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Desenvolvimento de Coleções

Proposta determina que bibliotecas públicas tenham acervo de literatura infantil

O Projeto de Lei 621/20 determina que as bibliotecas públicas ou aquelas pertencentes a instituições federais – como museus, centros de documentação e memória, fundações ou órgãos similares – deverão organizar acervos de literatura infantil e infantojuvenil.

Daniela do Waguinho, autora da proposta
Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O texto em tramitação na Câmara dos Deputados determina ainda que, apenas mediante o cumprimento dessa condição, as bibliotecas pertencentes a instituições privadas poderão receber apoio financeiro ou doações de acervo pelo poder público.

“Desenvolver nas crianças o gosto pela leitura é uma estratégia para melhorarmos os níveis de aprendizagem escolar e para nos contrapormos à tendência de crescimento do analfabetismo funcional”, afirmou a autora, deputada Daniela do Waguinho (MDB-RJ).

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Reportagem – Ralph Machado

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Bibliotecas públicas recebem mais de 4 mil livros doados durante a quarentena

Texto por Joyce Souza da Conceição 

Quem voltar a frequentar a Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger” e a Biblioteca Infantil Municipal “Renato Sêneca de Sá Fleury”, após a reabertura ao público, que ocorre nesta segunda-feira (5), será surpreendido com cerca de 4.300 novos volumes que agora ocupam as prateleiras dos espaços de leitura. Esses livros foram frutos de doações realizadas pelos munícipes durante a quarentena. Dentre eles estão romances, autoajuda, literatura infantil e juvenil e HQ’s.

As doações aconteceram de acordo com as normas de saúde pública adotadas no combate ao coronavírus. “Foi tudo tranquilo. As pessoas colaboraram trazendo em caixas e colocando no espaço destinado, com toda segurança”, comenta a bibliotecária da Biblioteca Municipal, Viviana Gomes dos Santos.

O projeto de arrecadação de livros, lançado em agosto, foi um sucesso segundo a bibliotecária. “Foi além das nossas expectativas, pois recebemos muitos livros novos que não tínhamos no acervo e que é de grande interesse do público”, completa Viviana.

Após o recebimento das doações, são separadas as obras que ficarão no acervo de cada uma das bibliotecas. As que ficarem, são higienizadas, recebem um carimbo, o número do tombo e uma classificação de acordo com o gênero literário dela, para só depois serem disponibilizadas para empréstimo. Os livros que não forem considerados aptos a integram o acervo, são oferecidos às bibliotecas escolares ou universitárias ou às entidades interessadas.

Quem tiver interesse em contribuir com o projeto, as doações devem ser feitas das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira. A Biblioteca Municipal conta com uma caixa branca em seu exterior, perto da área infantil e do parquinho, para que as doações de exemplares sejam feitas sem contato físico. O telefone da BMS estará disponível em caso de dúvidas: (15) 3228.1955. Já para doar livros na Biblioteca Infantil é necessário ligar no local e agendar um horário. O número é: (15) 3231-5723.

Fonte: Prefeitura de Sorocaba

Livros Digitais e Bibliotecas com Liliana Giusti Serra

Na palestra “Livros digitais e bibliotecas: quais mudanças devemos esperar?”, a bibliotecária Liliana Giusti Serra fala das principais mudanças no meio digital que impactam as bibliotecas, como tipologia, aquisição, descoberta, acesso, desenvolvimento de coleções e rotinas bibliotecárias.

Liliana Giusti Serra é bibliotecária dos sistemas SophiA Biblioteca e SophiA Acervo. A palestra foi parte da programação do 7º Colóquio de Bibliotecas Digitais – Alemanha, França e Brasil, evento realizado em setembro de 2015, no Sesc Bom Retiro.

Durante todo o seminário foram discutidos o futuro digital e os desafios da nova realidade nas bibliotecas alemãs, francesas e brasileiras. Os diferentes modelos de negócio de e-books: acesso perpétuo, assinatura e pay-per-view, a interface entre games, plataformas digitais, social reading e direito autoral na era digital também serão abordados.

Liliana Giusti Serra Bibliotecária do software SophiA Biblioteca desde 2010. Autora da obra “Livro digitale bibliotecas”, editado pela Fundação Getúlio Vargas. Membro internacional da American Library Association.

Fonte: Sesc São Paulo

Dia do bibliotecário é celebrado com eventos em SP

PUBLISHNEWS, REDAÇÃO

Palestras sobre a importância das bibliotecas e outros assuntos relacionados acontecem em São Paulo, São Carlos, Ribeirão Preto, Campinas, Bauru e Taubaté

Biblioteca Mario de Andrade | © Sylvia Masini

Biblioteca Mario de Andrade | © Sylvia Masini

Nesta quinta-feira (12) é comemorado o Dia do Bibliotecário e para homenagear os profissionais da área, o Conselho Regional de Biblioteconomia 8ª região vai realizar no mês de março vários eventos em São Paulo (capital) e nas cidades de São Carlos, Ribeirão Preto, Campinas, Bauru e Taubaté. Logo mais, às 19h, o Sesc 24 de Maio (Rua 24 de Maio, 109 – São Paulo / SP) recebe a palestra A importância do conhecimento e da informação no contexto das transformações digitais, ministrada por Rose Longo, PhD em Transferência de Tecnologia pela Universidade de Sheffield Inglaterra. No dia 11, às 19h, a Ufscar realiza a palestra Ética nas redes sociais e fake news, com a bibliotecária Regina dos Anjos Fazioli e, no dia 12, às 14h, a Unicamp terá a palestra Acervos híbridos, livros digitais nas bibliotecas, com a também bibliotecária Liliana Giusti Serra. Temas como a biblioteca como espaço de conservação e memória; as competências dos bibliotecários e a ética; inovação e tecnologia nas bibliotecas também serão discutidos. Para se inscrever e conferir a programação completa clique aqui.

Fonte: PUBLISHNEWS

Biblioteca Prof. Nelson Foot recebe doação de livros em italiano

Em celebração ao Dia Nacional do Imigrante Italiano, a Biblioteca Municipal Professor Nelson Foot, passa a disponibilizar 103 novos livros e mapas sobre a cultura e língua italianas ao usuários. Os exemplares foram doados pelo Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro (ICIB), parceiro da Prefeitura de Jundiaí e do Consulado Italiano de São Paulo, na capacitação dos professores da rede municipal de ensino para a oferta da língua aos alunos jundiaienses.

Os livros estão disponíveis para consulta e empréstimo aos usuários.  Os materiais também foram disponibilizados para as 19 Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) que contam com as aulas de italiano iniciadas no ano passado. A iniciativa faz parte do Programa Escola Inovadora, criado nesta gestão para fortalecer o ensino municipal com investimentos em três pilares: melhoria da ambiência das escolas, capacitação dos professores e ensino inovador.

Acervo de italiano foi doado para o acervo da Biblioteca pelo ICIB

Assessoria de Imprensa
Fotos: Fotógrafos PMJ

Fonte: Prefeitura de Jundiaí

 

A importância da Bibliodiversidade

biblio

COM BEL SANTOS MEYER, HAROLDO CERAVOLO, JOSÉ CASTILHO E JULIANE SOUSA. MEDIAÇÃO: JULIANA SANTOS

Local: Sesc Bom Retiro
Data: 23/11, SAB
Horário: 14H ÀS 16H

Encontro que propõe a reflexão sobre a importância da bibliodiversidade em espaços como bibliotecas e salas de leitura.

Bel Santos Mayer é educadora social, mestranda do Programa de Pós-graduação em Lazer e Turismo (PPTur/EACH/USP). Desde 1988 atua em organizações não governamentais e facilita processos de criação de Bibliotecas Comunitárias gerenciadas por jovens. É empreendedora social da Ashoka. Coordena o Programa de Direitos Humanos do Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – IBEAC. É membro do grupo gestor da Rede LiteraSampa/RNBC.

Haroldo Ceravolo é doutor em Letras pela USP, jornalista e editor da Alameda. Foi presidente da Libre – Liga Brasileira de Editoras de 2011 a 2015. É autor de Trinta e tantos livros sobre a mesa (Oficina Raquel).

José Castilho é doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo/USP, professor aposentado na Universidade Estadual Paulista/UNESP, pesquisador, conferencista, escritor, editor e publisher. Dirigiuinstituições culturais ligadas ao livro e à formação de leitores: Editora UNESP, Biblioteca Pública Mário de Andrade – São Paulo, Secretário Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura do Brasil. Presidiu em vários mandatos a Associação Brasileira e a Associação Latino-americana de Editoras Universitárias – ABEU e EULAC. A Lei da PNLE – Política Nacional de Leitura e Escrita do Brasil – é apelidada com seu nome em reconhecimento ao seu trabalho em prol do livro e da formação de leitores.

Juliane Sousa é formada em Letras/Espanhol pela Universidade Federal de São Paulo, jornalista, ambientalista, apresentadora de rádio e televisão, coordenadora de produção, roteirista e poeta. Faz parte dos coletivos “Mulheres Negras na Biblioteca”, “Conversa de Negras” e do Sarau “Carolinas e Firminas”. Atualmente, trabalha como apresentadora do programa Biosfera, na Boa Vontade TV, há 11 anos. Publicou: “Os médicos Cubanos e o Racismo no Brasil” (artigo que faz parte do livro “Mais amor, seu doutor! Os médicos cubanos entre nós).

Mediação: Juliana Santos, que é Assistente técnica da Gerência de Ação Cultural do Sesc SP. Formada em História e mestre em Educação pela Universidade de São Paulo.

Local: Biblioteca.

5 cosas que debes saber sobre el servicio de desideratas en las bibliotecas

El servicio de desideratas no es el más conocido en las bibliotecas

El servicio de desideratas no es el más conocido entre toda la variedad ofrecida desde las bibliotecas. De hecho, muchas personas se llegan a sorprender, y entusiasmar, cuando lo conocen por la posibilidad que tienen de recomendar distintos materiales para que las bibliotecas los compren. Si tú también quieres experimentar dicho «entusiasmo» compartido, no dudes en interiorizar palabra «DESIDERATA».

Una desiderata es una petición que los usuarios hacen a la biblioteca para que adquiera fondos de los que no dispone. Una vez realizada la solicitud el Departamento de Adquisiciones valorará la pertinencia o no de tramitarla, según la política de adquisiciones de la biblioteca.

