudioso do tema, o advogado Wilson Sales Belchior, sócio de Rocha Marinho e Sales Advogados e conselheiro federal da OAB, acredita que a principal vantagem das lawtechs no atual cenário é sua capacidade de adaptação. “Essa tendência de expansão desafia as lawtechs ao aperfeiçoamento, praticamente em tempo real, das suas ferramentas, a fim de atender eficazmente e em conformidade com a legislação aplicável às necessidades de players diversificados, ou seja, aquilo que integrava planejamento estratégico de médio prazo precisou, em razão da pandemia, ser concretizado imediatamente”, explica.

Apesar de enxergar com otimismo o mercado, Belchior lembra que “é preciso ter em mente que o resultado dessas startups no Brasil deve manter-se harmônico e em conformidade com os limites éticos dispostos nas normas que regulam o exercício da advocacia no país, resguardando atividades que são consideradas pela lei como privativas dos advogados”.

Em alguns casos, a solução tecnológica pode ser produzida internamente. É o caso do escritório Urbano Vitalino Advogados, que decidiu criar um braço de tecnologia, a Urbano Labs, para funcionar como uma lawtech e criar ferramentas para consumo próprio.

Segundo o sócio da banca, Cristiano Sobral, o escritório não encontrou uma solução que atendesse as suas necessidades quando decidiu mudar o fluxo de trabalho. “Criamos a nossa própria ferramenta e hoje é o software que mais usamos. Ele permite uma visão muito melhor dos processos dentro da dinâmica que nós construímos. Nesse cenário da pandemia, adotamos o home office imediatamente sem nenhuma dificuldade”, diz. Hoje, o braço de tecnologia do escritório produz robôs, ferramentas de machine learning e uma rede neural. 

Se existe toda uma ala de operadores de Direito que é entusiasta do uso do tecnologia, alguns personagens ilustres fazem questão de fazer ressalvas. Um deles é o jurista Lenio Streck, colunista da ConJur, que pontuou recentemente que, apesar dos avanços, a tecnologia não vai tomar o lugar do advogado.

‘Fala-se em revolução com startups jurídicas, lawtechs ou legaltechs, market place (Diligeiro e Jurídico Certo), automação de documentos jurídicos (Looplex e Netlex), gerenciamento de prazos e pendências (Legal Note), pesquisa jurídica (JusBrasil) e resolução de conflitos (Arbitranet e Acordo Fácil). Não nego que, no meio de tudo isso, algo possa ser útil — mas como ferramenta”, lembra.

Clique aqui para acessar o conteúdo do estudo da AB2L

Fonte: Consultor Jurídico

Série de Webnários – Fortalecimento das Redes de Informação em Saúde

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), por meio da sua Representação no Brasil (OPAS Brasil) e do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), e a Coordenação Geral de Documentação e Informação, Sub-Secretaria de Assuntos Administrativos da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde (CGDI/SAA/SE/MS) coordenam uma série de webinários que tem o objetivo de fortalecer as redes de informação em saúde, articular e promover a cooperação e participação das Redes Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Bibliotecas do Sistema Único de Saúde (BiblioSUS).

A seguir os seis webinários que já estão programados, com temáticas de interesse geral para toda a Rede Brasileira de Informação em Ciências da Saúde e público em geral.

Use a #redesBVSBibliosus para divulgar os eventos. Participe!

Póximos Eventos Data Prevista
A importância do controle bibliográfico na área da saúde: ampliar a visibilidade e o acesso 29/junho/ 2020
O papel da Rede como disseminador e intermediário do conhecimento científico em saúde 27/agosto/2020
Informação científica sobre COVID-19: o papel dos preprints 02/setembro/2020
Ética na publicação científica 16/setembro/2020
Avaliação da ciência – índices de impacto 30/setembro/2020

Webinar 2 – A importância do controle bibliográfico na área da saúde: ampliar a visibilidade e o acesso!

Apresentar as bases de dados bibliográficas, em especial a ColecionaSUS e LILACS, mostrar indicadores e números que mostrem a importância de realizar o controle bibliográfico e apresentar a metodologia e sistemas que possibilitam alcançar o controle bibliográfico, buscar identificar necessidades de capacitação da Rede, e apresentar as atividades de capacitação que são oferecidas.

Data prevista: 29 de junho de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrantes: a confirmar

Webinar 3 – O papel da Rede como disseminador e intermediário do conhecimento científico em saúde

Apresentar os recursos e fontes de informação da BVS como um todo, os serviços Minha BVS e eBlueInfo, além de outros recursos da interface de busca da BVS. É importante reforçar a importância da BVS Brasil e as instâncias temáticas brasileiras. Também identificar necessidades de capacitação da Rede para o acesso e uso da informação disponível na BVS. Nesta oportunidade promover o Curso de autoaprendizagem sobre acesso e uso da BVS, que está em processo de atualização.

Data prevista: 27 de agosto de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrantes: a confirmar

Webinar 4 – Informação científica sobre COVID-19: o papel dos preprints

Este webinar tem por objetivo apoiar na identificação de fontes fidedignas e discutir o papel dos preprints – repositórios de artigos científicos que não passaram por avaliação por pares – na evolução e disseminação da informação científica entre especialistas e para a sociedade.

Data prevista: 02 de setembro de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrante: LilianDra. Lilian N. Calò

Comunicação Científica em Saúde

BIREME/OPAS/OMS

Lattes

Webinar 5 – Ética na publicação científica

A redação de artigos científicos e relatórios técnicos obedece a uma linguagem universal, independentemente do idioma e a regras estritas, que permite que os experimentos sejam repetidos em qualquer parte e os resultados sejam verificados. Princípios éticos na atribuição de autoria, na manipulação de dados de pacientes com confidencialidade, na redação dos artigos e a identificação de periódicos fidedignos para publicar norteiam a comunicação científica e serão apresentados e discutidos neste webinar.

Data prevista: 16 de setembro de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrante: LilianDra. Lilian N. Calò

Comunicação Científica em Saúde

BIREME/OPAS/OMS

Lattes

Webinar 6 – Avaliação da ciência: índices de impacto

Os resultados de pesquisa são comunicados à comunidade científica e à sociedade em periódicos científicos, livros, anais de congressos, manuais técnicos e outras formas. Sua avaliação é necessária como indicador de qualidade da pesquisa e se traduz em concessão de recursos para pesquisa, avaliação de programas de pós-graduação, progressão na carreira e outros indicadores.

Data prevista: 30 de setembro de 2020 – 10h00 (horário de Brasília)

Palestrante: LilianDra. Lilian N. Calò

Comunicação Científica em Saúde

BIREME/OPAS/OMS

Lattes

Fonte: Portal da Rede BVS

A infodemia e a desinformação em escritórios de advocacia em tempos de covid-19

Texto por Marcos Rogerio Gonçalves

Cabe às áreas de conhecimentos dos escritórios de advocacia (e empresariais) fazer a análise acurada dos conteúdos de informação e conhecimento, delineando todas as averiguações em suas minudências, para que possa chegar ao seu advogado, uma informação rigorosa e assertiva.

Infodemia é um termo cunhado e usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), muito em voga nos dias atuais, associado diretamente à pandemia do novo coronavírus (covid-19) e tem relação intrínseca com outros fenômenos, entre eles o fenômeno da desinformação.

Sendo o mundo jurídico ávido por novos conhecimentos, o advogado não se dissocia da informação, pois é esta o principal insumo do seu conhecimento. São, informação e conhecimento, palavras que não se distanciam da atuação do advogado, mas que podem trazer desinformação, se não forem imbuídas de valor (conhecimento de valor).

A infodemia pode ser definida em três aspectos básicos se dentro de um contexto específico. Assim, é (I) o excesso de informações sobre um determinado assunto que, pelo volume extremamente elevado, tem o poder de direcionar profissionais menos experientes a incorrer em desafortunadas decisões sobre um tema e, em decorrência, distorcer a verdade a ser seguida, e até as políticas que podem ser adotadas para combater conteúdos falsos (e.g.).

Ainda, conforme (II) a autoria, mesmo que seja incialmente de uma fonte primária, rapidamente pode perder sua essência, quando replicada no vasto mundo das redes sociais e da rede mundial de computadores (WWW), bem como quando distribuída nos diversos aplicativos de mensagens instantâneas, o que proporciona o fato das informações vagas, imprecisas e tendenciosas, dificultando o discernimento entre o que é verdadeiro e o falso (as Fake News).

Por último (III) tem relação direta com a autoridade da informação e, neste sentido, é o lado das versões (ou da guerra de versões). É a amalgama que se mostra, e tem forte ralação com a vertente das tendências e do seu uso, para criar outras notícias, para direcionar o leitor, ou usuário final, a pensar de tal maneira, de tal modo, e que, se não houver meios (filtros) pelos quais possa o usuário se distanciar e diferenciar o que é uma informação correta de uma falsa, muitos problemas podem advir da interpretação errada.

O impacto direto nas relações empresariais ocasionado por uma tomada de decisão equivocada, pode ser devastador para a vida profissional do advogado, o que pode ocorrer se ele for abastecido de informações com baixo valor, que contenham vícios. Então, o aconselhamento, passa a ser de “verdades-falsas”. As informações necessitam de um crivo antes de serem usadas, de ser tomada a decisão essencial à manutenção dos negócios. Esse é o uso-fim para os advogados, para sempre estar bem informados, serem os senhores da verdade para o seu cliente.

Os sistemas de informação e de apoio ao advogado não podem, jamais, passar adiante uma orientação com ruídos na comunicação, pelo contrário, devem o conhecimento comunicado ser emoldurados, amparados de cuidados a fim de não se desviarem do seu fim: trazer clareza e elucidar.

Torna-se primordial, assim, que os advogados não sejam tolhidos pela enxurrada de conhecimento resultante da mescla entre notícias falsas com as verdadeiras, que acarretam, certamente, em desinformação. Esta, que entendemos como o que vem sendo a principal fonte geradora de pânico, a essência da tomada de decisão equivocada, precipitada, e a causadora de danos irreparáveis.

Sabidamente, não se pode negar que conforme a velocidade que os boatos circulam, não é possível impor rigor de averiguar sua veracidade. Isso ocorre, por vezes, porque quem dissemina informações falsas, o faz eivado de maledicência, com fito a causar prejuízo, o faz nas sombras.

No sentido contrário, informações divulgadas de forma segura são cercadas por cuidados de checagens e amparadas no fundamento de opiniões diversas, por vezes, de notórias personalidades, em fontes reconhecidas pela boa governança e seriedade com a informação.

Fazendo um paralelo, com a realidade do mundo da advocacia, imaginemos um cenário no qual o excesso de informações geradas por fontes primárias e que são replicadas dentro das redes sociais, dos aplicativos de mensagens e de vários sites e blogs, acabam sendo alteradas e se tornam pouco confiáveis, pelo simples fato de que, em diversos casos, o emissor da informação republicada não é um especialista no assunto. Ou seja, o peso da autoridade varia de acordo com o conhecimento que tem sobre o assunto da discussão. Assim, quais são as fontes e como as classificamos como confiáveis, dentro de um sistema de informação para advogados, em tese?

(I) A fonte primária ou original, são os órgãos governamentais, estes relacionados nas 3 esperas da federação: são os ministérios, secretarias; os órgãos do Poder Judiciário, como os Tribunais; os órgãos do Poder Legislativo: as casas legislativas. Além, também, conceituam-se nesse rol os Institutos de Pesquisas, Associações e Organizações do Terceiro Setor;

(II) Fontes secundária têm intima relação com as fontes primárias, mas aqui podemos dizer que são o resultado, o documento (gravado ou transcrito) que se relaciona diretamente à fonte primária, que motiva (ou é o resultado) a discussão sobre determinado tema, assunto e que ensejou análises e novos documentos e/ou interpretações de terceiros;

(III) Fontes terciárias por sua vez, são aquelas que geralmente chegam aos usuários de forma mais facilmente legível, que têm nos termos utilizados os contornos interpretativos de linguagem mais popular e que se tem mais facilidade de propagação, em escala muito mais ampla, assim alcançando outras camadas da sociedade que não teriam, de outro modo, como acessar e interpretar as fontes primárias e secundárias.

Cabe às áreas de conhecimentos dos escritórios de advocacia (e empresariais) fazer a análise acurada dos conteúdos de informação e conhecimento, delineando todas as averiguações em suas minudências, para que possa chegar ao seu advogado – destino do seu trabalho – uma informação rigorosa e assertiva, preservando a integridade primária em sua essência. E, para que esse serviço de disseminação ocorra dentro de um contexto de normalidade, é necessário seguir alguns passos: conferir se a informação é mesmo da fonte original e se se mantém íntegra, e a própria confiabilidade de fonte original. Também, averiguar se a informação faz sentido (quando foi emitida, quem o fez e o contexto geral dela no momento da sua divulgação), pode ser o início. Entretanto, o esforço nesse sentido só será possível se o exercício diário do aprendizado for constante e ininterrupto.

Fonte: Migalhas

«El acceso abierto ya es imparable»: Entrevista a Uxía Gutiérrez, coordinadora de Bibliosaúde

Texto por Uxia Gutierrez

Entrevistamos a Uxía Gutiérrez, coordinadora de la biblioteca virtual Bibliosaúde, la red de cooperación integrada por las bibliotecas de los centros hospitalarios del Sistema Público de Salud de Galicia.

En un momento tan complicado para nuestros servicios de salud, apreciamos mucho su testimonio experto. Uxía Gutiérrez nos habla sobre su trabajo diario como bibliotecaria en Complexo Hospitalario Universitario de Ferrol, describiendo las particularidades de esta importante faceta de la documentación sanitaria. En la entrevista también nos avanza algunas de las primeras consecuencias visibles de la pandemia para nuestro entorno profesional.

(Archivoz) ¿Cómo llegaste a ser bibliotecaria en un hospital?

(Uxía Gutiérrez) Pues yo estudié en la Universidade de Santiago de Compostela, realicé la licenciatura de Geografía e Historia. Primero me especialicé en Arte, y posteriormente hice la especialidad de Archivística y Biblioteconomía en la misma universidad. En el año 1990 estaba trabajando como colaboradora en la biblioteca del Ateneo Ferrolán por las tardes y en una biblioteca escolar durante unos meses por las mañanas, y salió una convocatoria en el periódico en la que solicitaban personal para la biblioteca del Hospital Arquitecto Marcide. Me presenté, hice unas pruebas y entrevistas y así empecé a trabajar en una biblioteca de hospital. Posteriormente, en el 2005 el Servizo Galego de Saúde convocó oposiciones también para bibliotecarios y consolidé la plaza como personal estatutario.

Leia a íntegra da notícia em https://www.archivozmagazine.org/es/uxia-gutierrez-bibliosaude-acceso-abierto/

Fonte: Archivoz

Consultar o Diário Oficial do DF ficou mais prático e fácil

Casa Civil reformula site de acesso à publicação, tornando a leitura mais leve, transparente e agradável

Texto por Renata Moura

A partir desta quinta-feira (4), a consulta dos atos administrativos publicados no Diário Oficial do Distrito Federal se tornou mais fácil e transparente. Isto porque a Casa Civil reformulou todo o layout do site, que divulga a publicação. Agora, os usuários podem optar pela consulta integral do documento ou ainda selecionar uma das três seções do jornal. A nova plataforma prevê ainda que a população busque as informações por palavra-chave, edição e/ou data.

“Nosso objetivo foi facilitar cada vez mais a consulta. Ou seja, que ela possa ser feita sem grandes dificuldades por qualquer cidadão”, explica o subsecretário de Tecnologia da Informação da Casa Civil, Antônio Canavieira. “Para fazer isto, utilizamos o que chamamos de arquitetura da informação, que, na verdade, é uma melhor disposição das informações para facilitar o acesso e a consulta dos dados”, completa.

Responsável pela reformulação do serviço, o gestor afirma que o governo tem trabalhado para que a “leitura do DODF seja algo funcional e mais agradável”. “Para muitas pessoas isto era algo penoso e não é para ser assim. Afinal, o diário é algo que todo mundo precisa saber consultar. É o espelho de todas as ações dos poderes”, conclui.

Para chegar ao formato atual apresentado no endereço eletrônico www.dodf.df.gov.br, foram mais de seis meses de um trabalho intenso, utilizando insumos e mão de obra da própria administração pública local. “Reestruturamos todo o projeto do site: banco de dados, códigos, software sem gastar um centavo. Tudo foi feito utilizando o datacenter da GDFNet da Secretaria de Economia, além do nosso próprio parque computacional”, acrescenta.

Mais de oito mil edições do DODF, desde outubro de 2001, estão disponíveis no site para consulta. Segundo informações da TI da Casa Civil, cerca de 100 pessoas consultam simultaneamente a publicação. No último mês, a plataforma recebeu mais de 40,2 mil acessos. “Agora, acreditamos que esse número vai subir bastante porque o formato ficou mais fácil. E isto é muito bom para a transparência e o acompanhamento das ações do governo”, completa a Subsecretária de Atos Oficiais da Casa Civil, Raiana do Egito.

Como consultar

Para ajudar na consulta da publicação oficial, a subsecretária explica o que é possível encontrar em cada seção do DODF. Na primeira, segundo ela, são publicados os atos dos três poderes voltado para as normas e leis. “Encontramos nesse espaço as leis sancionadas, os decretos, emendas a Lei Orgânica, decretos legislativos, resoluções e demais atos resultantes do processo legislativo”, enumera.

Também é possível encontrar na seção I, a publicação de tratados, os atos do Tribunal de Contas do Distrito Federal de interesse geral, além dos normativos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, excetuando-se os de caráter interno.

Já na seção II, conforme explica Raiana, estão todos os atos relacionados aos servidores civis e militares da Administração Direta e de autarquias e fundações públicas. “Aqui, entram as nomeações e as designações para compor comissões e grupos de trabalho”, exemplifica.

A última parte do DODF é a seção III. “Um espaço dedicado a publicação de extratos de contratos, acordos, editais de licitação, empenho. Comunicados e avisos decorrentes de iniciativas da administração”, explica.

Para utilizar melhor os recursos do novo site do Diário Oficial do DF é importante conhecer qual é a estrutura da publicação. Ela é dividida em três seções, cada uma com uma função específica. Confira abaixo:

Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA

Site do TJGO conta com painel inteligente que disponibiliza informações sobre ações relacionadas à Covid-19

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), em atendimento à Portaria nº 57/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), criou um painel de Business Intelligence (BI) que disponibiliza todas as ações judiciais relacionadas à Covid-19 em tramitação no Poder Judiciário goiano. As informações do BI podem ser acessadas na página do coronavírus no portal do TJGO, na aba “Estatísticas” (clique aqui).

A portaria do CNJ incluiu no Observatório Nacional sobre Questões Ambientais, Econômicas e Sociais de Alta Complexidade e Grande Impacto e Repercussão Social o acompanhamento da situação atual vivenciada pelo Sistema de Justiça em razão da propagação do coronavírus e determinou, no artigo 3º, que os tribunais incluam obrigatoriamente no cadastro de ações judiciais o assunto “Covid-19″, ainda que a parte tenha se omitido.

O painel de BI, desenvolvido pela Diretoria de Gestão da Informação do TJGO, traz estatísticas do quantitativo de processos, das sentenças proferidas e especifica o ato de cada sentença, desde que estejam cadastrados com o assunto “Covid-19 (código 12612). Os dados ainda são especificados de acordo com as classes dos processos, por exemplo, mandado de segurança, habeas corpus, dentre outros. As informações podem ser analisadas de forma geral ou separadas mensalmente. Também é possível verificar a quantidade de ações de acordo com os temas das demandas.

Situação atual

Nos meses de março, abril e maio, conforme exibido pelo painel de BI, o Poder Judiciário em Goiás recebeu 143 processos assinalados com o assunto Covid-19, tendo 12 processos já baixados. De acordo com a classificação, dentre as ações ajuizadas, mandado de segurança figura em primeiro lugar com 36 processos, seguido de agravo de instrumento com 22 e, em terceiro, 21 procedimentos comuns. Com informações do TJGO.

Fonte: Portal Rota Jurídica

Jurisprudência em Teses e Bibliografias Selecionadas tratam de gratuidade da Justiça

A Secretaria de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou a edição 148 de Jurisprudência em Teses, cujo tema é Gratuidade da Justiça I. Entre as teses disponibilizadas, a equipe responsável pelo produto destacou duas.

A primeira dispõe que o direito à gratuidade para pessoa jurídica em regime de liquidação extrajudicial ou de falência depende da demonstração de sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais.

A segunda estabelece que o beneficiário da assistência judiciária gratuita tem direito à elaboração de cálculos pela contadoria judicial, independentemente de sua complexidade.

O tema gratuidade da Justiça também foi abordado na nova edição de Bibliografias Selecionadas. Na publicação – sob responsabilidade da Secretaria de Documentação do STJ –, é possível acessar documentos de doutrina, legislação e jurisprudência sobre o assunto, editadas entre 2017 e 2020.

Sobre os prod​​​utos

A ferramenta Jurisprudência em Teses, lançada em maio de 2014, apresenta diversos entendimentos do STJ sobre temas específicos, escolhidos de acordo com sua relevância no âmbito jurídico.

Cada edição reúne teses identificadas pela Secretaria de Jurisprudência após cuidadosa pesquisa nos precedentes do tribunal. Abaixo de cada uma delas, o usuário pode conferir os precedentes mais recentes sobre o tema, selecionados até a data especificada no documento.

Para visualizar a página, clique em Jurisprudência > Jurisprudência em Teses, na barra superior do site.

O periódico Bibliografias Selecionadas é publicado pela Biblioteca Ministro Oscar Saraiva e traz referências de livros, artigos de jornais e revistas, legislação, notícias de portais especializados e outras mídias sobre temas relevantes para o STJ e para a sociedade, muitos deles com texto integral. Cada edição é dedicada a um tema específico.

Acesse a lista de bibliografias já publicadas.

Fonte: STJ

A importância da qualidade da informação jurídica em tempos de pandemia

Texto por Kellen dos Santos Georgetti

Todas as decisões diante da pandemia são baseadas em um conjunto de informações, que, se que tiverem a ausência de qualidade, não irão produzir decisões pertinentes e precisas para os resultados esperados.

Informações precisas e fidedignas são nossos principais subsídios contra o covid-19, ao mesmo tempo estas informações atualizadas sobre a doença deram um impulso decisivo em diversas áreas, gerando repercussões e provocando impactos legais.

Nesse contexto, todas as decisões diante da pandemia são baseadas em um conjunto de informações, que, se que tiverem a ausência de qualidade, não irão produzir decisões pertinentes e precisas para os resultados esperados.

Na área jurídica não é diferente, sua dimensão política, judicial e estratégica resulta em processos decisórios nos escritórios, sendo necessário privilegiar alguns aspectos importantes da qualidade da informação como: assimilar, utilizar e aplicar, para compreender as alternativas de adaptação às mudanças atuais.

