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Biblioteconomia

MC Traduções: Panorama Profissional: Em 2030, bibliotecários Estarão Sob Demanda. Por Marina Chagas

Segue um artigo traduzido do inglês. Vejam só as previsões de como estará a profissão futuramente.

Panorama Profissional: Em 2030, bibliotecários estarão sob demanda

Por Rebecca T. Miller, título original: The Job Outlook: In 2030, Librarians Will Be in Demand. Tradução de Marina Chagas Oliveira.

Uma nova reportagem fascinante proporciona um novo olhar sobre como as profissões serão no futuro, e quais as habilidades que serão altamente buscadas. De acordo com “The Future of Skills: Employment in 2030”, haverá um aumento na procura por bibliotecários, curadores, arquivistas, entre outros profissionais.

Este é apenas o começo das descobertas na investigação sobre onde os humanos se encaixarão no futuro, complementando a automação ao invés de serem suplantados por ela. O relatório – divulgado em 28 de setembro por Pearson, Nesta e a Universidade de Oxford – pergunta como o trabalho será impactado pela intersecção das sete “megatedências”. Dentre as mudanças ocasionadas pelas novas tecnologias, automação está no topo, seguida por: globalização, alterações demográficas, sustentabilidade ambiental, urbanização, aumento da desigualdade e incerteza política.

O relatório faz considerações sobre a globalização, mas foca somente no impacto nos Estados Unidos e Reino Unido. “Nos EUA, há uma ênfase particularmente forte nas habilidades interpessoais. Elas incluem ensinar, percepção, serviços de orientação e persuasão. ”. Os “resultados também confirmam a importância de pensamento crítico e habilidades cognitivas, como solucionar problemas complexos, originalidade, fluência de ideias, e aprendizado ativo. ”

The Future of Skills” é algo a ser lido enquanto se pensa sobre a evolução de nosso trabalho em bibliotecas (assim como nosso relatório anual de pisos salariais “Librarians Everywhere”, que mostra o que está acontecendo atualmente). Principalmente, ele pode informar aos líderes de biblioteca direções estratégicas em suas considerações sobre como moldar os serviços de apoio às pessoas de todas as idades em uma época de rápidas evoluções. Como as bibliotecas da população serão impactadas por essas “megatendências”, como elas precisarão aprender, e quais as habilidades eles precisarão desenvolver para prosperar?

Apesar de alguns sentirem que o avanço da automação e inteligência artificial está perdendo a batalha, pessoas precisarão focar no desenvolvimento das habilidades unicamente humanas identificadas nesta pesquisa,” o relatório informa em uma seção sobre as implicações para cada indivíduo.

De acordo com o relatório, todos nós precisaremos aprender coisas novas e desenvolver novas habilidades no decorrer da vida. A fim de ajudar, o autor inclui um extenso “Glossário de Atividades” mencionado no documento e oferece recomendações para educadores e empregadores.

Não tenho dúvidas de que bibliotecas e aqueles que trabalham nelas estão aqui para ficar. Este relatório pode e deve estimular a conversa sobre como tornar a longa jornada que está por vir o mais relevante possível para as muitas pessoas que dependem das bibliotecas para conseguir as ferramentas que lhes são necessárias.

Por Rebecca T. Miller, título original: The Job Outlook: In 2030, Librarians Will Be in Demand. Tradução de Marina Chagas Oliveira.

Fonte: Monitoria Científica

CONCURSO VOLTADO A BIBLIOTECAS PÚBLICAS ESTÃO COM INSCRIÇÕES ABERTAS

Os projetos contemplados poderão receber até US$ 28 mil se apresentados por dois ou mais membros

Estão abertas até 13 de abril as inscrições para o Concurso de Ajudas do Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas), voltado a bibliotecas públicas e comunitárias dos países e cidades membros – Brasil, Chile, Costa Rica, Espanha, México, Paraguai, Peru, Buenos Aires (Argentina) e Medellín (Colômbia). O concurso visa consolidar as bibliotecas públicas como espaços de livre acesso à informação e à leitura, além de contribuir para a inclusão social e a qualificação da educação e do desenvolvimento.

 Os projetos contemplados receberão uma ajuda de até US$ 14 mil (se apresentado por uma entidade) e até US$ 28 mil (se apresentado por dois ou mais membros). Os recursos vêm da contribuição anual dos países e cidades membro do Iberbibliotecas. O Ministério da Cultura brasileiro (MinC) investe anualmente o equivalente a US$ 90 mil no programa.

Os países integrantes do Iberbibliotecas, dentre eles o Brasil, se esforçam para promover o intercâmbio cultural e o apoio financeiro e técnico a projetos em várias linhas de ação. Entendemos que a participação do Brasil no programa é de suma importância para o desenvolvimento das políticas de livro, leitura, literatura e bibliotecas no nosso País”, afirmou o diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca (DLLLB) do MinC, Guilherme Relvas.

Esta é a sexta edição do Concurso de Ajudas, que já apoiou 51 projetos nos países e cidades membros. O Brasil aderiu ao Iberbibliotecas desde 2012 e, desde então, 12 projetos brasileiros tiveram apoio do programa. Na primeira edição, foi contemplado o projeto para formação de agentes culturais de bibliotecas públicas do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Rio de Janeiro.

Em 2014, dois projetos tiveram apoio: o Programa Expedição Vagalume, desenvolvido pela Associação Vaga Lume, na região Norte, e A Bahia tem dendê! Acarajé, patrimônio nacional do Brasil, da Biblioteca Virtual 2 de Julho, de Salvador. No ano seguinte, foram contemplados o Projeto Cultural Intercâmbio Recife Xukuru, da Associação Cultural Esportiva Social Amigos, de Recife (PE), e a Rede Leitora Terra das Palmeiras, do Instituto Mariana, de São Luís (MA).

Os projetos Tô na Rede, do Instituto de Políticas Relacionais do Pará; BiblioarteLAB, da Associação Casa da Árvore, de Goiânia (GO); e Essa Biblioteca também é sua, da Biblioteca Pública Hans Christian Andersen, de São Paulo, foram contemplados em 2016. No ano passado, o Brasil teve quatro projetos selecionados: Piracaia na Leitura, do Instituto Cultura, de Piracaia (SP); Biblioteca=Cultura=Pontos de Leitura, da Biblioteca Pública Municipal Rui Barbosa, no Rio Grande do Sul; Rede Bibliotecas Comunitárias Conexão Leitura, da Associação Meninas e Mulheres do Morro, do Rio de Janeiro; e Encontro Panamazônico de Bibliotecas Públicas, da Fundação Cultural do Estado do Pará.

 *Com informações do Ministério da Cultura

Fonte: Biblioo

Obras raras da biblioteca do MJ são restauradas por membros da APAE

Nos próximos dois anos, cerca de 25 mil livros e periódicos passarão pelas mãos dos profissionais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais –Apae

A publicação mais antiga da biblioteca data de 1496 Fotos: Isaac Amorim

Traças, ah… essas pequeninas que corroem a história. Sim, esses insetos são os piores inimigos de livros; aliadas aos fungos, causam o maior estrago. E o que faz a Biblioteca do Ministério da Justiça com o acervo? Contrata os serviços de higienização e restauração da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais –Apae. O exército exterminador da instituição é composto por seis jovens que, cuidadosamente, limpam página por página, passam fungicidas e restauram os buraquinhos deixados pelas traças em obras raras, que compõem um tesouro do Ministério da Justiça. A mais antiga data de 1496. São cerca de 25 mil livros e periódicos que passarão pelas mãos desses habilidosos profissionais nos próximos dois anos. O trabalho começou agora, no início do ano.

No total, nossa biblioteca conta com um acervo de aproximadamente 100 mil volumes, composto por livros, folhetos, periódicos e recursos eletrônicos. Porém, somente a coleção Afonso Pena Júnior (18.069 exemplares), a Goethiana (6 mil exemplares) e a de Obras Raras (2.300 exemplares) serão higienizadas e restauradas no primeiro momento.

A Coleção Afonso Pena Júnior apresenta obras com valor agregado por efeito de anotações realizadas ao longo do tempo por personalidades públicas, dedicatórias e diversos ex-libris (um tipo de selo do dono da biblioteca). A Coleção de Obras Raras do Ministério da Justiça é formada pela coleção completa das Leis do Brasil, de 1808 até 2001, e pelos Relatórios do Ministério da Justiça, a partir de 1832. Estas duas são as principais coleções que justificam a presença do Ministério da Justiça no Guia do Patrimônio Bibliográfico Nacional de Acervo Raro.

Essas publicações não estavam disponíveis para o manuseio e podiam até se deteriorar por falta de cuidados especiais desde os anos 1980. Agora, após anos sem tratamento, a coleção Afonso Pena Júnior terá o tratamento adequado. O chefe da Biblioteca, André Sousa Sena, explicou como era feita essa preservação. “Antigamente era a Fundação Petrônio Portella que realizava ações de preservação no âmbito da pasta. Porém, a finalidade da fundação voltava-se aos estudos e pesquisas na área da Ciência do Direito”.

A Fundação foi extinta em 14 de fevereiro de 1989. Desde então não houve tratamento do acervo de obras raras. Mas o trabalho desenvolvido pela fundação não se assemelha ao realizado no contrato da APAE. “Este tem por objeto a higienização e pequenos reparos em acervos bibliográficos específicos. Enquanto o trabalho da fundação era a preservação da gestão documental como um todo”, esclareceu.

O trabalho 

A preservação de uma obra impede que chegue ao ponto de ser restaurada, segundo André: “O restauro é a última alternativa viável para a recuperação do livro. A preservação prolonga e muito a vida útil de um livro”. Mas para realizar esse trabalho, são necessários conhecimento e técnica. Ensinamentos esses que a Apae transmite a seus alunos.

As limitações dos jovens da Apae não os incapacita para o mercado de trabalho, revelou o supervisor e instrutor da Apae, Glauco Santos. “A execução deles é excelente. São muito atentos ao que fazem”. A Apae oferece vários cursos e cada um escolhe o que melhor se adapta. Uma vez colocado no mercado de trabalho, eles recebem um salário da categoria e a  carga horária é 4 horas por dia.

Elizângela Alves, uma das componentes da equipe, conta como tem sido sua experiência com a limpeza dos livros da biblioteca. “É muito bom, eu era muito assim (faz gestos rápidos com as mãos para dizer ser ansiosa, agitada), mas hoje estou mais calma. Estou feliz”, contou sorridente.

O acervo 

Talvez esses jovens não se dêem conta que estão preservando um acervo histórico, que pertenceu ao jurista e ex-presidente do Brasil Afonso Pena, exatamente o sexto homem a ocupar a cadeira de chefe de Estado, de 1906 a 1909. Seu filho Afonso Pena Júnior, herdeiro da biblioteca, foi ministro da Justiça de 1925 a 1926. Ele era também um bibliófilo. Após sua morte, a família doou sua coleção para o Ministério da Justiça.

Além da biblioteca do ex-ministro, serão higienizados os exemplares da coleção Obras Raras do ministério. Este acervo precioso contém obras impressas no ano de 1496, guardadas em cofre. São dois incunábulos, livros impressos nos primeiros tempos da imprensa, antes mesmo da invenção de Gutenberg e do descobrimento do Brasil. Os títulos são Petrarca do humanista italiano Francesco Petrarca (1304-1374), a obra mais antiga pertencente ao Ministério da Justiça, de 1496 e Horácio de 1498, este exemplar foi restaurado, possui glosas e capitulares ornamentadas.

Destaca-se entre as obras raras, a Arte de furtar, do padre Antônio Vieira (1608-1697). Manuscrito de 1652, o livro manteve-se inédito durante mais de 90 anos. Foi impresso pela primeira vez em 1743, em Lisboa.  A Arte de Furtar não ensina a roubar, mas demonstra as numerosas formas de roubo e desmascara as múltiplas espécies de ladrões, para que os leitores deles se acautelem e o rei lhes dê “o castigo que merecem”. Do clero à burguesia, passando pelos militares e pela nobreza, o autor descobrindo as “unhas” e as “traças de ladrões”, excetuado convenientemente “os ministros que assistem a El-Rei”. Arte de roubar  é considerado um monumento da prosa barroca e o mais importante texto da literatura de costumes da língua portuguesa.

Outro tesouro escondido da Biblioteca é a Coleção Goethiana, livros de e sobre a maior expressão da literatura alemã, Johann Wolfgang Goethe (1749-1832). Não se pode afirmar, mas possivelmente seja a mais completa da América Latina. São seis mil livros comprados pelo Ministério da Justiça em 1971. Dentre essas, exemplares de “Fausto” e outras obras de Goethe. Há obras do século 18, algumas artesanais e ilustradas a ouro.

E depois? – De acordo com a bibliotecária Gabriela Gomes, responsável pelo projeto, a higienização é só o início de um projeto grandioso que está por vir. Findo o trabalho de restauração, os livros serão catalogados e digitalizados. “As obras passarão a fazer parte da primeira biblioteca digital do Ministério da Justiça, a ser disponibilizada na internet”, revelou. Mas a ideia ainda está sendo maturada, uma vez que o ministério não possui recursos para realizar a digitalização das obras, o que demandará uma estrutura especial.

O objetivo é modernizar a Biblioteca do MJ, para promover o acesso e a divulgação do conteúdo digitalizado das obras raras, favorecendo ao usuário – cidadão atendimento rápido e de qualidade”, explicou.

Só então esse rico patrimônio histórico-cultural, formado por diversos tipos de documentos (livros, periódicos, manuscritos, teses e folhetos), escondido em uma sala do Ministério da Justiça vai ganhar o mundo.

Veja mais fotos do trabalho desenvolvido na biblioteca e das obras raras do acervo

Fonte: Ministério da Justiça

Biblioteca pública realiza campanha para ajudar crianças com câncer

| ATÉ DIA 28 | Iniciativa busca arrecadar mechas de cabelo para confecção de perucas. Em troca, responsável por doação recebe livro

Com o objetivo de ajudar crianças em tratamento contra o câncer, a Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel criou a campanha “Troque seu cabelo por um livro”. Para participar, a pessoa deverá doar uma mecha de cabelo de, no mínimo, 15 centímetros; e, em troca, recebe um livro de um escritor cearense. A campanha, que segue até o fim deste mês, ocorre em alusão ao Dia Internacional de Luta Contra o Câncer na Infância, lembrado em 15 de fevereiro. 

As mechas serão doadas a instituições que tenham banco de perucas para crianças, como a Associação Peter Pan. “A biblioteca tem um papel social muito importante, e todos nós temos o dever de ajudar quem precisa”, explica a produtora cultural e bibliotecária Cássia Barroso.  

Segundo ela, para a confecção de uma peruca é necessário um quilo de cabelo. O objetivo é conseguir pelo menos duas perucas. 

A iniciativa também visa divulgar a literatura produzida no Ceará. A escritora Linda Dias, autora do livro “A música na escola”, é uma das apoiadoras da campanha. “Toda ação para levantar a autoestima de crianças que sofrem com o câncer é bem-vinda, ainda mais quando tem a literatura como aliada”, comenta. Linda Dias doou dez exemplares da obra para a campanha. “Me sinto honrada em poder participar desta ação. Espero que muita gente venha doar uma mecha do cabelo para receber um livro”, convida. 

Além dela, outros 14 autores doaram exemplares de suas obras para serem trocados por mechas de cabelo. Qualquer tipo de cabelo pode ser doado, mesmo aqueles que tenham recebido produtos químicos.  

Os interessados em fazer a doação devem levar as mechas, que deverão ter no mínimo 15 centímetros de comprimento, secas e amarradas. 

NÚMERO 

15 centímetros é o comprimento mínimo do cabelo a ser doado para a confecção de perucas

SERVIÇO 

Campanha “Troque seu cabelo por um livro” Onde: Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel Espaço Estação Endereço: Rua 24 de Maio, 60, Centro Quando: segunda a sexta-feira, de 9h as 17 horas Informações: 3101 6799 

Por Carlos Viana

Fonte: O Povo

O Professor

Os 17 Princípios da Biblioteconomia de Thompson

Um grupo interessante de princípios de biblioteconomia foi estabelecido por James Thompson que os tirou de bibliotecas de vários países e séculos.

 

Esse texto é uma adaptação e tradução das páginas 27 e 28 do livro “ Library and Information Science: Parameters and Perspectives — Volume One” de autoria R. G. Prasher. Todos direitos reservados ao autor.

Eis a lista de 17 princípios da Biblioteconomia desenvolvida por Thompson:

(1) “As bibliotecas são criadas pela sociedade” É verdade, assumindo certas definições. Uma biblioteca privada é criada por um indivíduo, mas não é o que o autor quis dizer.

(2) “As bibliotecas são conservadas pela sociedade”. Ou seja, as bibliotecas são conservadas ou destruídas pela sociedade. Dessa maneira, explica se o fechamento de uma filial de biblioteca pública ou a suspensão de um serviço móvel de livros.

(3) “As bibliotecas são para o armazenamento e a divulgação de conhecimentos.” “Bom, embora não seja conhecimento, mas documentos que são divulgados”. Podemos assumir que a atividade de armazenamento-disseminação implica a organização dos documentos e, portanto, a classificação / catalogação.

(4) “As bibliotecas são centros de poder”. Thompson se refere a bibliotecas nacionais e reais, e não as bibliotecas universitárias.

(5) “As bibliotecas são para todos” Ele está falado sobre as bibliotecas públicas em sua generalização (“este princípio agora opera em todo o mundo”) é ingênua no contexto da maioria dos países.

(6) “As bibliotecas devem crescer”. Esse princípio é semelhante à quinta lei de Ranganathan. e traz a mesma objeção.

7) “Uma biblioteca nacional deve conter toda a literatura nacional, com alguma representação de outras literaturas nacionais” . Justo.

(8) “Todo livro é útil”. Não necessariamente, pelo menos não de uso positivo. Poderíamos dizer que um livro de poemas completamente ruim é útil como um exemplo de má poesia; É isso que Thompson quis dizer? Nesse caso, o conceito de “uso” perde sua energia, já que qualquer coisa é útil, se apenas como um exemplo do inútil. E compare o que é dito acima sobre a primeira lei de Ranganathan

(9) “O bibliotecário deve ser um acadêmico” O valor dessa receita dependeria do tipo e extensão da formação pretendida, mas Thompson não explica. Em certo sentido, a prescrição se aplica a todas as profissões.

(10) “O bibliotecário é um educador, mas isso não o ajuda a ascender às propriedades de um professor. Ou seja o bibliotecário é um educador mas não um professor. Esta afirmação não é uma definição de bibliotecário. Tudo o que pode ser útil dizer é que a aprendizagem pode ocorrer como resultado do uso da biblioteca.

(11) “O papel de um bibliotecário só pode ser importante se estiver totalmente integrado no sistema político social predominante”. Provavelmente, porém, esta afirmação aplica-se a todas as profissões.

(12) “O bibliotecário precisa sempre se atualizar por meio de treinamentos e especializações” O princípio 9 tem mais força. Mas os princípios 9 e 12 também se aplicam fora da biblioteconomia.

(13) “É dever do bibliotecário aumentar o estoque de sua biblioteca”. Ou, que muitos diriam, para diminuí-lo.

(14) “Uma biblioteca deve ser organizada em algum tipo de ordem, e uma lista o: seu conteúdo forneceu” Sim. Mas isso faz parte de qualquer definição de bibliotecas.

(15) “Uma vez que as bibliotecas são armazéns de conhecimento, eles devem ser organizados de acordo com o assunto”. Obviamente, isto se aplica apenas a certos tipos de bibliotecas, a menos que lemos mais em assunto do que o habitual. O acesso ao computador causou estragos com a ideia de disposição de assunto de qualquer maneira.

(16) “A conveniência prática deve determinar como os assuntos devem ser agrupados em uma biblioteca”. O ponto de Thompson é que uma classificação baseada em “uma classificação filosófica do conhecimento” não vai ter sucesso na prática. Poderá ser bem-sucedido ou não, dependendo de como é executado no nível de detalhes.

(17) “A biblioteca” deve ter um catálogo de assuntos. “Como no número 15 isso se aplica amplamente, mas não universalmente, pois existem bibliotecas que não possuem catálogos de assuntos, por exemplo, uma biblioteca de músicas de jazz ou de poesia”.

Os 17 Princípios da Biblioteconomia de Thompson têm seus pontos úteis, mas somente observar ela é insatisfatória pelas razões observadas.

Fonte: M&T Library Consultoria Acadêmica 

Biblioteca terá oficina gratuita sobre empregabilidade

Bate-papo sobre procura pelo emprego e dinâmicas estão na programação

Uma oficina gratuita sobre empregabilidade será realizada na Biblioteca Professor Nelson Foot, na segunda-feira (26), às 14h. Os jovens e adultos entre 15 e 29 anos interessados devem se inscrever no link para participar do bate-papo sobre procura pelo emprego e das dinâmicas sobre autoconhecimento e as exigências do mercado de trabalho para os candidatos.

O encontro faz parte do programa In-Vista, resultado de uma pesquisa realizada pela biblioteca no ano passado para diagnosticar o diálogo dos jovens com a empregabilidade e educação. O programa tem como foco o apoio e o direcionamento a esse público, que, no diagnóstico, elencou como principais pontos: falta de qualificação, inteligência emocional, habilidades gramaticais e desinteresse pelos estudos.

O IN-VISTA é uma atividade do Movimento Consciência Ativa e do Comitê Jovem que lê, com apoio do Programa Conecta Biblioteca de estímulo à transformação social. Mais eventos estão programados, como uma roda de conversa com especialista sobre autoconhecimento e inteligência emocional.

Assessoria de Imprensa
Foto: Arquivo PMJ

Fonte: Prefeitura de Jundiaí

OBRAS DA NOVA BIBLIOTECA DA “FRANCO MONTORO” AVANÇAM PARA FASE FINAL

As obras de construção da nova Biblioteca Acadêmica da Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro” avançam para a fase conclusiva, com previsão de que terminem até o dia 6 de março, conforme o prazo contratual de quatro meses.

Com 222 metros quadrados, o novo prédio está sendo edificado entre dois pavilhões de salas de aula e tão logo esteja pronto deverá receber todo o acervo da biblioteca atual, que funciona em um dos blocos.

A nova Biblioteca Acadêmica é uma das exigências para a implantação do curso de Medicina, cujo projeto pedagógico já foi aprovado pela Câmara Técnica do Conselho Estadual de Educação no final do ano passado.

A obra está sendo executada pela empresa YFC Construções Ltda, vencedora da licitação, ao custo de R$ 208.800,63, aproximadamente R$ 50 mil a menos em relação ao orçamento inicial.

Na etapa atual está sendo instalada a estrutura para colocação de forro de PVC sob a cobertura metálica de telhas “sanduiche”, que oferecem melhor resistência térmica e acústica.

Já estão prontos também a parte inferior do fechamento lateral com vidros temperados fixos e as instalações hidráulica e elétrica, incluindo o cabeamento de rede. Os vidros superiores basculantes serão instalados nos próximos dias.

O piso de porcelanato também já chegou. A iluminação interna será fornecida através de 36 luminárias duplas de LED. Na estrutura metálica do vão entre uma das laterais e a cobertura já está previsto espaço para dois aparelhos de ar condicionado.

O projeto da nova biblioteca foi elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano. A obra é executada sob a gestão da Secretaria de Obras e Viação.

O acervo atual de cerca de 4.000 títulos e 8.000 livros deverá ser ampliado para aproximadamente 5.000 títulos para atender os novos cursos. Atualmente, a Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro” mantém oito cursos de graduação.

São os cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia Química, Psicologia, Nutrição, Enfermagem, Ciências Contábeis, Administração e Ciência da Computação, além de três cursos de pós-graduação.

Além do curso de Medicina, a “Franco Montoro” já encaminhou projetos e solicitou aprovação do Conselho Estadual de Educação para implantar os cursos de Música e de Pedagogia.

Fonte: O Regional

Direitos autorais nas bibliotecas em 2018 – Parte 1

A IFLA lançou no blog do Library Policy and Advocacy um artigo onde informa o estado atual dos direitos autorais nas bibliotecas nas legislações mundiais.

O cenário é bastante diverso. Poucos países já tiveram a lei de direitos autorais aprovada com benefícios para as bibliotecas. Na maioria deles, porém, a lei encontra-se em fase de discussão, principalmente nos países signatários do Tratado de Marrakesh.

Destaco abaixo alguns dos países pelo fato de abordarem alguns itens mais diretamente relacionado às bibliotecas:

Quênia: o projeto de lei de alteração de direitos autorais incluiu, dentre outras, uma exceção de reprodução de documentos para bibliotecas e arquivos.

África do Sul: com uma ampla reforma em andamento, espera-se que seja incluída uma disposição relativa às limitações de responsabilidade para bibliotecários.

Austrália: um novo conjunto de regulamentos que entrou em vigor em dezembro de 2017 inclui, dentre outros dispositivos, novas exceções para texto e mineração de dados para todos os usos de bibliotecas e arquivos, exceto a exceção de negociação flexível em s200AB da Lei de Direitos Autorais Australiana.

Japão: a proteção pelos direitos autorais foi estendida de 50 para 70 anos.

Singapura: ocorreu uma primeira consulta pública em outubro de 2016 com 16 propostas, incluindo um prazo de validade para a proteção de direitos autorais de obras não publicadas, uso de obras órfãs, exceções educacionais para refletir a educação digital, o que facilita o trabalho de bibliotecas e arquivos, museus e galerias.

Alemanha: a reforma da lei alemã entrará em vigor em março de 2018. O destaque recai sobre o trecho em que menciona as “pequenas partes” do trabalho que poderiam ser usadas agora foram substituídas por 15% e 75% para uso pessoal para pesquisa científica; além disso, prevê que bibliotecas, arquivos, museus e estabelecimentos educacionais devem reproduzir obras de suas coleções ou exposições para fins não comerciais.

Irlanda: um projeto de lei foi apresentado e provavelmente conterá disposições que “permitem que bibliotecas, arquivos e instituições educacionais façam cópias de trabalho em suas coleções para fins de preservação e inclusão em catálogos para exposições.” (fonte)

Colômbia: um dos tópicos diz respeito ao Empréstimo entre Bibliotecas (EEB).

A única menção ao Brasil foi feita em um acordo entre o Mercosul e a União Européia.

A notícia completa está disponível em inglês: Copyright for Libraries in 2018 – Part 1.

Fonte: Eduardo Graziosi Silva

Una biblioteca para ayudar a los presos a reinsertarse en la sociedad

Aventura, cultura, amor, fantasía, son algunas de las historias que por un momento sacan del encierro a cientos de reclusos de la Cárcel Distrital, en Bogotá (Colombia).

Texto por Rodrigo Lastreto

Foto: Bogota.gov.co

Estos instantes de esparcimiento los encuentran en la lectura, gracias a la renovación que se le realizó en una bodega y que hoy hace las veces de un cómodo salón de lectura, con más de 7.300 libros.

Así fue como seis personas privadas de la libertad en la Cárcel Distrital de Varones y Anexo de Mujeres encontraron una forma de llevar su proceso de resocialización. Fueron formados como bibliotecarios y tuvieron la responsabilidad de renovar la biblioteca de la cárcel.

Foto: Bogota.gov.co

“Con Bibliored identificamos que había una necesidad de expresar, de contar historias y de ocupar el tiempo. Promover la lectura, y también la escritura, sirve para que ellos saquen información que no es fácil que den”, explicó Alejandro Peláez, subsecretario de acceso a la justicia.Con el apoyo de la Dirección de la Cárcel Distrital, la Secretaría de Seguridad, Convivencia y Justicia, la Secretaría de  Cultura y la Red Distrital de Bibliotecas Públicas Bibliored, estos “genios”, como los llaman sus compañeros, se encargaron de darle una nueva cara a este espacio.

También señaló que aparte de entregar una biblioteca organizada con los estándares que demandan los organismos internacionales, se deben resaltar dos cosas: “por un lado, el trabajo de estas personas se hizo bajo la premisa de la confianza, pues durante el proceso no tuvieron vigilancia de la guardia; y por el otro, la inversión, que fue prácticamente nula, pues sólo se contó con la voluntad de muchas personas que facilitaron elementos como una máquina de escribir”, comentó Peláez.

Foto: Bogota.gov.co

Además, han contado con la compañía de escritores como Fernando González, autor de La Vida es RosaEl Oscuro Amanecer de Rosa Elvira Cely.Aunque varios se acercan para tener un momento de libertad por medio de la lectura, otros aseguran que esta oportunidad les ha dado buenas ideas para ejercer nuevos oficios una vez estén en libertad.

“Me llama la atención estar en esta biblioteca que está en un pabellón. Las bibliotecas son templos del saber, son templos del conocimiento y me alegra saber que aquí se ha construido uno”, afirmó Fernando González, jurado del primer concurso de cuento corto de la Cárcel Distrital.

El primer puesto de este concurso, en el que participaron 42 escritos, fue para el cuento “Encuentros Trasmutados”, donde el ganador  narra el encuentro diario de un hombre con dos palomas, una reunión que se da desde el amanecer hasta la puesta de sol y representa el sueño que tiene el autor de poder ver y conversar con sus dos hijas.

Foto: Bogota.gov.co
Fonte: SOY BIBLIOTECARIO

Inovação Em Bibliotecas

A biblioteca, nos dias de hoje, assiste a uma mudança de orientação, foco e perspectiva. Diante desse novo panorama, a inovação surge como elemento decisivo na gestão da biblioteca e deve ser entendida como um fator de sobrevivência. Os aspectos que justificam essa afirmação são muitos e variados. As tecnologias de informação criaram novos hábitos no comportamento informacional dos usuários, de modo que o acesso à informação deixou de estar indissociavelmente ligado aos recursos fornecidos pela biblioteca. O conceito de serviço tem sofrido importantes mudanças nas últimas décadas e criou expectativas e demandas por parte do usuário, que afetam, particularmente, no caso das bibliotecas, a facilidade de acesso ao documento original e o tempo de espera pelo serviço. Dessa forma, o sistema de financiamento das bibliotecas tem sofrido importantes alterações. As iniciativas de política cultural – que tinham no financiamento público sua principal fonte de renda, que, neste momento, está em redução – são forçadas a atender a uma maior demanda por serviços, com menos recursos.

Inovação nas Bibliotecas
Nesse contexto. Nos últimos anos. Tem havido acentuado interesse na ideia de inovação nas bibliotecas. Verificado não apenas no aumento de publicações e iniciativas científicas no domínio das bibliotecas públicas. Nacionais e universitárias. Mas também nos prêmios promovidos por várias entidades que reconhecem o papel da inovação. Alguns dos exemplos são – no caso do Brasil – o prêmio Boas Práticas e Inovação em Bibliotecas Públicas. Promovido, em 2014, pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN), por meio da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) e do Sistema de Biblioteca Pública Nacional (SNBP).

O que é inovação?
Uma inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado. Ou um processo. Ou um novo método de marketing. Ou um novo método organizacional nas práticas de negócios. Na organização do local de trabalho ou nas relações externas.

Rowley coloca a tônica na inovação como um “processo de múltiplas etapas pelas quais as organizações transformam ideias em novos ou aperfeiçoados produtos. Serviços ou processos, a fim de avançar com sucesso e competir e diferenciar-se em seu mercado”.

Em suma. Pequenas alterações. Modificações ou substituições estão excluídas do conceito. Da mesma forma. Também não são inovações ideias instituídas pela administração ou iniciativas aparentemente inovadoras. Que – apesar de bem-sucedidas em outras bibliotecas – não estão adaptadas, concebidas e planejadas a partir de realidade e operação específica da biblioteca em que são implantadas.

Esse ponto de vista sobre o que não é inovação impõe a cultura da organização como substrato e é um dos pilares no qual se baseia a gestão da inovação em bibliotecas.

Fonte: Biblioteca do Século XXI: desafios e perspectivas

Acervo de escritor de Cabo Verde é entregue à Biblioteca Nacional do país

Mesa diretora do evento

Cerca de dois mil livros do autor cabo-verdiano Luís Romano Madeira de Melo foram repatriados a Cabo Verde. O acervo foi transportado da cidade de Natal (RN) ao país pela Fragata “Independência”, da Marinha do Brasil. A cerimônia para a entrega dos livros aconteceu no dia 15 de fevereiro, a bordo da “Independência”, no porto de Praia, em Cabo Verde. O acervo foi entregue para a Biblioteca Nacional do país africano.

A cerimônia de devolução foi presidida pelo Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente, e contou com a presença do Embaixador do Brasil no país, José Carlos de Araújo Leitão; da curadora da Biblioteca nacional de Cabo Verde, Fátima Fernandes; e da Professora Doutora Simone Caputo Gomes.

De acordo com o ministro Abraão Vicente, o regresso da biblioteca de Luís Romano ao país é o cumprimento de uma missão e um “momento histórico” para a literatura, artes e cultura do arquipélago. “Luís Romano é um corpo enorme estendido entre as ilhas de Cabo Verde e Brasil”, afirmou o ministro. Na ocasião, a Marinha do Brasil (MB) foi condecorada com o 2.º Grau da Medalha de Mérito Cultural, e Luís Romano, a título póstumo, com o 1.º Grau da medalha. O Comandante da Fragata “Independência”, Capitão de Fragata Marcelo Lancelotti, foi o representante da MB na imposição.

O evento motivou a inclusão do Porto de Praia, em Cabo Verde, para a realização de escala logística da Fragata “Independência”, no deslocamento para a cidade de Beirute, para a realização da operação “Líbano XIII”, a partir de março de 2018.

O escritor

Luís Romano de Madeira Melo foi um poeta, romancista e folclorista cabo-verdiano, que viveu exilado muitos anos no Brasil, radicado na cidade de Natal (RN). Deixou uma vasta obra, com destaque para o romance “Famintos” (1962), seu livro mais conhecido e referência da literatura cabo-verdiana. O acervo foi deixado a cargo da Professora Doutora Simone Caputo Gomes, da Universidade de São Paulo, após o falecimento do escritor em Natal, onde estava exilado desde a década de 1960.

