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Biblioteconomia

A mente criativa de J.R.R. Tolkien em desenhos, mapas e notas

Texto por Murilo Roncolato

Biblioteca da Universidade de Oxford, dona do maior acervo sobre o escritor, faz exposição e livro reunindo centenas de objetos pessoais e raridades

Elfos, anões, hobbits, dragões, magos e línguas próprias fazem parte do universo de John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973). Famoso mundialmente pelo sucesso dos livros “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”, o escritor é reconhecido também pelo seu trabalho como filólogo, linguista e professor.

A instituição para a qual trabalhou como docente de inglês, literatura medieval e mitologia nórdica durante boa parte de sua vida, a Universidade de Oxford, abriga até o dia 28 de outubro de 2018 uma exposição sobre sua carreira com parte do acervo da sua Biblioteca Bodleiana – dona da maior coleção de textos e imagens do escritor no mundo. Inclui manuscritos, desenhos, mapas, cartas, fotografias e documentos pessoais.

Da Inglaterra, a exposição segue para os Estados Unidos, onde fica de 25 de janeiro a 12 maio de 2019 na Morgan Library, em Nova York. Mesmo quem não passar por nenhum dos dois espaços, poderá ter acesso aos itens expostos por meio de um livro organizado com o arquivo sobre Tolkien pela editora da universidade britânica em razão da mostra.

O livro traça o processo criativo por trás dos seus maiores trabalhos literários”, diz a resenha de “Tolkien: Maker of Middle-earth” (Tolkien: Criador da Terra Média, em tradução livre), que reúne em mais de 400 páginas objetos nunca antes exibidos em material impresso.

Exposição e livro contam com vários dos desenhos feitos pelo próprio J.R.R. Tolkien (veja mais abaixo) para ilustrar passagens das histórias contadas em “O Hobbit” (1937), “O Senhor dos Anéis” (1954-1955) e também do póstumo “O Silmarillion” (1977). Além disso, há manuscritos que mostram o método usado pelo escritor inglês para criar as línguas (élficas) que compõem a mitologia de Tolkien presente em suas obras.

Tolkien foi um gênio com uma abordagem única à literatura (…) Seu mundo imaginado foi criado por meio de uma combinação do seu profundo conhecimento, sua rica imaginação e poderoso talento criativo, e das informações obtidas pela suas experiências de vida.” Richard Ovenden Diretor da Biblioteca Bodleiana, em entrevista ao The Guardian

SOBRECAPA PARA ‘O HOBBIT’ DESENHADA POR TOLKIEN FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
MAPA DA TERRA MÉDIA, ONDE SE PASSAM AS HISTÓRIAS IMAGINADAS POR TOLKIEN, COM ANOTAÇÕES DO AUTOR FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
ILUSTRAÇÃO DE TOLKIEN SOBRE O EPISÓDIO DE ‘O HOBBIT’ EM QUE BILBO ESCAPA DE ELFOS PELO RIO USANDO BARRIS
FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
ILUSTRAÇÃO DO LIVRO DE 1937 MOSTRA BILBO ACORDANDO APÓS TER SIDO SALVO PELAS GRANDES ÁGUIAS
FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
TOLKIEN COLOCA EM TRAÇOS O MOMENTO EM QUE BILBO USA O ANEL E FICA INVISÍVEL EM ENCONTRO COM O DRAGÃO SMAUG
FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
ESCRITOS DE TOLKIEN NA LINGUAGEM ÉLFICA CRIADA POR ELE
FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST

Fonte: Nexo

Rafael Mussolini ressaltou a importância da participação da rede de bibliotecas comunitárias na FLIP

Rafael Mussolini, mediador de leituras e integrante da Rede de Leitura Sou de Minas Uai e da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias

Texto por Arte Clube

Durante a cobertura da Festa Literária Internacional de Paraty, Jansem Campos conversou com Rafael Mussolini, mediador de leituras e integrante da Rede de Leitura Sou de Minas Uai e da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, sobre a pesquisa “Bibliotecas Comunitárias no Brasil – Impacto na Formação de Leitores”.

O estudo reuniu vinte e dois pesquisadores em todo o Brasil que percorreram as muitas bibliotecas comunitárias espalhadas pelo país. Na entrevista, Rafael falou sobre o hábito de leitura do brasileiro, desmitificou a ideia que as pessoas têm sobre estes espaços comunitários e sobre a expectativa da pesquisa de se tornar um aliado na busca por incentivos e parcerias futuras para a manutenção do espaço. Além de ressaltar a importância da participação da rede de bibliotecas comunitárias na FLIP.

Confira a entrevista no player abaixo:

Fonte: Rádios EBC

Seminário Gestão de Dados de Pesquisa Unifesp e UFABC

A Coordenadoria da Rede de Bibliotecas e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do ABC (UFABC) convidam os pesquisadores, docentes, discentes e técnicos administrativos a participarem do debate sobre as boas práticas na gestão de dados de pesquisa.

O encontro visa debater em comunidade os novos rumos da gestão dos dados de pesquisa para se criar uma cultura institucional de curadoria dos dados de pesquisa, além de discutir o valor do dado coletado e não armazenado adequadamente e o reuso destes dados.

Serviço:
I Seminário Gestão de Dados de Pesquisa Unifesp e UFABC
Datas e horário: 27/08, das 8h30 às 16h, e 29/08, das 9h às 17h
Local: Anfiteatro da Reitoria da Universidade Federal de São Paulo
End.: Rua Sena Madureira, 1.500 – térreo, Vila Clementino, São Paulo/SP
Programação e inscrição

Projeto determina que toda nova escola pública de educação básica tenha biblioteca

Projeto recentemente apresentado no Senado Federal determina que toda nova escola pública de educação básica que venha a ser construída no país tenha uma biblioteca. O PLS 319/2018 aguarda designação de relator na Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJ).

De autoria da senadora Rose de Freitas (Pode-ES), o PLS torna obrigatório no projeto básico de construção de estabelecimentos de educação básica a “identificação na planta baixa e dotação orçamentária específica para a construção de biblioteca escolar”.

Para tanto, o projeto acrescenta um artigo à Lei 12.244/2010, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino brasileiras.

De acordo com Rose de Freitas, o Censo Escolar de 2016 mostrou que apenas 49,2% das escolas dos anos iniciais do ensino fundamental têm biblioteca ou sala de leitura. O percentual melhora nos anos finais do ensino fundamental (73,8%) e no ensino médio (88,3%), diz a senadora.

“Alguém já disse que uma ‘escola é uma biblioteca rodeada por salas de aula’. Uma frase não poderia ser mais verdadeira, já que a leitura e a pesquisa que ocorrem em uma biblioteca são ao mesmo tempo meio para um aprendizado eficaz, mas também o fim de todo processo de ensino. Afinal, se a escola conseguir criar nos alunos o hábito de leitura, já terá feito a maior parte do seu trabalho”, afirma Rose de Freitas na justificação de seu projeto.

Após passar pela CCJ, o PLS 319/2018 será analisado em caráter terminativo pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Fonte: Senado Notícias

Ações Educativas divulgam acervo de biblioteca em Itu

A educação é um dos principais caminhos para o desenvolvimento de uma nação e a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Instalações de Museus e Bibliotecas há muito tempo deixaram de ser monumentos estáticos de visitação pública e se tornaram salas de aulas para, principalmente, jovens terem contato com a história e o conhecimento proporcionados por eles.

Na Estância Turística de Itu, as ações educativas também obedecem aos novos conceitos e colocam estudantes à frente de livros raros que retratam importantes aspectos da vida cultural da cidade no final do século XIX, inclusive atraindo o turismo do conhecimento para a cidade.

Como exemplo recente, alunos do Colégio Almeida Jr. de Itu participaram de ação educativa sobre a gênese da imprensa católica no Brasil, com destaque para a obra da Congregação Jesuíta, iniciada pelo Padre Taddei (1896).

Além de visitar a Igreja do Bom Jesus e o Santuário do Coração de Jesus, o grupo conheceu o do Apostolado da Oração e a Biblioteca Histórica, onde observou uma coleção de livros raros que completou o conteúdo proposto pelo tema de sala de aula: o nascimento da imprensa, a arte renascentista e os Jesuítas.

Formada ao longo do tempo por edições da coleção dos jesuítas que passaram pela igreja do Bom Jesus, que também abrigava a tipografia que deu início à Revista Mensageiro do Coração de Jesus (1896), a Biblioteca tem obras raras e importantes que estão sendo recuperadas e em breve poderão ser consultadas por pesquisadores e interessados.

Grupos interessados em participar da ação educativa podem entrar em contato com a Secretaria da Igreja do Bom Jesus (4022-3871).

www.grandeitu.com.br

Raul Machado Carvalho – Editor

grandeitu@grandeitu.com.br

Fonte: Pautas Incorporativas

Bibliotecas de São Carlos ganham seis mil novos livros

Os títulos são de 30 editoras e vão atender a demanda das bibliotecas escolares

Os títulos são de 30 editoras e vão atender a demanda das bibliotecas escolares

A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal Educação, do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI), recebeu nesta quarta-feira (25), 6 mil novos livros para atender a demanda das 11 unidades do município

As coleções foram adquiridas por meio de recursos do Governo do Estado. “Os recursos são de um projeto de modernização das bibliotecas que estava parado, retomamos o convênio e adquirimos, por meio de processo licitatório, R$ 105 mil em livros para o público infantil e juvenil. Vamos catalogar todos e depois distribuir mais de 500 volumes para cada uma das nossas bibliotecas. Até o final do ano também vamos adquirir mais R$ 75 mil em títulos”, explicou César Maragno, diretor do SIBI.

O secretário de Educação, Nino Mengatti, ressaltou a importância da leitura na vida dos estudantes. “O incentivo a leitura tem que começar na infância, pois já está comprovado que crianças e adolescentes que fazem da leitura um costume regular, possuem um aprendizado bem mais facilitado e apresentam maior agilidade de raciocínio e capacidade de expressão verbal e escrita. Com esses livros novos, modernos, muitos com interatividade, as crianças vão se interessar ainda mais. Iniciamos reformando os espaços, agora conseguimos melhorar o acervo e ainda vamos investir mais por meio de convênios que pretendemos firmar com a Secretaria de Cultura do Estado”, garante o secretário.

Conforme as bibliotecárias Karina Manfre Fromer e Fátima Ciapina os 6 mil livros estão sendo catalogados para ser expostos nas prateleiras das bibliotecas. “Cada biblioteca escolheu um kit de acordo com a faixa etária do seu público. Os livros são de 30 editoras e vão atender a demanda das bibliotecas escolares”, disse Karina Manfre Fromer.

São Carlos possui 11 bibliotecas: Biblioteca Pública Municipal Amadeu Amaral, Biblioteca Pública Municipal Euclides da Cunha, Biblioteca Pública Distrital de Água Vermelha – Armazém Cultura Lola Puccinelli Biazon e 8 nas Escolas do Futuro.

Fonte: ACidade ON

‘Pequenas Bibliotecas Vivas de Santo André’ recebe prêmio internacional

Recursos de US$ 9,3 mil serão utilizados em melhorias, compra de acervos e programação cultural

Bibliotecas Viva-Cata Preta / Crédito: Ricardo Trida/PSA

A ‘Rede de Pequenas Bibliotecas Vivas de Santo André’ tem apenas oito meses e já recebeu reconhecimento internacional. O projeto foi contemplado no prêmio ‘6º Concurso de Ajudas 2018’, do Programa Latino-Americano de Bibliotecas Públicas (IberBibliotecas), vinculado ao Cerlalc/Unesco, com o valor de US$ 9.364,00.

Das 11 instituições contempladas com o prêmio, apenas três são brasileiras, dentre os 152 projetos inscritos de oito países. O valor será integralmente investido no programa que vem sendo desenvolvido em parceria com a SP Leituras, a Fundação Santo André e a Rede de Bibliotecas da Secretaria de Cultura de Santo André desde 2017.

O projeto inscrito pela SP Leituras integra as ações do programa Praler – Prazeres da Leitura que a SP Leituras coordena para a Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e prevê a implantação, fortalecimento e integração de oito pequenas Bibliotecas Vivas nos bairros Cata Preta e Sacadura Cabral, em Santo André.

A rede em construção é composta por duas bibliotecas públicas municipais, duas escolares e quatro comunitárias e o recurso será destinado à estruturação institucional da rede, compra de acervo e programação cultural aberta às comunidades.

Os endereços das Pequenas Bibliotecas Vivas são: Biblioteca Viva Cata Preta (Estrada da Cata Preta, 810 – Vila João Ramalho), Pequena Biblioteca Viva Sacadura Cabral (Avenida Prestes Maia, 3500, Box 17) e Pequena Biblioteca Viva “Semear” (Rua dos Ventos, 44, Cata Preta).

Fonte: Portal ABCdoABC

Arqueólogos descobrem biblioteca mais antiga da Alemanha

Ruínas são encontradas por acaso durante obras para a construção de um centro religioso na cidade de Colônia. Prédio, semelhante aos de bibliotecas de Alexandria e Roma, teria sido construído por romanos no século 2º.Arqueólogos descobriram em Colônia as ruínas da biblioteca mais antiga da Alemanha, noticiou a imprensa alemã nesta quarta-feira (25/07).

Além do muro, ruínas conservam dois pequenos pedaços do chão da biblioteca
Além do muro, ruínas conservam dois pequenos pedaços do chão da biblioteca Foto: DW / Deutsche Welle

Segundo o diretor do departamento de conservação de monumentos de Colônia, Marcus Trier, as ruínas são do século 2º. Especialistas estimam que a biblioteca foi construída pelos romanos entre 150 e 200 depois de Cristo, a sudoeste do fórum romano que havia na cidade.

A descoberta das ruínas ocorreu por acaso há um ano, durante as obras para a construção de um centro da Igreja Luterana na cidade. Desde então, especialistas trabalhavam na escavação.

“Chegamos a um resultado que não podíamos determinar no início”, destacou Trier ao jornal local Kölner Stadt-Anzeiger, e acrescentou que inicialmente os especialistas acreditavam que as ruínas seriam de um espaço público de reuniões.

Ao analisar a estrutura e compará-la com outras construções antigas em Éfeso, Alexandria ou Roma, os pesquisadores tiveram certeza de que ali havia uma biblioteca.

Arqueólogos acreditam que o prédio tinha dois andares e uma altura entre sete e nove metros. Além do muro, as ruínas conservam ainda dois pequenos pedaços do chão da biblioteca.

Depois da descoberta, a Igreja Luterana mudou os planos da construção. As ruínas devem agora ser integradas ao centro religioso e, no futuro, serão abertas para a visitação.

CN/dpa/afp/kna

Fonte: Terra

Você sabe o que faz um Bibliotecário?

Hoje no quadro profissões vamos destacar uma profissão extremamente importante mas pouco lembrada, a de bibliotecário, você sabe o que faz um bibliotecário e os rumos da profissão? Para debater sobre isso convidei a Tatiane Cruz que é bibliotecária da SEMED e Mestre em Ciências da Comunicação pela UFAM para falar sobre a sua profissão, vamos acompanhar então.

1 – Como você decidiu seguir a profissão?

A profissão do Bibliotecário (a), é regulamentada desde 1967, temos um Conselho Federal e Regional atuante no Brasil.

Após a conclusão da graduação em Biblioteconomia prossegui na formação continuada e já possuía muitas experiências em estágios na área, no período em que era estudante, isto fez eu prosseguir na profissão, pois ainda no estágio percebi os diferentes ambientes de trabalho em que o profissional Bibliotecário podia atuar, pois passei pelo IGHA, o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, lá tive o contato com uma documentação muito específica e antiga, como jornais e relatórios governamentais, de idade de um século, por exemplo, em que para o manuseio era necessário alguns cuidados muito específicos para que eles não fossem desfeitos, ou desmanchassem nas mãos, outro detalhe eram as “cópias digistais (fotografias)” desses documentos, em que era permitido, porém sem flash para conservação deles. Outro lugar diferente foi a experiência na Fundação Villa-Lobos, hoje atual Secretaria Municipal de Cultura em que pude ter uma experiência muito voltada pra prática do profissional e organização de eventos, e por último sestaco a TV Amazonas (Rede Amazônica) em que fui Auxiliar/Documentalista onde pude decupá-las e arquivá-las. Estas experiências foram cruciais para que eu continuasse na profissão.

2 – Quais as questões positivas e os percalços da profissão?

Ser Bibliotecário, além de um organizador do conhecimento, é ser um facilitador na busca por informações precisas, seguras e disseminador do que é relevante para o seu público-alvo. A profissão desperta çpara sempre estar em busca de conhecimento, ele é o profissional que deve dominar estratégias para encontrar uma informação relevante em um tempo hábil, já que cabe a ele conhecer recursos informacionais a fim de atender um usuário ou um cliente solicitante. Existem muitos perfis de bibliotecários, há os que preferem atuar em bibliotecas digitais, outros nas pesquisas científicas, outros preferem o trabalho mais tradicional, o certo é que na faculdade e com as experiências que possuem, eles vão escolhendo e formando seu perfil de profissional bibliotecário.

Atualmente é muito importante estar acompanhando as tendências digitais, pois o profissional tem que estar atualizado sobre o mercado, porém as tecnologias não ameaçam a profissão, elas são auxiliadoras neste sentido. Todavia, conheço alguns colegas de profissão que atualmente estão sem emprego, pois no período de faculdade havia mais estágios, porém quando concluiam a graduação a contratação era mais difícil.

3 – Pode atuar em:

O bibliotecário pode atuar em bibliotecas universitárias, escolares, públicas, Centros e Institutos de Pesquisas (público e privado), Emissoras de Televisão, Hospitais, Pinacotecas, Organização de Base de Dados Virtuais, Livrarias, Editoras, Revistas, recentemente vi um anúncio da Netflix contratando um bibliotecário, mas com certeza deveria atender pré-requisitos como: dominar outros idiomas, conhecer tecnologias avançadas, e com certeza um amante de filmes, um cinéfilo.

Acredito que se o profissional que tem outras qualificações que complementam a carreira, isto o ajuda a ser inserido no mercado em boas áreas, porém tenho visto vagas mais voltadas para concursos públicos valorizando a profissão no que diz respeito a uma boa remuneração.

4 – Para quem deseja seguir a área…

Talvez ela não seja sua primeira opção, porém ela pode direcionar você para um campo que nunca pensou em conhecer como pode ser a pesquisa científica que abre outros leques de opções, caso tenha que no decorrer da profissão mudar de ambiente de atuação.

Ou você a escolhe por ser apaixonado por livros, ou por gostar de leitura, porém no campo profissional isto difere um pouco, mas com certeza será um dos seus objetos de trabalho, porém o mais importante é a informação e não o suporte necessariamente em que ela se encontra. Como toda a profissão, acredito que a dedicação e explorar a área além do que se aprende na Academia será o diferencial de um profissional que optou por esta formação. Bibliotecária – Analista Municipal (SEMED – Manaus, Am), MSc. Tatiane dos Santos Cruz CRB 11/743

Fonte: Portal do Holanda

Você sabe como eram as bibliotecas do Modernismo à Contemporaneidade?

A automatização das bibliotecas, ou seja, a transformação de seus catálogos impressos em catálogos on-line, graças à aplicação das novas tecnologias da informação e comunicação, é ação que se iniciou no século XX. Fruto desse processo, consultas e em­préstimos de obras tornaram-se mais rápidos, bem como, criou-se o Information Commons, espaço físico ou virtual onde recursos de informação podem ser acessados e utilizados, além de ambien­tes híbridos, com computadores convivendo em harmonia com coleções, processos e serviços. Em outras palavras, a informação, tratada e selecionada, passou a permitir um acesso mais rápido e especializado a diversos conteúdos, seja circulando gratuitamente na web seja através de downloads de arquivos.=

Para especialistas no assunto, a preocupação com o “tipo” de biblioteca, a saber, se pública, privada, especializada, infantil etc, de até então, tornou-se algo que tende a desapa­recer, cedendo espaço a uma grande diversificação de produ­tos e serviços disponibilizados em suportes informacionais os mais diversos. As palavras de ordem do período, então? Flexibilidade, adaptabilidade, interdependência e coopera­ção, as quais, em conjunto, deságuam num oceano intitulado bibliotecas virtuais/digitais. O conhecimento fragmentado da especialização, priorizado no século anterior, dando lugar ao conhecimento global e interdisciplinar do século atual.

Entretanto, já no próprio século XXI, a oferta, nele mesmo iniciada, de um acervo diferenciado já não basta. Os usuários reclamam serviços e produtos especializados, e em suportes diversos que lhes facilitem o acesso. Em outras palavras, o ama­durecimento da instituição e do usuário em sua relação com a so­cialização do conhecimento leva à necessidade de um acervo que esteja, todo o tempo, em toda a parte, onipresente. E esse alcance passa a lhe ser permitido por uma tecnologia intitulada Compu­tação Ubíqua (Ubiquitous Computing). Tecnologia de computa­dor existente a nossa volta, em diversos dispositivos, e integrada de tal forma que não seja percebida por quem a utiliza, é a mesma do elemento que caracteriza a biblioteca do século XXI, chamado de Biblioteca Ubíqua e de Uso Autônomo.

Com o surgimento das U-Library (Ubiquitous Library) ou M-Library (Mobile Library), as bibliotecas se tornaram acessíveis em tempo integral, graças ao uso de softwares locais ou remotos de aquisição, localização, empréstimo e acesso da informação. Por meio de dispositivos móveis, como tablets, celulares, e-books, e redes sociais, busca-se que à continuidade dos livros na linha do tempo se some a continuidade dos livros no espaço virtual. Mas como inserir o Brasil em tal contexto considerando-se a elevada desigualdade tecnológica que assalta os Estados da nação?

Especialistas sugerem a vinculação do conceito de bi­blioteca ao conceito de portal de acesso de construção de informação e conhecimento, tal como fizeram a biblioteca da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, e a Biblioteca da Universidade de São Pau­lo, no Brasil. Tal reestrutura­ção, que responde à inegável necessidade de atualização e modernização das bibliotecas no país, reflete que, por conta do avanço tecnológico, diversos são os processos organizacionais que também sofrem mudanças e necessitam ser atendidos. Recursos de aprendizagem para estudantes do século XXI, esses novos modelos digitais de bibliotecas passando a permi­tir suporte desde um simples trabalho de pesquisa à consultas individuais com especialistas em todo tipo de temática.

O ganho? A motivação de um interesse especial de toda a sociedade pela aquisição e construção do conhecimento.

Fonte: Jornal Tribuna Ribeirão

Abaixo-Assinado Bibliotecas Escolares para Todos

Bibliotecas Escolares para Todos

Para: Para a Sociedade Civil, Gestores Públicos Estaduais e Municipais do Estado de São Paulo,

O Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª Região (CRB-8), entidade responsável pelo registro profissional e a fiscalização do exercício da profissão, tem realizado eventos em prol dos profissionais, livros, bibliotecas e sociedade civil, além de atuar em questões diretamente relacionadas às políticas públicas dessas áreas.

Dentre as políticas públicas para o qual se têm buscado sensibilizar a população, os profissionais e as instituições – públicas e/ou privadas, está a Lei 12.244/2010, que dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País.

Pensando em ampliar o olhar sobre a Biblioteca Escolar e buscar novos espaços de debate o CRB-8 vem por meio deste abaixo-assinado conclamar a sociedade e os setores público e privado sobre a necessidade de ampliação das discussões sobre as bibliotecas escolares, assim como a criação de sistemas e redes de bibliotecas escolares em instituições públicas no âmbito municipal e estadual e particulares com a devida contratação do Profissional Bibliotecário.

Os motivos para requerer tal pauta está assentado nos seguintes aspectos:

a) a atuação do Bibliotecário em Bibliotecas Escolares que está amparada pela Lei 4.084/62 que “dispõe sobre a profissão de bibliotecário e regula seu exercício”;

b) a existência da Biblioteca em estabelecimentos escolares é respaldada pela Lei 12.244/10;

c) a Biblioteca Escolar é um ambiente significativo de ações culturais, de leitura e de práticas informacionais por meio de um acervo diversificado e do uso das tecnologias da informação;

d) a Biblioteca Escolar é também um dos ambientes que por meio do Bibliotecário e dos professores, fomenta nos alunos a melhoria nos hábitos de leitura e pesquisa escolar, por meio do desenvolvimento de competências, habilidades e atitudes no âmbito do letramento e da competência informacional.

Contamos com a colaboração de todos.

Conselho Regional de Biblioteconomia 8ª Região

ASSINAR Abaixo-Assinado

Petição Pela reabertura da Biblioteca do Centro de Memória – Unicamp

Desde o dia 23/07/18, a Biblioteca Prof. José Roberto do Amaral Lapa, que faz parte do Centro de Memória – Unicamp (CMU), teve de suspender o atendimento ao público pela falta de funcionários, após a aposentadoria das duas bibliotecárias que vinham mantendo o setor.

Em janeiro de 2015, o Centro de Memória contava com 21 funcionários da Carreira PAEPE e 3 pesquisadoras da Carreira Pq. Desde então, 9 servidores se aposentaram, reduzindo a equipe a 13 profissionais PAEPE e 2 pesquisadoras. Até o presente momento, apenas uma dessas vagas foi reposta por meio de concurso público. Infelizmente, a responsabilidade pela reposição do quadro funcional foge à alçada administrativa do Centro de Memória.

Conforme a Lei nº 9.674, de 25 de junho de 1998, o funcionamento de uma biblioteca em municípios com mais de 10 mil habitantes e cujo acervo tenha mais de 200 exemplares catalogados, está condicionado à supervisão de um bibliotecário, graduado e devidamente registrado em órgão de classe. Portanto, o funcionamento da Biblioteca Prof. José Roberto do Amaral Lapa, que reúne mais de 86 mil itens catalogados, exige a contratação de profissionais habilitados.

Essa petição tem como objetivo solicitar que a Reitoria da Universidade Estadual de Campinas reponha o quadro funcional do CMU, garantindo a reabertura da Biblioteca e o cumprimento da missão institucional do Centro, que é preservar e disponibilizar acervos documentais, em especial relacionados à história de Campinas, atuando enquanto polo de produção de conhecimento e fomento à pesquisa multidisciplinar.

Saiba mais: https://goo.gl/p61ozS

Assine a petição clicando aqui

Recomendaciones sobre redes sociales para bibliotecas públicas y universitarias (ALA)

social-media

Social Media Guidelines for Public and Academic Libraries, ALA, 2018

Texto completo

Las bibliotecas participan en los medios sociales por muchas razones, pero principalmente para comunicar información sobre servicios y recursos bibliotecarios, y para comprometerse con sus comunidades. Este documento proporciona un marco de políticas e implementación para las bibliotecas públicas y universitarias que participan en el uso de las redes sociales. La siguiente información se proporciona únicamente como una guía para crear una política de redes sociales y no pretende ser una lista exhaustiva de requisitos o asesoramiento legal.

Las redes sociales ofrecen una oportunidad para que las bibliotecas se relacionen con los usuarios y hagan contribuciones significativas al conocimiento compartido. Este sólido compromiso cívico conduce a una ciudadanía informada y a una sociedad saludable, al tiempo que demuestra el gran valor de que para los individuos y la sociedad tienen las bibliotecas.

Las bibliotecas no tienen ninguna obligación legal de participar en los medios de comunicación social, ni están obligadas a albergar conversaciones públicas. Una biblioteca podría optar, por ejemplo, por participar únicamente en la comunicación unidireccional, es decir, hacer anuncios y no responder a preguntas o comentarios. Pero una vez que una biblioteca pública o universitaria es financiada con fondos públicos invita a la conversación; por lo tanto, se puede considerar que ha establecido un foro público.

El Comité de Libertad Intelectual de ALA recomienda que las bibliotecas participen en los medios de comunicación social después de revisar detenidamente las directrices que aquí se presentan, y que adopten una política de medios de comunicación social contando con un asesor jurídico que refleje la intención y la capacidad de su institución.

Para evitar que la plataforma de una biblioteca sea secuestrada por contenido no relacionado con la misión de la biblioteca (incluyendo publicidad comercial o simplemente irrelevante), las bibliotecas deben elaborar cuidadosa y estrechamente sus declaraciones públicas de propósito y comportamiento aceptable como vinculadas a la misión de la biblioteca. Así, la biblioteca debe hacer pública su política de redes sociales en su sitio web y vincularla con la política de las redes sociales siempre que sea posible.

Recomendaciones

Siguiendo las mejores prácticas, la política de medios sociales de una biblioteca debe considerar los siguientes temas. Existe una variedad de niveles posibles de participación comunitaria disponibles para las bibliotecas, aunque no todos los puntos que se enumeran a continuación se aplican a todas las bibliotecas, y las omisiones y adiciones se pueden hacer en base a las necesidades individuales de la biblioteca en particular:

  1. La biblioteca publica información relacionada con sus servicios y operaciones para sus usuarios y no busca ni responde a comentarios.
  2. La biblioteca publica información y realiza llamadas ocasionales para obtener respuestas a encuestas o comentarios. La biblioteca se reserva el derecho de cerrar los comentarios a una hora predeterminada y no en respuesta a los comentarios recibidos.
  3. La biblioteca invita a la gente a publicar o comentar ocasionalmente sobre varios temas.
  4. La biblioteca se compromete con su comunidad en asuntos relacionados con los recursos y servicios de la biblioteca.
  5. La biblioteca sirve como un foro para la discusión de muchos temas relacionados con sus colecciones, programas y espacios.

Las declaraciones también pueden referirse al propósito más amplio de la biblioteca y su órgano rector, como “La misión de nuestra biblioteca es promover el valor y la importancia de los servicios, programas, espacios y colecciones de la biblioteca, y de las bibliotecas en general“.

Audiencia

Por otra parte, la biblioteca debe identificar a su público objetivo. Una biblioteca universitaria puede limitar su audiencia a los profesores, estudiantes, personal, administradores y ex-alumnos de la universidad. Aunque también puede ampliar este espectro para incluir a comunidades especializadas fuera de la universidad, como los investigadores e interesados en una disciplina en particular, o incluso al público en general. Las bibliotecas públicas pueden identificar a su público como aquellas personas que residen dentro de su área de servicio oficial.

Responsabilidades

Todo el personal de la biblioteca responsable de las contribuciones a las plataformas de medios sociales de la biblioteca debe ser capacitado para ello, no sólo en las mejores prácticas para las plataformas de medios sociales individuales, sino también en la misión, los valores y las posiciones de la biblioteca y su órgano rector o institución matriz.

Una cuenta en medios sociales es la imagen digital de la biblioteca y debe mantener el mismo nivel de servicio al cliente proporcionado en la biblioteca física. Con el fin de proporcionar una guía para el personal y proteger a la biblioteca cuando interactúa con los usuarios en línea, la biblioteca debe delinear el comportamiento y las responsabilidades apropiadas del personal en su política de medios sociales. Por lo que todo el personal debe aplicar estas directrices de manera coherente.

Los colaboradores del personal encargados de los medios sociales deben utilizar un tono coherente con la estrategia de comunicación y marketing de su organización, ya sea publicando contenido original o comunicándose directamente con un usuario. El contenido de los medios sociales debe ser escrito desde el punto de vista del “nosotros”, que representa a la biblioteca como un todo y no como un miembro individual del personal.

Como responsables de la imagen de la biblioteca en línea , los miembros del personal deben mantener su carácter profesional en todo momento y deben abstenerse de expresar sus opiniones personales al publicar en nombre de la biblioteca.

El personal de la biblioteca debe proteger la privacidad y confidencialidad del usuario siempre que sea posible. Las plataformas de medios sociales no deben utilizarse para recopilar información sobre los usuarios de la biblioteca. La información compartida por los usuarios en los medios sociales de la biblioteca no debe ser conservada por la biblioteca ni utilizada para otros fines. Las políticas de medios sociales de la biblioteca también deben referir a los usuarios a las políticas de privacidad de la plataforma de medios sociales e informar claramente a los usuarios cuándo los mensajes estén disponibles públicamente. El personal debe estar formado y ser consciente de las prácticas básicas de ciberseguridad. Para obtener información adicional, los bibliotecarios y el personal de las bibliotecas deben consultar el documento “Preguntas y respuestas sobre ética y medios sociales” del Comité de Ética Profesional.

Reconsideración

Las políticas de los medios sociales deben proporcionar recursos para que los individuos puedan expresar quejas o preocupaciones sobre el contenido publicado en los medios sociales de la biblioteca. De este modo se establece un marco objetivo y uniforme para todos los interesados, protegiendo al mismo tiempo la libertad creativa y las competencias necesarias para lograr la participación de las comunidades bibliotecarias. El procedimiento para manejar las quejas y para reconsiderar el contenido de los medios sociales debe estar claramente enunciado en la declaración de política y ser aplicable a todos. La política debería hacer hincapié en que no se eliminará ningún comentario sin seguir el procedimiento aprobado y en que ningún contenido debería eliminarse bajo la autoridad de un solo funcionario o administrador.

Comportamiento aceptable

Las bibliotecas deben establecer claramente su política de comportamiento en los medios sociales en todas sus plataformas de medios sociales y mostrar esa política de manera prominente en sus sitios web. Al igual que el código de conducta/uso que los usuarios deben cumplir cuando visitan la biblioteca, una política de medios sociales define claramente el comportamiento aceptable e inaceptable, así como las medidas que tomará el personal de la biblioteca en caso de que el usuario no se adhiera a las pautas de la política.

Comportamiento inaceptable que puede resultar en la eliminación de un comentario o el bloqueo temporal de un usuario podría incluir contenidos relacionado con violaciones de derechos de autor, obscenidad, pornografía infantil, comentarios difamatorios o calumniosos, o amenazas inminentes o verdaderas contra la biblioteca, el personal de la biblioteca u otros usuarios. Como una mejor práctica, las políticas deben establecer que este tipo de discurso no es permisible para excluir a la biblioteca de cualquier responsabilidad potencial como facilitador de la discusión pública. Sin embargo, las bibliotecas deben ser conscientes de que la aplicación de tales políticas para prohibir los malos usos puede resultar difícil, ya que el personal de la biblioteca se encontraría en la posición de determinar si un contenido en particular es ofensivo o inadecuado.

Al elaborar sus políticas de medios sociales, las bibliotecas deben ser conscientes de que la eliminación de mensajes que no se ajustan lo estipulado, por ejemplo, sobre la base de que son controvertidos, constituyen una blasfemia o pueden ser ofensivos para otros usuarios, podría exponer a la biblioteca a litigios, ya que los tribunales han encontrado que esas categorías de expresión están protegidas por ley y que términos como “controvertido” y “ofensivo” son subjetivos.

Una biblioteca puede instar a sus usuarios a adherirse a las políticas de uso aceptable establecidas de la plataforma anfitriona y a participar en el discurso civil, pero como entidad gubernamental sujeta a las restricciones de la Primera Enmienda (a diferencia de la entidad privada que puede ser la plataforma anfitriona), la biblioteca tendrá la obligación de regular sus medios sociales de acuerdo con la ley de la Primera Enmienda y no puede restringir la expresión sobre la base de que la entidad privada podría hacerlo. Los tribunales probablemente encontrarían que la biblioteca u otra entidad gubernamental no podría eludir sus obligaciones bajo la Primera Enmienda utilizando una plataforma privada.

Consecuencias

Las bibliotecas deben indicar claramente las consecuencias de los contenidos que no se ajustan a la política de medios sociales de la biblioteca, que debe redactarse en consulta con un asesor jurídico. Las mejores prácticas incluyen el desarrollo de un procedimiento mediante el cual las bibliotecas notifiquen a los usuarios de por qué están siendo bloqueados, proporcionen un proceso de apelación dentro de la biblioteca para que el usuario impugne la remoción y determinen un período de tiempo aceptable para que el usuario proceda a través de un procedimiento de restablecimiento.

El contenido de los medios sociales de una biblioteca pública o de una biblioteca académica financiada con fondos públicos puede estar sujeto a una solicitud de registros abiertos o de la Ley de Libertad de Información. Todos los mensajes de los usuarios que se eliminen por cualquier motivo deben conservarse de forma segura de acuerdo al calendario de retención establecido por su organización. La política sobre el tiempo que una biblioteca retiene estos comentarios en los medios sociales debe estar claramente establecida en su política de medios sociales y debe ser revisada por un asesor legal.

Los administradores de las bibliotecas deben comunicar claramente sus políticas de medios sociales y sus obligaciones legales a sus proveedores.

Descargo de responsabilidad

Las bibliotecas deben declarar que los comentarios expresados en cualquier plataforma de medios sociales no reflejan los puntos de vista o posiciones de la biblioteca, sus funcionarios o sus empleados. Los usuarios de medios sociales deben ejercer su propio juicio sobre la calidad y exactitud de cualquier información presentada a través de los medios sociales.

Privacidad

El personal de la biblioteca debe hacer un esfuerzo de buena fe para entender las prácticas de privacidad de las plataformas de medios sociales que utilizan y las implicaciones para la privacidad de los usuarios. Si la biblioteca no puede garantizar la privacidad, debe indicarlo explícitamente en su política, por ejemplo: “La biblioteca puede ocasionalmente referirse a comentarios públicos hechos en medios sociales. Sin embargo, no recopilará, venderá ni transferirá a sabiendas a terceros ninguna información personal identificable relacionada con el compromiso de los medios sociales con la biblioteca. Por favor, tenga en cuenta que la plataforma tiene sus propias políticas de privacidad, que se pueden encontrar aquí [enlace] y deben ser revisadas cuidadosamente”. Las bibliotecas pueden aprovechar las herramientas que ofrecen las aplicaciones de medios sociales para administrar contenido obsoleto o publicaciones que no cumplen con la política de medios sociales de la biblioteca.

Algunos estados o instituciones pueden tener políticas de retención de registros que requieren la protección y el mantenimiento de algunos datos. Estos deben ser revisados con un asesor legal.

Conclusión

El Comité de Libertad Intelectual recomienda que las bibliotecas participen en los medios de comunicación social después de revisar detenidamente las directrices que aquí se presentan, y que adopten una política de medios de comunicación social en consulta con un asesor jurídico que refleje la intención y la capacidad de su institución.

Fonte: Universo Abierto

Biblioteca de Brasil erguida sobre un basurero aspira ser la mejor del mundo

Edificada sobre los restos de un antiguo basurero, una biblioteca pública de Brasil aspira ahora a convertirse en la mejor del mundo al lado de centros de Estados Unidos, Holanda, Noruega y Singapur y bajo la premisa de que, cuanto menos reglas, mejor.

La Biblioteca Villa Lobos realiza más de 900 eventos culturales al año. / EFE

Aparatos capaces de traducir palabras escritas al braille, talleres de nuevas tecnologías para ancianos y un espacio para las clases de yoga son algunos de los atractivos que han llevado a la Biblioteca Parque Villa Lobos, en Sao Paulo, a ser una de las finalistas del Premio Biblioteca Pública 2018.

[su_youtube url=”https://youtu.be/Lmg_fHdiIig”]

La nominación inédita del país sudamericano al premio de la Federación Internacional de Asociaciones de Bibliotecarios y Bibliotecas (IFLA) supone un nuevo aliento para esta biblioteca inaugurada en 2015 sobre un terreno que sirvió como un gran depósito de basura a cielo abierto.

“Esa nominación inédita es particularmente importante para nosotros aquí en Brasil, porque estamos junto a finalistas de países que tienen una fuerte tradición de invertir en la lectura, cultura y biblioteca”, explica el director de SP Leituras, la organización que gestiona el espacio, Pierre André Ruprecht.

En el complejo del Parque Villa Lobos, la apuesta es por el concepto de “biblioteca viva”, es decir, un local en el que lo importante no es el acervo, sino la comunidad.

En esta biblioteca, las estanterías llenas de libros le ceden el protagonismo a una tienda de hilo que ocupa el centro del salón de tres plantas, donde se distribuyen hamacas en las que las personas leen, charlan o incluso echan una siesta.

La luz natural del sol y el fresco aire de las inmediaciones del parque abundan en las diferentes secciones que conforman el edificio, amueblado con cómodos sofás y sillones que dan la sensación de estar en el salón de casa en un fin de semana.

El silencio, marca registrada de las bibliotecas, tampoco es una normativa. En el marco de la contemporaneidad, la regla es que cada uno ocupe el espacio como mejor le convenga.

“La biblioteca es una institución milenaria y solo ha sobrevivido hasta ahora porque en los momentos cruciales ella supo cómo transformarse. Y a lo largo de la historia, ha sufrido algunas bastante grandiosas”, afirma Ruprecht.

El público puede participar en clubes de lectura y sesiones de cine hasta clases de fotografía y escrita creativa. Las personas mayores aprenden también a manosear las nuevas tecnologías a través de talleres sobre el uso de los teléfonos inteligentes y el acervo es renovado cada semana bajo demanda.

La inclusión social también es una prioridad en las bibliotecas contemporáneas. Aparatos capaces de traducir palabras escritas al braille, convertir libros en audio, hojear páginas o imprimir imágenes en relieve son algunas de las herramientas disponibles para los usuarios con discapacidad.

Fue precisamente esa pluralidad de actividades en la Biblioteca Villa Lobos -que acoge más de 900 eventos culturales al año- que llamó la atención de la IFLA y resultó en su nominación.

Pero el director subraya que adaptación no es lo mismo que resignación. En su opinión, las bibliotecassiguen como un “espacio para la construcción autónoma del conocimiento”.

“La biblioteca tiene que proporcionar acceso y ser el escenario para discutir y crear. Siempre tiene que haber estas tres visiones: acceso, discusión y creación”, expresa.

A partir de estos elementos contemporáneos, la biblioteca tiene el poder de acercar la cultura y la literatura clásicas a las nuevas generaciones, un movimiento considerado “esencial” en la era de las llamadas ‘fake news’.

“El volumen de información que está disponible es absurdo y por encima de nuestra capacidad de procesamiento. Entonces el papel de la biblioteca y sus profesionales es ayudar a seleccionar la información que puede ser importante”, recalca Ruprecht.

La nominación al premio de la IFLA, opina el director, puede mostrar a los “políticos, dirigentes y gestores de cultura” de Brasil que es “viable” hacer un fuerte trabajo social por medio de estas instituciones del saber.

“Las bibliotecas son la herramienta cultural más cercana a las poblaciones de baja renta y son capaces de generar un impacto social muy positivo desde que sean promovidas acciones constantes y consistentes”, remata el director.

Fonte: SOY BIBLIOTECARIO

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Segurança da informação: um campo de atuação promissor para Bibliotecários

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Segurança da informação é sim um campo de atuação para bibliotecári@s, sabemos que os cursos de graduação nem se quer abordam esse assunto. Mas existem certificações que podem habilitar os profissionais de informação a trabalharem nessa área. Um exemplo de certificação com um grande índice de aproveitamento pelo mercado é a série 27000 da ISO.

Maturidade das empresas brasileiras em Segurança da Informação ainda é baixa

Maioria usa ferramental básico demais para enfrentar novas e crescentes ameaças, e emprega profissionais pouco qualificados para lidar com as armas disponíveis, revela pesquisa da IDC Brasil.

A maioria das empresas brasileiras conta com ferramental básico, e nem sempre suficiente, para enfrentar as novas e crescentes ameaças de segurança às quais estão expostas. E muitas delas (61%) acreditam que poucos profissionais estão qualificados a utilizar as ferramentas disponíveis para certificar a segurança da informação.

Ferramental gerou a pior nota (46,1 pontos), puxando a média geral das empresas brasileiras para 64,9 pontos em um total de 100 possíveis. Pontuação bem abaixo da média geral estimada para mercados considerados maduros pelos organizadores da pesquisa (entre 76 e 83 pontos). “Faltam parâmetros reais de comparação, porque o estudo começou pelo Brasil. Só agora será realizado em outros países ou regiões”.

Falta de profissional qualificado no mercado

Outro aspecto importante na dimensão de Ferramental diz respeito à capacitação dos profissionais de Segurança da Informação. A baixa disponibilidade de profissionais qualificados está refletida na afirmação de quase 62% das empresas entrevistadas, que indicaram que suas equipes estão aquém do desejado em termos de capacidades para operar os ferramentais disponíveis ou que apenas alguns profissionais tem o conhecimento necessário.

Na média, empresas no Brasil têm dois profissionais dedicados à segurança da informação. E 57% das organizações entrevistadas já utilizam Serviços Gerenciados de Segurança (Managed Security Services – MSS) como resposta à falta de profissionais qualificados.

As empresas também reconhecem as capacidades de soluções de segurança no modelo Open Source e avaliam que estas podem ser uma alternativa a um investimento inicial mais intenso para viabilizar aspectos de segurança.

Outras dimensões

Em relação à conscientização, o estudo demonstrou que grandes empresas têm maior dificuldade com a visibilidade dos problemas de segurança. Esta falta de visibilidade está relacionada à complexidade de seus ambientes e sistemas. Em relação à conscientização na quantificação de ataques sofridos ou mitigados, 34% têm visibilidade completa; as outras 66% têm visibilidade parcial ou nenhuma. Já quando perguntadas sobre a mensuração do impacto de incidentes de segurança, 25,5% não sabem e 32% sabem apenas superficialmente, enquanto 42,2% podem detalhar o impacto em cada sistema ou nos sistemas críticos.

Na dimensão prevenção, o estudo comprova que as grandes empresas são ativas na prevenção, estabelecendo e monitorando controles com maior atenção, possibilitando um nível melhor de desempenho. Mas há dados preocupantes.

Quando perguntadas sobre políticas e padrões de segurança da informação estabelecidos e documentados, 28% não possuem um cronograma definido para revisar e atualizá-los, enquanto 33% os revisam e atualizam apenas uma vez ao ano.

Além disso, mesmo com a documentação em dia, gerar indicadores de Segurança da Informação ainda é uma tarefa relativamente distante da realidade das empresas. Enquanto a maioria (58%) dispõe de controles formalizados e documentados, apenas cerca de 42% das organizações afirmam praticar e gerar métricas sobre a observância de suas políticas de SI.

Por fim, em relação à dimensão mitigação, curiosamente ele foi o que mereceu melhor pontuação (76,8). De um modo geral, as empresas se prepararam para se recuperar de situações adversas de maneira organizada e documentada, minimizando assim os impactos percebidos na ocorrência de um desastre em seus ambientes.

O estudo mostra que as habilidades de comunicação e estrutura de ativação são, em muitos casos, informais e não estão bem documentadas. Mas 46% das empresas não mantêm uma frequência na revisão de procedimentos de contingência e segurança. Quando perguntadas sobre o grau de alinhamento em segurança da informação, no item “controles internos para detecção e prevenção de fraude são validados periodicamente”, 41% consideram que isso é realidade em suas empresas, enquanto 59% dos participantes ainda consideram isso distante. Então, também há muito a ser trabalhado nesse aspecto.

Atuação no mercado de trabalho, oportunidade para Bibliotecários certificados

Perspectiva para 2017

Apesar do atual cenário, o estudo mostrou uma perspectiva mais proativa para a segurança da informação em 2017. Das empresas pesquisadas, 52,9% pretendem manter e 37,3% pretendem aumentar seu orçamento de TI em 2017, em comparação a 2016, quando o orçamento de segurança já havia sido menos afetado por cortes e congelamentos que o orçamento de TI.

Fonte: Portal do Bibliotecário

Brasil possui uma biblioteca pública para cada 30 mil habitantes

Em Sergipe são 76 bibliotecas (Foto: Edinah Mary/ Funcaju)

Ambiente de convivência, estudo, inserção social e, principalmente, de leitura. Mesmo com tantos atributos importantes, as bibliotecas existentes no Brasil ainda não são suficientes. A Lei nº 12.244, de 24 de maio de 2010, determina que as escolas brasileiras públicas e privadas, de todos os sistemas de ensino, tenham uma biblioteca. Mas, na prática, a realidade é bem diferente. De acordo com o Censo Escolar de 2017, metade das escolas do Ensino Fundamental não possuem um espaço destinado a leitura. O Plano Nacional de Educação prevê que até 2020 essa situação seja revertida.

O Brasil tem mais de 7 mil bibliotecas cadastradas no Sistema Nacional de Bibliotecas do Ministério da Cultura. A proporção é de apenas uma biblioteca pública para cada 30 mil habitantes. Na República Tcheca, que tem o melhor índice do mundo, a proporção é de uma para cada 1.970 habitantes. Outro dado negativo é o índice de leitura dos brasileiros. Uma pesquisa do Instituto Pró-livro, realizada em 2014, mostrou que 44% dos brasileiros não têm o hábito de ler e 30% nunca compraram um livro.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traz um dado positivo sobre a situação. A quantidade de bibliotecas no Brasil tem crescido. Entre 1999 e 2014, o número subiu de 76,3% para 91,7% e, dos 5.570 municípios do país, apenas 112 não possuem o espaço público para leitura. Em Sergipe, são 76.

Na opinião do professor do Curso de Letras Gilberto Pereira, por mais que o número de bibliotecas existente ainda não seja o necessário, a desvalorização das mesmas, só vai ocorrer quando não existir mais a pesquisa e nem pesquisadores. Segundo ele, a leitura é o único mecanismo onde todos são iguais. “É importante que todos tenha acesso a livros, mas na vida de um adolescente, essa pratica é ainda mais importante. É por meio dessa leitura que a crianças fazem novas descobertas”, defende Pereira.

A forte concorrente das bibliotecas é a internet, que facilita o acesso dos estudantes aos conteúdos que eles teriam que ir em busca. Para Gilberto, as bibliotecas são muito mais do que um ambiente que reúne livros. “As bibliotecas não existem apenas para as pesquisas, mas também, para a admiração da arquitetura que as compõem. E por mais que o governo esteja deixando as bibliotecas de lado, muitas pessoas têm o interesse de levar bibliotecas móveis para as ruas e promover ações práticas que elevem o conhecimento e novas descobertas.”, assegurou.

Mesmo com esse cenário, muitas bibliotecas estão se reinventado e atraindo antigos e novos visitantes. Novos modelos também estão oferecendo experiência únicas e inovadoras aos seus visitantes e usuários. Com isso, acervos digitais e a criação de espaços colaborativos para pesquisadores e leitores devem se tornar cada vez mais presentes no cotidiano dos brasileiros.

Fonte: Infonet

Educação aprova proposta para incentivar construção e ampliação de bibliotecas públicas

Texto por Ralph Machado

Diego Garcia: bibliotecas devem assumir o papel estratégico de promover o encontro entre o livro e o leitor

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou proposta para que a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios sejam obrigados a destinar verbas orçamentárias para a manutenção e aquisição de acervo para bibliotecas públicas, inclusive as de instituições de ensino públicas.

A proposta altera a Lei do Livro (10.753/03). O texto também inclui obras e serviços de engenharia para construção, ampliação e reforma de bibliotecas no Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), previsto na Lei 12.462/11 para agilizar as licitações públicas.

O relator, deputado Diego Garcia (Pode-PR), recomendou a aprovação da matéria. “Em um país em que a leitura não faz parte do cotidiano da maior parte das famílias, as bibliotecas públicas e escolares devem assumir o papel estratégico de promover o encontro entre o livro e o leitor”, disse.

O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Cultura para o Projeto de Lei 3231/15, do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), com duas alterações feitas por Diego Garcia.

A primeira subemenda do relator altera trecho do substitutivo para estabelecer que o uso de incentivos previstos na Lei Rouanet (8.313/91) para construção, manutenção e ampliação predial de bibliotecas, museus, arquivos e cinematecas se restringirá a instituições que sejam não apenas públicas, mas também abertas ao público.

A segunda subemenda suprime artigo do substitutivo que reduzia a zero as alíquotas de PIS/Cofins nos equipamentos e materiais de construção a serem utilizados diretamente na construção, manutenção e ampliação predial de bibliotecas públicas.

Segundo Diego Garcia, a isenção de PIS/Cofins não surtirá efeitos. “Tais tributos são devidos em razão das receitas auferidas pelos responsáveis pela venda do equipamento ou do material de construção, e o dever de pagar o tributo é do vendedor”, explicou. “Mas o vendedor, que se beneficiará da isenção, nada influi na decisão de construir ou não nova biblioteca pública.”

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo e já havia sido aprovado pela Comissão de Cultura, ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Câmara Notícias

Shows, peças e contação de histórias fazem parte das atividades das bibliotecas de São Paulo

54 equipamentos municipais oferecem atrações culturais, além de incentivar a leitura

Estimular, ampliar e fidelizar os frequentadores das bibliotecas municipais é um dos objetivos da Secretaria Municipal de Cultura. Em todos os 54 equipamentos são oferecidas atividades como contação de histórias, shows e peças teatrais, além do incentivo à leitura, através das equipes de atendimento. A Prefeitura de São Paulo trabalha para revitalizar as bibliotecas, assim como ocorre na Colômbia, Chile e França, promovendo uma nova visão a seu respeito.

Durante o mês de julho, as bibliotecas municipais oferecem uma programação especial para os frequentadores. Confira todas as atividades gratuitas e para todos os públicos. Para que a programação seja acessíveis a todos, vários equipamentos ampliaram seus horários de atendimento, abrindo também aos domingos e oferecendo interpretação com Libras e audiodescrição. Clique aqui para ter acesso à lista dos horários diferenciados.

Como participar

Para ter acesso às atividades das bibliotecas, basta o munícipe se dirigir ao endereço que lhe seja mais conveniente e procurar a atração desejada. Já para retirar livros é preciso apresentar um documento com foto e comprovante de endereço. Em todos os equipamentos, a rede wi-fi está ativada e liberada para o público.

Atividades com intérprete de Libras e audiodescrição:

TRAVESSURAS DE PALHAÇO – CIA ANJOS VOADORES

Data: 19/07 (quinta-feira)

Horário: 14:00

Local: Biblioteca Raul Bopp – Rua Muniz de Souza, 1155 – Aclimação

Sobre: Inspirado nas esquetes de palhaços, música e a magia do malabarismo, o espetáculo é um convite ao público para participar do universo circense, por meio da história de uma trupe de palhaços que disputa um espaço para se apresentar no circo. No meio dessa competição, recheada de travessuras, pouco a pouco eles descobrem valores mais importantes que a conquista de um lugar no palco.

Serviço: Tradução para Libras

Observações: 50min, gratuito, livre.

RECONTANDO UMA AVENTURA

Data: 21/07 (sábado)

Horário: 13:00

Local: Biblioteca Sérgio Buarque de Holanda – Rua Victório Santim, 44 – Itaquera

Sobre: Dois garis trabalham em sua rotina diária, fazendo a limpeza de uma esquina qualquer da cidade. Carregam uma grande lixeira, repleta de sucatas recolhidas em seu dia de trabalho. É quando, por meio de uma simples lembrança, embarcam em uma aventura inesperada, recontando, de forma extremamente criativa, lúdica e bem-humorada, o clássico “Moby Dick”.

