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Biblioteconomia

Biblioteca monta espaço de leitura especialmente para as crianças

A Biblioteca Municipal “Guilherme de Almeida” de Guararapes possui, agora, um espaço especialmente criado para o público infantil.

Aproximadamente dois mil exemplares, a maioria acervo infantil, foram doados pela Biblioteca Municipal “Rubens do Amaral” de Araçatuba, sob a responsabilidade da bibliotecária Renata Ribeiro de Lima. Essa iniciativa é uma prática que vem sendo realizada entre as bibliotecas do interior para o fortalecimento da prática pela leitura.

A partir daí, por meio do Departamento de Cultura e Turismo, surgiu a ideia de montar um local adequado e atrativo para as crianças, e ao mesmo tempo despertar o interesse pela leitura. A coletânea apresenta livros ilustrados das mais variadas formas, cores e tamanhos.

Para a diretora da Cultura e Turismo, Dora Leila Henrique, aos poucos, o conceito antigo de biblioteca está mudando e se tornando um espaço mais lúdico. “Queremos oferecer um serviço cada vez mais qualificado aos usuários”, completa a diretora.

A organização dos livros está sendo feita pela bibliotecária Tabata Ponce, que explicou que os exemplares estão separados  por cores, que indicam o nível da leitura e facilita para que a criança faça sua própria escolha e assim, desenvolve sua própria autonomia.

Outra novidade que a criançada vai poder usufruir é a Gibioteca, que contém um acervo de 450 gibis da Turma da Mônica e de seus personagens como o Cascão, Cebolinha, Magali e Chico Bento.

Os gibis eram uma coleção particular e pertenciam à munícipe Marly Eiras que faleceu há pouco tempo, mas sua paixão pelas histórias em quadrinhas está sendo compartilhada com a população.

O projeto Biblioteca Infantil busca incentivar o processo de formação de indivíduos leitores, oferecendo uma variedade de formatos que possam estimular e despertar a curiosidade dos pequenos desde os primeiros contatos com os livros.

Fonte: Prefeitura Municipal de Guararapes

DIA DO BIBLIOTECÁRIO: SETE NOMES IMPORTANTES NA BIBLIOTECONOMIA

 

Conheça a história de sete personalidades importantes para a profissão Bibliotecário:

Adelpha de Figueiredo: uma das primeiras Bibliotecárias brasileiras. Formou-se pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque, sendo a primeira diretora da Biblioteca Pública Municipal Mário de Andrade, em 1926.

Edson Nery da Fonseca: Bibliotecário e professor universitário brasileiro. Fundador de cursos de Biblioteconomia de graduação e pós-graduação, também participou da fundação da Universidade de Brasília (UnB), sendo responsável pela implantação da Biblioteca Central e do Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD).

Inezita Barroso: aluna destaque da primeira turma da graduação em Biblioteconomia da Universidade de São Paulo (USP)

Manuel Bastos Tigre: considerado o primeiro Bibliotecário por concurso no Brasil, exercendo a profissão por 40 anos. O dia 12 de março, Dia do Bibliotecário, foi instituído em sua homenagem.

Shiyali Ramamrita Ranganathan: matemático e Bibliotecário na Índia, considerado o pai da Biblioteconomia no país. Foi professor de Biblioteconomia por aproximadamente 40 anos e autor do livro “The Five Laws of Library Science” (1931), abordando  as cinco leis da Biblioteconomia, fundamentais para o exercício da profissão.

Zila Mamede: importante Bibliotecária brasileira responsável por reestruturar as duas maiores Bibliotecas de Natal (RN): a Biblioteca Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a Biblioteca Pública Estadual Câmara Cascudo. Também participou do Conselho Federal de Biblioteconomia

Laura Russo: desenhou a primeira versão do Código de ética Profissional do Bibliotecário. Também foi a primeira presidente da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários (FEBAB) e do Conselho Federal de Biblioteconomia. Pelos seus trabalhos na Biblioteconomia brasileira, recebeu títulos honoríficos nos Estados Unidos e  Alemanha.

Fonte: CRB-6

Você já ouviu falar em um biblioteconomista? Hoje é comemorado seu dia

No dia do bibliotecário, conheçam Lauriele, a responsável pela Biblioteca Municipal de Dracena

Biblioteca Comunitária da UFSCar recebe mostra em comemoração aos 50 anos da Universidade

Crédito: Adriana Arruda – CCS/UFSCar

Até o dia 31 de março, a Unidade Multidisciplinar de Memória e Arquivo Histórico (UMMA) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realiza a exposição “Coleção de objetos institucionais presenteados à UFSCar ao longo de seus 50 anos”, que integra as comemorações dos 50 anos da Instituição, celebrados em 2020.

A mostra reúne objetos variados – como medalhas, placas de homenagem, troféus, diplomas, adornos e outros -, que possibilitam observar as relações diplomáticas entre a UFSCar e demais instituições, nacionais e estrangeiras, ao longo de sua trajetória.

A exposição é aberta ao público e está disponível para visitação gratuita no saguão da BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar, de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas, e aos sábados, entre 8 e 14 horas.

Fonte: São Carlos Agora

Biblioteca Municipal de Itaquá ganha Clube de Leitura

Incentivar a leitura e a indicação de bons livros. Esse é o propósito do Clube de Leitura, projeto que acaba de ser criado pela Secretaria de Cultura de Itaquaquecetuba. A iniciativa prevê encontros mensais sempre na última sexta-feira de cada mês, na Biblioteca Pública Municipal ‘Prof. Aroldo de Azevedo’, onde haverá conversas e discussões sobre uma seleção de títulos escolhidos para fazerem parte desta ação até o final do ano.

O primeiro encontro está marcado para o dia 27 de março, às 15h, na Biblioteca, localizada na Avenida João Fernandes da Silva, 53, no bairro Vila Virgínia. Na ocasião, os leitores poderão trocar experiências e as suas impressões sobre o livro ‘O Quinze’, da escritora Rachel de Queiroz, que retrata a seca do nordeste em 1915.

Segundo a bibliotecária Mariana Ferreira, o lançamento do Clube de Leitura da Secretaria de Cultura marca também as ações em homenagem às mulheres, em menção ao Dia Internacional de Mulher, celebrado em 8 de março, e por isso a escolha de uma obra escrita por uma mulher para abrir o cronograma.

A programação completa dos livros que farão parte dos encontros até o final do ano já está disponível e trará discussões em torno de títulos como “O Pequeno Príncipe” (abril), “O Diário de Zlata: a vida de uma menina na guerra” (maio), “Cem gramas de Centeio” (junho), “Romeu e Julieta” (julho), “Doze contos Peregrinos” (agosto), “O Auto da Compadecida” (setembro), “O menino do Dedo Verde” (outubro) e “Graduado em Marginalidade” (novembro).

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 4754-2111.

Fonte: Prefeitura Municipal de Itaquaquecetuba

No Dia do Bibliotecário, conheça a história da Tati, bibliotecária do Sesc Guarulhos

Tatiana Amorim, 40, Bibliotecária do Sesc Guarulhos
Tatiana Amorim, 40, Bibliotecária do Sesc Guarulhos
No dia 12 de março é comemorado o Dia do Bibliotecário, em homenagem a data de nascimento do bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre.Assim como ele, a Tatiana Amorim, bibliotecária do Sesc Guarulhos, também descobriu nos números e nos livros uma paixão! Neste dia tão especial, a “Tati”, como é carinhosamente chamada, contou um pouco sobre sua história com essa profissão e como surgiu o amor pelos livros. Embarque nesta entrevista com a gente e saiba como funciona o acervo da biblioteca do Sesc Guarulhos.
• Como nasceu a sua paixão pelos livros?Eu acho que devo o meu gostar pelos livros ao meu avô paterno, ele era um homem que não tinha muito estudo, mas ele dava muito valor a educação e aos livros. Lá nos anos 1970, ele comprava aquelas enciclopédias Barsa que o pessoal vendia batendo de porta em porta, os livros do círculo do livro, para o meu pai.Meu pai herdou e trouxe esses livros para casa, então a gente tinha uma biblioteca na sala de casa, e um dos meus passatempos preferidos era ler dicionários. Eu adorava procurar palavras no dicionário, então ali começou meu carinho pelos livros.

Meus pais me davam muitos livros quando eu era criança, eu ganhava coleções. Mas eu nunca tive contato com bibliotecas na minha infância. Meu primeiro contato com uma biblioteca foi aos 12 anos, na escola. Eles iam montar uma biblioteca e nosso professor de português chamou uma turma para limpar os livros, limpar as estantes e começar a arrumar, então ali eu vi uma biblioteca nascendo!

 E depois?

Depois, já no ensino médio, conheci a biblioteca do Centro Cultural São Paulo, eu fazia trabalhos lá com meus amigos. Só que eu ficava indignada porque não entendia aqueles números na lombada do livro, então as bibliotecárias me mandavam procurar nas estantes e eu não achava lógica naquilo. Eu ficava “como elas acham tão rápido”? Então um dos meus primeiros interesses era entender aqueles números.

• Como você descobriu a biblioteconomia?

Mais crescida, quando eu comecei a procurar uma profissão, eu queria fazer análise de sistemas, e um amigo meu falou: “biblioteconomia tem tudo a ver com análise de sistemas”. Eu fui procurar o que era biblioteconomia e era justamente a profissão que me faria descobrir o que eram aqueles números na lombada. E foi assim que eu comecei.

• Como começou sua história com o Sesc?

Eu comecei no Sesc Itaquera, no caminhão biblioteca, inaugurei os Bibliosescs(O Bibliosesc é um projeto de incentivo à leitura que oferece empréstimo e consulta de livros, jornais e revistas, gratuitamente. As bibliotecas volantes atendem às regiões de Campo Limpo, Santana, Interlagos, Itaquera, Osasco, Santana e São Caetano).

• O que existe de diferente em uma biblioteca no Sesc?

O diferencial de uma biblioteca do Sesc é toda a estrutura. O sesc como empresa cultural dá liberdade para a gente montar uma biblioteca com o melhor que há no mundo da literatura, então conseguimos oferecer o melhor para o público. Quem vem para uma biblioteca do Sesc não se arrepende, não tem viagem perdida, sempre vai encontrar alguma coisa muito boa, fresquinha.

biblioteca do sesc guarulhos
João Borgers, agente de atendimento da biblioteca, e Tatiana Amorim seguram suas recomendações de leitura.

No caso do Sesc Guarulhos, descobrimos uma cidade leitora. Guarulhos é uma cidade que lê muito e lê bem. Todo dia tem um leitor interessado, que vem aqui, que é curioso, que quer pegar coisas diferentes, que explora a biblioteca. As crianças que vêm aqui gostam de participar das atividades, os pais participam junto com as crianças. É uma biblioteca que acolhe todo mundo. É uma biblioteca para a família, para o estudante, para a pessoa que vem passar a hora, para a pessoa que vem conhecer o Sesc no final de semana e quer ler, para quem está embarcando no universo da leitura agora. Se a gente usasse uma palavra, seria uma biblioteca que acolhe.

• Como é feita a curadoria dos livros?

O processo de seleção dos livros é amparado por essa rotina do Sesc de querer oferecer o que há de melhor nas programações culturais, então isso se reflete nos livros. A curadoria tem como critério formar o leitor, então nossas bibliotecas trabalham com literatura tendo um pouco de cada coisa que o Sesc oferece. A gente vai ter um pouco sobre culinária, sobre teatro, música, esportes, educação ambiental… a gente faz um recorte do que é a programação do Sesc em formato de livros. Para que o leitor realmente tenha o prazer de sentar e ler um livro, uma revista com qualidade e conteúdo bom.

Gostou da leitura? Então aproveite para conhecer a Biblioteca do Sesc Guarulhos e de várias outras unidades!

As Bibliotecas do Sesc SP são espaços de leitura e convivência. Além da consulta de revistas e jornais e empréstimos de livros, oferecem ambientes favoráveis à troca de experiências literárias, culturais e educativas, com o objetivo de facilitar o acesso ao livro, incentivar as práticas de leitura e a formação de leitores. Além disso, nas bibliotecas acontecem atividades como encontros com escritores, narração de histórias, leituras coletivas e debates. O acervo é composto por obras de literatura brasileira, estrangeira, juvenil, infantil, quadrinhos, poesia e artes, além de esportes, lazer, saúde, meio ambiente, história, filosofia, educação, etc. Nas Unidades Guarulhos, 24 de Maio, Avenida Paulista, Belenzinho, Birigui, Bom Retiro, Carmo, Centro de Pesquisa e Formação, Jundiaí, Santo Amaro, Santo André, Santos e Sorocaba os leitores com deficiência visual (parcial ou total) podem contar com equipamentos especializados, como scanner de voz, linha braille e ampliador de caracteres e imagens, tornando o conteúdo da biblioteca acessível para esse público.

Fonte: SESC São Paulo

Preparação das bibliotecas ante ao Coronavírus

Preparação das bibliotecas ante ao Coronavírus

Saiba como sua unidade de informação proceder

 A Organização Mundial da Saúde declarou pandemia do novo corona vírus. Diversas instituições estão declarando regime de teletrabalho ou mesmo o fechamento total de suas instalações. Mas o que as bibliotecas podem fazer como prevenção?

A American Library Association preparou uma página com sugestões específicas para bibliotecas. Além disso, há uma declaração da Diretora executiva Tracie D. Hall. Veja algumas das recomendações:

  • Manual de procedimentos e/ou treinamento cruzado para que outras pessoas possam assumir os trabalho dos funcionários doentes.
  • Políticas para distanciamento social – isto é, remover várias cadeiras no salão de leitura para que as pessoas não fiquem sentadas próximas umas das outras, ou limitar o número de pessoas que podem entrar a qualquer momento.
  • Avaliação sobre a suspensão de eventos como contação de histórias e outros programas da biblioteca.
  • Fornecimento de máscaras e luvas, juntamente com o treinamento do pessoal em sua remoção e descarte.
  • Normas para a limpeza de banheiros, grades e maçanetas, telefones, teclados, balcões e limpeza de estações de trabalho / escritórios dos funcionários que ficaram em casa doentes, esvaziando as cestas de lixo, etc.
  • Plano de comunicação para alcançar a equipe e se comunicar com o público.
  • Meios para continuar a fornecer serviços de informação ao público, como pedidos on-line de materiais.
  • Educação do público antes de uma epidemia.

Acrescentamos as seguintes dicas:

  • Adoção de teletrabalho, quando possível;
  • Uso de outro método de autenticação para abolição de uso de senhas, evitando o contato com o teclado;
  • Suspensão de empréstimos entre bibliotecas, em função da restrição de acesso às instituições;
  • Cartazes educativos, solicitando que usuários com sintomas não frequentem o ambiente;
  • Solicitar aos usuários que consultem o catálogo previamente, diminuindo a circulação entre as estantes;
  •  Não emprestar livros recém devolvidos ou manuseados pelo período de, pelo menos, 4 a 6 horas 1;

A Library 2.0 hospedará um seminário on-line, ” Librarians Respond to Coronavirus and Other Pandemics” (Bibliotecários Respondem a Coronavírus e Outras Pandemias), em 26 de março, com uma gravação do evento postada na página de informações do webinar para visualização assíncrona.

Além das medidas preventivas, é importante ter conhecimento das fontes oficiais de informação sobre a pandemia. Acesse sempre que possível o site do Ministério da Saúde (https://saude.gov.br/) que preparou uma página específica para fake news sobre o Corona Vírus: https://www.saude.gov.br/fakenews/coronavirus. Lembrando que o ministério possui um número de whatsapp exclusivo para receber informações virais que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdadeiras ou falsas. Qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61)99289-4640

Além disso, desconfie de fontes de informação não oficiais como blogs, sites desconhecidos  ou grupos de whatsapp. Na dúvida, não compartilhe informações.

1- Ainda não há informação sobre o Covid-19. Informação baseada em vírus de gripe em geral. Fonte: https://www.pbs.org/newshour/science/how-long-do-cold-and-flu-viruses-stay-contagious-on-public-surfaces

Fonte: GIDJ-DF

Inezita Barroso ganha exposição em São Paulo, por seu legado a música caipira

Butantan fecha museus e biblioteca por tempo indeterminado

(Foto: Divulgação)

O Instituto Butantan, maior centro de pesquisas biomédicas do mundo, decidiu fechar por tempo indeterminado seus três museus – Biológico, Histórico e de Microbiologia – e a biblioteca da instituição, a partir deste sábado, 14 de março. As atividades nesses espaços estão suspensas.

Essa é uma medida de prevenção ao coronavírus (covid-19), atendendo a orientação do Governo do Estado de São Paulo para que as pessoas evitem aglomerações. O parque do Butantan permanecerá aberto para visitação. Mais informações em www.butantan.gov.br.

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Fonte: Repórter Diário

Profissão de bibliotecário é turbinada pela tecnologia

No Dia do Bibliotecário, confira como a carreira mudou ao longo dos anos e, hoje, oferece diversas oportunidades

Tatiane Calixto

Angela Maria, bibliotecária da Unimes, é apaixonada pela profissão (Alexsander Ferraz)

Um cidadão enfiado entre livros empoeirados, equilibrando os óculos na ponta do nariz e sempre pronto para pedir silêncio. Se essa é a imagem que vem à mente quando se fala em bibliotecário, é melhor realizar uma atualização no sistema.

A atividade de fato é antiga. E desde que as civilizações passaram e organizar o conhecimento em papel, a figura de alguém que ajudasse a preservar,organizar e facilitar o acesso a esse saber se fez necessária. No entanto, com a chegada da tecnologia muitas pessoas apostaram no fim da profissão. Erraram. A verdade é que o mundo digital ajudou a turbinar a carreira.

“As tecnologias de informação e comunicação permitem que as atividades de organização e estruturação da informação desenvolvidas pelos bibliotecários há décadas pudessem ser disponibilizadas de forma mais abrangentes nos catálogos online, nas bases de dados e nos sistemas interconectados na internet”, explica Cibele Araújo Camargo Marques dos Santos, professora do curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo ela, os metadados (informações sobre os próprios dados) e sistemas padronizados com os quais a biblioteconomia trabalha representam os documentos e conteúdos que podem ser localizados com facilidade pelos buscadores, melhorando a recuperação e aprimorando os serviços de informação, além da experiência do usuário.

Link

Tiago Rodrigo Marçal Murakami, 39 anos, sabe bem sobre essa ponte que se estabeleceu entre a profissão e a teconologia. Ele se formou em biblioteconomia em 2006. Mas, inicialmente, a vontade era mesmo de fazer Computação. “Vindo de escola pública, achei que não iria passar emum curso tão concorrido na USP e fui em busca de outras opções”. E achou a de bibliotecário.

Ele, que já trabalhou em bibliotecas digitais, atua hoje na Biblioteca da Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP). “Eu brinco que, muitas pessoas dizem que tem tuda na internet. Mas ninguém se pergunta quem colocou tudo isso lá”. Para ele, tem muito do trabalho do bibliotecário no conteúdo digital: desde a organização do acervo digital de bibliotecas e jornais até a a disponibilização sobre fontes confiáveis.

Hoje Tiago conhece bibliotecários que trabalham no e-commerce, classificando e organizando informações e ajudando a melhorar a experiência do usuário. E também nos arquivos de mídia ou com big data em empresas que lidam com volume grande de dados. “São várias atuações. Sem nunca menosprezar ad bibliotecas escolares e de universidade que é onde ajudamos a formar cidadãos mais críticos”.

E é nessa área que está Angela Maria Monteiro Barbosa. Formada em 1989 pela Universidade Federal da Paraíba, ela é bibliotecária na Biblioteca Central da Unimes, mas já atuou em bibliotecas escolares e também na Fundação de Arquivo e Memória de Santos (FAMS).

“Hoje, eu não trabalho mais com fichas e catálogos. O computador nos ajuda nesta gestão. E mesmo com o sistema de busca digital, a classificação de códigos precisa ser feita por nós. Mas mais do isso, continuamos dando sugestões, aconselhando as pessoas”.

Angela que sempre gostou de ler entende que a sua profissão, seja usando livros impresso no papel ou e-books, tem uma missão: desenvolver educacional e culturalmente os cidadões, auxiliando todos a buscar e encontrar conhecimento.

Mercado

Segundo a Catho, empresa especializada em anúncios de vagas de emprego, o bibliotecário tem como funções a análise, o controle e a organização de acervos, desde livros até o conteúdo on-line, entre outros. Assim, o perfil análitico e organizador se destaca. Porém, é crucial que o profissional busque aperfeiçoamento na área de tecnologia.

A faix salarial do técnico em Biblioteconomia é, em média, cerca R$ 2.500,00, de acordo com a Catho. Já o teto salarial fica em torno de R$ 6.500,00, levando em conta profissionais com carteira assinada em regime CLT.

Fonte: A TRIBUNA

Bibliotecário: o conhecimento além dos livros

Em 12 de março é comemorado o Dia do Bibliotecário. As funções desse profissional vão além de catalogar materiais e atender ao público. Elisângela Moura, bibliotecária-coordenadora do Setor de Referência da Biblioteca Central (BCE) da Universidade de Brasília (UnB) define-se como mediadora da informação.

“A captação dessas informações precede o conhecimento da comunidade que vai ser atendida e vai consumi-las posteriormente”, explicou Moura. Ela contou que o bibliotecário fornece conhecimento de forma organizada, além de apoiar as atividades em todas as áreas do conhecimento.

A orientação dos bibliotecários vai desde livros, revistas impressas, CDs e vinis, até materiais mais recentes como base de dados, repositórios e grandes acervos eletrônicos.

A UnB é participante do Portal de Periódicos da CAPES, a maior biblioteca virtual do País, que pretende democratizar o acesso à informação científica e fortalecer os programas de pós-graduação no Brasil. Além disso, o Portal incentiva investimentos em excelência acadêmica nas instituições brasileiras de ensino e pesquisa.

A BCE/UnB possui um setor de referência, com balcão de atendimento e bibliotecários disponíveis em tempo integral, que orientam sobre o acervo e seu uso. Além disso, o Setor é responsável por oferecer capacitações aos usuários em geral, tanto da comunidade acadêmica quanto da externa.

Nos cursos, os participantes recebem informações que serão úteis ao longo do seu percurso acadêmico. Elisângela explicou que orientam “como pesquisar em bases de dados e qual a função dessas bases, além de organizar um trabalho técnico, científico e acadêmico pelas normas que a gente tem, como ABNT e APA, como divulgar esse conteúdo e registrar na internet”.

(Brasília – Redação CCS/CAPES)
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura CCS/CAPES

Fonte: Fundação CAPES

Unicamp inaugura Biblioteca de Obras Raras

Em quase uma década, Brasil não consegue chegar perto do objetivo da Lei

O prazo da Lei 12.244, sancionada em 2010, termina em maio deste ano e tem o objetivo de universalizar as bibliotecas nas escolas públicas e particulares. Porém, quase uma década após a sanção da Lei, dados do Inep – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anízio Teixeira apontam que 55% das instituições de ensino do Brasil não possuem bibliotecas.

Em entrevista ao monitor Caio Mello e à colaboradora Júlia Palmieri, ambos do curso de Jornalismo, a presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo, Regina de Sousa, explicou como a escassez de bibliotecas nas escolas pode impactar no hábito da leitura na infância, a relevância do profissional em biblioteconomia e as atividades que serão promovidas no dia 12 de março, ou seja, o Dia do Bibliotecário.

A entrevistada ainda falou sobre a importância da comunidade em contribuir com a construção de um acervo literário e o que falta para a construção de mais bibliotecas e espaços de leituras no País.

Fonte: Rádio Gazeta Online

Biblioteca da USP homenageia a escritora Clarice Lispector

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

Para celebrar o centenário da escritora Clarice Lispector e o mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da Universidade de São Paulo (USP), vai expor trabalhos de 33 artistas nas quais eles analisam e refletem sobre a obra da escritora. A exposição A Imagem e a Palavra – Encontro com Clarice Lispector começa nesta segunda-feira (9) e ocorre até o dia 30 de abril.

Para a exposição serão apresentadas obras feitas com diversas técnicas, tais como gravuras, desenhos, pinturas, aquarelas, cerâmicas, fotografias e instalações artísticas. A visitação é gratuita. O objetivo é homenagear as mulheres por meio das obras da escritora.

“São produções desafiadoras para o artista visual. Porque envolvem a transformação, em imagens, da palavra de Clarice Lispector, que escreve de uma forma provocativa e que leva à reflexão”, disse Altina Felício, curadora e artista, que assina uma aquarela na exposição.

Clarice Lispector faria 100 anos no dia 10 de dezembro deste ano. Ela morreu um dia antes de completar 57 anos, em 1977, por complicações de um câncer no ovário. Dois meses antes ela lançou A Hora da Estrela, um de seus mais conhecidos romances. Clarice Lispector escreveu ainda A Paixão Segundo G.H., Perto do Coração Selvagem e Laços de Família, entre outros.

Ouça na Rádio MECClarice Lispector: vida e obra no Acervo da Rádio MEC

Fonte: Agência Brasil

Biblioteca de Obras Raras ganha novo prédio

Biblioteca de Obras Raras - novo prédio

A inauguração do prédio da Biblioteca de Obras Raras (BORA) “Fausto Castilho” acontece no dia 9 de março, às 14 horas, na Rua Sérgio Buarque de Holanda 441, no Campus da Unicamp.  Trata-se de uma biblioteca pioneira, projetada e construída com recursos adequados para abrigar e proteger obras raras.

A BORA surgiu de uma necessidade de preservar e reunir as obras raras existentes nas diversas bibliotecas da Universidade, com iniciativas para a conservação e restauro dos materiais em consonância com as instituições de ensino mais modernas do mundo, para que atue como referência no Brasil.

O evento é organizado pelo Cerimonial do Gabinete do Reitor, Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) e pela Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho”.

PODCAST – Em entrevista à Rádio Unicamp, a diretora do Sistema de Bibliotecas (SBU), Valéria Martins, destacou a importância e a raridade das obras que integram esse acervo. Ouça!

Mais informações pelo telefone (19) 3521-6502 ou e-mail rafarg@unicamp.br

Fonte: UNICAMP

Webinar especial exclusivo em homenagem ao Dia do Bibliotecário

Como montar uma empresa de digitalização e gestão de documentos digitais?! Como empreender sem recursos para investir?! Neste webinar especial em homenagem ao Dia do Bibliotecários, vamos falar sobre o mercado, as oportunidades, ideias de negócios, precificação de serviços.

Teremos sorteios de brindes, ebook, livros e oportunidades para você começar a empreender!!!

Ao vivo, 100% gratuito e online. Participe!!

Inscreva-se em https://webinar.center/join/HFH9174?fbclid=IwAR1B8fqLNOeKrdbXn9JkERZTWMglz050t-nPw9UTlYw9c3S0eurYJn113II

A Editora da Unicamp irá doar mais de 60 mil livros para bibliotecas públicas, ONGs e presídios do estado de São Paulo

A Editora da Unicamp já vendeu inúmeros livros e, atualmente, mantém em seu catálogo 500 títulos disponíveis para compra. Porém, muito mais do que comercializar obras, ela tem como objetivo principal compartilhar conhecimento e incentivar a leitura em todos os espaços. Por esse motivo, lançou a campanha de doação de livros para instituições do Estado de São Paulo, que tem como propósito difundir produções intelectuais de qualidade, tornando obras de cunho técnico, artístico e científico acessíveis a públicos diversos.

De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró Livro (2016), a média anual de livros lidos pelos brasileiros entre 2011 e 2015 foi de apenas 4,96 e, destes, somente 2,43 foram lidos do começo ao fim. Além disso, os dados mostraram que 44% da população ainda não possuía o hábito de leitura e 30% nunca havia comprado um livro. Tais números não só evidenciaram a necessidade de ações de estímulo à leitura, como também revelaram a importância de disponibilizar para a população um acervo com conteúdo atrativo e útil, sem a necessidade de gastar dinheiro.

Pensando nisso, foi criada a campanha de doação da Editora da Unicamp. A fim de entregar para cada público títulos que abordem assuntos relacionados aos seus interesses, foram organizados três lotes. O lote A, destinado a bibliotecas de escolas de Ensino Médio, traz títulos como O demônio familiar, de José de Alencar e O futuro, de Machado de Assis. O lote B,  reservado a bibliotecas não especializadas, contém obras como Gramática do português falado, de Ataliba Castilho e Saúde reprodutiva na esfera pública e política, de Maria Coleta Oliveira. O lote C indicado para bibliotecas universitárias é composto por livros como Por uma arquitetura dos espaços abertos, de Flávia Brito Garboggini, e Tópicos em termodinâmica estatística e processos dissipativos, de Roberto Luzzi.

Outro aspecto que destaca a ação promovida pela Editora é a escolha das instituições que poderão receber a doação dos livros: bibliotecas públicas municipais, de escolas, de universidades, de presídios, de organizações não governamentais sem fins lucrativos, exclusivamente do estado de São Paulo.

  • Bibliotecas públicas

Por serem um ambiente fundamental na trajetória de qualquer cidadão, ações para a promoção das bibliotecas são sempre bem-vindas, especialmente quando as tornam um espaço mais atrativo para as pessoas.

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  • ONGs

Por desenvolverem projetos que estimulam a leitura, principalmente, para grupos socialmente desfavorecidos, tais instituições merecem todo apoio.

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  • Presídios

Além de contribuir para a diminuição da pena dos detentos, o programa de incentivo à leitura, desenvolvido dentro das penitenciárias, dá oportunidade para o indivíduo enxergar sua situação e seu futuro na sociedade a partir de uma nova perspectiva. A qualidade e o conteúdo dos livros adotados são fatores fundamentais para o êxito do projeto.

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Ficou interessado na campanha? Confira o edital completo, conheça todas as informações e a relação de títulos designados para cada lote. E atenção: as solicitações serão recebidas somente até 16 de maio de 2020.

Fonte: Blog da Editora da Unicamp

“A Sabedoria do Bibliotecário” é o terceiro volume da Coleção Bibliofilia

Com autoria de Michel Merlot, o livro presta homenagem ao bibliotecário a partir de um relato pessoal

Por 

Na coluna Bibliomania, que foi ao ar no dia 6 de março, a professora Marisa Midori apresentou A  Sabedoria do Bibliotecário, de Michel Merlot, terceiro título da Coleção Bibliofilia, publicação da Ateliê Editorial, em parceria com Edições Sesc, dirigida por ela ao lado do editor e professor da USP, Plínio Martins Filho.

Segundo a professora, o livro presta homenagem ao bibliotecário, como o próprio autor. Formado  pela École Nationale des Chartes, de Paris, com uma carreira dedicada aos livros e ao patrimônio francês, dirigiu por muitos anos a seção de gravuras e de estampas da Biblioteca Nacional da França e atuou no Ministério da Cultura francês, onde cuidou de um levantamento bastante extenso e exaustivo do patrimônio francês, no final do século 20, como relata Marisa. E acrescenta que, atualmente aposentado, se dedica à atividade ensaística.

“Estamos diante de um relato bastante pessoal, em que o nosso autor não apenas reflete sobre sua profissão, mas conta vários casos vividos por ele durante os anos em que atuou como bibliotecário”, conta Marisa. São sete curtos capítulos, o último deles, “talvez a pergunta de todo bibliotecário para o leitor de uma biblioteca: Encontrou o que procurava?”

Ouça no link acima a íntegra da coluna Bibliomania.

Fonte: Jornal da USP

BIBLIEx gerencia projeto que abriga as bases de dados referentes à gestão de informação no Exército

O ano de 2020 marcou a chegada à Biblioteca do Exército (BIBLIEx) do Portfólio de Apoio à Gestão do Conhecimento EB Conhecer e da Rede de Bibliotecas Integradas do Exército (Rede BIE), oriundos da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx).

O EB Conhecer é um conjunto de plataformas digitais, livres e colaborativas, que abriga as bases de dados referentes à gestão de informação no Exército Brasileiro. Criado pelo Comando do Exército em 2019, tem como um dos seus objetivos aumentar a visibilidade das publicações da instituição e o acesso a elas, de forma aberta, em conformidade com a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação).

O EB Conhecer agrega as produções intelectuais, as publicações de periódicos, os produtos de eventos temáticos de interesse da Força Terrestre, o patrimônio histórico e cultural e os conceitos doutrinários, visando armazenar, organizar, gerenciar, preservar, recuperar e difundir, em formato digital,  o acervo produzido no âmbito do Exército e passível de integração com o meio civil.

O sistema está organizado em aplicativos com funções específicas para a gestão do conhecimento no âmbito do Exército Brasileiro, são eles: a Biblioteca Digital do Exército (BDEx), o Portal de Periódicos do Exército (EB Revistas), o Portal de Eventos do Exército (EB Eventos), o Acervo do Patrimônio Histórico e Cultural (EB Acervo), a Enciclopédia Colaborativa de Doutrina (Wikidout) e o Metabuscador (EBusca).

A intenção, ao criar o Portfólio, foi modernizar os meios de difusão dos trabalhos científicos do Exército com plataformas digitais open source (código aberto) que tiveram custo zero e, dessa forma, otimizaram a utilização de recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos, contribuindo para facilitar a pesquisa dos discentes e docentes das escolas do Sistema de Educação e Cultura do Exército (SECEx) e do público em geral.

A Rede BIE foi criada em 2012 com a finalidade de proporcionar a cooperação dos serviços técnicos entre as bibliotecas integrantes, prover o compartilhamento de informações (militares e especializadas) e facilitar para os usuários dessas bibliotecas o acesso às informações e aos seus acervos.

Atualmente, essa rede reúne 37 bibliotecas, na sua maioria em estabelecimentos de ensino do Exército Brasileiro, e dispõe de um acervo de 430.000 títulos. Além disso, utiliza o Sistema Pergamum, desenvolvido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), como software gerenciador e integra a Rede de Bibliotecas do Ministério da Defesa (REBIMD).

A vinda do EB Conhecer e da Rede BIE para a BIBLIEx veio agregar uma nova dimensão às atividades desenvolvidas pela Casa do Barão de Loreto: o gerenciamento de um sistema integrado de softwares que dará significativo suporte para a criação de conteúdos acadêmicos e irá permitir o acesso a informações essenciais para a produção científica dos integrantes dos estabelecimentos de ensino do Exército Brasileiro e do público em geral de maneira simples e ágil.

Com efeito, o Exército Brasileiro realiza, desde 2019, um grande esforço no sentido de divulgar esses novos recursos tecnológicos aos integrantes da Força Terrestre. Para isso, foram realizadas apresentações do EB Conhecer/Rede BIE em inúmeras escolas do SEDEx, bem como a participação do gerente do Portfólio em eventos da ciência da informação na Universidade de Barcelona, Espanha, onde também foi apresentado o EB Conhecer.

A participação de um militar do Exército Brasileiro em eventos no exterior e a apresentação do Portfólio de Apoio à Gestão do Conhecimento, como uma nova ferramenta à disposição dos integrantes da Força Terrestre e do público de maneira geral, tiveram por finalidade criar laços de comunicação entre o Exército e o meio acadêmico internacional e, dessa forma, projetar o nome da instituição e do Brasil no continente europeu.

Desse modo, a iniciativa de transferir o EB Conhecer e a Rede BIE para a BIBLIEx fortalece a aspiração do Exército Brasileiro de manter-se na vanguarda da gestão do conhecimento. A vinda da Biblioteca Digital do Exército e das demais plataformas dará à Casa do Barão de Loreto melhores condições de participar no aperfeiçoamento dos processos de pesquisa nas escolas da Força Terrestre, contribuindo para a busca da excelência do ensino, do nível médio ao superior, desde a formação até os altos estudos.

Fonte: DefesaNet

Biblioteca Municipal: literatura infantil, infanto-juvenil, romances e obras para vestibulares estão disponíveis

109 novos livros entraram no acervo da Biblioteca Municipal Martinico Prado neste mês. Entre as temáticas disponíveis para empréstimos estão literaturas infantis e infanto-juvenis, romances nacionais e estrangeiros, jornalismo, games, história, política, religião, poesia e obras exigidas nos vestibulares da Fuvest/USP e da Unicamp.

Entre as novidades estão “Nove Noites”, de Bernardo Carvalho (obra exigida na Fusvest/USP); “Os olhos do dragão”, do norte-americano Stephen King; “A Guerra dos Tronos”, de George R. R. Martin, obra que foi a base do seriado produzido pelo canal HBO; “Um tesouro de contos de fadas” com inúmeros textos infantis clássicos; “Uma casa para o Sr. Biswas”, do ganhador do Prêmio Nobel de Literatura Vidiadhar Naipaul; “Clarice: uma vida que se conta”, de Nádia Batella Gotlib, biografia da escritora Clarice Lispector;  “O livro das religiões”, de Victor Hellern, Henry Notaker e Jostein Gaarder; “Jogada Final”, de Rezendeevil; “Golda”, de Elinor Burkett, sobre a ex-primeira-ministra de Israel; “A teus pés”, de Ana Cristina César (obra exigida na Unicamp); “Monstros microscópicos” de Nick Arnold; e “A jangada de pedra”, do autor laureado português José Saramago. (Clique aqui e acesse o catálogo do mês de março).

Quero emprestar um livro. Como eu faço?

Emprestar livros da Biblioteca Municipal é muito fácil. Basta realizar cadastro no local, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira, apresentar comprovante de residência (contas da Elektro ou do Saema), CPF (Cadastro de Pessoa Física), RG (Carteira de Identidade) e pagar taxa única de R$ 8,55.  Com o cadastro, o usuário recebe uma carteirinha que possibilita acesso aos serviços. Menores de idade devem estar acompanhados dos responsáveis.

Os empréstimos de livros são válidos por 15 dias, sendo a renovação realizada pessoalmente ou pelo telefone 3551-1534. No site da Prefeitura de Araras (www.araras.sp.gov.br), há possibilidade de consultar o acervo do local, clicando no ícone “Biblioteca Municipal”. São mais de 35 mil exemplares à disposição dos leitores.

A Biblioteca Municipal Martinico Prado fica na Rua. Dr. Armando Sales de Oliveira, s/nº, Centro.

Fonte: Notícias de Araras

BDTD: como buscar textos acadêmicos na Biblioteca de Teses e Dissertações

Bebeteca ‘Maurinho Martos’: espaço para formar pequenos leitores e cidadãos

Exemplar de livro raro de Isaac Newton é descoberto em biblioteca em Córsega

Um exemplar da primeira edição de um livro de Isaac Newton, na qual ele expõe suas três leis sobre o movimento, que juntamente com a da gravitação universal criaram os fundamentos da física moderna, foi encontrado em uma biblioteca na ilha francesa da Córsega.

Vannina Schirinsky-Schikhmatoff, diretora de conservação da biblioteca pública Fesch em Ajaccio, Córsega, revelou que encontrou uma cópia desta obra do século XVII ao estudar um índice de quem era o fundador da biblioteca, Luciano Bonaparte, um dos irmãos de Napoleão.

“Encontrei este ‘santo graal’ na sala principal (da biblioteca), escondido nas estantes superiores”, contou à AFP.

“A capa está um pouco danificada, mas o interior está em excelentes condições. Trata-se da pedra angular da (aplicação) das matemáticas modernas”, afirmou.

O texto em latim, “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica” (Princípios matemáticos da filosofia natural), é a obra-prima publicada pela primeira vez por Newton em 1687.

O célebre físico se inspirou ao ver uma maçã cair de uma árvore de seu jardim em Grantham, Inglaterra, o que o levou a elaborar as leis clássicas da gravidade, do movimento e da ótica.

As traduções para inglês foram publicadas posteriormente, mas as edições originais (“editio princeps”) são particularmente apreciadas pelos colecionadores.

“Um exemplar de uma primeira edição em latim foi vendida por 3,7 milhões de dólares em um leilão realizado pela Christie’s anos atrás, e é a mesma que a da biblioteca de Ajaccio”, afirmou Schirinsky-Schikhmatoff, referindo-se a um leilão em Nova York, em dezembro de 2016.

Não se trata da primeira raridade encontrada na biblioteca Fesch desde o início de uma revisão exaustiva de seu acervo de coleções há alguns anos.

Em 2018, Schirinsky-Schikhmatoff descobriu o estudo “Thesaurum Hyeroglyphicorum” sobre hieróglifos egípcios datado de 1610, cerca de dois séculos antes de o francês Jean-François Champollion decifrar parte da “Pedra de Roseta”

Fonte: Estado de Minas

Biblioteca pública de Campinas recebe 2ª edição do ELAS com feira de artistas e apresentações culturais

O ELAS chega em sua segunda edição trazendo novidades: esse ano o evento contará com palestras e bate-papos, além da exposição de arte e feira de artistas. Toda a programação acontecerá ao longo do dia 07 de março de 2020, na Biblioteca Pública de Campinas.

(Foto: Facebook Elas 2020)

Em seu primeiro ano, o evento aconteceu no dia 09 de março de 2019 e partiu do desejo de celebrar – por meio da iniciativa artística – a vida das mulheres que por tantos anos esteve silenciada. O resultado foi a participação de 40 artistas expondo obras e ainda um artist alley com 12 mulheres comercializando seus trabalhos.

O ELAS de 2019 foi surpreendente e tomou proporções não esperadas por seus idealizadores, o que fez com que os fundadores do projeto decidissem torná-lo uma iniciativa cultural a ser realizada anualmente. Por isso, na edição deste ano serão trazidas palestras e bate-papos para aprofundar os debates sobre a participação feminina na criação, no mercado e na sociedade. Outro ponto de mudança é o ELAS no Alley, pois, diferentemente do ano anterior, a feira de artistas que irão expor seus trabalhos saltou de 12 para 60 mulheres.

O evento é totalmente gratuito e contará ainda com food trucks para o público participante e também apresentação de grupo musical e de dança composto apenas por mulheres. (Carta Campinas com informações de divulgação)

ELAS 2020

Data: 07 de março de 2019

Horários: Das 11h à 20h

Local: Biblioteca Pública de Campinas – Av. Benjamin Constant, 1633 – Centro, Campinas

Organizado por Laís Bicudo (Ilustradora), Luiza Bonon (Ilustradora e Designer) e Fabio Vieira (Ilustrador e Educador). Apoio e parceria: Prefeitura de Campinas

Entrada gratuita

Fonte: Carta Campinas

Umidade: a inimiga silenciosa da biblioteca

por  Gusthavo Lang

Umidade: a inimiga silenciosa da biblioteca

Mesmo com todo avanço no campo da comunicação digital, as bibliotecas não perderam sua importância e mantêm-se fiéis em levar informação de qualidade e cultura às pessoas. Em geral, as bibliotecas são dotadas de grandes acervos que requerem cuidados especiais na sua preservação. Uma inimiga silenciosa, a umidade, pode colocar em risco exemplares e até mesmo acervos inteiros. Ninguém quer ver folhas manchadas, onduladas e, pior ainda, com aquele desagradável mau cheiro, decorrência do mofo.

Embora já existam papéis tratados para a impermeabilização, um pequeno percentual, a grande maioria ainda é higroscópica, ou seja, absorvem a umidade. Devido a essa propriedade, o papel está sujeito a todo tipo de deterioração. E o papel tem ainda uma característica toda própria, pois uma vez danificado, dificilmente se recompõem, ou seja, não retoma a sua condição original.

Para evitar eventos dessa natureza nos livros, o ideal é contar com desumidificadores de ar, que equilibram a umidade do ambiente, mantendo-a, inclusive, dentro dos percentuais recomendados pela Organização Mundial da Saúde, ou seja, entre 50% e 60%. Ao manterem esses percentuais de umidade, os desumidificadores Desidrat acabam impedindo a proliferação de microrganismos, como fungos, responsáveis pela formação de bolor e de mofo. Evitam também o surgimento de ácaros, principais desencadeadores de doenças respiratórias como asma e rinite alérgica. Através dos seus sistemas de filtros, o Desidrat elimina partículas suspensas no ar, devolvendo ao ambiente um ar puro e muito mais saudável.

Conservados e mantidos sob total controle da umidade, os livros representarão prazer na hora que forem manuseados, ao contrário do que ocorre nos casos em que a umidade está fora de controle. Os Desumidificadores da Linha Desidrat da Thermomatic são referência para garantia de um ambiente saudável e também para conservação de bens e móveis. Para cada tamanho de biblioteca ou acervo há um modelo próprio de Desidrat. Assim, o leitor poderá dedicar-se exclusivamente ao prazer da sua leitura.

Fonte: Segs

Mulheres estão no centro da programação de março na Biblioteca de São Paulo

Texto por Geyse Garcia

Este mês, a Biblioteca de São Paulo, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Organização Social SP Leituras (entre as 100 Melhores ONGs do Brasil, pelo segundo ano consecutivo), traz uma programação repleta de oficinas, clubes de leitura e outras atividades voltadas para as mulheres. No dia 8, comemora-se o Dia Internacional da Mulher e nada mais justo e necessário do que colocá-la no centro da programação, seja como tema, seja como público-alvo.

A programação do “Leitura ao pé do ouvido”, em que frequentadores da biblioteca são convidados a ouvir a leitura de trechos de livros, traz três escritoras mulheres dos quatro previstos: a americana Angela Davis e as brasileiras Aline Bei e Jarid Arraes. Todas as sextas, das 16h30 às 17h. Veja as obras que serão lidas na programação abaixo.

A cordelista cearense Jarid Arraes também será convidada do “Segundas Intenções” deste mês, no sábado, 28, das 11h às 13h. A autora do premiado “Redemoinho em dia quente”, vencedor do APCA de Literatura na categoria contos, e dos livros “Um buraco com meu nome”, “As lendas de dandara” e “Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis” vai falar sobre sua carreira e obra. A mediação será do jornalista Manuel da Costa Pinto.

Na “Oficina de poesia para mulheres” – a poeta, tradutora, editora e curadora literária Lubi Prates parte do gênero para pensar o lugar social determinado para os corpos de mulheres cis e transgênero. Além do gênero, serão considerados outros marcadores sociais, como raça, classe e outros elementos que contribuem para a construção pessoal e são importantes para se alcançar uma dimensão poética. Os encontros, para pessoas maiores de 16 anos, acontecerá no sábado e domingo, 14 e 15, das 10h às 12h. Veja abaixo como fazer as inscrições.

DICA

A dica do mês é o programa “Vespertino”, uma realização do Secs Santana, que inicia a série “Presença Negra na Música Erudita”, com quatro concertos dedicados a compositoras e compositores negros de todo o mundo. O pianista Hercules Gomes apresenta, no primeiro recital, um repertório voltado para música brasileira, abrangendo desde o período colonial, com o Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), até os dias atuais, com Laércio de Freitas, Moacir Santos e composições próprias, passando pelo período da formação da música brasileira, com Joaquim Callado, Patápio Silva e Pixinguinha. Será no domingo, 29, das 15h às 16h.

Sobre a BSP

A biblioteca tem programação que atende públicos de diferentes faixas etárias e interesses diversos. Com oficinas, contações de histórias, cursos e atividades como xadrez e yoga, o equipamento vai além do acervo, promovendo, sobretudo, o compartilhamento de experiências e saberes. Inaugurada em fevereiro de 2010, a BSP foi inspirada na Biblioteca de Santiago, no Chile, faz parte do SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo) e totaliza 40 mil itens (livros, DVDs, CDs, além de jogos) no acervo. Pessoas com deficiência possuem acesso integral a todos os ambientes e podem utilizar o conjunto de audiolivros, livros em Braille e demais equipamentos de acessibilidade.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DE MARÇO NA BSP:

INFANTIL

Hora do conto” – Contação de histórias da literatura infantojuvenil, para aguçar o hábito da leitura e a imaginação das crianças. Com equipe BSP. Não é necessário inscrição.

Sextas-feiras, às 15 horas

Dia 6 – “O pássaro lapão”, de Pedro Bandeira
Dia 13 – “O cabrito que era cachorro”, de Cris Miguel e Sérgio Serrano
Dia 20 – “Bruxas enfeitiçadas”, de John Patience
Dia 27 – “As cabras”, de Cris Miguel e Sérgio Serrano

Sábados e domingos, às 16 horas.

Dia 1º – “Villa-Lobos – o maestro”, de Lucia Fidalgo. Com a Cia. Três Lunas
Dia 7 – “Procura-se: Carlinhos Coelho, o ladrão de livros”, de Emily Mackenzie. Com Recantação
Dia 8 – “As antiprincesas”, de Juana Azurduy. Com a Cia. Luarnoar
Dia 14 – “A Saga do balão”, baseado em poemas de Manuel Bandeira. Com o Grupo #BoraLê (Interpretação em Libras)
Dia 15 – “Mortina: uma história que vai fazer você morrer… de rir”, de Barbara Cantini. Com Paula Dugaich
Dia 21 – “Sementes de papel”, de  Bea e Silvia Gil. Com Irene Tanabe
Dia 22 – “Um dia, um rio”, de Leo Cunha. Com a Cia. Hespérides
Dia 28 – “Babuxa”, de Almir Correia. Com Marina Bastos
Dia 29 – “O colecionador de águas”, de Elaine Pasquali Cavion. Com a Cia.Cantando Cont

Lê no Ninho” – Atividade de estímulo e iniciação à leitura para crianças entre 6 meses e 4 anos, realizada com livros lúdicos, tablets, contação de histórias e músicas. Pais e responsáveis podem, ao fim emprestar os kits utilizados, com dois livrinhos e um fantoche, e reproduzir a experiência em casa. Sábados e Domingos, das 11h às 11h45. (nos dias 8 e 22, a atividade acontece no Parque da Juventude, dentro do programa Domingo no Parque). Com equipe BSP. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

Brincando e Aprendendo” – Programa que reúne intervenções, jogos teatrais, atividades rítmicas e brincadeiras educativas. A partir de 7 anos. Com equipe BSP. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

Quartas-feiras, das 15h às 16 horas.

Dia 4 – Corrida de bexigas
Dia 11 – Desafio: castelo de copos
Dia 18 – Estoura balões: Dia da Poesia
Dia 25 – Futebol

Pintando o 7” – Atividades para pintar, desenhar, colar e criar, inspiradas em temas literários, ecológicos e culturais, desenvolvendo assim as capacidades artísticas e criativas das crianças. A partir de 6 anos. Com equipe BSP. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

Quintas-feiras, das 15h às 16h.

Dias 5  e 12 – Atividades paralelas à “Exposição Invenções Gráficas na Ilustração”
Dia 19 – Confecção de foguetes
Dia 26 – Confecção de animais de papel

TODOS OS PÚBLICOS

Exposição Invenções Gráficas na Ilustração Ibero-americana – Criada a partir do Catálogo Ibero-América Ilustra (publicação realizada anualmente desde 2010 pela Fundação SM em parceria com a FIL Guadalajara – Feira Internacional do Livro de Guadalajara), a exposição tem curadoria do ilustrador Fernando Vilela, foi concebida e apresentada em 2019 no Instituto Tomie Ohtake. Visitação: terça a domingo, das 9h30 às 18h30. Até 29 de março. Parceria: Instituto Tomie Ohtake, Fundação SM e Biblioteca de São Paulo.

Jogos Sensoriais” – Divertida experiência lúdica que estimula as habilidades sensoriais e a memória, com jogos e brincadeiras para pessoas com e sem deficiência. Terças-feiras, , das 15h às 16. A partir de 11 anos. Com equipe BSP. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

Domingo no Parque” – Espaço de leitura para toda a família com sessões de contação de histórias, no Parque da Juventude. Não é necessário inscrição. Em caso de chuva, a atividade será realizada dentro da Biblioteca.

Dia 8

11h às 11h45 – Sessões do programa Lê no ninho. Com a equipe BSP
12h às 16h – Espaço de leitura para toda a família com sessões de contação de histórias. Com a Trupe Pitirilo

Dia 22

11h às 11h45 – Sessões do programa Lê no ninho. Com a equipe BSP.
12h às 16h – Espaço de leitura para toda a família com sessões de contação de histórias. Com Os Fabulistas

Jogos para Todos! Oficina de xadrez”: Os participantes aprendem as regras, os movimentos das peças e algumas táticas do xadrez, além de disputar partidas. Pessoas com deficiência visual dispõem de tabuleiros adaptados. Sábados, das 11h às 13h.  Com a FOX – Formação e Orientação de Xadrez. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

Leitura ao pé do ouvido” – Frequentadores da biblioteca são convidados a ouvir a leitura de trechos de livros, podendo conhecer assim novos autores, títulos e assuntos. Com equipe BSP. Não é necessário inscrição.

Sextas-feiras, das 16h30 às 17h

Dia 6 – “Mulheres, cultura e política”, de Angela Davis
Dia 13 – “O peso do pássaro morto”, de Aline Bei, e “Identidades”, de Felipe Franco Munhoz
Dia 20 – “O caçador de pipas”, Khaled Hosseini
Dia 27 – Aquecimento Segundas Intenções: “Um buraco com meu nome”, de Jarid Arraes

Sala de videogames” – A BSP oferece aos seus frequentadores mais uma opção de diversão, uma sala equipada com videogame, com os jogos mais legais do momento. De terça a sexta, das 9h30 às 18h. Aos sábados e domingos, das 10h às 18h. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

BSP até você – Projeto aproximação” – Toda semana, um grupo de funcionários realiza atividades recreativas e culturais, na quadra esportiva da Comunidade Zaki Narchi, com as crianças que ali moram. Quartas-feiras, das 10h30 às 11h30. Não é necessário inscrição.

JOVEM

Luau BSP” – O programa apresenta aos jovens temas relacionados à música, literatura, poesia, atualidade e espaço para apresentações artísticas. Com equipe BSP. A partir de 13 anos. Quintas-feiras, das 12h30 às 13h30. Não é necessário inscrição.

ADULTO

Oficina de poesia para mulheres” – Oficina de escrita poética para mulheres, cis e trans, que parte do gênero para pensar o lugar social determinado para estes corpos. Com Lubi Prates, poeta, tradutora, editora e curadora literária. A partir dos 16 anos. Sábado e Domingo, 14 e 15, das 10h às 12h. Inscrições a partir das 10h do dia 3 de março, pelo link www.bsp.org.br/inscricao

Narração de histórias e imagem narrativa” – Nesta oficina, os alunos são iniciados na arte da narrativa oral, formando uma roda de histórias. Na segunda parte, os participantes criarão uma narrativa ilustrada, utilizando desenho e colagem para criar um livro coletivo. Stela Barbieri é autora de 24 livros infanto juvenis. Como artista expôs no Brasil e exterior e tem obras nas coleções do Centro Cultural São Paulo em outros museus. É assessora de artes da educação infantil e ensino fundamental na escola Vera Cruz  e atualmente faz parte do conselho da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Fernando Vilela publicou mais de 90 livros ilustrados em dez países, dentre os quais 20 são de sua autoria. Realizou diversas exposições no Brasil e no exterior e possui obras em importantes coleções, como a do Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York e da Pinacoteca do Estado de São Paulo. A partir de 16 anos. Sábado, 21, das 14h às 17h30. Inscrições a partir das 10h do dia 21 de fevereiro, pelo link www.bsp.org.br/inscricao

Clube de Leitura 6.0” – Destinado ao público com mais de 60 anos, os encontros terão leituras e discussões de livros lidos por meio de tablets fornecidos pelo projeto. Em seguida, acontecem as rodas de conversa com sessões de biblioterapia. Uma iniciativa da Fundação Observatório do Livro e da Leitura, com apoio da SP Leituras. A partir de 60 anos. Terças-feiras, do dia 17 de março a 22 de dezembro, das 14h às 16h. Observação: não é necessário ter tablet. Inscrições a partir das 10h do dia 5 de março, pelo link www.bvl.org.br/inscricao, diretamente no balcão de atendimento da biblioteca ou pelo telefone (11) 2089-0800. Formação de turma com mínimo de 10 participantes.

