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Biblioteconomia

Por uma biblioteconomia decolonial

Texto por Ueliton dos Santos Alves

A proposta desse texto é contribuir com a discussão das teorias decoloniais dentro do campo da Ciência da Informação e Biblioteconomia, na figura da professora doutora Maria Aparecida Moura peço a benção e licença a todas/os que vieram antes, e também a todas/os que agora estão propondo esse debate1.

Figura 1 Joaquín Torres-García – América Invertida.1943

Para pensar decolonialidade é preciso antes conhecer o que é colonialidade. Segundo Aníbal Quijano (2014), a colonialidade trata sobre a constituição de um padrão de poder que não se restringe às questões formais de exploração ou dominação colonial, trata-se de uma ideia que envolve também as diversas formas pelas quais as relações intersubjetivas se articulam a partir de posições de domínio e subalternidade. A colonialidade pode então, ser lida como uma prática que através da ciência moderna/colonial produziu um modelo único, universal e objetivo tendo como referência a Europa.

Um pouco da história dos Estudos Decoloniais

Na década de setenta, formava-se no sul asiático o Grupo de Estudos Subalternos, cujo principal projeto era analisar criticamente a historiografia da Índia feita por ocidentais europeus e também a historiografia eurocêntrica produzida por indianos. A partir dos movimentos insurgentes dos intelectuais indianos desdobra-se nos países que compõem o bloco chamado de Latino Americano um manifesto que apontava para a necessidade de uma releitura das narrativas nacionais, capaz de detectar a ausência de representações da ação e de narrativas das comunidades subalternas, destacadamente ameríndias e de matriz africana.

Figura 2″E para salvar o país, Cristo é ex-militar” (2018), Maxwell Alexandre

É nesse contexto que se dá a constituição do Grupo Modernidade/Colonialidade no final dos anos 1990, que atualmente leva o nome de Modernidade/Colonialidade/Decolonialidade (CMD). Segundo Arturo Escobar (2003), o CMD tem como principal força orientadora uma reflexão continuada sobre a realidade cultural e política latino-americana, incluindo o conhecimento subalternizado dos grupos locais. Para o autor, trata-se de um movimento teórico-metodológico que acabou dando origem à escola de pensamento latino-americana denominada de Estudos Decoloniais, e que alguns autores também chamam de Giro Decolonial (BALESTRIN, 2013)

A prática bibliotecária e a decolonialidade

Quando se discute sobre a função da bibliotecária/o, existe um papel central no desenvolvimento de suas atividades, independente de qual área vai escolher atuar. Ao fazer a escolha para o curso na Universidade de São Paulo, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP) me deparei com a seguinte definição:

O curso está inserido na área de Ciências Sociais Aplicadas e visa formar profissionais da informação aptos para atuarem de forma crítica, ética e humanista nos diversos segmentos do mercado no que concerne ao planejamento, execução e avaliação de atividades inerentes à implantação, gerência e desenvolvimento de unidades de informação, bem como a compreensão dos processos socioculturais relacionados à produção, circulação e apropriação da informação. Para tanto, o profissional formado no curso torna-se apto a aplicar conceitos e práticas na gestão, armazenamento, organização, distribuição e preservação da informação. (BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 2020, grifo nosso)

Ao me deparar com a possibilidade de ser um profissional que atuaria de forma crítica, ética e humanista, senti que essa poderia ser a profissão para minha vida, mas ao longo do meu contato com a academia e com minha área de atuação, senti que o aspecto que mais teria que desenvolver, era senso crítico. Na medida em que desenvolvi minha consciência social e racial, tudo isso enquanto me “formava”, e depois quando passei a atuar como bibliotecário, foi possível notar que infelizmente o campo profissional ao qual tinha escolhido, ainda tinha essas discussões como fator secundário, uma vez que, toda sua base epistemológica se estruturava a partir de uma visão eurocêntrica.

Ao identificar a isso, instalou-se uma contradição que me fez repensar enquanto profissional: estaria eu, perpetuando uma narrativa única baseada em ideias opressoras? Como romper com essa lógica?

Tais questionamentos me levam de encontro as teorias decoloniais, ao entender sua proposta passo a pensar na possibilidade de aplicá-la em minha prática bibliotecária. O exercício de relacionar as teorias decoloniais com a área da Biblioteconomia e Ciência da Informação me reconectou com a descrição que me fez sentir estar escolhendo a profissão certa. A decolonialidade me apresentou a necessidade de romper com uma narrativa única, a partir disso, repenso toda a narrativa da história de organização e disponibilização do conhecimento.

Figura 3Foto retirada da página do Slam da Guilhermina no facebook

É a partir desse novo olhar que os convido a pensar como os slams, que são batalhas de poesia falada, podem ser considerados manifestações artísticas culturais para incorporar a nova ideia de conhecimento disponível em uma biblioteca, considero-o a materialização da fusão entre a biblioteca e a tradição da oralidade, os slamers através de suas performances, mixam o ato de informar com a arte de contar história, resultando em uma junção que promove um novo cenário cultural, que ainda tem espaço para crescimento, que movimenta e altera uma visão restrita do que é conhecimento2.

Atividades como o slam exemplificam as diversas outras que podem ser vistas como parte do acervo de uma unidade de informação, é uma prática que surge de maneira orgânica que na maioria das vezes ocorre em espaços abertos, como praças, mas que pode ser adotada como uma tática para trazer novos conhecimentos e consulentes para biblioteca.

Uma biblioteca ao abrir seu espaço para movimentos que surgem do público estão rompendo com uma lógica colonial de enxergar a periferia como um espaço que necessita acessar a cultura que vem da academia, que na atualidade é considerada o centro do da produção de conhecimento, aderir atividades como o slam é reconhecer que a periferia é capaz de produzir sua própria epistemologia.

Autores que fundamentam os estudos decoloniais apresentam pesquisas que demonstram que a produção e o controle de informação são instrumentos fortalecedores de uma sociedade baseada na colonialidade. Para Anibal Quijano, um grande intelectual da teoria decolonial, “A colonialidade se reproduz em uma tripla dimensão: a do poder, do saber e do ser.” O monopólio sobre determinados conhecimentos possibilita a constituição de uma narrativa única, tal narrativa pode ser usada para justificar atrocidades como a colonização de outros povos. Esse tipo de monopólio, Quijano vai chamar de colonialidade do saber, que na interpretação de Santos (2007), em linhas gerais é uma narrativa que:

Portanto, excluiu outros saberes e outras formas de interpretar o mundo, desautorizando epistemologias da periferia do ocidente. Tal colonialidade do saber é representada na geopolítica do conhecimento, a partir da qual a razão, a verdade e a ciência são atributos possíveis nas – e das – metrópoles, cabendo aos territórios (ex) coloniais e seus sujeitos o status de objetos, classificados como populares, leigos, naturais, ignorantes, sem lei (SANTOS, 2007, p.72).

Usando do poder de controlar o saber é que surge o terceiro elemento operante, a colonialidade do ser, que é a capacidade de destituição da existência, da condição de humanidade dos outros, dos povos não europeus, é a exterioridade negada. A partir dessa tríade – a colonialidade do poder, do saber e do ser – fundamenta teorias que atribuem quem são e como devem viver cada povo.

A biblioteca como instrumento da decolonialidade

Os três conceitos utilizados pela colonialidade para se estabelecer, são conceitos muito presentes dentro da atuação profissional da área da informação, pois já que a informação é poder, e que as bibliotecas são importantes instrumentos na construção do saber, logo tratam-se de espaços que possibilitam a transformação do ser, sendo assim pode-se dizer que a biblioteconomia sempre teve uma função decolonial, só esteve e ainda está um pouco distante dela.

A partir dessa lógica, bibliotecárias/os nos seus mais diversos campos de atuação tem o compromisso e a responsabilidade com o combate a colonialidade, bibliotecas em suas diferentes tipologias tem como missão romperem com a concentração e controle do conhecimento, suas/seus profissionais devem oferecer condições tanto físicas quanto epistemológicas que permitam aos consulentes construírem com as informações disponibilizadas o seu conhecimento e sua subjetividade, o caráter pedagógico de uma biblioteca resulta em pessoas emancipadas, sendo assim, o trabalho e a existência de bibliotecas são ferramentas fundamentais para a luta decolonial.

Figura 4 Dois títulos que contribuem com o pensamento decolonial dentro da biblioteconomia – Jornal empoderado

Ao longo da história da literatura, muitos autores negros não foram identificados e retratados como negros, se é verdade que a cor do autor não importa para o leitor, por que embranqueceram esses autores? Por que ainda hoje é tão difícil ver editoras que possuem em seus catálogos uma política de paridade de gênero e de raça? O que sustenta a exotização de autoras e autores marginalizadas/os, que muitas vezes têm suas obras compradas apenas por curiosidade, simples e puramente para entender o que escritores “marginais” criam. Carolina Maria de Jesus, por exemplo, teve um número expressivo de vendas na sua primeira obra, as demais obras não fizeram tanto sucesso, e isso se atribui a que, não foi por perda de qualidade literária, mas sim, porque o efeito racista e classista fez com que a curiosidade fosse diminuindo.

No momento em que a palavra representatividade destaca-se em diversas discussões, é preciso ter cuidado para não confundir representatividade com representação, o fato de corpos marginalizados aparecerem em determinados espaços, não quer dizer que eles estão alí com a intenção de levantar uma discussão sobre sua condição de sujeito marginalizado, por exemplo: Se a Tia Anastácia é quem trabalha na cozinha do Sitio do Pica-Pau Amarelo e desenvolve todas as receitas, por que a Dona Benta é quem dá nome a farinha e os livros?

Percebam que nos momentos de valorização dos saberes, quem ganha destaque são os corpos normatizados, os corpos marginalizados estão sempre ligados ao instinto e trabalho físico. Ter a Tia Anastácia presente no texto não a torna sinônimo de representatividade, por vezes, características atribuídas a ela apenas reforçam um imaginário estereotipado que cumpre com o modelo de subalternidade estabelecido pela lógica colonial. A Tia Anastácia ao invés de ter suas características físicas ressaltadas, poderia protagonizar situações que a humanizasse e demonstrasse o seu intelecto.

Quando uma biblioteca começa a enxergar situações como essa, suas/seus profissionais entendem que para de fato cumprir com o seu juramento profissional, precisam adotar políticas que auxiliem na decolonização de seus acervos e de seu espaço, possibilitando assim, que os exemplos apresentados não voltem a se repetir, que autoras e autores marginalizados sejam reconhecidos pelo valor do seu trabalho e não pela sua condição, que corpos marginalizados não sejam usados como atrativos que reforçam uma narrativa de subserviência colonial.

Em suma, pensar uma biblioteca decolonial é produzir um diagnóstico e um prognóstico afastado e não reivindicado pelo mainstream do pós-colonialismo, envolvendo diversas dimensões relacionadas a colonialidade do poder, saber e ser. Cabe ressaltar que não se trata de eliminação ou interdição de determinados saberes, o processo de decolonização não deve ser confundido com a rejeição da criação humana realizada pelo norte global e associado com aquilo que seria genuinamente criado no sul, no que pese práticas, experiências, pensamentos, conceitos e teorias.

Nesse cenário as/os profissionais da informação têm a oportunidade e o dever social de combater essa lógica, cabe a essa/esse profissional contribuir na missão de combate a colonialidade do saber. Embora atuem em diferentes espaços informacionais, há um ponto que os interseccionam, a busca incansável pela democratização das mais variadas informações, dos conhecimentos e dos saberes. Quando o pensamento decolonial lido como contraponto é ampliado para a biblioteconomia, que é uma ciência social aplicada, demonstra que existe uma necessidade de repensar a área, de suas práticas e de sua teorização, para dar espaço aos saberes e práticas não canonizados.

Notas

1 Assistam à aula: O papel da biblioteconomia na redução das desigualdades – Epistemicidio, subalternidade e a naturalização do privilégio – https://www.youtube.com/watch?v=ZEcD1aSLD_0

2  Idealizado por Emerson Alcalde, o Slam da Guilhermina surgiu em 2012 junto com Vander Che e depois completado com Cristina Assunção e Uilian Chapéu. O projeto fomenta a literatura na periferia da zona leste de São Paulo por meio da poetry slam, ou poesia falada. O movimento abre espaço para diferentes vertentes da poesia, mas o que mais é recitado são poesias de resistência. Textos autorais de poetas marginais que vivem na periferia. “A poesia que se faz nos slams, batalhas de poesia, e saraus de periferia são poesias marginais, pois estão tanto a margem do mercado editorial quanto da sociedade”, explica Emerson. Disponível em: https://medium.com/@cari./um-grito-de-resist%C3%AAncia-slam-da-guilhermina-a84c109778b5

Referências bibliográficas

BALLESTRIN, Luciana. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, n. 11, p.89-117, ago. 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbcpol/n11/04.pdf>. Acesso em: 08 ago. 2019.

BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO.: Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo, 2020. Disponível em: https://sites.usp.br/calourofilo/cursos/biblioteconomia-e-ciencia-da-informacao/. Acesso em: 8 maio 2020.

DUSSEL, Enrique. 1492. El encubrimiento del outro. Hacia El origen Del mito de La modernidad. La Paz: Plural Editores, 1994.

ESCOBAR, Arthuro. Mundos y conocimientos de otro modo: el programa de investigación modernidad/colonialidad latinoamericano. Tabula Rasa, nº 1, Bogotá, Colombia, 2003, pp.58-86.

MIGNOLO, Walter Postoccidentalismo: el argumento desde América Latina, In: CASTRO-GÓMEZ, Santiago & MENDIETA, Eduardo (coords.). Teorías sin disciplina: latinoamericanismo, poscolonialidad y globalización en debate. México: Miguel Ángel Porrúa. 1998. Disponível em: < https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S0103-3352201300020000400028&lng=en> Acesso em: 19 de ago. 2019.

QUIJANO, Anibal. La tensión del pensamiento latino americano [1986]. In: ___. Cuestiones y horizontes: de la dependencia histórico-estructural a la colonialidad/descolonialidad del poder. Buenos Aires: Clacso, 2014a. p.697-704. Disponivel em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_nlinks&pid=S0103-4014201800030039100032&lng=en. Acesso em: 19 de ago. 2019.

Figuras

Figura 1: https://universes.art/de/specials/2016/space-to-dream/torres-garcia-zoom

Figura 2: https://www.sp-arte.com/editorial/o-que-e-a-arte-decolonial/

Figura 3: https://www.facebook.com/photo/?fbid=2414781865298658&set=a.2414775781965933

Figura 4: http://jornalempoderado.com.br/ler-e-o-melhor-caminho/

Vídeo

Maria Aparecida Moura – https://www.youtube.com/watch?v=ZEcD1aSLD_0

*Ueliton dos Santos Alves é Bacharel em Ciências da Informação, da Documentação e Biblioteconomia pela USP- Ribeirão Preto. Entende-se como um Bibliotecário agitador cultural. Trabalha na SP Escola de Teatro onde coordena uma biblioteca especializada em teatro, arte e cultura. Atua em uma proposta decolonial para o acervo, buscando por novos referenciais e narrativas que ajudem a descontruir uma visão eurocêntrica das artes. Com as provocações que surgiram a partir do fortalecimento de sua consciência racial e pelas demandas apresentadas em seu espaço de atuação profissional, passa a buscar referências decolonizadoras para pensar o campo da Biblioteconomia.

Biblioteca particular de Fernando Pessoa disponível online

Texto por Revista Pazes

A biblioteca que pertenceu a Fernando Pessoa (1888-1935) – os livros que comprou, recebeu de amigos, ganhou, herdou, editou, leu e profusamente anotou – constitui o maior valor da Casa Fernando Pessoa. A Biblioteca Particular de Pessoa – cerca de 1300 títulos no total, mais de metade em língua inglesa – é o nosso espólio mais valioso e que está na origem da fundação da Casa Fernando Pessoa em 1993.

A Casa Fernando Pessoa é assim originalmente um espaço de e para a leitura: um espaço que nasceu do interior dos livros. Colocam-se questões como: que livros leu Pessoa? Que autores escolheu? Como se podem ver esses traços naquilo que escreveu?

Uma biblioteca desta importância é patrimônio da humanidade. Trata-se de uma biblioteca aberta ao infinito da interpretação – bela, surpreendente e instigante, como tudo o que Fernando Pessoa criou. Usufruam-na.

Ao longo dos últimos anos só uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitia uma consulta à Biblioteca pessoal do poeta. Agora, todo esse acervo, constituído por 1140 volumes e pela coleção de manuscritos (ensaios e poemas) deixados pelo próprio poeta nas páginas desses livros passa a estar disponível online.

A inovação agora introduzida faz com que esta seja a primeira biblioteca portuguesa integralmente digitalizada. Deste modo, é facultado a todos os leitores, em qualquer parte do globo, o acesso ao importante legado de uma das figuras maiores da cultura portuguesa.

No âmbito deste projeto todas as páginas de cada volume foram digitalizadas e disponibilizadas para consulta página a página ou após o download de uma obra completa na Biblioteca Particular de Fernando Pessoa.

Para além da possibilidade de consulta de cada livro por autor, por ano ou por ordem alfabética, faculta-se ainda a classificação por categorias temáticas.

Para facilitar a compreensão da biblioteca como um todo, foram destacadas as páginas que incluem manuscritos do próprio Fernando Pessoa e foram adicionadas interpretações sobre as suas motivações para a aquisição de determinadas obras.

Este acesso à Biblioteca Particular de Fernando Pessoa foi possível graças a uma combinação de esforços da Casa Fernando Pessoa, de uma equipe internacional de investigadores e da Fundação Vodafone Portugal que acompanhou e apoiou a iniciativa.

Acesse aqui o acervo

Biblioteca Particular de Fernando Pessoa

Fonte: Revista Pazes

IFLA apoia a campanha #1bib1ref, que estimula bibliotecários a inserir referências na Wikipédia

Texto por Carolina Cunha – Núcleo de Comunicação Social do Ibict

Imagine se cada bibliotecário adicionar mais uma referência à Wikipédia? A campanha internacional #1bib1ref (1 bibliotecário, uma referência) é uma iniciativa da Wikimedia Foundation para estimular esses profissionais a inserir referências em artigos da maior enciclopédia online do mundo.

A Wikipédia é uma popular fonte de pesquisa na internet. No entanto, o seu processo descentralizado de edição pode prejudicar a utilização do site como fonte confiável. As referências possibilitam aos usuários averiguar e confirmar a confiabilidade de cada uma das afirmações que foram incluídas.

A campanha #1bib1ref acontece anualmente e pede o apoio de bibliotecários para incluir citações e referências bibliográficas. Dessa forma, podem verificar a qualidade e a credibilidade de um verbete.  Segundo a Wikipédia, qualquer citação de uma fonte confiável é um benefício para seus leitores.

A campanha de 2020 foi lançada no dia 15 de maio e segue até o dia 5 de junho nos países ibero-americanos.  A IFLA (Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias) é uma das apoiadoras da ação na América Latina e no Caribe e convida as comunidades de bibliotecários e gestores da informação a adicionar referências aos artigos da Wikipédia em espanhol ou em português.

Para participar, basta criar uma conta na Wikipédia, encontrar um artigo que precise de referências, localizar uma fonte de informação confiável que respalde a citação e agregar a referência no estilo da Wikipédia em português. Depois, agregue a hashtag #1bib1ref no resumo da edição do texto.

Fonte: IBICT

Clube do livro terá segunda edição online no próximo dia 13

Em sua segunda edição online, o Clube do Livro de Araras, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Biblioteca Municipal, será realizado no próximo dia 13 (sábado), a partir das 15h30, pela plataforma digital Google Meet.

Durante a reunião literária será discutida a obra “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, da escritora e jornalista pernambucana Martha Batalha. Antes de ser publicado no Brasil, o romance de estreia da escritora foi vendido para editoras da Alemanha e Noruega.

Para participar do encontro é simples. Basta logar a conta de e-mail do gmail, acessar o site – https://meet.google.com/, clicar em “digite o código da reunião”, digitar fyo-fzvo-xum, clicar em “participar” e aguardar a aprovação para entrar na sala on-line. Os internautas participam de bate-papo durante a atividade.

“No primeiro clube online, onde conversamos sobre Vidas Secas, do Graciliano Ramos, contamos com 12 participantes. Além de ararenses, tivemos uma galera de Ribeirão Preto e da capital”, comentou Gustavo Grandini Bastos, bibliotecário municipal.

Em pouco sobre o livro

Antigas cartas de sua irmã Guida, há muito desaparecida, surpreendem Eurídice, uma senhora de 80 anos. No Rio de Janeiro dos anos 1950, Guida e Eurídice são cruelmente separadas, impedidas de viver os sonhos que alimentaram juntas ainda adolescentes. O livro aborda a história destas duas mulheres, duas irmãs, tentando lutar contra as forças sociais que insistem em frustrá-las. Invisíveis em uma sociedade paternalista e conservadora, elas se desdobram para seguir em frente.

Em 2019, a obra foi para os cinemas com o título de “A Vida Invisível”. Com o gênero drama e romance, o longa teuto-brasileiro foi dirigido por Karim Aïnouz e contou com o elenco estrelado por Fernanda Montenegro, Carol Duarte, Julia Stockler e Gregório Duvivier.

O filme ganhou o prêmio principal da Mostra Um Certo Olhar, do Festival de Cannes, no ano de seu lançamento.

Fonte: Notícias de Araras

Bibliotecária do TCMSP participa de webinar sobre Catalogação em tempos de pandemia

Na quarta-feira, 2 de junho, o Grupo de Trabalho em Catalogação realizou o webinar sobre “Catalogação em tempos de pandemia: a prática catalogadora sob a perspectiva de diferentes realidades”, no qual o Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP) foi representado pela servidora Denise Mancera Salgado, que é bibliotecária na Biblioteca da Escola de Gestão e Contas Públicas do TCMSP.

Em sua intervenção, Denise Salgado falou sobre os desafios enfrentados durante a migração de um sistema de trabalho realizado presencialmente no Tribunal para um sistema de teletrabalho, mesmo que este trabalho já estivesse sendo realizado totalmente on-line desde 2019. Ainda havia, no entanto, uma questão de infraestrutura de informática a ser resolvido.

Sobre a necessidade de sistematização da grande quantidade de informações sobre a Covid-19, Denise conta: “Catalogação é a organização da informação. Quando a gente tem uma quantidade de informação muito grande, e o usuário final terá um produto muito mais assertivo quanto mais organizada estiver essa informação. Assim percebemos a importância que o bibliotecário tem”.

A conversa girou em torno do dia a dia dos catalogadores durante o período de pandemia, suas principais dificuldades e as soluções encontradas. Também participaram da conversa Raquel Oliveira, Coordenadora Geral do Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo; Rafaela Araújo, bibliotecária da Universidade Federal do Ceará, e Marcelly Chrisostimo, produtora de conteúdo sobre biblioteca escolar, leitura e meditação de leitura para o site Mocinha da Biblio.

Clique aqui e confira o webinar na íntegra.

FonteEscola de Contas – TCM/SP

Imperdível: rico acervo de itens da Panair do Brasil agora pode ser visitado online

Texto por Carlos Ferreira

A partir desse final de semana, o Museu Histórico Nacional disponibiliza online 271 itens da coleção Panair do Brasil – a primeira sobre uma empresa incorporada ao acervo do museu.

Resultado de doações feitas por ex-funcionários da empresa e familiares, parte da coleção foi exibida ao público ano passado na exposição “Nas asas da Panair”, que traçou um panorama histórico de uma das empresas pioneiras da aviação comercial no Brasil, tendo funcionado entre 1929 e 1965.

Todos os itens agora online encontram-se com foto e descrição completa na coleção digital. Tem de tudo o que você possa imaginar e que relembra as operações de uma das mais pujantes empresas brasileiras, fechada após decreto.

Também está disponível na biblioteca digital do MHN o catálogo da exposição “Nas asas da Panair”, que reúne imagens da coleção, conta parte da história e traz uma cronologia da empresa.

A coleção

A mostra contém itens da coleção criada em 2017, como resultado de uma parceira entre a empresa Panair do Brasil e a Família Panair, uma associação que reúne antigos funcionários da companhia. Ao longo de um ano foram coletados quase 700 peças, entre objetos e material de divulgação impresso.

Quase todos contribuíram com folhetos, medalhas comemorativas, uniformes, adereços, louça, maletas de mão, brindes, fotografias, fitas e CDs com entrevistas, outros tipos de documentos e pequenos luxos – como protetor de caneta tinteiro, guardanapo de linho e talher de prata dos “tempos da Panair”. Alguns objetos foram adquiridos nos leilões de liquidação da empresa.

Desde sua concepção inicial, foi prevista a doação da coleção ao MHN. Durante dois anos, Rodolfo da Rocha Miranda, diretor-presidente da Panair do Brasil, coordenou a coleta da memorabilia, que foi, concomitantemente, organizada por historiadores e museólogos.

Todos os colaboradores tiveram os itens doados cadastrados e fotografados. A Panair do Brasil financiou a construção da coleção e esta exposição como uma homenagem a seus funcionários, familiares e todos os que, ao longo dos últimos cinquenta anos, contribuíram para manter viva a memória da empresa e daqueles que contribuíram com ela.

“A companhia de aviação Panair é o símbolo de uma época do Brasil quando a viagem de avião representava um ideal de vida moderna. O contato direto com as peças da coleção aproxima todos da história de modo sensível”. Paulo Knauss, diretor do MHN

Anúncio veiculado pela Panair do Brasil em 16 de fevereiro de 1933 (coleção Paulo Laux).

Sobre a Panair

Há exatos 90 anos, em 1929, surgia no Brasil uma subsidiária da americana Nyrba (Nova Iorque – Rio – Buenos Aires) que, no ano seguinte, incorporada pela Pan American, passou a se chamar Panair.

Em 1961, com a entrada dos empresários Celso da Rocha Miranda (1917-1986) e Mario Wallace Simonsen (1909-1965), a Panair teve seu longo processo de nacionalização concluído. Era a Panair que, nos anos 1930 atendia a Amazônia, promovendo a integração da região com o resto do país. Com seus hidroaviões, levava carga e remédios e transportava doentes.

A Panair do Brasil se tornou a segunda maior companhia aérea do mundo e a excelência de atendimento nos voos e em terra rendeu-lhe a expressão “padrão Panair” para designar qualquer coisa que fosse de alta qualidade fora do âmbito da aviação.

Em 10 de fevereiro de 1965, a Panair do Brasil teve suspensas todas as suas concessões de voo, por um despacho do presidente da República Marechal Castello Branco.

A alegação, provadamente inverídica, foi a de que a situação financeira da empresa era irrecuperável. Sem poder operar, a companhia dispensou os funcionários, mas a saúde financeira da companhia permitiu que todos fossem indenizados.

No ano seguinte, ainda sob o choque do desmonte da empresa, foi criada a Família Panair. Desde 1966, o grupo se encontra uma vez por ano para preservar a memória da companhia e a amizade entre eles.

Panair na memória

A canção de Milton Nascimento e Fernando Brant, escrita em 1974, tinha o título “Saudade  dos aviões da Panair”. A empresa fora fechada pelo governo militar e, por precaução, os autores criaram um segundo título: “Conversando no bar”. Foi em um voo da Panair que Brant tomou a primeira coca-cola da sua vida e o menino Milton, segundo ele próprio, era convidado a visitar a cabine de comando quando viajava com os pais.

Em 2005, o jornalista paulista Daniel Leb Sasaki publicou o livro “Pouso forçado”, relançado em 2015 em edição muito ampliada, depois da Lei de Acesso à Informação e da Comissão Nacional da Verdade, que propiciaram ao autor acesso a material inédito. A primeira edição foi indicada ao Prêmio Jabuti.

O cineasta Marco Altberg lançou, em 2007, o documentário “Nas Asas da Panair – uma história de glamour e conspiração”, que narra a história da companhia através de depoimentos de ex-funcionários, dos familiares do seu presidente, Paulo de Oliveira Sampaio, dos acionistas Rocha Miranda e Simonsen e ex-passageiros, como Eduardo Suplicy, Norma Benguell, Milton Nascimento e Fernando Brant.

A exposição “Nas asas da Panair” é uma realização do MHN/Ibram, com patrocínio da Panair do Brasil, produção da Artepadilla e apoio da Associação de Amigos do MHN.

Fonte: AEROIN

¿Cómo desinfectar colecciones en una pandemia?

How to Sanitize Collections in a Pandemic: Conservators weigh in on the mysteries of materials handling during COVID-19 By Lara Ewen | American Libraries, June 1, 2020

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Mantener las bibliotecas seguras es importante tanto para los trabajadores como para los usuarios. Pero durante la actual pandemia de COVID-19, las preguntas sobre cómo hacerlo, especialmente en lo que respecta a materiales y superficies, tienen respuestas complicadas.

Es una situación sin precedentes. Los conservadores, que tienen experiencia en el diagnóstico y la reparación de daños de las colecciones, dicen que falta información histórica sobre la higienización de los materiales de la biblioteca. Además de un poco de evidencia anecdótica en un artículo de la Revista Smithsonian de 2019, hay muy pocos datos históricos disponibles, dice Evan Knight, especialista en conservación de la Junta de Comisionados de Bibliotecas de Massachusetts: “No hay nada publicado o compartido de epidemias anteriores”.

También es un desafío para filtrar a través de la evolución de la investigación. Un estudio realizado en enero en el Journal of Hospital Infection informó que los coronavirus similares al SARS-CoV-2, el responsable del COVID-19, pueden persistir en algunas superficies inanimadas (como metal, vidrio y plástico) hasta nueve días y en el papel hasta cuatro o cinco días. Mientras tanto, datos recientes de los Institutos Nacionales de Salud indican que el SARS-CoV-2 es detectable en aerosoles hasta tres horas, en el cobre hasta cuatro horas, y en el plástico y el acero inoxidable hasta quizás sólo dos o tres días.

La pandemia también presenta desafíos de naturaleza más filosófica. “Es difícil conciliar los requisitos de salud pública de esta pandemia con nuestra misión”, dice Jacob Nadal, director de preservación de la Biblioteca del Congreso (LC), que cerró al público el 12 de marzo y ha cancelado los eventos hasta el 1 de julio. “Es desgarrador ver cómo esta enfermedad nos obliga a dar un paso atrás exactamente en el momento en que íbamos Adar un paso adelante”.

El mejor desinfectante

Sin embargo, retroceder puede ser la mejor defensa contra una amenaza aún en desarrollo. El desinfectante más fácil, seguro y barato es el tiempo. “Esta pandemia es una situación única para la mayoría de los conservadores, así que no sabemos mucho sobre desinfectar en general, y este virus en particular”, dice Knight. “Nuestra opinión es que la profilaxis, o las medidas preventivas, son las mejores”.

Fletcher Durant, director de conservación y preservación de las Bibliotecas George A. Smathers de la Universidad de Florida en Gainesville, sugiere que todas las bibliotecas sigan la recomendación de la ALA del 17 de marzo de cerrar al público. “El aislamiento durante un mínimo de 24 horas, y preferiblemente 14 días, es el mejor desinfectante”, dice. “Es simplemente lo mejor y más seguro que nosotros como bibliotecarios podemos hacer en este momento.” Durant dice que se trata de proteger las bibliotecas así como al público. “Las bibliotecas podrían ser un foco de riesgo para la propagación de la enfermedad, lo que, más allá de los impactos directos sobre la salud, podría reducir la confianza del público en las bibliotecas”.

Eso también significa que las bibliotecas deben permanecer cerradas hasta que se elimine el riesgo de infección pública. “Seríamos los primeros en decir que no estamos equipados para hacer recomendaciones sobre virología, bacteriología o asuntos médicos”, dice Nadal. “Poner en cuarentena la viabilidad del virus es el mejor plan”.

Limpieza y desinfección

Algunas bibliotecas, sin embargo, tienen una misión que impide la cuarentena completa. LC, por ejemplo, sigue apoyando al Congreso durante en las sesiones, lo que requiere que parte del personal esté en el lugar. Otras bibliotecas mantienen servicios con préstamos de materiales en la acera. Eso significa que se justifican métodos de desinfección adicionales.

Las superficies internas duras, como las mesas, las manijas de las puertas, las cubiertas de los libros y los ordenadores, deben limpiarse profesionalmente. Los expertos también señalan que los auriculares de realidad virtual han sido señalados como un factor de riesgo, y las bibliotecas deberían suspender su uso. “Este es un momento para una precaución excepcional”, dice Nadal.

Todo el personal que trabaje en el lugar debe lavarse bien las manos, especialmente cuando manipule libros u otros objetos compartidos. “No hay estudios que respondan específicamente a la pregunta de cuán transmisible puede ser el coronavirus a partir de los materiales más comunes de la biblioteca, [como] el papel recubierto y no recubierto, la tela de los libros o las fundas de poliéster de los libros”, dice Nadal. “Tenemos que buscar información de alta calidad y evaluarla críticamente para determinar como aplicarla a nuestras preocupaciones particulares”

Evitar el daño

Knight dice que los bibliotecarios deben tener cuidado al usar disolventes de limpieza en los libros y otros materiales de biblioteca potencialmente frágiles. “No conozco ningún limpiador o desinfectante ‘menos dañino’, especialmente para cualquier objeto de evidente valor duradero”, dice, explicando que los riesgos para los libros sometidos a limpieza o desinfección acuosa incluyen daños por agua y bisagras y articulaciones debilitadas. “Los libros envueltos en poliéster o polietileno pueden limpiarse y desinfectarse más razonablemente, y las fuertes cubiertas de tela de buckram para encuadernación de bibliotecas probablemente también puedan soportar la limpieza mejorada”, añade. “Pero de nuevo, si uno está planeando limpiar y desinfectar las colecciones, incluso entre los volúmenes polícubiertos, deben entender y aceptar que habrá daños en la colección”.

Hay pruebas de que ciertos métodos pueden no ser eficaces de todos modos. “Las percepciones erróneas comunes pueden ser que rociar o limpiar el exterior de un volumen con Lysol, alcohol o lejía es suficiente para desnaturalizar el virus en todo el volumen”, dice Durant.

La luz ultravioleta (UV) también plantea un riesgo potencial para los materiales de colección debido a su alta intensidad. Y como es difícil confirmar que cada página ha sido expuesta a la luz, el esfuerzo podría resultar infructuoso. “La irradiación germicida UV ha demostrado ser generalmente efectiva a una exposición de 2-5 mili julios por centímetro cuadrado”, dice Durant. “Sin embargo, para que esta exposición sea efectiva, debe ser una exposición completa, [que es] algo que es casi imposible de lograr con libros encuadernados. Ciertamente no es tan efectivo como simplemente aislar los libros”.

Sin embargo, aunque las bibliotecas siguen aprendiendo nuevos procedimientos de preservación, ciertas constantes permanecen. “Este es un buen momento para pensar en el papel de las bibliotecas como guardianes de la memoria y la cultura”, dice Nadal. “Vamos a estar cerrados por un período de tiempo, y nuestra ética de servicio constante hará que esto sea doloroso. Mantener los materiales en cuarentena y fuera de circulación será frustrante. [Pero] somos guardianes de una larga historia, y nuestra principal obligación ahora es asegurarnos de que haya un largo futuro para el conocimiento registrado y la creatividad confiada a nuestro cuidado.”

Recursos adicionales:

Fonte: Universo Abierto

Biblioteca digital de emergência é processada por violação de direitos autorais

Washington, 1 Jun 2020 (AFP) – Quatro grandes editoras apresentaram uma queixa nesta segunda-feira, nos Estados Unidos, contra uma biblioteca digital que oferece acesso gratuito a mais de 1 milhão de livros durante a pandemia.

A plataforma Internet Archive criou em março uma “biblioteca nacional de emergência”, oferecendo gratuitamente 1,4 milhão de livros digitais, em resposta ao fechamento de bibliotecas físicas durante a pandemia do novo coronavírus.

As editoras Hachette (grupo Lagardère), HarperCollins, John Wiley & Sons e Penguin Random House consideraram a iniciativa um ato de pirataria levado adiante sob o pretexto de interesse geral, e entraram com um processo por violação de direitos autorais.

“A Internet Archive comete e promove a violação de direitos autorais em larga escala” denunciou María Pallante, presidente da associação profissional de editoras americanas, à qual pertencem as quatro demandantes.

A Internet Archive, empresa californiana especializada em arquivos da web, afirma ter consultado bibliotecas públicas e acadêmicas, e que especialistas em copyright expressaram que a biblioteca de emergência operava dentro do marco legal, à luz do fechamento das bibliotecas físicas.

John Bergmayer, da associação de defesa do consumidor Public Knowledge, lamentou a apresentação da queixa. Segundo ele, a criação desta biblioteca digital gratuita se justificava durante a pandemia, uma vez que a maioria dos livros impressos se tornaram, de fato, inacessíveis.

“Pedimos a criação de uma lei que esclareça o direito das bibliotecas de colocar os livros impressos à disposição dos clientes por via eletrônica, para que possam ser úteis para os eleitores em tempos de emergência”, sugeriu Bergmayer.

“Não há diferença entre o que a Internet Archive faz e atirar um tijolo contra a vitrine de uma mercearia, distribuir os alimentos e, depois, felicitar-se por ter prestado um serviço ao público”, comparou Douglas Preston, da Authors Guild, organização profissional que representa os autores.

Fonte: UOL

Bibliotecas em todo o mundo se preparam para um novo normal

Em todo o mundo, muitos países começaram uma reabertura gradual da vida pública, na tentativa de devolver um senso de normalidade à vida dos cidadãos e diminuir o impacto econômico da pandemia global de Covid-19.

Na Coréia do Sul, o beisebol foi retomado, embora a temporada tenha começado com cinco semanas de atraso e as equipes estejam jogando em estádios vazios decorados com fotos de fãs mascarados.

Apesar de as restrições específicas implementadas e as que são levantadas variarem amplamente em todo o mundo, as bibliotecas estão lutando para descobrir o melhor curso de ação para retomar com segurança o fornecimento de serviços às suas comunidades. A Associação Australiana de Bibliotecas e Informações resume: “Reabrir não significa voltar ao modo como as coisas eram antes da COVID-19; isso significará implementar a abordagem “Novo normal” aos serviços da biblioteca.”

Bibliotecas não são de “baixo risco”

Após o repúdio dos bibliotecários, em 20 de abril, Johns Hopkins alterou seu relatório publicado anteriormente que originalmente classificava as bibliotecas como “de baixo risco” para reabertura. “Há uma percepção de que as bibliotecas ainda são esses templos silenciosos e austeros de conhecimento, mas realmente nos tornamos centros comunitários e locais de encontro”, referiu Peter Coyl, diretor da Biblioteca Pública Montclair em Nova Jersey, num recente artigo da Forbes sobre a mudança.

Isso não surpreende os bibliotecários, que receberam o adendo ao relatório John Hopkins, que afirma que “as bibliotecas que incorporam atividades sociais ou reuniões comunitárias em seus serviços devem se referir à categoria “centros comunitários” – uma categoria considerada de médio a alto risco, semelhante a restaurantes e lojas de varejo.

Conferência de imprensa com cadeiras afastadas a 6 pés de distância

Na Alemanha, a Biblioteca Pública de Bremen realizou uma conferência de imprensa com a CEO, Barbara Lison e a Vice-Ministra da Cultura, Carmen Emigholz, sobre a reabertura da biblioteca.

Coleta na calçada ou remota

Muitos restaurantes continuaram a atender clientes durante toda a pandemia, oferecendo coleta de pedidos on-line ou por telefone. A maioria das bibliotecas suspendeu todos os empréstimos de itens físicos, geralmente aprimorando suas coleções digitais para preencher a lacuna. No entanto, algumas bibliotecas ofereceram coleta na calçada, e muitos a consideram uma primeira fase de reabertura.

Na Colúmbia Britânica, a Biblioteca Pública de Vancouver permite que os usuários agendem um horário de coleta de reservas. Os usuários fornecem sua identificação através de uma janela e, em seguida, recuam para além de 1,5 m, enquanto os funcionários da biblioteca deixam uma sacola com os materiais solicitados do lado de fora da porta. Quando os materiais são devolvidos no alimentador de livros (bookdrop), os funcionários os deixam intocados por 72 horas como medida de segurança.

Obviamente, cada biblioteca precisará tomar as decisões que funcionem melhor para suas circunstâncias individuais, mas a bibliotecária australiana Jane Cowell publicou um artigo oferecendo dicas principais para bibliotecas que oferecem serviços limitados em uma pandemia.

Além disso, as soluções de coleta de reservas reduzem ainda mais o contato do usuário/equipe e ainda fornecem acesso a materiais da biblioteca física. A Ulsan Metropolitan City da Coréia do Sul tem usado os remoteLocker da bibliotheca para fornecer acesso a materiais físicos durante a pandemia. Um estudante universitário de Ulsan compartilhou um relato adorável de sua experiência de uso do serviço em seu blog pessoal.

A Biblioteca Pública de Mokpo, na Coréia do Sul, começou a oferecer coleta noturna de materiais por meio de remoteLockers, em janeiro, pouco antes do início da crise da Covid-19. “Ele permite que a biblioteca alcance mais pessoas locais e… contribui para a expansão da população de leitura da comunidade e a realização de uma cidade de leitura de livros”, referiu o Diretor Cheol-rock Oh.

Reabertura faseada dos edifícios das bibliotecas

Preocupações contínuas de distanciamento social significam que levará um tempo até que as bibliotecas sejam novamente os centros movimentados de atividade comunitária, cheios de histórias, clubes do livro e grupos de estudo. Ainda assim, como algumas empresas começam a reabrir com capacidade limitada, pode ser útil que as bibliotecas recebam dicas daquelas que começaram a reabrir à medida que determinam seu próprio processo para uma abordagem faseada.

Os varejistas estão usando contadores manuais ou tecnologia de contagem de pessoas para garantir que eles não excedam uma capacidade segura, enquanto usam marcações no solo para ajudar aqueles que estão na fila a manter uma distância segura uns dos outros. Medidas semelhantes estão sendo tomadas na Biblioteca Pública de Bremen, na Alemanha, que reabriu aos clientes em 4 de maio.

Sinalização nas escadas da biblioteca
Fila fora da biblioteca

Dentro das lojas, os corredores foram designados para tráfego unidirecional usando sinalização nos topos dos corredores e nos pisos. Restaurantes e cafeterias estão removendo móveis ou movendo-os para que os clientes fiquem a uma distância segura dos outros.

Na China, onde algumas bibliotecas começaram a abrir ao público, práticas similares estão em vigor. Na Biblioteca Pública de Xangai, os clientes usam a conta WeChat da biblioteca para reservar uma hora para pedir materiais. As visitas são limitadas a uma hora e os usuários não podem se sentar ou ler na biblioteca. Os materiais podem ser emprestados apenas da coleção geral do primeiro andar e a área infantil ainda não está aberta para uso. Dentro da biblioteca, diferentes rotas foram estabelecidas para emprestar e devolver itens.

Mulher na fila para biblioteca
Sinalização de biblioteca na mesa
Biblioteca de autosserviço mulher com criança
Distanciamento físico no café

Na Alemanha, as bibliotecas estão abrindo em cada estado. Algumas monitoram o número de usuários dentro da biblioteca exigindo que todos os usuários (inclusive crianças) usem uma cesta separada – as cestas são limitadas e permitem que a equipe veja rapidamente quantos usuários estão dentro da biblioteca. As áreas infantis e os espaços para reuniões de grupo estão fechados e todos os assentos foram removidos. Os clientes são incentivados a limitar suas visitas a 20 minutos (embora isso possa variar de biblioteca para biblioteca) e as instalações estão abertas apenas para emprestar e devolver itens.

A Associação Australiana de Bibliotecas e Informações publicou uma lista de controle muito útil descrevendo uma resposta gradual e bem pensada à reabertura que provavelmente será útil para todas as bibliotecas, independentemente da localização.

Proteção dos funcionários e usuários

Obviamente, um primeiro passo para proteger a saúde e o bem-estar dos funcionários e usuários é impedir o contato com aqueles que já estão doentes. Questionários de saúde e verificações de temperatura estão sendo amplamente utilizados na Ásia para rastrear visitantes antes de permitir a entrada em estabelecimentos. As normas sociais variam amplamente em todo o mundo, e as bibliotecas precisam ser sensíveis aos níveis de tolerância de suas próprias comunidades. No entanto, mesmo nos EUA, algumas empresas estão exigindo verificações de temperatura e EPI para os visitantes.

