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Biblioteconomia

O mercado de trabalho do bibliotecário

A atuação do bibliotecário está cada vez menos limitada às bibliotecas e esse trabalhador, atualmente conhecido como profissional da informação, enfrenta o desafio de inserir-se e manter-se atrativo no mercado de trabalho, que está cada vez mais exigente e competitivo. Para manter-se empregável, ele precisa, constantemente, aprimorar os seus conhecimentos e desenvolver suas habilidades técnicas e pessoais por meio da educação e treinamento, ambos em consonância com as necessidades do mercado.

O papel das bibliotecas

O papel das bibliotecas atualmente não se restringe apenas à oferta de livros e informações, mas sobretudo à capacidade de oferecem meios para que haja interação e participação entre pessoas. As bibliotecas assumem um papel dinâmico em função da evolução tecnológica dos dias atuais.

O papel dos bibliotecários

Os bibliotecários, profissionais conhecidos tradicionalmente pela habilidade em gerenciar acervos bibliográficos contidos em suportes tangíveis, tais como livros, periódicos, recursos audiovisuais e mapas, passam a atuar em outros ambientes e em novos suportes. Eles são drasticamente afetados pelo declínio do emprego formal, pela informatização do ambiente de trabalho, pelo avanço das tecnologias da informação e comunicação, pelo crescimento do emprego parcial e precarização do emprego, pela rápida desqualificação do trabalhador, por processos de reengenharia, terceirização, entre outros. Por isso, para manterem-se atrativos para o mercado e poderem alcançar o sucesso profissional, eles precisam, de forma mais exacerbada, caracterizar-se pelo polimorfismo e versatilidade

Profissionais da informação

Os profissionais da informação podem trabalhar em bibliotecas, centros de informação, centros de documentação, redes, sistemas de informação e prestar serviços de assessoria e consultoria. Eles devem desenvolver estudos, pesquisas e ações educativas, difundindo assim a cultura. Precisam demonstrar raciocínio lógico, pró-atividade, criatividade, capacidade de concentração, de análise e síntese; capacidade empreendedora, de comunicação e de negociação; conhecimento de outros idiomas; senso de organização, agir
com ética, manter-se atualizado, liderar equipes e trabalhar em equipe e em rede. Devem ser também: criativos, inovadores, capazes de se comunicarem eficientemente e de perceber oportunidades em novos contextos.

Mercado de trabalho

O mercado de trabalho do bibliotecário está dividido em três grupos: o “mercado informacional tradicional” que abrange as bibliotecas públicas, universitárias, escolares, especializadas, centros culturais e arquivos; o “mercado informacional de tendências”, que compreende a atuação em centros de informação/documentação em empresas privadas, bancos e bases de dados eletrônicos e digitais, portais de conteúdo e portais na internet ou intranet e, o “mercado informacional existente e não ocupado”, que é composto por editoras, empresas privadas, provedores de internet, livrarias, bancos e bases de dados.

Habilidades e competências do bibliotecário

O profissional da informação tem o papel de processador e “filtrador” da informação, buscando melhorar a qualidade para as demandas por pesquisa apresentadas pelos usuários/clientes. Traçando um perfil desse profissional, a autora ressalta algumas características que considera fundamentais ao bibliotecário, tais como ser criativo, empreendedor, ousado, investigativo e dinâmico.

10 competências-chave

  1. Compreender a estrutura do conhecimento e da informação;

  2. Construir a consciência da necessidade de informação;

  3. Projetar e implementar estratégias de busca;

  4. Localizar os recursos de informação;

  5. Avaliar e compreender a informação;

  6. Interpretar informações;

  7. Comunicar a informação;

  8. Aproveitar as expressões artísticas da informação;

  9. Avaliar o processo e o resultado da busca; e,

  10. Reconhecer o valor da informação no desenvolvimento da sociedade.

Fonte

Fonte: Portal do Bibliotecário

O QUE AS BIBLIOTECAS PODEM FAZER CONTRA AS FAKE NEWS?

Texto por Samira Lazarovic

Tradução de Renata Ribeiro da Silva

O futuro da biblioteca | © raumlaborberlin comissionado por Kulturprojekte Berlin

As bibliotecas estão mal equipadas para a luta contra as fake news, dizem os críticos. Talvez elas tenham sido de fato festejadas cedo demais como bastiões. Mas, no âmbito de suas redes de contato, elas certamente podem atuar na luta contra mensagens manipuladas.

Há esse cartaz. „How to spot Fake News“ (Como detectar fake news). Publicado pela IFLA, a Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias, traduzido para quase 40 idiomas e frequentemente citado como exemplo de uma nova competência em mídia das bibliotecas. E pirateado. Esta é, pelo menos, a opinião do bibliotecônomo M. Connor Sullivan.

Em seu ensaio “Why librarians can’t fight Fake News” (Por que os bibliotecários não podem combater as fake news), publicado na revista Journal of Librarianship and Information Science em março de 2018, Sullivan se posiciona contra a esperança que reinou durante os últimos anos de que os funcionários das bibliotecas pudessem ser capazes de fazer exatamente isso. Para Sullivan, o problema não é que o citado infográfico da IFLA seja derivado de um artigo da FactCheck.org de 2016, mas, na sua opinião, que o conhecimento das bibliotecas sobre informações falsas e fake news ainda é superficial demais.

ALGORITMOS COMO ADVERSÁRIOS E AJUDANTES

Assim, as bibliotecas estariam ficando para trás ao continuar achando que apenas sites com design descuidado e não profissional podem ser classificados como farsas. Neste ponto, estaria sendo negligenciado um dos maiores problemas das fake news atuais, a capacidade de reproduzir com fidelidade fontes oficiais, afirma Sullivan.

Realmente, o mais tardar as eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos deixaram claro que as possibilidades técnicas da tentativa de manipulação, em especial nas mídias sociais, atingiu novas dimensões. Por isso, o problema também vai ter de ser resolvido em grande parte pela tecnologia. Grandes empresas do setor, como a Ryan Holmes, fundadora da plataforma de administração de mídias sociais Hootsuite, querem garantir que, no futuro, as redes sociais supervisionem melhor seus conteúdos.

QUAL O EFEITO DAS FAKE NEWS?

Segundo Sullivan, às bibliotecas também falta uma compreensão mais profunda sobre o que exatamente são informações falsas e como elas influenciam as atividades cerebrais. No trabalho feito pelas bibliotecas até hoje nesta área, muitas vezes se parte do princípio de que a difusão de informações válidas é a melhor forma de combate às fake news. Porém, as “boas informações” não preenchem uma lacuna – elas precisam se impor contra as fake news já ancoradas nas mentes. Pesquisadores do cérebro descobriram que isso é uma tarefa incomparavelmente mais difícil. Se, por exemplo, as informações falsas reforçam convicções já existentes, a tentativa de corrigi-las pode levar ao chamado efeito backfire – os fatos que não correspondem às opiniões já existentes acabam reforçando ainda mais estas últimas.

A situação é dificultada ainda pelo fato de “fake news” ter se tornado um termo em voga, usado em relação a diferentes fenômenos, tanto para notícias completamente inventadas quanto para aquelas que, por razões políticas, são apresentadas com uma certa coloração, mas têm um fundo de verdade. Ainda há as opiniões camufladas sob a forma de fatos e os boatos jornalísticos: notícias falsas geralmente fundamentadas num erro.

Aqui o fator humano e, com ele, as bibliotecas e seus colaboradores entram em jogo novamente. Pois informações são mercadorias baseadas na confiança, especialmente quando se trata de pôr em xeque convicções já existentes. Também não deve ser subestimado o fato de que o conhecimento básico sobre como as informações podem ser preparadas e checadas já se encontra nas bibliotecas.

PASSAR O CONHECIMENTO ADIANTE NA REDE DE CONTATOS

Certamente muitos bibliotecários ainda vão precisar adquirir as modernas competências em mídia que devem mediar. No entanto, essa não será uma tarefa individual, mas para toda uma rede: “Vamos precisar mais de diferentes tipos de bibliotecários”, afirma Nate Hill, do Conselho da Biblioteca Metropolitana de Nova York em conversa com o Goethe-Institut. Ao mesmo tempo, setores semelhantes, como, por exemplo, o jornalismo, poderiam se beneficiar do conhecimento das bibliotecas – assim, de acordo com a opinião de Hill, a manutenção do arquivo é um componente importante no combate às fake news.

Num projeto impressionante na Ucrânia, o Conselho de Pesquisas & Intercâmbios Internacionais (IREX) mostrou como poderia funcionar uma troca efetiva de conhecimentos. Para enfrentar a propaganda financiada pela Rússia, essa organização internacional sem fins lucrativos treinou primeiramente bibliotecários e depois 15 mil ucranianos na verificação de fontes e no reconhecimento de opiniões pagas, campanhas difamatórias, bem como vídeos e fotos falsificados, para, assim, contrapor-se à manipulação.

É verdade que as bibliotecas não são equipadas por natureza contra as fake news. Mas as condições necessárias para utilizarem recursos cada vez mais valiosos nessa batalha já existem.

Fonte: Goethe Institut

Periferia das cidades concentra 87% das bibliotecas comunitárias

Por Agência Brasil

A pesquisa Bibliotecas Comunitárias no Brasil: Impacto na formação de leitores mostrou que 86,7% dessas bibliotecas estão localizadas em zonas periféricas de áreas urbanas em regiões de elevados índices de pobreza, violência e exclusão de serviços públicos. Do restante, 12,6 % delas estão em zonas rurais e apenas 7% em área ribeirinha.

Descobrimos que essas bibliotecas estão, em sua maioria, em regiões periféricas. Mas uma grande característica é que essas bibliotecas estão onde o poder público não chega. Elas surgem por essa vontade da comunidade em ter esses espaços, que muitas vezes são os únicos espaços culturais nos territórios”, disse Luís Gustavo dos Santos, mediador de leitura e um dos pesquisadores.

O estudo foi coordenado pelos Grupo de Pesquisa Bibliotecas Públicas do Brasil, da Universidade Federal do Estado do Rio (Unirio), o Centro de Estudos de Educação e Linguagem da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Centro de Cultura Luiz Freire (PE).

Outro dado revelado foi que 66,5% das bibliotecas foram criadas por coletivos – grupos de pessoas do território e movimentos sociais. A prática da leitura compartilhada também faz parte da identidade da maioria das bibliotecas pesquisadas.

A amostra para a pesquisa incluiu 143 bibliotecas, sendo 92 integrantes da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) e as outras 51 sem vínculo com a rede, em 15 estados e o Distrito Federal. As bibliotecas comunitárias são aquelas criadas e mantida pela sociedade civil. Os pesquisadores destacam a luta das comunidades para conquistar e garantir seu direito nesses territórios marcados pela exclusão de políticas públicas de cultura e educação.

A pesquisa mostrou que as bibliotecas são acessíveis e estão envolvidas com suas comunidades, seus espaços são pensados para assegurar práticas de leitura compartilhada, têm acervos que priorizam o letramento literário, a gestão é compartilhada e que a população identifica a biblioteca e os mediadores de leitura como referências.

Uma característica da biblioteca comunitária é a gestão compartilhada, então, por mais que esse espaço surja por meio de alguma instituição, é um espaço que é gerido também pela comunidade. Não é apenas um usuário e sim uma pessoa que participa da gestão, da organização e das decisões que acontecem nessa biblioteca”, disse Santos.

Segundo ele, são poucas as pesquisas no país sobre a importância das bibliotecas comunitárias e, em maioria, são estudos muito específicos com recortes locais. “[A pesquisa] mostra o impacto na formação de leitores através dos relatos. Muitas pessoas entram na biblioteca apenas como leitores e saem como mediadores. Então, existe um grande impacto na formação dessas bibliotecas comunitárias.”

Apesar de essas bibliotecas conseguirem se manter por meio de doações e voluntariado, Santos disse que um dos objetivos é que haja investimento público para que esses espaços se desenvolvam melhor. “Como é um espaço, muitas vezes, o único espaço cultural e de acesso público nesses territórios, ela necessita sim de recursos públicos. [Precisa de recursos] para que as bibliotecas consigam se manter com qualidade, pagando seus mediadores, conseguindo custear o espaço, que muitas vezes é feito por meio de doação e de trabalho voluntário.”

O estudo concluiu também que os profissionais que atuam nas bibliotecas comunitárias cumprem diferentes funções, como gestores, bibliotecários, facilitadores e mediadores de leitura. Os pesquisadores consideraram relevante também que entre os mediadores de leitura, pessoas que apresentam os livros aos leitores, é alto o índice de escolarização: mais de 90,2% têm de ensino médio a pós-graduação.

Stefanie Felício da Silva, articuladora da biblioteca comunitária Ademir Santos, na zona lesta da capital paulista, diz que o espaço tem função que extrapola a leitura. “Só de a criançada chegar, entrar aqui e passar a tarde toda já acho muito importante porque, pela realidade que elas vivenciam aqui, esse é um espaço de acolhimento para elas. Elas estando aqui dentro, elas estão entrando em contato com outras culturas, outros conhecimentos e elas não estão tão vulneráveis como elas poderiam estar na rua”, disse.

Não considero nem um trabalho, considero uma contribuição pela comunidade onde eu moro. Sempre tive esse desejo de fazer alguma coisa pelo lugar onde eu moro. Tento aproveitar ao máximo [este espaço] para conseguir alcançar o maior número de pessoas possível [com a leitura]”, acrescentou.

Fonte: ISTOÉ

Para Elisa Machado, as bibliotecas comunitárias têm assumido o papel das bibliotecas públicas

Em um país onde os investimentos em bibliotecas públicas estão atualmente zerados, as bibliotecas comunitárias têm assumido um importante papel no processo de formação de novos leitores e acesso ao conhecimento, o que naturalmente seria uma função das bibliotecas públicas. A conclusão é de Elisa Machado, professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e uma das coordenadoras de uma pesquisa que mapeou 143 bibliotecas comunitárias em 45 municípios de cinco regiões do Brasil.

Fonte: Biblioo

Biblioteca Municipal tem acervo acessível para deficientes visuais

A iniciativa conta com o apoio Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (SEDPD), garantido após a participação em um concurso no qual a Biblioteca foi representada pelo projeto Interagir, que tem o intuito de promover diversas atividades para democratizar o espaço. Além do acervo adaptado, a SEDPD instalou como premiação outros equipamentos para auxiliar o deficiente visual na leitura, o kit oferecido contém um computador, ampliador automático para pessoas com baixa visão, scanner leitor de mesa, teclado ampliado, mouse estacionário e software de voz sintetizada para atuação com software leitor de tela, todos em pleno funcionamento. A Nelson Foot oferece a digitalização de livros que posteriormente podem ser adaptados a versão de voz e incluídos no acervo do local.

Como fazer

Para obter os empréstimos é necessário que o interessado compareça a BNF para realizar o cadastro de sócio, os documentos exigidos são RG ou outro documento com foto. Podem ser retirados até dois exemplares em braille e quatro exemplares de títulos em áudio por vez, com validade por um mês e a renovação pode ser feita somente uma vez pelo mesmo período através do telefone 4527-2110 ou pelo site da Biblioteca.

Os exemplares de livros em braille e por voz também estão disponíveis nas unidades descentralizadas CEU das Artes, sendo 20 obras em Braille e 200 títulos narrados por voz.

A Biblioteca Municipal fica localizada no complexo Argos na Avenida Dr. Cavalcanti, 396, Vila Arens. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Fonte: JJ

Exposição em São Carlos celebra o Dia da Consciência Negra

Mostra fica em cartaz até 20 de novembro na Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos

Cartaz de divulgação da mostra na Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos – Imagem: adaptação de Ariel Silva

Em homenagem ao Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, comemorado anualmente no dia 20 de novembro, o Serviço de Biblioteca Prof. Dr. Sérgio Rodrigues Fontes (SVBIBL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP recebe a exposição Black Music Painting, do artista Ariel Silva.

Silva tem formação em Artes e Publicidade e Propaganda e uma experiência profissional de quase 20 anos. É vencedor de diversos prêmios nacionais e internacionais, como o 1º lugar no Salão Internacional de Humor de Limeira, e conquistou destaque em outros encontros do gênero, como uma menção honrosa no PortoCartoon – World Festival, realizado em Portugal. Conheça mais sobre o trabalho do autor visitando o perfil do Instagram.

A exposição retrata em óleo sobre tela dez caricaturas das maiores vozes da música negra. Segundo o artista, “nada melhor do que o Dia da Consciência Negra para lembrar grandes ícones que marcaram e marcam a história sonora mundial. Arte, música, paixão e intensidade são o que define essa mostra”.

A mostra pode ser visitada até o dia 20 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 21h30. A Biblioteca da EESC está localizada na área 1 do campus da USP em São Carlos, situado na Avenida Trabalhador São-Carlense, 400.

Mais informações com o Serviço de Biblioteca Prof. Dr. Sérgio Rodrigues Fontes da EESC pelo telefone (16) 3373-9247 e pelo e-mail biblioteca@eesc.usp.br.

Assessoria de Comunicação da EESC

Fonte: Jornal da USP

O que falta para as bibliotecas se realizarem de fato no Brasil?

Vontade política, conhecimento e uma boa dose de vergonha na cara não faz mal a ninguém

Biblioteconomia e Documentação: o que você precisa saber

Saiba mais sobre o curso e a área de atuação desse profissional

Biblioteconomia e Documentação: o que você precisa saber

bibliotecário é profissional responsável por organizar, catalogar e conservar acervos de bibliotecas e centros de documentação, cuidando das informações que podem ser encontradas em livros, revistas, jornais ou meios digitais, buscando sempre o melhor e mais ágil sistema de consulta possível. Atualmente, o campo de atuação do profissional de biblioteconomia tem se voltado para a criação e manutenção de arquivos digitais e para a montagem de bancos de dados em computadores.
A profissão de Bibliotecário é reconhecida por Lei desde 1962, está enquadrada como profissão liberal no Ministério do Trabalho. Como profissional de nível superior, deve atuar no mercado de trabalho com uma visão ampla e objetiva da sociedade, com habilidades profissionais como: éticas, criatividade, proatividade e comunicação.
Curso de Biblioteconomia
A graduação em Biblioteconomia é ofertada em grau de bacharelado e, em algumas faculdades, como licenciatura. Tem como objetivo oferecer uma formação ampla e humanística. As disciplinas básicas do curso incluem História, Literatura e Língua Portuguesa, além da específicas, como História do Registro da Informação, História Social do Conhecimento e das Bibliotecas e Arquitetura da Informação.
O curso tem duração média de 4 anos, com estágio curricular obrigatório e o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). É possível cursar Biblioteconomia nas modalidades presencial e à distância (EAD).
Mercado de trabalho para o Bibliotecário
O bibliotecário encontra boas possibilidades no mercado de trabalho e, ao contrário do que muitos imaginam, a atuação desse profissional não se restringe apenas à bibliotecas. Hoje, ele também encontra oportunidades em grandes empresas, junto a profissionais de tecnologia, organizando e catalogando dados e documento, para serem acessados com rapidez.
No entanto, há boas possibilidades para quem escolhe trabalhar com livros. Uma Lei federal torna obrigatória a instalação de bibliotecas em todas as instituições de ensino até o ano de 2020, o que aumenta a procura pelo profissional em Biblioteconomia. Confira alguns setores onde o bibliotecário pode trabalhar:
•    Acervos
•    Associações
•    Centros Culturais
•    Emissoras de Televisão e Rádio
•    Escolas
•    Museus
•    ONGs
•    Centros de Pesquisa

Biblioteca recebe prêmio por ações sobre empregabilidade para jovens

A Biblioteca Municipal Professor Nelson Foot, órgão ligado à Unidade de Gestão de Educação (UGE), foi premiado em 6º lugar pelo programa Conecta Biblioteca, idealizado pela organização social Recode, entre 10 bibliotecas públicas brasileiras que contribuem com o avanço dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) e com a transformação social de suas comunidades. Concorreram ao reconhecimento 48 bibliotecas e a avaliação levou em conta inovação, sustentabilidade, divulgação e clareza, além da afirmação digital para que pessoas em vulnerabilidade social possam atingir o conhecimento por meio das bibliotecas públicas.

O Conecta Biblioteca surgiu do programa Movimento Consciência Ativa. Originário de uma parceria da Recode com a Fundação Bill & Melinda Gates, o Conecta é a segunda fase de uma ação que já rendeu à Nelson Foot a doação de dez computadores. A nova etapa consistiu, através do do Comitê “Jovem que lê”, com a atuação dos participantes na biblioteca estavam previstas ações que ampliassem a programação local e a pesquisa junto à comunidade sobre o que os moradores esperavam do espaço público.

Biblioteca foi premiada pelas ações propostas a jovens de vulnerabilidade social

Em Jundiaí, com a contribuição do Comitê, o estímulo à leitura veio acompanhado de mecanismos de criação de oportunidade para o desenvolvimento de competências de convivência em sociedade, e foram apontadas como ações de referência as atividades com temática para a empregabilidade, elaboração de currículo, autoconhecimento, empreendedorismo, escolha profissional, além de torneios de literatura fantástica com o tema da saga Harry Potter, entre outros.

Como continuidade das ações adotadas, o Departamento de Fomento à Leitura e Literatura junto do comitê criaram o Projeto IN-VISTA, que acrescentou à programação da biblioteca no período de julho a outubro de 2017 ações sobre empregabilidade com foco no mercado de trabalho e palestras, como sobre inteligência emocional com o coach Tales Delgado. Todo o conjunto de medidas adotadas foi gerenciado pela bibliotecária Michele Bueno.

As novas programações surpreendem pela qualidade e profissionalismo dos participantes do programa, que puderam fortalecer seu papel como agentes de transformação. Os projetos premiados mostram como é possível inovar e transformar as bibliotecas em centros de referência para suas comunidades, com promoção da leitura, da cultura e do uso consciente da tecnologia para impacto e empoderamento digital”, celebra Rodrigo Baggio, presidente da Recode.

A entrega de um retroprojetor como premiação, previsto para o sexto colocado, será realizada no dia 14 de dezembro no Rio de Janeiro.

Assessoria de Imprensa

Foto: Arquivo PMJ

Fonte: Prefeitura de Jundiaí

Escolas Adotam Salas de Leitura Para Não Contratar Bibliotecários

Um subterfúgio que coloca em risco o futuro da nossa profissão? Não necessariamente. Mas se os bibliotecários e bibliotecárias do Brasil não se mobilizarem, não se capacitarem, não se atualizarem, a nossa profissão vai se tornar obsoleta. A automação que está tomando conta do mundo também está presente nas nossas unidades de informação. Mais do que nunca é momento de discutir nosso papel na sociedade.

O que diz a lei

Lei federal 12.244/2010, que prevê que até 2020 todas as instituições de ensino do Brasil tenham espaço reservado para a disposição de coleção de livros, materiais videográficos e documentos destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura dos alunos.

Conforme a legislação, será obrigatório um acervo de livros na biblioteca de, no mínimo, um título para cada aluno matriculado, cabendo ao respectivo sistema de ensino determinar a ampliação deste acervo conforme sua realidade, bem como divulgar orientações de guarda, preservação, organização e funcionamento das bibliotecas escolares. Além disso, cada espaço deverá contar com a presença de um bibliotecário responsável.

As escolas têm adotado a criação de salas de leitura como meio de resolver a questão, mas normalmente sem a contratação de bibliotecários.

Para exemplificar, segundo o Censo Escolar de 2017, apenas 29% das instituições de ensino do Grande ABC (São Paulo) têm apenas bibliotecas e outras 29% dispõem de salas de leitura – chegando a 58% a fatia das unidades que contam com um dos espaços. Entre os estabelecimentos privados, 44% estão adequados. Já na rede pública, 69% dos prédios escolares dispõem das dependências.

Opinião do Conselho Regional de Biblioteconomia

A presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª Região, Regina Céli de Sousa, afirma que a biblioteca escolar é um direito de toda a sociedade e que é preciso divulgar a existência da lei para que os governantes sejam cobrados sobre sua implementação. “As bibliotecas escolares com bibliotecários contribuem muito no processo de ensino e aprendizagem para que o estudante aproprie-se de informações e cultura em perspectiva crítica e criativa”, defende.

As salas de leitura, tendo como responsáveis professores, é iniciativa criticada por Regina. “Tendo um bibliotecário devidamente qualificado para sua administração, em parceria com o professor, a biblioteca se torna o centro vital de formação, informação e aprendizagem”, conclui.

Caminho para o futuro

A docente da Faculdade de Filosofia e Ciências Unesp (Universidade Estadual Paulista) e integrante do departamento de Ciência da Informação da instituição, Helen de Castro Silva Casariam, destaca que os dois equipamentos devem ser observados em suas particularidades. “Considerando que quase todo aluno tem acesso à internet, normalmente pelo telefone, o bibliotecário teria a função de orientar a pesquisa, auxiliar a filtragem das informações, nas escolhas das fontes”, cita.

Os bibliotecários e bibliotecárias precisam se atentar às novas tecnologias de comunicação da informação (TICs). Certamente as TICs vão abrir o caminho para a manutenção da importância do profissional da informação na sociedade.

Fonte: Portal do Bibliotecário

‘Eu acredito na ressocialização e no poder da leitura’, diz jovem que criou biblioteca em presídio

Por José Marcelo*, G1 PI

A biblioteca recebe doações de livros de autoajuda, literatura brasileira e estrangeira, e dicionários — Foto: Foto: José Marcelo/G1

Mais que um desafio, ressocializar é um processo para que detentos possam sair do sistema prisional e continuar fora dele. É assim que a piauiense Juliana Santos acredita. No Dia Nacional do Livro, o projeto criado por ela mostra como é possível mudar a vida de dezenas de internos da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC), em Timon, cidade vizinha a Teresina, através da leitura.

A Biblioteca Prisional surgiu a partir de um projeto de Trabalho de Conclusão de Curso há aproximadamente um ano atrás, enquanto a responsável pela criação ainda era estagiária do centro. Segundo ela, o desejo de ter o espaço de leitura na instituição a torna grande como ser humano.

Juliana é formada em Biblioteconomia e escolheu a profissão ajudar os menos desfavorecidos. — Foto: Foto: José Marcelo/G1

“Sou formada em biblioteconomia e sempre tive a vontade de trabalhar com preso. Ainda na faculdade, no 7º período, eu comecei a fazer o projeto do meu TCC baseado nessa causa. Desde quando iniciei aqui, ainda como estagiária, que eu já pedia doação de livros, porque eu via que aqui tinha essa necessidade”, disse bibliotecária.

A biblioteca tem pouco mais de dois meses, mas já recebia doações desde novembro do ano passado. — Foto: Foto: José Marcelo/G1

“Eu me sinto realizada como pessoa, com eles, com a biblioteca, com tudo. É uma ação que dá certo. É só a gente acreditar. Eu acredito na ressocialização e no poder da leitura”, completou Juliana.

Para Juliana, a biblioteca prisional não é igual às outras, ela difere na captação do público alvo. A bibliotecária acredita que o afago em despertar o interesse dos ‘tratandos’ (como ela chama os detentos) é um método primordial.

“É diferente de uma biblioteca universitária, por exemplo, que os estudantes já frequentam a biblioteca devido suas próprias necessidades, sem precisar de apelo e nem marketing e já a prisional não, nós precisamos cativá-los. Alguns aqui nunca tiveram contato com um livro, já outros são mais espertos. Eu sempre digo que a gente tem cativar para poder ter empréstimo. É tudo novo pra eles”, contou Juliana.

Alguns dos tratando farão provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA) e do ENEM. — Foto: Foto: José Marcelo/G1

Mesmo com tanto carinho e cuidado na hora de convencer os ‘tratando’ a lerem, ainda há muita resistência por parte deles. A jovem revelou que tem que ‘se virar nos 30’ para conseguir envolvê-los.

“Alguns ainda resistem e dizem ‘não professora, isso não dá pra minha cabeça’. Então, além de bibliotecária, você tem que ser psicóloga, assistente social, tanta coisa que a gente tem que ser para convencer eles a lerem os livros”, confessou.

Todos os livros são distribuídos e identificados por estilos, nas estantes e limpo todos dias pelos ‘tratando’. — Foto: Foto: José Marcelo/G1

O estado do Maranhão sancionou a lei de nº 10.606/ 2017, que permite a remição de pena pela leitura, na tentativa de reinserir o custodiado na sociedade e permitir que eles tenham direito a cultura, conhecimento e a educação.

“Baseado na lei da remissão de pena por leitura, a cada livro lido, ele pode remir até quatro dias de pena. E não é só ler um livro. Ao término, ele vai fazer uma resenha do livro. É um trabalho devagar mesmo”, falou Juliana.

Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC). — Foto: Foto: José Marcelo/G1

A APAC é composta por 50 ‘tratando’ adultos e eles já saem do presídio comum com suas sentenças formuladas. A instituição não dispõe de policiamento, nem tão pouco armamento e só 3% dos que saem da APAC, voltam para marginalidade, segundo a Diretora da APAC, Maria Aparecida.

“Eles vêm pra cá já sabendo quanto tempo irão ficar. E pra vir para a APAC, precisam aceitar os métodos de disciplina e responsabilidade da instituição. A rotina dele é muita preenchida. Eles fazem laborterapia, estudam, fazem oficinas, lêem, enfim, quase não ficam ociosos. Aqui, é um local que ressocializa”, enfatizou a diretora.
O centro de recuperação é composto por um regime fechado, semiaberto, e de trabalho externo. — Foto: Foto: José Marcelo/G1

O centro de recuperação é composto por um regime fechado, onde eles ficam soltos para realizar suas atividades e trabalho dentro do presídio.

“Eles respeitam cada espaço. Todos têm consciência do que fizeram lá fora e isso é trabalhado a cada atividade deles. Existe uma frase do escritor Valdecir Cavalcante que diz ‘Todos nós somos recuperando’. Então, aqui, ninguém é tratado como preso e sim como recuperando. Todos são tratados pelo nome e não é permitido apelidos. Cada um tem seu crachá. É tudo muito disciplinado. Na hora da refeição, por exemplo, é chamado por mesa, ‘mesa quatro, aí a mesa quatro vem’. Eu vivo isso todos os dias”, revelou Juliana.

A APAC não dispõe de policiamento e nem armamento. Só 3% dos que saem da APAC, voltam pra marginalidade, segundo a organização. — Foto: Foto: José Marcelo/G1

De acordo com a direção da APAC, o sistema chegou como forma de tentar mudar a vida daqueles que foram vítimas da sociedade e que se envolveram com a marginalidade.

“O método surgiu não como uma solução e sim como uma alternativa. Nós temos um recuperando, o Antônio Erbert, que deu muito trabalho no início, inclusive estávamos pensando em retornar ele pra o sistema prisional comum, pela questão da falta de disciplina e de até ele mesmo não se ajudar. Quando a professora Juliana surgiu, não sei o que deu nele que mudou completamente, nem remédio controlado ele tomou mais. E hoje ele é outro homem. Até auxilia a professora na biblioteca”, confessou Maria Aparecida, diretora do centro.

Os ensinamentos, disciplina e respeito são espalhados por todo o centro em forma de cartaz. — Foto: Foto: José Marcelo/G1

O Antônio Ebert não deixa mentir. Com o estudo e a leitura, o centro tem dado para ele esperança de uma vida melhor e que aprendeu o significado da união, ajudando o próximo.

“Vi que eu tinha que dá um apoio aos colegas que estavam fazendo a limpeza e a pintura da biblioteca e cada coisa que eu via que estava bagunçado, eu ajudava a organizar. Eu nunca estudei na minha vida e só vivia fazendo coisa errada e a biblioteca pra mim é algo que não sei explicar, só me sinto realizado. Agora eu tenho noção da união dos meus colegas. Mudou a minha vida”, disse o tratando Antônio Herbert.

A cada livro emprestado é anotado o nome do livro, autor, nome do tratando, data de empréstimo e de devolução. — Foto: Foto: José Marcelo/G1

O ‘tratando’ tem maior zelo pela biblioteca. Ele é o responsável pelos empréstimos dos livros na ausência da organização. “Quando não estou, ele fica sempre controlando quem está demorando com o livro, quem pede emprestado e quem entrega. Ele limpa todos os dias e não é permitido entrar de chinelo na biblioteca. É mesmo um zelo muito grande”, disse Juliana.

A APAC tem 50 ‘tratando’ adultos e todos saem do presídio comum com suas sentenças formuladas para a associação. — Foto: Foto: José Marcelo/G1

Os tipos de livros que a APAC recebe são de autoajuda, literatura brasileira e estrangeira, dicionários e outros ligados ao tema. São livros bem específicos e todo acervo é mantido por doações.

“Não recebemos livros didáticos. Até temos alguns didáticos, mas é por necessidades deles, porque alguns vão fazer o Enem e o Encceja, inclusive eles têm aulas até o sexto ano do Ensino Fundamental”, finalizou a bibliotecária Juliana Santos.

*José Marcelo, estagiário sob supervisão de Catarina Costa

Fonte: G1 Piauí

Maior instituição de memória do País, Biblioteca Nacional completa 208 anos

Por: Da Redação, com Ministério da Cultura
Com a fachada restaurada, Biblioteca Nacional completa 208 anos no dia 29 de outubro de 2018. Foto: Clara Angeleas (Ascom/MinC)

Instituído pela Lei nº 5.191 de 1966, o Dia Nacional do Livro é comemorado, anualmente, no dia 29 de outubro, em homenagem à data na qual a Fundação Biblioteca Nacional (FBN) foi fundada oficialmente. Entidade vinculada ao Ministério da Cultura, a Biblioteca Nacional completa, nesta segunda-feira (29), 208 anos.

“A Biblioteca Nacional é uma instituição de extrema relevância para a cultura brasileira e para a disseminação da leitura em nosso país. Ela merece os parabéns de toda sociedade brasileira por seus 208 anos. Registro também o trabalho de seus servidores, que são a alma desta instituição”, afirma o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

Considerada pela UNESCO como uma das 10 maiores bibliotecas nacionais do mundo, é também a maior biblioteca da América Latina. “A Biblioteca Nacional é a grande instituição de memória do Brasil: documental, iconográfica, bibliográfica. Ela é a grande referência da memória nacional e é uma instituição com 208 anos. Ela tem como origem o acervo que foi trazido de Portugal para o Brasil por D. João VI, quando ele chegou aqui. Uma parte considerável do acervo da Real Biblioteca de Portugal veio para o Brasil e compõe o núcleo original do acervo da Biblioteca Nacional, que vem crescendo ao longo dos anos”, explica a presidente da BN, Helena Severo.

“Hoje, nós temos 9,2 milhões de itens neste acervo, dos quais 2,5 milhões já estão disponibilizados em plataforma digital. Nós temos este grande programa de digitalização do acervo da Biblioteca Nacional que é a BN Digital. A gente tem trabalhado nos últimos 10 anos no sentido de disponibilizar o acervo da biblioteca para um número maior de pessoas através da digitalização”, detalha Severo.

Servidora desde 1990 da BN, a presidente atua há mais de 30 anos no setor cultural e, desde meados de 2016 está à frente da instituição. Em sua gestão, tem se dedicado a revelar ao grande público as preciosidades que compõe o acervo da BN.

“Ao longo dos últimos dois anos priorizamos a realização de exposições temporárias com itens do acervo da Biblioteca Nacional, porque nós entendemos que isso é uma forma de revelar uma parte deste acervo fantástico. Uma delas foi no começo deste ano com uma parte do acervo do Imperador D. Pedro II, que ele deu o nome da imperatriz D. Tereza Cristina”, aponta.

“Fizemos uma outra exposição importante também referente aos 500 anos da reforma protestante, Luterana, que foi com o acervo da própria BN. No setor de obras raras, por exemplo, nós temos três bíblias contemporâneas de Lutero, que são grandes preciosidades. Uma delas esteve exposta. No início de dezembro, estaremos abrindo uma grande exposição sobre os 200 anos da Independência do Brasil. É o primeiro grande evento referente a este assunto que vai ser comemorado ao longo deste período de 2019 a 2022”, completa.

Para Helena Severo, o formato digital permite o maior alcance das obras literárias. “O livro em papel e o livro digitalizado vão conviver para sempre. São plataformas que não se excluem. Na questão da ampliação do acesso, na democratização do acesso, as plataformas digitais têm um alcance maior, mas o livro em papel vai continuar existindo”, defende. “A BN, inclusive, é detentora do instituto do Depósito Legal. Cada exemplar publicado no Brasil, pelo menos duas cópias devem ser recolhidas à Biblioteca Nacional. Então, isso nos garante um controle da produção nacional”.

Políticas para o setor
Para incentivar a disseminação da produção literária nacional, a BN promove editais de incentivo à pesquisa, tradução e publicação de livros de autores nacionais em diferentes idiomas e países.

Dentro da estrutura do Ministério da Cultura, o Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas também complementa essa função promovendo políticas e editais para esses setores. O Departamento abriga ainda o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), que atua em articulação e parceria com 27 Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas, por meio de ações, programas e projetos no sentido de incentivar a criação de Sistemas Municipais de Bibliotecas para o fortalecimento e ampliação das bibliotecas brasileiras e seus serviços.

O MinC lançou este ano o Programa Leitura Gera Futuro, composto por quatro editais. Um deles trata do estímulo à publicação de livros com temática relacionada aos 200 anos da Independência do Brasil. Outro irá selecionar obras literárias inéditas sobre os 100 Anos da Semana de Arte Moderna de 1922. Um terceiro prevê a criação do conceito de Bibliotecas Digitais em bibliotecas públicas estaduais, municipais ou do Distrito Federal, onde 19 propostas de secretárias de cultura foram selecionadas.

O quarto edital é de apoio financeiro a entidades para a realização de feiras e ações literárias existentes no País. Foram selecionados 10 projetos no valor total de R$ 125 mil; quatro projetos no valor total de R$ 250 mil e três projetos no valor total de R$ 500 mil, incluindo a contrapartida de 20% exigida pelo Fundo Nacional da Cultura.

Em julho deste ano foi sancionada a Lei 13.696, que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), responsável por estabelecer diretrizes que devem contribuir para a universalização do direito ao acesso ao livro, à leitura, à escrita, à literatura e às bibliotecas. Para o próximo governo, caberá ao MinC, em ato conjunto com o Ministério da Educação, propor a regulamentação desta lei.

Fonte: PortalR3

Bibliotecária fala sobre a importância da atualização dos espaços mediadores de leitura

Biblioteca Pública Municipal ‘Dr. Mário Corrêa Lousada’

Em tempos de smartphones, com uma infinidade de informações na ‘palma da mão’ e diversas opções eletrônicas, digitais e tecnológicas, cada vez mais os livros têm perdido espaço na rotina das pessoas. Em celebração ao Dia Nacional do Livro, em 29 de outubro, falamos com a bibliotecária Ludmila Ferrarezi, 33 anos, responsável pela Biblioteca Pública Municipal ‘Dr. Mário Corrêa Lousada’, que ressalta a necessidade da atualização dos espaços mediadores de leitura – incorporando a web, e da relevância de proporcionarem o contato com a cultura em geral.

A Bacharel em Ciências da Informação, Documentação e Biblioteconomia pela FFCLRP/USP, Mestre e Doutora em Ciências pela mesma instituição, acredita que além de disponibilizar as tradicionais obras impressas e os livros mais antigos, as bibliotecas devem abrir um canal de acesso à cultura e entrada no mundo digital, “disseminando informação e propiciando a construção do conhecimento, seja em qual suporte for”, complementa. Com relação à data em celebração aos livros, mais o Dia Nacional da Leitura em 12 de outubro, a bibliotecária diz que é um convite para reconhecermos a relevância da leitura em qualquer fase da vida e não somente no período de formação escolar.

Tendo em vista sua trajetória na área, Ludmila argumenta que os livros e as ações de incentivo à leitura contribuem para a educação formal e para o desenvolvimento da criatividade e do senso crítico dos indivíduos. Dessa forma, é mais provável que as pessoas utilizem os espaços mediadores de leitura, contudo, se faz a necessidade, como já citado, de agregar a tecnologia nesses ambientes. No tocante à Biblioteca Municipal, inaugurada em 1971, nos últimos 20 anos cerca de 8.000 munícipes solicitaram cadastro na unidade.

O cadastro – gratuito – é o que viabiliza o empréstimo de livros e demais materiais disponíveis na Biblioteca da cidade. Para realizá-lo, as pessoas devem comparecer e apresentar os documentos originais, RG, CPF e comprovante de endereço de Valinhos. “É possível o empréstimo de até três livros (por 14 dias), duas revistas, mangás ou gibis (por sete dias) e dois DVDs (por dois dias). O uso do espaço para estudo e leitura é livre, não requer cadastro prévio, sendo aberto a todos os cidadãos, moradores ou não de Valinhos”, explica Ludmila.

Quanto ao público, a bibliotecária conta que é heterogêneo, de crianças até idosos. Recebem um número variável de usuários diariamente, tanto para leitura (livros, revistas e jornais), estudo (individual ou em grupo), realização de empréstimos de obras (média de 300 por mês) e acesso à internet. “Os materiais mais procurados são os livros de literatura nacional e estrangeira (especialmente aqueles solicitados pelas escolas e pertencentes às listas exigidas pelos vestibulares), mangás, gibis, livros da seção infanto-juvenil, além de livros religiosos, de autoajuda e de determinadas áreas do conhecimento, como psicologia, sociologia, saúde, educação e administração”, comenta.

Atualmente a Biblioteca Municipal não recebe doações de obras, mas sempre que possível indicam locais e pessoas que arrecadam os materiais. Entretanto, no terminal rodoviário do município há uma estante utilizada para troca e doação de livros, “que podem ser livremente retiradas por quem se interessar”. O funcionamento da Biblioteca Pública Municipal ‘Dr. Mário Corrêa Lousada’ é de segunda-feira a sexta-feira, das 8h30 às 17h, na Rua José Milani, 127. Mais informações pelo telefone (19) 3871-6022, pelo e-mail bibliotecamunicipal@valinhos.sp.gov.br ou pela página no Facebook https://pt-br.facebook.com/bibliotecavalinhos/.

Fonte: Jornal Terceira Visão

Projeto abre inscrições para palestra e oficinas de contação de histórias em Campinas

Por G1 Campinas e Região

O projeto “Livrando – Biblioteca Itinerante” abre inscrições para palestra e oficina de contação de histórias em Campinas (SP). A atividade acontece no dia 11 de novembro, das 9h às 11h, na Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink e tem participação gratuita.

Para se inscrever, os interessados devem fazer o cadastro pelo portal da Prefeitura da cidade e 50 vagas são oferecidas para as oficinas. As atividades serão ministradas pelo educador e professor de literatura Pedro Rosário.

A palestra irá abordar a importância da literatura durante o processo de desenvolvimento cognitivo e social infantil e as novas propostas de aproximação das crianças às letras. Já a oficina de contação de histórias busca ensinar técnicas do processo e dar dicas.

Serviço

Projeto “Livrando – Biblioteca Itinerante” – palestra e oficina de contação de histórias

  • Quando: 10 de novembro (sábado), das 9h às 11h
  • Onde: Biblioteca Ernesto Manoel Zink, que fica na Av. Benjamin Constant, 1.633, Centro
  • Quanto: participação gratuita

Fonte: G1 Campinas e Região

Bonde é transportado para área da nova biblioteca

A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste realizou ontem o transporte do “bonde camarão”, um patrimônio histórico-cultural da cidade, para área da Nova Biblioteca Pública, no complexo do Novo Terminal Urbano.

A execução do transporte contou com três grandes etapas: a remoção do bonde na Estação Cultural, seu transporte pela Avenida Pérola Byngton, Avenida Tiradentes e Rua Campos Salles, e a instalação do patrimônio em frente à Nova Biblioteca. “O bonde segue o processo de restauro, que já foi iniciado na Estação Cultural, onde já houve a troca interna do madeiramento além a remoção das partes danificadas”, explicou o secretário de Cultura e Turismo, Evandro Felix.

O bonde ganhará um novo acabamento e nova cor para compor a estrutura da Nova Biblioteca. Ele servirá como sala de leitura e contação de histórias. “É uma carinhosa celebração ao bicentenário do município. O prefeito Denis Andia vem acompanhando o processo para que a população ganhe mais um presente”, complementou Evandro.

Fonte: Jornal TodoDia

Bibliotecários e profissionais da Educação participam de manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, em defesa da Biblioteca Escolar

Texto por Cristina Aguilera

Outubro, mês internacional das bibliotecas escolares não tem muito o que comemorar. Faltando pouco mais de um ano, manifestantes lutam para que a Lei 12.244/2010, que regulamenta que todas as escolas do Brasil tenham biblioteca até 2020, seja cumprida

“Sem biblioteca escolar, não há educação de qualidade” dizem bibliotecários e profissionais da educação que farão manifestação no dia 11 de novembro, domingo, das 10h às 18h, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O abaixo assinado pretende sensibilizar a população, os profissionais e as instituições para o cumprimento da Lei Federal 12.244/2010, que regulamenta que todas as instituições de ensino públicas e privadas do Brasil tenham bibliotecas até 2020 e que cada espaço tenha um bibliotecário como responsável. A legislação, sancionada em 24 de maio de 2010, também determina que todos os gestores providenciem um acervo de, no mínimo, um livro para cada aluno matriculado.

Faltando pouco mais de um ano para acabar o prazo, muito precisa ser feito. Só para se ter ideia, dados do Censo Escolar, disponibilizados pela plataforma QEdu, mostram que em 2017, das 18.621 escolas públicas de Educação Básica do Estado de São Paulo, apenas catorze por cento, ou seja, 2.638 escolas contam com bibliotecas.

“ A Biblioteca Escolar é um direito de toda a sociedade. Precisamos que todos conheçam essa Lei e cobrem dos governantes sua implementação. As bibliotecas escolares com bibliotecários contribuem muito no processo de ensino-aprendizagem e para que o estudante aproprie-se de informações e cultura em perspectiva crítica e criativa”, defende a presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª região, Regina Céli de Sousa.

A abertura oficial da Campanha Biblioteca Escolar para Todos foi lançada recentemente durante a Bienal Internacional do Livro com grande adesão. De 3 a 12 de agosto foram conquistadas 3.600 assinaturas. A Campanha continuou pela internet com outras quase mil assinaturas.

“Agora na Avenida Paulista esse número deve aumentar. Muitos pais não sabem dessa lei. E a maior parte das escolas públicas do País não contam com bibliotecas. Na contramão do que diz a lei, a rede estadual de ensino de SP mantém salas de leitura, que são espaços informais, com acervos pequenos e não organizados, pois não contam com um profissional bibliotecário. Muitas vezes funcionam mais como depósitos de livros do que como um ambiente de incentivo à leitura”, explica Regina.

Para que esses importantes espaços culturais sejam bem estruturados e tenham um bom funcionamento, o Conselho Federal de Biblioteconomia definiu parâmetros, por meio da Resolução CFB nº. 199 de 3 de julho de 2018. Esses parâmetros podem ser conferidos aqui: http://repositorio.cfb.org.br/handle/123456789/1313

A Campanha Biblioteca Escolar para Todos é realizada em parceria pelo Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª região (CRB-8), estudantes, pais de alunos, Escolas de Biblioteconomia e profissionais bibliotecários.

Você sabia?

Outubro é marcado por importantes datas para educação. É o mês internacional das bibliotecas escolares. No Brasil, a data é celebrada sempre na quarta segunda-feira do mês.

O Dia Nacional do Livro é outra data comemorada anualmente em 29 de outubro.

Serviço:

Campanha Biblioteca Escolar Para Todos – Manifestação e abaixo assinado

Data: 11 de novembro, domingo, das 10h às 17h

Local: Avenida Paulista, altura do número 119, Bela Vista, em São Paulo (Em frente ao SESC Paulista)

Para participar da Campanha online: http://www.peticaopublica.com.br/psign.aspx?pi=BR107124

Informações sobre Educação- Portal QEdu: http://www.qedu.org.br/estado/125-sao-paulo/censo-escolar?year=2017&dependence=0&localization=0&education_stage=0&item=

Fonte: Clipp Segs – Portal Nacional

Projeto da Biblioteca Brasiliana convida à leitura

Leitura de Autores promove encontro, nesta quarta-feira, dia 24, com o escritor Marcelino Freire

Texto por Claudia Costa

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, local do evento Leitura de Autores – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O ciclo de palestras Leitura de Autores promove encontros com escritores contemporâneos sobre sua formação como leitores e como essas leituras influenciaram em seu desenvolvimento pessoal e profissional. Promovido pela Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) e pelo Núcleo de Estudos do Livro e da Edição (Nele) da USP, o projeto é coordenado pelos professores da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP Plinio Martins Filho e Jean Pierre Chauvin. O próximo convidado é o escritor e editor pernambucano Marcelino Freire, que participa do encontro no dia 24 de outubro, às 16 horas, na Sala Villa-Lobos do Complexo Brasiliana.

Segundo Martins Filho, a Biblioteca Brasiliana tem uma característica especial. “Ela não é uma biblioteca de consulta imediata e sim de obras raras, de primeiras edições, com um acervo voltado ao pesquisador. Mas entre as atividades de uma biblioteca deve estar sempre em primeiro lugar a questão da leitura, que era de alguma forma uma obsessão de José Mindlin, que dizia que queria inocular um vírus nas pessoas, e que esse vírus seria o da leitura. Claro que não temos essa pretensão, mas queremos desenvolver atividades em que a leitura seja objeto de percepção, audição e desenvolvimento das pessoas”, afirma.

Foi a partir daí que surgiu a ideia de convidar autores para falar de suas leituras, conta Martins. O que eles leram para se transformar em escritores? Como eles chegaram a essa carreira? Foi intuição, foi formação? São algumas das questões que os escritores vão responder, principalmente, para alunos de colégios públicos, como diz o professor. “Porque quando se fala em autores, esses jovens só se lembram de Machado de Assis e José de Alencar”, completa. Além desse público, como escreve o professor Chauvin no texto de apresentação do projeto, “o evento visa a estimular o encontro de profissionais da palavra (em verso e prosa) com aqueles que já são aficionados por literatura, mas também leitores em potencial: alunos, pesquisadores, professores, escritores amadores etc.”.

Plinio Martins Filho: “O projeto visa a desenvolver atividades em que a leitura seja objeto de percepção, audição e desenvolvimento das pessoas” – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A edição de estreia do projeto traz autores contemporâneos. O primeiro encontro, realizado em setembro, contou com a participação da escritora, jornalista, professora e crítica de arte brasileira Veronica Stigger, que depois de três livros de contos lançou seu primeiro romance Opisanie swiata (Descrição do mundo, em polonês), com o qual ganhou vários prêmios – na plateia, alunos do Colégio José Mindlin (no Grajaú), uma homenagem ao bibliófilo.

O segundo convidado foi Rodrigo Lacerda, que, segundo Martins, é um escritor jovem, mas com uma carreira consolidada, tanto no âmbito da ficção, da narrativa, do conto, quanto como excelente tradutor. Entre suas obras, o professor cita dois livros do autor diretamente ligados à questão da leitura, O Fazedor de Velhos (Cosac & Naif, 2008, premiado com Jabuti, prêmio da Biblioteca Nacional e prêmio da FNLIJ) e Hamlet ou Amleto? Shakespeare para jovens curiosos e adultos preguiçosos (Zahar, 2015, Prêmio Jabuti), um guia de leitura de obras do dramaturgo inglês.

A linguagem “teatral” de Marcelino Freire

Leitura de Autores traz agora Marcelino Freire, um dos mais festejados contistas brasileiros da nova geração. É dono de uma prosa marcada pela representação da violência do Brasil contemporâneo, narrada em primeira pessoa e com uma linguagem baseada na oralidade, o que confere uma veia teatral a suas obras. “Eu escrevo para dar vexame”, define o autor. “Minha prosa solta o verbo, solta os cachorros do peito, abocanha a perna de quem passa. Sou meio um cachorro louco. Mas posso abanar o rabo idem, se for o caso.”

Segundo o escritor, seu gosto pela leitura surgiu aos nove anos de idade, quando leu uma poesia de Manuel Bandeira. “A partir daí fui atrás de mais poesias do poeta recifense. Fiquei orgulhoso de saber que ele era pernambucano igual a mim. A partir daí também quis ser doente igual ao Bandeira. A poesia dele foi uma maldição e uma salvação na minha vida”, afirma. Além da poesia, o teatro é o outro “culpado” por ele seguir essa carreira de escritor. “A leitura de poesia foi me levando e o fato de eu ter feito teatro também.”

Freire começou sua carreira escrevendo para teatro, com a peça O Reino dos Palhaços (1981), e já teve vários contos adaptados para a cena teatral. “Hoje eu escrevo meus contos pensando em teatro. Construo, assim, uns monólogos. Quando escrevo, penso no corpo e no gesto de meus personagens.” Outra inspiração é sua mãe, “muito teatral”, como ele afirma. “A fala nordestina dela tinha poesia e tinha tragicomédia, e me inspirou tal qual Guimarães Rosa.” E acrescenta: “O silêncio do meu pai também foi inspirador. Meu pai está sempre nas entrelinhas de minha escrita”.