Entrega da medalha pelo Ministro da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde ao Comandante da Fragata “Independência”

Fonte: Marinha do Brasil

A importância da pesquisa escolar

Texto por  Tauany Pazini

A Biblioteca Pe. Moreau do Colégio Santa Maria exerce a função de apoio ao ensino-aprendizagem trabalhando em parceria com o pedagógico. Além de visar o incentivo à leitura, através das aulas de biblioteca e oferecendo um vasto acervo literário, possui também a função de auxiliar nas pesquisas escolares e aprofundamento do que é visto em sala de aula.

Por esse motivo, desde a Educação Infantil, a Biblioteca oferece materiais de apoio às pesquisas sobre temas que estão sendo trabalhados com os alunos para que eles aprendam que, além de livros de literatura, o espaço fornece também livros informativos.

Iniciamos o ano letivo com a turma do Pré A visitando a Biblioteca Pe. Moreau para realizar uma pesquisa sobre Cobras, tema que está sendo trabalhado em sala de aula. Diversos livros foram disponibilizados aos alunos para que buscassem novas informações e imagens de diferentes espécies de cobras.

Após folhearem os livros, a professora formou uma roda para que as crianças pudessem compartilhar as novas informações que descobriram e para que escolhessem quais livros levariam emprestados para continuar a pesquisa em sala.

Com o advento da Internet, muitas informações falsas e de pouca qualidade são compartilhadas na rede, misturando-se com a riqueza de informações que podemos obter em sites confiáveis. Essa grande quantidade de informação às vezes dificulta as pesquisas escolares, deste modo, é importante que as crianças aprendam desde cedo que os livros trazem informações de confiança, que foram publicadas após passarem por uma equipe técnica de avaliação desse conteúdo, além de serem protegidas por direitos autorais.

Uma boa pesquisa mescla informações obtidas em diversas plataformas, sejam elas digitais ou físicas. Aprendendo a pesquisar em livros, sites e periódicos, o aluno certamente obterá uma riqueza ainda maior de informações e poderá se tornar um grande pesquisador no futuro.

Fonte: Estadão

Biblioteca em NY homenageia mulheres brasileiras

A próxima Quarta Literária prestará tributo às mulheres extraordinárias do Brasil

A Biblioteca Brasileira em Nova York informou que a próxima Quarta Literária, no dia 28, às 6:00 pm, será dedicada às mulheres extraordinárias do Brasil, tendo como exemplo um pouco das vidas e obras de Madalena Caramuru, Carolina Maria de Jesus e Nísia Floresta.

Filha da índia Moema e do português Diogo Álvares Corrêa, Madalena Caramuru foi a primeira mulher brasileira a saber ler e escrever, segundo atestam alguns historiadores, como Gastão Penalva e Francisco Varnhagen. Em 1534, Madalena casou-se com Afonso Rodrigues, natural de Óbidos, Portugal, que segundo Gastão Penalva, foi o responsável pelo ingresso de Madalena no mundo das letras.

Madalena escreveu uma missiva de próprio punho ao Padre Manoel da Nóbrega, no dia 26 de março de 1561, pedindo que as crianças escravas fossem tratadas com dignidade. Oferecida a quantia de 30 peças para o resgate das crianças. Em homenagem a Madalena, os Correios lançaram um selo que simboliza a luta pela alfabetização da mulher no Brasil, em 14 de novembro de 2001.

Carolina de Jesus é considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil. A autora viveu boa parte de sua vida na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo, sustentando a si mesma e seus três filhos como catadora de papéis. Em 1958, foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que publicou o diário de Carolina sob o nome Quarto de Despejo. Com o dinheiro do livro, a autora se mudou da favela. Chegou a publicar outros livros, mas nenhum repetiu o enorme sucesso de sua primeira publicação.

A obra da autora foi objeto de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.

Nísia Floresta Brasileira Augusta, pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, nascida em 1810, foi uma educadora, escritora e poetisa brasileira. É considerada uma pioneira do feminismo no Brasil e foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços públicos e privados publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Nísia também dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.

Em seu livro “Patronos e Acadêmicos”, referente às personalidades da Academia Norte-Riograndense de Letras, Veríssimo de Melo começa o capítulo sobre Nísia da seguinte maneira: “Nísia Floresta Brasileira Augusta foi a mais notável mulher que a História do Rio Grande do Norte registra”.

O Brazilian Endowment for The Arts (BEA) é um instituto cultural brasileiro, presidido pelo autor e professor Domício Coutinho, e que conta com inúmeros frequentadores. Há mais de uma década, o Brazilian Endowment for The Arts trabalha para promover a literatura, arte e cultura brasileiras em Nova York (EUA). O trabalho é realizado por uma equipe preparada e capacitada para atuar em diversos projetos e se reflete nos produtos de qualidade e de reconhecimento internacional. A BEA fica na 240 East 52nd St., em Manhattan (NY).

Fonte: Brazilian Voice

Biblioteca Mário de Andrade abre duas exposições

Nesta terça-feira (20), a Biblioteca Mário de Andrade dá início ao ciclo de mostras de artes plástica de 2018 com a abertura de duas exposições gratuitas. 

A primeira delas, “A Respeito da Proximidade”, de Luiz Paulo Baravelli, ocupaa sala do pátio. Com obras produzidas desde a década de 1980 até os dias de hoje, a série “Caras” começou a ser desenvolvida por ocasião da 41ª Bienal de Veneza em 1984, da qual o artista participou. O trabalho foi retomado em 2015.

Antes de serem “Caras” – pinturas que são quase objetos, estruturas quase autônomas – alguns daqueles rostos já habitavam outras de suas pinturas – aquelas que seguem mais ou menos o esquema figura e fundo – como mais um dos elementos da composição. São como personagens recortados de uma cena e aumentados em 500 vezes o seu tamanho, podendo ser deformados, alterados, misturados ou mesmo inventados, criados do zero.

A exposição também conta com alguns estudos e desenhos do artista, produzidos para se mesclar com a série.

Já “Fósseis Contemporâneos”, de Miguel Anselmo, parte da premissa do autor de que “o ser humano é frágil por natureza, e o que temos ao nosso alcance para nos socorrer é fortificar-nos, abrigar-nos. Fortificar nossa substância material”. 

Em seu trabalho, o pintor e restaurador gaúcho, que vive e São Paulo desde 2001 aborda principalmente a vulnerabilidade inata do homem. Suturas bordadas tornam-se ossos, enquanto pinceladas precisas enganam os olhos e se transformam em azulejos, madeiras e papéis de parede. A exposição conta com 17 peças, que misturam bordado, pintura a óleo, instalação e mais. 

Biblioteca Mário de Andrade
Tel. (11) 3775-0002
Abertura dia 20 de fevereiro
Visitação “A Respeito da Proximidade”: até 22 de abril
Visitação “Fósseis Contemporâneos”: até 10 de junho
Todos os dias da semana, das 8h às 19h
Grátis

Fonte: Destak Jornal

Escrito há 1000 anos, o manuscrito ilustrado de ervas medicinais é disponibilizado online

Apesar de a medicina ocidental ter se especializado na criação de fármacos produzidos a partir de processos complexos, houve um tempo em que todos os tratamentos eram feitos com compostos naturais, especialmente ervas e outros alimentos. E um dos guias mais antigos que se conhece sobre essas práticas acaba de ser disponibilizado na internet.

A Biblioteca Britânica é a detentora da única edição do guia, um manuscrito que, acredita-se, foi escrito no século XI e em inglês antigo, também conhecido como anglo-saxão, uma forma primitiva do idioma inglês que conhecemos hoje. O livro é repleto de ilustrações das substâncias que, segundo os autores, podiam resolver dezenas de problemas.

Alcachofras cozidas em vinho eram usadas para acabar com o mau odor corporal, por exemplo, enquanto dores no peito eram combatidas com raiz de alcaçuz. Cada artigo inclui uma ilustração, o nome da erva ou animal em diferentes línguas antigas, descrições dos problemas que cada substância pode tratar e instruções para encontra-los e prepara-los.

Alison Hudson, pesquisadora da Biblioteca Britânica responsável pelo projeto de digitalização, diz que não se sabe com certeza como o guia era utilizado ou por quem ele foi escrito, mas o estilo da produção faz com que historiadores a associem aos monastérios de Winchester e Canterbury.

guia está disponível online para acesso gratuito aqui, e, ainda que o inglês antigo dificulte a compreensão, é interessante para entender como os antigos europeus faziam para enfrentar problemas que até hoje a medicina não conseguiu resolver. Sem falar nas ilustrações incríveis, claro.

Fonte: Revista Prosa Verso e Arte

Vídeo: Frequente uma biblioteca!

Você costuma frequentar bibliotecas? No meu modo de entender, existem dois tipos essenciais de biblioteca. Em um deles, por diversas questões de manejo e segurança, os usuários não podem circular entre as prateleiras e ver os livros à vontade: a pessoa precisa chegar sabendo o que quer e fazer um pedido para um funcionário. Claro que é muito melhor o outro tipo de biblioteca. Na faculdade, meu maior gosto era perambular pelos corredores, permitindo que os livros me atraíssem para fazer descobertas. Tinha contato com o que era bom e ruim, com o que era famoso e o que era desconhecido, e isso foi muito importante para a formação. Podemos fazer isso numa livraria, mas ali é um ambiente muito limitado, por melhor e maior que seja a livraria, pois ela só tem aquilo que é novo, enquanto a biblioteca pode trazer tudo o que existe desde sempre. Você já passeou por uma biblioteca hoje?

Fonte: Paulo Sontoro

Nem precisa ter jogo para ir ao Pacaembu

Texto Ademir Medici

O Museu do Futebol é um espaço obrigatório não apenas para esportistas. É também um laboratório para quem curte história e memória. E é lá que se reúne uma gente simpática que leva adiante o projeto do Memofut. Conhecem?

Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Hoje não haverá jogo de futebol. Mas a movimentação é grande na Praça Charles Miller e no Museu do Futebol, incluindo a sua rica biblioteca, com jornais, revistas e livros das mais variadas épocas e lugares, todos tratando do esporte rei brasileiro.

No Auditório Armando Nogueira, parte integrante do Museu do Futebol, acontece a 95ª reunião do Memofut, sigla do Grupo Literatura e Memória do Futebol, que em março comemorará 11 anos de rica existência.

Na plateia, homens de várias idades, profissões e clubes do coração, e uma jovem esportista. Vários ostentam camisetas dos seus clubes. É possível ver um são-paulino conversando animadamente com um corintiano e um palmeirense. Um dos presentes veste a camisa da Seleção do Paraguai. O clima é da maior cordialidade.

Durante mais de três horas, com um pequeno intervalo para o café, a conversa gira em torno do futebol, e o tema é Copa do Mundo – e mesmo durante o café só se fala em futebol.

São todos, verdadeiramente, pesquisadores e amantes do futebol. Um complementa e amplia a memória de outro. Aquele jogo na Copa da Inglaterra em 1966, aquele lance na Copa da Suécia em 1958 – não obrigatoriamente de uma partida do Brasil.

Impressionante o alto grau de conhecimento desses brasileiros de várias partes da Capital, Grande São Paulo e de cidades como Jundiaí, de um grupo animado que tem entre os representantes Helio Maffia. Muito simpático. Maffia é um nome clássico da preparação física, com atuação nos grandes clubes paulistas, chegando a técnico do Corinthians.

GIPEM DO FUTEBOL

Para nós, do Grande ABC, que participamos da última reunião – a convite do designer Luiz Romano, de São Caetano – o Memofut lembra muito o Gipem (Grupo Independente de Pesquisadores da Memória). O Memofut, como o Gipem, é um grupo sem constituição jurídica formal. E funciona muito bem.

Missão: promover a difusão da literatura e outras formas de expressão cultural e artística do futebol e apoiar a preservação da memória do futebol.

Visão: ser uma referência na pesquisa, no estudo e no debate do tema futebol em todas as suas vertentes culturais e artísticas e na preservação da memória do futebol em todas as suas manifestações. Tornar-se um centro de referência para historiadores, pesquisadores e editores.

Valores: apartidário, sem fins comerciais. O grupo é extremamente rigoroso no respeito aos direitos autorais das fontes de pesquisa e publicará sempre que identificáveis as respectivas fontes.

Estes princípios, redigidos por Domingos Antonio D’Angelo Junior quando dos dez anos do MemofuT, foram facilmente observados durante a 95ª reunião, realizada em 3 de fevereiro último, um sábado pela manhã – as reuniões são sempre no primeiro sábado do mês – e de manhã.

O coordenador, professor Alexandre Andolpho, conduziu a reunião, que constou de três palestras das mais participativas.

Gustavo Carvalho alinhavou curiosidades sobre as Copas do Mundo.

O bibliotecário Ademir Takara discorreu sobre a história da história das Copas do Mundo.

Alexandre Andolpho analisou com a plateia os chamados ‘grupos da morte’ nas Copas do Mundo.

Em quase 11 anos participaram das reuniões do Memofut jogadores de futebol famosos, jornalistas, autores de obras sobre o futebol, colecionadores de álbuns de figurinhas e tanta gente mais.

GENTE, QUE BIBLIOTECA!

Deixamos o Pacaembu à tarde, desviando dos blocos de Carnaval paulistanos. Não deu tempo de visitar o Museu do Futebol propriamente dito. Um bom tempo foi passado na biblioteca, conduzidos pelo xará, Ademir Takara, que nos mostrou uma bibliografia riquíssima, com vários títulos referentes ao futebol do Grande ABC. Toda a obra do saudoso Paschoalino Assumpção, por exemplo, está nesta biblioteca.

Aprendemos muito. Fechamos alguns acordos. Descobrimos títulos belíssimos. Mas tudo isso fica para amanhã, aqui mesmo, em Memória.

AMANHÃ EM MEMÓRIA

Eles pesquisam e escrevem sobre futebol

Um intercâmbio com a biblioteca do Museu do futebol

Esportistas do Grande ABC que participam das reuniões do Memofut.

Fonte: Diário do Grande ABC

Programa capacitará funcionários de bibliotecas públicas

Criado pela ONG Recode e pela Caravan Studios, com apoio do Ministério da Cultura (MinC), por intermédio do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), o Programa Conecta Biblioteca lançou edital para formação de funcionários de 108 bibliotecas públicas brasileiras. As inscrições podem ser feitas até 3 de março neste link. A convocatória visa fortalecer as habilidades dos profissionais de bibliotecas e incentivar o papel desses espaços no desenvolvimento das comunidades.

Podem participar bibliotecas públicas estaduais ou municipais situadas em municípios com até 400 mil habitantes ou no Distrito Federal, com no mínimo três computadores voltados ao uso da comunidade e conectados à internet. Também é necessário ter cadastro atualizado junto ao SNBP e aos Sistemas Estaduais de Bibliotecas.

Os funcionários indicados pelas bibliotecas participantes receberão curso presenciais e a distância. Além disso, passarão a integrar uma rede de troca de boas práticas, ganhando visibilidade entre os principais atores desse setor no Brasil. A formação tem o objetivo de fortalecer o vínculo existente entre bibliotecas e sociedade. As atividades estarão divididas em pesquisa da comunidade, gestão participativa, estratégias de comunicação e articulação.

“A elaboração do programa Conecta Biblioteca envolveu representantes governamentais de todas as regiões do Brasil. É um processo colaborativo que identificou as demandas prioritárias para as bibliotecas, possibilitando um trabalho mais assertivo”, destaca o diretor do Departamento do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC, Guilherme Relvas.

Este é o segundo ano consecutivo que o Programa Conecta Bibliotecas atua para aproximar a comunidade da biblioteca e atrair novos usuários para esses equipamentos culturais. Em 2017, o programa impactou 79 mil pessoas (direta e indiretamente) nos 86 municípios participantes de 24 estados e do Distrito Federal, por meio de 92 bibliotecas e 550 jovens voluntários.

Assessoria de Comunicação

Ministério da Cultura

Fonte: Ministério da Cultura

Passeio pelo acervo da família Bornheim, doado à Biblioteca da UCS, revela apreço por tesouros da Literatura da Filosofia

Coleção de 4 mil livros foi oferecida à Universidade pela poetisa e trovadora Gerda Bornheim em seu testamento. Muitos exemplares eram de seu irmão, o filósofo Gerd Bornheim

Em fase de catalogação, acervo deve ficar disponível para consulta local ainda neste semestre, no setor de Coleções e Obras Raras
Foto: Cláudia Velho / Divulgação

Andrei Andrade

No apartamento da Rua Marquês do Herval em que viveu até o fim dos seus dias, a professora, poeta e trovadora caxiense Amália Marie Gerda Bornheim, morta em setembro do ano passado, mantinha um acervo de mais de 4 mil livros, expostos em estantes que circundavam a sala onde gostava de se dedicar à leitura. Parte considerável dos exemplares pertenceu ao irmão, Gerd Alberto Bornheim (1929-2002), um dos mais reconhecidos filósofos brasileiros, nascido em Caxias do Sul. Sem herdeiros, Gerda registrou em testamento a intenção de doar a coleção à Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul (UCS), onde desde novembro as obras aguardam pelo trâmite técnico para ficar à disposição da comunidade.

O passeio pelo acervo é uma perdição para quem gosta de mergulhar na intimidade das mentes mais fascinantes. Além das predileções por Jean-Paul Sartre e Martin Heidegger, filósofos cuja obra Gerd foi o introdutor nas universidades brasileiras, há romances de todas as épocas em diversos idiomas, como francês, italiano, espanhol e alemão (Gerd viveu em exílio na Europa entre 1970 e 1974), muitos nunca traduzidos para o português. Um passada de olhos pelas prateleiras também desperta a atenção para as obras completas de Machado de Assis e de Luís de Camões, uma vasta coleção de autores franceses e alemães, antigos compêndios de psicologia e muitas antologias poéticas.

Gerda Bornheim, em 2016, na sala em que mantinha sua biblioteca. Doação foi feita através do seu testamento, em novembro do ano passado
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Embora ainda precise ser feito um estudo sobre a eventual raridade de algumas obras, muitos exemplares chamam a atenção por serem edições bastante antigas, algumas datando da primeira década do século passado. Também é interessante perceber a atenção com que os irmãos liam cada livro – há páginas inteiras sublinhadas e rabiscadas – e o grande zelo com a conservação. A maioria dos exemplares mais antigos tem folhas de louro entre a capa e a primeira página, para espantar as traças. A coordenadora administrativa da biblioteca, Michele Baptista, ressalta que esse acervo, assim como outras coleções especiais, recebem tratamento especial visando a melhor conservação. 

É importante capacitarmos cada vez mais nossos bibliotecários para dar o devido tratamento a esse tipo de acervo, que é o primeiro que recebemos por testamento, mas não queremos que seja o único. É preciso saber reconhecer qual a importância de cada obra e qual a forma de higienização correta. Livros mais antigos, por exemplo, precisam estar na temperatura adequada, para facilitar a resistência do papel, e em ambiente limpo e com menor circulação de pessoas, para que não seja mexido e folheado o tempo todo. A pesquisa também só pode ser feita pelo usuário acompanhado de um funcionário – explica Michele.

Obra de William Shakespeare em edição alemã de 1921
Foto: Cláudia Velho / Divulgação

Por ora armazenados em prateleiras numa sala no térreo da biblioteca, os livros serão higienizados, tratados e catalogados pela equipe da biblioteca. Primeira coleção que a UCS recebe através de testamento, a expectativa é de que ainda no primeiro semestre o acervo passe a integrar o setor de Coleções Especiais e Obras Raras, que permite apenas a consulta local.

Dedicatórias e cartões-postais

Tanto Gerd quanto a irmã poetiza tinham o hábito de usar cartões-postais como marcadores de páginas. Parte do fascínio em descortinar o acervo está na possibilidade de encontrar pérolas que remetem a episódios da vida dos irmãos, como o cartão recebido por Gerd após ter sido afastado de suas atividades como professor na UFRGS, em 1968, cassado pelo regime militar. No postal, remetido de Heidelberg, na Alemanha, um ex-aluno chamado Valério pede desculpas pelo atraso (a carta é de 1969), mas lamenta o ocorrido:

Podes imaginar o quanto isso abateu a Vera e a mim, que nas tuas aulas aprendi a perguntar filosoficamente. Nesse momento obscuro para ti e para todos nós, manifestamos o nosso pesar e a nossa solidariedade”, diz um trecho da mensagem. 

Foto: Cláudia Velho / Divulgação

A passagens marcantes misturam-se dedicatórias singelas, como a que Gerd, com caligrafia exemplar aos 11 anos, oferece o romance Um Rio Imita o Reno (1939), de Vianna Moog, à mãe. Entre os livros que pertenceram à Gerda – que são a maior parte do acervo, já que boa parte da biblioteca do irmão foi doada à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) – muitos têm dedicatórias de amigas também escritoras, que se referem à poetisa como colega da causa  literária. Também há exemplares ofertados pelas editoras à época do lançamento, tendo em Gerda Bornheim uma leitora especial, digna de receber o exemplar como cortesia. 

Rumo à digitalização

A Biblioteca Central da UCS deve passar por um projeto de digitalização do acervo de coleções e obras raras ainda este ano. Além de favorecer a pesquisa a estudantes de outras universidades, que poderiam pesquisar pelo site, sem precisar se deslocar até a universidade, o processo também ajuda na conservação dos exemplares.  Atualmente, o setor de coleções conta com mais de 30 mil títulos, entre livros, teses e periódicos.

Fonte: Pioneiro

História de encanto e magia aproxima estudantes da leitura

Um universo de ideias e novos mundos a serem desbravados. Um estímulo à curiosidade, o gosto e o prazer pela leitura. Uma contação de história marcou o início das atividades da Biblioteca da Escola do Futuro Maria Ermantina, em São Carlos.

A história escolhida foi “A Destemida”, do livro de contos “Encantamento: contos de fada, fantasma e magia”, da Editora Companhia das Letrinhas. “A temática do terror, constantemente solicitada, motivou a escolha do texto que fala sobre o medo e a coragem como requisitos fundamentais à vida”, contou a bibliotecária, Isabel Cardillo.

O trabalho foi realizado com as salas do primeiro ao quinto ano da escola, com a participação de aproximadamente 250 alunos. “Um novo ano letivo se inicia e a aproximação da criança com os livros e a leitura são fundamentais no apoio ao trabalho desenvolvido em sala de aula. Não se pode falar em qualidade da educação sem bibliotecas e sem acervos cuidadosamente selecionados e a nossa cidade é privilegiada neste sentido”, explicou Isabel.

Em São Carlos, o SIBI (Sistema Integrado de Bibliotecas) é atualmente constituído por 12 bibliotecas municipais. São 3 bibliotecas públicas: 2 municipais e 1 distrital, 8 Escolas do Futuro, instaladas junto às Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB’s) e 1 biblioteca especializada, o Espaço Braille. 

As Escolas do Futuro são bibliotecas escolares comunitárias que atendem tanto os alunos, professores e funcionários das EMEB’s, pois estão instaladas junto a elas, mas também toda a comunidade em seu entorno; assim, todos os cidadãos podem utilizar o acervo de livros, revistas e jornais, os computadores com acesso à internet, fazer pesquisas e aos sábados frequentar cursos de informática básica Linux.

O prazer da leitura deve ser estimulado desde a infância com atividades que contribuam para que o ambiente da biblioteca seja um espaço em que as crianças queiram estar, um estímulo à curiosidade e ao conhecimento”, salienta Isabel Cardillo.

Para o diretor do SIBI, César Maragno, o contato com os livros é sempre necessário, seja através de uma contação de história, seja na própria biblioteca. “Esse é um dos trabalhos que nossas bibliotecárias desenvolvem com as crianças, fazendo com que elas se interessem pela leitura. A contação de história possibilita o desenvolvimento intelectual e educacional das crianças. Estimula a troca de informações e, principalmente, o interesse pelos livros”, afirmou.

Em todas as bibliotecas do município é possível fazer o empréstimo de livros, basta fazer um cadastro com os seguintes documentos: Adultos – RG e comprovante recente de endereço; menores de 14 anos – RG do responsável, documento da criança (certidão de nascimento ou RG), comprovante recente de endereço.  

Os endereços das bibliotecas e das escolas do futuro podem ser consultados AQUI.

Fonte: Região em Destake

Promover práticas culturais em Bibliotecas é tema de curso de extensão

Escrito ou enviado por  Rodrigo Carani

Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo abre cursos de extensão com início para março/2018.

A contemporaneidade vem redefinindo os modos como nos relacionamos com a informação, desafiando o papel das bibliotecas em nossa sociedade. Nesta perspectiva, o curso de extensão “Práticas Culturais na Biblioteca e Formação de Leitores”, na FESPSP, apresenta referenciais desenvolvidos pela Infoeducação – campo de estudos dedicado às relações entre Informação e Educação. Tem como foco as bibliotecas como contextos educativos, tomadas como dispositivos de mediação e negociação cultural. As aulas acontecerão em sete encontros, começando na segunda-feira 5 de março de 2018.

Vamos apresentar e discutir concepções e práticas que contribuem para bibliotecas comprometidas com processos de acesso, mediação e produção de conhecimento e cultura”, explica Amanda Leal de Oliveira, docente do curso, que é voltado para estudantes, pesquisadores, gestores públicos e privados, professores e interessados em geral. Além disso, as aulas fornecem conceituais e metodológicos para redefinição e desenvolvimento de bibliotecas como contextos educativos.

Confira a programação completa dos cursos de extensão da FESPSP com início em março de 2018 em: www.fespsp.org.br/curso_extensao

Serviço
Curso de Extensão – Práticas Culturais na Biblioteca e Formação de Leitores
Local: Campus FESPSP – Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque, São Paulo – SP
Período: 5 de março a 16 de abril de 2018.
Horário: Segundas-feiras, das 19h às 22h30.
Carga Horária: 28 horas
Investimento: Confira em: https://goo.gl/qv2pkz
Docente: Profa. Amanda Leal de Oliveira.

SOBRE A FESPSP

FESPSP: 84 anos de Reconhecimento

A Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) foi criada em 27 de abril de 1933, por iniciativa de pouco mais de uma centena de figuras eminentes da sociedade paulistana.

Orientada desde o início para o estudo da realidade brasileira e para a formação de quadros técnicos e dirigentes capazes de atuar no processo de modernização da sociedade, a FESPSP mantém o cursos de Sociologia e Política, de Biblioteconomia e Ciência da Informação, de Administração e cursos de Pós-Graduação em áreas de Ciências Sociais e afins.

O seu corpo de pesquisadores e docentes se dedica ao ensino e à pesquisa acadêmica e aplicada, reunindo à atividade de produção do conhecimento a capacidade de intervenção, gestão e planejamento, que tem sido a marca de atuação da instituição nos projetos desenvolvidos para os setores público e privado ao longo dos anos.

Fonte: SEGS

Biblioteca de São Paulo e Sesc Ipiranga oferecem programação literária no fim de semana

Espaços culturais realizam oficinas e bate-papo com escritoras

Texto por Nathalia Durval

Aniversário de Oito Anos da BSP

Espaço da Biblioteca de São Paulo (BSP), na zona norte da cidade – Keiny Andrade/Folhapress

A Biblioteca de São Paulo (BSP), na zona norte, completa oito anos de funcionamento em fevereiro deste ano. Para comemorar a data, a instituição realiza, no sábado (17), bate-papo com a quadrinista Laerte, às 11h, que fala sobre seus trabalhos. Às 16h, há sessão do espetáculo infantil “Sonhatório”, da Cia. Trucks. Há ainda, durante a tarde, intervenções de poesia e lançamentos de livros.

Biblioteca de São Paulo – Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Canindé, tel. 2089-0800. Sáb. (17): 11h às 17h30. Livre. GRÁTIS

A escritora Clara Averbuck e a ilustradora Eva Uviedo – Renato Parada/Divulgação

Heroínas Reais

O Sesc Ipiranga promove, até 1º/4, programação dedicada a mulheres na literatura que inclui oficinas, contação de história e bate-papos com escritoras, entre elas, Conceição Evaristo e Noemi Jaffe. No sábado (17), a ilustradora Eva Uviedo realiza oficina de criação de personagens, com participação da escritora Clara Averbuck, que também conversa com o público no domingo (18).

Sesc Ipiranga – galpão – R. Bom Pastor, 822, Ipiranga, tel. 3340-2000. Fantásticas: Criação de Personagens: sáb. (17): 14h30. Livre. Retirar ingresso c/ antecedência de uma hora. Bate-papo c/ Clara Averbuck: dom. (18): 15h. 14 anos. GRÁTIS

Fonte: Guia Folha de São Paulo

Los 18 mandamientos de la Biblioteconomía a tener en cuenta

Hay una serie de temas que todo bibliotecario debe tener en cuenta. Estas cuestiones son las referentes a las personas, el acceso a la información y a la colección, el uso de la tecnología, el espacio, los presupuestos y (¡cómo no!) la importancia de su labor. Pilares básicos y esenciales en las bibliotecas, y que los bibliotecarios deben llevar grabado a fuego en su interior.

Y es que todo influye para el buen funcionamiento de las bibliotecas. Si alguno de esos elementos fallase se notaría y acabaría repercutiendo sobre el resto. Es por ello por lo que las bibliotecas siempre deben estar rozando (e incluso sobrepasar) la excelencia. Por ejemplo, si falla el presupuesto (cosa que es bastante común), fallan los servicios que se pueden llegar a ofrecer. Si la colección es escasa o no es pertinente para la comunidad a la que sirve, acaba repercutiendo en su uso. Si la motivación del personal no está al 100%, acaba repercutiendo en las personas.

El otro día revisando el blog Universo Abierto (y que gestiona Julio Alonso Arévalo), me encontré con un post sobre los mandamientos de la Biblioteconomía. Mandamientos, o principios, que habían sido publicados en el artículos sacado de la publicación “Question de principes”, de Donald Urquhart, y que data de 1985. Puntos que los profesionales de las bibliotecas deben tener muy en cuenta.

En dichos puntos se hace referencia a la importancia que tienen las personas para las bibliotecas, la necesidad de búsqueda y acceso a la información de manera sencilla y a la necesidad del profesional bibliotecario. También se desprende que no basta con que algo sea bueno, sino que se debe buscar siempre la mejor versión de lo que se hace. ¿Y por qué? Porque una buena oferta de servicios en las bibliotecas hará que se usen por su comunidad y crezca la demanda. Lo cual es bueno teniendo en cuenta que cuanto más se use algo, menor será su precio. Por eso la necesidad de tomar decisiones basadas en datos objetivos. También incide en la importancia del trabajo en equipo con el resto de compañeros y con otras bibliotecas. Y termina comentado la continua evolución y adaptación a los tiempos que viven las bibliotecas y sus estudios.

Sin más, os dejo con los 18 mandamientos de la Biblioteconomía a tener en cuenta. Unos mandamientos a analizar y darse cuenta de que, aunque cuenten con más de 30 años, siguen vigentes en la actualidad.

  1. Las bibliotecas están hechas para las personas.

  2. Las bibliotecas deben disponer de catálogos que permitan a los usuarios buscar y elegir los documentos que desean consultar.

  3. Las bibliotecas deben facilitar el acceso a los documentos de forma sencilla y cómoda para los usuarios.

  4. Las bibliotecas deben ser útiles para sus comunidades y para la sociedad en general.

  5. El establecimiento de un sistema de información adecuado y comprensible debe hacerse evidente.

  6. La oferta suscita la demanda.

  7. Las bibliotecas deben ser financiadas adecuadamente.

  8. Cualquier biblioteca debe medir y tener en cuenta su rendimiento para tomar las decisiones más acertadas en favor de las personas.

  9. La disponibilidad de información no debe únicamente de basarse en principios económicos

  10. Las bibliotecas deben tener en cuenta los rendimientos decrecientes.

  11. Lo bueno es enemigo de lo mejor.

  12. El coste de un producto o actividad es menor a medida que aumenta el número de personas que lo utilizan.

  13. Ninguna biblioteca es una isla.

  14. Cuando se intenta implementar un nuevo sistema o técnica es indispensable considerar el futuro y no el pasado.

  15. El personal de la biblioteca debe trabajar como un equipo.

  16. La labor más importante del bibliotecario es ayudar de manera objetiva y desinteresada a sus usuarios.

  17. Cualquier decisión debe basarse en datos objetivos.

  18. La Biblioteconomía es una ciencia experimental y en continua evolución.

Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: Julián Marquina

Bibliotecas de SP ainda tem programação especial de Carnaval a partir desta 5ª

O Carnaval ainda não acabou nas bibliotecas municipais de São Paulo! Várias unidades seguem com programação especial de Carnaval.

Nesta quinta-feira (15), o grupo Furunfunfum no Carnaval se apresenta na biblioteca Ricardo Ramos, na Vila Prudente, às 14. A ideia é resgatar o “Carnaval do passado”, começando com um baile de Carnaval para as crianças, através do auxílio de músicos-atores cantando músicas carnavalescas de diversas épocas. As próximas apresentações do grupo acontecem nas bibliotecas Viriato Corrêa, na Vila Mariana (dia 17, às 14h), Milton Santos, no Jardim Aricanduva (dia 18, às 11h) e Prestes Maia, em Santo Amaro (dia 20, às 10h).

Também nesta quinta-feira, a Pequena Orquestra Interativa propõe um carnaval com brincadeiras e ritmos nordestinos na biblioteca Afonso Schimdt, na Brasilândia, às 14h. A cada número, a banda troca o estilo musical e demonstra como as pessoas podem interagir com eles. Os shows acontecem nas bibliotecas Affonso Taunay, na Mooca (dia 16, às 14h30), Lenyra Fraccaroli, na Vila Nova Manchester (dia 17, às 11h) e Belmonte, em Santo Amaro (dia 20, às 14h30).