Diante dessa nova conjuntura de inseguranças e incertezas causadas pelo covid-19, ocorrem implicações jurídicas que precisam de informações relevantes nas diversas relações sociais e empresariais.

No cenário atual, são inúmeras as repercussões legislativas, judiciais e econômicas pautadas na análise informacional sobre o covid-19. Até o momento os Legislativos estaduais e municipais apresentaram, em conjunto, mais proposições do que a Câmara dos Deputados (com 1.146 propostas) e o Senado (com 304 propostas). (GRAÇA, A.; BRITO, D; LARANJEIRA, A, 2020).1

No âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Godinho afirmou que, desde o início da pandemia, 242 processos administrativos envolvendo alguma questão relacionada à propagação da covid-19 foram apresentados ao CNJ.2

As publicações em sites jurídicos também demonstram um vasto volume sobre o assunto, no site Migalhas, ao realizarmos uma busca sobre os termos relacionados à pandemia, temos os seguintes resultados: 891 sobre o Coronavírus e 761 para tema covid-19. (MIGALHAS,2020)3

Nesse contexto, a qualidade da informação atua para identificar o ambiente e delimitar os usuários destas informações, com propósito de possibilitar alternativas razoáveis e possíveis para estabelecer ações especificas.

Temos então, a necessidade de avaliação do produto da informação, considerando-se o conteúdo da mensagem, ou seja, a qualidade está associada à dependência de utilização por usuários particulares em ocasiões particulares

Esta qualidade é ressaltada por Wang e Strong (1996)4 que consideram a qualidade informacional com um termo substituível por qualidade de dados, sendo esta, a característica de dados adequados ao uso. De modo que, qualidade informacional sendo empregada de forma coerente, compreende o território jurídico de uma decisão ou proposta legislativa para formular estratégias de atuação na defesa e auxiliar os clientes a lidarem com as incertezas do cenário atual.

Na Ciência da Informação alguns aspectos devem ser observados para quem detém, busca e compartilha informações. Esta dinâmica também deve ser respeitada para entender a qualidade da informação jurídica.

Estes atributos são destacados por Otelo (2006):5

  • Abrangência

  • Acessibilidade

  • Atualidade

  • Confiabilidade

  • Precisão

  • Objetividade

  • Validade

Tais atributos enfatizam a novidade, valor, redução de tempo, credibilidade e integridade para que os advogados estudem o problema e estabeleçam ações estratégicas, além de contribuir para identificar as soluções mais adequadas a cada caso concreto, com o menor impacto possível aos diversos interesses envolvidos.

Isto porque no dinamismo da conjuntura atual a qualidade das informações é relevante para mitigar riscos e subsidiar os novos desafios jurídicos, pois opõem-se à obsolescência através do valor intrínseco e relevância objetiva, sendo sua função de uso subsidiar os tomadores de decisão.

Desta forma, a qualidade informacional deve ser considerada como um dos principais alicerces para redução de incertezas diante da nova dinâmica do mercado jurídico, à medida que ela contribui para identificar desafios, riscos e outras oportunidades relevantes.

1 GRAÇA, A.; BRITO, D; LARANJEIRA, A. Assembleias e câmaras já apresentaram mais de 2.000 projetos para a crise de COVID-19.

2 CONSULTOR JURÍDICO.CNJ já editou 25 normas para adequar atividade judicial durante epidemia.

3 MIGALHAS. Disponível clicando aqui  Acesso em: 20 maio 2020

4 WANG. R. Y; STRONG, D.M. Beyond accuracy. what data quality means to data consumers. Journal of Management Infration System, Spring 1996, v.12, n4, p.5-34, Spring 1996 Disponível clicando aquiAcesso em: 10 maio 2020

5 OTELO, R. R. Percepção da qualidade da informação. Ciência da Informação., Brasília, v. 35, n. 1, p. 57-62, jan./abr. 2006.Disponível clicando aqui. Acesso em: 9 maio 2020

Fonte: Migalhas

Seminário Internacional debateu ética em informação em tempos de pandemia.

Texto por Carolina Cunha

No dia 14 de maio, o grupo de pesquisa Estudos Críticos em Informação, Tecnologia e Organização Social (Escritos/Ibict) realizou seu terceiro seminário. O evento, que pela primeira vez aconteceu de forma remota, foi realizado em comemoração aos 50 anos do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação (PPGCI/IBICT-UFRJ).

O seminário contou com a participação dos palestrantes Rafael Capurro (Universidade de Mídia de Stuttgart, Alemanha), Miguel Ángel Pérez Álvarez (Universidade Nacional Autônoma do México) Sarita Albagli e Arthur Coelho Bezerra, ambos do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

Os palestrantes discutiram os diferentes aspectos da ética em informação no cenário da pandemia de Covid-19. “Com a pandemia, surgem novas formas de monitoramento social e de controle. A circulação e compartilhamento desses dados enfrenta uma série de dimensões éticas”, explica Arthur Coelho Bezerra, pesquisador titular da Coordenação de Ensino e Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação do Ibict (COEPE/Ibict) e líder do grupo de pesquisa Escritos.

Segundo Bezerra, a pandemia trouxe mudanças e levou ao uso de instrumentos de vigilância de dados pessoais para monitorar o comportamento da população, na tentativa de mitigar o contágio do vírus. Como exemplo, o pesquisador citou mecanismos de vigilância digital em massa que foram usados em diferentes países como o uso da biometria, dados georreferenciados e o controle da temperatura corporal.

Para o pesquisador, o controle de dados pessoais pode ser positivo ou negativo. “A vigilância pode ser usada para o controle epidêmico e evitar que a doença se espalhe. Mas ao mesmo tempo, também pode ser usada para um controle ruim: que pode ser feito por terceiros, como empresas e o Estado”, diz Bezerra.

A pesquisadora Sarita Albagli abordou a importância da ciência aberta para que a comunidade cientifica tenha acesso a dados e chegue mais rápido no desenvolvimento de soluções científicas. “A gente prefere entender a pandemia como um acontecimento. Que possivelmente vai acentuar elementos e forças que estão presentes e ao mesmo tempo abrir novas e não previsíveis forças para a construção desse futuro”, avalia.

Albagli abordou a ciência aberta como um ecossistema híbrido que poderia ampliar a quantidade e a qualidade na produção de conhecimento científico. Como exemplos de iniciativas, ela citou o aumento da publicação de artigos pré-print, a aberturas de dados de pesquisa e iniciativas de ciência cidadã que podem contribuir para encontrar vacinas, medicamentos e tecnologias que possam combater essa epidemia.

O filósofo Miguel Ángel Pérez Álvarez falou sobre as implicações éticas do monitoramento de dados e da inteligência artificial no cotidiano. Álvarez citou o exemplo do México, que implementou sistemas de identificação por câmeras para mapear aspectos da mobilidade da população. “Estamos dispostos a renunciar nossa privacidade para não passarmos uma situação de risco? ”, pergunta o professor.  Para ele, essa situação inédita da pandemia nos leva a repensar a nossa existência e a nossa relação de uns com os outros e com a informação.

Capurro, filósofo uruguaio, fez uma reflexão crítica sobre a existência do vírus e os atuais desafios informacionais, como as fake news em um mundo globalizado. “A forma de ser dos vírus muda em um mundo digitalmente globalizado. Existe uma correlação entre os danos que um vírus pode causar local e globalmente e os causados pelas fake news digitais”, diz o pensador. Ele defende a educação como algo necessário para combater a desinformação e o fenômeno da infodemia. Capurro também sugere mudanças na relação dos seres humanos com a natureza como uma das reflexões possíveis sobre esses tempos.

O seminário pode ser assistido na íntegra no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=fJNLf5VBov4

Fonte: Ibcit

CNJ institui o Dia da Memória do Poder Judiciário

A medida, prevista na Resolução 316/2020, considera a importância da preservação da memória institucional do Poder Judiciário

Divulgação

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Dias Toffoli, instituiu o dia 10 de maio como o Dia da Memória do Poder Judiciário brasileiro. A medida, prevista na Resolução 316/2020, considera a importância da preservação da memória institucional do Poder Judiciário, para conhecimento da história da Justiça no país e sua evolução.

A iniciativa tem por objetivo promover a identificação de conteúdo textual e imagético referente à história dos tribunais e de suas personalidades de vulto, além da promoção de encontros, palestras e seminários com participação de especialistas das áreas de História, Museologia, Arquivologia e Biblioteconomia, com vistas à divulgação de boas práticas de gestão documental e preservação da memória.

A data tem caráter cultural com vistas a participação da sociedade, por meio da produção de textos acadêmicos e literários a respeito do tema, além da realização de visitas guiadas de crianças e adolescentes de escolas públicas ou privadas aos tribunais do país.

Encontros anuais

O CNJ incentivará a realização anual de um Encontro Nacional de Memória do Poder Judiciário com participação de magistrados, servidores do Poder Judiciário, membros da sociedade civil e profissionais das áreas envolvidas (História, Arquivologia, Museologia, Biblioteconomia), a cargo de um dos tribunais do país, preferencialmente na semana do Dia da Memória do Poder Judiciário.

Fonte: Enfoquems

Ciência ao alcance de todos: Editora Fiocruz tem 182 livros em acesso aberto

A Editora reforça sua missão de ampliar o acesso ao conhecimento científico

Em meio à pandemia do novo coronavírus, os temas e dúvidas ligados à saúde e à ciência estão na ordem do dia. Como foram as epidemias do passado? Qual é a importância do SUS nesse cenário? Como se dão as pesquisas clínicas para vacinas e medicamentos? E o papel da OMS e da saúde global? Assuntos que não saem da cabeça de pesquisadores, autoridades, estudantes, gestores, jornalistas e da população em geral diante da maior emergência sanitária dos últimos tempos.

Essas e muitas outras informações científicas podem ser acessadas de forma fácil e sem custos. A Editora Fiocruz disponibiliza, para download gratuito, cerca de 180 livros em duas importantes plataformas de publicação online de livros e pesquisas acadêmicas: a Rede SciELO Livros e o Arca, repositório institucional da Fiocruz.

No SciELO Livros, a Editora Fiocruz conta atualmente com 285 títulos disponíveis, sendo 182 em acesso aberto. Os outros 103, que estão em modalidade comercial, têm preços bem abaixo do valor do exemplar impresso: 40% de desconto. A aquisição desses livros pela plataforma pode ser feita nas lojas Amazon, Google Play e Kobo Books. Já as obras livres podem ser baixadas em PDF ou em EPUB, formato específico para livros digitais.

Dessa forma, a Editora Fiocruz reforça sua missão de divulgar e ampliar o acesso ao conhecimento científico produzido nas diversas áreas da saúde. Dos cerca de 480 títulos de seu catálogo, mais da metade está disponível no SciELO Livros. A plataforma maximiza a visibilidade, a acessibilidade, o uso e o impacto dessas obras. Os textos em formato digital são legíveis nos leitores de e-books, em tablets, smartphones e nas telas de computador, amplificando o acesso à leitura em diversas plataformas.

Fonte: O São Gonçalo

Dia da Memória do Poder Judiciário estimula reflexão sobre democracia e cidadania

​​​Em abril, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, em sessão plenária, a instituição do Dia da Memória do Poder Judiciário: 10 de maio passou a integrar o calendário da Justiça para celebrar um patrimônio cultural construído desde o Brasil Colônia e legado para as gerações presentes e futuras. O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi o relator da proposta que deu origem à Resolução 316/2020. Segundo o ministro, “somos os guardiões de uma história que moldou e construiu nossas instituições judiciárias”.

A sugestão partiu do comitê do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname), que incentiva e apoia ações de preservação e divulgação da herança histórica da Justiça em todo o país. O objetivo é promover a conservação do acervo memorial dos tribunais, bem como homenagear as personalidades que marcaram a história da Justiça brasileira. Existem documentos, processos, objetos e imóveis, bibliotecas e museus que contam, por esse prisma, a história da sociedade e do Estado.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma unidade assume o papel de testemunhar a evolução histórico-jurídica do país. A Secretaria de Documentação (SED) faz jus à teoria clássica dos bens culturais, ao manter sob a sua responsabilidade a tríade museu, arquivo e biblioteca. Hoje, a SED é composta por três coordenadorias (Gestão Documental, Memória e Cultura, Biblioteca), voltadas especialmente para a proteção do patrimônio cultural da corte.

Por que 10 de maio?

A data faz referência ao alvará de 10 de maio de 1808, por meio do qual Dom João VI criou a Casa da Suplicação do Brasil. A iniciativa foi implementada dois meses após a família real se estabelecer no Rio de Janeiro, onde chegou em 7 de março daquele ano, após uma temporada em Salvador, fugindo da ameaça de invasão pelas tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal.

A medida marca a independência da Justiça brasileira em relação à portuguesa. Com a criação da Casa da Suplicação do Brasil, os recursos de apelações e agravos passaram a ser julgados no Rio de Janeiro, e não mais em Lisboa. O alvará de D. João VI determinava que “a Relação desta cidade se denominará Casa da Suplicação do Brasil e será considerada como Superior Tribunal de Justiça para se findarem ali todos os pleitos em última instância”. Neste ano de 2020, nossa Justiça comemora 212 anos.

Pensando nisso, o CNJ preparou duas sessões especiais – a primeira foi conduzida na última quinta-feira (7), na sede do STF, e a outra será realizada na terça (12), no próprio conselho. Além disso, o CNJ criou um selo comemorativo e disponibilizou em seu site informações sobre a data, inclusive com matérias produzidas por outros órgãos da Justiça, que poderão participar pelo Portal de Comunicação Integrada do Poder Judiciário.

Gestão documental

O coordenador de Gestão Documental do STJ, Julio Cesar Souza, afirma que parte da memória institucional se encontra registrada em documentos de arquivo, pela capacidade que eles possuem de registrar os fatos, preservar e estender no tempo suas evidências. “São testemunhos importantes da evolução da instituição e de suas relações com a sociedade, e constituem importante fonte de pesquisa.”

Para atender ao pesquisador, não basta à instituição guardar documentos. Segundo o coordenador, eles precisam ser tratados, organizados e estar disponíveis. Nesse aspecto, a gestão documental é fundamental. Só ela, com a aplicação de técnicas e instrumentos específicos, pode garantir que documentos de valor histórico sejam separados daqueles sujeitos à eliminação.

Arquivo virtual

Um exemplo da importância desse tratamento ar​quivístico para a preservação da memória institucional é o Arquivo.Cidadão. Nesse ambiente virtual, estão disponíveis para consulta vários conjuntos documentais acumulados pelo STJ. São documentos recolhidos para a posteridade em razão do valor que possuem como prova ou fonte de informação para o tribunal e a sociedade.

Imagem aérea das obras da sede do STJ, projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 22 de junho de 1995. O complexo de 140 mil metros quadrados comporta a circulação de 6 mil pessoas por dia.

​​Em 2019, mais de 49 mil pessoas visitaram o acervo virtual e puderam ter acesso a documentos como as fotos da construção da sede do tribunal ou processos que definiram entendimentos jurídicos sobre temas relevantes. São registros da evolução da corte e da sociedade, preservados a serviço da memória do país.
Na página do Arquivo.Cidadão, o usuário tem acesso ao boletim MomentoArquivo, que a cada mês relata um caso de repercussão julgado ao longo dos 30 anos de história do tribunal.

O portal do STJ também traz informações sobre o processo de sua criação na Constituinte de 1988, os antecedentes históricos e as transformações posteriores, até a era do processo eletrônico.

Museu

A memória do STJ tem um lugar cativo na sede do tribunal. Logo na entrada do Museu, o visitante se depara com vestes talares e um habeas corpus escrito em papel higiênico – lembrando que a Justiça é para todos.

Há um vídeo explicativo sobre o tribunal, móveis históricos e a galeria com a primeira composição da corte, proveniente do Tribunal Federal de Recursos (TFR) – cujos magistrados, servidores e recursos materiais foram incorporados ao STJ na instalação do novo tribunal, em 1989.

O Museu tem uma sala onde a história do extinto TFR se confunde com os primeiros passos do STJ. Os 42 anos da instituição que deu origem ao STJ são contados nessa exposição permanente do acervo do extinto tribunal.

Criado pela Constituição de 1946 e instalado em 1947 como segunda instância da Justiça Federal, o TFR é relembrado nessa mostra, que tem a finalidade de aproximar o Judiciário do cidadão, revelando a formação da cultura jurídica do país, com suas ideias e seus personagens.

A exposição permite uma viagem aos tempos em que a Justiça funcionava com procedimentos artesanais. Um exemplo dessa realidade tão distante do processo eletrônico é a mesa de madeira com estrutura em ferro na qual os volumes dos processos em papel eram remontados. Utilizada até 1992, a mobília traz as marcas das perfurações deixadas pela furadeira que abria caminho para os barbantes na costura feita com a ajuda de uma sovela – um tipo de agulha grossa.

O Museu do STJ, que também resgata a memória do extinto TFR, reúne móveis históricos, instrumentos de trabalho, processos, documentos diversos, vestimentas, fotos, condecorações e outras peças.

​Também compõe a mostra a mesa da sala de julgamentos da primeira sede do TFR. A exposição reúne, ainda, processos, documentos, vestimentas e fotografias que retratam como era a atividade judiciária do tribunal ancestral do STJ.

Patrimônio de todos

Para o chefe da Seção de Memória e Difusão Cultural do STJ, Evanildo Carvalho, “a memória é o principal ingrediente das construções identitárias, pois cria e fortalece nos indivíduos as ideias de pertencimento e, a partir disso, fundamenta os laços de reconhecimento e solidariedade no interior de uma comunidade, o que resulta na coesão social”. Segundo ele, reconhecer e trabalhar a memória como um valor “é o que alicerça e assegura a identidade da organização, sua conformação no espaço social”.

O espaço destinado à memória da instituição oferece ao público uma galeria de arte contemporânea, cujas exposições temporárias integram um calendário anual.

O tribunal mantém diversos programas educativos que promovem visitas de estudantes de todos os níveis e grupos de idosos ao museu e outras dependências.

O Museu do STJ fica disponível para visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. No momento, porém, em virtude da pandemia da Covid-19, a sede do STJ está fechada para o público.

O acervo do Museu do STJ pode ser conhecido também pela internet.

STJ 30 anos

Entre dezembro de 2018 e abril de 2019, o site do STJ publicou a série de reportagens 30 anos, 30 histórias​, em comemoração aos 30 anos de instalação do tribunal. Criada com a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, a nova corte foi oficialmente instalada em 7 de abril de 1989.

A iniciativa da Secretaria de Comunicação Social teve o objetivo de resgatar a memória de três décadas de prestação jurisdicional por meio de 30 personagens que, de alguma forma, tiveram suas vidas afetadas pelos julgamentos ou contribuíram, muitas vezes de forma anônima, para a construção dessa história.

A série de reportagens deu origem a uma exposição multimídia, aberta em 2 de outubro de 2019 na sede do tribunal, e também a uma edição especial da revista digital Panorama STJ.

Biblioteca digital

Com quase 130 mil documentos, a Biblioteca Digital Jurídica (BDJur) é um dos maiores acervos digitais jurídicos da América Latina. Atualmente, usuários do Brasil e do exterior acessam a plataforma para visualizar – e baixar – itens como livros, artigos jurídicos, palestras, bibliografias, conteúdos doutrinários, obras de arte, textos da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e do extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR), além de documentos produzidos pelo próprio STJ.

Criada em 2005, a BDJur foi a primeira biblioteca digital do Poder Judiciário inscrita sobre uma plataforma livre, permitindo acesso direto ao seu conteúdo por meio de ferramentas de busca. O repositório de material jurídico e administrativo é mantido pelo STJ. Além disso, estão disponíveis obras raras, artigos e palestras em vídeo de juristas renomados, trabalhos acadêmicos (de autoria dos ministros e servidores) e mais de 130 títulos de revistas jurídicas das principais editoras do país.

Fonte: STJ

O acesso à informação nos tempos da pandemia

Texto por Jéssica Melissa Poquini

Trabalhar remotamente traz uma série de desafios que vão além da abrupta mudança de cultura que as empresas, instituições públicas e até Poder Judiciário enfrentam.

“Pode ser difícil encontrar agulha no palheiro. Mas não descalço.” – Millôr Fernandes.

Vivemos um contexto que mudará paradigmas em diversos setores mundiais. A pandemia da Covid-19 trouxe reflexos e vivências que muitas empresas, de vários ramos da economia não estavam preparadas. Impactou diretamente a atividade econômica, obrigando-as a adotar o trabalho remoto, a fim de reduzir a disseminação do vírus e zelar pela saúde dos colaboradores.

Trabalhar remotamente traz uma série de desafios que vão além da abrupta mudança de cultura que as empresas, instituições públicas e até Poder Judiciário enfrentam.

Para bibliotecas, arquivos jurídicos e demais unidades de informação, a mudança traz também oportunidade de reflexões acerca dos processos cotidianos para os bibliotecários e, principalmente, para os usuários, foco do presente texto.

Nas bibliotecas virtuais, na maioria das vezes o acesso a diversos títulos é limitado, seja pela falta da publicação em formato eletrônico (algumas editoras não disponibilizam seus títulos em formato digital), seja por serem exigidos direitos autorais, ou, ainda, pela ausência de um bibliotecário.

Encontrar soluções alternativas é essencial para atender a demanda do usuário. Para tanto, o profissional deve ter conhecimento de diversas fontes confiáveis para poder apresenta-las como alternativa: periódicos especializados, rede de contato para solicitar apoio e uma boa seleção de títulos eletrônicos para suprir demandas importantes. A digitalização do acervo bibliográfico é fundamental. Mesmo que o documento digitalizado não substitua o original, permitirá o acesso à distância e a correta identificação da fonte.

Adicionalmente, torna-se ainda mais importante a organização eficiente do sistema de gerenciamento de documentos. Sem isso, procurar as informações é como procurar uma agulha no palheiro. Documentos digitalizados e organizados com padrões estabelecidos dão autonomia para o usuário localizar a informação. Para facilitar a localização dos documentos eletrônicos no sistema, devem ser observados, em especial, os seguintes aspectos:

  • Todos os documentos devem ser salvos com a nomenclatura padrão do escritório. Deve ser estabelecida uma política de padronização ou, em sua ausência, é importante estabelecer padrões mínimos a serem seguidos por todos, com ampla divulgação, por cartilhas ou treinamentos internos.

  • Muitos documentos em formato de imagem não possuem a ferramenta de OCR (reconhecimento de texto) o que impede a recuperação por pesquisa textual (por conteúdo). Por isso, esses devem ser arquivados com uma descrição mínima feita pelo usuário.