Es verdad que muchas personas que conocen este servicio lo convierten en su lista de deseos de Amazon, y tampoco hay que llegar a ese extremo. Aunque bien es cierto que tienen todo el derecho de pedir, y la biblioteca toda la responsabilidad de ser coherentes con las adquisiciones propuestas. Además, que una obra no esté en la biblioteca no significa que no se pueda pedir a otra a través del préstamo interbibliotecario.

El préstamo interbibliotecario (PI) es un tipo especial de préstamo que se realiza eventualmente entre bibliotecas y consiste en la posibilidad de compartir en forma equitativa el uso de los distintos acervos bibliográficos. La Biblioteca Solicitante, ante la necesidad urgente de dar respuesta a un usuario y no teniendo otro recurso que le permita resolver en tiempo el pedido, se beneficia al poder satisfacer las necesidades de los usuarios en la consulta urgente de materiales que, por razones de distancia o económicas, serían inaccesibles para ellos.

Ni que decir tiene que el personal bibliotecario está encantado de recibir desideratas. Por un lado, sirven para conocer mejor las necesidades informativas y documentales de la comunidad de personas de la biblioteca y, por otro, les permite y facilita la elaboración del listado de nuevas adquisiciones. Según se puede leer en el artículo «A cada lector su libro: las desideratas en la Biblioteca Pública de Cuenca» depositado en el repositorio E-Prints in Library & Information Science:

Los objetivos básicos del servicio de desideratas son los siguientes: potenciar la participación de los ciudadanos en la biblioteca; adecuar la colección de la biblioteca a las necesidades informativas, formativas, culturales y educativas de los usuarios; y conocer los gustos y preferencias lectoras de los ciudadanos a través de los materiales que demandan.

Ahora bien, y visto todo esto, ¿qué elementos básicos deben conocer las personas sobre el servicio de desideratas ofrecido desde las bibliotecas? Como ya hice en el post sobre las donaciones, y también en el del expurgo en las bibliotecas, trataré de resumir todo en cinco únicos puntos.

1. Como el resto de servicios de la biblioteca, el servicio de desideratas también es gratuito.

Puede que el servicio de desideratas no sea uno de los servicios más conocidos en las bibliotecas. No obstante, eso no significa que no se le dé difusión y se trate de hacer todo lo posible para que sea utilizado por las personas usuarias de las mismas.

Este servicio es gratuito (¡faltaría más!) para todas aquellas personas que lo utilicen. Por cierto, hay que ser socio de la biblioteca (también gratuito, of course) para poder hacer una petición de compra. Las desideratas pueden suponer un ahorro de dinero para las personas al ser la biblioteca la que compre el material que desean tener. Y esto no solamente radica en ellas, sino también en el beneficio colectivo que dicho material pueda tener al ser utilizado por el resto de usuarios de la biblioteca.

2. Existen varias vías para la solicitud de desideratas: impresa, web y por el catálogo de la biblioteca.

La petición de compra de un material a través de las desideratas no se realiza directamente hablando con el personal de biblioteca que está en el mostrador (ni con ningún otro profesional encargado), sino que lleva todo un procedimiento que se inicia a través de una solicitud.

Esta solicitud sigue un modelo establecido por la propia biblioteca en la que constan, básicamente, datos como el nombre y apellidos del solicitante, su número de socio o DNI, el teléfono y/o correo electrónico, datos del material solicitado (título, autor y editorial de la obra…), otros comentarios…

La solicitud de la desiderata puede ser impresa, y que el personal de biblioteca entrega al solicitante para que la rellene, a través de tu formulario online, y que está (o debería estar) accesible desde la página web de la biblioteca, o a través del catálogo de la biblioteca, y que permite realizar la petición bajo el usuario identificado del opac.

3. La biblioteca valora la pertinencia de la desiderata. Aviso: es imposible comprar todo el material solicitado

Una vez rellenada y enviada la petición del material a la biblioteca, es esta la encargada de valorar su compra o no en función de su política de adquisiciones. La biblioteca no puede comprar todo el material que proponen las personas, y no solamente por falta de dinero (que también), sino porque dichos materiales deben cumplir una serie de requisitos.

Uno de los requisitos es que no exista dicho material ya en la biblioteca, aunque bien es cierto que a veces el número de ejemplares es escaso y procede hacer la petición para que haya más. Otro es que no haya obras similares y que puedan valer igualmente a la persona solicitante. Piensa, por ejemplo, en un mismo libro publicado por distintas editoriales. En sí no es el mismo libro, pero sirve igualmente para el propósito final (en la mayoría de los casos). Otro requisito es que la biblioteca disponga de presupuesto para este servicio de adquisiciones. Otro requisito sería que el material solicitado se ajustase al interés general, adecuación y finalidad de la colección de la biblioteca en función de la comunidad de usuarios a la que sirve.

4. Se informa a la persona solicitante sobre el estado de su desiderata.

La biblioteca debe informar a la persona que ha realizado dicha petición de material del estado de su solicitud en todo momento. Es verdad que es más fácil ofrecer dicha información si se ha procesado a través de un medio telemático, ya que este sirve como puente de unión entre usuario y biblioteca. No obstante, las solicitudes impresas también deben ser informadas… y tampoco habría problema ya que dichas solicitudes deben ser informatizadas y procesadas a través de la página web o del Sistema Integrado de Gestión Bibliotecaria de la propia biblioteca.

Dichas solicitudes de compra de materiales pueden tener varios estadosNueva (cuando una desiderata se ha recibido y aún no se ha tenido tiempo para estudiar), En estudio (cuando entra ya el proceso de valoración del material por parte de la biblioteca), Rechazada (cuando la compra del material solicitado ha sido rechazada por la biblioteca), y Aceptada (cuando la compra del material solicitado ha sido aprobada por la biblioteca).

Tanto si se aprueba la compra como si se rechaza, la biblioteca avisará a la persona que hizo la petición de dicho material. O bien para que pueda ir a la biblioteca a tomarlo prestado (en caso positivo), o bien para informar sobre el motivo de la negativa y brindar otras vías para la obtención de dicho documento.

5. Las desideratas son otra forma de participar en la creación de la colección de la biblioteca.

Entre las personas podemos crear grandes bibliotecas… y no me refiero a tamaño, sino a utilidad. Bibliotecas útiles que cumplen con los objetivos personales y profesionales de su comunidad de usuarios. Las bibliotecas crecen cuando son utilizadas porque se motivan a seguir ofreciendo recursos y servicios de calidad, e innovando para ofrecer adaptados y nuevos servicios.

Esta utilización / participación con la biblioteca también es posible llevarla a cabo en su colección. Una de las formas es a través de las donaciones, y otra es a través de las desideratas. Sin duda que dos formas que ayudan y favorecen la creación de colecciones pertinentes y acordes a las necesidades de las personas. Porque todos somos y formamos parte de la biblioteca.

Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: Julián Marquina

Diretrizes IFLA para Doações (2019)

As doações representam um componente importante das atividades de formação de coleções das bibliotecas.

É aconselhável que as bibliotecas desenvolvam processos claros para lidar e avaliar ofertas de doações (inclusive de itens eletrônicos) de acordo com as políticas da instituição.

Isso fornecerá clareza tanto à equipe da biblioteca quanto aos doadores, reduzirá a exposição ao risco e possíveis responsabilidades, e garantirá que as oportunidades futuras associadas a itens aceitos nas coleções da biblioteca possam ser plenamente exploradas.

Apresentamos aqui uma síntese das Diretrizes da IFLA para Doações [1] atualizadas em março de 2019.

Uma biblioteca pode aceitar doações ou solicitá-las. Para proteger a biblioteca no futuro, uma justificativa por escrito deve ser preparada, assim como um plano de custódia. Essas recomendações devem ser aprovadas por escrito pelo diretor da biblioteca. As bibliotecas podem aceitar doações não solicitadas, mas sem condições, para que a biblioteca possa decidir se realmente precisa do material doado. Muitas doações podem duplicar materiais já pertencentes à biblioteca, podem estar desatualizadas ou fora do escopo das coleções.

As bibliotecas são livres para rejeitar doações quando o processamento das coleções é muito trabalhoso. Nestas circunstâncias, o doador pode gostar de ser encaminhado para outra biblioteca apropriada.

Recomenda-se que as bibliotecas mantenham todos os registros relacionados a doações permanentemente. Estes registros incluem, mas não estão limitados a, correspondência, mensagens de e-mail, formulários de depósito e acordos formais de doadores.

Se for política da biblioteca incentivar as doações do público, é importante aconselhar potenciais doadores sobre como fazer doações para a biblioteca. Essas instruções podem ser postadas no site da biblioteca ou podem ser impressas em brochuras que descrevem as coleções da biblioteca.

Exemplo de Declaração

A Biblioteca [Nome] aceita doações que refletem os atuais interesses e necessidades da comunidade e complementa coleções, programas e metas atuais da Biblioteca em formato, cobertura de assunto, profundidade e filosofia para fornecer um equilíbrio de informações, pontos de vista e formatos. A Biblioteca aprecia essas doações como atos de coesão cívica.

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A biblioteca deve divulgar claramente os termos sob os quais as doações serão tratadas. Isso deve incluir declarações sobre:

• Transferência do título completo, livre e desonerado para a instituição, uma vez doado.
• Nenhuma suposição de responsabilidade por qualquer perda ou dano à propriedade.
• Direito de exercer discrição ao aceitar doações, especialmente se eles duplicarem itens, estando fora da política de desenvolvimento de coleções da biblioteca, em más condições ou em desacordo com qualquer política de aquisições éticas em vigor na biblioteca.
• Esclarecimento sobre métodos de descarte de doações indesejadas.
• Políticas de retenção referentes a itens aceitos nas coleções, por exemplo, esclarecendo que podem ser considerados para eliminação no futuro e que a retenção não é garantida na perpetuidade.

Adicionar doações (solicitadas ou não solicitadas) a coleções de bibliotecas pode ser uma tarefa cara e as bibliotecas devem considerar cuidadosamente os custos do ciclo de vida antes de aceitar, observando também as condições que o doador queira anexar a um item(s), tais como acesso restrito, condições que envolvam a reprodução de material ou restrições à maneira como o material poderá ser usado. A biblioteca deve desencorajar o depósito de material não solicitado sem acompanhamento de informações do doador. É uma boa prática manter um processo documentado para lidar com tais itens. Ter uma política de doações totalmente documentada em vigor ajudará na avaliação de ofertas de doações.