O Carnaval da Trupe anima as bibliotecas municipais resgatando marchinhas tradicionais e misturando com músicas atuais. o objetivo é contar a história de amor entre um folião e uma boneca que ganha vida. O grupo Trupe deve se apresentar nas bibliotecas Professor Arnaldo Magalhães Giácomo, no Tatuapé (dia 16, às 13h30) e Thales Castanho de Andrade, na Freguesia do Ó (dia 17, às 14h).

O bloco Mamãe Eu Quero quer reunir toda a família para pular o Carnaval, chamando os presentes para tocar instrumentos de percussão e fazer parte da bateria durante a apresentação. O bloco se reúne nas bibliotecas Anne Frank, no Itaim Bibi (dia 16, às 13h30) e Sérgio Buarque de Holanda, em Itaquera (dia 17, às 11h).

Todas as apresentações devem durar em torno de 1h e acontecer em mais bibliotecas por toda a capital paulista até o fim do mês. A programação das próximas semanas será publicada em breve pelo Metro Jornal.

Fonte: Metro Jornal

Bibliotecas presidenciais são mais do que livros e papel

Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia (© Bob Riha Jr/WireImage)

Os visitantes da Biblioteca Presidencial Ronald Reagan em Simi Valley, Califórnia (acima), têm a chance de ver o famoso Boeing 707 customizado que transportou sete presidentes ao redor do mundo. Esse avião é comumente conhecido como Air Force One.

Não é uma biblioteca típica.

As bibliotecas presidenciais em todo os EUA servem como arquivos do tempo de um presidente em exercício. Estão abertas ao público e disponibilizam os registros de um governo a pesquisadores, historiadores e a qualquer pessoa interessada em saber como a Casa Branca funciona.

Mas as bibliotecas também são museus que preservam os artefatos das autoridades que ocuparam o cargo e a época em que serviram. Isso significa que é provável encontrar alguns itens não disponíveis em outras bibliotecas.

As bibliotecas — geralmente nos estados de origem dos ex-presidentes — atraem pesquisadores e turistas. Se você não tiver a chance de visitar qualquer uma das bibliotecas destacadas abaixo, o Arquivo Nacional oferece recursos on-line* para as 14 bibliotecas que administra.

Abraham Lincoln

(© Seth Perlman/AP Images)

Além de seus extensos materiais de pesquisa sobre Lincoln e a Guerra Civil, a Biblioteca e Museu Presidencial Abraham Lincoln, em Springfield, Illinois, possui extensos artefatos da 16ª Presidência (1861-1865), como esta carruagem usada por Lincoln e sua esposa, Maria.

Dwight Eisenhower

(© Charlie Riedel/AP Images)

O rascunho acima, da Biblioteca Presidencial Dwight D. Eisenhower, em Abilene, Kansas, captura as revisões manuscritas do 34º presidente ao rascunho de seu pronunciamento de despedida redigido por seus redatores de discursos. Eisenhower serviu de 1953 a 1961.

John F. Kennedy

(© Rick Friedman/Corbis/Getty Images)

Projetada pelo arquiteto internacionalmente aclamado I. M. Pei, a Biblioteca e Museu John F. Kennedy, em Boston, abriga curiosidades como um peso de papel do Salão Oval feito a partir de um coco* no qual o presidente John F. Kennedy (presidente de 1961 a 1963) esculpiu uma mensagem de resgate quando o barco que ele comandou durante a Segunda Guerra Mundial foi afundado.

Lyndon Johnson

(© Jay Janner/Austin American-Statesman/AP Images)

Localizada em Austin, Texas, a Biblioteca e Museu Lyndon Baines Johnson é o maior edifício de todas as bibliotecas presidenciais. Suas exposições examinam o legado de Johnson, tanto seu trabalho para aprovar a Lei de Direitos Civis de 1964 e seu papel no envolvimento dos EUA no Vietnã. A biblioteca também possui uma versão robótica do 36º presidente (1963-1969) contando histórias a partir de uma tribuna.

Jimmy Carter

(© John Bazemore/AP Images)

Uma série de bibliotecas e museus presidenciais incluem recriações de seu Salão Oval — o gabinete oficial do presidente na Casa Branca em Washington — como o da foto acima localizado na Biblioteca e também Museu Presidencial Jimmy Carter em Atlanta. A recriação mostra uma réplica do mobiliário e da atmosfera dos anos Carter durante seu mandato de 1977 a 1981.

George H.W. Bush

(© Pat Sullivan/AP Images)

Além de suas 40 milhões de páginas que documentam a Presidência de Bush (1989-1993), a Biblioteca e Museu Presidencial George H.W. de Bush localizada no campus da Universidade A&M em College Station, no Texas, examina a vida do 41º presidente no serviço público de forma mais geral. A análise inclui o período em que serviu nas Forças Armadas e também quando foi vice-presidente de Ronald Reagan. Uma exposição reproduz uma conferência de imprensa, dando aos visitantes a chance de se posicionar em uma tribuna presidencial, ler a partir de um teleprompter (aparelho usado por oradores para ler os textos sem desviar os olhos da câmera) e responder perguntas.

Fonte: Share America

¿Libro en papel o libro electrónico en las bibliotecas?

Pero, ¿por qué elegir cuando se pueden tener libros en los dos formatos?… Esta respuesta en forma de pregunta es la clave y da una idea de la situación actual que están viviendo la mayoría de las bibliotecas. Bibliotecas que forman colecciones híbridas de libros en papel y en digital. Bibliotecas que dan un plus a sus usuarios y que dejan que sean estos los que elijan si quieren leer en pantalla, en papel o de ambas formas.

El préstamo de libros en papel es el servicio estrella en las bibliotecas. Quizás sea pronto para decir, y de hecho lo es, que el préstamo de libros electrónicos superará al préstamo de libros en papel en las bibliotecas. El caso es que nadie avisó al pobre libro electrónico de que se iba a encontrar con un duro compañero de viaje.

Compañeros de viaje, no rivales, que tienen como principal diferencia lo material e inmaterial del soporte y como principal similitud el contenido. Contenido que es lo que viene a importar de los libros y que hace que despierten y afloren las emociones, el conocimiento y el entretenimiento en los lectores. Así que, ¿por qué hablar de formatos cuando lo que realmente importa es el contenido?

Aún así, se habla de formatos porque los lectores están condicionados por estos. Hay lectores acérrimos al papel y lectores que ya no saben vivir sin su lector de libros electrónicos. Aquí entran en juego, sobre todo, factores nostálgicos, de posesión, placenteros frente a factores de comodidad, disponibilidad y acceso. Lo cierto es que nos pasamos la vida leyendo todo tipo de contenidos, y cada vez más en digital, aunque en lo literario sigue primando la lectura impresa.

Ventajas y desventajas del libro en papel y electrónico en las bibliotecas

Ahora bien… ¿cuáles son las ventajas y desventajas de libro en papel y del libro electrónico desde el punto de vista de las bibliotecas?… La verdad es que se podrían contabilizar unas cuantas razones a favor y en contra de ambos formatos. Razones que se deberían tener en cuenta en función de lo que busca la biblioteca para sus usuarios. Usuarios que son el centro y por los cuales deben girar las bibliotecas.

Entre las ventajas de los libros en papel en las bibliotecas destacaría que son el alma mater de las mismas, son el origen y razón de las bibliotecas “modernas” y, por lo tanto, difíciles de sustituir por esa visión romántica que proyectan. Destacar también que las personas prefieren leer libros en papel en lugar de libros en formato digital, la facilidad de descubrimiento de nuevos libros al ir curioseando o buscando otro libro entre las estanterías y la formación de colecciones físicas en posesión / pertenencia de las bibliotecas. También destacar la tecnología de siglos sin obsolescencia (el libro) y su facilidad de uso (abrir y leer).

Entre las desventajas de los libros en papel en las bibliotecas destacaría que ocupan espacio (mucho espacio), que se deterioran con el paso del tiempo por el uso, que cogen polvo. Que la gente escribe en los libros y subraya sus textos haciendo que queden prácticamente inservibles para otros usuarios. Que la recepción de un libro se puede demorar en el tiempo desde que se realizó compra. Y también destacar el poco control que tiene la biblioteca sobre el libro cuando un préstamo sobrepasa los días estipulados.

Entre las ventajas de los libros electrónicos en las bibliotecas destacaría el mayor control que tienen las bibliotecas sobre los mismos en cuanto a préstamos, disponibilidad y la imposibilidad de pérdida entre las estanterías (o por causas como inundaciones o fuego). Destacar la inmediatez en la compra de un libro y su puesta a disposición para los usuarios de la biblioteca. Su no deterioro con el paso del tiempo y la posibilidad de tomar notas y subrayarlos sin estropearlo como sucede con el libro en papel. Por último destacar el poco espacio que ocupan en la biblioteca (ninguno, pueden estar en un disco duro o en la nube) y la facilidad de localización de un título y el préstamo sin importar lugar y horario.

Entre las desventajas de los libros electrónicos en las bibliotecas destacaría que no pertenecen a la biblioteca ya que lo que se paga es por el acceso al contenido durante x meses, a no ser que se haga una compra a perpetuidad. La compra exclusiva de títulos digitales puede llevar a las bibliotecas con el tiempo a que no tengan colecciones físicas (e incluso que no les pertenezcan). Otra desventaja es que para leer libros electrónicos se requiere un eReader o smartphone (también valdría un ordenador), aparato que no todo el mundo posee o que no tiene la última actualización que permite que se lean los contenidos. Hace falta formación y reciclaje de los bibliotecarios/as en el uso de las plataformas de préstamo y demás programas necesarios para poder realizar el préstamo, además de tener unos conocimientos básicos para ayudar a los usuarios a incluir los libros electrónicos que cogen en préstamo en sus lectores digitales. Hay una gran dependencia de las bibliotecas con las plataformas tecnológicas y con las compañías (donde entrarían las editoriales también)… o se hace lo que ellas dicen o no hay acuerdo. El tema de la privacidad de los usuarios también queda en entredicho por el rastro digital que va dejando el libro electrónico. Otras desventajas son la escasa oferta de títulos digitales y el precio que deben pagar las bibliotecas por los libros electrónicos. Para terminar con las desventajas, las bibliotecas han llegado tarde en ofrecer libros electrónicos a los usuarios y estos ya están más acostumbrados a conseguirlos / comprarlos por otros medios… y existe una cierta precipitación en el mundo de las bibliotecas por meter el libro electrónico a los usuarios sí o sí.

Algunas consideraciones que las bibliotecas deben tener en cuenta

  1. La forma de leer no cambia, lo que están cambiando son los soportes de los libros.

  2. Las bibliotecas no deben tener miedo a los cambios, deben saber adaptarse a ellos y al futuro.

  3. Las bibliotecas no tienen que perder su visión de acceso a la información y deben tener en cuenta que no todo el mundo tendrá la posibilidad de acceder a los contenidos digitales.

  4. Si la biblioteca en el presente no piensa en el futuro, en el futuro no tendrá presente.

Imagen superior cortesía de Shutterstock

[Texto publicado en la Revista DESIDERATA]

Fonte: Julian Marquina

Curso de Extensão FESPSP – Práticas Culturais na Biblioteca e Formação de Leitores

A contemporaneidade vem redefinindo os modos como nos relacionamos com a informação, desafiando o papel das bibliotecas em nossa sociedade. Nesta perspectiva, o curso apresenta referenciais desenvolvidos pela Infoeducação – campo de estudos dedicado às relações entre Informação e Educação. Tem como foco as bibliotecas como contextos educativos, tomadas como dispositivos de mediação e negociação cultural.

Data
Início: 05 de Março de 2018.
Término: 16 de Abril de 2018.

Mais informações: https://goo.gl/b6wQWj

Das quatro principais bibliotecas municipais, apenas uma está funcionando

As mais famosas bibliotecas da cidade são mantidos por fundações ou iniciativa privada

Secretaria da Cultura estuda novas parcerias com a Fundação do Livro e Leitura, porém, ainda não há nada acertado

Texto por Paulo Apolinário

Das quatro principais bibliotecas municipais e abertas ao público, em Ribeirão Preto, apenas uma está funcionando. Destas, apenas a Biblioteca Municipal “Guilherme de Almeida”, localizada na Casa da Cultura, está liberada para visitação. Justamente, a biblioteca instituída por lei.

As outras três, Mário Quintana, Leopoldo Lima e José Pedro Miranda, não estão funcionando.  O Portal Revide ouviu todos os responsáveis pelas bibliotecas e também a Prefeitura.

Biblioteca Leopoldo Lima – Marp

Funcionários do Museu de Arte de Ribeirão Preto (Marp) informaram que a biblioteca do local, que traz títulos voltados para a arte, está fechada há 4 anos por falta de bibliotecário.  Por meio de nota, a Secretaria da Cultura respondeu: “quanto à sala de leitura alocada no Museu de Arte de Ribeirão Preto, como se trata de um acervo predominantemente composto por livros de arte, o atendimento ao público interessado é feito via agendamento com o Museu”.

Biblioteca Mario Quintana – GCM

A biblioteca Mario Quintana é mantida pela Guarda Civil Municipal (GCM), e funcionava dentro do prédio da instituição, na Rua Lafaiete. De acordo com funcionários da GCM, o local estaria fechado, pois, seria realocado. Os 940 livros do acervo ocupam muito espaço e seriam catalogados e transferidos para um prédio maior.

Por meio de nota, a Secretaria da Cultura informou que “de acordo com o Diretor Operacional da Guarda Civil Municipal, Domingos Fortuna, o acervo da sala de leitura Mário Quintana será doado para a Biblioteca Municipal Guilherme de Almeida”, explicou.

Biblioteca e Centro de Documentação José Pedro Miranda – Museu do Café

“A sala de leitura componente do Museu do Café encontra-se fechada devido aos estudos para as reformas estruturais no prédio”, alegou a Prefeitura. Em contato com a administração do local, por se tratar também de um acervo histórico da cidade, foi informado ao Portal Revide que para fins de estudo e pesquisa é possível agendar um horário com os funcionários, informando previamente os livros procurados.

Respostas

Apesar do fechamento de algumas bibliotecas por falta de bibliotecário, o Departamento de Recrutamento da Secretaria Municipal da Administração informa que não há previsão de abertura de concurso para o cargo de bibliotecário no município.

Vale lembrar que as bibliotecas localizadas no Centro de Ribeirão Preto, a Altino Arantes e a Padre Euclides, são mantidas pela Fundação Educandário Coronel Quito Junqueira e Sociedade Legião Brasileira Civismo e Cultura Ribeirão Preto, respectivamente. Portanto, não necessitam de concursos públicos para contratar seus funcionários.

Segundo a secretária da Cultura, Isabella Pessotti, há o diálogo da secretaria com a Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto para a retomada de programas de fomento à leitura, como o Projeto Agentes de Leitura, do Governo Federal”. A Secretaria da Cultura está atenta às indicações do Conselho Regional de Biblioteconomia quanto às adequações de nossa biblioteca municipal e das salas de leitura espalhadas por toda a cidade.”, frisa a secretária.

A Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, que organiza a Feira do Livro, também não recebe recursos municipais diretamente. A Fundação é mantida principalmente por editais como o Proac e Lei Rouanet, projetos estaduais e federais, respectivamente, e também pela iniciativa privada. 

Ainda assim, a Fundação já manteve projetos em parceria com a Prefeitura, como o “Agentes da Leitura”, que fomentava a leitura em bairros isolados da cidade. Atualmente, segundo assessoria de imprensa da Fundação, o projeto não é mais realizado e não há data para um possível retorno.

Foto: Pixabay

Fonte: Revide

Bibliometro: Chile abre los primeros puntos de autopréstamo de libros digitales en el metro

Bibliometro de Chile

http://www.bibliometro.cl/

BP Digital dibam

http://www.bpdigital.cl/opac

Este nuevo servicio, es un espacio de lectura con modernos dispensadores de libros que funcionan bajo la modalidad de autopréstamo. Además cuenta con paneles de libros digitales, de descarga gratuita para celulares y tablets a través de la BPDigital, en los que se puede acceder a más de 25 mil títulos. Para acceder a ellos, los usuarios sólo deben escanear el código QR o descargar la app de la Biblioteca Pública Digital (BPDigital), disponible para iOS y Android. 

El primer Bibliometro digital de Santiago de Chile ha agregado tres nuevos puntos de préstamo de libros digitales a los 20 puntos existentes en la red de préstamo de libros impresos con máquinas expendedoras, que desde su creación en 1996 ha prestado más de cinco millones de libros a más de 55 mil usuarios activos.

Las estaciones Inés de Suárez, Nuñoa y Cerrillos en la Línea 6 del Metro ahora disponen de nuevos puntos de préstamo con máquinas expendedoras de libros, bajo la modalidad de autopréstamo. Los nuevos espacios de lectura incluyen descargas de libros digitales para teléfonos móviles y tabletas mediante el escaneo de códigos QR.

Cada dispensador permite a los lectores elegir entre 16 títulos, con 10 copias cada uno, y su reemplazo se llevará a cabo a medida que se ordenan los libros. Para utilizar el servicio es necesario estar registrado como miembro del servicio, lo que les da la posibilidad de hacer hasta 7 préstamos por 14 días renovables en cualquier otro punto del Bibliometro.

Entre la oferta de títulos disponibles en el Bibliometro se encuentran grandes exponentes de literatura juvenil, escuela, novelas chilenas y extranjeras. La colección bibliográfica es preferiblemente recreativa, básicamente porque uno de los objetivos fundamentales del programa es promover el gusto por la lectura entre una población que lee poco. Así es como los grandes autores nacionales e internacionales estarán disponibles para todos.

Fonte: Universo Abierto

Uma biblioteca sem livros? Universidade lista 170 mil volumes que quer EXPURGAR do acervo. Consórcio quer manter livros impressos, mas há controvérsias! 

Uma biblioteca sem livros? A medida que os alunos abandonam as prateleiras em favor do material on-line, as bibliotecas universitárias estão descarregando milhões de volumes não lidos em uma purgação a nível nacional nos Estados Unidos.

As bibliotecas estão colocando livros em armazenamento – que no Brasil o termo técnico consiste em DESBASTE, comumente uma sala ou local até fora das dependências da Biblioteca real – ou contratando revendedores ou simplesmente reciclando-os. Existe uma quantidade crescente de livros na nuvem, e as bibliotecas estão se unindo para assegurar que cópias impressas sejam mantidas por alguém, em algum lugar. Ainda assim, isso nem sempre está bem com os acadêmicos que praticamente vivem na biblioteca e argumentam que as coleções de impressão grandes e prontamente disponíveis são vitais para a pesquisa.

“Não é inteiramente confortável para qualquer um”, disse Rick Lugg, diretor executivo da OCLC Sustainable Collection Services, que ajuda as bibliotecas a analisar suas coleções. “Mas falta de recursos infinitos para lidar com isso, é uma situação que deve ser enfrentada”.

Detectando livros com pouca atenção

Na Universidade Indiana da Pensilvânia, as prateleiras da biblioteca transbordam com livros que recebem pouca atenção. Uma monografia empoeirada sobre “Desenvolvimento econômico na Escócia vitoriana”. Almanaques de televisão internacionais de 1978, 1985 e 1986. Um livro cujo título “Finanças pessoais” soa relevante até você ver a data de publicação: 1961.

Com quase metade da coleção da IUP (sigla da Universidade), com livros de  20 anos ou mais, os administradores da universidade decidiram que uma grande limpeza de casa seria necessário. Usando um software do grupo de Lugg, eles apresentaram uma lista inicial de 170.000 livros para serem considerados para remoção.

Vários professores que se dedicam a vida acadêmica e veem os materiais com outro olhar menos tecnológico  expressaram indignação. “Incrivelmente errado” e uma “faca através do coração”, escreveu Charles Cashdollar, um professor de história emérito, ao presidente e ao prefeito. “Para os humanistas, jogar esses livros é tão devastador quanto o bloqueio do laboratório ou o estúdio ou as portas da clínica seriam para os outros”.

Custo de manter um livro na estante

Embora a “remoção de não utilizados” tenha sempre ocorrido nas bibliotecas, os especialistas dizem que o ritmo está sendo acelerado. As finanças são um dos fatores. Entre o pessoal, os custos de utilidade e outras despesas, custa cerca de US $ 4 para manter um livro na prateleira por um ano, de acordo com um estudo de 2009. O espaço é outro: As bibliotecas simplesmente estão ficando sem espaço.

E, claro, a digitalização de livros e outros materiais impressos afetou dramaticamente a forma como os alunos pesquisam. A circulação vem diminuindo há anos.

As bibliotecas dizem que precisavam evoluir e fazer melhor uso de imóveis preciosos no campus. Estudantes ainda se reúnem para a biblioteca; Eles estão apenas usando isso de maneiras diferentes. Bookshelves estão dando lugar a salas de estudo em grupo e centros de tutoria, “coffee-shops” e lojas de café, à medida que as bibliotecas procuram se reinventar para a era digital.

“Somos como a sala de estar do campus”, disse a bibliotecária da Universidade Estadual de Oregon, Cheryl Middleton, presidente da Associação de Bibliotecas Universitárias e de Pesquisa. “Nós não somos apenas um armazém”.

É uma mudança radical. Até recentemente, o valor de uma biblioteca foi medido pelo tamanho e alcance de suas participações. Alguns acadêmicos ainda vêem isso dessa maneira.

Syracusa, Nova York

Na Universidade de Syracuse, em Nova York, centenas de professores e estudantes se opuseram a um plano para enviar livros para um armazém a quatro horas de distância. A escola terminou construindo sua própria instalação de armazenamento para 1,2 milhões de livros perto do campus.

Na IUP, uma universidade estadual a 60 milhas de Pittsburgh, a faculdade reagiu depois que as autoridades da escola anunciaram um plano para descartar até um terço dos livros.

Nível de circulação não é um indicador adequado

Cashdollar argumentou que a circulação é um indicador pobre do valor de um livro uma vez que os livros são freqüentemente consultados, mas não foram verificados. Substancialmente diluindo a coleção de impressões de uma biblioteca também ignora o papel de “serendipity” na pesquisa – fato de que, quando se está procurando um livro nas prateleiras e ir “tropeçando” sobre outros, leva-se a uma nova visão ou abordagem, reafirma Cashdollar e outros críticos.

“Nós vamos jogar fora a maioria por indicativos internos da biblioteca, o que não é uma boa estratégia”, disse Alan Baumler, professor de história da IUP

“Eles dizem que querem mais áreas de estudo para estudantes, mas acho difícil acreditar que não há outro lugar para os alunos estudarem”.

O projeto da biblioteca é mais sobre a administração responsável dos recursos do estado do que um esforço para liberar espaço, disse o gestor Timothy Moerland. Mas ele entende a paixão de seus colegas.

“Há alguns que nunca estarão confortáveis ??com a idéia de qualquer livro deva ser descartado”, disse ele.

Relevância e preservação

As bibliotecas dizem que o objetivo é tornar as suas coleções mais relevantes para os estudantes, ao mesmo tempo em que certifica que os materiais não estão perdidos no histórico. Um grande repositório digital chamado HathiTrust tem compromissos de 50 bibliotecas membros para reter mais de 16 milhões de volumes impressos. Mais 6 milhões foram preservados pelo Eastern Academic Scholars ‘Trust, um consórcio de 60 bibliotecas do Maine para a Flórida.

Um comitê de faculdade da IUP está revisando o que Moerland chamou a “lista de sucesso” para garantir que obras importantes permaneçam nas prateleiras.

O número final de livros a serem removidos ainda não foi determinado, mas o volume altíssimo é aparente. Os bibliotecários afixaram grandes adesivos vermelhos no dorso dos volumes listados.

Alguns estudantes dizem que se preocupam o extenso prazo (no caso de remoção dos livros para outros pontos ou um “armazém”) se tiverem que aguardar um livro que a biblioteca já não tem. Outros, como a novata Dierra Rowland, 19, dizem que estão de acordo.

“Se ninguém está lendo eles, qual é o objetivo de tê-los?”, disse ela.

Livros marcados com “bolinhas vermelhas” serão removidos na Universidade de Indiana, Pennsylvania. (Michael Rubinkam/AP)

Fonte: Voz do Cliente

8 anos de BSP: programação especial celebra aniversário

Bruno Viterbo

São 43 mil títulos, entre livros, revistas, jornais, jogos e brinquedos. No ano passado, foram mais de mil eventos culturais. São 28 mil sócios. São 125 mil títulos emprestados. Mais de 2 milhões de pessoas já visitaram, em oito anos. Em 2017, foram 295 mil visitas, uma média de quase 25 mil pessoas por mês.

Foto: Marcia Alves

Todos esses números superlativos fazem parte da Biblioteca de São Paulo (BSP), que completou oito anos na última quinta-feira (8/2). Instalada em um dos prédios da antiga Penitenciária do Carandiru, o espaço ocupa uma área de mais de 4 mil m² e revitalizou a região.

Para comemorar as bodas de barro (ou de papoula) desse casamento frutífero com a Zona Norte, a BSP preparou uma programação intensa e especial, no próximo sábado (17/2), para crianças e adultos. Entre os destaques, um debate com a cartunista Laerte, lançamento de livros infantis e espetáculo com bonecos de animação.

A Biblioteca de São Paulo fica na Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 – Parque da Juventude. Mais informações pelo site bsp.org.br ou pelo telefone 2089-0800. Confira, na sequência, a programação completa:

SEGUNDAS INTENÇÕES, COM LAERTE – 11H

O humor como exercício de liberdade, a militância nas questões de gênero, o processo criativo, planos futuros e a trajetória na construção dos quadrinhos brasileiros. A cartunista Laerte, um dos principais nomes desta arte, participa do primeiro Segundas Intenções de 2018.

Com mediação do crítico Manuel da Costa Pinto, Laerte vai falar da obra, em criação, sobre sua própria carreira, de quatro décadas. “Estou vivendo todas essas histórias, juntando fatos, memórias e lembranças. Visitar o que fui, para compreender o que fui e o que sou hoje”, afirmou, em outubro do ano passado, no Seminário Biblioteca Viva.

Para participar, é preciso se inscrever por meio do endereço agenda@bsp.org.br ou ir até o balcão de atendimento.

POESIAS AO VENTO – 11H30, 13H E 14H50

Espere por ver balões coloridos e instrumentos musicais, que vão percorrer toda a BSP. Os atores vão circular pelo espaço e, dentro de cada balão, uma música, poema ou conto de artistas brasileiros. Basta escolher e estourar um balão para ganhar uma performance incrível! Da Cia. do Liquidificador.

TARDE DE LANÇAMENTOS – 14H ÀS 16H

Maria Eugenia Cerqueira, Monik Lelis e Benício Targas lançam os livros As Aventuras de GipsyAs aventuras do Minhocoloco; e Tripálio, respectivamente. O objetivo é divulgar, estimular diálogos e mostrar o trabalho dos autores.

HOMENAGEM AOS SÓCIOS – 15H30

Aqueles que mais frequentaram e prestigiaram a BSP serão homenageados na data, divididos em categorias: bebês, crianças, jovens, adultos, idosos e pessoas com deficiência. Os sócios “tradicionais” da biblioteca vão ganhar livros e brindes. Além disso, nas redes sociais, a BSP está com uma campanha que pergunta por que os usuários gostam da biblioteca. As melhores frases serão contempladas com kits de livros e ingressos para centros culturais da capital. Para participar, é preciso enviar a frase até quinta-feira (15/2) para comunicacao@spleituras.org. Os vencedores serão anunciados na festa.

SONHATÓRIO – 16H

Três loucos sentam-se à mesa no Sanatório Boa Cabeça. Mas esta é uma mesa sem comida ou bebida. Com muita fome e sede, o trio parte para uma louca e deliciosa viagem em busca de alimento, sendo levados para desertos, planetas distantes e até o fundo do mar. Os personagens, feitos de bacias, copos, garrafas, guardanapos, pratos e talheres acompanha os três amigos. Peça da Cia. Trucks.

Fonte: SP Norte

Veja bibliotecas com acervo digital espalhadas pelo mundo

Há livros raros, acervo pessoal de bibliógrafo, filmes, fotografias, gravuras e desenho para conhecer com apenas um clique

Ler é uma das atividades mais prazerosas que já se teve notícias. A leitura nos transporta para lugares inimagináveis, aguça a nossa criatividade e nos faz aumentar a nossa capacidade de se comunicar. Para quem ama conhecer novas histórias, a tecnologia é a melhor ferramenta para conhecer lugares ao redor do mundo sem sair de casa.

Conheça cinco bibliotecas com acervo digital para acessar já:

Biblioteca Digital Mundial: colaboração entre a Biblioteca do Congresso dos EUA, a UNESCO e parceiros por todo o mundo, há manuscritos, mapas, livros raros, partituras, gravações, filmes, gravuras, fotografias e desenhos arquitetônicos. A plataforma pode ser acessada em diversos idiomas. Clique e conheça.

Brasiliana USP: há livros, mapas e imagens em domínio público, frutos da doação do acervo pessoal do bibliogrago José Mindin e sua esposa Guita para a Universidade de São Paulo. Clique e conheça.

Biblioteca Digital de Obras Raras e Especiais: é possível encontrar obraslevando em conta o valor histórico, a antiguidade e a não existência de outras impressões ou edições e que estão localizados nas unidades da Universidade de São Paulo. Clique e conheça.

Biblioteca do IBGE: no acervo, há  monografias, mapas, publicações, fotografias, cartazes e conteúdos relacionados à documentação territorial do Brasil do do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Clique e conheça.

Biblioteca Digital do Museu Nacional: com versões disponíveis em altíssima resolução, o conteúdo está voltado para as áreas de ciências naturais e antropológicas. Clique e conheça.

Fonte: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

CARTAZES RAROS LEMBRAM OS 100 ANOS DO DIREITO DE VOTO PARA AS MULHERES

COLECÇÃO RARA FOI DIVULGADA PELA BIBLIOTECA DA UNIVERSIDADE DE CAMBRIDGE E LEMBRA COMO O MOVIMENTO SUFRAGISTA NO REINO UNIDO ESTAVA NA VANGUARDA DAS INOVAÇÕES DOS MEDIA À ÉPOCA.

Texto por Rita Pinto 

Os cartazes foram feitos para serem colados em paredes, destruídos pelo clima ou adversários políticos, daí que a sua recuperação seja altamente incomum e naturalmente notícia. O material político esteve armazenado mais de 100 anos, e leva-nos a viajar por um importante momento histórico: a conquista das sufragistas no Reino Unido.

Por ocasião do centenário da Representação do People Act de 1918, a lei sobre a representação popular que permitiu o voto das mulheres britânicas com mais de 30 anosa Biblioteca da Universidade de Cambridge divulgou ao público esta colecção rara de cartazes, feitos pelo movimento social liderado pelas sufragistas.

Esta é uma das maiores colecções sobreviventes sobre o tema e inclui posteres usados na campanha nacional, e outros usados apenas em campanhas locais em Cambridge.

Não se sabe ao certo quando terão sido enviados para a universidade, mas sabe-se que foram descobertos nos arquivos em 2016, e o invólucro que os envolvia revelou que a remetente fora Marion Phillips, uma das principais figuras do movimento sufragista.

E não foi por acaso que foram enviados para uma universidade. Lucy Delap, especialista em história feminista no Departamento de História da universidade, diz que as primeiras faculdades femininas em Cambridge — Girton (1869) e Newnham (1871) — foram criadas para serem uma espécie de âncora do movimento. Mas a instituição académica de uma forma geral estava longe de ser progressista. Em 1897, uma eleição para conceder diplomas universitários completos às mulheres foi não só em vão, como gerou uma onda de protestos incendiários por parte de multidões de estudantes masculinos. As mulheres só se conseguiram formar totalmente em 1948.

Em cidades como Cambridge, as campanhas de sufrágio mostravam deliberadamente mulheres vestidas de forma académica. Um dos posteres mostra uma mulher usando os trajes de graduação, presa com um “condenado” e um “lunático”,  para lembrar os académicos que as suas mulheres com educação ainda eram coladas aos mais baixos níveis sociais. Outros visavam claramente as mulheres da classe trabalhadora em fábricas de têxteis ou como costureiras, por exemplo.

Delap lembra que: “A opinião da maioria no Reino Unido foi contra o voto das mulheres. O movimento do sufrágio teve definitivamente que chegar a muitas mulheres. As campanhas foram muito além da simples mensagem de igualdade para sublinhar como o direito ao voto podia mesmo fazer a diferença nas famílias, no trabalho, nas ruas — questões que diziam respeito a todas as mulheres do país.”

O movimento estava na vanguarda das inovações dos media à época. “Adoptaram técnicas da imprensa sensacionalista — a chamada” imprensa amarela “— usando grandes manchetes, material visual de primeira, sejam fotos ou desenhos animados,” com frases chamativas e verdadeiros statements como “A nossa arma é a opinião pública”.

A especialista lembra que as sufragistas rapidamente perceberam que tipo de imagem funcionava na imprensa e que, além disso, o movimento dividiu-se em tácticas, à medida que muitas sentiram a negação contínua dos direitos, forçando-as a acções mais drásticas. “Havia militantes que estavam dispostas a infringir a lei: esmagaram janelas, destruíram campos de golfe, queimaram edifícios. Havia também acções não-violentas que mesmo assim quebravam a lei: recusaram-se a preencher o recenseamento, recusaram-se a pagar impostos sem representação — uma série de tácticas criativas”.

Justificando assim o lema que as edificou — “acções e não palavras”, a reivindicação destas mulheres pela reforma eleitoral abalou o país e transformou o mundo. Além de garantir o sufrágio feminino a mais de 8 milhões de mulheres britânicas, a lei permitiu que homens com mais de 21 anos também tivessem direito ao voto, aumentando o eleitorado masculino de 8 milhões para 21 milhões. O sufrágio universal foi estabelecido somente dez anos depois e aumentou para 15 milhões o número de mulheres eleitoras.