  • Os sistemas de gerenciamento de acervo possuem diversos campos e conectores para buscas que, combinados, podem “refinar” e “filtrar” resultados mais precisos. Neste ponto, o acesso a manuais de pesquisa é de grande valia;

  • Todos os documentos devem ser salvos na rede e não na área de trabalho.

Assim como os livros possuem sua padronização de localização, os documentos eletrônicos também devem seguir normas de registro e arquivamento. É preciso um trabalho interdisciplinar em conjunto com os diversos setores do escritório ou da empresa, para a maximização dos resultados: os profissionais de tecnologia da informação, para adotar ferramentas capazes de fazer reconhecimento de texto; os colaboradores comprometidos em seguir à risca a política de padronização imposta e profissionais do arquivo e/ou biblioteca, para orientar e implementar os padrões.

Com todos os colaboradores envolvidos e dedicados no processo de gerenciamento do acervo, quem sabe a informação deixe de ser uma agulha no palheiro.

______________

*Jéssica Melissa Poquini é bibliotecária na Dias de Souza Advogados Associados. Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP e pós-graduada em Gestão de Projetos Culturais pela USP.

Fonte: Migalhas

Webinar: A importância dos identificadores digitais na comunicação científica

Nesta sexta-feira, dia 08/05, a partir das 20h, o editor-chefe e a assessora editorial da Mises Journal, Adriano Paranaiba e Suely B.C. Soares, irão fazer um webinar no canal do YouTube e no Facebook do IMB para tratar da importância dos identificadores digitais na comunicação científica.

Para receber os melhores conteúdos do IMB: https://bit.ly/cartasemanalmises

Fonte: Instituto Mises Brasil

El papel de las bibliotecas de ciencias de la salud en medio de la crisis sanitaria COVID-19

Hoy la Biblioteca del Hospital universitario de Fuenlabrada ha tenido la oportunidad de participar, junto a otras bibliotecas de toda España (bibliotecas hospitalarias, colegiales, virtuales centrales) en una charla convocada por Ebsco Information Services (proveedor, en nuestro caso, de recursos como CINAHL, Enfermería al Día, IMAIOS, varias revistas…). Las principales conclusiones se podrían resumir en la necesidad de reaccionar ante los nuevos retos con soluciones que hasta ahora se habían ido retrasando, aunque estaban ahí en muchas ocasiones:

  • teletrabajo como opción cierta y eficiente

  • formación online a nuestros usuarios

  • aumentar la cooperación (como ha demostrado el éxito de la iniciativa #AyudaBiblioteca), superando barreras territoriales/administrativas

  • incrementar nuestro papel como filtro en la selección de recursos de información de calidad

  • reestructuración y readaptación de los espacios físicos

  • abrirnos a nuevos horizontes (lucha contra los bulos, atender a las demandas de información sanitaria por la población general…)

  • desarrollo del OpenAccess, imparable después de cómo se ha visto que ha facilitado el avance de las investigaciones sobre la COVID19

  • nuevos modelos de publicación y de la cadena de revisión y validación por pares ¿repositorios y técnicos sanitarios como alternativa?

  • Se puede ver ya el vídeo completo, aviso, es largo 🙂

Fonte: Biblioteca HFLR

Covid-19: historiador discute produção de consensos na ciência

Como se constroem os consensos na ciência? Por que os cientistas e as instituições de pesquisa reveem suas posições? Qual o papel dos dados nesses processos e na tomada de decisões? O historiador Robert Wegner, pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), discute esta e outras questões relacionadas à pandemia neste vídeo da série especial Covid-19: o olhar dos historiadores da Fiocruz.

No começo de março, ainda não havia consenso absoluto entre as instituições de pesquisa do Brasil sobre a necessidade de isolamento social. […] Por volta da segunda semana de março […], a informação do que estava acontecendo na Itália foi crucial para que a Fiocruz e o Ministério da Saúde, orientados pela ciência, mudassem de posição em direção a um grande consenso em defesa do isolamento social”, explica.

Esse episódio sinaliza que as instituições de saúde são titubeantes? Pelo contrário, afirma o pesquisador. “Isso mostra que a ciência funciona como uma imensa rede e [que] informações provindas de uma localidade têm enorme impacto em outras e [contribuem] para a formação de um consenso global. Essa rede torna a ciência e suas instituições mais fortes”, analisa Robert Wegner, que também é professor do Programa de Pós-Graduação em História das Ciênias e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz.

Citando o filósofo austríaco Karl Popper, Wegner explica que o conhecimento científico é caracterizado pelo fato de poder ser revisto, submetido à prova e substituído. “A ciência ajuda a abrir nossas mentes para um conhecimento que está sempre sendo refeito por outros seres humanos. É na aparente fraqueza da ciência que repousa a sua força. É com ela que precisamos e devemos contar hoje”, defende. Confira o vídeo.

Fonte: Fiocruz

Entrevista: Sarita Albagli fala de ciência aberta, informação e pandemia

Texto: Carolina Cunha

Divulgação

Sarita Albagli é pesquisadora do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e professora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação/Ibict-UFRJ.  Ela também coordena o Programa de Pesquisa em Ciência Aberta e Inovação Cidadã com o apoio do CNPq e da Faperj.

Na entrevista ao site do Ibict, a professora reflete sobre a ciência em tempos de pandemia do Coronavírus. Ela também avalia o papel da informação e a abertura e o compartilhamento de dados nesse contexto.

Como a professora avalia este momento de crise e a relação entre ciência e sociedade?

Sarita Albagli – Antes de eclodir esta crise relacionada à emergência da pandemia do novo Coronavírus e da Covid-19, já estávamos vivendo um momento de grande inflexão e reflexão na relação entre ciência e sociedade. Assim, se a ciência ganhou um status de políticas de Estado e de apoio da sociedade, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, nos tempos mais recentes passou a existir um espaço para a difusão de ideários negacionistas dos resultados e do papel do conhecimento científico. Por exemplo, os movimentos antivacina, o negacionismo da questão climática e ideários como o terraplanismo. Então, esse momento coincidiu também, no mundo todo, com uma diminuição do prestígio e dos recursos de apoio à atividade científica. Portanto, já existia um movimento por parte da ciência de repensar a sua relação com a sociedade e de se indagar o que motivaria esse tipo de questionamento.

O que este momento nos revela?

Sarita Albagli – A pandemia vai trazer novos ingredientes. Há muita discussão comparando por que a crise climática, que é também planetária, que traz consequências sobre as diferentes formas de vida no planeta, e que já vem causando uma série de desastres e extremidades climáticas importantes, não mobilizou com tanta força esta rediscussão do papel da ciência como hoje a gente vê com a questão da pandemia. Uma das coisas que se diz é que a ameaça à vida pela pandemia está muito mais palpável e visível, ela atinge a todos. Claro que a gente sabe que os impactos são desiguais, mas de algum modo, sabemos que todos serão afetados pela pandemia. Ficou evidente que a relação entre ciência e sociedade precisa ser repactuada, no sentido de que há um reconhecimento de que as nossas decisões, em âmbito das políticas públicas, em âmbito individual e dos nossos comportamentos, de algum modo elas precisam estar cientificamente embasadas. Por outro lado, a ciência precisa de novas formas de comunicar isso para a sociedade e de mobilizar, e também de ouvir muito o que a sociedade tem a dizer e a contribuir. Tanto na contribuição da sociedade em apoiar a atividade científica, não só financeiramente, mas também com seus dados, conhecimentos e questões, como na ação da sociedade para a produção de novos artefatos que estão sendo importantes para o enfrentamento da pandemia. Então esse momento nos revela a necessidade dessa repactuação e de estabelecer novas linguagens, formas e meios de comunicação entre a ciência e a sociedade, não só uma via única, da ciência para a sociedade, mas também da sociedade na direção da ciência.

Qual seria o papel da informação no combate à pandemia do Coronavírus?

Sarita Albagli – A informação é uma forma de registro e circulação de conhecimentos, subjetividades, culturas, entre outros. A informação sempre foi crucial no sentido de fazer circular conhecimentos que poderiam ficar encerrados nas pessoas, nos especialistas, cientistas e laboratórios.  Hoje temos a possiblidade, com as novas bases técnicas e tecnológicas, de fazer isso de uma maneira muito mais ampla. A primeira coisa então é que a informação hoje como forma de registro e transporte de conhecimento sobre a Covid-19 é muito importante. Mas, a gente também precisa entender que apenas a disponibilização da informação não move a ação. Outros elementos são necessários.

A segunda coisa é que fica evidente que a sociedade precisa também se formar, se capacitar a ter uma perspectiva crítica em filtrar e em utilizar essa informação que está disponível. Existe a informação de boa qualidade, aquela que se fundamenta nos fatos, questões objetivas e na ciência. Mas, também existe uma informação de má qualidade, aquela que é baseada em pouca fundamentação ou que é propositalmente desvirtuada para ser usada como forma de manipulação de opinião, como é o caso das fake news e coisas desse tipo. Então, o que a gente chama das competências críticas da informação são hoje muito importantes porque existe muita informação de má qualidade ou manipulada. Sempre existiu esse fenômeno, mas considerando hoje as formas de circulação mais amplas, isso também faz com que as más informações também possam circular mais amplamente. Se a gente tem uma democratização no acesso à informação, a gente também precisa democratizar as formas e as competências para lidar, filtrar e fazer o bom uso dessa informação.

No contexto da pandemia, editores internacionais pagos liberaram o acesso a seus conteúdos científicos de forma temporária. De que forma a ciência aberta (e as dimensões desse guarda-chuva) podem colaborar na crise?

Sarita Albagli – Estamos aqui falando da comunicação científica, que afeta a circulação de conhecimento no âmbito das comunidades científicas. A gente sabe que a importância da abertura das publicações científicas não é uma questão nova. Ela não surge com a pandemia ou com outros momentos críticos de emergência em saúde. Ela esteve na origem do movimento mais amplo pela ciência aberta. A ciência aberta parte desse movimento de abertura da literatura científica, mas esses momentos de crise vão na verdade reforçar uma coisa que o movimento já vem dizendo há muito tempo: a ideia de que a ciência precisa ser compartilhada, aberta, para que ela possa avançar, para evitar redundâncias, aumentar as possibilidades de filtragens de conhecimentos científicos relevantes e aumentar as possibilidades de cooperação. Esses momentos críticos acentuam a urgência desta abertura de conteúdo, mas podemos dizer também que, se esses conteúdos já tivessem sido abertos antes da crise, estaríamos em uma situação muito mais vantajosa para o enfrentamento.

Reforça também a ideia de que não basta simplesmente abrir o artigo, aquele produto final. Os dados que embasam esses resultados e que são produzidos, consultados e usados ao longo da pesquisa científica são fundamentais. A gente sabe que muitos dados que são gerados numa pesquisa, com uma finalidade, se eles estão livremente acessíveis, podem ser também reutilizados, não só com a mesma finalidade ou para replicar os experimentos, mas também para outros fins que não tenham sido pensados originalmente. Sabemos que os dados de pesquisas de outras doenças, que não a Covid-19, são importantes porque podem ser aproveitados também no caso do tratamento da Covid-19. Isso mostra a importância e o potencial de um ambiente mais geral de abertura da ciência.

O que a gente tem a dizer é que não podemos nos limitar a esses momentos, como foi também o caso das situações de emergência do Ebola, do Zika Vírus, do H1N1, em que houve uma pressão para abrir os dados. A cada crise dessas, a gente vai aprendendo e criando novas formas para fazer isso. Essa abertura precisa ser contínua, ela não pode ser cíclica. Porque não existe tempo. Apesar dela ser positiva, esse conhecimento já poderia estar muito mais avançado. Quem estuda as epidemias e infectologias diz que, embora ninguém pudesse prever esta pandemia em sua extensão, já se apontava que os vírus são os nossos grandes predadores, por uma série de motivos que têm a ver com a forma como as nossas sociedades vêm se construindo, o que tem tudo a ver com a discussão das causas das grandes crises ambientais planetárias.

Mas é preciso garantir as condições para que a abertura da ciência se dê de forma equânime, que não seja apropriada privadamente por grupos que se aproveitam de maneira oportunista.

Existe alguma iniciativa na ciência ou no acesso à informação que te chamou a atenção?

Sarita Albagli – A gente vê, por exemplo, na questão do sequenciamento genético do vírus, como a abertura de dados é fundamental. E não é uma abertura que deveria se restringir a grupos de pesquisa que já colaboram normalmente. Então não basta compartilhar entre pequenos grupos específicos, mas quanto mais abrir, mais grupos de pesquisa em todas as partes do mundo podem contribuir para o avanço desse conhecimento, nas suas especificidades. Do mesmo modo, outra vertente da ciência aberta, que são as ferramentas científicas abertas, os equipamentos abertos, a questão das licenças abertas também se revelam importantes nesta pandemia, quando vemos a necessidade de acesso à informação para a produção a baixo custo e em larga escala de equipamentos de proteção individual como as máscaras e os respiradores, mas também equipamentos que são importantes para o próprio desenvolvimento da pesquisa científica, que tem a ver com os Grids, a E-Science, as grandes produções e os Big Data da ciência. As possibilidades de você ter acesso aos códigos de produção e licenças também estão se revelando importantes.

Também posso citar a chamada ciência cidadã, que não é só promover a contribuição de não-cientistas para o avanço do conhecimento científico, é também a forma de reforçar a comunicação entre ciência e sociedade. A gente sabe que as pessoas que estão tendo sintomas, que estão reagindo e vivenciado a recuperação em relação ao vírus, as diferentes formas como o vírus está se expressando em diferentes localidades, podem contribuir com suas experiências. Esses dados produzidos pelos cidadãos podem ser registrados e circulados amplamente, isso é muito importante do ponto de vista da chamada ciência cidadã. Também do ponto de vista da produção de equipamentos, a gente tem visto várias iniciativas de conexão entre institutos de pesquisas e as chamadas comunidades makers, aqueles que desenvolvem espaços de inovação fora dos espaços formais e reconhecidos de produção científicas, mas que possuem um papel crucial de envolver outros grupos que não têm assento ou não encontram oportunidades nos espaços formais. Essa relação entre essas duas pontas é muito importante. Vemos no mundo inteiro pequenas inovações sociais que estão sendo efetivas para o enfrentamento dessa pandemia.

Existe uma necessidade de gerar dados rápidos na ciência. Como a professora avalia a publicação de preprints nesse contexto?

Sarita Albagli – Eu citei aqui a questão dos dados rápidos e de como isso é importante. A publicação de preprints é uma coisa que antecede o próprio movimento pelo acesso aberto. Começou com os físicos e biólogos e depois alcançou outras áreas da ciência, a partir de uma necessidade que revela que o processo de publicação tradicional de artigos científicos pode ser muito moroso. A gente vê que, com os novos meios técnicos, não se justifica toda essa morosidade. Hoje está também em discussão a forma de revisão entre pares. Com os preprints, você tem a possibilidade de ampliar muito as contribuições que podem existir quando você divulga a pesquisa em um primeiro momento.  Isso pode gerar apontamentos e novas contribuições. até se transformar em um novo artigo. Portanto, os preprints não representam uma coisa nova, mas que já vinha ganhando força com o movimento de acesso aberto e o movimento mais amplo da ciência abertaNo Brasil, por exemplo, o Scielo já vem investindo nisso. Agora o Ibict junto com a Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) também está investindo no acesso aos preprints. Isso é muito importante para agilizar o processo de comunicação científica, mas sempre pensando que os preprints são espaços de autonomia dos cientistas para a publicação antes de fazer a submissão a um periódico.  Acho que é muito importante resguardar esses espaços de autonomia e ao mesmo tempo de visibilização rápida. Ao mesmo tempo entender os preprints como um momento que precede e ao mesmo tempo impulsiona a avaliação pelos pares, que é também fundamental. Assim como o fast-track – que é fazer com que – mesmo nos pós-prints, já no processo de publicação usual, o ciclo da comunicação científica seja mais encurtado para que esses resultados de pesquisa sejam rapidamente compartilhados.

Qual é a sua expectativa para o pós-crise? Acredita em alguma mudança nos desafios informacionais e da ciência? O que precisamos para avançar?

Sarita Albagli – Eu acho que a Covid-19 realmente nos traz um momento de inflexão importante e de aprendizados de várias ordens. Quando a gente fala de expectativa, fala primeiro no plano do desejo. Eu gostaria de ver que nós saíssemos disso tudo engrandecidos. Reforçando valores e práticas de colaboração, de solidariedade, de reconhecimento que os vários atores sociais têm um papel importante no enfrentamento desta pandemia: as políticas públicas, a sociedade civil e a responsabilidade social do setor privado. A gente tem aí uma série de elementos. Iremos provavelmente sair daí sofridos pelas perdas que estamos vivenciando, mas podemos sair também fortalecidos. Trabalhamos com forças positivas que já estão aí, que podem vir a reforçar e renovar os avanços. Mas, também existem outras forças negativas que estão aí, vivas, como o fortalecimento das xenofobias, o uso da discussão científica para disputas ideológicas e políticas que não servem ao conjunto da sociedade e do interesse público, os nacionalismos exacerbados e o aumento da precarização social. A gente tem tudo isso aí, como uma cesta de possibilidades. Eu acho que essas coisas vão de algum modo continuar presentes, mas não podemos ficar passivos em relação a esses vários cenários. Portanto, voltando ao primeiro ponto da entrevista, os desafios da ciência, os desafios informacionais partem do reconhecimento de que essa agenda que a gente já vinha colocando em favor da abertura da ciência em todas as vertentes, não só do acesso, mas na produção, nos dados, nas licenças, na participação cidadã, ela precisa ser reforçada, ampliada e continuada para além dos momentos de crise. Porque outras crises vão ocorrer e a gente já viu que essa relação entre ciência e sociedade tem uma centralidade. Portanto, temos que investir nessa relação mais democrática e de abertura da ciência.

Carolina Cunha

Núcleo de Comunicação Social

Fonte: Ibict

Ministro anuncia lançamento do site Ciência em Casa MCTIC, em parceria com o Ibict

Ministro anuncia lançamento do site Ciência em Casa MCTIC, em parceria com o Ibict
Divulgação

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançou o site Ciência em Casa MCTIC, um espaço que traz atividades científicas, jogos e informações destinadas a levar à população o conhecimento científico de forma lúdica e divertida.

O anúncio da ação, que conta com o apoio do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), foi feito na tarde de ontem (14/04) pelo ministro astronauta Marcos Pontes, na coletiva de imprensa cedida no Palácio do Planalto, em Brasília.

Para o ministro, o site pode contribuir para a educação científica durante a quarentena, uma vez que as crianças podem usufruir de seus atrativos durante o tempo em que estiverem em casa. “É uma boa maneira para se divertir e aproveitar para conhecer mais sobre Ciência e Tecnologia”.

A diretora do Ibict, Cecília Leite, diz que está muito satisfeita com a contribuição do Ibict neste momento de pandemia, pois as atividades propostas podem ajudar especialmente as pessoas que estão em casa sem acesso presencial à escola.“ O Ibict, junto ao ministério, tem exercido seu papel na disseminação da divulgação científica e deixado um legado positivo no que diz respeito à Ciência e Tecnologia neste tempo de quarentena”, afirma.

Tiago Braga, coordenador-geral de Tecnologias da Informação e Informática (CGTI) explica que o site possui uma navegação linear e direta que permite o acesso de qualquer conteúdo com apenas dois cliques. “Toda a parte de concepção e desenvolvimento tecnológico foi construído pelo Ibict no intuito de permitir que as pessoas possam acessar o conteúdo a partir de qualquer dispositivo conectado à internet, não requer nenhum tipo de acesso especial, como logins e senhas”.

Para Wagner Fischer, responsável pelo Canal Ciência do Ibict, o objetivo do Ciência em Casa MCTIC é reverberar muito do que o Ibict já faz por meio do Canal, projeto da Coordenação de Redes e Serviços de Informação de Novos Produtos (CORES) que cedeu grande parte de seu conteúdo para o novo site, podendo levar divulgação científica e tecnológica de forma mais interessante para alunos e professores de ensino fundamental e médio que estão em casa.

O site fará parte de um novo portal com lançamento previsto para os próximos dias, que busca sistematizar e disponibilizar as informações sobre a COVID-19. O espaço contará com seções como Rede Vírus MCTIC, com atividades promovidas pelo ministério; Infográfico Interativo (Visão), que permite a visualização de dados relacionados à COVID-19; e Universo Científico, com ações de disseminação de informações científicas para pesquisadores.

Para acessar o Ciência em Casa MCTICclique aqui.

Lucas Guedes, Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Fonte: Ibict

Consórcio BDJur oferece novos conteúdos

​O Consórcio BDJur – rede de bibliotecas digitais jurídicas – teve o seu acervo ampliado, com a disponibilização de conteúdos da Biblioteca Digital do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Agora, ao pesquisar no Consórcio BDJur, é possível ter acesso a artigos, periódicos, trabalhos acadêmicos, livros e outras publicações disponíveis na Biblioteca Digital do TSE – como a obra “Evolução do sistema eleitoral brasileiro”, de Manoel Rodrigues Ferreira, publicada pelo TSE em 2005.

Gerenciado pela Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, do STJ, o Consórcio BDJur passa a reunir acervos digitais de dez importantes repositórios jurídicos, das seguintes instituições: STJ, CJF, TSE, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e Tribunal de Justiça do Ceará.

Atualmente, são mais de 120 mil documentos, número que cresce a cada dia. O consórcio oferece a possibilidade de realização de buscas simultâneas em todos os acervos digitais integrados ao sistema, o que permite encontrar as informações desejadas com mais agilidade.

Acesse o Consórcio BDJur a partir do Acesso Rápido, na parte inferior da homepage do site do STJ, no item Biblioteca. Ou vá diretamente clicando aqui.

Mais informações podem ser obtidas no telefone (61) 3319-9880.

Fonte: STJ

Informação como arma no combate ao Coronavírus

DA REDAÇÃO

Neste momento de pandemia ter fácil acesso a informações oficiais, confiáveis e verificadas é necessário. O Legislativo paulistano, através da Rede Câmara São Paulo, coloca seus meios de comunicação à disposição da sociedade paulistana para ajudar no combate ao novo Coronavírus. Acreditamos que a informação de interesse público é uma arma muito importante nesta luta que aflige todos nós.

Concentramos nossos esforços em um hotsite que, além de contribuir na checagem de Fake News, produzirá conteúdo para que voluntários ajudem, virtualmente, a Câmara na transmissão de notícias e orientações no enfrentamento ao COVID-19. Já no lançamento, temos quase 2 mil voluntários virtuais nessa missão [para fazer parte – clique aqui ].

Na página, será possível se informar sobre formas de prevenção, sintomas e o que fazer em casos suspeitos, por exemplo. A finalidade é contribuir para o enfrentamento da doença a partir de dados oficiais.