Uma vez dentro da biblioteca, deve ser tomado cuidado para limitar o contato entre funcionários e usuários. Além de fornecer à equipe máscaras e luvas, algumas instituições estão tomando precauções suplementares. Em Brandemburgo, Alemanha, as recomendações da Associação dos Museus de Brandemburgo incluem a construção de escudos de acrílico para as bilheterias, fornecendo desinfetante para os funcionários, recebendo cartões de crédito em vez de dinheiro e a limpeza regular das instalações. A Associação de Bibliotecas da Alemanha publicou recomendações para a reabertura de bibliotecas, assim como um grupo interassociativo de bibliotecários na França.

Distanciamento físico na biblioteca

Seções da biblioteca bloqueadas na área infantil

No entanto, ao contrário dos restaurantes e museus, que têm um número limitado de itens com toque elevado para desinfetar, as bibliotecas podem conter milhares de materiais, muitos dos quais não podem ser simplesmente limpos com desinfetante. Na China, muitas bibliotecas estão usando desinfetantes UV para desinfetar materiais após o retorno. Em outras partes do mundo, as bibliotecas estão desenvolvendo seus próprios protocolos – alguns com vários book drops estão usando um por dia e, em seguida, recuperam materiais após um período de espera de 72 horas. Outros estão configurando seus sistemas AMH para entregar itens devolvidos às caixas onde os materiais permanecem por um período de três dias antes de serem manuseados. As diretrizes francesas também recomendam uma quarentena de três dias para materiais de papel ou cartão, mas recomenda uma quarentena de 10 dias para aqueles com capas plásticas.

A Biblioteca Pública de Bremen, na Alemanha, fez uma parceria com uma companhia de teatro local para criar espaços de trabalho protegidos com acrílico para a equipe. Essa solução criativa significa que a biblioteca paga apenas pelos materiais, enquanto o trabalho é fornecido pelo teatro como parte de uma parceria de colaboração.

As bibliotecas com soluções de retorno automatizadas podem garantir que os retornos são atualizados nas contas dos usuários imediatamente, permitindo que eles evitem multas por atraso ou excedam os limites máximos de empréstimos enquanto esperam que os materiais sejam tocados com segurança.

Autoatendimento e serviço sem toque mais importantes do que nunca

Pré-Covid 73% dos compradores preferiram lidar com suas transações por meio de autoatendimento. Desde que a pandemia começou, 87% dos compradores de supermercado preferem fazer compras em lojas com opções robustas de autoatendimento sem toque.

Embora a ameaça desse vírus em particular termine, não há dúvida de que ele terá um impacto permanente nas percepções das pessoas sobre segurança e preferências por contato limitado. Na sequência da Covid-19, as tecnologias de bibliotecas de autoatendimento serão mais importantes do que nunca.

Para reduzir o risco para funcionários e usuários, as bibliotecas devem incentivar os usuários a emprestar e devolver itens por meio de quiosques de autoatendimento sempre que disponíveis, eliminando a necessidade de interação humana desnecessária. As estações de desinfetante para as mãos na saída automática podem reduzir a contaminação das superfícies; no entanto, os selfChecks da bibliotheca podem ser facilmente configurados para uma experiência completamente sem contato. Além disso, os usuários podem pedir materiais diretamente de seus próprios dispositivos móveis com o checkout cloudLibrary, reduzindo o medo ou a ansiedade dos usuários da biblioteca.

O futuro das bibliotecas é perfeitamente físico e digital

Não é necessário dizer que bibliotecários e funcionários da biblioteca demonstraram uma notável coragem, criatividade e resiliência durante essa crise. Sem o benefício de construções e materiais físicos, as bibliotecas continuaram a servir suas comunidades, oferecendo coleções digitais, clubes de livros em videoconferência, histórias gravadas e transmitidas, webinars e consultoria on-line.

À medida que as bibliotecas de todo o mundo começam a reabrir, essas novas formas virtuais de conexão e comunicação se tornarão uma parte cada vez mais importante do ambiente das bibliotecas.

Enquanto os usuários estão se adaptando rapidamente aos ambientes virtuais de vida e trabalho, eles ainda desejam conexões humanas e experiências familiares pessoais. As bibliotecas devem atrair usuários com serviços perfeitamente físicos e digitais. A bibliotheca espera fazer parceria e ajudar bibliotecas de todo o mundo a transformar essa interrupção em uma oportunidade de reimaginar o uso futuro de suas bibliotecas.

Fonte: bibliotheca

NOVAS ORIENTAÇÕES A BIBLIOTECAS PÚBLICAS E COMUNITÁRIAS COVID-19

Reiterando o respeito à autonomia dos entes da Federação,  a Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Bibliotecas compartilha novas orientações com o objetivo primordial de preservar a saúde pública e o bem-estar da população, bem como de sugerir cuidados com todos os profissionais que trabalham nesses equipamentos.

No que diz respeito especificamente às bibliotecas do Ministério da Cidadania, o OFÍCIO CIRCULAR Nº 2/2020/SE/MC, de 16 de abril, determinou para os próximos 30 dias a suspensão do “acesso do público externo a bibliotecas, auditórios e outros espaços de uso coletivos nas dependências do Ministério”, ampliando o prazo de ofício circular anterior.

Em atenção a medidas de salvaguarda do acervo e de recomendações de conduta frente ao quadro da pandemia mundial do Covid-19, esta Coordenação-Geral  disponibiliza informações sobre material coletado com os Coordenadores dos Sistemas Estaduais e do Distrito Federal de Bibliotecas Públicas, baseados em recomendações da Organização Mundial da Saúde, dos Conselhos Regionais de Biblioteconomia, da International Federation of Library Associations e em publicações técnicas reconhecidas da área de biblioteconomia:

  1. Atividades em bibliotecas: limpeza, higienização e desinfecção. Orientações produzidas pela Agência USP de gestão da informação acadêmica da Universidade de São Paulo. http://www.aguia.usp.br/noticias/atividades-em-bibliotecas-limpeza-higienizacao-e-desinfeccao/
  2. Como higienizar os acervos de bibliotecas durante uma pandemia? Artigo da Revista Biblioo no qual especialistas analisam os mistérios do manuseio de materiais bibliográficos durante o período da COVID-19. https://biblioo.cartacapital.com.br/como-higienizar-os-acervos-de-bibliotecas-durante-uma-pandemia/
  3. COVID-19: orientações práticas para salvaguarda de acervos em bibliotecas. http://www.crb8.org.br/covid-19-recomendacoes-para-salvaguarda-de-acervos-em-bibliotecas/
  4. Mais do que nunca manter o ambiente da biblioteca e o acervo higienizados será fundamental para a boa saúde da equipe e dos leitores. Artigo (p.15) com procedimentos de higienização de acervos publicado pelo projeto Conservação Preventiva em Bibliotecas e Arquivos. http://arqsp.org.br/wp-content/uploads/2017/08/1_9.pdf
  5. Sete medidas a serem consideradas para criar um protocolo de ação ao reabrir as bibliotecas, artigo de Julián Marquina. https://drive.google.com/file/d/1V0dI6zatznStmngBVRAkTjL8x1Q6CWJB/view
  6. Manter os usuários informados sobre os cuidados será vital para a contenção do vírus. Usem cartazes e informações de fontes confiáveis, como os do Ministério da Saúde. https://www.saude.gov.br/campanhas/46452-coronavirus
  7. Persistência do coronavírus no ambiente: como evitar transmissão indireta por superfícies? https://pebmed.com.br/persistencia-do-coronavirus-no-ambiente-como-evitar-transmissao-indireta-por-superficies/
  8. Preparação das bibliotecas ante ao coronavírus: saiba como sua unidade de informação pode proceder. http://abdf.org.br/gidj/noticias/item/46-preoparacao-bibliotecas-corona-virus
  9. Ofício do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas com orientações a bibliotecas públicas e comunitárias COVID-19. http://snbp.cultura.gov.br/orientacoes-a-bibliotecas-publicas-e-comunitarias-covid-19/
  10. Coronavírus e resíduos sólidos: como lidar com a questão em tempos de pandemia. Deve-se tomar bastante cuidado com os resíduos sólidos gerados nas bibliotecas que podem estar contaminados. http://www.ibict.br/sala-de-imprensa/noticias/item/2112-coronavirus-e-residuos-solidos-como-lidar-com-a-questao-em-tempos-de-pandemia
  11. Com o objetivo de combater as mensagens falsas e reforçar as fontes confiáveis e seguras, a biblioteca do Senado lançou um guia de fontes primárias de informação sobre a pandemia da COVID-19. http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/570174/Coronavirus_COVID-19_Fontes_primarias.pdf?sequence=9&isAllowed=y
  12. Para manter as pessoas informadas sobre as atitudes de prevenção contra a COVID-19, a Fiocruz disponibiliza materiais que podem ser compartilhados no Facebook, WhatsApp e no Instagram. São materiais produzidos pela campanha de comunicação Se liga no Corona!, que tem como foco a prevenção da doença considerando as condições de vida e habitação de populações em situação de vulnerabilidade socioambiental. https://portal.fiocruz.br/se-liga-no-corona; http://mareonline.com.br/

Fonte: SNBP

Inteligência coletiva pode ser a chave para um mundo mais colaborativo

O compartilhamento dos saberes através da tecnologia indica um novo movimento social e você está participando ativamente disso. Entenda!

A crise desencadeada pela disseminação do novo coronavírus está gerando uma colaboração global inédita: cientistas e pesquisadores do mundo todo estão unindo esforços para alimentar bancos de dados coletivos, aperfeiçoar medicamentos para  a Covid-19 e encontrar uma vacina adequada.

Em outras frentes, engenheiros, designers, pesquisadores e empreendedores de várias áreas se engajam em laboratórios mundiais de fabricação digital, os chamados fablabs, para desenvolver tecnologia para produzir, em larga escala, respiradores artificiais, máscaras de proteção e outros materiais necessários para os profissionais da saúde, linha de frente no combate à pandemia.

A mobilização coletiva e interdisciplinar é talvez o exemplo mais concreto de que a humanidade está caminhando para um novo estágio de evolução cultural e social, a chamada inteligência coletiva. O conceito foi criado na metade dos anos 90 pelo sociólogo e filósofo francês Pierre Lévy, considerado um dos pensadores mais importantes da contemporaneidade.

Dedicado ao estudo da interação entre sociedade e tecnologias da informação, Lévy é entusiasta da internet como potencializadora de novas formas de construção colaborativa e democratização do conhecimento humano, que envolvem a participação dos indivíduos e a coordenação de suas diferentes habilidades.

Apesar do nome, a inteligência coletiva também faz referência a ações que mobilizam competências e habilidades individuais e enriquecem mutuamente a todos que participam desse movimento.

Saberes individuais, coletivos e compartilhados

A inteligência coletiva não surgiu com a internet e tampouco é algo exclusivo dos seres humanos, como descreveu Lévy em palestra realizada no Senac São Paulo, em 2014.  “Formigueiros, colmeias de abelhas, sociedades de mamíferos, pássaros e cardumes de peixes. Todos esses animais são capazes de coordenar a si mesmos quando enxergam, por exemplo, um perigo. Eles analisam o ambiente e resolvem o problema em conjunto”.

Mas os seres humanos têm algumas vantagens: a linguagem, o desenvolvimento e a apropriação de tecnologias complexas e de instituições sociais, legais, religiosas e econômicas. “A riqueza da inteligência coletiva humana é que cada membro da sociedade tem uma consciência pessoal, uma representação interna do funcionamento do todo e uma representação pessoal do seu papel no funcionamento desse todo”, explica o autor.

Assim, as conexões promovidas a partir da internet fazem com que todo mundo que está na rede seja capaz não só de aprender com os saberes já acumulados e disponíveis, mas também de ensinar, de agregar ainda mais valor e potência a essa construção coletiva.

“A maior parte da comunicação atual se dá através de uma memória comum. Nós transformamos essa memória. Toda vez que fazemos um tuíte ou adicionamos um post em nosso blog, nós transformamos a relação entre os dados em memória comum”, afirma Pierre Lévvy.

Para facilitar o entendimento, imagine que você está estudando um assunto qualquer. Um dos primeiros passos é buscar na internet por publicações, artigos e estudos já desenvolvidos sobre o tema. Quando você faz uma curadoria dessas informações e, por exemplo, posta uma frase que te chamou atenção nas suas redes sociais com uma hashtag, você ajudou a catalogar esse conteúdo e a expandir o alcance dele.

Assim, nos ambientes virtuais, a comunicação ocorre de todos para todos, a informação torna-se compartilhada e o armazenamento de informações torna-se cada vez mais descentralizado. É o que o autor chama de desterritorialização dos saberes. Se antes os saberes valorizados estavam nas bibliotecas e restrito a poucos, hoje está em todo lugar.

Inteligência Coletiva na educação

Durante palestra em Buenos Aires, na Argentina, organizada pela Organização de Estados Iberoamericanos (OEI), em 2015, Pierre Lévy falou sobre inteligência coletiva para educadores, destacando o papel desses profissionais para formar indivíduos autônomos que possam exercer bem seu papel na construção coletiva dos saberes.

“Nesse novo ambiente de comunicação, somos livres, somos empoderados como autores e, ao mesmo tempo, somos como bibliotecários quando colocamos hashtag ou tagueamos o conteúdo. Somos também críticos, escrevemos nossos comentários sobre músicas, filmes, livros, fotografia, etc. Há uma democratização da cultura crítica”, destaca Lévy.

Segundo o autor, é imprescindível que essa nova atuação individual na construção dos saberes coletivos seja feita a partir da reflexão e da consciência crítica. E a promoção desses mecanismos pode ser feita por educadores a partir do que o autor chama de uma nova forma de alfabetização.

“É preciso fornecer ferramentas intelectuais aos jovens para que eles construam autonomia, para que sejam capazes de trabalhar, aprender e construir suas vidas nesse novo ambiente”.

Na proposta de Lévy, essas ferramentas cognitivas passam pelo desenvolvimento de pesquisa a partir dos interesses dos indivíduos, a seleção e a diversificação criteriosa de fontes, a análise crítica de dados, a responsabilidade e a colaboração, por fim, a construção de uma memória e um saber coletivo.

“Vale dizer que a inteligência coletiva não é algo pronto. É como uma utopia, uma direção para uma evolução cultural da sociedade”, enfatiza o autor.

Fonte: Fundação Telefônica VIVO

Bibliotecas de Ilhabela ampliam uso de ferramentas digitais durante a quarentena

As Bibliotecas Municipais, importantes equipamentos culturais públicos do município, tem recebido investimento da Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Cultura, no uso das ferramentas digitais durante a quarentena.

Apesar estarem com o atendimento presencial suspenso, as unidades aproveitaram o momento para buscar alternativas para prestar alguns serviços como: dicas de leitura, livros gratuitos para baixar, indicação e divulgação de lives de contação de histórias, encontros com autores, divulgação de vídeos informativos e mais recentemente, a publicação digital e gratuita do livro Antologia Literária, resultado dos dois concursos literários realizados no ano passado, que conta com mais de 200 nomes inscritos.

Premiação dos Concursos Literários

A equipe de funcionários da biblioteca realizou nesse mês, a premiação dos vencedores do Concurso de Poesia, com a entrega dos troféus nas residências, em razão do Decreto 8.030/2020, que cancelou a cerimônia de premiação. Os vencedores, que já haviam recebido o valor do prêmio no mês de abril, foram contemplados com o troféu que simboliza o reconhecimento do talento e da valorização da arte e cultura por parte da prefeitura.

Ponto MIS Ilhabela

Outra ação importante é a continuidade do programa Ponto MIS, uma parceria do município com o a Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, através do Museu da Imagem e do Som, que a Biblioteca recebe há anos e que foi renovada em 2020, com novo formato, por conta da quarentena. Através do site do Ponto MIS os espectadores podem participar do Bate-papo de cinema, se inscrevendo para assistir a um filme em horário marcado e depois participar de um bate papo virtual com personalidades importantes do audiovisual.

Todas as informações do Ponto MIS Ilhabela são divulgadas no perfil do Instagram https://www.instagram.com/pontosmisilhabela/ e no site da Prefeitura.

Oficinas Culturais

Outra parceria importante que Biblioteca manteve é com o programa Oficinas Culturais, também com Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, através da Poiesis Organização Social de Cultura. Nesta semana de maio iniciou as primeiras atividades on-line do Programa Oficinas Culturais no Interior. As atividades presenciais do Programa Oficinas Culturais no Interior e estas serão retomadas quando houver liberação por parte dos órgãos competentes.

Site e perfil do Instagram

Todas as ações divulgadas ficam disponíveis no perfil da biblioteca no Instagram, que pode ser acessado pelo link: https://www.instagram.com/bibliotecadeilhabela/. Lá são publicadas diariamente dicas de leitura, sites para baixar livros gratuitamente, eventos literários e conteúdo de interesse cultural variado para adultos e crianças. O site com um breve histórico da biblioteca é o https://www.ilhabela.sp.gov.br/servicos/biblioteca/ e de lá também é possível acessar o catálogo físico das bibliotecas, sem necessidade de ser usuário matriculado.

Fonte: Tudoem Ilhabela

Bibliotecas brasileiras – avanços e desafios para a universalização do livro, leitura e literatura

Texto por Rede de Leitura e Escrita de Qualidade para Todos

Em 2010, o Brasil assumiu o compromisso de universalizar e qualificar suas bibliotecas escolares no prazo de dez anos. Segundo a lei 12.224, de 24 de maio de 2010, a partir de 2020 nenhum aluno, de rede pública ou particular, deixaria de ter em sua escola um espaço dedicado ao livro, à leitura e à pesquisa.

Findo o prazo fixado na lei, a meta não foi alcançada: estamos longe de zerar o nosso déficit de bibliotecas escolares. Há um projeto de lei em tramitação no Congresso, o PL 5656/19, que objetiva prorrogar o cumprimento da meta para até 2024, bem como estabelecer parâmetros relacionados  a padrão de qualidade. A sociedade, no entanto, não está parada, à espera da ação governamental para garantir o direito à leitura e formação leitora e escritora. Diversos projetos comunitários e de instituições voltadas à formação de leitores vêm atuando de forma inspiradora para fazer valer o direito universal à biblioteca escolar para todos os estudantes do país, seja por meio de projetos, debates e pesquisas, seja pela cobrança por políticas públicas.

Na segunda, 1º de junho, a Rede LEQT — Leitura e Escrita de Qualidade para Todos vai promover uma live para debater os dez anos que se passaram desde a promulgação da lei e o que vem sendo feito pelo direito à leitura no país. A live contará com Maria das Graças Monteiro Castro, presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Escolares/FEBAB e professora do curso de Biblioteconomia da UFG, Christine Baena Castilho Fontelles, idealizadora e coordenadora da campanha Eu Quero Minha Biblioteca, e Bruninho Souza, da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura, Rede de Leitura  LiteraSampa, que integra a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias. A mediação será de Sandra Medrano, coordenadora pedagógica da Comunidade Educativa Cedac. Participantes da rede LEQT, eles vão refletir sobre o papel das bibliotecas comunitárias e públicas, as relações entre elas e as possíveis e necessárias ações para que o direito à leitura seja garantido no Brasil.

Na opinião de Christine Fontelles, “estamos diante de um desafio civilizatório que merece a máxima focalização”. Ela destaca a importância da qualificação das bibliotecas escolares e formação dos profissionais para que se tornem efetivamente espaços de formação de leitores e de aprendizagem. Para este momento, destaca a importância da constituição e/ou preparação de grupos de incidência para planejar agenda de mobilização de recursos públicos por bibliotecas em escolas.

Maria das Graças Monteiro Castro acredita que “mesmo com uma legislação específica completando dez anos e com a publicação  recente  da Resolução Nº 220, de 13/05/2020, que dispõe sobre os parâmetros a serem adotados para a estruturação e o funcionamento das bibliotecas escolares, ainda não conseguimos situar a biblioteca escolar no contexto do sistema educacional brasileiro (educação infantil; ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) e nem as atribuições dos entes federados (união, estados e municípios).

Bruninho Souza avalia que as bibliotecas escolares podem ser um espaço de fortalecimento das ações literárias que já acontecem no entorno, um jeito de envolver a comunidade na vida e nos processos que acontecem dentro e fora dos muros da escola. “Exemplo disso é como jovens mediadores de leitura da Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura inspiraram outros jovens a se engajarem para reabrir as suas bibliotecas escolares, despertando neles o sentimento de protagonismo”.

Sobre a Lei 12.224

Em 24 de maio de 2010, foi promulgada a lei N. 12.224, que tornou obrigatória a todo estabelecimento escolar, público ou privado, a existência de uma biblioteca.  O texto determinava que os sistemas de ensino teriam um prazo de dez anos para assegurar a universalização desses equipamentos.

No entanto, após uma década, a Lei ainda carece de regulamentação.  O PL 9.848/18, em tramitação no Câmara dos Deputados, visa corrigir essa lacuna com a definição do conceito de biblioteca. A proposta prorroga para 2024 o prazo para que todas as escolas do País tenham biblioteca com acervo mínimo de um título para cada aluno matriculado e um bibliotecário por escola e institui o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares.

O prazo estipulado pela lei terminou no domingo, dia 24/5, sem que o objetivo de universalização tenha sido atingido. Segundo o Censo Escolar 2019, no ensino fundamental apenas 52% das escolas contam com uma biblioteca ou sala de leitura, somando todas as esferas administrativas — federal, estadual, municipal e privada. Das escolas públicas municipais, 41,4% contam com uma biblioteca ou sala de leitura. Nas redes estaduais, o percentual é de 81,4%, e na rede privada, 80,5%.

Na área rural, onde o acesso à cultura e à educação de qualidade se apresenta de forma ainda mais precária, só há bibliotecas em 23% das escolas. É importante ressaltar que os dados podem estar sobrepostos, entre sala de leitura e biblioteca, como pouco ou nada se sabe sobre a qualidade da estrutura disponível, do acervo, das práticas leitoras promovidas e da vinculação com o projeto político pedagógico das escolas, fundamental para que a biblioteca cumpra seu papel.

Rede LEQT

Entre os objetivos da Rede está a atuação junto às diferentes esferas de governo e à sociedade para propor políticas públicas, projetos e ações que ampliem a leitura e a escrita de qualidade em nosso país. Criada em 2012, como uma das redes temáticas do GIFE, hoje reúne mais de 80 organizações, dos mais diferentes perfis, que atuam na área de leitura e escrita em todo o território nacional.

Publicado por: Rede LEQT

Fonte: GIFE

SP Leituras traz atividades online durante a pandemia

Texto por Agência Brasil

Com o fechamento das bibliotecas públicas, a SP Leituras – Associação Paulista de Bibliotecas e Leitura –, organização social sem fins lucrativos, traz uma série de atividades online, como conversas com escritores, curso de literatura pré-vestibular, oficinas de empreendedorismo, entre outras.

Para quem está se preparando para um dos maiores vestibulares do país (Fuvest), há o  curso preparatório para resolver questões que envolvem conhecimento das obras da Fuvest 2021. Indicado para pessoas acima de 16 anos, o curso busca ampliar, para esses jovens, o leque de conhecimento das obras clássicas de maneira lúdica, crítica, construindo e desconstruindo conceitos sobre as narrativas para compreendê-las e assimilá-las com propriedade. O curso é oferecido às terças e quintas até o dia 25 deste mês, das 15h às 17h30.

Com carga horária de 22 horas e meia, o curso é ministrado por Naiara Costa, professora de literatura e escrita criativa em cursinhos pré-vestibular, com mais de 11 anos de experiência, por meio da Plataforma Zoom Meeting. As inscrições podem ser feitas no link www.bsp.org.br

Verifique as datas em que os livros serão abordados:

02/06 - Quincas Borba, de Machado de Assis

04/06 - Angústia, de Graciliano Ramos

9/06 - Claro Enigma, Carlos Drummond de Andrade

16/06 - Romanceiro da Inconfidência, Cecília Meireles

18/06 - Campo Geral, Guimarães Rosa

23/06 - Mayombe, Pepetela

25/06 - Nove Noites, Bernardo Carvalho

Segundas Intenções Online

Convidada da nova edição do Segundas Intenções Online da Biblioteca de São Paulo (BSP), a cearense Jarid Arraes se destaca entre os escritores nordestinos da tradição do cordel e da poesia por imprimir mais urbanidade, mais diversidade e mais contemporaneidade às histórias que conta.

O bate-papo com ela, que será transmitido na página da BSP ocorre hoje (1º), das 19h às 20h, e terá a mediação do crítico Manuel da Costa Pinto. Não é necessário fazer inscrição.

Natural de Juazeiro do Norte, Jarid aprendeu a ler em casa, antes de ir para a escola. Filha de pai cordelista e mãe professora, desde pequena mergulhou na leitura de poetas como Carlos Drummond de Andrade e Augusto dos Anjos. Mais tarde, quando descobriu os livros de Conceição Evaristo, soube que podia também escrever suas próprias poesias e cordéis.

A bibliografia de Jarid tem o premiado Redemoinho em dia quente, ganhador do Prêmio APCA de Literatura na categoria contos, e Heroínas brasileiras em 15 cordéis. Morando em São Paulo desde 2014, ela cuida do Clube de Escrita para Mulheres e é curadora do selo Ferina, da Pólen Livros.

Crítica literária

A oficina online Críticas sem Crise: da Poesia à Prosa está na programação de junho da BVL, com encontros marcados para os sábados, dias 6, 13, 20 e 27 de junho, sempre das 14h às 17h. A proposta é que os participantes aprendam e apliquem técnicas, a partir da leitura de textos de escritoras brasileiras contemporâneas, para a criação de resenhas. A atividade, indicada para maiores de 18 anos, faz parte do projeto Literatura Brasileira Contemporânea no Século 21, realizado em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). As inscrições para a oficina foram abertas em dia 15 de maio.

Ao final do curso, as resenhas resultantes das aulas podem ser publicadas em blog da iniciativa. Carina Carvalho, que comandará essa oficina, tem como objetivo contribuir para que cada um possa compartilhar sua voz e postura crítica nos textos criados durante os encontros.

Carina é poeta, trabalha com edição e revisão de materiais didáticos e de aprendizagem socioemocional, além de mestra em Estudos Literários pela Unifesp. Ela assina a série poética Ensaio para sair de casa, que integrou a coletânea do 2º Prêmio Ufes de Literatura e é autora dos livros de poemas Marambaia, Passiflora e Corpo Clareira.

Lê no Ninho

O Lê no Ninho é uma opção de programa em família para que os pais reproduzam ou recriem com os pequenos, buscando encantá-los com a leitura, as histórias e até com a música.

Para contribuir e transformar o confinamento em um momento de estabelecer novos laços e memórias em família, a BSP preparou um tutorial para realizar, em casa, que é feito na biblioteca nas manhãs dos fins de semana, reunindo pais, cuidadores e filhos.

Com esse objetivo, toda semana, sempre aos domingos às 11h, conteúdos exclusivos serão disponibilizados no facebook da BSP.

A inspiração pode vir também de vídeos, disponibilizados semanalmente nas redes sociais. A ideia é estimular o contato com a leitura em crianças entre 6 meses e 4 anos, por meio de experiências lúdicas com os livros.

Fonte: Isto É Dinheiro

Clube do Livro de Itapetininga realiza encontro online

Evento será no próximo sábado (6) e contará com uma conversa entre os participantes sobre a obra literária ‘Frankestein’, de Mary Shelley.

Texto por G1 Itapetininga e Região

Clube do Livro de Itapetininga realiza encontro online — Foto: Reprodução/Street View

Por conta da pandemia de coronavírus e do distanciamento social, a biblioteca de Itapetininga (SP) realizará, através do Clube do Livro, um encontro virtual no próximo sábado (6).

Durante o evento haverá uma conversa entre os participantes sobre a obra literária “Frankestein”, de Mary Shelley. O livro pode ser baixado gratuitamente através deste link.

O bate-papo acontecerá através do Google Meet, às 16h. Para participar é necessário comentar na publicação do Facebook e entrar em contato com a administração da página para receber o link de acesso.

Fonte: G1 Itapetininga e Região

La Biblioteca de Alejandría: cuna de conocimiento en el mundo antiguo

Texto por Elena Martínez

  • Hacemos un recorrido por la historia de esta famosa biblioteca partiendo de sus orígenes.
  • Fue el epicentro de cultura, saber y conocimiento más importante de la época helénica.

¿Quién no ha oído hablar alguna vez de la famosa Biblioteca de Alejandría? Seas amante de la Historia o no, seguro que a lo largo de tu vida has escuchado rumores o leído acerca de esta gran biblioteca situada a orillas del Nilo, que se convirtió en centro universal de la cultura en la época antigua. Alejandro Magno, famoso conquistador macedonio y artífice de la expansión de la cultura helénica por toda Asia, fundó la ciudad de Alejandría en el año 331 a.C, tras liberar a Egipto de la dominación persa que por aquel entonces padecía.

Alejandro había sido tutelado e instruido por el filósofo macedonio Aristóteles, quien guió al joven Alejandro en su desarrollo intelectual y personal, y al cual le inculcó un gran amor por la lectura, el conocimiento y el estudio. La prematura muerte de Alejandro produjo que el imperio macedonio se fragmentase en diversos reinos, conocidos como los reinos de los sucesores, muchos de los cuales fueron gobernados por generales cercanos al conquistador macedonio. Concretamente en Egipto, seria Ptolomeo I Sóter, general de su ejército y compañero de la infancia, quien se erigiría como gobernante de Egipto, instituyendo de facto la que sería conocida como la dinastía Ptolemaica.

Ptolomeo compartía el amor por el conocimiento al igual que Alejandro, y en su honor, mandó construir la mayor biblioteca jamás construida. Otros autores, afirman que no fue Ptolomeo I, sino su hijo, Ptolomeo II Filadelfo, quien reinó entre los años 283-246 a.C, el que ordenaría construir la biblioteca. Fuese finalmente padre o hijo quien la ordenase construir, se mandó erigir junto al templo de las musas, construido años atrás, y símbolo relevante del prestigio Ptolemaico.

Desgraciadamente, no disponemos de información acerca de su diseño, solo sabemos que se erigió como parte de una estructura todavía mayor. Pocas décadas después se construyó otra biblioteca en la ciudad griega de Pérgamo, que tal y como afirmaban sus coetáneos, se basó en el diseño de la de Alejandría, por lo que gracias a los restos arqueológicos de esta biblioteca podemos hacernos una idea de su grandiosidad.

La biblioteca de Alejandría no solo tenía como fin la misión de albergar entre sus paredes escritos de antiguos autores, sino que además, se diseñó como escuela para instruir la mente de aquellos que acudiesen al lugar en busca de conocimiento y sabiduría, imitando al Liceo fundado en Atenas por Aristóteles. La famosa biblioteca se dedicó, durante más de dos siglos, a copiar todos los rollos del mundo conocido.

Desgraciadamente, durante la segunda guerra civil de la república romana (año 48 a.C), cuando el famoso Julio César se encontraba sitiado en Alejandría, ordenó a sus soldados prender fuego a varias naves con la intención de bloquear la flota enemiga. El fuego se extendió sin control, y afectó a gran parte de la biblioteca, perdiéndose entre las llamas infinidad de obras de valor incalculable. El gran dramaturgo romano Séneca, llegó a afirmar que durante el incendio se perdieron más de cuarenta mil obras.

Desde aquel incendio, la famosa biblioteca fue viniendo a menos, hasta que finalmente, en el siglo III, concretamente en el año 272 d. C, las tropas del emperador romano Aureliano la destruyeron por completo. Fue en su asedio a la ciudad de Alejandría, entonces en manos de la Reina Zenobia, cuando devastaron por completo el distrito de Brucheion, espacio donde se encontraban ubicados los restos de la antigua biblioteca.

Así se perdió lo que se convirtió en el epicentro de cultura, saber y conocimiento más importante de la época helénica. ¿Qué grandes obras se habrán perdido entre sus llamas? ¿Imagináis que dicha biblioteca hubiese sobrevivido a todos estos acontecimientos históricos? ¿Qué relatos, historias, y repuestas hubiésemos hallado en sus escritos? Son preguntas a las que jamás daremos una respuesta exacta.

Daniel Mayer / CC BY-AS

Fonte: Lecturalia

QUAIS CAMPOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL O BIBLIOTECÁRIO PRECISA ESTUDAR?

Texto por Barbara Coelho

Em 1989 uma doutora em psicolinguística e um Ph.D. em Engenharia Elétrica escreveram um relevante artigo sobre as perspectivas da inteligência artificial (IA) na Biblioteconomia e na Ciência da Informação. Embora não tendo sido escrito por pesquisadores da CI, esse que foi, provavelmente, o primeiro trabalho em português publicado sobre o tema na Biblioteconomia, aponta possibilidades de aplicação de dois campos da IA, sendo eles os sistemas especialistas e o processamento de linguagem natural (PLN).

A primeira vez que tive contato com este trabalho foi em 2015, quando tive a oportunidade de ver uma apresentação do Watson da IBM – já falei sobre ele aqui na matéria Computação Cognitiva: novas perspectivas para a Ciência da Informação – e depois de então passei a me questionar porque não tive acesso a este texto antes na minha graduação? ou nos eventos da área que frequentei durante o mestrado?, ou ainda nos Anais e revistas da área?

O artigo que serviu para eu abrir esta discussão hoje foi digitalizado e pode ser recuperado no portal da BRAPCI, mas continua me causando certos questionamentos internos sobre passividade da área e silenciamento do tema durante muito tempo na Ciência da Informação.

Outro dia, escutei uma bibliotecária perguntar se eu sabia qual era o motivo da IA ter demorado tanto para chegar ao Brasil. Eu respondi que não havia demorado, mas talvez a CI e, em especialmente, a Biblioteconomia não a tenham percebido ou mesmo não se via dialogando com a IA de maneira mais próxima. Mas a problemática é que na contemporaneidade nos vemos frente a inteligência artificial e constantemente desafiados a interagir com ela.

A interação homem-máquina está preste a sucumbir à observação da interação máquina-máquina. Esse aspecto não irá exigir somente dos profissionais novas formas de trabalho, mas sim requerer de toda a área novos modelos de negócio para inter-relacionar-se com a informação enquanto instituição biblioteconômica. E como estamos com relação a isso?

Frente ao que tenho pesquisado sobre o tema no Laboratório de Tecnologias Informacionais e Inclusão Sociodigital (LTI Digital), começo a perceber que a IA envolve uma “nova problematização da inclusão digital”. E diante a isso, os campos que merecem atenção do bibliotecário envolvem:

  • Dados tabulares – Até o presente momento podemos vislumbrar a atividades ligadas à gestão da informação e à gestão do conhecimento;
  • Processamento de Linguagem Natural (PLN) – Em campos da classificação, indexação estudos cognitivos e de mediação da informação;
  • Sistemas especialistas – Apoio ao atendimento e curadoria digital;
  • Interação com computação cognitiva – Interage bem com campos da representação e fontes de informação;
  • Visão computacional – A experiência da abordagem documental.

Sabendo que estamos no meio do campeonato, vale salientar que pode ser que o jogo mude e precisamos estar preparados para isso. Contudo, por hora é o que vislumbramos e compreendemos que precisamos estudar tais temas da IA pensando na probabilidade de interação entre seus campos e os campos da Biblioteconomia. Não sabemos quanto tempo ainda teremos para que bibliotecários usem a IA para interagir de forma institucionalizada com a informação e os usuários, de maneira como já nos acostumamos com outros sistemas.

Saiba mais:

SIQUEIRA, I. Semeghini P.; PEREIRA, Antônio E. C. Perspectivas de aplicação da inteligência artificial à biblioteconomia e à ciência da informação. R. Bras.Bibliotecon.e Doc., São Paulo, 22 (112) :39-80, jan./jun.19.

Fonte: InfoHome – OFAJ.COM.BR

Global Digital Library, una biblioteca digital para llevar libros a todos los niños del mundo

Más de 600 millones de niños no saben leer a pesar de haber asistido a la escuela. Una de las principales razones es que no tienen acceso a recursos de lectura de calidad para esos primeros grados. La biblioteca digital Global Digital Library recoge más de 4.000 libros gratis en 50 idiomas, y los pone a disposición de todo el mundo en la web, en el móvil y para su impresión.

Global Book Alliance está detrás de esta biblioteca digital mundial. Su objetivo es proporcionar acceso a recursos de lectura gratuitos y de alta calidad para los primeros grados en idiomas que los niños utilizan y comprenden. Para finales de 2020 quieren proporcionar recursos de lectura en 100 idiomas, aunque recientemente la Agencia Noruega para la Cooperación al Desarrollo ha anunciado que llegarán a 250 idiomas en un año, siendo su objetivo final el ofrecer libros gratuitos a todos los niños del mundo para el 2030. Por cierto, comentar que la plataforma facilita la traducción y localización de recursos en más de 300 idiomas.

Global Book Alliance es un esfuerzo internacional en el que participan múltiples interesados que trabajan para transformar el desarrollo, la adquisición y la distribución de libros a fin de garantizar que ningún niño se quede sin libros. La misión de la Alianza Mundial del Libro es garantizar que los niños de todo el mundo dispongan de los libros y el material didáctico que necesitan para aprender a leer y leer para aprender.

Además del acceso vía web (ya sea a través un ordenador, tablet o smartphone) a libros e incluso juegos, me gustaría destacar el repositorio de la Global Digital Library en el que hay más de 500 archivos de libros listos para imprimir. Estos archivos incluyen las portadas y contraportadas y todas las páginas interiores con ilustraciones de alta resolución. Actualmente este repositorio está en 23 idiomas, incluidos los idiomas utilizados en varios países de África y Asica, además de su idioma puente, el inglés.

Respositorio para la impresión de libros de la Global Digital Library

Todos los contenidos de esta biblioteca digital están bajo alguna licencia Creative Commons, siendo las principales CC BY y CC BY-SA. Estas licencias impulsan la innovación y la creatividad, incluyendo la reutilización comercial. Además, apoyan firmemente el objetivo general de la Global Digital Library de compartir, traducir y contextualizar los materiales educativos de lectura para los primeros grados, los libros de texto abiertos y los recursos educativos abiertos.

Tres cosas para terminar: (1) Es un magnífico recurso a tener en cuenta para proporcionar lecturas a los peques de la casa, del colegio o de la biblioteca. (2) Muchos libros de esta biblioteca digital son utilizados en la aplicación para aprender a leer que Google ha lanzado: Read Along. (3) He echado en falta los libros con letras en mayúscula para esas primeras lecturas que hacen los peques cuando están aprendiendo a leer.

Fonte: Julián Marquina

Livros da Fuvest são apresentados a vestibulandos em evento online

Texto por Agência Brasil

Com a pandemia de covid-19 e as recomendações das autoridades médicas e sanitárias para que todos evitem aglomerações e fiquem em casa, o Projeto BBM, da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da Universidade de São Paulo (USP), precisou se reinventar para continuar aproximando os jovens vestibulandos dos livros e autores. Para continuar propiciando o acesso e a compreensão das obras que fazem parte da lista de livros obrigatórios do vestibular da Fuvest, o projeto, que existe desde 2017 de forma presencial, ganhou versão virtual.

Segundo os organizadores, desde o início o projeto é um dos grandes sucessos de público da instituição e, ao longo dos anos, vem atraindo cada vez mais interessados em conhecer melhor as obras. Por meio de parceria com cursinhos pré-vestibular populares (como o Clarice Lispector, Florestan Fernandes, Poli e Psico), o BBM promove encontros mensais de análises literárias e bate-papo com o público sobre os livros.

A iniciativa parte da convicção de que a USP deve estreitar seus laços com a sociedade para quebrar barreiras entre o grande público e o universo científico e acadêmico”, destacou o coordenador do projeto, professor Alexandre Macchione Saes.

Com a necessidade de cancelamento dos encontros e os calendários dos exames de admissão de universidades mantidos, a coordenação optou por oferecer ao público transmissões de vídeo online com esses conteúdos, por meio do canal da BBM no youtube. O canal está recebendo os vídeos de encontros já gravados. Entre eles estão: Angústia, de Graciliano Ramos; Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade; A Relíquia, de Eça de Queiroz; Poemas escolhidos, de Gregório de Matos; Quincas Borba, de Machado de Assis; e Mayombe, de Pepetela.

Os encontros ao vivo, com interação entre público e professores, estão marcados para amanhã (28) (Nove noites, de Bernardo Carvalho),  25 de junho (Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles), e 30 de julho (Campo Geral, de Guimarães Rosa). As transmissões ao vivo acontecem sempre às 14h30, no endereço: bbm.usp.br. Além dos vídeos gravados e dos encontros ao vivo, o site disponibiliza textos introdutórios e explicativos sobre as obras.

Fonte: Isto É Dinheiro

BIBLIOTECONOMIA NEGRA BRASILEIRA

A trajetória, a ideia da pesquisa, os resultados e as percepções sobre a questão

 Texto por Franciéle Garcês

Desde a graduação tenho estudado e refletido sobre a inserção das culturas africana e afro-brasileira na biblioteconomia. Atuei como bolsista no Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade do Estado de Santa Catarina (NEAB/UDESC), o qual me inseriu no mundo de intelectuais negras(os) e suas contribuições para a discussão sobre as relações étnico-raciais, estudos descoloniais, epistemologias não-hegemônicas, entre outras perspectivas antirracistas. Dentro do meu curso, a discussão sobre as populações negras, suas necessidades de informação para transformação social, política e educacional, assim como o estudo de intelectuais negras(os) da biblioteconomia era algo limitado.

Meu trabalho de conclusão de curso, orientado pela professora Daniella Pizarro, me permitiu fazer um estudo da inserção da questão étnico-racial no ensino de biblioteconomia daquela instituição, a partir das percepções docentes. De posse dos resultados da pesquisa e com todo o trabalho realizado pelo NEAB/UDESC durante anos, assim como as pesquisas voltadas para as discussões étnico-raciais feitas pelas bibliotecárias negras Graziela dos Santos Lima, Sandra Fontes e Andreia Sousa da Silva – que, como eu, atuaram como bolsistas do NEAB/UDESC – além do trabalho da professora Daniella Pizarro junto ao Departamento, foi introduzida a disciplina de Relações étnico-raciais durante a reformulação do currículo de biblioteconomia. Inclusive, a Andreia Sousa da Silva foi aprovada como professora assistente para atuar nesta disciplina, o que foi um grande ganho para o curso.

Posteriormente, na dissertação, o intuito foi ampliar em nível nacional a análise da introdução das culturas africanas e afro-brasileiras nos cursos de biblioteconomia brasileiros. Assim, fui aprovada no mestrado em ciência da informação, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT/UFRJ) e, neste programa, fui orientada pelo professor Gustavo Saldanha, o qual incentivou que eu fosse o mais longe possível dentro da pesquisa em busca de perspectivas contra-hegemônicas e voltadas para às problemáticas sociais na Biblioteconomia.

Foi também o professor Gustavo que comentou sobre a Black Librarianship Americana como um movimento internacional dessas perspectivas e incentivou que eu explorasse os aspectos históricos, teóricos e os protagonistas desse movimento. Estudando sobre tal movimento dos Estados Unidos, descobri uma infinidade de bibliografias, intelectuais, eventos e ações dentro do movimento associativo e da área que demonstraram o percurso em prol do acesso de pessoas afro-americanas à formação em biblioteconomia, às bibliotecas e informação durante o período de segregação.

A partir daí, voltamos nosso olhar para o contexto brasileiro e nos perguntamos se existia uma Biblioteconomia Negra Brasileira (BNB). Elaborei um formulário para encontrar bibliotecárias(os) negras(os) pelo país e o lancei nas mídias sociais. O retorno foi muito positivo, pois descobri várias pessoas negras bibliotecárias, muitas ainda desconhecidas para mim.

Com uma ampla coleta de dados, desde eventos até os currículos lattes de bibliotecárias(os) negras(os), foi possível comprovar a existência da Biblioteconomia Negra Brasileira a partir do movimento reflexivo que discute a formação na área, a atuação bibliotecária de profissionais negras(os), presença e atuação no movimento associativo e a produção científica realizada por bibliotecários negras(os) e não-negras(os) sobre questões étnico-raciais.

Dentre os dados, encontramos o primeiro livro que aborda sobre o negro, o qual foi elaborado e publicado em 1988 pela Biblioteca Nacional e se chama “Para uma história do negro no Brasil”. Encontramos também a atuação de bibliotecárias(os) negras(os) dentro de associações profissionais, FEBAB, conselhos federal e regionais da área. No Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), hoje, estamos no terceiro presidente do CFB bibliotecário negro, o professor Marcos Miranda. Dentre as primeiras graduações de pessoas negras em biblioteconomia encontramos a Regina Tonini, que por muitos anos foi bibliotecária da Petrobrás. Na docência, a professora Maria Aparecida Moura como primeira professora e bibliotecária negra titular da Escola de Ciência da Informação e com importante produção científica e atuação profissional em prol de causas antirracistas e das ações afirmativas dentro da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Os eventos científicos como o Painel Biblioteconomia em Santa Catarina, o Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação (CBBD), em Santa Catarina, Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB), também contaram com apresentações de trabalhos e palestras que tinham o recorte étnico-racial. Importante frisar que houve um aprofundamento na produção científica e em estudos de pós-graduação no campo, a partir da implementação da Lei de Diretrizes e Base da Educação Brasileira (LDB) e da Lei nº 10.639/2003, que trouxeram a obrigatoriedade do ensino de história e cultura negras nas redes de ensino brasileiras.