Fonte: Shifter

Ferramenta busca biblioteca pública mais próxima de você

Guia completo fornece dados das bibliotecas de São Paulo com localização, contato e temática do ambiente procurado

Voltou das férias escolares com um gás novo e quer aproveitar para colocar a leitura em dia? Aproveite a oportunidade para visitar uma das bibliotecas públicas de São Paulo e ver que elas oferecem atrativos que vão além dos livros.

A Biblioteca Pública preparou um guia completo com todos os dados das bibliotecas de São Paulo com localização, contato e temática do ambiente procurado. Clique aqui e encontre a biblioteca mais próxima

Para os alunos e professores que moram fora da capital, é possível, ainda, consultar os endereços das bibliotecas do interior e litoral pelo Sistema Estadual de Bibliotecas (Siseb). Ele disponibiliza uma ferramenta de pesquisa em que é possível obter os endereços, contatos, horários de atendimento e outras informações sobre o acervo e a infraestrutura das bibliotecas municipais.

Fonte: Secretaria da Edução do Governo do Estado de São Paulo

Las 20 competencias personales que todo bibliotecario debería tener

Hay una serie de competencias personales que todo bibliotecario debe tener en el ejercicio de sus funciones. Estos conocimientos, habilidades y actitudes (sumados a sus competencias profesionales) harán que el desarrollo de sus funciones en la biblioteca sean llevadas a la máxima excelencia profesional, y por lo tanto acaben repercutiendo en el buen funcionamiento de la biblioteca y en la satisfacción de las personas que la utilizan. Ahora bien… ¿cuáles son las competencias personales se les presupone al personal de biblioteca?

El otro día estuve revisando el estudio sobre los Perfiles profesionales del Sistema Bibliotecario Español: fichas de caracterización que el Grupo de Trabajo sobre Perfiles Profesional del Consejo de Cooperación Bibliotecaria elaboró en el 2013. Quería incidir en las competencias personales del bibliotecario más que en sus competencias profesionales. Quería saber qué deben aportar los bibliotecarios más allá de lo que puedan enseñarles en universidades o academias o que puedan aprender por sí mismos.

Es verdad que muchas de las competencias personales de los bibliotecarios se pueden trabajar e ir adquiriendo con la práctica y el día a día, pero hay otras que van incrustadas en el ADN de cada persona. Como por ejemplo la capacidad de adaptación, la autonomía, la empatía o la aptitud de negociación.

Al siguiente listado que os voy a mostrar a continuación le sumaría algunos de los rasgos característicos de personalidad y profesionalidad, y de los cuales ya hablé hace unos meses. Rasgos como la accesibilidad, sociabilidad, amabilidad, entusiasmo, positividad y creatividad.

El siguiente listado está tomado de los 21 perfiles profesionales que se pueden encontrar dentro de las bibliotecas (Director de biblioteca, Jefe de área, Técnico responsable de colección, Técnico responsable de servicios a los usuarios, Técnico de biblioteca, Técnico auxiliar de biblioteca…). Es una lista ordenada por acumulación de las competencias personales que más se repiten en ellos. Es decir, las competencias personales que aparecen en los primeros puestos son competencias que más posibilidades de tener tienen todos los perfiles profesionales ligados al mundo bibliotecario.

Las competencias personales de todo personal bibliotecario

  1. Rigor. Propiedad y exactitud o precisión en la realización de algo, especialmente en el análisis, el estudio o el trabajo científicos.

  2. Espíritu de equipo (Trabajo en equipo). Es el trabajo hecho por varios individuos donde cada uno hace una parte pero todos con un objetivo común. Pero para que se considere trabajo en equipo o cooperativo, el trabajo debe tener una estructura organizativa que favorezca la elaboración conjunta del trabajo y no que cada uno de los miembros realicen una parte del trabajo y juntarlas.

  3. Capacidad de comunicación. Conjunto de habilidades que posibilita la participación apropiada en situaciones comunicativas específicas. Es la capacidad de escuchar, hacer preguntas, expresar conceptos e ideas de forma efectiva, exponer aspectos positivos, la habilidad de saber cuándo y a quién preguntar o localizar las fuentes de información teórica o experta para llevar adelante un propósito.

  4. Espíritu crítico. Capacidad de cuestionar los principios, valores y normas que se le ofrecen en el entorno en el que se desenvuelve, siendo capaz de formarse un criterio propio que le permita tomar sus propias decisiones en las distintas situaciones que se le presentan.

  5. Capacidad de adaptación. Capacidad para variar el modo trabajo y lidiar con aquellos cambios que no fueron previstos de forma precisa cuando la organización (o la profesión) fue diseñada.

  6. Espíritu de decisión. Capacidad de determinación o resolución que una persona toma.

  7. Espíritu de iniciativa. Cualidad que poseen algunas personas de poder por sí mismos iniciar alguna cuestión, bien sea comenzar un proyecto, o buscar soluciones a alguna problemática.

  8. Espíritu de análisis. Capacidad para examinar detalladamente una cosa para conocer sus características o cualidades, o su estado, y extraer conclusiones, que se realiza separando o considerando por separado las partes que la constituyen.

  9. Perseverancia. Firmeza y constancia en la manera de ser o de obrar.

  10. Autonomía. Facultad de la persona que puede obrar según su criterio, con independencia de la opinión o el deseo de otros.

  11. Sentido de la anticipación. Capacidad para anticiparse a los acontecimientos.

  12. Sentido de la organización. Grado de implicación de las personas dentro de la organización en la que trabajan.

  13. Espíritu de síntesis. Capacidad de reducir (resumir) un contenido respetando las ideas esenciales del mismo.

  14. Disponibilidad. Posibilidad de una persona de estar presente cuando se la necesita.

  15. Empatía. Capacidad de identificarse con alguien y compartir sus sentimientos.

  16. Aptitud de negociación. Capacidad de intercambiar propuestas y concesiones entre dos posiciones diferentes sobre un mismo asunto.

  17. Sentido pedagógico. Capacidad para enseñar o guiar a alguien en un determinado tema.

  18. Curiosidad intelectual. Medida en que las personas se interesan por considerar ideas nuevas y tal vez poco convencionales.

  19. Capacidad de respuesta rápida. Capacidad de rápida resolución ante preguntas, problemas o situaciones de diversa índole.

  20. Discreción. Actitud del que hace, dice o piensa algo procurando no cometer ligerezas o imprudencias.

Fonte: Julián Marquina

Você sabia que dentro da USP tem uma tecidoteca?

Localizado no campus da zona leste de São Paulo, acervo do espaço é aberto ao público

Por Marcella Affonso

Bandeiras de tecidos planos e de malharia, catálogos de empresas têxteis e de aviamentos – como botões, zíperes e fitas – e fibras. Tudo isso constitui o acervo da Tecidoteca da USP.

O espaço foi criado em 2005, junto ao bacharelado de Têxtil e Moda, e vinculado à biblioteca da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), campus da USP na zona leste de São Paulo. Além do espaço físico, a Tecidoteca também conta com uma base de dados on-line.

O acervo do espaço é aberto ao público mediante agendamento. As visitas devem ser marcadas pelo e-mail bibtecidoteca-each@usp.br. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (11) 3091-1035.

Conheça o local:

Veja o vídeo

Fonte: TV USP

Programa torna bibliotecas espaços de transformação sociocultural

A participação no Conecta Biblioteca, programa nacional de estímulo à transformação social por meio de bibliotecas públicas, levou a biblioteca do município de Domingos Martins (ES) a registrar um número histórico de usuários em 2017. Um total de 15.041 pessoas, ou o equivalente à 50% da população da cidade, passou a utilizar o espaço da biblioteca para transformação sociocultural. Também a biblioteca de Juína (MT) experimentou um salto no número de usuários: de 700 empréstimos anuais, para 3 mil por ano.

Com o objetivo de fortalecer as habilidades dos profissionais de bibliotecas e incentivar o papel desses espaços no desenvolvimento de comunidades, o Conecta Biblioteca lançou hoje (5) uma convocatória para selecionar 108 bibliotecas públicas em todo o Brasil até o próximo dia 5 de março. O edital está disponível na internet. O programa é coordenado pela organização não governamental (ONG) Recode e pela Caravan Studios e tem patrocínio da Fundação Bill e Melinda Gates.

O programa visa fortalecer as habilidades profissionais dos bibliotecários, mas sempre com o objetivo de impactar os usuários, a comunidade”, ressaltou a diretora executiva da ONG, Viviane Suhet. No ano passado, 92 bibliotecas de 86 municípios de 24 estados e do Distrito Federal ingressaram no programa. Oitenta por cento desses 92 equipamentos criaram comitês de jovens, que contabilizam até o momento 550 voluntários, que ajudam nas pesquisas das comunidades, trabalham ligados no dia a dia das bibliotecas e, inclusive, ajudam na execução das ideias propostas.

Na biblioteca de Cariacica (ES), os jovens voluntários reforçaram a oferta de cursos online de tecnologia, que são ministrados por um integrante do comitê de jovens, João Carlos Valadares Júnior. Com apoio da prefeitura local, eles oferecem também um curso presencial gratuito, contribuindo para a inclusão digital da população. Outro caso que envolve bastante a comunidade é o da Biblioteca Maria Santana, em Juína (MT), que criou uma programação dentro do carnaval oficial da cidade. A Bibliofolia é um espaço para contação de histórias e jogos. “Isso tem levado bastante a comunidade para dentro da biblioteca. O folião tem contato com os livros”, disse Viviane Suhet. “É o equipamento ser conhecido como um espaço de transformação social. Um equipamento cultural que dialoga com a comunidade que está no entorno, que contribui para o desenvolvimento das pessoas”, destacou.

Nova visão

Além de fortalecer as habilidades dos profissionais das bibliotecas, o programa visa a formar nas unidades uma nova programação que esteja em sintonia com a agenda de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). “No momento em que esses profissionais fortalecem suas habilidades e passam a entender como podem pesquisar uma comunidade, criar uma estratégia de comunicação, trabalhar uma gestão participativa, [eles] descobrem como trazer para dentro uma programação, novos usuários ou aumentar a frequência daqueles que já visitam a biblioteca”, disse Viviane.

A ideia é aumentar em pelo menos 60% o número de usuários, sendo um terço de jovens. Por meio da parceria com governos, organizações da sociedade civil e setor privado, o programa garante a continuidade, na medida em que os funcionários das bibliotecas conseguem articular parcerias em seus municípios e estados para fazer com que esse apoio tenha caráter permanente e ultrapasse o programa.

Em Domingos Martins (ES), a bibliotecária Ana Maria Silva realiza aulões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) transmitidos online. Também promove uma feira de produtos agroecológicos dentro da biblioteca. Já em Abaetetuba (PA), a participante Alessandra Dias conseguiu, mediante parcerias entre secretarias de governo municipal, transformar a biblioteca em um polo de promoção da cidadania, onde usuários podem tirar a carteira de identidade, Cadastro Nacional de Pessoa Física (CPF) e Carteira de Trabalho, entre outras certidões.

Condições

Nessa segunda etapa do programa, podem se inscrever bibliotecas de municípios com até 400 mil habitantes de todos os estados e do Distrito Federal, que tenham no mínimo três computadores voltados para a comunidade e conectados à internet, com cadastro atualizado junto ao sistema nacional de bibliotecas públicas e sistemas estaduais. A preocupação é beneficiar municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), disse Viviane Suhet.

No período de 14 a 18 de maio próximo, o programa reunirá cerca de 200 participantes das duas etapas no 2º Encontro Nacional Conecta Biblioteca, no Rio de Janeiro, com presença dos parceiros do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) e da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), do Ministério da Cultura. A agenda inclui compartilhamento de boas práticas e o início da formação, com o módulo sobre pesquisa da comunidade. A expectativa é que, a partir de setembro, sejam criados indicadores que revelem o perfil dos usuários de bibliotecas no Brasil.

A diretora executiva da ONG Recode analisou que a biblioteca pode ser muito mais do que um depósito de livros e ajudar a transformar a comunidade onde está localizada. O programa Conecta Biblioteca pretende deixar toda a formação dos profissionais em uma plataforma online, que possa ser utilizada pelas demais bibliotecas do país.

Viviane espera que, até 2020, todas as bibliotecas estejam ajudando a transformar suas comunidades de forma integrada. Isso envolve 6.102 bibliotecas cadastradas no Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas; 110 bibliotecas comunitárias cadastradas na Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC), além das bibliotecas escolares. De acordo com o Censo Escolar 2016, do total de 217.480 escolas públicas do país, apenas 21% dispoõem de biblioteca em suas dependências.

Fonte: ISTOÉ

Você é bibliotecário e está desempregado?

É possível apontar algumas demandas que os bibliotecários podem empreender por meio da prestação de serviços na área de gestão da informação além do espaço biblioteca-centro de documentação aplicando/adaptando conhecimentos aprendidos na graduação e buscando se especializar pós-formado. O segredo é pensar fora da caixa e ir além do que estamos acostumados. Ter visão estratégica do mercado e desenvolver competências para tal.

Nichos como pesquisas de mercado, desenvolvimento de aplicativos, programas, sistemas de informação, monitoramento de publicações e fontes especializadas (inteligência competitiva), projetos de memória institucional, editoração eletrônica, gestão eletrônica de documentos, arquitetura da informação na web, gestão de dados científicos, personal organizer, gestão de processos, redação e pesquisas de patentes, organização de prontuários médicos, entre outros que serão citados e explorados a seguir.

No caso da pesquisas de mercado, é uma importante ferramenta para obter informações precisas sobre um produto, serviço, mercado ou público-alvo pois ajudam as empresas na tomada de decisão e/ou planejamento de algo com valor agregado para seus clientes. O bibliotecário conhece fontes de informação e sabe como recuperar a informação para poder realizar uma análise ou somente entregar os dados coletados para quem precisa.

No desenvolvimento de aplicativos, programas, sistemas de informação, mesmo que o bibliotecário não tenha conhecimentos específicos nessa área, ele pode contratar um profissional para ajudar no desenvolvimento para atender esse nicho. Muitas empresas atualmente tem necessidade de organizar as informações em sistemas próprias que permitam a completa recuperação. Nesse caso, o bibliotecário com conhecimento especializado em linguagens documentárias, indexação, metadados, padronização de termos, construção de vocabulários, entre outros que serão muito úteis nesse caso específico.

Outro nicho é a prestação de serviços para monitoramento de publicações e fontes especializadas, também chamado de serviço de inteligência competitiva, em que o bibliotecário usará todos seus conhecimentos voltados para pesquisa, principalmente em fontes científicas e tecnológicas, para coletar dados que possam ser usados por empresas na concepção de novos produtos e serviços.

Muitas empresas e organizações governamentais tem o interesse em projetos de memórias institucionais, não somente para registro e preservação de informações sobre a própria instituição e seus produtos, como também para promover a visibilidade da marca e fortalecimento de seu mercado. É comum encontrar historiadores e arquivistas que atuam nesse nicho, porém o bibliotecário também tem competência para gerir essa atividade.

A editoração eletrônica em portais de periódicos científicos ou mesmo em revistas comerciais é outro campo que oferece muitas possibilidades de atuação para bibliotecários prestarem serviços, visto que podem aplicar seus conhecimentos na organização, padronização, recuperação, tratamento e preservação destas informações. Por terem conhecimentos em programas de plágio, normalização e indexação dos artigos em bases de dados, os bibliotecários podem prestar esse serviço para diferentes instituições.

Outra oportunidade que destaca-se é gestão eletrônica de documentos, principalmente nas empresas, que há necessidade real de organizar os documentos produzidos e recebidos para facilitar suas rotinas e processos organizacionais que demandam o uso das informações contidas nesses documentos. É perceptível a atuação de arquivistas nesse espaço, porém nada impede a atuação de bibliotecário visto sua formação.

A gestão e mapeamento de processos também pode ser realizada por bibliotecários que sabem muito bem coletar e organizar as informações de atividades, insumos, entradas e saídas para desenhar e modelar processos facilitando o fluxo informacional nas empresas por meio do uso de ferramentas e softwares como é o caso do Bizagi que auxilia na organização das atividades e tarefas dos setores em uma instituição, principalmente para reorganizar as atividades, profissionais envolvidos, reduzir custos e tempo de determinadas atividades.

Outra área que tem crescido muito e vemos vários tipos de profissionais atuando por ser multidisciplinar é como “personal information” ou “personal organizer” que está relacionado a uma consultoria na organização, seja de objetos ou de informação. É possível perceber a importância da atuação desse profissional na organização e atualização de informações no currículo lattes, em caixas de e-mails ou mesmo para organização de informações para elaborar relatórios de pesquisa, relatórios de viagens de estudos, de memoriais descritivos, de relatórios de estágios probatórios (nicho professores e pesquisadores), entre outras demandas existentes tanto no ramo empresarial quanto educacional.

A área de arquitetura da informação também oferece espaço para bibliotecários atuarem no que diz respeito à organização e curadoria de conteúdos na web. É importante que essas plataformas estejam estruturadas, acessíveis, padronizadas para facilitar a busca e usabilidade da informação. O bibliotecário pode contribuir muito categorizando e disponibilizando as informações de uma forma que agregue valor na recuperação e traga vantagem competitiva para os negócios de uma empresa, como é o caso dos sites de comércio eletrônico. O profissional pode se especializar nessa área, montar uma equipe e atender várias empresas que atuam com comércio eletrônico ou mesmo em sites governamentais que precisam ter as informações organizadas para facilitar o acesso, disseminação e recuperação. Além de sites comerciais, tem intranets das instituições, softwares e comunidades online que requer a estruturação de todas as informações disponíveis nesses ambientes. É necessário se especializar nessa área e aprofundar conhecimentos porque a função principal de um arquiteto da informação é a chamada “User Experience Design (ou UX designer), ou seja, o profissional que pensa na experiência que o usuário terá quando interagir com as plataformas ou mesmo algum produto digital.

Também é possível se especializar em outros nichos de mercado que envolvem tendências na ciência e tecnologia. Um é a redação e pesquisas de patentes e outro é a gestão de dados científicos.

No que tange as patentes, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e a Fundação Getúlio Vargas oferecem capacitações nessa área. É comum perceber em inventores e pesquisadores a dificuldade em mapear produtos ou protótipos em bases de dados especializadas, assim como redigir e registrar uma patente, levando a perda de tempo e de também onerando os custos envolvidos nesse processo. O bibliotecário com seu conhecimento nessa área de fontes e recursos de informação tem muito espaço para atuar nesse nicho se especializando e prestando serviços para esse público-alvo. Registrar uma invenção no Brasil garante vinte anos de exploração comercial, ou seja, tem vantagens nesse processo e espaço para bibliotecários atenderem essa demanda.

Outra oportunidade nessa área de ciência e tecnologia é a prestação de serviços para pesquisadores em relação aos dados de pesquisas coletados, principalmente para institutos de pesquisas que geram dados quantitativos em grande escala. A ciência produz uma quantidade cada vez maior de dados que são utilizados em vários estudos e pesquisas, é preciso gerir e integrar esses dados por meio da criação de sistemas estruturados.

Pesquisadores de carreira com dedicação exclusiva muitas vezes não sabem como organizar, preservar ou mesmo tratar os dados coletados e abre um outro nicho de atuação para bibliotecários para gerenciar plataformas de compartilhamento de dados entre diversos pesquisadores inclusive. Silva (2016) apresenta várias ações de apoio que os bibliotecários podem prestar serviços para elaborar um projeto de ciclo de vida para os dados científicos pois exige soluções de planejamento que incluem conhecimentos específicos sobre a escolha do repositório e técnicas de armazenamento para a conservação e o uso permanente dos dados como chave para o êxito de um projeto de pesquisa.

A prestação de serviços na área de gestão da informação também pode ser especializada para determinados campos, como é o caso da área da saúde ou em escritórios jurídicos e contábeis. Em ambos casos, o bibliotecário pode abrir sua empresa, capacitar uma equipe e realizar esse tipo de serviço para vários escritórios ou clínicas.

No caso da área da saúde, os medicos necessitam muitas vezes lutar contra o tempo para realizar diagnósticos ou ter acesso a exames feitos para facilitar a tomada de decisão na escolha de algum tratamento ou medicamento aos pacientes. Tendo essas informações registradas em um sistema que possibilite, inclusive acesso online, a prontuários, receitas, exames e outras informações sobre a vida do paciente facilita o processo e pode salvar vidas. No caso de escritórios jurídicos ou contábeis, ter as informações atualizadas de jurisprudências, projetos de leis em andamento, publicações em diário ofcial no ramo de atuação específico de escritório, legislação, entre outras informações pertinentes ao nicho do escritório facilita a elaboração de um processo, defesa ou acusação de um réu, ganho ou perda de causas judiciais, otimiza recursos e tempo, entre outras vantagens que a efetiva gestão da informação pode contribuir.

Em plena sociedade da informação, é quase que inadmissível não pensar em explorar mercados de empresas privadas que necessitam de profissionais com competência para realizar a efetiva gestão da informação em seus ambientes visto que a organização e recuperação plena desta contribui com qualidade dos serviços prestados pela empresa, otimiza recursos, agrega valor à marca e também garante a competitividade frente aos concorrentes.

O atual mundo do trabalho exige um perfil profissional diferenciado e que esteja atento às mudanças, demandas e oportunidades para empreender, dessa forma a criação de um negócio na área de informação por um bibliotecário precisa ser focado em serviços voltados para demandas específicas do mercado e da sociedade em si.

Em recente levantamento, foram encontradas em torno de sessenta empresas criadas por profissionais da Biblioteconomia que prestam serviços nas mais diferentes áreas:

Pro Arquivo
• Ged Brazil
• Acesso Consultoria & Gestão da Informação
• Bibliotec
• Modal
• Bibliohelp
• Moonie Gestão Documental
• Indexare
• InfosDoc
• Class Cursos
• Index Informação Integrada
• Biblioo
• Soluarq – Soluções em Arquivos e Gestão da Informação
• Guzzo Projetos
• Informar Gerência de Documentos e Informações
• Lepidus Tecnologia
• Info Content Gestão da Informação
• Extralibris
• FM Treinamentos e Palestras
• T-Shirts Mural
• Editora Malê
• Umanus
• Soluarq – Soluções em Arquivos e Gestão da Informação
• Datacoop
• Heloisa Costa
• Personal Bibliotecária
• Biblion Consutoria
• Praxis Soluções
• Ebig
• Info Millenium
• Acervo Organização e Guarda de Documentos
• CDM Gestão da Informação
• Livraria Africanidades
• Equipe Normalize
• Formatum Consultoria
• Biblio Ideias
• MC Normalizações
• Biblio Art Consultoria
• InfosDoc
• Redata
• Bibliocoop
• Mila Organiza
• Normalização Eficiente
• Archivari
• Control Informação e Documentação
• Innova Gestão
• NS Consultaria Gestão da Informação
• Ideia Consultoria e Treinamentos
• Optimize Soluções
• Normalizar Consultoria
• Zilli Gestão de Documentos
• Ebig
• Egrégora Inteligência
• Metodológica Gestão da Informação
• Triagem Consultoria
• InfosDoc
• Content Mind
• Ebig
• eDoc Consultoria

Saiba mais em www.empreendebiblio.com

Fonte: Facebook Dani Spudeit

Programa Conecta Biblioteca lança convocatória para selecionar 108 bibliotecas públicas em todo o Brasil

Escrito ou enviado por  Flávia Ribeiro

Iniciativa da ONG Recode e Caravan Studios apoia profissionais de bibliotecas e prevê mobilização de jovens e gestores para estimular a transformação social por meio desses espaços

Com os objetivos de fortalecer as habilidades dos profissionais de bibliotecas e incentivar o papel desses espaços no desenvolvimento de comunidades, o Conecta Biblioteca lança uma nova convocatória para selecionar 108 bibliotecas públicas em todo o Brasil entre a próxima segunda-feira, 05/02, e o dia 05/03. O edital está disponível no site www.recode.org.br/convocatoria.

É o segundo ano consecutivo que a ONG Recode e a Caravan Studios realizam uma intensa articulação para fomentar o uso desses espaços públicos a partir de uma escuta qualificada das demandas da população local. Em 2017, o programa impactou 79 mil pessoas direta e indiretamente nos 86 municípios participantes de 24 Estados e DF, por meio de 92 bibliotecas e 550 jovens voluntários.

Um dos objetivos do programa é exatamente contribuir para a sustentabilidade das iniciativas propostas, dando protagonismo aos jovens e aos profissionais de bibliotecas como agentes de transformação social. Isso reforça o potencial da iniciativa para contribuir com políticas públicas de valorização do livro e leitura e acesso à informação e educação”, comenta o presidente da ONG Recode, Rodrigo Baggio.

A convocatória está aberta a bibliotecas públicas estaduais ou municipais situadas em municípios com até 400 mil habitantes ou Distrito Federal, com no mínimo 3 computadores voltados ao uso da comunidade e conectados à Internet. Também é necessário ter cadastro atualizado junto ao sistema nacional de bibliotecas públicas e sistemas estaduais.

Como marco das atividades em 2018, o programa reunirá cerca de 200 participantes das duas etapas no II Encontro Nacional Conecta Biblioteca, em maio, no Rio de Janeiro, com presença dos parceiros do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) e da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB). A agenda inclui compartilhamento de boas práticas e o início da formação, com o módulo sobre Pesquisa da Comunidade. Ao longo do programa, a formação ainda irá contemplar temas como estratégias de comunicação, gestão participativa e articulação, visando a implementação de uma programação para atrair novos usuários para esses equipamentos culturais, especialmente jovens.

Conquistas do programa

Após o primeiro ano de participação no programa, a biblioteca de Juína (MT), relatou um salto no aumento de usuários: de 700 empréstimos/ano, para 3 mil/ano. A biblioteca de Domingos Martins (ES) registrou um número histórico de usuários em 2017: foram 15.041 pessoas, equivalente à 50% da população do município.

Cerca de 80% das participantes da primeira etapa criaram comitês de jovens que vão a campo para realizar a pesquisa da comunidade. Além disso, os comitês ajudam a colocar em prática algumas das ideias mapeadas nesse processo, como cursos de tecnologia, rodas de conversa, sarau de poesias, encontros com jogos e oficinas.

O Conecta Biblioteca incentiva o avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Em Domingos Martins (ES), a bibliotecária Ana Maria Silva realiza “aulões” do Enem transmitidos online (ODS 4) e também promove uma feira de produtos agroecológicos dentro da biblioteca (ODS 2). Em Abaetetuba (PA), a participante Alessandra Dias idealizou parcerias entre secretarias de governo municipal para transformar a biblioteca em um polo de promoção da cidadania, onde usuários podem tirar a carteira de identidade, CPF, carteira de trabalho e outras certidões (ODS 8).

Outras histórias do programa podem ser conhecidas em http://recode.org.br/convocatoria

Sobre o Conecta Biblioteca:

Realização da ONG Recode e da Caravan Studios, o Conecta Biblioteca é um programa nacional de estímulo à transformação social por meio de bibliotecas públicas, espaços vitais para o desenvolvimento de comunidades. Para isso, promove apoio e formação a uma rede de profissionais de bibliotecas, estimulando-os a aprofundarem sua atuação como agentes de transformação. Adicionalmente, o Conecta Biblioteca visa contribuir com o fortalecimento e a sustentabilidade da rede nacional de bibliotecas.

Sintonizado com as políticas públicas para o setor, o Programa está orientado pelas metas estabelecidas no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Plano Nacional de Cultura (PNC) e também pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS). O Conecta Biblioteca tem o apoio do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) e da Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) e patrocínio da Fundação Bill & Melinda Gates.

Fonte: SEGS

Edusp contribui para enriquecer acervo de bibliotecas públicas

Uma parceria com bibliotecas públicas estabelece doações regulares de títulos da editora

Por Erika Yamamoto

O secretário municipal de Cultura e Turismo de Pirassununga, Roberto Bragagnolo (centro), esteve presente na Biblioteca Chico Mestre, acompanhando a bibliotecária Tábita e o bibliotecário da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), Girlei Lima, na entrega das obras – Foto: Divulgação

Com o objetivo de apoiar a atualização dos acervos das bibliotecas e incentivar a leitura, a Reitoria desenvolveu uma parceria entre a Editora da USP (Edusp) e as bibliotecas públicas municipais das cidades que abrigam campi da Universidade, estabelecendo doações regulares de títulos da editora.

Os primeiros lotes de livros já estão sendo entregues e, a partir de agora, as bibliotecas selecionadas poderão escolher e solicitar as obras que estejam alinhadas com os interesses da comunidade. Dessa forma, espera-se que os livros possam ser disponibilizados mais rapidamente a potenciais leitores.

Para a diretora da Edusp, Valeria de Marco, “a iniciativa, além de contribuir para atualizar as coleções das bibliotecas municipais – que têm grande dificuldade para manter uma política de formação de acervo –, também é uma forma de divulgar a produção da Edusp e ampliar as possibilidades de interação entre a Universidade, as bibliotecas públicas e os cidadãos desses municípios”.

Uma das bibliotecas contempladas foi a Biblioteca Municipal de Pirassununga Chico Mestre, que recebeu, no dia 1º de fevereiro, um lote com 73 obras da Edusp. O secretário municipal de Cultura e Turismo de Pirassununga, Roberto Bragagnolo, esteve presente na biblioteca, acompanhando a bibliotecária Tábita e o bibliotecário da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), Girlei Lima, para receber a doação das obras.

Outra importante vantagem da iniciativa é o fortalecimento das relações entre os profissionais das bibliotecas públicas municipais e os das bibliotecas universitárias, já que estes últimos ajudam na escolha e requisição dos títulos e na logística da entrega dos livros.

Além da Biblioteca Chico Mestre, outras bibliotecas contempladas com a iniciativa são a Biblioteca Rodrigues de Abreu (em Bauru), a Biblioteca Sérvulo Gonçalves (em Lorena), Biblioteca Ricardo Ferraz de Arruda Pinto (Piracicaba), Biblioteca Guilherme de Almeida (Ribeirão Preto), Biblioteca Amadeu Amaral (São Carlos) e a Biblioteca Costa Norte (São Sebastião).

Fonte: Jornal da USP

Conheça as estratégias do Conecta para atrair os jovens para bibliotecas públicas

Texto por Daniele Pechi

Finalista da segunda edição do Prêmio IPL, o programa da ONG Recode aproxima adolescentes em situação de vulnerabilidade social das bibliotecas públicas dos territórios onde moram

O Conecta é um programa nacional de estímulo à transformação social por meio de bibliotecas públicas, que tem por objetivo aproximar a comunidade das bibliotecas e atrair novos usuários para esses equipamentos, especialmente jovens em situação de vulnerabilidade social.

Segundo o Manifesto IFLA – UNESCO 1994, a biblioteca pública é a porta de acesso local ao conhecimento, fornece as condições básicas para uma aprendizagem contínua, para tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e grupos sociais. Entretanto, 66% dos brasileiros não frequentam bibliotecas de acordo com a última edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Diante deste potencial, os organizadores do projeto acreditam que o programa possa colaborar na ressignificação do papel da biblioteca.

O principal objetivo da iniciativa é aumentar a utilização das biblioteca ao posicioná-las como espaços de acesso à informação, de experiências e de construção de redes, o que pode contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional das comunidades, especialmente os jovens e fortalecer a rede nacional das bibliotecas. Além disso, o programa objetiva aumentar o número de frequentadores da biblioteca, especialmente os jovens, fortalecer as habilidades dos profissionais (por meio de cursos e ações culturais que fazem sentido para os jovens) e garantir sustentabilidade do Conecta ao final de 2020.

Estrutura do Conecta

Presente em 24 estados do Brasil, o projeto promove apoio e formação à rede de profissionais de bibliotecas, estimulando-os a aprofundarem sua atuação e se posicionarem como espaço vital para o desenvolvimento das comunidades. Fazer esse trabalho, no entanto, exige uma articulação sofisticada de um grupo de coalizão, que envolve diversos atores: academia, governos municipais, estaduais e federal, ONGs, rede de bibliotecas comunitárias, entre outros.

Na primeira fase do programa, que se encerrou em dezembro de 2016 os resultados alcançados foram:

Criação de Redes e Conexões: profissionais das bibliotecas criaram o grupo formação em bibliotecas voltado para o compartilhamento de boas práticas e materiais derivados das formações ocorridas online. Esse foi o canal de comunicação entre os profissionais, que por sua vez passaram a replicar ações implementadas pelos seus pares.

Projetos a partir da formação presencial: A iniciativa em questão deveria atender jovens de 12 à 29 anos, dialogar com o mundo digital e propor resoluções para desafios sociais da comunidade. Resultaram em 30 projetos, dos quais 10 foram premiados. Os três primeiros colocados visitaram as bibliotecas do Chile – que são referência em boas práticas.

Se interessou pelo trabalho da ONG Recode e quer saber mais sobre o Conecta Biblioteca? Então curta a página do projeto no Facebook e visite o site da instituição.

Fonte: Plataforma Pró-Livro

Um dos grandes nomes da literatura brasileira é tema de encontro

Um dos grandes nomes da literatura brasileira, escritor e dramaturgo é tema de encontro de incentivo à leitura em Rio Preto

Texto por Francine Moreno

Dramaturgo, romancista, ensaísta, poeta e professor brasileiro, Ariano Suassuna morreu em 2014, mas sua obra continua viva, atual e relevante. Em Rio Preto, um grupo de homens e mulheres de diferentes idades, por exemplo, irá mergulhar intensamente no universo do paraibano de nascimento e pernambucano de coração com o objetivo de entender porque ele sempre teve histórias originais na ponta da língua, ideias firmes, sensibilidade e humor genial.

O escritor da cultura brasileira, conhecido por mesclar o erudito e o popular, vai ser o protagonista do segundo encontro do projeto Casa de Criar: Ações Literárias, que será realizado neste sábado, 3, às 10h, no auditório da Biblioteca Municipal. A iniciativa, contemplada no edital do ProAC de estímulo à leitura em bibliotecas, foi criada pela professora Carolina Manzato, sócia e diretora executiva da Casa de Criar, com foco no incentivo à leitura e à literatura. Ao todo, o projeto terá 10 encontros com mediação de diferentes profissionais sobre obras de grandes escritores.