O hotsite também conta com uma central de dúvidas, que reúne as principais questões sobre a COVID-19 no momento. Além disso, como forma de ampliar a transparência, a população poderá consultar todas as Leis e demais documentos produzidos pelos parlamentares durante este período e organizados pelo Portal da Legislação Paulistana.

Divulgue para amigos e familiares. Chame mais gente para ajudar nessa corrente.

Combater as Fake News, transmitir apenas informações oficiais e verificadas e orientar a população é tão importante quanto se cuidar contra a doença.

Para conferir e participar é só clicar aqui.

Fonte: CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

Cancelamento – Enancib 2020

O Fórum de Coordenadores de Grupos de Trabalho da ANCIB, em reunião extraordinária realizada hoje, 09 de abril de 2020, através da ferramenta Google Meet, com a presença da Diretoria da ANCIB e da Presidência do Comitê Realizador e Organizador do Enancib 2020 PPGCI IBICT UFRJ – Rio de Janeiro, aprovou, por unanimidade, a SUSPENSÃO do Enancib, em razão da pandemia da COVID19, sendo todas as atividades relativas ao evento transferidas para o ano de 2021.

Fonte: ANCIB

 

ABEC Brasil e Ibict lançam repositório de preprints

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Foto: Freepik/ Logo: Elisabete Werlang

Texto por Leandro Rocha

Nos próximos dias, a Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC Brasil) e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) lançarão um repositório de preprints pioneiro, voltado para revistas científicas. Batizado de EmeRI – Emerging Research Information – o repositório parte de uma demanda de editores científicos, em meio à urgência de divulgar resultados de pesquisa sobre o novo coronavírus.original.

Na concepção original, repositórios são alimentados por autores.  As revistas não têm tal recurso à disposição e não têm como oferecer a informação nesse estágio intermediário, entre a aprovação na revisão inicial de conformidade e a tramitação pelos pareceristas científicos e a preparação editorial. O EmeRI inova, ao oferecer essa possibilidade”, afirma Piotr Trzesniak, Secretário-Geral da ABEC Brasil e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O apoio da equipe de Coordenação Geral de Pesquisa e Manutenção de Produtos Consolidados do Ibict, comandada por Bianca Amaro, está sendo fundamental nessa rápida viabilização do projeto”, conclui.

O preprint é um artigo que ainda não passou pela tradicional avaliação por pares – que pode levar vários meses – mas que mesmo assim é disponibilizado para acelerar o acesso à informação. Atualmente, não há um servidor centralizado que permita às revistas científicas a publicação de preprints.

O EmerRI se propõe a ser uma plataforma aberta para revistas científica de todo o mundo, não apenas do Brasil, mas sempre com um olhar carinhoso para os países cientificamente emergentes.

Será alimentado pelos próprios editores. Os preprints deverão ter passado pelo processo de desk review – aprovados para prosseguir para a etapa de revisão por pares -, segundo o critério de cada revista, além de ter a autorização dos autores.

A proposta surgiu há cerca dez dias e será lançada com a expectativa de contar com colaboração de toda comunidade ligada à produção e editoração científica para a alimentação, bem como para avaliação e sugestões que possam ajudar o aperfeiçoamento da plataforma.

Fonte: ABEC Brasil

No Dia Nacional da Biblioteca, recebemos o compartilhamento de um acervo digital com mais de 4 mil obras

CARD_acervo digital e biblioteca ESA

Em um espaço preenchido pelo silêncio, também se percebe os traços de esforço e dedicação que lotam as prateleiras e acompanham as horas de estudos e pesquisas da advocacia, eis a biblioteca da Escola Superior de Advocacia da OAB/RS (ESA/RS), situada no espaço do OAB/RS Cubo (Rua Manoelito de Ornellas, 55 – Porto Alegre/RS). Nesta quinta-feira (09), se comemora o Dia Nacional da Biblioteca. Segundo o Decreto nº 84.631 de 1980, se instituiu no país a Semana nacional do Livro e da Biblioteca, bem como o Dia do Bibliotecário. Por este motivo, o dia 9 de abril é conhecido como o Dia da Biblioteca.

Sendo constantemente atualizada, a biblioteca da ESA/RS conta, atualmente, com um acervo com mais de 10 mil títulos. Através de seu projeto ESA Cultural, a Escola também promove o lançamento de livros escritos pela advocacia gaúcha. O evento de lançamento costuma ser marcado por um debate sobre uma obra e uma sessão de autógrafo com seu autor.

“O aperfeiçoamento contínuo é essencial em nossa profissão, o dia a dia de advogadas e advogados depende de muito conhecimento e embasamento em suas referências para atendermos nossos clientes. Requer atenção e muito comprometimento”, afirma o presidente da OAB/RS, Ricardo Breier.

Breier ainda destaca a atenção da Ordem gaúcha com a qualificação e atualização da advocacia: “Através de nossa Escola Superior de Advocacia, promovemos cursos de aperfeiçoamento, idiomas e especializações, com temas atualizados e profissionais renomados, e com nossa biblioteca não poderia ser diferente. A OAB/RS está sempre de portas abertas à advocacia e à cidadania, e acreditamos que proporcionar ferramentas ao estudo é uma forma de dispor de recursos para aprimorar e auxiliar o trabalho do advogado em seu cotidiano”, assevera.

“Desde pequena sou uma amante dos livros, quando me perguntavam o que eu queria de presente, pedia livros”, conta a diretora-geral da ESA/RS, Rosângela Herzer dos Santos.

Rosângela ressalta que a biblioteca da ESA/RS está localizada em um lugar muito destacado e harmonioso, um grande convite a colegas advogados e advogadas para fazerem uso dela. “Nosso acervo contém mais de 10 mil obras, e sempre estamos em busca de deixá-la o mais atualizada possível. Para mim, é uma satisfação termos este espaço, contribuindo, através de nossa biblioteca, com o desenvolvimento intelectual e proliferação do conhecimento. Além disso, a nossa biblioteca também tem a função de preservar a nossa cultura, contando a relevância da advocacia”.

Leitor assíduo e colecionador de obras de grandes autores em diversas áreas, o vice-diretor da ESA/RS, Darci Guimarães Ribeiro, ressalta que a data é uma de suas preferidas e brinca que costuma dizer que nas bibliotecas, ou ao menos na sua biblioteca, costumam residir seus professores e amigos mudos: “Dentro de uma biblioteca, há a capacidade de nos fazer rir, chorar, viajar, aprender, tudo isso sem sair de casa ou do escritório. Por isso, essa data é importante, para que possamos refletir que hoje só somos, e chegamos a este estágio civilizatório, graças aos livros. Monteiro Lobato dizia que “um país se faz com homens e livros”, acredito muito na força do livro, a única capaz, para mim, de transformar uma realidade, uma biblioteca é tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz”.

Usuário frequente na biblioteca, o advogado Eduardo Waschburger, conta um pouco da experiência com o espaço, que começou antes mesmo de estar no OAB/RS Cubo: “Frequento a biblioteca há muitos anos, desde antes de ser no prédio no Cubo, quando eu ainda era estagiário de Direito. Sempre fui muito bem atendido e assessorado para localizar os materiais que precisava, e aqui também agradeço a ajuda que na época recebia, através do atendimento bibliotecário da Bernadete Moro. Atualmente, costumo ir à biblioteca pelo menos duas vezes ao mês, buscando materiais sobre Direito civil, família e sucessões e processo civil”.

A advogada Luciana de Souza Mazur, ressalta sua satisfação com a variedade e atualização das obras, além do bom atendimento que sempre recebeu: “Frequento a biblioteca desde quando ficava no endereço da Av. Andradas, enquanto era estagiária. Sempre fui muito bem atendida, também se precisava encontrar alguma matéria especial, sempre me alcançaram o livro mais atualizado possível sobre o tema, e isso é algo que gosto muito na biblioteca, a variedade de livros. Atuo mais com Direito civil e de família, mas quando surge a necessidade de atualização sobre outras áreas, é o primeiro lugar ao qual recorro. Realmente, costumo recomendar a biblioteca da ESA/RS aos colegas”.

Vice-diretor da ESA/RS compartilha acervo digital com a biblioteca

O vice-diretor da ESA/RS Darci Guimarães Ribeiro, ao longo de anos, através de incontáveis pesquisas, acumulou um acervo digital com mais de 4 mil obras, em áreas como Direito, Filosofia e Sociologia. Aproveitando a data comemorativa, Darci compartilhou todo o seu acervo com a biblioteca da ESA/RS, estando, a partir de hoje, disponível para a leitura da advocacia clicando aqui.

A diretora-geral da ESA/RS, Rosângela Herzer dos Santos, destaca e agradece em nome de toda a diretoria da Escola: “O acervo que recebemos do diretor e professor Darci vem para abrilhantar ainda mais a nossa biblioteca, que passa a contar com ainda mais obras de grande significância, e está a disposição de todos que queiram fazer uso dela”.

“Alimento esse acervo há cerca de 20 anos, tenho por hábito, à noite e nos finais de semana, ir atrás de obras que me interessam. Sempre que estou lendo uma obra, e ela me indica outra obra, seja de Direito, Literatura ou Filosofia, vou atrás até encontrá-la. As bibliotecas, hoje, disponibilizam quase tudo o que possamos imaginar”, conta o vice-diretor.

Darci afirma que seria difícil destacar, em seu acervo, o título de obras principais, e ressalta: “Tenho obras como a dos fundamentos do cristianismo, feitas por um autor chamado Filón de Alejandría, que condensam cinco volumes. No acervo, também  obras clássicas como de Direito administrativo, escrita por Sabino Cassese, que são dois volumes de 5 mil páginas, cada volume. Sobre Direito inglês, por exemplo, existem as obras completas do Edward Coke e do autor William Blackstone. Sobre Direito romano,  o Corpus Iuris Civilis, umas das edições melhores de 1889 espanhola, que é uma obra maravilhosa. Várias obras de Filosofia e Filosofia jurídica, escritas por autores como Cícero, Adam Smith, David Hume, Friedrich Nietzsche, Edmund Husserl, e vários outros autores. Seria muito difícil destacar uma única obra, depende da necessidade que a pessoa possui no determinado momento, então se torna a obra mais importante”.

Texto: Niége Moreira
Arte: Carlos Piveta
Assessoria de Comunicação OAB/RS
(51) 3287.1867/1821

Fonte: OAB/RS

IFLA lidera la carta abierta a la OMPI sobre propiedad intelectual y COVID-19; ALA, Creative Commons entre signatarios

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Texto completo de la carta abierta dirigida al Director General de la Organización Mundial de la Propiedad Intelectual (OMPI)

Ante la urgente necesidad de combatir la pandemia COVID-19 y sus consecuencias, es vital garantizar que las leyes y prácticas de propiedad intelectual no se conviertan en un bloqueo. La IFLA, en colaboración con sus socios, ha liderado la redacción de una carta abierta, ya firmada por más de 140 organizaciones e individuos, dirigida al Director General de la OMPI para subrayar este punto y hacer un llamado a la acción.

Las leyes de derechos de autor y propiedad intelectual, y las prácticas que respaldan, tienen una influencia decisiva en el trabajo de las bibliotecas en cualquier momento.

Durante muchos años, IFLA y sus socios han estado activos pidiendo reformas que actualicen las normas relevantes con un mundo globalizado y digitalizado.

La necesidad de tales leyes, que permiten usos tanto analógicos como digitales de obras, por ejemplo, préstamos electrónicos junto con préstamos tradicionales, o acceso remoto a libros académicos, junto con posibilidades in situ, se ha aclarado más que nunca con la crisis.

Obligados a cerrar sus puertas al público, las bibliotecas deben poder proporcionar acceso en apoyo de la investigación, la educación y el acceso a la cultura a distancia. Sin esta posibilidad, no solo es más difícil contrarrestar la propagación de COVID-19, sino que hay una interrupción más generalizada que dejará cicatrices en el futuro.

Sin embargo, las leyes y prácticas de propiedad intelectual no necesariamente lo permiten. Si bien ha habido muchas iniciativas positivas de los editores, a menudo en respuesta a las llamadas de las bibliotecas, estas no cubren todas las necesidades o situaciones.

Como resultado, la IFLA ha trabajado con socios para preparar una carta abierta al Dr. Francis Gurry, Director General de la Organización Mundial de la Propiedad Intelectual (OMPI), pidiéndole a la Organización que muestre liderazgo. Más de 140 organizaciones e individuos ya han firmado.

Subraya la necesidad de que los Estados miembros utilicen las flexibilidades existentes para facilitar los usos de obras de interés público, que los titulares de derechos otorguen los permisos necesarios para su uso y que se tomen medidas para apoyar el desarrollo y la entrega de tratamientos.

En consonancia con los objetivos del sistema más amplio de las Naciones Unidas de acelerar la lucha contra la pandemia y sus consecuencias, así como con los Objetivos de Desarrollo Sostenible más amplios, esperamos que la OMPI pueda desempeñar su papel.

La carta todavía está abierta para el inicio de sesión para organizaciones e individuos interesados ​​a través de este formulario.

Fonte: Universo Abierto

BDJur lança formulário para avaliação do serviço pelos usuários

​A Biblioteca Digital Jurídica – BDJur disponibilizou para seus usuários um novo canal de comunicação: o formulário Avalie a BDJur, que pode ser acessado na página inicial da biblioteca digital.

Pelo novo formulário, o usuário pode informar sobre dificuldades de navegação e avaliar os conteúdos, além de enviar sugestões e críticas.

A partir dessa interação permanente com os usuários, a equipe gestora da BDJur vai recolher opiniões para implementar melhorias no sistema.

Outras informações podem ser obtidas com a Seção de Biblioteca Digital, da Biblioteca Ministro Oscar Saraiva, no telefone (61) 3319-9880.

Fonte: STJ

Diretório de fontes de informação científica de livre acesso sobre o Coronavírus

Diretório de fontes de informação científica de livre acesso sobre o Coronavírus, criado e mantido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), tem como objetivo reunir as fontes de informação científica em acesso aberto, nacional e internacional, que disponibiliza conteúdos sobre o Coronavírus e COVID-19. Além dos artigos científicos já publicados e também aqueles que, de tão recentes, ainda não foram publicados. O Diretório reúne dados de pesquisa, ensaios clínicos, teses, dissertações e outros materiais referentes à produção dos pesquisadores do mundo todo. A navegação no Diretório é feita a partir dos diferentes tipos de fontes levantadas.

Trata-se de um Diretório que possui atualização constante. A equipe do Ibict está realizando buscas por fontes de informação em acesso aberto diariamente. Destacamos a valiosa colaboração do Grupo de Pesquisa Gestão da Informação e do Conhecimento na Amazônia (GICA), liderado pela Profa. Dra. Célia Regina Simonetti Barbalho e com a vice-liderança da Profa. Dra. Danielly Inomata, ambas da Universidade Federal do Amazonas.

Como é um trabalho de identificação e acesso à fontes de informação, convidamos a todos para participar indicando-nos fontes que, por ventura, ainda não estejam listadas neste Diretório. A indicação de novas fontes pode ser feita por meio do email: diretoriodefontes@ibict.br

É importante deixar claro que o objetivo deste Diretório é identificar e facilitar o acesso à produção científica nacional e internacional relacionada ao Coronavírus. Entretanto é importante frisar que nem todas as fontes aqui apresentadas são, em situação normal, fontes de acesso aberto. Muitas delas, notadamente em sua grande maioria internacionais, são de propriedade de grandes editoras comerciais, que cobram altos valores pelo seu acesso. Esperamos que este momento de crise mundial traga uma mudança definitiva no processo de comunicação científica. A começar que essas editoras comerciais, que têm lucros astronômicos com o conhecimento gerado por pesquisadores do mundo inteiro. É fundamental que essas editoras comerciais reavaliem a suas práticas e passem a cobrar valores que, de fato, não impeçam a disseminação dinâmica e irrestrita dos novos conhecimentos científicos, que resultam em um avanço mais célere da Ciência. Afinal, não podemos esquecer, e esta crise está nos lembrando, que a Ciência é um bem de toda a humanidade!

Fonte: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

Curso online e gratuito de Introdução à Divulgação Científica

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acaba de abrir as inscrições para o curso online Introdução à Divulgação Científica. A oferta é em formato MOOC e aberta a todos os públicos.

“Nosso objetivo não é esgotar as amplas discussões sobre teoria e prática da divulgação científica, mas propor reflexões sobre a importância de aproximar ciência e sociedade e, também, oferecer dicas práticas de como fazer isso”.

Público-alvo: Todos os interessados no tema

Objetivos educacionais:

Ao final do curso o participante deverá ser capaz de:

  • Compreender o percurso histórico da divulgação científica no mundo e no Brasil.

  • Reconhecer a importância de manter um diálogo com a sociedade.

  • Utilizar ferramentas conceituais e práticas para realizar ações de Divulgação científica.

Carga horária: 30 horas

Metodologia: curso autoinstrucional, composto por recursos didáticos variados.

Certificação: os participantes que cumprirem as atividades receberão certificado de participação.

Para mais informações: https://portal.fiocruz.br/noticia/ead-inscricoes-abertas-para-curso-de-introducao-divulgacao-cientifica

Fonte: Tudo Sobre Pós-Graduação

Ex Libris fornece acesso gratuito a notícias e fundos para pesquisas relacionadas ao coronavírus

A Ex Libris, uma empresa ProQuest, está oferecendo acesso gratuito a toda a cobertura de notícias do Research Professional® relacionada ao COVID-19 e oportunidades de financiamento relevantes relacionadas à pandemia por meio das bases de dados de financiamento do Research Professional e Pivot.

Foto: DINO / DINO

“Gostaríamos de fazer tudo o que pudermos para contribuir com os esforços acadêmicos em andamento para combater a pandemia de coronavírus”, observou Eyal Kirshner, vice-presidente de financiamento de pesquisa e soluções de referência da Ex Libris. “Ao fornecer acesso gratuito a recursos ricos, esperamos ajudar os pesquisadores a desenvolver soluções muito necessárias nessa difícil batalha”.

O acesso gratuito incluirá:

  • Notícias importantes relacionadas ao coronavírus, disponíveis gratuitamente no site da Research Professional News.

  • Uma lista com curadoria de oportunidades relevantes de financiamento relacionadas ao COVID-19 de uma variedade de financiadores globais, disponíveis para download no site Research Professional News. As oportunidades são atualizadas continuamente pelas equipes de Profissional de Pesquisa e Pivot.

“A natureza única da pandemia atual exige que as organizações em todo o mundo intensifiquem seus esforços para compartilhar conhecimento”, observou Kirshner. “O Ex Libris está focado em permitir que os pesquisadores obtenham acesso a oportunidades relevantes de financiamento de financiadores de todo o mundo e obtenham continuamente as informações mais oportunas e confiáveis.”

Sobre a Ex Libris (https://www.exlibrisgroup.com)

A Ex Libris, uma empresa da ProQuest, é uma provedora líder global de soluções SaaS baseadas em nuvem que permitem às instituições e seus usuários individuais criar, gerenciar e compartilhar conhecimento. Em estreita colaboração com seus clientes e a comunidade em geral, a Ex Libris desenvolve soluções criativas que aumentam a produtividade da biblioteca, maximizam o impacto das atividades de pesquisa, aprimoram o ensino e a aprendizagem e estimulam o envolvimento dos alunos em dispositivos móveis. A Ex Libris atende mais de 7.500 clientes em 90 países.

Sobre a ProQuest (https://www.proquest.com)

A ProQuest apoia o importante trabalho das comunidades de pesquisa e aprendizado do mundo. A empresa organiza seis séculos de conteúdo – a maior coleção de periódicos, e-books, fontes principais, dissertações, notícias e vídeo – e cria soluções poderosas de fluxo de trabalho para ajudar as bibliotecas a adquirir e aumentar coleções que inspiram resultados extraordinários. Os produtos e serviços ProQuest são usados em bibliotecas acadêmicas, de ensino fundamental e médio, públicas, corporativas e governamentais em 150 países.

Juntamente com suas empresas e afiliadas Ex Libris, Alexander Street e Bowker, a ProQuest ajuda seus clientes a obter melhores pesquisas, melhores aprendizados e melhores resultados. Para obter mais informações, visite nossos blogs ProQuest e Extraordinary Stories e siga-nos no TwitterFacebook ou Instagram.

Website: https://www.exlibrisgroup.com

Fonte: Terra

Revistas científicas liberam acesso ao público para pesquisa sobre coronavírus

Publicações mais importantes da área de ciências querem contribuir com informações e divulgação de estudos para auxiliar no combate à pandemia

Texto por Thais Helena Santos

A cobertura jornalística dos grandes veículos de comunicação sobre a pandemia de coronavírus tem sido elogiada pela qualidade na prestação de serviço que têm oferecido para a sociedade. Esses veículos são hoje as fontes mais confiáveis sobre a covid-19 de acordo com uma pesquisa divulgada pelo professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, Carlos Eduardo Lins da Silva, em sua coluna no Jornal da USP.

Para auxiliar nessa aquisição de informação confiável e de qualidade, além de contribuir com as pesquisas, editoras das principais revistas científicas de todo o mundo liberaram o acesso a documentos e dados publicados sobre coronavírus e outras epidemias a partir de estudos que já estão sendo publicados. Estas revistas, como as famosas Science e Nature, possuem critérios rigorosos para publicação e são editadas para disseminar o conhecimento científico, os avanços e pesquisas que estão sendo conduzidas internacionalmente.

Estudiosos do ramo da ciência, que precisam se manter sempre atualizados, já estão acostumados a obter informações por meio de artigos científicos nestas publicações. Mas elas ficam restritas porque o acesso geralmente é por assinatura, feita pelas universidades, com custos que chegam a R$ 6 mil por título anualmente. Daí a importância de se ter agora o acesso aberto e gratuito para todos os públicos.

Materiais como a revista Science estão com acesso aberto para pesquisa sobre coronavírus – Foto: Reprodução/Science

Os editores das principais revistas se reuniram por meio de uma iniciativa chamada Wellcome Trust, criada em 2016, que estabelece princípios entre a comunidade científica para compartilhar dados e publicações em tempos de crise para o benefício da saúde pública. Eles estão oferecendo conteúdo de acesso aberto diretamente relacionado à covid-19 para “promover o alcance da ciência no mundo e combater a atual epidemia”, ressalta a página oficial.

Na Universidade de São Paulo, a Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica (Aguia) tem trabalhado na divulgação dessas publicações científicas que estão com acesso aberto. De acordo com Elisabeth Adriana Dudziak, da área de comunicação científica e divulgação de recursos de informação, é muito importante que todas as pessoas tenham acesso a esse material neste momento. “Em geral, o acesso aos recursos é simples e direto. Mas há alguns editores que pedem o preenchimento de formulários antes de habilitar os acessos”, explica.