Para alguns tipos de material, particularmente bens culturais, informações / evidências sobre a proveniência do item podem ser necessárias. As bibliotecas devem exercer a devida diligência e as mais altas práticas éticas em lidar com ofertas de materiais como:

• Material exclusivo, por exemplo, manuscritos, desenhos, pinturas ou outras obras de arte
• Impressões
• Material acima de um valor especificado
• Material impresso antes de 1900
• Todo material arqueológico

Para itens originários do exterior, evidências documentais devem ser buscadas em relação à exportação legítima do item(s). Se orientação adicional for necessária nesses assuntos, informações podem ser encontradas no Código de Ética para Museus – https://icom.museum/wp-content/uploads/2018/07/ICOM-code-En-web.pdf

É útil estabelecer a motivação do doador para oferecer o item à biblioteca e se o doador em potencial ofereceu o material em outro lugar. Também é importante determinar se existem restrições de tempo que podem ser aplicadas em termos de tomada de decisão e transferência / entrega da propriedade.

Para ajudar a determinar se o (s) item (ns) oferecido (s) é apropriado para as coleções da biblioteca e avaliar as possíveis implicações de aceitar um item, é necessário obter informações detalhadas sobre (a) tamanho da coleção; (b) dados bibliográficos; (c) tipo de material; (d) formato do material; (e) data; (f) assunto; (g) condições físicas; (h) propriedade intelectual.

Um Acordo formal de doação deve ser criado para a maioria das doações grandes, valiosas ou significativas, bem como doações que tenham restrições impostas pelo doador. Para escrever um contrato de doação, a biblioteca deve coletar informações essenciais com antecedência para inclusão no Acordo de Doadores.

Aceitando documentos eletrônicos nas coleções da biblioteca

Os passos necessários para a aquisição de documentos eletrônicos em sua maior parte se assemelham aos requeridos para documentos em formatos tradicionais. Alguns traços especiais devem ser mantidos em mente, contudo.

A aceitação de documentos eletrônicos nas coleções da biblioteca por meio de doação deve ser implementada de acordo com a declaração de política de doações.

É importante que a biblioteca estabeleça claramente quem é o proprietário do documento eletrônico e os direitos de propriedade intelectual e deve prospectar se o doador é o proprietário legal ou se está agindo em nome de outra pessoa que criou ou possui a propriedade do bem eletrônico. A biblioteca deve considerar quaisquer condições que o doador deseje anexar a um item (s), como acesso restrito, condições envolvendo a reprodução de material ou restrições sobre como o material pode ser usado. É importante entender a atitude do (s) doador (es) sobre a política de arquivamento da biblioteca. Publicações eletrônicas podem não ser mantidas.

É necessário considerar a capacidade da biblioteca de gerenciar o arquivamento e acesso no formato oferecido e aos recursos que podem ser perdidos em relação ao documento original.

A decisão de aceitar conteúdo eletrônico como doação pode ser obtida com base em: (a) conteúdo e nível intelectual; (b) assunto; (c) viabilidade técnica, por exemplo, compatibilidade e capacidade de hardware e software, armazenamento e manutenção, etc.; (d) sobreposição com coleções existentes; (e) formato, por exemplo, HTML, SGML, XML, PDF, epub, etc. e formatos de mídia, como JPEG, MPEG etc.; (f) licenciamento, por exemplo, no caso de aceitar um recurso eletrônico como uma doação, é necessário prestar atenção ao período de licença, definição de usuários autorizados, responsabilidade por uso não autorizado, conformidade com as leis vigentes na jurisdição legal da biblioteca (província, estado, país); (g) funcionalidade e confiabilidade; (h) segurança.

Deve ser incluída uma declaração de propriedade que leve em conta as leis nacionais. Uma declaração sobre a intenção do (s) doador (es) em relação à propriedade intelectual e/ou direitos autorais do material da coleção devem ser incluídos, bem como os direitos de acesso e reprodução. A biblioteca deve incentivar o (s) doador (es) a transferir direitos autorais e / ou direitos de propriedade intelectual do material doado para o domínio público, para que a biblioteca possa livremente administrar e fornecer acesso.

== Referência ==

[1] FRONTY, Jérôme; KOLGUSKINA, Elena; KOUFOGIANNAKIS, Denise; WEIN, Franziska; WIGGINS, Beacher; WILEY, Lynn. Gifts for the Collections: Guidelines for Libraries, 2019 Extended Edition. The Hage: IFLA, March 2019. Disponível em: https://www.ifla.org/files/assets/acquisition-collection-development/publications/gift_guide_2019_edition.pdf Acesso em: 01 maio 2019.

This work is licensed under the Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0) license. To view a copy of this license, visit: http://creativecommons.org/licenses/by/4.0

Fonte: SIBiUSP

Parâmetros para a composição de um acervo em literatura infantil: o conto

Por Cristiane Mori

Dando início à série de posts sobre composição de acervo, a professora Cristiane Mori fala sobre os contos e indica o que não pode faltar numa biblioteca infantil

Este texto é o primeiro de uma série de textos que faremos aqui no Blog Singularidades, objetivando apresentar alguns parâmetros para a composição de um acervo de livros que potencialize o trabalho didático com a literatura infantil e contribua para a formação do leitor literário, a ampliação de seu repertório e o desenvolvimento de critérios de escolha que possam apoiar o mediador de leitura a empreender, gradativamente, uma curadoria. Começaremos com este item:

Contos

‘Contos’ é uma categoria que pode ser denominada ‘guarda-chuva’, uma vez que sempre há, especialmente no caso da literatura infanto-juvenil, um ‘sobrenome’ a completar e especificar de que conto se trata: de encantamento, de repetição, cumulativo, de esperteza (ou de enganação), de assombração, dentre outros.

Além disso, a expressão contos populares pode, em certa medida, ser aplicada à maioria desses contos listados – se não, a todos –, porque todos os contos nasceram na tradição popular, eram contados oralmente e foram passados de boca em boca até serem coletados e registrados.

Isso aconteceu com um conto como Chapeuzinho Vermelho e também com um conto de enganação, que tem Pedro Malasartes como personagem, ou com Cinderela. Nesse caso, costuma-se falar em contos de fadas, mas Câmara Cascudo (2006)[1] indica o emprego do termo mais amplo contos de encantamento ou maravilhosos, para designar aquele conjunto de contos que apresenta um elemento mágico.

Cascudo, a propósito, em suas incursões pelo Brasil, coletou e registrou centenas de contos e propôs uma classificação que inclui, ao lado dos contos de encantamento ou maravilhosos, também os contos humorísticos, contos de exemplo, contos religiosos, contos de animais, contos novelescos ou de amor e recompensa e os contos de fórmula ou acumulativos, que já mencionamos.

Quando se pretende organizar o acervo de uma biblioteca – seja escolar, de sala ou pessoal – é mister incluir as coletâneas de contos. O mercado editorial coloca à nossa disposição uma miríade de títulos, no entanto,  nem todas primam pela qualidade, seja dos textos seja das ilustrações.

Muitos não são fiéis às versões originais e apresentam adaptações que resultam em textos mal escritos e com enredos empobrecidos. Por isso, é fundamental conhecer aquelas coletâneas que buscaram ser fiéis aos textos originais, o que facilitará a escolha de qual coletânea comprar e/ou adotar na escola.

Contos populares clássicos

As coletâneas de contos de encantamento coletados e registrados por Charles Perrault e pelos Irmãos Jacob e Wilhem Grimm são presença obrigatória em qualquer biblioteca. Foram histórias contadas por adultos, camponeses que viviam na França nos séculos XVII e XVIII, que se transformaram nos contos que conhecemos e (re)contamos até hoje.

Vivendo os tempos de horror do reinado de Luís XIV, os camponeses sofriam toda sorte de privação e eram perseguidos, caso não seguissem o cristianismo. Os contos – ao lado de outras manifestações populares, como danças e canções – eram sua forma de manter viva as tradições pagãs e, principalmente, de retratarem os horrores que viviam e as soluções – que só poderiam ser mágicas – para suas infelicidades.

Era comum que esses camponeses trabalhassem como servos na casa dos burgueses e foi assim que os contos de sua tradição chegaram até nós, principalmente, pelas mãos de Charles Perrault.

De acordo com Darton (1986)[2] – historiador americano, especialista em história da França do século XVIII – Perrault provavelmente coletou a tradição oral do povo francês com a babá de seu filho. No entanto, ele modificou tudo, para que os sofisticados frequentadores dos salões apreciassem a sua primeira versão dos Contos de Mamãe Ganso, publicada pela primeira vez em 1697.

Assim, quando publicados, os contos não tinham mais todas aquelas tintas de incesto, canibalismo, sedução e outros elementos próprios à tradição popular; ao contrário, foram amenizados e ganharam, na pena de Perrault, uma perspectiva moralizante e pedagógica.

Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida, O Pequeno Polegar, Barba Azul, As Fadas, O Gato de Botas, Pele de Asno, Cinderela, Os Desejos Ridículos, Ríquete de Topete estão entre os contos que compõem a coletânea de Perrault que, para a maioria dos pesquisadores, inaugura a literatura infantil. E até hoje, mais de 320 anos depois, os contos de Perrault continuam a ser editados e a encantar crianças de todo o mundo, inclusive as nossas!

Na Alemanha, os irmãos Wilhelm e Jacob Grimm coletaram mais de 200 contos e, em 1802, reuniram-nos na coletânea Contos para o lar e as crianças. De acordo com Ana Maria Machado (2002)[3], o próprio título já mostrava que, diferentemente de Perrault, o livro não se destinava à leitura pela corte; seu objetivo era o de ‘preservar um patrimônio literário tradicional do povo alemão’ (p. 71), razão pela qual procuraram, em sua prosa, manter uma linguagem fiel àquela empregada pelos contadores populares.

Além de novas versões para os contos de Perrault, os irmãos Grimm deixaram como legado alguns dos clássicos preferidos pelas crianças (e pelos adultos, também), como Branca de Neve e João e Maria, dentre tantos outros.

Finalmente, encerrando uma espécie de trilogia dos contos de fadas, encontramos o dinamarquês Hans Christian Andersen. Entre 1835 e 1842, ele lançou seis volumes de contos para crianças.

Além de recontar contos populares, como haviam feito Perrault e os irmãos Grimm, Andersen criou novas histórias, as quais, segundo Machado (2002), seguiam ‘o modelo dos contos tradicionais, mas [traziam] sua marca individual e inconfundível – uma visão poética misturada com profunda melancolia’ (p. 72).