Compartilhando saberes: Yoga” – Em ambiente aconchegante e inspirador você poderá desfrutar desta prática milenar, que promove o bem-estar e a melhora da qualidade de vida. As aulas de Hatha Yoga serão direcionadas com posturas e técnicas simples, que podem ser praticadas por qualquer pessoa, e contemplam o trabalho dinâmico do corpo (alongamento – fortalecimento muscular – equilíbrio), a concentração na respiração e o relaxamento. Recomenda-se que os praticantes ingiram apenas alimentos leves antes da aula e usem roupas confortáveis. Com Amanda Velloso. Sábados, 14, 21 e 28, das 10h às 11h30. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

Sarau na BSP: Literatura, canto e poesia”. Com o Grupo de Poetas Cantores e Declamadores Independentes de São Paulo. Domingo, 15, das 14h30 às 16h30.
Coordenação de Terezinha Rocha. Não é necessário inscrição.

Clube de Leitura” – A obra a ser discutida este mês é “1984”, de George Orwell”. Todos os meses a BSP seleciona um livro e propõe a discussão de detalhes da história com os leitores da obra, incentivando assim o encontro de pessoas, o debate literário e o hábito da leitura. Com equipe BSP. Quinta-feira, 19, das 15h às 17h. Não é necessário inscrição.

Segundas Intenções” – Bate-papo com a cearense Jarid Arraes, cordelista, poeta e autora do premiado “Redemoinho em dia quente”, vencedor do APCA de Literatura na categoria contos, e dos livros “Um buraco com meu nome”, “As lendas de dandara” e “Heroínas negras brasileiras em 15 cordéis”. Mediação de Manuel da Costa Pinto. Sábado, 28 de março, das 11h às 13h. Não é necessário inscrição. Estudantes universitários podem pedir certificado de participação.

Vespertino” – A série “Presença Negra na Música Erudita” apresenta no primeiro semestre de 2020 compositoras e compositores negros de todo o mundo. O pianista Hercules Gomes apresenta, no primeiro de quatro concertos, um repertório voltado para música brasileira, abrangendo desde o período colonial, com o Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), até os dias atuais, com Laércio de Freitas, Moacir Santos e composições próprias, passando pelo período da formação da música brasileira, com Joaquim Callado, Patápio Silva e Pixinguinha. Domingo, 29, das 15h às 16h. Não é necessário inscrição. Realização Sesc Santana.

Curso de Libras – Módulo básico” – Indicado para quem deseja iniciar o estudo da Língua Brasileira de Sinais, com o objetivo de ampliar as possibilidades de comunicação e interação social e profissional com surdos. Aulas ministradas com professor ouvinte e surdo, metodologia bilingue Libras-português. Com Thalita Passos e Luana Milani. A partir de 16 anos. Quartas e sextas-feiras, entre os dias 4 e 25, das 14h às 17h30. Inscrições pelo link www.bsp.org.br/inscricao

DE OLHO NAS INSCRIÇÕES

Curso de narração de narração de histórias” – O curso trabalha a potencialidade das narrativas de literatura oral e aspectos relativos à comunicação e expressão.  O conteúdo programático abordará os vários tipos de histórias – como lendas, mitos, fábulas, história de origem, contos de fadas, entre outros -, a relação com a música, técnicas como interpretação, oralidade e improvisação, e o papel do contador de histórias ao longo da história universal. A partir de 16 anos. Quartas-feiras, dias 1, 8, 15, 22, 29 de abril, e dias 6, 13 e 20 de maio, das 14h30 às 17h30. Realização: Arte Despertar em parceria com a Biblioteca de São Paulo. Iniciativa financiada via ProAC – ICMS. Inscrições a partir das 10h do dia 13 de março, pelo link www.bsp.org.br/inscricao

Serviço:

Biblioteca Parque Villa-Lobos

Av. Queiroz Filho, 1.205 – Alto de Pinheiros, São Paulo / SP.

Telefone: (11) 3024-2500.

Funcionamento: terça a domingo (fechado às segundas), das 9h30 às 18h30.

Todas as atividades são gratuitas.

www.bvl.org.br

Fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo

Passeios levam o público ao campus da USP e à São Paulo modernista

Programa Giro Cultural é gratuito e está aberto para interessados em geral, ligados ou não à Universidade

Participantes do programa Giro Cultural em visita à Cidade Universitária – Foto: Elcio Silva/PRCEU

Desde 2012, o programa Giro Cultural leva o público para conhecer a Cidade Universitária e seu conteúdo cultural e científico, como museus, cinema e grupos teatrais. O programa também conta com um roteiro especial extramuros, que apresenta a São Paulo modernista e as influências da USP na cidade. A atividade é gratuita e aberta a todos os interessados, ligados ou não à Universidade.

O programa foi criado pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP e já atendeu cerca de 37 mil pessoas em oito anos de funcionamento. São três opções de roteiro dentro do campus da capital, no Butantã (Vista Panorâmica, Acervo Cultural e Acervo Científico), além do roteiro São Paulo Modernista.

Visitas a museus e bibliotecas estão incluídas em roteiros do programa Giro Cultural USP – Foto: Elcio Silva/PRCEU

O roteiro Vista Panorâmica apresenta a USP, com destaque para pontos que são referência na Cidade Universitária, como a Praça do Relógio, os monumentos em homenagem a Ramos de Azevedo e Armando de Salles Oliveira e as esculturas da artista Tomie Ohtake. O tour conta com monitores que, ao longo do passeio, vão dando informações sobre a história da USP – nos mesmos moldes dos passeios sightseeing, famosos nas grandes capitais do mundo.

Já os roteiros de acervo científico e acervo cultural mostram a produção de pesquisa e conteúdo humano dentro da Universidade. O primeiro leva o público aos diferentes museus da USP, como o Museu Oceanográfico, o Museu de Anatomia Veterinária, o Museu de Geociências e o Museu de Anatomia Humana. Do segundo fazem parte exposições, corais, cinema, grupos teatrais, orquestras e baterias universitárias, assim como o Museu de Arqueologia e Etnologia, o Museu da Educação e do Brinquedo e o Arquivo Geral da USP, além da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM). Nos dois roteiros, o público pode escolher três entre as diferentes paradas oferecidas.

Para o coordenador do programa, professor Ricardo Uvinha, o Giro Cultural é uma forma de abrir as portas da USP para a cidade, e para os próprios alunos. “Muitos alunos não conhecem os museus da Cidade Universitária, e o programa ajuda a valorizar esses equipamentos culturais, científicos e artísticos dentro e fora da USP.”

Monitores acompanham o público, dando informações sobre os locais visitados na Cidade Universitária – Foto: Elcio Silva/PRCEU

O projeto cruza os muros da Universidade com o roteiro A USP e a São Paulo Modernista, que foca na presença da USP na cidade, além da influência histórica, artística e arquitetônica do Modernismo sobre ela. Fazem parte do trajeto pontos como o Parque da Independência, o Museu Paulista, o Teatro Municipal e o Museu de Arte Contemporânea (MAC) da USP, localizado no Parque Ibirapuera.

O professor acredita que os passeios integram a USP à cidade. “Há muitos órgãos da USP na cidade que, muitas vezes, os próprios alunos e docentes não conhecem, como o MAC.” No passeio, profissionais das áreas de história, antropologia, sociologia e arquitetura acompanham o público, informando sobre o conteúdo do tour, sempre acompanhados de um guia oficial do Ministério do Turismo.

O Giro Cultural também oferece o roteiro A USP conhecendo a USP, voltado especificamente para alunos, docentes e funcionários da Universidade. Esse roteiro é similar ao Vista Panorâmica, e apresenta a Cidade Universitária, além do MAC e do Centro Universitário Maria Antonia, localizado na Vila Buarque, na região central da cidade. Nessa modalidade, a visita à Cidade Universitária foca mais em fatos e curiosidades sobre a Universidade, além de mostrar os diferentes departamentos. “Esse roteiro é ótimo para integrar os campi do interior ao da capital, trazer os alunos e professores que originalmente não têm contato com esses equipamentos históricos e culturais”, comenta o professor Uvinha.

Visita ao Museu de Geociências da USP, uma das atividades do programa Giro Cultural USP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Para participar dos passeios do Giro Cultural, basta agendar o roteiro de sua escolha pelo telefone (11) 3091-1190 ou pelo e-mail girocultural@usp.br, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Todos os roteiros são gratuitos.

Os roteiros Vista Panorâmica, Acervo Cultural e Acervo Científico ocorrem de terça a sexta-feira na Cidade Universitária, em dois horários, às 10 e às  14 horas. É recomendado que o agendamento seja realizado com no mínimo três meses de antecedência.

O roteiro A USP e a São Paulo Modernista acontece todos os sábados, das 10 às 14 horas, com saída e chegada na estação Alto do Ipiranga do Metrô. As inscrições devem ser feitas pelo formulário no site da Síntese Eventos, pelo e-mail girocultural@sinteseeventos.com.br ou pelo telefone (11) 3721-5720.

Revista USP Integração leva leitores em viagem digital

A nova edição da revista USP Integração – Foto: Reprodução

Chega à sua terceira edição a revista USP Integração, publicação eletrônica da USP que foca em atividades voltadas para a sociedade. Produzida pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, a revista destaca atividades culturais, programas de relacionamento com a sociedade e projetos de extensão promovidos dentro e fora da Universidade, por meio de seus diversos órgãos.

O periódico conta com reportagens, entrevistas, perfis e ensaios fotográficos, tudo voltado para a integração entre a USP e a sociedade. A nova edição da publicação leva o leitor para conhecer espaços como o Anfiteatro Camargo Guarnieri, o Cinema da USP Paulo Emílio e o Parque Cientec, além de projetos desenvolvidos nas áreas de tecnologia, veterinária e saúde.

A revista é gratuita e digital, e está disponível em formato PDF para impressão ou visualização interativa. As três edições já lançadas estão no site da publicação.

Fonte: Jornal da USP

Seminário “Bibliotecas: inspiração, conexão e engajamento”

As bibliotecas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), a Associação de Bibliotecários e Profissionais da Informação do Distrito Federal (ABDF) e o Conselho Regional de Biblioteconomia – 1ª Região (CRB1) promovem o seminário “Bibliotecas: inspiração, conexão e engajamento”, que será realizado no dia 12 de março, às 9h, no Auditório Nereu Ramos.   O objetivo é trazer reflexão à classe bibliotecária acerca da necessidade de se alinhar aos anseios da sociedade e demonstrar a biblioteca como locus de promoção da cidadania e inclusão social.

O seminário reflete o  tema adotado pela Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA), em alinhamento com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, que elenca uma série de objetivos para a inclusão social e o desenvolvimento sustentável.  De forma a  debater a temática, o evento contará com a participação  da Subdiretora  de Estudos e Arquivos Especiais da Biblioteca do Congresso da Nação Argentina e Gerente Regional da IFLA para América Latina e Caribe, Isela Maria Mo Amavet, Brasilina Passarelli, e da escritora e poeta Elisa Lucinda, membro do Conselho Editorial do Senado Federal.

As inscrições já estão disponíveis.

Serviço:

Seminário Bibliotecas: inspiração, conexão e engajamento

Data: 12 de março

Horário: 9h

Local: Auditório Nereu Ramos

Fonte: Câmara dos Deputados

Biblioteca, um lugar para ler, escrever, ouvir, sonhar e criar

Para chileno Gonzalo Oyarzún, a biblioteca pode ajudar no desenvolvimento de sua comunidade

Gonzalo Oyarzún participa do Workshop Internacional Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos
Gonzalo Oyarzún participa do Workshop Internacional Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos

A biblioteca não é um artigo de luxo, mas uma instituição de primeira necessidade. Ela vai muito além dos livros, pode ajudar no desenvolvimento de sua comunidade e é ainda mais necessária atualmente por causa do excesso de informação. A opinião é de Gonzalo Oyarzún, professor e consultor chileno com um vasto currículo na área de bibliotecas públicas e um dos convidados do Workshop Internacional Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos, que será realizado na quinta, 13, e sexta, 14, na Biblioteca de São Paulo, com organização do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo.

“Na era em que todo o conhecimento humano está na tela e o levamos no bolso, as bibliotecas se tornam imprescindíveis”, diz Oyarzún, que já foi diretor do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas do Chile, presidente do Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas e diretor fundador da Biblioteca de Santiago, a maior entre as públicas do Chile.

Oyarzún aponta três motivos que tornam as bibliotecas ainda mais necessárias nos dias atuais.

O primeiro é que a promessa de acesso universal à informação é uma fantasia para a maioria da população mundial por causa da língua – quase 70% do conteúdo na internet está em inglês, alemão, russo e francês. “Para países do terceiro mundo, a biblioteca é a única porta de acesso a informações que vão ajudar as pessoas a encontrar trabalho, ampliar seus estudos, entrar em contato com seus familiares, cuidar da saúde e melhorar suas competências profissionais. Ela é uma instituição de primeira necessidade.”

O segundo motivo, explica, é que as bibliotecas têm um papel determinante na vida das comunidades. Segundo Oyarzún, as pessoas usam as tecnologias de informação para se comunicar, mas essas tecnologias não são exatamente um espaço de encontro. “Sem exceção, esses locais são todos comerciais, onde devemos consumir, pagar, nos expor às dinâmicas do mercado. Já as bibliotecas são espaços para todos e de todos, em que ninguém tem o acesso negado e que é democrática por excelência, gratuita em seus serviços e com conteúdo de qualidade.”

Por fim, o terceiro motivo é a importância do mediador de leitura. Ele argumenta que um livro pode servir para enfeitar uma mesa, segurar uma porta ou para ser lido. “O que vai fazer a diferença é a mediação. Um livro por si só não muda nada. É preciso ter gente, e um bibliotecário pode ser essa pessoa que vai aproximar carinhosamente a leitura de quem precisa.”

Foi o modelo chileno, que Oyarzún ajudou a formatar, que inspirou a Biblioteca de São Paulo – um marco na transformação do espaço público no Brasil. Inaugurada há 10 anos, ela foi construída onde ficava a Casa de Detenção do Carandiru, palco do massacre de 111 presos, em 1992. Ali, e em outras bibliotecas brasileiras que vieram depois, inspiradas nesse modelo ou na ideia colombiana de bibliotecas parque, os livros estão ao acesso de todos, como em prateleiras de livrarias, os usuários ajudam na escolha dos títulos que serão adquiridos, há cursos nas mais variadas áreas, encontros com escritores, clubes de leitura, apresentações musicais e teatrais, empréstimo de filmes e muito mais.

O desafio, especialmente para países com uma relação mais recente e não muito comprometida com a leitura, é atrair mais gente para as bibliotecas e transformar essas pessoas que as frequentam por causa dos cursos oferecidos, por exemplo, em leitores.

“A biblioteca deve estar próxima das pessoas, de suas necessidades. Ela tem que estar ocupada por pessoas. Não há uma receita diferente dessa. Se uma biblioteca abre sua porta e fica esperando que alguém vá pedir um livro, é muito provável que ela desapareça para sempre. Deve ter vida dentro de uma biblioteca. As pessoas devem poder usar um computador, ver uma exposição, fazer um curso de culinária, participar de um clube de leitura, fazer aulas de ioga, produzir um fanzine com seus amigos, ou simplesmente sentar e ler um livro. Elas devem ser agentes de fomento e promoção de leitura em múltiplos formatos. Nas melhores bibliotecas, hoje se lê, se escreve, se canta, se escuta, se dança, se programa, se conversa, se desenha, se sonha e se cria”, completa.

Futuro

Gonzalo Oyarzún evita falar no que deveria ser a biblioteca do futuro. Não há tempo para isso. “A biblioteca do futuro deve ser hoje, e ela deve estar em lugares públicos perto de suas comunidades, com espaços e serviços construídos por essa comunidade. Ela tem que atender às necessidades vitais dessa população e adequar seu acervo, horário, dimensão e programação ao que seus usuários precisam.” E isso, ele diz, não importa se ela funciona num grande prédio ou num ônibus.

“A biblioteca de hoje deve estar focada nas pessoas, em todas as pessoas. Ela deve ser inclusiva e incentivar a diversidade”, explica. “Seu formato e sua estrutura devem ser constituídas pelo princípio permanente de que o ser humano é o mais importante e que a expressão coletiva desse ser humano é a comunidade em que ele está inserido”, completa Oyarzún.

Nesse sentido, para o chileno, uma Biblioteca Nacional é igualmente determinante na vida das pessoas. Na opinião dele, há um falso antagonismo entre a preservação e o acesso a uma informação de maneira massiva.

“As bibliotecas nacionais e públicas e as universitárias e escolares mudaram e foram incorporadas à vida das pessoas em todos os seus aspectos.”

Fonte: Diário da Região

Dia do Bibliotecário – Fundação Casa de Rui Barbosa

A série quinzenal “Memória e Informação” promove na quarta-feira, dia 11/03, às 14h30, o evento dedicado as comemorações do Dia do Bibliotecário com o tema: Dia do Bibliotecário: Desafios, perspectivas e possibilidades de atuação do profissional bibliotecário. Na sala de cursos, com a entrada franca.

O evento será composto de uma mesa de abertura com a participação de Ana Ligia Medeiros (FCRB); Denise Batista (REDARTE e Museu Chácara do Céu); Cristian José Oliveira Santos Brayner (Representante do Conselho Federal de Biblioteconomia) e Viviane Santos Cunha (Conselho Regional de Biblioteconomia).

Em seguida haverá palestras de Gustavo Saldanha (IBICT/RJ) e Claudio Ribeiro (UniRio).

:: Ementa

A informação tem papel essencial e cada vez mais representativo para o desenvolvimento social, científico e tecnológico de um país. Nesse sentido, cabe ao bibliotecário, profissional que lida diariamente com esse insumo, se adaptar e desenvolver novas competências para atender às demandas informacionais em diferentes suportes. Dentro deste cenário, o evento propõe uma reflexão sobre o papel e a contribuição do bibliotecário como gestor, curador, mediador informacional e agente transformador social, descrevendo as suas competências e habilidades. Os palestrantes convidados abordarão questões, dentro de suas áreas de conhecimento e atuação, como as mudanças ocorridas no perfil do bibliotecário, os desafios e perspectivas. O encontro promoverá também uma ampla troca de experiências entre os participantes.

Biblioteca Cora Coralina e Casa de Cultura Itajaí recebem projeto de leitura digital para pessoas a partir de 60 anos

 

A Biblioteca Pública Municipal Cora Coralina e a Casa de Cultura Itajaí, ambas de Campinas, recebem, até 4 de março, inscrições de interessados em participar do projeto “Clube de Leitura 6.0”. A iniciativa tem como objetivo oferecer leitura gratuita de livros digitais, rodas de conversas e sessões semanais de biblioterapia em grupo.

Os encontros serão de duas horas. Na primeira parte, as leituras, em voz alta ou individualmente, serão feitas nos tablets fornecidos pelo projeto, e na sequência, serão promovidas as rodas de conversa. Voluntários orientarão os participantes a manusear os aplicativos de leitura em tablets, celulares e computadores.

>> As inscrições são gratuitas, por ordem de chegada, para pessoas a partir de 60 anos. Caso exceda o número de dez vagas em cada unidade, os demais nomes serão colocados em lista de espera.

Encontros e Inscrições

>> Na Biblioteca Pública Municipal Cora Coralina, os encontros acontecerão às quintas, das 9h às 11h, a partir de 5 de março.

As inscrições poderão ser feitas pessoalmente na biblioteca (Espaço Cultural Maria Monteiro, Av. Cardeal Dom Agnelo Rossi, s/n – Vl Padre Anchieta), com Cleudiran Dias, pelo telefone (19) 3282.0024 ou ainda pelo e-mail biblioteca.coracoralina@campinas.sp.gov.br. Na inscrição deve constar o nome completo e o contato.

>> Na Casa de Cultura Itajaí, os encontros serão às quartas, das 14h às 16h, a partir de 4 de março.

Inscrições no próprio local, à Rua Benjamin Moloisi, nº 669 – Conjunto Habitacional Parque Itajaí, com Isabel ou Josefa, ou pelo telefone (19)3221.9312 ou ainda pelo e-mail casadeculturaitajai@campinas.sp.gov.br.

“Clube de Leitura 6.0” é um projeto do Observatório do Livro e da Leitura, de Ribeirão Preto. Em Campinas, tem o apoio da Coordenadoria Setorial de Bibliotecas e Coordenadoria de Ação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura.

Fonte: Portal da RMC

Bibliotecas: saiba onde encontrar diferentes tipos de livros em Presidente Prudente

Desfrute dos materiais periódicos, romances, infantis, teses, TCCs, além da estrutura de pesquisa e estudos oferecidas nos locais

Biblioteca Municipal e Centro de Memória iniciam agendamento de visitas monitoradas

Biblioteca Municipal e Centro de Memória iniciam agendamento de visitas monitoradas

O agendamento de visita monitorada à Biblioteca Municipal pode ser feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone 3887-1684, pelo BiblioZap, serviço de atendimento via aplicativo WhatsApp, cujo número é 99578-6759, e pelo e-mail bibliotecacentral.smc@hortolandia.sp.gov.br. As visitas podem ser feitas em grupo com até 30 pessoas. De acordo com o coordenador da biblioteca, Rafael Antonio da Silva, a visita pode ter um foco mais direcionado e específico, dependendo do interesse de cada grupo.

As visitas monitoradas acontecem às quartas-feiras, em dois horários, das 9h às 11h, e das 14h às 16h. Ao fim da atividade, os visitantes recebem certificado. A biblioteca iniciará as visitas monitoradas no dia 25 de março.

Atualmente, a biblioteca conta com cerca de 5.000 leitores cadastrados e acervo com 17 mil títulos. O acervo pode ser consultado via internet por meio do site http://biblivre.hortolandia.sp.gov.br/Biblivre5/single/. A biblioteca conta ainda com uma sala infantil e com uma lan house. A Biblioteca Municipal “Terezinha França de Mendonça Duarte” fica no piso inferior do Open Shopping, localizado na rua Luiz Camilo de Camargo, 581, região central.

CENTRO DE MEMÓRIA   

Já para os grupos interessados em conhecer o Centro de Memória, o agendamento das visitas monitoradas pode ser feito de terça a sexta-feira das 9h às 10h, das 14h às 15h, e das 19h30 às 20h30, este horário para alunos de EJA (Educação de Jovens e Adultos) e universidades, por meio do telefone 3865-2678. De acordo com a coordenadora do centro, Paula Caetano, as visitas têm duração de cerca de 40 minutos e podem ser feitas por grupos com até 25 pessoas. O centro iniciará as visitas monitoradas na próxima quinta-feira (27/02).

Atualmente, o centro está com a exposição “Sabores de Hortolândia – Uma Mistura de Temperos, Histórias e Culturas”, inaugurada em dezembro do ano passado. A exposição mostra o aspecto histórico-cultural da alimentação. Também são abordados temas como gastronomia e saúde. A exposição tem vídeos relacionados com o tema e uma mesa com potes contendo temperos e especiarias. Outra atrativo da exposição é um cantinho de leitura em homenagem à poetisa goiana Cora Coralina (1889-1985), que também se notabilizou por ser uma doceira talentosa.

O Centro de Memória ocupa o prédio da antiga Estação Ferroviária Jacuba, que foi restaurado pela Prefeitura e inaugurado em 2014. O espaço reúne acervo sobre a história da estação e do município e dispõe de videoteca, biblioteca, mapoteca, fototeca e terminal de consulta digital. O Centro de Memória “Professor Leovigildo Duarte Junior” está localizado na rua Rosa Maestrelo, 2, Vila São Francisco.

Fonte: Prefeitura Municipal de Hortolândia

Alexandria recupera o trono do conhecimento

A construção da biblioteca, promovida pela Unesco, revitalizou a vida cultural da cidade egípcia

Alexandria (Egito)
Esplanada entre as instalações da Biblioteca de Alexandria (Egito).
Esplanada entre as instalações da Biblioteca de Alexandria (Egito).FRÉDÉRIC SOLTAN (GETTY)

A brisa mediterrânea lembra a Corniche (avenida à beira-mar) do seu esplendor milenar como farol do saber. E também da decadência cosmopolita do século passado, que deixou marca na literatura contemporânea. No mesmo passeio marítimo, a nova biblioteca de Alexandria, inaugurada em 2002 graças a uma campanha da Unesco com financiamento internacional, reviveu a vida cultural de uma cidade egípcia de alma grega. Com oito milhões de livros e 1,5 milhão de visitantes por ano, o complexo de salas de leitura, museus especializados, galerias de exposição e centros de convenções é o astro que irradia a revitalização do espírito da cidade. Ao seu redor, orbitam centros estrangeiros e iniciativas privadas.

“A biblioteca é um centro cultural que vai além do mundo do livro”, afirma Hussein Bassir, diretor do museu de antiguidades do complexo, entre uma coleção de papiros do Livro dos Mortos e mosaicos greco-romanos. “Muitas das peças expostas foram encontradas durante as obras de construção do edifício ou em águas do porto aqui perto. Em cinco minutos, é possível contemplar 5.000 anos de história”, diz este especialista em egiptologia formado com o ex-ministro de Antiguidades Zahi Hawass, que recentemente gerou uma controvérsia sobre a conservação do templo de Debod em Madri, um dos poucos monumentos arquitectônicos núbio-egípcios que podem ser vistos fora do país. Bassir acredita que a tumba perdida de Cleópatra deve estar perto da biblioteca, em algum lugar da enseada marinha, mas descarta que o legendário farol de Alexandria possa ser recuperado.

Distante do caráter desértico da capital, apesar da proximidade, Alexandria tem uma vida cotidiana que flui longe da tensão e do caos da megalópole do Nilo. Provinciana, embora rodeada do halo de história que ainda se desprende da primeira biblioteca, do século III antes de Cristo, incendiada, reconstruída e reduzida finalmente a escombros. Seu renascimento persegue hoje o mesmo objetivo: condensar o saber da humanidade.

Sob a clara luz da nave de arquitetura grega (hipostilo) com colunas papiriformes que acompanham o traçado do edifício – um disco solar inclinado –, a grandiosa sala de leitura (2.500 lugares) oferece a rara harmonia de mostrar as peças a um público da geração pós-Primavera Árabe numa estrutura de design nórdico, com as últimas tecnologias de documentação.

“Estamos avançando rumo à digitalização de todos os volumes da biblioteca”, explica Aiten Bashar, gerente de relações públicas. “Até agora já superamos 28% do índice de textos”, afirma, enquanto mostra na tela a reprodução das lâminas de um belo livro de gravuras da expedição de Napoleão ao Egito em 1798.

O museu de manuscritos e reproduções é o sancta sanctorum da nova biblioteca de Alexandria. Suas salas abrigam a única cópia conservada de um dos 700.000 rolos com textos culturais e científicos que faziam parte de sua coleção clássica.

Em seu catálogo figuram agora as obras do escritor britânico Lawrence Durrell, autor de O Quarteto de Alexandria, que descreve a atmosfera cosmopolita que precedeu a II Guerra Mundial, e Konstantínos Kaváfis, o autor greco-otomano que passou os últimos 25 anos de vida na cidade egípcia. Nas palavras de Mario Vargas-Llosa, o poeta de Ítaca criou com sua obra “outro mundo sobre o sedimento histórico” alexandrino.

A rua onde se ergue a casa que ele habitou – transformada num museu em sua memória – leva hoje seu nome. “O Egito está começando a descobrir Kafávis”, diz na velha construção Stavoula Spanudi, diretora da Fundação de Cultura Helênica de Alexandria. Ao seu lado, Salma Sultán, estudante de Medicina de 24 anos, fica surpresa ao conhecer o poeta que presumivelmente concebeu À Espera dos Bárbaros neste mesmo lugar. “Não estudamos sua obra em nossos livros de texto”, admite.

Também no centro histórico, num antigo palacete italiano, situa-se a sede local do Instituto Cervantes. Sua diretora, a jornalista e escritora Silvia Grijalba, constata o renascimento cultural que a nova biblioteca representou para Alexandria. “Ano passado, inauguramos a biblioteca Jaime Gil de Biedma em nosso centro”, afirma, “e nesta primavera pretendemos organizar um festival de poesia mediterrânea.”

Há apenas uma semana, a professora grega Stella Voutsa concluiu no mesmo palacete um ciclo cultural com seu estudo sobre o paralelismo entre Kaváfis e Gil de Biedma. “O hedonismo, a angústia pela passagem do tempo e a cidade como paisagem em suas respectivas poesias são alguns traços em comum”, resume esta hispanista doutorada em Salamanca. “Vim para reconstruir (…) essas províncias melancólicas que o velho [Kaváfis] via repletas das ‘ruínas sombrias’ de sua vida”, escreveu Durrell no prefácio de Justine, primeiro volume de sua tetralogia alexandrina, um quarto de século depois da morte do poeta.

Fonte: EL PAÍS

Biblioteca Prof. Nelson Foot recebe doação de livros em italiano

Em celebração ao Dia Nacional do Imigrante Italiano, a Biblioteca Municipal Professor Nelson Foot, passa a disponibilizar 103 novos livros e mapas sobre a cultura e língua italianas ao usuários. Os exemplares foram doados pelo Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro (ICIB), parceiro da Prefeitura de Jundiaí e do Consulado Italiano de São Paulo, na capacitação dos professores da rede municipal de ensino para a oferta da língua aos alunos jundiaienses.

Os livros estão disponíveis para consulta e empréstimo aos usuários.  Os materiais também foram disponibilizados para as 19 Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) que contam com as aulas de italiano iniciadas no ano passado. A iniciativa faz parte do Programa Escola Inovadora, criado nesta gestão para fortalecer o ensino municipal com investimentos em três pilares: melhoria da ambiência das escolas, capacitação dos professores e ensino inovador.

Acervo de italiano foi doado para o acervo da Biblioteca pelo ICIB

Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ

Fonte: Prefeitura de Jundiaí

A maior biblioteca da Turquia será totalmente adaptada para pessoas com deficiência

O edifício tem capacidade para 5.000 pessoas, estará aberto ao público 24 horas e terá 4 milhões de livros impressos.

A maior biblioteca da Turquia será totalmente adaptada para pessoas com deficiência

AA – A maior biblioteca da Turquia, inaugurada quinta-feira na capital, Ankara, terá 4 milhões de livros impressos e oferecerá serviços totalmente adaptados para pessoas com deficiência, desde o estacionamento até o interior da biblioteca.

O projeto da Biblioteca Nacional foi liderado pelo presidente turco Recep Tayyip Erdogan e foi realizado através de intensos esforços nos quais contribuíram os principais intelectuais, bibliotecários, ONGs e grupos turcos que representam os menos favorecidos.

“Turkcell (principal operadora de telefonia móvel da Turquia) preparou uma sala de tecnologia para usuários com deficiência visual. Além disso, o trabalho está sendo feito em outra sala de tecnologia da Turk Telecom (operadora de telefonia móvel) para usuários com deficiência visual e auditiva”, disse à Agência Anadolu Ayhan Tuglu, chefe do departamento de bibliotecas presidenciais.

” Nossa biblioteca é adaptado para pessoas com deficiência desde a primeira entrada para o interior da biblioteca. Carros para transporte de pessoas com deficiência estarão disponíveis. Um usuário de cadeira de rodas pode chegar facilmente à biblioteca”, disse Tuglu.

” A maior biblioteca da Turquia era a Biblioteca. National, que foi construída em 45.000 m2 (de terreno). A nova biblioteca tem 125.000 m2”, acrescentou Tuglu.

Milhões de livros impressos

A biblioteca é a maior da Turquia não apenas em termos de capacidade física, mas também em número de livros.

“Possui 4 milhões de livros impressos, mais de 120 milhões de edições eletrônicas e 550.000 livros eletrônicos e coleções raras”, disse Tuglu, que acrescentou que o arquivo de áudio da emissora nacional TRT, que tem 1,2 milhão de áudios , também estará disponível para os usuários.

Nas prateleiras, que se alinhadas cobririam cerca de 201 km, existem livros publicados em 134 idiomas diferentes e 120 milhões de artigos e relatórios.

Localizada dentro do complexo presidencial, a biblioteca tem capacidade para 5.000 pessoas e estará aberta ao público 24 horas por dia.

Tuglu disse que a nova biblioteca está decorada com motivos tradicionais seljúcidas, otomanos e contemporâneos.

Com suas ricas coleções de livros e serviços para visitantes, espera-se que a biblioteca se torne um centro de pesquisa de renome mundial.

Biblioteca infantil e juvenil

A Biblioteca Infantil Nasreddin Hodja estará disponível para visitantes de 5 a 10 anos, e aqueles de 10 a 15 anos poderão usar a Biblioteca da Juventude. Haverá também mini-bibliotecas separadas, focadas em multimídia, livros raros e pesquisa.

Os visitantes terão a oportunidade de aprender sobre a história clássica turca, graças aos departamentos sobre a história de Seljuks e Anatólia.

Sala Cihannuma

A biblioteca também possui uma sala especial chamada Cihannuma (atlas mundial). Existem 16 colunas na sala que representam os estados turcos que foram fundados ao longo da história.

O lounge está pronto para os visitantes com uma coleção de 200.000 livros em uma área de 3.500 m2.

Além disso, citações do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos, sobre a importância da leitura e da escrita estão escritas na cúpula da sala.

Em colaboração com o Ministério das Relações Exteriores, dezenas de livros de todos os países onde a Turquia tem uma missão diplomática foram levados para a biblioteca. Esses livros estarão disponíveis na Biblioteca Mundial, localizada dentro do Cihannuma Hall.

Embaixadores e representantes de países como Uzbequistão, Chile, China, França e Bielorrússia visitaram pessoalmente o complexo presidencial e gentilmente doaram livros que mais tarde foram adicionados ao arquivo da biblioteca.

Em particular, o presidente francês Emmanuel Macron nomeou um enviado especial e disse que as bibliotecas nacionais turcas e francesas poderiam colaborar no campo da literatura.

A biblioteca também é projetada para ser um centro educacional ao longo da vida, onde visitantes, crianças ou adultos, podem receber cursos sobre inteligência artificial, segurança cibernética, realidade aumentada e codificação (AA)

Fonte: TRT

Bibliotecas físicas e virtuais ampliam conhecimentos dos alunos Unifev

Instituição disponibiliza cerca de 100 mil títulos, entre livros e periódicos; exemplares são abertos à população para consultas e estudos in loco

Com um acervo de 100 mil livros e periódicos, os espaços físicos estão instalados no Campus Centro, na Cidade Universitária e no Espaço Unifev (Foto: Unifev)

Na vida acadêmica, ter acesso contínuo à informação e a novos conteúdos é fator fundamental para o desenvolvimento dos estudantes e fomentação da pesquisa científica. Para um aprendizado completo, os alunos da Unifev têm à sua disposição não só bibliotecas físicas, como também virtuais.

Com acervo de 100 mil livros e periódicos, os espaçoes físicos estão instalados no Campus Centro, na Cidade Universitária e no Espaço Unifev Saúde (anexo à Santa Casa de Votuporanga). Os empréstimos são feitos aos estudantes e colaboradores da Unifev e do Colégio Unifev, além de estarem disponíveis à população para estudos e consultas in loco.

Como forma de otimizar o tempo de pesquisa e facilitar o acesso à informação, a UNIFEV possui convênio com duas bibliotecas virtuais: a Pearson Education e a Saraiva Jur.

A Biblioteca Virtual Universitária (BVU) da Person, por exemplo, oferece mais de 4 mil títulos em sua plataforma, com obras que abordam diversas áreas do conhecimento, tais como Administração, Direito, Educação, Enfermagem, Gastronomia, Letras, Marketing e Medicina, entre outras. Já a Saraiva Jur á direcionada às áreas de doutrina, legislação e concursos, oferecendo livrios a profissionais e estudantes de Direito.

Para a Pró-Reitoria Acadêmica, Profa. Dra. Encarnação Manzano, os acervos bibliográficos, sejam eles tradicionais ou virtuais, são de fundamental importância para o cotidiano universitário, uma vez que influenciam a qualidade de educação ofertada pela Instituição.

“Entendemos que a vida acadêmica não se restringe às anotações e conteúdos trabalhados em sala. As bibliotecas devem ser uma continuidade das aulas, com um ambiente acolhedor e enriquecido de cultura. Por isso, a UNIFEV está sempre inovando e investindo nesse quesito”, completou.

Para realizar consultas online às obras e periódicos disponíveis, bem como obter mais informações sobre as bibliiotecas da Unifev, basta acessar o site: www.unifev.edu.br/bibliotecas

Fonte: A Cidade – O Jornal de Votuporanga

CE01/2020 – Soluções de acondicionamento para documentos de arquivo e acervo bibliográfico

Curso especial em 4 (quatro) módulos.

Vagas: 25 (vinte e cinco). Quórum mínimo para o curso ser realizado: 15 (quinze) alunos inscritos na Opção 1.

Local: Associação de Arquivistas de São Paulo (Av. Prof. Lineu Prestes, 338 – térreo, Sala N – Prédio do Departamento de História da USP, Butantã)

Docente: Fernanda Brito (Lattes: http://lattes.cnpq.br/5008305763502646)

O curso “Soluções de acondicionamento para documentos de arquivo e acervo bibliográfico” foi pensado tanto para o profissional que atua em arquivos, bibliotecas, centros de documentação, centros de memória, museus e em outras instituições de documentação, quanto para estudantes de graduação, pós-graduação, cursos técnicos de Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia, Arquitetura, além de História, Ciências Sociais, Administração etc., e também para pessoas interessadas em realizar o acondicionamento de seus documentos e/ou livros produzidos em suportes, formatos e tamanhos diferentes. Está estruturado em 4 (quatro) módulos independentes, que poderão ser adquiridos em conjunto ou individualmente.

Mais informações e inscrições: ARQ-SP

¿Que características tiene un catálogo de biblioteca próxima generación?

3d laptop, magnifying glass and computer files

 

Defining the Next-Generation Catalog. En Cap. 3. de “Analyzing the Next-Generation Catalog Andrew Nagy Library Technology Reports alatechsource.org October 2011

Texto completo

En este capítulo se define las características del catálogo de próxima generación (NGC) y se examinan brevemente algunos de los productos del mercado. Aunque las característica de los nuevos sistemas parecen bien definidas, sin embargo las funcionalidades sólo cumplen una parte muy limitada de las expectativas.

El término catálogo de próxima generación (NGC) se hizo omnipresente en el mundo de la bibliotecas con la fundación de las lista de correo NGC4Lib. Eric Lease Morgan de la Universidad de Notre Dame fundó esta lista de correo con el fin de crear un canal de discusión sobre el tema de la próxima generación de catálogos de acceso público en línea (OPAC) para las bibliotecas.

Morgan señaló cuatro principios que definen el NGC en un anuncio titulado “Catálogo de la biblioteca de próxima generación”. Estos cuatro principios son los siguientes:

– No es un catálogo.
– Evita usar múltiples bases de datos.
– Se trata de una plataforma de servicios más allá de la búsqueda resultados.
– Se construye usando fuentes abiertas.

Los proveedores de sistemas bibliotecarios y las comunidades de código abierto han proporcionado soluciones que parecen satisfacer estas necesidades, pero a medida que se analizan más a fondo las soluciones, está claro que sólo tocan la superficie de estas necesidades. Parece evidente que las soluciones NGC que se han utilizado en las bibliotecas no cumplen estos cuatro principios.

Principio 1: No es un catálogo.

Un catálogo típico de  próxima generación es más que un simple catálogo, muchos de estos productos proporcionan la posibilidad de buscar más allá de sólo los registros bibliográficos de la ILS, tales como colecciones digitales producidas por la institución o datos de acceso abierto seleccionados de repositorios de acceso abierto.

Algunas de estas soluciones han incluido la posibilidad de recolectar repositorios basados en el protocolo OAI-PHM para incluir contenido adicionales en el índice. Sin embargo, esto todavía lo hace de manera muy limitada. Así, los catálogos de próxima generación (NGC) no desdibujan esos límites haciendo que la distinción entre unos recursos y otros sea aún más difícil de distinguir para el usuario general.

Principio 2: Evita usar bases de datos múltiples.

Mientras que el NGC en general ha evitado las bases de datos múltiples, muchos han incorporado la búsqueda federada para proporcionar un mayor nivel de acceso. El NGC fue pensado como el paradigma de caja de búsqueda única con el que las bibliotecas han estado soñando; sin embargo, la búsqueda federada sólo exacerbó el problema al crear una interfaz menos conveniente y menos simple que fue uno de los factores clave para la invención del catálogo de nueva generación. Una sola base de datos es clave para proporcionar una interfaz simple, lo que nos lleva de vuelta a los fallos en el Principio 1. Muchas soluciones de catálogo de nueva generación han intentado ser más que un simple catálogo incorporando contenido adicional, pero al hacerlo han integrado la búsqueda federada, con lo que no se cumple el Principio 2

Principio 3: Es una plataforma de servicios más allá de la búsqeda de resultados.

Muchas soluciones de NGC han funcionado muy bien con este principio. La interfaz y la funcionalidad han sido diseñadas para trabajar con el conjunto de resultados y proporcionar servicios a su alrededor. Por ejemplo, la incorporación de la navegación facetada permite al usuario modificar los resultados mediante el uso de filtros. Muchas soluciones NGC proporcionan funcionalidad de recomendación así como la capacidad de compartir resultados en un entorno más social y ampliar la investigación a entidades externas como Google o Wikipedia. Debido a los fracasos de los Principios 1 y 2, estos servicios siguen siendo bastante inexactos y se centran en las colecciones más pequeñas representadas en el NGC.

Principio 4: Se construye usando fuentes abiertas.

Aquí hay otra área donde las soluciones de NGC han brillado. Muchas han sido construidas a partir de tecnología de código abierto y han incorporado funcionalidad para incluir contenido de acceso abierto. Dos soluciones, VuFind y Blacklight, están disponibles bajo una licencia de código abierto, lo que permite que sean descargadas e instaladas sin costo alguno. Por supuesto, me refiero al costo financiero directo y no el personal y los recursos de costo “gratis”. La utilización de la tecnología de código abierto es una gran manera de que el vendedor del producto reduzca el costo y se apoye en una plataforma que otras organizaciones similares también están aprovechando.

Por ejemplo, consideremos el ampliamente popular Apache Solr y Apache Lucene, una plataforma de búsqueda y un motor de indexación respectivamente. Estos dos productos de código abierto se han vuelto extremadamente populares en el mercado de las bibliotecas y se puede encontrar en casi todos los productos del mercado de NGC. Como estos las tecnologías continúan evolucionando y mejorando, así como las soluciones que se construyen alrededor de ellos.

Ha habido un fracaso en torno a este principio, Sin embargo, el NGC no ha facilitado la apertura de compartir el contenido de una manera conveniente. Ningún NGC en el mercado hoy en día proporciona un proceso de intercambio abierto de registros MARC. Una fuente de solución abierta, SOPAC, desarrollada por John Blyberg de la Biblioteca Pública de Darién, ha asumido el papel de ser un motor de colaboración de etiquetas sociales. Uno biblioteca con SOPAC puede agrupar y compartir etiquetas en registros en sus colecciones con otras bibliotecas que están usando SOPAC. Este es un gran modelo que parece que ha tenido poca adopción; sin embargo, un nuevo producto comercial, BiblioCommons, parece ser indicado a experimentar con este enfoque más allá. Este concepto de las bibliotecas que comparten recursos y servicios parece como una propuesta muy valiosa que merece más investigación e inversión. Por último, mientras que un El típico NGC utiliza contenido y código abierto no es capaz de proporcionar acceso a todos las vastas colecciones de contenido de acceso abierto.

Las recomendaciones se están convirtiendo en parte integrante de los sistemas de descubrimiento. Amazon.com es conocido por utilizar este enfoque para ayudar a aumentar la visibilidad de sus productos y ventas; de manera similar, las bibliotecas han estado adoptando este modelo para ampliar la exposición de sus colecciones. Este camino me permite navegar por la línea de productos y llegar directamente a lo que estoy buscando. No tengo para pensar en los términos de búsqueda por adelantado pero soy capaz de navegar la taxonomía de los términos de manera jerárquica para encontrar exactamente lo que quiero de una manera muy intuitiva.

Fonte: Universo Abierto

Michelle muda de ideia e não quer mais sala com banheiro privativo na biblioteca do Planalto

A biblioteca presidencial sendo desmontada para montagem de gabinete de Michelle Bolsonaro (Montagem)

Após a repercussão negativa da mudança, a primeira-dama resolveu voltar atrás

Após a repercussão negativa, a primeira-dama Michelle Bolsonaro resolveu desistir da nova sala e pediu uma outra para abrigar a equipe do programa Pátria Voluntária, coordenado por ela.

A tradicional biblioteca da Presidência da República, localizada no anexo I do Palácio, estava sendo preparada para receber a equipe do programa Pátria Voluntária, coordenado por Michelle.

Ela se reuniu com o ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, responsável pela biblioteca, e pediu que sua equipe fosse alocada em outro espaço.

O valor gasto com a reforma não foi informado pela assessoria da Presidência da República, que em julho do ano passado gastou R$ 328,8 mil em dinheiro público na montagem e decoração de um gabinete para a primeira-dama no bloco A da Esplanada dos Ministérios.

De acordo com assessores do Planalto, um novo local está sendo providenciado para abrigar a primeira-dama e sua equipe. Entre as áreas mais cotadas está do Programa de Parcerias de Investimentos, o PPI, que migrou para o Ministério da Economia.

Com isso, a biblioteca deve voltar a ter seu tamanho original.‌

Com informações da coluna de Bela Megale

Fonte: Revista Fórum

Inteligência artificial agiliza busca pela inovação em biblioteca

Na Faculdade de Odontologia da USP, projeto torna a biblioteca um ponto de partida para inovações nas diversas áreas do conhecimento

Texto por Antonio Carlos Quinto

Biblioteca da Faculdade de Odontologia (FO-USP) onde vem sendo implementado o sistema CRAI – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Ao contrário de perderem importância, as bibliotecas ganham ainda mais com as novas tecnologias. Na Faculdade de Odontologia (FO) da USP, um projeto vem refinando as buscas por conhecimento por meio da utilização de um sistema de Inteligência Artificial (IA). Denominado Centro de Recursos de Aprendizagem e Investigação (CRAI), a iniciativa simplifica o caminho para se encontrar a inovação em qualquer área do conhecimento. Um software de IA, denominado provisoriamente como Minerador de Inovação, cruza informações e gera dados e relatórios sobre toda a produção científica catalogada numa determinada biblioteca. Um dos grandes diferenciais do Minerador é permitir a busca por termos da linguagem natural humana, e não só por palavras-chave, como é comum em sistemas de bibliotecas.

Moacyr Domingos Novelli: gerando mais conhecimento – Foto Marcos Santos/USP Imagens
O professor da FO Moacyr Novelli, que coordena o trabalho, diz que ele ainda não está de todo concluído, mas já pode ser utilizado. “Estamos desenvolvendo agora uma interface amigável que facilitará os processos de navegação da ferramenta”, informa o professor Celso Massatoshi Furukawa, da Escola Politécnica (Poli) da USP, que é parceiro do projeto CRAI. A coordenadora da Biblioteca da FO e doutora em Ciência da Informação Lúcia Maria Sebastiana Verônica Costa Ramos também integra a equipe de implementação.
Celso Massatoshi Furukawa, da Poli, que é parceiro do projeto CRAI – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A busca pela inovação com o uso da IA se dá pela utilização de uma série de ferramentas e conceitos de bibliometria. Para viabilizar o funcionamento do CRAI, o professor Novelli e sua equipe indexaram 60.400 teses de doutorado de toda a USP. Só da FO foram 1.600. “As teses de doutorado espelham toda a vocação da Universidade. É o documento mais confiável em termos do que a USP vem produzindo”, descreve o professor.

No Sistema Integrado de Bibliotecas (SiBi) da USP existe um acervo eletrônico de mais de 11 milhões de títulos, com informações digitalizadas de um acervo físico composto de mais de 8 milhões de títulos. O objetivo foi desenvolver um aplicativo para processamento desses dados e construir novos conceitos e ideias a partir da tabulação cruzada dessas informações”, descreve Novelli.

De acordo com o professor, com o software de IA haverá uma mudança nas rotinas de uma biblioteca, que servirá não só como local de busca e de registro de informações, mas apresentará possibilidades de interações, dados e textos aos usuários, gerando sugestões de inovações.

Envelhecer sorrindo

Mas de que maneira, por meio de tantas informações que constituem um acervo imenso como o de uma biblioteca, será possível detectar algum tipo de inovação? Na prática, o novo software minerador de dados vai gerar, a partir de uma pesquisa, informações cruzadas que permitam visualizar as ocorrências entre termos de uma busca.

Exemplificando: se o usuário buscar por “capim mombaça” e “celular android”, o minerador de dados apresentará um gráfico das teses de doutorado que tratam dos dois temas. Aparentemente distintos, certamente haverá ligações entre os termos e serão apresentadas pesquisas de diversas áreas do conhecimento. “À medida que as ligações se mostrarem cada vez mais distantes ou isoladas, significa que estamos diante de possíveis inovações”, descreve Novelli.

Com base nos resultados até o momento obtidos, vem sendo realizada no CRAI a articulação das informações de um serviço de extensão destinado a pacientes da FO da USP, a ONG Envelhecer Sorrindo.

Equipe do CRAI. A partir da esquerda: Celso Furukawa, Moacyr Novelli, Lúcia Ramos e Robson Brandão – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A iniciativa, que já existe há 20 anos, fornece atendimento multidisciplinar a idosos que necessitam de prótese total. O serviço vai desde atendimento odontológico, psicológico e fisioterápico até fonoaudiológico e nutricional. Segundo o professor Novelli, serão coletadas informações dos prontuários de pacientes, de imagens clínicas e de aparelhos protéticos. Esse material será articulado com os textos das teses da FO e de outras unidades da USP que tratem de temas correlatos. “Toda essas informações serão enviadas ao software de IA, que nos retornará dados que apontem para possíveis inovações”, descreve o coordenador.

Furukawa e Novelli já propuseram a implantação de um CRAI também na biblioteca Prof. Dr. Alfredo Gandolfo, que fica no prédio das Engenharias Mecânica, Mecatrônica e Naval, da Poli. Segundo Furukawa, a proposta é incluir serviços pedagógicos e recursos tecnológicos, com instrumentos e equipamentos que permitam aos alunos desenvolverem pesquisas próprias e explorar ideias inovadoras.

“A ideia é fazer da pesquisa científica um instrumento de formação e fomentar iniciativas inovadoras e empreendedoras dos alunos”, descreve o professor da Poli. Dentre diversas iniciativas propostas, está a criação de revistas estudantis para incentivar os alunos a publicarem os resultados de seus trabalhos e assim adquirir experiência na escrita de artigos técnico-científicos. “Na Poli já criamos a Mecatrone”, destaca Furukawa. A publicação eletrônica está hospedada no Portal de Revistas da USP desde 2015. A proposta é que o Minerador esteja disponível em todas as bibliotecas da USP quando estiver pronto, mesmo naquelas que ainda não utilizarem o sistema CRAI.

Fonte: Jornal da USP

Conselho de Biblioteconomia aciona CGU para impedir Michelle Bolsonaro de ocupar Biblioteca da Presidência

Conselho Federal de Biblioteconomia acionou a CGU sobre a responsabilidade resultante do risco da perda ou danos causados ao acervo da Biblioteca da Presidência da República, que está tendo seu espaço reduzido para abrigar uma sala, destinada a receber a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e a equipe do programa Pátria Voluntária

Bolsonaro desmonta biblioteca do Planalto.Bolsonaro desmonta biblioteca do Planalto. (Foto: Divulgação)

247 – O Conselho Federal de Biblioteconomia irá questionar junto à Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a responsabilidade resultante do risco da perda ou danos ao acervo da Biblioteca da Presidência da República, que contabiliza mais de 42 mil itens e 3 mil discursos de presidentes que datam desde o início da República. O local está tendo seu espaço reduzido para abrigar uma sala, que terá até banheiro privativo, destinadaa   receber a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ea equipe do programa Pátria Voluntária.

Segundo a coluna da jornalista Samanta Sallum, a primeira reação veio do Conselho Regional da 1ª Região que ressaltou os riscos aos documentos e registros históricos da Biblioteca da Presidência da República empilhados indevidamente nos corredores do Palácio do Planalto. Logo em seguida, o Conselho Federal também questionou o fato por meio de um ofício à CGU.

“Sem se preocuparem com essa instituição centenária, responsável pela memória de todos os Presidentes do nosso país, com um acervo atualizadíssimo de mais de 33 mil volumes, decidiram reduzir o espaço pela metade, deixando o acervo fechado e eliminando todos os espaços de convivência, estudo e leitura que estavam acessíveis para a população”, destaca o texto. Para o biblioteconomista e presidente do Conselho, Fábio Lima Cordeiro, “o prejuízo para a memória do país já se sabe, será alto.

Fonte: Brasil 247

Conselho protesta contra ocupação da Biblioteca da Presidência por Michelle

O Conselho Federal de Biblioteconomia vai cobrar da Controladoria-Geral da União (CGU) de quem será a responsabilidade pelo risco de dano e perda do acervo da Biblioteca da Presidência da República, com 42 mil itens e 3 mil discursos presidenciais.

A primeira reação veio do Conselho Regional da 1ª Região, que afirmou que estão em grave risco documentos e registros históricos da Biblioteca da Presidência da República.

O órgão reagiu em protesto à redução do espaço e ao fato de muitos livros estarem empilhados indevidamente nos corredores do Planalto.  Foram desalojados por causa de uma obra para abrigar o novo escritório de trabalho da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

“Sem se preocuparem com essa instituição centenária, responsável pela memória de todos os Presidentes do nosso país, com um acervo atualizadíssimo de mais de 33 mil volumes, decidiram reduzir o espaço pela metade, deixando o acervo fechado e eliminando todos os espaços de convivência, estudo e leitura que estavam acessíveis para a população”, critica a direção do Conselho.

O espaço será reformado para abrigar os assessores do Programa Pátria Voluntária, da primeira-dama — antes eles ocupavam um gabinete recém-reformado no Ministério da Cidadania —, que custou mais de 300 mil reais de recursos públicos.  Mas a estrutura vai ser agora transferida ao Planalto para que a primeira -dama trabalhe mais perto do presidente.

Não se sabe ainda o valor dos gastos para a reforma do espaço no Anexo I do Palácio do Planalto. “Mas o prejuízo para a memória do país já se sabe, será alto”, afirma o presidente do Conselho, o biblioteconomista Fábio Lima Cordeiro.

O órgão ressalta que  “as bibliotecas presidenciais em todos os países atuam como entidades que visam preservar a memória e o legado do tempo de um presidente em exercício. Estão abertas ao público e disponibilizam os registros de um governo a pesquisadores, historiadores e a qualquer pessoa interessada em saber como aquele governo funcionou, independentemente de qualquer questão partidária ou ideológica”.

A Biblioteca da Presidência da República do Brasil reúne e documenta registros governamentais e históricos, discursos e fotos oficiais dos ex-presidentes brasileiros.

Banana e besteira

Diante da polêmica, o presidente Bolsonaro afirmou que a imprensa  “se preocupa com besteira” “e que nenhum livro será jogado fora com as mudanças na biblioteca”.

“Nenhum livro vai embora, vai ficar tudo lá. A primeira-dama faz um trabalho de graça para o Brasil todo. Em vez de vocês elogiarem, vocês criticam. Tenha santa paciência”, retrucou.

Bolsonaro repetiu o gesto de dar uma banana à imprensa ao falar sobre o assunto. “A biblioteca teve uma pequena diminuição, então, estão descendo a lenha porque vai diminuir, em vez de elogiar a primeira-dama”, completou. “Quem age dessa maneira merece outra banana.”