Com a análise do currículo lattes e com os dados do mapeamento, verificamos que existem bibliotecárias(os) negras(os) que realizam ações enfoque étnico-racial dentro das bibliotecas brasileiras, mesmo que muitos não divulguem essas ações via produção científica. Assim, englobando tudo isso criamos a Cronologia da Biblioteconomia Negra Brasileira – publicada nos anexos da dissertação.

A pesquisa demonstrou que há tempos a questão étnico-racial tem sido abordada, refletida e discutida dentro do campo biblioteconômico-informacional, em especial por pessoas bibliotecárias negras. Ou seja, esse movimento da Biblioteconomia Negra não é novo – vide a Black Librarianship Americana que tem sua existência datada desde 1808 -, o que ainda existe é um discurso de que são discussões e pesquisas inaugurais, quando na verdade bibliotecárias(os) negras(os) já estão pensando a formação bibliotecária (que ainda possui um viés eurocentrado e norteamericanizado, em grande parte fora das realidades do nosso país); o racismo presente nas relações; a branquitude presente nas práticas profissionais e na docência, responsabilidade ético-política para a cidadania etc. E mais importante: estão buscando soluções para resolver esses problemas.

Dentre os pontos positivos tenho percebido a ampliação do movimento de bibliotecárias(os) negras(os) pelo país. Atualmente temos o Coletivo Nacional de Bibliotecárias(os) Negras(os), cuja criação aconteceu a partir da união das pessoas autoras da obra coletiva “Bibliotecárias(os) Negras(os): ação, pesquisa e atuação política”, publicada pela Associação Catarinense de Bibliotecários em 2018. Há também a formação de Coletivos Regionais, como o Coletivo de Bibliotecárias(os) Negras(os) de São Paulo e outros ainda em construção.

Além disso, a criação do Encontro Nacional de Bibliotecárias(os) Negras(os) e Antirracistas, cuja a primeira edição foi realizado no ano passado, agregou pessoas bibliotecárias negras e não-negras para discussão de diversas ações de engajamento em prol de melhores condições de emprego e trabalho, acesso à educação e à capacitação, desconstrução do racismo institucional e estrutural, além de ações voltadas para o fortalecimento identitário das populações de origem africana em bibliotecas e unidades de informação.

No entanto, apesar da existência da Biblioteconomia Negra Brasileira, quando chegamos à formação bibliotecária, esse movimento ainda é desconhecido, assim como é incipiente a introdução das culturas africanas e afro-brasileiras nos currículos dos cursos presenciais de biblioteconomia brasileiros. Na pesquisa, identificamos 16 disciplinas sobre as questões étnico-raciais em mais de 2.200 analisadas. Ainda, nas entrevistas com docentes vimos que mesmo considerando importante as temáticas, percebemos que muitos ainda desconhecem intelectuais negras(os) da biblioteconomia, pesquisas e projetos sobre essas questões, assim como poucos introduzem essas discussões em sala de aula.

A falta de formação para uma biblioteconomia antirracista e afrodiaspórica traz essas e outras consequências, especialmente em uma sociedade como a brasileira, onde a branquitude e o racismo são estruturantes e estruturadores das relações sociais, trabalhistas, políticas e econômicas; e o mito da democracia racial e a meritocracia são utilizados como justificativas frente às desigualdades presentes na sociedade.

Somente com uma transformação curricular dos cursos que promova conhecimento sobre aspectos sociohistóricos de construção do país e percepção crítica sobre manutenção das desigualdades e opressões sofridas pelas populações negras – que são deixadas à margem para exploração de uma sociedade capitalista – é que poderemos formar profissionais com consciência ético-política, comprometidos com a diversidade e sensibilizados para questões sociais e étnico-raciais. O que se espera é o enfretamento dos obstáculos supracitados para a construção de uma Biblioteconomia brasileira com um currículo antirracista, que contemple epistemologias diversas e perspectivas coletivas de construção cidadã de uma sociedade.

Mapeamento de bibliotecárias(os) negras(os)

Na esteira desse debate e dessas pesquisas, estamos realizando o mapeamento de bibliotecáras(os) negras(os). O intuito é conhecer e visibilizar a todas as pessoas negras da biblioteconomia no doutorado. Quero me aprofundar nas epistemologias negro-africanas da biblioteconomia e no pensamento de bibliotecárias(os) negras(os) para visibilizá-los como intelectuais e colaboradoras(es) da construção da nossa profissão em todos os setores, desde o ensino até a atuação. Para colaborar com a pesquisa, as pesquisas podem acessar o link do mapeamento clicando aqui. Os livros sobre e por bibliotecári@s negr@s podem ser baixados aqui.

Fonte: REVISTA BIBLIOO

COMO MOSTRAR NOSSAS BIBLIOTECAS E OS SEUS ACERVOS DURANTE A QUARENTENA?

Algumas experiências das instituições alemãs são especialmente importantes para que os profissionais saibam como proceder nesse momento

Texto por Patrícia Oliveira

As bibliotecas em memoriais são bastante especiais, pois elas lidam tanto com a lembrança e a carga simbólica das instituições em que estão inseridas, quanto com a produção e a elaboração artística, probatória ou teórica sobre os memoriais e os fatos relacionados a eles. Elas trazem consigo, muitas das vezes, a autenticidade de materiais originais e relatos de sobreviventes, e também as fases e transformações interpretativas dos fatos ali vividos, sendo um ambiente por excelência, de convivência, debate e aprendizado constante.

Os eventos que motivam a criação desses memoriais exigem a sua elaboração através da visitação constante aos temas que eles carregam, e essa é apenas uma das diversas razões que justificam a criação de acervos bibliográficos e arquivísticos nesses locais, como uma nova camada de informação histórica.

Entretanto, em um momento bastante atípico no mundo, com o impedimento voluntário ou compulsório de visitação a memoriais, as bibliotecas dessas instituições seriam fundamentalmente afetadas, desde que não ativassem também formas de transmitir seus conteúdos, serviços e acervos para um público que não vai poder visitá-las durante esse intervalo.

A utilização de hashtags como #Closedbutopen (fechadas mas abertas), #MuseumFromHome (museu a partir de casa), #BibliothekenSindDa (bibliotecas estão aqui) é importante por atuar dentro das redes sociais e gerar interação a partir de seus assuntos em destaque, além de dar a chance de através de uma hashtag ou um reposting, aparecer para públicos que não as conheciam.

Mas, meu desejo com esse texto é exatamente apresentar algumas ideias que encontrei por aqui, na Alemanha, onde realizo estágio na Fundação Alexander von Humboldt, dentro das próprias instituições, e que me ajudam a pensar o como fazer, a partir de nossas atuais demandas, possibilidades técnicas em trabalho não presencial, e porque não, também o nosso desejo para o futuro próximo de mostrar ao público formas de explorarem todo o nosso potencial como acervos e serviços, seja física ou remotamente.

VOCÊ PRECISA DE NOSSO ACERVO PARA GERAR CONTEÚDO DE QUALIDADE? CONVITE PARA UTILIZAÇÃO DOS ACERVOS PARA FINALIDADES EDUCATIVAS E CULTURAIS

A produção de conteúdo para internet por terceiros, seja em formato de blogs, vídeos, postagens no instagram e twitter, pode ser excelente ferramenta de divulgação dos temas dos memoriais para diferentes públicos, principalmente aquele que não terá acesso físico ao local de memória. Ou mesmo com o fechamentos das escolas, momento em que muitas atividades de ensino e aprendizagem estão sendo ministradas online, a disponibilização de material referenciado com qualidade e licença de utilização aberta para fins educativos não comerciais, é uma boa medida para apoiar a divulgação dos memoriais, da memória dos locais e do trabalho dos profissionais de acervo e subsidiar o desenvolvimento de materiais com qualidade.

Eu recomendo aqui o projeto piloto Mauer Fotos, da Fundação Muro de Berlim (Gedenkstatte Berliner Mauer), que está disponibilizando, pela primeira vez, documentos originais que registram todo o período de duração do Muro, e com o diferencial de serem fotos de acervo também de particulares, trazendo uma ampla gama de aspectos do cotidiano de como o Muro foi uma das feridas da cidade por 28 anos. A sugestão do Memorial é que os utilizadores indiquem a fonte e o fotógrafo a partir do princípio “Use, compartilhe, participe” (“Nutzen, Teilen, Mitmachen”).

O que eu adoro nesse projeto, além de ter acesso a registros muito especiais e inéditos e utilizar um material que eu sei que teve um trabalho prévio de pesquisa e checagem por profissionais qualificados, é poder também contribuir com dados adicionais sobre as fotos, e dessa forma interagir e colaborar na construção da precisão da informação.

NÓS SENTIMOS SUA FALTA! SAIBA MAIS SOBRE A BIBLIOTECA QUE VOCÊ PODERÁ (RE)VISITAR!  CONVITE PARA VISITAR O ESPAÇO FÍSICO

Um ponto que me chama muito a atenção na comunicação das bibliotecas aqui em boa parte das redes sociais é o tom mais familiar e próximo. Por exemplo, desde que o lockdown foi forçando o fechamento ao público dessas instituições, eu vejo pelo menos uma, duas postagens das bibliotecas dizendo que sentem falta dos frequentadores #Wirvermisseneuch (nós sentimos sua falta), e fotos das prateleiras sem visitas, das cadeiras vazias e do silêncio nos corredores.

Esse tipo de mensagem, além de indicar quem é afinal o protagonista que demanda nossas ações, coleções e serviços, também abre mais um espaço de interação entre a biblioteca e a comunidade, para convidar os seus membros a visitarem seus acervos ao vivo, em breve. Nos comentários, os usuários podem tirar dúvidas acerca do fechamento, da entrega de materiais, do atraso e até de novos empréstimos, para quando os serviços estabilizarem.

Também é o momento que é possível mostrar tudo aquilo que está disponível no seu espaço físico quando a quarentena acabar, e deixar um ar de saudade e/ou de boas-vindas para a sua biblioteca, principalmente porque muitas das bibliotecas memoriais são apenas bibliotecas de referência. Esse é o exemplo do vídeo da Biblioteca do Topografia do Terror. O Bibliotecário Florian apresenta de forma muito amigável e concisa, o que a biblioteca pode oferecer quando estiver reaberta.

VOCÊ CONHECE NOSSA COLEÇÃO? QUE TAL UTILIZAR OS NOSSOS GUIAS NA NOSSA MEDIATECA?  CONVITE PARA CONHECER A PRODUÇÃO

Nas bibliotecas memoriais, o catálogo é uma forma de memória acessível: ela complementa a produção de conteúdo acerca do tema dos memoriais, e manifesta a nossa produção de sistematização, indexação e classificação deles. É uma outra possibilidade de acessar a memória para além dos artefatos e dos lugares autênticos. Os guias podem ser desde os mais convencionais, onde em formato texto nós apresentamos nossas coleções, ou mesmo em formatos que envolvam outros tipos de conteúdo complementar, além do material de arquivo e bibliográfico, como fotografias, vídeos, testemunhos em áudio, filmes.

Para esse exemplo, eu quero apresentar a Biblioteca de Mídia da STASI (Stasi-Mediathek), que apresenta acervos que destacam o modo de operação, estrutura, métodos e desenvolvimento do Ministério de Segurança do Estado da Alemanha.

É um ótimo modelo de como apresentar as informações gerais de forma cronológica em formato de linha do tempo, e com adições a coleções temáticas, como a “Operação Pantera Negra” envolvendo três membros do partido em uma troca tiros em Ramstein, ou a hercúlea operação para um show de 15 minutos do roqueiro Udo Lindenberg em 1983 na República Democrática da Alemanha (antiga Alemanha Oriental),  ou até a conexão da polícia secreta e as ações durante os “Jogos Olímpicos de 1972”.

VOCÊ PRECISA DE AJUDA? PRODUÇÃO DE MATERIAL DE SUPORTE À PESQUISA

Não somente quando o usuário nos procura no balcão, mas quando ele ainda está no processo de levantamento de fontes de pesquisa, os manuais de procedimentos, as FAQs podem estar no ar para dar mais informações sobre o que e o como é possível encontrar em nossos acervos e nossos serviços o que se está buscando. Na impossibilidade da visita física, ou no atendimento remoto imediato, esses guias são o primeiro acesso às nossas possibilidades como espaço de informação.

Aqui na Alemanha eu encontrei um lindo exemplo, feito pela equipe do NS-Dokumentationszentrums der Stadt Köln (NS – DOK Koln). Nessa biblioteca, o público é bastante variado: funcionários da casa, imprensa, alunos da educação básica e ensino superior, pesquisadores e também público infanto-juvenil, devido a oferta robusta de programação para esse público no Memorial. No site, é possível encontrar uma animação sobre como fazer uma pesquisa sobre o Nacional-Socialismo. O vídeo tem a linguagem bastante acessível, e mostra o passo a passo das etapas da pesquisa, envolvendo os aspectos de organização de tempo, sugestão de procedimentos de busca e apresentação de um checklist elaborado pela equipe.

Esses são apenas alguns exemplos de como mobilizar o público para conhecer melhor, ou pela primeira vez, os nossos espaços e também o nosso trabalho em bibliotecas. Claro que aqui ou meu recorte engloba iniciativas de bibliotecas em memoriais com temática sensível, e isso envolve problemas de ordem legal, como a disponibilização de materiais com identificação pessoal, conteúdos que sem a devida contextualização poderiam ser manipulados para utilização inadequada na internet, ou mesmo imagens e depoimentos com alta carga de violência e emoção.

Entretanto, mesmo com essas questões, as instituições discutiram e apresentaram saídas com soluções simples, que podem ter significativo impacto positivo em interações com os usuários, estando eles dentro ou fora das paredes de nossas bibliotecas. E na sua biblioteca, centro de documentação e arquivo, qual tipo de iniciativa você adotou ou deseja adotar? Quais são as suas principais dificuldades em tomar alguma iniciativa? Vamos pensar juntos?

Fonte: REVISTA BIBLIOO

Las recomendaciones de REBIUN para la reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas

La Red de Bibliotecas Universitarias Españolas (REBIUN) ha creado y publicado un documento con una serie de recomendaciones para la reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas. El objetivo de estas recomendaciones es servir como un documento base de referencia y guía para que las bibliotecas puedan desarrollar e implementar sus propios planes de vuelta a la presencialidad. Comentar que en dicho documento se especifican detalladamente todos y cada uno de los elementos y servicios a tener en cuenta para hacer una reapertura segura para las personas, además de los medios para seguir ofreciendo el servicio vía online.

Desde la puesta en marcha por parte de las autoridades gubernamentales de las medidas que progresivamente se han adoptado para evitar la propagación del virus COVID-19, la Universidad ha modificado su funcionamiento, servicios y procedimientos con el objetivo de no interrumpir la docencia y mantener su actividad académica por medios telemáticos. Se plantean ahora unas recomendaciones dirigidas de forma específica a las bibliotecas que forman parte de la red con el objetivo de que sean un documento base que pueda servir de referencia y guía a las bibliotecas para desarrollar e implementar sus propios planes de vuelta a la presencialidad.

Entre los principios generales de las «Recomendaciones REBIUN para un protocolo sobre reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas» cabe destacar el desarrollo de medidas que garanticen la seguridad de los trabajadores y de los usuarios, la necesidad del distanciamiento social y la buena conducta de los usuarios para contener la pandemia, la evaluación y revisión continua de las medidas con el objetivo de adaptarlas,  y el inicio de la actividad presencial de las bibliotecas universitarias condicionado a la presencialidad de la comunidad universitaria en el campus.

Antes de compartir los puntos más destacados de esta propuesta de protocolo de actuación para la reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas, y que bien resumen desde REBIUN, comentar que es un excelente trabajo. Quizás de los más extensos y detallados de todos los que he visto hasta ahora. Y, cómo no, agradecer la mención que me hacen en dicho documento por el post que escribí a principios de abril: 7 medidas a tener en cuenta para crear un protocolo de actuación ante la apertura de las bibliotecas.

  1. Preparación inicial de las bibliotecas universitarias y científicas

Del personal

  • Valoración en cada momento del grado de presencialidad estrictamente necesario en relación a los servicios y tareas a desarrollar.
  • Posponer la vuelta a la presencialidad del personal en situación de riesgo.
  • Adopción de medidas organizativas: teletrabajo, redistribución de tareas y establecimiento de turnos.
  • Información y participación del personal en la elaboración de los planes de reapertura de las bibliotecas universitarias y científicas.
  • Información de las medidas y normas de higiene, así como de procedimientos a seguir que garanticen el establecimiento de un entorno de trabajo seguro.
  • Organizar la entrada/salida al trabajo de forma escalonada.

De las instalaciones

  • Zonas de trabajo individualizadas o bien separadas con mamparas y manteniendo la distancia social especialmente en los mostradores de préstamo.
  • Zonas internas de trabajo (despachos): en general se evitará la presencia de más de una persona por despacho, cuando esto no sea posible, se mantendrá una distancia de, al menos, 2 metros por persona.
  • Individualizar el espacio de trabajo: mobiliarios, sillas, etc. Si no es posible individualizar equipos, al menos teclado y ratón.
  • Ventilación de espacios preferentemente de forma natural.
  • Establecimiento de circuitos de entrada y salida y de circulación por los edificios (escaleras de subida y bajada, circulación por la izquierda, derecha, etc.)
  • Refuerzo de la desinfección de las instalaciones y superficies de trabajo, así como las de uso por parte de los usuarios una vez que llegue el momento de apertura de las salas.

De los procesos

  • Potenciar el teletrabajo en aquellas unidades en las que no sea imprescindible una presencialidad: adquisiciones, catalogación, circulación.
  • Ordenación de salas y depósitos: colocación de fondos desinfectados realizando la tarea de forma individual y con mascarilla y guantes.
  • Concentración de procesos que forman parte de un mismo flujo de trabajo para que participen el mínimo número de personas posible.
  • Evitar reuniones presenciales y reparto de documentos impresos para las mismas.
  • Suprimir reuniones informales en zona de café y/o descanso.
  • Se evitará el desplazamiento del personal dentro de las instalaciones, o entre unas áreas de trabajo y otras y evitar el uso de ascensores.
  1. Puesta en marcha de los servicios en las bibliotecas universitarias y científicas

Medidas en las que prevalece el distanciamiento social con los usuarios y desinfección de equipamiento

  • Marcado de los puestos de lectura.
  • Control de aforo y circuitos de circulación de personas.
  • Restricción de acceso a zonas en las que no sea posible controlar distanciamiento social (salas de trabajo).
  • Formación de forma virtual.
  • Medidas de desinfección e higiene de los puestos de lectura.
  • Uso de mamparas en zonas de atención a usuarios y atención directa con guantes y mascarilla.
  • Señalización de puntos de espera manteniendo distanciamiento social.
  • Restricción de acceso (mediante señalización) a las zonas de libre acceso a los fondos bibliográficos.
  • Establecimiento de sistemas de préstamo previa petición (al menos en las primeras fases).
  • Retirada de equipamiento informático de uso público y restablecimiento progresivo según la evolución.
  • Disponibilidad de gel hidroalcohólico para manipular las máquinas de autopréstamo, llegado el caso.

Servicio de préstamo

Devolución de documentos

  • Contemplar acciones progresivas para la devolución de materiales, evitando la presencia masiva en las bibliotecas (al menos 15 días de plazo a partir de la fecha de vencimiento final de devolución).
  • Mediante datos estadísticos de préstamo, planificar las devoluciones estableciendo días o franjas concretas.
  • Reflejar en los sistemas de gestión a efectos informativos el estado de “ejemplar en cuarentena”.
  • Eliminar las sanciones a aquellos usuarios que les venció el préstamo unos días antes del cierre.
  • Aplicación del periodo de cuarentena a ordenadores, periféricos, DVDs…
  • Evitar el contacto bibliotecario-usuario en el momento de la devolución.
  • Facilitar la devolución de materiales a estudiantes Erasmus o residentes en otras localidades

Cuarentena de materiales

  • Establecer un circuito propio para los materiales que pasen a estar en cuarentena.
  • Habilitar un espacio físico diferenciado para materiales en cuarentena (libros, paquetería…).
  • Habilitar un protocolo de desinfección para materiales que lo permitan (materiales con superficies plásticas).
  • Establecer un período de 10 días para la cuarentena de materiales.
  • Manipulación del fondo de forma segura (guantes, mascarilla).
  • Identificar la fecha de depósito en cuarentena y ubicar el fondo en entorno seguro cerrado (bolsas de plástico, cajas de cartón o estanterías específicas para ello).
  • El uso de máquinas para la desinfección de fondo bibliográfico daña los materiales. Dada su inversión, se recomienda su uso si se van a incorporar como un procedimiento habitual del tratamiento documental más allá de este período concreto.
  • Los documentos que ingresan en la biblioteca vía adquisiciones tienen que pasar por el circuito establecido para la cuarentena.

Reestablecimiento del servicio de préstamo

  • Incorporar para el préstamo materiales disponibles en libre acceso con garantías de desinfección.
  • Ajustar los tiempos establecidos para las reservas incorporando los 10 días establecidos para la cuarentena.
  • Evitar préstamo de libros en papel cuando exista en la biblioteca versión electrónica.
  • Solicitar a los docentes que incluyan en sus bibliografías recomendadas títulos disponibles en versión electrónica.
  • Establecer un servicio de préstamo con cita previa (fase inicial) o bien controlar las aglomeraciones.
  • Fijar un punto de entrega y recogida único en la biblioteca de los materiales en préstamo para evitar el contacto físico.
  • Ampliar los plazos de préstamo para los periodos de corta duración.
  • Aminorar las sanciones.
  • Para personas con factor de riesgo y movilidad reducida, establecer un servicio de préstamo por mensajería.
  • Disponer de gel hidroalcohólico en la zona de máquinas de autopréstamo cuando se estime su restablecimiento.
  1. Información y sensibilización

Objetivo. Generar confianza para todos: la biblioteca un espacio seguro. Implicación de todos para hacer de la biblioteca un espacio seguro.

Información a los usuarios

  • Sobre medidas higiénicas y sanitarias para el correcto uso de los servicios y expuesta en zonas de entrada y de paso obligado.
  • Sobre el aforo, limitación y nuevas formas de uso de los servicios disponibles.
  • Señalética para el distanciamiento social, puestos de lectura a emplear, zonas o servicios restringidos.

Información al personal

  • Medidas adoptadas para garantizar la seguridad.
  • Nuevos procedimientos implementados para un entorno seguro.
  • Participación en el plan de reanudación de los servicios de biblioteca.

Medios

  • Imagen de campaña, eslogan y señalética diferenciada.
  • Soporte impreso y redes sociales, página web.
  • Canalizando dudas, sugerencias, etc… por parte de los usuarios.
  1. La biblioteca digital. Servicios y contenidos digitales
  • Priorizar la adquisición de contenido electrónico sobre papel, especialmente en bibliografía recomendada, así como las plataformas de préstamo electrónico.
  • Desarrollar servicios de digitalización conforme a lo establecido en la legislación en materia de derechos de autor.
  • Dirigir consultas y trámites con la biblioteca a un entorno digital (chat, pregunte al bibliotecario, formularios…)
  • Consolidar la oferta de cursos de formación on-line, incorporando nuevas herramientas que permitan una mayor interacción con los usuarios (videoconferencia, agregación de archivos…)
  • Producir nuevos materiales formativos y guías de contenidos dirigidos a los alumnos.
  • Impulsar el papel de la biblioteca en el desarrollo de la Ciencia abierta (repositorio institucional).
Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: Julián Marquina

Livros em quarentena, agendamentos e atendimento na porta: como a Biblioteca Pública de Porto Alegre retomou seus trabalhos

Espaço cultural foi autorizado a reabrir após o último decreto da prefeitura da Capital

Livros devolvidos não irão diretamente para as prateleiras da biblioteca Josué Guimarães
Lauro Alves / Agencia RBS

Texto por Marina Pagno

Caminhar a passos lentos pelos corredores, passar mais de uma vez entre as estantes empilhadas de livros, tocá-los e escolhê-los com as próprias mãos são atitudes corriqueiras e bem pessoais de quem frequenta bibliotecas. Esse cenário, porém, teve de ser modificado na Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães, em Porto Alegre, que retomou seus trabalhos na manhã desta segunda-feira (25) com outra rotina e trazendo novas experiências para funcionários e leitores.

O “novo normal” da biblioteca se dá com atendimentos na porta e retiradas e devoluções de livros por agendamento. Desde a semana passada, quando a prefeitura autorizou a reabertura de bibliotecas e museus na Capital, a equipe da Josué Guimarães começou a entrar em contato com quem ficou com livros em casa enquanto o local estava fechado, além de organizar o espaço para recebê-los.

— Estamos priorizando os usuários da biblioteca que estão com livros em casa para devolver, combinando horários para que venham até aqui fazer a devolução e para que mandem por e-mail, de forma antecipada, os títulos que querem retirar — explica a diretora Renata Borges.

Apenas funcionários da Biblioteca Pública podem acessar os livros do acervo. Para bloquear a entrada, foi colocada uma mesa em frente à porta de vidro, transformando o espaço no novo ambiente de devolução e retirada dos volumes. Renata conta que, por isso, prefere dizer que os atendimentos foram retomados e não que a biblioteca reabriu as portas.

— As pessoas não vão poder chegar aqui e escolher como antigamente — diz.

Os agendamentos

Para combinar a devolução ou a retirada de livros, o contato deve ser feito pelo e-mail bibliot@portoalegre.rs.gov.br. A partir daí, a equipe agenda um dia e um horário que fique bom para o usuário e para o local, já que ocorre apenas um atendimento por vez. O telefone (51) 3289-8078 também está disponível para fazer os agendamentos. Esse, inclusive, foi o canal usado pelo aposentado Carl Ernst Conrad Hofmeister, o primeiro leitor a chegar à porta da biblioteca na manhã desta segunda.

— Eu liguei na sexta-feira (22), me atenderam e marcaram para que eu fosse hoje (segunda), às 10h. Entreguei meus livros na porta e eles já haviam selecionado outros livros que eu havia pedido ainda na sexta — conta o leitor de 83 anos.

Carl Ernst Conrad Hofmeister, 83 anos, devolveu e retirou livros na porta da biblioteca
Lauro Alves / Agencia RBS

Hofmeister devolveu dois livros da biblioteca, que deveriam ter sido deixados no local ainda em 30 de março, mas que ficaram estacionados em sua casa por conta das restrições provocadas pelo coronavírus. Ele aproveitou a viagem e pegou mais três exemplares.

— Para quem gosta de ler, é bom essa reabertura, porque cinema está fechado, teatro está fechado, então é um bom entretenimento — diz, sobre a retomada do funcionamento do local que contribui com seus hábitos de leitura há cinco anos.

Catálogo online e curadoria

Se o usuário não pode entrar na biblioteca, como escolher novas obras para leitura? O caminho recomendado é a consulta no catálogo online que engloba todas as bibliotecas geridas pela prefeitura da Capital. Por ele, dá para conferir os títulos disponíveis no acervo da Josué Guimarães e solicitar os exemplares por agendamento. Para acessar, é só clicar aqui.

Quem não tem muita habilidade ou acesso à internet conta com a ajuda dos funcionários, que fazem uma espécie de curadoria sugerindo livros com base nas últimas obras retiradas pelo usuário ou perguntando para eles, na hora do agendamento, seus gostos de leitura do momento.

— É um trabalho que a gente já fazia antes, mas muito mais cegamente do que agora. A gente acaba tendo que intermediar o acesso ao acervo com mais frequência do que antes — explica a diretora Renata Borges.

Quarentena

Outra mudança significativa na Biblioteca Pública Municipal se refere à chegada dos livros. Todas as obras que retornam ao local são colocadas em quarentena, isoladas por 14 dias em uma caixa para evitar possíveis contaminações. Após o período, os livros são higienizados na parte externa e retornam para as prateleiras.

— Não temos como higienizar página por página, então esse é o melhor jeito de evitar possíveis transmissões, ficar um período grande isolado. E aqui dentro só manuseamos os livros com máscaras e luvas — diz Renata, sobre os cuidados entre os funcionários.

Nas redes sociais, a biblioteca também está ativa no Instagram, no Twitter e no YouTube, onde há postagens para que os usuários mantenham a ligação com a literatura mesmo nesse período de menos contato físico.

— A gente sentiu a importância da biblioteca nesse período em que ficou fechada. Muita gente nos ligou na semana passada querendo saber dos atendimentos, tivemos muitos retornos positivos, é isso que está pesando agora — conclui Renata.

Outros espaços reabrem

Além da Biblioteca Pública Municipal, o Museu Joaquim José Felizardo e o Arquivo Público Municipal também reabriram as portas nesta segunda, com restrições e horários reduzidos.

As pinacotecas, previstas para retomar as atividades nesta semana, tiveram uma mudança na programação. A Ruben Berta está recebendo agendamentos para receber visitantes a partir de 2 de junho. Já a Aldo Locatelli permanecerá fechada até segunda ordem.

Confira, abaixo, os novos horários e as restrições em cada local:

Biblioteca Pública Municipal Josué Guimarães

Atendimento presencial mediante agendamento para empréstimos e devoluções, com limitação de uma pessoa por vez.

Horário: das 9h às 15h, de segunda a sexta.

Consulta local e acesso ao acervo seguem suspensos.

Informações e agendamentos pelo e-mail bibliot@portoalegre.rs.gov.br.

Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

Jardim aberto e exposições com acesso limitado a duas pessoas por sala.

Horário: das 13h às 17h, de segunda a sexta.

Atendimento a pesquisadores do acervo fotográfico mediante agendamento, pelo telefone (51) 3289-8276 ou pelo e-mail karina.santos@portoalegre.rs.gov.br.

Agendamento de pesquisa para os demais acervos pelo e-mail museu@smc.prefpoa.com.br.

O agendamento de grupos segue suspenso.

Arquivo Histórico Municipal Moysés Vellinho

Atendimento presencial mediante agendamento com limitação de uma pessoa por turno.

Horário: das 9h às 11h e das 13h às 15h, de segunda a sexta. Entre 11h e 13h, será realizada higienização da sala de pesquisa.

Pesquisador deverá levar seus Equipamentos de Proteção Individual (luvas e máscara).

Informações e agendamentos pelo telefone (51) 3289-8282 ou 3289-8278 ou pelo e-mail arquivohistorico@smc.prefpoa.com.br.

Pinacoteca Ruben Berta

Atendimento a visitantes e pesquisadores ao acervo e exposições mediante agendamento pelo telefone (51) 3289-8292 ou pelo e-mail acervo@portoalegre.rs.gov.br.

Horário: terças e quintas, das 13h às 17h.

O agendamento de grupos segue suspenso.

Centro de Documentação e Memória – Cinemateca Capitólio

Atendimento presencial mediante agendamento, com limitação de uma pessoa por hora.

Horário: das 9h às 15h, de segunda a sexta.

Pesquisador deverá levar seus Equipamentos de Proteção Individual (luvas e máscara).

Informações e agendamentos pelos telefones (51)3289-7464 e 3289-7469 e pelo e-mail pesquisacapitolio@gmail.com.

Fonte: GaúchaZH

Biblio em Ação: o que podemos fazer durante a pandemia

Nesta sexta-feira (29), às 18h, acontece a primeira edição do “Biblio em Ação: o que podemos fazer durante a pandemia”. Com a presença de Cristiane Camizão Rokicki, Luciana de Paula Arjona e Rosely Bianconcini Mulin, o evento discutirá o papel das bibliotecas universitárias diante da Covid-19. A mediação será por conta da nossa coordenadora do curso de Biblioteconomia, Valéria Valls.

Anote na agenda e não perca! Os inscritos receberão o link da transmissão por e-mail até 4 horas antes do evento. Acesse o link https://bit.ly/3dh7oBm e faça sua inscrição.

PRAZO DA LEI DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES CHEGA AO FINAL COM POUCOS AVANÇOS

Hoje apenas 45,7% das escolas públicas de ensino básico contam com bibliotecas ou salas de leituras, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019

Texto por Chico de Paula

Promulgada em 2010, a Lei nº 12.244 estabeleceu um prazo de dez anos para as escolas do ensino básico das redes públicas e privadas criassem suas bibliotecas, as quais deveriam contar com, no mínimo, um título para cada aluno matriculado. Dez anos após sua entrada em vigor, a “lei das bibliotecas escolares”, conforme ficou conhecida, está longe da sua realização.

Hoje apenas 45,7% das escolas públicas de ensino básico contam com bibliotecas ou salas de leituras, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019. Ao analisar os recursos de infraestrutura disponíveis nas escolas, a pesquisa descobriu que no Ensino Fundamental apenas 48% têm bibliotecas e/ou salas de leitura (só bibliotecas 27,3% e só salas de leitura 14,5%).

Já no Ensino Médio, esse número sobe para 85,7% (só bibliotecas 53,8%; só salas de leitura 20,6% e salas de leitura e bibliotecas 11,3%). Nas escolas de Ensino Integral, por sua vez, 53,1% dispõem de bibliotecas e/ou salas de leitura. Embora os números tenham avançado nos últimos anos, estes podem ser questionados na medida em que são fornecidos pelas direções escolares, que ao responderem o Censo Escolar acabam muitas vezes por contabilizar como bibliotecas espaços incondizentes com o conceito de biblioteca.

A Lei, assinada pelo então presidente Lula, considera “biblioteca escolar a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura”, devendo ser a profissão de bibliotecário ser respeitada. A propósito, não existem dados sobre o quantitativo destes profissionais empregados atualmente nestes estabelecimentos, o que dificulta sua caracterização.

No ano passado o Senado Federal realizou uma enquete sobre o estabelecimento da presença de bibliotecários em todas as bibliotecas escolares do país. Ao receber 20 mil apoios, a ideia, cujo prazo limite de participação se encerrou no dia 11 de março deste ano, se tornaria uma Sugestão Legislativa, o que garantiria ser debatida pelos Senadores. Só que a proposta não alcançou seu objetivo, fechando em 9.110 apoios.

Também no ano passado a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania ( CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a redação final do Projeto de Lei 9.484/18, de autoria da ex-deputadas Laura Carneiro (PMDB-RJ) e da deputada Carmen Zanotto (PPS-SC), que cria o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares (SNBE).

Pela proposta, o Sistema terá como funções básicas incentivar a implantação de bibliotecas escolares em todas as instituições de ensino do país, promover a melhoria do funcionamento da atual rede de bibliotecas escolares, bem como definir a obrigatoriedade de um acervo mínimo de livros e materiais de ensino nas bibliotecas escolares etc.

Além de criar o SNBE, o Projeto de Lei busca prorrogar para 2024 o prazo para que todas as escolas do país tenham biblioteca com acervo mínimo de um livro para cada aluno matriculado e um bibliotecário por escola. Um dos principais pontos do PL prevê a modificação do conceito de biblioteca escolar, previsto na Lei nº 12.244/2018, substituindo a palavra “acervo” por “equipamento cultural”. O objetivo é que esses espaços deixem de ser vistos como “depósito estático de livros e materiais”.

Depois de aprovado na Câmara, o PL seguiu para o Senado onde tramita como Projeto de Lei n° 5656, de 2019, estando nesse momento na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, aguardando o parecer da relatora, a senadora Zenaide Maia. Como o prazo original da Lei continua em vigor, ele continua obrigatório para as escolas de educação básica, sejam públicas, sejam privadas.

Nos últimos anos uma série de debates sobre a implementação da Lei foram realizados. No Congresso Nacional, em Assembleias Legislativas e até em Câmaras de Vereadores as audiências públicas se multiplicaram. Aqui na Biblioo o tema das bibliotecas escolares foi de longe o mais abordado nestes nove anos de existência, o que não foi suficiente para garantir a realização na prática deste importante espaço de educação.

A IMPORTÂNCIA DA BIBLIOTECA ESCOLAR

Uma pesquisa realizada em 2018 pelo Instituto Pró-Livro mostrou que o fato de uma escola ter uma boa biblioteca impacta diretamente no nível de aprendizado de seus estudantes. E o resultado é ainda melhor quando os alunos estudam em áreas mais vulneráveis do ponto de vista social e econômico.

Os pesquisadores estabeleceram correlações entre a qualidade de cada um desses quesitos e o impacto na aprendizagem. A presença de um responsável qualificado, que cuide da biblioteca e participe das atividades pedagógicas, por exemplo, gera um efeito no aprendizado de Português de até 4,0 pontos na Escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Isto representa um terço de um ano letivo.

Em relação aos professores, quando eles se envolvem em atividades de pesquisa e incentivam os alunos a frequentarem a biblioteca, isto aumenta em até sete pontos o desempenho no Saeb, o que representa 63% de um ano de aprendizagem em Português. No indicador de recursos eletrônicos, uma biblioteca bem equipada pode proporcionar uma diferença de quase 80% em termos de desenvolvimento de habilidades. Os quesitos espaço físico e qualidade dos responsáveis tiveram resultado semelhante: cerca de até 4,0 pontos no Saeb, o que corresponderia a 40% de um ano letivo.

Parafraseando uma célebre frase, não pergunte o que uma boa biblioteca pode fazer dentro de uma boa escola pela educação integral de qualidade, pergunte o que você pode fazer para que todas as escolas do seu bairro, da sua cidade, do seu estado e do nosso País tenham uma boa biblioteca”, disse em artigo a socióloga Christine Castilho Fontelles, que concebeu e coordena a Campanha “Eu Quero Minha Biblioteca” desde 2012.

Em outro artigo publicado aqui na Biblioo, Fontelles explica que as pessoas podem influir para garantir recursos públicos para que todas as escolas tenham sua biblioteca. Para tanto é fundamental que conheçam alguns mecanismos básicos da governança como o Plano Plurianual – PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e a Lei Orçamentária Anual – LOA.

A Campanha Eu Quero Minha Biblioteca, nascida em 2012 na esteira da Lei 12.244/10, atua na “produção e divulgação de argumentos para defender a importância da biblioteca da escola, preferencialmente aberta à comunidade, informações sobre recursos públicos que podem ser acessados para viabilizá-las e caminhos de incidência da sociedade civil junto ao poder público no chão em que se pisa”.

Em seus próprios canais e na parceria com a Biblioo tem desenvolvido conteúdo para auxiliar as pessoas na luta em favor das bibliotecas escolares.

Fonte: Biblioo

Biblioteca é contemplada com equipamentos para acessibilidade

Texto por Anderson Mendes

Biblioteca Municipal conta atualmente conta com cerca de 29 mil títulos. Foto: Divulgação

A Biblioteca Municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo, será contemplada com equipamentos de tecnologia assistida, voltados para uso do público com deficiência visual.

A conquista chega por intermédio do concurso “São Paulo + Inclusão Bibliotecas” responsável por selecionar projetos de bibliotecas públicas interessadas em receber os equipamentos, ligado ao governo estadual, e que contou com a participação de Mogi Mirim.

O município conquistou a terceira colocação no concurso, que premiou somente dez cidades de todo o Estado de São Paulo. A Biblioteca receberá nos próximos meses kits com scanner leitor, linha braile e computador.

O concurso é promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, através de convênio firmado com o Fundo de Interesses Difusos (FID) da Secretaria de Justiça e Cidadania.

As cidades interessadas deveriam elaborar um projeto indicando como pretendiam aprimorar os serviços bibliotecários para as pessoas com deficiência e qual estratégia seria utilizada para divulgação das novas ações para a comunidade cega.

Um dos objetivos é garantir o acesso desse público, equiparando as oportunidades das pessoas com e sem deficiência aos bens culturais. No Estado, os equipamentos já estão instalados em bibliotecas de 62 municípios.

O município se inscreveu em fevereiro para o programa, que era um desejo nosso enquanto secretaria. É mais uma conquista importante para a Biblioteca Municipal de Mogi Mirim, estamos colaborando para a inclusão e acessibilidade, oferecendo a Cultura para todo o público”, festejou o secretário de Cultura e Turismo, Marquinhos Dias.

Não foi divulgado prazo para a chegada do equipamento à Biblioteca, que atualmente conta com cerca de 29 mil títulos.

O espaço permanece fechado ao público, em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). (Da Redação)

Fonte: O Popular

BIBLIOTECAS Y SISTEMA EDUCATIVO POST COVID 19

Al escribir estas líneas, soy plenamente consciente de la gravedad de la situación de crisis sanitaria provocada por las consecuencias de la pandemia por el COVID 19  que padece nuestro país, y el resto del mundo. Ante esta situación es preciso adoptar decisiones que nos lleven a afrontar un futuro incierto en todos los sentidos.

Las autoridades sanitarias y docentes están planificando  el inicio del próximo curso 20-21, intentando que se den las mejores circunstancias sanitarias para toda la comunidad educativa, y que el curso, si no hay retroceso, y vuelta al confinamiento, se desarrolle de la manera más adecuada y eficaz.

Todo correcto en este sentido. Agradecemos y valoramos la antelación en la planificación y deseamos los mejores resultados.

Una de las medidas que se anuncian como posibles, y casi inevitables para conseguir el mayor distanciamiento social es la utilización de todos los espacios posibles para el uso educativo, y se especifican gimnasios, bibliotecas, salones de actos o salas de multimedia.

En principio, nada que objetar, pues, como decía el clásico; “salux publica, suprema lex”.

Esto no es óbice para que nuevamente volvamos a un asunto que desde siempre nos preocupa en la Federación ANABAD, como es la debilidad, dentro del sistema docente, del subsistema de bibliotecas educativas.

En el estado de confinamiento en que aún nos encontramos, ha quedado de manifiesto la importancia de las bibliotecas en todo el sistema educativo, desde el nivel preescolar al postgrado universitario. De haber existido un buen sistema de bibliotecas educativas, éstas habrían sido las responsables de facilitar a toda la comunidad educativa (alumnado, profesorado, y, en los niveles más elementales, madres y padres) los materiales necesarios y precisos para  llevar a cabo la importante función docente y discente.

Cada centro docente debe disponer de un adecuado servicio bibliotecario. En cada caso se decidirá cuál sea el modelo que más convenga; biblioteca central, de aula, de departamento, ese no es el caso.

Las bibliotecas universitarias, irregularmente desarrolladas en nuestro país, más o menos ofrecen una situación estable, aunque sin duda reclaman, y nosotros reclamamos para ellas, mayor atención, y mejores recursos.

Sin embargo, las bibliotecas de los centros de enseñanza elemental y media, presentan hoy muchos problemas:

El primer aspecto que deseo destacar, es la falta de un cuerpo profesional de personal bibliotecario educativo, y, por supuesto, de una adecuada especialización en las facultades y escuelas de biblioteconomía.

En la mayoría de los centros de estos niveles educativos, las bibliotecas no están atendidas por personal técnicamente cualificado. En muchas ocasiones, se trata de profesorado en periodo  de prejubilación, que suele carecer de la formación precisa casi siempre, y en muchos casos de la dosis de “vocación profesional” necesaria.

A partir de la inexistencia de este necesario personal bibliotecario, podemos asegurar que propiamente las bibliotecas educativas en las enseñanzas medias y básicas, en sentido estricto no existen, pues una biblioteca educativa necesita imprescindiblemente de la presencia de personal bibliotecario. O, en todo caso, si admitimos que en esta circunstancia existen, están claramente en precario.

En este estado lamentable, en muchos centros estas bibliotecas educativas se verán mermadas, y su actividad en claro y  evidente estado de crisis permanente.

A la vez que se establecen medidas de recuperación económica y social, (también de empleo) se deberá tener en cuenta entre las prioridades, las bibliotecas de centros educativos.

Al tiempo hay que ver estas bibliotecas junto al desarrollo de los servicios de bibliotecas municipales.

Ante la eminente precariedad de las bibliotecas educativas, se hace más evidente el reforzamiento de los servicios de biblioteca municipales. Ellas son, como tantas veces hemos repetido, la célula básica del desarrollo cultural comunitario.

La biblioteca como centro de información, como espacio para el estudio, como lugar para el trabajo cooperativo, como institución para el ocio cultural y el desarrollo personal, en la escuela, en el instituto, en la universidad, en el municipio, también como promotoras de toda suerte de acciones de difusión cultural, se nos presentan ahora más que nunca como  instituciones indispensables. Démosles a ellas todo nuestro apoyo.