Marcelino Freire: “O livro que eu mais leio é a rua. A rua está aberta sempre à criação pura” – Foto: Coletivo Garapa/Flickr.com

Entre os seus autores preferidos cita Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Noémia de Sousa, Carolina Maria de Jesus, Jean Genet e Manoel de Barros. Dos atuais, André Sant’Anna, Andréa Del Fuego, Aline Bei, Sérgio Vaz, Ferréz, Lourenço Mutarelli e muitos poetas. “Leio poesia sempre. E ensaios também. Estou fissurado em ensaios e diários. É muita gente ao mesmo tempo…” Mas o livro que mais lê, segundo ele, é a rua. “A rua está aberta sempre à criação pura.”

É autor, entre outros livros, de Angu de Sangue (2000) e EraOdito (2002) pela Ateliê Editorial; Contos Negreiros (Record, 2005, Prêmio Jabuti, traduzido na Argentina e México); e Nossos Ossos (Record, 2013), ganhador do Prêmio Machado de Assis de Melhor Romance pela Biblioteca Nacional e publicado na Argentina e na França. Também é idealizador e organizador da antologia de microcontos Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século (Ateliê Editorial, 2004).

Freire é um dos integrantes do coletivo EDITH, pelo qual lançou o livro de contos Amar É Crime (2011), marcando também presença em diversas antologias no Brasil e no exterior – a última, Olhar Paris(Editora Nós, 2016). E criador do evento Balada Literária, que reúne escritores e artistas para debater a arte contemporânea. “Evento que toco na guerrilha desde 2006, anual e ininterruptamente”, adiantando que a 13ª edição será realizada de 20 a 25 de novembro.

Também escreve o blog Ossos do Ofídio, uma espécie de diário em que publica ensaios, poemas e comenta acontecimentos da atualidade; e acaba de lançar seu livro, depois de cinco anos, Bagaceiro(Editora José Olympio). “Estou de mãos dadas com esse livro. É paixão recente. É um livro de contos que, na verdade, eu chamo de ‘ensaios de ficção’. Misturo prosa e causos, e tem muita mentira lá. Adoro mentir.” Fora isso, diz, “estou de olho no Brasil. Estou juntando forças para lutar, fora e dentro da literatura. Não tem descanso para mim. Se eu descansar eu morro, ou vejo meu país morrer. Não desejo para ninguém este fim…”

Cartaz do projeto, criado por Piqueira, traz uma batata com diversas cores, em uma metáfora para as várias interpretações tanto da imagem quanto da leitura, segundo o coordenador e professor Plinio Martins Filho – Foto: Divulgação / BBM – USP (Clique na imagem para ampliar)

Mais leituras

O projeto Leitura de Autores recebe ainda neste ano, no dia 28 de novembro, o professor e poeta José de Paula Ramos Jr. E para a próxima edição, prevista para março de 2019, já estão confirmados Milton Hatoum, considerado um dos mais importantes escritores brasileiros, Arnaldo Antunes e José Agnaldo Gonçalves, em um encontro onde, como conta Martins, o professor (José Agnaldo Gonçalves) fala das leituras que fez, e o aluno (Arnaldo Antunes) diz o que assimilou, transformando-se em autor e músico. Um convite ao universo da leitura que, como escreve Chauvin, “mais não digo, a fim de evitar spoiler”.

O projeto Leitura de Autores, com Marcelino Freire, acontece no dia 24 de outubro, das 16 às 18 horas, na Sala Villa-Lobos da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (R. da Biblioteca, 21, Cidade Universitária, tel. 3091-1154). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail bbm@usp.br.

Fonte: Jornal da USP

Curso – História das Bibliotecas na América Latina

COM GABRIELA PELLEGRINO SOARES

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(Foto: Benedito Junqueira Duarte/Casa da Imagem de São Paulo)

Curso voltado à reflexão sobre o lugar das bibliotecas em diferentes épocas da história latino-americana, do período colonial ao contemporâneo.

Pelo prisma da história cultural, serão analisadas as concepções, as políticas e os embates envolvendo a criação de bibliotecas, a circulação dos repertórios e formação dos acervos, a interface com o público a prescrição de práticas de leitura. Serão estabelecidas comparações e conexões entre países como a Argentina, o Brasil, o México, Cuba e Costa Rica.

Gabriela Pellegrino é professora livre-docente de História da América Latina na Universidade de São Paulo, pesquisadora do CNPq e co-coordenadora do projeto Fapesp/ANR “Transatlantic Cultures”. É autora do livro “Escrita e edição em fronteiras permeáveis. Mediadores culturais na formação da nação e da modernidade na América Latina (século XIX e primeiras décadas do XX)”, entre outras publicações.

Data: 25/10 a 26/10 – Qui, Sex – das 19H ÀS 22H

Evento Gratuito

Inscrições online

Mais informações, clique aqui.

Local: Sesc Avenida Paulista Tecnologias e Artes (4º andar) – ver no mapa

Workshop “Bibliotecas Modernas: Reparos e Afins”

Descrição do evento

Com a mediação da conservadora-restauradora convidada Marlene Laky, o Workshop “Bibliotecas Modernas: Reparos e Afins” oferecerá aos participantes, a partir de teoria e prática, subsídios para a conservação de acervos bibliográficos tradicionais em papel, tipo de acervo muito presente tanto em coleções pessoais, quanto em museus e instituições culturais e de memória, como a Biblioteca do Centro de Referência do Futebol Brasileiro do Museu do Futebol, que possui mais de 3 mil livros em seu acervo circulante.
 
Os participantes aprenderão procedimentos de simples execução, que podem ser feitos a partir de recursos simples, como o uso de fita adesiva e papel japonês. Os materiais utilizados no workshop para as atividades práticas serão oferecidos pela própria organização do evento.
 
A ideia do evento parte da proposta de continuidade de ações voltadas à orientação e capacitação das pessoas que lidam com tais coleções pelo Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), que em 2012 lançou a cartilha Preserve seu Acervo, disponível para download no site do Museu.
Sobre a convidada
Marlene Laky é conservadora-restauradora do acervo bibliográfico do Museu Casa Guilherme de Almeida, onde também ministra oficinas de reparos de livros. Já participou de projetos na área de conservação no IEB-USP e ministrou palestras e oficinas em vários museus do Estado de São Paulo, como Casa das Rosas, Oficina Mário de Andrade, ECA-USP, Sesc Ribeirão Preto, entre outros.
O evento é gratuito e haverá emissão de certificados para os participantes.
Inscrições estarão disponíveis a partir de 13 de outubro.
O evento é gratuito e haverá emissão de certificados.

Inscrições através do site: https://goo.gl/tX2d7W.

Caso haja lotação, haverá lista de espera: envie seu nome completo para crfb@museudofutebol.org.br, informando o título do workshop no assunto do e-mail.

Local da atividade: na Biblioteca e Midiateca do CRFB, no Museu do Futebol.
Data: 27 de outubro de 2018
Horário: 10h às 13h30
Vagas: 20 vagas

Entrevista: A Arte de Ser Bibliotecário e Professor na Biblioteconomia – Por: Sidnei Rodrigues de Andrade

O dia dos professores já passou, mas a Monitoria não podia deixar em branco. O nosso Monitor Voluntário já egresso da FaBCI Sidnei Rodrigues de Andrade preparou uma entrevista super especial com as professoras Adriana Maria de Souza e Maria Cristina Palhares.

Venha prestigiar aqueles que nos formam!

Entrevista: A Arte de Ser Bibliotecário e Professor na Biblioteconomia – um aprendizado com o afeto e o conhecimento.

por Sidnei Rodrigues de Andrade.

Saudações Profissionais da Informação!

Neste mês de outubro, comemoramos uma data especial a este profissional da educação que se dedica sua vida em compartilhar e demonstrar quais os caminhos que podemos traçar para alcançar nossos sonhos e objetivos neste cenário contemporâneo: os professores.

Todos nós fomos educados pelos professores, então tive a liberdade de fazer esta entrevista-homenagem, com o seguinte tema: Como é a arte de serem Professores e Bibliotecários na Biblioteconomia?

Fonte: Banco de imagens do Google

Há muito tempo, queria realizar esta entrevista especial exclusiva para o blog da Monitoria Cientifica FaBCI – FESPSP. Em nossa sociedade brasileira civil, há uma forte hegemonia na desvalorização dos professores, por isso convidei para realização desta reportagem especial, duas profissionais da informação e educadoras conhecidas pela comunidade acadêmica.

As duas convidadas que aceitaram este convite são: Adriana Maria de Sousz da FaBCI – FESPSP e Maria Cristina Palhares da UNIFAI. Antes de iniciamos esta reportagem especial, vamos fazer uma breve apresentação dos currículos profissionais das duas entrevistadas,  e em seguida, acompanhem suas reflexões, apontamentos e contribuições sobre a Educação no Brasil

Fonte: Facebook – Monitoria Voluntária 2017

Bibliotecária e Professora Maria Cristina Palhares da UNIFAI

Bacharel em Biblioteconomia pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) pela FaBCi (Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação), em 1997; Especialista em Língua, Literatura e Semiótica pela Universidade São Judas Tadeu (USJT), em 2002; Mestra, em 2005. Desde 2008, atua no Centro Universitário Assunção (UNIFAI), ministra as disciplinas: Fontes I, Tecnologias da Informação, Planejamento e Elaboração de Bases de Dados e Automação de Unidades de Informação; integra o Núcleo Docente Estruturante (NDE). Em 2018, integra a Comissão Brasileira de Bibliotecas Prisionais (CBBP), da Federação Brasileira de Associações Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições.

1) Porque você leciona no curso Biblioteconomia e Ciência da Informação?

Adriana: Antes de responder essa pergunta, preciso voltar ao tempo e dizer que aos 16 anos escolhi a da ciência como opção de carreira. Fiz magistério no Ensino Médio e desde cedo entendi o poder transformador da educação e do conhecimento no desenvolvimento das pessoas. Despertei o interesse pela Biblioteconomia, assim que soube dessa área profissional, também nessa idade, fruto de uma pesquisa e numa enciclopédia que havia em casa sobre profissões, mas só pude viabilizar meu  tento, bem mais tarde, aos 21 anos.

Logo que me formei fui convidada a fazer parte do quadro de docentes da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação (FaBCI) da FESPSP, como assistente de classe, assim, comecei minha carreira docente no Ensino Superior, o que foi um grande desafio para mim, pois era recém-formada e muito jovem, com experiência no ensino fundamental somente.

A vivência com a docência superior, como eu previa, foi se encaixando em meus interesses e ideais, uma vez que buscava responder às questões que eu tinha como discente, nos tempos de curso, ou seja, aquilo que eu buscava como aluna, busquei transferir para a prática de ensino e uma das coisas mais importantes pra mim era e é a didática. Como tornar o conteúdo das aulas mais próximo da realidade de trabalho dos alunos? Já que sentia essa lacuna durante a minha formação e assim tenho tentado manter essa proposta até hoje.

Fonte: Banco de imagens do Google

Leciono no curso por que sou entusista do processo de ensino-aprendizagem, na provisão de agregar teoria e prática, apresentando uma Biblioteconomia e CI com todas as suas potencialidades, vertentes e possibilidades, com foco no humano, essência primeira e última de todo o ato de mediação da informação e do conhecimento. É nas relações sociais, humanas que transcendemos e nos tornamos pessoas melhores tanto pessoal como coletivamente.

Maria Cristina: Porque acredito no papel social do bibliotecário, na contribuição que ele pode dar à sociedade em todos os segmentos: culturais, educacionais e humanistas.

2) Quais são as maiores dificuldades e conquistas para ser um Bibliotecário e Professor no curso Biblioteconomia e Ciência da Informação?

Adriana: Na contemporaneidade temos muitos desafios a serem transpostos, tanto na condição de bibliotecários como na de docentes: nos aspectos geracionais decorrentes das mudanças da sociedade; nas incertezas no mundo do trabalho, com novas formas de atuação: espaços tradicionais x espaços inovativos; no que se refere a falta de identidade e pertencimento do aluno/profissional quanto à sua formação, uma vez que a área de informação não é uma exclusividade da Biblioteconomia e CI; na conscientização do nosso ofício frente às desigualdades sociais e econômicas que assolam o nosso país, e que refletem em nossas práticas de trabalho e ensino.

Em contrapartida, temos muitas conquistas, principalmente no aspecto tecnológico e de inovação, com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), bem como com as novas práticas metodológicas, atualmente usadas nos âmbitos acadêmico e profissional, chamadas de ágeis, ativas, disruptivas, por colocar o ser humano (aluno ou profissional) no centro do processo de aprendizagem, de construção de sentido no que se pretende realizar, construir, bem diferente do papel passivo que, muitas vezes se vivencia nas atividades praticadas, seja em sala de aula ou em ambientes de trabalho mais tradicionais.

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Maria Cristina: As maiores dificuldades estão na falta de apoio e condições financeiras para custear uma graduação e a pós-graduação. No entanto, as maiores conquistas estão no aproveitamento das oportunidades que se teve, transformando-as na realização de projetos essenciais e significativos para si e para a sociedade, seja nos âmbitos mercadológicos ou acadêmico-científicos.

3) Segundo Paulo Freire, “lecionar é uma prática que vai além das instituições escolares, há um diálogo orgânico, onde todos participam ativamente”. Então, ensinar e lecionar é uma atitude homogênea do afeto e do conhecimento?

Adriana: Concordo totalmente com a afirmação, é um diálogo orgânico que acontece o tempo todo, dentro e fora da sala de aula, numa perspectiva constante de interação, de troca, de compartilhamento, de significados entre instituição x aluno; aluno x educador; aluno x aluno. Lecionar é aprender simultaneamente, não é um processo neutro, no qual um indivíduo transfere seus conhecimentos a outro indivíduo, mas sim de interlocução ativa e geradora de transformação.

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É um ato de amor, de paixão, de entrega, Rubem Alves discorre sobre isso em seu livroConversas com quem gosta de ensinar. Pra mim representa vocação e missão. Devem os aprender com as pessoas questão a nossa volta, aprender sobre sua condição humana: suas dores, suas conquistas, seus ideais para sermos melhores educadores.

Maria Cristina: Compreendo a prática freiriana como àquela que orienta para a construção do conhecimento formativo de um indivíduo a partir das práticas internas e externas, ou seja, aulas teóricas-reflexivas e práticas laboratoriais institucionais e práticas in loco, nas unidades informacionais, culturais, espaços públicos abertos, como parques, ruas e estações de transportes urbanos, entre outros.

4) Temos acesso há itens informacionais desde suporte de papel até digital, existe uma diferença entre o Aluno-Cliente e o Estudante-Leitor?

Adriana: Pois pra mim são duas coisas distintas: acesso à informação e a condição de aluno x estudante. Antes de qualquer coisa, vejo pessoas buscando conquistar espaços, evolução, mudança, melhores condições de vida, de satisfação e, acima de tudo, sempre a aprender, dessa forma, gostaria devê-los sempre como estudantes, responsáveis pelo seu próprio processo de aprendizagem, como protagonistas de todo o aprendizado a ser conquistado, o que implica no entendimento do ato de estudar como forma de apropriação de saberes de forma ativa, participativa, investigativa, no qual se modifica e se torna alguém novo, transmutado. Em alguns casos, o aluno é mero telespectador que está apenas a espera da transferência de conhecimentos do docente.

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Maria Cristina: O aluno-cliente é aquele que paga por um serviço e o leva consigo. Já o estudante-leitor é o indivíduo que se sente comprometido consigo e exige uma formação crítica-reflexiva a partir da orientação/mediação do professor, que neste papel deve apontar e fornecer as condições de acesso ao conteúdo desejado, ao qual o aluno tem direito, não apenas do ponto de vista constitucional como do ponto de vista humano.

5) Existem dois conceitos conhecidos por especialistas em Educação: o Construtivismo e a Meritocracia. Há uma desigualdade educacional destes dois conceitos na prática educacional em contexto contemporâneo?

Adriana: Essa questão me remeteu às aulas do magistério e à minha prática profissional como bibliotecária em uma instituição britânica. Na verdade, entendo esses conceitos como método é das linhas pedagógicas, embora eu houvesse estudado em escolas tradicionais, públicas, eu sempre me interessei pelas linhas construtivista, antroposófica e montessoriana.

Quando eu atuava como bibliotecária, tinha como atividade de trabalho o aconselhamento e o auxílio aos estudantes brasileiros que tinham interesse em estudar no Reino Unido, além de ministrar palestras sobre uma bolsa de estudos chamada, Chevening Awards, em que consistia no conceito de Meritocracia, não como forma de exclusão ou de desigualdade social como preconizado por muitas ideologias, mas como o caminho de evolução, ou seja, o estudante para conquistar a bolsa, precisava apresentar uma trajetória acadêmica e profissional de dedicação, empenho e esforço individuais, além de um projeto de pesquisa que validas se tudo isso: a escolha acadêmica em consonância com a área de atuação profissional, bem como a condição de vida da pessoa (não podia apresenta ruma situação financeira favorável), integrados a isso, para conquistar a bolsa ele teria que apresentar argumentos plausíveis para retornar ao seu país de origem e ser um multiplicador de sua pesquisa aos menos a fortunados.

Sim, penso que há muita desigualdade, pois a inda temos diversas realidade sem se tratando de educação, em diversas regiões do nosso país. Ainda convivemos com uma educação precária, sem acesso ao básico, quiça ao construtivismo. Há que se fazer uma educação para o futuro sem distâncias e que todos sejam incluídos, mas não é a realidade que vemos. Há muito trabalho a ser feito, a Agenda 2030 das Nações Unidas, com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) nos convida para ações concretas de inclusão, de responsabilidade, de partilha, principalmente, e mar e as como a Educação, a Saúde, o Bem estar, o Meio Ambiente entre outros.

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Maria Cristina: Do ponto de vista construtivista, o acesso à educação é inclusivo, é de acordo com as oportunidades oferecidas pelos órgãos governamentais responsáveis pela educação formal; por instituições privadas, por meio de ações sociais que oferecem bolsas de estudos e a permanência está vinculada ao desempenho do aluno; por institutos e organizações não-governamentais, que vincula a permanência do aluno ao desempenho ou capacitação profissional do aluno; e, também, existem as situações em que o indivíduo, por meio de ações autônomas, busca e constrói a própria formação durante sua vida.

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No entanto, na meritocracia, a educação é exclusiva, é acessível ao indivíduo com todas as condições e garantias de qualidade e quantidade, por pertencer a grupos sociais, bem amparados financeiramente, cientes de seus direitos legais, que lhe garantam a formação de suas competências e habilidades. Entretanto, a ponte entre os dois é visivelmente injusta e desumana, na maioria das vezes, no que se refere às disputas por processos seletivos nos âmbitos profissionais e acadêmicos.

6) Qual é o verdadeiro papel da Educação?

Adriana: Transformar e desenvolver pessoas. Tornando-as cidadãos críticos, atuantes, protagonistas e multiplicadores de um bem estar comum a todos.

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Maria Cristina: Prefiro chamar de Ensino, embora no contexto de formação o docente acaba sendo educador na maior parte do tempo, auxiliando na formação de alguns valores mínimos para a convivência social. Desta forma, compreendo Educação como os valores que o indivíduo carrega consigo desde o nascimento, que são valores culturais, religiosos, éticos e morais. Já o Ensino tem o dever de  fornecer as bases para que ele possa lidar com as suas habilidades e competências, percebidas e construídas, no contexto social, cultural e profissional.

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7) Como você observa a Educação Brasileira no Século XXI?

Adriana: Adoecendo, estamos vivenciando tempos muito difíceis, há falta de políticas públicas em todos os âmbitos da sociedade e não há tempo a perder esperando por uma solução mágica. É preciso acreditar que o nosso papel consiste em propiciar acesso à informação, ao conhecimento, para que juntos possamos cooperar na transformação da educação do nosso país, com novas práticas de atuação, criando espaços criativos, laboratórios de construção do conhecimento, buscando novas formas de aprendizagem, atuando na sociedade de maneira efetiva e as bibliotecas fazem parte de tudo isso, pois são ambientes que conjugam todos os saberes, sendo participantes ativos nesse processo de mudança da sociedade.

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Maria Cristina: Embora seja uma educadora, não me sinto completamente habilitada a responder esta pergunta de forma sucinta, pois a contemporaneidade nos impõe muitos desafios no campo da educação. No entanto, ao abordá-la no contexto brasileiro atual, é necessário retomar a perspectiva da formação sociocultural, de Gilberto Freyre, Paulo Freire, Milton Santos entre outros pensadores que nos levam a compreender, ou tentar compreender, como se deu a construção da nossa base estrutural enquanto sociedade brasileira, que reflete no percurso de implantação do ensino formal, e que podemos observar que muitos conceitos e práticas foram adotados inicialmente e seguidos de forma equivocada, como acontece até hoje.

Um exemplo disso é a descrição de métodos pedagógicos de algumas escolas de ensino infantil e fundamental I, que se intitulam construtivistas. Entretanto na prática não vemos a construção do aprendizado, a começar pelo material didático utilizado, que é por meio de apostilas. No ensino superior, muitas instituições vendem facilidades, com metodologias engessadas, apostiladas, onde o docente não tem a liberdade de utilizar bases metodológicas e teóricas de acordo com os múltiplos aspectos encontrados, que são peculiares a cada grupo de alunos, a cada curso, período de estudo, entre outros.

8) Qual é a contribuição e/ou mensagem de Educador Brasileiro, sendo um Bibliotecário e Professor que você gostaria de dizer aos ex-alunos e a sociedade brasileira?

Adriana: Acreditar sempre: em si mesmo, em suas escolhas acadêmicas e profissionais, em dias melhores. Lutar pela igualdade de direitos a todas as pessoas, indiscriminadamente. Respeitar e honrar o seu país. Não aceitar injustiças de qualquer natureza e sob qualquer aspecto. E citando Mahatma Gandhi: “Seja você a mudança que quer ver no mundo”.

Maria Cristina: Ao se depararem com a dúvida sobre algo, investiguem a realidade, não tenha receio de argumentar o que enxergou a partir da análise, sempre amparada em fatos e dados reais. O posicionamento crítico é necessário para uma sociedade mais justa e igualitária.

  Fonte: Banco de imagens do Google.

Quero agradecer as Professoras e Bibliotecárias: Adriana Maria de Sousa e Maria Cristina Palhares, por aceitarem este convite para a realização desta entrevista-homenagem ao Dia dos Professores. Fiquei muito satisfeito e honrado em ouvir estas duas excelentes profissionais da informação e educadoras.

Esta é uma homenagem a todos os Professores do Brasil, que devemos um agradecimento:Muito Obrigado Professores por sermos Seres Humanos! Agradeço por todos vocês que leram esta reportagem. Abraços e muito obrigado.

 Fonte: 

ALIANÇA FRANCESA DOA LIVROS PARA A BIBLIOTECA DO MUSEU NACIONAL

No dia 2 de setembro o mundo assistiu com tristeza ao incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Um dos mais importantes patrimônios históricos do Brasil foi destruído em um acidente. Entre as perdas estava o acervo da Biblioteca Francisca Keller, localizada no prédio do museu. Fundada em 1968, ela dispunha do maior acervo de literatura antropológica do Brasil, e um dos mais importantes da América Latina.

Apesar do luto, logo surgiu um esforço coletivo para tentar reconstruir o museu e recuperar o máximo possível do seu acervo. A Biblioteca Claudie Monteil entrou nessa iniciativa! Doaremos parte de nosso acervo francófono de sociologia, filosofia e antropologia.

A campanha está rolando no site Biblioteca Francisca Keller + 50 e eles também estão aceitando contribuições financeiras para apoiar a reconstrução de seu espaço físico.

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Fonte: Aliança Francesa São Paulo

4 princípios que podem ajudar sua biblioteca a encarar a revolução digital

Enquanto você lê este artigo, você é uma entre as mais de 3 bilhões de pessoas conectadas à internet neste exato momento. Esse número é quase metade da população da Terra. Algumas dessas pessoas estão fazendo compras, conversando com amigos, ou, lendo um livro ou artigo como este.

Essa rápida integração do digital à informação trouxe muitas oportunidades para bibliotecas e bibliotecários, mas, por outro lado, essa era digital também criou desafios que não existiam até duas décadas atrás.

Esses desafios se resumem a quatro princípios que podem guiar nossa relação com esse enorme mundo digital. Não importa o ramo de atuação da sua biblioteca: esses princípios também podem ajudar você.

1. Mude sua biblioteca antes que façam isso por você

A inovação é um desafio que tende a ficar cada mais difícil com tantos aparatos tecnológicos sendo criados todos os dias. Quanto mais uma biblioteca se destaca, mais os processos a curto prazo aparecem. Isso significa que se você quer inovar, você precisa mudar o seu atual modelo de negócio ao mesmo tempo em que realiza as atividades do dia a dia. É um trabalho árduo – mas não impossível.

Para ter sucesso, você precisa de uma equipe exclusiva para tocar esse projeto. Alguém que não tenha restrições ou entraves do dia a dia para lidar com desafios e que possa se responsabilizar por fazer um planejamento de ações e estratégias a longo prazo. Sabemos que a realidade de muitas bibliotecas é a “EUquipe”, mas isso não impede que você implemente algum tipo de inovação em sua unidade de informação.

2. Toda biblioteca é agora também uma biblioteca virtual

Os clientes de todas as bibliotecas passam a maior parte da vida online – e eles esperam ser atendidos onde estiverem. Se você acha mesmo que basta ter um espaço físico para atender seus usuários você está correndo o risco de ter sua biblioteca fechada. Aliás esse fenômeno está ocorrendo no mundo inteiro. Bibliotecas tradicionais estão sendo fechadas por diversos motivos, entre eles falta de orçamento e até mesmo usuários.

3. Não tenha apenas um conjunto de dados: transforme isso em conhecimento

Hoje em dia, ouvimos falar bastante sobre Big Data; mas é importante lembrar que coletar dados é só o primeiro passo. É crucial transformar esses bits e bytes em conhecimento de verdade que você possa usar. Isso pode parecer óbvio, mas muitas vezes esse passo importante é ignorado. Em uma pesquisa recente, realizada com executivos sênior, descobrimos que 81% deles concordam que a informação deveria estar no centro da tomada de decisão – mas apenas 31% dizem que reestruturaram suas operações para incorporar a análise de dados.

4. Faça parcerias para somar forças

Você é de uma biblioteca que quer aumentar suas atuação no mundo virtual? Você treina pessoas internamente? (como pesquisar, como fazer referências, etc). Você tem um algum tipo de parceria com outra biblioteca ou instituto de informação e tecnologia? Ibict, por exemplo.

A resposta é diferente dependendo das circunstâncias e da biblioteca. Cada vez mais as empresas estão optando pela terceira opção – por que não seguir esse modelo com sua biblioteca? No mundo empresarial essa metodologia tem dado certo.

Juntos, esses quatro princípios enfatizam uma realidade essencial para as bibliotecas hoje em dia. As estratégias que funcionavam há 30 anos – as mesmas que levaram muitas bibliotecas a virarem referências – são também as estratégias que as impedem de avançar para o futuro. Felizmente, muitas ferramentas que desencadearam a ameaça de fechar sua biblioteca também podem fazer com que as unidades de informação se adaptem e evoluam mais rápido do que nunca. A tecnologia pode ser a causa de muitos desafios atuais, mas se nós lidarmos com a questão da forma correta, também pode ser a solução para seus problemas.

Fonte: Portal do Bibliotecário

Bibliotecas digitais promovem o acesso a obras literárias e acadêmicas; confira opções

Acervos do mundo inteiro estão digitalizados e mais acessíveis

Por: Educa Mais Brasil

Bibliotecas digitais têm promovido o acesso a obras literárias e acadêmicas Foto: Divulgação/Educa Mais Brasil

O acesso à leitura está cada vez mais fácil graças às bibliotecas digitais, que têm buscado digitalizar todos os conteúdos e obras literárias. Obras de Machado de Assis ou teses de doutorado aprovadas nas melhores universidades do mundo podem ser lidas e acessadas com apenas um clique. Isso se tornou possível graças às bibliotecas digitais, plataformas construídas por acervos digitalizados que permitem o acesso à distância.

É possível consultar nessas bibliotecas digitais ensaios acadêmicos, documentos históricos, livros técnicos, além de obras de escritores do mundo todo. Os leitores, sejam alunos da educação básica ou de instituições de ensino superior, podem consultar a obra na íntegra ou por trechos. Os documentos podem ser acessados por computadores, tablete ou até mesmo aparelhos celulares.

Veja aqui as sete melhores bibliotecas digitais do Brasil e do mundo, onde os títulos são disponibilizados para download ou leitura online.

Biblioteca Digital da Unicamp 

Pioneira no ramo das bibliotecas digitais, a biblioteca Unicamp começou cedendo teses e dissertações que foram produzidas na instituição, além também de disponibilizar o acervo com obras raras, como primeiras edições, revistas eletrônicas, matérias especiais. Entre elas, a primeira edição do Caramuru.

Biblioteca Digital Passei Direto 

É a mais recente – a biblioteca digital Passei Direto foi lançada em agosto de 2018 e traz mais de 5 mil títulos completos para estudo online. Os leitores também têm acesso a apostilas, exercícios, videoaulas. Entre as obras, está a “Histologia Básica”, do médico e brasileiro Luiz Carlos Junqueira.

Biblioteca Pública de Nova York 

O acervo que compõe a plataforma digital da Biblioteca Pública de Nova York possui mais de 55 milhões de títulos. A biblioteca NYPL tem conteúdo disponível em inglês e, entre as obras mais recentes, estão títulos como “A experiência negra em livros infantis”.

Biblioteca Mundial Digital 

É um projeto desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU), com aproximadamente 19 mil itens sobre 193 países. Entre os acervos, estão uma Carta de Cristóvão Colombo e o Livro de Constelações Fixas, todos na língua portuguesa.

Biblioteca Nacional Digital Brasil 

Fundada em 2006, a biblioteca digital disponibiliza cerca de 700 mil arquivos, em que a digitalização foi possível graças a programas de resgate. Entre os títulos: livros, artigos e fotografias.

Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin 

É considerado como um dos mais importantes acervos acadêmicos e literários. Estima-se que 10% dos 32 mil títulos que compõem a biblioteca já estão disponíveis online. O conteúdo pode ser filtrado por coleções.

Domínio Público 

Uma biblioteca digital elaborada pelo Ministério da Educação (MEC), que dá acesso a obras literárias, artísticos e acadêmicos. São mais de 180 mil títulos incluindo mídias textuais, sonoras e vídeos. As mais acessadas são “Divina Comédia” e o clássico “Dom Casmurro”.

Bolsas de estudos – Educa Mais Brasil

Além do hábito da leitura, buscar novos conhecimentos é muito importante atualmente. O que te impede de estar estudando no momento? Se precisar de apoio, pode contar com uma bolsas de estudo de até 70% de desconto do Educa Mais Brasil. Para ter acesso ao benefício é preciso fazer sua inscrição gratuita através do site http://www.educamaisbrasil.com.br/folhape.

Fonte: FolhaPE

Biblioteconomia é uma profissão progressista

A Biblioteconomia — ou o trabalho em bibliotecas e serviços de informação correlatos — é uma profissão progressista. E por progressista aqui são referidas as atitudes e entendimentos a favor da liberdade individual e dos direitos humanos, da celebração da diversidade e de uma postura contrária à censura e à dificultação ao acesso à cultura e ao conhecimento.

O Código de Ética brasileiro

Conselho Federal de Biblioteconomia, entidade que protege a sociedade de maus bibliotecários e protege a reserva de mercado destes profissionais, tem estabelecido em sua Resolução 42 de 2002 o código de ética profissional. O Conselho tem uma função específica e não deve ser confundido com as associações profissionais, como veremos mais abaixo.

Pela própria definição das obrigações e deveres do bibliotecário já temos estabelecido a fundamentação progressista da profissão:

Art. 3º Cumpre ao profissional de Biblioteconomia: a) preservar o cunho liberal e humanista de sua profissão, fundamentado na liberdade da investigação científica e na dignidade da pessoa humana;

O mesmo Conselho editou em 1966 o juramento profissional da classe bibliotecária em sua Resolução 06 de 13 de julho de 1966:

Prometo tudo fazer para preservar o cunho liberal e humanista da profissão de Bibliotecário, fundamentado na liberdade de investigação científica e na dignidade da pessoa humana.

Esta postura claramente influenciada pelo Iluminismo diz respeito ao respeito individual das pessoas e suas expressões, opondo-se a interpretações totalitárias de poder e socialmente excludentes. Por definição uma pessoa bibliotecária deve defender a liberdade individual e a dignidade pessoal, pois esta é sua função enquanto profissional.

Em momentos tormentosos à democracia, ao debate político e ao respeito a opositores, o mínimo que um bibliotecário deve fazer — de acordo com seu código de ética e juramento profissional — é fazer oposição a pessoas, partidos e tendências totalitárias, que defendem abertamente regimes militares, que celebram torturadores e a execução sumária de opositores políticos. Além disso, bibliotecários e pessoal de biblioteca devem fazer força para conter a tsunami regressista que prevê e propõe o fim de direitos pessoais e promove ativamente a opressão de grupos historicamente subordinados, como mulheres, negros e população LGBTQ.

Código de Ética da IFLA

Menos conhecido é o Código de Ética proposto pela IFLA, a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários. Não se trata exatamente de um código de ética profissional global, mas sim um indicativo para as entidades que congregam bibliotecários e que se filiam a esta organização. No Brasil, a FEBAB, Federação Brasileira de Bibliotecários, Cientistas da Informação e e Instituições, é membro da IFLA e, portanto, entidades menores, como associações profissionais regionais, como a ARB (sitemeus posts sobre a ARB), também estão vinculadas.

A função das associações profissionais é qualificar os profissionais e garantir um bom serviço à comunidade a que eles servem, representando os interesses de todos os envolvidos. Diferentemente do Conselho profissional, como visto acima, sua preocupação é com a qualificação dos profissionais e com o desenvolvimento de projetos sociais que engajem as comunidades a serviços de informação.

Assim, o caráter progressista da profissão de bibliotecário também aparece neste código de ética da seguinte forma:

Os serviços de informação de interesse social, cultural e de bem-estar econômico estão no coração da Biblioteconomia e, consequentemente, os bibliotecários têm responsabilidade social.

Ainda, ele faz uma citação direta à Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU, criada em 1948 como resposta às atrocidades da Segunda Guerra Mundial:

A ideia dos direitos humanos, particularmente como expressa a Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas (1948), requer de todos reconhecer e identificar a humanidade de todos os povos e respeitar seus direitos. Em particular, o Artigo 19 estabelece os direitos de livre opinião, expressão e acesso à informação para todos os seres humanos.

Sobre censura e acesso:

Os bibliotecários e outros profissionais da informação rejeitam a negação e a restrição do acesso à informação e ideias, mais particularmente, por meio de censura, seja por estados, governos, religiões ou instituições da sociedade civil.

Sobre minorias e inclusão:

Para promover a inclusão e erradicar a discriminação, os bibliotecários e outros profissionais da informação asseguram que o direito de acesso à informação não pode ser negado e que serviços equitativos são fornecidos para qualquer pessoa de qualquer idade, nacionalidade, crença política, condição física ou mental, gênero, descendência, educação, renda, condição imigratória ou de asilo, situação matrimonial, origem, raça, religião e orientação sexual.

Sobre crime e administração públicas:

Os bibliotecários e outros profissionais da informação apoiam e atuam para assegurar a transparência para que as atividades do governo, administração e negócios sejam operadas para o escrutínio do público geral. Eles também reconhecem que é de interesse público que a corrupção, má conduta e crime sejam expostos no que constitui quebra de confidencialidade pelos chamados ‘informantes’.

Temos, desta forma, princípios que complementam a noção de “humanismo” e “liberalismo” do código de ética profissional brasileiro: bibliotecários e bibliotecárias têm uma responsabilidade social inerente às suas práticas, demonstrando que a profissão não é apenas “uma técnica” e sim um fazer socialmente direcionado.

Ainda, a IFLA menciona explicitamente noções básicas que são explicitamente rechaçadas por determinados candidatos, partidos e ideários no Brasil contemporâneo, como os Direitos Humanos (e especificamente direitos de livre opinião, expressão e acesso à informação), a inclusão social de grupos específicos e a transparência governamental.

É válido lembrar que exclusão social não significa apenas impedir física ou burocraticamente o acesso de determinados grupos aos meios de informação: ele também está relacionado à práticas cotidianas e técnicas, como a invisibilização de grupos subordinados, a negação do direito ao nome social para pessoas trans, a falta de preocupação com acessibilidade documental para pessoas com deficiências e a falta de programação e serviços que tratem de assuntos de interesses da comunidade marginalizada que poderia estar usando determinado serviço de informação.

Iniciativas globais

Além dos códigos de ética, que regem moralmente o fazer bibliotecário, há diversas iniciativas globais — sejam elas projetos instituídos, práticas corriqueiras em bibliotecas estrangeiras ou até mesmo marcos teóricos da profissão — que comprovam o caráter progressista da profissão bibliotecária.

O primeiro exemplo que temos são as 5 Leis de Ranganathan. As duas mais importantes para esta crítica são a segunda e a terceira leis: “A cada leitor seu livro” e “A cada livro seu leitor”, respectivamente.

Diversas são as pessoas que analisam estas leis e refletem sobre seus desdobramentos, sejam históricos, sociais ou tecnológicos. Um exemplo é Nice Figueiredo, em texto de 1992, que traz diferentes interpretações históricas sobre as leis. Por exemplo, ela cita Eugene Garfield e sua análise da segunda e terceira leis: para este autor, as leis foram criadas na Índia em um contexto de falta de acesso público a bibliotecas, pois elas estavam geralmente ligadas a universidades e instituições de pesquisa. As leis propostas por Ranganathan, então, serviram como impulso à tradição democrática de acesso em bibliotecas do mundo todo. Ainda, o mesmo autor interpreta estas duas leis como regras de inclusividade a todos os leitores, independentemente de classe social, sexo, idade, ou qualquer outro fator (“a cada leitor seu livro”) e que os livros de uma biblioteca devem estar disponíveis no catálogo, expostos de forma atraente e prontamente acessíveis (“a cada livro seu leitor”).

Avançando o pensamento de Garfield, Figueiredo também cita Frederick Lancaster, que lembra do conceito de usuário potencial. Com isto, tem-se que os livros adquiridos devem ser encontráveis pela comunidade carente deles. Lancaster diz o seguinte sobre o assunto:

Pode-se dizer, então, que para cada item adquirido (ou, logicamente, para cada item publicado) existem leitores em potencial na comunidade. (p. 188)

Ou seja, os livros (e serviços) devem ser ofertados à comunidade também com base na demanda reprimida que pode existir, pois usuários potenciais (e que não são servidos hoje) podem e devem ser servidos amanhã.

Outro exemplo de iniciativas globais que apoiam o cunho liberal e humanista, e, principalmente, privilegiam o acesso à informação pela sociedade são os movimentos de acesso aberto e Creative Commons. Ambas as propostas são baseadas em flexibilização das leis de direito autoral — geralmente restritivas ao ponto de impedir a fruição cultural e científica. O acesso à cultura e à informação científica são a base de uma sociedade democrática e livre, onde cada pessoa pode e deve, além de consumir, ter a liberdade de produzir conhecimento, arte e entretenimento.

Há também um exemplo regional de prática progressista em bibliotecas, dos Estados Unidos: a Banned Books Week, ou “semana dos livros banidos”, organizado pela ALA, American Library Association. Historicamente nesta semana as bibliotecas, especialmente escolares e públicas, divulgam — em geral através de displays criativos e chamativos — obras já censuradas ou que sofreram tentativas de censura. Livros como “As aventuras de Huckleberry Finn” e “Harry Potter”, por exemplo, já sofreram ataques de conservadores nos Estados Unidos por retratarem racismo e “satanismo”.

Por fim, uma iniciativa global que defende os Diretos Humanos e apresenta uma proposta progressista é a Agenda 2030 da ONU. Já escrevi neste blog em outros momentos sobre este tema, mas é válido relembrar que diversas são as possibilidades de participação de bibliotecas nesta luta pelo desenvolvimento sustentável. Por exemplo, bibliotecas são instituições úteis e adequadas para programas como melhorar o acesso à informação para crianças, inclusive as com deficiência, indígenas e em vulnerabilidade (objetivo específico 4.5), aumentar a literacia em adultos (objetivo específico 4.6), melhorar e criar mais ambientes adequados para a educação (objetivo específico 4.a), promover o empoderamento feminino através do uso de tecnologias de informação e comunicação (5.b), aumentar o acesso à internet (9.c) e melhorar a proteção e salvaguarda do patrimônio cultural e natural (11.4), promover a igualdade (social, econômica e política), independentemente de idade, sexo, deficiência, raça, etnia, origem, religião, status social ou outro tipo de status (10.2) e garantir o acesso público à informação e proteger liberdades fundamentais em acordo com legislação nacional e acordos internacionais (16.10).

A Biblioteconomia é historicamente uma profissão voltada ao avanço das causas sociais, com diversas iniciativas ao redor do mundo que lutam contra discriminações, tentativas totalitárias de governo e atentados aos direitos humanos.

Uma coda: bibliotecários contra os regressistas

Contudo, apesar de todos os exemplos práticos e teóricos há quem insista que a Biblioteconomia é uma prática neutra e não deve ser socialmente engajada. Para estas pessoas, precisamos esclarecer o seguinte: trabalhar com informação não pode ser uma prática neutra — não se posicionar em tempos de crise significa posicionar-se a favor da opressão e não do lado que defende o oprimido. E a função de qualquer postura regressista é perpetuar a opressão.

A política de informação de um local (seja ele pequeno como uma instituição privada ou grande como uma nação) também não é alheia a outras políticas sociais. Diversas são as discriminação pelas quais as pessoas passam. E é dever de quem trabalha em bibliotecas e serviços correlatos reconhecer a existência destas discriminações e agir de forma a mitigar o mal que elas causam a seus usuários.

Pessoas são discriminadas por sua sexualidade. Deve ser preocupação da classe bibliotecária a disseminação de informações adequadas para a educação sexual e para a educação para diversidade, diminuindo preconceitos e garantindo o exercício à cidadania.

Pessoas são discriminadas por sua etnia e cor de pele. Deve ser preocupação da classe bibliotecária a garantia da visibilidade de todas as pessoas, valorizando minorias oprimidas historicamente por motivos coloniais e racistas.

Pessoas são discriminadas por sua aparência e por sua capacidade física. Deve ser preocupação da classe bibliotecária oferecer serviços e conteúdos acessíveis, seja de forma física, tecnológica e atitudinal, acolhendo pessoas em toda a sua variedade corporal.

Pessoas são discriminadas pela educação formal que têm. Deve ser preocupação da classe bibliotecária oferecer serviços adequados às pessoas sem educação formal, valorizando seus conhecimentos e acolhendo-os em programações que dignifiquem suas existências, auxiliando aqueles que desejam ter mais conhecimentos.

Pessoas são discriminadas pela sua renda e classe social. Deve ser preocupação da classe bibliotecária atingir todas as classes sociais, especialmente aquelas que não têm recursos para acessar entretenimento e cultura como cinemas, livrarias, exposições. Também deve ser preocupação da classe bibliotecária reconhecer o valor da cultura popular e de massa e não privilegiar o que hoje é chamado de “alta cultura”.

Pessoas são discriminadas pela língua que falam, seu sotaque ou sua variação. Deve ser preocupação da classe bibliotecária expor suas comunidades a outras culturas e vivências, especialmente através da literatura de outros países e acolhendo pessoas que falam outros idiomas ao seu grupo. Também aqui podem ser citadas as pessoas imigrantes e refugiadas, que adotam um novo lar geralmente distantes do seu grupo social e que também precisam ser acolhidas, reconhecidas e vistas.

Pessoas são discriminadas pela sua idade. Deve ser preocupação da classe bibliotecária acolher pessoas de todas as idades para serviços adequados às suas necessidades e interesses, com foco especialmente no mitigação da exclusão digital.

Pessoas são discriminadas pela sua religião ou ausência dela. Deve ser preocupação da classe bibliotecária reconhecer a diversidade religiosa da sua comunidade, incluindo aí a ausência de religiosidade entre seus membros, promovendo o respeito e a liberdade de expressão.

Deve ser preocupação da classe bibliotecária reconhecer que diversas opressões se mesclam e se sobrepõem, criando uma amálgama que impede o pleno exercício da cidadania. Pessoas raramente são oprimidas devido a um único status e as pessoas privilegiadas raramente o são por causa de apenas um motivo — é dever da classe bibliotecária congregar todas as pessoas e oferecer serviços no sentido de acabar com a ruptura social causada pelas diversas opressões existentes.

É dever da classe bibliotecária se esforçar para lutar por uma maior coesão social das comunidades em que ela participa.

O Brasil e o mundo vivem um momento tétrico de ataques à liberdade de expressão, à informação e conhecimento científico, a práticas populares de grupos marginalizados e ao livre questionamento dos padrões sexuais hegemônicos, como orientação sexual e identidade de gênero. Bibliotecas, como visto acima, historicamente estão relacionadas à luta pelos direitos humanos e civis.

Ser bibliotecário ou bibliotecária e defender ideários e políticas segregatórias, opressivas, que inibam a participação social e a expressão de determinado grupo ou que até mesmo celebram e normalizam a violência direcionada a determinada classe de cidadão é uma afronta à legislação profissional brasileira, à indicações internacionais de ética profissional e vai contra iniciativas globais históricas e contemporâneas da área bibliotecária.

Ser bibliotecário ou bibliotecária e permanecer neutro quando há candidatos, partidos e ideários regressistas fazendo força no Brasil é uma afronta às práticas e éticas profissionais.

Qualquer forma de opressão, como as citadas acima, mas não limitadas a elas, deve ser denunciada, contornada e remediada pelas pessoas que trabalham na área da Biblioteconomia, pois é disso que se fala quando se diz que esta é uma profissão com cunho humanista e liberal.

É impossível acreditarmos que a Biblioteconomia é uma prática neutra.

Fonte: BLOG DE FERNANDO P. BIBLIOTECÁRIO

Deficientes visuais podem ler e produzir textos em biblioteca da USP

Aberta a qualquer cidadão, Sala de Acessibilidade tem leitor autônomo, teclado em braile e outros equipamentos

O leitor autônomo efetua leitura em voz alta de qualquer documento escrito. A velocidade é regulável e a pessoa tem a opção de gravar o áudio – Foto: Divulgação / Biblioteca FEA

No começo de setembro, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, em São Paulo, inaugurou em sua biblioteca uma Sala de Acessibilidade para pessoas com deficiência visual. Localizada no segundo piso, a sala oferece aos usuários diversos equipamentos para o acesso à leitura e produção textual e foi desenvolvida em parceria com o Programa USP Legal, ligado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.

Em um país onde 23,9% da população – cerca de 45,6 milhões de pessoas – têm algum tipo de deficiência, a Universidade também precisa se posicionar para atender a essa demanda crescente, afirma Adriana Domingos Santos, vice-chefe da Biblioteca FEA. Ela explica que essa é uma conquista não só da faculdade como de todo ambiente acadêmico, já que poucos locais possuem tecnologia que contemple essa população, até mesmo na USP.

A sala é aberta para todo o público, contando com todo o acervo da FEA. O usuário também pode utilizar os equipamentos para qualquer livro que levar consigo, bem como para a escrita e o desenvolvimento de trabalhos. O ambiente é espaçoso e os funcionários da biblioteca estão treinados para ajudar os usuários que necessitem.

Entre os aparelhos, destaca-se o leitor autônomo e instantâneo para pessoas cegas, que efetua a leitura de qualquer documento escrito em voz alta para o usuário, com a velocidade regulável e a possibilidade de gravação. Há também um ampliador de caracteres clássico para pessoas com baixa visão, um teclado em braile, um teclado ampliado de fácil visualização e um software no computador capaz de ler os caracteres na tela para o usuário cego.

É possível realizar todos os comandos do computador pelo teclado em braile, disponível na biblioteca da FEA – Foto: Divulgação / Biblioteca FEA

 

Teclado ampliado para facilitar a visualização de pessoas com baixa visão – Foto: Divulgação / Biblioteca FEA

Biblioteca da FEA

Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 7h30 às 21h30
Telefone: (11) 3091-5998
Local: Av. Luciano Gualberto, 908 – Cidade Universitária – São Paulo-SP

Comunicação e Desenvolvimento FEA

Fonte: Jornal da USP

Fundação Biblioteca Nacional abre edital para coedição de livros

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN), entidade vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), abriu nesta quarta-feira (10) inscrições para edital que busca estabelecer parcerias com editoras, por meio de coedições de livros e pesquisas sem ônus para fundação. O objetivo é apoiar obras inéditas ou reedição de títulos esgotados ou fora de catálogo, de modo a promover publicações em forma de livro impresso ou digital. A ideia é divulgar e valorizar produções de relevância para a cultura brasileira, promovendo o acesso ao patrimônio bibliográfico, iconográfico, sonoro e digital que a BN possui e recomenda.

Podem participar do edital instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos e organizações da sociedade civil que tenham entre suas finalidades a realização de projetos culturais e/ou a edição de livros.

Cada proposta inscrita será avaliada, inicialmente, pelo Centro de Pesquisa e Editoração da FBN, quanto ao atendimento das exigências do edital – aquelas que atenderem plenamente às exigências desta chamada pública serão encaminhadas para avaliação ao Comitê Editorial instituído pela FBN.

Acesso Rápido 

Leia o edital para coedições de livros 

Modelos de coedição

Há quatro modelos disponíveis de coedição. O primeiro é feito a partir de obras prontas, cujo direito autoral é da editora. Nesse caso, as obras serão reimpressas com o selo e as normas de publicação da BN. Neste modelo, a obra ganha a chancela de uma instituição bicentenária e parte do que é impresso pode ser vendido nas lojas física e virtual da BN.

O segundo formato é quando a BN tem os direitos autorias do material que será publicado. No caso, a editora tem interesse em publicar algo que tem no acervo ou que esteja sob a responsabilidade da BN. Exemplos disso são artigos científicos e pesquisas realizadas a partir de material da BN. Quando os autores conseguem editoras para publicar esses trabalhos, elas podem se associar à BN, que autoriza a publicação e, depois, recebe parte das obras impressas ou digitais, em contrapartida.

No terceiro formato, a BN ajuda a completar uma obra inacabada, sem custo nenhum, seja cedendo o uso de fotos, cartas, mapas, informações ou no apoio para obtenção de dados, contatos, etc. A fundação dá o aval institucional e permite uso dos direitos do nome e da imagem. Parte da tiragem vai para a BN para ser distribuída gratuitamente ou vendida em seus canais próprios de comercialização.

O quarto modelo serve em casos que uma editora queira publicar um livro raro ou de difícil acesso que somente a BN tem. Assim, a BN faz o projeto editorial, crítica sobre o material e dá referências. A editora imprime a obra e como contrapartida dá parte dos exemplares para BN. Tal ação permite levar novamente ao acesso público obras que não estão mais em circulação e são de relevância para a cultura brasileira.

Inscrições

Por ser edital permanente, não há data limite para o envio da inscrição, que deve ser feita exclusivamente por via postal, juntamente com os anexos preenchidos, para o endereço: Fundação Biblioteca Nacional Centro de Pesquisa e Editoração Avenida Rio Branco, 219 – Centro, Rio de Janeiro, RJ – Brasil CEP: 20.040-008, com o título EDITAL COEDIÇÃO SEM ÔNUS.

A relação das propostas inabilitadas será publicada no site da FBN, com a indicação dos motivos que levaram à inabilitação. Caberá recurso da eventual inabilitação até três dias após a sua divulgação. O recurso deverá ser encaminhado pelo e-mail editoracao@bn.gov.br para o Centro de Pesquisa e Editoração/Coordenadoria de Editoração da fundação.

Para esclarecimento de dúvidas a respeito do edital, o interessado poderá encaminhar e-mail para editoracao@bn.gov.br ou entrar em contato pelos telefones (21) 3095-3836 e (21) 3095-3806.

Assessoria de Comunicação

Ministério da Cultura

Fonte: Ministério da Cultura

No IFSC/USP: “Momento Bem Estar” anima Biblioteca

Texto por Assessoria de Comunicação IFSC/USP

Administrar a ansiedade e o stress, aumentar a concentração e saber meditar.

Estes são alguns dos objetivos do Momento Bem Estar, iniciativa lançada pela Biblioteca do IFSC/USP, em parceria com a Biblioteca da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC/USP), cuja primeira sessão ocorreu no dia 10 de outubro e que lotou o espaço dedicado à atividade.

A educadora Patrícia Cristina Silva Leme (Pazu) coordenou esta primeira sessão, que teve a participação não só da comunidade do IFSC/USP, como, também, muitas pessoas oriundas da sociedade civil são-carlense, procurando formas de equilíbrio e de tranquilidade mental espiritual que só a meditação proporciona.

Uma experiência sensacional para todos os participantes, com resultados surpreendentes.

As próximas sessões ocorrerão no mesmo espaço da Biblioteca do IFSC/USP (1º Piso), nos dias 17, 24 e 31 de outubro, com início às 12h30.

Ficou interessado(a) na iniciativa? Participe, não precisa de inscrição prévia, basta aparecer…. Mas seja pontual – 12h30.