Desta vez, a condução será feita por Carolina. Ela escolheu a obra de Ariano Suassuna por causa da intenção inicial do projeto, que é democratizar à leitura. Segundo ela, o escritor e dramaturgo é carismático, o que facilita o acesso. “Parte da sua obra, que inclui O Casamento Suspeitoso, A Farsa da Boa Preguiça, O Santo e a Porca e O Auto da Compadecida, reúne personagens do imaginário popular, como João Grilo. São personagens que, mesmo com dificuldades e pobreza, pela sagacidade conseguem se dar bem no final.”

Carolina elogia ainda mais os personagens e seu ator. “Eles fazem um retrato da sociedade. As pessoas conseguem se identificar e divertir.” Segundo ela, a ação instiga e fisga os participantes porque o próprio autor tem muitas características positivas, sempre teve um atuante posicionamento político e suas obras consagradas foram para o cinema e televisão. Todo mundo já ouviu falar.” Outro ponto do escritor foram as aulas-espetáculos, em que ele dava uma aula de história da arte a partir do legado cultural brasileiro e defendia a identidade nacional.

Aprendizado

Fã de Ariano Suassuna, o professor Gláucio Camargos é um dos cerca de 50 inscritos no encontro deste sábado. “O escritor e dramaturgo brasileiro representa muito bem o Brasil em seus textos e é muito atual, principalmente pelo momento que o Brasil está passando.” Camargos conta ainda que está ansioso para ler As infâncias de Quaderna, que será lançado em breve. “Uma das suas melhores obras foi o extenso A Pedra do Reino, que me marcou muito na adolescência. Eu sempre quis ler o último capítulo e ele não existia. Esperei cerca de 10 anos e agora será lançado”, afirma.

O acervo inédito deixado por Ariano Suassuna parece inesgotável. Obras raras e novas serão lançadas neste ano. “Há uma em especial, Dom Pantero no Palco dos Pecadores, que já está sendo aclamada”, afirma Carolina Manzato. Outras cinco novas obras do escritor também serão conhecidas este ano.

Quem também vai participar do curso é a educadora Thainá Garcia, que está ansiosa e curiosa para entender um pouco mais sobre Suassuna, que completaria 91 anos em 2018. Ela, que trabalha com a educação de crianças de dois anos, acredita que a leitura tem um poder transformador. Além dela, a mãe Carla também participará do encontro. “Estou em busca de conhecimento e quero conhecer melhor Suassuna, que é um dos nomes mais importantes da história do Brasil, para repassar para meus alunos.”

Projeto

O primeiro encontro do projeto Ações Literárias foi realizado em dezembro do ano passado e o tema abordado foi Os contos de fadas e a formação dos arquétipos humanos universais, com coordenação da professora Ana Catarina Angeloni Hein. Ao todo, 47 pessoas participaram. Já o terceiro encontro está agendado para o dia 10 de março. O professor Leandro Passos vai explorar a literatura de Marina Colasanti. Para participar é preciso fazer inscrição. A ficha pode se acessada no Facebook Casa de Criar.

Serviço

  • Encontro do projeto Casa de Criar: Ações Literárias. Sábado, 3, às 10h, no auditório da biblioteca. Gratuito. Informações: (17) 99131-8500.

Fonte: Diário da Região

La biblioteca digital como herramienta educativa

La digitalización de los fondos de las grandes bibliotecas ha facilitado a usuarios de todo el mundo el acceso a la información

Las bibliotecas digitales ponen al alcance de los alumnos gran cantidad de recursos
  • Con el avance de las nuevas tecnologías han aparecido nuevos recursos educativos.

  • La digitalización de los fondos de las bibliotecas ha permitido conservar y difundir obras a nivel mundial.

  • Internet es una nueva herramienta para la educación pero hay que saber usarla.

Si hay algo que ha quedado claro en los últimos años es que el proceso de transformación digital que estamos atravesando afecta a todos los aspectos de nuestra vida. Desde las comunicaciones hasta la conservación del patrimonio cultural, todo se ha visto afectado y ha dado como resultado una mayor facilidad para acceder a ello.

Hoy en día es posible ver cuadros de los grandes museos desde el salón de nuestra casa, y de la misma forma es posible acceder a grandes historias de la literatura universal.

La digitalización de los fondos de diferentes grandes bibliotecas de todo el mundo pone en nuestras manos ediciones nunca vistas con anterioridad, permitiendo además una difusión cultural más sencilla. 

Esta transformación digital se amplía también al sector de la educación, actualmente ya hay escuelas que utilizan los últimos avances tecnológicos para impartir clases. Desde el uso de ordenadores personales y tablets hasta las clases de robótica, el mundo digital ha llegado a los colegios.

No es algo de extrañar pues las nuevas generaciones de nativos digitales demandan a la hora de aprender la misma inmediatez que les ofrecen estos adelantos en su día a día. Esto ha obligado a colegios y profesores a adaptar sus metodologías de enseñanza y así incluir el uso de esta clase de recursos en las tareas escolares.

Las bibliotecas digitales se han convertido en una herramienta básica para estas nuevas generaciones a la hora de estudiar y acercarse a la lectura. El entorno digital ha hecho que los nativos digitales se aproximen a la lectura a través de diferentes soportes digitales (smartphones, ordenadores, ebooks…) en lugar de hacerlo con los libros como anteriormente.

De esta manera el aula se ha adaptado a los nuevos tiempos y con ella la biblioteca. El reto ahora es crear proyectos para fomentar la lectura en soporte digital y la enriquezcan con otros recursos interactivos que atraigan a los alumnos.

Si eres profesor y quieres crear una biblioteca digital para tu aula solo necesitas contar con un soporte digital. Son numerosas las obras literarias que se pueden encontrar online para descargar de forma completamente gratuita.

Selecciona los libros que creas que pueden ayudar a tus alumnos, los que reforzarán lo que han aprendido en el aula, o los que crees que despertarán su creatividad. De esta manera podrás conseguir que la lectura se convierta en un hábito para ellos.

¿Conoces alguna de las bibliotecas gratuitas que puedes encontrar online? La Biblioteca Nacional de España es una de ellas, su versión digital es laBiblioteca Digital Hispánica y en ella puedes encontrar para consultar y descargar libros y documentos de los últimos 500 años.

Otro ejemplo es también Europeana, la biblioteca digital de la Unión Europea donde además se pueden encontrar pinturas o películas.

Por último el Proyecto Gutenberg es uno de los más conocidos, esta recopilación digital tiene carácter internacional y pueden encontrarse libros y documentos en diferentes idiomas. 

La adaptabilidad de las bibliotecas al entorno digital es un hecho. ¿Te has adaptado tú como lector?

FonteUniversia México

Bibliotecas de São Paulo entram no clima do Carnaval e divulgam programação de eventos

As bibliotecas públicas da cidade de São Paulo estão com uma programação especial para o Carnaval deste ano. Várias unidades terão blocos e apresentações musicais.

Nesta quinta-feira (1º), o grupo Trupe se apresenta na biblioteca Clarice Lispector, no Siciliano, às 15h. A apresentação quer resgatar marchinhas tradicionais e misturar com músicas atuais, contando a história de amor entre um folião e uma boneca que ganha vida. O Carnaval da Trupe deve se apresentar também nas bibliotecas Paulo Setúbal, na Vila Formosa (dia 6, às 15h), e Raul Bopp, na Aclimação (dia 8, às 14h).

O bloco Mamãe Eu Quero quer reunir toda a família para pular o Carnaval, chamando os presentes para tocar instrumentos de percussão e fazer parte da bateria durante a apresentação. O bloco se reúne na biblioteca Jamil Almansur Haddad, em Guaianases, nesta sexta-feira (2), às 14h.

Já a Pequena Orquestra Interativa propõe um carnaval com brincadeiras e ritmos nordestinos. A cada número, a banda troca o estilo musical e demonstra como as pessoas podem interagir com eles. Os primeiros shows deles este mês acontecem nas bibliotecas Castro Alves, no Jardim Patente (dia 2, às 15h), Malba Tahan, em Interlagos (dia 3, às 14h) e Jovina Rocha, em Artur Alvim (dia 4, às 11h).

Outro grupo que está resgatando o “Carnaval do passado” é o Furunfunfum no Carnaval. Na verdade, a ideia é começar com um baile de Carnaval para as crianças, com o auxílio de músicos-atores cantando músicas carnavalescas de diversas épocas. As apresentações serão nas bibliotecas Narbal Fontes, em Santana (dia 3, às 11h) e Sylvia Orthof, no Tucuruvi (dia 3, às 14).

Todas as apresentações vão durar em torno de 1h e devem acontecer em mais bibliotecas por toda a capital paulista até o fim de fevereiro. A programação das próximas semanas será publicada em breve pelo Metro Jornal.

Fonte: Metro Jornal

Sesc Sorocaba realiza atividades que visam o incentivo à leitura

Neste mês, o Sesc realiza atividades de incentivo à leitura. Uma delas é o Clube da Leitura que ocorre neste sábado (3) e no dia 17, às 16h, na biblioteca da unidade. O tema dos encontros será “Palavras de J.R.R. Tolkien”, com coordenação da crítica literária Francine Ramos. O objetivo é conhecer, refletir e discutir as obras de John Ronald Reuel Tolkien, conhecido internacionalmente por J.R.R. Tolkien (1892-1973). 

Ele foi um premiado escritor, professor universitário e filólogo britânico, nascido na África. Recebeu o título de doutor em Letras e Filologia pela Universidade de Liège e Dublin, em 1954, e é autor das famosas obras “O Hobbit”, “O senhor dos anéis” e “O Silmarillion”. Os encontros são gratuitos e a classificação etária é 12 anos. 

Já neste domingo (4) e no dia 18, às 15h, os músicos e atores Guga Cacilhas e Niel Braga apresentam o espetáculo “De repente, arte e poesia”, por vários espaços da unidade. A dupla de artistas percorre os espaços ao som dos pandeiros e canções. Dançam, cantam, recitam poesias, interagem com o público. A cada novo encontro, um novo mote, uma nova música e novos versos. As apresentações são gratuitas e livres para todos os públicos. 

O Sesc fica na rua Barão de Piratininga, 555.

Fonte: Jornal Cruzeiro

Primeira biblioteca móvel da Nigéria aproxima crianças da literatura

Projeto da professora Funmi Ilori conta com quase dois mil livros

Projeto foi criado com financiamento de iniciativa de desenvolvimento do governo nacional | Foto: Stefan Heunis / AFP / CP

Funmi Ilori já teve o sonho de criar a maior biblioteca da África. Agora ela dirige vans repletas de livros por áreas pobres da Nigéria para ajudar as crianças a descobrir o amor pela leitura. “Os leitores são o quê?” ela pergunta a cerca de 15 jovens, sentados em pequenas mesas de plástico em uma sala de aula adaptada em um dos veículos. “Líderes!”, eles gritam de volta, em uníssono. Uma das “iRead Mobile Libraries” estacionou recentemente na escola Bethel, no distrito da classe trabalhadora de Ifako, no coração de Lagos.

Dentro do local, a professora Ruth Aderibigbe comenta que seus alunos, cerca de 200, só têm acesso a publicações de teor didático. “Livros custam muito dinheiro”, diz. Quando o projeto apareceu na escola há dois anos com sua ampla seleção, desde obras de colorir para crianças até romances infantis, além de alguns para adultos, ela o recebeu com os braços abertos. “As crianças envolvidas no programa agora falam e melhoram seu inglês”, analisa. Dentro da van, um garoto de 10 anos segurava uma cópia de “Meio Sol Amarelo”, o bestseller internacional da autora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. O livro claramente foi bem lido: sua espinha mal segurou as páginas.

Chimananda recentemente se envolveu em controvérsia depois que uma jornalista francesa perguntou durante uma entrevista se havia alguma livraria na Nigéria. “Eu acho que reflete muito mal sobre os franceses que você tem que me fazer essa pergunta”, ela respondeu, analisando que o questionamento era um exemplo da visão racista e colonial da África. Ilori está ciente disso e entende por que a questão ofenderia. Mas ela vê um problema mais amplo e quer se dedicar a tentar resolvê-lo.

“As bibliotecas públicas são funcionais na Nigéria, bem, pelo menos em Lagos. Mas não muitas pessoas maximizam o uso delas”, elucida. “Precisamos atrair novos leitores desde uma idade jovem. Nas comunidades rurais, há crianças que nunca seguraram um livro. Eu defendo as bibliotecas comunitárias em todo o mundo. Assim como as igrejas estão surgindo, as bibliotecas deveriam estar surgindo”.

Ilori é uma antiga professora primária que iniciou um negócio de empréstimos de livros em 2003. “Eu carregava as obras em uma cesta e ia de porta em porta”, recorda. As peças poderiam ser emprestadas por apenas algumas centenas de naira, mas sua experiência levou-a a perceber que poucos adultos no agitado centro econômico da Nigéria tinham o luxo de ter tempo para ler.

Dez anos depois de iniciar essa esquema, ela criou a ideia da biblioteca móvel e solicitou o financiamento de uma iniciativa de desenvolvimento do governo da Nigéria. O pedido foi bem sucedido e ela conseguiu 10 milhões de naira, que, com a taxa de câmbio no momento, era o equivalente a cerca de 60 mil euros. Com isso, ela comprou uma van e um microônibus.

Livros africanos

Agora, graças a doações e patrocinadores, ela conseguiu 13 voluntários, comprar 1.900 livros e quatro vans. Ela visita de quatro a seis escolas todos os dias, organizando oficinas de leitura à noite e finais de semana temáticos para crianças fora da escola, em áreas de favelas com a ajuda de voluntários. Os veículos funcionam como bibliotecas reais: as crianças escolhem o que querem levar para casa para ler e devolvem na semana seguinte junto a uma “revisão” obrigatória sobre o que se trata.

Sade escolhe sua história de aventura favorita, mesmo que já conheça isso de cor. “A leitura é o meu hobby. Os livros me dão ideias e me ajudam a conhecer melhor”, diz ela. Adinga prefere a “Bioenergy Insight”, uma revista sobre energia renovável que ele encontrou nas prateleiras. “Você tem certeza de que vai ler isso?” pergunta um dos voluntários. O jovem faz uma careta e guarda o periódioco, eventualmente escolhendo um livro de quadrinhos. Depois, as crianças da escola, vestidas com uniformes brancos e verdes, com uma gravata para os meninos, voltam à sala de aula.

Abaixados sob seus braços estão livros como “Toy Story” ou “Cachinhos Dourados e os Três Ursos”. Apesar os esforços, Ilori diz que ainda falta alguma coisa. “Precisamos de mais livros infantis africanos”, lamenta. Como Chimamanda disse em uma entrevista publicada a The Atlantic em fevereiro de 2017, os livros que ela leu quando criança “e acho que isso é verdade para muitas outras crianças jovens em países que antes eram colonizados, não refletiam minha realidade”.

Students from the Bethel Nursery and Primary school sit and read books in the I-Read mobile library on January 30, 2018, in Lagos.
The ‘mobile library’ project was launched, in 2013, by Funmi Ilori. Today, she has thirteen employees, 1,900 books and four vans. She visits four to six schools each day, and organizes reading workshops with volunteers on evenings and weekends in the slums for out-of-school children. / AFP PHOTO / STEFAN HEUNIS

Fonte: Correio do Povo

BIBLIOTECA DO SENAC JABOTICABAL RECEBE NOVOS LIVROS E DVDS

COM ACESSO GRATUITO, ACERVO OFERECE MAIS DE 1.980 OBRAS E ESTÁ DISPONÍVEL PARA CONSULTA DE TODA A COMUNIDADE.

Para incentivar o hábito da leitura e o compartilhamento de informações, o  Senac Jaboticabal apresenta novidades na biblioteca constantemente. Mais de 60 títulos chegaram à unidade somente este mês, são livros e DVDs de diversos autores e com temas variados.

Agora, o espaço conta com mais de 1.980 mil itens, que variam desde jogos até obras nacionais e internacionais. “A biblioteca é um dos melhores métodos de inclusão social e de aprendizagem que existe. Ao oferecer à comunidade literaturas diversas, proporcionamos o encontro com o conhecimento e a educação”, diz Leyse Bortolossi, funcionária da biblioteca do Senac Jaboticabal.

As novidades em livros são: A Bela e a Fera, Quatro Vidas de Um Cachorro, A Cabana, A Garota do Trem, Alice no País das Maravilhas, Como Eu Era Antes de Vocês e Alice Através do Espelho. Já os recém-chegados DVDs abrangem: Mulher Maravilha, Beleza Oculta, La Ia Land- Cantando Estações, Doutor Estranho, Moana, Animais Fantásticos e Onde Habitam, O Quarto de Jack, A Garota Dinamarquesa, Com Amor, Van Gogh e o seriado completo de Mad Man.

Wellington Argolo, gerente do Senac Jaboticabal, comenta que a lista foi baseada nas indicações das obras mais vendidas no Brasil. “A biblioteca não tem apenas livros. O local disponibiliza revistas, jornais, materiais em braile e multimídia e diversos conteúdos no acervo digital. Além disso, dispõe de seis computadores e duas mesas para estudos. Tudo é pensado para o bem-estar dos nossos alunos e também da comunidade, pois ler só traz benefícios, tanto social quanto profissional”, destaca.

A biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 22h20, e aos sábados, das 8 às 14 horas. Os empréstimos são gratuitos e as publicações podem ser retiradas mediante apresentação de CPF, RG e comprovante de residência. Mais informações podem ser obtidas pessoalmente na unidade.

Serviço:

Biblioteca Senac Jaboticabal

Horário: de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 22h20, e aos sábados, das 8 às 14 horas

Endereço: Rua 24 de Maio, 831 – Centro

Informações: www.sp.senac.br/jaboticabal

Fonte: O Defensor

Biblioteca Municipal de Socorro recebe atividade de Contação de histórias sobre Congada

A Biblioteca Municipal de Socorro realizará, nos dias 06, 07, 08 e 09 de fevereiro, uma Contação de histórias sobre congada. A congada é uma manifestação cultural e religiosa afro-brasileira, ainda muito presente na cultura de diversos estados brasileiros, inclusive o Estado de São Paulo. A atividade de contação de histórias, ministrada por Marinilda B Boulay,  é voltada para crianças e acontecerá nos seguinte horários: nos dias 06 e 07 das 08h30min. às 10h30min.; e nos dias 08 e 09  das 13h00 às 15h00.

O evento terá entrada gratuita, porém as vagas são limitadas. As escolas devem agendar a participação através do telefone: (19) 3895-4252.

O projeto é uma realização do ITC – Instituto Totem Cultural e do Governo do Estado de São Paulo, através da sua Secretaria da Cultura e do ProAC 2017, e tem o apoio da Totem Musical e da Prefeitura Municipal de Socorro, através das suas secretarias de cultura e Turismo, Museu Municipal, Comuc- Conselho Municipal de Cultura, Comtur e Jornal O Município de Socorro.

Fonte: Radio Socorro

Biblioteca reinaugurada nos EUA reconta a história do Brasil moderno

A sala de livros raros da biblioteca Oliveira Lima, na Catholic University of America, em Washington
Divulgação

ESTELITA HASS CARAZZAI
DE WASHINGTON

Nos últimos dois anos, o subsolo da biblioteca central da Catholic University of America, em Washington, foi pouquíssimo frequentado.

À exceção, talvez, do fantasma de Manoel de Oliveira Lima (1867-1928), diplomata, jornalista e intelectual brasileiro, que doou seu acervo à universidade.

“Acho que ele vive aqui”, brinca a brasileira Duília de Mello, vice-reitora da instituição, entre prateleiras repletas de títulos em português.

Nesta quarta (31), os milhares de livros, quadros, itens pessoais e correspondências do pernambucano serão novamente expostos ao público, com a reinauguração da biblioteca Oliveira Lima.

É um arquivo único sobre a nacionalidade brasileira, guardado em plena capital americana, onde Oliveira Lima viveu e onde seu corpo está enterrado, ao lado do de sua mulher, Flora.

O extenso acervo reconta a história do Brasil moderno, com a transição da Monarquia para a República, o esforço de modernização do país e a construção de uma identidade nacional.

Oliveira Lima ficou conhecido como o “embaixador cultural do Brasil”: organizava eventos de divulgação de obras literárias e

Livro de visitas de 1926, com registro da passagem de Gilberto Freyre pela biblioteca
Divulgação

musicais brasileiras pelo mundo e mantinha um compulsivo arquivo de suas realizações.

O sociólogo Gilberto Freyre (1900-1987) o chamava de “Dom Quixote gordo”, pelo seu pendor por causas improváveis –e pelos seus generosos contornos.

“O acervo emociona porque dá a dimensão humana de um intelectual”, afirma a pesquisadora Nathalia Henrich, biógrafa do diplomata e hoje residente na biblioteca, que ficou dois anos fechada por falta de recursos para contratar funcionários.

Ela conta que ainda precisa controlar as lágrimas cada vez que abre uma caixa –nem todo o acervo foi catalogado, o que rende descobertas diárias.

Num dos momentos de “eureca”, Henrich encontrou uma ilustração original do artista Antonio Parreiras (1860-1937): um desenho de Iracema, a personagem eternizada por José de Alencar.

Ela estampa um livro de 1910 sobre literatura brasileira escrito pelo belga Victor Orban –cujo prefácio, adivinhem, é de Oliveira Lima, e versa sobre a importância de traduzir a obra nacional para outras línguas.

Assinatura de Gilberto Freyre (a segunda de cima para baixo) no livro de visitas da biblioteca
Divulgação

Membro da Academia Brasileira de Letras, Oliveira Lima trocava cartas com Machado de Assis, Lima Barreto e outros intelectuais da época, as quais também estão no acervo da biblioteca.

Algumas estão apensas a primeiras edições de clássicos da literatura brasileira, a maioria com dedicatórias.

Entre as peças mais curiosas, estão álbuns de colagem feitos pelo diplomata, que juntava recortes de jornais, cartas e fotos a respeito de temas específicos, como o traçado da fronteira no Acre e a repercussão da publicação de seus livros. Uma espécie de “scrapbook” vitoriano.

A biblioteca em Washington foi aberta quando Oliveira Lima ainda era vivo, em 1924, e alimentada depois por sua viúva, Flora, que viveu até 1940 e era sua grande companheira intelectual.

O plano da universidade agora é captar recursos para a construção de um novo prédio, além da digitalização completa do acervo e da transformação da biblioteca em um centro de estudos sobre o Brasil nos Estados Unidos.

Texto por Estelita Hass Carazzai

Fonte: Folha de S. Paulo

Makesrspaces y bibliotecas escolares

Texto por Luis Miguel Cencerrado

El movimiento maker se configura como una vía de desarrollo y evolución de las bibliotecas escolares al igual que impregna el ambiente renovado de muchas bibliotecas universitarias y públicas, que se reinventan como espacios múltiples y abiertos. En consonancia con los nuevos aires que recorren la sociedad, en las bibliotecas también palpita el afán de pasar de ser espacios y servicios donde se oferta y consumen cosas a ser sitios donde se hacen y crean cosas.

En el caso particular de las bibliotecas de los centros educativos es esta una oportunidad para innovar y redefinir el papel de la biblioteca en el contexto de los postulados de una educación activa, personalizada y basada en la experiencia y el autoaprendizaje. En este sentido, incorporar a la biblioteca escolar espacios y servicios basados en la idea de “aprender haciendo” es un buen camino para reafirmar su potencial educativo y revitalizar su papel dentro de la comunidad escolar.

Ya en un post anterior acerca de los espacios de creación para niños y jóvenes, nuestra compañera Ana Carrillo destacaba cómo el movimiento maker ofrece la oportunidad de transformar la escuela al invitar a los estudiantes a ser algo más que consumidores de educación.

Pero… ¿qué es un MakerSpace?

Básicamente, un MakerSpace es un espacio concebido para que las personas se conecten y creen, abierto a que los usuarios sean los protagonistas, los responsables de crear, inventar y aprender. La biblioteca propicia este encuentro, colaboración y asunción del reto ofreciendo a sus usuarios los espacios, equipos y herramientas necesarias para llevar a cabo el proyecto así como su papel asesor y de guía a lo largo del proceso.

Estos espacios disponen por lo general de materiales de todo tipo para facilitar y enriquecer la experiencia creativa y de investigación, incluyendo impresoras 3D y otro equipamiento tecnológico.

¿Y por qué en la biblioteca?

Se trata, en definitiva, de cumplir las funciones que la biblioteca ha desarrollado tradicionalmente, satisfacer las necesidades de los usuarios, pero en un sentido más amplio, si cabe.

La biblioteca conforma en torno a estos espacios una comunidad de aprendizaje, viva y dinámica, un espacio de creación y producción en el que los protagonistas son las personas que a ellos se acercan. Estos nuevos servicios configuran un nuevo orden en las relaciones entre la biblioteca y los usuarios. Bibliotecarios y lectores trabajan juntos, codo a codo junto con otros agentes y se establece así una especie de simbiosis entre unos y otros. Las relaciones se tejen desde una perspectiva de horizontalidad, no desde la verticalidad y la jerarquía que preside la comunicación tradicional entre una organización y sus beneficiarios.

Esta relación se enriquece también al potenciar el trabajo entre iguales, que favorece el trabajo en equipo, el intercambio y el desarrollo de proyectos colaborativos. Otros elementos pueden aportar variedad y diversidad en este tipo de propuestas, como el intercambio intergeneracional.

¿Cuáles son las implicaciones para la enseñanza y el aprendizaje?

Muchos son también los espacios de reflexión y debate del ámbito educativo en los que se pondera el valor de los makerspaces en los procesos de aprendizaje. En ellos se destaca su carácter práctico, el ser proveedores de herramientas y materias primas que apoyan la creación y la invención. Francesc Balagué, experto en educación, los define de forma muy gráfica al afirmar que estos espacios “[…] proporcionan el taller definitivo para el chapista y el espacio educativo perfecto para las personas que aprenden mejor haciendo (Learning by doing).”

En relación con los maker Balagué también enfatiza que “La interacción entre los inventores en estas instalaciones fomenta una dinámica de aprendizaje altamente colaborativa que es excelente para los trabajos de equipo y de apoyo entre pares, asesoramiento y asistencia. Donde estos espacios están abiertos a ser utilizar por los profesores, estudiantes y personal de áreas de contenido muy diversas, promueven un pensamiento y aprendizaje multidisciplinar, enriqueciendo los proyectos que se construyen y el valor de los makerspaces como un lugar educativo.”

Otros puntos fuertes que Balagué destaca de estos espacios son su carácter interdisciplinar, su valor como un laboratorio físico para el aprendizaje basado en la investigación y el hecho de que “permiten a los estudiantes tomar el control de su propio aprendizaje apropiándose de los proyectos que no solo han diseñados sino también definido.”

Los procesos de investigación y creación fomentan, por un lado, el aprendizaje autónomo y, por otro, el trabajo colaborativo. Otros aspectos esenciales que estas experiencias de aprendizaje significativo aportan a los estudiantes son el desarrollo del pensamiento crítico y el ejercicio de habilidades de resolución de problemas.

¿Tienen cabida estos espacios en la biblioteca escolar?

Sin duda este tipo de procesos cobran sentido en el marco de la biblioteca escolar y ésta a su vez adquiere nuevas dimensiones al incluirlos en su oferta, reafirmando así su compromiso con la innovación y las metodologías activas de enseñanza y aprendizaje.

Como Stephen Abram expresa, las bibliotecas son lugares donde poder soñar con los ojos abiertos. Al servicio de ello la biblioteca pone el espacio, el talento, el tiempo y la colección. Es esto lo que lleva a este especialista a resaltar el valor de los makerspaces como contribución a la consecución de los objetivos educativos que la biblioteca escolar ha de apoyar. Stephen Abram destaca cómo las bibliotecas son el terreno de lo posible y poseen los elementos y condiciones necesarias para el desarrollo de investigaciones y procesos de creación. Las colecciones y recursos web que seleccionan y curan las bibliotecas ofrecen cantidades de contenido (video y texto), afirma, y como ejemplo de su capacidad de respuesta y adaptación plantea cómo con una simple lata de pintura verde en una pared se ponen las bases para practicar y realizar películas digitales.

Así, desde este punto de vista, la biblioteca evoluciona incrementando sus posibilidades, y hace posible que con pequeñas actualizaciones se puedan convertir estaciones tecnológicas en hacklabs o hackspaces. Muchas bibliotecas escolares se encuentran en este punto, según Abram: “Estamos explorando el futuro con nuestros alumnos e inventando el futuro de las bibliotecas escolares basadas en el conocimiento, el aprendizaje, el trabajo colaborativo y las alianzas, en la diversidad del contenido y con el foco de atención opuesto en el alumno.”

Igualmente Nieves González hace ya tiempo que llamó la atención sobre cómo también las bibliotecas universitarias y las escolares están desarrollando estos espacios que abren nuevas posibilidades a las comunidades educativas que los acogen: “En el campus universitario tarde o temprano van a aparecer estas iniciativas y la biblioteca debe ser la catalizadora de estos eventos. Por ejemplo, DeLaMare Science and Engineering Library de la Biblioteca de la Universidad de Nevada-Reno, fue la primera biblioteca universitaria que en julio de 2012, ofreció una impresora 3D a sus alumnos (puede verse en acción aquí), para el diseño de maquetas, de esta forma distintas ramas del saber pueden trabajar juntos, colaborando, en cualquier parte de la biblioteca. Hoy día les ofrece kits de SparkFun Inventor’s, para fomentar la creatividad entre los estudiantes. Sus espacios están siempre llenos (ACRL TechConnect Blog).”

El proyecto Escornabots na biblioteca escolar

Como muestra de que estos nuevos vientos que soplan por las bibliotecas escolares también arriban a nuestras costas están las experiencias que se vienen desarrollando en la red de bibliotecas de Galicia en torno al proyecto Escornabots na biblioteca escolar. Escornabot es un proyecto educativo que busca introducir a los niños y niñas en el campo de la robótica y la programación; su nombre viene de la fusión entre dos términos, “escornaboi”, que en gallego designa al lucanus cervus, el escarabajo más grande conocido, y “robot”.

Este proyecto ha propiciado que en algunos centros escolares integrados en el Plan de mellora de bibliotecas escolares (PLAMBE) sus bibliotecas se vayan abriendo a un nuevo espacio, que toma en unos casos el nombre de “espacio felledeiro”, el “rincón de argallar” en otros, o que se conoce como el “recuncho creativo”, todas ellas denominaciones que evocan la idea de la biblioteca como espacio de trabajo, de indagación y de manipulación. Son, a la postre vertientes de evolución de las bibliotecas escolares que responder a la idea que alumbra los espacio maker y configuran lo que podríamos llamar los learning commons a la gallega.

Este proyecto de innovación dirigido a la escuela está impulsado por la Xunta de Galicia a través de la Dirección Xeral de Centros e Recursos Humanos y se enmarca en el contexto del PLAN LÍA de Bibliotecas Escolares (Lectura, Información e Aprendizaxe). Como propósito específico, el proyecto busca introducir los robots y el lenguaje de programación en las bibliotecas escolares de los centros de educación infantil y primaria. Pero la iniciativa no se queda en esas metas sino que resulta más ambiciosa aún, pues paralelamente persigue la creación en algunas de las bibliotecas de la red de espacios “maker”, creativos, de acción y manipulación, como avanzadillas para marcar el camino a otras bibliotecas en la evolución del modelo de biblioteca hacia un “centro creativo de aprendizaje”.

¿Cuáles son los fundamentos de estos espazos creativos?

Tal y como se recoge en las propias convocatorias del proyecto, se parte de la concepción de la biblioteca escolar como instrumento de los centros educativos al servicio de las competencias clave. Esta caracterización les confiere un carácter especial en el espacio escolar que les permite albergar propuestas diversas que favorezcan el desarrollo de los contenidos curriculares de forma transversal o interdisciplinar, que conecten con las distintas áreas de aprendizaje, que impulsen prácticas metodológicas activas y que faciliten la adquisición de las competencias clave, incluida la competencia digital en el más amplio sentido.

La biblioteca escolar es, por lo tanto, el espacio y los servicios que vertebran este proyecto de innovación, que está, a su vez, íntimamente ligado con uno de los objetivos de aquella, el de favorecer la alfabetización múltiple y desarrollar, ampliar y actualizar así el concepto de lectura.

¿Qué se persigue con ellos?

Los objetivos que se plantean en torno a la incorporación de los espacios maker en las bibliotecas escolares gallegas son básicamente dos:

  • Por un lado, estimular la iniciación del alumnado de infantil y primaria en el campo de la robótica y en el lenguaje de programación a través de actividades manipulativas y de otro tipo, programadas desde la biblioteca escolar, mediante la utilización de pequeños robots o escornabots diseñados dentro de un proyecto de Hardware Libre, con una evolución abierta la comunidad.

  • Y por otro lado, ampliar los lenguajes presentes en la biblioteca, promover la expresión oral, la alfabetización múltiple, el razonamiento lógico, el aprendizaje manipulativo, el juego, la investigación y el trabajo colaborativo del profesorado y alumnado.

Como ya se ha indicado, los centros participantes tienen que estar integrados en el PLAMBE y designar un responsable del proyecto que forme parte del equipo de la biblioteca escolar. Esta persona es la encargada de las labores de coordinación y nexo de unión con el resto del equipo de la biblioteca. Además, recibe sesiones de formación presencial y semipresencial como apoyo al desarrollo del proyecto. El contenido de estas sesiones formativas está relacionado con el concepto de biblioteca escolar como como laboratorio creativo de aprendizajes, el uso de los robots en la biblioteca, los contenidos, organización y materiales de los rincones manipulativos y diseño e impresión 3D, entre otros aspectos.