22 de mayo de 2.020

José María Nogales Herrera

Presidente

Federación ANABAD

Fonte: Anabad

Todas las recomendaciones del Ministerio de Cultura para la reapertura de las bibliotecas públicas en Fase 0, 1 y 2

La Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria ha actualizado el documento que elaboró hace unos días con las recomendaciones para la reapertura de las bibliotecas en Fase 1. En este nuevo documento se incluyen las medidas para reabrir las bibliotecas públicas en territorios en Fase 0 y en Fase 2, además de las recomendaciones para aquellas que están en Fase 1.

Las recomendaciones han sido elaboradas por la Dirección General del Libro y Fomento de la Lectura a través de la Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria. En su preparación se han tenido en cuenta las recomendaciones internacionales de buenas prácticas de manipulación de libros y otros materiales en bibliotecas durante la crisis de la COVID‐19, y se ha escuchado a la Biblioteca Nacional de España y a la Comisión Permanente del Consejo de Cooperación Bibliotecaria.

Comentar que se recogen en las Fases 0 y 1, principalmente y de forma general, las actividades de préstamo y devolución de obras e información bibliográfica y bibliotecaria. En la Fase 2 se recogen, además de las acciones permitidas en Fase 0 y 1, las actividades de consulta en sala con aforo reducido y medidas extraordinarias de limpieza y desinfección, así como el préstamo interbibliotecario.

En ambas fases no podrán llevarse a cabo actividades culturales, de estudio en sala o de préstamo interbibliotecario. Tampoco se podrá hacer uso de los ordenadores y medios informáticos de las bibliotecas destinados para el uso público de los ciudadanos, así como de catálogos de acceso público en línea o catálogos en fichas de la biblioteca.

Sin embargo, en su caso, en la Biblioteca Nacional de España y en las bibliotecas especializadas o con fondos antiguos, únicos o excluidos de préstamo, se podrá permitir la consulta de publicaciones excluidas de préstamo domiciliario con reducción de aforo y sólo en los casos en que se considere necesario. Esta consulta estará restringida a fondos antiguos, especiales, únicos o excluidos de préstamo domiciliario por otros motivos.

La Dirección General del Libro y Fomento de la Lectura, a través de la Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria, ha elaborado las siguientes recomendaciones con el objetivo facilitar la reapertura de servicios bibliotecarios al público en las Fases 0, 1 y 2, basándose en lo establecido en las siguientes órdenes del Ministerio de Sanidad:

– Orden SND/388/2020, de 3 de mayo, por la que se establecen las condiciones para la apertura al público, realización de actividades y prestación de servicios en los archivos, de cualquier titularidad y gestión.

– Orden SND/399/2020, de 9 de mayo, para la flexibilización de determinadas restricciones de ámbito nacional, establecidas tras la declaración del estado de alarma en aplicación de la fase 1 del Plan para la transición hacia una nueva normalidad.

– Orden SND/414/2020, de 16 de mayo, para la flexibilización de determinadas restricciones de ámbito nacional establecidas tras la declaración del estado de alarma en aplicación de la fase 2 del Plan para la transición hacia una nueva normalidad.

Cartel con recomendaciones y servicios ante la reapertura de las bibliotecas

Es especialmente interesante el cartel que han elaborado para la reapertura de las bibliotecas en Fase 0 y en Fase 1. Por un lado, se señalan las recomendaciones para un uso responsable de las bibliotecas y, por otro lado, se identifican tanto los servicios que están disponibles como los no lo están en dichas fases de desescalada.

Fonte: Julian Marquina

Leitores: Leitura, bibliotecas escolares e alunos com diversidade funcional. Que relação?

A sociedade exige cada vez mais que a escola desenvolva competências nos alunos, no sentido destes mesmos serem agentes transformadores da realidade envolvente.

Texto por António José Alves Oliveira

A sociedade exige cada vez mais que a escola desenvolva competências nos alunos, no sentido destes mesmos serem agentes transformadores da realidade envolvente. A prestação de um ensino de qualidade tem sido uma preocupação de todos os intervenientes no processo educativo, que não pode, nem deve, ser separada de um princípio assente na igualdade de oportunidades para todos.

A educação de crianças com diversidade funcional nas turmas regulares veio provocar mudanças profundas no sistema educativo, partindo de alterações legislativas, organizativas e em mudanças das práticas educativas. O conceito de escola inclusiva baseia-se numa premissa: a de uma educação para todos, promovendo o respeito pelas diferenças e percursos individuais, devendo toda a comunidade escolar estar empenhada no processo de ensino e aprendizagem de todos os alunos. 

Uma abordagem inclusiva requer uma filosofia organizacional que vise o desenvolvimento de metodologias/estratégias diferenciadas, trabalho cooperativo/colaborativo entre professores, técnicos e famílias, medidas educativas adequadas e ajustadas aos alunos, recursos humanos e tecnológicos que lhes permitam melhorar o seu potencial humano. A questão da diversidade funcional no âmbito da Educação Especial tornou-se num princípio crucial do ponto de vista da equidade educativa e da coesão social. A elaboração de uma resposta coerente, integrada e sistemática a esta problemática, exige que se conheça as diferentes problemáticas educacionais.

Sendo hoje o Mundo uma aldeia global, onde a informação percorre os mais recônditos cantos do planeta a uma velocidade outrora impensável, os meios tecnológicos de divulgação são progressivamente mais diversificados e eficazes para os seus utilizadores. Perante este facto, a escola, sendo a instituição melhor capacitada para o papel de educar/formar os indivíduos que compõem a sociedade em que vivemos, deve estar preparada para conseguir acompanhar esse desenvolvimento acelerado do conhecimento e ser capaz de motivar todos os alunos, com ou sem dificuldades permanentes de aprendizagem e participação, durante toda a sua escolarização.

O aluno quando comunica através da linguagem verbal ou escrita, desenvolve situações de diálogo, revela as suas vivências, confronta as suas opiniões, aperfeiçoa o ato de falar, ler e escrever. 

Numa época em que o tema da literacia assume uma importância fulcral no desenvolvimento das sociedades contemporâneas, a experiência da leitura está interligada, não só no saber fazer implícito nas exigências profissionais a que os indivíduos estão sujeitos, mas também melhoria da sua qualidade de vida, quando pensamos que a leitura pode proporcionar-nos prazer, conforto e estimulação intelectual. 

A biblioteca escolar é um elemento da organização do estabelecimento escolar. Portanto, pode constituir-se como um pólo de renovação pedagógica, de comunicação, de animação cultural, de estimulação do conhecimento e de desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos. É neste cenário que a diferenciação pedagógica surge como um elemento fundamental no trabalho da biblioteca escolar, no que respeita à promoção de competências de leitura em alunos com diversidade funcional. 

A criação ou transformação das bibliotecas escolares em bibliotecas inclusivas será, inequivocamente, um modo de rentabilizar a documentação disponível em proveito da maximização das competências académicas dos alunos,  com resultados que se tornarão evidentes no desenvolvimento da inclusão laboral dos cidadãos com diferenças ao nível cognitivo, visual, auditivo ou motor.

É possível estimular a leitura dos alunos com diversidade funcional através da biblioteca da escola ou de uma qualquer biblioteca pública, desde que se tenha em conta a forma como o seu utilizador acede à mesma. Basta implementar algumas das tecnologias de apoio disponíveis atualmente, por exemplo: livros em áudio, com pictogramas,  filmes legendados ou com interprete de Língua Gestual Portuguesa, digitalizadores de texto, lupas digitais, etc.)

O professor-bibliotecário é aquele que pode abrir as portas da leitura a alunos com desvantagem intelectual, e frequentemente, social e económica. Mas dar o mesmo a todos no espaço da biblioteca da escola, não é respeitar a individualidade  ou responder às  necessidades educativas de cada aluno; é antes, promover a infoexclusão, algo que a escola inclusiva tem de erradicar, se quer ser verdadeiramente democrática.

Portanto, o professor-bibliotecário assume um papel vital, provavelmente ainda subvalorizado, na preparação e inclusão dos indivíduos no mundo que os rodeia. Mas a biblioteca não se resume apenas às funções de pesquisa documental, empréstimo de livros, ocupação de tempos livres, animação ou difusão de trabalhos. Através de diferentes formas de dinamização e estimulação de hábitos de leitura, a biblioteca está a desempenhar uma função de promoção da cultura e da inclusão social das pessoas com limitações na actividade e participação, de modo a que estas possam aceder ao conhecimento em igualdade de oportunidades, mas melhorando as suas condições e, assim, alcançarem um verdadeiro gosto pela leitura. A valorização crescente das necessidades especiais dos utilizadores das bibliotecas, parece estar a contribuir progressivamente para mudanças legislativas e alterações no funcionamento das bibliotecas públicas, que esperamos terem vindo para ficar.

Fonte: Reconquista

Jurisprudência em Teses e Bibliografias Selecionadas tratam de gratuidade da Justiça

A Secretaria de Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou a edição 148 de Jurisprudência em Teses, cujo tema é Gratuidade da Justiça I. Entre as teses disponibilizadas, a equipe responsável pelo produto destacou duas.

A primeira dispõe que o direito à gratuidade para pessoa jurídica em regime de liquidação extrajudicial ou de falência depende da demonstração de sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais.

A segunda estabelece que o beneficiário da assistência judiciária gratuita tem direito à elaboração de cálculos pela contadoria judicial, independentemente de sua complexidade.

O tema gratuidade da Justiça também foi abordado na nova edição de Bibliografias Selecionadas. Na publicação – sob responsabilidade da Secretaria de Documentação do STJ –, é possível acessar documentos de doutrina, legislação e jurisprudência sobre o assunto, editadas entre 2017 e 2020.

Sobre os prod​​​utos

A ferramenta Jurisprudência em Teses, lançada em maio de 2014, apresenta diversos entendimentos do STJ sobre temas específicos, escolhidos de acordo com sua relevância no âmbito jurídico.

Cada edição reúne teses identificadas pela Secretaria de Jurisprudência após cuidadosa pesquisa nos precedentes do tribunal. Abaixo de cada uma delas, o usuário pode conferir os precedentes mais recentes sobre o tema, selecionados até a data especificada no documento.

Para visualizar a página, clique em Jurisprudência > Jurisprudência em Teses, na barra superior do site.

O periódico Bibliografias Selecionadas é publicado pela Biblioteca Ministro Oscar Saraiva e traz referências de livros, artigos de jornais e revistas, legislação, notícias de portais especializados e outras mídias sobre temas relevantes para o STJ e para a sociedade, muitos deles com texto integral. Cada edição é dedicada a um tema específico.

Acesse a lista de bibliografias já publicadas.

Fonte: STJ

Portal Domínio Público é a opção para encontrar obras literárias em período de pandemia

Com bibliotecas fechadas devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), o Portal Domínio Público é uma opção para os internautas encontrarem obras literárias. No site www.dominiopublico.gov.br, administrado pelo MEC (Ministério da Educação), há uma biblioteca digital onde estão disponibilizados livros de autores consagrados como Machado de Assis, Eça de Queirós, Júlio Verne, Goethe, entre outros.

Além de romances, o Portal criado em 2004 também conta com poesias, ensaios, peças de teatro, livros em outros idiomas (inglês, espanhol, alemão e francês), materiais acadêmicos, exemplares para profissionais, obras infantis, músicas, mapas e fotografias.

Em decorrência da covid-19, a Biblioteca Municipal Martinico Prado continua fechada ao público. Por isso, indicamos um site repleto de materiais para acesso legal, simples e com muitas possibilidades a quem adora livros”, comentou Gustavo Grandini Bastos, bibliotecário municipal.

Seções que podem ser encontradas na Biblioteca Digital

  • A seção “Machado de Assis” com a apresentação da obra completa do grande escritor brasileiro, por exemplo, “Quincas Borba”, obra exigida para o vestibular da Fuvest, “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

  • Para os vestibulandos da USP e da Unicamp: além de “Quincas Borba” (Fuvest), também encontramos “A relíquia”, de Eça de Queirós (Fuvest), “A falência”, de Julia Almeida (Unicamp) e “O Ateneu”, de Raul Pompéia (Unicamp).

  • Clássicos da literatura mundial, como “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, “O Primo Basílio”, de Eça de Queirós, “Fausto”, de Goethe e “A Volta ao Mundo em 80 dias”, de Julio Verne.

  • Clássicos da literatura brasileira, como “Diva”, “Iracema”, “Lucíola” e “Senhora”, de José de Alencar, “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida e “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto.

  • Poesias – A biblioteca conta com obras dos heterônimos de Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac.

  • Livros em outros idiomas – “Macbeth”, de Shakespeare e “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert, entre outros autores

  • Materiais acadêmicos, livros para os profissionais da Educação, obras infantis, músicas, mapas e fotografias.

Fonte: Notícias de Araras

História da tipografia franciscana em Jerusalém em mostra online

Capela da Ascensão no Monte das Oliveiras, Jerusalém (AFP or licensors)

O objetivo da iniciativa é de apresentar alguns dos textos que fizeram parte da biblioteca da oficina franciscana de tipografia, agora conservados no fundo “Franciscan Printing Press” da Biblioteca Geral de Custódia da Terra Santa em Jerusalém.

“A pequena biblioteca do tipógrafo. Livros, prontuários e manuais das prateleiras da tipografia franciscana de Jerusalém” é a mostra digital disponível na Biblioteca da Custódia da Terra Santa, desde terça-feira, 19.

Em exibição, manuais e prontuários que serviam ao trabalho da Franciscan Printing Press, criada em 1847 pelos Frades Franciscanos Menores da Custódia.

Trata-se de obras indispensáveis ​​para os monges-tipógrafos, que diariamente se deparavam com problemas técnicos e gráficos, como a manutenção das máquinas ou mesmo a dificuldade em encontrar caracteres.

O itinerário da exposição, relata a Custódia da Terra Santa, está dividido em sete seções: após uma introdução histórica e um texto de Steinberg, que descreve os eventos de difusão da imprensa, é possível admirar manuais tipográficos, textos sobre impressoras, esboços e amostras, livros sobre gráfica e encadernação.

Organizada por Pierfilippo Saviotti, a exposição faz parte do projeto “Livros Pontes de Paz” do Centro de Pesquisa Europeu “Livro-Editora-Biblioteca” e da Universidade Católica do Sagrado Coração de Milão, em colaboração com a ONG Pro Terra Sancta e a Biblioteca Geral de Custódia da Terra Santa.

O objetivo da iniciativa é de apresentar alguns dos textos que fizeram parte da biblioteca da oficina franciscana de tipografia, agora conservados no fundo “Franciscan Printing Press” da Biblioteca Geral de Custódia da Terra Santa em Jerusalém.

A tipografia franciscana nasceu oficialmente em 14 de julho de 1864, graças ao apoio do padre Sebastian Frötschner e fr. Barnaba Rufinatscha, enviados pelo Comissariado da Terra Santa de Viena. Eram os tempos do Império Otomano e os franciscanos tinham necessidade de uma gráfica própria para difundir sem nenhum tipo de dificuldade gramáticas ou catequeses dirigidas ao povo local, em um contexto não cristão.

A “tipografia dos PP. Franciscanos” tinha sede no Convento de São Salvador, mudando posteriormente seu nome para” Franciscan Printing Press” e mudando-se para a Betfage, onde está localizada até hoje. Outra sede, a “Edições Terra Santa” está localizado em Milão. (TC)

Fonte: Vatican News

Diálogo de Bibliotecas en Cuarentena “Educación a Distancia. Estrategias, implicaciones y recursos.”

Un panel de profesionales abordarán, desde distintas ópticas los desafíos de la educación a distancia. ¿Cuáles han sido las ejecutorias y estrategias del Sistema Educativo Dominicano?, ¿Qué implicaciones -sociales, tecnológicas, informacionales- impactan la educación virtual?. Estas y muchas otras interrogantes estarán en la mesa de reflexión de la Biblioteca Juan Bosch, ¡No te lo pierdas!.

Con nosotros :

Mariel Santos Mora // Directora Regional (07) MINERD

María Elizabeth Rodríguez // Investigadora y maestra EUA.

Claudia Olivarría // Coordinadora General Biblioteca Escolar Futuro , Chile.

Wandy Reyes // Consultor en Negocios y Tecnologías. RD.

Dirigido por Aida Montero Morales // Directora Biblioteca Juan Bosch , FUNGLODE

Fonte: Biblioteca Juan Bosch Institución

Desafios das bibliotecas comunitárias na pandemia

Devido à pandemia do novo coronavírus, nove bibliotecas comunitárias fecharam as portas temporariamente. Para manter as bibliotecas funcionando, foi criado uma campanha de financiamento coletivo (Foto: Reprodução/Rede Social Livro Livre Curió)

As bibliotecas comunitárias surgem a partir de iniciativas institucionais, como de ONGs, igrejas ou associações de bairros, mas também podem surgir de iniciativas individuais de uma ou mais pessoas físicas. Raphael Rodrigues, estudante do curso de Filosofia na Universidade Estadual do Ceará (UECE) e criador da Biblioteca Viva, localizada no Barroso, explica a importância dessas bibliotecas de iniciativa popular para a sociedade:

“A importância das bibliotecas é de que elas são um modo de intervenção do espaço público. Elas são um equipamento necessário, como a gente pode ver, justamente pra tentar resolver um problema que a gente vê que é muito comum, que é o problema da acessibilidade aos livros. Principalmente nas periferias pras pessoas que não tem poder aquisitivo – a gente sabe que livro no Brasil é caro e pra muita gente já é um problema adquirir livros -, ela se torna ainda mais necessária.”

Roda de Conversa sobre Depressão e Suicídio, realizada na Biblioteca Viva, que contou com a participação do psicólogo Évio Giani (Foto: Arquivo Pessoal)

Raphael conta que, no primeiro mês da Biblioteca Viva, 54 livros foram emprestados. Três anos depois, esse número cresceu e, hoje, a biblioteca empresta em média 600 livros por mês. Já a Biblioteca Comunitária Livro Livre Curió, que funciona dentro da residência do poeta Talles Azigon, conta com um acervo com mais de 500 livros e recebe mais de 800 visitas ao mês:

“A Livro Livre Curió, que já existe há mais de 2 anos na comunidade, tem um público médio de 800 a 1000 visitas por mês. A maioria dessas visitas são de crianças que estão no período escolar, ou seja, de 5 a 14 anos. Também temos bastante fluxo de jovens e também alguns idosos da comunidade. A maioria das pessoas que são atendidas são da comunidade do Curió, e o Curió está entre os menores IDHs de Fortaleza.”

Raphael Rodrigues, que também atua como captador de recursos na Biblioteca Viva, revela a mudança que ele percebe no ambiente em que este equipamento cultural está localizado:

“A gente passou a notar que a biblioteca promove outras formas de viver, de pensar, de agir, de se relacionar com o mundo. A perda desse espaço significaria uma perda de perspectiva porque a gente sabe que, principalmente para bairros de periferia, há um grande problema de perspectiva do que a gente consegue, do que a gente pode, devido às dificuldades de infraestrutura dos locais.”

Devido à pandemia do novo coronavírus, as bibliotecas Viva e Livro Livre Curió fecharam suas portas temporariamente. Além delas, outras 7 bibliotecas de iniciativa popular de fortaleza passam pela mesma situação. São elas: Biblioteca Popular Papoco de Ideias (Pan Americano); Biblioteca da Filó (Jangurussu); Narcoteca (Pirambu); Biblioteca Bate Palmas (Conjunto Palmeiras); Biblioteca Comunitária Okupação (Antônio Bezerra); Biblioteca Quintal Cultural (Grande Bom Jardim); e Biblioteca Viva a Palavra (Serrinha).

A Livro Livre Curió nasceu no dia 31 de Março de 2018, na casa da Dona Ritinha (mãe de Talle Azigon), que é manicure, depiladora e mediadora de leituras na comunidade do Curió, em Fortaleza (Foto: Arquivo Pessoal)

Esses equipamentos culturais já passavam por problemas, pois não conseguiam arrecadar dinheiro suficiente para pagar aluguel, água e luz. Mas com a chegada da Covid-19, a situação apenas se agravou. Talles Azigon alerta para o prejuízo que o fechamento definitivo desses equipamentos pode causar:

“Caso essas bibliotecas venham a fechar devido a todos os desdobramentos do coronavírus, a gente tem um impacto muito negativo. Imagina só todas essas comunidades que foram citadas, elas são ausentes de equipamentos culturais, ausentes de equipamentos sociais. Então o morador e a moradora desses bairros têm, além da biblioteca, pouquíssimos espaços onde ela pode ter acesso a informação e conhecimento. Então a gente já tem uma desigualdade muito grande, não só econômica mas também uma desigualdade de acesso à informação na cidade de Fortaleza. Com a extinção, com o fechamento dessas bibliotecas esse abismo torna-se cada vez maior.”

Para manter as bibliotecas funcionando, foi criado uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Sympla. Você pode contribuir até o final do mês de maio.

Reportagem de Mariana Bueno com orientação de Carolina Areal e Igor Vieira

Fonte: Radio Universitária

Debate: Bibliotecas em tempos de crise

No final de 2019, a Comissária europeia para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, num evento sobre literacias para o Séc. XXI desafiou uma plateia de bibliotecários com as seguintes questões:

Que problema das vossas comunidades podem ajudar a resolver? Como é que as vossas bibliotecas podem ajudar os europeus na sua vida?

Numa altura em que as bibliotecas em todo o mundo foram surpreendidas com a epidemia do COVID-19, tendo sido forçadas a encerrar portas e a rapidamente repensar a sua relação com a comunidade, ficou exposto de forma mais vincada as suas fragilidades e a sua capacidade de reagir rapidamente para continuarem a cumprir a sua missão. Afastadas da sua relação com o público na sua vertente tradicional, a do acesso à leitura, algumas bibliotecas puseram em marcha alternativas oferecendo serviços limitados via Internet ou procuraram recriar a sua função na comunidade.

Num futuro que se apresenta incerto para as bibliotecas de que forma esta experiência pode fazer-nos repensar sobre o seu papel? Como transformar este desafio numa oportunidade de tornar as bibliotecas mais úteis e relevantes para a sua comunidade? Que problemas podemos antever para as comunidades no futuro próximo e de que forma poderão as bibliotecas contribuir para a recuperação social?

Fonte: Associação Portuguesa BAD

“Diálogo bibliotecas en cuarentena. Creatividad y compromiso: Pilares para el desarrollo de servicios frente al COVID 19”.

Con la moderación de Aida Montero, directora de la Biblioteca Juan Bosch, participarán en el panel #ENVIVO Loida García Febo, consultora Internacional de Bibliotecas; Madeline Peña, de la LAPL en español – Biblioteca Pública de Los Ángeles, e Isabel Espinal, de la UMass Amherst Libraries.

Fonte: Biblioteca Juan Bosch Institución

Biblioteca de São Paulo oferece oficina sobre escrita literária

Estão abertas as inscrições gratuitas para a “Oficina Online Críticas sem Crise: Da Poesia à Prosa” da Biblioteca de São Paulo (clique aqui). As atividades acontecerão todos os sábados de junho (6, 13, 20 e 27 de junho), sempre das 14h às 17h, e será comandada pela Carina Carvalho.

O curso é indicado para maiores de 18 anos e que somam carga horária de 12 horas. A oficina visa compartilhar técnicas, a partir da leitura de textos de escritoras brasileiras contemporâneas. Cada participante irá aprofundar seus conhecimentos sobre o tema, realizar exercícios e, ao final, escrever uma resenha consistente sobre um livro selecionado, que pode ser publicada em blog do projeto.

Carina Carvalho é poeta, trabalha com edição e revisão de materiais didáticos e de aprendizagem socioemocional. Mestra em Estudos Literários pela UNIFESP, ela assina a série poética Ensaio para sair de casa, que integrou a coletânea do II Prêmio Ufes de Literatura, e é autora dos livros de poemas “Marambaia”, “Passiflora” e “Corpo clareira”.

Oficina Online Críticas sem Crise: Da Poesia à Prosa

Quando: Dias 6, 13, 20 e 27 de junho, das 14h às 17h.

Indicado: para maiores de 18 anos.

Inscriçõeswww.bsp.org.br/inscricao

Foto: Daisy Serena

Fonte: Jornal SP Norte

“Biblio Live: literatura infantil e brincadeiras como um direito da criança”

Com mediação da coordenadora de Bibliotecas da Secretaria de Cultura de Campinas, Renata Alexsandra, o bate-papo contará com a participação da Biblioteca Pública Infantil Monteiro Lobato e de amigos. Na pauta, trocas de ideias e de experiências sobre importância da literatura infantil e das brincadeiras como direitos essenciais da infância

Fonte: Cultura Abraça Campinas

No es lo que tienen las bibliotecas, sino a quién sirven las bibliotecas: Buscando un futuro centrado en el usuario para las bibliotecas universitarias

El negocio de la educación superior, en lo que se refiere a las bibliotecas, se encuentra en medio de un cambio continuo y drástico. Administrar colecciones es ahora solo un aspecto más de la gestión de bibliotecas. Las bibliotecas apoyan la enseñanza, el aprendizaje asequible y la investigación innovadora. Están gestionando servicios y productos, en línea y fuera de línea, en medio de la expansión de las ofertas de servicios y los avances tecnológicos, mientras están bajo presión adicional para reducir los costos y las barreras para las personas que desean aprender, ya sea por un certificado, un título de dos o cuatro años, o un doctorado.

Las responsabilidades de las bibliotecas académicas han evolucionado, sin embargo, los Sistemas Integrados de Bibliotecas (ILS) todavía se centran estrechamente en la adquisición, gestión y entrega de objetos mientras el usuario final permanece en segundo plano. OhioLINK cree que es imperativo cambiar ese enfoque, pasar de las colecciones y las propiedades a las que las usan. No es lo que contienen las bibliotecas, sino a quién sirven las bibliotecas.

El consorcio OhioLINK incluye 117 bibliotecas de educación superior con una variedad de tipos de instituciones y una plantilla total de más de 800,000. Su membresía consta de 16 bibliotecas universitarias públicas, 48 ​​bibliotecas universitarias independientes, 23 bibliotecas universitarias de dos años, 16 bibliotecas regionales del campus, ocho bibliotecas de facultades de derecho, cinco bibliotecas de facultades de medicina y la Biblioteca Estatal de Ohio. La gran diversidad de la colección de bibliotecas que componen este consorcio hace de OhioLINK un microcosmos de las bibliotecas académicas de EE.UU en educación superior. Su importancia e influencia en el mercado de la educación superior está bien establecida y sus necesidades han superado las ofertas existentes de la industria.

Con este objetivo, este documento no sirve como una acusación, sino como una invitación a colaborar: Los miembros de OhioLINK publican este libro blanco para afirmar que los sistemas en los que se compra e invierte requerirán una reorientación fundamental a las necesidades del usuario de la biblioteca, y de manera similar una re-arquitectura y re-configuración fundamental para satisfacer los cambiantes requerimientos de negocios de las instituciones. Este documento sirve para articular esas necesidades con mayor detalle, así como su actual disponibilidad o no disponibilidad en el mercado. Este whitepaper no trata sobre una migración de sistemas, o una crítica de los actuales ILS de OhioLINK. Si bien su membresía no está iniciando un cambio inmediato, está haciendo una clara declaración de que los sistemas que apoyan el retorno de la inversión de las instituciones de educación superior que proporcionan un gran valor a la gama de sus usuarios, desde estudiantes hasta investigadores de clase mundial, son imperativos para permitir a las bibliotecas cumplir con sus respectivas misiones y objetivos. Ahora es el momento de invertir en la creación de un nuevo tipo de sistema bibliotecario centrado fundamentalmente en el usuario, que permita a las bibliotecas crear una colección curada, que se integre con la institución de educación superior y que proporcione una rica analítica e inteligencia.

La visión de OhioLINK

  • Las bibliotecas se están reorganizando para centrarse en el usuario. Sin embargo, todos los sistemas de bibliotecas que existen en la actualidad se centran en la colección de una biblioteca determinada. Esto es totalmente incompatible con la dirección estratégica de las bibliotecas. Los sistemas, como las bibliotecas a las que prestan servicios, deben rediseñarse por completo para centrarse en el usuario.
  • Las bibliotecas de hoy son responsables de facilitar el acceso a las colecciones en una multitud de formatos, a través de la recopilación, la concesión de licencias, los modelos de acceso abierto y una variedad de colaboraciones interinstitucionales; sin embargo, los sistemas de bibliotecas permanecen demasiado centrados en las colecciones tangibles de las instituciones individuales. Los sistemas deben ser rediseñados por completo para permitir la recolección curada de contenidos.
  • La biblioteca está cada vez más integrada en cualquier número de procesos de investigación, enseñanza y aprendizaje dentro de una institución de educación superior. Pero, aparte de los procesos comerciales básicos, sus sistemas tienden a permanecer demasiado aislados. Los sistemas de biblioteca deben rediseñarse por completo para integrarse de manera efectivaen una capa de servicio y datos con otros sistemas que permitan la investigación, la enseñanza y el aprendizaje.
  • En la mayoría de los sectores, las herramientas digitales han permitido la provisión de inteligencia empresarial ampliamente mejorada. La inteligencia empresarial moderna debería permitir a las bibliotecas analizar, mejorar y comunicar su valor, optimizar sus operaciones y fortalecer su posición de negociación. Los sistemas de bibliotecas deben ser completamente rediseñados para proporcionar capacidades modernas de inteligencia empresarialpara bibliotecas individuales, así como para sus consorcios.

Fonte: Universo Abierto

Factores que afectan la preservación de los materiales tradicionales de bibliotecas y archivos (Primera parte)

Texto por Luis Crespo Arcá

LAS CAUSAS DE ALTERACIÓN/ DEGRADACIÓN

Las bibliotecas y archivos tienen como finalidad conservar los registros de las manifestaciones humanas y sus pensamientos y creaciones intelectuales. Algunos materiales son más relevantes que otros y, por ello, los recursos y esfuerzos para conservarlos necesariamente han de ser disímiles. Sin embargo, no podemos predecir de antemano cuáles son los más importantes por lo que debemos hacer un esfuerzo para preservar todos durante un período de tiempo razonable. Para ello nos valemos del uso de los materiales más apropiados que la ciencia de cada época nos permite conocer y usar. Posteriormente, cuando el tiempo haya pasado, seremos capaces de concentrar nuevos esfuerzos en la conservación en aquellos documentos que hayan cobrado especial relevancia.

A los conservadores -restauradores se nos suele preguntar cuáles serían las condiciones ideales de conservación de las colecciones de libros y/o documentos. En general, la preocupación es la misma en profesionales de bibliotecas y archivos que para los particulares especialmente concienciados y amantes de sus colecciones. Los factores con los que tenemos que tratar son formas de energía, algunas muy poderosas, otras de baja intensidad. De cualquier forma, todas son capaces de provocar daños físicos o reacciones químicas en los documentos. Las reacciones, en la mayoría de los casos, son indeseables y hacen decrecer la estabilidad de los fondos de archivos y bibliotecas.

Todos los materiales, incluso los más estables químicamente, son susceptibles de alguna forma de degradación. A largo plazo, el problema de su conservación se ciñe a un asunto de compromisos: por un lado, está la elección de materiales estables (y la capacidad económica real para adquirirlos) que tengan las propiedades adecuadas para conservar los documentos; por otra parte, está la creación de un medio ambiente que tienda a reducir los daños físicos, químicos y biológicos al mínimo durante el uso y almacenaje.

Los fondos y colecciones de archivos y bibliotecas se componen de multitud de documentos generados sobre los más variopintos materiales orgánicos e inorgánicos – papeles, telas, pieles, adhesivos, plásticos, metales, maderas… – que se deterioran con el paso del tiempo. Hay múltiples factores ambientales, por la acción de diferentes organismos vivos, por su uso, etc., que dañan y destruyen, parcial o totalmente, los documentos gráficos. Esta destrucción afecta, alterándolas, las funciones estéticas y/o documentales para las que fueron concebidos y creados. Es muy habitual que no haya una única fuente originaria de degradación siendo habitual encontrarse varios fenómenos interactuando entre sí.

El envejecimiento natural de todos los documentos es un proceso lento e inevitable. Aunque se pueden tomar medidas para retardar este envejecimiento natural proveyéndoles de un medio ambiente apropiado, es imposible de detener totalmente. El grado de deterioro depende tanto de la estabilidad química propia de la naturaleza del material como de la combinación de los factores externos que engloban su medio ambiente, la forma de almacenamiento y el manejo. Algunos materiales orgánicos, en igualdad de condiciones de medio ambiente, almacenamiento y manejo, se deterioran mucho más rápidamente que otros, debido a su composición química, que puede ser inherentemente inestable. Las sustancias orgánicas que componen los libros y documentos, por citar las más comunes, son papeles, pieles, tintas o adhesivos. Todas estas sustancias están formadas por complejos polímeros moleculares que padecen un proceso natural de envejecimiento: a medida que las cadenas moleculares se van degradando se van fragmentando y haciendo más cortas, es decir, se despolimerizan. Las manifestaciones visibles de tal fenómeno son, por ejemplo, aquellos libros cuyas pieles se vuelven polvo entre las manos, o los papeles de una revista antigua que, simplemente por la acción de ojear sus hojas, se desintegran entre los dedos.

General e idílicamente, se señala que, para conservar el mayor tiempo posible en las mejores condiciones posibles el Patrimonio Bibliográfico y Documental se deberían cumplir los siguientes requisitos:

  • Que el aire de la zona de depósito esté libre de agentes contaminantes. • En la zona del depósito, que la oscuridad sea total, o lo más próximo a ella. La luz (la radiación ultravioleta) genera tremendas reacciones degenerativas de carácter físico-químico. • Que el aire esté lo más limpio posible. Incluso filtrado si es posible, para eliminar los agentes contaminantes. • Una temperatura constante. Se suele sugerir un rango entre 18ºC y 22ºC. • Que la humedad relativa apenas varíe. Se suelen recomendar valores entre el 50% y 60%. • Sobre el asunto de la temperatura y la humedad, en realidad, lo mejor es que el ambiente mantenga unos valores estables, sin grandes fluctuaciones. Hay constancia de que hay documentos conservados en condiciones extremas cuyo estado físico/químico es excelente. A menudo los problemas surgen cuando se les fuerza, caso de una exposición temporal, a unas condiciones que deben acercarse a los ideales antes mencionados. Las variaciones del sitio de depósito habitual frente a los de las salas de exposiciones suelen tan rápidas que los materiales no tienen tiempo de adaptarse, provocando deformaciones, roturas, etc. • Vigilar para evitar la presencia de organismos vivos. (sí, seres humanos incluidos). • Una limpieza regular y sistemática. Esto evita la acumulación de polvo que arrastra partículas degenerativas, pero también ayuda a que los agentes biológicos no hallen ningún foco de alimentación. • Que el edificio se encuentre en una zona elevada. Esto evita, por ejemplo, posibles inundaciones debidas a una riada. Y ya puestos en lo ideal, que la estructura del edificio esté hecha a prueba de fuego. • Que se hayan diseñado protocolos y previstos sistemas de control para emergencias (algo tan simple como qué hacer cuando una rotura de una tubería nos empapa parte o todas las estanterías del depósito). • La ayuda del Todopoderoso. Especialmente importante (agnósticos inclusive).

CAUSAS DE ALTERACIÓN/ DEGRADACIÓN

A fin de hacer más comprensible la inmensidad de factores que son origen de la alteración, y potencial degradación, de los materiales que componen genéricamente el llamado Patrimonio Bibliográfico y Documental, cabe englobarlos en dos grandes grupos: las alteraciones debidas a causas naturales y las debidas a motivos de carácter accidental.

Las causas naturales están directamente relacionadas con la naturaleza y estructura de los propios objetos y con su medio ambiente. Estas causas son normales, habituales y de efectos a menudo imperceptibles, y aunque sean previsibles, no por ello son eludibles. Al ser daños que no se manifiestan de una forma espectacular, hay una cierta tendencia a no adoptar las debidas medidas correctoras con la esperanza ingenua (o absurda) de que el daño no se producirá o será insignificante. En realidad, son las más dañinas ya que tienen una naturaleza degenerativa acumulativa en las estructuras de los documentos. Cuando sus efectos son más visibles casi siempre es porque los objetos han entrado en procesos de deterioro irreversibles para su recuperación. Aunque los custodios poco o nada pueden hacer para modificar las naturalezas intrínsecas de los materiales documentales y bibliográficos, sí que pueden y deben concentrar sus esfuerzos en controlar los factores externos que los afectan y que aceleran sus procesos de envejecimiento.

Dentro de las causas naturales de degradación podemos distinguir, a su vez, dos grandes grupos: las causas internas o intrínsecas y las causas externas o extrínsecas.

Causas internas de degradación

Las causas internas de degradación son las más imperceptibles pues sus efectos no son, por lo general, apreciables en lapsos de tiempo breves. Surgen como parte inherente a la génesis del propio objeto documental. Entre estas cabe destacar las siguientes:

  • La baja calidad de las materias primas empleadas, sería el caso de pieles procedentes de animales enfermos o con taras o de los papeles cuyas fibras están formadas a partir de celulosa pobre procedente de especies arbóreas con altos índices de residuos madereros, especialmente la lignina y la hemicelulosa, a los que se les han aplicado tratamientos industriales inestables o por aprovechamiento de papeles ya utilizados. • La inestabilidad de los aditivos ocasionales tales como cargas, colorantes, productos de apresto o encolado, productos de blanqueo, de curtición, … • La manufactura defectuosa de los soportes. Aquí entrarían, por ejemplo, los errores humanos y técnicos en la curtición de la piel o en la elaboración del papel¸ los residuos metálicos procedentes del desgaste y/o oxidación de la maquinaria; el uso, durante los procesos de elaboración, de aguas no depuradas o de agentes químicos que intervienen en el procesado del producto final. • En lo que corresponde a las tintas, pigmentos, etc., que se usan para la génesis de los documentos gráficos, suelen ser fuente de problemas aquellos compuestos inestables que, al descomponerse, atacan el soporte. Típicas fuentes de problemas de conservación son desde la pérdida de las propiedades mecánicas del aglutinante hasta la alteración de los elementos metálicos u otros componentes químicos como los colorantes y mordientes.

Causas externas de degradación

Las causas externas de degradación tienen su origen tanto en las características físicas y químicas del medio ambiente en el que se suelen encontrar almacenados los diversos libros y documentos, como en los cambios debidos a modificaciones temporales de esas condiciones (incluidos los accidentes). Cuando hablamos de los factores ambientales nos referimos al conjunto de elementos físicos, químicos y biológicos que componen el espacio en el que vivimos y trabajamos. Estos elementos tienen efectos degenerativos que, generalmente, actúan de forma muy lenta y oculta, en los fondos. También es posible que surjan algunos que actúan con mayor celeridad, como es el caso de los incendios, riadas o la destrucción deliberada.

De forma general, las causas externas más significativas, por su acción y pertenencia inherente al medio en que están guardadas las colecciones/ fondos, son:

  • Factores atmosféricos que incluyen los productos derivados de la contaminación industrial, las partículas de polvo en suspensión, la suciedad, etc. Estos productos contienen gases degradantes que tienen componentes ácidos u oxidantes. También, dentro de estos factores podemos incluir productos naturales como el agua o las energías radiantes como la luz, el calor. • Otras fuentes de problemas, menos directas, pero no menos dañinas, son, por un lado, las de origen biológico. Dentro de este grupo podemos hacer una subdivisión: por un lado, están los agentes microbiológicos como hongos o las actinobacterias o actinomicetos; por otro lado, están los agentes macrobiológicos como los insectos, roedores, o el propio ser humano. • En más ocasiones de las deseables, hay que añadir las propias instalaciones donde se guardan las colecciones y fondos que no cumplen las condiciones básicas para asegurar su correcta conservación. • Finalmente nos encontramos con los motivos que tienen su origen en los accidentes. Estos se presentan bajo un mismo denominador: el factor sorpresa. Si no se hace el esfuerzo de estudiar y preparar, de forma preventiva, las oportunas medidas correctoras o paliativas ante estos fenómenos imprevistos, las posibilidades de daños ulteriores a los documentos gráficos aumentan exponencialmente. Dentro de los accidentes, los fenómenos o causas más destacadas son las inundaciones, los incendios, el vandalismo, el robo o hasta el derrumbe parcial o total del edificio (como podría ser debido a un terremoto o fallo en la estructura).

Fonte: Blog.Bne

Factores que afectan la preservación de los materiales tradicionales de bibliotecas y archivos (segunda parte)

Texto por Luis Crespo Arcá

EFECTOS DE LOS PRINCIPALES FACTORES DE DEGRADACIÓN

Los productos derivados de la contaminación industrial

El vapor de agua es un constituyente muy importante de la atmósfera y, en la conservación de documentos, es vital su influencia sobre las propiedades de los diversos materiales que los conforman. Junto con el vapor de agua, especialmente en las zonas industrializadas, el aire contiene unas sustancias que denominamos contaminantes. Suelen aparecer en concentraciones bajas en comparación con los elementos “normales” de la atmósfera; aún así, algunos de estos componentes extraños se presentan en concentraciones lo suficientemente grandes como para provocar serios problemas en los documentos. Las sustancias químicas que se consideran contaminantes y peligrosas para los documentos se dividen en partículas sólidas y gases. De entre ellos destacan, como más dañinos para las colecciones de museos, bibliotecas y archivos, el dióxido de azufre, los óxidos del nitrógeno y el ozono. Todas estas sustancias juegan un papel en el sistema, bastante complejo, de los agentes contaminantes atmosféricos que están dañando seriamente a los seres humanos, los animales, la vegetación y los objetos materiales.

Este fenómeno empezó a estudiarse e identificarse hace más de 200 años, cuando se identificaron los sulfuros de azufre, o aquellos agentes contaminantes derivados de la combustión del carbón que lo contienen, como un producto de la contaminación que degrada la atmósfera. Un aspecto importante son los contaminantes atmosféricos que lo hacen vía reacciones fotoquímicas. Estos se identificaron en la primera mitad del s. XX por los efectos de craquelado y ruptura que ocasionaban en los productos realizados con gomas, así como en las especies vegetales. Uno de los síntomas de la contaminación fotoquímica es la presencia de altas concentraciones de sustancias oxidantes en el aire.

Los problemas derivados de los contaminantes atmosféricos son importantes en los archivos y bibliotecas no tan sólo por los efectos fisiológicos que originan en los seres humanos que en ellos trabajan o que los visitan, sino por sus efectos de deterioro sobre los fondos y los grandes problemas y costes económicos que requiere la protección frente a los mismos. Incluso aunque algunos programas de prevención han reducido o eliminado satisfactoriamente la emisión de ciertos productos emitidos por chimeneas industriales y otras fuentes, la presencia en la atmósfera de partículas sólidas de hollín, carbonilla, etc., se encuentran en todo tipo de aires, removidos y transportados por el viento. Así, los bibliotecarios y archiveros deben estar siempre atentos a limpiar los fondos que cuidan empleando, por ejemplo, filtros para los sistemas de aire acondicionado o aspiradoras.

La mayoría de las partículas están bastante secas, lo cual explica por qué el viento las transporta tan fácilmente, pudiendo favorecer la abrasión de los documentos sobre los que se depositan. Estas partículas sólidas, si el ambiente al que llegan tiene un exceso de humedad, pueden manchar los materiales y hacer muy difícil su remoción de la superficie de los objetos. Si, además, son fuente de nutrientes para los hongos y las condiciones ambientales son húmedas, tal suciedad puede ser origen de crecimiento de colonias fúngicas o bacterias con sus consecuencias colaterales de manchas, decoloración y contaminación del papel y otros materiales.

La acción abrasiva del polvo y la suciedad sobre el papel y otros materiales de bibliotecas y archivos como las encuadernaciones también es un serio problema de deterioro. Si el polvo o la suciedad portan sustancias alcalinas o ácidas y las condiciones ambientales son de cierta humedad, también pueden alterar el pH del papel y de otros materiales provocando su deterioro. Parte del principal problema de deterioro de los fondos de los archivos y bibliotecas en la actualidad, y desde hace algunos cientos de años, tiene su origen en la presencia de compuestos ácidos en la atmósfera, especialmente del dióxido de azufre (calefacciones, emisiones de los automóviles, etc.) Un problema contemporáneo es la presencia de óxido de nitrógeno que en los aires contaminados de nuestras ciudades da lugar al ácido nítrico. Todo esto se añade a la acción de degradación del papel por reacciones de hidrólisis.