Fonte: Instituto de Física de São Carlos – IFSC/USP

Leitora de 8 anos doa 150 livros e gibis à biblioteca de Pederneiras

A Biblioteca Municipal “Paula Rached” recebeu a doação de cerca de 150 livros infantis e histórias em quadrinhos de Maria Laura Pereira Rached Afonso, de apenas 8 anos, sobrinha-neta da homenageada que leva o nome do estabelecimento. A doação, a partir de agora, integrará o acervo da biblioteca pública.

Adriana Camargo, bibliotecária responsável, diz que ainda está longe de ser um país de leitores e de usar as bibliotecas para adquirir conhecimento, cultura e lazer. “Mas são atitudes como a da Maria Laura que podem mudar essa realidade. Nossa biblioteca tem agora novos livros e gibis que estarão disponibilizados em breve para nossos usuários, tanto no prédio, quanto na Athena, a Biblioteca Móvel”, declarou.

Qualquer cidadão pode utilizar os serviços da Biblioteca Municipal que conta com livros de diversas categorias e para todas as idades, além de acervo de DVDs, CDs, audiolivros, fotos, jornais e revistas. A biblioteca conta também com um espaço onde os usuários podem acessar a Internet com computadores do Acessa SP, com a Athena levando o conhecimento e leitura a outros bairros, disponibilizando livros em postos de saúde por meio da “Geladeira Literária”, entre outros projetos realizados durante todo o ano.

A biblioteca continua recebendo doações, porém o recomendável é que, antes de levar seus livros ao prédio da biblioteca, entre em contato com algum dos funcionários pelo telefone (14) 3252-3100. Mesmo assim, também pode procurar uma das “Geladeiras Literárias” nos postos de saúde e deixar livros em bom estado de conservação para outros usuários lerem ou levarem para casa.

Fonte: JCNET

Biblioteca da EESC da USP também atende pelo WhatsApp

O novo canal é destinado a oferecer informações sobre os serviços e produtos da biblioteca do campus de São Carlos

WhatsApp

O Serviço de Biblioteca Prof. Dr. Sérgio Rodrigues Fontes (SVBIBL) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP lança a nova forma de atendimento pelo WhatsApp como mais uma ferramenta de comunicação.

O novo canal é destinado a oferecer informações sobre os serviços e produtos da Biblioteca, assim como esclarecer dúvidas e questões dos usuários. O atendimento está disponível nos seguintes horários:

  • Período letivo: de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 21h30;

  • Durante as férias escolares, Semana Santa e Semana da Pátria: de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas. Para utilizar o serviço, adicione o número da Biblioteca aos seus contatos: (16) 99778-0629.

Outras informações e as normas de utilização estão disponíveis na página da Biblioteca

Mais informações:

Serviço de Biblioteca Prof. Dr. Sérgio Rodrigues Fontes da EESC 

Tels.: (16) 3373-9207 e 3373-8860 

E-mail: biblioteca@eesc.usp.br 

Fonte: ACidade ON – São Calos

Webinar: Bibliotecas e direitos autorais: perspectivas perante a OMPI e mudanças na União Européia

Link da Apresentação da Ariadna: https://www.slideshare.net/FEBAB/webinar-bibliotecas-e-direitos-autorais-perspectivas-perante-a-ompi-e-mudanas-na-unio-europia

Palestrante: Ariadna Matas – Oficial de Políticas e Pesquisa da IFLA

Debatedor@s: Sueli Mara Soares Pinto Ferreira & Walter Couto

O mundo digital oferece novas e melhores maneiras para as bibliotecas fornecerem acesso ao conhecimento. Embora a tecnologia esteja disponível, certas mudanças não podem ocorrer devido a barreiras legislativas. É por isso que a IFLA está presente em debates internacionais, regionais e nacionais nos quais leis são necessárias para as bibliotecas no mundo digital. Em fóruns como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a IFLA exige a adoção de exceções e limitações aos direitos de autor, que, sem representar um risco para os detentores de direitos, permitem bibliotecas levar a cabo a sua função. Nos últimos meses, a OMPI adotou um plano de ação sobre esse assunto, e a União Européia está incorporando mudanças para adaptar sua lei de direitos autorais ao mundo digital. Ariadna apresentará como funciona a OMPI, o plano de ação sobre exceções e limitações de direitos autorais para bibliotecas, arquivos e museus, e como colaborar de fora. Também explicará brevemente quais são as mudanças que estão sendo adotadas na União Européia e o impacto que elas podem ter nas bibliotecas.

Fonte: FEBAB

O Papel de Profissionais de Biblioteconomia Para A Competência Crítica Em Informação

A Teoria Crítica, que influencia diretamente a Pedagogia Crítica, tem na atualidade, segundo Elmborg (2012), congruência com a filosofia da biblioteca. Mas ele pergunta como essa filosofia, de fato, se desempenha nos papéis que profissionais de Biblioteconomia assumem na educação dos estudantes? Para o autor, uma maneira de enquadrar, é pensar como a Biblioteconomia pode ser vista como uma forma de viver e praticar estudos críticos. Para ele, a resposta é o desenvolvimento de Competência Crítica em Informação.

Atuação Educadora

Elmborg (2012), influenciado pela da pedagogia crítica, especialmente com base nos estudos do educador brasileiro Paulo Freire, convida-nos a refletir sobre o quão problemática a relação ensino-aprendizagem pode ser quando não são levados em consideração os conflitos culturais e sociais que moldam nosso imaginário sobre o papel da escola e da biblioteca escolar. O autor atenta para a incipiente produção bibliográfica sobre o tema nos EUA e destaca a importância da atuação educadora por parte de bibliotecárias e bibliotecários.

Licenciatura em Biblioteconomia

Trazendo essa perspectiva para o contexto brasileiro, reconhece-se a formação da licenciatura em Biblioteconomia, como a que mais adequa a perspectiva do autor no que se refere a atuação de profissionais de Biblioteconomia na relação ensino-aprendizagem. Destaca-se a importância destes profissionais uma vez que toda a formação Biblioteconômica é atrelada à didática, à Filosofia da Educação e à dinâmica e organização escolar (UNIRIO, 2009). O autor recomenda que profissionais de Biblioteconomia questionem-se não só sobre o conceito e bases filosóficas que fundamentam a Competência Crítica em Informação, mas também reflitam sobre o que podem fazer tanto para o desenvolvimento da área, como na sua atuação na sociedade.

Estimular o pensamento crítico

Pensamento crítico: nuvem de palavras-chave

 

A “Competência crítica em informação existe em uma relação entre pessoas e informação mais do que uma coisa identificável por si só” (ELMBORG, 2012, p. 78). Elmborg defendeu a transição da Competência em Informação, mais tecnicista, para uma mais crítica, mais rica e mais centrada no humano. Profissionais de Biblioteconomia que se envolvem com a perspectiva crítica e humanista no seu fazer no mundo como profissional, colaboram com a cidadania de seus usuários estimulando o pensamento crítico e trabalhando a Competência Crítica em Informação destes.

A percepção deste profissional a respeito das condições econômicas, sociais e culturais que incidem sobre a informação e o usuário, bem como as dimensões aqui citadas da própria informação, são fundamentais para que sua mediação com o usuário seja adequada, estimulante e crítica. Elmborg (2012) confronta a felicidade ante uma consciência crítica, “a consciência de que os confortos materiais e a felicidade dependem, em diferentes circunstâncias, daqueles que ainda precisam “fazer” e daqueles que talvez nunca façam”7 (ELMBORG, 2012, p. 78). A consciência das discrepâncias sociais e dos condicionantes que atingem os indivíduos os empurrando mais para cima ou engessando mais abaixo, constitui um problema fundamental para educadores, profissionais de Biblioteconomia e pesquisadores da área. Como o autor coloca, “Uma vez que estamos despertados para a questão, não podemos “desquestionar” isso”8 (ELMBORG, 2012, p. 78).

Competência Crítica em Informação

A Competência Crítica em Informação leva em consideração os fatores socioeconômicos e culturais do usuário e não apenas a eficiente busca e uso da informação de maneira tecnicista. É preciso perguntar para quem e para o quê essa informação é útil. A/O bibliotecária/o acadêmica/o, como todas as outras partes interessadas, que não leva em conta a dimensão crítica, se mantém a uma distância da usuária(o)o/estudante. Apenas avalia seu progresso em relação à Competência em Informação, usando a vareta de medição dos padrões, o que se considera ser uma replicação do produtivismo capitalista hegemônico.

Nesse aspecto, profissionais de Biblioteconomia, especialmente com formação em licenciatura, que abraçam o fazer crítico, procuram quebrar o ciclo da educação bancária e incorporar o pensamento de Freire de que homens e mulheres são seres conscientes, capazes de romper a ideia determinista e modificar suas histórias. Emprestando a teoria de Freire, o contato com a informação é então focado em atos de cognição e não em mera transferência. A relação entre profissional de Biblioteconomia e estudantes deixa de ser vertical e distante para assumir uma relação dialógica, que desenvolve uma práxis crítica, reposicionando assim, usuária(o)/estudante em uma “consciência crítica” emancipatória (FREIRE, 1987).

Para ler o artigo na íntegra clique AQUI.

Fonte: Portal do Bibliotecário

IFLA estabelece canal de propostas para a biblioteca do futuro

A IFLA – International Federation of Library Associations and Institutions [Federação Internacional de Associações e Instituições de Bibliotecas] –, órgão internacional que representa os interesses dos serviços de biblioteca e informação e de seus usuários, solicita a participação de bibliotecários de todo o mundo na formulação de propostas para uma biblioteca do futuro.

Our vision, our future: campanha da IFLA estimula a participação de bibliotecários do mundo inteiro.

Our vision, our future: campanha da IFLA estimula a participação de bibliotecários do mundo inteiro.

A mensagem, em tradução livre, foi reproduzida a seguir, mas também pode ser lida no próprio sítio da IFLA em https://ideas.ifla.org (inglês) ou https://ideas.ifla.org/es (espanhol).

Como parceira da IFLA no desenvolvimento de estratégias e iniciativas em plano para promoção das bibliotecas no plano internacional, a Biblioteca Nacional valoriza a participação dos bibliotecários brasileiros em torno dessa iniciativa pela apresentação das suas contribuições.

Em 2017, a IFLA começou a explorar os desafios e oportunidades das bibliotecas de todo o mundo. As colaborações recebidas durante o debate foram incluídas no Resumo da Visão Global da IFLA, que identifica dez oportunidades para abordar desafios comuns.

Agora precisamos das suas ideias para que estas oportunidades se transformem em realidade. Com o Armazém de Ideias da Visão Global, oferecemos a cada bibliotecário e a cada um dos que respaldam as bibliotecas a oportunidade de contribuir com a visão coletiva para as bibliotecas do futuro.

Apresente suas ideias de ações para materializar a Visão Global da IFLA. “Queremos ouvir as vozes de todo o mundo. Apresente suas ideias antes de 31 de outubro de 2018.

Suas ideias são importantes! Nossa visão, nosso futuro!

Gerald Leitner

Secretário Geral da IFLA

Fonte: Fundação Biblioteca Nacional

VII Seminário Internacional “O Papel da Biblioteca e da Leitura no Desenvolvimento da Sociedade”

Em 2018, o VII Seminário Internacional “O Papel da Biblioteca e da Leitura no Desenvolvimento da Sociedade” – Bibliotecas Escolares, Comunitárias e Públicas, que integra a programação da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre, propõe uma reflexão sobre a democratização do acesso ao livro. O seminário ocorre no dia 8 de novembro, a partir das 9h, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo (Rua dos Andradas, 1223).

Voltada a profissionais que atuam em bibliotecas, a programação traz palestras e exposição de pôsteres selecionados. Entre os convidados, estão nomes como Jeimy Hernandez Toscano, Coordenadora de Leitura e bibliotecas do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe (Cerlac – Unesco), e a crítica literária Sueli Souza Cagneti.

O evento é organizado pela Câmara Rio-Grandense do Livro, Goethe Institute, Redes de Leitura – Rede de Bibliotecas Comunitárias de Porto Alegre, Conselho Regional de Biblioteconomia da 10ª região, Associação Rio-Grandense de Bibliotecários e Prefeitura de Porto Alegre.

Outras informações e inscrições de trabalhos para apresentação no link http://arb.org.br/seminariobibliotecas/

Confira a programação completa:

09:00 – Auditório Barbosa Lessa
Credenciamento

09:00 -Sala “O Retrato”
Coffee

09:00 – 16:00 – Sala “O Retrato”
Exposição de pôsteres selecionados que apresentam pesquisa e resultados de práticas de ações de leitura

09:30 – Auditório Barbosa Lessa
Intervenção artística – Sussurros poéticos
(Redes de Leitura – Rede de Bibliotecas Comunitárias de Porto Alegre)

09:45 – Auditório Barbosa Lessa
Abertura oficial do Seminário

10:00 – 12:00 -Auditório Barbosa Lessa
Compartilhamento de ideias – apresentação oral/relatos de pesquisas e práticas de leitura selecionados

12:00 – 14:00
Pausa para almoço

14:00 – Auditório Barbosa Lessa
Basta ler para ser leitor? Reconhecer o papel que cabe à leitura e à biblioteca na sociedade é compreender a importância do ato de ler na sua complexidade.
(Sueli Souza Cagneti – Crítica literária)

15:00 – Auditório Barbosa Lessa
Programa-expedição Vaga Lume e as bibliotecas comunitárias em comunidades rurais da Amazônia – garantia do direito humano ao livro, à leitura e à literatura em áreas de difícil acesso do Brasil
(Márcia S. Licá)

16:00 – Auditório Barbosa Lessa
O que significa pensar a leitura como um assunto de política pública?
(Jeimy Hernandez Toscano Coordenadora de Leitura e bibliotecas do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe – Unesco)

17:00 – Auditório Barbosa Lessa
Encerramento do Seminário, com a intervenção artística Pessoa e os outros eus
(Jairo Klein)

‘O centro da biblioteca é a comunidade a que ela serve’, pontua diretor da SP Leitura

Pierre André Ruprecht participou do Podcast do PublishNews e falou sobre o trabalho por trás de projetos vencedores como as bibliotecas Villa-Lobos e de São Paulo
Pierre André Ruprecht participou ao lado da nossa equipe do Podcast do PublishNews | © Zé Barrichello

Esse ano foi especial para Pierre André Ruprecht. Ele dirige a SP Leitura, Organização Social responsável pela gestão de equipamentos públicos como as bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos, ambas na capital paulista. As duas casas estão entre as melhores bibliotecas do mundo. A Biblioteca de São Paulo, construída onde ficava a Casa de Detenção Carandiru, cenário de um dos mais sangrentos massacres da história recente do país, conquistou o reconhecimento mundial ao figurar entre os finalistas do Prêmio Excellence Award da Feira do Livro de Londres. Já a Villa-Lobos também apareceu na lista das cinco melhores bibliotecas públicas no mundo no prêmio concedido pela Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (Ifla)entregue em agosto passado na Malásia.Para contar um pouco sobre tudo isso, ele foi o convidado dessa semana do Podcast do PublishNews. Na conversa que teve com a nossa equipe, Pierre falou um pouco sobre os conceitos por trás de cada uma das bibliotecas, defendeu compras periódicas e frequentes para recomposição de acervos e que as bibliotecas sejam como praças, recebendo e atendendo a todos que as procuram. “O centro da biblioteca é a comunidade a que ela serve”, disse durante a entrevista.

Ao lado da nossa equipe, Pierre participou ainda do “Giro de Notícias” que relembrou aquilo que foi notícia no PublishNews durante a semana passada. Dentre os destaques do Giro estiveram o editorial em que o PublishNews se posicionou contrário ao candidato Jair Bolsonaro e seu flerte ao totalitarismo; a suspensão da adoção do livro Meninos sem pátria por colégio particular do Rio de Janeiro e o Painel das Vendas de Livros no Brasil publicado pela Nielsen e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL).

Confira abaixo a íntegra do programa.

Fonte: PUBLISHNEWS

SEMANA NACIONAL DO LIVRO E DA BIBLIOTECA: ALGO A COMEMORAR?

SEMANA NACIONAL DO LIVRO E DA BIBLIOTECA: ALGO A COMEMORAR?
Por MARIA DAS GRAÇAS TARGINO

Em território nacional, comemora-se a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, entre 23 a 29 de outubro. Com a proximidade da Semana, voltamos ao tempo. Rememoramos que, aos 17 anos, ingressamos na Universidade Federal de Pernambuco para cursar Biblioteconomia, considerada, à época, profissão de “mulher direita.” Não houve opção por pura pressão familiar. Mas ao contrário do que se pode pensar, nos apaixonamos de imediato pela profissão, a qual dedicamos parcela significativa de nossa existência. Mas quando dizemos: voltamos ao tempo, não pretendemos focar vivências tão somente particulares, e, sim, discutir a eterna anunciada morte dos livros e das bibliotecas.

Adiante, fomos instigadas por um dos mestres queridos para escrever sobre o risco anunciado de extinção de livros e, portanto, das bibliotecas, face ao avanço desenfreado, à época, das chamadas microformas em seus formatos mais comuns – microfilmes (rolos), aperture cards, microfichas e micro cartões. O professor enviou o texto ao “Jornal do Commercio” [de Pernambuco], editado em Recife desde 7 de novembro de 1825, sob encargo de Antonino José de Miranda Falcão, e que se impõe como o mais antigo diário em circulação da América Latina.

Lá está em circulação meu primeiro texto na mídia, sob o título “A morte do livro: realidade ou ficção?”, 16 de junho de 1968. Amarelado pelo tempo que não para, o registro impresso persiste atual em pleno século XXI, ano 2018. Isto porque, após o temor da força das microformas, o incremento dos meios de comunicação aliado à força das redes eletrônicas de informação, ênfase para a internet, trazem, vez por outra, vozes que insistem em dizer que o impresso se esvai para dar lugar aos documentos digitais. É esta sociedade desenvolvida, tecnológica e em pleno desenvolvimento que, segundo alguns teóricos, absorve com tal intensidade as inovações tecnológicas, decretando a fragilidade do livro na acepção ampla de palavra escrita. Quer dizer, na atualidade, há homens “cultos” que desprezam os livros, seguindo o registrado ainda no século IV a. C., quando Platão se opõe, radicalmente, à escrita, embora ele próprio escrevesse seus argumentos e os registrasse, permitindo a análise de sua obra, após tanto tempo. Eis a grande contradição: os mesmos que admitem a morte do livro e, por conseguinte, das bibliotecas, reconhecem a impossibilidade de uma civilização “sem papéis”, haja vista ser impossível pensar na manipulação da informação pelos computadores sem a utilização da escrita.

Então, a bem da verdade, livros e bibliotecas continuam “firmes e fortes”, sobretudo, nos países desenvolvidos. Os primeiros ganham novos suportes, como os já comuns electronical books (e-books), os audiolivros e os construídos a centenas de mãos e corações no espaço virtual, os quais convivem em harmonia com os impressos. As segundas persistem como memória da civilização, tal como os museus e os arquivos. Persistem como recanto aprazível de descoberta, de lazer e de prazer, sem relegar, em nenhum momento, as potencialidades das inovações tecnológicas. É oportuna retomar a frase histórica do poeta judeu alemão, Heinrich Heine, quando diz: “Onde se queimam livros, acabam-se queimando pessoas.” Além da ascensão do nazismo na Alemanha, onde tudo tem início com a queima de obras literárias, científicas e filosóficas de autores, a exemplo de Albert Einstein, Sigmund Freud, Stefan Zweig e Thomas Mann; no Brasil, a comunicóloga Sandra Reimão, no livro “Repressão e resistência: censura a livros na Ditadura Militar”, ano 2011, edição da Universidade de São Paulo, analisa o veto a livros entre 1964 e 1985, no país.

Entre o Golpe Militar de 1964 e a promulgação do AI-5, a censura à produção de intelectuais brasileiros, e, por conseguinte, às coleções das bibliotecas, é caracterizada por atuação obscura, multifacetada e sem critérios claros, mesclando batidas policiais, apreensões, confiscos e até coerção física. Os vetos atingem livros de ficção e não ficção. Dentre os últimos, estão obras que venceram o tempo e, hoje, ocupam o posto de clássicos. “A revolução brasileira” e “O mundo do socialismo”, ambos de Caio Prado Júnior; “História militar do Brasil”, do historiador Nelson Werneck Sodré; e “A mulher na construção do mundo futuro”, de Rose Marie Muraro constituem significativos exemplos. Há livros de poesia. Há declarações de parlamentares, cuja publicação, à época, é radicalmente proibida. E, como previsível, a censura atinge, também, os jornais, fazendo com que as equipes de redação se unam em busca de artifícios variados que salvaguardem os conteúdos, como relatado por José Antônio Pinheiro Machado em interessante livro-reportagem sobre a luta e a morte do jornal “Opinião.”

Há, ainda, cerco a livros eróticos ou pornográficos. Aliás, a menção a Adelaide Carraro e Cassandra Rios nos remete à adolescência e à inconfessável leitura de romances proibidos, devorados às escondidas. Da primeira, nos resta a lembrança de dois livros – “De prostituta à primeira dama” e “Os padres também amam”, dentre uma produção ampla, de mais de 40 títulos. De Cassandra Rios (pseudônimo de Odete Rios), uma das escritoras mais vendidas nas décadas de 60 e 70 (século XX), fugidia lembrança de “A borboleta branca” e “A paranoica”, esta última obra adaptada para o cinema sob o título “Ariella.”

Na atualidade, no país, museus de grandiosidade universal, tal como o Museu Nacional, Quinta da Boa Vista (Rio de Janeiro, RJ), com cerca de 20 milhões de itens catalogados, todos eles de valor irrecuperável, só revive a celebridade perdida, depois de sua morte, quando o trágico incêndio, ocorrido na noite de 2 de setembro de 2018 ganha impacto internacional. A destruição quase total de seu acervo histórico e científico construído durante 200 anos, lembra que sua perda, por conta das condições precárias do edifício histórico que abrigava o Museu, antes residência oficial dos Imperadores do país, danificado com rachaduras, desabamento da cobertura e de lajes, não atinge apenas o povo brasileiro, mas à humanidade como um todo.

O fato, porém, é que as tragédias que assolam centros internacionais de pesquisa, como no caso do Museu Nacional, cujos recursos financeiros alcançaram, ano 2017, o valor irrisório de 650 mil reais em oposição a 563 333,56 destinados à lavagem dos 83 carros da Câmara dos Deputados (TOLEDO, 2018), paradoxalmente, tornam mais fácil de entender os maus-tratos destinados aos museus, arquivos e às bibliotecas brasileiras.

Se a Biblioteca Nacional (RJ) também clama por socorro, no caso específico dos Estados, salvo raríssimas e honrosas exceções que existem, sim, no Piauí, outubro de 2018, o Governo Estadual mantém a Biblioteca Pública Estadual Desembargador Cromwell de Carvalho sempre em “constantes reformas”, zero nos itens atualização da coleção, cumprimento da Lei Estadual de Direitos Autorais, qualificação de pessoal, etc. Para ideia mais clara da situação, se, formalmente, participa do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, não conta com nenhum profissional de informação qualificado para gerenciar todo o sistema de bibliotecas nos 224 municípios. Distribuídos entre Arquivo Público, Secretaria de Educação, Secretaria de Assistência Social e Universidade Estadual do Piauí (com seus 17 campi), o Estado do Piauí conta apenas com cerca de oito bibliotecários!

A Prefeitura Municipal de Teresina (PMT) adota o mesmo descaso. Apesar do inchaço de seu quadro de pessoal, a Secretaria de Administração não mantém em seu Plano de Cargos e Salários, o profissional bibliotecário. Ao que tudo indica, a PMT abriga um único profissional especializado para gerenciar as bibliotecas da capital Teresina. É muito evidente e óbvio: nenhum governante e/ou administrador da linha de frente ousa negar publicamente a relevância de museus, arquivos e bibliotecas como instituições eminentemente sociais e culturais. Na prática, porém, o corte de verbas recai sempre e sempre sobre eles! A situação dessas instituições no Estado é lamentável. Não são palavras jogadas ao vento. Simples visita in loco constata o que ora registramos.

Nosso desconforto e nossa tristeza diante da situação se agravam quando nos deparamos em outras nações com exemplos fantásticos. Nenhuma exaltação gratuita ao que não é nosso ou nenhuma intenção de reduzir de forma irresponsável nossos valores. No setor específico de bibliotecas, o confronto é inevitável. O contato com outras culturas não deixa dúvidas. No Arquipélago de Açores (Portugal), quase em cinco ilhas visitadas, há bibliotecas locadas em praças e parques, as quais coexistem com o público, que pode doar e levar à vontade publicações para ler: o compromisso social está implícito e a liberdade de ir e vir, idem. A Biblioteca Pública de Boston (Estados Unidos da América) é indescritível. É citada em qualquer guia, como ponto turístico imperdível. É a realização do que se apregoa, desde minha fase de estudante de Biblioteconomia: as bibliotecas como centros de informação utilitária, como espaços sociais e de expressão dos valores genuínos da coletividade.


São dados objetivos, precisos, exatos, relativos a direitos e deveres do cidadão, habitação, emprego, educação, concursos, transportes públicos, problemas do consumidor, opções de lazer, saúde, impostos, finanças, alimentação e outros itens. Isto é, em Boston, a Biblioteca Pública, ocupando um quarteirão enorme, pulsa vida e energia. A cada dia, de janeiro a dezembro, mediante planejamento invejável, mantém uma série de atividades que se destinam aos públicos de todas as faixas etárias e de interesses diversificados. Mantém exposições culturais permanentes. Mantém, de forma sistemática, saraus, concertos, cursos de extensão nas mais distintas áreas, como redação técnico-científica, uso de tecnologias, comércio e indústria, etc. Supre as demandas informacionais dos cidadãos e lhes concede acesso aos itens de que necessitam, de forma selecionada, organizada e em linguagem acessível e atualizada.


E melhor, sem a malfadada burocracia e contando, ainda, com pequenas bibliotecas espalhadas em locais públicos, gerenciadas praticamente por indivíduos envolvidos com a formação de sua gente, tal como vimos em outros países, que contam com estanterias para uso de qualquer um, em rodoviárias, aeroportos, pontos de parada do transporte público, entradas de centros culturais, etc. Enfim, é o inimaginável ou o que qualquer brasileiro sonharia para sua cidade ou seu bairro.

Puro sonho. Aqui, em Teresina, grandes escolas privadas mantêm grandes bibliotecas. A grande diferença: livros aprisionados e solitários em armários fechados. Recentemente, uma instituição considerada essencial ao desenvolvimento de micro e pequenas empresas, fecha sua biblioteca por não reconhecer mais sua função como tal. E eis nova denominação sob o olhar conivente dos profissionais bibliotecários, retomando a temível premissa: a morte do livro e da biblioteca: realidade ou ficção? Interpretação ingênua! Afinal, a recuperação da qualidade de vida do cidadão brasileiro passa pela difusão da informação, passa por uma postura fundamentalmente social da biblioteconomia e do bibliotecário, passa pela democracia, que tem na informação o pressuposto maior e que significa força conjunta, engajamento social e político.

Por fim, ao relembrarmos a informação como poder econômico, social e político, a biblioteca como centro de informação é, inevitavelmente, elemento vital ao processo desenvolvimentista do Brasil. Mas, ao contrário do que ocorre em relação aos meios de comunicação e aos artefatos tecnológicos, a biblioteca prossegue vista como força diminuta e fortemente comprometida com o sistema. A nós, profissionais da informação, resta um caminho longo e árduo, no sentido de contribuir para que a todos os brasileiros seja legado o exercício da cidadania, a participação real na vida do país, por intermédio do acesso irrestrito à informação, para que possamos realmente comemorar, sem desalento, a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca

FONTES

MACHADO, José Antônio Pinheiro. Opinião x censuraPorto Alegre: L&PM, 1978.

REIMÃO, Sandra. Repressão e resistência: censura a livros na Ditadura Militar. São Paulo: Edusp, Fapesp, 2011. 179 p.

TOLEDO, Roberto Pompeu de. Rescaldos. Veja, São Paulo, ano 51, n. 37, p. 106, 12 set. 2018.

Fonte: INFOhome

Secretário Executivo do CICIB afirma que bibliotecário deve ser cada vez mais crítico

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“A sociedade quer outro tipo de informação. O bibliotecário deve ler nas entrelinhas e deve ser cada vez mais crítico”, diz o Secretário Executivo do Comitê Interinstitucional de Cooperação Informacional e Bibliotecária (CICIB), Emir José Suaiden como um recado aos bibliotecários no I Colóquio de Informação do comitê ocorrido na última quarta-feira, 26 de setembro, na Universidade de Brasília (UnB).

O objetivo foi discutir a temática das Fake News ou notícias falsas. O tema tem estado na pauta dos grandes meios de comunicação. Principalmente, com o foco em interferências com notícias falsas para divulgar uma ideia, atacar uma pessoa, partido ou instituição.
Participaram nomes como Fábio Lima Cordeiro, Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia da 1ª Região (CRB-1), Gerald Leitner, Secretário da IFLA , Ricardo Gandour, Diretor-executivo de Jornalismo da Rede CBN, Leonardo Cavalcanti, Correio Braziliense, Marlova Noleto, Diretora da UNESCO no Brasil, Glòria Pérez-Salmerón, Presidente da IFLA, Gerald Leitner, Secretário-Geral da IFLA, entre outros.
Para ajudar com a diminuição das fake news, o CRB-1, representado por Cordeiro, está realizando o censo dos bibliotecários. O censo trará informações importantes como o índice de desemprego e faixa salarial da categoria, entre outros. “Os dados do censo vão evitar achismos e assim vamos evitar fake news sobre o perfil da profissão”, completa.

Na ocasião, o Secretário da IFLA, Leitner falou dos desafios que o campo da biblioteca enfrenta com a globalização crescente, que segundo ele, só podem ser superados com uma resposta global e inclusiva de um campo de bibliotecas unificadas e dispostas a juntar forças e esforços. “A federação envolveu milhares de bibliotecários e amigos de bibliotecas na discussão da Global Vision ou Visão Global da IFLA, empreendimento que gerará um roteiro de campo da biblioteca unificada para o futuro. Convoco jovens e adultos a participar das discussões. Basta entrar em nosso site e deixar sua ideia de ação. É muito importante a participação de todos, pois caso contrário se perde a força como um todo”, salientou.
Para Glória, todos devem conhecer mais profundamente assuntos como o big data, as possibilidades da internet e inteligência artificial. Segundo ela, é importante entender como deve ser o usuário do futuro. De acordo com Gandour, o jornalismo é o exercício do pensamento diário e da dúvida. O excesso da certeza abre espaço para o autoritarismo. Ele acrescenta que o jornalismo de qualidade incomoda alguns e por isso, o jornalista sério não deve aceitar nenhum tipo de presente.

O evento foi criado pelo Comitê Interinstitucional de Cooperação Informacional e Bibliotecária (CICIB) com a intenção de promover a articulação interinstitucional, nacional e internacional, em todas as frentes e atuação da Ciência da Informação.

Thais Betat / Assessora de Comunicação – Jornalista

Fonte: CRB-1

Bibliotecas públicas recebem recursos para investir em projetos tecnológicos

Dezenove unidades foram selecionadas e vão receber R$ 100 mil cada
Edital pretende estimular a criar do conceito de Bibliotecas Digitais em bibliotecas públicas – Foto: Fernanco Frazão/Agência Basil

O resultado final do edital de Bibliotecas Digitais 2018 já está disponível na internet. Segundo o Ministério da Cultura, 19 bibliotecas públicas vão receber R$ 100 mil cada para aplicar em projetos de tecnologias de informação e comunicação.

O objetivo do edital é oferecer aos espaços a possibilidade de criar o conceito de Bibliotecas Digitais em bibliotecas públicas estaduais, municipais e do Distrito Federal. Com os recursos, os selecionados poderão adquirir leitores de livros digitais (e-readers), licenças e direitos para acesso digital a conteúdos e livros, além de colocar em prática ações de modernização e adequação de suas estruturas.

O apoio financeiro aos projetos está condicionado à contrapartida por parte das instituições públicas estaduais e municipais selecionadas no valor equivalente ao mínimo de 20% sobre o total do projeto, ou seja, R$ 25 mil. As bibliotecas contempladas devem cadastrar suas propostas no Portal de Convênios (Siconv), no Programa nº 4200020180013, anexando os documentos listados no Anexo IV do edital de Bibliotecas Digitais 2018.

Fonte: Governo do Brasil

O PAPEL SOCIAL DA BIBLIOTECA PÚBLICA FRENTE AOS RECURSOS INFORMACIONAIS DIGITAIS

Em um país como o Brasil a maioria das pessoas não sabe ou não compreende a função da biblioteca na sociedade

Troca de conhecimentos entre os interagentes da biblioteca: Bibliomarketplace

Bibliomarketplace

Este artigo trata da concepção de um serviço baseado em tecnologia para que a biblioteca intermedeie a troca de conhecimentos entre seus interagentes, pelo compartilhamento de conhecimentos. Tem como objetivo propor um protótipo de uma plataforma de troca de conhecimentos adaptada para bibliotecas. Como metodologia utilizou-se uma pesquisa bibliográfica em livros e artigos de periódicos com data de publicação a partir do ano 2000.

Parabéns aos autores Cristiano Sardá da Conceição, Geovani Jose Ghizoni, Jordan Paulesky Juliani, Tatiana Quadra e Silva Capistrano pela iniciativa!

Biblioteca do Futuro

Quando o assunto e biblioteca do futuro, pode-se pensar e imaginar em uma biblioteca inovadora, que possui um padrão diferente das nossas bibliotecas tradicionais e que atenda a necessidades diversas em um só espaço e faça com que as pessoas tenham atração em frequenta-la.

A sociedade esta evoluindo e as bibliotecas devem evoluir com ela. A biblioteca e um local cidadão cujo objetivo principal e permitir o acesso a informação. Ela tem como finalidade a emancipação e construção de indivíduos na sociedade, permitindo-lhes acessar o conhecimento e a informação do modo mais igualitário possível. Durante muito tempo, este acesso a informação foi baseado apenas no acesso a livros e leitura. Mas hoje, o livro compartilha esse papel com novas maneiras de construir,
pensar e divulgar informações que se espalham rapidamente e em massa graças a s tecnologias de informação e comunicação de baixo custo.

Sociedade do conhecimento

Nesta Sociedade do Conhecimento, a difusão e o uso da informação flui de forma diferente: a cadeia tradicional descendente da transmissão do conhecimento (do que sabe ao que esta aprendendo) e totalmente renovada. As bibliotecas na o podem negar essa realidade e, em vez disso, devem integrá-la na sua organização. Na o se trata de ser tecnológico para ser moderno ou atraente, mas pensar no acesso a s informações que correspondam as práticas e realidades de hoje. A clivagem digital e a de todas as desigualdades entre os grupos no sentido amplo, em termos de acesso a informação, uso ou conhecimento das tecnologias da informação e da comunicação. Ao integrar as ferramentas e pra ticas digitais no exercício de suas misso es, as bibliotecas abrem um novo caminho para o mundo da informação e do conhecimento, ao conectar usuários e os conteúdos para ale m de quaisquer limites geográficos, sociais e culturais.

Bibliomarketplace

A ideia do Bibliomarketplace surgiu inspirada no Bliive, uma rede social de troca de conhecimentos criada pela brasileira  Lorrana Scarpioni. No Bliive as pessoas se cadastram e podem usar seu tempo livre para ensinar e aprender. Alguém que saiba
espanhol pode trocar uma hora de aula de conversação por uma hora de aula de viola o, por exemplo. Essa troca de conhecimentos e contabilizada e cada minuto e revertido em moeda virtual que pode ser usada posteriormente, quando quiser. A questa o e que o Bliive na o permite que se crie um comercio personalizado, permite apenas participar do site já existente.

O Bibliomarketplace foi criado na plataforma de mercado virtual Sharetribe, um site que permite que se crie um mercado online personalizado e tem a intenção de realizar troca de conhecimentos, por meio do compartilhamento de conhecimentos, voltada para o publico da biblioteca, e, consequentemente, atrair mais pessoas para utilizar esse espaço. Na o se trata exatamente de um mercado online, mas, de uma plataforma virtual onde se pode agendar hora rios para aulas e treinamentos que poderá o ser realizados na forma presencial, em uma sala da biblioteca

Para saber mais sobre o assunto acesse o artigo na íntegra AQUI.

Fonte: Portal do Bibliotecário

Exemplar raro de dicionário japonês é encontrado no Brasil

Publicado em 1603 pela Companhia de Jesus em Nagasaki, Japão, o “Vocabvlario da Lingoa de Iapam” é um dicionário bilíngue no sentido japonês-português muito raro, só encontrado na Europa

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O professor Jun kShirai, da Shinshu University, do Japão, atualmente é professor visitante do Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa da FFLCH USP. (Foto: acervo pessoal dos pesquisadores)

Pesquisadores da FFLCH descobriram um raríssimo dicionário de japonês-português do início do século XVII em pesquisas na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. A professora Eliza Atsuko Tashiro Perez, do Programa de Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Japonesa da FFLCH USP, e o professor Jun kShirai, da Shinshu University, do Japão, e atualmente professor visitante no mesmo Programa, descobriram a existência do Vocabvlario da Lingoa de Iapam no último dia 17 de setembro e, um exame mais detalhado da materialidade do dicionário foi feito em 1º de outubro.

Publicado em 1603 pela Companhia de Jesus em Nagasaki, Japão, o Vocabvlario da Lingoa de Iapam é um dicionário bilíngue no sentido japonês-português muito raro, do qual só se conhece a existência na Europa – na Bodleian Library de Oxford, na Bibliothèque Nationale de France e na Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Évora.

A obra faz parte do chamado Kirishitan-ban (em tradução literal, Publicações Cristãs), que consiste de um conjunto de livros sacros, linguísticos e literários produzidos pelos missionários jesuítas no Japão e impressos pela prensa – de tipos metálicos móveis – levada da Europa.

Durante cerca de 20 anos (de fins do século XVI ao início do XVII), foram publicados aproximadamente 40 itens bibliográficos nessa prensa, muitos dos quais, destruídos pelo governo militar japonês devido à proibição da profissão da fé católica, e posterior expulsão dos missionários cristãos do arquipélago.

Os poucos volumes que restam atualmente estão preservados em bibliotecas e museus de diversos países, entre os quais, as instituições citadas acima. A descoberta do Vocabvlario da Lingoa de Iapam na Biblioteca Nacional é um fato que possui importante significado por ser a primeira no continente americano, e notadamente por ser no Brasil.

Vocabvlario da Lingoa de Iapam é fruto de acurada observação e estudo da língua japonesa feita pelos missionários da Companhia de Jesus, no qual as palavras e expressões japonesas possuem equivalentes e explicações em português. Trata-se de um dicionário volumoso com mais de 32.000 palavras-entrada, sem igual no Japão, e referência até hoje para se conhecer a língua, cultura e história do país da época.

Sem a parte chamada Svpplemento deste Vocabvlario impresso no mesmo Collegio da Cõpanhia de Jesv com a sobredita licença, & aprovação, impresso em 1604, o exemplar da Biblioteca Nacional se assemelha ao da Bibliothèque Nationale de France.

Com informações da professora Eliza Atsuko Tashiro

Fonte: FFLCH/USP

POR QUE ESTES BIBLIOTECÁRIOS RESOLVERAM ADERIR À POLÍTICA PARTIDÁRIA

Concorrendo a vagas no legislativo, os projetos nas áreas de livro, leitura e bibliotecas são coisas em comum entre eles

Bibliotecários cobram ações de candidatos

Segundo Dalvyn Moraes, perspectiva para estudantes é a pior possível
Segundo Dalvyn Moraes, perspectiva para estudantes é a pior possível /MARCELO G. RIBEIRO/JC

Texto por Isabella Sander

Reunindo estudantes, profissionais, professores e técnicos em Biblioteconomia, o movimento Bibliotecários em Marcha elaborou uma carta para entregar aos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul. O documento pede o cumprimento da Lei Federal nº 12.244/2010, conhecida como Lei da Biblioteca Escolar, que estabelece que todas as instituições de ensino públicas tenham, até 2020, uma biblioteca, e que cada espaço tenha um bibliotecário como responsável. Como o último concurso público em escolas estaduais foi feito em 1994, apenas 20 dos profissionais concursados ainda estão na ativa, havendo em torno de 100 vagas ociosas. O organizador do movimento, Dalvyn Nunes de Moraes, contou ao Jornal do Comércio quais são as reivindicações do grupo.

Jornal do Comércio – Como foi a recepção à carta pelos candidatos?

Dalvyn Nunes de Moraes – Infelizmente, foi bem complicado chegar até os candidatos. Somente o Júlio Flores (PSTU) e o Roberto Robaina (PSOL) nos receberam e assinaram a carta, se comprometendo a atendê-la. Vamos tentar, durante esta semana, ir até os candidatos, mas, se não conseguirmos, vamos focar nos que ficarem para o segundo turno.

JC – Quais as demandas trazidas por vocês?

Moraes – É o cumprimento da Lei nº 12.244/2010, que diz que toda escola pública tem que possuir biblioteca e que, em cada uma, deve ter um bibliotecário responsável. Não é o que acontece hoje no nosso Estado, infelizmente. As escolas sequer têm bibliotecas, quanto menos um bibliotecário. O Rio Grande do Sul teve um concurso público, em 1994. Já passou-se muito tempo, e, desde lá, sobraram só 20 profissionais para cuidar de todo o Estado, que tem milhares de escolas e bibliotecas. Queremos atualizar isso, porque é essencial. A Escola Protásio Alves, por exemplo, uma das maiores da Capital, está com a biblioteca – que é boa e tem acervo adequado e computadores – fechada.

JC – Os candidatos se comprometem com o que exatamente?

Moraes – Com a realização de concurso público. O Conselho Regional de Biblioteconomia da 10ª Região (CRB10) e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) entraram em acordo de que o emergencial seria suprir as 100 vagas já existentes e ociosas no Estado, lotando os bibliotecários nas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). O ideal seria ter um bibliotecário para cada escola, mas não há profissionais suficientes hoje no Estado para colocar em cada biblioteca, então é preciso primeiro preencher essas vagas e, depois, entrar no debate sobre todas as bibliotecas de fato.

JC – Qual a expectativa de atender à Lei nº 12.244/2010 até o fim do prazo, em 2020?

Moraes – Não estamos nem um pouco confiantes, até porque, quando foi feita a lei, não se pensou muito em um plano prático. Só se colocou um prazo, mas é algo que demora, precisa de concursos públicos. O Ministério Público diz que só podemos abrir denúncia contra o Estado depois que passar o prazo, porque não passando o prazo não é ilegal, mas a contratação não vai acontecer de um dia para o outro, então acredito que tenhamos que começar a luta bem antes.

JC – Além da carta, quais outras atividades estão previstas pelo movimento?

Moraes – Queremos ir aos municípios saber se estão cumprindo a lei e se têm bibliotecários contratados. Já sabemos que cidades como Viamão, Canoas e Alvorada não estão cumprindo, e têm profissionais só na biblioteca municipal, mas nas escolas não. Também faremos o primeiro encontro dos Bibliotecários em Marcha no dia 25 de outubro, às 9h, na Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

JC – Qual a perspectiva de quem entra hoje no mercado de trabalho da biblioteconomia?

Moraes – A perspectiva é a pior possível. Tenho contato com pessoas que estão se formando agora e a perspectiva inicial é o desemprego. A biblioteconomia esteve muito bem por um tempo, mas vem piorando desde o final do governo Dilma Rousseff e, agora, no governo Michel Temer, deu uma piorada geral em termos de emprego. Também tem a questão das vagas, que pagam pouco, às vezes menos de R$ 1 mil para um bibliotecário. As pessoas aceitam por necessidade, mas é ruim, porque se mantém esse tipo de salário nas outras vagas. Mas tem uma juventude muito indignada que está entrando na faculdade e só precisa de uma luz sobre o que fazer, como fazer para melhorar a situação. São justamente eles que estão tentando se organizar agora. Espero que, desta vez, a nossa voz, pelo menos, seja ouvida.

Fonte: Jornal do Comércio

MC Traduções: Por que nosso futuro depende das bibliotecas, da leitura e de sonhar acordado

Texto por Alexandre Gikas

O jornal The Guardian publicou no início de setembro um quadrinho assinado por Neil Gaiman e Chris Riddell. Juntos, os artistas nos relembram sobre o prazer da leitura e a importância da biblioteca para criar cidadãos alfabetizados.
O aluno da FaBCI Alexandre Gikas fez a tradução da obra para nós.

Suspensão por atraso na devolução de livros é substituída por doação de plantas em biblioteca no AP

Por Carlos Alberto Jr

Doação de mudas é válida até o dia 11 de outubro — Foto: Pedro Ângelo
Doação de mudas é válida até o dia 11 de outubro — Foto: Pedro Ângelo

Pensando em criar uma alternativa para o “pagamento” das suspensões pela não devolução de livros na Biblioteca Central da Universidade Federal Amapá (Unifap), os cerca de 800 estudantes e professores inadimplentes poderão quitar as pendências com plantas ornamentais.

Além de oferecer uma forma criativa e inusitada para compensar as suspensões, o projeto “Suspensão Solidária” quer contribuir para um novo ambiente de vivência aos acadêmicos, que será criado na entrada da biblioteca.

“Sempre buscamos alternativas para o pagamento da multa aos estudantes. Já realizamos, por exemplo, campanhas para doações de brinquedos e alimentos. Pela primeira vez, a troca será para algo voltado ao ambiente acadêmico”, disse Maria do Carmo, da administração da biblioteca da Unifap.

Entre as sugestões de plantas feitas pela instituição estão: lantanas, lavadeiras e palmeiras areca. Quem não puder contribuir com os pedidos específicos, pode trocar as multas por terra, pedras e grama.

Cerca de 800 alunos e professores estão inadimplentes com a biblioteca da instituição — Foto: Unifap/Divulgação
Cerca de 800 alunos e professores estão inadimplentes com a biblioteca da instituição — Foto: Unifap/Divulgação

A Suspensão Solidária funciona da seguinte forma:

  • Usuários com até 15 dias de suspensão podem quitar débitos doando uma muda de lantana ou lavadeira
  • De 16 a 30 dias devem doar duas lantanas ou uma lavadeira ou uma de maior valor
  • De 31 a 45 dias devem doar três mudas de lantana/lavadeira ou uma de maior valor
  • Acima de 45 dias é preciso doar quatro mudas de lantana/lavadeira ou uma de maior valor

A arrecadação encerra dia 11 de outubro, sem prorrogação, informou a instituição. A proposta é que, após o fim da campanha, inicie o plantio e criação do espaço, previsto para ser inaugurado no dia 18 de outubro, com uma programação cultural que se estenderá durante todo o dia.

Para saber quais outras plantas podem ser doadas e tirar dúvidas, os alunos devem enviar e-mail para: bibliotecacentral@unifap.br ou telefonar para: (96) 3312-1772.

Área de vivência em frente à Biblioteca Central da Unifap será inaugurada no dia 18 de outubro — Foto: Unifap/Divulgação
Área de vivência em frente à Biblioteca Central da Unifap será inaugurada no dia 18 de outubro — Foto: Unifap/Divulgação

Fonte: G1 Amapá

Crianças visitam biblioteca para comemorar o Dia da Árvore

Elas participaram de uma contação de história e uma apresentação sobre as ervas hortelã e alecrim


Crianças visitam a Biblioteca para comemorar o Dia da Árvore

A Biblioteca Amadeu Amaral recebeu no dia 21 de setembro, 51 crianças, com idade entre 6 e 8 anos, para atividades em comemoração ao Dia da Árvore. A atividade foi elaborada pela equipe da Biblioteca. As crianças participaram de duas atividades: uma contação de história e uma apresentação sobre as ervas hortelã e alecrim.

A contação de história foi do livro “O menino e o jacaré”, de Maté. O livro apresenta a lenda kayapó, um resgate das nossas raízes mais profundas, nascidas e crescidas em meio à imensidão amazônica, enfatizando a importância da cultura e dos mitos indígenas para o imaginário de todo o nosso povo. Logo após, as crianças participaram de uma oficina com a apresentação das ervas hortelã e alecrim. Foram apresentadas as propriedades medicinais, óleos essenciais da ervas e depois uma brincadeira de adivinhação.

A Biblioteca também ofereceu as crianças uma lembrancinha ecológica. “Para comemorar o Dia da Árvore, a equipe da biblioteca Amadeu Amaral trabalhou em uma lembrancinha criativa e ecológica. Da poda da Palmeira-areca bambu que temos no nosso jardim, foram feitos vasinhos de flores, decorados com a flor verbena e a uma poesia de Cecília Meireles “Leilão de Jardim”, contou Priscilla Marlletta, bibliotecária.

Os funcionários responsáveis pela atividade foram: Áquila Gomide, Ismail Ardere, Mary Figueiredo, Paula Santos e Rose Carvalho.

“A Biblioteca um espaço multiuso. Aqui temos a possibilidade de trabalhar os mais variados temas. Foi assim com o Dia da Árvore, de forma lúdica falamos sobre a conscientização do meio ambiente e as possibilidades que ele nos oferece”, afirmou César Maragno, diretor do Sistema Integrado de Biblioteca (SIBI).

A Biblioteca Amadeu Amaral funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na rua São Joaquim, nº 735, no Centro. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (16) 3374-4144.

Webinar – Bibliotecas e direitos autorais: perspectivas perante a Organização Mundial da Propriedade Intelectual e mudanças na União Européia

A Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da FEBAB tem a honra de convidá-l@s para o Webinar:
Bibliotecas e direitos autorais: perspectivas perante a Organização Mundial da Propriedade Intelectual e mudanças na União Européia
Data e horário: 10 de Outubro de 2018 – 10 horas (GMT -3 – Horário de Brasília)

Transmissão via YouTube: youtu.be/dNYK-Xt1wbg [Atenção: a apresentação será em Espanhol]

Síntese: O mundo digital oferece novas e melhores maneiras para as bibliotecas fornecerem acesso ao conhecimento. Embora a tecnologia esteja disponível, certas mudanças não podem ocorrer devido a barreiras legislativas. É por isso que a IFLA está presente em debates internacionais, regionais e nacionais nos quais leis são necessárias para as bibliotecas no mundo digital. Em fóruns como a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a IFLA exige a adoção de exceções e limitações aos direitos de autor, que, sem representar um risco para os detentores de direitos, permitem bibliotecas levar a cabo a sua função. Nos últimos meses, a OMPI adotou um plano de ação sobre esse assunto, e a União Européia está incorporando mudanças para adaptar sua lei de direitos autorais ao mundo digital. Ariadna apresentará como funciona a OMPI, o plano de ação sobre exceções e limitações de direitos autorais para bibliotecas, arquivos e museus, e como colaborar de fora. Também explicará brevemente quais são as mudanças que estão sendo adotadas na União Européia e o impacto que elas podem ter nas bibliotecas.

Palestrante:

Ariadna Matas

Ms. Ariadna Matas – Diretora de Política e Pesquisa da Federação Internacional de Bibliotecários e Associações de Bibliotecas (IFLA) desde março de 2017, onde trabalha em questões de direitos autorais para garantir mudanças legislativas adequadas para as bibliotecas. Seu principal fórum de ação é a Organização Mundial da Propriedade (OMPI) e outros fóruns regionais e nacionais. Ariadna é advogada e estudou direito em Barcelona, Espanha, e fez mestrado em propriedade intelectual em Estrasburgo, França.

Debatedor@s:

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira

Sueli Mara Soares Pinto Ferreira – Professora Titular da Universidade de São Paulo (USP), Brasil. Coordenadora da Comissão Brasileira de Direitos Autorais e Acesso Aberto da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Associados (FEBAB, desde 2016). Membro do Conselho Técnico Científico do IBICT (2008-2010, 2017-2019). Membro Grupo de Especialistas Internacional do IAP Group (International Advocacy Programme) da International Federation of Library Association (IFLA, 2015-2016). Secretária da Divisão V Regional da IFLA (2015-2017). Presidente do Comitê Permanente da Seção para América Latina e Caribe da IFLA (IFLA LAC (2015-2017), sendo membro desde 2011-2019. Membro do Conselho de Governo da IFLA (2017-2019). Presidente da Divisão V Regional da IFLA (2017-2019). Membro do Comitê Profissional da IFLA (2017-2019). Membro do Conselho Consultivo do Programa de Desenvolvimento de Bibliotecas da IFLA (2017-2019).

Walter Couto

Walter Couto – Doutorando em Ciência da Informação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Mestre em Estudos de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal de Mato Grosso (2016). Graduado em Comunicação Social (Rádio e TV) pela Universidade Federal de Mato Grosso (2013). Atuou como roteirista de videoaulas e como tutor virtual para cursos de comunicação digital da Faculdade Aberta do Brasil – UAB/UFMT (2012) e como docente em cursos livres de Mídias Digitais na UFMT (2011). Atua principalmente nas áreas de Comunicação e Informação, com ênfase na Interface Comunicação-Ciência, Teorias Contemporâneas e Cibercultura/Mídias Digitais. Atualmente, pesquisa controvérsias na pirataria/compartilhamento de artigos científicos, especialmente o Acesso Aberto Negro (Black Open Access) realizado por meio de Bibliotecas Ocultas (Shadow Libraries) ou por sites de redes sociais.