Serviço: Tradução para Libras

Observações: 60min, gratuito, livre.

TAMBÚ E CANDONGUEIRO

Data: 27/07 (sexta-feira)

Horário: 14:30

Local: Biblioteca Affonso Taunay – Rua Taquari, 549 – Mooca

Sobre: Através da pesquisa na linguagem do palhaço, o espetáculo mescla cenas do circo tradicional, circo contemporâneo, modalidades circenses e a cultura popular.

Serviço: Tradução para Libras

Observações: 60min, gratuito, livre.

TAMBÚ E CANDONGUEIRO

Data: 31/07 (terça-feira)

Horário: 14:00

Local: Biblioteca Malba Tahan – Rua Brás Pires Meira, 100 – Jardim Susana/Veleiros

Sobre: Através da pesquisa na linguagem do palhaço, o espetáculo mescla cenas do circo tradicional, circo contemporâneo, modalidades circenses e a cultura popular.

Serviço: Tradução para Libras

Observações: 50min, gratuito, livre.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Chatbots, Inteligencia Artificial (IA) y bibliotecas

Texto por Saul Equihua, do Infotecarios

Desde hace un tiempo he tratado de seguir el desarrollo de tres macro tendencias en el mundo tecnológico, estas son el Big Data, el Internet de las cosas (IoT por sus siglas en inglés) y la Inteligencia Artificial (AI).

Hablando de esta última macro tendencia (AI) hay muchos aspectos y aplicaciones que diferentes compañías del ámbito tecnológico están desarrollando en torno a la AI, ejemplo de ello están los ayudantes personales, disponibles en nuestros dispositivos móviles como SIRI (disponible en dispositivos Apple), el asistente de Google y Cortana (el asistente de Microsoft), sin embargo no son los únicos ejemplos asociados a la AI, pero antes de mencionarlos vale la pena tomar en cuenta una definición de AI.

Cuando hablamos de la Inteligencia Artificial, según Takeyas (2007) es una rama de las ciencias computacionales encargada de estudiar modelos de cómputo capaces de realizar actividades propias de los seres humanos en base a dos de sus características primordiales: el razonamiento y la conducta. (1)

Y como rama de la teoría de la computación incluye áreas tales como el razonamiento automático, la demostración de teoremas, los sistemas expertos (también asociado a los bots), el procesamiento de lenguaje natural, robótica, lenguajes y ambientes de IA, aprendizaje (asociado a Machine Learning ML), redes neuronales, algoritmos genéticos, por mencionar solo algunas.

Hablando concretamente de los sistemas expertos, estos son un sistema computacional que émula la capacidad de tomar decisiones de un humano experto.

Un Bot puede estar diseñado en cualquier lenguaje de programación, funcionar en un servidor o en un cliente, o ser un agente móvil, etc. A veces son llamados Sistemas Expertos, pues muchos se especializan en una función específica.

Entre las funciones que hoy en día desmepeñan los Bots se encuentran:

  • Rastrear información en la web (Web Crawler)

  • Dar respuestas rápidas

  • Mantener conversaciones

  • Editar de manera automática

  • Simular tráfico en Internet y las redes sociales

Y derivadas de estas funciones el “Dar respuestas rápidas” pueden permitir a las bibliotecas utilizar esta parte de la IA (entre otras) por medio de la adaptación de la tecnología de inteligencia artificial para servicios de referencia.

La AI ha recorrido un largo camino con ejemplos como el de Watson de IBM cuando ganó “Jeopardy” en febrero de 2011. Los avances en inteligencia artificial (AI) combinados con la disponibilidad de recursos en línea hacen que sea hora de considerar la inteligencia artificial como una herramienta para la biblioteca.

Incluso el comenzar a pensar en soluciones que puedan integrar el desarrollo de la inteligencia artificial y el reconocimiento facial permitiendo a los Bots llevar a cabo una entrevista en un proceso de referencia, podría sonar a ciencia ficción pero ya hoy en día se desarrollan Bots, y tenemos dispositivos móviles que hace la identificación facial se vale soñar ¿o no?

Volviendo a aspectos más concretos y hablando de los Chatbots en las bibliotecas, aunque si bien es cierto estos pueden llevar a cabo procesos de búsqueda, aún muy rudimentarios para las necesidades de las bibliotecas y sus usuarios, estos pueden pueden proporcionar orientación general y hacer referencias brindando un apoyo a los bibliotecario (nunca sustituyendo).

La inteligencia artificial en un Chatbot está construida usando conceptos de Natural Language Interaction (NLI) que están diseñados para simular una conversación.(2)

Las bibliotecas europeas fueron las primeras en explorar los chatbots, especialmente el experimento Stella (https://goo.gl/YzMfWZ) en Bibliothekssystem Universität Hamburg. Stella es un Cahtbot, con el que uno puede tener conversaciones similares a las de un chat. El principio para ello es una base de datos que asigna respuestas adecuadas a todas las entradas posibles. El desarrollo de esta base de conocimiento tomó más de nueve meses.

De igual modo vale la pena hablar del proyecto “Pixel” de The University of Nebraska. Pixel es un chatbot experimental que puede responder preguntas sobre las bibliotecas y sus recursos. Este programa fue desarrollado usando AIML (Lenguaje de Marcado de Inteligencia Artificial). Se puede encontrar más información sobre AIML en http://www.alicebot.org/aiml.html.

Hablar con Pixel es como si estuviéramos hablando con una persona que acaba de aprender el idioma (idioma inglés). Si deseas probar puedes hacerlo por el siguiente link http://pixel.unl.edu/

En el artículo de Allison (2) puedes encontrar más información sobre el proyecto Pixel.

Hoy en día todo el mundo habla de las macro tendencias con las que inicié este post (Big Data, IoT e AI), sin embargo a veces me parece que solo es una moda y que poco se sabe de cómo realmente trabajan, muy a modo de broma y comentando con colegas y amigos suelo decir que estas macro tendencias son como el sexo en los adolescentes, esto es: Todo el mundo habla de ello pero pocos saben cómo es realmente, creo que en algún momento yo mismo he habaldo de estos temas con un amplio grado de desconocimiento, pero ahora lo menciono por que existen diferentes modos crear Chatbots.

Uno de ellos es el que se mencionó a lo largo de es post, por medio de sistemas expertos, pero otros se asocian a Machine Learning como el siguiente ejemplo.

Chatbot “Lola”. Aunque este no está relacionado directamente con bibliotecas creo que vale la pena mencionarlo, Lola está basada en el sistema Dialogflow de Google parte de la plataforma de desarrollo Google Cloud y una tecnología de creación de chatbots con aprendizaje automático usando Machine Learning.

Los corpus conversacionales temáticos  se desarrollan sobre la base de árboles y grafos no dirigidos, sin embargo también se utilizan grafos dirigidos en ciertas conversaciones a efectos de conseguir la mejor experiencia. Si deseas hacer una prueba a continuación te dejo el vínculo a “Lola” .

En esta ocasión creo que hasta aquí llega este post, valdría la pena saber si conocías de estas iniciativas y cuál es tu opinión sobre estas tecnologías, comenta por la página o en nuestras redes sociales.

Articulos consultados y recomendados

1. Takeyas, B. (2007) Introducción a la inteligencia artificial. Disponibel en: https://goo.gl/nbTthCConsultado el 10/07/18.

2. Allison, D. (2012). Chatbots in the library: is it time?. Library Hi Tech, 30(1), 95-107.Disponible en: https://goo.gl/jrPiis

Fonte: Infotecarios

¿Cuáles son las habilidades necesarias de un un bibliotecario de datos?

Lisa Federer. “Defining Data Librarianship: A Survey of Competencies, Skills, and Training”.Journal of Medical Librarianship (JMLA). Vol 106, No 3 (2018)

Texto completo

Encuesta

La gestión de datos de investigación aparece como una de las tendencias clave en el trabajo que desarrollará el bibliotecario universitario del siglo XXI; si bien, al tratarse de un área emergente y en continua evolución, aún no están definidas las habilidades y competencias del bibliotecario de datos, en general, la tarea del bibliotecario de datos implica una amplia comunidad de bibliotecarios con diversas capacidades, antecedentes y responsabilidades profesionales. El artículo analiza las opiniones de 90 profesionales que están proporcionando algún servicio relacionado con datos, y esboza algunas de las habilidades y competencias que están desarrollando.

Muchos bibliotecarios están asumiendo nuevos roles en los servicios de datos de investigación. Sin embargo, el campo emergente de la biblioteconomía de datos, incluidos los roles y competencias específicos, no se ha establecido claramente. Este estudio tiene como objetivo definir mejor la biblioteca de datos mediante la exploración de las habilidades y los conocimientos que utilizan los bibliotecarios de datos y la capacitación que necesitan para tener éxito en esta área emergente.

Para conocer la formación y competencias de los bibliotecarios de datos se encuestó sobre su trabajo diferentes bibliotecarios que realizan trabajos relacionados con datos, y se les pidió que calificaran la relevancia de un conjunto de habilidades y conocimientos profesionales relacionados con los datos. Los encuestados consideraron una amplia gama de habilidades y conocimientos importantes para su trabajo, especialmente las “habilidades básicas” y las características personales, tales como las habilidades de comunicación y la capacidad de desarrollar relaciones con los investigadores. En general, las habilidades tradicionales de la biblioteca, como la catalogación y el desarrollo de colecciones, se consideraron menos importantes. Un análisis de agrupamiento de las respuestas reveló dos tipos de bibliotecarios de datos: generalistas de datos, que tienden a proporcionar servicios de datos en una variedad de campos, y especialistas en temas, que tienden a proporcionar servicios más especializados a una disciplina concreta.

Los hallazgos de este estudio sugieren que los bibliotecarios de datos proporcionan una amplia gama de servicios a sus usuarios y, por lo tanto, necesitan una variedad de habilidades y experiencia amplias. Estos hallazgos también tienen implicaciones tanto para la contratación de bibliotecarios de datos por parte de las instituciones, como para las escuelas de biblioteconomía, que podrían considerar adaptar sus planes de estudios para preparar mejor la formación de sus estudiantes para roles de bibliotecarios de datos.

Los resultados del estudio sugieren que los bibliotecarios de datos son una comunidad heterogénea de profesionales de la información con antecedentes educativos y profesionales variados, que realizan muchos tipos diferentes de trabajo. Las opiniones sobre cuáles son las competencias y habilidades necesarias difieren entre las opiniones manifestadas por los propios bibliotecarios de datos acerca de los tipos específicos de conocimientos especializados que son importantes, y los tipos de trabajo que realizan los diferentes bibliotecarios de datos que pueden ser muy divergentes. La existencia de dos grupos de profesionales similares, descritos aquí como especialistas en la materia y generalistas de datos, sugiere que la Biblioteconomía de datos puede no ser una función única, sino más bien una disciplina que permite a los profesionales centrarse en áreas relacionadas con sus propios intereses o las necesidades de sus usuarios.

Los generalistas de datos, con un amplio conocimiento de cómo se usan los datos a través de varias áreas temáticas o habilidades, pueden ser muy adecuados para trabajar en entornos académicos en los que tendrán oportunidades de involucrarse con estudiantes, profesores e investigadores en una variedad de disciplinas. Por otro lado, los especialistas en un tema que desarrollan unas pocas habilidades especializadas y tienen una experiencia práctica trabajando con grupos de usuarios específicos pueden ser una buena opción para una institución en la que puedan centrarse más específicamente en el tipo de usuarios que pueden beneficiarse de su experiencia.

El estudio muestra que la mayoría de los bibliotecarios de datos consideran unas diez habilidades que son “absolutamente esenciales” para su trabajo, además se realizó un análisis de contenido de las ofertas de empleo, en las que se requerían unas veinte habilidades. En lugar de adoptar un enfoque que incluya una amplia gama de habilidades, las instituciones que buscan contratar a un bibliotecario de datos pueden, de hecho, identificar a los candidatos que encajan mejor reflexionando sobre cuáles son las necesidades específicas de la institución, así como qué tipos de habilidades profesionales de los bibliotecarios de datos consideran más esenciales, tal como se identifican en investigaciones como el presente estudio, donde se especifican 10 habilidades y competencias fundamentales:

  1. Gestión de datos. a. Planificación de la gestión de datos. b. Preservación, conservación administración de datos. c. Desarrollo o aplicación de ontologías y metadatos. d. Apoyo a los recursos de datos. e. Soporte para la gestión de datos clínicos. f. Soporte para la gestión general de datos. g. Soporte bioinformático. h. Soporte para el uso y análisis de datos. i. Apoyo al repositorio institucional. j. Desarrollo de servicios de datos

  2. Tecnología de la información (TI) a. Visualización de datos. b. Programación científica. c. Software estadístico. d. Desarrollo y mantenimiento de sitios web. e. Software y datos del Sistema de Información Geográfica (SIG)

  3. Evaluación y valoración. a. Evaluación de clases o programas de instrucción. b. Evaluación de servicios. c. Evaluación de las necesidades

  4. Enseñanza e instrucción. a. Instrucción integrada en el curso. b. Desarrollo del contenido del curso o currículo. c. Desarrollo de tutoriales en línea, materiales del curso o guías instructivas. d. Consulta o instrucción individualizada. e. Formación del personal o de los bibliotecarios.

  5. Comercialización y divulgación. a. Servicios de enlace específicos de datos. b. Servicios generales de enlace de la biblioteca. c. Medios de comunicación social. d. Desarrollar relaciones con investigadores, profesores, etc.

  6. Habilidades bibliotecarias.a. Desarrollo de colecciones. b. Servicio de bibliotecas y comités institucionales. c. Apoyo de referencia. d. Búsqueda de literatura y apoyo a la revisión sistemática. e. Apoyo a la comunicación académica (derechos de autor, apoyo a la publicación académica, etc.). f. Catalogación.

  7. Implicación profesional.a. Membresía. b. Participación en actividades de educación continua o de desarrollo profesional. c. Realización de investigaciones y/o redacción de artículos en revistas.

  8. Habilidades y atributos personales. a. Habilidades de servicio al cliente. b. Innovación y creatividad. c. Habilidades de comunicación oral y presentación. d. Habilidades de comunicación escrita. e. Habilidades de supervisión. f. Habilidades de enseñanza. g. Habilidades de trabajo en equipo e interpersonales. h. Habilidades de gestión y liderazgo.

  9. Educación y capacitación.a. Maestría acreditada. b. Maestría en ciencias. c. Otras maestrías. d. Licenciatura en ciencias. e. Doctorado (PhD). f. Certificación de bibliotecología especializada.

Como señalaron varios encuestados, la capacitación continua es esencial para asegurar que los bibliotecarios de datos se mantengan actualizados en un campo que evoluciona rápidamente, por lo que las instituciones pueden considerar la posibilidad de proporcionar tiempo y fondos para que los bibliotecarios de datos continúen dicha capacitación.

Dada la naturaleza emergente del campo, los bibliotecarios de datos a menudo se encuentran en posición de implementar servicios nuevos y no probados anteriormente. Por lo que el liderazgo de proyectos de datos será importante para los profesionales y la institución debido a que la gestión de datos de investigación conlleva un amplio alcance, que incluye el compromiso de las partes interesadas de más alto nivel de la institución, beneficiándose así de la capacidad de liderazgo en la formación de relaciones y el impulso de proyectos de datos.

El apoyo a las necesidades de datos de los investigadores es un objetivo cambiante, con tecnologías en constante evolución y un panorama político que cambia rápidamente. Los bibliotecarios de datos deben estar al tanto de las necesidades de sus instituciones para asegurarse de que sus habilidades, conocimientos y competencias siguen siendo pertinentes y actualizadas. Las instituciones encargadas de la formación de profesionales y las organizaciones profesionales deben mantenerse al día sobre las tendencias en este campo en rápida evolución para asegurarse de que sus planes de estudio y programas de educación continua sean adecuados para preparar a los profesionales de la información para que asuman nuevas funciones de bibliotecarios de datos.

Fonte: Universo Abierto

Palestra: Olhares que constroem coleções: reflexões sobre algumas bibliotecas particulares paulistas

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Tomando os colecionadores como eixo de análise, são apresentados resultados de estudo exploratório sobre duas bibliotecas particulares paulistas. A partir do conhecimento e experiência da equipe técnica das instituições, são combinados a biografia do colecionador, o conhecimento das instituições e o conhecimento do acervo. O primeiro dos olhares que constroem acervos é o do colecionador: assim são traçadas relações entre o acervo das bibliotecas e a vida de seus colecionadores, exemplificados no circuito da comunicação de Darnton. O segundo dos olhares é o do curador, que identifica e preserva os esquemas mentais e lógicos do colecionador, reconhece as relações entre documentos bibliográficos,documentais e objetos da instituição e promove o diálogo entre os objetos e coleções. O terceiro olhar considerado é o da instituição, apontando para a necessidade de somar experiências e iniciativas das diversas instituições no reconhecimento e preservação da memória de seus colecionadores e de suas bibliotecas. Finalmente, traz considerações para bibliotecas jurídicas e sugestões para a preservação de memória dos colecionadores no acervo.

Palestrantes

Ivani Di Grazia Costa

Foi Coordenadora da Biblioteca e Centro de Documentação do MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand por 30 anos, onde foi responsável por todas as atividades desenvolvidas no departamento. Formada em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP e pós-graduação lato sensu em Preservação, Conservação e Restauro de Documentação Gráfica pela Associação Brasileira de Encadernação e Restauro – ABER. Realizou diversos projetos na área de organização de arquivo histórico e fotográfico, banco de dados, vocabulário controlado e obras raras, além da curadoria nas várias exposições iconográficas e bibliográficas da Biblioteca e Centro de Documentação do MASP.

Luciana Maria Napoleone

Bacharel em Biblioteconomia e Documentação pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Bibliotecária do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP (1994 a 1997), da Faculdade de Direito da USP (1997 a 2010) e do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (2010 até o momento). Bibliotecária consultora em projetos da Biblioteca do MASP (2002 a 2015). Conselheira do Conselho Regional de Biblioteconomia da 8ª Região (2006-2008 e 2009-2011) e Diretora Técnica na atual gestão (2018-2020). Conselheira do Grupo de Documentação e Informação Jurídica de São Paulo – GIDJ/SP (2013-2014). Atualmente é Supervisora da Seção de Tratamento da Informação da Divisão de Biblioteca do TRF3. Coautora de trabalhos na área de biblioteca jurídica e biblioteca de artes.

Inscrições

Através do formulário, https://bit.ly/2KGC9We, ou por e-mail, crb8@crb8.org.br

Biblioteca pública paulistana disputa prêmio internacional

Espaço no Parque Villa-Lobos inova até ao permitir barulho em quase todos os ambientes; outros quatro finalistas do prêmio ‘Biblioteca Pública do Ano’ são de Cingapura, Noruega, Holanda e EUA

SÃO PAULO – Torneio de videogame, sala de coworking, aula de ioga, exibição de jogos da Copa do Mundo, sessão de cinema, curso de informática, cafeteria e exposição de artes. A descrição lembra um centro cultural, mas se refere à Biblioteca Parque Villa-Lobos, no Alto de Pinheiros, zona oeste paulistana.

Ecletismo nos ambientes se destaca; 30% do acervo é comprado via sugestões Foto: VALERIA GONCALEZ/ESTADAO

O espaço foi inaugurado em dezembro de 2015 na área de um antigo lixão. No ano passado, recebeu 287 mil visitantes. Considerado “modelo” pelo governo do Estado, é um dos cinco finalistas do concurso Biblioteca Pública do Ano promovido pela Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (International Federation of Library Associations). Ele concorre com instituições de Cingapura, Noruega, Holanda e Estados Unidos, em um total de 35 inscritos. O prêmio é exclusivo para espaços abertos em até três anos. O vencedor será anunciado em agosto e receberá US$ 5 mil (cerca de R$ 19,4 mil).

Dentre os diferenciais da Villa-Lobos está a permissão do barulho em quase todos os ambientes, a variedade do acervo (que reúne de jogos a DVDs) e a acessibilidade, tanto por deixar os livros dispostos livremente quanto em oferecer ferramentas para leitores com deficiência visual, auditiva ou locomotora. “Em uma biblioteca tradicional, nem no livro se tocava sem alguém interferir. Isso acaba criando obstáculos”, diz Pierre André Ruprecht, diretor executivo da SP Leituras, organização social gestora do espaço, que é estadual.

Segundo ele, a proposta é dispor do máximo de ferramentas para que o público possa se desenvolver. Dentro disso, cerca de 30% do acervo é comprado com base em sugestões. “Fazemos aquisição semanalmente, como se fosse uma livraria.”

Público

Aos 4 anos, Benício não sabe ler, mas só na tarde desta quarta-feira, 11, conheceu 15 livros ao lado da mãe, a estilista Caroline Aires, de 32 anos. Pela primeira vez na Biblioteca Villa-Lobos, foi ao local com dois amigos (e suas respectivas mães) por causa do mau tempo, que atrapalhou os planos de ir ao zoológico. “Conhecíamos o parque, mas nunca tínhamos entrado na biblioteca”, conta Caroline.

Os irmãos Lucas e João Paulo, de 5 anos, também conheceram o espaço pela primeira vez, ao lado dos pais, a assistente social Cristiane Scaqueti, de 47 anos, e o analista de sistemas Denis Scaqueti, de 40. “Gostamos que possam interagir com os livros e não precisam se preocupar com silêncio”, diz a mãe. Por ser público, ela confidencia que tinha baixas expectativas, mas gostou.

Perto dali, o professor de Inglês Jeffrey Stoy, de 42 anos, estava deitado de meias enquanto brincava com Nicholas, de 9, e Mellany, de 14. “A gente veio passar o dia. Fizemos um piquenique”, diz o caçula.

Já o bibliotecário Kleber Tadashi, de 35 anos, lamentou que a biblioteca é exceção na realidade de instituições públicas. “Poderia ser mais distribuído. Já trabalhei em biblioteca que não tinha nem lâmpada. Essa região já é bem servida de bibliotecas”, afirmou.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Bibliotecas escolares: para o que servem?

Segundo a Lei Federal nº 12.244/10, toda escola brasileira deverá ter uma biblioteca até 2020. Porém, a existência de uma biblioteca já é suficiente para que ela contribuia para a formação de crianças e adolescentes? Esse questionamento está presente na dissertação de mestrado de Lilian Viana, defendida na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Em sua pesquisa, Viana aponta que a definição de biblioteca estipulada na Lei não engloba as ações dos jovens que fariam uso dela e é preciso pensar em algumas políticas para que esse espaço realmente ajude os estudantes a entrar em contato com cultura e informação.

O texto da Lei define biblioteca como “a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura”. Dessa forma, aponta a pesquisadora, basta que a escola organize seus livros e materiais, e a lei está cumprida. Viana defende que a biblioteca deve ser mais que um acervo, “pois iniciativas nessa direção mostram-se deficientes ao desconsiderarem a importância de ações para que jovens e crianças relacionem-se com informação e cultura em perspectiva crítica e afirmativa”.

Na dissertação é defendida a importância de que bibliotecas escolares sejam locais onde a informação, além de disponibilizada, é apropriada, possibilitando que os alunos se tornem protagonistas na busca por conhecimento. Para que isso aconteça, a pesquisadora defende a formação de pessoal qualificado, que entenda o ambiente e possa orientar os alunos. Além disso, ela destaca que o Brasil não possui uma cultura de biblioteca escolar e que isso precisa ser mudado através de ações que mostrem sua relevância. “Muitos podem afirmar que a mesma é importante, mas quantos efetivamente consideram-na indispensável à formação de crianças e jovens?”, questiona.

A participação comunitária é essencial para mudar essa realidade. Viana lembra que cada região brasileira possui suas próprias particularidades e isso deve ser levado em conta na hora de se pensar em políticas públicas sobre o assunto. Entretanto, ela propõe alguns pontos que podem ser trabalhados em comum: vontade política, protagonismo profissional, tempo político, diálogo política e conhecimento, protocolos implícitos e explícitos, visibilidade da ação, comunicação de novas representações, qualificação e formação dos quadros profissionais, instâncias de negociação, renovação da política e participação comunitária.

A dissertação foi defendida em dezembro de 2014 e pode ser lida na íntegra na Biblioteca Digital da USP.

Fonte: Leiagora

A mediação de leitura no dia a dia do leitor e da biblioteca

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Quando trabalhamos com a leitura e a formação do leitor, seja na escola, na biblioteca, ou em outro lugar, parecemos ser muitos, mesmo sendo um só

Texto por Lucia Fidalgo

Que espaço é esse onde livros arrumados em estantes convidam o leitor a se aproximar? Para alguns seria o paraíso como dito por Borges. Ou uma biblioteca de babel descrita pelo mesmo autor em seu texto.

Os livros, o leitor, o convite para a leitura, um cenário perfeito para uma formação.

Quando trabalhamos com a leitura e a formação do leitor, seja na escola, na biblioteca, ou em outro lugar parecemos ser muitos, mesmo sendo um só.

Vamos nos permitindo percorrer as histórias escritas em linhas por vezes tortas, outras vezes retas, e certas. Certas no sentido da certeza de que chegaremos em algum lugar, mesmo que seja por caminhos diferentes.

Apesar de sabermos que a leitura não vive apenas nos livros, mas habita o mundo no todo, os livros trazem essa leitura e convidam esse leitor para uma leitura surpreendente a cada virada de página.

Quem não viveu a experiência de querer muito pular as páginas de um livro para encontrar a salvação de um personagem, ou até mesmo descobrir logo o mistério escondido durante toda a obra sendo somente desvendado nas últimas páginas da história?

E é no espaço mágico de uma biblioteca que o encontro entre o leitor e leitura pode acontecer. Muitas vezes é ali que ele encontra o que jamais procurou, mas que esperava por ele há tanto tempo.

E a solidão se existia, acaba nesse exato momento. Quando lemos não estamos mais só no sentido da completude. Mario Quintana afirma: “O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.”

E essa companhia para ser agradável ao leitor, nesse encontro com o livro, a leitura pode ser extremamente gloriosa se entre eles houver uma mediação.

Alguém que possa fazer o convite, alguém que possa ajudar a olhar. Tudo pode começar com uma brincadeira…

Onde está a história do nosso primeiro nome dentro da história da gente?

E brincando com isso encontramos um primeiro livro: “Diário de Classe”, de Bartolomeu Campos Queirós.

Clara rima com o quê?

E Ana?

Qual nome mora na palavra amor?

E assim uma leitura puxa outra, de um livro saltamos para um quadro, onde uma pintura nos revela fome como no quadro “Os retirantes” de Cândido Portinari.

E curioso o leitor busca informações sobre o grande pintor. E encontra no livro “Com vontade de Pintar o Mundo” informações sobre sua vida desde a infância.

E nesse momento não há mais vazio, nem solidão. O espaço do silêncio está cheio de vozes que se pronunciam a cada virada de página. A leitura está no ar! E convida ao voo que não tem pouso certo, mas extremamente atraente para esse leitor que acaba de surgir.

O tempo pouco importa, os ponteiros pararam no momento mágico, o desejo de continuar nos ajuda a prosseguir.

E assim lemos o mundo, as pessoas. O que era nada vira o tudo, a leitura encontra o seu momento, como ato de rebeldia e de maravilhamento. Por alguns momentos esquecemos de tudo e vivemos o encanto.

Um encanto que dura o tempo que queremos para ele.

E tem gente que pergunta: Quanto tempo devo dispor para a leitura Todo tempo do mundo, todo o tempo do leitor, ele é que decide.

E o livro? Grosso ou fino? O que importa o tamanho de um livro?

Importa o tamanho da leitura que mora nele e quanto ela me faz feliz, me faz pensar, dialogar.

Quanto mais dialogo com ela mais vontade tenho de ler, e desta forma vou lendo mais e mais e mais….

E o leitor, assim como eu, de um livro lê dois e de dois cinco e a multiplicação acontece porque entre o leitor e o livro começa a existir uma história de amor.

Nos direitos do leitor, Daniel Pennac diz:

Ler qualquer coisa…

Ler em qualquer lugar…

Então porque proibir, dizer o que é melhor, e o que não é.

Quem define isso é o leitor que vai aos poucos descobrindo outras leituras que ele nem imaginava que ia se apaixonar.

Ai é que entra em cena o mediador, oferecendo novas leituras, fazendo o convite para que sejam experimentadas. E se o leitor gostar vai repetir o experimento.

Vai descobrir que dentro de um livro moram muitas leituras, tantas histórias lidas de forma diferente, do jeito que cada leitor sabe ler.

E que os livros e a leitura também moram na biblioteca, o espaço paraíso descrito por Borges, o lugar do prazer para quem gosta de ler.

Uma leitura que nunca está completamente pronta, mas que se completa pelos olhos do leitor.

*REFERÊNCIAS

BORGES, Jorge Luis. . Ficções. São Paulo: Ed Cia das Letras, 1998.

FIDALGO, Lúcia. Com vontade de pintar o mundo. São Paulo: Paulus, 2006.

PENNAC, Daniel. Como um romance. Rio de Janeiro: Rocco,1993.

QUEIRÓS, Bartolomeu Campos.Diário de Classe.São Paulo: Modena, 2003.

Fonte: Biblioo Cultura Informacional

Biblioteca Mário de Andrade é tema de exposição em São Paulo

Um dos principais ambientes culturais de São Paulo, a Biblioteca Mário de Andrade ganhou uma exposição para chamar de sua. Celebrando seu histórico edifício, fundado em 1925, e o que ele representa para a cidade e para o público frequentador, a mostra A Biblioteca que eu vi reúne trabalhos do grupo Pigmento, formado há sete anos por artistas visuais que priorizam a linguagem da pintura, pensando de forma ampla as possibilidades do local. Afinal, como usamos as bibliotecas hoje? Como a percebemos?

“Há poucos espaços adequados para exposições na cidade de São Paulo. As salas expositivas da Biblioteca Mário de Andrade fazem parte desse pequeno grupo, além do próprio prédio ser um ícone arquitetônico”, explica Marcelo Salles, curador da mostra, ao Esquina. “A ideia surge exatamente daí: uma exposição que pudesse abrigar os artistas do Pigmento e as obras que se originam das visões de mundo de cada um deles em relação a algo icônico e com o objetivo de ter a arte como método de pensamento sobre problemas sem, necessariamente, produzir soluções. É uma forma de resistência.”

Na exposição, é possível encontrar trabalhos dos doze participantes do grupo, que dialogam com elementos internos do prédio, assim como com características de relação da BMA com o resto de São Paulo. Mariana Mattos, por exemplo, propôs obras que refletissem sobre o futuro das bibliotecas e a necessidade de se reinventar. Renata Pelegrini explorou a biblioteca como um lugar para experimentar o tempo, um espaço usado para construir certezas e elaborar dúvidas. Já Rosana Pagura entrevistou os frequentadores do edifício e observou as novas formas de se fazer pesquisas, usando notebooks e smartphones.

Rosana Pagura
Renata Pelegrini
Mariana Mattos

Salles, aliás, ressalta a importância da arte como meio de reflexão. “É o [meio] mais rico e mais surpreendente por sua capacidade de desvelar aspectos inusitados através um pensamento formalizado e que não visa esse desvelamento como uma função ou um uso a ser atingido e mensurado como uma metodologia puramente científica e utilitária”, comenta. “A beleza da arte, ou de uma exposição, é a possibilidade que ela descortina para as pessoas serem atingidas por sua própria vontade e desejo e não de outrem.”

Além das obras individuais de cada artista do Pigmento, A Biblioteca que eu vi também apresenta itens da própria BMA. Obras, livros, objetos e documentos do acervo da própria biblioteca, em um total de mais de 100 itens, estão sendo apresentados no piso térreo e terceiro andar da Mário de Andrade. Ou seja: mais do que uma exposição, a mostra é um convite para os frequentadores se integrarem com o espaço, sua história e seus significados.

“O projeto e a exposição A Biblioteca que Eu Vi foram desenvolvidos de maneira que a curadoria denominou constelar”, afirma Marcelo ao Esquina. “Isto envolveu leitura de textos, discussões e apresentação de trabalhos que tivessem a biblioteca como ponto de partida, seja como objeto arquitetônico, como o local por excelência do livro e da literatura ou como um espaço para entendermos passado, presente e futuro e como tudo isto se relaciona de maneira a gerar influências entre as esferas de pensamento, como se a gravidade agisse sobre este Universo que é a própria biblioteca.”

A mostra já acontece na Biblioteca Mário de Andrade, até o dia 12 de agosto. Salles diz que não prefere criar expectativas quanto a este período de conexão das obras com o público. “Prefiro não ter expectativas, pois isso não depende de um curador, de um produtor ou mesmo dos artistas”, afirma. “A partir do momento que uma exposição e suas obras estão disponíveis ao público, a expectativa deve dar lugar à potência de atingir o outro ou não. A Biblioteca que Eu Vi acontece de novo e a todo momento que o espectador vê aquilo que vimos e constrói sua visão de mundo.”

EXPOSIÇÃO: A BIBLIOTECA QUE EU VI

GRUPO PIGMENTO NA MARIO DE ANDRADE

Abertura: 29 de junho (sexta-feira), às 19h

Visitação: até 12 de agosto | Horários: diariamente, das 8h às 18h

Local: Biblioteca Mario de Andrade (térreo e 3º andar)

Endereço: Rua da Consolação, 94, Centro | Telefone: (11) 3775-0027

Classificação Indicativa: livre | Entrada gratuita

Mais informações: www.casacontemporanea370.com e www.bma.sp.gov.br

Fonte: Esquina da Cultura

Biblioteca usa o meio digital para atrair leitores

blog da biblioteca tem dez anos, mas há dois começou a ter mais postagens e dados sobre a história de Montenegro

Reestruturação do blog, fanpage e um futuro sistema de reservas on-line buscam aproximar o público

Em uma sociedade em que a internet está presente em quase todas as camadas, muitas empresas e até serviços públicos precisaram adaptar-se ao meio digital. E a Biblioteca Municipal Hélio Alves de Oliveira não deixou de acompanhar este fenômeno. Com a reestruturação e o aumento de postagens em seu blog, o uso das redes sociais – com a fanpage no Facebook – e um projeto de consultas e reservas do acervo on-line, a instituição trabalha para, por meio da internet, ser mais acessível e próxima do seu público.

“A internet é uma coisa que está muito forte hoje em dia. A biblioteca não poderia ficar sem essa evolução”, avalia a bibliotecária Alexandra Flores. Hoje, o carro-chefe desta fase do projeto é o blog “bibliotecapublicademontenegro”, que pode ser acessado diretamente ou clicando em um link na guia “Biblioteca”, que fica no site da Prefeitura Municipal. Ali estão dicas de leituras e divulgação de eventos. Além disso, o portal vem sendo alimentado com informações extras há dois anos e está se transformando em uma importante fonte de pesquisa.

“A ideia é tornar esse blog uma base de conhecimento onde seja registrada parte da história do município”, resume o agente administrativo Luciano Marcos Paes, que está à frente da iniciativa. “Muitas vezes têm pesquisas sobre determinados temas que, com o tempo, vão se repetindo. Então a ideia é transformar esse portal em uma ferramenta de pesquisa, onde a pessoa já possa fazer um acesso prévio.” Uma das metas, para isso, é digitalizar obras icônicas que narram a história local — como a “Montenegro Ontem e Hoje” e a “Traços Biográficos” — para que fiquem acessíveis na internet.

Ana Valdeti Martins, diretora da Biblioteca; Luciano Paes, agente administrativo; e Alexandra Flores, bibliotecária

Já disponível, mas ainda em desenvolvimento, o portal tem a sessão “Personagem da Rua”, que lista todas as pessoas que dão nome às vias montenegrinas – como Buarque de Macedo e Ernesto Zietlow – com fotos e suas biografias. Até um ponto da história, existem publicações com estas informações prontas, que estão sendo transferidas ao blog, mas há uma lacuna. Diante disso, Luciano explica que tem usado um mapa da cidade para apontar cada uma dessas figuras e ir atrás de informações sobre ela.

Planos para o portal não faltam. Dentre eles, está a disponibilização de algumas pesquisas históricas, como o estudo “Os bugres de nossa região”, do historiador Ernesto Arno Lauer, que já constam na íntegra para consulta, por exemplo. Luciano também localizou um acervo de fitas VHS com registros de eventos antigos feitos pela Prefeitura, que estão sendo digitalizados e identificados para serem disponibilizados ao público. O registro da primeira Festa da Bergamota está entre eles.

Portal vai tornar o empréstimo mais prático

Em 2016, o município adquiriu o software Pergamum – um programa de informatização já utilizado por grandes bibliotecas, como a da Unisinos. A partir dele, é possível que o usuário consulte os títulos disponíveis e faça reservas e renovações pela internet, utilizando seu computador ou smartphone e sem a necessidade de sair de casa. Internamente, todo o cadastro de livros e a emissão dos códigos de barra para controle ocorre com a mesma ferramenta.

O Pergamum ainda não está funcionando. Desde a sua aquisição, a equipe da Biblioteca trabalha para alimentar a base de dados com o acervo já existente. A bibliotecária Alexandra Flores conta que todos os livros de literatura e os infantis já estão no sistema, mas diz que a usualidade só será disponível ao final de todo o cadastro.

O processo é demorado, pois, paralelo a ele, também está ocorrendo a avaliação das obras por uma comissão da Prefeitura que está analisando, título a título, o que ficará na Biblioteca e o que será repassado para escolas ou outros projetos. A expectativa é que quando a instituição voltar para seu prédio original no Centro – ela funciona no Parque Centenário desde 2012, enquanto sua “casa” está em reformas – o novo software esteja em funcionamento. A promessa da Prefeitura é que a mudança ocorra no ano que vem.

Fonte: Jornal IBIA

Biblioteca Raimundo de Menezes de São Miguel Paulista faz eventos pelos 38 anos

A Biblioteca Pública Municipal Raimundo de Menezes de São Miguel Paulista, na Zona Leste da Capital, em São Paulo, programou para a próxima semana uma série de atividades abertas ao público para comemorar o se aniversário de 38 anos.

História da Biblioteca

Ela foi inaugurada em 12 de julho de 1980 com o nome de Biblioteca Pública de São Miguel Paulista que três anos depois em 1985 foi denominada como Biblioteca Raimundo de Menezes, por sugestão do escritor Henrique Alves, que participou de uma campanha para rebatizá-la.

Raimundo de Menezes, seu patrono, foi escritor, membro da Academia Paulista de Letras e Diretor do Departamento de Cultura, hoje Secretaria Municipal de Cultura.

Em janeiro de 2008, pelo Decreto nº 49.172 passou a denominar-se Biblioteca Pública Raimundo de Menezes e em dezembro de 2016, pelo Decreto nº 57.528, Biblioteca Pública Municipal Raimundo de Menezes.

Bibliotecas com acervo digital para conhecer sem sair de casa

É possível acessar livros raros, manuscritos, fotografias e mapas interativos

No período de férias escolares uma boa opção para quem quer conhecer coisas novas e continuar estudando é visitar uma biblioteca virtual. Além de ser uma atividade para preencher o tempo livre, você pode conhecer novas histórias e viajar por vários lugares do mundo com apenas um clique, e sem sair de casa.

Confira abaixo nossas dicas de bibliotecas virtuais e boa leitura!

Biblioteca Digital Mundial

A página da Biblioteca Digital conta com livros, manuscritos e mapas interativos. É possível pesquisar materiais sobre 193 países por período de tempo, lugar e idioma.

Clique aqui e conheça a Biblioteca Digital Mundial

Biblioteca do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

A biblioteca virtual reúne acervo fotográfico do IBGE, materiais de apoio à coleta de dados nas pesquisas realizadas pelo IBGE, mapas, livros e periódicos.

Clique aqui para conhecer a Biblioteca do IBGE  

Biblioteca Brasiliana Guita e José Midlin

A página do acervo virtual disponibiliza livros, almanaques, manuscritos, entre outros conteúdos. O leitor pode fazer pesquisas por autor e assuntos como, por exemplo, História do Brasil e Literatura Brasileira.

Clique aqui e acesse o acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Midlin

Project  Gutenberg

São disponibilizados mais 38.000 livros e o catálogo conta também com livros-áudios. A busca de obras pode ser feita por autor e títulos.  Acesse a biblioteca por aqui.

Biblioteca Digital del Patrimonio Iberoamericano

A página oferece acesso ao patrimônio cultural digital da América Latina. São disponibilizados materiais como, mapas, gravações de som, jornais e revistas, dentre outros conteúdos. Acesse por aqui.

Biblioteca Fernando Pessoa

Conta com um acervo que pertenceu a Fernando Pessoa. O catálogo possui temas como, Matemática, Geografia, História e Biografias. Conheça a biblioteca por aqui.

Fonte: Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Curso gratuito na Biblioteca Municipal vai ensinar técnicas e legislação para gestão cultural

Inscrições estão abertas e podem ser feitas de forma on-line

Profissionais de bibliotecas, salas de leituras e programas de incentivo à leitura podem participar gratuitamente no dia 25 de julho, das 9h às 16h, do curso “Gestão orçamentária e financeira: legislação, classificações, sistema e processo” no auditório Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”. A aula será ministrada por Valdemir Pires, professor de Finanças Públicas e de Administração Financeira e Orçamentária Pública do curso de Administração Pública da Unesp-Araraquara.

Promovido pelo SisEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo), com apoio da Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria da Cultura e Turismo (Secultur), o objetivo é introduzir ao conhecimento prático do orçamento público como instrumento viabilizador das políticas públicas, de modo a facilitar a interação das áreas-fins, como Cultura, Educação e Saúde, com a área financeira.

Os alunos vão saber mais sobre legislação e classificações orçamentárias, como a Lei 4.320/64 (Lei de Finanças Públicas), a Lei Complementar 101/00 (Lei de Responsabilidade Fiscal) e outras referências legais. Na aula, os participantes também vão aprender sobre classificações da receita e da despesa – a “linguagem” orçamentária; sistema orçamentário brasileiro e seus instrumentos, como o PPA, LDO e LOA; e processo orçamentário, com ênfase na execução orçamentária e financeira.

As inscrições podem ser feitas pelo site: https://goo.gl/1wCmHD. As vagas são limitadas. A Biblioteca Municipal está localizada na rua Ministro Coqueijo Costa, 180, no Alto da Boa Vista. Mais informações pelo telefone (11) 3155-5444, pelo e-mail siseb@spleituras.org ou ainda pelo site www.siseb.sp.gov.br.

Fonte: Agência Sorocaba de Notícias

Biblioteca de Jundiaí tem programação especial de férias

Tudo o que você queria saber sobre a Biblioteca do Sesc Avenida Paulista

Biblioteca do Sesc Avenida Paulista | Foto: Julia Parpulov
Biblioteca do Sesc Avenida Paulista | Foto: Julia Parpulov
biblioteca do Sesc Avenida Paulista é um dos lugares mais procurados do prédio.Para você conhecê-la melhor e tirar algumas dúvidas, conversamos com Ludmila Almeida, bibliotecária da Unidade: “A biblioteca do Sesc Avenida Paulista segue a mesma premissa de todo o Sesc São Paulo. Diferente de outros estados que têm escolas, por exemplo, aqui a instituição prioriza espaços de leitura e lazer, muito ligados às ações culturais do Sesc.
Então o acervo de São Paulo, e do Sesc Avenida Paulista, tem o foco em literatura, nacional e internacional, infantil e adulta; e dentro disso tem algumas obras relacionadas com tudo que a programação do Sesc apresenta. Tem arte, cinema, fotografia, todas as linguagens que estão presentes nas programações. E ainda, além da literatura e esse diálogo com artes, temos HQs e livros das Edições Sesc.”
COMO CONSULTO AS OBRAS DISPONÍVEIS NA BIBLIOTECA?

O acervo das bibliotecas do Sesc SP pode ser acessado localmente; a pessoa lê o livro na Biblioteca ou opta pelo serviço de empréstimo.
Quem estiver interessado pode retirar até quatro livros, por 14 dias e com a possibilidade de renovar até três vezes se não tiver ninguém na lista de espera. Além dos livros, algumas Unidades contam com periódicos, jornais e revistas para consulta local.

A BIBLIOTECA TEM ACERVO ACESSÍVEL?

O Sesc possui aparelhos de acessibilidade, que não são todas as bibliotecas que têm.
No Sesc Avenida Paulista, há a linha braile, conversor de texto em áudio, ampliador de caracteres… Ou seja, o espaço dedicado à leitura já nasceu com a ideia de biblioteca acessível.
E esse pensamento não se limita apenas às questões de acesso aos livros. Existem duas bancadas: uma é alta e outra mais baixa, pensando na questão da acessibilidade também.

MAS O ESPAÇO SÓ FUNCIONA COMO SALA DE LEITURA?

Não, a Biblioteca – assim como todos os andares da Unidade – é pensada para receber programação e por isso, possui luz cênica, todos os aparatos para conexão, pontos de energia – já pensando na possibilidade de receber debates, espetáculos, contações de histórias, etc.
Ela já iniciou com muita programação, principalmente aos finais de semana, recebendo tanto oficinas, intervenções livrísticas, até a prática de mediação e de contação de histórias.
A intervenção, ao invés de só ficar na mediação, vem com a proposta de um fazer ligado ao livro e à leitura. Como ela está dentro da Unidade que tem o trinômio Arte, Corpo e Tecnologia, a ideia é que carregue também a discussão acerca tecnologia e livro.

EU CONSIGO UTILIZAR MEU COMPUTADOR NO ESPAÇO?

Sim, todas as mesas e bancadas estão equipadas com pontos de energia; então, a ideia é que todo mundo leve seu aparelho portátil e use no espaço, usufruindo também do serviço de wi-fi gratuito. Assim, dentro dessa estrutura, a Biblioteca é o local mais indicado pra quem quer permanecer utilizando seu aparelho portátil ou estudar.

A área de leitura também pode ser um lounge; no espaço externo, há cadeiras e pufes, enquanto dentro, sofás e poltronas. Ou seja, um lugar especial.

Horário de funcionamento:

Terça a sexta, das 10h às 21h30
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30

Informações gerais:

– Consulta local de livros e periódicos
–  Acervo com mais de 5 mil títulos: literatura, artes, história em quadrinhos, biografias e títulos das Edições Sesc
– Aparelhos acessíveis: ampliador de caracteres, linha braile e conversor de texto em áudio
– Mesas e bancadas com pontos de conexão de energia
– Programações literárias

Serviço de empréstimo de livros:

– Empréstimo de até 4 livros pelo período de 14 dias
– Possibilidade de até 3 renovações, caso não tenha lista de reserva
– Serviço gratuito, com a necessidade de apresentação de Credencial Plena ou um documento oficial com foto para não credenciados

Fonte: SESC São Paulo

Barcarola de Arrullos: Livros para crianças imigrantes

A Equipe de Base Warmis – Convergência das Culturas em parceria com a Ação Cultural e a Biblioteca Infantojuvenil do CCSP inaugura estante de livros em línguas estrangeiras para crianças imigrantes e livros em português sobre diversidade cultural e migração.
São livros novos oferecidos por instituições e editoras parceiras, através da Warmis, e também títulos que já faziam parte do acervo da biblioteca infantojuvenil.
Como parte da programação de inauguração, haverá roda de leitura e contação de histórias.

PROGRAMAÇÃO

16h00 – Apresentação da estante e do projeto.
16h30 – Roda de Histórias – com Elizabeth Suarique Gutiérrez, membro da Warmis, professora e mediadora de leitura e escrita. Mestre em História da literatura pela Universidade Federal do Rio Grande – FURG (2015). Possui experiência no âmbito do trabalho comunitário e cultural. Também construiu sua trajetória no âmbito da coordenação de projetos para formação de docentes e bibliotecários em processos de leitura e escrita.

17h00 – Contação de Histórias – De seu amplo repertório, será realizada uma contação de histórias sobre o escritor Monteiro Lobato, no ano em que se completam 70 anos de sua morte. Com Cia. Hespérides, formada pelas pesquisadoras e contadoras de histórias Drika Nunes e Vanessa Meriqui, a companhia é especializada em mitos e lendas de todo o mundo.

Local: Biblioteca Infantojuvenil

A imagem da capa corresponde à pintura de Keith Mallet chamada “Loving embrance”.

Mais informações: https://www.facebook.com/events/1925662917733988/

Bibliotecária do Lobo de Rizzo vence prêmio jurídico internacional

Reconhecimento prestigia os bibliotecários de maior destaque fora dos Estados Unidos.

Pela primeira vez uma brasileira conquista o FCIL Schaffer Grant for Foreign Law Librarians, da Associação Norte-Americana de Bibliotecas Jurídicas. Daniela Majorie Akama dos Reis, bibliotecária do Lobo de Rizzo Advogados, foi a vencedora do prêmio que prestigia os bibliotecários de maior destaque fora dos Estados Unidos.

No evento, Daniela apresentará um artigo sobre o perfil de bibliotecários jurídicos no Estado de São Paulo, redigido em parceria com Paula Drumond Sales, também bibliotecária do escritório. A premiação acontecerá de 14 a 17 de julho, em Baltimore (EUA).

Ficamos muito orgulhosos com o reconhecimento de Daniela nesta premiação. Nossa área de Biblioteca e Conhecimento é um dos principais pilares no apoio ao trabalho dos nossos advogados, sendo responsável pela otimização de pesquisas e melhora no compartilhamento de informações”, diz Rodrigo Delboni Teixeira, sócio-diretor do Lobo de Rizzo.

Fonte: Migalhas

Pesquisadores encontram livros envenenados em biblioteca universitária

Três obras antigas continham o elemento tóxico arsênio em suas capas

PARECE O NOME DA ROSA, MAS NÃO É: LIVROS DE BIBLIOTECA DINAMARQUESA POSSUEM ARSÊNIO EM SUAS CAPAS (FOTO: FLICKR/PURPLE HEATHER)

Alguns deve se lembrar do livro letal de Aristóteles que tem um papel importante na premissa da obra O Nome da Rosa, de Umberto Eco. Envenenado por um monge beniditino louco, o livro dá início ao caos no monastério italiano do século 14, matando todos os leitores que lambem seus dedos antes de virar as páginas tóxicas. Algo do tipo poderia acontecer na realidade?

Nossa pesquisa indica que sim: descobrimos que três livros raros da coleção da biblioteca da Universidade do Sul da Dinamarca contêm grandes concentrações de arsênico em suas capas. Os livros são de vários assuntos históricos e foram publicados entre os séculos 16 e 17.

As características venenosas dos livros foram detectadas por meio de análises de raios-x fluorescente. Essa tecnologia demonstra o espectro químico de um material ao analisar a radiação “secundária” emitida por ele durante uma grande concentração de energia e é bastante utilizada em campos como os da arqueologia e da arte para investigar os elementos químicos de louças e pinturas, por exemplo.

UM DOS LIVROS VENENOSOS (FOTO: UNIVERSIDADE DO SUL DA DINAMARCA)

Brilho verde

Levamos esses livros raros para os raios-x porque a biblioteca já tinha descoberto que fragmentos de manuscritos medievais, como cópias da lei romana e da lei canônica, foram utilizados para desenvolver suas capas. É bem documentado que encadernadores dos séculos 16 e 17 costumavam reciclar pergaminhos antigos.

Tentamos identificar os textos usados em latim, ou pelo menos tentar ler parte desses conteúdos. Mas então descobrimos que os textos em latim nas capas dos três volumes eram difíceis de ler por conta de uma camada grossa de tinta verde que escondia as letras antigas. Então os levamos para o laboratório: a ideia era atravessar a camada de tinta usando raios-x fluorescentes e focando nos elementos químicos da tinta que estava por baixo dela, como o ferro e o cálcio, na esperança de que as letras ficassem mais legíveis para os pesquisadores da universidade.

A nossa análise, no entanto, revelou que o pigmento verde da camada era de arsênio. Esse elemento químico está entre as substâncias mais tóxicas do mundo e a exposição a ele pode causar vários sintomas de envenenamento, o desenvolvimento de câncer e até morte.

O arsênio é um metalóide que, na natureza, geralmente é combinado com outros elementos como carbono e hidrogênio. Esse é conhecido como arsênico orgânico. Já o arsênio inorgânico, que pode ocorrer em formas puramente metálicas e em outros compostos, tem variáveis mais perigosas e que não diminuem com o passar do tempo. Dependendo no tipo e duração de exposição, os sintomas do arsênio podem incluir irritação no estômago, no intestino, náusea, diarreia, mudanças na pele e irritação dos pulmões.

Acredita-se que o pigmento verde que contém arsênio seja do tom “verde Paris”, que contém acetoarsênio de cobre. Essa cor também é conhecida como “verde esmeralda” por conta de seus tons verdes deslumbrantes parecidos com o da pedra rara. O pigmento — um pó cristalino — é fácil de fazer e já foi utilizado com vários propósitos, principalmente no século 19. O tamanho dos grãos do pós influenciam o tom das cores, como pode ser visto em tintas a óleo. Grãos maiores produzem um verde mais escuro, enquanto os menores produzem um verde mais claro. O pigmento é conhecido principalmente por sua intensidade de cor e resistência a desaparecer.

Pigmento do passado

A produção industrial do verde Paris começou no início do século 19 na Europa. Pintores impressionistas e pós-impressionistas usavam diferentes versões do pigmento para criar suas vívidas obras de arte. Isso significa que muitas peças de museu hoje contêm o veneno. Em seu auge, todos os tipos de materiais, até capas de livros e roupas, podiam receber uma camada do verde Paris por razões estéticas. O contato contínuo com a substância, é claro, levava a pele dos envolvidos a desenvolver alguns dos sintomas de exposição abordados acima.

TOM CONHECIDO COMO VERDE PARIS (FOTO: WIKIMEDIA/CHRIS GOULET )

Mas na segunda metade do século 19, os efeitos tóxicos da substância eram mais conhecidos, e as variáveis de arsênio pararam de ser utilizadas como pigmentos e passaram a ser usadas mais em pesticidas em plantações. Outros pigmentos foram encontrados para substituir o verde Paris em pinturas e na indústria têxtil. No meio do século 20, o uso da substância em fazendas também foi diminuindo.

No caso dos nossos livros, o pigmento não foi utilizado por motivos estéticos. Uma explicação plausível para a aplicação — possivelmente no século 19 — da substância em livros velhos é para protegê-los de insetos e vermes. Em algumas circunstâncias, compostos de arsênio podem ser transformados em um tipo de gás venenoso com cheio de alho. Há histórias sombrias de papeis de parede vitorianos verdes acabando com a vida de crianças em seus quartos.

Agora, a biblioteca guarda nossos três volumes venenosos em caixas separadas em cabines ventiladas. Também planejamos em digitalizá-los para minimizar o contato físico. Ninguém espera que um livro contenha uma substância venenosa, mas isso pode acontecer.