 

Revista Scientific American tem diretório dedicado exclusivamente ao coronavírus – Foto: Reprodução

Estão disponíveis, por exemplo, a família de publicações Science, uma das mais respeitadas do mundo; oThe New England Journal of Medicine, que criou uma página específica e oferece vários recursos para pesquisa; outra é a editoraRockefeller University Press, que tornou todas as suas publicações relacionadas à covid-19 acessíveis noPubMed Central (PMC) e outros repositórios públicos.

ADotLib no Brasil, que distribui livros digitais, periódicos eletrônicos e bases de dados das principais editoras científicas do mundo, em todas as áreas do conhecimento, também aderiu à iniciativa Wellcome Trust de acesso gratuito. Outro exemplo, o site da revista Scientific Americancolocou um diretório dedicado exclusivamente ao coronavírus que aborda o tema sob vários aspectos, desde saúde pública, medicina e biotecnologia, sociedade e comportamento,  até meio ambiente. Em todos esses casos, “são fontes de informação seguras, coerentes, reais e com um claro contexto clínico”, conforme destaca e-mail divulgado pela DotLib.

Texto completo em https://jornal.usp.br/universidade/revistas-cientificas-liberam-acesso-ao-publico-para-pesquisa-sobre-coronavirus/

¿Acabará el coronavirus con los ‘dinosaurios’ de la publicación científica?

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Linda Lew. Will the coronavirus kill off the ‘dinosaur’ world of academic publishing? South China Morning Post. Publicado: 11:00 pm, 16 mar, 2020

La pandemia mortal ha traído de vuelta un largo debate sobre las empresas que se benefician de la publicación de investigaciones a menudo proporcionadas libremente por el autor. A medida que los nombres más importantes en el negocio responden a las demandas de los académicos para derribar las barreras de pago, las nuevas plataformas están obteniendo nuevos estudios de uso público.

Investigadores médicos en Asia, Europa y Estados Unidos están trabajando las 24 horas para luchar contra la pandemia de Covid-19, buscando pistas y datos procedentes de décadas de estudios sobre patógenos similares al nuevo coronavirus.

La importancia de esa investigación se destacó el viernes cuando las autoridades científicas de 12 países, incluidos los EE. UU., Italia y Corea del Sur, emitieron un comunicado en el que instaban a los editores corporativos de trabajos académicos a poner toda la información relevante disponible de manera abierta y rápida.

El comunicado decía “Instamos a los editores a que acepten voluntariamente hacer sus publicaciones relacionadas con Covid-19 y coronavirus, y los datos disponibles que los respaldan, inmediatamente accesibles”

La declaración no solo señaló la necesidad urgente de información a medida que la epidemia mata a miles de personas, sino que también marcó un conflicto detrás de escena entre editores académicos, como Elsevier, con sede en Amsterdam, y el grupo estadounidense Taylor & Francis, y científicos críticos con las prácticas de publicación. que bloquean la investigación líder detrás de los pagos de suscripción.

Si bien este no es un argumento nuevo, la pandemia de Covid-19 está poniendo de relieve cómo funciona la publicación académica, una industria que, según algunos científicos, se basa en un modelo agotado que necesita ser reemplazado.

Los editores académicos han creado negocios altamente rentables al realizar investigaciones científicas de vanguardia, someterlas a revisión especializada y luego venderlas a empresas, bibliotecas y universidades de todo el mundo.

Involucra a instituciones como la Universidad de California que pagan millones de dólares al año para obtener acceso a la investigación que el autor generalmente entrega gratuitamente al editor.

Lo cuál ha enojado al mundo universitario durante años, y el brote mundial de coronavirus ha revitalizado a los críticos. Cientos de científicos firmaron una petición en línea este mes que llevó a los editores a desbloquear miles de páginas de investigación sobre coronavirus ocultas detrás de los muros de pago.

En el sistema actual, un científico presenta un trabajo de investigación, que luego es revisado por pares en un proceso que puede llevar meses. En la mayoría de los casos, los autores hacen esto sin recibir ninguna recompensa, simplemente por amor al progreso científico.

El 31 de enero, la organización benéfica británica de investigación sanitaria Wellcome Trust pidió que  “Los resultados de la investigación y los datos relevantes para este brote se compartirán rápida y abiertamente para informar la respuesta de salud pública y ayudar a salvar vidas”.

Wellcome Trust pidió signatarios para apoyar el esfuerzo y decenas lo hicieron, desde los mismos editores académicos, incluido Elsevier; a instituciones médicas como los centros de control de enfermedades de EE. UU. y China; y grandes fabricantes de medicamentos como Takeda Pharmaceutical de Japón.

Al mismo tiempo, los científicos que intentaban combatir el virus comenzaron a publicar más investigaciones en plataformas gratuitas de Internet conocidas como servidores de preprints, como bioRxiv y medRxiv. Un preprints es un artículo que aún no se ha revisado o publicado en una revista científica.

Desde el comienzo de este año, se ha depositado más de 180 documentos sobre el nuevo coronavirus en bioRxiv. El servidor de preprints de ciencias de la salud medRxiv, que comenzó en 2019, sumó 380 documentos relacionados con virus depositados en los últimos tres meses. En comparación, la epidemia de zika que apareció en Brasil en 2015, en la cuál solo se depositaron 96 artículos en bioRxiv hasta 2016.

En medio de estos desarrollos, apareció una petición en línea, diciendo que a pesar de la llamada de Wellcome Trust, aun permanecian bajo barreras de pago años de investigación sobre la familia de patógenos del coronavirus en servicios basados ​​en tarifas, que podrían ascender a cientos de dólares por acceso. La petición instó a los editores a hacer que todo el trabajo sea de libre acceso.

“Miles de estudios científicos sobre el coronavirus están bloqueados detrás de los pagos de suscripción, lo que impide que los científicos tengan acceso a la investigación necesaria para descubrir tratamientos antivirales y una vacuna para detener el virus”, decía la petición, que tenía casi 2.000 firmas de apoyo el 3 de marzo .

Entre los que pusieron su nombre en la petición estaban Chris Bourg, director de bibliotecas del MIT, y Brooks Walsh, un médico de medicina de emergencia en Connecticut.

Cuatro editoriales académicas importantes, Taylor & Francis, Wiley, Oxford University Press y Springer, respondieron haciendo que casi todos sus documentos relacionados con el coronavirus tengan acceso abierto, según un aviso posterior en la petición.

Sin embargo, a partir del 3 de marzo, Elsevier, el editor académico más grande del mundo por ventas, todavía tenía miles de artículos sobre investigación de coronavirus detrás de una barrera de pago, según el organizador de la petición, un investigador con sede en EE. UU. Que no deseaba ser identificado públicamente, citando preocupación por posibles demandas legales.

El organizador dijo que los motores de búsqueda propiedad de Elsevier, conocidos como ScienceDirect y 1Science, realizaron investigaciones combinadas de coronavirus que totalizaron 7,945 artículos. Hasta el 3 de marzo, un total de 4.110 documentos se habían puesto a disposición de forma gratuita, pero eso dejaba 3.800 documentos que requerían el pago para acceder.

“No es así como funciona la ciencia”, dijo el organizador de la petición. “La ciencia funciona aprendiendo de investigaciones previas y uniendo todo en una nueva comprensión”.

Sin embargo, Elsevier eliminó el muro de pago del resto de los documentos, diciendo en un correo electrónico que desde que se intensificó el brote de Covid-19, recibió más solicitudes para hacerlo.

“[Esto] nos llevó a aumentar nuestro compromiso de abrir más artículos con ScienceDirect de Elsevier y el Repositorio de Investigación 1Science Coronavirus de Elsevier y desbloqueó casi 20.000 artículos de investigación”, dijo un portavoz de la compañía el 10 de marzo en una respuesta por correo electrónico a las preguntas.

Agregó que Elsevier haría que la “investigación sea de libre acceso mientras la Organización Mundial de la Salud considere las situaciones actuales y futuras como un riesgo para la salud pública”. La compañía se comprometió a apoyar el esfuerzo de contener y erradicar Covid-19.

El organizador de la petición confirmó que Elsevier había desbloqueado más de 19.000 documentos sobre investigación de coronavirus antes del 7 de marzo, cumpliendo con las solicitudes de los firmantes.

Pero, la epidemia de Covid-19 no causó esta brecha entre algunos científicos y editores sobre el acceso a la investigación, solo resurgió y la agravó.

Los críticos de la comunidad científica han cuestionado durante mucho tiempo este modelo de investigación compartida, que ha hecho que la industria editorial científica sea muy lucrativa.

El Grupo Relx, con sede en Gran Bretaña, propietario de Elsevier, tenía un margen de ingresos operativos del 26,16 por ciento en comparación con un promedio del 9,82 por ciento de media de las 17 editoriales europeas que cotizan en bolsa, según los últimos datos de Bloomberg Intelligence.

El margen de ingresos operativos de Relx fue el mayor en la lista, y las publicaciones científicas, médicas y técnicas representan aproximadamente el 35 por ciento de sus ingresos, o el mayor.

Los críticos dicen que tales márgenes de beneficio de las prácticas que limitan el acceso a la investigación no responden adecuadamente a los intereses de la ciencia. Si bien el sistema tradicional de publicación académica está lejos de ser desplazado, los gobiernos y las universidades de todo el mundo están presionando para compartir más abiertamente en el mundo de la investigación y los datos.

La Universidad de California es un ejemplo. En 2019, la institución, que se extiende por 10 campus, mantuvo conversaciones con Elsevier sobre la renovación de las suscripciones de investigación.

La universidad quería “opciones de publicación de acceso abierto” para sus investigadores en las revistas de Elsevier sin costo adicional. Tal como están las cosas, si el autor de la investigación quiere ponerla a disposición del público de forma gratuita, en la opción de acceso abierto, el autor tiene que pagar tarifas al editor.

La universidad dijo que ya le estaba pagando a Elsevier 11 millones de dólares al año en costos de suscripción, pero Elsevier se negó a otorgar la opción de acceso abierto, y propuso en cambio que la universidad pagara 30 millones adicionales durante tres años por ese servicio, un aumento de aproximadamente 80 por ciento La Universidad de California se negó.

Mientras tanto, los servidores de preprints fuera del control de las grandes editoriales académicas están experimentando un aumento en la actividad.

Un  preprint de un equipo del Laboratorio Nacional de Los Alamos en los EE. UU. Modeló el número de reproducción de Covid-19 en base a datos disponibles públicamente. El número de reproducción, conocido como R0 o R-nada, indica cuántas personas corren el riesgo por una persona infectada o el contagio de la enfermedad. La información tiene implicaciones importantes para las estrategias sobre cómo controlar el virus, según el investigador Ruian Ke.

Según el documento preliminar, la tasa de transmisión de la enfermedad podría haber disminuido hasta un 59% después de que China introdujera medidas de bloqueo en el país cerca de finales de enero. “Creo que la  atención prestada al servicio de preprints no tiene precedentes”, dijo Ke. Nick Hengartner, líder del grupo de biología teórica y biofísica del laboratorio de Los Álamos, dijo que los preprints eran parte de la democratización del proceso científico. En lugar de que unas pocas personas revisen el trabajo, muchos científicos podrían participar en este proceso, poner los hallazgos en contexto y en tiempo real junto con toda la información disponible, dijo Hengartner.

Tanto Ke como Hengartner reconocieron que algunos de los primeros hallazgos publicados en los preprints podrían ser defectuosos, debido a la limitación de datos durante las etapas iniciales del brote. Entre los preprints que suscitaron controversia figuraba uno de científicos de la India que comparaba el nuevo coronavirus con el VIH. En otro documento de investigadores de la Universidad Tecnológica de China Meridional se sugería que el virus se había filtrado desde el Instituto de Virología de Wuhan. Ambos documentos fueron retirados, pero no antes de su difusión en los medios de comunicación social, lo que alimentó la desinformación sobre la emergencia de salud pública.

Para tratar de reducir estos incidentes y destacar el trabajo más valioso, los científicos y los expertos en salud pública han puesto en marcha una plataforma de investigación en línea llamada Outbreak Science Rapid PREreview para ofrecer una retroalimentación estructurada y oportuna a los preprints, según Daniela Saderi, una de las fundadoras.

“Durante un brote, no tenemos tiempo para un proceso de tres a seis meses para la tradicional revisión por pares. Con la nueva plataforma de código abierto, podemos trabajar juntos para examinarlos rápidamente y ayudar a otros a encontrar la mejor ciencia”, dijo Saderi.

La plataforma se lanzó el 1 de enero, coincidiendo con la aparición de Covid-19. Aunque los preprints pueden difundir la ciencia no probada, eso también es un problema en la publicación académica tradicional, según Saderi. “Ha habido muchos ejemplos de investigación que han sido técnicamente examinados por dos o tres revisores a través del sistema de revisión por pares organizado por la revista y han resultado ser incorrectos”, dijo.

Un ejemplo es un documento que vincula el autismo con las vacunas publicado en la revista médica The Lancet en 1998, que contribuyó a apoyar el movimiento antivacunación. Fue retirado en 2010, después de que se determinara que era un engaño médico.

Elsevier, que publica The Lancet, dijo que consideraba los preprints como un complemento de la publicación de la revista, y una forma de que la comunidad de investigadores compartiera información antes del importante proceso de revisión por pares.

“Al mismo tiempo, advertimos que los preprints no se han beneficiado del papel fundamental de la revisión por pares, que valida y mejora la calidad de los artículos finales publicados en las revistas”, dijo un portavoz de la compañía. Hengartner de Los Álamos no está del todo de acuerdo: “Creo que los editores que piden precios exorbitantes para compartir el conocimiento científico son dinosaurios.

Fonte: Universo Abierto

A ConfOA 2020 será realizada em formato online

Considerando a atual situação de pandemia COVID-19, e as perspetivas de evolução da situação nos próximos meses, que impossibilitam ou limitariam a realização da Confia 2020 de modo presencial na Universidade do Minho, a Comissão Organizadora da ConfOA decidiu manter a realização da Conferência deste ano nas datas previstas, de 6 a 8 de outubro, mas em formato virtual e online, com programa e horários que serão ajustados de forma a permitir a participação de toda a comunidade luso-brasileira.

Os trabalhos selecionados e apresentados na ConfOA 2020 serão publicados, tal como tem vindo a acontecer nas edições anteriores. Manteremos o prazo de submissão dos trabalhos para a Conferência até ao dia 30 de abril de 2020, tal como divulgado anteriormente e renovamos o apelo para a apresentação de propostas sobre os temas definidos na chamada de trabalhos.

Na decisão da Comissão Organizadora de manter a realização da ConfOA foi importante a consciência da necessidade de reafirmar a Ciência Aberta como instrumento fundamental para enfrentar os desafios colocados pela pandemia, no presente e no futuro. Mais do que nunca, é tempo de Ciência Aberta ao serviço da humanidade, e por isso a ConfOA não poderá deixar de realizar-se.

Mesmo virtualmente faremos mais uma grande ConfOA. E encontramo-nos-emos todos em 2021, de forma presencial, em Braga, na Universidade do Minho para a realização da 12ª ConfOA.

Fonte: CONFOA 2020 – Conferência Luso-Brasileira de Ciência Aberta

Recursos sobre COVID-19 para pesquisadores e bibliotecários

Moreno Barros

segunda rodada de recursos sobre COVID-19 que podem ser úteis para pesquisadores e bibliotecários (primeira rodada aqui), passem adiante:

1) painéis datavis e análise de dados atualizados

https://covid19dashboards.com/

2) painel de revisão excelente tb

https://ourworldindata.org/coronavirus

3) harvesting da NLM, interface nota dez

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/research/coronavirus/

4) dataset absurdo requisitado pelo governo americano pra quem quiser trabalhar com dados abertos

https://pages.semanticscholar.org/coronavirus-research

5) projetos COVID-19 em busca de voluntários

https://helpwithcovid.com/

5.1) um problema agora é a fabricação em escala de respiradores hospitalares. já devem ter lido sobre impressão 3d e patentes, então tem um projeto de desenho open source

https://opensourceventilator.ie/

5.2) professor Jurandir Nadal da UFRJ está convocando voluntários para a fabricação dos componentes do ventilador mecânico com recursos no mercado nacional

https://www.facebook.com/jurandir.nadal/posts/3042980365746620

5.3) CCS da UFRJ convoca voluntários, vumbora

https://www.ccs.ufrj.br/conteudos/20200318voluntariosCovid19

6) Cambridge Press colocou 700 livros pra baixar (visualizar) até o final de maio, as coleções são as melhores, aproveitem

https://www.cambridge.org/core/what-we-publish/textbooks

7) LibraryThing melhor software de automação para pequenas bibliotecas e bibliotecas pessoais, agora é gratuito

https://blog.librarything.com/main/2020/03/librarything-goes-free/

8) agenda de webinars e treinamentos gratuitos para bibliotecas acadêmicas só relacionados a COVID-19, em inglês

https://docs.google.com/document/d/1jJt1qoNqe_XteGFvzK2vq_fzutTAP8XCjESH8pHmFxE/preview

9) cursos livres online sobre síntese de evidências e revisão sistemática

https://synthesistraining.github.io/

10) libguide da Johns Hopkins University para profissionais da saúde

https://browse.welch.jhmi.edu/covid-19

aproveitando, liberei gratuitamente meus dois cursos por um período de 14 dias. são eles:

como encontrar artigos científicos na internet, um apanhado de todos os macetes não-convencionais pra achar papers de pesquisa, desses que não tem no portal capes nem no scihub:

https://classcursos.com/cursos/como-encontrar-artigos-cientificos-na-internet/

e librarything: software para pequenas bibliotecas, melhor aplicativo pra quem tá precisando organizar os trocentos livros que tem em casa, gerenciar uma bibliotequinha comunitária, infantil e não tem grana, mas que precisa de um fluxo bacana pra buscar os livros, saber com quem cada qual está emprestado, quando volta, etc. o app agora tá totalmente grátis, aproveitem

http://classcursos.com/cursos/librarything-software-para-pequenas-bibliotecas/

Fonte: Bibliotecários Sem Fronteiras

Revista ‘Memórias’ implementa ‘fast track’ para publicação de estudos sobre coronavírus

Texto por Maíra Menezes (IOC/Fiocruz)

Artigos sobre o novo coronavírus (Sars-CoV-2) poderão ser publicados em apenas 24 horas na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, um dos mais antigos e conceituados periódicos científicos da América Latina.

Considerando a importância do rápido compartilhamento de dados durante a pandemia, a revista disponibilizou uma via expressa para a divulgação das pesquisas. Já utilizado para trabalhos sobre zika, chikungunya, febre amarela e ebola, o sistema Fast Track permite a publicação após a avaliação de um editor, enquanto o processo de revisão por pares está em andamento.

“O sistema Fast Track foi lançado durante a epidemia de zika no Brasil, alinhado com a chamada para compartilhamento de dados em emergências de saúde pública realizada pela [Organização Mundial da Saúde] OMS. A resposta imediata e a adesão da comunidade científica a essa chamada reforçam a ideia de que a ciência aberta está se tornando parte do caminho da publicação científica”, afirmou o editor do periódico, Adeilton Brandão.

Para orientar os leitores, a informação de que revisão por pares está em andamento é sinalizada nos artigos publicados na seção Fast Track. O período de dados abertos é mencionado na publicação final em artigos aceitos após a revisão por pares. Em caso de rejeição, os autores permanecem livres para publicação em outras plataformas.

A submissão de artigos pode ser realizada através do site da revista.

Fonte: FIOCRUZ

O CORONAVÍRUS MATARÁ O MUNDO DOS DINOSSAUROS DAS PUBLICAÇÕES ACADÊMICAS?

Embora essa não seja uma questão nova, a pandemia do Covid-19 está colocando em evidência o funcionamento das publicações acadêmicas, um modelo considerado ultrapassado por muitos cientistas

Pesquisadores médicos na Ásia, Europa e Estados Unidos estão trabalhando o tempo todo em maneiras de combater a pandemia de Covid-19, procurando pistas e analisando dados de décadas de estudos sobre patógenos semelhantes ao novo coronavírus.

A importância dessa pesquisa foi enfatizada na sexta-feira (13), quando autoridades científicas de 12 países, incluindo EUA, Itália e Coréia do Sul, divulgaram uma declaração pedindo aos editores corporativos de artigos acadêmicos que disponibilizem todas as informações relevantes de maneira aberta e rápida.

[Pedimos] que os editores concordem voluntariamente em tornar suas publicações relacionadas ao Covid-19 e ao coronavírus, e os dados disponíveis que os suportam, imediatamente acessíveis”, afirmou.

A declaração não apenas sinalizou a necessidade urgente de informações à medida que a epidemia mata milhares, mas também sinalizou um conflito nos bastidores entre editores acadêmicos – como Elsevier, com sede em Amsterdã, e Taylor & Francis Group – da América – e cientistas críticos das práticas de publicação que bloqueiam a pesquisa líder por trás de paywalls de assinatura.

Embora essa não seja uma questão nova, a pandemia do Covid-19 está colocando em evidência o funcionamento da publicação acadêmica – um setor que alguns cientistas dizem que é baseado em um modelo ultrapassado e que precisa ser revisto.

Os editores acadêmicos construíram negócios altamente lucrativos, levando a pesquisa científica de ponta, colocando-a em revisão especializada e vendendo-a para empresas, bibliotecas e universidades em todo o mundo.

Envolveu instituições como a Universidade da Califórnia, pagando milhões de dólares por ano para ter acesso a pesquisas que o autor geralmente dá de graça ao editor.

Esse elemento do processo irritou partes da academia por anos e o surto global de coronavírus revigorou as críticas. Centenas de cientistas assinaram uma petição online este mês que levou os editores a desbloquear milhares de páginas de pesquisas sobre coronavírus por trás de paywalls.

Sob o sistema existente, um cientista envia um trabalho de pesquisa, que é revisado por pares em um processo que pode levar meses.

Na maioria dos casos, os autores fazem isso sem receber uma taxa, porque a publicação do trabalho pode ser paga na forma de bolsas de pesquisa e oportunidades de emprego. E, mais fundamentalmente, isso contribui para o progresso científico.

Mas essa abordagem de avaliação por pares foi revertida pelo surto de coronavírus na cidade de Wuhan, no centro da China, no final de dezembro, à medida que as mortes aumentavam e a epidemia se espalhava para outros países.

Em 31 de janeiro, a instituição britânica de pesquisa em saúde Wellcome Trust pediu “resultados da pesquisa e dados relevantes para este surto [a] serem compartilhados rápida e abertamente para informar a resposta da saúde pública e ajudar a salvar vidas”.

O Trust pediu que os signatários apoiassem o esforço e dezenas o fizeram, dos próprios editores acadêmicos, incluindo a Elsevier; a instituições médicas, como os centros de controle de doenças dos EUA e da China; e grandes fabricantes de medicamentos, como a japonesa Takeda Pharmaceutical.