Seminário “Bibliotecas e o suporte ao pesquisador” acontece na USP no dia 25 de outubro

O Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP convida para o Seminário “Bibliotecas e o suporte ao pesquisador: novas frentes e desafios” a realizar-se no dia 25 de outubro de 2018 na Universidade de São Paulo. O evento integra as atividades da XXI Semana do Livro e da Biblioteca e Semana Internacional do Acesso Aberto, que acontece de 22 a 26 de outubro de 2018. 

A globalização e a crescente complexidade da Ciência e das atividades de pesquisa têm exercido cada vez mais pressão sobre os pesquisadores e os grupos de pesquisa, no que se refere à produção científica, ao exercício das atividades acadêmicas e administrativas, bem como no acompanhamento e melhoria do desempenho tanto do pesquisador quanto da Universidade. Nesse cenário, observa-se a necessidade cada vez maior de apoio, tanto a docentes quanto a alunos de pós-graduação, graduação e grupos de pesquisa.

Por outro lado, em anos recentes, o papel das bibliotecas universitárias no suporte à pesquisa começou a se ampliar e diversificar. Hoje, o trabalho desenvolvido pelas bibliotecas inclui a prestação de serviços de pesquisa, apoio na utilização de ferramentas de busca e sistemas de descoberta, acesso a materiais, dados e recursos eletrônicos além do catálogo, assistência à pesquisa avançada em áreas temáticas, elaboração de guias e tutoriais, projetos e parcerias entre as bibliotecas e a comunidade de pesquisa. Análise bibliométrica da produção científica, identificação digital, atualização de perfis e currículos online, promoção de workshops e treinamentos sobre ferramentas de pesquisa, escrita, orientação sobre direitos autorais, prevenção de plágio e apoio à gestão de dados de pesquisa são algumas das novas frentes.

Nesse ambiente rico em interações tanto de pessoas quanto de conteúdos e ferramentas, sobressai a importância das bibliotecas no cumprimento da missão das universidades em relação à sociedade e no que diz respeito ao avanço da pesquisa e da ciência.

Objetivos do evento:

  • Discutir os diferentes aspectos que envolvem a pesquisa e as atividades do pesquisador na atualidade
  • Explorar o ecossistema da produção e comunicação científica e sua complexidade
  • Evidenciar o papel do bibliotecário e das bibliotecas no suporte à pesquisa e ao pesquisador

DATA; 25 de outubro de 2018
HORÁRIO; 13h30 – 17h30
LOCAL; Auditório da Escola de Educação Física e Esporte da USP
Avenida Professor Mello de Morais, 65, Butantã, São Paulo
05508-030 – São Paulo – SP
INSCRIÇÕEShttps://www.doity.com.br/sibiusp-semana-livro-biblioteca-2018

== Programação ==

13h30 – 14h | Recepção e Credenciamento

14h – 14h30 | Abertura
Maria Fazanelli Crestana – Sistema Integrado de Bibliotecas da USP

14h30 – 15h | A escrita científica e as necessidades dos autores brasileiros
Valtencir Zucolotto – Portal de Escrita Científica da USP São Carlos

15h – 15h30 |A pesquisa e seus desafios no Brasil e na USP 
Sylvio Roberto Accioly Canuto – Pró-Reitoria de Pesquisa da USP

15h30 – 15h45 | INTERVALO PARA CAFÉ

15h45 – 16h15 | Atividades de pesquisa na Graduação e o desenvolvimento profissional
Luiz Fernando Ferraz da Silva – Pró-Reitoria de Graduação da USP

16h15 – 16h45 | Pós-Graduação e pesquisa: programas e projetos
Representante – Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP

16h45 – 17h15 | As Bibliotecas e a gestão de dados abertos de pesquisa
Maria Eduarda dos Santos Puga – Coordenadoria da Rede de Bibliotecas da UNIFESP

17h15 – 17h30 | Encerramento
Maria Fazanelli Crestana – Sistema Integrado de Bibliotecas da USP

Organização e Promoção: Sistema Integrado de Bibliotecas da USP

ApoioDot.Lib

Fonte:  SIBiUSP

Conheça a Biblioteca Nacional em uma visita guiada 0800

Visita orientada na Biblioteca Nacional acontece de segunda a sexta. E você não paga nada!

Qualquer um pode conhecer a história da instituição que abriga um acervo de aproximadamente 9 milhões de peças!

Já parou para pensar que muita gente só conhece museus e outros lugares históricos quando estão no exterior? Então bora mudar isso e conhecer o nosso Brasilzão! No Rio, a Biblioteca Nacional, a mais antiga instituição cultural brasileira, com mais de 200 anos de história, promove visitas guiadas gratuitas de segunda a sexta-feiradas 10h às 17h.

Qualquer um pode participar! É só ligar para (21) 2220-9484 e se inscrever em um dos horários.

Biblioteca Nacional
Crédito: @bibliotecanacional.br/FacebookVisita orientada na Biblioteca Nacional acontece de segunda a sexta. E você não paga nada!
Responsável pela execução da política governamental de captação, guarda, preservação e difusão da produção intelectual do país, a Biblioteca Nacional abriga um acervo de aproximadamente 9 milhões de itens, entre eles obras raras como o exemplar da primeira edição de “Os Lusíadas” (1572) e a “Bíblia de Mogúncia” (1462), além da coleção Teresa Cristina Maria, com mais de 100 mil peças doadas por Dom Pedro II. Não é à toa que é considerada a maior da América Latina e a sétima maior do mundo!

O imponente prédio histórico, inaugurado em 1910 e restaurado em 2018, impressiona logo de cara, ao subir as escadarias. A arquitetura, as amplas claraboias em vitral colorido, a ornamentação elegante… Tudo é encantador!

Biblioteca Nacional
Crédito: Karen FidelesBiblioteca Nacional abriga mais de 9 milhões de livros, documentos, jornais, entre outros

A visita começa no saguão, onde o guia conta um pouco da história da Biblioteca Nacional. Durante cerca de uma hora, o público conhece espaços como a sala dos Atlas, Dicionários, Enciclopédias, Guias e Manuais; a Sala de Iconografia, com aquarelas, gravuras e projetos arquitetônicos; o Salão de Obras Gerais, que abriga livros de português, matemática, idiomas e publicações para concursos; e a Sala de Manuscritos. A sala de leitura onde Carlos Drummond de Andrade passou muitos dos seus dias também entra no roteiro.

Enquanto mostra os ambientes, o guia vai dando informações históricas sobre eles e o seu acervo. O visitante não tem acesso ao interior de nenhum setor. Os espaços são protegidos por vidros, de onde são passadas as informações. Só pesquisadores podem entrar para consultar o acervo, depois de registrados.

Nos corredores, no Salão de Obras Raras e no Espaço Cultural Eliseu Visconti é possível ainda conferir exposições temáticas, que reúnem peças de diversas coleções. Rolé cultural imperdível na Cidade Maravilhosa!

  • Fica a dica: leve uma moeda de R$ 1 para colocar no guarda-volumes porque não é permitido fazer a visita com bolsa!

Fonte: Catraca Livre

Apenas 7% dos paulistanos foram a bibliotecas públicas no ano passado

São Paulo conta com 106 bibliotecas públicas e 15 pontos e bosques de leitura espalhados pela cidade. Em 2017, 955.707 pessoas passaram por eles

Texto por Ugo Sartori

Em 2017, 7% da população de São Paulo frequentou as bibliotecas públicas Thinkstock

São Paulo conta, atualmente, com 136 equipamentos municipais para leitura. São 51 bibliotecas públicas nos bairros, cinco bibliotecas centrais, 46 bibliotecas nos CEUs, uma biblioteca no Arquivo Histórico Municipal, três dentro de centros culturais, 15 pontos e bosques de leitura espalhados pela cidade. Mas, segundo dados da Prefeitura de São Paulo, apenas 7% da população paulistana utilizou esses espaços em 2017

Com cerca de 35,5% da população paulistana, a zona leste, região mais populosa da capital, abriga a maioria das bibliotecas públicas. São 53 pontos, bosques de leitura e bibliotecas. Segundo dados da Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas, a zona leste também é a campeã de público, com cerca de 40% dos leitores, o equivalente a 390.857 pessoas no último ano. No entanto, se compararmos o número de pessoas que vivem na região e o número do público que utilizam os espaços de leitura, o índice cai: apenas 9,7% dos moradores utlizam os espaços públicos de leitura da região.

“O direito a leitura é um instrumento essencial para a vida no século 21, você não faz nada sem ter acesso ao que o texto escrito nos fornece”, afirma José Castilho Neto, professor e consultor em políticas públicas na área de educação. Castilho Neto defende a importância das bibliotecas como porta de acesso à leitura.

Para Neto, não adianta nada abrir várias bibliotecas pela cidade e deixá-las paradas, virando “monumentos nos bairros”. “Elas precisam de gente que faça a mediação, que incentive a leitura, como espaços aconchegantes ou programações para o público. O que pode ajudar nesse incentivo são pessoas e um bom atendimento”, explica o professor.

Para ele, um bom exemplo disso é a região que mais frequenta as bibliotecas: o centro. Por lá, vivem cerca de 431.106 pessoas e 13% delas frequentam esses espaços. “Durante o dia o centro é muito mais movimentado, as bibliotecas do centro criam um ambiente importante de referência por causa da localização e de seus programas que as tornam mais atrativas”, explica o especialista referindo-se a biblioteca central Mario de Andrade.

Veja o mapa das bibliotecas públicas de São Paulo:

Perfil dos leitores

Segundo a Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas, a faixa etária que mais vai às bibliotecas públicas da cidade está entre os 30 e 59 anos, essas pessoas representam 36% das frequentam esses espaços.

Biblioteca Affonso Taunay fica dentro do Parque da Mooca, na zona leste
Biblioteca Affonso Taunay fica dentro do Parque da Mooca, na zona leste Reprodução/Facebook

A vendedora Elizabeth Pereira, de 45 anos, faz parte desse público. Moradora da Mooca, zona leste, ela costuma ir uma vez ao mês na bilbioteca do bairro, a Affonso Taunay. Segundo dados da prefeitura, em 2017 essa foi a mais frequentada da zona leste e a segunda da cidade, atrás apenas da Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato, no centro.

“Gosto daqui pelo acervo que é bem vasto e pelo espaço amplo e aconchegante. Outro ponto positivo, é que eu posso parar o carro aqui no parque e vir andando para a biblioteca”, disse Elizabeth. A Biblioteca Affonso Taunay fica dentro do Parque da Mooca, que ao mesmo tempo que proporciona um lugar arborisado e calmo para leitura, esconde a biblioteca para achar seus autores e títulos preferidos.

“Estamos dentro de um parque e, por isso, muita gente não conhece. Temos que fazer várias atividades para saberem que estamos aqui”, disse Meire Rose Stamkeviciuf, coordenadora da biblioteca. Para isso, a coordenação organiza diversas palestras e atividades que atraiam o público que está passeando pelo parque.

 “Além das vezes que venho aqui pegar livros, eu tento vir quando tem programação. Sempre tento ir nas apresentações de circo e leitura de contos”, disse Elizabeth que destaca o bom atendimento no local, o que a faz voltar para a biblioteca.

Sobre sua frequência, ela comenta a facilidade que o espaço oferece. “Um ou outro livro você até compra na livraria, mas conforme você compra fica muita coisa em casa, chega uma hora que precisaria doar. Mas se você pode achar o livro que procura na biblioteca, melhor ainda! É uma facilidade muito grande!”

Como pegar material emprestado nas bibliotecas

Para conseguir pegar um material emprestado nas bibliotecas da cidade, o leitor deve fazer um cadastro simples. Ele precisa levar um documento de identificação (Certidão de Nascimento, Carteira de Identidade (RG), Carteira de Trabalho, Carteira de Conselho Profissional, Carteira de Motorista, Certificado de Reservista ou Passaporte) e um comprovante de residência dos últimos três meses, no máximo, para a biblioteca desejada.

Menores de 16 anos não podem se cadastrarem sozinhos. Seus responsáveis devem comparecer à biblioteca escolhida e preencher, ou levar preenchido, o Termo de Responsabilidade.

O cadastro nas bibliotecas valem por um ano.

O que são pontos e bosques de leitura?

Os Bosques de Leitura são uma alternativa para quem está cansado de ficar entre quatro paredes durante toda a semana pode aproveitar esses espaços para ler ao ar livre durante os finais de semana.

Eles são 15 e ficam dentro de parques pela cidade. Todos abrem de sábado à domingo, das 10h às 16h.

Já os Pontos de Leitura foram criados para atender bairros que não têm bibliotecas públicas, ou que a prefeitura não tenha construído outros tipos de acesso à cultura. São 15 pontos ao todo, com cerca de 2.000 materiais para leitura como livros, revistas, jornais e obras de referência.

Dentro do Parque Anhanguera, o Bosque Anhanguera foi inaugurado em 2007 e fica na zona norte da cidade. O espaço para leitura fica aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h, Veja os ônibus para chegar lá: 8013-10 (Morro Doce – Lapa), 8013-21  (Terminal Jd. Britânia – Lapa), 8013-22 (Jd. Rosinha – Lapa), 8050-21 (Anhanguera – Lapa), 8055-51 (Perus – Barra Funda) ou 8622-10 (Morro Doce – Pça Ramos de Azevedo)

Na zona leste está o bairro Lajeado e na rua Antônio Thadeo fica o Bosque Lajeado. O espaço fica aberto para leitura de sábado à domingo, das 10h às 16h e pode ser visitado com os ônibus 2021-10 (Jd. Bandeirantes – Estação Guaianazes), 705-10 (Jd. Fanganielo – Metrô Itaquera) ou 3006-10 (Jd. Fanganielo – Estação Cptm Guaianases)

Dentro do Parque Lions Clube Tucuruvi, na zona norte de São Paulo, está o Bosque Lions Clube. Os espaço está aberto para leitura, visitação de exposições e apresentação de alguns saraus que acontecem no local. Na rua Alcindo Bueno de Assis, 500, o bosque inaugurou em 2010 e está aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h, Veja quais ônibus podem te deixar no bosque: 1016-10 (Cemitério do Horto – Center Norte), 1764-10 (Jardim Corisco – Metrô Santana) ou 773-10 (Cemitério Parques dos Pinheiros – Mandaqui)

No antigo Parque Esportivo do Trabalhador está o novo Parque Ceret (Centro Esportivo, Recreativo e Educativo do Trabalhador), na rua Canuto Abreu, na Vila Formosa, zona leste. O Bosque de Leitura Parque Ceret está aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h e pode-se ir ao bosque com os ônibus 233A-10 (J. Helena – Ceret), 233C-10 (Terminal A.E. Carvalho – Ceret), 72U-10 (Santa Isabel – Metrô Tatuapé), 4044-10 (Term. Vila Carrão – Ceret), 414P-10 (Vila Industrial – Penha) e 73T-10 (Metro Vila Mariana – Pq. São Jorge)

Na Vila Albano, zona oeste da cidade está o Bosque de Leitura Raposo Tavares, na rua Telmo Coelho Filho, 200. Ele pode ser visitado de sábado à domingo, das 10h às 16h, para chegar lá os leitores podem usar os ônibus 477P-10 (Ipiranga – Rio Pequeno), 6206-10 (Jd. D’Ábril – Term. Bandeira), 7002-10 (Jd. Rosa Maria – Hosp. das Clínicas), 701T-10 (Jd. Paulo VI – Center Norte), 14C-10 (Cohab Educandário – Lgo. da Pólvora), 7454-10 (Cohab Educandário – Term. Princesa Isabel) ou 458-10 (Jd. Boa Vista – Estação da Luz)

Para os leitores da zona norte, há o Bosque de Leitura que fica dentro do Parque Rodrigo de Gásperi, na avenida Miguel de Castro, 321, na Vila Zat.  O Bosque Rodrigo de Gásperi fica aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h. Os leitores podem chegar lá com os ônibus 8015-10 (Cemitério de Perus – Terminal Pirituba), 8017-10 (Voith – Terminal Pirituba), 300-10 (Terminal Pirituba – Terminal Lapa), 8400-10 (Terminal Pirituba – Pça. Ramos de Azevedo), 8600-10 (Terminal Pirituba – Lgo. do Paissandu), 9018-10 (Vila Mirante – Terminal Pirituba), 9019-10 (Jd. Paulistano – Terminal Pirituba) ou 948A-10 (Vila Zatt – Metrô Barra Funda)

No Capão Redondo, zona sul, está o Parque Santo Dias, na rua Jasmim da Beirada, 71, COHAB Adventista. O Bosque Santo Dias fica aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h. Leitores da zona sul podem chegar lá com os ônibus 5119-10 (Terminal Capelinha – Largo São Francisco), 5119-21 (Terminal Capelinha – Itaim Bibi), 6001-10 (Terminal Capelinha – Terminal Santo Amaro), 6042-10 (Jardim Três Estrelas – Santo Amaro), 6042-21 (Jardim Sônia Ingá – Santo Amaro) ou também pelo metrô, com a linha 5-Lilás na estação Capão Redondo

O Bosque Cidade de Toronto fica dentro do parque com o mesmo nome, no bairro City America, na zona norte de São Paulo. Ele está aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h. Os leitores podem chegar com os ônibus 8062-10 (Parque São Domingos – Lapa), 8100-10 (Terminal Pirituba – Terminal Lapa), 8065-10 (Vila Clarice – Lapa) e 8696-10 (Jaraguá – Praça Ramos de Azevedo)

Perto da represa está o Bosque Guarapiranga, com acesso pelo portão 1 do parque de mesmo nome, na zona sul da cidade. Ele está aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h. Os leitores podem chegar com os ônibus 5362-10 (Pq. Res. Cocaia – Pça. Da Sé), 5362-21 (Grajaú – Pça. da Sé), 5362-22 (Jd. Eliana – Pça. da Sé), 5362-23 (Pq.  Res. Cocaia – Borba Gato), 362-41 (Pq. Res. Pq do Ibirapuera) ou 5632-10 (V. São José – Lgo. São Francisco)

Para quem é vizinho da Vila Guilherme, na zona norte, uma boa opção para encontrar livros é o Bosque Parque do Trote, na rua São Quirino, 905. Como os outros bosques, ele também está aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h. Para chegar no bosque use os ônibus 2127-10 (Jd. Brasil – Metrô Liberdade), 172K-10 (Jd. Tremembé – Metrô Tatuapé), 71F-10 (Metrô Belém – Shop. Center Norte), 2161-10 (Pq. Edu Chaves – Pça do Correio), 271M-10 (Pq. Novo Mundo – Metrô Santana), 72N-10 (Shop. Center Norte – Metrô Belém), 1721-51 (Vila Ede – Pça. do Correio), 172Y-10 (Vila Constança – Metrô Belém), 123-10 (Vila Medeiros – Metrô Liberdade) ou 119C-10 (Vila Sabrina – Term. Princesa Isabel)

A zona sul conta com mais um bosque o Bosque de Leitura Parque do Carmo, na avenida Afonso de Sampaio e Souza, 951, em Itaquera. O bosque está aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h e quem tiver interesse pode chegar lá com os ônibus 2522-10 (Vila Progresso – Shopping C. L. Aricanduva), 3027-10 (Vila Minerva – Shopping Aricanduva) ou 3062-10 (Conj. José Bonifácio – Term. Vila Carrão)

Inaugurado em 1983 ele era conhecido como “Leitura no Parque”. Hoje chamado de Bosque de Leitura Ibirapuera fica dentro do parque de mesmo nome na zona sul da cidade. Ele fica aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h, com entrada pelo portão 7 do Parque Ibirapuera, na avenida República do Líbano, 1151. Para chegar lá use os ônibus 175T-10 (Metrô Santana – Metrô Jabaquara), 477I-10 (Heliópolis – Shop. Iguatemi), 509M-10 (Jd. Miriam – Terminal Princesa Isabel), 154-10 (Term. Santo Amaro – Estação da Luz), 5164-21 (Cidade Leonor – Pq. Ibirapuera), 5175-10 (Balneário São Fco. – Pça da Sé), 178-10 (Jd. Miriam – Lgo. São Francisco), 5185-10 (Term. Guarapiranga – Pq. D. Pedro II), 5194-10 (Jd. São Jorge até Apurá – Lgo. São Francisco) ou 300-10 (Term. Santo Amaro – Term. Pq. D. Pedro II)

Para quem está pelo centro de São Paulo, uma opção gostosa para quem gosta de ler em locais calmos e próximos à natureza é o Bosque Jardim Luz, que fica dentro do Parque da Luz, na rua Ribeiro de Lima, 99, no Bom Retiro. Ele também fica aberto de sábado à domingo, das 10h às 16h. Para chegar ao bosque no centro da cidade o leitor pode ir de metrô descendo na estação Luz (Linha 1–Azul ou 4–Amarela). A pessoa também pode ir de trem descendo na estação da Luz (Linhas 7-Rubi ou 11-Coral da CPTM). Ou ainda o leitor pode pegar um dos seguintes ônibus 106A-10 (Metrô Santana –Itaim Bibi) 107P-10 (Mandaqui – Pinheiros), 107T-10 (Metrô Tucuruvi – C. Universitária), 1156-10 (Vila Sabrina – Pça. do Correio) ou 1156-51 (Pq. Edu Chaves – Correio)

Foto: Divulgação Prefeitura de SP

Fonte: R7 

Empregabilidade do bibliotecário

Gostei bastante desse artigo escrito em colaboração por Priscila Reis dos Santos, José Marcos Carvalho de Mesquita, Jorge Tadeu dos Ramos Neves, Alessandra Mesquita Bastos que  analisa a inserção profissional e a empregabilidade dos bacharéis em Biblioteconomia.

Atuação do bibliotecário

A atuação do bibliotecário, profissional academicamente preparado para selecionar, tratar, recuperar e disseminar informações, está cada vez menos limitada às bibliotecas. A aplicação do conhecimento tradicional de Biblioteconomia em novos contextos auxiliará no desenvolvimento de oportunidades no mercado de trabalho para esses profissionais. Contudo, essa inserção não ocorre apenas devido à pluralidade da formação deles, mas também, em decorrência do surgimento das novas tecnologias de informação e comunicação e das mudanças ocorridas no mercado de trabalho, em que a relação empregado X empregador têm se tornado mais frágil e flexível.

O vínculo empregatício está cedendo espaço para novos modelos de relacionamento profissional. O profissional da informação pode atuar como técnico, gerente, consultor, prestador de serviços por temporada e empreendedor. Para atender às exigências de tarefas dessas diferentes possibilidades de atuação, o bibliotecário necessita constantemente capacitar-se. Entretanto, há estudos demonstrando que a capacitação acadêmica, isoladamente, não garante a inserção profissional, embora seja imprescindível para melhorar as condições de empregabilidade.

O mercado de trabalho do bibliotecário

Os bibliotecários, profissionais conhecidos tradicionalmente pela habilidade em gerenciar acervos bibliográficos contidos em suportes tangíveis, tais como livros, periódicos, recursos audiovisuais e mapas, passam a atuar em outros ambientes e em novos suportes. Eles são drasticamente afetados pelo declínio do emprego formal, pela informatização do ambiente de trabalho, pelo avanço das tecnologias da informação e comunicação, pelo crescimento do emprego parcial e precarização do emprego, pela rápida desqualificação do trabalhador, por processos de reengenharia, terceirização, entre outros. Por isso, para manterem-se atrativos para o mercado e poderem alcançar o sucesso profissional, eles precisam, de forma mais exacerbada, caracterizar-se pelo polimorfismo e versatilidade.

Habilidades e competências do bibliotecário

O profissional da informação tem o papel de processador e “filtrador” da informação, buscando melhorar a qualidade para as demandas por pesquisa apresentadas pelos usuários/clientes. Competências relevantes para o bibliotecário: habilidade de redação e publicação; habilidade de comunicação, conhecimentos sobre automação informacional; digitalização de recursos; recursos eletrônicos; e gestão de pessoas.

Fonte: Portal do Bibliotecário

Conheça as propostas de candidatos para bibliotecas – BOB News Especial Eleições 2018

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA BIBLIOTECAS E BIBLIOTECÁRIOS

Prezada bibliotecária, prezado bibliotecário,

Esta edição especial do BOB News é dedicada às eleições que serão realizadas no próximo mês de outubro.

O Conselho Regional de Biblioteconomia 8ª Região, durante o período de campanha eleitoral, realizou ações para evidenciar as políticas públicas na área do livro, leitura, biblioteca e literatura, e despertar a reflexão de bibliotecários e políticos neste sentido. A preocupação de trazer as bibliotecas e bibliotecários na pauta política tomou forma com a criação uma Comissão Temporária de Políticas Públicas para Bibliotecas e Bibliotecários na reunião plenária ordinária de agosto último. 

De um lado, o Conselho consultou os candidatos, inspirado em experiências anteriores. Dessa vez, os ofícios enviados aos candidatos aos diversos cargos – Presidência da República, Governo do Estado de São Paulo, Senadores, Deputados Federais e Deputados Estaduais – foram divulgados no site do Conselho: http://www.crb8.org.br/especial-eleicoes-2018-e-politicas-publicas-para-o-livro-e-a-leitura/ .  

E os bibliotecários foram convidados a reforçar a consulta junto aos seus candidatos de sua preferência. 

De outro lado, todos os profissionais e empresas inscritos no Conselho foram consultados sobre sua atuação e suas expectativas no tocante a essas políticas.

Mais ainda docentes e profissionais foram convidados a estimular a reflexão com textos na sua área de especialidade.

O primeiro resultado das ações está condensado nessas vinte páginas.

Apesar de um tempo bastante exíguo, a efervescência dos debates e a riqueza das informações coletadas sugerem que a discussão e a reflexão apenas começaram.

Seus comentários e sugestões são bem-vindos.

Boa leitura! Bom voto!

18ª Gestão do CRB-8

Las bibliotecas son motores para el cambio, dice la presidenta de la IFLA en Brasil

La presidenta de la Federación Internacional de Asociaciones de Bibliotecarios y Bibliotecas (IFLA), Gloria Perez-Salmerón, participa en un acto en el Instituto Cervantes de Río de Janeiro (Brasil) hoy, lunes 24 de septiembre de 2018. EFE

Las bibliotecas “son motores para el cambio” social, pero necesitan personas formadas y de una “mayor sensibilización al entorno cambiante que vivimos”, explicó hoy a EFE la presidenta de la Federación Internacional de Asociaciones de Bibliotecarios y Bibliotecas (IFLA), Gloria Perez-Salmerón.

En un seminario sobre “Información en Arte”, organizado por la Red de Bibliotecas y Centros de Información en Arte del Estado de Río de Janeiro, Pérez-Salmerón, que fue presidenta de la Biblioteca Nacional de España (BNE) entre 2010 y 2013, manifestó que “las bibliotecas cambian vidas”.

“Un ejemplo que me gusta dar es el caso de Medellín (Colombia), que era un cártel de droga, y a través de una estrategia de bibliotecas se educó a las personas, se les instruyó para acceder al conocimiento y para que buscaran un futuro a través de la información y la formación”, apuntó la española.

“Por eso las bibliotecas cambian vidas, porque si vives en un entorno en el cual tienes herramientas que te ayudan a ser mejor o te muestran posibilidades de evolución” el desarrollo personal será más positivo, pero lleva “tiempo y estrategia, hemos visto el caso de Bogotá o Medellín y aquí (Río de Janeiro) también puede pasar”, deseó.

Pérez-Salmerón defendió que en un entorno cambiante marcado por la irrupción de las nuevas tecnologías, el personal cualificado de las bibliotecas es el que aporta el valor diferencial que las hace aún necesarias frente a la información que ofrecen “los dispositivos electrónicos que llevamos en los bolsillos”.

“Los bibliotecarios sabemos de las fuentes de información y podemos acercar a las personas a los datos pertinentes”, ya que estas “buscando en la red, pueden encontrar mucho ruido, mucha información que no necesitan”, apuntó.

“La vida ha cambiado y ahora la información que necesitan las personas es mayor que la que hay en los libros”, indicó la presidenta de la IFLA, lo que obliga a las bibliotecas a pensar en adaptarse al entorno digital, dando acceso y formación para que las personas que acudan sepan cómo relacionarse con esta nueva atmósfera y les permita alcanzar nuevas habilidades y competencias”.

La expresidenta de la BNE subrayó que los principios en los que se tiene que sustentar esta adaptación son principalmente la transformación y preservación digital, el activismo y asociacionismo entre bibliotecas, el trabajo en red y la concienciación política sobre su importancia social.

Fonte: EFE

Bibliotecas apostam em Instagram, YouTube e exposição

Ferramentas digitais trazem novas oportunidades para a divulgação do acervo

Texto por G.LAB

Junção de arte, história e tecnologia estimula várias perguntas (Foto: Thinkstock)

Sempre imaginei o paraíso como um tipo de biblioteca”, disse o escritor argentino Jorge Luís Borges em um de seus poemas. Quem, como Borges, ama esse tipo de ambiente deve estar ansioso para a abertura da exposição “A Biblioteca À Noite”, que chega a São Paulo no dia 3 de outubro, após passar por Canadá, França e Rússia.

A instalação tira seu nome de um livro homônimo, escrito pelo argentino Alberto Maguel, bibliófilo e discípulo de Borges. A obra traz 15 ensaios, nos quais se configura um passeio por bibliotecas antigas e modernas. Inspirado nesses textos, o dramaturgo canadense Robert Lepage desenvolveu essa exposição, em que os visitantes percorrem, por meio da realidade virtual, um roteiro com dez bibliotecas reais ou imaginárias. A instalação será exibida no Sesc Avenida Paulista até 10 de fevereiro.

Essa junção de arte, história e tecnologia estimula várias perguntas. Entre elas: como as bibliotecas estão ocupando o ambiente digital hoje, aproveitando as novas ferramentas para atrair e encantar leitores de todo o mundo? Confira a seguir três iniciativas nesse sentido, desenvolvidas pela New York Public Library, pela Biblioteca Nacional de España e pela British Library.

Clássicos no Instagram

A New York Public Library divulgou, em agosto, seu Instanovel – um projeto que disponibiliza obras clássicas por meio do Stories, na conta da biblioteca no Instagram (@nypl). O famoso romance “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, foi a primeira obra a ser divulgada no novo formato, acompanhado por ilustrações e animações do artista Magoz (@magoz). Em seguida, serão disponibilizados o conto “O Papel de Parede Amarelo”, de Charlotte Perkins Gilman, e o romance “A Metamorfose”, de Franz Kafka.  A meta é transformar a conta da biblioteca, no Instagram, numa prateleira virtual.

O Papel de Parede Amarelo” foi um dos precursores da literatura feminista nos Estados Unidos. A história gira em torno de uma mulher que é confinada pelo marido. Médico, ele a diagnosticou como deprimida e histérica, e a mantém presa e isolada, com a justificativa de que assim ela pode se recuperar. Publicado em 1891, o conto foi redescoberto na década de 1970 por teóricas feministas. Na versão para o Instagram, contará com ilustrações de Buck (@buck_design). Já “A Metamorfose”, de Kafka, dispensa maiores apresentações – mesmo quem não leu a obra provavelmente já ouviu falar do drama do caixeiro viajante Gregor Samsa, que um belo dia acorda metamorfoseado em inseto.  A ilustração do livro ficou a cargo de César Pelizer (@cezarpelizer).

O Instanovel se soma a uma série de outras estratégias adotadas pela New York Public Library para ampliar o alcance de seu acervo. A biblioteca já oferece, por exemplo, um catálogo de obras em braile, assim como audiolivros para download.

Receitas históricas no YouTube

Chefs, historiadores, arqueólogos, filólogos e outros pesquisadores se uniram para apresentar, em vídeos, receitas antiquíssimas da culinária espanhola, usando como base documentos históricos. O ChefBNE é uma série documental composta por 12 episódios, feita pela Biblioteca Nacional Espanhola, que disponibilizou o material em seu canal do YouTube.

Narrados em espanhol, com legendas em inglês, os vídeos contam como foi a chegada do chocolate à Espanha, assim como surgimento dos sorvetes e a influência da cultura árabe e judaica…

As histórias são ricas em detalhes saborosos. Por exemplo: sabia que, quando entraram em contato com o tomate (proveniente da América), os espanhóis não sabiam que se tratava de uma planta comestível? Os tomates eram cultivados com fins decorativos! Só no meio do século 18 aparecem as primeiras receitas com o ingrediente – curiosamente, a de molho de tomate aparece em um livro sobre confeitaria.

Exposição digital sobre Harry Potter

E, por falar em exposição, a British Library inaugurou no ano passado uma exposição para celebrar os 20 anos do primeiro romance da série Harry Potter – escritos por J. K. Howling, esses livros fizeram tanto sucesso que chegaram a mudar o status de obras com foco no público infanto-juvenil no mercado editorial. E essa mostra foi acompanhada por uma versão digital, desenvolvida em parceria com o Google.

A exposição ficou em cartaz em Londres até março deste ano, quando foi transferida para Nova York. Mas sua versão online continua ao alcance de qualquer um de nós, à distância de um clique, ajudando a divulgar não apenas informações sobre Harry Potter, mas também sobre outras peças que compõem o acervo da instituição.

Ao apresentar manuscritos, entrevistas e vídeos sobre os personagens da série, os curadores também chamam a atenção para vários documentos e objetos históricos relacionados a magia e seres míticos. Com mais de 200 milhões de itens, a coleção da British Library conta até com varinha de forma de serpente e bola de cristal. Entre os livros selecionados pelos curadores para a mostra, está um do século 17, chamado “A Chave do Conhecimento”, que trazia instruções para quem quisesse se tornar invisível. Outro, o “Old Egyptian Fortune-Teller’s Last Legacy”, publicado em Londres em 1775, ensinava estratégias para prever o futuro, por meio da leitura das linhas da mão e até levando em conta a localização de verrugas pelo corpo. Para entrar no clima, que tal tentar prever como será a biblioteca do futuro?

Fonte: Época Negócios

Biblioteca do futuro deve ir ao encontro do usuário, diz responsável pela área

Thesaurus, sistema de gerenciamento de dados foi substituído pelo Aleph, considerado mais ágil e moderno

A responsável pela biblioteca da Fundacentro, Erika Alves dos Santos, em entrevista à Assessoria de Comunicação Social da instituição defende a biblioteca do futuro como um ambiente em que a informação deve ir ao encontro do usuário e não o usuário ao encontro da informação.

Isto porque a biblioteca da Fundacentro, responsável por um grande acervo de obras na área de segurança e saúde do trabalhador, começa a trilhar novos projetos para o quadriênio 2018-2021, de modo a acompanhar as novas tecnologias e tendências da Ciência da Informação, além de atender o leitor de forma rápida, prática e funcional.

Criada em 1969 e registrada no Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) – 8ª região em junho de 1971, na categoria de biblioteca especializada, a biblioteca Eduardo Gabriel Saad (nome dado em homenagem ao superintendente da instituição no período de 1976 a novembro de 1981), já procedeu mais de 150 mil atendimentos presenciais e remotos e registra uma média anual de 30 mil acessos em sua página na Internet, com mais de 150 mil downloads de publicações da Fundacentro.

Vinculado à Diretoria Técnica, Serviço de Documentação e Biblioteca (SDB), coordena, além da biblioteca do Centro Técnico Nacional, as 13 bibliotecas físicas nas Unidades Descentralizadas, nas quais ocorre a prestação de serviços semelhantes à da biblioteca central, no CTN.

Atualizar o acervo é um dos desafios da coordenadora, que explica que, o normal entre as bibliotecas é que se façam novas aquisições anualmente. Mas, além da atualização do acervo, Erika destaca outros pontos importantes que integram a rotina de trabalho em bibliotecas, como a definição de politicas de trabalho, além dos regulamentos de uso dos serviços prestados ao público interno e externo.

Desde o inicio de 2018, a coordenadora vem construindo, além de uma política de regulamentação interna e externa, projeto que envolve a reestruturação da biblioteca. Um primeiro passo será o estabelecimento de uma comunicação direta com o sistema da biblioteca em tempo real, tanto no CTN quanto nas Unidades Descentralizadas. “Pretendemos com essa primeira medida, maximizar o atendimento na biblioteca”, diz Erika.

Outras ações também importantes que estão no projeto de reestruturação envolvem a ampliação do serviço de empréstimo domiciliar para o público externo. “O fato de o horário de funcionamento da biblioteca coincidir com o horário comercial desfavorece a visita de pessoas que possuem vínculos empregatícios, e isto potencializa a necessidade de flexibilizar as possibilidades de acesso à biblioteca”, reforça a chefe do SDB.

Para iniciar a empreitada, o Thesaurus, antigo sistema de gerenciamento de dados utilizado pelo SDB foi substituído por outro sistema mais ágil e moderno -, o Aleph, sistema de gerenciamento israelense, mais robusto e atualizado.

50 anos de atendimento ao público

A biblioteca Eduardo Gabriel Saad completará em 2020, 50 anos de atendimento ao público e de auxílio nas pesquisas voltadas para a área de segurança e saúde do trabalhador.

Com todas as novas ações a serem implementadas, a intenção é de que o cinquentenário da biblioteca seja comemorado com a apresentação de novas diretrizes e procedimentos, garantindo um atendimento ágil e diferenciado.

Organização da informação

No Brasil e em outros países, profissionais bibliotecários buscam a troca de informações e delinear as tendências da Ciência da Informação, alinhada aos interesses e necessidades dos pesquisadores para a construção de novas idéias.

Erika Alves dos Santos que está há 14 anos no Serviço de Documentação e Biblioteca da Fundacentro e atualmente ocupa o cargo de coordenadora, irá participar do 13º. Congresso Nacional da Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas. O evento acontece de 22 a 26 de outubro de 2018, na cidade de Fundão, Portugal.

Em julho, Erika teve seu trabalho apresentado no 15th International ISKO Conference realizado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, de 9 a 11 de julho de 2018. O trabalho recebe o título de The cooperative work as a strategy for information organization in the era of linked data e teve como coautor, Marcos Luiz Mucheroni.

No período de 22 a 26 de outubro de 2018, na Universidade Estadual de Londrina, acontece o XIX Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação. O artigo “Ontologias SPAR e uso de metadados FRBR para elaboração de referências” foi aprovado e escrito por Erika Alves, em coautoria com Marcos Luiz Mucheroni e Fernando Modesto.

Fonte: SEGS

Exposição imagina novos caminhos para as bibliotecas

Em ‘A Biblioteca à Noite’, o público seguirá o roteiro de 10 bibliotecas, reais ou imaginárias

Exposição 'A Biblioteca à Noite' oferece uma imersão no mundo real e virtual
Exposição ‘A Biblioteca à Noite’ oferece uma imersão no mundo real e virtual
Dentre todas as bibliotecas que Robert Lepage já visitou, a de Vasconcelos, localizada na cidade do México, é uma de suas preferidas. “Ela não é silenciosa, como a maioria. Além disso, por conta dos terremotos que assolam a região, o prédio está suspenso. Então, o chão pode tremer, mas a biblioteca não se mexe.”

A partir de 3 de outubro, o artista abre a exposição “A Biblioteca à Noite”, no Sesc Avenida Paulista, inspirada no livro homônimo do argentino Alberto Manguel. A visita pode ser agendada no site da unidade ou pessoalmente.

Na obra, o escritor discute questões filosóficas e sociais atreladas à existência de qualquer biblioteca de qualquer tempo. Mas antes, Lepage chama a atenção para o título da exposição. “Não se trata do ambiente de uma biblioteca durante o dia, quando ela é mais frequentada ou quando é mais apropriado fazer uma leitura. Durante a noite, parece haver uma atmosfera de sonhos, do medo e da fabulação. É um lugar escuro, cheio de possibilidades.”

Como é característico nos trabalhos do canadense, “A Biblioteca à Noite” oferece uma imersão em um mundo real e virtual. Nela, o público seguirá o roteiro de 10 bibliotecas, reais ou imaginárias. A aventura passa pela Biblioteca da Abadia de Admont, na Áustria, considerada a maior biblioteca monástica do mundo. Em uma de suas salas, o visitante poderá ver esculturas batizadas de “As Quatro Últimas Coisas”, representadas como a Morte, o Juízo Final, o Inferno e o Paraíso.

Em outro espaço, a exposição recria a biblioteca Nautilus, de Vinte Mil Léguas Submarinas, obra de Julio Verne. Na história, havia mais de 12.000 obras sobre ciência, moral, literatura, escritas em diversas línguas. Há, também, construções que foram destruídas, como a biblioteca de Alexandria, erguida no Egito e que foi incendiada com mais de 40 mil documentos.

A função das bibliotecas na manutenção da memória também aponta para a transmissão de conhecimento, como foi no templo budista de Hase-Dera, no Japão. O espaço abriga o trabalho dos monges copistas no registro das palavras de Buda, quando a população ainda não sabia ler ou escrever.

“Hoje, o fato de vivermos num mundo digital, e de não precisarmos ter realmente um livro nas mãos, nos leva a buscar novos propósitos para uma biblioteca”, diz Lepage. “É preciso criar novas questões e encontrar outras funções para esses lugares cheios de memórias e histórias.”

A BIBLIOTECA À NOITE. Sesc Avenida Paulista. Av. Paulista. 119. Tel.: 3170-0800. 3ª a sáb., 10h30 às 21h; dom., até 18h30. Grátis. Necessário agendar visita.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Diário da Região – São José do Rio Preto

A primeira bibliotecária trans do Brasil é da UNESP

Ex-aluna do câmpus de Marília recebeu o título no começo de 2018; nesta entrevista, ela conta sobre sua trajetória na universidade
Texto por Ana Carolina Moraes

“O mais importante, pra mim, nisso tudo é poder mostrar pra sociedade que nós, trans, somos pessoas como outra qualquer e que merecemos respeito, dignidade e direitos”, nos confessou Alexia Vitória de Oliveira, bibliotecária no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – Cefet/RJ, campus Angra dos Reis.

Formada em 2006 no curso de Biblioteconomia pela UNESP Marília, ela nos contou sobre sua trajetória na UNESP. Foi mudando de ares, de estados, de hábitos que ela se transformou em quem é hoje: a primeira Bibliotecária Transexual do Brasil a ser reconhecida por um Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB). O título veio através de uma nota emitida pelo CRB do Rio de Janeiro no início deste ano.

Paixão

“Sou uma verdadeira apaixonada pela UNESP”, declarou Alexia durante a entrevista. É mais do que perceptível o carinho e o entusiasmo que ela tem pelo período que estudou na universidade. Tanto que ela nos deu a permissão para conhecer – e contar – a história de um tempo em que ela era outra pessoa.

O primeiro contato com a possibilidade de estudar na UNESP veio de um amigo, que na época era estudante do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, de São José do Rio Preto. “[Ele] começou a me falar sobre a UNESP e que seria muito bom pra minha vida como um todo ter uma formação universitária”, relembra Alexia.

O incentivo valeu a pena. Ainda naquele ano ela prestou o vestibular para o curso de Rádio e TV, na UNESP Bauru. Não deu.

“No ano seguinte resolvi me preparar para valer e, às vésperas da inscrição, resolvi que não queria mais área de comunicação. Foi quando Biblioteconomia me chamou a atenção e Marília não ficava muito longe da casa de meus pais. Prestei o vestibular, passei e resolvi encarar essa nova etapa da vida”.

Entre atividades extraclasses, esportes, ser bolsista PIBIC/ CNPq e a vida social unespiana, Alexia conta que conseguiu conciliar tudo aos estudos: “me formei nos 4 anos de duração do curso”.

Apesar de ter feito a transição de gênero há pouco tempo, Alexia afirma que foi na UNESP que teve um contato maior com essa possibilidade. “Por conta da dinâmica do câmpus, quase me libertei, mas por causa de questões familiares e sociais, acabei não o fazendo”, relata. Ainda assim, a graduação – para ela – foi um momento mágico.

“É por causa dela [da UNESP] que tenho minha formação e atuação profissional… O que me marca muito são amigos que trago até hoje e que não são poucos, os eventos esportivos – especialmente Jogos InterUNESP e, claro, as festas, que foram muito importantes para poder descarregar o estresse dos estudos e fortalecer os laços sociais”, declara.

O último contato da Alexia com a UNESP foi para garantir mais uma vitória: em março de 2018 ela solicitou a retificação do diploma, depois ter o registro civil também retificado, via ação judicial. “Liguei na semana retrasada no Departamento de Graduação da UNESP Marília e fui informada que o processo ainda está na Reitoria, mas que até novembro [o diploma] deve estar pronto”.

Quebra de paradigmas

Desde que se formou, Alexia Vitória tem atuado na área de formação. O primeiro emprego foi em março de 2006, quase dois meses após a formatura. Depois disso, trabalhou na iniciativa privada até agosto de 2008, quando saiu a aprovação no primeiro curso público – Prefeitura de São Paulo, no CEU Caminho do Mar.

Em 2012, Alexia tomou posse no Instituto Federal do Mato Grosso do Sul, onde ficou até dezembro de 2014. “Foi uma mudança de ares bastante radical, que me fez bem”, relata sobre essa experiência. Logo em seguida, foi empossada como bibliotecária no Cefet/ RJ, onde continua trabalhando.

Transição

“Me reconheço no feminino desde que tenho memórias, desde os 3 anos de idade”, confirmou a bibliotecária. Mas a transição de gênero é recente na vida de Alexia Vitória.

“Aqui no Cefet Angra dei início à minha transição física de gênero e conto com acompanhamento psicológico e endocrinológico. Acho importante eu sempre mencionar esses acompanhamentos, pois a grande maioria se hormoniza por conta própria e não tem apoio psicológico”, destaca.

“Chamo essa comparação da ‘imagem como emblemática’, pois pega meu visual de maior negação para meu momento mais Barbiezinha”, comenta Alexia Vitória sobre a montagem com a sua transição. (Foto: Acervo pessoal)

Há três anos ela começou a terapia hormonal, já passou por procedimentos cirúrgicos e em junho deste ano, ela fez a readequação sexual. “Hoje eu não vejo problemas de estar em um espaço com outras meninas e trocar de roupa”, declarou em uma entrevista para o programa Profissão Repórter, que acompanhou seu processo cirúrgico.

Fora das estatísticas

Alexia é graduada, pós-graduada e está empregada na área de formação acadêmica. A realidade dela, no entanto, não é a mesma de outras mulheres trans. Segundo o dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, 90% desta população não consegue encontrar um emprego formal. “Sou um ponto fora da curva”, disse a bibliotecária em entrevista para o Profissão Repórter. “Quando iniciei minha transição física de gênero, eu já era bibliotecária chefe”.

Perguntamos a ela sobre ações que podem tornar a UNESP mais inclusiva: “Adoção de banheiro neutro, pois é algo que atrapalha muito a vida de uma pessoa trans, especialmente mulheres. E campanhas contra transfobia e sanções a quem desrespeitar”, foram as sugestões.

Mas vale dizer que a UNESP já tem está se adaptando a esta realidade.

A UNESP foi a primeira entre as universidades públicas do estado de São Paulo a reconhecer o nome social para transgêneros. A norma foi aprovada em junho de 2017 e, além do nome social, ressalta a utilização da adequação de gênero.

A universidade também conta com Educando para a Diversidade, projeto que reúne uma série de ações para promover o debate sobre inclusão e diversidade no meio universitário, integrando atividades com a comunidade externa, como o programa homônimo produzido e divulgado pela TV UNESP.

Fonte: Portal Alumni UNESP

TRT DA 2ª REGIÃO PROMOVEU DEBATES SOBRE FUTURO DAS BIBLIOTECAS DA JUSTIÇA DO TRABALHO

Foi realizado, nos dias 19, 20 e 21 de setembro, no Fórum Ruy Barbosa, em São Paulo-SP, o XVII Encontro de Bibliotecários da Justiça do Trabalho.

O TRT da 2ª Região realizou, entre os dias 19 e 21 de setembro, o 17º Encontro de Bibliotecários da Justiça do Trabalho – EBJUT XVII. O evento ocorreu no auditório da Escola Judicial (Ejud-2), no 10º andar do Fórum Ruy Barbosa, em São Paulo-SP, e reuniu bibliotecários e responsáveis pelas unidades de informação deste e de outros regionais, assim como do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

“É uma alegria dupla abrir este evento”, declarou o presidente do TRT da 2ª Região, desembargador Wilson Fernandes. “Primeiro pela sua importância, uma vez que escola sem biblioteca não se completa. Depois porque este é o último evento da Ejud-2 do qual participo na condição de presidente”, lembrou (a posse do novo Corpo Diretivo do TRT-2 será em 1º de outubro).

Na imagem acima, desembargadores Bianca Bastos e Wilson Fernandes

A atual conselheira e futura vice-diretora da Ejud-2, desembargadora Bianca Bastos, cumprimentou o presidente pelo apoio dado à Escola Judicial e falou sobre a importância dos bibliotecários para a Justiça do Trabalho. “Vocês dão um apoio silencioso e eficiente à atuação dos magistrados, colaborando para a efetiva prestação jurisdicional”.

O XVII EBJUT contou com palestras de renomados profissionais da área de biblioteconomia, como o professor doutor Fernando Modesto (USP); Neide Alves Dias de Sordi, mestre em ciência da informação (UNB); e Rosaly Favero Kryzyzanowski (Fapesp). Houve, ainda, a contribuição do juiz titular da 8ª VT/Guarulhos do TRT-2, Rodrigo Garcia Schwartz. Os bibliotecários Rejane Maria Façanha de Albuquerque (TRT-7), Leandro do Nascimento de Souza (TRT-21), Márcia Cristina Ribeiro Simaan (TRT-18) e Virginia Ramos Veríssimo (TST) dividiram suas vivências profissionais com os participantes.

A professora Rosaly, da Fapesp, contou sobre como participou, nos anos 1990, da criação de um programa de biblioteca eletrônica que inicialmente compartilhou conteúdo científico entre 86 bibliotecas da USP, Unicamp, Unesp, Ufscar e um centro de informações em ciências da saúde. O projeto cresceu, foi incorporado pelo portal da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), e hoje reúne 132 bibliotecas e 2.340 títulos virtuais, disponíveis a milhares de professores, pesquisadores e estudantes em todo o país. As principais vantagens do consórcio são a contratação de uma assinatura digital única de publicações para todas as instituições interessadas, barateando o custo e universalizando o acesso aos seus leitores.

Na imagem acima, bibliotecários e representantes de unidades de informação da Justiça do Trabalho

Segundo Messias Pedro de Avila, diretor da Coordenadoria de Biblioteca da Ejud-2, a restrição orçamentária na Justiça do Trabalho tem levado os tribunais a imaginarem uma solução semelhante. Estariam em jogo, no caso, cerca de 30 publicações jurídicas para ser disponibilizadas de forma integrada entre os 25 tribunais do trabalho. “Estamos iniciando estudos nesse sentido”, afirmou.

Texto: Agnes Augusto; Fotos: Allan Lustosa – Secom/TRT-2

Fonte: TRT DA 2ª REGIÃO 

Exposição inédita traz raridades de Machado de Assis

A partir de 28 de setembro, mostra na USP apresenta edições raras e uma faceta desconhecida do escritor

No total, a exposição traz 108 itens, incluindo 17 periódicos com textos de Machado de Assis e 40 obras coletadas postumamente por pesquisadores – Foto: Divulgação / PRCEU – USP

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP apresenta, de 28 de setembro a 22 de novembro, a exposição inédita e gratuita Machado de Assis na BBM: Primeiras Edições e Raridades. Nesta quinta-feira, dia 27, ao meio-dia, será realizada a abertura da mostra, com a apresentação de peças de Ernesto Nazareth em solo de piano e uma mesa-redonda com especialistas.

Com o objetivo de destacar a amplitude e variedade da obra de Machado de Assis, a mostra conta com livros, jornais e revistas com escritos machadianos. Parte do material será disponibilizada em tablets, para que o visitante veja os detalhes das obras raras.

A Revista Moderna, que circulou no Brasil no final do século 19 – Foto: Divulgação / PRCEU – USP (Clique na imagem para ampliar)

Ao todo são 108 itens, incluindo 17 periódicos com textos de Assis e 40 obras coletadas postumamente por pesquisadores. A seleção convida o visitante a conhecer outra faceta do escritor, que teve uma carreira de mais de 50 anos, na qual atuou em dezenas de jornais e revistas.

A maioria de seus textos foi publicada pela primeira vez na imprensa antes de encontrar o formato mais perene do livro, em uma variedade de gêneros, como poesia, crítica literária e teatral, conto, romance e correspondências.

A curadoria é do professor Hélio de Seixas Guimarães, pesquisador da área de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Ele trabalhou três anos no projeto, investigando o acervo da BBM, que inclui todas as primeiras – e raras – edições dos livros de Machado de Assis.

Anúncio de obras de Machado de Assis para venda – Foto: Divulgação / PRCEU – USP (Clique na imagem para ampliar)

Alguns exemplares são muito singulares, por trazerem dedicatórias de Machado de Assis a figuras importantes do seu tempo, como Salvador de Mendonça, José Veríssimo e Joaquim Nabuco”, ressalta o pesquisador. “Em alguns casos, pelas dedicatórias é possível recompor a trajetória do exemplar, que passou por vários proprietários”, indica.