Fonte: Congresso em Foco

Biblioteca da Presidência passa por obra para abrigar equipe da primeira-dama e perde espaço

Por TV Globo — Brasília

Biblioteca da Presidência perde espaço para receber equipe coordenada pela primeira-dama

A tradicional biblioteca da Presidência da República, em Brasília, está perdendo espaço para receber a equipe coordenada pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

A biblioteca fica em um prédio anexo ao Palácio do Planalto, ao lado da vice-presidência. Reportagem publicada na edição de “O Globo” na internet mostra que o espaço será reduzido pela metade.

Segundo a reportagem, essa é a segunda vez que o governo federal banca uma reforma para abrigar Michelle Bolsonaro e sua equipe na Esplanada. Há sete meses, foram gastos R$ 330 mil em obras no Ministério da Cidadania para adaptar salas para a primeira-dama e servidoras do Pátria Voluntária.

O Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado – o Pátria Voluntária – foi criado em julho. Tem por objetivo promover, valorizar e integrar o trabalho voluntário no país. Era ligado ao Ministério da Cidadania, mas em dezembro passou para a Casa Civil. Por isso, a transferência para o Palácio do Planalto.

A biblioteca da Presidência foi criada no governo do presidente Wenceslau Brás, entre 1914 e 1918, quando a sede do governo ainda era no Rio de Janeiro. Com a construção de Brasília, primeiro foi instalada no prédio principal do Planalto, mas em 1979 foi transferida para o anexo.

Tem um acervo de 42 mil itens – três mil discursos de presidentes da República, obras de direito, economia e administração. É aberta ao público de segunda a sexta-feira.

O presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia, Fabio Cordeito, conta que esteve na biblioteca. E que viu o andamento das obras. Ele disse que conversou com servidores e foi informado que o acervo está acomodado no novo espaço. Mas a área disponível ao público terá de ser reduzida. Para Fabio Cordeiro, a preocupação é com o futuro da biblioteca.

“O risco de diminuir de tamanho é porque uma biblioteca é um organismo em crescimento, então ela tem que ter espaço para garantir que os acervos futuros caibam nesse espaço físico. Então, a medida que os governos forem passando, novas políticas vão sendo criadas, políticas precisam ser preservadas para a história do país e para memória institucional de todo o governo”, disse.

Em nota, a Secretaria- Geral da Presidência informou que “a biblioteca da Presidência da República, inclusive em razão de sua relevância institucional, vem passando por um permanente processo de modernização”, e que “no que se refere às recentes alterações do espaço físico destinado à biblioteca da Presidência da República, é importante registrar, primeiramente, que 100% do acervo físico será preservado, em condições técnicas adequadas.”

“Ainda a esse respeito”, diz a nota, “cabe esclarecer que havia em torno de 40% de espaço não utilizado nas estantes da biblioteca, de forma que, mesmo com as alterações promovidas, ainda restará margem para ampliação do acervo.”

A Secretaria informou também que “por outro lado, essas mudanças também visam otimizar os espaços físicos da Presidência, permitindo que outras atividades relevantes possam ser desempenhadas pelos seus servidores.”

A reação do presidente Bolsonaro destoou do tom sóbrio da nota da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Depois de afirmar que a primeira-dama fará trabalho gratuito em prol dos deficientes, fez um gesto agressivo contra os repórteres.

“Estão descendo a lenha que a biblioteca vai diminuir. Em vez de elogiar a primeira-dama, ficam criticando”, disse. “Quem age dessa maneira merece outra banana”, afirmou o presidente.

Leia a íntegra da nota da Secretaria-Geral da Presidência:

“A Biblioteca da Presidência da República, inclusive em razão de sua relevância institucional, vem passando por um permanente processo de modernização.

Nesse sentido, ressalta-se que os acervos presidenciais, como discursos e fotografias, já se encontram em formato digital, acessível pela página biblioteca.presidencia.gov.br, contendo todo material histórico presidencial.

Essa digitalização do acervo de ex-presidentes da República foi a primeira etapa, já concluída e institucionalizada, do processo de modernização institucional. Na sequência, pretende-se, em parceria com a Imprensa Nacional (IN), concluir a digitalização de todos os diários oficiais já circulados, o que ensejaria, em um segundo momento, a possibilidade de deslocamento do respectivo acervo da PR para compor o Museu da IN.

No que se refere às recentes alterações do espaço físico destinado à Biblioteca da Presidência da República, é importante registrar, primeiramente, que 100% do acervo físico será preservado, em condições técnicas adequadas.

Ainda a esse respeito, cabe esclarecer que havia em torno de 40% de espaço não utilizado nas estantes da Biblioteca, de forma que , mesmo com as alterações promovidas, ainda restará margem para ampliação do acervo.

Ademais, havia mais de 100 m2 destinados à área administrativa da biblioteca, que agora será ajustado à real necessidade dessas atividades.

A intenção da Administração da PR é seguir modernizando a Biblioteca, inclusive com a inserção de novas tecnologias que permitam maior acesso da população e dos servidores.

Por outro lado, essas mudanças também visam otimizar os espaços físicos da PR, permitindo que outras atividades relevantes possam ser desempenhadas pelos seus servidores.”

Fonte: G1

Conselho de Biblioteconomia critica redução da biblioteca da Presidência da República

A tradicional biblioteca, criada no governo do presidente Wenceslau Brás, entre 1914 e 1918, está perdendo espaço para receber a equipe coordenada pela primeira-dama, Michelle Bolsonaro

¿Qué es hacer Clipping?

Los profesionales de las relaciones públicas y prensa se enfocan cada vez más en hacer un seguimiento inmediato de la cobertura de los medios tradicionales y no tradicionales, así como de cualquier otra información que afecte la reputación corporativa o imagen de marca o vender un político.

Con el auge de Internet y la proliferación de los nuevos medios digitales, los responsables de comunicación tienen, a un solo clic, mucha información. Datos que bien utilizados permiten:

• Controlar el entorno

• Anticipar una futura crisis de reputación

• Detectar oportunidades

• Definir estrategias

• Identificar influencers

Podríamos seguir enumerando funcionalidades pero con esto ya nos hacemos una idea de la necesidad de utilizar el clipping para ir más allá del seguimiento de la marca.

Clipping es una voz inglesa que se traduce como recorte. En español se utiliza clipping o press clipping para designar la actividad de seleccionar los artículos o recortes de prensa en los que una empresa determinada ha aparecido en forma de noticia.

Con el actual desarrollo de los medios informativos, en la era de la sociedad de la información, el clipping se puede realizar ya no solo en formato papel, sino también digitalizado. La importancia de esta acción de comunicación se ve incrementada con el desarrollo de Internet y la aparición del fenómeno Blog.

En los albores de Internet era menos determinante el control de estos parámetros en las organizaciones, pero según estudios de diversas universidades estadounidenses, el clipping es hoy una de las principales labores de los departamentos y empresas de comunicación.

Cada aparición en prensa tiene un precio. Una noticia no es lo mismo que un anuncio, sin embargo ocupa tiempo en televisión y radio, espacio en la prensa e internet… Es por ello que las organizaciones encaminan sus esfuerzos a las relaciones públicas como motor capaz de generar apariciones en los medios de comunicación.

El clipping, como recolector de todas esas apariciones, permite igualar la cifra de esas apariciones sobre la tarifa publicitaria, y por tanto calcular el valor monetario de la aparición. Sin embargo, existen valores añadidos relativos a no ser un anuncio sino una noticia.

Desde los círculos académicos se señala el background publicitario que posee el ciudadano como un handicap de la publicidad, frente a la noticia que redacta el periodista; figura que aparece ante el ciudadano relacionada con el progreso, la veracidad, el derecho de información, la libertad de expresión.

TIPS
Crear un plan para el monitoreo en redes sociales
Decidir por qué se va a monitorear (atención al cliente, comentarios de los clientes, seguimiento del progreso de las campañas de #hashtag…).

¿Se trata de generar clientes potenciales?, ¿atender a los clientes?, ¿construir presencia en las redes sociales?, ¿mejorar la reputación?.

Elegir una herramienta de monitoreo de redes sociales adecuada
Que se ajuste tanto al presupuesto como a las necesidades.

Hay muchas herramientas de monitoreo de redes sociales en el mercado. Las herramientas gratuitas (Google Alerts, TweetReach, etc.) son opciones, pero tampoco recuperarán la mayoría de los resultados. Esto puede ser suficiente para algunos usuarios, pero para el sector empresarial siempre será recomendable el uso de herramientas de rango medio o de servicio profesional completo como la que ofrece Pressclipping.

Proporcionar formación y materiales de capacitación y aprendizaje para orientar al personal en el uso de la herramienta. La mayoría de las herramientas de monitoreo de redes sociales no son difíciles de operar, aunque requieren de un aprendizaje específico al principio.

Elegir bien las palabras clave a controlar (nombre de la marca o compañía, el producto o servicio y #hashtag). Será necesario mirar más allá de las palabras clave sobre la marca o compañía, supervisar a los competidores y los términos negativos, como BASHtags, para identificar oportunidades en las que se pueda brindar asistencia.

El monitoreo de las redes sociales es un proceso activo que proporciona datos históricos. Requerirá de la observación de resultados y de ajustes durante el proyecto.

Explorar todas las funciones que ofrece la herramienta de monitoreo de redes sociales. No dejaremos que ninguna función se desperdicie. Podría estarse perdiendo análisis significativos, filtros útiles, informes PDF generados rápidamente y métricas importantes.

Priorizar resultados de acuerdo con el orden de importancia. Algunas herramientas incorporan funciones como los filtros de análisis de sentimientos (positivo/negativo/neutro), muy útiles para aportar una idea de la cantidad de comentarios negativos que la compañía / producto ha estado recibiendo.

Utilizar el filtro de influencers que mostrará si hay personas influyentes que hablan sobre las palabras clave o hashtags de la compañía. Esto es importante porque los influencers tienen grandes audiencias y crean tendencias. Monitorear el #hashtag servirá para ver con qué frecuencia se usa y de qué tratan las conversaciones en las que aparece.

Es crucial comenzar a monitorear lo antes posible para obtener un conjunto propio de datos históricos y compararlos así con los resultados más recientes. Esto requiere un poco de paciencia y un monitoreo diligente de las redes para lograr identificar así las causas de picos, caídas, patrones o irregularidades en los resultados.

Fonte: Palermonline Noticias

El CCB reconoce el perfil «Bibliotecario / documentalista especializado en Ciencias de la Salud»

Bibliotecario / documentalista especializado en Ciencias de la Salud

Existe una amplia variedad de perfiles profesionales de bibliotecarios, y a los cuales habría que añadir uno nuevo: el Bibliotecario/documentalista especializado en Ciencias de la Salud. La Asociación de profesionales de las bibliotecas y centros de documentación de Ciencias de la Salud en la Comunidad de Madrid (BiblioMadSalud) ha logrado recientemente que el Consejo de Cooperación Bibliotecaria (CCB) tenga en cuenta este perfil y lo incluya en el documento Perfiles profesionales del Sistema Bibliotecario Español: fichas de caracterización

Todo empezó en la reunión de trabajo de BiblioMadSalud el 7 de junio de 2017. El problema más repetido era no tener bien definida la figura de bibliotecaria de Ciencias de la Salud.  Esto se estaba traduciendo en puestos de trabajo y convocatorias a oposiciones que no se correspondían con las competencias específicas de esta profesión y, por tanto, con las habilidades, conocimientos y dominio de las herramientas requeridas para ofrecer servicios profesionales completos y de alta calidad. […] En septiembre de 2019 se publicó la 2ª edición del documento Fichas de Caracterización de los Perfiles Profesionales del Sistema Bibliotecario Español donde está incluido el Perfil profesional del bibliotecario/documentalista especializado en ciencias de la salud. [Todos los proyectos surgen de una idea. Perfil profesional del bibliotecario/documentalista especializado en ciencias de la salud]

La misión del perfil profesional «Bibliotecario / documentalista especializado en Ciencias de la Salud» es gestionar y administrar la colección específica de Ciencias de la Salud de una institución. Proporcionar apoyo y ofrecer formación y seguimiento a los usuarios a través de recursos especializados. Además de servir como referente en la investigación, la práctica clínica y la docencia de la institución y sus profesionales.

Funciones del Bibliotecario / documentalista especializado en Ciencias de la Salud

Entre las funciones propias del «Bibliotecario / documentalista especializado en Ciencias de la Salud» estarían:

  • Representar a la Biblioteca.

  • Planificar instalaciones y equipamientos de la Biblioteca.

  • Coordinar al equipo humano de la Biblioteca.

  • Planificar, gestionar y evaluar los recursos, servicios y sistemas de información adecuados a las necesidades y funciones propias del organismo en el que se enmarca la Biblioteca.

  • Gestionar la colección: selección, adquisición, registro, catalogación, ordenación, circulación, conservación, expurgo, evaluación.

  • Facilitar y difundir el acceso a la información contenida en la colección y fomentar su uso.

  • Establecer medidas que promuevan la visibilidad y accesibilidad de la Biblioteca dentro y fuera de la institución promoviendo campañas de marketing y participando en las redes sociales.

  • Desarrollar canales de comunicación adecuados a los usuarios: correo electrónico, web social, blogs, wikis…

  • Impulsar la labor de trabajo en equipo.

  • Fomentar políticas de cooperación bibliotecaria.

  • Alfabetización informacional dirigida a profesionales y a usuarios.

  • Realizar memorias, informes y balances de resultados.

  • Buscar y recuperar información en bases de datos.

  • Generar contenidos bibliotecarios: bibliografías, guías de uso, DSI, boletines, alertas documentales, etc.

  • Dominar las diferentes interfaces de consulta.

  • Diseñar y mantener el sitio web de la Biblioteca teniendo en cuenta los principios de la arquitectura de la información, de la usabilidad y de la accesibilidad.

  • Evaluar las necesidades, expectativas, demandas y satisfacción de los usuarios.

  • Tutorización de prácticas.

También habría que tener en cuenta una serie de funciones asociadas que no tienen una relación directa con el perfil profesionales pero que se suelen desarrollar. Funciones como analizar las áreas de interés de los diferentes segmentos de usuarios y su comportamiento informacional con el objetivo de identificar la formación adecuada, fomentar políticas de asesoramiento a la investigación y de acceso abierto, promover actividades de extensión cultural y bibliotecaria, aplicar el sistema de gestión de calidad de su red de pertenencia, cuando la tenga, y recopilar datos estadísticos relacionados, gestionar y seleccionar la documentación producida por la institución (repositorio), proponer mejoras tecnológicas en el uso de las herramientas informáticas, y participar en el proceso de definición del plan estratégico de la institución.

Fonte: JulianMarquina

Faculdade de Direito da USP terá projeto ousado para nova biblioteca

Floriano de Azevedo Marques destaca que o projeto será acompanhado por órgãos de preservação do patrimônio público histórico

A Faculdade de Direto da USP teve ratificado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo o acordo entre o Ministério Público e o Grupo CCR, que contempla uma doação de R$ 17 milhões destinada à construção da nova biblioteca. “Essa é uma importante decisão [sobre os recursos] que vai permitir que a Faculdade de Direito da USP consiga avançar nas obras de construção do novo edifício da faculdade. Esse edifício é muito esperado e cobrado, creio que, com essa homologação, uma parte significativa do que é necessário já estará viabilizada”, comemora Floriano de Azevedo Marques, professor do Departamento de Direito do Estado e diretor da FD da USP.

Sendo um patrimônio cultural do Estado de São Paulo e do País, contando com o maior acervo de livros jurídicos do Brasil, há obras raras em meio a tantas outras preciosidades. São livros trazidos pela Família Real Portuguesa, com sinete da biblioteca de Portugal. O projeto foi concebido por um professor aposentado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Paulo Bruna, também responsável pelo projeto da biblioteca da FD da USP em Ribeirão Preto. “É um projeto maravilhoso, moderno, atual e compatível com a tradição e, ao mesmo tempo, com a modernidade que se quer em uma biblioteca.”

Permitindo a ampliação de áreas para estudos dos alunos da Faculdade de Direito, maior otimização de espaços e preservação de um acervo com centenas de milhares de livros, o projeto vai ser acompanhado por órgãos de preservação do patrimônio público histórico. O Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) já está ciente da obra, além do próprio MP, que viabilizou o acordo para essa doação. “Estamos avançando para conseguir novas doações. A ideia é que a nova biblioteca seja construída totalmente com recursos fora da USP. Além de doações para a construção da obra física, firmamos parceria com a Google, que vai digitalizar todo acervo de disponibilidade pública, inclusive livros raros.”

“Serão dois anos [para a biblioteca ficar pronta], não só compreendendo o processo de aprovação do projeto, que já está avançado nos órgãos do município e de patrimônios, [mas também] a licitação da contratação de empresa da construção e a própria obra em si. O projeto do professor Paulo Bruna tem a vantagem de ser uma obra de execução rápida.”

Ouça a entrevista completa no player acima.

Fonte: Jornal da USP

Convênios com a FESPSP permitem que sócios do CRB avancem nos seus estudos

Profissionais encontram nos cursos de pós-graduação atualizações das áreas da Ciência da Informação e Digital.

A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), instituição com mais 85 anos de tradição, possui parcerias realizadas com iniciativas públicas e privadas através de Convênios. Essa modalidade permite que a Fundação promova o ensino contínuo e capacite pessoas das mais diferentes áreas para atuarem no mercado em constante evolução.

Os cursos de pós-graduação na área de Ciência da Informação passam por constantes atualizações seguindo a dinâmica das organizações e das novas tecnologias. São cursos em Gestão Arquivística, Gestão de Conteúdos e Informação Digital e Gestão Estratégica da Informação.

O que dizem os alunos?

Estou gostando bastante do curso de pós em Gestão Arquivística, principalmente das matérias mais técnicas. Os professores são excelentes, apresentando as características de cada disciplina de maneira bem objetiva, acompanhada de uma ampla bibliografia que nos ajuda muito na atualização da área”, explica a estudante Dina Elisabete Uliana, que estudou por meio do convênio vinculado ao CRB – Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB).

Os convênios geralmente concedem bolsa parcial de 15% nas mensalidades dos cursos de graduação ou pós-graduação da instituição. A bolsa parcial é concedida àqueles que comprovem a cada matrícula vínculo com uma das instituições conveniadas. O benefício não é cumulativo.

Mais informação no Atendimento (11) 3123-7800

Sobre os cursos

Gestão Estratégica da Informação

Se você cursar Gestão Estratégica da Informação poderá ser profissional que vai gerar informação de qualidade e que facilita a tomada de decisão, controlada por taxonomias e permissionamento de acesso de perfis institucionais. Você também aprenderá a gerenciar equipes com objetivos de facilitar os fluxos informacionais, alinhando recursos tecnológicos com planejamento e criatividade para gerar melhores resultados para a empresa e seus colaboradores.
https://www.fespsp.org.br/pos-graduacao/cursos/gestao-estrategica-da-informacao

Gestão de Conteúdos e Informação Digital

O aluno que cursa Gestão de Conteúdos e Informação Digital poderá ser um profissional que vai gerar conteúdo online, estruturar e organizar este conteúdo, sua aplicação controlada por taxonomias, réguas de relacionamento e jornadas de clientes. Você aprenderá a gerenciar equipes com objetivos de criar conteúdo e presença online, alinhando recursos tecnológicos online com planejamento e criatividade para gerar melhores experiências para os clientes e usuários.
https://www.fespsp.org.br/pos-graduacao/cursos/gestao-de-conteudos-e-informacao-digital

Gestão Arquivística

Se você cursar Gestão Arquivística poderá ser um profissional que vai gerenciar o ciclo de gestão dos documentos, sejam digitais ou tradicionais. Vai estruturar e organizar este acervo e criar uma estrutura controlada por planos de classificação e temporalidade. Você será capaz de gerenciar equipes com objetivos de monitorar o fluxo documental na gestão e facilitando a criação de acervos permanentes. Para isso você vai aprender a alinhar recursos tecnológicos com planejamento e criatividade para gerar melhor credibilidade e autenticidade para os documentos e seu serviço de arquivo.
https://www.fespsp.org.br/pos-graduacao/cursos/gestao-arquivistica

CHARLLEY LUZ

Coord. dos cursos de Pós-graduação em Ciência da Informação

Oratórios e documentos raros contam a história do Brasil colonial

Exposição será inaugurada nesta quarta-feira, dia 12, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP

Texto por Claudia Costa

Um conjunto de oratórios barrocos proveniente da Coleção Casagrande, ao lado de itens raros do acervo textual e iconográfico da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP, estão na mostra Oratórios Brasileiros em Textos e Imagens, que será inaugurada nesta quarta-feira, dia 12 de fevereiro, na BBM. Com curadoria da pesquisadora Silveli Maria de Toledo Russo, a mostra parte da sua pesquisa na BBM sobre documentos de repertório religioso, e se completa com os 44 oratórios dos séculos 17 e 18 reunidos ao longo de mais de 30 anos pelo colecionador e juiz paulistano Ary Casagrande Filho, para contar a história do cotidiano rural e urbano da sociedade colonial brasileira…

Os oratórios revelam aspectos marcantes da sociedade colonial brasileira – Fotomontagem Jornal da USP…..

Mais do que simples objetos de devoção, os oratórios se tornaram parte relevante da tradição brasileira e item fundamental para o estudo da história do País, em especial do período colonial. Trazidos pelos colonizadores portugueses, ganharam nas mãos de artesãos diversas formas e adereços e foram se espalhando pelas fazendas, senzalas e residências através dos séculos. “Na época, com distâncias muito grandes e um pequeno número de padres, a presença dos oratórios em moradias ou espaços públicos acabava fazendo o papel de uma pequena capela”, explica Silveli, que é doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura de Urbanismo (FAU) da USP e pesquisadora residente da BBM.

Frontispício e fólio de rosto do Compromisso da Irmandade de N. S. do Rozario de S. Joze da Barra, 1760, São José da Barra, Capitania das Minas do Ouro – Acervo Digital da BBM-USP – PRCEU-USP.
Jean Baptiste Debret (1768-1848). Paris: Firmin Didot Frères, 1839 – Acervo de Manuscritos da BBM-USP.
Sermão de Nossa Senhora do Socorro, Rio de Janeiro, 1788 – Acervo de Livros Impressos da BBM-USP

Entre os documentos expostos estão manuscritos setecentistas e oitocentistas da Igreja – como os compromissos de irmandades religiosas, que apresentam capitulares ricos em ornamentações, com destaque para o estatuto da Irmandade Nossa Senhora do Rosário dos Pretos da Freguesia de São José da Barra Longa, em Mariana (MG), além de narrativas textuais e iconográficas produzidas por memorialistas estrangeiros estabelecidos no Brasil. É o caso do viajante francês Jean-Baptiste Debret, que produziu diversos desenhos ao longo de sua permanência no Brasil, entre 1816 e 1831, que serviram de inspiração para as gravuras/litografias de Thierry Frères, em 1839. A mostra ainda traz obras literárias que retratam a religiosidade, caso de Senhora e A Viuvinha, de José de Alencar.

Cenas religiosas

Silveli cita, entre outros textos, o do jesuíta austríaco Antônio Sepp von Rechegg (1655-1733), que em seu livro Viagem às Missões Jesuíticas e Trabalhos Apostólicos, escrito no final do século 17 e o início do século 18, informa que nos procedimentos de instalação de uma nova redução havia habitualmente a presença de oratórios “portáteis”, que acolhiam imagens religiosas de pequeno e médio porte. A curadora destaca ainda o desenhista alemão Johann Moritz Rugendas (1802-1858), que relata em Viagem Pitoresca através do Brasil (1825-1830) os costumes dos habitantes do País: “Com o objetivo de estender as celebrações da Igreja às fazendas mais distantes, bem como aos escravos que nelas habitam, há padres que, em certas épocas do ano, percorrem o País, carregando um pequeno altar, que colocam no lombo do cavalo ou da besta”, descreve o autor alemão. Segundo Silveli, Rugendas se refere aqui ao oratório consagrado para ser utilizado como altar, que deve, obrigatoriamente, incluir a Pedra d’Ara, uma peça, que, normalmente feita em mármore, é utilizada para guardar relíquias de santos.

Oratório de salão (madeira recortada, entalhada e policromada), Minas Gerais, século 18. Imagem: Santo Antonio (madeira), 31 centímetros, século 18 – Coleção Casagrande.
Oratório de viagem (madeira recortada, entalhada, policromada e dourada), Minas Gerais, século 18, 22 centímetros de altura, 7,5 centímetros de diâmetro – Coleção Casagrande.
Oratório – lapinha (madeira recortada, entalhada, policromada e dourada), Minas Gerais, século 18. Imagens: Jesus Menino, Nossa Senhora, São José, Pastor, Nossa Senhora da Conceição, São João Evangelista, São Paulo, São José de Botas e Cristo Crucificado. Pinturas com iconografia de São João Evangelista, São Marcos, São Mateus e São Lucas – Coleção Casagrande.

Para ilustrar a vida religiosa típica do Brasil colonial, estão expostos dois tipos de oratórios devocionais: os domésticos, ou seja, aqueles utilizados no ambiente residencial (nos espaços comuns, salão e dormitório), e outros de caráter provisório e eventual, usados em expedições – por terra ou marítimas. Ainda na categoria itinerante, há os oratórios de esmoler que, circunscritos ao espaço urbano, eram destinados a arrecadar recursos para a construção de templos para associações religiosas ou mesmo prestar auxílio aos que necessitavam da caridade alheia. O colecionador Ary Casagrande Filho destaca um oratório de viagem do século 17, um dos mais antigos e raros de sua coleção, e um oratório de alcova com imagem de Santo Antônio, atribuído a Aleijadinho, além das chamadas lapinhas, com cenas de nascimento e morte de Cristo.

A pesquisadora Silveli Maria de Toledo Russo e o colecionador Ary Casagrande Filho: exposição relata o cotidiano rural e urbano da sociedade colonial brasileira – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Segundo a curadora, “os oratórios representam a expressão de fé ao agregarem os fiéis devotos para as práticas da oração e meditação, com um singular repertório de imagens religiosas, em esculturas e pintura, corroborando o entendimento do universo simbólico da vida cotidiana e dos costumes no interior das moradias na sociedade colonial brasileira”. Para ela, a exposição aproxima os visitantes das práticas religiosas e da devoção católica na sociedade colonial e abre espaço para uma profícua troca de ideias no domínio do patrimônio bibliográfico, do intercâmbio artístico e da interlocução patrimonial de objetos de cunho devocional. 

A exposição Oratórios Brasileiros em Textos e Imagens será inaugurada nesta quarta-feira, dia 12 de fevereiro, às 17 horas, e ficará em cartaz até 28 de abril, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30, na Sala Multiuso da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP (Rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária, em São Paulo). Entrada grátis. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2648-0310 e no site da biblioteca

Fonte: Jornal da USP

Biblioteca é reaberta em Ribeirão Preto após restauro de R$ 11 milhões em casarão histórico

Por G1 Ribeirão Preto e Franca

Casarão dos anos 1930 foi restaurado para abrigar nova biblioteca em Ribeirão Preto — Foto: Weber Sian/ACidadeOn
Casarão dos anos 1930 foi restaurado para abrigar nova biblioteca em Ribeirão Preto — Foto: Weber Sian/ACidadeOn

Biblioteca é reaberta após restauro de R$ 11 milhões em casa histórica de Ribeirão Preto

Com recursos audiovisuais, internet gratuita e tecnologias para leitura acessível para pessoas com deficiência, a Biblioteca Sinhá Junqueira abre as portas para o público em Ribeirão Preto (SP) a partir desta sexta-feira (7).

Antiga sede da Biblioteca Altino Arantes, o casarão, ao lado do chamado Quarteirão Paulista e pontos históricos como o Theatro Pedro II, passou por um restauro de R$ 11 milhões concluído em um ano.

A obra garantiu a preservação das características originais do imóvel de 600 metros quadrados, datado dos anos 1930, e permitiu a construção de um anexo mais moderno e funcional de 900 metros quadrados.

Com cafeteria, auditório, salas de leitura, espaço infanto-juvenil e agenda cultural mensal, a expectativa é de que a biblioteca se estabeleça como um novo e movimentado centro cultural, afirma Marcos Awad, presidente da Fundação Educandário Coronel Quito Junqueira, entidade com fins sociais e filantrópicos responsável pelo restauro.

Biblioteca Sinhá Junqueira, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Weber Sian/ACidadeOn
Biblioteca Sinhá Junqueira, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Weber Sian/ACidadeOn

Com entrada gratuita, o local vai funcionar de terça a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.

“A nossa expectativa é de que seja um lugar muito procurado e seja, portanto, uma fonte de conhecimento, de aprendizado e difusão cultural para a comunidade. Vai certamente aumentar o fluxo no centro da cidade. A gente está ajudando a circular as pessoas. Quem sabe não aparecem outros comércios, outras iniciativas que ajudem a revitalizar a região?”, diz.

O que a Biblioteca Sinhá Junqueira vai oferecer

  • Acervo bibliográfico: o novo espaço terá 11 mil livros à disposição do público, com os principais títulos da literatura nacional e internacional. A maior parte do acervo estará na área mais nova, o anexo de 900 metros quadrados ao lado do casarão. Estantes com títulos vencedores dos prêmios Nobel e Jabuti, além de jornais e revistas são algumas das opções. Esse acervo poderá ser lido na própria biblioteca ou emprestado, mediante cadastro com documento.
  • Wi-fi gratuito;
  • Computadores com acesso à internet: serão 40 máquinas com acesso à internet à disposição do público;
  • Agenda cultural: contação de histórias, saraus, visitas monitoradas e encontros com escritores e palestras são algumas das atividades previstas na programação mensal (confira a agenda de fevereiro nesta reportagem);
  • Auditório: o espaço com capacidade para cerca de 60 pessoas está equipado com recursos audiovisuais que permitem a exibição de filmes e a realização de encontros e palestras;
  • Cafeteria;
  • Área infanto-juvenil: espaço preparado com livros voltados para as crianças e mobiliário temático para o público;
  • Salas de leitura: a nova biblioteca conta com cerca de 15 salas de leitura para o público, a maior parte delas no casarão histórico que foi restaurado;
  • Sala de acessibilidade: uma das tecnologias do espaço permite que deficientes visuais leiam o conteúdo de livros comuns em braile por meio de um teclado especial; em outro equipamento, as letras são amplificadas para quem tem dificuldade de leitura. Um terceiro sistema tem um teclado maior, que facilita o uso por parte de deficientes.
Casarão da Biblioteca Sinhá Junqueira, restaurado em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Weber Sian/ACidadeOn
Casarão da Biblioteca Sinhá Junqueira, restaurado em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Weber Sian/ACidadeOn

O restauro

Residência do coronel Quito Junqueira, conhecido fazendeiro e usineiro da região, e da mulher Sinhá Junqueira, o casarão foi transformado em uma biblioteca em 1955.

Ainda com nome de Altino Arantes, o espaço foi assumido pela Fundação Educandário Coronel Quito Junqueira em 2014, ano em que o projeto de restauro começou a ser elaborado.

As obras foram iniciadas em fevereiro do ano passado, passados trâmites como a aprovação junto a órgãos de preservação do patrimônio histórico.

“A parte histórica, a beleza da casa com seus vitrais, pinturas, isso estava completamente abandonado. Funcionava lá a biblioteca, que tinha outro nome, tinha inclusive as licenças pra funcionar, mas estava em mau estado e a Fundação Educandário era quem tinha os recursos. Só quando esse patrimônio foi para a Fundação Educandário é que a gente pode viabilizar esse investimento”, afirma Awad.

Sala de leitura da Biblioteca Sinhá Junqueira, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Weber Sian/ACidadeOn
Sala de leitura da Biblioteca Sinhá Junqueira, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Weber Sian/ACidadeOn

Além da recuperação do imóvel em detalhes como vitrais, pisos e pinturas, o espaço ganhou uma cafeteria, climatização com ar-condicionado, elevadores de acessibilidade e recursos para atrair novos públicos, que poderão usar 40 computadores, internet sem fio e terão acesso a 15 novas salas de leitura.

O acervo, inicialmente com 11 mil títulos, inclui parte do que a antiga biblioteca tinha, mas foi pensado para atingir um público mais abrangente. A maior parte dos livros está no anexo de 900 metros quadrados construído ao lado do casarão.

“Tem esse contraste de uma parte antiga com uma parte nova. A parte antiga com um valor mais histórico e a parte nova com um valor mais funcional, que vai permitir atender melhor as pessoas”.

Todo o complexo passou a se chamar Sinhá Junqueira, como uma forma de homenagear a antiga moradora, envolvida em campanhas assistenciais e que tinha o sonho de abrir uma biblioteca inclusiva.

Agenda cultural de fevereiro

  • Durante todo o mês: exposição de fotos do restauro (auditório);
  • Dia 7 (sexta-feira): das 10h às 11h e das 16h às 17h – Contando e Dobrando: Contação de histórias a partir do acervo e dobradura. 25 vagas (quintal);
  • Dia 8 (sábado): das 12h às 13h – Desenhando o mundo em 80 contos: Contação de histórias a partir do acervo e desenho dos contos. (espaço Infantil);
  • Dia 11 (terça-feira): às 15h – Mais 60 e Tecnologia: Oficina de smartphone destinada à terceira idade. 10 vagas. Necessita inscrição (casarão, 1° andar, sala de leitura)
  • Dia 12 (quarta-feira): das 14h às 15h – Desenhando o mundo em 80 contos: Contação de histórias a partir do acervo e desenho dos contos. (espaço Infantil)
  • Dia 15 (sábado): das 12h às 13h – Desenhando o mundo em 80 contos: Contação de histórias a partir do acervo e desenho dos contos. (espaço Infantil)
  • Dia 15 (sábado): às 15h30 – Leia Mulheres: Discussão do livro “Fun home” realizada pelo grupo Leia Mulheres (casarão, primeiro andar, sala de leitura)
Casarão histórico foi restaurado para abrigar a nova Biblioteca Sinhá Junqueira, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Weber Sian/ACidadeOn
Casarão histórico foi restaurado para abrigar a nova Biblioteca Sinhá Junqueira, em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Weber Sian/ACidadeOn

Visitas Monitoradas

O público também pode conhecer melhor as instalações com grupos guiados por um mediador, que explica a história dos espaços restaurados e sobre o novo anexo. Os passeios podem ser feitos entre 7 e 15 de fevereiro em diferentes horários:

  • Dia 7(sexta-feira) : às 15h30
  • Dia 8(sábado): às 11h e às 15h
  • Dia 9(domingo): às 11h e às 15h
  • Dia 11(terça-feira): às 10h30
  • Dia 12(quarta-feira): às 15h30
  • Dia 13(quinta-feira): às 10h30
  • Dia 14(sexta-feira): às 15h30
  • Dia 15(sábado): às 11h e às 15h

Serviço

Biblioteca Sinhá Junqueira

  • Endereço: Rua Duque de Caxias, 547, Centro, Ribeirão Preto-SP
  • Entrada: gratuita
  • Horário de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 9h às 19h; aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h.
  • Informações: (16) 3625-0743

Fonte: G1 Ribeirão Preto e Franca

Biblioteca, um lugar para ler, escrever, ouvir, sonhar e criar

Referência na criação de bibliotecas, chileno Gonzalo Oyarzún estará em SP nesta semana para falar sobre o tema

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S.Paulo

biblioteca não é um artigo de luxo, mas uma instituição de primeira necessidade. Ela vai muito além dos livros, pode ajudar no desenvolvimento de sua comunidade e é ainda mais necessária atualmente por causa do excesso de informação. A opinião é de Gonzalo Oyarzún, professor e consultor chileno com um vasto currículo na área de bibliotecas públicas e um dos convidados do Workshop Internacional Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos, que será realizado na quinta, 13, e sexta, 14, na Biblioteca de São Paulo, com organização do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo.

Na era em que todo o conhecimento humano está na tela e o levamos no bolso, as bibliotecas se tornam imprescindíveis”, diz Oyarzún, que já foi diretor do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas do Chile, presidente do Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas e diretor fundador da Biblioteca de Santiago, a maior entre as públicas do Chile.

Biblioteca de São Paulo, construída na área da antiga penitenciária do Carandiru.
Biblioteca de São Paulo, construída na área da antiga penitenciária do Carandiru. Foto: Amanda Perobelli / Estadão

Oyarzún aponta três motivos que tornam as bibliotecas ainda mais necessárias nos dias atuais.

O primeiro é que a promessa de acesso universal à informação é uma fantasia para a maioria da população mundial por causa da língua – quase 70% do conteúdo na internet está em inglês, alemão, russo e francês. “Para países do terceiro mundo, a biblioteca é a única porta de acesso a informações que vão ajudar as pessoas a encontrar trabalho, ampliar seus estudos, entrar em contato com seus familiares, cuidar da saúde e melhorar suas competências profissionais. Ela é uma instituição de primeira necessidade.”

O segundo motivo, explica, é que as bibliotecas têm um papel determinante na vida das comunidades. Segundo Oyarzún, as pessoas usam as tecnologias de informação para se comunicar, mas essas tecnologias não são exatamente um espaço de encontro. “Sem exceção, esses locais são todos comerciais, onde devemos consumir, pagar, nos expor às dinâmicas do mercado. Já as bibliotecas são espaços para todos e de todos, em que ninguém tem o acesso negado e que é democrática por excelência, gratuita em seus serviços e com conteúdo de qualidade.”

Por fim, o terceiro motivo é a importância do mediador de leitura. Ele argumenta que um livro pode servir para enfeitar uma mesa, segurar uma porta ou para ser lido. “O que vai fazer a diferença é a mediação. Um livro por si só não muda nada. É preciso ter gente, e um bibliotecário pode ser essa pessoa que vai aproximar carinhosamente a leitura de quem precisa.”

Gonzalo Oyarzún
Gonzalo Oyarzún, especialista em biblioteca, participa de seminário em SP Foto: Acervo pessoal de Gonzalo Oyarzún

Foi o modelo chileno, que Oyarzún ajudou a formatar, que inspirou a Biblioteca de São Paulo – um marco na transformação do espaço público no Brasil. Inaugurada há 10 anos, ela foi construída onde ficava a Casa de Detenção do Carandiru, palco do massacre de 111 presos, em 1992. Ali, e em outras bibliotecas brasileiras que vieram depois, inspiradas nesse modelo ou na ideia colombiana de bibliotecas parque, os livros estão ao acesso de todos, como em prateleiras de livrarias, os usuários ajudam na escolha dos títulos que serão adquiridos, há cursos nas mais variadas áreas, encontros com escritores, clubes de leitura, apresentações musicais e teatrais, empréstimo de filmes e muito mais.

O desafio, especialmente para países com uma relação mais recente e não muito comprometida com a leitura, é atrair mais gente para as bibliotecas e transformar essas pessoas que as frequentam por causa dos cursos oferecidos, por exemplo, em leitores.

A biblioteca deve estar próxima das pessoas, de suas necessidades. Ela tem que estar ocupada por pessoas. Não há uma receita diferente dessa. Se uma biblioteca abre sua porta e fica esperando que alguém vá pedir um livro, é muito provável que ela desapareça para sempre. Deve ter vida dentro de uma biblioteca. As pessoas devem poder usar um computador, ver uma exposição, fazer um curso de culinária, participar de um clube de leitura, fazer aulas de ioga, produzir um fanzine com seus amigos, ou simplesmente sentar e ler um livro. Elas devem ser agentes de fomento e promoção de leitura em múltiplos formatos. Nas melhores bibliotecas, hoje se lê, se escreve, se canta, se escuta, se dança, se programa, se conversa, se desenha, se sonha e se cria”, completa.

Futuro

Gonzalo Oyarzún evita falar no que deveria ser a biblioteca do futuro. Não há tempo para isso. “A biblioteca do futuro deve ser hoje, e ela deve estar em lugares públicos perto de suas comunidades, com espaços e serviços construídos por essa comunidade. Ela tem que atender às necessidades vitais dessa população e adequar seu acervo, horário, dimensão e programação ao que seus usuários precisam.” E isso, ele diz, não importa se ela funciona num grande prédio ou num ônibus.

A biblioteca de hoje deve estar focada nas pessoas, em todas as pessoas. Ela deve ser inclusiva e incentivar a diversidade”, explica. “Seu formato e sua estrutura devem ser constituídas pelo princípio permanente de que o ser humano é o mais importante e que a expressão coletiva desse ser humano é a comunidade em que ele está inserido”, completa Oyarzún.

Nesse sentido, para o chileno, uma Biblioteca Nacional é igualmente determinante na vida das pessoas. Na opinião dele, há um falso antagonismo entre a preservação e o acesso a uma informação de maneira massiva.

As bibliotecas nacionais e públicas e as universitárias e escolares mudaram e foram incorporadas à vida das pessoas em todos os seus aspectos.”

Há 10 anos, a cara da biblioteca brasileira começava a mudar

Em fevereiro de 2010, quando a Biblioteca de São Paulo foi inaugurada no Parque da Juventude, não existia nada igual no País. Era moderna, inclusiva, colorida. Foi dito à época que ela nascia voltada ao interesse do leitor, que não era pretensão ensinar nada, mas, sim, dar o que o frequentador queria.

Essa ideia deve continuar vigorando. Ou seja, a ideia de que essa biblioteca se constrói ao redor dos interesses da comunidade leitora a que ela serve”, explica Pierre Ruprecht, diretor da SP Leituras, que administra a Biblioteca de São Paulo e a Villa-Lobos. Hoje, 30% do que é comprado para o acervo vem da indicação dos usuários. Também há espaço para a discussão da programação do local.

Em 2019, a Biblioteca de São Paulo, que ocupa uma área de 4.257 metros quadrados, recebeu 314.455 mil pessoas – no ano da inauguração, 279.525 pessoas passaram por lá. Sua manutenção custa cerca de R$ 5 milhões por ano e a compra de itens para o acervo (são cerca de 2 mil por ano, entre livros, brinquedos, games, etc) consome cerca de R$ 120 mil do orçamento geral. No total, o acervo é composto por mais de 40 volumes.

Logo depois da inauguração da Biblioteca de São Paulo, começaram a surgir outros empreendimentos semelhantes. Em abril de 2010, foi inaugurada a biblioteca parque de Manguinhos, no Rio de Janeiro, inspirada em modelo colombiano.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Bibliotecas são necessárias

Encontro vai debater como espaço é vital para as sociedades

Texto por Maria Fernanda Rodrigues

Interação. Jovens na Biblioteca de SP, que não restringe seu acervo a livros. Amanda Perobelli / Estadão

A biblioteca não é um artigo de luxo, mas uma instituição de primeira necessidade. Ela vai muito além dos livros, pode ajudar no desenvolvimento de sua comunidade e é ainda mais necessária atualmente por causa do excesso de informação. A opinião é de Gonzalo Oyarzún, professor e consultor chileno com um vasto currículo na área de bibliotecas públicas e um dos convidados do Workshop Internacional Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos, que será realizado na quinta, 13, e sexta, 14, na Biblioteca de São Paulo, com organização do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo.

“Na era em que todo o conhecimento humano está na tela e o levamos no bolso, as bibliotecas se tornam imprescindíveis”, diz Oyarzún, que já foi diretor do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas do Chile, presidente do Programa IberoAmericano de Bibliotecas Públicas e diretor fundador da Biblioteca de Santiago, a maior entre as públicas do Chile.

Oyarzún aponta três motivos que tornam as bibliotecas ainda mais necessárias nos dias atuais.

O primeiro é que a promessa de acesso universal à informação é uma fantasia para a maioria da população mundial por causa da língua – quase 70% do conteúdo na internet está em inglês, alemão, russo e francês. “Para países do terceiro mundo, a biblioteca é a única porta de acesso a informações que vão ajudar as pessoas a encontrar trabalho, ampliar seus estudos, entrar em contato com seus familiares, cuidar da saúde e melhorar suas competências profissionais. Ela é uma instituição de primeira necessidade.”

O segundo motivo, explica, é que as bibliotecas têm um papel determinante na vida das comunidades. Segundo Oyarzún, as pessoas usam as tecnologias de informação para se comunicar, mas essas tecnologias não são exatamente um espaço de encontro. “Sem exceção, esses locais são todos comerciais, onde devemos consumir, pagar, nos

“Na era em que todo o conhecimento humano está na tela e o levamos no bolso, as bibliotecas se tornam imprescindíveis.”

“A biblioteca deve estar próxima das pessoas, de suas necessidades. Ela tem que estar ocupada por pessoas. Se uma biblioteca abre sua porta e fica esperando que alguém vá pedir um livro, é muito provável que ela desapareça para sempre”

Gonzalo Oyarzún

PROFESSOR E CONSULTOR CHILENO

expor às dinâmicas do mercado. Já as bibliotecas são espaços para todos e de todos, em que ninguém tem o acesso negado e que é democrática por excelência, gratuita em seus serviços e com conteúdo de qualidade.”

Por fim, o terceiro motivo é a importância do mediador de leitura. Ele argumenta que um livro pode servir para enfeitar uma mesa, segurar uma porta ou para ser lido. “O que vai fazer a diferença é a mediação. Um livro por si só não muda nada. É preciso ter gente, e um bibliotecário pode ser essa pessoa que vai aproximar carinhosamente a leitura de quem precisa.”

Foi o modelo chileno, que Oyarzún ajudou a formatar, que inspirou a Biblioteca de São Paulo – um marco na transformação do espaço público no Brasil. Inaugurada há 10 anos, ela foi construída onde ficava a Casa de Detenção do Carandiru, palco do massacre de 111 presos, em 1992. Ali, e em outras bibliotecas brasileiras que vieram depois, inspiradas nesse modelo ou na ideia colombiana de bibliotecas parque, os livros estão ao acesso de todos, como em prateleiras de livrarias, os usuários ajudam na escolha dos títulos que serão adquiridos, há cursos nas mais variadas áreas, encontros com escritores, clubes de leitura, apresentações musicais e teatrais, empréstimo de filmes e muito mais.

O desafio, especialmente para países com uma relação mais recente e não muito comprometida com a leitura, é atrair mais gente para as bibliotecas e transformar essas pessoas que as frequentam por causa dos cursos oferecidos, por exemplo, em leitores.

“A biblioteca deve estar próxima das pessoas, de suas necessidades. Ela tem que estar ocupada por pessoas. Não há uma receita diferente dessa. Se uma biblioteca abre sua porta e fica esperando que alguém vá pedir um livro, é muito provável que ela desapareça para sempre. Deve ter vida dentro de uma biblioteca. As pessoas devem poder usar um computador, ver uma exposição, fazer um curso de culinária, participar de um clube de leitura, fazer aulas de ioga, produzir um fanzine com seus amigos, ou simplesmente sentar e ler um livro. Elas devem ser agentes de fomento e promoção de leitura em múltiplos formatos. Nas melhores bibliotecas, hoje se lê, se escreve, se canta, se escuta, se dança, se programa, se conversa, se desenha, se sonha e se cria”, completa.

Futuro. Gonzalo Oyarzún evita falar no que deveria ser a biblioteca do futuro. Não há tempo para isso. “A biblioteca do futuro deve ser hoje, e ela deve estar em lugares públicos perto de suas comunidades, com espaços e serviços construídos por essa comunidade. Ela tem que atender às necessidades vitais dessa população e adequar seu acervo, horário, dimensão e programação ao que seus usuários precisam.” E isso, ele diz, não importa se ela funciona num grande prédio ou num ônibus.

“A biblioteca de hoje deve estar focada nas pessoas, em todas as pessoas. Ela deve ser inclusiva e incentivar a diversidade”, explica. “Seu formato e sua estrutura devem ser constituídas pelo princípio permanente de que o ser humano é o mais importante e que a expressão coletiva desse ser humano é a comunidade em que ele está inserido”, completa Oyarzún.

Nesse sentido, para o chileno, uma Biblioteca Nacional é igualmente determinante na vida das pessoas. Na opinião dele, há um falso antagonismo entre a preservação e o acesso a uma informação de maneira massiva.

“As bibliotecas nacionais e públicas e as universitárias e escolares mudaram e foram incorporadas à vida das pessoas em todos os seus aspectos.”

Fonte: O Estado de S. Paulo – 11.02.2020 – p. C2

¿Por qué en la era de Internet, las bibliotecas públicas son más vitales que nunca?

Texto por David Torres

En 2018, Forbes enfureció a los usuarios de Twitter con una columna ahora retractada. Su gran idea: Amazon debería reemplazar las bibliotecas porque ha «proporcionado algo mejor». Los Kindles, Netflixes y Starbucks del mundo han hecho que las bibliotecas queden obsoletas, sugirió el autor; monetizar las bibliotecas no solo ahorraría dinero a los contribuyentes sino que también aumentaría el valor para los accionistas de Amazon.

Los bibliotecarios y activistas luchan duro contra esta idea. De hecho, están argumentando el por qué las bibliotecas son aún más importantes en un mundo redefinido por compañías como Amazon. Ofrecen acceso gratuito a Internet y clases de conocimientos básicos de informática, alfabetización de datos y más, todo con el compromiso de proteger la privacidad del usuario.

“En comparación con una empresa como Google que está monetizando tu búsqueda de información, todas las personas con las que interactúas en una biblioteca pública tienen un marco de ética y valor similar en torno a la privacidad, la equidad de acceso a la información, el mercado libre de ideas y están dispuestos a morir en esa colina”, dijo Jeff Lambert, director asistente de inclusión digital en la Biblioteca Pública de Queens, Estados Unidos.

«A medida que estas empresas se hacen más grandes y más ubicuas, y a medida que los datos se convierten en un activo cada vez más mercantilizado y valioso, hay mucha educación pública que hacer«.

Como bibliotecario en el condado más diverso de Estados Unidos, las responsabilidades de Lambert incluyen la supervisión del Queensbridge Tech Lab, un aula de acceso abierto y espacio para computadoras ubicado en el proyecto de vivienda pública más grande de ese país. Allí, coordina clases sobre alfabetización informática básica, así como habilidades que impulsan la movilidad ascendente, como el análisis de datos, la codificación y el desarrollo de aplicaciones.

Kaven Vohra via Queens Public Library

Para Marie Solange Baptiste, de 64 años, una mecenas de la biblioteca y local de Queens que emigró de Haití en 1994, Tech Lab fue un recurso que le ayudó a dominar Adobe Creative Cloud, aprender desarrollo web y reunir currículums digitales para solicitudes de empleo. Ahora, está tomando una clase de emprendimiento allí para trabajar y ser dueña de una panadería de estilo francés, un sueño para ella desde que tenía 13 años.

«Hace años, cuando iba a la biblioteca, sentía que solo se trataba de libros. Pero hay algo nuevo que transformó las bibliotecas en esta pequeña universidad. Es una mini universidad», dijo Baptiste. «No se trata solo de libros, se trata de la educación que obtenemos de la biblioteca, de la tecnología, del emprendimiento, todas esas son cosas maravillosas que hacer, y especialmente no pagamos por eso«.

Lambert también dirigió clases que guiaron a los clientes a través del sistema de datos abiertos de la ciudad de Nueva York antes del primer censo en línea del país en 2020, ninguna tarea trivial en un condado donde uno de cada cuatro hogares carece de acceso a Internet.

«Uno de nuestros activos más notables es nuestro alcance y penetración en comunidades difíciles de alcanzar«, dijo Lambert. “Puede proporcionar acceso a internet. Pero si no le está proporcionando programación de alfabetización digital para apoyar el acceso y la adopción, solo está completando una parte de un rompecabezas ”.

Lambert dijo que este tipo de alfabetización digital y de datos permite al público traducir las quejas sociales y políticas en acciones. Tomemos, por ejemplo, datos de 311, una línea directa del gobierno estadounidense para quejas que no sean de emergencia.

“[Piensa en] propietarios problemáticos. Sabes que no tienes calefacción ni agua, pero una vez que lo ves en conjunto … es algo que podría ser procesable en términos de problemas de derechos de los inquilinos», dijo Lambert. “La alfabetización de datos es alfabetización cívica. Te permite pedir cuentas a tus funcionarios electos y exigir los recursos que se te deben”.

Para Alison Macrina, esta alfabetización cívica implica la capacidad no solo de acceder a los datos, sino de hacerlo de forma privada y segura. Macrina se convirtió en bibliotecaria tecnológica a las afueras de Boston después de observar el escepticismo de la Asociación Estadounidense de Bibliotecarios sobre la ley PATRIOTA, un extenso programa de vigilancia gubernamental posterior al 11 de septiembre.

Como bibliotecaria, fue testigo de primera mano de la intensificada vigilancia y militarización policial en su comunidad después del atentado del maratón de Boston en 2013. La revelación de Edward Snowden llegó poco después. En respuesta, Macrina comenzó a sembrar semillas para lo que se convertiría en el Library Freedom Institute, un proyecto que crea y capacita a grupos de bibliotecarios como defensores de la privacidad. («Los bibliotecarios son rudos», el propio Snowden escribió sobre el proyecto en un tweet).

Macrina dijo que el programa de seis meses cubre conceptos básicos de privacidad como seguridad de contraseña, robo de identidad, fraudes y estafas, crímenes de Internet que el FBI ha visto crecer constantemente desde 2014. Agregó que el Instituto también analiza el impacto de compañías como Google, Facebook y Amazon, que aprovechan repetidamente los datos de los usuarios para hacer crecer sus negocios.

«Estoy haciendo la conexión entre ese tipo de cosas de nivel macro con la forma en que usamos Internet», dijo Macrina. «El tipo de personas que visitan las bibliotecas son las personas que tienden a verse más afectadas por la vigilancia«.

Las personas que tienen más probabilidades de ver las bibliotecas públicas como puntos de acceso a la comunidad y puntos de acceso a Internet (hogares con ingresos más bajos) son las mismas personas más afectadas por las tecnologías de vigilancia, incluidos Amazon’s Ring, Facebook, Twitter y Instagram.

«¿Qué se supone que debemos hacer al respecto?» Dijo Macrina. «¿Cómo podemos recuperar parte de nuestro poder

No está segura de lo que le depara el futuro a las bibliotecas públicas. Ya mismo, ella ve que las instituciones «están quitando» los recursos de las bibliotecas porque «no proporcionan plusvalía» en un sistema capitalista. Ella piensa que dejarán de existir a menos que los bibliotecarios extiendan su compromiso con la libertad intelectual fuera de los muros de la biblioteca.

Aún así, hay un lado positivo. Los millennials son los que más usan las bibliotecas públicas, y es más probable que vean las bibliotecas públicas como un recurso para obtener información confiable. Y mientras Donald Trump propuso en su presupuesto 2020 eliminar al Instituto de Servicios de Museos y Bibliotecas, una agencia gubernamental independiente, el Congreso terminó aprobando un aumento de fondos de 10 millones de dólares.

«Creo que todas estas cosas sirven al objetivo más importante de cambiar las expectativas culturales«, dijo Macrina. “Sé que eso suena muy elevado, pero lo hemos hecho antes, ¿verdad? Alguien tiene que comenzar a hacerlo, y tienen que hacerlo una norma. El punto es que tenemos toda esta capacidad para ofrecer algo diferente».

Fonte: Bocalista

Ônibus-biblioteca leva sonhos e conhecimento para o extremo sul de São Paulo

Iniciativa, da líder comunitária Sônia Estela, conhecida no movimento sindical como Fumaça, e do coletivo Perifeminas, teve a ajuda e a solidariedade de dirigentes e funcionários do Sindicato e de moradores da região da Barragem

Texto por Leonardo Guandeline

Foto: Seeb-SP

Um convite ao conhecimento e a um mundo onde ainda é possível sonhar, mesmo com toda a ignorância dominante e as sucessivas tentativas de censura por parte de alguns governantes às artes. Na Barragem, periferia no extremo sul de São Paulo, a líder comunitária Sônia Estela, conhecida no movimento sindical como Fumaça, materializou, ao lado das irmãs Sidneia e Silvani, do coletivo Perifeminas, um sonho: o de democratizar no bairro, um dos mais pobres da capital paulista, o acesso à leitura.