*Jakob Povl Holck é pesquisador da Universidade do Sul da Dinamarca e Kaare Lund Rasmussen é professor de química e farmacêutica na mesma instituição. O texto original foi publicado em inglês no site The Conversation.

Fonte: GALILEU

Menino de 9 anos usa sua mesada para comprar livros para detentos

“Se essas pessoas começarem a ler, vão ocupar a mente”

Publicado no Razões para Acreditar

Diferente da maioria das crianças de sua idade, que, geralmente, usam sua mesada para comprar doces ou mesmo um brinquedo, o menino Tyler Fugett, do Tennessee, nos Estados Unidos, usa o dinheirinho que ganha dos pais mensalmente para comprar livros e doá-los para a biblioteca de uma prisão.

Assim que ganha sua mesada, Tyler vai a uma das livrarias do Condado de Montgomery, onde mora, e compra os livros que já tem destino certo. Os títulos não são para crianças, mas para os presos que estão cumprindo pena no presídio do Condado.

“Quando estou com maus pensamentos, gosto de ler para espantá-los. Se essas pessoas começarem a ler, vão ocupar a mente e também não terão tempo de pensar em coisas ruins”, disse Tyler em entrevista a ABC News, demonstrando uma maturidade de encher os olhos.

A biblioteca é extremamente importante no processo de reabilitação dos detentos. Lá, os presos aprimoram suas habilidades de leitura e escrita. Diversos estudos já comprovaram que a educação ajuda a reduzir a taxa de retorno às prisões. Ou seja, o gesto de Tyler tem um impacto real na vida dessas pessoas!

Mas, Tyler não pretende parar por aí. Ele planeja doar livros, comprados com o dinheiro da sua mesada, para hospitais, abrigos e centros de acolhimento de veteranos de guerras.

Graças a Tyler, a cadeia do Condado de Montgomery possui cerca de 100 títulos. A mãe acredita que o menino tomou essa iniciativa porque ele tem um parente que já ficou presou por um tempo. Porém, isso é o menos importante: o que importa mesmo é que Tyler está apenas começando…

Fonte: Livros e Pessoas

Exposição “O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato” é atração nas férias em São Paulo

 

Com entrada gratuita, exposição na Biblioteca Monteiro Lobato terá três ambientes repletos de personagens do Sítio do Picapau Amarelo

A Secretaria Municipal de Cultura inaugura em 1º de julho a exposição “O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato”, concebida para homenagear o criador do Sítio do Picapau Amarelo e um dos principais autores da literatura brasileira. Como a data também é o início das férias escolares, esta exposição é uma opção de cultura e lazer para crianças e jovens neste período. A entrada é gratuita.

Criada pelo secretário municipal de Cultura, André Sturm, esta é uma exposição para toda a família. As crianças vão se divertir adentrando este universo colorido e os adultos voltarão a ser crianças.

“Monteiro Lobato introduziu crianças e adultos à leitura e as adaptações da sua obra para a televisão fizeram com que os personagens ficassem ainda mais conhecidos do grande público, de geração a geração. Nossa expectativa é que pessoas de todas as idades possam adentrar nesse universo mágico relembrando este autor que foi tão importante para a Literatura Brasileira”, ressalta Sturm.

O público será recepcionado por um corredor colorido com os tons do arco-íris na entrada da biblioteca, como um portal que dará acesso às duas salas no andar térreo. Neste primeiro ambiente, o público encontrará um livro pop-up em grande escala com personagens do Sítio do Picapau Amarelo como Narizinho, Emília, Pedrinho e Dona Benta, oferecendo uma experiência imersiva.

Confira a divisão dos ambientes

• Túnel do Pirlimpimpim – A marquise que liga a entrada da praça à biblioteca é transformada em um túnel colorido, cujo teto vai diminuindo de altura para dar a sensação de que o público está ficando pequeno, voltando a ser criança.

• Sítio do Picapau Amarelo – Um gigante livro pop-up aberto, no qual o público pode entrar no sítio de Lobato e interagir com seus personagens. Confeccionados em madeira bidimensional, saltando das páginas do livro, personagens como Narizinho, Emília e Pedrinho têm o tamanho de uma pessoa real, assim como o cenário.

• Livros expositivos – No foyer da biblioteca, cinco livros gigantes, abertos na vertical, servem como espaço expositivo sobre a vida e a obra do autor.

No próximo dia 4 de julho, completam 70 anos da morte de Monteiro Lobato e o objetivo da exposição é reviver seus grandes momentos literários por meio de suas obras, expostas em grande formato, além de homenagear seu legado e sua contribuição para a literatura e cultura nacional.

Sobre Monteiro Lobato

Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, Monteiro Lobato é criador de personagens como Narizinho, Pedrinho, a boneca de pano Emília e o sabugo de milho Visconde de Sabugosa, entre outras figuras fascinantes da literatura infantil brasileira. Desde a publicação de seu primeiro livro infantil, A Menina do Narizinho Arrebitado (1920), o escritor se inspirou em histórias folclóricas brasileiras, mitologia grega e contos de fadas, entre outras referências.

Em 1916, começou a carreira como jornalista e, no ano seguinte, publicou seu polêmico artigo “Paranoia ou Mistificação?”, no qual criticava a influência das vanguardas europeias no trabalho da pintora Anita Malfatti, em nome do ideal da construção de uma estética nacional, sem estrangeirismos. Em 1918, fundou a primeira editora brasileira de livros, antes impressos em Portugal. Ao longo de sua carreira, Lobato publicou e traduziu obras clássicas da literatura infantojuvenil mundial, mas foi com o seu trabalho de escritor que ele se destacou, produzindo 26 títulos infantis.

Serviço

Exposição “O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato”.

Biblioteca Monteiro Lobato. Rua General Jardim, 485 – Vila Buarque. Abertura: dia 1º de julho, das 10h às 19h. Visitação: de 2 de julho a 1º de dezembro de 2018, de segunda a sexta, das 8h às 18h. Sábados das 10h às 17h e domingos das 10h às 14h. Entrada Gratuita. Livre.

Como chegar: Estações de metrô mais próximas: República (Linha Vermelha) e Higienópolis-Mackenzie (Linha Amarela).

EXPOSIÇÃO MONTEIRO LOBATO EDUARDO OGATA / SECOM

 

MinC anuncia investimentos literatura e museus

Serão investidos quase R$ 9 milhões em literatura, bibliotecas e museus (Foto: Arquivo Infonet)

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, lançou, nesta terça-feira (3), o Programa Leitura Gera Futuro (#leituragerafuturo), que prevê investimento de R$ 6 milhões em três editais, voltados para a criação de bibliotecas digitais, a realização de feiras literárias e a publicação de livros com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil. No mesmo evento, o ministro e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), Marcelo Araujo, lançaram a 4ª edição do Prêmio de Modernização de Museus, que vai garantir R$ 2,8 milhões em prêmios para iniciativas de modernização e preservação do patrimônio museológico brasileiro.

No total, serão quase R$ 9 milhões investidos em setores até então carentes de recursos. Os editais serão publicados no Diário Oficial da União até sexta-feira (6) e ficarão disponíveis para consulta no portal do Ministério da Cultura (MinC) – www.minc.gov.br. Desde 2015, o Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do MinC não lançava editais.

“Estamos cumprindo um compromisso assumido e retomando uma agenda que é fundamental para a formação de cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade. Um dos diferenciais do programa #leituragerafuturo é que queremos fomentar a criação de  bibliotecas digitais, espaços contemporâneos de estímulo à leitura e acesso a livros por meios digitais”, ressaltou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Ele também destacou a importância do Prêmio de Modernização de Museus. “É uma forma de valorizar iniciativas modelo de preservação de nossos acervos museológicos. Nas edições anteriores, os valores dos prêmios variavam de R$ 10 mil a R$ 50 mil. A 4ª edição passa a oferecer premiação de R$ 100 mil, o que faz desse prêmio um dos maiores da área de museus em todo o território nacional”, afirmou. De acordo com o presidente do Ibram, Marcelo Araujo, o edital “representa a retomada de uma iniciativa importantíssima que responde à Política Nacional de Museus e oferece uma oportunidade de consolidação para as instituições museológicas brasileiras”.

Livro, leitura e bibliotecas

Em sintonia com as novas tecnologias, o edital Bibliotecas Digitais destinará R$ 2 milhões (R$ 100 mil por prêmio) para fomentar a criação do conceito de biblioteca digital em vinte bibliotecas públicas estaduais ou municipais do país. O edital prevê a aquisição de leitores de livros digitais (e-readers) e de licenças e direitos para acesso digital a conteúdos e livros, além de ações de modernização e adequação da estrutura, tornando os espaços mais atrativos. Conforme previsto na modalidade de convênios, a contrapartida de cada biblioteca será de 20%, podendo ser comprovada em bens e serviços adicionados.

Em outra frente, o MinC vai aportar R$ 3 milhões para 17 ações literárias no país, como feiras, jornadas e bienais, entre outros. Três projetos receberão R$ 400 mil cada; quatro, R$ 200 mil cada; e dez, R$ 100 mil cada. Podem concorrer entidades privadas sem fins lucrativos. Um dos pré-requisitos para inscrição do projeto é que o evento já tenha sido realizado pelo menos uma vez. Receberão pontuação extra feiras que sejam acessíveis para pessoas com deficiência e as que promovam intercâmbio literário com outros países
.
Outro edital lançado pelo ministro nesta terça-feira garante R$ 1 milhão em prêmios para obras literárias com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil, comemorados em 2022. Serão premiadas 25 obras no valor de R$ 40 mil cada. Podem concorrer pessoas físicas brasileiras ou naturalizadas, com obras inéditas.

Modernização de museus

O MinC, por meio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), vai distribuir 28 prêmios de R$ 100 mil cada, totalizando R$ 2,8 milhões, para iniciativas bem-sucedidas de modernização e preservação do patrimônio museológico implementadas por instituições museológicas ou por mantenedores de museus, no período de 2015 a 2018.

Os prêmios poderão ser utilizados no desenvolvimento de pelo menos uma das seguintes iniciativas: ações e estudos estratégicos para a modernização de instituição museológica, inclusive gestão e sustentabilidade; manutenção das ações/programações museológicas regulares; setor educativo; exposições; preservação e digitalização de acervos museológicos; atividade editorial e curatorial em instituição museológica; capacitação de funcionários e gestores para atividades específicas no campo museológico; reforma, reaparelhamento e modernização de museus (infraestrutura); adaptação de espaços para acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida e pessoas com deficiência; ações de difusão, divulgação e promoção institucional; e ações para prevenção de riscos ao patrimônio museológico (implementação de plano de gestão de riscos, plano de emergência, plano de segurança para intervenções em bens imóveis).

Fonte: Infonet

Biblioteca Municipal de Itapetininga promove projeto ‘Lê no Ninho’

Evento será realizado neste sábado (7), às 10h. Projeto tem objetivo de estimular a leitura entre crianças de 6 meses a 4 anos.

Projeto 'Lê no ninho' é realizado na Biblioteca Municipal de Itapetininga (Foto: Reprodução/Street View)
Projeto ‘Lê no ninho’ é realizado na Biblioteca Municipal de Itapetininga (Foto: Reprodução/Street View)

A Biblioteca Municipal “Doutor Júlio Prestes de Albuquerque” de Itapetininga (SP) promove neste sábado (7), às 10h, o projeto ‘Lê no Ninho’. A entrada é gratuita.

O projeto tem o objetivo de estimular o gosto pela leitura entre crianças de seis meses a quatro anos. O programa utiliza o universo lúdico e o vínculo afetivo entre as crianças e seus cuidadores para o desenvolvimento de suas atividades.

Cada sessão tem 45 minutos de duração. Nesse período as crianças ouvem histórias, brincam e cantam, tendo seus cuidadores como parceiros, sob orientação da equipe da Biblioteca.

A Biblioteca Municipal “Doutor Júlio Prestes de Albuquerque” está localizada na Rua Campos Salles,175, no Centro.

Fonte: G1 Itapetininga

Conselhos de branding para bibliotecários: dicas para criar a sua marca pessoal

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Que o marketing se aplica a todos os lugares, isto ninguém duvida. Inclusive para nós como bibliotecários, ele pode ser muito útil para nos projetarmos no mercado de trabalho. Pensando nisto, hoje trago algumas ideias sobre uma ação de marketing que pode ser utilizada a nosso favor, o branding: uma ação de marketing. Segundo os profissionais do marketing, o brand/branding seria:

Uma marca ou brand é a percepção dos consumidoressobre um produto, serviço, experiência ou organização.

É possível que já tenhamos nos deparados com algumas das situações a seguir:

  1.  O mercado de trabalho ainda não sabe quem eu sou ou o que eu faço;
  2.  Ingressei no mercado de trabalho, mas ainda não possuo um posicionamento concreto dentro dele e tenho a sensação de estar “perdido” na carreira;
  3. Conheço o meu potencial e habilidades, mas ainda não aprendi a mostrar para o mercado como sou diferente dos demais profissionais na minha área.

“Quem não é visto,não é lembrado” (ditado popular)

Estou certo? Isto tem a ver com branding que é um sistema de comunicação que deixa claro porque a marca (eu) importo e fazer com que um potencial consumidor me perceba enquanto profissional como a única solução para o que ele busca e principalmente atrair esses consumidores para mim. Note: tem a ver com percepção. Lembram daquele ditado “Quem não é visto,não é lembrado”? Faz muito sentido aqui. Pensando nisto, sugiro que mostrem o seu valor como profissional bibliotecário. Mas é preciso que você não se esconda dentro de uma biblioteca ou atrás do balcão de referência. Considere investir tempo (E talvez algum recurso) para criar a sua presença digital, o seu desenvolvimento pessoal e sua rede de relacionamentos.

As três facetas da marca pessoal do bibliotecário são o nível de educação, competências e interesses. O gráfico a seguir ilustra a importância dessas três facetas essenciais na modelagem das características do bibliotecário como uma profissão significativa para os usuários e para a sociedade.

Quadro branding pessoal para bibliotecários

Fonte: Adaptado de BAHARUDDIN; KASSIM (2014)

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O amor é um elemento importante nesta equação de marca pessoal. É sobre estar
amando a si mesmo … amando os outros e amando o que faz. ” (RAMPARSAD, 2008, p.34, tradução nossa)

 

Como criar a sua marca? Que conselho de branding você sugere? 

 

Quem é você?

Primeiro, pense em como você quer ser percebido e onde você quer ir com sua carreira. Eu acredito e o que gosto de vender é: “Eu sou bibliotecário e sou a pessoa que sabe onde está a informação”. Podemos criar um estereótipo positivo, com algumas personalizações. Pense em que você pode ser útil ao outro. Quais são as habilidades que você tem e que pode contribuir para solucionar o problema do próximo.

Tenha boas ideias e atitudes positivas

Faça o que você é bom! Não adianta querer fazer isto ou aquilo pensando apenas na rentabilidade da coisa. Concentre-se em seus talentos e no que você gosta. Só é feliz quem faz o que gosta.  O sucesso de sua marca pessoal expressa seus pontos fortes. Invista em potencializá-lo, estimule criação de novas ideias a partir do pensamento e atitude positiva. Você atrairá muita coisa boa.

Seja foda no que você faz

Normalmente é usada a expressão: “seja bom no que faz” mas não teria a mesma expressividade que quero neste momento. Está intimamente ligado ao tópico anterior. Isto poque se você segue investindo em aperfeiçoamento profissional, com o passar do tempo, à medida que apresenta excelente trabalho,  ganhará uma reputação por fornecer um excelente serviço, a notícia se espalhará e essa boa reputação encorajará outros a buscar por você e a usar os seus serviços.

Conheça o seu público

Você é visto por públicos distintos e que podem ter mensagens diferentes de como você se apresenta. Normalmente minha marca como bibliotecário será reconhecida e usada por estudantes, instrutores, pesquisadores, docentes, colegas, gestores de biblioteca e talvez outras pessoas.  Não seja uma boa ideia mostrar um rosto diferente para cada público, no entanto, considere adequar a mensagem que você deseja enviar a cada grupo e como essas mensagens podem se complementar. 

Cuide da sua apresentação pessoal

O aumento de sua confiança é o que a marca pessoal pode fazer. No trabalho, eles são a marca e sua aparência é o seu logotipo pessoal. Além disso, a marca pessoal pode aumentar a visibilidade do bibliotecário. Para aumentar sua visibilidade, experimente usar algo com cores vivas.

Tenha um Site/Blog/Portfólio

Construa relacionamentos virtuais. Para ser visto e  “recuperável” pelo Google. Possíveis empregadores irão pesquisar lá.  É mais prático buscar na internet referências sobre o que buscamos. Se temos um bom posicionamento online fica fácil despertar interesse para que nos busquem pra  conversar e  encontramos pessoalmente. Considere criar um perfil no Linkedin, um site, blog, instagram profissional e informe o que você pode fazer.

Pesquise por si mesmo no Google com frequência

No modo anônimo (ou como visitante, dependendo do seu navegador) busque pelo seu nome e veja se você aparece e como aparece. Ora, se não aparece nada, pode ser preocupante pois se eu não possuo meu nome no Google, estou perdendo oportunidades. Os dias das primeiras impressões que começam com um aperto de mão acabaram e agora a pesquisa do Google costuma ser o primeiro lugar em que as pessoas procuram informações publicadas sobre você. Leia mais ou busque ajuda profissional para orientá-lo quanto ao Search Engine Optimization (Otimização para mecanismos de busca).

Seja oferecido!

Não menospreze o trabalho voluntário. Nele, embora não seja uma parceria que envolva troca financeira, pode ser uma porta para futuros clientes e ainda para aumentar sua rede de contatos. Se ofereça para fazer palestras, treinamentos, organizar acervos pequenos de igrejas, associações de bairro, etc.

Se você está formado há algum tempo e não consegue se inserir no mercado de trabalho, crie a oportunidade. Seja através de empreendedorismo, ou quem sabe desenvolvendo um trabalho voluntário, ou ganhando um pouco menos, pode ser altamente estratégico –  pense a longo prazo.

Lembre-se duas coisas: 1)As vezes é preciso perder para ganhar. 2) Estabelecer uma reputação consistente não acontece rapidamente. Logo, você precisa estar fazendo suas próprias oportunidades.


gratidão ao universo - bibliotecário - manaus

Quando os bibliotecários não parecem proativos, eles inadvertidamente retratam uma imagem que pode prejudicar sua própria capacidade de relevância. Na pior das hipóteses, um bibliotecário de referência passivo ou conservador pode ser visto como aquele que desempenha pouco mais que os deveres administrativos. Ou ainda uma considerado exigente e ligado a regras. Certamente não é isso que queremos, não é mesmo? Então seguindo o estilo de vida da colega, também bibliotecária Katty Anne Nunes “Thi, fala para o universo que ele te devolve”. Vamos mentalizar o estereótipo com efeito positivo (E que já existe na mente de algumas pessoas):

 Bibliotecários também são prestativos, atenciosos e inteligentes.

 

Espero que as dicas tenham sido válidas a vocês e que possam aplicá-las para a construção da marca pessoal como profissional.  Estejam certos de que esta é uma tentativa  importante de gerenciar ou controlar o que as pessoas pensam de nós bibliotecários e ampliar os traços positivos. Mando boas vibrações a vocês. Se quiserem compartilhar a experiência pessoal de vocês, deixe seu comentário. Ficarei contente em ler e trocar ideias.

 

Referências
RAMPERSAD, Hubert K.. A new blueprint for authentic and successful personal branding. Performance Improvement, Estados Unidos da América, v. 6, n. 47, p.34-37, 11 abr. 2008. Disponível em: <https://doi.org/10.1002/pfi.20007&gt;. Acesso em: 04 abr. 2018.
BAHARUDDIN, Mohammad Fazli; KASSIM, Norliya Ahmad. Conceptualizing Personal Branding for Librarians. In: VISION 2020: SUSTAINABLE GROWTH, ECONOMIC DEVELOPMENT, AND GLOBAL COMPETITIVENESS, 23., 2014, Valencia (Espanha). Conference Paper. Valencia (Espanha): Ibma, 2015. p. 38 – 44. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/281481121&gt;. Acesso em: 04 abr. 2018.

Fonte: THIAGOTECA

Drag queen na biblioteca: seria possível aqui no Brasil?

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Imaginem o seguinte cenário: Uma fila de meninas e meninos, muitos vestidos com trajes de princesa ou fada e espremidos na Galeria de Arte da biblioteca, gritaram de volta em concordância. Do lado de fora da galeria, mais de cem pais e apoiadores que não conseguiam se encaixar no espaço esperavam.

Foi exatamente assim que aconteceu, tudo isto para participarem da Drag Queen Kids Party na Biblioteca Pública de Olean (cidade localizada no Estado americano de Nova Iorque, no Condado de Cattaraugus).

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Flo Leeta (@floleeta) animou parte da festa da biblioteca  por quase duas horas. Ela leu dois livros e dublou  “Let It Go” da Disney “Frozen”, e também “Cover Girl” de RuPaul. Ela então fez uma breve apresentação sobre gênero, durante a qual ela passou por um pouco da história feminina, e moda masculina e tentou explicar conceitos como fluidez de gênero.

“Você sabe como a água se move e não é uma forma? É assim que algumas pessoas são ”, disse ela, diante de uma projeção colorida de“ The Gender Spectrum ”.

O evento foi parte dos esforços da biblioteca para destacar o Pride Month para a comunidade lésbica, gay, bissexual, transexual e gay. Flo Leeta respondeu a perguntas tão simples quanto o tempo que levou para fazer sua maquiagem – duas horas e meia – e tão complexo quanto explicar o que é um bioqueen – uma drag queen que é uma mulher, que é diferente de um homem que retrata uma mulher como uma drag queen tradicional.

“Foi exatamente como em nossos sonhos”

Fala da a diretora da Olean Public Library, Michelle La Voie se referindo ao apoio da comunidade.

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Planejamento e gerenciamento de crise

Durante duas semanas antes do evento, a equipe da biblioteca recebeu muitos comentários negativos on-line, pelo telefone e pessoalmente. Eles também foram informados de que haveria um protesto no evento, que deveria incluir neonazistas – embora nenhum tenha aparecido na quarta-feira.

La Voie disse que ela e outros funcionários da biblioteca ficaram inicialmente muito desapontados com a negatividade em torno de sua decisão de sediar um evento de drag queen direcionado a crianças, e ela estava nervosa com o fato de as coisas ficarem fora de controle.

Mas sua atitude foi revirada pelas dezenas e dezenas de apoiadores que apareceram e pelos aplausos das crianças quando Flo Leeta perguntou se queriam que ela voltasse. “Não é como se minha fé fosse restaurada – é como se eu tivesse uma visão totalmente diferente dessa comunidade”, disse ela.

Aqueles que vinham como apoiadores – que ficavam em frente ao prédio três horas antes do evento – conversavam entre si enquanto usavam coisas como pinturas de arco-íris no rosto e alfinetes e camisetas pró-LGBTQ.

“Eu tenho duas mães e arrasto, e para mim é uma coisa enorme para alguém entrar na minha vida e dizer que está errado. Porque não é – é assim que vivemos nossas vidas ”.

SaJean Webb, 17 anos, saiu com sua família de Wellsville para apoiar a biblioteca depois de saber que haveria protestos. Informou ainda que estava feliz em ver a biblioteca realizar um evento especificamente para crianças com informações positivas sobre a comunidade LGBTQ.

Segurança

Embora um líder da Pensilvânia do National Socialist Movement tenha declarado publicamente que a organização estaria no evento, eles não compareceram. Autoridades policiais e de bibliotecas também disseram que não viram manifestantes do grupo neonazista na biblioteca na quarta-feira.

Os protestos permaneceram pacíficos, o que La Voie atribuiu à forte presença de policiais e simpatizantes. Cerca de oito policiais oleanos estavam presentes, incluindo o chefe de polícia Olean, Jeff Rowley, e um oficial da Polícia do Estado de Nova York.

No canto noroeste da biblioteca, do outro lado do estacionamento, de partidários, um grupo de menos de 10 manifestantes se reuniu com cartazes que incluíam declarações como:

“Deixe nossas crianças em paz!” E “Mantenha as crianças inocentes”. –

O manifestante Jonathan Smith, de Olean, questionou por que Flo Leeta estava aparecendo em seu traje de performance e não como um artista masculino Benjamin Berry, que traz o personagem à vida . Smith escreveu uma carta ao editor do Olean Times Herald contra o evento de leitura da drag queen na biblioteca, e disse que ele era especificamente contra uma organização financiada por fundos públicos que a hospedava.

“Se você quiser ler um livro de histórias para crianças, venha e faça”, disse ele no protesto. “Mas ele está sendo político como uma drag queen e isso já é uma coisa sexual, então isso adiciona um sabor sexual ao conceito de leitura de livros de histórias.”


Algumas considerações

Penso que a ideia é positiva no ponto de vista de trabalhar questões da bibliodiversidade, diversidade cultural e questões de gênero bem como o respeito ao próximo. Somado a isto, é super válido porque permite explorar o potencial artístico das dragqueens. Eu não consigo concordar com os posicionamentos que pude ler em algumas matérias que explicitavam que este tipo de atividade possui a  intenção de sexualizar e principalmente homossexualizar a sociedade.

Diante desta matéria gostaria de saber de vocês como leitor, como usuário de bibliotecas, como bibliotecários ou gestores de salas de leituras, projetos de promoção da leitura ou similares, o que pensam a respeito? Já li sobre casos do tipo nos Estados Unidos e na Suécia, mas nenhum caso brasileiro ou na região da América Latina e Caribe. Caso conheçam, por favor, compartilhem. 

Acreditam que esta prática poderia ser viabilizada? Gostaria muito de saber a opinião de vocês. 

Fonte inspiradora deste post: 

Fonte: THIAGOTECA

10 bibliotecas de São Paulo para conhecer nas férias

Bibliotecas de São Paulo

Leitor na biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros Por: Avener Prado/Folhapress 2018-06-29 16:29:50
Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros Por: Avener Prado/Folhapress 2018-06-29 16:29:50
Sala de leitura da biblioteca Monteiro Lobato, especializada no público infantil Por: Rubens Cavallari/Folhapress 2018-06-29 16:29:50
Biblioteca São Paulo, no Parque da Juventude, zona norte da cidade Por: Ines Bonduki/Folhapress 2018-06-29 16:38:15
Livros na biblioteca São Paulo Por: Inês Bonduki/Folhapress 2018-06-29 16:38:15
Exterior da Biblioteca Mario de Andrade, uma das mais tradicionais da cidade Por: Inês Bonduki/Folhapress 2016-02-19 19:18:29
Sala da Biblioteca Mario de Andrade Por: Inês Bonduki/Folhapress 2016-02-19 19:18:29
Biblioteca Mario de Andrade Por: Inês Bonduki/Folhapress 2016-02-19 19:18:29
Interior da biblioteca Villa-Lobos, no parque homônimo Por: Diogo Moreira/Folhapress 2016-02-19 19:18:29
Mirela Ramacciotti, na biblioteca Álvaro Guerra, em Pinheiros, zona oeste de São PauloPor: Gabo Morales/Folhapress 2016-02-19 19:18:29
Mirela Ramacciotti, na biblioteca Álvaro Guerra, em Pinheiros, zona oeste de São PauloPor: Gabo Morales/Folhapress 2016-02-19 19:18:29

Biblioteca São Paulo

Inaugurada em 2010, fica em uma área de mais de 4.000 m² e concorreu neste ano a um prêmio da Feira do Livro de Londres. Neste mês, organizará sarau, luau e oficinas de pintura e xadrez. Em parceria com o MIS (Museu da Imagem e do Som), também vai exibir os filmes “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Mulyaert (quartas, às 10h), e “A Cidade das Crianças”, de Nicolas Bary (sextas, às 15h30).

Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana, tel. 2089-0800. De ter. a dom. e feriados, das 9h30 às 18h30.

Roberto Santos

O cinema é o forte deste espaço, que homenageia o diretor paulistano Roberto Santos. A unidade integra o Circuito SP Cine e oferece programação gratuita ou com ingressos a, no máximo, R$ 4. No dia 21 (sábado), terá projeção do Projeto Galileu, planetário móvel que apresentará ao público o Sistema Solar.

R. Cisplatina, 505, Ipiranga, tel. 2273-2390. De seg. a sex., das 10h às 19h. Sáb., das 9h às 16h. Dom., das 9h às 13h.

Monteiro Lobato

A mais antiga biblioteca infantil em funcionamento no Brasil tem sala de artes, discoteca, teatro, sala de vídeos e gibiteca. Espetáculos de circo acontecerão este mês; neste domingo (1º), será aberta a exposição “O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato”, com personagens do “Sítio do Picapau Amarelo”.

R. General Jardim, 485, Vila Buarque, tel. 3256-4438. De seg. a sex., das 8h às 18h. Sáb., das 10h às 17h. Dom., das 10h às 14h.

Alceu Amoroso Lima

Reduto da poesia na zona oeste, oferece cursos de idiomas como árabe, norueguês, hebraico, chinês e alemão. No próximo sábado (7), às 15h, recebe a banda Santa Jam Vó Alberta, que funde jazz, folk, baião, blues e country. No dia 18 (quarta), às 10h, o poeta Hugo Paz faz show.

R. Henrique Schaumann, 777, Pinheiros, tel. 3082-5023. De seg. a sex., das 10h às 19h. Sáb., das 9h às 16h. Dom., das 10h às 14h.

Hans Christian Andersen

Especializada na literatura dos contos de fadas, encanta pela diversidade de obras fantásticas. A peça teatral “Músicas de Oz” é atração no próximo domingo (8), às 11h. No dia 13 (sexta), também às 11h, o circo ganha espaço com o espetáculo sobre piratas “Navegantes”.

Av. Celso Garcia, 4.142, Tatuapé, tel. 2295-3447. De seg. a sex., das 10h às 19h. Sáb., das 9h às 16h. Dom., das 9h às 13h.

Álvaro Guerra

“Biblioteca Viva” pioneira na cidade, inspirou o programa da prefeitura que traz mudanças como a inclusão de categorias atraentes ao público jovem nas instituições públicas, casos da literatura policial e do mangá. Nesta quinta (5), às 16h, o músico Dinho Nunes fará show com sambas da Bahia.

Av. Pedroso de Moraes, 1.919, Pinheiros, tel. 3031-7784. De seg. a sex., das 9h às 18h. Sáb., das 9h às 16h. Dom., das 11h às 15h.

Padre José de Anchieta

Inaugurada há 50 anos, foi a quarta biblioteca municipal mais movimentada em 2017. Neste mês, terá programação voltada ao teatro, ao circo e à contação de histórias literárias. O clássico “Moby Dick” é recriado na peça “Recontando uma Aventura”, que será apresentada no dia 9 (segunda), às 10h.

R. Antônio Maia, 651, Perus, tel. 3917-0751. De seg. a sex., das 9h às 18h. Sáb., das 9h às 16h. Dom., das 10h às 14h.

Menotti del Picchia

Conhecido por seus concursos nacionais de poesia, que levam o nome do escritor paulistano Menotti del Picchia, o local é uma referência em leitura na zona norte. Na programação, destaque para o programa de ginástica Cuidando do Corpo (quartas, às 8h30) e a oficina de capoeira (quintas, às 15h).

R. São Romualdo, 382, Limão, tel. 3966-4814. De seg. a qui., das 8h às 17h. Sáb., das 9h às 16h. Dom., das 9h às 13h.

Mario de Andrade

É a maior biblioteca pública de São Paulo e a segunda maior do país, atrás apenas da Biblioteca Nacional, no Rio. Reúne cerca de 540 mil títulos em livros, mapas, periódicos e multimeios. Durante as férias, vai oferecer oficina de poesia para crianças, cursos de fotografia e de literatura na metrópole e feira de troca de livros.

R. da Consolação, 94, Consolação, tel. 3775-0002. De seg. a sex., das 8h às 22h. Sáb. e dom., das 8h às 20h.

Biblioteca Parque Villa-Lobos

No ano passado, cerca de 280 mil pessoas visitaram a biblioteca, que possui sala de games, ludoteca e deck voltado ao parque. Nas férias, terá contação de histórias da literatura infanto-juvenil às sextas e aos domingos; às quartas, as atividades serão ligadas ao Dia do Rock.

Av. Queiroz Filho, 1.205, Alto de Pinheiros, tel. 3024-2500. De ter. a dom. e feriados, das 9h30 às 18h30.

Você trabalha em biblioteca escolar? Conheça o “Leitômetro”, uma proposta para estimular a leitura dos usuários de forma divertida.

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Certamente a biblioteca escolar pode expandir sua atuação e ir para as sala de aula, transformando o espaço de ensino e aprendizagem ainda mais alegre e motivador. Esta ação favorece a aproximação dos alunos leitores (e dos não leitores também). Você, colega bibliotecário, poderá promover esta ação no próprio espaço da biblioteca ou em parceria com os professores.

Esta atividade pode ser recomendada para as séries iniciais, especialmente escolas com séries iniciais.

Como realizar a atividade

  1. Primeiramente, certifique-se de selecionar livros que sejam suficientemente atrativos e simples para estimular que sigam lendo: histórias, livros de enigmas e poesia, quadrinhos, enciclopédias para crianças, etc.
  2. Peça ao professor que identifique um canto na sala e que esteja arcado com cartaz alusivo ao leitômetro.
  3. Um dia por semana será estabelecido para a mudança de livro com cartaz informativo e visível colocado nesse espaço.
  4. Os empréstimos de livros semanais serão feitos para os alunos lerem em casa. Mas ainda pode ser solicitado ao professor que permita aos alunos realizarem a leitura em seu tempo livre na sala de aula, uma vez que tenham terminado o dever de casa.
  5. Cada aluno manterá um registro dos livros lidos em seu cadastro individual de usuário da biblioteca além do registro no leitômetro ou  para gamificar mais ainda, pode ser feito o passaporte da leitura.
  6. Cada aluno recebeu o seu Passaporte da Leitura, coloca a sua foto e seus dados pessoais na folha de identificação e recebem seus vistos de viagens pelo mundo da leitura e imaginação sempre que finalizar uma leitura.
  7. Pode ser coordenado com o professor o pedido aos alunos, que em algum dia da semana possam contar oralmente o conteúdo e/ou expressar sua opinião obre o livro, usando algum tipo de código (exemplo: estrelinhas).
  8. Como incentivo, a biblioteca poderá emitir ” diplomas para os melhores leitores” por bimestre, semestre ou conforme o projeto pedagógico.

fileClique aqui para baixar e imprimir os materiais de apoio da atividade proposta

fileAqui tem os cartazes com as normas do leitômetro

Lembrando que aqui são sugestões, vocês podem e devem adaptar à realidade na qual atuam. Espero que possam por em prática. Eu ficaria muito contente em saber se puderam executar ou se já executam. Comentem e podem enviar fotos para o meu e-mail também.

Fonte: THIAGOTECA

Projeto GELADEIROTECA proporciona acesso à leitura no município de Avaré

Texto por Suzely Daineze

O Ambulatório da Santa Casa de Misericórdia passou a contar com uma Geladeiroteca, a terceira disponibilizada pelo projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal da Cultura, do município de Avaré, através da equipe da Biblioteca Professor Francisco Rodrigues dos Santos.

Trata-se de uma geladeira usada e readaptada para receber, em seu interior, diversos livros, revistas, gibis oferecidos ao público. Outras duas já atendem com êxito usuários do Postão da Rua Acre e do Poupatempo.

Desta vez o desativado eletrodoméstico teve o seu exterior ornamentado voluntariamente pelo artista plástico Waldir Bronson. “A meta é facilitar e influenciar o acesso à leitura, tanto para o público jovem, quanto ao adulto”, explica a bibliotecária Suzely Dainezi (CRB8/3391). O conteúdo é formado por obras doadas à Biblioteca Municipal, cujos títulos já constam do seu acervo.

O projeto tem apoio do Secretário Municipal da Cultura, Diego Beraldo. De acordo com a Secretaria, o programa não onera os cofres públicos, já que as carcaças da geladeira, tintas e customização são arrecadadas por meio de parcerias.

Repositório Nacional de Objetos em Formatos Alternativos

Reduzir as barreiras de acesso à leitura por pessoas com deficiência, designadamente visual, é um objetivo importante na missão da Biblioteca Nacional de Portugal, que há muitos anos tem vindo a prestar serviços nesse âmbito através da Área de Leitura para Deficientes Visuais (ALDV), que completará 50 anos em 2019.

No sentido de modernizar, simplificar e racionalizar esses serviços através dum sistema online partilhado, a BNP desenvolveu uma nova plataforma, o Repositório Nacional de Objetos em Formatos Alternativos (RNOFA) que visa facilitar o acesso a recursos em formatos como o braille impresso e digital, áudio e textos digitais, disponibilizados não só pela BNP-ALDV mas também por outras entidades portuguesas.

Aberto à participação de outras entidades, o RNOFA assume uma dupla função: a de Catálogo Coletivo, que identifica todos os recursos colocados à disposição da comunidade; e a de Repositório para as entidades que não disponham de infraestrutura para colocar em rede os seus próprios recursos digitais.

Podem ser parceiras do RNOFA quaisquer entidades portuguesas, públicas ou privadas, que sejam produtoras ou detentoras de conteúdos em formatos alternativos. As Entidades Parceiras terão acesso autenticado ao back-office do sistema para poderem carregar as suas descrições bibliográficas e armazenar os seus objetos digitais sem qualquer custo, de forma autónoma e em ambiente Web.

A nível de cooperação internacional, os dados dos recursos disponibilizados no RNOFA serão, por sua vez, canalizados para o portal ABC – Accessible Books Consortium, lançado em junho de 2014, na sequência da aprovação do Tratado de Marraquexe, e liderado pela World Intellectual Property Organization (WIPO), com objetivos em tudo idênticos ao RNOFA mas à escala mundial.

A pesquisa no RNOFA encontra-se aberta a qualquer pessoa. Já o acesso, para requisição ou download de recursos referenciados no RNOFA é restrito a a pessoas com deficiência visual, mediante inscrição e autenticação, de modo a respeitar a legalidade da reprodução disponibilizada em formato alternativo de obras protegidas por direito de autor, de acordo com a alínea i) do art.º 75.º e o artigo 80.º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos.

Mediante autenticação, os utilizadores inscritos no RNOFA, ou as bibliotecas que os representam, terão acesso imediato aos recursos em formatos digitais e também a possibilidade de requisitar e receber, por correio, obras impressas em braille.

No momento do seu lançamento, o RNOFA já disponibiliza, produzidos pela BNP-ALDV, 3.724 livros em braille impresso, 307 livros em braille digital, 2.198 audiolivros e 1.098 livros em texto digital.

Repositório Nacional de Objetos em Formatos Alternativos (RNOFA)  foi desenvolvido e é mantido pela Biblioteca Nacional de Portugal, com o apoio da Unidade ACESSO da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Fonte: Biblioteca Nacional de Portugal

Exposição “O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato” é atração nas férias em São Paulo

Com entrada gratuita, exposição na Biblioteca Monteiro Lobato terá três ambientes repletos de personagens do Sítio do Picapau Amarelo

A Secretaria Municipal de Cultura inaugura em 1º de julho a exposição “O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato”, concebida para homenagear o criador do Sítio do Picapau Amarelo e um dos principais autores da literatura brasileira. Como a data também é o início das férias escolares, esta exposição é uma opção de cultura e lazer para crianças e jovens neste período. A entrada é gratuita.

Criada pelo secretário municipal de Cultura, André Sturm, esta é uma exposição para toda a família. As crianças vão se divertir adentrando este universo colorido e os adultos voltarão a ser crianças.

Monteiro Lobato introduziu crianças e adultos à leitura e as adaptações da sua obra para a televisão fizeram com que os personagens ficassem ainda mais conhecidos do grande público, de geração a geração. Nossa expectativa é que pessoas de todas as idades possam adentrar nesse universo mágico relembrando este autor que foi tão importante para a Literatura Brasileira”, ressalta Sturm.

O público será recepcionado por um corredor colorido com os tons do arco-íris na entrada da biblioteca, como um portal que dará acesso às duas salas no andar térreo. Neste primeiro ambiente, o público encontrará um livro pop-up em grande escala com personagens do Sítio do Picapau Amarelo como Narizinho, Emília, Pedrinho e Dona Benta, oferecendo uma experiência imersiva.

Confira a divisão dos ambientes

  • Túnel do Pirlimpimpim – A marquise que liga a entrada da praça à biblioteca é transformada em um túnel colorido, cujo teto vai diminuindo de altura para dar a sensação de que o público está ficando pequeno, voltando a ser criança.

  • Sítio do Picapau Amarelo – Um gigante livro pop-up aberto, no qual o público pode entrar no sítio de Lobato e interagir com seus personagens. Confeccionados em madeira bidimensional, saltando das páginas do livro, personagens como Narizinho, Emília e Pedrinho têm o tamanho de uma pessoa real, assim como o cenário.

  • Livros expositivos – No foyer da biblioteca, cinco livros gigantes, abertos na vertical, servem como espaço expositivo sobre a vida e a obra do autor.

No próximo dia 4 de julho, completam 70 anos da morte de Monteiro Lobato e o objetivo da exposição é reviver seus grandes momentos literários por meio de suas obras, expostas em grande formato, além de homenagear seu legado e sua contribuição para a literatura e cultura nacional.

Sobre Monteiro Lobato

Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, Monteiro Lobato é criador de personagens como Narizinho, Pedrinho, a boneca de pano Emília e o sabugo de milho Visconde de Sabugosa, entre outras figuras fascinantes da literatura infantil brasileira. Desde a publicação de seu primeiro livro infantil, A Menina do Narizinho Arrebitado (1920), o escritor se inspirou em histórias folclóricas brasileiras, mitologia grega e contos de fadas, entre outras referências.

Em 1916, começou a carreira como jornalista e, no ano seguinte, publicou seu polêmico artigo “Paranoia ou Mistificação?”, no qual criticava a influência das vanguardas europeias no trabalho da pintora Anita Malfatti, em nome do ideal da construção de uma estética nacional, sem estrangeirismos. Em 1918, fundou a primeira editora brasileira de livros, antes impressos em Portugal. Ao longo de sua carreira, Lobato publicou e traduziu obras clássicas da literatura infantojuvenil mundial, mas foi com o seu trabalho de escritor que ele se destacou, produzindo 26 títulos infantis.

Serviço

Exposição “O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato”.
Biblioteca Monteiro Lobato. Rua General Jardim, 485 – Vila Buarque. Abertura: dia 1º de julho, das 10h às 19h. Visitação: de 2 de julho a 1º de dezembro de 2018, de segunda a sexta, das 8h às 18h. Sábados das 10h às 17h e domingos das 10h às 14h. Entrada Gratuita. Livre.
Como chegar: Estações de metrô mais próximas: República (Linha Vermelha) e Higienópolis-Mackenzie (Linha Amarela).

Fonte: Prefeitura de São Paulo

[DESCOMPLICANDO A BIBLIOTECONOMIA] Desvendando a etiqueta dos livros da biblioteca

Olá pessoal !

O tema do Descomplicando a Biblioteconomia de hoje é sobre algo que apesar de parecer bem simples acaba gerando muitas dúvidas: as etiquetas dos livros da biblioteca.

Quem trabalha em biblioteca já deve ter ouvido muitos usuários dizendo que não entendem os códigos da etiqueta, perguntando para que servem e até se queixando de não entender a lógica utilizada para ordenar os livros nas estantes. Muitos estudantes de biblioteconomia em início de curso e que ainda não tiveram um contato mais intenso com a rotina de trabalho de uma biblioteca podem ter dúvidas também. Pois então que tal acabar de uma vez por todas com esse mistério e ter uma resposta rápida, fácil e na ponta da língua?

A primeira coisa a fazer é entender quem é quem na etiqueta, já que cada fileira de códigos representa uma coisa diferente. Em uma etiqueta de biblioteca encontramos basicamente as seguintes informações:

♦ Código de classificação: é o código alfanumérico que representa o assunto do livro. Na maioria das bibliotecas é utilizada a Classificação Decimal de Dewey (CDD), que divide o conhecimento humano em dez classes principais e suas subdivisões. A função desse código é agrupar todos os livros de um mesmo assunto e deixá-los fisicamente perto uns dos outros. Por exemplo: todos os livros sobre História do Brasil ficarão em estantes próximas umas das outras e não espalhados pela biblioteca inteira (o que seria o caos !).

♦ Número do autor: o segundo código representa o autor da obra. É também um código alfanumérico que representa o sobrenome do autor do livro. As bibliotecas podem utilizar a Tabela de Cutter ou a Tabela PHA para atribuir o número do autor. É composto pela primeira letra do último sobrenome + o número que representa o sobrenome + a primeira letra do título da obra. Esse código serve para diferenciar livros com o mesmo assunto, além de ordená-los dentro de uma classe de assunto nas estantes.

Número de tombo: é o número sequencial atribuído a obra quando ele é cadastrado no sistema da biblioteca. Sua função é tornar o exemplar único, diferenciando-o de outros exemplares idênticos, além de contribuir para o controle de itens do acervo.

♦ Código da biblioteca: é o código utilizado pela instituição para indicar o acervo de qual biblioteca pertence o livro. É muito utilizado por universidades, escolas e outros órgãos que possuem mais de uma biblioteca vinculada a uma mesma instituição. Normalmente é composto por um código alfabético que representa a biblioteca.

Vamos tomar como exemplo o seguinte livro:

Título: Harry Potter e as relíquias da morte |autora:  J. K. Rowling | tombo: 1010897837| Biblioteca: BCCL. Teremos então uma etiqueta assim:

Exemplo de etiqueta de biblioteca. Créditos da imagem: Leia com a gente

Algumas informações extras podem aparecer na etiqueta de acordo com a necessidade, são elas:

Edição: esse código indica a edição da publicação, e só vai aparecer na etiqueta se o livro não estiver em sua primeira edição. É utilizada para diferenciar livros com o mesmo título e autor, mas que não são exemplares idênticos por conta de alguma alteração no texto de edições mais recentes. É representado pelo número da edição seguido da abreviação Ed.

Volume: usado para indicar que a obra é volumada e qual é o volume do livro em questão. É representado pela letra V. seguida do número sequencial de volume.

Para ilustrar melhor fizemos o infográfico abaixo:

Créditos da imagem: Leia com a gente

Esperamos que esse post tenha ajudado a esclarecer um pouco o mistério da etiqueta da biblioteca! Fiquem à vontade para disseminar a informação por aí, mas como bom bibliotecário(a): cite a fonte!

Convidamos todos a acompanhar a coluna Descomplicando a Biblioteconomia e nos ajudar a divulgar a Biblioteconomia!

Até a próxima!

Texto por Michele Lebre

Fonte: Leia com a Gente

Biblioteca Parque Villa-Lobos entre as melhores bibliotecas públicas do mundo

Biblioteca brasileira concorre ao prêmio de melhor biblioteca pública do mundo com outras quatro instituições dos EUA, Holanda, Cingapura e Noruega. Vencedora será conhecida em agosto.

Biblioteca Parque Villa-Lobos | © Equipe SP Leituras

Foram anunciadas ontem (28) as cinco finalistas do Prêmio Internacional de Biblioteca Pública do Ano de 2018 e a Biblioteca Parque Villa-Lobos, de São Paulo, integra essa lista. Ao todo, o concurso recebeu 35 inscrições de 19 países. As finalistas foram selecionadas por um júri composto por membros da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (IFLA), que realiza o prêmio junto com a Systematic. Para chegar às finais do prêmio, as cinco bibliotecas foram avaliadas em seis critérios que incluem a cultura local, a sustentabilidade, até que ponto a biblioteca leva em conta o desenvolvimento digital e os desejos e necessidades dos usuários. Para a escolha da Biblioteca Parque Villa-Lobos, o júri levou em conta o ambiente claro e aberto do espaço e destacou que ela é uma biblioteca ativa, cujo design de interiores e arquitetura possibilitam a realização de atividades de muitos tipos diferentes. Também concorrem a Austin Central Library nos EUA, por seu foco na sustentabilidade; o KopGroep Bibliotheken, na Holanda, por cooperar com o teatro local e pela interação entre a arquitetura nova e antiga; a norueguesa Deichman Biblo Toyen, por seu amplo envolvimento de usuários; e a Biblioteca Regional de Tampines, em Cingapura, por facilitar os interesses de esportes, lazer e serviços para os cidadãos. A vencedora ganhará um prêmio no valor de US$ 5 mil e será anunciada no dia 28 de agosto, em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a Reunião Anual da IFLA. Lembrando que a Biblioteca de São Paulo, irmã da Villa-Lobos, nesse ano também ficou entre as finalistas de outro prêmio internacional, o da Feira do Livro de Londres.

Fonte: PUBLISHNEWS

Qual a situação das bibliotecas escolares no Brasil

Texto por Lilian Viana

Esta pesquisa, realizada na Universidade de São Paulo, analisa a situação das bibliotecas escolares no Brasil e as políticas públicas dedicadas a elas, principalmente a partir da Lei 12.244 de 2010, que determina a obrigatoriedade da criação de bibliotecas nas instituições de ensino nacionais.

Entre as conclusões, a pesquisadora destaca a necessidade de que  bibliotecas escolares extrapolem a noção de acervo e representem organismos voltados ao diálogo e à construção do conhecimento adequados ao cenário informacional contemporâneo.

1. A que pergunta a pesquisa responde?

A pesquisa parte da situação da biblioteca escolar brasileira, instituição que, quando existente, é marcada, sobretudo, por concepções centradas em apenas uma de suas características: uma coleção organizada de livros. Diante desse cenário e com a emergência da Lei Federal nº 12.244/10, que determina a obrigatoriedade da criação de bibliotecas nas instituições de ensino nacionais e as define exclusivamente como um acervo, o estudo indica a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas ocupadas não somente com a criação de bibliotecas escolares, mas principalmente com sua ressignificação na educação. É necessário garantir que as políticas se ocupem do direito que crianças e jovens têm de se informar, apropriando-se de cultura.

2. Por que isso é relevante?

A Lei Federal nº 12.244, promulgada em 2010, dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino, estabelecendo o prazo máximo de dez anos para que todas as escolas tenham bibliotecas. Portanto, 2020 é a data limite para que estejam de acordo com a disposição legal, que define biblioteca escolar como “a coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados à consulta, pesquisa, estudo ou leitura” . A definição dá margem a questionar em que medida a multiplicação de bibliotecas escolares, entendidas como acervo, contribuirá para a formação de crianças e jovens, face ao cenário informacional contemporâneo. Serão organismos voltados ao diálogo e à construção do conhecimento ou estarão circunscritas a concepções de transmissão e recepção? Por sua vez, a carência de ações efetivas, empreendidas pelo poder público em torno da biblioteca escolar – transcorridos mais de oito anos da sanção da lei –, sinaliza para a redução de sua complexidade, na medida em que apenas criar espaços com livros, supervisionados por um profissional, é suficiente para atender os preceitos legais.

3. Resumo da pesquisa

A pesquisa de mestrado foi elaborada a partir de aspectos que envolvem a problemática da atual situação da biblioteca escolar brasileira e as implicações para o estabelecimento de políticas públicas que alterem de modo significativo o papel dessa instituição no quadro nacional, com a emergência da Lei Federal no 12.244/10. Considerado o quadro histórico problemático envolvendo a biblioteca na escola, o estudo mostrou não apenas a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas ocupadas com a criação de bibliotecas escolares, mas principalmente com sua ressignificação, tendo em vista seu papel na educação, em especial o direito de informar-se e as aprendizagens que envolvem os processos de apropriação de informação e cultura. A pesquisa de natureza qualitativa contemplou uma abordagem de referencial teórico e de estudo exploratório. Como resultado, foram sistematizadas categorias a serem consideradas numa política pública voltada à criação e redefinição da biblioteca escolar em nosso país, sob o paradigma da apropriação cultural.

4. Quais foram as conclusões?

A garantia do direito de saber informar-se é essencial à democracia, na medida em que cria possibilidades para que os sujeitos atuem como produtores do saber e não somente como consumidores passivos de informação. Assim, destacamos a importância do desenvolvimento de bibliotecas escolares que extrapolem a noção exclusiva de coleção organizada de recursos informacionais. A tarefa é complexa já que compreende o desenvolvimento de uma instituição ainda desconhecida pela sociedade em geral, por gestores políticos e pelos próprios profissionais da educação e da informação. Face aos desafios da implantação do “novo” e considerando o tão diverso cenário brasileiro, elencamos as seguintes categorias a serem consideradas por uma política pública que se proponha a assumir esta importante tarefa: vontade política; protagonismo profissional; tempo político; diálogo política e conhecimento; protocolos implícitos e explícitos; visibilidade da ação; comunicação de novas representações; qualificação e formação dos quadros profissionais; instâncias de negociação; renovação da política e participação comunitária.

5. Quem deveria conhecer seus resultados?

Profissionais da educação e da informação, gestores políticos e sociedade em geral, pois o que está em causa não é apenas a criação de bibliotecas escolares que atendam à disposição legal. Diante dos desafios do desenvolvimento e implantação de algo ainda desconhecido, esta pesquisa descortina um cenário complexo e aponta caminhos para o desenvolvimento de políticas públicas democráticas que confiram novo significado à biblioteca escolar em nosso país.

Lilian Viana é doutoranda em ciência da informação  pela USP (Universidade de São Paulo). Possui graduação em biblioteconomia e mestrado em ciência da Informação, ambos pela Escola de Comunicações e Artes da USP.  É pesquisadora do Colaboratório de Infoeducação e bibliotecária do Serviço de Referência na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

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Referências:

BRASIL. Lei nº 12.244, de 24 de maio de 2010. Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País. Câmara dos Deputados. Disponível em: . Acesso em: 27 fev. 2018.

DE CERTEAU, Michel. A cultura no plural. Campinas: Papirus, 1995.

Fonte: Nexo

Bibliotecário e escritor do Instituto Federal torna-se correspondente de academias literárias de Lisboa e Buenos Aires

Divulgação

Héber Bensi, bibliotecário do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, Campus São Roque (IFSP/SRQ), também escritor e poeta, foi convidado a tornar-se membro correspondente de duas Academias Literárias Internacionais, o “Núcleo de Artes e Letras de Buenos Aires/Argentina” e o “Núcleo de Artes e Letras de Lisboa/Portugal”.

A cerimônia para a posse do bibliotecário no Núcleo Acadêmico de Lisboa ocorreu em Maio de 2018 na cidade de Viana do Castelo, em Portugal. Esse núcleo tem por objetivo reunir artistas e autoridades que de alguma forma contribuíram em carácter socioeducativo em prol do desenvolvimento cultural e propagação da Língua Portuguesa. Uma das personalidades presentes na Academia de Artes e Letras de Lisboa é o ator Ricardo Pereira, que já participou de diversas novelas da Rede Globo.