¿Qué se hace en estos espacios?

Estrechamente relacionado con el proceso de transformación que experimentan las bibliotecas, los rincones creativos que impulsa la red gallega de bibliotecas escolares se abren a las comunidades educativas como espacios para pensar, investigar, diseñar, construir y aprender juntos. Son laboratorios de ideas que incorporan el equipamiento necesario para operar como rincones creativos.

Introducen en las bibliotecas escolares un nuevo lenguaje, el lenguaje de programación, impulsan la utilización de pequeños robots y otros medios propios de la cultura maker en torno a actividades destinadas a mejorar la comunicación lingüística del alumnado, la expresión oral, el razonamiento lógico, la creatividad, el trabajo colaborativo, la investigación, el aprendizaje manipulativo y el juego.

Como muestra de lo que en estos espacios maker se lleva a cabo, resulta muy expresivo el vídeo de presentación del Espazo Fedelleiro del EEI de Barrionovo (Arteixo) y las reacciones de los niños y niñas de educación infantil ante su biblioteca escolar renovada. En este otro vídeo también nos presentan los Obradoiros Maker del CEIP P. Pepe de Xan Baña.

Y para ampliar la información sobre lo que estos espacios están dando de sí, nada mejor que el relato de las experiencias que los propios centros nos proporcionan a través de los post que se recogen en el blog de la Asesoría de Bibliotecas escolares de Galicia.

Destacar finalmente que nada de esto sería posible sin el empeño y el trabajo continuado que la coordinación de la Red de Bibliotecas Escolares de Galicia viene desarrollando desde el año 2005 a través del Plan de Mellora de Bibliotecas escolares. Trece son ya las convocatorias consecutivas de este plan que actualmente está en su fase de desarrollo 2016-2020; una labor continuada que ha permitido la visibilización de las bibliotecas escolares y aunado el esfuerzo de muchos profesionales reconocidos a su cargo y que con la complicidad de sus respectivas comunidades educativas hacen que, como expresaba Stephen Abram, las bibliotecas sean esos lugares donde poder soñar con los ojos abiertos.

Texto por Luis Miguel Cencerrado

De formación bibliotecario y maestro, entre el ámbito público y privado, la esfera real y virtual, las bibliotecas infantiles y escolares, la promoción de la lectura, la literatura infantil y juvenil y la crítica, evaluación y selección de materiales de ficción e información para niños y jóvenes.

Fonte: Biblogtecarios

Biblioteca itinerante chega a Cotia na próxima quinta-feira (1º)

Nos dias 1º e 15 de fevereiro, a Secretaria de Cultura, em parceria com o Sesc, dá largada ao projeto carreta do BiblioSesc, uma biblioteca itinerante que ficará estacionada na Praça da Matriz, das 10h às 15h. O projeto se repetirá por todos os meses de 2018, sempre a cada quinze dias.

A iniciativa permitirá que a população de Cotia possa emprestar dois livros e uma revista a cada quinzena e, se o tempo não for o suficiente para terminar a leitura, será possível fazer a renovação do empréstimo.

Para emprestar o acervo do BiblioSesc será preciso fazer um cadastro, basta levar um comprovante de endereço e documento com foto.

O projeto conta com 56 bibliotecas volantes que carregam cerca de 3.000 mil obras, entre clássicos da literatura nacional e estrangeira, biografias, gibis, ficção, aventuras, jornais, revistas, livros didáticos, para vestibulares e concursos, entre outros. Encurtando cada vez mais o caminho entre o leitor e a literatura.

Queremos proporcionar o acesso à leitura para todos, muitas vezes é o único contato que a pessoa terá com livros. Pretendemos levar escolas e realizar atividades culturais agregadas à biblioteca”, disse Gilmar de Almeida, secretário adjunto da pasta e responsável pelo departamento de Cultura.

Serviço
BiblioSesc
Data: 1 e 15 de fevereiro (quintas-feiras)
Local: Praça da Matriz – Centro
Horário: 10h às 15h
Entrada gratuita – livre para todas as idades

Fonte: Jornal Cotia Agora

Programa Janela Literária terá 5ª edição neste sábado na Biblioteca Municipal

O programa Janela Literária, realizado pela Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Cultura, terá a sua 5ª edição neste sábado (3), das 8h30 às 13h, na Biblioteca Municipal “João Mesquita Valença”, que fica na rua São Luiz, 1.295, esquina com a rua São Carlos.

A 5ª edição do Janela Literária integra a programação dos 77 anos da Biblioteca Municipal e será aberto às 8h30, com o 6º Encontro dos Escritores Marilienses, que acontecerá no Piso 1 e irá até as 9h50..

Às 9h será realizada a Exposição de poesias e mini contos – “Biblioteca Municipal de Marília: 77 anos pelo olhar dos escritores marilienses. Em seguida (das 10h às 10h30) acontece a apresentação dos Escritores Marilienses no Piso 2, onde também será o Recital Acústico – Escola Foco Musical -, das 10h30 às 11h.

Ainda no Piso 2, das 11h às 12h, está programada a Contação de Histórias com Danilo Kirnew (Biblioteca Infantil); e das 12h às 13h, a apresentação do Grupo de Danças Circulares Giragaia.

No Piso 1, entre 10h e 12h, haverá o Quick Massagem com a Associação Brasileira de Terapias Integrativas de Marília (Abratin) e a Mostra de livros sobre A arte do bem viver (Acervo Biblioteca Municipal).

Para o Piso 3 da Biblioteca Municipal, das 10h às 13h, está marcada a Oficina de HQ com Guilherme Massau, Fernando Hideki Miyabara e  Will Barros.

No calçadão da rua São Luiz, das 10h às 13h, em frente à biblioteca, haverá stand com a venda de livros dos Escritores Marilienses. Durante a realização do Programa Janela Literária no dia 3 de fevereiro o atendimento ao público será normal.

PROGRAMAÇÃO

Além da 5ª edição do Janela Literária, a programação da Biblioteca Municipal para o mês de fevereiro inclui ainda Sugestões para leitura nas férias – Ler é: Viajar em emoções, sem sobressaltos”, que irá até dia 28.

De 2 a 28 de fevereiro acontece a Mostra de livros novos “77 anos da Biblioteca Municipal” e será realizada a Exposição comemorativa ao aniversário da biblioteca (poesias e mini contos) – “Biblioteca Municipal de Marília: 77 anos pelo olhar dos escritores marilienses”.

Fotos: Ligia Ferreira/Assessoria PMM

Fonte: Prefeitura de Marília

39% das escolas municipais de ensino fundamental têm bibliotecas; nas particulares, índice é de 82%, diz Censo

Censo Escolar 2017 aponta diferenças nas estruturas das escolas públicas e privadas.

Biblioteca em escola de Vitória (Foto: Leonardo Silveira/ PMV)

O Censo Escolar apresenta dados sobre a estrutura das escolas de educação básica. Ter bibliotecas ou salas de leitura, por exemplo, é algo raro nas regiões Norte e Nordeste – há municípios em que menos de 20% dos colégios possuem um espaço com livros. No Sul e no Sudeste, a situação é bem diferente: 72% das escolas do Distrito Federal, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul têm essa estrutura para os alunos.

Veja, a seguir, as diferenças entre a rede pública e a privada em cada etapa de ensino:

Censo Escolar aponta diferenças na estrutura das escolas de educação básica. (Foto: Infográfico: Juliane Monteiro e Karina Almeida/G1)

“(A estrutura) é desigual sim, e não obrigatoriamente está relacionado a recursos, tem municipios que recebem o mesmo montante de recursos um funciona melhor e o outro não. Essa é uma missão a ser alcançada pelas prefeituras.” – Maria Helena Guimarães de Castro, secretária-executiva do MEC

Na educação infantil

Os números mostram também uma grande diferença entre os recursos das escolas de educação infantil geridas pelos municípios e pelas redes privadas. Um parquinho, por exemplo, só existe em 30,3% das públicas, versus 81,7% das particulares. Ter um banheiro com estrutura para crianças é algo que só é oferecido por 34,3% das instituições municipais nessa etapa de ensino, enquanto, nas escolas privadas, a porcentagem é de 81,7%.

Outros recursos são escassos tanto na rede pública quanto na particular: dependências e vias adequadas para alunos com deficiência ou mobilidade reduzida existem em apenas em 26,1% das creches e em 25,1% das pré-escolas do Brasil.

As escolas rurais de educação infantil apresentam problemas que estão praticamente resolvidos na área urbana: 9,4% das creches e 12,6% das pré-escolas dessas regiões não dispõem de sistema de esgotamento sanitário.

No ensino fundamental

Recursos tecnológicos, como laboratórios de informática e acesso à internet, estão disponíveis em menos da metade das escolas de ensino fundamental do Brasil: em 46,8% delas.

Assim como na educação infantil, essa etapa de ensino evidencia uma diferença grande de estrutura entre escolas públicas e privadas. Considerando as municipais, que concentram a maior parcela das matrículas, apenas 38,2% têm sala de leitura ou biblioteca, 3,3% possuem laboratórios de ciência, 14,3% têm parque infantil, 59,5%, parque coberto ou descoberto, e 28,6%, quadra de esportes. Nas particulares, os números são bem diferentes: 82,2% possuem espaços com livros, 26,6% têm salas com computadores, 77,2% apresentam parques, 87% têm pátios e 59,4%, quadras de esporte.

No ensino médio

Nas escolas de ensino médio, a rede pública de abastecimento de água é frequente nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Mas, no Norte, há municípios com menos de 20% das escolas com essa estrutura de saneamento básico.

As diferenças são acentuadas entre os colégios estaduais, que concentram a maior parte das matrículas do setor público, e os privados. Laboratório de ciências, por exemplo, existe em 39,2% dessas instituições públicas, enquanto 58,3% das particulares apresentam esse espaço. A internet banda larga é oferecida em 76,8% das estaduais e em 86,7% das privadas.

Em outros critérios, a diferença é menor: 85,9% das escolas estaduais têm bibliotecas ou espaços de leitura, versus 92,5% das particulares.

Biblioteca da Escola Estadual Dom Aquino, em Juruena (MT) (Foto: Arquivo pessoal/ Edilso Bratkoski)

Fonte: G1

Ufrgs e Furg irão ofertar 500 novas vagas em Biblioteconomia

Rene Faustino afirma que categoria enfrenta um problema no Estado pela não contratação de profissionais /MARCO QUINTANA/JC – Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/01/geral/609127-ufrgs-e-furg-irao-ofertar-500-novas-vagas-em-biblioteconomia.html)

Isabella Sander

Com um déficit imenso de bibliotecários atuando em bibliotecas escolares no Rio Grande do Sul e a missão de resolver o problema até 2020, o Estado contará, a partir do ano que vem, com cerca de 500 novas vagas no curso de graduação em Biblioteconomia. Hoje, em torno de 100 profissionais se formam na área anualmente, o que não dá conta da demanda, especialmente no Interior.

Em reportagem publicada ontem, o Jornal do Comércio mostrou que apenas 28 das 2.545 escolas estaduais gaúchas têm bibliotecários. A Lei nº 12.244/2010, conhecida como Lei das Bibliotecas Escolares, prevê que toda instituição de ensino no Brasil tenha uma biblioteca escolar e, em cada uma, haja um bibliotecário como responsável. O prazo para a implantação da legislação é de dez anos, ou seja, termina em 2020. Por isso, o Estado precisará correr contra o tempo para se adequar em menos de três anos.

Segundo o coordenador em exercício da Comissão de Graduação em Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Rene Faustino, a categoria tem um grande problema com o governo estadual. “O governo federal tem essa preocupação, tanto que sempre há bibliotecários nas universidades, e temos o Conselho Federal de Biblioteconomia, que rege que toda a biblioteca deve ter um profissional. Já no Estado, temos essa dificuldade, até pelos baixos salários pagos aos bibliotecários, que acabam preferindo trabalhar em um órgão federal ou particular”, explica. Na própria Ufrgs há aproximadamente 130 pessoas formadas em Biblioteconomia empregadas.

Para Faustino, a biblioteca escolar é, ainda hoje, fundamental na formação de estudantes, por incentivar a leitura e a busca por fontes confiáveis. “Infelizmente, nas bibliotecas, são colocados professores que não querem mais dar aula, o que torna aquele um lugar não atrativo, praticamente um depósito”, define.

Em média, 50 profissionais se formam por ano na Ufrgs; de 30 a 40, na Universidade Federal do Rio Grande (Furg); e entre dez e 20, na Universidade de Caxias do Sul (UCS), em formato de Ensino a Distância (EaD). A partir do ano que vem, além desses cerca de 100 estudantes, outros 500 alunos poderão ingressar em cursos a distância na Ufrgs e na Furg. Os cursos a distância são realizados nos mesmos moldes dos presenciais.. A formação, de quatro anos, será oferecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“A Lei das Bibliotecas Escolares prevê que, até 2020, todas as bibliotecas de escolas tenham um bibliotecário, então a Capes está oferecendo essas novas vagas para formar o maior número possível de profissionais. A maioria dos cursos está concentrada nas capitais, então o Interior não tem sua demanda suprida”, observa o coordenador. Cerca de 300 das vagas serão para o curso na Ufrgs, e o restante, na Furg.

Falta de leitura gera raciocínio fragmentado, dificultando a articulação de pensamentos

Conforme Rene Faustino, hoje, a população brasileira que lê, lê muito, mas a que não lê, não lê quase nada. “Temos uma dicotomia muito grande. A concorrência com a própria internet é muito grande, então é mais difícil fazer a criança ter uma leitura linear, com início, meio e fim, porque, na internet, a leitura é fragmentada”, avalia. A leitura fragmentada se reflete, de acordo com o professor, na articulação dos pensamentos – o aluno, por vezes, não apresenta uma linha de raciocínio completa, e sim em fragmentos.

Faustino explica que o bibliotecário tem formação para incentivar a leitura. “Ele consegue identificar temas importantes e atuais, como questões de gênero ou fake news, e selecionar os livros mais adequados sobre esses assuntos para cada faixa etária”, pontua.

Para o coordenador, dessa maneira, se incita o estudante a buscar as informações dentro da biblioteca, considerando sua idade e seu grau pessoal de leitura. Também qualifica-se o uso das fontes de pesquisa, em um mundo tomado, atualmente, por notícias falsas.

“O bibliotecário tenta desenvolver um senso crítico na comunidade. A leitura propicia ao cidadão ter uma visão mais ampla do mundo, fazer uma crítica à fonte, saber o que é real e o que não é”, afirma. – Jornal do Comércio

Fonte: Jornal do Comércio

Referência no Estado de São Paulo, Biblioteca Municipal de Marília completa 77 anos

Uma série de atividades estarão acontecendo no mês de fevereiro em comemoração a data

A Biblioteca Municipal “João Mesquita Valença” completa 77 anos no mês de fevereiro e um levantamento de dados mostra balanço positivo das diversas ações, projetos e parcerias realizados no último ano de trabalho em seu novo espaço. Em julho de 2017, a biblioteca municipal se mudou para as novas instalações na rua São Luís, abrigando de forma mais adequada o acervo de 26 mil itens, composto por obras gerais, obras de referência, literatura, livros infantis, acervo em braile, jornais, revistas, HQs, CDs e DVDs, audiolivros. 

A mudança leva a Biblioteca Municipal a um prédio totalmente acessível com 850 m² com três pisos totalmente climatizados, elevador e banheiros adaptados para pessoas com deficiências. “De julho a dezembro de 2017 a biblioteca atingiu um movimento surpreendente, recebendo 16.850 pessoas no novo endereço e que elogiaram o ambiente, a recepção, a equipe e os novos serviços disponíveis e oferecidos no novo espaço”, relata a coordenadora Rosane Fagotti.    

Segundo ela, no Programa Visitas Monitoradas foram atendidas 1.183 pessoas de diversos seguimentos da cidade como alunos de Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil), Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental), universidades, além de centenas de visitantes de outras localidades como Campos Novos Paulista, Bauru, Ourinhos, Vera Cruz, Garça, São Paulo, Sorocaba, Florianópolis, Porto Alegre, Recife e alunos e professores das Universidades de Presidente Prudente e Londrina. 

Mais de 600 livros novos foram incorporados ao acervo nesses cinco meses e mais de quatro mil livros foram emprestados para os mais variados públicos. Além disso, a biblioteca tornou-se um espaço de encontro dos escritores marilienses, sendo palco também de lançamentos de livros de Celso Cezário Motta, J.Nicolau, Marina Stefano, André Francischetti Moreno e José Beffa. 

O programa Janela Literária já se encontra na 6ª edição. “Sempre no primeiro sábado do mês tem recebido uma média de 100 pessoas a cada sábado com diversas atividades que vão desde exposições de fotos, poesias, HQs, dança, batalha de poesias, oficinas, lançamento de livros entre outras”, ressalta Rosane. 

Outros programas que têm dado resultados positivos e tornado efetivos no programa anual são Arte Terapia para a terceira idade, programa de Informática, Colecionismo “Mania de Você”, Vitrine de Livros, atividades temáticas mensais entre outros projetos. 

A Biblioteca também realizou o Encontro Regional de Gestores Municipais e Bibliotecas, reunindo mais de 30 cidades para debates políticas públicas em Marília. E, pela primeira vez, a Biblioteca Municipal foi convidada para participar do Seminário Internacional de Bibliotecas Vivas e Comunitárias em São Paulo, sendo referência de trabalho e instalações para todo o Estado de São Paulo.  

PROGRAMAÇÃO: 77 ANOS 

No dia 3 de fevereiro, sábado, acontece a 6ª edição do programa Janela Literária na Biblioteca Municipal que promoverá diversas atividades em comemoração ao aniversário de 77 anos da biblioteca em Marília. 

A atividade tem início às 8h30 com o encontro de escritores marilienses, seguido de exposição de poesias e minicontos, stand com vendas de livros, oficina de HQ, recital acústico, contação de histórias e grupos de danças circulares. 

Nesse dia a biblioteca irá atender normalmente e para emprestar livros os interessados, basta levar o RG e CPF mais o comprovante de residência e recolher uma taxa no valor de R$ 5,00 (conforme Decreto 11.176/2013). Crianças até 12 anos devem estar acompanhadas dos responsáveis para fazer o cadastro e a taxa é de R$ 2,50. Uma foto digital será feita na hora. Quem já for sócio, só precisa trazer a carteirinha antiga e um comprovante de residência para atualizar o cadastro.

 A Biblioteca Municipal João Mesquita Valença está localizada na Rua São Luís, 1295. O telefone de contato é (14) 3454-7434. 

Fotos: Assessoria PMM

Fonte: Uni Rádio

Revitalização de bibliotecas tem prazo de conclusão adiado para 2019

Anunciado no ano passado, projeto deve ter início ainda neste semestre

Juliana Stern

Anunciado em maio do ano passado, o projeto de revitalização de bibliotecas municipais de Santo André ainda não saiu do papel. A expectativa é a de que o início dos trabalhos – que serão executados com mão de obra própria – seja realizado ainda no primeiro semestre, com previsão de conclusão até o fim de 2019. No total, 14 espaços deverão receber melhorias estruturais, de acessibilidade, tecnológicas, tendo em vista a modernização, e instalação de wi-fi, além de atualização do acervo.

O atraso para o início das obras do Biblioteca Viva tem explicação. Conforme a administração municipal, “demandas mais urgentes”, como é o caso da manutenção de prédios escolares municipais, obrigaram à readequação do novo cronograma.

A revitalização começaria pela biblioteca Cecília Meireles, no Parque das Nações. A previsão de entrega original era dezembro do ano passado. Desde o anúncio do projeto, no entanto, a única mudança ocorrida no espaço foi a implementação da rede de wi-fi no local.

Segundo o gerente de bibliotecas do município, Vitor Hugo Moraes, as obras na biblioteca Cecília Meireles dependem de readequação do orçamento, mas devem ter início ainda neste ano. “Dependemos da liberação do orçamento para as licitações”, diz. O projeto para a Cecília Meireles prevê a construção de rampas de acesso e banheiro adaptado para deficientes físicos, além de troca do mobiliário, revitalização elétrica e atualização do acervo, com cerca de 1.000 exemplares.

A biblioteca Cecília Meireles atende por volta de 1.000 pessoas por mês, que procuram principalmente o serviço de empréstimo de livros. Mas há quem ainda utilize o espaço para estudos e lazer. Como é o caso do químico Marcos Garcia, 57 anos, que gosta de passar o tempo livre com a ‘cara nos livros’ e considera o ambiente “um templo”. “Gosto de vir aqui porque sinto uma nostalgia dos meus tempos de criança e também porque fico mais concentrado para ler. Sinto como se fosse um mosteiro, é um equipamento gostoso e tranquilo”.

Já para a administradora Camila Seccato, 28, que utiliza o espaço para estudo, as mudanças serão bem vindas. “Uma melhoria que eu gostaria de ver seria a colocação de mais tomadas disponíveis para carregar o celular ou notebook”, observa.

CENTRO

Além da Cecília Meireles, a biblioteca do Centro da cidade, a Nair Lacerda, localizada no Paço Municipal, também deve passar por reformas ainda este ano. Neste caso, a obra vai incluir revitalização elétrica e a implementação da rede pública de wi-fi.

No ano passado, o espaço passou a contar com o Biblioteca Acessível, serviço de acessibilidade para deficientes visuais e de baixa visão.

Fonte: Diário do Grande ABC

Bibliotecas levam “Degustação de Leituras” aos cafés de Oliveira do Hospital

O Município de Oliveira do Hospital vai dinamizar, através das Bibliotecas Públicas Municipais, o novo projeto denominado “Degustação de Leituras” que pretende levar a leitura até aos cafés de Oliveira do Hospital.

O arranque desta iniciativa, que conta com a parceria da ADI – Agência para o Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital, acontece no próximo dia 1 de fevereiro e terá lugar no Café Portugal.

Mensalmente, sempre na primeira quinta-feira do mês, a iniciativa será promovida num espaço comercial diferente procurando-se, dessa forma, abranger os vários cafés da cidade de Oliveira do Hospital.

No âmbito deste novo projeto, “Degustação de Leituras”, as Bibliotecas Públicas Municipais disponibilizam vários livros que são deixados, durante todo o dia, no café que acolhe a iniciativa. Ao início da noite, pelas 21H00 é promovida uma tertúlia com a degustação de produtos endógenos que convida à troca de opiniões e de leituras acompanhadas por apontamentos musicais.

A iniciativa é aberta ao público em geral com o objetivo de promover os hábitos de leitura e o livro fora dos espaços da biblioteca, levando-os para locais onde não é tão habitual a sua existência.

É também uma forma de chegar a outros públicos, os frequentadores mais ou menos assíduos dos cafés, uma vez que como os livros estarão nas mesas de café é mais fácil que os folheiem e os leiam. Os livros deixados nos espaços comerciais são de várias temáticas como forma de promoção de diferentes autores, sem esquecer os autores concelhios. Constitui também mais uma iniciativa de dinamização e promoção do comércio local.

O Município de Oliveira do Hospital, através das Bibliotecas Públicas Municipais, dirige assim o convite ao público em geral para que aceite o convite e participe ativamente nesta iniciativa, e que, mensalmente, acompanhe o seu café com uma “Degustação de Leituras”.

Fonte: Notícias de Coimbra

Grátis: Gibiteca com mais de 10 mil títulos convida pais e filhos para um passeio ao mundo das histórias em quadrinhos!

Os gibis fizeram parte da nossa infância e estão presentes no dia a dia de muitas crianças até hoje! Com histórias divertidas, misteriosas, cheias de aventura e até dramáticas eles conquistaram (e conquistam) gerações. Já pensou em reunir as crianças para conhecer uma gibiteca? Pode ser divertido! A Gibiteca Henfil, localizada no Centro Cultural São Paulo, é um lugar para visitar e passar bons momentos com a garotada conhecendo os clássicos das histórias em quadrinhos, como MafaldaTintim e Turma da Mônica. Além das obras disponíveis para leitura no local ou consulta para trabalhos escolares, os usuários podem ainda realizar empréstimos de gibis para levar para a casa. O horário de funcionamento é de terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados (exceto Carnaval e Páscoa), das 10h às 18h. A entrada é gratuita e permitida até 30 minutos antes do fechamento. Que tal chamar a garotada e conferir?

Quem visita o espaço tem a oportunidade de recordar clássicos da infância e mostrá-los aos filhos, além de descobrir novos personagens e até raridades. A coleção reúne mais de 10 mil títulos e quase 120 mil exemplares nacionais e internacionais, entre álbuns de quadrinhos, gibis, periódicos e livros sobre HQ.  Lá é possível encontrar obras clássicas das décadas de 50 e 60 de editoras como Brasil América (EBAL), Adolfo Aizen e Rio Gráfica (RGE). E ainda quadrinhos do próprio Henfil e gibis de autores internacionais como Katsuhiro Otomo, do mangá “Akira”, Art Spiegelman, ganhador do prêmio Pulitzer de 1992, ou o argentino Quino, criador de Mafalda. Também fazem parte do acervo os clássicos Tintim, de Hergé, e ainda “Watchmen”, de Alan Moore. Há também álbuns, revistas e livros de HQ, de RPG, fanzines e recortes de periódicos.

Para ler em casa
Algumas revistas estão disponíveis para empréstimo, mas é preciso ter cadastro em alguma biblioteca municipal da cidade de São Paulo ou fazer no próprio Centro Cultural, apresentando apenas o RG e comprovante de residência. A partir daí, é possível fazer uma carteirinha da Gibiteca Henfil, gratuitamente.

A história
Criada em 3 de maio de 1991, a 
Gibiteca Henfil nasceu a partir de um projeto da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. No início, o seu acervo era formando por coleções de álbuns de HQ, nacionais e internacionais e de revistas doadas pelas editoras Abril, Martins Fontes e Globo, além de colecionadores particulares. Parte disso veio também das demais bibliotecas de São Paulo. Muitas das primeiras obras eram da estante Turma da Mônica, projeto que disponibilizava revistas em quadrinhos para todas as bibliotecas infantojuvenis da cidade. Com o crescimento do acervo, principalmente por meio de doações, a Henfil tornou-se o maior espaço do gênero no país. O desenhista, jornalista e escritor Henrique de Souza Filho, mais conhecido como Henfil, dá nome a Gibiteca! Ao criar personagens típicos brasileiros, como os Fradinhos, o Capitão Zeferino, a Graúna e o Bode Orelana, entre outros, o cartunista foi responsável pela renovação do desenho humorístico nacional. Ele morreu em 1988, aos 43 anos, no Rio de Janeiro.

Fonte: São Paulo para Crianças

Palestra: Coleções de Obras raras de Direito, por Michael Widener

Por ocasião do início do ano letivo de 2017 da Universidade Federal de Pernambuco o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e a Biblioteca da Faculdade de Direito do Recife promovem a conferência Rare law book collections, ministrada pelo Pesquisador Michael Wildener, Bibliotecário da Biblioteca de Obras Raras da Lillian Goldman Law Library e professor de Legal Research da Yale Law School.

Michael Widener é o bibliotecário de Obras Raras de Universidade de Direito Yale desde 2006. Antes desta posição, Widener foi o Diretor de Coleções Especiais na Tarlton Law Library da Universidade do Texas por 14 anos. Ele também é membro do corpo docente da Escola de Obras Raras da Universidade da Virginia. Como palestrante ofereceu conferências nos EUA, México, Suécia e Itália.

 

Fonte: Liber UFPE

Biblioteca escolar, morada de professores afastados

Apenas 1% das instituições estaduais de ensino contam com bibliotecários
LUIZA PRADO/JC

Isabella Sander

As bibliotecas das escolas estaduais do Rio Grande do Sul se tornaram morada de professores afastados das salas de aula. A reportagem do Jornal do Comércio identificou, através do Portal da Transparência, que, das 2.545 instituições de ensino existentes na rede, somente 28 (em torno de 1%) têm bibliotecários formados como responsáveis – as outras todas são geridas pelo servidor que tiver disponibilidade, normalmente educadores com algum problema de saúde que os impede de lecionar.

Atualmente, cerca de 10% das bibliotecas de escolas estão fechadas – em torno de 250 – total ou parcialmente, ou por falta de funcionários, ou de espaço físico. A coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Maria do Carmo Mizetti, argumenta que há 100 vagas de bibliotecários ociosas, a serem preenchidas por concurso público. No entanto, não há previsão alguma de nomeações nessa área, uma vez que o último certame para bibliotecários foi no início dos anos 1990.

Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) até dezembro, Alexsander Borges Ribeiro se encheu de expectativas quando, no início do governo de José Ivo Sartori, a entidade foi chamada para apresentar suas demandas. “Dissemos que queríamos a reabertura da biblioteca pública e concurso para a categoria”, relata. A biblioteca pública foi reaberta, mas o certame nunca veio. “Sabemos que o principal motivo é financeiro, mas, por outro lado, o Estado teria que manter um quadro mínimo de servidores em todos os setores, não só nos mais emergenciais”, observa. Ribeiro reclama, ainda, que, após esse encontro no início da gestão, o governo nunca mais deu retorno a seus ofícios. Para o bibliotecário, o ideal seria um profissional formado em cada biblioteca escolar, mas, como a realidade financeira é difícil, sabe que é utopia. “Mas poderia haver um em cada Coordenadoria Regional de Educação, por exemplo, que prestasse atendimento às escolas e desse um treinamento qualificado aos funcionários das bibliotecas”, sugere. O profissional poderia, também, fazer a catalogação das obras de cada instituição, havendo, assim, maior controle de quantos livros há, quais são e para quem estão sendo disponibilizados.

A falta de bibliotecários se reflete no baixo número de leitores no Brasil. É considerado leitor aquele que leu, inteiro ou em partes, pelo menos, um livro nos últimos três meses. Estudo de 2015 do Instituto Pró-Livro indicou que 56% da população é leitora. Desses, 42% leem a Bíblia; 22%, outros livros religiosos; 22%, contos; e 22%, romances, entre outros. Na Região Sul, o percentual de leitores cai para 43%. A média no Brasil é de 4,96 livros lidos por ano, enquanto, no Sul, a média cai para 4,41.

Inadequação dos espaços baixa desempenho dos alunos, diz bibliotecário

O ex-presidente do CRB considera que o baixo desempenho das escolas gaúchas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) se deve, em parte, à falta de bibliotecas adequadas. A nota do Estado, em 2015, para o Ensino Médio, por exemplo, foi de 3,6, abaixo da média nacional, de 3,7, e da meta, de 5,2. “Acreditamos que não são só os problemas mais evidentes, como a desvalorização do professor, mas o todo. Não temos bibliotecas adequadas, em condições que não sejam apenas mínimas, mas sim atrativas”, aponta.

Na opinião de Ribeiro, frequentar uma biblioteca organizada ajuda a criança a desenvolver técnicas de filtragem e a torna mais crítica, viabilizando um melhor uso dos materiais que encontra na internet. Mas, para isso, o espaço precisa se tornar mais atrativo. “Atualmente, (o leitor) convive com goteira, mobiliário inadequado, servidor mal pago, já doente e sem condições de dar aula”, critica. As mudanças envolvem o local ter acesso à internet, boa conservação do acervo, mesas e cadeiras confortáveis.

Muitas vezes usada como local para onde são encaminhados os alunos que não se comportam em sala de aula, a biblioteca acaba sendo vista sob viés negativo. “Ela não pode se tornar um espaço de punição. Isso afasta, porque a criança é encaminhada para lá, encontra a biblioteca sucateada, com profissionais sem paciência, e o problema só se agrava.”

O presidente da Associação Rio-grandense de Bibliotecários (ARB), Alexandre Demétrio, acredita que a falta de profissionais qualificados faz com que se perca a oportunidade de preparar alunos para a pesquisa. “Respeito aos direitos autorais, citação de autores, como fazer pesquisas, todas essas orientações o bibliotecário faz”, salienta.

Para Demétrio, trata-se de um espaço de reflexão e troca com outras disciplinas. “Quando se coloca um professor afastado da sala de aula na biblioteca, se está apenas ocupando o lugar. A organização de um acervo é do escopo do bibliotecário e do técnico em biblioteconomia”, defende. Com a regulamentação da profissão de técnico aprovada pelo Senado no dia 14 de dezembro, o cargo pode começar a constar em concursos.

Conforme o presidente da ARB, a leitura obrigatória de algumas obras em aulas gera, por um lado, bons leitores, mas, por outro, pessoas revoltadas com a literatura. “Quando temos acesso a um acervo mais diversificado, conseguimos que o aluno tenha um olhar diferente e se aproxime da leitura”, explica. Se um estudante diz que não gosta de ler, por exemplo, o bibliotecário, em entrevista, pode descobrir por quais assuntos o jovem se interessa e encontrar, assim, um leitor em potencial.

Em geral, bibliotecas não estão adequadas e, assim, deixam de ser atrativas. Os principais impeditivos são:

  • Problemas de infraestrutura, como goteiras

  • Falta de mobiliário ou mobiliário inadequado

  • Falta de computadores e de acesso à internet

  • Acervo malconservado e desorganizado

O que se perde com isso

  • A oportunidade de preparar o aluno para a pesquisa

  • A habilidade em desenvolver técnicas de filtragem

  • A criticidade

Fonte: Jornal do Comércio

DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS NAS BIBLIOTECAS DO BRASIL

29 de Janeiro – Dia da Visibilidade Trans: Data importantíssima para ações, atividades, programações e conscientização do público em bibliotecas e espaços de leitura. A data pode ser uma rica fonte de recursos para que esses locais possam ampliar seus acervos, suas atividades e seu alcance entre as comunidades leitoras. E aumentar a conscientização sobre a discriminação enfrentada por pessoas transgêneras no Brasil e em todo o mundo. Salas de aula, projetos de incentivo à leitura, espaços culturais, centros de educação, ações e iniciativas que têm como objetivo a leitura, a circulação de livros e de conhecimento, são espaços importantes para que a data seja vivenciada de forma significativa. Essa é uma excelente oportunidade de se preparar para eventos futuros na agenda de programações e de atividades da sua biblioteca (algumas datas de conscientização LGBTQ estão listadas no final desse post). Celebrar o Dia da Visibilidade Trans com ações educativas é um posicionamento fundamental  das bibliotecas contra o ódio, tanto para a população trans, como para  instruir o público frequentador e até mesmo as pessoas que são trabalhadoras de espaços de leitura e de conhecimento.