Hay estudios que demuestran que las atmósferas que contienen los niveles del dióxido de azufre habitualmente cotidianos en cualquiera de nuestras ciudades, pueden ocasionar que la resistencia al plegado del papel decrezca hasta un 15% en tan sólo diez días. Este compuesto, el dióxido de azufre, tras pasar por varios procesos en la atmósfera, se convierte en ácido sulfúrico, un ácido muy fuerte que “roba” agua al papel y el resto de materiales, debilitándolos tanto que los soportes se pueden llegar a deshacer completamente sin siquiera tocarlos. Se sabe que este problema es especialmente agudo en ciertos papeles modernos (sobre todo los elaborados desde la mitad del siglo XIX en adelante) pero también se han hecho estudios con papeles antiguos de excelente calidad que tampoco resisten la acción del dióxido de azufre y su acidez inducida.

Los estudios también indican que los papeles de los libros, por estar cerrados y tener su “propia” atmósfera, están mejor protegidos de una acción tan directa que aquellos documentos que se presentan sueltos (mapas, grabados, cartas, etc.) Sin embargo, es habitual encontrar libros que, al abrirlos, presentan en los márgenes adyacentes a los cortes (típicamente la parte superior) un tono mucho más oscuro del que tienen en el centro de las hojas: es el resultado de la acción de estos productos contaminantes que empiezan a actuar y degradar el papel. También se sabe que estos productos ácidos son capaces de ir migrando de una hoja a otra contaminando el conjunto.

Los amantes de las encuadernaciones habrán podido observar que algunas de las pieles de sus libros parecen deshacerse entre sus manos al roce. Este fenómeno viene también en gran medida de la mano de la acumulación de esos contaminantes ambientales a través del polvo en sus superficies, favoreciendo las reacciones químicas de degradación que los ácidos de azufre ejercen sobre la piel de las encuadernaciones. Muchas pieles antiguas son ácidas, ya sea por su manufactura, ya sea por la acción de los agentes contaminantes en el transcurrir de su tiempo vital. Es un fenómeno menos común en las pieles más modernas pues se hacen con otra curtición. Entre los profesionales de la conservación de libros se ha acuñado un término para definir este fenómeno degradante: la denominan “pudrición roja”. Esta descomposición es en un deterioro ácido debido probablemente a la acción del dióxido de azufre de la atmósfera, que cataliza sobre la superficie de la piel formando trióxido de azufre, el cual posteriormente se convierte en ácido sulfúrico. Esta forma de deterioro es muy dañina para la piel llegando a provocar su total destrucción. La piel se vuelve seca y porosa, cogiendo un color rojizo marrón, tendiendo a escamarse o convertirse en polvo. La piel, entonces, es muy fácil que se arañe, que las esquinas del libro se abran y rasguen fácilmente y aparezcan craquelados en las cubiertas y el lomo.

La energía radiante: La Luz

De todos los agentes físicos y químicos de deterioro, la luz solar – o aquellas fuentes lumínicas con alto contenido en radiación UV – es, probablemente, la que provoca los mayores estragos en el patrimonio cultural, especialmente de aquellos objetos que se encuentran expuestos de forma permanente a su acción sin el control adecuado: pensemos en el descoloramiento de tapices, pinturas, papeles pintados, etc.

Los materiales que se usan y custodian en interiores generalmente están protegidos de la nefasta acción de las radiaciones solares. No obstante, están sujetos a los daños que surgen de las emisiones de radiaciones que entran por las ventanas, claraboyas y puertas, también por las fuentes de iluminación artificial de las salas de investigación o de las de exposiciones. La explicación a la fuerza de destrucción de estas energías hay que buscarla en el hecho de que algunos elementos del espectro de la radiación electromagnética son capaces de provocar reacciones fotoquímicas en los materiales irradiados, ya sean por sí solas o en presencia de otros agentes tales como la humedad o el oxígeno.

En las reacciones fotoquímicas se ven implicadas dos leyes fundamentales. La primera establece que la luz debe ser absorbida por los átomos o moléculas que van a reaccionar; la segunda establece que una molécula de una sustancia reactiva puede ser activada por la absorción de energía. Los procesos de activación y reacción – y su manifestación como degradación – dependen no tanto de la cantidad total de energía en un haz de radiación sino de la intensidad de la radiación. Es importante significar que sus efectos son acumulativos, es decir, se siguen incrementando exponencialmente con cada exposición a una fuente de luz inadecuada.

Un experto, Nathan Stolow (“The Action of Environment on Museum Objects. Pt. II. Light.” Curator 9, December 1966. pp 298-306) ya resumió de forma clara y concisa los peligros de la luz para la integridad de los materiales documentales:

Los efectos degenerativos de la luz sobre los objetos de las colecciones de los museos dependen de la intensidad de la radiación; del tiempo de exposición; de las características del espectro de la radiación y de la capacidad intrínseca de los objetos para absorber y ser afectados por la energía radiante. Los factores externos también influencian el grado de deterioro – humedad, temperatura y gases activos de la atmósfera. Sabemos que no podemos considerar la luz como un daño particular; la temperatura y humedad altas y la presencia de oxígeno suele acelerar el proceso de deterioro. Esencialmente, debemos tener en cuenta: las características de la radiación, los materiales que se exponen y las condiciones de esa exposición.

Hasta que los laboratorios de investigación demuestren lo contrario, cualquier conservador de museos debe asumir que el nivel de daño fotoquímico se reducirá en proporción directa a la intensidad de la iluminación o del tiempo de exposición – no importa cuál sea la fuente de luz. También debe recordar la importancia del factor temperatura: un aumento de diez grados en la temperatura incrementa al doble la velocidad de las reacciones químicas. Si se priva de oxígeno a un objeto, también se ayuda a minimizar los cambios fotoquímicos en los que el oxígeno es necesario en la creación de los pasos intermedios que necesitan las reacciones fotoquímicas.

La luz es una forma de energía poderosísima que suele generar daños en la estructura física y química de los materiales. la intensidad y los largos tiempos de exposición pueden provocar decoloración, debilitamiento, blanqueamiento y coloración amarillenta del papel y otros materiales orgánicos.

El calor

Los conceptos de calor y temperatura se suelen confundir. La temperatura, o grado de calor que posee un cuerpo, está en función de la velocidad de movimiento de las moléculas de un cuerpo. El calor depende tanto de esa velocidad como del número de moléculas.

El calor es un factor medioambiental. Es difícil hallar en la naturaleza cualquier fenómeno del mundo material en el que no se vean implicados, de un modo u otro, el calor o el frío, pues la ausencia completa de calor implicaría la inexistencia de movimiento molecular. Un cuerpo posee calor porque sus moléculas están en movimiento. Para nuestro propósito de conservación, debemos pensar en términos de cuánto calor posee un objeto, en vez de si lo tiene o no. El calor y su correlativo, el frío, o la ausencia de calor, actúan como poderosos agentes de deterioro físico y químico por dos razones fundamentales. Primero, las propiedades físicas de casi todos los materiales se ven fuertemente influenciadas por los cambios en la temperatura y, segundo, las velocidades de reacción de casi todas las reacciones químicas se ven altamente influidas por la temperatura de los reactivos.

El calor se puede transmitir de tres formas: por convección, conducción y por radiación. Los tres afectan en la conservación de los materiales de archivos y bibliotecas. La convección se da por mover una sustancia caliente de un sitio a otro como pasa, por ejemplo, cuando se calienta un edificio con los sistemas de calefacción por aire cuando el aire caliente que emiten desplaza el aire frío La conducción es el proceso de transferir calor de una molécula a otra. Un fenómeno así se da cuando ponemos un libro sobre un radiador caliente. La energía radiante es el fenómeno de transmitir calor mediante una radiación a través del espacio por ondas. Cuando incide sobre un objeto provoca el movimiento de sus moléculas resultando en el calentamiento del objeto. Este fenómeno se da, por ejemplo, cuando se deja un libro expuesto al sol.

La Humedad y la Temperatura

El agua se da en todos los estados de la materia – sólida, líquida y gaseosa. También se presenta en muchas formas, ya sea, por ejemplo, como hielo, nieve, neblina, agua líquida, lluvia, o vapor de agua. En esta última fase está en estado gaseoso y se suele hablar de ella en términos de humedad. Para los archiveros y bibliotecarios esta es la forma más importante de las que se presenta el agua puesto que los documentos que custodian no se pueden proteger totalmente del vapor de agua a diferencia del resto de sus estados físicos. Las mediciones de la humedad incluyen la humedad absoluta y la relativa. La humedad absoluta es la masa de vapor de agua por unidad de volumen de aire natural. La humedad relativa expresa la razón entre el vapor de agua real que contiene un volumen de aire y el total que podría contener. Cuanto más caliente está el aire, más vapor de agua es capaz de contener. Cuando contiene tanto vapor de agua como es capaz a una temperatura dada, se dice que está saturado y ese es su punto de rocío.

El efecto de la humedad en los materiales de los fondos y colecciones de los archivos y bibliotecas es mucho más importante que su efecto sobre los trabajadores de dichos centros. No obstante, debido a que los niveles de temperatura y humedad se suelen establecer teniendo en mente tanto los materiales de los fondos como a las personas que allí estarán trabajando, conviene apuntar algo sobre el concepto del confort. El aire frío, con una humedad alta, provoca una sensación de frío mayor que el aire caliente y seco con la misma temperatura. Por otra parte, el aire caliente con una humedad relativa alta, hace tener una sensación de más calidez que la que realmente hay. Estos efectos se deben a la interacción entre las condiciones ambientales y la capacidad del cuerpo del ser humano para regular su temperatura interna por fenómenos de conducción. Por ello la sensación de comodidad o incomodidad dependen tanto de la temperatura como de la humedad.

Los materiales de los fondos deben permanecer en un equilibrio diario estable con la humedad adecuada a fin de conservar sus propiedades más deseables y asegurar su permanencia durante un largo lapso de tiempo. Estas condiciones no tienen que ser necesariamente iguales para todos los tipos de materiales que componen los fondos de los archivos y bibliotecas. Por este motivo se deben elegir las condiciones que incluyan a la mayoría de aquellos materiales necesitados de un rango similar de humedad.

Cuando se considera el tema de la humedad y la temperatura, en referencia a los posibles efectos dañinos del calor y el agua sobre los objetos (libros, manuscritos, etc.), es muy importante recordar que las condiciones de temperatura y humedad son las que determinan sus reacciones de deterioro. Los valores de temperatura y humedad de un objeto no siempre coinciden con las que se recogen haciendo mediciones del ambiente o de la atmósfera, excepto cuando estas mediciones se hacen de forma controlada y continua. Por ejemplo, si la temperatura de un libro es superior o inferior a la de la sala donde se vaya a consultar, la humedad relativa del aire que “envuelve” el libro diferirá de la humedad relativa de la propia sala. Es este un hecho trascendente para la seguridad de los materiales pues esas diferencias inapreciables son las que pueden ocasionar la aparición de, por ejemplo, hongos en las encuadernaciones.

Agentes biológicos

Los efectos biológicos no son una causa principal de deterioro de los materiales de archivos y bibliotecas en zonas urbanas en España salvo el caso de las zonas de clima subtropical, caso de las Islas Canarias. Sin embargo, no deben descuidarse los cuidados necesarios que eviten su posible aparición; por ello es imprescindible comprobar que, cuando entran documentos nuevos que añadir a los fondos ya existentes en un centro, no contengan infestaciones de ningún tipo de agentes microbiológicos (hongos, por ejemplo) o biológicos (termitas, por ejemplo). Todos los materiales deben ser tratados con alguno de los diversos medios existentes para destruir esos organismos antes de admitir los nuevos fondos en los edificios.

Los Hongos

Los hongos son los principales agentes microbiológicos de deterioro porque, a diferencia de las bacterias, son capaces de desarrollarse y sobrevivir en las más diversas condiciones ambientales, con ciertas dificultades de desarrollo en presencia de agua líquida, la cual sí favorece la presencia de bacterias. Los hongos son extraordinariamente numerosos y ubicuos en géneros y especies. Se pueden encontrar esporas de hongos casi en cualquier sitio, esperando tan sólo las condiciones idóneas de humedad, temperatura y, en ocasiones de luz, para vegetar, crecer y reproducirse. Se puede afirmar con rotundidad que cualquier archivo o biblioteca del mundo está repleta de, quizá, cientos de especies de hongos. Así, lo más importante para controlar su aparición estriba en mantener las condiciones de temperatura y humedad en niveles que no conduzcan a su desarrollo. Esto no significa que la limpieza sistemática para eliminar la suciedad y el polvo no ayuden a reducir el problema, pero sí que la limpieza es tan sólo una parte del problema.

El crecimiento de los hongos depende de una serie de factores ambientales como la temperatura, humedad relativa, presencia de luz, oxígeno y nutrientes. Ante la ausencia de ciertos valores de oxígeno contenido en el aire o ciertas temperaturas extremas pueden morir, no así las esporas que son muy resistentes. Sin embargo, estas pueden morir también si son sometidas a exposiciones continuadas entre temperaturas de congelación y temperatura ambiente. La actividad fúngica tiene asociados efectos físicos visibles como son el característico olor que encontramos, por ejemplo, en los sitios cerrados y húmedos, así como las manchas que dejan en los papeles, pieles y otros materiales como resultado de la acción de su metabolismo. Sin embargo, los daños invisibles son los más perjudiciales y tienen como resultado irreversible la ruptura de las cadenas poliméricas. Si se deja que estos microorganismos actúen descontroladamente debilitan en exceso los objetos, llegando incluso a su destrucción.

Para los custodios de libros es importante saber cuáles son los nutrientes de los hongos por varios motivos. Ciertos hongos consumirán celulosa y, por lo tanto, podrán hacer daños irreparables al papel. Otros hallan sus nutrientes en la piel, colas animales, almidones y otros adhesivos o incluso en los hilos de las encuadernaciones.

Los Insectos

Los insectos, con sus numerosos órdenes, familias, géneros y especies, también son otra fuente de peligro para los fondos documentales. Al igual que los microorganismos, no son un peligro principal para los fondos de los archivos y bibliotecas españolas que se hallan en centros urbanos. La limpieza, la observancia de presencia en cantidades anómalas y las inspecciones periódicas, son formas bastante fáciles de controlarlos y se pueden erradicar tanto con fumigaciones, aplicando insecticidas o, de forma más compleja, empleando campanas en las que se reduce el oxígeno del aire hasta unos valores que impiden su supervivencia en ninguna de sus fases vitales.

Sin embargo, no deben menospreciarse como peligro potencial pues aparecen con extrema facilidad si los hábitos de los trabajadores y/o investigadores no son los correctos. Dejar comida expuesta cerca de los documentos, tirar papeles de caramelos u otros dulces, etc., son focos de comida muy atractivos para los insectos que, una vez han aprovechado, sirven de conductores directos hacia la destrucción de los libros puesto que los insectos gustan de ciertos compuestos de pieles, almidones, papeles, etc.

Se pueden encontrar insectos que usan múltiples fuentes de nutrientes, y en las condiciones climáticas de lo más variadas, desde ambientes extremadamente secos a lo más calurosos y húmedos. Sin embargo, las temperaturas muy bajas suelen evitar su presencia.

Epílogo

La permanencia es el grado hasta el que el papel resiste las reacciones químicas que resultan de las impurezas que lleva en sí mismas por su manufactura o que provocan los agentes contaminantes del aire. La durabilidad es la capacidad de un papel de mantener sus propiedades físicas bajo un uso continuado. Cuando se quiere hacer un papel que va a recibir un fuerte uso y del que se espera que dure muy poco tiempo, este debe ser durable pero no necesariamente permanente. Los archiveros y bibliotecarios, como custodios y responsables de la transmisión para las generaciones venideras de los documentos, están naturalmente más interesados en la permanencia (expectativa de años de vida del objeto) del papel que en su durabilidad (cuántas veces se puede utilizar sin que se rompa).

Parece haber una clara relación entre el deterioro químico y físico que provocan en el papel la luz, el calor y la humedad. Estos tres factores se dan simultáneamente, en diferente medida, en todas las bibliotecas y archivos, ya sean las zonas de los depósitos o salas de lectura o investigación y se engloban bajo el término de “envejecimiento”. Los términos de estabilidad, permanencia y durabilidad del papel también están asociados a este concepto. Son muchas las propiedades del papel que se ven implicadas durante los procesos de envejecimiento. En cuanto a la permanencia, las principales mediciones hacen referencia al pH (acidez) y la capacidad de plegado (friabilidad), pero también se miden la reflectancia (color y brillo), resistencia al desgarro y estallido o a la tensión (fuerza). La exposición del papel a altas temperaturas, incluso durante breves períodos de tiempo, le provoca amarilleo y friabilidad (quebradizo). Si se expone a un calor moderado durante largos períodos parece ocasionarle un efecto lento de envejecimiento. Las bajas temperaturas se consideran propicias para preservar el papel.

Es bien cierto que estas generalidades son peligrosas puesto que las condiciones idóneas para un libro conservado entre los muros de la biblioteca de un monasterio en cualquier pueblo del norte de España durante siglos, a más que probable baja temperatura y alta humedad relativa constantes durante el año, no tienen nada que ver con las que necesita un libro conservado en cualquier archivo parroquial, por ejemplo, del interior del sur de España, con una temperatura media más alta y una humedad relativa más baja de lo recomendable. Está demostrado que el objetivo prioritario para conservar el patrimonio bibliográfico y documental es evitar las fluctuaciones rápidas de la temperatura y/o de la humedad relativa puesto que conllevan rápidas dilataciones y contracciones en los materiales (pieles, papeles, adhesivos, cartones, maderas, hilos, …) que afectan negativamente sus propiedades físicas. También es necesario ejercer tareas regulares de limpieza y limitar al máximo la exposición de los fondos/ colecciones a las fuentes de luz con emisiones UV a fin de ralentizar al máximo las velocidades de actuación de las reacciones químicas de los diferentes agentes ya comentados.

Fonte: Blog.Bne

“Existe um interesse crescente na biblioteconomia pela questão LGBT”

O bibliotecário da Universidade Federal do Maranhão e doutor em Políticas Públicas, Carlos Wellington Martins, fala, entre outras coisas, sobre o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia, celebrada neste 17 de maio

Texto por Chico de Paulo

Neste domingo (17) é comemorado o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia, uma data para celebrar a diversidade contra todos os tipos de preconceito, sobretudo no Brasil, considerado um dos países que mais discrimina e mata pessoas LGBTs no mundo.

A data coincide com o dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou o termo “homossexualismo” de sua Classificação Internacional de Doenças (CID), isso em 1990, informa o bibliotecário da Universidade Federal do Maranhão e doutor em Políticas Públicas, Carlos Wellington Martins.

“Só para atestar o atraso no avanço das pautas que tratam de orientações sexuais e identidades de gênero, apenas em 1990 a homossexualidade foi despatologizada e somente em 2019 a transexualidade deixa de ser considerada um transtorno mental”, explica Carlos.

Mas apesar dos avanços, o bibliotecário destaca que atualmente as pessoas estão menos reticentes em revelar seu preconceito e em alguns casos, de forma violenta e agressiva, seja verbal ou física, fato que se liga ao momento político que vivemos.

“O chefe do executivo já demonstrou em várias ocasiões (antes e depois de eleito) que não governa para a população LGBTQIA+ e que as demandas desse segmento sequer serão trabalhadas durante a sua gestão e ao proferir palavras de cunho lgbtfóbico chancela a violência que cada vez cresce no país”, critica.

Sobre as bibliotecárias e os bibliotecários, Carlos destaca que estas(es) têm um papel importante na construção dessa sociedade pautada em uma cultura de paz, respeito e tolerância, haja vista, as(os) profissionais atuarem em espaços culturais e educacionais que possibilitam a realização de um trabalho de base.

Nesta entrevista à Biblioo, Carlos destaca que o Brasil sempre figurou na lista de países que mais mata LGBTQIA+ no mundo, ocupando em muitos anos a primeira posição na perpetração de violência contra este grupo social. Confira a entrevista!

NO 17 DE MAIO SE CELEBRA O DIA INTERNACIONAL CONTRA A LGBTFOBIA. QUAL O SIGNIFICADO DESSA DATA PARA NÓS BRASILEIROS?

O dia 17/05 é uma data simbólica para a população de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Transgêneros, Queers, Intersexuais, Agêneros, Assexuais (LGBTQIA+) e demais identidades de gênero e orientações sexuais  por fazer menção a data em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou o termo “homossexualismo” de sua Classificação Internacional de Doenças (CID), isso em 1990, e, dessa forma, a despatologizou e tornou equivocado e obsoleto a utilização do termo com o sufixo ismo.

A data atua como um momento de reflexão e ação para que se possa criar uma cultura de paz, acabando com a violência contra LGBTQIA+, principalmente em um país que ainda insiste em uma cultura lgbtfóbica. Só para atestar o atraso no avanço das pautas que tratam de orientações sexuais e identidades de gênero, apenas em 1990 a homossexualidade foi despatologizada e somente em 2019 a transexualidade deixa de ser considerada um transtorno mental, no entanto, integra agora o capítulo sobre “condições relacionadas à saúde sexual” como uma incongruência de gênero. Ou seja, há muito ainda a se fazer no campo de informação, conscientização e políticas públicas

NOS ÚLTIMOS ANOS SE VIU EXPLODIR NO BRASIL A VIOLÊNCIA CONTRA A POPULAÇÃO LGBT. A QUE VOCÊ ATRIBUI ESSE FATO?

O Brasil sempre figurou na lista de países que mais mata LGBTQIA+ no mundo, ocupando em muitos anos a primeira posição, contrastando com a imagem de país acolhedor e libertário. Segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), em 2019, a cada 26 horas um LGBTQIA+ é assassinado ou cometeu suicídio por conta da violência perpetrada, isso mesmo com a criminalização da LGBTfobia realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que evidencia que em conjunto com a lei outras medidas devem ser tomadas.

Como exemplo temos as campanhas de conscientização mais incisivas com a sociedade em geral, capacitação e treinamento para com os órgãos que atuam no recebimento da denúncia e na efetivação da investigação como delegacias, defensorias, ministério público e demais agentes, vale ressaltar que essa violência tem raiz cultural que precisa ser combatida, também, pelo viés educacional com a discussão de gênero, diversidade e sexualidade nos espaços educacionais.

EM QUE MEDIDA ESSA ONDA DE VIOLÊNCIA CONTRA A POPULAÇÃO LGBT TEM RELAÇÃO COM O MOMENTO POLÍTICO QUE VIVEMOS?

Além do patriarcado, do machismo e da masculinidade tóxica enraizada na sociedade brasileira, testemunhamos o crescimento de uma onda conservadora e reacionária que se materializa no estímulo ao ódio às minorias políticas, no esvaziamento do debate sobre as questões desta população, bem como influi na invisibilidade desses sujeitos sociais no cenário político.

O que se percebe, atualmente, é que as pessoas estão menos reticentes em revelar seu preconceito e em alguns casos, de forma violenta e agressiva seja verbal ou física. O chefe do executivo já demonstrou em várias ocasiões (antes e depois de eleito) que não governa para a população LGBTQIA+ e que as demandas desse segmento sequer serão trabalhadas durante a sua gestão e ao proferir palavras de cunho lgbtfóbico chancela a violência que cada vez cresce no país.

QUAL É OU QUAL DEVERIA SER O PAPEL DOS PROFISSIONAIS DA INFORMAÇÃO, ESPECIALMENTE OS BIBLIOTECÁRIOS, EM RELAÇÃO A ESSA QUESTÃO?

Nesse tocante as bibliotecárias e bibliotecários tem um papel importante  na construção dessa sociedade pautada em uma cultura de paz, respeito e tolerância, haja vista, as profissionais atuarem em espaços culturais e educacionais que possibilitam a realização de um trabalho de base não só possibilitando o acesso a informação, mas bem como permitir que estes espaços possibilitem a construção de conhecimento por parte de todos os sujeitos sociais envolvidos no processo.

Para tanto ações culturais que tenham os LGBTQIA+ como protagonistas, produção de material informativo, um acervo afinado com as demandas dessa população e uma atitude mais cidadã com as questões que envolvam os direitos de uma sociedade mais plural e diversa são necessárias e coaduna com o juramento que a área faz quando frisa a dignidade humana. Vale pontuar que existem algumas iniciativas e ações efetivadas por profissionais em algumas regiões do país mas que por vários motivos não são publicizadas e conhecidas por grande parte dos colegas.

QUE AÇÕES ESTÃO EM CURSO NO BRASIL HOJE ENVOLVENDO A BIBLIOTECONOMIA E QUESTÃO LGBT QUE VOCÊ DESTACARIA?

Apesar de ainda haver um silenciamento e uma posição periférica da discussão das demandas sociais LGBTQIA+ na biblioteconomia, vemos o avanço em alguns aspectos como o crescente interesse de discentes, docentes, técnicos em realizar pesquisas acerca da temática com a socialização destes estudos em eventos na área, mas ainda são em número bastante pequeno, tanto que a primeira publicação a contar com textos escritos por profissionais da Ciência da Informação (CI) que são LGBTQIA+ e abordam sobre a temática referente às suas orientações sexuais e identidades de gênero ocorreu somente em 2019 pelo selo Nyota sob o título “Do invisível ao visível: saberes e fazeres das questões LGBTQIA+ na Ciência da Informação”.

Qualquer consulta aos Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) dos cursos de biblioteconomia revela que grande parte deles não possuem em sua matriz curricular disciplinas que tratem de gênero, sexualidade e diversidade o que aponta uma lacuna gritante na formação deste profissional. Uma ação salutar é a criação do Grupo de Trabalho (GT) “Bibliotecas pela Diversidade e Enfoque de Gênero” (GT-BDEG), pela Federação de Associação de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB).

Esse grupo se propõe a: 1) Criar um documento norteador de ações e orientações de atendimento baseadas nas leis vigentes nos níveis municipal, estadual e federal; 2) Compilar todas as ações e experiências promovidas pelas bibliotecas em todo o Brasil em um documento para publicação; 3) Criar bibliografia básica de literatura LGBTQIA+; 4) Realizar relatórios anuais para consulta pública para entender a relação da comunidade com a biblioteca, especialmente a biblioteca pública; 5) Promover palestras, cursos e ações voluntárias em conjunto as associações estaduais filiadas à FEBAB, escolas de biblioteconomia e ONGs. Esperamos que seja o fortalecimento do debate e da ação entre a Biblioteconomia e as demandas sociais LGBTQIA+.

Fonte: Biblioo

Bibliotecarte: projeto ‘ressignifica’ bibliotecas solidárias comunitárias

(Foto: Reprodução/Portal Bibliotecarte)

Resignificar bibliotecas comunitárias como espaços multiculturais de fomento a leitura por meio de práticas culturais de difusão, divulgação, ampliação e diversificação do acervo bibliográfico e digital. Essa é a proposta do Bibliotecarte, projeto realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, executado pela Montenegro Produções Culturais, com patrocínio da Volvo do Brasil, Teckma Group, Impextraco e Frameport.

Aprovado no segmento de humanidades, o projeto beneficiará bibliotecas comunitárias mantidas pelo Marista Escolas Sociais, nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, localizadas em 8 escolas sociais de educação básica que atendem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social nas cidades de São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Ribeirão Preto, Ponta Grossa e Criciúma/SC.

De acordo com Carla Tosatto, Coordenadora de Projetos Educacionais da Diretoria Executiva de Educação Básica do Grupo Marista, esse é um projeto voltado à qualificação dos espaços, acervos e práticas desenvolvidas nas bibliotecas, um lugar vital para a escola – o seu coração. “É ali que pulsa a vida da escola e um mundo de leituras, informações, conhecimentos e culturas se abre para nossos estudantes, famílias, educadores”, descreve. “A biblioteca precisa de um acervo de qualidade, bem como de espaços adequados e que sejam um convite ao encontro com a leitura na sua riqueza e diversidade. Esse projeto ajudará na qualificação ainda maior dos nossos acervos, espaços e mediações, apoiando os projetos e as ações voltadas à formação do leitor, dentre elas: ter um acervo marcado pela bibliodiversidade e o desenvolvimento de práticas de mediação ricas e significativas que instiguem o prazer, o desejo e a necessidade de mergulhar nas culturas do escrito”.

Além do patrocínio realizado pela iniciativa privada, o projeto contou com mais de R$ 115.000,00 em doações de centenas de pessoas físicas, que reverteram parte do seu Imposto de Renda para contribuir com os objetivos do Bibliotecarte. “Poucos sabem que qualquer pessoa que faça a declaração pelo formulário completo do Imposto de Renda podem financiar projetos culturais, usando parte do seu imposto de renda que já será pago de qualquer forma. O mecanismo é simples e o contribuinte pode destinar até 6% do imposto de renda, tenha imposto pagar ou a restituir. Depois esse valor é deduzido ou restituído ao contribuinte”, explica Carolina Montenegro, gestora da Montenegro Produções Culturais.

Em função da pandemia do novo coronavírus, o projeto teve seu escopo de execução alterado, prorrogando as ações presenciais para 2021 e priorizando nesse semestre as iniciativas que garantem a aquisição de livros e acervo tecnológico para as bibliotecas.

Nova ambientação

O projeto prevê ainda a ambientação estética das bibliotecas, criando novos espaços de leitura, convivência e integração. “A entrega de um projeto só é efetiva quando cumprimos os objetivos que garantem sua sustentabilidade mesmo após a execução. A nova ambientação das bibliotecas representa a conclusão de um trabalho que integra cultura, educação e ação social”, enfatiza Carolina. Os projetos arquitetônicos foram estruturados com base em pesquisas e referências de espaços colaborativos, que utilizam cores, formas e materiais como referenciais de estímulo da criatividade e produtividade. A primeira obra será realizada na unidade do Marista Escola Social Curitiba e prevê sua conclusão ainda nesse semestre.

Plataforma digital

Afim de que parte dos objetivos sejam cumpridos, ainda que digitalmente, o projeto inclui em suas ferramentas de execução, a construção de uma plataforma digital que trará aos visitantes vídeos exclusivos de contações de histórias, entrevistas com autores e material de apoio para que os professores possam melhor aproveitar os livros doados e melhor usufruir das bibliotecas quando as rotinas nas escolas voltarem ao normal.

O projeto que será implementado em 2020 em 4 das 8 Escolas Sociais ainda está em fase de captação e dispõe de cotas de patrocínio para empresas e pessoas físicas e todas as informações referentes ao processo de doação, contrapartida de imagem e entregas, está disponível no site www.bibliotecarte.com.br

Fonte: Bem Parana

Gestão de Projetos em bibliotecas: a Biblioteca ESALQ/USP

Texto por Rachel Lione

Trabalho como bibliotecária na Biblioteca Central USP de Ribeirão Preto, que é uma das 48 bibliotecas do sistema USP e confesso nesses 8 anos de atuação eu pude visitar pouquíssimas bibliotecas da USP. E as oportunidades que tive foram ocasionais, como um intervalo entre um curso que fui realizar em outra unidade ou pela participação em evento. Eu gosto muito de fazer visitas a bibliotecas para sentir o que ela tem de especial, e tentar identificar o propósito da existência daquela biblioteca.

Em dezembro de 2019 tive a oportunidade de conhecer a biblioteca da ESALQ da USP, localizada no campus de Piracicaba. E mais uma vez, essa visita não havia sido programada. Fui participar do Evento SIM organizado pela equipe do MBA USP ESALQ que estou cursando e aproveitei um tempo que tive até o retorno para casa para visitar a Biblioteca da ESALQ.

A intenção era fazer uma visita breve de aproximadamente 1 hora e depois fazer o retorno para Ribeirão Preto, mas fui recebida de forma tão acolhedora, que a minha visita durou 5 horas!

Nesse tempo que estive lá, pude conhecer de forma panorâmica o funcionamento da biblioteca. Além do atendimento amistoso e agradável, pude aprender um pouco da sua gestão, que é um reflexo da gestão da ESALQ, que é feita no modelo de projetos.

De acordo com a definição no site da biblioteca:

“Trata-se de uma estrutura por processos, com formato matricial para desenvolvimento de projetos e de práticas da gestão.”

O que isso quer dizer?

De acordo com o Guia PMBOK, que é considerado a bíblia da gestão de projetos, as estruturas organizacionais podem ser Funcionais, Matriciais ou Projetizadas.

De uma maneira bem simples, as organizações funcionais são aquelas que possuem gestão tradicional, normalmente com estrutura de poder hierárquico e departamentalizado.

Já as projetizadas são as que possuem estrutura de poder horizontal e a equipe trabalha por projetos, e não por departamentos. Esse tipo de gestão é muito utilizado em empresas de tecnologia, como a Google, Spotify etc.

No entanto, há as empresas que estão em transição entre a estrutura Funcional e a Projetizada: são as chamadas matriciais. As matriciais se dividem em 3 tipos:

Matricial Fraca (que está mais próxima da Funcional);

Matricial Forte (que está mais próxima da Projetizada);

e a Matricial Balanceada (que está entre a Matricial Fraca e Matricial Forte).

Para visualizar essa informação, veja a tabela abaixo extraída do Guia PMBOK, 5.ed:

Sendo assim, a Biblioteca ESALQ define-se como matricial, pois apesar de trabalhar com projetos, faz parte de uma instituição de estrutura funcional. Por isso, contempla tanto a estrutura em departamentos, quanto à estrutura de projetos.

A estrutura matricial pode ser entendida através do organograma:

De uma maneira geral, a Gestão de Processos controla os serviços de rotina da biblioteca utilizando-se de vários indicadores de produtividade, que estão alinhados aos objetivos estratégicos da biblioteca. Já a Gestão de Projetos desenvolve e controla aspectos ligados à inovação dos serviços da biblioteca, que também estão alinhados aos seus objetivos estratégicos.

Essa visita, apesar da ocasionalidade, foi um divisor de águas para mim, pois pude visualizar como uma biblioteca pode trabalhar com gestão de projetos, apesar de estar inserida em uma organização funcional.

Além disso, a Biblioteca ESALQ tornou-se para mim um ideal a ser perseguido, pois une as duas áreas que fazem parte da minha formação (Biblioteconomia e Gestão de Projetos) e com certeza, gostaria de aprender mais com esse modelo de gestão, e quem sabe um dia a Biblioteca ESALQ possa tornar-se uma escola de gestão para outras bibliotecas.

Fonte: Linkedin

Organização de Bibliotecas Pessoais: conheça as vantagens de contratar um Bibliotecário para esse serviço

fonte: https://quadrosdecorativos.net/dicas-de-decoracao-como-fazer-uma-biblioteca-em-casa/

Texto por Aleksandro Meneses da Silva

A Paixão pela literatura, cinema, músicas e o conhecimento em geral  nos faz adquirir muitas obras literárias, livros técnicos, revistas DVD’s, CD’s, e até mesmo LP”s,  no decorrer de nossa trajetória, formando verdadeiras Bibliotecas Pessoais em nossas casas. Ali estão as obras que fizeram parte de nossas histórias e nos  ajudaram a forjar nossas personalidades, caráter e valores.

Do mesmo modo, os álbuns de fotos familiares, brinquedos e outros objetos são partes tangíveis de nossas memórias, nossas infâncias e nossas raízes, ali estão as lembranças de nossos entes queridos distantes ou falecidos  bem como dos grandes momentos que somente nós conseguimos compreender e enxergar o valor.

Há também os profissionais liberais como os Engenheiros, Advogados, Professores, Médicos entre outros fazem parte de um público que majoritariamente possuem vastas e diversificadas bibliotecas particulares, com obras e informações muitas vezes dificilmente encontradas no mercado convencional.

No entanto com o passar dos anos, encontrar algo nessas grandes e valiosas coleções se torna cada vez mais difícil, isso sem contar àqueles empréstimos que nunca são devolvidos e que nem nos lembramos mais para quem emprestamos. Fora tudo isso nos deparamos com a sujeira e o aspecto de desorganização que esses acervos podem trazer ao nosso lar.

É nesse contexto que vem surgindo no mercado profissionais que tratam e organizam essas coleções deixando-as com características semelhantes às melhores Bibliotecas do Brasil e do Mundo, os Bibliotecários. Você já ouviu falar deles?

Os Bibliotecários são profissionais de nível superior, formados no Curso de Biblioteconomia, sua atuação tem o objetivo de catalogar, classificar, indexar a informação buscando os melhores meios para sua recuperação sempre pensando no melhor para o usuário dessa mesma informação.

Os Bibliotecários trabalham em Bibliotecas Públicas, Escolares, Universitárias ou Particulares, Centros de Documentação, Arquivos, Museus, Centros Culturais, Editoras, Provedores de Internet, ONGs, clubes e associações, ou mesmo em sites de e-commerce.

Dentre os processos que um Bibliotecário pode executar em uma coleção pessoal de livros, filmes, discos e outros objetos estão:

Higienização da coleção;

Classificação de acordo com os assuntos e tipo de material;

Catalogação em sistema especializado em gestão de acervos com possibilidade de realização de empréstimos e devoluções;

Cadastro de palavras chave para facilitar a busca por assunto;

Carimbagem de personalizada;

Colagem de etiquetas nas obras;

Organização nas estantes de acordo com os assuntos e autores.

Muitas são as vantagens em contratar um Bibliotecário experiente para organizar sua Biblioteca Particular, dentre as quais:

Controle total do acervo (para aqueles que emprestam e não curtem devolver);

Acesso em software específico o que facilitam as buscas;

Total organização por assuntos;

Agilidade e eficiência na recuperação das informações;

amplas possibilidades de busca;

Limpeza e organização no ambiente.

Esse mercado vem crescendo exponencialmente e alguns Bibliotecários abriram  empresas especializadas nessa atividade inclusive com pacotes personalizados e serviços retirada e devolução da coleção, caso o cliente não fique a vontade com o transito de pessoas em sua residência.

Fonte: Linkedin

Direitos da criança e literatura infantil são temas da Biblio Live amanhã

Nesta terça-feira, 19 de maio, às 20h, o Canal Cultura Abraça Campinas transmite mais um encontro “Biblio Live” sobre Literatura – e agora com o recorte infantil. O cenário desse vasto universo, os direitos da criança, as brincadeiras, e as ações da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato estarão na roda de conversa.

Segundo a coordenadora das Bibliotecas Públicas da Secretaria de Cultura de Campinas, Renata Alexsandra, o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado nesta segunda, 18 de maio, será tema de destaque.

A live reunirá, além de Renata Alexsandra (também integrante do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente – CMCA), João Henrique, bibliotecário da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato; Flávia Guimarães, pedagoga, projetista educacional, terapeuta social e conselheira do Cultura no Conselho da Criança e do Adolescente; e o pedagogo e contador de histórias, Ulisses Junior.

O público poderá interagir com perguntas.

Serviço

Biblio Live

Papo sobre Literatura Infantil e Brincadeiras como um Direito da Criança

Quando: 19/05, terça, às 20h

Canal  Cultura Abraça Campinas: youtube.com/CulturaAbraçaCampinas

Fonte: Campinas.sp.gov

Bibliotecários lançam carta aberta ao Governo e dizem: “estamos disponíveis”

“As Bibliotecas são uma das instituições mais democráticas da sociedade.”

Seis bibliotecários assinam uma carta aberta dirigida ao Primeiro-Ministro e à Ministra da Cultura com a esperança de que mais se juntem. Manuela Barreto Nunes, Miguel Mimoso Correia, João de Sousa Guerreiro, Bruno Duarte Eiras, Nuno Marçal e Zélia Parreira dizem que “as Bibliotecas têm vindo a ser negligenciadas nas políticas públicas, e praticamente ignoradas no quadro actual das medidas extraordinárias”. Pedem apoio. Quase um milhar de pessoas já subscreveu esta carta.

“As Bibliotecas são uma das instituições mais democráticas da sociedade”, começam por escrever. “São lugares que combatem o desemprego através do apoio à procura de emprego e da qualificação dos trabalhadores, reduzem os níveis de iliteracia da população, promovem actividades de formação, fomentam a literacia digital, incluindo o apoio assistido na prestação de serviços online por forma a servir melhor o cidadão. São lugares de proximidade e afectividade, que ligam as pessoas, combatem a solidão, estimulam as competências sociais, tornando as comunidades mais coesas. A par com a rede escolar, a rede de serviços de saúde ou os serviços de protecção civil e segurança, estão implementadas em todo o território nacional. São lugares que não podemos dispensar.”

Screenshot da carta aberta, publicada no site cartaabertabibliotecas.wordpress.com

 

Os seis signatários principais escrevem preocupados com as bibliotecas, que foram “das primeiras instituições a encerrar os seus espaços durante o período de confinamento” e que não têm sido “incluídas e valorizadas” nas políticas do Governo para recuperar o sector cultural.

Em carta aberta pede-se, entre outros pontos, que seja criada uma regulamentação legal para as bibliotecas, à semelhança de outros países europeus, “que contemple, entre outros aspectos, orientação técnica especializada, serviços e (re)qualificação profissional e critérios rigorosos de admissão à profissão”; que “sejam definidas e clarificadas as excepções e limitações apropriadas à legislação de direito de autor, essenciais para o trabalho das bibliotecas, em particular no ambiente digital”; que “seja feita uma aposta na rentabilização dos espaços, equipamentos e recursos das bibliotecas, evitando a duplicação de investimentos e projectos”; que se passe a ver as bibliotecas como entidades que podem assegurar a generalização do acesso às tecnologias digitais a toda a população; e que “seja disponibilizada uma plataforma nacional de livros e conteúdos digitais em língua portuguesa reforçando o papel das bibliotecas enquanto mediadoras da leitura, informação e conhecimento com um modelo de consórcio semelhante ao da B-On”.

A B-On é um consórcio, com fundos públicos e gerido pela FCT, que serve sobretudo universidades, hospitais e outras instituições com publicações científicas. A base desse consórcio permite uma melhor negociação com editoras (normalmente com grandes custos) e o acesso a todos os estudantes e investigadores a milhares de publicações.

“As bibliotecas podem, e têm condições, para participar como agentes activos nos pacotes de estímulo de investimento desenvolvidos pelo Governo no combate à crise, apoiando as populações”, concluem. “Estamos disponíveis.” A carta aberta pode ser consultada no site cartaabertabibliotecas.wordpress.com, criado para o efeito, onde está disponível também para recolha de mais assinaturas. À data deste artigo, cerca de um milhar de pessoas já subscreveu o documento, entre professores, estudantes, historiadores, bibliotecários e engenheiros.

Fonte: Shifter

Ciro Monteiro, coordenador da Biblioteca Sinhá, democratiza acesso à leitura

– Trabalhar em uma biblioteca era o emprego dos sonhos! Imagine? Não tem nada melhor do que isso!

Ciro Monteiro se encantou pela leitura ainda menino. O jornal foi a primeira viagem, entre tantas que descobriu nas palavras. Depois, viajou pela filosofia, lendo “O mundo de Sofia” em uma biblioteca comunitária do bairro onde morava.

Hoje, fala do lugar almejado lá atrás, como quem, aos 36 anos, conquistou a vida.

–  Isso aqui é o paraíso. Eu olho e nem acredito: uma biblioteca pública! Acho esse lugar impressionante.

Há sete meses, ele é coordenador da Biblioteca Sinhá Junqueira, antiga Altino Arantes, que recentemente foi restaurada, reformada, transformada em um espaço de encontros, leituras, arte. Ciro não foi escolhido para ocupar o cargo à toa.

– Dialogar com as comunidades é minha raiz.

A biblioteca, em pleno Centro de Ribeirão Preto, espaço mais democrático da cidade, quer acolher público diverso, ser espaço para todo leitor. Ciro, bom entendedor de gente e de letras, está em seu lugar.

– Goffman diz que a realidade não acontece dentro do seu quarto. É onde está a festa, a reunião. É na relação com o outro. O bibliotecário é responsável por fazer essa mediação entre as pessoas e a leitura.

Antes de chegar ao lugar em que está, ele passou 10 anos atuando no sistema prisional. Começou como professor do Estado na prisão, depois assumiu uma vaga de agente penitenciário, já com o objetivo de atuar na educação dos presos.

Conquistou a meta e foi além. Levou cultura por entre as celas, despertou encantamento pelas palavras, ajudou a mudar trajetórias com leitura.

– Eu tenho a impressão de que dá para chamar de transformação. Porque quando a leitura queima na nossa cabeça, não tem mais jeito. A gente fica muito abalado. E quando eu vejo isso acontecendo, é um prazer.

Ciro começou a carreira como conhecedor de gente pequenino, espreitando o público diversificado e, por vezes, caricato que frequentava o bar/mercearia de sua família.

Nasceu e cresceu em Bauru, bairro Geisel, e começou a ajudar os pais por volta dos oito anos. Pela porta, entrava gente de todo tipo.

– Esse cenário foi o que me criou.