Com a ajuda de moradores da região, a pracinha da Rua Dois agora tem uma biblioteca comunitária funcionando em um antigo ônibus revitalizado em esquema de mutirão. No entorno, vasos de flores feitos com pneus, ao lado de placas com alguns dizeres como “amizade”, “afeto” e “solidariedade”, embelezam a praça.

Dentro do veículo, porém, um novo colorido, o dos livros, reluz nos olhos principalmente dos mais novos. As obras, cerca de 400 neste primeiro momento, foram doadas em sua maioria por dirigentes e funcionários do Sindicato, em uma corrente de solidariedade, amor e socialização do conhecimento.

“Doar um livro é um gesto de amor. É um ato transformador, tanto para quem o faz quanto para os que recebem. Além do acesso ao conhecimento, a literatura nos permite sonhar, argumentar, contestar, mudar e revolucionar”, enfatiza Sônia Estela.

Além das doações de livros, a líder comunitária destaca o voluntariado dos vizinhos. “Foi uma corrente de amor ao próximo, de solidariedade, de esforço conjunto e de ajuda mútua. É uma melhoria para as pessoas, para a região, para o nosso crescimento enquanto ser humano. Diferentemente do “voluntariado” praticado por alguns bancos, como o do Santander, este tem um caráter social, de transformação, humanidade, entrega”, acrescenta.

No próximo dia 29, outro projeto parceiro do Sindicato, o CineB Solar, este sustentável e de democratização do acesso ao cinema nacional, estará na pracinha da Barragem exibindo o filme “Selvagem”, de Diego da Costa. Os convites para a sessão ao ar livre podem ser retirados com Silvani, no próprio ônibus-biblioteca.

Para que a biblioteca da Barragem continue a levar histórias e conhecimento para a região, toda a ajuda é bem-vinda. Bancários interessados em doar livros em bom estado podem fazê-lo diretamente a um dirigente do Sindicato (veja aqui os endereços e contatos das regionais) ou pessoalmente na Sede da entidade, na Rua São Bento, 413 (Edifício Martinelli), Centro.

“Aqui os livros censurados pelo governo de Rondônia; principalmente os escritos por Machado de Assis, Mário de Andrade, Nelson Rodrigues e Rubem Fonseca; são bem-vindos”, salienta Sônia Estela.

 Fonte: Spbancarios

Inscrições abertas para curso gratuito de cinema na Biblioteca Municipal de Jundiaí

É apaixonado por cinema e livros? Então esse curso é perfeito pra você!

Texto por Mateus Storti

Qual livro você transformaria em filme?” é o desafio lançado pela Biblioteca Pública Municipal Profº Nelson Foot em parceria com o cineasta Carlos Zaik, fundador e presidente da ONG Vida.com para o curso gratuito ‘Cinema e Literatura’.

A 4ª edição do curso foi lançada no início do mês de fevereiro e tem como objetivo ensinar na teoria e na prática técnicas de cinema para jovens a partir dos 17 anos, por meio da produção de filmes com temáticas escolhidas pelos próprios participantes.

Sim! Os alunos, durante todo o curso vão gravar um filme sobre um dos livros do acervo da Biblioteca Municipal. Lembra da pergunta que abriu essa matéria, né? Pois é! São justamente pelas respostas na hora das inscrições que elegerão os livros que virarão filmes! Fala se não é legal?

Turma da 3ª edição do ‘Cinema e Literatura’. (Foto: Reprodução/ Instagram)

Homologado acordo para construção de biblioteca na Faculdade de Direito da USP

A 11ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo homologou um acordo entre o Ministério Público e o Grupo CCR que garante o repasse de R$ 17 milhões para a construção da nova Biblioteca da Faculdade de Direito da USP.

Verba será destinada à construção de nova biblioteca na Faculdade de Direito da USP

O processo para que a doação fosse ratificada já durava 18 meses. Com a decisão, a USP poderá solicitar o dinheiro assim que o acórdão for publicado.

A verba dará andamento às obras do Prédio Claudio Lembo, que foi incorporado à instituição em 2006. Por conta de seu comprometimento estrutural, a construção foi interditada.

‘Ter uma biblioteca nova, com um volume significativo de obras para consulta, é extremamente expressivo para toda a comunidade”, afirma Floriano de Azevedo Marques, diretor da Faculdade de Direito da USP.

De acordo com o projeto, a biblioteca irá acolher 300 mil volumes, entre livros, periódicos e outras publicações. “Este novo espaço vem somar-se à tradicional Biblioteca Histórica, que será mantida com todo seu acervo de obras raras que está sendo todo digitalizado sem custos para a Faculdade, em uma parceria com a Google”, diz Marques.

Fonte: Consultor Jurídico

Gestión del cambio en las bibliotecas públicas: siete recomendaciones de las bibliotecas de Copenhague

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Christina Wandi (2019) Gestión del cambio en las bibliotecas públicas: siete recomendaciones de las bibliotecas de Copenhague, Journal of Library Administration, 59: 8, 915-926, DOI: 10.1080 / 01930826.2019.1661746

Los cambios en el panorama de los medios y el comportamiento del usuario significan que los cambios se realizan rápidamente. Adoptar una postura proactiva sobre los cambios, por lo tanto, las nuevas soluciones y el diseño del servicio son fundamentales para las bibliotecas del siglo XXI. El desarrollo empuja la necesidad de compartir conocimientos sobre la gestión del cambio en las bibliotecas. Este artículo detalla las experiencias del sistema de bibliotecas de Copenhague, Dinamarca, como un estudio de caso para el cambio y la gestión del cambio. ¿Cómo llevó a cabo el cambio en la las biblioteca? ¿Cuál fue el proceso para determinar los cambios necesarios e implementarlos? Este artículo resume las experiencias de las Bibliotecas de Copenhague en siete recomendaciones para todos los profesionales de la gestión del cambio en las bibliotecas públicas.

Recomendación 1: Tener en cuenta el valor

La forma en que las bibliotecas y el personal de las mismas crean valor para los ciudadanos es una cuestión central que debe abordarse, especialmente cuando se realizan cambios en los servicios de las bibliotecas.

La creación de valor y la creación de valor al comienzo de un proceso de cambio es importante, ya que el cambio en la mayoría de los casos requiere la priorización de lo que se debe hacer y -quizás lo más importante- lo que no se debe hacer. El acceso de los ciudadanos a la colección constituye la base de la comunicación, los eventos y la participación de los ciudadanos. Sin embargo, debido al desarrollo de los medios de comunicación, los materiales se están digitalizando gradualmente y el acceso de los ciudadanos a ellos se está haciendo más fácil. Por lo tanto, la contribución única de las bibliotecas será no sólo proporcionar acceso a la colección sino también desarrollar actividades basadas en la literatura, la música y el cine. Por ejemplo, el acceso a los libros sigue siendo muy valioso para el ciudadano individual. Sin embargo, la posibilidad de discutir un libro con otros proporciona un valor adicional. Un ciudadano puede aprender el contexto o la historia del libro, obtener una nueva perspectiva sobre el libro, o simplemente disfrutar de la conexión con otros. El cambio de énfasis del acceso al compromiso requiere un nuevo enfoque de las bibliotecas y del desarrollo de las mismas; la biblioteca pasa de estar orientada al producto a estarlo al mercado. Un enfoque orientado al mercado se centra en tratar de que la organización produzca lo que el usuario necesita de la organización a su entorno.

Recomendación 2: Decidir el nivel de cambio

Lo que quieres desarrollar está fuertemente conectado con la forma en que haces los cambios, lo que a su vez, determina los objetivos que fijas. Los objetivos son importantes, porque sirven como medida del éxito. Los cambios se pueden hacer en muchas escalas diferentes, en muchas formas diferentes, y en varios niveles de profundidad. Por ejemplo, los cambios pueden ir desde el ajuste o la mejora de la planificación hasta la transformación de toda la institución. Si se establecen objetivos ambiciosos, es posible que no se alcancen, si no se establecen objetivos ambiciosos, es posible que no se logren los cambios deseados. Por lo tanto, es fundamental considerar cuidadosamente el nivel de cambios que se desea realizar. Un cambio a gran escala implica formas radicales, rompedoras de marcos y fundamentalmente nuevas maneras pensar, resolver problemas y gestionar.

Recomendación 3: El cambio comienza antes de empezar

La preparación para el cambio es tan importante como el proceso de cambio en sí mismo. Es importante tener en cuenta en primer lugar la creación de valor de la biblioteca y las decisiones relativas al nivel de cambio. El proceso de cambio comienza antes de que comencemos con el cambio. Según Balogun y Hope-Hailey, el punto de partida del cambio es “donde el cambio se inicia y se desarrolla”. La comunicación comienza ya en el proceso antes de la estrategia, con quién está involucrado en el pre-proceso. En la etapa previa al proceso, la comunicación efectiva con los interesados es crucial. Otro punto de atención es la conexión entre la ejecución de los planes y la estrategia. Cuando los proyectos se encuentran en la fase de ejecución, los planes suelen estancarse. No porque el equipo de ejecución carezca de las aptitudes necesarias o del impulso para tener éxito o porque los proyectos no sean suficientemente innovadores, sino simplemente porque las necesidades de la ejecución práctica se subestimaron cuando se elaboraron la estrategia y el plan. Cuando se quiere cambiar los procedimientos establecidos, hay que tener en cuenta que los hábitos no se cambian fácilmente de un día para otro.

Recomendación 4: Tener en cuenta las competencias y habilidades profesionales futuras

El cambio de los servicios de biblioteca va de la mano del desarrollo de las competencias profesionales del personal de la biblioteca. De hecho, al anticipar la transformación institucional, el desarrollo de las competencias del personal es esencial para la aplicación de los cambios y las nuevas estrategias.

Las competencias son los ladrillos sobre los que se construirán las futuras bibliotecas. Es esencial trabajar activamente con las competencias y los perfiles. Poe lo tanto, será necesario conectar los perfiles con las funciones y las tareas de trabajo concretas. Lo que mejorará la comunicación entre la dirección, el personal y otras partes interesadas.

Recomendación 5: Elegir los métodos para apoyar el cambio

El rediseño de los servicios de biblioteca puede ser un reto, porque el personal de la biblioteca debe cambiar con lo que trabaja y tal vez se ha destacado en su trabajo durante muchos años. El cambio transformador requiere que el personal y los directores modifiquen la forma en que resuelven los problemas y abordan el desarrollo profesional. Por lo tanto, es importante facilitar la adopción de nuevos métodos. Al hacer los cambios, es importante considerar el grado en que un consultor externo debe dirigir los cambios. Por lo tanto, es importante facilitar la adopción de nuevos métodos. Al hacer los cambios, es importante considerar el grado en que un consultor externo debe dirigir los cambios.

Recomendación 6: Hacerlo fácil 

Hacerlo fácil simple suena fácil, pero en la práctica, puede ser difícil. Hay muchas razones por las que rediseñar los servicios de la biblioteca no es sencillo. Existe una cuestión a tener en cuenta con el hecho de que todo en el sistema bibliotecario está interconectado. Por lo tanto, es necesario repensar el espacio físico además de rediseñar los servicios. También es importante identificar qué preguntas tienen los ciudadanos y determinar si se pueden resolver fácilmente algunas de ellas.

Recomendación 7: Colaborar, fuera del sector.Ampliar el horizonte.

Cuando se buscan las mejores prácticas, hay que buscarlas no sólo dentro del sector, sino también más allá del entorno de las bibliotecas. Para llevar a cabo un rediseño, podemos dirigimos al mundo de los negocios, utilizando la orientación al mercado como método. La colaboración es otra forma de mirar al mundo y aprender de otras organizaciones y al mismo tiempo añadir servicios de biblioteca.

Los grandes cambios requieren una cuidadosa consideración de muchas cuestiones. ¿Qué nivel de cambio perseguirá su biblioteca? ¿Qué enfoque adoptará para su implementación? ¿Cómo puede fomentar el entusiasmo y el apoyo al cambio entre el personal de la biblioteca? ¿Cómo se puede construir en la flexibilidad suficiente para adaptarse a los desafíos que se encuentran a lo largo del camino? No importa el camino que se tome, recuerda que hacer un cambio transformador no es para el alma impaciente. Lleva tiempo. A menudo se puede sentir como si se dieran dos pasos atrás por cada paso que se da hacia adelante. Pero con suficiente paciencia, la mentalidad de una organización puede cambiar.

Fonte: Universo Abierto

A perda de bibliotecários escolares está prejudicando crianças (e professores)

Texto por Philip Ferreira

Está faltando o bibliotecário da escola? Você não está sozinho. O número de bibliotecários escolares em período integral diminuiu 19% entre os anos letivos de 1999-2000 e 2015-2016 (de acordo com o School Library Journal ). As bibliotecas permanecem vazias. Ou eles estão sendo transformados em salas de aula ou centros de tecnologia. Existem também não bibliotecários que administram bibliotecas escolares. E houve pouco esforço para iniciar novas bibliotecas.

O problema não é todo o financiamento. A perda de bibliotecários escolares pode ser atribuída a muitos outros fatores: rotatividade principal, iniciativas de tecnologia escolar que parecem tornar obsoletos os bibliotecários (quando a verdade é oposta) e contratação de carências que mantêm os bibliotecários fora das escolas.

Perder um bibliotecário é mais do que perder algumas recomendações de livros (embora sejam importantes). Quando as escolas não têm bibliotecários, crianças e professores sentem o impacto.

Já sabemos há algum tempo que, quando as escolas têm programas de bibliotecas de alta qualidade, as crianças obtêm melhores resultados em testes padronizados. Isso não é uma votação para testes padronizados, mas é um aceno para os programas da biblioteca que ajudam as crianças a se tornarem melhores leitores de qualquer texto apresentado. Talvez seja porque os leitores avançados precisam de muitas recomendações de livros. Ou talvez seja porque os bibliotecários ajudam leitores avançados a ler mais.

Quando uma escola tem um bibliotecário em tempo integral, há menos crianças que pontuam abaixo do básico na leitura, o que significa que essas importantes “crianças bolha” recebem um grande impulso por terem alguém na equipe que sabe como alcançá-las com o livro certo.

Os bibliotecários fazem mais do que arquivar livros, eles também dão aulas, incluindo tecnologia e aulas particulares. Perder um bibliotecário é como perder um professor.

Bibliotecários não são apenas para o ensino fundamental. À medida que o aluno progride, ter bibliotecários especializados em mídia e pesquisa ajuda a preparar os alunos para se destacarem na faculdade, ajudando-os a desenvolver suas habilidades de pesquisa ou a capacidade de encontrar, avaliar e usar informações. Sem a experiência desses bibliotecários, os alunos estão menos preparados para o rigor do trabalho de nível universitário.

Escolas de baixa renda e escolas que atendem a outras populações marginalizadas perderam bibliotecas e bibliotecários a uma taxa maior do que as escolas que não. Isso é importante porque os bibliotecários da escola são mais importantes para os estudantes considerados em risco. De fato, os programas de bibliotecas são mais importantes para os estudantes que são de famílias de baixa renda, têm deficiências ou são marginalizados de outras maneiras.

Os bibliotecários também trazem muito para o planejamento dos professores. Eles podem recomendar os livros certos para completar uma unidade, maneiras de abordar um tópico e idéias para aprimorar a pesquisa e a coleta de informações na sala de aula. Tirar um bibliotecário  da escola também deixa professores sem um recurso importante.

Fonte: Jornal de Brasília

Nova biblioteca da USP será construída com verba de acordo entre empresa e Promotoria

TJ nega recurso do Governo de SP e mantém acordo que isenta Grupo CCR de processo em troca do pagamento de R$ 81,5 milhões

Patrícia Pasquini

São Paulo – Um acordo entre o Ministério Público e o Grupo CCR em um processo que apura caixa dois destinará R$ 17 milhões à construção de uma nova biblioteca na Faculdade de Direito da USP.

O documento foi firmado entre a Promotoria e o grupo, que atua no mercado de concessões de estradas, metrôs e aeroportos, em 2018, questionamento judicial.

Nesta terça-feira (4), a 11ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo julgou o caso e manteve o acordo, o que permite que o dinheiro seja usado.

Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo Danilo Verpa/Danilo Verpa
Reforma na fachada da Faculdade de Direito da USP, bancada por alunos Danilo Verpa – 8.ago.2019/Folhapress
Corredor da Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco Davi Ribeiro/Folhapress
Átrito da Faculdade de Direito da USP Davi Ribeiro/Folhapress
Debate sobre os 30 anos no salão nobre da faculdade, em dezembro de 2018 Bruno Santos – 1.out.2018/Folhapress
Faixa da fachada da faculdade durante campanha eleitoral de 2018 Folhapress/Marina Estarque – out.2018

Segundo o advogado da concessionária, Sebastião Tojal, a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo havia questionado a legalidade do acordo sob o argumento de que o Ministério Público não poderia tê-lo celebrado devido a ação judicial (Lei de Improbidade Administrativa, 8.429/1992).

“O fato é que este acordo foi firmado quando não havia ação judicial. A empresa compareceu espontaneamente ao Ministério Público”, afirma.

Outro questionamento apontava para a destinação do dinheiro à faculdade. A Procuradoria pleiteou que o valor fosse revertido aos cofres do estado por considerar que a doação à biblioteca não tinha relação com a reparação do dano pleo caixa dois.

“O que o tribunal fez hoje foi confirmar a legalidade do acordo, que vem sendo cumprido desde 2018”, explica Tojal.

A instituição poderá solicitar o levantamento do montante assim que publicado o acórdão.

Segundo o diretor da faculdade, Floriano Marques, R$ 17 milhões correspondem ao custo da obra atualmente. O projeto das novas instalações permanece em aprovação pela prefeitura.

“Como o prédio está no entorno de uma área tombada pelo patrimônio histórico, o projeto também deverá ser aprovado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico)”, afirma Marques.

A nova biblioteca terá capacidade para um acervo com cerca de 300 mil livros.

No ano passado, a instituição firmou uma parceria com o Google para a digitalização das obras de domínio público sem ônus para a instituição. A previsão é que o processo de digitalização termine até o final de 2021.

CCR DEVERÁ PAGAR r$ 81,5 MILHÕES

Por ser concessionária de serviço público, a CCR é proibida por lei de fazer doações a partidos.

Para se livrar das penalidades impostas pela Lei de Improbidade Administrativa, o Grupo CCR firmou dois acordos com o Ministério Públido de São Paulo.

Propôs deletar os políticos que receberam dinheiro para campanha via caixa 2 e efetuar o pagamento de R$ 81,5 milhões, divididos da seguinte forma: R$ 60 milhões a título de multa e ressarcimento ao governo estadual, R$ 45 milhões ao Fundo Estadual de Interesses Difusos e Coletivos e ao Fundo Estadual de Perícias de Ações Civis Públicas, e R$ 17 milhões como doação à Faculdade de Direito da USP.

Procurado, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público de São Paulo não se manifestaram sobre o processo contra a concessionária CCR, que corre em segredo de justiça. Pelo mesmo motivo, o advogado da empresa Sebastião Tojal não comentou as delações.

Fonte: Folha de S.Paulo

Reinaldo quer bibliotecas com visão artificial para deficientes

Texto por Graciela Zabotto

Reinaldo quer que bibliotecas com visão artificial para deficientes (Foto: Divulgação)

O vereador Reinaldo Campos (Podemos) apresentou na Câmara de Barueri uma Indicação solicitando ao prefeito Rubens Furlan (PSDB) a possibilidade de implantar dispositivos de inteligência e visão artificial para deficientes visuais nas bibliotecas da cidade. Segundo ele, essa é uma oportunidade de oferecer independência às pessoas com deficiência visual, déficit de leitura, dislexia e síndrome de down. O aparelho fotografa, escaneia e transforma instantaneamente textos de qualquer superfície em áudio.

“Isto acontece com livros, jornais, revistas, placas de rua, cardápios de restaurantes, nomes de lojas, mensagens do celular, folhetos, etc”, explicou o autor da solicitação. “Ter a oportunidade de oferecer nas bibliotecas municipais uma alternativa para que pessoas com problemas visuais tenham acesso aos livros, com capacidade de leitura, é sem dúvida algo que não pode ser ignorado”, completou Reinaldo.

Fonte: Webdiario

Biblioteca de Alexandria – O que é, história, incêndio e a nova versão

A Biblioteca de Alexandria não foi só a biblioteca mais popular da história, como também foi rodeada de mistérios, como o incêndio.
O mundo antigo guarda diversos mistérios, e o incêndio da biblioteca de Alexandria é um deles. A princípio,
ela é uma das mais importantes e mais conhecidas bibliotecas da história. Ao passo que lá era coletado e produzido grande parte do conhecimento do mundo antigo. Além disso, ela serviu de inspiração para as universidades atuais. Assim como também abrigou a primeira escola de medicina do mundo.

Ela era localizada no coração da cidade de Alexandria, no Egito. Assim sendo, foi fundada no século 3 a.C. por Ptolomeu II, um dos sucessores de Alexandre, o Grande. No entanto, esse lugar que guardava tamanho estudo e conhecimento, foi destruído por um incêndio.

História da biblioteca de Alexandria

Biblioteca de Alexandria - O que era e a história por trás do incêndio
Wikipedia.

Primeiramente, a biblioteca de Alexandria foi a mais importante do mundo. Mais exatamente de 280 a.C. a 416 d.C.. Além disso, era um valoroso centro de conhecimento, e estava localizado na cidade de Alexandria, ao norte do Egito, a oeste do Rio Nilo, às margens do Mediterrâneo.

De fato, Alexandre e os reis que o sucederam valorizavam muito o conhecimento. Ou seja, eles apoiavam fortemente a pesquisa e a erudição. Portanto, seus estudos e pesquisas na área da matemática e astronomia eram considerados grandes tesouros do seu império. Ele então mandou construir o Mouseion, que mais tarde viria a ser o que conhecemos hoje como museu. Então, lá era um local de pesquisas de várias áreas do conhecimento. No entanto, foi com Ptolomeu II que a biblioteca de Alexandria foi construída. Sendo assim, ele seguiu os passos de Alexandre, e, assim, construiu a biblioteca junto com o Templo das Musas (Museum).

Estrutura da biblioteca de Alexandria

Biblioteca de Alexandria - O que era e a história por trás do incêndio
Esboço da provável Alexandria – Biblioteca em Foco.

A princípio, sua estruturação é creditada à Demétrio de Falero, o qual se encontrava exilado naquela região. E assim, além do grande salão onde era armazenado os livros, havia 10 grande laboratórios de pesquisas presentes na biblioteca de Alexandria. De modo que eram jardins botânicos, salas de estudo, observatórios astronômicos e até um zoológico com várias espécies trazidas de diversas partes do mundo antigo.

No entanto, o maior destaque da Biblioteca de Alexandria era a sua vasta coleção de livros. Sendo assim, o intuito de seus governantes era de que ela se tornasse a maior biblioteca que já havia existido. Portanto, eram enviados agentes que comprassem (ou roubassem) bibliotecas em outras partes do mundo. Além disso, todas as embarcações que chegavam à cidade eram vasculhadas pelas autoridades, e os papiros encontrados nelas eram copiados. Então, as cópias eram devolvidas aos seus donos, enquanto os originais eram enviados para a biblioteca.

O incêndio da biblioteca de Alexandria

Biblioteca de Alexandria - O que era e a história por trás do incêndio
Biblioo

Primeiramente, é indiscutível o fato de esse ser um dos maiores mistérios do mundo antigo. Portanto, a hipótese de ter sido um incêndio que destruiu a biblioteca de Alexandria existe porque não foram encontrados vestígios pelos historiadores. Não há registros arquitetônicos e nem vestígios arqueológicos que possam mostrar o que realmente aconteceu. Então, por conta disso, não se sabe ao certo quem o provocou.

Há várias histórias que podem ser realidade sobre o que aconteceu. Em primeiro lugar, uma delas conta que Júlio César, ao passar por Alexandria enquanto perseguia seu rival Pompeu, membro do Triunvirato integrado também por César e Crasso, conseguiu a cabeça do inimigo e o amor de Cleópatra, irmã de Ptolomeu XII. Além disso, envolvido pela paixão, ele toma o trono por meio da força, entrega-o à Rainha e aniquila todos os tutores do antigo rei, com exceção de um, que foge das garras de César. No entanto, estava determinado a não deixar sobreviventes. Portanto, manda incendiar todos os navios, incluindo os seus, para que ele não pudesse escapar pelo mar. Sendo assim, o fogo teria se ampliado e atingido uma fração da Biblioteca.

]Biblioteca de Alexandria - O que era e a história por trás do incêndioRuínas de Alexandria / Fontes: Somos Físicos

Outras versões que possuem provas que as comprovem. Primeiramente, temos a invasão muçulmana. De acordo com essa hipótese, a biblioteca de Alexandria teria caído por causa do califa Omar, quando seu exército invadiu a cidade em 640 d.C.

No entanto, existem registros que a biblioteca já estava sucumbindo antes mesmo disso, por conta de falta de investimentos. Outros ainda arriscam em afirmar que ela teria sido atacada pela Igreja Católica. Todas as versões tem registros, então, isso acaba dificultando a descoberta da verdade por trás desse mistério.

Perdas que o incêndio da biblioteca de Alexandria causou

Biblioteca de Alexandria - O que era e a história por trás do incêndio
Toda Matéria

Antes de mais nada, é importante enfatizar que é impossível mensurar o tamanho da perda que esse incêndio causou. No entanto, acredita-se que entre 500 a 700 mil rolos de papiro fizeram parte do acervo da biblioteca de Alexandria. Então, para isso, cerca de 100 funcionários trabalhavam no local.

Todavia, alguns fragmentos foram recuperados. E, sendo assim, dá pra ter uma noção da quantidade de conhecimento que foi privado às gerações seguintes, inclusive a nossa. Por exemplo, existem resquícios de que Aristarco de Samos havia escrito durante o século III a.C que era a Terra que orbitava em volta do Sol, assim como outros planetas. No entanto, levou cerca de dois mil anos para que Nicolau Copérnico “redescobrisse” o heliocentrismo, colocando sua ideia no mundo em 1530. Outro exemplo é a pesquisa de Heron de Alexandria, que criou um primeiro modelo de motor a vapor cerca de dois mil anos antes de James Watt.

Grandes nomes da biblioteca de Alexandria

Biblioteca de Alexandria - O que era e a história por trás do incêndio
Todo Estudo

Além do grande acervo de livros com conhecimentos de todo o mundo, existiam em seus centros de pesquisa nomes muito importantes para diversas áreas do conhecimento. Pode-se destacar:

– Eratóstenes, o bibliotecário-chefe de Alexandria, foi o primeiro que mediu a circunferência da Terra;

– Hiparco, considerado pai da astronomia, mapeou as constelações e mensurou a magnitude das estrelas;

– Euclides, considerado o pai da geometria;

– Ptolomeu, um dos maiores astrônomos de sua época, criou uma base para a astrologia de hoje;

– Herófilo, pai da anatomia e fundador da escola de medicina, identificou que o cérebro era responsável pela inteligência, e não o coração;

– Dionísio da Trácia foi quem organizou o esquema de oração que utilizamos hoje, com verbos, pronomes, substantivos etc;

– Hipácia: astrônoma e matemática, foi chefe da escola platônica de Alexandria.

A nova biblioteca de Alexandria

Biblioteca de Alexandria - O que era e a história por trás do incêndio
Atual Biblioteca de Alexandria – Todo Estudo.

Primeiramente, em homenagem à biblioteca original, em 2002 foi construída a Bibliotheca Alexandrina. Ao mesmo tempo que também funciona como centro de pesquisa, contendo laboratórios, museus, auditórios, um planetário, possui também um grande acervo. Atualmente, a Bibliotheca Alexandrina é considerada a maior do Egito e contém a maior coleção digital de manuscritos históricos do mundo.

E aí, gostou dessa matéria? Então, dê uma lida nessa a seguir: Fotógrafo italiano viaja para registrar as bibliotecas mais incríveis do mundo

Fontes: Hiper Cultura InfoEscola

Imagem de Destaque: Daily Beast

Fonte: Segredos do Mundo

La fuerte relación entre el rendimiento de los estudiantes y las bibliotecas escolares

No hay día en que la utilidad de las bibliotecas escolares no sea puesta en duda, y más en  una sociedad tan digital como en la que vivimos. Las bibliotecas escolares tienen que demostrar su valor de manera constante e ininterrumpida. Quizás este reto sea el que haga que las bibliotecas escolares estén siempre en constante evolución, adaptación y transformación.

La biblioteca escolar conecta a los alumnos con la información, tecnología y aprendizaje

Por suerte cada vez se tiene más información sobre la necesidad y utilidad de las bibliotecas escolares para el buen rendimiento de los estudiantes en sus caminos formativos. Pero para llegar a este punto hace falta que tanto los directores de los centros educativos, como el equipo de administración y el profesorado tengan conocimiento de las funciones de los bibliotecarios escolares y que sepan porqué pueden ser un plus para el buen rendimiento de dichos estudiantes. Para ello es esencial el contacto directo y continuo de los bibliotecarios escolares con los agentes involucrados en la comunidad educativa. La comunicación y la información son imprescindibles, además de la demostración con hechos.

Hace ya unos meses que hablamos del impulso que el Consejo de Cooperación Bibliotecaria quiere dar a las bibliotecas escolares a través de su II Plan Estratégico. Plan que reconoce a los bibliotecarios escolares como piezas fundamentales para dotar a la comunidad estudiantil de las habilidades necesarias en el manejo de la información y que busca fortalecer a la biblioteca escolar como centro de recursos para el aprendizaje y la alfabetización informacional.

Hoy nos queremos hacer eco de la información que comparte la American Library Association en su último informe sobre las bibliotecas en EE.UU. y que cuenta con un apartado dedicado a las bibliotecas escolares. En dicho informe hablan del bibliotecario escolar como un agente más, y esencial, dentro de la comunidad educativa apoyando a alumnos, al personal administrativo y a los maestros. Destaca a los bibliotecarios escolares como conectores de los alumnos con la información, la tecnología y el aprendizaje, además de ser impulsores del contenido digital en las aulas.

El impacto positivo de las bibliotecas escolares en los estudiantes

Varios estudios son los que avalan el buen hacer de las bibliotecas escolares en las cuales hay bibliotecarios escolares certificados. Dichos estudios vienen a decir que:

  • El acceso a los libros a través de las bibliotecas escolares desarrollan actitudes positivas para toda la vida en los estudiantes hacia la lectura y les ayuda a leer más.
  • Los estudiantes obtienen mejores resultados cuando hay un bibliotecario escolar certificado a tiempo completo.
  • Horarios completos y flexibles tienen un imparto directo sobre el rendimiento de los escolares.
  • Mayor inversión en la biblioteca y variedad en la colección mejora los resultados en los exámenes.
  • La planificación y colaboración entre bibliotecarios escolares y maestros mejoran el aprendizaje del estudiante.
  • Cuanto mayor sea el número de visitas a la biblioteca, más altas son las puntuaciones en las pruebas de rendimiento de los estudiantes.
  • Las bibliotecas escolares son esenciales para los estudiantes al proporcionar a estos instalaciones y herramientas con la finalidad de prepararles para navegar por la Era de la Información y prepararles para futuros trabajos.

En definitiva, las bibliotecas escolares transformar el aprendizaje para asegurar que cada estudiante tenga éxito. Y ese éxito se consigue con visitas a las clases para alfabetizar a los alumnos, conectando a los alumnos con la biblioteca digital, promoviendo el gusto por la lectura y el aprendizaje, dando un trato personalizado, realizando consultas profesionales con el profesorado y otro personal, a través de colaboraciones con maestros, dando la información que necesitan los alumnos en cada momento…

School library snapshot

Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: ComunidadBTZ

Projeto da UnB digitaliza trabalhos produzidos entre 1962 e 2006

O intuito é permitir que tanto a comunidade universitária quanto a população em geral tenha acesso às pesquisas realizadas por alunos de mestrado e doutorado

Caroline Cintra

Além de bibliotecários, o projeto conta com o apoio de bolsistas %u2014 alunos da UnB selecionados para receber bolsa remunerada(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Resgatar memórias e compartilhar conhecimento. Esses são os principais objetivos do novo projeto da Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE-UnB), que pretende digitalizar todas as teses e dissertações defendidas desde a fundação da universidade, em 1962, até 2006, ano em que a entrega do trabalho digital tornou-se obrigatório. No período anterior, cerca de 15 mil trabalhos dos programas de pós-graduação foram apresentados. O intuito é permitir que tanto a comunidade universitária quanto a população em geral tenha acesso às pesquisas realizadas por alunos de mestrado e doutorado. Todo o material será disponibilizado gratuitamente em uma plataforma digital. (veja em Como acessar as teses e dissertações da UnB).

A diretoria da BCE separou um espaço com máquinas e scanners, que funciona como laboratório, para a realização do trabalho. Os equipamentos foram oferecidos pela administração da UnB, e o projeto ainda conta com recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), alcançados por meio da aprovação de um edital. “A biblioteca está atuando no mundo digital na divulgação desses conteúdos. A ideia é facilitar o acesso para as pessoas não precisarem vir pessoalmente e acessar tudo por um dispositivo de forma rápida, confortável e segura e, assim, terem mais conhecimento”, explica o diretor da BCE, professor Fernando César Lima Leite.
Todos os trabalhos terão versão com acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva. Até o momento, foram digitalizados materiais da Faculdade de Ciências da Computação. Estão em andamento as teses e dissertações da Faculdade de Comunicação e Faculdade de Engenharia. Ainda não há prazo para a finalização das digitalizações, mas a equipe está animada e esperançosa para que tudo seja divulgado o quanto antes. “O intuito é lançar a plataforma no início do semestre, em março, mas é bastante coisa. Vamos alimentando o site aos poucos. Temos digitalizado de nove a 10 trabalhos por dia, mas vai andar mais rápido, porque uma das máquinas que ganhamos digitaliza 90 páginas por minuto. Então, quanto mais rápido, melhor”, ressalta o professor.
Ele destaca que o projeto pretende beneficiar a comunidade como um todo. Além das teses e dissertações, há outro projeto de digitalização dos demais materiais reunidos na BCE, como partituras, obras raras e manuscritos medievais. “São pequenos tesouros reunidos no mundo físico e que as pessoas precisam ter conhecimento que existem. A ideia de digitalizar é colocar na internet para oferecer mais material para novas pesquisas”, diz Fernando.
A bibliotecária Sueli Assis é uma das integrantes da equipe que digitaliza os materiais. Ela conta que são analisados documento por documento para saber em qual máquina deve ser escaneado. “Parece ser um trabalho fácil, mas não é. Essa análise leva tempo. Depois, ainda editamos as folhas, tiramos a sujeira, os amassados, para que facilite a leitura no meio digital”.

Dedicação

Além de bibliotecários, o projeto conta com o apoio de bolsistas — alunos da UnB selecionados para receber bolsa remunerada. A estudante de museologia Ana Elvira Valadares, 20 anos, lembra que viu cartazes espalhados pela UnB com a proposta do projeto e se interessou. “Achei muito legal, porque é uma área em que quero atuar. Em ciência de informação, fiz alguns projetos com plataformas digitais novas que estão aplicando nos museus do país todo e vi nesse projeto uma boa oportunidade”, revela.
Ao todo, seis bolsistas foram escolhidos. Ana disse que não falta trabalho e que existe uma parceria entre todos. “Às vezes, um fica sem scanner e pede para o outro. Não falta coisa para fazer. O que me motiva todos os dias é saber que tem gente levando conhecimento para pessoas que não podem vir aqui. Por isso, tenho interesse em mexer com museologia digital”, conta a estudante.
Para o aluno de biblioteconomia Marcus Augusto Guedes, 19, a experiência também é uma oportunidade de mostrar a amplitude da UnB e os projetos realizados pela biblioteca. “Ela é tão grande. Isso que fazemos é apenas um pedaço do que a gente pode fazer para ajudar, ainda mais na área digital, que é o futuro. E nos dá uma base do que podemos fazer na profissão”, afirma.

Autorização

Apesar do trabalho gratificante para quem participa, durante o processo a equipe encontra algumas dificuldades, inclusive jurídicas. Para divulgar os trabalhos defendidos antes de 2006, é preciso a autorização do autor. “Precisa da assinatura de um termo. E, como faz muito tempo, precisamos que essa informação chegue a todos. Aqueles que defenderam antes desse ano devem entrar em contato conosco (veja em Como entrar em contato com a Biblioteca Central da UnB)”, informa a coordenadora da Gestão de Informação Digital (GID) da BCE, Patrícia Nunes.
Ela ressalta que muitos trabalhos não são divulgados na íntegra, porque parte das obras tem direito autoral. “Quem for ler vai saber que existe determinada informação ali, mas não vai ter acesso ao texto na íntegra. Isso acontece mais com os textos atuais. A gente dá essa opção de divulgar completamente ou parcialmente. Os mais antigos, acredito que serão divulgados completos”, diz Patrícia.

Como acessar as teses e dissertações defendidas na UnB

repositorio.unb.br
Como entrar em contato com a Biblioteca Central da UnB

Pelo e-mail projetodigitalizacaounb@bce.unb.br ou pelos telefone (61) 3107-2687
ou (61) 3107-2688

O papel social das bibliotecas

A Biblioteca pública transformou-se nestas últimas décadas. De um espaço de silêncio quase absoluto, onde o estudo e a quietude reinavam, criou-se um local aprazível, de convívio, de partilhas e de aprendizagens diversas

A biblioteca pública possibilita o acesso gratuito à Cultura

Biblioteca Pública transformou-se nestas últimas décadas. De um espaço de silêncio quase absoluto, onde o estudo e a quietude reinavam, criou-se um local aprazível, de convívio, de partilhas e de aprendizagens diversas. Atualmente, a biblioteca pública assume, cada vez mais, o seu lugar na comunidade que a integra, procurando desenvolver estratégias junto da mesma. Para o efeito, oferece novas ferramentas e apresenta novos horizontes aos seus leitores. Hoje a biblioteca pública tornou-se num organismo vivo que alargou os seus limites de atuação, saindo fora de portas. Procura ir ao encontro de grupos específicos ou de contextos particulares, como os hospitais, as prisões, os lares, com novos projetos e iniciativas com o propósito de incluir todas as franjas da comunidade.

Intermediária entre escolas e comunidade, cria pontes entre públicos de várias faixas etárias, como por exemplo os encontros entre as crianças e os séniores. Também inclui espaços de encontro de culturas, em especial nas comunidades que possuem um número significativo de nacionalidades distintas, na tentativa de aproximar e incluir estes novos utilizadores na comunidade que os recebem.

No que respeita à Cultura, possibilita o acesso gratuito à mesma, nas suas mais variadas formas e, acima de tudo, acolhe o diálogo entre várias manifestações artísticas. Confere ainda um palco privilegiado na abordagem de temáticas sensíveis, pertinentes e atuais, convidando o grande público ou grupos específicos a participarem e, por vezes, encontrarem possíveis soluções a problemáticas emergentes da sociedade.

Sem esquecer que o Livro e a Promoção da Leitura constituem fundamentalmente parte da missão de uma biblioteca pública, esta congrega em si informação disponível ao público. No século XXI, este papel não se resume apenas a transmitir essa informação, mas a torná-la útil para o seu utilizador, transformando-se, deste modo, em conhecimento.

Seja na utilização de novas tecnologias disponíveis a todos, seja no acesso livre ao Livro, ou nas áreas da Cultura, do Lazer ou do Conhecimento, dentro ou fora de portas, a Biblioteca Pública deve ser vista, hoje, como um agente importante no seio de uma comunidade, cuja vertente social foi sendo integrada, configurando uma nova roupagem e novas linhas orientadoras deste organismo.

Ana Miguel e Inês Colaço

(Biblioteca Municipal Lídia Jorge – Albufeira)

Fonte: Postal

Literatura e Mediação de Leitura nas bibliotecas

Série história dos bairros de São Paulo: Pirituba, Clube de Leitura Borboleta Azul, Mensagem reencontrada, Literatura: Grupo de leitura, Lançamento: Águas de dentro e de fora, da autora Lourdes Ferreira, Mediando leitura, Semeando leitura, Mediação de leitura para 1ª Infância, Mediação de leitura – Os livros falam e a alma responde em fevereiro nas bibliotecas de bairro.

Série história dos bairros de São Paulo: Pirituba
No próximo dia primeiro de fevereiro de 2019 o bairro de Pirituba completa 135 anos e como parte das comemorações, a Prefeitura de São Paulo, através da Secretaria de Cultura e Subprefeitura Pirituba/Jaraguá, fará o lançamento do livro PIRITUBA, escrito pela historiadora Daisy Camargo, que traz a história desse tradicional bairro paulistano desde os seus primórdios até a atualidade. Este lançamento será realizado na Biblioteca Brito Broca.Classificação indicativa: Livre. Durante: 120 min.
Dia 1º de fevereiro às 10h – Biblioteca Brito Broca

Clube de Leitura Borboleta Azul
Clube de leitura sobre o livro “Fabulário” de Clóvis Giraldes Jr.
Haverá leituras, bate papo com o autor e distribuição gratuita da obra. Não é necessário ter lido o livro previamente. São todos convidados!
Dia 1° de fevereiro às 14h – Biblioteca Nuto Sant’Anna

Mensagem reencontrada
Mediação de leitura do livro “A mensagem reencontrada”, de Louis Cattiaux, livro dirigido aos homens e às mulheres de espírito livre que buscam o sentido profundo das coisas e deles mesmos e os exorta a iniciar o caminho da própria regeneração. Pere Sánchez Ferre é doutor em História Moderna e Contemporânea pela Universidade de Barcelona e ministra cursos naquela e em outras universidades espanholas. Classificação indicativa: 14 anos.
Dia 1º de fevereiro às 10h30 – Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Literatura: Grupo de leitura
O grupo se propõe a ler obras de autores de economia crítica, o primeiro encontro seria a minha exposição sobre dialética hegeliana. É um curso de leitura aberto ao público interessado, com a minha coordenação teórica e didática. O livro a ser lido seria o Primeiro Volume de Critica da Economia Política: O Processo de Produção do Capital. O Capital. A proposta do grupo é de encontros mensais, Toda primeira segunda do mês. Classificação indicativa: 14 anos.
Dia 3 de fevereiro às 19h – Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Lançamento: Águas de dentro e de fora, da autora Lourdes Ferreira
O livro é Águas de dentro e de fora, com 37 poemas de autoria de Lourdes Ferreira, alguns deles ilustrados por Nana Mello, que também fez a ilustração da capa. Classificação indicativa: 14 anos
Dia 8 de fevereiro às 14h – Biblioteca Alceu Amoroso Lima

Mediando leitura
Projeto voltado para o público da Melhor Idade. O rico universo da literatura que temos no acervo da Biblioteca, possibilita utilizarmos livros da literatura infantil, juvenil, biografias, meditações e histórias do cotidiano, com a finalidade de resgatar as histórias da tradição oral. Classificação indicativa: Livre.
Dia 19 de fevereiro às 10h – Biblioteca Amaral Amaral

Semeando leitura
Mediação de leitura e resgate de canções e brincadeiras tradicionais para Primeira Infância. Classificação indicativa: Livre
Dia 20 de fevereiro às 14h30 – Biblioteca Amadeu Amaral

A Hora da Mediação de Leitura Literária
Com Cléo, Danielle e Natanael
Funcionário da biblioteca e Jovens Monitores Culturais propõem um contato lúdico entre crianças e os livros, com a intenção de despertar o interesse pela literatura e o prazer da leitura. Classificação indicativa: 0 a 12 anos.
Terças-feiras (de 7 de janeiro a 15 de dezembro das 11h30 às 12h30) –Biblioteca Cora Coralina.

Mediação de leitura para 1ª Infância
Duração: 60 min.
Terças-feiras às 14h – Biblioteca Affonso Taunay

Mediação de leitura – Os livros falam e a alma responde.
Com funcionários da biblioteca.
As mais belas histórias que encantam e divertem a todas as idades. Classificação indicativa: Livre. Duração: 45 min.
Quartas- feiras às 14h ou mediante agendamento prévio – Biblioteca Thales Castanho Andrade

Mediação de Leitura
Com Cida Felício e Cida Teles
Classificação indicativa: Livre. Duração: 45 min.
Terças e quintas-feiras às 13h30 – Biblioteca Professor Arnaldo Magalhães Giácomo

Projeto de Mediação de Leitura Literária na 1ª Infância
Com Cléo, Danielle e Natanael
Ação intersecretarial onde está sendo desenvolvida a Mediação de Leitura Literária pela Biblioteca Pública Municipal Cora Coralina (Temática Feminista) em parceria com a EMEI Gianfederico Porta. Classificação indicativa: 6 anos.
Sextas-feiras (de 7 de fevereiro a 11 de dezembro das 14h30 às 15h30) – Biblioteca Cora Coralina.

Fonte: Prefeitura Municipal de São Paulo

Sobre o direito à literatura

A professora Marilena Nakano é a entrevistada dessa semana da PublishNewsTV. Ela é voluntária da Rede Beija-Flor, uma das vencedoras do último Prêmio IPL – Retratos da Leitura.

Em um dia de 2011, uma professora de professores percebeu que a sala de aula era insuficiente para formar verdadeiros educadores. Aí ela pegou os alunos, atravessou a rua, até o “território” bem na frente da universidade – tão perto, tão longe que era. Começaram limpando a praça e hoje aplicam o conceito de “bibliotecas vivas” em áreas vulneráveis de Santo André, cidade da Grande São Paulo e 14º município mais rico do país. A professora é Marilena Nakano, a entrevistada dessa semana do PublishNews Entrevista, programa da PublishNewsTV que busca formar um arquivo da memória editorial brasileira. Formava-se ali um embrião do que seria mais adiante a Rede Beija-Flor de Pequenas Bibliotecas Vivas de Santo André, um dos ganhadores da última edição do Prêmio IPL – Retratos da Leitura na categoria Organizações Sociais. Marilena lembra que dessa limpeza de praça nasceu uma relação que criou vínculos muito profundos com aquela população.

“Fizemos uma pesquisa e detectamos que, mais do que a pobreza material, existia um problema ali que era a pobreza cultural. Quando a gente fala em vulnerabilidade, a gente não tá falando só da pobreza material. Tem uma pobreza que assola a vida das pessoas que é, por exemplo, o não acesso à literatura como um direito”, defendeu na conversa que teve com André Argolo. “Não é uma questão de ordem: primeiro as questões materiais e depois as questões simbólicas. Não! Essas coisas têm que andar juntas. A vida não é separada. A vida é complexa e todo mundo vive tudo ao mesmo tempo”, completou.

O PublishNews Entrevista é um oferecimento do #coisadelivreiro, consultoria em marketing e inteligência de negócios para o mercado editorial.

Além de estar disponível no canal do PublishNews no YouTube, a entrevista com Marilena está disponível em áudio também pelas plataformas digitais: SpotifyiTunesGoogle Podcasts e Overcast.

Fonte: PUBLISHNEWS

Programação de férias continua nas Bibliotecas nesta sexta e sábado

A programação das Bibliotecas Ramais de Bauru se encerra neste fim de semana

Texto por Aceituno Jr.

Programação de férias continua nas Bibliotecas nesta sexta e sábado

A programação das Bibliotecas Ramais de Bauru se encerra neste fim de semana com ações na Biblioteca da Ramal da Vila Falcão e da Estação Cidadania (antigo CEU das Artes).

Na sexta-feira, 31, a Biblioteca Ramal “Maria Raquel Zanni Arruda”, na Vila Falcão, recebe, às 9h, a exposição “Retratos de Bauru”, do artista Plácido, que se chama Aparecido de Souza e ganhou o nome artístico ainda quando criança: “Diziam que eu era muito calmo, manso, observador. Acabei virando Plácido, gostei e me senti um profissional”, conta o artista, que começou a pintar aos 9 anos, com pedaços de carvão em muros e casas abandonadas de Vera Cruz.

Ainda na Vila Falcão, após a abertura da exposição, ocorre a contação de histórias “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”, um espetáculo teatral que conversa com o ato de contar histórias. O espetáculo traz à cena um simpático casal de idosos, Tião e Dulce.

Para João Folcato, um dos atores, o espetáculo “é um resgate das lembranças de cada um e uma possibilidade de transformar o nosso meio, já que quanto mais conhecemos mais pertencemos”.

No sábado é a dia da Estação Cidadania, que recebe a programação, a partir das 17h, com a abertura da exposição “Bauru em Fotos”, promovida pelo Museu Ferroviário Regional e pelo Museu Histórico Municipal, que tem como objetivo promover o reconhecimento do município em diferentes épocas. A exposição trará fotografias mostrando Bauru de antigamente e na atualidade.

Às 17h30 ocorre a contação “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”, seguida da apresentação musical do Projeto Camerata Experimental do CEU, que tem coordenação de José Coutinho.

SERVIÇO

1 de janeiro (sexta-feira) – Biblioteca Ramal da Vila Falcão – “Maria Raquel Zanni Arruda”

9h – Abertura da exposição “Retratos de Bauru” – Presença do artista Plácido

9h30 – Contação de histórias – “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”

Biblioteca Ramal “Maria Raquel Zanni Arruda”

Rua Domingos Bertoni – 7-50 – Vila Falcão

 

1 de fevereiro (sábado) – Biblioteca da Estação Cidadania (antigo CEU das Artes)

17h – Abertura da exposição “Bauru em Fotos”

17h30 – Contação de histórias – “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”

18h – Apresentação musical do Projeto Camerata Experimental do CEU – coordenação: José Coutinho

Rua Maria José Silvério Dos Santos, Quadra 02 – Conjunto Habitacional Pastor Arlindo Lopes Viana

Fonte: Jornal da Cidade Bauru

Bibliotecas em primeiro lugar

Pesquisa relata que no último ano, os americanos foram mais à biblioteca do que ao cinema

Biblioteca Mario de Andrade | © Sylvia Masini
Biblioteca Mario de Andrade | © Sylvia Masini

O Instituto Gallup divulgou o resultado de uma pesquisa interessante. No último ano, apesar proliferação de atividades digitais nas últimas duas décadas, os americanos foram mais à biblioteca do que ao cinema. Para chegar a essa conclusão o instituto de pesquisa realizou entrevistas telefônicas com uma amostra aleatória de 1.025 adultos em todos os 50 estados americanos. Ir à biblioteca é a atividade cultural mais comum entre os respondentes e ganhou de outras iniciativas como ir ao teatro, eventos esportivos, parques, shows musicais, museus, zoológicos, parques de diversões e até ao cassino.

Outro dado da pesquisa é que as bibliotecas são mais frequentadas por adultos em famílias de baixa renda. Isso porque os equipamentos oferecem wi-fi grátis, aluguel de filmes e atividades para crianças. A pesquisa relata também que as mulheres visitam as bibliotecas duas vezes mais que os homens e que a faixa de idade dos visitantes fica entre 18 e 29 anos, a mesma dos visitantes dos cassinos. Os maiores frequentadores das outras atividades culturais são adultos entre 30 e 49 anos.

A margem de erro de amostragem é de 4 pontos para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%.

A pesquisa completa você confere clicando aqui.

Fonte: PUBLISHNEWS

Biblioteca escolar: ação mediadora e o papel do bibliotecário

Fernanda de Oliveira Freitas Cavalcante

Bacharel em Biblioteconomia (UFAM), mestranda em Educação Escolar (UNIR)

Carmen Tereza Velanga

Doutora em Educação (USP), docente universitária (UNIR – Porto Velho), membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar (PPGEE/MEPE)

Jussara Santos Pimenta

Doutora em Educação (UERJ/UL), docente universitária (UNIR- Porto Velho), membro permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar (PPGEE/MEPE)

Desde o início da sociedade, houve necessidade da busca pelo conhecimento, que era transmitido de forma oral, repassado por nossos ancestrais. Com o avanço das comunidades, descobriu-se a escrita e, posteriormente, o registro do conhecimento. Os nossos antepassados registravam seus costumes nas cavernas, nas árvores e ulteriormente em papiros. O aperfeiçoamento do suporte na escrita ocorreria conforme as descobertas de materiais existentes na terra, no fogo e a oportunidade que o ar atmosférico proporciona.

A humanidade já se organizava com estratificações em sociedade. Revoluções já aconteciam, pensamentos filosóficos eram registrados, invenções tecnológicas, ciências se preparando para o futuro. Em meados do século III a. C. foi criada a Biblioteca do Museu de Alexandria, por Ptolomeu Filadelfo, com o objetivo de organizar todo o conhecimento até então adquirido pela humanidade. Flower (2002, p. 21) relata:

Apaixonado colecionador de livros, Ptolomeu II Filadelfo adquiriu todos os papiros e rolos que podia conseguir, até mesmo bibliotecas inteiras, como a de Aristóteles, embora os historiadores tenham discutido durante séculos se realmente a obteve inteira.

Na Idade Média, surgiram as bibliotecas nos mosteiros, que conservavam e armazenavam todo o conhecimento da época, mantidas nas paredes do cristianismo, o acervo fechado aos não iniciados. A partir disso, foram iniciadas as atividades acadêmicas nas universidades nos mosteiros.

Adiante, com o passar do tempo, com o advento da imprensa, a partir do século XV, veio a explosão bibliográfica para firmar o conhecimento registrado. Mais adiante, com as tecnologias conquistadas no período das duas guerras mundiais, eclodiram muitas informações e a velocidade dos acontecimentos na humanidade aconteceu conforme a descoberta cientifica e necessidade do mundo de comunicar-se.

No Brasil, no século XIX, a Família Real trouxe de Portugal a sua biblioteca particular, coleção de livros que era um sinal da riqueza e poder. Nesse período não existiam bibliotecas públicas no Brasil, apenas bibliotecas nos colégios, nos mosteiros e em casas de particulares. Com a vinda da Família Real e o acervo trazido de Portugal, se organiza a Biblioteca Nacional.

Nas escolas, a biblioteca foi muitas vezes local de castigo, onde se cobrava o máximo de silêncio, leituras obrigatórias de livros imensos como forma de disciplinar os alunos que não se encaixavam nas regras rigorosas das escolas tradicionais. Em dias atuais, a biblioteca possui finalidades em sentido mais amplo: propagar o ensino, a pesquisa escolar, permitir um ambiente de convivência, troca de experiências literárias, fomento de ações culturais e parceria nas elaborações de trabalhos científicos, dentre outras.

O Manifesto IFLA/Unesco apresenta a missão da biblioteca escolar como prestadora de serviços de apoio à aprendizagem, disponibilizando livros e outros recursos informacionais aos membros da comunidade escolar, possibilitando que se tornem pessoas críticas e usuários competentes de informações em todos os formatos e meios.

No Brasil, no decorrer do desenvolvimento da sociedade, das profissões no mercado e devido às necessidades das instituições de ensino, que exigiam conhecimentos específicos dos profissionais da Educação, além dos professores de cada disciplina estudada, a escola exigiu um atendimento com mais qualidade e atenção. O profissional bibliotecário, já conhecido nos países da Europa e que já atuava em grandes universidades e instituições de ensino tradicionais, agora é chamado a atuar também nas escolas.

Este artigo tem como objetivo identificar o papel da biblioteca no processo de curricularização escolar, partindo dos Parâmetros Curriculares Nacionais e a mediação do profissional bibliotecário no currículo escolar. Diante desses desafios, pretende-se contribuir para a comunidade científica que tem interesse na temática biblioteca, pelo levantamento bibliográfico, pesquisa documental e, por fim, refletir sobre as possibilidades que a biblioteca oferece à comunidade escolar no que tange ao apoio pedagógico e à prática do currículo.

Biblioteca, leitura e seus leitores

A busca pelo conhecimento é considerada um triunfo no seguimento consciente de ser um aluno crítico e criativo. Nesse sentido, a biblioteca favorece os alunos à vida acadêmica (sala de aula, aulas teóricas e práticas), à pesquisa e à extensão, nessa empreitada rumo ao saber.