Em conjunto, os cientistas que tentavam combater o vírus começaram a publicar mais pesquisas em plataformas gratuitas da Internet, conhecidas como servidores de preprints, como bioRxiv e medRxiv. Um preprint refere-se a um artigo ainda a ser revisado por pares ou publicado em uma revista científica.

Desde o início deste ano, mais de 180 artigos sobre o novo coronavírus foram lançados no bioRxiv. O servidor de preprint de ciências da saúde medRxiv, iniciado em 2019, viu 380 artigos relacionados ao novo coronavírus publicados nos últimos três meses.

Em comparação, a epidemia de zika que apareceu no Brasil em 2015 levou apenas 96 artigos sobre o bioRxiv até 2016.

No meio desses desenvolvimentos, uma petição apareceu on-line, dizendo que, apesar da ligação da Wellcome Trust, anos de pesquisa sobre a família de patógenos coronavírus permaneceram restritos a serviços baseados em taxas, que poderiam chegar a centenas de dólares para acesso. A petição pedia aos editores que tornassem todo o trabalho acessível gratuitamente.

Milhares de estudos científicos sobre o coronavírus estão bloqueados por barreiras de pagamento, impedindo os cientistas de acessar a pesquisa necessária para descobrir tratamentos antivirais e uma vacina para interromper o vírus”, disse a petição, que tinha quase 2 mil assinaturas em 3 de março.

Entre os que deram seu nome à petição estavam Chris Bourg, diretor de bibliotecas do MIT, e Brooks Walsh, médico de medicina de emergência em Connecticut.

Quatro grandes editoras acadêmicas – Taylor & Francis, Wiley, Oxford University Press e Springer – responderam fazendo com que quase todos os seus documentos relacionados ao coronavírus tivessem acesso aberto, de acordo com um aviso posterior da petição.

No entanto, em 3 de março, a Elsevier, a maior editora acadêmica do mundo em vendas, ainda tinha milhares de artigos sobre pesquisa de coronavírus por trás de um paywall, de acordo com o organizador da petição, um pesquisador norte-americano que não desejava ser identificado publicamente, citando preocupação com possíveis implicações legais.

O organizador disse que os mecanismos de pesquisa de propriedade da Elsevier, conhecidos como ScienceDirect e 1Science, realizaram uma pesquisa combinada de coronavírus que totalizou 7.945 artigos. Em 3 de março, um total de 4.110 documentos havia sido disponibilizado gratuitamente, mas restavam 3.800 documentos que exigiam pagamento pelo acesso.

Não é assim que a ciência funciona”, disse o organizador da petição. “A ciência trabalha aprendendo com pesquisas anteriores e reunindo tudo em um novo entendimento.”

No entanto, a Elsevier removeu a barreira de pagamento em torno do restante dos jornais, dizendo em um e-mail que, desde que o surto do Covid-19 aumentou, recebeu mais pedidos para fazê-lo.

[Isso] nos levou a aumentar nosso compromisso de abrir mais artigos com o ScienceDirect da Elsevier e o Repositório de Pesquisa 1Science Coronavirus da Elsevier e desbloqueamos quase 20 mil artigos de pesquisa”, disse um porta-voz da empresa em 10 de março em uma resposta por e-mail a perguntas.

Ele acrescentou que a Elsevier tornaria a “pesquisa livremente acessível enquanto a Organização Mundial da Saúde considerar as situações atuais e futuras em potencial um risco à saúde pública”. A empresa está empenhada em apoiar os esforços para conter e erradicar o Covid-19, disse ele.

O organizador da petição confirmou que a Elsevier havia desbloqueado mais de 19 mil artigos sobre pesquisa com coronavírus até 7 de março, atendendo às solicitações dos signatários.

Mas a epidemia de Covid-19 não causou essa brecha entre alguns cientistas e editores sobre o acesso à pesquisa, apenas a ressurgiu e a agravou.

Os críticos da comunidade científica há muito questionam esse modelo de compartilhamento de pesquisa, que tornou a indústria editorial acadêmica altamente lucrativa.

O Relx Group, sediado na Grã-Bretanha, dono da Elsevier, teve uma margem de receita operacional de 26,16%, em comparação com uma média de 9,82% entre as 17 editoras europeias de capital aberto, segundo os últimos dados da Bloomberg Intelligence.

A margem de receita operacional da Relx foi a maior da lista, e as publicações científicas, médicas e técnicas representam cerca de 35% de sua receita, ou a maior.

Os críticos dizem que essas margens de lucro de práticas que limitam o acesso à pesquisa não são do melhor interesse da ciência. Enquanto o sistema tradicional de publicação acadêmica está longe de ser deslocado, governos e universidades de todo o mundo estão pressionando por um compartilhamento mais aberto de pesquisas e dados.

A Universidade da Califórnia é um exemplo. Em 2019, a instituição, que se espalha por 10 campi, conversou com a Elsevier sobre a renovação de assinaturas de pesquisas.

A universidade queria “opções de publicação de acesso aberto” para seus pesquisadores nas revistas da Elsevier, sem nenhum custo extra. No momento, se o autor da pesquisa deseja disponibilizá-lo gratuitamente ao público – a opção de acesso aberto -, o autor deve pagar taxas ao editor.

A universidade disse que já estava pagando à Elsevier US$ 11 milhões por ano em custos de assinatura, mas a Elsevier se recusou a conceder a opção de acesso aberto, propondo que a universidade pagasse US$ 30 milhões adicionais em três anos por esse serviço, um aumento de cerca de 80%. A Universidade da Califórnia recusou.

Enquanto isso, servidores de preprint fora do controle das grandes editoras acadêmicas estão vendo um aumento na atividade.

Um artigo de preprint de uma equipe do Laboratório Nacional Los Alamos, nos EUA, modelou o número de reprodução do Covid-19 com base em dados publicamente disponíveis.

O número de reprodução – conhecido como R0 ou R-zero – indica quantas pessoas estão em risco de uma pessoa infectada ou a contagiosidade da doença. A informação tem implicações importantes para estratégias de controle do vírus, de acordo com o pesquisador Ruian Ke, do laboratório.

De acordo com o preprint paper, a taxa de transmissão da doença pode ter caído até 59% depois que a China introduziu medidas de bloqueio no país perto do final de janeiro.

Acho que a quantidade de atenção prestada ao serviço de preprint é realmente sem precedentes”, disse Ke.

Nick Hengartner, líder do grupo de biologia e biofísica teórica no laboratório de Los Alamos, disse que os preprints fazem parte da democratização do processo científico.

Em vez de poucas pessoas revisarem o trabalho, muitos cientistas poderiam participar desse processo, colocar as descobertas em contexto e em tempo real, juntamente com outras informações disponíveis, disse Hengartner.

Ke e Hengartner reconheceram que algumas das primeiras descobertas divulgadas por meio de preprints podem ter falhas, devido a dados limitados durante os estágios iniciais do surto.

Alguns preprits que provocaram controvérsia incluíram uma de cientistas na Índia que comparou o novo coronavírus ao HIV. Outro artigo de pesquisadores da Universidade de Tecnologia do Sul da China sugeriu que o vírus vazou do Instituto de Virologia Wuhan.

Ambos os documentos foram retirados, mas não antes de serem divulgados nas mídias sociais, alimentando informações erradas sobre a emergência de saúde pública.

Para tentar reduzir esses incidentes e destacar o trabalho mais valioso, cientistas e especialistas em saúde pública criaram uma plataforma de pesquisa on-line chamada Outbreak Science Rapid PREreview para oferecer feedback estruturado e oportuno às impressões, de acordo com Daniela Saderi, uma das fundadoras.

Durante um surto, não temos tempo para um processo de três a seis meses para a revisão por pares tradicional. Com a plataforma nova e de código aberto, podemos trabalhar juntos para examiná-los rapidamente e ajudar outras pessoas a encontrar a melhor ciência”, disse Saderi.

A plataforma foi lançada em 1º de janeiro, coincidindo com o surgimento do Covid-19. Embora os preprints possam espalhar ciência não comprovada, também é um problema na publicação acadêmica tradicional, de acordo com Saderi.

Houve muitos exemplos de pesquisa que foram tecnicamente examinadas por dois a três revisores através do sistema de revisão por pares organizado por periódicos e que se mostraram incorretos”, disse ela.

Um exemplo é um artigo que vincula o autismo a vacinas publicado na revista médica The Lancet em 1998, que ajudou a apoiar o movimento anti-vacinação. Foi retirado em 2010, depois de ter sido determinado como sendo um boato médico.

A Elsevier, que publica o The Lancet, disse que vê os preprints como um complemento à publicação da revista e uma maneira da comunidade de pesquisa compartilhar informações antes do importante processo de revisão por pares.

Ao mesmo tempo, alertamos que os preprints não se beneficiaram do papel essencial da revisão por pares, que valida e melhora a qualidade dos artigos finais publicados em periódicos”, disse um porta-voz da empresa.

Hengartner, em Los Alamos, não concorda inteiramente: “Acho que os editores que pedem preços exorbitantes para compartilhar conhecimento científico são dinossauros”.

*Publicado originalmente no South China Morning Post sob o título “Will the coronavirus kill off the ‘dinosaur’ world of academic publishing?” | Tradução: Chico de Paula

Fonte: Revista Biblioo

Agora é a hora para políticas de acesso aberto – veja por quê

Estamos hoje em um momento crucial da história – nós precisamos colaborar eficientemente para responder a uma emergência global sem precedentes. O mantra “quando compartilhamos, todo mundo ganha” aplica-se agora mais que nunca.

Novo Coronavírus SARS-CoV-2” pelo National Institute of Allergy and Infectious Diseases (NIAID) licença CC BY.

Tradução do texto de Victoria Heath e Brigitte Vézina, publicado no site do CC (licença CC BY), por André Houang, Maria Clara Sena e Pedro Lana.

No final de semana do dia 14, surgiram notícias que incomodaram até os mais céticos com o acesso aberto (open access). Com a manchete “Trump vs Berlin”, o jornal alemão Welt am Sonntag noticiou que o presidente Trump ofereceu 1 bilhão de dólares à empresa biofarmacêutica alemã CureVac para assegurar a vacina COVID-19 “unicamente para os Estados Unidos”.

Em resposta, Jens Spahn, o ministro da saúde alemão, disse que tal acordo estava completamente fora de cogitação e Peter Altmaier, o ministro da economia alemão, respondeu que “a Alemanha não está à venda”. Defensores da ciência aberta ficaram especialmente revoltados. A professora Lorraine Leeson do Trinity College Dublin, por exemplo, tuitou que “este NÃO é o momento para esse tipo de comportamento – ele vai contra o trabalho da #CiênciaAberta, que está nos ajudando a reagir significativamente neste exato momento. É momento para solidariedade, não para exclusividade”. A Casa Branca e a CureVac negaram a notícia. 

Estamos hoje em um momento crucial da história – nós precisamos colaborar eficientemente para responder a uma emergência global sem precedentes. O mantra “quando compartilhamos, todo mundo ganha” aplica-se agora mais que nunca. Com isso em mente, nos pareceu necessário ressaltar a importância do acesso aberto e, especialmente, da ciência aberta, em tempos de crise. 

“NHS24 thanks” pelo Governo Escocês (4 março de 2020) licença CC BY-NC.

Por que o acesso aberto importa, especialmente durante uma emergência global de saúde

Um dos componentes mais importantes para manter a saúde global, especialmente em face de ameaças globais, é a criação e a disseminação de informação científica confiável e atualizada para o público, agentes governamentais, humanitários e profissionais da saúde, bem como cientistas. 

Muitos financiadores de pesquisa científica, como a fundação Gates, a fundação Hewlett, e o Wellcome Trust têm políticas de acesso aberto de longa data e alguns fizeram a chamada agora por esforços redobrados para o compartilhamento rápido e aberto de pesquisas relacionadas ao COVID-19, para frear a pandemia. Ao licenciar seu material com uma licença CC BY-NC-SA, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está adotando uma postura mais conservadora quanto ao acesso aberto, que está aquém do que a comunidade científica precisa com urgência para acessar e construir em cima de informação crucial.  

Todas as organizações financiadas com recursos públicos deveriam:

  1. adotar políticas de acesso aberto que demandem que pesquisas financiadas pelo público sejam disponibilizadas sob uma licença aberta (e.g. CC BY 4.0) ou colocadas no domínio público. Na prática, isso significa que artigos e dados de pesquisa podem ser livremente reutilizados por outros, intensificando assim a colaboração entre cientistas e acelerando o ritmo de descobertas.

  2. garantir que todos os recursos educacionais (como vídeos, infográficos e outras ferramentas de mídia) também sejam abertamente licenciados para facilitar a disseminação de informação confiável e prática para o público. 

A atual corrida para encontrar uma vacina para o COVID-19 demonstra por que o acesso rápido e irrestrito a pesquisas científicas e materiais educacionais é vital nos termos mais abertos possíveis. Devido à própria natureza da doença, incluindo o fato de que era completamente desconhecida para os cientistas antes do surto e agora é uma doença global, é impossível que apenas uma organização, instituição e/ou governo resolva essa crise sozinho. Na verdade, os atuais esforços globais para encontrar uma vacina para o COVID-19 não seriam possíveis se as autoridades de saúde e os pesquisadores chineses não houvessem inicialmente compartilhado informações críticas sobre a natureza do vírus, no início de janeiro de 2020.

Destaque: Hoje, nos encontramos em um momento crucial da história – nós precisamos colaborar eficientemente para responder a uma emergência global sem precedentes. O mantra “quando compartilhamos, todo mundo ganha” aplica-se agora mais que nunca.

Com os casos de COVID-19 rapidamente ultrapassando o número de 200.000 em todo o mundo, há uma crescente urgência de que toda a comunidade científica trabalhe em conjunto com autoridades de saúde em todo o mundo para encontrar e disponibilizar tratamentos e vacinas. No dia 13 de março, assessores científicos do governo de 12 países publicaram uma carta aberta pedindo aos editores que deixassem em acesso aberto (open access) pesquisas científicas e dados sobre o COVID-19. “Dada a urgência da situação”, dizia a carta, “é particularmente importante que os cientistas e o público possam acessar os resultados de pesquisa o mais rápido possível.” Além disso, os materiais educacionais disponibilizados por organizações intergovernamentais, como a OMS, deveriam ser disponibilizados abertamente, sem restrições – isso não é apenas necessário nesta emergência global, mas é consistente com a missão e mandato público dessas organizacões.

Antes da publicação desta carta aberta, muitos cientistas já haviam começado a colocar em acesso aberto (open access) seus trabalhos e dados usando plataformas de pré-publicação como bioRxivArXiv e Gisaid. Na semana passada, a organização sem fins lucrativos Free Read recebeu mais de 32.000 assinaturas em sua petição para “desbloquear as pesquisas sobre coronavírus”. Em resposta, editoras como Elsevier, Oxford University Press, Springer Nature e The Lancet começaram a remover barreiras de pagamento (paywalls) de artigos relacionados ao COVID-19. Meios de comunicação de todo o mundo, incluindo New York Times, Bloomberg, The Atlantic, Clarin, Publico, Globo e Folha também estão removendo barreiras de pagamento (paywalls) de seu conteúdo sobre COVID-19. Cientistas individuais, em colaboração com meios de comunicação, começaram a liberar gráficos informativos comunicando conceitos científicos complexos sob licenças abertas. Por exemplo, este GIF do especialista em doenças infecciosas Dr. Siouxsie Wiles, que ilustra como podemos “achatar a curva”, foi lançado sob uma licença Creative Commons Attribution Sharealike (CC BY-SA 4.0).

Muitos defensores da ciência aberta louvam esses esforços para tornar o acesso à pesquisa científica sobre COVID-19 mais aberto, mas argumentam que deveríamos fazer isso o tempo todo. Michael Eisen, biólogo da UC Berkeley e editor da revista científica de acesso aberto eLifedisse para a WIRED: “Obviamente, isso deveria ser o padrão para TODAS as ciências, não apenas em relação ao COVID-19, e deveria ter sido o padrão nos últimos 25 anos. Mas estou contente em ver isso a acontecer agora.”

Em seu site, Plan S argumenta que as paywalls impedem o acesso a uma “quantia substancial de resultados de pesquisas para uma grande parte da comunidade científica e da sociedade como um todo”. Isto, por sua vez, “dificulta os próprios fundamentos do empreendimento científico e obstaculiza sua aceitação pela sociedade”. Por exemplo, pesquisadores que examinavam o surto de ebola de 2014 na África Ocidental descobriram que o acesso a conhecimento essencial sobre o vírus e sobre os fatores de risco antes do surto era dificultado pelas paywalls das editoras. Eles escreveram: “Embora o acesso ao conhecimento não pudesse ter, por si só, prevenido ou evitado a epidemia de ebola, as autoridades sanitárias mais bem informadas poderiam ter tomado medidas preventivas oportunas e estar mais bem equipadas para mitigar os riscos durante e após o surto”.

Agora é a hora de implementar e melhorar as políticas de acesso aberto

Por essas razões, a Creative Commons (CC) tem pleiteado a adoção de políticas de acesso aberto por organizações e governos, tais como o órgão de Pesquisa e Inovação no Reino Unido (UKRI, em inglês). A CC está preparando comentários para o processo de consulta da UKRI sobre a sua proposta de política de acesso aberto e em breve compartilhará comentários semelhantes em resposta à consulta pública promovida pelo Registro Federal dos EUA sobre o “Public Access to Peer-Reviewed Scholarly Publications, Data, and Code Resulting From Federally Funded Research” (Acesso Público a Publicações Acadêmicas com revisão por pares, Dados e Código Oriundos de Investigações com Financiamento Federal).

As licenças CC tornaram-se o padrão internacional para licenciamento aberto, e, depois de apoiar os esforços bem-sucedidos na criação, adoção e implementação de políticas de acesso aberto com variados governos e instituições, continuamos a defender firmemente o acesso aberto em benefício dos pesquisadores, da indústria e do público em geral. Isto inclui disponibilizar toda informação financiada por organizações internacionais ou governos nacionais para a mais ampla reutilização. Além disso, a CC apoia esforços de reforçar  a aplicação do Fair Use nestas circunstâncias excepcionais, tais como a “Public Statement of Library Copyright Specialists: Fair Use & Emergency Remote Teaching & Research” (Declaração Pública dos Especialistas em Direitos Autorais das Bibliotecas: Fair use e EAD de emergência). Este material foi publicado recentemente por um grupo de bibliotecários especializados em direitos autorais de faculdades e universidades de todos os EUA, incluindo o Massachusetts Institute of Technology.

Se você precisa de informação e ajuda sobre como implementar uma política de acesso aberto ou utilizar as licenças CC, entre em contato com a gente. Estamos aqui para ajudar.

Fonte: Creative Commons br

Editores liberam conteúdos gratuitos para combate ao Covid-19

NIAID-RML/Via REUTERS

O conhecimento científico é a principal ferramenta do combate ao coronavírus. Por isso, editores internacionais liberaram conteúdos gratuitos durante a epidemia.

Os estudos, disponíveis no Portal de Periódicos, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pretendem apoiar a comunidade de pesquisa no processo de entendimento e de minimização do impacto da nova doença.

O material disponível ajudará pesquisadores, médicos, enfermeiros e outros profissionais engajados com a emergência de saúde global na atuação para combate e controle do vírus. A iniciativa foi possível por meio de uma parceria entre a Capes e os editores.

Os parceiros “removeram o controle de acesso aos seus conteúdos fechados em atenção à pandemia, em decorrência do grande número de pessoas infectadas e vitimadas pelo Covid-19”, explicou a coordenadora geral do Portal de Periódicos, Patrícia de Almeida.

O Portal de Periódicos da Capes é a maior biblioteca virtual do País. O canal tem o objetivo de democratizar o acesso à informação científica e fortalecer os programas de pós-graduação no Brasil. Neste momento, o portal assume um papel fundamental na saúde pública brasileira e mundial.

Confira abaixo os conteúdos liberados:

  • A Sociedade Americana de Microbiologia (ASM) liberou o acesso a 50 artigos científicos, publicados em 2019, nas suas 16 revistas acadêmicas. Além disso, criou uma página dedicada aos recursos sobre o COVID-19, com analises de especialistas e informações sempre atualizadas. O material não tem data para sair do ar;

  • Diversos recursos da British Medical Journals (BMJ) também estão nessa lista. “Os conteúdos ficarão acessíveis gratuitamente por tempo indeterminado, prezando pela disponibilização de informações científicas conforme as demandas da comunidade”, afirmou Laura Santana, gerente de Desenvolvimento de Negócios da editor;

  • A Annual Reviews disponibilizou seus títulos até 30 de abril. Há previsão de prorrogar o prazo, se houver necessidade. Já o material da editora Oxford University Press (OUP), que contém ferramentas para o estudo do coronavírus e temas afins, será oferecido em acesso aberto por período indeterminado;

  • A editora Emerald compilou pesquisas relacionadas ao gerenciamento de doenças e epidemias e disponibilizou até o dia 31 de março. “Embora esses materiais não estejam apenas relacionados aos atuais desafios clínicos do novo coronavírus, eles podem fornecer um contexto relevante sobre como o mundo reagiu a surtos e epidemias anteriores”, avaliou a editora;

  • A Elsevier liberou, por 90 dias, 256 títulos nas mais distintas áreas de conhecimento, como uma forma de apoiar as classes online. O acesso é feito pela plataforma ScienceDirect. Além dessa iniciativa, a editora desenvolveu ainda dois outros recursos de livre acesso que concentram informações especializadas e selecionadas para a comunidade em geral: Novo Centro de Informações sobre Coronavírus e Lancet Hub;

  • Conteúdos de pesquisa da Ovid Technologies, da Biblioteca Cochrane e da editora Wiley também estão disponíveis.

Fonte: Diário do Comércio

Novo coronavírus acelera produção e difusão científica

Texto por Carlos Fioravanti, com Agência FAPESP

Divulgada sequência genética de vírus dois dias depois de surgir o primeiro caso no Brasil; artigos científicos são publicados com rapidez em todo o mundo

Coronavírus visto ao microscópio eletrônico
Instituto Adolfo Lutz

Em 28 de fevereiro, o Instituto Adolfo Lutz divulgou a sequência genética do vírus Sars-CoV-2 do primeiro paciente brasileiro, relatado dois dias antes. O trabalho reuniu pesquisadores das universidades de São Paulo (USP) e de Oxford, no Reino Unido, e comparou 127 genomas completos de 17 países em que o vírus já foi encontrado. De acordo com o relato publicado no Virology.org, um site para virologistas, a amostra do vírus chamada Brazil/SPBR1/2020 difere por apenas três mutações da Wuhan-Hu-1, tomada como referência. O sequenciamento ajuda a entender como o vírus está se dispersando pelo mundo e pode ser útil para o desenvolvimento de vacinas e testes diagnósticos.