O motorista de ambulância que passava a madrugada toda trabalhando e a manhã toda bebendo, ostentando o título de melhor fazedor de palavras cruzadas dali; a mulher insatisfeita a buscar o marido alcoolista da mesa; caminhoneiros; mecânicos; a senhorinha que só ia ao bar para levar o pão do café.

– A minha vida inteira foi atender. É isso que a gente faz aqui na biblioteca. É, em primeiro lugar, acolher as pessoas.

O pai lia o jornal todo dia. Além do periódico local, Jornal da Cidade, que ainda hoje existe, consumia também os tabloides nacionais. Ciro, curioso de pequeno, tomou gosto pela leitura. Não só lia como comentava. Mandava e-mails para os colunistas, dialogando sobre os causos da vida. Chegou a ter um artigo publicado quando já estava na graduação de História, demovido da ideia de fazer jornalismo que nascera nas leituras diárias.

Na biblioteca comunitária do Geisel, descobriu “O mundo de Sofia” e a vontade de conhecer a história do universo. Decidiu a graduação. Cursou Unesp, em  Assis. Na partida, em 2002, teve pesar. Deixar os pais foi decisão difícil.

– Eu trabalhei com meus pais dos oito aos 18 anos. Tinha responsabilidade de adulto. Estudava à noite e trabalhava durante o dia desde os 13 anos. Estudava no ônibus para o vestibular, lia no almoço.

Como bolsista da faculdade, usou o tempo livre que nunca tivera para estudar e ler tudo o que pôde. Se tornou frequentador assíduo – e de lugar cativo – na biblioteca da universidade. Tinha seu cantinho de todo dia, de onde podia decorar as prateleiras e pensar no futuro.

– Ficou na cabeça essa coisa de fazer biblioteconomia.

Começou logo a dar aulas. Depois de formado, voltou para casa por um ano, para cuidar do pai, que estava doente. Assim que ele melhorou, pegou estrada de novo.

Foi para Marília, buscar a biblioteconomia que tanto queria. Fez a segunda graduação junto com o mestrado em Ciência da Informação, na Unesp. E ainda encontrou energia para começar o trabalho na prisão.

– Eu precisava trabalhar. Fui pegar aulas no Estado e vi que havia muitas vagas na prisão. Ninguém queria. Peguei, mas não sabia o que significava.

Ficou encantado. Os alunos interagiam e a sala era tranquila. Em 2011, então, passou no concurso para agente penitenciário, em Serra Azul, região de Ribeirão Preto.

– É uma população que só aumenta, estão sendo cada vez mais encarcerados. É um lugar que machuca a gente.

Entre os machucados, foi encontrando sua forma de ser agente. Em alguns meses trabalhando no pavilhão, já se percebia que ele não levava jeito para a área da repressão. Ali, viu histórias que não gosta de recordar.

– Violência para mim não faz sentido. Não importa o que a pessoa tenha feito.

Foi para serviços administrativos e, cerca de dois anos depois, estava na educação. Ficou dois anos e meio em Serra Azul, regime fechado, e depois sete anos e meio no semiaberto, em Jardinópolis, onde pôde desenvolver ainda melhor seus projetos.

Poesia, clube de leitura, pintura, diálogo: na prisão, as ideias ganhavam liberdade pela arte.

– Eles escreviam poesias e levavam para mim. Eu lia e entregava de volta. Então, eles escreviam ainda mais, porque percebiam que eu tinha interesse.

Criou uma caixa de poesias na biblioteca, onde os presos depositavam dezenas de obras. Selecionava algumas e colava pelas paredes da prisão: respiro!

Algumas poesias foram também selecionadas para a Feira do Livro e os autores puderam participar do evento literário.

– Eles andavam parecendo astros do futebol!

Ciro chegava a passar 16 horas na prisão, imerso nos projetos, encantado com as possibilidades de mudança que vinham com as letras.

– São muitas histórias de lá. Tinha histórias todo dia.

Viu presos lerem pela primeira vez, outros iniciarem graduações dentro e fora das celas, gente que se encantou pela poesia e quis seguir escrevendo, jovens que encontraram outros caminhos quando perceberam que, sim, seria possível.

Conta de um deles que, lendo “O doente imaginário”, de Molière, fez um paralelo entre a doença e o crime. “Eu estava cego pelo crime. Esse livro me fez pensar muitas coisas”. Um exemplo, entre dezenas que ele conta e outras dezenas que guarda consigo.

– Eu não sabia que os livros falavam todas essas coisas. O encantamento deles era muito grande.

Quando o livro despertava o interesse, chegava a somar 40 pessoas para o clube de leitura. Como não havia exemplares para todos, os leitores iam revezando.

– Tinha que ser um livro que, de alguma maneira, se relacionasse com a vida deles, tocasse.

Em 2016, durante uma rebelião, os presos colocaram fogo na biblioteca. Foi preciso reconstruir. Ao invés de lamentos, Ciro reformulou. Ensinou os presos a catalogarem os livros, deixou tudo novinho, pronto para o recomeço.

As experiências eram tantas e tão complexas que ele decidiu fazer um Doutorado com a temática da rotina, em Ciência da Informação. Pesquisou os espaços de leitura na prisão e qual acesso o jovem faz desses dispositivos, antes e depois de preso. Conta que foi pioneiro na área de biblioteconomia prisional.

– A biblioteca diminui os impactos do aprisionamento, que é uma máquina de moer gente.

Em novembro de 2019, Ciro recebeu o convite para a coordenação da Biblioteca Sinhá Junqueira. Já há algum tempo sentia que era hora de mudar a rota.

No anúncio de sua saída para seus leitores presos, uma salva de palmas e doses altas de afeto confirmaram que ele conseguira mudar algo, deixar um pouco de si.

Trocou de trabalho e hoje passa os dias pelos corredores cheios de luz da Sinhá. Não deixou os laços que, por uma década, construiu. Continua o contato com alguns dos ex-alunos, hoje em liberdade. Eles ligam para contar como está a vida, compartilhar as conquistas iniciadas nas leituras.

Não trocou os mundos. Somou-os, como vem fazendo desde a infância. Levou presos e ex-presidiários para rodas de conversa na Biblioteca Sinhá e estava organizando um projeto literário com eles, para a Feira do Livro de Ribeirão Preto, adiada pela pandemia.

– Eu sou um homem hétero, de posição privilegiada no mundo. Djamila Ribeiro diz que nunca vou sentir o que a outra pessoa passa, mas posso estudar, ter uma postura contra o preconceito e tentar ser sempre atento.

Conhecedor de gente e de letras, constrói um bonito trabalho na biblioteca, rodeado por equipe diversa, escolhida com carinho. Saraus, encontros: gente de todo tipo com espaço para dizer, fazer, ler.

– A gente diversificar esse público. Cada vez mais fazer esse diálogo com a comunidade. Não só trazê-los, mas desenvolver projetos na comunidade.

Em 40 dias de funcionamento, a biblioteca recebeu mais de 20 mil visitantes.

As portas estão fechadas agora, cumprindo o isolamento social necessário, mas as atividades seguem em ambiente digital.

– O que seria da gente sem leitura? Nesse momento, o que seria? Todas as minhas ações são movidas pela leitura. A leitura é o que eu sou.

Trabalhar numa biblioteca é o emprego dos sonhos, diz Ciro como quem, aos 36 anos, conquistou a vida por meio das letras.

– Esse constante repensar a vida por meio da leitura é o que faz a gente ser.

Fotos: arquivo pessoal

Fonte: História do Dia

Conselho de Biblioteconomia certifica biblioteca do Museu

Alguns livros que fazem parte do acervo da biblioteca do Museu do Folclore – Foto: Divulgação – Foto: PMSJC

Avelino Israel Fundação Cultural Cassiano Ricardo

A biblioteca do Museu do Folclore de São José dos Campos, denominada ‘Maria Amália Corrêa Giffoni, passou a ser uma das mais de quatro mil bibliotecas certificadas pelo Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) da 8ª região (São Paulo), a partir deste mês. Especializada em folclore e cultura popular, a biblioteca é mantida pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP) e Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR).

Com a certificação, a biblioteca vê reforçada sua importância para o meio acadêmico local e regional, principalmente como fonte de pesquisa, em razão da sua especialidade e por estar ligada diretamente a um museu da mesma área de atuação. “O fato de a biblioteca do Museu do Folclore estar cadastrada no CRB dá a ela um status mais profissional”, destaca Cíntia Cássia Soares, bibliotecária responsável na unidade.

O registro da biblioteca junto ao CRB também atende a um aspecto legal, de acordo com a sua Comissão de Fiscalização Profissional. O artigo 29 da Lei Federal 9674/98 dispõe que o exercício da função de bibliotecário é privativo de profissionais formados e inscritos no conselho regional da respectiva jurisdição. O CRB da 8ª região integra o Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), que agrega 14 conselhos regionais.

Modernização

A biblioteca também passará por uma modernização do seu acervo, do mobiliário e da sua estrutura de informática, com recursos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo Estadual, por meio do Programa de Ação Cultural (Proac). “Entre outras ações, serão adquiridos novos livros e 93 vídeos de registros de manifestações folclóricas serão editados para posterior divulgação na internet”, explica Cíntia Soares.

O acervo da biblioteca conta, hoje, com mais de dois mil livros especializados, hemeroteca, CDs e discos em vinil de ritmos populares, periódicos e vídeos de manifestações folclóricas da região. Entre seus títulos é possível encontrar todas as 25 edições da Coleção Cadernos de Folclore, publicação conjunta do CECP e Fundação Cultural para divulgação de pesquisas na área da cultura popular.

“O projeto aprovado junto à Secretaria de Cultura ainda prevê a implantação de audioguias (em português, inglês e espanhol) e vídeo narrado em Libras sobra a exposição de longa duração do museu, visando facilitar o atendimento de pessoas com deficiência auditiva e visual”, explica a gestora do museu, Francine Maia.

Museu do Folclore de SJC Av. Olivo Gomes, 100 – Santana (Parque da Cidade) (12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org

Fonte: SJC.SP.GOV

Clubes de leitura da Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Villa-Lobos em maio trazem escritoras premiadas

Expoentes da literatura brasileira contemporânea, as autoras lançaram novos romances no último ano

Os clubes de leitura online de maio na Biblioteca de São Paulo (BSP) e Parque Villa-Lobos, realizados em parceria com a editora Companhia das Letras, trarão livros de duas escritoras premiadas, Noemi Jaffe e Maria Valéria Rezende, que narram histórias também protagonizadas por mulheres. A BSP e a Biblioteca Villa-Lobos (BVL) são instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, geridas pela Organização Social SP Leituras, eleita pelo segundo ano consecutivo uma das 100 Melhores ONGs do Brasil.
Expoentes da literatura brasileira contemporânea, as autoras lançaram novos romances no último ano. Em ambos os casos, a editora parceira do programa dará gratuitamente aos primeiros inscritos em cada um dos eventos uma cópia eletrônica dos livros. Os encontros serão realizados por meio da plataforma Zoom, através de link que será enviado aos participantes por e-mail.

No dia 22, das 15h às 17h, a BSP coloca na roda de discussão “O que Ela Sussurra”, de Noemi. Baseado em fatos reais, o livro narra a história de Nadejda, jovem russa que memoriza poemas de seu marido, morto pelo regime soviético, para evitar que se percam. As inscrições já estão abertas desde o?dia?8 de maio e podem ser feitas clicando aqui.

Uma semana depois, também das 15h às 17h, a BVL traz para o debate “Carta à Rainha Louca”, de Maria Valéria. O livro conta a história de Isabel das Santas Virgens, que escreve da prisão à rainha Maria I, conhecida como a Rainha Louca, sobre os atos cometidos pelos homens da Coroa em seu nome. As inscrições serão abertas a partir de quinta-feira (14), às 10h, clicando aqui.

Os clubes de leitura online fazem parte da programação das bibliotecas e vão de encontro ao conceito #CulturaemCasa, da Secretaria, que visa estimular o distanciamento social por meio da ampliação do acesso e da oferta de conteúdos virtuais dos equipamentos.

As bibliotecas continuam com atividades presenciais suspensas. Para mais informações, por favor, visite os sites das bibliotecas clicando em BSP ou em BVL.

Dia 22 de maio, das 15h às 17h

BSP – Clube de Leitura Online em parceria com a Companhia das Letras

“O Que Ela Sussurra”, de Noemi Jaffe

Vagas limitadas. Inscrições a partir das 10h,?dia?8 de maio, clicando aqui.

Ao se inscrever, os primeiros participantes recebem um link da editora para baixar o título gratuitamente

Dia 29 de maio, das 15h às 17h

BVL – Clube de Leitura Online em parceria com a Companhia das Letras

“Carta à Rainha Louca”, de  Maria Valéria Rezende

Vagas limitadas. Inscrições a partir das 10h do dia 14 de maio pelo link.

Ao se inscrever, os primeiros participantes recebem um link da editora para baixar o título gratuitamente

Fonte: Agora Vale

Bibliotecários levam literatura até os lares brasileiros

Vestida de Emília, a bibliotecária Regina Garcia Brito lê Reinações de Narizinho”. Fotos: Priscila Ferreira

Bibliotecários gravam vídeos para levar literatura até os lares brasileiros

Nesse momento mundial tão difícil, onde todos nós estamos unidos no combate a disseminação do coronavírus, inclusive  com escolas e bibliotecas fechadas, o Conselho Regional de Biblioteconomia 8ª região (CRB-8) convidou a todos os bibliotecários do Estado de São Paulo para que ajudem a levar a literatura para dentro das casas brasileiras.

Por meio de uma campanha voluntária e solidáriabibliotecários vêm gravando vídeos, lendo livros. Ou ainda trechos deles para as crianças de todo o Brasil. De certo, esses vídeos, postados no Canal do YouTube do CRB-8,  estimulam, portanto,  que muitas crianças continuem  então tendo acesso a literatura, mesmo com as bibliotecas fechadas.

Incorporando personagem: 

Assim, muitos bibliotecários já aderiram a Campanha. Regina Garcia Brito, de 42 anos, está gravando vídeos lendo capítulos do livro “Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato. Regina então surpreendeu a todos se vestindo como a personagem Emília. Inclusive, já que precisava dos óculos para fazer a leitura explicou na gravação “Vocês devem estar se perguntado, boneca usa óculos? Psiu, então eu peguei os óculos da dona Benta, se não como eu iria ler aqui para vocês”.

Segundo Regina Garcia Brito, que está em férias, e vem preparando os vídeos em casa, ela não tem filhos, mas imagina o grande desafio que as mães estão passando para entreter as crianças com atividades de qualidade. Portanto aderiu à campanha do CRB-8.

A bibliotecária conta ainda que não foi a primeira vez que se vestiu de Emília. Ela atua na Biblioteca Céu Azul da Cor do Mar, na Zona Leste de São Paulo. A primeira vez que se vestiu de Emília em 2018 foi para receber os bebês que estavam chegando pela primeira vez a escola.

A boneca Emília tem uma relação afetiva com os adultos e também muitas crianças são apresentadas para esse importante personagem da literatura brasileira. Além disso, nem todos a conhecem, uma vez até me perguntaram se eu era o Patati, dos palhaços Patati Patatá”, contou Regina. Ela  salientou ainda a importância de ficar em casa para prevenir o agravamento da pandemia.

Bibliotecários emocionam: 

Mostrando bem a realidade das mães brasileiras que estão trabalhando em casa, a bibliotecária Kelly Cristina Souza de Araujo Andrade, que atua em Itapetininga, precisou se virar para contar uma história ao lado da mãe Maria Joana e de seu pequeno filho Felipe, que não parava por um minuto durante a gravação. Mas quem assiste ao vídeo se emociona com o livro “A Colcha de Retalhos”, de Conceil Corrêa da Silva. A história está relacionada ao momento atual, pois fala do relacionamento de avó e neto e o sentimento de saudades.

Assista: “A Colcha de Retalhos” (Conceil Corrêa da Silva) – Bibliotecária Kelly Cristina S. de A. Andrade 

Já a bibliotecária de Cajamar, Celita Lima Bastos Alves, fez um vídeo com ajuda da criança Vitória. Ambas contaram a história “Bruxa, bruxa venha a minha festa”, de Arden Druce.

Ruth Rocha: 

Uma das mais importantes escritoras brasileiras de literatura infanto-juvenil, Ruth Rocha, foi lembrada pela bibliotecária Susan Sanches Bueno Modesto, do Sesi de São José dos Campos, que leu o livro “A Coisa”.  Além disso, a  escritora também foi recomendada pela bibliotecária Adriana Pimpinatti Zuffo. Adriana, além de contar, também ilustrou a história “A Primavera da Lagarta” (Ruth Rocha).

Da mesma forma, a bibliotecária Roselene Mariane Medeiros gravou vários vídeos. Entre eles, “Lulu Adora Histórias”, de Anna McQuinn, que também fala da importância da biblioteca.

Assista ao vídeo: “A Primavera da Lagarta” (Ruth Rocha) –  Bibliotecária Adriana Pimpinatti Zuffo 

De acordo com a presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª região, Regina Celi de Sousa, entre as muitas funções do bibliotecário, especialmente o escolar, está a formação de leitores infantis.

A escola e a biblioteca podem atuar juntas promovendo o protagonismo das crianças desde a Educação Infantil. Nesse momento de isolamento social, com a ajuda da tecnologia e da solidariedade podemos promover à contação e levar boas histórias para nossas crianças”, lembrou ela.

Enfim, os vídeos  estão postados  no Canal  YouTube do CRB-8. Inclusive novas histórias vem sendo postadas mensalmente. Visando, assim, levar literatura de qualidade para crianças. 

Serviço:

Home office da Leitura: História contadas por bibliotecários

Veja também: Canal do YouTube do CRB-8

Fotos: Priscila Ferreira e João de Pontes Junior – Divulgação / Arquivo pessoal

Fonte: Cristina Aguilera com informações do CRB-8

Assessoria de imprensa

Fonte: Ego Notícias

A Biblioteca na pandemia

Você sabia que, mesmo nesse período de atividades presenciais suspensas devido à pandemia de Covid-19, a equipe da Biblioteca está mantendo diversos serviços?

Isso mesmo! Além de atividades técnicas que podem ser realizadas remotamente, estamos:

Atendendo usuários online, pelo chat e por e-mail;
Recebendo demandas de solicitações de artigos;
Apoiando no acesso às informações online (artigos e e-books);
Ajudando e tirando dúvidas sobre normalização;
Ministrando e divulgando treinamentos online;
Elaborando fichas catalográficas de TCC, dissertação e tese;
Emitindo declarações de não-débito (para agendamento de defesas);
Tirando as suas dúvidas!

Fonte: Unicamp

AS BIBLIOTECAS TERÃO UMA APARÊNCIA MUITO DIFERENTE QUANDO REABRIREM

O medo da transmissão viral por meio de livros e outros materiais pode reduzir drasticamente os empréstimos tradicionais, e as bibliotecas vêm diminuindo o tamanho de suas coleções impressas há anos

Enquanto os estabelecimentos nos Estados Unidos se preparam para reabrir após o encerramento da pandemia, empresas e organizações terão que reconfigurar modelos de serviços para envolver o público com segurança. Bibliotecas públicas não estão isentas deste mandato. Estas estão fechadas em todo o país, mas muitas oferecem atividades de contação de histórias on-line e outras atividades no lugar de serviços presenciais.

É difícil imaginar todos os serviços de biblioteca digitalizados. Os computadores de acesso público tornaram-se parte integrante dos serviços de biblioteca; algumas unidades de tamanho médio na região metropolitana de Washington, por exemplo, têm até 60 computadores disponíveis ao público, e cada uma delas geralmente é ocupado em poucos minutos após a abertura da biblioteca.

Na maioria dos lugares, no entanto, os computadores estão separados apenas por alguns centímetros, impossibilitando um distanciamento social seguro. Para manter cerca de 1m80s entre os usuários dos computadores, as bibliotecas terão que reduzir o número de equipamentos ou diminuir o espaço dedicado a livros, revistas e mesas e cadeiras para espalhar as máquinas.

O medo da transmissão viral por meio de livros e outros materiais pode reduzir drasticamente os empréstimos tradicionais, e as bibliotecas vêm diminuindo o tamanho de suas coleções impressas há anos; a pandemia pode dar às bibliotecas o ímpeto para levar essa tendência ainda mais longe. Muitos usuários da biblioteca preferem impressos ao invés de e-books e formatos digitais, mas o medo de contágio pode alterar isso significativamente.

Os tempos das histórias e os grupos de discussão de livros oferecem desafios adicionais. Uma biblioteca com um auditório ou uma grande sala de reunião pode oferecer uma história e estimular que pais e filhos mantenham o distanciamento social. O mesmo vale para grupos de discussão de livros. Mas as atividades que exigem uma interação social mais próxima – por exemplo, jogos de tabuleiro e ajuda com a lição de casa – teriam que ser reduzidas. Lugares menores podem precisar cancelar essas atividades ou reconfigurar seus interiores.

Em toda crise financeira, as bibliotecas estão entre os primeiros órgãos públicos a enfrentar cortes no orçamento. Os governos locais já estão financeiramente sem recursos e alguns lugares já disponibilizaram funcionários da biblioteca para atividades em outras repartições. Um equívoco comum entre alguns governantes é que as bibliotecas são um serviço não essencial.

Nos bairros de baixa renda, no entanto, os computadores da biblioteca são a única conexão à Internet para muitos residentes. O fechamento de uma unidade privaria as pessoas e dificultaria a solicitação de subsídios de desemprego, a procura de emprego ou o acesso a serviços sociais.

Como as bibliotecas sobreviveram a esse período difícil dependerá das prioridades que estabelecerem; tornar-se acessível – e indispensável – compensará o downsizing (redução de pessoal ou redução de custos) que está por vir. Eles também têm a obrigação de fornecer acesso à Internet e ao computador em bairros desfavorecidos.

O “novo normal” tornou-se um dos clichês mais sobrecarregados de trabalho dos últimos meses. Ninguém sabe como será o novo normal, mas, para as bibliotecas públicas, suspeito que as mudanças sejam significativas. Uma coisa eu tenho certeza: muitos de nós mal podemos esperar que nossas bibliotecas reabram!

Fonte: Biblioo Carta Capital

Clube do livro: encontro deste mês será online

Devido à pandemia do novo coronavírus, o Clube do Livro, que conta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, por meio da Biblioteca Municipal, será realizado de modo online neste mês. O livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, será discutido pela plataforma Google Meet sábado (16), a partir das 15h30.

Para participar do encontro é simples. Basta logar a conta de e-mail do gmail, acessar o site – https://meet.google.com/, clicar em “digite o código da reunião”, digitar kzf-nzvd-mtr, clicar em “participar” e aguardar a aprovação para entrar na sala on-line. Os internautas participam de bate-papo durante a atividade.

“O Clube do Livro foi uma grata surpresa. A cada edição, reunimos mais participantes. E, por esse motivo, iremos continuar com as reuniões, mesmo neste período de isolamento social. Vidas Secas é um expoente da nossa literatura”, comentou Gustavo Grandini Bastos, bibliotecário municipal.

Fonte: Notícias de Araras

Mostre seu trabalho no Mural de Serviços

Texto da Comissão de Fiscalização do CRB8

Já temos alguns trabalhos de colegas bibliotecários publicados no Mural de serviços:

Minicurso “Normalizando o Trabalho Acadêmico” – UFSCar – Campus Sorocaba

http://www.crb8.org.br/mural-de-servicos-minicurso-normalizando-o-trabalho-academico /

Projeto “Abraço Literário” envia contos e poesias em período de isolamento social – Biblioteca do IFSP – Jacareí

http://www.crb8.org.br/mural-de-servicos-projeto-abraco-literario-envia-contos-e-poesias-em-periodo-de-isolamento-social/ 

Tarefas da Biblioteca da Unifai http://www.crb8.org.br/mural-de-servicos-tarefas-da-biblioteca-do-unifai/ 

Existem muitos trabalhos excelentes realizados em bibliotecas mas não são divulgados”, comenta a fiscal do CRB-8, Ruth Nunes. E você, que trabalho vem realizando? Processamento técnico, gestão do tratamento da informação, divulgação de serviços, capacitação de usuários, incentivo à leitura? 

Envie notícia já existente sobre o serviço de sua biblioteca, ou escreva um texto de até uma lauda com seu nome completo, número de CRB-8, e link para o serviço a ser divulgado

No assunto do e-mail indicar “Mural de Serviços” e envie para crb8@crb8.org.br 

Sistema de Bibliotecas Públicas do Município de Sertãozinho: um caso de sucesso de fiscalização de concursos

Texto da Comissão de Fiscalização do CRB-8

Acompanhar os concursos com vagas para bibliotecário é um dos trabalhos realizados pela Comissão de Fiscalização do CRB-8. Desde 2019, mais de quarenta concursos realizados incluíram vaga para bibliotecário. É bastante comum que os concursos tenham irregularidades ou estejam incompletos nos requisitos para o cargo de bibliotecário, muitas vezes o único da instituição ou do município: não há exigência de registro no CRB-8, ou não há exigência de formação em Biblioteconomia, em alguns casos exige-se apenas nível médio, ou há outras denominações para as atividades privativas de bibliotecário, ou ainda a remuneração é incompatível, inferior ao piso salarial estabelecido pelo Sindicato. Observada alguma irregularidade, o Conselho encaminha ao órgão responsável pelo concurso a solicitação de regularização das informações relativas a denominação, formação exigida e inscrição no Conselho. Embora a remuneração esteja fora do âmbito de atuação do Conselho, a informação é repassada ao Sindicato para providências. 

Fábio de Santana Barreto, CRB-8/10223

Um caso recente de sucesso foi o do município de Sertãozinho, com a realização do concurso para a ampliação do número de vagas para bibliotecário no Sistema de Bibliotecas Públicas do Município, Concurso 02/2017 pela Vunesp. Fábio de Santana Barreto foi nomeado para a biblioteca no CEU das Artes. Em 2019, o Conselho congratulou o município pelo pronto atendimento da Prefeitura que tomou as providências a favor da realização do concurso público solicitado pelo Conselho, ampliando o quadro de profissionais bibliotecários, com a inauguração de mais um espaço com equipamento de leitura.  Leia o depoimento do profissional:

Fui muito bem recebido por todos os profissionais da Prefeitura e da Secretaria de Cultura e Turismo, em especial pela equipe do Sistema de Bibliotecas Públicas do Município de Sertãozinho. O Sistema de Bibliotecas Públicas conta com três unidades diferentes: a Biblioteca Pública Municipal “Dr. Antônio Furlan Jr.”, onde atuo no momento, a Biblioteca Pública Distrital “Prof.ª Sônia Regina Mossin Garcia” e a Biblioteca “Neuza Leonor Pignata”, onde atuei até a penúltima semana de abril, localizada no CEU das Artes da cidade. 

No momento, realizo apenas trabalhos internos na biblioteca do centro da cidade, a “Dr. Antônio Furlan Jr.”, por conta de decisões administrativas e da situação sanitária que aflige todo o território nacional. Junto à equipe da unidade, realizamos o processamento técnico dos materiais e diferentes atividades para manutenção do ambiente da biblioteca, além de criarmos alguns conteúdos online para o nosso público.

Creio que diversos desafios me aguardam durante minha atuação na biblioteca, tendo em vista os desafios que já enfrentei e enfrento frequentemente, principalmente no contexto da pandemia vigente. Enquanto funcionário da Secretaria de Cultura e Turismo de Sertãozinho, minha atuação no trabalho ia além do ambiente da biblioteca, envolvendo participação em diversos eventos diferentes pela cidade. Hoje, sem perspectiva de realização de tais eventos, fico na esperança de voltar ao meu local de trabalho anterior, no CEU das Artes, enquanto sigo colaborando com meus novos colegas de trabalho e enfrentando os desafios da rotina.”

Para saber mais sobre a Fiscalização http://www.crb8.org.br/sobre-a-fiscalizacao/

Para denúncias http://www.crb8.org.br/denuncia/ 

Dia da Memória do Poder Judiciário estimula reflexão sobre democracia e cidadania

​​​Em abril, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, em sessão plenária, a instituição do Dia da Memória do Poder Judiciário: 10 de maio passou a integrar o calendário da Justiça para celebrar um patrimônio cultural construído desde o Brasil Colônia e legado para as gerações presentes e futuras. O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, foi o relator da proposta que deu origem à Resolução 316/2020. Segundo o ministro, “somos os guardiões de uma história que moldou e construiu nossas instituições judiciárias”.

A sugestão partiu do comitê do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname), que incentiva e apoia ações de preservação e divulgação da herança histórica da Justiça em todo o país. O objetivo é promover a conservação do acervo memorial dos tribunais, bem como homenagear as personalidades que marcaram a história da Justiça brasileira. Existem documentos, processos, objetos e imóveis, bibliotecas e museus que contam, por esse prisma, a história da sociedade e do Estado.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma unidade assume o papel de testemunhar a evolução histórico-jurídica do país. A Secretaria de Documentação (SED) faz jus à teoria clássica dos bens culturais, ao manter sob a sua responsabilidade a tríade museu, arquivo e biblioteca. Hoje, a SED é composta por três coordenadorias (Gestão Documental, Memória e Cultura, Biblioteca), voltadas especialmente para a proteção do patrimônio cultural da corte.

Por que 10 de maio?

A data faz referência ao alvará de 10 de maio de 1808, por meio do qual Dom João VI criou a Casa da Suplicação do Brasil. A iniciativa foi implementada dois meses após a família real se estabelecer no Rio de Janeiro, onde chegou em 7 de março daquele ano, após uma temporada em Salvador, fugindo da ameaça de invasão pelas tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal.

A medida marca a independência da Justiça brasileira em relação à portuguesa. Com a criação da Casa da Suplicação do Brasil, os recursos de apelações e agravos passaram a ser julgados no Rio de Janeiro, e não mais em Lisboa. O alvará de D. João VI determinava que “a Relação desta cidade se denominará Casa da Suplicação do Brasil e será considerada como Superior Tribunal de Justiça para se findarem ali todos os pleitos em última instância”. Neste ano de 2020, nossa Justiça comemora 212 anos.

Pensando nisso, o CNJ preparou duas sessões especiais – a primeira foi conduzida na última quinta-feira (7), na sede do STF, e a outra será realizada na terça (12), no próprio conselho. Além disso, o CNJ criou um selo comemorativo e disponibilizou em seu site informações sobre a data, inclusive com matérias produzidas por outros órgãos da Justiça, que poderão participar pelo Portal de Comunicação Integrada do Poder Judiciário.

Gestão documental

O coordenador de Gestão Documental do STJ, Julio Cesar Souza, afirma que parte da memória institucional se encontra registrada em documentos de arquivo, pela capacidade que eles possuem de registrar os fatos, preservar e estender no tempo suas evidências. “São testemunhos importantes da evolução da instituição e de suas relações com a sociedade, e constituem importante fonte de pesquisa.”

Para atender ao pesquisador, não basta à instituição guardar documentos. Segundo o coordenador, eles precisam ser tratados, organizados e estar disponíveis. Nesse aspecto, a gestão documental é fundamental. Só ela, com a aplicação de técnicas e instrumentos específicos, pode garantir que documentos de valor histórico sejam separados daqueles sujeitos à eliminação.

Arquivo virtual

Um exemplo da importância desse tratamento ar​quivístico para a preservação da memória institucional é o Arquivo.Cidadão. Nesse ambiente virtual, estão disponíveis para consulta vários conjuntos documentais acumulados pelo STJ. São documentos recolhidos para a posteridade em razão do valor que possuem como prova ou fonte de informação para o tribunal e a sociedade.

Imagem aérea das obras da sede do STJ, projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 22 de junho de 1995. O complexo de 140 mil metros quadrados comporta a circulação de 6 mil pessoas por dia.

​​Em 2019, mais de 49 mil pessoas visitaram o acervo virtual e puderam ter acesso a documentos como as fotos da construção da sede do tribunal ou processos que definiram entendimentos jurídicos sobre temas relevantes. São registros da evolução da corte e da sociedade, preservados a serviço da memória do país.
Na página do Arquivo.Cidadão, o usuário tem acesso ao boletim MomentoArquivo, que a cada mês relata um caso de repercussão julgado ao longo dos 30 anos de história do tribunal.

O portal do STJ também traz informações sobre o processo de sua criação na Constituinte de 1988, os antecedentes históricos e as transformações posteriores, até a era do processo eletrônico.

Museu

A memória do STJ tem um lugar cativo na sede do tribunal. Logo na entrada do Museu, o visitante se depara com vestes talares e um habeas corpus escrito em papel higiênico – lembrando que a Justiça é para todos.

Há um vídeo explicativo sobre o tribunal, móveis históricos e a galeria com a primeira composição da corte, proveniente do Tribunal Federal de Recursos (TFR) – cujos magistrados, servidores e recursos materiais foram incorporados ao STJ na instalação do novo tribunal, em 1989.

O Museu tem uma sala onde a história do extinto TFR se confunde com os primeiros passos do STJ. Os 42 anos da instituição que deu origem ao STJ são contados nessa exposição permanente do acervo do extinto tribunal.

Criado pela Constituição de 1946 e instalado em 1947 como segunda instância da Justiça Federal, o TFR é relembrado nessa mostra, que tem a finalidade de aproximar o Judiciário do cidadão, revelando a formação da cultura jurídica do país, com suas ideias e seus personagens.

A exposição permite uma viagem aos tempos em que a Justiça funcionava com procedimentos artesanais. Um exemplo dessa realidade tão distante do processo eletrônico é a mesa de madeira com estrutura em ferro na qual os volumes dos processos em papel eram remontados. Utilizada até 1992, a mobília traz as marcas das perfurações deixadas pela furadeira que abria caminho para os barbantes na costura feita com a ajuda de uma sovela – um tipo de agulha grossa.

O Museu do STJ, que também resgata a memória do extinto TFR, reúne móveis históricos, instrumentos de trabalho, processos, documentos diversos, vestimentas, fotos, condecorações e outras peças.

​Também compõe a mostra a mesa da sala de julgamentos da primeira sede do TFR. A exposição reúne, ainda, processos, documentos, vestimentas e fotografias que retratam como era a atividade judiciária do tribunal ancestral do STJ.

Patrimônio de todos

Para o chefe da Seção de Memória e Difusão Cultural do STJ, Evanildo Carvalho, “a memória é o principal ingrediente das construções identitárias, pois cria e fortalece nos indivíduos as ideias de pertencimento e, a partir disso, fundamenta os laços de reconhecimento e solidariedade no interior de uma comunidade, o que resulta na coesão social”. Segundo ele, reconhecer e trabalhar a memória como um valor “é o que alicerça e assegura a identidade da organização, sua conformação no espaço social”.

O espaço destinado à memória da instituição oferece ao público uma galeria de arte contemporânea, cujas exposições temporárias integram um calendário anual.

O tribunal mantém diversos programas educativos que promovem visitas de estudantes de todos os níveis e grupos de idosos ao museu e outras dependências.

O Museu do STJ fica disponível para visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. No momento, porém, em virtude da pandemia da Covid-19, a sede do STJ está fechada para o público.

O acervo do Museu do STJ pode ser conhecido também pela internet.

STJ 30 anos

Entre dezembro de 2018 e abril de 2019, o site do STJ publicou a série de reportagens 30 anos, 30 histórias​, em comemoração aos 30 anos de instalação do tribunal. Criada com a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, a nova corte foi oficialmente instalada em 7 de abril de 1989.

A iniciativa da Secretaria de Comunicação Social teve o objetivo de resgatar a memória de três décadas de prestação jurisdicional por meio de 30 personagens que, de alguma forma, tiveram suas vidas afetadas pelos julgamentos ou contribuíram, muitas vezes de forma anônima, para a construção dessa história.

A série de reportagens deu origem a uma exposição multimídia, aberta em 2 de outubro de 2019 na sede do tribunal, e também a uma edição especial da revista digital Panorama STJ.

Biblioteca digital

Com quase 130 mil documentos, a Biblioteca Digital Jurídica (BDJur) é um dos maiores acervos digitais jurídicos da América Latina. Atualmente, usuários do Brasil e do exterior acessam a plataforma para visualizar – e baixar – itens como livros, artigos jurídicos, palestras, bibliografias, conteúdos doutrinários, obras de arte, textos da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e do extinto Tribunal Federal de Recursos (TFR), além de documentos produzidos pelo próprio STJ.

Criada em 2005, a BDJur foi a primeira biblioteca digital do Poder Judiciário inscrita sobre uma plataforma livre, permitindo acesso direto ao seu conteúdo por meio de ferramentas de busca. O repositório de material jurídico e administrativo é mantido pelo STJ. Além disso, estão disponíveis obras raras, artigos e palestras em vídeo de juristas renomados, trabalhos acadêmicos (de autoria dos ministros e servidores) e mais de 130 títulos de revistas jurídicas das principais editoras do país.

Fonte: STJ

Covid-19: UNICEF disponibiliza orientações globais para proteger crianças e escolas

A orientação inclui ações práticas e listas de verificação para gestores, professores, pais e crianças

@UNICEF/UNI220408/Pacific

Faça o download aqui: http://bit.ly/covid-19_escolas

Brasília, 16 de março de 2020 – O UNICEF disponibiliza, nesta segunda-feira, para o Ministério de Educação, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) orientações globais para proteger crianças e escolas da transmissão do vírus Covid-19. O documento foi elaborado pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC), o UNICEF e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O documento fornece orientações cruciais e uma lista de itens que devem ser verificados para manter as escolas seguras. Também aconselha as autoridades nacionais e locais sobre como criar e implementar planos de emergência para manter as instalações educacionais seguras.

No caso de fechamento de escolas –como já foi decretado no Rio de Janeiro, em Goiás e no Distrito Federal e está começando em São Paulo e outros Estados e municípios –, as orientações incluem recomendações para mitigar os possíveis impactos negativos no aprendizado e no bem-estar das crianças e dos adolescentes. Isso significa ter planos sólidos para garantir a continuidade da aprendizagem, incluindo opções de educação a distância – como estratégias de educação online e transmissões de rádio de conteúdo acadêmico e acesso a serviços essenciais para todas as crianças. Esses planos também devem incluir as etapas necessárias para a eventual reabertura segura das escolas.

Onde as escolas permanecem abertas e para garantir que as crianças e suas famílias permaneçam protegidas e informadas, o documento solicita:

  • O fornecimento de informações às crianças sobre como elas devem se proteger;

  • A promoção de melhores práticas de lavagem das mãos e higiene e o fornecimento de suprimentos de higiene;

  • A limpeza e desinfecção de edifícios escolares, especialmente instalações de água e saneamento; e

  • O aumento do fluxo de ar e ventilação.

A educação pode incentivar estudantes a que se tornem defensores da prevenção e do controle de doenças em casa, na escola e na comunidade, conversando com outras pessoas sobre como evitar a propagação de vírus.

Manter operações escolares seguras ou reabrir escolas após o fechamento exige muitas considerações, mas, quando bem feitas, podem promover a saúde pública. Por exemplo, as diretrizes escolares seguras implementadas na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa durante o surto de ebola de 2014 a 2016 ajudaram a impedir a transmissão escolar do vírus.

O UNICEF está incentivando os sistemas educacionais – estejam as escolas abertas ou atuando de forma remota – a que forneçam aos alunos um apoio integral. Além de explicar às crianças como proteger a si mesmas e suas famílias, é preciso facilitar o apoio à saúde mental e ajudar a prevenir o estigma e a discriminação, incentivando estudantes para que sejam gentis uns com os outros e evitem estereótipos ao falar sobre o vírus.

A nova orientação também oferece dicas e listas de verificação úteis para pais e responsáveis, bem como para crianças e estudantes. Essas ações incluem:

  • Monitorar a saúde das crianças e mantê-las em casa, se estiverem doentes;

  • Incentivar as crianças a que façam perguntas e expressem suas preocupações; e

  • Tossir ou espirrar em um lenço de papel ou na dobra do cotovelo e evitar tocar rosto, olhos, boca e nariz.

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Para mais informações sobre o coronavírus, acesse o site da Opas/OMS e o do Ministério da Saúde.

Fonte: UNICEF

El sector bibliotecario y los servicios remotos en tiempos de COVID-19

Las bibliotecas potencian sus servicios remotos para poder seguir brindando información, capacitación y acceso a la cultura.

Durante las últimas semanas, todas nuestras actividades y las instituciones en las que las desarrollábamos se han visto drásticamente modificadas por la presencia del COVID-19. Por supuesto, como fuerza viva de la sociedad, las bibliotecas no podían quedar fuera de estas necesarias transformaciones que nos obligan a repensar y crear parámetros nuevos para nuestras prácticas. Algunas de ellas serán transitorias y de emergencias, otras posiblemente duren más tiempo. En este contexto de cuarentena y distanciamiento social, las bibliotecas han debido potenciar sus servicios remotos para poder seguir brindando información, capacitación y acceso a la cultura. Entendemos que estas tareas son indispensables en estos tiempos en los que el acceso a las fuentes fiables constituye un bien preciado al que debemos atender sin pasar por alto las medidas sanitarias que todos debemos respetar.

La IFLA (Federación Internacional de Asociaciones Bibliotecarias y Bibliotecas por sus siglas en inglés) ha producido una declaración que contiene los lineamientos para el sector bibliotecario global. Nuestros colegas de la Biblioteca del Congreso de la Nación, desde su Subdirección de Traducciones, nos ofrecen en el siguiente enlace las dos traducciones a la declaración del 23 de marzo de 2020 acerca de COVID-19 y el sector bibliotecario global.

Asimismo, queremos compartir otras fuentes valiosas que ofrecen recursos para estos momentos de incertidumbre. Por un lado, la recopilación normativa actualizada referida a la emergencia sanitaria en curso que se actualiza periódicamente desde la biblioteca digital del Ministerio de Justicia y Derechos Humanos de la Nación. También, el blog infotecarios en el que comparten información profesionales de la información latinoamericanos ofrece una guía para identificar noticias falsas y luchar contra su difusión en la [siguiente entrada] (https://www.infotecarios.com/el-rol-del-bibliotecario-digital-desinformacion-y-noticias-falsas-del-covid-19/#.XrWtnchKjIV)y el foro virtual #Bibliotecasencasa que ofrece aquí sus conclusiones acerca de cómo pueden extender las bibliotecas sus servicios en esta cuarentena. El blog de la Biblioteca Nacional de España tiene una serie de medidas de higiene de libros en el marco del COVID-19, mismo tema que puede rastrearse en un artículo de la revista American Libraries que se retoma en el blog soybibliotecario.blogspot.com.

Si bien los acontecimientos están en constante desarrollo, permanecer conectados y unidos desde la virtualidad es una forma de poder organizar nuestros esfuerzos para poder organizar la respuesta del sector bibliotecario a esta crisis.

Basados en estos documentos y otros que hemos rastreado, ofrecemos una serie de servicios que las bibliotecas pueden generar en el contexto presente.

En primer lugar, debemos tener en cuenta que la mayoría del personal bibliotecario está apartado de su propio lugar de trabajo. Esto implica que la mayor parte de nuestros servicios deberán ser remotos. El desafío es, entonces, generar contenidos bibliotecológicos que se realizarán, casi siempre, por fuera de la institución física de la biblioteca.

Pueden ver esta nota completa aquí con información y propuestas sobre: Cómo diagnosticar a quiénes podamos asistir, trazar puentes con otras instituciones, servicios con y sin conectividad, diferenciar la información pertinente de la desinformación, usuarios con necesidades especiales, pensar el después de la cuarentena y mucho más.

Fonte: Argentina

Imaginación y cultura: las bibliotecas infantiles

Texto por Esther Ovejero

Un bien cultural y social

Cuando pensamos en las bibliotecas públicas lo hacemos como centros culturales más que como centros sociales. No obstante, en los últimos años se ha intentado dar la vuelta a esta tendencia convirtiéndolas en espacios adaptados a las necesidades de los usuarios. Así, los bibliotecarios han intentado seguir lo más cerca posible a las nuevas tecnologías de la información y la comunicación para satisfacer la demanda de una generación embutida en el cambio tecnológico. Como servicio público, las bibliotecas tienen una responsabilidad social que en lo referente a los niños se traduce en hacer más accesible, dinámica y atractiva la cultura, el aprendizaje y la integración.

La imaginación y el aprendizaje

La biblioteca infantil como centro exclusivo para niños, muy ligado a la escuela y como espacio multimedia abierto a la sociedad y, especialmente, al municipio.

Las bibliotecas infantiles deben cumplir unos requisitos para ser consideradas como tales, ya que no se trata de acumular libros dedicados a los niños, sino que la experiencia esté verdaderamente adaptada a ellos:

  • El fondo debe haber sido previamente seleccionado de acuerdo a unos criterios que se ajusten a las necesidades educativas y lúdicas de los niños, por ejemplo podría ser interesante dedicar un espacio a la literatura fantástica o a la inteligencia emocional.