O Dia da Visibilidade Trans é um excelente momento para gerar a conscientização sobre a literatura temática disponível, indicar filmes e documentários ao público, sites, ongs e instituições que trabalham em benefício e apoio da população transgênera, além de ser um momento para fazer circular todo o material de acesso ao conhecimento que uma biblioteca pode disponibilizar. É um momento oportuno para abordar temas difíceis e tão presentes na vida em sociedade, para educar e gerar a conscientização das pessoas sobre como combater o bullying e os de crimes de ódio contra as pessoas transgêneras. É um excelente momento para promover  cuidados com a saúde mental, física e espiritual. Também é o momento ideal para as bibliotecas se declararem como espaços seguros e de aceitação. Data relevante para abordar questões relacionadas à violência de gênero além de ser um momento de lembrar as pessoas que morreram em decorrência dessas violências. 

Ainda dá tempo de realizar algo de relevância. O dia 31 de março é conhecido como o “International Transgender Day of Visibility” —Dia Internacional da Visibilidade Trans, e julho é o mês do Orgulho LGBTQ, como já publicamos nesse post (confira dicas de livros, filmes e documentários no final desse post).

Um importante tópico para a reflexão das pessoas que frequentam as bibliotecas, e principalmente para aquelas que trabalham em espaços de leitura, é sobre o uso do nome social pelas pessoas transexuais em órgão públicos, já assegurado por lei. Nós abordamos esse assunto em uma entrevista abundante de reflexões com o Eli Prado, e você pode se aprofundar nesse assunto lendo a matéria. Como o Eli nos contou, mesmo em bibliotecas públicas grandes e com bibliotecários, pessoas transgêneras são expostas a constrangimentos ao exigir um direito que é assegurado pela Constituição Brasileira.

Nesse Dia da Visibilidade Transgênera reflita:

A biblioteca que você trabalha está ciente sobre o uso do nome social das pessoas trans? 

As pessoas que trabalham com você (em bibliotecas ou espaços de leitura) estão instruídas sobre o que é o nome social? Estão instruídas sobre como fazer o atendimento adequado às pessoas trans que solicitarem o uso do nome social?

Como profissional que trabalha em bibliotecas ou espaços de leitura, o que você fazendo para dar visibilidade às pessoas trans em seu trabalho?

Aqui no blog Bibliotecas do Brasil nós preparamos essas duas entrevistas incríveis para apresentar às nossas leitoras e leitores, profissionais de bibliotecas que são pessoas transgêneras, e que estão empenhadas na diversidade, na inclusão e no respeito mútuo com frequentadores e frequentadoras de bibliotecas, vivendo e trabalhando para assegurar sua representação na sociedade. Nós apoiamos e incentivamos que as bibliotecas, projetos de incentivo à leitura independentes, comunitários ou individuais inovem, se capacitem e busquem sempre apoio na educação para conscientizar seu público, suas comunidades e suas equipes de funcionárias e funcionários, para a importância da realização de atividades, programações, mostras de acervo e disponibilidade de espaços seguros para a população de pessoas transgêneras.

Alexia Vitória – Bibliotecária e mulher transgênera

Alexia Vitória de Oliveira é bibliotecária chefe do Cefet-RJ Campus Angra dos Reis no Rio de Janeiro. Ela se formou há 11 anos pela Unesp-Marília em São Paulo e é pós-graduada em Gestão de Marketing pelo Senac SP. Em 2015 ela começou a fazer a redesignação sexual, e há poucos meses conseguiu sua grande vitória na Justiça: a retificação de nome e sexo no documento de identidade: “Agora sou legalmente Alexia. Consegui a retificação na justiça”.

Alexia Vitória, bibliotecária e mulher transgênera, trabalha na biblioteca do Cefet-RJ em Angra dos Reis no Rio de Janeiro

Alexia conversou com o blog Bibliotecas do Brasil sobre a celebração do Dia Nacional da Visibilidade Trans nas bibliotecas, sobre sua vida, sua transição e sobre como é a rotina de bibliotecária chefe e pessoa transgênera.

“Onde trabalho, logo quando passei a me apresentar como Alexia, alunos homens ficaram encanados mas depois normalizou. Mas no geral, colegas de trabalho que eu não tinha afinidade se aproximaram e a relação com os alunos melhorou muito também. Não sei se é respeito mesmo ou medo, mas as pessoas na minha frente têm mostrado grande respeito. Agora na rua, quando estava de cabelo curto escutava gracejos de homens (quem mais faria isso?) colocando em dúvida minha condição feminina, mas amigas cisgêneras já me disseram passar por isso também. Até o momento não ando tendo problemas de preconceito e violências por parte de desconhecidos. Confesso que ainda me bate espanto por conta de minha inserção na sociedade cisgênera heteronormativa”.

Sobre a importância da celebração do Dia Nacional da Visibilidade Trans nas bibliotecas, Alexia fala o que pensa:

“Não só no dia 29 de janeiro, mas a importância das bibliotecas na divulgação de informações que ajudem a desconstruir ideias infundadas acerca da transexualidade sempre. Por ser biblioteca universitária de ciências exatas onde trabalho, ainda não consegui pensar em uma forma de encaixar essas atividades. Na verdade nossos alunos mal têm tempo pros livros de exatas. Mas até hoje, sempre tive liberdade sim para realizar ações dentro da biblioteca, até porque sou chefia e não peço permissão de nada. Uma iniciativa que tenho desde o ano passado, é deixar no balcão da biblioteca material informativo pra educar nossos usuários sobre como tratar corretamente pessoas transgêneras. O material informativo eu pesquiso na internet, faço a impressão e disponibilizo. Os alunos têm pegado o material e muitos leem no próprio balcão.

“A biblioteconomia tem um imenso contingente de pessoas lésbicas, gays e bissexuais” – Alexia Vitória, bibliotecária

Alexia é a primeira bibliotecária trans que conhecemos através do blog Bibliotecas do Brasil

Pergunto para Alexia se ela tem notícia sobre outras bibliotecárias e bibliotecários no Brasil que também são pessoas transgêneras.

“Transgênera de quem eu tenho notícia só eu no momento. E olha que a biblioteconomia tem um imenso contingente de LGB (lésbicas, gays e bissexuais). Aliás, profissional de biblioteconomia trans que tenho notícias não conheço mais ninguém além de mim. Acredito que deve haver mais, mas talvez tenham medo de se expor por causa da transfobia. Esses dias estava pensando justamente sobre isso, se sou a única bibliotecária transgênera “male to female” (em transição de masculino para feminino), e chefia ainda por cima no país. Fico pensando se soa arrogância quando enfatizo que sou chefe, mas por conta de minha condição transgênera, acho válido mostrar que podemos sim ocupar espaços que são nossos também por direito”.

“Sociedade gostando ou não, tem bibliotecária-chefe trans sim” – Alexia Vitória

“Por ser uma biblioteca de ciências exatas, não haverá nenhum evento específico, mas mesmo como faço na minha biblioteca, disseminando informações de forma perene sobre a questão, procuro servir de referência, e no dia a dia faço conscientização das pessoas. Minha própria existência e ser bem sucedida profissionalmente já é uma forma de militância, mas nem encano com isso.”

Bibliotecária transgênera e empoderada, Alexia nos contou: “Acho interessante mencionar que sou formada em Biblioteconomia e pós-graduada em Marketing, pra mostrar empoderamento e que nós, pessoas trans, podemos ter acesso à educação de ponta também”.

Alexia conseguiu na Justiça a retificação de nome e sexo no documento de identidade, na certidão de nascimento e demais documentos, e nos contou sobre sua luta para conseguir a mudança de nome. 

“A ação foi protocolada pela advogada em 4 de setembro de 2017. A sentença saiu em 15 de setembro e ficou 30 dias em trânsito de julgado. 16 de novembro, dia de meu aniversário, chegou a certidão retificada na casa de minha mãe. Depois fui retificando os documentos um a um”. 

Para a retificação dos nomes nos documentos, Alexia precisou investir R$4.500,00 para a contratação de uma advogada, mais R$150,00 dos custos processuais e mais R$77,00 pela certidão retificada. 

E o ‘Vitória’ no nome se deve a isso tudo que estou passando. Sou bibliotecária chefe do Cefet-RJ campus Angra dos Reis. Ou seja, sociedade gostando ou não, tem bibliotecária-chefe trans sim”. 

Eli Prado – Estagiário de biblioteca e homem transgênero

Eli Prado é um homem transgênero, estudante de Filosofia na UPFR, é estagiário em uma biblioteca municipal em Curitiba, na Casa da Leitura Manoel Carlos Karam. Nós fizemos uma longa entrevista com o Eli na matéria “A Transgeneridade nas Bibliotecas e Espaços de Leitura” que vale muito a sua leitura. Eli novamente conversa novamente com o blog Bibliotecas do Brasil, agora para falar sobre o Dia da Visibilidade Trans.

“Acho importante falar sobre ações em diferentes espaços e em todas as letras na sigla LGBT. Em junho é comemorado o Dia do Orgulho Gay que, com o passar do tempo, passou a ser visto e divulgado como Dia do Orgulho LGBT ou Dia da Diversidade, mesmo que na prática o movimento gay tenha mais visibilidade e por vezes reproduza preconceito contra pessoas LBT (lésbicas, bissexuais e transexuais). 19 de agosto é o Dia do Orgulho Lésbico. 23 de setembro é o dia do Orgulho Bissexual. Essa semana, dia 29 de janeiro, é o Dia da Visibilidade Trans. Quando a gente toma conhecimento da existência dessas datas e tem interesse em apoiar essa população, temos que divulgar, disseminar o quanto pudermos as datas, disseminar que o movimento LGBT não se resume ao Dia do Orgulho Gay, que cada uma dessas letras tem especificidades na forma de existir e resistir ao preconceito diariamente.

“Bibliotecas são espaços de resistência, espaços de liberdade, espaços para ampliar horizontes” – Eli Prado, estagiário de biblioteca

Eli Prado, estagiário de biblioteca e homem trans, atualmente trabalha na Casa da Leitura Manoel Carlos Karam em Curitiba, PR

“Sobre o Dia da Visibilidade Trans, eu não consigo deixar de pensar em toda opressão e todo preconceito que mulheres trans e homens trans (me incluo nesse grupo) enfrentam todos os dias, toda a exclusão de absolutamente todos os espaços. Somos excluídos nas escolas, nas universidades, no mercado de trabalho, em serviços básicos, em espaços privados e públicos. Em bibliotecas também? Bibliotecas são espaços de resistência, espaços de liberdade, espaços para ampliar horizontes e seria incoerente que esses lugares não fossem ambientes seguros para populações excluídas. Eu não soube de ações voltadas para a comemoração do Dia da Visibilidade Trans nas bibliotecas que frequento em Curitiba, e eu mesmo como homem trans, que faço estágio num programa de incentivo à leitura, sinto que pequei por não ter programado nenhuma ação no meu lugar de trabalho para essa data específica. Mas admito que eu não veria isso com maus olhos em espaços que me tratassem com respeito e dignidade. Existe o Dia da Visibilidade Trans, mas o respeito e conhecimento seja entre os funcionários, seja em ações que disseminem informação entre leitores é um trabalho que se faz dia a dia. Em espaços que não houveram ações esse ano, espero que se dissemine informação para que ano que vem, a data não passe batida, pois é necessário uma base sólida pra que essas ações não sejam atividades isoladas num meio tóxico que não respeite efetivamente a população LGBT”.

Dicas de livros do Eli para o Dia da Visibilidade Trans

Dicas de filmes e documentários – Para pesquisar no Youtube, Netflix, etc

  • Her story (2016 – websérie)
  • Animal sonhado (2015) 
  • Batguano (2014) 
  • Tatuagem (2013)
  • Doce amianto (2013)
  • Madame Satã  (2002) 
  • Better than chocolate (1999) 
  • The watermelon woman (1996)
  • Seams (1993)
  • The living end (1992)
  • Swoon (1992)
  • Paris is burning (1991) 
  • Queer Edward 2 (1991)
  • Tongues untied (1989)
  • It’s a sin (1987) 
  • O funeral das rosas (1969) 
  • Eu não quero ser um homem (1918) 
  • Zapata’s band (1914) 

Prepare-se para celebrar as Datas de Conscientização LGBT na sua biblioteca ou espaço de leitura

Essas são sugestões de datas importantes para celebrar, incluir e fortalecer a comunidade LGBT em bibliotecas, espaços e projetos de incentivo à leitura. Leia também a matéria “Por que elegemos o dia 29 de Janeiro como o Dia da Visibilidade Trans?“da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.


— 29 de Janeiro | Dia da Visibilidade de Travestis e Transexuais
— 31 de Março | Dia Internacional da Visibilidade Transgênera

17 de Maio | Dia Internacional de Combate à Homofobia

28 de Junho | Dia do Orgulho LGBT Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais 

29 de Agosto | Dia Nacional da Visibilidade Lésbica

Glossário

“cisgênero” ou só “cis”: a pessoa que se identifica com o gênero designado no nascimento, associado ao  sexo biológico
—”transgênero”, “transexual” ou só “trans”: a pessoa que não se identifica com o gênero designado no nascimento
—”heteronormatividade”: o conjunto de normas sociais que sempre associa o “ser hétero” a algo natural, inato, biológico e determinante na vida dos indivíduos (associando pessoas do sexo feminino à fragilidade e pessoas do sexo masculino à dominância, etc).

Entrevistas e texto: Daniele Carneiro – Bibliotecas do Brasil

Fotos: Alexia Vitória e Eli Prado
Glossário: Eli Prado

Artes do post: Juliano Rocha – Biblioteca do Brasil

Email: contato@bibliotecasdobrasil.com

Fonte: Bibliotecas do Brasil

Pernacoteca – A Encantadora Biblioteca Sobre Pernas

Foto: Yuri de Francco

Pernacoteca é uma biblioteca sobre pernas que viaja o mundo convidando as pessoas a conhecer melhor o universo dos livros. Criada com o objetivo de atingir pessoas de todas as idades e fazer novos leitores com uma abordagem que pode se apresentar em forma de poesia, narração de histórias, teatro de animação e outras formas literárias.

Para abrir os trabalhos do Bibliosesc em 2018, projeto de incentivo à leitura que oferece gratuitamente o empréstimo e consulta de livros, jornais e revistas em uma biblioteca móvel, a Pernacoteca fará uma intervenção literária contando histórias, apresentando os livros, autores e autoras, animando e despertando o público para o prazer e encanto que a leitura proporciona.

Datas, horários e locais: 

30/01/2018, das 12h30 às 13h30 – Externo – Poupa Tempo Taboão da Serra
31/01/2018, das 14h às 15h – CCA Raio de Sol
01/02/2018, das 12h30 às 13h30 – Praça da Matriz, em Cotia
06/02/2018, das 12h30 às 13h30 – Centro Cultural Parque Pirajussara, em Embu das Artes
07/02/2018, das 14h às 15h – CCA Jardim Comercial
08/02/2018, das 12h30 às 13h30 – Praça Ivan Braga de Oliveira, em Embu-Guaçu

Fonte: SESC SP

Com games, oficinas, clube de leitura, luau e sarau, a Biblioteca de São Paulo oferece atrações gratuitas para toda a família!

Um lugar para passear, se divertir e ainda aprender com a família inteira! Esse espaço existe e traz atrações bem bacanas e gratuitas para crianças, jovens e adultos! A Biblioteca de São Paulo (BSP), que fica no Parque da Juventude, na Zona Norte, oferece contação de histórias, jogos, teatro, luau, sarau, clube de leitura, oficinas de tecnologia e até games. Sim, a novidade é a sala de videogames criada para atender os gamers! Não precisa ser sócio para participar das oficinas, mas para outras atividades é necessário possuir a carteirinha. E é bem fácil de fazer: basta apresentar um documento com foto e comprovante de residência no balcão de atendimento, a carteirinha fica pronta na hora e é gratuita! A BSP funciona de terça a domingo e feriados, das 9h30 às 18h30, mas estará fechada na terça-feira de carnaval. Que tal fazer uma visita?

Confira as atrações e programe o seu passeio!

PARA AS CRIANÇAS

Hora do Conto – um momento de incentivo à leitura e á criatividade, com leitura, dramatizações e contação de histórias da literatura infantojuvenil. A atividade acontece às sextas-feiras, às 15h; sábados e domingos, às 16h.

Brincando e Aprendendo – aqui os pequenos participam de intervenções, jogos teatrais, ritmos e brincadeiras educativas. Sempre às quartas-feiras, das 15h às 16h.

Pintando o 7 – é um conjunto de atividades que envolvem a criação artística e o desenvolvimento intelectual das crianças. Acontece às quintas-feiras, das 15h às 16h.

Lê no Ninho – experiências lúdicas com livros têm a intenção de desenvolver potências cognitivas, especialmente criado para crianças entre 6 meses e 4 anos. Uma atração para pais e filhos estarem juntos! A atividade é oferecida aos sábados, das 11h às 11h45 e das 15h às 15h45. E ainda em dois domingos ao mês, das 11h30 às 12h15.

PARA OS JOVENS

Luau – já imaginou curtir um luau em uma biblioteca? A atividade apresenta aos jovens temas relacionados à música, literatura e poesia. E ainda oferece um espaço para apresentações musicais. A atividade acontece às quintas-feiras, das 12h30 às 13h30.

PARA OS ADULTOS

Clube de Leitura – um grupo de leitores de uma mesma obra se reúne uma vez por mês para trocar opiniões e críticas, incentivando o hábito da leitura. O encontro é realizado uma quinta-feira ao mês, das 15h às 17h.

Segundas Intenções – a atividade proporciona um bate-papo com um escritor convidado, mensalmente, aos sábados, às 11h. Acompanhe a agenda no site da BSP!

Sarau – um espaço para apresentação de textos, poesia e música é realizado mensalmente. Datas e horários são divulgados na agenda do site da BSP!

Tecnologia Dia a Dia – atividades dedicadas à terceira idade com oficina de smartphone e redes sociais e curso de informática básico. Datas e horários são divulgados na agenda do site da BSP!

TODOS PODEM PARTICIPAR

Sala de Games – novidade na BSP, a sala de videogames possui um acervo com 13 títulos, comporta duas duplas de jogadores a cada sessão de 30 minutos e há o acompanhamento de monitores. O espaço é localizado no segundo andar da biblioteca, bem em frente da saída das escadas. Para jogar os usuários da biblioteca precisam ter carteirinhas.

Jogos Sensoriais – a atividade reúne brincadeiras que estimulam o desenvolvimento da autonomia e as habilidades sensoriais, como memória e as capacidades visual, tátil e motora. Indicado para pessoa com deficiência. Sempre às terças-feiras, das 15h às 16h.

Leitura ao Pé do Ouvido – aqui a ideia é sugerir ao público autores, livros e temas por meio de uma mediação intimista de leitura. A atividade acontece às sextas-feiras, das 16h30 às 17h.

Jogos para Todos – partidas de xadrez são proporcionadas a iniciantes e pessoas com deficiência visual (com tabuleiros adaptados). Acontece aos sábados, das 11h às 13h.

Domingo no Parque – nessa atividade um pouco do que acontece dentro da BSP é levado para o lado de fora, à sombra das árvores do Parque da Juventude. A programação é um convite para pais e filhos brincarem juntos: sessão Lê no Ninho, das 11h30 às 12h15; contação de histórias e mediação de leitura, das 12h15 às 16h. Sempre dois domingos ao mês.

Leituras – o conteúdo literário da Biblioteca de São Paulo é oferecido em formatos variados, como livros tradicionais e acessíveis (braille, audiolivro), DVDs, CDs, além de jogos. Atende crianças, jovens, adultos, idosos com e sem deficiência. A biblioteca, conta com recursos tecnológicos e oferece aos seus usuários microcomputadores, wi-fi e terminal de autoatendimento. Conheça mais sobre o acervo no site da BSP!

Fonte: São Paulo para Crianças

Mais de 1,3 mil obras raras estão disponíveis para download gratuito no site do Senado

O acervo de obras raras da Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho é composto por aproximadamente 2,9 mil exemplares. Desse total, cerca de 1,3 mil publicações, algumas com mais de 300 anos, também estão disponíveis para download gratuito pela biblioteca digital. Mônica Rizzo, coordenadora da biblioteca, destaca que a divulgação das obras democratiza o acesso dos cidadãos.

São obras não apenas de importância mundial, mas que também dizem respeito à formação histórica do Brasil — afirmou Mônica.

O livro mais antigo é o Novvs Orbis feu Descriptionis Indiae Occidentalis, de Johannes de Laet, datado de 1633. Trata-se de uma descrição geográfica, etnológica e linguística da América, além de relatos e desenhos de animais e plantas da região, com especial destaque para o Brasil.

Outra obra de grande valor histórico é a versão digitalizada do decreto que aboliu a escravatura no Brasil, dando origem à Lei Áurea. O documento é assinado pela princesa Isabel (1846-1921), cujo nome completo era Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon.

A coordenadora destaca a “coleção particular do senador e bibliófilo Luiz Viana Filho, com quase 11 mil volumes, negociada com a família em 1997, após o falecimento do colecionador”.

A coleção contempla obras de cunho político e sobre as questões de estabelecimento das fronteiras brasileiras. Por sua relevância no contexto do acervo, essa coleção conta com instalações de guarda exclusivas e já foi objeto de exposições e publicação do Catálogo de Obras Raras e Valiosas da Coleção Luiz Viana Filho — explicou.

Esse catálogo também está disponível, na internet, para qualquer pessoa, no Brasil e no exterior. As obras são de domínio público ou tiveram direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando acesso e download gratuitos pelo site do Senado.

Variedade

A Biblioteca Digital do Senado disponibiliza para download gratuito na internet mais de 260 mil documentos. O acervo digital reúne, entre outros itens, livros, artigos de revistas, notícias de jornal, textos de senadores e servidores do Senado e legislação, inclusive em áudio.

A atualização do acervo digital é feita conforme a aquisição de novos livros e a produção intelectual da Casa. Novos artigos são disponibilizados semanalmente na página. Já as notícias dos jornais são inseridas diariamente.

Fonte: Agência do Senado

Literatura dia e noite

Bauru oferece boas opções de contato com a literatura em vários bairros, seja por meio de grupos literários itinerantes ou de espaços nas bibliotecas municipais

Texto por Marcele Tonelli

Grupo Cevadas Literárias.
Valdemir Mesquita, Arthur Monteiro Jr., Sinuhe LP, Cris Dezeiro, Ana Maria Machado, Meriza Alcides, MAria Cristina Oliveira, Mariana Alcarria, Fernanda Garcia, Rafaela Farias, Mônica Paes, Nathália Silva, Bruno Emanuel, José Renato Garrete e Patrícia Lima.
Foto de: Aceituno Jr.

Arte de compor escritos em prosa ou versos, a literatura é capaz de desenvolver nos leitores posição reflexiva e ativa diante da realidade. Mais restrita ao ambiente acadêmico antigamente, ela se popularizou por completo. Em Bauru, a literatura está presente não só nas escolas e bibliotecas e durante o dia, mas também em rodas de conversa e saraus à noite. Até na mesa do bar ela tem sido o assunto principal de um clube de leitura recém-formado. Nesta e nas próximas páginas, o JC traz exemplos de boas e gratuitas opções de contato com este universo na cidade.

CEVADAS LITERÁRIAS

Sarau Versos no Canto: Silvia Barduzzi (em memória), Maria José Ursolini, Lázaro Carneiro, Mariluci Pimentel, Mariangela Seabra, Edilaine Dantas, Jessica Mariah; atrás: Rosana Maria Souza e Reginaldo Furtado
Crédito: Divulgação

É no anoitecer que o trio composto por Patrícia Lima, 31 anos, formada em Letras, Bruno Emmanuel Sanches, 33 anos, formado em Ciências Sociais, e o psicólogo José Renato Garrote Teodoro, 39 anos, entra em ação. Desde maio do ano passado, eles coordenam um clube de leitura em Bauru, o Cevadas Literárias.

Como o próprio nome já indica, a informalidade é a regra da casa. Uma vez por mês, eles organizam encontros em diferentes bares da cidade para debater obras nacionais e estrangeiras. “É como um tipo de resistência ao academicismo. Queremos aproximar a literatura das pessoas, de uma forma humanizada, independentemente do que sejam e de onde elas estejam. E o ambiente do bar ajuda a quebrar essa formalidade”, explica Patrícia.

‘É SÓ CHEGAR’

Mesmo sem ler a obra indicada é possível participar do encontro. “Nada é obrigatório aqui, é só chegar”, diz Bruno, acrescentando que a ideia surgiu da paixão pela literatura e do desejo em levá-la para a noite boêmia bauruense. “Não realizamos saraus, como os clubes literários”, diferencia.

Expressão Poética: Joelma Marino, Eric Schmitt, Ana Maria Barbosa Machado, Daniel Rodrigo Mello, Regina Ramos, Criz Deziró e Mariluci Genovez
Crédito: Malavolta Jr./JC Imagens

Na última terça-feira, o Cevadas Literárias realizou seu 7.º encontro, o primeiro deste ano, no Bar da Rosa, na região da Vila Universitária. A obra em pauta foi “Capitães de Areia”, de Jorge Amado. Cerca de 20 pessoas, entre jovens e adultos, participaram.

Outros títulos como “Azul Corvo”, de Adriana Lisboa e “O Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, já foram temas. As obras são escolhidas por meio de enquetes criadas na página do “Cevadas Literárias” no Facebook. É por lá, também, que o trio divulga as datas das reuniões. O próximo será 20 de fevereiro e a obra será “O Aleph”, de Jorge Luis Borges, às 20h, no Bar da Rosa.

Clubes literários têm atividades a todo vapor

Grupo Cevadas Literárias.
Na foto: Cris Dezeiro, Ana Maria Machado, Valdemir Mesquita, Mônica Paes, Fernanda Garcia, Mariana Alcarria, Nathália Silva, Bruno Emanuel, José Renato Garrete, Patricia Lima, Arthur Monteiro Jr. e Sinuhe LP.
Crédito: Aceituno Jr.

Além do Cevadas, outros dois grupos abertos são responsáveis por difundir a literatura por Bauru nos últimos anos: o Sarau Versos no Canto e o Expressão Poética. Formado há 5 anos, o Sarau Versos no Canto, coordenado, atualmente, por Maria José Ursolini, reúne talentos do mundo arte que ainda não possuem renome e que desejam compartilhar aquilo que produzem. Mensalmente, o grupo se apresenta no Teatro Municipal, bares noturnos, clubes, escolas e em pontos públicos de Bauru.

De sertanejo raiz ao sarau inclusivo, o grupo resgata os saraus comuns no século 19 com um toque de modernidade. “Uma novidade é o uso do realejo, um instrumento musical à manivela, marco antigo da cultura literária”, comenta Ursolini.

A 1.ª apresentação prevista para 2018 será em 16 março, às 20h, no Teatro Municipal. Para participar ou para mais informações ligue: (14) 98139- 0815 (Maria José).

EXPRESSÃO POÉTICA

Com início em 1999, o Expressão Poética também tem como objetivo difundir a literatura, além de divulgar poesias. Em sua trajetória, o grupo já se apresentou em saraus no Sesc, em projetos universitários, em bares noturnos, escolas públicas e particulares e até em uma sorveteria em Bauru.

Para o 1.º semestre de 2018, está prevista uma oficina de formação para reciclagem das produções e dos escritores. “Em maio, teremos o Festival Internacional Palabra En El Mundo em Bauru”, projeta Ana Maria Barbosa Machado, atual coordenadora.

A primeira apresentação do ano será em 24 de fevereiro, às 15h, no Bosque da Comunidade. Para participar do grupo ou para mais informações (14) 99664- 5143 (Ana Maria).

ABLetras em clima de jubileu de prata 

Membros da ABLetras durante posse da diretoria, presidida por Rosa Leda, em 2016
Crédito: Divulgação

Em 8 de julho, a Academia Bauruense de Letras (ABLetras) completa 25 anos. No mesmo mês ocorre a posse do novo presidente da entidade Eron Veríssimo Gimenes, que assume o cargo ocupado até então por Rosa Leda Gabrielli.

A entidade aceita a participação apenas de escritores, que têm as publicações submetidas à avaliação. Os eventos promovidos pela ABLetras, contudo, são abertos. Às terças-feiras, das 9h às 11h, na Estação Ferroviária, ocorre a Oficina da Palavra, que objetiva ensinar pessoas a como refinar textos. Sempre ao último sábado do mês, a entidade também promove palestras e apresentações musicais no local.

No Geisel, biblioteca vira ponto de encontro 

Biblioteca Ramal conta com mais de 100 sócios entre crianças, adultos e idosos, que frequentam as atividades do local quase diariamente

“Graças ao esforço da Neli, essa é uma biblioteca viva”, diz Patrícia Nakano
Crédito: Malavolta Jr.

Das sete bibliotecas ramais de Bauru, a do Núcleo Geisel é a que mais tem chamado a atenção nos últimos anos. Isso porque o local, de tão ativo, acabou se tornando ponto de encontro para crianças, jovens, adultos e idosos moradores tanto do Geisel quanto das imediações. Com mais de 100 sócios cadastrados, a unidade, coordenada pela agente cultural Neli Maria Fonseca Viotto, 50 anos, é frequentada diariamente por dezenas de pessoas, das 8h às 17h, e oferece um leque de atividades para o público.

Há quatro anos à frente dos trabalhos por lá, Neli, única funcionária do local, não para um minuto, seja em períodos escolares ou férias. Além da rotina de empréstimos e devoluções da biblioteca, que possui mais de 3 mil exemplares, ela atua ainda como contadora de histórias, professora nas oficinas de artesanatos, além de cuidar das crianças que frequentam a unidade, da qual também é responsável pela limpeza.

Acervo da Biblioteca Ramal do Geisel conta com mais de 3 mil exemplares; Neli Viotto cuida da rotina de empréstimos e devoluções e de todas as outras atividades realizadas no local
Crédito: Fotos: Malavolta Jr.

“Até chá da tarde ela faz e oferece para todos. Graças ao esforço da Neli, essa é uma biblioteca viva. E, por isso, está sempre lotada”, comenta Patrícia Nakano, 43 anos,moradora do Jardim Carolina. “Meus filhos sempre estão por aqui e isso é um alívio para mim, porque esse ambiente, além de cultural, é mágico”, acrescenta.

Marco Aurélio Octaviano, chefe da divisão de bibliotecas do município confirma. “A Neli tem um perfil diferenciado e tornou o lugar uma referência. Estamos tentando, através de cursos, cativar e motivar funcionários das outras bibliotecas também.”

‘LUGAR PREFERIDO’

Decorada de forma lúdica com bonecos e desenhos artesanais, a Biblioteca Ramal do Geisel abriga sala de leitura, de contação de histórias, brinquedoteca, de curso de teatro e espaços com oficina de fuxico e até de pintura e crochê. É um local que mexe com o imaginário de qualquer pessoa.

“Aqui é o meu lugar preferido, eu leio, brinco, faço novos amigos”, comenta Guilherme Souza Junior, de 11 anos. “Venho para cá quase todos os dias nas férias. Este lugar nos dá outras opções de diversão, que não ficar o dia todo no celular ou computador. Adoro me vestir e fazer shows para as crianças”, acrescenta Mariana Arques, de 11 anos.

Neli Viotto, agente cultural da Biblioteca Ramal do Geisel, cuida da rotina de empréstimos e devoluções da biblioteca e de todas as outras atividades realizadas no local

‘SEGUNDA CASA’

Além das atividades culturais, recreativas e educacionais com os frequentadores assíduos, a unidade tem parceria com duas escolas no bairro.

“Brinco que aqui é minha segunda casa e eles são os meus filhos. Amo esse lugar, a semana passa voando. Será triste quando me aposentar no ano que vem”, finaliza Neli.

“Meus filhos sempre estão por aqui e isso é um alívio para mim, porque esse ambiente, além de cultural, é mágico”, disse Patrícia Nakano, moradora do Jardim Carolina.

Aulas de pintura e crochê 

Rebeca Yohana Souza, Cleuza Maria André e Rafaela Letícia de Souza durante a oficina de fuxico, que acontece na Biblioteca Ramal Geisel durante a semana
Crédito: Malavolta Jr.

Mais do que espaço de desenvolvimento da leitura, escrita e imaginação, a Biblioteca Ramal Geisel também é local de aprender crochê, produção de bonecas de fuxico e pintura em tecido.

Todas as terças-feiras e quartas-feiras, das 14h às 17h, dezenas de mulheres se reúnem no quintal do imóvel para ensinar e aprimorar técnicas na confecção de peças artesanais.

“Trocamos experiências, jogamos conversa fora e comemoramos as aniversariantes do mês com festinha e tudo”, comenta Margarida Freitas, 57 anos, que frequenta o espaço há oito anos para aulas de crochê.

“As aulas de pintura e esse ambiente repleto de crianças me ajudaram a sair da depressão. É muito bonito o trabalho feito aqui, com certeza, tira muitas crianças da rua”, cita Cleusa Maria André, de 70 anos, que há três anos frequenta as aulas de pintura.

Quer participar?

As aulas de crochê e bonecas de fuxico acontecem de terça-feira, das 14h às 17h. As aulas de pintura ocorrem de quarta-feira, no mesmo horário. 

Brechó solidário

Além de todas as atividades durante a semana, a Biblioteca Ramal do Geisel abre todo segundo sábado do mês, das 9h às 15h, para brechós solidários. Neste dia, o local recebe e oferece doações de roupas e livros. E a brinquedoteca permanece aberta durante o evento.