“Ao sequenciar o genoma do vírus, ficamos mais perto de saber a origem da epidemia”, disse a Karina Toledo, da Agência FAPESP, Ester Sabino, diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP. “Sabemos que o único caso confirmado no Brasil veio da Itália, contudo, os italianos não sabem a origem do surto na região da Lombardia, pois ainda não fizeram o sequenciamento de suas amostras.”

Ao lado de Nuno Faria, da Universidade de Oxford, Sabino coordena o Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Cadde). O projeto, apoiado pela FAPESP, Medical Research Council e Fundo Newton (os dois últimos do Reino Unido), tem como objetivo estudar em tempo real epidemias de arboviroses, como dengue e zika (ver reportagem). O sequenciamento do genoma viral foi conduzido pela equipe coordenada por Claudio Tavares Sacchi, responsável pelo Laboratório Estratégico do Instituto Adolfo Lutz, e Jaqueline Goes de Jesus, pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP com bolsa FAPESP.

Assim como ocorreu com o sequenciamento realizado no Instituto Adolfo Lutz, a publicação dos resultados de trabalhos científicos sobre o novo coronavírus tem sido bastante rápida. O surto emergiu em dezembro de 2019 na China, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e cientistas chineses anunciaram a descoberta de um coronavírus em 9 de janeiro e a base GenBank, dos Estados Unidos, publicou, dois dias depois, a primeira sequência genômica da nova variedade. Em 22 de janeiro um artigo na Journal of Medical Virology apresentou as primeiras análises genômicas do novo vírus, indicando que teria se originado provavelmente de morcegos. O número de artigos sobre o Sars-Cov-2 – a maioria de grupos de pesquisa da China – saltou de 36 no final de janeiro para 62, em 6 de fevereiro, e 155, 11 dias depois. No dia 28 de fevereiro, eram 216.

Esse processo foi mais lento em 2002, durante a epidemia de Sars, causada por outros coronavírus. O primeiro caso de Sars despontou na China em novembro daquele ano. A OMS emitiu um comunicado alertando para o surto em 12 de março de 2003, e em maio a revista científica New England Journal of Medicine (NEJM) publicou a primeira descrição do coronavírus, identificado pelos Centros de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro: passageiros e funcionários adotam máscaras, embora por enquanto só sejam indicadas para quem apresenta sintomas
Fernando Frazão/Agência Brasil

Essa rapidez tem sido possível porque as revistas científicas encurtaram o prazo de análise dos artigos sobre o novo vírus, publicando-os em alguns dias em vez de levar meses. Além disso, os pesquisadores podem usar repositórios de artigos ainda não aceitos para publicação em revistas científicas, os chamados preprints, que praticamente não existiam nos surtos virais anteriores (ver Pesquisa FAPESP nº 254). De acordo com uma reportagem da revista Science de 28 de fevereiro, os dois maiores repositórios de preprints, o bioRxiv e o medRxiv, recebem 10 novos artigos por semana sobre o novo coronavírus. Foi no bioRxiv que um grupo com pesquisadores da USP e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) publicaram um artigo sobre um fragmento de proteína que poderia ajudar no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus.

O processo acelerado de publicação de artigos científicos não se mostrou imune a problemas. Em 30 de janeiro, a NEJM publicou um estudo de pesquisadores da Universidade de Munique sobre a aparente transmissão do vírus de uma mulher assintomática para outras quatro pessoas na Alemanha. A notícia se espalhou rapidamente na mídia, que acompanhava os desdobramentos do surto, mas na verdade não foi bem assim.

No mesmo dia, a revista recebeu e publicou uma carta de retratação assinada pelos autores do artigo, informando que a transmissão ocorrera quando a mulher já apresentava os sintomas da infecção. Os autores do artigo não conseguiram verificar melhor seu estado de saúde e concluíram que a retificação deveria ser comunicada imediatamente. Em épocas normais as retratações de revistas científicas podem demorar meses ou anos para vir a público.

Segundo caso de coronavírus

No sábado, 29, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e o Ministério da Saúde confirmaram o segundo caso de infecção pelo coronavírus Sars-Cov-2, em um homem de 32 anos, residente na cidade de São Paulo, que chegou da Itália no dia 27.

No dia seguinte, com febre, dor muscular e dor de cabeça, procurou o Hospital Israelita Albert Einstein, que identificou o vírus. Com sintomas leves, o homem voltou para casa; sua mulher, seu único contato familiar, permanece assintomática.

Até o dia 29, havia 182 casos suspeitos do novo coronavírus em todo o país, dos quais 91 em São Paulo.

Projeto

Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE) (nº 18/14389-0)Modalidade Projeto Temático; Convênio Medical Research Council e Fundo Newton; Pesquisadora responsável Ester Cerdeira Sabino (USP). Investimento R$ 4.529.850,39

Artigos científicos

KUPFERSCHMIDT, K. A completely new culture of doing research.’ Coronavirus outbreak changes how scientists communicateScience. on-line. 28 fev. 2020.
HERST, C. V. et al. An effective ctl peptide vaccine for Ebola Zaire based on survivors’ CD8+ targeting of a particular nucleocapsid protein epitope with potential implications for Covid-19 vaccine designbioRxiv.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

Biblioteca temática da Fiocruz reúne mais de 1 mil publicações científicas sobre o novo coronavírus

Por Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

Conectar pessoas e apoiar decisões no momento de crise na saúde pública.  Para isso – entre outras iniciativas – a Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (VPEIC/Fiocruz) criou uma biblioteca temática sobre o novo coronavírus (Covid-19) na plataforma Zotero. Assim, estão disponíveis mais de mil publicações científicas e orientações para autoridades sanitárias, profissionais de saúde e a população geral.

A bibliotecária Fátima Martins é a responsável por este trabalho na Coordenação de Informação e Comunicação (Cinco – VPEIC/Fiocruz). Ela explica que o principal objetivo é oferecer uma base técnico-científica, contribuindo para que medidas sejam adotadas para reduzir os impactos da pandemia de coronavírus. “A plataforma reúne uma variedade de publicações: artigos, teses, dissertações, pesquisas, protocolos, diretrizes, guidelines, relatórios, cartilhas, podcasts, entre outras. A curadoria inclui, também, sites, redes de pesquisa e plataformas de compartilhamento associados à produção técnico-científica nacional e internacional, de forma sistematizada”.

Por se tratar de um software livre que utiliza código aberto, Zotero facilita a gestão de dados bibliográficos e materiais relacionados à pesquisa (como PDFs).

Saiba como acessar a biblioteca Novo Coronavírus Covid-19 | Fiocruz

Para ter acesso aos documentos e links disponíveis na biblioteca temática, basta seguir dois passos. É bem rápido e fácil:

1. Abra uma conta no site www.zotero.org, cadastrando seu login e uma senha.
2. Peça um convite para participar do grupo Novo Coronavírus Covid-19 | Fiocruz: https://www.zotero.org/groups/2442236/novo_coronavrus_covid-19__fiocruz

Seja membro desta comunidade: participe e visite a biblioteca para se manter sempre bem informado e atualizado. E, se precisar de apoio, acesse os tutoriais anexos abaixo.

Tutorial para entrar no grupo da biblioteca temática.pdf

Tutorial para uso da biblioteca temática sobre o Coronavírus no Zotero.pdf

Fonte: Fiocruz Campos Virtual

Biblioteca Comunitária da UFSCar recebe mostra em comemoração aos 50 anos da Universidade

Crédito: Adriana Arruda – CCS/UFSCar

Até o dia 31 de março, a Unidade Multidisciplinar de Memória e Arquivo Histórico (UMMA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza a exposição “Coleção de objetos institucionais presenteados à UFSCar ao longo de seus 50 anos”, que integra as comemorações dos 50 anos da Instituição, celebrados em 2020.

A mostra reúne objetos variados – como medalhas, placas de homenagem, troféus, diplomas, adornos e outros -, que possibilitam observar as relações diplomáticas entre a UFSCar e demais instituições, nacionais e estrangeiras, ao longo de sua trajetória.

A exposição é aberta ao público e está disponível para visitação gratuita no saguão da BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar, de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas, e aos sábados, entre 8 e 14 horas.

Fonte: São Carlos Agora

Apoio institucional a periódicos científicos contribui para o registro e a democratização do conhecimento

Pesquisa em Ciência da Informação mostra como as universidades estaduais paulistas têm dado suporte às publicações científicas

Texto por Maria Eduarda Nogueira

Os cadernos de laboratório de Marie Curie, prêmio Nobel de Química, precisam ser guardados em caixas de chumbo, porque ainda emitem radioatividade. Para evitar o risco de contaminação, é preciso usar roupas especiais para manusear os documentos. Mesmo com essa possibilidade, as pessoas se submetem aos perigos. Os motivos podem ser vários, mas um é essencial: estes cadernos são uma forma de registrar o fazer científico.

Hoje, pesquisas podem ser documentadas de formas bem menos analógicas (e radioativas!). Além das monografias, dissertações e teses, os periódicos científicos também são de grande importância. Em sua dissertação de mestrado, orientada pela professora Daisy Pires Noronha, a pesquisadora Solange Alves Santana se dedicou a estudar como as universidades estaduais paulistas apoiam institucionalmente esse tipo de publicação.

Através da pesquisa, a aluna do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI) concluiu que o apoio das instituições promove visibilidade e democratiza o acesso ao conhecimento científico. “As instituições percebem a importância de fortalecer os seus periódicos por meio de ações pontuais, como apoio financeiro, criação de portais de revistas, utilização de ferramentas para gerenciamento do fluxo editorial e capacitação e qualificação das equipes”, explica a pesquisadora.

Em sua dissertação “Políticas e programas institucionais de apoio a periódicos científicos em universidades públicas estaduais paulistas: panorama histórico e indicadores de atividade”, Santana utiliza dois termos que por vezes podem ser confundidos. A política institucional é mais abrangente, oferecendo diretrizes gerais de planejamento, coordenação, execução e avaliação  dos programas, que por sua vez estão relacionados às ações propriamente ditas.

As bibliotecas são lugares de armazenamento e divulgação de conhecimento científico. Foto: Mariana Chama.

A proposta inicial da pesquisadora era estudar as universidades federais, mas a existência de diferenças entre elas impediu que uma mesma metodologia fosse usada. As estaduais paulistas, por sua vez, possuem condições semelhantes entre si. A comparação, no entanto, não deve ser feita sem contextualização, adverte a pesquisadora.

Isso se aplica também aos indicadores de atividade dos periódicos. No Brasil, o sistema Qualis é o mais célebre – divididas por área do conhecimento, as publicações são avaliadas anualmente conforme um sistema alfanumérico, sendo A1 o mais elevado e C o de peso zero. “É preciso sempre contextualizar. A periodicidade e o número de artigos variam e por isso é difícil fazer comparações”, diz Santana.

Em linhas gerais, os periódicos científicos são definidos como publicações editadas em fascículos com designação numérica e cronológica. Além disso, possuem também um registro, chamado de ISSN (Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas).

O surgimento desses documentos remonta ainda ao século 17, coincidindo com o incremento da ciência experimental. Desde então, os periódicos estiveram relacionados à formalização do processo de comunicação científica.

A pesquisadora explica que eles também têm como função “salvaguardar com propriedade as descobertas científicas, estabelecer a propriedade intelectual, servir como fonte de informação para pesquisadores”. Além disso, os periódicos podem ser vistos como um importante instrumento para a manutenção do padrão e da qualidade da ciência.

As universidades, ao darem apoio para essas publicações, confrontam o cenário brasileiro de instabilidade para os pesquisadores e pós-graduandos. “Com o estabelecimento das políticas [institucionais], temos um compromisso com a continuidade das ações”, conclui Santana.

Você sabia que a ECA possui 16 revistas científicas em atividade? Conheça cada uma delas clicando aqui

Fonte: ECA/USP

Novo curso da Fiocruz trata da gestão e compartilhamento de dados abertos de pesquisa

Texto por Flávia Lobato (Campus Virtual Fiocruz)

O compartilhamento de dados fortalece cada vez mais a produção e a disseminação do conhecimento. Pela importância do tema, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lança o curso Dados Abertos — que se tornaram um dos ativos mais importantes na sociedade contemporânea. A iniciativa faz parte da Formação Modular em Ciência Aberta, que oferece cursos gratuitos, na modalidade à distância (EAD), que estão disponíveis a todos os interessados.

O novo curso, Dados Abertos, é composto por seis aulas online (totalizando 10h). Os participantes vão aprender o que são dados abertos, sua importância no campo científico, e como utilizá-los: quando abrir, por que e quais os princípios a observar (saiba mais e inscreva-se aqui). O curso é coordenado pelas doutoras em Ciência da Informação, Vanessa Jorge e Anne Clinio.

Vanessa comenta que algumas frentes da Ciência Aberta já estão mais maduras, como o acesso aberto e o uso de softwares abertos. Atualmente, os dados abertos estão no centro da discussão do movimento. “Estamos mudando para uma nova cultura do fazer científico e esta é a dimensão em destaque, agora. Isso porque há muitas possibilidades de uso e apropriações dos dados abertos por diversas áreas da sociedade. Na nossa área, particularmente, o debate engloba diferentes questões: desde privacidade, acesso à informação, governo aberto e transparência pública até os avanços em pesquisa e o combate a emergências em saúde pública, por exemplo”, afirma ela, que atua na Coordenação de Informação e Comunicação da Fiocruz.

Anne, por sua vez, lembra que todo pesquisador faz gestão de dados, mas que nem sempre tem uma visão sobre sua ampla reutilização a médio e longo prazo. “Um dos nossos objetivos é mostrar o ciclo completo da gestão de dados num projeto de pesquisa, para que os alunos saibam como atuar em função de cada etapa — do planejamento à abertura e compartilhamento futuro”, diz. Anne lembra, ainda, que apresentar o Plano de Gestão de Dados tem sido uma exigência dos órgãos de financiamento.

Gestão, abertura e compartilhamento de dados na prática

Entre os diferenciais deste novo curso da Fiocruz está sua aplicação prática no campo da saúde, conta Vanessa. “Nós apresentamos uma série de iniciativas, instituições, incluindo os financiadores e revistas científicas que estão trabalhando com dados abertos. E trazemos também várias ferramentas que vêm sendo utilizadas. O material certamente contribui bastante para o desenvolvimento de um ecossistema voltado à abertura de dados de pesquisa no Brasil e para pensarmos nos desafios para que esta cultura avance”, conclui.

Saiba mais sobre o curso e inscreva-se aqui!

  • Aula 1 – Gestão, compartilhamento e abertura de dados para pesquisa: uma nova cultura no fazer científico (Anne Clinio e Vanessa Arruda – Fiocruz)
  • Aula 2 – Gestão “ativa” de dados: uma mudança cultural (Anne Clinio e Vanessa Arruda – Fiocruz)
  • Aula 3 – Dados e proteção jurídica (Allan Rocha de Souza – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
  • Aula 4 – Plano de Gestão de Dados (Pedro Príncipe – Universidade do Minho e Viviane Veiga – Fiocruz)
  • Aula 5 – FAIR: dos princípios à prática (Patricia Henning – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e Luis Olavo Bonino – Go-Fair e Leiden University Medical Centre)
  • Aula 6 – Políticas dos financiadores, requisitos das revistas científicas e repositórios de dados em saúde (Hataânderson dos Santos – Fiocruz, Jaqueline Gomes – Fiocruz, Maria de Fátima Moreira Martins – Fiocruz, Vanessa de Arruda Jorge – Fiocruz)

Conheça a Formação Modular em Ciência Aberta

Formação Modular em Ciência Aberta é uma realização da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz) por meio do Campus Virtual Fiocruz. É composta por quatro séries e oito microcursos. A iniciativa é uma parceria entre a Coordenação de Informação e Comunicação da Fiocruz, a Escola Corporativa Fiocruz, a Universidade do Minho (Portugal) e o Campus Virtual Fiocruz.

Todos os microcursos são oferecidos na modalidade de educação à distância (EAD). Os inscritos podem acessar as aulas online, quando e de onde quiserem, gratuitamente. Os cursos são independentes entre si. Ou seja: não é preciso cursar um para se inscrever em outro. Mas, na Fiocruz entendemos que quanto mais completa a formação, melhor. A cada curso realizado, os alunos passam por uma avaliação online e recebem certificados de conclusão de acordo com critérios de aprovação.

Séries e cursos já lançados

Série 1: O que é ciência aberta? | Panorama histórico da ciência aberta

Série 2: Propriedade intelectual aplicada à ciência aberta | Direito de acesso à informação e proteção de dados pessoais

Série 3: Acesso aberto | Dados abertos

Fonte: CAMPUS VIRTUAL FIOCRUZ

Encontro debate novas demandas dos profissionais da informação para a divulgação da ciência

O evento, gratuito e aberto ao público, acontece no dia 9 de março no IEA-USP

Encontro de difusão científica coloca em discussão comunicação da ciência em tempos de mídias sociais – Foto: Freepik.com

Estabelecer uma comunicação significativa com a sociedade em tempos de mídias sociais é uma das preocupações dos profissionais que lidam com a informação e será assunto presente no encontro Difusão científica: visibilidade e impacto da ciência que será realizado dia 9 de março no auditório do Instituto de Estudos Avançados da USP.   O objetivo é abordar o impacto social da ciência como elemento essencial à avaliação da qualidade da pesquisa realizada nas universidades e como o acesso aberto e a ciência aberta promovem a visibilidade da produção gerada.

Participam do encontro profissionais da própria Universidade, das áreas de bibliotecas e de comunicação, além da coordenadora de comunicação da Fapesp, Claudia Izique, e a diretora do Internetlab, Mariana Valente, centro independente de pesquisa interdisciplinar que promove o debate acadêmico e a produção de conhecimento nas áreas de direito e tecnologia.

O evento faz parte das atividades da Semana do Bibliotecário 2020 na USP, que acontece de 9 a 13 de março, e é aberto a estudantes, professores, profissionais e demais interessados.

A Semana do Bibliotecário conta ainda com visitas técnicas ao Arquivo Geral da USP (nos dias 11 e 12 de março) e com o worskshop Produção Científica e o papel do identificador ORCiD (no dia 12 de março), confira os horários.

PROGRAMA

9:30 às 10:00 Credenciamento e café de boas vindas
10:00 às 10:10 Abertura do Encontro
Jackson Cioni Bittencourt
Presidente da Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica – AGUIA
10:00 às 10:30 Difusão Científica: visibilidade e impacto da Ciência e a atuação do bibliotecário
Elisabeth Dudziak
Bibliotecária Coordenadoria – AGUIA USP
10:30 às 11:00 Divulgação da Ciência e o papel da SCS USP
Marcia Blasques
Diretora de Redação do Jornal da USP
Superintendência de Comunicação Social USP
Luiza Caires

Editora de Ciência do Jornal da USP
11:00 às 11:30 Fapesp e a difusão da Ciência
Claudia Izique
Coordenadora de Comunicação da Fapesp
11:30 às 12:00 Uso das Licenças Creative Commons na divulgação científica
Mariana Giorgetti Valente
Internetlab – Creative Commons

Difusão científica: visibilidade e impacto da ciência
Data: 09 de março de 2020

Horário: 9h30 – 12h30
Local: Auditório do Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA)
Rua da Praça do Relógio, 109 – Térreo – Cidade Universitária

Inscrições gratuitashttps://doity.com.br/difusao-e-impacto-da-ciencia

Fonte: Jornal da USP

BDTD: como buscar textos acadêmicos na Biblioteca de Teses e Dissertações

Fapesp lança Rede de Repositórios de Dados Científicos

Plataforma permite acesso aos dados gerados em pesquisas científicas de instituições de São Paulo e amplia visibilidade a estudos

Texto por Portal do Governo

Plataforma permite busca por instituição, autor, assunto, ano ou palavras-chave
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com apoio de universidades paulistas, desenvolveu uma ferramenta que permite acessar dados associados às pesquisas realizadas em todas as áreas do conhecimento no Estado de São Paulo. A Rede de Repositórios de Dados Científicos foi lançada em 16 de dezembro de 2019 e disponibiliza dados gerados em pesquisas científicas, independentemente de sua publicação em artigos científicos.

A plataforma envolve as seis universidades públicas do Estado de São Paulo: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal do ABC (UFABC) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); além do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e a Embrapa Informática Agropecuária (CNPTIA/Embrapa).

O portal foi desenvolvido pela USP e permite busca por instituição, autor, assunto, ano ou palavras-chave. A primeira versão da Rede disponibiliza por exemplo um banco de dados contendo toda a rede de drenagem da hidrografia brasileira sob a forma de grafos e um repositório de imagens de sintomas de doenças de plantas disponibilizado pelo CNPTIA-Embrapa.

Para o pesquisador que gerou os dados, a Rede de Repositórios aumenta a visibilidade da sua pesquisa, permitindo o seu compartilhamento e reuso em novas pesquisas.

“A ciência, entendida como um bem público, exige comunicação e o acesso aos resultados de projetos de pesquisas deve ser pleno, sem restrições, para que privilégios não sejam criados. A Rede de Repositórios de Dados Científicos do Estado de São Paulo vai dar conhecimento e acesso público não só aos pesquisadores, mas também para o contribuinte paulista que paga para que pesquisas sejam realizadas no Estado de São Paulo”, disse o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago.

Visibilidade e registro

O diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, afirma que a Rede é mais uma ação relacionada à Ciência Aberta (Open Science, na versão em inglês), que tem o objetivo de ampliar a divulgação do conhecimento por meio de plataformas digitais.

“Iniciativas que buscam facilitar a integração e a colaboração entre pesquisadores têm dois resultados principais: o melhor progresso da ciência e a maior eficiência no uso de recursos que custeiam a pesquisa. A nova rede tem esse intuito. É uma iniciativa pioneira e bem sintonizada com as práticas de Open Science. Ela vai dar um grande impulso para o desenvolvimento científico do Estado de São Paulo”, afirma Cruz.

Para a integrante da Coordenação Adjunta da Fapesp para o Programa de Pesquisa em eScience e Data Science, Claudia Bauzer Medeiros, a iniciativa é pioneira na América Latina e amplia a visibilidade da ciência no Estado de São Paulo.

“Um Plano de Gestão de Dados faz parte das boas práticas de pesquisa, com o planejamento, desde o início de uma proposta, sobre quais dados serão produzidos e como serão gerenciados, compartilhados e preservados. Essa iniciativa é um avanço enorme. Evita que muitos dados importantes, seja pela qualidade, caráter histórico ou raridade, se percam”, diz Medeiros, que também é professora do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Fonte: Portal do Governo

Os quatro passos do Currículo Lattes – Bibliotecário Eduardo Graziosi Silva (EESC/USP)

Terceira Escola de Pesquisadores da USP São Carlos

A 3a Escola de Pesquisadores da USP aconteceu nos dias 12 e 13 de junho de 2019, no Auditório Jorge Caron da Escola de Engenharia de São Carlos – EESC/USP.