Bensi está lançando o seu novo livro de poemas, chamado “Whatisthe future for us?”, escrito em língua inglesa e que critica as guerras, a violência e o racismo, ignorâncias que o autor ataca com todas as forças sem perder o brilho e a delicadeza da poesia.

Fonte: JE Online

Bibliotecas Municipais recebem óculos que transformam textos em áudio

Doze bibliotecas receberão 15 aparelhos, capazes de escanear e transformar instantaneamente textos em áudio para pessoas com deficiência visual, com déficit de atenção e dislexia

A Prefeitura de São Paulo adquiriu 15 unidades do aparelho OrCam MyEye, uma espécie de óculos que escaneia e transforma instantaneamente textos em áudio. O prefeito Bruno Covas participou nesta terça-feira (26) da entrega da primeira unidade na Biblioteca Paulo Sérgio Duarte Milliet, no bairro da Água Rasa, na Zona Leste da cidade.

A estimativa é que tenha na cidade de São Paulo até 1 milhão de pessoas com algum tipo de deficiência visual. Todas elas poderão ser beneficiadas por esse programa. Com esses óculos, elas poderão pegar qualquer livro da estante e ter acesso a esta obra, sem depender de livros traduzidos em braile ou áudiolivros. A gente espera com esta iniciativa democratizar o acesso às bibliotecas municipais na cidade de São Paulo”, afirmou o prefeito.

Inicialmente, 12 bibliotecas receberão o equipamento, permitindo que usuários com algum tipo de deficiência visual, com déficit de atenção e dislexia tenham acesso a todos os livros do acervo das unidades. “Esta é uma iniciativa muito importante para propiciar o acesso à leitura às pessoas com deficiência visual. Foi uma experiência muito boa, é um aparelho bacana mesmo, que me dá autonomia para poder ler os livros em tinta, que a gente não conseguia ter esse acesso”, disse o jornalista Gustavo Torniero, deficiente visual.

Nesta fase de teste, os óculos serão distribuídos nas bibliotecas Mário de Andrade (Centro), Centro Cultural São Paulo (Zona Sul), Affonso Taunay (Zona Leste), Alceu A. Lima (Zona Oeste), Álvares de Azevedo (Zona Norte), Brito Broca (Zona Norte), Hans Christian Andersen (Zona Leste), Monteiro Lobato (Centro), Mário Schenberg (Zona Oeste), Paulo Duarte (Zona Sul), Paulo Sérgio Millet (Zona Leste) e Viriato Corrêa (Zona Sul).

A expectativa é que até o final de 2020, todas as 54 bibliotecas municipais tenham, pelo menos, um par de óculos, fazendo com que todos os livros do acervo municipal fiquem à disposição do leitor com deficiência visual, e não somente o acervo em Braille e áudiolivros. “A cidade de São Paulo precisa ser para todos, não dá para ter uma biblioteca que só uma parte da população possa usar”, disse Covas.

Nós temos mais de 5 milhões de exemplares nas nossas bibliotecas. Com esse aparelho, todos passarão a ser acessíveis à população com deficiência visual e às pessoas que não conseguem ler livros, mas que poderão utilizar este serviço nas bibliotecas. Isso é estimular a leitura, com autonomia e liberdade”, disse o secretário municipal de Cultura, André Sturm.

A iniciativa faz parte do programa Biblioteca Viva, lançado no ano passado com o objetivo de incentivar a leitura. Com o aparelho, as pessoas com deficiência visual poderão buscar nas próprias estantes das bibliotecas o livro que desejar, garantindo também mais autonomia de cada um.

É uma iniciativa fantástica. Investimento em tecnologia assistiva como essa é fundamental. Irá atender uma demanda crescente, já que a população com deficiência está cada vez mais na rua, nos espaços públicos”, afirmou o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Cid Torquato.

Desenvolvido pela “Mais Autonomia Tecnologia Assistiva”, o equipamento pode ser aplicado não só em livros, mas também jornais, revistas, placas de rua, cardápios de restaurantes, nomes de lojas, mensagens do celular, placas de sinalização e folhetos. Trata-se de uma pequena câmera inteligente que, acoplada nas hastes de qualquer par de óculos, escaneia e lê instantaneamente textos em português e inglês, em qualquer superfície, reconhecendo também produtos, código de barras, cores, cédulas de dinheiro e até mesmo rostos que estiverem cadastrados previamente, tudo em tempo real.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

3º Seminário Tecnologia e Cultura

O Centro de Memória e Informação da Fundação Casa de Rui Barbosa promove, nos dias 27 e 28 de agosto, o 3º Seminário Tecnologia e Cultura. O evento visa discutir as novas questões geradas pela utilização das tecnologias de informação e comunicação nas áreas de arquivos, bibliotecas e museus. 

A participação é gratuita porém é necessária a inscrição online para controle quantitativo de inscritos e emissão de certificado. Elas estarão abertas até o limite máximo da capacidade do auditório da Fundação Casa de Rui Barbosa.

Saiba mais sobre o evento pelo seu site

Parceria disponibiliza toda a coleção da revista Ciência e Cultura em formato digital

A revista teve seu primeiro número publicado em 1949, ano seguinte ao da criação da SBPC. Com a digitalização, as 456 edições e suplementos da revista podem ser consultados no site da Hemeroteca Digital da Fundação Biblioteca Nacional

Uma parceria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) com a Hemeroteca Digital Brasileira, da Biblioteca Nacional, viabilizou a digitalização de toda a coleção da revista Ciência e Cultura. A revista teve seu primeiro número publicado em 1949, ano seguinte ao da criação da SBPC. Desde 2002, quando a revista passou a ser produzida no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo, Labjor Unicamp, além da versão impressa, a Ciência e Cultura conta com uma versão digital no portal Scielo. Os números anteriores a 2002, no entanto, eram de difícil acesso. Com a digitalização, as 456 edições e suplementos da revista podem ser consultados no site: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/.

A revista é um marco para a institucionalização da ciência no País. De acordo com Carlos Vogt, editor chefe da revista, trata-se de “uma das publicações mais antigas e importantes para a grande virada que a ciência brasileira conhece a partir dos anos 1950”. Hoje a revista busca contribuir para o debate dos grandes temas científicos da atualidade e atrair a atenção, principalmente das novas gerações de pesquisadores, para uma reflexão continuada e sistemática sobre tais temas. De periodicidade trimestral, seu espaço editorial é dividido em quatro áreas: Núcleo temático, no qual são publicados artigos com diferentes enfoques sobre um tema específico; Artigos&ensaios, focados em temas da atualidade científica; Notícias, que fornece uma visão abrangente do que vai pelo mundo no universo da ciência e da cultura; e Expressões culturais, com artigos, críticas, reportagens sobre tendências em literatura, teatro, cinema, artes plásticas, música, televisão, novas mídias, etc.

De acordo com Vinícius Martins, coordenador da Hemeroteca Digital Brasileira, o processo de digitalização levou cerca de cinco meses, entre o levantamento dos números, digitalização e processamento das imagens para o reconhecimento do texto. “Digitalizamos a totalidade da coleção, todos os números e suplementos – são 456 edições, com cerca de 68 mil páginas”, disse. Boa parte dos números impressos já estava na Biblioteca Nacional. “Complementamos os que faltavam em nossa coleção com as edições pertencentes ao acervo do Centro de Memória da SBPC”, explicou Martins, sobre o trabalho do Centro de Memória Amélia Império Hamburger (CMAIH), inaugurado em 2017, na sede da SBPC, em São Paulo.

A Hemeroteca Digital Brasileira é um portal de periódicos nacionais. O acesso pela internet permite aos usuários consultar jornais, revistas e diversas publicações seriadas de qualquer lugar. “Uma das motivações para a criação da hemeroteca foi criar um repositório para periódicos científicos”, contou o físico Ildeu de Castro Moreira, atual presidente da SBPC e que foi um dos idealizadores desse projeto quando estava à frente do Departamento de Popularização e Difusão da C&T, do então Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, entre 2004-2013. A viabilização do projeto contou com o financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio da Financiadora de Estudos e Projetos, (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que investiram recursos para aquisição das máquinas e desenvolvimento das ferramentas de busca. “Ainda há muitas coleções de periódicos de associações científicas disponíveis apenas na versão impressa. A Hemeroteca pode ajudar a disseminar esse conhecimento para um número maior de pessoas, além de contribuir para construir uma memória da ciência brasileira”, complementou.

A digitalização da Ciência e Cultura confirma esse papel, já que boa parte da história da instituição está documentada justamente nas páginas da revista. “É uma forma de recuperar e preservar a história da instituição”, disse Áurea Gil, historiadora da SBPC, que coordena o Centro de Memória Amélia Império Hamburger, da SBPC.

A consulta da revista Ciência e Cultura na Hemeroteca Digital pode ser feita por título, período, edição, local de publicação e palavra, acessando este link. “A busca por palavras é possível devido à utilização da tecnologia de Reconhecimento Ótico de Caracteres (Optical Character Recognition – OCR), que proporciona aos pesquisadores maior alcance na pesquisa textual em periódicos. Todo o texto reconhecível é indexado e pode ser recuperado”, explicou Martins. Outra vantagem do portal é que o usuário pode também imprimir em casa as páginas desejadas.

Acesse e consulte todo o acervo: http://bndigital.bn.gov.br/hemeroteca-digital/

Texto por Patricia Mariuzzo

Fonte: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

Desenhos são expostos na FOB/USP

Artista plástico Júnior de Sá exibe criações desenvolvidas com lápis e tinta nanquim, entre outras técnicas, em saguão da biblioteca da unidade

“Dança da serpente” e “Equilíbrio” também integram mostra

“Ensaios”: é o nome da mostra que está aberta à visitação no saguão de entrada da Biblioteca da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP) com trabalhos do artista plástico Júnior de Sá.

São 19 desenhos em lápis, tinta nanquim e carvão sobre papel e arte digital em impressão offset. 

Júnior de Sá está no quarto ano do curso de graduação em Artes Visuais da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) na Unesp de Bauru. “Escolhi o título como uma referência ao meu próprio processo criativo”, conta, via assessoria de imprensa. “O desenho surge na forma de reflexão sobre determinado assunto ou experiência pessoal. Procuro separar a produção pessoal da profissional, então trabalho com o digital, e o papel se torna algo mais intimista”.

A realização da exposição é do projeto Atelier & Arte da Seção de Eventos Culturais da Prefeitura do Campus USP de Bauru (PUSP-B). 

SERVIÇO

Exposição “Ensaios” com trabalhos de Júnior de Sá: até 13/7, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados das 9h às 12h, na Biblioteca da FOB/USP – alameda Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75,  Vila Universitária.

Fonte: JCNET

Biblioteca Nacional é a maior da América Latina e sétima maior do mundo

A Biblioteca Nacional, na avenida Rio Branco, no centro do Rio, é um berço da cultura e da literatura brasileira. A beleza do prédio histórico, que tem mais de 100 anos, surpreende com sua arquitetura neoclássica. Inaugurada em 1910, o local abriga a mais rica coleção bibliográfica e documental da América Latina, com mais de 10 milhões de itens catalogados.

Texto por Balanço Geral RJ

Fonte: R7

Palestra on-line – AS BIBLIOTECAS ESCOLARES TÊM FUTURO NO BRASIL?

LINK DE TRANSMISSÃO: https://www.youtube.com/watch?v=wAb6DQYY1eQ&feature=youtu.be

IMPORTANTE: Qualquer interessado pode acompanhar a transmissão gratuitamente, e apenas pagar a taxa de inscrição, se desejar receber o certificado.

Ministrante: Prof. Dr. Cristian Brayner.

Modalidade: Palestra.

Data: 28 de junho de 2018.

Horário: 19h30 às 21h30 (horário de Brasília/DF).

OBSERVAÇÃO: Após a transmissão ao vivo, a atividade continuará disponível pelo mesmo link, possibilitando o acesso ao conteúdo, o pagamento da inscrição e a emissão de certificado.

CONTEÚDO: O Brasil, por meio da Lei nº 12.244, determinou que todas as escolas, sejam elas públicas ou privadas, e independentemente da esfera a que estão vinculadas, sejam dotadas de bibliotecas. Embora o legislador tenha estabelecido até meados de 2020 para que a União, os Estados e os Municípios cumpram o determinado, é importante que os professores e estudantes de Biblioteconomia estejam a par das medidas que estão sendo adotadas para a efetivação da Lei, seja no âmbito do Parlamento, seja no do Poder Executivo, permitindo, a partir desse mapeamento de ações, estabelecer estratégias garantidoras da política pública envolvendo este equipamento escolar.

PÚBLICO-ALVO: Alunos e Profissionais da área de Biblioteconomia, Pedagogia, Filosofia e Letras. Alunos e Egressos das áreas de Licenciatura, e Pessoas da comunidade interessadas no tema.

METODOLOGIA: Explanação ao vivo por meio de transmissão pela internet, com possibilidade de interação através de chat (bate-papo), conduzido por um Moderador.

CARGA HORÁRIA: Duas horas.

CERTIFICAÇÃO: Para os matriculados até a data da atividade o certificado será encaminhado por e-mail em até três dias úteis após a atividade. Para aqueles que participarem após a data da atividade, o certificado será enviado em até 07 dias úteis.

AACCs ou ACs: A atividade será aceita como comprovação de AACCs ou ACs nos cursos de Biblioteconomia, Pedagogia, Filosofia e Letras.

CURRÍCULO LATTES DO PROFISSIONAL: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4525896T4

Inscrições e mais informações: http://claretianobt.com.br/eventos-academicos/as-bibliotecas-escolares-tem-futuro-no-brasil/quTMGPQDlwlV/2018

Seminário Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas

O Seminário

Com o objetivo de promover o encontro dos países que compõem o programa, bem como incentivar a adesão de outros países da Ibero-América, além de fomentar discussões em torno dos temas O impacto Social das Bibliotecas e As Bibliotecas na Agenda Política, o MinC, por meio do SNBP, e o Programa Iberbibliotecas, realizarão o Seminário Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas durante os dias 19 de 20 de junho de 2018 no Salão Raffaello, San Marco Hotel, mezanino, Setor Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco C, Asa Sul, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

O evento será aberto ao público e tem inscrições abertas por meio de formulário on-line (clique aqui para acessar). A programação será composta de apresentações de projetos exitosos, discussões sobre cooperação e mesas de especialistas, além de contar com a participação de autoridades como Guilherme Relvas (diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas – Brasil), Lovania Garmendia (Presidenta do Iberbibliotecas  – Costa Rica), Renata Costa (Secretária-executiva do Plano Nacional de Livro e Leitura – Brasil), Marianne Ponsford (Diretora no CERLALC/UNESCO – Colômbia), Coordenadores Estaduais de Bibliotecas Públicas, entre outros profissionais e instituições.As palestras serão interpretadas para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e traduzidas simultaneamente para português.

Depois de findo o Seminário, os membros do Iberbibliotecas participarão do XIX Conselho Intergovernamental do Programa Iberbibliotecas, que tem por objetivo avaliar os avanços já realizados no ano de 2018 e planejar as ações estratégicas para 2019. Além disso, durante o Conselho, serão selecionados os projetos ganhadores da 6ª Convocatória de Ajudas de 2018.

Data: 19 de 20 de junho de 2018.

Local: Salão Raffaello, San Marco Hotel, mezanino, Setor Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco C, Asa Sul, Brasília, Distrito Federal, Brasil.

Temas: O impacto Social das Bibliotecas e As Bibliotecas na Agenda Política.

Realização: Ministério da Cultura (MinC), por meio do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), e o Programa Ibero-Americana de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas).

Com interpretação para a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e tradução simultânea para o português.

Mais informações: http://snbp.culturadigital.br/seminarioiber/

Transmissão ao vivo: https://goo.gl/R5BS4U

Biblioteca da UFSCar tem programação especial para a Copa

Iniciativa apresenta roda de conversa sobre temas atuais do universo do futebol

Biblioteca Comunitária da UFSCar tem programação especial para a Copa do Mundo (Foto: Divulgação UFSCar)

Em clima da Copa do Mundo de Futebol Rússia 2018, a Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promove a programação especial “BCo na Copa”, que apresenta na próxima quinta-feira, dia 21 de junho, a roda de conversa intitulada “O país dos futebóis: atendendo às questões de gênero, prática de futebol callejero e futebol de botão”.

O intuito é fomentar um debate sobre temas atuais do universo do futebol, como o crescimento das mulheres nessa modalidade esportiva; a importância de se conciliar estudos com esportes, especialmente em jovens que desejam seguir carreira no futebol; peculiaridades do futebol callejero (conhecido, em Português, como futebol de rua) e do futebol de botão; entre outros.

A roda de conversa conta com a participação do professor Osmar Moreira de Souza Júnior, do Departamento de Educação Física e Motricidade Humana (DEFMH) e coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas dos Aspectos Pedagógicos e Sociais do Futebol (ProFut), da UFSCar; Geraldo Costa Dias Júnior, do Departamento de Esportes da Universidade; Ana Cláudia Bianconi, técnica de esportes e integrante do ProFut; e Mônica Angélica de Paula, ex-futebolista e professora de futebol do São Carlos Clube (SCC). Após o debate, haverá um quiz com perguntas relacionadas a outras copas do mundo e premiação aos participantes. O evento é gratuito, aberto às pessoas interessadas e acontece das 14 às 16 horas, no saguão de entrada da BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. Não há necessidade de inscrição prévia.

Além disso, a BCo disponibilizou, também em seu saguão, as bandeiras de todos os times participantes da Copa do Mundo 2018, que estão divididos conforme a fase de grupos da competição. Outra novidade é que a Biblioteca está transmitindo os jogos do campeonato mundial. As partidas podem ser assistidas pelos visitantes no espaço de convivência.

Fonte: ACidade ON – São Carlos

Plataforma dá acesso à produção intelectual da USP desde 1985

Além do acesso à íntegra de textos, ferramenta indica caminho para material ainda não digitalizado; é possível encontrar até teses de 1914 da Poli

O público tem agora disponível uma plataforma que simplifica o acesso à produção intelectual dos pesquisadores da USP. No momento em que este texto era escrito, a Biblioteca Digital da Produção Intelectual (BDPI) da USP reunia quase 925 mil registros, incluindo a produção científica, acadêmica, artística e técnica de pesquisadores, mais as teses e dissertações defendidas desde 1985 na maior universidade da América Latina. E, diariamente, esses números são atualizados, à medida que os bibliotecários cadastram novos documentos.

Idealizada para funcionar como um buscador sofisticado, mas ao mesmo tempo fácil de personalizar para o usuário de acordo com seus interesses, a ferramenta proporciona, a partir de uma única interface, a descoberta, recuperação e rastreabilidade da produção de pesquisadores, departamentos e unidades da Universidade.

Além do acesso à íntegra de documentos que estão disponíveis para acesso aberto na internet, a BDPIindica o caminho para o material mais antigo, que ainda não foi digitalizado. Os registros remontam ao ano em que se tornou obrigatório aos pesquisadores da USP o depósito de sua produção nas bibliotecas da Universidade. Mas é possível resgatar até mesmo alguns itens mais antigos que 1985, de períodos anteriores à criação da própria USP – por exemplo, teses e dissertações defendidas na então Faculdade de Direito e na Escola Politécnica em 1912 e 1914, que estão nas respectivas bibliotecas (essas unidades já existiam antes da fundação da USP, sendo depois a ela incorporadas).

Assim, mais que um mapa de todo esse conteúdo, “a BDPI é uma ação que valoriza a memória institucional da Universidade”, diz Tiago Murakami, chefe da Divisão de Gestão de Tratamento da Informação do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP.

Está tudo lá?

Em relação ao conteúdo, todos os registros apresentam link para o texto completo, desde que o mesmo esteja disponível e acessível na Universidade. “No cerne da iniciativa está a ideia de promover o acesso aberto aos documentos na íntegra, democratizando esse acesso e estimulando o compartilhamento do conhecimento gerado”, afirmam Murakami e Elisabeth Dudziak, chefe da Divisão de Gestão de Desenvolvimento e Inovação do SIBi. Por isso, explicam eles, a associação de documentos aos registros existentes está sendo feita gradualmente, sempre em colaboração com os autores USP e as bibliotecas do sistema, resgatando e integrando dados e conteúdos que hoje estão disponíveis em uma plataforma mais antiga. “A unificação dos dois sistemas será realizada pouco a pouco”, ressaltam.

Algo que não será encontrado nesta Biblioteca Digital é a produção de alunos que não se trate de teses de doutorado e dissertações de mestrado. Essa limitação está relacionada, entre outras coisas, a direitos autorais, já que o vínculo do aluno com a Universidade é transitório. De qualquer forma, como uma grande parte da produção científica e acadêmica de alunos – a exemplo de artigos em periódicos – é feita em coautoria com docentes, também podemos esperar encontrar uma boa parte desse material na base. Da mesma maneira, não entram para o registro as produções de docentes que tiverem data anterior ao seu ingresso formal ou posterior à sua saída da USP.

Diferentes usos

BDPI pode ser utilizada para descoberta de artigos, trabalhos de evento, livros e capítulos de livro, teses e dissertações por assunto, autor e por unidade, expressando competências e especialidades dos pesquisadores da USP.

Mas também é fonte de indicadores e métricas associadas às produções registradas, apresentando os totais por tipo de material, autor, ano de publicação, idioma, título da fonte, editora, idioma, agência de fomento, indexação em bases de dados, entre outras opções de recuperação de dados, apresentados em gráficos.

Permite ainda a geração de relatórios que podem ser visualizados na própria interface ou podem ser exportados. Tudo isso a torna uma ferramenta estratégica para o planejamento de unidades, departamentos e da USP como um todo, naquilo que é um dos pilares da sua existência: a pesquisa científica.

Além disso, os registros são enriquecidos com aplicativos que integram dados de outras bases para periódicos, incluindo informações sobre citações, tudo atualizado em tempo real. Isso quer dizer que se o paper de um pesquisador da USP for citado em algum periódico um pouco antes que alguém faça uma pesquisa por esse paper na Biblioteca Digital, os aplicativos que buscam essas citações as encontrarão e já as exibirão junto ao registro.

Painel de indicadores: Dashboard

O Dashboard permite visualizar de maneira simples informações pré-configuradas, podendo ser personalizado pelo usuário, com aplicação de filtros. O pesquisador poderá ter informações agregadas sobre sua unidade, departamento ou sobre um pesquisador, permitindo ter uma visão global do conjunto. Acesso pelo endereço http://bdpi.usp.br/dashboard.php.

Aspectos técnicos

A BDPI foi desenvolvida dentro da Universidade, por sua equipe, e customizada de acordo com as características da USP, com forte inspiração na Vufind, ferramenta aberta de busca para bibliotecas. Feita a partir de um software livre, a BDPI é totalmente compatível com o Google: para os nomes dos campos, foi utilizado um formato de metadados estruturados que este buscador utiliza, facilitando a indexação e recuperação por quem procura o conteúdo no google.com.

A plataforma reúne informações a partir dos registros cadastrados no Dedalus (Banco de Dados Bibliográficos da USP) e na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP, e enriquece esses registros coletando informações de outras fontes, desde o Currículo Lattes até bases internacionais como Web of Science, Scopus e Dimensions. A coleta é feita via aplicativos do tipo Application Programming Interface (APIs).

Esforço conjunto de autores USP, das equipes das bibliotecas e do Departamento Técnico do SIBi”, como ressaltam Murakami e Elisabeth Dudziak, “a iniciativa revigora o objetivo de preservar a produção intelectual da Universidade e promover o efetivo acesso aberto”.

Conheça mais detalhes da plataforma no texto Plataforma BDPI revela indicadores e a produção de pesquisadores da USP, publicado no site do Sibi.

Luiza Caires, com informações de Tiago Murakami e Elisabeth Dudziak / Sibi

Fonte: Jornal da USP

Argentina: uma biblioteca digital para todos

Por meio de financiamento da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), e em colaboração com editoras argentinas, a Tiflolibros, uma biblioteca digital para cegos, produziu 800 livros didáticos em espanhol.

As obras são para pessoas com deficiência visual ou com incapacidade de leitura de material impresso. O acesso a estes livros foi facilitado pelo Tratado de Marrakech – cujo nome oficial é Tratado de Marrakech para facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades para acessar texto impresso, adotado em junho de 2013. A Argentina foi um dos Estados que adotou a convenção internacional.

Confira nessa matéria especial da TV ONU.



Saiba mais: www.tiflolibros.com.ar. Acompanhe o tema clicando aqui. Acompanhe o trabalho da OMPI no Brasil clicando aqui.

Fonte: ONU Brasil

Gestão de dados é desafio para a pesquisa

Na rapidez dos nossos dias digitais a gestão de dados tem sido um desafio, especialmente em empresas de pesquisa, como a Embrapa. O tema foi debatido no dia 12 de junho na Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), no workshop ‘Gestão de dados de pesquisa: princípios, desafios e oportunidades’.

Iniciativas anteriores na Embrapa e os projetos especiais GoviE e Transformação Digital, desde a última década, têm dado atenção ao assunto. “A mudança é grande, em algumas instituições na Europa cadernos de laboratório, por exemplo, já são abertos em tempo real”, revela a bibliotecária da Embrapa Solos, Claudia Delaia.

Atualmente, o dado é tão valioso quanto o resultado do trabalho do qual ele faz parte, é um ativo. A mesma informação pode servir e ser analisada em diferentes áreas do conhecimento. Se, por um lado, isso facilita a disseminação da informação, também traz algum risco. “Ainda não temos tecnologias que nos assegurem a rastreabilidade do dado e por onde ele circula”, diz Delaia.

E vale lembrar que a produção da informação não vem de graça. Custa dinheiro mandar o cientista para o campo: são gastos com equipamento, alimentação, deslocamento e dedicação dos especialistas.

E a pressão por disponibilização do resultado das pesquisas também vem das editoras. Alguns periódicos científicos só publicam artigos mediante a assinatura de termo de liberação de dados. “E, algumas vezes, essa disponibilização poder entrar em conflito com as regras da Embrapa, se não for tomado o devido cuidado”, lembra Claudia.

No evento do dia 12 foi demonstrado, pelo professor da Universidade de Twente (Holanda), Luiz Olavo Bonino, um conjunto de tecnologias e soluções criadas para facilitar a criação, publicação, indexação de dados e metadados FAIR (informação acessível, reutilizável, interoperacional e fácil de achar).

Novo tempo para o bibliotecário

Numa instituição como a Embrapa, um dos profissionais mais qualificados para trabalhar com essa informação em movimento é o bibliotecário, como apontam artigos científicos. O profissional que atua nas bibliotecas possui experiência e formação na gestão da informação, que vai desde o tratamento da informação e na atribuição de metadados até a sua disponibilização. Mas não é o único, são necessários profissionais em tecnologia da informação, semântica, ontologias etc.

O interesse pelo tema despertou a atenção da academia. No Rio de Janeiro, a UNIRIO (parceira da Embrapa Solos na realização do Workshop), passou a oferecer um curso de mestrado profissional em gestão de dados de pesquisa aberto a profissionais de várias áreas, não apenas da biblioteconomia, que está com edital aberto.

O workshop ‘Gestão de dados de pesquisa: princípios, desafios e oportunidades’ foi transmitido para todos os centros de pesquisa da Embrapa e contou com apoio da Embrapa Informática Agropecuária e Embrapa Territorial, ambas de Campinas, e da Secretaria de Desenvolvimento Institucional (Brasília) da Embrapa. Estavam conectadas 11 Unidades da Embrapa, com mais de 100 pessoas assistindo via internet e no auditório.

Texto por Carlos Dias

Fonte: Grupo Cultivar

La auténtica ‘Carta de Colón’ regresa al Biblioteca Vaticana tras su enigmático robo

Se trata de una copia manuscrita en 1493 de una carta en la que el explorador narraba su primera incursión en el continente americano

El Vaticano recuperó hoy la copia impresa en 1493 de una carta en la que Cristóbal Colón narraba su primera incursión en el aún ignoto continente americano, hallada en Estados Unidos tras su enigmático robo de la Biblioteca papal. En estas páginas de historia, el a la postre Almirante de la Mar Océana narra la fauna, la flora y las poblaciones autóctonas de aquella tierra que creía “más allá del Ganges”, también para animar a la Corona española a invertir en nuevas expediciones. La embajadora estadounidense ante la Santa Sede, Callista L. Gingrich, acompañada por agentes de la unidad de Investigaciones de Seguridad Nacional (HSI), se encargó de restituir esta “valiosa pieza de la historia” a su “propietario legítimo”, el Vaticano.

Carta Colón EFE
El archivero y arzobispo Jean-Louis Bruguès expresó su “sincera gratitud”  (EFE).

El archivero y arzobispo Jean-Louis Bruguès expresó su “sincera gratitud” por una devolución que, en su opinión, marca una “jornada histórica” pues la Biblioteca Apostólica “recupera un documento famoso en la historia de América y España”. El acto se celebró en la sala dedicada al papa Sixto V de la biblioteca, un impresionante espacio decorado con coloridos frescos y en cuyo centro se instaló una mesa para mostrar la “Carta de Colón”, sobre un atril con terciopelo bermellón.

La carta manuscrita fue redactada por el almirante al regreso de su primer viaje a las Indias en 1493 para relatar sus asombrosos descubrimientos a sus mecenas, Isabel de Castilla y Fernando de Aragón, los Reyes Católicos españoles. Pocos meses después, gracias a la invención de la imprenta en 1440, fue traducida en latín y mandada imprimir a Stephan Plannck en Roma para difundir la buena nueva a toda Europa, si bien muy pocas de aquellas copias han sobrevivido al paso de los siglos.

Cada carta era un documento de 18 centímetros de altura, de ocho páginas en cuatro folios de papel que contenían el primer relato del “Nuevo Mundo”, descrito en una menuda y precisa caligrafía. El Vaticano recibió una de estas valiosas copias en 1921 como parte de la “Colección De Rossi” pero perdió sus hojas -no su encuadernación- en un enigmático robo del que se desconoce el cuándo y el cómo.

El prefecto de la Biblioteca, Cesare Pasini, explicó a Efe que se desconoce el modo en que esta joya histórica fue robada y apuntó que pudo ser en algún momento en que cruzara los muros vaticanos para que algún maestro librero reparara su encuadernación en el exterior. Pasini presupone que algún reparador de libros, al recibir el encargo del Vaticano de arreglar el ejemplar, pudo quedarse con los cuatro folios originales y reemplazarlos por los falsos, luciéndose de hecho en la precisión técnica y visual de su falsificación.

El siguiente episodio de su rocambolesca historia se produce en el año 2004, cuando un coleccionista estadounidense, Robert Parsons, la compró a un vendedor en Nueva York por 875.000 dólares sin saber que había sido robada en el Vaticano. En septiembre de 2011, un experto que decía haber estudiado en Roma la “Carta de Colón” de los fondos vaticanos alertó de que creía que era falsa, pues su margen de encuadernación no coincidía con otras ediciones verdaderas. Y en 2013 Parsons descubrió que tenía la verdadera, con un encuadernado más moderno, y el Vaticano, sin saberlo, la falsa.

Los investigadores determinaron en 2016 que, antes de que llegara a manos de Parsons, la “Carta de Colón” había sido vendida a un coleccionista neoyorquino por el conocido ladrón Marino Massimo de Caro, que cumple una condena de siete años de prisión en Italia por robar miles de raros y antiguos volúmenes. La viuda de Parsons entregó la codiciada misiva en 2017 de forma voluntaria a las autoridades para hacerla llegar al Vaticano, aunque actualmente está valorada e 1,2 millones de dólares (algo más de un millón de euros).

Para identificar el original y su lugar de procedencia se han seguido varios elementos, pero el principal ha sido el hilo que une sus delicadas páginaspues las perforaciones del original en Estados Unidos coinciden con la encuadernación que conservaba el Vaticano.

La auténtica “Carta de Colón” vuelve al Vaticano para sumarse a sus imponentes fondos de 1,6 millones de libros, 80.000 manuscritos y 9.000 incunables que recorren parte importante de la historia de la Humanidad, ahora con un chip para localizarlos en caso de pérdida o robo. Y sus libreros deberán ahora determinar si retiran la encuadernación falsa a la copia recuperada pues, como indicó Pasini, ya es “un fragmento” de su agitada historia.

Fonte: por EFE

Makerspaces en bibliotecas: el fenómeno Bibliomakers

Existen infinidad de formas de llamar a los Makerspaces: MediaLab, FabLab, Hackerspace… A los cuales habría que sumar los distintivos de su ubicación en una biblioteca: BiblioLab o Bibliomaker. ¿Cómo? ¿Qué todavía no sabes a qué me estoy refiriendo?… Perdona, fallo mío por no haber empezado por las presentaciones. Un Makerspace es un espacio dotado con tecnología y herramientas para la creación de ideas o proyectos individuales o en equipo.

Allá por el 2013 ya hablé de los BiblioLab en el «Informe APEI sobre bibliotecas ante el siglo XXI: nuevos medios y caminos». Movimiento maker que pudo tener sus primeros pasos en las bibliotecas de manos de Benjamin Franklin (el cual también fue precursor de las bibliotecas públicas) al usar a éstas para realizar algunos de sus primeros experimentos.

Existen bibliotecas que están dirigiendo sus esfuerzos en la implementación de espacios dedicados a la creación, difusión y aprendizaje a través de contenidos digitales realizados por sus propios usuarios, es el llamado movimiento maker. Los Makerspace son espacios que las bibliotecas ponen a disposición de sus usuarios donde bibliotecarios y cualquier persona interesada en ellos pueden participar y hacer uso de las herramientas y elementos puestos a su disposición para la creación de música, vídeos, realización de talleres formativos… Lo que persigue con esto la biblioteca es acercar la organización a los más jóvenes y cederles un espacio de aprendizaje y creación digital. [Texto extraído del Informe APEI]

Ahora vuelven a aparecer con fuerza gracias a la jornada organizada por la Subdirección General de Coordinación Bibliotecaria en colaboración con Medialab Prado y la Embajada de Estados Unidos: «Makerspaces en bibliotecas públicas: Las bibliotecas públicas como lugares de producción de conocimiento y comunidad».

El objetivo de la sesión es abrir un diálogo en torno a la oportunidad que tienen las bibliotecas públicas para ser el escenario actividades que implican a los ciudadanos en procesos participativos de creación: qué papel tiene que desempeñar el bibliotecario, agentes implicados, qué importancia tiene la tecnología en estos proyectos, etc.

No tuve la oportunidad (ni el placer) de asistir a dicha jornada. Aún así me puedo hacer una idea de lo que allí sucedió a través de la difusión que se hizo del evento por medio del hashtag #bibliomakers.

El movimiento maker en las bibliotecas trata de dar acceso a la tecnología y alfabetizar tecnológicamente a las personas. Su objetivo es claro: que las personas puedan materializar sus ideas y proyectos. Para ello es importante que la tecnología tenga una relación directa con su comunidad (de usuarios y no usuarios), que se interiorice la cultura maker (aprender haciendo) por parte de trabajadores y colaboradores, y que se incite desde las bibliotecas la creatividad de las personas. A través de dichos espacios los usuarios crean valor, contenidos y conocimiento a individual y colectivo a transmitir, y además desarrollan sus habilidades. En cuanto al espacio comentar que este es importante. Debe ser flexible, abierto, que permita la colaboración, el trabajo en equipo y la experimentación, que sea visto como un punto de encuentro.

Me gustan mucho las ideas que recogió Esther Simón (Directora de Desarrollo del área de Biblioteca y Recursos de Aprendizaje de la UOC) en el blog de la biblioteca de la universidad en relación a esta jornada y que complementan a la perfección las ideas que capté a través de Twitter:

– La importancia de la colaboración entre entidades culturales y educativas;

– el uso de los laboratorios creativos como herramientas para atraer a nuevos usuarios que no estén familiarizados con los servicios bibliotecarios;

– la concepción de la biblioteca como espacio de compromiso ciudadano que pone a disposición instrumentos gratuitos para poder desarrollar actividades creativas;

– la innovación del modelo makerspace, basado en un usuario creador que genera valor y contenidos;

– la redefinición de la misión y la visión de las bibliotecas con proyectos transversales que se adapten a un nuevo entorno.

Destacar a la biblioteca de creación Ubik de Tabakalera por ser un referente en cuanto a Makerspaces en bibliotecas. Dicha biblioteca está vertebrada en 3 ejes: Aprender, Crear y Disfrutar. En el eje de creación destaca sus rincones con autoedición e impresora 3D, y también sus talleres.

Como biblioteca de creación, Ubik se desarrolla en base a tres ejes que se entrelazan: aprender, crear y disfrutar. De esta manera, y más allá de los servicios imprescindibles y básicos de toda biblioteca, estimula el aprendizaje y la capacidad creativa, tanto del público especializado en la materia, como de todas aquellas personas que tiene interés por el pensamiento contemporáneo, las artes, la tecnología, el audiovisual y el sonido, así como los videojuegos.

Ubik: Irekiera | Apertura

#UbikIrekiera #AperturaUbikIreki ditu asteak Tabakalerako sorkuntza liburutegiak. Asteburu guztian ekitaldi programa berezia izango dugu. Zatoz eta ikasi, sortu eta gozatu gurekin. Ya ha abierto sus puertas Ubik, la biblioteca de creación de Tabakalera. Durante todo el fin de semana hemos preparado un programa de actividades especial. Acompáñanos y aprende, crea y disfrutar con nosotros/as.+ info: tabakalera.eu

Publicado por Tabakalera em Sexta-feira, 18 de março de 2016

Otros proyectos interesantes en cuanto a Makerspaces en bibliotecas son: Fayetteville Free Library, YOUmedia, TechCentral, The Digital Media Lab, HYPE – Detroit Public Library Teen Center, Digital Commons at MLK, El LABoratori

Consejos a la hora de planificar un Makerspace en la biblioteca: bibliomakers

Montar un espacio maker en la biblioteca no es algo que se haga de la noche a la mañana, precisa mucha planificación. Además, también es muy importante ver si va a tener sentido en función de la comunidad a la que se dirige dicha biblioteca. Y es que los espacios maker están llegando a escuelas, bibliotecas y otros lugares… pero, ¿cómo preparar un Makerspace? Leila Meyer nos da algunas claves para planear dichos espacios:

  1. Utilizar cualquier espacio disponible. Cualquier espacio puede convertirse en un espacio de producción.
  2. Crear un espacio activo para crear. Mobiliario y elementos que permitan la flexibilidad del espacio.
  3. Establecer la cultura maker. Establecer una cultura creadora y desarrollar una declaración de propósitos a conseguir de los usuarios.
  4. Visitar otros Makerspaces. Para obtener ideas y descubrir nuevas oportunidades.
  5. Involucrar a todas las partes interesadas. Preguntar a usuarios, empleados y colaboradores qué esperan de la iniciativa.
  6. Elegir las herramientas, materiales y tecnologías. Hacer una lista de las cosas que pueden ser de utilidad: impresoras y escáneres 3D, microprocesadores, robots, herramientas eléctricas, máquinas de coser, juguetes de construcción, cartón… Pero antes de todo: se debe conocer muy bien qué es lo que se quiere conseguir del Makerspace.
  7. Empezar poco a poco. Es mejor elegir hacer pocas cosas pero bien, que muchas y sin sentido.

También es interesante (y muy completa) la guía didáctica preparada por La Aventura de Aprender y que lleva por título «Cómo hacer un espacio maker».

Sin aprendizaje no hay aventura, ya que las tareas de aprender y producir son cada vez más inseparables de las prácticas asociadas al compartir, colaborar y cooperar.

De esta guía de aprendizaje se pueden sumar otra serie de consejos a la hora de crear el Makerspace en la biblioteca y asegurar (o tratar de asegurar) su éxito. Entre dichos consejos cabría destacar:

  • Formar al personal bibliotecario.
  • Buscar entusiastas que apoyen dicha iniciativa, aporten ideas y su conocimiento.
  • Hacer el espacio en función de las necesidades detectadas entre la comunidad de usuarios y no usuarios.
  • Dar difusión al nuevo espacio y promocionarlo por todos los medios y canales disponibles.
  • Insonorizar el espacio. Algo muy importante teniendo en cuenta que estamos hablando de bibliotecas.
  • Planificar las actividades.
  • Celebrar la apertura / inauguración para hacer que el mayor número de personas acuda y conozca qué es ese nuevo espacio.
  • Celebrar (y comunicar) los éxitos. Que se vea que es útil el nuevo espacio creado en la biblioteca.

Consideraciones a tener en cuenta a la hora de montar un Makerspace en la biblioteca

La American Library Association ha abierto en su página web un apartado de Preguntas y Respuestas (FAQs) sobre los Makerspaces en las bibliotecas: «Q&A: Makerspaces, Media Labs and Other Forums for Content Creation in Libraries»

En dicho apartado hace mención a los Makerspaces como una adaptación de las bibliotecas en su papel de fomentar y facilitar la creatividad y el ingenio de su comunidad de usuarios. Y que las bibliotecas son espacios de acceso a la información y realización de ideas en múltiples formatos. También hace referencia a la evolución e innovación tecnológica en las bibliotecas, y que éstas están capacitadas para proporcionar espacios físicos y virtuales donde los usuarios tengan acceso a la tecnología para crear su propio contenido, en múltiples formatos. El objetivo de todo ello es claro: crear, compartir y difundir contenido original.

Las bibliotecas son un foro público en el cual reunirse para compartir, enseñar y formarse. Por lo tanto, los Makerspaces deben de ser espacios accesibles a todo el público, aunque las bibliotecas pueden dar mayor prioridad a una comunidad definida de usuarios. Además, pueden buscar el apoyo de colaboradores para ponerlo en marcha o realizar actividades, crear espacios patrocinados o financiarse con dinero público. Las bibliotecas deben pensar cómo abordar el tema de los costes del material consumido o dañado: cobrar a usuarios, buscar patrocinadores, obtener ingresos a través de “Amigos de la biblioteca”, voluntariado…

En cuanto a la responsabilidad del uso de los medios puestos a disposición de los usuarios son bastante claros:

  1. Las bibliotecas no son responsables del uso ilícito de los espacios. Si se dan cuenta de ello tienen el deber legal y/o ético para intervenir.
  2. Cada usuario es responsable del uso que haga… pero las bibliotecas tienen que informar a cada usuario sobre cómo se usa.

No se pueden crear pistolas ni juguetes sexuales con impresoras 3D en las bibliotecas

3. Estos nuevos espacios traen nuevos riesgos de responsabilidad a la biblioteca y a su personal. La biblioteca debe dejar bien claras las normas de uso y los cuidados a tener en su uso.

4. La biblioteca puede establecer restricciones de tiempo, de contenido y sobre el mal uso.

Además hacen mención a algo muy interesante como es el reconocimiento de los autores / creadores de las obras en los Makerspaces de las bibliotecas:

Todo lo creado en estos espacios es propiedad de sus creadores, siempre y que no viole los derechos de otros. Las bibliotecas deben proporcionar información a los creadores sobre como proteger sus obras con patentes de derechos de autor, marcas comerciales o áreas de derechos.

Para terminar, algunas cosas más a tener en cuenta por parte de las bibliotecas:

  • Las bibliotecas tienen que tener en cuenta las licencias de uso de los materiales y software.
  • Las bibliotecas deben revisar y estudiar bien los acuerdos de asociación con otras entidades.
  • Las bibliotecas no deben ser competencia con otras entidades locales o comercios.
  • Las bibliotecas tienen que tener en cuenta la ley de discapacidad para hacer accesible estos espacios.

Imagen superior cortesía de Shutterstock

As raridades da biblioteca do Metropolitan Museum de Nova York

De revista dadaísta a fotos da Rússia imperial, cerca de 50 mil itens já foram digitalizados e liberados gratuitamente na internet

FOTO: REPRODUÇÃO IMAGEM DE ‘FONTE’, DE MARCEL DUCHAMP, EM EDIÇÃO DA REVISTA DADAÍSTA ‘THE BLIND MAN’

O Metropolitan Museum of Art, em Nova York, vem digitalizando quantidades significativas de sua biblioteca de quase um milhão de volumes. Em março de 2018, o museu já contava com cerca de 50 mil títulos digitalizados, segundo um post no blog da instituição. A iniciativa visa preservar materiais em papel que correm o risco de se deteriorar.

No site do museu, o material fica na seção Digital Collections. Ele pode ser lido on-line ou baixado no formato PDF. A iniciativa se junta a um esforço geral de disponibilização do acervo do Metropolitan na rede. Em março do ano passado, 375 mil imagens de obras de arte do acervo foram colocadas no ambiente virtual.

A variedade dos materiais da biblioteca cobre inúmeros formatos, estilos e épocas. Há uma seção dedicada apenas a “livros raros”.

“Interessado em Dada?”, pergunta o blog do museu. Um dos itens digitalizados recentemente é um número da revista dadaísta “The blind man”. A publicação era editada por um dos precursores do movimento, Marcel Duchamp, e traz uma imagem de sua obra mais conhecida, “Fonte”, réplica de um mictório de porcelana que o artista assinou como “R. Mutt, 1917”.

FOTO: DIVULGAÇÃO DETALHE DA EXIBIÇÃO DE REI KAWAKUBO, ESTILISTA DA GRIFE JAPONESA COMME DES GARÇONS

Outra seção disponibilizada consiste de livros raros da Rússia imperial e início da era soviética. São materiais como livros ilustrados, álbuns de fotografias, catálogos de exibições e catálogos de coleções particulares e institucionais, russos e ucranianos, datados dos séculos 19 e 20. Um dos volumes, da década de 1880, é um levantamento fotográfico de igrejas de toda a Rússia.

Há coisas mais recentes também, como materiais explicativos da mostra da estilista japonesa Rei Kawakubo, fundadora da grife Comme des Garçons. Realizada em 2017, a exposição focou em seus trabalhos do início dos anos 1980.

A seção Costume Institute agrupa muitas coleções e conjuntos relacionados à moda, incluindo publicações, fotos, tecidos, catálogos e desenhos. Há uma coleção de panfletos sobre o “dandismo”, movimento inglês do século 19 que glorificava a estética e aparência, e que tinha o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900) entre seus adeptos.

Fonte: NEXO JORNAL

Biblioteca Comunitária da UFSCar promove exposição com objetos pertencentes a Luiz Carlos Prestes

Mostra é gratuita, aberta às pessoas interessadas e está disponível para visitação até o dia 9 de julho
Jogo de xadrez em marfim oferecido a Prestes em viagem à China – Crédito: BCo-UFSCar

O Departamento de Coleções de Obras Raras e Especiais (DeCORE) da Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promove a exposição “Luiz Carlos Prestes: Fragmentos… testemunhos presentes em sua linha do tempo”. A mostra reúne vários objetos pertencentes a Prestes, militar e político brasileiro que comandou a revolucionária marcha Coluna Prestes entre os anos de 1925 e 1927.

Os materiais expostos são presentes recebidos por Prestes de familiares e amigos, em diversas épocas de sua vida. Destacam-se a miniatura de gráfica clandestina dos comunistas nos anos de 1930 feita pelo artista José Mauro Hid da Silva de Oliveira, como forma de homenagem a Prestes; e um jogo de xadrez em marfim, chinês, oferecido ao militar em sua viagem à China, em 1959. As peças do jogo possuem características fisionômicas e culturais dos chineses.

A mostra é gratuita, aberta às pessoas interessadas e está disponível para visitação até o dia 9 de julho, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h45, no Piso 5 da BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar.

DOAÇÃO DO ACERVO DE PRESTES À UFSCar

A exposição “Luiz Carlos Prestes: Fragmentos… testemunhos presentes em sua linha do tempo” representa parte do material do acervo do político doado para a UFSCar. No mês de abril, chegaram na Universidade mais de 360 pacotes, com livros, documentos, correspondências, fotos, quadros, medalhas e outros objetos pessoais do militar.

Além da exposição em cartaz, a intenção da BCo é montar um minimuseu com as peças, bem como disponibilizar os livros pertencentes a Prestes para a comunidade em geral. Detalhes sobre a doação do acervo estão em matéria publicada no Portal da UFSCar, em https://bit.ly/2q4rFD2.

Fonte: São Carlos Agora

2º Encontro de Bibliotecários da Região Central do Estado de São Paulo (ENBIESP) foi realizado em São Carlos –SP

2º Encontro de Bibliotecários da Região Central do Estado de São Paulo (ENBIESP) foi realizado em São Carlos –SP

Bibliotecários de diferentes instituições da Região Central do Estado de São Paulo reuniram-se em 25 de maio desse ano no Auditório do Paço Municipal de São Carlos.

O Encontro foi organizado por bibliotecários voluntários que se uniram em torno do objetivo de fortalecer a classe bibliotecária por meio de uma rede de troca de informações.

Inicialmente, reuniram-se cinco bibliotecários (três da USP, campus São Carlos, e dois da Unesp, FCLAR campus Araraquara). O objetivo inicial era formar um grupo de profissionais comprometidos, engajados e com vontade de se movimentar, cocriar e compartilhar conhecimentos profissionais em prol das bibliotecas e da formação continuada dos bibliotecários e suas equipes.

O ENBIESP busca fortalecer a classe bibliotecária por meio da oferta de cursos de atualização, propondo  discussões sobre a atuação profissional.

Esse ano, em São Carlos a programação trouxe temas, tais como:

Design Thinking, com Profª Ms. Adriana Maria de Souza – Docente do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo

ToolKit do Design Thinking –  Adriana Cybele Ferrari Presidente da Diretoria Executiva da Federação Brasileira de Associação de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições – FEBAB –

Perfil intraempreendedor – Profº Dr. Elton Eustáquio Casagrande – Docente da UNESP-FCLAr

Na abertura do evento a representante da FEBAB – Adriana Cybele Ferrari fez a entrega do Manifesto ao Diretor do Departamento do Sistema Integrado de Bibliotecas do Município de São Carlos – SIBI

Foi um momento de reflexão e consciência dos bibliotecários sobre a relevância de exercer seu papel com competência, motivação e valorização profissional.  A proposta de unir os bibliotecários dispostos a crescer e lutar juntos para a melhoria da área, de seu local de trabalho, de sua comunidade, de sua atuação profissional e do seu crescimento pessoal foi a bandeira levantada e acolhida pelos presentes.

Colaboradoras da UNIFEV participam de curso sobre leitor digital para cegos

Sistema DAISY é o mais moderno em leitura, capaz de transformar diversos conteúdos acessíveis às pessoas com deficiência visual

A supervisora das bibliotecas UNIFEV, Rosângela Constâncio Borges, e as colaboradoras Marcia Faria Cavalcante, Marta Tertuliano e Valéria Pequeno dos Santos, participaram, recentemente, da oficina A leitura inclusiva e o livro digital acessível DAISY, promovida pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, com o apoio do Centro de Reabilitação Visual de São José do Rio Preto e o patrocínio do Programa de Ação Cultural (PROAC) da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

O evento teve o objetivo de discutir a leitura inclusiva no mundo digital e as novas tecnologias que possibilitam às pessoas com deficiência visual maior acesso aos livros, à informação e à cultura.

De acordo Rosângela, o DAISY (Digital Accessible Information System) é uma solução em CD que permite à pessoa cega ou com visão subnormal realizar estudos e pesquisas de forma rápida e estruturada. O leitor torna o conteúdo do texto visível em vários níveis de ampliação e, simultaneamente, audível em voz sintetizada.

O sistema foi adotado pelo Ministério da Educação (MEC) como um dos formatos de livros do Plano Nacional do Livro Didático, por ser o que há de mais moderno em acessibilidade de leitura.

A UNIFEV já possui o Sistema Dosvox, que é um software baseado no uso intensivo de síntese de voz, desenvolvido pelo Instituto Tércio Paciti – antigo Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Sua finalidade é facilitar o acesso de deficientes visuais a microcomputadores.

Nos quesitos acessibilidade e inclusão, as bibliotecas da Instituição estão preparadas para receber pessoas com deficiência física e com dificuldade de locomoção. Para as que são portadoras de deficiência auditiva, ainda é disponibilizado o atendimento em Libras (Linguagem Brasileira de Sinais). A responsável, que também é portadora de baixa audição, é a colaboradora Marta.

A colaboradora Valéria, que possui a Síndrome de Usher (doença genética que causa surdez e cegueira periférica) relatou que a capacitação foi excelente e que o DAYSE realmente acolhe o deficiente visual.  “A doença limita parcialmente a minha visão, razão pela qual vivo bem no mundo dos que enxergam sem grandes dificuldades. Por isso, participar de projetos que permitem envolver um maior número de pessoas, não apenas no intuito de incluir, mas de tornar o ambiente e o atendimento natural, motiva-me tanto. Nosso objetivo é que toda a comunidade se sinta realmente em casa quando estiverem nas bibliotecas da UNIFEV”, afirmou.

Segundo a supervisora, em breve, o atendimento será ampliado para pessoas com espectro autista, o que torna o Centro Universitário de Votuporanga ainda mais próximo da comunidade.

Fonte: Folha Regional

Carta de Cristóvão Colombo furtada de biblioteca é devolvida

Carta, que data do século 15, foi roubada da Biblioteca Nacional da Catalunha, em Barcelona, no início dos anos 2000

© Pixabay

Mais de 500 anos depois, que incluíram um roubo, duas vendas e sete anos de investigação, uma cópia manuscrita de uma carta de Cristóvão Colombo sobre as descobertas na América retornou à Espanha nesta quarta (6). A carta, que data do século 15, foi roubada da Biblioteca Nacional da Catalunha, em Barcelona, no início dos anos 2000. Era uma cópia feita à mão do original de 1493, em que Colombo descreve “as gentes e as terras das Índias” aos reis da Espanha, que financiaram a viagem.

Uma pista sobre o roubo chegou ao Departamento de Segurança Doméstica dos Estados Unidos em 2011, que iniciou uma investigação. Segundo o governo americano, a carta foi roubada junto com dezenas de outros manuscritos da biblioteca, que foram substituídos por falsificações.

“Tenho o prazer de ser capaz de retornar esta peça de valor inestimável a seus donos de direito”, disse a vice-diretora interina da Divisão de Investigações do Departamento, Alysa D. Erichs.

Agentes do governo americano contataram a Biblioteca da Catalunha e examinaram a carta em posse da instituição, concluindo que era uma “cópia da cópia”, e não o artefato original. Descobriu-se, então, que a carta foi vendida duas vezes: em 2005, por dois livreiros italianos, e em 2011, por 900 mil euros –ou cerca de R$ 4 milhões.

O então proprietário da carta, cuja identidade não foi revelada, concordou em oferecer o documento para análise. Em março de 2014, enfim, uma análise de especialistas determinou que aquela era “acima de qualquer dúvida” a carta original.