  • La organización técnica tiene que estar adaptada a estos usuarios por lo que sería conveniente tener en cuenta criterios como la edad o la temática. En este sentido, se han desarrollado códigos de colores que intentan organizar los fondos por el nivel de usuario, por ejemplo, utilizando el circulo amarillo para los niños de cero a tres años, el circulo verde para los niños de cuatro a seis años, el círculo azul para los niños de siete a nueve años y el círculo rojo para los niños de diez a doce años; o el tema, por ejemplo, usando el color rojo para la tecnología, el rosa para los cuentos, el blanco para las obras de consulta, el amarillo para las ciencias, etcétera. Una de las propuestas más interesantes es la de María Antonieta Ubilo que intenta adaptar el Código Junior en Colores al Sistema de Clasificación Decimal Universal.

  • El personal debe estar formado para atender las demandas de los infantes tanto en lo que se refiere a la oferta de información bibliográfica presentando novedades, recomendaciones o lecturas relacionadas con los temas más recurrentes; como a organizar y participar en las actividades que garanticen el aprendizaje y la integración social de los niños como, por ejemplo, los cuentacuentos, los talleres, las sesiones de cine, los juegos de adivinanzas, las manualidades o las prácticas de idiomas.

  • El espacio debe estar dedicado exclusivamente a ellos, pudiendo ser una sala dentro de una biblioteca pública o un edificio aislado. En cualquier caso, en él sería conveniente que existiera un rincón familias donde los padres y las madres pudieran compartir el placer de la lectura con los más pequeños, así como conocerlos más a fondo a través de obras especializadas en el sueño, la alimentación o el tiempo libre de los niños. Además, no podemos olvidar que en esta habitación debe existir un lugar para la tecnología donde los infantes puedan familiarizarse con las aplicaciones y la información de la red. Quizá sería recomendable incluir también una sala interactiva con juguetes educativos sobre las letras, los números, los animales, etcétera.

El rincón de los valores

Con todo, las bibliotecas infantiles ayudan a crear, incentivar y fortalecer el desarrollo de los niños poniendo a su alcance un sinfín de recursos digitales y analógicos dentro de un espacio diseñado para ellos en el que se les ofrece una atención personalizada.

Al margen de los evidentes beneficios que tiene la lectura en las mentes de los más pequeños, entre los que cabría señalar el desarrollo de la imaginación o de la curiosidad; las bibliotecas también contribuyen a la enseñanza de valores a través de sus actividades, por ejemplo, la importancia de escuchar a los demás mediante los cuentacuentos, de crear historias fantásticas en los talleres de escritura creativa o incluso de cuidar la cultura y la palabra escrita con las constantes alusiones al cuidado del material o la organización del espacio.

La cultura no se rinde

Durante la crisis sanitaria la población se vio obligada a recluirse, evitando todo tipo de contacto con el mundo. Sin embargo, las bibliotecas, conscientes de su responsabilidad social, se negaron a rendirse y quisieron llegar hasta los usuarios que las necesitaban para entretenerse o documentarse. Y no podían olvidarse de los más vulnerables: los pequeños de la casa. Así, uniéndose a las iniciativas de otras editoriales, revistas y fundaciones, las bibliotecas infantiles, como las municipales de Zaragoza, optaron por transmitir en sus redes sociales cuentacuentos y talleres creativos.

En este sentido, cabría señalar la ingente labor de Biblioniños un portal infantil diseñado por la Red de Bibliotecas de la Comunidad de Madrid, que ofrece un gran conjunto de recursos en red y aplicaciones para seguir al lado de los infantes en el confinamiento.

Además, me gustaría hacer especial mención a la Casa San Cristóbal de la Fundación Montemadrid que ha diseñado un audiocuento muy entretenido y sobre todo inclusivo pues está traducido a la Lengua de Signos Española.

Bibliografía

Biblioniños. El Portal del Lector. Bibliotecas de la Comunidad de Madrid [Blog]. Disponible aquí [Consulta:13/04/2020]

GÓMEZ, C; LEÓN, L; FINO, L. [2014]. Bibliotecas infantiles [Presentación]. Disponible aquí [Consulta: 13/04/2020]

Propuestas para celebrar el Día Internacional del Libro infantil y juvenil en confinamiento [2020]. Telemadrid [Blog]. Disponible aquí [Consulta: 13/04/2020]

¿Qué es una biblioteca infantil? [1996]. Educación y biblioteca, año 8, no. 67, p. 48. Disponible aquí [Consulta: 13/04/2020]

SÁNCHEZ, S.; YUBERO, S. [2015]. Función social de las bibliotecas públicas: nuevos espacios de aprendizaje y de inserción social. El profesional de la información, vol. 24, no. 2, pp. 103-112. Disponible aquí [Consulta: 13/04/2020]

Tendencias educativas relevantes en 2013 y su relación con las bibliotecas escolares [2013]. Lectura Lab. El laboratorio de Lectura de la Fundación Germán Sánchez Ruipérez [Blog]. Disponible aquí [Consulta: 13/04/2020]

TORRES, M. [2015]. La función social de las bibliotecas universitarias. Boletín de la Asociación Andaluza de Bibliotecarios, no. 80, pp. 43-70. Disponible aquí [Consulta: 13/04/2020]

UBILO, M. A. [2005]. Clasificación por colores en biblioteca para niños: proponiendo el codigo junior en colores. Bibliodocencia: Revista de Profesores de Bibliotecología, vol. 2, no. 11, pp. 27-30. Disponible aquí [Consulta: 13/04/2020]

Notas

[1] ¿Qué es una biblioteca infantil? [1996]. Educación y biblioteca, año 8, no. 67, p. 48.

Fonte: La Biblioteca de la Historia y viceversa

Biblioteca da UFABC firma parcerias e oferece à comunidade acesso em plataformas de pesquisa

Neste momento de grande desafio e necessário distanciamento social, o acesso a informações de qualidade tem sido importante aliado para nos inteirarmos, mobilizarmo-nos sobre as formas de combate à Covid-19 e, também, permanecermos ativos na construção dos saberes.

Mesmo diante da impossibilidade de manutenção das atividades presenciais, a equipe da Biblioteca permanece comprometida em oferecer novas possibilidades para a continuidade da pesquisa, da inovação e da produção de conhecimento em nossa comunidade universitária.

Recentemente, o Sistema de Bibliotecas da UFABC reuniu esforços e firmou parcerias com referenciadas plataformas de pesquisa. São elas: PressReader, Biblioteca Virtual (Editora Pearson), Cambridge Core, The MIT Press Direct e Periódicos da CAPES. Por meio dessas parcerias, a comunidade da UFABC terá, durante o período de distanciamento social,  acesso gratuito aos diversos tipos de conteúdos disponíveis nessas plataformas.

De acordo com a coordenadora do Sistema de Bibliotecas da UFABC, Maria do Carmo Cardoso “toda equipe da Biblioteca está empenhada em contribuir para que nossa comunidade tenha possibilidade de manter seus estudos e pesquisas de maneira tranquila, segura e com qualidade. Embora distantes, permanecemos ativos e conectados.”

Fique atento à sua caixa de e-mail institucional, pois nos próximos dias a Biblioteca encaminhará as formas de acesso a essas plataformas exclusivas.

Os canais de comunicação da Biblioteca permanecem ativos para esclarecimento de dúvidas e orientações sobre acesso aos serviços.

Contatos do Sistema de Bibliotecas da UFABC:

bibliotecasbc@ufabc.edu.br

bibliotecasantoandre@ufabc.edu.br

Fonte: ANDIFES

As imagens dos livros em “A Insustentável Leveza do Ser”

Marisa Midori continua em maio indicando leituras neste confinamento, além de homenagem ao jornalista Marcello Bittencourt

Texto Por Claudia Costa

Depois da série sobre o livro como remédio para a alma nestes tempos de confinamento por causa da pandemia da covid-19, a professora Marisa Midori continua a indicar leituras durante a quarentena em sua coluna Bibliomania. “Foi tentando escapar da monotonia, mas também da indignação que os desmandos políticos me têm provocado, que me deparei com o romance A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera”, comenta.

Segundo a professora, durante o mês de maio, a coluna deverá abordar as representações dos livros e das bibliotecas na literatura ficcional. A série é dedicada ao jornalista da Rádio USP, Marcello Bittencourt, produtor do programa Biblioteca Sonora, que faleceu no final de abril por conta da covid-19.

Voltando às imagens dos livros, a professora afirma que, no romance de Milan Kundera, há espaços preciosos em que o livro rouba a cena, e por isso ela lê um trecho em que a personagem, Tereza, encontra, pela primeira vez, Tomas. “A composição de Tereza daria um bom roteiro para uma pintura”, diz Marisa, destacando a imagem da personagem com o livro debaixo do braço.

Fonte: Jornal da USP

O acesso à informação nos tempos da pandemia

Texto por Jéssica Melissa Poquini

Trabalhar remotamente traz uma série de desafios que vão além da abrupta mudança de cultura que as empresas, instituições públicas e até Poder Judiciário enfrentam.

“Pode ser difícil encontrar agulha no palheiro. Mas não descalço.” – Millôr Fernandes.

Vivemos um contexto que mudará paradigmas em diversos setores mundiais. A pandemia da Covid-19 trouxe reflexos e vivências que muitas empresas, de vários ramos da economia não estavam preparadas. Impactou diretamente a atividade econômica, obrigando-as a adotar o trabalho remoto, a fim de reduzir a disseminação do vírus e zelar pela saúde dos colaboradores.

Trabalhar remotamente traz uma série de desafios que vão além da abrupta mudança de cultura que as empresas, instituições públicas e até Poder Judiciário enfrentam.

Para bibliotecas, arquivos jurídicos e demais unidades de informação, a mudança traz também oportunidade de reflexões acerca dos processos cotidianos para os bibliotecários e, principalmente, para os usuários, foco do presente texto.

Nas bibliotecas virtuais, na maioria das vezes o acesso a diversos títulos é limitado, seja pela falta da publicação em formato eletrônico (algumas editoras não disponibilizam seus títulos em formato digital), seja por serem exigidos direitos autorais, ou, ainda, pela ausência de um bibliotecário.

Encontrar soluções alternativas é essencial para atender a demanda do usuário. Para tanto, o profissional deve ter conhecimento de diversas fontes confiáveis para poder apresenta-las como alternativa: periódicos especializados, rede de contato para solicitar apoio e uma boa seleção de títulos eletrônicos para suprir demandas importantes. A digitalização do acervo bibliográfico é fundamental. Mesmo que o documento digitalizado não substitua o original, permitirá o acesso à distância e a correta identificação da fonte.

Adicionalmente, torna-se ainda mais importante a organização eficiente do sistema de gerenciamento de documentos. Sem isso, procurar as informações é como procurar uma agulha no palheiro. Documentos digitalizados e organizados com padrões estabelecidos dão autonomia para o usuário localizar a informação. Para facilitar a localização dos documentos eletrônicos no sistema, devem ser observados, em especial, os seguintes aspectos:

  • Todos os documentos devem ser salvos com a nomenclatura padrão do escritório. Deve ser estabelecida uma política de padronização ou, em sua ausência, é importante estabelecer padrões mínimos a serem seguidos por todos, com ampla divulgação, por cartilhas ou treinamentos internos.

  • Muitos documentos em formato de imagem não possuem a ferramenta de OCR (reconhecimento de texto) o que impede a recuperação por pesquisa textual (por conteúdo). Por isso, esses devem ser arquivados com uma descrição mínima feita pelo usuário.

  • Os sistemas de gerenciamento de acervo possuem diversos campos e conectores para buscas que, combinados, podem “refinar” e “filtrar” resultados mais precisos. Neste ponto, o acesso a manuais de pesquisa é de grande valia;

  • Todos os documentos devem ser salvos na rede e não na área de trabalho.

Assim como os livros possuem sua padronização de localização, os documentos eletrônicos também devem seguir normas de registro e arquivamento. É preciso um trabalho interdisciplinar em conjunto com os diversos setores do escritório ou da empresa, para a maximização dos resultados: os profissionais de tecnologia da informação, para adotar ferramentas capazes de fazer reconhecimento de texto; os colaboradores comprometidos em seguir à risca a política de padronização imposta e profissionais do arquivo e/ou biblioteca, para orientar e implementar os padrões.

Com todos os colaboradores envolvidos e dedicados no processo de gerenciamento do acervo, quem sabe a informação deixe de ser uma agulha no palheiro.

______________

*Jéssica Melissa Poquini é bibliotecária na Dias de Souza Advogados Associados. Bacharel em Biblioteconomia e Ciência da Informação pela FESPSP e pós-graduada em Gestão de Projetos Culturais pela USP.

Fonte: Migalhas

Confira artigo de pesquisadores do Ibict sobre uma interface de análise de dados da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações

A partir da proposta de um estudo de caso sobre a construção de uma interface de visualização de dados para repositórios de acesso aberto, Washington R. de Carvalho Segundo e Lucca de Farias Ramalho, pesquisadores do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), escreveram o artigo “R-Shiny as an Interface for Data Visualization and Data Analysis on the Brazilian Digital Library of Theses and Dissertations (BDTD)” (em português “R-Shiny como Interface para Visualização e Análise de Dados na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD)”.

Os pesquisadores foram convidados a escrever o artigo quando apresentaram os resultados do trabalho durante o evento Open Repositories, realizado em junho de 2019, na Alemanha. O artigo está disponível no volume 8, número 2, da revista Publications, e traz o estudo de caso da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD), desenvolvida e coordenada pelo Ibict. A BDTD é uma rede de repositórios e bibliotecas digitais de teses e dissertações, que agrega registros de mais de 110 instituições brasileiras que contribuem com uma quantidade de quase 670.000 documentos.

O artigo dos pesquisadores do Ibict traz detalhes sobre os métodos estatísticos utilizando a linguagem R e um de seus pacotes de visualização, que é chamado Shiny. Sobre o R, Lucca Ramalho explica que é uma linguagem de programação “que foi desenvolvida com contribuições da comunidade acadêmica, com o benefício de ser um software livre com ampla comunidade de usuários”. Por meio do aplicativo, um usuário pode visualizar dados de uma maneira rápida e personalizável, de modo que seria possível ajudar no acompanhamento de metadados e estatísticas de uso nos repositórios.

Como detalha Washington Segundo, que, além de pesquisador, também é coordenador do Laboratório de Metodologia de Tratamento e Disseminação da Informação do Ibict, a ideia é que, a partir do estudo de caso da BDTD, outras instituições possam criar repositórios abertos e ingressar em redes de repositórios nacionais, regionais ou internacionais. Washington explica que um dos propósitos da BDTD é disseminar a Ciência Aberta e a relevância dos repositórios e das bibliotecas digitais como meio de disseminação da informação científica produzida pelo país.

A BDTD é uma rede de repositórios, os quais nem sempre têm a visibilidade que eles merecem. As instituições mantêm esses repositórios e têm um trabalho grande para atualizar a parte tecnológica e de organização da informação. Assim, a BDTD tem esse papel de congregar a informação em um só local e, ao mesmo tempo, oferecer visibilidade a esses repositórios. Sendo que o acesso ao recurso da tese ou dissertação é feito no repositório da própria instituição”, detalha Washington Segundo. 

Washington Segundo destaca, ainda, que existe um trabalho cotidiano de manutenção e expansão da BDTD, de modo a incentivar a criação de novos repositórios e bibliotecas digitais em outras instituições. “A partir do momento em que é criada uma rede, como a BDTD, os membros participantes podem visualizar quem participa da rede, e as informações disseminadas por cada instituição, o que é um estímulo para outras instituições fazerem parte dessa rede, criando, desta forma, seus respectivos repositórios e bibliotecas digitais”.

Para ler o artigo completo dos pesquisadores acesse (em inglês): https://doi.org/10.3390/publications8020024 (link direto da revista) ou http://ridi.ibict.br/handle/123456789/1073 (Repositório  Institucional do Ibict).

Para conhecer a BDTD, clique aqui

Fonte: Ibict

Bibliotecária da região faz vídeo criativo com mensagem de valorização da vida em tempos de pandemia

Tânia Cristina de Moura Silva que é bibliotecária da Biblioteca Pública Professor Luiz Balbino / DIVULGAÇÃO

Um vídeo postado pela bibliotecária, de Entre Rios de Minas, chamou a atenção pelo conteúdo e pela criatividade. Com um amplo conhecimento de literatura ela usou inúmeros títulos de livros para criar um texto de valorização da vida em tempos de pandemia.

“Querendo participar da Campanha #Viralizacultura, da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de nossa cidade procurei uma forma de criar uma mensagem positiva em meio a essa triste pandemia usando o meu material de trabalho e de amor, os livros”, disse a nossa reportagem, Tânia Cristina de Moura Silva que é bibliotecária da Biblioteca Pública Professor Luiz Balbino, onde desenvolve um grande trabalho a frente do órgão.

Formada em Biblioteconomia, hoje denominada Ciência da Informação, pela UFMG há mais de 25 anos, Tânia não nasceu em Entre Rios, mas sua família é originária da cidade. “Não sou nascida em Entre Rios mas meu coração sempre foi, crescemos aqui entre férias na casa de minha avó e na casa de tios na Zona Rural. Além de meu marido ser também filho da terra, nos conhecemos na Festa da Colheita, mais tradicional impossível”, disse.

Em junho fazem 3 anos que estou a frente da Biblioteca Pública Professor Luiz Balbino

Fonte: Correio de Minas

Bibliotecas dos TRTS lançam plataforma sobre a Covid-19 e seus reflexos no direito do trabalho

Foto: Freepik

A Biblioteca Ministro Carvalho Júnior do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ), em conjunto com as demais bibliotecas dos TRTs, lançaram, nesta segunda-feira (4/5), a plataforma “COVID –19 e os reflexos no Direito do Trabalho“.

A iniciativa foi a de gerar uma base de dados colaborativa com a curadoria dos bibliotecários da Justiça do Trabalho. A reunião de informações confiáveis e atualizadas sobre os aspectos da pandemia da covid-19 relacionados ao Direito do Trabalho pode auxiliar na pesquisa e ser útil diretamente para magistrados, servidores e profissionais da área do Direito, que mais do que nunca precisam se manter alinhados às mudanças que estão ocorrendo no contexto jurídico.

Na plataforma, que é de acesso livre, irão constar de forma compilada, em um único documento (planilha), legislação, artigos, podcasts, e-books, webinar, lives, infográficos e demais conteúdos em que especialistas se debruçam sobre os impactos da pandemia nas relações de trabalho e no Direito Processual do Trabalho. Não serão incluídas notícias sobre decisões e jurisprudência.

Os conteúdos de acesso livre e restrito estão sinalizados. No caso de material restrito, o usuário pode entrar em contato com a biblioteca responsável, se for do seu interesse. “Com essa iniciativa, as bibliotecas dos TRTs pretendem dar sua contribuição não somente para o meio jurídico, mas para a sociedade em geral”, observa Lúcia Otero de Carvalho, gestora da Coordenadoria de Gestão de Acervos Bibliográficos (CBIB) do TRT/RJ.

Fonte: GIDJRJ

Biblioteca de São Paulo oferece curso online e gratuito de literatura pré-vestibular

Curso online propõe uma viagem pelas literaturas portuguesa e brasileira. (Foto: Equipe SP Leituras)

Quem precisa de reforço para o vestibular já pode aproveitar o curso pré-vestibular online e gratuito que a Biblioteca de São Paulo (BSP) promove entre os meses de maio e junho.

A iniciativa vai de encontro ao programa #CulturaemCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que visa estimular o distanciamento social por meio da ampliação do acesso e da oferta de conteúdos virtuais dos equipamentos.

O curso, ministrado pela professora Naiara Costa dos Santos, se baseará na análise e crítica das leituras obrigatórias para a FUVEST 2021. As inscrições tiveram hoje e as vagas são limitadas – pelo link www.bsp.org.br/inscricao.

Naiara Costa dos Santos é professora de Literatura e Escrita Criativa em Cursos Pré-Vestibular com mais de 11 anos de experiência e tem formação em Letras pela Universidade de São Paulo, além de especialização em Cinema e Literatura pela Universidade de Buenos Aires.

Os encontros serão realizados em 26, 28 de maio e 2, 4, 9, 16, 18, 23 e 25 de junho, das 15h às 17h30. O objetivo é preparar os estudantes para resolver as questões que envolvam o conhecimento das obras do maior vestibular do país, a FUVEST.

Confira a agenda com os títulos a serem estudados:

26 de maio - ”Poemas Escolhidos”, de Gregório de Matos

28 de maio  - ”A Relíquia”, de Eça de Queirós

2 de junho – “Quincas Borba”, de Machado de Assis

4 de junho – “Angústia”, de Graciliano Ramos

9 de junho  - ”Claro Enigma”, de Carlos Drummond de Andrade

16 de junho - ”Romanceiro da Inconfidência”, de Cecília Meireles

18 de junho - ”Campo Geral”, de Guimarães Rosa

23 de junho - ”Mayombe”, de Pepetela

25 de junho - ”Nove Noites”, de Bernardo Carvalho

A BSP continua com atividades presenciais suspensas. Para mais informações, acesse www.bsp.org.br.

Fonte: Portal R3

BIBLIOTECA DE SÃO PAULO ENSINA COMO UTILIZAR VÍDEOS PARA ALAVANCAR NEGÓCIOS

Com os negócios passando por transformações, neste tempo de enfrentamento da pandemia, a Biblioteca de São Paulo (BSP) oferece uma oficina online que pode contribuir com ferramentas para quem é empreendedor ou está pensando em começar e até ampliar sua atuação. Trata-se da Oficina Online Audiovisual para Negócios, que será realizada, em maio, pela BSP, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, gerida pela Organização Social SP Leituras (eleita pelo segundo ano consecutivo uma das 100 Melhores ONGs do Brasil).

As atividades acontecerão em dois módulos independentes (com cinco aulas cada) e visa apresentar o vídeo como um poderoso instrumento de comunicação e marketing de conteúdo para o mundo digital. AS aulas, comandadas por Patrícia Bernal, reunirão fundamentos básicos sobre vídeo, dicas de como utilizar as estratégias para atrair a atenção dos consumidores, escolher equipamentos e contratar profissionais independentes ou produtoras do setor audiovisual, entre outros.

O primeiro módulo será realizado nos dias 11, 13, 18, 20 e 25 de maio, das 10h30 às 12h e o segundo nos dias 27 de maio, 1º, 3, 8 e 10 de junho, no mesmo horário. Saiba mais em nosso site. As inscrições gratuitas (vagas limitadas) estão abertas e podem ser feitas no link www.bsp.org.br/inscricao .

Patrícia Bernal é documentarista, jornalista e pesquisadora na área de economia criativa e youtuber (canal Câmera na Mão). Ela, que atua nas áreas de storymídias e comunicação  instantânea com especialidade em audiovisual e multimídias, é curadora do grupo Mulheres Filmmakers e do Audiovisual (Mufa).

Importante acrescentar que a oficina é indicada para maiores de 18 anos e tem carga horária de 15 horas (7h30 cada módulo). As aulas fazem parte de extensa programação da biblioteca e vão de encontro ao conceito #CulturaemCasa, da Secretaria, que visa estimular o distanciamento social por meio da ampliação do acesso e da oferta de conteúdos virtuais dos equipamentos.

A BSP continua com atividades presenciais suspensas e, para mais informações, acesse www.bsp.org.br.

Oficina Online Audiovisual para Negócios

Com Patricia Bernal.

Inscrições gratuitas em www.bsp.org.br/inscricao para módulos independentes.

Módulo 1 nos dias 11, 13, 18, 20, 25 de maio, das 10h30 às 12h.

Módulo 2 nos dias 27 de maio, 1º, 3, 8 e 10 de junho, das 10h30 às 12h.

Carga horária: 15 horas (7h30 cada módulo).

Atividade indicada para maiores de 18 anos.

Fonte: cultura.sp.gov.br

Bibliotecas em memoriais entrevista: Barbara Lison

Eu entrevistei a Bárbara Lison!

A Bárbara é a presidente eleita da International Federation of Library Associations and Institutions (Ifla).

Eu fiz algumas questões para ela a respeito do trabalho como bibliotecária, a dedicação com associações, advocacy e a importância do trabalho coletivo para a Biblioteconomia.

E aí, o que você achou? Comenta, curte, compartilha e vem fazer parte dessa rede!

[Não esqueça de ativar a legenda!] [legenda colaborativa] [tradução livre] [ENGLISH]

I interviewed Barbara Lison!

Barbara is currently President Elect of The International Federation of Library Associations and Institutions (Ifla).

I asked her some questions about her work as a librarian, her dedication to associations, advocacy and the importance of collective work for librarianship.

So, what did you think?

Comment, like, share and join this network!

[DEUTSCH]

Ich habe Barbara Lison interviewt!

Barbara ist heute die gewählte Präsidentin der International Federation of Library Associations and Institutions (Ifla).

Ich stellte ihr einige Fragen über ihre Arbeit als Bibliothekarin, ihr Engagement in Vereinigungen, ihre Interessenvertretung und die Bedeutung der kollektiven Arbeit für das Bibliothekswesen.

Also, was haben Sie davon gehalten?

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Autoria: Patricia Oliveira

Captação e edição: Lucas Celestino

Email: memorial.libraries@gmail.com

Insta: @bibliotecasmemoriais

Blog: https://bibliotecasemmemoriais.wordpr

Twitter: @memorial_libraries

Linkedin: https://www.linkedin.com/in/frauo/

Fontes: Seefeldt, Jürgen. Syré, Ludger. Portals to the past and to the future: libraries in Germany.

SOUSA, Sandra Zákia Lian; PRIETO, Rosângela Gavioli. A educação especial. In: OLIVEIRA, Romualdo Portela de; ADRIÃO, Theresa (org.). Organização do ensino no Brasil: níveis e modalidades na Constituição Federal e na LDB. 2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Xamã, 2007.

Links de interesse:

Declaração de Candidatura ao Presidente Eleito da IFLA 2019-2021. Atuará como Presidenta no mandato 2021-2023 (Statement of Candidacy for IFLA President-elect 2019-2021. To serve as President 2021-2023) ( Erklärung zur Kandidatur für das Amt des gewählten Präsidenten der IFLA 2019-2021: Barbara Lison (Deutschland) Als Präsidentin zu dienen 2021-2023). https://www.ifla.org/node/91982

Bibliothek & Information Deutschland (BID) e.V. : https://www.bideutschland.de/

International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA): https://www.ifla.org/

Musica tema: Carefree by Kevin MacLeod

Link: https://incompetech.filmmusic.io/song

License: http://creativecommons.org/licenses/b

Fonte: Bibliotecas em memoriais

Primeiro Doutorado sobre Bibliotecas Prisionais

Texto por Catia Lindemann

No Brasil, a criação de Bibliotecas Prisionais é legitimada por meio da Lei de Execuções Penais (LEP – Lei Federal nº 7.210 de 11 de Julho de 1984) que diz em seu art. 21, Capítulo V, que:

“Cada estabelecimento penal deve ser dotado de uma biblioteca, para uso de todas as categorias de reclusos, provida de livros instrutivos, recreativos e didáticos”.

Quatro anos mais tarde, o direito a informação é assegurado a todo e qualquer cidadão, conforme a Constituição Brasileira de 1988, prescrito no Artigo 5º, inciso XIV, o que solidifica ainda mais a LEP das Bibliotecas Prisionais, corroborando para que todo o individuo brasileiro, inclusive os encarcerados, tenham acesso à informação. Passadas mais de três décadas, em 2017, a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) deu voz e representatividade para as unidades de informação no cárcere, ao montar a primeira Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais (CBBP). Foram trinta e três anos de negligenciamento biblioteconômico e, não obstante ao descaso do governo, apenas agora temos a primeira Tese, no Brasil, sobre a temática.

O Doutor – Ciro Monteiro é Agente Penitenciário, foi Diretor substituto do setor educacional do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Jardinópolis (SP); Formado em História (UNESP), Biblioteconomia (USP), Mestre em Ciência da Informação (UNESP) e Doutor em Ciência da Informação (UNESP). Ele também faz parte da CBBP, convite que lhe foi feito ainda dentro do “Primeiro Fórum Brasileiro de Bibliotecas Prisionais”, ano passado. Sua linha de pesquisa partiu da sua própria experiência com os livros e a leitura intramuros das prisões e abarcou justamente os espaços de leitura na prisão. A Tese foi defendida no final do ano passado, 19 de novembro. Segundo o próprio Ciro, é preciso refletir sobre as possibilidades de atuação do bibliotecário no interior do cárcere.

E ele conta um pouco se sua trajetória:

Fui funcionário da prisão por 10 anos, atuando diariamente como mediador de leitura, estruturação de bibliotecas e projetos de incentivo à leitura e produção do conhecimento. A prisão é também nosso espaço de atuação. Deixo um trechinho do meu diário de campo para despertar curiosidade em vocês:

“Hoje algo que emociona qualquer pessoa vinculada à ideia de educação como forma de transformação da humanidade, tomou conta do meu ser. Era final do dia e ainda faltava coletar assinatura dos presos em documento que autorizava o setor de educação a publicar suas poesias para o evento Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, o qual a unidade foi convidada a participar e levar a produção de poesia dos educandos feitas por meio do projeto Rompendo as grades com poesia”. 

A ideia, discorre Ciro, era fazer um varal de poesia com as melhores poesias que foram depositadas na “caixa de poesia” para serem expostas no evento.

Fui até o pavilhão onde estavam todos os presos soltos e falei o nome de quais educandos tiveram a poesia selecionada. A reação foi impressionante. O caminho do educando até chegar para assinar o documento que estava em minha mão na porta do pavilhão, lembrava a passagem de um astro de futebol. Os demais reclusos gritavam, batiam palmas e passavam a mão na cabeça do contemplado. Toda essa glória por conta da produção de conhecimento é o que mais satisfaz o coração de um educador”. 

Atualmente, Ciro é coordenador da  Biblioteca Pública Sinhá Junqueira, de Ribeirão Preto (SP). Ele pediu exoneração do Sistema Penitenciário para se voltar exclusivamente nos fazeres bibliotecários dedicados ao social, com atividade totalmente inclusivas. “Aqui fizemos chá das pretas, rodas de preconceitos na literatura e conferência sobre pessoas com deficiência…”, relata Ciro.

Em março deste ano, Ciro organizou um evento em comemoração ao dia do bibliotecário, 12 de março: “Livro, Leitura e Biblioteca na Prisão”. Levou para ministrar fala, um egresso do sistema prisional e o atual monitor (reeducando) da sala de leitura do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Jardinópolis (SP), Florindo Cassimiro Junior.

Florindo Cassimiro Junior

“Ele é um monitor excelente, que faz um ótimo trabalho”, afirma Ciro, acrescentando que o reeducando atualmente cursa graduação de Biblioteconomia (secundarista) na modalidade Ensino a Distância (EAD).

Para grande parte dos bibliotecários, a Biblioteconomia Social é redundância, afinal, a Biblioteconomia por si só é social. No entanto, embora tenha nascido completamente humanista e com viés erudito, pós o tecnicismo Deweyniano, que visava apenas a organização das obras do conhecimento, nós perdemos a nossa nascente, para não dizer a identidade. Simplificando, no sentido figurado, seria como alguém dizer seu nome sem citar o sobrenome. Ora, quantas pessoas de mesmo nome têm por aí? Então é necessário inserir o sobrenome, para então dar a origem evolutiva de nossa história. Da mesma forma acontece com a Biblioteconomia. Atribuindo o “Social”, conotamos a essência, almejando exclusivamente mostrar que a técnica bibliotecária não pode ser avessa ao social e sim parceira, andando lado a lado. Não exercemos, em tese, nossa aplicabilidade bibliotecária para os pares e sim para o leitor. Eis a base da Biblioteconomia Social: um fazer bibliotecário voltado ao povo e pelo povo, principalmente aos excluídos da sociedade, às comunidades em vulnerabilidade social. E este é o trabalho do Ciro Monteiro que nos enche tanto de orgulho e admiração.

E sim, a representatividade das Bibliotecas Prisionais tem um “Doutô SimSenhô “. Orgulho define. Inspiremo-nos!

Apenados utilizando a Biblioteca Prisional

Fonte: Biblioteconomia Social

COVID-19 y el Sector Bibliotecario Global

Recursos clave para la respuesta de las bibliotecas a la pandemia del coronavirus

La información y los recursos que se mencionan a continuación no son concluyentes y se actualizarán regularmente. Se basan en información pública disponible que fue enviada a updates@ifla.org. Agradecemos que nos envíen otras ideas, referencias, sugerencias y correcciones a esta dirección de correo. Por favor sírvanse consultar nuestra página de preguntas frecuentes FAQs especialmente en lo referente a IFLA.​

Fonte: IFLA

Biblioteca Universitária: e depois?

Texto por Dalia Guerreiro

Com o avanço da pandemia do Covid-19 e a declaração do estado estado de emergência e sua posterior renovação, as instituições de ensino superior encerraram e, com elas, as respetivas bibliotecas.

No entanto, o trabalho na biblioteca continuou. Nas respetivas instalações ou em teletrabalho, mantiveram-se as tarefas inerentes ao funcionamento habitual:

  • Rever os catálogos;

  • Renovar os empréstimos;

  • Catalogar as novas aquisições e as doações;

  • Otimizar os respetivos sites, para um aceso mais intuitivo aos recursos digitais;

  • Disponibilizar novos recursos em linha, cedidos pelas editoras;

  • Adaptar o empréstimo domiciliário, tornando-o não presencial.

As bibliotecas, assim como as restantes instalações do ensino superior, foram repetidamente limpas e desinfetadas, mas será isso suficiente para a reabertura dos espaços?

Em que condições a biblioteca universitária deverá reabrir? Já vários organismos ponderaram a questão, e refletiram sobre esta temática, nomeadamente:

Encontramos informação mais direcionada em:

Acesso à biblioteca

O número de utilizadores e de funcionários tem de ser limitado, de acordo com as orientações da DGS. Todos devem usar máscara e é necessário que haja álcool-gel disponível para uma desinfeção adequada. No atendimento ao público, também se deveria utilizar luvas.

Reconfiguração do espaço

A fim de manter a distância social de segurança, o número de lugares na biblioteca terá de diminuir drasticamente. De preferência, deve ficar apenas uma cadeira por mesa. O mesmo se aplica aos postos de trabalho com computador. Ou se aumenta o espaço entre eles (cerca de 2 m) ou se coloca anteparos de acrílico ou outro material.  Neste caso, o anteparo deve ter uma altura mínima de 1,5 m acima do plano de trabalho.

Os balcões de atendimento também devem estar equipados com anteparas de acrílico, adequadas ao atendimento.

Higienização

Sempre que um utilizador saia da biblioteca ou que um funcionário termine o turno, deveria ser feita uma rigorosa higienização das superfícies. Em extremo, sempre que as casas de banho forem utilizadas, deveriam ser igualmente integralmente higienizadas. Caso não seja possível, é recomendável uma limpeza regular várias vezes por dia.

Se é difícil aplicar uma rigorosa limpeza aos espaços e equipamentos, no caso dos livros, a situação é mais complexa. Segundo o blogue da BNE , o vírus pode viver “hasta 4 días en el papel.” Havendo acesso livre às obras, qualquer utilizador que seja portador do vírus o pode transmitir aos livros e, daí, iniciar uma nova cadeia de infeção. Sugere-se, por isso que a leitura mediada por um profissional possa ser mais seguro. No caso dos empréstimos,  o controle é mais fácil, pois as obras devolvidas podem ser colocadas em quarentena ou ser desinfetadas através de ultravioletas. Este procedimento, porém, não recolhe unanimidade (ver por exemplo: How to Sanitize Collections in a Pandemic).

Apenas foram referidas algumas das muitas reflexões que estão disponíveis sobre as bibliotecas e o Covid-19. Não foi abordada a problemática das bibliotecas públicas, as quais têm características  muito próprias.

Todos os procedimentos inerentes à reabertura das bibliotecas assustam um pouco, mas, com determinação e bom senso, a reabertura será feita em segurança.

Fonte: Bibliotecas e Humanidade Digitais

Postais ilustrados mostram o Porto de antigamente

© Carlos Pereira Cardoso Avenida de Massarellos (1905-1910), a actual Alameda Basílio Teles

“Porto. Postais ilustrados antigos nas colecções da BPMP” é um acervo documental, disponível online, com mais de 700 postais que mostram como eram as ruas, mercados e jardins da Invicta desde o final do século XIX.

Texto Por Bebiana Rocha

Segundo a página da autarquia, este é “um dos mais relevantes fundos documentais da Biblioteca Pública Municipal do Porto” e reúne documentos digitalizados e disponibilizados pelos serviços municipais da cultura. O objectivo é não só preservar estes conteúdos únicos, mas também permitir passar melhor o tempo nesta quarentena. O acervo inclui postais “anteriores à Implantação da República e abrange a época áurea da edição e circulação do bilhete-postal ilustrado em Portugal”, período compreendido entre 1898-1940.

Alguns dos exemplares são raros, outros mais recentes, que foram incluídos pelo seu interesse para a história da cidade, como os azulejos do claustro da Biblioteca Pública Municipal do Porto. Vai poder conhecer os espaços, costumes, a vida económica, social e cultural do Porto de antigamente. Há vistas panorâmicas, azulejos, estátuas, cemitérios, lagos e fontes, fotografias da Foz, dos edifícios, ruas e jardins. Mostra também como eram os transportes, os divertimentos e a publicidade da altura.

As imagens são da autoria de fotógrafos anónimos e conceituados, como Aurélio Paz dos Reis e Domingos Alvão, ou ainda de artistas plásticos como Amadeo de Souza-Cardoso.

Fonte: Time In

Las bibliotecas pondrán los libros en cuarentena tras cada préstamo para evitar contagios

Panorámica de la biblioteca pública Benito Pérez-Galdós, en Madrid. Paco Gómez

Los libros entregados por los usuarios se aislarán en una sala aparte durante un periodo que podría alcanzar las dos semanas.

Daniel Ramírez 

Los libros son un puente levadizo que lleva al conocimiento, pero también un callejón oscuro que, en los días de la pandemia, puede conducir a la enfermedad. Las autoridades sanitarias nacionales ya han testado que el coronavirus es capaz de sobrevivir en el papel desde un hora hasta cuatro o cinco días -la cifra varía en función de la temperatura y el ambiente-. De ahí que las bibliotecas españolas estén preparando a contrarreloj un plan de cara al desconfinamiento.

Fuentes solventes del Ayuntamiento de Madrid confirman a este periódico que los libros prestados entrarán en cuarentena una vez estén de regreso en los centros públicos. Estas salas de aislamiento se replicarán en todas las Comunidades Autónomas donde la enfermedad esté tan extendida como para que el libro pueda ser considerado vehículo de contagio.

Arsenio Sánchez Hernanpérez, conservador de la Biblioteca Nacional, ya ha avisado a través de esta institución de que el “paso del tiempo” -la cuarentena libresca- es el mejor remedio para aniquilar al virus que pueda haberse escondido entre las páginas. Los expertos citados por la BN desaconsejan los métodos desinfectantes.

Andrea Levy, concejala de Cultura del Consistorio madrileño, asegura a este diario que las bibliotecas públicas de la capital ya se están preparando para aplicar este protocolo en cuanto puedan abrir sus puertas. “El papel es uno de los materiales en los que el virus permanece más tiempo. Los libros devueltos pasarán una cuarentena”, justifica.

Sin ir más lejos, hospitales de todo el país han activado un modus operandi que ordena la destrucción de los libros que lleva consigo el paciente de Covid-19. “Los ejemplares que enviamos a Ifema, por ejemplo, fueron una donación a causa del riesgo que comentamos. No volverán a las bibliotecas de Madrid”, revela Levy.

Bolsas de plástico y salas de aislamiento

Pero, ¿cuánto tiempo pasará cada ejemplar en la sala de aislamiento? ¿Cómo se harán los traslados? Aunque -debido al estado de alarma- el Gobierno central tiene las competencias relacionadas con el desconfinamiento, esta práctica tan concreta dependerá de las Comunidades y los municipios.

Emilio del Río, director general de Bibliotecas, Museos y Archivos de Madrid, en una entrevista con EL ESPAÑOL, menciona los catorce días como baremo orientativo, igual que la Biblioteca Nacional: “Veremos qué nos dicen finalmente las autoridades sanitarias”.

“No se ha descartado todavía la aplicación de máquinas de ozonización -el ozono ya se utiliza para desinfectar algunos ambientes y superficies-, pero sabemos que será complicado”, relata. “Todavía no sabemos si esa tecnología afectaría a los papeles y las tintas”.

Sobre el aislamiento de los libros, reitera que las cuarenta bibliotecas municipales “ya están preparadas”, “con espacios de sobra”, “para abrir en cuanto lo aconsejen los expertos”. 

Madrid cuenta con 500.000 usuarios y cerca de millón y medio de libros a disposición de los ciudadanos. “Estamos aprendiendo y estudiando todos los días. Este procedimiento no sólo lo activaremos nosotros, sino todas las bibliotecas de los países afectados”, sintetiza Del Río.

A tenor de lo trasladado por la Biblioteca Nacional, este protocolo puede concretarse todavía más: todo apunta a una “bolsa de plástico con doble autocierre” para cada ejemplar. Una vez dentro, se limpiará la bolsa con agua y lejía, supervisando que no se filtre líquido al interior. A continuación, el tomo se depositará en la sala de aislamiento y se dejarán correr los días establecidos.

Fonte: El Español

Discurso pronunciado por Federico Garcia Lorca en la inauguración de la biblioteca de su pueblo natal, Fuente Vaqueros, en 1931

“Yo, si tuviera hambre y estuviera desvalido en la calle no pediría un pan; sino que pediría medio pan y un libro.” Federico García Lorca

Para no olvidar que la cultura es nuestra vida y nuestro oxígeno, la única cosa que puede cambiar el mundo.

“Cuando alguien va al teatro, a un concierto o a una fiesta de cualquier índole que sea, si la fiesta es de su agrado, recuerda inmediatamente y lamenta que las personas que él quiere no se encuentren allí. ‘Lo que le gustaría esto a mi hermana, a mi padre’, piensa, y no goza ya del espectáculo sino a través de una leve melancolía. Ésta es la melancolía que yo siento, no por la gente de mi casa, que sería pequeño y ruin, sino por todas las criaturas que por falta de medios y por desgracia suya no gozan del supremo bien de la belleza que es vida y es bondad y es serenidad y es pasión.

Por eso no tengo nunca un libro, porque regalo cuantos compro, que son infinitos, y por eso estoy aquí honrado y contento de inaugurar esta biblioteca del pueblo, la primera seguramente en toda la provincia de Granada.

No sólo de pan vive el hombre. Yo, si tuviera hambre y estuviera desvalido en la calle no pediría un pan; sino que pediría medio pan y un libro. Y yo ataco desde aquí violentamente a los que solamente hablan de reivindicaciones económicas sin nombrar jamás las reivindicaciones culturales que es lo que los pueblos piden a gritos. Bien está que todos los hombres coman, pero que todos los hombres sepan. Que gocen todos los frutos del espíritu humano porque lo contrario es convertirlos en máquinas al servicio de Estado, es convertirlos en esclavos de una terrible organización social.

Yo tengo mucha más lástima de un hombre que quiere saber y no puede, que de un hambriento. Porque un hambriento puede calmar su hambre fácilmente con un pedazo de pan o con unas frutas, pero un hombre que tiene ansia de saber y no tiene medios, sufre una terrible agonía porque son libros, libros, muchos libros los que necesita y ¿dónde están esos libros?

¡Libros! ¡Libros! Hace aquí una palabra mágica que equivale a decir: ‘amor, amor’, y que debían los pueblos pedir como piden pan o como anhelan la lluvia para sus sementeras. Cuando el insigne escritor ruso Fedor Dostoyevsky, padre de la revolución rusa mucho más que Lenin, estaba prisionero en la Siberia, alejado del mundo, entre cuatro paredes y cercado por desoladas llanuras de nieve infinita; y pedía socorro en carta a su lejana familia, sólo decía: ‘¡Enviadme libros, libros, muchos libros para que mi alma no muera!’. Tenía frío y no pedía fuego, tenía terrible sed y no pedía agua: pedía libros, es decir, horizontes, es decir, escaleras para subir la cumbre del espíritu y del corazón. Porque la agonía física, biológica, natural, de un cuerpo por hambre, sed o frío, dura poco, muy poco, pero la agonía del alma insatisfecha dura toda la vida.

Ya ha dicho el gran Menéndez Pidal, uno de los sabios más verdaderos de Europa, que el lema de la República debe ser: ‘Cultura’. Cultura porque sólo a través de ella se pueden resolver los problemas en que hoy se debate el pueblo lleno de fe, pero falto de luz.”