A organização do conhecimento é um dos pilares importantes da missão da biblioteca. Gerações passadas contribuíram para que hoje fosse concretizada a organização desse conhecimento dentro das bibliotecas. A elaboração de parâmetros por Campeloet al. (2010, p. 10) foi de suma importância na apropriação do conceito de biblioteca e sua missão. O documento é composto em duas partes: acervo, espaço físico, computadores com acesso à internet, organização do acervo, serviços e atividades e pessoal; instrumento de avaliação e planejamento.

Biblioteca, leitura e seus leitores. Essa trilogia carece de ligação e justificativa. Para que biblioteca? Leitura? Onde encontramos leitores? Primeiramente, não podemos negar a existência da biblioteca nas escolas e sua importância no ensino. Na biblioteca também se faz leitura: o que o professor orientou ao aluno e leituras da sua vontade. Os leitores encontram-se nos corredores da escola, em sala de aula e na biblioteca. Em consequência dessa orquestra harmônica, o professor e o bibliotecário têm a possibilidade de trabalhar juntos, em forma de mediação.

A ação de mediar é de bom grado nessa conjuntura escolar, pelo fato de alinhar a prática pedagógica. Nesse cenário, a biblioteca interage com o professor na busca incessante por cumprir uma das suas funções: apoiar, relacionar o conteúdo dos materiais bibliográficos aos dos docentes como prática do currículo escolar. Para Maroto (2012), a biblioteca representa uma fatia significativa no processo escolar.

Para que a biblioteca tenha o seu lugar de destaque na instituição escolar, faz-se necessário que os responsáveis por sua dinamização (bibliotecários, professores e outros profissionais) desenvolvam estratégias organizacionais menos rígidas e burocráticas, que possibilitem o exercício de liberdade e autonomia do leitor/pesquisador naquele espaço e facilitem o seu livre acesso à informação. Esses profissionais não podem esquecer que o seu fazer educativo constitui-se, mais especificamente, no desenvolvimento de ações de mediação e de incentivo à leitura e à pesquisa escolar junto à comunidade escolar (p. 65).

Ler faz bem. Essa afirmação já foi dita diversas vezes por muitos e lida em livros e artigos. A verdade é esta: a leitura abre horizontes, faz conhecer o universo das palavras e redescobrir o que já se havia aparentemente aprendido, conhecido. A leitura tem a capacidade de transformação do individuo, e nas escolas não é diferente. De acordo com Lima (2000, p. 21),

o conhecimento torna-se não somente uma aquisição individual, mas uma das possibilidades de desenvolvimento da pessoa que terá reflexos na vida em sociedade. Formar a pessoa para situar-se, inclusive, como membro de um grupo passa a ser, também, um objetivo de uma educação escolar voltada para a humanização.

A leitura abre portas para a humanização, motiva o ser humano a querer conhecer o mundo, as culturas, a culinária, política, romances, as fórmulas matemáticas, a história da humanidade. O educando absorve conhecimento em sala de aula, na biblioteca (livros, computador) e a contratempo; dessa forma, adquire conhecimento individual e demonstra o seu desenvolvimento na sociedade por meio de suas atitudes, costumes e convicções.

O bibliotecário e suas contribuições

É de praxe reportar-se à lei que rege a profissão bibliotecária para adentrar os deveres e direitos. Na íntegra, a Lei nº 4.084/62 dispõe a respeito do profissional bibliotecário. No Art. 6º, cita as atribuições, como “a organização, direção e execução dos serviços técnicos de repartições públicas federais, estaduais, municipais e autárquicas e empresas particulares”. É uma das profissões pioneiras, pode-se dizer; foi instituída no Brasil com o objetivo de atender às demandas de organização de informação; com o surgimento de universidades e o crescimento das escolas; o conhecimento local e mundial cresceu exuberantemente, conforme as revoluções, ações políticas educacionais e a necessidade de encontrar rapidamente documentos e livros importantes.

A classe bibliotecária atua no ambiente escolar nos primeiros anos do aluno (Biblioteca Escolar), nas universidades (Biblioteca Universitária) e em instituições especializadas (Biblioteca especializada), dentre outros, como unidades de documentação, museus e centros históricos.

Em cada espaço desses, o bibliotecário tem as funções de disponibilizar a informação, atuar como mediador no processo de leitura, aprendizagem, facilitador do acervo bibliográfico, organizador e colaborador nas atividades culturais; tem habilidade para auxiliar na prática do currículo escolar. Diante disso, é pertinente mencionar o principal papel do bibliotecário, segundo as Diretrizes da IFLA/Unesco na biblioteca escolar (2005, p. 12):

A principal função do bibliotecário escolar é a de contribuir para [o cumprimento] da missão e dos objetivos da escola, em que se incluem os processos de avaliação, implementação e desenvolvimento [da missão e dos objetivos] da biblioteca. Em cooperação com a direção da escola, com os administradores em geral e com o professorado, o bibliotecário deve estar envolvido no planejamento e na implementação dos programas escolares.

O profissional da informação tem objetivo de contribuir na aprendizagem dos alunos, partindo de parâmetros curriculares predefinidos, de acordo com a instituição. Uma das atribuições do profissional bibliotecário é tornar fácil e rápido o acesso ao conhecimento. O trabalho é realizado em parceria com os professores, que ensinam aos seus alunos com o apoio de livros didáticos e materiais de pesquisa oriundos do acervo da biblioteca.

O modelo ideal de trabalho em conjunto de bibliotecário e professor para atingir a excelência é citado por Rosa et al. (2014, p. 41):

os bibliotecários atuam em projetos pedagógicos visando à melhoria da aprendizagem e ao desenvolvimento da prática da pesquisa escolar. Incentivam e disseminam informações que fundamentam o ensino, a pesquisa e a construção do conhecimento. No âmbito escolar, o bibliotecário se alinha ao professor ao fornecer informação de confiança, rápida e acessível; orientação na localização, seleção e utilização de informação.

A dedicação de ambos os profissionais é ingrediente essencial para o sucesso de estudantes, em sala de aula e na biblioteca; é fortemente notada ao depararmos com as indagações e sugestões que os estudantes apontam, na medida em que tenham o conhecimento e começam a ter pensamento crítico. Podemos considerar que essas movimentações dos educandos são frutos prazerosos, pois confirmam o trabalho em conjunto.

O quotidiano do bibliotecário é dinâmico, atua no ensino dando a possibilidade de acesso às informações básicas da escola, como regulamentos, projetos pedagógicos dos cursos de Ensino Médio Técnico; na pesquisa, auxilia os trabalhos escolares indicando livros, sites confiáveis e vídeos dos canais do Youtube, inserindo os alunos também na pesquisa sobre leitura, o papel da biblioteca etc. Por fim, colabora na extensão, dando apoio aos alunos nos projetos de incentivo à leitura juntamente com a comunidade externa, com atividades culturais.

A velocidade com que as informações atualmente passam é assimilada pelos alunos que demonstram curiosidade e interesse por diversidade no ambiente escolar (sala de aula, biblioteca, corredores, refeitório, quadra desportiva). Cabe ao bibliotecário direcionar juntamente com os professores os livros que abordam diversos temas, como bullying, gênero, raça, história política, contexto histórico-literário das obras e saúde pública, dentre outros assuntos pertinentes à educação do estudante.

Currículo: definições

Pesquisadores da educação já apresentaram definições de currículo. Mas ainda podemos contribuir no entendimento do que é o currículo. As definições são diversificadas, no sentido de abranger os espaços da escola, envolver alunos, professores e demais profissionais da educação. De acordo com Moreira e Candau (2007), podemos considerar

currículo como as experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais, e que contribuem para a construção das identidades de nossos/as estudantes. Currículo associa-se, assim, ao conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas (p.18).

Libâneo (2012) define currículo como sendo

a concretização, a viabilização das intenções e orientações expressas no projeto pedagógico. Há muitas definições de currículo: o conjunto de disciplinas, resultados de aprendizagem pretendidos, experiências que devem ser proporcionadas aos estudantes, princípios orientadores, prática, seleção e organização da cultura (p. 469).

Os alunos almejam o conhecimento de forma dinâmica, informações atualizadas e relacionar o seu quotidiano com o conteúdo, com a finalidade de aplicar o conhecimento adquirido na sua vida. Conquistar a atenção dos alunos nesse processo de aprendizagem é desafio para nós, educadores. O currículo vai além das quatro paredes da sala de aula. Pesquisadores da Educação em tempos recentes reafirmam pontos a respeito do currículo, como Silveira (2016, p. 55):

é o eixo central da escola, pelo qual todos os profissionais da educação são responsáveis como educadores. Daí a relevância de o professor participar de sua construção, mediante inúmeras reflexões de discussões pertinentes à atividade escolar.

O processo de construção de diretrizes, elementos, materiais curriculares-educacionais se faz com a participação de educadores, professores e profissionais da Educação, no teor de confiabilidade desses parceiros. Para Silva (2009, p. 26), “o compromisso fundamental do professor é com a organização-transmissão do saber e com a formação do ser humano naquilo que lhe cabe através de currículo escolar”.

É necessária a contribuição do docente na formação do educando; mediante os ensinamentos preestabelecidos pelo currículo, a prática do professor é de suma importância e tem grande influência na vida dos estudantes.

As experiências educacionais desses profissionais (bibliotecário e professor) são pontos-chave para reflexões e futuras mudanças. As concepções do que seja currículo trazem a construção de novos caminhos para melhorias no ensino, pois notamos com mais clareza que o currículo vai além das aulas em sala. Por fim, não podemos permitir que os estudantes, professores e bibliotecários vão para caminhos diferentes; precisam estar alinhados ao currículo.

Biblioteca escolar no processo de curricularização

A aplicabilidade do currículo escolar surge a partir das atividades em sala de aula, com possibilidade de integrar os conteúdos diversificados estudados nos materiais bibliográficos (livros, revistas, DVDs, CDs) da biblioteca e recursos informacionais encontrados na internet (canal de Youtube, sites etc.) acessados em computadores da biblioteca. O acervo da biblioteca escolar baseia-se no currículo escolar, de acordo com os Parâmetros Curriculares. De modo geral, os materiais bibliográficos dão apoio às atividades culturais, às discussões em sala de aula, às palestras.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) acentuam as competências educacionais direcionadas ao aprendizado, como a oralidade, a leitura e a escrita, que são fundamentais para o saber humano. Essas competências são primordiais na escola e têm como apoio os livros didáticos com conteúdos de acordo com o currículo definido pelos PCN. Os PCN idealizam a cidadania para todos que buscam a educação, com a finalidade de cooperar no seu exercício, usufruir o direito de saber, deveres na comunidade, em prol de uma sociedade letrada.

Podemos alinhar aqui o encontro das finalidades presentes no PCN e no projeto pedagógico de curso (PPC), que contribuem para o crescimento e o fortalecimento da educação no que tange à biblioteca. Para Rosa et al. (2014, p. 66), o projeto político-pedagógico é o “documento institucional construído coletivamente pela comunidade escolar que contempla os objetivos a alcançar, metas a cumprir e sonhos a realizar, bem como os meios para concretizá-los”. Constitui-se num instrumento institucional de organização e gestão de médio e longo prazo, devendo incluir, por conseguinte, a biblioteca e sistematizar seus fins, objetivos e estratégias para seu funcionamento e integração com demais setores da instituição escolar.

A biblioteca tem papel de mediadora nesse processo educacional, que é a curricularização escolar; porém, para alcançar o ideal de biblioteca atuante, o trabalho é árduo. É válido exemplificar as formas da atuação da biblioteca: dar suporte às aulas, fornecer conteúdos além dos livros didáticos e dar abertura e feedback aos professores. Em reuniões pedagógicas com professores e diretores, é possível lutar pelo reconhecimento desse setor escolar.

Para Campello et al. (2008, p. 11), é possível alcançar resultados interessantes numa prática educativa utilizando como parâmetro o currículo escolar:

trabalhando em conjunto, professores e bibliotecários planejarão situações de aprendizagem que desafiem e motivem os alunos, acompanhando seus progressos, orientando-os e guiando-os no desenvolvimento de competências informacionais cada vez mais sofisticadas.

Para Veiga (2017, p. 21), é importante que a competência informacional aconteça nas bibliotecas, pois elas, “devem ser espaços que podem contribuir na melhoria do ensino, auxiliando a formação dos alunos para serem competentes no uso da informação”.

Pesquisadores da área da Educação direcionam estudos ao currículo no processo de ensino-aprendizagem. Vale a definição de currículo, segundo Vasconcellos (2009, p. 133):

Currículo é um meio de atribuição de sentido às diversas atividades realizadas no interior da escola: tomadas isoladamente, estas atividades poderiam parecer aleatórias, mas, vistas na relação com o todo, com a intencionalidade educativa, ganham significação.

A biblioteca desenvolve atividades no seu ambiente e nas localidades da escola. Os conteúdos em sala de aula são vistos não somente nos materiais bibliográficos. É possível observar nas ações de incentivo à leitura, nas organizações de eventos culturais elaborados pela biblioteca, a dinâmica do currículo no contexto escolar.

Vasconcellos relata que há um leque de diversidades que faz parte do currículo. Não se pode restringir o currículo às práticas docentes. Todas as ações educativas, mesmo realizadas supostamente isoladamente, são atividades vinculadas ao currículo escolar, ou seja, práticas de leitura em roda de conversa, preparativos para jogos internos com pesquisas de países, feira de culinária, peças teatrais com temas sociais, debates sobre leitura no processo de aprendizagem organizados pela biblioteca etc.

É pertinente acentuar o conceito de biblioteca escolar, o seu papel e o currículo. Negrão (1987) aborda o modelo flexível para um sistema nacional de bibliotecas escolares elaborado pela CBBPE/Febab (Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições) em 1985.

A biblioteca escolar é um instrumento de desenvolvimento de currículo e permite o fomento à leitura e à formação de uma atitude científica; constitui um elemento que forma o indivíduo para a aprendizagem permanente; fomenta a criatividade, a comunicação, facilita a recreação, apoia os docentes na capacitação e oferece a informação necessária para a tomada de decisão em aula. Trabalha também com os pais e outros agentes da comunidade (Negrão, 1987, p. 92).

Esse texto ainda é atual, vai de frente com algumas realidades. É perceptível que ainda há desconhecimento do valor da biblioteca escolar no processo de aprendizagem. O autor avalia a biblioteca escolar como uma ponte no desenvolvimento do currículo, ressalta a importância da leitura na escola e as competências que a biblioteca escolar exerce.

Considerações finais

A biblioteca escolar caminha corajosamente para alcançar o seu espaço no processo de aprendizagem e apoio pedagógico. Há muito a se conquistar, pois a biblioteca é invisível no quotidiano escolar, mesmo que a literatura aponte claramente a sua relevância.

É importante ressaltar o papel do profissional bibliotecário, que atua como formador de leitores, motivador nas pesquisas bibliográficas, facilitador no processo de ensino-aprendizagem no seu próprio habitat,a biblioteca, além de ter capacidade de contribuir na elaboração do projeto pedagógico, compactuando com o currículo escolar.

A biblioteca não acumula somente coleções de livros e demais materiais bibliográficos. É realmente espaço de múltiplas contribuições, como acesso às informações da escola, criação de ações e projetos culturais, apoio nas atividades de sala de aula e mediadora no processo de ensino-aprendizagem, tendo em vista a aplicabilidade do currículo escolar. O acervo da biblioteca escolar é baseado no projeto pedagógico do curso e se estende a outros títulos (obras).

A biblioteca é de fato ponte do conhecimento, divisão de saberes e tem o objetivo de auxiliar os alunos e professores no estudo dos parâmetros curriculares nacionais (PCN), como cultura, lazer, esporte, história, políticas educacionais, gênero, saúde, Psicologia, Matemática, Física, Literatura, enfim todas as áreas do conhecimento.

Além do apoio pedagógico nos livros didáticos, docentes e alunos têm a possibilidade de acesso ao acervo da biblioteca escolar. Em contrapartida, ela disponibiliza um leque de conhecimentos aprofundados em Filosofia, História, Geografia, Literatura (romance, poesia, prosa), Matemática, biografias de grandes estudiosos e demais áreas do conhecimento.

A biblioteca e todo o processo de funcionamento vão além de materiais didáticos e bibliográficos do acervo da biblioteca; podemos considerar a totalidade, o berço do saber e as possibilidades extraordinárias de aprendizagem. Palestras, debates, discussões, ações culturais, enfim, cumprimento da cidadania. A comunidade escolar obtém maior êxito no desempenho nas atividades curriculares e extracurriculares com ação “força-tarefa” de professores e profissionais da Educação em geral, especificando aqui neste artigo, o bibliotecário. É necessária a atuação da biblioteca, do profissional bibliotecário no espaço escolar, onde se preparam alunos para serem cidadãos com senso crítico e abertos para discussões socioculturais, filosóficas e cientificas.

Referências

BIBLIOTECA e o bibliotecário ao longo da história. Disponível em: http://portaldobibliotecario.com/biblioteconomia/biblioteca-bibliotecario-historia/. Informações inseridas no dia 5 jul. 2017. Acesso em: 05 maio 2018.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Conselho Nacional da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.

BRASIL. Conselho Federal de Biblioteconomia. Lei nº 4.084, 30 de junho de 1962. Dispõe sobre a profissão de bibliotecário e regula seu exercício. Disponível em: http://www.cfb.org.br/wp-content/uploads/2017/01/Lei4084-30junho1962.pdf. Acesso em: 20 mar. 2018.

CAMPELLO, B. et al. A coleção da biblioteca escolar na perspectiva dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Informação & Informação, v. 6, nº 2, p. 71-88, jul./dez. 2001.

______ et al. Biblioteca escolar como espaço de produção do conhecimento: parâmetros para bibliotecas escolares. Belo Horizonte: Autêntica, 2010.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Aurélio: o dicionário da língua portuguesa. 8ª ed. Curitiba: Positivo, 2010.

FLOWER, Derek. Biblioteca de Alexandria: as histórias da maior biblioteca da Antiguidade. Trad. Otacílio Nunes e Valter Ponte. São Paulo: Nova Alexandria, 2002.

INSTITUTO FEDERAL DE RONDÔNIA. PDI 2018-2022. Disponível em: http://portal.ifro.edu.br/planejamento-estrategico. Acesso em: 22 mar. 2018.

______. Regulamento de funcionamento das bibliotecas do IFRO. Aprovado pela Resolução nº 21/CONSUP/IFRO/2015.

LIMA, Elvira Souza. Currículo e desenvolvimento humano. Brasília: MEC/SEB, 2007.

MANIFESTO da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias. Manifesto IFLA/Unesco para biblioteca escolar. Trad. Neusa Dias de Macedo. 2000.

MAROTO, Lúcia Helena. Biblioteca escolar, eis a questão! Do espaço do castigo ao centro do fazer educativo. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.

MODELO flexível para um sistema nacional de bibliotecas escolares. Brasília: CBBPE/Febab, 1985.

MOREIRA, Antônio Flávio Barbosa; CANDAU, Vera Maria. Indagações sobre currículo: currículo, conhecimento e cultura. Brasília: MEC/SEB, 2007.

ROSA, Rosemar et al. A biblioteca escolar no contexto escolar. Uberaba: IFTM, 2014.

SILVEIRA, Vera Lúcia Lopes. Currículo de língua portuguesa: pesquisa-ação, uma prática. Curitiba: Appris, 2016.

TAVARES, A. L. L.; SILVA, T. J.; VALÉRIO, E. D. Biblioteca escolar: instrumento para a formação de leitores críticos. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v. 18, nº 1, 2013. Disponível em: http://www.brapci.inf.br/v/a/11981. Acesso em: 3 maio 2018.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 12ª ed. São Paulo: Libertad, 2009.

VEIGA, Miriã Santana. Práticas de letramento informacional: o uso da informação como caminho da aprendizagem nas bibliotecas multiníveis do Instituto Federal de Rondônia. 126 f. Dissertação (Mestrado em Educação), Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar, Universidade Federal de Rondônia. Porto Velho, 2017.

Publicado em 28 de janeiro de 2020

Fonte: Revista Educação Pública

Quadrinhos infantis ganham exposição em São Paulo

Texto por Marcelo Naranjo

Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo – AQC-ESP comemora o Dia do Quadrinho Nacional com a exposição Quadrinhos Infantis Brasileiros, na Biblioteca Latino-Americana Victor Civita do Memorial da América Latina, dos dias 30 de janeiro até 10 de fevereiro de 2020.

A abertura oficial será no dia 1º de fevereiro, sábado, das 10h às 14h.

Um bate-papo com autores de quadrinhos infantis acontece no local, às 11h, com a presença dos artistas Cesar Sandoval (Turma do Arrepio e Trapalhões), Marco Cortez (Senninha), Denise Ortega (roteirista do Sitio do Pica-pau amarelo e Menino Maluquinho), Régis Rocha (Herói) e Jal (MSP).

Exposição 150+1 ano de Quadrinhos Brasileiros em 150 tiras, realizada em 2019 celebrando os 150 anos de Nhô Quim de Ângelo Agostini – a primeira história em Quadrinhos do Brasil – será agora realizada na Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, em Campinas, de 30 de janeiro a 29 de fevereiro.

A entrega do 36º Troféu Ângelo Agostini acontece no dia 13 de Junho de 2020, com exposições, palestras, bate-papo, feira de quadrinhos e a entrega do troféu aos melhores de 2019, também na Biblioteca Latino-Americana Victor Civita do Memorial da América Latina. A programação será divulgada próxima do evento.

Fonte: UNIVERSO HQ

I Workshop “Acessibilidade em Bibliotecas para Pessoas com Deficiência Visual”

 

Na semana do dia do bibliotecário (12 de março), a Divisão de Pós-Graduação e Pesquisa, por meio de sua Biblioteca Especializada José Álvares de Azevedo (BEJAA), oferecerá o I Workshop de “Acessibilidade em Bibliotecas para Pessoas com Deficiência Visual”. Serão oferecidas 20 vagas para bibliotecários, estudantes de biblioteconomia e funcionários de bibliotecas em geral, preenchidas por ordem de chegadas das inscrições.

O evento pretende ser um espaço para, sob a luz da legislação vigente, discutir os principais avanços e desafios na implantação de unidades de informação acessíveis no país. Ao longo das discussões, os ministrantes apresentarão aos participantes os principais recursos de acessibilidade disponíveis para usuários com deficiência visual, além de noções de Orientação e Mobilidade e orientações gerais para o relacionamento e o atendimento de pessoas com deficiência visual em bibliotecas.

As inscrições são realizadas por meio do link: https://docs.google.com/forms/d/1I0vFOre20FgdJ8giT_DvvVC5b1GI7kP3V0_BhI2Xvqk/viewform?edit_requested=true

Para mais informações, acesse: https://drive.google.com/file/d/1EEnQs1T2wWEamJ0hMso0wlBRCiYEuzUR/view?usp=sharing

O Workshop é gratuito e com certificação.

Biblioteca Municipal tem sala com livros e brinquedos para crianças

Que tal aproveitar o fim das férias escolares com as crianças? Uma boa dica de lugar para levá-las é a Sala Infantil, com livros e brinquedos, que fica dentro da Biblioteca Municipal “Terezinha França de Mendonça Duarte”, órgão da Prefeitura. A biblioteca fica no piso inferior do Open Shopping, localizado na rua Luiz Camilo de Camargo, 581, região central.

O coordenador da biblioteca municipal, Rafael Antônio da Silva, explica que a sala é para crianças de 0 a 10 anos em fase de alfabetização. O espaço tem acervo com 1.466 obras de literatura infantil, jogos educativos-pedagógicos, carrinhos, bonecas, ursinhos de pelúcia antialérgicos, mesas e cadeirinhas infantis. Outro destaque é o teatro de fantoches. De acordo com o coordenador, o teatro é muito utilizado por ser uma atividade que proporciona momentos de convivência entre famílias e crianças.

Que tal aproveitar o fim das férias escolares com as crianças? Uma boa dica de lugar para levá-las é a Sala Infantil, com livros e brinquedos, que fica dentro da Biblioteca Municipal “Terezinha França de Mendonça Duarte”, órgão da Prefeitura. A biblioteca fica no piso inferior do Open Shopping, localizado na rua Luiz Camilo de Camargo, 581, região central.

O coordenador da biblioteca municipal, Rafael Antônio da Silva, explica que a sala é para crianças de 0 a 10 anos em fase de alfabetização. O espaço tem acervo com 1.466 obras de literatura infantil, jogos educativos-pedagógicos, carrinhos, bonecas, ursinhos de pelúcia antialérgicos, mesas e cadeirinhas infantis. Outro destaque é o teatro de fantoches. De acordo com o coordenador, o teatro é muito utilizado por ser uma atividade que proporciona momentos de convivência entre famílias e crianças.

“A Sala Infantil é um espaço para a família. Esse primeiro estímulo dos adultos que trazem as crianças para brincar ou ler na biblioteca é fundamental para que elas desenvolvam o gosto pela leitura. É para incentivar este hábito que a Prefeitura oferece dentro da biblioteca este espaço com ambiente acolhedor e divertido para adultos e crianças”, destaca Silva.

Neste período de férias, a Sala Infantil tem sido bastante frequentada. A enfermeira Neila Londe Leal veio usufruir do espaço junto com o filho, Pedro, de 2 anos. Moradora do bairro Vila São Francisco, ela ainda não conhecia a biblioteca. “Vim por indicação de amigas. Não sabia que tinha uma sala para crianças. Achei ótimo o espaço! É seguro para as crianças. Meu filho gostou da sala, tanto que ele nem queria ir embora”, relata Neila, que aproveitou a ocasião para fazer sua carteirinha de usuária da biblioteca. “Quero pegar livros emprestados para eu e meu filho lermos juntos”, diz.

O acesso à Sala Infantil é gratuito e não é necessário fazer cadastro. O horário de funcionamento é o mesmo da biblioteca, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. Por questão de segurança, o coordenador informa que não é permitida a permanência de crianças desacompanhadas na sala. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3887-1684, pelo BiblioZap, serviço de atendimento da biblioteca via aplicativo WhatsApp, cujo número é 99578-6759, ou pelo e-mail.

CARTEIRINHA DE LEITOR

Quem quer se tornar usuário da biblioteca para poder pegar livros emprestados tem que fazer a Carteirinha de Leitor. Para isso, é necessário levar cópia da Carteira de Identidade (RG) e cópia de comprovante de residência. Já para menores de idade, é necessário que o pai, a mãe ou responsável leve cópia do RG e autorização. Atualmente, a biblioteca tem cerca de 5.000 usuários cadastrados. O acervo da biblioteca pode ser consultado no site http://biblivre.hortolandia.sp.gov.br/Biblivre5/single/.

Fonte: Prefeitura de Hortolândia

Prefeitura entrega certificados a leitores mais assíduos da Biblioteca Municipal

Diploma “Leitor do Ano” foi entregue a sete leitores que mais emprestaram livros em 2019; prêmio tem como objetivo o incentivo à leitura

Secom
Prêmio “Leitor do Ano” foi criado para estimular os frequentadores da Biblioteca Municipal e também atrair novos leitores

Clique aqui e veja o vídeo.

A Prefeitura de Araras entregou nesta segunda-feira (27) certificado aos leitores mais assíduos da Biblioteca Municipal, que mais emprestaram livros em 2019.

Com o objetivo de incentivar a leitura, o prêmio “Leitor do Ano” foi entregue a Anezia de Lourdes (92 empréstimos), Neusa Aparecida Malvestiti (79), Sophia Marques (75), Josiane Cristina Longo (64), João Pedro Bretanha Barbosa (55), Caio Augusto Cardoso (49) e Arthur Bartthmann (49).

“Para mim, os livros representam uma viagem de 1ª classe. Eu viajo pelas páginas. Consigo me encaixar nos lugares que estou lendo e aprendo mais sobre eles. As minhas viagens são por meio da leitura. Sou uma leitora bem eclética, gosto de todas as temáticas. Os meus livros favoritos são: O Regresso e Os Catadores de Conchas, ambos de Rosamunde Pilcher”, comentou Dona Anezia, a leitora mais assídua do último ano.

O bibliotecário municipal Gustavo Grandini Bastos explicou o porquê da criação da iniciativa. “O Leitor do Ano foi criado para estimular ainda mais os frequentadores da Biblioteca Municipal e também atrair novos leitores”, acrescentou.

Já o secretário de Cultura, Marcio Neves, ressaltou a importância dos livros físicos, mesmo em um “mundo digital” como o de hoje. “O hábito da leitura de livros prevalece em Araras. Segundo levantamento da Biblioteca, os empréstimos de livros em 2019, se comparados a 2017, subiram 50% – o que é muito relevante para nós como município”, disse Neves.

O prefeito Junior Franco também participou da cerimônia, ao lado da primeira-dama e presidente do Fuss (Fundo Social de Solidariedade) de Araras, Daniela Franco, e do secretário municipal de Educação, Bruno Roza. “Parabéns a todos os contemplados. Que a leitura seja ainda mais presente em suas vidas e que vocês sejam exemplos para muitas outras pessoas”, completou Franco.

Outras informações sobre a 1ª edição do “Leitor do Ano” podem ser obtidas pelos telefones 3541-5763, 3542-5807 (Secretaria de Cultura) e 3551-1534 (Biblioteca Municipal).

Fonte: Secom/Prefeitura de Araras

Biblioteca celebra 10 anos com programação especial

Em fevereiro a Biblioteca de São Paulo completa 10 anos de funcionamento. Para comemorar a década de existência, a unidade preparou uma programação especial e gratuita, no qual receberá espetáculos, encontros com escritores – entre eles, Pedro Bandeira – , workshop internacional, exposição, oficinas, música e muito mais.

A programação de aniversário começa já no dia 1º de fevereiro, sábado, com a Exposição Invenções Gráficas na Ilustração Ibero-americana, com curadoria do ilustrador Fernando Vilela e realizada em parceria com o Instituto Tomie Ohtake e a Fundação SM. A exposição permanecerá no espaço até o dia 29 de março. Já no dia seguinte (2/02), domingo, é a vez do show-leitura com o Hélio Flanders & As Folhas da Relva. A apresentação começa às 15h.

Ao final de cada evento, os escritores realizarão bate-papo com o público, além da presença de Pedro Bandeira, estão previstos outros bate-papos com o público no sábado e domingo, dias 15 e 16.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

13 E 14 DE FEVEREIRO – QUINTA E SEXTA-FEIRA

9h30 às 17h – Workshop Internacional Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos, realizado pelo SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo).

15 DE FEVEREIRO – SÁBADO

11h – Bate-papo com o escritor Pedro Bandeira, mediado pelo jornalista Manuel da Costa Pinto;

14h – Oficina lúdica e gastronômica com o chef Andy Giacometti; e

16h – O espetáculo Os Mequetrefe, com o Grupo Parlapatões.

16 DE FEVEREIRO – DOMINGO

11h30 – Jogos do Mundo com o coletivo Caravana Lúdica

12h às 16h – Haverá sessões de contações de histórias no Parque da Juventude com a Cia. Duo Encantado

13h – Oficina de Poesia, com Jonas Samaúma;

14h – Oficina Maker Corrida Maluca, com Glauco Paiva; e

16h – Apresentação do Agrupamento Musical do Consulado da Portela de São Paulo

Fonte: Jornal SP Norte

Congreso sobre Bibliotecología, Estudios de la Información y Medios de Comunicación

Del 3 al 6 de marzo, el Instituto de Investigaciones Bibliotecológicas y de la Información (IIBI) de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), será el anfitrión del Congreso Bibliotecología, Estudios de la Información y Medios de Comunicación, Perspectiva Internacional. 

El Instituto de Investigaciones Bibliotecológicas y de la Información (IIBI), de la Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), será el anfitrión del Congreso Bibliotecología, Estudios de la Información y Medios de Comunicación, Perspectiva Internacional. El IIBI y tres secciones de la International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA) son los encargados de la organización de este evento.

Las tres secciones de IFLA son:

– Sección de América Latina y el Caribe – IFLA LAC

– Sección de Teoría e Investigación Bibliotecológicas – IFLA LTR

– Sección de Medios de Comunicación – IFLA News Media

Las secciones IFLA LAC e IFLA LTR realizarán, de manera conjunta, el Seminario abierto “Reduciendo la brecha entre investigación y práctica bibliotecológica” durante los días 3 y 4 de marzo. Además, los días 5 y 6 de marzo, cada una de estas secciones realizará sus propias sesiones cerradas.

La ceremonia de inauguración del seminario abierto “Reduciendo la brecha entre investigación y práctica bibliotecológica” será el 3 de marzo a las 09 hs., en la Torre II de Ingeniería dentro del campus de la Ciudad Universitaria en la Ciudad de México.

Más información: click aquí

Por su parte, La Sección IFLA News Media realizará la conferencia “Acopio y preservación de documentos de origen digital de medios de comunicación”, los días 5 y 6 de marzo.

La sede de la conferencia será en la la Torre II de Ingeniería dentro del campus de la Ciudad Universitaria en la Ciudad de México.

La ceremonia de inauguración de esta conferencia se realizará el 5 de marzo a las 09:30 hs.

Más información: click aquí

Fonte: SOY BIBLIOTECARIO

Las bibliotecas deben trabajar de forma conjunta ya que los desafíos comunes tienen soluciones comunes

Es imposible separar el futuro de las bibliotecas del futuro de la sociedad. Las bibliotecas siguen la estela social para aportar el valor informativo a la ciudadanía. Las tendencias sociales y políticas marcan el rumbo de las personas, y las bibliotecas pueden (y deben) aportar un poco de luz en toda esta incertidumbre en la que están envueltas. Para ello deben trabajar de manera global, porque los problemas comunes de las bibliotecas tienen soluciones comunes. Y, ya sabéis, la fuerza de las bibliotecas unidas es incuestionable.

Recientemente se ha publicado una actualización del Informe de Tendencias de la IFLA. En él se destaca que las bibliotecas deben lidiar con la incertidumbre, adoptar enfoques holísticos y trabajar a escala. Se subraya la importancia de las bibliotecas en periodos de incertidumbre por su capacidad de ofrecer información y recursos a las personas para que comprendan mejor el futuro. El personal de biblioteca, por su parte, debe estar preparado para adquirir nuevas habilidades que les mantengan en la brecha de los desafíos y oportunidades que se presentan en las bibliotecas.

Comentar que el IFLA Trend Report es el resultado del diálogo entre el ámbito de la biblioteca y expertos de diversas disciplinas. Busca compartir ideas y perspectivas sobre algunos de los problemas y desarrollos clave que caracterizan el entorno en el que operan las bibliotecas. No está pensado para predecir el futuro, sino más bien para explorar las fuerzas que lo influenciarán.

Proporciona una base para la discusión y de reflexión sobre a lo que se enfrentan las asociaciones de bibliotecas, las bibliotecas y los trabajadores de bibliotecas e información individuales, y las oportunidades para la acción.

Las nuevas tendencias para las bibliotecas recogidas en el IFLA Trend Report

La primera tendencia que aparece en el informe hace referencia a que las bibliotecas tienen que lidiar con la incertidumbre. La defensa de las bibliotecas es la respuesta ante la falta de apoyo de los gobiernos para demostrar la necesidad imperiosa de su trabajo y valor. Por otra parte, las políticas cada vez son más complejas y no hacen más que aumentar la presión sobre las personas. Es ahí donde las bibliotecas tienen que dar un paso hacia delante para mostrar (y demostrar) que pueden ayudarlas a través del acceso informativo y de proporcionar información sobre sus derechos. Para terminar, los profesionales de las bibliotecas y de la información también viven en una constante incertidumbre sobre su futuro, es por ello por lo que hay que encontrar nuevas formas de avanzar y promover el diálogo como parte de la solución.

La creciente incertidumbre del mundo al que nos enfrentamos exige nuevas formas de trabajo dentro de nuestro campo y con el gobierno, pero también una creciente demanda de información.

La segunda tendencia aportada en el informe hace referencia a la necesidad de adoptar enfoques holísticos ante esta situación. Todo debe ser analizado en su globalidad y no por las partes que lo componen. Eso es lo que promulga el holismo. Las personas necesitan servicios holísticos y las bibliotecas se pueden encargar de ello a través de la información que les pueden proporcionar. Por otro lado, las bibliotecas sirven para que los tomadores de decisiones tengan más información y conocimiento en su poder desde un único lugar. Para terminar, las personas necesitan adoptar un enfoque holístico de las habilidades que necesitan y de la forma en que aprenden. La formación a lo largo de la vida es esencial y se debe convertir en un hábito. Las bibliotecas tienen que ser vistas como un recurso para el aprendizaje.

La necesidad de adoptar enfoques holísticos para hacer frente a la creciente complejidad, o al menos la conciencia de la complejidad, en las decisiones que toman los gobiernos y las personas.

La tercera tendencia referenciada en el informe indica la necesidad de trabajar a escala desde las bibliotecas. La tecnología ha abierto multitud puertas que facilitan el trabajo, el aprendizaje y la cooperación sin fronteras ni distancias. La tecnología permite poder actuar a nivel internacional y crear infraestructuras de conocimiento. Importante tener en cuenta que las bibliotecas tienen desafíos comunes, desafíos que tienen también soluciones comunes. Por otra parte, la toma y configuración de decisiones políticas es cada vez más internacional. Las bibliotecas tienen mucho que aportar y deben actuar y formar parte de dicha conversación internacional. Es verdad que no es fácil pensar y actuar a nivel mundial, pero para ello pueden trabajar de manera coordinada para presentarse como una única fuerza.

Nuevas posibilidades para trabajar a escala, que ofrecen nuevas posibilidades para el campo de la biblioteca, pero también la necesidad de centrar los esfuerzos de promoción y compromiso en nuevos niveles.

IFLA@IFLA

Which trends are shaping the world in which work?

What do they mean for us, our institutions and the communities we serve?

How can we respond, and stay ahead of the curve?

Read the perspectives in the 2019 Update of the Report! http://bit.ly/35DoW79 

IFLA Trend Report 2019 Update Now Available!
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Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: ComunidadBTZ

Abren la primera biblioteca de España en la que alquilar objetos cedidos

Un grupo de vecinos y entidades de Barcelona han abierto en la ciudad condal la primera ‘Biblioteca de las cosas’ de España, un espacio de préstamo en el que los usuarios pueden alquilar objetos cedidos.

Primera 'Biblioteca de las cosas', un espacio de préstamo, en Barcelona
Primera ‘Biblioteca de las cosas’, un espacio de préstamo, en Barcelona @nusosSCCL

Un grupo de vecinos y entidades de Barcelona han abierto en la ciudad condal la primera ‘Biblioteca de las cosas’ de España, un espacio de préstamo en el que los usuarios pueden alquilar objetos cedidos por las personas del barrio para evitar comprarlos y generar nuevos residuos.

La biblioteca, que ha sido impulsada por las entidades Rezero y Nusos Cooperativa con la colaboración de la Cooperativa Etcèteres y eReuse, se encuentra en el Casal de Ca l’Isidret del barrio del Poblenou y se inspira en otras bibliotecas parecidas que funcionan en Toronto, Berlín o Londres con el objetivo de fomentar la economía circular y reducir el impacto medioambiental de la producción de desechos.

La directora de Rezero, Rosa García, ha explicado que “se están produciendo 100.000 millones de toneladas de materiales al año, de los cuales solo el 9 % se reutiliza o recicla”, algo que demuestra que “es necesario un nuevo modelo económico más sostenible”.

“La ‘Biblioteca de las cosas’ es una apuesta concreta hacia este nuevo modelo, que pretende ser una solución global al problema medioambiental, una solución local para las diferentes necesidades de los vecinos y una solución personal, dirigida a potenciar un consumo más responsable”, ha sostenido

García.

Nusos Cooperativa@nusosSCCL

➡️la obre les seves portes 🙌🙌🙌

Ens fa especial il·lusió trobar-nos amb tothom qui ho ha fet possible @etceteres@rezerocat@Calidoscoop@ilabso@eixpereiv@vern_entitats
l’ és valenta, participativa i actua per transformar! 🔝🔝🔝
Us esperem!

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De entre los productos, se puede encontrar desde un taladro a productos electrónicos, vajillas, ollas, juegos de mesa, sillas de ruedas, caminadores, férulas de media pierna, bicicletas, sacos de dormir, patines, y así hasta cincuenta objetos diferentes.
Por su parte, el técnico de proyectos de Nusos Cooperativa, Carles Crespo, ha declarado que la biblioteca nace con la intención de incidir en los hábitos de consumo doméstico y de “crear un espacio de cohesión vecinal mediante una economía colaborativa pensada desde el punto de vista social y solidario”.
Fonte: HERALDO

Uma “biblioteca de coisas”? Sim, é uma realidade em Londres

Espaço promove também cursos de aprendizagem de bricolagem, festas e encontros comunitários LIBRARY OF THINGS (FACEBOOK)

A todos os que já se viram na quase obrigação de comprar algo para usar só uma vez, há uma solução (pelo menos em Londres): na Library of Things podes levar e devolver utensílios quando já não houver mais necessidade.

Biblioteca em SP promove a inclusão de pessoas em situação de rua

Estima-se que entre 20% e 25% do público da Biblioteca de São Paulo seja composto por pessoas em situação de vulnerabilidade. A maioria vai ao local para acessar computadores e ler jornais e revistas

Texto por Mariana Lima

Imagem ilustrativa

Diogo Rossali, 33, costuma ir à Biblioteca de São Paulo (BSP), localizada no Parque da Juventude, em Santana, na Zona Norte da cidade, sempre que tem tempo livre.

O hábito de leitura de Diogo pode ser considerado incomum. Ao contrário da maioria dos brasileiros, ele lê mais de um livro por semana e raramente é intimidado pelo número de páginas.

Natural do Rio Grande do Sul, Diogo chegou a São Paulo há um ano e meio, sem conhecer nada nem alguém que o apoiasse. Assim, acabou indo para o Centro de Acolhida Zachi Narchi.

Por estar próximo da biblioteca, a assistente social do albergue indicou o local para Diogo, que desde então realiza visitas frequentes ao espaço.

“Pra mim, a biblioteca é como a minha segunda casa. Eu passo o dia inteiro aqui, e isso me distrai dos meus problemas. Quando eu tô aqui, com um livro para ler, eu esqueço e consigo me distanciar. Sem o livro tudo volta”.

Diogo abandonou sua casa no Rio Grande do Sul devido a problemas familiares. “Eu praticamente fugi de lá. Estava com depressão”.

Rossali lê, em média, um livro de 300 páginas em dois dias. Sem restrições de gênero ou autor, é através do título que ele escolhe o que lerá.

“Tenho muitos livros favoritos que descobri aqui. Mas meu favorito é As Crônicas dos Mortos, do Rodrigo de Oliveira. Me fez querer comprar a série toda”, conta com um sorriso no rosto.

O período mais longo que Diogo ficou longe da biblioteca foi quando trabalhou no McDonald’s. “Por seis meses, não deu pra vir. Folgava só nas segundas-feiras, e aí a Biblioteca estava fechada”.

Desempregado, Diogo segue na busca por uma oportunidade de trabalho. “Mas é aquela história, quando percebem que é de albergue já olham diferente”.

Apesar dos desafios, Diogo enxerga a biblioteca como seu porto seguro. “Gosto daqui. Me traz uma paz como a que eu tinha em casa, perto da natureza. Sinto saudades, mas não dá para voltar”.

A construção de laços

A história de Diogo acabou se entrelaçando com a de Wellington Custodio, atendente da BSP. Devido à situação de vulnerabilidade, Diogo acabou perdendo um dos livros que pegou emprestado.

No entanto, ele não informou a nenhum dos funcionários do espaço, pois não teria como repor o material. Wellington percebeu que Diogo frequentava a BSP quase que diariamente e não levava nenhum livro.

“Resolvi me aproximar dele. Começamos a conversar e questionei o porquê de ele não levar nenhum livro. Então ele contou. Expliquei que não tinha problema, e liberamos o cadastro”.

Depois disso, as conversas se tornaram mais frequentes, e se estabeleceu uma relação de confiança entre eles.

“Com o tempo, vamos os conhecendo melhor e acabamos criando um vínculo também. Eles chegam e perguntamos como eles estão, e eles também querem saber sobre nós”, comenta o atendente.

Wellington nunca havia interagido frequentemente com pessoas em situação de vulnerabilidade, e logo foi aprendendo que o diálogo é fundamental para a aproximação.

“Boa parte deste público tem uma resistência. Eles ficam meio fechados no início, mas, quando você quebra essa barreira, eles percebem que a biblioteca é um espaço deles também”.

Há 7 anos na biblioteca, Wellington já abordou e ouviu as histórias de muitas pessoas, mas teve uma que o marcou especialmente.

“Esse é um público que precisa de um espaço de escuta, em que possa falar e ser ouvido. Eles são carentes deste espaço”.

A equipe notou que um dos frequentadores estava dormindo no espaço e, ao abordá-lo, descobriu que o albergue em que ele estava na região foi fechado, e ele não conseguia dormir na rua, devido à insegurança.

“Eu nunca tinha conversando com ele antes, mas ele frequentava o espaço havia bastante tempo. Ele falou para mim que sabia que o espaço não era para dormir, mas que ele estava sem opção enquanto aguardava surgir uma nova vaga no albergue”.

Wellington esclareceu que não haveria problema. “Ele sumiu por um tempo, mas algumas semanas atrás ele voltou, e falou que conseguiu a vaga no albergue e estava trabalhando. É bom quando eles voltam só para nos contar coisas assim”.

A biblioteca como um espaço de inclusão

Diariamente, antes de a Biblioteca de São Paulo abrir, forma-se uma fila do lado de fora. A fila tem, principalmente, pessoas em situação de rua – albergadas ou não – que querem garantir uma vaga para usar o computador.

“Temos um número limitado de computadores, então eles retiram uma ficha e os que não conseguem assim que chegam precisam esperar”, conta a superintendente da BSP, Sueli Motta.

Todos os usuários têm direito a duas horas diárias nos computadores. Alguns utilizam o tempo para falar com os familiares, enviar currículos ou para assistir a filmes e vídeos no Youtube.

“A proposta da biblioteca, quando ela foi inaugurada ainda em 2010, era atuar pela inclusão. Então não segmentamos os grupos. Temos um olhar de acolhimento para as pessoas em situação de vulnerabilidade”, explica Sueli.

Inspirada em modelos observados na Colômbia e no Chile, a BSP funciona como uma “biblioteca viva”, ou seja, que preza pela interação e o acesso à cultura.

Esse modelo é aplicado tanto na BSP quanto na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), na Zona Oeste da cidade. Ambas são administradas pela organização sem fins lucrativos SP Leituras.

“Aqui em Santana, a biblioteca acabou sendo abraçada e ocupada pela comunidade ao redor. Estamos em um parque e próximos do Centro. É um local de fácil acesso e que acolhe essas pessoas”, aponta Motta.

Ao longo dos anos de funcionamento, a equipe da biblioteca foi trabalhando para atender as necessidades do público em situação de vulnerabilidade social.

A interação possibilitou o surgimento de oficinas de montagem de currículo, auxílio para preencher formulários online de vagas e até atividades de escuta.

Através da área de serviço social da SP Leituras, funcionários realizam mensalmente uma atividade de acolhimento.

“Chamamos pessoas que estão na fila para utilizar os computadores ou em outros espaços das bibliotecas para formar uma roda e compartilhar suas histórias por meio de dinâmicas”, conta a assistente social da SP Leituras Maria Eulália Borges.

Ela ressalta que as dinâmicas são abertas para todos os usuários, mas há uma busca por pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Esse é um público que precisa de um espaço de escuta, em que possa falar e ser ouvido. Eles são carentes deste espaço”.

Além dos computadores, a maioria do público em situação de vulnerabilidade costuma utilizar o espaço para ler jornais, revistas ou quadrinhos.

“Eles participam muito, leem muito e já nos disseram que a biblioteca ajuda a mantê-los longe da rua, das drogas”, Conta Maria Eulália.

O objetivo do espaço é integrar todos os públicos, promovendo o diálogo entre grupos distintos. A assistente social cita o exemplo de uma participação em um ‘Luau’, espécie de sarau que ocorre às quintas-feiras na BSP.

“Há algum tempo, uma pessoa em situação de rua participou de um ‘Luau’, e ele foi lá e cantou uma música que o marcou muito. Agora ele vem toda semana para participar e se junta com o pessoal da ETEC aqui do lado”.

A equipe da SP Leituras estima que entre 20% e 25% de seu público seja composto por pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Não temos como ter um controle efetivo. A pessoa precisa da carteirinha apenas para o empréstimo do livro. Ela pode, tranquilamente, se quiser, passar pelo espaço, sentar e apenas ler”, conta a superintendente da biblioteca, Sueli Motta.

Ela ainda aponta que entre os que fazem a carteirinha para ser tornarem sócios, há os que costumam evitar dar o endereço do albergue ou contar que estão na rua.

“Aqui eles não se sentem discriminados. Se precisam de orientação para algum serviço, nós oferecemos. O espaço é deles também”.

Serviço

A Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos funcionam de terça a domingo, das 9h30 às 18h30.

Fonte: Observatório do 3° Setor

Nas férias, livros são ótimas opções para distrair pessoas

Texto por Mariana Checoni

O período de férias escolares, para as crianças, é sinônimo de brincadeiras e diversão, pois além de poderem dormir até mais tarde, não há preocupação com deveres de casa e horários. Um hábito que estava se perdendo era o da leitura. As crianças e os jovens preferem jogos, filmes e aparelhos tecnológicos em vez de um bom livro.

Entretanto, isso vem mudando. Principalmente nas férias, em janeiro e julho, as pessoas procuram mais o aluguel de livros, para passarem o tempo em alguma atividade. De acordo com Michele Santana Bueno, bibliotecária da Biblioteca Municipal Nelson Foot, um comparativo feito entre janeiro de 2018 e 2019 mostra que, em 2019, o número de empréstimos feitos aumentou. “Em 2018, foram 2437 empréstimos de livros adultos, em 2019, 2800. Os juvenis tiveram um aumento de 557 em 2018 para 651 em 2019. Já os infantis registraram um aumento de 398 para 475. Os números de 2020 ainda não sabemos, pois o mês não acabou”, explica. Isso revela que as pessoas estão procurando ler mais livros físicos. A biblioteca realiza um incentivo, principalmente para as crianças, para que elas tenham vontade e interesse pelas histórias. “Sabemos que com esse mundo tecnológico é mais difícil despertar o interesse dos pequenos. Para isso, queremos transformar a biblioteca em um lugar onde elas, além de terem contato com os livros, possam brincar e circular pelo local, usando a imaginação para inventar e entrar nas histórias”, conta Michele.

Nos meses de férias (janeiro e julho), os livros mais procurados pelos adultos são os de desenvolvimento pessoal, finança, liderança e produtividade. Os mais lidos na biblioteca foram “O Poder do Hábito” e “O Líder”. Entre as crianças, os livros que mais fazem sucesso são os indicados no “Leiturinha em foco”, que são indicações feitas pela biblioteca e as mães acabam acatando. Este mês são os contos infantis, como os Contos de Fada e os Contos Fantásticos. A biblioteca ambienta o local com essa temática para atrair os pequenos.

Entre os jovens, os livros mais procurados são os mangás.

Ariane de Moraes sempre que pode leva os três filhos, de quatro e dois anos e três meses, para a biblioteca. Acredita que o incentivo à leitura seja muito importante. “Procuro trazer quando consigo. Sempre dou livrinhos para incentivar. Eles adoram, sempre pedem”, conta.

A responsável pela biblioteca Camila Fernandes de Freitas Rosalem conta que o local procura mudar a crença das pessoas de que bibliotecas têm que ser lugares silenciosos e tediosos. “As contações de histórias e eventos que fazemos aqui são para que as pessoas vejam a importância e sintam vontade de voltar a frequentar bibliotecas. Isso parte de uma iniciativa da Escola Inovadora”, afirma.

Biblioteca Zink celebra o Dia do Quadrinho Nacional com exposições, feira e oficina

A Biblioteca Pública Municipal “Professor Ernesto Manoel Zink” comemora 150+1 anos da história do quadrinho nacional com várias atividades que começam no dia 30 de janeiro e vão até o dia 29 de fevereiro. Entre as atividades previstas estão exposições, bate-papos com quadrinistas, feira de HQs, jogos, K-pop, oficina de origamis e exibição de documentário.

A abertura será com a exposição de tiras da AQC – Associação dos Quadrinistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo. A mostra pode ser vista das 9h às 17h e a entrada é gratuita. Também no dia 30, haverá a revoada de quadrinhos – vários HQs serão espalhados por espaços públicos para serem encontrados e lidos.

(Foto: Divulgação)

Já no dia 8 de fevereiro serão abertas duas exposições: uma em homenagem ao quadrinista Laudo Ferreira e outra que dá destaque aos quadrinhos distópicos. A distopia é o oposto da utopia. A segunda prevê um sistema perfeito, um estado ideal, onde vigora a máxima felicidade e concórdia dos cidadãos. Ou seja, uma sociedade perfeita. No entanto, a distopia vai diretamente contra essa definição. A abertura das duas exposições será às 11h e podem ser vistas pelo público das 11h às 19h, até 29 de fevereiro.

A entrada é gratuita.

No dia 30 de janeiro de 1869 foi publicada a primeira história de quadrinho brasileira: “As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte”, de autoria do cartunista Angelo Agostini.  Assim, foi a partir de 1984 que se instituiu, por meio da Associação dos Quadrinistas e Cartunistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP), a data em que se comemoraria o Dia do Quadrinho Nacional.

Dia do Quadrinho Nacional na Biblioteca Zink – 7ª edição De 30 de janeiro a 29 de fevereiro 2020 Biblioteca Pública Municipal “Professor Ernesto Manoel Zink” Avenida Benjamin Constant, 1.633, Centro.

(Carta Campinas com informações de divulgação)

Fonte: Carta Campinas

Workshop Internacional “Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos”

Nos dias 13 e 14 de fevereiro, a Biblioteca de São Paulo sedia o Workshop Internacional “Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos”.

O evento é voltado para todos os profissionais que atuam em bibliotecas, salas de leitura e programas de incentivo à leitura. As inscrições são gratuitas.

Mais informações: http://bit.ly/30HJbPj

Fonte: Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo

Bibliotecomia FESPSP

Ingresso via ENEM:

Para matrículas: de 600 a 700 pontos= 50% desconto na matrícula / mais de 700 pontos= matrícula grátis

Para mensalidades: Biblioteconomia (acima de 600 pontos) = 30% de desconto nas mensalidades

Café Literário 2020

Sob idealização e curadoria da Professora Janaina Soggia, Clube de Leitura realizado com encontros mensais, aos últimos domingos de cada mês, no auditório da Biblioteca Mário de Andrade, são debatidas obras literárias canônicas e contemporâneas, sempre alterando obras escritas por mulheres e homens, com o objetivo de promover o gosto pela leitura a partir de troca de impressões e experiências literárias.

Mais informações: https://www.facebook.com/cafeliterariosp/

10 tendências para a Biblioteconomia na década 2020-2029

10 tendências para a Biblioteconomia na década 2020-2029
Eduardo Graziosi Silva

Entrando no espírito da iniciativa #BigIdeas2020, apresento abaixo o que acredito que sejam 10 tendências que virão com força na #Biblioteconomia na próxima década. São assuntos que vejo que estão sendo discutidos com mais frequência na área, tanto dentro como fora da Internet, e que, por isso, acredito que devem ser melhor compreendidos se realmente se consolidarem ao longo dos próximos 10 anos.

A ordem de apresentação não tem relação com a ordem de importância dos assuntos.