Exames posteriores ainda indicaram que foram usados agentes químicos para remover o carimbo da Biblioteca da Catalunha do manuscrito. Especialistas ainda fizeram testes adicionais de imagem e químicos que determinaram o uso de um agente químico para clarear a tinta do carimbo da Biblioteca Nacional da Catalunha e para alterar as condições da fibra do papel.

É a segunda cópia da carta de Colombo devolvida pelo governo dos EUA: em maio de 2016, uma outra cópia foi descoberta e entregue a uma biblioteca na Itália. Desde 2005, o governo americano entregou, por meio do Departamento de Segurança Doméstica, mais de 11 mil relíquias históricas a mais de 30 países, incluindo manuscritos, objetos de famílias reais e fósseis. Com informações da Folhapress.

Fonte: Mundo ao Minuto

Bibliotecário Incorporado

portal do bibliotecario - incorporado

Você já ouviu falar sobre a denominação “bibliotecário incorporado”? A equipe de uma biblioteca é a chave para um salto qualitativo, que acompanhe o processo de mudança contínua no qual as unidades de informação estão imersas.

Atualmente, não é tão necessário o trabalho do bibliotecário em determinadas tarefas técnicas, automatizadas pelas novas tecnologias. Portanto, são fundamentais profissionais de informação proativos, com uma ampla visão, com competências cada vez mais variadas, conhecimentos temáticos e um claro compromisso com a excelência do serviço.

Bibliotecário Incorporado

Esse profissional tem sido chamado, por alguns autores, de “bibliotecário incorporado” (embedded librarian), na medida em que está envolvido nos processos da instituição e com seus pesquisadores. Segundo Torres-Salinas:

quando falamos de embedded librarian, nos referimos, portanto, a um bibliotecário que irá adicionar novas habilidades, desfrutando de maior especialização temática e científica; ele se adapta aos seus grupos de trabalho específicos, sai das fronteiras da biblioteca, desempenhando sua atividade em vários escritórios-satélite, e cuida de tarefas que antes só eram realizadas pelos pesquisadores. É, por conseguinte, um profissional híbrido, pesquisador/bibliotecário, que não apenas trata de alfabetizar informacionalmente os usuários, mas também pode, ele mesmo, fazer e resolver as coisas diretamente (Torres-Salinas, 2011, p. 50).

Perfil Profissional

Esse bibliotecário integrado busca melhorar a produtividade do erudito, formar os estudantes e atuar em todo o ciclo de vida do ensino e no processo de aprendizagem da pesquisa (Jaguszewski e Williams, 2013). Didac Martinez (2013, p.11), bibliotecário da Universidade Politécnica da Catalunha, indicou as habilidades possuídas pelo bibliotecário integrado. Entre estas, destacam-se as mais novas:

  • encontrar informação significativa para a tomada de decisão,
  • antecipando as necessidades e evitando dificuldades, e
  • ter a cultura e a visão holística dos problemas.

Da mesma forma, os bibliotecários da Universidade Aberta da Catalunha (Riera-Quintero, Padrós-Cuxart e Zuñiga-Ruiz, 2012, p. 6-7) delinearam o bibliotecário de pesquisa, identificando suas habilidades profissionais tradicionais e habilidades específicas, relacionadas com o apoio à pesquisa. Estas últimas seriam dadas pelas seguintes áreas:

Além disso, eles enfatizam a importância de habilidades de comunicação e em TI, ao oferecerem seus serviços virtualmente; e de habilidades em redes sociais.

Habilidades Necessárias

Finalmente, devemos mencionar o relatório das Bibliotecas de Pesquisa (RLUK – em inglês, Research Libraries UK), do Reino Unido – Re-skilling for research: an investigation into the role and skills of subject and liaison librarians required to effectively support the evolving information needs of researchers (Auckland, 2012) –, em que são identificadas e descritas 32 habilidades desse profissional. Destas, destacam-se as seguintes:

  • o conhecimento em profundidade da disciplina do pesquisador e da informação mais relevante publicada;
  • a capacidade de estabelecer relações fortes com os membros da equipe de pesquisa;
  • o concebimento de atividades de alfabetização informacional;
  • tornar-se um especialista em comunicação científica, financiamento, direitos de autor etc.;
  • o domínio das ferramentas de referência bibliográficas e da web 2.0;
  • e o conhecimento de metadados e sobre o gerenciamento de dados de pesquisa.

Fonte: Portal do Bibliotecário

La Red de Bibliotecas de la Región sigue los pasos de Netflix con su nueva plataforma

Estrena la plataforma eFilm para que sus usuarios puedan disfrutar ‘online’ de sus películas

Miriam Guardiola fue la encargada de presentar eFilms.
Miriam Guardiola fue la encargada de presentar eFilms. CARM
Netflix, Amazon Prime, HBO, Filmin… Los videoclubs han muerto (o casi); el streaming es el nuevo rey del consumo doméstico del audiovisual, la respuesta de la iniciativa privada ante la incesante piratería que domina Internet. El consumo audiovisual desde el soporte físico ya es parte del pasado –o de nostálgicos y coleccionistas–, y la Red de Bibliotecas de Murcia, que no solo vive del préstamos de libros, no se ha querido quedar atrás.

Y es que desde ayer, los usuarios de la Regional y demás bibliotecas municipales tienen un extenso catálogo cinematográfico a golpe de clic y sin más requisito que un móvil, portátil o tablet con los mínimos que exige cualquier plataforma como las citadas anteriormente; vamos, un dispositivo adaptado a las exigencias de navegación más básicas. Su nombre es eFilm, y contará con más de 30.000 títulos –de momento son ´solo´ 12.800, aunque «se irán intercambiando e incorporando obras continuamente»– entre cine, series, documentales, cortometrajes, conciertos, obras de animación y diferentes tutoriales.

La nueva plataforma, que se une a eBiblio –que ya cuenta en la Región con 3.892 usuarios y a través de la que, en 2017, se realizaron más de 15.300 préstamos de libros digitales–, fue presentada ayer por la titular de Turismo y Cultura, Miriam Guardiola, y los responsables de la empresa desarrolladora, InfoBibliotecas. La consejera recordó «la apuesta del Gobierno regional por la innovación tecnológica en el mundo de la cultura, ya que no podemos apartarnos del camino hacia la digitalización ni podemos obviar que la lectura de libros electrónicos y la visión de películas en el ordenador y en otros dispositivos es un hábito cada vez más arraigado, especialmente entre los jóvenes».

En este sentido, Guardiola recordó que «el préstamo de libros digitales sigue siendo minoritario respecto al soporte físico, pero ya son miles los usuarios registrados en las plataformas online de la Biblioteca» y ahora, con la incorporación de eFilm, «ampliamos la oferta de un servicio que es cada vez más demandado y gracias al que es posible disfrutar de un libro o de una película cuándo y dónde cada uno desee sólo disponiendo de un dispositivo electrónico y de un carné de biblioteca pública», señaló.

La consejera también hizo referencia a la «estrecha relación entre el cine y la literatura», e indicó que desde hace 20 años la Biblioteca Regional facilita el préstamo de audiovisuales, «un material muy demandado que es sin duda un eficaz camino para acceder al mundo de la cultura, al igual que lo es también por ejemplo el cómic».

Funcionamiento
En eFilm, los audiovisuales están clasificados por colores y, dependiendo del mismo, se podrá acceder a un número mayor o menor de préstamos. Una vez solicitado el préstamo, el usuario dispone de hasta 72 horas para visualizarlo cuantas veces desee y desde cualquier soporte, siempre en streaming y sin posibilidad de descarga.
Asimismo, se podrán solicitar préstamos de eFilm de manera independiente al resto de los materiales de la biblioteca. Es decir, el usuario puede tener el máximo de materiales de soporte físico prestados y, al mismo tiempo, acceder a la plataforma y solicitar lo que desee.

En eFilm Murcia, el usuario puede consultar toda la oferta de audiovisuales disponibles a través de un buscador o accediendo tanto a las listas automáticas de ´más prestados´ y de ´mejor valorados´ como a las creadas por la biblioteca que se irán actualizando periódicamente. En este momento, por ejemplo, los usuarios pueden consultar listas como ´De cómics´ –que cuenta con películas como Guardianes de la GalaxiaDeadpoolEl caballero oscuro o la española Arrugas– o ´Cine made in Spain´ –con cintas como El desconocidoUn monstruo viene a vermeMagical Girl u Ocho apellidos vascos–.

Aseguran que entre la oferta habrá disponibles estrenos internacionales, clásicos, documentales, ficciones, cortometrajes, obras de animación nacional, europea y asiática, series de televisión, cursos y las mejores películas españolas. Unas producciones que se podrán visionar en versión original, con subtítulos o dobladas al castellano.
Obviamente, para disfrutar de eFilm es necesario ser usuario registrado de la Red de Bibliotecas de Murcia, tener al menos 15 años de edad y disponer de una cuenta de correo electrónico. El acceso se realizará, al igual que ocurre con eBiblio, a través de la página web de la Regional.

Fonte: La Opinión de Murcia

Ações das bibliotecas para a Agenda 2030 da ONU são a ênfase da nova edição da Revista da Biblioteca Universitária

Está disponível on-line o novo número da revista “Bibliotecas Universitárias: pesquisas, experiências e perspectivas”, que tem como destaque o papel das bibliotecas na efetivação da Agenda 2030 da ONU, um pacto internacional em prol da valorização da dignidade humana e do desenvolvimento sustentável.

Nessa edição da revista, estão presentes artigos sobre o papel das bibliotecas no desenvolvimento de competências informacionais, sobre a cultura informacional e digital dos alunos residentes na moradia estudantil da UFMG e reflexões acerca da segurança da informação.

Além disso, estão disponibilizados relatos de experiência, entrevistas e resumos de pesquisas de doutorado e mestrado recentemente desenvolvidas por servidores do Sistema de Bibliotecas da UFMG.

Na seção de entrevistas, Wellington Marçal de Carvalho fala sobre sua trajetória acadêmica e atuação como gestor da Biblioteca Universitária da UFMG na gestão 2014-2018.  E Julio Díaz Jatuf, professor de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade de Buenos Aires, apresenta o conceito de biblioteconomia social e suas interfaces com a Agenda 2030 da ONU, com destaque para o acesso aberto à informação.

Clique aqui para conferir o conteúdo da revista na íntegra.

Fonte: Sistemas de Bibliotecas UFMG

Biblioteca Comunitária da UFSCar apresenta exposição de desenhos

Mostra retrata a jornada do artista em busca de si mesmo
  
Biblioteca Comunitária da UFSCar apresenta exposição de desenhos

Até o dia 30 de junho, a Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) apresenta a exposição de desenhos de Vitor Uemura, engenheiro mecânico e mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade de São Paulo (USP). A mostra retrata a jornada do autor em busca de si mesmo e é composta por obras de diferentes épocas, que remetem ao universo interior do artista e à procura por uma identidade própria.

Uemura começou a desenhar durante sua graduação, a princípio como forma distração e relaxamento; com o tempo, os desenhos acabaram adquirindo papel fundamental em seu cotidiano. Para ele, sua obra “surge como forma de expressão, se torna ferramenta de autopercepção e gera mudança interior”.

A exposição é gratuita, aberta às pessoas interessadas e pode ser visitada no Piso 2 da BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar, de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas, e aos sábados, entre 8 e 14 horas.

Fonte: Portal Morada

Novo guia mostra museus e acervos da USP

Publicação foi produzida pelo Centro de Preservação Cultural da Universidade

O histórico prédio do Museu Paulista da USP, no bairro do Ipiranga, em São Paulo – Foto: Francisco Emolo/Arquivo Jornal da USP

O Centro de Preservação Cultural (CPC) da USP acaba de produzir e disponibilizar na internet o Guia de Museus e Acervos da USP, que mostra o rico patrimônio cultural da Universidade. A obra traz informações sobre 45 unidades da USP, com seus acervos e espaços acessíveis ao grande público. Em agosto, o guia deverá ganhar uma versão impressa.

O guia possui dois objetivos, segundo a pesquisadora Cibele Monteiro, responsável pela seção de acervos e coleções do CPC: divulgar os museus e acervos da Universidade, tanto para a comunidade USP como para o público externo, e aumentar o interesse das pessoas por esse patrimônio. “Pensamos que seria importante a publicação de um guia para chamar a atenção da própria Universidade e, assim, podermos pensar na criação de políticas de preservação e de redes de especialistas para o desenvolvimento desses acervos, que são de todas as áreas da Universidade”, comenta Cibele.

Obras raras do acervo da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Os acervos são muito diversificados. Há acervos formados antes mesmo da criação da Universidade, como é o caso do Museu Paulista. Outros são frutos de doação, como o da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM), ou formados por aquisição de acervos de intelectuais, como é o caso do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Mas também há os acervos produzidos por pesquisas feitas na Universidade. Por exemplo, o Arquivo Geral da USP recebeu recentemente o acervo, organizado em 2013, da Orquestra Sinfônica da USP (Osusp), que conta a história do grupo.

Acervos localizados fora da Cidade Universitária, em São Paulo, também são destacados no  Guia de Museus e Acervos da USP. Entre eles estão, por exemplo, a Tecidoteca da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), na zona leste paulistana, o Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC), em São Carlos, o Museu Republicano de Itu e as Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos, em Santos.

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, localizada na Cidade Universitária, em São Paulo – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Guia de Museus e Acervos da USP é o segundo número da série de guias publicados pelo CPC. O primeiro, lançado em maio de 2018, foi o Guia dos Bens Tombados ou em Processo de Tombamento da USP, também disponível na internet.

Já em fase de planejamento, o terceiro guia da série terá como título Referências Culturais e Memória, que abordará o patrimônio imaterial e lugares de memória da USP. O quarto será sobre as obras escultóricas em espaços externos, que será feito em colaboração com a professora Fabiana Oliveira, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

O Centro de Preservação Cultural, criado em outubro de 2002, é um órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP que substituiu a Comissão de Patrimônio Cultural, formada em 1986. Desde 2004, está sediado na Casa de Dona Yayá, imóvel tombado localizado no bairro da Bela Vista, na capital paulista.

Guia de Museus e Acervos da USP  está disponível neste endereço: http://biton.uspnet.usp.br/cpc/index.php/patrimonio-da-usp/acervos-e-colecoes/

Guia dos Bens Tombados ou em Processo de Tombamento da USP, primeiro volume da série de guias do CPC, pode ser acessado aqui

Fonte: Jornal da USP

Marília divulga a programação da 9ª edição do Projeto Janela Literária

Evento será realizado neste sábado (9), das 9h às 13h. Entrada é gratuita.

Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Cultura, vai promover neste sábado (9), a 9ª edição do Projeto Janela Literária, das 9h às 13h, na Biblioteca Municipal “João Mesquita Valença”.

A programação desta edição conta com várias atrações, como a I Feira de Troca de Livros, 10º Encontro de Escritores Marilienses, contação de histórias e a exposição “Coleção Tátil de Maquetes das Catedrais do Mundo”, além de oficina de xadrez com o ex-árbitro auxiliar da Confederação Brasileira – Felipe Brene.

A chefe da biblioteca, Rosane Fagotti Voss, convida a população a prestigiar mais uma edição do Janela Literária. “Vamos ter muitas atrações e certamente a população ficará satisfeita. A entrada é gratuita e a nossa biblioteca está à disposição de todos.”

Rosane Fagotti destacou a I Feira de Troca de Livros. “Teremos estandes no calçadão em frente da biblioteca. Você pode trocar um livro por outro livro, ou um livro por dois gibis, ou ainda um livro por um brinquedo. Serão mais de 500 títulos em ótimo estado de conservação que estarão disponibilizados para troca”, disse.

Serviço

9ª edição da Janela Literária:

Data: 9 de junho.

Horário: 8h30 às 13h.

Local: Biblioteca Municipal “João Mesquita Valença” – Rua São Luiz, 1295, centro.

Fonte: G1 – Bauru e Marília

Junho é o mês do livro LGBT nas bibliotecas

Bibliotecárias presentes na Parada do Orgulho LGBT de São Francisco nos Estados Unidos, celebrando a liberdade de ler. Foto: Tara Schmidt
Junho é o Mês do Livro LGBT nos Estados Unidos, uma celebração anual da cultura, da história, das contribuições e tradições da comunidade lésbica, gay, bissexual e transgênera.
É uma comemoração nacional entre bibliotecas públicas e privadas, bibliotecas universitárias e comunitárias, onde autores, leitores e profissionais das bibliotecas celebram e refletem sobre as histórias de vidas, experiências e a literatura da comunidade LGBT. Originalmente estabelecida no início dos anos 90 pelo The Publishing Triangle – uma associação norte-americana de gays e lésbicas na indústria editorial – como o Mês Nacional de Lésbicas e Gays, esta ocasião é uma oportunidade para os amantes dos livros entrem em contato com o melhor da literatura LGBT presente nas bibliotecas.

Comemore o Mês do Livro GLBT com a sua comunidade leitora

 
O Mês do Livro GLBT é uma iniciativa da Associação Americana de Bibliotecas (American Library Association – ALA) e é coordenado por meio de seu Escritório de Diversidade, Alfabetização e Serviços de Extensão e também de sua Mesa Redonda de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT), que está empenhada em atender as necessidades de informação e acesso da comunidade LGBT, do público em geral e também dos profissionais de bibliotecas que se identificam como gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transgêneras. Por todo o país eventos e programações LGBT em bibliotecas são incentivados, celebrados e reunem pessoas para celebrar os livros, a leitura e a diversidade
Arte da Biblioteca Pública de Nova York para celebrar o Mês do Livro GLBT
A Huie Library – biblioteca acadêmica da Universidade Estadual de Henderson, fica na cidade de Arkadelphia, no Arkansas, e montou esse display incrível com um poster em homenagem às vidas perdidas na Pulse Nightclub em Orlando na Flórida, que foram dizimadas em um tiroteio motivado por homofobia em 2016, que foi considerado o mais mortífero incidente de violência e ódio contra pessoas da comunidade LGBTQ, e também da comunidade latina nos Estados Unidos. Foto: Huie Library
Confira esta impressionante mostra que a Bellmore Memorial Library da cidade de Bellmore no estado de Nova York montou com seu acervo de livros LGBTQ. Foto: Instagram da Bellmore Memorial Library
A American University Library de Washington DC comemora o orgulho LGBT com sua mais recente exposição de livros. Foto: AU Instagram
A Associação Americana de Bibliotecas está empenhada em encorajar e apoiar o acesso livre e necessário a todas as informações, disponibilizando em seu site downloads gratuitos e material informativo para que as bibliotecas norte-americanas possam celebrar o Mês do Livro GLBT simultaneamente, além de dar sugestões de livros, como o livro This Day in June da autora Gayle E. Pitman, um guia de leitura para mães, pais e cuidadores sobre como conversar com crianças sobre orientação sexual e identidade de gênero de acordo com a idade.
Exposição de livros LGBT na biblioteca Myers Park, filial da biblioteca Charlotte Mecklenburg na cidade de Charlotte na Carolina do Norte, Estados Unidos. Foto: Pinterest da Biblioteca Charlotte Mecklenburg.
Entre os downloads gratuitos da ALA estão os ‘Guias de leitura para discussões em grupo’ para as pessoas que quiserem organizar grupos de debate e rodas de conversa nas bibliotecas sobre os livros indicados na lista. Autores, editores, distritos escolares, e organizações dedicadas ao incentivo à leitura participaram da organização desse material. O Mês do Livro GLBT culminará em muitos eventos e programas da Conferência Anual da ALA de 2017 em Chicago com foco em questões e serviços para a comunidade LGBT.
Hora da Contação de Histórias Drag Queen com a contadora Honey Mahogany celebrando o orgulho LGBT na Biblioteca Pública de São Francisco. Foto: SFPL
— Zines LGBT: A Biblioteca Pública de Chicago em 2017 está fazendo eventos fabulosos para adolescentes. A biblioteca está convidando adolescentes que tenham uma história para contar ou uma experiência para compartilhar a se juntar com um coletivo de escrita para uma oficina de criação de zines, e discutir a importância de contar nossas histórias como comunidades LGBTQIA (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneras, Queer, Intersex, Assexual e Aliados) para desafiar estereótipos, opressão e narrativas dominantes na mídia convencional
— Para crianças, várias bibliotecas estão cada vez mais encantadas com as Drag Queens contadoras de histórias. Leia a matéria que fizemos sobre esse assunto.

Mês dos Livros LGBT no Brasil

Arte: Juliano Rocha
Adoraríamos conhecer iniciativas brasileiras dedicadas a partilhar conhecimento e informação sobre diversidade, inclusão, sexualidade, história, contribuições e direitos do público LGBT. Se você trabalha ou frequenta uma biblioteca de qualquer modalidade que se dedique a celebrar a comunidade LGBT, ou algum evento exclusivo para o público, para seus funcionários, e que já tenha programações e atividades relacionadas à cultura LGBT, deixe uma mensagem na caixa de comentários desse post, ou fale com a gente pelo Facebook.

Prepare-se para celebrar as Datas Comemorativas LGBT na sua biblioteca

Essas são sugestões de datas importantes para celebrar, incluir e fortalecer a comunidade LGBT em bibliotecas, espaços e projetos de incentivo à leitura

— 29 de Janeiro | Dia da Visibilidade de Travestis e Transexuais
— 17 de Maio | Dia Internacional de Combate à Homofobia
— 28 de Junho | Dia do Orgulho LGBT Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais
— 29 de Agosto | Dia da Visibilidade Lésbica

Leia mais artigos LGBT no blog Bibliotecas do Brasil para se inspirar

Tradução e texto: Daniele Carneiro – Bibliotecas do Brasil
Informações e poster do site da American Library Association – ALA
Fotos com créditos dos sites de origem em cada uma delas
Arte “Eu estarei ao lado do mais vulneráveis” de Juliano Rocha – Bibliotecas do Brasil
contato@bibliotecasdobrasil.com

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Fonte: Bibliotecas do Brasil

Grupo de Trabalho – Bibliotecas Públicas (GT-BP) FEBAB

Elisa Machado e Nathalice Cardoso, integrantes do GPBP/UNIRIO fazem parte do Grupo de Trabalho sobre Bibliotecas Públicas (GT-BP) criado esse ano dentro da FEBAB.

Para começar os trabalhos o GT-BP/FEBAB lançou uma questão as/aos bibliotecárias/os que atuam em bibliotecas públicas:

Como o GT-PB/FEBAB pode contribuir para a melhoria dos serviços e práticas bibliotecárias?

Se você trabalha nesse tipo de biblioteca acesse o link abaixo e responda ao questionário: https://goo.gl/forms/eibjRK3HIXB8HZ903

Para saber mais sobre o GT-BP/FEBAB acesse o link: http://www.febab.org.br/sobre/gt-bp/

Fonte: Cultura Digital

Biblioteconomia e bibliotecas: muito além do tecnicismo

Em entrevista exclusiva, Cristian Brayner discute os desafios de seu ofício à luz da Teoria Social, bibliotecas no Brasil e muito mais.

Entrevista por Bruno Leal

Quando falamos do campo da Biblioteconomia, não podemos ignorar a importância da questão técnica e dos padrões de tratamentos das fontes, bem como dos serviços e produtos – sobretudo em um mundo que tem sido transformado pelas novas tecnologias. No entanto, Cristian Brayner, nosso entrevistado, diz que precisamos “pôr sob permanente suspeita a independência da técnica frente à teoria social”. Em outras palavras, mais do que sistemas de classificação, a Biblioteconomia é uma atividade social e como tal, deve ser pensada em sua relação com a sociedade, a cultura e o poder. “O envolvimento ideológico da biblioteca é comprovado tanto pelas labaredas de fogo que dão cabo às suas fontes, quanto pela diligência por parte do Estado em construir edifícios nababescos para abrigarem a sua memória”, afirma Brayner.

Cristian-Brayner
Cristian Brayner tem sido uma referência no campo da Biblioteconomia no Brasil. Foto: acervo pessoal do entrevistado.

Nos últimos anos, Brayner tem sido um dos mais engajados pensadores da Biblioteconomia no Brasil, autor de diversos artigos e entrevistas sobre o campo. Ele é também articulista da Biblioo – Cultura Informacional, da Revista Carta Capital. Doutor em Literatura pela Universidade de Brasília, foi diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura. Recentemente foi agraciado com o Prêmio Casa de Las Américas e atua como bibliotecário na Câmara dos Deputados. Em entrevista exclusiva ao Café História, Brayner fala sobre os atuais desafios da Biblioteconomia e das bibliotecas no Brasil. Confira!

Bruno Leal: Como você enxerga a relação entre Biblioteconomia e História?

Cristian Brayner: Encaro a História como uma narrativa das subjetividades. Enquanto história-relato, destinada a contar o que foi visto e sentido, ela se erige por meio de uma seleção prévia de fontes acondicionadas em depósitos físicos e digitais, e alçadas à condição de documentos. Nesse sentido, a biblioteca é o locus privilegiado da forjatura dessa história-testemunhal, não apenas por ser um equipamento destinado a coletar e a disseminar vozes múltiplas, mas, também, por estar empenhada em invisibilizar narrativas consideradas impróprias ou inadequadas, silenciando, total ou parcialmente, sujeitos e coletividades. Sua topografia reflete a estrutura de poder vigente, subordinada às entidades políticas e aos saberes hegemônicos. Desse modo, a biblioteca possibilita ao historiador construir narrativas geminadas, tanto pelo que se é encontrado em suas estantes, salões e corpos, quanto por suas lacunas físicas e simbólicas.

Gostaria de me debruçar sobre duas relações mais específicas, uma pretérita, outra atual. A Biblioteconomia, nos oitocentos, sofreu um curioso processo de apropriação, tornando-se uma espécie de serva da História. Frédéric Mauro compreendeu esse fenômeno de vassalagem como sendo uma estratégia destinada a atribuir cientificidade à História. Vale ressaltar que essa relação, ainda que subordinativa, beneficiou a Biblioteconomia ao lhe outorgar, por certo tempo, status de ciência auxiliar. Acredito que a solidez dessa aliança se deu em virtude do enorme sucesso do aforismo de Leopold von Ranke entre os historiadores: Will bloss zeigen wie es eigentlich gewesen ist (“Apenas mostrar como realmente aconteceu”). Afinal de contas, dentro dessa perspectiva, como recuperar a pretensa verdade histórica sem recorrer às fontes custodiadas pelo bibliotecário?

Sinceramente, não me parece que os atores da Biblioteconomia contemporânea se sentiriam satisfeitos em encará-la como disciplina submetida ao saber histórico. Contudo, se é verdade que a sensatez tenha cassado o título de “ciência” atribuído à Biblioteconomia pela História, ela não perdeu seu ranço tecnicista. Isso justifica o investimento pesado em taxonomias no trato com os seus acervos e públicos, em especial a partir da segunda metade do século XIX. Isso se deve, em parte, ao abandono da matriz curricular de forte inspiração humanista, baseado na École des Chartes. Em prol de um acervo de livre acesso, os bibliotecários brasileiros dito “progressistas”, abraçaram, sem reservas, o modelo norte-americano. E cá estamos nós, ansiosos com o lançamento da nova edição da CDD1 e preocupadíssimos com a morte prenunciada da AACR2.2 Do bibliotecário erudito restaram as cinzas.

A biblioteca possibilita ao historiador construir narrativas geminadas, tanto pelo que se é encontrado em suas estantes, salões e corpos, quanto por suas lacunas físicas e simbólicas.

Não se trata, evidentemente, de negar a importância dos padrões de tratamento das fontes e de construção de serviços e produtos, mas de pôr sob permanente suspeita a independência da técnica frente à teoria social. Esse temor não é recente. Lee Pierce Butler, professor de Biblioteconomia da Universidade de Chicago, já denunciava essa postura, em 1933: “Ao contrário de seus colegas de outros campos de atividade social, o bibliotecário é estranhamente desinteressado pelos aspectos teóricos de sua profissão. O bibliotecário é o único a permanecer na simplicidade de seu pragmatismo.” Aquele “gosto exclusivo pelo real e pelo útil”, tão apregoado por Auguste Comte, nos afetou profundamente. Esse divórcio entre teoria e técnica, também denunciado por Ortega y Gasset, introduziu o bibliotecário num estado de alienação, fragmentando tudo o que ele toca, como se o atuar não estivesse associado ao pensar.

Nesse cenário, penso que a História pode prestar um serviço para a Biblioteconomia, contemporizando a palavra, sua matéria-prima, desvendando suas cores e nuances. Não se trata de uma tarefa fácil. O culto respeitoso à verdade circunscrita às fontes e a modos particulares no trato documental arrefece o interesse coletivo em compreender as mecânicas de representação dos conteúdos. Há, inclusive, focos de resistências na superação da ideia de imparcialidade discursiva, como se a palavra, materializada em verbetes, números de chamada e taxonomias, não implicasse, em si mesma, num compromisso político. O envolvimento ideológico da biblioteca é comprovado tanto pelas labaredas de fogo que dão cabo às suas fontes, quanto pela diligência por parte do Estado em construir edifícios nababescos para abrigarem a sua memória. As duas faces da mesma moeda. Estou convencido de que as narrativas históricas podem diluir os dogmas do tecnicismo canhestro por meio do cruzamento das memórias, colaborando com o bibliotecário ao subjetivar seus modos de “fazer biblioteca”, levando-o a experenciar a técnica enquanto “agir produtivo na sua integridade.”

Burno Leal: Em 2015, o Ministério da Cultura (MinC) lançou uma plataforma muito interessante na qual é possível encontrar, no mapa do Brasil, as mais de 6 mil bibliotecas públicas (municipais e estaduais) e comunitárias identificadas no Cadastro Nacional de Bibliotecas e que integram o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Como você avalia as recentes políticas públicas do Brasil para as bibliotecas?

Cristian Brayner: O mapa ao qual você fez menção é prova de que algo tem sido feito na esfera federal. De todo modo, vale esclarecer que a letargia conscienciosa é política pública. Se, por exemplo, o atual Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, privilegiar a indústria cinematográfica, como me parece estar fazendo, ele poderá, ao final de 2018, afirmar, serenamente: “Desenvolvi políticas públicas para as bibliotecas brasileiras ao ignorá-las.”

De todo modo, observo que, nos últimos anos, o Brasil avançou, particularmente no campo da política pública regulatória. Ressalto, sobremaneira, a aprovação da Lei nº 12.244/2010, que dispôs sobre a obrigatoriedade da biblioteca em todas as escolas públicas e privadas do país. Essa medida, se cumprida até o prazo estabelecido pelo legislador, a saber, dia 24 de maio de 2020, fomentará hábitos permanentes quanto ao uso das fontes de informação.

Embora defenda a Lei supramencionada, reconheço que o legislador se equivocou ao estabelecer um único indicador, a saber, a quantidade de livros por número de alunos matriculados. Biblioteca envolve, além das coleções, tecnologia, produtos, serviços, processos e regulamentos. Biblioteca envolve, ainda, profissionais, e o Brasil não possui bibliotecários suficientes para atender a demanda futura. Nesse sentido, é importante que o Ministério da Educação protagonize uma ação em prol do estabelecimento de padrões mínimos, garantindo, assim, que a universalização das bibliotecas escolares se vincule, permanentemente, à qualidade. Recentemente, participei de uma audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados para discutir a matéria. Propus ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) a criação de um grupo de trabalho destinado a estabelecer estes parâmetros. Aguardemos.

Ainda no domínio regulatório, será necessário descascar, mais cedo ou mais tarde, um abacaxi enorme: a precariedade da memória bibliográfica nacional, tanto em relação à sua preservação quanto à disseminação.Recentemente, a historiadora Georgete Medleg, juntamente com outro pesquisador da Universidade de Brasília, Carlos Henrique Juvêncio, publicaram um artigo em que pontuaram os graves problemas enfrentados pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade responsável pela preservação de nossa memória bibliográfica. Embora reconhecendo o impacto negativo das limitações orçamentárias enfrentadas pela direção da FBN no cumprimento da missão a qual está legalmente investida, os dois pesquisadores apontaram outro aspecto que, embora estruturante, tem sido ignorado pela FBN: o descumprimento da Lei nº 10.994/2004, que dispõe sobre o depósito legal de publicações, na Biblioteca Nacional, e dá outras providências.

De fato, desde a sua promulgação, há 13 anos, a chamada Lei do Depósito Legal vem sendo desrespeitada em vários aspectos. Primeiro, por não haver controle quanto ao cumprimento do depósito das obras por parte dos impressores no prazo legalmente estabelecido, a saber, 30 dias após a sua publicação. Segundo, por não haver cobrança de multa a quem não efetuar o depósito, o que, de fato, não pode ocorrer, já que a mesma nunca foi regulamentada. Embora o legislador tenha estabelecido no teor da própria Lei o prazo de 90 dias para que o Poder Executivo o fizesse, 13 anos se passaram. Terceiro, pela Bibliografia Nacional não ser editada há dez anos. Quanto a esse último problema, se ligarem para a FBN, dirão, sem ruborizar, que a bibliografia nacional foi substituída pelo catálogo eletrônico que, simplesmente, não te possibilita, sequer, gerar, uma lista anual das fontes depositadas. Esse quadro catastrófico justifica o tom incisivo adotado pelo Medleg e Juvêncio:

A BN [Biblioteca Nacional] coopera com a invisibilidade do livro ao não exercer suas missões, ao não “difundir os registros da memória bibliográfica e documental nacional”; ao atuar, em parte, como “centro referencial de informações bibliográficas”; ao não atuar “como órgão responsável pelo controle bibliográfico nacional”; ao não “assegurar o cumprimento da legislação relativa ao depósito legal”; e ao não compreender a diferença entre um catálogo e uma bibliografia. […] É notório, e reiteramos, o descaso com a Nacional, mas, por sua vez, ela mesma é ativa no descaso com que trata o ‘Nacional’, os registros de memória da produção intelectual brasileira. […] É necessário despir-se da soberba e entender que o ‘Nacional’ que ela representa hoje está bem aquém do Nacional que o Brasil é, mesmo em termos bibliográficos.

O que fica claro é que o fim do descaso em relação à nossa memória passa, necessariamente, pela regulamentação da Lei do Depósito Legal. Por se tratar de um assunto de enorme relevância aos historiadores, creio que vocês podem colaborar, sobremaneira, com o debate.

Fiz questão de elencar duas medidas regulatórias claramente possíveis de ser realizadas porque, não raramente, a discussão em torno das políticas públicas para bibliotecas tende a emperrar sob a justificativa de não haver dinheiro para a efetivação das ações. Ao jogarmos luz sob compromissos legalmente firmados – universalização das bibliotecas escolares e preservação efetiva da memória bibliográfica nacional – abrimos canais de negociações com os gestores públicos para que as políticas públicas distributivas se concretizem.

Bruno Leal: Em agosto deste ano, você pediu exoneração do cargo de diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB). Por quê?

Cristian Brayner: Durante os nove meses que estive à frente do DLLLB, enfrentei quatro ministros. O convite foi feito pelo Ministro da Cultura Marcelo Calero que, em nossos dois únicos encontros, foi bastante empático, manifestando interesse em instalar bibliotecas nos subúrbios do país. Ele ficou animado quando mencionei o Projeto de Lei nº 2.831/2015, que torna obrigatória a instalação de biblioteca nos projetos de conjuntos habitacionais financiados pelo governo federal. Ironicamente, fui nomeado no dia em que o ele pediu exoneração.

Aí assumiu o Roberto Freire que, em seu curto espaço frente à pasta, priorizou, em palavras e ações, a leitura e as bibliotecas. Semanalmente, durante os despachos, ele ressaltava a necessidade de se investir em bibliotecas, justificando ser o equipamento cultural com maior capilaridade nacional. Trabalhamos muito! Desenvolvemos 28 ações, todas elas alinhavadas aos quatro eixos do Plano Nacional do Livro e Leitura. A título de ilustração, cito a criação do Prêmio Literário Ferreira Gullar; a elaboração de um projeto para a reconstrução da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, separando um valor considerável para a empreitada; as ações destinadas a distribuir entre as bibliotecas públicas e comunitárias cerca de quinhentos mil livros armazenados no prédio anexo da FBN; a formação de uma biblioteca brasilianista na Casa de Las Américas, em Cuba; a indicação vitoriosa do Brasil como sede do Estágio do Iberbibliotecas; a autorização por parte da Academia Sueca de o Ministério da Cultura indicar, a partir de 2017, um escritor ou escritora para a disputa do Prêmio Nobel de Literatura; a criação de um Grupo de Trabalho encabeçado pela FBN para produzir uma minuta de decreto regulamentando a Lei do Depósito Legal, mas que, lamentavelmente, por malemolência de alguns, foi suspenso.

A empatia demonstrada pelo Ministro Freire fez com que diversas ações se desenvolvessem, apesar da escassez de dinheiro. Ao retomar o seu mandato de deputado federal, a penúria do DLLLB, já deflagrada com a sua alocação ao nível mais baixo da estrutura orgânica do MinC, se agravou: primeiro, em virtude dos cortes orçamentários contínuos; segundo, em decorrência de uma crise orgânica, fruto de uma disputa patética protagonizada por duas Secretarias do Ministério da Cultura.

De volta à Câmara, o que me resta é torcer para que o DLLLB não esteja sendo conduzido a partir da lógica da descontinuidade, numa tentativa clientelista e personalista de se apagar ações e invisibilizar atores que passaram por lá. Quem ganha com a prática do bom senso? Toda a sociedade brasileira.

Bruno Leal: Nas redes sociais, você tem lembrado bastante que a Lei 4.084/1962 estabelece que administrar biblioteca é competência exclusiva do bibliotecário. Porém, nem sempre são os bibliotecários que estão à frente das bibliotecas. Por que isso acontece? Será que a mencionada lei está sendo interpretada de forma diferente? Ou será que isso se deve a questões de ordem mais prática, como, por exemplo, dificuldades na contratação deste tipo de profissional?

Cristian Brayner: A gestão de bibliotecas é competência exclusiva do bibliotecário. É o que reza o ordenamento jurídico brasileiro. E para a regra não há exceção. Longe de ser mero corporativismo, trata-se de uma estratégia destinada a garantir a todo cidadão acesso a bibliotecas de qualidade.

O fato é que muitas bibliotecas continuam sendo dirigidas por gente inabilitada. E isso se deve, fundamentalmente, a duas posturas fortemente enraizadas na cultura brasileira. A primeira delas, a política de favores que, no caso da biblioteca, é agravada pelo seu baixo prestígio. De fato, na hora de fatiar o bolo, a biblioteca, quase sempre desvalida em méritos na estrutura orgânica, costuma ficar por último, sendo entregue de bandeja a correligionários de formação medíocre ou duvidosa. É terrível constatar que a biblioteca se tornou prêmio de consolação. Foi essa lógica hedionda que justificou a nomeação de um agrônomo para administrar a biblioteca de um importante Tribunal Superior.

Outro caso representativo é o da Fundação Biblioteca Nacional, a maior biblioteca do país, atualmente gerenciada por uma advogada. Aqui não se trata de personalizar a discussão, culpando quem assumiu o cargo, até porque esse quadro insólito, de flagrante desobediência ao ordenamento jurídico, não se iniciou no governo atual. De fato, há mais de 30 anos que o gabinete principal da Biblioteca Nacional não é ocupado por um bibliotecário, embora saibamos que a discricionariedade garantida ao administrador público não lhe dá o direito de ignorar os pressupostos exigidos pela Lei já citada. Acho pouco provável que esse quadro banalizado se deva à ignorância dos nossos oito últimos Presidentes da República.

Defendo que, além das medidas judiciais, o Conselho Federal de Biblioteconomia atue na esfera política, convencendo o morador do Alvorada a nomear um bibliotecário para o cargo. Quem sabe uma lista tríplice, aos moldes dos operadores do Direito? Creio que, após mais de um século da criação da primeira escola de Biblioteconomia, o país possua gente gabaritadíssima para assumir o posto citado, inclusive entre os bibliotecários da própria Biblioteca Nacional.

O segundo ponto que me parece nevrálgico ao tratar do descumprimento da Lei nº 4.084/1962 é o desprezo das autoridades públicas quanto à biblioteca escolar. Minha esperança em relação a um Brasil decente passa pelo ambiente escolar. Mas o que estão fazendo com as bibliotecas escolares? A geografia destinada a fomentar a cidadania de crianças e adolescentes por meio do treinamento das habilidades informacionais, se converteu em oásis terapêutico para tipos patológicos, ou seja, professores readaptados, muitos deles sofrendo de transtornos psiquiátricos graves. Infelizmente, essa prática tem sido recorrente em diversas regiões do país. Em alguns casos, o destrato tem alcançado níveis alarmantes, a ponto de o professor readaptado auferir, em portaria assinada pelo Prefeito do Município, o título de bibliotecário.

Mid-Manhattan Library
Mid-Manhattan Library, New York, United States. Foto: Sebas RiBas, Unplash.

Pergunto-me: o que leva um agente público legitimar esta ilegalidade? Penso que Edson Nery da Fonseca, em 1982, respondeu a essa questão da seguinte maneira: “De modo geral, as autoridades brasileiras (governamentais e universitárias) não reconhecem a importância das bibliotecas porque elas próprias não se beneficiaram de bons serviços bibliotecários.” Não tenho porque duvidar de Nery. Afinal, nossas autoridades, antes de ocuparem as tribunas e os parlatórios, frequentaram os bancos escolares, deparando-se, tantas vezes, com salas horrendas e soturnas apelidadas de bibliotecas, e guardadas a sete chaves por “tias”.

Além disso, ao contrário do hospital ou do tribunal, espaços estes erigidos e destinados a reordenar o corpo físico e social, a biblioteca, no imaginário de nossos prefeitos e secretários de educação, é o locus por excelência da inação. Desse modo, se é esperado da parte do médico ou do magistrado a destreza em proferir a verdade destinada a sanar um conflito, o que pressupõe o fazer falar, espera-se do professor readaptado, vulgo “bibliotecário”, apenas algum nível de habilidade em preservar o silêncio, garantindo-lhe, quem sabe, recuperar certo nível de sanidade perdido na sala de aula barulhenta. É triste observar que o amadorismo na biblioteca escolar tenha crescido e ganho feições de legitimidade, trazendo prejuízos para um país em que, apenas, 8% da população é plenamente alfabetizada.

Enfim, essas duas práticas – a partidarização das bibliotecas por meio da designação de indicados políticos e a patologização da biblioteca escolar – representam, no fundo, uma ameaça única: desqualificar a Biblioteconomia e, consequentemente, o equipamento cultural biblioteca. Não deixa de ser curioso observar que, se os historiadores dos oitocentos nos ofereciam coroas de louros, a burocracia moderna tende a esvaziar nosso papel, relativizando a necessidade de bacharéis em Biblioteconomia nas bibliotecas e, em certos casos, justificando esse discurso em virtude do número insuficiente de bibliotecários. Ora, se o problema é falta de profissionais, que se multipliquem os cursos de Biblioteconomia no Brasil

As bibliotecas financiadas com dinheiro público, e aqui eu incluo também a Biblioteca Nacional, permanecerão sob ameaça enquanto deputados e governadores continuarem chamando a “tia da biblioteca” de “bibliotecária”, e conceberem a biblioteca como espaço terapêutico. Embora essas autoridades costumem adotar, em solenidades, um tom laudatório às bibliotecas, não costumam deixar de indicar compadres e docentes adaptados para dirigi-las. O que nos resta é se valer da palavra. Afinal de contas, como diz Miguel de Unamuno, “há momentos em que silenciar é mentir.”

Bruno Leal: O desenvolvimento tecnológico nos últimos anos provocou uma série de transformações nas bibliotecas: a digitalização de acervos, o tagueamento de objetos digitais, os algoritmos usados em sistemas de busca, a introdução do computador e da Internet em espaços onde antes predominavam o papel e o microfilme. Tudo isso passou a fazer parte do vocabulário corrente dos(as) bibliotecários(as). Como isso tem impactado na função social da biblioteca? E mais: como você acha que as bibliotecas estão se preparando para lidar com o gigantesco volume de objetos digitais?

Cristian Brayner: Você elencou algumas transformações nas bibliotecas provocadas pela tecnologia digital. Quanto à digitalização, é admirável constatar a possibilidade de se consultar os maiores acervos bibliográficos do mundo no sofá de casa, o que antes só era possível dirigindo-se ao prédio da biblioteca. Desenvolvi parte considerável da minha pesquisa de doutorado na Biblioteca Nacional da França sem ter pisado os pés em Paris. Contudo, noto que muitas instituições de memória ainda têm uma visão da biblioteca digital somente enquanto mímesis da biblioteca física. Assim, escaneamos milhões de páginas, sem nos preocuparmos em apresentar essa massa documental de maneira inteligente, o que envolveria o uso das ferramentas Web 2.0. O que torna a biblioteca digital particularmente interessante é a oferta de uma série de mecanismos destinados a facilitar o uso dessas informações através de novas ferramentas de trabalho. Por exemplo, o OCR (Reconhecimento de Caráter Ótico), na maioria das vezes, tem sido utilizado apenas como facilitador de buscas de palavras, quando, na verdade, ele oferece maior potencial de uso, como a mineração de texto e a extração de palavras para análise de frequência semântica.

Durante o meu pós-doutorado em História, enfrentei uma via crucis na recuperação das caricaturas produzidas por Angelo Agostini, publicadas nos jornais do Império. É que a Hemeroteca Digital Brasileira, embora abarque um universo impressionante, não oferece um instrumento inteligente de busca. Isso poderia ser solucionado por meio do uso de OCRs, como já tem sido feito por algumas instituições. A British Library, por exemplo, tem adotado os OCRs para identificar e extrair imagens de seus acervos físicos, construindo, assim, bancos de dados iconográficos.

A prática da folksonomia, através da etiquetagem (tagueamento), garante a interatividade entre o usuário e a informação, possibilitando o enriquecimento dos catálogos institucionais. Plataformas que possibilitam busca integrada em catálogos bibliográficos se beneficiam dessas ações, como é o caso do WorldCat. Esse novo modo de tratamento ainda não tem sido explorado de forma muito expressiva no Brasil, isso talvez porque as bibliotecas brasileiras ainda não encarem a folksonomia como mais-valia, tanto para os usuários quanto para as bibliotecas, mas como ameaça ao controle linguístico. Isso gera alguma resistência em relação a esses novos modelos de tratamento informacional em ambientes digitais.

A serendipidade, esse encontro inusitado, não agendado, entre o indivíduo e um componente informacional, é um fenômeno recorrente na era digital. Nesse sentido, o uso de algoritmos é uma prática destinada a auxiliar o usuário a reconhecer as suas próprias necessidades. Embora as livrarias brasileiras estejam recorrendo aos algoritmos há um bom tempo, isso ainda é tímido em relação aos catálogos de nossas bibliotecas.

Penso que o uso massivo dessas ferramentas no espaço das bibliotecas passa, necessariamente, pela discussão a respeito das fronteiras simbólicas erigidas entre os atores envolvidos na produção, representação e consumo da informação. Talvez tenhamos passado da hora de investirmos na adoção de práticas cooperativas destinadas a enriquecer as nossas ferramentas e acervos.

Bruno Leal: Você está prestes a lançar um novo livro, “A Biblioteca de Foucault”. Fale um pouco sobre a proposta do livro: o que você busca discutir nele?

Cristian Brayner: Contam que a assistente de Husserl, Edith Stein, em férias na Baviera, ao procurar na biblioteca dos Conrad-Martius, seus anfitriões, algo interessante para ler, deparou-se com a autobiografia de Teresa de Jesus. Apaixonada pela “mulher inquieta, errante, desobediente e contumaz”,3 Edith, até então ateia, se converte ao catolicismo, buscando o refúgio do claustro. Com Foucault, tive uma experiência aos avessos. Era um jovem bibliotecário. Antes da leitura de sua aula inaugural no Collège de France, creditava à biblioteca os atributos de continuidade e universalidade. Não vislumbrava outro caminho aceitável senão o do sujeito racional plasmado por Descartes, Galileu e Bacon.

Foucault me desarranjou. Aprendi com ele não haver entidades supra-históricas. Passei a suspeitar de saberes, objetos, métodos e sujeitos perenes. Se o discurso é instrumento de desejo e, ao mesmo tempo, de poder, não podia encarar a biblioteca como espaço franco e neutro, alheia aos conflitos e motins, mas sim como um dos equipamentos onde o poder tem feições terríveis ao ser exercido quase sempre de forma dissimulada. A cada periódico indexado, a cada atendimento no balcão, fui observando que a biblioteca, com seus ditos e não ditos, esteve profundamente comprometida com um regime histórico de produção de verdades destinado a preservar uma ordem de coisas.

O livro nasceu daí, dessa experiência. Tenho por pretensão analisar a biblioteca como forma histórica de poder, forjada em função do advento do homem. Afinal, “antes do fim do século XVIII, o homem não existia”, disse Foucault em “As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas”. Preocupei-me em compreender como as bibliotecas foram se erigindo e atuando como equipamento burguês, tendo por fim último produzir corpos dóceis e úteis. A maximização dessas forças corpóreas destinadas a garantir o máximo rendimento pressupõe, certamente, um investimento em técnicas de controle, de vigilância, de delimitação de espaço e de tempo, bem como ao culto de determinadas práticas, como o silêncio. Essas estratégias docilizadoras me interessam, particularmente.

O bibliotecário tem se comprometido com uma forma particular de verdade. Verdade límpida, livre de qualquer mancha de opacidade relativista. A verdade, para o bibliotecário, está submetida à clareza e a universalidade. Foucault me convenceu de que, longe de ser mero espelho da infraestrutura econômica, a biblioteca, por meio de seus produtos e serviços, retroalimenta o regime. Ao refutar a concepção da biblioteca dentro da lógica do espelhamento, me foi permitido discutir as possibilidades éticas dos agentes que ali atuam. Em síntese, A Biblioteca de Foucault tem por fim analisar o poder sofrido e, principalmente, exercido pela biblioteca a partir da identificação de certos mecanismos ali presente, como os separação, interdição e vontade de verdade, ressaltando as possibilidades de resistência.


Notas

A Classificação Decimal de Dewey (CDD) é um sistema de classificação documentária desenvolvido pelo bibliotecário norte-americano Melvil Dewey em 1876. Já na 23ª edição, tem recebido críticas pelo seu anglocentrismo e conservadorismo, propensos a reduzir ou desqualificar as experiências socioculturais de outros povos em suas notações.

2 O Código de Catalogação Anglo-Americano – 2ª edição (AACR2) é um compêndio de regras para descrever fontes bibliográficas representando pessoas, localizações geográficas e entidades coletivas.

3 SAGGI, Ludovico. “Vetera et nova” nella biografia di Santa Teresa. Carmelus, Roma, v. 18, n. 1, p. 142-150, 1971.


Referencias bibliográficas

LE GOFF, Jacques. História e memória. 5. ed. Campinas: Ed. da Unicamp, 2003.

CASTRO, César. História da biblioteconomia brasileira. Brasília: Thesaurus, 2000. p. 199.

VITA. 1965. Luís Washington. Alberto Sales: ideólogo da República. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1965. p. 276.

ORTEGA Y GASSET, José. Meditación de la técnica y otros ensayos sobre ciencia y filosofía. Madrid: Alianza, 2008.

AGAMBEN, Giorgio. O homem sem conteúdo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2013. p. 89.

DYE, Thomas. Understanding Public Policy. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1984.

FONSECA, Edson Nery da. A biblioteca escolar e a crise da educação. São Paulo: Pioneira, 1983. p. 7.

UNAMUNO, Miguel de. Mentira. In: DUAILIBI, Roberto; PECHLIVANIS, Marina. Duailibi essencial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. p. 268.

KUMBHAR, Rajendra. Library classification trends in the 21st century. Oxford: Chandos Publishing, 2012.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural no Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. São Paulo: Edições Loyola, 2012.

FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. 9. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.


Cristian Brayner é pós-doutor em História, doutor em Literatura pela Universidade de Brasília, mestre em Ciência da Informação e graduado em Biblioteconomia, Tradução, Filosofia e Letras (Língua e Literatura Francesas). É ex-diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura. Foi agraciado com o Prêmio Casa de Las Américas.

Bruno Leal Pastor de Carvalho é professor do Instituto de História pelo programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), vinculado ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É doutor em História Social pela UFRJ (2015), mestre em Memória Social pela UNIRIO (2009) e especialista em História Contemporânea pela PUCRS (2010). Graduado em História pela UERJ (2006) e em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela UFRJ (2006). É fundador e editor do portal Café História, além de cocoordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes da UFRJ (NIEJ). É membro da Rede Brasileira de História Pública e da Associação das Humanidades Digitais. Seu campo de interesses inclui: holocausto, crimes de guerra, história pública digital e divulgação de história.


Como citar essa entrevista

BRAYNER, Cristian. Biblioteconomia e bibliotecas: muito além do tecnicismo (Entrevista). Entrevista concedida a Bruno Leal Pastor de Carvalho. In: Café História – história feita com cliques. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/biblioteconomia-e-biblioteca/. Publicado em: 11 dez. 2017. Acesso: [informar data].

Fonte: Café História

10 frases para celebrar la existencia de las bibliotecas

10 frases de escritores sobre las bibliotecas

Cada 24 de octubre, desde el año 1997, se conmemora el Día de la Biblioteca, una iniciativa promovida por laAsociación Española de Amigos del Libro Infantil y Juvenil, apoyada por el Ministerio de Cultura, en recuerdo de la destrucción de la Biblioteca de Sarajevo, incendiada el 1992 durante el conflicto de los Balcanes.

Las bibliotecas son un bien común, un referente e, incluso, un segundo hogar para muchos. Desde aquí, este pequeño homenaje a las bibliotecas y, por supuesto, a la labor de los bibliotecarios, sin los que las bibliotecas serían simplemente un edificio más.

10 frases para celebrar la existencia de las bibliotecas

Cita de la escritora Zadie Smith sobre las bibliotecas

Cita del escritor Bernard Werber sobre las bibliotecas

Cita del escritor Ray Bradbury sobre las bibliotecas

Cita de la escritora Maya Angelou sobre las bibliotecas

Cita del escritor Jorge Luis Borges sobre las bibliotecas

Cita del escritor Stephen King sobre las bibliotecas

Cita de la escritora Doris Lessing sobre las bibliotecas

Cita del escritor Neil Gaiman sobre los bibliotecarios

Cita del escritor Mark Twain sobre las bibliotecas

Cita del escritor John Steinbeck sobre las bibliotecas

Fonte: 

Secretaria de Cultura se pronuncia sobre caso das Bibliotecas Parque

Em nota, órgão do Estado responsável pela Cultura reafirma informações noticiadas pelo PublishNews e diz que empresa comprovou experiência
Biblioteca Parque Estadual, localizada no Centro do Rio de Janeiro | © Divulgação / Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro

Na última terça-feira, dia 29, o PublishNews publicou matéria intitulada Do esgoto ao livro, em que noticiou a contratação da empresa Liderança Limpeza e Conservação para a terceirização dos quadros das Bibliotecas Parque do Rio de Janeiro. Entre os cargos que ficarão ao cargo da empresa especializada em limpeza estão o de bibliotecário e de coordenador de programação.