O curador aponta ainda outros destaques da mostra: “Estará exposta uma edição do livro Poesias Completas, bastante cobiçada por colecionadores por conter um famoso erro tipográfico que formou uma ‘palavra feia’. Outra curiosidade é ver as Memórias Póstumas de Brás Cubas, que geralmente associamos ao formato do livro, em sua primeira publicação nas páginas da Revista Brasileira”.

A exposição pode ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30. A BBM fica na Rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária. Mais informações e agendamento educativo para grupos podem ser encontrados no site bbm.usp.br.

A exposição Machado de Assis na BBM: Primeiras Edições e Raridades fica em cartaz de 28 de setembro a 22 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP (Rua da Biblioteca, 21, Cidade Universitária, em São Paulo). Entrada grátis. Mais informações podem ser obtidas no site da BBM.

Michel Sitnik

Fonte: Jornal da USP

Acervo Delfim Netto guarda preciosidades em forma de livros

Iniciada nos anos 40, coleção se encontra hoje na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP

Por Leila Kiyomura

O Acervo Delfim Netto, instalado na biblioteca da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP: 88 mil volumes, a que o professor acrescenta mais obras a cada semana – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

É uma rotina que o leitor, pesquisador Antonio Delfim Netto, de 90 anos, faz questão de manter. Professor Emérito da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, ele envia, toda semana, os livros que acabou de ler para a biblioteca da FEA. Por enquanto, já doou 88 mil volumes, que integram o Acervo Delfim Netto daquela biblioteca. São livros de diversas áreas do conhecimento, que o leitor começou a comprar no início dos anos 1940 nas livrarias e sebos da cidade.

“A doação de sua biblioteca foi oficializada em 2011 e, segundo o professor, o gesto foi uma retribuição e gratidão por tudo que a Universidade de São Paulo lhe proporcionou ao longo de sua carreira”, conta a bibliotecária Sandra Maria La Farina, responsável pelo acervo. “A sua meta é que pesquisadores e estudantes tenham acesso aos seus livros, que são, na verdade, um vasto material de pesquisa. Sua expectativa é que o acervo entusiasme e incentive os novos alunos.”

Acervo conserva as obras completas dos gregos Platão e Aristóteles e do francês René Descartes, além de prateleiras repletas de livros de Karl Marx e seguidores – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

O professor dispôs 260 mil itens devidamente cadastrados no banco de dados de sua biblioteca, pois em seu sistema se cadastram capítulos de livros, artigos de compêndios, artigos de periódicos e outros materiais. No decorrer de três anos, o acervo foi devidamente separado, catalogado e indexado. “Os livros, folhetos, compêndios e separatas foram cadastrados no Banco de Dados Bibliográficos da USP, o Dedalus”, explica Sandra.

Depois de organizado com todos os requisitos técnicos e ambiente especialmente projetado, o Acervo Delfim Netto foi inaugurado em julho de 2014. Para surpresa de todos, a “biblioteca de trabalho e não de raridades”, como define o professor, reúne preciosidades. “Podemos citar a primeira edição da obra de John Maynard Keynes, The General Theory of Employment, Interest and Money, de 1936, e a primeira edição de An Inquiry into the Nature and Causes of Wealth of Nations, de Adam Smith, em três volumes, de 1776”, afirma a bibliotecária.

A sala de Delfim Netto, transferida para a biblioteca da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Sandra abre as estantes deslizantes do acervo para apresentar as prateleiras com os 36 volumes originais da Encyclopédie ou Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers, a célebre Enciclopédia editada no século 18 por Denis Diderot e Jean D’Alembert, com artigos escritos por 130 colaboradores, como Voltaire, Rousseau e Montesquieu.

O enfoque principal é a ciência econômica e disciplinas correlatas ao pensamento econômico, como matemática, filosofia, sociologia, história, geografia, ciências atuariais, psicologia, direito, religião, entre outras.

Interessante também é a 11ª edição da Encyclopaedia Britannica, lançada em 1910 e 1911, com seus 32 volumes. “O enfoque principal é a ciência econômica e disciplinas correlatas ao pensamento econômico, como matemática, filosofia, sociologia, história, geografia, ciências atuariais, psicologia, direito, religião, entre outras”, conta Sandra. “Há também uma grande parte do acervo dedicada às ciências naturais, com obras de física, química e biologia. Além disso, o acervo é rico em enciclopédias, obras de literatura e artes e dicionários de diferentes línguas e assuntos.”

Livros de todas as áreas do conhecimento compõem o Acervo Delfim Netto – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Entre visitantes assíduos da biblioteca estão os estudantes de Filosofia. O acervo tem obras completas dos gregos Platão e Aristóteles e também do francês René Descartes. Também os pesquisadores e estudantes de Letras e Literatura se deleitam com uma das primeiras edições de Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, e da Divina Comédia, de Dante Alighieri. “Há livros da história da formação do Brasil, com mapas, ilustrações e registros”, continua a bibliotecária, deslizando as estantes e apresentando as prateleiras repletas de livros. “Tem um acervo muito extenso sobre o marxismo e suas vertentes. Há coleções de obras completas de Karl Marx, São Tomás de Aquino, Darwin e Voltaire. E o mais curioso: o leitor pode observar edições diferentes do mesmo livro, refletindo o espírito do professor de bom colecionador.”

Sandra destaca também a coleção de compêndios. “Um compêndio é uma coletânea de artigos organizada pelo próprio professor. Quando Delfim lê um artigo e este lhe interessa, ele solicita à sua equipe que providencie as referências daquele estudo, que serão anexadas e encadernadas junto ao artigo que deu origem à coletânea. Por fim, os muitos escritos do professor Delfim, ao longo de sua carreira, também completam o acervo.”

Ninguém pode ter ilusões, o desenvolvimento não é um processo tranquilo, calmo, no qual cada um de nós vai manter a sua posição. O desenvolvimento é um processo doloroso, difícil, trabalhoso.

Junto com a sua biblioteca, Delfim Netto doou também todo o mobiliário. Há um espaço que reproduz a sua sala, com a grande escrivaninha de imbuia, com um tampo revestido em couro, porém já gasto de tantos livros que foram lidos sobre ele. Há ainda cadeiras estofadas, um mobiliário todo torneado e uma pequena máquina de escrever portátil, branca, da marca Odessa.

Detalhe da mesa de trabalho de Delfim Netto – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Pelas paredes estão todos os seus diplomas, obtidos ao longo da vida, bem emoldurados. Um ambiente povoado de lembranças do estudante que iniciou sua biblioteca aos 14 anos de idade. “O professor Delfim conta que trabalhava como office-boy na Gessy Lever e, por influência do médico Ayrton Alves Aguiar, que conhecera na empresa, começou a se interessar pelos livros. Os dois discutiam a coleção Espírito Moderno, organizada por Monteiro Lobato e Godofredo Rangel. A partir daí, o professor se tornou um frequentador assíduo de sebos e livrarias no Brasil e no mundo”, narra a bibliotecária Sandra. “Inicialmente, a biblioteca ocupou um quarto da casa onde morava com sua mãe, no bairro da Aclimação, em São Paulo. Depois ocupou o apartamento que habitou nos Jardins, também em São Paulo. No fim dos anos 80, a biblioteca, já contando com uma imensa quantidade de volumes, teve de ser transferida para um sítio em Cotia, pois o peso dos livros ameaçava comprometer as estruturas do edifício. Nesse terceiro endereço, a biblioteca ficou até o processo de mudança para a USP.”

Nessa sala com os diplomas, há estantes com mais livros. Sandra tira da prateleira uma edição de arte que salta aos olhos: Alice’s Adventures in Wonderland, de Lewis Carrol. As ilustrações são do mestre do Surrealismo, o catalão Salvador Dalí. A história é reproduzida em aquarelas. Um trabalho de extrema delicadeza. A edição foi publicada em 1969 pela New York’s Maecenas Press-Random House.

Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

A consulta ao Acervo Delfim Netto é restrita à sala de leitura, não sendo permitido o livre acesso às estantes. Os livros também não são emprestados. A reprodução só pode ser feita por meio fotográfico, sem utilização de flash, ou por meio de digitalização na própria sala, mediante autorização do bibliotecário responsável. Não é permitida a reprodução integral das obras, de acordo com a legislação de direitos autorais vigente.

Logo na entrada da biblioteca da FEA, há um painel reproduzindo a biblioteca original do paulistano Antonio Delfim Netto. O visitante é acolhido por uma frase que ele escreveu em 1972, especialmente válida para os estudantes de hoje:

Ninguém pode ter ilusões. O desenvolvimento não é um processo tranquilo, calmo, no qual cada um de nós vai manter a sua posição. O desenvolvimento é um processo doloroso, difícil, trabalhoso. Cada um vai ter as suas posições sociais mudadas, porque o mundo à nossa volta está mudando. Quem correr vai ficar onde está, quem parar vai ser atropelado. Esta é a noção clara de desenvolvimento. Não existe outra.

Mais informações sobre o Acervo Delfim Netto podem ser obtidas no endereço https://www.fea.usp.br/biblioteca/acervo-delfim-netto.

Fonte: Jornal da USP

Para restaurar uma sociedade civil, comece com a Biblioteca

Artigo publicado no Jornal The New York Times intitulado To Restore Civil Society, Start With the Library de autoria do sociólogo Eric Klinenberg reflete sobre a importância das Bibliotecas para as comunidades locais.

Para restaurar uma sociedade civil, comece com a Biblioteca. 
Essa instituição crucial está sendo negligenciada justamente quando mais precisamos dela.

A biblioteca pública é obsoleta?

Muitas forças poderosas na sociedade parecem pensar assim. Nos últimos anos, os declínios na circulação de livros encadernados em algumas partes do país levaram importantes críticos a argumentar que as bibliotecas não estão mais cumprindo sua função histórica. Inúmeras autoridades eleitas insistem que, no século XXI – quando tantos livros são digitalizados, tanta cultura pública existe on-line e muitas vezes as pessoas interagem virtualmente – as bibliotecas não precisam mais do apoio que já comandaram.

As bibliotecas já estão famintas por recursos. Em algumas cidades, mesmo as mais abastadas como Atlanta, filiais inteiras estão sendo fechadas. Em San Jose, Califórnia, na mesma rua do Facebook, Google e Apple, o orçamento da biblioteca pública é tão apertado que usuários com taxas de atraso acima de US $ 10 não podem pedir livros emprestados ou usar computadores.

Mas o problema que as bibliotecas enfrentam hoje não é irrelevante. De fato, em Nova York e em muitas outras cidades, a circulação de bibliotecas, a frequência de programas e a média de horas gastas em visitas estão em alta. O problema real que as bibliotecas enfrentam é que muitas pessoas as estão usando e, para uma variedade tão grande de propósitos, os sistemas de bibliotecas e seus funcionários estão sobrecarregados. De acordo com uma pesquisa de 2016 conduzida pelo Pew Research Center, cerca de metade de todos os americanos com 16 anos ou mais usaram uma biblioteca pública no ano passado e dois terços dizem que o fechamento de sua filial local teria um “grande impacto em sua comunidade. “

As bibliotecas estão sendo desacreditadas e negligenciadas precisamente no momento em que são mais valorizadas e necessárias. Por que a desconexão? Em parte, é porque o princípio fundador da biblioteca pública – que todas as pessoas merecem acesso livre e aberto à nossa cultura e herança compartilhadas – está fora de sincronia com a lógica de mercado que domina o nosso mundo. Mas também é porque tão poucas pessoas influentes entendem o papel expansivo que as bibliotecas desempenham nas comunidades modernas.

As bibliotecas são um exemplo do que eu chamo de “infraestrutura social”: os espaços físicos e as organizações que moldam a maneira como as pessoas interagem. As bibliotecas não apenas oferecem acesso gratuito a livros e outros materiais culturais, mas também oferecem coisas como companheirismo para adultos mais velhos, cuidados infantis de fato para pais ocupados, ensino de idiomas para imigrantes e acolhimento de espaços públicos para os pobres, sem-teto e jovens .

Recentemente, passei um ano fazendo pesquisas etnográficas em bibliotecas na cidade de Nova York. Repetidas vezes, lembrei-me de como as bibliotecas são essenciais, não apenas para a vitalidade de um bairro, mas também por ajudar a resolver todos os tipos de problemas pessoais.

Para as pessoas idosas, especialmente as viúvas, os viúvos e os que moram sozinhos, as bibliotecas são lugares de cultura e companhia, através de clubes do livro, noites de cinema, círculos de costura e aulas de arte, eventos atuais e informática. Para muitos, a biblioteca é o principal local onde eles interagem com pessoas de outras gerações.

Para crianças e adolescentes, as bibliotecas ajudam a incutir uma ética de responsabilidade, a si mesmos e aos vizinhos, ensinando-lhes o que significa pedir emprestado e cuidar de algo público, e devolvê-lo para que outros também possam tê-lo. Para os novos pais, avós e cuidadores que se sentem sobrecarregados quando assistem a uma criança ou a uma criança sozinha, as bibliotecas são uma dádiva de Deus.

Em muitos bairros, especialmente naqueles onde os jovens não são agendados para programas pós-escolares formais, as bibliotecas são muito populares entre adolescentes e adolescentes que querem passar mais tempo com outras pessoas da mesma idade. Um dos motivos é que eles são abertos, acessíveis e gratuitos. Outra é que os membros da equipe da biblioteca os recebem; em muitos ramos, eles até atribuem áreas para os adolescentes estarem uns com os outros.

Para entender por que isso é importante, compare o espaço social da biblioteca com o espaço social de estabelecimentos comerciais como a Starbucks ou o McDonald’s. Estas são partes valiosas da infra-estrutura social, mas nem todos podem se permitir freqüentá-las, e nem todos os clientes pagantes são bem-vindos para ficar por muito tempo.

Pessoas mais velhas e pobres muitas vezes evitam a Starbucks, porque a tarifa é muito cara e sentem que não pertencem. Os velhos frequentadores da biblioteca que conheci em Nova York disseram-me que se sentem ainda menos bem-vindos nos novos cafés, bares e restaurantes que são tão comuns nos bairros da cidade. Os fregueses da biblioteca, pobres e desabrigados, nem consideram entrar nesses lugares. Eles sabem por experiência que simplesmente ficar do lado de fora de um restaurante sofisticado pode levar os gerentes a chamar a polícia. Mas você raramente vê um policial em uma biblioteca.

Isso não quer dizer que as bibliotecas sejam sempre pacíficas e serenas. Durante o tempo que passei pesquisando, testemunhei um punhado de disputas acaloradas, brigas físicas e outras situações desconfortáveis, às vezes envolvendo pessoas que pareciam estar mentalmente doentes ou sob a influência de drogas. Mas tais problemas são inevitáveis em uma instituição pública dedicada ao acesso aberto, especialmente quando clínicas de remédios, abrigos para sem-teto e bancos de alimentos rotineiramente se afastam – e muitas vezes se referem à biblioteca! – aqueles que mais precisam de ajuda. O que é notável é quão raramente essas interrupções acontecem, o quanto elas são gerenciadas civilmente e com que rapidez uma biblioteca recupera seu ritmo depois.

A abertura e a diversidade que florescem nas bibliotecas da vizinhança já foram uma marca da cultura urbana. Mas isso mudou. Embora as cidades americanas cresçam de forma mais étnica, racial e culturalmente diversa, muitas vezes permanecem divididas e desiguais, com alguns bairros se afastando da diferença – às vezes intencionalmente, às vezes apenas pelo aumento dos custos – particularmente quando se trata de raça e classe social.

As bibliotecas são o tipo de lugares onde pessoas com diferentes origens, paixões e interesses podem participar de uma cultura democrática viva. Eles são os tipos de lugares onde os setores público, privado e filantrópico podem trabalhar juntos para alcançar algo superior ao resultado final.

Neste verão, a revista Forbes publicou um artigo argumentando que as bibliotecas não serviam mais a um propósito e não mereciam apoio público. O autor, um economista, sugeriu que a Amazon substituísse as bibliotecas por seus próprios pontos de venda, e alegou que a maioria dos americanos preferiria uma opção de livre mercado. A resposta do público – especialmente dos bibliotecários , mas também dos funcionários públicos e cidadãos comuns – foi tão esmagadoramente negativa que a Forbes excluiu o artigo de seu site.

Nós devemos prestar atenção. Hoje, como cidades e subúrbios continuam a se reinventar, e como os cínicos afirmam que o governo não tem nada de bom para contribuir com esse processo, é importante que instituições como as bibliotecas obtenham o reconhecimento que merecem. Vale notar que “liber”, a raiz latina da palavra “biblioteca”, significa “livro” e “livre”. Bibliotecas representam e exemplificam algo que precisa ser defendido: as instituições públicas que – mesmo em uma era de atomização, polarização e desigualdade – servem como alicerce da sociedade civil.

Se tivermos alguma chance de reconstruir uma sociedade melhor, a infraestrutura social, como a biblioteca, é exatamente o que precisamos.

Artigo Original publicado em inglês no seguinte link: https://www.nytimes.com/2018/09/08/opinion/sunday/civil-society-library.html  – Tradução do bibliotecário Sadrac Leite Silva (DT/SIBiUSP)

Sobre o Autor
Eric Klinenberg ( @EricKlinenberg ), professor de sociologia e diretor do Instituto de Conhecimento Público da Universidade de Nova York, é o autor do próximo livro “Palácios para as pessoas: como a infra-estrutura social pode ajudar a combater a desigualdade, a polarização e Declínio da Vida Cívica ”, a partir do qual este ensaio foi adaptado. #Library

Fonte: SIBiUSP

Palestra – Adolescentes e Biblioteca: uma relação a conquistar

Inscrições abertas! Vagas limitadas.

Palestra – Adolescentes e Biblioteca: uma relação a conquistar, com Agathe Kalfala, coordenadora da Associação Lecture Jeunesse (França).

Dia 11 de outubro, das 9 às 12 horas, na Biblioteca de São Paulo | BSPMais informações e inscrições: (11) 3155-5444 | siseb@spleituras.org | www.siseb.sp.gov.br/agenda/.

Importante: condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por e-mail e/ou telefone, com até 72 horas de antecedência do início da atividade.


Biblioteca Comunitária da UFSCar sedia ações voltadas ao Setembro Amarelo

Neste mês de setembro, a Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) sediará uma série de ações no escopo da campanha Setembro Amarelo, que visa conscientizar a população sobre a prevenção do suicídio. Neste contexto, acontecem rodas de conversa e outras atividades. Um dos debates, que será na próxima terça-feira, 18 de setembro, abordará o tema “Saúde mental na universidade” e será conduzido pela psicóloga Thalyse Santana Pereira, mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFSCar e bacharel em Psicologia pelo Centro Universitário de Lavras, além de integrante do grupo de pesquisa “Práticas Sociais e Processos Educativos” da Universidade. A programação completa pode ser acessada no Portal da UFSCar (via http://bit.ly/2p8zK9B). Todas as atividades são gratuitas, abertas às pessoas interessadas – sem necessidade de inscrição prévia – e acontecem a partir das 13 horas, na BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar.

Além disso, ao longo do mês, serão entregues folhetos de conscientização e laços amarelos nas imediações do Restaurante Universitário (RU) da Universidade, dentre outras ações. Estarão disponíveis, nos banheiros da BCo, caixas com papéis e caneta para todas as pessoas que quiserem deixar recados. A organização do evento ressalta, também, que as ligações para o Centro de Valorização da Vida (CVV), que auxilia na prevenção do suicídio, são gratuitas pelo telefone 188.

Fonte: São Carlos Agora

Exposições da UFSCar apresentam pinturas em tela e história do Paulo Freire

Mostras são abertas ao público e podem ser visitadas gratuitamente até 28 de setembro.

Por G1 São Carlos e Araraquara

Exposição mostra a vida de Paulo Freire em narrativa história no BCo da UFSCar — Foto: Divulgação/UFSCar

A Biblioteca Comunitária (BCo) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) apresenta, até 28 de setembro, as exposições gratuitas ‘Além do Arco-íris’ e ‘Paulo Freire: Educar para transformar’, sob um olhar da educação infantil

Com telas de Julia Silva, portadora de Síndrome de Down, a primeira mostra reúne pinturas com o dedo, tinta plástica, giz de cera e até aquarela, em quadros diversificados e voltados para a natureza.

Já a exposição em homenagem ao educador, pedagogo e filósofo Paulo Freire, foi organizada professora de educação infantil Nilmara Helena Spressola e compõe 18 painéis do Projeto Memória e fotos de registros históricos pertencentes ao Instituto Paulo Freire, que apresentam sua vida e obra em uma narrativa histórica.

As obras podem ser visitadas no piso 2 da BCo e estão abertas ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Exposição ‘Além do arco-íris’ apresenta pinturas em telas sobre a natureza — Foto: Divulgação/UFSCar

Fonte: G1

Jacareí comemora 110 anos da Biblioteca Municipal

Por: Da Redação, com prefeitura de Jacareí

(Foto: Divulgação/PMJ)

Fundada em 8 de setembro de 1908, a Biblioteca Municipal “Macedo Soares” está comemorando 110 anos de sua fundação este ano. Considerada uma das Bibliotecas Públicas mais antigas do Estado de São Paulo, terá uma homenagem especial para marcar a data, com a realização de diversos eventos nos períodos de 17 e 21 e 24 e 28 deste mês, que seguirão a programação elaborada pelo Coletivo de Mulheres Nandi, Coletivo Palmares Resiste e Batalha dos Trilhos, todos da cidade de Jacareí.

A meta fundamental da ação é firmar a Biblioteca Municipal como espaço de diálogo e compartilhamento de ideias, através da realização de exposição de fotos, rodas de conversa e saraus sobre as questões tratadas por esses grupos de jovens. A ocasião permitirá, também, a exposição e divulgação dos trabalhos artísticos e literários que são realizados por eles.

O bibliotecário Luís Cláudio Borges, responsável pelo desenvolvimento das ações do Programa Conecta Biblioteca na cidade, explica que esses coletivos se aproximaram da Biblioteca a partir das reuniões do Comitê Jovem Jacareí Cidade Leitora. “Trata-se de um grupo que frequentemente têm se reunido na Instituição para pensar de que maneira pode atender aos interesses dos jovens da cidade”, destaca.

Para a secretária de Educação Maria Thereza Ferreira Cyrino, as atividades estão diretamente relacionadas com os objetivos do Programa Jacareí Cidade Leitora, “uma vez que as Bibliotecas Públicas são muitos mais que livros. Elas são, sobretudo, espaços de convivência”.

A responsável pela pasta destaca ainda que, aproximar a população das Bibliotecas é o ponto central do programa, especialmente os jovens. “Mais do que comemorar os 110 anos da Biblioteca, as atividades permitirão que ela comece a cumprir o seu papel como instituição de transformação social indispensável dentro do município. Esses jovens estão nos dando um recado claro: eles querem fazer parte da Biblioteca Municipal nos seus próximos 110 anos” completa.

Programação:

As atividades entre os dias 17 e 21 têm como tema “Semana Nandi – 110 anos da Biblioteca Municipal Macedo Soares”. Os encontros acontecerão sempre a partir das 19h na própria Biblioteca (Av. Nove de Julho, 215). Para participar não é preciso inscrição antecipada. Confira a programação completa:

17/09 – Inauguração da Exposição de Fotos no Prédio Principal da Biblioteca – Estarão em exposição fotos sobre a trajetória do Coletivo de Mulheres Nandi e, também, fotos de Isabela Correia sob o título “Empoderamento Urbano”, que propõe a reflexão sobre a importância efetiva de coletivos sociais no desenvolvimento cultural dos cidadãos de Jacareí.

18/09 – Fanzines Nandi: traficando informações – Chegando na edição 70, o fanzine é confeccionado desde a 1ª edição da Batalha dos Trilhos, para trazer informação consciente aos participantes, com temas variados, senso crítico, denúncias e informes. Na ocasião acontecerá a exposição de todas as edições dos fanzines, além de oficina sobre os processos de criação desse tipo de material literário.

19/09 – “Violência Sexual: Parem de nos violentar! Parem de nos matar!” – A roda de conversa também apresentará vídeos e distribuirá fanzines sobre o tema. Discutirá os números apresentados pelo Mapa da Violência.

20/09 – Encontro de Coletivos e Movimentos Sociais do Vale do Paraíba Paulista – O Vale do Paraíba Paulista contém vários coletivos e movimentos sociais, que realizam atividades independentes para o conhecimento da comunidade, emponderamento de jovens, mulheres e em favor dos direitos LGBTQ+.
Na oportunidade, esses Coletivos poderão apresentar seus trabalhos, expor suas ideias e apresentar suas produções artísticas e literárias.

21/09 – Sarau Nandi: Prevenção ao Suicídio –O Coletivo de Mulheres Nandi realizará um Sarau sobre o tema que, por meio da poesia, pretende abrir caminhos para a compreensão do assunto e oferecer ajuda e acolhimento para todos que precisarem, além da oportunidade para o compartilhamento de experiências e relatos pessoais.

Fonte: Portal R3

Entrega de Título de Cidadã Paulistana para Nair Yumiko Kobashi

Entrega de Título de Cidadã Paulistana

A professora Nair Yumiko Kobashi foi presa politica na cidade de São Paulo em 1972 e saiu da prisão no ano seguinte. Era estudante universitária e militante no PC do B. Possui dois filhos e foi casada com José Edson Mesquita de Faria, também ex-preso político. Atualmente participa das atividades e ações em defesa dos direitos humanos.

Nair Kobashi, é jornalista e se formou na Universidade de São Paulo em 1980, bacharel em biblioteconomia pela universidade de São Paulo (1978), mestre em Ciência da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1988). Doutora em Ciência da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1994). Realizou estágio de pesquisa na École des Hautes Études em Sciences Sociales, em 1991, sob a orientação de Jean-Claude Gardin (diretor de pesquisas do CNRS). Professora livre-docente (Área: Análise documentária) da Universidade de São Paulo. Coordenadora ajunta da área Ciências Sociais Aplicadas I (CAPES), no período 2011-2014. Desenvolve atividades de ensino e pesquisa na área de ciência da informação, com ênfase em organização, representação e recuperação da informação, com foco nos seguintes temas: Elaboração e avaliação de vocabulários controlados (Tesauros, taxonomias e ontologias); Análise documentária: Indexação e resumos; Terminologia e linguagens documentárias; Estudos métricos da informação (bibliometria e Cientometria).

Pelo total empenho e dedicação á educação e a pesquisa para o desenvolvimento humano dentro da Cidade de São Paulo, que a Sra. Nair Kobashi merece ser homenageado por essa Casa Legislativa recebendo o título de Cidadã Paulistana, assim aguarda total aprovação dos demais nobres vereadores.

Quarta-feira, 19 de Setembro às 19:00 – 22:00

Próxima semana · 17–26°C Trovoadas

Câmara Municipal de São Paulo

Viaduto Jacareí 100, São Paulo

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Grátis

Viagem Literária fortalece vínculo de estudantes com a Biblioteca Municipal em Limeira

Um clima de assombração tomou conta da Biblioteca Municipal Professor João de Sousa Ferraz, nesta quarta-feira (12), quando alunos do ensino infantil e fundamental assistiram a duas sessões de contação de histórias promovidas pelo programa Viagem Literária 2018. A iniciativa é realizada todos os anos pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, com apoio da Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria de Cultura.

Nesta edição, a Biblioteca recebeu o ator carioca Leandro Pedro, da Cia Ih, Contei!, sob direção de Elton Pinheiro. As crianças se divertiram com os contos populares narrados pelo ator, entre eles, “A rã e o boi”, “Bá e as Viagens” e “Contos de Assombração”. “Conheci essas histórias por meio de minhas viagens. Algumas também eram contatas pelos meus pais. É uma maneira de fomentar e difundir a literatura para a primeira infância”, frisou.

Segundo a chefe do Serviço de Biblioteca, Daniele Pedroso Fernandes, além de incentivar a leitura, o Viagem Literária promove a aproximação das crianças com a biblioteca. “Estamos reforçando o sentimento de pertencimento dos alunos em relação a esse espaço público”, salientou.

Devido ao grande interesse pelo Viagem Literária, foram realizadas duas apresentações, com a participação das escolas: Professora Maria Apparecida de Luca Moore, Professora Benedicta de Toledo, Limeira, Dr. Waldemar Lucato, Professor José Roberto Braz, José Eduardo Voight Sampaio, Professora Jamile Caram de Souza Dias e Pinguinho de Gente.

Coleção do professor Eduardo Peñuela enriquece acervo da USP

Parte dos 3 mil itens da coleção já está disponível na Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes (ECA)

Por Letícia Tanaka
O Códice Vaticano, um dos valiosos itens do acervo do professor Eduardo Peñuela Cañizal, hoje depositado na Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

“Maravilhosa.” É assim que a bibliotecária Silvana Leite, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, descreve a coleção do professor Eduardo Peñuela Cañizal (1933-2014). O docente, um dos fundadores da escola, guardou durante sua vida cerca de 3 mil itens, entre livros, filmes, gravuras, fotografias e revistas. No ano passado, a família do professor doou essa coleção para a Biblioteca da ECA, e agora os itens estão sendo catalogados. Alguns já se encontram disponíveis para consulta e empréstimo.

Livros sobre cinema, arte, filosofia e história estão entre os itens doados à ECA pela família do professor Eduardo Peñuela – Foto: Marcos Santos / USP Imagens
Livro sobre cinema, uma das especialidades de Peñuela – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A maior parte do acervo é composta de livros e filmes, alguns raros e de edições limitadas. A catalogação do material começou este ano e contou com a ajuda do professor Mateus Araújo Silva, do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da ECA. Silva selecionou 468 livros e folhetos que considerou os mais importantes.

O professor Eduardo Peñuela Cañizal (1933-2014), um dos pioneiros da ECA – Foto: Divulgação / ECA

Peñuela também era professor do curso de Audiovisual da ECA. Por isso, a maioria dos itens da sua coleção está relacionada à arte. Mas livros sobre filosofia e história também estão no acervo. “É um enriquecimento muito grande para a biblioteca”, comenta Silvana. Isso se deve ao fato de que 70% do material selecionado é novidade para as prateleiras da faculdade. Alguns dos livros são raros e considerados por si mesmos como obras de arte.

Uma das raridades da coleção de Peñuela, por exemplo, é o Códice Mexicanus I, um manuscrito pictórico que retrata a origem do mundo e dos reis mixtecos, um povo ameríndio pré-colonial. Os desenhos foram reproduzidos em uma cartilha e o livro que acompanha as imagens traduz e explica o significado de cada desenho. A peça original se encontra na Biblioteca Nacional de Viena e a reprodução do livro foi limitada.

O mesmo ocorre com Reliquias Coloniales, outro livro raro da coleção do professor. Com tiragem de apenas 2 mil exemplares, numa única edição, o livro mostra como era a vida colonial das capitanias espanholas na Bolívia e traz desenhos dos projetos de urbanização nesses locais. Há também uma edição do limitado Arte de Pájaros, livro de poemas de Pablo Neruda com a temática de pássaros. Neruda convidou diversos de seus amigos artistas para ilustrar a obra, tornando o livro uma obra de arte poética e visual.

Apreciador dos movimentos artísticos mexicanos do século XX, Peñuela também possuía vários livros sobre Frida Khalo e Diego Rivera, duas referências artísticas mundiais. Além disso, o acervo do professor inclui uma vasta coleção de livros e filmes do cineasta espanhol Luis Buñuel. O professor era pioneiro nos estudos sobre o diretor surrealista, que exerceu forte influência sobre outros diretores, entre eles Pedro Almodóvar.

Eduardo Peñuela Cañizal veio para o Brasil ainda menino, fugindo com sua família da ditadura de Francisco Franco na Espanha. Formou-se na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e ficou conhecido como um dos maiores especialistas do País nas áreas de teoria do cinema e poética das manifestações não verbais. Ajudou a fundar a ECA, ao lado de outros professores da escola, da qual foi diretor entre 1993 e 1996. O professor faleceu em 2014, ainda no exercício da profissão.

Fonte: Jornal da USP

BIBLIOTECA OFERECE ESPAÇO PARA EXPOSIÇÕES E INTEGRAÇÃO CULTURAL

Texto por Bruna Arimathea

A Biblioteca FEAUSP também tem lugar para a arte na cena universitária. O espaço para exposições, no hall de entrada, é uma oportunidade de trazer cultura e um ambiente diferente para a rotina do feano. Com destaque na entrada, o saguão da biblioteca se transforma em museu e permite aos alunos e funcionários um vislumbre artístico dentro da faculdade.

As vitrines estão disponibilizadas para exposições desde 2014, quando foram encerradas as reformas do local, e já receberam quatro exibições até o momento, incluindo as atuais peças expostas. A iniciativa é de disponibilizar o espaço, mas, sem curadoria própria, a biblioteca fica aberta a sugestões e acervos para apresentar em seu hall de entrada.

Margarida Maria de Sousa, responsável pela Biblioteca da Faculdade, afirmou que a instituição não tem como fazer, por ela mesma, as exposições, mas que existem planos. “Nós desejamos fazer uma exposição da biblioteca, com temática diferenciada, talvez reunir as obras mais  especiais do acervo do Delfim Netto”.

A chefe técnica também contou que há grande interesse em receber obras externas à FEA e que é possível notar a diferença no ambiente de estudos da faculdade. “O espaço foi dimensionado desde o começo do projeto da biblioteca. Foram concebidas vitrines com o objetivo de expor livros ou quadros. Gostaríamos que as pessoas se interessassem mais por esse espaço. Eu vejo as pessoas paradas olhando, falando que é bonito. Muda o ambiente da biblioteca, alegra um pouco”.

Atualmente, duas exposições estão abertas à visitação pública. Partes da coleção de Diva Pinho e Rosana Lombardi podem ser vistas até o dia 21 de setembro. O conjunto “Diva – Conexão Japão” é apresentado pela ocasião da inauguração do auditório Funcadi ocorrida em agosto.

A exposição “Arte Livre”, de Rosana Lombardi (foto), pintora e esposa do professor Ariovaldo dos Santos, do departamento de Contabilidade e Atuária, traz diversas obras da coleção pessoal da artista, e teve sua abertura no dia 5 de setembro, com a presença do organizador, professor Gilmar Masiero, do diretor da FEA, Fábio Frezatti além de amigos e professores que foram prestigiar Rosana.

Frezatti fez questão de agradecer a artista pelas obras disponibilizadas e ressaltou a importância da ação para a biblioteca da FEA. “Nós estamos em um ambiente em que as pessoas podem olhar para a gente no sentido monetário, de dinheiro, e a sensibilidade, a expressão, fazem parte da vida. Essa contribuição é muito bacana, porque as pessoas percebem o interesse da FEA, dos colegas e professores, e começam a entender um pouquinho como pode ser forte, importante e motivado por isso”.

Para Rosana Lombardi, é gratificante poder expor em um ambiente tão diverso, como a FEA. “É uma experiência incrível. Adorei o carinho, a lembrança do meu nome. Sou muito simples quanto àquilo que eu faço, porque aqui tem muito amor. Eu agradeço meus amigos, os professores, estou muito feliz”.

As exposições podem ser visitadas de segunda a sexta, das 7h30 às 21h30, na Biblioteca FEAUSP.

Fotos: Bruna Arimathea

Fonte: FEA USP

Campanha pede doação de livros para biblioteca do Museu Nacional

Um dos enormes prejuízos causados pelo incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, no início de setembro, foi a destruição do acervo da Biblioteca Francisca Keller (BFK), do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Para reerguer a biblioteca, fundada há 50 anos, o programa iniciou uma campanha para receber doações de livros e publicações.

Um incêndio atingiu, no início do mês, o Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, destruindo o palácio e a maior parte de seu acervo – Tânia Rêgo/Agência Brasil “A Biblioteca Francisca Keller foi incinerada, mas não morta. Uma biblioteca só morre quando não tem mais leitores. Nós temos leitores. Agora precisamos de livros”, diz o texto da campanha, que é assinado pela Comissão para reconstrução e renovação da BFK.

Interessados em doar podem saber mais detalhes no site da campanha, onde há informações sobre os livros que foram queimados e títulos que já foram doados por outras pessoas ou institutos de pesquisa.

A biblioteca tinha 37 mil volumes e era considerada uma das mais importantes na área de ciências sociais no Brasil e na América Latina. Seu acervo era principalmente de obras contemporâneas e contava com títulos importantes para os pesquisadores do programa e de outras instituições de ensino.

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social tem nota máxima (sete) na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e foi um dos mais afetados pelo incêndio no Museu Nacional. Grande parte de seu acervo sobre etnias indígenas, por exemplo, foi consumido pelo fogo. Salas de aula e de pesquisa que ficavam no palácio precisaram ser realocadas no Horto Botânico, assim como salas de professores e pesquisadores.

Fonte: BOL Notícias

XVI International Conference on University Libraries

Contribution of the library to the success in the plans of the institutions of higher education and research

October, 24th to 26th, 2018 / Premises: Auditorio “Alfonso Caso”, UNAM

In the horizon of the Sustainable Development Goals of the United Nations (UN), as well as in the Global Vision proposed by the International Federation of Library Associations and Institutions (IFLA), new opportunities arise for libraries to contribute with institutions and society to face the challenges of future.

Objective

To analyze and explore the actions that the university library must carry out to become a strategic element in the achievement of the activities and actions that the institutions propose for innovation and excellence in their responsibilities of teaching, research and dissemination of culture.

Organizing Committee

  • Elsa M. Ramírez Leyva
  • Julieta Margáin de Ochoa
  • Federico Turnbull Muñoz
  • Julio Zetter Leal

The event is organized by the Universidad Nacional Autónoma de México through the Dirección General de Bibliotecas.

Website: http://cibu.dgb.unam.mx/index.php/en/

InFoco e o evento [RE] PENSE

O movimento InFoco, formado por egressos da FaBCI está organizando um super evento que será sediado na FESPSP: o [RE] PENSE. Conheça um pouco mais sobre o grupo e seus objetivos!

Mudar não é sempre fácil, como estudantes e bibliotecários sofremos com o desconhecimento de nossa profissão e com os famigerados “biblio o quê?”, “precisa de faculdade para guardar o livro na estante?”, por vezes ouvir essas frases de pessoas próximas dói muito, criam-se cicatrizes que estigmatizam a profissão que escolhemos e o que de fato faz o bibliotecário.

Buscando mudar essa visão, unimos algumas pessoas que começaram a discutir como de fato poderíamos mudar essa visão dos bibliotecários e como poderíamos contribuir para fortalecer a biblioteconomia.

Dividirei o texto em tópicos porque ficará mais fácil de acompanhar.

Fonte: InFoco

QUEM SOMOS?

O InFoco, no começo chamado de Pela Biblioteconomia, foi formado em 23 de janeiro de 2018 por egressos da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e que logo agregou profissionais de outras instituições, com o objetivo de contribuir de forma significante para o desenvolvimento da biblioteconomia paulista e brasileira, promovendo debates para que os profissionais possam repensar a profissão, propondo mudanças junto aos órgãos competentes, como, fortalecer o conselho, sindicato e associações.

O QUE QUEREMOS?

Queremos que estudantes e profissionais possam debater e encontrar uma maneira de visibilizar e fortalecer o bibliotecário junto à sociedade, de modo que repensemos o papel dele na sociedade contemporânea e qual o seu papel fundamental no desenvolvimento deste, a ponto de desenvolver seu senso crítico, contestador e leitor.

Frisamos que também queremos entidades representativas fortes, pois com elas fortes, teremos um profissional forte e reconhecido.

COMO FAREMOS?

Elaboramos um evento chamado [RE]PENSE para que a partir dele pudéssemos elaborar um documento que servirá de norteador para trabalharmos junto as entidades representativas, buscando o fortalecimento do bibliotecário.

O EVENTO

O [RE] PENSE, nasce com o intuito de ser uma desconferência nos moldes do TED, onde cada participante utiliza seu tempo para resumir o assunto abordado, permitindo que os presentes discutam o tema proposto.

Fonte: InFoco

Que realizar-se-á no dia 20 de outubro, entre as 08:00 às 18:00, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, localizada na Rua General Jardim, nº 522, para Estudantes do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, bibliotecários, profissionais da área e fora da área também.

Queremos trazer assuntos relevantes para serem debatidos nos principais eixos propostos que vão desde a profissão até a tecnologia, elaborando a partir das discussões feitas em nossos 6 GTs um documento que fortalecerá a classe bibliotecária e sua visibilidade, possibilitando um pacto das entidades e profissionais para atingir objetivos comuns a classe.

Se você gostou da iniciativa não fique de fora, se junte a essa luta e vamos mostrar que o bibliotecário há muito já passou do guardião do saber e é profissional que precisa e merece ser “descoberto”.

Fonte: Monitoria Científica FaBCI/FESPSP 

Café SophiA com Bibliotecários em São Paulo

 

Café SophiA com Bibliotecários em São Paulo – inscrições gratuitas

O evento Café SophiA com bibliotecários volta a São Paulo-SP no mês de setembro. Em uma tarde, o Café SophiA deve abordar assuntos pertinentes à área da biblioteconomia e conferir aos participantes a oportunidade de aperfeiçoamento profissional não somente por meio das palestras programadas como também pela interação com outros profissionais da área e usuários de sistemas de gestão de bibliotecas. O evento é gratuito e o número de vagas limitado.

Sob o tema “O digital nas bibliotecas: repositórios, mídias e acesso”, a palestra do evento abordará as coleções das bibliotecas formadas por registros analógicos e digitais. Estes últimos acarretaram em mudanças nas rotinas das bibliotecas, exigindo adaptações dos bibliotecários e outras possibilidades de oferta de serviços aos usuários.

Muitas dúvidas surgem com tantas mudanças: o que é uma biblioteca virtual? E uma biblioteca digital? Repositório institucional é a mesma coisa que repositório digital? O que deve ser armazenado em repositórios? E os livros digitais? Como incluí-los no acervo?

Esta palestra discutirá questões relacionadas ao conteúdo digital, aberto, próprio ou de terceiros, que geram dúvidas em bibliotecários. Serão apresentadas formas de gestão do conteúdo digital e como trabalhar com estes recursos informacionais nas bibliotecas.

 

Serviço

Evento: Café SophiA com Bibliotecários

Local: Royal Boutique Jardins – Alameda Jaú, 729 – Jardins – São Paulo-SP

Data e horário: 27/09/18 a partir das 14h

Mais informações e inscrições: http://www.sophia.com.br/cafesophiaemsp

Projetos buscam garantir que toda escola pública do país tenha uma biblioteca

Dois projetos em análise do Senado podem aumentar o número de bibliotecas nas escolas públicas do país. A senadora Rose de Freitas (Pode-ES) apresentou o projeto (PLS 319/2018) que obriga a instalação de biblioteca em toda escola que venha a ser construída no país. A matéria será analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Já a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) examina o projeto de lei da Câmara (PLC 28/2012) que estabelece uma série de parâmetros para a construção de bibliotecas. As salas de leitura deverão ter, no mínimo, 80m², além de dois computadores com acesso à internet e iluminação adequada. A relatora na Comissão de Educação, senadora Ângela Portela (PDT-RR), disse que as bibliotecas são fundamentais para o desenvolvimento dos estudantes. As informações com o repórter Maurício de Santi, da Rádio Senado.

Fonte: Senado Notícias

Edital seleciona propostas de estudo no acervo da Brasiliana

Programa de residência em pesquisa da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP recebe inscrições até 30 de setembro

Acervo da biblioteca é constituído por livros, folhetos, periódicos, mapas, manuscritos, gravuras etc. Todos esses materiais abrangem uma grande variedade de temas relacionados ao Brasil – Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM), órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da USP, recebe até 30 de setembro inscrições para seu programa de residência.

O objetivo é que pesquisadores nacionais e estrangeiros desenvolvam projetos relacionados ao acervo da BBM, um dos maiores e mais ricos do Brasil. O público-alvo são doutorandos, pesquisadores seniores ou com disponibilidade parcial para pesquisa, além de professores licenciados e professores ou pesquisadores independentes.

Nesta quarta edição, o edital oferece três oportunidades para o projeto 3 vezes 22. Trata-se da antecipação das celebrações, em 2022, do bicentenário da Independência do Brasil e do centenário da Semana de Arte Moderna.

São previstas ainda mais três vagas para projetos relacionados ao acervo da BBM com outros recortes temáticos, além de um projeto sobre conservação e restauro e uma pesquisa dedicada ao material existente no arquivo da biblioteca.

As atividades dos projetos homologados devem começar em novembro de 2018. Os trabalhos terão duração de até seis meses, com possibilidade de prorrogação. A BBM oferece para o pesquisador-residente acesso à sua coleção, incluindo infraestrutura de trabalho e gabinete de estudo. Não há previsão de bolsas — os interessados devem contar com financiamento próprio.

Detalhes sobre prazos, processo de avaliação e cronograma estão disponíveis no site.

Inaugurada em 2013 na Cidade Universitária (Espaço Brasiliana, Rua da Biblioteca, 21), a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin abriga o acervo doado pelo casal à USP. Com seu expressivo conjunto de livros e manuscritos, a brasiliana reunida pelo bibliófilo e sua esposa é considerada a mais importante coleção do gênero formada por particulares. São 32 mil títulos que correspondem a 60 mil volumes.

Da Comunicação Institucional da PRCEU

Fonte: Jornal da USP

Livros – e seus vários modos de usar e existir

Mostra no Sesc e na BBM traz ao público as inúmeras interações que o livro e a arte podem apresentar

Por Marcello Rollemberg 

Para o escritor argentino Jorge Luís Borges, o paraíso seria uma enorme biblioteca. Já para o pensador e tribuno romano Cícero, uma casa sem livros era como um corpo sem almas. E o escritor inglês Holbroock Jackson, autor do clássico sobre o amor aos livros The anatomy of bibliomania, escreveu um alentado ensaio explicando como um livro pode mexer com os nossos cinco sentidos. Afinal, um livro é muito mais do que um feixe de papel encadernado com palavras encadeadas – não. Ele vai muito além disso, atravessa fronteiras e permite uma série de interpretações. É só o leitor querer. Quem quiser pôr à prova essa afirmação precisa, então, visitar a exposição Tarefas Infinitas, em cartaz em dois endereços distintos: a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP, na Cidade Universitária, e o Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. São mostras-irmãs, nascidas de uma mesma ideia: a exposição original que aconteceu em 2012 na emblemática Fundação Calouste Gulbenkian, um dos mais importantes centros artísticos de Lisboa. “A exposição é um ensaio sobre o livro e o que ele pode nos apresentar”, escreveu o curador português da mostra, o professor e crítico de arte Paulo Pires do Vale. “Mais do que uma exposição de livros, é uma reflexão sobre a nossa relação com eles.”

Ouça no link acima entrevista de Rosely Nakagawa, uma das curadoras da mostra Tarefas Infinitas, transmitida pelo programa Via Sampa, da Rádio USP (93,7 MHz)

E essa reflexão à qual se refere nasce justamente na simbiose entre o livro e a expressão artística, sobre os limites permanentemente provocados e reconfigurados da arte e do livro, remetendo a um diálogo infinito, tanto quanto as tarefas que inspiram e dão nome à mostra. “A ideia é misturar o contemporâneo com o antigo, com o clássico, para criar essa provocação e uma reflexão sobre o livro, algo que é muito utilizado na arte contemporânea”, afirma a cocuradora da mostra Rosely Nakagawa em entrevista dada ao programa Via Sampa, da Rádio USP . “O próprio sentido do livro já nos leva a refletir.”

Imagem da exposição no SESC

Esse “sentido” do livro pode ser melhor avaliado, claro, na própria mostra, seja na Biblioteca Mindlin ou no Sesc. Nesses dois espaços encontram-se não apenas obras históricas e raras, mas também livros-objetos que remetem justamente a esse intrincado relacionamento entre o livro e a arte, ou o livro-arte, ou o livro como artefato lúdico. É o caso, por exemplo, dos “poemóbiles” criados pelo poeta concreto Augusto de Campos e pelo artista plástico e ex-professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP Julio Plaza. Os poemóbiles, expostos na Cidade Universitária, são um bom exemplo não só da fronteira fluida entre livro e arte mas também de como essa fronteira pode ser cruzada em direção a uma “transgressão” que amplifica os sentidos do livro.

Essa transgressão artística também pode ser medida em outras obras, como o volume cent mille milliards de poèmes, do poeta surrealista francês Raymond Queneau. O livro, exposto no Sesc, traz os poemas em páginas retalhadas, como se cada recorte poético, cada estrofe, tivesse vida própria, independente do livro que o contém. Mais do que um livro para se ler, é uma obra para se sentir. Aí reside toda a diferença – e a própria alma da exposição.

A mostra traz desde vídeo-instalações a obras curiosas – como o livro-banco que José Mindlin mandou fazer para sua mulher Guita, quando ainda namoravam na Faculdade de Direito da USP e ela reclamava que as carteiras da sala de aula não deixavam que ela, baixinha, encostasse os pés no chão – e peças raras, como a Arte da grammatica da lingoa mais usada na costa do Brasil, escrita pelo padre José de Anchieta e publicada em 1595, ou a petição de 1774 de Bartolomeu de Gusmão (conhecido como “o padre voador”)  sobre o instrumento que inventou “para andar no ar” – um balão.

Imagem da exposição na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin
Foto: Reprodução

Mas traz também preciosidades que os tempos tecnológicos atuais talvez não permitam mais a existência. É o caso das primeiras provas tipográficas do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos. Mas o que a tecnologia a ver com isso? Tudo. Nos dias atuais, se o autor desistir de uma frase ou trecho de livro, se arrepender de ter escrito algo ou simplesmente quiser acrescentar um novo parágrafo, basta entrar no computador, deletar o que não queria e incluir um novo trecho, por exemplo. Muito prático, sem dúvida. Mas asséptico e, digamos, “desumanizado”. Na mostra, vemos as provas corrigidas e anotadas a mão por Graciliano, uma intervenção que chega ao seu paroxismo no próprio título da obra: originalmente, ela se chamava “O mundo coberto de penas”.  Graciliano, com uma caneta de tinta preta, riscou todas as vezes em que esse título apareceu e escreveu por cima o “Vidas secas” que faria a sua fama.

Ter contato com esse tipo de interferência autoral, ou ver os originais manuscritos – com uma letra bem desenhada em tinta preta – de O quinze, de Rachel de Queirós, dá a sensação exata de que o livro em si foi além da página impressa, mas, sim, ficou impregnado de vida. E, no final das contas, talvez essa seja a tal tarefa infinita de um livro, conceito emprestado do filósofo alemão Edmund Husserl: ter vida, ser vida. Um livro se faz e se refaz. Sempre.

A exposição Tarefas infinitas fica em cartaz até 15 de setembro na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) da USP (Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária, em São Paulo) e até 27 de outubro no Centro de Pesquisa e Formação (CPF) do Sesc (Rua Dr. Plínio Barreto, 285, 4º andar, Bela Vista, em São Paulo). Entrada grátis.

Fonte: Jornal da USP

O papel do papel: passado e futuro das bibliotecas | Carlos Fiolhais | TEDxAveiro

Se Carlos Fiolhais fosse um livro, descreveria as crónicas de um explorador aventurando-se por multiversos que a cada página incorpora uma nova personagem – um pintor, um cientista, um escritor. Desde sempre, um viajante do tempo que ainda se lembra das suas primeiras viagens com “O Clube do Espaço” “ou “The Atom and The Foreseeable Future”, um dos primeiros livros que comprou com o seu dinheiro. No passado, foi um “frequentador de bibliotecas de forma omnívora”, segundo o próprio, que investia o que recebia de prémios de concursos de pintura, mesmo sendo daltónico, em livros. Dirigiu a sua própria máquina do tempo, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Do longo capítulo em que incorpora a personagem de cientista, constam as histórias de um professor Catedrático de Física, fundador e diretor do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, no qual instalou o maior computador português para cálculo científico. Figuram ainda as narrativas da supervisão de vários projetos de investigação, a publicação de numerosos artigos científicos em revistas internacionais, artigos pedagógicos e de divulgação. É também cofundador da empresa Coimbra Genomics. No capítulo em que se assume como um divulgador de ciência, é ele quem escreve. Autor de mais de 50 livros, entre os quais “Breve História da Ciência em Portugal” ou “Pipocas com Telemóvel e outras Histórias de Falsa Ciência”, manuais escolares de Física e de Química, dirigiu a “Gazeta de Física” da Sociedade Portuguesa de Física e colabora com jornais como o “Público”. Criou ainda o “Rómulo” – Centro Ciência Viva da Universidade de Coimbra. O seu trabalho foi distinguido pelos prémios Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência pela SIC, Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora e BBVA, que reconhece o melhor artigo pedagógico ibero-americano da Física. E a história do físico teórico que tanto viaja para o passado, através dos depósitos das bibliotecas onde estão os livros que ninguém lê, como para o futuro tem sempre um final aberto, pois nunca diz que não a uma proposta que traga a possibilidade de aprendizagem. Se Carlos Fiolhais fosse um livro, descreveria as crónicas de um explorador aventurando-se por multiversos que a cada página incorpora uma nova personagem – um pintor, um cientista, um escritor. Desde sempre, um viajante do tempo que ainda se lembra das suas primeiras viagens com “O Clube do Espaço” “ou “The Atom and The Foreseeable Future”, um dos primeiros livros que comprou com o seu dinheiro. No passado, foi um “frequentador de bibliotecas de forma omnívora”, segundo o próprio, que investia o que recebia de prémios de concursos de pintura, mesmo sendo daltónico, em livros. Dirigiu a sua própria máquina do tempo, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. This talk was given at a TEDx event using the TED conference format but independently organized by a local community. Learn more at https://www.ted.com/tedx

Fonte: TEDx Talks

Biblioteca Nacional renovará seu sistema de prevenção contra incêndios

Responsável por abrigar documentos e livros históricos do Brasil, instituição está sem alvará de funcionamento do Corpo de Bombeiros há dois anos

FACHADA DA BIBLIOTECA NACIONAL (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

A tragédia que destruiu o Museu Nacional fez despertar a urgência das instituições culturais brasileiras a preservar seu patrimônio. Nesta semana, a Biblioteca Nacional afirmou que iniciará o processo para abrir uma licitação de R$ 6 milhões para renovar suas instalações elétricas. Os responsáveis por administrar a instituição também afirmam que realizarão investimentos de R$ 400 mil para atualizar o sistema de prevenção contra incêndios e regularizar sua situação diante do Corpo de Bombeiros: a biblioteca está sem um alvará definitivo há pelo menos dois anos.