1. Inteligência artificial (IA)

Algumas aplicações de IA na área de #bibliotecas são:

  • Talk to Books: projeto do Google que permite localizar trechos de livros por meio da IA.
  • Semantic Scholar: mecanismo de pesquisa de revistas científicas por meio da IA.
  • #Alfabetização algorítmica: o Urban Libraries Council (ULC) desenvolve ações de alfabetização algorítmica para instruir a população sobre questões relacionadas ao armazenamento, #privacidade e aplicações de IA à medida que ela se torna onipresente.

2. Drones

Conforme os #drones forem sendo usados para coletar informações de vídeo ou #pesquisa, por exemplo, as #bibliotecas poderão se tornar responsáveis pela gestão das mesmas. Além disso, já existem iniciativas de entrega de #livros com #drones, como aquele oferecido pela empresa de aluguel de #livros didáticos #Zookal e a empresa de serviços de #drones #Flirtey.

Biblioteca Pública de Dubai, por exemplo, também oferece esse serviço: a entrega é feita entre as #bibliotecas ramais da cidade e leva em torno de 30 minutos para pacotes de até 2 kg.

3. Assistentes virtuais

#Alexa, #Siri, #Cortana, #Google Now. Provavelmente você já ouviu alguns desses nomes. As assistentes virtuais já estão presentes nos dispositivos móveis de muitas pessoas. Com a chegada da #Alexa (assistente virtual da #Amazon) no #Brasil, veremos outra geração desse tipo de equipamento.

No contexto das #bibliotecas, já existe uma iniciativa na National #Library of Scotland, conforme anunciado por Stuart Lewis na sua conta do Twitter (um parênteses: o link da skill dessa biblioteca, por algum motivo que até o momento não identifiquei, não está mais disponível na Amazon UK).

4. Blockchain

A descentralização de dados e autoregulação baseada em criptografia e chaves eletrônicas pode ser útil para a solução de desafios enfrentados pela comunicação científica, como #transparência, confiança, reprodutibilidade e crédito, conforme aponta o relatório Blockchain for research; perspectives on a new paradigm for scholarly communication, de Joris Van Rossum.

Para mais informações em português, consulte o texto Cadeia de Blocos ‘Blockchain’ pode ser solução para Comunicação Científica.

5. Espaços de coworking

Vivendo em um mundo Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo (ou simplesmesnte #VUCA), os profissionais têm recorrido ao #empreendedorismo como forma de #trabalho.

Esse cenário pode ser aproveitado pelas #bibliotecas para repensarem seus espaços como forma de oferecer ambiente de #trabalho e #socialização para esses #profissionais, além de oferecer recursos adequados para o desenvolvimento de suas #atividades.

Conheça quatro iniciativas:

6. Privacidade

O uso intenso de diferentes #dispositivos tecnológicos também suscitam muitas questões relacionadas à #privacidade.

Diante disso, as #bibliotecas podem atuar no sentido de ajudar as pessoas a gerenciar sua #privacidade nesses #dispositivos de forma a preservar sua exposição diante dos demais.

Public Library of San José, a Lebanon Public Libraries e os sistemas de #bibliotecas da Brooklyn Public Library, The New York Public Library, e Queens Library já tem iniciativas voltadas para a #privacidade.

7. Mudanças nos modelos de negócios de assinaturas de coleções

O crescente custo das aquisições e assinaturas pelas #editoras levou, no início deste ano, a University of California Library a romper o contrato com a Elsevier, uma das editoras científicas mais famosas do mundo.

Diante disso, a #Universidade ofereceu uma série de recursos em acesso aberto em seu site com fontes de pesquisa alternativas aos recursos anteriormente oferecidos pela #Elsevier.

Muito provavelmente essa foi uma ação que, talvez em um futuro breve, impactará os modelos de negócio das #universidades com as #editoras. E que provavelmente levará a novas discussões sobre modelos de negócios diferentes dos que temos hoje.

8. Mudanças na estrutura organizacional

Em 2019, tivemos no #Brasil a extinção do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (#SIBiUSP) e a criação da Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica (AGUIA).

As atividades desenvolvidas pelo antigo #SIBiUSP foram abarcadas pela Agência, que trabalhará em três frentes: implementação das #bibliotecas polos, criação do Escritório de Apoio ao #Pesquisador e incrementação do #repositório da produção intelectual da #USP, todas voltadas para dar visibilidade à produção científica da #Universidade.

Assim, sendo a #USP um modelo para praticamente todas as #bibliotecas universitárias brasileiras, é possível que nos próximos anos ocorram mudanças semelhantes em outras instituições do país.

9. Aprendizagem invertida

A #aprendizagem invertida é um #método de #ensino no qual os #alunos têm acesso ao #conteúdo antes da #aula na qual o mesmo será apresentado por meio de #videoaulas e/ou outros recursos tecnológicos. No dia da aula, os alunos realizam alguma atividade baseada no #conteúdo.

Este ano um professor me propôs que uma apresentação sobre bases de #dados para sua disciplina fosse realizada de modo “invertido”. Foi uma ótima experiência, pois ao invés de apresentar as bases, apenas orientei quanto ao uso.

Considero que esse #método que pode vir a ser cada vez mais utilizado, assim como outros, a exemplo da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL). Atualmente, é muito fácil os #alunos se dispersarem. Por isso, o uso de recursos tecnológicos e #metodologias de #ensino alternativas podem prender sua atenção.

10. Gestão de dados de pesquisa

Com o crescimento de #pesquisas ao redor do mundo, a disponibilização dos #dados têm favorecido o desenvolvimento mais rápido da #ciência e evitado a duplicação de #dados e #estudos.

A #Universidade Federal de Santa Catarina (#UFSC), por meio de sua #biblioteca universitária, promoveu o “I Seminário de suporte à pesquisa e gestão de dados científicos: panorama atual e desafios” em 2017, ao passo que a #Universidade de São Paulo (#USP), no site do antigo #SIBiUSP, disponibiliza informações e apresenta iniciativas institucionais sobre o assunto.

Com isso, as #bibliotecas universitárias brasileiras dão os primeiros passos para atender essa demanda dos #pesquisadores. Além disso, algumas agências de fomento à #pesquisa também já solicitam o plano de #gestão de #dados como parte da documentação necessária para a apresentação de #projetos.

Alguns itens e exemplos foram coletados da página Trends do Center for the Future of Libraries da American Library Association.

O texto pode parecer um pouco enviesado pelo fato de atualmente eu trabalhar em biblioteca universitária.

Se você trabalha em outro tipo de biblioteca, ou se é bibliotecário em outro tipo de instituição, você acha que existem outras tendências?

Fonte: Linkedin

Governo de SP abre concurso para acessibilizar bibliotecas públicas

Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe projetos até dia 30

Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência recebe até o dia 30 deste mês projetos de bibliotecas públicas do Estado de São Paulo interessadas em acessibilizar seus acervos. As selecionadas vão receber equipamentos de tecnologia assistiva capazes de assegurar o acesso à leitura para pessoas com deficiência visual. A ação faz parte do programa São Paulo + Inclusão Bibliotecas, que tem como parceiro o Fundo de Interesse Difusos (FID) da Secretaria da Justiça e Cidadania. Juntas, as secretarias já entregaram equipamentos para mais de 60 bibliotecas públicas.Os interessados em participar devem indicar em formulário específico como pretendem aprimorar os serviços bibliotecários para as pessoas com deficiência e qual estratégia será utilizada para divulgação dos novos serviços com foco no público com deficiência visual.As bibliotecas vencedoras receberão kits compostos pelos seguintes equipamentos: scanner leitor de mesa, linha braile e computador.

O formulário deve ser preenchido no link http://bibliotecas.sedpcd.sp.gov.br e as propostas, os anexos digitalizados e assinados, devem ser enviados para o e-mail spmaisinclusaobibliotecas@sedpcd.sp.gov.br ou encaminhados pelo correio.

Libros ‘vivientes’ en realidad aumentada, un proyecto mendocino

Un joven bibliotecario desarrolló un proyecto de realidad aumentada, por el cual los libros ‘cobran vida’ a través del celular mediante el despliegue de imágenes, videos y figuras 3D, con el objetivo de revalorizar la literatura para los jóvenes.

Texto por Nicolás Munilla

Las nuevas tecnologías pueden transformarse en importantes herramientas que impulsen motivaciones elementales en la formación del ser humano, como el acceso a la lectura. En ese sentido, un joven bibliotecario mendocino desarrolló un proyecto de realidad aumentada (RA) por el cual los libros ‘cobran vida’ a través de la pantalla del celular, mediante el despliegue de imágenesvideos y figuras 3D, con el objetivo de revalorizar la literatura para los jóvenes.

La realidad aumentada consiste en el desarrollo de tecnologías que permiten la visualización de información adicional sobre un entorno real, captada a través de la cámara de un dispositivo con un software específico previamente instalado y que contenga datos gráficos añadidos. Así, los elementos tangibles se combinan visualmente con los elementos artificiales, volviéndose una inserción a la virtualidad que mantiene una conexión con el mundo real.

Se trata de un sistema que se popularizó en los últimos años gracias a aplicaciones como Pokémon GO, y además se utiliza ampliamente en diversos campos como la industria, la medicina, el arte, el comercio y la educación.

En Mendoza existen varios desarrollos con realidad aumentada, pero hace pocos meses comenzó un proceso de vinculación con la literatura, o más específicamente, con la promoción y accesibilidad a la lectura. Federico Grenón es un joven bibliotecario que lleva a cabo su proyecto ‘La Biblioteca de Cara a las Nuevas Tecnologías’, que consiste en la ejecución de varias herramientas basadas en la RA que conectan el mundo de los libros con los lectores a través de técnicas digitales innovadoras, como códigos QR y marcadores audiovisuales.

Para ello, utiliza aplicaciones y plataformas web como HP Reveal y ArgumentedClass, que permiten la creación de recursos de realidad aumentada como imágenes, videos, música o figuras 3D, con el fin de potenciar los contenidos estáticos impresos, en este caso las portadas de libros, generando interactividad y dinamismo al usuario.

Asimismo, diseñó códigos QR escaneables para acceder a una serie de audiolibros y facilitó la distribución de ebooks gratuitos entre estudiantes.

FEDERICO GRENÓN.

Grenón se contactó en junio del año pasado con las escuelas secundarias Presidente Raúl Alfonsín (de gestión estatal) y Virgen del Carmen de Cuyo (privada), y la Biblioteca Municipal Julio Fernández Peláez, todas en Maipú, para comenzar su iniciativa: “Por medio de esa articulación, en la que participaron además profesoras del área de Lengua y Literatura, nos dimos cuenta que la mayoría de los niños y adolescentes no estaba leyendo, no tenía interés en la lectura y los títulos les parecían absurdos. Además les pesaba el factor económico, ya que no podían costear la compra de los libros requeridos para las clases”, contó a MDZ.

El primer paso fue la transformación en códigos QR de la colección de cuentos Lecturas Grabadas, publicada en la página web del Ministerio de Educación de la Nación: “Como cada cuento posee un link para ingresar, lo que hice entonces fue quitar ese hipervínculo y recodificarlo en un código QR que al ser escaneado con un celular, te redirige automáticamente al audio. Es más atractivo, más llamativo y ahorra clicleos”. Alrededor de quince de estos audiolibros configurados con este módulo fueron distribuidos en las citadas escuelas y la biblioteca municipal.

En una segunda etapa, Federico aprovechó el gestor de software libre Calibre para descargar libros digitales acordados previamente con las docentes. “Luego los chicos se acercaban a la biblioteca con un pendrive y recibían una copia en PDF para leerla en sus casas o en la sala de computación”,

añadió.

Con estas herramientas ya incorporadas, Grenón avanzó en lo que sería el punto culmen del proyecto: “Armamos un sector especial en la biblioteca municipal donde colocamos los libros para que fueran escaneados, ya sea con una aplicación que podían descargar en sus celulares o, como algunos directamente no querían bajarla, con mi teléfono que les prestaba”. Al escanear la tapa, el usuario entraba a la RA para ahondar en la información virtual de alguno de los dieciséis libros exhibidos, como La dama del alba con un tenebroso esqueleto, Drácula y un fragmento del clásico film ‘Nosferatu’, El Principito junto a la versión cinematográfica animada de 2015 y El señor de los anillos: la Comunidad del Anillo con una cinemática del personaje Gandalf.

“La reacción fue excelente, los chicos se coparon muchísimo. Y si bien son considerados nativos digitales, algunas veces tanta información los marea, por lo que uno como gestor bibliotecario del conocimiento tiene que brindarles estas herramientas para encauzarlos hacia una selección libre de la información”, expresó Federico.

Para el joven bibliotecario, la RA genera valores añadidos en la promoción de la lectura: “Incentiva la motivación con el uso de una tecnología innovadora en el usuario, más allá de la edad, la situación socioeconómica o el nivel educativo; genera un mayor acceso a la información de la obra a través de una imagen, un código, una palabra o un breve texto, ampliando las oportunidades de adentrarse en conocimientos no observables a primera vista; y fomenta el uso de tecnología gratuita gracias a su funcionamiento óptimo en dispositivos sencillos, como celulares de gama

media”.

Aunque tuvo un impacto positivo en la comunidad estudiantil y bibliotecaria local, la iniciativa no perduró en el tiempo, por lo que Grenón apunta a conseguir nuevos interesados y plantea desafíos más ambiciosos: “En el futuro quiero crear mi propia aplicación de realidad aumentada, que incluya una guía de libros visible en un catálogo online, con la posibilidad de prestar esa facilidad a diferentes ámbitos, como bibliotecas y escuelas”.

Federico sostuvo que la incorporación de estas herramientas innovadoras es una acción fundamental en la transformación que atraviesan las bibliotecas: “Hay que enfocarnos en los tiempos que apremian, donde la biblioteca no solo son libros y estanterías sino que debe adoptar el papel de precursora y facilitadora de nuevas tecnologías. Para ello, la biblioteca debe generar su espacio propio, ser motivo de consulta y también de crítica para seguir mejorando, pero sobre todo debe empaparse de su entorno. Así, tendrá que mutar del sitio fijo en donde espera a los usuarios al de exploración para la búsqueda de ellos, captando su atención y satisfaciendo sus demandas”.

Fonte: MDZ Diario de Mendoza

Em Busca do Bibliotecário nos Projetos de IA

Texto por Fabiola Aparecida Vizentim

Sempre gostei de tecnologia. O meu primeiro emprego foi como instrutora em uma escola de informática. Na graduação, escolhi Biblioteconomia porque no catálogo de profissões mencionava atividades como organização de informação e estruturação de bases de dados. Algo que eu já possuía afinidade e interesse.

Também gosto muito de aprender, conhecer as últimas tendências, estar sempre ativa na minha área de atuação. No início de 2019, li um artigo que discutia sobre o futuro das profissões diante da automatização (The future of employment: how susceptible are jobs to computerisation?). Nele, pesquisadores da Universidade de Oxford, afirmavam que o bibliotecário possuía uma probabilidade de 65% de robotização, técnicos e auxiliares de biblioteca 95% de probabilidade. A profissão que escolhi havia recebido o prognóstico de desaparecer.

Não me conformei com esse cenário nada otimista e pensei:

Se as novas tecnologias como robotização e inteligência artificial precisam de um grande volume de dados padronizados e classificados para alimentar os algoritmos de machine learning, com certeza o bibliotecário pode participar e contribuir com essa transformação, pois nós representamos e organizamos o conhecimento desde a Biblioteca de Alexandria (século III a.C.), certo? ”

Assim, comecei a estudar o assunto, a seguir profissionais da área nas redes sociais e a participar de meetups realizados por comunidades de inteligência artificial (IA). Conheci muitos mentores, mas ainda não havia conseguido um exemplo real de atuação.

Foi então que, em novembro de 2019, uma bibliotecária colocou um post numa rede social contando que estava no evento Microsoft AI+ Tour LATAM e que em um dos painéis o CEO de uma empresa que fornece soluções baseadas em IA, afirmou a importância do profissional de Biblioteconomia nesse contexto de transformação digital atual. Meus olhos brilharam!

Enviei uma mensagem para ela solicitando detalhes: qual era a empresa?, qual o nome do CEO?, como o bibliotecário estava contribuindo para os projetos? Estava curiosa e ansiosa para saber os detalhes. Finalmente, havia descoberto um exemplo real que redireciona e ressignifica a função do bibliotecário no cenário tecnológico futuro.

Com os detalhes em mãos, descobri que se tratava da empresa de Engenharia Cognitiva, a Omnilogic (post sobre o painel), focada em fornecer soluções baseadas em IA para varejistas e marketplaces. Fiz novas pesquisas e localizei a bibliotecária Thaianne Vieira que trabalha lá, conversei com ela por Skype e o que eu ouvi foi acalentador. Por isso, compartilho com vocês as respostas dessa “entrevista” divididas em 4 (quatro) perguntas de acordo com os escopos abaixo relacionados:

1. Quais atividades os bibliotecários desenvolvem nos projetos de IA da Omnilogic?

Atualmente nós temos no organograma da Omnilogic não apenas bibliotecários, assim como também temos estudantes de Biblioteconomia e de áreas correlacionadas. Todos estes voltam seus esforços para a organização e estruturação da informação, que fomenta nossa inteligência e a torna cada vez mais rica. Como muitas vezes nossas ferramentas são destinadas à clientes e parceiros que são marketplaces, nosso trabalho é voltado geralmente para a organização de catálogos de produtos.

2. Quais as competências e habilidades dos bibliotecários que você considera mais relevantes para a realização dessas atividades?

Apesar de não ser um nicho tradicional de trabalho do profissional bibliotecário, é necessário saber lidar com catalogação, indexação e principalmente classificação, já que a eficiência do sistema de recuperação da informação depende de uma estruturação clara e com o menor número de ambiguidade de conceitos possíveis.

3. Que conselho você daria para os bibliotecários ou estudantes de Biblioteconomia que possuem interesse em trabalhar com IA?

Na realidade, antes de mais nada, é necessário entender qual é o tipo de trabalho que se deseja exercer quando falamos de IA. Existem duas frentes se tratando de projetos de IA: a organização do conhecimento, que lida diretamente com os dados, e a frente de desenvolvimento de softwares, onde há a construção de códigos e scripts para de fato criar uma aplicação. Se deseja trabalhar com manipulação de dados, sempre é bom adquirir conhecimentos nas áreas de Análise de Dados, Arquitetura da Informação e Ontologias. Agora para a segunda frente, sugiro que se especialize nas áreas da Computação, Sistemas de Informação, Engenharia de Sistemas e de Software, entre outras.

4. Como você vê o futuro da Biblioteconomia nesse mercado de tecnologia em constante transformação?

Acredito que nossa área precisa urgentemente se abrir às novas mudanças. Enxergar outras possibilidades de atuação e capacitar melhor seus futuros profissionais, permitindo visibilidade pelo mercado. Precisamos fazer com que as organizações entendam que os bibliotecários não são apenas os estereótipos que seguem atuando dentro de uma biblioteca, pois nós lidamos com a informação e a informação está em todos os lugares. Vivemos em uma era em que estamos sempre frente a um turbilhão de informações e cada vez mais se faz necessário um profissional que saiba lidar com grandes volumes de dados e todos os seus desafios. Por isso, precisamos pensar de forma crítica sobre a organização e o consumo dos dados, visando agregar valor ao negócio dos clientes que buscam pelas nossas soluções.

E, se você assim como Thaianne e eu, acredita que os bibliotecários fazem a diferença nos projetos de IA porque tão importante quanto ter os dados é catalogá-los, entre no grupo IA Biblio BR do LinkedIn. Nesse grupo, vamos discutir o assunto e compartilhar eventos, matérias e notícias relacionados ao tema.

Fonte: Linkedin

Biblioteca Municipal conta com acervo para pessoa com deficiência visual

Interessados podem ler no local ou realizar empréstimos do material

A Biblioteca Pública Municipal Professor Tobias Rodrigues conta com um acervo 451 obras destinadas a pessoas com deficiências visuais, sendo composto por livros em Braille e audiolivros.

Os interessados podem ler no local ou realizar empréstimos mediante ao cadastro. A biblioteca se situa na avenida Tamoios, 1.685; e atende de segunda à sexta-feira das 7 às 17 horas.

Atualmente, o acervo em Braille conta com 240 exemplares, que são facilmente encontrados no saguão da biblioteca. Além destes, ainda há 211 obras em e-books/audiolivros, que podem ser encontradas em CDs expostos no final da sala de estudos.

De acordo com o bibliotecário Tarciso Vieira Mendes, as obras do acervo destinado a pessoas com deficiência visual seguem as mesmas regras de empréstimos dos demais exemplares, sendo necessário o cadastro.

“Para se tornar um usuário cadastrado da biblioteca e realizar o empréstimo das obras, basta comparecer ao local munido de documento com foto e comprovante de residência. Para cadastro de menores de 16 anos é exigida a presença do responsável legal. A partir deste cadastro, o usuário receberá uma carteirinha, que permitirá a realização de empréstimos”, informou.

A bibliotecária Valentina Terezinha Machado destacou que cada usuário cadastrado pode levar até três itens (entre livros, audiolivros ou DVDs) em empréstimos que podem durar até sete dias (DVDs podem ser emprestados por até três dias); e pode ser renovado se estiver dentro do prazo e se o material não estiver reservado à outra pessoa.

Ela ressalta que os empréstimos devem ser feitos com a apresentação da carteirinha.

“Os livros deste acervo ficam logo na entrada da biblioteca, facilitando o acesso e localização das obras. Este espaço foi criado em 2014, reunindo doações da população e da fundação ‘Dorina Nowil para Cegos’. Atualmente, o acervo é composto por obras de literatura clássica de escritores estrangeiros e nacionais”, disse.

O secretário municipal de Cultura, Duda Gimenez, salientou a importância de oferecer alternativas para o acesso democrático à cultura. Ele também destacou que a inclusão possibilita que pessoas com deficiências tenham oportunidades de contato com a cultura e arte.

“O acesso à cultura e às artes devem ser o mais democrático possível, pois estes elementos são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento da sociedade. Este acervo já tem mais de 5 anos e conta com centenas de exemplares que podem ser lidos, estudados e emprestados, fomentando a inclusão de pessoas com deficiência visual no acesso a obras clássicas de literatura”, apontou.

“Sabemos que a inclusão e a cultura é um dos pilares para o progresso da sociedade. A presença de livros destinados a deficientes visuais demonstra que nossa biblioteca apresenta recursos para os diversos públicos da nossa cidade. Convido a população para conhecer e usufruir dos recursos oferecidos pela Biblioteca Pública Municipal”, destacou.

O prefeito Caio Aoqui enfatizou a importância de Tupã contar com um acervo com acessibilidade e convidou a população para conferir as obras da Biblioteca Municipal.

Recursos oferecidos pela biblioteca

A biblioteca conta com acervo de livros infantis; estante com os títulos recomendados e destaques, além dos principais jornais locais e nacionais e revistas. Além do saguão, há também uma sala de leitura no interior da biblioteca.

As instalações ainda oferecem outros recursos para pesquisas, como internet via wifi para os usuários realizarem buscas e estudos, e o Acessa Livre, onde há computadores em que os usuários podem usar por até 1 hora, podendo se estender por mais tempo caso não haja fila de espera.

Atualmente a biblioteca conta com mais de 10 mil usuários cadastrados e um acervo com 32.733 obras, sendo estas: 822 DVDs, 240 livros em Braille, 211 e-books/audiolivros e 31.460 livros. Além de acesso a revistas, jornais e os principais periódicos locais, e nacionais.

A consulta aos itens presentes no acervo pode ser feita clicando aqui.

Fonte: Tupãense Notícias

Publicações de práticas em comunicação e articulação de bibliotecas

Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) lançou na 65° Feira do Livro de Porto Alegre dois volumes da Coleção Entre-Redes Percursos Formativos.

Foto de jovem lendo livro e no fundo pessoas sentada em congresso.
As publicações sobre as práticas em Articulação e Comunicação estão disponíveis para download no site da RNBC. (crédito da imagem: divulgação)

RNBC disponibiliza as publicações sobre as experiências em articulação e comunicação no site. Ainda oferece volumes da coleção Entre-Redes com os seguintes temas: Espaço, Acervo, Mediação de Leitura, Gestão Compartilhada, Enraizamento, Comunitário, Articulação, Incidência Política e Mobilização de Recursos – eixos de trabalho desenvolvidos pelo Programa Prazer em Ler no contexto das bibliotecas da RNBC.

A RNBC é um coletivo composto por mais de 110 bibliotecas comunitárias, espalhadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Pará e Ceará. A Rede atua na democratização do acesso ao livro e à leitura, na formação de leitores e na promoção da leitura por meio da incidência em políticas públicas, nos âmbitos municipal, estadual e nacional.

Os interessados em acessar esses materiais podem clicar aqui no site da Rede: https://www.rnbc.org.br/p/publicacoes.html

Fonte setor3

BIBLIOTECA DE SÃO PAULO COMEMORA 10 ANOS EM FEVEREIRO

Uma grande festa com programação especial que durará vários dias em fevereiro. Assim será a celebração dos 10 anos da BSP (Biblioteca de São Paulo), instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela Organização Social SP Leituras (entre as 100 Melhores ONGs do Brasil, pelo segundo ano consecutivo). Espetáculos, encontros com escritores (entre eles, Pedro Bandeira), workshop internacional, exposição, oficinas, música e muito mais. Tudo grátis!

Localizada dentro do Parque da Juventude, no terreno em que funcionou a Casa de Detenção de São Paulo (conhecida como Carandiru), na zona Norte da capital paulista, a biblioteca soma mais de 3 milhões de visitantes e reúne o que há de mais moderno na área. Finalista do International Excellence Awards 2018, entregue durante a Feira do Livro de Londres, uma das mais prestigiadas do setor, a BSP já recebeu premiações como o Prêmio IPL na categoria Melhor Biblioteca do Ano e Prêmio Ações Inclusivas 2013, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Destaques                         

A chegada aos 10 anos de existência deste espaço, que é de todos, contará com programação especial (confira os detalhes abaixo), que tem início no sábado, 1º de fevereiro, com a abertura, às 11h, da Exposição Invenções Gráficas na Ilustração Ibero-americana, com curadoria do ilustrador Fernando Vilela e realizada em parceria com o Instituto Tomie Ohtake e a Fundação SM. No domingo, dia 2, é a vez do show-leitura Hélio Flanders & As Folhas da Relva (realização: Sesc Santana) acontecer às 15h. No sábado, dia 15, haverá bate-papo com o escritor Pedro Bandeira, mediado pelo jornalista Manuel da Costa Pinto, às 11h; oficina lúdica e gastronômica com o chef Andy Giacometti às 14h; e o espetáculo Os Mequetrefe, com o Grupo Parlapatões, às 16h. No domingo, dia 16, o coletivo Caravana Lúdica realiza, às 11h30, a atividade Jogos do Mundo; haverá sessões de contações de histórias no Parque da Juventude com a Cia. Duo Encantado das 12h às 16h; Oficina de Poesia, com Jonas Samaúma às 13h e Oficina Maker Corrida Maluca, com Glauco Paiva, às 14h. Tudo será encerrado com apresentação do Agrupamento Musical do Consulado da Portela de São Paulo às 16h, com clássicos do repertório da escola de samba. Os escritores têm espaço especial na sequência de eventos; além da presença de Pedro Bandeira, estão previstos outros bate-papos com o público no sábado e domingo, dias 15 e 16.

Workshop internacional

Visando a formação geral e crítica de profissionais das áreas de biblioteca, leitura e literatura, a programação do aniversário da BSP reserva lugar de destaque para o Workshop Internacional Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos, realizado pelo SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo) nos dias 13 e 14 de fevereiro, das 9h30 às 17h. Entre os convidados do evento (inscrições gratuitas pelo site http://siseb.sp.gov.br/) estão Ignácio de Loyola Brandão e Gonzalo Oyarzún, do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas do Chile.

Sobre a BSP

A biblioteca tem programação que atende públicos de diferentes faixas etárias e interesses diversos. Com oficinas, contações de histórias, cursos e atividades como xadrez e yoga, o equipamento vai além do acervo, promovendo, sobretudo, o compartilhamento de experiências e saberes. Inaugurada em fevereiro de 2010, a BSP foi inspirada na Biblioteca de Santiago, no Chile, faz parte do SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo) e totaliza 40 mil itens (livros, DVDs, CDs, além de jogos) no acervo. Pessoas com deficiência possuem acesso integral a todos os ambientes e podem utilizar o conjunto de audiolivros, livros em Braille e demais equipamentos de acessibilidade.

Confira, a seguir, a programação especial do #BSP10anos:

Sábado, 1º de fevereiro

11h – Abertura da Exposição Invenções Gráficas na Ilustração Ibero-americana – Criada a partir do Catálogo Ibero-América Ilustra (publicação realizada anualmente desde 2010 pela Fundação SM em parceria com a FIL Guadalajara – Feira Internacional do Livro de Guadalajara), a exposição tem curadoria do ilustrador Fernando Vilela, foi concebida e apresentada em 2019 no Instituto Tomie Ohtake. Visitação: terça a domingo, das 9h30 às 18h30. Até 29 de março. Parceria: Instituto Tomie Ohtake, Fundação SM e Biblioteca de São Paulo.

Domingo, 2 de fevereiro

15h – Hélio Flanders & As Folhas da Relva – Inspirado na poesia do norte-americano Walt Whitman nasceu este show-leitura do artista brasileiro, que traz canções de seu primeiro trabalho solo, “Uma Temporada Fora de Mim” e de sua banda Vanguart, mesclados a versos de Whitman e fundidos de maneira quase inseparável dentro do roteiro. Classificação indicativa: 14 anos. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada. Realização: Sesc Santana.

Sábado, 15 de fevereiro

10h às 11h30 – Encontro de Yoga e Meditação no Parque – Yoga é uma prática milenar que oferece oportunidade de entrar em contato com você e com seu corpo e pode ter seus benefícios ampliados sendo realizada ao ar livre. Buscando contato com a natureza, novas conexões e sentidos, esse encontro especial em comemoração aos 10 anos da Biblioteca de São Paulo será realizado no Parque da Juventude. Aula aberta para todos os níveis de participantes. Ponto de encontro às 9h40 em frente à Biblioteca de São Paulo. É importante que cada participante traga seu tapete de yoga e água para se hidratar. Em caso de chuva, a atividade será cancelada. Com Amanda Velloso. Não é necessário fazer inscrição.

11h às 13h – Segundas Intenções com Pedro Bandeira – Bate-papo com o escritor, mediado pelo jornalista Manuel da Costa Pinto. Vagas preenchidas por ordem de chegada.

14h às 15h30 – Oficina Minichef – Você sabe qual a origem da festa de aniversário? Nesta oficina lúdica e gastronômica, o chef Andy Giacometti responde esta pergunta e conta outras curiosidades sobre a comemoração. A criançada pode pôr a mão na massa e preparar algumas receitas clássicas de festas de aniversário como canapés e docinhos. Indicado para crianças até 10 anos. Com o chef Andy Giacometti. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

16h – Espetáculo Os Mequetrefe – Em Os Mequetrefe, quatro palhaços – que, não por acaso, se chamam Dias – vivem a jornada de um longo e divertido dia. Do despertar à hora de ir dormir, revelam como a desconstrução da lógica cotidiana pode abrir espaço para outras maneiras de encarar a vida. Vivendo situações bem comuns, esses cidadãos nada comuns provocam uma série de confusões tão hilárias quanto poéticas. A inspiração de “Os Mequeterefe” foi a obra do inglês Edward Lear, ilustrador e poeta inglês, que criou o termo nonsense. Os Parlapatões convidaram Alvaro Assad, da carioca Cia. Etc e Tal e que dirigiu “A Noite dos Palhaços Mudos” (Cia. La Mínima), para dirigir o roteiro elaborado por Hugo Possolo, visando promover um intercâmbio artístico entre dois grupos que trabalham o cômico em vertentes diferentes, a mímica e a palhaçaria. Com o Grupo Parlapatões. Não é necessário fazer inscrição.

Domingo, 16 de fevereiro

11h30 às 15h30 – Jogos do Mundo – Venha treinar as suas habilidades com jogos de tabuleiro confeccionadas pelo coletivo Caravana Lúdica. São mais de 10 opções de jogos, como jogos de captura, de raciocínio, de destreza e de equilíbrio. O grupo tem como objetivo a difusão do conhecimento dos jogos do mundo, que são aqueles que não têm nem local nem data definidos. Indicado para pessoas de todas as idades. Com a Caravana Lúdica. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

12h às 16h – Domingo no Parque Especial – Espaço de leitura para toda a família com sessões de contação de histórias. Com a Cia. Duo Encantado. Não é necessário fazer inscrição. Em caso de chuva, a atividade acontece dentro da Biblioteca.

13h às 14h – Oficina de Poesia – Adultos ou crianças poderão conhecer a beleza das rimas e dos textos poéticos. Além de entrar em contato com as obras de Fernando Pessoa a Paulo Leminski, de Cecília Meireles a Tula Pilar e Sergio Vaz, os participantes poderão fazer os seus próprios poemas. E, ao final, num pequeno sarau, todos apresentarão seus textos. Com Jonas Samaúma. Vagas preenchidas por ordem de chegada.

14h às 16h – Oficina Maker: Corrida Maluca – Além de aprender sobre circuitos elétricos de maneira lúdica e divertida, os participantes construirão um carrinho a propulsão. Indicado para crianças a partir de 7 anos. Com Glauco Paiva. Vagas preenchidas por ordem de chegada.

16h às 18h – Portela: Memória do Samba – O Consulado da Portela de São Paulo, em comemoração aos 10 anos da Biblioteca de São Paulo, traz o seu Agrupamento Musical para uma apresentação única, com os grandes clássicos dos compositores históricos da Portela e da agremiação carioca. O Agrupamento é o conjunto musical criado pelo Consulado da Portela de São Paulo para divulgar e celebrar em terras paulistanas a vasta produção musical de grandes compositores da história da Águia Altaneira. O grupo tem se apresentado em diversos espaços da cidade, geralmente no formato de rodas de samba, seguindo os moldes das antigas rodas de terreiro, tocando sem amplificação de som, como nos tempos de Paulo da Portela e Heitor dos Prazeres. No repertório, que será executado pelo Agrupamento do Consulado, estão canções de grandes compositores da escola como Monarco, Casquinha, Argemiro, Candeia e Paulinho da Viola, além de sambas clássicos da Portela. Vagas preenchidas por ordem de chegada.

Sábado e domingo, 15 e 16 de fevereiro

9h30 às 17h – Palhaços Jacinto & Sandoval – Intervenções lúdicas e divertidas durante todo o dia. Não é necessário fazer inscrição.

Workshop Internacional Mediação: Uma Biblioteca para Hoje e para Todos

Quinta-feira, 13 de fevereiro

9h30 – abertura oficial.

10h às 12h30 – Mesa-redonda – Uma Biblioteca para Hoje e para Todos – Convidados: Ignácio de Loyola Brandão, Isabel Santos Mayer (LiteraSampa) e Pierre André Ruprecht (SP Leituras). Mediação: Magno Rodrigues Faria (Instituto Acaia). Conteúdo: a função emancipadora das bibliotecas públicas; o papel e futuro das bibliotecas; os desafios da biblioteca contemporânea; o diálogo entre bibliotecas e pluralidade; sustentabilidade e parcerias; biblioteca como espaço da informação e construção autônoma do conhecimento.

14h às 16h30 – Mesa-redonda – Alfabetização Midiática e Informacional: Acesso Igualitário à Informação e ao Conhecimento – Convidados: Alexandra Bujokas de Siqueira (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) e Eugênio Bucci (Universidade de São Paulo). Mediação: Valéria Valls (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo).  Conteúdo: a biblioteca como espaço da informação e construção autônoma do conhecimento; a função emancipadora das bibliotecas públicas; o diálogo entre a alfabetização informacional digital e bibliotecas; ambientes de aprendizagem e letramento informacional; produção e uso das mídias e da informação; acesso à informação e aprendizagem continuada; o percurso das mídias tradicionais às novas tecnologias de mídia.

16h30 – Encerramento e sorteio de prêmios.

Sexta-feira, 14 de fevereiro

9h30 às 11h – Palestra – As Funções Social, Cultural e Educadora da Biblioteca Contemporânea – Convidado: Gonzalo Oyarzún (Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas do Chile). Mediação: Isabel Santos Mayer (LiteraSampa).

11h às 12h30 – Mesa-redonda – O Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo: Avaliação e Desafios. Convidados: Isabel Ayres (Pinacoteca do Estado de São Paulo), Marilena Nakano (Rede Beija-flor de Pequenas Bibliotecas Vivas de Santo André) e Paulo Bernardes (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Birigui). Mediação: Sueli Regina Marcondes Motta (SP Leituras). Conteúdo: os acertos, erros e desafios do SisEB na última década; o diálogo entre inovação e redes cooperativas; o potencial das redes de bibliotecas; diagnóstico e avaliação das políticas públicas estaduais de biblioteca, leitura e literatura; o SisEB e a articulação com outras redes, sistemas e programas; consolidação da comunidade da biblioteca de acesso público paulista.

14h às 16h30 – Mesa-redonda – Bibliotecas em Rede e os 25 Anos do Manifesto da IFLA/UNESCO sobre Bibliotecas Públicas – Convidados: Adriana Cybele Ferrari (Febab / Universidade de São Paulo) e Gonzalo Oyarzún (Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas do Chile). Mediação: Pierre André Ruprecht (SP Leituras). Conteúdo: o potencial das redes de bibliotecas; gestão de redes e cooperação entre bibliotecas; os 25 anos do Manifesto IFLA sobre bibliotecas públicas; as funções social, cultural e educadora da biblioteca; o diálogo entre governança e inteligência coletiva; inovação e redes cooperativas.

16h30 – Encerramento e sorteio de prêmios

Carga horária: 12 horas. Público-alvo: profissionais que atuam em bibliotecas, salas de leitura e programas de incentivo à leitura. Certificação: os certificados serão concedidos pelo SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo) por dia do evento. Importante: condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas até sete dias antes do evento. Pré-inscrições gratuitas. Vagas limitadas. Mais informações: (11) 3155-5444 • siseb@spleituras.org • www.siseb.sp.gov.br .

Fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São

Exposição de HQ’s acontece na Biblioteca Municipal até dia 30/01

Mostra comemora o dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, no dia 30 de janeiro

A Biblioteca Municipal de Franca está promovendo uma exposição de HQs para comemorar o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, comemorado no dia 30 de janeiro.

A mostra literária tem como tema os clássicos da literatura brasileira adaptados para os quadrinhos, além de tiras e charges cedidas pelo cartunista Gilmar Barbosa.

A exposição tem como objetivo incentivar a reflexão sobre o comportamento humano por meio dos quadrinhos. A visita pode ser feita de segunda a sexta-feira das 8 às 18 horas.

A Biblioteca Municipal está localizada à Av. Champagnat, 1808 – Centro.

​Fonte: Jornal de Franca

Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias projeta expansão e novas ações em 2020

Expansão de políticas de incentivo em todo o país é um contraponto aos retrocessos e episódios de censura à leitura

Participação da Rede na Feira do Livro de Havana, em Cuba - Créditos: Divulgação
Participação da Rede na Feira do Livro de Havana, em Cuba / Divulgação

A Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) encerrou 2019 com o crescimento de suas atividades. Desde 2015, a rede atua na formação de leitores, na democratização do acesso à leitura e à cultura literária, com foco nas políticas públicas do livro e da leitura que contemplem as bibliotecas comunitárias. Com mais de 113 bibliotecas em 22 munícipios nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, a rede atende um público médio de 23 mil pessoas, sendo que mais da metade é de crianças e jovens com até 18 anos.

Um dos aspectos fundamentais para a expansão foi a participação em eventos literários pelo Brasil e outros países, como analisa Cleide Moura integrante do Conselho Gestor da RNBC “Em âmbito internacional, participamos da Feira do Livro de Havana, em Cuba, com integrantes da Rede Releitura em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco e a rede Beabah do Rio Grande do Sul, estivemos no evento Bibliotecas de Fronteira, que reuniu representantes do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, em Colon, Entre-Rios, Argentina. Foram eventos importantes para rompermos fronteiras e pontuar a luta de resistência da atuação das bibliotecas comunitárias do Brasil”.

Outra avanço alcançado foi no campo do registro e divulgação das experiências das bibliotecas comunitárias com o lançamento de três publicações: O Brasil que Lê, sobre a pesquisa inédita do universo das bibliotecas comunitárias e os dois cadernos da Coleção Entre-Redes: “Percursos Formativos: Saberes das Bibliotecas Comunitárias”, sistematizando as práticas de Comunicação e Articulação.

Apesar dos avanços internos , a rede também foi surpreendida com o simultâneo  retrocesso nas políticas públicas do livro e da leitura este ano, com o fim do Conselho Consultivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), além das ações de alerta ao crescimento das ações de censura em 2019, como o ocorrido na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, com episódios de perseguições a escritores e autores, e censura às temáticas voltadas às minorias sociais, como a sexualidade, gênero e religiões afro-brasileiras.

Por outro lado, foi criada a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Escrita, de iniciativa da deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e do senador Jean Paul Prates (PT-RN), que hoje conta com mais de 200 deputados e senadores.

Em 2020, a rede pretende lançar seu primeiro curso na Plataforma de Ensino a Distância (EAD), na área do livro e da leitura. Outras ações previstas são campanhas de mobilização por políticas públicas voltadas ao livro, à leitura, educação e cultura, além da criação de conteúdos informativos sobre às políticas públicas e os direitos humanos. Já para a expansão da sua presença no país, a rede prevê a criação de um rede de bibliotecas em Brasília, o que permitirá colocar a região Centro-Oeste, no mapa de atuação. Uma das perspectivas é chegar ao Sul da Bahia. “Resistiremos com livros nas mãos, formando novos leitores e com mais Bibliotecas Comunitárias espalhadas pelo país.” afirmou Cleide.

Edição: Monyse Ravenna

Fonte: Brasil de Fato

Biblioteca Municipal de Itapetininga promove sessões de cinema para crianças

Biblioteca Municipal de Itapetininga promove sessões de cinema para crianças
A Biblioteca Municipal “Dr. Júlio Prestes de Albuquerque” preparou mais uma atividade para as crianças nas férias: o Cine Biblioteca, que será entre os dias 20 e 24 de janeiro, a partir das 14h. Como a Oficina de Férias, os encontros são voltados para crianças de 5 a 10 anos.

A participação é livre e de graça e cada criança pode participar em até dois dias. As crianças que já tem cadastro na Biblioteca podem se inscrever por telefone. Se não tiver, basta que o responsável apresente RG, CPF e comprovante de endereço.

Confirma a programação:

Dia 20/01, segunda-feira: A Fuga das Galinhas

Dia 21/01, terça-feira: Ponte para Terebítia

Dia 22/01, quarta-feira: Up: Altas Aventuras

Dia 23/01, quinta-feira: Tá chovendo Hambúrguer

Dia 24/01, sexta-feira: Valente

As vagas são limitadas. Mais informações na Biblioteca Municipal, que fica à rua Campos Salles, 175, centro. Telefone (15) 3272-3265. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h e aos sábados das 9h às 12h.

Fonte: Prefeitura Municipal de Itapetininga

Férias: programação especial em bibliotecas

Atrativos gratuitos serão oferecidos entre 24 de janeiro e 1 de fevereiro

Texto por Malavolta Jr.

Guilherme Thomaz Junior, Ketelyn Machado, Mariana Campos e Kauã Machado na unidade Geisel em janeiro do ano passado

A Secretaria de Cultura, por meio da Divisão de Bibliotecas, da Pinacoteca Municipal, do Museu Ferroviário Regional e do Museu Histórico Municipal, apresenta uma programação especial de férias entre 24 de janeiro e 1 de fevereiro. As informações são da assessoria.

A programação é variada e as atividades tomarão os espaços das Bibliotecas Ramais, todas apresentando a mesma exposição de fotos, “Bauru em Fotos”, e atividades de contação de histórias, “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”.

“Bauru em Fotos” é uma exposição de fotos do Museu Ferroviário Regional e do Museu Histórico Municipal, que tem como objetivo promover o reconhecimento do município em diferentes épocas. A exposição trará fotografias mostrando Bauru de antigamente e da atualidade.

“Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias” é um espetáculo teatral que conversa com o ato de contar histórias. O espetáculo traz à cena um simpático casal de idosos, Tião e Dulce. Tião é um senhor carismático que trabalha na roça, toca viola e gosta de prosear, neto de bandeirante mineiro, conhece muito bem a história da formação da cidade de Bauru, pois seu avô foi um dos responsáveis por desbravar a região. Já Dulce, uma senhora meiga e muito trabalhadora é uma imigrante italiana, que chegou no Brasil ainda criança, com sua família veio parar na “boca do sertão” e aqui conheceu Tião.

O casal de idosos convida o público para tomar um café em sua casa, lar aconchegante e acolhedor, para contar histórias sobre a cidade de Bauru e seu entorno. O espetáculo tem como propósito valorizar o imaginário e proporcionar um encontro com histórias regionais, destacando a importância do café e da chegada da ferrovia para o desenvolvimento da região.

A contação de história “Nos Trilhos de Bauru – uma estação de histórias” foi selecionada pelo Programa de Estímulo à Cultura de Bauru e tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura.

Outra atividade de destaque que compõe a programação é a exposição “Retratos de Bauru”, organizado pela Pinacoteca, que ocorrerá na Biblioteca Ramal da Vila Falcão.

As obras – com pinturas de paisagens da cidade – são do artista bauruense Plácido, que fez da Pinacoteca seu “ateliê”, onde quem passa tem a oportunidade de vê-lo pintar.

Programação completa

24 de janeiro (sexta-feira)

Biblioteca Ramal do Jardim Progresso “Vanir de Carli Cunha”

19h30 – Abertura da exposição “Bauru em Fotos”

20h – Contação de histórias – “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”

21h – Apresentação do grupo de música da Biblioteca local

Biblioteca Ramal “Vanir de Carli Cunha”

Rua João Borges, 2-1 – Jardim Progresso

*

25 de janeiro (sábado)

Biblioteca Ramal Geisel

9h – Abertura da exposição “Bauru em Fotos”

9h – Bazar Solidário

10h30 – Contação de histórias – “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”

Biblioteca Ramal Geisel

Rua Alziro Zarur, 5-08 – Núcleo Geisel

*

26 de janeiro (domingo)

Sala de Leitura Jardim Ouro Verde

9h30 – Abertura da exposição temática “Bauru em Fotos”

10h – Contação de histórias – “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”

Sala de Leitura Jardim Ouro Verde

Rua Gabriel Morales, 1-24 – Jardim Ouro Verde

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26 de janeiro (domingo)

Biblioteca Ramal de Tibiriçá – “Lucy Rangel Fraga”

17h – Abertura da exposição “Bauru em Fotos”

17h30 – Contação de histórias – “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”

18h – Apresentação da Bateria do Bloco Estrela do Samba

Biblioteca Ramal “Lucy Rangel Fraga”

Rua Carmelo Zamataro, Quadra 3 – Centro Rural de Tibiriçá

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31 de janeiro (sexta-feira)

Biblioteca Ramal da Vila Falcão – “Maria Raquel Zanni Arruda”

9h – Abertura da exposição “Retratos de Bauru”

9h – Abertura da exposição “Bauru em Fotos”

9h30 – Contação de histórias – “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”

Biblioteca Ramal “Maria Raquel Zanni Arruda”

Rua Domingos Bertoni – 7-50 – Vila Falcão

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1 de fevereiro (sábado)

Biblioteca do CEU das Artes

17h – Abertura da exposição “Bauru em Fotos”

17h30 – Contação de histórias – “Nos trilhos de Bauru – uma estação de histórias”

18h – Apresentação musical

do grupo de Música do Prof. José Coutinho

Estação Cidadania

Rua Maria José Silvério Dos Santos, Quadra 02 – Conjunto Habitacional Pastor Arlindo Lopes Viana

Fonte: JCNET

Biblioteca Municipal de Tupã volta a funcionar no horário normal

Hortolândia tem torneio de Just Dance a partir desta 2ª

Campeonato vai acontecer na Biblioteca Municipal e faz parte da programação das férias escolares

Torneio de jogo de dança é opção de lazer para as crianças (Foto: Divulgação)
A Biblioteca Municipal de Hortolândia promove a partir desta segunda (13) o torneio de “Just Dance”, jogo de dança da plataforma Xbox. É o segundo ano que a Biblioteca realiza o campeonato, que tem premiação para os participantes com mais pontos.

É possível participar do jogo até o dia 31 de janeiro com opção em dois horários, durante a manhã, das 10h às 12h, e de tarde das 15h às 17h. Os interessados podem jogar quantas vezes quiser, mas quem quiser disputar o prêmio semanal poderá jogar apenas uma vez por dia, com pontuação marcada no próprio game.

Na última semana do mês acontece o “Super Desafio”, e os dançarinos que obtiverem a maior pontuação serão premiados com livros, troféu e medalha. A premiação será dividida nas categorias Infantil (de 6 a 10 anos), Juvenil (de 11 a 18 anos) e Adulto (de 19 anos em diante). O 1º colocado de cada categoria ganhará um trófeu e um livro, o 2º e o 3º colocado um livro e uma medalha.

Segundo o coordenador da biblioteca municipal, Rafael Antonio da Silva, o objetivo é estimular a ida à biblioteca e promover socialização. “É uma forma de também atrair jovens e adultos para conhecerem e se cadastrarem na biblioteca”, destaca.

Caso haja grande procura pelo game, haverá formação de fila por ordem de chegada. A Biblioteca Municipal fica no piso inferior do Open Shopping, localizado na rua Luiz Camilo de Camargo, 581.

 Fonte: ACidade ON

Ler: uma viagem transformadora rumo ao autoconhecimento

A leitura apresenta a seus adeptos um universo que possibilita uma viagem transformadora para um processo prazeroso de autoconhecimento

Texto por Maria Priscila Martins

No mês do leitor a homenagem ao jornal cearense “O povo”, de 1928, se transformou em uma honra também aos apaixonados pela literatura. A atividade representa uma forma de absorção onde a imaginação é estimulada por colocar a cabo do leitor a criação de cenas, personagens e situações. Em meio à velocidade com a qual somos bombardeados na internet, criar sua própria e única forma de compreender determinado tema e ter contato com o universo da leitura pode possibilitar uma viagem transformadora para um processo prazeroso de autoconhecimento.

Com uma frequência de leitura literária invejável, Renata Nascimento, 35 anos, ama conhecer e escutar outras vozes presentes nos livros. “Eu lembro que nos momentos mais difíceis da minha vida foi a literatura que me salvou. Teve a terapia e outros tipos de ajuda também, mas eu me lembro muito bem que foi a literatura que mantinha minha sanidade. Lembro que era alguma coisa que quando eu estava perdida me fazia retornar”, contou a psicóloga.

A história de Renata com os livros começou no ensino médio, com a obrigatoriedade de leituras para prestar vestibular, mas ela não parou por lá. Atualmente, ela participa de um grupo de leitura para mulheres, onde são debatidos temas selecionados entre as participantes que sejam escritos por outras mulheres. “No grupo temos a visão de cada pessoa sobre aquela perspectiva. É um espaço de fortalecimento e vínculo que é muito importante para nós enquanto mulheres”, explicou.

Kezia Feitosa, 23, é bibliotecária, uma das profissões mais antigas do mundo. Enquanto agente facilitador do acesso aos livros, seu trabalho envolve tanto o incentivo à leitura quanto a compreensão do usuário das bibliotecas. “Grande parte do objetivo do bibliotecário é descobrir o que aquela pessoa quer e ajudar essa pessoa a ser autônoma no processo de saber o que gosta e quer”, contou.

A bibliotecária ainda explicou que a leitura é um conjunto de cognições e processos únicos do ser humano. “Ler é um dos exercícios intelectuais mais completos no sentido de promover habilidades de criatividade, construção de vocabulário e desempenho de linguagem. Todas essas habilidades vão ser trabalhadas a partir do processo de leitura”, explicou Kezia.

[PODCAST FOLHAPE] Patrícia Breda entrevista a pedagoga Bethania Ferreira, que deu várias dicas que podem ajudar a transformar a leitura em um ato prazeroso.

A estudante de biblioteconomia Evelli Vitória, 20, acredita na leitura como uma oportunidade de conhecer seu local no mundo. “Quando eu começo a entender sobre determinado campo na sociedade eu vou poder falar sobre ele, depois de ler”. Evelli encontra na leitura uma forma de encontrar autoconhecimento, reconhecendo que a singularidade na interpretação de cada um faz com que a compreensão nunca seja a mesma. “A leitura é muito subjetiva, cada pessoa entende aquela leitura de uma forma muito única”, esclareceu.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, leitor é aquele que leu pelo menos um livro nos últimos três meses. Pensando naqueles que não possuem esse hábito, há algumas estratégias que leitores assíduos indicam: ler o que gosta, não precisa começar por uma indicação famosa, ou aquele livro que o amigo te manda ler sempre; ler com frequência, dá pra ler todo dia, nem que seja cinco páginas por dia, o que vale é começar; priorizar a leitura, as outras coisas que tomam esse tempo de leitura podem ser substituídas por um livro, algumas vezes; e participar de grupos de leitura, os debates de temas em comum estimulam o desejo de ler.

Gostar de ler é algo que pode ser trabalhado, mesmo na vida adulta. A falta de desejo pela leitura, muitas vezes, é uma dificuldade de encontrar o que gosta. Luciano Matsushita Júnior, 22, estudante de direito na UNB, não gostava da leitura literária na sua infância, mas na vida adulta desenvolveu o hábito como forma de relaxamento mental. “Eu leio à noite, antes de dormir, às vezes mais páginas, às vezes menos, mas criei esse hábito. Com o livro eu sinto que tenho um maior controle sobre meu tempo e o que leio. Posso grifar, posso marcar a página, ler e reler um capítulo, faço tudo isso muito no meu tempo, da minha forma”, disse. Para ele, essa forma de aproveitar as histórias de livros que não fazem parte da carga da graduação é um jeito de se desvincular no mundo e também relaxar antes de dormir.

#vidaplenajaymedafonte

Fonte: Folha PE

Leitores e empréstimos de livros aumentam na Biblioteca Municipal

Mais ararenses estão frequentando a Biblioteca Municipal Martinico Prado e levando livros para ler em casa. Segundo balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Cultura nesta sexta-feira (10), o local registrou aumento no número  de leitores cadastrados e também de empréstimos de obras em 2019.

De acordo com os dados, que comparam o último ano com 2018, os índices subiram 14,59% com relação ao total de cadastros de novos usuários (2019 – 526 leitores/ 2018 – 459 leitores) e 16,89% no que diz respeito a empréstimos de livros (2019 – 9.740 empréstimos/ 2018 – 8.332 empréstimos).

“Esses aumentos são muito significativos. Os dados apontam que as ações realizadas na Biblioteca estão produzindo resultados positivos. No último ano, criamos mecanismo de divulgação do nosso acervo e das atividades desenvolvidas, ferramentas que contribuíram com esses crescimentos. Quase 10 mil empréstimos em um ano é um número muito importante. Comparando com 2017, o crescimento foi de mais de 51%”, explicou Gustavo Grandini Bastos, bibliotecário municipal.

Para o secretário de Cultura, Marcio Neves, com a utilização das plataformas digitais da Prefeitura (Site, Facebook e Instagram) para divulgação de novos livros e outras iniciativas, a população ficou mais próxima da instituição e das novidades disponíveis no local. “Com o apoio das mídias sociais, o pessoal passou a ser mais íntimo do espaço e, por consequência, ficou mais ligado ações da Biblioteca”, acrescentou o secretário.

1º catálogo de novos livros de 2020

Com 103 novos livros, o 1º catálogo de 2020 traz títulos de vários temas, como literatura infantojuvenil, literatura nacional e estrangeira, desenvolvimento pessoal (autoajuda), História, Filosofia, HQs e livros em inglês. (Clique aqui e acesse o catálogo do mês de janeiro).