Pour ne pas oublier que la culture, c’est notre vie et notre oxygène, la seule chose qui puisse changer le monde.

“Quand quelqu’un va au théâtre, à un concert ou à une fête quelle qu’elle soit, si le spectacle lui plaît il évoque tout de suite ses proches absents et s’en désole: “Comme cela plairait à ma soeur, à mon père !” pensera-t-il et il ne profitera dès lors du spectacle qu’avec une légère mélancolie. C’est cette mélancolie que je ressens, non pour les membres de ma famille, ce qui serait mesquin, mais pour tous les êtres qui, par manque de moyens et à cause de leur propre malheur ne profitent pas du suprême bien qu’est la beauté, la beauté qui est vie, bonté, sérénité et passion.

C’est pour cela que je n’ai jamais de livres. A peine en ai-je acheté un, que je l’offre. J’en ai donné une multitude. Et c’est la raison pour laquelle je suis honoré d’être là, et heureux d’inaugurer cette bibliothèque du peuple, la première sûrement de toute la province de Grenade.

L’homme ne vit pas que de pain. Moi si j’avais faim et me trouvais démuni dans la rue, je ne demanderais pas un pain mais un demi-pain et un livre. Et depuis ce lieu où nous sommes, j’attaque violemment ceux qui ne parlent que revendications économiques sans jamais parler de revendications culturelles : ce sont celles-ci que les peuples réclament à grands cris. Que tous les hommes mangent est une bonne chose, mais il faut que tous les hommes accèdent au savoir, qu’ils profitent de tous les fruits de l’esprit humain car le contraire reviendrait à les transformer en machines au service de l’état, à les transformer en esclaves d’une terrible organisation de la société.

J’ai beaucoup plus de peine pour un homme qui veut accéder au savoir et ne le peut pas que pour un homme qui a faim. Parce qu’un homme qui a faim peut calmer facilement sa faim avec un morceau de pain ou des fruits. Mais un homme qui a soif d’apprendre et n’en a pas les moyens souffre d’une terrible agonie parce que c’est de livres, de livres, de beaucoup de livres dont il a besoin, et où sont ces livres?Des livres ! Des livres ! Voilà un mot magique qui équivaut à clamer: “Amour, amour”, et que devraient demander les

peuples tout comme ils demandent du pain ou désirent la pluie pour leur semis. – Quand le célèbre écrivain russe Fédor Dostoïevski – père de la révolution russe bien davantage que Lénine – était prisonnier en Sibérie, retranché du monde, entre quatre murs, cerné par les plaines désolées, enneigées, il demandait secours par courrier à sa famille éloignée, ne disant que : ” Envoyez-moi des livres, des livres, beaucoup de livres pour que mon âme ne meure pas! “. Il avait froid mais ne demandait pas le feu, il avait une terrible soif mais ne demandait pas d’eau, il demandait des livres, c’est-à-dire des horizons, c’est-à-dire des marches pour gravir la cime de l’esprit et du coeur. Parce que l’agonie physique, – biologique, naturelle d’un corps, due à la faim, à la soif ou au froid, dure peu, très peu de temps, mais l’agonie de l’âme insatisfaite dure toute la vie.

Le grand Menéndez Pidal – l’un des véritables plus grands sages d’Europe – , l’a déjà dit: “La devise de la République doit être la culture”. la culture, parce que ce n’est qu’à travers elle que peuvent se résoudre les problèmes auxquels se confronte aujourd’hui le peuple plein de foi mais privé de lumière. N’oubliez pas que l’origine de tout est la lumière.”

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Fonte: El Blog de sueños de España

La “biblioteca de la credibilidad” es el accesorio más popular de la cuarentena

The New York Times

Amanda Hess

Los estantes de libros se han convertido en el fondo de preferencia para aplicar una pátina de autoridad a una transmisión de video amateur. (Cari Vander Yacht/The New York Times)

Imagina que eres un miembro de la clase experta, el tipo de persona a la que invitan a pontificar en los programas informativos de televisión. En circunstancias normales, tu experticia podría ser señalada al público por una fotografía llamativa de unos rascacielos superpuesta detrás de tu cabeza. Pero en la actualidad, las formalidades del estudio de transmisión son un viejo recuerdo, y las únicas herramientas disponibles para dar a entender que realmente te corresponde ese lugar en la televisión, son los objetos dentro de tu propia casa. Solo hay una jugada posible: debes hablar frente a una estantería de libros.

A medida que la industria de los medios se ha ido refugiando en interiores, las estanterías se han convertido en el fondo de preferencia de presentadores de televisión, ejecutivos, políticos y cualquier persona interesada en aplicar una pátina de autoridad a sus transmisiones de video amateur. En marzo, cuando el coronavirus puso en pausa los apretones de mano y los besos a bebés típicos de la campaña presidencial, Joe Biden desapareció notablemente de la vista pública por varios largos días, mientras su equipo se las arreglaba para lograr proyectar un aura de competencia desde el sótano del candidato. Cuando finalmente resurgió, lo hizo frente a una estantería de libros que cubría una pared entera, perfectamente curada y adornada con objetos patrióticos como un balón de fútbol americano desgastado y una bandera estadounidense doblada en forma de triángulo.

En abril, una cuenta anónima de Twitter, Bookcase Credibility (biblioteca de la credibilidad), apareció para vigilar esta tendencia y rápidamente acumuló más de 30.000 seguidores. Su lema es: “Lo que dices no es tan importante como la biblioteca que tienes detrás”, y ofrece comentarios condescendientes sobre las tendencias en rápida consolidación de este género, así como un genuino respeto por una pieza bien ejecutada. La directora ejecutiva de YouTube, Susan Wojicki, apareció frente a “un papel tapiz de credibilidad estándar en un inofensivo contexto hogareño”. La colección de la Enciclopedia Británica de la activista por los derechos de los migrantes Minnie Rahman “es un vago intento de hacer referencia a la convención”. Y el “audaz control de la credibilidad” del político británico Liam Fox “pierde algo de fuerza con la edición de tapa dura de El Código Da Vinci”.

La estética de la credibilidad por lo general pasa desapercibida. El aspecto de la autoridad intelectual es muy específico —en este país, la credibilidad luce como un hombre blanco en un traje oscuro— pero también es insulsamente inflexible. Cobra fuerza por su constancia a través del tiempo. Es una elección superficial para personas que pretenden rechazar las elecciones superficiales. Sin embargo, la pandemia ha desbloqueado todo un nuevo ámbito para significar la respetabilidad, y para juzgarla: la decoración del hogar.

Clasificar el fondo de las videoconferencias de las figuras públicas se ha convertido en un juego de mesa pandémico. Para cierta clase de personas, el hogar no solo debe funcionar como un refugio pandémico sino que también debe estar optimizado para la exposición al mundo exterior. La cuenta de Twitter Room Rater (evaluador de habitación) evalúa la iluminación, los ángulos, la limpieza y los accesorios, y luego asigna una puntuación del 1 al 10 (A David Frum le vendría bien una “planta para suavizar el espacio”: 7). Una pared de fondo cuidadosamente seleccionada puede deleitar (como cuando John Oliver apareció en el “Show de Wendy Williams” frente a una pintura de Wendy Williams) o distraer (como cuando Jamie Dornan se grabó desde su baño en un intento por lograr que su envidiable residencia de celebridad luciera “normal”).

Las estanterías de libros son una superficie visualmente agradable y un guiño a la profundidad intelectual. De todos los juicios que se están emitiendo actualmente por la cuarentena, este es bastante inofensivo. Uno tiene la sensación de que para estas personas que usan libros de fondo, ser juzgados por sus bibliotecas personales es un sueño secreto finalmente hecho realidad. Los espectadores analizan sus repisas como si estuvieran examinando un acertijo en una versión elitista de una revista infantil: han descubierto que Pete Buttigieg tiene “El capital en el siglo XXI” de Thomas Piketty, Paul Rudd tiene “Jude el oscuro” y la actriz de Broadway Melissa Errico exhibe un tomo llamado “Arte erótico irlandés”.

Es sorprendente la rapidez con la que las estanterías se han convertido en algo indispensable, la facilidad con la que se han integrado a las frágiles reglas estéticas de la autoridad. La presencia de una biblioteca de la credibilidad sugiere que los que manejan la experticia y el profesionalismo están operando de manera normal, aunque no sea el caso en absoluto. Hay una pizca de tierna vulnerabilidad integrada en estas exhibiciones de autoridad.

En un momento histórico en el que incluso nuestros expertos designados rara vez saben qué está pasando en realidad, la fachada de la respetabilidad siempre está en riesgo de derrumbarse. La semana pasada, el corresponsal de ABC Will Reeve apareció en “Good Morning America” frente a una biblioteca de alta credibilidad que exhibía un reloj antiguo y una resplandeciente urna dorada. Reeve no tenía pantalones puestos.

Fonte: Listin Diário

Biblioteco #07 – É proibido proibir: censura, livros e bibliotecas

Clique na imagem para ouvir o aúdio

Os bibliotecários Raphael Cavalcante e Ricardo Queiroz se unem à bibliotecária Luciana Kramer Müller para debater os casos de censura que têm assolado o meio cultural brasileiro, inclusive as bibliotecas, em função da ascensão da extrema-direita. Como combater esta chaga? Como estudos acadêmicos da Biblioteconomia e da Ciência da Informação têm se apropriado do tema? Como as instituições têm se posicionado? E também a participação especial da bibliotecária Adriana Ferrari, presidenta da Federação Brasileira de Associação de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições — FEBAB, que narra as ações recentes da Federação, incluindo o enfrentamento à censura. Biblioteco no Insta: @biblioteco.podcast E-mail: bibliotecopodcast@gmail.com Edição: Allan Tolentino (@soutolentino)

Fonte: Biblioteco

Chamada de submissão de capitulo para livro com o tema “Atuação de Arquivistas, Bibliotecários e Museólogos em épocas de pandemias”

Em época de pandemia e mudanças do nosso fazer profissional em diferentes ambientes informacionais, é necessário reinventar-se e desenvolver novas competências para continuar atendendo as demandas sociais. Dessa forma, eu e Professora Daniela Spudeit estamos organizando uma obra para evidenciar as práticas informacionais e também estudos teóricos acerca da atuação dos profissionais de informação em época de pandemias. Os textos serão avaliados de acordo com o rigor metodológico e devem ter entre 10 e 20 páginas. Os textos selecionados comporão um ebook de acesso gratuito. Prazo para envio: 01 de junho para email ebookpandemia@gmail.com.

VAZIOS NAS ESTANTES: REFLEXÕES SOBRE AS AUSÊNCIAS NOS ACERVOS DE BIBLIOTECAS E ESPAÇOS DE LEITURA

Terça-feira, 5 de maio de 2020, às 19h. Atividade realizada online

A ideia do encontro é destacar a importância que os profissionais da área da cultura e educação, especialmente bibliotecários e auxiliares, têm no processo de desconstrução/descolonização de acervos onde, geralmente, a presença masculina, branca, acadêmica e canônica é predominante, e onde a produção literária feminina, sobretudo de mulheres negras e indígenas, é muito escassa.

Faça sua inscrição online, neste link, a partir de 25/4/2020, até o preenchimento das vagas. O encontro será ministrado a distância, em plataforma online. O acesso ao ambiente em que serão realizadas as aulas será enviado para o e-mail cadastrado na ficha de inscrição.

Dayane Teixeira é graduada em Letras pela Universidade Paulista, tem cursos de extensão/especialização em História da Arte, Literatura, Museologia. Trabalha no Museu Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, desenvolvendo trabalhos junto ao acervo da biblioteca Espaço da Palavra e de Haroldo de Campos. Atua como pesquisadora independente com foco em África/Africanidades, Literatura indígena e temas correlatos, sobretudo na área da Literatura e Artes Visuais.

Imagem: foto de Dayane Teixeira

Fonte: Casa das Rosas

Museu distribui máscaras a idosos; a ação acontece até quinta no Centro Histórico

AJUDA – São 300 unidades produzidas de tecido para uso da proteção facial

As proteções serão entregues ao grupo de risco, acompanhadas de bilhetes com instruções sobre os cuidados necessários no momento de lavar o tecido

Com o objetivo de aumentar o acesso dos idosos a uma das medidas de proteção na luta contra o coronavírus, a Biblioteca Municipal Paulo Bomfim doará ao público da terceira idade cerca de 300 máscaras produzidas de tecido no período em que o uso da proteção facial se tornou obrigatório para sair às ruas. Os equipamentos são distribuídos até quinta-feira (30), das 10 horas às 13h30, no Museu Conceição de Itanhaém, localizado na Praça Narciso de Andrade, no Centro Histórico.

Estampadas ou coloridas, as máscaras recebem proteção com dupla camada de tecido, que segundo estudo publicado recentemente na revista ‘ACS Nano’ mostrou que uma combinação de tecidos, com duas ou mais, pode filtrar até 99% das gotículas quando uma pessoa infectada tosse ou fala próxima de alguém saudável.

Os tecidos que antes estavam sem uso nas residências das profissionais ganharam novo destino. A bibliotecária Maraléia Menezes e a artesã Dirce de Paula deram nova utilidade ao material, transformando-os em máscaras faciais. “Quando vi o tecido em casa, percebi que era a oportunidade perfeita para ajudar quem tanto precisa. Conseguimos produzir um número significativo para doar às pessoas”, ressalta Léia, como é conhecida pelos amigos.

As proteções serão entregues ao grupo de risco (pessoas com idade acima de 60 anos), acompanhadas de bilhetes com instruções sobre os cuidados necessários no momento de lavar o tecido.

Fonte: Prefeitura de Itanhaém

Solidariedade na pandemia

Nossas bibliotecas estão localizadas em sua maioria nas periferias das metrópoles, regiões ainda mais vulneráveis aos efeitos da pandemia. Onde já falta atendimento às necessidades básicas, não faltará solidariedade. Nos juntamos as ações de apoio às comunidades, lançando uma campanha de arrecadação de recursos para distribuição aos moradores dos territórios atendidos pelas bibliotecas.

Há duas formas de participar: depositando na conta corrente de uma das instituições participantes da rede ou doando cestas básicas e itens de higiene diretamente às redes de bibliotecas espalhadas pelo país.

Doações em dinheiro:

ACESA – Associação Cultural Esportiva Social Amigos

CNPJ: 14.810.743/0001-31

Banco: Caixa econômica Federal

Agência: 0049

Conta corrente 14453 Dígito 5

Entre contas CEF: 003 conta 14453-5

Cestas Básicas e itens de higiene: confira a rede/biblioteca mais próxima aqui no site e faça contato.

Todo o recurso arrecadado será usado para compra de alimentos, material de higiene, gás e repasse direto, sendo distribuído de acordo com as necessidades de cada comunidade.

A prestação de contas será divulgada aqui no site. Em caso de dúvida, entre em contato pelo e-mail redenacionalbc@gmail.com.

Fonte: Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias

El papel de las bibliotecas de ciencias de la salud en medio de la crisis sanitaria COVID-19

Hoy la Biblioteca del Hospital universitario de Fuenlabrada ha tenido la oportunidad de participar, junto a otras bibliotecas de toda España (bibliotecas hospitalarias, colegiales, virtuales centrales) en una charla convocada por Ebsco Information Services (proveedor, en nuestro caso, de recursos como CINAHL, Enfermería al Día, IMAIOS, varias revistas…). Las principales conclusiones se podrían resumir en la necesidad de reaccionar ante los nuevos retos con soluciones que hasta ahora se habían ido retrasando, aunque estaban ahí en muchas ocasiones:

  • teletrabajo como opción cierta y eficiente

  • formación online a nuestros usuarios

  • aumentar la cooperación (como ha demostrado el éxito de la iniciativa #AyudaBiblioteca), superando barreras territoriales/administrativas

  • incrementar nuestro papel como filtro en la selección de recursos de información de calidad

  • reestructuración y readaptación de los espacios físicos

  • abrirnos a nuevos horizontes (lucha contra los bulos, atender a las demandas de información sanitaria por la población general…)

  • desarrollo del OpenAccess, imparable después de cómo se ha visto que ha facilitado el avance de las investigaciones sobre la COVID19

  • nuevos modelos de publicación y de la cadena de revisión y validación por pares ¿repositorios y técnicos sanitarios como alternativa?

  • Se puede ver ya el vídeo completo, aviso, es largo 🙂

Fonte: Biblioteca HFLR

Unesp dá acesso a ferramentas e fontes de informações on-line

Rede de Bibliotecas da universidade monta guia de serviços digitais para apoiar pesquisas. Em uma das partes do guia é possível encontrar as fontes de pesquisa subdivididas pelos tipos documentais (foto: Wikimedia Commons)

Agência FAPESP – A equipe da Rede de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) organizou um guia com informações sobre diferentes fontes de informação e ferramentas que possuem acesso aberto ou são assinadas pela universidade.

O guia contém serviços realizados on-line, aulas, tutoriais, treinamentos e manuais, produzidos pelos profissionais da Rede da Unesp, além de outros disponíveis no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Para facilitar a consulta, o guia foi dividido em duas partes. Na primeira é possível encontrar as fontes de pesquisa subdivididas pelos tipos documentais, como bibliotecas digitais e repositórios informacionais, livros, periódicos, teses e dissertações, trabalhos de conclusão de curso, bases de dados, normas técnicas e patentes.

Na segunda parte estão as ferramentas, produtos e demais serviços digitais. Ferramentas são todos os recursos informacionais que a Unesp assina para apoiar o desenvolvimento das pesquisas, seja para detecção de plágio, criar o plano de gestão de dados ou auxiliar na normalização de referências bibliográficas.

O guia produzido pela Rede de Bibliotecas da Unesp pode ser acessado em https://docs.google.com/document/d/1iUgnyimZltpzke_Tp_jucCiJsjaTelEEs70LNL5wluo/edit

Mais informações em: https://bit.ly/2zpzTOt.

Este texto foi originalmente publicado por Agência FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

Mural de Serviços – Minicurso “Normalizando o trabalho acadêmico”

A Biblioteca Campus Sorocaba (B-So) vai oferecer, de maneira virtual, o minicurso “Normalizando o trabalho acadêmico”, ministrado pela bibliotecária da B-So Milena Polsinelli Rubi.

O minicurso tem por objetivo apresentar as partes que compõem o trabalho acadêmico, o que deve conter em cada uma dessas partes e qual a formatação dessas partes, de acordo com as normas da ABNT. Além disso, serão apresentadas para apresentação desse tipo de trabalho em formato de artigo.

O ambiente virtual utilizado será o Google Classroom/Sala de Aula. Dessa forma, para participar do curso é preciso ter uma conta de e-mail do Gmail: @gmail! E-mails institucionais migrados para o GSuit/Gmail não dão acesso ao Google Classroom/Sala de Aula.

É gratuito!

Tem certificado!

É da UFSCar? Pode fazer!

Não é da UFSCar? Pode fazer também!

Só precisa ter e-mail do Gmail!

O cronograma do curso é esse:

  • somente 04/05 (ou até o término das vagas): inscrição via formulário online

  • 05 e 06/05: disponibilização do material e tira dúvidas na plataforma Google Classroom/Sala de Aula;

  • 07/05: disponibilização da avaliação final;

  • 08/05: entrega da avaliação e encerramento do curso.

As vagas são limitadas.

A emissão do certificado está condicionada à inscrição no curso e à entrega da avaliação final no prazo determinado.

Mais informações: no nosso site: http://www.bso.ufscar.br/eventos/curso-virtual-planejamento-e-pesquisa-bibliografica  

e nas nossas redes sociais:

  • Facebook: @bso.ufscar

  • Instagram: bso_ufscar_sorocaba

  • Twitter: bso_ufscar

Coronavírus – a atuação das bibliotecas hoje e o que podemos esperar do futuro

Texto por Fernanda Costa

Com o início da quarentena em diversas cidades do país, muitas bibliotecas precisaram interromper o atendimento presencial e passaram a funcionar exclusivamente online. O acesso remoto aos acervos das bibliotecas já era algo comum antes da pandemia do Covid-19, porém, neste momento, oferecer serviços de forma virtual se tornou imperativo para que elas se mantenham em funcionamento.

Para ajudar a entender qual é o papel das bibliotecas durante esta pandemia, destacamos os principais serviços que podem ser oferecidos no ambiente virtual como forma de manter o atendimento ao público e de reforçar a posição das bibliotecas como guardiãs do conhecimento, algo mais necessário do que nunca. Também iremos abordar algumas questões sobre como serão às bibliotecas após a pandemia e quais atitudes podem ser tomadas hoje para se preparar para o futuro que nos aguarda ao fim da quarentena.

Quais serviços podem ser oferecidos pelas bibliotecas de forma virtual?

Acesso remoto a base de dados: através dos catálogos online é possível consultar os acervos e conferir quais obras estão disponíveis. Embora os empréstimos de obras físicas estejam suspensos, é possível planejar o acesso a essas obras após o fim da quarentena.

Acesso às coleções digitais: muitas bibliotecas têm coleções digitais que podem ser acessadas de qualquer computador. Essas coleções podem incluir livros, periódicos, fotografias, vídeos, áudios, reproduções de pinturas e muito mais. Essas coleções permitem o andamento de pesquisas, a difusão de informações de qualidade e acesso à arte e a cultura.

Curadoria de conteúdo online: com a explosão de informações sobre o coronavírus, é fácil ficar perdido, sem saber qual conteúdo é confiável ou não. Através da curadoria de conteúdo, bibliotecas podem indicar fontes confiáveis sobre diversos assuntos ligados à pandemia, como o vírus em si, mas também sobre economia, sociologia, política, psicologia e muitos outros temas de interesse.

Conferências e eventos virtuais: as bibliotecas universitárias têm a vantagem de contar com o corpo docente da própria instituição para participar de eventos virtuais como conferências, palestras, webinars, aulas etc.

Normalização de trabalhos acadêmicos: bibliotecas que oferecem esse serviço podem mantê-lo sem alterações durante este período de pandemia.

Renovação de empréstimos: caso a sua biblioteca ainda não tenha implantado a renovação online de empréstimos, esse com certeza é o momento de passar a oferecer esse serviço simples, mas que facilita muito a vida dos usuários e dos funcionários.

Como serão as bibliotecas após o Covid-19?

O cenário atual ainda é muito incerto e tentar prever o que irá acontecer nos próximos meses e anos exige certa ousadia, entretanto, algumas tendências já começam a se desenhar.

Se antes do início da quarentena todos nós já tínhamos vidas fortemente permeadas por elementos digitais, durante a quarentena a função da tecnologia foi elevada a outro nível. O home office e a educação à distância já existiam e eram conhecidos do público, mas hoje estão sendo vivenciados por uma quantidade de pessoas até então inédita na história.

De acordo com a Unicef, 95% das crianças da América Latina e Caribe estão fora da escola devido ao Covid-19. No universo da educação superior a situação também não é muito diferente, com muitas instituições sem aulas ou tendo de migrar subitamente para o ensino a distância.

Embora todos tenham a intenção de voltar assim que possível ao ensino presencial, o que foi aprendido durante este período não será perdido. Um número gigante de professores está aprendendo a dar aulas a distância, centenas de milhares de alunos estão se adaptando a estudar pela internet e as bibliotecas estão se adequando para atender esses alunos. Antes da pandemia o ensino a distância já crescia a passos largos, agora que milhares de pessoas ao redor do mundo estão tendo contato com essa forma de ensino, espera-se um crescimento ainda maior dessa modalidade de ensino.

Esse momento pode e deve ser usado como uma oportunidade de fortalecer a integração entre físico e digital e a popularização do acesso remoto às bibliotecas e das próprias bibliotecas virtuais, que serão cada vez mais necessárias e deixarão de ser vistas como um complemento à educação, mas sim como um elemento essencial de um mundo ainda mais conectado do que antes.

As bibliotecas físicas continuarão existindo e serão necessárias para a preservação da nossa história, o desenvolvimento de pesquisas, a criação do hábito de leitura em crianças e como um espaço de estudo, leitura e conhecimento. No entanto, a digitalização de obras (que já é um aliado na preservação de obras raras, por exemplo), a disponibilização de acervos digitais, a curadoria de conteúdo e todos os elementos que citamos no tópico anterior ganharão um papel cada vez mais forte e importante e se tornarão parte do trabalho de qualquer gestor de bibliotecas.

Apostar no desenvolvimento, crescimento e fortalecimento das bibliotecas virtuais e no fortalecimento da presença online de bibliotecas físicas é essencial para a manutenção do papel essencial exercido pelas bibliotecas e para o fortalecimento de qualquer instituição comprometida com o desenvolvimento intelectual de seus alunos.

Caso queira saber ainda mais sobre as atividades que podem ser exercidas por bibliotecas durante esta pandemia, não deixe de conferir estes dois artigos (em espanhol) disponibilizados pelo Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo – 8ª Região: El trabajo remoto y las bibliotecas e 61 acciones que las bibliotecas están llevando a cabo durante el confinamento.

Para saber como a Sima Gestão pode lhe ajudar na gestão de bibliotecas neste momento, não deixe de entrar em contato conosco através deste formulário.

Abraços,

Fernanda Costa

Fonte: Linkedin

Mural de Serviços – Tarefas da Biblioteca do Unifai

Por Lygia Canelas

Parte da equipe da Biblioteca do Unifai. Da esquerda pra direita: Fernanda Gonçalves, Marta de Freitas, Lygia Canelas e Daniela Rosa Vieira.

Segue o planejamento da Biblioteca sobre o trabalho da Biblioteca do Unifai / PUCSP Vila Mariana.

A princípio, o planejamento contemplou o período de 15 dias, no entanto já estávamos trabalhando em roteiros de tarefas para os próximos meses, algo que poderá ser continuado em nosso retorno presencial.

Praticamente toda a equipe possui acesso remoto à sua máquina de trabalho por meio de um VPN, ou seja, do próprio computador conseguimos acessar nossas máquinas de trabalho. Temos suporte técnico por e-mail e todos os dias fazemos uma reunião chamada daily às 10h pelo whatsapp para alinharmos o andamento das tarefas de cada uma da biblioteca, abrir espaço para dúvidas e orientações para as tarefas.

Parte das tarefas abaixo estão sendo realizadas no momento, e outras estão contempladas no planejamento para serem iniciadas nas próximas semanas.

  • Inserção de Analíticas – Tiramos fotos dos sumários e resumos de periódicos, antes de sairmos para quarentena.

  • Pesquisa e inserção de links na base Sophia – Livros de domínio público, bases de dados de acesso aberto e periódicos científicos gratuitos. O MEC exige ao menos 20 títulos diferentes relacionados com as disciplinas de cada curso.

  • Curadoria de conteúdos e pesquisas bibliográficas em plataformas de conteúdo gratuitos – Tabém estamos divulgando aos professores e alunos em grupos do Whatsapp em Boletim Online disponibilizado no Google Docs (atualizados diariamente e agora divulgados semanalmente).

  • Atendimento e renovação automática dos empréstimos.

  • Elaboração de projeto para atualização do catálogo de autoridades – Nosso catálogo de autoridades não possui um guia para inserção e apresenta inúmeras inconsistências e duplicidades, entre outras questões.

  • Varredura para correção de registros no Sophia.

  • Treinamento para Auxiliares de Biblioteca online – Desde que a equipe se formou há muitos anos não houve treinamento para atualização de conhecimentos, dessa forma, estamos montando um treinamento por meio do Google Classroom para atualizar a equipe. A partir de uma pesquisa de satisfação feita na biblioteca junto aos alunos, docentes e colaboradores, foi possível recolher informações importantes para promoção de melhorias no atendimento.

  • Lista de bibliotecas que possuam acervos interessantes para cadastro no nosso EEB – Empréstimo entre Bibliotecas.

  • Normalização de documentos – Orientação e auxílio por e-mail na normalização de referências em trabalhos, planos de ensino etc.

  • Alimentação da base Sophia com periódicos gratuitos.

  • Atendimento às demandas da Secretaria, tais como emissão do Nada Consta, solicitações dos alunos para acesso a informações e documentos.

  • Atendimento por e-mail aos trâmites administrativos da Biblioteca e da Pró-Reitoria Acadêmica.

  • Atualização de planos de ensino, pesquisa na base e em editoras, solicitação de compra de livros atualizados para os cursos.

  • Decoração para a Páscoa, em caso de atividades presenciais suspensas, faremos montagens de foto para divulgar nas redes do Unifai. A ideia é contar o que significa cada dia da semana santa até a páscoa.

  • Datas comemorativas – artes para divulgação do significado das datas pelos grupos de alunos e professores.

Mural de Serviços – Projeto “Abraço Literário” envia contos e poesias em período de isolamento social

Nesse período de isolamento social, a Biblioteca do IFSP/Jacareí está compartilhando textos literários com toda a comunidade. A proposta do Projeto “Abraço Literário” é encaminhar contos e poesias que levem esperança por dias melhores! Encaminhe um “oi” para o Whatsapp (12) 99748-1333 para receber o conteúdo.

A Bibliotecária Ágata Souza explica um pouco mais sobre o projeto no vídeo a seguir. Aproveite!

Fonte: Instituto Federal de São Paulo

IFLA. “Alivio a corto plazo, resultados a largo plazo: Cinco maneras de incluir las bibliotecas en los paquetes de estímulo”

Short-Term Relief, Long-Term Results: Five Ways to Include Libraries in Stimulus Packages. The Hague: IFLA, 2020

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Los impactos de la pandemia de COVID-19 no solo se medirán en términos de salud. En todo el mundo, los medios de vida se ven afectados por las medidas adoptadas para evitar una mayor propagación de la enfermedad. Por supuesto, estos impactos económicos son probablemente el menor de dos males, y ciertamente mejor que dejar que el virus se propague sin control. No obstante, necesitan atención, dado que el desempleo y la pobreza también tienen costos humanos muy reales. En respuesta, los gobiernos están comenzando a desarrollar paquetes de estímulo, programas de gasto para ayudar a las personas a volver al trabajo y, de hecho, construir un futuro mejor. Hay muchas razones para que las bibliotecas participen en estas, más allá de cualquier apoyo brindado al personal de la biblioteca que está suspendido de empleo o que pierden sus trabajos. Por lo tanto, este blog analiza cinco formas en que los paquetes de estímulo podrían incluir bibliotecas. En cada caso, la atención se centra en medidas que no solo proporcionarán alivio a corto plazo al ayudar a preservar empleos e ingresos, sino que también tendrán un efecto positivo a largo plazo.

Sugerencia 1: aumentar los presupuestos de adquisición de bibliotecas para aumentar las compras de libros en las librerías locales

En un ejemplo que ya se ha implementado en Barcelona, ​​un aumento en los presupuestos para las adquisiciones de bibliotecas traerá beneficios inmediatos a las librerías locales (siempre y cuando los modelos de adquisiciones funcionen de esta manera), ayudándoles a sobrevivir a la crisis. Los autores y editores también se beneficiarán, por supuesto. La renovación y actualización de las existencias significará que las bibliotecas pueden ofrecer una selección más amplia en el futuro. Tal paso también ayudaría a aquellas bibliotecas que han tenido que reasignar fondos para comprar libros electrónicos en respuesta a la demanda en la crisis.

Sugerencia 2: Apoyar la renovación de los edificios de la biblioteca para mejorarlos como espacios de aprendizaje y bienestar.

Si bien la industria de la construcción puede ser una de las que pueda reiniciarse antes que otras, es probable que sufra en general cualquier caída en la economía en general. Como resultado, contratar empresas de construcción (idealmente locales) para llevar a cabo las renovaciones necesarias o útiles de los edificios de la biblioteca proporcionaría trabajo útil y reduciría el desempleo. A largo plazo, los edificios de bibliotecas más atractivos y mejor diseñados serán más adecuados para proporcionar servicios para apoyar el aprendizaje y el bienestar en la comunidad, así como, con suerte, ser más respetuosos con el medio ambiente.

Sugerencia 3: Desarrollar habilidades entre quienes trabajan en bibliotecas para apoyar la inclusión de manera efectiva

Desafortunadamente, es probable que veamos un aumento del desempleo en muchos países como resultado de la pandemia, ya que millones de personas deberán buscar nuevo trabajo, lo que potencialmente requiere nuevas habilidades y conocimientos. Las bibliotecas ya han desarrollado un papel importante para ayudar a las personas en estas situaciones en los últimos años, y es probable que esto se fortalezca aún más ahora. Para hacerlo, necesitarán apoyo adicional, ya sea a través de recibir capacitación ellos mismos o mediante la contratación de personal nuevo. En ambos casos, esto significará que están en mejores condiciones para ayudar a sus comunidades a recuperarse a largo plazo.

Sugerencia 4: Actualice las instalaciones de conectividad y acceso a Internet en bibliotecas y más allá

Incluso en los países más ricos, todavía hay personas en el lado equivocado de la brecha digital, que carecen de conexión, hardware, habilidades y / o confianza para aprovechar al máximo Internet. Las iniciativas de inclusión digital pueden incluir pasos como mejorar la conectividad a las bibliotecas como puntos de acceso público, instalar tecnologías Wi-Fi de largo alcance para que las comunidades puedan beneficiarse, renovar terminales y dispositivos (incluso para préstamos) y programas de habilidades. Todo esto impulsará el empleo a corto plazo (especialmente si se utilizan soluciones locales en la medida de lo posible), pero también dejará a las personas y a las sociedades mejor posicionadas para aprovechar nuevas oportunidades a largo plazo (¡incluso si la pandemia regresa!). Los  50 millones de dólares asignados al Instituto de Servicios de Museos y Bibliotecas en los Estados Unidos, por ejemplo, se ha centrado solo en esto.

Sugerencia 5: Apoyar la programación cultural centrada en los creadores locales.

El sector cultural ha sido particularmente afectado por la crisis, al menos en aquellos sectores que dependen de que las personas puedan viajar y unirse. Desaparecidas estas posibilidades, y el hecho de que Internet solo ofrece una solución parcial, existe el riesgo de que muchos creadores deban renunciar a escribir o realizar un trabajo completo para encontrar otro trabajo. Los paquetes de estímulo pueden ayudar a prevenir esto al apoyar la programación cultural, ya sea en línea o eventualmente en persona, asociada con las bibliotecas. Las residencias, cursos u otros proyectos pueden proporcionar una línea de vida a los creadores, pero también significan una vida cultural más rica en las comunidades, apoyando el bienestar y la educación para todos a largo plazo

Fonte: Universo Abierto

Como criar uma Biblioteca Digital Gratuita que atenda as exigências do MEC

Texto por Fernanda Costa

Com o desenvolvimento de novas tecnologias e o avanço da educação à distância, as Bibliotecas Digitais ganham cada vez mais protagonismo no mundo da educação por oferecem uma série de facilidades aos seus usuários: podem ser acessadas a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo com acesso a internet e por vários dispositivos, como computador, tablet, leitores digitais e smartphones.

Mas as vantagens não se restringem apenas à questão do acesso, para as Instituições de Ensino Superior, ter uma Biblioteca Digital, além de representar uma vantagem competitiva, também traz consigo menores custos com manutenção, espaço físico, pessoal e até mesmo de aquisição das obras.

Neste artigo, iremos te mostrar como criar uma biblioteca digital gratuita e que atenda as exigências do MEC.

Para começar, vamos ver primeiro quais são as diretrizes do MEC para as bibliotecas.

Biblioteca Universitária: as determinações do MEC

Dentre os vários itens avaliados pelo MEC para credenciar e autorizar o funcionamento de cursos e Instituições de Ensino Superior, está a Biblioteca Universitária.

Ao avaliar a biblioteca, o MEC confere se:

  • A biblioteca têm a bibliografia básica e completar indicada nos projetos pedagógicos dos cursos;

  • A biblioteca acompanha as mudanças nas matrizes curriculares;

  • Existe uma política de aquisição e atualização do acervo aprovada pelo NDE;

  •   As referências na bibliografia passam por uma revisão do bibliotecário da IES e novamente pelo NDE.

Observe que as exigências tratam do conteúdo das bibliotecas e não sobre a necessidade desse conteúdo estar disponível de forma física ou virtual. Isso acontece porque desde 2018 é permitido que mesmo cursos presenciais contêm apenas bibliotecas digitais, conforme o Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação Presencial e a Distância.

Cabe a IES definir o que é mais adequado e vantajoso para ela e seus alunos, ter acervo físico, digital ou uma mescla dos dois, o mais importante é que a biblioteca seja acessível e tenha todos os itens obrigatórios e complementares de cada disciplina do curso. Neste aspecto, acervos digitais tem uma vantagem enorme em relação aos físicos: um mesmo arquivo pode ser acessado por vários alunos, sem a necessidade de cópias.

A Biblioteca Digital: o que é e como funciona?

Nas palavras da Digital Library Federation (DLF) “as bibliotecas digitais são organizações que proporcionam os recursos, inclusive o pessoal especializado, para selecionar, estruturar, oferecer o acesso intelectual, interpretar, distribuir, preservar a integridade e assegurar a persistência temporal das coleções de trabalhos digitais, de maneira que estejam prontamente e economicamente disponíveis para o uso de uma comunidade definida ou um conjunto de comunidades”.

Ou seja, mais do que um compilado de materiais online, uma Biblioteca Digital deve zelar pela qualidade e confiabilidade dos itens disponíveis em seu acervo, bem como garantir a manutenção e atualização desse acervo, além de gerenciar quem têm ou não acesso aos itens dessa Biblioteca.

Investir em um bom software e um bom acervo é essencial para ter uma biblioteca de qualidade, que atenda às exigências do MEC de acessibilidade e acervo. Falaremos mais sobre isso nos tópicos abaixo.

Como compor o acervo

Para montar um acervo digital, deve-se seguir os mesmo passos para a seleção de um acervo físico: primeiramente deve-se consultar quais são as obras essenciais para garantir que todos os alunos tenham acesso a toda bibliografia obrigatória de todas as disciplinas do curso. Depois disso, deve-se levantar quais são as obras não obrigatórias, porém complementares, que irão ser úteis na jornada do aluno e irão contribuir para a sua formação.

Uma vez definidas quais são as obras que precisam estar na Biblioteca, deve-se selecionar fontes de informação e pesquisa confiáveis e gratuitas para compor o acervo.

Como montar um acervo gratuito

Na hora de montar um acervo gratuito, uma ótima opção são os itens em domínio público. Qualquer item em domínio público, independentemente se é de natureza científica, artística, literária etc., pode ser disponibilizado gratuitamente. Essa é uma fonte muito importante para montar o seu acervo, pois além de gratuita, está sempre em crescimento, visto que todos os anos novas obras entram em domínio público.

Outra opção são as produções disponibilizada sob a licença Creative Commons, aquele (CC) que aparece no fim de algumas produções. O Creative Commons tem como objetivo promover maior flexibilidade na distribuição e acesso a obras protegidas por direitos autorais, por isso, todas as licenças Creative Commons garantem o acesso gratuito às obras, o que varia é a possibilidade de uso comercial, entre outros detalhes. Pesquisar obras sob a licença do Creative Commons é uma maneira muito eficaz e inteligente de garantir a presença de textos mais atuais e inovadores no seu acervo.

Porém, existem obras que não são tão antigas a ponto de estarem em domínio público, mas que também não estão licenciadas sob o Creative Commons. Mesmo nestes casos, ainda é possível tentar uma terceira solução: entrar em contato direto com os autores. Essa formato é mais demorado e trabalhoso, pois em muitos casos os direitos da obra são cedidos à editora, de forma que nem mesmo o autor pode autorizar o uso. E mesmo nos casos onde o autor mantém os direitos, nada garante que ele irá liberar o uso gratuito na sua Biblioteca Digital, entretanto, essa é uma alternativa que não deve ser ignorada caso não seja possível ter acesso a obra de outra maneira.

Além do domínio público, do Creative Commons e do contato direto com os autores, também há acervos gratuitos que podem ser incorporados a sua biblioteca: Biblioteca do Senado Federal, Banco de Teses e Dissertações de universidades, SCIELO, Portal de Periódicos da CAPES, entre outros, são opções de bancos gratuitos e acessíveis, com material de qualidade e confiável, que podem agregar muito valor a sua biblioteca sem aumento de custos.

Escolhendo um Software

Uma Biblioteca Digital, para funcionar corretamente, precisa de mais que um bom acervo, também é necessário um software de gestão especializado para garantir a manutenção dos acervos, a acessibilidade dos alunos e o controle de acesso. Dentre as várias opções disponíveis no mercado, há também softwares gratuitos de acesso livre, como o DSpace.

O DSpace é um software livre que fornece facilidades para o gerenciamento de acervo digital. Foi desenvolvido para possibilitar a criação de repositórios digitais com funções de armazenamento, gerenciamento, preservação e visibilidade da produção intelectual. Suporta uma grande variedade de tipos de documentos como: livros, teses, publicações multimídia, imagens, arquivos de áudio e vídeo, entre outros.

O Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia – IBICT é o responsável por customizar o software e distribuí-lo em nível nacional. Ele está disponível para download na URL: http://wiki.ibict.br/index.php/DSpace.

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Seguindo essas dicas, é possível criar uma biblioteca digital gratuita que atenda a todos os requisitos do MEC, além de contribuir para a formação dos seus alunos e para difusão do conhecimento.

Para maiores informações sobre bibliotecas – físicas e digitais – não deixe de conferir o conteúdo a seguir:

·Avaliação do MEC em Bibliotecas Universitárias

·Bibliotecas digitais – o uso do software livre

Abraços!

Fernanda Costa

Fonte: Linkedin

Com bibliotecas fechadas, leitura online ajuda a passar o tempo durante período de isolamento

Site do Domínio Público ajuda para quem quer ler durante a quarentena — Foto: Reprodução/TV TEM
Site do Domínio Público ajuda para quem quer ler durante a quarentena — Foto: Reprodução/TV TEM

A leitura é considerada uma forma saudável de driblar o tédio durante o período de isolamento social devido ao novo coronavírus. Além disso, pode ajudar a combater a ansiedade e estimular a mente. Nesta quinta-feira (23) é comemorado o Dia Mundial do Livro.

Desde março deste ano, a Biblioteca Municipal Central de São José do Rio Preto (SP), bem como as outras duas bibliotecas públicas da cidade estão fechadas cumprindo as recomendações de contingência do decreto municipal.

Além disso, bibliotecas escolares, acadêmicas e de outras instituições também estão fechadas. Uma forma de incentivar e continuar fornecendo material para a leitura são as chamadas bibliotecas digitais. Nelas é possível acessar um amplo acervo de obras literárias, artísticas e científicas.

site Domínio Público, do governo federal, fornece obras autorizadas e que constituem o patrimônio cultural brasileiro e universal e basta ter acesso à internet.

Outra biblioteca digital disponível pertence à Universidade de São Paulo (USP) que oferece milhares de exemplares para downloads, de livros raros a documentos históricos, manuscritos e imagens. Basta acessar o site e baixar para ler.

Fonte: G1

Biblioteca Informa desta semana: Os diferentes tipos de fake news

A Biblioteca do campus Campinas fornece nesta semana material informativo referente ao combate às fake news sobre os seus diferentes tipos, a saber: desinformation, misinformation e mal-information.

Em caso de dúvidas, os bibliotecários-documentalistas e auxiliares de bibliotecas envolvidos nessa ação podem ser contatados pelo e-mail: bibliotecainforma@ifsp.edu.br.

Fonte: Instituto Federal de São Paulo

Ampliado diálogo com bibliotecas públicas para aplicação acompanhada dos Indicadores LEQT – Qualidade em Projetos de Leitura

Como parte do processo de consolidação dos Indicadores LEQT – Qualidade em Projetos de Leitura, no mês de março foi intensificado o diálogo com bibliotecas públicas para a realização da aplicação teste dos instrumentos, que têm como objetivo subsidiar avaliação ou monitoramento de ações e projetos do campo da leitura realizados em escolas, bibliotecas públicas e privadas e em outras ações comunitárias, considerando-se cinco dimensões distintas: política, estrutura, formação de profissionais, práticas de promoção da leitura e mudanças.

No dia 09/03, a convite da SP Leituras, os Indicadores LEQT foram apresentados para 22 profissionais, representantes de bibliotecas públicas, que participaram da primeira reunião do Grupo de Trabalho do SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo). Na semana seguinte, em 12/03, a mesma pauta foi discutida com três profissionais da Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, de São Bernardo do Campo.

O objetivo é que, nos próximos meses, três bibliotecas públicas realizem a testagem dos Indicadores.Em breve, após validação, o instrumento ficará à disposição para todas as instituições que tenham interesse em avaliar e monitorar seus projetos de leitura.

Publicado por: Rede LEQT

Fonte: GIFE