A importância da obra de Andersen é tamanha, que se comemora o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil na data de seu aniversário – 2 de abril – e o mais importante prêmio para escritores do gênero tem seu nome. Seu legado inclui, dentre outras, histórias como O Patinho Feio, A Roupa Nova do Imperador, Polegarzinha, A Pequena Sereia e Soldadinho de Chumbo.

Ainda de acordo com Machado (2002), a escrita autoral de Andersen animou outros escritores a incursionarem no universo da literatura para crianças e alguns escritores já consagrados o fizeram, como Oscar Wilde – cujos contos O Rouxinol e a Rosa e O Gigante Egoísta são simplesmente imperdíveis – e Ítalo Calvino, que nos presenteou com as belíssimas Fábulas Italianas, uma coletânea de contos da tradição popular de seus país, a Itália.

A fim de conhecer toda a riqueza da obra desses autores, recomenda-se a leitura de:

– PERRAULT, Charles. Contos de Perrault. 4 ed. Rio de Janeiro: Villa Rica, 1994. (Coleção Grandes obras da cultura universal, 8).

– IRMÃOS GRIMM. Contos maravilhosos infantis e domésticos (1812 – 1815). Ilust. J. Borges. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

– ANDERSEN, Hans Christian. O Patinho Feio e outras histórias. Trad. Heloísa Jahn. São Paulo: Editora 34, 2017.

CALVINO, Italo. Fábulas italianas. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. 

Contos populares brasileiros

A tradição popular europeia, representada nos contos de Perrault, Grimm e Andersen, chegou no Brasil, onde se mesclou à tradição oral africana e indígena e deu origem ao que se pode denominar tradição oral brasileira.

Para conhecê-la, recomenda-se especialmente os Contos Folclóricos Brasileiros, de Marco Haurélio (São Paulo: Paulus, 2010. Coleção Lendas e Contos), que segue a classificação proposta por Câmara Cascudo e traz exemplares para cada tipo de conto.

Histórias à brasileira: a Moura Torta e outras (Ilust. Odilon Moraes. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2002) inaugura uma série de 04 volumes, em que Ana Maria Machado retrata de forma bastante extensiva a nossa tradição popular. 

Contos cumulativos

São inúmeros os títulos disponíveis no mercado que trazem contos cumulativos ou acumulativos, ou seja, contos em que a estrutura do enredo se repete e, a cada ação, um novo elemento é introduzido e acrescentado aos anteriores.

A formiguinha e a neve, da tradição popular, ou A casa sonolenta (WOOD, Audrey. Ilust Don Wood. 16 ed. São Paulo, Ática, 2009. Coleção Abracadabra) são só alguns dos inúmeros exemplos.

Num bom acervo não pode faltar a Coleção Conta de novo, da editora FTD, de Ana Maria Machado, que conta com títulos como Ah, cambaxirra, se eu pudesse, O rei Bigodeira e sua banheira, O domador de monstros, Pimenta no cocoruto, Uma boa cantoria e O barbeiro e o coronel: 

Contos de esperteza ou de enganação

Aqui, recomendam-se, especialmente, as coletâneas que trazem as aventuras de Pedro Malasartes, como Malasartes: Histórias de um Camarada Chamado Pedro (PESSÔA, Augusto, Rio de Janeiro: Rocco, 2007. Coleção Na Boca do Povo).

Contos de assombração

Os contos de assombração também integram a tradição popular de muitos países e, no caso do Brasil, é de Ricardo Azevedo o título indicado: Contos de Enganar a Morte (São Paulo: Ática, 2003.

Contos populares do mundo

Assim como o Brasil, muitos países têm uma vasta tradição de contos populares e, atualmente, o mercado editorial coloca à nossa disposição inúmeras coletâneas que nos permitem entrar em contato com as tradições de vários lugares do mundo. Para a composição do acervo das bibliotecas – escolar, de sala ou pessoal – recomenda-se, especialmente:

– NEIL, Philip. Volta ao mundo em 52 histórias. Trad. Hildegard Feist. Ilust. Nilesh Mistry. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998.

– HIRATSUKA, Lúcia. Contos da montanha. São Paulo: SM, 2005.

– E a coleção Histórias de outras terras, editada pela FTD, que, em cada volume, traz as histórias árabes, greco-romanas, africanas e russas, todas recontadas por Ana Maria Machado.

Tantos outros excelentes títulos poderiam ter sido mencionados, mas esses que recomendamos aqui já são, com certeza, o início de um acervo, cuja qualidade contribuirá para a formação pequenos (e grandes) leitores literários!

[1] CASCUDO, Câmara Luís da. Literatura oral no Brasil. 2 ed. São Paulo: Global, 2006.

[2] DARTON, Robert. O grande massacre de gatos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014.

[3] MACHADO, Ana Maria. Como e por que ler os clássicos universais desde cedo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.

Fonte: blog.singularidades.com.br

El valor de la colección de la biblioteca

Expositor de libros
BU Ciencias de la Salud Uva

En torno a la colección hemos configurado gran parte de nuestros procesos en la biblioteca, desde la selección, la catalogación, clasificación y preparación física, para su presentación en el espacio tangible de la biblioteca, de forma organizada, y de manera atractiva, clara y accesible.

Nutrir los catálogos ha llevado siempre buena parte del tiempo de dedicación a la biblioteca, pero sin duda en estos tiempos hay preguntas que resuenan de forma recurrente y que nos invitan a reflexionar sobre el sentido de la colección de la biblioteca hoy, de su carácter, conformación y accesibilidad.

Hoy se hace más patente que la colección óptima de una biblioteca no es el resultado de un proceso de acumulación sino de un proceso de selección asentado en la reflexión y guiado por unos criterios y procedimientos establecidos. Y en el que seleccionar no quiere decir restringir, sino que, como acertadamente precisa Geneviève Pattesignifica valorar, elegir en función de la calidad de los materiales y de su adecuación a las necesidades de información y de lectura de los usuarios.

Ciertamente, la colección debe estar orientada a atender las necesidades de todos y cada uno de los miembros de la comunidad en la que se asienta o a la que se dirige la biblioteca, de los potenciales usuarios de sus servicios. Y su valor reside esencialmente en la calidad de las lecturas y de las informaciones que contienen los documentos que la conforman, pertenezcan éstos al terreno de la ficción o formen parte de la categoría de los materiales informativos, estén en papel o en otros soportes, organizados en estantes físicos o alojados en servidores propios o ajenos.

Conformar la colección hoy, sea en la biblioteca púbica, la escolar o la universitaria, sigue siendo una labor decisiva y apasionante, aunque es tarea que también resulta inquietante y escurridiza por los matices que adquiere en razón de que está sujeta a constante revisión y siempre inmersa en procesos de cambio. El interés de los fondos de las bibliotecas radica hoy precisamente en esa caracterización que adquieren como colecciones híbridas de materiales y recursos de diversa tipología, soporte, ubicación y accesibilidad.

Hablar hoy de libros y de materiales de lectura en general, sean ficción o no ficción, es hablar de cambio, de transición, de nuevos soportes y de nuevas formas de leer y de acceder a los textos e imágenes, a las lecturas, a la información. Obviamente, este contexto líquido de los objetos culturales, como diría el profesor Manuel Area, marco afecta de lleno a las bibliotecas, y de forma específica y particular a sus colecciones.

Por tanto, se hace preciso revisar los principios básicos de la conformación y desarrollo de la colección de la biblioteca a la luz del contexto actual que presenta el mundo del libro y la lectura y la sociedad en su conjunto a raíz del impacto del desarrollo tecnológico. Y, sobre todo, reflexionar sobre su sentido y su valor.

Lo cierto es que en esta coyuntura de tránsito “Hay más interrogantes que respuestas, y de las respuestas, muy pocas son seguras”, como diría San Agustín, pero ello no impide dar pasos adelante y explorar nuevos caminos y posibilidades, que sin duda, nos harán crecer. La gran baza y fortaleza de la biblioteca es su capacidad de adaptación y transformación. Esta es, sin duda, la clave fundamental de su permanencia en el tiempo.

En este sentido, conviene iniciar esta reflexión partiendo de una pregunta básica:

¿Cuál es el sentido de la colección de la biblioteca pública?

La respuesta a esta cuestión enlaza con el camino andado hasta la fecha y nos sirve de puente entre el pasado, el presente y el futuro. Pues no es otra que satisfacer las necesidades del usuario en lo que concierne a educación, información y desarrollo personal, tal y como consta en las directrices para bibliotecas públicas de la IFLA.

 ¿Y cómo conseguir este objetivo? También en el documento aludido se apuntan los pasos, indicando que para ello “la biblioteca pública debe proporcionar una amplia gama de materiales en diferentes formatos y en cantidad suficiente para satisfacer las necesidades e intereses de la comunidad.” Conclusión de ello es que las bibliotecas públicas deben mantenerse al día en relación con los nuevos formatos y las nuevas vías de acceso a la información de cara a asegurar que el acceso de cualquier usuario a toda clase de lecturas e informaciones sea lo más fácil y ágil posible, independientemente de su formato.

Estos materiales y recursos de distinta índole conforman la oferta documental de la biblioteca, sobre la que se asientan la mayor parte de sus servicios y a través de la cual las bibliotecas desarrollan sus principales funciones. De su valor, interés y adecuación dependerá el grado de aceptación que consiga, de lo que dependerá también el uso que de ella se haga.

La definición y constitución de la colección de la biblioteca siempre ha sido un elemento eje de la labor bibliotecaria, una tarea crucial para la organización y un reto que cada biblioteca asume al definir el carácter y el alcance de sus fondos. Por esta razón, para definir y mantener la colección debemos reflexionar acerca del papel que la biblioteca quiere jugar en la comunidad en la que está inscrita. Construir y alimentar una colección va más allá de una mera sucesión de decisiones de carácter meramente técnico. Es un proceso, por contra, que implica tomar decisiones de política cultural, educativa y de índole social, todas ellas adoptadas a la luz del compromiso que la biblioteca adquiere con las personas que integran la comunidad a la que sirve.

Un paso adelante: Ampliar el alcance de la oferta  

El proceso de profunda transformación que experimentan los materiales de lectura, sean obras de ficción o de información dirigidas al público adulto o a niños y jóvenes, hace que la tarea de conformar el fondo de cualquier biblioteca resulte hoy más compleja. En el marco de mutabilidad del entorno del libro y la lectura, las colecciones de las bibliotecas adquieren un carácter poliédrico, a tono con el devenir de la edición, el desarrollo de materiales y recursos digitales, y en concordancia también con las necesidades y demandas que los usuarios presentan hoy en relación con la lectura y la información.