Localizado na Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional é responsável por guardar tesouros da História. No seu acervo há cerca de 25 mil fotografias que pertenciam à coleção do imperador D. Pedro II, além de manuscritos gregos do século 9,  livros europeus dos séculos 15 e 16 e o primeiro jornal impresso do planeta, de 1601. 

Após o incêndio do Museu Nacional, circularam notícias nas redes sociais de que livros raros e documentos históricos, como a Lei Áurea, foram destruídos. As informações, entretanto, são falsas: impressa em 1462, a Bíblia de Mogúncia faz parte do acervo da Biblioteca Nacional e foi produzida por ex-sócios de Johanes Gutenberg, o inventor da prensa mecânica que deu início à publicação em massa de livros. Já o pergaminho original da Lei Áurea, assinado pela princesa Isabel em 13 de maio de 1888 e que extinguiu a escravidão no Brasil, está guardado no Arquivo Nacional.

Tanto a Biblioteca Nacional quanto o Arquivo Nacional, no entanto, apresentam problemas decorrentes das restrições no orçamento. Um sistema de climatização da biblioteca que deveria ter sua instalação iniciada em 2013 não foi concluído. A falta de recursos efetivos para o combate de incêndios preocupa, já que a infraestrutura do prédio data do início do século 20 e as instalações elétricas ainda não foram devidamente atualizadas. Em junho deste ano, uma nova fachada da Biblioteca Nacional foi inaugurada após 18 meses de obras: durante quatro anos, a frente do prédio ficou coberta por tapumes.

SEDE DO ARQUIVO NACIONAL (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS )

Localizada na Praça da República, no centro do Rio de Janeiro, a sede do Arquivo Nacional também enfrenta dificuldades estruturais por conta do corte de investimentos. Após o incêndio que destruiu o Museu Nacional, a Associação dos Servidores do Arquivo Nacional emitiu uma nota afirmando que a instituição possui sistema de combate de incêndio ineficiente. “Durante o Carnaval de 2017, a Equipe de Engenharia do Arquivo Nacional detectou a falência do sistema de hidrantes do ‘Bloco F’ que abriga quase toda a documentação da instituição — apontando ‘ELEVADÍSSIMO GRAU DE RISCO QUE PESSOAS (funcionários e terceirizados) E ACERVO ESTÃO EXPOSTOS'”, afirmou a nota.

Fonte: Revista Galileu

Os presidenciáveis, o livro, a leitura e as bibliotecas

Nossa redação leu todos os programas de governo apresentados pelos candidatos à Presidência da República ao TSE e pinçamos de lá o que eles falam sobre o livro, leitura e bibliotecas
Texto por Leonardo Neto e Talita Facchini

O PublishNews se debruçou nos programas de governo apresentados pelos candidatos à Presidência da República ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pinçou de lá propostas que afetam direta ou indiretamente a indústria do livro. Dos 13 presidenciáveis, seis apresentam propostas relacionadas ao livro, à leitura e às bibliotecas. São eles (em ordem alfabética): cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), a coligação O povo feliz de novo (PT), Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Marina Silva (Rede). Os demais fazem referências à Cultura e à Educação, mas não traçam nenhuma diretriz ou ação específicas e relacionadas ao livro.

 

O primeiro turno das eleições acontece no dia 7 de outubro | © Tania Rêgo / Agência Brasil
O primeiro turno das eleições acontece no dia 7 de outubro | © Tania Rêgo / Agência Brasil

Confira abaixo o que pensa cada um dos candidatos a respeito do assunto:

Alvaro Dias (Podemos) – O programa de governo do candidato Alvaro Dias tem 19 metas, com base em três pilares: Sociedade, Economia e Instituições (SEI). Na esfera da Sociedade, há um espaço reservado para Cultura e Turismo, sendo que a única promessa é a criação do Cultura Livre via Cartão Cultura. Não há, no entanto, referências ao universo do livro em seu programa.

Cabo Daciolo (Patriota) – O Cabo Daciolo promete destinar 10% do PIB em Educação e para alicerçar essa sua defesa, ele apresenta alguns dados citando o número de bibliotecas existentes nas escolas. “Das 144.726 escolas públicas do país, apenas 36% (52.101 escolas) possuem bibliotecas” e promete também melhorar as estruturas físicas das escolas, aumentar do número de bibliotecas, salas de leitura, laboratórios de informática e de ciências.

Ciro Gomes (PDT) – Entre as diretrizes apresentadas pelo candidato do PDT está estimular as manifestações culturais que propiciam a inclusão social e a cultura periférica de rua, como as danças, grafites e slams. As bibliotecas aparecem no tópico do “Respeito a todos os brasileiros”. O candidato pretende fornecer material pedagógico adequado para tratamento da questão racial nas escolas, ampliando o acervo das bibliotecas escolares e colocando ao alcance dos alunos a formação correta e não preconceituosa sobre os grupos étnicos raciais discriminados.

Coligação “O povo feliz de novo” (PT) – O programa petista estabelece como meta assegurar que todas as crianças apresentem as habilidades básicas de leitura, escrita e matemática até o final do 2º ano do Ensino Fundamental. A coligação PT/PCdoB/Pros propõe ainda investimentos na consolidação de uma Política Nacional para o Livro, Leitura e Literatura e na formação do programa Escola com Ciência e Cultura, transformando as unidades educacionais em espaços de paz, reflexão, investigação científica e criação cultural.

Eymael (DC) – O candidato Eymael tem propostas ligadas à Cultura e pretende, em parceria com a iniciativa privada, criar novos espaços culturais e diversificar o financiamento para as atividades culturais. No entanto, não há nada voltado especificamente para os livros e bibliotecas.

Geraldo Alckmin (PSDB) – Em seu programa de governo, o candidato tucano diz que pretende investir na educação básica de qualidade e na formação e qualificação dos professores mas não cita nenhuma vez as palavras livros, bibliotecas e literatura.

Guilherme Boulos (PSOL) – Entre as promessas do candidato Guilherme Boulos está a aplicação de 10% do PIB em Educação até o fim 2024 e pôr fim às leis de renúncia fiscal, “em especial a Lei Rouanet, maior exemplo de privatização no campo cultural”, segundo está no seu programa. Sobre o orçamento para a cultura, o plano é destinar no mínimo 2% do orçamento da União, incentivando que seja garantido 1,5% do orçamento dos estados e 1% dos municípios. O candidato promete ainda investir em espaços de cultura e lazer destinados aos jovens, incluindo aqui as bibliotecas.

Henrique Meirelles (MDB) – No programa de governo do candidato não há nenhuma proposta específica relacionada à cultura, livros ou bibliotecas. Com relação à educação, Meirelles pretende focar na educação de qualidade desde os primeiros anos escolares.

Jair Bolsonaro (PSL) – O candidato não faz nenhuma referência direta ou específica a livros ou bibliotecas, mas fala das suas ideias para a Educação. Ele defende que haja uma mudança nos conteúdos do ensino e propõe “mais matemática, ciências e português” e fala ainda em “expurgar” a ideologia de Paulo Freire.

João Almoêdo (Novo) – O programa de governo do candidato também não faz referências diretas ao livro ou às bibliotecas, mas fala das suas ideias para a educação. Coloca como proposta a elaboração de uma base curricular da formação de professores direcionada à metodologia e à prática, não aos fundamentos teóricos e a ampliação do ensino médio-técnico para formar os jovens para o mercado de trabalho.

João Goulart Filho (PPL) – Entre as propostas elencadas pelo candidato está universalizar o Ensino Médio; revigorar o MinC pelo restabelecimento e/ou o fortalecimento de seus institutos para o livro, a música, o cinema e as artes cênicas; revisar os modelos de fomento e financiamento estatal à cultura e criar uma secretaria especial para as culturas digitais, que deverá ser “o grande centro da memória cultural nacional”.

Marina Silva (Rede) – O programa de Marina Silva estabelece que a criança será prioridade absoluta no seu governo. Por isso, estabelece metas, dentre elas tornar o ambiente escolar mais “atrativo”, com a implantação de equipamentos como quadras esportivas e bibliotecas. A candidata se compromete ainda a oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas. Por fim, Marina quer promover o acesso a bens culturais, incluindo aqui os livros e propõe que o acesso a difusão seja feito por meio das novas tecnologias.

Vera Lúcia (PSTU) – O programa da candidata elenca “16 pontos de um programa socialista para o Brasil contra a crise capitalista” e não há referências específicas a livros ou a bibliotecas.

Fonte: PublishNews

Atuação do Bibliotecário na editoração científica

Artigo de Solange Alves Santana e Marivalde Moacir Francelin que aborda o papel do bibliotecário na equipe de editoração científica de periódicos.

O que é?

A editoração científica configura-se como um conjunto de processos e atividades multidisciplinares no âmbito da comunicação científica, em que profissionais de diferentes áreas estão envolvidos, entre eles, o bibliotecário.

Inicialmente, ao pensarmos na atuação do bibliotecário em equipes editoriais, a normalização de documentos é, dentre as atividades possíveis, a mais comumente relacionada à figura do bibliotecário. No entanto, com as profundas alterações ocorridas no campo editorial nas últimas décadas, sobretudo, promovidas pelas novas tecnologias,
ampliaram-se a inserção e escopo de atuação do bibliotecário, dada sua formação diversificada e multifacetada.

Equipes editoriais

A estrutura de uma equipe editorial de um periódico científico, via de regra, é constituída por:

  • uma comissão científica, representada basicamente pelo editor responsável (ou editor-chefe), pelo conselho editorial (também chamado de comitê consultivo ou conselho consultivo), pelos assessores científicos (também chamados de editores de seção ou editores de área) e revisores (pareceristas ou referees); e

  • uma equipe de produção editorial, responsável por questões técnico-administrativas e de pós-produção dos manuscritos.

No entanto,

No que diz respeito à composição da equipe editorial, a configuração pode variar conforme as condições da instituição responsável e o aporte financeiro para definição dessas equipes.

Importante!

As equipes editoriais continuamente empreendem esforços para estruturarem suas equipes editoriais haja vista que a composição das equipes, mais especificamente da Comissão científica, constitui-se como critério de avaliação por organismos responsáveis pela estratificação de publicações científicas, bem como por bases de dados indexadoras, que observam questões relativas à afiliação dos membros, distribuição institucional,
endogenia, entre outros fatores.

Atuação do Bibliotecário no trabalho

No que diz respeito às possibilidades de atuação do bibliotecário em equipes editoriais, foram identificadas 19 categorias de atividades desempenhadas por bibliotecários em equipes de produção editorial, assinaladas a seguir:

  • análise de provas editoriais (fluxo editorial);

  • assessoria aos autores e pareceristas;

  • avaliação técnica de revista para inclusão em bases de dados;

  • catalogação na fonte;

  • conferência da terminologia (palavras-chave);

  • controle de assinaturas, permuta e doação (distribuição);

  • diagramação;

  • divulgação;

  • elaboração de projetos;

  • elaboração de relatórios;

  • expedição;

  • formatação dos manuscritos;

  • gestão de processos (da pré-avaliação à publicação);

  • indexação;

  • manutenção do site da revista;

  • normalização;

  • prestação de contas;

  • secretaria; e

  • supervisão de marcação em XML.

Há outras atividades em ascensão em instituições de ensino superior, como assessoria aos autores na escolha de periódicos para publicação e o auxílio na elaboração do manuscrito. É possível notar que as categorias de atividades identificadas pelas autoras são vastas e se relacionam a diferentes esferas de atuação profissional, assinalando um diversificado espaço de atuação para o bibliotecário.

Fonte: Portal do Bibliotecário

Solidariedade ao Museu Nacional e medidas de proteção do acervo da Biblioteca Nacional

O corpo técnico e a direção da Biblioteca Nacional prestam sua solidariedade às comunidades de Educação, Cultura e Ciência do Brasil pela perda irreparável do patrimônio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro.
Junho de 2018 - Fachada da Biblioteca Nacional após remoção dos tapumes e lona.
Junho de 2018 – Fachada da Biblioteca Nacional após remoção dos tapumes e lona.

A preservação da memória nacional tem inestimável valor para a formação e identidade de um povo. Grande parte das instituições brasileiras de cultura tem relevância que ultrapassa as fronteiras nacionais, por abrigar obras e coleções de incalculável valor para a Humanidade.

Por esse motivo, a Biblioteca Nacional, instituição bicentenária que abriga tesouros bibliográficos do Brasil e do Mundo, ciente de seu papel e responsabilidade pela guarda de parte significativa da memória do País, traz a público as medidas de proteção de seu acervo já em vigor, bem como aquelas que integram planejamento futuro de melhorias.

Atualmente, a casa possui 260 extintores em funcionamento; 15 hidrantes internos; 1 hidrante de passeio (próprio para que sejam acopladas mangueiras de incêndio); 12 brigadistas que se revezam em plantão durante 24 horas, contando com três profissionais sempre disponíveis por dia; sistema de detecção de fumaça e alarme de incêndio (revisto recentemente); sinalização de rota de fuga; e central de monitoramento de segurança.

Com o objetivo de complementar e estender as providências de segurança em vigor, a Biblioteca Nacional aprovou recentemente junto ao Corpo de Bombeiros projeto para a complementação do sistema existente que envolve iluminação de emergência; reforma da casa de máquinas; complementação da rota de fuga e sinalizações; e plano de Gerenciamento de risco.

Fonte: Biblioteca Nacional

Anita Prestes profere palestra e inaugura mostra na UFSCar

Evento, que terá como foco a vida do pai dela, o político Luiz Carlos Prestes, será realizado dia 24 de setembro na Biblioteca Comunitária


Anita Prestes profere palestra e inaugura mostra na UFSCar (Foto: Borges)

No dia 24 de setembro, a Biblioteca Comunitária (BCo) da UFSCar receberá Anita Leocádia Prestes, filha de Luiz Carlos Prestes – militar e político brasileiro que comandou a revolucionária marcha Coluna Prestes entre os anos de 1925 e 1927 – e de Olga Benário Prestes, para a inauguração de uma linha do tempo retratando a trajetória do político e para a abertura da exposição “Linha do tempo de Luiz Carlos Prestes… Fragmentos”, com objetos que pertenceram a ele, cuja exibição pública é inédita. Os itens expostos são presentes recebidos por Prestes de familiares e amigos, em diversas épocas de sua vida. Já a linha do tempo destaca momentos marcantes da carreira do político. O evento tem início às 10 horas, nas dependências da BCo, localizada na área Norte do Campus São Carlos da UFSCar. A mostra estará disponível para visitação até 19 de outubro, no saguão da BCo, de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 22 horas, e aos sábados, das 8 às 14 horas.

Também no dia 24, a partir das 14 horas, Anita Prestes vai proferir a palestra “Luiz Carlos Prestes, a Constituinte e a Constituição de 1988”. O intuito é debater a Constituição, que comemora 30 anos em 2018. A atividade também terá apresentação do professor Marcos Cesar de Oliveira Pinheiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que abordará o tema “A relevância histórica de Luiz Carlos Prestes e seu legado político para as novas gerações”. As palestras terão transmissão online, com acesso neste link.

Em seguida, às 16 horas, acontece o lançamento de dois livros: “Luiz Carlos Prestes: um comunista brasileiro” e “Olga Benário Prestes: uma comunista nos arquivos da Gestapo”, ambos de autoria de Anita Prestes, que estará disponível para autógrafos. Haverá venda antecipada das obras na Livraria da EdUFSCar e durante o evento. As palestras e o lançamento serão no Teatro Florestan Fernandes, na área Norte do Campus. A participação é gratuita, sem necessidade de inscrição prévia e aberta ao público.

A iniciativa é uma realização do Departamento de Ação Cultural (DeAC) em parceria com o Departamento de Coleções de Obras Raras e Especiais (DeCORE), ambos da BCo, vinculada ao Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da UFSCar. Mais informações estão disponíveis no Portal da Biblioteca.

Doação do acervo de Prestes à UFSCar 
A exposição “Linha do tempo de Luiz Carlos Prestes… Fragmentos” e a linha do tempo que serão inauguradas são compostas por parte do material do acervo do político doado para a UFSCar. No último mês de março, chegaram à Universidade mais de 360 pacotes, com livros, documentos, correspondências, fotos, quadros, medalhas e outros objetos pessoais do militar. A intenção da BCo é montar um minimuseu com todas peças e disponibilizar os livros pertencentes a Prestes para a comunidade em geral. Detalhes sobre a doação do acervo estão em matéria publicada no Portal da UFSCar.

Sobre Anita Prestes 
Anita Leocádia Prestes nasceu em 1936, na prisão de mulheres de Barnimstrasse, em Berlim, na Alemanha nazista. É filha do militar e político brasileiro, Luiz Carlos Prestes, e Olga Benário Prestes, alemã. Afastada da mãe aos 14 meses de idade, antes de vir para o Brasil, em outubro de 1945, viveu exilada na França e no México com a avó paterna, Leocádia Prestes, e a tia Lygia. Autora de vários livros sobre a atuação política de Prestes e a história do comunismo no Brasil, é doutora em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), professora do Programa de Pós-Graduação em História Comparada da Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ) e Presidente do Instituto Luiz Carlos Prestes.

Biblioteca Universitária produz vídeo sobre inventário de obras raras

Produção é a segunda da série sobre o Sistema de Bibliotecas da UFMG

A ata da primeira reunião do Conselho Universitário da UFMG, de 16 de janeiro de 1928, faz parte da Coleção Memória da UFMG, guardada no setor de obras raras, no 4º andar da Biblioteca Central
Ata da primeira reunião do Conselho Universitário, de 16 de janeiro de 1928, integra Coleção Memória da UFMG Carla Pedrosa/UFMG

Novo vídeo produzido pela Biblioteca Universitária da UFMG apresenta o inventário, instrumento técnico de verificação e controle do patrimônio realizado periodicamente em todas as bibliotecas. Na produção, destacam-se os procedimentos feitos na Divisão de Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Universitária (Dicolesp), localizada no quarto andar da Biblioteca Central.

Cada uma das etapas do inventário feito no setor de obras raras é apresentada em entrevista concedida pela bibliotecária Diná Araújo, coordenadora da Dicolesp. Ela também conta um pouco da história da realização do trabalho nas bibliotecas da UFMG, mostrando o primeiro livro de tombo da Universidade de Minas Gerais (UMG), e enfatiza a importância de se inventariar o patrimônio da Divisão de Coleções Especiais e Obras Raras.

As produções audiovisuais da Biblioteca Universitária estão disponíveis no canal do Sistema de Bibliotecas no Youtube. Assista ao vídeo:

Com Assessoria de Comunicação do Sistema de Bibliotecas

Fonte: UFMG

Como ficam as bibliotecas com o avanço da tecnologia?

Com os livros digitais e com a internet, a frequência de usuários em bibliotecas vem caindo exponencialmente

O universo da leitura, dos livros e das bibliotecas vem passando por transformações há algumas décadas. Em dez anos, a consulta aos livros nas bibliotecas de São Paulo, por exemplo, caiu 70% – de 2,3 milhões em 2007 para 733 mil em 2016, conforme dados obtidos em relatórios do Sistema Municipal de Bibliotecas.Mesmo com o cenário de queda, especialistas e estudiosos indicam que a biblioteca persistirá. “Não podemos ver a tecnologia como se fosse um instrumento com o objetivo de aniquilar as bibliotecas. Gutemberg e tecnologia estão muito mais próximos do que poderíamos pensar”, defende Luiz Alexandre Solano Rossi, professor de Teologia no Centro Universitário Internacional Uninter.

O professor defende que haverá uma convivência pacífica dos livros impressos com os digitais. “Há espaço para ambos na comunidade de leitores”, alega. A revista americana The Atlantic, por exemplo, sugere que recursos tecnológicos podem ajudar os bibliotecários a atrair mais frequentadores. No Brasil, o Ministério da Cultura (MinC) está selecionando 20 bibliotecas públicas para receber uma ajuda de custo de R$ 100 mil reais com o objetivo de dispor recursos digitais para os leitores.

O termo biblioteca vem do grego e significa “depósito de livros”, mas Solano advoga uma definição mais ampla. “Bibliotecas são como templos que abrigam a memória criativa da humanidade”, diz. Ele acredita que manuscritos mais antigos e, portanto, raros, continuarão a ter seu espaço garantido nas estantes.

Papel facilita o aprendizado

Com o advento dos livros digitais, diversos estudos mostram que o esforço para ler na tela dificulta o aprendizado, conforme artigo publicado pela San Jose State University, em 2014. O jornal Washington Post também publicou, em 2015, que os livros impressos são preferidos pelos leitores, mesmo entre os nativos digitais.

Solano explica que a efetividade da mídia impressa no aprendizado tem relação com a cognição. “A experiência do livro impresso afeta todos os sentidos dos leitores e faz com que a relação entre eles se torne simbiótica, isto é, uma parte do livro fica impregnada no leitor e o livro leva consigo algo do leitor”, diz.

Fonte: Portal ABCdoABC

Bibliotecas de São Caetano têm livros dos principais vestibulares

As bibliotecas municipais Paul Harris e Esther Mesquita somam quase 50 mil livros, entre títulos literários, didáticos, de autoajuda e best-sellers

Biblioteca Municipal Paul Harris Crédito: Divulgação/PMSCS

Com os vestibulares se aproximando, começa a corrida pelos livros de leitura obrigatória – o que pode ser um peso a mais no orçamento familiar. Segundo um estudo divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros no início deste ano, o valor médio de um livro no Brasil é R$ 40,31.

Uma alternativa simples e econômica é recorrer ao acervo das bibliotecas municipais, onde se pode ter acesso não apenas aos clássicos requeridos pelos vestibulares, mas, também, a títulos que figuram no topo da lista dos mais vendidos. Em São Caetano do Sul, as bibliotecas municipais Paul Harris e Esther Mesquita somam quase 50 mil livros, entre títulos literários, didáticos, de autoajuda e best-sellers. E periodicamente recebem livros novos. “Fazemos compras com base nos títulos mais vendidos e nas obras que ganharam prêmios. E os próprios frequentadores podem fazer sugestões de compra”, diz a secretária de Educação Janice Paulino César. Se o livro é adquirido, o autor da sugestão é logo notificado pela biblioteca.

O acervo está disponível a qualquer pessoa para pesquisa no local e, exclusivamente aos sócios, para empréstimo. Os moradores de São Caetano podem se associar às bibliotecas levando um comprovante de residência. Menores de 18 anos devem ir acompanhados dos pais. Cada sócio tem direito a levar dois livros por vez por um período de 7 a 15 dias, conforme o título.

Além de pesquisa e empréstimo, os frequentadores das bibliotecas da cidade também têm um espaço troca-livros à disposição. “Podem ser trocados livros de qualquer gênero, em boas condições de uso”, diz Ana Maria Guimarães Rocha, coordenadora do sistema de bibliotecas de São Caetano do Sul.  E quem tiver livros parados na estante pode doá-los às bibliotecas. “Para cumprir sua função, livro precisa circular”, diz a bibliotecária.

SERVIÇO

Biblioteca Municipal Paul Harris

Endereço: Av. Dr. Augusto de Toledo, 255 – Bairro Santa Paula.

Acervo: aproximadamente 34.000 livros.

Telefone 4229-1214.

Biblioteca Municipal Esther Mesquita

Rua Boa Vista, 150, Bairro Boa Vista.

Acervo: aproximadamente 13.000 livros

Telefone 4238-0524.

Horários de atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h.

Fonte:  Portal ABCdoABC

Programa Dinheiro Direto na Escola poderá ser usado na compra de livros para bibliotecas

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 9928/18, que prevê a destinação de, no mínimo, 3% e, no máximo, 5% dos recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola para a compra de livros para as bibliotecas escolares. A medida é inserida na Lei 11.947/09, que trata do programa.

A autora do projeto é a ex-deputada Pollyana Gama (PPS-SP), suplente que estava no exercício do mandato quando apresentou a proposta. Ela destaca que a Lei 12.244/10, que trata da universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do País, determina que, até 2020, todas as escolas brasileiras – públicas e privadas – tenham bibliotecas escolares em funcionamento.

“No entanto, de acordo com o Censo Escolar de 2016, em um total de 183.376 escolas de educação básica, públicas e privadas, apenas 37% já possuíam bibliotecas”, observa Pollyana Gama. “Se considerarmos apenas as instituições de ensino públicas, o número cai para 31%”, complementa.

Atualmente, o Programa Dinheiro Direto na Escola destina recursos financeiros, em caráter suplementar, a escolas públicas da educação básica estaduais, do Distrito Federal e municipais para uso em despesas de manutenção do prédio escolar e de suas instalações (hidráulicas, elétricas, sanitárias); de material didático e pedagógico; e também para realização de pequenos investimentos. Nos últimos três anos, o programa envolveu investimentos de R$ 2,08 bilhões anuais.

Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

MAC reabre Biblioteca com acervo de Walter Zanini e inaugura livraria

Acervo foi doado por família de Zanini, primeiro diretor do museu; livraria é especializada em obras sobre arquitetura e arte

(Da esq. p/ dir.) O reitor Vahan Agopyan; o diretor-presidente da Edusp, Lucas Antonio Moscato; o diretor do MAC, Carlos Roberto Ferreira Brandão; a esposa de Walter Zanini, Neusa Zanini; e a professora Cristina Freire – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Uma cerimônia, realizada no dia 27 de agosto, marcou a reabertura da Biblioteca Lourival Gomes Machado e a inauguração de uma Livraria da Editora da USP (Edusp) no prédio do Museu de Arte Contemporânea (MAC), localizado no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

A Biblioteca reabre com uma novidade: a incorporação dos 12 mil exemplares doados pela família de Walter Zanini, primeiro diretor do MAC, falecido em 2013.

Zanini foi diretor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, historiador, crítico de arte e curador. Dirigiu o MAC de 1963 a 1978. Teve importante papel na criação do Departamento de Artes Plásticas da ECA e do Programa de Pós-Graduação em Artes, pioneiro no Brasil na concessão de títulos de mestre e doutor nessa área.

“A doação da Biblioteca de Walter Zanini torna o MAC ainda mais singular e importante como, um dia, seu primeiro diretor imaginou. Trata-se do legado que mostra a grandeza do historiador e intelectual brasileiro que Zanini foi”, afirmou a professora titular e curadora do museu, Cristina Freire, em seu discurso de abertura da cerimônia.

O reitor da USP, Vahan Agopyan, agradeceu a generosidade e o altruísmo da família Zanini em compartilhar a coleção. “Com a doação, duplicamos nosso acervo e passamos a oferecer aos usuários uma das mais importantes bibliotecas públicas de arte contemporânea do País”, destacou o reitor.

Foram incorporados à Biblioteca os 12 mil exemplares doados pela família de Walter Zanini – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Outro importante espaço que passa a fazer parte do prédio do MAC é a nova livraria da Edusp, instalada no mezanino, em uma área de 80 metros quadrados. A livraria será a primeira da editora especializada em livros de artes e arquitetura. Também haverá um espaço dedicado para eventos de lançamento das obras editadas pela Edusp.

“Essa nova livraria reforça uma das principais missões da Universidade, que é a extensão cultural, e nos dá a oportunidade de apresentar ao público o catálogo qualificado de obras produzidas por nossa editora”, avaliou o diretor-presidente da Edusp, Lucas Antonio Moscato.

Para o diretor do museu, Carlos Roberto Ferreira Brandão, tanto a Biblioteca quanto a livraria da Edusp são importantes instrumentos para expandir a presença do MAC na cidade e fazem parte do projeto de ampliar as atrações do museu para o público.

Em abril deste ano, foi inaugurado o Restaurante Vista, localizado no último andar do prédio. O restaurante tem capacidade para 120 lugares e faz parte do complexo gastronômico do MAC, que já conta com uma cafeteria, o Vista Café, inaugurada em julho de 2017.

Essa é a primeira livraria da Edusp especializada em obras de arquitetura e artes – Foto: Cecília Bastos / USP Imagens

Fonte: Jornal da USP

As versões para Instagram de clássicos da literatura

Projeto da Biblioteca Pública de Nova York adapta livros para serem lidos na rede social, com páginas animadas e ilustrações inéditas

CAPAS DE EDIÇÕES PARA INSTAGRAM DE TÍTULOS DA BIBLIOTECA PÚBLICA DE NOVA YORK

A Biblioteca Pública de Nova York, que detém uma das maiores coleções de livros do mundo, começou a usar o Instagram para divulgar clássicos da literatura.

Em uma série chamada InstaNovels (Insta Romances, em tradução livre), a instituição apresentará obras na íntegra, com o texto acompanhado de páginas animadas e ilustrações produzidas especialmente para o projeto.

A primeira obra a ser oferecida na série é “Alice no país das maravilhas”, do inglês Lewis Carroll. Inicialmente, seis capítulos do total de 12 contidos no livro foram disponibilizados no aplicativo de fotos. A outra metade do livro foi liberada alguns dias depois.

Os próximos títulos da coleção serão “O papel de parede amarelo”, de Charlotte Perkins Gilman, e “A metamorfose”, de Franz Kafka.

Segundo explicou a biblioteca em nota, o fundo das páginas é um branco “mais caloroso” que é mais fácil de ler na tela. A fonte tipográfica é Georgia, que “presta tributo à história da palavra escrita em impressões e no digital”. Essa fonte seria uma das primeiras “serifadas” projetadas para a tela.

“Sem querer, o Instagram criou a estante perfeita para esse novo tipo de romance online. Da maneira com que se vira as páginas até o lugar onde você descansa o polegar enquanto lê, a experiência é sem dúvida como ler um romance de bolso”, descreveu uma das sócias da agência envolvida no projeto. “Temos de promover o valor da leitura, especialmente com as ameaças que existem hoje contra o sistema educacional americano.”

De acordo com o Wall Street Journal, o programa teria custado à biblioteca menos de US$ 10 mil. O orçamento anual da instituição é de US$ 345,9 milhões. Uma agência publicitária independente ficou a cargo de adaptar as histórias para o Instagram.

Fonte: NEXO

Biblioteca pública de Nova York publica livros nos stories do Instagram

Getty Images
Biblioteca Pública em Nova YorkImagem: Getty Images

A biblioteca pública de Nova York, nos Estados Unidos, está usando a função “Stories” do Instagram para tornar os clássicos da literatura mais atrativos, especialmente, para as novas gerações. A ideia é transformar o aplicativos de fotografias em um leitor de e-books.

Com parceria com a agência de publicidade Mother, a biblioteca criou um serviço chamado “Insta Novels”, disponível desde a última quarta-feira (22) no perfil oficial da NYPL na rede social.

A tecnologia foi lançada com o livro “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll. A obra foi dividida em partes, que são publicadas diariamente pela conta do Instagram da biblioteca. As histórias consistem em uma curta animação, considerada a capa, seguida das páginas do romance.

Nos próximos meses, a Insta Novels adicionará outros dois clássicos: um conto de Charlotte Perkins Gilman, “The Yellow Wallpaper”; e a famosa obra de Franz Kafka, “A Metamorfose”.

Bibliotecas informatizadas

Prefeitura de São Bernardo disponibiliza acesso on-line ao acervo de todas as bibliotecas públicas da cidade

Crédito: Ricardo Cassin/PMSBC
Pioneiro na automação do catálogo das bibliotecas públicas ainda na década de 1980, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Cultura e Juventude, acaba de disponibilizar o catálogo de todas as bibliotecas públicas para consulta dos usuários por meio do site http://bibliotecapublica.saobernardo.sp.gov.br. Por funcionar em rede, a novidade facilitará os empréstimos, controle e consulta por parte da comunidade. As bibliotecas públicas da cidade e espaços de leitura contam com uma frequência anual de 344 mil usuários. Esse processo havia começado em 2012 com a instalação do KOHA, um software livre, de código aberto, desenvolvido inicialmente para uma pequena biblioteca da Nova Zelândia. Com o tempo e a agregação de uma enorme comunidade de utilizadores, o software ganhou o mundo, sendo atualmente utilizado em vários países. Entretanto, a implantação do novo sistema ficou incompleta e foi retomada em 2017. Para tanto, foi necessário fazer o inventário de todo o acervo das bibliotecas e acertar os registros da migração. O sistema também foi atualizado. Todo o desenvolvimento foi feito por servidores da Divisão de Bibliotecas Públicas, sem custos para os cofres públicos. “Trata-se de mais uma importante ação da Prefeitura. Agora será possível acessar os títulos existentes e saber em que unidade a publicação se encontra. Também é possível fazer a reserva e solicitar a renovação do empréstimo. Tudo sem sair de casa. Mais uma inovação de nossa gestão, sem gastar dinheiro público”, afirmou o secretário de Cultura e Juventude, Adalberto Guazzelli. Não é de hoje que a Divisão de Bibliotecas Públicas trabalha para informatizar o acesso ao acervo das Bibliotecas Públicas. Ainda, na década de 1980, as Bibliotecas Públicas utilizavam um sistema desenvolvido pelos servidores da Prefeitura, o TAUBIP (Total Automação de Bibliotecas Públicas) . Com o avanço da tecnologia, o sistema ficou ultrapassado, sendo substituído pelo KOHA, que agora entrou em pleno funcionamento.

Biblioteca em Pederneiras comemora 61 anos nesta terça-feira

Acervo teve início com 1.400 volumes em 1957, mas atualmente já possui 30 mil livros, 260 audiolivros e 7.900 fotografias

A Biblioteca “Paula Rached” nasceu com apenas 1.400 volumes em 21 de agosto de 1957

Em comemoração ao aniversário de 61 anos, a Biblioteca Pública Municipal “Paula Rached” realizará um evento em seu próprio prédio nesta terça-feira (21), às 19h, com palestra do escritor pederneirense Marcondes Serotini. Haverá também apresentação musical com Tiago Silva e suas alunas, Amarillys Al-Haj e Fabiana Pereira.

Além de comemorar o 61º aniversário, o objetivo é incentivar jovens a frequentarem mais a biblioteca e terem mais contato com livros e outros conteúdos disponíveis no local. “Gostaria muito que a população de Pederneiras participasse conosco dessa festa que tem o intuito de valorizar a nossa Biblioteca, que é um grande espaço de contribuição e fomento para o conhecimento”, disse a bibliotecária Adriana Camargo.
Com um acervo atual de mais de 30 mil livros, 350 DVD’s, 260 audiolivros, 80 CD’s, 7900 fotos, e revistas e jornais, a Biblioteca Pública Municipal “Paula Rached” nasceu com apenas 1.400 volumes em 21 de agosto de 1957 após a Câmara Municipal decretar e o prefeito Michel Neme promulgar a lei nº 497. Hoje, além dos atendimentos diários e empréstimo de obras de seu acervo aos usuários, a Biblioteca também realiza eventos durante todo o ano como oficina de férias (Biblioficinas), projeto de incentivo à leitura como o “Se quiser leve, se puder traga”, exposições, contação de histórias, ação cultural (Biblioencanto), entre outras atividades culturais, além de levar cultura e literatura para outros cantos da cidade com a Biblioteca Móvel “Athena – Leitura e conhecimento sobre rodas”. “É importante que as pessoas reconheçam o valor da leitura, da pesquisa, da inclusão de todas as formas. E esses são papéis que a Biblioteca desenvolve para a população e que precisa ser valorizada”, disse Daniela Martelini, coordenadora de Inclusão da Biblioteca. A  Biblioteca Municipal fica na  rua Santos Dumont, O-40, Centro (prédio da Biblioteca).

E se a sua biblioteca privada fosse de todos nós?

Chama-se BiblioSol e é uma das propostas em votação no Orçamento Participativo Portugal. A ideia é simples – abrir as bibliotecas privadas ao usufruto público – e nasceu de uma constatação de Renato Soeiro: “A quantidade de livros que podiam ser tão úteis e que passam a vida fechados nas estantes…”.

A ideia surgiu (não só, mas também) porque Renato Soeiro sabe muito bem o que é ter uma grande biblioteca em casa e sabe muito bem o quanto ela poderia ser útil se mais pessoas, além de si e dos seus próximos, tivessem acesso ao que contém. A ideia surgiu porque Renato sabe que não está sozinho. “A quantidade de livros que há na casa das pessoas que podiam ser tão úteis e que passam a vida fechados nas estantes…”, lamenta ao PÚBLICO. Para esta ideia, que ganhou o nome BiblioSol – Rede Cooperativa de Leitores e é agora candidata ao Orçamento Participativo de Portugal, instrumento cuja votação decorre on-lineaté 30 de Setembro, contribuiu outra constatação: “Tanta gente, nomeadamente estudantes, tem de fazer longos percursos até uma biblioteca para ler o livro que pretende quando, se calhar, tem a morar ao lado uma pessoa que lho emprestava.”

A BiblioSol, explica Renato Soeiro, um dos proponentes, com César Silva, deste projecto (os dois tinham propostas semelhantes, que acabaram fundidas), pretende funcionar como uma rede através da qual as bibliotecas e os arquivos privados do país poderão abrir-se à comunidade, “sem prejuízo da propriedade e do usufruto do proprietário”.

O método idealizado para pôr a BiblioSol em prática é da maior simplicidade. Cada proprietário, assim o deseje, inscreve a sua biblioteca na rede, deixando o seu contacto e a sua morada e disponibilizando-se a ser abordado por leitores, também eles inscritos na rede, e devidamente autenticados para protecção dos espólios, em busca de obras ou áreas de saber específicas. Dessa forma, eliminam-se distâncias – “no fundo, é aquele velho projecto das bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, que levavam os livros a casa das pessoas” –, abre-se um rico e diversificado património privado à comunidade – “há espalhadas pelas vilas e aldeias, principalmente nas velhas casas senhoriais, colecções fantásticas de livros antigos que estão ali perdidos e que acabam por não servir para rigorosamente nada” – e, pormenor muito importante para Renato Soeiro, abrem-se portas a uma relação de proximidade, humanizada, entre o leitor e este novo bibliotecário.

Alguém que está a fazer um estudo sobre uma qualquer temática descobre na rede quem tem os livros que lhe interessam e põe-se em contacto. Quem empresta pode introduzi-lo ao livro, sugerir outras obras, fazer aconselhamento na investigação”, ilustra Renato Soeiro: “Permite uma relação que pode ser engraçada nos dois sentidos”, acrescenta este homem de 65 anos, morador em Francelos, Vila Nova de Gaia. Está a pensar, por exemplo, num velho professor jubilado que passa o seu saber a um jovem estudante e imagina este a retribuir, dando conta ao velho professor das novidades da área na qual aquele trabalhou toda a sua vida.

O apoio estatal solicitado na candidatura ao Orçamento Participativo de Portugal é de 70 mil euros e será canalizado para a criação do site que agregará a rede idealizada por Renato Soeiro e César Silva e para o apoio técnico posterior indispensável à catalogação das bibliotecas privadas aderentes, um esforço que os proponentes imaginam coordenado com a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

Além das vantagens já elencadas, garantia-se assim uma outra. Há algumas semanas, na sua crónica semanal no PÚBLICO, escrevia Pacheco Pereira: “Livros são uma das coisas que nos nossos dias têm mais probabilidade de ir parar ao lixo. Não exagero, é mesmo assim. As razões são cada vez mais habituais: despejos ou mudanças de casa sob a pressão das novas rendas e leis do inquilinato, e as novas casas por sua vez não têm espaço para os livros, divórcios, falecimentos, e ‘os meus filhos não se interessam por isto’”. Ora, com a rede instalada e a informação sobre os conteúdos destas bibliotecas publicamente disponível, Estado ou privados poderiam investir na preservação de acervos de relevo quando desaparecerem os seus proprietários. Renato Soeiro tem em casa, por exemplo, uma vasta colecção de filosofia e epistemologia reunida pelo professor Armando de Castro (1918-1999) que não encontrara lugar quer junto da família, quer na biblioteca da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, baptizada com o nome do advogado e economista. “Como me dava muito bem com ele, telefonaram-me e lá fui. Trouxe uma carrinha cheia do chão ao tecto com todos os livros dele de filosofia e epistemologia, com os seus apontamentos a lápis, o que é delicioso. É bom que se ponha à disposição de quem quiser.” Este é ponto fulcral.

“O que mais ninguém tem”

A história da biblioteca especializada de Armando de Castro, numa área que não se lhe associaria automaticamente, tem-na Renato Soeiro repetida, com outros nomes e noutros âmbitos. A sua biblioteca e arquivo, que se dedicará agora a “arrumar e catalogar, depois de anos de acumulação”, inclui abundante documentação sobre o movimento estudantil durante a vigência do Estado Novo, o que motivou, de resto, permutas com a Ephemera de Pacheco Pereira. Inclui também o material que foi recolhendo nos anos em que trabalhou no Parlamento Europeu em Bruxelas, enquanto membro do secretariado político do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia / Esquerda Nórdica Verde e da Comissão Executiva do Partido da Esquerda Europeia, ou enquanto coordenador europeu da Esquerda Anti-Capitalista Europeia. “Às vezes os arquivos até são mais importantes do que os livros. Os livros são produzidos em grandes quantidades, os arquivos, os papéis, são mais perecíveis”, assinala.

Como em tudo, claro que há excepções. E a de que o proponente da BiblioSol nos fala exemplifica na perfeição o que se pode ganhar com as bibliotecas privadas que se pretende abrir. Durante alguns anos, Renato Soeiro criava com um escritor e poeta uns “livrinhos” especiais, em edição reduzidíssima e não comercial, que ambos distribuíam aos amigos no Natal. Algures em Dezembro, o poeta e escritor corria as ruas do Porto, pela noite, e deixava a obra exclusiva, com inéditos da sua autoria, nas caixas de correio das amizades contempladas. “O engraçado é que, certa vez, num programa de televisão de balanço literário de fim de ano, o [professor e ensaísta] Arnaldo Saraiva disse que um dos melhores livros do ano era um desses livrinhos que fazíamos. Gerou-se uma enorme confusão porque as pessoas iam às livrarias, procuravam e ninguém encontrava o raio do livro.”

O escritor era Manuel António Pina (1943-2012) e os “livrinhos” encontram-se na biblioteca de Renato Soeiro. Talvez um dia, se a BiblioSol se tornar realidade, um jovem estudioso da obra de Pina lhos requisite. Este poderá depois encaminhá-lo para uma raridade chamado La Nuit, pequena edição de 95 exemplares, em francês, que o autor de Cuidados Intensivos imprimiu com Renato Soeiro para oferecer numa feira do livro de Bordéus. Poderá mostrar-lhe mais ainda. “Além de ter sido muito meu amigo, [Manuel António Pina] é alguém com quem trabalhei numa actividade que não está divulgada, a de publicitário. Como todos os grandes poetas, também trabalhou uns anos em publicidade.” Juntos, criaram campanhas para a Apple, por exemplo, e Renato Soeiro guardou mais do que as memórias das “divertidas sessões nocturnas de criação publicitária”, de que dará conta, em Setembro, em conferência que apresentará na próxima Feira do Livro do Porto. “Tenho os apontamentos de tudo isso, dos textos, dos manuscritos, caixas e caixas de arquivos. Os livros muita gente terá, isto de certeza que mais ninguém tem.”

A BiblioSol quer justamente que não se perca o “que mais ninguém tem”. Para que todos tenham acesso às riquezas do património que tantos guardam entre portas. Para que a cadeia do conhecimento se propague, de leitor para leitor.

Fonte: ÍPSILON

Biblioteca da ECA cria manual de normalização para trabalhos acadêmicos

A Biblioteca da ECA acaba de lançar o Manual de Normalização complementar às Diretrizes USP para elaboração de Dissertações e Teses. O trabalho é de autoria dos bibliotecários Lilian Viana, Marina Macambyra e Welber Lustosa.

Marina Macambyra explica que, há alguns anos, os alunos passaram a procurar o serviço da Biblioteca para tirar dúvidas em relação a questões de normalização de documentos específicos. “As normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e as Diretrizes USP têm muitas orientações e exemplos de referências e de citações, mas têm poucos exemplos e poucas explicações a respeito de filmes, vídeos do Youtube, músicas, partituras”, afirma Marina. Documentos com que o aluno da ECA trabalha frequentemente.

Pensando nisso, além de criar um manual que contempla as referências e citações que não estão claras nas norma ABNT e nas Diretrizes USP, a Biblioteca também produziu um treinamento presencial para normalização.

“A gente fez uma apresentação para ser usada no treinamento presencial e, se a pessoa quiser, pode ver a apresentação que está disponível no site e depois tirar dúvidas com a gente, marcando uma hora”, explica a bibliotecária.

O Manual de Normalização da Biblioteca da ECA: complementar às Diretrizes USP (ABNT) apresenta sugestões para citar vídeos do Youtube, tweets, páginas do Facebook, séries, partituras, entre outros materiais, além de respostas para algumas dúvidas frequentes.

Fonte: ECA/USP

Prática do RPG em Biblioteca Escolar

Olá pessoal! Neste vídeo nós falamos um pouco sobre a prática do RPG em Biblioteca Escolar.

CONFIRA!

Para quem estiver interessado em saber mais sobre o livro “RPG na escola: aventuras pedagógicas”, segue o link do site do Professor Ricardo Amaral: http://www.rpgnaescola.com.br/

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Fonte: Ser Bibliotecário

Câmara analisa proposta para estimular construção e manutenção de bibliotecas públicas

O objetivo é incentivar o hábito da leitura entre os brasileiros

A Câmara dos Deputados analisa medidas de estímulo à construção, manutenção e aquisição de acervo para bibliotecas públicas. Uma proposta em debate na Casa (PL 3231/15) altera a Política Nacional do Livro (Lei 10753/2003) para aumentar o número de bibliotecas e melhorar a qualidade daquelas já existentes, como forma de incentivar o hábito da leitura entre os brasileiros.

Segundo o autor do projeto, deputado Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), cabe às bibliotecas garantir o acesso aos livros, já que apenas 15% da população os compram regularmente.

A proposta já passou pelas comissões de Cultura e de Educação. Na de Educação, o relator, deputado Diego Garcia, do Podemos do Paraná, propôs que os benefícios sejam previstos para bibliotecas abertas à população, sejam elas públicas ou não.

“Altero a redação do artigo segundo do projeto de lei para estabelecer que (o incentivo) para a construção, manutenção e ampliação predial de bibliotecas públicas, museus, arquivos públicos e cinematecas se restringirá a instituições que sejam não apenas públicas – e aí entra a subemenda – mas abertas ao público.”

A proposta ainda será analisada por outras duas comissões da Câmara. Se aprovada, poderá seguir diretamente ao Senado, sem passar pelo Plenário.

A quarta edição da Pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” mostra um crescimento tímido no número de leitores no país. Em 2011, era de 50% da população e, em 2015, chegou a 56%. Mesmo assim, o brasileiro ainda lê pouco menos de cinco livros por ano. É considerado leitor aquele que declara ter lido algum livro nos últimos três meses.

A pesquisa realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), ouviu 5012 pessoas em todo o país.

Ouça o áudio da reportagem

Reportagem – Karla Alessandra

Fonte: Câmara dos Deputados

Instituto Pró-Livro lança pesquisa que vai apontar as condições e os desafios da integração das bibliotecas ao currículo escolar durante a Bienal do Livro de São Paulo

Com o propósito de provocar um debate sobre as condições que devem ser garantidas para que as bibliotecas escolares sejam efetivas em seu objetivo de ser um espaço de aprendizagem integrado ao currículo escolar, na promoção da leitura e na melhora do desempenho dos alunos em suas habilidades e competências em língua portuguesa, o Instituto Pró-Livro anunciou durante a 25.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a realização da pesquisa “Retratos da Leitura em bibliotecas escolares”. O estudo está sendo proposto e coordenado pelo IPL, que contratou a Instituição de Ensino e Pesquisa (INSPER) e o Instituto OPE Social, para sua aplicação e análise dos dados. Os resultados devem ser apresentados até o final de 2018.

Para celebrar o lançamento oficial da pesquisa, o IPL realizou um painel de discussões no Salão de Ideias da Bienal Internacional do Livro e deu algumas pílulas dos primeiros resultados. “As escolas convidadas a participar do estudo foram selecionadas com base na performance de seus alunos da 5ª série, em português, na Prova Brasil (2015)”, diz Sergio Firpo, coordenador da pesquisa pelo Insper. “Identificamos os melhores resultados em instituições que declararam ter bibliotecas ou salas de leitura. Ao todo serão 500 escolas distribuídas em 17 estados e todas as regiões brasileiras”.

Para mapearmos as condições e usos das bibliotecas escolares e sua integração às atividades curriculares, entrevistaremos gestores, professores e responsáveis pelas bibliotecas”, destaca Zoara Failla, coordenadora da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil do Instituto Pró-Livro.

O evento também contou com a participação de educadores e representantes da área da Biblioteconomia, que discutiram a pertinência e a relevância de um levantamento como esse. Entre os que estiveram presentes, encontraram-se Luís Antonio Torelli, presidente do Instituto Pró-Livro e da Câmara Brasileiro do Livro, Bernadete Campello da UFMG; Wilson Troque, Coordenador dos programas do livro do FNDE/MEC; Adriana Ferrari e Claudio Marcondes de Castro Filho da FEBA; Christine Fontelles do Programa “Eu Quero Minha Biblioteca”; Helen de Castro S. Casarin da UNESP- Marilia, além de Zoara Failla e Sergio Firpo, os responsáveis pela realização desse estudo.

Retratos da Leitura em Bibliotecas Escolares

A pesquisa terá como objetivo orientar políticas públicas e investimentos voltados à instalação e manutenção de bibliotecas escolares, para que elas se constituam em espaços de aprendizagem integrados ao currículo escolar.

Como funcionará a pesquisa?

Serão aplicados três questionários: ao diretor (ou coordenador pedagógico), ao professor de português e ao responsável pela biblioteca ou sala de leitura. Os resultados serão, após concluído o estudo, apresentados isoladamente e comparados com os resultados gerais (sem identificação dos respondentes), a todos os que participaram.

Sobre o Instituto Pró-Livro: O IPL (www.prolivro.org.br), uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) sem fins lucrativos, criado e mantido pelas entidades do livro – Abrelivros, CBL e SNEL –, com a missão de transformar o Brasil em um país de leitores, tem como objetivo promover pesquisas e ações de fomento à leitura. Realiza periodicamente a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, maior e mais completo estudo sobre o comportamento leitor do brasileiro, para avaliar impactos e orientar ações e políticas públicas do livro e da leitura, visando melhorar os indicadores de leitura e o acesso ao livro. Também é responsável pelo Prêmio IPL – Retratos da Leitura, que busca reconhecer e homenagear organizações que desenvolvem práticas de incentivo à leitura e, deste modo, promover e difundir experiências para que ganhem amplitude e investimentos, orientem políticas públicas e inspirem outras iniciativas pelo Brasil. Estas ações foram todas mapeadas através da Plataforma Pró-Livro (www.plataformaprolivro.org.br) que reúne informações destas práticas ao redor do país e, incentiva a troca de experiências.

Fonte: Segs

Proposta amplia o conceito de biblioteca escolar e prorroga prazo para escolas públicas constituírem acervo

Está em análise na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 9484/18, da deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), que prorroga para 2024 o prazo para que todas as escolas do país tenham biblioteca com acervo mínimo de um livro para cada aluno matriculado e um bibliotecário por escola.

Audiência Pública com a participação de técnicos do Tribunal de Contas da União - TCU e do Observatório Legislativo da Intervenção Federal na Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Dep. Laura Carneiro( DEM - RJ)
Laura Carneiro propõe mudança no conceito de biblioteca para que deixe de ser vista como “depósito estático de livros e materiais”

O prazo atual expira em 2020, de acordo com a lei que trata da universalização das bibliotecas escolares (Lei nº 12.244/10). Porém, pelo Censo Escolar de 2016, realizado pelo Ministério da Educação, apenas 21% das 217 mil escolas públicas do país têm biblioteca. Já entre as 61 mil escolas da rede privada o índice é de 38%.

Na opinião da autora, a legislação é ineficaz por não prever penalidade ou sanção àqueles que descumprirem as regras, além de não apontar qual ente federativo seria responsável pela implantação de bibliotecas nas escolas.

Ainda segundo ela, outro problema é a ausência de bibliotecários. “A ausência de pessoal especializado manda para as bibliotecas professores com os mais variados problemas físicos ou psicológicos. Assim, além de a biblioteca ser local de castigo para alunos indisciplinados, eles ficam à mercê de profissionais completamente despreparados”, ressaltou.