Cidade tem acervo com 62 mil títulos 

A literatura nacional mais emprestada é “Vidas Secas”, seguida por títulos esttrangeiros do escritor Nicholas Sparks

Diretor da divisão de bibliotecas municipais, Marco Aurélio Octaviano mostra as obras literárias mais emprestadas na cidade atualmente
Crédito: Malavolta Jr.

A divisão de bibliotecas municipais possui, atualmente, um acervo de 62.463 títulos e 82.191 exemplares, distribuídos entre a Biblioteca Central Rodrigues de Abreu e as sete Ramais, que são as existentes em alguns bairros da cidade. Mais movimentada de todas, a unidade central, que fica lotada no Teatro Municipal, registra 1,2 mil empréstimos de livros por mês, sendo que o título mais queridinho dos leitores, curiosamente, é o “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos. Na sequência, aparecem os títulos estrangeiros, responsáveis por 60% do total de empréstimos. As obras do escritor Nicholas Sparks, por exemplo “O melhor de mim”, são as preferidas.

“Temos vários livros exemplares, mesmo assim é difícil o dia em que eles não estão emprestados”, detalha Marco Aurélio Octaviano, diretor da divisão de bibliotecas municipais.

Mais movimentada de todas, a Biblioteca Rodrigues de Abreu, que fica lotada no Teatro Municipal, registra 1,2 mil empréstimos de livros por mês
Crédito: Malavolta Jr.

30% JOVENS

Atualmente, 30% do público que frequenta a biblioteca Central é formado por jovens e o restante se divide entre adultos, idosos e crianças.

“A tecnologia diminuiu a procura por enciclopédias físicas nos últimos anos, mas, por outro lado, aumentou a busca por títulos da literatura”, ressalta Marco.

Há dois anos, a ala infantil foi reformada, ainda assim registra menor frequência do que a Biblioteca Ramal do Geisel. Também na unidade Central, a Gibiteca, que possui sozinha 15 mil exemplares, foi uma das repartições mais frequentadas por lá, mas permanece inativa há 3 anos por problemas decorrentes da infestação de cupins.

Ala infantil da Biblioteca Central Rodrigues de Abreu, no Teatro Municipal, espaço foi reformado há dois anos; Gibiteca segue desativada
Crédito: Malavalta Jr.

“Ela foi reformada recentemente, e parte equipamentos e mobiliários já foi adquirida, mas ainda faltam pinturas e lâmpadas”, frisa Marco.

OUTROS PROJETOS

Além das unidades fixas, a Secretaria Municipal de Cultura oferece durante todo o ano atividades como contação de histórias e oficinas lúdicas aos alunos da rede municipal, estadual e privada. A pasta disponibiliza um servidor que vai diretamente às escolas para realizar essas atividades com as crianças.

E O BIBLIÔNIBUS?

Antigamente, Bauru contava com um Bibliônibus, uma espécie de biblioteca itinerante, que percorria bairros da cidade e estacionava em eventos como forma de ampliar o acesso à literatura. Em 2007, o veículo foi reformulado e voltou à ativa com 1,2 mil livros e quase 2 mil sócios cadastrados, mas em 2010 o projeto acabou desativado. “Temos a ideia de montar uma banca volante de trocas de livros, mas é apenas uma proposta por enquanto”, finaliza Marco.

SERVIÇO

Qualquer cidadão pode emprestar livros nas bibliotecas municipais. O máximo é de 4 livros por 20 dias, sendo possível renovar a permanência por mais 15 dias.

Fonte: Jornal da Cidade

Aproveite as férias para ler e se entreter na biblioteca do Senac em Limeira

Aberta ao público durante todo o ano, a biblioteca do Senac Limeira também funciona nas férias escolares. O objetivo é atrair os amantes da leitura para frequentar o espaço com mais de 5 mil obras registradas – entre livros infantis, técnicos, de ficção, gibis e revistas. No local, os visitantes contam, ainda, com videogame, jogos de mesa diversos, além de computadores e tablets.

A biblioteca da unidade também possui em seu acervo obras literárias e jogos em braile, além de funcionários com conhecimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e elevador para garantir o acesso de todas as pessoas.

De acordo com Luisa Jaschke, funcionária da biblioteca do Senac Limeira, o ambiente estimula o interesse pela leitura, pesquisa e busca por conhecimento, assim como propicia ao público momentos de lazer e diversão. “Seja por prazer, para estudar ou para se informar, a prática da leitura aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a interpretação. Incentivar a utilização desse espaço, inclusive nas férias, reforça o compromisso do Senac com a formação cultural das pessoas”, comenta.

Para quem não é aluno da instituição e deseja utilizar a biblioteca, é necessário fazer um cadastro direto no local. Basta apresentar o CPF, RG e um comprovante de residência. Existe ainda a possibilidade de se tornar sócio da biblioteca do Senac Limeira. A vantagem é que além de emprestar livros de literatura, um por vez, e fazer consultas em materiais de pesquisa na própria biblioteca. O empréstimo tem duração de 14 dias, podendo ser renovado por até três vezes desde que não haja reserva, ao sócio é permitido também a utilização do computador 1 hora por dia, pagando por mês uma taxa de R$ 10. Importante lembrar que a inscrição tem validade local, isto é, os empréstimos e acesso aos materiais só ocorrerão na unidade em que foi feita a inscrição.

Caixinha e varal de doações

Para estimular ainda mais o hábito da leitura, desde novembro de 2017, o Senac Limeira fixou uma caixinha de doações no portão de entrada da unidade, para que todos que passam por ali – alunos, funcionários e comunidade –, possam doar e trocar livros. Ao lado, há também um varal onde as pessoas podem pendurar roupas e guarda-chuvas para doação. Dessa forma, quem passa pelo local e precisa de algum item sente-se à vontade para pegar. “Ambas as ações têm sido muito positivas, e é interessante ver o envolvimento de todos. A ideia do varal surgiu devido às chuvas frequentes de janeiro, e tudo o que é colocado vai embora rapidinho”, conta Luisa.

Rede de bibliotecas

Juntas, as bibliotecas das unidades da rede Senac São Paulo e dos campi do Centro Universitário Senac totalizam 56 centros de informação. São mais de 10.500m² construídos para atender clientes e comunidade em geral do Estado de São Paulo. O acervo inclui mais de 500 mil volumes.

Com as portas sempre abertas à população, além dos livros literários e periódicos, as bibliotecas possuem publicações em vários formatos e as prateleiras são ocupadas com as novidades do mercado nas áreas contemporâneas em que o Senac São Paulo atua. São elas: jornalismo, fotografia, publicidade, cinema, design de multimídia, informática, moda, saúde, terceiro setor, turismo, hotelaria, gastronomia, meio ambiente, educação, idiomas, administração e negócios.

Além do acervo físico, o Senac São Paulo possui um acervo digital composto por conteúdos multidisciplinares nacionais e internacionais de e-books, artigos de revistas científicas e especializadas, jornal eletrônico e normas técnicas. O acesso a esse conteúdo é liberado nas dependências do Senac, apenas para alunos cadastrados.

Fonte: Rápido no Ar

Programação especial em Campinas comemora o Dia do Quadrinho Nacional

Biblioteca vai sediar feira e exposições, e ainda haverá a ação “Revoada de Quadrinhos” e promoção em livraria e loja especializada da cidade. De 30/01 a 28/02

Biblioteca Pública Municipal de Campinas recebe a 5ª edição do Dia do Quadrinho Nacional. O evento reúne artes dos quadrinhos, celebração de artistas, roteiristas, editoras, insiders e apaixonados por esta arte. O Dia do Quadrinho é comemorado em 30 de janeiro, mas a programação é variada e segue até 28 de fevereiro.

Revoada de Quadrinhos

HQS nacionais estarão disponíveis aos leitores em espaços públicos como terminais e pontos de ônibus, praças públicas. Quem encontrar poderá usufruir da leitura e passar pra frente. Para esta ação, as HQS foram doadas por Maria Rita de Almeida (artista plástica), Franco de Rosa (editor e quadrinista) e por Gisela Pizzatto (quadrinista de Campinas). A ação será realizada de de 30 de janeiro a 28 de fevereiro.

Feira de HQs

A feira será realizada no sábado, 3 de fevereiro, na Biblioteca, com participação de artistas e programação de bate-papos. Já confirmaram presença Laudo Ferreira, Gilmar Machado, Ruis Vargas, Gisela Pizzatto, Bruno Bull, Marcel Bartholo, Dadí, Rafael Marçal, Will, Eric Peleias, Digo Freitas, Aline Zouvi, Marcatti, Mario Cau, Caio Yo, Gustaco NS, Gabriela Pendezza, Chairim Arrais, Diego Augusto, Bruno Borovac, Sinnöve Dahlström Hilkner, Fabio Mikk, Alexandre Dal Gallo,Eder e Lua Mondanez, Marcos Choba,Ana Lí,Paulo Kielwagen, Alexandre Dal Gallo, Adriano Gon.

Rodas de conversas:
15h30 – Representatividade feminina nos quadrinhos, com Débora Garcia e Rafael Ghiraldelli;
16h30 – “Criando uma HQ: Baba Ganush”, com Caio Yo;
17h30 – “Qual é o seu monstro? A construção do medo em Monstruário”, com Lucas Oda, Danilo Freitas, Maria Paula Ferraz Dias e Mario Cau, a mediação é do jornalista Delfin

Serviço:
Local: Biblioteca Pública Municipal “Professor Ernesto Manoel Zink”. Av. Benjamin Constant, 1633, Centro – Campinas
Data: 3 de fevereiro
Horário: das 11h às 20h
Entrada: gratuita

Exposições

Os “Quadrinhos e As Artes Gráficas de Campinas numa Perspectiva Histórica”, uma exposição cronológica, das artes gráficas e os quadrinhos na cidade de Campinas. Sob a curadoria de João Antonio Büher, o trabalho visa mapear ou fazer um primeiro recenseamento destas artes em nossa cidade. Esta linha do tempo vai do final do século XIX até os nossos dias. Estarão expostas capas de revistas, gibis, ilustrações de jornais, capas de livros e cartazes, a fim de mostrar um pouco da produção gráfica na cidade. Nela os visitantes poderão ver uma linha cronológica do tempo, painéis com reproduções de obras e originais impressos. A linha do tempo presente nesta exposição é um primeiro estudo para o que seria uma cronologia da história das Histórias em Quadrinhos e das artes gráficas na Região Metropolitana de Campinas.

Outra exposição será a mostra colaborativa, “Re-pensando”, sob a curadoria de Débora Garcia e Rafael Ghiraldelli, é composta de perspectivas múltiplas de criação, (re)design e/ou representação de personagens mulheres não-estereotipadas – tanto autorais como adaptadas de histórias em quadrinhos, filmes, literatura, entre outras linguagens de expressão.

Serviço:
Local: Biblioteca Pública Municipal “Professor Ernesto Manoel Zink”. Av. Benjamin Constant, 1633, Centro – Campinas
Visitação: até 28 de fevereiro, de segunda a sexta, das 9h às 17h
Mais informações: jabuhrer.almeida@gmail.com e (19) 2139-7403

Promoção de HQS em livrarias e lojas especializadas da cidade
Quadrinho Nacional ganha destaque na vitrine e desconto na livraria Pergaminho (loja 1: R Bernardino de Campos, 1049 – Centro)
Destacam o Quadrinho Nacional: Garagem Comics (R. Sacramento, 160 Centro) e Attack Comic Shop (R. Dr.Quirino, 1516, Centro)
Data: 30 de janeiro a 3 de fevereiro

Fonte: Campinas.com.br 

Ônibus vai levar teatro e biblioteca aos bairros de Franca

Reportagem de Marcella Murari

O diretor da divisão de Cultura, Elson Boni: “Queremos incentivar o hábito da leitura”
Foto de: William Borges/Comércio da Franca

Conhecimento ao alcance de todos”. É com essa proposta que as secretarias de Cultura e Educação de Franca estão desenvolvendo um projeto inédito e que percorrerá diversos bairros e escolas da cidade. Em um ônibus, será possível se deparar com uma biblioteca, oficinas e muita arte. Tudo de forma gratuita.

De acordo com o diretor de Cultura, Elson Boni, o ‘ônibus itinerante’ vem para incentivar o hábito de leitura da população e fomentar as mais variadas formas de arte. “Teremos apresentações artísticas, como espetáculos teatrais, música, e muita dança. Além disso, será montada uma biblioteca dentro do ônibus e os entusiastas poderão ter acesso a isso”, disse.

A intenção, com o coletivo itinerante, é de levar, às portas de escolas da cidade, e também a outros pontos de Franca, oficinas, contações de histórias e atividades variadas. Tudo contará com o respaldo de professores e funcionários das áreas responsáveis e outras parcerias com companhias e artistas da cidade que também podem compor a ideia do ônibus.

Embora o projeto ainda não tenha data exata de início, nem o valor que será investido, a expectativa é para o segundo semestre deste ano. Segundo o secretário de Educação, Edgar Ajax, a iniciativa, feita através da parceria entre as divisões do governo, vem como oportunidade de aproximar a comunidade com a educação e a cultura. “Com isso tudo, também difundiremos a história de Franca e de suas personalidades, resgatando, assim, a memória da cidade”, ressaltou o secretário.

Fonte: GCN

A Biblioteca Pública de Nova York e as vantagens de ser invisível

Documentário do premiado diretor Frederick Wiseman sobre a Biblioteca Pública de Nova York tem sessões no Instituto Moreira Salles em São Paulo. O crítico Willian Silveira analisa a obra para o Estado da Arte.

A Sala de Leitura Milstein

A grande virtude de um documentarista é fazer-se invisível. Cada vez mais rara, porém, a qualidade tem sido aplicada com determinação por Frederick Wiseman durante cinco décadas, nas quais produziu mais de 40 filmes dedicados a retratar as principais instituições culturais ao redor do mundo. Depois de passar pela Comédie-Française (1996), em Paris, e pela National Gallery (2014), em Londres, o diretor nascido em Boston retorna à casa. Para dar seguimento ao vasto repertório de ícones norte-americanos – cuja última incursão registrou o importante cenário acadêmico de Berkeley (2013) -, Wiseman incorpora outro símbolo nacional em Ex Libris: A Biblioteca Pública de Nova York. O documentário tem sessões no Instituto Moreira Salles neste sábado, 27, e na quarta-feira, 31.

É espantoso perceber que o cineasta de 87 anos mantém a  mesma vitalidade cinematográfica de quando adentrou ao Instituto Correcional de Massachussets, na estreia como diretor. Em 1967, o pungente Titicut Follies revelaria não apenas um realizador destemido, pouco atrelado à gramática visual tradicional, como denunciar também as entranhas do sistema manicomial. Por arranhar feridas não cicatrizadas na esfera de um debate ainda atual sobre a população carcerária, o documentário desapareceu silenciosamente da televisão após a primeira e única exibição.

De modo geral, Wiseman não se distingue de outros documentaristas por sua temática. Aliás, convenhamos que o interesse em registrar os mais distintos aspectos da vida cotidiana é um traço bastante apreciado entre os seus compatriotas. De Edward Hopper a Paul Auster – afinal, o que pode ser mais trivial do que True Tales of American Life? -, poucas culturas olham com tanto interesse para si próprias quanto a americana. No caso do cineasta, o que chama atenção para a sua obra é a abordagem empregada e os resultados dos seus filmes, sempre tão particulares.

Ao contrário do esperado, a paisagem norte-americana construída por Wiseman desvia do óbvio. Nela, cenas relevantes, pessoas importantes e fatos marcantes não são protagonistas. A estes cabe apenas a função de substrato cultural para um horizonte que tem nas instituições a figura central. Ao dispensar o apoio de recursos clássicos da narrativa, como entrevistas, narrações em off e prólogo histórico, o processo do diretor vai na contramão do documentário tradicional.  O percurso alternativo, por sua vez, apresenta resultado extremamente significativo se atentarmos para a sutil diferença – e o imenso valor –  entre conhecer algo através de um depoimento e conhecer esse algo por aquilo que ele é. Ao abrir mão da inevitável literalidade da descrição e apostar em um essencialismo visual, colunas, galerias e prédios ganham vida, em uma proposta algo semelhante aos anos iniciais de Alain Resnais (1922 – 2014), quando o jovem francês se interessou pelos desdobramentos do Tempo e da História.

Rotulado ora como mais um entre os “cineastas de observação” ora como retardatário do movimento Cinéma verité, esta sim denominação a qual rejeitava completamente, Wiseman teve as suas convicções estéticas peculiares e corajosas recompensadas em 2014, ao receber o Leão de Ouro pelo conjunto da obra, no Festival de Veneza. Reconhecimento reiterado dois anos mais tarde pela Academia do Oscar, confirmando a tendência de Hollywood para a vanguarda – do atraso.

Em 197 minutos, algo a mais do que o necessário, Ex Libris é a obra mais recente do diretor, fiel ao seu estilo e digna de despertar o fascínio de Émile Zola (1840 – 1902),  pai do naturalismo literário. O autor de Germinal certamente invejaria não apenas o recurso de Wiseman, a câmera, e o domínio do equipamento, mas principalmente a forma como o ambiente é registrado sem afetação ou manipulação. Diante de um filme desprovido de clímax e conclusão, advertência séria a ser feita a nove entre dez cineastas, o documentário evolui sem dificuldades por meio da conexão dos atos temáticos, em um andamento que busca transmitir a gigantesca estrutura da Biblioteca e captar o elã que a anima.

Neste processo, acompanhamos vários momentos distintos, de leituras compenetradas a senhores dormindo. E muitas reuniões. As mais recorrentes contam com a presença do comando da instituição, na presença do diretor-executivo Anthony Marx e seus coordenadores. Em um primeiro momento, a impressão é de que, sim, Wiseman parece gostar de reuniões mais do que qualquer um de nós. Mas a paciência desvenda o tempo empregado nos gabinetes. Está ali a forma de saudar o empreendimento público bem-sucedido – mesmo no caso da NYPL, mantida por esforço público-privado – por meio de valorizar a dedicação e a competência das figuras que estão no coração desse projeto. Sem elas, os mais de noventa braços da Biblioteca, que engloba desde o prestigiado espaço Lincoln Center à desconhecida sede no Queens, não seriam possíveis.

O mergulho na intimidade da Biblioteca traz à luz um número inimaginável de atividades a ocupar as salas. Possibilidades que despertariam o interesse de qualquer gestor público, em especial os brasileiros, se a cultura de centros de cultura não fosse algo tão distante quanto o fim da corrupção. Desde o simples empréstimo de aparelhos para conexão com a internet até aulas de braile, passando por uma conversa com Elvis Costello e a oferta de empregos para quem tem como qualificação apenas a vontade de trabalhar,  a Biblioteca de Nova York assume assim a função de mediadora do sociedade norte-americana. Um objetivo essencial e mais adequado do que querer entrar no século XXI sendo vista como um espaço para armazenar livros.

No instante em que a Biblioteca se apresenta como pilar da sociedade americana, atuando como espaço de convivência e informação, o documentário nos entrega a face da NYPL moldada sob valores que Tocqueville, em A Democracia na América, diagnosticou melhor do que ninguém dois séculos atrás. Enviado do governo francês com a missão de estudar os mecanismos da democracia, o aristocrata percebeu de pronto que as estruturas americanas não eram originadas de uma criação artificial, como fora suspeito. Portanto, o futuro da França não dependia da invenção de mais um ministério, com burocratas, papeis e carimbos. Mas de preparar a população para assimilar o espírito democrático a ponto de imbuí-lo em cada ação e em cada lei. Leis e ações que fazem a Biblioteca de Nova York pulsar desde 1895.

Texto por Willian Silveira: editor da revista Sétima e membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE)

Fonte: Estadão Cultura

Nova versão da Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral já está no ar

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou, no dia 19 de janeiro, a nova versão da Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral (BJDE). Trata-se de uma ferramenta institucional que tem, entre suas finalidades, a função de coletar, reunir, armazenar, preservar e disseminar documentos digitais sobre conteúdos relativos às eleições e à matéria eleitoral e partidária, tendo como primazia o respeito à legislação de direitos autorais, constituindo-se, assim, em um grande repositório especializado de acesso aberto nos referidos assuntos. 

São mais de 3.670 publicações, em meio digital e em inteiro teor, desde periódicos e artigos escritos por ministros e servidores da Justiça Eleitoral até estudos da Escola Judiciária Eleitoral, bem como assuntos correlatos. A primeira versão se chamava Biblioteca Digital do TSE, mas agora passou a se chamar Biblioteca Digital da Justiça Eleitoral, por causa da inserção de conteúdo dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). O foco da Biblioteca Digital é ser um repositório da Justiça Eleitoral, mas também engloba material eleitoral e partidário, além de assuntos correlatos produzidos ou não pela Justiça Eleitoral.

Acesso 

O público em geral pode acessar e fazer download das obras publicadas na BDJE. A nova versão da Biblioteca Digital conta com a colaboração dos tribunais regionais. 

Além de possibilitar a consulta ao acervo por smartphones e tablets, conta com um novo design elaborado para garantir mais facilidade ao internauta no acesso às informações. 

Em respeito à legislação de direitos autorais e aos atos normativos do TSE, alguns documentos são restritos aos membros e servidores do TSE e dos TREs. Nesses casos, se o cidadão não se encaixar no perfil mencionado e tiver interesse em item de acesso restrito, deverá entrar em contato com a Seção de Biblioteca Digital, que avaliará a possibilidade de envio do material demandado. 

Assim, o usuário cadastrado tem a possibilidade de selecionar assuntos de seu interesse e receber notificações sobre novos itens depositados na BJDE.

Veja mais aqui

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Vinícius de Moraes é tema de Roda de Poesia na Biblioteca Joaquim de Castro Tibiriçá

O poeta Vinícius de Moraes (1913-1980), é tema da próxima Roda de Poesia que acontece na Biblioteca Joaquim de Castro Tibiriçá (Rua Quintino Bocaiúva, s/n – Praça da Ópera Salvador Rosa, Bonfim), neste sábado, 27 de janeiro, a partir das 14h30.

No bate-papo, serão revisitadas a vida e obra de Vinícius de Moraes e seu legado à cultura brasileira. Quem nunca cantarolou “Eu sei que vou te amar por toda a minha vida” ou se surpreendeu com “Era uma casa muito engraçada não tinha teto/ não tinha nada” ou até mesmo repetiu e repetiu os versos “São demais os perigos desta vida/Pra quem tem paixão” e os famosos “Que não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure”.

Sobre ele, disse Carlos Drummond de Andrade: “Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural. Eu queria ter sido Vinicius de Moraes”.

A atividade, com entrada gratuita, é aberta a todos os interessados. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Fonte: Carta Campinas

São Bernardo inaugura segundo Espaço Braille na Biblioteca Malba Tahan

 

Local recebe equipamentos de alta tecnologia em concurso promovido pelo Governo de São Paulo para pessoas com deficiência visual
Crédito: Omar Matsumoto/PMSBC

Transformar a biblioteca em um espaço de uso público para todas as pessoas. Com este objetivo em mente, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Cultura, inaugurou, na tarde desta quarta-feira (24/01), o Espaço Braille na Biblioteca Malba Tahan (Rua Helena Jacquey, 208, Rudge Ramos). Trata-se de um segundo local para atendimento aos deficientes visuais na cidade, que conta com um espaço similar na Biblioteca Monteiro Lobato, há 20 anos. A solenidade de abertura contou com a presença do prefeito Orlando Morando, do secretário de Cultura, Adalberto Guazzelli, de Lara Sorito Santana, da coordenadoria de Desenvolvimento de Projetos da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Isso só foi possível porque a biblioteca foi uma das contempladas em um concurso promovido pelo Governo do Estado para receber equipamentos de alta tecnologia para pessoas com deficiência visual. Com investimento total de R$ 80 mil, o kit conta com um computador, ampliador automático, scanner leitor de mesa, teclado ampliado, mouse estacionário, software de voz sintetizada para atuação com o software leitor de tela NVDA, display braile e impressora braile. No total, 62 bibliotecas em todo o estado receberam os kits.

A diretriz de nossa gestão é promover a acessibilidade para todas as pessoas. Já passou da hora de todos os equipamentos públicos atenderem todas as pessoas. Essa é uma prática que deve ser disseminada. Graças a essa parceria com o Governo do Estado, proporcionaremos às pessoas cegas e com visão reduzida o acesso a leitura pelo áudio ou por meio do braile”, afirmou o prefeito Orlando Morando.

Lara Sorito Santana, da coordenadoria de Desenvolvimento de Projetos da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ressaltou a importância do município ter aderido ao chamamento da Pasta Estadual. “Ações como essas feitas por São Bernardo vão tirar inúmeros deficientes visuais e pessoas com baixa visão da invisibilidade”, disse.

O secretário de Cultura, Adalberto Guazzelli, também destacou a parceria com o Governo do Estado. “Este investimento vindo vai de encontro às ações realizadas pela nossa Pasta para trazer a população de nossa cidade de volta às bibliotecas, diversificando a programação, mesclando com atividades musicais e culturais”, afirmou.

Para a agente de biblioteca e arquivo, Cristiane Rufino, que também é deficiente visual e responsável pelos Espaços Braille das bibliotecas Malba Tahan e Monteiro Lobato, a vinda desses equipamentos irá fazer a diferença para os deficientes visuais e pessoas com baixa visão. “Esse kit dará mais autonomia, pois dará acesso a todo o acervo da biblioteca tanto por meio da leitura braile como pelo áudio”, finalizou.

Serviço:

Espaço Braille – Biblioteca Malba Tahan

Endereço: Rua Helena Jacquey, 208, bairro Rudge Ramos

Funcionamento: O horário de funcionamento do espaço será de segunda a sexta das 9h00 às 18h00. Para atendimento aos sábados é necessário agendamento prévio pelo telefone 4368-1010 ou pelo e-mail braille.sbc@gmail.com

Fonte: ABC do ABC

Sala de videogames é novidade na Biblioteca de São Paulo

Quem diria que videogames seriam colocados lado a lado de livros dentro de uma biblioteca? Pois é justamente isto o que vai ocorrer na Biblioteca de São Paulo: entidade receberá uma nova sala de videogames. A intenção é atrair o público gamer, tal como já ocorre na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, também na Capital.

De acordo com a Biblioteca de São Paulo, o acervo disponível na sala conta com 13 títulos e, para jogar, os usuários da biblioteca precisam ter carteirinhas. Elas são gratuitas e podem ser feitas no balcão de atendimento da biblioteca e saem imediatamente para utilização, o que significa também acesso ao empréstimo de livros.

As sessões para os videogames são de 30 minutos diários por gamer ou dupla. E, no espaço, há dois monitores de vídeo, além da orientação da equipe da BSP.  Localizada no segundo andar da biblioteca, bem em frente da saída das escadas, a sala especial comporta duas duplas de jogadores a cada sessão. Confira a programação completa de atividades da biblioteca no site oficial: http://bsp.org.br.

A sala lembra as antigas lan houses com videogames, ou seja, você curte um videogame com seus amigos. Espera-se que o número de visitantes na Biblioteca aumente nestas férias. Quem sabe, outras bibliotecas da cidade não aderem à novidade e passem a contar também com salas dedicadas ao público gamer?

Fonte: Gamereporter

Série: Bibliotecas do Estado de São Paulo – Fartura

Localizada na região sudoeste do Estado de São Paulo, na região do Vale do Paranapanema, a cidade de Fartura possui, de acordo com a último levantamento feito pelo IBGE (2010), 15.320 habitantes.

Seu brasão já conta sua história e o significado de seu nome: o rio e os peixes representam a elevada piscosidade do Rio Itararé e dos Ribeirões Fartura e Veado; o arado, o pé de café e pé de milho representam a agricultura, que é a base econômica do município graças às suas terras férteis; e a serra, que representa sua geografia de belíssimas paisagens.

A pequena cidade próxima a divisa do Paraná possui ainda mais uma virtude: a preocupação com a educação. Foi com esse intuito que a Biblioteca Municipal de Fartura foi fundada, em 1968, no governo de Benedito Garcia Ribeiro. Graças aos governos municipais, a SisEB e a toda a comunidade, que por toda sua história contribuíram para a evolução da biblioteca municipal, hoje seu acervo conta com 48.447 livros.

O principal acontecimento na história da biblioteca aconteceu em 1997, quando a mesma foi transferida para um prédio amplo no centro da cidade. Essa mudança possibilitou, então, o aumento de serviços oferecidos, projetos e eventos no ambiente da biblioteca e parcerias com as escolas da cidade.

Hoje, a biblioteca conta com um fluxo diário de 110 pessoas. Toda a população pode se dirigir à biblioteca para pesquisas escolares, empréstimos de livros e ainda para participar dos projetos: Viagem Literária, Contação de História, Oficina Escrita Criativa e Projeto Estímulo a Leitura.

O artista farturense pode contar com a biblioteca municipal para realizar exposições de seus trabalhos artísticos e escritores podem se voluntariar para a realização do “bate-papo com escritores”, que fomenta a escrita e leitura na cidade.
Com tantos projetos em execução, a biblioteca garante o fomento à cultura da cidade, auxilia as escolas públicas da cidade na extensão de suas atividades curriculares e ainda auxilia na divulgação dos artistas locais.

A bibliotecária Luciane Erustes Domingues, que possui o número do CRB 8ª/5193, contou que apesar da grande participação da população farturense, a biblioteca ainda passa por algumas dificuldades. “Orçamento apertado, com dificuldade para troca de equipamentos, ar condicionado, elevador entre outras coisas, é uma realidade para muitas bibliotecas públicas, e com a biblioteca de Fartura não é diferente”.

Mas para além das dificuldades, o profissional bibliotecário trabalha para que a cultura e a literatura não morra. “A biblioteca é uma instituição imprescindível ao desenvolvimento democrático da sociedade, ela é um ponto de referência para os cidadãos farturenses, e tentamos torná-la com nossas ações uma biblioteca viva” – Luciane Erustes Domingues.

A Biblioteca Municipal de Fartura encontra-se na Rua Monsenhor José Trombi nº 170. Você pode fazer uma visita virtual ao seu acervo pelo site oficial da prefeitura, no link: http://www.fartura.sp.gov.br/Biblioteca.aspx.

Para mais informações, entre em contato com a Coordenadoria da Cultura e Biblioteca: 14 3382-2699.

SÉRIE: BIBLIOTECAS DO ESTADO DE SÃO PAULO – Lençóis Paulista guarda uma riqueza

Localizada em Lençóis Paulista, município de 66, 6 mil habitantes e a 289 km de São Paulo, a biblioteca Orígenes Lessa possui hoje um acervo de mais de 150 mil livros, sendo referência no Centro Oeste Paulista. Sua arquitetura destaca-se pelo estilo moderno. No início, a biblioteca possuía um fluxo diário de aproximadamente 20 pessoas, entre adultos e estudantes, e atendia 15º sócios permanentes. Na época seu acervo era pequeno, pouco mais de 2 mil livros e funcionava de segunda a sexta-feira das 13h30 às 17h30.

Além das doações realizadas graças à campanha de Orígenes junto aos amigos escritores da Academia Brasileira de Letras (as chamadas Caravanas Literárias), as constantes doações da população e aquisição de novos acervos e os acervos informatizados fizeram com que em alguns anos a Biblioteca desse um salto de qualidade e número de livros catalogados.

A bibliotecária Jane Maria Mozaner de Mello, que há 14 anos trabalha no local, ressalta o amor de Orígenes Lessa pela biblioteca de Lençóis Paulista, “ele investiu na biblioteca para que ela fosse especial para a nossa cidade. Contou também com ajuda de seus amigos escritores que ajudaram fazer dela a maior biblioteca do interior do estado, doando livros. Estas doações continuam até os dias atuais por autores e população em geral”, conclui.

Hoje a Biblioteca Municipal “Orígenes Lessa” atende em média 200 pessoas por dia, totalizando um atendimento anual de cerca de 36.000 usuários entre pesquisa local, retiradas de materiais e solicitações de pesquisa via internet, oferece exposições; boletim eletrônico informando os usuários e a comunidade sobre novas aquisições, ranking dos livros mais retirados e mantém um canal aberto para a publicação de sugestões de leituras enviadas pelos leitores; “Feira de Troca” ação reconhecida pelo Programa Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) como um dos 50 projetos nacionais que melhor promovem o incentivo à leitura e democratização do acesso aos livros.

“Conta com 3 bibliotecas ramais , 2 pontos de leituras e 5 geladeirotecas. Temos informatizado em nosso acervo cerca de 134.500 livros falta informatizar mais ou menos uns 10 mil. Além do nosso Espaço Cultural onde ficam as nossas obras raras especiais e únicas, onde deve ter  mais ou menos uns 10 mil  livros também. Temos um acervo de troca em torno de 10 mil livros, a sala funciona periodicamente das 8hs às 11hs e das 13hs as 16hs de segunda a sexta feira. Todos os livros são expostos no nosso Festival do Livro que acontece anualmente entre Outubro e Novembro”, comenta a bibliotecária.

Jane, que possui o CRB/8-6915, comenta também sobre a importância do profissional no processo de transformação das bibliotecas. “O papel do bibliotecário junto à biblioteca é social e cultural. Tem como objetivo trazer novas tecnologias para a sociedade, além de fazer parte na educação e construção dela. Eu particularmente busco sempre novas oportunidades de incentivar a leitura dentro ou fora da biblioteca, levando para a população oportunidades de acesso sem custo”. como ações: feira de troca de livros, livros distribuídos em pontos estratégicos em nossas geladeirotecas”.

A Biblioteca Orígenes Lessa de Lençóis Paulista fica na Rua Geraldo pereira de Barros, 43, Praça Comendador Jose Zillo, Lençóis Paulista, SP. O horário de funcionamento é de segunda a sexta das 8hs às 21hs e aos sábados das 8hs às 17hs.