Para adaptarse a estos cambios, las bibliotecas necesitan contar con colecciones híbridas, compuestas por una gama completa y actualizada de materiales y recursos que cubran el conjunto de las tipologías documentales, independientemente de su soporte, ubicación y vía de acceso. Corresponde a cada biblioteca determinar el punto de equilibrio entre el plano analógico y el digital de sus colecciones, en función de su realidad y de las necesidades de la comunidad de usuarios a la que se dirige.

Los hábitos de los niños, jóvenes y adultos, sus necesidades y sus preferencias en relación con la lectura, experimentan un profundo proceso de transformación al que la biblioteca no puede ser ajena y ante el cual tiene mucho que aportar con sus colecciones, servicios y programas.

Este tiempo de cambio afecta de manera directa a los contenidos de los que la biblioteca pública hace acopio y a los procedimientos que rigen la labor de seleccionar materiales y conformar la colección. El contexto, en el que lo digital reafirma día a día su presencia en todas las esferas, personal, académica o laboral, es en el que se mueve la comunidad a la que la biblioteca pretende atender, el que modifica sus necesidades de información y lectura, el que condiciona su percepción de la biblioteca y el que genera nuevas expectativas respecto a sus contenidos y servicios.

Al hilo de lo comentado, hay tres aspectos en la última edición de las directrices IFLA para bibliotecas públicas que resultan especialmente significativos:

  • Que el desarrollo de la colección no es un fin en sí mismo.
  • Que una colección grande no es sinónimo de una buena colección, especialmente en la era digital.
  • Que la pertinencia de la colección respecto a las necesidades de la comunidad es más importante que su tamaño.

Sobre estas cuestiones conviene detenerse pues por obvias que puedan parecer no siempre se las tiene presentes a la hora de definir, construir y mantener vivas las colecciones de las bibliotecas públicas.

Una cuestión de fondo …

Ante el cometido de iniciar, de enriquecer o de revisar en profundidad la colección de una biblioteca, surgen preguntas que hay que responder claramente antes de ponerse manos a la obra; cuestiones de diversa índole que afectan en distintos planos a la labor planteada:

  • Las que están en la esfera de los porqués y los para qué, muy relacionadas con la misión, funciones y objetivos de la biblioteca. Las respuestas a estas cuestiones nos permitirán formular una definición global de la colección y establecer las directrices marco.
  • Las que tienen que ver con el qué, con los componentes y las cualidades que los materiales deben reunir para formar parte del fondo.
  • Las que aluden al cómo, a los procedimientos que hay que aplicar y a los criterios que hay que tener en cuenta para modelar la colección de acuerdo con la expectativa de servicio que de ella se espera.

A la luz de las respuestas a este conjunto de preguntas la colección toma cuerpo como un conjunto coherente de materiales e informaciones útiles para los usuarios a los que se va a destinar. De esta manera, la documentación y recursos varios que la biblioteca selecciona, organiza y ofrece al lector, es producto de una reflexiva toma de decisiones orientadas a determinar su alcance y calidad.

Y este compromiso con el presente nos lleva a formular finalmente una serie de aspectos que ayudarán a la colección a mantener el paso y que contribuirán a que la biblioteca siga pisando fuerte.

En este sentido, no hay que olvidar que el valor de la colección, en definitiva, vendrá determinado por el uso que sea capaz de generar y ello dependerá en buena parte de:

  • Que sea adecuada a los usuarios: los materiales de la biblioteca deben responder a las necesidades del conjunto de niños,  jóvenes o adultos que forman parte de la comunidad a la que se dirige y contribuir a la compensación de las desigualdades que presentan en su entorno sociocultural.
  • Que despierte interés: que conecte con el presente y la vida de la comunidad y de los individuos que la componen, aspecto que afecta tanto del plano de contenidos como de su presentación material.
  • Que sea rica y pertinente: construida siguiendo estándares que aporten calidad y fiabilidad, y que cuiden la exactitud, autoridad, objetividad, actualización y cobertura de las informaciones que contiene y cuyas obras de ficción sigan parámetros literarios de valoración. La biblioteca no es un intermediario neutro entre el lector y el documento, el personal del servicio es el que valida su oferta documental e informativa.
  • Que esté abierta a todos: en diálogo permanente con la comunidad para responder a sus necesidades particulares y cambiantes de información y lectura; así, la colección debe reflejar la diversidad social y atender las necesidades específicas de determinados colectivos y grupos de población.
  • Que sea variada: el fondo debe caracterizarse por su heterogeneidad en razón de múltiples aspectos; variada en tipología documental, en temática y géneros, en soportes y fuentes, así como en niveles de lectura, con textos que posibiliten diversas formas de leer.
  • Que sea equilibrada: tanto en su composición cualitativa y en su dimensión cuantitativa; equilibrio entre materiales informativos y de ficción, de lectura y consulta, materias, etc.; y en la ratio de volúmenes por usuario.
  • Que sea ergonómica: los contenidos han de estar adaptados a los niveles de competencia de los usuarios atendiendo a la ergonomía del conjunto y de sus partes; los soportes tienen que ser manejables por el sector de público al que se dirigen, y los sistemas de clasificación e indización se adecuarán a los niveles de comprensión de los usuarios (adaptación de clasificaciones, centros de interés, etc.).
  • Que sea accesible: los materiales deben ser fáciles de identificar y localizar, a través de catálogos y sistemas de señalización adecuados a los niveles de comprensión de los usuarios; y deben adaptarse a los tramos de edad y capacidades que presentan los usuarios para que ellos los puedan manejar, consultar y leer.
  • Que sea viva: con un crecimiento sostenido que asegure la vigencia de sus componentes y arbitrando mecanismos de revisión y expurgo que la nutran y permitan mantenerla viva y actualizada.
  • Que sea dinámica: los fondos no deben ser estáticos sino sujetos a movilidad para estar allí donde surja la necesidad o donde se presente la ocasión de despertar interés o curiosidad por ellos. La difusión de novedades, exposiciones, centros de interés, guías, etc., redundará en un mejor conocimiento y uso de la colección.
  • Que sea una labor de equipo: la colección debe ser el resultado de una tarea de un equipo que comparte unas metas, asume unos criterios comunes de análisis y valoración de los materiales, pone en marcha unos procedimientos establecidos y participa a distintos niveles del proceso de selección.

Fonte: BIBLOGTECARIOS

5 cosas que debes saber sobre la donación de libros a bibliotecas

5 cosas que debes saber sobre la donación de libros a bibliotecas

Los libros pueden considerarse como uno de nuestros mayores tesoros, y como tal queremos que sean tratados. En ocasiones, sobre todo por cuestiones de espacio, decidimos que ha llegado la hora de darles una segunda vida fuera de casa. Pensamos que qué mejor que dichos libros puedan ser aprovechados y disfrutados por un gran número de personas. Y es ahí cuando se nos viene a la cabeza donarlos a la biblioteca (e incluso venderlos en tiendas de segunda mano).

No son pocas las personas que se han puesto en contacto conmigo para preguntarme sobre cómo proceder a la donación de libros a la biblioteca. Y la verdad es que NO es como todo el mundo imagina. Es decir, no es cuestión de llevarlos directamente a la biblioteca… hay que seguir una serie de pasos antes de que los libros entren por donación en la biblioteca.

También es verdad que muchas veces me han comentado (en estado furioso, todo hay que decirlo) que sus librosno han sido aceptados en donación por la biblioteca. ¿Por qué mis libros no valen para la biblioteca? ¡Si les estoy ahorrando dinero en compra de nuevos!, me decían. Su mayor tesoro despreciado por la biblioteca. Pero, calma… ante todo mucha calma. Seguro que tienes una colección de libros maravillosa para donar, pero la biblioteca no puede aceptar todos los libros. Se rige por una serie de directrices y normas para que las bibliotecas no acaben siendo cementerios o depósitos de libros sin uso, en mal estado o que no son acordes a la colección de la biblioteca.

Por ponerte una serie de ejemplos, tanto las Bibliotecas Públicas Municipales del Ayuntamiento de Madridcomo las Bibliotecas Públicas del Principado de Asturias (entre muchísimas otras) lo explican excelentemente a través de sus normas y políticas de donaciones:

La donación es la cesión gratuita de un documento o conjunto de documentos y una forma de adquisición gratuita en las bibliotecas. Las Bibliotecas Públicas tienen gran interés en promover el enriquecimiento de sus colecciones a través de donaciones, procedentes tanto de sus usuarios, como de personas o instituciones ajenas a ellas.

[…]

El establecimiento de una política de donativos intenta, en definitiva, evitar el ingreso de materiales indeseados o múltiples que no serían objeto de compra y que ocupan inútilmente espacio en las estanterías y causan un trabajo añadido.

También es verdad que existen casos especiales en cuanto a donativos a bibliotecas. Casos en los que las bibliotecas parten de cero libros… así que toda donación es muy bien recibida. Se me vienen a la cabeza las bibliotecas devastadas por la guerra en Mosul o la Biblioteca de Cebolla que fue arrasada por una riada(por cierto, esta biblioteca ha alcanzado la cifra de más de 15.000 libros en dos meses). También hay otros casos en los que las colecciones de las bibliotecas son tan escasas que solamente un donativo importanteen cuanto a cantidad de libros puede ponerlas en funcionamiento, o la donación de libros con cierto valor económico (lo cual es irrechazable).

Por fortuna, las desgracias no son muy frecuentes… y por desgracia, las grandes donaciones (en cuanto a títulos o valor) tampoco lo son. Así que, a través de los siguientes puntos trataré de apercibirte para que no te lleves un desengaño. También te informo sobre cómo es la mejor manera de proceder a realizar una donación a la biblioteca. Espero que te sean de utilidad, seguro que alguno de tus libros también lo serán para las bibliotecas y, por consiguiente, para el uso y disfrute de todos. Por cierto, lo siento, pero no podrás donar tus libros electrónicos.

1. La biblioteca acepta gustosamente las donaciones de libros, pero no todo vale.

Y es que no todos los libros son propicios de ser aceptados en donación por la biblioteca. Hay una serie de requisitos que deben cumplir, como idoneidad de los fondos donados, su duplicidad con la colección actual, espacio disponible en la biblioteca o su estado de conservación. Es decir, las donaciones que se suelen aceptar son las que cumplen los mismos estándares y criterios que los de su política de adquisiciones.

Por poner un ejemplo, no se aceptan en donación libros rotos, sucios, dañados, mal encuadernados… y tampoco libros de texto, enciclopedias o anuarios. Por cierto, que un libro sea antiguo no lo hace valioso.