Entre os destaques estão os exemplares de “As moscas azuis” de Carmen Posadsa; “Loney” de Andrew Michael Hurley; “Sete desafios para ser rei” de Jan Terlouw; “Casagrande e seus demônios”, a biografia do ex-jogador Walter Casagrande; “Laranja mecânica” de Anthony Burgess; “A teia de aranha” de Agatha Christie; “O caranguejo das pinças de ouro” de Hergé, autor do famoso personagem Tintim; os infantis “Bia, a dorminhoca” e “Obrigado”; o romance espírita “Bastou um olhar” de Wilson Frungilo Jr.; o relato “Como a Starbucks salvou minha vida” de Michael Gates Gill; e “O mundo como vontade e como representação” de Arthur Schopenhauer.

Quero emprestar um livro, como eu faço?

Emprestar livros da Biblioteca Municipal é muito fácil. Basta realizar cadastro no local, das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. No cadastro, é necessário apresentar comprovante de residência (contas da Elektro ou do Saema), CPF (Cadastro de Pessoa Física), RG (Carteira de Identidade) e pagar taxa única de R$ 8,55.  Com o cadastro, o usuário recebe uma carteirinha que possibilita acesso aos serviços. Menores de idade devem estar acompanhados dos responsáveis.

Atualmente, o acervo da Biblioteca Municipal conta com mais de 35 mil livros. A unidade está localizada na Praça Dr. Narciso Gomes, no Centro. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3551-1534.

Fonte: Notícias de Araras

Conheça 5 bibliotecas acessíveis no Brasil

A Biblioteca Estadual Benedito Leite, em São Luís (MA), é a segunda biblioteca mais antiga do Brasil. Dona de um amplo acervo de manuscritos, obras raras e jornais maranhenses, a biblioteca, além de tudo, é acessível: grande parte de sua coleção foi digitalizada, com muitas obras em braile; seu piso é tátil e o prédio conta com diversos recursos tecnológicos assistivos.

53% das bibliotecas públicas brasileiras conta com recursos de acessibilidade, segundo a Pesquisa Nacional de Acessibilidade em Bibliotecas Públicas da organização Mais Diferenças, publicada em 2015. O estudo diagnostica a dificuldade das instituições de adquirir tecnologia assistiva, reformar sua estrutura ou ainda capacitar os funcionários.

Livros em braille, mobiliário acessível e funcionários capacitados são alguns dos requisitos para tornar as bibliotecas acessíveis / Crédito: Fundação Dorina Nowill

“Tem todo um conjunto de aspectos para que uma biblioteca seja considerada inclusiva, e, só quando ela é o é, pode ser considerada pública, para todas e todos. Para além da questão arquitetônica, quando uma pessoa com deficiência entra no prédio, ela encontra livros acessíveis, funcionários capacitados? Uma pessoa surda consegue se comunicar, a contação de histórias funciona para uma pessoa cega?”, questiona Wagner Santana, coordenador técnico da Mais Diferenças.

Uma série de marcos legais garante que espaços culturais como bibliotecas devem ser acessíveis para todos, seja no ingresso, na permanência ou no aproveitamento de seus equipamentos. Uma delas é a Lei 10.098/2000, conhecida como a Lei da Promoção de Acessibilidade.

O Portal Aprendiz selecionou 5 bibliotecas acessíveis que redesenharam suas atividades para torná-las mais inclusivas; adaptar o acervo ou paramentar seus funcionários na língua de sinais são apenas alguns dos exemplos do que é possível para tornar as bibliotecas espaços de convívio igualitário.

Biblioteca Parque Villa-Lobos (SP)

Referência em acessibilidade na capital paulista, a Biblioteca Parque Villa-Lobos foi desenhada para ser inteiramente inclusiva: seu mobiliário, seus espaços de acesso comum, banheiros e dependência são totalmente acessíveis. Para além da arquitetura, seu acervo está em braile, com audiolivros e computadores modificados. A biblioteca é uma das parceiras da Fundação Dorina Nowill.

Biblioteca Pública Estadual do Amazonas (AM)

Com mais de 100 anos e localizada no centro histórico de Manaus, a Biblioteca foi reformada para garantir o acesso inclusivo de seus frequentadores e frequentadoras: escritas de sinais e em braile estão dispostas ao longo dos andares da biblioteca, além de facilidades tecnológicas como lupas especiais ou folheadores automáticos. Romances de Carolina de Jesus e Jorge Amado, bem como obras raras amazonenses também se tornaram acessíveis.

Biblioteca Estadual do Amazonas modificou sua estrutura para se tornar acessível / Crédito: Casa do Braille

Com mais de 50 anos de atuação, o Setor Braille da Biblioteca Estadual de Minas Gerais é uma referência em acessibilidade no país. Mais de 1.600 obras compõem o acervo, que também conta com exposições mediadas para o público com deficiência visual e o Cine Braille, que é a exibição de filmes acessíveis.

Em parceria com o extinto Ministério da Cultura (MinC), a Mais Diferenças trabalhou na implementação de acessibilidade em 10 bibliotecas estaduais em todo o Brasil no programa Acessibilidade em Bibliotecas Públicas. Confira o trabalho desenvolvido no site da organização.

Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaias Paim (MS)

Responsável por um acervo de livros braile, com audiodescrição, e uma coleção de filmes acessíveis, a biblioteca espraia suas práticas de acessibilidade para o território; ela promove atividades em escolas públicas, levando seus objetos e acervo. Também recebe em seus centros de formação educadores interessados em expandir suas práticas inclusivas.

Biblioteca Estadual Benedito Leite (MA)

Uma das primeiras bibliotecas públicas a digitalizar a maior parte de obras raras, a biblioteca é uma referência em acessibilidade. Seus funcionários receberam um curso técnico em comunicação básica de libras e cursos de políticas públicas de acessibilidade. A biblioteca ainda conta com diversos recursos tecnológicos assistivos, como impressora braille, lupa eletrônica e livros em libras.

Fonte: Portal Aprendiz

Bibliotecários: atuação profissional, tecnologias da informação em transformações quebrando paradigmas

Texto por Luis Miranda Soares*

O Congresso INFORMATIONSHOW 2019 realizou sua 10ª edição comemorando 10 anos com um evento de grande importância dentro da sociedade, e suas Instituições de seguimento público ou privado na gestão da informação e no processo de digitalização de conteúdo com qualidade, para que seja recuperado e disseminado o conhecimento com eficiência e eficácia.

Um encontro de diversos profissionais com a possibilidade de atualizar-se sobre gestão da informação e seus efeitos, parceria e troca de experiências sobre as mais recentes novidades e tecnologias para o gerenciamento de informações corporativas.

Evento especializado com palestrantes qualificados e capacitados, sendo os seguintes temas abordados nas palestras:

  • INFORMATION AND DATA MANAGEMENT- de onde veio e para onde vai nos próximos 10 anos;

  • O futuro da automação através de casos reais;

  • A Gestão da Informação alavancando a Transformação Digital;

  • Intelligent Automation – A fusão entre Inteligência Artificial e Robotics;

  • Cyber Criminals – O Perigo Mora ao Lado;

  • Transformação digital do Governo;

  • RPA integrado com Inteligência Artificial, Chatbot e URA;

  • Desafios e benefícios de se utilizar ferramentas inteligentes de RPA no mundo corporativo;

  • Máquinas X Humanos: Defina Humanos.

Com objetivo de explicar as funcionalidades das tecnologias de ECM, Big Data, Analytics, RPA, Inteligência Artificial, Blockchain, Machine Learning, Computação Cognitiva, e demais no processo da gestão da informação que é composto de etapas importantes e necessárias para um bom projeto em qualquer área corporativa, onde a informação é considerada o petróleo “capital”.

Quais as novidades podem ser aplicadas na área jurídica?

Dentro as novidades que foram apresentadas, podemos aplicar a digitalização e indexação de documentação centralizada na gestão da informação, aplicando a LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. Sendo necessário que ocorra uma mudança de cultura dentro nas Instituições jurídicas do Brasil de forma processual, respeitando as diferenças de cada profissional e sua importância.

As demais tecnologias apresentadas no Congresso INFORMATIONSHOW devem ser avaliadas com critérios para serem implantadas em qualquer Instituição de acordo a necessidade existente.

O que as informações obtidas agregam para sua atividade no escritório?

Vai agregar na gestão de dados, com a obtenção de informações de confiança por meio de processos. Tratamento do dado agregando a outros dados, se transformando em informação inteligente utilizando-se das novas tecnologias para gerenciamento das informações, que proporciona um relacionamento de sucesso com o cliente.

O que o evento agregou para sua vida profissional?

Sempre contribui de forma direta e indireta visto que a tecnologia e suas transformações são constantes e rápidas, e se faz necessário à atualização para realizar um bom trabalho, e oferecer o que tem de melhor no mercado, que cada vez é competitivo.

Agrega um amplo networking com diversos profissionais que trabalham com a gestão, tratamento, digitalização/captura da informação com visões amplas sobre o assunto em diversos seguimentos do mercado dentro da sociedade.

Saber como utilizar as tecnologias de ECM, Big Data, Analytics, RPA, Inteligência Artificial, Blockchain, Machine Learning, Computação Cognitiva na gestão e gerenciamento da informação.

O evento faz com que os profissionais sejam cada vez mais capacitados em atuar com que tem de melhor no mercado sobre gestão da informação e os meios tecnológicos para desenvolver esse trabalho com qualidade e total atualização.

O que o evento agregou para sua vida pessoal?

Experiências novas que flui conhecimento e bons relacionamentos que contribui no modo de pensar, agir e contribuir para o meu desenvolvimento dentro da sociedade. Refletir sobre a importância das tecnologias na vida do ser humano, e saber que a existência da diversidade dos meios tecnológicos se deve ao ser humano pela sua curiosidade em querer saber mais, em buscar mais, em não desistir diante das dificuldades. E acima de tudo respeitar a individualidade de cada etapa do desenvolvimento que a sociedade passar e os indivíduos nela inseridos.

Curiosidades

Impressão em 3D, de órgãos humanos como objetivo de agilizar, reduzir o prazo espera nos processos de transplantes.

AI – Inteligência artificial, que pode ser aplicado em diversos setores de uma empresa como exemplo o RH otimizando os processos, que desenvolve mecanismos e dispositivos tecnológicos que possam simular o raciocínio humano.

A criptomoeda que se utiliza da tecnologia de blockchain e da criptografia para assegurar a validade das transações e a criação de novas unidades da moeda. Dentro outras que foram mencionadas no decorrer do evento nas palestras e nas horas de interação nos cafés entrem os participantes.

*Graduado em Ciência da Informação FJT-BA, Biblioteconomia UNIFAI-SP, Assistente de Conservação-Restauro e Conservação Preventiva SENAI-SP e Pósgraduado em Gestão de Documentos e Informações Faculdade UNYLEYA-SP, membro do Grupo de Informação Jurídica de São Paulo – GIDJ/SP. Bibliotecário/Coordenador há 7 anos no Escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques – Sociedade de Advogados, consultor em gestão da informação/ arquivo digital e organização de Unidade de Informações.

Biblioteca virtual da Pearson fica acessível para cegos

Plataforma tem mais de 3 milhões de usuários e 8 mil títulos disponíveis em diferentes áreas

A Pearson, uma dos maiores grupo de de educação do mundo, atualizou e tornou sua biblioteca virtual acessível para pessoas com deficiência visual. O acervo conta com mais de 8 mil títulos.

A atualização ainda é aliada no combate às fake news, já que permite compartilhar citações e trechos dos livros digitais em conversas de WhatsApp e postagens no Twitter e no Facebook.

Crédito: Zlikovec/iStock – Plataforma tem mais de 3 milhões de usuários e 8 mil títulos disponíveis, de diferentes áreas

O acervo de e-books disponíveis para mais de 3 milhões de assinantes inclui novas soluções de estímulo à leitura, como o acompanhamento de metas para páginas lidas por dia, semana ou mês. A atualização ainda conta com o Cartão de Estudo que marca conceitos e até mesmo cria jogos de perguntas e respostas.

“Todos os usuários podem criar games para eles próprios. A gamificação em conteúdos educacionais é uma forma de reter o conhecimento”, conta Rafael Furtado, vice-presidente de ensino superior do grupo no Brasil.

Atualmente, a biblioteca abriga 26 editoras, em diversas áreas de conhecimento. Mais do que disponibilizar os livros digitais, os parceiros também poderão incluir na nela novos conteúdos como resenhas e dicas.

A solução da Pearson está presente em mais de 400 instituições de ensino superior.

Lançada há quase 15 anos, a biblioteca virtual é ideal para aqueles que estão constantemente buscando se desenvolver. Educação.

Disponível em: https://catracalivre.com.br/quem-inova/biblioteca-virtual-da-pearson-fica-acessivel-para-cegos/ . Acesso em: 8 jan. 2020.

Fonte: Mundo Bibliotecário

Fique por dentro da programação de férias da Biblioteca São Paulo

Visitantes terão uma série de atividades durante o mês de janeiro, como oficinas de xadrez e cartuns

Do Portal do Governo

Biblioteca São Paulo fica localizada no Parque da Juventude

Biblioteca de São Paulo (BSP) é destino certo para quem quer se divertir e não gastar nada durante as férias. A programação especial desse período tem oficinas maker, criação de uma luminária de super-herói e partida simultânea de xadrez com o Grande Mestre Mequinho. Essa última atividade é indicada para jogadores com conhecimento médio das partidas (são 20 vagas) e que tenham a partir de 12 anos, tem inscrições abertas a partir das 10h desta sexta-feira (10), pelo link www.bsp.org.br/inscricao.

Mais para o final do mês, os visitantes poderão participar da oficina Tiras, Cartuns e HQ, com Caco Galhardo, nos dias 30 e 31 de janeiro, das 14h às 18h (carga horária: 8 horas). Para participar é necessário fazer inscrição a partir de 14 de janeiro, às 10h, pelo mesmo link. Caco tem uma tira diária na Folha de S.Paulo, 11 livros publicados e colaborações para publicações como Piauí e The Economist.

Se ler mais é um de seus desafios para 2020, a BSP pode ajudar com o Clube de Leitura, que mensalmente apresenta um título para debate. O encontro de janeiro está marcado para o dia 23, das 15h às 17h, e será centrado em obra vencedora do Prêmio São Paulo de Literatura 2019: “O pai da menina morta”, de Tiago Ferro. Quer cuidar melhor do corpo no ano que começa? Há também o Compartilhando Saberes: Yoga, programado para os dias 11, 18 e 25, sábados, das 10h às 11h30, com Amanda Velloso. As vagas são limitadas e preenchidas por ordem de chegada. As aulas são gratuitas.

Dica do mês

Aproveitar as férias na BSP é a dica de janeiro, pois há muito a aproveitar na biblioteca, além de nossa programação especial de férias, como nosso acervo, nossos serviços e os programas permanentes que contemplam as várias faixas etárias. O que não falta é atividade que reúne diversão e saber por aqui. Os pais e/ou responsáveis podem trazer, aos sábados e domingos, às 11h, os pequenos entre 6 meses e 4 anos para participar, por exemplo, das sessões de Lê no Ninho e sair da biblioteca com um kit para reproduzir a experiência – que aproxima os pequenos dos livros – em casa. As contações de histórias, por sua vez, enchem a Oca de alegria e acontecem sempre às sextas-feiras, às 15h, com a equipe da biblioteca, e aos sábados e domingos, com grupos convidados, às 16h.

Ainda há o Pintando o 7, o Brincando e Aprendendo, os Jogos Sensoriais e muito mais, em uma programação divertida e gratuita distribuída pela semana toda, para quem chegar e quiser transformar suas férias em algo mais que especial. Não abre mão do videogame? Pois aqui também há uma sala com jogos eletrônicos disponíveis. Como se vê, é lugar para todos aproveitarem, cada um à sua maneira. Isso sem falar em nosso acervo de livros (inclusive obras em braile) e de jogos. Clique aqui para conhecer toda a programação da Biblioteca São Paulo.

Fonte: Portal do Governo

Biblioteca da Alesp disponibiliza 15 mil títulos para consulta

Texto por Inês Jordana

Biblioteca da Alesp. Foto:Bruna Sampaio
Biblioteca da Alesp. Foto: Bruna Sampaio
Biblioteca da Alesp. Foto: Bruna Sampaio
É indiscutível a importância da leitura no desenvolvimento de uma sociedade. O hábito da leitura, além de ser uma forma de acesso à cultura e ao conhecimento, também pode ser relacionado ao lazer, ao entretenimento e à compreensão da realidade. Em 7 de janeiro é comemorado o dia do leitor, data criada pelo jornalista Demócrito Rocha, em 1928, com o intuito de homenagear o jornal diário cearense intitulado: “O povo”, conhecido por divulgar um movimento modernista literário da época.

A biblioteca da Assembleia Legislativa de São Paulo oferece ao público um acervo com mais de 15 mil títulos na área jurídica e legislativa em um espaço que garante acessibilidade para todas as pessoas.

Para se cadastrar é necessário portar o RG ou um documento oficial com foto e um comprovante de endereço atualizado. O cadastramento permite a cada visitante o empréstimo de três livros pelo período de 15 dias.

O setor ainda oferece espaço próprio para estudantes com acesso livre a computadores destinados a pesquisas e leituras disponíveis de segunda a sexta-feira das 10h às 19h, no Palácio 9 de Julho.

Serviço

Biblioteca Alesp

Empréstimo de livros: máximo de três livros por pessoa – Período: 15 dias

Cadastramento: RG, ou documento oficial com foto e um comprovante de endereço atualizado.

Endereço: Palácio 9 de Julho –

Sala 3041 (3ª andar)

Horário: das 10h às 19h

de segunda a sexta-feira

Telefone: 3886-6580

Rede Sesc de Bibliotecas vai trabalhar conceito de leituras elásticas

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

A ideia é interligar a leitura a outras plataformas

Texto por Alana Gandra

Com um total de 386 unidades atualmente em funcionamento em todo o país, sendo 329 bibliotecas fixas e 57 unidades móveis (BiblioSesc), a Rede Sesc de Bibliotecas vai se dedicar este ano para a formação de equipes dentro do conceito das leituras elásticas (abordagem lúdica em que se pode misturar livros com outras plataformas).

A analista de Cultura do Departamento Nacional do Sesc e responsável pela Rede Sesc de Bibliotecas, Elisabete Veras, disse à Agência Brasil que o trabalho começou ainda em 2019 com palestra da pedagoga Carolina Sanches, especialista em mídia e educação, segundo a qual o conceito de leituras elásticas é uma tendência do mundo atual para formar novos leitores. Nesse contexto, a leitura se enriquece e se estende para outros formatos, além da letra em si. “A gente está reforçando essa ideia e trazendo a Carolina para a formação desse time, que deve atingir toda a rede de 550 colaboradores”, disse Elisabete.

A ideia é reforçar esse valor de promoção da leitura para além do livro. “Que a biblioteca não precisa ser esse lugar que as pessoas convencionalmente concebem de quatro paredes e estantes, lugar de silêncio. A gente está de novo mexendo e remexendo nessas ideias, trabalhando com o conceito das leituras elásticas, para que possa interagir mais com os jogos e outras linguagens”, afirma a analista.

Clubes de leitura

Outra meta da Rede Sesc de Bibliotecas para 2020 é a criação de uma grande rede de clubes de leitura, valorizando a cultura de cada localidade e aproximando os autores dos leitores, sobretudo do público infantil. Elisabete informou que essa já era uma ação que as bibliotecas do Sesc desenvolviam de forma isolada e agora, em 2020, o propósito é “criar uma rede em nível nacional, para gerar essa interlocução de ponta a ponta, em todo o Brasil”.

É prioridade ainda ampliar a acessibilidade, tanto física, em termos de espaços, como por meio da tecnologia e da habilitação das equipes para receber públicos diversos ou que tenham dificuldade de comunicação, além também de tornar mais acessível aos leitores o conteúdo dos livros, disse Elisabete Veras. “É bastante trabalho para uma equipe que está olhando em muitas frentes e realizando muitos projetos pelo Brasil à fora”.

Nesse sentido, Elisabete destacou a 15ª Feira de Trocas de Livros que acontece em Pernambuco este mês. No último ano, foram mais de 500 participantes e 5,2 mil livros trocados. Segundo a analista de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, a Rede Sesc de Bibliotecas estimula a troca de livros porque, em alguns lugares, ela funciona como estímulo à leitura. Ainda em Pernambuco, tem destaque a feira de livros didáticos que busca também reduzir os custos das famílias com a compra de material escolar no início do ano letivo.

Gratuidade

À exceção de alguma biblioteca muito específica ou escolar, que tem algumas restrições, a rede de bibliotecas do Sesc está aberta para o público em geral, gratuitamente. As unidades seguem um princípio do Departamento Nacional do Sesc, denominado Biblioteca Sesc 21. “É uma proposta que as bibliotecas possam ser amplas, no sentido de serem vivas, de promoverem integração, de serem um ponto de encontro”, salientou Elisabete.

“A gente tem sempre feito trabalhos que provoquem essa perspectiva de que a biblioteca é o lugar de todos, é o lugar de encontro, tem o seu acervo acessível, mesmo que seja para públicos que tendem a criar seus nichos”, manifestou.

Com base na variedade de públicos, a rede tem realizado pelo Brasil encontros geek (referente a pessoas peculiares ou excêntricas, fãs de tecnologia, eletrônica, jogos eletrônicos ou de tabuleiro, histórias em quadrinhos, mangás, livros, filmes e séries), eventos de cosplay (representação de personagem a caráter), mesas de RPG (Role-playing game, tipo de jogo em que os jogadores assumem papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente). “Sempre motivando essa relação do usuário entre eles e com a leitura em si”, destacou Elisabete.

O conceito do projeto da Biblioteca Sesc 21 é justamente que a biblioteca possa gerar a interligação entre a leitura e as demais expressões artísticas. “A biblioteca é uma das atividades do programa de cultura em que o Sesc tenta promover essa interlocução com outras áreas específicas, como música, literatura, teatro. Esse é um dos pressupostos do projeto Biblioteca Sesc 21. Que ele gere essas interlocuções, que a biblioteca seja esse palco de diálogo, de conhecimento para o público, para que ele possa ter a oportunidade de conhecer outras linguagens artísticas. É um pressuposto do projeto que existam essas relações. Que a biblioteca possa levar o usuário da literatura para as outras linguagens”, explica a analista.

Biblioteca Inquieta

Um exemplo de sucesso dessa proposta é a Biblioteca Inquieta, do Sesc de Santa Catarina, que torna evidente o conceito de a biblioteca ser um local que transborda para as outras linguagens, gerando essas interlocuções. No ano passado, foram feitas quatro edições simultâneas, assumindo temas diferentes em cada unidade, mas sempre partindo do livro para outras expressões artísticas que podem ser circo, debates sobre a participação das mulheres na literatura, literatura de mistério, questão dos refugiados no Brasil, entre outras expressões. “Vai transbordando essas interlocuções e trazendo um pouco dessa cultura que permeia vários temas, nos vários formatos com que ela se apresenta”.

O número de usuários cadastrados na Rede Sesc de Bibliotecas atingiu 265.859 em 2018. No ano passado, até setembro, havia cadastrados 275.044 usuários. Foram registrados 1.725.327 empréstimos de livros em 2018; os números disponíveis até setembro de 2019 indicam um total de 1.456.775 livros emprestados.

Fonte: Agência Brasil

 

Transmedia Storytelling na biblioteca escolar

Vítor Gonçalves

Docente, coordena duas bibliotecas escolares e o clube de robótica. Finalista da 2ª edição do Global Teacher Prize.

Partindo da premissa de que a Biblioteca Escolar deverá funcionar como um centro promotor de conhecimento, achou-se por bem integrar as atividades do clube de robótica nesta estrutura pedagógica.

Em pleno séc. XXI, a visão estereotipada de uma biblioteca, enquanto repositório documental e espaço de leitura, à semelhança de um espaço religioso, dedicado ao culto do livro, tem os dias contados. Ao longo da história, o livro tem desempenhado um papel preponderante na evolução da humanidade e é um suporte de qualidade comprovada que, no futuro, continuará a servir-nos proficientemente, mas não é o único… O livro, efetivamente, não é o único suporte de informação e, apesar de resistir à obsolescência, típica dos meios eletrónicos, como é o caso das cassetes, disquetes, CDs e outro tipo de suportes, a hodierna geração Z, de nativos digitais, permanentemente conectada, exige uma biblioteca que ofereça respostas à atual sociedade do conhecimento, com um especial enfoque na exploração crítica dos recursos em linha, tecnológicos e, claro está, a promoção da leitura, independentemente do suporte.

A Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) reconhece que as bibliotecas devem não apenas circunscrever-se à literacia da leitura, mas, também, à literacia dos média e da informação. Assim, na biblioteca escolar do “Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas”, de forma a elencar todas as literacias advogadas pela RBE, desenvolvi um projeto assente em atividades de transmedia storytelling, que envolve alunos do ensino secundário, membros do clube da robótica, alunos do primeiro ciclo, professores e encarregados de educação.

Antes de prosseguirmos, convém perceber o que é transmedia storytelling. Assim, de acordo com Jenkins (2007) (e também aqui ou aqui) trata-se de um processo que faz uso de vários recursos média, onde cada elemento desempenha um papel único, no desenrolar da narrativa. Daqui, deverá emergir uma experiência aunada, onde os média são usados para um fim e num determinado contexto, cuja finalidade principal se prende com a necessidade de enriquecer uma mensagem e ampliar o seu impacto, junto do espectador. Desta forma, Jenkins resume transmedia storytelling como a arte de criar mundos.

O formato transmedia não é recente e basta reportar-nos como exemplos aos universos “Star Wars” ou “Harry Potter”. Nestes mundos, as histórias são-nos apresentadas em diversos formatos (obras literárias; filmes; séries de animação; banda desenhada; peças de teatro) dos quais emergem várias histórias que têm, em comum, um fio condutor.

Partindo da premissa de que a Biblioteca Escolar deverá funcionar como um centro promotor de conhecimento, achou-se por bem integrar as atividades do clube de robótica nesta estrutura pedagógica. Assim, uma vez por semana, as atividades do clube da robótica decorrem numa biblioteca, onde os alunos do ensino secundário vão ensinar os mais novos, do primeiro ciclo, a criar artefactos tecnológicos que irão integrar as histórias transmediadas.

O processo transmedia tem a vantagem de explorar a capacidade natural dos alunos mais jovens de, num processo de prosopopeia, dar vida a objetos e brinquedos, pelo que estes terão de ler, previamente, as histórias e produzir guiões para as atividades performativas. As ferramentas tecnológicas, usadas, visam a criação de personagens, adereços e desenvolvimento de atividades, como: jogos de computador; personagens 3D (modeladas e impressas); artefactos de realidade aumentada; apresentações multimédia; interpretações musicais; mapeamento de vídeo; dispositivos de animatrónica/robótica; entre outras atividades e tecnologias inovadoras.

Paralelamente, no corrente ano letivo, iremos prestar formação aos encarregados de educação, para que, numa atividade colaborativa com os seus educandos, possam transmediar histórias, previamente lidas, nos formatos stop motion e banda desenhada, com recurso a aplicações de dispositivos móveis. As histórias, posteriormente, serão publicadas no canal de Youtube da rede local de bibliotecas concelhias. Para as atividades performativas, a apresentar à comunidade escolar no final do ano letivo, os encarregados de educação serão, ainda, envolvidos na produção de cenários, integração no elenco e nas atividades de encenação/ preparação dos alunos. Desta forma, estaremos a trabalhar para uma escola mais inclusa e que valoriza o papel de todos os agentes educativos.

Através das atividades de transmedia storytelling, a biblioteca transfigura-se e parece pertencer ao universo “Harry Potter”, com livros a sair das prateleiras e a ganhar vida, máquinas que produzem poções mágicas, objetos de realidade aumentada a surgir do nada, entre outros artefactos que populam este ambiente de fantasia. O presente projeto, pela sua natureza inovadora, tem vindo a ser reconhecido: foi premiado nos concursos “Ideias com mérito”, da Rede de Bibliotecas Escolares, e “Ciência na Escola”, promovido pela Fundação Ilídio Pinho, onde obteve um segundo lugar. Pretende-se agora incluir este tipo de atividades no Plano Nacional das Artes e democratizar este processo, popularizando-o pelas diversas bibliotecas escolares do nosso país.

‘Caderno de Apontamentos’ é uma coluna que discute temas relacionados com a Educação, através de um autor convidado.

Fonte: Observador

Oficina de Férias – Biblioteca Municipal de Itapetininga

Já estão abertas as inscrições para a Oficina de Férias, que acontecerá entre os dias 13 e 17 de janeiro, das 14h às 15h30, para crianças de 5 a 10 anos.

Confira as atividades e não deixe para a última hora, pois as vagas são limitadas.

Se a criança tiver cadastro, pode se inscrever por telefone. Se não tiver, basta comparecer à Biblioteca com comprovante de residência e documentos pessoais da criança e do responsável.

A fundação da Real Biblioteca no Brasil

Implementada com a transferência da Família Portuguesa para o Brasil, a Biblioteca Real do Brasil, hoje Biblioteca Nacional, localiza-se no Rio de Janeiro.

Com a mudança da Família Real Portuguesa para o Brasil, o país passou a compor parte do Reino Unido, juntamente com Portugal e Algarves. Essa condição fez com que a nação deixasse de ser uma colônia.

A implementação da Biblioteca Real no Brasil aconteceu depois da transferência da corte portuguesa para o território brasileiro, em 1808.

Sendo ela, uma das transformações promovidas pelo príncipe regente D. João em busca do desenvolvimento.

Instalação da Real Biblioteca

Tida como uma dependência da Casa Real e um patrimônio do rei, o seu estabelecimento não se deu por um ato formal de instituição. No entanto, a sua primeira referência na legislação ocorreu mediante o decreto de 27 de junho de 1810.

Esse sugeria lhe instalar dentro do Hospital da Ordem Terceira do Carmo,  em conjunto com o Gabinete de Instrumentos de Física e Matemática, vindo de Lisboa.

Assim, o marco oficial da sua instalação é o decreto de 27 de outubro de 1810, revogando o de 27 de junho.

Ele implementava a Biblioteca Real no espaço das catacumbas dos religiosos do Carmo, aliado à Real Capela.

A criação do acervo

A propagação do papel e a invenção da imprensa elevaram a relevância das bibliotecas em todo o território europeu, além de ter impulsionado a criação de bibliotecas reais em muitos países.

Todavia, a história da biblioteca transferida para o Brasil teve início no reinado de d. José I (1570-1777).

A coleção inicial é fruto do pouco que sobrou da destruição ocorrida no terremoto em Lisboa, no ano de 1755. Aos poucos, o acervo foi se reconstituindo. Isso com a compra de acervos privados, materiais doados e o recolhimento de conjuntos deixados nos mosteiros ou abdicados pelos jesuítas, depois de sua expulsão, em 1759.

As coleções se dividiam em duas categorias: livraria real e a do infantado. A livraria real era restrita aos monarcas, enquanto a do infantado era destinada à formação dos seus filhos.

Na ocasião, constitui-se a Real Biblioteca Pública da Corte, estando acessível ao público em 1797. Porém, com a transferência da corte, parte de suas coleções foram mandadas para o Brasil.

A Imprensa Régia

D. João possuía como intuito, ao trazer os primeiros instrumentos de impressão para o Brasil, a criação da Impressão Régia (Imprensa Régia). Com isso, seria popularizado a cultura e o comércio do livro.

Por meio da impressão régia houve a impressão do primeiro livro no Brasil – Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga. Ademais, D. João mandou trazer os 60 mil volumes disponíveis na Biblioteca Real Portuguesa.

Desse modo, precisou de três viagens de navios para trazer todos eles.

Retorno para Portugal

Em 1821, ao D. João e sua corte retornarem para Portugal, parte dos documentos e livros foram levados de volta à Europa. Entretanto, ainda assim boa parte ficou no acervo da biblioteca no Rio de Janeiro.

No ano de 1822, a Biblioteca Real levou o nome de Biblioteca Imperial e Pública.

Já no período da República, foi batizada como Biblioteca Nacional, ganhando  uma nova sede: Avenida Rio Branco, 219, no centro do Rio de Janeiro, na Praça Cinelândia.

A inauguração da nova sede se deu na data 29 de outubro de 1910, cem anos depois depois do decreto da Real Biblioteca por D. João.

Fonte: Escola Educação

BIBLIOTECA DE SÃO PAULO E BIBLIOTECA PARQUE VILLA-LOBOS CELEBRAM O ANIVERSÁRIO DA CIDADE

São várias as atividades temáticas referentes ao aniversário da cidade na Biblioteca de São Paulo (BSP) e na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, geridas pela Organização Social SP Leituras (entre as 100 Melhores ONGs do Brasil, pelo segundo ano consecutivo). Os dois espaços funcionarão normalmente no feriado, 25 de janeiro, das 9h30 às 18h30, e são opções para quem vai passar esse tempo livre na capital paulista.

Na BSP, haverá uma partida simultânea com o Grande Mestre Mequinho, campeão de xadrez, às 11h (inscrições a partir das 10h do dia 10 de janeiro no link www.bsp.org.br/inscricao). E a Hora do Conto, às 16h, terá como tema “Os fantasmas da São Paulo antiga”, de Miguel Millano, com a Cia. Mapinguary. Já na BVL, a tarde será animada com a Oficina Maker, que começa às 14h e ensinará as crianças a criarem uma luminária com a silhueta da cidade (com a Escola de Inventor – vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada). Também a contação de histórias, às 16h, fará referência ao aniversário com “A história da cidade de São Paulo”, de Walter Vetillo, com o Grupo #BoraLê e interpretação em Libras. Mas há muito mais neste dia especial nas duas bibliotecas (confira abaixo).

Outras atividades distribuídas pelo mês também seguem o tema. Na BVL, a Hora do Conto do dia 24, às 15, trará “Crônicas de São Paulo: um olhar indígena”, de Daniel Munduruku, com a equipe da biblioteca; já no dia 22, às 16h30, o Leitura ao Pé do Ouvido, será centrado em trechos do livro “Quadras paulistanas”, de Fabrícilio Corsaletti. Na BSP, a Hora do Conto do dia 19, às 16h, será com a Cia. Luarnoar interpretando “São Paulo de tantas histórias”, inspirado nas obras de Daniel Munduruku, Janaína Azevedo, Leonardo Boff e Gustavo Prudente; e o Pintando o 7 do dia 23, às 15h, proporá uma São Paulo colorida. Confira, a seguir, a programação (sujeita à alterações) do dia 25 de janeiro:

Biblioteca de São Paulo

10h às 11h30 – Compartilhando Saberes: Yoga – Em ambiente aconchegante e inspirador você poderá desfrutar desta prática milenar, que promove o bem-estar e a melhora da qualidade de vida. As aulas de Hatha Yoga serão direcionadas com posturas e técnicas simples, que podem ser praticadas por qualquer pessoa, e contemplam o trabalho dinâmico do corpo (alongamento – fortalecimento muscular – equilíbrio), a concentração na respiração e o relaxamento. Recomenda-se que os praticantes ingiram apenas alimentos leves antes da aula e usem roupas confortáveis. Com Amanda Velloso. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

11h às 11h45 – Lê no Ninho – Atividade de estímulo e iniciação à leitura para crianças entre 6 meses e 4 anos, realizada com livros lúdicos, contação de histórias e músicas. Pais e responsáveis podem, ao fim, emprestar os kits utilizados, com dois livrinhos e um fantoche, e reproduzir a experiência em casa. Com equipe BSP. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

11h às 14h – Simultânea de Xadrez com Grande Mestre – Você já pensou em jogar uma partida simultânea com um Grande Mestre de xadrez brasileiro? É exatamente isso que acontecerá na BSP. O enxadrista Henrique Mecking, o Mequinho, participará da atividade, indicada para jogadores de xadrez a partir de 12 anos com conhecimento médio. Inscrições a partir das 10h do dia 10 de janeiro no link www.bsp.org.br/inscricao . 20 vagas (confira disponibilidade).

16h às 17h – Hora do Conto – Contação de histórias da literatura infantojuvenil, para aguçar o hábito da leitura e a imaginação das crianças. “Os fantasmas da São Paulo antiga”, de Miguel Millano. Com a Cia. Mapinguary. Não é necessário fazer inscrição.

Biblioteca Parque Villa-Lobos

10h30 às 11h15 – Lê no Ninho – Atividade de estímulo e iniciação à leitura para crianças entre 6 meses e 4 anos, realizada com livros lúdicos, tablet, contação de histórias e músicas. Pais e responsáveis podem, ao fim, emprestar os kits utilizados, com dois livrinhos e um fantoche, e reproduzir a experiência em casa. Com equipe BVL. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

14h às 16h – Oficina Maker – Aproveite as férias escolares para aprender e trocar experiências sobre à cultura maker, onde a proposta é estimular o faça-você- mesmo. Atividade com foco na inovação, colaboração e criatividade. De forma lúdica e divertida, as crianças irão produzir um projeto com circuitos elétricos. Luminária Skyline São Paulo, com a silhueta da cidade. Com a Escola de Inventor. Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

15h às 17h – Jogos para Todos! – Oficina de xadrez – Os participantes aprendem as regras, os movimentos das peças e algumas táticas do xadrez, além de disputar partidas. Pessoas com deficiência visual dispõem de tabuleiros adaptados.  Com a FOX (Formação e Orientação de Xadrez). Vagas limitadas, preenchidas por ordem de chegada.

16h às 17h – Hora do Conto – Contação de histórias da literatura infantojuvenil, para aguçar o hábito da leitura e a imaginação das crianças. “A história da cidade de São Paulo”, de Walter Vetillo. Com interpretação em Libras. Com o Grupo #BoraLê. Não é necessário fazer inscrição.

Serviço:

Biblioteca de São Paulo

Parque da Juventude Dom Paulo Evaristo Arns – Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana, São Paulo (SP) (ao lado da Estação Carandiru do Metrô).

Tel.: (11) 2089-0800.

Funcionamento: terça a domingo (fechada às segundas), das 9h30 às 18h30. Dia 1º de janeiro, a biblioteca estará fechada.

Atividades gratuitas.

https://bsp.org.br/

Biblioteca Parque Villa-Lobos

Av. Queiroz Filho, 1.205 – Alto de Pinheiros, São Paulo / SP.

Telefone: (11) 3024-2500.

Funcionamento: terça a domingo (fechado às segundas), das 9h30 às 18h30. Dia 1º de janeiro, a biblioteca estará fechada.

Atividades gratuitas.

www.bvl.org.br

Fonte: Secretaria de Cultura e Economia Criativa

Rádio Senado disponibiliza podcasts com debates sobre obras literárias

 

Os debates sobre obras literárias do projeto Roda de Leitura, realizado mensalmente pela Biblioteca do Senado, agora estão disponíveis em podcasts produzidos pela Rádio Senado.

A Roda de Leitura é realizada sempre na última quinta-feira de cada mês, no saguão da Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho, aberta a todos os que têm interesse em participar. Um convidado esmiúça a obra e a carreira de um autor específico, abrindo espaço para conversa com os demais presentes. Participam especialistas, consultores legislativos e demais servidores do Senado para conversar sobre publicações existentes no acervo.

A proposta, segundo Patrícia Coelho, coordenadora da Biblioteca, é oferecer novas possibilidades de interpretação para escritores e suas obras. Com os podcasts, mais pessoas poderão ter acesso ao projeto.

— A nossa intenção com o podcast é ampliar o acesso do programa a toda a população e não ficar restrito apenas a pessoas que têm condições de vir à biblioteca — ressaltou Patrícia.

Perenidade

A profundidade dos debates da Roda de Leitura chamou a atenção do jornalista Marco Antônio Reis, apresentador do Autores e Livros, programa semanal da Rádio Senado dedicado à literatura. Ele propôs então que, além da divulgação normal do evento, o conteúdo original dos debates fosse gravado na íntegra e transformado em podcast.

— A ideia é fazer com que esse conteúdo não se perca, até por se tratar de um debate de alto nível, travado por pessoas que entendem muito do assunto — acentuou Marco Antônio.

Os debates do Roda de Leitura são veiculados como episódios extras dos podcasts do programa Autores e Livros. Além deles, a Rádio Senado disponibiliza uma série de produtos nesse novo formato, desde junho.

Como acessar

Para ouvir o podcast do Roda de Leitura basta acessar os principais agregadores de conteúdo de áudio pela internet (Spotify, Deezer), e pesquisar pelo termo “autores e livros”.

Até agora duas edições do projeto foram ao ar. A primeira, “Moacyr Scliar — vida e obra”, com 63 minutos de duração, foi realizada originalmente em 26 de setembro. A conversa contou com a participação do senador Confúcio Moura (MDB-RO) e foi conduzida pelo servidor Osmar Farouck, chefe do Serviço de Pesquisa Parlamentar da Biblioteca.

A segunda edição em podcast é “O serviço público na obra de Machado e Tchekhov”, com 65 minutos, promovida em 31 de outubro e tendo à frente o consultor legislativo Luciano Póvoa.

Fonte: Agência Senado

Mudança no ISBN: Biblioteca Nacional questiona capacidade da CBL

Estadão Conteúdo

Depois do anúncio feito na quarta-feira, 18, pela Agência Internacional do ISBN, de que a Câmara Brasileira do Livro assumiria a emissão do ISBN no Brasil em março de 2020, a Fundação Biblioteca Nacional lamentou a não renovação de seu contrato, vigente há 41 anos. Ela fazia esse serviço por meio da Fundação Miguel de Cervantes de Apoio à Pesquisa e à Leitura da Biblioteca Nacional, com sede na própria Biblioteca Nacional. O ISBN é o código que identifica um livro (título, autor, país, editora, formato). Custa R$ 22 para fazer um.

Em nota, afirmou que a interrupção da parceria da Biblioteca Nacional com a Fundação Miguel de Cervantes acarretará a descontinuidade do apoio para a realização de projetos culturais. “São recursos extras ao orçamento, que foram até hoje importantes à instituição.” Mais adiante na mesma nota, disse que o calendário será mantido – que estão buscando parcerias, mas que o orçamento anual para essas ações está garantido. Ainda segundo a nota, os valores arrecadados anualmente com o serviço são da ordem de R$ 4 milhões.

A Fundação Biblioteca Nacional questiona a capacidade da CBL, entidade privada que reúne editoras, livrarias e distribuidoras, de realizar o serviço, o risco para a qualidade do atendimento e o aumento no preço. “Não há garantia da excelência operacional da prestação do serviço por terceiros tecnicamente desconhecidos, já que nenhuma outra instituição ou empresa operou antes o ISBN no Brasil”, diz.

Quem vai prestar esse serviço para a CBL, como a Fundação Miguel de Cervantes fazia para a Biblioteca Nacional, será a Metabooks, uma empresa alemã ligada à Feira do Livro de Frankfurt que já está presente no Brasil, depois de firmar uma parceria com a própria Câmara Brasileira do Livro, com sua plataforma de gerenciamento de metadados. Na Alemanha, ela é a responsável pela emissão do ISBN, além de oferecer o mesmo serviço de metadados.

Sobre a qualidade do serviço que vem sendo oferecido pela Biblioteca Nacional, o mercado diz que anda tudo bem. Mas anos atrás, por causa de uma greve de servidores, os editores tiveram que esperar cerca de 60 dias pelo ISBN – coisa que, às vezes, leva horas para emitir.

A mudança foi anunciada agora, mas já vem sendo tratada há muito tempo. A CBL afirma que manifestou seu interesse à Agência Internacional de ISBN em setembro de 2018. Desde o início do ano, a Biblioteca Nacional, que tem um novo presidente, Rafael Nogueira, desde o dia 6, sabia do risco de não ter o contrato renovado e vinha tentando contornar a situação. Também em nota, a CBL garantiu que o preço será mantido para todos os usuários do serviço, associados ou não à entidade e que está “focada em desenvolver e implantar uma solução que ofereça as melhores soluções e serviços relacionados ao ISBN”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: ISTO É

ISBN passa a ser de responsabilidade da CBL: boa notícia para o mercado editorial

Felipe Lindoso resgata a história do ISBN para analisar a mudança da operação do ISBN, que deve acontecer em março próximo

Texto por Felipe Lindoso

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou recentemente a assinatura de convênio com a Fundação Biblioteca Nacional e a Agência Internacional do ISBN, para assumir o papel de Agência Nacional do ISBN – International Standard Boook Number, o identificador unívoco de cada edição comercial de livros.

O que deveria ser visto e entendido como um aperfeiçoamento do processo de comercialização de livros – pois é disso que trata o ISBN – foi entendido por alguns como uma “perda financeira” para a FBN, que teria abdicado de uma fonte importante de renda para seu funcionamento.

Devo dizer que há anos, quando trabalhei na CBL (entre o final dos anos 1980 e 2002), sempre defendi e busquei achar modo de que a CBL (ou o SNEL, ou uma associação entre as duas entidades) passasse a ser a Agência Nacional do ISBN, o que sempre foi recusado, inclusive com a justificativa dos ganhos financeiros que a emissão do registro proporcionava.

A questão de fundo, porém, nunca foi exatamente essa. A posição dos então dirigentes da FBN se encorava, no meu entender, em um equívoco básico. Percebiam o ISBN como um instrumento anexo à catalogação e ao depósito legal. Ou seja, como informação bibliográfica. Como responsáveis legais pela publicação do catálogo bibliográfico – o que não é feito há décadas, aliás – e pelo depósito legal, consideravam o ISBN, no fundo, como um suplemento para suprir as deficiências na execução dessas duas funções. Infelizmente existem editoras (de vários portes, aliás) que não cumprem a exigência do Depósito Legal, e ainda assim, pelo que transpira, a catalogação dos livros recebidos esteve muitas vezes em descompasso com os livros amontoados sem catalogação e registro. Do mesmo modo, o repasse de informações sobre o acervo bibliográfico para instituições internacionais esteve quase sempre em atraso.

Um dos fatos que testemunhei foi o atraso no envio de informações sobre obras traduzidas para o português, que deveriam ser anualmente enviadas à Unesco, para consolidação do Index Translationum. Em 2015, quando estive em Paris para o Salon du Livre e pretendia visitar a Unesco, verifiquei que o envio de informações pela BN estava atrasado vários anos, e pedi que atualizassem os dados, o que fizeram. Infelizmente a Unesco, em crise financeira, descontinuou esse projeto que ocupava três pessoas e era um inestimável mapa do movimento internacional de traduções.

Mas esses são detalhes.

Para chegar às raízes do ISBN, vale um pouco de história, inclusive de como a BN virou Agência Brasileira do ISBN.

Há décadas se constatava um problema radicado basicamente no comércio de livros. A identificação unívoca de uma determinada edição se tornava cada vez problemática. Cada editora, importadora, distribuidora e livraria usava códigos próprios, totalmente arbitrários, para identificar os livros em seus estoques ou de sua edição.

Em 1965, um grupo de livreiros e distribuidores da Grã-Bretanha, liderados pela rede WHSmith encomendou a elaboração de um sistema comum. O professor de estatística Gordon Foster bolou então um sistema de nove dígitos, o SBN – Standard Book Number que, no ano seguinte, evoluiu para ISBN por iniciativa do editor, importador e distribuidor David Whitaker, o “pai do ISBN”.

No ano seguinte a R.R. Bowker, dos EUA, adotou o sistema. Em 1970, a International Standard Organization (ISO), também adotou o sistema e organizou a Agência Internacional do ISBN (assumida pela Alemanha), que passou a atribuir os prefixos para as Agências Nacionais. Em 2007 o ISBN passou a ter 13 dígitos para se adaptar à estrutura do código de barras da AEAN.

A difusão do ISBN, impulsionada pelos mercados do EUA e da Grã-Bretanha, se expandiu de forma rápida pela Europa, mas demorou muito a ser adotada nos demais continentes. No final dos anos 1970, o Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe (Cerlalc), órgão da Unesco, tomou a iniciativa da difusão e usou como tática convencer as bibliotecas nacionais dos respectivos países a se tornarem Agências Nacionais.

Foi assim que, de iniciativa nascida e destinada ao âmbito da comercialização de livros o ISBN acabou parando nas mãos da BN no Brasil e em outras bibliotecas nacionais dos países da região.

O ISBN, como identificador das edições comerciais é atribuído a cada edição e variação de um título (salvo reimpressões). Assim, edições de capa dura, capa mole, livros de bolso, edições eletrônicas, etc, recebem diferentes ISBNs.

Entram os metadados

Os livros têm outras informações que facilitam sua identificação, como o título, o nome do autor e os dados da catalogação feitos pelas bibliotecas nacionais. Mas o conceito de metadado, que se desenvolve com mais vigor a partir da ampliação do comércio eletrônico, sistematiza e amplia os processos de identificação e busca dos livros em um número que cresce geometricamente, inclusive com o surgimento e crescimento das auto publicações. É o caso dos códigos Bisac e os padrões de identificação estabelecidos com o Onix e, mais recentemente, com o Thema.

A integração desses dados – que dependem, aliás, dos editores entenderem sua importância e desenvolverem identificadores amplos e corretos – sempre foi e continua sendo um empreendimento diretamente vinculado ao comércio de livros. Preso dentro de uma estrutura burocrática como a da Biblioteca Nacional, sempre foi difícil ter a agilidade necessária para que essas informações prestem serviços a editores, livreiros e, em última instância, aos leitores.

Isso tudo tem custo, e não é pequeno. Dizer que a BN perdeu “x” milhões de reais é uma falácia. Aliás, muito comum quando se fala em orçamentos e gastos de órgãos públicos. O “bolso” da entrada é considerado e se esquecem dos vários “bolsos” de saída, que vão desde os salários até os sistemas, passando pelas atualizações tecnológicas, protocolos de integração, etc. Dizer que a BN até hoje não tem sistemas que permitam o diálogo da catalogação com outras bibliotecas, nacionais e universitárias, que possibilitem sistemas de catalogação cooperativa é uma boa síntese do problema.

Por isso mesmo, a transferência das responsabilidades do ISBN para a CBL e para o braço operacional Metabooks é uma excelente notícia para editores, livreiros, distribuidores e leitores e também para a BN, que deixa de estar obrigada a uma tarefa que não era a sua. Esperemos que cumpram essa expectativa. E que, em algum momento, a administração pública proporcione não apenas à Biblioteca Nacional como aos demais órgãos da cultura em nosso país os recursos para que cumpram com as respectivas missões. O que, diante da política de desmonte, terraplanismo, ignorância e obscurantismo que estamos sofrendo, vai depender de muito esforço de todos os setores culturais.

Fonte: PUBLISHNEWS

Biblioteca Brasiliana cria plataforma virtual Atlas dos Viajantes do Brasil

Projeto desenvolvido na Universidade de São Paulo facilita acesso a relatos de viagens de séculos passados

Seleção de viajantes buscou cobrir uma ampla área do território brasileiro. Reprodução

Texto por Joice Santos

Escolha um viajante.” Assim começa o convite para um passeio na interface da plataforma interativa Atlas dos Viajantes no Brasil, um projeto que abarca uma coleção histórica disponível na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da Universidade de São Paulo (USP). As viagens abrangem do Uruguai à Guiana Francesa, da costa nordestina do Brasil aos confins da Amazônia. Sobre a capital paulista, há descrições surpreendentes para os dias de hoje como esta do comerciante e mineralogista britânico John Mawe (1764-1829), datadas de outubro de 1807: “São Paulo, situada num agradável planalto, com cerca de duas milhas de extensão, é banhada, na base, por dois riachos, que, na estação das chuvas, a transformam em ilha; ligando-se ao planalto por um caminho estreito. Os riachos desembocam em largo e belo rio, o Tietê, que atravessa a cidade, numa milha de extensão, tomando a direção sudoeste”.

O Atlas dos Viajantes no Brasil foi apresentado ao público em um evento na Brasiliana em 13 de novembro por João Cardoso, curador da biblioteca, e pelo geógrafo Ian Rebelo Chaves, responsável pela elaboração dos mapas. Na ocasião, o público pode interagir com a plataforma e aprender sobre os viajantes incluídos. Segundo o curador, eles levaram em conta a diversidade em termos de nacionalidade, áreas visitadas e foco de interesse, entre outros aspectos, para definir os primeiros sete viajantes a figurar no atlas.

Em poucos cliques, na plataforma, surge o traçado percorrido pelos navegantes, entre brasileiros e estrangeiros. As narrativas estão presentes em livros, álbuns, atlas e manuscritos. Por meio deles, é possível conhecer aspectos da economia, da sociedade, da natureza e da política de séculos passados. O cotidiano da população, a rotina dos escravos, a maneira como nativos pescavam e a destreza ao se embrenhar na mata são detalhes reproduzidos nos textos selecionados do atlas.

O material produzido pelos viajantes foi selecionado e organizado de acordo com assuntos e temas pelo grupo de Cardoso. Em seguida, as informações foram usadas por Chaves para obter a localização citada por eles com base nos dados geográficos presente nos relatos. Essa parte foi importante para criar as narrativas cartográficas do caminho percorrido. Por último, desenvolveu-se mecanismos de visualização, busca, filtragem e comparação dos conteúdos.

A maioria dos trajetos passou por São Paulo Reprodução

Os viajantes

O acervo da Brasiliana tem relatos de viajantes desde o século XVI. Os primeiros selecionados – cujas narrativa se situam nos séculos XVIII e XIX – foram os naturalistas alemães Johann Baptist von Spix (1781-1826) e Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868), o missionário metodista norte-americano Daniel Parish Kidder (1815-1891), o médico e explorador alemão Robert Christian Barthold Avé-Lallemant (1812-1884), o ouvidor e intendente-geral português Francisco Xavier Ribeiro Sampaio (1741-1812/14), o explorador e cientista francês Charles-Marie de la Condamine (1701-1774) e John Mawe, citado no início desta reportagem.

A formação e os interesses de cada um dos viajantes tiveram impacto na forma como decidiram explorar o Brasil. “Avé-Lallemant queria conhecer as colônias alemãs no sul do país”, explica o geógrafo. Chaves contou ainda que os naturalistas Spix e Martius fizeram o trajeto mais longo, por isso especialmente interessante. Esses elementos e peculiaridades fazem parte de 1.200 obras do acervo da Brasiliana que foram pesquisadas e serviram de fonte.

O curador João Cardoso destaca que a iniciativa visou unificar e divulgar o acesso ao acervo da biblioteca. Com isso, imaginou propor essa nova experiência para os pesquisadores, professores e interessados na história e na geografia brasileiras. O projeto surgiu em 2017 e ganhou corpo com a participação de Chaves, que passou a integrar a equipe em 2018.

Para dar continuidade ao projeto, o geógrafo ressalta que será necessário apoio financeiro e a colaboração de especialistas com o aporte de ideias e a sugestão de rumos que ampliem o acesso ao material histórico da biblioteca. “Tivemos nessa primeira fase o financiamento da USP e do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]”, conta Chaves. A parte de programação da plataforma é feita por uma empresa terceirizada.

O Atlas dos Viajantes do Brasil pode ser consultado no site da Brasiliana. Também está disponível um tutorial para uso da plataforma. Com um vasto acervo de livros e manuscritos, a biblioteca reúne o acervo doado pelo bibliófilo José Mindlin (1914-2010) e sua mulher Guita (1916-2006), que se especializou em restaurar livros. A Brasiliana foi criada em 2005 e é aberta ao público desde 2013, no campus da USP, na Cidade Universitária, em São Paulo.