Novidades no texto
O texto também cria o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares (SNBE) com a função de integrar todas as bibliotecas à Internet, mantendo atualizado o cadastro de todas as unidades dos respectivos sistemas de ensino. Isso facilitaria o empréstimo de livros entre os alunos de diferentes instituições.

O projeto ainda modifica o conceito de biblioteca escolar, ao substituir a palavra “acervo” por “equipamento cultural”. O objetivo é que esses espaços deixem de ser vistos como “depósito estático de livros e materiais”.

Tramitação
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Educação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Agência Câmara Notícias

Jornada “Bibliotecas privadas e patrimônio bibliográfico: achegas e reflexões”

 

PALESTRA INAUGURAL

“Digitalização de livros raros e coleções especiais: critérios, segurança e difusão”

Dia 4 de setembro de 2018, às 16h

Prof. Dr. Fabiano Cataldo de Azevedo (UNIRIO)

Dia 5 de setembro de 2018.

08h às 8h30: Credenciamento.

08h30 às 9h: Mesa de abertura: autoridades do IGHB

9h às 13h: Mini-Curso “As histórias que cada exemplar de livro nos conta: marcas de propriedade, proveniência e dedicatórias”.

Ementa: o objetivo deste mini curso será apresentar e discutir as principais marcas que ao longo dos anos passam fazer parte de determinados exemplares de livros. Pretendemos categorizar sua importância como memória e fonte, evidenciando suas características narrativas e documentais. Procuraremos também evidenciar o diálogo que possuem as bibliotecas de origem e exortar a atenção que é necessário ter na biblioteca de destino, em caso de compras e doações.

Responsáveis: Prof. Dr. Fabiano Cataldo de Azevedo (UNIRIO) e Profa. Me. Stefanie Cavalcanti Freire (UNIRIO)

Mais informações: https://www.eventbrite.com.br/e/jornada-bibliotecas-privadas-e-patrimonio-bibliografico-achegas-e-reflexoes-tickets-49174281600

Por que as bibliotecas públicas ainda são essenciais em 2018

Bibliotecas existem para o público. A Amazon existe para maximizar os lucros.

Texto original de Constance Grady @constancegrady   24 de julho de 2018.

Link originalhttps://www.vox.com/culture/2018/7/24/17603692/public-libraries-essential-forbes-amazon.
Tradução de Marina Chagas

Biblioteca de Leeds no Reino Unido. Ian Forsyth / Getty Images

Bibliotecas não parecem estar fora das áreas de especialização do autor Panos Mourdoukoutas; ele é professor especializado em economia mundial. (Um tweet popular sugeriu que Mourdoukoutas pagou pelo privilégio de ser publicado na Forbes, apesar de ter sido um erro; ele é um blogueiro pago pela Forbes.) Mas tanto o artigo em si quanto a reação contra ele apontam para uma profunda ansiedade a respeito das bibliotecas e a pergunta se elas devem ser discutidas.No fim de semana passado, a Forbes publicou e depois tirou do ar um artigo polêmico. “Este artigo estava fora da área de especialização deste colaborador, e desde então foi removido”, disse a Forbes, após reações negativas significativas. O artigo em questão? Um editorial argumentando que as bibliotecas são um desperdício de dinheiro do contribuinte e devem ser substituídas pelas lojas da Amazon.

Se considerarmos que as bibliotecas públicas existem e são boas e importantes, então estamos dizendo que os serviços que elas fornecem são direitos básicos e responsabilidade do nosso governo salvaguardar. Se sugerirmos que as bibliotecas não deveriam existir – que são um desperdício – então questionamos os direitos que elas protegem.

Acesse o artigo, agora excluído, de Mourdoukoutas, cujo objetivo central apontava que os papéis tradicionalmente desempenhados pelas bibliotecas – emprestando livros, é claro, mas também servindo como locais de reunião da comunidade – agora são melhor desempenhados por “lugares terceiros” como Starbucks e livrarias-cafés. E como as livrarias físicas da Amazon estão equipadas com acesso fácil ao abrangente banco de dados de livros da Amazon ao redor do mundo, concluiu o artigo, os cafés-livrarias da Amazon são superiores às bibliotecas.

Muitas pessoas podem ler esse argumento e protestar: “Mas devo pagar por livros na Amazon! Em uma biblioteca pública, posso pedir emprestado de graça! ”Mourdoukoutas teve um retorno. “Deixe-me esclarecer uma coisa”, escreveu ele no Twitter. “Bibliotecas locais não são gratuitas. Os proprietários da casa devem pagar um imposto da biblioteca local. Minha conta é de US$ 495 por ano”.

É verdade que as bibliotecas são parcialmente financiadas por dólares de impostos imobiliários, da mesma forma que os contribuintes financiam os outros serviços públicos que nós, como sociedade, decidimos serem vitais para o bem público, como escolas e bombeiros e parques e obras rodoviárias. Eu posso não ter filhos que frequentam a escola, mas eu ainda pago impostos para a escola pública, porque nós concordamos que quando todas as crianças são educadas, isso é bom para todo o país.

O que Mourdoukoutas estava tentando debater não era se as bibliotecas são “uma boa compra” (em geral são, especialmente se você não tem muitas propriedades valiosas para pagar impostos), mas se os serviços da biblioteca estão disponíveis para o público são bons para todo o país. Ele estava colocando em questão o status da biblioteca como um bem público.

Bibliotecas são projetadas para servir o público. A Amazon foi projetada para maximizar seus lucros.

As bibliotecas são financiadas pelo público para servir o público. Elas oferecem livros, filmes e música com curadoria para entreter e informar o público, com ainda mais conteúdo disponível através dos empréstimos entre bibliotecas. Elas oferecem acesso à Internet e serviços de impressão de baixo custo. Elas oferecem treinamento em alfabetização financeira e assistência na procura de emprego. Elas servem imigrantes que não falam inglês. Elas servem pessoas encarceradas, sem-teto e pessoas que vivem em casa.

Uma livraria da Amazon é financiada por uma enorme corporação com o objetivo de maximizar seus lucros. Ela é abastecida com livros selecionados por algoritmos, com a maior parte de seu estoque composta de best-sellers recentes e livros que a Amazon tem obtido sucesso na venda online, junto com vários dispositivos eletrônicos da empresa. Educar o público não é prioridade da Amazon. Não é projetado para atender populações vulneráveis. Não há razão para que ela seja projetada com esse objetivo em mente: a Amazon é um negócio, não uma utilidade pública, e seu único objetivo é ganhar dinheiro.

Bibliotecas não são perfeitas. Isso não significa que elas são um desperdício de dinheiro.

Ao argumentar que deveríamos substituir bibliotecas públicas por livrarias-cafeterias da Amazon, Mourdoukoutas estava na verdade argumentando que oferecer recursos às populações vulneráveis ​​não é um bem público. Ele estava argumentando que os pobres não merecem livros ou filmes que os entretenham, que os imigrantes não merecem programas que os ajudem a navegar pela burocracia em uma língua estrangeira, que os desempregados não merecem programas que possam ajudá-los a encontrar e se preparar para empregos. Ele argumentava que fornecer esses recursos para o público em geral não é do interesse do país.

A biblioteca pública se opõe a esse argumento. Em virtude de sua existência, ela argumenta que o acesso livre e fácil à informação é importante, que o enriquecimento cultural é vital e que os segmentos mais carentes de nossa população merecem tanto acesso à informação e entretenimento quanto qualquer outra pessoa.

Essa é uma visão utópica, e não é uma que nosso sistema de bibliotecas em sua forma atual sempre cumpra. As bibliotecas estão cronicamente subfinanciadas, e o presidente Trump tem procurado em várias ocasiões cortar o financiamento federal do sistema de bibliotecas públicas. Os EUA estão na 62ª posição do mundo na lista de países com o maior número de bibliotecas per capita, e as bibliotecas que temos não estão distribuídas uniformemente pelo país, levando a desertos de bibliotecas. Além disso, como o financiamento de bibliotecas está vinculado a impostos sobre a propriedade, as bibliotecas que atendem a bairros ricos tendem a ter mais recursos do que as bibliotecas que atendem os bairros pobres.

Mas a solução para esses problemas não é acabar completamente com as bibliotecas e substituí-las por livrarias medíocres destinadas a vender mais Kindles. É reconhecer o trabalho vital que as bibliotecas realizam em uma democracia funcional e concede-las os recursos necessários para que funcionem adequadamente.

Fonte: Monitoria Científica FaBCI/FESPSP 

Escolas sem bibliotecários: sintoma de um desmonte generalizado

Bibliotecária e vereadora do PSOL de Porto Alegre, mais votada da última legislatura

A falta de bibliotecários nas escolas gaúchas, noticiada recentemente no Jornal do Comércio de Porto Alegre, é um sintoma da falta de prioridade e seriedade com que Sartori tem tratado um dos campos mais importantes de atuação do Estado: a educação.

A Lei Federal 12.244/10 estabelece que até 2020 todas as instituições de ensino públicas e privadas deverão contar com bibliotecas e bibliotecários. Há menos de dois anos para o fim do prazo, apenas 20 profissionais estão nas mais de 2,5 mil escolas estaduais gaúchas. Quem toma conta das estruturas atualmente são professores das próprias escolas, o que sobrecarrega ainda mais o corpo docente que já tem seus direitos diariamente atacados.

As bibliotecas não podem ser vistas apenas como depósitos de professores sem condições de estar em sala de aula. Isso não é respeitoso com o docente e muito menos com os estudantes. É função do profissional de biblioteconomia desenvolver e curar um acervo que se conecte com as demandas da comunidade. É papel do profissional também providenciar subsídios para a formação do senso crítico dos alunos e iniciar os estudantes nas práticas de pesquisa que os farão obter conhecimentos de forma mais qualificada e independente.

O movimento de abandono das bibliotecas escolares acontece conectado a uma lógica neoliberal de desmonte do Estado. Não nos surpreende que cada vez mais conglomerados estrangeiros de ensino tomem conta do setor da educação básica. Depois de avançar agressivamente sobre o ensino superior, a iniciativa privada necessita de uma educação básica sucateada para aumentar seus negócios. A questão que fica é: a quem o Estado deve servir? Nós acreditamos que ele deva priorizar os interesses da população sempre.

Como bibliotecária de formação, não posso deixar de manifestar minha indignação com a prática mesquinha de governos como o de Sartori, no Estado, Marchezan, na prefeitura de Porto Alegre, e diversos outros políticos na nossa região. Ao mesmo tempo em que oferecem estruturas precárias aos estudantes, se empenham em desvalorizar os educadores. A cada vaga vazia de um bibliotecário na escola, milhares de crianças deixam de ter acesso ao futuro digno que é seu por direito.

Fonte: Deputada Federal Fernanda Melchionna

Entrevista do CRB-8 para TV Cultura – Bienal Internacional do Livro

Nesta edição, o diretor Guilherme Leme descobriu a intersecção entre Shakespeare e Marisa Monte e produziu um musical sobre Romeu e Julieta. O espetáculo usa o texto do século 16, mas a trilha é da Marisa Monte. Além disso, uma matéria na Bienal, onde encontramos pais e professores dispostos a transformar a leitura num prazer para as crianças.

Fonte: Metrópoles

Biblioteca Mário de Andrade ganha ala infantil e sistema de ar-condicionado na seção circulante

Novo espaço terá 1.580 exemplares para o público infantil emprestar ou ler no local; sistema de ar-condicionado contará com 16 aparelhos que darão mais conforto aos leitores e estudantes que frequentam a Seção Circulante

A Biblioteca Mário de Andrade, segunda maior do Brasil, administrada pela Secretaria Municipal de Cultura, entra numa nova fase a partir deste sábado, dia 11. Duas novidades prometem atrair o público para estudar e aproveitar ainda mais a programação deste espaço cultural da cidade de São Paulo.

A SMC inaugura, às 11h, o novo sistema de ar-condicionado, doado integralmente pelas empresas EDP (Energias do Brasil S/A) e CISA Trading S/A. A instalação de 16 equipamentos de ar-condicionado será entregue neste sábado.

Esta melhoria estrutural na Seção Circulante era uma demanda de longa data dos usuários do espaço. Mesmo depois de ter passado por uma reforma concluída em 2011, a climatização da BMA ainda não havia sido realizada, tornando difícil a permanência na sala para estudos em dias muito quentes.

Outra novidade, desta vez, para o público infantil, é a transformação do salão oval, localizado no térreo do edifício, na Ala Infantil da BMA. No local, estarão disponíveis 1.580 exemplares que poderão ser emprestados ou consultados no próprio local, que contará com mobiliário e ambientação do programa Biblioteca Viva.

A Cia. Pé do Ouvido apresentará duas sessões de contação de histórias, às 11h e às 13h, para marcar a abertura deste novo espaço. As contadoras de histórias Débora Sperl e Lilia Nemes apresentarão “Festa no céu e outros contos”, que narra uma grande festa estava sendo preparada para todos os animais da Terra.

A programação desta data é complementada pelo lançamento do livro de poesia “Cinematografia”, a partir das 11h, que traz 90 poemas de Paulo Lopes Lourenço e ilustração de Fernando Lemos. Os textos foram quase todos escritos durante a estada do autor no Brasil – ele foi Cônsul Geral de Portugal em São Paulo entre 2012 e 2018. Ainda que a cidade não esteja presente no livro de maneira explícita (há apenas um poema que alude diretamente a ela), o autor acredita que a experiência de morar na capital paulista tenha contribuído para o resultado final.

O lançamento do livro marcará a despedida do cônsul da cidade.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Livreto eletrônico detalha reorganização do espaço de biblioteca

Trabalho no câmpus Botucatu durou 5 meses e foi apresentado em encontro de bibliotecários

Por ACI Unesp

A história da reorganização do espaço físico da biblioteca do câmpus de Botucatu da Unesp virou o livreto eletrônico “Biblioteca no País das Mudanças”, em que os cinco meses de trabalho para a mudança do layout do espaço são resumidos de forma lúdica para que a comunidade entenda os conceitos que deram base ao trabalho. 

Norteada pela nova diretriz de tornar a biblioteca um espaço aconchegante que promova o desenvolvimento do ensino, da aprendizagem, da investigação e da criatividade, a mudança do layout fez uma seleção criteriosa das publicações, trocou estantes e, ao final, abriu espaços para 50 novas mesas de estudo, além de tatame com almofadas e pufes para descanso dos estudantes.

A avaliação do acervo e a reorganização do espaço físico foram as primeiras iniciativas de uma série de ações necessárias para que a biblioteca do câmpus Botucatu fosse adequada ao novo conceito que está norteando as mudanças nesses espaços físicos da Unesp.

O trabalho realizado em Botucatu e a forma como ele foi relatado à comunidade da Unesp, por meio de um livreto eletrônico ilustrado, foram apresentados no 2º Encontro de Bibliotecários da Região Central do Estado de São Paulo (Enbiesp), realizado em maio em São Carlos.

A publicação foi produzido pela Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação do câmpus de Botucatu, sob a direção de Sulamita Selma Clemente Colnago, e está disponível na internet.

Fonte: Unesp

Duas quenianas encaram o desafio de restaurar bibliotecas abandonadas

Por AFP

Apesar da deterioração da biblioteca McMillan, um importante edifício com colunata dos anos 1930, uma dezena de moradores de Nairóbi visita o local para desfrutar da calma e dos poucos livros disponíveis.

Em breve, estes moradores terão à disposição um novo espaço moderno e restaurado. Esse é o desafio da editora Angela Wachuka e da escritora Wanjiru Koinange, que trabalham na restauração de três bibliotecas da capital queniana, abandonadas há décadas.

“Eu me nego a viver em uma cidade onde as crianças podem crescer sem nunca ter entrado em uma biblioteca. Isso é o que acontece hoje em Nairóbi”, explica à AFP Koinange, que cresceu na capital.

As duas mulheres lançaram em 2017 a associação Book Bunk para modernizar a McMillan, situada no movimentado bairro de negócios de Nairóbi, e as bibliotecas de Makadara e Kaloleni, dois bairros residenciais do leste da cidade.

“Nossa proposta é a mesma para as três bibliotecas, mas estarão destinadas a públicos diferentes”, explica Koinange, escritora de 32 anos.

McMillan, a de maior tamanho, será generalista, enquanto Kaloleni será especializada em literatura infantil e Makadara, em obras para adolescentes.

Apesar do mau estado, a biblioteca de Makadara, instalada em um edifício qualquer dos anos 1970, atrai diariamente 180 jovens do bairro, segundo Koinange.

– “Democratizar a coleção” –

Em uma capital barulhenta e superpopulosa, os moradores vão às bibliotecas desfrutar do silêncio. “Vim estudar porque é um lugar tranquilo, não tem barulho”, explica Caren Mumbua Musembi, estudante de 20 anos que visita o local pela primeira vez.

Bernard Uma Ogutu, estudante de contabilidade na Universidade Kenyata de Nairóbi, passa seus dias aqui. “É difícil encontrar livros concretos, mas tem boa conexão de internet, então com um computador, a gente encontra o que quer para estudar”.

Atualmente não há nenhum catálogo para registrar os livros ou os impressionantes arquivos de jornais quenianos. Portanto, é necessário um importante trabalho de classificação.

“A acessibilidade não só tem a ver com a frequência na biblioteca, mas também com o fato de democratizar a coleção”, diz Angela Wachuka, de 36 anos, que organiza também eventos literários no âmbito do Book Bunk.

A editora destaca, ainda, a importância de oferecer uma ampla oferta de livros.

Duas enormes presas de elefante dão as boas-vindas ao visitante na entrada da McMillan, aberta em 1931 em memória ao explorador William Northrup McMillan. O edifício em estilo colonial contém, sobretudo, livros do começo do século XX, publicados muito antes da independência do Quênia, em 1963.

Em suas prateleiras há obras sobre a aristocracia britânica ou sobre a histórica dos táxis londrinos, mas há muito poucos livros de autores quenianos.

– “Literatura contemporânea” –

“Para nós é muito importante ter autores africanos e da literatura contemporânea”, assegura Wachuka, que não quer, no entanto, apagar o passado colonial refletido nas coleções atuais.

“Queremos conservar a história do lugar porque é importante, o edifício não existiria sem McMillan, mas também queremos acrescentar nossa história”, confirma Koinange, em meio a montes de livros empoeirados.

As duas amigas querem integrar também outras formas de narração, como os podcasts.

Sua associação recebeu ajuda da administração de Nairóbi. “Assinamos um acordo que nos autoriza a arrecadar fun dos, a dirigir e a restaurar” as três bibliotecas, explica Koinange.

Wachuka e Koinange preveem lançar em setembro de 2008 uma arrecadação de fundos para conseguir os 100 milhões de xelins (850.000 euros, 995.000 dólares) necessários para o projeto, ao qual as duas mulheres querem dedicar cinco anos de suas vidas.

Para elas, o objetivo é permitir que os moradores de Nairóbi contem e transmitam histórias. “A meta é incentivar a circulação de relatos na cidade. As bibliotecas são o local onde essas histórias vivem”.

Fonte: Estado de Minas

Saiba porquê estas adolescentes são colecionadoras de livros

Texto por Tatiana Marin

A paixão pela leitura das colecionadoras de livros. | Foto: Hermann Traub/Pixabay

Oinsetinho que desperta o prazer pela leitura está picando os adolescentes desta geração. Mesmo com um leque de dispositivos eletrônicos a disposição, a paixão pelos livros acomete os jovens com esta “doença” saudável que é o vício pela leitura e as fazem ser colecionadoras de livros.

Em 2015 a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope, por encomenda do Instituto Pró-Livros revelou um dado interessante. Entre os que afirmam que leem por gosto, a grande maioria compõe-se e adolescentes entre 11 e 13 anos (42%) e crianças de 5 a 10 anos (40%).

Outro indicativo é o perceptível aumento de esforços do mercado editorial direcionado aos jovens. Sagas e coleções infanto-juvenis vem ocupando cada vez mais espaço nas prateleiras das livrarias e, com isso, impulsionam os ávidos jovens leitores em busca dos novos lançamentos.

Em mais um capítulo do especial sobre bibliotecas e a Lei 12.224, contamos um pouco sobre adolescentes que amam ler e são colecionadoras de livros.

Sair da realidade”

Com a meta de ler 50 livros em 2018, Fernanda Sanches Machado Rocha, de 13 anos tem no mínimo 40 livros em sua estante – entre eles, 5 em inglês -, mas este número não representa a quantidade de livros que já leu. “Eu só guardo os meus preferidos, os outros eu troco no sebo”, diz ela. Até o momento, Fernanda já leu 29 livros.

Sempre gostei de ler e lia gibi,  mas parei de ler por um tempo”, conta ela. Mas o livro de fantasia “Enraizados” recobrou a avidez pela leitura. “Depois que li este livro pensei ‘ler é tão legal, porque eu parei?’”, questionou-se. Ela também lê livros digitais, mas prefere os de papel.

Livro para mim é um jeito de sair da realidade, a gente pode entrar em qualquer história e se perder totalmente. Leitura é uma coisa que muda a vida. Quanto mais a gente lê, mais forma seu caráter. É um jeito diferente de se divertir, se entreter e escapar do celular”, define

Alguns dos livros de Fernanda. | Foto: Arquivo Pessoal

A mãe de Fernanda, a médica Magali da Silva Sanches Machado, de 54 anos, acha muito interessante este gosto pela leitura. “Ainda mais nesses dias de hoje que a gente vê eles no celular. Acho muito interessante ela gostar de ler. Abre um outro mundo, aumenta o vocabulário”, avalia Magali e conta que Fernanda até influencia os amigos.

O gosto da filha é tamanho que às vezes é preciso refrear os impulsos. “Se ela vai na livraria, quer comprar uns 4 ou 5 livros, então às vezes dou uma segurada. Às vezes eu digo ‘não aguento mais comprar livro’, mas meu marido diz ‘não reclama’. A gente fala assim brincando, mas gosto muito desse hábito dela”, explica.

Um trem invisível”

A vida de leitora de Giovanna Pereira, de 14 anos, é dividida entre a época em que apenas gostava de ler e agora, que é viciada em leitura. O responsável por isso foi um livro dado de aniversário pela avó. Nos nichos do seu quarto estão distribuídos cerca de 60 livros, entre os que leu a pedido da escola e os que comprou e ganhou. Ela não se desfaz de nenhum. “Eu tenho dó”, explica.

Neste ano ela já leu 11 livros e tem 17 publicações na sua lista de desejos. Mas seu sonho de consumo é a coleção “Instrumentos Mortais”. “Não é de terror”, adverte, “mas tem tema sobrenatural”, adiciona.

Ler é viajar momentaneamente para lugares que você nunca vai conseguir ir. É como se fosse um ticket ou bilhete de um trem invisível para um lugar inalcançável na realidade. A leitura faz a pessoa ter sonhos e querer ler mais”, detalha Giovanna.

Vitória Gomes Rodrigues, de 14 anos, é outra das colecionadoras de livros e tem um acervo um pouco menor, com cerca de 30 livros. Ela conta que na 6ª série sua família mudou-se de cidade e na nova escola havia um projeto de leitura nas férias. “A escola de antes não incentivava a leitura”, conta.

Com a incumbência da escola para as férias, ela não só escolheu e leu o livro, como descobriu a paixão pelas histórias. “Eu achei um livro com histórias de garotas normais, baseadas em histórias das princesas, eu gostei muito”, relata ela.

400 livros

Júlia Mazzini ainda não é adolescente, tem 9 anos, mas quando chegar lá vai bater, não só os da sua idade, mas também adultos. Na verdade, já bate. Segundo seu pai, o jornalista André Mazzini, “ela já deve ter lido uns 400 livros. Ela tem muito mais livros do que eu e minha esposa já lemos na vida inteira”.

Júlia lê desde os 3 anos. | Foto: Arquivo Pessoal

Também, pudera, Júlia aprendeu a ler e escrever aos 3 anos. “Começou o fascínio desde então. Minha esposa, que é pedagoga, e eu sempre lemos muito e temos muitos livros em casa”, afirma o jornalista. “Este gosto dela começou a se espalhar para outros mundos. Ela ganhou o concurso nacional de redação da Folha de São Paulo aos 6 anos”, conta o pai.

Eu gosto da sensação de entrar no personagem, é uma viagem que se faz sem sair do lugar, a gente mergulha como se fosse uma lagoa e se esquece do mundo”, descreve Julia, que prefere os grandes livros, “com mais história”.

Ao ser perguntada sobre qual livro ela está lendo no momento ela responde: “vários”. Simples assim. Alguns deles são “Harry Potter e a Ordem da Fênix” que faz parte da coleção que ela está terminando. Ainda tem “Pax”, que está lendo com a mãe e, com o irmão mais novo, está relendo “Felizmente o Leite”.

O pai percebe o benefício que a leitura trouxe à filha. “Ela consegue desenvolver diálogos de reflexões muito interessantes com a gente por conta da leitura. Consegue lidar com os sentimentos, situações adversas, na escola ou em outro ambiente. Ela tem a capacidade de refletir sobre o que acontece, o que é um tanto incomum com a maioria das crianças, e acredito que isso seja devido à leitura”, pontua.

Fonte: Mídia Max

Unicamp recebe biblioteca de Antonio Candido

Acervo se soma a 1.367.813 itens do Sistema de Bibliotecas da Unicamp, instância fundamental nas atividades de ensino, pesquisa e extensão

A biblioteca do professor, ensaísta e crítico literário Antonio Candido de Mello e Sousa, composta por aproximadamente seis mil livros, acaba de ser doada pela família do intelectual à Unicamp. A transferência do acervo, que já está de posse da Universidade, foi oficializada por meio de carta assinada no último dia 10 de julho pelas três filhas de Antonio Candido, Ana Luisa Escorel, Laura de Mello e Souza e Marina de Mello e Souza. Depois de analisados e catalogados, os volumes serão incorporados às Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Central Cesar Lattes (BC-CL).

Os livros que integram a biblioteca doada à Unicamp abrangem diferentes áreas do conhecimento, entre as quais literatura, história, sociologia, antropologia e geografia. Entre os volumes estão também itens raros, como as primeiras edições de obras de Oswald de Andrade e Mário de Andrade, sendo que muitos exemplares contêm dedicatórias desses autores. Há, ainda, títulos de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Gilberto Freyre, Alvaro Lins, Sérgio Buarque de Holanda, Clarice Lispector e Lygia Fagundes Teles.

Ademais, o acervo é constituído por uma importante Proustiana, compreendendo um número considerável de edições da obra de Marcel Proust, bem como de estudos sobre o escritor francês. “Trata-se do conjunto de livros que Antonio Candido manteve consigo até morrer, uma vez que ao longo da vida doou quantidades significativas de títulos para diferentes bibliotecas, inclusive da Unicamp. Os livros ora oferecidos em doação são os que escolheu manter perto de si, bem como os mais valiosos”, afirmam as filhas do intelectual em carta enviada ao reitor Marcelo Knobel.

Foto: Scarpa
Maria Helena Segnorelli, diretora da Biblioteca de Coleções Especiais e Obras Raras da BC-CL, e as caixas do acervo de Antonio Candido

A coordenadora-geral da Universidade, professora Teresa Atvars, considera uma grande honra receber a biblioteca de Antonio Candido. “Ele ajudou a construir a Unicamp, fundando o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Além disso, deixou um enorme legado em suas áreas de atuação e participou ativamente da vida brasileira, sobretudo na defesa da democracia”, pontua a dirigente. De acordo com a coordenadora associada da BC-CL, Valéria dos Santos Gouveia Martins, “os volumes serão inicialmente analisados, catalogados e tratados tecnicamente, para depois serem incorporados às Coleções Especiais e Obras Raras e ficarem disponíveis para consulta”, explica.

A escolha da Universidade para receber a biblioteca de Antonio Candido é um reconhecimento à importância da instituição e também ao Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU). O SBU, que está vinculado à Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), é composto por 29 bibliotecas, sendo uma central, uma de área (Engenharias) e 27 localizadas nas faculdades, institutos e centros e núcleos de pesquisa. Mais que armazenar livros, esse sistema constitui um valioso conjunto de fontes de informação, disponíveis em diversos suportes, que incluem bases de dados, catálogos de bibliotecas, repositórios institucionais, patentes, teses, periódicos científicos etc.

Os números relacionados ao SBU impressionam pelo tamanho e são reveladores do indispensável suporte que o sistema oferece às atividades de ensino, pesquisa e extensão. Segundo os últimos dados consolidados, o acervo possui 1.367.813 itens. Entre eles, 42.311 periódicos eletrônicos, 484 bases de dados e 273.674 e-books. Em 2017, o orçamento do SBU foi de R$ 12,9 milhões. “É fundamental para a Unicamp contar com um complexo de bibliotecas que atenda de modo adequado às necessidades de natureza acadêmica dos alunos de graduação e pós-graduação, assim como as áreas de pesquisa e inovação”, entende a coordenadora-geral. Segundo a professora Teresa Atvars, o SBU é considerado historicamente, por todas as gestões, como estratégico para as atividades da Universidade.

Foto: Scarpa
A coordenadora-geral da Universidade, professora Teresa Atvars: “É fundamental para a Unicamp contar com um complexo de bibliotecas que atenda de modo adequado às necessidades de natureza acadêmica dos alunos de graduação e pós-graduação, assim como as áreas de pesquisa e inovação”

Valéria Martins observa que o SBU mantém contatos e colaborações com as melhores bibliotecas do exterior. “Nossas atividades têm padrão internacional. Estamos sempre atuando no sentido de atualizar nossos acervos e serviços. Além disso, os profissionais vinculados ao sistema participam periodicamente de cursos e congressos. A cada experiência desse gênero, nós promovemos um encontro no qual compartilhamos os conhecimentos adquiridos com toda a equipe”, relata.

Paralelamente a essas atividades, o SBU desenvolve ações específicas com cada um dos seus públicos. No caso dos estudantes de graduação, por exemplo, existe uma preocupação de transmitir a esse segmento boas práticas de pesquisa. “Temos atuado no sentido de esclarecer os alunos sobre o que é plágio e como fazer as citações em seus trabalhos acadêmicos. Utilizamos o software Turnitin, que verifica a originalidade dos textos, apontando para as semelhanças entre o texto apresentado e os documentos contidos na base de dados do sistema e páginas da internet. Também pretendemos oferecer em breve aos estudantes de graduação, seguindo as diretrizes do nosso planejamento estratégico, uma oficina para orientá-los a utilizar os nossos recursos informacionais da melhor forma possível”, adianta a coordenadora associada do SBU.

Em relação à pesquisa, prossegue Valéria Martins, o sistema consolidou uma importante parceria com a Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP), no sentido de qualificar ainda mais o repositório de produção científica da Unicamp e a gestão dos dados de pesquisa. “Um ponto que temos destacado para os nossos docentes e pesquisadores é a importância do uso do ORciD [Open Researcher and Contributor ID], uma ferramenta digital de identificação que permite ao usuário armazenar e gerir informações relativas à sua produção junto às entidades científicas”, diz. Espera-se que todos os docentes e pesquisadores da Unicamp adotem, em breve, esta “identidade”.

Foto: Scarpa
A coordenadora associada do SBU, Valéria Martins: “Nossas atividades têm padrão internacional. Estamos sempre atuando no sentido de atualizar nossos acervos e serviços”

No âmbito da extensão, o SBU tem participado ativamente ao longo dos últimos anos de importantes programas da Universidade, como o Ciência e Arte nas Férias, destinado a estudantes do primeiro e segundo ano do Ensino Médio de escolas públicas de Campinas, Valinhos, Vinhedo e Jaguariúna, Limeira e Piracicaba; e o UniversIDADE, criado para oferecer às pessoas acima dos 50 anos, integrantes ou não da comunidade universitária, um conjunto de atividades capaz de mantê-las ativas física e mentalmente.

Novo momento

A professora Teresa Atvars destaca a importância de o sistema de bibliotecas estar se modernizando constantemente e em contato com os seus públicos. “À medida que a tecnologia evolui, nós também temos que evoluir. O modelo de ‘biblioteca’ da época em que eu ingressei na Unicamp, para fazer pós-graduação, não existe mais. Ela deixou de ser apenas um edifício que ‘abriga’ livros e fonte de consultas. Hoje, graças aos recursos na área da Tecnologia da Informação e Comunicação, a biblioteca não abre e não fecha mais. Uma tese defendida, um livro, um manuscrito e uma obra podem ser consultados via internet, a qualquer hora do dia ou da noite, de segunda-feira a domingo. Ao mesmo tempo, temos usuários que querem ou necessitam comparecer fisicamente às nossas unidades. Isso nos obriga a estarmos preparados para atender adequadamente tanto online quanto o usuário presencial”, exemplifica.

Ao mesmo tempo, acrescenta a coordenadora-geral, há uma demanda crescente por parte dos usuários do SBU por espaços compartilhados, ambientes nos quais possam ocorrer estudos e discussões de maneira coletiva. “Estamos caminhado para esse modelo, a exemplo do que estão fazendo algumas bibliotecas no exterior”, garante Valéria Martins. Segundo ela, o SBU está analisando a criação de um Espaço Maker, local que estimula o conceito de “fabricação digital”. Nele, os usuários colocam a mão na massa para dar, de forma colaborativa, concretude a diferentes projetos.

Fotos: Scarpa
A primeira edição de Macunaíma, com dedicatória de Mário de Andrade, é um dos livros raros da biblioteca do professor Antonio Candido

Indispensável assinalar ainda, conforme a professora Teresa Atvars, a importância das coleções físicas, dado que elas têm um forte componente de natureza histórica, aspecto importante para qualquer área do conhecimento. “Trata-se de um patrimônio que precisa ser preservado. A biblioteca do professor Antonio Candido vem se somar a várias outras. O equilíbrio entre a biblioteca moderna e a tradicional é que oferece uma enorme riqueza de possibilidades à nossa produção acadêmica”, analisa a docente.

Acessibilidade

Um componente de destaque no trabalho do SBU é o seu Laboratório de Acessibilidade (LAB), pioneiro no Brasil. Criado em 2002 com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o objetivo do LAB é proporcionar aos usuários com necessidades especiais um ambiente adequado à realização de seus estudos e pesquisas, com maior autonomia e independência. O espaço está situado no primeiro andar da BC-CL. O funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h.

Segundo a professora Teresa Atvars, uma coisa é ter uma biblioteca capacitada para atender a pessoas sem qualquer necessidade especial. Outra é dispor de um espaço perfeitamente montado para atender também aos usuários com deficiência. “Nós dispomos de recursos que permitem que um cego, por exemplo, possa acessar o conhecimento. Ainda não atingimos o ponto ideal, mas a Unicamp é uma das poucas universidades brasileiras na qual um deficiente visual pode assistir a uma aula superando parte de suas dificuldades. É estratégico continuarmos buscando as melhores formas de apoiar as pessoas com deficiência”, declara a coordenadora-geral.

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Fonte: Jornal da Unicamp

Com títulos a perder de vista, bibliotecas pessoais são verdadeiros ‘xodós’

Só quem é apaixonado pelo universo encantado dos livros entende o que significa ter o próprio acervo em casa. Com títulos a perder de vista, estas bibliotecas pessoais são verdadeiros “xodós” para quem passou anos colecionando obras literárias.

Nesta semana, o MidiaMAIS está produzindo uma série de reportagens sobre bibliotecas, lembrando a Lei nº 12.244/2010, que determina que instituições de ensino tenham o próprio acervo com bibliotecários contratados. Já falamos sobre a visão de estudantes e professores sobre as bibliotecas em escolas, contamos a história de como este espaço coletivo de livros moldou a vida do poeta e jornalista Rafael Belo e listamos as principais bibliotecas de Campo Grande.

Na matéria desta quarta-feira (8), o MidiaMAIS mostra acervos pessoais, pequenas e grandes coleções de livros guardados em casa. De quem passou uma vida inteira guardando obras e hoje tem uma biblioteca com bem mais de mil livros a quem ainda começa a construir o próprio acervo, encontramos pérolas e raridades. Confira!

Juntando as bibliotecas

Quando a jornalista Evelise Couto, 33 anos, e o funcionário público Daniel Rockenbach, 36 anos, foram morar juntos, há cinco anos, não juntaram apenas as escovas de dente, mas também a biblioteca pessoal que cada um tinha. Hoje, os dois somam um acervo com mais de 3 mil obras, com os mais diversos títulos. E com o tempo, o casal encontrou até obras que agradassem aos dois.

A biblioteca de Evelise e Daniel foi montada em um quarto separado no apartamento do casal | Foto: arquivo pessoal

“Eu e a Eve não líamos as mesmas coisas, eu gosto de literatura fantástica e ela foge de terror e ficção científica. Quando ela começou a participar do Vórtice Fantástico nós começamos a encontrar leituras em comum, o que acontece agora também com o Leia Mulheres. O Conto da Aia de Margaret Atwood é um ficção científica distópica que acabamos lendo juntos em virtude do grupo e nós dois gostamos muito no final”, conta Daniel.

A biblioteca foi montada em um quarto separado no apartamento do casal, com prateleiras em todas as paredes.

E além dos livros, Evelise e Daniel compartilham também uma pontinha de ciúmes pelos livros. “Quando eu acho que a pessoa vai ler, faço questão de emprestar, quero muito que ela leia até pra conversar sobre depois da leitura. Mas na maioria esmagadora das vezes eu me frustro quando empresto porque a pessoa acaba pegando o livro e sequer lê. Isso foi desenvolvendo um ciúme dos livros a ponto de eu criar regras do tipo não pego emprestado se não vou emprestar ou empresto só um determinado número de livros pra que eu tenha controle do que saiu. A triste verdade é que perdi muitos bons livros emprestando, algumas edições bem raras inclusive. E não é só com os livros: filmes e jogos também. Seria fácil dizer que perdi a conta dos que nunca voltaram mas a real é que lembro de cada um”, confessa Daniel.

Desde a infância

Na biblioteca fantástica da artista Miska Thomé há livros de quando ela tinha quatro anos e também os primeiros volumes dos gibis do Tarzan e do Tio Patinhas, todos ainda muito bem conservados. O número de títulos, ela não faz nem ideia, mas garante que há duas estantes só de livros sobre arte.

Miska biblioteca particular | Foto: Marcos Ermínio

Além de exemplares do jornal “O Pasquim”, Miska também destaque a obra “A Viagem Filosófica”, de Alexandre Rodrigues Ferreira, e “Os Sertões de Euclides da Cunha”, edição de 1940. A biblioteca foi montada em um espaço junto ao ateliê e embaixo do quarto da artista, que é no estilo loft, formando quase um mundo encantado a parte dentro da casa dela.

Lá, Miska tem de tudo um pouco, livros da cultura de Mato Grosso do Sul, vinil, revistas, obras de literatura estrangeira, garante que já leu o acervo inteiro. “São obras que fizeram parte da minha vida toda, de todas as fases, é a minha história. Leio por deleite e por estudo. Com os livros viajamos sem sair do lugar”, diz a artista.

E este coleção de livros de todos os tipos ela divide com amigos e família. “Agora são os netos que estão curtindo este acervo”, conta.

Herança da mãe

A coleção de livros do artista e contador de histórias Ciro Ferreira, 48 anos, é uma herança da mãe dele, talvez a maior delas. “Em 1979, quando vim de Camapuã para Campo Grande, comecei a ter acesso aos livros. Eu tinha uns 11 anos, minha mãe era empregada doméstica, mas ela sempre comprava gibis e livros pra mim. E foi aí que tudo começou”, conta.

De lá para cá, Ciro construiu um acervo com mais de 700 títulos. E mesmo depois de adulto, a mãe de Ciro continua agregando à biblioteca pessoal do artista. “O último livro que ganhei da minha mãe foi ‘Assim se Benze em Minas’, que fala sobre as benzedeiras de Minas Gerais. Isso tens uns 10 anos”, conta.

Herança que ele também faz questão de deixar para a filha. “Quando nasceu minha filha, comecei a comprar livros para ela. Hoje, com 21 anos, ela é formada em Letras e já está no mestrado. É o maior legado que eu poderia deixar”, afirma.

Mas o artista comemora também as obras literárias que ganha de presente. “Recentemente, ganhei a coleção completa da obra do escritor sul-mato-grossense Hélio Serejo. Já li duas vezes todos os livros e uso alguns textos dele para contar história”, pontua Ciro.

Biblioteca de Iniciante

Embora o acervo de livros ainda seja tímido, com cerca de 75 títulos, a terapeuta holística Cristina Gasparetto tem o sonho gigante de construir a própria biblioteca. “No começo, não era minha intenção montar uma biblioteca particular, mas hoje já tenho vontade”, conta.

Cris e seus livros vivos | Foto: arquivo pessoal

Para Cris, não é apenas uma biblioteca particular, mas sim um mundo a parte formado por livros. “Quando compramos um livro, estamos levando um pouco de nós mesmos para casa, só que é um “nós” com a capacidade de transformação. Os livros que escolhemos muitas vezes falam mais sobre nós do que sobre a própria história ou autor em si. Por isso, construir um acervo em casa é como nos “reconstruir” pouco a pouco, com direito a expansão plena da mente, da própria vida. Às vezes, precisamos de livros que nos façam chorar. Às vezes precisamos de livros que nos façam rir. Por vezes, alguns que falam de coisas diferentes das que conhecemos, mas que conversam com a gente, como um amigo, um parceiro, ou um professor”, pontua a terapeuta.

Sobre os títulos, ela coleciona dos mais variados e ressalta que um dos preferidos do acervo dela é “Alice no País das Maravilhas”. “Não curto romance por exemplo. A maioria fala sobre comportamento humano de alguma uma forma. Tem os que falam sobre Bruxaria, tarôs, cristais, Feng Shui, além de História. Tenho um bem antigo sobre a história dos Celtas que amo. E tenho aquele livro absurdo da Santa Inquisição, o Maleus Maleficarum”, conta.

E ela finaliza a entrevista reforçando a leitura de todas as obras que guarda pela casa. “Comprar um livro e não ler, é como matá-lo. Um livro só tem vida quando é lido. Por isso é mais válido ter um pequeno acervo de livros vivos, do que uma grande biblioteca de livros mortos”, completa.

Fonte: MidiaMAIS

Biblioteca Nacional recebe enciclopédia iconográfica chinesa em 20 volumes, inédita na América Latina

A Biblioteca Nacional abriu as portas nesta segunda-feira, 6 de agosto, para uma comitiva do Templo Budista da Ordem Fo Guan Shan, liderado pelo Reverendo Mestre Huei-Kai, Vice-Abade do Monastério Fo Guan Shan, em Taiwan.
6 de agosto de 2018 - Equipe da Biblioteca Nacional recebe monges do Templo Fo Guang Shan.
6 de agosto de 2018 – Equipe da Biblioteca Nacional recebe monges do Templo Fo Guang Shan.

Recebido por Liana Amadeo, chefe do Centro de Processamento e Preservação, por Mônica Carneiro Alves, coordenadora de Acervo Especial e por Diana Ramos, chefe do Acervo de Iconografia, o grupo entregou os 20 volumes da Encyclopedia of Budhist Arts [Enciclopédia de Artes Budistas].

A Biblioteca Nacional (BN) e a UFRJ são as únicas instituições culturais da América Latina a receber a obra, cuidadosamente preparada ao longo de vários anos por Hsing Yün, fundador da Fo Guang Shan, e por uma ampla equipe de colaboradores. Ao todo, a obra levou 20 anos para ser completada, desde os processos iniciais de pesquisa e levantamento de informações. A obra foi concebida com o apoio de acadêmicos, estudantes e religiosos espalhados por diversos países que reuniram um rico material iconográfico relacionado à religião em diversos países do mundo.

Liana Amadeo presenteou os visitantes com o livro Memória do Mundo, que reúne informações sobre as coleções e acervos da Biblioteca Nacional nominados com o prêmio Memória do Mundo; com o catálogo da exposição Dante poeta de toda a vida; e com O livro de horas de Dom Fernando, bela obra em edição fac-similar, editado pela Imprensa Oficial e pela Fundação Biblioteca Nacional em 2009.

Ao final do encontro, a equipe da Biblioteca Nacional apresentou uma série de belas gravuras chinesas do século XIX pertencentes ao acervo da instituição, com ilustrações de modelos arquitetônicos e artísticos para templos budistas.

A comitiva presente à Biblioteca Nacional contou com as presenças de:

  • Reverendo Mestre Huei-Kai – Vice-Abade do Monastério Fo Guan Shan em Taiwan; Professor da Instituto de Graduação de Estudos Religiosos; Colunista da Revista Merit Times.
  • Mestra Miao Yen, Abadessa Geral do Templo Fo Guang Shan na América do Sul e Abadessa do Templo Zu Lai FGS em Cotia, São Paulo.
  • Mestra Miao You – Monja Administradora Geral do Templo Zu Lai em Cotia, SP, responsável pelo Centro de Traduções no Templo Zu Lai; coordenadora do Grupo de Jovens e Filhos de Buda do Templo Zu Lai.
  • Mestra Miao Wei é Mestra Administradora (sem o geral) do Templo no Rio.
6 de agosto de 2018 – Liana Amadeo presenteia o Reverendo Mestre Huei-Kai – Vice-Abade do Monastério Fo Guan Shan em Taiwan com o O livro de horas de Dom Fernando.
6 de agosto de 2018 – Equipe da Biblioteca Nacional recebe os 20 exemplares da Enciclopédia de Artes Budistas.
6 de agosto de 2018 – O Reverendo Mestre Huei-Kai – Vice-Abade do Monastério Fo Guan Shan em Taiwan inspeciona gravuras chinesas do acervo da Biblioteca Nacional contendo ilustrações de modelos arquitetônicos e artísticos para templos budistas.

Fim de semana grátis e Dia dos Pais nas bibliotecas mais legais de SP? Confira a programação aqui!

Fim de semana grátis e Dia dos Pais nas bibliotecas mais legais de SP? Confira a programação aqui!

“Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro…”, já diria Djavan!! Por isso selecionamos duas bibliotecas MA-RA em São Paulo para você ir conhecer neste fim de semana e curtir em família sem gastar nada: a Biblioteca de São Paulo e a Biblioteca Parque Villa-Lobos (aquela que está concorrendo ao prêmio de melhor do mundo!)DICA: Aproveite o clima literário e dê um pulo na Bienal do Livro de SP, que termina neste fim de semana, garantindo assim um fim de semana quentinho e cheiooooo de boas histórias!!

A contação de histórias tem espaço garantido nas duas bibliotecas. Na BVL, a Cia. Fantoccini chega no dia 12 de agosto (domingo) com A saga do balão, baseado em poemas de Manuel Bandeira, às 16h e a equipe BVL interpreta O sapo com medo d’água, de Ricardo Azevedo, no dia 17 de agosto (sexta-feira). Na BSP, a Cia. Sá Totonha traz Godofredo – o craque caprino, de Flávio Dana, no dia 11 de agosto (sábado) às 16h e a Cia. do Tok Tok apresenta Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado, no dia 12 de agosto (domingo), às 16h. E a equipe BSP conta O ciclista sem cabeça, de Tom B. Stone, às 15h, no dia 17 de agosto (sexta-feira).

Também em destaque na programação estão atividades que fazem referência ao Dia Mundial da Fotografia, celebrado em 19 de agosto (confira abaixo).

Na BVL, o Curso de Produção Cinematográfica (aulas nos dias 4, 11, 18 e 25 de setembro, das 14h às 17 horas) tem inscrições abertas a partir de 15 de agosto, em https://bsp.org.br/inscricao/

Também há vagas abertas para o Curso de Informática – Básico (+60) e Oficina de Smartphones e Redes Socias (+60), respectivamente com cargas horárias de 34 e 16 horas. As inscrições podem ser feitas pelo fone 3024-2500 ou no balcão de atendimento da biblioteca (de terça a sexta-feira, das 10 às 18h). As atividades são indicadas para pessoas acima de 60 anos.

Lembrando que continuamos todos na torcida pela Biblioteca Parque Villa-Lobos, finalista de premiação internacional. A biblioteca vencedora será conhecida em 28 de agosto. Saiba mais aqui. 

Confira a seguir programação completa para os próximos dias!


Biblioteca Parque Villa-Lobos

Parque Villa-Lobos – Av. Queiroz Filho, 1205, Alto de Pinheiros, São Paulo (SP) Tel.: 11-3024-2500


Dia 11 de agosto (sábado)

10h30 às 11h15 – Lê no Ninho. Programa permanente. Estímulo de iniciação à leitura para crianças entre 6 meses e 4 anos, realizado junto a pais e responsáveis. Com equipe BVL.

15h às 17h – Jogos para todos! Programa permanente. Oficina de xadrez. Pessoas com deficiência visual dispõem de tabuleiros adaptados e também podem jogar.

15h30 às 16h30 – Leitura Dramática – A linha amarela do Metrô. Autora contemplada pelo ProAC. A autora Viviane Santiago, contemplada pelo ProAC, escreveu 31 contos breves inspirados na vida cotidiana dos usuários da Linha-4 Amarela do Metrô de SP. Além de realizar uma leitura de alguns dos contos, a autora irá falar sobre seu processo criativo e dar dicas de escrita para iniciantes. Com Viviane Santiago. Classificação: livre.

Dia 12 de agosto (domingo)

10h30 às 11h15 – Lê no Ninho. Programa permanente. Estímulo de iniciação à leitura para crianças entre 6 meses e 4 anos, realizado junto a pais e responsáveis. Com equipe BVL.

16h – Hora do Conto. Programa permanente. A saga do balão, baseado em alguns poemas de Manuel Bandeira. Com interpretação em Libras. Com a Cia. Fantoccini.

Dia 14 de agosto (terça-feira)

16h30 às 17h30 – Jogos Sensoriais. Programa permanente. Jogos e brincadeiras que estimulam habilidades sensoriais e a memória de pessoas com e sem deficiência. Com equipe BVL. Local: piso térreo.

Dia 15 de agosto (quarta-feira)

10h30 às 11h30 – Pintando o 7. Programa permanente. Confecção do jogo Timeline, com imagens marcantes da história (em referência ao Dia Mundial da Fotografia). Com equipe BVL.

14h – Pontos MIS. Exibição da animação Brichos 2 – A floresta é nossa (dir. Paulo Munhoz, Brasil, 2012, 1h23, animação, classificação: livre).

16h30 às 17h – Leitura ao Pé do Ouvido. Programa permanente. Nunca houve tanto fim como agora, de Evandro Affonso Ferreira. Com equipe BVL.

Dia 16 de agosto (quinta-feira)

16h às 17h – Luau BVL. Programa permanente. O programa apresenta aos jovens temas relacionados à música, literatura e poesia e oferece espaço para apresentações artísticas. Com equipe BVL.

Dia 17 de agosto (sexta-feira)

15h – Hora do Conto. Programa permanente. O sapo com medo d’água, de Ricardo Azevedo. Com equipe BVL.

15h30 às 16h30 – Brincando e Aprendendo. Programa permanente. Câmara escura (em referência ao Dia Mundial de Fotografia). Com equipe BVL.


Biblioteca de São Paulo

Parque da Juventude – Av. Cruzeiro do Sul, 2.630, Santana, São Paulo (SP) (ao lado da Estação Carandiru do Metrô) Tel.: 11 2089 0800


Dia 11 de agosto (sábado)

11h às 11h45 – Lê no Ninho. Programa permanente. Estímulo de iniciação à leitura para crianças entre 6 meses e 4 anos, realizado junto a pais e responsáveis. Com equipe BSP.

11h às 13h – Jogos para todos! Programa permanente. Oficina de xadrez. Pessoas com deficiência visual dispõem de tabuleiros adaptados. Vagas preenchidas por ordem de chegada.

16h – Hora do Conto. Programa permanente. Godofredo – o craque caprino, de Flávio Dana. Com a Cia. Sá Totonha.

Dia 12 de agosto (domingo)

11h30 às 12h15 – Lê no Ninho. Programa permanente. Estímulo de iniciação à leitura para crianças entre 6 meses e 4 anos, realizado junto a pais e responsáveis. Com equipe BSP.

16h – Hora do Conto. Programa permanente. Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado. Com a Cia. do Tok Tok.

Dia 14 de agosto (terça-feira)

15h às 16h – Jogos Sensoriais. Programa permanente. Uma divertida experiência lúdica que estimula as habilidades sensoriais e a memória, com jogos e brincadeiras para pessoas com e sem deficiência. Com equipe BSP.

Dia 15 de agosto (quarta-feira)

10h – Pontos MIS. Exibição do longa Saneamento básico, o filme (dir. Jorge Furtado, Brasil, 2007, 1h52, comédia, classificação: 14 anos).

14h às 17h30 – Curso de Libras – Módulo Básico. Indicado para quem deseja iniciar o estudo da Língua Brasileira de Sinais. Aulas ministradas com professor ouvinte e surdo, metodologia bilíngue Libras-português.

15h às 16h – Brincando e aprendendo. Programa permanente. Jogo: Vira Letras. Com equipe BSP.

Dia 16 de agosto (quinta-feira)

12h30 às 13h30 – Luau BSP. Programa permanente. O programa apresenta aos jovens temas relacionados à música, literatura e poesia e oferece espaço para apresentações artísticas. A partir de 13 anos. Com equipe BSP.