Em nota enviada à redação do PublishNews no fim da noite da quarta-feira (30), a secretaria reafirma a escolha da empresa, diz que a Liderança é especializada na prestação de serviços de apoio técnico-administrativo e que foi escolhida por poder realizar todos os tipos de terceirização de mão-de obra.

A nota, assinada por Léo Feijó, subsecretário-adjunto da Cultura, diz ainda que a secretaria está confiante na “realização de um importante trabalho que atenderá pessoas de todas as idades e faixas de renda em equipamentos públicos importantes para o Estado do Rio de Janeiro” e que “todo o trabalho será supervisionado por técnicos da secretaria”.

Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela Secretaria de Estado da Cultura:

“A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Cultura informa, em resposta à nota publicada, que a empresa Liderança é especializada na prestação de serviços de apoio técnico-administrativo. Foi escolhida em processo de licitação pública (pregão eletrônico) e pode realizar todos os tipos de terceirização de mão-de-obra. A empresa comprovou experiência e tem diversos clientes nos setores público e privado. Estamos confiantes na realização de um importante trabalho que atenderá pessoas de todas as idades e faixas de renda em equipamentos públicos importantes para o Estado do Rio de Janeiro: as bibliotecas-parque da Rocinha, Manguinhos e a Biblioteca Parque Estadual, no Centro. Todo o trabalho será supervisionado por técnicos da secretaria”.

Fonte: PublishNews

Las bibliotecas públicas latinoamericanas, a examen en la Feria del Libro de Madrid

Ese es uno de los temas que analizará el I Encuentro de directores de Redes de Bibliotecas Públicas Latinoamericanas, que se celebra desde hoy en el marco de la Feria del Libro de Madrid, y que pretende “sentar las bases de desarrollo de un proceso pendular entre España y América de bibliotecas”.

El encuentro es importante, además, para reivindicar que las bibliotecas públicas son “lugares cruciales en la vida de las personas”, explicó en rueda de prensa el responsable de las Bibliotecas Públicas de Chile, Gonzalo Oyarzún, quien considera que son espacios que ofrecen oportunidades de trabajo, de encuentro y de mejora de la situación económica, social y educativa.

Durante dos días, los responsables de redes de Bibliotecas de América Latina en países como Argentina, Chile, Colombia y Perú, participarán en distintas actividades, entre las que figuran visitas a la Biblioteca Nacional de España, mesas redondas y encuentros.

Actos en los que “explicarán y mostrarán sus dotaciones bibliográficas, la evolución de presupuestos, las dinámicas de sus procesos de adquisición y las operativas prácticas de cara a las licitaciones que estas tienen establecido”, de modo que cualquier editor y librero pueda conocer de primera mano cómo acceder a los mercados de América Latina.

Todo forma parte del objetivo principal de estos encuentros, que es extenderse a las principales ferias del libro del mundo iberoamericano para fomentar la cooperación bibliotecaria, como ocurre este año en la Feria del Libro de Medellín, donde México es el invitado, o en Lima, donde el invitado es España.

Esta primera edición de los encuentros cuenta con el apoyo de Acción Cultura Española y se enmarca en el Programa de Internacionalización de la Cultura Española (PICE), que el año pasado ya organizó una reunión iberoamericana de directores de Ferias de Libros.

Fonte: EFE – Servicio Internacional

QUAL A IMPORTÂNCIA DAS BIBLIOTECAS NA ERA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

As bibliotecas não são mais o centro do mundo da informação e os novos usuários nem sempre compartilham os mesmos valores dos bibliotecários

Você pode pesquisar no Google, Alexa, Cortana, Watson ou Siri, mas será capaz de fazer sua pesquisa na biblioteca local? Há um século, a eletricidade era uma coisa nova e quase mágica – uma novidade com poucas aplicações. Naquela época, ninguém poderia prever que ela daria origem a telefones, linhas de produção e microchips. E, no entanto, a eletricidade transformou todos os setores, incluindo agricultura, saúde, transporte e manufatura. Como um trampolim fundamental para tantas inovações, essa novidade foi a mais importante conquista da engenharia do século XX.

Agora, no século 21, uma coisa quase mágica entrou em nossas vidas: a inteligência artificial (IA). E assim como foi nos primeiros dias da revolução eletrônica, estamos apenas começando a entender como essa nova tecnologia transformará nossas vidas diárias. Quase todas as tecnologias emergentes de hoje são construídas com base no aprendizado de máquina cada vez mais sofisticado. Toda grande empresa de tecnologia está apostando no aprendizado de máquina, na esperança de ser um participante na próxima revolução, desenvolvendo inteligências proprietárias para realizar tarefas que costumavam exigir inteligência humana. Hoje, nossas interações com a IA são na maior parte novas (“Siri, por que a galinha atravessou a estrada?”) E os resultados são grosseiros, assim como as primeiras lâmpadas e fotografias.

A moderna biblioteca pública surgiu ao lado da revolução elétrica do final do século XIX e início do século XX, e adotou, desde então, sistemas e serviços a novas tecnologias. No entanto, a IA testará a instituição da biblioteconomia como nenhuma tecnologia o fez antes. Nós valorizamos as bibliotecas porque elas nos mantêm informados e conectados; lemos para enriquecer nossas vidas e informar nossas decisões. Mas o que acontece quando esse processo de tomada de decisão é fundamentalmente modificado?

As máquinas estão se tornando hábeis em aprender, falar, reconhecer padrões e tomar decisões. Como resultado, pedir respostas a uma máquina está se tornando rapidamente uma atividade normal e cotidiana. À medida que a IA se torna melhor e melhor em entender nossas necessidades de informação e fornecer respostas relevantes, parece provável que venhamos a confiar mais nela. Com o tempo, essas interações serão menos inovadoras e mais essenciais.

Após a revolução da IA, não leremos um livro da biblioteca para obter informações para tomar uma decisão. Por que nós vamos ler um livro, se uma máquina já leu todos e é mais hábil em análise e tomada de decisão? Não passaremos horas em computadores de biblioteca pesquisando uma pergunta quando a IA puder fazer isso por nós em segundos. E nós certamente não iremos a um bibliotecário humano com uma necessidade de informação quando a IA for capaz de fornecer uma resposta melhor em uma fração do tempo.

Neste momento, quando buscamos uma resposta para um problema, muitas vezes colocamos dados (números, termos de pesquisa ou o que quer que seja) em um software, fazemos uma análise e usamos os resultados para tomar uma decisão. Este processo híbrido ocorre em nossas cabeças e no computador. Em breve, parecerá muito natural apenas declarar o problema e deixar o computador entregar a decisão. As partes do meio – a entrada, a análise e as partes do raciocínio crítico – ocorrerão dentro de uma caixa preta. Não entendemos como isso acontece e não nos importamos, desde que tenhamos resultados consistentemente bons.

Embora as bibliotecas certamente sejam alteradas pela revolução da IA ​​- e de formas que não podemos imaginar – parece improvável que elas deixem de existir por completo. De fato, bibliotecas públicas e universidades públicas podem ainda ter um papel crítico a desempenhar na revolução da IA. As principais IAs de hoje são dominadas por software proprietário. Apple, Microsoft, Google, Facebook e outros grandes players de tecnologia têm seus próprios AIs. Essas empresas investiram pesadamente em pesquisa e desenvolvimento e guardaram sua propriedade intelectual de perto.

Os algoritmos que dão origem ao aprendizado de máquina são mantidos em segredo, e o código resultante do aprendizado de máquina é geralmente tão complexo que até os desenvolvedores humanos não entendem exatamente como o código funciona. Então, mesmo que você quisesse saber o que a IA estava pensando, você estaria sem sorte. Mas se a IA é uma caixa preta para a qual não temos chave, as instituições públicas podem desempenhar um papel importante no fornecimento de soluções de IA de código aberto que permitem mais transparência e mais controle.

ACESSO

Uma caixa preta é um dispositivo que recebe uma entrada e produz uma saída sem qualquer conhecimento de seu funcionamento interno. Se você perguntar a Alexa: “Qual foi a causa da Guerra Civil?”, Você receberá uma resposta diferente do que se perguntasse a Siri – e você não saberia como chegara a resposta. Você nunca pode saber o que o Alexa está pensando porque o pensamento acontece em um data center seguro e distante.

As instituições públicas podem ajudar a reduzir as barreiras à IA produzindo, fornecendo e promovendo projetos como esse de código aberto. Atualmente, existem vários projetos de IA de código aberto disponíveis para pesquisadores e desenvolvedores, e à medida que a tecnologia se torna mais onipresente, sistemas de IA práticos estarão disponíveis para pessoas fora desses campos especializados.

Ao apoiar a IA de código aberto, as instituições públicas podem garantir que os pesquisadores possam acessar sistemas poderosos que estejam livres do viés corporativo. Porque o Alexa está feliz em responder às suas perguntas – e vender uma assinatura para o Amazon Prime [ou Amazon Prime Video, streaming de filmes e séries online que compete diretamente com o Netflix].

LITERÁCIA DA INFORMAÇÃO

O conhecimento da informação é sobre saber quando há necessidade de informação e ser capaz de identificar, localizar, avaliar e usar efetivamente essa informação para o assunto em questão. Quando o Watson da IBM venceu Ken Jennings e Brad Rutter no Jeopardy em 2010, ele sabia exatamente como avaliar e usar efetivamente as informações. E depois de ver um computador possuir os melhores competidores humanos do mundo, acho que é seguro dizer que a IA é capaz de ter um conhecimento de informação superior. O que é pior, eventos recentes (influência russa, alegações de notícias falsas etc.) ilustraram o quão ruim os humanos são em avaliar a exatidão das coisas que lemos.

Quando a IA se torna boa em usar informações para resolução de problemas, é possível que nossa dependência da alfabetização informacional da IA leve a um enfraquecimento da nossa. Mas, se for importante avaliar criticamente as fontes de informação, será duplamente importante (mas consideravelmente mais difícil) avaliar nossos provedores de informação e tomadores de decisão.

Como vimos nos últimos anos, pequenas alterações em um conjunto de dados ou algoritmo podem alterar significativamente nossas experiências digitais. O Google foi acusado de favorecer seus próprios produtos e serviços em detrimento de seus concorrentes. Facebook foi acusado de alterar o curso de uma eleição. O chatbot da Microsoft se transformou em um troll apaixonado por Hitler. O popular jogo Pokémon GO mantinha os jogadores confinados em bairros brancos. Podemos supor que uma IA é um árbitro imparcial, mas uma IA com vieses em seu conjunto de dados produzirá respostas tendenciosas.

A mesma lente crítica da alfabetização informacional que aplicamos a livros e artigos deve ser aplicada à IA; para isso, precisaremos de uma lente muito mais potente.

PRIVACIDADE PESSOAL

Podemos nem sempre perceber, mas estamos usando a IA todos os dias. Por exemplo, quando pesquisamos no Google, estamos alimentando dados no RankBrain – um sistema de inteligência artificial que ajuda a classificar os resultados da pesquisa. Com o aprendizado de máquina, um computador ensina a fazer algo mais do que seguir uma programação detalhada.

Nem sempre entendemos exatamente como isso funciona, mas se você alimentar uma quantidade suficiente de gatos em uma rede neural, ela eventualmente aprenderá a identificar um gato. Se você der palavras e frases, pode eventualmente aprender a entender e responder. E cada vez mais, a IA está se saindo melhor que as regras algorítmicas codificadas por humanos. Dado que o aprendizado de máquina requer grandes quantidades de dados para ser efetivo, nossos dados pessoais se tornaram uma commodity quente. Depósitos impressionantes de dados profundos são o equivalente ao petróleo do século 21.

As bibliotecas promovem a privacidade dos dados e, na maioria das vezes, praticamos o que promovemos (não oferecemos registros da biblioteca, não rastreamos nossos usuários da Web etc.). Mas precisaremos de um novo conjunto de ferramentas sofisticadas se quisermos ser verdadeiramente defensores dos direitos à privacidade nas próximas décadas.

Todos os dias, nossos dados são monetizados por corporações, armados por atores políticos e roubados para fins ilícitos. Se alguma coisa nos interessar sobre a revolução da IA, não é um apocalipse robótico de ficção científica. É como as formas já estabelecidas de danos na Internet serão exacerbadas pelo aprendizado de máquina. As bibliotecas podem ajudar a proteger a privacidade, fornecendo maneiras anônimas de interagir com sistemas de inteligência artificial.

LIBERDADE INTELECTUAL

Se a liberdade intelectual é o direito de todo indivíduo de buscar e receber informações de todos os pontos de vista sem restrição, então esse direito está sob ataque. Quando chegamos a buscar e receber informações da IA, como garantiremos que a liberdade seja protegida?

Em 2016, as autoridades que investigaram a morte de um homem do Arkansas buscaram como evidência quaisquer comentários ouvidos pelo falante do Amazon Echo do suspeito. Em setembro de 2017, o Departamento de Justiça (DOJ) emitiu mandados de busca para o Facebook, exigindo informações sobre contas associadas a usuários “anti-administração”. Ao acessar os dados pessoais desses usuários, o DOJ saberia não apenas sobre os ativistas, mas também sobre quem leu seus posts, quem os seguiu e quem os enviou.

Um livro não pode ser chamado para um banco de testemunhas. Os livros não falam, mas o seu assistente de IA escuta e fala. Se você perguntasse ao seu assistente doméstico de IA como assassinar alguém ou se você pedisse para ler um post de um ativista contra o governo, você poderia estar produzindo uma pista de evidências que poderia ser usada contra você. Talvez você estivesse escrevendo um episódio de CSI. Talvez você estivesse pesquisando um livro sobre a história das organizações anarquistas. Seja qual for o seu motivo para buscar essa informação, suas consultas estavam sendo gravadas e salvas.

Como nosso principal meio de obter informações passa da leitura de palavras impressas para a interação com as inteligências da máquina, devemos garantir que as mesmas salvaguardas que usamos para proteger os livros sejam estendidas à IA. Quando uma IA toma decisões ou previsões controversas, as pessoas quase certamente tentarão bani-la enquanto tentam banir livros controversos.

Em 2017, um crítico sincero do Google foi demitido de um centro de estudos norte-americano que recebeu financiamento do Google. Mas, em 2025, uma empresa terá maneiras muito mais sofisticadas e sutis de alterar o cenário da informação. Uma IA que determina quais informações você vê podem aprender a refletir os preconceitos de sua programação e desvalorizar certos pontos de vista. Se uma IA é uma caixa preta que recebe uma pergunta inserida e fornece uma resposta de saída, quem pode dizer que a saída não foi influenciada por alguém ou algo assim?

TRABALHOS                                                                                          

Como a IA chega a superar os humanos em um número crescente de tarefas, ela substituirá os seres humanos em um número crescente de empregos. E à medida que a IA se tornar mais sofisticada, será cada vez mais difícil inventar novos empregos (empregos que os humanos podem ter melhor desempenho que as máquinas). Eventualmente, esses mesmos algoritmos que tomaram nossos empregos podem resultar em uma solução para nos alimentar e nos abrigar, mas, a curto prazo, seremos deixados para lidar com um número crescente de pessoas desempregadas.

Motoristas de táxi assistem cansados enquanto frotas de carros autônomos descem em Cingapura. Caixas em Iowa observam enquanto suas estações de trabalho são arrancadas e substituídas por máquinas de auto-verificação. E os promotores de seguros no Japão observam seus representantes de sinistros de seguro médico serem substituídos por um sistema de inteligência artificial baseado no Watson Explore da IBM.

Hoje, as bibliotecas oferecem oportunidades para as pessoas encontrarem novos empregos e aprenderem novas habilidades. Os desempregados e os sem-teto costumam confiar nas bibliotecas para se conectarem aos serviços e encontrar trabalho. Estudos sugerem que 38% dos empregos correm alto risco de serem substituídos pela IA nos próximos 15 anos. Quando isso acontecer, as bibliotecas precisarão aumentar drasticamente os serviços para desempregados e subempregados. Com os empregos de baixos salários recebendo o impacto da transição da IA, o desafio será reeducar a força de trabalho para competir por um pequeno número de empregos altamente especializados.

LIBERDADE PARA SE DIVERTIR

À medida que a inteligência artificial é colocada em ação, alguns acreditam que os humanos serão liberados para passar mais tempo brincando. Talvez os robôs não estejam vindo para roubar nossos empregos; talvez eles estejam vindo para nos libertar do nosso trabalho. Se a IA vier a assumir grande parte do trabalho que fazemos, é possível que tenhamos mais tempo para brincar, criar e descobrir. Nossas identidades e nosso senso de significado podem estar ligados ao trabalho que fazemos, mas se esse trabalho for embora, poderemos procurar encontrar, investir e inventar sentido em outro lugar. Talvez esse significado venha na forma de realidade virtual, jogos ou um ressurgimento da religião.

Bibliotecas são um espaço social. Nós defendemos as virtudes da comunidade e da criatividade. Oferecemos espaços e programas para reuniões. A Association for Library Service to Children (ALSC) escreveu sobre a importância do jogo. A ALA tem uma mesa redonda de jogos que existe para “apoiar o valor do jogo e jogar em bibliotecas.” Se uma revolução da IA significa que os humanos estarão trabalhando menos, estaremos procurando maneiras de gastar todo esse tempo livre recém-descoberto. Talvez nos sintamos perdidos na ficção, nos conectemos com outros humanos em nossa comunidade ou façamos um hobby. Talvez desejemos ser voluntários, brincar ou criar. Talvez a biblioteca esteja bem posicionada para ajudar os humanos a encontrar um novo significado.

CONCLUSÃO

Da liberdade intelectual à alfabetização informacional e muito mais, as bibliotecas fornecem um conjunto de princípios que ajudaram a guiar o crescimento intelectual no último século. Na era da IA, esses princípios são mais relevantes do que nunca. Mas as bibliotecas não são mais o centro do mundo da informação e os novos usuários nem sempre compartilham nossos valores. À medida que o aprendizado de máquina prolifera, que passos podemos dar para garantir que os valores da biblioteconomia sejam incorporados aos sistemas de IA? A advocacy  deve ser dirigida não para manter a biblioteconomia tradicional, mas para influenciar o desenvolvimento dos sistemas de informação emergentes que podem vir a nos substituir.

Publicado originalmente na Information Today sob o título “Libraries in the Age of Artificial Intelligence“. Tradução de Chico de Paula.

Fonte: Biblioo Cultura Informacional

De animais a esgoto: empresa licitada para contratar para bibliotecas-parque nada sabe de livros

Criação de animais de estimação e execução de atividades relacionadas a esgoto são as expertises da empresa Liderança Limpeza e Conservação Ltda., que venceu licitação da Secretaria estadual de Cultura para contratar funcionários para a Biblioteca Parque Estadual, no Centro, e as bibliotecas-parque de Manguinhos e da Rocinha.

Em setembro do ano passado, a secretaria estadual de Cultura lançou um edital para pregão eletrônico, instrumento para a contratação de uma “empresa especializada na prestação de serviços de apoio técnico-administrativo para atender as necessidades da rede de Bibliotecas Parque”, conforme informa trecho do documento.

A Biblioteca Parque, no Centro do Rio, foi reaberta parcialmente por conta da falta de funcionários

O resultado da concorrência foi publicado no Diário Ofi cial do estado, no último dia 21. Segundo o texto, a empresa Liderança Empresa e Conservação Ltda., inscrita no CNPJ 00.482.840/0001-38, foi declarada vencedora do certame. O serviço de contratação de 64 profi ssionais para as bibliotecas custará R$ 4,21 milhões.

Entre os cargos que terão vagas preenchidas estão os de auxiliar de biblioteca (a maior parte das vagas oferecidas: 26), de coordenadores administrativo e educativo, auxiliar educativo, operador de áudio e luz, além de bibliotecários sênior e júnior.

“Como uma empresa autorizada a criar animais vai escolher bibliotecários?”

Em consulta ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, vinculado ao Ministério da Fazenda, atesta-se que entre as atividades exercidas pela empresa estão a “criação de animais de estimação”, “obras de alvenaria”, “comércio varejista de bebidas”, “atividades relacionadas a esgoto”, “serviço de manejo de animais”, entre outros.

A escolha foi alvo de críticas de funcionários e ex-funcionários das bibliotecas-parque.

“Como uma empresa autorizada a criar animais vai escolher bibliotecários e outros funcionários para as bibliotecas-parque? Antes, as bibliotecas tinham historiadores e outros profi ssionais preocupados em fomentar a diversidade cultural. Eram pessoas escolhidas com esse viés. Agora, qual a qualidade desses profi ssionais e com que custo isso será feito?”, dispara um ex-funcionário.

“Biblioteca não dá voto, o que dá voto é viaduto e etc”, completa.

Uma outra colaboradora conta que as unidades não estão funcionando a todo vapor, com algumas partes interditadas à visitação do público, por conta do déficit de funcionários.

Empresa que venceu licitação para contratar pessoal tem, entre suas especialidades, a criação de animais, conforme registro (À dir.). Segundo Diário Oficial, serviço custará R$ 4 milhões (esq.)

As três bibliotecas-parque ficaram fechadas durante quase um ano e meio, por conta da grave crise financeira que assolou o estado do Rio de Janeiro. Em fevereiro, a biblioteca da Rocinha foi a primeira a ser reinaugurada. Na ocasião, o secretário estadual de Cultura, Leandro Monteiro, informou que o investimento para manter tais equipamentos culturais funcionando será de R$ 1,7 milhão por mês.

Inaugurada em 2012, a Biblioteca Parque da Rocinha fez 14 mil empréstimos de livros e emitiu 5 mil carteirinhas de usuários. Até ser fechada, em 2016, 145 mil visitantes passaram por seus cinco pavimentos, construídos na Estrada da Gávea, uma das principais vias da favela.

Em março, foi a vez da Biblioteca Parque de Manguinhos reabrir suas portas à população. Inaugurada em 2010, como a primeira deste tipo no país, o equipamento cultural é o único naquela região. Em seus tempos áureos, atraía moradores por conta das atividades culturais gratuitas desenvolvidas ali, como cursos de contos e mostras de fi lmes. Hoje, as atividades são realizadas apenas em parte do equipamento. Por falta de funcionários, o segundo andar está fechado.

A carência de recursos humanos também afeta a unidade do Centro, na Avenida Presidente Vargas, onde o horário de funcionamento foi reduzido.

Secretaria vai supervisionar

Procurada para comentar a expertise da Liderança, Limpeza e Conservação Ltda., a Secretaria estadual de Cultura informou que a empresa “comprovou experiência e tem diversos clientes nos setores público e privado”. Além disso,  é “especializada na prestação de serviços de apoio técnico-administrativo” e foi escolhida em processo de licitação pública e pode realizar todos os tipos de terceirização de mão-de-obra”. Representantes da empresa foram procurados, por telefone, para comentar sobre sua área de atuação, mas nenhum representante foi encontrado.

Texto por Maria Luisa de Melo

Fonte: Jornal do Brasil

Após 18 meses de obras, Biblioteca Nacional será reinaugurada

Foram 18 meses de obras que deixaram a icônica fachada da Biblioteca Nacional escondida por lonas e tapumes, na mais abrangente restauração já realizada desde a construção do prédio de cinco andares, há 108 anos. A nova sede de um acervo de 9 milhões de exemplares será inaugurada em 18 de junho, recuperando a dignidade da sétima maior biblioteca do mundo e a maior da América Latina. Segundo o responsável técnico pela obra, o arquiteto Luiz Antonio Lopes de Souza, “a fachada estava em processo de deterioração muito preocupante. Utilizamos um material técnico de excelência em termos de restauro”.

Acima, os panos restantes na fachada

As obras foram feitas pela empresa Concrejato e consumiram R$ 10,7 milhões, recursos provenientes do Fundo Nacional da Cultura, por meio do PAC das Cidades Históricas, sob a fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que tombou o imóvel em 1973. Pela primeira vez, todas as 285 janelas, incluindo as partes de madeira e ferragens originais, foram criteriosamente recuperadas, bem como os vidros com monogramas contendo as iniciais da Biblioteca Nacional, “com uma técnica que não se usa mais, de jateamento de areia”, completa Lopes de Souza. As argamassas e os elementos decorativos da fachada também foram recuperados, no processo dividido em 21 panos, com cerca de 15m cada um. “A obra passou de pano em pano, até chegar ao trecho frontal, de frente para a Avenida Rio Branco”, detalha o arquiteto.

Uma pérola descoberta durante o processo surgiu após a restauração das três principais portas de acesso ao imóvel, pintadas de preto. “Descobrimos que elas são de bronze, fabricadas na Inglaterra. Agora, recuperaram o bronze natural”, exulta o arquiteto. O projeto original, com estrutura metálica, de Francisco Marcelino de Souza Aguiar, representou um marco tecnológico para a época, com a típica arquitetura eclética do final do século 19 do prédio e sua fachada que mistura vários estilos.

Durante as obras, foi feita a aplicação de películas com filtros UV nos vidros, que vão contribuir para a proteção do acervo contra o excesso de luminosidade e deixar o ambiente interno mais confortável. Um estudo cromático revelou a cor original da fachada, amarelada, reproduzida com uma pintura à base de pigmento mineral. E para restaurar o cobre da cúpula — o telhado é coberto por telhas francesas e quatro claraboias de vidro iluminam os vãos internos —, a ferrugem foi removida com o cuidado de manter a pátina original, que protege a superfície da ação do tempo. Todos os elementos de cobre perdidos foram reintegrados ao conjunto.

O desafio durante a reforma foi manter a biblioteca em funcionamento. Foram detectados alguns conflitos entre funcionários, visitantes e os 120 operários que executaram o projeto. “Foram desenvolvidas várias ideias para não atrapalhar os serviços dentro do prédio nem os visitantes. Foi um esforço de todos os servidores, operários e frequentadores para que a obra acontecesse concomitante ao funcionamento da instituição”, explica Helena Severo, presidente da Biblioteca. Outra solução foi criar visitas guiadas para os operários poderem compreender a importância do imóvel, processo iniciado em julho de 2017, repetido por dez vezes.

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LINHA DO TEMPO

1808 Chegada do acervo inicial 

Início do itinerário da Real Biblioteca no Brasil, com a chegada de D. João VI e sua Corte ao Rio de Janeiro.

1822 Biblioteca ganha novo nome 

A Real Biblioteca passa a ser denominada Biblioteca Imperial e Pública.

1822 Início do que hoje é a Lei do Depósito Legal

Por determinação do governo imperial, a biblioteca passa a receber um exemplar de todas as obras, folhas periódicas e volantes impressos na Tipografia Nacional, fato precursor do que hoje é a Lei do Depósito Legal.

1876 Nome definitivo 

A instituição passa a se chamar, definitivamente, Biblioteca Nacional, depois de ser denominada de Real Biblioteca e Biblioteca Imperial e Pública.

1885 Luz elétrica na biblioteca

A iluminação a gás da biblioteca é substituída pela luz elétrica.

1891 Doação do imperador 

Pedro II Com a Proclamação da República, D. Pedro II retorna a Portugal e, antes de partir, doa um conjunto de aproximadamente 100 mil obras, que pede que seja denominado “Collecção D. Thereza Christina Maria”, em homenagem à imperatriz, sua esposa. É a maior doação já recebida, e sua chegada demandou reformas e criação de novos espaços no prédio

1905 Início da construção do prédio atual

É lançada a pedra fundamental do atual prédio da Biblioteca Nacional, localizado na majestosa Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco.

1909 Instalação de telefone 

É instalada a rede telefônica, com 18 aparelhos e um centro de 30 linhas para a rede interna da biblioteca.

1910 Novo prédio na Avenida Central 

É inaugurado o novo prédio da Biblioteca Nacional, exatamente 100 anos depois da fundação e instalação da instituição na Rua Direita. Projetado pelo construtor, engenheiro e general Francisco Marcelino de Souza Aguiar, o edifício tem capacidade para um milhão e meio de livros impressos e todo o acervo de manuscritos, estampas etc.

1946 Serviço especial de obras raras 

Pelo Decreto-Lei nº 8 679 é criada a Divisão de Obras Raras e Publicações.

1981 Integração à Fundação Nacional Pró-Memória 

A Biblioteca Nacional passa a ter administração indireta e a fazer parte da Fundação Nacional Pró-Memória.

1983 Criação do PLANOR 

É criado o Plano Nacional de Restauração de Obras Raras.

2006 BNDigital 

Criação da Biblioteca Nacional Digital (BNDigital), que integra todas as coleções digitalizadas.

Texto por Celina Côrtes

Fonte: Jornal do Brasil

O que a arquitetura das bibliotecas públicas diz sobre os países

Prédios recém-construídos na Grécia, no Catar e na Letônia ajudam a entender como as bibliotecas refletem um povo

Este mês, livros serão retirados de suas abarrotadas e empoeiradas áreas de reclusão na antiga Biblioteca Nacional da Grécia e cuidadosamente colocados em carrinhos de mão. Mais de 2 milhões de itens, incluindo uma coleção de 4.500 manuscritos datados do século 9 ao 19, farão a viagem pelas movimentadas ruas do venerável edifício neoclássico no coração de Atenas para sua nova casa no Centro Cultural Fundação Stavros Niarchos. A jornada desses livros mapeia cuidadosamente o que aconteceu com a arquitetura das bibliotecas nacionais em todo o mundo. A antiga casa dos livros, concluída em 1903, foi projetada como um templo do conhecimento a ser usado por uma elite acadêmica limitada.

Biblioteca Nacional da Letônia, em Riga, é inspirada em conto popular do país Foto: The Economist

Ao contrário da antiga biblioteca, o novo local tem poucas referências à linguagem arquitetônica da Grécia antiga. Procura transmitir a ideia de uma nação moderna, em paz com a sua história, mas também capaz de se expressar numa linguagem contemporânea. Em vez de um edifício quase religioso, situado dentro de um parque ornamental de 20 hectares, esse parque é apoiado sobre a estrutura angular: para entrar na biblioteca, os visitantes devem passar por uma espécie de caverna de fachada de vidro emoldurada por plantas. Ao fazer isso, serão recebidos por um paredão repleto de livros, de cinco andares de altura. A literatura – e a literatura moderna, em particular – é apresentada como sendo o suporte estrutural do imóvel, como os livros o são para o parque aberto acima.

A nova biblioteca nacional no Catar também se alimenta de ideias em evolução sobre modernidade e democracia no país. Quando o prédio, que custou no mínimo US$ 300 milhões, foi encomendado pela primeira vez em 2006, era simplesmente uma instalação para a expansão do bairro universitário em Doha. Uma das arquitetas, Ellen van Loon, do OMA, diz que eles tentaram relacionar o edifício ao ambiente construtivo em rápida mutação do Catar. “O projeto emergiu de uma visita ao Catar e do raciocínio sobre as condições do local e a percepção de que a socialização no país acontece em shoppings ou hotéis. Uma biblioteca, no entanto, é um prédio público – um prédio muito bom para a vida social da população local.”

O conceito comoveu as aspirações da liderança do Catar de ser vista como formada por líderes esclarecidos. O edifício é um espetáculo em transparência e abertura: enormes treliças de aço e colunas de concreto criam um vasto espaço no qual a maioria dos 1,5 milhão de livros da biblioteca é exibida. Salas especializadas para conservação e estudo tranquilo ficam ocultas sob as rampas inclinadas, e o espaço principal é essencialmente uma praça pública com ar condicionado revestida de mármore. E está sendo tratado como tal. Com palestras, concertos e eventos para crianças, a biblioteca é popular e tudo, menos um lugar de quietude. De acordo com Ellen van Loon, “o cliente percebeu assim que viu o prédio, que ele deveria ser um edifício público”, e nacional, principalmente.

A biblioteca também consegue articular a tradição de uma maneira engenhosa. Uma seção subterrânea de mármore iraniano estriado armazena e exibe publicações do patrimônio. Em um país que é sensível à acusação de ter uma limitada riqueza cultural antes da descoberta do petróleo, esse embasamento de tesouros textuais é uma clara refutação. O item mais importante da coleção é a Tabula Asiae VI (também conhecida como o Sexto Mapa da Ásia), impressa em Roma em 1478, que foi o primeiro mapa impresso a mencionar o Catar. O patrimônio cultural é novamente retratado como um alicerce sobre o qual se fundamenta o Estado árabe e sua relação evolutiva com a democracia.

No entanto, nenhuma tentativa tão ousada de transmitir o significado de uma biblioteca nacional por meio de analogia geológica foi feita do que em Riga, na Letônia. Gunnar Birkert, o arquiteto, deixou claro que seu projeto era uma referência ao conto popular A Princesa na Montanha de Vidro, que foi adaptado no início do século 20 como uma metáfora para o despertar nacional. Sua grande montanha de vidro que agora domina a margem oeste do rio Daugava e talvez seja a expressão arquitetônica chave da independência da Letônia em relação ao domínio soviético. Essas tradições folclóricas alimentaram a identidade nacional durante a ocupação, apesar de serem frequentemente banidas por apparatchiks (funcionários do Partido Comunista) leais a Moscou. Ao contrário das torres em blocos retilíneos da era comunista, a biblioteca, embora se equipare a eles em altura, é suave e chanfrada.

Não foi barata. O estado pagou mais de US$ 194 milhões pelo prédio desde que começou a construção em 2004. Se eles forem bem-sucedidos, isso significaria que cada letão terá pago pouco mais de US$ 100 pelo prédio. O que eles receberam por esse dinheiro é surpreendente na intensidade e na escala de seu simbolismo. O átrio é dominado por outra alegoria familiar às bibliotecas modernas: um paredão de livros de cinco andares, chamado “A estante do povo”. Os cidadãos da Letônia doaram dezenas de milhares de livros, transmitindo tanto o significado emocional da literatura quanto seu poder intelectual. À medida que mais e mais livros são produzidos e as bibliotecas nacionais aumentam de tamanho, os arquitetos terão maior potencial para fazer declarações emotivas sobre a literatura sustentando a identidade nacional.

Em O Corcunda de Notre Dame (1831), Victor Hugo observou que, no final da Idade Média, a impressão ameaçava a arquitetura como o meio dominante de a igreja transmitir um significado cultural. “O livro de pedra, tão sólido e tão duradouro, daria lugar ao livro de papel, mais sólido e mais duradouro ainda.” Coloque o livro e o edifício juntos, e você tem um potencial para estruturas de significação quase esmagadora.

Texto por The Economist

Tradução por Claudia Bozzo

Fonte: Estadão

Bibliotecas x caos midiático

Desde que os primeiros dias da Greve dos Caminhoneiros, fiquei pensando sobre o papel das bibliotecas e como os profissionais da informação poderiam atuar nessa realidade. Já estamos no 9º dia de greve, a mobilização não se restringiu somente aos caminhoneiros. É um tanto difícil manter uma perspectiva objetiva no meio de tanto caos midiático, tantas fake news ou notícias falsas circulando pelas redes sociais e por aplicativos de mensagens instantâneas, tantas opiniões de pessoas próximas. Por isso, pensei em aplicar a primeira dica: a informação. Por isso, farei algumas citações de algumas leituras que realizei para construir esse texto. Espero que seja de utilidade para todas e todos!

Espaço e democracia

Biblioteca deve ser um espaço democrático. Por isso que falar sobre acessibilidade e diversidade é tão importante na área. O profissional que atua, sejam bibliotecários, auxiliares ou estagiários, a equipe como um todo, deve estar preparada para atuar em um ambiente aberto a todos. O espaço tem que ser pensado e planejado para receber diferentes públicos de uma comunidade – do bairro, do município, de uma instituição escolar, cultural ou acadêmica -, conforme tratado no livro “Guia prático para bibliotecas comunitárias”, de Daniele Carneiro, produzido pela Magnólia Cartonera. Pensar em maneiras e formas de inclusão dos mais diferentes grupos sociais possibilita um espaço como ponto de encontro.

Por isso, a biblioteca é um espaço de acolhimento, apoio e tolerância, tornando o diálogo entre os pares e opostos o mais democrático possível. E é papel dos bibliotecários que esses aspectos sejam respeitados. Para garantir que uma biblioteca seja livre, conforme assinala Daniele Carneiro:

Jamais uma biblioteca deve servir como ferramenta de persuasão, intrusão e propaganda de uma organização religiosa, de um candidato ou partido, ou como instrumento de conversão em troca de acesso aos bens culturais, jamais deve ser fonte de exploração de pessoas.

Por mais que seja um espaço aberto a novos conhecimentos, é necessário cuidado para que seu público não seja coagido ou usado como instrumento de conversão. O assunto é complexo, talvez seja necessário escrever muito sobre o limite da liberdade do outro, mas o melhor é nos atermos ao espaço enquanto começo, meio e fim de práticas que possibilitem o acesso, o diálogo com a sociedade e entre as pessoas, o respeito pelo outro.

Informação e tecnologia

O que me leva ao segundo ponto: a informação na era digital. A biblioteca atual leva em conta não só o conhecimento dos livros de seu acervo, mas também deve integrar e tratar sobre a informação com o uso da tecnologia. Por isso que uma tendência, principalmente nas bibliotecas públicas de todo o mundo, é integrarem computadores, acesso à internet e leitores de livros digitais. O texto de Will Sherman, com tradução colaborativa, fala sobre a mudança também no papel dos bibliotecários:

Na verdade, a tecnologia está revelando que o verdadeiro trabalho dos bibliotecários não é apenas colocar os livros na estante. Ao invés disso, seu trabalho envolve guiar e educar visitantes em como encontrar informação, independente se estiver em livros ou em formato digital. Tecnologia provê melhor acesso a informação, mas é uma ferramenta mais complexa, geralmente requerindo know-how especializado.

O que Will Sherman descreve é como os bibliotecários se dedicam a aprender técnicas mais avançadas para ajudar a seus usuários. Portanto, se tornariam os especialistas no tratamento da informação, com estratégias, bases e conhecimentos práticos e técnicos para encontrar informações. Diante disso que muitas pessoas da área passaram a chamá-los de profissionais da informação. Isso leva ao terceiro ponto, tão importante na atualidade: como identificar fake news?

Bibliotecas e o combate à fake news

É necessário aqui um parênteses, o combate às fake news ou notícias falsas também deve estar aliada ao combate às informações falsas propagadas na rede. As bibliotecas devem se munir de todo o conhecimento técnico, especializado e prático para auxiliar e orientar a seus usuários. Além disso, a alfabetização midiática e informacional deve ser realizada, de maneira a garantir que eles desenvolvam as competências necessárias para o entendimento e atuação das mídias e no tratamento das informações. Conseguiriam, desse modo, garantir o exercício de sua cidadania. Segundo o projeto de Alfabetização Midiática e Informacional (Media and Information Literacy MIL), dos Estados-membros da UNESCO, tal processo é um “pré-requisito importante para promover o acesso igualitário à informação e ao conhecimento e os sistemas de mídia e informação livres, independentes e plurais”.

Compreender o papel e as funções da mídia nas sociedades democráticas; Compreender a condição sob a qual a mídia pode exercer suas funções; Avaliar criticamente os conteúdos de mídia; Engajar-se com a mídia para se expressar e participar democraticamente; e Revisar habilidades (incluindo habilidades em TIC) necessárias para produzir conteúdos gerados por usuários.

Portanto, a biblioteca enquanto espaço de conhecimento e informação, democracia e diversidade, tem uma atuação especial na alfabetização midiática e informacional junto a seus usuários.

Caos midiático e atuação

A cultura da mídia aparece com o desenvolvimento da técnica, o surgimento de novas tecnologias de comunicação, o processo da industrialização e o fenômeno de urbanização do século XX. Esses catalisadores, conforme pontua Ignacio Riffo Pavón, provoca a gênese da cultura de massas. No entanto, frente a nossa nova realidade, é melhor definido como meios massivos de comunicação, que abarca uma gama bem maior: radiofônico, televisivo, impresso e meios digitais. Ocorre, portanto, uma cultura de midiatização da sociedade:

As práticas individuais e sociais do cotidiano sofrem diversas alterações por causa dos meios massivos e das novas tecnologias presentes na atualidade. A cultura midiática é uma tecnocultura, isso quer dizer que a tecnologia e a cultura se reúnem em um lugar comum para a produção de novas manifestações que mudam e ativam novas configurações das sociedades. Nessa dimensão, a tecnologia, os meios, o indivíduo e a sociedade se transformam em atores chaves da criação, produção e recepção.

Sobre, especificamente a Greve dos Caminhoneiros, é possível observar diversos mecanismos apontados por Ignacio Riffo Pavón. A tecnologia faz avançar diversas informações e notícias sobre o movimento, diversos focos de protestos, mas também o outro lado da greve, o desabastecimento dos combustíveis, dos alimentos e a alteração de transporte de passageiros, coletivos e individuais. As pessoas produzem esses conteúdos, verdadeiros ou não, e falam sobre suas opiniões, com seus próprios valores e sua moral, coletivos ou individuais, disposições políticas ou partidárias.

Tudo pontuado, como os profissionais da informação devem atuar na atualidade? Em meio a tanto caos midiático, produção infinita de conteúdo, informações relevantes ou opinativas, preferências políticas, o que proponho é a atuação dos profissionais como uma figura que possibilita e mune a seus usuários com o conhecimento e as informações necessárias. Seja alfabetizando o usuário da biblioteca para o uso da mídia mídia e das informações, mostrando os equipamentos básicos do que é relevante, confiável e atual; seja tornando acessível que alguns conhecimentos e algumas informações esquecidas e escondidas se coloquem como imprescindíveis. Com isso, o profissional da informação deve aumentar a capacidade crítica e reflexiva de seu usuário, para além de suas convicções morais e individuais, possibilitando uma percepção crítica e menos passional, e que dê conta da complexidade da realidade social, política e cultural do país.

É um enorme desafio porém primordial. Já pensou como você pode atuar no meio do caos midiático? Vamos mostrar iniciativas e exemplos viáveis para todos os profissionais da área! 🙂

Fonte: Linkedin

Exposição na Biblioteca de Fotografia do IMS Paulista

De 29 de maio a 5 de agosto de 2018, a Biblioteca de Fotografia do IMS Paulista exibe uma versão reduzida da exposição “O caso Flávio: revistas e livros – O Cruzeiro x Life: Gordon Parks no Rio de Janeiro e Henri Ballot em Nova York”, em cartaz no IMS Rio, com fac-símiles das reportagens, livros relacionados e outros materiais.

A exposição apresenta a história do embate editorial entre a publicação americana e a revista brasileira no início dos anos 1960, quando a Life enviou Parks ao Rio com o objetivo de encontrar a pobreza e alertar para o perigo do crescimento da esquerda na América Latina. O Cruzeiro comprou a briga e enviou Ballot para documentar, em Nova York, a miséria do país.

Informações sobre a exposição em https://ims.com.br/exposicao/o-caso-flavio-revistas-e-livros-ims-paulista/

Entrada gratuita.

Após 25 anos, Prefeitura de Marília volta a contratar bibliotecárias concursadas

Quatro novas profissionais já estão trabalhando em projetos da “biblioteca viva” de cidade.

Novas bibliotecárias contratadas por meio do concurso público, ao lado de Rosane Fagotti, chefe da Biblioteca Municipal (Foto: Prefeitura de Marília/Divulgação)

Depois de 25 anos, a Prefeitura de Marília voltou a contratar bibliotecárias por meio de concurso público, realizado no mês de dezembro de 2017 pela Fundação Vunesp e que já convocou cerca de 700 novos servidores públicos.

Dentre os convocados estão quatro bibliotecárias, que passaram a integrar a Biblioteca Municipal João Mesquita Valença, localizada na rua São Luiz, 1.295, esquina com a rua São Carlos. São elas: Angelina Moreira de Souza, Alessandra de Cássia Montisseli de Carvalho, Mariana da Silva Caprioli e Patrícia Bernardes da Silva.

A chefe da Biblioteca Municipal, Rosane Fagotti Voss, afirmou que a vinda das bibliotecárias será de grande importância.

“Estamos muito felizes em poder contar com quatro bibliotecárias concursadas e que certamente irão nos ajudar bastante no trabalho. Por se tratar de uma proposta de trabalho no conceito de biblioteca viva é de fundamental importância ter estas profissionais à frente de projetos de incentivo à leitura, elaboração de manuais de processos técnicos e de atendimento aos usuários. Com elas poderemos desenvolver política de avaliação e desenvolvimento de coleções, manual de catalogação e tabela de indicadores para assuntos dos livros da biblioteca, etc. Só temos que agradecer ao prefeito Daniel Alonso, que inseriu estas vagas de bibliotecário no concurso.”

Já o prefeito Daniel Alonso desejou sucesso às novas servidoras. “Estamos satisfeitos, pois realizamos o maior concurso público da história da Prefeitura de Marília. Já chamamos aproximadamente 700 novos funcionários e estas bibliotecárias certamente irão colaborar para que a Biblioteca Municipal de Marília continue sendo referência para todo o país.”

“Hoje temos um espaço amplo, moderno e com um grande acervo. A população aprovou a mudança e prova disso é o número de usuários que frequenta diariamente a nossa biblioteca. Antes a média era de 30 pessoas e atualmente temos uma média de 150 usuários por dia, sendo que já chegamos a ter 300 pessoas num dia. A cultura, o incentivo à leitura e os projetos permanentes da biblioteca continuarão tendo todo apoio da nossa administração”, afirmou o prefeito.

Para que os serviços fossem otimizados, cada bibliotecária fica responsável por um dos projetos da Biblioteca Municipal. Desta forma, Angelina cuida da normalização da catalogação de todo o acervo literário; Patrícia com o atendimento aos serviços de referência do local (usuários); Alessandra é a responsável pelos projetos de incentivo à leitura de crianças e jovens; e Mariana cuida em dar continuidade ao Projeto de Biblioteca Escolar, implantado pela Unesp/Fapesp e Instituto Unesp.

‘Biblioteca viva’

Pensando na concepção da “Biblioteca Viva”, que oferece programas e ação cultural para todas as idades, tendo como proposta ser uma biblioteca de pessoas, disponibilizando literatura atualizada, em um ambiente inovador e acessível, apresenta-se a proposta dos Programas Permanentes, visando o aperfeiçoamento e o fortalecimento das práticas desenvolvidas na Biblioteca Municipal “João Mesquita Valença”, bem como a implantação de novas ações que atendam aos interesses da comunidade mariliense.

Desde abril a biblioteca oferece 13 programas permanentes voltados para os diversos públicos: infantil, juvenil, adultos, idosos e pessoas com deficiência. Todas as atividades têm como o foco principal o incentivo à leitura. Cada programa terá a duração de 6 a 12 meses e são realizados semanalmente.

Os programas oferecidos são: Androidando (informática), Arteterapia, Cinemãe, Espanhol, Espanhol para Pessoa com Deficiência, Hora do Conto, Informática Terceira Idade na Era Digital, Leitura para Gestantes, Pintura para Pessoa com Deficiência, Visitas Monitoradas e Yoga, além do Janela Literária (todo primeiro sábado de cada mês, das 9h às 13h) e do Clube de Leitura Leia Mulheres.

Texto por Prefeitura de Marília

Fonte: G1

ProAC abre concursos na área de literatura

Editais são voltados para prosa, poesia, ilustração infantil e/ou juvenil, dramaturgia, história em quadrinhos e estímulo à leitura em bibliotecas municipais; prêmios variam de R$ 20 mil a R$ 40 mil

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo abriu as inscrições para os editais de Literatura do Programa de Ação Cultural (ProAC). Desta vez, serão contemplados 54 projetos destinados a Pessoas Físicas e 10 destinados a Pessoas Jurídicas. Os prêmios variam de R$ 20 mil a R$ 40 mil e no mínimo 50% dos selecionados serão proponentes da Grande São Paulo, interior e litoral. Pessoas físicas podem enviar até sete projetos para criação e publicação em Prosa e Poesia, seis para Ilustração Infantil e / ou Juvenil e 10 para Dramaturgia. Cada um dos contemplados receberá R$ 25 mil. Em Histórias em quadrinhos, serão selecionados 14 projetos que receberão R$ 40 mil cada. Já Pessoas Jurídicas podem se inscrever no edital de estímulo à leitura em bibliotecas municipais. Serão 10 projetos selecionados com prêmios de R$ 20 mil cada. As inscrições vão até os dias 04 e 05 de julho, e devem ser feitas pelo site do ProAC. Os editais completos estão disponíveis no mesmo endereço.

Fonte: Publishnews

Biblioteca de Guará inaugura espaço com recursos tecnológicos

Novo ambiente deve estimular o trabalho em grupo e a aprendizagem ativa

A Biblioteca da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá inaugurou, no dia 11 de maio, o Espaço Interativo Multiuso para Aprendizagem. A expectativa é que a nova área oferece recursos tecnológicos e interativos de forma a dar suporte e estimular o trabalho em grupo, a aprendizagem ativa e o desenvolvimento de competências em pesquisa e docência para seus usuários

No espaço é possível criar e editar vídeo, áudio e imagem em alta definição. O novo setor da biblioteca está equipado com: tela branca para projeção, lousa digital, computador, caixas de som, datashow, Smart TV e mesas totalmente flexíveis que possibilitam a montagem da sala em diversos formatos. O aluno Eduardo Rohde Eras fez uma demonstração dos equipamentos e suas possibilidades de uso.

O evento contou com a presença dos professores Mauro Hugo Mathias e Edson Cocchieri Botelho, diretor e vice-diretor do campus, respectivamente, além do professor Otávio José de Oliveira e da professora Ana Cristina Figueiredo Loureiro, coordenadores do projeto. Estiveram presentes também professores, servidores e alunos.

Fonte: UNESP

Bibliotecas municipais de São Paulo perderam 10% do acervo em 2017

Quantidade máxima aceitável, segundo bibliotecária, seria entre 1% e 2% durante um ano

As bibliotecas municipais de São Paulo perderam, juntas, mais de 200 mil livros em 2017. O acervo total das 54 instituições era de pouco mais de 2 milhões de exemplares no início do ano passado e caiu para menos de 1,8 milhão em dezembro, segundo dados da Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas. Nos últimos dois anos, o acervo da cidade foi reduzido em mais de 400 mil livros para a menor quantidade registrada desde 2009, quando se iniciou a série histórica de dados da Prefeitura.

Clara Ushoes, 10 anos, frequenta a biblioteca Hans Christian Andersen desde bebê Foto: Patrícia Cruz/Estadão

“Nos últimos anos, não havia essa ação de retirar livros em mau estado. Fizemos uma política de retirar esses exemplares que estavam apenas tomando espaço”, justificou o secretário de Cultura André Sturm em entrevista ao Aliás. “Nos últimos anos, a compra de livros era feita através de distribuidoras, era um processo caro. Fizemos uma longa negociação para adquirir com 50% de desconto e essa entrega começou em outubro”, explica. Ele diz que a perda é um processo normal: “Não acho que seja um número tão grande”.

Os livros retirados de circulação, segundo Sturm, vão para uma central na Lapa que avalia a possibilidade de restauro. Em nota, a Secretaria Municipal de Cultura afirmou cumprir a política de acervos e ressaltou que em 2017 “investiu R$ 863 mil na compra de 38 mil exemplares e recebeu a doação de outros 20 mil”. Por meio da Lei de Acesso à Informação, a Secretaria listou apenas 17,5 mil exemplares recebidos por meio de doação, vindos de quatro entidades: 10 mil da Saraiva; 2,6 mil do Grupo Espírita Emmanuel; 3,1 mil do Somos Educação; e 1,3 mil da Empiricus.

A bibliotecária e ex-diretora do Departamento de Bibliotecas Públicas e de Bibliotecas Infantojuvenis de São Paulo, Durvalina Soares, questiona a política de compra: “Tanto para aquisição como para descarte, é preciso seguir critérios muito objetivos.” A especialista afirma também que o tamanho da perda registrada no primeiro semestre não é aceitável. “A baixa é comum, mas é normal que se tire das bibliotecas apenas os livros que estão em situação crítica, rasgados, infectados por cupim. A não ser que haja um descuido muito grande, será cerca de 1%, 2% do acervo.”

Na opinião do professor Fernando Modesto, do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da ECA/USP, é preciso repensar o critério utilizado. “Para adquirir material, a biblioteca deve se basear na demanda dos usuários. Para o descarte também é preciso haver uma política clara para não se jogar fora material relevante.”

“Uma biblioteca perde livros pelo desgaste do material e pela questão da não devolução”, pondera o professor Modesto. “Pelas queixas que escuto de colegas que atuam no sistema, não há um diálogo. O acervo das bibliotecas foi sendo retirado sem muita participação do próprio bibliotecário.” Para ele, é necessário haver um debate público acerca da manutenção desse acervo. “Em São Paulo, existem três cursos de biblioteconomia, há especialistas que se dedicam a pesquisar e estudar políticas de formação de coleção de bibliotecas públicas. Não dá para aceitar que o governo não tenha a humildade de colocar suas propostas para debater com essas instituições”, defende.

Mas o que pensam os usuários? O farmacêutico industrial Rubens Rocha, de 42 anos, utiliza o ambiente das bibliotecas municipais da zona sul, perto de onde mora, para estudar para um concurso público. “Não uso para pegar livros emprestados, porque nunca encontro os volumes de filosofia e direito de que preciso. Acabo usando apenas o ambiente calmo”, lamenta Rocha. Já o estudante Lucas Marques, de 23 anos, mora em Santo André, mas sempre encontrou o que precisava nas bibliotecas paulistanas. “Dos clássicos da literatura, quase tudo o que li foi emprestado da Biblioteca Ricardo Ramos, que fica mais perto de casa, ou do Centro Cultural São Paulo. Até alguns livros mais técnicos para o meu curso eu já pude consultar sem precisar comprar do meu bolso”, comemora.

Para o ator Josnei Silveira, de 29 anos, “não há interesse do sistema público em passar o conhecimento para as pessoas, trazer livros que realmente possam provocar uma reflexão”. Silveira conta que costumava usar as bibliotecas até cerca de dois anos atrás, mas percebeu que só conseguia encontrar os livros que queria em lojas. “Acabo tendo de pagar do meu bolso, mas pelo menos consigo ler o que preciso”, completa o ator.