O Evento tem com objetivo, desenvolver, aprimorar e consolidar as habilidades necessárias à vida científica de pesquisadores em pesquisa básica e/ou aplicada, em temas ousados e de alto impacto, aprendendo a trabalhar no Estado-da-Arte.

A Escola é oferecida a alunos de Pós-Graduação e Pós-Docs, Técnicos de nível superior e Professores pesquisadores.

Resultados Esperados

Com a implementação da Escola de Pesquisadores, espera-se que os participantes possam otimizar suas potencialidades em pesquisa, no tocante à:

1) Elaboração de Projetos de pesquisa nacionais e internacionais com objetivos ousados, e implementação de pesquisa científica de alto nível, visando atuar no estado-da-arte. Tal abordagem é fundamental para promover avanços significativos e necessários na fronteira do conhecimento da área, e na captação de recursos.

2) Conhecer as Metodologias necessárias para Implementação da Pesquisa em cada área.

3) Conhecer os Aspectos de Ética em Pesquisa necessários ao bom desenvolvimento da Pesquisa.

4) Produção de artigos científicos internacionais de alto impacto, através de escrita apropriada e de alto impacto.

5) Criar a cultura de Proteção do conhecimento e escrita de patentes.

O evento é formatado para contemplar todas as áreas do conhecimento, incluindo: Exatas/engenharias, Biológicas/biomédicas e Humanas/Sociais.

Como resultados, ressaltamos a formação de pesquisadores de alto nível, treinados para reconhecer e atuar no Estado-da-Arte em suas áreas, e que possam gerar conhecimento e inovação relevantes para a sociedade, além de propagarem seus conhecimentos na formação de recursos humanos altamente capacitados e especializados.

O palestrante é Doutorando (2019) e mestre em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP) – Campus de Marília (2018). Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – Campus de São Carlos (2008). Atualmente é bibliotecário da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP) onde atua como Chefe da Seção de Atendimento ao Usuário do Serviço de Biblioteca “Prof. Dr. Sérgio Rodrigues Fontes”, e Docente na Content Mind, onde oferece o MOOC “CVLattes: como criar e manter atualizado?

Fonte: Escola de Pesquisadores Campus USP São Carlos

Semana do Bibliotecário 2020 na USP

A Semana do Bibliotecário na USP será comemorada de 9 a 13 de março de 2020. Dedicada a atividades relevantes para os profissionais da informação e equipes de bibliotecas da Universidade, a Semana do Bibliotecário 2020 tem como tema geral a Difusão científica: visibilidade e impacto da Ciência. Convidamos a todos a promoverem eventos nesta semana.

Na atualidade, bibliotecas e bibliotecários estão envolvidos de alguma forma com a comunicação científica e o acesso aberto. Assumem papel estratégico em relação à promoção da construção do conhecimento, ao desenvolvimento da competência informacional e científica dos usuários de informação, no apoio ao pesquisador, no registro, preservação, visibilidade e difusão da produção intelectual das Universidades.

Nesse contexto, é oportuno e necessário discutir o papel dos profissionais de informação nas universidades e na difusão científica. Tradicionalmente comemorado no dia 12 de março, este ano o evento integrado na USP será realizado no dia 9 de março de 2020.

O objetivo do Encontro é discutir o impacto social da ciência e o papel dos profissionais da informação na visibilidade, disseminação, divulgação e acesso à produção científica, acadêmica, técnica e artística das Universidades. O evento é gratuito e aberto a docentes, discentes e profissionais de todas as áreas. Confira esse e outros eventos da Semana do Bibliotecário 2020 na USP:

== Programação ==

Encontro sobre Difusão Científica: visibilidade e impacto da Ciência
Data: 09 de março de 2020
Horário: 9h30 – 12h30
Local: Auditório do Instituto de Estudos Avançados da USP
Rua da Praça do Relógio, 109 – Térreo
05508-050 – São Paulo – SP
Inscriçõeshttps://doity.com.br/difusao-e-impacto-da-ciencia

Visitas Técnicas ao Arquivo Geral da USP
Data: 11 de março de 2020, das 10h30 às 11h30 – Inscreva-se aqui
Data: 12 de março de 2020, das 14h às 15h – Inscreva-se aqui
Local: Avenida Professor Lineu Prestes, 1771 – Butantã
05508-000 – São Paulo – SP

Workshop Produção Científica e o papel do identificador ORCiD
Data: 12 de março de 2020
Horário: 9h – 12h
Local: Sala DesignLab da Biblioteca da FEA/USP
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, 908 – Butantã
05508-010 – São Paulo – SP
Inscrições: https://doity.com.br/work-prod-cient-orcid-12mar2020

Mais informações: https://www.aguia.usp.br/noticias/semana-do-bibliotecario-2020-na-usp-tem-como-tema-a-difusao-cientifica/?fbclid=IwAR2f53xWaxkEi97za9UZG8-a835j6-ku5Wq_lEhyObiA29j7IWQ2ZgS2udg

TRF3 INAUGURA LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO

Finalidade do espaço é propiciar o desenvolvimento de projetos inovadores por meio da metodologia design thinking

A Presidente do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), Desembargadora Federal Therezinha Cazerta, inaugurou, nesta segunda-feira (17/2), o Laboratório de Inovação do TRF3 (iLabTRF3), que funcionará na Avenida Paulista, n.º 1.912, Edifício Funcef Center, 2.º andar, São Paulo/SP.

O iLabTRF3 é um espaço de participação democrática, no qual, por meio da metodologia design thinking, magistrados, servidores, operadores do Direito e usuários da Justiça Federal poderão desenvolver e compartilhar experiências inovadoras, voltadas para a melhoria da gestão pública e para o aprimoramento dos serviços prestados à população.

A Presidente do Tribunal falou do novo espaço: “É um ambiente totalmente diferente, leve, alegre, e que muito colabora com a criatividade”. Ela disse que a ideia de criar o iLabTRF3 surgiu em razão da experiência bem-sucedida do Laboratório de Inovação da Justiça Federal em São Paulo (iJuspLab), instalado no Fórum Pedro Lessa, sendo o primeiro laboratório do Poder Judiciário. A Desembargadora Federal elogiou o trabalho da Diretora do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, Juíza Federal Luciana Ortiz, e do Juiz Federal Paulo César Neves Junior à frente desse Laboratório.

A Conselheira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Maria Tereza Uille também contou como a experiência da Justiça Federal de São Paulo inspirou a criação do Laboratório de Inovação, Inteligência e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (LIODS) do CNJ, inaugurado nesta terça-feira (18/2).

“Esse é um ambiente horizontal, um ambiente de diálogo, em que as pessoas se sentem livres para criar. E a criatividade é o sucesso da inovação. Nós temos muitos problemas, mas, quando nós nos reunimos, colocamos todos os problemas à mesa, chamamos os magistrados, os servidores e representantes de outros órgãos para dialogar, certamente a solução aparece”, afirmou a Conselheira.

Durante o evento, a Presidente do TRF3, Therezinha Cazerta, e a Diretora do Foro, Luciana Ortiz, prestaram homenagem à Conselheira Maria Tereza Uille pela competência, empenho e dedicação com que conduziu os estudos para a integração das Metas do Poder Judiciário aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis, disseminando a importância dos trabalhos realizados pelos Laboratórios de Inovação na busca de ideias, conceitos e planos para a melhoria dos serviços prestados pelo Poder Judiciário.

Também compuseram a frente de honra o Diretor da Escola de Magistrados da Justiça Federal da 3.ª Região, Desembargador Federal José Lunardelli; a Diretora do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, Juíza Federal Luciana Ortiz; a advogada Cecília Mello, representando a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo; e o Presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Juiz Federal Fernando Marcelo Mendes.

ILabTRF3

O Laboratório de Inovação do TRF3 será coordenado pela Assessoria de Desenvolvimento Integrado e Gestão Estratégica do Tribunal (Adeg), com o apoio do Grupo Inova TRF3. O espaço permitirá a reflexão, a interação, a cocriação, a empatia, a troca de conhecimento e a prototipagem, com a participação de todos os atores envolvidos com as políticas.

A Assessora da Adeg, Maíra Zau Serpa Spina D’Eva, explicou que esse é um ambiente livre para criar e trazer para a instituição as melhorias e os avanços mais atuais, como a inteligência artificial. “Sozinhos, não vamos a lugar algum. Buscar experiências, compartilhar ideias, reunindo esforços, desburocratiza e facilita o alcance de resultados”, afirmou.

O servidor Fábio Akahoshi Collado, integrante do grupo InovaTRF3, falou do primeiro projeto trazido para o ILabTRF3: o Sinara.

“O Sinara é um algoritmo de Inteligência Artificial que está sendo desenvolvido para identificar textos jurídicos como leis, artigos, alíneas, entre outros”, afirmou. Ele explicou que a ideia é facilitar a pesquisa por assuntos, jurisprudência, e trabalhar essas informações para melhor gerenciar o trabalho dos Gabinetes: “Hoje temos muitos dados à disposição. São 40 milhões de imagens digitalizadas com o Projeto TRF3 100 % PJe”.

Fotos: ACOM/ TRF3
Presidente do TRF3, Desembargadora Federal Therezinha Cazerta, inaugura o ILABTRF3
Autoridades prestigiam a instalação do novo espaço no TRF3
A Presidente do TRF3, Desembargadora Federal Therezinha Cazerta e a Diretora do Foro da Seção Judiciária de São Paulo, Luciana Ortiz, prestam homenagem à Conselheira do CNJ Maria Tereza Uille
 
 Presentes na instalação do iLabTRF3
 
Instalações do iLabTRF3
 
 Instalações do iLabTRF3
 
Autoridades desceram a placa de inauguração do iLabTRF3

Assessoria de Comunicação Social do TRF3

Fonte: TRF3

Cadernos de Informação Jurídica – Cajur – Chamada de trabalhos para edição especial

O periódico Cadernos de Informação Jurídica – Cajur lançará um volume (v. 7, 2020) com escopo em Coleções especiais jurídicas. Trata-se de abordagem com grande relevância, cujos impactos interferem na gestão, segurança e difusão do patrimônio bibliográfico em unidades de informação em Direito em todo país. Prazo: setembro/2020.

Fonte: Thiago Cirne

 

Revista Memória e Informação torna pública a chamada para publicação no dossiê “patrimônio bibliográfico e documental”

As investigações sobre patrimônio documental e bibliográfico vêm assumido protagonismo cada vez maior no campo acadêmico nacional e internacional. Concomitantemente, em universidades e programas de pós graduação, essa temática tem se apresentado como objeto de pesquisa em número crescente de trabalhos. Essa riqueza de informação se agrega às discussões que alunos e docentes realizam em seminários, palestras e conferências, preocupados com os impactos, as conexões, as contradições e as relações operadas nas diversas e frutíferas abordagens que o debate sobre patrimônio bibliográfico e documental pode suscitar ao campo acadêmico.

A revista Memória e Informação recebe, até 30 de abril de 2020, artigos para o dossiê  especial “Patrimônio Bibliográfico e documental”. O número terá como editor convidado o professor Fabiano Cataldo, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

O dossiê pretende agregar trabalhos originais de arquivistas, bibliotecários, museólogos, historiadores e acadêmicos em geral sobre Patrimônio Bibliográfico e documental no Brasil, na América Latina e na Europa. Ao reunir pesquisadores e acadêmicos com produção sobre o tema, pretendemos trazer à luz aspectos ainda silenciados nesse campo. Aqui destacamos a predominância de uma confusa discussão conceitual que atinge não somente o campo empírico mas, sobretudo, a área de gestão de acervos.  Além disso, as discussões, muitas vezes privilegiam como campo de análise os acervos históricos e antigos, acarretando sérios problemas de silenciamento e apagamento da memória local, bem como problemas relacionados à gestão de coleções contemporâneas.

Nessa próxima edição, o objetivo é  encorajar enfoques que abordem paralelos entre educação patrimonial; bibliotecas e arquivos; patrimônio bibliográfico e documental em tempos de crise; revisão de literatura; relação com a conservação preventiva; patrimônio bibliográfico e documental no âmbito da Agenda 2030; relação com acervos dos séculos XX e XXI; patrimônio bibliográfico em bibliotecas universitárias, especializadas e públicas; e, inserção desse conteúdo nos currículos de cursos como Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia, por exemplo. Os estudos de caso só serão aceitos se acompanhados de abordagem teórica que demonstre o caminho das ações. Na seção Documentos, a prioridade será dada àqueles que justificadamente enquadram-se nas categorias de “Patrimônio Bibliográfico” ou “Patrimônio Documental” e que estejam digitalizados e de acesso público.

Sobre a Revista Memória e Informação

A revista Memória e Informação é uma publicação científica interdisciplinar, da área de Ciência da Informação, com a missão de contribuir para a divulgação de pesquisas inéditas, análises teóricas, casos práticos de gestão e notas técnicas que possibilitem subsidiar a reflexão acadêmica e a prática profissional sobre iniciativas sustentáveis em organizações privadas, públicas e da sociedade civil.

O artigo deverá ser original e não ter sido publicado anteriormente nem estar sendo considerado para publicação em outra publicação. Para mais detalhes sobre as regras de submissão da revista, favor consultar as Instruções aos Autores. Os artigos deverão ser enviados pelo ScholarOne.

Para mais informações, envie uma mensagem para: revistamemoriaeinformacao@rb.gov.br

Editores: Ana Lígia Medeiros, Daniela Sophia e Fabiano Cataldo

Prazo de submissão de artigo: até o dia 30 de abril de 2020

Publicação: junho de 2020.

Fonte: Fundação Casa Rui Barbosa

Pesquisadores da USP organizarão arquivos da Justiça Federal

Autos judiciais e outros documentos dos séculos 19 e 20 serão organizados e disponibilizados para consulta

Text por Erika Yamamoto

A parceria foi formalizada com a assinatura do acordo de cooperação entre a USP e o TRF3, realizada no dia 14 de janeiro, na sede do Tribunal Regional Federal da 3ª Região – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Um projeto envolvendo a USP e o Triribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) organizará o acervo arquivístico da guarda permanente do TRF3, da Justiça Federal de Primeiro Grau de São Paulo e da Justiça Federal de Primeiro Grau do Mato Grosso do Sul. O objetivo é preparar esse acervo para a consulta de pesquisadores, acadêmicos, magistrados e da sociedade em geral.

São aproximadamente 200 mil processos, autos judiciais e outros tipos de documentos dos séculos 19 e 20 que passarão por tratamento, análise científica, catalogação, digitalização e disponibilização para consulta presencial ou on-line.

Para a realização das atividades, será criado o Laboratório de Pesquisa Filológica da Justiça Federal, que promoverá exposições, ações educativas, palestras, oficinas e cursos. Também está prevista a criação de Centros de Documentação e Memória da Justiça Federal.

O projeto será coordenado por pesquisadores do Grupo de Pesquisa de Edição de Textos em Português da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

“Normalmente, as pessoas associam o curso de Letras apenas ao magistério. Um ponto interessante desse projeto é que ele mostra um aspecto muito pouco conhecido do curso, que é aquele ligado à cultura material e à memória”, lembrou o vice-diretor da FFLCH, Paulo Martins.

Parceria

A presidente do TRF3, desembargadora Therezinha Astolphi Cazerta, ressaltou a relevância do trabalho conjunto a ser realizado pelo Tribunal, pela Justiça Federal de primeiro grau e pela Universidade.

“Esse projeto é de extrema importância porque resgata a história da Justiça Federal, que será tratada cientificamente, com uma abordagem totalmente diferente, a partir da colaboração da Universidade, tratando os documentos e os nossos processos com as técnicas mais modernas”, afirmou.

A desembargadora acrescentou que a parceria possibilitará a construção de avançados Centros de Documentação e Memória, para a preservação adequada de documentos da história da Justiça Federal e do Brasil.

A partir da esquerda, Phablo Fachin, Therezinha Astolphi Cazerta, Vahan Agopyan, Paulo Martins, Luciana Zanoni, Ana Carolina do Amaral, Vanessa Martins do Monte – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

Para o reitor Vahan Agopyan, a parceria mostra que a Universidade está empenhada em se aproximar cada vez mais da sociedade. “Essa é uma excelente oportunidade para que o conhecimento gerado na USP seja aproveitado por outros setores da sociedade, com um objetivo concreto, que, neste caso, é o de preservar o acervo histórico do Tribunal”, afirmou Agopyan.

Memória

O projeto surgiu a partir do trabalho da aluna de mestrado Ana Carolina Estremadoiro Prudente do Amaral, do Grupo de Pesquisa de Edição de Textos em Português. Durante sua pesquisa, ela analisou aspectos filológicos de um documento do TRF3, datado de 1821, e percebeu a importância daquele acervo para estudos e pesquisas em áreas como Direito, História, Letras, Sociologia, Antropologia e Arquivística.

“A importância desse estudo reside no fato de que as duas ciências, Filologia e Direito, se encontram justamente na análise de processos judiciais, já que, ao considerarmos tais documentos como fontes históricas, tanto de São Paulo e do Brasil quanto do Judiciário como um todo, e dos agentes que participaram daquela estrutura administrativa e judiciária, podemos auferir o que está no além-texto, na forma, nos anseios e nas relações estabelecidas na sociedade daquele período. É, justamente, conhecermos o ontem para entendermos o que está acontecendo hoje, e preservar essa memória é algo indispensável para o nosso futuro”, explica Ana Carolina.

Também estavam presentes na cerimônia de assinatura do acordo de cooperação entre a USP e o TRF3 a diretora do Foro da Justiça Federal de Primeiro Grau em São Paulo, Luciana Ortiz Tavares Costa Zanoni; os pesquisadores do Grupo de Pesquisa de Textos em Português, Phablo Roberto Marchis Fachin e Vanessa Martins do Monte; juízes e servidores da Justiça Federal.

Fonte: Jornal da USP

Bibliotecários: atuação profissional, tecnologias da informação em transformações quebrando paradigmas

Texto por Luis Miranda Soares*

O Congresso INFORMATIONSHOW 2019 realizou sua 10ª edição comemorando 10 anos com um evento de grande importância dentro da sociedade, e suas Instituições de seguimento público ou privado na gestão da informação e no processo de digitalização de conteúdo com qualidade, para que seja recuperado e disseminado o conhecimento com eficiência e eficácia.

Um encontro de diversos profissionais com a possibilidade de atualizar-se sobre gestão da informação e seus efeitos, parceria e troca de experiências sobre as mais recentes novidades e tecnologias para o gerenciamento de informações corporativas.

Evento especializado com palestrantes qualificados e capacitados, sendo os seguintes temas abordados nas palestras:

  • INFORMATION AND DATA MANAGEMENT- de onde veio e para onde vai nos próximos 10 anos;

  • O futuro da automação através de casos reais;

  • A Gestão da Informação alavancando a Transformação Digital;

  • Intelligent Automation – A fusão entre Inteligência Artificial e Robotics;

  • Cyber Criminals – O Perigo Mora ao Lado;

  • Transformação digital do Governo;

  • RPA integrado com Inteligência Artificial, Chatbot e URA;

  • Desafios e benefícios de se utilizar ferramentas inteligentes de RPA no mundo corporativo;

  • Máquinas X Humanos: Defina Humanos.

Com objetivo de explicar as funcionalidades das tecnologias de ECM, Big Data, Analytics, RPA, Inteligência Artificial, Blockchain, Machine Learning, Computação Cognitiva, e demais no processo da gestão da informação que é composto de etapas importantes e necessárias para um bom projeto em qualquer área corporativa, onde a informação é considerada o petróleo “capital”.

Quais as novidades podem ser aplicadas na área jurídica?

Dentro as novidades que foram apresentadas, podemos aplicar a digitalização e indexação de documentação centralizada na gestão da informação, aplicando a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Sendo necessário que ocorra uma mudança de cultura dentro nas Instituições jurídicas do Brasil de forma processual, respeitando as diferenças de cada profissional e sua importância.

As demais tecnologias apresentadas no Congresso INFORMATIONSHOW devem ser avaliadas com critérios para serem implantadas em qualquer Instituição de acordo a necessidade existente.

O que as informações obtidas agregam para sua atividade no escritório?

Vai agregar na gestão de dados, com a obtenção de informações de confiança por meio de processos. Tratamento do dado agregando a outros dados, se transformando em informação inteligente utilizando-se das novas tecnologias para gerenciamento das informações, que proporciona um relacionamento de sucesso com o cliente.

O que o evento agregou para sua vida profissional?

Sempre contribui de forma direta e indireta visto que a tecnologia e suas transformações são constantes e rápidas, e se faz necessário à atualização para realizar um bom trabalho, e oferecer o que tem de melhor no mercado, que cada vez é competitivo.

Agrega um amplo networking com diversos profissionais que trabalham com a gestão, tratamento, digitalização/captura da informação com visões amplas sobre o assunto em diversos seguimentos do mercado dentro da sociedade.

Saber como utilizar as tecnologias de ECM, Big Data, Analytics, RPA, Inteligência Artificial, Blockchain, Machine Learning, Computação Cognitiva na gestão e gerenciamento da informação.

O evento faz com que os profissionais sejam cada vez mais capacitados em atuar com que tem de melhor no mercado sobre gestão da informação e os meios tecnológicos para desenvolver esse trabalho com qualidade e total atualização.

O que o evento agregou para sua vida pessoal?

Experiências novas que flui conhecimento e bons relacionamentos que contribui no modo de pensar, agir e contribuir para o meu desenvolvimento dentro da sociedade. Refletir sobre a importância das tecnologias na vida do ser humano, e saber que a existência da diversidade dos meios tecnológicos se deve ao ser humano pela sua curiosidade em querer saber mais, em buscar mais, em não desistir diante das dificuldades. E acima de tudo respeitar a individualidade de cada etapa do desenvolvimento que a sociedade passar e os indivíduos nela inseridos.

Curiosidades

Impressão em 3D, de órgãos humanos como objetivo de agilizar, reduzir o prazo espera nos processos de transplantes.

AI – Inteligência artificial, que pode ser aplicado em diversos setores de uma empresa como exemplo o RH otimizando os processos, que desenvolve mecanismos e dispositivos tecnológicos que possam simular o raciocínio humano.

A criptomoeda que se utiliza da tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. Dentro outras que foram mencionadas no decorrer do evento nas palestras e nas horas de interação nos cafés entrem os participantes.

*Graduado em Ciência da Informação FJT-BA, Biblioteconomia UNIFAI-SP, Assistente de Conservação-Restauro e Conservação Preventiva SENAI-SP e Pósgraduado em Gestão de Documentos e Informações Faculdade UNYLEYA-SP, membro do Grupo de Informação Jurídica de São Paulo – GIDJ/SP. Bibliotecário/Coordenador há 7 anos no Escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques – Sociedade de Advogados, consultor em gestão da informação/ arquivo digital e organização de Unidade de Informações.