15h às 16h – Pintando o 7. Programa permanente. Porta-lápis de monstros. Com equipe BSP.

Dia 17 de agosto (sexta-feira)

15h – Hora do Conto. Programa permanente. O ciclista sem cabeça, de Tom B. Stone (em referência ao Dia Nacional do Ciclista). Com equipe BSP.

15h30 – Pontos MIS. Exibição da animação Minhocas, o filme (dir. Paolo Cont e Arthur Nunes, Brasil/Canadá, 2013, 1h20, aventura, classificação: livre).

16h30 às 17h – Leitura ao Pé do Ouvido. Programa permanente. Jardim Gramacho, de Paulo Prado. Em referência ao Dia Mundial da Fotografia. Com equipe BSP.

Bibliotecas: o uso por alunos e professores e a lei que determina o espaço nas escolas

Em 2020 termina o prazo de adequação das instituições de ensino

Em tempos em que a internet está literalmente na palma de nossas mãos, os livros estão cada vez mais de lado, principalmente entre crianças e adolescentes. A Lei nº 12.244/2010, que determina que instituições de ensino tenham bibliotecas com bibliotecários e acervo condizente, pode ajudar a reverter este panorama. Em 2020 termina o prazo para que todos os sistemas de ensino se adequem à norma.

A legislação foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 24 de maio de 2010 e dá prazo de 10 anos para que as instituições de ensino providenciem bibliotecas com, no mínimo, 1 título por aluno matriculado, além de respeitar a profissão de Bibliotecário. Os sistemas de ensino do país deveriam empregar esforços no decorrer dos anos para estarem de acordo com o texto ao final do prazo.

Foto: Pixabay
Com menos de dois anos para o término do período de adequação, o MidiaMAIS entrou em contato com alunos, professores, escolas e órgãos envolvidos no assunto. Durante esta semana serão publicadas uma série de reportagens sobre o tema, versando desde o olhar dos personagens envolvidos, o panorama atual das instituições até bibliotecas particulares e institucionais.

Com conteúdo sobrando online, como era de se esperar, professores ainda acreditam na necessidade das bibliotecas como agentes complementares do aprendizado dos estudantes. Estes, talvez surpreendentemente, também apoiam a presença de tais estruturas em suas escolas. Mas ambos esbarram em diversos problemas.

Acervo

O motivo mais óbvio da subutilização das bibliotecas é a falta de interesse dos alunos pelo acervo, seja por não ser atualizado ou por ser irrisório. Gabrielle Barbosa dos Santos, de 15 anos, é aluna da rede municipal e dá o diagnóstico. “A biblioteca não é tão boa, porque os livros estão velhos e os alunos não se interessam por eles, preferem os celulares”.

O acervo também é questão em escolas particulares. Pedro, de 13 anos, que é estudante em uma instituição privada, confessa que não consulta a biblioteca tão frequentemente, mesmo sendo um leitor pró-ativo, porque o espaço “não tem muitos livros”.

O discurso encontra consonância na opinião da professora de inglês Carolina Alves Batista, que já lecionou tanto em escola particular como pública. “Em língua inglesa, o máximo que os alunos conseguem pesquisar e ter acesso, quando tem, são revistas e dicionários. É o que as escolas disponibilizam para professores de inglês”, declara. Em relação à experiência no ensino privado, o sintoma foi o mesmo: “o acervo era completamente desatualizado, com livros que os alunos perdiam o interesse em saber e aprender”, adiciona.

O maior problema, no entanto reside na ausência da estrutura. Vinícius Souza dos Santos, de 15 anos, estuda em uma escola particular que não tem uma biblioteca. Quando necessário, ele precisa se dirigir a outra unidade da instituição. Não é de surpreender que a fonte usual de conteúdo seja a internet.

Um bom exemplo

A mãe de Vinícius, Janete Souza dos Santos, é professora na escola municipal Professora Oliva Enciso e descortina uma realidade diferente e próxima da ideal. “Os alunos utilizam, vão até no recreio para ler e emprestar livros. Acho que usam mais pelo prazer da leitura”, conta ela.

Janete sabe que entre seus alunos, a escola é o único lugar em que eles terão acesso a livros e dá valor à estrutura. “O acervo é bem rico, abrangendo todas as áreas de conhecimento e diversos gêneros literários, além dos livros paradidáticos que auxiliam muito o trabalho do professor”, descreve.

Foto: Arquivo pessoal

Segundo ela, os professores são incentivados a desenvolverem projetos de incentivo à leitura. Recentemente a biblioteca da escola foi realocada para uma sala maior, mais organizada e com prateleiras maiores. “Os livros vem do MEC (Ministério da Educação) e do Programa Nacional do Livro Infantil. Atualmente tem muitos livros regionais também”, informa.

Para divulgar o espaço entre os alunos, a professora responsável visitou cada sala dos anos iniciais com a trilha sonora do Sítio do Pica Pau Amarelo e uma aluna vestida de Emília, falando de Monteiro Lobato e outros personagens. Um perfeito convite para as crianças adentrarem no mundo dos livros.

São estes tipos de ações que a professora de inglês Carolina acredita serem necessários para ajudar os estudantes a se interessarem mais pelas bibliotecas e reconhece que parte da falha está nos professores. “Se tivéssemos hábito de levar os alunos à biblioteca e mostrar a importância de ler e ter acesso a leitura, eles teriam mais vontade. Se o professor não desperta isso, a leitura não vai ter importância, vai perdendo interesse”, analisa.

Algo parecido aconteceu com Gabrielle. “Eu nunca me interessei em ler livros, mas a partir do momento que fui ‘obrigada’, eu curti muito, adorei, comecei a me interessar mais por leitura”, conta ela.

Conhecedores e mantenedores do acervo

No elenco de desvantagens que as bibliotecas escolares sofrem, está a falta de bibliotecários.  A pedagoga Cristiane Rodrigues de Melo é auxiliar de coordenação em uma escola pública no interior do estado e presencia a subutilização da biblioteca da escola em que trabalha por este motivo. “Não há profissionais para atender. Alunos ou pessoas da comunidade que precisam pegar livros emprestados, não conseguem, pois não tem gente para atender”, relata ela. Mesmo o esforço de alguns funcionários e professores não é suficiente para que o local volte à atividade normal.

A Gabrielle e seus colegas, que sofrem pela falta de um bom acervo, também revela este problema em sua escola. “Desde o ano passado a biblioteca não funciona mais como antigamente, não dá pra emprestar livro”, diz. Os alunos podem apenas consultar os livros localmente acompanhados dos professores.

Segundo a pedagoga, o profissional é essencial para o funcionamento adequado das bibliotecas. “Se tiver um bibliotecário, ele vai saber o acervo que tem na biblioteca e poderá indicar o que pode ser lido”, explica. A Lei 12.244 prevê que cada biblioteca tenha um profissional bibliotecário.

Livros X Internet

Com difícil acesso e baixa oferta de livros, é natural que os estudantes recorram à internet para suas pesquisas, apesar de reconhecer a importância da leitura e da falta de confiabilidade que os meios eletrônicos oferecem. Inclusive, os próprios professores apresentam a grande rede como primeira opção de fonte de pesquisa.

Na escola pública de Gabriele, não raro, a internet é a primeira opção utilizada pelos estudantes e, também, apresentada pelos docentes. “A gente faz as pesquisas pelo celular. Os professores falam que quem quiser pode pesquisar no computador ou celular ou, se não tiver condições na internet, pode ser na biblioteca”, afirma a estudante.

“Dentro das escolas normalmente tem biblioteca, mas a maioria das vezes que os alunos vão pesquisar, não usam a biblioteca, usam sala de informática. Os professores também usam a internet para pesquisas em sala de aula”, relata a professora Carolina.

Os estudantes acabam recorrendo à internet mesmo tendo a impressão de que os livros teriam mais credibilidade. A estudante de uma escola estadual, Natálya Mieko Arakaki Yoshioka, 16 anos, afirma que a biblioteca de sua escola é boa e tem um bom acervo, com “algumas obras que tem vários livros repetidos para o caso de vários alunos precisarem”, entretanto a pesquisa nos livros acontece somente a pedido dos professores.

“Na internet é sempre algo muito resumido e no livro, pelo menos pra mim eu consigo entrar na história e ter em mente tudo que está acontecendo como se eu estivesse lá. Na internet as vezes modificam a obra, porém é algo mais prático”, justifica.

Assim como Natálya, Rafaela Custódio Molinari, de 14 anos, estudante em escola particular, também percebe que os meios eletrônicos podem não ser tão confiáveis. “Depende muito do site, por exemplo, para aprendizado, com certeza o Khan Academy, Brasil Escola, entre outros. No entanto, nós só sabemos se estes são confiáveis, quando pesquisamos em outros sites, a fim de comprovarmos a informação”, avalia.

É aparentemente fácil de concluir as causas e consequências da situação, mas que não é tão simples. De acordo com os relatos, as bibliotecas necessitam sim de investimentos em instalações e acervo, mas ações de incentivo à leitura são urgentes.

Mais ações

Outra lei, prima-irmã da Lei nº 12.244, pode ser capaz de insuflar o desejo pela leitura e despertar a busca por descobertas em crianças e adolescentes do Brasil. É a novíssima Lei nº 13.696, de 12 de julho de 2018 que institui a “Política Nacional de Leitura e Escrita como estratégia permanente para promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil”.

Conforme apuração feita pela agência Nexo, o texto foi redigido “junto com representantes de editoras e livrarias e estabelece que sua implementação deve ocorrer nos primeiros seis meses do próximo mandato presidencial”. Ações e metas dos ministérios da Cultura e Educação e representantes da sociedade civil, que devem participar do processo, terão também o prazo de 10 anos.

Foto: Pixabay

“Agora vamos poder cobrar ações e não só ficar reivindicando”, festeja Luís Antônio Torelli, presidente da (CBL) Câmara Brasileira do Livro, entidade que reúne editoras e promove a leitura no país, em entrevista ao Nexo.

“É uma novidade porque obriga o estado a tomar medidas, a construir caminhos para isso, como gerar recursos para implementar, criar uma estrutura, claro que sempre observando princípios de gestão profissional e ética”, disse Bernardo Gurbanov, presidente da ANL (Associação Nacional de Livrarias), ao Nexo.

A norma que fomenta a leitura e a escrita pode representar um grande avanço num país em que, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, a leitura fica em décimo lugar entre as atividades de lazer. Mas o sucesso da aplicação das leis vai depender das ações e empenho de todas instituições, agentes e órgãos envolvidos.

Nas próximas reportagens vamos traçar perfis de leitores, ações e bibliotecas, que, conforme os relatos aqui coletados, não seguem um padrão, seja entre escolas municipais, estaduais e particulares.

Fonte: MIDIAMAIS Jornal Diário de Mato Grosso do Sul e Campo Grande

Bibliotecas públicas poderão utilizar principal banco de dados de livros do Brasil

O Ministério da Cultura (MinC) e a Metabooks Brasil assinaram na noite dessa quinta-feira (2), durante a abertura da XXV Bienal Internacional do Livro de São Paulo, termo de cooperação técnica para cessão gratuita da plataforma Metabooks às mais de 6 mil bibliotecas do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP).

Com a ferramenta, as bibliotecas do SNBP, coordenado pelo MinC, terão acesso ao principal banco de dados sobre os títulos ativos no mercado editorial brasileiro. As informações podem ser utilizadas tanto para pesquisas sobre especificações técnicas, disponibilidade ou lançamentos de títulos como para consultas segmentadas sobre a produção editorial brasileira para subsidiar decisões de compra de acervo.

Acreditamos que esta plataforma vai facilitar muito o funcionamento das bibliotecas públicas, que poderão ter acesso a toda a base de livros editados em Língua Portuguesa. Nossa meta é que, até o fim do ano, a Metabooks já esteja sendo utilizada por todas as bibliotecas do SNBP”, destacou o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

A Metabooks permite, por exemplo, que as editoras agreguem arquivos de mídia para aumentar a visibilidade do título e melhorar a experiência de compra do leitor, tais como trechos do livro, filmes e book trailers, entrevistas com o autor, premiações, resenhas e reportagens e arquivos promocionais. A ferramenta também possibilita criar diversas referências a cada título: edições anteriores, diferentes formatos, indicar se o título pertence a alguma coleção ou série, indicar produtos ou edições similares, entre outros.

Em funcionamento no Brasil desde o início de 2017, após parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), a plataforma Metabooks foi desenvolvida pela empresa alemã MVB, coligada à Feira do Livro de Frankfurt. No país europeu, segundo maior mercado editorial do mundo, a plataforma opera há mais de 15 anos, gerenciando 2,1 milhões de títulos.

Estímulo ao mercado editorial

O fomento ao mercado editorial brasileiro é uma das prioridades do Ministério da Cultura. No último dia 26 de julho, a Pasta criou um Grupo de Trabalho, em parceria com instituições do setor, para elaborar um diagnóstico do mercado editorial no Brasil e propor medidas legislativas e ações de financiamento para o setor. A criação do GT foi motivada pela atual crise deste mercado, que tem levado ao fechamento de livrarias.

No dia 12 de julho, foi sancionada a Lei nº 13.696/2018, que instituiu a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), que visa “promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil”. A política será implementada de forma conjunta pelos ministérios da Cultura e da Educação.

Outra ação realizada pelo MinC é o apoio à participação brasileira em feiras internacionais de literatura. No primeiro semestre deste ano, foram selecionadas as feiras de Paris (França), Bolonha (Itália), Londres (Inglaterra), Bogotá (Colômbia) e Buenos Aires (Argentina). Para o segundo semestres, a Pasta dará suporte a empresas do País nas feiras de Xangai (China). Frankfurt (Alemanha), Guadalajara (México) e Sharjah (Emirados Árabes Unidos).

O MinC também apoiou a realização do V Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas, realizado em outubro de 2017, em Fortaleza (CE), e do Seminário Ibero-americano de Bibliotecas Públicas, ocorrido em junho deste ano, em Brasília, no âmbito do Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas). O Brasil participa desde 2012 do Iberbibliotecas e investe US$ 90 mil anuais para a participação de bibliotecas públicas brasileiras em todas as iniciativas propostas pelo programa, que inclui também Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, México, Paraguai, Peru e as cidades de Buenos Aires (Argentina) e Medellín (Colômbia).

Editais

Em 2018, o MinC prevê investimentos de R$ 6,75 milhões em três editais voltados ao setor editorial, todos com inscrições abertas. Serão R$ 2 milhões para o edital Bibliotecas Digitais 2018, que vai premiar, com R$ 100 mil cada, 20 projetos (inscrições até 20 de agosto); R$ 1 milhão para o Prêmio de Incentivo à Publicação Literária, 200 Anos de Independência, que vai repassar R$ 40 mil a 25 obras literárias inéditas (inscrições até 1º de setembro); e R$ 3,75 milhões para o edital Feiras Literárias 2018, que vai selecionar 17 projetos, que receberão valores entre R$ 125 mil e R$ 500 mil (inscrições até 11 de setembro).

Fonte: São Mateus News

Biblioteca de SP recebe doação de livros infantis em árabe

A Fundação Kalimat, de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, fez uma doação de 100 livros infanto-juvenis em árabe para a Biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude, na capital paulista.

Texto por Bruna Garcia Fonseca

São Paulo – “Imagine que você precisa sair de seu país e deixar tudo para trás, chegando em um lugar totalmente diferente, com outra cultura, outro idioma e outro alfabeto, e de repente você vai a uma biblioteca e encontra um livro na sua língua. É como um abraço, não é? É como um gigante abraço, como se o país estivesse te recebendo, te aceitando, e você se sente bem-vindo, em casa”.

Foi assim que a diretora Amna Al Mazmi contou como surgiu a Fundação Kalimat, em Sharjah (Emirados Árabes Unidos), que neste sábado (04) doou uma biblioteca árabe com 100 livros infanto-juvenis no idioma para a Biblioteca de São Paulo, localizada no Parque da Juventude, na zona norte da cidade.

Além da diretora da Fundação Kalimat para o Empoderamento de Crianças e de uma pequena delegação do emirado, estiveram presentes o cônsul geral dos Emirados em São Paulo, Ibrahim Salem Alalawi, o secretário da cultura do estado de São Paulo, Romildo Campello, e a coordenadora da unidade de difusão cultural, bibliotecas e leitura do estado de São Paulo, Silvia Antibas, que é também diretora cultural da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Crianças do Lar Sírio (foto acima) também participaram do evento.

Segundo Al Mazmi, a presidente da Kalimat, Bodour Bint Sultan Al Qasimi, iniciou o projeto em 2016 com o sonho de ter uma fundação que servisse crianças árabes em regiões menos favorecidas e zonas de conflito, de forma que a literatura pudesse alcançá-las em todos os lugares. Em dois anos, a Kalimat conquistou patrocínios privados e hoje tem mais de 100 bibliotecas árabes (com 100 livros cada) distribuídas por diversos países, entre eles, Suécia, França, Hong Kong e Tunísia.

Esta é a primeira doação ao Brasil, e Al Mazmi diz que espera que seja o início de uma longa parceria. “Fazemos uma longa pesquisa e somos muito cuidadosos na escolha dos locais que irão receber os livros, mantendo contato com as bibliotecas inclusive após as doações. Aqui, nós fomos recebidos com muito entusiasmo, gostamos muito do trabalho da Biblioteca de São Paulo e temos certeza de que escolhemos o lugar certo”.

Bruna Garcia/ANBA A biblioteca árabe, com 100 livros infanto-juvenis no idioma
Bruna Garcia/ANBA Delegação de Sharjah com autoridades do estado de São Paulo e as crianças do Lar Sírio
Bruna Garcia/ANBA Da esq. para a dir, o cônsul Alalawi com sua filha; Silvia Antibas, Amna
Bruna Garcia/ANBA Biblioteca fica no Parque da Juventude, antigo Carandiru

A Kalimat trouxe seis bibliotecas árabes para o Brasil, com 100 livros cada. Uma foi esta, doada à Biblioteca de São Paulo, e outra irá para as crianças do Lar Sírio. As outras quatro devem ser doadas a outras bibliotecas estaduais, a serem divulgadas. As doações são uma parceria com a secretaria da cultura do estado de São Paulo.

Durante a visita, o diretor executivo da SP Leituras (organização responsável pela Biblioteca de São Paulo) Pierre Ruprecht mostrou as instalações da biblioteca, que conta com livros infantis e adultos, internet, filmes e jogos, e tem seções para pessoas com necessidades especiais, com livros em braile, audiolivros, livros falados e até um equipamento que segura o livro e vira as páginas automaticamente, para pessoas com deficiência física. “Estamos recebendo esta doação com muita surpresa e alegria porque essa é uma biblioteca de inclusão, de acessibilidade, e a gente se preocupa muito com pessoas da comunidade que de alguma forma estão isoladas”, informou Ruprecht.

De acordo com o diretor, não é usual receber doações de livros, ainda mais internacionais, e esta é uma oportunidade muito importante para a biblioteca que tem como missão principal a inclusão, social, física, de todas as ordens, e aproximação da comunidade através do conhecimento e da leitura. “Esta doação traz uma oportunidade de troca com as comunidades de língua árabe e as demais comunidades que frequentam a biblioteca, dando acesso a uma cultura diferente”, completou.

Para Silvia Antibas, “É muito importante receber essa doação aqui na Biblioteca de São Paulo, aproximar culturas é uma das nossas missões, isso vai dar oportunidade para a gente trazer novos visitantes e promover um maior intercâmbio cultural, fazendo um trabalho com as crianças árabes refugiadas em conjunto com as crianças brasileiras”.

Ficamos honrados em receber a doação da Biblioteca Árabe, e acreditamos que o intercâmbio cultural e a leitura são o segredo para a união dos povos e o sucesso das duas nações [Brasil e Emirados]”, disse o cônsul Alalawi.

História

A Biblioteca de São Paulo foi inaugurada em 2010 no Parque da Juventude, onde ficava a Casa de Detenção de São Paulo, mais conhecida como Carandiru, onde ocorreu uma rebelião em 1992 que resultou na morte de 111 detentos, e ficou conhecida como o “Massacre do Carandiru”. A prisão foi demolida em 2002 e o parque que está hoje no local foi inaugurado em 2003.

Para Ruprecht, o fato de a biblioteca estar neste terreno tem uma dimensão simbólica extraordinária. “É muito importante que uma prisão, aquela prisão, tão conhecida pelo massacre, tenha se tornado um parque e abrigado a nossa biblioteca; e do ponto de vista urbano, você não desativa um presídio com nove mil detentos e aquilo simplesmente desaparece, porque se criou uma comunidade em volta, e a biblioteca entra com o papel de pacificadora e de aproximar a comunidade”, finalizou.

Fonte: ANBA – Agência de Notícias Brasil-Árabe

XII Seminário Prazer em Ler: Bibliotecas comunitárias na promoção do direito humano à leitura

Entre os dias 14 e 15 de agosto, São Paulo é palco de diálogos e encontros de leitores, escritores e bibliotecas com o  XII Seminário Prazer em Ler: Bibliotecas comunitárias na promoção do direito humano à leitura, no SESC Santana, no bairro de Santana, na zona norte da cidade. Este ano, o Programa Prazer em Ler do Instituto C&A, que completa 12 anos, tem como parceiro na organização do evento, a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) e o apoio da Fundação Itaú Social.

“São dois dias de uma programação que transita desde temas sobre o  direito humano à leitura, o poder humanizador da literatura, a produção literária de mulheres, além de relatos de experiências dos fazeres comunitário e articulações entre bibliotecas públicas e comunitárias e de bibliotecas da Argentina e Colômbia. O seminário marca ainda dois importantes lançamentos na área do livro e da literatura, um é a pesquisa sobre as bibliotecas comunitárias no Brasil e seu impacto na formação de leitores e o outro é o livro Expedição Leitura: tesouros das bibliotecas comunitárias no Brasil “, afirmou Cristiane de Lima, da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC). O evento tem ainda um cortejo literário com o grupo Escritureiros, um slam de poesia com a Biblioteca Comunitária Solano Trindade, um show com o grupo Clarianas e discotecagem com a DJ Bia Sankofa.

Participam também do seminário as escritoras Djamila Ribeiro, Noemi Jaffe, Elizandra Souza, Jenyffer Nascimento e Sara Bertrand escritora chilena, o escritor Luiz Ruffato, Silvio de Almeida do Instituto Luiz Gama, Dolores Prades do Instituto Emília, Marcia Licá da Expedição Vaga Lume, Ângela Dannemann da Fundação Itaú Social, o especialista em políticas públicas do livro e da leitura José Castilho Marques Neto, além das professoras Elisa Machado da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e Ester Rosa da Universidade Federal de Pernambuco, do bibliotecário Ricardo Queiroz e de Patrícia Lacerda e Giuliana Ortega do Instituto C&A.Toda a programação do evento é gratuita e aberta ao público, no SESC Santana, de 10h às 20h. As inscrições estão abertas no link goo.gl/ZMb7g7.

O Instituto C&A e a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias promovem o incentivo à leitura literária pelo Brasil

O Seminário Prazer em Ler surgiu como um desdobramento de formação de leitores e de fortalecimento das bibliotecas comunitárias, do Programa Prazer em Ler, desenvolvido pelo Instituto C&A e que neste momento conta com a co-parceria do Itaú Social. Durante a trajetória do Programa, nasce, em 2015, a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias – RNBC, que congrega mais de 110 bibliotecas comunitárias espalhadas pelo país, articuladas em redes de bibliotecas locais nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste. Os promotores da leitura dessas redes estão espalhados nas periferias de noves estados brasileiros – São Paulo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Maranhão – com ações e trabalho diário de incentivo à leitura e à literatura e a democratização do acesso ao livro e à cultura literária.

Serviço

XII  Seminário Prazer em Ler: Bibliotecas comunitárias na promoção do direito humano à leitura 

Dias 14 e 15 de agosto, das 10h às 20h

Local: SESC Santana– Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana, São Paulo

Mais informações do evento: www.rnbc.org.br

Em caso de dúvidas,entre em contato pelo e-mail: redenacionalbc@gmail.com

Biblioteca Escolar Modelo na Bienal Internacional do Livro 2018

As bibliotecas escolares têm um papel que vai muito além de promover a leitura, são espaços de aprendizagem. E agora uma Lei regulamenta que todas as instituições de ensino públicas e privadas do Brasil tenham bibliotecas até 2020. Por isso, o Conselho Regional de Biblioteconomia –  8ª região (CRB-8) organizou uma Biblioteca Escolar Modelo que ficará exposta na 25ª Bienal Internacional do livro, no Pavilhão do Anhembi – São Paulo/SP, de 3 a 12 de agosto.

Será possível conhecer como deve ser uma biblioteca escolar, a partir de uma proposta que contemple desde o acervo, mobiliário, informatização, empréstimo de livros, até a atuação do profissional bibliotecário. Espaço também contará com diversas atividades lúdicas voltadas ao incentivo à leitura

Com cerca de 50 m², a Biblioteca Modelo conta com um rico acervo de livros, mobiliário arrojado, sistema informatizado para pesquisa e empréstimo de materiais, além de uma programação cultural, voltada para o incentivo à leitura. Sempre com a participação ativa de um bibliotecário, mostrando como uma biblioteca bem estruturada deve ser.

Durante a Bienal, as crianças e familiares, além de conhecer a Biblioteca Modelo, simular os empréstimos de livros por meio de tecnologia de ponta, poder ler e folhear as publicações no estande da biblioteca, poderão participar de uma série de atividades incríveis que tem como objetivo incentivar o gosto pela leitura.

Serão vários jogos educativos.  No jogo do Trava Língua, por exemplo, o jogador escolhe um trava língua e lê com clareza e rapidez as frases escolhidas, sem tropeços, ou seja, como o próprio nome diz, sem travar a língua. O objetivo é aperfeiçoar a pronúncia, e se divertir com os amigos.

E para saber mais sobre literatura os jogos Termômetro e Dominó Literário vão desafiar os pequenos.

No Dominó Literário, ao invés de números, as crianças deverão unir cartas das capas dos livros infantis com as cartas contendo suas respectivas resenhas. A ideia é estimular que os jogadores conheçam um maior número de produções literárias e se interessem pela leitura.

E para que as crianças se apropriem dos principais autores infantis, suas biografias e obras, também haverá o jogo Termómetro Literário. Nele, os pequenos deverão reunir duas cartas de baralho, uma contendo a foto e o nome do autor, e a outra carta com sua breve biografia e obras literárias.

Para estimular a brincadeira, em todos os jogos haverá brindes. Claro que sempre ligados a escrita e a leitura.

O estande contará também, em todos os dias, com bibliotecários especializados. Haverá contação de histórias como: “ A menina que abraçava o vento com intertextualidade com a história Olele e Africantiga”, “Pirata da Perna de Pau”, “ Chapeuzinho vermelho”, “Histórias sobre animais”, entre outras.

Se você é a favor que todas as escolas do país tenham bibliotecas, pode engrossar o coro e participar da Campanha Biblioteca Escolar para Todos. A Campanha será lançada durante a 25ª Bienal Internacional do livro, mas você já pode assinar, clicando aqui:  http://www.peticaopublica.com.br/

Biblioteca Modelo apresentada pelo Conselho Regional de Biblioteconomia –  8ª região
De 3 a 12 de agosto. Segunda à sexta das 9h às 22h – De sábado e domingo das 10h às 22h

Atividades lúdicas e gratuitas:
Trava línguas (dia 3, 6 e 7, 9 e 10 /8 às 9h15), (dia 04, 05 e 11 /08 às 10h15)
Peças pedagógicas para montar (dia 3, 6, 7, 8, 9 e 10 /08 às 9h55), (dia 4,5 e 12/8 às 11h)
Termômetro Literário (dia 3, 6, 7,9 e 10/08 às 10h40), (dia 4, 5 e 12/08 às 11h45) (dia 8/8 às 9h55), (dia 11/8 às 11h)
Dominó Literário (dia 3,6,7,9 e 10/8 às 11h20), (dia 4,5 e 12/8 às 12h30), (dia 8/8 às 11h50), (dia 11/08 às 13h)
Contação de história (dia 4/8 às 16h30), (dia 5/8 às 14h), (dia 8/8 às 13h e 16h), dia 11/8 às 11h45 e às 14h), (dia 12/8 às 16h)
Poetando com música (dia 6/8 às 13h30)
Leitura e bate-papo com leitores infantis do CEB (dia 7 e 9/8 às 13h)

25ª Bienal Internacional do livro, no Pavilhão do Anhembi – São Paulo/SP

Ingressos para entrar na Bienal: R$25,00 (inteira) e R$12,50 (meia).

Gratuito para professores, bibliotecários com credenciamento no site da Bienal do Livro: http://www.bienaldolivrosp.com.br/Contato/Credenciamento-de-Profissionais/

O Sesc oferece aos trabalhadores do comércio, serviços e turismo, bem como a seus dependentes, acesso gratuito à Bienal: os matriculados devem apenas apresentar a credencial plena e um documento de identidade com foto na portaria.

Pavilhão de Exposições do Anhembi
Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo, SP

Fonte: Sampa com Crianças

Bienal Internacional do Livro 2018 terá Biblioteca Escolar Modelo apresentada pelo Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª região

Texto por Cristina Aguilera

Será possível conhecer como deve ser uma biblioteca escolar, a partir de uma proposta que contemple desde o acervo, mobiliário, informatização, empréstimo de livros, até a atuação do profissional bibliotecário. Espaço também contará com diversas atividades lúdicas voltadas ao incentivo à leitura

De 3 a 12 de agosto quem visitar a 25ª Bienal Internacional do livro, no Pavilhão do Anhembi – São Paulo/SP, terá a oportunidade de conhecer uma Biblioteca Escolar Modelo.

Com cerca de 50 m², a Biblioteca Modelo conta com um rico acervo de livros, mobiliário arrojado, sistema informatizado para pesquisa e empréstimo de materiais, além de uma programação cultural, voltada para o incentivo à leitura. Sempre com a participação ativa de um bibliotecário, mostrando como uma biblioteca bem estruturada deve ser.

A ideia do estande, organizado pelo Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª região (CRB-8), é sensibilizar a população, os profissionais e as instituições sobre a Lei 12.244/2010, que regulamenta que todas as instituições de ensino públicas e privadas do Brasil tenham bibliotecas até 2020. A legislação, sancionada em 24 de maio de 2010, também determina que todos os gestores providenciem um acervo de, no mínimo, um livro para cada aluno matriculado.

“Faltando menos de dois anos para o fim do prazo, ainda muito precisa ser feito, mas a lei foi um grande avanço e precisa ser aplicada. A Biblioteca Escolar é um direito de toda a sociedade. No Estado de São Paulo, há décadas, se ressente da falta de bibliotecas nas escolas públicas. A função do poder público é criar esses espaços fundamentais para que o estudante aproprie-se de informações e cultura em perspectiva crítica e criativa. Sempre com a presença do bibliotecário”, defende a presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª região, Regina Céli de Sousa.

Mas é preciso ficar atento com a implantação em larga escala das Bibliotecas Escolares. Uma biblioteca escolar não se faz por um amontoado de livros. É preciso que haja padrões. Qual a quantidade mínima de publicações? Qual espaço físico precisa dispor para acomodar o acervo? Por que o acervo da biblioteca deve ser catalogado e estar ao alcance do usuário? É necessário ter internet? Qual horário ideal de funcionamento? Para responder essa e outras questões, o Conselho Federal de Biblioteconomia definiu os parâmetros a serem adotados para a estruturação e o funcionamento das Bibliotecas Escolares, por meio da Resolução CFB nº. 199 de 3 de julho de 2018. Esses parâmetros podem ser conferidos aqui: http://repositorio.cfb.org.br/handle/123456789/1313

“Todos sabem da importância da biblioteca escolar, pois a leitura é um dos melhores instrumentos para disseminar ideias. Além de um bom acervo e equipamentos adequados, é fundamental a presença do bibliotecário para estimular que o aluno saiba selecionar, processar informações e estabelecer vínculos entre elas. Hoje, o bibliotecário, mais que um especialista técnico, desempenha um papel ativo, um agente de mudanças sociais”, explica Regina Céli.

Regina destaca ainda que a profissão de bibliotecário mudou muito nos últimos anos e que o profissional vem cada dia mais se especializando, adotando práticas inovadoras de incentivo à leitura, ação cultural e a tecnologia aplicada aos produtos e serviços da biblioteca.

Atividades Culturais para a família:

Além de conhecer a Biblioteca Modelo, simular empréstimos de livros por meio de tecnologia de ponta, poder ler e folhear as publicações no estande da biblioteca, as crianças, professores e as famílias poderão participar de uma série de atividades incríveis que tem como objetivo incentivar o gosto pela leitura.

A programação terá contação de histórias, trava-línguas, peças pedagógicas para montar, jogos de literatura (termômetro e dominó literário), declamação de poesias e do Cordel, entre outras.

Lançamento da Campanha Biblioteca Escolar para Todos – Petição Pública:

Pensando em ampliar o olhar sobre a Biblioteca Escolar e buscar novos espaços de debate o CRB-8 criou o abaixo-assinado convocando a sociedade e os setores público a ampliar a discussão sobre as bibliotecas escolares, assim como a criação de sistemas e redes de bibliotecas escolares em instituições públicas no âmbito municipal, estadual e nas particulares com a devida contratação do profissional bibliotecário.

Se você é a favor que todas as escolas do país tenham bibliotecas, pode engrossar o coro e participar da Campanha Biblioteca Escolar para Todos. A Campanha será lançada durante a 25ª Bienal Internacional do livro, mas você já pode assinar, clicando aqui: http://www.peticaopublica.com.br/viewsignatures.aspx?pi=BR107124

Livros serão doados para Bibliotecas após o término da Bienal:

Os livros disponibilizados pelas empresas parceiras para a montagem da Biblioteca Escolar Modelo, que ficará exposta durante a 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, serão doados pelo CRB-8 após a realização do evento. São livros didáticos, paradidáticos, infantis e infanto juvenis, que serão disponibilizados em lotes para bibliotecas escolares ou comunitárias.

O evento tem apoio cultural das empresas: Grupo Autêntica, Editora Brasiliense, Global Editora, L&PM Editores, Panda Books, Editora Dimensão, Brinque Book, Editora 34, Escola Lourenço Castanho, Editora Peirópolis, i10 Bibliotecas – software da Práxis, Biccateca-mobiliário, Bibliotheca, Modal – ABCD Library.

Bibliotecários poderão tirar gratuitamente Cédula de Identidade Profissional:

Bibliotecários que passarem pelo estande do CRB-8, durante a 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, podem emitir e já sair com sua Cédula de Identidade de Bibliotecário (CIB) com todos os dados). Basta levar cópia simples e o original dos seguintes documentos: RG, CPF, título eleitoral, certidão de estado civil e uma foto (3×4) em fundo branco. Se quiser adiantar o processo, pode levar preenchido o formulário de atualização cadastral que se encontra no site: www.crb8.org.br

O CRB-8 também disponibilizará para bibliotecários, professores e estudantes uma série de eventos como: Leitura sob diferentes perspectivas de linguagem: Tecendo a trama com Angélica Miyuki Farias (UNIFAI) (dia 3 às 16h); Lançamento do livro “A biblioteca de Foucault: reflexões sobre ética, poder e informação”, com Cristian Brayner (dia 4, às 19h); RPG em bibliotecas e escolas: o que é e como aplicar, por Vitor Emanuel (dia 10, às 13h); Bate papo: Fake News, com Tania Callegaro (FESPSP) e Eugênio Bucci (ECA-USP) ( dia 12, às 18h15) .

Serviço:

25ª Bienal Internacional do livro, no Pavilhão do Anhembi – São Paulo/SP

Conselho Regional de Biblioteconomia – 8ª região apresenta Biblioteca Modelo

Data: 3 a 12 de agosto. Segunda à sexta das 9h às 22h – De sábado e domingo das 10h às 22h

Ações culturais: contação de histórias, trava-línguas, peças pedagógicas para montar, jogos literários (termômetro e dominó literário), declamação de poesias e do Cordel, lançamento de livro entre outras. (Grátis)

Confira a programação completa em: http://www.crb8.org.br/programacao-do-crb-8-na-bienal-do-livro/

Livre

Local Pavilhão de Exposições do Anhembi: Av. Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo, SP

Ingressos: R$25,00 (inteira) e R$12,50 (meia)

Gratuito para professores, bibliotecários com credenciamento no site da Bienal do Livro: http://www.bienaldolivrosp.com.br/Contato/Credenciamento-de-Profissionais/

Fonte: SEGS

USP inicia modernização de bibliotecas por Ribeirão Preto

Campus terá uma biblioteca moderna e com conceito de atendimento às tecnologias do mundo atual

Por Rose Talamone

Biblioteca Central da USP, em Ribeirão Preto, que passará por reforma de modernização – Foto: João Neves – PUSP-RP

Vinicius Hugo Taglione Lopes, aluno do curso de Administração, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP), é frequentador e monitor da Biblioteca Central do campus da USP, em Ribeirão Preto.

Vinicius Lopes, aluno FEA-RP – Foto: Rosemeire Talamone/USP Imagens

Para Lopes, a biblioteca deve ter um conceito aberto e ser um agente de integração entre os alunos do campus e ser efetivamente um espaço comunitário, o que o estudante não vê hoje. Ele afirma que a Biblioteca Central é um espaço pouco utilizado pelos alunos do campus. “Talvez meus colegas não vejam um propósito para estarem aqui”, conclui.

É justamente para atender essa nova demanda da comunidade, de espaços de integração, que a Biblioteca Central começa a passar por uma ampla reforma a partir do mês de agosto. Segundo Marisa de Castro Pereira, chefe da Divisão de Apoio Transitório da Prefeitura do Campus da USP, em Ribeirão Preto, o espaço vai ganhar um conceito moderno, passar de espaço de acervo para de acesso.

Marisa lembra que durante o período de obras, as unidades de ensino vão disponibilizar salas de estudo para os alunos, com a presença de funcionários da Biblioteca Central. Já os empréstimos de livros poderão ser feitos pelo e-mail bcrp@usp.br.

Novo layout com sala de convívio na Biblioteca Central da USP, em Ribeirão Preto, com Edusp ao fundo – Foto: imagem cedida pela DVEF

Moderno e tradicional num mesmo prédio

A biblioteca terá dois ambientes distintos: um moderno, no andar térreo, que vai ganhar um ambiente de integração mais atrativo, e um tradicional, no andar superior, com todo o acervo já existente e de interesse das unidades de ensino.

No espaço de integração do andar térreo, estarão as salas de estudo individuais e espaços com empréstimos de ferramentas de tecnologias de informação e comunicação, como tablets, notebooks, fones de ouvido, telões para filmes, televisores, entre outros. No mesmo local, haverá uma sala para aulas de xadrez, além da instalação da livraria da Editora da USP (Edusp), cafeteria e uma copa para utilização dos alunos. O espaço também ganhará mais sanitários.

Novo layout do setor de empréstimos de tecnologias da informação – Foto: imagem cedida pela DVEF
Layout do anfiteatro da Biblioteca Central USP, em Ribeirão Preto – Foto: imagem cedida DVEF

No ambiente tradicional, junto ao acervo, estará a equipe técnica para assistência aos usuários na localização do material, pesquisas bibliográficas, normalização de trabalhos científicos (monografias, dissertações, teses, artigos e periódicos), consultas e empréstimos. A biblioteca também contará com gerador para os casos de queda de energia.

Novo layout do ambiente tradicional da Biblioteca Central, andar superior – Foto: imagem cedida pela DVEF

Marisa diz que, historicamente, as bibliotecas sempre tiveram caráter restritivo e estático, consideradas um templo e o bibliotecário seu guardião. Com o decorrer do tempo, esse conceito foi se modificando e no presente, com a introdução das tecnologias de informação e comunicação, as bibliotecas tornaram-se uma unidade de informação e os bibliotecários, profissionais de informação. “O leitor tornou-se um usuário por buscar não somente livros, mas vídeos, mídias e reproduções sonoras, por exemplo.  Nesse sentido surge um novo conceito de biblioteca”, afirma.

Lopes comemora as notícias, especialmente a integração com a tecnologia, e espera que os softwares utilizados pela Universidade também sejam integrados, com base de dados mais competentes e maior flexibilidade. O estudante acredita que dá para melhorar o atual espaço, deixando-o mais apropriado ao estilo atual de estudar.

Projeto é piloto para as bibliotecas da USP

A reforma da Biblioteca Central, em Ribeirão Preto, faz parte do projeto da Universidade de modernizar suas bibliotecas. Segundo o prefeito do campus local, professor Américo Sakamoto, a identificação dessa nova realidade exige da USP uma redefinição do papel e também da imagem de suas bibliotecas para incorporação de conceitos modernos, a exemplo de algumas já existentes no País e no mundo. “O campus da USP, em Ribeirão Preto, foi escolhido para inaugurar o projeto-piloto de modernização das bibliotecas da Universidade”, informa.

Américo Sakamoto, prefeito do campus da USP, em Ribeirão Preto – Foto: Gabriel Soares/USP Imagens

Heitor Santos Reis, aluno da Informática Biomédica, curso interunidades que reúne Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) e Faculdade de Medicina (FMRP), está utilizando a Biblioteca Central em busca de recursos computacionais e vê com alegria a nova proposta, principalmente, por ser um espaço mais de vivência, mais amplo, não tão concentrado, assim como já funciona nas Faculdades de Direito (FDRP) e de FEA-RP. “Com essas mudanças, com certeza haverá mais demanda, o pessoal vai preferir ficar por aqui inclusive nos finais de semana.”

Heitor Reis, do curso de Informática Biomédica – Foto: Rosemeire Talamone/USP Imagens

Reis acredita que a nova proposta também pode ser um espaço para a disseminação de informações sobre o uso de softwares livres. “Seria interessante para a comunidade saber que não existe só softwares pagos”.

O aluno lembra que pode ocorrer uma maior interação com outros acervos interessantes no campus, como a midiateca do Departamento de Física da FFCLRP, só com filmes sobre ficção científica, e com as atividades do CineCult, por exemplo. “Nesse sentido, pode melhorar até a divulgação das atividades culturais do campus.”

Ainda com relação à comunidade acadêmica, Sakamoto enfatiza que a ideia é, principalmente, criar um espaço de maior integração, até com a possibilidade de atendimento 24 horas. “Serão gastos cerca de R$ 2 milhões e a reforma, que será por etapas, deverá estar concluída em junho do próximo ano.”

Complexo de atividades integrativas

Espaço de eventos do IEA – Foto: Daniella Giazzi Roveri

Com a reforma e mudança de conceito da Biblioteca Central, a USP cria em Ribeirão Preto um complexo de atividades integrativas para a comunidade. Um conjunto de prédios próximos um ao outro vai possibilitar diversas atividades de extensão e cultura.

Ao lado do prédio da biblioteca está o teatro do campus, recentemente reformado; próximo aos dois, está a sede do Instituto de Estudos Avançados (IEA), com espaço para eventos e exposições. Não muito distante, está a Seção de Atividades Culturais, com extensa programação, que vai desde exposição, passando por oficinas, cursos etc, e o Centro de Educação Física e Esportes (Cefer), com diversas modalidades de atividades esportivas para as comunidades interna e externa.

Fonte: Jornal da USP

Gabinetes portugueses de leitura no Brasil preparam digitalização de obras

Em setembro chegará ao Brasil uma equipa de técnicos portugueses para identificar obras de maior valor para digitalizar nos gabinetes de Belém, Recife e Salvador.

Os gabinetes portugueses de leitura em Belém, Recife e Salvador vão avançar com uma digitalização de parte do seu acervo literário, cujo custo será financiado por empresários e investidores da diáspora, segundo indicou ao jornal “Público” o secretário de Estado das Comunidades, José Luís Carneiro.

De acordo com o governante, “já em Setembro seguirá para o Brasil uma equipa de técnicos para identificar obras de maior valor que não estejam digitalizadas nos três gabinetes de leitura portugueses”.

O jornal não refere, contudo, quem serão os empresários que irão financiar este trabalho nem qual o montante de investimento necessário para o projeto.

Os gabinetes de leitura de Belém e de Salvador têm cerca de 40 mil livros cada um, enquanto o de Recife conta com 80 mil títulos. Entre as obras incluem-se “manuscritos e primeiras edições de grande parte dos mais importantes escritores portugueses, como Camões, Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco, além de documentos manuscritos e cartas de marear desde o tempo das descobertas”, destaca José Luís Carneiro.

A iniciativa da digitalização surgiu depois do incêndio que destruiu o espólio do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Um primeiro projeto avançou com a realização em abril último, na Embaixada de Portugal em Brasília, de uma reedição de “A arte da cozinha”, de João da Matta, de 1876.

Fonte: Portugal Digital

II Seminário Especial: Lugar de Memória: O acervo da Biblioteca do Museu Nacional como patrimônio cultural

Sobre o Evento

Em homenagem aos 200 anos do Museu Nacional o evento busca, além de comemorações, compreender a Biblioteca do Museu Nacional (BMN) como lugar de memória e seu acervo raro como patrimônio cultural vinculado à construção identitária do Museu Nacional – a instituição científica mais antiga do país e umdos maiores museus de História Natural e de Antropologia das Américas. Destinado à estudantes e profissionais de Biblioteconomia, Memória Social e Ciência da Informação, e àqueles que que possuem algum vínculo com o Museu Nacional, o evento se propõe a abrir o debate sobre os conceitos supracitados, bem como trazer relatos de professores do Museu Nacional, renomados dentro e fora do país, sobre a importância do acervo da BMN na memória da Instituição.

Mais informações: https://www.eventbrite.com.br/e/ii-seminario-especial-lugar-de-memoria-o-acervo-da-biblioteca-do-museu-nacional-como-patrimonio-tickets-48072286503?aff=ehomecard

Cultura: «O Arquivo e a Biblioteca Apostólica são uma garantia da vitalidade e do futuro da Igreja» – D. José Tolentino Mendonça (c/vídeo)

Novo responsável do Vaticano rejeitou secretismo em torno de um espaço que tem mais de dois mil investigadores creditados

Lisboa, 28 jul 2018 (Ecclesia) – D. José Tolentino Mendonça disse à Agência ECCLESIA que o “Arquivo e a Biblioteca Apostólica são uma garantia da vitalidade e do futuro da própria Igreja” e afirmou que quer dar “uma nova oportunidade àqueles textos”.

Foto Agência ECCLESIA/MC

Uma biblioteca é um lugar de cultura, de pensamento, de diálogos, de encontros, é uma fronteira da ciência, onde se guarda a memória mas também onde pulsa o desejo de futuro”, afirmou o novo bibliotecário e arquivista da Santa Sé.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, D. José Tolentino Mendonça referiu que uma biblioteca “é um espólio que representa a memória dos homens” e ao mesmo tempo representa “uma força de futuro”,  semelhante à força das raízes que “não são o passado da árvore, mas a garantia da sua vitalidade”.

Para D. José Tolentino Mendonça, a reforma em curso na Igreja Católica, proposta pelo Papa Francisco, “assenta num mergulho, nas raízes”, que permite “analisar a história sem ficar preso àquilo que é o mais imediato ou o mais previsível”.

Uma reforma nunca parte do nada, mas coloca-se sempre numa tradição, em continuidade com uma força, um vigor que vem detrás”, sustentou.

O Papa Francisco nomeou, a 26 de junho, o sacerdote madeirense como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o à dignidade de arcebispo.

Para o novo responsável no Vaticano, “uma biblioteca é a possibilidade de estabelecer novos nexos e de dar uma nova vida aos textos”.

Por um lado, penso que cabe ao bibliotecário zelar pela integralidade daquele tesouro e fazer tudo para que ele passe nas melhores condições às gerações futuras; ao mesmo tempo, colocá-lo a falar para o presente, dando uma nova oportunidade àqueles textos, permitindo novos encontros que sejam uma sementeira de diálogos, da construção da paz, que é no fundo aquilo que está por detrás da finalidade da cultura”, acrescentou.

D. José Tolentino Mendonça referiu também que o Arquivo e a Biblioteca do Vaticano não estão fechados, antes há “uma política de empréstimos e de presença que abre as portas do arquivo e da biblioteca ao mundo inteiro”, tendo “mais de dois mil investigadores creditados”.

É um arquivo que pertence à Igreja, mas claramente penso que é  necessário retirar essa parte ficcional de um arquivo que esconde segredos inacessíveis”, concluiu.

D. José Tolentino Mendonça é ordenado bispo este sábado, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, e inicia funções como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica no dia 1 de setembro.

entrevista a D. José Tolentino Mendonça pode ser lida integralmente no portal da Agência ECCLESIA e vai ser emitida no programa Ecclesia da Antena 1, este domingo às 06h00, e no programa 70×7, também este domingo, às 13h45.

Fonte: Eclesia

A mente criativa de J.R.R. Tolkien em desenhos, mapas e notas

Texto por Murilo Roncolato

Biblioteca da Universidade de Oxford, dona do maior acervo sobre o escritor, faz exposição e livro reunindo centenas de objetos pessoais e raridades

Elfos, anões, hobbits, dragões, magos e línguas próprias fazem parte do universo de John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973). Famoso mundialmente pelo sucesso dos livros “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”, o escritor é reconhecido também pelo seu trabalho como filólogo, linguista e professor.

A instituição para a qual trabalhou como docente de inglês, literatura medieval e mitologia nórdica durante boa parte de sua vida, a Universidade de Oxford, abriga até o dia 28 de outubro de 2018 uma exposição sobre sua carreira com parte do acervo da sua Biblioteca Bodleiana – dona da maior coleção de textos e imagens do escritor no mundo. Inclui manuscritos, desenhos, mapas, cartas, fotografias e documentos pessoais.

Da Inglaterra, a exposição segue para os Estados Unidos, onde fica de 25 de janeiro a 12 maio de 2019 na Morgan Library, em Nova York. Mesmo quem não passar por nenhum dos dois espaços, poderá ter acesso aos itens expostos por meio de um livro organizado com o arquivo sobre Tolkien pela editora da universidade britânica em razão da mostra.

O livro traça o processo criativo por trás dos seus maiores trabalhos literários”, diz a resenha de “Tolkien: Maker of Middle-earth” (Tolkien: Criador da Terra Média, em tradução livre), que reúne em mais de 400 páginas objetos nunca antes exibidos em material impresso.

Exposição e livro contam com vários dos desenhos feitos pelo próprio J.R.R. Tolkien (veja mais abaixo) para ilustrar passagens das histórias contadas em “O Hobbit” (1937), “O Senhor dos Anéis” (1954-1955) e também do póstumo “O Silmarillion” (1977). Além disso, há manuscritos que mostram o método usado pelo escritor inglês para criar as línguas (élficas) que compõem a mitologia de Tolkien presente em suas obras.

Tolkien foi um gênio com uma abordagem única à literatura (…) Seu mundo imaginado foi criado por meio de uma combinação do seu profundo conhecimento, sua rica imaginação e poderoso talento criativo, e das informações obtidas pela suas experiências de vida.” Richard Ovenden Diretor da Biblioteca Bodleiana, em entrevista ao The Guardian

SOBRECAPA PARA ‘O HOBBIT’ DESENHADA POR TOLKIEN FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
MAPA DA TERRA MÉDIA, ONDE SE PASSAM AS HISTÓRIAS IMAGINADAS POR TOLKIEN, COM ANOTAÇÕES DO AUTOR FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
ILUSTRAÇÃO DE TOLKIEN SOBRE O EPISÓDIO DE ‘O HOBBIT’ EM QUE BILBO ESCAPA DE ELFOS PELO RIO USANDO BARRIS
FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
ILUSTRAÇÃO DO LIVRO DE 1937 MOSTRA BILBO ACORDANDO APÓS TER SIDO SALVO PELAS GRANDES ÁGUIAS
FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
TOLKIEN COLOCA EM TRAÇOS O MOMENTO EM QUE BILBO USA O ANEL E FICA INVISÍVEL EM ENCONTRO COM O DRAGÃO SMAUG
FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST
ESCRITOS DE TOLKIEN NA LINGUAGEM ÉLFICA CRIADA POR ELE
FOTO: REPRODUÇÃO/THE TOLKIEN TRUST

Fonte: Nexo

Rafael Mussolini ressaltou a importância da participação da rede de bibliotecas comunitárias na FLIP

Rafael Mussolini, mediador de leituras e integrante da Rede de Leitura Sou de Minas Uai e da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias

Texto por Arte Clube

Durante a cobertura da Festa Literária Internacional de Paraty, Jansem Campos conversou com Rafael Mussolini, mediador de leituras e integrante da Rede de Leitura Sou de Minas Uai e da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, sobre a pesquisa “Bibliotecas Comunitárias no Brasil – Impacto na Formação de Leitores”.

O estudo reuniu vinte e dois pesquisadores em todo o Brasil que percorreram as muitas bibliotecas comunitárias espalhadas pelo país. Na entrevista, Rafael falou sobre o hábito de leitura do brasileiro, desmitificou a ideia que as pessoas têm sobre estes espaços comunitários e sobre a expectativa da pesquisa de se tornar um aliado na busca por incentivos e parcerias futuras para a manutenção do espaço. Além de ressaltar a importância da participação da rede de bibliotecas comunitárias na FLIP.

Confira a entrevista no player abaixo:

Fonte: Rádios EBC