2. Antes de ir cargado con cajas a la biblioteca, elabora un listado de los libros que quieres donar.

Te aconsejo que no aparezcas en la biblioteca con cajas llenas de libros, es para ahorrarte el paseo. Lo que puedes, y debes, hacer es elaborar un listado con los libros que te gustaría donar. Las bibliotecas suelen tener un formulario de donaciones, pregunta en el mostrador para que te informen.

En dicho formulario deberás indicar el título, autor, editorial, edición, año de publicación…, además del estado de los libros y tus datos de contacto. La biblioteca se pondrá en contacto contigo para decirte los títulos que le interesaría recibir en donación para que los acerques cuando puedas. Incluso si en dicho lote de libros mandas algún que no está en el listado, la biblioteca puede decirte que vayas a recogerlo.

Por cierto, la biblioteca no irá a tu casa a por tu colección de libros que quieres donar. Es el propio interesado en realizar la donación el que se encargará de hacer llegar los libros a la propia biblioteca. Aunque siempre podrá haber excepciones, como por ejemplo un gran valor de la colección.

3. Una vez aceptada la donación por la biblioteca, hay que firmar un documento o carta de donación.

Como en cualquier otra acción contractual, hay que firmar un documento o carta de donación de libros. En dicho documento se establecerán las condiciones de la donación. Como por ejemplo que el donante acepta que su donación es definitiva e irreversible, y que la biblioteca pasará a ser la propietaria de los libros.

Toda vez que la donación haya sido aceptada por la biblioteca, los materiales pasan a ser propiedad de la misma y esta tiene la facultad de disponer de ellos como mejor decida.

Por cierto, la aceptación de la donación no supone ninguna obligación económica, física o moral con el donantepor parte de la biblioteca.

4. En dicho documento, la biblioteca se reserva el derecho de utilizar los fondos como considere.

La biblioteca se reserva el derecho a organizar, mantener, donar a terceros, expurgar, ubicar y utilizar los fondos como considere. Incluso se puede dar el caso de aceptar donaciones para traspasar los libros a otras bibliotecas o instituciones, regalar directamente a las personas e incluso venderlos a través de asociaciones de amigos de la biblioteca.

5. Los libros aceptados se identificarán como donados a la biblioteca.

Los libros aceptados en donación, llevarán un sello de donación y el nombre de la persona que los ha donado (en el caso de que esta esté de acuerdo). Es una buena forma de agradecer a la persona la donación y de informar al resto de usuarios de la biblioteca que dicho libro que está utilizando ha sido donado por alguien a la biblioteca.

Imagen superior cortesía de Shutterstock

Fonte: Julián Marquina

Livreto eletrônico detalha reorganização do espaço de biblioteca

Trabalho no câmpus Botucatu durou 5 meses e foi apresentado em encontro de bibliotecários

Por ACI Unesp

A história da reorganização do espaço físico da biblioteca do câmpus de Botucatu da Unesp virou o livreto eletrônico “Biblioteca no País das Mudanças”, em que os cinco meses de trabalho para a mudança do layout do espaço são resumidos de forma lúdica para que a comunidade entenda os conceitos que deram base ao trabalho. 

Norteada pela nova diretriz de tornar a biblioteca um espaço aconchegante que promova o desenvolvimento do ensino, da aprendizagem, da investigação e da criatividade, a mudança do layout fez uma seleção criteriosa das publicações, trocou estantes e, ao final, abriu espaços para 50 novas mesas de estudo, além de tatame com almofadas e pufes para descanso dos estudantes.

A avaliação do acervo e a reorganização do espaço físico foram as primeiras iniciativas de uma série de ações necessárias para que a biblioteca do câmpus Botucatu fosse adequada ao novo conceito que está norteando as mudanças nesses espaços físicos da Unesp.

O trabalho realizado em Botucatu e a forma como ele foi relatado à comunidade da Unesp, por meio de um livreto eletrônico ilustrado, foram apresentados no 2º Encontro de Bibliotecários da Região Central do Estado de São Paulo (Enbiesp), realizado em maio em São Carlos.

A publicação foi produzido pela Divisão Técnica de Biblioteca e Documentação do câmpus de Botucatu, sob a direção de Sulamita Selma Clemente Colnago, e está disponível na internet.

Fonte: Unesp

Biblioteca de SP recebe doação de livros infantis em árabe

A Fundação Kalimat, de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, fez uma doação de 100 livros infanto-juvenis em árabe para a Biblioteca de São Paulo, no Parque da Juventude, na capital paulista.

Texto por Bruna Garcia Fonseca

São Paulo – “Imagine que você precisa sair de seu país e deixar tudo para trás, chegando em um lugar totalmente diferente, com outra cultura, outro idioma e outro alfabeto, e de repente você vai a uma biblioteca e encontra um livro na sua língua. É como um abraço, não é? É como um gigante abraço, como se o país estivesse te recebendo, te aceitando, e você se sente bem-vindo, em casa”.

Foi assim que a diretora Amna Al Mazmi contou como surgiu a Fundação Kalimat, em Sharjah (Emirados Árabes Unidos), que neste sábado (04) doou uma biblioteca árabe com 100 livros infanto-juvenis no idioma para a Biblioteca de São Paulo, localizada no Parque da Juventude, na zona norte da cidade.

Além da diretora da Fundação Kalimat para o Empoderamento de Crianças e de uma pequena delegação do emirado, estiveram presentes o cônsul geral dos Emirados em São Paulo, Ibrahim Salem Alalawi, o secretário da cultura do estado de São Paulo, Romildo Campello, e a coordenadora da unidade de difusão cultural, bibliotecas e leitura do estado de São Paulo, Silvia Antibas, que é também diretora cultural da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. Crianças do Lar Sírio (foto acima) também participaram do evento.

Segundo Al Mazmi, a presidente da Kalimat, Bodour Bint Sultan Al Qasimi, iniciou o projeto em 2016 com o sonho de ter uma fundação que servisse crianças árabes em regiões menos favorecidas e zonas de conflito, de forma que a literatura pudesse alcançá-las em todos os lugares. Em dois anos, a Kalimat conquistou patrocínios privados e hoje tem mais de 100 bibliotecas árabes (com 100 livros cada) distribuídas por diversos países, entre eles, Suécia, França, Hong Kong e Tunísia.

Esta é a primeira doação ao Brasil, e Al Mazmi diz que espera que seja o início de uma longa parceria. “Fazemos uma longa pesquisa e somos muito cuidadosos na escolha dos locais que irão receber os livros, mantendo contato com as bibliotecas inclusive após as doações. Aqui, nós fomos recebidos com muito entusiasmo, gostamos muito do trabalho da Biblioteca de São Paulo e temos certeza de que escolhemos o lugar certo”.

Bruna Garcia/ANBA A biblioteca árabe, com 100 livros infanto-juvenis no idioma
Bruna Garcia/ANBA Delegação de Sharjah com autoridades do estado de São Paulo e as crianças do Lar Sírio
Bruna Garcia/ANBA Da esq. para a dir, o cônsul Alalawi com sua filha; Silvia Antibas, Amna
Bruna Garcia/ANBA Biblioteca fica no Parque da Juventude, antigo Carandiru

A Kalimat trouxe seis bibliotecas árabes para o Brasil, com 100 livros cada. Uma foi esta, doada à Biblioteca de São Paulo, e outra irá para as crianças do Lar Sírio. As outras quatro devem ser doadas a outras bibliotecas estaduais, a serem divulgadas. As doações são uma parceria com a secretaria da cultura do estado de São Paulo.

Durante a visita, o diretor executivo da SP Leituras (organização responsável pela Biblioteca de São Paulo) Pierre Ruprecht mostrou as instalações da biblioteca, que conta com livros infantis e adultos, internet, filmes e jogos, e tem seções para pessoas com necessidades especiais, com livros em braile, audiolivros, livros falados e até um equipamento que segura o livro e vira as páginas automaticamente, para pessoas com deficiência física. “Estamos recebendo esta doação com muita surpresa e alegria porque essa é uma biblioteca de inclusão, de acessibilidade, e a gente se preocupa muito com pessoas da comunidade que de alguma forma estão isoladas”, informou Ruprecht.

De acordo com o diretor, não é usual receber doações de livros, ainda mais internacionais, e esta é uma oportunidade muito importante para a biblioteca que tem como missão principal a inclusão, social, física, de todas as ordens, e aproximação da comunidade através do conhecimento e da leitura. “Esta doação traz uma oportunidade de troca com as comunidades de língua árabe e as demais comunidades que frequentam a biblioteca, dando acesso a uma cultura diferente”, completou.

Para Silvia Antibas, “É muito importante receber essa doação aqui na Biblioteca de São Paulo, aproximar culturas é uma das nossas missões, isso vai dar oportunidade para a gente trazer novos visitantes e promover um maior intercâmbio cultural, fazendo um trabalho com as crianças árabes refugiadas em conjunto com as crianças brasileiras”.

Ficamos honrados em receber a doação da Biblioteca Árabe, e acreditamos que o intercâmbio cultural e a leitura são o segredo para a união dos povos e o sucesso das duas nações [Brasil e Emirados]”, disse o cônsul Alalawi.

História

A Biblioteca de São Paulo foi inaugurada em 2010 no Parque da Juventude, onde ficava a Casa de Detenção de São Paulo, mais conhecida como Carandiru, onde ocorreu uma rebelião em 1992 que resultou na morte de 111 detentos, e ficou conhecida como o “Massacre do Carandiru”. A prisão foi demolida em 2002 e o parque que está hoje no local foi inaugurado em 2003.

Para Ruprecht, o fato de a biblioteca estar neste terreno tem uma dimensão simbólica extraordinária. “É muito importante que uma prisão, aquela prisão, tão conhecida pelo massacre, tenha se tornado um parque e abrigado a nossa biblioteca; e do ponto de vista urbano, você não desativa um presídio com nove mil detentos e aquilo simplesmente desaparece, porque se criou uma comunidade em volta, e a biblioteca entra com o papel de pacificadora e de aproximar a comunidade”, finalizou.