O caso mais curioso é o do cineasta Dimas Júnior, que, de tanto se decepcionar com as bibliotecas públicas, criou um ambiente na própria casa. “Se você procura por assuntos específicos em uma biblioteca, encontra pouco material. Até entendo que não tenham capital para ficar investindo”, acrescenta ele. Clara Ushoes tem apenas dez anos, mas frequenta desde bebê a Biblioteca Municipal Hans Christian Andersen, especializada em literatura infantil e uma das poucas na cidade que encerrou o ano passado com o acervo maior do que havia começado. Clara sorri e diz à reportagem que o local é um de seus favoritos, enquanto folheia um volume de tirinhas da Mafalda.

Texto por André Cáceres

Fonte: Estadão

Bibliotecas comunitárias buscam curar feridas após chacinas no Curió e no Barroso

Duas bibliotecas comunitárias funcionam em bairros que ficaram marcados pelas maiores chacinas já ocorridas em Fortaleza

A imaginação corre, pula, voa quando a gente se entrega à leitura. Duas iniciativas de biblioteca comunitária dão às comunidades do Curió e do Barroso, marcadas pela violência através de duas grandes tragédias – A Chacina do Curió, em 2015, e a Chacina das Cajazeiras, em 2018 -, a oportunidade de criar mundos possíveis através da leitura.

A liberdade do livro

Na Livro Livre Curió, a democratização dos livros é o jeito de chamar e acolher quem deseja abrir a

A Livro Livre Curió. biblioteca comunitária do bairro, funciona dentro de uma esmalteria. (FOTO: Reprodução/Facebook)

mente. A iniciativa foi de Talles Azigon, que sempre nutriu esse desejo. No aniversário, decidiu se presentear criando o espaço na própria casa. Com o apoio da amiga Anita Moura, que também foi sua aluna, a biblioteca nasceu.

Ele jogou a ideia no Facebook, os amigos ajudaram na doação de livros, estantes. Na esmalteria da mãe dele, há um mês nascia a Livro Livre Curió. Há 13 trabalhando com produção de eventos literários e mediação de leitura, não foi difícil encontrar motivação.

“Sempre fiz ações e projetos voltados pra leitura e para a literatura. É algo da minha prática do cotidiano. Acredito que a literatura é a possibilidade dentro de uma outra existência. A ideia foi bem recebida. Muitas das doações que temos hoje vieram da própria comunidade. Nesse primeiro mês, foram mais de 200 livros circulando. Todo dia tem pelo menos umas 10 pessoas que vêm buscar”, disse o poeta.

A Livro Livre Curió nasceu como ponto de esperança para uma comunidade que também vive os dramas da violência. No local, há quase três anos, ocorreu a Chacina do Curió, onde 11 pessoas foram mortas.

“O problema maior é que, não só nessa, mas várias comunidades são carentes de equipamentos públicos. A gente não tem teatro, cinema, não temos muitas outras coisas. A importância dessa atividade ou de qualquer outra que vise o acesso a esse tipo de equipamento é prioritário, porque dentro de uma escassez imensa de recursos e atividades, esse tipo de projeto é totalmente vital”, avaliou Talles.

Viva Barroso

Prestes a completar dois anos, a Biblioteca Viva Barroso foi fruto do apreço de um grupo de amigos pela

A biblioteca comunitária Viva Barroso foi criada há quase dois anos. (FOTO: Divulgação)

leitura. A ideia era de um grupo de estudo, mas não deu certo. No entanto, a intenção de ter um espaço para guardar livros e abrir ao público seguiu firme.

Cerca de 100 pessoas estão envolvidas no projeto. O espaço ainda é pequeno, mas o acervo de quase 2000 livros é variado. A comunidade, claro, recebeu o espaço de maneira positiva. Cerca de 250 pessoas frequentam o local com regularidade.

“Hoje, elas têm um hábito de leitura que talvez não tivessem antes. Alguns jovens têm falado da biblioteca na escola. As pessoas têm incentivado umas às outras a ler. Talvez isso crie um novo ambiente e traga novas reflexões ao bairro”, disse Raphael Rodrigues, um dos idealizadores da biblioteca.

Há quatro meses, o bairro também sofreu com ações violentas da criminalidade. Foi lá que ocorreu a Chacina das Cajazeiras, quando 14 pessoas foram mortas.

“Foi uma coisa que mexeu com todo mundo, o bairro não se movimentou da mesma maneira depois da chacina. É uma coisa que mostra que, talvez, o mais importante seja que as pessoas entrem no espaço público e utilizem. E a biblioteca vai se inserindo nisso. É um ponto de encontro e de saída de várias vozes”, avalia Raphael.

Se a leitura é porta para novos mundos, os caminhos para transformar e melhorar a realidade têm sido desenhados por iniciativas como a Livre Livro Curió e Viva Barroso. Afinal, celebrar a imaginação é também celebrar um futuro possível, de um mundo mais justo.

guardar livros e abrir ao público seguiu firme.

Cerca de 100 pessoas estão envolvidas no projeto. O espaço ainda é pequeno, mas o acervo de quase 2000 livros é variado. A comunidade, claro, recebeu o espaço de maneira positiva. Cerca de 250 pessoas frequentam o local com regularidade.

“Hoje, elas têm um hábito de leitura que talvez não tivessem antes. Alguns jovens têm falado da biblioteca na escola. As pessoas têm incentivado umas às outras a ler. Talvez isso crie um novo ambiente e traga novas reflexões ao bairro”, disse Raphael Rodrigues, um dos idealizadores da biblioteca.

Há quatro meses, o bairro também sofreu com ações violentas da criminalidade. Foi lá que ocorreu a Chacina das Cajazeiras, quando 14 pessoas foram mortas.

“Foi uma coisa que mexeu com todo mundo, o bairro não se movimentou da mesma maneira depois da chacina. É uma coisa que mostra que, talvez, o mais importante seja que as pessoas entrem no espaço público e utilizem. E a biblioteca vai se inserindo nisso. É um ponto de encontro e de saída de várias vozes”, avalia Raphael.

Se a leitura é porta para novos mundos, os caminhos para transformar e melhorar a realidade têm sido desenhados por iniciativas como a Livre Livro Curió e Viva Barroso. Afinal, celebrar a imaginação é também celebrar um futuro possível, de um mundo mais justo.

Texto por Crisneive Silveira

Fonte: Tribuna do Ceará

Exposição fotográfica em São Carlos exibe a diversidade da África

“Apresentando África, um Continente com 54 países” fica em cartaz até 30 de maio no campus da USP

Fotos em exposição foram feitas por estudantes de universidades de São Carlos oriundos da África – Foto: Eli Rodrigues de Moraes

Até esta quarta-feira, dia 30 de maio, é possível visitar a exposição fotográfica Apresentando África, um Continente com 54 Países, na Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. A mostra faz parte da 14ª Semana Acadêmica Cultural Africana de São Carlos e é organizada em parceria com a Comunidade Acadêmica Africana de São Carlos (Caascar).

A exposição traz fotografias dos membros da Caascar, que em sua maioria são estudantes da USP, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e do Centro Universitário Central Paulista (Unicep) oriundos do continente africano. A exposição também traz informações sobre os países de origem desses estudantes, mostrando um pouco da diversidade desse vasto continente.

Fotografias em exposição trazem um pouco da cultura africana para o Brasil – Foto: Eli Rodrigues de Moraes

A Semana Acadêmica Cultural Africana de São Carlos é um projeto que vem sendo realizado em São Carlos desde 2005, alusivo ao dia 25 de maio, em que se comemora o Dia da África. O intuito do evento não é apenas comemorar o valor histórico da data, mas também compartilhar com o público a riqueza cultural africana.

Essa data foi escolhida por ser o dia no qual, em 1963, em Addis Abeba, na Etiópia, reuniram-se alguns líderes africanos para traçar estratégias sobre o processo de descolonização do continente. Entre eles, estiveram presentes políticos como Julius Nyerere e Kwame N´Krhumah.

A Semana Acadêmica Cultural Africana de São Carlos é realizada desde 2005 e tem como objetivo divulgar a variada cultura africana no Brasil – Foto: Eli Rodrigues de Moraes

A exposição pode ser visitada até esta quarta-feira, dia 30, das 8h às 18h. A Biblioteca da EESC está localizada na área 1 do campus da USP em São Carlos, situada na Avenida Trabalhador São-Carlense, 400.

Mais informações pelos telefones (16) 3373-9247 e 3373-9207 e pelo e-mail biblioteca@eesc.usp.br.

Assessoria de Comunicação da EESC

Fonte: Jornal da USP

Ricardo Cravo Albin: o ler, o Rio, a Biblioteca

Fica o apelo ao governo estadual que reabra, o mais cedo possível, o sonho do Metre Darcy Ribeiro. O sonho que virou sapo, que voltou a ser príncipe, há que persistir. Lanço daqui campanha pública para que o Rio retome a nossa Biblioteca

Toda gente sabe que os livros e o ato de ler constroem um país. Toda gente sabe que neste país se lê muito pouco. Toda gente sabe que – por isso mesmo – nosso povo não usa da veemência e/ou da indignação para cobrar das autoridades mais bibliotecas, mais livros, mais leituras.

Não se amofinem os leitores deste espaço por eu abordar hoje um assunto talvez árido para os despossuídos de livros. Os desabituados à leitura. Os que nunca adentraram bibliotecas.

Asseguro-lhes aqui que as três palavrinhas do titulo desta crônica emolduram ideias e fermentam fazeres concretos. Que se entrelançam para propor benefícios para o Rio e afagos à cidadania do carioca.

Certamente que todos sabemos o que seja uma Feira de Livro, bem como o que seja a Biblioteca Parque Estadual, aquele edifício térreo na esquina da Praça da Republica com a Presidente Vargas, que faceia o Ministério do Exercito.

Criado pelo gênio de Darcy Ribeiro, o prédio abrigou a mais moderna das bibliotecas do Rio. E estava fechado, pasmem, há tempo tão prolongado que até parecia maldição de conto de carochinha, aquele famosíssimo do príncipe transformado em sapo.

O encanto finalmente se desfez há dias, quando um pequeno grupo de empresários culturais beijou o sapo. O feitiço se desfez. O belo príncipe, posto em pé, febrilmente refez a Biblioteca.

Eu confesso que não esperava assistir a milagre de tal dimensão A Biblioteca jazia imersa na maldição do sapo, abandonada, fechada, sem serventia. De cortar o coração comprovar os principais adereços do príncipe enfeitiçado , os livros, sem quaisquer leitores. Igualmente abandonados estavam os salões principais do Palácio-Biblioteca e seus serviços essenciais como elevadores, jardins, banheiros.

A Fada que beijou o Sapo , fazendo-o acordar da maldição, reformou por sua conta e risco o palácio estadual dos livros, do saber, da leitura.

E nele instalou o Salão Carioca do Livro, equipando-o com alternâncias criativas , que iam de stands de editoras e centros culturais a palestras, shows e muito mais. Ao longo do fim de semana espichado, de quinta a domingo, o centro da cidade resplandeceu com milhares de pessoas alimentando dupla magia, a do livro, a do ler, a dos espetáculos literários. E a do sapo transformando de novo em príncipe. Ou seja, um dos lugares mais amados pelos cariocas, sua Biblioteca Parque Estadual, renascida das cinzas, tal Fênix, liberta do feitiço

O que quero dizer com o relatado acima é muito simples. Mas contundente e necessaríssimo. Fica o apelo ao governo estadual que reabra, o mais cedo possível, o sonho do Metre Darcy Ribeiro. O sonho que virou sapo, que voltou a ser príncipe, há que persistir. Lanço daqui campanha pública para que o Rio retome a nossa Biblioteca.

E peço logo adesão deste jornal. Afinal, sapos não gostam do DIA. Já os príncipes, esses reluzem com a claridade do sol. Que viva para sempre o Príncipe-Bibiloteca!

Texto por Por Ricardo Cravo Albin, Presidente do Inst. Cultural Cravo Albin

Fonte: O Dia

“Biblioteca” de vulcões pode ajudar a prever explosões futuras

Estudar o passado das explosões vulcânicas pode dar pistas de como interpretar os sinais de uma atividade vulcânica intensa no futuro, mostra novo estudo

Lava do vulcão Kilauea, no Havaí 19/05/2018 USGS/Divulgação via REUTERS (USGS/Divulgação/Reuters)

São Paulo – A mais recente onda de temor e prejuízos provocados pela erupção do vulcão Kilauea, no Havaí, mostra o quão urgente é a necessidade de prever com antecedência e eficácia uma explosão violenta, a tempo de salvar vidas e reduzir danos materiais.

Estudar o passado das explosões vulcânicas pode dar pistas de como interpretar os sinais de uma atividade vulcânica intensa no futuro. É o que sugere uma pesquisa realizada por vulcanologistas da Universidade de Leeds, na Islândia, e do British Geological Survey (Instituto Geológico Britânico), que resolveu analisar os cristais vulcânicos da erupção do Eyjafjallajökull em 2010, para reconhecer os sinais pré-eruptivos.

Para isso, eles estudaram os padrões químicos dos cristais lançados na atmosfera durante os primeiros estágios da erupção do vulcão, ao longo de março e abril de 2010. Antes de uma erupção, ocorrem alterações na estrutura química do magma, que é a rocha líquida que será expelida, com uma maior formação de cristais na região onde se acumula a rocha líquida no interior do vulcão, chamada de câmara magmática.

O interessante é que esses cristais contêm variações químicas que registram as mudanças de condições do ambiente, e também registram o tempo decorrido. Ao “ler” esse registro do tempo, os cientistas conseguem saber onde e como o magma se movia e se cristalizava antes e durante a erupção.

No caso do vulcão islandês Eyjafjallajökull, como a erupção foi bem monitorada, os geólogos souberam precisamente quando suas amostras foram expelidas dentro de uma janela de erupção de seis horas. Analisando os registros nos cristais e trabalhando desde o momento da erupção, eles puderam ler a história do magma no tempo e espaço, o que lhes permitiu interpretar como o vulcão se comportou e o magma se acumulou nos seis meses anteriores.

A reconstrução levou em conta análises do que estava acontecendo abaixo do solo e observações feitas na superfície. O estudo foi publicado no periódico científico Earth and Planetary Science Letters.

Segundo os cientistas, as mesmas técnicas poderiam ser aplicadas a outros vulcões, criando uma “biblioteca” de histórias de vulcões, o que poderia melhorar em muito a compreensão da fase crítica e pré-eruptiva da atividade vulcânica, que é fundamental para fazer previsões precisas de erupções.

“`As maiores questões relativas ao impacto do vulcanismo são sempre “quando vai entrar em erupção?’, “Como podemos saber?” e “vamos ter tempo suficiente para responder?” Uma biblioteca abrangente da atividade de um vulcão no passado poderia percorrer um longo caminho para responder a essas questões no futuro”`, disse Matt Pankhurst, cientista que conduziu a pesquisa na Universidade de Leeds, em material de divulgação da universidade.

Fonte: Revista Exame.COM

O papel da biblioteca na era digital

Captar, armazenar, organizar, preservar, gerenciar e disseminar informações que serão a base para a construção de conhecimento na sociedade. Essa é, em linhas gerais, a missão das bibliotecas. Nos dias de hoje, porém, esses espaços precisam adaptar-se às plataformas digitais.

É fato que a utilização da internet tende a crescer. Segundo pesquisa realizada em 2016 pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, 68% dos alunos do 4º ao 9º ano do ensino fundamental acessam ambientes on-line mais de uma vez por dia. Nesse cenário, os bibliotecários são instados a ampliar seu olhar, identificando nos sistemas e na tecnologia da informação soluções que permitam disponibilizar produtos e serviços com a qualidade que os usuários desejam. O desenvolvimento tecnológico propicia uma infinidade de oportunidades de acesso à informação e de ferramentas que auxiliam a formação de leitores, o desenvolvimento de pesquisas e a tomada de decisões mais eficientes e eficazes no âmbito gerencial.

A biblioteca desempenha importante papel social e cultural, atuando como agente transformador. Por meio das tecnologias, a informação pode ser adaptada a um formato que possibilite ao indivíduo não somente o acesso, mas a compreensão do conteúdo. Ao falarmos de biblioteca digital, biblioteca em nuvem, biblioteca do futuro ou web 2.0, evidenciamos que esse espaço não se fecha em quatro paredes. Cabe ao bibliotecário conhecer os caminhos que levem o seu usuário até a informação desejada, no menor tempo e com a maior comodidade possível. Ou seja, para atender à demanda de um usuário é necessário personalizar a informação. Cabe ao bibliotecário valer-se dessa customização como diferencial mercadológico. Volume não significa qualidade. Como nenhuma biblioteca possui todos os conhecimentos demandados, o bibliotecário deve buscar a aproximação com o usuário, a fim de conhecer suas reais necessidades e, com o olhar atento às inovações, buscar ferramentas e serviços que possibilitem disponibilizar conteúdos relevantes e confiáveis.

Texto por Cássio José de Paula, vice-presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª Região, coordenador do Sistema de Bibliotecas da PUC Minas, professor tutor do curso de biblioteconomia da Universidade Salgado de Oliveira (Universo).

Fonte: Hoje em Dia

Livro aborda bibliotecas do mundo antigo, como a de Assurbanípal

Obra foi comentada por Marisa Midori em sua coluna na Rádio USP

A biblioteca do rei Assurbanípal – o último grande rei da Assíria, que governou essa potência do mundo antigo entre 668 e 627 antes de Cristo – é um dos temas do livro Bibliotecas no Mundo Antigo, do professor de Literatura Clássica da Universidade de Nova York Lionel Casson (1914-2009), recentemente publicado pela Editora Vestígio. A obra tem tradução de Cristina Antunes, curadora da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP.

O livro foi comentado pela professora Marisa Midori, em sua coluna Bibliomania, transmitida pela Rádio USP (93,7 MHz) no dia 25 de maio de 2018.

Ouça no link acima a íntegra da coluna.

Texto por Roberto C. G. Castro

Fonte: Jornal da USP

A utopia das bibliotecas ideais

A democracia dilui os dogmas e o cânone muda conforme a época e os leitores. Sempre foi assim.

Biblioteca gigante na China com a metade dos livros pintados BAI YU XINHUA/AVALON.RED / CORDON PRESS

Perguntar hoje sobre uma “biblioteca ideal” é quase sempre uma utopia, além de um anacronismo: este é o dano causado à produção literária pelo marketing e a falta de um conhecimento consolidado por parte do leitor comum em matéria de literatura.

É possível que na Grécia do século V tenha existido algo assim como uma “biblioteca ideal”, como atesta a coleção, perdida em boa parte, mas documentada, da biblioteca de Alexandria. Salvo em casos de perda irremissível de muitas obras da antiguidade, aquela biblioteca helenística deve ter abrigado o que a tradição chegou a considerar a grande literatura em língua grega. Aconteceu o mesmo em Roma, cujos “rolos” de escritos, mesmo quando fossem de qualidade literária menos homogênea que a grega, demonstrariam que os retores, os gramáticos e os filósofos tinham clareza sobre o que poderia ser considerado ideal –de acordo com parâmetros religiosos, estéticos, políticos e didáticos – e o que deveria ser considerado non classicus, ou seja, de pouca categoria.

Também na Idade Média estiveram em vigor vários critérios, além do concebido por Aquino, tão aristotélico — ad pulchritudinem tria requirintur: integritas, consonantia, claritas —, para considerar o que era bom, ou o ideal, e o que era secundário, graças à autoridade da complexa rede de valores própria dos longos séculos do Baixo Império Romano, e depois neolatinos, com base primeiro na teologia cristã e depois no não menos poderoso código –a partir do século XII– da sociedade de cavalaria e feudal. A produção de literatura era então tão escassa, e se encontrava tão calcada em modelos que, direta ou indiretamente, procediam do dogma cristão, que era pouco concebível a criação de poesia, teatro ou épica contrários a uma ideologia e mitos que, como a realeza, se achavam por força impregnados de símbolos e argumentos predeterminados e inescapáveis. As bibliotecas medievais –deixando de lado os clássicos conservados pelas ordens monásticas e as casas nobres– foram quase sempre representações de um mundo simbólico no qual tinham um papel muito pouco significativo as amostras “heréticas”, pagãs ou não canônicas de expressão literária.

Somente a partir do humanismo, ou de fenômenos como a invenção da imprensa, a redescoberta da grandeza das literaturas grega e latina, a consolidação das línguas vulgares, o trabalho dos tradutores e o contato frequente entre homens de letras de países muito diferentes, só então, e de um modo progressivo, a literatura proliferou de maneira extraordinária; e os marcos conceituais, ou os “campos” do literário se tornaram tão distintos que surgiu pela primeira vez, em nossa civilização escrita, uma enorme disparidade de critérios, de gêneros literários, de assuntos e de públicos leitores ou ouvintes do que começou a constituir, com muita importância e cada vez maior autonomia, o âmbito universal do literário.

A partir dos primeiros séculos modernos o panorama literário apresentou tal variedade de formas, de recursos e de regulação estética que já então poderia ter começado a disputa –tão poderosa durante o século XVIII– sobre o clássico e o moderno, o bom e o ruim, o ideal e o reprovável. Cada vez mais, escrever se tornou um trabalho independente de nossa herança clássica, e os livros, quando já eram propriamente os códices acessíveis que continuamos usando, atenderam a critérios despojados de todo dogmatismo, propensos a satisfazer diferentes gostos, amigos da novidade e da singularidade. Não resta dúvida de que os clássicos greco-latinos, e a própria Bíblia, continuaram aquilatando uma grande parte das literaturas modernas e contemporâneas –veja-se Moby Dick, de Melville, por exemplo, e até mesmo Ulysses, de Joyce—, mas esta influência, no âmbito de produções inteiramente livres, passou a se tornar somente uma referência de autoridade, um vestígio reconhecido do acervo antigo.

Basta ver a lista de premiados com o Nobel para se dar conta de que muitos ascenderam ao cânone literário para cair dele ao cabo de poucos decênios, ou até anos

O panorama mudou ainda mais quando, na época posterior ao Iluminismo, as literaturas experimentaram uma exibição de ousadia fabulosa –caso das literaturas do Romantismo–, os índices de alfabetização se multiplicaram de modo exponencial e a leitura se tornou um hábito cada vez mais difundido, mais “democrático” e menos sujeito a qualquer forma de mitologia coletiva ou de dogmatismo teológico. Se ainda nos séculos renascentistas ou no Grand Sièclefrancês se pôde falar de uma “biblioteca ideal” ou do que podia ser idealmente a “boa literatura”, parece claro que, entre o século XIX e nossos dias, a literatura extravasou por completo as margens da tradição do “canônico”, de modo que atualmente não há quase nenhuma instância que possa arrogar-se o direito de estabelecer a lista do que chamaríamos “biblioteca ideal”.

Harold Bloom apresentou uma, muito famosa, em seu livro O Cânone Ocidental, no qual, sem dissimulação alguma, privilegiava a literatura inglesa, e Shakespeare em especial, com a mais absoluta tranquilidade. Uma tarefa assim é sempre inútil, já que existem, em nosso continente, muitos autores e livros hoje pouco lidos, mas de grande categoria, que durante um tempo ascenderam ao cânone literário ou caíram dele por razões que costumam ser circunstanciais, ideológicas ou partidárias. Basta ver a lista dos autores premiados com o Nobel de Literatura para se dar conta de que muitos deles subiram ao Parnaso do cânone literário –como aconteceu com o parnaso cervantino– para cair dele ao cabo de poucos decênios, ou até anos: veja-se o caso de nossos Echegaray e Benavente, o os casos de R.C Eucken (Alemanha), W. Reymond (Polônia) e E.A. Karlfeldt (Suécia).

A 11ª primeira edição da Enciclopédia Britânica (1911, com dois volumes complementares de 1920), na opinião de Borges a melhor edição de todas as que foram impressas dessa enciclopédia exemplar, mal sabia nessa data quem eram Flaubert, Melville ou Hölderlin, mas dedicava a Alfred Lord Tennyson, um poeta de autoridade muito relativa, doze colunas.

As bibliotecas medievais foram quase sempre representações de um mundo simbólico no qual tinham um papel muito pouco significativo as amostras “heréticas”, pagãs ou não canônicas de expressão literária

Bastam esses exemplos para compreender que as listas de uma “biblioteca ideal” pecam sempre por alguma arbitrariedade e costumam ter um valor de época, reconfigurado com o passar dos anos graças ao número de edições e de leitores que um livro pode chegar a ter, pela entronização de determinados autores valorizados pela academia ou de grupos fanáticos, ou pelo reconhecimento tardio de certos valores que passaram séculos no desvão do esquecimento.

academia, e com ela os programas de ensino da literatura em escolas e universidades, seria há muito tempo a única garantia de conservação de um critério estético em relação ao mercado e à difusão de produtos literários. Com a autoridade dessas instâncias cada vez mais invisível e ineficaz, resta supor que cada leitor possua hoje sua biblioteca de excelências. Paul Valéry já tinha essa visão, em um verbete de seus Cahiers, sob a epígrafe “Obras-primas”: “Não é nunca o autor quem faz uma obra-prima. Deve-se a obra-prima aos leitores, à qualidade do leitor. Leitor dedicado, com fineza, com parcimônia, com o tempo e uma ingenuidade armada […]. Só ele pode conseguir a obra-prima, exigir a particularidade, o cuidado, os efeitos inesgotáveis, o rigor, a elegância, a permanência, a releitura de um livro”. Valéry se referia a leitores muito capazes, como ele mesmo, mas é possível que, neste momento, nem sequer existam esses finos leitores em termos gerais. Por conseguinte, talvez devêssemos supor que, para o leitor comum de nossos dias, não exista melhor biblioteca ideal do que aquela que ele leu com prazer e que, no melhor dos casos, em um gesto novamente beneditino, conservará em sua biblioteca até a morte.

Texto por Jordi Llovet, catedrático de Literatura Comparada na Universidade de Barcelona

Fonte: El País

Soluções reais para as fake news: como as bibliotecas podem ajudar

As liberdades de acesso à informação e de expressão estão em perigo. O risco da difusão deliberada das falsas notícias ou fake news mina a confiança na internet, ao mesmo tempo em que as reações incompetentes das autoridades e as plataformas acabam por limitar direitos humanos fundamentais.

Para a IFLA (Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias) nenhum desses resultados é desejável. Quando as pessoas não têm acesso à internet, correm o risco de não terem acesso à informação e às ideias que podem ajudar a desenvolver e enriquecer suas vidas.

Para ir contra esses riscos, a IFLA desenvolveu um infográfico de como detectar fake news, uma alternativa baseada na convicção de que a educação é a melhor forma para os usuários adquirirem confiança nas informações, e também dos governos não possibilitarem uma censura desnecessária.

Fonte: IFLA, 2018.

O infográfico teve muito êxito, foi traduzido a 37 idiomas e apresentado em boletins informativos, bibliografia de cursos e na CNN Internacional. O êxito também foi resultado do pensamento criativo dos profissionais da informação que utilizaram o infográfico de diferentes formas, o adaptando às necessidades locais.

A Biblioteca do Parlamento Finlandês apresentou o infográfico na reunião do “Comitê do Futuro” do Parlamento que apareceu em vários artigos e ensaios.

No Vietnã, os professores de Biblioteconomia da Universidade de Danang utilizaram o infográfico para elaborar aulas sobre alfabetização informacional e compartilhar os riscos associados à incapacidade de reconhecer as partes falsas das notícias.

Os estudantes de documentação de Hochshule der Medien, de Stuttgart, elaboraram folhetos inspirados especialmente no infográfico da IFLA, ao mesmo tempo em que os bibliotecários o incorporaram nos artigos de pesquisa, boletins informativos e publicações profissionais.

Na Suécia, os bibliotecários apresentaram traduções de pôsteres em sueco, inglês, árabe e romeno em um evento organizado para tal fim.

As bibliotecas públicas da Malásia colocaram pôsteres com notícias falsas próximas dos computadores para atrair a atenção dos estudantes.

As bibliotecas da Geórgia compartilharam o infográfico com todos seus seguidores do Facebook.

Para conhecer mais sobre como as bibliotecas utilizam o infográfico, é só acessar este informe com os exemplos.

Agora, a IFLA incentiva seus membros a participarem dos debates sobre os meios de comunicação e a alfabetização informacional em todo o mundo. Elaboraram um guia para os interessados em chamar atenção sobre o papel fundamental que as bibliotecas desempenham.

Graças a participação, criatividade e entusiasmo dos bibliotecários, o infográfico teve um enorme êxito em todo o mundo. Esperamos levar este trabalho ao próximo nível. Todos fizeram um grande trabalho!

Fonte: IFLA, 2018.

Fonte: IFLA, 2018.

Baixe o infográfico “Como detectar fake news” e compartilhe para ajudar a proteger a liberdade de acesso à informação e de expressão na rede.

Autoria: IFLA

Tradução: Tatiani Meneghini

Fonte: Doce Biblioteca

Biblioteca da USP recebe 2 mil mangás de universidade japonesa

Entre as obras doadas está a versão original de “Dragon Ball”, um dos mais famosos mangás do Brasil

Mangás doados pela Universidade de Meiji para a biblioteca do Centro de Estudos Japoneses da USP – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Em 2017, a biblioteca do Centro de Estudos Japoneses Teiiti Suzuki, localizada na Casa de Cultura Japonesa da USP, foi notificada de que receberia uma doação de mil mangás da Universidade de Meiji, do Japão. Neste mês de maio, a mesma biblioteca foi novamente informada sobre mais uma doação de mil mangás. No dia 21 passado, houve uma solenidade da formalização dessa parceria entre as duas instituições.

A versão original de Dragon Ball, um dos mangás mais famosos do Brasil, é uma das atrações do acervo recém-chegado à USP. Após serem catalogados, os mangás poderão ser consultados por todos os interessados.

Mangás são histórias em quadrinhos japoneses que receberam influência direta dos cartuns ocidentais e quadrinhos da Disney. O artista japonês Osamu Tezuka (1928-1989), com a obra Shin Takarajima (“A Nova Ilha do Tesouro”), de 1947, é considerado o criador desse tipo de quadrinhos. No entanto, o termo tem uma origem mais antiga, no início do século 19, com os hokusai mangá, esquetes que traziam caricaturas e ilustrações sobre a cultura japonesa, produzidas pelo artista Katsushika Hokusa (1760-1849). A partir dos mangás foram surgindo também os animês, que são versões animadas das histórias em quadrinhos.

Mangás são histórias em quadrinhos japonesas que receberam influência direta dos cartuns ocidentais e quadrinhos da Disney – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Universidade de Meiji possui uma biblioteca com um grande acervo de mangás e por isso vem doando milhares de exemplares para instituições ligadas à cultura nipônica pelo mundo. O primeiro contato da instituição japonesa com a USP se deu pelo fato de Masato Ninomiya, professor do Departamento de Direito Internacional da Faculdade de Direito (FD) da USP, doutor pela Universidade de Tóquio, ter lecionado e ser assessor especial da Universidade de Meiji.

Hoje, os mangás não servem apenas ao entretenimento. Eles também influenciam carreiras. O diretor do Centro de Estudos Japoneses da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, Wataru Kikuchi, destaca que a maioria dos alunos do curso de Letras que escolheram a habilitação em Japonês  declarou ter feito essa opção em razão da familiaridade com os quadrinhos e animações nipônicos. “Eu fiz uma rápida ‘pesquisa’ com os ingressantes do curso: 60% dos alunos afirmam que optaram pelo curso de Japonês por interesse em mangás e animês.”

Maioria dos alunos de Japonês da USP foi influenciada pelos mangás ao optar por esse curso – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O interesse vai além da graduação e por isso essas doações têm sido de suma importância para a biblioteca, afirma Kikuchi. “O público interessado é grande e muitas vezes os alunos começam a estudar japonês porque querem aprender por mangá. E o mangá se tornou um objeto de pesquisa, tanto na iniciação científica como no mestrado e no doutorado. É um fator de atração e, por isso, essa doação da Universidade de Meiji é muito importante para a biblioteca.”

A Biblioteca Teiiti Suzuki também doará livros para Universidade Federal do Amazonas, que tem uma recente habilitação em Japonês em seu curso de Letras. 

O professor Wataru Kikuchi (ao fundo), com a estagiária Tauane Falcão e os professores Leiko Matsubara Morales e Masato Ninomiya: mangás se transformaram em objeto de estudo acadêmico – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O Centro de Estudos Japoneses (CEJ) da USP foi fundado pelo professor Teiiti Suzuki em 18 de novembro de 1968 e, após a Reforma Universitária de 1970, foi remanejado para o Departamento de Linguística e Línguas Orientais da FFLCH. A partir de 1976 ele passou a ocupar as dependências da Casa de Cultura Japonesa, espaço cultural fundado pela Aliança Cultural Brasil-Japão na Cidade Universitária.

A construção da Casa de Cultura Japonesa contou com doações do governo japonês (Programa de Subvenções Especiais, Fundação Japão), Nippon Keidanren (Federação das Organizações Econômicas do Japão), Banpaku Kikin (Organização Comemorativa da Exposição Mundial de 1970), Nippon Usiminas e entidades e pessoas físicas e jurídicas do Brasil e do Japão. O espaço foi administrado pela Aliança Cultural Brasil-Japão por anos e depois pela organização não governamental Oisca. Em 2004, passou a ser mantida pela FFLCH.

A Biblioteca do Centro de Estudos Japoneses Teiiti Suzuki fica na Casa de Cultura Japonesa (Avenida Professor Lineu Prestes, 159, Cidade Universitária, em São Paulo-SP). Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3091-2423 e pelos e-mails cejap.biblio@usp.br e cejap.biblio@gmail.com. O catálogo da biblioteca está disponível em bibliotecacejap.fflch.usp.br.

Texto por Jonas Santana

Fonte: Jornal da USP

Renasce uma biblioteca

O que a vontade de servir, de salvar, de oferecer, pode produzir

Biblioteca Parque do Estado, no Rio, que será reaberta – Fred Pontes/Secretaria de Cultura do Estado

Em fins de 2016, a Biblioteca Parque do Estado, na avenida Presidente Vargas, fechou as portas. Eu a visitara havia pouco e ficara encantado —250 mil livros (2.500 em braille) e 20 mil filmes, teatro, auditório, salas multiuso, espaço infantil, jardins, café, pátio, bicicletário. Fora inaugurada apenas dois anos antes como uma “biblioteca em movimento”, mas era, na verdade, sucessora de uma biblioteca criada em 1873 (desde 1943 na Presidente Vargas). Em 143 anos, nunca se vergara às crises que periodicamente assolam o Rio.

Mas o Rio ainda não conhecera uma devastação como a promovida pelo ex-governador Sérgio Cabral. Sem dinheiro para funcionários e manutenção, a Biblioteca Parque tivera de fechar, frustrando seus usuários, em sua maioria vindos do centro e da zona norte. Passou-se um ano e meio. Há meses, o pessoal do LER —Salão Carioca do Livro, um superevento literário— armou-se de parceiros e dispôs-se a realizar na biblioteca sua edição de 2018. E, ao abrir suas portas, o que encontrou? 

Famílias acampadas, craqueiros, portas e janelas arrombadas, mato tomando os jardins, pisos quebrados, tábuas do chão levantadas, elevadores e ar condicionado avariados, infiltrações, goteiras, ratos, baratas, poeira, cheiro de urina. Incrível o estrago que 18 meses de abandono podem provocar.

E mais incrível ainda o que a vontade de servir, de salvar, de oferecer, pode produzir. Cada centímetro, do chão ao teto, foi restaurado. Os milhares que passaram pelo LER em quatro dias da semana passada não sabem o que se fez ali para tornar aquilo possível. 

Findo o evento, o LER retirou-se, mas legou ao Estado um espaço em condições para que este reabra a Biblioteca Parque —o que ele promete fazer na próxima segunda (28). Ouvi dizer que o custo para mantê-la é de R$ 4 milhões por ano. Menos que o recheio de uma caixinha de joias da sra. Sérgio Cabral.

Texto por Ruy Castro

Fonte: Folha de S. Paulo

Coluna: Onde estão os bibliotecários?

A Grazielli voltou com a coluna: “Onde estão os bibliotecários?”. E desta vez, a entrevistada foi a Andreia Maria dos Santos. Vem conferir!

Olás, faz tempo que não trago nenhuma matéria pra nossa coluna, Onde Estão os Bibliotecários, mas o importante é que estou de volta.

Hoje a entrevista é com a Bibliotecária Andréia Maria dos Santos, 28 anos, formada em 2013. Atualmente trabalha na Biblioteca da Universidade da Cidade de São Paulo.

Além da graduação, Andreia fez Pós – Graduação em Serviços de Informação pela FESP em 2017.

“A Pós – Graduação agregou muito em minha formação, me proprocionou uma análise mais profunda de como promover melhoria nos serviços oferecidos pela biblioteca onde atuo por meio de inserção de práticas presentes na: gestão da informação e do conhecimento, inovação e empreendedorismo e inteligência competitiva.”(Andreia dos Santos)

Seu primeiro emprego foi como operadora de telemarketing, mas logo que possível entrou na biblioteconomia, atuando como estagiária na empresa TCI Business Outsourcing Tecnologia Conhecimento e Informação S/A, e depois como Auxiliar e Assistente na Universidade Cruzeiro do Sul.

Para ela a Biblioteconomia transcente às atividades técnicas da profissão e do gerenciamento de estoques informacionais.

“Já dizia Ranganathan, “A biblioteca é um organismo vivo”, a biblioteconomia também é um organismo vivo e em constante crescimento, não é e não está defasada, mas, em grande expansão.”(Andreia dos Santos)

Quando questionada em relação ao que achava necessário ser mudado na Biblioteconomia, nos deu uma resposta brilhante:

“Ainda lutamos com o problema da nossa identidade, mais do que nunca precisamos mostrar quem é o profissional bibliotecário, infelizmente nossa identidade não parece clara, mas, exercemos atividades multi e interdisciplinares em diversos espaços de informação.”(Andreia dos Santos)

Em relação à FESP, ela menciona que tem muita estima e satisfação de ter estudado na FESP, por se tratar de uma instituição que não só prepara os alunos para o mercado de trabalho e crescimento social do país, mas, capacita-os a serem cidadões críticos, éticos, competentes e habilitados a não se perderem diante a tantas mudanças que permeia a sociedade.

Acredita que o mercado de trabalho atual está cada vez mais desafiador e exigente e em busca de profissionais com novas ideias aplicáveis.

“Em tempos de mudanças, enquanto houver informação, haverá necessidade de atuação do profissional Bibliotecário. Avancem!!! Fiquem atentos as mudanças e principalmente aos desafios que permeia a sociedade atual, não tenham medo das ‘previsões do fim da nossa profissão’.” (Andreia dos Santos)

Fonte: 

A biblioteca e o amor pelos livros

Um lugar de estudos, novas ideias, grandes reflexões

No Arnaldo Danemberg Antiquário, em São Paulo, a estante de farmácia é transformada em biblioteca. Ambientação: Lu Kreimer. (Divulgação/Arnaldo Danemberg Antiquário)

Tenho paixão por livros! Enquanto nos dedicamos à leitura, viajamos por outros mundos, por outras épocas e conhecemos outras culturas, outras mentalidades. Desde o início da nossa civilização, a biblioteca é um lugar sagrado, um bom termômetro da cultura e dos interesses de um povo. Junto aos livros, vivemos muitas vidas, ampliamos nosso conhecimento, descobrimos inúmeros fatos que sequer imaginávamos. O resultado? Uma vida mais rica e interessante.

Esse apego às letras me levou a prestar atenção aos móveis que compõem uma biblioteca. Suas mesas grandiosas, suas poltronas tão diversas, as estantes dispostas em fileiras, os apoiadores de livros, as estantes giratórias e, claro, todos os apetrechos que envolvem a escrita, desde os objetos de couro até as canetas tinteiro. Cumpre a nós resgatar, manter, conservar aquilo que nos dá prazer e encantamento. E celebrar o gosto pela pesquisa e pela escrita.

Em setembro de 2001, tive a honra de ser convidado pela historiadora Mary del Priore para montar um ambiente de leitura na exposição Razão, Memória e Imaginação: 250 anos da Encyclopédie, promovida pelo Arquivo Nacional no Rio de Janeiro, no Espaço Cultural dos Correios. Ali nascia meu gosto por esse tipo de espaço, que passei a chamar de “The Library”. Para mim, são cenários especiais, que remetem ao convívio com os livros. Montei também outras ambientações, como o gabinete de advocacia, no térreo do Edifício Chopin, na cidade do Rio de Janeiro; a “Library” do Copacabana Palace, em que gastronomia e livros dividem lugar; e nosso próprio Antiquário, em São Paulo, onde temos uma vitrine antiga de farmácia adaptada como biblioteca. Numa “Library”, partimos em busca de muitos mundos, aguçamos nossa curiosidade, nos tornamos maiores. Dividir essa paixão com você é, para mim, uma grande alegria. Espero que goste!

No Arnaldo Danemberg Antiquário em São Paulo, a estante de farmácia é transformada em biblioteca. Ambientação: Lu Kreimer.
No Arnaldo Danemberg Antiquário em São Paulo, a estante de farmácia é transformada em biblioteca. Ambientação: Lu Kreimer. (Rafael Barros/Arnaldo Danemberg Antiquário)
Ambientação da biblioteca (The Library) do Belmond Copacabana Palace. Curadoria: Arnaldo Danemberg. Ambientação: Lu Kreimer.
Ambientação da biblioteca (The Library) do Belmond Copacabana Palace. Curadoria: Arnaldo Danemberg. Ambientação: Lu Kreimer. (Divulgação/Arnaldo Danemberg Antiquário)
Ambientação da biblioteca (The Library) do Belmond Copacabana Palace, onde também são promovidos jantares em ocasiões especiais. A gastronomia e a leitura lado a lado. Curadoria: Arnaldo Danemberg. Ambientação: Lu Kreimer.
Ambientação da biblioteca (The Library) do Belmond Copacabana Palace, onde também são promovidos jantares em ocasiões especiais. A gastronomia e a leitura lado a lado. Curadoria: Arnaldo Danemberg. Ambientação: Lu Kreimer. (Divulgação/Arnaldo Danemberg Antiquário)
Instituto Luiz Gouvêa, Ed. Chopin, Rio de Janeiro. A mobília clássica com a imponente estante portuguesa em pinho de Riga da segunda metade do século XIX convive harmoniosamente com a mesa gateleg inglesa em carvalho do século XVIII e poltronas francesas do século XIX com forração em tecido. Curadoria: Arnaldo Danemberg. Arquitetura: Marcelo Moura.
Instituto Luiz Gouvêa, Ed. Chopin, Rio de Janeiro. A mobília clássica com a imponente estante portuguesa em pinho de Riga da segunda metade do século XIX convive harmoniosamente com a mesa gateleg inglesa em carvalho do século XVIII e poltronas francesas do século XIX com forração em tecido. Curadoria: Arnaldo Danemberg. Arquitetura: Marcelo Moura. (Rodrigo Azevedo/Arnaldo Danemberg Antiquário)
Instituto Luiz Gouvêa, Ed. Chopin, Rio de Janeiro. Curadoria: Arnaldo Danemberg. Arquitetura: Marcelo Moura.
Instituto Luiz Gouvêa, Ed. Chopin, Rio de Janeiro. Curadoria: Arnaldo Danemberg. Arquitetura: Marcelo Moura. (Rodrigo Azevedo/Arnaldo Danemberg Antiquário)
Biblioteca ambientada na exposição “Razão, Memória e Imaginação: 250 anos da Encyclopédie”, do Arquivo Nacional. Ambientação e Acervo: Arnaldo Danemberg Antiquário.
Biblioteca ambientada na exposição “Razão, Memória e Imaginação: 250 anos da Encyclopédie”, do Arquivo Nacional. Ambientação e Acervo: Arnaldo Danemberg Antiquário. (Divulgação/Arnaldo Danemberg Antiquário)

Fonte: Casa Claudia

Tecnologia permite acesso à leitura e de acessibilidade

Tecnologia permite acesso à leitura e de acessibilidade
A Biblioteca Municipal “Dr. Júlio Prestes de Albuquerque” é um exemplo de democratização do acesso à literatura e de acessibilidade. Desde dezembro do ano passado, o local conta com equipamentos de tecnologia assistida, que permite que pessoas com baixa visão e deficientes visuais possam ler os livros que não estão em braile.

O equipamento escaneia qualquer livro e por meio de um software realiza a leitura, possibilitando gravar e compartilhar o conteúdo. Os funcionários da biblioteca receberam treinamento e estão capacitados para auxiliar as pessoas. O uso do equipamento é livre para toda a população é não é necessário agendamento.

A estudante Kerolin Ferreira foi a primeira a utilizar os equipamentos, escaneando um livro didático. Além de scanner leitor de mesa, a biblioteca conta com teclado ampliado, mouse estacionário, ampliador automático, leitor de tela NVDA, além de títulos em braile e audiolivros.

A Biblioteca Municipal fica à rua Campos Salles, 175, centro. Outras informações pelo telefone (15) 3272-3265. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h e sábado, das 9h às 12h.

Fonte: Prefeitura Municipal de Itapetininga

A atuação do Bibliotecário é onde ele quer estar. – Por: Mariana Onofre

A bibliotecária Mariana Ferreira Eloi Onofre faz um trabalho sensacional na biblioteca da Casa Espírita Casa do Caminho. Muito gentilmente, ela aceitou escrever um pouquinho sobre o projeto dela para a MC. Confira!

A atuação do Bibliotecário é onde ele quer está, pois a necessidade dele é imensa, basta abrir os olhos para essas demandas

Foto: Cedida por Mariana Onofre

Quando falo de oportunidade, quero apresentar uma que tive a honra de abraçar, a de ser voluntário numa biblioteca espírita. Ela aconteceu no início de 2016 quando a biblioteca ficou sem um bibliotecário e como as pessoas da casa sabiam que eu era bibliotecária, me convidaram para ajudar.Inicio esse texto, como esse título enorme, pois é uma verdade que carrego dentro de mim. Ser bibliotecário é atuar de várias maneiras, em vários campos e principalmente estar aberto as oportunidades, uma vez que estamos na Sociedade da Informação e ela é nossa matéria prima e tão pouco explorada por nós bibliotecários.

A principio, pensei que ajudaria somente na parte de catalogação, processamento técnico, uma vez que meus compromissos não permitam que eu ajudasse nos atendimentos e empréstimos.

Para meu espanto, quando me dei conta estava como responsável da biblioteca, pensando nas ações, planejando os trabalhos, acompanhando os demais voluntários. Em falar deles, só posso agradecer a cada um pelo empenho e dedicação que dispõem nesse projeto. Somos uma boa equipe e sem eles eu não poderia empenhar meu voluntariado com tanta certeza que estamos no caminho certo, que nosso trabalho está dando bons frutos.

Mas voltando, rs. Comecei meu trabalho voluntário indo duas vezes por semana, na quarta catalogava e no sábado cuidava da parte de gestão, conversando com outras voluntários, me reunindo com o administrador do Centro e fazendo que era preciso.

Numa biblioteca espírita é necessário ter bons ouvidos e coração aberto, pois se recebe muitas pessoas que estão passando por momentos difíceis; a equipe formada por  voluntários, de modo que,  é fundamental acolher todas as sugestões e reclamações e por ultimo e não menos importante é conhecer a cultura da instituição, seus objetivos,suas demandas e sua missão.

Por ser uma instituição sem fins lucrativos e religiosa, as questões de compras precisa sempre ser pensadas com cuido e sabedoria. É fundamental conhecer a doutrina e o pensando desse grupo social.

Contudo, aos poucos estou aprendendo como desenvolver esse projeto, aprendo com a equipe, com os leitores e principalmente com a Casa. Lá posso colocar tudo que aprendi na graduação na prática e posso ajudar nessa pequena sociedade.

Posso fazer da atuação de Bibliotecária uma atuação social e voluntária. E disponibilizar o pouco que sei em favor do próximo. Pois,  acredito que o trabalho voluntário seja isso, dedicar seu tempo, sua energia, seu amor num proposito maior.

A biblioteca Casa Espirita Casa do Caminho fica na Rua Estado de Israel, 59. Mais informações sobre a Casa podem ser acessadas pelo link http://www.casadocaminho.com.br, ou pelo telefone: (11) 2348-2231. O catálogo está disponível em: http://casadocaminho.alexandria.com.br/

Fonte: 

Empreendedora fatura R$ 1 milhão ajudando empresas a organizar seus arquivos

Criada por Mariza Cardoso, a Redata se especializou em auxiliar as companhias na questão documental

Mariza Cardoso, fundadora da Redata (Foto: Divulgação)
Mariza Cardoso, fundadora da Redata (Foto: Divulgação/José Gabriel Navarro)

Foi na Universidade de São Paulo, durante o curso de comunicação, que Mariza Cardoso, 57, teve uma ideia não muito comum: aproveitar que já estava na universidade e fazer uma segunda graduação, em biblioteconomia. Não foi por acaso que a paulista pensou nisso. Na empresa onde trabalhava, cuidava de muitos documentos, e aí viu que o curso poderia ajudá-la a melhorar ainda mais.

Deu certo. Aproveitou a expertise dos dois cursos e abriu a Redata, uma empresa especializada no gerenciamento de informação e arquivos.

Fundada em 1987, a companhia acaba de completar três décadas de história. Em 2017, faturou R$ 1 milhão realizando trabalhos para bancos, empresas de engenharia e escritórios de advocacia.

Segundo Mariza, os empreendedores devem tomar cuidado na hora de arquivar seus documentos. “As empresas não imaginam a importância de um bom cuidado nessa área. Temos casos de empreendedores que tiveram que pagar multas pesadas porque não tinham guardado os comprovantes de pagamento”, afirma.

A Redata resolve exatamente esse tipo de problema, montando uma estratégia para organizar os documentos dos seus clientes. O primeiro passo é realizar um diagnóstico, mapeando os arquivos gerados dentro da empresa. A partir desses dados, o time de Mariza cria um procedimento por escrito, no qual orienta as ações que os empreendedores devem tomar.

Um dos exemplos mais comuns é apresentar a legislação de cada área. Empresas de recursos humanos, por exemplo, precisam ter os arquivos físicos por ao menos 30 anos. “A gente fala o que pode ser descartado e o que não pode. Treina os funcionários, faz uma auditoria e acompanha o trabalho.”

De acordo com a empreendedora, a Redata trabalha com dois modelos de negócio: ou cobra por cada projeto realizado ou oferece planos mensais ais ckuebtes. O trabalho varia de acordo com o volume de documentos. Em média, os projetos duram de quatro a seis meses, podendo custar de R$ 3,5 mil a R$ 25 mil por mês. “O nosso investimento é preventivo. Um processo por falta de organização pode sair muito mais caro que isso”, diz.

Fonte: Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Bibliotecários Na Era Dos Robôs

As bibliotecárias e bibliotecários do Brasil precisam ficar cada vez mais atentos ao disseminar informações. Pois o “autor” dessas informações podem ser robôs e essas informações podem ser falsas. Existem formas de checar um fato em ferramentas como: https://aosfatos.orghttps://apublica.orghttp://www.boatos.org. Se a interferência de contas falsas em discussões políticas nas redes sociais já representava um perigo para os sistemas democráticos, sua sofisticação e maior semelhança com pessoas reais têm agravado o problema pelo mundo.

Democracia Ciborgue

No Brasil. Uma investigação de três meses da BBC Brasil. Que deu origem à série de reportagens Democracia Ciborgue. Identificou parte do mercado de compra e venda de contas falsas que teriam sido usadas para favorecer políticos no Twitter e no Facebook. É impossível estimar seu alcance, mas sua existência nas eleições brasileiras de 2014 já alerta para um potencial risco na disputa que acontece esse ano.

O perigo cresceu porque a tecnologia e os métodos evoluíram dos robôs. Os “bots” – softwares com tarefas online automatizadas -, para os “ciborgues” ou “trolls”, contas controladas diretamente por humanos com a ajuda de um pouco de automação.

Imaginemos uma linha em que em uma ponta estejam robôs e, em outra, humanos. Entre as duas pontas, especialistas apontam a existência de ciborgues, “robôs políticos”, “fakes clássicos” e “ativistas em série” antes de chegarmos às pessoas reais.

Robôs ou bots

Um robô. Ou bot. Nada mais é que uma metáfora para um algoritmo que está te ajudando. Fazendo um trabalho para você”. Define Yasodara Córdova. Pesquisadora da Digital Kennedy School. Sa Universidade Harvard. Nos EUA. E mentora do projeto Operação Serenata de Amor. Que busca identificar indícios de práticas de gestão fraudulenta envolvendo recursos públicos no Brasil.

Mas essas criaturas virtuais são mais facilmente identificáveis. Pesquisadores desenvolvem ferramentas para detectar robôs, monitorando sua atividade e identificando padrões. Levam em conta a quantidade de vezes que replicam um conteúdo, a proporção entre seguidores e usuários que o perfil segue, a data de criação da conta, as postagens via plataformas externas ao Twitter e a quantidade de menções a outros usuários, entre outros critérios.

Ciborgues

Pouco disso pode ser feito para detectar os exércitos de ciborgues, que estão em uma zona cinzenta e são os próximos na escala depois dos robôs. São chamados também de “trolls” ou “socketpuppets” (fantoches).

É muito difícil detectar esses ‘bots’ híbridos, operados parte por humanos, parte por computadores”, afirma Emiliano de Cristofaro. Professor da London’s Global University, no Reino Unido. Que estuda segurança online. Isso porque perfis operados por algoritmos têm “comportamentos previsíveis” e padrões. Enquanto uma pessoa real pode interromper isso. “Agindo de forma diferente em horários diferentes”.

Ciborgues dão origem a perfis mais sofisticados. Que tentam de fato imitar perfis de pessoas verdadeiras. Publicando fotos e frases e interagindo com outros usuários. Criando “reputação”.

Alguns passos podem ser tomados para identificar ciborgues. Qualquer um pode fazer uma pesquisa por meio da foto utilizada pelo perfil em questão. Em ferramentas de buscas como o Google. É possível pesquisar pela imagem com o objetivo de rastrear sua origem e outros sites em que aparece. Esses perfis utilizam fotos que saíram em notícias não muito difundidas. De pessoas mortas. De bancos de imagens.

Robôs políticos

Os “robôs políticos” são outra categoria dos robôs online.

São perfis de militantes que autorizam que suas contas sejam conectadas a páginas de candidatos ou de campanhas. Por meio de um sistema simples de automatização. “Suas contas passam a automaticamente curtir postagens”. Diz Dan Arnaudo. Pesquisador da Universidade de Washington. Nos EUA. E do Instituto Igarapé, no Rio. Especialista em propaganda computacional. Governança da internet e direitos digitais.

Yasodara Córdova diz que essa é uma “espécie de ciborguização para aumentar a quantidade de visualizações ou compartilhamento de uma publicação. Em que um político usa um exército de pessoas que se habilitam a postar por ele”.

Ou seja. São perfis de pessoas verdadeiras. Que abrem mão de sua “autonomia” para dar curtidas de forma automática selecionadas pela campanha de um candidato.