A maioria dos trajetos passou por São Paulo Reprodução

Trechos de relatos de três viajantes sobre São Paulo no século XIX

John Mawe, comerciante e mineralogista britânico, em outubro de 1807

Viagens ao interior do Brasil

“São Paulo, situada num agradável planalto, com cerca de duas milhas de extensão, é banhada, na base, por dois riachos, que, na estação das chuvas, a transformam em ilha; ligando-se ao planalto por um caminho estreito. Os riachos desembocam em largo e belo rio, o Tietê, que atravessa a cidade, numa milha de extensão, tomando a direção sudoeste. Sobre ele existem várias pontes, algumas de pedra, outras de madeira, construídas pelo último governador. As ruas de São Paulo, devido à sua altitude (cerca de cinquenta pés acima da planície), e à água, que quase a circunda, são, em geral, extraordinariamente limpas; pavimentadas com grés, cimentado com óxido de ferro, contendo grandes seixos de quartzo redondo, aproximando-se do conglomerado. Este pavimento é uma formação de aluvião, contendo ouro, de que se encontram muitas partículas em fendas e buracos, depois das chuvas pesadas, quando são diligentemente procuradas pelos pobres. (…)

(…) As moléstias endêmicas não se alastram mais aqui. A varíola, a princípio, e mesmo mais tarde, dizimou grande parte da população, mas seu progresso foi dominado pela introdução da vacina. Os médicos atendiam num grande hall, pertencente ao governador, onde ficavam à disposição do público, sendo a vacinação gratuita. Espera-se que a fé nesse preventivo se difunda pelo povo, incompetente para discutir méritos da controvérsia que tanto prejudicou o emprego da vacina na Europa. (…)”

Daniel Kidder, missionário norte-americano, sobre o bairro do Ipiranga, em 1839 Reminiscências de viagens e permanências nas províncias do Brasil

Chegou finalmente o dia em que tínhamos de deixar São Paulo em companhia de diversos outros viajantes. Partimos à noite, com a intenção de pernoitar em São Bernardo. Distanciados dos companheiros, fizemos uma rápida digressão para tocar na fazenda de D. Gertrudes, no Ipiranga. Essa propriedade era uma das mais ricas e produtivas dessa senhora. Produzia pêssegos, maçãs e outras frutas comuns ao país, que, cultivadas tão perto da cidade, eram facilmente vendidas. Fabricavam também aí grande quantidade de garapa, o suco da cana de açúcar, simples, e em estado de fermentação parcial. Essa bebida é muito apreciada e usada nesta região do Brasil. Veem-se constantemente pelas ruas, mulheres com grandes potes de barro na cabeça, ou ao lado, quando sentadas, vendendo garapa. Apesar da notoriedade e produtividade dessa fazenda suas construções eram rústicas e as culturas estavam em completo desleixo, tal como nenhum português, feitor de escravos, toleraria.”

Robert Avé-Lallemant, médico alemão, em setembro de 1858

Viagem pelas províncias de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo

Cheguei a São Paulo ao meio-dia. Com um bom animal pode-se fazer comodamente o percurso de Santos a São Paulo num dia e até muito facilmente, trocando-se a cavalgadura em casa do senhor Melo, no Rio Grande. Com a troca do animal pode-se concluir muito bem a pequena viagem em dez horas.”

(…) Algumas ruas, um ou outro bairro bonitos e às vezes até magníficos; em alguns lugares, fileiras de casas assobradadas e, além disso, bom empedramento com calçadas, mas em geral ruas estreitas e a cidade absolutamente irregular.

As igrejas que vi são bonitas, algumas ornadas, no entanto nenhuma me causou grande impressão. A Faculdade de Direito dá uma boa impressão e parece-me o mais notável de todos os edifícios da cidade. (…)”

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

Biblioteca Comunitária da UFSCar tem espaço de empreendedorismo e inovação

Agência FAPESP – Com objetivo de criar um novo espaço de interação e suporte às atividades voltadas à transformação de ideias e conhecimentos em inovação e empreendimentos, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) inaugurou a Starteca.

O espaço de coworking foi criado em uma parceria entre o Sistema Integrado de Bibliotecas e a Agência de Inovação, ambos da UFSCar, para atender a comunidade em ações voltadas à inovação e ao empreendedorismo.

O local também vai abrigar cursos e eventos, apoiar a área de Informação e Propriedade Intelectual e reunir parceiros para projetos e soluções de problemas.

A Starteca está localizada no Piso 2 da Biblioteca Comunitária da UFSCar, na área Norte do campus São Carlos. Ela foi inaugurada no dia 9 de outubro de 2019.

Fonte: Agência FAPESP

CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO É A NOVA RESPONSÁVEL PELO ISBN NO BRASIL

Em nota oficial, a Agência Internacional do ISBN comunicou que a Câmara Brasileira do Livro passa a realizar os serviços de ISBN no Brasil a partir de 1º de março de 2020. Confira aqui o comunicado na íntegra.

A Fundação Biblioteca Nacional (https://www.bn.gov.br) e seu parceiro, Fundação Miguel de Cervantes,  (https://fundacaomigueldecervantes.org.br/), continuarão com os serviços atuais até 28 de fevereiro de 2020.

A Fundação Biblioteca Nacional, a Fundação Miguel de Cervantes e a Câmara Brasileira do Livro estão trabalhando para garantir a continuidade dos serviços, incluindo o histórico, prestados durante o período de transição.

Até 28 de fevereiro de 2020, toda solicitação de ISBN será realizada por:

Agência Brasileira do ISBN
Fundação Miguel de Cervantes
Rua México, 45 – 5º andar – Edifício Lumex
Centro
Rio de Janeiro – RJ
CEP 20031-144
Tel: (55 21) 2524 0276, (55 21) 2262 9724
Email: isbn@bn.gov.br
URL: http://www.isbn.bn.br

A partir de 1º de março de 2020, toda solicitação de ISBN deverá ser encaminhada para:

Câmara Brasileira do Livro
Rua Cristiano Viana, 91
São Paulo – SP
CEP 05411-000
Tel. (55 11) 3069-1300
E-mail: sac@isbn.org.br
URL: http://www.isbn.org.br (site em construção)

BIBLIOTECÁRIA DESENVOLVE APLICATIVO DE LEITURA PARA CRIANÇAS QUE USA FERRAMENTAS DE INTERAÇÃO

Chamado de TecTeca , o aplicativo integra o Programa “Inova Maranhão”, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), do governo daquele estado

Marisa Midori faz balanço de 2019 para os livros e as bibliotecas

Segundo a professora, este foi um ano muito difícil, sem margem para otimismo

A professora Marisa Midori apresentou em sua coluna Bibliomania, que foi ao ar no dia 13 de dezembro, um balanço de 2019 para os livros e as bibliotecas. “Quando pensamos em uma retrospectiva da Bibliomania, ou seja, das situações dos livros e das bibliotecas no Brasil, ou mesmo na América Latina, não há margem para otimismo”, diz.

A professora comenta alguns casos trágicos, como o ataque de vândalos à Biblioteca da Universidade de Brasília, ocorrido ainda no final de 2018, em que rasgaram livros sobre direitos humanos; e na Bolívia, quando a oposição de direita ameaçou atear fogo na casa do ex-vice-presidente Álvaro García Linera, bibliófilo e grande intelectual de esquerda, possuidor de mais de 30 mil volumes em sua biblioteca. Além disso, Marisa fala sobre a recente saída de Helena Severo da presidência da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Mesmo depois de um ano difícil, a professora termina com uma mensagem otimista. “Espero que a população se torne cada vez mais sensível para o livro e para as bibliotecas, atentando não só para elas como espaço de sociabilidade, mas também para a importância dessas instituições como guardiãs da memória. “É preciso pensar cada vez mais em 2020 que livro é símbolo do livre pensamento”, finaliza.

Fonte: Jornal da USP

Osasco terá “óculos para cego ler” em bibliotecas municipais

A Prefeitura de Osasco, por meio da Secretaria da Cultura, entregará 6 óculos para pessoas com deficiência visual em 4 bibliotecas municipais. O OrCam MyEye 2.0 é um dispositivo de inteligência e visão artificial, que permite o acesso fácil e instantâneo à informação disponível em tempo real. Ele é bem pequeno e, por isso, fácil de ser levado.

A tecnologia chegou ao Brasil no ano passado e é capaz de detectar todo e qualquer tipo de objeto no campo de visão de uma microcâmera, que escaneia tudo o que “vê”, transformando as informações em arquivos de áudio instantaneamente. A partir daí o dispositivo retransmite a informação discretamente no ouvido do usuário por meio de um fone conectado.

Os aparelhos capazes de fazer leituras de livros impressos, digitais, reconhecer pessoas e olhar as horas estarão disponíveis na Biblioteca Monteiro Lobato, na Biblioteca Heitor Senegaglia, Biblioteca CEU das Artes Camila Rossafa, CEU das Artes Yolanda A.A. Ribeiro.

Fonte: Correio Paulista

Biblioteca recebe a exposição fotográfica Visualidades do Patrimônio Industrial

A Biblioteca Octavio Ianni do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp inaugurou nesta terça-feira (10/12) a exposição fotográfica Visualidades do Patrimônio Industrial. A mostra faz parte da programação do I Encontro Nacional Arte e Patrimônio Industrial. A mostra fica em cartaz no hall da biblioteca até janeiro.

Organizada pela professora Cristina Meneguello e pela doutoranda Elisa Pomari, a exposição traz uma série de reproduções de fotografias registradas ao longo do século XX das plantas industriais das empresas ligadas ao Grupo Votorantim, registrando a arquitetura, maquinário e as pessoas, e fazem parte do acervo do projeto Memória Votorantim.

“Algumas dessas imagens foram produzidas para as fábricas do grupo, outras foram recolhidas quando as fábricas foram adquiridas, e algumas foram coletadas de funcionários. São imagens para catalógos industriais, feiras e eventos específicos”, explica a curadora Elisa Pomari. “São imagens que contam um pouco da fotografia industrial com aspectos diferentes, com fotografias de grandes artistas e de anônimos. Algumas fotografias apesar de estar observando temas industrias buscam uma forma poética, outras são mais protocolares. São registros do trabalho que buscam um outro olhar. É memória do trabalho, da industria e dos trabalhadores ao mesmo tempo”.

 

A fotografia é, simultaneamente, um objeto de memória que traz em sua dimensão material as marcas de sua produção, usos e circulação; um registro com intenção de documentação histórica; uma prática social e uma manifestação artística.

Em todos esses sentidos, a fotografia foi amplamente utilizada como forma de registro de atividades econômicas e do mundo do trabalho. A partir do momento em que as condições técnicas possibilitaram sua reprodutibilidade, as imagens fotográficas começaram a substituir as gravuras em diversas publicações como catálogos de exposições universais, boletins e relatórios de órgãos e agências governamentais ou industriais. Em álbuns comemorativos e catálogos, encomendados por industriais ou companhias, registraram a força de trabalho à frente dos edifícios industriais ou em simulações das etapas da produção com os operários e operárias performando poses ao lado de seus instrumentos de trabalho. Documentaram as paisagens industriais massivas em contraponto à pequenez do corpo do homem e os detalhes arquitetônicos e técnicos dos edifícios e suas máquinas, na mesma medida em que registraram momentos de lazer operário em clubes, recitais de fim de ano, jogos de futebol entre clubes de empresas. As fotografias do trabalho compõem um rico acervo, espalhado em arquivos públicos e privados, que abrem a perspectiva para novas e necessárias pesquisas.

As imagens desta pequena exposição são reproduções – gentilmente cedidas pelo Centro de Memória Votorantim – de fotografias pertencentes ao setor de guarda e preservação da documentação que remonta ao início das atividades da então empresa familiar na década de 1910. Este acervo iconográfico foi construído a partir da coleta, identificação e catalogação de fotografias encontradas nas diversas fábricas e empresas que hoje pertencem ao grupo, na documentação oficial de catálogos e fotografias encomendadas a estúdios e fotógrafos, assim como na doação de antigos funcionários e familiares. Dessa forma, como acontece frequentemente com documentação dessa natureza, as informações originais sobre o registro podem ser lacunares e, em alguns casos, perderam-se por completo. O acervo geral reúne a obra de fotógrafos amadores, funcionários que doaram seus registros e fotógrafos artífices, que trabalhavam em estúdios ou foram pontualmente contratados. Além deles, foram contratados para registrar aspectos da empresa importantes fotógrafos, como Hans Flieg, grande nome da fotografia industrial, arquitetônica e publicitária da segunda metade do século XX, e Theodor Preising, cujo trabalho circulou por publicações comerciais e oficiais na primeira metade do mesmo século.

Hans Günter Flieg (1923) veio da Alemanha para São Paulo ainda jovem, ao final dos anos de 1930, e tornou-se um dos fotógrafos de maior renome com imagens de publicidade e arquitetura, contratado por diversas empresas. Sua obra, hoje, integra o acervo do Instituto Moreira Salles. As imagens presentes na exposição fazem parte de um extenso registro fotográfico encomendado pela Companhia Brasileira de Alumínio, CBA, realizado nas décadas de 1960 e 1970.

Theodor Preising (1883-1962), também alemão radicado em são Paulo, dedicou-se ao registro das atividades econômicas do estado. Um dos fundadores do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, em 1937, Preising foi nomeado como fotógrafo do Departamento de Propaganda e Publicidade do Estado de São Paulo em 1938. Suas imagens sobre São Paulo tiveram significativa circulação, foram publicadas em jornais e revistas nacionais e internacionais além de terem sido expostas nos fotomurais do Departamento Nacional do Café, no Pavilhão do Brasil da Feira Mundial de Nova York (1930-1940).

Nas imagens escolhidas para a exposição “Visualidades do Patrimônio Industrial”, optamos por mesclar as imagens anônimas às célebres em busca de uma visualidade mais ampla do trabalho e suas manifestações. Nelas  é possível observar características tradicionais da fotografia que registra o trabalho e seus espaços, como a preocupação em mostrar as características técnicas das fábricas, tais como sua matriz energética e potência, modernidade e quantidade de maquinário, além da grandeza e logística de suas instalações; a exibição dos produtos em sua qualidade e variedade; e a eloquência da expressão numérica ou individualizada dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, surgem registros menos tradicionais e um tanto quanto inesperados. Nessas fotografias somos surpreendidos pela informalidade nas poses de adultos e crianças, em meio ao cotidiano fabril; ou pelos ângulos inusitados nos quais os fotógrafos buscaram registros não ortodoxos ou poéticos em meio à monotonia e repetição das rotinas de trabalho, máquinas e mercadoria.

Cristina Meneguello e Elisa Pomari

Agradecimentos:

Essa exposição foi possível graças ao auxílio de Tânia Lima Ribeiro e Marcus Borgonove, do Memória Votorantim, São Paulo. Apoio: Programa de Pós-Graduação em História/ Área de Política, Memória e Cidade/ Linha Cultural Visual, História Intelectual e Patrimônios; PROEX; Secretaria de Eventos e Biblioteca do IFCH.

Fonte: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH

Biblioteca digital se consolida como modelo flexível e confiável para instituições de ensino superior e ultrapassa os R$ 120 milhões de receita acumulada

Com os avanços da internet, das tecnologias e a proliferação dos smartphones, as bibliotecas físicas deixaram de ser a única fonte de informação para os estudantes das instituições de ensino superior. Neste cenário, a biblioteca digital se tornou uma nova possibilidade de disseminar o conhecimento e aumentar o acesso aos livros acadêmicos.

Segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), o Brasil tem 230 milhões de smartphones em uso. Já o número de computadores, notebooks e tablets no país é de 180 milhões. Com diversas opções de dispositivos, tanto professores como estudantes podem usufruir dos benefícios da biblioteca digital.

Afinal, basta estar conectado com a internet para ter acesso a um amplo catálogo de livros de várias áreas do conhecimento a qualquer hora e em qualquer lugar. Isso garante facilidade, praticidade e flexibilidade para todos os envolvidos na educação superior, cada vez mais conectados ao mundo digital.

Em poucos cliques, um aluno em sua casa pode, por exemplo, consultar dois ou três livros para realizar um trabalho acadêmico, tirar dúvidas ou estudar para a realização de uma prova. Enquanto isso, o professor, após as aulas do dia, pode preparar as próximas com o acesso online aos materiais disponíveis na biblioteca.

Inovação e qualidade do ensino

Com o acervo completo de livros digitalizados, o acesso instantâneo e todos esses benefícios, as bibliotecas digitais se consolidaram no mercado atual e são vistas como sinônimo de conveniência, já que quebram as barreiras físicas, otimizam o tempo dos alunos e facilitam os estudos.

Mas as vantagens não param por aí. As bibliotecas online também são responsáveis por melhorar a qualidade do ensino e a aprendizagem, pois garantem um conteúdo confiável e de qualidade aos alunos e oferecem uma fonte complementar às instituições de ensino superior.

Assim, as plataformas digitais, como a Minha Biblioteca, trazem a tecnologia para dentro de sala de aula e utilizam diversas funcionalidades para aumentar o engajamento dos estudantes. Com a inovação gerada pela biblioteca, é possível aumentar a retenção de alunos, evitar a evasão no ensino superior e melhorar a imagem da instituição.

“Essa iniciativa proporciona aos estudantes conhecimento de forma legal e sustentável. A parceria entre as grandes editoras acadêmicas nacionais é fundamental para oferecer conteúdo de qualidade às instituições e aos alunos”, afirma o diretor executivo da Minha Biblioteca, Richardt Rocha Feller.

Credibilidade do conteúdo da biblioteca digital

Outra vantagem desse modelo de biblioteca é a credibilidade e confiabilidade do conteúdo. Isso porque, hoje em dia, é muito comum pesquisar informações na internet. Mas nem sempre se sabe a fonte do material ou é possível encontrar obras completas.

No entanto, com uma biblioteca virtual reconhecida, como a Minha Biblioteca, você terá acesso aos títulos mais importantes de cada disciplina.

O acervo da Minha Biblioteca também é constantemente renovado para versões mais atuais. Ou seja, está alinhado de acordo com as mudanças nas leis no caso do Direito ou com novos procedimentos médicos que foram desenvolvidos. E, para manter o catálogo cada vez mais completo, novas obras são adicionadas periodicamente.

Com isso, a biblioteca virtual se posiciona como uma alternativa à pirataria e ao uso de cópias de livros em sala de aula, já que cada aluno pode acessar o material do seu próprio dispositivo. “Queremos disponibilizar uma tecnologia simples e acessível para professores e estudantes”, explica Feller.

Importância da Minha Biblioteca para as instituições de ensino

Sem dúvida, a plataforma online facilita a vida dos alunos, bibliotecários e professores, com acesso fácil, rápido e simultâneo aos conteúdos mais confiáveis, sem filas de espera e multas das bibliotecas tradicionais.

Além disso, a Minha Biblioteca possui funcionalidades como anotações, realce de cor, marcação de página e pesquisa por palavra-chave, que ajudam a estimular a aprendizagem e favorecem a retenção de alunos.

A biblioteca digital também ajuda no reconhecimento e credenciamento de cursos presenciais e a distância, já que garante o cumprimento das exigências do Ministério da Educação (MEC) em processos de avaliação. Com a disponibilidade dos principais livros em versão digital, sempre atualizados e com a praticidade de acessos, a instituição tem maiores chances de aumentar a nota de avaliação.

”Além de fortalecer o aprendizado e retenção dos alunos, as universidades que utilizam a Minha Biblioteca são melhor avaliadas pelo MEC por democratizar o uso do acervo, provendo funcionalidades que facilitam os estudos, pesquisas e consultas em qualquer dispositivo com internet, aquisição de novos títulos, atualização mensal e integração com mecanismos de buscas, sistemas de gestão do acervo e ambientes de aprendizagem virtual”, comenta Mirian Rocha, bibliotecária e assessora educacional

Mais de 11 mil títulos acadêmicos

Desenvolvida para ser a melhor solução digital de e-books para universidades, a Minha Biblioteca foi criada em maio de 2011 a partir de um consórcio entre as principais editoras acadêmicas do Brasil: Grupo GEN, Grupo A Educação, Editora Manole e Saraiva Educação.

Hoje, a inovadora plataforma de livros digitais é utilizada por mais de 800 instituições de ensino superior e apoia cursos presenciais e a distância.

Com o amplo acervo multidisciplinar, a Minha Biblioteca possui mais de 11.000 títulos técnicos, acadêmicos e científicos, em português, divididos em 7 catálogos: Medicina, Saúde, Exatas, Jurídica, Sociais Aplicadas, Pedagógica e Artes & Letras, que atendem à bibliografia de mais de 250 cursos de graduação.

A Minha Biblioteca ainda incorporou o catálogo com mais de mil títulos em português da Elsevier que cobrem uma grande diversidade de disciplinas e incluem tanto autores brasileiros quanto carros-chefes estrangeiros, como Netter, Guyton, Cecil, Sabiston, Potter e Krause (todos na área da saúde).

Website: http://www.minhabiblioteca.com.br

Fonte: Exame

Biblioteca recebe mais um novo painel artístico

“Jacareí Imaginária” é o novo painel artístico apresentado pelo artista visual Rafael Raico, que será inaugurado na Biblioteca Municipal Macedo Soares, na próxima quinta-feira (12), às 19h. O painel oferece a cidade uma obra de arte visual urbana – muralismo, como um novo ponto de apreciação cultural, artística e de investigação.

O projeto do mural foi resultado do PROAC Municípios, contemplado no prêmio lançado pela Fundação Cultural de Jacarehy “José Maria de Abreu”, no “Concurso: Jacareí Cidade Viva- Cultura que pulsa”, financiado pelo Governo do Estado de São Paulo, que contou com o apoio e colaboração da Biblioteca.

O painel, de quatorze metros de comprimento e um metro e meio de largura, utiliza técnicas de pintura tradicional, fazendo referência ao Movimento Muralista do século XX, mais popularizado no Brasil por obras de artistas como Portinari.

A obra presta uma homenagem ao cidadão jacareiense e ficará na fachada lateral de entrada da Biblioteca Macedo Soares, evidenciando este espaço, como um importante patrimônio da cidade, em mais uma iniciativa da cultura em firmar apoio e parceria com a educação.

As imagens que compõem o painel formam um emaranhado de símbolos e representações que retratam a cidade, enfatizando elementos de reconhecimento comunitário, trazendo à tona imagens do imaginário e prestando uma homenagem ao cidadão anônimo de Jacareí.

O artista Rafael Raico apresenta nesta obra uma quebra de paradigmas estilísticos como uma de suas características técnicas, utilizando uma linguagem híbrida a favor da ampliação do campo de leitura e percepção da obra para diferentes públicos e de todas as idades, resultando em uma estética contemporânea que transita entre o clássico e o expressionismo evocando o campo do surrealismo e explorando as potencialidades do desenho.

O trabalho tem como base as investigações desenvolvidas há mais de oito anos pelo artista jacareiense, que desenvolveu neste período, um vasto repertório de produções sobre a identidade e iconografia do município, e faz parte de uma série de murais que fecham uma etapa da pesquisa sobre os espaços imaginários de Jacareí.

Fonte: Prefeitura de Jacareí

Queima de livros gera polêmica na China

Biblioteca queima livros para acatar ordem do governo, que baniu obras no âmbito de sua chamada ‘reforma patriótica na educação’

Queima de livros gera polêmica na China
Imagens circularam pelas redes sociais, gerando polêmica (Foto: Twitter/Michael Anti)

Uma biblioteca na China, localizada no condado de Zhenyuan, na província de Gansu, gerou polêmica ao promover uma queima de livros postada nas redes sociais.

Fotos de duas mulheres, que seriam funcionárias locais, queimando uma pilha de livros do lado de fora da biblioteca percorreram as redes sociais no último fim de semana, despertando críticas e comparações com o regime nazista.

Segundo um artigo publicado no jornal local de Zhenyuan, a queima visa acatar a ordem do Ministério da Educação do país, que em 15 de outubro deste ano determinou o que chamou de “firme limpeza” em todas as bibliotecas de escolas primárias e secundárias.

No documento, o órgão anunciou o que chamou de “reforma patriótica na educação” para “criar um ambiente seguro” em escolas. Livros considerados tendenciosos, que abordem religiões ilegais na China ou promovam “perspectivas e valores globais incorretos” serão banidos.

As instituições têm até março de 2020 para reportar ao governo seus esforços para atender a demanda do Ministério da Educação. As escolas devem informar quais livros retiraram das prateleiras de suas bibliotecas, bem como o nome do autor, a editora e a data que o livro foi publicado.

Segundo noticiou o Guardian, a notícia da queima de livros fez muitos chineses lembrarem a era da Dinastia Qin, quando livros eram queimados e acadêmicos queimados vivos como forma de controlar a população e impedir críticas ao regime.

“A forma como uma sociedade lida com livros é um teste para sua abordagem em relação ao conhecimento e à civilização e nunca deve ser arbitrária ou bárbara”, criticou um editorial da popular revista Beijing News, que posteriormente foi censurado.

No Weibo – a versão chinesa do Twitter – o debate se alastrou pelo fim de semana. “Horripilante. Primeiro você demoniza intelectuais públicos, depois queima livros. Esta é uma nova revolução cultural?”, disse um usuário da rede social, em referência ao período entre 1960 e 1970, quando intelectuais eram perseguidos e atacados.

Outras postagens destacavam que o regime nazista também recorreu à queima de livros e um usuário ironizou a ação, afirmando que “ignorância é poder”.

Outros casos pelo mundo

A China não é o único país a censurar o pensamento livre para promover uma reforma patriótica na educação. Na Hungria, o governo do primeiro-ministro Viktor Orbán promoveu uma controversa reforma no sistema educacional em fevereiro deste ano.

Os novos livros aprovados pelo governo para serem usados em escolas promovem a visão de nacionalismo cristão de Orbán. A reforma também eliminou programas acadêmicos opostos aos valores ultraconservadores do governo, o que obrigou uma das principais universidades da Hungria a transferir seus cursos para o exterior.

Além disso, Orbán determinou o fechamento do Institute to the History of the 1956 Hungarian Revolution, um renomado centro de pesquisa do país. A medida foi tomada via decreto, sem qualquer consulta ao Instituto. No decreto, Orbán incorporou o Instituto ao Veritas Historical Research Institute and Archive, criado pelo governo há cinco anos e que, segundo os críticos, promove uma versão da história que favorece a ideologia e o programa de governo de Orbán.

No Brasil, dezenas de organizações em defesa da Educação e de professores lançaram, em novembro do ano passado, um manual de defesa contra perseguições de docentes, assinado por cerca de 60 entidades.

O documento reúne dicas, pedagógicas e jurídicas, de como os profissionais de ensino – sejam professores ou diretores – devem agir em caso de intimidação ou tentativa de censura no âmbito do chamado “Escola sem Partido”.

O manual foi lançado na esteira de episódios polêmicos envolvendo a perseguição a livros e professores. Em outubro de 2018, o Colégio Santo Agostinho, no Leblon, bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro, retirou o livro “Meninos sem Pátria”, de Luiz Puntel, da lista de leitura do 6º ano do ensino fundamental, após a obra ser acusada de “doutrinar” as crianças. A obra, ambientada no período da ditadura militar brasileira, fala sobre uma família que precisa deixar o Brasil.

Em Belo Horizonte, o tradicional colégio católico também chamado Santo Agostinho foi alvo de um processo na Justiça, impetrado por dois promotores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), sobre supostas aulas que falavam sobre “ideologia de gênero”. A Promotoria de Justiça de Educação, porém, questionou a competência da denúncia e determinou a suspensão do processo.

Também em outubro de 2018, a deputada Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC) foi alvo de um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) para apurar suspeita de intimidação a professores de Santa Catarina. O processo foi aberto após a deputada postar em suas redes sociais um pedido para que estudantes filmem ou gravem “todas as manifestações político-partidárias ou ideológicas” por parte dos professores. A deputada fez o pedido logo após a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais ser confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A publicação gerou polêmica e chegou até o MPF.

Além de abrir inquérito para investigar o caso, o MPF em Chapecó (SC) orientou que as instituições de ensino superior impeçam qualquer tipo de assédio moral contra os professores, seja por alunos ou familiares.

Em novembro de 2018, o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) gerou polêmica ao tentar invadir um colégio no Rio de Janeiro, para promover o que chamou de “auditoria”. O deputado – que ganhou fama após destruir uma placa em homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco – divulgou dois vídeos, em suas redes sociais, nos quais afirmava que iria auditar o Colégio Estadual Dom Pedro II, em Petrópolis.

No vídeo, Silveira diz que a diretora da instituição, Andrea Nunes Constâncio, teria “retaliado” funcionários que o permitiram entrar no colégio, sem o aval da escola. Silveira, que é ex-policial militar, divulgou um vídeo onde afirma que, por ser deputado, “pode entrar em qualquer estabelecimento sem permissão”. Ele diz que a visita tinha como objetivo contribuir para a modernização do sistema de notas, faltas e presenças.

O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), núcleo Petrópolis, divulgou uma nota de repúdio ao vídeo. Em resposta, Silveira divulgou um segundo vídeo sobre o tema.

“Eu não só vou auditar o Colégio Dom Pedro II, de Petrópolis, desde o início da sua gestão. Isso não é uma ameaça, é um fato. Como também vou solicitar junto ao governo do estado, e federal, uma auditoria do Sindicato de Petrópolis [Sepe]. Sepe, vocês acabaram de chamar minha atenção também. Quando começa muito defesa de esquerda para a esquerda, eu sinto cheiro de m*. E quando eu sinto cheiro de m*, a gente tem que limpar. Vamos ver o que a gente vai encontrar? […] Então, diretora [Andrea Nunes Constâncio], você será auditada e sua escola também, desde o início da sua gestão, e também as anteriores”, afirmou o deputado eleito.

As afirmações de Daniel Silveira geraram indignação em diferentes organizações em defesa da Educação. A Associação Petropolitana dos Estudantes (APE) divulgou uma nota de repúdio, classificando as afirmações como “perseguição”. A entidade também destacou o apoio à “pluralidade de pensamento” e afirmou que não vai aceitar “ameaças e xingamentos”.

Fonte: Opinião e Notícia

Entrevista com a bibliotecária Ágata Gomes Souza

Antes de finalizarmos as matérias da MC 2019, temos o grande privilégio de ter uma entrevista super especial, com a bibliotecária Ágata Gomes Souza.

Ágata já esteve com a Monitoria em diversos momentos especiais, e hoje trabalha como bibliotecária no IFSP, em Jacareí. Vamos à entrevista!

Trajetória acadêmica e profissional

Minha trajetória acadêmica começou em 2004 com o ingresso no curso de Geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Concluí o curso em 2007 e, na sequência, atuei como docente no Ensino Fundamental e Médio da Rede Estadual de Educação. Ao longo da docência, descobri que as escolas da rede, no geral, não possuíam biblioteca escolar. Realidade, infelizmente, ainda muito comum.

Aquela situação me impulsionou a transformar um então depósito de livros em Biblioteca. Ao longo desse processo, descobri o curso superior em Biblioteconomia e decidi fazê-lo. Em 2013, iniciei uma nova graduação, novamente na UFRJ. Ao longo do curso em Biblioteconomia, percebi como cresceu minha paixão pela biblioteca e como a parte teórica se relacionava tão diretamente com minha prática educativa.

Nesse período, houve minha mudança do Rio para São Paulo e optei por concluir o curso de Biblioteconomia na FESPSP.

Durante os estágios na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) desenvolvi uma nova visão sobre a Biblioteconomia e sobre as inúmeras possibilidades de organização de acervos. Nascia ali uma bibliotecária apaixonada e com fé no poder transformativo da biblioteca escolar.

Competências para realizar um bom trabalho acadêmico

Um bom trabalho acadêmico começa com uma boa pesquisa acadêmica. Realizar uma boa pesquisa acadêmica é um processo prático. As disciplinas curriculares relacionadas às metodologias tratam do uso das normas técnicas da ABNT, das possibilidades e diversidade das fontes de informação, das estratégias de pesquisa nos principais buscadores de internet, enfim, abordam uma gama de instrumentos técnicos para realizar uma boa pesquisa acadêmica. Entretanto, a dimensão desse processo só é vista, de fato, ao adentrá-lo. Ou seja, se aprende pesquisa fazendo-a.

Ao longo de uma pesquisa é necessário desenvolver uma gama de habilidades… o que vai muito além de ler sobre um tema específico. É necessário olhar a pesquisa de uma maneira mais ampla. Por exemplo, ler outros trabalhos realizados na área (com a paciência e a minúcia que esse período inicial de leitura requer), identificar como se deu a construção metodológica dessas pesquisas (o objetivo, a abordagem, os instrumentos de coleta de dados utilizados, os métodos de análise etc.). Além disso, é fundamental conversar com os pares e buscar informações além das fontes mais óbvias. Em síntese, estudar sobre o que é uma pesquisa científica e analisar a dimensão metodológica de bons trabalhos já realizados são caminhos de aprendizado e de aprofundamento de qualidade das atividades acadêmicas.

A pesquisa sobre a história da Biblioteconomia no Brasil

Estudar a história da Biblioteconomia é um excelente ponto de partida para entender o que é a Biblioteconomia no Brasil hoje. No geral, nosso pensamento está centrado na presente e no futuro. Mas, só conseguimos entender nosso momento atual olhando para o passado. Residindo em São Paulo, percebi a importância da cidade para a Biblioteconomia e a importância da própria FESPSP na construção dessa história.  Investiguei esse processo para entender melhor a Biblioteconomia de hoje e pensar, com mais amplidão, na futura. Esse foi um capítulo fundamental do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Ele tratava do ensino de Biblioteconomia e sua trajetória histórica. Como minha primeira graduação foi em Geografia, esse olhar sobre o espaço geográfico e o tempo histórico acabou emergindo. Foi um prazer mergulhar nessa pesquisa. Realizei descobertas que me fizeram ter ainda mais orgulho do meu papel como bibliotecária.

Trabalho premiado pela ABECIN

A possibilidade de participar do prêmio da Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação (Abecin) surgiu com uma sugestão da professora Valéria Valls (que tive a honra de ter como orientadora de TCC). Conseguimos que ele fosse premiado em primeiro lugar na região de São Paulo na área de Biblioteconomia em 2015. Fiquei muito feliz pela visibilidade que a pesquisa ganhou e pela possibilidade de validação pelos pares. Ao fazer um trabalho acadêmico, a intenção é de que os pares estejam validando todo o processo de pesquisa. Validação do orientador, depois da banca de defesa, dos leitores etc. E, essa premiação fechou com “chave de ouro” um ciclo feliz de construção de conhecimentos dentro da FESPSP.

O campo da Biblioteconomia nos últimos anos

Eu enxergo essas mudanças como positivas. E conseguimos entendê-las muito mais facilmente se olharmos para o passado. Inicialmente, a Biblioteconomia esteve relacionada com o viés mais humanista, atrelada às artes, à filosofia, à cultura. Com o passar o tempo, a American Library Association (ALA) trouxe um viés mais técnico de organização dos acervos. Hoje o olhar do profissional bibliotecário deve ter essa perspectiva dual. Isto é, estar direcionado não só para o acervo, mas também para o usuário da informação, para cada indivíduo em si. Só assim é possível fazer as transformações e adequações para tornar um acervo cada vez mais útil e o grupo de usuários atendidos com excelência.

Ou seja, hoje, não basta mais ter o olhar só para o acervo ou só para filosofia teórica, para exercer um papel eficaz nas unidades de informação. É esperado um diferencial. O contexto atual requer um profissional que consiga dialogar com o seu público, identificar necessidades informacionais e usar a técnica para suprir tais necessidades. Quem coloca isso em prática tem um campo de trabalho ampliado.

Competências que um bibliotecário deve ter

Além as competências técnicas, existem algumas competências e habilidades individuais que precisam ser utilizadas na vida profissional para potencializar esse campo de atuação. Destacarei duas.

1- Socialização/comunicação: já foi o tempo bibliotecário estar em uma sala isolada, sentado, calado… Vivemos o momento de o profissional bibliotecário ver e ser visto. Ver no sentido de circular no ambiente institucional, perceber o que acontece dentro daquele espaço, quais são as necessidades latentes, qual o clima organizacional etc. Com isso é possível ter uma percepção de como o tratamento da informação pode ser realizado da maneira mais eficaz. E isso só é feito ao olhar, dialogar com as mais diferentes pessoas, observando falas, comportamentos, oportunidades… Além de ver, é preciso ser visto. É necessário comunicar qual é o nosso papel, qual nosso potencial de conhecimento e que as técnicas que possuímos podem ser significativamente úteis naquela realidade. As  pessoas ainda têm a percepção do bibliotecário atrelado somente ao livro e a comunicação é o caminho para desconstruir essa percepção tão limitadora, para ampliar o entendimento do quanto  nossa atuação pode ser fundamental pro dia a dia organizacional.

2- Empatia: é necessário encantar cada usuário da informação. Quando o usuário chega com uma expectativa de receber um “produto x” e consegue-se entregar pra ele o “produto x” atrelado ao “produto y” (que ele não sabia que precisava e identifica como útil), a importância do profissional da informação é efetivada. Ter a empatia de se colocar no lugar do outro e tentar entender a necessidade, supri-la da melhor maneira e, sempre que possível, ir além. É assim que conseguiremos “virar o jogo” sobre a percepção que se estabeleceu sobre o profissional bibliotecário. Esse cuidado com o usuário precisa ser uma construção diária.

Mestrado vinculando Biblioteconomia e Educação

Terminei o curso de Biblioteconomia na FESPSP em 2015 e, na sequência, fiz uma especialização na área de Gestão Cultural.  Por estar trabalhando em uma biblioteca escolar e desenvolver atividades relacionadas à cultura constantemente, percebi a necessidade de aprofundar tais conhecimentos. Finalizei essa especialização em 2018 e, antes mesmo de concluí-la, já em 2017, iniciei o mestrado na área de Educação. Isso é fundamental para o profissional bibliotecário: não se afastar do conhecimento, dos estudos. Estudar precisa ser uma necessidade constante. Isso não necessariamente na área acadêmica, às vezes a necessidade profissional vai levar esse bibliotecário a estudar temas específicos da área técnica, na sua área de atuação. Mas, é importante que o aprender nunca seja uma coisa do passado. Estudar deve ser uma ação do presente.

Ao longo da pesquisa de mestrado, não faria sentido segregar os conhecimentos de Educação e Biblioteconomia. Assim, optei por desenvolver o projeto na área de Comportamento informacional, trabalhando com alunos do ensino médio e superior do IFSP. Percebi que era fundamental identificar tal comportamento com relação à necessidade, busca e uso da informação. Dessa forma, poderia adaptar o meu fazer profissional às necessidades identificadas. A pesquisa tratou de como a biblioteca contribuiria para a melhoria do comportamento informacional desses alunos. Por se tratar de um mestrado profissional, houve não só uma pesquisa no campo teórico, mas também o desenvolvimento de um produto educacional prático, palpável, que pudesse gerar uma contribuição na área do ensino. Eu não sabia muito bem qual seria o produto a ser desenvolvido, o que me levou a uma pesquisa dentro da pesquisa: o que esse aluno necessita? Que produto precisa ser desenvolvido para esse aluno? Descobri que eles tinham bastante interesse pela Lei de acesso  às informações públicas (Lei nº 12.527/2011) e os caminhos para acessar dados para pesquisas escolares e acadêmicas.

Por contar com um orientador da área de Tecnologia, desenvolveu-se um vídeo educacional. Os alunos do ensino médio solicitaram que esse vídeo fosse em formato de animação. Tive que buscar novos conhecimentos para construir o roteiro do vídeo e ir além, aprender a desenvolver animações, o que não fazia parte do meu cenário, mas que meu usuário da informação estava demandando e precisava ser atendido. O vídeo está disponível no canal do YouTube da biblioteca do IFSP/Câmpus Jacareí (https://www.youtube.com/watch?v=cXhdPvlJz98). Há o conteúdo específico sobre a lei, mas também, aborda-se o papel do profissional bibliotecário dentro da biblioteca escolar. Ilustra-se sua importância da interação com alunos e professores e como esse profissional pode contribuir para a melhoria do comportamento informacional da comunidade escolar. É um vídeo curto, mas que aborda didaticamente essa relação entre Biblioteconomia e Educação.

Algum conselho…

Acho que um conselho interessante seria o planejamento profissional. Não dá para esperar chegar o último ano de curso para pensar quais serão as estratégias profissionais. Estou me referindo não só a estratégias de inserção no mercado de trabalho, mas também, de possibilidades de campos de atuação. Isso precisa ser descoberto e ser construído ao longo da graduação.

De acordo com o nicho escolhido, é preciso pensar de uma forma mais estratégica para que, após a conclusão do curso, a vida se encaminhe um pouco mais naturalmente. Vi alguns alunos estagiando por quase dois anos no mesmo lugar, sabendo que após a conclusão da graduação não ocorreria uma efetivação. Será que essa seria a melhor estratégia? É na graduação que se constrói a inserção no mercado de trabalho de uma maneira prazerosa e que vá, de fato, relacionar as competências específicas aprendidas ao longo do curso com a sociedade. Por isso, busque estágios que contribuam tecnicamente para o seu conhecimento e, além disso, comunique-se com as pessoas, se relacione, faça laços profissionais, veja e seja visto, construa sua projeção profissional desde já.

Um forte abraço e vida longa à Monitoria Científica.

Foto: Arquivo pessoal de Ágata

Dados de apoio:

E-mail: agata.souza@ifsp.edu.br

Lei de acesso à informação: https://www.youtube.com/watch?v=cXhdPvlJz98

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2211426713865503

TCC: http://biblioteca.fespsp.org.br:8080/pergamumweb/vinculos/000002/000002d0.pdf

PEC: https://monitoriafabci.blogspot.com/2017/05/se-liga-fabci-pec-como-elaborar-projeto.html

Fonte: Monitoria Científica FaBCI-FESPSP

PALESTRA ON-LINE: Ética Profissional e Atuação do Bibliotecário

Ministrantes: João de Pontes Junior e Ruth Maria Machado Pires Nunes

JUSTIFICATIVA:

A palestra justifica-se essencialmente pela finalização dos créditos da primeira turma de Biblioteconomia formada no Claretiano. A fala dos palestrantes proporcionará compreensão da carreira de bibliotecário no âmbito mais prático, além de esclarecer as questões éticas que envolvem a profissão. Também será uma excelente oportunidade para dialogar com as dúvidas e anseios do recém-formado.

OBJETIVOS:

Apresentar o Código de Ética, de acordo com a resolução nº 207/2018, publicada pelo Conselho Federal de Biblioteconomia-CFB. A nova norma foi publicada no Diário Oficial da União no dia 09 de novembro de 2018, seção 1, págs.155 e 156.

Apresentar as medidas adotadas pelo CFB e CRB sobre a necessidade e importância do registro profissional.

Abordar aspectos do mercado de trabalho.

CONTEÚDO/PROGRAMA:

Código de Ética: definições e finalidades;

Atuação Profissional;

Mercado Profissional.

Fonte: Claretiano

Rede Social como ferramenta de trabalho

Texto por Berenice Neubhaher e Fabiola Aparecida Vizentim

A primeira rede social surgiu em 1997 e se chamava SixDegrees. Nela, os usuários podiam criar uma página de perfil e adicionar amigos. Ela se manteve ativa até 2001 e no seu auge atingiu 3,5 milhões de usuários ativos.

A SixDegrees não marcou presença no Brasil. A primeira grande rede social a fazer um sucesso estrondoso por aqui foi o Orkut em 2004. Ele chegou a ter mais de 80 milhões de usuários, só perdendo espaço para o Facebook que começou a dominar o nosso país alguns anos depois.

E quando falamos em redes sociais, no mundo mais digital de todas as épocas, imediatamente lembramos dos sites como Facebook, Twitter e LinkedIn ou aplicativos como Snapchat e Instagram, que de alguma forma intuitivamente sabemos qual o público que acessa e qual a finalidade. Outros exemplos são: Flickr, Whatsapp, Google+, etc.

Grande número de bibliotecas utilizam as redes sociais para divulgar seus serviços e interagir com seu público. Nas boas práticas de utilização, exemplificamos a Biblioteca Pública de Nova York, que lançou em 2018, o projeto InstaNovel, uma série de publicações no Stories do Instagram que consiste basicamente no ato de liberar livros inteiros (que estão em domínio público) em partes para serem lidos nas redes sociais.

Outra forma diferenciada de utilização de prestação de serviço por rede social é realizada pela Divisão de Bibliotecas e Documentação (DBD) da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) que lançou em 2017 a “Bia”, sua assistente virtual. A Bia é um chatbot para o Facebook Messenger que atua respondendo perguntas dos usuários como horários e dias de funcionamento, informações gerais da biblioteca, facilita operações como renovações de livros, avisos de reservas liberadas, avisos de livros que precisam ser devolvidos, etc.

Já a Biblioteca da PUCRS publica no seu Twitter entre outros assuntos, exemplos práticos de como elaborar referências bibliográficas e vídeos do Youtube de como localizar materiais nas estantes, tornando lúdico a árdua tarefa de educar o usuário.

Caso inovador de crowdsourcing vem da Inglaterra, a Biblioteca Britânica disponibiliza imagens de sua coleção de obras de domínio público digitalizada, agora atingindo a cifra de um milhão de imagens na plataforma Flickr. Lá foi adotado a indexação com colaboração de pessoas voluntárias selecionadas e cadastradas, a tecnologia amplia as possibilidades de interatividade.

Hoje, vem ganhando espaço na comunicação o WhatsApp, rede social de mensagens instantâneas, que já ganhou exemplos de referência bibliográfica. Praticamente todo mundo que tem smartphone utiliza, criando uma poderosa fonte de comunicação. As Bibliotecas UFU (Universidade Federal de Uberlândia) aderiram às funcionalidades do WhatsApp Business para automatizar, organizar e responder rapidamente as mensagens dos usuários e assim melhorar o atendimento on-line.

A facilidade de divulgação para grandes grupos de usuários com baixo custo, noticiar em redes sociais que atingem um público qualificado, fácil mensuração do resultado, recebendo informação em tempo real, são vantagens significativas sobre as atividades tradicionais manuais.

Em geral, o uso das redes sociais segue um padrão simples: você cria um perfil para a biblioteca e não para um usuário no Facebook, LinkedIn ou qualquer outra rede social. O importante é ter um planejamento, um foco para utilização. Qual seu objetivo? Reforçar a marca, ter fãs, ter um canal de comunicação com a comunidade de atuação, etc. Também é importante criar rotina de publicação e gerar leads (captação de consumidor/usuário).

Monitoramento e análise são outros pontos de atenção, definir as métricas vai possibilitar uma avaliação de melhores práticas.

Nós, bibliotecários, devemos ficar atentos às tendências apresentadas acima, essas práticas são recursos que aproximam a biblioteca desse atual público digital dominado por imagens (fotos, vídeos e gifs). Se utilizarmos propostas criativas, as redes sociais podem se tornar aliadas da escrita e da leitura.

Acreditamos também que o ponto forte do uso de redes sociais é a interatividade. A comunicação não deve ser unilateral, a biblioteca deve sempre fomentar o diálogo, envolver o usuário, torná-lo protagonista desse relacionamento. Assim, as possibilidades serão infinitas e todos os processos e atividades da biblioteca serão beneficiados com essa ferramenta de trabalho.

Biblioteca Municipal implanta cadastro digital para novos leitores

Texto por Prefeitura de Hortolândia

Você quer se tornar usuário da Biblioteca Municipal “Terezinha França de Mendonça Duarte”? Saiba então que agora o processo para se cadastrar está mais ágil. A biblioteca implantou, nesta semana, o cadastro digital para novos usuários. 

De acordo com o coordenador da biblioteca, Rafael Antônio da Silva, com o novo sistema a pessoa interessada não precisará mais levar uma foto 3X4. A imagem será feita na hora por meio de uma webcam. “Com esta novidade, a Prefeitura busca dinamizar o atendimento e tornar o acesso à biblioteca mais democrático. Existe grande procura de pessoas que querem se tornar usuárias da biblioteca, mas algumas delas desistem por não ter a foto 3X4”, explica Silva. O interessado também não precisará mais preencher à mão a ficha de cadastro. O preenchimento é feito pelos funcionários da biblioteca, direto no computador. 

Para fazer o cadastro é necessário ser morador da cidade e apresentar cópia da Carteira de Identidade (RG) e cópia de comprovante de residência. Já para menores de idade, é necessário que o pai, a mãe ou responsável leve cópia da Carteira de Identidade. Pessoas que não moram na cidade também podem fazer o cadastro. Para isso, elas devem comprovar ter algum vínculo com a cidade (trabalho ou estudo). De acordo com o coordenador, a biblioteca tem cerca de 5.000 leitores cadastrados.

Ao fazer o cadastro, o usuário já pode pegar livros emprestados, bastando apresentar a Carteira de Identidade.  Depois de 14 dias, ele receberá da biblioteca a Carteirinha de Leitor. 

A biblioteca ainda oferece outra facilidade aos usuários. A renovação do prazo de empréstimo de livros pode ser feita pelo BiblioZap, o serviço de atendimento via aplicativo WhatsApp. A renovação pelo BiblioZap só pode ser feita no prazo estipulado de devolução, que é de 14 dias, e caso os livros não estejam em lista de reserva. A renovação e o atendimento via WhatsApp são realizados somente no horário normal de funcionamento da biblioteca, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h50. O número do WhatsApp da biblioteca é (019) 99578-6759. Os leitores podem consultar o acervo da biblioteca on line por meio do site http://biblivre.hortolandia.sp.gov.br/Biblivre5/single/. Atualmente, a biblioteca conta com acervo de cerca de 16 mil títulos.

A Biblioteca Municipal fica no piso inferior do Open Shopping, localizado na rua Luiz Camilo de Camargo, 581, região central. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone é 3887-1684, ou pelo e-mail

Fonte: Portal de Hortolândia

Socialismo bibliotecario: una visión utópica de un futuro sostenible desde la biblioteca

Library Socialism: a utopian vision of a sustaniable, luxuriant future of circulating abundance.  CORY DOCTOROW / 4:55 PM SUN, NOV 24, 2019

Ver o original

El socialismo bibliotecario está conectado a varias tensiones en el pensamiento radical, como el usufructo – la idea de que la propiedad podría ser mantenida en común, pero que los individuos podrían asumir el control sobre ellos según sea necesario y disfrutar tanto de su uso como del uso de los frutos de la propiedad, pero con la condición de que no destruyan la propiedad y que la devuelvan cuando hayan terminado con ella.

SRSLY Wrong es un “podcast de comedia basada en la investigación” dirigido por un par de tipos canadienses con experiencia en política radical, ocupación; en una serie de tres partes, los anfitriones Aaron Moritz y Shawn Vulliez; en una serie de tres largos episodios de podcast (123) elucidan y elaboran una visión utópica para el futuro que ellos denominan “Socialismo de biblioteca”.

En primer lugar, las bibliotecas tienen un nexo con los principios socialistas; son instituciones públicas, dedicadas a la asignación eficiente de recursos, a través de las cuales se pueden obtener los beneficios de poseer grandes cantidades de libros y otros materiales sin las desventajas de tener que organizarlos, almacenarlos o mantenerlos. Están a disposición de todos los visitantes sin costo alguno y se prestan como servicios públicos. También está conectado “el mínimo irreductible”: el compromiso de una sociedad de asegurar que cada persona que vive en ella debe tener las bases para una vida feliz y plena, independientemente de su estatus. Finalmente, existe la “complementariedad”, la idea de que el mundo puede mejorarse combinando las cosas que encontramos en él, las combinaciones correctas de nosotros mismos y nuestro trabajo pueden ser más de lo que cualquiera de nosotros puede lograr por sí mismo.

En segundo lugar, la biblioteconomía está impregnada de varios valores adyacentes a los principios socialistas, como “a cada libro su lector y a cada lector su libro”, es decir, hay un libro que se adapta a cada lector, y un lector que se adapta a cada libro, y la Biblioteconomía es en parte el arte de consumar los encuentros entre libros y lectores.

En tercer lugar, las bibliotecas ya están en el camino de proporcionar acceso compartido a muchas cosas (puntos de acceso wifi, trajes de negocios y corbatas, herramientas, juguetes, etc.) y podemos imaginar un futuro en el que la mayoría de las necesidades materiales de la vida se satisfagan de esta manera, desde maletas hasta cortacéspedes y lanchas rápidas. Tal futuro les daría acceso a un incalculable confort y abundancia material, sin toparse con los límites de un planeta finito que carece de la riqueza material para producir uno de cada uno para todos, que luego se moldearía en áticos y garajes la mayor parte del tiempo. Además, algo diseñado para la circulación en bibliotecas podría diseñarse con mejores especificaciones que algo que sólo se utiliza durante largos períodos de almacenamiento interrumpidos por un uso individual ocasional.

Fonte: Universo Abierto

Piracicaba reconhecida por seus concursos literários

Abrir novos espaços para expressão literária, oportunizar talentos, motivar escritores, premiar os melhores textos, além de incentivar o hábito de escrever, estimular e divulgar a leitura foram e continuam sendo, os principais objetivos do trabalho da SemacTur, por meio da Biblioteca “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”, criando e preservando concursos literários que têm trazido excelentes resultados.

Este ano não foi diferente. Em apenas dois concursos, recebemos 1.515 inscrições vindas, literalmente, de todo o mundo. O Prêmio Escriba recebeu trabalhos em português vindos de todo o Brasil e também de outros países como Itália, Portugal, Inglaterra, França, Romênia, Japão, Estados Unidos, Itália, África do Sul, Alemanha, Angola, Canadá, Moçambique e Reino Unido, entre outros. Sua primeira edição em 1990, foi na modalidade Poesias. Em 1997, foi instituída a edição para Contos, e, a partir de então, os dois gêneros passaram a se alternar a cada ano. Em 2011, foi criado o Prêmio Escriba de Crônicas, completando o anseio de abarcar mais amplamente os gêneros literários. Na edição deste ano os cronistas bateram recorde em toda a história do prêmio, com 1.022 trabalhos concorrendo.

Desde 2011, o Concurso Microcontos de Humor, resultado de uma boa parceria entre o Centro Nacional de Documentação, Pesquisa e Divulgação de Humor – CEDHU e a Biblioteca Municipal, soma-se aos certames literários já existentes, integrando a programação do Salão Internacional de Humor. Pesquisando, observamos que as palavras “microconto”, “miniconto” ou “nanoconto”, referem-se a um texto muito pequeno, uma narrativa em pouco mais de uma linha, com contexto, que apresenta uma ação. No microconto é muito mais importante sugerir que mostrar, deixando ao leitor a tarefa de “preencher” as elipses narrativas e entender a história por trás da escrita. Com no máximo 140 caracteres, como no twitter, resume um desafio e tanto, à capacidade de síntese e criatividade dos escritores. A iniciativa tem sido muito bem-sucedida e este ano recebemos 493 inscrições.

Nestes concursos são distribuídos prêmios em dinheiro e troféus para primeiro, segundo e terceiros colocados, menções honrosas e destaque especial. Para chegar aos ganhadores, as obras recebidas são analisadas por um júri especializado, formado por intelectuais atuantes nas áreas da literatura e/ou jornalismo, e humor especificamente para o Microconto, todos indicados pela SemacTur. Ao final de cada concurso, as obras selecionadas juntamente com as premiadas, são impressas numa coletânea distribuída entre os autores, bibliotecas públicas e população. É mais uma forma que encontramos para aproximar o livro e a literatura de pessoas de todas as idades e classes sociais.

E na alternância anual entre poesia, conto, crônica e microcontos acreditamos cumprir nosso papel no mundo das letras, difundindo e levando o nome e o estilo de diferentes escritores para todos os cantos. Nesse sentido, vale lembrar que Lêdo Ivo, Fernando Sabino e Clarice Lispector que ainda muito jovens, começaram suas brilhantes carreiras em iniciativas como esta. Um brinde à literatura!

Fonte: JORNAL DE PIRACICABA