Fonte: ANBA – Agência de Notícias Brasil-Árabe

Bibliotecas de São Carlos ganham seis mil novos livros

Os títulos são de 30 editoras e vão atender a demanda das bibliotecas escolares

Os títulos são de 30 editoras e vão atender a demanda das bibliotecas escolares

A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal Educação, do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBI), recebeu nesta quarta-feira (25), 6 mil novos livros para atender a demanda das 11 unidades do município

As coleções foram adquiridas por meio de recursos do Governo do Estado. “Os recursos são de um projeto de modernização das bibliotecas que estava parado, retomamos o convênio e adquirimos, por meio de processo licitatório, R$ 105 mil em livros para o público infantil e juvenil. Vamos catalogar todos e depois distribuir mais de 500 volumes para cada uma das nossas bibliotecas. Até o final do ano também vamos adquirir mais R$ 75 mil em títulos”, explicou César Maragno, diretor do SIBI.

O secretário de Educação, Nino Mengatti, ressaltou a importância da leitura na vida dos estudantes. “O incentivo a leitura tem que começar na infância, pois já está comprovado que crianças e adolescentes que fazem da leitura um costume regular, possuem um aprendizado bem mais facilitado e apresentam maior agilidade de raciocínio e capacidade de expressão verbal e escrita. Com esses livros novos, modernos, muitos com interatividade, as crianças vão se interessar ainda mais. Iniciamos reformando os espaços, agora conseguimos melhorar o acervo e ainda vamos investir mais por meio de convênios que pretendemos firmar com a Secretaria de Cultura do Estado”, garante o secretário.

Conforme as bibliotecárias Karina Manfre Fromer e Fátima Ciapina os 6 mil livros estão sendo catalogados para ser expostos nas prateleiras das bibliotecas. “Cada biblioteca escolheu um kit de acordo com a faixa etária do seu público. Os livros são de 30 editoras e vão atender a demanda das bibliotecas escolares”, disse Karina Manfre Fromer.

São Carlos possui 11 bibliotecas: Biblioteca Pública Municipal Amadeu Amaral, Biblioteca Pública Municipal Euclides da Cunha, Biblioteca Pública Distrital de Água Vermelha – Armazém Cultura Lola Puccinelli Biazon e 8 nas Escolas do Futuro.

Fonte: ACidade ON

Servidor da Biblioteca Pública defende tese de doutorado para adoção de e-book

Servidor da Biblioteca Pública defende tese de doutorado para adoção de e-book. Crédito: Isabela Corrêa

O bibliotecário Charles Rodrigues, servidor da Biblioteca Pública Municipal e Escolar Norberto Cândido Silveira Júnior, defendeu tese de doutorado em Ciência da Informação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na semana passada. A pesquisa intitulada “Critério para adoção de e-book em bibliotecas diante do Paradigma da Computação nas Nuvens”, recebeu a orientação do professor Angel Freddy Godoy Viera.

A pesquisa propõe critérios e indicadores para a adoção de e-book em bibliotecas. “Tornou-se emergentes as pesquisas nos ambientes de bibliotecas sobre as necessidades de alterações das políticas de avaliação e de desenvolvimento de acervo no contexto de uso intensivo de dispositivos eletrônicos, conteúdos digitais e computação nas nuvens. Especialmente, tornou-se salutar a proposição de critérios e indicadores que possam orientar os gestores das bibliotecas no processo de adoção de e-books”, explica Charles Rodrigues.

Segundo o bibliotecário, a diversidade de questões que envolvem o ambiente digital é o principal desafio para as bibliotecas, as editoras e os fornecedores. “Assim, busca-se encontrar modelos de licenciamento viáveis que conciliem a necessidade de cobrir os custos das editoras, as recompensas aos autores e o respeito aos direitos de propriedade intelectual com a necessidade de fornecer acesso rápido, fácil e barato ao conteúdo digital”, ressalta.

Para Rodrigues, os e-books têm aumentado a complexidade do trabalho dos bibliotecários, os quais necessitam estar a par das mudanças nas plataformas tecnológicas e das questões contratuais complicadas que envolvem a propriedade e o acesso aos conteúdos digitais e a gestão das coleções. “Da mesma forma, os fornecedores têm buscado uma ampla gama de abordagens para continuar a oferecer e-books para as bibliotecas, da mesma forma que oferecem livros impressos”, comenta.

É importante destacar que as bibliotecas desempenham um papel fundamental na promoção continuada da cultura de leitura e na formação do hábito de leitura na sociedade atual. “Dessa forma, esta pesquisa contribui com a sociedade ao apresentar uma proposta que possibilita subsidiar políticas de avaliação e desenvolvimento de acervos, projetos, programas e ações em torno da adoção de e-books em diferentes tipos de bibliotecas”, finaliza.

Mais informações sobre o estudo podem ser obtidas pelo e-mail falecomcharles@yahoo.com.br

Fonte: Prefeitura de Itajaí

Autor santista doa livro às bibliotecas municipais de Santos

Autor, advogado e pedagogo santista, Fernando Saraiva doou exemplares de seu primeiro livro, Regenera Brasil – O Guia do Cidadão Inconformado, para as bibliotecas municipais de Santos. A publicação, lançada no último mês de outubro pela editora Giostri, aborda questões relacionadas à educação e à economia aplicadas ao cotidiano.

Fernando doou dois livros à Secretaria de Cultura, disponíveis na Biblioteca Mário Faria (Posto 6, praia da Aparecida), na estante dedicada aos autores santistas, e também na Biblioteca Municipal Alberto Souza, na Praça José Bonifácio, 58, Centro Histórico.

O livro reúne aspectos do Direito e da economia voltados ao dia a dia. Nasceu do sonho de transformação do País e da necessidade de conscientizar os cidadãos sobre seus direitos e possibilidades”.

A obra, segundo o autor, também gerou o curso Desenvolvimento Pessoal e Cidadania – Módulo 1, que ocorre a partir do dia 13 de março, na Universidade Santa Cecília (Unisanta).

Foto: Divulgação

Fonte: Será que tem?

¿Libro en papel o libro electrónico en las bibliotecas?

Pero, ¿por qué elegir cuando se pueden tener libros en los dos formatos?… Esta respuesta en forma de pregunta es la clave y da una idea de la situación actual que están viviendo la mayoría de las bibliotecas. Bibliotecas que forman colecciones híbridas de libros en papel y en digital. Bibliotecas que dan un plus a sus usuarios y que dejan que sean estos los que elijan si quieren leer en pantalla, en papel o de ambas formas.

El préstamo de libros en papel es el servicio estrella en las bibliotecas. Quizás sea pronto para decir, y de hecho lo es, que el préstamo de libros electrónicos superará al préstamo de libros en papel en las bibliotecas. El caso es que nadie avisó al pobre libro electrónico de que se iba a encontrar con un duro compañero de viaje.

Compañeros de viaje, no rivales, que tienen como principal diferencia lo material e inmaterial del soporte y como principal similitud el contenido. Contenido que es lo que viene a importar de los libros y que hace que despierten y afloren las emociones, el conocimiento y el entretenimiento en los lectores. Así que, ¿por qué hablar de formatos cuando lo que realmente importa es el contenido?

Aún así, se habla de formatos porque los lectores están condicionados por estos. Hay lectores acérrimos al papel y lectores que ya no saben vivir sin su lector de libros electrónicos. Aquí entran en juego, sobre todo, factores nostálgicos, de posesión, placenteros frente a factores de comodidad, disponibilidad y acceso. Lo cierto es que nos pasamos la vida leyendo todo tipo de contenidos, y cada vez más en digital, aunque en lo literario sigue primando la lectura impresa.

Ventajas y desventajas del libro en papel y electrónico en las bibliotecas

Ahora bien… ¿cuáles son las ventajas y desventajas de libro en papel y del libro electrónico desde el punto de vista de las bibliotecas?… La verdad es que se podrían contabilizar unas cuantas razones a favor y en contra de ambos formatos. Razones que se deberían tener en cuenta en función de lo que busca la biblioteca para sus usuarios. Usuarios que son el centro y por los cuales deben girar las bibliotecas.

Entre las ventajas de los libros en papel en las bibliotecas destacaría que son el alma mater de las mismas, son el origen y razón de las bibliotecas “modernas” y, por lo tanto, difíciles de sustituir por esa visión romántica que proyectan. Destacar también que las personas prefieren leer libros en papel en lugar de libros en formato digital, la facilidad de descubrimiento de nuevos libros al ir curioseando o buscando otro libro entre las estanterías y la formación de colecciones físicas en posesión / pertenencia de las bibliotecas. También destacar la tecnología de siglos sin obsolescencia (el libro) y su facilidad de uso (abrir y leer).

Entre las desventajas de los libros en papel en las bibliotecas destacaría que ocupan espacio (mucho espacio), que se deterioran con el paso del tiempo por el uso, que cogen polvo. Que la gente escribe en los libros y subraya sus textos haciendo que queden prácticamente inservibles para otros usuarios. Que la recepción de un libro se puede demorar en el tiempo desde que se realizó compra. Y también destacar el poco control que tiene la biblioteca sobre el libro cuando un préstamo sobrepasa los días estipulados.

Entre las ventajas de los libros electrónicos en las bibliotecas destacaría el mayor control que tienen las bibliotecas sobre los mismos en cuanto a préstamos, disponibilidad y la imposibilidad de pérdida entre las estanterías (o por causas como inundaciones o fuego). Destacar la inmediatez en la compra de un libro y su puesta a disposición para los usuarios de la biblioteca. Su no deterioro con el paso del tiempo y la posibilidad de tomar notas y subrayarlos sin estropearlo como sucede con el libro en papel. Por último destacar el poco espacio que ocupan en la biblioteca (ninguno, pueden estar en un disco duro o en la nube) y la facilidad de localización de un título y el préstamo sin importar lugar y horario.

Entre las desventajas de los libros electrónicos en las bibliotecas destacaría que no pertenecen a la biblioteca ya que lo que se paga es por el acceso al contenido durante x meses, a no ser que se haga una compra a perpetuidad. La compra exclusiva de títulos digitales puede llevar a las bibliotecas con el tiempo a que no tengan colecciones físicas (e incluso que no les pertenezcan). Otra desventaja es que para leer libros electrónicos se requiere un eReader o smartphone (también valdría un ordenador), aparato que no todo el mundo posee o que no tiene la última actualización que permite que se lean los contenidos. Hace falta formación y reciclaje de los bibliotecarios/as en el uso de las plataformas de préstamo y demás programas necesarios para poder realizar el préstamo, además de tener unos conocimientos básicos para ayudar a los usuarios a incluir los libros electrónicos que cogen en préstamo en sus lectores digitales. Hay una gran dependencia de las bibliotecas con las plataformas tecnológicas y con las compañías (donde entrarían las editoriales también)… o se hace lo que ellas dicen o no hay acuerdo. El tema de la privacidad de los usuarios también queda en entredicho por el rastro digital que va dejando el libro electrónico. Otras desventajas son la escasa oferta de títulos digitales y el precio que deben pagar las bibliotecas por los libros electrónicos. Para terminar con las desventajas, las bibliotecas han llegado tarde en ofrecer libros electrónicos a los usuarios y estos ya están más acostumbrados a conseguirlos / comprarlos por otros medios… y existe una cierta precipitación en el mundo de las bibliotecas por meter el libro electrónico a los usuarios sí o sí.