Fonte: [1]

Fonte: Portal do Bibliotecário

Ações científicas projetam curso de Biblioteconomia no cenário local

Ufal é a única instituição que oferta o curso no Estado; Mestrado Acadêmico já foi encaminhado à Capes

Ao completar vinte anos de funcionamento, no dia 11 deste mês, o curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Alagoas tem se destacado pelas ações inovadoras no ensino, na pesquisa e na extensão, em consonância com a justificativa para a sua criação: ser uma alternativa para a formação de profissionais na área para atuar na organização e disseminação da informação no âmbito da sociedade e unidades de informação de Alagoas.

Instalado no Campus A. C. Simões e pertencente ao Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (ICHCA), é visível o crescimento do curso de Biblioteconomia em suas duas décadas de existência. Mas o salto qualitativo não seria possível se não fosse a obstinação e dedicação do corpo docente capacitado e apoio administrativo, como diz a coordenadora Nelma Camelo de Araújo: “Somos uma equipe enxuta composta por doze professores e unida para o crescimento do curso no Estado. Estamos cada vez mais empenhados para torná-lo uma referência nacional”, enfatiza.

Um dos exemplos de sucesso do curso são os recursos humanos absorvidos pelo mercado de trabalho: 90% do corpo de servidores técnicos-adminsitrativos da Biblioteca Central (BC), da Ufal, selecionados por concurso público, são oriundos do curso. Segundo a coordenadora, isso significa que a formação qualificada tem tido reflexos na vida profissional dos alunos egressos. A mais recente vitória é o Mestrado Acadêmico já aprovado pelo Conselho Universitário (Consuni) no dia 7 deste mês e encaminhado à Capes para o trâmite normal com previsão de ser ofertado a partir de 2019.

O mestrado vem atender ao anseio da categoria bibliotecária de Alagoas, já que até então a oferta mais próxima era na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ou em outras regiões”, frisa Nelma Araújo.

Desde a implantação o curso funciona no horário noturno. Atualmente conta com cerca de duzentos alunos matriculado e recebe duas turmas, com entrada de 25 estudantes por semestre. Nessas duas décadas, já formou nove turmas, lançando ao mercado de trabalho uma média de 172 profissionais bibliotecários. No último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), o curso foi classificado com a nota 3 e no Guia do estudante, uma publicação da Editora Abril.

O curso é dotado de quatro grupos de Pesquisas certificados pela Ufal/CNPq e atualmente tem em desenvolvimento três Projetos de Iniciação Científica, do Pibic/Fapeal/Ufal e de três na área de extensão. Nelma Araújo destaca o Projeto sobre a Organização Documental (EARQ) do Centro de Telemedicina do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), sob a coordenação da professora Maria Francisca Rosaline Mota e também o que trata sobre Mapeamento de Periódicos Científicos em Alagoas, coordenado pelo professor Ronaldo Ferreira Araújo com acesso virtual disponibilizado para a sociedade e tem como finalidade se tornar referência no Estado.

Na extensão Nelma enfatiza o Biblioterapia, conduzido pela professora Livia Lenzi, tendo como público-alvo pacientes de diferentes faixas etárias do HU e o Bibliencanta, coordenado pela professora Adriana Lourenço, cujas ações se dão com visitas às comunidades mais carentes de Maceió. Com o objetivo de estabelecer intercâmbios e experiências no campo da investigação científica nas áreas de Ciência da Informação e Biblioteconomia, desde 2011 o curso matém convênio de cooperação com a Universidade do Porto (Portugal), por meio da Faculdade de Letras (FLUP) daquelea instituição portuguesa.

Nova coordenação

Em fevereiro deste ano a professora Nelma Araújo e o professor Marcos Aurélio assumiram, respectivamente, a coordenação e vice-coordenação, do curso. Em sua plataforma de trabalho para aos dois anos de gestão ela diz que além da continuidade dos projetos em desenvolvimento, serão criadas novas formas de visibilizar o curso.

Em atividades locais, recentemente ela informou que participou da reinauguração da Escola de Governo do Estado de Alagoas e do 3º Encontro Alagoano de Biblioteconomia, este realizado no último mês de março, cujo debate contou com a participação de uma equipe do curso e da Biblioteca Central. A participação nesta semana, de 21 a 25, no 4º Encontro de Tecnologia de Organização da Informação, na Universidade de São Paulo (USP), segundo a coordenadora, objetiva busca de conhecimento para aplicação no curso. Também constam em sua plataforma a reestruturação do espaço físico do curso, assim como a execução de um projeto de paisagismo para o entorno do prédio feito por alunos da Biblioteconomia.

Sobre a atuação profissional do bibliotecário, Nelma Araújo reforça que o objeto de trabalho é a informação e neste contexto são diversas as atividades a serem desenvolvidas, como: assessoria a áreas específicas; equipe de inteligência competitiva; assessoria em busca de fontes especializadas; auxílio no registro de cartas de patente; e desempenho na área cultural voltada ao incentivo à leitura – memória e patrimônio cultural.

Para os que querem abraçar a Biblioteconomia como profissão e também aos que já estão em formação Nelma Araújo deixa a seguinte mensagem: “Aceitem desafios, não se limitem em trabalho em bibliotecas especializadas. Desbravem novos caminhos mostrando sua importância em diferentes áreas de trabalho”.

Pela passagem dos vinte anos dois artigos com foco na importância histórica local e geral com retrospectiva do empenho e efetivação da criação do curso na Ufal em consonância com o slogan Formando Competências, transformando realidades, foram escritos pela professora Maria de Lourdes Lima um artigo intitulado Os Vinte Anos da Biblioteconomia em Alagoas: Registro, Informação e Memória. Também junto com a graduada Almiraci Dantas dos Santos, Lourdes escreveu o artigo: Curso de Biblioteconomia da Ufal: Uma Trilha sobre sua Memória Histórica. O artigo sobre Os Vinte Anos, assim como mais informações sobre o curso podem ser acessados na página da Biblioteconomia, no link: http://www.ufal.edu.br/unidadeacademica/ichca/graduacao/biblioteconomia.

 

Docentes do curso de biblioteconomia
Coordenadora do curso, Nelma Araújo

Texto por Diana Monteiro

Fonte: Universidade Federal de Alagoas

Biblioteca abre inscrições para cursos de Braille, Soroban e Baixa Visão

A Biblioteca Municipal “Macedo Soares” (Av. Nove de Julho, 215, Centro), da Secretaria Municipal de Educação, está com as inscrições abertas para os cursos de Braille, Baixa Visão, Soroban e Soroban Avançado, que fazem parte do projeto “Desvendando a Deficiência Visual”.

Os interessados podem se inscrever até o dia 30 de maio, no horário das 8h às 12h e das 13h às 16h30. A ação oferecerá estes cursos como processos facilitadores para a inclusão social, educacional e cultural dos deficientes visuais, possibilitando a reflexão de valores daqueles que não foram preparados para a inclusão no cotidiano.

O curso “Baixa Visão” tem como objetivo sensibilizar a comunidade em geral sobre questões teóricas da deficiência visual, por meio de vivências e práticas do cotidiano das pessoas deficientes. Serão abordados também, temas sobre as principais patologias que causam a baixa visão, recursos ópticos e não ópticos de visão, os novos paradigmas conceituais da acessibilidade e da deficiência visual, bem como o desenvolvimento de crianças e adultos em processo de reabilitação.

No curso de “Braille”, os alunos terão acesso às normas técnicas dessa transcrição, e aos subsídios teóricos fundamentais do sistema de escrita. O objetivo da ação é fazer com que os interessados se transformem em multiplicadores do sistema de escrita e leitura Braille.

O curso abrangerá também, assuntos relacionados à simbologia, estrutura e aplicação do código Braille, técnicas de escrita e leitura, métodos de transcrição e adaptação de aulas e materiais pedagógicos.

Já nas aulas de “Soroban”, os alunos serão capacitados a realizarem cálculos matemáticos com ajuda do ábaco japonês. No curso serão transmitidos os aspectos técnicos e metodológicos do Soroban, incluindo cálculos matemáticos das operações de adição, subtração, divisão e multiplicação.

Será tratada, também, a utilização do Soroban em jogos e no processo pedagógico de numeração das pessoas cegas ou com baixa visão.

A novidade de 2018 é o módulo Soroban Avançado, destinado às pessoas que já sabem utilizar o método. Nesse curso serão apresentadas as operações matemáticas com números fracionados, além dos conjuntos numéricos racionais, irracionais e reais.

Mais de 300 pessoas – O projeto “Desvendando a Deficiência Visual” formou mais de 300 pessoas nos cursos oferecidos na Biblioteca Municipal “Macedo Soares” em 2017. A ação foi selecionada pelo Sistema Estadual de Bibliotecas, o SISEB, como uma das atividades mais inovadoras em Bibliotecas Públicas do país, sendo escolhida para ser apresentada durante o 10º Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias realizado pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

No ano de 2018, o projeto foi ampliado, passando a oferecer cursos de informática, Braille e Soroban exclusivamente para pessoas com baixa visão ou cegueira.

A professora Mônica de Oliveira, responsável pelo projeto, reforça que no segundo semestre de 2018 serão oferecidos ainda outros dois cursos, Orientação em Mobilidade e Áudio Descrição. “São cursos modernos, que utilizam as técnicas mais avançadas de acessibilidade tanto para autonomia dos deficientes visuais quanto para sua inserção no mundo digital, através da áudio descrição”, comenta.

A secretária de Educação Maria Thereza Ferreira Cyrino enfatiza que a ação em 2017 foi um sucesso, transformando a Biblioteca Municipal em referência regional na inclusão dos deficientes visuais, “tanto que outros municípios do Estado acabaram implementando o mesmo projeto em suas bibliotecas”.

Maria Thereza lembra ainda que a ação faz parte do Programa “Jacareí Cidade Leitora”, que visa estimular a leitura na cidade. “A leitura se dá a partir de vários aspectos, tanto visuais quanto sensoriais. Portanto, oferecer cursos que objetivam incluir cada vez mais os deficientes visuais no cotidiano da sociedade, está diretamente relacionado com o objetivo do programa Jacareí Cidade Leitora, que é possibilitar novas leituras de mundo a todos os munícipes”, finaliza.

Datas e Horários – Confira abaixo as datas e horários de cada curso, e os documentos necessários para a inscrição:

Baixa Visão – Carga Horária: 40 horas – Turmas: 2 – Vagas: 14 por turma

Horário: Turma I – Quinta-feira das 8h30 às 10h

Turma II – Quinta-Feira das 13h30 às 15h

Soroban – Carga Horária: 60 horas – Turmas: 2 – Vagas: 12 por turma

Horário: Turma I – Terça-feira das 8h30 às 10h30

Turma II – Terça-feira das 13h30 às 15h30

Soroban Avançado – Carga Horária: 20 horas – Turmas: 1 – Vagas: 12

Horário: Sexta-feira das 8h30 às 10h30

Braille – Carga Horária: 60 horas – Turmas: 2 – Vagas: 12 por turma

Horário: Turma I – Quarta-feira das 8h30 às 10h30

Turma II – Quarta-feira das 13h30 às 15h30

Documentos Necessários: 2 fotos 3×4 iguais e recentes, documento de identidade com foto, comprovante de endereço recente (pode ser de outros municípios);

Mais Informações: biblioteca.ms@edujacarei.sp.gov.br ou pelo telefone (12) 3959 2258.

Jacareí participa do programa nacional “Conecta Biblioteca”

A Biblioteca Municipal “Macedo Soares”, da Secretaria Municipal de Educação, foi selecionada para participar do programa nacional “Conecta Biblioteca”, desenvolvido pela ONG Recode em parceria com a Caravan Studios. O programa busca estimular a transformação social e o desenvolvimento das comunidades por meio das bibliotecas públicas.

 Segundo Bruno Vilagra, responsável pela gestão das Bibliotecas Municipais, uma das expectativas da ação é o aumento de 60% no número de usuários das bibliotecas participantes, sendo pelo menos um terço desse crescimento representado por jovens entre 14 e 29 anos.

O programa recebeu ao todo 272 inscrições em 2018. Deste total, foram selecionadas apenas 108 bibliotecas em todo o país, sendo que a Biblioteca Municipal “Macedo Soares” foi umas das quatro escolhidas em todo o Estado de São Paulo, figurando como a única representante da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte.

 A secretária de Educação, Maria Thereza Ferreira Cyrino destaca a importância da participação da Biblioteca Municipal de Jacareí: “A escolha para o “Conecta Biblioteca” vem somar nossos esforços em difundir a importância da leitura no município através do Programa Jacareí Cidade Leitora, que quer fortalecer a Biblioteca como uma instituição de transformação social em vários sentidos”. A secretária ressalta ainda que em 2018 a Biblioteca Municipal completa 110 anos de fundação. “É o momento ideal para repensarmos e dinamizarmos a nossa Biblioteca”, disse.

Encontro – Como início das atividades do “Conecta Biblioteca”, o ONG Recode está promovendo de 14 a 18 de maio, no Rio de Janeiro, com cerca de 200 profissionais de bibliotecas públicas de todas as regiões do Brasil, o II Encontro Nacional “Conecta Biblioteca”, sendo a Biblioteca Municipal representada pelo seu bibliotecário Luís Cláudio Borges.

Pela primeira vez, o Encontro reúne profissionais das bibliotecas selecionadas nas duas etapas da iniciativa: em 2017, foram 92 participantes e, em 2018, outros 108. A programação do evento busca compartilhar aprendizados e inspirar bibliotecas a criarem uma programação inovadora, próxima à comunidade, que atraía especialmente os jovens, e que esteja alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS).

O grupo de profissionais terá formação em temas como pesquisa da comunidade, gestão participativa, estratégias de comunicação e articulação.

(Marta Fernandes/PMJ – Foto: Alex Brito/PMJ)

Fonte: Prefeitura da Jacareí

Profissão bibliotecário: Adriana Cybele Ferrari

Foto: Pritty Reis

Minha história  se inicia com leitura de  revistas e enciclopédias (isso acusa a idade)!  Meu pai era argentino e como bom argentino era ávido por informação. Vivíamos em São Carlos e ele com  receio de não ter acesso à informação, contratou um jornaleiro que levava em casa as revistas que meu pai assinava. Me lembro da Revista Manchete e Placar (essa de futebol é claro) e outras.

De certa forma minha casa era uma espécie de”biblioteca” porque tínhamos revistas e enciclopédias (Barsa, Trópico e Mundo da Criança)  e meus colegas sempre iam fazer suas pesquisas escolares. Fiz escola pública e a biblioteca não era um local muito convidativo, aliás quem bagunçava na sala de aula,  acabava sendo punido indo à biblioteca para copiar enciclopédia (pedagógico não?). Além disso a biblioteca tinha o piso com sinteco e para não estragar não podíamos estar muito naquele espaço. Tudo para eu achar um lugar chato e nem pensar no assunto. Minhas leituras restringiam-se  às obrigatórios cujos livros minha família comprava, não havia muito incentivo na escola para a leitura. O amor pela literatura aconteceu mais tarde quando encontrei leituras que me emocionaram – Tistu, o menino do dedo verde foi uma delas.

Acho que a Biblioteconomia estava em minha vida, mas eu só reconheci isso quando fui trabalhar na USP no Departamento de Arquitetura e Planejamento da Escola de Engenharia de São Carlos momento que auxiliei no Centro de Documentação – CEDOC. Lá conheci os bastidores da Biblio apresentado por uma bibliotecária chamada Zezé. Eu via uma relação bem diferente entre o CEDOC os professores e alunos do que acontecia nos outros espaços da USP.

Aquilo me seduziu, ver pessoas, apoiar suas pesquisas, discutir assuntos novos. Eu queria ser pedagoga pois já havia cursado o magistério,  mas a Zezé me incentivou dizendo que “eu levava muito jeito para isso”. Escolhi fazer Biblio e fui cada vez mais me interessando pela área. Participei da transição dos grandes computadores (os quais trabalhávamos com terminais “burros”) para os microcomputadores e suas infinitas possibilidades. Muita coisa mudou em termos de acesso à informação,  mas as bibliotecas foram e são capazes de se reinventarem .

Engana-se quem acredita que  as bibliotecas são apenas coleções – bibliotecas são espaços para as pessoas. Portanto, quem escolhe essa profissão tem um espectro grande de atuação pois estamos trabalhando com acesso à informação, abertura de repertórios, formação continuada… É super importante gostar de ler para ser bibliotecário, mas é preciso gostar de gente primeiro. Acredito  que bibliotecas transformam vidas, por essa razão são parceiras estratégicas dos governos e sociedade civil para cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Quem escolhe a Biblioteconomia/Ciência da Informação deve entender que as bibliotecas são um direito de todos, portanto, temos que ser militantes dessa causa.

Adriana Cybele Ferrari é presidenta da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários. Possui graduação em Escola de Biblioteconomia de São Carlos pela Escola de Biblioteconomia e Documentação da Fundação Educacional de São Carlos (1991). É especialista em Gestão de Sistemas e Serviços de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Possui MBA em Gestão da Qualidade pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.  

Fonte: Plataforma Pró-Livro

Igreja de 130 anos vira biblioteca e museu

O projeto foi concluído este ano; veja fotos da renovação

Você consegue imaginar uma igreja virando uma biblioteca? Foi o que aconteceu com uma catedral de 1884, em Heusden, na Holanda, que deu espaço para uma biblioteca e museu.

De acordo com o Apartment Therapy, a biblioteca tem em seus 3.000 m² salas de reuniões, áreas de estudos, algumas lojas e um bar. Os responsáveis pelo projeto são do escritório Molenaar & Bol & Van Dillen Achitects, que aproveitaram espaços inacessíveis antigamente.

Outra curiosidade fica por conta das estantes, que foram colocadas em um sistema de trilhos para que possam ser movidas pelos corredores da igreja. Além disso, construiram um restaurante no pavilhão do jardim, que dá vista para o lado sul da antiga igreja.

Fonte: Revista Casa Vogue

Las enfermedades que esconden las bibliotecas

Los libros mal conservados afectan al sistema respiratorio. Cada vez que se abre un libro hay un riesgo. Lo mismo sucede cuando se trabaja con archivos en papel u otros materiales similares. Afecciones pulmonares, ataques bacteriales y un sinfín de hongos de distinto tipo pueden afectar al ávido lector en su casa o en una biblioteca. Esas bacterias también pueden terminar con el libro y contaminando todo el espacio.

Yerko Quitral asegura que trabajar con libros antiguos tiene sus riesgos. Foto: F. Flores

Yerko Quitral era jefe de microbiología clínica de un hospital de Santiago de Chile cuando descubrió los riesgos sanitarios que había en los archivos, las bibliotecas y los museos.

Ahora está a cargo del archivo personal del escritor Pablo Neruda que incluye siete mil libros y objetos personales en el Archivo Andrés Bello de la Universidad de Chile. Está en Montevideo para dictar una conferencia en el VIII Encuentro Latinoamericano de Bibliotecarios, Archivistas y Museólogos que se desarrolla hasta el miércoles.

En su trabajo usa un equipo similar al que tenía en el hospital. Guantes, mascarilla y elementos para tomar muestras que luego examina en el microscopio. Intenta así evitar que las bacterias y hongos afecten el acervo y la salud humana.

Investigadores, estudiosos, archivólogos o simples lectores pueden terminar con alergias, otitis, infecciones oculares y hasta asma crónica, si no se toman precauciones. “Esto puede pasar cuando un libro no está almacenado en forma correcta, como puede ser en lugares húmedos, con roedores o parásitos. Esas infecciones pueden terminar en el ser humano”, explicó Quitral.

El experto advierte que en las casas de familia el riesgo puede ser mayor porque hay más focos de contaminación. Calderas, calentadores, el baño, cañerías en mal estado y otros lugares húmedos que son focos que terminan predisponiendo a distintos tipos de alergias.

Quitral recomienda hacer un esfuerzo para la preservación del estado del libro y la salud de la persona que lo manipula. “Hay que tener un control ambiental de las colecciones, la humedad tiene que ser constante y no tenga variaciones porque es allí donde se gatilla la aparición de hongos”, señaló.

Además, propone mantener el material en una zona aireada y hacer una limpieza con paños secos para evitar el ingreso de más humedad en los libros. “Cuando se le agrega humedad a un libro se está predisponiendo a que crezcan microorganismos de cualquier tipo”, dijo.

Los libros mal conservados afectan el sistema respiratorio. Foto: F. Flores

Tapabocas

La directora de la Biblioteca Nacional, Esther Pailos, afirmó que el “mayor tesoro” del organismo son “sus funcionarios”. No obstante, admitió que “cuesta que la gente se ponga tapabocas”.

El material se guarda en cajas libres de ácido para evitar daños. “No existe biblioteca sin hongos, el experto chileno (Quitral) se está reuniendo con nuestros técnicos para realizar pequeños cambios”, aseguró.

La bibliotecóloga mencionó que en el acervo del museo de la Biblioteca Nacional se conservan joyas como una Biblia de Lutero del siglo XVII, la primera edición de la Enciclopedia Francesa de Diderot (siglo XVIII), una colección de 27 tomos de los grabados de Piranesi (siglo XVIII), entre otros.

Tutankamón y su terrible maldición.

Ocho de las personas que abrieron la tumba del faraón egipcio Tutankamón, murieron en el año 1922, días o semanas después del hallazgo. La ciencia explicó que al abrir la cámara los hongos ingresaron a las vías respiratorias de los arqueólogos y sus ayudantes.

Fonte: Soy Bibliotecario

Biblioteca Mário de Andrade deve aumentar em 40% livros para empréstimo

A Biblioteca Mário de Andrade acaba de receber dez novos bibliotecários, que vão trabalhar durante dez meses na digitalização das fichas do acervo que ainda não haviam sido inseridas no sistema.

A ideia é disponibilizar 40% a mais de obras para empréstimo do público do que há disponível. O acervo para empréstimo hoje é de cerca de 55 mil títulos.

O diretor da biblioteca, Charles Cosac, estima que 70% dos livros da coleção geral não estejam no sistema, porque estão cadastradas só com fichas catalográficas físicas.

Ao mesmo tempo, a Biblioteca está com um pregão aberto para a aquisição de livros. Cosac também diz que haverá em breve a aquisição para atualizar o acervo de livros de arte. A compra será feita com patrocínio, via ProAC.

Texto por Maurício Meireles

Fonte: Folha de São Paulo

Abaixo-assinado: Adicional de insalubridade para trabalhadores em bibliotecas, arquivos e museus

Trabalhadores em bibliotecas, arquivos e museus estão sofrendo com problemas de alergias respiratórias e cutâneas, asma brôquica, sinusite pela permanência nesses ambientes de trabalho, muitos sem nenhuma ventilação, sem aparelhos de  climatização e sem esterelizadores e climatizadores de ar.

Os danos são para a vida toda dos trabalhadores expostos e estes precisam de qualidade de vida nestes ambientes de trabalho e adicional de insalubridade para reparar parcialmente os danos.

Assine o abaixo-assinado em https://www.change.org/p/senado-federal-adicional-de-insalubridade-para-trabalhadores-em-bibliotecas-arquivos-e-museus

Biblioteca Comunitária da UFSCar apresenta exposição sobre resistência popular

Mostra exibe 60 fotos de manifestações e greves que aconteceram em São Carlos em 2017

Biblioteca Comunitária da UFSCar apresenta exposição sobre resistência popular

Até o dia 30 de maio, está disponível para visitação na Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) a exposição fotográfica “Resistência Popular”, organizada pelo professor Amarílio Ferreira Júnior, do Departamento de Educação (DEd) da Universidade, e composta por 60 fotos de manifestações populares e greves gerais que aconteceram em 2017 na cidade de São Carlos, contra as reformas impostas pelo governo do presidente Michel Temer, particularmente contra a reforma da previdência social.  

A resistência popular contra a reforma da previdência permaneceu pelo Brasil até o começo de 2018, quando o governo Temer retirou a PEC 287/2016, que tratava do tema, da pauta de votação do Congresso Nacional. Especificamente em São Carlos, um amplo espectro de organizações políticas, sindicais e sociais se mobilizou e protagonizou algumas das mais expressivas exibições de força societária da história da cidade. O caráter antipopular das medidas decretadas pelo governo Temer, que suprimiam direitos trabalhistas e previdenciários, possibilitou uma concentração de 20 mil pessoas na Praça do Mercado Municipal em abril de 2017.  

As 60 fotos da exposição “Resistência Popular” registram a diversidade das categorias de trabalhadores e de cidadãos de várias extratos que protagonizaram as manifestações. O conjunto das fotos busca também construir um mosaico amplo e plural de expressões – tanto dos gestos corporais como de semblantes, fisionomias e olhares – de mulheres, homens, jovens e crianças envolvidos em uma luta coletiva pela sobrevivência e por uma sociedade mais justa e fraternal.  

A exposição é gratuita, aberta ao público e pode ser visitada no saguão principal da BCo, na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar, de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas, e aos sábados, das 8 às 14 horas.

Fonte: A Cidade ON

Biblioteca Central da Unicamp traz exposição com 17 livros censurados durante a ditadura militar

A Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Central “Cesar Lattes” (CEOR/BCCL), da Unicamp, apresenta até 31 de julho uma exposição com 17 livros que foram vetados durante a ditadura militar no Brasil (1964 a 1985). O material pode ser visto de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h45, no térreo da BCCL.

Na época dos livros expostos, além da tortura, a censura foi um dos mecanismos usados para calar vozes dissonantes do discurso oficial, prática que se intensificou após a instauração do Ato Institucional Nº 5 (AI-5) em 1968. No setor livreiro, o Decreto-Lei Nº 1.077 de 1970 estendeu a censura prévia aos livros. De acordo com o documento, a censura se restringia a temas como sexo, moralidade pública e bons costumes. No entanto, o regime de exceção permitiu também a censura política. A simples posse de um livro considerado subversivo era usada como prova na acusação de pessoas, igualmente tachadas de subversivas.

Eram censuradas obras que abordassem denúncias de torturas, críticas à própria censura, opressão feminina, que “ferissem a moral e os bons costumes”, enfim, que tratassem de algum tema considerado tabu ou que não agradasse ao censor ou aos apoiadores do regime. Jornais, músicas e outros meios artísticos e de comunicação também eram alvos constantes da ditadura militar.

O material da mostra montada na Unicamp faz parte de coleções especiais do acervo da CEOR como, por exemplo, a do historiador e crítico literário Sérgio Buarque de Holanda. Entre os livros expostos, está a obra de Nelson Werneck Sodré, História Militar do Brasil. O autor foi militar de carreira ligado à esquerda marxista e ao Partido Comunista do Brasil (PCB), preso em 1964 por se recusar a apoiar a ditadura. Há também quatro números da coleção Cadernos do Povo Brasileiro, publicada entre os anos de 1962 e 1964 pela editora Civilização Brasileira, uma das mais combatidas pelo regime militar. Foram editados no total 24 livretos escritos por grandes intelectuais e estudiosos dos movimentos sociais. E o destaque é o caderno de número 5, Quem dará o golpe no Brasil?, de autoria do sociólogo Wanderley Guilherme dos Santos e publicado em 1962, dois anos antes do Golpe de 64. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Fonte: Carta Campinas

Exposição traz livros escritos e traduzidos por Monteiro Lobato

Mostra está em cartaz na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP, na Cidade Universitária

Ouça no link acima entrevista da curadora da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP, Cristina Antunes, sobre a exposição Monteiro Lobato Sem Fronteiras. A entrevista foi transmitida no dia 8 de maio pelo programa Via Sampa, da Rádio USP (93,7 MHz), que tem produção de Heloisa Granito e apresentação de Miriam Ramos.

Obras ficam expostas na Biblioteca Brasiliana até 29 de junho. Na foto acima, os curadores Vladimir Sacchetta (esquerda) e Luciano Mizrahi Pereira (direita) – Foto: Jorge Maruta/USP Imagens

Uma exposição sobre o escritor Monteiro Lobato faz parte da programação da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP. Gratuita e aberta até 29 de junho, a mostra Monteiro Lobato Sem Fronteiras traz ao público quase 150 livros pertencentes ao Instituto de Estudos Monteiro Lobato (IEMB), localizado na cidade de Taubaté (SP), onde o escritor nasceu em 18 de abril de 1882.

São obras originalmente escritas por ele, traduzidas em outras línguas por tradutores estrangeiros, e livros de escritores estrangeiros traduzidos em português por Lobato. Aos visitantes, serão disponibilizados tablets para consultas de trechos das obras, com acesso a conteúdo digitalizado e interativo. Já os volumes impressos estão dispostos em vitrines, descritos em etiquetas legendadas com informações das edições — país e ano da publicação, nome da editora e do tradutor —, bem como trechos de comentários de Lobato sobre as traduções.

Um desses comentários é da sua tradução para Kim, do britânico Rudyard Kipling. A obra de 1901, que apresenta um retrato

Cristina Antunes – Foto: Jorge Maruta / USP Imagens

cultural e social da Índia, foi traduzida por Lobato em 1941, período em que este se encontrava preso pelo Estado Novo de Getúlio Vargas. “Aproveito o tempo traduzindo o Kim, de Kipling — e essa estadia na Índia me fez esquecer completamente a prisão. Pena é que o excesso de visitas me tome tanto o tempo”, escreve Lobato, encarcerado no Presídio de Tiradentes, em São Paulo, mas imerso na Índia de Kipling.

Essas obras traduzidas são muito raras e pouquíssimo conhecidas do público brasileiro”, conta Vladimir Sacchetta, um dos curadores da mostra, ao mostrar uma edição argentina de Urupês, considerada a mais importante criação literária de Lobato. O livro, publicado há exatos 100 anos no Brasil e que traz em um dos seus 14 contos o personagem Jeca Tatu, foi publicado na Argentina três anos depois, em 1921, a partir da tradução de Benjamin de Garay.

Outro exemplo do acervo mostrado na exposição é Dom Quixote das Crianças (1936), versão infantil de Dom Quixote de La Mancha, escrita pelo espanhol Miguel de Cervantes e lançada em 1605. Como conta Luciano Mizrahi Pereira, diretor do IEMB e também curador da mostra, a obra de Cervantes foi traduzida do espanhol para o português por Lobato, sendo adaptada para o público infantil e depois traduzida para o espanhol. “É um livro que se difundiu na Espanha, na América espanhola e em todos os outros países de língua espanhola. Acho que esse é o ápice de Lobato no exterior”, diz Pereira.

A curadora da BBM Cristina Antunes destaca a riqueza da exposição. “Você vai poder ver dezenas de obras traduzidas por Lobato nas mais diversas línguas: tailandês, chinês, japonês, obras publicadas no Afeganistão e na Holanda. Lobato ultrapassou todas as fronteiras e traduziu tudo o que lhe foi possível”, resume Cristina, em entrevista no programa Via Sampa, da Rádio USP (ouça no link acima).

Sacchetta explica que a seleção das obras e “a construção da narrativa” da mostra foram feitas a partir do acervo reunido pelo IEMB. “Uma narrativa que funciona através de cartas, de artigos em revistas e citações de Lobato e também da difusão geográfica dessas obras.”

Depois de toda a vida dedicada à literatura, Lobato teve uma obra que se espalhou por si ao redor do mundo”, afirma Pereira, acrescentando que uma das motivações para a realização da exposição na BBM foi “resgatar a história de Lobato, além do que se costuma ver. A obra dele se espalhou no mundo muitos anos após ele ter nos deixado”.

A mostra Monteiro Lobato Sem Fronteiras fica aberta de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30, na Sala Multiuso da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (Rua da Biblioteca, s/n, na Cidade Universitária, em São Paulo). Entrada grátis.

Para mais informações, ligue (11) 2648-0320 ou acesse o site bbm.usp.br/node/339

Por Vinicius Crevilari 

Fonte: Jornal da USP

A Livraria Pública. Uma Biblioteca na Bahia em 1811

Sede da Biblioteca a partir de 1919. O prédio é uma réplica da Public Library de Nova Iorque. Permaneceu no local até 1970.

Assim foi denominada informalmente a Biblioteca Pública que no próximo domingo (13) completa 207 anos de existência, infelizmente sem nada a comemorar por conta do abandono a que foi relegada desde 2015, hoje um terço de seu espaço interditado e com a sua prestação de serviços limitada. Se chamava Livraria Pública, mas, era de iniciativa privada e é uma pena que muitos anos depois tenha passado ao controle do Estado que em vários momentos de nossa história agiu muito mais de forma predatória do que construtiva. O insight da Biblioteca Central, hoje, não nos deixa mentir.

A Livraria Pública foi uma iniciativa do Coronel Pedro Gomes Ferrão Castelo Branco, um cidadão abastado e culto, ilustre morador do Solar Ferrão que hoje é sede do IPAC, no Pelourinho, ele próprio contribuiu com três mil livros de sua estante para a formação do acervo inicial. Foi o primeiro diretor da Biblioteca e o responsável pela iniciativa de contratar assinaturas dos jornais de Londres, já em 1811, e outros que circulavam na Europa de modo a oferecer leitura atualizada para os moradores da Bahia. Foi a origem da coleção de periódicos que a Secretaria de Cultura do Estado fez questão em 2016, num ato impensado, de suprimir (mandou cancelar as assinaturas dos jornais diários de Salvador e fez história, má e perversa história).

Como ia dizendo, Castelo Branco doou seus livros, mas, não foi o único, a Biblioteca foi enriquecida com outras doações, dentre as quais treze volumes sobre a História do Brasil, Espanha e Índias Ocidentais doados por Baltazar da Silva Lisboa; outro doador foi o Desembargador da Suplicação no Brasil Clemente Ferreira França que contribuiu com 38 volumes e 50 mil reis em dinheiro. O Conde dos Arcos, então investido no cargo de governador, também “doou” parte de sua biblioteca particular para a biblioteca Pública, mas, antes de partir, em 1817, primeiro para o Rio de Janeiro e depois para o exílio, mandou buscar os livros de volta.

Além dos doadores voluntários a Livraria Pública contou nos seus primórdios com um acervo provisório, constituído de livros por empréstimo. Foi o caso do rico comerciante de vidros finos, cristais, Francisco Inácio de Siqueira Nobre que ofereceu por empréstimo pelo período de seis anos a Enciclopédia Metódica e mais alguns volumes sobre história, agricultura e comércio. O padre Francisco Agostinho Gomes foi o segundo diretor da Livraria, era tido como o homem mais ilustrado da cidade com conhecimento de idiomas e de várias matérias, além de ser homem muito, mas, muito rico. Também cedeu para a Biblioteca Pública vários livros por empréstimo.

Como era um empreendimento privado o leitor pagava pelo serviço, inicialmente uma entrada de 12 mil reis e uma anuidade de 10 mil reis. Para efeitos de comparação, uma assinatura anual do jornal Idade D’Ouro do Brasil, custava 8 mil reis. As gazetas__ origem da valiosa coleção de periódicos da casa (há vários anos sem manutenção e sem nenhum plano de restauração e digitalização) ___ despertavam o maior interesse pela variedade e atualidade das notícias, no tempo real de três meses, daqueles idos. Algumas dessas coleções originais de periódicos foram preservadas, sobreviveram ao incêndio de 10 de janeiro de 1912, nefasto rescaldo do bombardeio da Bahia.

A Livraria Pública adquiria assinaturas dos jornais, mas, também adquiria livros, dos livreiros europeus, de modo a manter o seu acervo em dia, atualizado. Hoje, infelizmente a nossa Biblioteca Central não compra um folheto, que dirá um livro. E ninguém se importa com isso. O governo se omite e a gente, consumidor, cala e consente. Quem sabe um dia possamos resgatar as mesmas boas energias que inspiraram os idealizadores da Livraria Pública e muitos de seus dirigentes que ao longo de sua história honraram a sua passagem na gestão.

Texto por Nelson Cadena

Fonte: iBahia Blogs

BIBLIOTECÁRIA ESPECIALISTA EM LIVROS CARTONEROS E PUBLICAÇÕES INDEPENDENTES

Conheça na entrevista realizada pela Malha Fina Cartonera de São Paulo, a bibliotecária e pesquisadora Paloma Celis-Carbajal da Universidade de Wisconsin–Madison (Wisconsin–Madison University) nos Estados Unidos, que nesse mês de maio veio à Argentina e ao Brasil, especialmente para coletar livros cartoneros latino-americanos para levar para integrar o acervo da Universidade de Wisconsin–Madison e disponibilizá-los para empréstimo. 

Paloma é bibliotecária especialista em publicações independentes nas Américas e através dessa conversa com a Malha Fina Cartonera, ela nos mostra como é importantíssimo para autoras, autores e artistas independentes o apoio de bibliotecárias e bibliotecários, para que os livros que estão às margens do mercado editorial convencional possam encontrar a diversas comunidades leitoras através das bibliotecas.

Paloma é mexicana e há 12 anos trabalha coletando livros cartoneros para preservar no Acervo da Universidade Universidade de Wisconsin–Madison. É um trabalho impressionante de coleta e preservação de livros latinos-americanos. É a literatura, a memória, a arte e a cultura sendo preservadas de maneira imprescindível, valorizando o trabalho que nós autoras, autores e artistas cartoneros realizamos por amor, por ativismo, por arte, pelo desejo de ocupar espaços e termos as nossas vozes ouvidas através de nossos livros. Paloma foi a responsável por colocar o nosso livro Bibliotecas Mudam o Mundo publicado pela Magnolia Cartonera no acervo da Wisconsin–Madison – clica aqui para ver nosso livro catalogado no acervo da biblioteca.

Acesse o blog da Malha Fina para ler a entrevista no site da cartonera e conhecer os trabalhos que eles realizam.

Paloma Carbajal e o ABC das Editoras Cartoneras

Na quarta-feira passada, 2 de maio, recebemos para uma conversa a pesquisadora e bibliotecária Paloma Carbajal, da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA). Durante aproximadamente doze anos, Paloma realizou uma pesquisa e um acompanhamento de edições cartoneras em vários países do mundo. Ela também é coeditora do livro “Akademia Cartonera: un ABC de las editoriales catoneras de América Latina”. 

Abaixo selecionamos trechos da conversa que durou toda uma tarde, com muita troca de experiências e ideias riquíssimas do universo cartonero. Paloma nos contou mais profundamente sobre como surgiu a ideia do encontro Libros cartoneros: Reciclando el paisaje editorial en América Latina, realizado em 2009 na Universidade de Wisconsin-Madison para cartoneras de vários países da América Latina, e do livro Akademia Cartonera, fruto de um Manifesto escrito pelas próprias cartoneras para esse evento. Você pode conferir o livro aqui.

Malha Fina Cartonera: Como era a estrutura do evento? E a questão do Manifesto foi algo vinculado ao evento?

Paloma Carbajal: A ideia desse evento surgiu através de duas pessoas que tinham muito interesse nas editoras cartoneras: eu, por conta da coleção que estava organizando desde 2006, e a professora Ksenija Bilbija, que era a principal pesquisadora na Universidade de Wisconsin sobre editoras cartoneras. O estudo dela se concentrava na Eloísa Cartonera, mas ela também se interessava em conhecer as demais cartoneras. Também somos as coeditoras desse livro (Akademia Cartonera: Un ABC de las editoriales cartoneras en América Latina). Em nossas viagens, aproveitávamos para conhecer as cartoneras, porque sabíamos que não tínhamos dinheiro para ir a todos esses países. Então pensamos: ao invés de nós duas viajarmos, por que não as convidamos para vir? Por isso não chamamos o evento de congresso, porque um congresso é acadêmico, e foi um encontro. A proposta foi convidá-las, explicar que a ideia era que as cartoneras se conhecessem. Ou seja, criar um evento no qual durante dois dias fosse um espaço de intercâmbio de experiências e de ideias entre as cartoneras, mas também entre nós, para que aprendêssemos com elas. Era uma proposta menos hierárquica, então propomos que as cartoneras, ao aceitar o convite, se preparassem para falar em um painel. No primeiro dia havia três painéis, não acadêmicos, já que as pessoas acadêmicas interessadas estavam no público, e as cartoneras falaram sobre o que quiseram. Como não tínhamos muito dinheiro para lidar com o problema da barreira da linguagem – porque nem todos os participantes entenderiam o espanhol ou português –, a proposta foi que as cartoneras participantes escrevessem um Manifesto, entendendo a palavra Manifesto como eles quisessem, então não havia alinhamentos, e desse modo iríamos publicá-lo e traduzi-lo ao inglês. Daí surgiu a Akademia Cartonera e, assim como vocês da Malha Fina, o processo de tradução foi colaborativo, então uma vez por semana, nos reuníamos para revisar e comentar a tradução. Esse livro saiu no momento do encontro, e a ideia era tirar cópias e distribuir gratuitamente para o público. No momento do painel, não necessariamente os participantes falavam sobre o que estava no texto, mas pelo menos quem não entendia o que estava sendo falado, teria uma ideia do que se tratava. E o nome Akademia é um jogo de palavras, porque era a “academia” que estava se juntando nesse evento, e colocamos o “K” para romper um pouco com isso. 

MFC: E no momento em que organizavam esse evento já haviam recompilando edições cartoneras?

PC: Sim. Comecei a coleção em 2006, nesse ano conheci Eloísa Cartonera. Fui à Feira de Livros em Buenos Aires, e uma colega me convidou para a oficina da Eloísa Cartonera. Eu já conhecia um pouco sobre essa cartonera, e fomos em três bibliotecários acadêmicos dos Estados Unidos. Javier Barilaro estava lá, e todos os primeiros integrantes da cartonera. Todos ficaram fascinados com o catálogo muito bem pensado da cartonera, com a representação da literatura contemporânea que não existia em mais nenhum lugar, apenas nessa forma. Levei alguns exemplares para mostrar a outros professores que estudavam literatura contemporânea, e ver se os interessava. Depois, cataloguei aproximadamente quinze edições e fiz todo o processo complexo de preservá-las e colocá-las na estante da biblioteca.

MFC: Como se desenvolveu essa base de dados?

PC: Uma professora coincidentemente ia à Argentina e se ofereceu para trazer os primeiros cem volumes. Eu não tinha ideia de que já existiam mais livros cartoneros. A coleção inicialmente se chamava “Eloísa Cartonera”, depois mudamos o nome da base de dados para “Base de datos editoriales cartoneras”, esse é o nome atual. Antes era “editoriales cartoneras latinoamericanas”, mas tiramos o “latinoamericanas” porque agora existem cartoneras europeias e de outras partes também. Então, temos a coleção física e a base de dados. E no momento do evento, em 2009, isso já existia, e havia algo como 300 livros. Agora há 1400 no total. Alguns são duplicados para poder documentar as variações de capas, mas temos aproximadamente 900 títulos. São muitos. E só atualizamos a base de dados uma vez por ano, então não reflete exatamente como está a coleção. Agora estou levando 130 livros da Eloísa Cartonera, porque desde 2010 não conseguia buscar seus livros, 70 da Sofía Cartonera, que Cucurto nos colocou em contato, de Dulcineia levo 70 aproximadamente e mais o de vocês

Em ordem de aparição, da esquerda para a direita: Paloma Carbajal, Larissa Pavoni Rodrigues, Idalia Morejón Arnaiz, Chayenne Orru Mubarack e Pacelli Dias Alves de Sousa

MFC: Como circula a coleção de livros? Para onde vão os livros da Malha Fina Cartonera

PC: Essa coleção de livros está toda situada em meio à coleção de livros especiais, que é onde estão todos os materiais que tenham algum valor. Este não é necessariamente comercial, mas pode ser um valor intelectual ou algo muito difícil de conseguir, livros raros, como se fala em inglês: “rare books”, pouco frequentes. Então, podem ser livros como esses, podem ser coisas caríssimas ou livros muito antigos, ou também panfletagens políticas, algo que nunca imaginaríamos conseguir e que consigamos por casualidade. Uma coleção muito variada. Quando as pessoas pensam em coleções especiais, pensam em livros caros, livros de artista ou muito reconhecidos, mas não é necessariamente isso. A respeito das características dessas coleções: toda a biblioteca, a parte das coleções especiais, está aberta ao público. Qualquer pessoa entra e pode ter acesso à coleção. É uma coleção grande. Na universidade há vinte bibliotecas. A biblioteca em que trabalho é a de ciências sociais e humanidades, que é onde se reúnem todas as coleções de livros publicados no estrangeiro, em todas as línguas estrangeiras. Agora temos aproximadamente seis milhões de livros apenas na área de coleções especiais, os quais não se pode levar para casa, mas sim consultá-los. Não é necessário o uso de luvas e é possível consultá-los pessoalmente. Tudo está aberto, inclusive as revistas. Também é possível realizar o empréstimo entre bibliotecas, ou seja, tudo que não está nas coleções especiais circula. Há uma coleção com quarenta livros cartoneros que circula, que é normalmente a que se utiliza nos cursos universitários.

MFC: Colocando em perspectiva o trabalho de sua biblioteca, como você o vê em relação às outras grandes bibliotecas da academia norte-americana? Aqui na USP, por exemplo, muitos pesquisadores viajam para consultar os acervos no Texas.

PC: A biblioteca do Texas é a maior de estudos latino-americanos nos Estados Unidos, depois da Biblioteca do Congresso. As duas são diferentes e na verdade, se complementam. Cada biblioteca se especializou historicamente dependendo de seus pontos fortes, de suas coleções. Essas, por outro lado, se desenvolveram de acordo com o interesse acadêmico. O que se lê e o que se pesquisa nessas instituições é, muitas vezes, o que dita por onde caminharão essas coleções. Também temos os especialistas, nós que cuidamos das coleções especiais e vamos nos especializando. Por exemplo, meu colega que é responsável pela mesma coleção que eu, mas na Universidade de Illinois, se especializou na coleção de esportes na América Latina. Esse é seu tema, sobre o qual escreve e sobre o qual pesquisa. Então, de alguma forma, além do grande acervo, há essa área. No meu caso, me especializei em editoras cartoneras e, portanto, em coisas que se aproximam à natureza dessas edições, como a literatura de cordel aqui no Brasil. Ela não é idêntica, mas complementa o estudo das cartoneras, seu contexto histórico e sua forma de publicação. As duas edições estão à margem da indústria editorial. Por esse mesmo viés, há muitas publicações independentes por aqui que me interessam muito.

Agradecemos imensamente à Paloma pela entrevista concedida. É muito estimulante pensar os livros da Malha Fina Cartonera em uma perspectiva de circulação global. A conversa com uma especialista da biblioteconomia e das publicações independentes nas Américas proporcionou uma visão do livro não apenas em sua materialidade, mas também enquanto objeto de pesquisa e objeto circulante ao redor do mundo.

Fotos: Acervo pessoal da Paloma Carbajal e blog da Malha Fina Cartonera

Entrevista realizada por: Chayenne Mubarack e Larissa Pavoni Rodrigues da Malha Fina Cartonera

Texto por Daniele Carneiro

Fonte: Bibliotecas do Brasil

Livros censurados pela ditadura militar estão na Biblioteca Central “Cesar Lattes” até 31 de julho

Livros expostos pela Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras e o cartaz da mostra

A Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Central “Cesar Lattes” (CEOR/BCCL) da Unicamp apresenta, até 31 de julho, uma exposição com 17 livros que foram vetados durante a ditadura militar no Brasil (1964 a 1985). O material pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 22h45, no térreo da BCCL. Na época dos livros expostos, além da tortura, a censura foi um dos mecanismos usados para calar vozes dissonantes do discurso oficial, prática que se intensificou após a instauração do Ato Institucional Nº 5 (AI-5) em 1968. No setor livreiro, o Decreto-Lei Nº 1.077 de 1970 estendeu a censura prévia aos livros. De acordo com o documento, a censura se restringia a temas como sexo, moralidade pública e bons costumes. No entanto, o regime de exceção permitiu também a censura política. A simples posse de um livro considerado subversivo era usada como prova na acusação de pessoas, igualmente tachadas de subversivas.

A antiga Divisão de Censura de Diversões Públicas – DCDP (1972 a 1988), subordinada ao Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça, analisou oficialmente pelo menos 492 livros, dos quais 313 foram vetados. Os censores eram em pequeno número e sem preparo intelectual condizente com a tarefa a ser executada, resultando numa atuação confusa, sem critérios, com apreensões e coerções físicas. Eram censuradas obras que abordassem denúncias de torturas, críticas à própria censura, opressão feminina, que “ferissem a moral e os bons costumes”, enfim, que tratassem de algum tema considerado tabu ou que não agradasse ao censor ou aos apoiadores do regime. Jornais, músicas e outros meios artísticos e de comunicação também eram alvos constantes da ditadura militar.

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Uma das primeiras providências da maioria dos regimes autoritários é censurar a liberdade de expressão e opinião, uma forma de dominação pela coerção, limitação ou eliminação das vozes discordantes. Telejornais, jornais, revistas e livros costumam ser alvos de atos de censura.”

Sandra Lúcia Amaral de Assis Reimão, filósofa, mestre e doutora em Comunicação pela PUC-SP e professora livre-docente da USP


 História Militar do Brasil. O autor foi militar de carreira ligado à esquerda marxista e ao Partido Comunista do Brasil (PCB), preso em 1964 por se recusar a apoiar a ditadura. Há também quatro números da coleção Cadernos do Povo Brasileiro, publicada entre os anos de 1962 e 1964 pela editora Civilização Brasileira, uma das mais combatidas pelo regime militar. Foram editados no total 24 livretos escritos por grandes intelectuais e estudiosos dos movimentos sociais. E o destaque é o caderno de número 5, Quem dará o golpe no Brasil?, de autoria do sociólogo Wanderley Guilherme dos Santos e publicado em 1962, dois anos antes do Golpe de 64.

“Quem dará o golpe no Brasil?”, do sociólogo Wanderley Guilherme dos Santos. Publicado em 1962, dois anos antes do Golpe de 64

 

Exposição tem 17 livros que foram vetados durante a ditadura militar no Brasil (1964 a 1985)

Novo espaço de exposições

Este ano, a Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras passou a ocupar um espaço permanente no piso térreo da Biblioteca Central “Cesar Lattes” para exposições temáticas do material de seu rico acervo. De janeiro a março, aconteceu a exposição de livros e periódicos Beleza Feminina, quem determina?.

Acompanhe a programação da CEOR no Facebook

Para saber mais

Sandra Lúcia Amaral de Assis Reimão

Ato Institucional Nº 5 (AI-5)

Decreto-Lei Nº 1.077

Divisão de Censura de Diversões Públicas – DCDP

http://www.scielo.br/pdf/ea/v28n80/08.pdf

http://memoriasdaditadura.org.br/universidades/index.html

https://blog.bbm.usp.br/2016/cadernos-do-povo-brasileiro-o-livro-que-antecipou-o-golpe-de-64/

Texto por Divulgação Diretoria de Coleções Especiais e Obras Raras-BCCL

Fonte: Unicamp

TOI IV – MINICURSO: Inteligência Emocional

Evento GRATUITO – VAGAS LIMITADAS – CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO USP

Inscrição

OBJETIVO
O minicurso tem por objetivo auxiliar os alunos a desenvolverem competências de inteligência emocional por meio de técnicas e ferramentas de Coaching. O intuito é que os alunos sejam capazes de realizar uma autoanalise a fim de identificar pontos fortes e de melhoria e desenvolver novas competências e habilidades, de modo que possam atuar e se relacionar de forma mais consciente e produtiva dentro e fora do trabalho.

PÚBLICO ALVO

O MINICURSO: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, tem como foco os profissionais da informação, estudantes, executivos, gestores, analistas, arquivistas, bibliotecários e jornalistas, entre outros.

LOCAL
Local – USP – Escola de Comunicação e Artes (ECA) – Auditório Lupe Cotrim – 1º andar

Dia – 23 de maio de 2018

Horário – 19h às 21h

Mais informações: http://www.toiomtid.com.br/toi-iv-minicurso-inteligencia-emocional/

TOI IV – MINICURSO: Empreendedorismo, Perfis Comportamentais e “Coaching Game”

Evento GRATUITO – VAGAS LIMITADAS – CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO USP

Inscrição

OBJETIVO
O minicurso tem por objetivo auxiliar os alunos a desenvolverem competências de inteligência emocional por meio de técnicas e ferramentas de Coaching. O intuito é que os alunos sejam capazes de realizar uma autoanalise a fim de identificar pontos fortes e de melhoria e desenvolver novas competências e habilidades, de modo que possam atuar e se relacionar de forma mais consciente e produtiva dentro e fora do trabalho.

PÚBLICO ALVO

O MINICURSO: EMPREENDEDORISMO & GAMIFICAÇÃO, tem como foco os profissionais da informação, estudantes, executivos, gestores, analistas, arquivistas, bibliotecários e jornalistas, entre outros.

LOCAL
Local – USP – Escola de Comunicação e Artes (ECA) – Auditório Lupe Cotrim – 1º andar

Dia – 22 de maio de 2018

Horário – 19h às 21h

Mais informações: http://www.toiomtid.com.br/toi-iv-minicurso-empreendedorismo-gamificacao/

TOI IV – MINICURSO – Liderança Informacional

Evento GRATUITO – VAGAS LIMITADAS – CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO USP

Inscrição

OBJETIVO
O minicurso busca capacitar as pessoas no desenvolvimento de habilidades de liderança.

PÚBLICO ALVO

O MINICURSO – LIDERANÇA INFORMACIONAL, tem como foco os profissionais da informação, estudantes, executivos, gestores, analistas, arquivistas, bibliotecários e jornalistas, entre outros.

LOCAL
Local – USP – Escola de Comunicação e Artes (ECA) – Auditório Lupe Cotrim – 1º andar

Dia – 21 de maio de 2018

Horário – 19h às 21h

Mais informações: http://www.toiomtid.com.br/toi-iv-minicurso-lideranca-informacional/

TOI IV – I Seminário Profissional da Informação e Mercado de Trabalho

DESAFIOS E OPORTUNIDADES

Evento GRATUITO – VAGAS LIMITADAS – CERTIFICADO DE PARTICIPAÇÃO USP

Inscrição

OBJETIVO

Debater os desafios e oportunidades do Mercado de Trabalho na Era Digital. Apresentar tendências sobre o futuro do trabalho no mercado Brasileiro e Global. Discutir o papel da Inteligência Artificial na automação de processos. Analisar o perfil do profissional da informação e a transformação digital.

PÚBLICO ALVO
O I SEMINÁRIO PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E MERCADO DE TRABALHO – Desafios e Oportunidades, tem como foco profissionais da informação, estudantes, pesquisadores, executivos, gestores, analistas, arquivistas, bibliotecários, jornalistas, publicitários e especialistas em gestão da informação e do conhecimento.

LOCAL
Local – USP – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) – Auditório Safra
Dia – 25 de maio de 2018
Horário – 13h às 17h