Algunas consideraciones que las bibliotecas deben tener en cuenta

  1. La forma de leer no cambia, lo que están cambiando son los soportes de los libros.

  2. Las bibliotecas no deben tener miedo a los cambios, deben saber adaptarse a ellos y al futuro.

  3. Las bibliotecas no tienen que perder su visión de acceso a la información y deben tener en cuenta que no todo el mundo tendrá la posibilidad de acceder a los contenidos digitales.

  4. Si la biblioteca en el presente no piensa en el futuro, en el futuro no tendrá presente.

Imagen superior cortesía de Shutterstock

[Texto publicado en la Revista DESIDERATA]

Fonte: Julian Marquina

Uma biblioteca sem livros? Universidade lista 170 mil volumes que quer EXPURGAR do acervo. Consórcio quer manter livros impressos, mas há controvérsias! 

Uma biblioteca sem livros? A medida que os alunos abandonam as prateleiras em favor do material on-line, as bibliotecas universitárias estão descarregando milhões de volumes não lidos em uma purgação a nível nacional nos Estados Unidos.

As bibliotecas estão colocando livros em armazenamento – que no Brasil o termo técnico consiste em DESBASTE, comumente uma sala ou local até fora das dependências da Biblioteca real – ou contratando revendedores ou simplesmente reciclando-os. Existe uma quantidade crescente de livros na nuvem, e as bibliotecas estão se unindo para assegurar que cópias impressas sejam mantidas por alguém, em algum lugar. Ainda assim, isso nem sempre está bem com os acadêmicos que praticamente vivem na biblioteca e argumentam que as coleções de impressão grandes e prontamente disponíveis são vitais para a pesquisa.

“Não é inteiramente confortável para qualquer um”, disse Rick Lugg, diretor executivo da OCLC Sustainable Collection Services, que ajuda as bibliotecas a analisar suas coleções. “Mas falta de recursos infinitos para lidar com isso, é uma situação que deve ser enfrentada”.

Detectando livros com pouca atenção

Na Universidade Indiana da Pensilvânia, as prateleiras da biblioteca transbordam com livros que recebem pouca atenção. Uma monografia empoeirada sobre “Desenvolvimento econômico na Escócia vitoriana”. Almanaques de televisão internacionais de 1978, 1985 e 1986. Um livro cujo título “Finanças pessoais” soa relevante até você ver a data de publicação: 1961.

Com quase metade da coleção da IUP (sigla da Universidade), com livros de  20 anos ou mais, os administradores da universidade decidiram que uma grande limpeza de casa seria necessário. Usando um software do grupo de Lugg, eles apresentaram uma lista inicial de 170.000 livros para serem considerados para remoção.

Vários professores que se dedicam a vida acadêmica e veem os materiais com outro olhar menos tecnológico  expressaram indignação. “Incrívelmente errado” e uma “faca através do coração”, escreveu Charles Cashdollar, um professor de história emérito, ao presidente e ao prefeito. “Para os humanistas, jogar esses livros é tão devastador quanto o bloqueio do laboratório ou o estúdio ou as portas da clínica seriam para os outros”.

Custo de manter um livro na estante

Embora a “remoção de não utilizados” tenha sempre ocorrido nas bibliotecas, os especialistas dizem que o ritmo está sendo acelerado. As finanças são um dos fatores. Entre o pessoal, os custos de utilidade e outras despesas, custa cerca de US $ 4 para manter um livro na prateleira por um ano, de acordo com um estudo de 2009. O espaço é outro: As bibliotecas simplesmente estão ficando sem espaço.

E, claro, a digitalização de livros e outros materiais impressos afetou dramaticamente a forma como os alunos pesquisam. A circulação vem diminuindo há anos.

As bibliotecas dizem que precisavam evoluir e fazer melhor uso de imóveis preciosos no campus. Estudantes ainda se reúnem para a biblioteca; Eles estão apenas usando isso de maneiras diferentes. Bookshelves estão dando lugar a salas de estudo em grupo e centros de tutoria, “coffee-shops” e lojas de café, à medida que as bibliotecas procuram se reinventar para a era digital.

“Somos como a sala de estar do campus”, disse a bibliotecária da Universidade Estadual de Oregon, Cheryl Middleton, presidente da Associação de Bibliotecas Universitárias e de Pesquisa. “Nós não somos apenas um armazém”.

É uma mudança radical. Até recentemente, o valor de uma biblioteca foi medido pelo tamanho e alcance de suas participações. Alguns acadêmicos ainda vêem isso dessa maneira.

Syracusa, Nova York

Na Universidade de Syracuse, em Nova York, centenas de professores e estudantes se opuseram a um plano para enviar livros para um armazém a quatro horas de distância. A escola terminou construindo sua própria instalação de armazenamento para 1,2 milhões de livros perto do campus.

Na IUP, uma universidade estadual a 60 milhas de Pittsburgh, a faculdade reagiu depois que as autoridades da escola anunciaram um plano para descartar até um terço dos livros.

Nível de circulação não é um indicador adequado

Cashdollar argumentou que a circulação é um indicador pobre do valor de um livro uma vez que os livros são freqüentemente consultados, mas não foram verificados. Substancialmente diluindo a coleção de impressões de uma biblioteca também ignora o papel de “serendipity” na pesquisa – fato de que, quando se está procurando um livro nas prateleiras e ir “tropeçando” sobre outros, leva-se a uma nova visão ou abordagem, reafirma Cashdollar e outros críticos.

“Nós vamos jogar fora a maioria por indicativos internos da biblioteca, o que não é uma boa estratégia”, disse Alan Baumler, professor de história da IUP

“Eles dizem que querem mais áreas de estudo para estudantes, mas acho difícil acreditar que não há outro lugar para os alunos estudarem”.

O projeto da biblioteca é mais sobre a administração responsável dos recursos do estado do que um esforço para liberar espaço, disse o gestor Timothy Moerland. Mas ele entende a paixão de seus colegas.

“Há alguns que nunca estarão confortáveis ??com a idéia de qualquer livro deva ser descartado”, disse ele.

Relevância e preservação

As bibliotecas dizem que o objetivo é tornar as suas coleções mais relevantes para os estudantes, ao mesmo tempo em que certifica que os materiais não estão perdidos no histórico. Um grande repositório digital chamado HathiTrust tem compromissos de 50 bibliotecas membros para reter mais de 16 milhões de volumes impressos. Mais 6 milhões foram preservados pelo Eastern Academic Scholars ‘Trust, um consórcio de 60 bibliotecas do Maine para a Flórida.

Um comitê de faculdade da IUP está revisando o que Moerland chamou a “lista de sucesso” para garantir que obras importantes permaneçam nas prateleiras.

O número final de livros a serem removidos ainda não foi determinado, mas o volume altíssimo é aparente. Os bibliotecários afixaram grandes adesivos vermelhos no dorso dos volumes listados.

Alguns estudantes dizem que se preocupam o extenso prazo (no caso de remoção dos livros para outros pontos ou um “armazém”) se tiverem que aguardar um livro que a biblioteca já não tem. Outros, como a novata Dierra Rowland, 19, dizem que estão de acordo.

“Se ninguém está lendo eles, qual é o objetivo de tê-los?”, disse ela.

Livros marcados com “bolinhas vermelhas” serão removidos na Universidade de Indiana, Pennsylvania. (Michael Rubinkam/AP)

Fonte: Voz do Cliente

Edusp contribui para enriquecer acervo de bibliotecas públicas

Uma parceria com bibliotecas públicas estabelece doações regulares de títulos da editora

Por Erika Yamamoto

O secretário municipal de Cultura e Turismo de Pirassununga, Roberto Bragagnolo (centro), esteve presente na Biblioteca Chico Mestre, acompanhando a bibliotecária Tábita e o bibliotecário da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), Girlei Lima, na entrega das obras – Foto: Divulgação

Com o objetivo de apoiar a atualização dos acervos das bibliotecas e incentivar a leitura, a Reitoria desenvolveu uma parceria entre a Editora da USP (Edusp) e as bibliotecas públicas municipais das cidades que abrigam campi da Universidade, estabelecendo doações regulares de títulos da editora.

Os primeiros lotes de livros já estão sendo entregues e, a partir de agora, as bibliotecas selecionadas poderão escolher e solicitar as obras que estejam alinhadas com os interesses da comunidade. Dessa forma, espera-se que os livros possam ser disponibilizados mais rapidamente a potenciais leitores.

Para a diretora da Edusp, Valeria de Marco, “a iniciativa, além de contribuir para atualizar as coleções das bibliotecas municipais – que têm grande dificuldade para manter uma política de formação de acervo –, também é uma forma de divulgar a produção da Edusp e ampliar as possibilidades de interação entre a Universidade, as bibliotecas públicas e os cidadãos desses municípios”.

Uma das bibliotecas contempladas foi a Biblioteca Municipal de Pirassununga Chico Mestre, que recebeu, no dia 1º de fevereiro, um lote com 73 obras da Edusp. O secretário municipal de Cultura e Turismo de Pirassununga, Roberto Bragagnolo, esteve presente na biblioteca, acompanhando a bibliotecária Tábita e o bibliotecário da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), Girlei Lima, para receber a doação das obras.

Outra importante vantagem da iniciativa é o fortalecimento das relações entre os profissionais das bibliotecas públicas municipais e os das bibliotecas universitárias, já que estes últimos ajudam na escolha e requisição dos títulos e na logística da entrega dos livros.

Além da Biblioteca Chico Mestre, outras bibliotecas contempladas com a iniciativa são a Biblioteca Rodrigues de Abreu (em Bauru), a Biblioteca Sérvulo Gonçalves (em Lorena), Biblioteca Ricardo Ferraz de Arruda Pinto (Piracicaba), Biblioteca Guilherme de Almeida (Ribeirão Preto), Biblioteca Amadeu Amaral (São Carlos) e a Biblioteca Costa Norte (São Sebastião).

Fonte: Jornal da USP